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COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS

DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS E PROJETOS

DTE / SPDT/ DVPR

VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

Junho / 2017

Arquivo: Volume II - Utilização de Projetos Padrões.doc

COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE ESTUDOS E PROJETOS


DTE / SPDT/ DVPR

CONTRATO:
RESUMO:

Neste volume, as empresas projetistas vão encontrar a relação dos Projetos Padrões da COPASA
disponíveis, assim como as recomendações mais relevantes para sua utilização. São projetos de unidades
que compõem os Sistemas de Abastecimento de Água e Esgotos Sanitários.

Cada projeto padrão é, usualmente, composto por cinco volumes, compreendendo: Projeto Básico, Projeto
Elétrico, Projeto Estrutural, Especificações Técnicas (Obras, Materiais e Equipamentos) e Orçamento.

05 Junho/2017 Inserindo Caixas de Proteção Milva


Mudança nome da
04 Fev/2016 Diretoria/Superintendência/Divisão
Milva

03 Set/2014 Alteração do item 3.1.3 DVEA


02 Julho/2014 Alteração no item 3.2.1 DVEA
01 Junho/2013 Mudança do nome da Divisão DVEA Milva
REV DATA TIPO DESCRIÇÃO POR VERIFICADO AUTORIZADO APROVADO
EMISSÕES
A - PARA APROVAÇÃO C - ORIGINAL
TIPOS
B - REVISÃO D - CÓPIA
PROJETISTA:
COMPANHIA DE SANEAMENTO DE MINAS GERAIS
Rua Mar de Espanha, 525 – Santo Antônio
30330-270 – Belo Horizonte – MG
Tel.: +31 3250.1133

EQUIPE TÉCNICA:
Engº Ana Paula Reis T. d’Ávila – DVPP/SPEG/DGC
Engº Gizelda de Melo Machado – OeM Engenharia Ltda.
Engº José Alfredo Carneiro dos Santos – OeM Engenharia Ltda.

VOLUME:

VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

REFERÊNCIA:
Junho/ 2017
Arquivo: Volume II - Utilização de Projetos Padrões.doc

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 2


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

SUMÁRIO

O conjunto de “Diretrizes para Elaboração de Estudos e Projetos” sendo que o 5º volume


dividido em 2 (dois) tomos, conforme especificado abaixo:

VOLUME I – DIRETRIZES GERAIS

VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

VOLUME III – LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS

VOLUME IV – LEVANTAMENTOS E PROJETOS GEOTÉCNICOS

VOLUME V – PROJETO BÁSICO

TOMO I – SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA - SAA

TOMO II – SISTEMAS DE ESGOSTOS SANITÁRIOS - SES

VOLUME VI – PROJETO ELÉTRICO

VOLUME VII – PROJETO ESTRUTURAL

VOLUME VIII – ORÇAMENTO

VOLUME IX – LICENCIAMENTO AMBIENTAL

VOLUME X – OCUPAÇÃO DE FAIXA DE DOMÍNIO

VOLUME XI – DESODORIZAÇÃO DE ETE’S E UNIDADES DE SES

VOLUME XII – EMPREENDIMENTOS PARTICULARES

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

INDICE

1 APRESENTAÇÃO ............................................................................................................................................ 5

2 INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................. 6

2.1 RELAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES DISPONÍVEIS .......................................................................... 6


2.2 ACESSANDO PROJETOS PADRÕES ...................................................................................................... 8
2.3 NOMENCLATURA DOS PROJETOS PADRÕES – ARQUIVOS DIGITAIS ....................................... 8
2.3.1 Número do Projeto Padrão ......................................................................................................................................8
2.3.2 Sistema ...................................................................................................................................................................9
2.3.3 Tipo .........................................................................................................................................................................9
2.3.4 Aplicação ............................................................................................................................................................... 10
2.3.5 Caracterização....................................................................................................................................................... 13
2.3.6 Documento ............................................................................................................................................................ 14
2.3.7 Seqüência.............................................................................................................................................................. 15
2.3.8 Revisão ................................................................................................................................................................. 15

3 UTILIZANDO OS PROJETOS PADRÕES ................................................................................................. 16

3.1 COMPOSIÇÃO DOS PROJETOS ............................................................................................................ 16


3.1.1 Volume I – Projeto Básico ...................................................................................................................................... 16
3.1.2 Volume II – Projeto Elétrico.................................................................................................................................... 16
3.1.3 Volume III – Projeto Estrutural ............................................................................................................................... 16
3.1.4 Volume IV – Especificações Técnicas.................................................................................................................... 17
3.1.5 Volume V - Orçamento .......................................................................................................................................... 17

3.2 ASPECTOS GERAIS PARA ASSENTAMENTO ................................................................................... 17


3.3 UNIDADES PROJETADAS - SAA ........................................................................................................... 18
3.3.1 Reservatórios .................................................................................................................................. 18
3.3.1.1 Reservatórios Metálicos Apoiados e Elevados ............................................................................................................. 19
3.3.1.2 Reservatórios em Concreto Armado - Apoiados .......................................................................................................... 20
3.3.2 Estação de Tratamento de Água ................................................................................................ 20
3.3.2.1 PRFV .................................................................................................................................................................................. 20
3.3.2.2 Concreto Armado .............................................................................................................................................................. 21
3.3.2.3 Posto de Cloração e Fluoretação ................................................................................................................................... 22
3.3.3 Captação Subterrânea – Poço Profundo.................................................................................. 22
3.3.4 Elevatória de Água Tratada ......................................................................................................... 24
3.3.5 Instalação de Gás Cloro ............................................................................................................... 25
3.4 UNIDADES PROJETADAS - SES ............................................................................................................ 26
3.4.1 Estação de Tratamento de Esgoto ............................................................................................. 26
3.4.1.1 PRFV .................................................................................................................................................................................. 26
3.4.1.2 Concreto Armado .............................................................................................................................................................. 28
3.4.2 Elevatória de Esgoto Bruto.......................................................................................................... 30
3.4.2.1 Anéis de Concreto Armado ............................................................................................................................................. 30
3.4.2.2 Concreto para vazões de 15 a 25 L/s ............................................................................................................................ 31
3.4.2.3 De Alteamento Enterrada ................................................................................................................................................ 32
3.4.3 Pv de Setor ....................................................................................................................................... 33
3.5 UNIDADES PROJETADAS – INFRAESTRUTURA E APOIO ....................................................... 34
3.5.1 Sistema Gerencial de Manutenção Eletromecânica - SIGMA ............................................. 34

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

1 APRESENTAÇÃO

Apresenta-se a seguir o Volume II - Utilização de Projetos Padrões, parte integrante do


conjunto de Diretrizes para Elaboração de Estudos e Projetos.

O presente documento fornece as informações básicas sobre os Projetos Padrões, além das
considerações sobre a correta utilização dos mesmos.

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

2 INTRODUÇÃO

A DVPR – Divisão de Projetos é a atual responsável pelos Projetos Padrões da COPASA.

Uma de suas principais atribuições é o desenvolvimento de Projetos Padrões de unidades que


compõem os Sistemas de Abastecimento de Água ou Sistemas de Esgotos Sanitários
utilizadas por diversas áreas da empresa, responsabilizando-se por mantê-los sempre
atualizados e aperfeiçoados.

Prioritariamente, foram elaborados os projetos de unidades operacionais mais recorrentes e


demandadas. Entretanto, a DVPR está em constante desenvolvimento de novos projetos,
buscando sempre atender as áreas operacionais, agregando viabilidade técnica-econômica e
incorporação de novas tecnologias.

Os Projetos Padrões foram desenvolvidos em conformidade com as Diretrizes para Elaboração


de Estudos e Projetos, em 2010, e permanecem em constante atualização, na medida que
estão sendo assentados nas diversas cidades pela COPASA.

2.1 RELAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES DISPONÍVEIS

Os Projetos Padrões atualmente disponíveis estão listados na Tabela nº 1:

Tabela 1 – Relação dos Projetos Padrões Disponíveis


Sistema de Abastecimento de Água
Reservatórios Metálicos Apoiados (m³) Reservatórios de Concreto Armado Apoiados (m³)
3
RAP com capacidade de 5 m (10.05.005/0) RAP com capacidade de 50 m3 (10.01.050/0)
RAP com capacidade de 10 m3 (10.05.010/0) RAP com capacidade de 100 m3 (10.01.100/0)
RAP com capacidade de 15 m3 (10.05.015/0) RAP com capacidade de 150 m3 (10.01.150/0)
3
RAP com capacidade de 20 m (10.05.020/0) RAP com capacidade de 200 m3 (10.01.200/0)
RAP com capacidade de 30 m3 (10.05.030/0) RAP com capacidade de 250 m3 (10.01.250/0)
RAP com capacidade de 50 m3 (10.05.050/0) RAP com capacidade de 300 m3 (10.01.300/0)
3
RAP com capacidade de 75 m (10.05.075/0) RAP com capacidade de 400 m3 (10.01.400/0)
RAP com capacidade de 100 m3 (10.05.100/0) RAP com capacidade de 500 m3 (10.01. 500/0)
RAP com capacidade de 150 m3 (10.05.150/0) RAP com capacidade de 1000 m3 (10.02.100/0)
3
RAP com capacidade de 200 m (10.05.200/0) RAP com capacidade de 1300 m3 (10.02.130/0)
RAP com capacidade de 300 m3 (10.05.300/0)
RAP com capacidade de 500 m3 (10.05.500/0)

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

Sistema de Abastecimento de Água


Reservatórios Metálicos Elevados – Coluna seca 10m (m³) Estação de Tratamento de Água PRFV – ETA PRFV (L/s)
3
REL com capacidade de 5 m (10.04.005/0) Vazão de 3 L/s (06.04.005/0)
3
REL com capacidade de 10 m (10.04.010/0) Vazão de 5 L/s (06.04.010/0)
REL com capacidade de 15 m3 (10.04.015/0) Vazão de 8 L/s (06.04.015/0)
3
REL com capacidade de 20 m (10.04.020/0) Vazão de 12 L/s (06.04.020/0)
3
REL com capacidade de 30 m (10.04.030/0) Vazão de 18 L/s (06.04.025/0)
REL com capacidade de 50 m3 (10.04.050/0)
REL com capacidade de 75 m3 (10.04.075/0)
REL com capacidade de 100 m3 (10.04.100/0)
Captação Subterrânea - Poço Profundo (Barrilete) Elevatória de Água Tipo Booster (Barrilete)
FG ∅ 2” – 1,2 a 3 L/s - (04.01.001/0) FG ∅ 2” - 1,2 a 3 L/s - (05.01.001/0)
FG ∅ 3” – 3 a 7 L/s - (04.01.010/0) FG ∅ 3” - 3 a 7 L/s - (05.01.010/0)
FG ∅ 4” – 7 a 12 L/s - (04.01.020/0) FºFº DN100 – 7 a 12 L/s - (05.01.020/0)
FºFº DN150 - 12 a 25 L/s - (04.01.030/0) FºFº DN150 – 12 a 28 L/s - (05.01.030/0)
Elevatória com poço sucção apoiado (Barrilete) Elevatória com poço sucção enterrado (Barrilrte)
FG ∅ 2” - 1,2 a 3 L/s - (05.02.001/0) FG ∅ 2” - 1,2 a 3 L/s - (05.03.001/0)
FG ∅ 3” - 3 a 7 L/s - (05.02.010/0) FG ∅ 3” - 3 a 7 L/s - (05.03.010/0)
FºFº DN100 – 7 a 12 L/s - (05.02.020/0) FºFº DN100 – 7 a 12 L/s - (05.03.020/0)
FºFº DN150 – 12 a 28 L/s - (05.02.030/0) FºFº DN150 – 12 a 28 L/s - (05.03.030/0)
Posto de Cloração e Fluoretação (L/s) ETA em Concreto Armado (L/s)
Capacidade nominal de 2 a 6 L/s (08.03.005/0) Capacidade nominal 12 L/s (07.01.020/0)
Capacidade nominal de 8 a 12 L/s (08.03.010/0) Capacidade nominal 18 L/s (07.01.025/0)
Instalação de Gás Cloro Capacidade nominal 24 L/s (07.01.030/0)
50 68 Kgf Troca Manual (08.06.001/0) Capacidade nominal 33 L/s (07.01.035/0)
900 Kgf Troca Manual (08.06.005/0) Capacidade nominal 45 L/s (07.01.040/0)
900 Kgf Troca Automática (08.06.010/0)
Caixas de Proteção de Aparelhos Ventosa e Descarga
Dimensões 120x120x190 (05.16.005/0)
Dimensões 120x120x190 (05.16.010/0)
Dimensões 120x120x190 (05.16.015/0)
Dimensões 120x120x190 (05.16.020/0)

Sistema de Esgoto Sanitário


Estação de Tratamento de Esgoto PRFV – ETE PRFV (L/s) Estação de Tratamento de Esgoto em Concreto (L/s)
Vazão de 1 L/s - 500 Hab (55.04.001/0) Vazão de 5 L/s (55.01.005/0)
Vazão de 2 L/s - 1000 Hab (55.04.002/0) Vazão de 2x5 L/s (55.01.007/0)
Vazão de 3 L/s - 1500 Hab (55.04.003/0) Vazão de 10 L/s (55.01.010/0)
Vazão de 6 L/s - 3000 Hab (55.04.004/0) Vazão de 2x10 L/s (55.01.012/0)
Vazão de 15 L/s (55.01.015/0)
Vazão de 2x15 L/s (55.01.017/0)
Elevatórias de Esgoto Bruto em Anéis de Concreto (L/s) Elevatória de Esgoto de Alteamento Anéis de Concreto (L/s)
3,0 < Q < 7,5 l/s (54.09.001/0) Capacidade 5 e 10 L/s Ø1,50m (54.10.005/0)
7,5 < Q < 15,0 l/s (54.09.005/0) Capacidade 15 L/s Ø1,80m (54.10.010/0)

Elevatória de Esgoto Bruto em Concreto Armado (L/s) Capacidade 20 L/s Ø1,80m (54.10.015/0)

15 < Q < 25 L/s (54.04.015/0) Capacidade 25 e 30 L/s Ø2,0m (54.10.020/0)

PV de Setor
Profundidade até 4m (67.03.005/0)

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Infraestrutura e Apoio
Sistema Gerencial de Manutenção Eletromecânica - SIGMA
Oficina Operacional Sigma (16.01.001/0)

2.2 ACESSANDO PROJETOS PADRÕES

Os Projetos Padrões não editáveis (com extensão .pdf), sem assinatura digital, estão
disponíveis na Intranet / Manuais e Normas / Projetos Padrões / Pesquisa.

Os Projetos Padrões editáveis e não editáveis (com extensão .pdf), assinados digitalmente,
estão disponíveis na Intranet / GED Corporativo / Busca de Documentos.

É de responsabilidade do gestor do contrato, informar sobre os Projetos Padrões existentes e


repassá-los as empresas projetistas contratadas pela COPASA, quando solicitado.

2.3 NOMENCLATURA DOS PROJETOS PADRÕES – ARQUIVOS DIGITAIS

A nomenclatura dos arquivos digitais dos Projetos Padrões segue uma codificação semelhante
à dos projetos gerais, com a mesma prescrição estabelecida no item 2.3 do Volume I –
“Diretrizes Gerais”, com as seguintes exceções: Cidade, Contrato, Bloco, Empresa e Ano, itens
não aplicáveis aos Projetos Padrões.

A estrutura do nome do arquivo tem o seguinte formato:

Nº PROJETO PADRÃO SISTEMA TIPO APLICAÇÃO CARACTERIZAÇÃO DOCUMENTO SEQUÊNCIA REVISÃO

Figura 1 - Estrutura: Nomes de Arquivos

A estrutura de nomenclatura adota uma lista alfanumérica com campos fixos, separados por
delimitadores (hífens) para facilitar a legibilidade. A seguir descrevem-se a simbologia e o
significado da mesma.

2.3.1 Número do Projeto Padrão

O campo Nº PROJETO PADRÃO é preenchido com o código descrito entre parêntesis, na


Tabela 1 – Projetos Padrões Disponíveis, do item 2.1 deste documento. Esta numeração foi
definida pela DVPP em 2010, e faz parte de uma relação mais abrangente, onde estão
consideradas unidades padrões a serem desenvolvidas ou em desenvolvimento. O campo é
composto por 8 dígitos numéricos, onde o último sempre zero.

Ex.: Reservatório Apoiado em Concreto Armado – Capacidade 50 m3

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
1 0 0 1 0 5 0 0
4

2.3.2 Sistema

O campo SISTEMA refere-se ao tipo de sistema conforme Tabela 2, seguinte.

Tabela 2: Tipo de Sistema

IDENTIFICAÇÃO DO SISTEMA CÓDIGO


Barragem BA
Geração de Energia GE
Infraestrutura e Apoio IN
Resíduos Sólidos RS
Semi-Cadastro SC
Sistema de Abastecimento de Água AA
Sistema de Drenagem Pluvial DP
Sistema de Esgotos Sanitários ES
Sistema Viário SV

2.3.3 Tipo

O campo TIPO identifica a disciplina na qual se enquadra o desenho ou documento e deve ser
preenchido conforme Tabela 3, seguinte.

Tabela 3 - Tipo: Projeto e Estudo

TIPO: PROJETOS E ESTUDOS CÓDIGO


Arquivo Leia-me LE
As Built AB
Outros OT
Processos de Padronização PP
Projeto Arquitetônico AR
Projeto Básico BS
Projeto de Ar Condicionado AC
Projeto de Aterramento AT
Projeto de Automação AU
Projeto de Cabeamento Estruturado CE
Projeto de Comunicação Visual CV
Projeto de Desodorização DE
Projeto de Distribuição de Sinais de Vídeo VI
Projeto de Drenagem DR
Projeto de Estabilização de Taludes TN
Projeto de Fundação FN
Projeto de Instalações Especiais IE
Projeto de Instalações Hidráulico Sanitárias HS
Projeto de Obras de Contenção OC
Projeto de Obras de Estabilização e Reforço de Solos ER

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TIPO: PROJETOS E ESTUDOS CÓDIGO
Projeto de Paisagismo PS
Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio CI
Projeto de Rebaixamento de Lençol Freático RL
Projeto de Telecomunicação TL
Projeto de Terraplenagem (Aterros e Cortes) TR
Projeto Elétrico EL
Projeto Elétrico Monofásico EM
Projeto Elétrico Trifásico ET
Projeto Estruturas em Concreto EC
Projeto Estruturas Metálicas ME
Projeto Executivo EX
Projeto Geológico PG
Projeto Geométrico GM
Projeto Geotécnico GT
Projeto Topográfico TP
Relatório de Análise de Conformidade RC
Relatórios Técnicos (*) RT

2.3.4 Aplicação

O campo APLICAÇÃO é usado para identificar a unidade em evidência e deve ser preenchido
conforme Tabela 4, seguinte.

Tabela 4 – Codificação de Aplicação

Aplicação Código Aplicação Código


Abrigo para Painéis Elétricos APE Cadastro CDO
Acesso ACE Cadastro de rede CRD
Adensador ADN Cadastros de PV’s e Caixas CPV
Adutora de Água ADA Caderneta de Campo CDN
Adutora de Água Bruta AAB Caixa de areia CXA
Adutora de Água Tratada AAT Caixa Dissipadora CXD
Aerador AER Caixa Distribuidora de Vazão CDV
Almoxarifado AMX Caixas de Alimentação CAL
Ampliação e/ou Melhoria AME Caixas de Descarga DSC
As Built ASB Caixas de Proteção de Aparelhos CPA
Aterramento ATE Caixas de Ventosa VNT
Bacia de Contenção de Produtos Químicos BCQ Caixas e Acessórios CAC
Bacias de Contribuição BAC Calha Parshall PAR
Balsa BSA Canal de Drenagem CAN
Barragem BAR Canal de Entrada CEN
Barragem de nível BAN Captação Subterrânea CSB
Barragem de Regularização BRR Captação Superficial CSP
Batimetria Fluvial BTF Casa de Máquinas CMQ
Boca de Lobo BLO Casa de Química CQU
Bueiro BUE Casa Elétrica CAE

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
Aplicação Código Aplicação Código
Codificação Não Aplicável NAP Estudo Geotécnico EGT
Conduto Forçado CFO Estudo Hidrogeológico EHG
Decantador DEC Estudo Hidrológico EHD
Decantador Dortmund DED Estudo Populacional EPP
Decantador Primário DEP Estudos Preliminares EPR
Decantador Secundário DES Estudos Técnicos ETC
Decantador Terciário DCT ETA Abrandamento Fe/Mn AFM
Densidade DEN ETA em Concreto ECO
Desarenador DAS ETA Pré-Fabricada EPF
Descrição Topográfica DTP Faixa para implantação de adutora FXA
Desodorização DSD Faixa para implantação de interceptor FXI
Detalhamento dos Nós da Rede NOS Filtro Anaeróbio FAN
Detalhes DET Filtro Ascendente FIA
Diagramas - Fluxogramas DIA Filtro Biológico Percolador FIB
Digestor DIG Filtro Descendente FID
Disposição no Solo DPS Filtro Lento FIL
Elevatória de Água Bruta EAB Floco-Decantador FDC
Elevatória de Água de Processo EAP Floculador Hidráulico FLH
Elevatória de Água Tratada EAT Floculador Mecânico FLM
Elevatória de Escuma EES Flotador FLT
Elevatória de Esgoto Bruto EEB Força e Controle FEC
Elevatória de Esgoto de Alteamento EAL Galerias GAL
Elevatória de Esgoto Tratado EET Geração de Energia GEE
Elevatória de Lodo ELO Gradeamento GRD
Elevatória de Lodo Adensado ELA Iluminação ILU
Elevatória de Recirculação ERC Implantação IMP
Elevatória Final de Esgotos EFI Implantação de marco MAR
Elevatória Lodo Excedente (Retorno lodo) ELE Infraestrutura e Apoio INA
Elevatória tipo Booster BST Instalação de Gás Cloro IGC
Emissário EMS Instalação Predial de Água IPA
Emissário Final EMF Instalação Predial de Esgoto IPE
Emissário Intermediário EMI Instalações de Processo IPR
Escritório Administrativo EAD Interceptor Isolado INI
Escritório Distrital EDT Interceptor Sistema Completo INC
Escritório Local ELC Interceptores INT
Estação de Tratamento de Água ETA Interligações ITL
Estação de Tratamento de Esgoto ETE Laboratório LAB
Estação Elevatória de Água EEA Lagoa de Estabilização Aerada LEA
Estação Elevatória de Esgoto EEE Lagoa de Estabilização Anaeróbia LEN
Estudo Altern. Impl., Ampl. Melhorias Sist. Lagoa de Estabilização Facultativa LEF
ESE
Existentes
Estudo Alternativas de Proc. Tratamento Esgoto EAE Lagoa de Maturação LMA

Estudo Ambiental EAM Lagoa de Polimento LPO

Estudo de Autodepuração EAU Layout LAY

Estudo de Concepção ECS Leito de Secagem LSE


Levantamento de área especial AES

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
Aplicação Código Aplicação Código
Levantamento Geotécnico LGT Projeto de Obras de Contenção CTN
Levantamento planialtimétrico LPA Proj. de Obras de Estabilização e Reforço Solos ERS
Levantamento Topográfico LTP Projeto de Paisagismo PAI
Linha de Recalque LRE Projeto de Prevenção e Combate a Incêndio PCI
Linha de Transmissão LTR Projeto de Rebaixamento de Lençol Freático RLF
Locação LOC Projeto de Telecomunicação TEL
Locação de Furos de Sondagem LFS Projeto de Terraplenagem (aterros e cortes) TER
Locação e nivelamento de ruas (eixos) LNR Projeto Elétrico PEL
Mapa Chave MAP Projeto Elétrico Monofásico PEM
Medidor de Vazão MEV Projeto Elétrico Trifásico PET
Memória de Cálculo MCA Projeto Estruturas em Concreto PEC
Memória Descritiva e Justificativa MDJ Projeto Estruturas Metálicas PME
Memoriais MEM Projeto Executivo PEX
Outros OUT Projeto Geológico PGL
Padrão de Entrada PDE Projeto Geométrico PGM
Peneira PEN Projeto Geotécnico PGT
Pequena Central Hidroelétrica PCH Reator Anaeróbio UASB RAN
Pequena Central Termoelétrica PCT Reator de Lodo Ativado RLA
Perfil de Sondagem PFS Rede Alimentadora ALM
Perfil Hidráulico PFH Rede Coletora de Esgoto RCE
Plano de Escoamento PES Rede de Distribuição de Água RDA
Planta com Nós de Cálculo PNC Rede de Dutos RDT
Planta Construtiva PCN Rede de Interligação RIT
Planta e Perfil PPF Rede de Macro Drenagem MAD
Poço Amazonas PAM Rede de Micro Drenagem MID
Poço profundo PPR Relatório Diretrizes p/ Desenvolv. Projetos DDP
Poço de Visita de Setor PVS Relatório de Informações Básicas Gerenciais IBG
Posto de Cloração PCL Relatório de Informações Básicas Operacionais IBO
Posto de Cloração e Fluoretação PCF Relatório de Sondagem RSD
Posto de Fluoretação PFL Relatórios Técnicos RET
Processos de Padronização PPD Reservatório Apoiado RAP
Projeto Arquitetônico ARQ Reservatório de Água RES
Projeto Básico BAS Reservatório de Água de Lavagem dos Filtros RAL
Projeto de Ar Condicionado ARC Reservatório Elevado REL
Projeto de Aterramento ATR Reservatório Enterrado REN
Projeto de Automação AUT Reservatório Semi-Enterrado RSE
Projeto de Cabeamento Estruturado CBE Resíduos Sólidos RSO
Projeto de Comunicação Visual CMV Sarjeta SAJ
Projeto de Desodorização PDD Secagem por Bags de Geocontenção BAG
Projeto de Distribuição de Sinais de Vídeo PVI Secagem Térmica do Lodo STL
Projeto de Drenagem PDR Sifão SIF
Projeto de Estabilização de Taludes EST Sistema de Abastecimento de Água SAA
Projeto de Fundação FUN Sistema de Alcalinização SAL
Projeto de Instalações Especiais IES Sist. de Ar Compr. (sopradores,aeradores,etc) SAC
Projeto de Instalações Hidráulico Sanitárias HIS Sistema de Biogás SBG

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
Aplicação Código Aplicação Código
Sistema de Coagulação COG Tomada d’água TDA
Sistema de Desidratação Mecanizado DEM Topografia TOP
Sistema de Desinfecção (Outros Processos) SDF Transferência de Coordenadas TRC
Sistema de Desinfecção por Cloro CLO Tratamento Preliminar TPR
Sistema de Drenagem Pluvial DPL Tratamento Preliminar Mecanizado TPM
Sistema de Esgoto Sanitário SES Travessias TRV
Sistema de Fluoretação FLU Trincheiras Drenantes TRD
Sistema Existente SEX Unidade de Apoio (vestuário, refeitório, etc) UAP
Sistema Proposto SPP Unidade de Desidratação de Lodo UDL
Sistema Viário SVI Unidade de Sistema de Drenagem USD
Situação SIT Unidade de Sistema Elétrico USE
Sub-Adutora de Água Tratada SAT Unidade de Tratamento de Resíduos da ETA UTR
Subestação Elétrica SBE Urbanização URB
Tanque de Aeração TAE Usina Hidroelétrica UHE
Tanque de Amortecimento Bilateral TAB Valas de Infiltração VLI
Tanque de Amortecimento Unilateral TAU Válvula Redutora de Pressão VRP
Tanque de Contato TQC Zonas de Pressão/Setorização ZPR
Tanque de Equalização TEQ

2.3.5 Caracterização

O campo CARACTERIZAÇÃO compõe-se por cinco caracteres alfanuméricos e fornece


informações específicas para a caracterização da unidade operacional, no que se refere ao
material de fabricação/construção, condições para assentamento, capacidade nominal da
unidade, diâmetro de barrilete. A nomenclatura para a caracterização segue as especificações
da Tabela 5:

Tabela 5 – Caracterização

Tipo de Material Código


Estrutura em Alvenaria (Tijolo/Bloco) T
Estrutura em Anel de Concreto A
Estrutura em Concreto Armado C
Estrutura Metálica M
Estrutura em Fibra de Vidro V
Estrutura em Ferrocimento F
Condição de Apoio Código
Estrutura Apoiada AP
Estrutura Enterrada EN
Estrutura Semi-Enterrada SE
Ex1.: Reservatório Apoiado em Concreto Armado (C) – Capacidade 50 m3 (0050)
C 0 0 5 0

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 13


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
Ex2.: Reservatório Elevado Metálico (M) – Capacidade 50 m3 (0050)

M 0 0 5 0

Ex3.: Elevatória Tipo Booster Apoiada (AP) – Barrilete de Recalque ∅2” (0050 – em milímetros)

A P 0 5 0

No exemplo 3, embora o barrilete seja identificado, no título, em “polegadas” (∅2”), por se tratar
de material em ferro galvanizado (FG), no campo “aplicação” o diâmetro foi identificado em
“milímetros” (50), objetivando uniformizar a referência para todos os tipos de elevatórias (∅2”,
∅3”, DN 100 mm, DN 150 mm).

2.3.6 Documento

Este campo é usado para identificar o tipo de documento que compõe o arquivo e segue o
especificado na Tabela 4, seguinte.

Tabela 6 - Documentação

DOCUMENTO CÓDIGO
Anexo do Orçamento AO
Arquivo Fotográfico AF
Ata de Reunião RE
Capa para Volume de Desenhos * CA
Cópia Escaneada CP
Croqui CQ
Desenhos DS
Especificação Técnica de Equipamentos EQ
Especificação Técnica de Materiais MA
Especificação Técnica de Obra EO
Estimativa de Custos CT
Estudo Econômico EE
Fluxograma FX
Lista LI
Manual de Operação MO
Manual de Processos MP
Memória de Cálculo MC
Memória Descritiva e Justificativa MD
Norma Técnica NT
Orçamento OR
Texto TX
Volume Completo VC

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 14


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
2.3.7 Sequência

O campo SEQUÊNCIA é usado para ordenar e relacionar os diversos arquivos dentro de um


mesmo tipo de documento. O campo é composto por três caracteres numéricos, iniciando por
001. No caso específico dos desenhos, este campo indica o número da prancha.

2.3.8 Revisão

O campo “REVISÃO” deverá ser usado para indicar a versão do arquivo em questão. Seu
preenchimento terá duas etapas distintas:

(1ª etapa) No desenvolvimento e análise: nesta situação, o campo será preenchido iniciando-se
pela letra A. Após análise da COPASA, sendo necessária correção no projeto, o mesmo
retornará ao projetista, que após revisão, receberá a letra subseqüente, indicando uma nova
versão.

(2ª etapa) Após a aprovação da COPASA: nesta situação, o campo será numérico, começando
por zero, que indica a versão aprovada original. O campo só será alterado quando houver
alguma revisão futura.

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 15


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

3 UTILIZANDO OS PROJETOS PADRÕES

3.1 COMPOSIÇÃO DOS PROJETOS

Basicamente, um Projeto Padrão é composto por cinco volumes, a saber:

3.1.1 Volume I – Projeto Básico

O Volume I contém o Projeto Básico da unidade padronizada, onde são apresentados o


Memorial Descritivo e de Cálculos dos dimensionamentos e os desenhos de detalhamento
hidráulico da unidade.

3.1.2 Volume II – Projeto Elétrico

O Volume II contém o Projeto Elétrico, podendo abranger duas versões, uma para sistema
monofásico e outra para sistema trifásico, cuja utilização dependerá da disponibilidade da rede
de energia elétrica no local de implantação. Usualmente, os sistemas monofásicos são
desenvolvidos para unidades de pequeno porte.

3.1.3 Volume III – Projeto Estrutural

O Volume III contém o Projeto Estrutural de concreto armado ou de estruturas metálicas, onde
para a fundação foi considerada uma taxa suporte mínima do terreno de 1 Kgf/cm². Nem todas
as unidades foram contempladas com projeto estrutural (concreto/metálico), por dependerem
das condições geotécnicas específicas do terreno, o que deverá ser feito no projeto específico
de assentamento, pela projetista responsável, precedida pela prospecção para definição da
melhor concepção de fundação a ser adotada.

Os parâmetros especificados para Classe de Agressividade III e IV de concreto, pela NBR


6118 poderão ser alterados, a critério do coordenador de projeto, da COPASA, quando a
localização da unidade a ser construída, tornar impossível ou inviável sua obtenção ou preparo.

Nestes casos e com a prévia autorização da COPASA, os parâmetros a serem adotados serão
os definidos na Tabela 7 abaixo, compatível com a Classe de Agressividade Ambiental II,
mantidos os cobrimentos da armadura de acordo a NBR 6118.

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 16


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
Tabela 7 - Qualidade do Concreto

Classe II
Parâmetros Tipo
Unid. p/ Tratam. Água e/ou Esgoto

Relação a/c máxima em massa CA ou CP ≤ 0,55

Classe de Concreto (fck) CA ou CP ≥ 25 MPa

Módulo de Elasticidade Inicial Considerado - Eci CA ou CP 22 GPa

Consumo mínimo de cimento por volume de


CA ou CP 280 Kg/m³
concreto

3.1.4 Volume IV – Especificações Técnicas

O Volume IV contém as Especificações Técnicas de Obra e, quando pertinente, as


Especificações Técnicas de Materiais e/ou Equipamentos.

3.1.5 Volume V - Orçamento

O Volume V contém o Orçamento para a implantação da unidade padronizada.

Há casos em que não existe Projeto Elétrico e/ou Projeto Estrutural no Projeto Padrão.

3.2 ASPECTOS GERAIS PARA ASSENTAMENTO

Cada Projeto Padrão foi desenvolvido para um terreno típico, de platô plano, em uma área com
espaço suficiente para permitir o assentamento de todas as suas partes integrantes. A sua
adequação a um terreno real caberá à empresa projetista contratada, que deverá avaliar as
condições do local de assentamento do projeto e, se necessário, detalhar soluções
complementares ou substitutivas específicas, que confiram melhor arranjo físico para o
sistema. Tal assentamento muitas vezes poderá alterar completamente o Layout básico e
deverá ser aquele que venha trazer maior economia para a COPASA, buscando-se a redução
de custos operacionais e energéticos. Sempre que o arranjo básico for alterado, as
interligações entre as unidades deverão ser refeitas.

A empresa projetista que fizer uso de um projeto padrão será responsável pela escolha
adequada da capacidade da unidade, justificada no memorial descritivo do projeto específico.
Para o caso de estações de tratamento completas (ETA´s e ETE´s), a previsão de ampliações
futuras com acréscimos de módulos de tratamento, quando pertinente, deverá ser analisada e
dimensionada no que se refere aos diâmetros das tubulações de interligações entre unidades,
principalmente para as linhas de recalque e barriletes de unidades elevatórias.

Cada Projeto Padrão utilizado dentro de um projeto específico de SAA ou SES deve receber

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 17


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
nova nomenclatura, com 45 caracteres, conforme recomendado no “Volume I – Diretrizes
Gerais” das “Diretrizes para Elaboração de Estudos e Projetos”. Esta recomendação está
descrita no arquivo “FormatoA1.dwg” localizado em C:\NOR-COPASA\Formatos, da seguinte
forma:

Nota 1 - TODAS AS NOTAS CONSTANTES NO PROJETO PADRÃO DEVERÃO ESTAR


TRANSCRITAS NO PROJETO DE ASSENTAMENTO, NA MESMA ORDEM EM QUE
APARECEM NOS PADRÕES, COM OS AJUSTES NECESSÁRIOS.

Nota 2 - NOS FORMATOS DE ASSENTAMENTO DE PROJETO PADRÃO, INSERIR A


SEGUINTE NOTA: "ESTE PROJETO DE ASSENTAMENTO FOI ELABORADO UTILIZANDO-
SE O PROJETO PADRÃO XX.XX.XXX/X, REFERENTE A (DESCREVER A UNIDADE
OPERACIONAL E O TIPO DO PROJETO: BÁSICO, ELÉTRICO OUESTRUTURAL), FL.
XX/XX."

3.3 UNIDADES PROJETADAS - SAA

Cada unidade projetada tem suas particularidades, conforme descrito nas páginas a seguir.

3.3.1 Reservatórios

A utilização de um reservatório padrão dependerá das condições do sistema distribuidor em


que o mesmo será inserido, da topografia do local previsto para assentamento, de atendimento
às ocupações em seu entorno e das condições de alimentação da unidade.

São elementos definidores para o projeto específico: capacidade de reservação necessária,


vazões de alimentação/distribuição, diâmetros de chegada e saída da rede e esquema previsto
para a automatização dos níveis do reservatório.

Caberá à empresa projetista definir os seguintes elementos:

- O assentamento da unidade no terreno, incluindo o projeto completo de terraplanagem e


urbanização;
- A verificação e adequação das tubulações de interligações e esgotamento, incluindo o
lançamento final no sistema de drenagem ou poço seco;
- A verificação da compatibilização do barrilete da caixa de manobra às necessidades do
sistema em detalhamento, com eventuais adequações quando necessário;
- A definição da automatização da unidade com base no sistema que a alimenta: sensores
de nível ou chaves-boia, válvulas de controle de nível ou de altitude, válvulas de
fechamento com bóia, etc.

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 18


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
Quando houver necessidade de adequação completa do barrilete da caixa de manobras do
reservatório, a projetista deverá apresentar, em seu projeto específico, o novo arranjo da caixa,
chamando a atenção para a mudança em relação ao padrão.

Os serviços de terraplanagem para obtenção de um platô plano para assentamento do


reservatório, não foram considerados no orçamento, sendo este item específico da localidade
onde o mesmo será inserido. A projetista, quando em uso dos Projetos Padrões, deverá incluir
este serviço em seu orçamento, de forma completa.

O custo de um reservatório padrão está dividido em três partes, a saber:

- Estrutura;
- Barrilete (Serviços e Materiais);
- Urbanização/ Instalação Elétrica.

Tal partição do custo da unidade permitirá a utilização apenas de sua estrutura, com
adaptações do barrilete e da urbanização à situação específica da área onde o mesmo será
implantado.

No item “Estrutura”, cabe ressaltar, que, além do fornecimento ou execução do reservatório,


estão inclusos os serviços de escavação e reaterro de cavas de fundação, drenos sub-
superficiais, poços secos e a caixa de alvenaria para abrigo dos barriletes. Tampa de inspeção
e grade, completam o conjunto. A unidade recebe ainda a pintura da logomarca padrão da
COPASA nas duas faces.

No item “Barrilete/Tubulações”, estão inclusos os seguintes serviços: fornecimento e montagem


de materiais hidráulicos (tubos, conexões, aparelhos e acessórios) a serem instalados.

A urbanização foi baseada no Layout típico da unidade e deverá ser ajustada pela projetista à
situação real, sendo reavaliados os quantitativos indicados no orçamento. Ela inclui também o
padrão de entrada de energia e a iluminação externa da área, itens que, de um modo geral,
não devem exigir alterações.

A tubulação externa de esgotamento do reservatório não foi considerada no orçamento, ficando


a cargo da projetista a inclusão deste item em seu projeto específico.

3.3.1.1 Reservatórios Metálicos Apoiados e Elevados

Todos os reservatórios metálicos padrões, apoiados e elevados, possuem forma cilíndrica.

O projeto da estrutura de apoio do reservatório deverá ser concebido pela projetista, em função

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 19


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
das condições geotécnicas do terreno onde o mesmo será assentado, com fundações
específicas, precedidas da devida prospecção geotécnica do solo, constando sondagens à
percussão na área onde será implantada a unidade.

Para efeito de composição de custo da base de fundação dos reservatórios elevados e


apoiados sobre pés foi considerada uma estrutura de concreto armado com espessura de 1
metro de profundidade, nas dimensões em planta, indicadas no projeto básico. Os quantitativos
deverão ser ajustados para a situação real do projeto de fundações/estrutural.

Para as unidades apoiadas, considerou-se na composição de custo da estrutura, uma cinta


(30x80cm) em toda a circunferência da unidade. Da mesma forma, os quantitativos deverão ser
ajustados para a situação real do projeto de fundações/estrutural.

3.3.1.2 Reservatórios em Concreto Armado - Apoiados

O projeto estrutural do reservatório foi concebido para fundação direta, em um terreno típico
com taxa suporte mínima de 1 Kgf/cm². Para terrenos com taxas inferiores, deverão ser
projetadas fundações específicas, com as adaptações necessárias na parte estrutural. É
imprescindível a realização de sondagens à percussão na área onde será implantada a
unidade.

3.3.2 Estação de Tratamento de Água

3.3.2.1 PRFV

Os Projetos Padrões de Estações de Tratamento de Água são baseados em módulos de


tratamento pré-fabricados que atendem às seguintes faixas de vazão: 3 L/s, 5 L/s, 8 L/s, 12 L/s
e 18 L/s e são constituídas pelas seguintes partes:

- Módulo de Tratamento Pré-Fabricado em Fibra de Vidro do tipo convencional;


- Casa de Química;
- Bacia de Contenção de Produtos Químicos;
- Tanque de Contato em concreto armado;
- Elevatória de Água de Serviço;
- Interligação das Unidades;
- Fossa Séptica;
- Sumidouro; e,
- Urbanização e Instalações Elétricas.

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 20


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
Os Módulos de Tratamento serão do tipo clássico devendo ser constituída das unidades
listadas a seguir e possuindo capacidade para tratamento de vazões na faixa de -10% a +10%
de sua capacidade nominal:

- Dispositivo para promover a mistura rápida;


- Floculador tipo hidráulico;
- Decantador de fluxo laminar;
- Filtros de taxa declinante variável, fluxo descendente.

A composição de custo de cada Estação de Tratamento de Água foi dividida de acordo com as
sub-unidades, acima relacionadas.

Os serviços de terraplanagem para assentamento das unidades da ETA serão de


responsabilidade da projetista, de acordo com o projeto específico.

O layout estabelecido para a ETA contempla uma área para eventual implantação de uma
elevatória de água tratada, cuja necessidade deverá ser avaliada e definida pela projetista.
Sendo necessária a implantação da EAT, esta poderá também abastecer a casa de química,
eliminando a elevatória de água de serviço (EAS).

Os projetos estruturais da bacia de contenção de produtos químicos e do tanque de contato


foram concebidos para fundação direta, em um terreno típico com taxa suporte mínima de 1
Kgf/cm². Para a Casa de Química, utilizou-se a taxa de suporte mínima de 1,5 Kgf/cm². Para
terrenos com taxas inferiores, deverão ser projetadas fundações específicas, com as
adaptações necessárias na parte estrutural da unidade em questão. É imprescindível a
realização de sondagens à percussão na área onde serão implantadas as unidades.

O projeto estrutural da fundação da base da unidade de tratamento pré-fabricada em fibra de


vidro deverá ser apresentado pelo projetista contratado mediante os relatórios de geotecnia
do local de implantação da unidade.

3.3.2.2 Concreto Armado

Os Projetos Padrões de Estação de Tratamento de Água em concreto armado foram


projetados para capacidade de: 12, 18, 24, 33 e 45 L/s. As dimensões das unidades foram
projetadas semelhantes às ETA ´s de PRFV, com menor custo possível, tornando competitivas.

Os Módulos de Tratamento serão do tipo clássico, devendo ser constituída das unidades
listadas a seguir:

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 21


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
- Caixa de Chegada de Água Bruta, onde a água vai escoar no sentido ascendente até
atingir o vertedor retangular, onde ocorrerá a mistura rápida;
- Floculador tipo hidráulico, do tipo bandejas perfuradas;
- Decantador;
- Filtro rápido por gravidade, tipo auto-lavável, com leito duplo de areia e antracito, assentado
sobre camada suporte de pedregulhos, que por sua vez será apoiado sobre placas de aço
perfuradas.

O projeto estrutural de cada Estação de Tratamento foi concebido para fundação direta, em um
terreno típico com taxa suporte mínima de 1 Kgf/cm². Para terrenos com taxas inferiores,
deverão ser projetadas fundações específicas, com as adaptações necessárias na parte
estrutural. Deverão ser realizadas sondagens à percussão na área onde será implantada a
unidade.

3.3.2.3 Posto de Cloração e Fluoretação

Este projeto padrão refere-se à implantação de Posto de Cloração e Fluoretação com


infraestrutura para o atendimento de sistema com vazões entre 2,0 a 6,0 L/s e de 8,0 a 12 L/s.

A urbanização da área, assim como o projeto do padrão de entrada de energia, não foram
contemplados uma vez que essa unidade será implantada sempre em conjunto com um poço
profundo ou um reservatório.

O projeto estrutural do posto de cloração e fluoretação foi concebido para fundação direta, em
um terreno típico com taxa suporte mínima de 1,5 Kgf/cm². Para terrenos com taxas inferiores,
deverão ser projetadas fundações específicas, com as adaptações necessárias na parte
estrutural. Deverão ser realizadas sondagens à percussão na área onde será implantada a
unidade.

As bombas dosadoras deverão ser definidas pela empresa responsável pela implantação deste
projeto padrão. Na definição da bomba a ser utilizada deverão ser levados em consideração a
vazão de dosagem de 12,5 L/h e a altura manométrica da linha de recalque do poço profundo.
Sendo a altura manométrica muito elevada, deverá ser avaliada a possibilidade de aplicação
do produto químico diretamente dentro do poço e, neste caso, a instalação de uma válvula de
contra-pressão a jusante da bomba dosadora.

3.3.3 Captação Subterrânea – Poço Profundo

O projeto padrão dos poços profundos contempla a instalação da bomba submersa, da


tubulação edutora e do barrilete de recalque.

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 22


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
Na definição da área para a implantação dos poços profundos, fez-se a previsão de espaço
para a instalação de um posto de cloração e/ou fluoretação adjacente ao poço. Caso este
sistema de tratamento seja implantado em outro local, poder-se-á minimizar as dimensões da
área da unidade, o que caberá à projetista.

Para os poços profundos com barriletes em diâmetros: Ø2”, Ø3” e Ø4”, a tubulação edutora e
as conexões do barrilete do poço profundo foram projetadas em ferro galvanizado com roscas
BSP, cuja classe de pressão suporta até 250 mca.

Para o poço profundo com barrilete em diâmetro DN 150 mm, a tubulação edutora e suas
conexões foram projetadas em ferro galvanizado com roscas BSP, cuja classe de pressão
suporta até 250 mca e as conexões do barrilete do poço profundo foram projetadas em ferro
fundido com conexões flangeadas PN10, cuja classe de pressão suporta até 100 mca. Caso
esta classe de pressão não atenda às condições de projeto da localidade onde o mesmo será
implantado, a projetista deverá fazer a adequação para uma classe de pressão superior.

Não foram considerados, na composição do custo do poço profundo, a moto-bomba submersa


e os painéis elétricos. A complementação do orçamento deverá ser realizada pela projetista em
seu projeto de assentamento do padrão, com a especificação dos conjuntos elevatórios e o
detalhamento dos painéis elétricos.

Foram elaborados dois orçamentos para os poços. Um para profundidades de até 60 metros e
outro para profundidades superiores a 60 metros até o limite de 120 metros. Caso a situação
de implantação da unidade seja diferente da prevista, o orçamento deverá ser revisto pela
empresa projetista responsável. Os dois orçamentos consideram todo o fornecimento de
materiais a cargo da empreiteira e foram compostos pelos seguintes serviços:

- Barrilete do poço, conforme padrão – item global;


- Tubulação edutora – item orçado em função da profundidade da instalação;
- Abrigo para os painéis elétricos – item global;
- Urbanização.

Itens específicos a serem orçados pela Projetista:

- Fornecimento do conjunto moto-bomba (a instalação já está contemplada no orçamento do


padrão);
- Fornecimento do QCM;
- Fornecimento da tubulação edutora, de acordo com a metragem específica (a montagem já
está considerada no padrão).

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 23


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
3.3.4 Elevatória de Água Tratada

Foram projetadas elevatórias tipo Booster, com Poço de Sucção Apoiado e Poço de Sucção
Enterrado, para vazões entre 1,2 L/s e 28,0 L/s e potências entre 2,0 cv e 45,0 cv.

Ao se definir pela utilização de uma elevatória padrão dentro do escopo de um projeto de


abastecimento de água, a empresa projetista responsável deverá certificar-se de que as
condições de vazão e potência atendam às faixas apresentadas na Tabela 8.

Tabela 8 – Parâmetros das Elevatórias

Diâmetro Vazão Vazão Potência Potência


dos Mínima Máxima (L/s) Mínima (cv) Máxima (cv)
Barriletes (L/s)
Ø2” 1,2 3,0 2,0 5,0
Ø3” 3,0 7,0 5,0 12,5
DN 100 mm 7,0 12,0 12,5 25,0
DN 150 mm 12,0 28,0 25,0 45,0

A bitola dos cabos elétricos para a alimentação do QCM das bombas foi dimensionada com
base na potência máxima apresentada na Tabela 8.

As elevatórias padrões com barriletes de diâmetro Ø2” e Ø3” tem suas tubulações projetadas
em ferro galvanizado com roscas BSP, que suportam pressões de até 25 Kg/cm². A
interligação externa com a adutora deverá ser ajustada pela projetista, de acordo com projeto
específico. Para as elevatórias padrões com barriletes de diâmetro DN100 mm e DN 150 mm,
as tubulações foram projetadas em ferro fundido, juntas flangeadas classe PN 10 (pressão de
serviço máxima de 10 Kg/cm²).

A necessidade de instalação de válvulas redutoras de pressão a montante da elevatória e/ou a


utilização de inversor de freqüência, ambos para a adequação do ponto de funcionamento das
bombas em função da variação das pressões de montante, deverá ser estudada pela empresa
projetista que estiver fazendo o uso deste padrão. No caso específico de utilização de inversor
de freqüência, o dimensionamento dos cabos deverá ser revisto com vistas à nova
especificação dos painéis elétricos.

Os Projetos Padrões das elevatórias não contemplam o dimensionamento e o detalhamento


dos conjuntos moto-bomba e também dos painéis elétricos, que deverão ser característicos do
sistema no local de implantação da unidade.

O custo de uma elevatória de água tratada padrão está dividido em três partes, a saber:

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 24


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
- Estrutura do abrigo da unidade;
- Estrutura do abrigo dos painéis elétricos dos motores;
- Barriletes e Urbanização.

Em relação à parte elétrica, o projeto padrão contempla os seguintes elementos:

- Padrão de entrada de energia, dimensionado para a condição de potência máxima


estimada para este tipo de unidade;
- Iluminação geral da área;
- Distribuição de energia para os conjuntos moto-bomba, com dimensionamento elaborado
para a condição de potência máxima estimada para este tipo de unidade.

A empresa projetista, em uso do projeto padrão, deverá acrescentar os seguintes itens não
contemplados no orçamento:

- Orçamento completo e especificação da tubulação de esgotamento da descarga linha de


recalque;
- Dimensionamento, especificação técnica e custos dos conjuntos moto-bomba,
dimensionados para a situação real;
- Quadro de comando de motores, dimensionados para a situação real.

Os serviços de terraplanagem para obtenção de um platô plano para assentamento da


elevatória não foram considerados no orçamento, sendo este item específico da localidade
onde o mesmo será inserido. A projetista, quando em uso deste Projeto Padrão, deverá incluir
este serviço em seu orçamento, de forma completa.

3.3.5 Instalação de Gás Cloro

O Projeto Básico da Casa de Química – Instalações de Gás Cloro, foi desenvolvido para
cilindros de 50/68 kgf, troca manual, cilindros de 900 kgf troca automática e cilindros de 900 kgf
troca manual.

3.3.6 Caixas de Proteção de Aparelhos Ventosa e Descarga

Projeto para as Caixas de Proteção de Aparelhos, constituído de: Projeto Básico, Projeto
Estrutural e Orçamento. Elaborado tomando como base as Reuniões feitas com a Operação
e preocupação com a segurança para os usuários (ambientes confinados).
Este módulo apresenta as seguintes dimensões:

Projeto Padrão 05.16.005/0 – Dimensões – 120X120X190


Projeto Padrão 05.16.010/0 – Dimensões – 140X140X190
Projeto Padrão 05.16.015/0 – Dimensões – 160X200X190
Projeto Padrão 05.16.020/0 – Dimensões – 200X200X190

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 25


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES

3.4 UNIDADES PROJETADAS - SES

3.4.1 Estação de Tratamento de Esgoto

3.4.1.1 PRFV

Os Projetos Padrões de Estações de Tratamento de Esgoto são baseados em módulos de


tratamento pré-fabricados e atendem às seguintes faixas de vazão:

- 500 habitantes ou Qmax = 1 L/s,


- 1000 habitantes ou Qmax = 2 L/s,
- 1500 habitantes ou Qmax = 3 L/s,
- 3000 habitantes ou Qmax = 6 L/s,

Os módulos de tratamento serão adquiridos no mercado, de empresas qualificadas, que


deverão ter seus projetos plenamente enquadrados às especificações técnicas estabelecidas
pela COPASA, elaboradas pelo Departamento de Engenharia Sanitária da UFMG – DESA e
constantes do Volume IV – Especificações Técnicas de Materiais e Obras.

O sistema de tratamento deverá garantir uma eficiência mínima de remoção de 85% (oitenta e
cinco por cento) da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO5) do esgoto bruto, durante pelo
menos 80% do tempo de funcionamento. Adicionalmente, deverá garantir que as
concentrações de DBO e de SST se mantenham iguais ou inferiores a 60 mg/L, durante pelo
menos 80% do tempo de funcionamento, conforme normas vigentes e constantes do processo
licitatório.

As Estações de Tratamento de Esgoto padronizadas pela COPASA são constituídas de:

- Tratamento Preliminar
- Estação Elevatória Final
- Unidade de Tratamento (Reator Anaeróbio tipo UASB e Filtro Biológico Percolador)
- Desidratação em Leito de Secagem
- Unidade de Apoio Operacional.

O “layout” apresentado é hipotético, para subsidiar a estimativa de custos e a interpretação do


fluxograma das unidades. Para cada projeto a ser implantado deverão ser observados os
aspectos específicos da localidade, com ênfase para as seguintes condições:

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 26


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
- A ETE deverá ser implantada em cota não inundável, respeitando a área de preservação
permanente do corpo receptor dos esgotos tratados;
- O arranjo proposto nos padrões é específico para a situação da elevatória localizar-se a
jusante do tratamento preliminar;
- No caso do interceptor encontrar-se em cota inferior à ideal de implantação da ETE, a
elevatória final deverá localizar-se à montante do tratamento preliminar e o “layout” ser
adaptado;
- O sistema de drenagem pluvial deverá ser adaptado em função das condições topográficas
locais e do posicionamento do córrego. Caso haja contribuições significativas à montante
da área da ETE deverá ser feita a adequação do sistema de drenagem, com eventuais
desvios dessas contribuições através de canaletas e/ou outras estruturas pertinentes.

Os resíduos gerados na ETE deverão ser encaminhados preferencialmente ao aterro sanitário


do município, desde que seja licenciado e tenha distância viável de transporte.
Alternativamente, deverá ser acrescida à ETE uma área para aterro controlado dos resíduos.
Caberá à projetista definir a destinação final dos resíduos.

O orçamento das estações de tratamento padrões foram divididos em nove partes, a saber:

- Tratamento Preliminar;
- Elevatória de Esgotos Final;
- Linha de Recalque;
- Elevatória de Recirculação de Efluentes Tratados;
- ETE Pré-Fabricada em Fibra de Vidro;
- Leitos de Secagem;
- Laboratório;
- Emissário;
- Terraplenagem/Urbanização e Água de Serviço.

Tal partição do custo da unidade permitirá uma maior flexibilidade para a empresa projetista
responsável pela implantação da ETE em um terreno real.

Os serviços de terraplanagem para assentamento das unidades da ETE não foram


considerados nos orçamentos, sendo este item a cargo da projetista, que deverá incluí-lo em
seu orçamento, de forma completa.

Os projetos estruturais da elevatória de esgotos final e dos leitos de secagem foram


concebidos para fundação direta, em um terreno típico com taxa suporte mínima de 1 Kgf/cm²,
enquanto que, para o Laboratório, utilizou-se a taxa de suporte mínima de 1,5 Kgf/cm². Para

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 27


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
terrenos com taxas inferiores, deverão ser projetadas fundações específicas, com as
adaptações necessárias na parte estrutural. É imprescindível a realização de sondagens à
percussão na área onde será implantada a unidade.

O projeto estrutural da fundação da base da unidade de tratamento pré-fabricada em fibra de


vidro deverá ser apresentado pelo projetista contratado mediante os relatórios de geotecnia
do local de implantação da unidade.

3.4.1.2 Concreto Armado

As Estações de Tratamento de Esgoto Padrões foram dimensionadas considerando-se o


sistema de tratamento combinado (anaeróbio/aeróbio), por meio de reator anaeróbio de fluxo
ascendente e manta de lodo (reator UASB) seguido de filtro biológico percolador (FBP), de
modo a atingir grau de tratamento compatível com as exigências da legislação ambiental.

Os projetos-padrão foram desenvolvidos para as seguintes vazões médias:

Projeto-padrão 1: Qméd-ref = 5,0 L/s;


Projeto-padrão 2: Qméd-ref = 10,0 L/s;
Projeto-padrão 3: Qméd-ref = 15,0 L/s;
Projeto-padrão 4: Qméd-ref = 10,0 L/s (dois módulos de 5,0 L/s);
Projeto-padrão 5: Qméd-ref = 20,0 L/s (dois módulos de 10,0 L/s);
Projeto-padrão 6: Qméd-ref = 30,0 L/s (dois módulos de 15,0 L/s).

Basicamente, além das unidades de tratamento preliminar (gradeamento e desarenador), o


fluxograma compreende as unidades de tratamento biológico anaeróbio e aeróbio, em
seqüência (reator UASB, filtro biológico percolador e decantador secundário), além da unidade
de desidratação. Notar que, nesta configuração, o lodo aeróbio excedente, retirado do
decantador secundário, é enviado de volta ao reator UASB para adensamento e digestão
anaeróbia. Assim, com esse fluxograma, são evitados os decantadores primários e as
unidades isoladas de adensamento e digestão do lodo excedente aeróbio, como ocorre nas
estações de tratamento convencionais que utilizam filtros biológicos percoladores. O lodo
produzido no reator UASB já sai adensado e estabilizado, podendo ser enviado diretamente
para desidratação e disposição final.

As estações-padrão serão compostas pelas seguintes unidades e subunidades:

Pré-tratamento e estação elevatória de esgoto bruto, composto de:


- Unidade de gradeamento médio (cesto com malha de 25 mm);

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
- Medidor de vazão eletromagnético na linha de recalque;
- Dois conjuntos moto-bomba com capacidade total superior máxima até 25% da vazão
máxima de referência de projeto;
Tratamento preliminar, composto das seguintes subunidades:
- Gradeamento fino (espaçamento entre barras de 12,5 mm);
- Gradeamento ultrafino (espaçamento entre barras de 6 mm);
- Desarenador de fluxo horizontal.
Tratamento biológico, composto de:
- Reator anaeróbio de fluxo ascendente e manta de lodo (reator UASB);
- Filtro biológico percolador (FBP);
- Decantador secundário;
- Dispositivos de coleta e queima de biogás;
- Dispositivos de coleta e tratamento de gases residuais;
- Dispositivos de amostragem e de descarte de lodo;
- Dispositivos de remoção de escuma do interior do separador trifásico;
- Dispositivo não mecanizado para distribuição do efluente anaeróbio sobre o meio de
enchimento do FBP;
Unidade de tratamento de odores através de Biofitro;
Leitos de secagem; e,
Valas para aterramento do material removido das unidades que integram o tratamento
preliminar.

Por solicitação da COPASA os Projetos Estruturais das ETE´s foram desenvolvidos para os
parâmetros de Classe de agressividade Ambiental II e III, considerando a dificuldade de
executar concreto de alto desempenho em determinadas regiões de Minas, onde não existe
centrais de Concreto, podendo ser feito em betoneira na própria obra. Outra solicitação da
COPASA nos projetos estruturais foi relativo à possibilidade da sua implantação tanto em
fundação direta com a tensão no solo menor ou igual a 1 Kgf/cm², quanto em fundação
profunda. Exceção feita às unidades do Leito de Secagem e Leitos de Secagem de Escumas,
que serão sempre executados em Fundação Direta. O projeto dos elementos de estacas,
tubulões e blocos de coroamento, quando for o caso de fundação profunda, serão
desenvolvidos especificamente para cada unidade de ETE a ser implantada, após execução
dos Estudos geotécnicos respectivo do solo.

Para a secagem do lodo proveniente dos reatores anaeróbios, o número de leitos pode variar
em função da eficiência necessária no processo. Para uma maior eficiência deverão ser
implantados todos os leitos de secagem projetados, incluindo-se aqueles marcados no projeto
básico como unidades opcionais (Leitos de Secagem – Tipo 1). No caso da necessidade de

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 29


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
redução no custo de implantação da unidade, as unidades opcionais não deverão ser
construídas (Leitos de Secagem – Tipo 2).

Este projeto padrão possui dois orçamentos completos específicos para cada alternativa de
implantação dos leitos de secagem (Tipo 1A,Tipo 1B e Tipo 2A, Tipo 2B).

Ainda, no projeto estrutural estão apresentados os cálculos e os desenhos também específicos


para cada alternativa de implantação dos leitos de secagem (Tipo 1 e Tipo 2).

A utilização do orçamento e do projeto estrutural dos leitos de secagem deverá estar de acordo
com a alternativa adotada no projeto básico de implantação deste projeto padrão.

3.4.2 Elevatória de Esgoto Bruto

3.4.2.1 Anéis de Concreto Armado

Foram projetados dois padrões para Estações Elevatórias de Esgoto em anéis de concreto
armado, com as seguintes faixas de vazão:

- Estação Elevatória de Esgotos Sanitários, para Vazão Máxima de 3,0 L/s até 7,5 L/s;
- Estação Elevatória de Esgotos Sanitários, para Vazão Máxima maior que 7,5 L/s até 15 L/s.

Os projetos têm a função de atender unidades de reversão no sistema de redes coletoras e/ou
interceptores, alteamento de interceptores ou para elevatórias finais localizadas fora da área da
estação de tratamento de esgotos, para sistemas de pequeno porte e mais simplificados.

O quadro de comandos será implantado anexo à elevatória, em um abrigo padronizado de


1,8m de altura e projeção de 2.1 m².

A cota do platô de assentamento da estação elevatória deverá estar acima da cota de


inundação, em caso de proximidades com corpo d´água, salvaguardando o abrigo dos painéis
elétricos.

O orçamento das elevatórias de esgoto está dividido em sete partes, a saber:

- Caixa do Cesto de Retenção de Sólidos, com altura básica de 2,0 m;


- Acréscimo de Altura na Caixa do Cesto de Retenção de Sólidos, por metro de acréscimo;
- Poço de Sucção, altura básica de 3,0 m;
- Acréscimo de Altura no Poço de Sucção, por metro de acréscimo;
- Caixa de Abrigo do Barrilete de Recalque;
- Abrigo dos Painéis Elétricos dos motores; e,

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 30


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
- Urbanização.

A partição do custo da unidade permitirá a fácil adaptação do orçamento à situação de


assentamento em um terreno real, para profundidades superiores às consideradas no
orçamento do padrão, quais sejam:

- Caixa do cesto: com 2,0 m de altura interna, considerando-se a profundidade de chegada


da rede ou interceptor na profundidade de 1,50 m;
- Poço de sucção: com altura de 3,0 m, decorrente do acréscimo de 1,0 m entre o fundo da
caixa do cesto e o fundo do poço de sucção, conforme projeto.

Para a ocorrência de profundidade de chegada da rede ou interceptor à EEB superior a 1,50 m,


haverá necessidade de utilizarem-se os itens de acréscimo de altura básica, tanto para a caixa
do cesto de retenção de sólidos como para o poço de sucção, permitindo a adequação do
orçamento à profundidade real da instalação.

Em relação à parte elétrica, os Projetos Padrões contemplam os seguintes elementos:

- Padrão de entrada de energia, dimensionado para a condição de potência máxima


estimada para este tipo de unidade, tomando-se como referência a altura manométrica
limite de 50 metros;
- Iluminação geral da área;
- Distribuição de energia para os conjuntos moto-bomba, com dimensionamento elaborado
para a condição de potência máxima estimada para este tipo de unidade, tomando-se como
referência a altura manométrica limite de 50 metros.

A empresa projetista, em uso do projeto padrão, deverá acrescentar os seguintes itens não
contemplados no orçamento:

- Orçamento completo e especificação das tubulações do extravasor e da linha de recalque;


- Dimensionamento, especificação técnica e custos dos conjuntos moto-bomba,
dimensionados para a situação real;
- Quadro de comando de motores, dimensionados para a situação real.

Os serviços de terraplanagem para assentamento da elevatória, não foram considerados no


orçamento, cabendo à projetista, incluí-los em seu orçamento, de forma completa.

3.4.2.2 Concreto para vazões de 15 a 25 L/s

Volume II - Utilizacao de Projetos Padroes.doc 31


VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
O Projeto Básico da Elevatória de Esgoto Bruto em Concreto Armado foi concebido com dois
layouts, com orçamento para cada situação, possibilitando a execução da obra com ou sem
Sala do Gerador de Energia e Depósito de Óleo. A definição da concepção a ser executada
cabe à COPASA.

Por se tratar de um Projeto Padrão, esta unidade, quando utilizada para um terreno específico,
deverá ser acrescida das seguintes definições:
- Projeto de terraplanagem específico;
- Projeto estrutural, inclusive de fundação da obra, elaborado para as condições locais;
- Definição do conjunto moto-bomba dimensionado para a situação de projeto específico,
hidráulico;
- Revisão da relação de materiais hidráulicos para as condições de projeto;
- Projeto Elétrico elaborado para as potências especificas e locação real no terreno, com
todas as especificações técnicas de equipamentos e materiais elétricos;
- Extensão de rede elétrica, quando necessário;
- Extensão de rede de água potável, quando necessário.

O poço de sucção será construído em concreto armado, com altura variável, determinada pela
cota de chegada da tubulação de esgotos (interceptor ou rede).

A projetista deverá analisar a necessidade de implantação dos seguintes elementos adicionais:

- Tanques-pulmão para receber os efluentes em caso de falta de energia elétrica;


- Sistema de desodorização.

3.4.2.3 De Alteamento Enterrada

O Projeto Básico da Estação Elevatória de Esgoto de Alteamento Enterrada tem poço de


sucção em anéis de concreto armado pré-fabricados, conjuntos moto-bomba tipo submersíveis,
e as seguintes capacidades:

- 5 e 10 L/s
- 15 L/s
- 20 L/s
- 25 e 30 L/s

Seu custo está dividido em quatro partes, a saber:

- Caixa do Cesto de Retenção de Sólidos, com altura de 4,65 m;


- Poço de Sucção, altura de 5,53m;
- Poço de Visita, altura de 1,00m; e,

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
- Abrigo dos Painéis Elétricos dos motores.

Em relação à parte elétrica, o projeto padrão contempla padrão de entrada de energia e a


distribuição de energia para os conjuntos moto-bomba, dimensionado para a condição de
potência máxima estimada para este tipo de unidade, tomando-se como referência a altura
manométrica limite de 4,33 metros.

O projeto estrutural da Elevatória de Alteamento foi concebido para fundação direta, em um


terreno típico com taxa suporte mínima de 1 Kgf/cm². Para terrenos com taxas inferiores,
deverão ser projetadas fundações específicas, com as adaptações necessárias na parte
estrutural. Deverão ser realizadas sondagens à percussão na área onde será implantada a
unidade.

3.4.3 PV de Setor

O Poço de Visita de Setor deverá ser implantado na Rede Coletora de sistemas de


esgotamento sanitário, estrategicamente posicionado de forma que se crie uma setorização
das vazões na rede com vistas à proteção dos conjuntos motobomba das elevatórias
existentes ou previstas a jusante desses PVs.

A utilização do PV de Setor pode ainda ser útil para o monitoramento da presença quantitativa
e qualitativa de sólidos na Rede Coletora de Esgotos.

O cesto de retenção do PV foi projetado para a capacidade de retenção de 150 litros de


material sólido. Considerando-se a taxa de retenção de 23 litros de material sólido para cada
1.000 m³ de esgoto afluente, apresenta-se, a seguir, o quadro 2.1 relacionando as vazões
afluentes com a periodicidade de limpeza do cesto.

Quadro 2.1
Frequência de Limpeza do Cesto

Volume Matéria Frequência


Vazão
Sólida Retida Limpeza
(L/s)
(L/dia) (dias)

5 9,94 15,1
10 19,87 7,5
15 29,81 5,0
20 39,74 3,8
25 49,68 3,0
30 59,62 2,5
35 69,55 2,2
40 79,49 1,9
45 89,42 1,7

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Volume Matéria Frequência


Vazão
Sólida Retida Limpeza
(L/s)
(L/dia) (dias)

50 99,36 1,5

3.5 UNIDADES PROJETADAS – INFRAESTRUTURA E APOIO

3.5.1 Sistema Gerencial de Manutenção Eletromecânica - SIGMA

O Projeto Padrão da Oficina Operacional do SIGMA – Sistema Gerencial de Manutenção


Eletromecânica visa o atendimento às localidades onde a COPASA detém a operação dos
sistemas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário.

O edifício projetado é composto por 2 oficinas eletromecânicas, uma para manutenção dos
equipamentos componentes dos sistemas de água e outra para manutenção de equipamentos
dos sistemas de esgoto.

Cada oficina é composta das seguintes unidades:

- Box de manutenção elétrica;


- Box de manutenção mecânica;
- Central de equipamentos;
- Central de Máquinas;
- Central de Limpeza dos Equipamentos;
- Central de Solda;
- Instalação Sanitária /vestiário;
- Copa.

A oficina eletromecânica para sistemas de esgoto sanitário foi acrescida de uma unidade de
desinfecção/expurgo para os funcionários que operam esses sistemas. Sua central de limpeza
de equipamentos também é dotada de um processo de desinfecção prévia.

As áreas comuns aos sistemas de água e esgoto referem-se ao setor administrativo e ao


almoxarifado, além da sala do compressor que atende às duas oficinas.

O projeto foi baseado em instruções dos técnicos da COPASA que utilizam e administram
essas oficinas e no projeto existente da oficina de sistemas de abastecimento de água. Como
subsídio ao trabalho, também foi realizada visita à unidade de Conselheiro Lafaiete, para
verificação do funcionamento e necessidades de melhorias operacionais.

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VOLUME II – UTILIZAÇÃO DE PROJETOS PADRÕES
Cabe salientar que a COPASA poderá optar por construir apenas um módulo da oficina, para
sistema de água ou esgoto, a depender da necessidade da localidade em que o mesmo será
implantado.

Os serviços de terraplanagem para obtenção de um platô plano para assentamento da


unidade, não foram considerados no orçamento, sendo este item específico da localidade onde
a mesma será construída.

O projeto estrutural da Oficina SIGMA para sistemas de água e esgoto foi concebido para
fundação direta, em um terreno típico com taxa suporte mínima de 1 Kgf/cm². Para terrenos
com taxas inferiores, deverão ser projetadas fundações específicas, com as adaptações
necessárias na parte estrutural. Deverão ser realizadas sondagens à percussão na área onde
será implantada a unidade.

O custo de uma Oficina SIGMA para sistemas de água e esgoto é completo, para a condição
de implantação em um terreno plano situado em área urbana, com a seguinte infra-estrutura:

- Rede pública de água potável;


- Rede pública de coleta de esgoto sanitário;
- Rede pública de drenagem pluvial;
- Rede pública de energia elétrica, tipo trifásica.

Quaisquer situações distintas das citadas deverão ser consideradas à parte, complementando
o orçamento da obra.

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