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O Messias tão esperado Chegou!

Romanos 10: 1-13.


Seria de se imaginar que, como nação, Israel aguardasse
com ansiedade a vinda do seu Messias. Há séculos, conheciam as
profecias do Antigo Testamento e a Lei como um "aio" que tinha
como finalidade conduzi-los a Cristo (Gl 3:24). Deus havia
procurado preparar uma nação para chegada do Messias, mas
quando Jesus Cristo veio, Israel o rejeitou. "Veio para o que era
seu, e os seus não o receberam" (João1:11).
Como explicar esse acontecimento trágico? Paulo
apresenta vários motivos pelos quais Israel rejeitou seu Messias
e que também tem sido os motivos os quais muitos tem
rejeitado em nossos dias.
Primeiro motivo: Não sentiam necessidade de salvação (v.
1). Houve um tempo em que Paulo teria concordado com seu
povo, pois ele próprio havia resistido ao evangelho e
considerado Jesus Cristo um impostor. Para Israel, eram os
gentios que precisavam da salvação, mas de modo algum os
judeus. Em várias de suas parábolas, Jesus ressaltou essa atitude
errada: o irmão mais velho (Lc 1 5:11-32) e o fariseu (Lc 18:9-14)
são dois exemplos. Israel teria se contentado com a salvação
política do domínio romano, mas não sentia necessidade de
salvação espiritual dos próprios pecados.
Segundo motivo: Possuíam grande zelo por Deus (v. 2).
Quando Israel voltou do cativeiro da Babilônia a sua terra
natal, Eles se sentiram curados da idolatria por eles praticada.
Com isso, decidiram adoração e servir somente ao Deus
verdadeiro. Tal atitude levou os judeus a um selo obcecado. Os
judeus eram tão zelosos que "aperfeiçoaram" a Lei de Deus e
acrescentaram suas tradições, tornando-as iguais à Lei. Ao ponto
do próprio Paulo se tornar zeloso para com a Lei e as tradições
(At 26:1-11; Gl 1:13, 14).
No entanto, esse zelo não era baseado em conhecimento
real; era calor sem luz. Infelizmente, há muitas pessoas religiosas
hoje que cometem o mesmo erro. Acreditam que suas boas
obras e gestos religiosos as salvarão, quando, na verdade, essas
práticas as impedem de serem salvas. Por certo, muitas delas são
sinceras e devotas, mas a sinceridade e a devoção não têm poder
de salvar a alma. "Visto que ninguém será justificado diante dele
[de Deus] por obras da lei" (Rm 3:20).
Terceiro Motivo: Eram orgulhosos e hipócritas (v. 3). Israel
não conhecia a justiça de Deus, não porque ninguém o havia
falado dela, mas porque em seu orgulho recusaram a aprender.
Orgulhavam-se de suas boas obras e virtudes religiosas e não
desejavam reconhecer seus pecados nem crer no Salvador. Paulo
vivia nesse mesmo erro antes de seu encontro com o Senhor (Fp
3:1-11).
Quarto Motivo: Interpretavam incorretamente sua própria
Lei (w. 4-13). Tudo na religião judaica apontava para a vinda do
Messias - seus sacrifícios, o sacerdócio, os cultos no templo, as
festas religiosas e as alianças. Sua Lei revelava que eram
pecadores e precisavam de um Salvador. Mas, em vez de
deixarem que a Lei os conduzisse a Cristo (Gl 3:24), adoraram a
Lei e rejeitaram o Salvador.

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