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EixoTecnológico: Produção Industrial

Curso: Técnico em Cerâmica


Modalidade: Subsequente
Disciplina - CH: Ensaios de Produtos Cerâmicos I – 45h
Docente: Jean Carlos Silva Andrade

2015
DILMA VANA ROUSSEFF
Governo Federal

RENATO JANINE RIBEIRO


Ministro da Educação

ALÉSSIO TRINDADE DE BARROS


Secretário SETEC

MARCELO MACHADO FERES


Coordenador Nacional do PRONATEC

ÂNGELA MARIA PAIVA CRUZ


Reitora UFRN

JOSÉ DANIEL DINIZ MELO


Vice Reitor UFRN

JÚLIO CÉSAR DE ANDRADE NETO


Diretor EAJ/UFRN

GERBSON AZEVEDO DE MENDONÇA


Vice Diretor EAJ/UFRN
Coordenador Adjunto Mulheres Mil PRONATEC/EAJ/UFRN

JOÃO INÁCIO DA SILVA FILHO


Coordenador Geral PRONATEC/EAJ/UFRN

PAULO MÁRIO CARVALHO DE FARIA


Coordenador Adjunto Administrativo PRONATEC/EAJ/UFRN

KÉSIA KARINA DE OLIVEIRA SOUTO SILVA


Coordenadora Adjunta dos Cursos Técnicos PRONATEC/EAJ/UFRN

ROSE MEIRE PENHA REVORÊDO DE MACÊDO


Coordenadora Adjunta dos Cursos FIC PRONATEC/EAJ/UFRN

ORGANIZAÇÃO E ELABORAÇÃO
Jean Carlos Silva Andrade
Carlos Alberto Paskocimas

EQUIPE ADMINISTRATIVA DOS CURSOS TÉCNICOS PRONATEC/EAJ/UFRN


Anaxmandro Pereira da Silva
Duciane Freitas Furtado
Francisco Claudivan da Silva
Mônica Kaline Santiago e Maciel Silva
Romoaldo Marroque Torres
Thays Lins Galvão de Albuquerque Bastos
Valéria Maria Lima da Silva
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
ESCOLA AGRICOLA DE JUNDIAÍ
PROGRAMA NACIONAL DE ACESSO AO ENSINO TÉCNICO E EMPREGO

CURSO TÉCNICO EM CERÂMICA

ENSAIOS DE PRODUTOS CERÂMICOS I – 45h

JEAN CARLOS SILVA ANDRADE

NATAL
2015

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SUMÁRIO

Capítulo 1- PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA QUE DEVEM SER UTILIZADOS EM LABORATORIOS ...........5

Capítulo 2- ENSAIOS EM PRODUTOS DE CERÂMICA VERMELHA – NORMAS TÉCNICAS DA ABNT PARA


PRODUTOS DE CERÂMICA VERMELHA ..................................................................................................7

Capítulo 2.1- Blocos cerâmicos para alvenaria de vedação e estrutural ..................................................7

Capítulo 2.1.1- Determinação das características geométricas – Anexo A............................................. 11

Capítulo 2.1.1- A.4.2. Determinação das medidas das faces – Dimensões efetivas ................................ 11

Capítulo 2.1.1- A.4.3 Determinação da espessura das Paredes externas e Septos ................................. 13

Capítulo 2.1.1- A.4.4 Determinação do Desvio em relação ao esquadro (D).......................................... 15

Capítulo 2.1.1- A.4.5 Determinação da Planeza das faces (F) ............................................................... 15

Capítulo 2.1.2- Determinação das características físicas – Anexo B ...................................................... 17

Capítulo 2.1.2- B. Determinação da massa seca e do índice de absorção d`água ................................... 17

Capítulo 2.1.3- Determinação da característica mecânica – Anexo C .................................................... 18

Capítulo 2.1.3- C. Determinação da resistência à compressão dos blocos de vedação e estrutural ........ 18

Capítulo 2.1.4- Critérios de aceitação e rejeição .................................................................................. 20

Capítulo 2.2- Ensaios em telhas cerâmicas .......................................................................................... 20

Capítulo 2.2.1- Critérios de aceitação e rejeição .................................................................................. 25

Capítulo 2.2.2- Determinação das características geométricas – Anexo A............................................. 27

Capítulo 2.2.2- A.4.2 Determinação dos valores das dimensões básicas e do rendimento médio........... 28

Capítulo 2.2.2- A.4.3 Determinação da planaridade (Pl) ...................................................................... 30

Capítulo 2.2.2- A.4.4 Determinação da retilineidade ........................................................................... 31

Capítulo 2.2.3- Verificação da impermeabilidade – Anexo B ................................................................ 32

Capítulo 2.2.4- Carga de ruptura à flexão simples (FR ) – Flexão a 3 pontos – Anexo C ........................... 33

Capítulo 2.2.5- Determinação da massa seca e da absorção d’água – Anexo D ..................................... 35

Capítulo 2.2.6- Determinação da galga média – Anexo E ..................................................................... 37

Capítulo 3- ENSAIOS EM PLACAS CERÂMICAS – Normas técnicas da ABNT para produtos de


revestimentos cerâmicos ................................................................................................................... 39

Capítulo 3.1- Placas cerâmicas............................................................................................................ 39

Capítulo 3.1.1- Análise visual do aspecto superficial – Anexo A ........................................................... 40

Capítulo 3.1.2- Determinação da absorção de água – Anexo B ............................................................. 41


Capítulo 3.1.3- Determinação da carga de ruptura e do módulo de resistência à flexão – Anexo C ........ 43

Capítulo 3.1.4- Determinação da resistência à abrasão superficial – Anexo D ....................................... 44

Capítulo 3.1.5- Determinação da resistência à abrasão profunda – Anexo E ......................................... 47

Capítulo 3.1.6- Determinação da resistência ao gretamento – Anexo F ................................................ 48

Capítulo 3.1.7- Determinação da resistência ao manchamento – Anexo G ........................................... 48

Capítulo 3.1.8- Determinação da resistência ao ataque químico – Anexo H .......................................... 49

Capítulo 3.1.9- Determinação da expansão por umidade – Anexo J ..................................................... 49

Capítulo 3.1.10- Determinação do coeficiente de dilatação térmica – Anexo K ..................................... 49

Capítulo 3.1.11- Determinação da resistência ao choque térmico – Anexo L......................................... 50

Capítulo 3.1.12- Determinação da resistência ao congelamento – Anexo M ......................................... 50

Capítulo 3.1.13- Determinação do coeficiente de atrito – Anexo N ...................................................... 50

Capítulo 3.1.14- Determinação de chumbo e cádmio – Anexo P........................................................... 50

Capítulo 3.1.15- Determinação da resistência ao impacto – Anexo Q ................................................... 51

Capítulo 3.1.16- Determinação das dimensões, da retitude dos lados, da ortogonalidade dos lados, da
curvatura central, da curvatura lateral e do empeno – Anexo S ........................................................... 51

Capítulo 3.2.1- Definição dos ensaios iniciais, amostragem e critérios de aceitação .............................. 52

Capítulo 4- ENSAIOS EM LOUÇAS SANITÁRIAS – Normas técnicas da ABNT para produtos de louça
sanitária ............................................................................................................................................ 56

Capítulo 4.1- Aparelhos sanitários ...................................................................................................... 56

Capítulo 4.2- Requisitos gerais ........................................................................................................... 57

Capítulo 4.3- Requisitos específicos .................................................................................................... 57

Capítulo 4.3.1- Absorção de água do material cerâmico – Anexo A ...................................................... 57

Capítulo 4.3.2- Resistencia ao gretamento da superfície esmaltada – Anexo B ..................................... 57

Capítulo 4.3.3- Resistencia mecânica dos aparelhos sanitários – Anexo C............................................. 57

Capítulo 4.3.4- Funcionamento das bacias sanitárias........................................................................... 58

Capítulo 5- PRÁTICAS EM LABORATÓRIO PARA ENSAIOS EM FRITAS, VIDRADOS, CORANTES E PASTAS


SERIGRÁFICAS ................................................................................................................................... 59

Capítulo 5.1- Definição....................................................................................................................... 58

Capítulo 5.2- Ensaios em laboratório .................................................................................................. 60

Referências ....................................................................................................................................... 61

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Capítulo 1

1- PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA QUE DEVERAM SER UTILIZADOS EM


LABORATÓRIOS

Os procedimentos de segurança que devem ser utilizados em laboratórios se


dão principalmente através da elaboração de um conjunto de normas que definem
as condições básicas de segurança, levando-se em consideração os riscos
presentes no ambiente. As normas que regulam os procedimentos de segurança a
serem adotados em um determinado laboratório são genericamente conhecidas
como normas de “Boas Práticas Laboratoriais” - BPL. Para que um laboratório
garanta um cumprimento das normas é imprescindível à adoção dos seguintes
procedimentos:

• O local de trabalho deve ser mantido sempre em ordem.


• Antes de utilizar qualquer dependência que não seja a do laboratório em que
se encontra, o estudante deverá pedir permissão ao responsável direto pelo
mesmo.
• Procure sempre solucionar suas dúvidas, antes de começar o trabalho, lendo
atentamente o roteiro, organizando os utensílios e os instrumentos a serem
utilizados.
• Usar os equipamentos do laboratório apenas para seu propósito designado.
• Conhecer a localização e o uso correto dos equipamentos de segurança
disponíveis.
• Determinar causas de risco potenciais e as precauções de segurança
apropriadas antes de começar a utilizar novos equipamentos ou implantar
novas técnicas no laboratório e confirmar se existem condições e
equipamentos de segurança suficientes para implantação do novo
procedimento.
• Ao perceber que um aparelho está quebrado, comunique imediatamente ao
responsável pelo setor para que o reparo possa ser providenciado.
• Ao perceber algo fora do lugar, coloque-o no devido lugar. A iniciativa própria
para manter a ordem é muito bem-vinda e antecipadamente agradecida.
• É proibido o uso de sandálias, chinelos e shorts durante trabalhos
laboratoriais.
• Não usar cabelo solto, quando for longo.
• As brincadeiras/distrações ou conversas paralelas podem causar sérios
acidentes.
• É indispensável o uso de avental durante as práticas laboratoriais.
5
• Quando se fizer necessário, use luvas, mascaras e óculos de proteção.
• Tenha cuidado especial ao trabalhar com sistemas sob vácuo ou pressão.
• As válvulas dos cilindros devem ser abertas lentamente com as mãos ou
usando chaves apropriadas. Nunca force as válvulas, com martelos ou outras
ferramentas, nem as deixe sobre pressão quando o cilindro não estiver sendo
usado.
• Não se deve acumular materiais sobre bancadas e pias. Todo material que
não estiver em uso deve ser guardado limpo, em lugar apropriado.

Em caso de acidente:

• Os acidentes devem ser comunicados, imediatamente, ao responsável pelo


setor, professor responsável e a supervisor do curso para discussão das
medidas a serem adotadas. Por razões de segurança, deve-se evitar
trabalhar sozinho no laboratório. Procurar sempre trabalhar próximo de
alguém que possa ouvir se houver qualquer problema.
• Recomendação final para minimizar o risco de acidentes: não trabalhe sob
tensão.

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Capítulo 2

2- ENSAIOS EM PRODUTOS DE CERÂMICA VERMELHA - Normas técnicas da


ABNT para produtos de cerâmica vermelha

2.1- Blocos Cerâmicos para Alvenaria de Vedação e Estrutural

Produtos cerâmicos caracterizados por possuir furos prismáticos


perpendiculares ás faces que o contém. As diferenças geométricas e de robustez é
que diferenciam os blocos cerâmicos apropriados para alvenaria de fechamento e
aqueles apropriados para alvenaria estrutural. Os blocos cerâmicos estruturais são
cada vez mais utilizados, visto que, desempenham uma dupla função, ou seja, de
fechamento e ao mesmo tempo estrutural, viabilizando os sistemas construtivos de
baixo custo. O bloco cerâmico para vedação é produzido para ser usado
especificamente com furos na horizontal, como representado esquematicamente na
Figura 1(a). O bloco cerâmico estrutural é produzido para ser usado especificamente
com furos na vertical, como representado esquematicamente na Figura 1(b).

(a) (b)
Figura 1: (a) Bloco cerâmico de vedação com furos na horizontal, e (b) bloco
cerâmico estrutural com furos na vertical.

A seguir serão apresentadas as normas técnicas da ABNT para blocos


cerâmicos de vedação e estrutural

ABNT NBR 15270-1:2005


Os blocos cerâmicos para vedação constituem as alvenarias externas ou
internas que não têm a função de resistir a outras cargas verticais, além do peso da
alvenaria da qual faz parte.

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ABNT NBR 15270-2:2005
Os blocos cerâmicos estrutural de paredes vazadas são componentes da
alvenaria estrutural com paredes vazadas, empregado na alvenaria estrutural não
armada, armada e protendida.

ABNT NBR 15270-3:2005


Esta parte da ABNT NBR 15270 estabelece os métodos para a execução dos
ensaios dos blocos cerâmicos estruturais e de vedação.

• Características visuais

O bloco cerâmico não devem apresentar defeitos sistemáticos, tais como


quebras, superfícies irregulares ou deformações que impeçam o seu emprego na
função especificada (Figura 2).

Figura 2 – Blocos cerâmicos com defeitos.

As características visuais do bloco cerâmico face-à-vista devem atender aos


critérios de avaliação da aparência especificados (Figura 3).

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Figura 3 – Blocos cerâmicos sem defeitos.

• Identificação

O bloco cerâmico de vedação e estrutural devem trazer, obrigatoriamente,


gravados em uma das suas faces externas, a identificação do fabricante e do bloco,
em baixo relevo ou reentrância, com caracteres de no mínimo 5 mm de altura, sem
que prejudique o seu uso, conforme Figura 4. Nessa inscrição deve constar no
mínimo o seguinte:

(a) Identificação do fabricante (CNPJ e nome fantasia ou razão social);


(b) Dimensões nominais, em centímetros, na seguinte sequência: Largura (L),
altura (H) e comprimento (C), na forma de (L x H x C), podendo ser suprimida a
inscrição da unidade de medida em centímetros.
(c) Lote ou data de fabricação;
(d) Telefone do Serviço de Atendimento ao Cliente ou correio eletrônico ou
endereço do fabricante, importador ou revendedor/distribuidor.

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Figura 4 – Exemplos de identificação em blocos cerâmicos (vedação/estrutural).

Para o ensaio de determinação das características geométricas de Blocos


(largura, altura, comprimento, desvio em relação ao esquadro, planeza das faces e
espessura das paredes externas e septos) e para o ensaio de determinação da
resistência à compressão, cada amostra deve ser constituída de 13 (treze) corpos-
de-prova. Para o ensaio de determinação da massa seca e do índice de absorção
d´água, cada amostra deve ser constituída de 6 (seis) corpos-de-prova. São
necessários 20 (vinte) blocos para a inspeção do conjunto de ensaios.
A seguir será descrito todos os ensaios que serão realizados no Laboratório
de Cerâmica/UFRN em blocos cerâmicos de vedação e estrutural, através da norma
ABNT NBR 15270-3:2005 – Componentes cerâmicos – Parte 3: Blocos cerâmicos
para alvenaria estrutural e de vedação – Métodos de ensaio.

• Aparelhagem e instrumentação

a) Paquímetro com sensibilidade mínima de 0,05 mm;


b) Régua metálica com sensibilidade mínima de 0,5 mm;
c) Esquadro metálico de 90 ± 0,50;
d) Balança com resolução de até 10 g.

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• Recebimento, preparação e acondicionamento

Os corpos-de-prova devem ser identificados, limpos, ter as rebarbas retiradas


e colocados em ambiente protegido.

• Determinação das dimensões efetivas

Os valores da largura são obtidos fazendo-se medições nas duas faces do


bloco e à meia da altura do bloco. Os valores da altura são obtidos fazendo-se
medições nas duas faces do bloco e no meio do comprimento do bloco. Os valores
do comprimento são obtidos fazendo-se medições nas duas faces do bloco e no
meio da largura do bloco.

• Dimensões de fabricação

Valores da largura (L), altura (H) e comprimento (C), que identificam um


bloco, correspondentes a múltiplos e submúltiplos do módulo dimensional M menos
1 cm.

2.1.1- Determinação das características geométricas – Anexo A

As características geométricas do bloco cerâmico de vedação e estrutural são


as seguintes: a) medidas das faces – dimensões efetivas; b) espessura dos septos e
paredes externas dos blocos; c) desvio em relação ao esquadro (D) e d) planeza das
faces (F).

A.4.2. Determinação das medidas das faces – Dimensões efetivas

A.4.2.1 Execução do ensaio

Os blocos são colocados sobre uma superfície plana e indeformável.


Os valores da largura (L), altura (H) e comprimento (C) são obtidos fazendo-
se as medições nos pontos indicados nas Figuras A.1, A.2 e A.3.

11
(a) (b)

Figura A.1 - Locais para medições da largura (L) nos blocos de vedação (a), e nos
blocos estrutural (b).

(a) (b)

Figura A.2 - Locais para medições da altura (H) nos blocos de vedação (a), e nos
blocos estrutural (b).

12
(a) (b)

Figura A.3 - Locais para medições do comprimento (C) nos blocos de vedação (a), e
nos blocos estrutural (b).

A.4.3 Determinação da espessura das Paredes externas e Septos

A.4.3.1 Execução do ensaio

Os corpos-de-prova devem ser colocados sobre uma superfície plana e


indeformável. A espessura das paredes externas deve ser medida no mínimo nos
pontos indicados nas Figuras A.4, buscando o ponto onde a parede apresenta a
menor espessura. As medições das espessuras dos septos devem ser obtidas na
região central destes, utilizando no mínimo quatro medições, buscando os septos de
menor espessura.

13
(a) (b)

(a) (b)

Figura A.4 - Posições esquemáticas para as medições da espessura das paredes


externas e septos nos blocos de vedação (a), e nos blocos estrutural (b).

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A.4.4 Determinação do Desvio em relação ao esquadro (D)

A.4.4.1 Execução do ensaio

Os corpos-de-prova devem ser colocados sobre uma superfície plana e


indeformável. Deve-se medir o desvio em relação ao esquadro entre uma das faces
destinadas ao assentamento e a maior face destinada ao revestimento do bloco,
conforme as Figuras A.5, empregando-se o esquadro metálico e a régua metálica.

(a) (b)

Figura A.5 - Desvio em relação ao esquadro - Representação esquemática nos


blocos de vedação (a), e nos blocos estrutural (b).

A.4.5 Determinação da Planeza das faces (F)

A.4.5.1 Execução do ensaio

Os corpos-de-prova foram colocados sobre uma superfície plana e


indeformável. Deve-se determinar a planeza de uma das faces destinadas ao
revestimento através da flecha formada na diagonal, conforme as Figuras A.6,
empregando-se o esquadro metálico e a régua metálica.
15
(a) (b)

(a) (b)

Figuras A.6 - Planeza das faces – Representação esquemática nos blocos de


vedação (a), e nos blocos estrutural (b).

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2.1.2- Determinação das características físicas - Anexo B

As características físicas do bloco cerâmico de vedação e estrutural são as


seguintes: a) massa seca e índice de absorção d´água.

B. Determinação da massa seca e do índice de absorção d`água

B.4 Execução do ensaio

Após o preparo dos corpos-de-prova, as atividades foram seguidas e são


descritas em B.4.2 a B.4.4.

B.4.2 Determinação da massa seca (ms)

a) retirar do corpo-de-prova o pó e outras partículas soltas;


b) submeter os corpos-de-prova à secagem em estufa a (105 ± 5)ºC;
c) determinar a massa individual, em intervalos de 1 h, até que duas pesagens
consecutivas de cada um deles difiram em no máximo 0,25%, pesando-os
imediatamente após a remoção da estufa;
d) medir a massa seca (ms) dos corpos-de-prova após a estabilização das
pesagens, nas condições acima estabelecidas, expressando-as em gramas.

B.4.3 Determinação da massa úmida (mu)

a) após a determinação da massa seca (ms), os corpos-de-prova devem ser


colocados em um recipiente de dimensões apropriadas, preenchido com água à
temperatura ambiente, em volume suficiente para mantê-los totalmente imersos
durante 24 h.
b) estando a água do recipiente à temperatura ambiente, os corpos-de-prova
saturados devem ser removidos e colocados em bancada para permitir o
escorrimento do excesso de água;
c) a água remanescente deve ser removida com o auxílio de um pano limpo e
úmido, observando-se que o tempo decorrido entre a remoção do excesso de água
na superfície e o término das pesagens não deve ser superior a 15 min;
d) a massa úmida (mu), expressa em gramas, é determinada pela pesagem de cada
corpo-de-prova saturado;
f) os resultados das pesagens devem ser expressos em gramas.

B.4.4 Determinação do índice de absorção d´água (AA)

O índice de absorção d´água (AA) de cada corpo-de-prova é determinado


pela expressão:
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(M U − M S )
AA (%) = × 100
MS

onde mu e ms representam a massa úmida e a massa seca de cada corpo-de-prova,


respectivamente, expressas em gramas.

2.1.3- Determinação da característica mecânica - Anexo C

A característica mecânica do bloco cerâmico de vedação e estrutural é a


Resistência à compressão.

C. Determinação da resistência à compressão dos blocos de vedação e


estrutural

C.4 Procedimentos
C.4.1 Generalidades

a) medidas de largura (L), altura (H) e o comprimento (C) dos blocos segundo A.4.2
(figuras A.1, A.2 e A.3);
b) para a regularização das faces de trabalho dos corpos-de-prova, foram utilizadas
argamassas com resistências superiores às resistências dos blocos na área bruta;
c) o capeamento deve apresentar-se plano e uniforme no momento do ensaio, não
sendo permitidos remendos;
d) a espessura máxima do capeamento não deve exceder 3 mm.

C.4.2 Posição dos corpos- de- prova nos ensaios à compressão

Todos os corpos-de-prova devem ser ensaiados de modo que a carga seja


aplicada na direção do esforço que o bloco deve suportar durante o seu emprego,
sempre perpendicular ao comprimento e na face destinada ao assentamento.

C.4.3 Blocos cerâmicos de vedação e estrututal

Os corpos-de-prova devem ser preparados da seguinte forma:


a) deve-se obter assim um corpo-de-prova com duas faces de trabalho devidamente
regularizadas e tanto quanto possível paralelas (ver figura C.1);

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(a) (b)
Figura C.1 — Compressão axial de bloco de vedação (a) e estrutural (b).

b) após o endurecimento das camadas de capeamento, imergir os corpos-de-prova


em água no mínimo durante 6 h;

C.4.4 Execução do ensaio

A execução do ensaio deve ser a seguinte:

a) os blocos foram ensaiados na condição saturada;


b) todos os corpos-de-prova foram ensaiados de modo que a carga foi aplicada na
direção do esforço que o bloco deve suportar durante o seu emprego, sempre
perpendicular ao comprimento e na face destinada ao assentamento;

(a) (b)
Figura C.2 — Compressão axial de bloco de vedação com furo redondo (a) e furo
quadrado (b).
c) proceder ao ensaio de compressão, regulando os comandos da prensa, de forma
que a tensão aplicada, calculada em relação à área bruta se eleve progressivamente
à razão de (0,05 ± 0,01) MPa/s.

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2.1.4- Critérios de aceitação e rejeição

A Norma estabelece para os referidos produtos a seguinte conduta de


inspeção:

• Constituição do lote e amostragem: O lote deve ter no máximo 100.000


blocos.

A Norma estabelece para o referido produto a seguinte conduta aceitação e


rejeição:
• Inspeção Geral: De acordo com o estabelecido na Tabela C1.

Tabela C1 – Constituição dos lotes, amostragem e critérios de aceitação/rejeição


para verificação da identificação e características visuais.
Lotes Amostragem Unidades não Conformes
1a 2a 1a 2a
1000 a 100.000 13 13 2 5 6 7

• Inspeção por Ensaio: De acordo com o estabelecido na Tabela C2.

Tabela C2 – Constituição dos lotes, amostragem e critérios aceitação/rejeição para


verificação das características geométricas, físicas e mecânica.
Número Unidades não-conformes
amostras Características Características
geométricas/mecânica físicas
Amostragem Aceitação Rejeição Aceitação Rejeição
13 2 3 - -
6 - - 1 2

2.2- Ensaios em telhas cerâmicas

Para o ensaio de determinação das características geométricas de Telhas


(largura, comprimento, posição do pino, altura do pino, planaridade, retilineidade) e
para o ensaio de determinação da resistência à flexão simples, cada amostra deve
ser constituída de 12 (doze) corpos-de-prova. Para o ensaio da determinação do
rendimento médio, cada amostra deve ser constituída de 14 (quatorze) corpos-de-
prova. Para o ensaio de determinação da massa seca e do índice de absorção
d´água e impermeabilidade, cada amostra deve ser constituída de 6 (seis) corpos-
de-prova. Para o ensaio da determinação da galga média, cada amostra deve ser
constituída de 24 (vinte e quatro) corpos-de-prova. Cada amostra deve ser

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identificada de LOTE contendo 30 (trinta) telhas necessárias para a inspeção do
conjunto de ensaios.
A seguir será descrito todos os ensaios que serão realizados em Telhas
cerâmicas simples de sobreposição, conhecida como colonial ou capa e canal, no
Laboratório de Cerâmica/UFRN, através da norma ABNT NBR 15310:2009 –
Componentes cerâmicos – Telhas – Terminologia, requisitos e métodos de ensaio.

• Requisitos gerais
• Identificação
A telha cerâmica deve trazer, obrigatoriamente, a identificação do fabricante e
os outros dados gravados em relevo ou reentrância, com caracteres de no mínimo 5
mm de altura, sem que prejudique o seu uso.

Nessa inscrição deve constar no mínimo:


a) Identificação do fabricante, do município e do estado da federação;
b) modelo da telha;
c) rendimento médio (Rm) da telha, expresso em telhas por m2 com uma casa
decimal, sendo obrigatória a gravação T/m2;
d) dimensões na sequência: largura de fabricação (L) x comprimento de
fabricação (C) x posição do pino ou furo de amarração (Lp) (quando não
houver pino), expressos em centímetros (cm), podendo ser suprimida a
inscrição da unidade de medida (cm);
e) galga média (Gm), expressa em centímetro (cm) com uma casa decimal,
sendo obrigatória a gravação da grandeza Gm.
Notas:
1) As telhas simples de sobreposição deverão trazer gravada sua especificação de uso “capa” ou “canal”.
2) As telhas especificadas como “capa” estão dispensadas da gravação “posição do pino ou furo de
amarração (Lp)”.

• Características visuais
A telha pode apresentar ocorrências tais como esfoliações, quebras, lascados
e rebarbas que não prejudiquem o seu desempenho; igualmente são admissíveis
eventuais riscos, escoriações, e raspagens causadas por atrito feitas nas telhas
durante o seu fabrico, embalagem, manutenção ou transporte.

• Sonoridade
A telha deve apresentar som semelhante ao metálico, quando suspensa por
uma extremidade e percutida.

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Figura 1 - Ensaio de sonoridade.

• Características Geométricas
• Características dimensionais
As características dimensionais básicas das telhas cerâmicas são as
seguintes:
(a) largura de fabricação (L); (b) comprimento de fabricação (C); (c) posição do
pino ou furo de amarração (Lp); (d) altura do pino (Hp); (e) rendimento médio
(Rm) e( f) galga média (Gm).

a. Projeto do modelo da telha


a.1 Para a fabricação de qualquer modelo de telha é obrigatória a existência do
Projeto de Modelo de Telha.
a.2 O Projeto de Modelo de Telha é de responsabilidade do fabricante da telha.
a.3 A telha deve ser fabricada de acordo com o Projeto de Modelo de Telha e este
deve ser utilizado como referência para diminuir dúvidas que envolvam o fabricante
e o consumidor.
a.4 Todo o modelo de telha deve atender a todos os requisitos gerais e específicos
desta Norma e o respectivo Projeto de Modelo de Telha, garantindo assim a eficácia
e eficiência do modelo no sistema de cobertura.
a.5 O Projeto de Modelo de Telha deve constar de, no mínimo, documentos gráficos
que permitam o pleno entendimento do modelo projetado.
a.6 O Projeto de Modelo de Telha deve indicar, no mínimo, as suas características
geométricas e dimensionais, a galga média determinada conforme Anexo E, o
rendimento médio calculado conforme Anexo A, a declividade de utilização e sua
massa seca.

22
b. Retilineidade e planaridade
b.1 Esses dois requisitos se aplicam às telhas planas de encaixe, telhas planas de
sobreposição, telhas simples de sobreposição e telhas compostas de encaixe.
b.2 O valor da retilineidade para telhas planas não deve ser superior a 1% do
comprimento efetivo bem como da largura efetiva.
b.3 O valor da retilineidade para telhas simples de sobreposição e telhas compostas
de encaixe não deve ser superior a 1% do comprimento efetivo.
b.4 O valor da planaridade não deve ser superior a 5 mm, independente do tipo de
telha
b.5 Os ensaios devem ser executados conforme o Anexo A.

c. Requisitos específicos
c.1 Massa
A massa da telha seca não deve ser superior a 6% do valor declarado no
projeto do modelo da telha.
Os ensaios devem ser executados conforme Anexo D.

c.2 Tolerância dimensional


A tolerância de dimensões admitida é de ± 2,0% para as dimensões de
fabricação contidas no item características dimensionais subitens a,b e c.
Para as telhas prensada o pino deve ter altura mínima (Hp) de 7 mm.
Para as telhas extrudadas o pino deve ter altura mínima (Hp) de 3mm.
A tolerância admitida para o valor do rendimento médio (Rm) é de ± 1%.

c.3 Absorção de água (AA)


O limite máximo admissível é 20 %.

c.4 Impermeabilidade
Quando submetida ao ensaio para verificação da impermeabilidade, a telha
não deve apresentar vazamentos ou formação de gotas em sua face inferior, sendo,
porém tolerado o aparecimento de manchas de umidade.
Os ensaios devem ser executados conforme Anexo B.
Nota: O surgimento eventual de gotas na face inferior das telhas, devido à
permeabilidade, não deve ser confundido com a formação de gotas na face inferior
das telhas por causa da condensação da umidade do ar ambiente.

c.5 Carga de ruptura à flexão


As cargas de ruptura à flexão não devem ser inferiores às indicadas na
Tabela c.1.

23
Tabela c.1 – Tipos de telhas e cargas de ruptura.
Tipos de telhas Exemplos Cargas N
Planas de encaixe telhas francesas 1 000 (100 kgf)
Compostas de encaixe telhas romanas 1 300 (130 kgf)
telhas capa e canal
colonial
Simples de sobreposição telhas plan
1 000 (100 kgf)
telhas paulista
telhas Piauí
Planas de sobreposição telhas alemã e outras

A determinação da carga de ruptura à flexão simples (flexão a três pontos ou


ensaio dos três cutelos) tem por finalidade simular situações genéricas no
transporte, no uso, na construção e manutenção das telhas (ver Anexo C figuras
C.1 a C.4).

d. Inspeção do lote de fornecimento

d.1 Condições de inspeção


O local de inspeção deve ser previamente acordado entre fornecedor e
comprador.

d.2 Constituição dos lotes de fornecimento


Todo lote de fabricação deve ser dividido em lotes de fornecimento de até
100.000 telhas ou fração, atendendo o disposto nos itens d.3 (Inspeção geral) e d.4
(Inspeção por ensaios).

d.3 Inspeção geral


d.3.1 Para a execução da inspeção geral adota-se dupla amostragem, sendo cada
amostra constituída por 30 telhas extraídas de cada um dos lotes constituídos de
acordo com o disposto no item d.2.
d.3.2 Os aspectos a serem considerados nessa inspeção são os constantes e
devem ser observados em: Identificação; Características visuais e Sonoridade,
utilizando-se quantidade de amostras conforme indicada na Tabela d.2.
d.3.3 As telhas de cada lote são amostradas aleatoriamente, de acordo com as
indicações contidas na Tabela d.1.

Tabela d.1- Número das telhas amostradas constituintes de um único lote.


Números de telhas
1a 2a Verificações
amostragem amostragem
Identificação; Características visuais e
30 30
Sonoridade.
24
Nota: Sugere-se que por questão de racionalidade a inspeção por ensaios seja realizada após a
aprovação do lote na inspeção geral.

d.4 Inspeção por ensaios


d.4.1 Para cada ensaio são necessários 12 corpos-de-prova, divididos previamente
em dois grupos, para os ensaios da primeira amostragem ou amostragem simples (6
corpos-de-prova) e para os ensaios da segunda amostragem (6 corpos-de-prova),
de acordo com as indicações da Tabela d.2 e d.3.
d.4.2 Os aspectos a serem considerados nessa inspeção são os constantes e
devem ser observados em: Características dimensionais; Retilineidade e
Planaridade; Absorção d´água; Impermeabilidade e Carga de ruptura à flexão.

Tabela d.2 – Número das telhas amostradas para carga de ruptura à flexão.

Números de telhas
a Verificações
1a amostragem 2 amostragem
6 6 Carga de ruptura à flexão

Tabela d.3 - Número das telhas amostradas constituintes de um único lote


Números de telhas
Verificações
amostragem simples
Características dimensionais;
6 Retilineidade e Planaridade; Absorção
de água e Impermeabilidade
Nota: Sugere-se que, por questão de racionalidade, os ensaios de absorção d’água,
impermeabilidade e ruptura à flexão sejam efetuados após aprovação nos ensaios de planaridade,
retilineidade e dimensões.

2.2.1- Critérios de aceitação e rejeição

e.2 Na inspeção geral

e.2.1 Na inspeção geral, conforme previsto em d.3, a aceitação ou rejeição do lote


fica condicionada ao disposto na Tabela d.4.
e.2.2 A tabela d.4 deve ser aplicada separadamente para: Identificação;
Características visuais e Sonoridade.
Tabela d.4 – Aceitação e rejeição por dupla amostragem na Inspeção Geral.
Unidades não-conformes
No de telhas constituintes 1ª amostragem 2ªamostragem

1ªamostragem
2ª no de no de no de no de
amostragem aceitação rejeição aceitação rejeição
30 30 2 5 6 7

25
e.2.3 No caso de haver rejeição do lote na inspeção geral, mediante acordo entre
fornecedor e comprador, pode ser procedida a inspeção de todas as telhas do lote,
comprometendo-se o fornecedor a repor todas as telhas não-conformes.

e.3 Na inspeção por ensaios


e.3.1 Na inspeção por ensaios o item c.5 (carga de ruptura), item b (retilineidade e
planaridade) e item c.3 (absorção d’água) a aceitação ou rejeição do lote fica
condicionada ao disposto na Tabela d.5.

Tabela d.5 – Aceitação e rejeição por dupla amostragem na inspeção por ensaios.
Unidades não-conformes
No de telhas constituintes
1a amostragem 2a amostragem
1a 2a no de no de no de no de
amostragem amostragem aceitação rejeição aceitação rejeição
6 6 1 3 3 4

e.3.2 Na inspeção por ensaios as Características dimensionais (subitens a, b, c e


d) e item c.4 (impermeabilidade), a aceitação ou rejeição do lote fica condicionada
ao disposto na tabela d.6.

Tabela d.6 - Aceitação e rejeição na inspeção amostragem simples na inspeção por


ensaios.

No de telhas Unidades não-conformes


constituintes
Amostragem
simples no de no de
aceitação rejeição
6 0 1

e.3.3 Na inspeção por ensaios a características dimensional (subitem e) -


rendimento médio deve atender a tolerância especificada no item c.2 (Tolerância
dimensional) para que o lote seja aceito.
e.4 Aplicação das Tabelas d3, d4, d5 e d6

e.4.1 Primeira amostragem ou amostragem simples

e.4.1.1 Para que o lote seja aceito na primeira amostragem ou amostragem simples,
de acordo com o disposto em e.2 ou e.3, é necessário que o número de unidades
não-conformes, para cada um dos ensaios ou verificações consideradas, seja igual
ou inferior ao indicado na coluna de aceitação.

26
e.4.1.2 Para que o lote seja rejeitado na primeira amostragem ou amostragem
simples, de acordo com o disposto em e.2 ou e.3, é necessário que o número de
unidades não-conformes, para qualquer um dos ensaios ou verificações
consideradas, seja igual ou superior ao indicado na coluna de rejeição.
e.4.1.3 Caso o número de unidades não-conformes, de acordo com o disposto em
e.2 ou e.3, para cada um dos ensaios ou verificações consideradas, resulte maior
que o indicado na coluna de aceitação e menor que indicado na coluna de rejeição,
devem ser repetidos os ensaios ou verificações que impossibilitaram a aprovação do
lote, empregando-se as unidades constituintes da segunda amostragem.

e.4.2 Segunda amostragem

e.4.2.1 Para que o lote seja aceito na segunda amostragem, de acordo com o
disposto em e.2 ou e.3, é necessário que a soma das unidades não-conformes da
primeira e da segunda amostragem, para cada um dos ensaios ou verificações
consideradas, seja igual ou inferior ao indicado na coluna de aceitação.
e.4.2.2 Para que o lote seja definitivamente rejeitado, de acordo com o disposto em
e.2 ou e.3, é necessário que a soma do número de unidades não-conformes da
primeira e segunda amostragem, para qualquer um dos ensaios ou verificações
consideradas, seja igual ou superior ao indicado na coluna de rejeição.

2.2.2- Determinação das características geométricas – Anexo A

A.1 Objetivo
Este anexo prescreve o método de ensaio para determinação das
características dimensionais e do rendimento médio, a saber:
a) Dimensões básicas das telhas e rendimento médio, ver A.4.2;
b) Planaridade (pl), ver A.4.3;
c) Retilinearidade (r), ver A.4.4.

A.2 Aparelhagem e instrumentação


A aparelhagem necessária para a execução do ensaio é composta de:
a) paquímetro com sensibilidade de no mínimo 1 mm;
b) deflectômetro, com sensibilidade de 1 mm;
c) régua metálica graduada com sensibilidade mínima de 1,0 mm;
d) pente de folga de espessura mínima 1 mm.

A.3 Recebimento, preparação e acondicionamento dos corpos-de-prova


Para todos os ensaios o fabricante deve fornecer um número maior de telhas
para substituir alguma que tenha sido danificada no transporte para o Laboratório.

27
Os corpos-de-prova devem ser recebidos, identificados, limpos, retiradas as
rebarbas e postos em ambiente protegido que preserve suas características
originais.
Cada corpo-de-prova é constituído por uma telha íntegra e isenta de defeitos,
amostrado de acordo com esta Norma.

A.4 Procedimentos
A.4.1 Generalidades

Os procedimentos para cada determinação das características dimensionais


estão descritos de A.4.2 a A.4.4.

A.4.2 Determinação dos valores das dimensões básicas e do rendimento


médio

A.4.2.1 Determinação do comprimento efetivo (C), da largura efetiva (L), da


posição do pino (Lp) e da altura do pino (Hp)

Após o preparo dos corpos-de-prova, as telhas devem ser dispostas em uma


superfície plana, e a medição deve ser efetuada no sentido transversal e
longitudinal, sempre na maior dimensão da telha, conforme indicado na figura A.4.

C L

Figura A.4 - Determinação das dimensões efetivas – Comprimento (C) e Largura (L),
em telha simples de sobreposição.
Nota:
A medição da largura e do comprimento deve ser feita no local da maior dimensão respectiva.

A.4.2.2 Determinação da distância do pino ou furo de amarração à extremidade


e altura do pino.

Após as medições do comprimento e da largura deve ser medida a distância


da face interna do pino ou borda do furo de amarração à extremidade final da telha
no sentido longitudinal correspondente ao pino ou furo de amarração, conforme
28
indicado esquematicamente na figura A.5. A altura do pino deve ser medida entre o
plano de apoio da telha e o topo do pino, conforme em destaque na figura A.5.

Hp
Lp

Figura A.5 – Posição e altura do pino - cota (Lp) que determina a distância da face
interna do pino até a extremidade da telha e altura do pino (Hp).

A.4.2.3 Execução do ensaio para a determinação do rendimento médio (Rm)

Para a determinação do rendimento médio das telhas, deve-se dispor


quatorze telhas conforme mostram a figura A.6.

Figura A.6 - Determinação do rendimento médio da telha (Rm) simples de


sobreposição.

29
Uma telha é fixada no centro e as demais são ajustadas em volta.
Em cada novo conjunto de medições a telha central deve ser substituída 4
(quatro) vezes.
A cada substituição da posição das telhas, são feitas duas medições da
largura útil, mínima e máxima, e duas medições do comprimento útil, mínimo e
máximo.
Para obter os valores mínimos as telhas são ajustadas com o menor
afastamento entre si, e para a obtenção dos valores máximos as telhas são
ajustadas com o maior afastamento entre si.
Os valores médios da largura e do comprimento são obtidos pela média
aritmética, considerando-se as telhas com o menor e com o maior afastamento.
Os valores médios são obtidos de médias aritméticas, e são usados na
determinação da área útil média, definido como área útil da telha (Au).
A área útil (Au) é obtida pelo produto da Largura útil média (Lu,m) e o
Comprimento útil médio (Cu,m), obtendo-se o rendimento médio (Rm) , conforme a
seguinte expressão:
Rendimento médio (Rm) = 1/ Au x 2 (capa e canal)
O rendimento médio deve ser expresso em telhas por metro quadrado (T/m2).
Notas:
1) Para telhas simples de sobreposição e telhas planas de sobreposição, sem dispositivos de
encaixe, a menor sobreposição longitudinal deve ser de 14% do comprimento total e a maior
sobreposição longitudinal deve ser de 18%.
2) Para telhas simples de sobreposição o encaixe transversal deve ser ensaiado somente com a
menor sobreposição.

A.4.3 Determinação da planaridade (Pl)


A.4.3.1 Execução do ensaio

Após o preparo dos corpos-de-prova, estes fora ensaiados sobre uma


superfície plana e indeformável, de dimensões maiores que as telhas.
As medições nas telhas planas de encaixe, plana de sobreposição e simples
de sobreposição são feitas apoiando-as em 3 (três) pontos e medindo-se o
afastamento máximo da superfície de uma das extremidades do corpo-de-prova, em
relação à superfície de apoio, conforme mostrado esquematicamente na figura A.10.
As medições nas telhas compostas de encaixe são feitas apoiando-as
completamente na região do canal e medindo-se os afastamentos em relação à
superfície de apoio, em duas extremidades e na região da capa; essas medições
podem ser feitas com paquímetro ou régua metálica.

30
Pl Pl
Figura A.10 - Determinação da planaridade (Pl), em telha simples de sobreposição.

A.4.4 Determinação da retilineidade

A.4.4.1 Execução do ensaio

Antes de proceder às medições, o defletômetro deve estar zerado e disposto


sobre uma superfície plana.
A retilineidade é avaliada no sentido longitudinal conforme mostra a figura
A.16.
Para todos os tipos de telhas a retilineidade deve ser medida em um ponto
central em relação a 2 (dois) outros pontos fixos, como mostrado esquematicamente
na figura A.16.

Figura A.16 - Determinação da retilineidade em telha simples de encaixe, medições


no canal ou na capa.

A.4.4.2 Expressão dos resultados

Devem ser apresentados todos os valores individuais medidos, com um sinal


respectivo, a saber; se o afastamento for para baixo, a borda apresenta
concavidade, assim sendo adota-se o sinal positivo, ou quando para cima, a borda
apresenta convexidade, assim adota-se sinal negativo.
Os valores medidos devem ser arredondados ao milímetro inteiro mais
próximo.

31
2.2.3- Verificação da impermeabilidade – Anexo B

B.1 Objetivo
Este anexo prescreve o método de ensaio para a verificação da
impermeabilidade em telhas cerâmicas.
Verificação qualitativa (característica física) da passagem ou não de água
através da espessura da telha, quando a superfície superior do corpo-de-prova é
submetida por um determinado tempo a uma pressão constante de água.

B.2 Aparelhagem e instrumentação

A aparelhagem necessária para a execução do ensaio é composta de:


(a) uma moldura estanque à água com o respectivo suporte indicados na figura
B.1, com as dimensões da moldura tais que sua área possa recobrir no
mínimo 65% da área determinada pelo comprimento e largura totais dos
corpos-de-prova;
(b) superfície plana impermeável com área superficial igual ou superior a área do
corpo-de-prova;
(c) estufa com temperatura ajustável de 105 ± 5 ºC;
(d) espelho com área superficial igual ou superior à área da moldura.

Figura B.1 – Aparato para avaliação da impermeabilidade

32
B.3 Recebimento, preparação e acondicionamento dos corpos-de-prova

Para todos os ensaios o fabricante deve fornecer um número maior de telhas


para substituir alguma que tenha sido danificada no transporte para o Laboratório.
Os corpos-de-prova devem ser recebidos, identificados, limpos, retiradas as
rebarbas e postos em ambiente protegido que preserve suas características
originais.
Cada corpo-de-prova é constituído por uma telha, íntegra e isenta de defeitos,
amostrado de acordo com esta Norma.

B.4 Execução do ensaio


O tratamento preliminar engloba as operações seguintes:
a) as telhas devem ser mergulhadas em água à temperatura ambiente durante,
no mínimo 24 horas;
b) em seguida as telhas devem secar a uma temperatura de 105 oC ± 5 oC ;
c) a massa de cada corpo-de-prova deve ser determinada em intervalos de uma
hora, até que duas pesagens consecutivas de cada corpo-de-prova difiram no
máximo em 0,25%, os corpos-de-prova devem ser pesados imediatamente
após a remoção da estufa;
d) após a estabilização das pesagens de acordo com o critério acima declarado,
os corpos-de-prova devem ser resfriados naturalmente até atingirem a
temperatura ambiente;
e) as molduras devem ser aplicadas às superfícies superiores dos corpos-de-
prova e seladas de acordo com as indicações da figura B.1. A seguir devem
ser preenchidas com água suficiente para que a coluna de água em cada uma
também atenda às indicações da figura B.1. Sua altura deve ser mantida
constante durante a realização do ensaio por meio da reposição d´água;
f) Os corpos-de-prova devem ser submetidos à pressão da coluna d’água
durante no mínimo 24 horas;
g) A presença de marcas de água na superfície do espelho em qualquer instante
indica a permeabilidade do corpo-de-prova.

2.2.4- Carga de ruptura à flexão simples (FR ) – Flexão a 3 pontos – Anexo C

C.1 Objetivo
Este anexo prescreve o método de ensaio para a verificação da carga de
ruptura à flexão simples, uma característica mecânica de ensaio.

C.2 Aparelhagem e instrumentação

a) Para a execução dos ensaios de telhas planas de encaixe, planas de


sobreposição e compostas de encaixe é necessário um dispositivo que
33
permita aplicação contínua de carga a uma razão máxima de 50 N/s (5kgf/s),
com dispositivo de leitura de carga analógico ou digital com sensibilidade de
10 N (ou 1 kgf);
b) barra de aço de secção circular ou semi-circular, com diâmetro de (20 ± 2)
mm e comprimento mínimo superior a largura total do corpo-de-prova;
conectada, por meio de articulação, ao dispositivo de aplicação de carga;
c) trena metálica, com sensibilidade mínima de 1 mm.

C.2.3 Apoios - Ensaios de telhas simples de sobreposição

a) dois apoios inferiores de dimensões iguais ou superiores ao corpo-de-prova e


aproximadamente 20 mm x 40 mm de secção transversal, revestidos com tira
de feltro ou borracha nas faces de contato, conforme Figura C.4;
b) cutelo de madeira dura, dimensões iguais ou superiores ao corpo-de-prova, e
aproximadamente 20 mm x 20 mm de secção transversal, com perfil
adaptável à superfície superior da telha, revestido com feltro ou borracha na
face de contato.

Figura C.4 – Dispositivo para aplicação de carga em telha simples de sobreposição.

C.3 Recebimento, preparação e acondicionamento dos corpos-de-prova

C.3.1 Para todos os ensaios o fabricante deve fornecer um número maior de telhas
para substituir alguma que tenha sido danificada no transporte para o Laboratório.

34
C.3.2 Os corpos-de-prova devem ser recebidos, identificados, limpos, retiradas as
rebarbas e postos em ambiente protegido que preserve suas características
originais.
C.3.3 Cada corpo-de-prova é constituído por um componente (capa ou canal),
íntegra e isenta de defeitos, amostrado de acordo esta Norma.
C.3.4 Os corpos-de-prova devem ser previamente imersos em água à temperatura
ambiente por 24 horas. Nesse caso, os corpos-de-prova devem ser novamente
resfriados até a temperatura ambiente por meio da substituição gradativa da água
quente por água a temperatura ambiente.
C.3.5 Após o fim do período de imersão, os corpos-de-prova saturados em água
devem ser removidos e o excesso de água deve ser retirado com o auxílio de um
pano limpo e úmido.

C.4.2.2 Ensaio à flexão de telhas simples de sobreposição

a) assentar o cutelo de madeira dura descrito no sub-item b do item C.2.3, a


meia distância das duas arestas longitudinais do corpo-de-prova;
b) assentar sobre o cutelo a barra de aço do sub-item c, do item C.2.3;
c) aplicar a carga a uma velocidade constante de (50±5) N/s, sem golpes, até a
ruptura do corpo-de-prova, em ponto correspondente a metade do
comprimento da telha, conforme indicado na Figura C.4;
d) registrar o valor da carga máxima de ruptura de cada corpo-de-prova em N,
arredondada para uma casa decimal;
e) determinar e registrar a carga média de ruptura dos corpos-de-prova em N,
arredondada para uma casa decimal; e
f) registrar a temperatura ambiente e a umidade relativa do ar durante a
realização dos ensaios.
Nota: Neste caso admite-se a aplicação da carga através da barra de aço apoiada em tira de feltro ou
borracha.

2.2.5- Determinação da massa seca e da absorção d’água – Anexo D

D.1 Objetivo
Este anexo prescreve o método de ensaio para a determinação da massa
seca (ms) e da absorção d’água (AA), características físicas de ensaio.

D.3 Recebimento, preparação e acondicionamento dos corpos-de-prova

Para todos os ensaios o fabricante deve fornecer um número maior de telhas


para substituir alguma que tenha sido danificada no transporte para o Laboratório.

35
Os corpos-de-prova devem ser recebidos, identificados, limpos, retiradas as
rebarbas e postos em ambiente protegido que preserve suas características
originais.
Cada corpo-de-prova é constituído por uma telha, íntegra e isenta de defeitos,
amostrado de acordo esta Norma.

D.4 Execução do ensaio


D.4.1 Determinação da massa seca (ms)
a) retirar do corpo-de-prova o pó e outras partículas soltas;
b) submeter os corpos-de-prova à secagem em estufa a 105 ± 5 ºC;
c) determinar a massa individual, em intervalos de uma hora, até que duas
pesagens consecutivas de cada um deles difiram de no máximo 0,25%,
pesando-os imediatamente após a remoção da estufa;
d) medir a massa seca (ms) dos corpos-de-prova após a estabilização das
pesagens, nas condições acima estabelecidas, expressando-as em gramas
(g).

D.4.2 Determinação da massa úmida (mu)


a) após a determinação da massa seca (ms), os corpos-de-prova devem ser
colocados em um recipiente de dimensões apropriadas, preenchido com água
à temperatura ambiente, em volume suficiente para mantê-los totalmente
imersos;
b) o recipiente deve ser gradativamente aquecido até a água no seu interior
entrar em ebulição;
c) os corpos-de-prova devem ser mantidos completamente imersos em água
fervente por duas horas.
Notas: 1) alternativamente esta operação pode ser substituída pela imersão
completa dos corpos-de-prova em água à temperatura ambiente durante 24
horas.
d) estando a água do recipiente à temperatura ambiente, os corpos-de-prova
saturados devem ser removidos e colocados na vertical em bancada para
permitir o escorrimento do excesso de água;
e) a água remanescente deve ser removida com o auxílio de um pano limpo e
úmido, observando-se que o tempo decorrido entre a remoção do excesso de
água na superfície e o término das pesagens não deve ser superior a 15
minutos.
f) a massa úmida (mu), expressa em gramas, é determinada pela pesagem de
cada corpo-de-prova saturado.
g) os resultados das pesagens devem ser expressos em gramas.

36
D.4.3 Determinação do índice de absorção d´água (AA)

O índice de absorção d´água (AA) de cada corpo-de-prova é determinado


pela expressão:

(M U − M S )
AA (%) = × 100
MS

onde, mu e ms representam a massa úmida e seca de cada corpo-de-prova,


respectivamente, expressos em gramas.

2.2.6- Determinação da galga média – Anexo E

E.1 Introdução
A determinação da galga média se insere no contesto de informação
fundamental para projeto de telhado e não de caráter de conformidade neste
momento.

E.2 Objetivo
Este anexo prescreve o método de ensaio para a determinação da galga
média (Gm).

E.3 Aparelhagem e instrumentação


A aparelhagem necessária para a execução do ensaio é composta de:
a) uma estrutura metálica construída conforme mostrado na Figura E.1, com
apoios móveis e ajustáveis à galga;
b) trena de aço com sensibilidade mínima de 1mm.

E.4 Recebimento, preparação e acondicionamento dos corpos-de-prova


As telhas para o ensaio devem ser recebidas, identificadas, limpas, retiradas
as rebarbas e postas em ambiente protegido que preserve suas características
originais.
O corpo-de-prova é constituído por um telhado conforme indicado na Figura
E.1, constituído por 24 telhas íntegras e isentas de defeitos.
Para todos os ensaios o fabricante deve fornecer um número maior de telhas
para substituir alguma que tenha sido danificada no transporte para o laboratório.

E.5 Execução do ensaio


Após a montagem do corpo-de-prova, devem ser seguidas as atividades:
a) ajustar os apoios considerando a situação de afastamento mínimo entre as telhas;

37
b) proceder e registrar a medição do comprimento total mínimo (Ctmín), que
corresponde a medida do primeiro ao sexto apoio, ou seja, de cinco vãos;
c) reajustar os apoios considerando o afastamento máximo entre as telhas;
d) proceder e registrar a medição do comprimento total máximo (Ctmáx), que
corresponde a medida do primeiro ao sexto apoio, ou seja, de cinco vãos;
e) calcular a galga mínima (Gmín):
Gmín = Ctmin / 5;
f) calcular a galga máxima (Gmáx):
Gmáx = Ctmáx / 5;
g) calcular a galga média (Gm):
Gm= (Gmín + Gmáx) / 2

Figura E.1 – Esquema para a determinação da galga média (Gm).

38
Capítulo 3

3- ENSAIOS EM PLACAS CERÂMICAS - Normas técnicas da ABNT para


produtos de revestimentos cerâmicos

3.1- Placas cerâmicas

As normas acerca das placas cerâmicas para revestimento, NBR 13816, NBR
13817 e NBR 13818 (1997) foram elaboradas como o objetivo de, respectivamente,
definir os termos relativos ao material, classificá-lo, e fixar os seus requisitos
julgados mais importantes, bem como os métodos de ensaio. Apenas em alguns
destes requisitos são definidos critérios de aceitação, sendo utilizadas para estas
determinações, muitas vezes, recomendações sugeridas em textos publicados por
organismos técnicos do setor, tais como ANFACER (Associação Nacional dos
Fabricantes de Cerâmica) e CCB (Centro Cerâmico do Brasil).
Serão abordados neste capítulo os principais requisitos determinados na NBR
13818 (1997), os seus respectivos critérios ou, quando da sua inexistência, os
grupos de classificação ou valores recomendados. Antes da descrição dos ensaios
serão aqui apresentadas algumas definições presentes na NBR 13816 (1997).

Revestimento cerâmico: Conjunto formado pelas placas cerâmicas, pela


argamassa de assentamento e pelo rejunte;
Calibres: Lados das placas cerâmicas que são medidos e classificados em
faixas de dimensão (size ranges);
Formato: Dimensão nominal da placa cerâmica em centímetros;
Ortogonalidade: Desvio no esquadro das placas, afetando a retangularidade
dos ângulos, ou seja, o esquadro da placa;
Empeno: Desvio de um vértice com relação ao plano definido pelos outros
três vértices. Pode ser visualizado como o balanço da placa sobre uma
diagonal;
Muratura: Relevo no lado do avesso da placa, destinado a melhorar a
aderência. Pode ser constituído por saliências (caso normal para pisos e
paredes interiores) ou por reentrâncias, com forma de “rabo de andorinha”,
específico para usos especiais, tais como fachadas.
As placas cerâmicas podem ser classificadas de acordo com a esmaltação do
biscoito (esmaltados – GL ou não esmaltados – UGL) e o tipo de fabricação
(extrudadas – A, prensadas – B e outros – C). A seguir são citados os ensaios que
podem ser realizados em placas cerâmicas para revestimento e determinados
através da NBR 13818 (1997).

39
Os ensaios para determinar as características visuais:
• Defeitos (Anexo A);
• Tonalidade (Anexo R).

Os ensaios para determinar as características geométricas:


• Dimensionais: Lados e Espessura (Anexo S);
• Forma: Retitude dos lados, Ortogonalidade dos lados, Curvatura central,
Curvatura lateral e do Empeno (Anexo S).

Os ensaios para determinar as características químicas:


• Resistência ao manchamento (Anexo G);
• Resistência ao ataque químico (Anexo H);
• Chumbo e cádmio (Anexo P).

Os ensaios para determinar as características físicas:


• Absorção de água (Anexo B);
• Carga de ruptura e módulo de resistência à flexão (Anexo C);
• Resistência à abrasão superficial (Anexo D);
• Resistência à abrasão profunda (Anexo E);
• Resistência ao risco – Dureza Mohs (Anexo V);
• Expansão por umidade – EPU (Anexo J);
• Dilatação térmica linear (Anexo K);
• Resistência ao choque térmico (Anexo L);
• Resistência ao congelamento (Anexo M);
• Coeficiente de atrito (resistência ao deslizamento) (Anexo N);
• Resistência ao gretamento (Anexo F);
• Resistência ao impacto (Anexo Q).

3.1.1- Análise visual do aspecto superficial – Anexo A

Esta Norma classifica como produto de primeira qualidade, quando 95% das
peças examinadas, ou mais, não apresentarem defeitos visíveis na distância padrão
de observação, conforme o anexo A da NBR 13818:1997.
O observador deve-se posicionar a (1,00 ± 0,05) m de distância do painel, em
pé, de modo que seu ponto de apreciação fique de frente ao centro do painel (ver
Figura A.1).

40
Figura A.1 – Procedimento padrão de observação de painéis (NBR 13818-Anexo A).

Examinar as placas a olho nu ou com óculos, caso usados habitualmente,


devendo considerar a existência dos seguintes defeitos: a) rachaduras, b) base
descoberta por falha do vidrado; c) depressões; d) crateras; e) bolhas; f) furos; g)
pintas: h) manchas; i) defeitos do baixo esmalte; j) defeitos na decoração; k) cantos
e lados lascados; l) despontados; m) saliências; n) incrustações de corpos
estranhos; o) riscados ou arranhaduras; p) diferença de tonalidade em caixas com
marcação idêntica.

3.1.2- Determinação da absorção de água – Anexo B

A absorção de água é a principal propriedade das placas cerâmicas para


revestimento. É através da absorção de água que classificamos as placas cerâmicas
quanto ao uso e as suas especificações. Esta característica está diretamente
relacionada à porosidade da peça e também a outras características como
resistência mecânica, resistência ao gelo, dentre outras. Tem influência significativa
na ancoragem física entre a argamassa colante e a placa, sendo, por isso,
fundamental o seu conhecimento prévio antes da definição quanto às especificações
dos materiais e procedimentos de aplicação adotados.
41
Na especificação, conforme a NBR 13818:1997 – Anexo B deve-se utilizar um
código constituído pelo método de fabricação A (Extrudado), B (Prensado) ou C
(Outros), acrescido do grupo de absorção I, II ou III, utilizando-se subgrupos a ou b
conforme a Tabela 3.1 abaixo.

Tabela 3.1 - Codificação dos grupos de absorção de água em função dos métodos
de fabricação (NBR 13818:1997).
Métodos de fabricação
Absorção de água (%) Extrudado (A) Prensado (B) Outros (C)
Abs ≤ 0,5 AI BIa CI
0,5 < Abs ≤ 3,0 BIIa
3,0 < Abs ≤ 6,0 AIIa BIIa CIIa
6,0 < Abs ≤ 10,0 AIIb BIIb CIIb
Abs > 10 AIII BIII CIII

A classe de absorção de água de uma placa cerâmica para revestimento é


extremamente relevante, pois é ela que irá determinar se a placa cerâmica é um
porcelanato, um grês porcelanato, um semi-grês, um semi-poroso, um poroso, ou
um azulejo, conforme a Tabela 3.2 abaixo.

Tabela 3.2 - Classificação das placas cerâmicas para revestimento pelo grupo de
absorção de água (ANFACER, 2007).
Grupo Absorção Grupo de
Produto Abs usual de Água Abs Aplicações
Porcelanato BIa 0 a 0,5% Quase nula Paredes e pisos internos, pisos
externos e fachadas**
Grês BIb 0,5 a 3% Baixa Paredes e pisos internos, pisos
externos e fachadas**
Semi-grês BIIa 3 a 6% Média Paredes e pisos internos e
pisos externos*
Semi-poroso BIIb 6 a 10% Média Alta Paredes internas e pisos
internos*
Poroso BIII 10 a 20% Alta Paredes internas*
Azulejo BIII 10 a 20% Alta Paredes internas*
Azulejo fino BIII 10 a 20% Alta Paredes internas*
*Ambientes com temperaturas acima de zero grau.
**Ambientes sujeitos a todas as temperaturas.

• Aparelhagem necessária para a realização do ensaio


A aparelhagem necessária à execução do ensaio está descrita a seguir: (a)
Estufa capaz de operar à temperatura de (110 ± 5)ºC; (b) Recipiente de hidratação
construído com material inerte; (c) Fonte de aquecimento; (d) Balança com
resolução de 0,01% da massa do corpo-de-prova; (e) Água destilada ou deionizada;
(f) Dessecador e (g) Camuça, flanela ou similar.

42
• Preparação dos corpos-de-prova e procedimento
As amostras são preparadas e cortadas, no mínimo de duas (100x100mm)
para a realização do ensaio. Os corpos-de-prova são levados à temperatura de (110
± 5)ºC até que atingir massa constante, isto é, até que a diferença entre as
sucessivas pesagens efetuadas em um intervalo de 24h seja menor que 0,1%.

• Expressão dos resultados


A absorção de água (Abs) é expressa percentualmente pela Equação a
seguir:
(M U − M S )
AA (%) = × 100
MS
Onde:
Abs= Absorção de Água (%)
Mu = Massa do corpo de prova úmido (g)
Ms = Massa do corpo de prova seco (g)

A absorção de água (Abs) é a média aritmética dos resultados para os


corpos-de-prova ensaiados, expressa com uma decimal.

3.1.3- Determinação da carga de ruptura e do módulo de resistência à flexão –


Anexo C

Indicam a resistência do material cerâmico. Estas propriedades estão


relacionadas diretamente com a absorção de água do produto. São importantes:
principalmente, quando a especificação do produto exige que o revestimento
cerâmico suporte altas cargas de peso.

• Expressão dos resultados


Para determinar a carga de ruptura da placa, utiliza-se a equação C.1:

F×L
CR = C.1
b
Onde:
CR= carga de ruptura, em Newtons;
F = força de ruptura, e, Newtons
L = distância entre as barras de apoio, em milímetros
B = largura do corpo-de-prova ao logo da ruptura após ensaio, em milímetros

Para determinar ó módulo de resistência à flexão da placa, utiliza-se a


equação C.2:

43
3F × L
MRF = C.2
2 b × e 2 min
Onde:
MRF= módulo de resistência à flexão, em Megapascals;
emin = mínima espessura do corpo-de-prova, em milímetros
Notas:
1. O cálculo do módulo de resistência à flexão está referido a uma seção transversal de perfil
retangular. No caso de placas com perfil de espessura variável, obtêm-se resultados apenas
aproximados. Estas aproximações serão tanto mais exatas, quanto menos acentuados forem os
relevos.
2. O módulo de resistência à flexão é uma característica do material cerâmico: placas com diferentes
espessuras e mesma massa tendem a ter mesmo módulo. Na equação C.2, e espessura (emin)
corrige as diferenças da resistência devidas somente à espessura da placa.

Quanto menor a absorção de água e maior a espessura da placa, maior a


resistência à flexão, conforme a Tabela 3.3 abaixo.

Tabela 3.3 - Classificação das placas cerâmicas para revestimento pelo grupo de
absorção de água (ANFACER, 2007).
Módulo de Carga de
Grupo Abs Absorção Resistência Ruptura (N)
Produto usual de Água (%) à Flexão Espessura (e ≥
(N/mm2) 7,5mm)*
Porcelanato BIa ≤ 0,5 ≥ 35 ≥ 1300
Grês BIb 0,5 < Abs ≤ 3,0 ≥ 30 ≥ 1100
Semi-grês BIIa 3,0 < Abs ≤ 6,0 ≥ 22 ≥ 1000
Semi-poroso BIIb 6,0 < Abs ≤ 10,0 ≥ 18 ≥ 800
Poroso
Azulejo BIII ≥ 10 ≥ 15 piso ≥ 600
Azulejo fino parede ≥ 200
(*) A norma brasileira NBR 13818:1997 prescreve estas características para placas cerâmicas com
2 2
espessura igual ou maior que 7,5 mm. N/mm = 10 Kgf/cm

3.1.4- Determinação da resistência à abrasão superficial – Anexo D

É um ensaio, realizado apenas nas placas cerâmicas esmaltadas (PEI-


Porcelain Enamel Institute), que trata do desgaste visual mediante vários ciclos de
passagem de um agente abrasivo sobre o vidrado, submetido a uma carga
determinada. É importante para a especificação da placa cerâmica para piso,
conforme o nível de solicitação previsto para cada situação. A norma separa as
placas cerâmicas por classe, de acordo com a quantidade de ciclos que ela suporta
sem apresentar desgaste visual, havendo para cada classe o local recomendado de
uso. Interessante notar que a norma determina ainda que, para o nível mais alto de

44
graduação (classe PEI 5), a placa deve apresentar resistência ao manchamento
após o ensaio de abrasão superficial.
A resistência à abrasão superficial é quanto uma placa cerâmica suporta ao
ter um, corpo arrastado sobre si.
Para produtos esmaltados, o método utilizado é o PEI (Instituto da Porcelana
e do Esmalte), que desenvolveu o sistema de avaliação de abrasão nos pisos e
revestimentos cerâmicos, e que ficou como padrão de medição para esta
propriedade, que prevê a utilização de um aparelho que provoca à abrasão
superficial por meio de esferas de aço e materiais abrasivos.

• Aparelhagem - Abrasímetro
Abrasímetro de dois módulos Servitech, modelo CT-247, (Figura D.1) em aço
carbono mede a resistência abrasão de peças cerâmicas esmaltadas, com controle
de rotações, método PEI. Normatizado segundo a ABNT e ISO. Determinação das
classes de resistências a abrasão. Características elétricas: 220/380V, 60Hz,
trifásico. Localizado no Laboratório de Cerâmica, Campus Universitário, Natal/RN.

Figura D.1 – Abrasímetro, modelo CT-247.

• Cargas abrasivas
A carga total em cada corpo-de-prova consiste em:

a) 70,00 g ± 1% de esferas de aço de 5 mm ± 10% em diâmetro;


b) 52,50 g ± 1% de esferas de aço de 3 mm ± 10% em diâmetro;
c) 43,75 g ± 1% de esferas de aço de 2 mm ± 10% em diâmetro;
d) 8,75 g ± 1% de esferas de aço de 1 mm ± 10% em diâmetro;
e) 3,00 g ± 1% de óxido de alumínio branco fundido de grana F80, conforme
a ISO 8486; e
f) 20 mL de água destilada ou deionizada.
NOTA: O diâmetro das esferas deve ser controlado periodicamente, pois a variação de tamanho de
esferas por causa do desgaste possui um efeito significativo na classificação obtida.

45
• Preparação dos corpos-de-prova
Os corpos-de-prova devem ter dimensões de no mínimo (100mm x 100mm) ±
5mm. São exigidos onze corpos-de-prova. Além disso, são exigidos corpos-de-
prova para avaliação visual. O procedimento exige um corpo-de-prova para cada
estágio de abrasão e três corpos-de-prova não abrasionados para serem utilizados
como testemunha.

• Procedimento: método de verificação do aparelho propriamente dito


Pode ser executado ou por perda de massa ou por perda de brilho, descrito a
seguir, usando-se oito corpos-de-prova de vidro float com dimensões de 100mm x
100mm, e utilizando-se a carga abrasiva.

• Ensaio
Deve-se proceder de acordo com as orientações a seguir:

a) Limpar e secar a superfície vidrada dos corpos de prova.


b) Prender a peca metálica, guarnecida com borracha, sobre a superfície
vidrada de cada corpo-de-prova no aparelho PEI.
c) Introduzir a carga abrasiva na peça metálica através do orifício existente na
parte superior.
d) fechar a abertura para evitar a perda de carga abrasiva.
e) No ensaio, o número de ciclos exigido para cada estágio de abrasão é
100, 150, 600, 750, 1500, 2100, 6000 e 12000.
f) Após a abrasão, lavar os corpos de provas em água corrente e secar em
estufa à 100 +/- 5 graus. Caso os corpos de prova estejam manchados com óxido
de ferro, então devem ser lavados com ácido clorídrico a 10% (v/v). Antes de serem
lavados com água corrente e secados.

• Avaliação visual
Para a avaliação visual deve-se usar uma caixa de observação.

a) Colocar um corpo-de-prova desgastado junto com três corpos-de-prova


não desgastados do mesmo tipo. A pessoa que monta o conjunto de
quatro corpos-de-prova não é a mesma que os examina;
b) Observar a olho nu, ou com óculos, se usados normalmente, dentro da
caixa-padrão de observação, sob iluminação de (330 ± 30) luz, desde uma
distância de (2,00 ± 0,05) m e altura de (1,65 ± 0,05) m;
c) Anotar o número de ciclos nos quais a área que foi submetida à abrasão
pode ser facilmente observada;

46
d) Quando ocorrerem dúvidas sobre o resultado, este é conferido, refazendo-
se este estágio de abrasão e os dois estágios vizinhos (o superior e o
inferior). Se o resultado não for o mesmo, deve ser usado o mais baixo
para a classificação;
e) Após o uso, para evitar a corrosão, as esferas de aço devem ser lavadas
com água, em seguida com álcool e depois secas.

• Expressão dos resultados


Os corpos-de-prova são classificados conforme a função visual, segundo o
número de ciclos exigido, a classe de abrasão, o nível de resistência, os exemplos
dos ambientes e prováveis locais de uso que devem estar de acordo com os valores
e as informações contidas na Tabela 3.4 abaixo.

Tabela 3.4 - Classificação de resistências á abrasão de placas cerâmicas para


revestimento esmaltadas (NBR 13818:1997 – Anexo D).
Estágio de
abrasão Classe de Nível Exemplos associativos dos
Número de ciclos Abrasão Resistência ambientes e prováveis locais de uso
para visualização
100 PEI 0 Baixíssima Paredes (desaconselhável para pisos)
150 PEI 1 Baixa Banheiros residenciais, quartos de
dormir residenciais.
600 PEI 2 Média Cômodos sem portas para o exterior e
banheiros.
750, 1500 PEI 3 Média alta Cozinhas, corredores, halls, sacadas
residenciais e quintais.
2100, 6000, 12000 PEI 4 Alta Residências, garagens, lojas, bares,
bancos, restaurantes, hospitais, hotéis
e escritórios.
> 12000 PEI 5” Altíssima e sem Residências, áreas públicas de alto
manchas após tráfego: shopping centers, aeroportos,
abrasão bancos, escolas, padarias,
restaurantes, bares, fast-foods etc.
”Caso não haja desgaste visual a 12000 ciclos, bem como caso as manchas não possam ser
removidas por qualquer um dos procedimentos listados no anexo G, os pisos devem ser
classificados como grupo 4. A classe PEI 5 abrange simultaneamente a resistência à abrasão
a 12000 ciclos e a resistência ao manchamento após a abrasão.

3.1.5- Determinação da resistência à abrasão profunda – Anexo E

O medidor de abrasão consiste essencialmente em um disco rotativo de aço,


uma caixa de armazenagem de material abrasivo, um funil de escoamento para
saída do material abrasivo, um suporte para corpo-de-prova e um contrapeso,
conforme indicado na Figura E.1.

47
Figura E.1 – Aparelho para medir abrasão profunda de placas cerâmicas (NBR
13818:1997) – Anexo E).

A abrasão profunda é determinada em cerâmicas não esmaltadas, e pode


classificada de acordo com grupo e tipo de produto através da resistência à abrasão
profunda, conforme a Tabela 3.5 abaixo.

Tabela 3.5 – Classificação de resistências á abrasão profunda (NBR 13818:1997 –


Anexo E).
Grupo B placas Tipos Resistência à
prensadas Abrasão Profunda
BIIb Semi-Porosa ≤ 540
BIIa Semi-Grês ≤ 345
BIb Grês ≤ 175
BIa Porcelanato ≤ 175

3.1.6- Determinação da resistência ao gretamento – Anexo F

Mede a resistência à formação de micro fissuras na superfície esmaltada.


Acontece em decorrência da queima, expansão e dilatação do corpo cerâmico. É
uma característica restrita à qualidade do esmalte e é factível de ocorrer em cores
vivas tais como o vermelho, laranja e amarelo.

3.1.7- Determinação da resistência ao manchamento – Anexo G

Esse ensaio está relacionado à facilidade de limpeza do vidrado da cerâmica


mediante ataque de diferentes agentes manchantes. Durante o ensaio são aplicados
agentes de ação penetrante (CrO verde ou FeO vermelho), ação oxidante (iodo),

48
formação de película (óleo de oliva), ou outros, atendendo solicitação prévia. Em
seguida, para cada caso, são realizados procedimentos de limpeza conforme a
seguinte sequência: água quente; agente de limpeza fraco (não abrasivo,
industrializado, pH entre 6,5 e 7,5); agente de limpeza forte (abrasivo,
industrializado, pH entre 9 e 10) e, por fim, reagentes de ataque e solventes (ácido
clorídrico em solução, hidróxido de potássio e tricloroetileno). Conforme avaliação da
diferença no aspecto visual das placas cerâmicas, elas são classificadas por níveis,
de acordo com o produto aplicado para cada agente manchante (Tabela 3.6).

Tabela 3.6 - Classificação de placas cerâmicas segundo a resistência ao


manchamento (NBR 13817:1997 – Anexo G).
Classe 5 – máxima facilidade de remoção de manchas
Classe 4 – mancha removível com produto de limpeza fraco
Classe 3 – mancha removível com produto de limpeza forte
Classe 2 – mancha removível com ácido clorídrico, hidróxido de potássio e
tricloroetileno
Classe 1 – impossibilidade de remoção da mancha

3.1.8- Determinação da resistência ao ataque químico – Anexo H

Todos os revestimentos cerâmicos devem ser resistentes aos produtos


químicos normalmente encontrados em ambientes domésticos. O efeito provocado
pela aplicação de alguns agentes químicos, definidos pela norma NBR 13818:1997,
tais como, ácidos e álcalis de baixa e alta concentração, reagentes domésticos como
cloreto de amônia e produtos de tratamento de água de piscina, são assim
classificados:
- Classe A: ótima resistência a produtos químicos;
- Classe B: ligeira alteração do aspecto;
- Classe C: alteração do aspecto bem definida.

3.1.9- Determinação da expansão por umidade – Anexo J

É o aumento irreversível de tamanho do revestimento cerâmico ao longo do


tempo, em função do contato com a umidade e as intempéries presentes no
ambiente onde está assentado. É uma característica relacionada à qualidade das
argilas e ao processo de queima e é de fundamental importância para especificação
de fachadas, piscinas, saunas e outros ambientes de elevada umidade. A NBR
13818:1997 sugere o valor máximo de 0,6 mm/m.

3.1.10- Determinação do coeficiente de dilatação térmica – Anexo K

É a propriedade inerente aos revestimentos cerâmicos e seu potencial


depende, sobretudo, das matérias-primas e do processo de fabricação empregado.
49
Quanto maior for a dimensão do revestimento cerâmico, maiores serão os
movimentos devido à ação da temperatura.

3.1.11- Determinação da resistência ao choque térmico – Anexo L

Indica a capacidade do revestimento cerâmico de resistir às variações


bruscas de temperatura. O ensaio consiste em submeter os revestimentos à
temperatura alternada entre 10ºC e 150ºC, verificando-se possíveis trincas ou
defeitos nas placas (NBR 13818:1997).

3.1.12- Determinação da resistência ao congelamento – Anexo M

É uma característica que depende diretamente da absorção da água, uma vez


que esta, ao penetrar nos poros do revestimento cerâmico pode congela,
provocando o aumento do volume da peça, danificando-se comprometendo assim, a
aderência do revestimento cerâmico.

3.1.13- Determinação do coeficiente de atrito – Anexo N

Atesta a segurança do usuário ao caminhar pela superfície, principalmente na


presença de água, óleo ou qualquer outra substância. Quanto mais áspero e rugoso
a superfície, maior será a resistência ao escorregamento. Vale ressaltar que trata-se
de um aspecto importante a ser discutido no momento da especificação, porque o
escorregamento irá depender de fatores como: tipo de sola do calçado, peso da
pessoa, aclive ou declive de área e presença de água ou outros materiais tenso
ativos. A NBR 13818:1997 prescreve a determinação do coeficiente de atrito através
do deslizador tipo “Tortus”, móvel e portátil, que se movimenta sobre a superfície ser
ensaiada (seco e molhado). O valor resultante é utilizado como critério de
classificação de pavimentos, de acordo com o indicado na Tabela 3.7.

Tabela 3.7 – Classificação do “Transport Road Research Laboratory” (NBR


13817:1997 – Anexo N).
Coeficiente de atrito Uso
< 0,4 Satisfatório para instalações normais
≥ 0,4 Recomendado para uso onde se requer
resistência ao escorregamento

3.1.14- Determinação de chumbo e cádmio – Anexo P

Devem ser ensaiadas no mínimo três placas cerâmicas inteiras, iniciando-se a


preparação dos corpos-de-prova pela limpeza da superfície da placa cerâmica,
removendo-se a gordura ou outro material que possa interferir no resultado do

50
ensaio. A verificação da presença de chumbo e cádmio solúveis deve ser feita
utilizando-se o método da química analítica descrito a seguir, efetuando-se,
inicialmente, uma determinação em branco para levar em conta a possível presença
de pequenas quantidades de chumbo e cádmio nos reagentes ou na água destilada
utilizada; em seguida, transferir 4 mL a 6 mL da solução que se quer determinar
chumbo e cádmio para um tubo de ensaio em um sistema fechado (ver Figura P.2).

Figura P.2 – Esquema do sistema fechado (NBR 13818:1997 – Anexo P).

3.1.15- Determinação da resistência ao impacto – Anexo Q

Analisa o coeficiente de restituição de uma esfera metálica de aço-cromo com


diâmetro de 10mm ± 5%, quando em queda sobre o revestimento cerâmico. Verifica-
se que o Porcelanato possui melhor resistência ao impacto comparado aos
revestimentos cerâmicos convencionais.

3.1.16- Determinação das dimensões, da retitude dos lados, da ortogonalidade


dos lados, da curvatura central, da curvatura lateral e do empeno – Anexo S

Trata-se de uma avaliação das características dimensionais das peças, tais


como comprimento, largura, retitude e ortogonalidade dos lados, curvatura central e
lateral e empeno. Aspectos importantes como espessura total da cerâmica e
espessura dos sulcos presentes podem ser medidos nesta etapa, os quais são de
grande importância para a definição de especificações e procedimentos de
aplicação. Vale ressaltar que a NBR 13.755 (1996), por exemplo, é aplicável apenas
para cerâmicas com área inferior a 400 cm2, lados não maiores que 20cm, e
espessura total de até 15mm.
Em todas as fábricas de revestimentos cerâmicos, as peças são escolhidas
ao final do processo de fabricação, uma a uma e manualmente. Por intermédio do
trabalho de profissionais qualificados e treinados separam-se os revestimentos
cerâmicos que apresentem defeitos superficiais como: diferença de tonalidade,

51
pequenas trincas, furos e outros. A NBR 13818:1997 (Anexo S) permite a presença
de até 5% de defeito dentro do lote adquirido pelo cliente.
Os principais fatores que provocam o aparecimento de efeitos patológicos nos
Sistemas de Revestimentos Cerâmicos são:
- Qualidade dos materiais constituintes;
- Rejuntamento de elevada permeabilidade;
- Falhas de execução;
- Inexistência de projeto de revestimento;
- Variações térmicas;
- Escolha equivocada do tipo de revestimento e erro de especificação;
- Falta de dimensionamento de juntas de movimentação e dilatação.

3.2.1- Definição dos ensaios iniciais, amostragem e critérios de aceitação

a) Para cada família de placas cerâmicas para revestimento e de porcelanato, o


Organismo de Certificação de Produto – OCP deve coletar amostras de acordo com
a Tabela 2.
b) É necessário no mínimo 01 (um) resultado do conjunto de ensaios para cada
250.000 m2 de cada família de placas cerâmicas e de porcelanatos, considerando a
média mensal de produção.
c) Devem ser coletados os formatos de forma proporcional à produção.
Nota: a média mensal de produção de cada família é o quociente de divisão entre a produção total de
cada família, durante o período avaliado, e o número de meses no intervalo entre duas coletas. Esta
média mensal deverá ser confirmada durante as auditorias.

Tabela 2- Ensaios (Anexo da Portaria do INMETRO n.º 86, 2014).


Quantidade de
Ensaio/Inspeção peças ensaiadas Base Normativa
30 a)
1) Análise visual do aspecto 1 m2 com um mínimo ABNT NBR 13818 – Anexo A
superficial de 30 placas b)
2) Determinação da absorção de 10 c) ABNT NBR 13818 – Anexo B
água 05 d)
3) Determinação da carga de 10 e) ABNT NBR 13818 – Anexo C
ruptura e módulo de resistência a 07 f)
flexão *
4) Determinação da resistência a 11 ABNT NBR 13818 – Anexo D
abrasão superficial **
5) Determinação da resistência a 05 ABNT NBR 13818 – Anexo E
abrasão profunda
6) Determinação da resistência ao 05 ABNT NBR 13818 – Anexo F
gretamento ***
7) Determinação da resistência ao 05 ABNT NBR 13818 – Anexo G
manchamento
8) Determinação da resistência ao 05 ABNT NBR 13818 – Anexo H
ataque químico
9) Determinação da expansão por 05 ABNT NBR 13818 – Anexo J
52
umidade****
10) Determinação do coeficiente de 02 ABNT NBR 13818 – Anexo K
dilatação térmica*****
11) Determinação resistência ao 05 ABNT NBR 13818 – Anexo L
choque térmico*****
12) Determinação da resistência ao 10 ABNT NBR 13818 – Anexo M
congelamento*****
Quantidade
necessária para
13) Determinação do coeficiente de construir uma pista
atrito** com dimensões ABNT NBR 13818 – Anexo N
mínimas de 25 cm por
100 cm.
14) Determinação de chumbo e 05 ABNT NBR 13818 – Anexo P
cádmio*****
15) Determinação da resistência ao 05 ABNT NBR 13818 – Anexo Q
impacto*****
16) Determinação das dimensões, 10
da retitude dos lados, da
ortogonalidade dos lados, da ABNT NBR 13818 – Anexo S
curvatura central, da curvatura
lateral e do empeno
17) Identificação das embalagens 10 Item 4.1 da norma ABNT NBR
13818, item 5.1 da norma ABNT
NBR 15463 e Portaria 114/2001
a) 2
Para peças com área maior que 400 cm .
b) 2 2
Para peças com área maior que 57 cm e menor ou igual a 400 cm .
c) 2
Para peças com área menor ou igual a 400 cm .
d) 2
Para peças com área maior que 400 cm .
e)
Para peças com comprimento maior ou igual a 18 mm e menor que 48 mm.
f)
Para peças com comprimento maior ou igual a 48 cm.
*Executado somente em peças com lados maiores que 75 mm.
**Este ensaio será realizado apenas quando o fabricante declarar o valor do requisito. Esta
característica classifica e não rejeita.
***Ensaio aplicável somente para placas cerâmicas e porcelanatos esmaltados.
****Ensaio aplicado a todas as placas cerâmicas, excetuando-se os porcelanatos.
*****Ensaio realizado conforme uso declarado pelo fornecedor.

Os critérios de aceitação e rejeição dos ensaios devem estar de acordo com a


Tabela 3.

Tabela 3: Critérios de aceitação e rejeição (Anexo da Portaria do INMETRO n.º 86,


2014).
Quantidade de peças Amostragem inicial Amostragem inicial +
segunda
Requisito Inicial Segunda No No No No
Aceitação Rejeição Aceitação Rejeição
(Ac1) (Re1) (Ac2) (Re2)
Determinação das
dimensões, da
retitude dos lados,
da ortogonalidade 10 10 0 2 1 2
dos lados, da
53
curvatura central, da
curvatura lateral e do
empeno1)
30 30 1 3 3 4
40 40 1 4 4 5
50 50 2 5 5 6
Análise visual do 60 60 2 5 6 7
aspecto superficial2) 70 70 2 6 7 8
80 80 3 7 8 9
90 90 4 8 9 10
100 100 4 9 10 11
1m2 1m2 4% 9% 5% >5%
Determinação da 5 4) 5 4) 0 2 1 2
absorção de água3) 10 10 0 2 1 2
Determinação da
carga de ruptura e 7 5) 7 5) 0 2 1 2
módulo de 10 10 0 2 1 2
resistência a flexão3)
Determinação da
resistência a 5 5 0 6) 2 6) 1 6) 2 6)
abrasão profunda
Determinação da
resistência a 11 - - - - -
abrasão superficial7)
Determinação da
resistência ao 5 5 0 2 1 2
gretamento
Determinação da
resistência ao 5 5 0 2 1 2
manchamento8)
Determinação da
resistência ao 5 5 0 2 1 2
ataque químico8)
Determinação da
expansão por 5 - - - - -
umidade9)
Determinação do
coeficiente de 2 2 0 2 10) 1 10) 2 10)
dilatação térmica
Determinação
resistência ao 5 5 0 2 1 2
choque térmico
Determinação da
resistência ao 10 - 0 1 - -
congelamento11)
Quantidade de
placas
necessária para
Determinação do construir uma - - - - -
coeficiente de pista com
atrito12) dimensões
mínimas de 25
cm por 100cm
Determinação de 5 - - - - -

54
chumbo e cádmio
Determinação da
resistência ao 5 - - - - -
impacto
1) 2
Apenas para placas com área individual maior ou igual a 4 cm .
2) 2
No mínimo 1 m com um mínimo de 30 placas.
3)
O tamanho da amostra depende do tamanho da placa.
4) 2
Apenas para placas com área superficial individual maior ou igual a 0,04 m . No caso de placas
com massa inferior a 50g, um número suficiente deve ser tomado de forma a se ter cinco corpos de
prova pesando cada um entre 50 e 100g.
5)
Apenas para placas com comprimento maior ou igual a 48 mm.
6)
Número de medidas.
7)
Não há procedimento de ensaio com dupla amostragem para estes requisitos. Só realizar ensaio se
o fornecedor declarar valor. O fornecedor pode declarar valor ou local de uso.
8)
Por solução de ensaio.
9)
Ensaio aplicado a todas as placas cerâmicas, excetuando-se os porcelanatos. O valor máximo de
aceitação para o ensaio definido no anexo J é o valor definido na observação no 12, do Quadro IX, do
Anexo T.2, da norma ABNT NBR 13818, que é de 0,06% (0,6 mm/m).
10)
Número de corpos de prova.
11)
Não há procedimento de ensaio com dupla amostragem para estes requisitos.

55
Capítulo 4

4- ENSAIOS EM LOUÇAS SANITÁRIAS - Normas técnicas da ABNT para


produtos de louça sanitária

4.1- Aparelhos sanitários

Aparelhos sanitários também chamados de louças sanitárias são constituídos


de: lavatórios (inclusive a coluna, quando houver); bacias sanitárias (inclusive o
corpo e a tampa da caixa de descarga, quando houver); mictórios; tanques (inclusive
a coluna, quando houver); bidês, conforme algumas peças na Figura 4.1 abaixo:

Figura 4.1 – Peças de louça sanitária.

De acordo com o material utilizado na fabricação apresenta a seguinte


classificação para as louças sanitárias:

• Aparelhos de pó de pedra: também chamados de faiança podem ter corpo


branco ou colorido artificialmente. O material é vitrificado, com textura fina e
porosa, podendo a absorção chegar entre 15 e 20%.

56
• Aparelhos de grés branco: também chamados de porcelana sanitária ou
grés cerâmico, podem ter corpo branco ou colorido artificialmente. O material
possui vitrificação mais avançada que o anterior, resultando num produto com
textura fina e não porosa, cuja absorção varia entre 1 e 2%.

Em função da diversidade de materiais disponíveis e das inovações no setor,


principalmente no que se refere a equipamentos com menor consumo de água, as
normas relacionadas às louças sanitárias têm sido constantemente revistas, sendo
que atualmente estão em vigor a NBR 15097:2011 - Aparelhos sanitários de material
cerâmico, parte 1 - requisitos e métodos de ensaios, e parte 2 - procedimento para
instalação.

4.2- Requisitos gerais

(a) material; (b) acabamento da superfície; (c) dimensões (espessura de


parede, altura do fecho hídrico; passagem interna do sifão da bacia sanitária,
empenamento, aparelho sanitário de dimensões padronizadas); (d) marcação e
instruções ao consumidor (nome do fabricante ou logomarca, modelo da bacia
sanitária, bacia sanitária convencional especial para baixa vazão, instruções para
instalação e operação, data de fabricação); e (e) unidade de fabricação.

4.3- Requisitos específicos

4.3.1- Absorção de água do material cerâmico – Anexo A

O valor máximo da absorção de água obtida a partir da média de três


resultados, conforme prescrito no Anexo A da NBR 15097:2011, deve ser de até
0,75%.

4.3.2- Resistência ao gretamento da superfície esmaltada – Anexo B

A superfície esmaltada da louça sanitária não deve apresentar nenhum sinal


de gretamento, quando ensaiada de acordo com o anexo B da NBR 15097:2011.

4.3.3- Resistência mecânica dos aparelhos sanitários – Anexo C

Quanto à resistência mecânica, os valores mínimos são apresentados na


Tabela 4.1 abaixo, de acordo com o tipo de peça:

57
Tabela 4.1 – Classificação das peças quanto à resistência mecânica (NBR
15097:2011).
Peça Resistência Mecânica (KN)
Bacias sanitárias / Bidês 2,2
Lavatórios/ Tanques 1,3

A resistência mecânica é determinada por meio de um ensaio específico


(Anexo C – NBR 15097:2011) em que o material é submetido à aplicação de uma
carga por meio de prensa, durante 2 minutos. Cada peça deve resistir às cargas
apresentadas na tabela sem apresentar fissuras, rachaduras, deformações visíveis a
olho nu, vazamentos e outros sinais que indiquem ser a resistência mecânica do
aparelho insuficiente para suportar a carga aplicada.

4.3.4- Funcionamento das bacias sanitárias

Uma bacia sanitária deve atender às exigências estabelecidas na NBR


15097:2011, quando ensaiada de acordo com os Anexos “D a M” constantes nesta
norma, e submetida a uma descarga produzida pela própria caixa de descarga (no
caso de caixa acoplada ou integrada), válvula de descarga ou caixa de descarga
convencional (no caso de bacia sanitária convencional). Os anexos constantes na
norma são:

• Determinação do volume de água consumido por descarga – Anexo D;


• Reposição do fecho hídrico – Anexo E;
• Remoção de esferas – Anexo F;
• Lavagem de parede – Anexo G;
• Remoção de grânulos – Anexo H;
• Respingos de água – Anexo J;
• Transporte de sólidos – Anexo K;
• Remoção de mídia composta – Anexo L;
• Verificação da resistência do fecho hídrico à retropressão – Anexo M

58
Capítulo 5

5- PRÁTICAS EM LABORATÓRIO PARA ENSAIOS EM FRITAS, VIDRADOS,


CORANTES E PAS TAS SERIGRÁFICAS

5.1- Definição

• Frita (ou vidrado fritado) é um vidro moído, fabricado por indústrias


especializadas a partir da fusão (em torno de 1500 ºC) da mistura de
diferentes matérias-primas.
• Vidrado cerâmico é uma camada fina ou revestimento numa substância
vítrea, aquecida de modo a fundir-se com uma peça cerâmica.
• Corantes constituem-se de óxidos puros ou pigmentos inorgânicos sintéticos
obtidos a partir da mistura de óxidos ou de seus compostos.
• Tintas serigráficas utilizadas atualmente são suspensões concentradas de
sólidos de composição muito variável. Os sólidos, que constituem
aproximadamente 50 a 70%, em peso, da pasta, são basicamente fritas e
pigmentos, que proporcionam a fundência e a tonalidade buscadas.

De acordo com a Figura 5.1 abaixo, pode se observar os materiais cerâmicos


aplicados em uma representação esquemática de placa cerâmica.

Figura 5.1 – Fritas, vidrados, corantes, pastas de serigrafia e uma representação


esquemática de placa cerâmica.

59
5.2- Ensaios em laboratório

• Ensaios em vidrados de peças cerâmicas e em corantes:

- espectroscopia dispersiva de raios-X (EDS) para determinação


semiquantitativa da composição química do material, e
- fluorescência de raios-X para determinação da composição química da
frita/corantes.

• Ensaios de caracterização físico-químicas em vidrados/corantes:

- microscopia óptica; microdureza Vickers; difração de raios-X (corantes); e


espectroscopia de infravermelho (corantes).

• Ensaios de classificação de vidrados em placas cerâmicas:

- resistência à abrasão superficial; resistência ao gretamento; manchamento;


ataque químico e dureza Mohs.

• Ensaios para comprovar as características esperadas em tintas serigráficas:

- tonalidade; moagem/tamanho de partículas; comportamento reológico


(densidade/viscosidade).

O método geral de preparação de pastas serigráfica é mostrado


esquematicamente na Figura 5.2

Figura 5.2 - Processo genérico da preparação das tintas serigráficas.

Após a preparação da tinta é necessário comprovar, nas condições de


produção do momento, se ela tem o comportamento e as características esperadas.
Se isso não ocorrer deve-se fazer as modificações necessárias para sua correção.

60
Referências

CIPA PUBLICAÇÕES. Segurança nas Universidades. Revista Cipa. [s.l]. ano XXII., no. 253. pp. 50-
93. dez. 2000.

GDPQ/DCA. Segurança Laboratório. São Paulo: Rhodia S.A. – Divisão Fios, Apostila. Jun. 1992.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE CERÂMICA PARA REVESTIMENTO. A


indústria brasileira de cerâmica para revestimento. São Paulo, 2011.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15270: componentes cerâmicos: blocos


cerâmicos para alvenaria de vedação – terminologia e requisitos. Rio de Janeiro, 2005a.

____.NBR 15270: componentes cerâmicos: blocos cerâmicos para alvenaria estrutural – terminologia
e requisitos. Rio de Janeiro, 2005b.

____.NBR 15270: componentes cerâmicos: blocos cerâmicos para alvenaria estrutural e de vedação
– método de ensaio. Rio de Janeiro, 2005c.

____.NBR 15310: componentes cerâmicos: componentes cerâmicos: telhas – terminologia, requisitos


e métodos. Rio de Janeiro, 2009.

____.NBR 13816: placas cerâmicas para revestimento: terminologia. Rio de Janeiro, 1997a.

____.NBR 13817: placas cerâmicas para revestimento: classificação. Rio de Janeiro, 1997b.

____.NBR 13818: placas cerâmicas para revestimento: especificação e métodos de ensaios. Rio de
Janeiro, 1997c.

____.NBR 15463: placas cerâmicas para revestimento: porcelanato. Rio de Janeiro, 2007.

____.NBR 15097: aparelhos sanitários de material cerâmico – parte 1 – requisitos e métodos de


ensaios. Rio de Janeiro, 2011.

Corpo Técnico da Cerâmica Porto Ferreira. Análise Crítica das Novas Normas Técnicas de
Revestimentos Cerâmicos. Capítulo Segundo: O Fundamental das Normas ISO/NBR sobre
Placas Cerâmicas para Revestimento (ISO 13006, ISO 10545, NBR 13816 - NBR 13817 - NBR
13818). Revista Cerâmica Industrial. Março/abril, 2000.

Portaria do INMETRO n.º 86, Anexo H – Placas cerâmicas para revestimento e porcelanatos. Rio
de Janeiro. 2014

SÁNCHES, E. Matérias-Primas para a Fabricação de Fritas e Esmaltes Cerâmicos Vidrados.


Revista Cerâmica Industrial. Maio/agosto.1997.

AMORÓS, J. L. Vidrados para Pavimentos e Revestimentos Cerâmicos: Evolução e


Perspectiva. Parte II. Revista Cerâmica Industrial. novembro/dezembro. 2001.

BENLLOCH, A. E. Vidrados Cerâmicos de Natureza. Vitrocristalina: Parte I. Revista Cerâmica


Industrial. Março/abril. 2001.

BERTO, A. M. Adequação das Propriedades de Tintas e Esmalte aos Sistemas de Aplicação e


Técnicas Decorativas Parte II: Decoração. Revista Cerâmica Industrial. Novembro/dezembro, 2000.

SANZ, V., SÁNCHEZ, E., BOU, E., TIRADO, M. Influência da Serigrafia sobre a Variação de
Tonalidade de Revestimentos Cerâmicos. Revista Cerâmica Industrial. Janeiro/dezembro, 1999.

MARTINEZ, F., Variação de tonalidade: Design e Fotolitos. Revista Cerâmica. Janeiro/Dezembro,


1999.

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