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Disciplina 4300255

Mecânica dos Corpos Rígidos e dos Fluidos

Aula 19 17/06/2021

Equilíbrio Estático e Elasticidade

Profa. Nora Lia Maidana Prof. José Luiz Lopes


nmaidana@if.usp.br zeluiz@if.usp.br
5. (Resnick Cap 9 E 28) Um mergulhador com 780 N de peso está sobre a extremidade de uma prancha de saltos
uniforme que tem comprimento de 4,40 m e peso 145 N. A prancha está fixa por dois pedestais separados por 1,50 m,
conforme a figura ao lado. Encontre a tração ou compressão em cada um dos pedestais.
4,40 m

+y


1,50 m F2
Escolhendo a origem de coordenadas
Da 2ª condição de equilíbrio e considerando a tábua
no suporte da esquerda, da 1ª condição de equilíbrio:
como homogênea, podemos supor que toda a sua massa
está concentrada no centro de massa que fisicamente pode     
ser localizado no centro da mesma, a soma dos torques é:  F = 0  Fm + Fp + F1 + F2 = 0
෍ 𝜏 = 0 → −𝐹𝑚 ⋅ 4,4 − 𝐹𝑝 ⋅ 2,2 + 𝐹2 ⋅ 1,5 + 𝐹1 ⋅ 0 = 0 Na projeção y:
𝐹𝑚 ⋅ 4,4 + 𝐹𝑝 ⋅ 2,2 780 ⋅ 4,4 + 145 ⋅ 2,2
⇒ 𝐹2 = = = 2501 𝑁 −𝐹𝑚 − 𝐹𝑝 + 𝐹1 + 𝐹2 = 0 (1)
1,50 1,5
Substituindo F2 em (1) − Fm − F p + F1 + F2 = 0

−780 − 145 + 𝐹1 + 2501 = 0 ⇒ 𝐹1 = +780 + 1451 − 2501 = −1575 N

Assim, vemos que a força efetuada no suporte 1,


em vez de estar orientada no sentido positivo do eixo escolhido,
aponta para baixo!!!
Isto é, se não impormos um sinal numa incógnita esse sinal
sai naturalmente ao longo da dedução
6. (Tipler Cap 12 E 23) Um peso de 80 N está suportado por um cabo preso a uma travessa articulada  no ponto
A, como mostra a figura ao lado. A travessa por sua vez, é suportada por um outro cabo sob a tensão T2

A massa da travessa é desprezível.


 a) Quais são as três forças que atuam sobre a travessa? b) Mostrar que a
componente vertical da tensão T2 deve ser igual a 80 N.

c) Achar a força exercida sore a travessa pela articulação em A.

d) Se a máxima tensão que o cabo pode suportar for de 200 N,


qual é o peso máximo que poderia ser pendurado mantendo as demais condições

Na projeção y:
a)
−𝑃 + 𝐹2𝑦 = 0 1

∴ 𝐹2,𝑦 = 𝐹2 𝑠𝑒𝑛 30∘ = 80 N

De onde podemos obter o módulo de F2.


b) Da 1ª condição de equilíbrio: 80
    F2 = = 160
 F = 0  P + F2 + N A = 0 sen 30 
c) Achar a força exercida sore a travessa pela articulação em A.

Este item pode ser resolvido de duas formas.


i) da projeção x da soma de forças
N.
− F2 cos 30 + N = 0  N = F2 cos 30 = 160 cos 30 = 138,6

ii) ou pela segunda condição de equilíbrio onde pode ser considerado o ponto O, aquele em que o
cabo de tração encontra a parede,

 = 0 → − P  x + N  y + F2  0 = 0
F2 não realiza torque porque atua na direção da origem escolhida

෍ 𝜏 = 0 → −𝑃 ⋅ 𝑥 + 𝑁 ⋅ 𝑦 = 0 𝑃 ⋅ ℎ cos 30∘ p
𝑁= ∘
= 𝑜
= 136 N
ℎ 𝑠𝑒𝑛 30 tg 30
−𝑃 ⋅ ℎ cos 30∘ + 𝑁 ⋅ ℎ 𝑠𝑒𝑛 30∘ = 0
d) Se a máxima tensão que o cabo pode suportar for de 200 N, qual é o peso máximo que poderia ser
pendurado mantendo as demais condições

Da relação: −𝑃 + 𝐹2𝑦 = 0 1

− P + F2 sen 30 = 0

Dado que F2 pode suportar no máximo 200N,

⇒ 𝑃 = 𝐹2 𝑠𝑒𝑛 30∘ = 200 𝑠𝑒𝑛 30∘ ∴ 𝑃 = 100 N


4. (Tipler Cap 12 E 48) Uma pessoa de 900 N está no topo de uma escada de duas pernas e de massa
desprezível, pousada sobre um piso sem atrito, como mostra a figura à esquerda. A meia-altura da escada há
uma travessa de segurança. O ângulo de abertura, no topo, é  = 30 o.
a) Que força é exercida pelo piso sobre cada perna da escada?
b) Calcular a tensão na braçadeira.
c) Se a braçadeira for fixada num ponto mais baixo (mantendo-se porém o ângulo  no topo),
a tensão que suportará será maior ou menor?
Analisemos em primeiro lugar o nosso sistema.

Se se tratar de 4 objetos, escada E, escada D e pessoa, vemos que


existem forças como C1 que a pessoa exerce sobre a escada E e esta
exerce sobre a primeira uma força de igual módulo e sentido
contrario, N1, O mesmo ocorre com as forças que exerce a braçadeira
com essa perna da escada.

Analisando a pessoa e a escada 2 ou entre ambas as escadas. Assim se


𝑇1 𝑇2 fazermos os 3 objetos pertencentes ao mesmo sistema, estas forças de
ação reação passam a ser forças internas e a única delas que atravessa
a fronteira do sistema é o peso, Mg.
As forças externas ao sistema são:
1) à que o solo (NS,y) exerce sobre a escada;
2) à da travessa (ou braçadeira, Tx);
3) a da pessoa (Mg).

A 2ª condição de equilíbrio:  0 = 0
Tomando como origem de coordenadas o pé da esquerda por exemplo.
Nesse ponto, a soma dos torques será:
H H
− T1  + T2  − Mg  x + N S ,D  2 x = 0
2 2
Nesta expressão, as forças da travessa, |T1| = |T2| são forças de tração exercidas por um único objeto, a braçadeira
considerada sem massa, sobre ambas as escadas, exercendo forças de tração em pontos diferentes
Mg  x Mg
A expressão acima fica: − Mg  x + N S ,D  2 x = 0  N S ,D = =
2x 2
E a Normal que exerce o solo sobre a escada da esquerda, NS,E, possuirá a mesma intensidade

Mg  x Mg Observando o diagrama de forças do sistema, vemos que só as normais


 N S ,E = = do solo e o peso da pessoa são as únicas forças na vertical, assim se
2x 2 uma das normais suporta a metade do peso, a outra deverá suportar a
pela simetria existente no sistema. mesma intensidade de força.
b) Calcular a tensão na braçadeira.
Uma simplificação possível é supor que existe um eixo de simetria vertical entre ambas escadas. Analisaremos só uma
das escadas e avaliaremos a soma dos torques em relação ao ponto de contato entre ambos os pés da escada. Com esta
simplificação, voltam a aparecer a compressão que a pessoa exerce sobre a escada e a normal entre ambas as escadas,
mas pela análise dos torques no ponto de contato entre ambas as escadas, estas forças estão aplicadas diretamente
sobre a nova origem de referencial, assim:
𝐻 𝑁𝑆,𝐸 ⋅ 𝑥
−𝑁𝑆,𝐸 ⋅ 𝑥 + 𝑇1 ⋅ = 0 ⇒ 𝑇1 =
2 𝐻
2
Deste resultado, percebemos que a força na braçadeira é diretamente proporcional ao peso
e a distância x, que determina o afastamento do pé da escada ao eixo de simetria, em
outras palavras, quanto maior o ângulo de abertura, ou maior essa distância, maior será a
força na braçadeira. Por outro lado, quanto maior a distância da braçadeira ao ponto de
apoio entre as escadas, menor será a força. Caso contrario, se a braçadeira estiver
𝑇1 𝑇2
localizada a uma distância nula desse ponto, a força tende a infinito.
Tínhamos calculado que a intensidade das normais suportavam a metade do peso da
pessoa, assim:
900
𝑁𝑆,𝐷 = = 450 N ∴ 𝑁𝑆,𝐸 = 450 N
2
Sabendo que o ângulo de abertura entre ambas escadas é 30º, 𝑥
o ângulo entre a linha de simetria e cada escada é 15º.
𝑡𝑔15∘ =
𝐻
Assim, substituindo 𝑥/𝐻
por seu igual nessa expressão e pelo valor da normal do solo na escada da esquerda que foi obtido no item a
𝑁𝑆,𝐸 ⋅ 𝑥
𝑇1 =
𝐻 𝑇1 = 2 ⋅ 450 ⋅ 𝑡𝑔15∘ = 242 N
2

c) Se a braçadeira for fixada num ponto mais baixo (mantendo-se porém o ângulo  no topo),

Se o ângulo entre as partes da escada se mantem, o valor do denominador da expressão


(A) aumentaria, com a consequente diminuição da tensão de forma inversamente NE2(1)
NE1(2)
proporcional à distância da braçadeira com a união das escadas.
Supondo um eixo de simetria, podemos considerar que há duas escadas apoiadas uma
sobre a outra. Uma delas, a da esquerda por exemplo, interage com: 1) o solo (NS,x); 2) a
Mg
travessa (ou braçadeira, Tx); 3) a outra escada(NEx(y)); 4) a pessoa, mas dividindo o peso
dela com a outra (Mg). Lembrar que A força da pessoa na escada é a compressão... T T2
1

Esta última hipótese se comprova com a 2ª condição de equilíbrio: NS,1 NS,21


 = 0
em relação a o pé da esquerda por exemplo.
Nesse ponto, a soma dos torques será:

H H
− T1  + T2  − N E 2(1)  H + N E1( 2)  H − Mg  x + N S , 2  2 x = 0
2 2
Nesta expressão T1 ,T2, etc são os módulos das forças.

N E 2(1) = N E1( 2) porque são um par ação-reação.


As forças da travessa, T1 = T2 , porque são forças de tração.

A expressão acima fica: NE1(2) NE2(1)


Mg  x Mg
− Mg  x + N S , 2  2 x = 0  N S , 2 = =
2x 2 Mg
900
Então:
N S ,2 = = 450 N T1 T2
2
c) Se a braçadeira estiver num ponto mais baixo, mas mantendo o ângulo entre
NS,1 NS,21
as partes da escada, a tensão diminuiria proporcionalmente à distância da
braçadeira com a união das escadas.
Próxima aula:

Equilíbrio estático e elasticidade

Problemas: 7 e 3

EQUILÍBRIO ESTÁTICO NUM REFERENCIAL ACELERADO

TENSÃO E DEFORMAÇÃO

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