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06/07/2020 Ead.

br

INTERNET
DAS COISAS
Felippe Fernandes da Silva

INICIAR

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introdução
Introdução

Nesta unidade, você estudará como a coisas da Internet das Coisas (Internet of
Things - IoT) são con guradas, veri cando de que modo são realizadas essas
con gurações quando um dispositivo é habilitado por IP e a sua respectiva
con guração de rede; passaremos pelas arquiteturas do roteador e pela
con guração dos dispositivos. Observaremos também uma introdução à
infraestrutura de con guração da IoT, identi cando dispositivos e os seus meios de
conexão com a Internet, obtendo uma visão sistêmica de redes de computadores
toda contextualizada nessa área, a m de acompanhar o seu uxo de dados e alguns
dos seus protocolos. Por m, ainda veri caremos alguns exemplos de aplicação da
Internet das Coisas, como empresas ou lojas.

A partir dessas apresentações, abordamos praticamente todos os conceitos de IoT,


com o objetivo de introduzirmos o respectivo assunto e começarmos a pensar em
aplicações plausíveis desse conteúdo.

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Con guração das Coisas

Todo aparelho ou dispositivo que se conecta a uma rede necessita de uma


con guração para que não ocorram erros de conexão, e a integridade e segurança
dos dados seja enviada com sucesso; dessa forma, alguns dispositivos são
habilitados por IP, por meio do qual recebem e enviam dados em uma rede.

Como vimos, o acesso via rede de computadores para um dispositivo está ligado à
camada de rede na arquitetura que rege as redes de computadores, na qual existe a
comunicação host a host ou m a m. A comunicação host a host funciona quando um
host, computador com um determinado valor de IP, envia pacotes para outro host ou
computador.

Arquitetura do Roteador
Para que o encaminhamento de pacotes seja completo, é necessário pensar na
arquitetura de um roteador, que têm duas funções principais: executar algoritmos e
protocolos, e comutar dados do enlace de entrada para o enlace de saída.

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Existem três tipos arquitetura de roteador. A primeira dela é a arquitetura via


memória, em que os computadores tradicionais utilizam comutação sobre o controle
direto do CPU, quando um pacote é copiado para a memória do sistema.
Simpli cando, um pacote é enviado para uma determinada porta de entrada e, em
seguida, copiado para a memória do sistema. Por m ela encontra uma porta de
saída e o pacote é enviado, uxo ilustrado na imagem a seguir:

Figura 2.1 - Arquitetura do roteador via memória


Fonte: Elaborada pelo autor.

A segunda arquitetura de roteador é a via barramento, na qual o pacote passa da


memória da porta de entrada para a memória da porta de saída por meio de um
barramento compartilhado. A velocidade dessa comutação é limitada pela largura de
banda ou barramento. Um barramento de 1 Gbps possui velocidade su ciente para
roteadores de acesso e de empresas. A imagem a seguir explica essa arquitetura:

Figura 2.2 - Arquitetura do roteador via barramento.


Fonte: Elaborada pelo autor.

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Por m, a terceira arquitetura é via rede de interconexão, com 2n barramentos, ou


seja, contém N portas de entrada e N portas de saída, superando as limitações de
largura de banda, suportando até 60 Gbps. As portas de saída possuem um buffer
que gerencia os pacotes enviados, criando uma la de pacotes, necessário para que
os dados sejam recebidos mais rapidamente do que transmitidos. No início do
conteúdo, destacamos que uma das funções do roteador é executar algoritmos;
dessa forma, o roteador escolherá a melhor forma de envio de dados para
transmissão, seja executando o algoritmo de FIFO ou o WFQ. O FIFO, em uma
tradução literária, signi ca “primeiro a entrar e primeiro a sair”, ou seja, o primeiro
pacote recebido também será o primeiro enviado. Por outro lado, o WFQ (Weighted
Fair Queuing) é um algoritmo de compartilhamento de pacotes, em que cada
entrada vai liberar determinada quantidade de dados para uma determinada saída.
Cabe ao roteador selecionar qual dos dois algoritmos é o mais e ciente.

Protocolos
A camada de rede tem alguns protocolos principais, entre eles o famoso IPv4,
 protocolo cujo objetivo é endereçar os pacotes recebidos às suas respectivas saídas
e destinos, selecionando o formato em que serão enviados e o tratamento utilizado
para o seu envio.

O IPv4 é composto por 32 bits e uma máscara de rede, com o mesmo formato que o
endereço IP, algo como xxx.xxx.xxx.xxx. Ela é utilizada para de nir à qual rede o
host pertence. Cada parte do endereço pode variar entre 0 e 255, portanto pode
haver o seguinte endereçamento: 255.0.0.255, com mais de 4 bilhões de endereços
para o envio de dados. Como havia a preocupação de a quantidade de endereços não
ser suportada, criou-se o IPv6, que aumentou o número de bits e, respectivamente, a
quantidade de endereços.

Há 30 anos, o IPv4 parecia ser o su ciente para a humanidade, porém, com o passar
dos anos, tornou-se pequeno; houve, portanto, a necessidade de aumentar a
capacidade de endereçamento de dispositivos que se conectam à rede. O protocolo
IPv6 é composto por 128 bits, valor que representa quase 80 octilhões de vezes a
quantidade de endereços para o IPv4, por isso é o protocolo mais recente, utilizado

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como padrão de comunicação entre todos os dispositivos da rede mundial de


computadores.

saiba mais
Saiba mais
Você sabia que o protocolo IPv6, com apenas
dois bits a mais, aumentou a quantidade de
endereços de 4 bilhões (IPv4) para
aproximadamente 340 sextilhões? Inclusive a IoT
foi um dos principais motivos para a
implementação desse novo protocolo, por se
esperar que, num futuro próximo, tudo esteja
realmente conectado.

ACESSAR

Configuração de Dispositivos
Para se con gurar um dispositivo habilitado por IP, é necessário entender o básico
sobre a necessidade da conexão com a Internet, conforme explicitado nos tópicos
anteriores. A con guração desses dispositivos pode ser realizada de duas formas: IP
dinâmico ou estático.

O IP dinâmico é muito comum em redes domésticas e constantemente alterado a


cada conexão. Como não exige equipamentos de melhor performance e um
conhecimento muito avançado, de modo geral é fácil de ser con gurado e mantido.

O IP estático é chamado xo. Como o próprio nome já diz, é possível se inserir um


valor manual para o IP, ou seja, o computador nunca mudará o valor, desde que esse

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acesso à rede seja local. Caso seja em um local não doméstico, a conexão geralmente
será automática e, nem sempre, será mais vantajoso.

É possível con gurar um dispositivo tanto de forma manual quanto de forma


automática. Na forma manual haverá um dispositivo físico, por meio do qual deverá
pressionar alguns botões e con gurar o restante dos dados no próprio computador,
o que é comumente feito com roteadores de Internet. Por outro lado, é possível
obter con gurações automáticas, oriundas de fábrica, o que não signi ca que o
dispositivo funcionará melhor ou pior.

Dessa forma, é possível monitorar uma rede de computadores por meio de um


próprio computador, mediante uma janela de instruções, variante dependendo do
sistema operacional instalado. Alguns comandos são “universais”, entretanto outros
variam conforme o sistema. Os sistemas mais comuns são o Windows, no qual é
necessário abrir o prompt de comando; e o Linux, que utiliza o terminal. Alguns
termos que podem ajudar no monitoramento são:

ipcon g: comando capaz de fornecer os dados da internet local TCP/IP;


ping: testa a conexão com um endereço IP;
traceroute: exibe os endereços de rede em que há uma troca de pacotes
entre as máquinas de origem e de destino;
route: exibe informações sobre a tabela do roteador;
hostname: veri ca o nome do computador.

Vale destacar que todos esses comandos são realizados no executor de instruções e
devem ser digitados com as letras minúsculas.

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saiba mais
Saiba mais
Você sabia que é possível descobrir seu endereço
de IP por meio de comandos executados no
Prompt de comando? Cada sistema operacional
tem o seu próprio prompt de comandos, por
meio do qual é possível enviar comandos que nos
retornarão dados como: IP, máscara, endereços,
entre outros.

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atividade
Atividade
São comandos de rede que podem ser executados no Prompt de Comando do Windows:

a) ping, ipcon g, hostname, traceroute


b) ping, ipcon g, shutdown, route
c) shutdown, print, calc, fonts
d) ipcon g, traceroute, taskmgr, route
e) mshearts, ping, ipcon g, traceroute

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Introdução a Con guração


de Infraestrutura

Quando os objetos podem sentir o ambiente e se comunicar, eles se


tornam ferramentas poderosas para entender coisas complexas e
responder a elas com e ciência. Embora tais objetos inteligentes possam
interagir com humanos, é mais provável que interajam ainda mais entre si
automaticamente, sem intervenção humana, atualizando-se com as
tarefas do dia (SANTUCCI, 2013, p. 2).

Conforme Santos et al. (2016), o que manterá a IoT funcionando e a sua e ciência
será a sua infraestrutura. “A evolução nas tecnologias de hardware utilizadas em
RFID, RSSF, e, consequentemente, na IoT é impressionante quando olhamos apenas
a última década. Os dispositivos estão cada vez menores e possuem mais recursos.
Pode-se esperar ainda que essa evolução continue e, no futuro, possivelmente
veremos outras tecnologias de hardware empregadas na IoT, diferentes das de hoje”
(SANTOS et al., 2016, p. 10) .

Arquitetura Básica dos Dispositivos

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Santos et al. (2016, p. 7) informam que a arquitetura básica dos objetos inteligentes
é composta por quatro unidades: processamento/memória, comunicação, energia e
sensores/atuadores

1. Unidade de processamento - memória: composta de uma memória interna


para armazenamento de dados e de programas, um microcontrolador e um
conversor analógico-digital para receber sinais dos sensores. As CPUs
utilizadas nesses dispositivos são, em geral, as mesmas utilizadas em
sistemas embarcados e comumente não apresentam alto poder
computacional. Frequentemente, existe uma memória externa do tipo
ash, que serve como memória secundária, por exemplo, para manter um
“log” de dados. As características desejáveis para essas unidades são:
consumo reduzido de energia e ocupação do menor espaço possível
(SANTOS et al., 2016).
2. Unidades de comunicação: consiste em, pelo menos, um canal de
comunicação, com ou sem o, sendo mais comum o sem o; nesse último
caso, a maioria das plataformas usa rádio de baixo custo e baixa potência,
consequentemente a comunicação é de curto alcance e apresenta perdas
frequentes. Esta unidade básica será objeto de estudo mais detalhado na
próxima seção (SANTOS et al., 2016).
3. Fonte de energia: responsável por fornecer energia aos componentes do
objeto inteligente. Normalmente, a fonte de energia consiste em uma
bateria (recarregável ou não) e um conversor AC-DC, cuja função é
alimentar os componentes. Entretanto, existem outras fontes de
alimentação, como energia elétrica, solar e mesmo a captura de energia do
ambiente por meio de técnicas de conversão (como transformação de
energia mecânica em energia elétrica), conhecidas como energy harvesting
(SANTOS et al., 2016).
4. Unidades de sensores: realizam o monitoramento do ambiente no qual o
objeto está. Os sensores capturam valores de grandezas físicas, como
temperatura, umidade, pressão e presença. Atualmente, existem centenas
de sensores diferentes, capazes de capturar essas grandezas. Atuadores,
como o nome indica, são dispositivos que produzem alguma ação,
atendendo a comandos que podem ser manuais, elétricos ou mecânicos
(SANTOS et al., 2016).

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Considerando esses quatro elementos e dada sua arquitetura básica de dispositivos,


observe a imagem a seguir para ajudá-lo a ter um melhor entendimento:

Figura 2.3 - Arquitetura dos dispositivos


Fonte: Santos et al. (2016).

Com essa arquitetura básica, é possível entender o funcionamento de um dispositivo


IoT.

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atividade
Atividade
Qual das alternativas a seguir contém itens que compõem a arquitetura básica de
dispositivos? Assinale a alternativa correta:

a) Unidade de memória, WiFi, fonte de energia e antena receptora.


b) Processador, placa mãe, mouse e teclado.
c) IPv4, IPv6, roteador e Sistema Operacional.
d) Unidade de memória, unidade de comunicação, fonte de energia e sensores.
e) Todas as alternativas estão incorretas.

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Con guração de
Infraestrutura

Para que se con gure uma infraestrutura IoT, é necessário entender as tecnologias
de comunicação. Cada tecnologia tem a sua con guração própria e algumas
características relevantes.

Ethernet: O padrão Ethernet foi o cializado em 1983 e está presente em


grande parte das redes locais com o existentes, cuja popularidade é por
sua simplicidade, facilidade de adaptação, manutenção e custo.
Atualmente, existem dois tipos de cabos: par trançado e bra óptica, que
oferecem taxas de comunicação diferentes. Os cabos de par trançado
podem atingir taxas de até 1 Gbps (categoria 5), limitados a 100 m (para
distâncias maiores, é necessário o uso de repetidores). Os cabos de bra
óptica alcançam taxas de 10 Gbps, limitados a 2000 m. O uso do padrão
Ethernet é sugerido para dispositivos xos, sem mobilidade, inadequado
para essas aplicações (TANENBAUM; WHETERALL, 2011, p. 66).
Wi-Fi: A tecnologia Wi-Fi é uma solução de comunicação sem o bastante
popular, pois está presente nos mais diversos lugares, fazendo parte do
cotidiano de casas, escritórios, indústrias, lojas comerciais e até espaços
públicos das cidades. O padrão IEEE 802.11 (Wi-Fi1) de ne um conjunto

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de padrões de transmissão e de codi cação. Desde o seu lançamento, em


1997, foram propostas novas versões do padrão e, atualmente, a versão
IEEE 802.11ac prevê taxas de comunicação de 600 Mbps ou 1300 Mbps. O
Wi-Fi foi desenvolvido como uma alternativa ao padrão cabeado Ethernet,
com pouca preocupação com dispositivos com consumo energético
limitado, como é o caso das aplicações para IoT. Assim, embora não seja
esperado que muitos dispositivos utilizados em IoT adotem o padrão Wi-Fi
como principal protocolo de comunicação, há algumas vantagens, como
alcance de conexão e vazão, o que o torna adequado para navegação na
Internet em dispositivos móveis, como smartphones e tablets. A principal
desvantagem do Wi-Fi é o maior consumo de energia, quando comparado
com outras tecnologias de comunicação sem o (SANTOS et al., 2016, p. 8).
3G/4G: Os padrões de telefonia celular 3G/4G também podem ser
aplicados à IoT, visto que projetos que precisam alcançar grandes
distâncias podem aproveitar as redes de telefonia celular 3G/4G. Por outro
lado, o consumo energético dessa tecnologia é alto em comparação a
outras, porém a sua utilização em locais afastados e com baixa mobilidade
podem compensar esse gasto. No Brasil, as frequências utilizadas para o
3G são 1900 MHz e 2100 MHz (UMTS), enquanto o padrão 4G (LTE) utiliza
a frequência de 2500 MHz. A taxa de comunicação alcançada no padrão 3G
é de 1 Mbps e, no padrão 4G, 10 Mbps (SANTOS et al., 2016, p. 9).

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Saiba mais
Caso ainda tenha alguma dúvida sobre a
utilização da IoT, você pode assistir a um vídeo, a
seguir.

ASSISTIR

Ainda em um contexto de con guração de dispositivos de infraestruturas,


consideramos também os dispositivos de rede. Os dispositivos de infraestruturas
são os que tornam a utilização da IoT facilitada, como ocorre também com
dispositivos mais comuns, como switches, roteadores, repetidores, entre outros.

Visando um âmbito empresarial, destacam-se hardwares mais potentes, com


infraestruturas enormes, por meio das quais há datacenters que servem como
servidores de arquivos ou armazenador de banco de dados. Atualmente, no cenário
mundial, as empresas estão, em grande parte, utilizando endereçamento IPv6.
Embora seja um pouco mais lento para o acesso (principalmente se for dinâmico),
abre portas de entrada em quantidades bem maiores que o IPv4, portanto mais
vantajoso em longo prazo.

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Para saber mais sobre a nova geração de redes
sem o, acesse o link a seguir.

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atividade
Atividade
Os protocolos de internet na versão 4 e 6 são os mais utilizamos em redes de
computadores. Sobre eles, é correto a rmar que:

a) O IPv6 foi criado para que um número maior de endereçamentos seja alcançado.
b) O IPv4 é capaz de armazenar apenas 255 endereçamentos, sendo necessário
reiniciar o roteador para que possa recalcular novos endereçamentos.
c) O IPv6 possui menos endereçamentos disponíveis que o IPv4.
d) O IPv4 possui a mesma quantidade de endereçamentos disponíveis que o IPv6; o
que os difere é devido ao IPv6 estar na versão 6, consequentemente a sua
tecnologia é mais avançada.
e) O IPv6 ainda não foi aplicado e está em desenvolvimento para seu
funcionamento correto.

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Conectando Dispositivos
IoT a Rede

“A inclusão de dispositivos físicos e aparelhos eletrônicos (redes de sensores sem o,


telefones celulares etc.) na internet traz inúmeras possibilidades de novas
aplicações, as quais podem utilizar as informações e serviços desses dispositivos
com diferentes propósitos. Entretanto, a maioria dos objetos são atualmente
conectados à Internet (e, algumas vezes, à Web) utilizando softwares e interfaces
proprietárias, o que torna onerosa a criação de aplicações que integram dados e
serviços providos por diferentes dispositivos” (GUINARD, 2010 apud FRANÇA et
al., s./d., p. 6).

Conectar um dispositivo IoT envolve um amplo conhecimento, tanto de


programação, quanto de conhecimento de rede e segurança. Todo uxo é seguido
para que seja possível realizar essa tarefa. Como a Internet das Coisas é uma aposta
(já concretizada) para o futuro, diversas empresas têm aplicado e investido em
nanças para a adaptação e a otimização dos seus serviços, pois consideram o
momento atual como o da IoT, em que tudo está conectado concorrentemente, por
isso diversas estratégias são traçadas para o seu crescimento. Mas você deve estar
se perguntando: "Onde implantar a IoT?"

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Segundo Romeder (2016), as possibilidades que surgem com a Internet das Coisas
são in nitas, passando por todos os estágios do ciclo de vida do produto até ocasiões
de uso em indústrias verticais especí cas. O autor ainda lista 10 exemplos de como
ela auxilia no mercado de trabalho e torna uma empresa competitiva:

Marketing de Produto: A IoT pode ser utilizada por sensores que coletam
informações sobre como, quando e onde um produto é utilizado para
auxiliar em suas estratégias de marketing. Essa coleta em tempo real pode
ser menos custosa e ter um resultado mais rápido e mais preciso do
consumidor (ROMEDER, 2016).
Manutenção do Produto: O autor informa que a IoT pode colher
informações sobre desgaste de componentes, a m de cortar custos de
manutenção e de operação, além de identi car potenciais falhas de
equipamento antes que quebrem completamente. Por exemplo, se uma
máquina quebra durante uma impressão, o dano nanceiro é bem alto,
incluindo o custo do envio de técnicos para reparos emergenciais, assim
como a perda de con ança do consumidor e possíveis penalidades por
atraso na entrega. Ao sentir vibrações ou indicações de calor que indiquem
potenciais problemas nos equipamentos, os técnicos podem ser enviados
proativamente para prevenir a falha (ROMEDER, 2016, p . 1).
Vendas: Com o monitoramento da condição dos produtos, a IoT pode
detectar quando o consumidor precisará de um novo componente para
substituir o produto anterior, garantindo a sua presença no inventário. Isso
também auxilia a receita nal, já que previne a sua perda para a
concorrência (ROMEDER, 2016, p. 1).
Engenharia de Produto: Em grandes empresas, é possível monitorar a
utilização de grandes máquinas e sua condição. Por meio da IoT, veri ca-se
a deterioração dessa máquina e se corrige um possível prejuízo
futuramente (ROMEDER, 2016, p. 1).
Logística: Sensores em grandes contêineres de entrega podem receber
dados em tempo real sobre onde está um pacote, qual a frequência de
manuseio e qual sua condição. Ao conectar essa informação com o sistema
de gerenciamento do depósito, empresas podem aumentar a sua e ciência,
acelerar o tempo de entrega e melhorar o atendimento ao consumidor
(ROMEDER, 2016, p. 1).

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Processo de Fabricação: É possível monitorar a condição, as de nições e o


uso do equipamento de produção, os problemas encontrados nos produtos,
identi cados antes de sua saída de fábrica, e elaborar uma correção para o
produto antes de ser comercializado, aumentando a e ciência e a
qualidade da empresa (ROMEDER, 2016, p. 1).
Manutenção de Frota: Sensores podem ser usados para monitorar
velocidade, quilômetros por litro, quilometragem, número de paradas e
saúde do motor para frotas de serviço de campo. Ao monitorar a condição
do veículo e problemas de uso, reparos podem ser agendados, evitando
interrupções inesperadas na logística, assim como identi car
comportamentos que diminuam a e ciência do combustível e distribuir
dicas de condução customizadas. Além de diminuir os custos de
combustível, manutenção e condução mais e cientes podem reduzir
emissões de CO² e aumentar a expectativa de vida dos veículos
(ROMEDER, 2016, p. 1).
Transporte: As empresas podem oferecer serviços baseados em aplicações
de Internet das Coisas para promover a tendência de cidade inteligente,
como Barcelona, que oferece parquímetros inteligentes operados via Wi-Fi
na cidade toda, fornecendo aos moradores atualizações em tempo real
sobre vagas disponíveis e permitindo que paguem com o seu próprio
telefone. Pontos de ônibus inteligentes exibem os horários de chegada de
forma precisa e possibilitam que os passageiros recebam atualizações
adicionais por meio de painéis touch screen (ROMEDER, 2016, p. 1).
Agricultura: Na agricultura, sensores podem ser utilizados para monitorar
temperaturas, clima, vendo, umidade, radiação, probabilidade de chuva,
entre outros. Agricultores podem obter esses dados e melhorar o seu
rendimento para realizar tarefas em determinados períodos do dia ou nas
estações do ano (ROMEDER, 2016, p. 1).

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Figura 2.4 - Imagem que ilustra algumas maneiras de utilização de drones para
coletar dados.
Fonte: Macrovector / 123RF.

Medicina: Por m, o autor a rma que utilizando Internet das Coisas, os


médicos e os hospitais podem coletar e organizar dados vindos de
dispositivos conectados, incluindo wearables e monitores de saúde
instalados nas casas. Ao coletar dados em tempo real, pro ssionais da
saúde têm dados mais completos de seus pacientes, melhorando o
atendimento por meio de diagnósticos e tratamentos mais e cazes
(ROMEDER, 2016, p. 1).

flit
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reflita
Re ita
Quando a Internet das Coisas surgiu, um avanço tecnológico era
esperado por todos. Aguardava-se, então, um salto gigantesco nas
pesquisas e tecnologias, a m de interconectar todas as coisas,
objetos e pessoas, para que alguns pontos fossem supridos, como a
falta de tempo do ser humano e a otimização da velocidade com
que algumas tarefas são executadas. Porém, alguns dispositivos
promovem a exposição de inúmeros dados na rede, como dados
pessoais, fotos, vídeos, documentos particulares, entre outros.
Basta um click e tudo estará enviado e salvo em um servidor.
Considerando isso, re ita sobre a melhor maneira de obter a
segurança dos dados de seus dispositivos e quais os desa os para
que essas possibilidades se tornem próximas da nossa realidade.

A Internet das Coisas, em termos reais e práticos, visando empresas e comércios,


busca aproximar o consumidor da loja. Essa interação pode ser realizada na consulta
de preços e descontos, na identi cação de clientes que fazem compras constantes e,
quem sabe, no fornecimento de um serviço premium ou, inclusive, em uma indicação
de propagandas com um determinado gosto do cliente, podendo, assim, aumentar a
quantidade de vendas.

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saiba mais
Saiba mais
Quer aprender a simpli car o desenvolvimento
de algumas soluções de IoT e aprender a utilizar
suas arquiteturas? Acesse o site o cial da IBM e
veja como.

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atividade
Atividade
Sobre a utilização de IoT em casos práticos, cabe a rmar que não são utilizados nesses
dispositivos:

a) drones.
b) smartphones
c) baterias automotivas.
d) alarmes.
e) dispositivos Bluetooth.

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indicações
Material
Complementar

LIVRO

A Segunda Era das Máquinas


Andrew McAfee e Erick Brynjolfsson

Editora: Alta Books

ISBN: 8576089149

Comentário: A segunda era das máquinas de Andrew


McAfee e Erick Brynjolfsson, tem como objetivo explicar de
uma forma menos teórica qual a in uência dos avanços
tecnológicos na vida do ser humano e em seu cotidiano.
Dessa forma sua leitura não é maçante e o autor foca em
mostrar como a Internet das Coisas está in uenciando o
dia-a-dia e a economia. Os autores também, abrangem
temas como Inteligência Arti cial e redes de computadores.

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FILME

CPBR7 - Internet das Coisas na Prática


Ano: 2014

Comentário: Nada melhor para entender a praticidade da


Internet das Coisas do que uma palestra fornecida pela
Campus Party aqui no Brasil em 2013? De uma maneira bem
dinâmica e didática o palestrante consegue nos introduzir
no conceito de IoT sem que o foco seja perdido.

TRAILER

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conclusão
Conclusão

Concluímos essa unidade sobre con gurações de dispositivos IoT, a sua


infraestrutura e as aplicações práticas em um mercado de trabalho. Agora você já
sabe como conseguir uma boa interconexão das coisas e organizá-las, conforme a
necessidade de seu dia a dia.

Nesta unidade, você teve a oportunidade de aprender sobre como veri car uma
con guração das coisas de forma conceitual; entender como funciona a arquitetura
de um roteador e qual a sua necessidade e importância para que uma rede funcione;
veri car quais protocolos de rede necessários e os que utilizamos hoje em dia;
compreender quais as con gurações necessárias para um dispositivo IoT; entender o
que é a con guração de infraestrutura de um dispositivo IoT; observar a arquitetura
básica dos dispositivos; e veri car exemplos práticos de como podemos conectar
dispositivos IoT em uma rede e trazer benefícios para nosso ambiente de trabalho.

referências
Referências
Bibliográ cas

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https://unp.blackboard.com/webapps/late-Course_Landing_Page_Course_100-BBLEARN/Controller 29/29

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