Você está na página 1de 17

EQUÍLÍBRIO QUÍMICO

O estudo do equilíbrio químico é focado nas reações reversíveis. Dessa forma, temos que os
reagentes se transformam em produtos e, conforme se formam, estes se regeneram em à forma inicial.
Dessa forma, vamos designar os reagentes e produtos com dupla seta (⇌).

Assim, temos, por exemplo:

𝐶𝑂 (𝑔) + 𝑁𝑂2 (𝑔) ⇌ 𝐶𝑂2 + 𝑁𝑂 (𝑔)

Analisando o desenrolar da reação, temos:

Ou seja, a partir de um determinado momento as concentrações ficam constantes. Dizemos que


nesse instante é estabelecido o equilíbrio, pois a quantidade de produtos formada é a mesma que é
retornada à condição inicial. Graficamente:

Tal condição só é possível pois a velocidade da reação direta é igual à velocidade da reação
inversa, por isso podemos definir o equilíbrio como sendo dinâmico.
Também podemos estabelecer um grau de equilíbrio (α), que é a porcentagem de reagentes que
se transformou efetivamente em produto. Assim:

𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 (𝑒𝑚 𝑚𝑜𝑙) 𝑞𝑢𝑒 𝑟𝑒𝑎𝑔𝑖𝑢


𝛼= 𝑥 100%
𝑞𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 (𝑒𝑚 𝑚𝑜𝑙) 𝑖𝑛𝑖𝑐𝑖𝑎𝑙

Constante de Equilíbrio

Como temos no estabelecimento do equilíbrio velocidade e concentração constante, podemos


enunciar a Lei de Ação das Massas (ou de Guldberg- Waage), na qual teremos uma constante de
equilíbrio (Kc) em função da concentração molar das espécies químicas envolvidas.

Basicamente, temos:

𝑎𝐴 + 𝑏𝐵 ⇌ 𝑐𝐶 + 𝑑𝐷

Assim, a lei de ação das massas será:

[𝐶]𝑐 [𝐷]𝑑
𝐾𝑐 =
[𝐴]𝑎 [𝐵]𝑏

Devemos lembrar que isso serve para equilíbrios homogêneos, dessa forma, temos soluções
aquosas ou gases. Sólidos não entram no valor da constante.

Deslocamento de Equilíbrio

Já sabemos que toda reação química reversível estabelece um equilíbrio em que as


velocidades da reação direta e inversa são iguais. Dessa forma, as concentrações de cada substância
presente no equilíbrio permanecem inalteradas. Qualquer fator que altere esta condição desequilibra a
reação, até se atingir um novo equilíbrio, no qual as concentrações dos reagentes e produtos se
modificaram em relação aos valores originais.

Em resumo, podemos dizer que deslocar o equilíbrio significa provocar diferença nas
velocidades das reações direta e inversa, e, conseqüentemente, modificações nas concentrações das
substâncias, até

Le Chatelier enunciou o princípio geral que trata dos deslocamentos dos estados de equilíbrio:

“Quando uma força externa age sobre um sistema em equilíbrio, este se desloca, procurando
anular a ação da força aplicada.”

As forças capazes de deslocar o equilíbrio químico são:

a) pressão sobre o sistema;

b) temperatura;
c) concentração dos reagentes ou produtos.

Efeito da Concentração

Um aumento na concentração de qualquer substância (reagentes ou produtos) desloca o


equilíbrio no sentido de consumir a substância adicionada. O aumento na concentração provoca aumento
na velocidade, fazendo com que a reação ocorra em maior escala no sentido direto ou inverso.

Diminuindo a concentração de qualquer substância (reagentes ou produtos) desloca-se o


equilíbrio no sentido de refazer a substância retirada. A diminuição na concentração provoca uma queda
na velocidade da reação direta ou inversa, fazendo com que a reação ocorra em menor escala nesse
sentido.

Exemplos

1o) 2 CO(g) + O2(g) ⇌2 CO(g)

O aumento na concentração de CO ou O2 provoca aumento em v1, fazendo com que v1 > v2; portanto,
o equilíbrio desloca-se para a direita.

A diminuição na concentração de CO ou O2 provoca queda em v1, fazendo com que v1 < v2; portanto, o
equilíbrio desloca-se para a esquerda.

2o) C(s) + CO2(g) 2 CO(g)

Para equilíbrio em sistema heterogêneo, a adição de sólido (C(s)) não altera o estado de equilíbrio, pois
a concentração do sólido é constante e não depende da quantidade.

Efeito da Pressão

Um aumento na pressão desloca o equilíbrio no sentido do menor volume gasoso.

Uma diminuição na pressão desloca o equilíbrio no sentido do maior volume gasoso.

Efeito da Temperatura

Um aumento na temperatura desloca o equilíbrio no sentido endotérmico. Uma diminuição na


temperatura desloca o equilíbrio no sentido exotérmico.

O catalisador não desloca o equilíbrio porque aumenta a velocidade da reação direta e inversa
na mesma proporção. O catalisador apenas diminui o tempo necessário para que o estado de equilíbrio
seja atingido.

Equilíbrio Iônico

Considere o eletrólito AB em solução aquosa:

AB A+ + B–
Exemplos

(não reversível)

(não reversível)

Se considerarmos a ionização do HNO2:

A exemplo de equilíbrios anteriores, podemos escrever que sua constante de equilíbrio é:

Esta constante de equilíbrio, Kc, recebe agora o nome particular de constante de ionização ou
constante de dissociação iônica e é representada por Ki, Ka (no caso de ácidos) ou Kb (no caso de
bases).

Temos que Ki varia com a temperatura e quando a ionização de um eletrólito apresentar várias
etapas, temos para cada etapa uma constante de ionização:

Observe que a primeira constante de ionização de ácido fosfórico é maior que a segunda, que,
por sua vez, é maior que a terceira, indicando que sempre a primeira ionização de um eletrólito ocorre
mais intensamente que as outras. Os valores altos de Ki indicam eletrólitos fortes que são, portanto,
muito dissociados ou ionizados, o contrário indica eletrólitos fracos, como na tabela abaixo:
Lei da Diluição de Ostwald

Considere o equilíbrio: AB A+ + B–

A partir da concentração molar ( ) e do grau de ionização (α), podemos relacionar Ki e α:

Esta fórmula é a Lei da Diluição de Ostwald e permite concluir que, quanto menor a
concentração de um eletrólito, maior será seu grau de ionização, o que significa dizer que o grau de
ionização aumenta à medida que se dilui a solução. Para eletrólitos fracos, nos quais os valores de α
são muito pequenos, podemos considerar 1 – α como sendo praticamente 1, o que simplifica a equação
de Ostwald para:

Equilíbrio Iônico da Água (Kw)

A água é um eletrólito extremamente fraco, que se ioniza segundo a equação:

H2O + H2O H3O+ + OH–

Ou simplesmente:

H2O H+ + OH–
A constante de ionização da água pode ser deter-minada pela equação:

Dado que a concentração de água é uma constante, temos:

O produto iônico da água, Kw, tem valor igual a 10–14 a 25 ºC. Kw é uma constante de equilíbrio
e como tal não é afetada pela variação na concentração de H + ou OH–, mas varia com a temperatura.
Assim, concluímos que:

– Para soluções ácidas: [H+] > [OH-]

– Para soluções básicas: [H+] < [OH-]

– Para soluções neutras (ou água pura): [H+] = [OH-]

A 25 °C podemos afirmar que:

Soluções ácidas

[H+] > 10-7 mol/L

[OH-] < 10-7 mol/L

Soluções Básicas ou alcalinas

[H+] < 10-7 mol/L

[OH-] > 10-7 mol/L

Soluções neutras

[H+] = [OH-]
As escalas de pH e pOH

Definimos pH e pOH como:

A letra p, minúscula, significa potencial; portanto:

– pH é o potencial hidrogeniônico da solução;

– pOH é o potencial hidroxiliônico da solução.

Para soluções ácidas

Exemplo

Qual o pH de uma solução de concentração hidrogeniônica igual a 10 –5 ?

Para Soluções Básicas

Exemplo
Assim:

Podemos, ainda, relacionar os valores de pH e pOH:

Portanto:

EXERCÍCIOS
01. (PUC) Das afirmativas relacionadas abaixo, referentes a uma reação química reversível que atinge
um estado de equilíbrio dinâmico, qual é a errada?

(a) as velocidades das reações direta e inversa são iguais.


(b) a temperatura não influi no ponto de equilíbrio.
(c) as massas dos reagentes e dos produtos permanecem constantes.
(d) os catalisadores não influem no ponto de equilíbrio.
(e) as constantes físicas do sistema permanecem inalteradas.
02. (F. C. Chagas) Uma reação de esterificação atinge o equilíbrio químico quando:

(a) a quantidade de éster que se forma a cada instante é igual a quantidade de éster que de decompõe
a cada instante.
(b) não existir mais álcool para reagir.
(c) toda a água formada é retirada do sistema.
(d) a massa de éster é igual à soma das massas de álcool e ácido.
(e) a massa de ácido se reduzir a zero.

03. (F. C. Chagas) Qual dos gráficos abaixo revela que a reação de decomposição da água,
representada por

1
H2O ( g)
H2 ( g) + O2 ( g)
2

atingiu o equilíbrio?

P P
o2 o2

(a) (b)

tempo tempo

P P
o2 o2

(c) (d)

tempo tempo

P
o2

(e)

tempo

04. (Mack) Para a reação de análise

2 NO ( g)
N2 ( g) + O2 ( g) ,

a constante de equilíbrio K é dada por

(a) [NO ] 2  [N 2 ]  [O 2 ] (b) 2 [NO ]  [N2 ]  [O 2 ]


2 [NO ] [N2 ]  [O 2 ]
(c) (d)
[N 2 ]  [O 2 ] [NO ] 2
[NO ] 2
(e)
[N2 ]  [O 2 ]
05. (PUC) A constante de equilíbrio:

[H2 ] [I2 ]
K=
[HI]

é denominada:

(a) constante de esterificação.


(b) constante de hidrólise.
(c) constante de ionização.
(d) constante de formação.
(e) constante de dissociação.

06. (PUCCAMP) Considere o gráfico abaixo, representando o estabelecimento de um equilíbrio


químico:

mols/l

7
6 AB
5
4 A2 (g) + B2 (g) 2 AB (g)
3
2 B2
1 A2

10 12 20 minutos

O equilíbrio foi alcançado aos _____ minutos e o valor da constante, em termos de concentração, é
_______ mols/  .

As lacunas serão preenchidas, corretamente e na ordem com os números:

(a) 20 e 18. (b) 10 e 6. (c) 12 e 2.


(d) 20 e 6. (e) 12 e 9.

07. (F. C. Chagas) No equilíbrio AB A + B , à temperatura ambiente, a concentração de AB é


−2
10 molar e a cada uma das outras substâncias é 10 −1 molar. Com esses dados, o valor da constante
de equilíbrio é:

(a) 10 2 . (b) 10. (c) 1.


(d) 10 −1 . (e) 10 −2 .

08. (F. C. Chagas) Dada a reação:

A 2 +3 B 2 2 AB 3

verificou-se, no equilíbrio, a 1000 o C , que as concentrações em mols/  são:

[ A 2] =0,20; [B 2 ] =0,20; [ AB 3 ] =0,60

Qual o valor da constante de equilíbrio da reação, a 1000 o C ?


(a) 1,5 (b) 15 (c) 150
(d) 225 (e) 300

09. (UF. S. Carlos) Na dissociação térmica do trióxido de enxofre o equilíbrio é alcançado quando se
acham presentes 15 mols de SO 2 , 10 mols O 2 e 10 mols de SO 3 , encerrados num recipientes de 5 
de volume. Qual é o valor da constante de equilíbrio da dissociação?

Dados: 2 SO 3 2 SO 2 + O 2

(a) 4,5 mols/  .


(b) 4,4  10 −2 mol/  .
(c) 22,5 mols/  .
(d) 2,2  10 −1 mol/  .
(e) 3,0 mols/  .

10. (F. C. Chagas) Considere os dados abaixo, referentes à seguinte reação:

2 CO ( g) + O2 ( g) 2 CO 2 ( g)

[ CO ] [ O2 ] [ CO 2 ]
no instante inicial 0,8 0,6 zero
no equilíbrio
x y 0,2
químico

Os valores correspondentes a x e y são, respectivamente:

(a) 0,7 e 0,5. (b) 0,6 e 0,5. (c) 0,5 e 0,4.


(d) 0,4 e 0,4. (e) 0,2 e 0,1.

11. (F. C. Chagas) No estudo da reação:

CO ( g) + H2O ( g)
CO 2 ( g) + H2 ( g)

[ CO ] [ H2O ] [ CO 2 ] [ H2 ]
no instante inicial a b zero zero
no equilíbrio
x y z z
químico

(a) x + y = 2 z (b) b − y = 2 z (c) a − x = z


(d) x = z (e) x = y

12. (F. C. Chagas) No estudo do equilíbrio químico

C 2H 5 OH ( ) + CH3 COOH ( )
CH3 COOC 2H5 ( ) + H2O ( )

partiu-se de 1 mol de álcool etílico e 1 mol de ácido acético. Após o equilíbrio ter sido atingido,
formaram-se x mols de acetato de etila e x mols de água. A expressão que dá a constante de equilíbrio
da reação é:
x 2x x2
(a) (b) (c)
1− x 1- x (1 − x ) 2
2x x2
(d) (e)
(1- x) 2 (1 − x )

13. (ITA) Considera-se a seguinte reação de equilíbrio químico homogêneo:

Mistura-se quantidades equimolares de ácido e álcool puros.


1
Atingido o equilíbrio verifica-se que sobra de cada uma das substâncias inicialmente misturadas. A
3
constante de equilíbrio da reação dada vale:

(a) 1 (b) 2 (c) 3


(d) 4 (e) 5

14. (PUCCAMP) Considerando o sistema gasoso em equilíbrio:

PC5 ( g)
PC3 ( g) + C 2 ( g)

o valor da constante de equilíbrio, em pressões parciais, a cada temperatura, se calcularia por:

(pPC3 ) (pC2 )
(a) K p = atm1
pPC5
pPC3
(b) K p = atm −1
pC2
pPC5
(c) K p = atm −1
(pPC3 ) (pC2 )
(d) K p = pC2 atm1
(e) n.d.a.

15. (ITA) A lei de Boyle-Mariotte ( P  V = cons tan te ) não é obedecida no caso da mistura gasosa em
equilíbrio químico

N2 +3 H2 2 NH 3 ,

à temperatura constante elevada, porque:

(a) NH 3 não é substancia simples.


(b) o equilíbrio químico independe da pressão.
(c) a massa do sistema não permanece constante.
(d) o número de mols gasoso varia com a pressão.
(e) a lei em apreço só se aplica para baixas temperaturas.
16. Escreva a fórmula da constante de equilíbrio (Kc) para cada um deles:

a) 2H2(g) + O2 (g) H2O(g)

b) 3Fe (s) + 4H2O (g) Fe3O4(s) + 4H2(g)

c) CO(g) + H2O(g) CO2(g) + H2(g)

d) H2(g) + S(l) H2S(g)

e) HCl(aq.) H+(aq.) + Cl- (aq.)

f) CaO(s) + 3C(s) CaC2(s) + CO(g)

17. (PUCCAMP) Quando o sistema gasoso

AB ( g)
A ( g) +B ( g)

atinge o equilíbrio, observam-se as características:

Pressão total = 6 atm, 20% de A ( g) , 20% de B ( g) , 60% de AB ( g) em volume.

Com esses dados é possível indicar a constante de equilíbrio, em termos de pressão ( K p ), como:

(a) K p =0,4 atm. (b) K p =6 atm. (c) K p =4 atm.


(d) K p =0,6 atm. (e) n.d.a.

18. (F. C. Chagas) Na dissociação térmica:

AB ( g)
A ( g) +B ( g)

partindo-se de AB ( g) , a pressão inicial é 5 atm; a pressão no equilíbrio será 6 atm. Nas condições
indicadas, o grau de dissociação será:

(a) 40% (b) 30% (c) 20%


(d) 12% (e) 8%

19. (Omec) Considerando-se as reações de equilíbrio:

I. N2 O 3 ( g) NO ( g) + NO 2 ( g)

II. H2 ( g) + I2 ( g) 2 HI ( g)

III. PC5 ( g)
PC3 ( g) + C 2 ( g)

IV. CO ( g) + H2O ( g)
CO 2 ( g) + H2 ( g)

os equilíbrios que não são influenciados por uma variação de pressão são:

(a) I e II. (b) I e III. (c) I e IV.


(d) II e III. (e) II e IV.
20. (ITA) O princípio de Le Chatelier pode ser assim enunciado: “Se um sistema em equilíbrio é sujeito
a uma perturbação, ocorre um deslocamento do equilíbrio, que tende a minimizar a perturbação
imposta”. Assim, podemos esperar um deslocamento para a direita nas seguintes reações, se a mistura
de gases é comprimida:

I. H2 + I 2 2 HI
II. N2 +3 H2 2 NH 3
III. CO + NO 2 CO 2 + NO
IV. N2 O 4 2 NO 2

(a) II. (b) II e IV. (c) I e III.


(d) IV. (e) todas.

21. (U.F. - Brasília) Para o sistema e equilíbrio:

4 HC ( g) + O 2 ( g) 2 H2O ( g) +2 C 2 ( g) + 27 kcal.

A concentração de C 2 ( g) em equilíbrio permanecerá constante quando:

(a) aumentar a temperatura do recipiente em que se dá a reação.


(b) diminuir a pressão total.
(c) aumentar a concentração de O 2 .
(d) se acrescentar um catalisador.

22. (Mack) Seja o equilíbrio químico:

A ( g) +B ( g)
C ( g)
H >0

I. aumentando a concentração de A , diminui a concentração de C .


II. aumentando a temperatura do sistema, aumenta a concentração de C .
III. aumentando a pressão do sistema, aumenta a concentração de C .

(a) somente I.
(b) somente II.
(c) somente III.
(d) somente II e III.
(e) somente I e III.

23. A constante de ionização do ácido acético é igual a 1,76.10 -5. Calcular o grau de ionização deste
ácido em solução 0,100M.

24. A constante de ionização do NH4OH é igual a Kb = 1,81.10-5. Calcular o grau de dissociação e


concentração [ OH-] em uma solução 0,100M desse hidróxido.

25. Em uma solução de ácido acético temos o seguinte equilíbrio:

HAc(l) H+ (aq) + Ac- (aq)

Se adicionarmos acetato de sódio a essa solução:


(a) A concentração de íons H+ deverá diminuir
(b) A concentração de íons H+ permanece a mesma
(c) A concentração de íons H+ deverá aumentar
(d) A concentração de íons acetato deverá diminuir

As questões 26 e 27 se relacionam com a tabela abaixo que apresenta as constantes de ionização de


alguns ácidos em solução aquosa:

Ácido Ki
Fluorídrico 6,70.10-4

Acético 1,76.10-5

Cianídrico 4,93.10-10

Sulfuroso 1,72.10-2

Carbônico 4,52.10-7

26. Qual dos ácidos acima é o mais forte?

27. Qual dos ácidos é o mais fraco?

28. Para os poliácidos, o primeiro valor de Ki é sempre:

(a) maior de todos


(b) menor de todos
(c) às vezes o maior, às vezes o menor
(d) sempre intermediário

29. Numa série de ácidos, chama-se mais forte aquele que:

(a) reage mais rapidamente com metais


(b) tem maior constante de dissociação
(c) tem menor constante de dissociação
(d) consome menos mols de NaOH por mol de ácido na reação de neutralização
(e) consome mais mols de de NaOH por mol de ácido na reação de neutralização

30. Um ácido HA em solução 0,01 M, a 25º C, tem grau de ionização igual a 2%. Calcule:

(a) a concentração hidrogeniônica;

(b) o valor da constante de ionização do ácido

(c) o valor do grau de ionização do ácido HA, numa solução 0,5M.

31. (Fuvest) A 25 o C , o pH de uma solução aquosa de um certo eletrólito é igual a 14. Qual a concentração de
OH− desta solução?

pH = − log[H 3 O + ]
(a) 1 mol/  (b) 7 mols/  (c) 14 mols/ 
(d) 10 −7 mol/  (e) 10 −14 mol/ 

32. (Viçosa) Dadas as soluções de concentração igual a 0,1 mol/litro dos seguintes compostos:

HNO 3 (ácido forte)


CH 3 COOH (ácido fraco)
NaOH (base forte)
NH 3 (base fraca)

Analise as afirmativas:

I. O pH da solução de HNO 3 é maior que o pH da solução de CH3 COOH ..


II. O pH da solução de NH 3 é maior que o pH de NaOH .
III. O pOH da solução de NH 3 é menor que o pH da solução de NaOH .
IV. O pH da solução de CH3 COOH é menor que o pH da solução de NH 3 .
V. O pH da solução de HNO 3 é aproximadamente igual ao pH da solução de NaOH .

São corretas:

(a) I e II. (b) I e III. (c) II e III.


(d) III e IV. (e) IV e V.

33. (PUCCAMP) Uma solução milimolar de ácido clorídrico totalmente ionizado possui pH igual a:

(a) 1 (b) 3 (c) 0,001


(d) 2 (e) n.d.a.

34. (Santa Cecília) Para que uma solução de ácido acético apresente um pH =2, a concentração molar
de íons H+ na solução será:

(a) 0,01 (b) 0,1 (c) 1


(d) 55,5 (e) n.d.a.

35. (Fesp) Uma solução tem 1  10 −8 íons-grama por litro de OH− , a 20 o C . O pH dessa solução será:

(a) 8 (b) 7 (c) 9


(d) 5 (e) 6

36. (Osec) Uma solução, cuja concentração de íons H+ é 4  10 −8 íons g/litro, apresenta pH igual a:

(Dado: log 2 = 0,3 )

(a) 4,0 (b) 8,0 (c) 8,6


(d) 7,4 (e) 4,6
37. (Osec) Uma solução 0,02 normal de NH4 OH , cujo grau de dissociação (  ) é 1,00%, apresenta pH
igual a:
(Dado: log 2 = 0,3 )

(a) 3,3 (b) 3,7 (c) 7,0


(d) 9,7 (e) 10,3
38. (Santa Cecília) Dados obtidos a dissolução de monobase em água:

Grau de
Concentraçã Equação de
dissociaçã
o Equilíbrio
o
04 mol/litro 002% BOH B + + OH−

Portanto, é possível concluir que ( log 2 = 0,30 )

(a) 7< pH <8. (b) 8< pH <9. (c) 9< pH <10.


(d) 10< pH <11. (e) 11< pH <12.

39. (Mack) Se multiplicarmos por 100 a concentração de íons hidrogênio de uma solução cujo pH é 6,
o novo pH da solução será:

(a) 3 (b) 2 (c) 6,5


(d) 4 (e) 5,5

40. (PUCCAMP) 10 mol de uma solução 0,1 molar de NaOH forma diluídos a 100 m . A solução
diluída terá pH igual a:

(a) 8 (b) 12 (c) 13


(d) 10 (e) n.d.a.

41. (F. C. Chagas) A 100 m de H2 SO 4 , 0,5 M, adicionou-se, aos poucos, solução 0,5 M de NaOH . O
pH da mistura atingiu o valor 7 quando o volume da solução adicionada for de:

(a) 100 m (b) 200 m (c) 300 m


(d) 400 m (e) 500 m

Você também pode gostar