Você está na página 1de 88

Interpretação Bíblica com

ênfase em oralidade
Por: Marcopolo Marinho
Oremos
A bíblia sagrada é composta por uma única
história com várias dimensões/seis atos...

Estabelecimento do Reino (Criação), Rebelião no Reino (Queda), O Rei escolhe


Israel (Redenção Iniciada), A vinda do Rei (Redenção realizada), Propagando a
notícia do Rei (A missão da Igreja), A volta do Rei (Redenção Concluída).
“Não devemos simplesmente pregar a bíblia de forma
geral; devemos pregar o evangelho. Entretanto, se os
ouvintes da mensagem não entenderem a Bíblia de
forma geral, não entenderão o evangelho.”

Criação / Queda / Redenção / Restauração


A história é de Deus, nós somos
apenas personagens nesta história.

O seu papel como personagem atualmente: Portanto ide, fazei discípulos de todas as
nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu
estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. Mateus 28:19,20
Marcopolo Da Silva Marinho
💒 Servo Adorador de Cristo, estudante de Teologia (Especialista em Teologia e
Interpretação Bíblica), Membro da Pioneiros Brasil e da Igreja Rio

📖 Empreendedor Social Empreendeler

👨🏫 Docente e líder de intervalos bíblicos universitários

🤴 Príncipe contador de histórias

👫 Marido de Ana Carla Albuquerque e pai de Murilo Marinho


Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?
Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;
Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.
Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.
E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, e, vendo, vereis, mas não
percebereis.
Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que
não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, e compreendam com o coração,e se convertam,e eu os cure.
Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós
ouvis, e não o ouviram.

Mateus 13:9-17 (ACF – Almeida Corrigida Fiel)


Sejam praticantes da
palavra, e não apenas
ouvintes, enganando vocês
mesmos. Tiago 1:22
VAMOS FALAR SOBRE
ORALIDADE?
Qual é a chave
do sucesso
em uma
comunicação
oral (Verbal)e
não verbal?
É a compreensão da psicologia
humana, de suas cosmovisões (mapas)
e de seus sistemas representacionais
(Canais de acesso).
É a compreensão da psicologia
humana, de suas cosmovisões (mapas)
e de seus sistemas representacionais
(Canais de acesso)

A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO


ATRAVÉS DE NÓS.

Agora, portanto, vai; e Eu estarei contigo, e te


ensinarei o que hás de falar e como falarás! Ex 4:12
Para quem Deus falou isto? 10-12
Cosmovisão
Toda a cosmovisão é formada por princípios basilares que gozam de presunção
de verdade. Esses princípios são conhecidos como “premissas”, “axiomas” ou
“postulados” na lógica tradicional, e são pressupostos que não são e nem
precisam ser provados ou demonstrados.

Existem percepções e interpretações relativas de uma mesma verdade.


Cada um tem a sua percepção e sua interpretação da verdade, influenciadas e
limitadas pelas suas próprias premissas e limitações.

Com esta visão entendemos a verdade de Cristo é absoluta o que pode ser
relativa é a percepção de cada pessoa.
A cosmovisão Cristã herdou de sua cosmovisão-mãe, a
Cosmovisão Bíblica, seu principal axioma, o pressuposto
do conhecimento da verdade.

E este primeiro e principal axioma da Cosmovisão Cristã,


do qual todos os demais se originam, é a pressuposição
de que a Bíblia, e somente a Bíblia, é a Palavra de
Deus. Em outras palavras, a Bíblia é a revelação de
Deus.

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a


repreensão, para a correção e para a instrução na justiça,
para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado
para toda boa obra. 2 Timóteo 3:16,17
A PALAVRA MOVE
O MUNDO...
(O VERBO)
Jesus interagia com a cultura,
Recebia um questionamento
Respondia com uma Parábola
AS PARÁBOLAS DE JESUS
A parábola é um recurso literário muito antigo, utilizado pelos grandes mestres para transmitir seus
ensinamentos.

Entre os povos orientais era um método popular de instrução, do mesmo modo que as fábulas.

O valor dos ensinamentos por parábola era destacado pelos seguintes motivos:

(1) É atraente e mais fácil de lembrar;


(2) Presta grande auxílio à mente e à capacidade de raciocinar;
(3) Chama, e prende a atenção dos ouvintes;
(4) Instrumento pedagógico de transmissão de verdades profundas por meio simples.

A parábola é uma história baseada em fatos do cotidiano, cujo conjunto de elementos relacionados evoca,
por comparação, outras realidades de ordem superior (espiritual), com o objetivo de ilustrar ou aclarar uma
verdade.

Porém, todo acontecimento histórico pode servir de ilustrações, mas as parábolas são apenas histórias
especiais, e não necessariamente fatos históricos reais. Assim, podemos dizer, de outra maneira, que as
parábolas são narrativas factuais ou fictícias, usadas para ensinar verdades concretas, reais e
espirituais.

Para muitos, já encontramos este gênero literário desde o Antigo Testamento. Eles citam, como exemplos
disso os textos: Jz: 9.7 - 15; II Sm: 12. 1 - 4; Is: 5.1 - 7; Jr: 18; Ez: 37. Em muitos casos, essas "parábolas"
são estudadas em conexão com outras parábolas do Novo Testamento. Não entrando na questão do mérito
se estes e os outros textos veterotestamentários utilizados por alguns hermenêutas são ou não parábolas,
deter-nos-emos, apenas, nas parábolas de Jesus. Nos evangelhos temos aproximadamente 35 parábolas
pronunciadas por nosso Senhor. A maioria deles com referência ao Reino de Deus (céus). Além disso, elas
também possuem várias características que os textos acima citados não possuem. Vejamos.
Benefícios da contação de história

• Ajuda a desenvolver a habilidade de ouvir;


• O ouvinte exercita a fantasia e a imaginação;
• tem acesso fácil ao subconsciente o que gera
interesse verdadeiro;
• Ativa sentimentos;
• Comunica conhecimento e sabedoria para lidar
com a vida;
• adquire intimidade com a leitura;
• fluência e a habilidade de produzir textos;
• desperta o ouvinte para a prática da leitura.
CONTEXTUALIZAÇÃO INTENCIONAL
Contextualizar não é “falar o que as pessoas querem
ouvir”.

Significa “oferecer às pessoas respostas bíblicas que


elas talvez não queiram ouvir de forma nenhuma às
perguntas sobre a vida que estão fazendo, na época e
no lugar em que se encontram, numa linguagem e em
formas que compreendam e por meio de apelos e
argumentos com uma força que elas sejam capazes
de sentir, ainda que, no fim de tudo, os rejeitem.

O evangelho se adapta à culturo e faz contato direto


com as pessoas, ao mesmo tempo que a desafiam e a
confrontam.
ILUSTRAÇÃO (PALM MONDAY, CONTO FICCIONAL)
SEGUNDA FEIRA DE RAMOS.

O jumentinho acordou com um sorriso no rosto. Ele havia sonhado com o dia anterior, o animal
se espreguiçou e, feliz da vida, saiu para a rua, mas os transeuntes simplesmente o ignoravam.
Confuso, o jumentinho se dirigiu para a área tumultuada do mercado. Com as orelhas em pé, de
tanto orgulho, ele trotou bem para o meio da rua.
- estou aqui, pessoal! Murmurou consigo mesmo. Mas as pessoas o encaravam confusas, e
algumas, bem zangadas, bateram nele para que fosse embora.
-o que acha que está fazendo, seu jumento, entrando assim num mercado igual a este?
-atirem seus mantos no chão – o animal respondeu, irritado. – Vocês não sabem quem eu sou?
As pessoas ficaram boquiabertas.
Magoado e confuso, o animal retornou ao lar, para junto da mãe.
- Não entendo – ele reclamou. - ontem as pessoas me saudaram com ramos de palmeiras.
Gritavam “Hosana” e “aleluia”. Hoje elas me tratam como um joão-ninguém!
- Ah, menino bobinho – a mãe respondeu com ternura -, não percebe que sem ele ... não
consegue fazer nada?

João 15:5-6 NTLH


— Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele,
esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada. Quem não
ficar unido comigo será jogado fora e secará; será como os ramos secos que são
juntados e jogados no fogo, onde são queimados.
A contextualização saudável mostra às pessoas que
os enredos de suas histórias só podem ter um final
feliz em Cristo.
CONTEXTUALIZAÇÃO ATIVA
Envolve um processo de 3 partes:

• Entrar na cultura;
• Desafiar a cultura;
• Apelar ao ouvinte.
Paulo em Atenas. O seu discurso no Areópago
15 E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo
fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram.
16 E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão

entregue à idolatria. 17 De sorte que disputava na sinagoga com os judeus e religiosos e, todos os dias, na
praça, com os que se apresentavam. 18 E alguns dos filósofos epicureus e estoicos contendiam com ele.
Uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos. Porque
lhes anunciava a Jesus e a ressurreição. 19 E, tomando-o, o levaram ao Areópago, dizendo: Poderemos
nós saber que nova doutrina é essa de que falas? 20 Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos;
queremos, pois, saber o que vem a ser isso. 21 (Pois todos os atenienses e estrangeiros residentes de
nenhuma outra coisa se ocupavam senão de dizer e ouvir alguma novidade.) 22 E, estando Paulo no meio
do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; 23 porque, passando eu
e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO.
Esse, pois, que vós honrais não o conhecendo é o que eu vos anuncio. 24 O Deus que fez o mundo e tudo
que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens. 25 Nem
tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é
quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; 26 e de um só fez toda a geração dos homens para
habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua
habitação, 27 para que buscassem ao Senhor, se, porventura, tateando, o pudessem achar, ainda que não
está longe de cada um de nós; 28 porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos, como também alguns
dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. 29 Sendo nós, pois, geração de Deus, não
havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício
e imaginação dos homens. 30 Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a
todos os homens, em todo lugar, que se arrependam, 31 porquanto tem determinado um dia em que com
justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o
dos mortos.
32 E, como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam, e outros diziam: Acerca disso te

ouviremos outra vez. 33 E assim Paulo saiu do meio deles. 34 Todavia, chegando alguns varões a ele,
creram: entre os quais estava Dionísio, o areopagita, e uma mulher por nome Dâmaris, e, com eles, outros.
Jonathan Edwards, pastor e estudioso do século 18, passou a maior
parte de sua vida pregando na igreja congregacional de Northampton, a
cidade mais importante do leste de Massachusetts, numa igreja que
estava repleta de gente importante.

Mas, quando foi demitido da igreja, Edwards foi para Stockbridge, no


mesmo estado, na região fronteiriça dos Estados Unidos, onde pregou
muitas vezes para um auditório que incluía indígenas americanos.

As mensagens de Edwards mudaram drasticamente. Claro que mudaram


no conteúdo – tornaram-se mais simples. Ele apresentava menos
conceitos e empenhava-se em estabelecer conceitos teológicos básicos.

Além disso, mudou até mesmo o seu modo de argumentar, usando mais
histórias parábolas e metáforas.

Ele usava mais narrativas e ilustrações e menos raciocínio silogístico.

Edwards pregava mais sobre relatos da vida de Jesus do que sobre as


proposições das cartas paulinas.
AS PALAVRAS SÃO PODEROSAS,
PARA O MAL E PARA O BEM.
QUANDO USADAS PARA ATIVAR
GATILHOS MENTAIS ELAS TE
TORNAM MUITO PERSUASIVO(A)
O LÚDICO E A
CONTAÇÃO DE
HISTÓRIA
Como contar histórias?
Leia a historia antes

Para não ser pego(a) de surpresa.


Como contar histórias?
Conheça seu público, entenda suas características
pessoais.
Ex. Uma criança abandonada pelo pai não
se sentiria bem ouvindo uma história que
referencie à relação paternal, como "O
Homem que Amava Caixas“, “Adivinha o
quanto eu te amo”, “Agora não Bernardo”.
Como contar histórias?
Planeje o seu momento:
Ex: Local, posição, horário, métodos
Como contar histórias?
Preserve os detalhes da história;
E como será???????
Colorido
e
fantástico!
Com ouvintes atenciosos!
USE TODO O CONHECIMENTO
DE COMUNICAÇÃO DE
MANEIRA
ÉTICA
SISTEMA 1: Nosso
pensamento rápido,
intuitivo e automático.
Fast Thinking

SISTEMA 2: Responsável
pela reflexão,
racionalidade e solução de
problemas mais
complexos.
Slow Thinking
Vivemos em um mundo cada vez mais
globalizado, onde somos cada vez mais
bombardeados por informações. Para
pouparmos energia para decisões mais
importantes, costumamos usar
abordagens rápidas (atalhos) e que são
mais facilmente ativados por gatilhos, o
que pode ser comparado ao que
Kahneman chama de sistema 1.
Rapport – sintonia – relação harmônica - confiança

Que bom te conhecer / Parece que te conheço a tanto


tempo / sensação de bem estar / Rolou uma química /
amor à primeira vista.
RAPPORT
“Rapport é a capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-
lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em
comum. É a capacidade de ir totalmente do seu mapa do
mundo para o mapa do mundo dele. É a essência da
comunicação bem-sucedida.” Anthony Robbins

O Rapport vai além de empatia: é a harmonia e a sintonia que


fluem nas relações interpessoais, é um alinhamento em todos
os níveis de comunicação: visual (visão), verbal (palavras) e
cinestésico (sensação corporal).

Estabelece confiança e harmonia, ampliando a


possibilidade de sucesso.
Elementos universais para gerar Rapport
Sorriso: Chave universal do rapport, o sorriso transmite
confiança e é um convite à interação interpessoal.
Otimismo: O otimismo transmite firmeza e segurança.
Gentileza: é uma característica pessoal que torna a pessoa capaz
de ser amável, educada ou cordial.
Atenção:
Disponibilidade:
Respiração: Dita o ritmo da interação.
Tratar a pessoa pelo nome: Todos gostam naturalmente de ouvir
o próprio nome, pois transmitem valorizados e reconhecidos.
Paciência: Saiba ouvir o que a pessoa tem a dizer. Quando você
entender o que seu cliente quer, poderá identificar seus reais
desejos e valores e, assim, poderá oferecer o melhor para ele.
Elementos universais para gerar Rapport
Características comuns: Busque características
comuns entre você e a outra pessoa, como: crenças,
valores, fatos do passado, interesses, gostos, etc...

Receptividade: Seja receptivo ao que a outra pessoa


está dizendo, faça perguntas sobre o que a pessoa fala;

Julgamento e crítica: Não julgue e critique a outra


pessoa, lembre-se que cada um tem um mapa;

Contato visual: é uma das maiores provas de


demonstração de atenção e disponibilidade.

Boa postura: Tenha uma boa linguagem corporal, fala,


disponibilidade emocional, etc.
Elementos estratégicos para gerar Rapport
Visual: Forma de se vestir, acessórios,
gestos, etc...

Auditivo: Tom de voz, palavras usuais,


volume, ritmo, etc...

Sinestésico: Aperto de mão, comida/bebida,


perfume, etc...
Como gerar Rapport?
Observe a linguagem verbal (palavras) e não-verbal (gestos) do cliente.

Técnica do espelho: O espelhamento corporal é baseado no comportamento


dos movimentos e expressões da pessoa com quem você conversa.
Observe seu cliente e preste atenção nos movimentos (gestos), na
respiração, na postura corporal, nas expressões faciais, etc.

» É preciso tomar cuidado para não imitar o comportamento do cliente, porque


isso pode parecer artificial. Faça uso da técnica de espelhamento de forma sutil
Sintonização de voz: É importante perceber o tom da voz, a velocidade e o
ritmo da fala do cliente.
Se o cliente fala lentamente, em tom de voz baixo e o vendedor fala rápido, não
acontece o rapport. Para que aconteça uma sintonia, o vendedor deve mudar o
tom de voz e ajustando-se ao ritmo do cliente.

Ajuste da linguagem : O “eco inteligente” é feito quando se repete uma frase similar
à que o
cliente acabou de dizer, acrescentando algumas informações logo em seguida.
Os gatilhos mentais são
atalhos utilizados pelo nosso cérebro para tomar
determinadas ações, eles são extremamente
poderosos e influenciam qualquer pessoa, mesmo
que ela conheça todos os gatilhos.

os seres humanos aprenderam a tomar atalhos para ajudar na


tomada decisões que geralmente são razoáveis ​e confiáveis -
fast thinking (atalhos) x slow thinking (pensamento lógico).
O Que não são as Narrativas Bíblicas

a) Apenas história, mas história da salvação - da atuação de Deus enquanto


soberano administrador dos eventos humanos.
b) Histórias cheias de significado, como as alegorias;
c) Não são necessariamente ensinos doutrinais.

Princípios Hermenêuticos para Interpretar as Narrativas Bíblicas


a) Saber que as narrativas bíblicas não ensinam diretamente uma doutrina.
b) Quando o fazem, são confirmadas proporcionalmente em outros textos.
c) As narrativas registram o que aconteceu, não necessariamente o que
deveria ter acontecido, ou que deve acontecer;
d) Evitar extrair exemplos particulares para nossas vidas, das narrativas,
pios muitas vezes não são bons, por serem humanos;
e) As narrativas são seletivas e incompletas, pois nem sempre os
pormenores são dados. Cabe a nós apenas considera-las como sendo
palavra de Deus inspiradas, e, portanto, útil para nós.
f) As narrativas não foram escritas para responder as nossas questões
teológicas particulares, muito embora possa fazê-lo.
Alguns Erros Hermenêuticos Comuns na
Interpretação das Narrativas Bíblicas
a) Alegorização: buscam sentido fora do texto.
b) Descontextualização: desprezam o sentido histórico das narrativas, e
transportam o seu "pseudo-significado" para hoje.
c) Seletividade: escolha arbitrária de palavras ou frases da narrativa,
aplicando-as hoje.
d) Redefinição: é dá significado a termos das narrativas, pelo viés
contemporâneo.
e) Simples relato: temos que ser capazes de ir além do simples relato
escrito da história, e buscar o sentido para tal relato.

OBS.: As narrativas são particulares de cada indivíduo que participou


delas. Elas não são as "nossas narrativas". Por isso, não devemos fazer
todas as coisas exatamente como foi narrado.
As parábolas de Jesus
A parábola é um recurso literário muito antigo, utilizado pelos grandes mestres para transmitir seus
ensinamentos.

Entre os povos orientais era um método popular de instrução, do mesmo modo que as fábulas.

O valor dos ensinamentos por parábola era destacado pelos seguintes motivos:

(1) É atraente e mais fácil de lembrar;


(2) Presta grande auxílio à mente e à capacidade de raciocinar;
(3) Chama, e prende a atenção dos ouvintes;
(4) Instrumento pedagógico de transmissão de verdades profundas por meio simples.

A parábola é uma história baseada em fatos do cotidiano, cujo conjunto de elementos relacionados evoca,
por comparação, outras realidades de ordem superior (espiritual), com o objetivo de ilustrar ou aclarar uma
verdade.

Porém, todo acontecimento histórico pode servir de ilustrações, mas as parábolas são apenas histórias
especiais, e não necessariamente fatos históricos reais. Assim, podemos dizer, de outra maneira, que as
parábolas são narrativas factuais ou fictícias, usadas para ensinar verdades concretas, reais e espirituais.

Para muitos, já encontramos este gênero literário desde o Antigo Testamento. Eles citam, como exemplos
disso os textos: Jz: 9.7 - 15; II Sm: 12. 1 - 4; Is: 5.1 - 7; Jr: 18; Ez: 37. Em muitos casos, essas "parábolas"
são estudadas em conexão com outras parábolas do Novo Testamento. Não entrando na questão do mérito
se estes e os outros textos veterotestamentários utilizados por alguns hermenêutas são ou não parábolas,
deter-nos-emos, apenas, nas parábolas de Jesus. Nos evangelhos temos aproximadamente 35 parábolas
pronunciadas por nosso Senhor. A maioria deles com referência ao Reino de Deus (céus). Além disso, elas
também possuem várias características que os textos acima citados não possuem. Vejamos.
FINALIDADES DAS PARÁBOLAS DE JESUS
a) Revelar os mistérios do reino aos discípulos, e ao mesmo tempo ocultá-las aos demais (Mt: 13.10 -
12; Mc: 4.10 - 12, 33, 34; Lc: 8.9 - 10). b) Cumprir as profecias (Mt: 13. 13 - 17).
OBS.: Neste caso, a parábola é diferente da símile, provérbio, metáfora, alegoria.
Características das Parábolas de Jesus a) Falava de aspectos comuns do cotidiano. (Ex: comerciais,
agrícolas, pecuário, domésticos). b) Existe uma abundância de contrastes. Ex: Casa sobre a
rocha/areia. Vinho novo/velho. Peixes bons/ruins. Virgens loucas/prudentes. Terra boa/má.
c) Muitas parábolas contêm três personagens. Ex: As dez virgens: o noivo, as cinco virgens prudente
e as cinco loucas. Os lavradores maus: o fazendeiro, os lavradores e o filho. Os dois devedores: o
credor, o maior e o menor devedores. Bom samaritano: judeu, sacerdotes negligentes, samaritano.
A ovelha perdida: a ovelha perdida, os pastores, e as 99 ovelhas.
d) Às vezes as parábolas apresentam desfechos insólitos, anormais. Ex: Quem trabalha uma hora
apenas recebe o mesmo salário. O pai correndo ao encontro do filho pródigo. Um samaritano
mostrando mais compaixão do que o sacerdote. Os convidados recusaram o convite para o
banquete.
e) No geral, a lição da parábola está na ênfase final, onde o último elemento da parábola é o mais
importante. Ex: Semeador: solo fértil é mencionado por último. Bom samaritano: ele era o último
viajante. Minas: o último servo foi julgado por não investir sua mina. Banquete: os últimos
convidados para o banquete aceitaram o convite.
f) Jesus, ao pronunciar suas parábolas, usa o discurso direto. Isto significa dizer que ele dava vida aos
personagens. Ligado a isso, está a presença dos solilóquios. Ex: O filho pródigo: "quantos jornaleiros
....". O administrador infiel: "que farei, pois o meu senhor me tira a administração?". O homem rico:
"não tenho onde recolher os meus frutos ....".
g) Há constantes ocorrências de perguntas retóricas, estimulando os leitores a responder mentalmente
aos desafios propostos. Ex: Ovelha perdida: "qual dentre vós ...?". Dracma Perdida: "qual a mulher
que tendo dez dracmas ...?". Dois servos: "quem é pois o servo fiel e prudente ...?”.
PRINCÍPIOS HERMENÊUTICOS PARA INTERPRETAR
UMA PARÁBOLA

a) CHAVE CENTRAL: Perceber que, em sua maioria, as parábolas estão de


certa forma ligadas ao conceito e chegada do Reino de Deus.
b) Identificar o problema, a pergunta ou a situação que originou a parábola.
c) Entender o significado natural da história utilizada na parábola.
d) Determinar os ouvintes. Ex: escribas, fariseus, discípulos, multidões.
e) Identificar o contexto da parábola. É bom observar com o máximo de
cuidado a relação da parábola com o ambiente em que a mesma fora
produzida, atentando para os pressupostos culturais dos ouvintes e
personagens.
f) Discernir os símbolos utilizados nas parábolas.
g) Confirmar a principal verdade que a parábola ilustra.
h) Perceber a reação dos ouvintes nas parábolas. (Quase sempre a
interpretação da parábola está atrelada a essa reação).
i) Confirmar o tema abordado com todo o ensinamento bíblico explícito sobre
ele.
AS ARMAS DA PERSUASÃO
• 1. Reciprocidade - nos sentimos compelidos a retribuir,
nem sempre de forma vantajosa para nós, o que outra
pessoa nos proporcionou;
• 2. Compromisso e coerência - depois que fazemos uma
escolha, enfrentamos pressões para nos comportarmos de
maneira condizente com o compromisso assumido;
• 3. Aprovação social - buscamos nos outros indícios do
comportamento mais apropriado a seguir;
• 4. Afeição - preferimos acatar pedidos de pessoas que
conhecemos e de que gostamos;
• 5. Autoridade - temos um arraigado senso de obediência à
autoridade;
• 6. Escassez - tudo se torna mais valioso quando fica menos
disponível.

Você também pode gostar