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06/07/2020 Ead.

br

FUNDAMENTOS
DE BIG DATA
Esp. Heber Marques Gimenes

INICIAR

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introdução
Introdução

Nesta unidade, aprofundaremos os estudos sobre arquitetura e organização de


computadores. Além de de nir e diferenciar esses conceitos, compreenderemos sua
relevância para as decisões dos investimentos em tecnologia da informação.

Estudaremos o que são, e como se organizam os sistemas de memória e a hierarquia


de memória, compreendendo seu papel indispensável na resposta e armazenamento
de informações nos computadores. Completando este assunto, discutiremos os
tipos de processamento.

Para nalizar, abordaremos Computação na Nuvem. Ao nal, você será capaz de


descrever o que é esta nova tecnologia muito presente em nosso cotidiano, e
visualizar sua aplicação prática.

Boa leitura!

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Arquitetura e Organização
de Computadores

A palavra arquitetura refere-se às técnicas e habilidades de organizar formas e


estruturas funcionais e harmônicas. A arquitetura aplicada à computação está ligada
à técnica de construir computadores – de nir o conjunto das con gurações e
funcionalidades do equipamento.

Com o desenvolvimento das tecnologias da informação, houve um aumento


signi cativo da quantidade e tipos de computadores disponíveis no mercado. Desde
os equipamentos de uso pessoal até os grandes servidores, cada máquina terá uma
arquitetura e organização, ou seja, um conjunto de atributos especí cos, que
possibilitarão atingir o objetivo esperado pelo usuário.

Mas qual a diferença entre arquitetura e organização?

Stallings (2010) discute essa diferença em seu livro Arquitetura e Organização de


Computadores:

A arquitetura de computador refere-se aos atributos de um sistema visíveis


a um programador ou, em outras palavras, aqueles atributos que possuem
um impacto direto sobre a execução lógica de um programa. Organização

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de computador refere-se às unidades operacionais e suas interconexões


que realizam as especi cações arquiteturais. (STALLINGS, 2010, p. 6).

Apesar de serem termos interligados, uma arquitetura pode ter mais de uma
organização. Por exemplo, imaginemos que a arquitetura esperada seja uma xícara
cheia de café, e, para chegarmos a esse resultado, podemos dispor de diferentes
formas de organização: fazer o café com coador e pó, usar uma cafeteira ou até
comprar na padaria já pronto.

Um fabricante de computadores pode manter por muito tempo uma mesma


arquitetura e evoluir a organização, obtendo ganhos de desempenho. Ou seja, na
prática, entender e aplicar esse conceito incidirá diretamente no preço, nas
características e na performance das máquinas.

Apesar das diferentes arquiteturas, existe algo em comum entre todos os


computadores?

Sim! Todos os computadores apresentam uma arquitetura comum que os de ne,


identi ca e diferencia de outros equipamentos eletrônicos, e possuem sistema de
memória e processador. A seguir, trataremos dos respectivos itens, separadamente.

Figura 2.1 – Componentes do computador


Fonte: Freepik.

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Visão Geral do Sistema de Memória


As memórias são responsáveis pela guarda dos dados de forma temporária ou
permanente, e pelo processamento dessas informações. A m de organizar as
diversas e complexas memórias dos computadores, são formados os sistemas de
memória.

Esses sistemas são classi cados conforme suas características principais. Veja o
resumo na tabela a seguir:

Figura 2.2 - Classi cação dos sistemas


Fonte: Stallings (2010, p. 90).

Localização

Segundo Stallings (2010), a localização

[...] indica se a memória é interna ou externa ao computador. A memória


interna normalmente signi ca a memória principal, mas existem outros
tipos de memória interna. [...] A memória externa consiste em dispositivos
de armazenamento periféricos, com disco e ta, que são acessíveis ao
processador por meio de controladores E/S. (STALLINGS, 2010, p. 90).

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Como veri camos, devemos considerar a localização e, ainda, por qual parte do
sistema computacional essa memória será acessada.

Internas: são conhecidas como memória principal ou real, sem as quais o


computador não pode funcionar. Exemplos desse tipo de memória são o HD (disco
rígido), RAM, Cache.

Externas: em geral, referem-se aos itens de armazenamento periféricos, que são


acessados por meio dos controladores de E/S. Por exemplo: CDs, DVDs, HD externo
etc.

Capacidade

Outra característica da memória é a capacidade, que é a quantidade de informação


que ela suporta. Na memória externa, essa capacidade é expressa em bytes; na
interna, normalmente, é medida em bytes, mas poderá também usar palavras, que
trataremos mais adiante.

Você sabe quanto é 1 byte?

1 byte = 8 bits

Os tamanhos comuns são 8, 16 e 32 bits.

Unidade de transferência

Outro item integrante da memória interna é a unidade de transferência, que pode


ter tamanhos 64,128 ou 256 bytes.

Segundo Stallings (2010, p. 90), “Para a memória interna, a unidade de transferência


é igual ao número de linhas elétricas para dentro e para fora do módulo de memória.
Isso pode ser igual ao tamanho da palavra”.

Para melhor entendimento, devemos nos aprofundar em alguns conceitos


relacionados à memória interna: palavra, unidade endereçável e unidade de
transferência.

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Conceitualmente, palavra é o número de bits que representa um inteiro e uma


instrução. Entretanto, existem muitas exceções a essa regra, como exempli ca
Stallings (2010):

O CRAY C90 (um modelo de supercomputador CRAY mais antigo) tem um


tamanho de palavra de 64 Bits, mas usa a representação de inteiros com
46 bits. A arquitetura intel X86 tem uma grande variedade de tamanho de
instrução, expressos como múltiplos de bytes e uma palavra de 32 bits.
(STALLINGS, 2010, p. 90).

Apesar das exceções, a palavra é a unidade natural de organização da memória.

A unidade endereçável é, em alguns sistemas, a palavra, mas, em outros, é possível o


endereçamento no nível de byte.

Importante! A relação entre o tamanho em bits A de um endereço e o número N de


unidades endereçáveis é 2A = N

E, por último, a unidade de transferência é o número de bits gravados e lidos na


memória principal de uma só vez – não precisa ser igual à palavra. Na memória
externa, é maior do que a palavra, e denominada blocos.

Método de acesso

Ainda, existe outra característica, muito importante para os tipos de memórias: essa
propriedade é o método de acesso:

Acesso sequencial: como a própria descrição indica, ela funciona de forma


sequencial, a leitura é feita de posição a posição, até chegar à posição em que essa
informação está guardada na memória, e, ainda, o tempo de acesso pode variar. Um
exemplo desse acesso são informações gravadas em tas magnéticas.

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Figura 2.3 - Acesso sequencial


Fonte: Elaborada pelo autor.

Acesso direto: da mesma forma que a anterior, as informações são gravadas em


blocos, mas são gravadas também num endereço único. A busca é feita,
primeiramente, utilizando-se desse endereço salvo, chegando a um bloco maior de
informações, e em seguida, é realizada uma busca sequencial, até encontrar a
informação desejada. O tempo de busca pode variar. Os discos são um exemplo
desse tipo de busca.

Figura 2.4 – Braço de leitura, procurando o local para leitura


Fonte: Elaborada pelo autor.

Acesso aleatório: esse tipo de acesso tem um controle exclusivo de endereçamento,


guardando a posição exata da informação, não dependendo do local e de números de
acessos. Essas ascensões sempre terão tempo constante para serem executadas.
Como exemplos, temos a memória principal e em cache, que podem empregar esse
modelo.

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Associativo: esse método compara uma parte dos bits que compõem uma palavra,
com todas as palavras gravadas: localiza as palavras, de acordo com esses pedaços
pesquisados. Memórias em cache também podem utilizar esse tipo de acesso.

Desempenho

Essas características estão ligadas diretamente a nossa satisfação com nossos


equipamentos. A todo o momento, precisamos de mais espaço, e necessitamos que
nossas informações salvas estejam disponíveis o mais rápido possível.

Com relação ao desempenho, existem três parâmetros:

Tempo de acesso: para memórias de acesso aleatório, é o tempo que se leva para ler
ou gravar uma determinada informação, e, para memórias de acesso não aleatório,
condiz com o tempo que o equipamento leva para se posicionar para leitura da
informação armazenada em determinado endereço.

Tempo de ciclo de memória: refere-se ao tempo de memória para a leitura de uma


informação somando-se o tempo anterior ao início de um segundo acesso.

Taxa de transferência: tempo que se leva para realizar a transferência de dados, de


uma unidade de memória para outra unidade memória.

Hierarquia de Memória
Neste tópico, conheceremos o que é e como funciona a hierarquia de memória. Essa
hierarquia foi criada para que possamos mesclar vários tipos de memórias em
nossos equipamentos, in uenciando diretamente o custo de investimento em
máquinas e tempo de processamento.

Esse conceito objetiva auxiliar na resposta da questão relacionada a processamento


quanto a sua velocidade, quantidade de informações a serem processadas e
armazenadas.

Se precisamos processar mais informações rapidamente, e da melhor maneira


possível, necessitamos de memórias mais ágeis, mas proporcionalmente a sua

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velocidade essas memórias são mais caras. Com isso, podemos utilizar outros tipos
de memórias mais lentas e mais baratas, que, trabalhando em conjunto com as
memórias de melhor tecnologia, obterão uma performance média, de valores e
processamento mais próximo ao ideal, numa boa relação custo-benefício, o que
viabiliza os projetos, nanceiramente.

Segundo Stallings (2010, p. 92) há uma

[...] relação entre as três características principais da memória, a saber:


capacidade, tempo de acesso e custo. Diversas tecnologias são usadas
para implementar sistemas de memória e, por meio desse espectro de
tecnologias, existem as seguintes relações:
• Tempo de acesso mais rápido, maior custo por Byte
• Maior capacidade, menor custo por bit
• Maior capacidade, tempo de acesso mais lento. (STALLINGS, 2010, p.
92).

Pensando nisso, a hierarquia é apresentada no formato de pirâmide, ilustrada a


seguir. Observamos que quanto mais o patamar desce, nessa pirâmide, ocorrem a
diminuição do valor por bit, o aumento da capacidade, o aumento do tempo de
acesso e a frequência de acesso à memória.

Figura 2.5 - Hierarquia


Fonte: Stallings (2010, p. 93).

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Utilizando esse conceito, é possível entender como é feito o escalonamento dos


tipos de memórias relacionando seu potencial em processamento e valor de
investimento.

Ainda conforme Stallings (2010),

Enquanto desce na hierarquia, ocorre o seguinte:


A – Diminuição do custo por bit
B – Aumento da capacidade
C – Aumento do tempo de acesso
D – Frequência de acesso à memória pelo computador. (STALLINGS,
2010, p. 92).  

Para se utilizar de dois ou mais níveis de memória, e obter uma redução no tempo
médio de acesso, é necessário que se atendam às condições (A) e ©, e ainda
considerando que a condição (D) é válida, no trecho extraído acima.

Ainda sobre o exemplo dado, há o armazenamento, em que são utilizadas memórias


não voláteis, que guardam as informações por tempo indeterminado. Essas
memórias são chamadas secundária ou auxiliar.

No trecho que segue, o autor fornece mais algumas informações complementares


com relação a essa memória:

Os dados são armazenados de forma mais permanente em dispositivos


externos, de armazenamento em massa, sendo mais comum o disco rígido
e a mídia removível, como disco magnético removível, ta e
armazenamento óptico. (STALLINGS, 2010, p. 94).

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atividade
Atividade
Utilizando o conceito de hierarquia de memória, é possível entender como é feito o
escalonamento dos tipos de memórias, relacionando seu potencial em processamento e
valor de investimento.

Conforme Stallings (2010, p.92), “enquanto se desce na hierarquia, ocorre __________”

Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.

a) aumento do custo por bit.


b) diminuição da capacidade.
c) aumento do tempo de acesso.
d) o não acesso à memória pelo computador.
e) um nível muito baixo para processamento e a memória trava.

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Tipos de Processamento

A seguir, uma visão geral das organizações paralelas e distribuídas.

Visão Geral das Organizações Paralelas


e Distribuídas
Com o grande aumento de informação, sempre há a necessidade de se processar as
informações de maneira mais ágil. E, para auxiliar nesse caso, foi implementada uma
forma de melhorar o resultado no processamento, com as organizações paralelas e
distribuídas.

Stallings (2010, p. 514) explica que “um jeito tradicional para melhorar o
desempenho do sistema é usar múltiplos processadores que possam executar em
paralelo para suportar uma certa carga de trabalho”.

O processamento paralelo emprega diversos processadores ligados somente a uma


máquina, utilizando o máximo de cada um, contando, com isso, como vantagem, pois
é necessário mais nenhum meio de tráfego os dados, já que serão processados

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localmente. Mas em relação à utilização local de muitos processadores, devemos ter


um supercomputador, e esse método se torna muito caro, pois necessita de uma
estrutura muito grande.

Para o processamento paralelo, existem dois tipos mais utilizados: SMP e NUMA. O
SMP, basicamente, é formado por vários processadores semelhantes, conectados
por um barramento, e NUMA baseia em um multiprocessador de memória
compartilhada, considerando o tempo para acesso à memória, ligado diretamente a
uma palavra e sua posição na memória.

Na gura a seguir, podemos veri car como é formada uma arquitetura de


processadores paralelos:

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Em contrapartida, temos um outro modelo de estrutura: a organização distribuída.


Como o próprio nome indica, ela não ca somente em um local, como já estudado
sobre organização paralela.

Esse modelo tem por objetivo se utilizar de recursos de processamento alocados


geogra camente em outros locais, onde o envio dos dados parte de um ponto, para
serem processados nesses outros computadores.

Vamos analisar mais alguns pontos acerca dessa funcionalidade, que usa diversos
processadores, divididos em lugares remotos. Para isso, há a necessidade de internet
para conexão. Como há informação trafegando, devemos ter um controle maior com
a segurança, pois os dados são enviados para serem processados e receberem o
resultado desse processamento. Mas, por outro lado, temos a situação de um custo
mais baixo, pois os inúmeros processadores utilizados na operação foram adquiridos
por outros usuários. Desse modo, o investimento não foi realizado por uma pessoa
ou empresa, está dividido entre todos os envolvidos.

Segundo Montes (2002):

A de nição mais simples de sistema distribuídos é: “Um Sistema


Distribuído é o resultado da integração de sistemas computacionais
autônomos combinados de forma a atingir um objetivo comum, ou seja
sistemas ‘centralizados’ interligados por uma rede, compartilhando
recursos físicos, com o objetivo de realizar alguma tarefa. Os sistemas
paralelos também obedecem esta de nição, mas além de ter sistemas em
máquinas dispersas, os processos sendo processados paralelamente, no
mesmo instante de tempo”. (MONTES apud TANENBAUM,1992, p. 2).

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atividade
Atividade
Leia o trecho a seguir, extraído de Montes (2002):

“A de nição mais simples de sistema distribuídos é: ‘Um Sistema Distribuído é o resultado


da integração de sistemas computacionais autônomos combinados de forma a atingir um
objetivo comum, ou seja, sistemas ‘centralizados’ interligados por uma rede,
compartilhando recursos físicos, com o objetivo de realizar alguma tarefa. Os sistemas
paralelos também obedecem esta de nição, mas além de ter sistemas em máquinas
dispersas, os processos sendo processados paralelamente, no mesmo instante de tempo’”.

Vimos que os dois tipos de organização (paralelos e distribuídos) têm características


diferentes. Sendo assim, marque a alternativa correta:

a) Em relação à localização dos equipamentos, tanto o paralelo quanto o distribuído


cam somente em um local.
b) Quanto ao investimento, o paralelo é mais barato e o distribuído, mais caro.
c) Considerando o processamento, no paralelo, é feito por processadores alocados
somente em uma máquina, e no distribuído, por processadores alocados em
diversas máquinas.
d) Ao analisar o investimento, no paralelo, é dividido em diversas
entidades/pessoas, e no distribuído, ca a cargo somente de uma entidade/pessoa.
e) Pensando na distribuição das informações para processamento, nos dois modelos
é empregada a internet para o envio e recebimento das informações processadas.

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Computação em Nuvem

A computação em nuvem é um conceito relativamente novo. O avanço da tecnologia


permitiu que os data centers, antes localizados em espaço físicos, fossem
virtualizados, ou seja, alocados na internet – a nuvem. Esse processo permite o
acesso às informações que se encontram virtualizadas, de qualquer lugar do planeta,
com segurança e redução de custos. É uma área da TI em franco desenvolvimento.

Nessa corrida tecnológica, as gigantes do mercado Amazon, Oracle, Google, IBM e


Microsoft foram pioneiras ao adotarem o novo conceito, mudando suas estruturas e
ganhando em mobilidade e segurança.

Conceitos e Fundamentos
Considerando o funcionamento básico da computação em nuvem, existem alguns
atores:

1. empresa que necessita do serviço (quem produz as informações, que pode ser um
sistema/app que necessita disponibilizar um banco de dados para utilização, um
serviço – e-mail);

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2. quem hospeda esse serviço – grandes data centers, provedores, empresas que
trabalham com essa infraestrutura, disponibilizando as outras empresas/clientes;

3. na outra ponta estamos nós, consumidores, que nos utilizamos desses serviços de
bancos de dados e apps.

E você? Utiliza serviços da computação na nuvem?

Com certeza! Os webmails, app de banco, serviço de cloud para armazenamento de


arquivos são excelentes exemplos desses serviços, e já fazem parte da nossa rotina.

Quais as desvantagens e riscos da computação em nuvem?

Analisando as desvantagens desse modelo, por ser um serviço totalmente ligado à


internet, seu funcionamento depende da conexão, velocidade e qualidade do serviço.
É necessário sempre considerar possíveis problemas de conectividade e ter um
plano de contingência, caso ocorra, por exemplo, um rompimento de bra/cabos em
sua região.

Há, ainda, outra grande preocupação, que é a segurança. Como os dados estão
armazenados em servidores alocados em qualquer lugar do mundo, a segurança
deve ser levada muito a sério, tanto por acesso físico – seja uma invasão, roubo de
equipamentos – problemas climáticos ou outro tipo de problema inesperado.

No ano de 2001, por exemplo, houve o ataque terrorista às Torres Gêmeas, nos
Estados Unidos. Um banco americano tinha um data center na primeira torre
atingida e, como backup, sua replicação na segunda torre; vislumbrando um plano de
contingência para casos de perda do data center principal, o outro poderia ser
iniciado em poucos minutos. O que ninguém imaginava era que as duas torres seriam
atingidas e cairiam. Graças ao plano de segurança, havia outra replicação, em outra
região dos Estados Unidos, que foi restaurada em poucas horas. Com o data center
em nuvem, essa situação não seria um problema.

Continuando, a respeito de segurança, existem algumas questões a considerar


acerca do serviço em que estarão disponíveis os dados:

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1. Controle de acesso: é essencial ter um plano de controle acesso bem


de nido, pois ali estarão todas as informações da empresa, dados de
clientes, custos, investimentos. Todas as informações, se divulgadas,
podem causar grandes perdas à empresa, problemas de reputação, legais e,
dependendo da informação, riscos à população.
2. Segurança com padronização: a empresa deve garantir segurança,
con dencialidade e integridade dos dados, com normas rígidas, padrões e
certi cações na área de segurança.
3. Local das informações: observar a legislação do país sede da empresa,
considerando as leis que a regem quanto a armazenamento e tráfego
dessas informações, com informações expressas em contrato.
4. Segregação e recuperação dos dados: a empresa prestadora de serviço
deve ter um plano segregação, pois o ambiente é dividido com outras
inúmeros clientes, e deve saber onde se localizam os dados dos clientes,
caso necessite de uma recuperação ou possível troca de serviço.
5. Auditoria e viabilidade: os serviços de armazenamento devem ter uma
política de auditoria, caso se necessite que sejam extraídas informações
para averiguações de crimes e veri cação da con abilidade do serviço.

Tipos de serviços
Você sabe quais são os tipos de serviços de computação em nuvem?

Esses serviços visam atender à necessidade dos clientes em armazenamento, e cada


um tem sua particularidade, mas todos têm a mesma ideia de disponibilizar as
informações com segurança, con dencialidade e mobilidade, de qualquer lugar que
permita conexão com a internet.

Os serviços principais são: Iaas, Paas e Saas.

Iaas: infraestrutura como Serviço - esse serviço consiste no aluguel da estrutura, de


servidores, máquinas virtuais e armazenamento. Conforme é apresentado em
Castro e Sousa (2010),

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Esse modelo de serviço refere-se ao fornecimento de infraestrutura


computacional (geralmente em ambientes virtualizados) como um serviço.
O serviço IaaS possui algumas características básicas como, fornece uma
interface única para administração da infraestrutura; provisionamento
dinâmico de serviços; Alta-disponibilidade; e Balanceamento de carga de
máquinas virtuais. (CASTRO; SOUSA, 2010, on-line).

Paas: plataforma como serviço - esse serviço consiste em alugar uma estrutura para
auxílio no desenvolvimento de software para internet, servidores com plataformas e
ambientes para desenvolvimento de aplicativos voltados para internet. Conforme é
apresentado em seu artigo por Castro e Sousa (2010)

Esse modelo de serviço caracteriza-se pela entrega de uma plataforma


para desenvolvimento, teste e disponibilização de aplicativos web com a
nalidade de facilitar a implantação de aplicações sem os custos e
complexidade de gerenciamento do hardware. Um fator inibidor de
adoção é que aplicações desenvolvidas em uma PaaS normalmente ca
presa ao fornecedor [...]. (CASTRO; SOUSA, 2010, on-line).

Saas: nesse modelo, a instalação de todos os aplicativos é realizada em um servidor,


e o acesso é feito pelo usuário, via internet. Segundo Castro e Sousa (2010),

Nesse modelo de serviço o software é executado em um servidor, não


sendo necessário instalar o sistema no computador do cliente, basta
acessá-lo por meio da internet. O modelo de serviço de SaaS ainda tem
uma série de desa os a serem vencidos, dentre os quais podemos destacar
os problemas regulatórios, a integração com os recursos internos da
organização, a disponibilidade e mais especi camente a segurança das
informações. (CASTRO; SOUSA, 2010, on-line).

Existem outros serviços secundários: Daas, Caas, Xaas, DBaas, SECaas, Faas e
MBaas.

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atividade
Atividade
Leia o trecho, extraído de Castro e Sousa (2010, on-line):

“Esse modelo de serviço refere-se ao fornecimento de infraestrutura computacional


(geralmente em ambientes virtualizados) como um serviço. O serviço IaaS possui algumas
características básicas como, fornece uma interface única para administração da
infraestrutura; provisionamento dinâmico de serviços; Alta-disponibilidade; e
Balanceamento de carga de máquinas virtuais.

CASTRO, R. de C. C.; SOUSA, V. L. P. Segurança em Cloud Computing: Governança e


Gerenciamento de Riscos de Segurança, Fortaleza, 2010.

O trecho supracitado, descreve um serviço de computação em nuvem. Marque a opção que


indica os principais serviços.

a) Daas, Paas e Saas.


b) Iaas, Paas e Saas.
c) Saas, Paas e Xaas.
d) Paas, Daas e SECaas.
e) Mbaas, Paas e Iaas.

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Explorando Recursos na
Prática

Recorrendo a um conhecimento prático, para melhor xarmos esses novos


conceitos, vamos analisar um exemplo de funcionamento de Iaas (Infrastructure as a
Service).

Para melhor entendimento do Iaas, existem algumas ferramentas que poderão ser
utilizadas para a compreensão do conceito estudado. Essas ferramentas são: o
Eucalyptus, CloudSim e o Amazon Elastic Compute Cloud, ou Amazon EC2.

As duas ferramentas primeiramente citadas são softwares livres, e poderão ser


instaladas e utilizadas livremente.

O Eucalyptus é um framework que se baseia em infraestrutura computacional e de


armazenamento, e conta com um gerenciador de instâncias, podendo ser criado um
ambiente mais amigável para que se possa trabalhar.

Conforme assevera Chirigati (2009),

O Eucalyptus [NURMI et al. 2009] é um exemplo de software livre que


implementa um IaaS. Ele é um framework que utiliza uma infraestrutura

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computacional e de armazenamento com o objetivo de criar um ambiente


modular aos prestadores de serviços. Sua arquitetura é dividida em três
componentes de alto nível; cada um deles foi implementado como um
serviço baseado na Internet. Portanto, eles possuem suas próprias
interfaces isoladas. O objetivo dessa arquitetura é tornar o software o mais
modular possível, facilitando, assim, o desenvolvimento e a manutenção.
(CHIRIGATI, 2009, on-line).

Poderá ser acessado pelo site, em que se encontrada toda a documentação


necessária, download e instalação.

Figura 2.7
Fonte: Eucalyptus (2019).

O CloudSim funciona de uma maneira diferente: tem um ambiente de simulação,


podendo serem criadas simulações de toda a infraestrutura, dentre elas, a criação de
data centers, chegando o mais próximo de um ambiente real.

Chirigati (2009) a rma que

[...] diferentemente do Eucalyptus, o CloudSim é uma ferramenta de


simulação; ou seja, ele permite a modelagem e a simulação da
infraestrutura de uma nuvem para que os prestadores de serviços possam
realizar testes em um ambiente no qual não há cobrança de taxas. Data

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centers e políticas de alocação de recursos, por exemplo, são simulados


nesse ambiente. O grande benefício dessa ferramenta é a possibilidade de
testar os serviços desenvolvidos sem que eles estejam atrelados a uma
determinada nuvem. Além disso, como ocorre uma simulação, não há um
modelo econômico que cobre pelo uso. Dessa forma, os testes podem ser
realizados quantas vezes forem necessárias, sem que haja preocupação
com custos monetários. (CHIRIGATI, 2009, on-line).

Pode-se visualizar um exemplo prático de como o Iaas funciona, pela gura a seguir,
que mostra um acesso a um servidor, com todos os serviços instalados e
con gurados, recursos de segurança e banco de dados, somente para o usuário
acessar e utilizá-los:

Figura 2.7
Fonte: Eucalyptus (2019).

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atividade
Atividade
Leia o trecho a seguir, de Castro e Sousa (2010):

“Esse modelo de serviço refere-se ao fornecimento de infraestrutura computacional


(geralmente em ambientes virtualizados) como um serviço. O serviço IaaS possui algumas
características básicas como, fornece uma interface única para administração da
infraestrutura; provisionamento dinâmico de serviços; Alta-disponibilidade; e
Balanceamento de carga de máquinas virtuais”.

CASTRO, R. de C. C.; SOUSA, V. L. P. Segurança em Cloud Computing: Governança e


Gerenciamento de Riscos de Segurança, Fortaleza, 2010.

Em relação ao trecho citado, a que serviço se refere?

a) Daas.
b) Iaas.
c) Saas.
d) Paas.
e) MBaas.

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indicações
Material
Complementar

LIVRO

Computação em nuvem
Manoel Veras

Editora: Brasport Livros e Multimídia Ltda

ISBN: 978-85-745-2752-9

Comentário: o material aborda uma visão geral do conceito,


fundamentos e exemplos claros e práticos, com diversas
informações direcionadas à governança de TI e à área de
serviços e seu funcionamento.

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FILME

O homem que mudou o jogo


Ano: 2011

Comentário: o lme conta a história real do gerente de um


time de baseball. Na década de 1980, esse treinador,
juntamente com um economista, utilizou um software
baseado em Big Data, para escalar os jogadores do time.
Diante da análise de dados, foi possível aumentar o
desempenho dos jogadores, criando possibilidades. Porém,
mesmo com os resultados bons, a capacidade do time foi
questionada. Os treinadores mostram, assim, que é
necessário mais do que apenas treino, mas boas estratégias
para obter bons resultados.

TRAILER

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conclusão
Conclusão

Nesta unidade, estudamos alguns conceitos muito importantes para a tecnologia de


informação.

Conceitos que usamos no cotidiano e que, muitas vezes, não notamos a execução,
por estarem inseridos nos computadores. Tais conceitos estão relacionados ao tipo
de memória, como são formadas, seu uso, sua hierarquia e como podemos utilizá-las
da melhor forma. Estudamos também as organizações de processamento, paralelo e
distribuído.

E também aprendemos mais sobre uma nova tecnologia, que está em grande
expansão: a computação em nuvem, e alguns de seus atributos e serviços.

Com isso, chegamos ao nal da unidade II. Espero que você tenha assimilado os
conceitos aqui apresentados, pois serão de suma importância para a sua vida
acadêmica e pro ssional. Encontramo-nos na próxima unidade.

Continue os seus estudos!

referências
Referências
Bibliográ cas

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CASTRO, R. de C. C.; SOUSA, V. L. P. Segurança em Cloud Computing: Governança e


Gerenciamento de Riscos de Segurança, Fortaleza, 2010.

CHIRIGATI, F. S., Computação em nuvem: pesquisa e desenvolvimento, 2009.


Disponível em:
<https://www.gta.ufrj.br/ensino/eel879/trabalhos_vf_2009_2/seabra/pesquisa.html>.
Acesso em: 27 abr. 2019.

STALLINGS, W. Arquitetura e organização de computadores. 8. ed. São Paulo:


Pearson Pratice Hall, 2010.

VERAS, M. Computação em nuvem. Nova Arquitetura de TI. 1. ed. Rio de Janeiro:


Brasport, 2015.

IMPRIMIR

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