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1.

FORMAÇÃO DOS SOLOS


Introdução; Conceitos fundamentais de geologia; Engenharia de solos.

2. PROPRIEDADES DOS SOLOS


Introdução; Índices físicos; Granulometria; Plasticidade e Estados de
Consistência.

3. ESTRUTURA DOS SOLOS


Introdução; Tipos de estrutura; Amolgamento e sensibilidade das argilas;
Tixotropia.

4. CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS


Introdução; Classificação granulométrica; Classificação Unificada;
Classificação HRB; Classificação dos solos tropicais.

5. TENSÕES ATUANTES NO SOLO


Tensões totais, efetivas e neutras; Cálculo de tensões Geostática; Distribuição
de pressões no solo.

6. PERMEABILIDADE DOS SOLOS


Introdução; Leis de Darcy e Bernouilli; Determinação do Coeficiente de
Permeabilidade; Fatores que influem na permeabilidade; Forças de percolação;
Areia Movediça; Filtros de Proteção; Capilaridade.

7. CAMPACTAÇÃO
Introdução; Ensaios de Compactação; Equipamentos de Compactação;
Controle de Compactação.

8. EXPLORAÇÃO DO SUBSOLO
Introdução; Tipos de prospecção geotécnica; Sondagens de simples
reconhecimento; Amostragem do solo; Informações obtidas de ensaios “in-
situ”.

9. COMPRESSIBILIDADE E ADENSAMENTO
Introdução; Analogia Mecânica; Teoria do Adensamnto de Terzaghi; Ensaio de
adensamènto; Solução da Equação Fundamental do Adensamento;
Porcentagem de adensamento; Pressão de pré-adensamento; Coeficiente de
adensamento; Índice de Compressão e de Recompressão; Adensamento
Secundário.

10.RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO DOS SOLOS


Estado Duplo de Tensões; Círculo de Mohr; Critérios de Ruptura; Tipos de
Ensaios; Parâmetros de Pressão Neutra; Resistência ao Cisalhamento das
Areias; Resistência ao Cisalhamento da Argilas.
Ensaios para determinação de índices físicos
6. Ensaio de compactação
7 . Ensaio de permeabilidade
8 . Ensaio de adensamento
9 . Ensaio de compressão simples
10. Ensaio de cisalhamento direto
11. Ensaios triaxiais

• Introdução.....................................................................................................2

• Ensaios para determinação de índices físicos.......................................4

• Ensaio de compactação......................................................................8

• Ensaio de permeabilidade.................................................................10

• Ensaio de adensamento...................................................................15
• Ensaios sobre compressão simples.................................................16
• Peneiramento e sedimentação ..........................................................17
• Ensaio de compressão triaxial............................................................21
• Conclusão ..........................................................................................22
• Bibliografia..........................................................................................23

ntrodução

Nesse relatório de ensaio para determinação de índices físico, apresentamos três


métodos, com os quais é possível encontrar os três índices físicos básicos,
necessários para calcular os demais índices físicos de um solo, são eles: massa
especifica do solo, teor de umidade higroscópica e massa especifica dos sólidos.
Respectivamente dados pelo método do caixote, método da estufa e método do
picnômetro.
Em Mecânica dos solo o Ensaio decompactação é um dos mais importantes
procedimentos de estudo e controle de qualidade de aterros de solo compactado.
Através dele é possível obter a densidade máxima do maciço terroso, condição
que otimiza o empreendimento com relação ao custo e ao desempenho estrutural
e hidráulico.

Em ensaio de permeabilidade a água ocupa a maior parte dos vazios do solo. E


quando é submetida a diferenças de potenciais, ela se desloca no seu interior. As
leis que regem os fenômenos de fluxo de água em solos são aplicadas nas mais
diversas situações.
Ja o processo de adensamento é explicado, freqüentemente, com um sistema
idealizado por Karl Von Terzaghi, onde o solo é representado por uma mola cuja
deformação é proporcional à carga sobre ela aplicada. O solo saturado pode então
ser imaginado como uma mola dentro de um cilindro cheio de água. O cilindro tem
um pequeno furo no seu êmbolo, por onde a água pode sair lentamente
representando assim a sua baixa permeabilidade.
O ensaio de compressão simples visa à determinação da resistência à
compressão não confinada (ou simples) de corpos de prova constituídos por solos
coesivos, mediante aplicação de carga axial com controle de deformação. Tais
corpos de prova podem ser indeformados ou obtidos por compactação ou mesmo
por remoldagem. 
Os valores resultantes da aplicação deste ensaio correspondem à resistência de
solos coesivos em termos de tensões totais. Este tipo de ensaio se aplica a solos
coesivos que não expulsamágua durante a fase de carregamento do ensaio e que
retém uma resistência após o alívio das pressões confinantes de campo, tais como
argilas ou solos cimentados saturados. A realização do ensaio sobre uma mesma
amostra, nos estados indeformado e remoldado (aquele constituído por solos que
tenha tido sua estrutura natural modificada por manipulação), permite a
determinação da sensitividade do material, desde q o corpo de prova remoldado
mantenha uma forma estável.O equipamento de compressão pode ser uma prensa
hidráulica, de engrenagem ou qualquer outro equipamento de compressão com
capacidade e controle suficientes para fornecer a velocidade de deslocamento
necessária ,
O carregamento é efetuado com deformação controlada. O anel dinamométrico é
utilizado para determinar os esforços aplicados e o medidor de deslocamento deve
ser constituído por um deflectômetro ou relógio comparador. Os corpos de prova
devem ter um diâmetro mínimo de 35 mm, devidamente medidos e pesados antes
e depois da execução do ensaio. O carregamento deve ser aplicado de maneira a
se obter uma velocidade de deformação axial específica constante. 
Os valores de carga, deslocamento e tempo devem ser registrados, com intervalos
adequados para definir a forma da curva tensão-deformação. O carregamento
deve prosseguir até que os valores de carga aplicada diminuam com a evolução
dos deslocamentos ou então até se obtenha 15% de deformação axial
específica.Ensaios para determinação de índices físicos

Nos ensaios de índices físicos, são descritos os materiais e a aparelhagem usados


nos experimentos, o procedimento realizado e claro, os resultados obtidos. 
Os ensaios da estufa e do caixote foram repetidos três vezes, de acordo com o
mínimo recomendado, afim de se obter maior precisão nas características das
amostras com o solo estudado, solo este, sedimentar (dizer mais características).
Na parte final do relatório, com os ensaios findos e os dados disponíveis,
calculamos os demais índices físicos, mas antes do resultado numérico, fazemos
uma análise das formulas usadas para encontrá-los, importante para a
compreensão do que cada índice realmente significa. 
Os índices “derivados” dos índices físicos determinados nos ensaios são:
• Índice de vazios
• Porosidade
• Grau de Saturação
• Grau de Aeração
• Massa especifica do Solo Seco 
• Massa especifica do Solo Saturado 
• Massa especifica do Solo Submerso 
• Tem mais?
• Método do Caixote 

Esse método visa determinar a massa especifica de um solo qualquer. A maneira


pela qual se chega ao resultado é obvia, porque ρ = Msolo / Vsolo e no ensaio é
quantificado justamente a massa do solo para um volume conhecidos.
São feitos ao menos 3 ensaios com amostras diferentes do solo a ser estudado.
Apesar dos resultados terem a unidade 1 g/cm3, as medidas de massa foram
verificadas nacasa de 0,01 g e as medidas de comprimento na ordem de 0,01 mm.
Assim os resultados são altamente precisos.
Materiais e Métodos 
Neste ensaio a aparelhagem necessária foi:
• Recipiente paralelepipédico.
• Balança com capacidade para 20000g e sensível a 1g;
• Bandeja metálica;
• Régua biselada;
• Paquímetro;
Para o ensaio é preciso uma amostra de volume um pouco maior ao do volume do
recipiente usado no ensaio. Essa amostra representa o solo ensaiado.
O ensaio se deu de acordo com as seguintes etapas:
Colocou-se a amostra na bandeja somente com as mãos, não desagregando os
torrões de solo. Antes de encher o recipiente com a amostra mediu-se a massa do
recipiente (Mr). Neste processo tornou-se cuidado para não compactar o solo.
Depois a amostra foi rasada com a régua biselada, deixando o volume da massa
igual a do recipiente e então verificou-se a massa do conjunto recipiente-amostra
(Mrt).
Por fim, as dimensões do recipiente foram medidas com o paquímetro.
Resultados 
Foram colhidos os seguintes dados:
1- Quanto as dimensões do recipiente
b = 298,25 mm l = 201,35 mm e h = 151,90 mm // Volume total = 9122 cm3
1. Quanto a massa
DESCRIÇÃO SÍMBOLO DADOS
Nº Recipiente Nº 
Massa do Recipiente Mr (g)
Massa (Recipiente + Amostra) Mrt (g)
Massa da Amostra Msolo = (Mrt - Mr) 
Volume do Recipiente Vt = Vsolo (cm3)
Volume especifico do solo ρ (g/cm3) 1 2 3
1900,89 1900,89 1900,89
13680,00 13723,00 13525,00
11779,11 11822,1111624,11
9122 9122 9122
1,291 1,296 1,274

Média aritmética: ( 1,291 + 1,296 + 1,274 )/3 // ρ = 1,287


Nota-se que nenhum resultado individual distorceu-se da média em mais de 5%
Intervalo dos resultados [ 1,223 ; 1,351 ]5% de 1,287 = 0,064 
Através desse método objetivo encontra-se rapidamente a massa especifica do
solo.
Vale ressaltar que durante o procedimento os torrões de solo não foram
desagregados, já que está é uma característica do solo e com tal não deve ser
alterada .
A massa especifica encontrada no ensaio está entre os valores típicos
encontrados que é de 
1,2 g/cm3 < ρ < 5 g/cm3.
Método da Estufa
Para determinar o teor de umidade de um solo, o ensaio mais indicado e usado é o
da estufa, por conta da o seu alto nível de precisão e relativa fácil aplicabilidade;
relativa, pois uma desvantagem é o fato deste ensaio não poder ser feito em
campo, pois é preciso uma estufa elétrica e os resultados são obtidos, em pelo
menos um dia após, a amostra ser colocada na estufa.
O cálculo de teor de umidade pode ser efetuado porque o que é quantificado neste
ensaio é a massa de água que o solo perde durante o tempo que permanece na
estufa. Como a massa do solo também é verificada antes de ser posto na estufa
tem-se o teor de umidade higroscópica:
w = M água / M solido
Materiais e Métodos 
Para a realização do ensaio foram utilizadas:
• Estufa elétrica capaz de manter a temperatura constante entre 105ºC e 110ºC;
• Cápsula de 

DISCUSSÃO GERAL

O ensaio de cisalhamento direto relaciona diretamente tensões normal e cisalhante,


que são aplicadas a um corpo de prova confinado em uma caixa bipartida. Quando este corpo
de prova é levado à ruptura o par de valores tensão de cisalhamento - tensão normal (no plano
de ruptura) define um ponto sobre a envoltória de tensões do solo. Pode-se definir a envoltória
de resistência de um solo qualquer aplicando-se diferentes valores de tensão normal a várias
amostras do solo, medindo-se sua resistência e então marcar num gráfico de  x  os pares
de valores determinados em cada amostra.
O ensaio caracteriza-se por impor um plano de cisalhamento ao corpo de prova. O
princípio é bastante simples e consiste em mover uma porção de solo sobre a outra
aumentando a força horizontal e mantendo constante a carga aplicada normalmente ao plano
de movimento.

Onde:

1.  Extensômetro para medir as deformações verticais.


2.  Força normal aplicada por um pendural dada por:
,  onde b é o braço compensador do pendural completo e é igual a 5.
3.  Extensômetro para medir deformações horizontais.
4.  Plano de cisalhamento do corpo de prova.
5.  Anel dinamométrico e extensômetro para medir a força cisalhante, T.

A força normal é perpendicular ao plano de movimento e, conseqüentemente aplicada


no sentido vertical através de um pendural. Dois tipos de pendural podem ser usados,
dependendo do nível de tensões desejado pode-se usar o pendural simples ou o completo.
Os ensaios de cisalhamento direto podem ser realizados das seguintes formas:  UU
(não-adensado, não-drenado), CU (adensado, não-drenado), CD (adensado, drenado). Para
solos não coesivos ensaiados à mesma tensão normal, todos os três tipos darão resultados
semelhantes, não importando se o solo seja saturado ou não.  Para solos coesivos, os
parâmetros do solo são fortemente influenciados pelas condições de drenagem, pelo grau de
saturação e pelas condições de pré-adensamento.

EQUIPAMENTOS

1. Máquina de cisalhamento direto.


2. Caixa de cisalhamento.
3. Balança.
4. Talhador.
5. Estufa.
6. Cápsulas.
PROCEDIMENTO

Preparação Da Amostra

A amostra pode ser indeformada ou amolgada. Se for amostra indeformada, a


moldagem  será feita através do uso de um anel de seção quadrada, igual à seção da caixa de
cisalhamento (55 ou 1010), no caso de solos coesivos.. Para o caso de solos não coesivos
deverá ser moldada uma amostra de pequena espessura dentro da caixa de cisalhamento nas
condições desejadas de compacidade. Para tanto, de posse do peso específico desejado e
arbitrando-se um volume, calculamos o peso de solo necessário para tal compacidade. Por
tentativas vai-se moldando amostras até que seja alcançada a condição desejada.
Observação: As condições desejadas de compacidade podem ser determinadas para o
caso de situação in situ, através de resultados de ensaios de campo, como o CPT e o SPT.
Antes de passar ao procedimento do ensaio, deve-se fazer uma inspeção cuidadosa do
equipamento, selecionar o anel dinamométrico adequado, verificar os extensômetros, separar
os pesos para a aplicação da tensão normal e escolher as partes da caixa de cisalhamento que
serão usadas.
Dependendo do solo a ser ensaiado e das condições de drenagem que serão
adotadas, poderá ser necessário o uso de pedras porosas que deverão ser adequadamente
saturadas.  Também deverão ser selecionadas as engrenagens que fornecerão a velocidade
de cisalhamento para que o ensaio seja drenado ou não drenado.
A escolha da velocidade de cisalhamento é função da permeabilidade e do coeficiente
de adensamento do solo. Para solos coesivos, se o cisalhamento for não drenado ou drenado,
a velocidade a ser adotada deverá ser calculada considerando estes parâmetros.
Abaixo passa-se ao procedimento:

1. Pesar o corpo de prova: a amostra moldada, no caso de solo coesivo, ou a


quantidade de solo necessária à moldagem, no caso de solo não coesivo. Anotar o
valor do lado da caixa de cisalhamento (l) e o valor da altura do corpo de prova (h).
2. Montar a caixa de cisalhamento e prender a parte superior da caixa da
cisalhamento à parte inferior através dos dois parafusos de fixação.
3. Para o caso de solos coesivos, colocar o corpo de prova no anel superior de
cisalhamento, deixando-o bem ajustado e comprimir (com leve pressão manual) o
bloco de carregamento fazendo com que o corpo de prova venha se apoiar na peça
dentada no fundo da caixa.
4. Acertar os extensômetros horizontal, de medida de deformações cisalhantes, e
vertical, de medida de deformações normais.  Verificar e ajustar as engrenagens
corretas do motor.  
5. Retirar os parafusos verticais de fixação e aplicar o carregamento normal.  Se esta
fase for adensada, deve-se permitir então que se processe o adensamento,
anotando-se as deformações verticais até que se verifique ao menos 95% de
adensamento. Caso seja não adensada, a aplicação do esforço de cisalhamento
deve ser imediata.  A não ser que o solo seja não coesivo, quando estas
observações em nada influenciam.
6. Separar as duas partes da caixa de cisalhamento, mantendo o corpo de prova
apoiado no fundo do anel. Para isso retire os dois parafusos verticais de fixação e
dê um giro os dois parafusos de levantamento, com isso levanta-se a parte superior
da caixa da quantidade necessária.
7. Soltar os parafusos de levantamento e iniciar a aplicação do esforço horizontal de
cisalhamento. Fazer leituras em intervalos regulares de tempo, nos extensômetros
vertical, horizontal e do anel dinamométrico. As leituras deverão ser feitas de modo
que se possa definir bem a ruptura (queda no valor lido no anel dinamométrico) ou
até o curso máximo da caixa de cisalhamento, caso o valor lido no anel
dinamométrico não sofra redução.

São feitas no mínimo três determinações para tensões normais diferentes, resultando
em três pares de valores de tensão normal - tensão ao cisalhamento na ruptura. A relação
entre estes valores definirá a envoltória de resistência do solo ensaiado, donde se obtém os
parâmetros de c e .

CÁLCULOS

1. Correção da área do corpo de prova:


2. Cálculo das deformações e tensões normais e horizontais:
 e  - deformações (horizontal, vertical): variações das dimensões do corpo de
h v

prova (horizontal, vertical) dividida pela dimensão correspondente.


T- esforço cisalhante: leitura no extensômetro do anel dinamométrico 
fator do anel.
- tensão cisalhante:

3. Desenho dos gráficos de  x  (tensão de cisalhamento  deformação horizontal),


h

  x   (deformação vertical  deformação horizontal) e  x  (envoltória de tensões do solo


v h

ensaiado).

4. Determinação de  (ângulo de atrito) e c (coesão) do solo.

OBSERVAÇÕES

Vantagens do ensaio:

1. Ensaio simples.
2. A espessura do corpo de prova é pequena, logo o tempo de drenagem é menor
que no ensaio triaxial.
1. Caixa quadrada, sendo fácil apurar a redução na área durante o ensaio.
1. Os parâmetros do solo obtidos por este ensaio são aproximadamente tão
confiáveis quanto os valores obtidos pelo triaxial.
2. A espessura do corpo de prova é pequena, logo o tempo de drenagem é menor
que no ensaio triaxial.

Desvantagens do ensaio:

1. Ruptura se dá num plano pré-determinado, que não necessariamente é o de maior


fraqueza da amostra, logo a resistência ao cisalhamento obtida poderá ser maior que a
real.
2. Deformações não uniformes.
3. Não é possível determinar o valor do módulo de elasticidade.
4. Amostras pequenas, logo erros de preparação tornam-se relativamente importantes.

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