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CURSO DE LICENCIATURA EM COMPUTAÇÃO

Luis Artur Ferreira da Silva

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM COMPUTAÇÃO III

Santa Cruz do Sul


2014
Luis Artur Ferreira da Silva

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM COMPUTAÇÃO III

Relatório de estágio apresentado à disciplina de


Estágio Supervisionado em Computação III do
Curso de Licenciatura em Computação da
Universidade de Santa Cruz do Sul – UNISC.

Orientador: Prof. Dr. Werner Haetinger

Santa Cruz do Sul


2014
“...O novo professor precisaria, no mínimo, de
adquirir sólida cultura geral, capacidade de
aprender a aprender, competência para saber agir
na sala de aula, habilidades comunicativas,
domínio da linguagem informacional e dos meios
de informação, habilidade de articular as aulas com
mídias e multimídias. (LIBÂNEO, J. C. Adeus
professor, adeus professora?).”
RESUMO

Por meio deste relatório são apresentadas informações acerca das atividades
desenvolvidas por ocasião do Estágio Supervisionado em Computação III, disciplina
do Curso de Licenciatura em Computação da Universidade de Santa Cruz do Sul –
UNISC, as quais compreenderam observações de aulas, aulas compartilhadas e
conversações com a supervisão e direção do Instituto Estadual de Educação
Ernesto Alves, da cidade de Rio Pardo. Estas atividades constituíram oportunidades
fundamentais na socialização do estagiário com a comunidade escolar. O
conhecimento construído em uma universidade aliado à observação da realidade
vivenciada pelas comunidades escolares possibilita a formação de profissionais
críticos e os motiva a contribuir para melhorias sócio-educacionais. Um dos fatores
positivos das atividades de estágio é a ambientação junto aos alunos e com a
comunidade escolar de forma geral, propiciando a identificação da mesma, os
progressos do ensino da informática e as dificuldades enfrentadas pela comunidade
escolar. Outro fator a se ressaltar é que, observando outros educadores, é possível
identificar as metodologias e recursos a serem utilizados para a construção do
conhecimento de forma mais efetiva e significativa. As atividades na escola foram
desenvolvidas sob a coordenação de uma das professoras titulares da disciplina de
Informática. Assim foi possível comparar a realidade vivenciada pela comunidade
escolar e as teorias elencadas por pesquisadores como Gramsci, Kuenzer e
Libâneo, dentre outros autores citados na fundamentação teórica do presente
relatório. Estas reflexões serviram de embasamento para elaboração dos planos de
aulas aqui apresentados, sendo ainda objetos de abordagem a Constituição Federal,
o Estatuto da Criança e do Adolescente, legislação relacionada aos Direitos
Humanos, a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), os Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN), o Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar do Instituto.

Palavras-Chave: Informática, Estágio, Ensino Médio.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1 – Alunos aguardando o inicio da aula..........................................................51
Figura 2 – Página do Questionário. ........................................................................... 52
Figura 3 – Página do Questionário. ........................................................................... 52
Figura 4 – Aluna buscando senha de acesso no celular. .......................................... 53
Figura 5 – Turma durante a execução do questionário ............................................. 54
Figura 6 – Aluna acessando página do questionário ................................................. 54
Figura 7 – Apresentação de Aluna............................................................................. 55
Figura 8 – Página Blog de acesso ao questionário ...................................................56
Figura 9 – Página do questionário ............................................................................. 57
Figura 10 – Apresentação de curta-metragem. .........................................................57
Figura 11 – Turma durante a execução do questionário............................................ 58
Figura 12 – Aluno respondendo ao questionário .......................................................59
Figura 13 – Aluna respondendo ao questionário .......................................................59
Figura 14 – Turma 103 ..............................................................................................60
Figura 15 – Aluna respondendo ao questionário .......................................................60
Figura 16 - Conta de usuário .....................................................................................65
Figura 17 – Alunos atentos as orientações................................................................68
Figura 18 – Exemplo de tarefa .................................................................................. 68
Figura 19 – Alunos discutem sobre o acesso ............................................................69
Figura 20 – Instruções de deleção de formulários.....................................................69
Figura 21 – Parte da turma 304................................................................................. 73
Figura 22 – eslaide inicial da apresentação ..............................................................73
Figura 23 – Imagem da Tela inicial do programa .......................................................74
Figura 24 – Alunos antes das orientações................................................................. 75
Figura 25 – Eslaide de Introdução ............................................................................. 75
Figura 26 – Demonstração de abas e tracks .............................................................76
Figura 27 – Demonstração de salvamento do projeto ............................................... 76
Figura 28 – Alguns dos alunos .................................................................................. 77
Figura 29 – Eslaide de recurso.................................................................................. 78
Figura 30 – Demonstração de recurso ...................................................................... 78
Figura 31 – Alunos concentrados na execução .........................................................79
Figura 32 – Turma 102 ..............................................................................................80
Figura 33 – Aluna respondendo ao questionário .......................................................80
Figura 34 – Demonstração de recurso ...................................................................... 81
Figura 35 – Alunos atentos ........................................................................................84
Figura 36 – Exemplo de tarefa .................................................................................. 84
Figura 37 – Aluna aguardando atualização da página .............................................. 85
Figura 38 – Aluno desenvolvendo projeto ................................................................. 88
Figura 39 –Imagem de projeto .................................................................................. 88
Figura 40 – Alunos desenvolvendo o projeto.............................................................89
Figura 41 – Aluna editando imagem .......................................................................... 89
Figura 42 – Alunas explorando recursos ................................................................... 90
Figura 43 – Alunas explorando recursos ................................................................... 90
Figura 44 – Orientações sobre crimes cibernéticos...................................................91
Figura 45 – Aluno desenvolvendo o projeto ..............................................................92
Figura 46 – Aluno explorando recursos de transição ................................................ 92
Figura 47 – Alunos agitados ......................................................................................93
Figura 48 – Alunas desenvolvendo o projeto.............................................................94
Figura 49 – Aluno acessando rede social.................................................................. 95
Figura 50 – Aluno explorando recursos de transição ................................................ 95
Figura 51 – Painel do professor ................................................................................ 98
Figura 52 – Alunas comentam sobre o Painel do professor ...................................... 98
Figura 53 – Tela de demonstração ............................................................................ 99
Figura 54 – Tela de demonstração ............................................................................ 99
Figura 55 – Aluna utilizando o programa ................................................................. 100
Figura 56 – Parte da turma 304............................................................................... 102
Figura 57 – Inicio das atividades ............................................................................. 103
Figura 58 – Acesso a rede social ............................................................................ 103
Figura 59 – Aluna explora recursos ......................................................................... 104
Figura 60 – Mostra parte da turma .......................................................................... 107
Figura 61 – Aluno realiza anotações ....................................................................... 107
Figura 62 – Alunas conversam sobre a conclusão de tarefa ................................... 108
Figura 63 – Parte dos alunos em pé ....................................................................... 110
Figura 64 – Início das Atividades............................................................................. 111
Figura 65 – Aluna finalizando o projeto. .................................................................. 111
Figura 66 – Alunos discutem a conclusão ............................................................... 112
Figura 67 – Professora Marcia palestrando............................................................. 113
Figura 68 – Professora Marcia palestrando............................................................. 113
Figura 69 – Parte dos alunos do Ensino Médio. ...................................................... 114
Figura 70 – Alunos realizando atividades ................................................................ 115
Figura 71 – Alunos concluindo o projeto.................................................................. 115
Figura 72 – Mostra de vídeo.................................................................................... 116
Figura 73 – Envio de Link de Projeto ...................................................................... 116
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Descrição dos horários das observações em laboratório de informática. . 49


Tabela 2 - Descrição das atividades a serem desenvolvidas. ................................... 50
Tabela 3 - Plano de aula I ..........................................................................................67
Tabela 4 - Plano de aula II .........................................................................................72
Tabela 5 - Plano de aula III ........................................................................................83
Tabela 6 - Plano de aula IV .......................................................................................87
Tabela 7 - Plano de aula V ........................................................................................97
Tabela 8 - Plano de aula VI ..................................................................................... 102
Tabela 9 - Plano de aula VII .................................................................................... 106
Tabela 10 - Plano de aula VIII ................................................................................. 110
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


CF Constituição Federal
ECA Estatuto da Criança e do Adolescente
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
LDB Lei de Diretrizes e Bases
MEC Ministério da Educação
PCN Parâmetros Curriculares Nacionais
PNE Plano Nacional de Educação
PPP Projeto Político Pedagógico
RE Regimento Escolar
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...............................................................................................12

2 LEGISLAÇÃO E CONTEXTO ESCOLAR .....................................................14

2.1 LEGISLAÇÃO ..................................................................................................... 14


2.1.1 Constituição da Republica Federativa do Brasil de 1988 ...............................14
2.1.2 Estatuto da Criança e do Adolescente............................................................15
2.1.3 Lei de Diretrizes e Bases................................................................................ 17
2.1.4 Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024 ............................................. 19
2.1.5 Parâmetros Curriculares Nacionais ................................................................24
2.1.6 Legislação Estadual - Reestruturação do Ensino Médio ................................25
2.2 DIAGNÓSTICO DA ESCOLA ................................................................................. 27
2.2.1 Projeto Político Pedagógico .......................................................................... 28
2.2.1.1 Proposta para o ensino médio ....................................................................... 28
2.2.1.2 Metodologia da Escola .................................................................................. 30
2.2.1.3 Avaliação ....................................................................................................... 31
2.2.2 Regimento Escolar ........................................................................................32
2.2.2.1 Filosofia da escola .........................................................................................32
2.2.2.2 Objetivos do estabelecimento........................................................................ 32
2.2.2.3 Objetivos do ensino médio ............................................................................ 33
2.2.2.4 Expressão dos resultados da avaliação ........................................................33
2.2.3 A Escola hoje ................................................................................................. 34

3 INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO - ENSINO MÉDIO .................................... 37

3.1 PROPOSTAS EDUCACIONAIS VIGENTES ................................................................37


3.2 O PROFESSOR NO ÂMBITO DAS NOVAS TECNOLOGIAS ........................................... 39
3.3 ENSINO MÉDIO POLITÉCNICO............................................................................. 41

4 RELATÓRIO DE ESTÁGIO........................................................................... 45

4.1 OBJETIVOS....................................................................................................... 46
4.1.1 Objetivo Geral................................................................................................46
4.1.2 Objetivos Específicos ....................................................................................46
4.2 METODOLOGIA ................................................................................................. 47
4.3 CRONOGRAMA .................................................................................................. 49
4.4 OBSERVAÇÕES .................................................................................................. 50
4.4.1 Observações da Turma 101 ........................................................................... 51
4.4.2 Observações da Turma 304 ........................................................................... 53
4.4.3 Observações da Turma 302 ........................................................................... 56
4.4.4 Observações da Turma 103 ........................................................................... 58
4.4.5 Observações da Turma 102 ........................................................................... 59
4.4.6 Análise do Questionário de Sondagem .........................................................61
4.4.6.1 Computador em casa ....................................................................................61
4.4.6.2 Acesso a Internet e Tipo de Conexão............................................................61
4.4.6.3 Tempo de Utilização da Internet .................................................................... 61
4.4.6.4 Recursos computacionais utilizados..............................................................62
4.4.6.5 Acesso a tecnologias .....................................................................................62
4.4.6.6 Forma de Aprendizado .................................................................................. 62
4.4.6.7 Quanto ao aprendizado em ambientes com ruídos ....................................... 62
4.4.6.8 Importância da Aula de Informática ...............................................................62
4.4.6.9 Importância da Aula de Informática ...............................................................62
4.4.6.10 Importância da Aula de Informática .............................................................63
4.5 PLANOS E RELATOS DE AULAS COMPARTILHADAS................................. 63
4.5.1 PLANO DE AULA I ........................................................................................66
4.5.2 PLANO DE AULA II .......................................................................................70
4.5.2.1 Relato de Aula – Turma 304 .......................................................................... 72
4.5.2.2 Relato de Aula – Turma 302 .......................................................................... 74
4.5.2.3 Relato de Aula – Turma 103 .......................................................................... 77
4.5.2.4 Relato de Aula – Turma 102 .......................................................................... 79
4.5.3 PLANO DE AULA III ......................................................................................82
Relato de Aula ........................................................................................................... 83
4.5.4 PLANO DE AULA IV ......................................................................................86
4.5.4.1 Relato de Aula – Turma 304 .......................................................................... 87
4.5.4.2 Relato de Aula – Turma 302 .......................................................................... 89
4.5.4.3 Relato de Aula – Turma 103 .......................................................................... 91
4.5.4.4 Relato de Aula – Turma 102 .......................................................................... 93
4.5.5 PLANO DE AULA V .......................................................................................96
Relato de Aula ........................................................................................................... 98
4.5.6 PLANO DE AULA VI .................................................................................... 100
4.5.6.1 Relato de Aula – Turma 304 ........................................................................ 102
4.5.7 PLANO DE AULA VII ...................................................................................104
Relato de Aula ......................................................................................................... 106
4.5.8 PLANO DE AULA VIII .................................................................................. 108
4.5.8.1 Relato de Aula – Turma 304 ........................................................................ 110
4.5.8.2 Relato de Aula – Turma 302 ........................................................................ 113
4.5.8.3 Relato de Aula – Turma 103 ........................................................................ 114
4.5.8.4 Relato de Aula – Turma 102 ........................................................................ 114

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................ 117

REFERÊNCIAS .......................................................................................... 119

ANEXO A - QUESTIONÁRIO DE INFORMÁTICA ..................................... 123

ANEXO B - GRÁFICOS DO QUESTIONÁRIO .......................................... 126


12

1 INTRODUÇÃO

A observação e a revisão bibliográfica constituem tarefas primordiais para


fundamentação de projeto de diagnóstico. Baseado neste projeto podem ser
propostas alterações e a aplicação de metodologias adequadas, incluindo a
utilização dos recursos tecnológicos disponíveis nas escolas. A educação na escola
recebe incentivos de outras áreas e tem sofrido transformações com os avanços
tecnológicos. Dentro deste contexto a informática tem contribuído enormemente na
formação dos alunos da educação básica. No ensino médio, é um recurso a facilitar
o desenvolvimento das tarefas, contribuindo para uma melhor compreensão de
conteúdos das mais variadas disciplinas, tornando-se uma ferramenta fundamental
para o progresso do ensino e das futuras gerações.
Este relatório apresenta as atividades desenvolvidas durante o Estágio
Supervisionado em Computação III, previsto na grade curricular como disciplina
obrigatória do curso de Licenciatura em Computação da Universidade de Santa Cruz
do Sul (UNISC). Foram realizadas observações de turmas do Ensino Médio do
Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves, que foram seguidas de aulas
compartilhadas sob a supervisão da professora titular da disciplina de Informática,
Silvia Ferreto da Silva Moresco com estas mesmas turmas. No transcorrer das
atividades desenvolvidas na escola foram efetuados registros por meio de anotações
e fotografias, os quais constituíram a base para elaboração deste relatório de
estágio.
O Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves está localizado na cidade de
Rio Pardo e é uma das escolas da rede pública estadual com maior infra-estrutura e
número de alunos. O instituto está vinculado a 6ª Coordenadoria Regional de
Educação.
Para elaboração do projeto e relatório de estágio foram utilizadas como base
as normas de apresentação de trabalhos acadêmicos da UNISC. O embasamento
teórico teve como principais focos os estudos de Antônio Gramsci, Acácia Kuenzer,
Gaudêncio Frigotto e Juan Tedesco, sobretudo em relação aos princípios
educacionais e a concepção de trabalho dentro da visão destes autores. Dentro
desta visão da relação estabelecida entre trabalho e educação, Kuenzer trava uma
13

luta em remover ideias superficiais, conceitos enrijecidos, apontando novos rumos


desta relação, de forma a se construir uma sociedade melhor e justa. Pode se
estabelecer uma relação no que se refere aos pensamentos de Kuenzer e Frigotto,
já que este faz referência à educação e trabalho quando afirma que os discursos
que se desenvolvem no campo da educação, tanto por parte de governos como por
parte de empresários, afirmam e reafirmam a necessidade de uma formação
científica e tecnológica de alto nível que forme trabalhadores polivalentes e com
elevado grau de abstração, requisito indispensável à reestruturação produtiva
(Frigotto, 1996, p. 148). Tedesco faz reflexões sobre estes discursos e afirma que
setores que no passado tinham interesses diferentes tendem hoje a coincidir acerca
de certos objetivos educacionais básicos que podem, por essa razão, converter-se
em objetivos de consenso nacional (Tedesco, 1994).
Além dos autores citados são apresentadas reflexões realizadas por outros
autores que contribuíram ou ainda contribuem consideravelmente para diagnóstico e
alterações da educação, ou ainda enfatizam a importância da utilização da
tecnologia e dos recursos computacionais na educação. Além das obras impressas,
foram realizadas pesquisas em sites para fundamentação quanto à legislação
vigente e informações sobre a tecnologia e educação.
A distribuição do conteúdo deste relatório foi elaborada da seguinte maneira: no
capítulo dois são abordados assuntos relativos à legislação educacional vigente,
como a Lei de Diretrizes e Bases, o Projeto Político Pedagógico e Regimento
Escolar do Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves. O capítulo três tem como
foco de abordagem a utilização de tecnologia em sala de aula, a computação na
educação e os modelos educacionais vigentes, em especial no ensino médio. No
capítulo quatro será apresentada a execução do estágio em si, dando enfoque aos
objetivos, metodologia de trabalho e cronograma das atividades desenvolvidas. Por
fim, no capítulo cinco, são apresentadas as considerações finais, com relação ao
que se concluiu após a execução das atividades de estágio. No próximo capítulo são
citados trechos da legislação educacional vigente.
14

2 LEGISLAÇÃO e CONTEXTO ESCOLAR

Neste capítulo é apresentada a legislação educacional vigente, tendo como


bases a Lei de Diretrizes e Bases (LDB), e a Constituição Federal, com relação ao
que é especificado sobre a educação. É importante observarmos o que prevê o
Estatuto da Criança e do Adolescente, e igualmente questões relacionadas aos
Direitos Humanos, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), o Projeto Político
Pedagógico e Regimento Escolar do Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves
de Rio Pardo.

2.1 Legislação

Para elaboração e execução do projeto de estágio foi necessário buscar


conhecimento sobre a legislação educacional vigente. Objetivando uma melhor
compreensão dos princípios legais, neste capítulo são apresentados alguns textos
transcritos da Constituição Federal, Estatuto da Criança e do Adolescente, da Lei de
Diretrizes e bases (LDB), dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) que dispõe
sobre a educação no Brasil.

2.1.1 Constituição da República Federativa do Brasil de 1988

A Constituição Federal no Titulo I Capítulo II, Dos Direitos Sociais, Artigo 6º,
assegura dentre outros direitos, o direito à Educação. No artigo nº 205, a educação é
citada como sendo um direito de todos e dever do Estado e da família, devendo ser
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.
Com referência aos princípios, no artigo 206 está previsto que o ensino será
ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
15

II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e


o saber;
III - pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de
instituições públicas e privadas de ensino;
III - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;

2.1.2 Estatuto da Criança e do Adolescente

A Lei Federal 8.069, de 13 de julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da


Criança e do Adolescente, em seu artigo 4º, estabelece que é dever da família, da
comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta
prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à
educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária. Em seu artigo 22 dispõe
que aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos menores.
Quanto ao Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer, estabelece
em seu artigo 53 que a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao
pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho, devendo ser assegurado:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - direito de ser respeitado por seus educadores;
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias
escolares superiores;
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis;
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência.

Cabe frisar que no Parágrafo único do referido artigo é estabelecido como


direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como
participar da definição das propostas educacionais. O que observamos muitas vezes
é que, mesmo tendo direito à participação, os pais não se conscientizam ou se
empenham em contribuir para melhorias no ambiente escolar.
Conforme consta no artigo 54, é dever do Estado assegurar à criança e ao
adolescente:
16

I - ensino médio, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
III- atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,
preferencialmente na rede regular de ensino;
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de
idade;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação
artística, segundo a capacidade de cada um;
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente
trabalhador;
VII - atendimento no ensino médio, através de programas suplementares de
material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta
irregular importa responsabilidade da autoridade competente.
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino médio,
fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela frequência à
escola.
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou
pupilos na rede regular de ensino.
Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino médio comunicarão ao
Conselho Tutelar os casos de:
I - maus-tratos envolvendo seus alunos;
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os
recursos escolares;
III - elevados níveis de repetência.
Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas
relativas a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com
vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino médio obrigatório.
Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos
e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a
estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura.
17

Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e


facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais,
esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude.

2.1.3 Lei de Diretrizes e Bases

A Lei de Diretrizes e Bases, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, define e


regula o sistema de educação brasileiro com base nos princípios da constituição.
Nas próximas sessões serão citados alguns dos trechos da legislação relativos à
educação de forma geral, em especial às questões relacionadas ao ensino médio.

Título I
Da educação
Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na
vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e
pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas
manifestações culturais.
Par. 1º Esta lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve,
predominantemente por meio do ensino, em instituições próprias.
Par. 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e prática
social.
Seção III
Do Ensino Médio
Artigo 32. O ensino médio obrigatório, com duração de 3 (três) anos, gratuito
na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:
(Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006).
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o
pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo;
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da
tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a
aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
18

IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade


humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino médio em ciclos.
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem
adotar no ensino médio o regime de progressão continuada, sem prejuízo da
avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do
respectivo sistema de ensino.
§ 3º O ensino médio regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada
às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos
próprios de aprendizagem.
§ 4º O ensino médio será presencial, sendo o ensino a distância utilizado como
complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais.
§ 5o O currículo do ensino médio incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate
dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de
13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada
a produção e distribuição de material didático adequado. (Incluído pela Lei nº 11.525,
de 2007).
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema transversal
nos currículos do ensino médio. (Incluído pela Lei nº 12.472, de 2011).
Artigo 34. A jornada escolar no ensino médio incluirá pelo menos quatro horas
de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de
permanência na escola.
§ 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas alternativas de
organização autorizadas nesta Lei.
§ 2º O ensino médio será ministrado progressivamente em tempo integral, a
critério dos sistemas de ensino.
Como pode ser observado na LDB dentre os temas e conteúdos previstos não
se contempla a disciplina de informática como componente a ser incluído na grade
de conteúdos das escolas. Uma das conclusões a que se chega é que devido ao
ano em que foi promulgada a referida lei (1996), não era dada tamanha importância
à informática na educação. A seguir, serão apresentadas algumas definições quanto
ao Plano Nacional de Educação.
19

2.1.4 Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024

A elaboração de um Plano Nacional de Educação é uma determinação do


artigo 214 da Constituição de 1988, que assim estabelece: "A lei estabelecerá o
Plano Nacional de Educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o
sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes,
objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e
desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades, por
meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas
que conduzam a:
I - erradicação do analfabetismo;
II - universalização do atendimento escolar;
III - melhoria da qualidade do ensino;
IV - formação para o trabalho;
V - promoção humanística, científica e tecnológica do país;
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação
como proporção do produto interno bruto.

Conforme descrito na Emenda Constitucional nº 59/2009 (EC nº 59/2009) foi


mudada a condição do Plano Nacional de Educação (PNE), que passou de uma
disposição transitória da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº
9.394/1996) para uma exigência constitucional com periodicidade decenal, ou seja,
que planos plurianuais devem tomá-lo como referência. O plano também passou a
ser considerado o articulador do Sistema Nacional de Educação, com previsão do
percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para o seu financiamento. Assim sendo, o
PNE deve ser a base para a elaboração dos planos estaduais, distrital e municipais,
que, ao serem aprovados em lei, devem prever recursos orçamentários para a sua
execução.
Dentre os principais desafios para a próxima década, está alocar 10% do PIB
na Educação e matricular 3,2 milhões de crianças e adolescentes que ainda estão
fora da escola. Consoante com o que estabelece a CF foram estabelecidas dez 10
diretrizes:
1. Erradicação do analfabetismo;
2. Universalização do atendimento escolar;
20

3. Superação das desigualdades educacionais;


4. Melhoria da qualidade do ensino;
5. Formação para o trabalho;
6. Promoção da sustentabilidade sócio-ambiental;
7. Promoção humanística, científica e tecnológica do país;
8. Recursos Públicos para a educação. 10% do PIB.
9.Valorização dos profissionais da educação;
10. Equidade, respeito à diversidade e gestão democrática da educação.

Com base nestas diretrizes foram estabelecidas no PNE 20 Metas,


estabelecidas como metas estruturantes para a garantia do direito à educação
básica com qualidade, que dizem respeito ao acesso, à universalização da
alfabetização e à ampliação da escolaridade e das oportunidades educacionais, que
passam a ser descritas a seguir:
Meta 1 -Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5
anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da
população de até 3 anos
Em 2011, 81,7% das crianças de 4 e 5 anos estavam matriculadas na Pré-
Escola. Segundo dados do Pnad 2011, mais de um milhão de crianças nessa faixa
etária ainda estão fora da escola. Por outro lado, das que tinham de 0 a 3 anos,
apenas 22,95% frequentavam as escolas. A matrícula para esse grupo não é
obrigatória.
Meta 2 - Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda população
de 6 a 14 anos
O Ensino Fundamental teve em 2011 a taxa líquida de matrícula de 92,4% das
crianças de 6 a 14 anos, fazendo com que muitos especialistas considerem que a
modalidade já está universalizada. No entanto, pelos dados do Pnad 2011, 539,7 mil
crianças ainda não frequentam as salas de aula.
Meta 3 - Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população
de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio
para 85%, nesta faixa etária
Cerca de 80% dos jovens entre 15 e 17 anos frequentam as escolas, embora
apenas 52,25 destes estejam no Ensino Médio - a distorção idade-série é o maior
21

problema a ser enfrentado nessa modalidade de ensino. Além disso, segundo o


Pnad 2011, 1,6 milhão de jovens nessa faixa etária estão fora da escola.
Meta 4 - Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar
aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades ou superdotação preferencialmente na rede regular de ensino,
garantindo o atendimento educacional especializado em salas de recursos
multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou
conveniados
Entre 2010 e 2011, houve um aumento de 15,3% na taxa de matrículas de
crianças na Educação Especial. No mesmo período, entretanto, caiu em 11,2% o
número de alunos em escolas especiais. Segundo o MEC, 78% dos alunos com
algum tipo de deficiência estão matriculados na rede pública de ensino.
Meta 5 - Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade
Apenas 44,5% dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental apresenta
proficiência adequada em leitura, de acordo com os resultados da segunda edição
da Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização, a Prova ABC. O teste foi
aplicado no final de 2012 a 54 mil alunos de 1,2 mil escolas públicas e privadas de
todo o país. A partir deste ano, o MEC substituirá a Prova ABC pela Avaliação
Nacional da Educação (ANA), um dos eixos do Pacto Nacional pela Alfabetização na
Idade Certa (Pronaic).
Meta 6 - Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas
de forma a atender, pelo menos, 25% dos(as) aluno(as) da educação básica
Pelos dados do MEC, as matrículas na Educação de Tempo Integral
representam 5,8% do total de alunos no Ensino Fundamental. Os esportes
respondem por 65% da frequência na grade curricular das escolas de tempo integral.
Meta 7 - Fomentar a qualidade da Educação Básica em todas as etapas e
modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem
O fluxo escolar é medido pelos índices de aprovação, reprovação e abandono
em um ano letivo. A reprovação é um dos principais problemas na Educação Básica,
com taxas girando em torno de 10% no Ensino Fundamental e 13% no Ensino
Médio. O abandono ficou em 2,8% no primeiro, e 9,5% no segundo. Já a taxa de
distorção idade-série, que mede a quantidade de alunos matriculados em séries
inferiores ao adequado para suas idades, caiu tanto no Ensino Fundamental quanto
22

no Ensino Médio. No primeiro, ela passou de 23,6% para 22,9%. No segundo, caiu
de 34,5% para 32,8%.
Meta 8 - Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a
alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de
menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a
escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da
desigualdade educacional
Em 2011, a escolaridade da população de cor branca de 25 anos ou mais
alcançou a média de 8,3 anos, enquanto que a população de cor negra da mesma
faixa etária ficou com apenas 6,4 anos. No entanto, há desigualdade inclusive numa
mesma faixa de escolaridade: entre os que estudaram 10 anos ou mais, os brancos
têm um rendimento médio de R$ 798, enquanto os negros acumulam somente R$
586,10.
Meta 9 - Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais
para 93,5% até 2015 e erradicar, até o final da vigência do PNE, o analfabetismo
absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional
Em 2011, cerca de 8,4% dos brasileiros com 15 anos ou mais não sabiam ler e
escrever.
Meta 10 - Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e
adultos (EJA) na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino
fundamental e no ensino médio
O setor enfrenta uma queda contínua de matrículas. De 2007 a 2011, o país
perdeu 18.893 das 166.254 turmas de EJA, ou seja, uma queda de 18,9%.
Meta 11 - Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível
médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% da expansão no setor
público
Diferentemente do EJA, o ensino técnico está em tendência de expansão no
país. Entre 2005 e 2011, subiu de 8,2% para 14,9% o número de cursos técnicos
sobre o total verificado no ensino médio regular, totalizando 1,2 milhão de alunos.
Meta 12 - Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a
taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da
oferta e expansão para, pelo menos, 40% das novas matrículas, no segmento
público
23

De 1995 a 2011, a taxa líquida de matrículas no ensino superior da população


entre 18 e 24 anos passou de 5,9% para 14,9%.
Meta 13 - Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação
de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo,
do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores
Em 2011, havia no Brasil 39.220 mestres e 11.314 doutores titulados, segundo
dados do GeoCapes.
Meta 14 - Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação
stricto sensu (mestrado e doutorado), de modo a atingir a titulação anual de 60 mil
mestres e 25 mil doutores
Pelos dados do GeoCapes, cresceu em 10% o número de estudantes titulados
na pós-graduação entre 2010 e 2011.
Meta 15 - Garantir, em regime de colaboração entre a União, os estados, o
Distrito Federal e os municípios, no prazo de vigência deste PNE, a política nacional
de formação e valorização dos profissionais de educação, assegurando que todos
os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior,
obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam
Cerca de 25% dos mais de dois milhões de docentes na educação básica
ainda possuem, no máximo, o ensino médio ou magistério.
Meta 16 - Formar em nível de pós-graduação 50% dos professores da
educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos
formação continuada em sua área de atuação, considerando as necessidades,
demandas e contextualizações dos sistemas de ensino
Na educação básica, cerca de 75% dos professores têm, no mínimo, ensino
superior completo.
Meta 17 - Valorizar o magistério das redes públicas da educação básica, a fim
de aproximar o rendimento médio do(as) demais profissionais com escolaridade
equivalente, até o sexto ano de vigência deste PNE
Dos mais de 2 milhões de professores na educação básica no Brasil, cerca de
18% dão aula em duas unidades escolares, e 78% lecionam em apenas um
estabelecimento.
Meta 18 - Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira
para os(as) profissionais da educação básica pública de todos os sistemas de ensino
e, para o plano de carreira dos profissionais da educação básica pública, tomar
24

como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos
termos do art. 206, VIII, da Constituição Federal
Em vigor desde 2008, a Lei do Piso para o magistério ainda não é cumprida
sete estados do país, segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em
Educação (CNTE). Outras 14 unidades da federação não obedecem integralmente à
norma, que estabeleceu em 2012 um salário de R$ 1.451 como piso nacional.
Meta 19 - Assegurar condições, no prazo de dois anos, para a efetivação da
gestão democrática da Educação, associada a critérios técnicos de mérito e
desempenho e à consulta pública e à comunidade escolar, no âmbito das escolas
públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto. Estima-se que
cerca de 48% dos municípios do Brasil não possuem uma secretaria exclusiva para
a Educação.
Meta 20 - Ampliar o investimento governamental em educação pública de forma
a atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no
quinto ano de vigência deste PNE e, no mínimo, o equivalente a 10% do PIB ao final
do decênio.
Dados estatísticos apontam que em 2011, apenas 5,3% do PIB foi destinado ao
setor. Existe um projeto de lei, que destina 75% dos royalties do petróleo para a
Educação e 25% para a Saúde. Segundo estudos realizados pelo MEC, sem a
aprovação do texto, a meta de 10% do PIB para a área não poderá ser cumprida.

Com bases as diretrizes estabelecidas e buscando-se formar referenciais,


foram estabelecidos Parâmetros Curriculares Nacionais, dos quais a seguir são
apresentadas algumas definições.

2.1.5 Parâmetros Curriculares Nacionais

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) constituem um referencial para a


educação no País. Sua função é orientar e garantir a coerência dos investimentos no
sistema educacional, socializando discussões, pesquisas e recomendações,
subsidiando a participação de técnicos e professores brasileiros, principalmente
daqueles que se encontram mais isolados, com menor contato com a produção
pedagógica atual. A abordagem quanto à utilização de recursos computacionais no
PCN de Ensino Médio, se restringe a pequenos trechos que quase passam
25

despercebidos, face não existir PCN específico para o ensino de informática, sendo
citada juntamente com outras tecnologias na 5ª Parte do Volume 1 – Introdução aos
PCNs, como Tecnologia da Comunicação e Informação (PCN, 1998). O computador
é apresentado, ao mesmo tempo, como uma ferramenta e um instrumento de
mediação. É uma ferramenta porque permite ao usuário realizar atividades que, sem
ele, seriam muito difíceis ou mesmo impossíveis de serem realizadas. Pode se
observar que a informática ainda não é vista como uma disciplina necessária na
formação dos alunos.
É indiscutível a necessidade crescente do uso de computadores pelos alunos
como instrumento de aprendizagem escolar, para que possam estar atualizados em
relação às novas tecnologias da informação e se instrumentalizarem para as
demandas sociais presentes e futuras.
A menção ao uso de computadores, dentro de um amplo leque de materiais,
pode parecer desnecessária perante as reais condições das escolas, pois muitas
não têm sequer giz e quadro negro para desenvolvimento das aulas. Sem dúvida
essa é uma preocupação que exige posicionamento e investimento em alternativas
criativas para que as metas sejam atingidas. Ainda assim é necessário que os
professores invistam na sua qualificação e passem a conhecer as ferramentas
tecnológicas disponíveis. Sobre a formação do professor Perrenoud (2000)
considera que os professores devem não apenas deter saberes, mas também
competências profissionais que não se reduzem ao domínio de conteúdos a serem
ensinados. Sempre considerando que competências não se adquirem nem atuam
isoladamente, interessa-nos destacar, da relação das dez por ele formuladas, a de
número 8: utilizar as novas tecnologias.

2.1.6 Legislação Estadual - Reestruturação do Ensino Médio


O Ensino Politécnico é uma proposta pedagógica que gera polêmica quanto a
sua real efetividade. Ela passa a ser discutida com uma maior ênfase no ano de
2011, e sua implantação passa a ocorrer nos 1º anos do Ensino Médio em 2012. A
Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), tem implementado a Reestruturação
Curricular do Ensino Médio que iniciou no final de 2011 com a apresentação da
“Proposta Pedagógica para o Ensino Médio Politécnico e Educação Profissional
Integrada ao Ensino Médio 2011- 2014”. O Estado apresenta como meta obter
26

melhorias na qualidade do ensino, por meio de processos de formação pela


pesquisa, dentro de uma visão em que o mundo do trabalho passou a ser
constitutivo do ser humano, considerando a necessidade de preparar os jovens para
enfrentar as exigências da sociedade atual, em que a velocidade dos avanços
tecnológicos é surpreendente. Dentre as justificativas da proposta estão propiciar o
desenvolvimento dos alunos, assegurando-lhes a formação comum indispensável ao
exercício pleno da cidadania e fornecer-lhes meios para progredir no trabalho e em
estudos posteriores; qualificar o estudante enquanto cidadão, incluindo a formação
ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico e a
compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos,
relacionando teoria e prática, nas práticas pedagógicas (REIS; AZEVEDO, 2013).
Outra justificativa seria a possibilidade de redução da evasão e da repetência nesta
modalidade de ensino, o que resultaria o regresso para o ambiente escolar de cerca
de 70 mil jovens que estão fora da escola.
A proposta curricular e pedagógica para o Ensino Médio contempla o Ensino
Médio Politécnico; o Curso Normal e a Educação Profissional integrada ao Ensino
Médio. Pela proposta, o Ensino Médio Politécnico deve articular as disciplinas a
partir das áreas do conhecimento (Ciências Humanas, Ciências da Natureza,
Linguagens e Matemática e suas tecnologias). Também é objetivo desta
reestruturação, resgatar a identidade desta etapa da Educação Básica, que é o
Ensino Médio, a fim de que sejam cumpridas as finalidades definidas na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN 9.394/96) em seu artigo 35. A
validação desta proposta pelo Conselho Estadual de Educação (CEED/RS) se deu
através dos Pareceres CEED/RS 156/2012 e CEED/RS n° 310/2012. Cabe destacar
que se justifica ainda que a nova proposta do Ensino Médio está em acordo com as
novas Diretrizes Nacionais do Ensino Médio, Resolução CEB/CNE n° 2/2012 e, está
sendo implantada no Estado a partir de uma série de conferências iniciadas em
setembro de 2011.
Dentre os autores elencados na proposta de reestruturação, está Saviani
(2011), especialmente utilizando-se de seu discurso a respeito da efetivação de uma
educação de qualidade no Ensino Médio:

Entendo que o lugar específico do Ensino Médio se define pela relação


entre ciência e produção. [...] O papel fundamental da escola de nível médio
será, então, o de recuperar essa relação entre o conhecimento e a prática
27

do trabalho. Isso significa que no ensino médio já não basta dominar os


elementos básicos e gerais do conhecimento que resultam e ao mesmo
tempo contribuem para o processo de trabalho na sociedade. Trata-se,
agora, de explicitar a reestruturação do ensino médio como o conhecimento
(objeto específico do processo de ensino), isto é, como a ciência, potência
espiritual, se converte em potência material no processo de produção. [...]
Portanto, o horizonte que deve nortear a organização do ensino médio é o
de propiciar aos alunos o domínio dos fundamentos das técnicas
diversificadas utilizadas na produção, e não o mero adestramento em
técnicas produtivas. Sua função não é, pois, a formação de técnicos
especializados, mas de politécnicos. Politecnia significa, aqui,
especialização com domínio dos fundamentos das diferentes técnicas
utilizadas na produção moderna. (Saviani, p. 288-9).

Dentro deste contexto, há de se estabelecer uma profunda análise se o


movimento contrário à implementação desta proposta tem sua razão em existir, visto
que a mudança gera inconformismo a conceitos enraizados no comodismo,
necessitando de reflexão e ação dos envolvidos diretamente na escola. Essa
proposta demanda severas mudanças e talvez seja esta uma das justificativas para
mobilização contrária a sua implementação, a fim de que se continue a repetir os
mesmos modelos de educação que já se encontram ultrapassados.
Realizadas algumas reflexões, no próximo capítulo serão apresentados o
Projeto Político Pedagógico do instituo Estadual de Educação Ernesto Alves de Rio
Pardo e o Regimento Escolar.

2.2 Diagnóstico da Escola

Nesta subseção são apresentadas informações relativas ao contexto escolar,


tendo como base o Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar do Instituto
Estadual de Educação Ernesto Alves de Rio Pardo.
O Instituto atende aproximadamente mil e duzentos e vinte e um alunos (1221),
considerando o Ensino Fundamental, Ensino Médio Politécnico, Curso Normal,
Aproveitamento de Estudos do Curso Normal, nos turnos manhã, tarde e noite.
Possui em seu corpo docente um total de 62 professores e 18 funcionários. O
laboratório de informática é utilizado nos três turnos, para pesquisa no turno inverso
as aulas, e aula de informática nos horários previstos na grade curricular. Atualmente
são responsáveis pelo laboratório de informática a Professora Dra. Silvia Ferreto da
Silva Moresco e a Professora Carla Maria Pinho da Rosa, que possuem
28

especializações em informática educativa, e também a professora Maria Jaqueline


Bastos Kroth, que ministra aulas para o ensino médio.

2.2.1 Projeto Político Pedagógico

Neste capítulo é apresentado o Projeto Político Pedagógico (PPP), o qual é


descrito por meios de trechos do projeto originalmente desenvolvido pela supervisão
e direção do Instituto. Sua última atualização foi realizada no ano de 2010,
possuindo adendos referentes às mudanças na legislação estadual ocorridas a partir
do ano de 2011. Estão sendo realizados estudos e adequações com relação às
alterações educacionais ocorridas a partir da última aprovação, porém o projeto
atualizado ainda não foi levado à apreciação para que passe a vigorar.

2.2.1.1 Proposta para o ensino médio

A proposta do Ensino Médio está alicerçada pela lei de Diretrizes e Bases da


Educação Nacional, pelas Diretrizes do Conselho Nacional de Educação e pelos
Parâmetros Curriculares Nacionais. A ideia central estabelece o Ensino Médio como
etapa conclusiva de educação básica. Entende-se que é parte da formação que todo
jovem deve ter a fim de subsidiar uma vida adulta com mais segurança, qualificada
para a cidadania e capacitá-lo para o aprendizado permanente, em eventual
prosseguimento dos estudos ou diretamente no mundo do trabalho.
Num mundo como o atual, de rápidas transformações e difíceis contradições,
estar preparando para a vida significa mais do que reproduzir dados, denominar
classificações ou identificar símbolos.
Significa:
 Saber buscar a informação comunicar-se, argumentar, compreender e agir;
 Enfrentar problemas de diferentes naturezas;
 Participar socialmente, de forma prática e solidária;
 Ser capaz de elaborar críticas;
 Especialmente, adquirir uma atitude de permanente aprendizado.
29

Propõe-se, no Projeto Político Pedagógico a tendência crítico-social dos


conteúdos, onde se busca dar significado ao conhecimento escolar, mediante a
contextualização, interdisciplinaridade, incentivo ao raciocínio e a capacidade de
aprender, de pensar, pesquisar, buscar informações, analisá-las e selecioná-las,
concluir, sintetizar, aplicar, transferir conhecimentos e capacidades de aprender,
criar, formular, ao invés do simples exercício de memorização.
Já não se justifica memorizar conhecimentos que estão sendo superados ou
cujo acesso é facilitado pela moderna tecnologia, o que se almeja é que os
estudantes desenvolvam habilidades e competências para caminhar passo a passo,
dentro de um processo contínuo que ocorre a partir do diálogo, representado pelas
relações interpessoais, atribuindo ao professor e aluno a responsabilidade pelo
sucesso ou fracasso na aprendizagem. É preciso consciência de que ambas as
partes são muito importantes para que o aprendizado se efetive. Mais do que nunca
se sabe que não basta disponibilidade do professor para ensinar é preciso que o
aluno também se disponha a participar do “jogo” que lhes permitam desenvolver
capacidade de continuar aprendendo.
Aos alunos com necessidades educativas especiais, a escola proporcionará o
mesmo corpo básico comum de conhecimentos oferecidos aos demais alunos,
baseada na concepção de que todos têm capacidade de aprender, assegurando a
permanência de todos, respeitando as dificuldades e o ritmo de aprendizagem de
cada um.
A transversalidade abre espaço para a inclusão de saberes extraescolares
possibilitando estabelecer na prática educativa uma relação entre aprender na
realidade e da realidade de conhecimentos teoricamente sistematizados as questões
da vida real, de significado construído na realidade dos alunos,
Optou-se por integrar a transversalidade contínua, sistemática e abrangente,
através de palestras, projetos, atividades práticas em sala de aula e extraclasse. Os
principais temas a serem trabalhados são: Educação Ambiental, educação para a
Segurança, Sexualidade, Diversidade Cultural, Ética e cidadania, Valorização da
vida, Consciência Negra e Educação Tributária.
O Ensino Médio é, portanto, a etapa final de uma educação de caráter geral,
afinada com a contemporaneidade, com a construção de competências básicas, que
situem o educando como sujeito produtor de conhecimento e participante do mundo
do trabalho.
30

Entendemos, então que a Educação deve ser estruturada em quatro alicerces:


 Aprender a conhecer;
 Aprender a fazer;
 Aprender a viver;
 Aprender a ser.

2.2.1.2 Metodologia da Escola

A Metodologia diz respeito à combinação de atividade e modo como o processo


é conduzido em toda a sua extensão. É o caminho para atingir os fins propostos e a
concretização da Proposta Pedagógica assumida.
A metodologia adotada pela Escola deve:
1) Ser desenvolvida de forma que alunos e professores estejam em
contínua interação reflexiva e crítica, e que a pesquisa seja o eixo
desencadeador do processo de construção/criação/reelaboração.
2) Ser dialógica, crítica, participativa, dinâmica, criativa, problematizadora,
transformadora, fundamentada na compreensão x ação – ação x compreensão
(teoria e prática).
3) Estabelecer uma necessária intimidade entre os saberes curriculares
fundamentais aos alunos e à experiência social que eles têm como indivíduos.
4) Privilegiar a construção do saber, tendo como centro do processo, o
aluno, como sujeito do processo ensino-aprendizagem; e o educador, como
orientador, mediador do processo de apropriação e construção do
conhecimento.
5) Respeitar a individualidade e o ritmo do crescimento de cada um, sem
perder de vista a dimensão coletiva da construção do conhecimento.
6) Oportunizar situações concretas para o crescimento integral do aluno,
desenvolvendo sua capacidade de pensar, criar, produzir, criticar, refletir,
interpretar, observar, analisar, sintetizar, abstrair, enfim, fazer história, ser
sujeito.
31

2.2.1.3 Avaliação

É preciso compreender que a avaliação é um meio e não fim, no processo de


construção do conhecimento. O processo avaliativo deve ser qualitativo e não
quantitativo. O professor ao planejar suas atividades não estabelece o mínimo
necessário a ser aprendido efetivamente pelo aluno, utilizando-se da “média” de
notas, o que não expressa à competência do aluno, não permitindo a sua
reorientação. A média então é realizada a partir da quantidade e não da qualidade,
não garantindo o mínimo de conhecimento, (LUCKESI, 1995). Esta prática torna a
avaliação nas mãos do professor um instrumento disciplinador de condutas sociais,
utilizando-a como controle e critério para aprovação dos alunos, buscando controlar
e disciplinar, retirando destes a espontaneidade, criticidade e criatividade,
transformando-os reféns de um sistema autoritário e antipedagógico.
A aprendizagem neste contexto deixa de ser algo prazeroso e solidário,
passando a ser um processo solitário e desmotivador, contribuindo para a
seletividade social, principalmente para atender as exigências do sistema econômico
vigente. Quanto a esta seletividade, Jussara Hoffmann afirma que:
[…] quando a finalidade é seletiva, o instrumento de avaliação é
constatativo, prova irrevogável. Mas as tarefas, na escola, deveriam ter o
caráter problematizador e dialógico, momentos de trocas de ideias entre
educadores e educandos na busca de um conhecimento gradativamente
aprofundado. (HOFFMANN 1996, p.66)

A avaliação é uma tarefa necessária e permanente da escola, que deve


acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. Esta deve servir
como instrumento de reflexão sobre a metodologia utilizada e as adequações
necessárias para a melhoria do processo de construção do conhecimento. Assume-
se assim que não basta avaliar as aprendizagens realizadas para os alunos, mas
que também é necessário avaliar a própria atuação como professores e as
atividades de ensino planejadas e desenvolvidas com estes.
Na avaliação da aprendizagem, o entendimento correto consiste em considerar
a relação mútua entre os aspectos quantitativos e qualificativos. A escola cumpre
uma função determinada socialmente, a de introduzir as crianças e jovens no mundo
da cultura e do trabalho. Tal objetivo social não surge espontaneamente na
32

experiência das crianças e jovens, mas surge das perspectivas traçadas pela
sociedade e um acompanhamento por parte dos professores.
O professor deve ter como objetivo o desenvolvimento autônomo e
independente dos alunos. Desse modo, a quantificação deve transformar-se em
qualificação, isto é, numa apreciação qualitativa da aprendizagem do aluno. Além
disso, por mais que o professor se empenhe na motivação interna dos alunos, nem
sempre conseguirá deles o desejo espontâneo para o estudo. As crianças e os
jovens precisam de estimulação externa, precisam sentir-se desafiadas a fim de
mobilizarem suas energias físicas e intelectuais.
Entende-se que a avaliação sob um ponto de vista crítico, não pode ser
instrumento de exclusão dos alunos provenientes das classes trabalhadoras. Ela
deve ser democrática, favorecendo o desenvolvimento da capacidade do aluno de
apropriar-se de conhecimentos científicos, sociais e tecnológicos, produzidos
historicamente, resultantes de um processo coletivo de avaliação diagnóstica.

2.2.2 Regimento Escolar

Neste capítulo é apresentado o Regimento Escolar (RE), por meio de trechos


comentados e extraídos do próprio RE, a fim de uma melhor compreendera
organização do Instituto.

2.2.2.1 Filosofia da escola

O Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves tem por filosofia promover a


formação integral do educando assegurando-lhe educação que desenvolva as
potencialidades e a incorporação de valores, capacitando-o para o exercício da
cidadania, fornecendo-lhe, ainda, meios para progredir no trabalho e em estudos
posteriores, para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna, solidária e
inclusiva.

2.2.2.2 Objetivos do estabelecimento

Proporcionar a formação do educando como processo de apropriação e


construção do conhecimento, tornando-o capaz de assumir a responsabilidade de
ser agente de mudanças na sociedade em que vive, através da vivência de valores,
emprego dos avanços tecnológicos, desenvolvimento de habilidades pessoais,
empregando operações mentais mais complexas e o pensar crítico, levando o aluno
33

a observar, experimentar, criticar e aprender, abrindo espaços de inclusão dos


diferentes saberes.

2.2.2.3 Objetivos do ensino médio

São descritos no Regimento Escolar como objetivos do Ensino Médio:


 O aprofundamento e a consolidação dos conhecimentos, habilidades e
competências básicas adquiridas no decorrer do Ensino Fundamental;
 A preparação básica para o trabalho e a cidadania, para que o educando
continue aprendendo, de modo a se adaptar crítica e criativamente às novas
condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
 O aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação
ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;
 A busca do aprofundamento dos conhecimentos que constituem o patrimônio
cultural da humanidade;
 A compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos
produtivos, relacionando a teoria com a prática, no desenvolvimento de cada
componente curricular;
 A criação das relações de solidariedade na convivência, numa linha de
abertura à sociedade humana em geral;
 O oferecimento de condições para o aluno esteja preparado para o
imprevisível, para enfrentar o mundo na sua realidade desafiadora;
 O desenvolvimento de valores fundamentais ao interesse social, aos direitos e
deveres do cidadão, de respeito ao bem comum e à Ordem Democrática, os
que fortaleçam os vínculos de família, os laços de solidariedade humana e de
tolerância recíproca;
O desenvolvimento da criticidade, da sensibilidade, da criatividade e da
diversidade de manifestações artísticas e culturais.

2.2.2.4 Expressão dos resultados da avaliação

Para os alunos do Ensino Médio, os resultados da avaliação do aproveitamento


final são registrados em notas, na escala de 0 (zero) a 100 (cem), não considerando
valores decimais.
A avaliação do aproveitamento do aluno é realizada ao final de cada trimestre.
Cada trimestre tem um peso, o primeiro trimestre tem peso 20 (vinte), o segundo
34

trimestre peso 30 (trinta) e o terceiro trimestre, peso 50 (cinquenta). Ao final do ano


letivo, os pesos trimestrais são somados perfazendo o peso máximo de 100 (cem),
sendo a nota mínima para aprovação 60 (sessenta), sendo que o resultado final que
antes era expresso como A (Aprovado), APP (Aprovado com Progressão Parcial) e R
(Reprovado), passou a ser substituído pelos conceitos de Construção Satisfatória da
Aprendizagem (CSA), Construção Parcial da Aprendizagem (CPA) e Construção
Restrita da Aprendizagem (CRA).
A operacionalização da avaliação e a forma de comunicação aos pais ou
responsáveis é prevista na Proposta Pedagógica da Escola·.

2.2.3 Relações Étnico-raciais, o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e


Indígena, as Políticas de Educação Ambiental e a Educação em Direitos
Humanos
O Regimento Escolar e o Projeto Político Pedagógico não comtemplam como
temas específicos as Relações Étnico-raciais, o Ensino de História e Cultura Afro-
brasileira e Indígena, as Políticas de Educação Ambiental e a Educação em Direitos
Humanos. Foram observadas apenas anotações com referência a esses temas a
serem incluidos no Projeto Politico Pedagógico.

2.2.4 A Escola hoje


A Escola hoje conta com 1221 alunos, 62 professores e 18 funcionários, e
mantém classe de Educação Infantil, Ensino Fundamenmtal de 8 e 9 anos, Ensino
Médio Politécnico diurno e noturno, Curso Normal de Nível Médio, Curso Normal de
Aproveitamento de Estudos e Curso Normal de Complementação de Estudos.
A fim de estimular a criatividade e participação de seus alunos, são
proporcionadas atividades diversificadas tais como: Banda Musical, Corpo
Coreográfico mirim e juvenil e Oficina de Xadrez.

Laboratório de informática

A aplicação da informática pode ser observada em nosso cotidiano e incluí-la


como componente curricular da área de Linguagem, Códigos e suas Tecnologias
significa preparar os estudantes para o mundo tecnológico e científico, aproximando
a Escola do mundo real e contextualizado.
35

O Laboratório de Informática atende as necessidades da Escola, e está


disponível nos três turnos de funcionamento, sendo que de um total de 37 (trinta e
sete) microcomputadores, apenas 03 (três) estão indisponíveis para utilização, todos
estes com “dual boot” Sistema Operacional Windows® Seven e Linux Educacional,
estando ainda instalado 01 monitor para projeção e 01 impressora laser
monocromática. Quanto à ergonomia, não pode ser considerado satisfatório, porém
não difere do que é observado até mesmo em universidades privadas. O número de
computadores pode ser considerado bastante satisfatório se levado em conta que
quase a totalidade das turmas da escola não é composta por mais de 30 (trinta)
alunos.
Ao responsável pelo Laboratório, compete:
 Utilizar as tecnologias educacionais no processo pedagógico para promoção
da qualidade do ensino e da aprendizagem;
 Possuir conhecimento do sistema operacional, aplicativos de editor de texto,
planilha eletrônica, software de apresentação, noções de rede, de hardware e
periféricos;
 Ministrar aulas, cujas atividades envolvem a orientação e acompanhamento
do uso das tecnologias educacionais disponíveis;
 Planejar e organizar as atividades pedagógicas e o cronograma de uso do
Laboratório de Informática em articulação com a coordenação pedagógica e corpo
docente;
 Zelar pelo patrimônio, responsabilizando-se pela organização e conservação
do espaço físico do laboratório, mantendo em condições apropriadas os materiais,
equipamentos e mobiliário;
 Assessorar os professores durante as aulas no Laboratório de Informática;
 Orientar os alunos durante as pesquisas escolares;
 Ministrar, quando necessário, cursos de formação continuada para
professores;
 Registrar diariamente as atividades desenvolvidas no Laboratório de
Informática;
 Realizar o controle de acesso de usuários a Internet, visando fins
educacionais.
36

Somente o conhecimento da legislação não situa o estagiário dentro de um


contexto mais amplo que envolve além das políticas educacionais, fatos históricos,
características locais e estudos da inclusão da tecnologia no ambiente escolar. É
preciso uma compreensão mais ampla do panorama educacional e das reais
possibilidades da implementação da informática na escola. Deve-se então buscar
referenciais teóricos para uma melhor compreensão.
37

3. INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO - ENSINO MÉDIO

Objetiva-se neste capítulo apresentar a fundamentação teórica do projeto de


estágio, buscando traçar um comparativo entre as citações de autores reconhecidos
pelos seus trabalhos relacionados à educação, dentre estes Antônio Gramsci, Acácia
Kuenzer, Gaudêncio Frigotto e Juan Tedesco, sobretudo em relação aos princípios
educacionais e a concepção de trabalho dentro da visão destes autores. Ainda são
citados autores que contribuíram ou ainda contribuem consideravelmente para
diagnóstico e melhorias na educação, ou ainda enfatizam a importância da utilização
da tecnologia e dos recursos computacionais na educação, visando ainda uma
melhor compreensão de que forma a tecnologia pode ser utilizada em ambiente
escolar. Para isso são elencadas teorias e análises de alguns dos principais
estudiosos da educação e tecnologia relacionada à educação.

3.1 Propostas educacionais vigentes

O conceito de escola sob a visão dos alunos está equivocado, pois ainda não a
identificam como um local de aprimoramento, intercâmbio e convivência salutar,
sendo ainda encarada como uma barreira a se transpor. Já no ano de 2000, Philippe
Perrenoud, ressaltava que a escola mal conseguia fazer com que todos
compreendessem o interesse em saber ler ou contar. O que dizer, então, de saberes
cuja utilidade não é fácil de imaginar, em que mesmo se abstrair a ocasiões em que
poderia se utilizar, como a Álgebra, a Biologia, a História, a Filosofia? (2000, p. 256).
Também afirmava ele que a escola se encontrava despreparada e hoje continua
diante dos alunos que não têm interesse em "encher a cabeça de coisas inúteis e
que não percebem o poder e o prazer que esses saberes poderiam lhes trazer.”
Mesmo ainda que se afirme que houve mudanças quanto à disponibilização de
recursos tecnológicos nas escolas, cabe ressaltar que as metodologias utilizadas
ainda permanecem as mesmas utilizadas nas últimas duas décadas. A geração de
crianças e jovens que hoje se encontram nas escolas, nasceram em um mundo
tecnológico, e se faz necessário que o professor adote metodologias e recursos
tecnológicos que correspondam aos anseios desta geração.
38

A fim de mudar este conceito o Ministério da Educação, após estudos, optou


por ampliar a carga horária do Ensino Médio e aplicar conhecimentos sobre diversas
áreas de interesse do aluno. Este é chamado de Ensino Médio Politécnico. Além
desta nova proposta, foi inserida em algumas escolas a Educação Profissional, que
envolve aulas teóricas e práticas sobre um conhecimento específico, como o curso
Técnico em Agropecuária. Segundo Ramos (2011, p. 772) ainda são grandes as
dificuldades de se implantar uma proposta contra-hegemônica, ou seja, uma
proposta que não objetive a dominância, mas sim almeje intencional e
sistematicamente colocar a educação a serviço das forças que lutam para
transformar a ordem vigente, com vistas a estabelecer uma nova forma de
sociedade. Segundo Ramos (idem) estas dificuldades não são somente de ordem
conceitual, mas uma expressão da capacidade da classe dirigente em manter seus
princípios vigorando no senso comum da sociedade. Por fim a autora frisa que a
proposta visa contribuir para a análise e a formulação de políticas, a partir da
exposição da problemática e de perspectivas de enfrentamento, tendo o trabalho
escolar como uma das dimensões fundamentais da formação intelectual e cultural
dos trabalhadores.

Neste contexto, Hengemühle (2007, p.48) afirma que: “se hoje não houver
produções teórico-práticas em relação aos padrões atuais, não se terá referenciais
novos no futuro”. A intenção do autor era se referir a transformações necessárias à
educação, e refere-se à necessidade da evolução da educação, assim como ocorre
em outras áreas, já que devido a alterações socioculturais, não havendo alterações
educacionais, em futuro bem próximo teremos uma educação desgastada e fraca.
Os avanços tecnológicos contribuem ou não para obtermos melhorias na
educação? É um tema polêmico, e sua discussão é oportuna. Certamente aqueles
que afirmam que a tecnologia não contribui para melhorias na educação
desconhecem a grandeza do mundo que existe por trás da informática, da ciência da
computação e da tecnologia. O computador, ainda é visto por alguns como uma
ferramenta que se dispõe apenas a pesquisas de conteúdos na internet, ao
divertimento por meio de jogos computacionais e na produção trabalhos escolares
por meio de editores de textos. Suas possibilidades na verdade são infinitas e cabe
aos professores, sobretudo aos professores de informática explorar e apresentar
esse mundo de infinitas possibilidades às crianças e adolescentes.
39

A criatividade, o interesse e a facilidade das novas gerações exigem reformular


as metodologias utilizadas, sendo que a computação na escola serve como um
auxílio no ensino das mais variadas áreas do conhecimento. Para Cristina Marques
(1986, p34) o computador tem várias vantagens na educação, sendo que:
É um recurso audiovisual superior aos demais por ser interativo. Neste
sentido, pode solicitar e responder às intervenções do aluno, evitando que
este permaneça passivo e, consequentemente, que se disperse para outros
aspectos não relevantes (MARQUES, 1986, p34).

Então, além de fundamentar a informática educativa atual é importante


apresentar também estes ensinamentos aos professores e verificar como eles se
comportam diante do ensino-aprendizagem computacional.

3.2 O professor no âmbito das novas tecnologias

O papel do professor na escola consiste na construção do conhecimento junto


com o aluno e em orientá-lo para obter o máximo do processo ensino-aprendizagem.
Ao professor compete fazer a teoria virar prática, e relativo a isso Fernandes (2004,
p. 36) afirma que:
Quanto ao papel do professor, este é entendido como mediador do processo
de ensino e aprendizagem, utilizando seus conhecimentos para provocar e
orientar o processo de aprendizagem, buscando o equilíbrio dos recursos
mobilizados pelo aluno para a construção do conhecimento. (FERNANDES,
2004, p.36)

A sociedade por sua diversidade exige posicionamentos, compromisso com as


transformações sociais; neste sentido é preciso que a escola priorize a formação de
alunos conscientes, colaboradores, com autonomia e competência. Um aluno
enquadrado na sociedade é um aluno atualizado. Professores necessitam do
aprendizado computacional, pois terão que empregá-lo na construção do
conhecimento juntamente com seus alunos. O que se espera de um professor de
informática é um docente atualizado e inteirado das novidades que a tecnologia
apresenta diariamente. O aluno exige muito do professor, mesmo sem ter a intenção.
A computação é uma área do conhecimento que abrange variada temática, e sendo
assim se faz necessário ter um conhecimento mais amplo e diversificado.
Atualmente o ensino de informática não consta como disciplina curricular da
maioria das escolas. Isso não quer dizer que a escola não oferece nenhuma
40

aprendizagem de informática. Em projetos oferecidos pelo estado ou pelo município


a aula de informática é indispensável. O Instituto Ernesto Alves oferece aulas em
que se trabalham conhecimentos básicos de informática, dispondo de professora
com doutorado em informática educativa.
Sobre como atuar diante das rápidas transformações que vivenciamos,
Hengemühle (2007, p.54) escreveu sobre mudanças dos modelos de educação, e
como se comportam o professor e o aluno.

Mudar os modelos de educação não pode ser entendido como um modismo.


Passamos a acreditar mais em um modelo do que em outro à medida que
aquele atende mais os nossos desejos e necessidades do que esse. Assim,
quando um modelo de educação motiva o aluno, e quando o professor
consegue transpor as teorias para a prática da sala de aula, com certeza a
motivação dos alunos será outra, a qualidade da aprendizagem será muito
maior e as atuais discussões sobre problemas como a (in) disciplina na sala
de aula ou a falta de interesse perderão sua intensidade. (HENGEMÜHLE,
2007, p. 54)

Assim como descreve acima Hengemühle, a busca por metodologias que


tornem o processo de ensino-aprendizagem mais significativo tem se tornado um
tema importante dos encontros de educadores. Howard Gardner, que igualmente se
dedica a estudar a forma como o pensamento se organiza, balançou as bases da
Educação ao defender em 1984, que a inteligência não pode ser medida só pelo
raciocínio lógico-matemático, normalmente o mais valorizado na escola. Ele propôs
que havia outros tipos de inteligência: musical, espacial, linguística, interpessoal,
intrapessoal, corporal, naturalista e existencial. Esta teoria, chamada de Teoria das
Inteligências Múltiplas atraiu a atenção dos professores, o que fez com que ele se
aproximasse mais do mundo educacional.
Quanto à programação e os diferentes tipos de inteligência, GARDNER (1983,
p. 390) enfatiza que a Inteligência lógico-matemática parece central, porque a
programação depende do emprego de procedimentos rigorosos para solucionar
problemas ou atingir uma meta em um número finito de etapas. Quanto à inteligência
linguística também é relevante, pois pelo menos o manual e o computador fazem
uso da linguagem comum. Um indivíduo com uma forte aptidão musical poderia ser
melhor introduzido na programação tentando programar uma peça musical simples
(ou dominar um programa que compõe). Um indivíduo com fortes capacidades
espaciais pode ser iniciado por meio de gráficos de computador - e pode ser
auxiliado na tarefa de programação com o uso de um organograma ou algum outro
41

diagrama espacial. Inteligências pessoais podem exercer papéis importantes. O


vasto planejamento de etapas e metas executado pelo indivíduo envolvido em
programação depende de formas de pensamento intrapessoal, já que a cooperação
necessária para levar adiante uma tarefa complexa, ou para aprender novas
habilidades computacionais, pode depender da capacidade do indivíduo para
trabalhar em grupo. A inteligência corporal pode exercer um papel no trabalho com o
computador em si, facilitando a habilidade no terminal.

3.3 Ensino Médio Politécnico

No ano de 2011 a SEDUC-RS produziu a Proposta Pedagógica para o Ensino


Médio Politécnico e Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio – 2011-2014
(SEDUC-RS, 2011), que teve por base os conceitos e diretrizes estabelecidos Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), de 1996 (Brasil, 1996), e
também as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (DCNEM), de
2012 (Brasil, 2012) ambos já elencados no capítulo 2 do presente relatório.
A principal alteração se deu em relação às disciplinas. As disciplinas
tradicionais foram reunidas em quatro áreas de conhecimento: linguagens (línguas
portuguesa e estrangeira, literatura, educação física e artes), matemática, ciências
da natureza (biologia, física e química) e ciências humanas (história, geografia,
sociologia e filosofia).
Em resumo, as mudanças ocorridas no mundo do trabalho e das relações
sociais apontam na direção de uma formação mais rigorosa, com sólidos
fundamentos gerais, comum a todos os professores da Educação Básica, a
ser complementada, no caso dos professores dos conteúdos específicos de
Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio, com conhecimentos e
práticas científico-tecnológicas e sócio-históricas da área de trabalho a ser
ensinada (Kuenzer, 2010).

Esta formação agora mais geral deve estar baseada na utilização de um


modelo pedagógico mais adequado, sendo que de acordo com Kuenzer e Garcia
(2012), discutir que, no Ensino Médio, a profissionalização seja uma possibilidade
para os que vivem do trabalho sem tratá-la de forma reducionista, contemplando
apenas os conhecimentos demandados pelo mercado de trabalho, é um desafio
proposto. Afirmam que a mobilização para construção de uma escola que não
atenda estritamente o mercado de trabalho, e sim a uma construída pela categoria
42

contradição, supere o conhecimento precário ou ainda a inclusão excludente, deve


passar necessariamente pela formulação de políticas com garantia de financiamento
e com participação efetiva dos trabalhadores nas definições e na gestão, para
atender realmente às necessidades dos que vivem do trabalho. A inversão da qual
não se pode abrir mão é que o Ensino Médio esteja centrado nas pessoas, nas
juventudes, não tendo, portanto, o mercado de trabalho como foco principal.

Quanto à avaliação, o novo modelo substitui notas de zero a 10 por conceitos


descritivos: Construção Satisfatória da Aprendizagem (CSA), Construção Parcial da
Aprendizagem (CPA) e Construção Restrita da Aprendizagem (CRA). Os dois
primeiros permitem a aprovação. Se ocorrer do estudante apresentar desempenho
insatisfatório (restrito) em apenas uma área do conhecimento, poderá passar de ano,
num regime de progressão parcial. No ano ou série seguinte os professores terão a
informação de que ele necessita aprimorar o aprendizado em determinados pontos,
devendo ser elaborado um plano de apoio. Se por ventura o aluno receber o
conceito restrito em pelo menos duas áreas de conhecimento, será reprovado. A
proposta estabelecida demonstra o anseio na alteração do modelo ultrapassado de
avaliação com as características da avaliação seletiva, classificatória e excludente.
No que se refere a esse modelo ultrapassado Hoffmann afirmava:
Com as exigências da LDBEN nº 9394/96, a maioria dos regimentos
escolares é introduzida por textos que enunciam objetivos ou propósitos de
uma avaliação contínua, mas estabelecem normas classificatórias e
somativas, revelando a manutenção das práticas tradicionais. (Hoffmann,
2005, p. 18).
Os conceitos passam a ser atribuídos por áreas e não mais para cada
disciplina isoladamente. Sendo assim cada aluno terá quatro conceitos, que serão
estabelecidos dentro de um consenso entre os professores relacionados a cada área
de conhecimento.
A carga horária do ensino médio foi ampliada em 600 horas/aula (200 a mais
em cada ano), passando agora o Ensino Médio Politécnico a possuir um total de três
mil horas/aula. A fim de que seja aproveitada a carga horária extra, os alunos devem
conduzir projetos de pesquisa, orientados por um professor específico. Estes são os
chamados “Seminários Integrados”, onde devem ser aprofundados tópicos
abordados em sala de aula, em uma das quatro áreas de conhecimento. O
estudante é motivado a se aprofundar em um conteúdo de tema do seu interesse. A
partir de uma aula de biologia, por exemplo, ele pode optar por fazer uma pesquisa
43

sobre sustentabilidade. Assim ele deverá receber a orientação do professor que


coordena o seminário juntamente com o titular da disciplina relacionada ao tema
escolhido. Dentro do que é citado na proposta visasse estabelecer uma relação
entre os eixos ciência, tecnologia, cultura e trabalho. Essa relação pode ser
estabelecida no Seminário Integrado (SI). A pesquisa desenvolvida no SI
possibilitaria a construção do conhecimento relacionado com o mundo do trabalho,
instituindo-se como um recurso pedagógico à produção do conhecimento de forma
individual e coletiva, o que proporcionaria ao pesquisador-aluno o acesso à condição
de criador, questionador do mundo, sujeito de sua história. Assim afirma Demo
(1991, p. 82) acerca da pesquisa na escola:

O conceito de pesquisa é fundamental, porque está na raiz da consciência


crítica questionadora, desde a recusa de ser massa de manobra, objeto dos
outros, matéria de espoliação, até a produção de alternativas com vistas à
consecução de sociedade pelo menos mais tolerável. (Demo, 1991, p. 82).

Dentro deste contexto se reconhece que os alunos sabem e têm muito para
dizer e produzir. Segundo Gramsci (1981), citado por Azevedo (2013, p.35), a
pesquisa possibilitaria mostrar suas ideias, aperfeiçoá-las e formar outras ideias
acerca da realidade, permitindo-os sair do “senso comum” para o “bom senso”,
sendo assim, uma forma de aprofundar a relação entre teoria e prática,
diferentemente da escola (e consequentemente do ensino) que só transmite a
informação daquilo que já é conhecido. Nesse sentido, Demo (2007) nos alerta que:

A escola que somente se define como socializadora de conhecimento, não


sai do ponto de partida, e, na prática, atrapalha o aluno, porque o deixa
como objeto de ensino e instrução. Vira treinamento. É equívoco fantástico
imaginar que o contato pedagógico se estabeleça em ambiente de repasse
e cópia, ou na relação aviltada de um sujeito copiado (professor, no fundo
também objeto, se apenas ensina a copiar) diante de um objeto apenas
receptivo (aluno), condenado a escutar aulas, tomar notas, decorar, e fazer
prova. A aula copiada não constrói nada de distintivo, e por isso não educa
mais do que a fofoca, a conversa fiada dos vizinhos, o bate-papo numa
festa animada. (Demo, 2007, p. 7).

A nova proposta de ensino apresentada pelo governo, não diz respeito ao


ensino de informática, enfatizado na aprendizagem de algoritmos e programação.
Entretanto, devido à sua importância, o ingresso da informática na Educação Básica
deveria constar na nova proposta. A inclusão da informática no currículo da escola
segue o Plano Político Pedagógico.
44

Pós-elencadas e analisadas a legislação educacional, e as teorias de


estudiosos e pesquisadores relacionados à educação e tecnologia, passa a se ter
embasamento teórico para fundamentação e o desenvolvimento do estágio, o qual
passa ser descrito no capítulo a seguir.
45

4 RELATÓRIO DE ESTÁGIO

A todo o individuo que deseja tornar-se profissional da educação, tem-se


como requisito fundamental a necessidade de desenvolver habilidades e construir
competências que envolvem teorias e práticas. Os alunos vão além do conteúdo da
aula em seus questionamentos. Para tanto é possível aprofundar um determinado
assunto transpondo a barreira do ensino tradicional promovendo a
transdiciplinaridade. Temos como exemplo o ensino da programação, em que alunos
passam a conhecer o que está por trás do desenvolvimento de programas, jogos, e
outros aplicativos, e compreendendo o algoritmo que dá vida ao programa, que tem
por base uma linguagem de programação e a lógica matemática.
Estudar em uma universidade é muito importante, mas é preciso buscar
conhecimentos e práticas além daqueles vivenciados no ambiente universitário.
Estas práticas e a busca pelo conhecimento foram alcançados através das
atividades de estágio do curso de Licenciatura em Computação realizadas junto a
comunidade escolar. Através do Estágio III e também dos estágios anteriores pode-
se observar a atuação de outros educadores, sendo possível identificar o que é
relevante aplicar no ambiente escolar, e baseado em observações se objetivou a
construção do estilo de atuação do estudante de licenciatura, sendo postos em
prática os conhecimentos adquiridos.
A execução das atividades previstas no planejamento do estágio da Disciplina
de Estágio Supervisionado em Computação III tiveram por base os conteúdos
trabalhados na disciplina de Práticas Articuladoras em Computação III. As atividades
práticas do estágio supervisionado em computação compreenderam o total de 22 h
(vinte e duas horas), sendo a observação de 05 (cinco) períodos, 02 (duas) horas de
conversação com a supervisão, direção e professores e 15 h (quinze horas) de aulas
compartilhadas. A observação foi realizada em laboratório de informática juntamente
com a Professora Silvia Ferreto da Silvia Moresco, com três turmas do 1º ano e duas
turmas do 3º do Ensino Médio. O Diagnóstico das turmas foi realizado por meio de
anotações, levantamento quantitativo e qualitativo com base em um questionário,
considerando-se também a frequência, nível de participação e dificuldades
46

observadas. Foram também registrados dados quanto à metodologia e recursos


utilizados pela professora.
Nas aulas compartilhadas que compreenderam o total de 15 (quinze) horas,
foram desenvolvidos trabalhos relacionados à edição de vídeos para as turmas do
Ensino Médio Politécnico, em razão de projetos de curtas-metragens desenvolvidos
pela escola, sendo utilizado o Software Microsoft® Movie Maker e o Software Sony
Vegas; e para a turma do Curso Normal, foram trabalhados os aplicativos residente e
on-line do Scratch e Code, na construção de conhecimento relacionado às Ciências
da Computação, em especial o ensino de programação.
Os encontros com a diretoria, supervisão e professores serviram para
ambientação e orientações sobre normas e procedimentos adotados pela escola. As
constatações foram refletidas por meio de um pensamento crítico, buscando-se
ainda traçar um comparativo com as teorias estudadas, dentro da fundamentação
teórica desenvolvida no capítulo três deste trabalho.
Para que se obtenha bons resultados, todo o estudo requer que sejam bem
definidos os objetivos, os quais devem ser seguidos durante todas as atividades
para que não se perca o foco do tema ou objeto pesquisado. Sendo assim, foram
definidos como objetivos:

4.1 Objetivos

4.1.1 Objetivo Geral

Desenvolver postura crítica perante a docência em ambiente tecnológico-


educativo, através de estudo teórico e observação de aulas em laboratório de
informática desenvolvidas para turmas do ensino médio do Instituto Ernesto Alves, e
com base nesta postura ministrar aulas compartilhadas, relacionando a teoria
estudada, às práticas condizentes para a construção do conhecimento de forma
mais efetiva e significativa aos alunos.

4.1.2 Objetivos Específicos


 Estudar teorias relacionadas à Informática na Educação e legislação do Ensino
Médio a fim de traçar comparativo relacionado à prática docente observada.
47

 Analisar a metodologia do professor durante as aulas no Laboratório de


Informática, através de registros das atividades desenvolvidas.
 Elaborar diagnóstico das turmas observadas, quanto à disciplina, frequência e
empenho no desenvolvimento das atividades propostas pelo professor;
 Observar as ferramentas tecnológicas utilizadas no laboratório de informática, e
em quais ocasiões se faz uso destas, identificando ainda outros recursos
utilizados;
 Relatar resultados de aprendizagens das turmas de alunos e as diferenças de
desenvolvimento observadas.
 Participar da vida escolar analisando outros ambientes e atividades como
reuniões pedagógicas.
 Elaborar Planejamento das aulas compartilhadas, por meio de Planos de Aula;
 Ministrar aulas compartilhadas tendo como conteúdo base Software Microsoft®
Movie Maker e o Software Sony Vegas para turmas do Ensino Médio Politécnico;
 Ministrar aulas compartilhadas para a turma do Curso Normal, tendo como
conteúdo base os aplicativos residente e on-line do Scratch e Code;

Definidos os objetivos do estágio, foi elaborado o planejamento das atividades


de estágio, o qual é descrito no capítulo a seguir.

4.2 Metodologia

Segundo Danna e Matos (2006), o método da observação se caracteriza por


ser sistemático e objetivo; nesse sentido, deve ser planejado e conduzido em função
de um objetivo anteriormente definido. Para isso é necessário estabelecer onde,
quando e como será a observação; e quem ou o que será observado. A veracidade
das representações encontradas nas pesquisas pode ser obtida através de
procedimentos metodológicos básicos como a definição dos procedimentos de
coleta de dados, a forma do registro e do protocolo de observação. Para que
realmente se possa obter dados relevantes quanto à realidade vivenciada pelos
alunos das turmas observadas, primeiramente foi aplicado um questionário para
sondagem, tratando de ensino de informática e a relação destes com recursos
tecnológicos, sendo este disponibilizado em forma de uma Web Quest, contendo
48

perguntas relevantes quanto à utilização de tecnologia e recursos computacionais


pelos alunos. Para facilitar a análise dos dados foi utilizada a ferramenta
“Formulário” disponibilizada pelo Google®. O questionário é apresentado no anexo A
deste relatório e os gráficos resultantes da análise são apresentados na Seção 4.4.
Durante todos os períodos de observação foram realizados registros,
compreendendo:
a) Registros fotográficos dos materiais utilizados;
b) Captura de tela das atividades desenvolvidas nos computadores;
c) Anotações quanto à frequência, nível de empenho e dificuldades
apresentadas pelos alunos;
d) Anotações quanto à metodologia das atividades propostas e recursos
utilizados pela professora.
Adotou-se a metodologia dialética, tendo por base os estudos de Vasconcelos
(1992), mais especificamente ao que este autor cita com relação ao conhecimento é
construído pelo sujeito na sua relação com os outros e com o mundo, considerando
para isto três momentos a Mobilização para o Conhecimento, que nas aulas
compreendem a apresentação de vídeos motivacionais do avanço das tecnologias
da informação e dos recursos disponíveis nos softwares trabalhados, Construção
do Conhecimento, em que se possibilitou o confronto de conhecimento entre o
sujeito e o objeto, onde o educando pode interagir com o software e reelaborar um
projeto inicialmente carente de recursos por meio do software. O terceiro momento
compreendeu a Elaboração da Síntese do Conhecimento, sendo que para
Vasconcelos deve-se ajudar o educando a elaborar e explicitar a síntese do
conhecimento, já que deve ocorrer a sistematização dos conhecimentos que vêm
sendo adquiridos, bem como da sua expressão. Vasconcelos afirma ainda que o
trabalho de síntese é fundamental para a compreensão concreta do objeto. Por seu
lado, a expressão constante dessas sínteses (ainda que provisórias) é também
fundamental, para possibilitar a interação do educador com o caminho de construção
de conhecimento que o educando está fazendo.
Como conclusão das atividades para as turmas do ensino médio politécnico,
foi proposta a apresentação dos vídeos elaborados pelos alunos, sendo observada a
utilização dos mais variados recursos disponíveis nos programas.
Para a turma do ensino fundamental foi proposta a apresentação de animação
desenvolvida no Scratch.
49

Também se utilizou do “Método Programado e as Máquinas do Aprender”,


assim denominado por Piaget. Este método se fundamenta no esquema estímulo-
resposta. Skinner, citado por Piaget (1972), demonstra um exemplo. “dadas às
definições, o aluno logo de início deve extrair as consequências corretas e, para isto,
deve escolher entre duas ou três soluções que a máquina lhe oferece.” Como no
exemplo de Skinner, no Estágio Supervisionado em Computação III, mais
especificamente nas aulas compartilhadas pode-se fazer uma avaliação através de
escolhas de “se” e “senão” disponíveis no aplicativo da Code.org utilizado para o
ensino de programação.
As aulas compartilhadas foram desenvolvidas conforme os planos de aula do
capítulo 4.4. Cada aula teve atuação importante dos alunos. Só após observado que
eles compreenderam foi dado prosseguimento. Observando-se dificuldades, foram
enfatizadas as informações sobre o conteúdo.

4.3 Cronograma

As observações foram organizadas de acordo com os horários de aula de


informática das turmas do ensino médio, seguindo cronograma do próprio instituto.
Tal cronograma foi apresentado na data de 08 de setembro de 2014 ao orientador de
estágio, professor Werner Haetinger, o qual após análise, na data de 15 de setembro
de 2014, autorizou o início das atividades de observação e aulas compartilhadas.
Considerando alterações na distribuição das aulas, foram realizadas retificações no
cronograma. Na tabela a seguir pode ser observado o horário de início e término de
cada período das aulas observadas.

07h30min 08h20min 09h10min 10h15min 11h05min


NOITE às às às às às
08h20min 09h10min 10h00min 11h05min 11h55min
Terça – feira 101 304 302 103 102

Tabela 1 - Descrição dos horários das observações em laboratório de informática.


50

As atividades que foram desenvolvidas durante estes horários podem ser


encontradas na tabela 2:

Data Atividades Horas


Segunda – feira 25/08 Conversação com a supervisão 1h
Terça – feira 23/09 Observação 5h/a
Terça – feira 30/09 Aula compartilhada em laboratório 5h/a
Terça – feira 14/10 Aula compartilhada em laboratório 5h/a
Terça – feira 21/10 Aula compartilhada em laboratório 2h/a
Terça – feira 28/10 Aula compartilhada em laboratório 3h/a
Terça – feira 04/11 Conversação com a supervisão 1h
Total de horas: 22h

Tabela 2 - Descrição das atividades a serem desenvolvidas.

Cabe aqui ressaltar que o cronograma inicialmente apresentado na Ficha de


Planejamento de Estágio sofreu alterações devido às trocas de horários das
disciplinas e atividades desenvolvidas na escola, alterando-se datas de observações
das aulas, as aulas compartilhadas e os períodos de conversação com supervisão,
direção e professores. No capítulo seguinte são apresentados dados relativos às
observações de aulas da Disciplina de Informática.

4.4 Observações

As observações foram realizadas em um dia, sendo acompanhado um período


com cada uma das cinco turmas (101, 304, 302, 103 e 102), conforme consta do
cronograma de observação contido na Tabela 1 do presente relatório. São
apresentados a seguir dados relativos às turmas e relatos das observações
realizadas em sala de aula, constando ainda reflexões sobre a metodologia,
recursos utilizados.
51

4.4.1 Observações da Turma 101


Curso: Normal
Ano: 1º
Duração: 01 Período (07h30min às 08h20min)
Responsável: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Alunos Presentes: 22
Data: 23/09/2014

Na aula observada no dia 23 de setembro de 2014, se encontravam presentes


em sala de aula 22 alunos de um total de 29 alunos matriculados. Depois de
realizada a apresentação deste estagiário aos alunos, foi realizada a chamada. Na
imagem a seguir podem ser observados os alunos aguardando o início das aulas.

Figura 1 – Alunos aguardando o inicio da aula

Realizadas as apresentações e a chamada, a professora Silvia relembrou aos


alunos sobre os prazos para entrega das atividades propostas. Após alguns minutos,
que serviram para dirimir dúvida sobre a execução das atividades, a professora
Silvia oportunizou parte do período para aplicação de um questionário proposto
como atividade de observação de estágio. Na imagem a seguir pode ser observado
o acesso de um dos alunos à página do questionário.
52

Figura 2 – Página do Questionário.

Foram utilizadas imagens do Instituto Ernesto Alves nas páginas do


questionário e um layout mais moderno para que fosse evocada a atenção dos
alunos.

Figura 3 – Página do Questionário.

Durante a aula foi lembrado pela professora Silvia a importância de que todas
as tarefas realizadas em aula fossem enviadas ao e-mail como forma de criar uma
cópia de segurança. Foi observado que alguns alunos não possuíam e-mail ou então
apresentaram dificuldades no envio e acesso a conta de e-mail, demonstrando que
por vezes a utilização da internet por algumas pessoas se resume ao acesso a redes
sociais, e não à atividades relacionadas ao trabalho e conhecimento.
Segundo estudo divulgado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).,
entre as crianças e os adolescentes brasileiros que acessam a internet, 79%
mantêm perfis em redes sociais. Estes dados são da pesquisa TIC Kids Online
Brasil, realizada entre setembro de 2013 e janeiro de 2014, onde participaram 2.261
usuários com idades entre 9 e 17 anos. Cabe ressaltar que na pesquisa anterior,
53

feita em 2012, esse índice era de 70%. Apesar do o avanço tecnológico muitos dos
jovens ainda utilizam a internet para fins meramente de lazer, especialmente o
acesso de redes sociais.

Figura 4 – Aluna buscando senha de acesso no celular.

Reflexões:
Pode-se observar que apesar da turma ser do Curso Normal, no qual o
currículo contempla disciplinas pedagógicas, ainda carecem os alunos de uma
formação mais ampla, sobretudo na utilização de recursos tecnológicos e
aplicabilidade destes no ensino, possivelmente em razão destes alunos não serem
tão voltados aos recursos tecnológicos ou carecerem ainda da apresentação de
recursos que realmente promovam a construção significativa do conhecimento e
despertem o interesse destes, como propõe Perrenoud (2000, p. 24) quando afirma
que as novas tecnologias da informação e da comunicação devem ser utilizadas
para transformar as maneiras de se comunicar, de trabalhar, de decidir e de pensar.

4.4.2 Observações da Turma 304

Curso: Ensino Médio Politécnico


Ano: 3º
Duração: 01 Período (08h20min às 09h10min)
Responsável: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Alunos Presentes: 23
Data: 23/09/2014
54

Na aula observada no dia 23 de setembro de 2014, se encontravam presentes


em sala de aula 23 alunos de um total de 28 alunos matriculados. Após
apresentação deste estagiário aos alunos, foi realizada a chamada pela professora
Silvia. Foi esclarecido por ela que a apresentação de seminário proposta
anteriormente como atividade da disciplina seria iniciada naquela data e reiniciada
após a execução de todas as atividades de estágio. Passadas as orientações foi
solicitado à turma que acessassem e respondessem o questionário de sondagem.
Nas imagens a seguir observa-se a execução do questionário parte da turma.

Figura 5 – Turma durante a execução do questionário

Foi observado que parte dos alunos tinham dúvidas quanto a termos
relacionados à tecnologia, como por exemplo via raio ou banda larga. Mesmo
utilizando a tecnologia não conseguem distinguir ou informar de forma objetiva
aquela que utilizam.

Figura 6 – Aluna acessando página do questionário


55

Após execução do questionário, uma das alunas passou a apresentar o


resultado da sua pesquisa. Na imagem a seguir pode ser observada a apresentação.

Figura 7 – Apresentação de Aluna.

Reflexões:
Foi observado que os “slides” apresentados pela aluna se resumiam a
conceitos e definições, sendo demasiadamente poluídos (excesso de textos e
carência de imagens), o que foi refletido pela professora. Durante a apresentação a
aluna se reduziu a ler os slides. A professora apresentou uma critica e lembrou que
se tratava do último ano do ensino médio, e que os alunos não demonstravam
preparo e comprometimento na execução das tarefas e que a realidade do mercado
de trabalho é bastante cruel com profissionais despreparados. Em relação a estas
colocações RAMOS (2012) afirma que:
Ampliar o diálogo, mesmo que o nível médio de escolarização seja
entendido como passaporte para o Ensino Superior e/ou para o mundo do
trabalho, por exemplo, não elimina o reconhecimento de que os jovens
estão na escola “por um fio”, e afirmar isso pressupõe igualmente
reconhecer que tal fio é constituído mais pelas convivências entre os pares
e por um espaço de manifestação de um tipo de cultura específico do que
pelas oportunidades que a escola pode lhes apresentar para “fazer deles
alguém na vida”.

Estas citações nos fazem refletir o quanto o professor deve estar preparado
para motivar a busca pela qualificação e pelo conhecimento ao trabalhar com um
público que se apresenta por uma faceta nômade e com ideais de libertação e de
espírito revolucionário.
56

4.4.3 Observações da Turma 302


Curso: Ensino Médio Politécnico
Ano: 3º
Duração: 01 Período (09h10min às 10h00min)
Responsável: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Alunos Presentes: 21
Data: 23/09/2014

Na aula observada no dia 23 de setembro de 2014, se encontravam presentes


em sala de aula 21 alunos de um total de 27 alunos matriculados. Realizada a
apresentação deste estagiário aos alunos, logo em seguida foi realizada a chamada.
Foi informado pela professora Silvia que antes da apresentação do projeto de curta
metragem desenvolvido por alguns dos alunos, deveria ser realizado questionário de
sondagem. Na imagem a seguir observa-se a execução do questionário parte da
turma.

Figura 8 – Página Blog de acesso ao questionário

Cabe observar que esta turma foi acessou com facilidade o questionário, sem
maiores dúvidas quanto ao seu preenchimento.
O que chamou atenção é que com exceção de algumas meninas, a maior parte
da turma já conseguia realizar uma diferenciação entre as diferentes áreas de
atuação de profissionais da área tecnológica, em especial na computação, não tendo
57

maiores dificuldades em responder uma das questões relacionada à área de


interesse na computação.

Figura 9 – Página do questionário

Após execução do questionário, o grupo de alunos responsável pelo trabalho


passou a apresentá-lo. Na imagem a seguir pode ser observada a apresentação.

Figura 10 – Apresentação de curta-metragem.

Reflexões:
Foi observado que não ocorreram problemas quanto à disciplina da turma. Os
alunos apresentam grande comprometimento na execução das tarefas propostas
pela professora. Demonstram interesse pelo estudo de recursos computacionais,
sendo que alguns inclusive afirmaram ter interesse em trabalhar na área e tecnologia
da informação.
58

4.4.4 Observações da Turma 103


Curso: Ensino Médio Politécnico
Ano: 1º
Duração: 01 Período (10h15min às 11h05min)
Responsável: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Alunos Presentes: 28
Data: 23/09/2014

Na aula observada no dia 23 de setembro de 2014, se encontravam presentes


em sala de aula 28 alunos de um total de 32 alunos matriculados. Da mesma forma
foi realizada a apresentação deste estagiário aos alunos e após realizada a
chamada. A professora Silvia lembrou que muitos dos alunos não haviam entregado
as tarefas propostas dentro dos prazos estipulados. Após passou a palavra a este
estagiário, que esclareceu aos alunos a importância do preenchimento do
questionário de sondagem. Na imagem a seguir observa-se parte da turma.

Figura 11 – Turma durante a execução do questionário

As imagens a seguir apresentam os alunos durante a execução do questionário.


59

Figura 12 – Aluno respondendo ao questionário

Figura 13 – Aluna respondendo ao questionário

4.4.5 Observações da Turma 102


Curso: Ensino Médio Politécnico
Ano: 1º
Duração: 01 Período (11h05min às 11h55min)
Responsável: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Alunos Presentes: 27
Data: 23/09/2014

Na aula observada no dia 23 de setembro de 2014, se encontravam presentes


em sala de aula 27 alunos de um total de 34 alunos matriculados. Procedeu-se da
mesma forma, sendo foi realizada a apresentação deste estagiário aos alunos e em
60

seguida realizada a chamada. Mais uma vez a professora Silvia lembrou que muitos
dos alunos não haviam entregado as tarefas propostas dentro dos prazos
estipulados. Após informou da necessidade do preenchimento do questionário de
sondagem. Na imagem a seguir observa-se parte da turma.

Figura 14 – Turma 103

Os alunos apresentaram algumas dificuldades com relação à distinção entre as


diferentes tecnologias de conexão a internet, sendo apresentada a distinção entre os
meios e tecnologias de conexão. A imagem a seguir se refere a uma das alunas
durante a execução do questionário.

Figura 15 – Aluna respondendo ao questionário

Realizada as observações de todas as turmas, foi iniciado o trabalho de análise


e compilação dos dados coletados. Na próxima subseção são apresentados os
dados relativos ao questionário de sondagem.
61

4.4.6 Análise do Questionário de Sondagem

Como forma de identificar o grau de conhecimento e relação dos alunos com a


tecnologia da informação, foi aplicado o questionário de sondagem, do qual são
apresentadas algumas reflexões. O questionário foi respondido por 121 (cento e
vinte e um) alunos,considerando as cinco turmas observadas. Os gráficos dos
resultados podem ser observados no Anexo B do presente relatório. A seguir é
apresentada a análise dos resultados do questionário.

4.4.6.1 Computador em casa

Quando questionados se possuíam computador em casa, 89,8% dos alunos


afirmaram possuir computador em casa. Foi esclarecido aos alunos que deveriam
considerar como computadores, modelos desktops, notebook e afins. Um número
bastante elevado se considerarmos o percentual indicado pela pesquisa CETIC
2013, na qual indicado o percentual de 58% dos domícilios com computador na
região sul do país.

4.4.6.2 Acesso a Internet e Tipo de Conexão

Quando questionados se possuíam acesso a internet em casa e o tipo de


conexão, 40% informaram ser do tipo via rádio. Do total de alunos, 13% informou
não possuir acesso à internet no domicílio. Segundo a pesquisa CETIC 2013 o
percentual de domicílios sem internet seria de 49%.

Do percentual de alunos que não possuem acesso a internet em casa, 16,6%


afirmou utilizar a internet móvel, ou redes wi-fi, com destaque para a escola que
representou 6,4% das respostas, seguido da soma de respostas referente ao acesso
na casa de amigos, vizinhos ou familiares, que representou 5,4 %. Importante
destacar aqui que o percentual de alunos que acessam a internet no ambiente
escolar poderia ser ainda maior se a escola possuisse monitor de informática para
auxílio no laboratório, de forma a possibilitar o acesso nos períodos não utilizados
para aula.

4.4.6.3 Tempo de Utilização da Internet

Ao serem questionados quanto tempo no dia dedicavam a utilização da


internet, 46,8% dos alunos afirmaram dedicar 4 hs ou mais ao acesso a internet.
62

4.4.6.4 Recursos computacionais utilizados

Ao se questionar quais dos recursos computacionais eram mais utilizados,


considerando pacotes “Office”, jogos, editores gráficos (desenho, imagens), internet
(redes sociais) e internet (pesquisas e estudos), 79,6 % indicaram o acesso a redes
sociais por meio da internet como recurso mais utilizado.

4.4.6.5 Acesso a tecnologias

Ao serem questionados a quais tecnologias teriam acesso dentre as opções


(Tablet, Celular, MP4/MP3, Videogame, Videogame com celular), 94% dos alunos
afirmaram possuir celular. Cabe destacar aqui a utilização de tablets pelos alunos,
sendo constatado o percentual de 33,2% dos alunos. Este tipo de dispositivo é
bastante popular entre crianças e adolescentes.

4.4.6.6 Forma de Aprendizado

Ao se questionar de que forma melhor se dava seu aprendizado, foram


apresentadas as seguintes opções: Faz leitura em voz alta, faz leitura silenciosa,
observa imagens que auxiliam na lembrança e realiza anotações sobre o que leu.
Destaca-se que o maior percentual foi de 32% dos alunos afirmando que realizam
anotações para facilitar o aprendizado.

4.4.6.7 Quanto ao aprendizado em ambientes com ruídos

Os alunos foram questionados se conseguiam apreender mesmo em


ambientes com ruído, sendo que 20% afirmaram conseguir se concentrar mesmo
com ruídos.

4.4.6.8 Importância da Aula de Informática

Quando questionados se possuíam interesse nas aulas de informática e qual a


importância das aulas desta disciplina, 54,4% afirmaram que os períodos são
importantes para elaboração dos trabalhos. Alguns alunos, representando 11% do
total de alunos afirmaram não possuir interesse nas aulas da disciplina.

4.4.6.9 Importância da Informática

Ao se questionar se consideravam a informática fundamental para formação


profissional, 7,8% afirmaram serem desnecessários conhecimentos da área de
informática para formação de profissionais das mais variadas áreas. Um percentual
63

de certa forma considerável, já que convivemos diariamente com ferramentas e


equipamentos que exigem um mínimo de conhecimento das tecnologias e da
informática.

4.4.6.10 Interesse em Conteúdos Específicos

Ao serem questionados quanto ao interesse em algum conteúdo específico de


informática, a maior parte, cerca de 37,6% dos alunos informaram ter maior
interesse pelo estudo da programação de computadores, entre as três opções de
resposta oferecidas (pacote Office, Programação, Hardware).
Após análise das respostas do questionário, considerando também as
observações e especialmente as solicitações da professora titular da disciplina,
foram reestruturados os planos de aula, os quais passam a ser apresentados no
capítulo seguinte:

4.5 PLANOS E RELATOS DE AULAS COMPARTILHADAS

Toda aula requer planejamento e, para que realmente se atingisse os objetivos


propostos pela escola, durante todo o desenvolvimento do Estágio Supervisionado
em Computação III, foi periodicamente efetuado o contato com a supervisão e
direção da escola. As conversações e observações, realizadas durante os diálogos
com as professoras titulares da disciplina, tiveram como objetivo identificar a melhor
forma de se trabalhar o conteúdo.
Na conversação inicial com professores e direção foi possível identificar a
preocupação com o quanto a tecnologia está presente em nossas vidas. A partir do
ano de 2013 o Governo do Estado do Rio Grande do Sul passou a disponibilizar aos
professores “tablets” para auxiliar na organização e planejamento das aulas. No
Instituto as professoras utilizam seus tablets, porém apresentam ainda algumas
dificuldades como, por exemplo, realizar a conexão wireless do laboratório no
aparelho.
Ainda neste contexto o Instituto oferece os dois tipos de ensino-aprendizagem
com o uso do computador. Algumas turmas têm aula de informática, envolvendo
noções de utilização de softwares específicos da área e outros recursos
64

computacionais, enquanto outras turmas vão ao laboratório para utilizarem os


computadores como instrumento facilitador de aprendizagem de outras disciplinas.
A utilização de recursos computacionais na escola e a adoção deste novo
modelo de ensino médio nos faz refletir sobre o que deve ser objetivado ao se
elaborar a grade curricular e os planos de ensino e também quanto a se preparar o
aluno para o convívio em uma sociedade que ainda prima pelo modelo capitalista de
formação. Segundo Ramos (2003), do ponto de vista do capital, a dimensão
ontológica do trabalho é subsumida à dimensão produtiva, pois nas relações
capitalistas, o sujeito é o capital e o homem é o objeto. Nesse sentido, para assumir
o trabalho como princípio educativo é preciso considerar e superar a lógica da
reprodutibilidade do capital:
Chegamos ao fim do século XX com a seguinte contradição: a ciência e a
técnica, que têm a virtualidade de produzir uma melhor qualidade de vida, ocupam
os seres humanos por menos tempo nas tarefas de produzir para a sobrevivência e
liberá-los para o tempo livre – tempo de escolha, de fruição, de lazer, sob as
relações do capitalismo tardio produzem o desemprego estrutural ou o trabalho
precarizado. (FRIGOTTO, 2005, p. 70).
É com base nesta abordagem que reside o sentido de articulação entre o
mundo do trabalho e a educação: a constatação da identidade entre as capacidades
demandadas pelo exercício da cidadania e pela atividade produtiva, o que permitiria
construir um currículo em que se pudesse superar a dicotomia a racionalidade
técnica e caráter abstrato dos ideais de formação humana. Há de se concordar com
Ramos quando nos afirma que esta seria uma das principais características de um
currículo que integrasse trabalho, ciência e cultura.
Essa busca por uma escola de qualidade foi observada durante as
conversações, sendo demonstrado bastante interesse pelas professoras titulares da
disciplina e também da direção do Instituto no sentido de buscar formas de bem
aplicar os recursos tecnológicos existentes. Porém, como não diferente de outras
escolas, o instituto carece ainda de recursos tecnológicos, financeiros e de um
profissional que realize a manutenção e monitoria do laboratório de informática a fim
de subsidiar ações que tenham resultados significativos. Há de se afirmar que todos
os profissionais da escola foram bastante solícitos, o que contribui enormemente
para que as atividades de estágio tivessem um resultado satisfatório.
65

Outro fator determinante para que houvesse contato periódico com o corpo
docente se refere à necessidade de adequação das atividades de estágio na escola,
com relação a constantes alterações nos quadros horários e cronograma de
atividades extracurriculares. Durante as conversações e observações, e por meio de
diálogos com as professoras titulares da disciplina,Silvia Moresco e Carla Maria
Pinho da Rosa, foi possível identificar o conteúdo que vinha sendo trabalhado com
alunos.
Além de apresentar as atividades desenvolvidas, também conversavam a
respeito de melhorias no laboratório de informática. Um dos problemas enfrentados
e que foi observado também no estágio anterior, foi quanto à restrição aos alunos
em instalar ou desinstalar programas, ou realizarem alterações no sistema, o que
ainda gerava transtornos, pois alguns dos computadores haviam sido manutenidos,
e não havia sido realizada a configuração de contas de usuários. Como solução,
mais uma vez nestes computadores foram criadas contas de usuário com restrições
no sistema operacional, para que não ocorressem maiores danos ao sistema e para
que programas fossem instalados sem restrição, como pode ser observado na figura
a seguir:

Figura 16 - Conta de usuário

Além destas conversações foi realizado o diagnóstico das turmas através das
observações já citadas anteriormente e também por meio da análise das respostas
do questionário de sondagem, o que também influenciou na maneira de se construir
o conhecimento sobre as ferramentas e temas abordados. A seguir são
apresentados os Planos de Aula.
66

4.5.1 PLANO DE AULA I

Data: 30/09/14 01 Período


- 07h30min às 08h20min;

Escola: Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves

Turma: 101

Curso: Curso Normal


Professora titular: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Estagiário: Luis Artur Ferreira da Silva

Disciplina: Informática

Objetivos

Objetivo geral

Apresentar para os alunos as ferramentas e as possibilidades do ensino de


programação na Educação Básica, tendo por base a introdução à
programação na aplicativo Code, Uma hora de código.

Objetivos específicos

 Conhecer os recursos disponíveis na ferramenta;


 Conhecer a proposta da aplicação e o ambiente onde são
desenvolvidos os exercícios;
 Criar uma conta de usuário;
 Realizar os exercícios que visam aprimorar a capacidade de
abstração;

Recursos

 Computador;
 Internet;
 Apllet Code.org
 Monitor para exibição;

Desenvolvimento
67

Será apresentado o aplicativo, e no site os alunos deverão efetuar o cadastro


para que possa ser armazenado todo o seu desempenho. Aos alunos será
demonstrado que há vários níveis dentro do jogo e que estes deverão
desenvolver a metade das atividades previstas para uma hora de código (até a
fase 11). Como o jogo objetiva a formação de linhas de comando por meio de
blocos de comando, para que se consiga deslocar o personagem no cenário e
chegar até o objetivo, poderá ser observado o tempo de execução de cada
fase e a utilização de quantos blocos forem necessários.

Avaliação

Com o cadastramento do e-mail deste estagiário como professor no site de


Code.org, é possível monitorar o desempenho dos alunos até mesmo fora da
sala de aula. Será avaliada a conclusão de cada fase, de modo a observar o
tempo de execução de cada fase e a utilização de quantos blocos forem
necessários.

Referências

GARDNER, Howard. Estruturas da Mente - A Teoria das Inteligências


Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 340 p

CODE. Disponível em: http://code.org/. Acessado em: 24 de setembro de


2014.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para Promover. 7ª. ed., Porto


Alegre:Mediação,2005.

______Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à


Universidade. 8. ed., Porto Alegre : Mediação, 1996.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. In:


Revista de Educação AEC. Brasília: abril de 1992 (n. 83);
Tabela 3 - Plano de aula I

Relato de Aula
De início observou-se que a turma se mantinha bastante disciplinada e atenta
às orientações, o que é reflexo do perfil de alunos que buscam como formação o
Curso Normal, se mantendo em seus lugares, sem maiores distrações. Durante a
68

apresentação do Plano de Aula foi dada ênfase à importância do conteúdo a ser


trabalhado como forma de aplicar recursos tecnológicos instigantes e significativos
com base em ferramentas que introduzem o ensino da programação e colaboram
para o desenvolvimento da abstração, noções de espaço, linguagem e conteúdos de
matemática por meio dos conceitos de gamificação. Os alunos demonstraram
bastante interesse na utilização da ferramenta, permanecendo atentos às
orientações do estagiário como pode ser observado na imagem a seguir:

Figura 17 – Alunos atentos as orientações

Foi apresentada aos alunos a execução de uma das fases da tarefa para que
eles compreendessem a utilização da ferramenta, sendo exibida imagem da
execução no monitor conforme exemplo exibido em captura de tela.

Figura 18 – Exemplo de tarefa

O que comprometeu um pouco o trabalho para que houvesse o pleno


desenvolvimento da aula foi o fato de que a ferramenta não é residente, e que
69

durante o primeiro período de aula da manhã a velocidade de acesso fica baixa,


sendo uma das reclamações constantes dos alunos a falha no acesso, o que
comprometeu a execução das tarefas.

Figura 19 – Alunos discutem sobre o acesso

Uma das alunas, ao efetuar o cadastro na conta de acesso a ferramenta,


demonstrou preocupação ao ser exibida janela onde era perguntado se desejava
salvar a senha. Foi esclarecido que os alunos não deveriam salvar dados pessoais e
especialmente neste caso optar por não salvar as senhas em preenchimentos
automáticos de formulários. Sendo um momento oportuno, foi demonstrado como
deveriam limpar formulários de dados pessoais do navegador, sendo exibida
imagem do procedimento conforme imagem a seguir.

Figura 20 – Instruções de deleção de formulários


70

Reflexões

Os alunos se mostraram bastante receptivos a ideia de utilizarem jogos para


seu aprendizado, vislumbrando também a possibilidade de aplicarem o estudo da
programação baseado em conceitos da gamificação nas aulas a serem
desenvolvidas com seus alunos. Mais uma vez são apresentadas proposições de
GARDNER (1983, p. 390) quando enfatiza que a Inteligência lógico-matemática
parece central, porque a programação depende do emprego de procedimentos
rigorosos para solucionar problemas ou atingir uma meta em um número finito de
etapas, mas que a inteligência linguística também é relevante, assim como outros
tipos de inteligências que podem ser explorados por meio da programação e da
gamificação.

4.5.2 PLANO DE AULA II

Data: 30/09/14 04 Períodos


- 8h20min às 09h10min;
- 09h10min às 10h00min
- 10h15min às 11h05min;
- 11h05min às 11h55min

Escola: Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves

Turma: 304, 302, 102 e 103

Curso: Ensino Médio Politécnico


Professora titular: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Estagiário: Luis Artur Ferreira da Silva

Disciplina: Informática

Objetivos

Objetivo geral

Identificar as ferramentas para edição de vídeo existentes, e apresentar as


possibilidades de utilização destas para elaboração de projetos em ambiente
escolar e uso profissional destas.
71

Objetivos específicos

 Compreender o contexto histórico das ferramentas de edição de


vídeo;
 Apresentar o Sony Vegas® Windows Movie Maker®,
identificando os recursos disponíveis em cada software;
 Identificar as diferentes barras existentes no software e
aplicabilidade de cada recurso;
 Conhecer o funcionamento de tracks de áudio e vídeo
 Identificar as técnicas de importação de mídias.

Recursos

 Computador;
 Softwares Sony Vegas® Windows Movie Maker®;
 Arquivos de imagem, vídeo e som;
 Monitor para exibição;

Desenvolvimento

Aos alunos serão apresentados os aplicativos, de forma a se contextualizar a


identificar a necessidade da utilização destes para elaboração de projetos em
ambiente escolar e uso profissional. Em seguida serão apresentadas as
diferentes abas e barras de recursos disponíveis nos programas, como tracks
de áudio e vídeo. Na etapa final do período serão apresentdas técnicas para a
importação de mídias e manipulação destas nas tracks de áudio e vídeo.

Avaliação
72

Será avaliada a capacidade do aluno em compreender o conteúdo. Ao final do


período os alunos devem estar aptos a realizarem a importação de mídias e
manipulação destas nas tracks de áudio e vídeo, devendo já constar no projeto
ao menos 01 (uma) mídia de áudio e 01 (uma) mídia de imagem ou vídeo.

Referências

BRAINSTORMS TUTORIAIS. Disponível em:

http://www.brainstormtutoriais.com/. Acessado em: 25 de setembro de 2014.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para Promover. 7ª. ed., Porto


Alegre:Mediação,2005.

______Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à


Universidade. 8. ed., Porto Alegre : Mediação, 1996.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. In:


Revista de Educação AEC. Brasília: abril de 1992 (n. 83);
Tabela 4 - Plano de aula II

4.5.2.1 Relato de Aula – Turma 304

Inicialmente foi apresentado o tema a ser trabalhado e relatada a importância


da utilização das ferramentas estudadas como um dos recursos a serem
empregados nos projetos e tarefas da disciplina de informática e de outras
disciplinas, assim também como em uso profissional. Mais uma vez, na observação
inicial da turma 304, ficou evidente a heterogeneidade da turma, sendo que alguns
alunos nem mesmo prestavam atenção as orientações iniciais. Na imagem a seguir
pode ser observada parte da turma.
73

Figura 21 – Parte da turma 304

Com o objetivo de situar os alunos quanto à importância dos recursos


disponíveis na ferramenta Sony Vegas, foram apresentados “slides” com os
conceitos básicos e questões importantes antes de se concentrar os estudos em
atividades práticas com a ferramenta.

Figura 22 – eslaide inicial da apresentação

Em seguida foram apresentadas as diferentes abas e barras de recursos


disponíveis nos programas, como tracks de áudio e vídeo. Ao final do período foram
trabalhadas as técnicas para a importação de mídias e manipulação destas nas
tracks de áudio e vídeo, lembrando aos alunos que deveriam apresentar ao menos
uma mídia no Projeto já salvo.
74

Figura 23 – Imagem da Tela inicial do programa

Reflexões
Segundo Hoffmann (2005) todo processo avaliativo deve compreender três
momentos: conhecer o que os alunos sabem, analisar e compreender suas
estratégias de aprendizagem e planejar boas situações de aprendizagem favoráveis
a esse processo. Mesmo dispondo de recursos computacionais, sendo utilizada uma
ferramenta com recursos expressivos para edição de vídeo, e tendo se seguido um
planejamento de aula, buscando uma valiação dentro do que propõe Hoffmann,
observou-se que o comportamento da turma não favorecia o aprendizado, com raras
exceções de alunos que se destacavm pelo interesse em apreender.

4.5.2.2 Relato de Aula – Turma 302

Inicialmente foi apresentado o tema a ser trabalhado, e mais uma vez


enfatizada a importância da utilização das ferramentas estudadas como um dos
recursos a ser empregado nos projetos e tarefas da disciplina de informática e de
outras disciplinas, bem como a possibilidade da utilização destas de forma
profissional.

Nitidamente observou-se que o nível de comprometimento e interesse dos


alunos desta turma era maior, sendo a turma mais homogênea. Na imagem a seguir
pode ser observada parte da turma antes do início da aula.
75

Figura 24 – Alunos antes das orientações

Da mesma forma como foi realizado com a turma 304, foram apresentados
“slides” com os conceitos básicos e questões importantes antes de se concentrar os
estudos em atividades práticas com a ferramenta, a fim de situar os alunos quanto à
importância dos recursos disponíveis na ferramenta Sony Vegas.

Figura 25 – Eslaide de Introdução

Dando prosseguimento, foram apresentadas as diferentes abas e barras de


recursos disponíveis no programa, como tracks de áudio e vídeo. Ao final do período
foram trabalhadas as técnicas para a importação de mídias e manipulação destas
nas tracks de áudio e vídeo.
76

Figura 26 – Demonstração de abas e tracks

Foi lembrado aos alunos sobre a importância de realizar o salvamento do


projeto a fim de que não fosse perdido o que já havia sido desenvolvido, lembrando
a estes que deveriam apresentar ao menos uma mídia no projeto já salvo.

Figura 27 – Demonstração de salvamento do projeto

Foi notória a dedicação com que os alunos desenvolveram as atividades


propostas. Eles demonstraram bastante disciplina e atenção às orientações.
Também foram participativos, relatando suas experiências e buscando dirimir
dúvidas.

Reflexões:
Há de se considerar a diferença no comportamento apresentado pelos alunos
da turma 302, que monstraram-se bastante participativos e dedicados à execução
das tarefas. O que foi buscado nesta aula não foi diferente do que se propôs com a
77

turma 304. Além dos objetivos do conteúdo trabalhado, foi buscado contemplar o
que propõe Libâneo (2002, p. 12), quando afirma que democratizar o ensino é ajudar
os alunos a se expressarem bem, a se comunicarem de diversas formas, a
desenvolverem o gosto pelo estudo. O que se buscou foi demonstrar que a
ferramentar pode ser utilizada tanto para realizar de projetos de vídeo na escola,
como para exploração profissional.

4.5.2.3 Relato de Aula – Turma 103

Inicialmente foi apresentado aos alunos o tema a ser trabalhado, sendo


relatada a importância da utilização das ferramentas estudadas como um dos
recursos a ser empregado nos projetos e tarefas da disciplina de informática e de
outras disciplinas, como também em uso profissional.

Inicialmente os alunos demonstraram-se um pouco agitados, mas iniciadas as


orientações voltaram à atenção ao que era apresentado no monitor. Na imagem a
seguir pode ser observada parte da turma.

Figura 28 – Alguns dos alunos

Usando da mesma metodologia, foram apresentados “slides” com os conceitos


básicos e questões importantes antes de se concentrar os estudos em atividades
práticas com a ferramenta, demontrando-se alguns dos recursos que poderiam ser
empregados no projeto. A seguir um dos “slides” apresentados.
78

Figura 29 – Eslaide de recurso

Dando prosseguimento, foram apresentadas as diferentes abas e barras de


recursos disponíveis no programa, como tracks de áudio e vídeo. Ao final do período
foram trabalhadas técnicas para a importação de mídias e manipulação destas nas
tracks de áudio e vídeo como pode ser observado na demonstração da imagem a
seguir:

Figura 30 – Demonstração de recurso

Foi lembrado aos alunos sobre a importância de realizar o salvamento do


projeto a fim de que o que já havia sido desenvolvido pudesse ser acessado nas
próximas aulas, sendo que todos que deveriam apresentar ao menos uma mídia no
projeto já salvo.
Apesar de não apresentarem tanta facilidade na utilização da ferramenta
quanto a turma 302, os alunos desta turma demonstraram dedicação e concentração
na execução das tarefas, como pode ser observado na imagem a seguir:
79

Figura 31 – Alunos concentrados na execução

Reflexões
Cabe ressatar que a avaliação dos alunos não tinha por base simplesmente
analisar de forma exclusiva a capacidade de realização das tarefas propostas e sim
o nível de empenho e concentração de forma a direcionar os trabalhos dentro do
ritmo estabelecido pela própia turma, já que demonstravam dedicação às tarefas.
Dentro desta visão propõe Luckesi (1995), que provas/exames têm a finalidade de
verificar o nível de desempenho do educando em determinado conteúdo, com o fim
de aprovação ou reprovação. Tal prática tem como consequência a exclusão.
Justamente o que se buscou foi a inclusão daqueles alunos que apresentassem
alguma dificuldade, tendo os alunos a liberdade para discutirem e trabalharem de
forma coletiva com a ferramenta apresentada.

4.5.2.4 Relato de Aula – Turma 102

Da mesma forma foi iniciada a aula com esta turma, sendo relatada a
importância da utilização das ferramentas estudadas como um dos recursos a ser
empregado nos projetos e tarefas da disciplina de informática e de ouras disciplinas,
como também em uso profissional.

A turma era mais numerosa e os alunos demonstraram-se ainda mais agitados


que os demais. Foi um pouco mais difícil controlar o silêncio. Na imagem a seguir
pode ser observada parte da turma.
80

Figura 32 – Turma 102

Considerando que a maior parte da turma não se encontrava presente na aula


do dia 23 de setembro de 2014, foi reaberto o questionário de sondagem, sendo
disponibilizado 10 minutos para preenchimento do questionário. Na imagem a seguir
aluna responde ao questionário.

Figura 33 – Aluna respondendo ao questionário

Usando da mesma metodologia, foram apresentados “slides” com os conceitos


básicos e questões importantes antes de se iniciar os estudos em atividades práticas
com a ferramenta, com alguns dos recursos que poderiam ser empregados no
projeto. Na continuação da aula foram apresentadas as diferentes abas e barras de
recursos disponíveis no programa, como tracks de áudio e vídeo. Ao final do período
foram trabalhadas técnicas para a importação de mídias e manipulação destas nas
tracks de áudio e vídeo como pode ser observado na demonstração da imagem a
seguir:
81

Figura 34 – Demonstração de recurso

A estes alunos também foi lembrada a importância de realizar o salvamento do


projeto a fim de que o que já havia sido desenvolvido pudesse ser acessado nas
próximas aulas, sendo que todos que deveriam apresentar ao menos uma mídia no
projeto já salvo.
Foi observado que a maior parte dos alunos demonstrou um nível menor de
concentração, estando mais dispersos:

Reflexões

O fato de ser último período de aula tornou um pouco mais complexo


coordenar as ações em sala de aula, já que os alunos se sentem cansados e por
vezes desmotivados. Essa busca por motivar os alunos e tornar a aula interessante
requer uma maior dedicação do professor para que todos acompanhem a aula e
realmente se consiga alcançar a atenção dos alunos. Para Perrenoud (2000, p.23),
organizar e dirigir situações de aprendizagem, deve estar no próprio cerne do ofício
de professor, de forma que todos deveriam possuir ou buscar o desenvolvimento
desta habilidade.
82

4.5.3 PLANO DE AULA III

Data: 14/10/14 01 Período


- 07h30min às 08h20min;

Escola: Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves

Turma: 101

Curso: Curso Normal


Professora titular: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Estagiário: Luis Artur Ferreira da Silva

Disciplina: Informática

Objetivos

Objetivo geral

Realizar todas as atividades previstas para 01 (uma) hora de exercícios (uma


hora de códigos) e conhecer outros recursos da Organização Code.

Objetivos específicos

 Apresentar o Painel do Professor para monitoramento os alunos;


 Conhecer as outras propostas da Code para o ensino de
programação, nas diferentes faixas etárias e anos escolares;
 Concluir as atividades previstas para uma hora de 01 (uma) hora de
exercícios (uma hora de códigos);

Recursos

 Computador;
 Internet;
 Apllet Code.org
 Monitor para exibição;

Desenvolvimento

Serão apresentados os recursos disponíveis no painel do professor, para que


os alunos quando cadastrados como professores possam avaliar os seus
83

alunos. Serão dirimidas as dúvidas dos alunos para que possam concluir as
atividades previstas para 01 (uma) hora de exercícios (uma hora de códigos).
Será demonstrado que há outros jogos e recursos com outras propostas da
Code para o ensino de programação, nas diferentes faixas etárias e anos
escolares.

Avaliação

Mais uma vez será verificado no painel do professor no site de Code.org, o


desempenho dos alunos. Será avaliada a conclusão de todas as atividades
previstas, de modo a observar o tempo de execução de cada fase e a
utilização de quantos blocos forem necessários.

Referências

GARDNER, Howard. Estruturas da Mente - A Teoria das Inteligências


Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 340 p

CODE. Disponível em: http://code.org/. Acessado em: 24 de setembro de


2014.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para Promover. 7ª. ed., Porto


Alegre:Mediação,2005.

______Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à


Universidade. 8. ed., Porto Alegre : Mediação, 1996.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. In:


Revista de Educação AEC. Brasília: abril de 1992 (n. 83);
Tabela 5 - Plano de aula III

Relato de Aula
Observou-se mais uma vez que a turma se mantinha bastante disciplinada e
atenta às orientações, sendo que os alunos mantiveram-se em seus lugares. Tendo
em vista que nem todos os alunos conseguiram efetuar seu cadastro no site da
Code, foram novamente demonstrados os procedimentos. Foram apresentados os
recursos disponíveis no painel do professor, para que os alunos quando cadastrados
84

como professores, possam avaliar os seus alunos. A imagem a seguir apresenta os


alunos no início do período:

Figura 35 – Alunos atentos

Foram dirimidas dúvidas dos alunos que ainda não haviam concluído as
atividades previstas para 01 (uma) hora de exercícios (uma hora de códigos). Na
imagem a seguir um dos alunos acessa a página inicial da ferramenta.

Figura 36 – Exemplo de tarefa

Mais uma vez a turma enfrentou dificuldades para acessar a ferramentas


devido à baixa velocidade da internet, o que já desmotivava alguns dos alunos como
pode ser observada na imagem a seguir.
85

Figura 37 – Aluna aguardando atualização da página

Foi demonstrado que há outros jogos e recursos com outras propostas da


Code para o ensino de programação nas diferentes faixas etárias e anos escolares.
Foi lembrado que todos poderiam acessar a ferramenta de qualquer dispositivo que
tivesse acesso à internet.
A fim de compensar e possibilitar o desenvolvimento das tarefas, foi informado
que no turno inverso o laboratório estaria disponível para o desenvolvimento das
tarefas e de outros trabalhos, visto que o estagiário estaria presente desenvolvendo
atividades de voluntariado no laboratório da escola. Nesta data à tarde alguns dos
alunos compareceram ao laboratório.
A conclusão desta etapa das aulas se deu com a avaliação por meio do painel
do professor, sendo compartilhado com a professora titular da disciplina a planilha de
desempenho dos alunos.

Reflexões
As dificuldades apresentadas em função da baixa velocidade da rede,
comprometeram o pleno desenvolvimento da aula como havia sido planejado.
Considerando estes fatos, a avaliação do progresso dos alunos se deu através do
painel do professor, sendo observadas as dificuldades quanto a execução de certas
fases do jogo dentro de um tempo razoável, a fim de aplicar estratégias para melhor
trabalhar o conteúdo, tendo por base o que afirma Hoffmann(2005) “Corrigir não é
avaliar, interpretar é avaliar”.
86

4.5.4 PLANO DE AULA IV

Data: 14/10/14 04 Períodos


- 8h20min às 09h10min;
- 09h10min às 10h00min
- 10h15min às 11h05min;
- 11h05min às 11h55min

Escola: Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves

Turma: 304, 302, 102 e 103

Curso: Ensino Médio Politécnico


Professora titular: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Estagiário: Luis Artur Ferreira da Silva

Disciplina: Informática

Objetivos

Objetivo geral

Aprimorar o conhecimento dos recursos disponíveis na ferramenta para edição


de vídeo Sony Vegas®.

Objetivos específicos

 Compreender as formas de Configuração de um projeto de vídeo;


 Conhecer e utilizar técnicas e ferramentas básicas para edição.

Recursos

 Computador;
 Softwares Sony Vegas® Windows Movie Maker®;
 Arquivos de imagem, vídeo e som;
 Monitor para exibição;

Desenvolvimento

As configurações básicas serão apresentadas aos alunos, devendo serem


observadas as taxas de “frame rate” e os “templates” disponíveis para
87

configuração padrão considerando as mídias a serem trabalhadas e o


formatos a serem utilizados. Com relação às técnicas e ferramentas básicas
para edição, serão trabalhados os recursos de “fades” (esmaecimentos de
transição), o gerenciamento das mídias, atalho dos comandos, e marcadores.
Um importante recurso a ser trabalhado será o “slow motion”

Avaliação

Será avaliada a capacidade do aluno em compreender o conteúdo, de forma a


observar a utilização de todos os recursos trabalhados nesta aula. Ao final do
período os alunos devem estar aptos a realizarem fades, o gerenciamento das
mídias e a aplicação de “slow motion”.

Referências

BRAINSTORMS TUTORIAIS. Disponível em:

http://www.brainstormtutoriais.com/. Acessado em: 25 de setembro de 2014.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. In:


Revista de Educação AEC. Brasília: abril de 1992 (n. 83);

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para Promover. 7ª. ed., Porto


Alegre:Mediação,2005.

______Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à


Universidade. 8. ed., Porto Alegre : Mediação, 1996.
Tabela 6 - Plano de aula IV

4.5.4.1 Relato de Aula – Turma 304

Inicialmente foi lembrado aos alunos que o Windows Movie Maker poderia ser
utilizado para desenvolvimento do projeto a ser entregue no último dia de aula de
estágio, porém todos deveriam acompanhar a aula com o software Sony Vegas, pois
este dispunha de maiores recursos para edição de vídeo.
88

Figura 38 – Aluno desenvolvendo projeto

Aos alunos foram apresentadas as configurações básicas do programa


trabalhado. Foi demonstrada a configuração de taxas de frame rate. Foram também
apresentados os diversos “templates” disponíveis para configuração padrão
considerando as mídias a serem trabalhadas e o formatos a serem utilizados.

Com relação às técnicas e ferramentas básicas para edição, foram trabalhados


os recursos de “fades” (esmaecimentos de transição), o gerenciamento das mídias,
atalhados dos comandos, e marcadores.

Figura 39 –Imagem de projeto

Ao final do período foi demonstrado como se utiliza o recurso “slow motion”. Os


alunos neste período demonstraram bastante dificuldade, em especial na utilização
do recurso slow motion.
89

4.5.4.2 Relato de Aula – Turma 302

Ao se iniciar a aula, foi lembrado aos alunos que o Windows Movie Maker
poderia ser utilizado para desenvolvimento do projeto a ser entregue no último dia de
aula de estágio, porém que todos deveriam acompanhar a aula com o software Sony
Vegas, pois este dispunha de maiores recursos para edição de vídeo. Na imagem
pode ser observada parte da turma trabalhando nos projetos.

Figura 40 – Alunos desenvolvendo o projeto

Alguns alunos optaram por editar imagens antes de inseri-las no projeto. Na


imagem a seguir pode ser observada uma das alunas editando uma imagem

Figura 41 – Aluna editando imagem

Da mesma que foi realizado com os alunos da turma 304, inicialmente foram
apresentadas as configurações básicas do programa aos alunos. Foi demonstrada a
90

configuração de taxas de frame rate. Foram também demonstrados os “templates”


disponíveis para configuração padrão considerando as mídias a serem trabalhadas e
os formatos a serem utilizados.

Com relação às técnicas e ferramentas básicas para edição, foram trabalhados


os recursos de “fades” (esmaecimentos de transição), o gerenciamento das mídias,
atalhados dos comandos e marcadores. Na imagem a seguir podem ser observadas
alunas explorando os recursos apresentados.

Figura 42 – Alunas explorando recursos

Figura 43 – Alunas explorando recursos

Ao final do período foi demonstrado como se utiliza o recurso “slow motion”. Os


alunos desta turma demonstraram uma maior facilidade na utilização do recurso
slow motion.
91

Reflexões

Tornar algo significativo e interessante é essencial. Perrenoud (2000) afirma


que: "…quando a vida exige aplicação dos conhecimentos os alunos retornam ao
senso comum. Tudo se passa como se o ensino teórico expulsasse no momento da
aula e do exame, uma "naturalidade" prestes a reaparecer a todo vapor nos outros
contextos”. Com base nesse contexto o que se buscou nas atividades do último
período foi relacionar o conteúdo e o recurso trabalhado à realidade dos alunos,
refazendo referência a um recurso que realmente lembra-se de forma prática o que
os alunos observam em vídeos profissionais.

4.5.4.3 Relato de Aula – Turma 103

Após ter sido realizada a chamada, a professora Silvia fez um relato sobre
crimes virtuais e uso indevido de imagem. Citou o fato de um pai de um aluno ter
efetuado registro de ocorrência em razão da publicação de imagem do menor sem
sua autorização e por “bulling” sofrido pelo aluno em rede social. A professora
lembrou que todos são responsáveis pelos seus atos e que este tipo de conduta é
considerado crime.

Figura 44 – Orientações sobre crimes cibernéticos

Após as orientações iniciais, foi dado prosseguimento à aula, sendo


Inicialmente lembrado aos alunos que o Windows Movie Maker poderia ser utilizado
para desenvolvimento do projeto a ser entregue no último dia de aula de estágio.
92

Também a estes alunos foi lembrado que deveriam acompanhar a aula com o
software Sony Vegas, em razão da maior quantidade de recursos disponiveis. Os
alunos prosseguiram então o desenvolvimento do projeto no Sony Vegas, conforme
ilustra a imagem a seguir:

Figura 45 – Aluno desenvolvendo o projeto

Aos alunos foram apresentadas as configurações básicas, sendo demonstrada


a configuração de taxas de frame rate e “templates” disponíveis para configuração
padrão considerando as mídias a serem trabalhadas e o formatos a serem utilizados.

Com relação às técnicas e ferramentas básicas para edição, foram trabalhados


os recursos de “fades” (esmaecimentos de transição), o gerenciamento das mídias,
atalhados dos comandos e marcadores.

Figura 46 – Aluno explorando recursos de transição


93

Não diferente das demais turmas, ao final do período foi demonstrado o


recurso “slow motion”. A utilização do recurso pareceu aos alunos um tanto
complexa, tendo estes demonstrado certa dificuldade.

Reflexões

Os comentários realizados pela professora Silvia no início da aula, são


motivados pelo aumento de casos de agressões e situações de “bulling” na escola.
Estas questões sobre a formação e orientação nas escolas não são ainda
trabalhadas de forma satisfatória. O Ensino Médio brasileiro, conforme as Diretrizes
(1998), deveria superar a dualidade entre formação geral e formação profissional e
encontrar outras maneiras de selecionar, organizar e tratar o currículo, de forma a
propiciar uma formação científico-tecnológica e sócio-histórica a todos os alunos.
Com isso, seus alunos estariam aptos a participar da vida social e produtiva, com
autonomia intelectual e senso ético (KUENZER, 2001, p. 45)

4.5.4.4 Relato de Aula – Turma 102

Inicialmente os alunos demonstraram-se muito agitados, tendo a professora


Silvia dificuldades em dar início à aula. Na imagem a seguir pode ser observada a
turma no início do período.

Figura 47 – Alunos agitados

Igualmente após realização da chamada, a professora Silvia citou o fato do pai


de um aluno ter efetuado registro de ocorrência em razão da publicação de imagem
94

do menor sem sua autorização e por “bulling” sofrido pelo aluno em rede social,
sendo estas atitudes consideradas crimes e que os autores poderiam ser
responsabilizados.

Após as orientações foi dado prosseguimento à aula, sendo Inicialmente


lembrado aos alunos que o Windows Movie Maker poderia ser utilizado para
desenvolvimento do projeto a ser entregue no último dia de aula de estágio. Foi
ressalltao que todos deveriam acompanhar a aula com o software Sony Vegas, já
que este possibilitaria a edição do vídeo com uma maior gama de recursos. Dando
prosseguimento a aula, foram dirimidas dúvidas iniciais e observada a evolução de
alguns dos projetos. Na imagem a seguir observa-se um dos projetos sendo editado.

Figura 48 – Alunas desenvolvendo o projeto

Em um segundo momento, foram apresentadas as configurações básicas do


programa aos alunos com relação às taxas de frame rate e “templates” disponíveis
para configuração padrão considerando as mídias a serem trabalhadas e o formatos
a serem utilizados.

Foi observado que uma boa parte dos alunos se dedicava ao acesso à rede
social e não à edição do video, como é ilustrado através da imagem a seguir:
95

Figura 49 – Aluno acessando rede social

Com relação às técnicas e ferramentas básicas para edição, foram trabalhados


os recursos de “fades” (esmaecimentos de transição), o gerenciamento das mídias,
atalhos dos comandos e marcadores, seguindo as atividades propostas dentro do
plano de aula.

Figura 50 – Aluno explorando recursos de transição

Ao final do período foi demonstrado como se utiliza o recurso “slow motion”. Os


alunos neste período demonstraram menores dificuldades se comparados à turma
anterior.

Reflexões
Mesmo que alguns dos alunos não tenham demonstrado interesse pelo
conteúdo, foi buscado justamente o que Perrenoud (2000, p. 256) afirmava ser o
maior problema encontrado nas escolas, que é fazer com que se relacione o
96

conteúdo da disciplina à realidade dos alunos, tornando-o significativo. O que se


buscou foi justamente demonstrar as possibilidades do emprego do conhecimento
construído e das possibilidades de utilização da ferramenta, o que os tornaria
capazes de desenvolver vídeos com recursos aprimorados. Este vídeos tanto
poderiam ser utilizados para projetos escolares, como na vida pessoal, já que muitos
compartilham conteúdo pelas redes sociais. Através do conhecimento adquirido,
poderiam ainda utilizar a ferramenta como um recurso profissional, em especial
aqueles que possuíssem interesse em tornar-se profissionais das áreas de
comunicação e de tecnologia da informação.

4.5.5 PLANO DE AULA V

Data: 21/10/14 01 Período


- 07h30min às 08h20min;

Escola: Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves

Turma: 101

Curso: Curso Normal


Professora titular: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Estagiário: Luis Artur Ferreira da Silva

Disciplina: Informática

Objetivos

Objetivo geral

Conhecer o software e a linguagem Scratch; Iniciar desenvolvimento de uma


animação em Scratch.

Objetivos específicos

 Promover o aprendizado da linguagem “Scratch” através da


utilização do programa de mesmo nome;
 Demonstrar os recursos disponíveis para elaboração de jogos e
animações no Scratch e conduzir o aprendizado destes recursos
para que os alunos desenvolvam uma animação com base no
97

Scratch;

Recursos

 Computador;
 Internet;
 Software Scratch;
 Monitor para exibição;

Desenvolvimento

Aos alunos será apresentado o Scratch, programa com numerosos recursos


para o ensino da programação. Os alunos conhecerão as ferramentas do
programa para criação de animações e jogos. Com base em um exemplo, os
alunos deverão desenvolver uma animação no Scratch, utilizando o máximo
de recursos disponíveis no programa.

Avaliação

A avaliação consistirá em observações a fim de verificar o grau de


desenvolvimento do projeto e será concluída na última aula com a turma.

Referências

SCRATCH. Disponível em: http://scratch.mit.edu/. Acessado em: 24 de


setembro de 2014.

GARDNER, Howard. Estruturas da Mente - A Teoria das Inteligências


Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 340 p

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para Promover. 7ª. ed., Porto


Alegre:Mediação,2005.

______Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à


Universidade. 8. ed., Porto Alegre : Mediação, 1996.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. In:


Revista de Educação AEC. Brasília: abril de 1992 (n. 83);
Tabela 7 - Plano de aula V
98

Relato de Aula

Após efetuada a chamada, foi apresentado o painel do professor com os


resultados do progresso dos alunos na conclusão do Jogo Hora de Código.

Figura 51 – Painel do professor

Foi lembrado aos estudantes que a ferramenta possibilita ao professor


monitorar o progresso dos alunos, o que facilita a avaliação. Foram motivados a
utilizarem as ferramentas do programa com estudantes de turmas as quais
ministram aulas. Na imagem a seguir, duas alunas comentam sobre este recurso do
programa.

Figura 52 – Alunas comentam sobre o Painel do professor

Prosseguindo com a aula foi apresentado o novo conteúdo a ser explorado. O


Scratch foi apresentado como solução para aquelas instituições de ensino que não
99

dispõe de acesso à internet, já que o programa pode ser utilizado como residente ou
on-line. Foram descritos os conceitos básicos da linguagem do programa e
demonstrada a similaridade com o CODE, por utilizar blocos de comandos. Foram
exibidas imagens do programa conforme pode ser observado a seguir.

Figura 53 – Tela de demonstração

Os alunos passaram a conhecer as ferramentas do programa para criação de


animações e jogos. Sendo demonstrados alguns dos recursos disponíveis, conforme
é exibido na imagem a seguir.

Figura 54 – Tela de demonstração

Com base em um exemplo os alunos passaram a desenvolver uma animação


no Scratch, utilizando o máximo de recursos disponíveis no programa. Na imagem a
seguir pode ser observada uma das alunas desenvolvendo a tarefa proposta.
100

Figura 55 – Aluna utilizando o programa

Ao final foi esclarecido que os alunos deveriam concluir a tarefa até a próxima
aula, para que se pudesse finalizar a execução da animação.

Reflexões

Ao se analisar o trabalho dos alunos em sala de aula, observou-se motivação


destes para o aprendizado do conteúdo. Certamente tornou-se significativo para eles
o aprendizado. Com relação ao conteúdo a ser trabalhado Libâneo (2002) afirma
que não se deve trabalhar o conteúdo pelo conteúdo, mas sim selecionar os que são
significativos para o educando. Por se tratar de um conteúdo concreto, com
aplicação prática na área de interesse dos alunos, este passou a se tornar
significativo para eles.

4.5.6 PLANO DE AULA VI

Data: 21/10/14 04 Períodos


- 8h20min às 09h10min;
- 09h10min às 10h00min
- 10h15min às 11h05min;
- 11h05min às 11h55min

Escola: Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves

Turma: 304, 302, 102 e 103


101

Curso: Ensino Médio Politécnico


Professora titular: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Estagiário: Luis Artur Ferreira da Silva

Disciplina: Informática

Objetivos

Objetivo geral

Aprimorar o conhecimento dos recursos disponíveis na ferramenta para edição


de vídeo Sony Vegas®.

Objetivos específicos

 Aprimorar o conhecimento sobre a configuração de um projeto;


 Ensinar técnicas e ferramentas básicas para edição.

Recursos

 Computador;
 Softwares Sony Vegas® Windows Movie Maker®;
 Arquivos de imagem, vídeo e som;
 Monitor para exibição;

Desenvolvimento

Aos alunos serão apresentadas outras configurações básicas do programa,


especilamente observando os recursos de “Keyframes” para ser trabalhadas
animações, vídeo efects e transições. Será trabalhado o efeito “Event
Pan/Crop” como vídeo efect.

Avaliação
102

Será avaliada a capacidade do aluno em compreender o conteúdo. Ao final do


período os alunos deverão estarem aptos a criarem Keyframes e vídeo efects
com Event Pan/Crop.

Referências

BRAINSTORMS TUTORIAIS. Disponível em:

http://www.brainstormtutoriais.com/. Acessado em: 25 de setembro de 2014.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para Promover. 7ª. ed., Porto


Alegre:Mediação,2005.

______Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à


Universidade. 8. ed., Porto Alegre : Mediação, 1996.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. In:


Revista de Educação AEC. Brasília: abril de 1992 (n. 83);
Tabela 8 - Plano de aula VI

4.5.6.1 Relato de Aula – Turma 304

Inicialmente foram esclarecidos os objetivos da aula, sendo que alguns alunos


ainda não se encontravam presentes pois concluíam atividade de outra disciplina.
Na imagem observa-se parte da turma aguardando antes da chegada dos demais
colegas e do início das atividades do período.

Figura 56 – Parte da turma 304


103

Com a chegada do restante dos alunos, foram retomados os objetivos e


esclarecimentos iniciais sobre a aula. Foram apresentados aos alunos os recursos
de “Keyframes” a serem utilizados nas anigmações, vídeo efects e transições. A
seguir pode ser observada a turma já dando início às atividades do período.

Figura 57 – Inicio das atividades

Nesta aula novamente foi observado que alguns alunos deixavam de observar
as orientações, não se dedicando ao aprimoramento do projeto, passando a acessar
rede social. Na imagem pode ser observado o acesso à rede social por uma das
alunas.

Figura 58 – Acesso a rede social

Foi também trabalhado o efeito “Event Pan/Crop” como vídeo efect, dando
maior sofisticação ao projeto. A seguir observa-se uma das alunas trabalhando com
o efeito descrito.
104

Figura 59 – Aluna explora recursos

Ao final do período foi esclarecido que na próxima aula o projeto do vídeo seria
finalizado, sendo exportado para um dos formatos e avaliado vídeo.

Reflexões

Há de se considerar que a maior parte das turmas não possui uma certa
homogenidade quanto ao comportamento, interesse e participação em sala de aula.
O professor, ao se deparar com turmas cujo comportamento não é o mais adequado,
tem que estar preparado para argumentar, coordenadar e motivar os alunos mais
desinteressados. Segundo Libâneo (2002) “a ação docente vai ganhando eficácia na
medida em que o professor vai acumulando e enriquecendo experiências ao lidar
com as situações concretas de ensino”. O contato com turmas de alunos como esta
faz com que o professor reflita, de forma a adequar e buscar metodologias especiais
para que o desinteresse dos alunos não aumente.

OBSERVAÇÃO: Devido ao estagiário ter de comparecer à audiência judicial não foi


possível desenvolver as aulas com as turmas 302, 103 e 102 nesta data.

4.5.7 PLANO DE AULA VII

Data: 28/10/14 01 Período


- 07h30min às 08h20min;

Escola: Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves


105

Turma: 101

Curso: Curso Normal


Professora titular: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Estagiário: Luis Artur Ferreira da Silva

Disciplina: Informática

Objetivos

Objetivo geral

Concluir a animação e exportá-la para conta no site do MIT (Scratch).

Objetivos específicos

 Realizar cadastro junto ao site do Scratch;


 Concluir a animação iniciada na aula anterior;
 Exportar a apresentar para conta no site do Scratch;

Recursos

 Computador;
 Internet;
 Software Scratch
 Monitor para exibição;

Desenvolvimento

Os alunos deverão concluir a animação iniciada na aula anterior. Também


deverá ser realizado cadastro de uma conta no site do Scratch. Após a
conclusão e cadastro os alunos deverão exportar a animação para a conta.

Avaliação
106

A avaliação se realizada na forma de observação verificando o grau de


desenvolvimento do projeto, devendo o aluno concluir a animação e exporta-lá
para conta no Scratch.

Referências

SCRATCH. Disponível em: http://scratch.mit.edu/. Acessado em: 24 de


setembro de 2014.

GARDNER, Howard. Estruturas da Mente - A Teoria das Inteligências


Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 340 p

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para Promover. 7ª. ed., Porto


Alegre:Mediação,2005.

______Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à


Universidade. 8. ed., Porto Alegre : Mediação, 1996.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. In:


Revista de Educação AEC. Brasília: abril de 1992 (n. 83);
Tabela 9 - Plano de aula VII

Relato de Aula

Após efetuada a chamada, os alunos foram lembrados que se tratava do último


período de aula compartilhada. Demonstraram certo descontentamento.
Questionados por qual motivo, informaram que o conteúdo trabalhado foi
interessante e que gostariam de explorar ainda mais os recursos das ferramentas.
Afirmaram que os vídeos apresentados inicialmente foram bastante esclarecedores
e motivadores. Logo em seguida foram esclarecidos os objetivos da aula. A imagem
mostra parte da turma já trabalhando com o software.
107

Figura 60 – Mostra parte da turma

Foi esclarecido aos alunos que estes deveriam concluir a animação iniciada na
aula anterior e que após a conclusão deveriam realizar cadastro de uma conta no
site do Scratch. Após a conclusão e cadastro os alunos deveriam exportar a
animação para a conta criada. Na imagem a seguir um dos alunos realiza anotações
sobre as orientações repassadas.

Figura 61 – Aluno realiza anotações

Na imagem a seguir alunas discutem sobre a conclusão e como exportar o


projeto para a conta no Scratch.
108

Figura 62 – Alunas conversam sobre a conclusão de tarefa

Foi solicitado aos alunos que enviassem o link de acesso às animações para o
e-mail da professora Silvia, a fim de que ela avalia-se as animações criadas pelos
alunos e utilizasse este trabalho como uma das atividades de avaliação da
disciplina.
Ao final este estagiário agradeceu a colaboração e a dedicação dos alunos nas
atividades desenvolvidas durante as aulas compartilhadas, deixando e-mail para
contato e se disponibilizando a desenvolver oficinas de programação aos alunos.

Reflexões
O que talvez tenha sido fator motivacional para os alunos desta turma e veio a
facilitar ainda mais o desenvolvimento das atividades, foi o fato dos alunos
possuirem interesse no aprendizado de praticas educacionais com a utilização de
recursos computacionais. Para Tajra (2000) a capacitação deve contemplar:
“conhecimentos básicos de informática; conhecimento pedagógico; integração de
tecnologia com as propostas pedagógicas; formas de gerenciamento da sala de
aula”. Acredita-se assim que essas proposições foram alcançadas no transcorrer das
aulas.

4.5.8 PLANO DE AULA VIII

Data: 28/10/14 04 Períodos


- 8h20min às 09h10min;
- 09h10min às 10h00min
109

- 10h15min às 11h05min;
- 11h05min às 11h55min

Escola: Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves

Turma: 304, 302, 102 e 103

Curso: Ensino Médio Politécnico


Professora titular: Silvia Ferreto da Silva Moresco
Estagiário: Luis Artur Ferreira da Silva

Disciplina: Informática

Objetivos

Objetivo geral

Concluir o projeto de vídeo editado na ferramenta Sony Vegas®.

Objetivos específicos

 Concluir a adição de mídias;


 Concluir a edição do vídeo;
 Renderizar o vídeo.

Recursos

 Computador;
 Softwares Sony Vegas® Windows Movie Maker®;
 Arquivos de imagem, vídeo e som;
 Monitor para exibição;

Desenvolvimento

Serão trabalhadas as formas de renderização dos vídeos nos diferentes


formatos e dicas para que não ocorram problemas durante a renderização,
ocasionados pelos diferentes tipos de formatos das mídias de entrada e saída.
Ao final da aula os alunos deverão ter concluído a edição e renderização do
vídeo.

Avaliação
110

Será avaliada a qualidade dos vídeos produzidos e a utilização do máximo de


recursos trabalhados em aula.

Referências

BRAINSTORMS TUTORIAIS. Disponível em:

http://www.brainstormtutoriais.com/. Acessado em: 25 de setembro de 2014.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para Promover. 7ª. ed., Porto


Alegre:Mediação,2005.

______Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à


Universidade. 8. ed., Porto Alegre : Mediação, 1996.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. In:


Revista de Educação AEC. Brasília: abril de 1992 (n. 83);
Tabela 10 - Plano de aula VIII

4.5.8.1 Relato de Aula – Turma 304

Após ter sido preenchida ficha com a presença dos alunos, foi lembrado a
estes que se tratava do último período de aula compartilhada. Os alunos
demonstraram indiferença quanto à informação. Foi solicitado por várias vezes
silêncio e que os alunos sentassem em seus lugares para que fosse possível dar
início à aula. A imagem a seguir mostra alunos ainda em pé e conversando.

Figura 63 – Parte dos alunos em pé


111

A imagem abaixo mostra os alunos já sentados e dando prosseguimento às


atividades do projeto.

Figura 64 – Início das Atividades

A imagem a seguir mostra uma das alunas finalizando o projeto e exportando


para formato de vídeo.

Figura 65 – Aluna finalizando o projeto.

As avaliações das tarefas ficaram a cargo da professora Silvia e da professora


que passou a substituí-la. Foi solicitado aos alunos como última tarefa que
publicassem o vídeo em seu canal do Youtube, porém até o final da edição do
presente Relatório não havia sido informado à professora o canal ou a publicação de
algum dos vídeos. Foi solicitado pela professora Silvia que eles enviassem seus
projetos com a identificação das duplas de alunos responsáveis. A seguir é exibida
imagem onde alguns alunos conversam sobre a finalização e exportação do projeto.
112

Figura 66 – Alunos discutem a conclusão

Faltando cinco minutos para o final do período, foi realizado agradecimento à


turma pelo esforço de alguns e através de citações de Albert Einstein foi lembrado
àqueles que por ventura não tenham interesse em estudar que:

Jamais considere seus estudos como uma obrigação, mas como uma
oportunidade invejável para aprender a conhecer a influência libertadora da
beleza do reino do espírito, para seu próprio prazer pessoal e para proveito
da comunidade à qual seu futuro trabalho pertencer (Albert Einstein
Disponível em:
http://www.mensagenscomamor.com/frases/frases_motivacao_estudantes.h
tm)

Em complementação foi apresentada a seguinte citação:


Estudante, deixe o passado e viva o presente, absorva o conhecimento de
seus mestres, pois através deles construirá seu futuro (Luis Alves,
Disponível
em:http://www.mensagenscomamor.com/frases/frases_motivacao_estudant
es.htm).

Com base em tais citações foi lembrado aos alunos que o conhecimento e os
estudos abrem muitas portas para aqueles que almejam um futuro de independência
financeira e de realização profissional.
113

4.5.8.2 Relato de Aula – Turma 302

O relato não se trata propriamente de relato de aula compartilhada, mas sim de


palestra, já que no período previsto para aula compartilhada com a turma 302, foi
realizada palestra de divulgação do Vestibular de Verão UNISC 2014, com a
participação da Professora Marcia E. K. da Cruz e este estagiário. Foi também
realizada a divulgação do Curso de Licenciatura em Computação a fim de atrair um
maior número de inscritos no vestibular. Nas imagens a seguir pode ser observada a
professora Marcia realizando a divulgação.

Figura 67 – Professora Marcia palestrando

Figura 68 – Professora Marcia palestrando

Por solicitação da professora Marcia, este estagiário falou sobre a sua


experiência como acadêmico do Curso de Licenciatura em Computação. Durante a
114

explanação foi dada ênfase à importância dos alunos voltarem seus interesses para
os cursos das áreas de Tecnologia da Informação e Computação, em especial ao
curso de Licenciatura em Computação por primar pela formação de profissionais
com aptidões tanto para atuação no campo das ciências exatas, quanto na área de
humanas, oportunizando uma gama maior de escolhas para os concluintes do curso.

Figura 69 – Parte dos alunos do Ensino Médio.

Ao final das explanações foi agradecida a presença e a colaboração dos


alunos, sendo estes liberados para o intervalo.

4.5.8.3 Relato de Aula – Turma 103

Nesta data não foi realizada aula compartilhada com a Turma 103, visto os
alunos terem participado de apresentação de peça teatral no salão de atos da
escola.

4.5.8.4 Relato de Aula – Turma 102

Inicialmente foi preenchida uma ficha com a presença dos alunos, sendo
lembrado a estes que se tratava do último período de aula compartilhada. Da mesma
forma que a turma 101, demonstraram descontentamento ao saber que seria o
último dia aula compartilhada. Nesta data o comportamento dos alunos estava
melhor, sendo que quase toda turma foi participativa e se dedicou à conclusão das
115

atividades. Na imagem a seguir podem ser observados alunos realizando as


atividades.

Figura 70 – Alunos realizando atividades

Foram relembrados os recursos de “Keyframes”, animações, vídeo efects e


transições. Entre estes o efeito “Event Pan/Crop” como vídeo efect. Alguns dos
alunos apresentaram algumas dúvidas quanto aos recursos e a conclusão e
publicação do vídeo, sendo orientados. A imagem abaixo mostra uma dupla de
alunos concluindo o projeto.

Figura 71 – Alunos concluindo o projeto

A maior parte dos alunos já havia concluído o projeto e publicado este em


redes sociais. A imagem a seguir mostra uma das duplas apresentando o vídeo já
concluído.
116

Figura 72 – Mostra de vídeo

A avaliação das tarefas ficou a cargo da professora Silvia e da professora que


passou a substituí-la. Foi solicitado aos alunos como última tarefa que publicassem o
vídeo em seu canal do Youtube ou em redes sociais, com a identificação das duplas
de alunos responsáveis. A seguir é exibida imagem de uma das alunas enviando por
e-mail o link de acesso ao vídeo.

Figura 73 – Envio de Link de Projeto

Antes do término do período, foi realizado agradecimento à turma pelo esforço


e nível de comprometimento, ressaltando que a turma havia melhorado o
comportamento e o nível de participação no transcorrer das aulas. Foi informado o
contato do estagiário e que este se encontrava à disposição para apoio aos alunos.
117

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por meio das observações de estágio e das aulas ministradas foi possível
construir novos conhecimentos e reafirmar conceitos anteriormente vistos,
possibilitando ao estagiário traçar um comparativo entre o que prevê a legislação
educacional em vigor, os pressupostos teóricos estudados e a realidade vivenciada
em ambiente escolar. Quanto à utilização de tecnologias na educação, Perrenoud
(2000, p. 24) já afirmava que as novas tecnologias da informação e da comunicação
transformam as maneiras de se comunicar, de trabalhar, de decidir e de pensar.
Passados quatorze anos desta afirmação, a gama de programas computacionais e
dispositivos aumentou consideravelmente, facilitando o processo de ensino-
aprendizagem.
As pesquisas realizadas proporcionaram a identificação de autores
relacionados com o tema, sendo possível observar como avaliam e classificam o
desenvolvimento do conhecimento dos adolescentes, servindo esta análise como
referencial teórico ao se comparar com o que hoje é vivenciado pela escola.
Com relação a avaliar e observar, o estagiário ficando na condição de
observador, pode identificar de uma melhor forma as necessidades e como são
empregados os recursos tecnológicos que instrumentalizem a construção do
conhecimento de forma mais efetiva e significativa. Ao se ministrar a aula, esta base
de conhecimento possibilitou orientar os alunos de forma a minimizar suas
dificuldades de aprendizado.
Oportuno é ressaltar que as escolas estão se atualizando, valorizando e
incluindo a informática educativa em sua base curricular, o que poderá propiciar mais
vagas aos licenciados em computação. Dentro deste contexto se confirmou o que
Tajra (2000) afirmava que uma primeira alternativa na incorporação da tecnologia no
contexto escolar é verificar os pontos de vista dos docentes em relação aos
impactos causados na educação por essa tecnologia. Segundo, discutir com os
alunos como eles se dão com os diversos instrumentos e o que eles provocam em
suas vidas cotidianas. A terceira e última alternativa é integrar esses recursos de
forma significativa no espaço educacional, questionar o objetivo desejado, avaliar as
suas contribuições, implicações e limitações dessa nova ferramenta.
118

Considerando o que propõe Tajra, com relação a identificação das formas de


utilização das ferramentas e a relação dos alunos com os recursos computacionais,
acredita-se ter se aplicado as alternativas sugeridas pela autora por meio das
conversações com o corpo docente, e especialmente pela aplicação do questionário
de sondagem, o que proporcionou a identificação da relação dos alunos com as
tecnologias e recursos computacionais. Ainda dentro destas alternativas propostas,
acredita ter sido alcançada a última meta proposta pela pesquisadora, que foi
motivar os alunos e construir o conhecimento de forma significativa por meio dos
recursos computacionais.
O Instituto Estadual de Educação Ernesto Alves contribuiu com a
disponibilização do Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar e com a
possibilidade de serem observadas e ministradas aulas compartilhas de informática.
Pode ser observado nos encontros com a supervisão e direção que há interesse na
melhoria do ensino, uma boa infra-estrutura da escola e a busca por integração do
estagiário na vivência escolar. Foi possível observar que o laboratório de informática
apesar de carecer ainda de alguns recursos, está bem equipado e possui
professores com especialização para desenvolverem as atividades da área da
informática e em complementação aos conteúdos ministrados a forma convencional.
Por fim, na elaboração do presente relatório foi possível observar o quanto se
torna necessária a busca pelo conhecimento teórico, aliado às experiências no
ambiente escolar, para que se possa tornar mais significativo o conhecimento
adquirido no meio acadêmico. Em suma é possível afirmar que este relatório e as
experiências adquiridas até o presente momento possibilitaram ao estagiário aplicar
de uma melhor forma metodologias e recursos, em especial os tecnológicos, no
processo de construção do conhecimento.
119

REFERÊNCIAS

AGNES, C.; HELFER, I. Normas para apresentação de trabalhos acadêmicos. 1ª. Ed


atualizada. Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2013. 77 p.

AZEVEDO, J. C., REIS, J. T. Reestruturação do ensino médio: pressupostos teóricos


e desafios da prática. —1. ed. — São Paulo: Fundação Santillana, 2013. Disponível
em:
http://www.educacao.rs.gov.br/pse/html/ens_medio.jsp?ACAO=acao1. Acessado em:
20 de agosto de 2014.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em:


http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acessado em 27
de julho de 2014.

______. Lei nº 8069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e


do Adolescente e dá outras providências. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm. Acessado em 27 de julho de
2014.

______. LEI Nº 9.394, DE 20 DE DEZEMBRO DE 1996. Estabelece as diretrizes e


bases da educação nacional. Ministério da Educação. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em 24 de julho de
2014.

______Parâmetros Curriculares Nacionais. Ministério da Educação. Disponível em:


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12657:parâ
metros-curriculares-nacionais-5o-a-8o-series&catid=195:seb-educacao-
basica&Itemid=859. Acesso em 24 de julho de 2014;

CETIC. Pesquisa TIC Domicílios. Disponível em:


http://www.cetic.br/pesquisa/domicilios. Acessado em: 14 de novembro de 2014.
120

CODE. Disponível em: http://code.org/. Acessado em: 24 de setembro de 2014.

DANNA, M.F.; MATOS, M. A. Aprendendo a observar. São Paulo: EDICON, 2006.

DEMO, P. Educar pela Pesquisa. 8. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2007
(coleção Educação contemporânea).

______Pesquisa: princípio científico e educativo. 2. ed. São Paulo: Cortez, Autores


Associados, 1991.

FERNANDES, Natal Lânia Roque. Professores e computadores: navegar é


preciso!. Porto Alegre: Mediação, 2004. 109 p.

GARDNER, Howard. Estruturas da Mente - A Teoria das Inteligências Múltiplas.


Porto Alegre: Artes Médicas, 1994. 340 p.

HENGEMÜHLE, Adelar. Gestão de ensino e práticas pedagógicas. 4. ed. Petrópolis:


Vozes, [2007]. 245 p.

HOFFMANN, Jussara. Avaliar para Promover. 7ª. ed., Porto Alegre:Mediação,2005.

______Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à


Universidade. 8. ed., Porto Alegre : Mediação, 1996.

I.E.E. ERNESTO ALVES. Projeto Político Pedagógico. Rio Pardo, RS, 2010.

I.E.E. ERNESTO ALVES. Regimento Escolar. Rio Pardo, RS, 2010.

KUENZER, Acacia Zeneida. Ensino médio: construindo uma proposta para os que
vivem do trabalho – 4. Ed., São Paulo: Cortez, 2005

LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? : novas exigências


educativas e profissão docente. 6. ed.- São Paulo : Cortez, 2002.
121

LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da aprendizagem escolar.São Paulo: Cortez, 1995.

MARQUES, Cristina P. C.; MATTOS, M. Isabel L. de; LA TAILLE, Yves


de. Computador e ensino: uma aplicação à língua portuguesa. São Paulo: Ática,
1986. 96 p.

PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre:


Artmed, 2000.

______O futuro da escola nos pertence, Especial para a Folha de SãoPaulo, de 29


de março de 2003, disponível em:
<http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u511.shtml>. Acessado em 02
de julho de 2014.

R7, Rede Record. Frases de Motivação para Estudantes. Disponível em:


http://www.mensagenscomamor.com/frases/frases_motivacao_estudantes.htm.
Acessado em: 21 de outubro de 2014.

RAMOS, Nara Vieira et al. Sobre Pesquisas Com Jovens Alunos De Ensino Médio.
IX APEND SUL-2012. Disponível em:
http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/146
2/69. Acessado em 30 de setembro de 2014.

SCRATCH. Disponível em: http://scratch.mit.edu/. Acessado em: 24 de setembro de


2014.

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO RIO GRANDE DO SUL. Proposta Pedagógica


para o Ensino Médio Politécnico e Educação Profissional Integrada ao Ensino Médio
– 2011-2014. Disponível em:
<http://www.educacao.rs.gov.br/pse/binary/down_sem/Downloadservlet?arqu
ivo=banner/PROPOSTA%20EM%20SEM%20ANEXOS%20-%20SITE.pdf>. Acesso
em 02 de março de 2014.
122

TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na educação: novas ferramentas pedagógicas


para o professor da atualidade. São Paulo: Érica, 2000.

UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL. Regulamento do Estágios Curriculares


Obrigatórios e Não-obrigatórios dos Cursos de Graduação da UNISC. Disponivel em:
http://online.unisc.br/acadnet/formularios/regulamento_estagios_unisc.pdf. Acessado
em: 15 de julho de 2014.

VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodologia Dialética em Sala de Aula. In: Revista


de Educação AEC. Brasília: abril de 1992 (n. 83)
123

ANEXO A - Questionário de Informática


ATENÇÃO. Por favor, responda este questionário com atenção e seja sincero em
suas respostas. Obrigado.
*Obrigatório
Você possui computador em casa? *
(Desktop, Notebook, Ultrabook, Netbook, Tablet)

o Sim
o Não

Em casa, você tem acesso a Internet? Se possui, é Via Rádio (Antena),


Banda Larga (Ex: Oi Velox), 3G (Modem Vivo, Claro, etc.), ou discada
(telefone/sem mensalidade)? *

o Via rádio
o Banda Larga
o 3G
o Discada
o Não tenho acesso

ATENÇÃO: NÃO POSSUEM informe o local,

o Na escola
o Casa de um vizinho/amigo
o Casa de um familiar
o Lan House
o Centro público de acesso
o Acesso Móvel/Celular

Por quantas horas você utiliza a internet ao dia? *

o menos de 1 h /dia
o de 1 a 2 hs
o de 2 a 3hs
124

o de 3 a 4 hs
o 4 hs ou mais

Marque até 02 opções referentes aos recursos que você mais utiliza no
computador (marque até 02 opções)? *

o Pacote Ofice (Word/Excel, etc.)


o Jogos
o Editores gráficos (desenho)
o Internet (acesso a redes sociais Ex: Facebook)
o Internet (pesquisas e estudo)

Quais são as outras tecnologias que você tem acesso? *

o Tablet
o Celular
o MP4/MP3 ou similar
o Videogame
o Videogame com acesso a Internet

Você aprende mais facilmente quando: *

o Faz leitura em voz alta


o Faz leitura silenciosa
o Observando imagens que auxiliam na lembrança do que foi visto
o Faz anotações sobre o que leu

Para que você aprenda algo novo: *

o É necessário que haja completo silêncio à sua volta


o Você consegue se concentrar mesmo com barulhos à sua volta
o Relaciona com alguma coisa que já conhece

Por que você considerada a aula de informática importante? *

o Para jogar (jogos educativos)


o Para pesquisas de conteúdo escolar
125

o Para elaboração dos trabalhos


o Acessar e-mail e redes sociais
o Não tem interesse na aula ou no conteúdo de informática

Você considera a informática fundamental para a formação de profissionais


das mais variadas áreas *

o Sim
o Não

Você tem mais interesse em apreender a utilizar pacotes Office (Excel, Word,
etc.), no ensino de programação de computadores, ou manutenção de
hardware? *

o Pacote Ofice
o Programação
o Hardware
126

ANEXO B - Gráficos do Questionário

Serão apresentados os gráficos contendo os resultados da pesquisas


realizadas por meio de questionário de sondagem o qual são apresentados a partir
da próxima página.
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20

]
21

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