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AO JUÍZO DE DIREITO DO CENTRO JUDICIÁRIO DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS E

CIDADANIA – CEJUSC DA COMARCA DE ARAGUAÍNA – TO.

ANGELITA FRANCISCA CAVALCANTE CARNEIRO, brasileira,


casada, Técnica em Enfermagem e, portadora do registro geral n.º 414.943 SSP/TO, inscrita no
cadastro de pessoas físicas sob o n.º 885.477.441-34, sem endereço eletrônico, residente e
domiciliada na Rua 2, n.º 150, Setor Vila Jardim Barros, Araguaína - TO, telefone n.° (63) 9
9228-7168 e JANIO JUNIOR GOMES CARENIRO, brasileiro, casado, Pedreiro , portador do
registro geral n.° 319.080 SSP/TO, inscrito no cadastro de pessoas físicas sob o n.º 035.683.911-
71, sem endereço eletrônico, residente e domiciliado na Rua CE, , Sem Número, Quadra 66, Lote
15, Setor Jardim Costa Esmeralda, Araguaína - TO, telefone n.° (63)9 9272-1529, por intermédio
da Defensoria Pública do Estado do Tocantins 1, por conduto da Defensor Público com atuação no
Núcleo de Conciliação Uthant Vandré Nonato Moreira Lima Gonçalves, vêm, respeitosamente, à
presença de Vossa Excelência para, com fundamento no artigo 226, §6º da CONSTITUIÇÃO
FEDERAL DE 1988, consoante Emenda Constitucional n.º 66, publicada no DOU em 14.07.2010
que alterou o dispositivo legal, instituindo a dissolubilidade do casamento pelo divórcio propor a
presente

AÇÃO DE DIVÓRCIO CONSENSUAL

conforme fundamentos fáticos e jurídicos a seguir alinhavados:


1
Lei nº 1.060/50 (inclusive as do art. 5º, §5º, e dispensa de instrumento procuratório, conforme parágrafo único do artigo 16), Lei
Complementar nº 80/94 e Lei Complementar Estadual nº 55/09.

Avenida Filadélfia, nº 2835, Setor Jardim América, Araguaína-TO, CEP: 77813-410


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1. O casal contraiu matrimônio em 17 de setembro de 1999, conforme Certidão
de Casamento anexa, sob o regime da Comunhão Parcial de Bens e encontram-se separados de
fato há aproximadamente 06 (seis ) meses, sem qualquer possibilidade de reconciliação, certos de
que o divórcio é a vontade preponderante.

2. Da união conjugal advieram 02 (dois) filhas, a saber, Jhenifer Gomes


Cavalcante, nascida em 2 de março de 2000, maior e capaz e Maria Luiza Gomes Cavalcante,
nascida em 01(um) outubro de 2013 , criança, absolutamente incapaz conforme se extrai da
Certidão de Nascimento anexa

3. Na constância do matrimônio o casal adquiriu os seguintes bens:

a) 01 (um) imóvel na Rua 2, n.º 150, Setor Vila Jardim Barros, Araguaína - TO
avaliado em aproximadamente R$30.000,00 (Trinta mil reais), conforme declaração anexa em
nome da Srª Angelita Francisca Cavalcante Carneiro.
b) Diante de tais fatos, compareceram os acordantes nesta data a esta
Defensoria Pública para firmarem o seguinte acordo:

a) A GUARDA da filhas será exercida de forma compartilhada, sendo o lar


fixo da criança o mesmo da genitora Sr.ª Angelita Francisca Cavalcante Carneiro.

b) O genitor se compromete a título de PENSÃO ALIMENTÍCIA a


importância correspondente a 24,00% (Vinte e quatro vírgula zero por cento) do salário mínimo,
que hoje perfaz a quantia de R$ 250,00 (duzentos e cinquenta reais), a ser depositado em conta
poupança n.º 62.840-9, agência 0638-6, Banco Do Brasil, de titularidade da genitora da criança
Sr.ª Angelita Francisca Cavalcante Carneiro., até o dia 06 (seis) de cada mês. Ademais, as
despesas com medicamentos, vestimentas e materiais escolares, devidamente comprovadas, serão
rateadas entre as partes na proporção de 50% (cinquenta por cento) para cada;

c) As VISITAS serão exercidas de forma livre.

d) Justificam-se os valores acima acordados pelo fato do genitor trabalhar


como Pedreiro, percebendo a renda mensal de aproximadamente R$ 1.045,00 (mil e
quarenta e reais) e não possuir outros filhos. Informa ainda residir com Sua irmã.

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e) Os bens citados nos itens 3-a (imóvel ) ficarão em sua integralidade com a
Sr.ª Angelita Francisca Cavalcante Carneiro.

5. Os requerentes desejam retornar a utilizar seus nomes de solteiros, a saber,


Angelita Francisca Cavalcante.

6. A Constituição Federal consoante texto da Emenda nº. 66, publicada no


Diário Oficial da União no dia 17.09.1999, que dá nova redação ao § 6º do art. 226 da
Constituição Federal, que dispõe sobre a dissolubilidade do casamento civil pelo divórcio,
suprimindo o requisito de prévia separação judicial por mais de 1 (um) ano ou de comprovada
separação de fato por mais de 2 (dois) anos é que temos por fundamentado o pedido dos autores.
Vejamos:

"Art. 226. (...)

§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio.”

Assim, diante da previsão legal, certo é que os requerentes fazem jus ao


acolhimento do pedido.

7. Face ao exposto, requerem a Vossa Excelência:

a) a PROCEDÊNCIA do pedido acima formulado, com o consequente decreto


do DIVÓRCIO CONSENSUAL ora postulado e, após o trânsito em julgado da sentença, que
seja expedido mandado para o Cartório do Registro Civil de Pessoas Naturais de Araguaína –
TO, por meio do Sistema de Gestão Integrada das Serventias Extrajudiciais – GISE 2, para a
devida averbação na Certidão de Casamento do casal lavrado sob a matrícula n.º 126995 01 55
2015 3 00018 264 0006404 64, ocasião em que deverá ser procedida a anotação do retorno ao uso

2
O sistema foi instituído como ferramenta eletrônica de monitoramento dos atos praticados pelas serventias extrajudiciais do Estado do Tocantins,
interligando-as com a Corregedoria-Geral da Justiça e o Funcivil, pela Resolução nº 13/2011 do Poder Judiciário do Estado do Tocantins e sua
implantação foi regulamentada pelo Provimento nº 008/2011 da Corregedoria, tornado seu uso obrigatório a partir de 1º/02/2011 em todas as serventias
extrajudiciais do Estado.

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do nome de solteiro pelos requerentes, a saber, Sthefane da Costa Sousa e Valdeilson da Silva,
devendo a certidão averbada do divórcio ser entregue aos requerentes de forma gratuita;
b) a homologação do pactuado;

c) seja concedido a requerente os benefícios da gratuidade da justiça na sua


integralidade, com esteio nos incisos I a IX, do §1º do art. 98, face sua insuficiência de recursos,
conforme declarações de hipossuficiência anexas, não tendo a mínima condição de arcar com o
pagamento das custas, despesas processuais e os honorários advocatícios, conforme reza o art. 98
e 99, do Código de Processo Civil;
d) a oitiva do douto representante do Ministério Público Estadual, em todos os
atos processuais necessários.

Dá-se a causa o valor de R$ 3.600,00 (três mil e seiscentos reais).

Nesses termos, pedem deferimento.

Araguaína (TO), 21 de janeiro de 2019.

Pollyana Lopes Assunção


-Defensora Pública-

Sthefane da Costa Sousa Silva Valdeilson da Silva


Sousa

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