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ETAR DE

CONCEPÇÃO / CONSTRUÇÃO

l- CONSIDERAÇÕES PRÉVIAS

O estudo que se desenvolve seguidamente, diz respeito à concepção de uma solução de


tratamento de águas residuais domésticas, para servir a povoação de tendo optado
por E T A R, com o tratamento secundário, por BIODISCOS, com decantação secundária e tratamento de
lamas por filtro-prensa.

Este “esquema de tratamento” assegurará um grau de tratamento adequado sendo o


efluente lançado posteriormente numa linha de água.

São asseguradas as características finais do efluente de acordo com a legislação em


vigor.

No presente estudo prevê-se a demolição dos leitos de secagem e,no seu lugar,

constroi-se o referido decantador secundário.

2- EVOLUÇÃO HISTÓRICA DO PROCESSO DE TRATAMENTO PRECONIZADO

Apesar de se considerar o processo de tratamento biológico por bíodiscos suficientemente


conhecido e os seus resultados reconhecidos no ârnbito dos técnicos de engenharia
sanitária quer no País ,quer no Estrangeiro parece no entanto que o reduzido de
instalações existentes,tem apresentado algumas deficiências ao nivel dos equipamentos
que veio a dar uma imagem negativa deste tipo de tratamento.

Se formos recuar um pouco no tempo, e referir a sua evolução, sobretudo a nível da


Europa, tambem são relatados insucessos , que agora estão completamente
ultrapassados pois os equipamentos foram sendo melhorados e,hoje em dia, são muito
fiáveis.

Embora as primeiras referências sobre o tratamento de águas residuais por- d i s c o s b i


o l ó g i c o s – fossem feitas por Doman no ano de 1927, ao publicar um trabalho
relativo à operação e mostrando os resultados duma experiência já realizada em 1925,
acontece que os primeiros ensaios sobre esta técnica foram realizados em finais do
século passado.

Efectivamente por essa altura Weigand constatou que as algas e outros micro-organismos
que se desenvolviam nas rodas dos moinhos, cuja força motriz eram

as águas dos rios e ribeiros, possuíam uma importante capacidade de depuração no


que dizia respeito às impurezas que se encontravam nessas águas.

O fenómeno foi nessa altura logo interpretado como resultado da combinação do


arejamento com a acção dos micro-organismos.

A ideia não pode no entanto ser devidamente desenvolvida na altura,


fundamentalmente devido ao facto de não ser possível dispor de um suporte sólido móvel
inerte e de pouco peso que pudesse suportar essa colónia bacteriana em forma de “filme
fixo”.

Mais tarde, por volta de 1925, os estudos de Weigand foram continuados/ vindo o
sistema a implantar-se progressivamente, com alguma dificuldade, devido sobretudo
ao desenvolvimento de outros sistemas de tratamento mais energéticos,como as “lamas
activadas”.

Só praticamente cerca de trinta anos mais tarde este sistema de tratamento viria a ser
novamente abordado com interesse significativo, na Alemanha, tendo em 1960, o Dr
Hartmann, desenvolvido experiências demonstrando as suas reais vantagens e resultados
de diversas aplicações.

Pela mesma altura o Prof Popel , ainda na Alemanha, desenvolvia estudos que levaram à
comercialização do sistema o qual veio a estabelecer-se definitivamente na Europa a partir
de 1965.

Assim, investigadores e cientistas de varias nacionalidades têm vindo a estudar a


aplicação do sistema, sobretudo no domínio das águas residuais industriais, dado
que a nivel das águas residuais domesticas estão perfeitamente conhecidas as vantagens
do sistema.

Em Portugal, os trabalhos desenvolvidos, tanto na Universidade Nova de Lisboa,


Departamento do Ambiente, como na Universida de Aveiro, representam a investigação
nesta matéria.
Curiosamente este trabalho foi realizado em Pernes, no Concelho de Santarem
e essa ETAR foi,recentemente,objecto de remodelação.

As águas, residuais provenientes do decantador secundário, são conduzidas ao meio


receptor final, que dada a eficiência do tratamento levam a que efluente final
apresente características compatíveis com o que a legislação impõe,para as regeições
em linha de água.

O sistema funciona de forma a que toda a matéria orgânica biodegradável e sedimentável,


existente nas águas residuais,constituirá o substracto que as diferentes comunidades de
micro-organismos actuantes na biozona vão oxidar e sintetizar.
O oxigénio necessário aos fenómenos referidos é obtido durante o período em que os
discos ,quando rodam se expõem ao ar atmosferico.

Os discos constituem o suporte onde adere a pelicula mucilaginosa, na qual se


desenvolvem comunidades de micro-organismos., produzindo-se então fenómenos
de anaerobiose na inter-face “disco-biofilme “ que provocam os despreendimentos de
farrapos de biofilme “ velho”que vão sendo sedimentados, dando origem a novo filme
biológico.

As lamas formadas e sujeitas a um tempo de retenção apresentam-se suficientemente


mineralizadas, de forma a poderem ser retiradas, em condições sanitárias adequadas, e
sofrerem o respectivo tratamento,que,neste caso, se prevê a desidratação em filtro prensa.

3-MEIO RECEPTOR E LIMITES DE EMISSÃO

O efluente tratado, a nível secundário, será descarregado na linha de àgua que corre
junto ao terreno onde está a ETAR actual.
Aliás o ponto de descarga previsto é o mesmo que já serve a ETAR actualmente em
serviço.
Como opção futura entende esta empresa que se justifica a adopção de um tratamento
terciário pelo facto de as águas do meio receptor serem previstas ser utilizadas para rega
de espaços verdes e só deste modo se poderá garantir os requisitos de água para rega
conforme o Artº 60º do Anexo XVI do Decreto-Lei 236/98.

É todavia uma opção que se deixa em aberto para que,posteriomente a Câmara Municipal
possa decidir sobre esta possibilidade.

Estes valores são os que se apresentam no quadro seguinte:

Parâmetro de Qualidade Valor limite de emissão


Concentração % de redução
CB05 25 70-90
CQO 125 75
SST 35 70
NT 15 70
PT 10 70-80

Além dos parâmetros previstos na legislação referida, ter-se-á que efectuar também ao
nível da remoção de Coliformes Fecais, de forma a garantir níveis microbiológicos
compatíveis com o uso referido para o meio receptor.

4- CONCEPÇÃO DA SOLUÇÃO PROPOSTA

A solução considerada neste ante-projecto, e que será desenvolvida no projecto de


execução,considera um esquema de tratamento que inclui as seguintes etapas das quais
se referem as características principais:

- Gradagem mecânizada e medição de caudal


- Decantação primária
- Tratamento secundário por biodiscos
- Decantação secundária com ponte mecânizada
- Armazenamento e digestão das lamas biológicas em excesso
-Secagem das lamas por meios mecânicos ,em filtro-prensa
-Secagem de sobrenadantes do decantador em leito de secagem

5- HORIZONTE DO PROJECTO

O horizonte do projecto das estações de tratamento de águas residuais deverá


corresponder ao número de anos durante os quais as estruturas e os equipamentos que a
constituam se mantêm a níveis aceitáveis de funcionamento.

Para este tipo de ETAR’s,inseridas em redes unitárias, podemos considerar como


adequado um horizonte de 20 anos sendo ainda verificado o funcionamento da ETAR
para o inicio da exploração e ainda para o final do período correspondente aos primeiros
10 anos.

Todavia,à cabeça da ETAR será realizado um descarregador de cheias de molde a que o


caudal a tratar fique dentro dos limites impostos no projecto,mesmo em periodos anormais
de chuvas.

6 - ELEMENTOS BASE DISPONÍVEIS

Como elementos base,contantes no projecto original, temos :

População inicial ........... 1.120 hab.


final ...... 2.500 hab
Capitação inicial .............. 80 l/hab. d i a
final ........ 125 l/hab. Dia
Coeficiente de afluência................ 0,80
Coeficiente de ponta inicial ............3 ,0
f i n al..............3,0

teremos então:

Caudal médio diário inicial ......... 89,60 m3/dia.


final ......... 312,50 m3/di a
Caudal médio horário inicial......... 3,73 m 3/h
final .......... 13,00 m3/h
Caudal de ponta horário inicial...... 11,20 m 3/hora
final ........ 39,00 m3/hora
Carga orgânica,unitária,...CB05 ....... 54,00 g/hab/dia
Carga sólida SST,unitária ................. 90,00 g/hab/dia

Ainda como bases de cálculo teremos, nos aspectos qualitativos:

Concentração do efluente em CB05 inicial ............... 675 g/m3


final .................. 432 g/rn3

Concentração SST inicial ...........................................1.125 g/m3


Final............................................ 720 g/m3

Cargas orgânicas diárias:

-CB05 inicial ................................................. 60,50 Kg/dia


final ................................................ 135,00 Kg/dia

Cargas orgânicas diárias:


- SST inicial................................................. 100,00 kg/dia
- final ........................................................... 225,00 Kg/dia

7 - DIMENSIONAMENTO DOS ORGÃOS DA ETAR


Passa-se seguidamente ao dimensionamento dos órgãos da ETAR, constituída por varias
operações unitárias de tratamento de águas residuais domésticas por Discos Biológicos,
possibilitando o tratamento de 2.500 habitantes no horizonte do projecto,

O actual estudo será posteriormente mais detalhado aquando da elaboração do projecto


de execução , a entregar após adjudicação e respectivo contrato.

7.1 - Obra de entrada

Como obra de entrada considera-se,de acordo com as condições especiais do caderno de


encargos, a construção de novo canal,a céu aberto,com um canal Parchall,munido de
leitor-registador, e a instalação de uma grelha mecânica de limpeza automática com
comando por perda de carga.

a)- Grade mecânica de limpeza automática com compactação dos gradados


descarga em contentor

b) – Em by-pass,como emergência prevê-se um canal,de iguais dimensões,em


paralelo com o canal principal e onde se instala uma grade de limpeza manual.

7.2- Decantador primário

Aproveita-se o decantador primário, de planta rectangular,existente com uma altura total


de 3,80m, dos quais 2,00 m correspondem ao troço paralelipipédico e 1,80 m ao troço
prismático e apresentando um comprimento de 5,85 m por 4,5m de largura.Os biodiscos
existentes no seu interior são removidos de modo a que toda a volumetria seja consignada
à decantação.

Terá um volume total de 93 m3, dos quais cerca de 35 m3 serão destinados ao


armazenamento e digestão de lamas, o que, de acordo com as recomendações de Fair
and Moore, para as condições climatéricas dessa região nos leva a periodos de digestão
de 50 dias no início e 35 dias no futuro,o que está de acordo com o recomendável, para
esta operação unitária.

Com esta geometria obtiveram-se como parâmetros de projecto,em termos de tempos de


retenção, os valores de:

tri= 6,26 h
e

trf== 2,15 h

respectivamente nos período inicial e final da obra.

Valores estes que se enquadram nos valores recomendados pela referida bibliografia,
para decantadores primários.

Quanto à carga hidráulica, teremos valores de:

Ch =0,42 m 3 / m 2. h

C h =1,20 m 3 / m 2. h

respectivamente no período inicial e final.

Estes valores também se enquadram nos valores recomendados pelos autores


anteriormente referidos.

A remoção de CB05 e SST no decantador primário, deverá ser,respectivamente, da


ordem dos 30% e 60 %, o que levará a que as concentrações na biozona, sejam da ordem
de :

CB05 inicial.............................................................. 472mg/l


Final ......................................................................... 302mg/l
SST inicial................................................................ 450mg/l
Final ......................................................................... 288mg/l

As cargas orgânicas afluentes à biozona são então as seguintes:

CB05 inicial......................................... 42,35 Kg/di a


Final..................................................... 94,50 Kg/dia
SST inicial........................................... 40,32 Kg/dia
Final.................................................... 90,00 Kg/dia

7.3 – Biozona

É o volume compreendido pelos discos biológicos e constitui um reactor


biológico,própriamente dito,e o fluxo das águas residuais passa atravéz dela para
se promover o contacto com a fauna biológica existente no biofilme.
A biozona é, por vezes,compartimentada por forma a posi bilitar um circuito em
chicane que proporcione um escoament o tipo pistão (p l u g - f l o w ) .

A unidade dos Discos Biológicos é um sistema de fluxo contínuo constituido por um


tanque de fundo cilíndrico sobre o qual roda um conjunto de discos com diâmetros
geralmente situados entre os 2,5 a 3,5 m, espaçados de cerca de 1 a 2 cm, montados
sobre um eixo horizontal, mergulhando no efluente até cerca de 50 % do seu diâmetro e
rodando a uma velocidade entre 1 a 2 rpm.
Na presente situação a velocidade será de 1,50 rpm e a forma dos “discos” será alveolar
de patente “ ELICOS” da Cosme-ITÀLIA.

Dimensionamento da área a prever

A= 313 x 0,022 x (302 – 30) 1,4


30 0,4

Com a correcção à temperatura a àrea minima a utilizar,será de :

A’ = 5.340 m2

Prevê-se o modelo RE 340, da Cosme-Itália, de 6 módulos com um total de 6.300 m2.

Os valores encontrados para as cargas,quer hidráulicas,quer orgânicas, são dentro dos


limites recomendados pela bibliografia da especialidade,nomeadamente o Prof. Edeline
do Cebedoc,de Liége.
Efectivamente teremos,no inicio uma carga hidráulica de 13,30 l/ m2.d e uma carga
orgânica de 5,45 gr CBO 5/ m2.d e no horizonte de projecto a carga hidráulica será de
46 l/ m2.d e a orgânica de 14,50 gr CBO 5/m2.d.

A potência necessária ao accionamento para este rótor será de 3,00 Kw.

As lamas biológicas serão transferidas,por bombagem, para o decantador primário, e ,em


conjunto com as lamas primárias aí retidas são elevadas para um digestor de lamas com
um tempo de retenção elevado,da ordem dos 45/50 dias,e daí seguem para o sistema de
secagem de lamas em leitos de secagem.
As lamas secundárias são,tambem, elevadas para o referido digestor de lamas.

7.4 – Decantador secundário

O decantador secundário tem a função de separar a fase sólida da fase liquida e tambem
de clarificador.
O modelo previsto é circular de 7.00 m de diâmetro,com uma profundidade,na periferia,de
1,90 m, a que corresponde um volume útil de 73,00 m3.

Para esta geometria os parâmetros de dimensionamento sâo:

Carga hidráulica ................................... 1,00 m3/m2.h


Tempo de retenção.............................. 1,90 h

Valores estes dentro dos recomendados pela bibliografia da especialidade.

7.5 – Produção de lamas

Nestes sistemas,de discos biológicos, a produção de lamas é baixa,em comparação com


outros processos de tratamento.

Admite-se que a produção será da ordem de 0,15 Kg de lamas/ Kg de CBO5 removido.

Assim teremos uma produção máxima de lamas da ordem dos 20,00 kg/dia,o que equivale
a cerca de 1.114 Kg,para os 55 dias de digestão.

Para esta quantidade de lamas necessitaremos de um volume de cerca de 66m3 para


o digestor o que significa que ,admitindo uma altura util de 6,00m,para este digestor
obteremos o diâmetro de 3,7 m.

Para evitar a influência das chuvas este digestor será coberto com uma cobertura de fibra
de vidro reforçada com resina de poliester.
As lamas após digestão serão enviadas para a desidratação,em filtro-prensa,que se prevê
ser o modelo para 100 kg de matéria sólida por hora pois é o menor que se fabrica.
Esta fica num edificio apropriado, coberto, para funcionar tambem como apoio á
desidratação de lamas de outras ETAR´s.
As lamas secas,após a desidratação, serão armazenadas num silo metálico de 10 m3 de
capacidade até que sejam levadas para serem utilizadas, nomeadamente como
fertilizante nos jardins publicos.

Para a lavagem das “telas” da prensa após o serviço está previsto um reservatório de
àgua de serviço,com 10 m3 de capacidade,e um grupo hidropressor para garantir a
pressão de 4 kg/cm2,adequada a essa limpeza da prensa.

7.6- LEITO DE SECAGEM DE LAMAS

Para a secagem dos sobrenadantes do decantador secundário considerou-se como


indispensável construir 1 leito de secagem de lamas para esse fim específico .

8 -EFICIÊNCIA DO TRATAMENTO

Tendo em consideração o disposto na legislação em vigor, bem como as características


do meio receptor, foram tomados objectivos a atingir no dimensionamento os seguintes
valores para os principais parâmetros de qualidade do efluente à saída da ETAR :

CBO5 (20ºC) ..................................................................... 25 mgO2/l

CQO .................................................................................125 mgO2/l

SST ................................................................................... 35 mg/l


Óleos e gorduras ...............................................................15 mg/l
Azoto total (N).....................................................................15 mg/l
P Total (P) .......................................................................... 2mg/l
Coliformes fecais ................................................................ 100 NMP/100ml

9 - CALCULOS de ESTABILIDADE e B.A.

9.1-Pré- dimensionamento de fundações e estruturas


Na definição das acções e suas combinações, seguiu-se o estipulado no Regulamento de
Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes (RSA).

No dimensionamento dos elementos em betão armado seguiram-se as disposições


expressas no Regulamento de Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado (REBAP).

As estruturas metálicas foram dimensionadas com base nos critérios de segurança


definidos no Regulamento de Estruturas de Aço para Edifícios (REAE).

9.1.1- Acções

9.1.1.1-Acções permanentes

As acções permanentes consideradas no dimensionamento das estruturas foram as


seguintes:

Pesos próprios estruturais e não estruturais

Peso volúmico do betão armado Yc = 25,0 kN/m3

Peso volúmico do aço Ys = 77,0 kN/m3

Peso vol. do enchimento da cobertura dos edifícios yc = 10,0 kN/m3

9.1.1.2-Impulso de terras

Estudou-se o terreno do local e de acordo com essas observações para concurso,


definiram-se as seguintes caracteristicas:

-Peso seco das terras .......................y = 18.00 kN/m3


- ângulo de atrito interno do terreno...... ø =30 º

9.1.1.3-Acções variáveis

As acções variáveis consideradas foram as seguintes:

-Sobrecarga em plataformas e pisos técnicas 3,00 kN/m2


-Sobrecarga em lajes de cobertura de órgãos 3,00 kN/m2

-Sobrecarga em lajes de cobertura de edifício 1,00 kN/m2

-Sobrecarga no acesso para efeitos de impulso terreno..10,00kN/m2

-Pressão do liquido no interior dos órgãos, variável caso a caso

-Peso volúmico da água ou do efluente y = 10,0 kN/m3

-Variação de temperatura tendo-se considerado na quantificação desta acção


as variações diferenciais de ±15°C entre o interior e o exterior dos orgãos

-Sismos tendo-se considerado zona A e um coeficiente de sismissidade de 1.

-Vento tendo-se considerado a zona B e uma rugosidade do tipo II.

9.1.1.4- Combinações de acções

As acções foram combinadas de acordo com o estipulado no RSA, sendo tido em atenção
ao funcionalidade de cada órgão e as suas solicitações.

As combinações de acções fundamentais foram consideradas para a quantificação dos


estados limites últimos.

Para a quantificação dos estados limites de utilização foram consideradas as combinações


de acções quase-permanentes.

9.1.2-Esforços

Os esforços nos diferentes elementos estruturais foram calculados considerando o


esquema de funcionamento estrutural mais adequado a cada caso, recorrendo-se
programas de cálculo automático de elementos finitos ou a outros métodos mais
simplificados, nomeadamente às tabelas do Bares para a determinação dos
esforços em painéis de laje e a modelos de vigas e pórticos já tabelados.

A geometria dos órgãos foi simulada, em geral, com recurso a elementos lineares
de forma mais apróximada possivel da geometria real.

Nas estruturas de suporte de terras considerou-se o estado de impulso em repouso


para o dimensionamento das secções e das suas armaduras.

Relativamente ás acções do sismo e do vento não foram consideradas nos órgãos,


pois estas estruturas estão sujeitas a acções horizontais de maior intensidade,
nomeadamente a pressão da água e o impulso do terreno.

As variações de temperatura apenas foram consideradas nos órgãos circulares em


que os seus efeitos não são desprezáveis.

De salientar que na verificação da segurança se considerou sempre a situação


mais desfarorável, que corresponderá ao nível máximo do líquido no interior do
orgão, e se desprezou o efeito favorável do terreno exterior.

Dado que,na sua essência,se trata de uma construção tradicional os materiais a


utilizar são os seguintes:

-Elementos metálicos:

- aço Fe360B em perfis, barras e chapas.

- Elementos de betão armado:

-aço A235 NR em armaduras;

-aço A500EL em malhas electro-soldadas;

-betão C25/30 classe 2a nos restantes elementos;

9.1.3- Cálculos do edificio

I– Cobertura

– Laje L.1

a) Características

Vãos de cálculo
l1 = 4.90 m l2 = 6.25 m l1/l2 = 0.8
espessura da laje e = 0.15
altura útil d = 0.125
li = 0.7 x 6.25 = 4.375
4.375/0.15 = 29.1 < 30 x 1

b) Solicitação
p.p.da laje 1.00 x 1.00 x 0.15 x 25 = 3.75
p. enchimento 1.00 x 1.0 x 0.05 x 24 = 1.20
revestimento 1.00 x 1.00 x 0.02 x 24 = 0.60
5.55
sobrecarga 2.00
7.55 KN/m2

c) Esforços de flexão

- Msd.1 = 1.5 x 0.032 x 7.55 x 4.902 = 8.70 KN.m


+ Msd.2 = 1.5 x 0.048 x 7.55 x 4.902 = 13.05 KN.m
- Msd.3 = 1.5 x 0.064 x 7.55 x 4.902 = 17.40 KN.m
- Msd.4 = 1.5 x 0.025 x 7.55 x 4.90 = 16.18 KN.m
+ Msd.5 = 1.5 x 0.037 x 7.55 x 4.902 = 10.06 KN.m
- Msd.6 = 1.5 x 0.009 x 7.55 x 4.902 = 13.32 KN.m
-
- Laje L2

a) Características

Vãos de cálculo

l1 = 4.15 m; l2 = 5.25 m; l1/l2 = 0.7


espessura e = 15
altura útil d = 0.125
li = 0.7 x 4.15/0.15 < 30 x 1

b) Solicitação
A mesma da laje anterior p + s = 7.55 KN/m2

c) Esforço de flexão

- Msd.1 = 1.5 x 0.062 x 7.55 x 4.152 = 13.11 KN.m


+ Msd.2 = 1.5 x 0.047 x 7.55 x 4.152 = 9.94 KN.m
- Msd.3 = 1.5 x 0.062 x 7.55 x 4.152 = 13.11 KN.m
- Msd.4 = 1.5 x 0.021 x 7.55 x 4.152 = 4.44 KN.m
+ Msd.5 = 1.5 x 0.031 x 7.55 x 4.152 = 6.56 KN.m
- Msd.6 = 1.5 x 0.041 x 7.55 x 4.152 = 8.67 KN.m

– Laje 3

a) Características
Vãos de cálculo
l1 = 3.15 m; l2 = 6.25 m; l1/l2 = 0.50
espessura e = 0.15 m
altura útil d = 0.125
l1 = 0.7 x 3.15/0.15 < 30 x 1
b) Solicitação

igual à da laje L1
p + s = 7.55 K/m2

c ) Esforços de flexão

- Msd.1 = 1.5 x 0.090 x 7.55 x 3.152 = 10.11 KN.m


+ Msd.2 = 1.5 x 0.068 x 7.55 x 3.152 = 7.64 KN.m
- Msd.3 = 1.5 x 0.045 x 7.55 x 3.152 = 5.06 KN.m
- Msd.4 = 1.5 x 0.025 x 7.55 x 3.152 = 2.81 KN.m
+ Msd.5 = 1.5 x 0.037 x 7.55 x 3.152 = 4.16 KN.m
- Msd.6 = 1.5 x 0.049 x 7.55 x 3.152 = 5.51 KN.m

d) Esforços Transversos (caso mais desvaforável)


Vsd (max) = 1.5 x 1.15 x 7.55 x 4.90/2 = 31.91
Vcd = 650 x 1.00 x 0.125 x 0.6 x ( 1.6 – 0.125) = 71.91

Armaduras
Em qualquer secção serão consideradas as seguintes armaduras:

∅∅ 6 mm // 0.125 (2.26 cm2)


∅∅ 8 mm // 0.125 (4.02 cm2)

Para a altura útil de 0.125 m, de acordo com as tabelas de Vitor Monteiro, para B25 e
A400 ER será:

∅∅ 6 mm
ρ = 2.26 x 100/ (12.5 x 100) = 0.180 ∴ 600 KN/m2
Msd = 600 x 1.00 x 0.1252 = 9.38 KN/m

∅∅ 8 mm
ρ = 4.02 x 100/ (12.5 x 100) = 0.320 ∴ 1050 KN/m2
Msd = 1050 x 1.00 x 0.1252 = 16.40 KN/m

De acordo com os diversos momentos calculados e estes valores foram


organizados os esquemas desenhados correspondentes.

- Vigas transversais

a) Características

São continuas, de dois tramos desiguais, de acordo com a seguinte geometria:

Vãos de cálculo l1= 4.50 m; l2= 6.25


Largura do banzo bw = 0.25 m
Altura total h = 0.50 m
Altura util d = 0.48 m
li = 0.8 x 6.25/0.50 < 20 x 1
Rigidezes:

RAB/RBA = 1: 4.50 = 0.222


RBC/RCB = 1:6.25 = 0.160

b) Solicitação

p.1 = p.p. da viga 1.00 x 0.25 x 0.35 x 25 = 2.20 KN/m


p.2 = da laje
+ sobrecarga 7.55 x 4.00 = 30.00 KN/m

c) Esforços de flexão

Serão analisados pelo método de CROSS

Coeficientes de distribuição:

0.75 x 0.222
CBA = 0.75 x 0.222 + 0.75 x 0.160 = 0.582

0.160 x 0.75
=
0.222 x 0.75 + 0.160 x 0.75 0.418
CBC = 1.000

Momentos Iniciais

Supostos os tramos encastrados:

30 x 2.6 2
- MAB = MBA = 2.20 x 4.502/12 + 30 x 4.52/12 + 30 x 2.03/12 x 4.5 - 6

= 38.77 KN.m
30 x 2.6 2
- MBC = MCB = 2.20 x 6.252/12 + 30 x 6.252/12 + 30 x 2.03/2 x 6.25 - 6
B
A 0.581 0.419 C

- - -38.77
- 88.01
= 88.01-KN - -19.39
- 44.00 - - 88.01
- 38.77 - -58.16 + 88.01
- -132.01
- 38.77 - -42.90 0
- - 30.94
0 101.01
101.01

Momentos positivos, aproximadamente a meio dos vãos:

Vão menor
M = 2.20 x 4.52/8 + 30 x 4.52 – 30 x 22/6 – 101.01/2 = 11.01 KN.m

Vão maior
M = 2.20 x 6.252/8 + 30 x 6.252/8 – 30 x 22 – 101.01/2 = 86.72 KN.m

d) Armaduras

1ª Vão
1.5 x 11.01/0.25 x 0.472 = 300 KN/m2 ∴ ρ mi = 0.150
As = 0.150 x 25 x 47/100 = 5.87 cm2
3 ∅ 16 mm (6.03 cm2)

2ª vão
1.5 x 86.72/0.25 x 0.472 = 2355 KN/m2 ∴ ρ = 0.769
As = 0.769 x 25 x 17/100 = 9.03 cm2
5 ∅16 mm (10.00 cm2)
Apoio intermédio
1.5 x 101.01/1.25 x 0.172 = 2746 ∴ ρ = 0.906
As = 0.906 x 0.25 x 47/100 = 10.65 cm2
5 ∅ 16 mm (10.00 cm2)

e) Esforços Trasnversos

30(2.25 + 2)
Vsd = 1.5 x (2.20 x 6.25/2 + 2 ) = 105.95 KN
Vcd = 650 x 0.25 x 0.47 = 76.38 KN
Vwd = 105.95 – 76.38 = 29.57 KN
Asw = 29.17/0.9 x 0.47 x 348 x 1000 = 0.0002 m2/m KN
s = 0.20 m Asw = 0.2 x 2 = 0.4 cm2
2R ∅6//20 (0.56 cm2)

- Viga longitudinal média

a) Características

Continua de 5 tramos desiguais, de acordo com o seguinte esquema.

Largura do banzo bw = 0.25


- 9.89 - 9.89 - 59.36 -59.36 - 9.89 - 9.89 - 26.40 - 26.40
- 96.93 - 96.93

Altura total h = 0.50 m


Altura útil d= 0.47 m
0.07 x 4.90/0.50 < 20 x 1

b )Solicitação

continua ao longo dos tramos

p = 1.00 x 0.25 x 0.35 x 25 = 2.20/ KN/m

triangular
P1 = 2 x 4.90 x 4.90/2 x 7.55 = 181.28 KN
P2 = 2 x 2.25 x 2.25/2 x 7.55 = 38.22 KN
P3 / P4 = 2 x 4.15 x 4.15/2 x 7.55 = 130.02 KN
P5 = 2 x 3.15 x 3.15/2 x 7.55 = 74.91 KN

c) Esforços

Foi utilizado o método de Cross.


Os momentos

Momentos positivos

1ª Tramo
100.83
M = 2.20 x 4.902/8 + 181.28 x 4.90/65 - 2 = 104.23 KN.m
3º e 4º Tramos
(21.21 + 72.01)
M = 2.20 x 4.15 /8 + 130.02 x 4.15/6 -
2 2 = 47.75 KN.m
5º Tramo
M = 2.20 x 3.152/8 + 74.91 x 3.15/6 – 46.28/2 = 18.91 KN.m

d) Armaduras
1º tramo e no apoio B
1.5 x 104.23/0.25 x 0.472 = 2.831 KN/m2 ∴ ρ = 0.947
As = 0.947 x 25 x 47/100 = 11.13 cm2
2∅20 + 3∅16 (12.31 cm2)

No apoio C e 5º tramo
1.5 x 21.81/0.25 x 0.472 = 592 KN/m2 ∴ ρ = 0.180
As = 0.180 x 125 x 4/100 = 2.11 cm2
2∅16 (4.02 cm2)
No apoio D
1.5 x 72.01/0.25 x 0.472 = 1956 KN/m2 ∴ ρ = 0.622
As = 0.622 x 25 x 47/100 = 7.30
4 ∅ 16 mm (8.04 cm2)
No apoio E
1.5 x 46.28/0.25 x 0.472 = 1257 KN/m2 ∴ ρ = 0.384
As = 0.384 x 25 x 47/100 = 4.51 cm2
3 ∅ 16 mm (6.03 cm2)

No 3º e 4º Tramos
1.5 x 47.75/0.25 x 0.472 = 1297 KN/m2∴ ρ = 0.401
As = 0.401 x 0.25 x 47/100 = 4.71 cm2
3 ∅ 16 (6.03 cm2)

c) Esforços transversos

1º tramo
Vsd = 1.5 (2.20 x 4.90/2 + 181.28/2) = 144.05 KN
Vcd = 650 x 0.25 x 0.47 = 70.38 KN
Vwd = 144.05 – 76.38 = 67.67 KN
Asw
s = 67.67/0.9 x 0.47 x 348 x 103 = 0.00046 m2/m

s = 0.20 m As = 4.6 x 0.2 = 0.92 cm2


4 R ∅ 6//0.20 (1.13 cm2)
3º e 4º tramos

Vsd = 1.5 x (2.20 x 4.15/2 + 130.02/2) = 104.36 KN


Vcd = 650 x 0.25 x 0.47 = 76.38 KN
Vwd = 104.36 – 76.38 = 27.98 KN
Asw
s = 27.98/0.9 x 0.47 x 348 x 103 = 0.0002 m2/m

s = 0.20 m As = 0.2 x 2 = = 0.4 cm2


2 ∅R ∅6 (0.56 cm2)
5º tramo
Vsd = 1.5 x (2.20 x 3.15/2 + 74.91/2) = 61.40 KN
Vcd = 650 x 0.25 x 0.47 = 76.36 KN
Asmi = 0.1 x 0.25/100 = 0.00025 m2/2
s = 0.20 m As = 2.5 x 0.2 = 0.50 cm2
2 R ∅6 (0.56 cm2)
- Vigas longitudinais extremas

a) Características

As mesmas da viga intermédia.

b) Solicitação

p.p.nervura
p = 1.00 x 0.25 x 0.35 x 25 = 2.19
p.p.platibanda
1.00 x 0.10 x 0.80 x 25 = 2.00
1.00 x 0.15 x 0.12 x 25 = 45.00
4.64 KN/m
triangulares
P1 = 4.90/2 x 4.90 x 7.55 = 90.64 KN
P2 = 2.25/2 x 2.25 x 7.55 = 19.11 KN
P3/ P4 = 4.15 x 4.15/2 x 7.55 = 65.01 KN
P5 = 3.15 x 3.15/2 x 7.55 = 37.45 KN

c) Esforços
Momentos iniciais (encastramento perfeito), dadas pelas expressões:

p l2 5
e
12 48 . P x l

1º Vão

4.64x4.90 2 5
12 + 48 x 90.64 x 4.90 = 55.54 KN.m

2º Vão

4.64 x 2.25 2 5
12 + 48 x 19.11 x 2.25 = 6.44 KN.m

3º e 4º Vãos

4.64 x 2.25 2 5
12 + 48 x 65.01 x 4.15 = 34.76 KN.m

5º Vão

4.64 x 2.25 2 5
12 + 48 x 37.45 x 3.15 = 16.13 KN.m

Momentos finais, nos apoios


(por comparação com a viga intermédia)

100.83
MB = 55.54 x 96.93 = 57.74 KN.m
21.81
MC =6.44 x 9.89 =14.20 KN.m
72.01
MD.E = 34.78 x 59.36 = 42.19 KN.m
46.28
ME = 16.13 x 26.40 = 28.28 KN.m
Momentos nos tramos

1ª Tramo
4.64 x 4.90 2 4.90 55.54
+ 90.64 x − =
M1 = 8 6 2 64.82 KN.m

3º e 4º Tramo
4.64 x 4.90 2 14.20 + 42.15
+ 65.01 x 15/6 −
M3/4= 8 2 = 26.76 KN.m

5º Tramo
4.64 x 3.15 2 28.28
+ 37.45 x 3.15/6 −
M5 = 8 2 = 11.28 KN.m

d) Armaduras

Ponto Msd  ρ As (cm2) Armaduras


B 57.74 1.586 1.501 5.89 2 12
 +  16
C 14.20 386 0.150 1.76 2 Ø 12
D 42.19 1.146 0.320 3.76 4 Ø 12
E 28.28 768 0.226 2.66 3 Ø 12
1º Tramos 64.82 1.761 0.552 6.49 2 Ø 12 + 2 Ø
16
3º e 4º 26.76 727 0.226 2.66 3 Ø 12
Tramo
5º Tramo 11.28 306 0.150 1.76 2 Ø 12

e) Esforços Transversos (situação mais desfavorável)


4.90 90.64
+
Vsd = 1.5 (4.64 x 2 2 ) = 85.00 KN

Vcd = 600 x 0.25 x 0.47 = 70.38 KN


Vwd = 85.04 – 76.38 = 8.66 KN
Asw
= 0.66 x 0.9 x 0.47 x 3 48 x 10 3 = 0.000058
s m2/m
Asmi = 0.1 x 0.25/100 = 0.00025
s = 0.20 m As = 2.5 x 0.2 = 0.50 cm2
2 RØ 6 mm //0.20 (0.18 cm2)

10- Sistema de Automação

Com vista a realizar um número elevado de tarefas, a Estação de Tratamento será dotada
de um Autómato Programável, que controlará e comandará de uma forma automática,
todo equipamento de processo.
A centralização de toda a informação e o interface entre o campo e o operador será feito a
partir de um painel de comando, táctil, instalado no respectivo quadro eléctrico, associado
a uma impressora de registo.
O presente sistema, permitirá de uma forma automática:
− Comandar o equipamento instalado na ETAR por forma a garantir-se um
bom desempenho a nível processual
− Recolher em tempo real informações do campo tais como níveis, estado de
funcionamento de cada equipamento e respectivas avarias, etc.
− Avisar o operador da ocorrência de situações de alarme e de avaria
verificadas no campo
− Imprimir relatórios com as principais variáveis do sistema
− Parametrizar as variáveis associadas ao processo.

A ordem para colocação da ETAR em funcionamento automático será dada pelo operador,
através de uma botoneira instalada no Quadro Geral da ETAR.

O reconhecimento e aceitação de anomalias será feito através de uma botoneira instalada


no Quadro Geral da ETAR.
O equipamento avariado deixará de estar disponível até que o operador informe o sistema
da sua reparação, ou seja, pressionando duas vezes seguidas a botoneira de aceitação de
avaria.
O modo de funcionamento de cada um dos equipamentos electromecânicos instalados na
ETAR será definido através de um comutador de 3 posições (Manual - Desligado -
Remoto).
O modo de funcionamento de cada um dos equipamentos electromecânicos instalados na
ETAR será definido através de um comutador de 3 posições (Manual - Desligado –
Remoto). Em modo Remoto, o tipo e o período de funcionamento dos equipamentos será
definido pelo Autómato.

A sequência de arranque e o funcionamento dos equipamentos seguirá o indicado no


Descritivo de Funcionamento.a apresentar aquando do perojecto de execução.

Resume-se na seguinte tabela o número de entradas e saídas previstas para o autómato


instalado no Q.G, sendo o dimensionamento dos autómatos com uma folga de 30% :

AUTÓMATO ENTRADAS SAÍDAS ENTRADAS SAÍDAS


DIGITAIS DIGITAIS ANALÓGICAS ANALÓGICAS

AT01 80 80 8 4

As falhas de energia, todos os alarmes e outras anomalias serão registadas na


impressora.
A programação do autómato será desenvolvida de acordo com as definições de
funcionamento processual dos vários equipamentos das áreas associadas a cada área de
tratamento.

10.1-PRINCÍPIOS GERAIS DE FUNCIONAMENTO

O funcionamento da ETAR será ser assegurado um sistema de controlo do processo de


tratamento apropriado, o que constitui uma das ferramentas mais importantes na gestão
da estação.
Como tal, procedeu-se à definição do controlo para a ETAR, tendo por principais
objectivos a simplicidade e facilidade de utilização do sistema.

Refere-se, desde já, que o controlo das diferentes etapas de tratamento será
maioritariamente realizado por operações de controlo manual local, manual remoto e
automático remoto. O controlo local será realizado através dos comutadores existentes no
campo junto dos equipamentos ou nos quadros eléctricos locais, constituindo na selecção
do modo de funcionamento local ou remoto e no accionamento manual dos equipamentos
(por exemplo, arranque e paragem de uma bomba).
Genericamente, os equipamentos da ETAR poderão ser operados:
 em modo local manual mesmo em situação de avaria do autómato.
 em modo manual remoto a partir da sala de comando central instalada no
edifício de exploração.

A ETAR estará preparada com um sistema de supervisão geral do funcionamento da
ETAR que integrará um PLC (controlador lógico programável) principal da ETAR, no qual
residem todos os sistemas de automação e controlo da ETAR e um microcomputador (no
qual está instalado o software de interface entre a operação e o PLC, do tipo SCADA, com
visualização ON-LINE do estado de funcionamento automático ou manual de todos os
equipamentos, através de diagramas processuais interactivos que constituem um interface
amigável com o operador).

Neste tipo de operação o funcionamento da estação é gerido a partir do sistema de


automação, estando os equipamentos encravados entre si em conformidade com a
programação definida, mas podendo, no entanto, alguns equipamentos serem
comandados unicamente a partir das respectivas caixas de comando locais.
Este tipo de comando só será possível quando o equipamento em causa possuir o seu
comutador de comando local em posição REMOTO.
Nesta situação, cada equipamento poderá ser comandado individualmente a partir do
sistema de supervisão.
Em termos genéricos e relativamente aos equipamentos eléctricos, serão transmitidas e
geridas vários tipos de informações no sistema de supervisão central.

I.Sinalização do estado de funcionamento


• funcionamento, paragem ou avaria de cada motor
(MARCHA/PARAGEM/AVARIA);
• posição de cada comutador de selecção do modo de funcionamento
(LOCAL ou REMOTO).
II.Sinalização de segurança
• paragem de cada motor motivada pelo disparo do térmico respectivo ou por
qualquer outra avaria;
• accionamento das paragens de emergência;
• activação dos limitadores de binário;
• alarmes de indicação de necessidade de enchimento ou preparação de
reagentes;
• alarmes de níveis muito baixo de segurança;
• alarmes de níveis muito alto de segurança;
• alarmes de pressão;
• avarias na instrumentação (pH, O2 dissolvido, medidor de caudal, medidor
de nível de sólidos, etc.).
III.Indicação e Registo
• tempo de funcionamento de cada motor;
• para a instrumentação: valores instantâneos, totalizações horárias e diárias
e histórico de valores.

Desde que o equipamento se encontre no modo REMOTO, perante a sinalização de um


alarme de segurança ou avaria de um determinado equipamento, o sistema de supervisão
permitirá de uma forma clara a visualização e sonorização dessa ocorrência na sala de
controlo e adicionalmente, se se revelar necessário no quadro eléctrico local.
A sequência de sinalização do aparecimento de uma avaria/alarme está em conformidade
com a Norma ISA-S 18.1:

SINALIZAÇÃO NO SISTEMA DE
ESTADO / ACÇÕES
SUPERVISÃO
Ocorrência de uma avaria/alarme è Vermelho intermitente +
alarme sonoro
Desaparecimento da avaria/alarme antes do è Vermelho intermitente +
alarme sonoro
seu reconhecimento
Reconhecimento da avaria/alarme no sistema è Vermelho fixo
de supervisão
Eliminação da avaria após intervenção è Apagado
Novo arranque è Verde

Estando o equipamento em modo AUTOMÁTICO REMOTO, após a ocorrência de uma


avaria, o respectivo arranque é obrigatoriamente feito a partir do sistema de supervisão.

10 - EDIFICIO DE EXPLORAÇÃO

A solução arquitectural estabelecída para o edifício de exploração da ETAR


foi definida com o objectivo de obter uma geometria que fosse adaptável ao
desempenho das funções inerentes com a condicionante de proporcionar algum conforto
ao pessoal de serviço.

• Arquitectura geral de traça regional, com um piso. com cobertura por laje plana e
entrada principal através de hall situado na fachada orientada para o interior da ETAR.

A solução construtiva prevista para este edíficio será essencialmente caracterizada, no


tosco, por uma estrutura porticada, constituída por pilares e vigas.

As paredes exteriores do edifício serão formadas por dois panos (paredes duplas) em
alvenaria de tijolo cerâmico furado de 15 e 11 cm.

Na caixa de ar formada entre os dois panos de tijolo será incorporado um isolamento


térmico e acústico de poliestireno extrudido, fabrico Dow , wallmate CW, com uma
espessura de 3 cm.

Alvenarias interiores

Na zona de apoio, as paredes interiores serão em alvenaria de tijolo cerâmico furado de


11cm, formando apenas um pano.

Na sala de laboratório do edifício , as paredes interiores serão formadas por dois panos
(paredes duplas) em alvenaria de tijolo cerâmico furado de 11 cm.

Por forma a minimizar o ruído gerado com o funcionamento dos equipamentos aí


instalados, na caixa de ar formada entre os dois panos que constituem a parede, será
incorporado isolamento térmico e acústico de poliestireno extrudido, tipo dow wallmate
CW, com uma espessura de 3 cm.

Cobertura

A cobertura será em betão armado,com revestimento a telha “ lusa ”ou de outro tipo a
definir pela Fiscalização,na altura.

Acabamentos

Revestimentos exteriores

As paredes exteriores serão rebocadas à colher, tipo rústico, sendo em seguida pintadas
com tinta de esmalte aquoso, na cor branco, RAL: 9010.
Até uma altura de 1 m, será executado ainda um soco em pedra da região, bujardada a
pico fino.

Revestimentos interiores

Na zona de trabalho, correspondente à sala do laboratório , o revestimento interior será


massa elástica, tipo Karapas, mais esmalte tambem Karapas, na cor cinzento claro.

Na entrada, sala de controlo e corredor as paredes e tectos serão rebocados e pintados


com tinta de esmalte aquoso, na cor branco.

As portas exteriores serão em alumínio termolacado, na cor branco mate, com


quadrícula decorativa e vidro incolor e almofada lisa.

As portas interiores serão do tipo Placarol, pintadas a tinta de esmalte, casca de ovo e
terão, no mínimo, 0,80 m de largura, à excepção das portas de acesso à sala de
desidratação, que serão do tipo pendular de dois batentes.

-Janelas

As janelas previstas serão em caixilharia de alumínio termolacado, na cor branco mate e


com vidro incolor.As janelas serão de correr,com fecho da marca Sofi.

11 – PLANO DE MANUTENÇÂO DA ETAR


O facto do sistema de tratamento escolhido ser de fácil exploração e manutenção não
quer significar que não haja necessidade de realizar,periodicamente verificações e
operações de manutenção preventiva.
O equipamento de oficina que se considerou,nesta proposta, é, o seguinte:

-1 Rebarbadeira pequena eléctrica;

-1 Berbequim eléctrico;

-1 Guincho manual;

-1 Lanterna recarregável com autonomia para uma hora;

-1 Torno de bancada n°2;

Em relação ao equipamento de manutenção dos espaços e limpeza da ETAR há a


considerar, o seguinte:
- 1 Máquina de corte de relva;

- 1 Mangueíra-com 40 m de comprimento e 38 mm de diâmetro com enrolador e


agulheta de 8 mm;

1 Ancinho;

1 Pá;

1 Picareta;

12- Arranjos exteriores

Como arranjos exteriores prevê-se o ajardinamento de toda a área envolvente


aos orgãos à excepção do arruamento interior de acesso que será em betuminoso
com a espessura de 6 cm.

Lisboa 23 de Novembro de 2009