Você está na página 1de 75

FACULDADE DOM LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA

CURSO SERVIÇO SOCIAL

LOREN CASSIANO SOUZA

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES DE ARTICULAÇÃO


ENTRE ESCOLA, FAMILIA E COMUNIDADE A PARTIR DO OLHAR DA EQUIPE
TÉCNICA, RIBEIRA DO POMBAL/BA, 2018.

RIBEIRA DO POMBAL – BA
2018
LOREN CASSIANO SOUZA

SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES DE ARTICULAÇÃO


ENTRE ESCOLA, FAMILIA E COMUNIDADE A PARTIR DO OLHAR DA EQUIPE
TÉCNICA, RIBEIRA DO POMBAL/BA, 2018.

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como


requisito final de avaliação da disciplina TCC, ministrada
pelo Prof. Me. Eduardo Antônio Pedreira Paiva para
obtenção do título de Bacharel em Serviço Social da
Faculdade Dom Luiz de Orleans e Bragança.

Orientador: Prof. Me. Eduardo Antônio Pedreira Paiva

RIBEIRA DO POMBAL – BA
2018
S719a Souza, Loren Cassiano.

Serviço Social na Educaçã o: possibilidades de articulaçã o entre escola,


família e comunidade a partir do olhar da equipe técnica/Loren Cassiano
Souza. - Ribeira do Pombal-BA, 2018. 63 f.

Monografia (Graduaçã o) – Serviço Social.


Orientador: Prof. Mestre, Eduardo Antô nio Pedreira.

1. Serviço Social. 2. Educaçã o e Serviço Social. 3. Escola, família e


comunidade. 4. Assistente Social. I. Pedreira, Eduardo Antô nio
(orientador). II. Faculdade Dom Luiz de Orleans e Bragança. III.
Título.

Bibliotecá ria responsá vel


Glá ucia Rodrigues Alves
CRB-05/1370
SERVIÇO SOCIAL NA EDUCAÇÃO: POSSIBILIDADES DE ARTICULAÇÃO
ENTRE ESCOLA, FAMILIA E COMUNIDADE A PARTIR DO OLHAR DA EQUIPE
TÉCNICA, RIBEIRA DO POMBAL/BA, 2018.

LOREN CASSIANO SOUZA

Monografia apresentada como requisito final para obtenção do Grau de Bacharel em


Serviço Social, da Faculdade Dom Luiz de Orleans e Bragança, pela seguinte banca
examinadora:

Apresentada em 12 de Setembro de 2018.

Orientador: A.S. Prof. Me. Eduardo Antônio Pedreira Paiva


Faculdade Dom Luiz de Orleans e Bragança

Profº Especialista
Faculdade Dom Luiz de Orleans e Bragança

Prof.º Especialista
Faculdade Dom Luiz de Orleans e Bragança

Ribeira do Pombal - BA
2018
AGRADECIMENTOS

Primeiro quero agradecer a Deus por estar ao meu lado e poder dizer que
“até que me ajudou o Senhor”, em meio às turbulências e várias derrotas, Deus e
minha família nunca me deixaram desistir e sou eternamente grata por toda essa
caminhada com vitórias. Não deixando de agradecer a toda responsável por essa
vitória a minha Vó querida Dona Miralda, que é a grande incentivadora do meu
sucesso de minhas lutas, onde sempre será meu porto seguro e nunca me
desamparou e lutou para que eu chegasse até aqui sou grata eternamente.
A meu filho Raul Maciel, dedico esse Trabalho de Conclusão de Curso, você
é grande inspiração a minha vida, quem vale cada esforço meu, a quem eu me
dedico e é minha vida completamente, tudo que sou e me tornei devo a você minha
fonte de vida. A minha família obrigada por todos os momentos de vitória e apoio
sou eternamente grata a Meus Tios Nadson e Glauber e minhas Tias Dayse e
Morgana, são fontes de inspiração.
Não posso deixar de agradecer ao Orientador e Mestre Eduardo Antônio
Pedreira Paiva que sempre acompanhou meu esforço e minha luta e teve muita
paciência comigo em todo trabalho, onde todo esforço foi até em meio a apagão
para chegar até a vitória de hoje obrigada por tudo meu querido orientador e
professor.
Eu agradeço a todos por estar aqui hoje e a luta de meu sonho de me tornar
uma grande profissional e ser uma Assistente Social de sucesso.

Loren Cassiano Souza


“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela
tampouco a sociedade muda”.
(Paulo Freire)
RESUMO

O presente trabalho de conclusão de curso propõe demonstrar um estudo sobre a


atuação do profissional de Serviço Social no âmbito educacional, bem como a sua
influência na articulação entre escola, família e comunidade, reafirmando as
questões associadas aos problemas socioeducacionais, ao mesmo tempo em que
revela a complexidade e os dilemas inerentes a tais problemáticas, os quais
perpassam vários segmentos sociais e que induzem a reflexão a respeito das
condições de trabalho dos Assistentes Sociais ao longo da história, comparando-a
com as existentes nos dias atuais, colocando o foco nas práticas de tais
profissionais. Foi realizado um estudo com algumas educadoras da rede municipal
de ensino de Ribeira do Pombal – Bahia. A atuação do assistente social no meio
educacional se coloca frente a uma dimensão pedagógica, buscando trabalhar numa
perspectiva de transformação e conscientização da escola, da família e da
comunidade, com vistas ao seu envolvimento nas ações escolares. Junto ao
processo de aprendizagem escolar, os assistentes sociais realizam um trabalho
incansável na perspectiva da formação dos educandos como sujeitos de direitos,
como seres sociais e como cidadãos. Enfim, o assistente social ainda encontra
muitos entraves à sua atuação no âmbito escolar, pois os espaços para a prática de
ações interventivas quanto ao processo de ensino/aprendizagem ainda são muito
restritos.

Palavras-Chave: Seguimentos Sociais. Assistente Social. Problemas


socioeducacionais. Processo ensino/aprendizagem.
ABSTRACT

The present work of course conclusion proposes to carry out and present a study of
the work of the Social Work professional in the educational scope, as well as its
influence in the articulation between School, Family and Community, reaffirming the
issues associated with socio-educational problems, while at the same time revealing
the complexity and dilemmas inherent in such problems, which permeate various
social segments and induce reflection on the working conditions of Social Workers
throughout history, comparing it with those existing today, putting the focus on the
practices of such professionals. A study was carried out with some educators of the
municipal education network of Ribeira do Pombal - Bahia. The role of the social
worker in the educational environment is placed in front of a pedagogical dimension,
seeking to work in a perspective of transformation and awareness of the school,
family and community, with a view to their involvement in school actions. Along with
the school learning process, social workers do a tireless work in the perspective of
the education of the students as subjects of rights, as social beings and as citizens.
Finally, the social worker still finds many obstacles to his performance in the school
environment, since the spaces for the practice of intervention actions regarding the
teaching / learning process are still very restricted.

Keywords: Social segments. Social Worker. Socio-educational problems. Teaching /


learning process.
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CFAS – Conselho Federal de Assistentes Sociais....................................................18


CFESS – Conselho Federal de Serviço Social..........................................................13
EJA – Educação de Jovens e Adultos.......................................................................18
IDEB – Índice da Educação Básica Brasileira............................................................34
LDBEN – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional......................................14
PNAS – Política Nacional de Assistência Social........................................................24
PPP – Projeto Político-Pedagógico............................................................................35
TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido..............................................40
LISTA DE FIGURAS

Figura1: Caracterização sociodemográfica dos sujeitos de estudo..........................41


Figura 2: Serviço Social na equipe técnica na escola...............................................43
Figura 3: Serviço Social e sua contribuição..............................................................49
Figura 4: Papel do Assistente Social.........................................................................50
Figura 5: Atuação do Serviço Social na Educação...................................................62
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................12

2. REFERENCIAL TEÓRICO....................................................................................14
2.1 A INSTITUCIONALIZAÇÃO DO SERVIÇO SOCIAL E O CÓDIGO DE ÉTICA DO
ASSISTENTESOCIAL .........................................................................................15
2.2 A EDUCAÇÃO BÁSICA NO BRASIL..................................................................18
2.3 LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL............................20
2.4 A INSERÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO: UMA
NECESSIDADE PROEMINETE ..........................................................................21
2.5 A IMPORTÂNCIA DA INTERVENÇÃO DO ASSISTENTE SOCIAL NA FUNÇÃO
PROTETIVA DAS FAMÍLIAS NO ÂMBITO EDUCACIONAL ..............................23
2.6 PLANEJAMENTO E GESTÃO DOS PROBLEMAS SOCIAIS NO AMBIENTE
ESCOLAR............................................................................................................26
2.7 POLÍTICAS PÚBLICAS DE INTERVENÇÃO EDUCACIONAL............................28

3. METODOLOGIA....................................................................................................31
3.1 NATUREZA DE ESTUDO ...................................................................................32
3.2 CAMPO DE ESTUDO..........................................................................................34
3.3 SUJEITO DE ESTUDO........................................................................................35
3.4 TÉCNICAS DE INSTRUMMENTO DE COLETAS DE DADOS...........................36
3.5 TÉCNICA DE ANÁLISE DE CONTEÚDO............................................................38
3.6 ASPECTOS ÉTICOS ..........................................................................................39

4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ................................................40


4.1 CARACTERIZAÇÃO SOCIODEMOGRÁFICA DOS SUJEITOS DE
ESTUDOS............................................................................................................40
4.2 A IMPORTÂNCIA DO SERVIÇO SOCIAL PARA FORTALECIMENTO DOS
VÍNCULOS ENTRE ESCOLA, FAMÍLIA E COMUNIDADE.................................43
4.3 CONTRIBUIÇÕES DO SERVIÇO SOCIAL NA ARTICULAÇÃO ENTRE
ESCOLA, FAMÍLIA E COMUNIDADE ATRAVÉS DO PLANEJAMENTO E
GESTÃO DAS DEMANDAS ESCOLARES.........................................................48
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................................................55
REFERÊNCIAS ..................................................................................................57
APÊNDICE .........................................................................................................67
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO...............................68
QUESTIONÁRIO DE ENTREVISTA...................................................................70
TERMO DE RESPONSABILIDADE INTELECTUAL..........................................74
12

1. INTRODUÇÃO

A capacidade do homem de uma compreensão mais precisa e aprofundada


do mundo, considerou a elaboração da sistematização da produção do
conhecimento tendo a ciência como instrumento imprescindível. Assim, Fonseca
(2002, p.11-2) fala que a ciência “[...] é o saber produzido através do raciocínio
logico associado à experimentação pratica. Caracteriza-se por um conjunto de
modelos de observação, identificação, descrição, investigação experimental e
explanação teórica de fenômenos”.
O homem ao nascer é meramente condenado a viver em um mundo que lhe é
estranho até então. Logo, é obrigado a interpretar a si mesmo e a interpretar o
mundo do qual ele passa a fazer parte. Então, quando o homem começa a entender
e criar suas próprias representações para as coisas do mundo, ele passa a dar
forma e significado a elas e assim, a conhecê-las. E deste modo é que surge o
processo ao qual chamamos de conhecimento.
O conhecimento científico caminha avesso ao senso comum. Marconi e
Lakatos (2003, p. 80) citam o conhecimento como “[...] contingente, pois suas
proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida através de
experiência e não apenas pela razão como ocorro no conhecimento filosófico”.
De acordo com a autora Piana (2009), em relação à dimensão pedagógica e
educativa do Serviço Social, as atividades desenvolvidas pela Política de Assistência
Social deve possibilitar o desenvolvimento de habilidades, potencialidades e
protagonismo social, com intuito de que as pessoas, enfim, enfrentem as situações
adversas, conheçam seus direitos e deveres, construam sua própria autonomia e
que aprendam a lutar pelo bem comum.
Pensando nisso, o Serviço Social na área educacional visa identificar não só
as necessidades sociais, mas também objetivam construção conjunta de
significados e projetos de vida, que são alicerçados na criação de condições que
consigam resgatar a identidade, a autoestima e o reestabelecimento dos vínculos
familiares e sociais (CAMILO e CORDEIRO, 2005).
Nesta perspectiva, cita-se que
a intervenção do Serviço Social no espaço escolar utiliza os métodos
modernos de Serviço Social de caso, grupo e comunidade. Localiza o seu
foco de atenção na situação social-problema, vivenciada pela criança,
adolescente e família, ainda na perspectiva de ajustamento social. Entende
e faz a leitura das demandas que emergem na escola centrada na pessoa.
13

Percebe que a situação social-problema tem origem no processo de


desenvolvimento, mas justifica sua existência na dificuldade de adaptação
das pessoas à modernidade. Ignora que as estruturas sociais e as relações
sociais estabelecidas sejam geradoras dos conflitos e desigualdades
sociais. Nesse sentido intervém na realidade, tendo como objetivo a
orientação social dos indivíduos e grupos visando a interação social
(WITIUK, 2004, p.65).

Nesse sentido, esta pesquisa se manifesta como um mecanismo de produção


de conhecimento, bem como uma das pretensas formas de efetivação do Conselho
Federal de Serviço Social (CFESS), trazendo o tema: Serviço Social na Educação:
possibilidade de articulação entre Escola, Família e Comunidade a partir do olhar da
equipe técnica, reafirmando as questões associadas à questão social no âmbito
escolar. Além disso, a contribuição do Serviço social para garantia desse direito
remete, obrigatoriamente, ao debate de temas transversais que permeiam a
realidade social, política, econômica e cultural, e que também são vivenciados no
dia-a-dia escolar e distanciados das Políticas Educacionais (CFESS, 2001).
Pesquisas demonstram o grande crescimento das evasões escolares,
aumento de envolvimentos dos jovens com relacionadas às drogas, gravidez na
adolescia entre outros problemas que produz inquietações em virtudes dessa
temática. Foram essas inquietações que levou a pesquisa na Escola Municipal Profº
Maria Pureza Brito na cidade de Ribeira do Pombal, como objetivo geral analisar as
intervenções necessárias do Serviço Social na Educação que contribuem para
articulação entre escola, família e comunidade propondo aportes teóricos
metodológicos para essa questão.
Neste contexto, os objetivos específicos compreendem identificar a análise
sociodemográfica dos sujeitos de estudos, identificar através da equipe técnica a
importância do Serviço social na Escola Municipal Profº Maria Pureza Brito Costa,
para fortalecimento de vínculos entre escola, família e comunidade, para assim
evidenciar para a equipe técnica como o serviço social pode contribuir na articulação
entre escola, família e comunidade por meio do planejamento e gestão escolar.
Para tanto, esta produção científica se apresenta através de abordagem
qualitativa, ou seja, trabalha com um universo que não pode ser quantificado e,
segundo Minayo (2002), revela um conjunto de relações profundas que envolvem
diversos significados. Este estudo foi realizado através de uma pesquisa descritiva
que tem por objetivo estudar as características de uma determinada população ou
fenômeno estabelecendo relações entre variáveis (GIL, 2010).
14

A amostra representará através das informações colhidas um representativo


para toda população, por isso utilizou-se da técnica de amostragem não
probabilística de modalidade intencional estabelecendo critérios de conhecimento da
população do subgrupo selecionado (LEVIN, 1985).
Ainda nesse sentido destaca Vieira (2002, p. 63): “as pesquisas descritivas
compreendem grande número de métodos de coleta de dados os quais
compreendem: entrevistas pessoais, entrevistas por telefone, questionários pelo
correio, questionários pessoais e observação”. Os instrumentos utilizados para
coleta de dados foram: a observação participante e a entrevista semiestruturada.
Para organização da presente pesquisa, optou-se dividi-la em duas etapas.
Na primeira aborda alguns conceitos importantes desta pesquisa dentre deles, a
institucionalização do serviço social e o código de ética do assistente social, a
educação básica no Brasil, a LDBEN, a inserção do assistente social na política de
educação, a importância da intervenção do assistente social na função protetiva das
famílias no âmbito educacional, planejamento e gestão dos problemas sociais no
ambiente escolar e políticas públicas de intervenção educacional.
Na segunda etapa apresenta os resultados encontrados através da pesquisa
de campo, apresentam-se ainda as considerações finais como complemento deste
trabalho, resgatando alguns elementos importantes. Faz necessário pensar sobre a
inserção do assistente social nas escolas como valorização da profissão em outros
aspectos, e que possa ser reconhecido não ficar apenas com teorias básicas e com
contextos práticos.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

Com o intuito de apresentar considerações pertinentes quanto ao tema


“Serviço Social na Educação”, este referencial teórico trata das formas pelas quais
se devem analisar a importância do Serviço Social no âmbito educacional,
possibilitando o entendimento da assistência aos envolvidos no processo
ensino/aprendizagem de modo que os mesmos se tornem participativas na busca
dos seus direitos, resgate da cidadania e das condições dignas de vida.
Desta forma, serão abordadas as seguintes unidades temáticas: a
institucionalização do Serviço Social como profissão, a Lei de Diretrizes e Bases da
15

Educação Nacional- LDBEN, as políticas sociais de proteção e educação, a


participação familiar no segmento educacional, e a atuação do Serviço Social
inserido nas escolas.
Para discorrer sobre essa temática, acima mencionada, buscaram-se
referências em diversos autores abaixo elencados, dos quais se destacam Oliveira e
Chaves (2017), Lima (1983), Tertulian (1999), Davis e Oliveira (2004), Coutinho
(2010), Freire (2001), Paiva e Sales (2001), Oliveira (2011), entre outros que serão
citados no discorrer do presente referencial teórico.

2.1. A institucionalização do Serviço Social e o código de ética do Assistente


Social

O Serviço Social existe há aproximados cem anos, porém no princípio não era
visto como uma profissão, mas como simples atitude de prestar assistência de modo
significativo aos indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco social, como por
exemplo, miséria extrema, ausência de saneamento básico, entre outros aspectos
determinantes da marginalização e da exclusão dos indivíduos (OLIVEIRA;
CHAVES, 2017).
Em outras palavras, o Serviço Social surgiu com o intuito de dar assistência,
através de diversas esferas da sociedade, aos desajustados, marginalizados e
necessitados, visando auxiliá-los na superação das suas dificuldades. De acordo
com Lima (1983, p.50), as ações sociais do princípio tinham a intencionalidade de
“controlar os conflitos ou minimizar as disfuncionalidades sociais de modo mais
sistemático e racional”. Segundo as palavras de Oliveira e Chaves (2017), entende-
se que:
O Serviço Social, como profissão institucionalizada, configura-se no cenário
mundial a partir da década de 1920, após a Primeira Guerra Mundial,
quando se caracteriza de forma mais evidente e abrangente a questão
social, bem como formas de organização da classe trabalhadora, que
contextualizam o surgimento de movimentos especialmente europeus de
ação social, cuja finalidade era a difusão de ideias políticas (p. 146).

Enfim, de acordo Oliveira e Chaves (2017), o cenário devastador depois da


primeira guerra mundial foi o responsável pelos primeiros passos do Serviço Social
como profissão institucionalizada, devido à necessidade extrema de assistir ao
drama enfrentado pela sociedade naquele momento histórico marcante, pois era
16

indispensável assistir aquelas pessoas que ficou sem lar, em condições de miséria
extrema, saúde debilitada, entre outros problemas sociais decorrentes da guerra.
Segundo Iamamoto e Carvalho (2002, p. 218-219):
[...] essa fase de implantação, verifica-se a existência de um projeto teórico
de intervenção nos diversos aspectos da vida do proletariado, tendo em
vista a reordenação do conjunto da vida social. O aprofundamento do
capitalismo gera uma série de necessidades, que exigem profundas
transformações na vida social [...] e as práticas incipientes dos Assistentes
Sociais orienta-se para a intervenção na reprodução material do proletariado
e para sua reprodução enquanto classe. O centro de suas preocupações é a
família, base da reprodução material e ideológica da Força de Trabalho.

No Brasil, a primeira Escola Técnica voltada para a formação de profissionais


em Serviço Social foi fundada no ano de 1936, mas com uma visão individualista,
que atendia aos sujeitos na linha de pobreza extrema de modo particular,
observando-os como incapazes e carentes. O pioneirismo no Serviço Social do
Brasil se concretizou em São Paulo e foi se expandindo, gradativamente, ao Rio de
Janeiro, em 1937 e ao Recife, em 1940, como também a outros estados do país ao
longo dos anos (IAMAMOTO, 2005).
O Assistente Social precisa estar registrado no Conselho Federal de Serviço
Social (CFESS), pois esta é uma profissão que requer conhecimento teórico, prático
e metodológico. Os principais instrumentos para a realização do levantamento de
demandas são as entrevistas; os relatórios; as visitas institucionais; as pesquisas,
entre outros instrumentos técnico-operativos. Sua prática envolve levantamentos de
dados sociais; sugestão de encaminhamentos para a rede socioassistencial e
difusão de informação e orientação social (CFESS, 1993).
Segundo Iamamoto (2005), portanto, o Assistente Social tem formação para
trabalhar com os serviços sociais nas mais diversas áreas; órgãos da administração
pública e privada, empresas e organizações da sociedade civil, com políticas sociais
na área da saúde, habitação, educação, assistência jurídica, entre outras. A
habilidade do profissional vai além de ser somente executivo, inclui a capacidade de
propor e programar políticas sociais, e ainda, avaliar projetos na área social, realizar
perícias técnicas, emitir pareceres, exercer funções de direção na administração de
serviços sociais.
O Serviço Social ao se constituir como uma profissão que atua
predominantemente na formulação, planejamento e execução de políticas públicas
de educação, saúde, previdência, assistência social, transporte, habitação, tem o
17

grande desafio de se posicionar criticamente diante da barbárie que reitera a


desigualdade social, e se articular aos movimentos organizados em defesa dos
direitos da classe trabalhadora e de uma sociedade livre e emancipada, de modo a
repensar os projetos profissionais nessa direção (BOSCHETTI, 2008).
De acordo com o CFESS (1993), o trabalho destes profissionais deve ser
realizado sob a perspectiva da totalidade, não visualizando apenas o individual, mas
as relações em sua amplitude, buscando formas de intervenção para sua
transformação, a partir do atendimento às demandas mais imediatas que se fazem
presentes no cotidiano profissional.
O Serviço Social trabalha com pacientes com transtorno mental,
vulnerabilidade e risco social, pobreza extrema, falta de acesso às redes e
informações, à saúde, educação e lazer; enfim essa é uma área muito abrangente,
onde os profissionais devem estar engajados e atualizados a todas as situações nas
quais a sociedade esteja inserida (PEREIRA, 2000).
Após a regulamentação da profissão do Assistente Social, tornou-se
necessária a criação de um código de ética do profissional na área do Serviço
Social. Tal código de ética passou por diversas transformações no decorrer do
tempo, pois de acordo com o desenvolvimento da sociedade as urgências sociais,
bem como as carências de atendimento ao público em zona de vulnerabilidade vão
se aprimorando, trazendo à tona necessidades antes relevantes (CFESS, 1993).
Em relação aos estudos de Tertulian (1999), relata-se que:
A ação ética é um processo de “generalização”, de mediação progressiva
entre o primeiro impulso e as determinações externas; a moralidade torna-
se ação ética no momento em que nasce uma convergência entre o eu e a
alteridade, entre a singularidade individual e a totalidade social. O campo da
particularidade exprime justamente esta zona de mediações onde se
inscreve a ação ética (p. 134).

O Código de Ética do Assistente Social tem o intuito de inserir no meio


profissional as noções principais de hierarquia, democracia, justiça, etc. Prezando
pelo respeito e a igualdade entre os profissionais do setor. De acordo com Iamamoto
(1998), o assistente social precisa garantir uma sintonia do Serviço Social com os
tempos atuais, rompendo com a visão focalizada, presa nos limites profissionais e
institucionais. Além de ter que desenvolver a capacidade de decifrar a realidade,
construindo intervenções criativas para efetivar direitos, de modo que seja
propositivo e não somente executivo.
18

Desta forma, vale salienta-se que:


O Serviço Social [...] trata com pessoas humanas desajustadas ou
empenhadas no desenvolvimento da própria personalidade. O assistente
social estimulará a participação individual, grupal e comunitária no processo
de desenvolvimento, propugnando pela correção dos desníveis sociais. O
assistente social deve: Participar de programas nacionais e internacionais
destinados à elevação das condições de vida e correção dos desníveis
sociais (CFAS, 1975, p.11).

No tocante à formação profissional do Assistente Social, Aguiar (1995),


citando Ferreira (1944), afirma que:
A formação científica se dará através das disciplinas científicas como a
Sociologia, Psicologia, e Biologia e também da Moral. E deve proporcionar
um conhecimento “exato do homem e sociedade, de todos os problemas
que dele se originam e neles se refletem” [...] A formação técnica é a
formação específica do Assistente Social. Consiste no estudo das teorias do
Serviço Social então existentes e sua adaptação à nossa realidade. [...] A
formação prática é a aprendizagem do “como fazer” na realidade das
diferentes instituições com que os futuros assistentes sociais mantinham
contatos (Ferreira, apud Aguiar, 1995, p. 32-33).

Como se pode perceber, a princípio o profissional em Serviço Social tinha a


responsabilidade de atender aos indivíduos pobres e desajustados
socioeconomicamente, visando amenizar a sua situação de marginalização e
sofrimento em meio aos percalços econômicos e sociais vividos (OLIVEIRA;
CHAVES, 2017).

2.2 - A Educação Básica no Brasil

De acordo com a LDBEN (Lei 9.394/96), a Educação Básica no Brasil está


fragmentada em: Educação Infantil, “primeira etapa da educação básica, tem como
finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade.” (Art. 29.
Seção II, p. 37), Ensino Fundamental, “obrigatório e gratuito na escola pública, terá
por objetivo formar o cidadão”. (Art. 32. Seção III, p. 38), Ensino Médio, “etapa final
da educação básica, com duração mínima de três anos”. (Art. 35. Seção IV, p. 39),
EJA (Educação de Jovens e Adultos), “destinada àqueles que não tiveram acesso
ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria”. (Art.
37. Seção V, p. 40) e Educação Especial “oferecida, principalmente na rede regular
de ensino para educandos portadores de necessidades especiais”. (Art. 58. Cap. 5,
p. 46) (LDBEN, 2004).
19

Tais segmentos educacionais abrangem a compreensão de mundo do sujeito,


através do aprendizado interdisciplinar desenvolvido no ambiente escolar com o
intuito de aprimorar os conhecimentos prévios trazidos pelos educandos para o
ambiente escolar (LDBEN, 2004).
O sistema educacional brasileiro tem o objetivo de alcançar o maior
contingente de indivíduos alfabetizados e/ou aptos ao enfrentamento de situações-
problema cotidianas, onde sejam instigados ao raciocínio lógico, a análise e
interpretação de contextos, entre outras experiências (LDBEN, 2004).
Estudos na área de Psicologia revelam que é no ambiente social e
historicamente organizado que o sujeito se insere e se constitui enquanto indivíduo,
interagindo com os demais por intermédio da escola, da família, do trabalho, dentre
outras instâncias sociais, participando ativamente tanto na construção como na
transformação dos ambientes e de si mesmo (DAVIS; OLIVEIRA, 2004).
Ao nascer, a criança não traz de forma inata às tendências de amar, odiar,
sentir raiva e medo, aproximar-se ou afastar-se das pessoas. Isso será determinado
a partir das experiências que a criança vivenciará nos primeiros anos de vida. Estas
influenciarão o tipo de relacionamento que ela vai desenvolver com as outras
pessoas. Portanto, o processo de desenvolvimento satisfatório das relações sociais
da criança tem início na família, progride através da interação com os companheiros
e continua a desenvolver-se no ambiente escolar, avançando na adolescência e na
idade adulta (COUTINHO, 2010).
Segundo Vygotsky (1998), o indivíduo é formado por experiências e costumes
de uma sociedade já estabelecida com anseios, regras, valores, crenças e conceitos
pré-determinados. Por conta disso, é possível condicioná-lo dependendo do meio
onde ele se encontra, de acordo com interesses do próprio grupo.
Baseado nos aspectos descritos anteriormente é possível inferir que os
ambientes sociais bem como a família representam uma fonte de modelos que são
utilizados para a construção do indivíduo. No cotidiano infantil, as crianças observam
o que os seus familiares dizem, porque dizem, o que falam e porque falam,
internalizando tudo o que é observado e se apropriam do que viram e ouviram.
Portanto, elas recriam e conservam o que se passa ao seu redor, contraindo
estruturas linguísticas e cognitivas, mediadas pelo grupo no qual estão inseridas
(VYGOTSKY, 1998).
20

Independente da teoria estudada, todos os estudiosos acerca do tema em


questão concordam que o ser humano não conseguiria se desenvolver sozinho. Por
conta disso, a diferença, as concepções, os modelos, o contato, a observação, os
condicionantes, os reforços, os estímulos, entre outros aspectos, são indispensáveis
para o crescimento e a evolução social e individual do sujeito (VYGOTSKY, 1998).
Desse modo, vale concluir que é através do acesso à Educação Básica que o
sujeito social molda o seu caráter, bem como o seu modo particular de compreensão
de mundo e a maneira como interage com o meio em que está inserido, sendo o
acesso à educação básica, um direito assegurado aos cidadãos pelo Estado,
através do qual o indivíduo desenvolve os “seus aspectos físicos, psicológicos,
intelectuais e sociais, complementando a ação da família e da comunidade”.
(LDBEN, 2004, Art. 29. Seção II, p. 37).

2.3 - A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional surgiu da necessidade


extrema de evoluir o modo como antes o sistema educacional era visto pela
sociedade como um todo, visando garantir aos cidadãos brasileiros o acesso gratuito
e democrático a educação básica, com o intuito de aprimorar e assegurar aos
sujeitos o direito estar inserido no cotidiano escolar (NEY, 2008).
A primeira LDBEN chegou à Câmara Federal em outubro de 1948, mas só
foi promulgada em 20 de dezembro de 1961 (Lei n.° 4.024/61), ou seja, 13
anos de lutas políticas para acontecer. Esta lei possuía os seguintes eixos:
1. Dos Fins da Educação; 2. Do Direito à Educação; 3. Da Liberdade de
Ensino; 4. Da Administração do Ensino; 5. Dos Sistemas de Ensino; 6. Da
Educação de Grau Primário; 7. Da Assistência Social Escolar; e 8. Dos
Recursos para a Educação (NEY, 2008, p. 75).

Em outras palavras, de acordo com Ney (2008), a LDBEN foi o primeiro


documento responsável por abranger todos os segmentos que envolvem o sistema
educacional, com o intuito de refletir a prática educacional, seus fins e meios, a
devida formação dos profissionais da área, como também a disponibilidade de
recursos para tal princípio de desenvolvimento social do indivíduo.
Através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi assegurado
juridicamente o direito à educação básica para todo sujeito; haja vista que,
anteriormente no Brasil, somente a “alta sociedade” teria o direito de estudar e se
desenvolver socioeconomicamente. Todavia, a desigualdade no ambiente escolar
21

ainda perdura até os dias atuais, tornando-se indispensável a inserção do Assistente


Social no âmbito educacional, visando realizar intervenções que possam combater
tal realidade (UNITINS, 2011).
Vale a pena ressaltar que a LDBEN sofreu algumas alterações com o passar
dos tempos e determinados acontecimentos históricos ocorridos no Brasil como, por
exemplo, a Ditadura Militar. As alterações feitas na lei sucederam em 1961, em 1971
e, finalmente, em 1996.
Em suma, no decorrer de aproximados 40 anos a LDBEN foi sendo adaptada
às necessidades urgentes da sociedade brasileira e, atualmente, define a Educação
Básica em nove anos - incluindo a Educação Infantil e o Ensino Fundamental; o
Ensino Médio em três anos e a Educação Superior em tempo variável (NEY, 2008).
A LDBEN (2004), em seu Art. 206, Capítulo III, Seção I defende que:
[...] O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I -  igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II -  liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a
arte e o saber;
III -  pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas, e coexistência de
instituições públicas e privadas de ensino;
IV -  gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V -  valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma
da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso
público de provas e títulos, aos das redes públicas;
VI -  gestão democrática do ensino público, na forma da lei;
VII -  garantia de padrão de qualidade;
VIII -  piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação
escolar pública, nos termos de lei federal.
Parágrafo único. A lei disporá sobre as categorias de trabalhadores
considerados profissionais da educação básica e sobre a fixação de prazo
para a elaboração ou adequação de seus planos de carreira, no âmbito da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (p. 23)

Conclui-se, portanto, que a educação básica é um direito de todos,


assegurado por lei, de modo que aos cidadãos seja oferecido um modelo
educacional baseado na igualdade de direitos e na democracia; prezando,
principalmente, pela qualidade do sistema de ensino, bem como, pela valorização
dos profissionais em educação, representando um padrão de educação satisfatório a
todos os envolvidos nesse processo (LDBEN, 2004).

2.4 - A inserção do Assistente Social na Política de Educação: uma


necessidade proeminente
22

As ações dos Assistentes Sociais no espaço escolar voltam-se


preponderantemente para levantamentos de dados sociais do público-alvo da
instituição, como também de seus familiares; encaminhamentos para a rede
sócioassistencial e difusão de informação e orientação social, sobretudo para instruir
as famílias de que o seu envolvimento no processo ensino/aprendizagem dos seus
filhos e familiares é extremamente importante (FREIRE, 2000).
De acordo com o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), as questões
sociais a serem trabalhadas pelo Assistente Social na escola são: 1. Evasão
escolar; 2. Desinteresse pelo aprendizado; 3. Problemas com disciplina; 4.
Insubordinação a qualquer limite ou regra escolar; 5. Vulnerabilidade às
drogas; 6. Atitudes e comportamentos agressivos e violentos (CFESS, 2001,
p.23).

Segundo o CFESS (2001), a atuação do Assistente Social na Unidade de


ensino tem a finalidade de intermediar a questão social existente, viabilizando o
exercício de cidadania e de inclusão social dos educandos como um todo e,
respectivamente, dos seus familiares visando beneficiá-los com programas de
diálogo e atenção, gerenciando projetos que tragam um diferencial à tríade – família,
escola e comunidade, de modo eficiente e personalizado.
De acordo com as palavras de Freire (2001):
[...] não podemos aceitar o todo-poderosismo ingênuo da educação que faz
tudo, nem aceitar a negação da educação como algo que nada faz, mas
assumir a educação nas suas limitações e, portanto, fazer o que é possível,
historicamente, ser feito com e através também da educação (p. 102).

Com base nos ideais do CFESS (2001), a intervenção do Serviço Social no


âmbito educacional ocorre por meio das políticas de integração como: Palestras de
incentivo sobre a importância da integração entre a família e a escola; identificar os
principais conflitos nas relações familiares que interferem nas necessidades do
provimento de cuidados oferecidos à criança e ao adolescente em idade escolar;
avaliar os recursos predisponentes pela família diante do processo educacional do
sujeito; palestras referentes ao uso de drogas.
Outro ponto a ser lembrado é a reflexão acerca da importância do papel do
Assistente Social como intermediador de conflitos; políticas sobre a relevância das
ações conjuntas com a equipe multidisciplinar e a rede; Projeto higiene e saúde,
onde com a parceria entre a instituição escolar, dentistas, nutricionistas, enfermeiras
e etc., o público-alvo em idade escolar, bem como os seus familiares terão fácil
acesso as condições de higiene favoráveis.
23

Com base em Paiva e Sales (2001), os ideais democráticos devem ser


refletidos:
[...] para além da democracia política, consentida e tolerada pela ordem
liberal burguesa, a democracia que queremos reclama igualdade de acesso
e oportunidades para que todos os indivíduos tenham direito a um trabalho
e existência digna, à condição de moradia, saúde, educação, lazer e cultura.
Esse tipo de democracia, todavia, não cabe dentro dos objetivos e dos
limites da sociedade burguesa, porque tal conteúdo social contraria o núcleo
de relações fundantes da acumulação capitalista, a qual se estrutura a partir
da exploração de uma classe sobre a outra (p.188) .

Portanto, é papel do Assistente Social no âmbito escolar, auxiliar no processo


ensino/aprendizagem, tornando-o democrático e integrador; favorecendo situações
onde os familiares possam interagir de modo profícuo com todos os envolvidos no
bom funcionamento do sistema educacional, visando o enfrentamento da questão
social apresentada no âmbito escolar (IAMAMOTO, 1998).
Prosseguindo ainda Iamamoto (1998), a questão social primordial no âmbito
do Serviço Social na educação:
“Não é senão a expressão do processo de formação e desenvolvimento da
classe operária e seu ingresso no cenário político da sociedade, exigindo
seu reconhecimento como classe por parte do empresariado e do Estado. É
a manifestação, no cotidiano da vida social, da contradição entre o
proletariado e a burguesia, a qual passa a exigir outros tipos de intervenção,
mais além da caridade e da repressão. O Estado passa a intervir
diretamente nas relações entre o empresariado e a classe trabalhadora,
estabelecendo não só uma regulamentação jurídica do mercado de
trabalho, através da legislação social e trabalhista específicas, mas gerindo
a organização e prestação de serviços sociais, como um novo tipo de
enfrentamento da questão social” (p.77).

Através das políticas reflexivas e interventivas, o Assistente Social contribui


direta e indiretamente, para o desenvolvimento dos educandos e de seus familiares,
como também para a valorização do trabalho em equipe, fortalecendo as relações
sociais e garantindo a qualidade de vida do público-alvo; com o intuito de tornar o
processo ensino/aprendizagem mais participativo, integrador e informativo
(IAMAMOTO, 1998).

2.5 – A importância da intervenção do Assistente Social na função protetiva


das famílias no âmbito educacional

A velocidade da informação, a necessidade urgente da obtenção de renda,


como também o estresse diário, tornaram as famílias cada vez mais distantes
24

mesmo ocupando o espaço territorial da casa onde residem; esse fato tem distorcido
o papel primordial dos laços afetivos e familiares entre indivíduos que deveriam ser
próximos e assumir papéis protetivos quanto às suas relações e vivências.
Como também há uma breve distorção política e social quanto à definição
contemporânea de família. A PNAS (BRASIL, 2004, p. 28) define o grupo familiar da
seguinte forma: “estamos diante de uma família, quando encontramos um conjunto
de pessoas que se acham unidas por laços consanguíneos, afetivos e/ou de
solidariedade”.
Segundo Maia e Williams (2005), há três segmentos protetivos que favorecem
o desenvolvimento da criança, que são:
os atributos disposicionais da criança - atividades, autonomia, orientação
social positiva, autoestima, etc.; as características da família – coesão,
afetividade, etc. e as fontes de apoio individual ou institucional disponíveis
para a criança e a família – relacionamento da criança com pares, etc (sem
paginação).

A ausência de tempo e/ou paciência para lidar com problemas advindos do


ambiente familiar induziu um grande contingente de pais e responsáveis por
crianças e adolescentes a substituir a presença física por mimos incontáveis,
manutenção em escolas privadas, dentre outros favorecimentos aos seus
dependentes. Todavia, a criança e o adolescente necessitam, além de condições de
vida saudáveis socioeconomicamente, fisicamente e psicologicamente; de atenção,
cuidado, proteção, carinho, correção e, principalmente, educação e conscientização
social (MAIA E WILLIAMS, 2005).
Segundo Sanicola apud Maricondi e Soares (2010) há uma definição peculiar,
porém bastante convincente de família:
(...) uma rede de solidariedade, quase sempre eficaz para oferecer os
cuidados necessários a seus membros, especialmente àqueles que
apresentam uma incapacidade temporária ou permanente para prover suas
próprias necessidades de maneira autônoma, como no caso de crianças,
idosos, de enfermidades físicas ou psíquicas, ou ainda de desemprego (p.
74).

Sintetizando, é dever de a família suprir as carências daqueles que estão


sobre os seus cuidados, e essa afirmativa não se restringe as necessidades
fisiológicas, de higiene, saneamento, etc. Mas também as carências afetivas,
emocionais, religiosas, físicas ou psicológicas dos indivíduos que fazem parte do
seu seio familiar (MARICONDI E SOARES, 2010).
Uma vez que o Brasil é uma nação democrática, vale ressaltar que todo e
qualquer problema social é de esfera comunitária e não, individual. A partir do
25

momento que a comunidade se engaja num projeto social de combate a situações


que acometem as minorias da população, a sociedade em sua totalidade ganha em
solidariedade, como também em superação de dificuldades antes arrebatadoras
(BRASIL, 2004).
É dever de a comunidade atuar em conjunto com o profissional em Serviço
Social, visando disponibilizar auxílios àqueles sujeitos que se encontram
marginalizados por diversos tipos de situações e vivências, buscando atendê-los em
suas principais necessidades, com o intuito de fortalecer os vínculos entre o
indivíduo e a comunidade em que vive; prezando pela igualdade de direitos entre os
cidadãos (BRASIL, 2004).
São estes sujeitos os:
[...] cidadãos e grupos que se encontram em situações de vulnerabilidade e
riscos, tais como: famílias e indivíduos com perda ou fragilidade de vínculos
de afetividade, pertencimento e sociabilidade; ciclos de vida; identidades
estigmatizadas em termos étnico, cultural e sexual; desvantagem pessoal
resultante de deficiências; exclusão pela pobreza e, ou, no acesso às
demais políticas públicas; uso de substâncias psicoativas; diferentes formas
de violência advinda do núcleo familiar, grupos e indivíduos; inserção
precária ou não inserção no mercado de trabalho formal e informal;
estratégias e alternativas diferenciadas de sobrevivência que podem
representar risco pessoal e social (BRASIL, 2004, p. 31).

Os indivíduos acima descritos carecem de um programa de proteção social


abrangente que envolva tanto os profissionais da área social, quanto os poderes
públicos e, por fim, a sua comunidade como um todo. Por esse motivo que se fala
em fortalecimento dos vínculos comunitários, pois uma vez que a sociedade se
conscientiza de que o problema alheio também responsabilidade sua, aumenta-se a
probabilidade de ajuda e, consequentemente, torna-se possível amenizar o
sofrimento do outro (OLIVEIRA, 2011).
Na complexidade das relações familiares intervêm valores, interações e
mecanismos que conformam as condições de possibilidade de distribuição e
exercício de poder por cada um de seus integrantes. Essa interveniência de
fatores de diversas ordens também se constata no âmbito das relações
interinstitucionais (OLIVEIRA, 2011, p. 116).

Conclui-se, portanto, que as diversas esferas da sociedade devem ser


conscientes dos seus respectivos papéis na sociedade em que estão inseridas; vale
combater toda atitude egoísta de que as mazelas de outrem não me dizem respeito,
pois sempre haverá uma forma de interferir positivamente naquilo que o próximo
vivencia (OLIVEIRA, 2011).

Ambos os processos – intrafamiliar e interinstitucional – conhecem sobre


determinações sociais e históricas para além do nível intersubjetivo dos
26

agentes diretamente envolvidos. Em outras palavras, há condicionantes


socialmente construídos que estão na base das formas como cada sujeito
ou instituição decodifica a realidade e sobre ela age (OLIVEIRA, 2011,116).

Em suma, a forma como a comunidade observa os problemas sociais do seu


convívio influencia demasiadamente na atuação profícua do Assistente Social, que
realiza as devidas intervenções através de seus projetos de socialização, integração
e proteção social; uma vez que em coletividade é bem mais fácil de trabalhar e
atingir os objetivos almejados do que individualmente (OLIVEIRA, 2011).

2.6 – Planejamento e gestão dos problemas sociais no ambiente escolar

O planejamento é uma prática intrínseca ao ser humano, que antes de


realizar qualquer tarefa necessita observar, refletir e analisar as causas,
consequências, objetivos e justificativas das suas ações. Desse modo também
ocorre no âmbito educacional; primeiramente devem-se traçar as metas e
prioridades que se almeja alcançar, para parti-la de então realizar as intervenções
necessárias (DOURADO, 2001).
Segundo Castoriadis (1995) apud Vasconcelos (2000), o planejamento:
É uma práxis determinada, considerada em suas ligações com o real, na
definição concretizada de seus objetivos, na especificação de suas
mediações. É a intenção de uma transformação do real, guiada por uma
representação do sentido desta transformação, levando em consideração as
condições reais e animando uma atividade (p. 97).

Portanto, o planejamento educacional surge da necessidade de mudanças e


transformações para o enfrentamento das problemáticas sociais encontradas nas
instituições escolares, como, desigualdade, exclusão social, altos índices de
repetência e evasão escolar, distorção idade-série, entre outros aspectos
determinantes que interferem negativamente no processo ensino/aprendizagem
(GENTILI, 1996).
De acordo com Gentili (1996):
[...] o neoliberalismo ataca a escola pública a partir de uma série de
estratégias privatizantes, mediante uma política de reforma cultural que
pretende apagar do horizonte ideológico de nossas sociedades a
possibilidade mesma de uma educação democrática, pública e de qualidade
para as maiorias (p.87).

Contudo, para que a transformação no âmbito educacional aconteça, vale


ressaltar que, é necessário o planejamento de ações que envolvam todos no
cotidiano escolar; ultrapassando as barreiras do autoritarismo e aderindo ao sistema
27

educacional democrático, pois através da democratização da gestão escolar, torna-


se possível conhecer e atender aos anseios coletivos (DIAS, 2011).
A escola cabe o papel primordial de formar cidadãos autocríticos reflexivos,
com as competências e habilidades indispensáveis ao seu desenvolvimento e
interação social, para tanto, é indispensável que haja um planejamento voltado para
a intervenção e o enfrentamento dos principais problemas sociais enfrentados no
ambiente escolar (FREITAS, 2011).
Conforme Shiroma, Moraes e Evangelista (2002), é no ambiente escolar que
o indivíduo é preparado para participar ativamente da sociedade, observe:
A moderna cidadania seria preparada na escola, cujo acesso deveria ser
universalizado, ao menos no ensino fundamental, a fim de que a população
aprendesse os códigos da modernidade como sendo o conjunto de
conhecimentos e destrezas necessárias para participar da vida pública e
desenvolver-se produtivamente na sociedade moderna (p.65).

O planejamento das práticas pedagógicas deve ser realizado cotidianamente,


pois a velocidade da informação, bem como, a constante transição na qual a
sociedade se encontra atualmente dispendem de intervenções diversificadas para o
desenvolvimento profícuo do processo ensino/aprendizagem. Tal planejamento deve
estar focado na participação ativa do educando, do educador, da família, da
comunidade, enfim, de todos os envolvidos (FREITAS, 2011).
Ainda de acordo com Freitas (2011), a escola deve buscar:
A cada momento fazer o aluno pensar, refletir, analisar, sintetizar, criticar,
criar, classificar, tirar conclusões, estabelecer relações, argumentar, avaliar,
justificar, etc. Para isto é preciso que os professores trabalhem com
metodologias participativas, desafiadoras, problematizando os conteúdos e
estimulando o aluno a pensar, a formular hipóteses, a descobrir, a falar, a
questionar, a colocar suas opiniões, suas divergências e dúvidas, a trocar
informações com o grupo de colegas, defendendo e argumentando seu
ponto de vista. (s/p).

Para tanto, afirma Kuenzer (2003, p. 50) que “[...] os educadores precisam ser
educados a partir das novas circunstâncias, para que possam desempenhar sua
função no processo de construção da nova sociedade”. Em outras palavras, o
educador deve passar por uma capacitação contínua, visando desenvolver práticas
e ações que envolvam os seus educandos espontaneamente, mostrando situações
e vivências cotidianas para que os mesmos possam participar ativamente do
processo de aprendizado.
Visando ainda o enfrentamento das questões sociais no âmbito escolar, o
planejamento educacional abrange também o profissional em Serviço Social, com o
intuito de assistir àqueles que se encontra em situação de vulnerabilidade social,
28

marginalização, abandono e/ou abuso familiar, etc. Problemas que acarretam no


déficit de aprendizagem, na introspecção de alguns educandos em idade escolar.
(BARROCO E TERRA, 2012).
Conforme Barroco e Terra (2012),
O assistente social tem o direito de manter contato direito com a população
usuária, junto aos seus locais de moradia e de organização, o que permite
estabelecer vínculos com os seus movimentos e apreender as suas
demandas (p. 83).

Em suma, através do contato direto com os sujeitos, o Assistente Social pode


conhecer as suas realidades e peculiaridades, identificando as principais “mazelas”
que afetam o seu convívio social, como também o seu aprendizado e interações
escolares; para parti-la daí, realizar o planejamento das ações e políticas públicas,
juntamente com a equipe escolar, visando gerir e solucionar os problemas sociais
encontrados no ambiente educacional (BARROCO E TERRA, 2012).

2.7– Políticas públicas de intervenção educacional

Como assegura a LDBEN (2004), a educação básica é direito de todos os


cidadãos, devendo ser disponibilizada gratuitamente, de modo democrático e com
garantia de padrão de qualidade; para que tal lei seja cumprida, o Estado necessita
gerir políticas públicas de intervenção, onde o objetivo é desenvolver ações e
práticas que atendam aos princípios assegurados por lei. ]
Dentre as diversas definições estudadas para políticas públicas, optou-se por
essa de Souza (2006), que afirma que:
A política pública permite distinguir entre o que o governo pretende fazer e o
que, de fato, faz. A política pública envolve vários atores e níveis de
decisão, embora seja materializada através dos governos, e não
necessariamente se restringe a participantes formais, já que os informais
são também importantes. A política pública é abrangente e não se limita a
leis e regras. A política pública é uma ação intencional, com objetivos a
serem alcançados. A política pública, embora tenha impactos no curto
prazo, é uma política de longo prazo. A política pública envolve processos
subsequentes após sua decisão e proposição, ou seja, implica também
implementação, execução e avaliação (p. 17 e 18).

Como cita Souza (2006), a política pública “implica implementação, execução


e avaliação”, ou seja, antes de se concretizarem, as ações das políticas públicas
passam pelo processo de planejamento, onde são traçadas as metas, as
justificativas, as problemáticas, e, finalmente, as práticas necessárias para torná-las
eficazes no alcance dos objetivos traçados.
29

Segundo Verza (2000), com relação às políticas públicas,


O estar e participar, no caso dos agentes/técnicos e educadores, e no caso
dos agentes do poder público municipal […] e outros especialistas, têm
como horizonte orientador e objetivo fazer nascer a discussão e o
desenvolvimento de políticas públicas democráticas com a participação
efetiva dos diferentes grupos e setores […] em que se organizam os
munícipes. Visa, outrossim, mediante debate público/democrático, detectar
em maior profundidade as necessidades, os interesses, as expectativas e
aspirações que movem os diferentes grupos e setores quanto à temática
que se pretende enfrentar e estabelecer os caminhos viáveis à superação
(p. 251-252).

Vale ressaltar, portanto, que para a construção de políticas públicas na


educação, todas as esferas da sociedade devem estar envolvidas: poder público,
municipal, estadual e federal; equipe gestora educacional; educadores; educandos;
familiares e comunidade, para que dessa forma os diversificados grupos sociais
sejam atingidos e favorecidos através da política pública interventiva (VERZA, 2000).
Ainda conforme as palavras de Verza (2000), pode-se afirmar que:
[…] Necessitam, os diferentes grupos, setores, instituições, associações
perceber que os técnicos/educadores, os especialistas, os agentes do poder
público municipal estão realmente comprometidos com as mudanças a
serem implementadas. Devem perceber que o próprio trabalho de propor,
assessorar, ajudar, querer ouvir, escutar reconstruir propostas coletivas e
democráticas é uma forma de compromisso e solidariedade social e política,
com vistas a uma vida mais justa e digna. Aliás, os sujeitos populares têm
fina sensibilidade para perceber até que ponto, principalmente agentes
externos a seu meio, são sinceros e verdadeiros em seus intentos (p. 251-
252).

Como foi citado acima, é de extrema importância que a democracia seja


respeitada no momento da formulação de políticas públicas; uma vez que, o trabalho
em coletividade sempre se torna mais produtivo. Vale frisar que a contribuição de
todos os indivíduos participantes de tal construção deve ser analisada, sem
discriminações, pois, de sobremodo, mesmo as sugestões consideradas
insignificantes ao primeiro olhar podem vir a acrescentar e dignificar nas ações de
políticas públicas interventivas (VERZA, 2000).
Chiarello (2001) relata que as políticas públicas educacionais devem ser
planejadas e bem estruturadas, pois:
Principalmente nas capitais, dentre as quais destacamos a “Escola Plural”,
em Belo Horizonte, a “Escola Cidadã”, em Porto Alegre e a “Escola
Candanga”, no Distrito Federal. O debate que se abriu sobre tais propostas,
entre os docentes, evidenciou a existência de diferentes diretrizes políticas e
pedagógicas, muitas vezes contraditórias entre si. Mostrou também grandes
lacunas na fundamentação de seus princípios políticos e filosóficos, o que
tornava difícil identificar, dentre outros aspectos, o tipo de projeto social e
político para o qual aquelas propostas pretendiam educar: Qual o papel da
instituição escolar no processo de transformação da sociedade? Qual o
30

lugar da cultura e das ideologias nessas mudanças? Quais as estratégias


de lutas mais adequadas para o efetivo alcance dos seus objetivos? (p. 1).

Cabe refletir que o planejamento de tais ações deve ser feito com bastante
cautela, visando à busca por atingir as metas traçadas com base em
questionamentos reflexivos acerca do eixo norteador da transformação almejada. Ou
seja, vale indagar quanto aos objetivos, às estratégias, a avaliação dos possíveis
resultados, a finalidade que tal política terá na transformação educacional da
sociedade como um todo, dentre outras inquietações (CHIARELLO, 2001).
No que se refere ao profissional em Serviço Social, cabe ressaltar que ele é
um sujeito ativo para inferir transformações significativas na comunidade em que
está inserido, em todos os âmbitos sociais, seja econômico, cultural, educacional,
etc. Portanto o Assistente Social deve participar ativamente do planejamento e da
construção de políticas públicas no seu campo de atuação; haja vista que ele
representa o elo entre a comunidade e os poderes públicos (CFESS, 2001).
Pensando nisso, Paro (2001), fala que
Na condição de intelectual comprometido com a transformação social, o
analista e idealizador de políticas educacionais tem o dever e a
responsabilidade de contribuir com elementos teóricos que, integrados
numa nova concepção de mundo, voltada para a transformação, concorram
para a desejada “reforma intelectual e moral”. Isso não pode acontecer sem
a busca intencional da ligação entre a teoria e a prática e sem que a
atividade teórica desenvolvida na academia se acerque da concretude da
escola (p. 46).

Em suma, o Assistente Social tem o papel primordial de intervir no processo


de estruturação das políticas públicas do seu município e/ou área de atuação, pois
ele está em contato direto com o público-alvo da política de intervenção em
construção e por esse motivo, sabe as principais questões sociais que atingem tal
clientela, tornando a ação melhor planejada para o enfrentamento das problemáticas
sociais encontradas (CFESS, 2001).
Quando se trata das questões sociais enfrentadas no ambiente escolar, de
acordo com Novais (2001), o profissional em Serviço Social deverá desenvolver em
sua prática as seguintes atividades, com o intuito de facilitar as intervenções e
melhorar o processo ensino/aprendizagem, tornando-o satisfatório e abrangente,
atingindo não somente os educandos e educadores, mas englobando todos os
setores sociais.
Logo, Novais (2001, p. 13) traz alguns exemplos:
 Pesquisa de natureza socioeconômica e familiar para a
caracterização da população escolar;
31

 Elaboração e execução de programas de orientação sociofamiliar,


visando prevenir a evasão escolar e melhor o desempenho e rendimento do
aluno e sua formação para o exercício da cidadania;
 Participação, em equipe multidisciplinar, da elaboração de programas
que visem prevenir a violência; o uso de drogas e o alcoolismo, bem como
visem prestar esclarecimento e informações sobre doenças
infectocontagiosas e demais questões de saúde pública;
 Articulação com instituições públicas, privadas, assistenciais e
organizações comunitárias locais, com vistas ao encaminhamento de pais e
alunos para atendimento de suas necessidades;
 Somente com o objetivo de ampliar o conhecimento acerca da
realidade sociofamiliar do aluno, de forma a possibilitar assisti-lo e
encaminhá-lo adequadamente;
 Elaboração e desenvolvimento de programas específicos nas escolas
onde existem classes especiais;
 Empreender e executar as demais atividades pertinentes ao Serviço
Social, previstas pelos artigos 4º e 5º da lei 8662/93.

3. METODOLOGIA

A investigação cientifica é a “construção e a busca de um saber que acontece


no momento em que se reconhece a ineficiência dos conhecimentos inexistente,
incapazes de responder de forma consistente e justificável” (KOCHE, 2011, p.30).
Nesse sentido, iniciar uma investigação é poder reconhecer a crise de um
conhecimento que já existe e tentar modificá-la, ampliando ou substituí-la, criando o
novo que responda a pergunta existente.
Pedro Demo (1995) demonstra que a metodologia é a disciplina instrumental
para o cientista social, apesar de instrumental é a condição necessária para a
competência cientifica, ou seja, equivale há análises em relação aos métodos
lógicos e científicos. Assim, Minayo (2004, p.16) reforça que “a metodologia inclui as
concepções teóricas de abordagem, o conjunto de técnicas que possibilitam a
construção da realidade e o sopro divino do potencial criativo do investigador”.
Nesta linha de pensamento, Demo (1995) conceitua que a metodologia
contém a ideia de “caminho a ser seguido e podendo-se atribuir ao metodológico a
tonalidade moralizante do guarda de transito.” Então nesse sentindo tem que ter
certo rigor lógico e sendo tão serio ao invés de ser um caminho de produção criativa.
Antes, a metodologia era exteriorizada como parte suplementar da lógica que
objetivava nas variedades de pensamento e a sua aplicabilidade. Contudo, a ideia
que a metodologia era algo exclusivo do campo da lógica não se coloca mais assim,
pois os métodos podem ser aplicados a variadas áreas do saber.
32

3.1 - Natureza e tipo de estudo

Esta pesquisa utiliza-se de um estudo de corpo descritivo a partir de uma


abordagem qualitativa. A pesquisa descritiva, segundo Trivinõs (1987), possui essa
natureza por buscar descrever um fato, um problema ou fenômeno e exige do
investigador uma série de informações sobre o que deseja pesquisar. As pesquisas
descritivas aquelas que têm o objetivo estudar as características de um grupo: “sua
distribuição por idade, sexo, procedência, nível de escolaridade, estado de saúde,
física e mental, etc” (GIL, 2010 p.43).
Para Triviños (1987), os estudos descritivos recebem críticas por
determinarem a descrição exata dos fenômenos e dos fatos, o pesquisador corre o
risco de não realizar um exame crítico das informações, e os resultados podem ser
apresentados de maneira equivocada, é necessária intensa atenção com as técnicas
de coleta de dados, como questionários, escalas e entrevistas, para que as mesmas
não apresentem dados subjetivos, apenas quantificáveis gerando imprecisão.
Segundo Chizzotti (2010, p.89), “uma pesquisa qualitativa é intervir em
situação insatisfatória, mudar condições percebidas como transformáveis,
involuntariamente, onde pesquisador e pesquisados assumem, voluntariamente,
uma posição reativa”. Sendo assim,
[...] uma espécie de representatividade grupo maior dos sujeitos que
participarão no estudo. Porém, não é, em geral, a preocupação dela a
quantificação da amostragem. E, ao invés da aleatoriedade, decide
intencionalmente, considerando uma serie de condições (sujeitos que sejam
essenciais segundo o ponto de vista do investigador, para o esclarecimento
do assunto em foco, facilidade param se encontrar com pessoas, tempo do
individuo para entrevistas, etc.) (TRIVIÑOS, 1987, P.132).

Ao que se referem à pesquisa quantitativa, os resultados que se obtém


mediante tal análise e aprofundamento dessa ação podem ser quantificados.
Geralmente, como as amostras geralmente são amplas e extensas consideradas
significativas da população, sendo assim, as decorrências são expostas como se
constituíssem uma análise fiel de toda a população alvo da pesquisa.
A pesquisa quantitativa tem seu foco na objetividade, sugestionado e
impulsionado pelo positivismo, conceitua a realidade como algo a ser compreendida
baseada em análise de dados brutos, apanhados com o auxílio de instrumentos
padronizados e neutros. A pesquisa quantitativa tem como idioma padrão à
33

linguagem matemática, ou seja, há uma descrição das causas de uma ocorrência,


as relações entre variáveis, etc.
Em “A arte de pesquisar” de Mirian Goldenberg, ela nos afirma que:
Max Weber acreditava que se podia tirar proveito da quantificação na
sociologia, desde que esse método se mostrasse fértil para a compreensão
de um determinado problema, e não obscurecesse a singularidade dos
fenômenos que não poderia ser captada através da generalização. Como
nenhum pesquisador tem condições para produzir um conhecimento
completo da realidade, diferentes abordagens da pesquisa podem projetar
luz sobre diferentes questões (GOLDENBERG, 2015, p. 67).

Já Antônio Joaquim Severino, em “Metodologia do Trabalho Científico”, (2007,


p. 118), aborda que: “Por isso, toda lei científica revestia-se de uma formulação
matemática, exprimindo uma relação quantitativa. Daí a característica original do
método científico ser uma configuração experimental-matemática”.
A pesquisa quantitativa possui suas raízes na observação positivista lógico,
tende a evidenciar o raciocínio dedutivo, as éticas da logicidade e as peculiaridades
mensuráveis da experiência humana.
Assim, a pesquisa de campo atua na observação através dos fatos e
fenômenos exatamente como acontecem de forma real e concreta, traz a coleta de
dados alusivos aos mesmos e, contudo, à análise e interpretação desses dados,
mediante um respaldo de cunho teórico firme e substancial, projetando assimilar e
elucidar o problema a ser pesquisado.
De acordo com Gil (2002),
o estudo de campo constitui o modelo clássico de investigação no campo da
Antropologia, onde se originou. Nos dias atuais, no entanto, sua utilização
se dá em muitos outros domínios, como no da Sociologia, da Educação, da
Saúde Pública e da Administração (p. 53).

Para Gil (1999), o uso dessa abordagem propicia o aprofundamento da


investigação das questões relacionadas ao fenômeno em estudo e das relações,
mediante a máxima valorização do contato direto com a situação estudada,
buscando-se o que era comum, mas permanecendo, entretanto, aberta para
perceber a individualidade e os significados múltiplos.
De acordo com Martinelli (1999), a pesquisa qualitativa é basicamente aquela
que busca entender um fenômeno especifico em profundidade. Ao invés de
estatística, regras e outras generalizações, a qualitativa trabalha com discussões,
comparações e interpretações.
34

Esta pesquisa se caracteriza com a natureza exploratória por ter como sua
principal finalidade desenvolver, esclarecer e modificar ideias. Segundo o autor Gil
(2008), estas pesquisas são as que apresentam menor rigidez no planejamento. Do
mesmo modo,

são desenvolvidas com o objetivo de proporcionar visão geral, de tipo


aproximativo, acerca de determinado fato. Este tipo de pesquisa é realizado
especialmente quando o tema escolhido é pouco explorado e torna-se difícil
sobre ele formular hipóteses precisas operacionalizáveis (GIL, 2008, p.27).

De acordo com os pressupostos do autor Gil (2008), então, a pesquisa


exploratória envolve levantamento bibliográfico, documental e entrevistas não
padronizadas e estudo de caso.

3.2 - Campo de estudo

O campo de estudo da presente pesquisa foi o município de Ribeira do


Pombal/ BA, situa-se na Região Nordeste, sua distância da capital Salvador é de
236 km. É um município do Estado da Bahia que em meados XVII, integrava a
região dos índios Quirirís origina-se, justamente de uma aldeia que recebeu a
catequese de padres jesuítas por volta de 1667. Sua população é estimada em 54.
965 hab (IBGE, 2017).
A Educação em Ribeira do Pombal se destaca com um indicies positivo
através do IDEB (Índice da Educação Básica Brasileira), em 2015 nos anos iniciais
da rede pública atingiu a meta e cresceu, mas não alcançou 6.0. Pode melhorar para
garantir, mas alunos aprendendo e com um fluxo escolar maior (QEDU, 2015).
Atualmente o município de Ribeira do Pombal possui um total de trinta e sete
escolas, equivalente ao número de estabelecimentos de ensino fundamental, seis
escolas número de estabelecimentos de ensino médio, estão matriculados num total
de 11.974 alunos, ensino médio e fundamental (IBGE, 2015).
O analfabetismo está ligado a uma cultura onde poucas oportunidades eram
dadas aos nossos avós onde trabalhavam na cultura de plantio da terra, ou criações
de gado, aonde mal ia à escola e terminava o seu ensino fundamental, e hoje se
repete com muitas crianças que deixam os estudos para trabalhar, ou mesmo estão
envolvidas no mundo do crime, de acordo com a pesquisa coletada pelo IBGE
35

(2010), a taxa de analfabeto em Ribeira do Pombal está de 25,9%, onde Ribeira do


Pombal (R$ 2,3 milhões), para a Educação este ano de 2018.
A educação em nosso município passou a ser dos anos 40 o Município de
Pombal ganhou um “presente” do governo estadual, a primeira escola regular, as
Escolas Reunidas Rui Barbosa, que funcionava num prédio construído para esse
fim, à Avenida Evência Brito, onde foi à antiga prefeitura e é, atualmente, a Câmara
de Vereadores (MORAIS, 2018).
O campo empírico de estudo é a Escola Municipal Prof.ª Maria Pureza Brito
Costa, a partir de necessidade local, situada a Rua Pureza Brito s/nº, nesta cidade,
fundada no ano 1993 no governo do Exmº. Prefeito José Renato Brito e Silva, onde
a entendida mantenedora era o Estado. A escola recebeu este nome em
homenagem a um grande político da região chamado José Domingos Ferreira de
Brito, pois Pureza era sua filha, fato curioso é que a Senhora Pureza, segundo relato
da família nunca lecionou, porém a escola apresenta o nome inicial com o título de
professor (PPP, 2008/2009).
Naquela época a Escola Professora Maria Pureza Brito Costa possuía quatro
(04) cômodos, onde dois deles eram salas, uma era a cantina e o outro banheiro
funcionando também um anexo em uma casa em frente com duas salas. Neste
período as series ministradas na escola era o antigo prezinho e a primeira série
(PPP, 2008/2009).
Atualmente o colégio ainda está localizado no mesmo endereço, mas com outro
nome, na Travessa AV. F Zona Sul no município de Ribeira do Pombal/BA, situado o
interior do Estado da Bahia, sua estrutura mudou já no governo do Exmº Prefeito
José Lourenço Morais da Silva Júnior (Zé grilo) a escola ganhou reforma, sendo
colocadas grades em toda frente da escola e o portão principal para maior proteção
dos alunos, professores e funcionários (PPP, 2008/2009).
Sua estrutura é composta por, uma sala de coordenação, uma sala de diretoria,
dois banheiros, um almoxarifado, uma cantina, quatro salas de aula e pátio na área
externa com brinquedos para crianças. Abrangendo 14 professoras, duas auxiliar de
sala, uma diretora, duas vice-diretora, uma coordenadora, duas digitadora, um
supervisor, uma secretaria e cinco serviços gerais.

3.3 - Sujeitos de estudo


36

O sujeito de estudo desta pesquisa é o será a Equipe Técnica. Essa equipe


vai ser composta por quatro (04) quatro professoras, (01) uma diretora, (01) vice-
diretora e (01) uma secretaria, qual sua meta é auxiliar as pessoas envolvidas com a
escola tanto como as famílias, alunos e a própria comunidade para ter acesso à
cidadania e uma boa educação para essas crianças e adolescentes.
Existe um processo particular para definir amostras, que garante que cada
elemento da população passa a ter a mesma oportunidade em ser selecionado,
dando à amostra o caráter de representatividade à amostra é uma porção ou
parcela, convenientemente selecionada do universo (população); é um subconjunto
do universo (MARCONI e LAKATOS, 2002). Nesse sentido, “é essencial determinar
qual será a principal fonte das informações a serem coletadas. A unidade de análise
pode ser uma pessoa, um grupo, uma empresa, uma sala de aula, um município”
(DOXSEY e RIZ, 2003, pp. 44-45).
A amostra da pesquisa em questão é constituída em seu total por 07
profissionais, tendo em vista o universo pesquisado, o trabalho foi realizado
considerando uma amostra não probabilística por intencionalidade, já que nesse
processo as técnicas de amostragem permitem reduzir o número de sujeitos numa
pesquisa, sem risco de invalidar resultados ou de impossibilitar a generalização para
a população como um todo.
A característica principal das técnicas de amostragem não probabilísticas é a
de que, não fazendo uso de formas aleatórias e seleção, torna-se impossível a
aplicação de fórmulas estatísticas para o cálculo, por exemplo, entre outros, de erros
de amostra. Dito de outro modo, não podem ser objetos de certos tipos de
tratamentos estatísticos. O tipo mais comum de amostra não probabilística é a
denominada intencional. Nesta, o pesquisador está interessado na opinião (ação,
intenção etc.) de determinados elementos da população, mas não representativos
dela (MARCONI e LAKATOS, 2002).

3.4 – Técnicas e Instrumentos de Coleta de Dados

A pesquisa se configura com fontes primarias, pois se apresenta com um


pensamento original e reportam descobertas, assim compartilham novas
informações. Diante o exposto, Lakatos & Marconi (2003, p. 23) expõem que “as
37

técnicas de coletas de dados são conjuntos ou processos utilizados por uma ciência,
ou seja, corresponde à parte prática da coleta de dados”.
Utilizou-se para a coleta de dados a técnica da entrevista estruturada, ao qual
através desse tipo de instrumento já ressaltaram as vantagens, as desvantagens e
cuidados necessários ao utilizar a entrevista como procedimento para coleta de
dados em pesquisa, como mostra alguns autores: Nogueira (1968), Bugeda (1974),
Ander-Egg (1976), Bleger (1980), Queiroz (1983), Triviños (1987), Manzini
(1990/1991), Dias & Omote (1995).

(...) a entrevista como técnica em que o investigador se apresenta frente ao


investigado e lhe formula perguntas, com o objetivo de obtenção dos dados
que interessam à investigação. A entrevista é, portanto, uma forma de
interação social (GIL, 2008, p.108).

Na coleta de dados teve dois momentos: a fase exploratória “que busca


levantar informações sobre um determinado objeto, delimitando assim um campo de
trabalho” (SEVERINO, 2007, p.122), e o trabalho de campo, pois este está na forma
de objetivos e assim poderá alcançar objetivo e respeitando os requisitos que institui
a instituição.
Ao abordar sobre o roteiro de entrevista semiestruturada, foco da realização
desse estudo, é necessário observar que a maneira como você realiza precisa focar
na base principal da contextualização da linguagem, do conhecimento de campo, e
muitas vezes, há uma confusão em entender alguns teóricos quando abordam sobre
esse tipo de pesquisa.
Entretanto, ao trabalhar com entrevista necessita-se averiguar alguns desses
aspectos, pois todos são referentes às mais variadas maneiras de comunicação. É
mediante a entrevista, que se procurou identificar pessoa(s), as versões das
conjunturas para determinadas situações, e estas, podem diversificar de uma
pessoa para outra. Assim, a entrevista discerniu pontos de vistas, convicções,
apreciações, avaliações e descrições, todos sobre fatos internos a pessoa ou
externos a ela.
A entrevista foi realizada sobre o Serviço Social na Educação o seu
questionário foi com 13 (treze) questões, a primeira parte deu-se, a saber, sobre
aspectos sócios demográficos de cada participante onde havia questões abertas e
fechadas de respostas rápidas sobre sua atuação na escola e seu tempo de ensino/
38

trabalho na educação, na determina instituição de ensino, as demais questões estão


relacionada ao tema de estudo e seus objetivos específicos.
A entrevista se deu a poucas participações e muitas dificuldade de conseguir,
nem todos entrevistados deram no tempo previsto e alguns se recusaram a fazer,
mas tentei garantir um clima de confiança para que todos selecionados pudessem
participar e sempre preservando sua identidade e sigilo profissional dos dados
colhidos.
Para Manzini (1990/1991, p.151), “a entrevista é fundamentalmente um
processo de interação social”. Dessa forma, Manzini (2003) salienta que é possível
um planejamento da coleta de informações por meio da elaboração de um roteiro
com perguntas que atinjam os objetivos pretendidos. O roteiro serviria, então, além
de coletar as informações básicas, como um meio para o pesquisador se organizar
para o processo de interação com o informante como informações qualitativas na
condição de desvelar a realidade da instituição.

3.5 - Técnicas de análise de dados

A análise das informações é feita a partir da investigação empírica. Sendo


assim, a técnica de análise de dados tem uma segunda função, a de interpretar os
fatos não cogitados, rever as hipóteses, para que, ao finalizar o estudo, o
pesquisador seja capaz de propor modificações e reflexões da pesquisa para o
futuro. Para a análise dos dados obtidos será utilizada a análise de conteúdo. A
análise de conteúdo é uma técnica de pesquisa e, como tal, tem determinadas
características metodológicas: objetividade, sistematização e inferência.
De acordo com Gomes (2002), a técnica de análise de conteúdo, atualmente
compreendida muito mais como um conjunto de técnicas, surgiu nos Estados Unidos
no início do atual século. Seus primeiros experimentos estavam voltados para a
comunicação de massa. Até os anos 50 predominava o aspecto quantitativo da
técnica que se traduzia, em geral, pela contagem da frequência da aparição de
características nos conteúdo das mensagens veiculadas.
Diante disso a análise de conteúdos pode abranger as seguintes fases: pré
analise exploração do material, tratamento dos resultados obtidos e interpretação.
Na primeira fase, em geral organizamos o material para ser analisado, de acordo
com os objetivos e questões de estudo definimos. Na segunda fase o momento é de
39

aplicarmos o que pode ser definido anterior é a fase mais longa. Pode haver
necessidade de fazermos várias leituras de um mesmo material. E a última fase
ocorre a partir de um princípio quantitativo “[...] nessa fase devemos tentar
desvendar o conteúdo subjacente ao que está sendo manifesto” (GOMES, 2002. p.
75-76).
Entres as diversificadas modalidades de análise de conteúdo, destacamos a
análise lexical, análise de expressão, análise de relações, análise temática e análise
de enunciação. No entanto, será definida aqui a análise temática, devido a sua
simplicidade e também por ser considerada apropriada para as investigações
qualitativas: Para Minayo (2012, p. 316), “a análise temática consiste em descobrir
os núcleos de sentido que compõem uma comunicação cuja presença ou frequência
signifique alguma coisa para o objetivo analítico visado”.

3.6 - Aspectos éticos

Em relação ao Serviço Social os parâmetros éticos em relação à pesquisa


são buscados no Código de Ética Profissional que demonstra os valores e princípios
fundamentais, baseados na liberdade, as demandas políticas inerentes a autonomia,
emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais; a defesa dos direitos
humanos e a recusa da arbitrariedade e do autoritarismo; bem como a busca pelo
aprofundamento da democracia em prol da equidade e da justiça social (BRASIL,
1993).
A pesquisa aconteceu com equipe técnica da Escola Municipal Prof.ª Maria
Pureza Brito Costa os profissionais foram devidamente explicados sobre o conteúdo
desta pesquisa para que pudessem alcançar os objetivos, e sendo assegurados e
tendo também no querer dos entrevistados total sigilo de seus nomes, para não
comprometer a sua identidade.
Visto que,
O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe
após consentimento livre e esclarecido dos sujeitos, indivíduos ou grupos
que por si e/ou por seus representantes legais manifestam a sua anuência a
participação na pesquisa (Resolução 196, item IV).

Assim, a entrevista é um instrumento de interação social ao quais os dados


são de natureza social, e necessita ser levada em conta a interpretação dos
resultados. Nesse contexto, é a organização e adequação dos roteiros como
40

maneira de esmiuçar, preparar, organizar e tomar ciência da sistematização de


coleta de informações.
No Brasil, desde outubro de 1996, foram estabelecidas as
chamadas Diretrizes e Normas de Pesquisa Envolvendo Seres Humanos, por meio
da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e suas complementares, com
o objetivo principal de garantir o respeito à pessoa. Garantia que se estende não só
ao sujeito da pesquisa, ao pesquisador e à equipe de pesquisa, mas também à
sociedade como um todo (BRASIL, 1996).
Nesse sentido, utilizou-se para realização da pesquisa o TCLE – Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido (APENDICE A) e ainda como comprometimento
dos autores da pesquisa utilizou-se o Termo de Responsabilidade Intelectual
(APENDICE B).

4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

A educação vem sofrendo mudanças de acordo com o passar dos anos, o


ensino público especialmente vem sofrendo com essas mudanças, alguns fatores
negativos contribuem para esses resultados. A escola é um dos principais
equipamentos sócio é nela que a crianças/jovens, desenvolve o seu senso crítico,
seja como cidadão, na sua ideia política e mais que isso a escola deve ser capaz de
desenvolver o indivíduo para uma sociedade. É nessa perspectiva que se dá a
importância do contexto familiar e comunitário na escola a fim de poder fortalecer
vínculos que possam respeitar a realidade social.
Dentro desse contexto será abordado nesse capitulo os resultados da
pesquisa realizada através de um estudo do serviço social na educação:
possibilidade de articulação entre escola, família e comunidade a partir do olhar da
equipe técnica do município de Ribeira do Pombal.
Assim, estruturam-se tais itens que detalha o campo empírico da pesquisa:
Caracterização Demográfica dos Sujeitos de Estudo, A importância do Serviço
Social para o Fortalecimento dos vínculos entre a Escola, Família e Comunidade,
Contribuições do Serviço Social na articulação entre Escola, Família e Comunidade
através do planejamento e gestão das demandas escolares.

4.1 CARACTERIZAÇÃO SOCIODEMOGRAFICA DOS SUJEITOS DE ESTUDOS


41

A caracterização dos sociosujeitos de estudos foi realizada na pesquisa


através de dados colhidos na entrevista e é correspondente a idade, formação
profissional e determinações contratuais, tempo de atuação como professora,
atuação na rede municipal, tipo de contrato, carga horaria de trabalho, vínculos
empregativos, como é seu local de trabalho, como será representado no Figura 1.
Foram entrevistados 07 sujeitos, que terão sua idade preservada com codinomes
como, Jabuticaba, Acerola, Manga, Pinha, entre outros.

Figura 1: Caracterização sociodemográfica dos sujeitos de estudo

Variaçõ SEXO IDADE Formação Tempo de Tempo de Tempo Tipo de


es Profissional Atuação Atuação de contrato
(Formação/ (Professor na Rede atuação de
Formação a, Municipal no trabalho
continuada) Diretora, em R.Do campo
SUJEITOS Coord. Pombal de
Vice- estudo
Diretora).
F 41 Graduação Professora 18 anos 13 anos Concursad
Jabuticaba pedagogia/p 18 anos a
ós-
graduação
F 38 Graduação Professora 10 anos 04 anos Concursad
Acerola Pedagogia/P 20 anos a
ós
Graduação
F 49 Magistério/ Professora: 14 anos 10 anos Concursad
Manga Graduação 18 anos/ a/
pedagogia/P Coordenad Contratada
ós- ora: 04
graduação anos/ Vice-
Diretora:
10 anos
F 36 Magistério Diretora: 13 anos 1 ano e Nomeada
Pinha 05 anos 06
meses
F 27 Graduação Professora: 04 anos 02 anos Contratada
Limão Pedagogia/P 07 anos
ós
Graduação
F 46 Graduação Professora: 14 anos 05 anos Concursad
Uva Pedagogia/P 20 anos a
ós
Graduação
F 30 Graduação Professora: 06 anos 03 anos Contratada
Maçã Pedagogia/P 10 anos
ós
Graduação
Fonte: Pesquisa de Campo, 2018.
42

A variável sobre as Professoras, Diretora e Vice Diretora entrevistado


encontrou-se a maioria do sexo F, atualmente vemos que a docência é dominada
por mulheres (Ensino Básico, Ensino Fundamental e Ensino Médio), de acordo com
senso do professor no Brasil, são 87,94% do sexo feminino e 18,06% do sexo
masculino (MEC, 2007).
Ao analisar a faixa etária de cada profissional da educação é variada de
acordo com a cada uma pesquisada. Elas se encontram numa faixa entre 27 e 50
anos. Esta faixa etária mostra como é a diferença entre os anos de ensino de cada
uma e experiência profissional de ensino, e ainda de acordo com o MEC (2007) de
25 s 32 anos é uma média de 26%, de 33 a 40 anos é uma média 27%, e até 50
anos é de 29%.
De acordo com a formação dessas profissionais a maioria relatou ter ensino
superior com pós-graduação na área da pedagogia de acordo com a LDBEN
9.364/96 institui que os professores da Educação Básica possuam o Ensino Superior
sendo obrigatório, assim traz no artigo 62:

A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível


superior, em curso de licenciatura plena, admitida, como formação mínima
para o exercício do magistério na educação infantil e nos cinco primeiros
anos do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade
normal (LDBEN, 2017).

Assim sendo, alguns dessas professoras possuem o antigo magistério como


uma semiprofissional, que já se, pois como extinto e muitos ainda possui no
currículo como formação profissional no parágrafo 5°:

A União, o Distrito Federal, os Estados e os Municípios incentivarão a


formação de profissionais do magistério para atuar na educação básica
pública mediante programa institucional de bolsa de iniciação à docência
(LDBEN, 2017).

Quando notamos essa mudança de Magistério para a Graduação nota-se o


tempo de trabalho de cada uma e o tempo de atuação na Rede de Ensino Publica
do Município de Ribeira do Pombal a média para as professoras/diretora ficou entre
01 ano a 20 anos, de acordo com Carvalho (2007):

Entre o dito e o não dito, a conclusão é óbvia: a formação de professores


será sempre importante para qualquer mudança educacional, sobretudo
para a melhoria da qualidade do ensino. E pensar a qualidade da educação
no contexto da formação de professores significa colocar-se a disposição da
construção de um projeto de educação cidadã que propicia condições para
a formação de sujeitos históricos capazes de, conscientemente, produzir e
transformar sua existência. (P.06)
43

Com tudo é possível perceber que na medida em que professora/ diretora/


vice-diretora está ligada diretamente aos mecanismos de aprendizagem e
conhecimento com base na sua formação profissional seja diretamente em sala de
aula ou direcionando a escola e auxiliando umas a outras no âmbito educacional.
Suas cargas horaria de trabalho equivalem ao tempo de contrato assinado
com a prefeitura do município e com o concurso que é relacionado a algumas destas
entrevistadas e vale ao direito de cada uma delas as decisões de trabalho e
oportunidades de poder estar lecionando, assim Paulo Freire (1997) trás:
O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida que o
ensinante, humilde, aberto, se ache permanentemente disponível a
repensar o pensado, rever-se em suas posições; em que procura envolver-
se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas, que
ela os faz percorrer (sem pagina).

4.2 A IMPORTANCIA DO SERVIÇO SOCIAL PARA O FORTALECIMENTO DOS


VINCULOS ENTRE ESCOLA, FAMÍLIA E COMUNIDADE

A importância da Família e a comunidade no âmbito escolar frente com


Serviço Social ajudam nas interfaces das questões sociais, o assistente social é
chamado para intervir nessa realidade. A interlocução do Serviço Social com essa
questão faz necessária. Uma vez que Bueno (2010) enfatiza a importância da
integração escola, família e comunidade para tornar a educação mais efetiva. Com
as transformações da sociedade e as novas demandas que surgem, a escola
enfrenta novos desafios perante as demandas apresentadas pelos estudantes.
Frente a isso, evidenciou na pesquisa o entendimento da equipe técnica sobre o
serviço social na escola, através da pergunta: você tem conhecimento de que o
Serviço Social pode fazer parte da equipe técnica da escola? Todas responderam:

Serviço Social na equipe tecnica da


escola

Sim
Não
44

Figura 2- Representação gráfica sobre Serviço Social na equipe técnica na


escola. O gráfico circular apresenta dados sobre Serviço Social fazer parte da
equipe técnica da escola, todas as entrevistadas afirmaram Sim (100%) Não (0%)
ter conhecimento sobre tal informação.

A Educação e Serviço Social são áreas afins, cada qual com sua
especificidade, que se complementam na busca por objetivos comuns, e projetos
político-pedagógicos pautados sob a lógica da igualdade e da comunicação entre
escola, família, comunidade e sociedade (SOUZA, 2005). No que se refere aos
direitos dos assistentes sociais, o artigo 2° do Código de Ética (2012) assegura:

a) Garantia e defesa de suas atribuições e prerrogativas, estabelecidas na


Lei de Regulamentação da Profissão e dos princípios firmados neste
Código;
b) Livre exercício das atividades inerentes à Profissão;
c) Participação na elaboração e gerenciamento das políticas sociais, e na
formulação e implementação de programas sociais;
d) Inviolabilidade do local de trabalho e respectivos arquivos e
documentação, garantindo o sigilo profissional;
e) Desagravo público por ofensa que atinja a sua honra profissional;
f) Aprimoramento profissional de forma contínua, colocando-o a serviço
dos princípios deste Código;
g) Pronunciamento em matéria de sua especialidade, sobretudo quando se
tratar de assuntos de interesse da população;
h) Ampla autonomia no exercício da Profissão, não sendo obrigado a
prestar serviços profissionais incompatíveis com as suas atribuições,
cargos ou funções;
i) Liberdade na realização de seus estudos Código de Ética 27 e
pesquisas, resguardados os direitos de participação de indivíduos ou
grupos envolvidos em seus trabalhos.

Montaño (2009) destaca que os profissionais de Serviço Social precisam de


qualificação e comprometimento para que não se conformem com as demandas
rotineiras, e sim possam ir além delas, a fim de desenvolver outros tipos de práticas
que incorporem as demandas do cotidiano do trabalho.
Ressaltando assim a pratica no âmbito escolar e seu fazer junto com a equipe
técnica da escola, considerando desenvolver atividades por trabalhos preventivos,
fortalecimentos entre escola-família, entre outros deveres envolvendo também a
comunidade para ações mais participativas.
Diante de tais dados, evidenciamos na pesquisa o entendimento dos
profissionais sobre a importância do Serviço Social na escola, através da pergunta:
45

em sua opinião, qual a importância do Serviço Social na Escola Municipal Profª


Maria Pureza Brito Costa? Duas das professoras declararam:
Sabendo que a educação é de suma importância para as transformações
sociais e o progresso de uma nação. O serviço social se faz necessário a
presença do serviço social em textos as escolas no intuito de promover o
fortalecimento de vínculos entre escola, família e comunidade (ACEROLA,
2018),

“É importante devido à comunidade em que esta localidade apresenta uma carência


muito grande em relação à saúde, a própria moradia e sem que a maioria seja bem
de família desestruturada” (PINHA, 2018).
Mediante a necessidade antes retratada a necessidade do Assistente Social
no âmbito escolar, poderá contribuir nas problematização e nas seguintes demandas
que surgem, podendo colaborar com as realidades familiares e comunitárias
desenvolvendo ações junto com a escola.
Desta maneira,

A inserção do Assistente Social na educação pública constitui-se em uma


das formas de garantir o exercício da cidadania do ao aluno, refletindo em
sua família, por meio da disponibilidade de atendimento e acompanhamento
individualizado, como também buscando a promoção da democracia através
da abertura de espaços de participação e envolvimento na realidade escolar
(SCHNEIDER E HERNANDORENA, 2012, p.20).

Ainda em consonância com a ótica da participação do Assistente Social no


fortalecimento de vínculos, foi elaborada a seguinte questão: Como você acha que o
Assistente Social poderia participar para o fortalecimento de vínculos entre Escola,
Família e Comunidade? Assim destaca:

Creio que o Assistente Social tem um papel de mediador em conversas e


situações. Ele pode facilitar um bom entendimento. Cabendo a ele planejar
encontros e orientar discursões encima de questões que estão sendo
observadas no dia- a –dia das escolas (JABUTICABA, 2018).

Corroborando com essa questão a Pinha destaca fortalecimentos de vínculos


da escola, família e comunidade: “Acredito que através de reuniões, palestras de
esclarecimentos aos pais sobre drogas, saúde (prevenção de doenças) entre outros”
(PINHA, 2018).
Em sua maioria os profissionais destacaram a necessidade de um profissional
que possam resolver as questões sociais já existentes no espaço da comunidade e
com as famílias, em experiências já notadas, relato que crianças trabalham
ajudando os pais, a evasão escolar é grande, as necessidades com questão de
46

saber o que é certo e errado, nesse caso a busca desse Assistente Social é notável
para o dia-a-dia da família e comunidade em geral.
Destaca-se, então, que Martins (1999), apud Shineider e Hernandorenap
(2012), fala que esse profissional tem atribuição nas escolas de: melhorar as
condições de vida e sobrevivência das famílias e alunos; favorecer a abertura de
canais de interferências dos sujeitos nos processos decisórios das escolas (os
conselhos de classe); ampliar o acervo de informações e conhecimentos, acerca do
social e comunidade escolar; estimular a vivencia e o aprendizado do processo
democrático no interior da escola e com a comunidade; fortalecer ações coletivas;
efetivar pesquisas que possam contribuir com a análise da realidade social dos
alunos e de suas famílias; maximizar a utilização dos recursos da comunidade;
contribuir com a formação profissional de novos assistentes sociais, disponibilizando
campo de estagio adequado às novas exigências do perfil profissional.
Nesse contexto, ao falar da questão social definição bem clara por Iamamoto
(2000), ressalta-se que a questão social apreendida como o conjunto das
expressões das desigualdades da sociedade capitalista madura, que tem uma raiz
comum: a produção social é cada vez mais coletiva, o trabalho torna-se mais
amplamente social, enquanto a apropriação de seus frutos mantém-se privada,
monopolizada por uma parte da sociedade.
Como pude perceber, segundo as citações das professoras e diretoria da
escola já entrevistada, a intervenções pelo Assistente Social são necessárias em
tamanha demanda posicionada nas questões de vulnerabilidade social.
Diante disso, foi elaborada a seguinte pergunta: em sua opinião, qual maior
dificuldade com relação aos conflitos presentes no âmbito escolar? Apenas quatro
das sete profissionais afirmaram contexto social, compromisso. Os quatros
profissionais foram Uva, Acerola, Pinha, Jabuticaba: “Creio, que a falta de interesse
dos pais, quantos a vida dos alunos na escola e como estão muitos nem aparecem
nas reuniões escolares isso complica, pois acham que eles estão muito bem” (UVA,
2018), “A falta de um profissional habilitado para atuar no enfrentamento dos
conflitos já existentes no âmbito escolar” (ACEROLA, 2018), “A falta de
compromisso dos pais em relação aos filhos deixando a responsabilidade que
compete exclusivamente a eles pra nós “escola” quando temos o compromisso
(aprendizagem) ensino” (PINHA, 2018) e “Com certeza o contexto social no qual
nossos educandos estão inseridos” (JABUTICABA, 2018).
47

Frente que foi dito pelas entrevistadas a família está tendo um papel afastado
da realidade vivida no âmbito escolar, na sua pratica profissional o assistente social
está constantemente inserido nas relações familiares que envolvem algum
sofrimento ou outro fenômeno causando as expressões das questões sociais. Sendo
assim de acordo com CENPEC (2002):

[...] família e escola exercem grande influencia na educação de crianças e


jovens. Por essa razão, devem firmar uma relação de colaboração baseada
na cooperação e respeito mútuos, que se reflita positivamente na vida
escolar dos alunos. No entanto, nem sempre esta tão necessária parceria
se estabelece de forma harmônica. Algumas vezes ela é marcada por
cobranças e expectativas não correspondidas por ambos os lados, o que
muitas vezes acaba afetando a relação com a escola e a família (p.22).

Nesse sentido que o Serviço Social vem para desmistificar só sua atenção em
campos restritos já conhecidos, a sua necessidade de atuar em outro campo para
poder abrir sua fonte de atuação se faz necessária, trazendo a melhoria para esse
ambiente escolar, fazendo aproximação junto com os pais, no surgimento de ser
mais participativo assim fortalecendo esses vínculos entre escola e família de forma
que não prejudiquem a vida do aluno mais sim acrescente no seu desenvolvimento e
aprendizagem.
Mediante a tais necessidades expostas na questão de fortalecimento de
vínculos, e necessidades de um profissional mais participativo para tais intervenções
sociais, apresentou-se assim tal questionamento: você acredita que no contexto
atual de sua escola é necessária a atuação do Serviço Social? E quais benefícios
poderiam trazer? O relato de das entrevistadas Manga e Jabuticaba complementa o
pensamento de todas entrevistadas: “Sim. Favorecer os alunos/ Familiares, levando-
os a conhecerem os seus direitos de acordo com suas necessidades e
possibilidades” (MANGA, 2018); e “Sim. Acredito. Na verdade torna-se clara a
importância de compreender a necessidade do serviço social no espaço escolar
como instrumento de luta contra violência, exclusão, invasão e outros
(JABUTICABA, 2018).
É possível perceber diante de tais relatos que no cenário atual das escolas e
os desafios postos o Serviço Social se faz necessário, para começar promover
estratégias que permita ter sua atenção voltada a este cenário que se faça uma
escola competente que possa ser mais construtiva, justa e democrática.
Martins (2001) ressalta que a intencionalidade do Serviço Social no ambiente
educacional é contribuir com a função social da escola, construindo espaços de
48

intervenção nas relações sociais estabelecidas no seu interior e nas relações com a
comunidade/sociedade onde mesma está inserida.
Entende-se frente à realidade estudada que a necessidade dos entrevistados
de ter mais um acompanhamento que possa oferecer possibilidades de
entendimento social com as famílias/comunidade em que a instituição de ensino se
localiza para que haja intervenções que possam melhorar as situações que se
encontra muito desses alunos e suas famílias que possam ser capaz de intervir no
processo escola/família.

4.3 CONTRIBUIÇÕES DO SERVIÇO SOCIAL NA ARTICULAÇÃO ENTRE


ESCOLA, FAMILIA E COMUNIDADE ATRAVES DO PLANEJAMENTO E GESTÃO
DAS DEMANDAS ESCOLARES

Na problemática anterior foi caracterizada a questão do fortalecimento de


vínculos e problematização da família/ comunidade, e a escola no ambiente sócio
educativo com vários pontos destacados. O Serviço Social, como profissão
fundamenta-se como objeto de trabalho a questão social em suas diversas
expressões.
Questão social compreendida como mazelas geradas pelo sistema capitalista,
sendo uma dessas manifestações o desemprego, alcoolismo, pobreza, condições
precárias de trabalho, violência, entre outros. O Assistente Social convive
cotidianamente com as mais amplas expressões da questão social, matéria prima do
seu trabalho (BRASIL, 1996).
Diante de alguns fatos, o trabalho do assistente social, na educação ainda
mesmo considerado iniciante para algumas instituições de ensino, é sendo
requisitados, cada vez mais, no campo de trabalho para esses profissionais.
Frente a isso foi elaborado a seguinte pergunta: você já ouviu falar que o
Serviço Social pode contribuir com baixo rendimento escolar, evasão escolar,
desinteresse pelo aprendizado, problemas com disciplina, insubordinação a qualquer
limite ou regra escolar, vulnerabilidade às drogas e atitudes e comportamentos
agressivos e violentos? Tal questão será analisada através da resposta Sim ou Não
e comentários das próprias entrevistadas que relataram: (Figura 3).
49

Figura 3 – Representação Gráfica sobre Serviço Social e sua contribuição – O


gráfico em forma de diagrama apresenta os dados do questionário sobre a
contribuição do Serviço Social no espaço escolar, Sim (47%) Não (36%) Não
souberam comentar sua resposta (17%).

Nesse seguimento são dadas as opiniões das entrevistadas Acerola, Uva e


Pinha, que traz seguintes considerações: “É como venho tentando falar
anteriormente, o Assistente social terá condições de avaliar/ver as necessidades dos
alunos/família e encaminha-los para os órgãos ou pessoas poderão ajuda-los em
suas respectivas necessidades” (UVA, 2018);

A parceria entre o serviço social e a escola pode contribuir de forma


significativa para compreensão de comportamentos violentos e agressivos.
O profissional habilitado ver além das atitudes buscando as possíveis
causas que desencane-a esses comportamentos (ACEROLA,2018);

“Sensibilizando a comunidade sobre a importância de participar de Ações voltadas


para o bem estar dos alunos” (PINHA, 2018).
Quanta a pratica profissional destaca-se o fazer do Assistente Social e suas
qualificações quanto a sua formação profissional que capacita ao trabalhar nesses
ambientes com diferentes tipos de demandas sociais, dispondo de seu instrumental
técnico operativos, realizando visitas domiciliares, relatórios, parecer sociais, dentre
outros.
O Parecer Jurídico 23/00 de outubro de 2000, incluso no Conselho Federal de
Serviço Social (2001) que cabe ao assistente social desenvolver as seguintes
funções na área da Educação:
 Pesquisa de natureza sócio-econômica e familiar para caracterização
da população escolar;
50

 Elaboração e execução de programas de orientação sócio familiar


visando prevenir a evasão escolar e melhorar o desempenho e rendimento
do aluno e sua formação para o exercício da cidadania;

 Participação, em equipe multidisciplinar, da elaboração de programas


que visem prevenir a violência, o uso de drogas e o alcoolismo, bem como
que visem prestar esclarecimentos e informações sobre doenças infecto-
contagiosas e demais questões de saúde pública;

 Articulação com instituições públicas, privadas, assistenciais e


organizações comunitárias locais, com vistas ao encaminhamento de pais e
alunos para atendimento de suas necessidades;

 Realização de visitas sociais com o objetivo de ampliar o


conhecimento acerca da realidade sócio familiar do aluno, de forma a
possibilitar assiste-lo e encaminhá-lo adequadamente;

 Elaboração e desenvolvimento de programas específicos nas escolas


onde existam classes especiais;

 Empreender e executar as demais atividades pertinentes ao Serviço


Social, previstas pelos artigos 4º e 5º da Lei 8662/93, não especificadas
acima.

Todos os pontos supracitados pelo CFESS são propostos e cabíveis as tais


necessidades que a escola busca para tentar combater os problemas existentes
com os alunos que estão desenvolvendo sua capacidade e suas escolhas do querer
e poder, então existe essa grande preocupação da equipe técnica escolar.
Nessa mesma linha de pensamento é fundamental saber as necessidades da
escola através de suas demandas sejam atendidas corretamente, e que dessa forma
a parceria entre escola, família e comunidade sejam construída com espaços
democráticos e atendendo a todos com o assistente social.
A partir dessa visão
Papel do Assistente Social
participativa do Assistente Social
14% SIM formulou-se a seguinte questão:
NÃO
Não souberam você sabia que é papel do
comentar
assistente social elaboração de
plano de trabalho da equipe
86%
comtemplando ações/projetos
para diferentes segmentos da
comunidade escolar, considerando as especificidades do território. Conferindo na
(Figura 4) abaixo e seguindo os comentários:
51

Figura 4- Representação gráfica sobre o papel do Assistente Social- o gráfico


circular apresenta dados sobre opinião das entrevistadas sobre o papel do
assistente social na elaboração do plano de trabalho da equipe e a maioria afirmou
ter conhecimento Sim (86%) Não (14%) e Não souberam comentar (0%).

Com base no que foi exposto na (Figura-4) seguimos com os comentários


propostos por cada participante:

Por acreditar que a pratica do Profissional (Assistente Social) ao campo


educacional seja a base da identificação da aproximação teórica e pratica,
conhecendo, estudando e mapeando os problemas sócio educativo por
meio de atuação interdisciplinar no sistema escolar, visando garantir ao
educando melhoria nas condições de estudos (JABUTICABA,2018);

“Seria muito importante a divulgação de forma mais amplas do papel do assistente


nas escolas (ACEROLA, 2018)”; e “Porém nem sempre a escola tem o apoio
necessário desses profissionais como aprimorar para melhorar os problemas que
enfrentamos no dia-a-dia” (PINHA, 2018).
A partir desse enfoque a diversidade nas analise das respostas nota-se que
parte das professoras tem notado a importância do Serviço Social no âmbito escolar,
junto com interdisciplinaridade que é uma ação participativa de todos os
profissionais no desenvolvimento seja de projetos/ações, que sejam de cunho
melhorativo para educação dessas crianças.
Comparando assim as demais respostas nota-se que a maioria dos casos
existe a pouca visibilidade do assistente social no seio escolar e as formas de
participação mesmo sendo substancial (só na colaboração de algum evento sendo
com palestras) quando solicitado para realização de algum projeto.
Ressaltando assim o que Santos (2011) diz que é de extrema importância o
que o profissional de Serviço Social, inserido na escola saiba trabalhar com
programas visando à prevenção e não dispender o seu tempo meramente com a
efervescência dos problemas sociais.
Na escola, o assistente social deve ser o profissional que precisa se
preocupar em promover encontro da educação com a realidade social do aluno, da
família e da comunidade. É intervindo na família, através de ações ou de trabalhos
52

de grupo com os pais, que se mostra a importância da relação escola-aluno-família.


O assistente social poderá diagnosticar os fatores sociais, culturais e econômicos
que terminam a problemática social no campo educacional e, consequentemente,
trabalhar com um método preventivo destes, no intuito de evitar que o ciclo se repita
novamente.
Ainda é possível perceber as atribuições do assistente social nesses espaços,
através de sua pratica profissional contribuindo para as resoluções das
problemáticas sociais, através dos planejamentos realizados e gestões executada,
com consonância ao que se é debatida representa a seguinte pergunta: você sabia
que podemos evidenciar que atuação do Serviço Social na Educação contribui para
resolução de problemáticas sociais, em atendimentos sociais aos alunos e suas
famílias ou comunidade em geral, na realização de encaminhamentos, informações,
orientações, elaboração e implementação de projetos de cunho educativo, por meios
de planejamento e gestões executadas com a escola? Segue na (Figura 5) o
entendimento de cada seguindo por seus comentários:

Atuação do Serviço Social na Educação


SIM NÃO
não souberam comentar

17%

24% 60%

Figura 5 – Representação gráfica sobre atuação do Serviço Social na


Educação – O gráfico em diagrama apresenta os dados que confirmam a atuação
do Serviço Social na Educação por meio das entrevistadas que SIM (59%) NÃO
(24%) não souberam comentar (0%).

Segue os seguintes comentários das entrevistadas Maçã, Jabuticaba e


Acerola: “É através deste trabalho de detectar a/as problemáticas buscar soluções
através de um planejamento baseado nas possibilidades existentes” (MAÇÃ, 2018);
53

“Sim, porque por meio da atuação desses profissionais em conjunto com os demais
agentes escolares poderá contribuir para ampliação da pratica educacional”
(JABUTICABA, 2018); e “A atuação do serviço social no enfrentamento e resolução
dos conflitos existentes no âmbito escolar é (muito importante) cada vez mais
evidente e perceptível” (ACEROLA, 2018).
Podendo discutir essa relação da gestão escolar com o Serviço Social, gera
um modo de participação de todos envolvidos, partir disso que se podem promover
abordagens de planejamentos, articulação, onde serão orientados como lhe dar com
as necessidades propostas pelos alunos e diante desses desafios propostos pela
sociedade. Assim, elucidando o que o autor Martins (2007)
Portanto, o papel educativo do assistente social é no sentido de elucidar,
desvelar a realidade social em todos seus meandros, socializando
informações que possibilitem a população ter uma visão crítica que
contribua com a sua mobilização social visando à conquista dos seus
direitos (p. 135).

Foi possível perceber através da investigação que segundo as citações da


equipe técnica, a necessidade do Serviço Social neste âmbito escolar, apesar de ser
um debate recente quanto a assunto, pois no cotidiano escolar enfrentam-se
questões sociais que diante do conhecimento pedagógico, não teriam capacidade de
enfrentar sozinhos.
Para Almeida (2000),
pensar sua inserção na área de educação não como uma especulação
sobre a possibilidade de ampliação do mercado de trabalho, mas como uma
reflexão de natureza política e profissional sobre a função social da
profissão em relação às estratégias de luta pela conquista da cidadania
através da defesa dos direitos sociais das políticas sociais (p. 2).

Trazendo a questão de necessidade do Serviço Social registrou-se a seguinte


questão: em sua opinião o que limita a implementação do Serviço Social nas escolas
do município de Ribeira do Pombal? Colaborando com essa questão Pinha, Manga,
Uva: “Para que haja a implementação do Serviço Social na escola é preciso que o
Gestor municipal perceba que realmente necessita, a partir dai será construído
projetos para implementação das mesmas” (PINHA, 2018), “Não sei dizer. Acredito
que pelo andar da carruagem, onde temos um Gestor com uma visão progressiva,
muito em breve teremos Assistentes Sociais fazendo parte do quadro de
funcionários da escola” (MANGA, 2018) e “Com certeza, ainda seja a falta de
conhecimento e/ou reconhecimento por parte da maioria que não se dão conta do
54

papel dos profissionais que perpassa também no espaço educacional em prol de


melhorar na educação” (UVA, 2018).
No contexto atual que vivemos na sociedade, está marcada por problemas
voltados para área social que processo de crescimento, está garantido pelo Estado a
educação, partindo dessa compreensão e segurança oferecida até pelas políticas
públicas, que garante uma qualidade melhor na educação e com as famílias uma
vez que sua efetividade passa ser interesse municipal/estadual para que possa
implementar essas ações.
Desta maneira, segundo Almeida (2012, pg.73)
As politicas públicas a partir das ultimas décadas ganharam novos
contornos em função da descentralização de suas ações, das novas feições
da relação entre o Estado e a Sociedade Civil e, por conseguinte, da
constituição de novas instancias de controle social. O percurso dessa
construção democrática esteve longe de ser linear e foi marcado por
experiências politicas que imprimiram ao período uma dinâmica contraditória
e bastante diversificada. A questão social passa a ter um significado politico
e teórico para se pensar a constituição dos novos enfrentamentos e arranjos
entre as diferentes politicas publicas e ação no âmbito das esferas publica e
privada nos diferentes territórios da cidade. A cidade passa a ter cada vez
mais importância como palco privilegiado da materialização desta tendência
seja em função dos processos de descentralização das políticas públicas,
seja em razão da necessidade de se organizar estratégias que garantissem
de fato a articulação de suas ações.

Vale ressaltar que na Constituição de 88, a educação é um direito


fundamental estabelecido no artigo 6º, que dispõe: “Art. 6º São direitos sociais
a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a
previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos
desamparados, na forma desta Constituição”.
Diante da problemática que se buscou abordar neste estudo é relevante
para compreensão sobre o Serviço Social na Educação e de grande importância
para os profissionais da equipe técnica da escola, sobretudo por que permite que
adentremos na dimensão do Assistente Social e suas qualificações e identificando
quais são suas forma de lhe dá com este fenômeno evidenciado que é a questão
social no dentro do ambiente escolar.
A categoria elencada nesta pesquisa nos deu possibilidade de diagnosticar
que todas as Professoras/Diretora/Vice-Diretora/Secretaria envolvidos na pesquisa
sabem a necessidade do Serviço Social em sua jornada profissional. A
compreensão deste fenômeno perpassa às dimensões teóricas e metodológicas
55

que baseiam a profissão de Serviço Social possibilitando assim que o Assistente


Social tenha um olhar amplo para esse contexto que é a Educação.

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa que aqui se apresenta teve como objetivo realizar um estudo no


Serviço Social na Educação: possibilidade de articulação entre escola, família e
comunidade identificando as intervenções que o assistente social pode realizar junto
à escola para que possa atender as necessidades de todo os
aluno/família/comunidade, bem como evidenciando as contribuições que pode trazer
para o ambiente escolar entre as demandas que são postas.
A motivação para escolha desse tema surgiu devido à necessidade maior de
exploração sobre o serviço social e a educação e suas possibilidades de trabalho,
bem como pela opinião dos profissionais que estão em sala de aula e a direção da
escola, e sobre a necessidade desse assistente social na escola que se apresenta
relevante em uma sociedade, que apresenta muitas demandas relacionadas à
questão social, que tanto assola o ambiente escolar que os alunos trás.
Por conseguinte, justifica-se ainda pela busca maior de um entendido sobre a
forma de atuação do serviço social frente a essa demanda que requer formação
qualificada e domínio sobre a sua forma de outros profissionais conhecerem, mas
através do teórico voltado a profissão, visto que, tange os direitos sociais tal
intervenção.
Diante dos resultados encontrados, consideramos que mesmo diferentes
profissionais notam-se uma breve compreensão dos sujeitos, quanto à profissão do
assistente social e a necessidade que tem urgência desse profissional no quadro de
professores. Nessa premissa, vale ressaltar, que as especificidades dos objetivos
foram alcançadas, uma vez que, almejava-se, averiguar a relevância da inserção do
profissional em Assistência Social nas escolas pombalenses, verificando os riscos e
vulnerabilidades sociais, bem como, a carência de um acompanhamento sistemático
voltado para o público-alvo das mesmas.
56

Apesar de ser elucidada no início do trabalho, vale ressaltar que, a


problemática teve perdurabilidade durante todo o processo desse estudo. Essa
pertinência deu ênfase para a construção e aperfeiçoamento da pesquisa, na
perspectiva de não fugir do foco pretendido, portanto, há de se considerar que, a
partir do constante uso dessa problemática, foi possível identificar os efeitos
causados pelas políticas públicas de assistência voltada para as escolas.
Por esta razão, verifica-se, a relevância social desse estudo, para a
construção do conhecimento no âmbito acadêmico; uma vez que, na atual situação
social, adverte-se que, os indivíduos em idade escolar não trabalham e também não
se sentem pertencentes a nenhum grupo social e devido às limitações intrínsecas da
sua faixa etária, os mesmos não estão aptos à inserção no mercado de trabalho;
desprovidos de tais recursos financeiros, eles se tornam ainda mais dependentes
dos seus pais.
Devido a esse processo vigoroso, por ser um sujeito fragilizado, com
dificuldades, pouco recurso financeiro e isento de políticas públicas adequadas, tal
público-alvo está fadado a vulnerabilidades e riscos sociais, nessa perspectiva, são
distintos os motivos que contribuem para que eles fiquem expostos às diversas
expressões da questão social que podem ser combatidos através da intervenção do
Assistente Social.
Esta pesquisa consegue nortear a relação entre a escola, família e a
comunidade no processo de desenvolvimento da criança, dentro da perspectiva
sócio histórica, esclarecendo ainda que as relações culturais são fatores
contribuintes da construção da identidade, assim surge a necessidade de mais
projetos escolares que trabalhem efetivamente os valores humanos que trabalhem
as noções de respeito e cidadania, temas estes que estão estreitamente ligados ao
campo educacional.
Pelo seu caráter formativo, as interações familiares em todos os momentos
permitem que os indivíduos se estruturem e estabeleçam interações ricas de trocas,
aprendam a fazer as escolhas corretas, livres de influências que não lhe
proporcionem bem estar físico, social, afetivo, biológico e emocional, acostumando-
se a lidar com as regras e limites recomendados e conscientizando-se que terão
bons resultados a curto e longo prazo.
Através da prática da orientação familiar, através de diálogos abertos,
também é possível favorecer o desenvolvimento psicológico da criança e do
57

adolescente, levando-o a atingir melhores resultados na escola, como também


proporciona um melhor relacionamento em casa, com os pais, irmãos, etc.
Com base na confirmação dos referenciais bibliográficos, pesquisa de campo
e análise dos dados, reafirma-se que a inserção do Serviço Social na Educação é
um assunto a ser discutir na sociedade, pois é uma temática cada vez mais
abrangente.
Por fim, a partir desse estudo, espera-se abrir novos horizontes, onde seja
possível colocar em prática as sugestões propostas, por meio de políticas públicas
que estabeleçam um papel esclarecedor e instigante quanto ao envolvimento do
Assistente Social no desenvolvimento educacional dos indivíduos, bem como no
fortalecimento dos vínculos entre as famílias, à escola e a comunidade.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Ney Luiz Teixeira. Serviço Social e a Política Educacional: um breve


balanço e desafio desta relação. 1º Encontro de Assistentes Sociais na Área de
Educação. Belo Horizonte, 28 março 2003, p. 1-9.

ALMEIDA, Ney Luiz Teixeira de. Serviço Social, trabalho e políticas públicas. Ney
Luiz Teixeira de Almeida, Mônica Torres de Alencar. – São Paulo: Saraiva, 2012.

AGUIAR, A. G. Serviço Social e filosofia: das origens a Araxá. 5. ed. São Paulo:
Cortez, 1995.

ABESS/CEDEPSS. Proposta básica para o projeto de formação profissional.


Serviço Social & Sociedade, XVII (50): 143 a 171. São Paulo, Cortez, Abril. 1996.

BARROCO; Maria Lúcia Silva. TERRA, Sylvia Helena. Código de Ética do/a
Assistente Social comentado. Conselho Federal de Serviço Social. In: ______
(CFESS) (Org.). São Paulo: Cortez, 2012.
58

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Localização e dados gerias


de Ribeira do Pombal. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em 29 de
maio de 2018.

BRASIL. Código de ética do/a assistente social. Lei 8.662/93 de regulamentação


da profissão. – 10° ed. rev. e atual. – [Brasília]: Conselho Federal de Serviço Social,
[2012]

BRASIL. Constituição Federal de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.


gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm>. Acesso em: 18 junho de 2018.

_______. Lei de nº. 9394 de 20 de dezembro de 1996. Lei de diretrizes e bases da


educação. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil/LEIS/L9394>. Acesso
em: 8 de junho de 2018.

_______. Diretrizes e Normas de Pesquisa Envolvendo Seres Humanos, por meio


da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.

_______. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Localização e dados gerias


de Ribeira do Pombal. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em 29 de
maio de 2018.

________. Código De Ética Do Assistente Social, Resolução CFESS n. 273, 1993

________. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política


Nacional de Assistência Social – PNAS. Brasília: 2004.

BOSCHETTI Ivanete. Política Social no Capitalismo. Tendências


Contemporâneas. São Paulo: Cortez, 2008B.

BUENO, Elizangela. Jogos e Brincadeiras na educação infantil: ensinando de


forma lúdica. Londrina – PR, 2010.
59

Carvalho, Ademar de Lima. A formação de professores em tempos de incertezas.


Encontro de Pedagogia. 2007. Cáceres: UNEMAT, 2007 (palestra)

CAMILO, Lindsay Susan; CORDEIRO, Priscila Tatiane. A atuação do Assistente


Social nas escolas Municipais de Franca pós 1996, Franca 2005 (Trabalho de
Conclusão de Curso à Faculdade de História, Direito e Serviço Social, UNESP,
Campus de Franca, para a obtenção de título de Assistente Social)

CENPEC. ONG: parceria da família. 3. ed. São Paulo: CENPEC, 2002.

CHIARELLO, Á. B. O desenvolvimento da escola na perspectiva gramsciana. 19


nov. 2001. Disponível em: . Acesso em: 18 de maio 2018.

CHIZZOTI, Antonio. Pesquisa em ciências humanas e sociais/ Antonio


Chizzoti.11. Ed. São Paulo: Cortez, 2010.

CONSELHO FEDERAL DE SERVIÇO SOCIAL (CFESS). Código de ética


profissional dos assistentes sociais 1947. Brasília: CFESS. Disponível em:
<http://www.cfess.org.br/js/library/pdfjs/web/viewer.html?
pdf=/arquivos/CEP_1947.pdf>. Acesso em: 4 de junho de 2018.

______. Código de ética profissional do assistente social 1975. Brasília: CFESS.


Disponível em: <http://www.cfess.org.br/js/library/pdfjs/web/viewer.html?pdf=/
arquivos/CEP_1975.pdf>. Acesso em: 4 de junho de 2018.

______. Código de ética profissional do assistente social 1986. Brasília: CFESS.

Disponível em: <http://www.cfess.org.br/js/library/pdfjs/web/viewer.html?pdf=/


arquivos/CEP_1986.pdf>. Acesso em: 4de junho de 2018.

______. Código de Ética Profissional do/a Assistente Social Lei n. 8.662/93. 10.
ed. rev. e atual. Brasília: CFESS. Disponível em:
<http://www.cfess.org.br/js/library/pdfjs/web/ viewer.html?
pdf=/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf>. Acesso em: 4 de junho de 2018.
60

CFESS. Parecer Jurídico 23/00/ Serviço Social na Educação.


Disponivel: < http://www.cfess.org.br/arquivos/SS_na_Educacao(2001). Pdf>
Acesso: 29 de Junho de 2018.

COSTA, Escola Mun. Prof° Mª Pureza. (org). Projeto Politico Pedagógico.


2008/2009.

COUTINHO, A. M. S. A ação social dos bebês: um estudo etnográfico no contexto


da creche. Tese (Doutorado em Estudos da Criança). Braga: Programa de Pós-
-Graduação em Estudos da Criança, Universidade do Minho, 2010.

DAVIS, Claudia e OLIVEIRA, Zilma de. Psicologia na educação. Editora Cortez.


São Paulo.1990

DEMO, Pedro, 1941- Metodologia cientifica em ciências sociais/ Pedro Demo. 3.


Ed. rev. e ampl.São Paulo: Atlas,1995.

DIAS, A. F. (2011). O jovem autor de ato infracional e a educação escolar:


Significados, desafios e caminhos para a permanência na escola (Dissertação de
mestrado, Centro de Educação e Ciências Humanas, Faculdade de São Carlos, SP,
Brasil).

DOURADO, Luiz Fernandes. A reforma do estado e as políticas de formação de


professores nos anos 1990. In: DOURADO, Luiz Fernandes e PARO, Vitor Henrique
(org). Políticas Públicas & Educação Básica. São Paulo: Xamã, 2001, p. 49-58.

DOXSEY, Jaime Roy; RIZ, Joelma de. Metodologia da Pesquisa Científica. Escola
Superior Aberta do Brasil, 2003.

FONSECA, J. J. S. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, 2002.


Apostila
61

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 11ª


ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

FREIRE, P.; FREIRE, A. M. (Orgs.). Pedagogia dos sonhos possíveis. São Paulo:
Unesp, 2001

FREIRE, Paulo. Professora sim, tia não – cartas a quem ousa ensinar. São
Paulo. Editora olha D’ àgua. 1997

FREITAS, Ione Campos. Função social da escola e formação do cidadão.


Disponível em: <http://democracianaescola.blogspot.com.br/2011/10/cabe-escola-
formar-cidadaoscriticos.html>. Acesso em 06 de junho de 2018.

GENTILI, Pablo. Adeus à Escola Pública: a desordem neoliberal, a violência do


mercado e o destino da educação das maiorias. In: GENTILI, Pablo (org).
Pedagogia da Exclusão: Crítica ao Neoliberalismo em Educação. Petrópolis, RJ:
Vozes 1996.

GIL, Antônio Carlos, 1946- Como elaborar projetos de pesquisa/ Antônio Carlos
Gil. 5.ed. São Paulo: Atlas,2010.

__________________. 1946- Como elaborar projetos de pesquisa/ Antônio


Carlos Gil. 4. Ed. São Paulo: Atlas, 2002.

_________________. Métodos e técnicas de pesquisa social/ Antônio Carlos. 6.


Ed. São Paulo: Atlas, 2008

_________________. Métodos e técnicas de pesquisa social/ Antônio Carlos Gil.


5 ed. São Paulo: Atlas, 1999.

GOLDENGERB, Mirian. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em


Ciências Sociais/ Miriam Goldenberg. 14º. Ed. Rio de Janeiro: Record,2015..
62

GOMES, Romeu. A análise de dados em pesquisa qualitativa. In MINAYO, Maria


Cecília de Souza. Pesquisa Social: teoria, método e criatividade.(2002).

IAMAMOTO, Marilda Vilela. O serviço social na contemporaneidade: trabalho e


formação profissional, 11ª .ed. São Paulo: Cortez, 2005.

IAMAMOTO, Marilda Villela. O Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e


formação profissional. Marilda Vilela Iamamoto. -3. ed. – São Paulo, Cortez, 2000.

IAMAMOTO M.; CARVALHO, R. De. Relações sociais e Serviço Social no Brasil:


esboço uma interpretação histórico-metodológica. 4. ed. São Paulo/Lima: Cortez/
Celats, 1998.

IAMAMOTO, Marilda Villela; CARVALHO, Raul de. Relações Sociais e Serviço


Social no Brasil: Esboço de uma interpretação histórico-metodológica. 21 ed.
São Paulo, Cortez; Celats, 2007.

KOCHE, Jose Carlos. Fundamento de metodologia cientifica: teoria da ciência e


iniciação à pesquisa/ Jose Carlos Koche. 26 ed. Petrópolis: Vozes, 2011.

KUENZER, Acácia Zeneida. As mudanças no mundo do trabalho e a educação:


novos desafios para a gestão. In : FERREIRA, Naura S. C. (org). Gestão
democrática da educação: atuais tendências, novos desafios. São Paulo:
Cortez,2003

LDB: Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional. – Brasília: Senado Federal,


Coordenação de Edições Técnicas, 2017. 59p.

LAKATOS, E.M.; MARCONI, M.A. Fundamento de metodologia cientifica/ Eva


Maria Lakatos; Marina de Andrade Marconi. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2003.

LIMA, A. A. Serviço Social no Brasil: a ideologia de uma época. São Paulo: Cortez,
1983.
63

MAIA, J. M. D., & WILLIAMS, L. C. A. (2005). Fatores de risco e fatores de


proteção ao desenvolvimento infantil: uma revisão da área. Temas em
Psicologia, 13(2), 91-103.

MANZINI, E.J. Considerações sobre a elaboração de roteiro para entrevista


semi-estruturada. In: MARQUEZINE: M. C.; ALMEIDA, M. A.; OMOTE; S. (Orgs.)
Colóquios sobre pesquisa em Educação Especial. Londrina:eduel, 2003. p.11-25

_____________. A entrevista na pesquisa social. Didática/São Paulo, v. 26/27, p.

149-158, 1990/1991.

MARCONI, Marina de A; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de Pesquisa/São Paulo:


Atlas Ed., 2002. 282p

MARICONDI, M. A.; SOARES, M. L. P. V. Família e rede social. In: Secretaria de


Direitos Humanos. Coleção Abrigos em Movimento. Redes de proteção social.
Brasília, 2010. p. 71-83 [citado 2018 maio 7]. Disponível em:
http://www.neca.org.br/wp=content/uploads/Livro4.pdf

MARTINELLI, Maria Lucia. Pesquisa qualitativa: um instigante desafio/ Maria


Lucia Martinelli. 3.ed. São Paulo: Veras, 1999.

MARTINS, Eliana Bolorino Canteirol. Educação e Serviço Social: Elo para a


construção da Cidadania. Tese (Doutorado em Serviço Social) - Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2007.

MARTINS, E. B. C. Serviço Social: mediação escola e sociedade. 2001. 281f.


Dissertação (Mestrado em Serviço Social) - Faculdade de Serviço Social,
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Franca, 2001.

MINAYO, M. C. S. (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis:


Vozes, 2002.
64

MINAYO, Maria Cecilia de Souza (org.). Pesquisa: Teoria, método e criatividade.


23.ed. Petrópolis: Vozes, 2004.

_____________________. Pesquisa Social: Teoria, método e criatividade.


Petrópolis – RJ; Vozes, 2012.

MONTAÑO, Carlos Eduardo. Das “lógicas do Estado” às “lógicas da Sociedade


civil”: Estado e “terceiro setor” em questão. In: Revista Serviço Social e
Sociedade n° 59. São Paulo: Cortez, 2009.

MORAIS, Osvaldo. Educação/Historia. Relato histórico da educação de Ribeira


do Pombal. Disponível em: http://osvaldomorais.com.br .Acesso em 29 de maio de
2018.

NEY, A. Políticas Educacionais: organização e estrutura da educação brasileira.


Rio de Janeiro: Wak Editora, 2008. p. 35-36.

NOVAIS, L. C.C. et al. Serviço Social na educação: uma inserção possível e


necessária. Brasília, set. 2001.p. 6-32.

OLIVEIRA, Carlindo Rodrigues; Regina Coeli. Oliveira. Direitos sociais na


constituição cidadã: um balanço de 21 anos. In: Serviço Social e Sociedade, São
Paulo: Cortez, n.105, p 6 -29. 2011.

OLIVEIRA, E. M. A. P. de; CHAVES, H. L. A. 80 anos do Serviço Social no Brasil:


marcos históricos balizados nos códigos de ética da profissão. Serviço Social &
Sociedade, São Paulo, n. 128, p. 143-163, jan/abr.2017

PAIVA, B. A.; SALES, M. A. A nova ética profissional: práxis e princípios. In:


BONETTE, D. A. et al. (Orgs.). Serviço social e ética: convite a uma nova práxis.
4.ed. São Paulo: Cortez, 2001.
65

PARO, V. H. Políticas educacionais: considerações sobre o discurso genérico e a


abstração da realidade. In: DOURADO, L. F.; PARO, V. H. (Org.). Políticas
Públicas & Educação Básica. São Paulo: Xamã, 2001. p. 29-47.

PEREIRA, I. C. G. Do ajustamento à invenção da cidadania: Serviço social, saúde


mental e intervenção na família no Brasil. Saúde Mental e Serviço Social: o desafio
da subjetividade e da interdisciplinaridade. São Paulo: Cortez, 2000. p. 217-262.

PIANA, Maria Cristina. A Construção do perfil do assistente social no cenário


educacional. São Paulo: Cultura Acadêmica, 2009.

PORTAL MEC. Plano Nacional de Formação dos Professores.


Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/plano-nacional-de-formacao-de-
professores/censo-do-professor>. Acesso: 28 de Junho de 2018.

POLÍTICA NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (PNAS), aprovada pelo Conselho


Nacional de Assistência Social por intermédio da Resolução nº 145, de 15 de
outubro de 2004, e publicada no Diário Oficial da União – DOU do dia 28 de outubro
de 2004.

QEDU, Academia. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Localização do


IDEB de Ribeira do Pombal. Disponível em: http: www.qedu.org.br. Acesso em 29
de maio de 2018

SANTOS, André Michel dos. A Escola como espaço de atuação para o


Assistente Social: Trabalhando com grupos. Trabalho Final de Graduação –
TFG. Centro Universitário Franciscano, UNIFRA, 2005 .

SANICOLA, L. As dinâmicas de rede e o trabalho social. São Paulo: Veras


Editora, 2008. 292p.

_________, L. Redes Sociales y menores en riesgo. Buenos Aires: Editorial Lumen-


Humanitas, 1996.
66

_________, L’intervento di rete. Una innovazione nel lavoro sociale. In: Reti sociali e
intervento professionale – a cura di Lia Sanicola. Napoli: Liguori Editore, 1995.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23 ed. São


Paulo: Cortez, 2007.

SHIROMA, E. O.; MORAES, M. C.; EVANGELISTA, O. Política educacional. Rio de


Janeiro: DP&A, 2002.

SHNEIDER, Glaucia Martins; HERNANDORENA, Maria do Carmo A. Serviço


Social na Educação: Perspectivas e possibilidades. Porto Alegre: CMC, 2012.

SOUZA, Iris de Lima. Serviço social e educação: uma questão em debate.


Interface, Natal, n., p.27-41, 29 abr. 2005. Disponível em: Acesso em: 28 de Junho
de 2018.

SOUZA, Celina. Políticas Públicas: uma revisão da literatura. Sociologias, Porto


Alegre, ano 8, nº 16, jul/dez 2006, p. 20-45. Disponível em:
http://www.scielo.br/pdf/soc/n16/a03n16.pdf, acesso: 09/05/2018.

TERTULIAN, Nicolas. O grande projeto da ética. Cadernos Ensaios Ad Hominen,


São Paulo, n.1, t. I, 1999.

TRIVINÕS, Augusto Nibaldo Silva, 1928- Introdução à pesquisa em ciências


sociais: a pesquisa qualitativa em educação/ Augusto Nibaldo Silva Trivinõs.
5.ed. São Paulo: Atlas, 1987.

VASCONCELOS, A. M. A prática do Serviço Social: cotidiano, formação e


alternativas na área da saúde. São Paulo: Cortez, 2002.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: Projeto de Ensino


aprendizagem e Projeto Político Pedagógico. São Paulo: Libertad, 2000.
67

VERZA, S. B. As políticas públicas de educação no município. Ijuí: UNIJUÍ,


2000.

VYGOTSKY, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1989.

WITIUK, Ilda Lopes. A trajetória socio-histórica do Serviço Social no espaço da


escola. 2004. Tese (Doutorado em Serviço Social) - Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo, São Paulo, 2004. Disponível em: . Acesso em 12 ago. 2014.

APÊNDICE
68

FACULDADE DOM LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA


GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE ESCLARECIDO

Título da Pesquisa: Serviço social na educação: possibilidades de articulação entre


escola, família e comunidade a partir do olhar da equipe técnica, Ribeira do
Pombal/Ba, 2018.
Pesquisadora responsável: Loren Cassiano Souza
Local em que foi desenvolvida a pesquisa: Escola Municipal Prof.ª Maria Pureza
Brito Costa, Ribeira do Pombal – Bahia.
Prezado (a) Senhor (a) você está sendo convidado a participar, como
voluntario em uma pesquisa que tem como objetivo sistematizar Serviço social na
educação: possibilidades de articulação entre escola, família e comunidade a partir
do olhar da equipe técnica, propondo aportes teóricos metodológicos e políticas
públicas para essa questão. Você será esclarecido (a) e informado (a) sobre todos
os procedimentos dessa pesquisa. Caso o (a) senhor (a) concorde em participar,
este documento servirá como comprovante que sua aceitação foi de livre vontade;
contendo duas vias, sendo que após assinado uma via será entregue a você
entrevistado (a) e a segunda via a pesquisadora; sendo que sua participação não
resultará em nenhum privilégio, seja de caráter financeiro ou de qualquer natureza.
Você poderá recusar a participar da pesquisa e poderá abandonar o
procedimento em qualquer momento sem penalização ou prejuízo. Poderá também,
recusar a responder qualquer pergunta que venha lhe causar constrangimento.
69

Sua participação consistirá em conceder uma entrevista. As informações


serão tratadas com sigilo e confidencialidade, impossibilitando a sua identificação,
sendo que na apresentação dos resultados não serão citados os nomes dos
participantes. Os documentos ficarão armazenados em sigilo em posse do
orientador responsável no período mínimo de 05 anos.
Peço-lhe que assine abaixo a sua autorização em participar da pesquisa,
após a leitura e concordância com os termos desse documento.

Nome do participante da pesquisa:________________________________________

Assinatura do participante da pesquisa:____________________________________

Ribeira do Pombal: _________ de_________________________________ de 2018.

Assinatura do Pesquisador (a): __________________________________________


___________________________________________________________________

Faculdade Dom Luiz de Orleans e Bragança


Curso de Serviço Social
BR 110-KM 07, Pombalzinho, Ribeira do Pombal/Bahia, CEP 48.400.000.
Telefone: 75 3276173
70

FACULDADE DOM LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA


GRADUAÇÃO EM SERVIÇO SOCIAL

Questionário de entrevista

Tema: Serviço Social na Educação: possibilidade de articulação entre Escola,


Família e Comunidade a partir do olhar da equipe técnica, Ribeira do Pombal/BA,
2018.

1. IDENTIFICAÇÃO

Nome:_____________________________________________________
Idade:______________________________________________________

2. FORMAÇÃO PROFISSINAL

Instituição de ensino que se formou?


Formação? ( ) Graduação em Pedagogia ( ) Licenciatura ( ) Magistério
Formação continuada: ( ) Pós Graduação ( ) Mestrado ( ) Doutorado

3. Determinações Contratuais

Tempo de atuação como:


71

Professora: _________ Diretora (o): _________ Coordenadora (o) _________


Vice-Diretora: _________.

Tempo de atuação na rede municipal de ensino em Ribeira do Pombal/BA?

Tempo de atuação na Escola Municipal Prof.ª Maria Pureza Brito Costa?

Tipo de contrato de trabalho? ( ) Contratado ( ) concursada ( )


Nomeada
Carga horaria de trabalho? _______
Tem outro vínculo empregatício? _________
Como é seu local de trabalho? ______________

4. Você tem conhecimento de que o Serviço Social pode fazer parte da equipe
técnica da escola?

( ) SIM ( ) NÃO

5. Em sua opinião, qual a importância do Serviço Social na Escola Municipal


Prof.ª Maria Pureza Brito Costa?

6. Como você acha que o Assistente Social poderia participar para o


fortalecimento dos vínculos entre Escola, Família e Comunidade?

7. Em sua opinião, qual a maior dificuldade com relação aos conflitos presentes
no âmbito escolar?
72

8. Você acredita que no contexto atual de sua escola é necessária a atuação do


Serviço Social? E quais benefícios poderiam trazer?

9. Você já ouviu falar que o Serviço Social pode contribuir com o baixo
rendimento escolar, Evasão escolar, Desinteresse pelo aprendizado,
Problemas com disciplina; Insubordinação a qualquer limite ou regra escolar,
Vulnerabilidade às drogas, Atitudes e comportamentos agressivos e violentos.
( ) SIM ( ) NÃO

COMENTE SUA RESPOSTA :


______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

10. Você sabia que é papel do assistente social elaboração de Plano de Trabalho
da equipe, contemplando ações/projetos para os diferentes segmentos da
comunidade escolar, considerando as especificidades do território.

( ) SIM ( ) NÃO

COMENTE SUA RESPOSTA


______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
____________________________________
73

11. É de seu entender que o Serviço Social tende a realização de reuniões de


estudos temáticos, oficinas, estudo de casos, professores e equipe
diretora/pedagógica da unidade escolar, para ajudar nos planejamentos e
gestão das demandas escolares?

( ) SIM ( ) NÃO

COMENTE SUA RESPOSTA


______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

12. Você sabia que podemos evidenciar que a atuação do Serviço Social na
Educação contribui para a resolução de problemáticas sociais, em
atendimentos sociais aos alunos, suas famílias ou comunidade em geral, na
realização de encaminhamentos, informações, orientações, elaboração e
implantação de projetos de cunho educativo, por meios de planejamentos e
gestões executadas com a escola?

( ) SIM ( ) NÃO

Qual sua opinião a respeito?

______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________
______________________________________________________________

13. Em sua opinião o que limita a implementação do Serviço Social nas escolas
do municio de Ribeira do Pombal/BA?
74

Você também pode gostar