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Janeiro / 2005

INDICE

Pág.
Historia da Contabilidade 04
Introdução 06
Alguns Conceitos Importantes
Bens, Direitos, Obrigações e Patrimônio Líquido 07
Ativo 08
Passivo 08
Natureza Devedora e Natureza Credora 08
Débito e Crédito 09
Exercícios 10
Estrutura Patrimonial
Ativo 11
Passivo 12
Plano de Contas 13
Exercícios 16
Escrituração 18
Exercícios 21
Enquadramento dos Contribuintes Segundo a Legislação Federal
SIMPLES 22
LUCRO PRESUMIDO 22
LUCRO REAL 22
LUCRO ARBITRADO 23
Obrigatoriedades Contábeis nas Formas de Tributação
SIMPLES 24
LUCRO PRESUMIDO 24
LUCRO REAL 24
LUCRO ARBITRADO 24
Exemplo Prático de Livro Caixa 25
Exercícios 26
Livros
Diário 27
Razão 27
Balancete de Verificação 28
Exemplo Prático 29
Exercícios 32
Princípios Fundamentais de Contabilidade 34
Princípio da Entidade 34
Princípio da Continuidade 34
Princípio da Oportunidade 35
Princípio do Registro Pelo Valor Original 35
Princípio da Atualização Monetária 36
Princípio da Competência 36
Princípio da Prudência 37
Balanço Patrimonial 39
Ativo
Ativo Circulante 40
Ativo Realizável a Longo Prazo 40
Investimentos 40
Ativo Imobilizado 40
Depreciação 40
Depreciação Acumulada 40
Métodos de Depreciação 40
Tempo de Vida Útil e Taxa do Imobilizado 41
Bens Adquiridos Usados 42
Bens Não Sujeitos a Registro no Ativo Imobilizado 42
Calculo da Depreciação 43
Contabilização 43
Baixa do Ativo Permanente 43
Exaustão 45
Método de Cálculo 45
Contabilização 45
Ativo Diferido 45
Amortização 45
Método de Cálculo 46
Contabilização 46
Exercício 48
Passivo
Passivo Circulante 52
Passivo Exigível a Longo Prazo 52
Resultado de Exercícios Futuros 52
Patrimônio Líquido 52
Capital Social 53
Reservas de Capital
Correção Monetária do Capital Realizado 54
Ágio na Emissão de Ações 55
Doações 55
Subvenções 55
Reservas de Reavaliação 56
Reservas de Lucros
Reserva Legal 58
Reservas Estatutárias 58
Reservas para Contigências 58
Reservas de Lucros para Expansão 59
Reservas de Lucros a Realizar 59
Lucros ou Prejuízos Acumulados 59
Exercícios 60
Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) 62
Receitas 63
Despesas 65
Exercícios 68
Exemplo Prático 70
Diário 72
Razonetes 75
Balancete de Verificação 77
DRE 78
Balanço Patrimonial 79
Exercício 80
Referências Bibliográficas 84
História da Contabilidade
A Contabilidade existe há muitos anos, os egípcios deixaram um acervo de
registros em até 6.000 anos, antes de Cristo, onde havia algo relacionado. E segun
do
alguns historiadores, foram eles os primeiros a utilizar à medida monetária para os
registros, usando uma moeda chamada shat em ouro e prata.
Conforme o homem enriquecia, crescia a necessidade de controle e preservação dos
bens, e assim, deu início a história da contabilidade, que se divide em quatro período
s:

Antigo: início com a civilização do homem até 1202 da era cristã, quando foi
publicado o Líber Abaci de Leonardo Pisano. Nesta época, o controle era realizado
de forma rudimentar, mas servia para a identificação dos rebanhos, que eram feitos
através de pedras colocadas em recipientes para separar os nascimentos dos animais
,
separar pagamentos de dívidas, entre outros motivos. Existiam também as fichas de
barro, onde eram feitos os registros do Inventário, a contagem dos bens, o control
e de
entradas e saídas dos animais, de produtos agrícolas, etc., separados conforme sua
natureza.
Medieval: início em 1202 da era cristã até 1494, quando foi publicado no mesmo ano
da obra Tratactus de Computis et Scripturis (Contabilidade por Partidas Dobradas)
de Frei Luca Pacioli. Ela contribuiu para que a contabilidade entrasse no ramo d
o
conhecimento humano e seu enfoque principal seria sobre o débito e crédito e
respectivos números positivos e negativos. Este período foi marcado por muitas
mudanças. Estudavam técnicas matemáticas, medidas e pesos entre outros e o
desenvolvimento financeiro e comercial do homem.
Moderno: início em 1494 até 1840, quando foi publicado La Contabilità applicatta
alle Amministrazioni Private e Pubbliche de Franscesco Villa. Neste período, com os
diversos acontecimentos da época, a contabilidade se tornou extremamente important
e,
pois houve muita movimentação de riquezas e de pessoas de um determinado lugar
para outro. Com a obra Summa de Aritmética, Geometria, Proportioni et
Porporcionalitá , o Frei Luca Pacioli, considerado o pai da contabilidade e não soment
e
das partidas dobradas, deixou um registro sobre a Contabilidade e sua Escrituração,
mostrando, o que era necessário para o comerciante, sistematizando a contabilidade
,
marcando assim o inicio da fase moderna de sua história.
Científico: início em 1840, até os dias de hoje. Neste período, surgiram muitas escolas
que identificavam várias visões para a contabilidade. Essas escolas, demonstravam
cada uma, a sua visão para a contabilidade. As principais escolas, que podemos cit
ar,
seria: Aziendalista, onde o controle econômico ou administrativo é o instrumento; e
a
Patrimonialista, onde o principal enfoque era a definição do patrimônio.
Introdução
A Contabilidade tem por objeto o patrimônio, e na qualidade de uma ciência, visa o
estudo de vários fatores que venham a afetar a situação patrimonial, financeira e
econômica das pessoas físicas ou jurídicas, seja empresas privadas, entidades sem fins
lucrativos, entidades filantrópicas, empresas públicas, como o Estado, Municípios, União
,
Autarquias, etc.
Iremos abordar a Contabilidade como um todo, as definições de todos os itens
necessários para entender como funciona a Contabilidade para as empresas. Quais os
significados dos termos utilizados, as definições de diversos assuntos que diz respe
ito ao
estudo.
A Contabilidade tem como finalidade, mostrar a situação da empresa para as
pessoas interessadas nestas informações. Essas pessoas estão ligadas diretamente ou
indiretamente à empresa.
Podemos citar como pessoas diretamente ligadas a essas informações, os sócios,
acionistas e proprietários, que buscam saber qual a rentabilidade e segurança em seu
s
investimentos, dentro da empresa, e os administradores, diretores e executivos q
ue são as
pessoas responsáveis pelas tomadas de decisões, pois assim podem colher informações que
possam ajudar . Já as pessoas que estão ligadas indiretamente às empresas, as intituições
financeiras, Governo, autarquias, etc. que buscam colher informações necessárias para
a
verificação das condições em que a determinada empresa se encontra.
Não são somente as pessoas jurídicas que podem usufruir da Contabilidade, a
pessoas físicas, através de conhecimentos básicos, podem ter um controle e um bom
equilíbrio nos orçamentos domésticos.
Hoje no Brasil, a profissão Contábil está crescendo muito, no mercado de trabalho
podemos contar com vários profissionais qualificados e com alto nível de conheciment
o,
sendo considerado em média, um dos melhores profissionais liberais. O crescimento
do
profissional, se dá a obrigação das empresas buscar um melhor planejamento e controle
no
seu processo de adequar-se no mercado, que hoje está muito concorrido.
Alguns Conceitos Importantes

Bens: Por bens, entendemos como sendo as coisas capazes de satisfazer as


necessidades humanas. Já no ponto de vista da contabilidade, bens é tudo aquilo que
a
empresa ou a entidade possui para a sua satisfação e necessidade, seja ela, para tro
ca,
consumo ou aplicação. Esses bens, para o ponto de vista contábil pode se classificar
como:
Bens Materiais (Tangíveis): são aqueles que podemos tocar e ver. Exemplo:
Máquinas, Veículos, Imóveis, etc.
Bens Imateriais (Intangíveis): são aqueles que não podemos ver e tocar. Exemplo:
Marcas, Patentes, Nome Comercial, etc.
Direitos: Na contabilidade podemos definir como sendo tudo aquilo que pertence à
empresa ou entidade, e que encontra-se com outras pessoas, ou seja, em poder de
terceiros, ou mesmo direitos adquiridos por alguma operação contábil que resulta em
um beneficio futuro. Essas pessoas podem ser: pessoas físicas ou jurídicas. Exemplo:
Duplicatas a Receber, Títulos a Receber, Clientes, Despesas Pagas Antecipadamente,
etc.
Obrigações: Podemos também definir como, todos os compromissos que a empresa
detém, seja ele com terceiros ou até mesmo com os funcionários, sócios, acionistas ou
proprietários da empresa. Exemplos: Duplicatas a Pagar, Fornecedores, Salários a
Pagar, Dividendo a Pagar, etc.
Patrimônio Líquido: Podemos definir como sendo capital próprio da empresa ou
entidade, onde estão agrupado, o capital de todos os sócios, acionistas ou proprietári
o,
o resultado da empresa em determinado momento, seja ele positivo ou negativo, e
as
Reservas. Pode-se dizer também que é a diferença do Ativo (Bens + Direitos) e do
Passivo (Obrigações) dentro do Balanço Patrimonial.
Esses quatro conceitos são os mais importantes da Contabilidade. Eles são representa
dos
dentro de um gráfico a qual chamamos de Balanço Patrimonial. Os bens e direitos da
empresa ou entidade, ficam localizados em um grupo que denomina-se ATIVO; já as
Obrigações e o Patrimônio Líquido, ficam em outro grupo denominado PASSIVO.
Ativo: São elementos do ativo de uma determinada pessoa física ou jurídica, todos os
valores atribuídos aos bens que possui com ela ou que possui em comum com outros,
enfim, os bens que podem exigir de terceiros . O Ativo representa a parte positiva
do
Balanço Patrimonial da empresa, geralmente localizado ao lado esquerdo deste
demonstrativo. O Ativo, tem como natureza Devedora, sendo todos os saldos positi
vos
deste grupo à Débito.
Passivo: normalmente encontra-se ao lado direito do Balanço Patrimonial. Represent
a
a parte negativa do Balanço. Nele serão classificadas todas as obrigações que a
empresa ou entidade possui com terceiros e com os seus sócios, acionistas ou
proprietários. Este, tem como natureza Credora, sendo todos os saldos positivos de
ste
grupo à Crédito.
Graficamente estes grupos são demonstrados da seguinte forma
Ativo Passivo
Bens
E
Direitos
(Natureza Devedora)
Obrigações
E
Patrimônio Liquido
(Natureza Credora)
Natureza Devedora: na contabilidade refere-se aquilo que a pessoa física ou jurídica
, vai
receber sobre alguma coisa para restituição ou prestações posteriores. O Ativo, como dit
o
anteriormente, tem essa natureza, porém pode haver casos de uma conta com natureza
devedora figurar no Passivo, com por exemplo às contas Prejuízo do Período e Capital a
Integralizar.
Natureza Credora: está ligado a todos os pagamentos e saídas que a pessoa física ou
jurídica venha a realizar, ou o compromisso de efetuá-lo. Dentro do balanço a maior pa
rte
deste tipo de natureza, figura no Passivo, mas existem casos de natureza credora
no Ativo,
estas são conhecidas como contas redutoras. Como exemplo de contas redutoras temos
a
Depreciação Acumulada e a Provisão para Devedores Duvidosos.
Débito e Crédito
Vamos entender o que vem a ser Débito e Crédito dentro da contabilidade. Muitos
acham que esses dois termos são iguais ao que vemos no extrato da nossa conta no b
anco,
onde o Débito seria uma saída de dinheiro de nossa conta e o Crédito seria uma entrada
. Na
contabilidade esse termo não tem o mesmo significado.

Débito: significa todo o aumento de bens e direitos, e toda a diminuição de obrigações


da empresa ou entidade. Também representa a aplicação de recursos. A aquisição de
uma máquina, a entrada de dinheiro em caixa, e tudo que aumente o Ativo, será
debitado, assim como os pagamentos de obrigações existentes e quando incorrerem
gastos.
Crédito: significa a diminuição dos Bens e dos direitos, e todo o aumento das
obrigações da empresa ou entidade. Representa a origem de capitais, ou seja, todo
aumento das obrigações e as realizações de receitas, serão creditadas, assim como a
diminuição dos Bens e Direitos da empresa ou entidade.
ATIVO PASSIVO RESULTADO
(+) Aumenta = Débito (+) Aumenta = Crédito (+) Receita = Crédito
(-) Diminuí = Crédito (-) Diminui = Débito (-) Despesa = Débito
Exercícios
1) Classifique as contas abaixo como: Obrigação, Patrimônio Líquido, Bem ou Direito.
Caixa
Fornecedores
Bancos Conta Movimento
Clientes
Empréstimos Tomados de Terceiros
Adiantamento a Fornecedores
Máquinas
Lucro do Exercício
2) Indique se as operações abaixo geram um Débito ou um Crédito.
Conta Débito Crédito
Saída de dinheiro
Compra de veículo
Contratação de empréstimo
Recebimento de duplicatas
Pagamento de Fornecedores
Venda
Venda de computadores
ESTRUTURA PATRIMONIAL
A contabilidade trata do Patrimônio da Empresa ou Entidade em dois grupos que já for
am
citados. Ativo e Passivo.
Ativo: Nele será classificado todos os Bens e Direitos que a Empresa ou Entidade
tiver. O Ativo é dividido em: circulante, Realizável à Longo Prazo e Permanente (este
subdividido em, Investimento, Imobilizado e Diferido).

Ativo Circulante: são os direitos a ser realizado pela empresa a curto prazo, isto
é,
todas as disponibilidades com menos de um ano, para beneficio da empresa, após a
elaboração do balanço. Exemplo: Caixa, Banco conta Movimento, Estoques de
mercadorias, etc.
Realizável à Longo Prazo: se classifica os direitos da empresa a ser realizado num
prazo superior a um ano após a elaboração de seu Balanço. Como exemplo temos:
Aplicação Financeira, empréstimos, etc.
Permanente: representa todos os bens que a empresa mantém, tanto para seu uso ou
para vendas posteriores, e dentro deste subgrupo temos mais três divisões:
Investimentos: são representados como os bens que são destinados ao uso da
empresa e participações da própria empresa em outras sociedades.
Imobilizado: estão classificadas as contas representadas por todos os bens móveis
e imóveis utilizados para uso da empresa, como: terrenos, máquinas e
equipamentos, instalações, etc.
Diferido: são gastos feitos na empresa que são apropriados para exercícios futuros,
que durante as atividades da empresa ira propiciar resultados durante vários anos.
Exemplo: instalações, projetos e despesas.
Passivo: Nele serão classificadas todas as obrigações que a Empresa ou Entidade
tiver, mesmo que seja as obrigações com os Sócios. Este grupo também é conhecido
como Capitais. O Passivo é divido em: Circulante, Exigível a Longo Prazo, Resultado
de Exercícios Futuros e Patrimônio Líquido (Este, subdividido em Capital Social,
Reservas e Lucros).

Passivo Circulante: são as obrigações que a empresa mantém com terceiros no


período de até um ano após a elaboração do balanço. Exemplo: Fornecedores, salários
e encargos a pagar, impostos a recolher, etc.
Exigível à Longo Prazo: são todas as obrigações que a empresa terá que pagar para
terceiros com prazo superior a um ano da elaboração do seu balanço, essas obrigações
somente serão classificadas neste subgrupo, quando realmente for após um ano, caso
seja um empréstimo efetuado dentro de um ano com 36 parcelas, somente classificar
as
parcelas que serão pagas após decorrer um ano.
Resultados de Exercícios Futuros, serão classificadas como resultados de exercício
futuro as receitas de exercícios futuros, diminuídas dos custos e despesas a elas
correspondentes.
Patrimônio Líquido: são obrigações que a empresa tem com os sócios, considerado
como capital próprio, serão classificados neste subgrupo além do capital social, o
resultado da empresa acumulado e o resultado do exercício em que esta sendo
elaborado o balanço.
Plano de Contas
O termo Contas é uma representação gráfica que registra toda a movimentação na
contabilidade. Com uma relação dos débitos e os créditos, os atos e fatos administrativo
s
serão identificados para uma posterior qualificação do patrimônio.
As contas ficam em grupos que demonstram as mutações que ocorreram nas
empresas ou entidades em determinado momento dos registros na Contabilidade.
Para facilitar o trabalho da empresa, as contas devem ser agrupadas dentro de um
conjunto. Com isso irá facilitar a escrituração, dos registros dos acontecimentos ocor
ridos
na empresa ou entidade.
A relação ordenada das contas utilizadas pela empresa com as suas funções e
funcionamento é o Plano de Contas, assim definido: Um conjunto onde serão agrupadas
todas as contas que a empresa ou entidade irá utilizar para fornecer informações que s
erão
necessárias para a administração, sempre levando em consideração os seus objetivos
atuais, e observando o que a legislação exige.
Quando da elaboração deste plano, deve-se seguir o que determina a Lei das S/A,
ou seja, não define um modelo especifico, sendo criado conforme a necessidade da
empresa. Sempre que for feito o projeto para a montagem do plano de contas, deve
-se
observar também a possibilidade de alguns relatórios de uso gerencial, prevendo assi
m os
diversos relatórios a serem elaborados.
A elaboração das contas, dentro do plano, pode ser feito em forma de números,
onde ficaria mais fácil a identificação. Esta modalidade, irá auxiliar na classificação das
contas em seus determinados grupos.
Tomamos como exemplo uma forma simples de se elaborar os grupos dentro do
plano de contas. Temos os grupos do Ativo, Passivo, Receitas e Despesas, onde ir
emos dar
números a esses grupos, e dividindo-se dentro deles os subgrupos com suas contas.
Ativo Passivo
Ativo Circulante
Ativo Realizável a Longo Prazo
Ativo Permanente
Investimentos
Imobilizado
Diferido
Passivo Circulante
Passivo Exigível a Longo Prazo
Resultado de Exercício Futuro
Patrimônio Líquido
Com a informatização dos escritórios, e criação de diversos softwares para a
contabilidade, ficou mais fácil de se trabalhar, tanto para a criação do plano de cont
as
como também para efetuar os registros destas contas. Mas mesmo com todas as facili
dades
que temos nos programas, temos que saber como criar o plano desde o princípio.
Para a elaborar um plano de contas, deve saber, primeiramente, quais as
necessidades que a empresa tem em determinado momento. Na montagem de um plano,
temos os chamados graus, dentro deles temos que fixar alguns dígitos, onde iremos
identificar os grupos, já estudado anteriormente, o Ativo, Passivo, Receitas e Des
pesas, os
subgrupos, e as contas.
Os subgrupos, conforme o art.º 178, §1º, da Lei 6.404/76 Lei das Sociedades
Anônimas, que estão dentro do grupo Ativo deve ser:

Ativo Circulante;
Ativo Realizável a Longo Prazo;
Permanente, onde será dividido em Investimento, Imobilizado e Diferido.
Já no §2º do mesmo art.º 178, da respectiva Lei, no grupo do Passivo, os subgrupos
devem ser:

Passivo Circulante;
Passivo Exigível a Longo Prazo;
Resultado de Exercício Futuros;
Patrimônio Líquido.
Seguindo o que diz a Lei das Sociedades Anônimas, vamos agora elaborar um
plano de contas com as informações abaixo:
Um plano contendo 5 (cinco) graus, devemos informar para o primeiro grau, apenas
1 digito; no segundo digitar 1 digito, terceiro digitar 2, no quarto digitar 2 e
no último e
quinto grau digitar 3 dígitos.
1 ATIVO
1.1 ATIVO CIRCULANTE
1.1.01 DISPONIVEL
1.1.01.01 - NUMERÁRIOS
1.1.01.01.001 CAIXA
1.1.01.01.002 BANCO CONTA MOVIMENTO
2 PASSIVO
2.1 PASSIVO CIRCULANTE
2.1.01 FORNECEDORES
2.1.01.01 FONECEDORES SÃO PAULO
2.1.01.01.001 FONECEDOR CAPITAL
2.1.01.01.002 FORNCEDOR BARUERI
3 RECEITAS
3.1 VENDAS DE MERCADORIAS
3.1.01 VENDAS INTERNAS
3.1.01.01 VENDAS ESTADO DE SÃO PAULO
3.1.01.01.001 VENDAS DE CADEIRAS
3.1.01.01.002 VENDAS DE MESAS
4 DESPESAS
4.1 DESPESAS OPERACIONAIS
4.1.01 DESPESAS ADMINISTRAÇÃO
4.1.01.01 PESSOAL
4.1.01.01.001 SALARIOS E ORDENADOS
4.1.01.01.002 HONORARIOS
Verifica-se que os grupos e seus subgrupos, devem seguir uma ordem seqüencial numéri
ca,
e deve obedecer a hierarquia das contas, conforme o seu grau de liquidez ou exig
ibilidade.
Exercícios de Fixação:
Classifique os itens abaixo em :
A Bem, Direito, Obrigação ou Patrimônio Líquido
B Ativo ou Passivo
C Devedora ou Credora
n º Itens A B C
1 Caixa
2 Duplicatas a receber
3 Veículos
4 ICMS a recolher
5 Salários a pagar
6 Adiantamento a Fornecedores
7 Processamento de dados
8 FGTS a recolher
9 Capital
10 Fornecedores a longo prazo
11 ICMS a recuperar
12 Reserva Legal
13 Móveis e utensílios
14 Edificações
15 Cofins a recolher
16 Terrenos
17 IRPJ a pagar
18 IRRF a recuperar
19 Obras de arte
20 Prejuízos acumulados
21 Cofins a recuperar
22 ISS a recolher
23 Aluguel a pagar
24 Pis a recuperar
25 Estoque
26 Lucros Acumulados
27 INSS a recolher
28 Contas a Pagar
29 Dividendos a Pagar
30 Aplica. Financ. Longo Prazo
Com base nos itens do exercício acima, classifique as contas nos subgrupos de orig
em
Balanço Patrimonial de 31/X1/2020
Ativo
Passivo
Ativo Circulante
Passivo Circulante
Realizável à Longo Prazo
Exigível à Longo Prazo
Ativo Permanente
Investimento

Imobilizado
Patrimônio Líquido
Diferido
Total do Ativo
Total do Passivo
Escrituração
Toda a história da empresa ou entidade, deve ser registrada contábilmente. Para
efetuar os registros de todos os acontecimentos, utilizamos a escrituração, também
conhecida como Lançamento , onde será feita de forma cronológica e específica para
cada natureza de operação. Essa escrituração deve seguir sempre as normas e os princípios
da contabilidade, e dela serão extraídas as informações necessárias para a tomada de
decisão das empresas.
Forma de Escrituração
Para efetuar estes registros, serão necessário cinco itens, que são essenciais para
uma boa escrituração, proporcionando assim maior fidelidade em suas informações. Esses
itens são os seguintes:
-Data;
-Conta(s) debitada(s);
- Conta(s) creditada(s);
-Histórico;
-Valor.
Esses lançamentos, devem obedecer os critérios estabelecidos pelas normas e
princípios, onde sempre para uma conta debitada deve ter uma conta creditada com o
mesmo valor, informando no histórico a que se destina este lançamento. Temos várias
formas que podemos efetuar esses lançamentos.
1º Forma: uma conta débito para uma conta crédito
Ex.: em 15 de Janeiro a empresa deposita o valor de R$ 10.000,00 que tem em Caix
a no
Banco do Brasil.
15 de Janeiro
D - Banco do Brasil 10.000,00
C - Caixa 10.000,00
H - Valor referente depósito conf. recibo n.º 123.456 nesta data.
2º Forma: uma conta débito para vários créditos
Ex.: em 15 de Janeiro a empresa compra um veículo no valor de R$ 30.000,00, sendo
R$
20.000,00 com cheque do Banco do Brasil, e o restante R$ 10.000,00 através de uma
Duplicata com vencimento em 28 de fevereiro de 2003.
15 de Janeiro
D - Veículos 30.000,00
C - Banco do Brasil 20.000,00
C - Duplicatas a Pagar 10.000,00
H Valores referentes à compra de um veículo marca Gol, ano 2002 em cheque e
a prazo.
3º Forma: várias contas a débito para uma conta crédito
Ex.: em 15 de Janeiro um dos sócios da empresa integralizou capital social no valo
r de R$
50.000,00, sendo que R$ 35.000,00 em Móveis e Utensílios e o restante, R$ 15.000,00
em
dinheiro.

15 de Janeiro
D Caixa 15.000,00
D - Móveis e Utensílios 35.000,00
C - Capital Social 50.000,00
H Valores referentes à Integralização do capital dos sócios na empresa em
dinheiro e em móveis e utensílios.
4º Forma: várias contas débitos para várias contas créditos
Ex.: em 15 de janeiro a empresa efetuou o pagamento de conta de luz no valor de
R$
5.000,00 e de aluguel no valor de R$ 15.000,00, com cheque do Banco do Brasil de
R$
12.000,00 e o restante com dinheiro que a empresa tinha em Caixa no valor de R$
8.000,00.
15 de Janeiro
D Aluguéis 15.000,00
D Energia Elétrica 5.000,00
C - Banco do Brasil 12.000,00
C Caixa 8.000,00
H Valores referentes ao pagamento de energia elétrica e aluguel do mês, em
dinheiro e em cheque de n.º 300154.
Exercícios
1) Escriture as seguintes situações.
a) Pagamento de fornecedores em dinheiro no valor de R$ 2.000,00.
b)
Recebimento de duplicatas em cheque no valor de R$ 3.500,00
c) Pagamento de empréstimo com débito automático em conta corrente no valor de R$
1.000,000.
d)
Transferência entre contas bancárias da própria empresa, do Banco K-Lote para o
Banco Tombocerto S/A no valor de R$ 5.000,00.
Enquadramento dos Contribuintes segundo a LEGISLAÇÃO Federal
SIMPLES: A pessoa jurídica enquadrada na condição de Microempresa e de Empresa de
Pequeno Porte, poderá optar pela inscrição no Sistema Integrado de Pagamento de
Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte SIMPLES.
A inscrição no SIMPLES implica pagamento mensal unificado dos seguintes
impostos e contribuições: IRPJ, PIS, CSLL, COFINS, IPI.
O SIMPLES poderá incluir o Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de
Mercadoria e sobre Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal ICMS ou o
Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza ISS devido por Microempresas e Empresas
de Pequeno Porte, desde que a Unidade Federativa ou o Município em que esteja
estabelecida venha a ele aderir mediante convênio.
O Município de São Paulo, firmou convênio possibilitando as Microempresas a
pagarem o ISS, juntamente com o SIMPLES.

MICROEMPRESA: É a pessoa jurídica que tenha auferido, no ano-calendário, receita


bruta igual ou inferior a R$ 120.000,00 (Cento e Vinte Mil Reais);
EMPRESA DE PEQUENO PORTE: É a pessoa jurídica que tenha auferido, no ano-
calendário, receita bruta, superior a R$ 120.000,00 (Cento e Vinte Mil Reais) e ig
ual ou
inferior a R$ 1.200.000,00 (Hum Milhão de Duzentos Mil Reais).
LUCRO PRESUMIDO: A pessoa jurídica cuja receita bruta total, no ano-calendário seja
igual ou inferior a R$ 48.000.000,00 (Quarenta e Oito Milhões de Reais).
LUCRO REAL: A pessoa jurídica cuja receita bruta total, no ano-calendário seja super
ior
ao limite de R$ 48.000.000,00 (Quarenta e Oito Milhões de Reais).

Empresas cuja atividade exercida seja banco comercial, de investimento, outros


bancos, caixas econômicas, sociedade de crédito, financiamento e investimentos,
créditos imobiliário, corretoras de títulos de câmbio, distribuidoras de títulos e valores
mobiliários, empresas de arrendamento mercantil, cooperativas de crédito, empresas d
e
seguro privadas e capitalização e entidades de previdência privada aberta (as
sociedades corretoras de seguros não se enquadram como empresas de seguros
privados );

Contribuintes que auferiram rendimentos ou ganho de capital e lcuros proveniente


s do
exterior;
Empresas que usufruiram de benefícios fiscais relativos a isenção ou redução de
impoostos, autorizadas pela legislação tributária;
Empresas que efetuarem pagamento mensal do imposto de renda pelo regime de
estimativa;
Contribuintes que prestaram serviços de assessoria creditícia, gestão de créditos,
mercadológica e enquadra-se como factoring;
LUCRO ARBITRADO: Fica responsável pela tributação com base no lucro arbitrado, o
contribuinte que:

Obrigado à tributação com base no lucro real, não mantiver escrituração na forma das
leis comerciais e fiscais, ou deixar de elaborar as demonstrações financeiras exigid
as
pela legislação;
A escrituração a que estiver obrigado o contribuinte revelar evidentes indícios de
fraudes ou contiver vícios, erros ou deficiências que tornem imprestável para:
identificar a efetiva movimentação financeira, inclusive bancária;
determinar o lucro real.
Deixar de apresentar à autoridade tributária os livros e documentos da escrituração
comercial e fiscal, nos termos da legislação comercial, ou o Livro Caixa.
Obrigatoriedades Contábeis nas Formas de Tributação
SIMPLES: A empresa ao optar pelo SIMPLES, não tem a obrigatoriedade de fazer a
escrituração contábil, mas deve manter sempre escriturado o livro caixa, em bom estado
e
enquanto não terminar o prazo de 5 (cinco) anos que a legislação manda, lembrando que
caso a empresa queira fazer a escrituração contábil poderá ser feita, não estando obrigada
a
registrar os livros, como o Diário e nem fazer a publicação das demonstrações financeiras.

LUCRO PRESUMIDO: Da mesma forma que as empresas optantes pelo SIMPLES, as


empresas que optarem, e se enquadrarem com o lucro presumido, conforme o Imposto
de
Renda, eram desobrigadas, através da Lei nº 6.468 de 14-11-77, a fazer a escrituração
contábil. Essa desobrigação ainda é valida nos tempos atuais, desde que a empresa,
mantenha em bom estado a escrituração do livro caixa, com toda a movimentação das sua
contas inclusive com a movimentação bancária que ela por ventura venha a ter. Isso não
impede que a empresa faça a escrituração conforme manda a legislação comercial,
devendo guardar sempre todas as documentações pernitentes da legislação comercial e
fiscal.
LUCRO REAL: todas as empresas que se enquadram com este tipo de tributação deverá
obrigatoriamente efetuar a manutenção da escrituração contábil, sempre obedecendo a
legislação contábil, comercial e fiscal. Segundo o Regulamento do Imposto de Renda,
Lucro Real é o lucro líquido do período de apuração ajustado pelas adições, exclusões ou
compensações prescritas ou autorizadas por este decreto (Decreto Lei nº. 1.598/77 art.
6º) .
LUCRO ARBITRADO: nesta modalidalidade, a empresa que for enquadrada, pelo fisco
a elaborar os impostos e taxas conforme as alíquotas correspondentes, devem fazer
a
escrituração contábil seguindo a legislação pernitente.
Exemplo Prático de Livro Caixa
A Empresa CEAD - Cursos Especiais de Aprimoramento e Desenvolvimento,
uma empresa de prestação de serviços de manutenção de microcomputadores, iniciou suas
atividades em 01 de Janeiro de 2002, e se enquadrou como Microempresa optante pe
lo
SIMPLES.
A partir desta data, a empresa começou a escriturar o seu Livro Caixa, conforme
manda a legislação vigente, que determina que os valores referente a recebimentos de
serviços, irão ser registrados na coluna das Entradas e todos os valores que o caixa
está
desembolsando irá ser registrado na coluna de Saídas.
No seu primeiro mês de funcionamento, os Registros efetuados foram:
Data Histórico Valor
01 Integralização do Capital Social em dinheiro.....................................
... 10.000,00
02 Aquisição de Móveis e Utensílios para uso do escritório................ 1.000,00
02 Aquisição de Materiais de Escritórios e Produtos de Limpeza........ 200,00
03 Aquisição de Ferramentas para uso da empresa............................ 300,00
15 Recebimento referente à manutenção de impressora..................... 500,00
20 Aquisição de peças para montagem de um Computador................ 900,00
25 Recebimento referente à montagem de um Computador............... 1.500,00
31 Pagamento de Energia Elétrica e Água do Escritório...................... 45,00
31 Pagamento do Aluguel.........................................................
........... 500,00
A elaboração do Livro Caixa da empresa ficará da seguinte forma:
Data: 31/01/2002Livro Caixa
Empresa: CEAD Cursos Especiais de Aprimoramento e Desenvolvimento.
CNPJ. 111.111.111/0001-80
N.º
Folha 02
Data Histórico Entrada Saída Saldo
Saldo Anterior 0,00
01 Integralização de Capital em dinheiro 10.000,00 10.000,00
02 Compra de Móveis e Utensílio 1.000,00 9.000,00
02 Compra de Materiais de Escritório e Produto de
Limpeza 200,00 8.800,00
03 Compra de Ferramentas para uso da empresa 300,00 8.500,00
15 Recebimento de Manutenção de Impressora 500,00 9.000,00
20 Compra de Peças para montagem de um computador 900,00 8.100,00
25 Recebimento Referente Montagem de um computador 1.500,00 9.600,00
31 Pagamento referente à Energia e Água 45,00 9.555,00
31 Pagamento de Aluguel 500,00 9.055,00
Saldo a Transportar 9.055,00
Com vimos no exemplo, agora você vai elaborar o Livro Caixa, com as seguintes
movimentações do mês de fevereiro:
Data Histórico Valor
05 Pagamento de Salários e Honorários...................................... 2.000,00
10 Aquisição de peças para reparo em um computador.............. 500,00
10 Pagamento do Imposto SIMPLES ref. ao mês de Janeiro...... 60,00
11 Aquisição de uma impressora para revenda........................... 350,00
11 Aquisição de peças para montagem de computadores........... 3.500,00
15 Recebimento referente à manutenção de um computador...... 1.000,00
16 Recebimento referente à venda de uma impressora............... 900,00
20 Pagamento de Adiantamento de Salários e honorários........... 800,00
25 Recebimento referente à montagem de computadores........... 5.000,00
25 Recebimento referente à montagem de uma rede.................. 2.500,00
28 Pagamento de Energia Elétrica e Água do Escritório.............. 55,00
28 Pagamento referente à conta telefônica.................................. 150,00
28 Pagamento de Aluguel.........................................................
.... 500,00
Elaborar o Livro Caixa, informando a Data:
Data: 28/ 02/ 2003Livro Caixa
Empresa: CEAD Cursos Especiais de Aprimoramento e Desenvolvimento.
CNPJ. 111.111.111/0001-80
N.º
Folha 03
Data Histórico Entrada Saída Saldo
Saldo Anterior 9.055,00
Saldo a Transportar
Livros
Diário
Todos os registros efetuados no decorrer do exercício pela, empresa ou entidade,
devem ser escriturados em um livro que chamamos de Diário. Sendo um dos livros
obrigatórios para efeitos de registros, e posteriores fiscalizações pelos órgãos competent
es,
deve seguir algumas formalidades para ser escriturado.
Essas formalidades devem ser seguidas, no caso de escrituração manual, antes de
começar a serem feitos os registros. Hoje como pode ser impresso este livro já com o
s seus
lançamentos, pode seguir as formalidades da mesma forma, só que após de impresso. As
formalidades são as seguintes:

deve ser escriturado em ordem cronológica de data do lançamento;


deve conter numeração das páginas, que nunca podem ser manuscritas;
possuir termos de abertura e de encerramento;
não podem conter erros, rasuras, borrões nos lançamentos;
deve ser registrado na repartição competente: para comércios e indústrias na junta
comercial, e sociedades civil em cartório de registro de títulos e documentos.
Deve conter assinatura do funcionário destas repartições.
Razão
Este livro tem por finalidade informar a movimentação de cada conta escriturada no
livro Diário. Ele seguira a mesma ordem cronológica que o Livro Diário.
No Razão será demonstrado em cada folha de seu livro, o movimento de uma
determinada conta, sempre trazendo o seu saldo inicial, a movimentação do período e o
saldo final, sendo devedor ou credor.
Este livro, não existe nenhuma formalidade básica, seja para a sua escrituração ou
para o seu registro. Para a legislação comercial, ele não é um livro obrigatório para as
empresas, sendo um livro facultativo, já para os contribuintes do imposto de renda
com
base no Lucro Real se torna obrigatório conforme a legislação fiscal.
Balancete de Verificação
Considerado uma das demonstrações contábeis, o Balancete de Verificação tem a
finalidade de identificar os possíveis erros após ter feito os registros no livro diár
io e no
razão. É uma demonstração facultativa para as empresas ou entidades, e a sua estrutura t
erá
três colunas, onde na primeira encontra-se saldo inicial da conta, na Segunda a
movimentação (a débito e a crédito) do referido período e na terceira, o saldo final da
conta. Esses saldos, no Balancete de verificação devem ser iguais, aos do Diário e Razão
.
Existem também outros modelos de Balancete que já vem nos software de
contabilidade, que também são aceitos para ser impresso e se a empresa ou entidade
preferir podendo registrar.
Exemplo Prático:
A Empresa CEAD Phoenix, iniciou as atividades em 01 de janeiro de 2003, terá
que efetuar a escrituração contábil.
No primeiro mês, a empresa realizou as seguintes operações:
Data
01
05
10
25
25
31
31
31
Integralização de capital sendo.....................................................
........... 100.000,00
- Dinheiro......................................................................
... 30.000,00
- Móveis e Utensílios....................................................... 70.000,
00
Abertura de uma c/c no Banco CEAD com depósito inicial de........... 20.000,00
Compra de um Veículo para uso da empresa sendo:........................ 25.000,00
- A vista com cheque do banco n.º 0001.......................... 15.000,00
- A Prazo.......................................................................
... 10.000,00
Venda de Serviço à vista, com depósito no Banco CEAD.................. 2.500,00
Venda de Serviço a prazo..........................................................
......... 2.000,00
Pagamento de Aluguel com cheque n.º 0002...................................... 600
,00
Pagamento de Conta Telefônica com cheque n.º 0003...................... 150,00Pagame
nto de Energia Elétrica e Água em dinheiro do caixa............ 50,00
As contas a serem utilizadas são as seguintes:
Ativo
Caixa
Banco conta Movimento
Duplicatas a Receber
Móveis e Utensílios
Veículos
Receitas
Receita de Serviço
Passivo
Duplicatas a pagar
Patrimônio Líquido
Capital Social
Lucros Acumulados
Despesas
Despesas com Aluguel
Despesas com TelefoneEnergia Elétrica e Água
Livro Diário
01 01/01
D -Caixa 30.000,00
C -Capital Social 30.000,00
Integralização do capital em dinheiro.
02 01/01
D -Móveis e Utensílios 70.000,00
C -Capital Social 70.000,00
Integralização do capital através de móveis e utensílios
03 05/02
D -Banco conta movimento 20.000,00
C -Caixa 20.000,00
Abertura de c/c no Banco CEAD com depósito inicial
04 10/01
D -Veículos 15.000,00
C -Banco conta movimento 15.000,00
Compra de veículo para uso da empresa com cheque n.º 0001
05 10/01
D -Veículos 10.000,00
C -Duplicatas a pagar 10.000,00
Compra de veículo para uso da empresa a prazo
06 25/01
D -Banco conta movimento 2.500,00
C -Receita de Serviço 2.500,00
Venda de serviço, com recebimento pelo Banco CEAD.
07 25/01
D -Duplicatas a Receber 2.000,00
C -Receita de Serviço 2.000,00
Venda de serviço a prazo
08 31/01
D -Despesas com Aluguel 600,00
C -Banco conta movimento 600,00
Pagamento ref. aluguel do escritório através do cheque n.º 0002
09 31/01
D -Despesas com telefones 150,00
C -Banco conta movimento 150,00
Pagamento ref. conta telefônica através do cheque n.º 0003
10 31/01
D -Energia Elétrica e Água 50,00
C -Caixa 50,00
Pagamento ref. energia elétrica e água do escritório em dinheiro
11 31/01
D -Conta Transitória 800,00
C -Despesas com Aluguel 600,00
C -Despesas com Telefones 150,00
C -Energia Elétrica e Água 50,00
Lançamento de encerramento de despesas
12 31/01
D -Receitas de Serviços 4.500,00
C -Conta Transitória 4.500,00
Lançamento de encerramento de Receitas
13 31/01
D -Conta Transitória 3.700,00
C -Lucros Acumulados 3.700,00
Transferência de encerramento de exercício
Caixa
(1) 30.000,00
20.000,00 (3)
50,00 (10)
Banco conta Movimento
(3) 20.000,00
15.000,00 (4)
(6) 2.500,00
600,00 (8)
150,00 (9)
Receitas de Serviços
(12) 4.500,00
2.500,00 (6)
2.000,00 (7)
Despesas com Telefones
(9) 150,00
150,00 (11)
Lucros Acumulados
3.700,00 (13)
Livro Razão
Capital Social
30.000,00 (1)
70.000,00 (2)
Veículos
(4) 15.000,00
(5) 10.000,00
Duplicatas a Receber
(7) 2.000,00
Energia Elétrica e Água
(10) 50,00
50,00 (11)
Balancete de Verificação
Móveis e Utensílios
(2) 70.000,00
Duplicatas a Pagar
10.000,00 (5)
Despesas com Aluguel
(8) 600,00
600,00 (11)
A.R.E.
(11) 600,00 4.500,00 (12)
(11) 150,00
(11)
50,00
(13)3.700,00

Balancete de Verificação
Empresa: CEAD Phoenix
Período: 01/01/2003 a 31/01/2003 CPNJ: 111.111.111/0001-80 Folha n.º. 02
Contas Anterior Débito Crédito Saldo D/C
Caixa -30.000,00 20.050,00 9.950,00 D
Banco conta movimento -22.500,00 15.750,00 6.750,00 D
Duplicatas a Receber -2.000,00 -2.000,00 D
Veículos -25.000,00 -25.000,00 D
Móveis e Utensílios -70.000,00 -70.000,00 D
Duplicatas a Pagar --10.000,00 10.000,00 C
Capital Social --100.000,00 100.000,00 C
Lucro Acumulado --3.700,00 3.700,00 C
Receitas de Serviços -4.500,00 4.500,00 --
Despesas com Aluguel -600,00 600,00 --
Despesas com Telefones -150,00 150,00 --
Energia Elétrica e Água -50,00 50,00 --
A.R.E. 4.500,00 4.500,00
Total -159.300,00 159.300,00 --
Exercícios
No segundo mês a empresa realizou as seguintes operações:
Data
05
10
15
28
28
28
Pagamento de Duplicatas em cheque n.º 0003...................................
Vendas de Serviços................................................................
............
- A vista, recebido pelo Banco CEAD................................ 7.000,00
- A prazo.......................................................................
..... 3.000,00
Recebimento de Duplicatas em dinheiro...........................................
.
Pagamento de Aluguel em cheque n.º 0004.......................................
Pagamento de conta telefônica em cheque n.º 0005..........................
Pagamento de Energia Elétrica em dinheiro......................................
2.500,00
10.000,00
2.000,00
600,00
140,00
50,00
Pede-se:
-Diário, Razão, Balancete e Encerramento Contábil

Livro Diário
DATA Descrição Débito Crédito
32
Livro Razão
Balancete de Verificação
Balancete de Verificação
Empresa: CEAD Phoenix
Período: 01/02/2003 a 28/02/2003 CPNJ: 111.111.111/0001-80 Folha n.º. 02
Contas Anterior Débito Crédito Saldo D/C
Total
Princípios Fundamentais de Contabilidade
Os Princípios Fundamentais de Contabilidade foram instituídos pela Resolução n.º
750 de 29 de Dezembro de 1.993.
Estes devem ser observados de maneira essencial no exercício da profissão
contábil, pois, orientam a prática e são fundamentados no direito das NBC s (NORMAS
BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE).
Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam o conjunto de princípios
e teorias relativas à Ciência da Contabilidade. Diz respeito à Contabilidade no seu se
ntido
mais amplo de Ciência Social, cujo objeto é o Patrimônio da Entidade.
Os Princípios Fundamentais de Contabilidade são:
I) o da ENTIDADE;
II) o da CONTINUIDADE;
III) o da OPORTUNIDADE;
IV) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL;
V) o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA;
VI) o da COMPETÊNCIA e
VII) o da PRUDÊNCIA.

O PRINCÍPIO DA ENTIDADE
O patrimônio da entidade não se confunde com o dos seus sócios ou acionistas, ou
proprietário individual.
Conclui-se, então, que o patrimônio da empresa ou instituição, para todos os efeitos
contábeis, tem vida autônoma das pessoas que a constituem ou que venha a ingressar.

O PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE
Salvo exceções, a continuidade das atividades da empresa dá-se, presumivelmente,
por tempo indefinido.
Assim, pelo princípio da continuidade, a empresa deve ser considerada como um
organismo em movimento constante e contínuo de produção, venda, compra, consumo,
investimentos, etc.
Como a empresa terá atividades por um período indefinido, os bens serão avaliados
pelo custo de aquisição (custo histórico), e não pelo valor que poderá ser obtido quando
forem vendidos.

O PRINCÍPIO DA OPORTUNIDADE
O princípio da oportunidade é a base indispensável para que as informações sobre o
patrimônio da entidade, referentes a determinado período, sejam de fato confiáveis.
Em síntese, é o fundamento da representação fiel pela informação, isto é, a
informação produzida pela Contabilidade deve espelhar com precisão e objetividade as
transações e os eventos a que concerne.
Para tanto, o princípio determina que as mudanças nos ativos e no passivo, ou seja,
todas as variações sofridas pelo patrimônio da empresa sejam contabilizadas logo que
ocorrerem, ainda que seus valores sejam apenas razoavelmente estimados e que a
respectiva documentação seja posteriormente complementada
Portanto, desde que devidamente estimável, deve ser feito o registro das variações
patrimoniais, ainda que somente existir razoável certeza da ocorrência.

O PRINCÍPIO DO REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL


Esse princípio determina, essencialmente, que os componentes do patrimônio
devem ser registrados pelos valores originais das transações, ou seja, pelo valor de
aquisição (valor de entrada dos bens, direitos e obrigações).
Da aplicação do princípio do registro original resulta que:
a) a avaliação dos componentes patrimoniais deve ser feita com base nos valores
de entrada;
b) o bem, o direito ou a obrigação, um vez integrados ao patrimônio, não poderão
ter seus valores alterados;
c) o valor original será mantido enquanto o componente permanecer como parte
do patrimônio, inclusive na saída deste.

O PRINCÍPIO DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA


O art. 8º da Resolução 750/93 dispõe sobre este princípio.
Art. 8º Os efeitos da alteração do poder aquisitivo da moeda nacional devem ser
reconhecidos nos registros contábeis através do ajustamento da expressão formal dos
valores dos componentes patrimoniais.
Parágrafo único São resultantes da adoção do Princípio da ATUALIZAÇÃO
MONETÁRIA:
I a moeda, embora aceita universalmente como medida de valor, não representa
unidade constante em termos do poder aquisitivo;
II para que a avaliação do patrimônio possa manter os valores das transações
originais (art. 7º), é necessário atualizar sua expressão formal em moeda nacional, a fi
m de
que permaneçam substantivamente corretos os valores dos componentes patrimoniais e
,
por conseqüência, o do patrimônio líquido;
III a atualização monetária não representa nova avaliação, mas, tão somente, o
ajustamento dos valores originais para determinada data, mediante a aplicação de
indexadores, ou outros elementos aptos a traduzir a variação do poder aquisitivo da
moeda
nacional em um dado período.
Observa-se que este princípio é conseqüência lógica do princípio do registro pelo
valor original, pois preceitua o ajuste formal dos valores fixados segundo este,
buscando a
manutenção do valor original, sem que isso implique qualquer reavaliação patrimonial.

O PRINCÍPIO DA COMPETÊNCIA
As receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período
em que ocorrerem, sempre simultaneamente quando se correlacionarem,
independentemente de recebimento ou pagamento.
O Princípio da COMPETÊNCIA determina quando as alterações no ativo ou no
passivo resultam em aumento ou diminuição no patrimônio líquido, estabelecendo
diretrizes para classificação das mutações patrimoniais, resultantes da observância do
Princípio da OPORTUNIDADE.
O reconhecimento simultâneo das receitas e despesas, é conseqüência natural do
respeito ao período em que ocorrer sua geração.

As receitas consideram-se realizadas:


-nas transações com terceiros, quando estes efetuarem o pagamento ou assumirem
compromisso firme de efetivá-lo, quer pela investidura na propriedade de bens
anteriormente pertencentes à ENTIDADE, quer pela fruição de serviços por esta
prestados;
-quando da extinção, parcial ou total, de um passivo, qualquer que seja o motivo,
sem o desaparecimento concomitante de um ativo de valor igual ou maior;
-pela geração natural de novos ativos independentemente da intervenção de
terceiros;
-no recebimento efetivo de doações e subvenções.

Consideram-se incorridas as despesas:


-quando deixar de existir o correspondente valor ativo, por transferência de sua
propriedade para terceiro;
-pela diminuição ou extinção do valor econômico de um ativo;
-pelo surgimento de um passivo, sem o correspondente ativo.

O PRINCÍPIO DA PRUDÊNCIA
O Princípio da PRUDÊNCIA determina a adoção do menor valor para os
componentes do ATIVO e do maior para os do PASSIVO, sempre que se apresentem
alternativas igualmente válidas para a quantificação das mutações patrimoniais que alterem

o patrimônio líquido.
O Princípio da PRUDÊNCIA impõe a escolha da hipótese de que resulte menor
patrimônio líquido, quando se apresentarem opções igualmente aceitáveis diante dos
demais Princípios Fundamentais de Contabilidade.
Observado o disposto no art. 7º, o Princípio da PRUDÊNCIA somente se aplica às
mutações posteriores, constituindo-se ordenamento indispensável à correta aplicação do
Princípio da COMPETÊNCIA.
A aplicação do Princípio da PRUDÊNCIA ganha ênfase quando, para definição dos
valores relativos às variações patrimoniais, devem ser feitas estimativas que envolvem
incertezas de grau variável.
A inobservância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade constitui infração
nas alíneas c , d e e do art. 27 do decreto-lei n.º 9.295, de 27 de maio de 1946 e,
quando aplicável, ao Código de Ética Profissional do Contabilista.
Balanço Patrimonial

Grupo de Contas
No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que
registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação
financeira da companhia.
No Ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos
elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
a) Ativo Circulante;
b) Ativo Realizável a Longo Prazo;
c) Ativo Permanente, dividido em: Investimentos, Ativo Imobilizado e Ativo
Diferido.
No Passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:
a) Passivo Circulante;
b) Passivo Exigível a Longo Prazo;
c) Resultados de Exercícios Futuros;
d) Patrimônio Líquido, dividido em: Capital Social, Reservas de Capital, Reservas de
Reavaliação, Reservas de Lucros e Lucros ou Prejuízos Acumulados.
Os saldos devedores e credores que a companhia não tiver direito de compensar serão
classificados separadamente.
BALANÇO PATRIMONIAL
BENS
+
DIREITOS
=
ATIVO
OBRIGAÇÕES
+
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
=
PASSIVO
2.1 Ativo
-no Ativo Circulante, as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso do
exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do exercício seguinte
.
Na companhia em que o ciclo operacional da empresa tiver duração maior que o exercício
social, a classificação no circulante ou longo prazo terá por base o prazo desse ciclo
.
Exemplo: Caixa, Bancos, Aplicações de Liquidez Imediata, etc.;
-no Ativo Realizável à Longo Prazo, os direitos realizáveis após o término do
exercício seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou empréstimos
a
sociedades coligadas ou controladas (art. 243 da Lei 6.404/76), diretores, acion
istas ou
participantes no lucro da companhia, que não constituírem negócios usuais na exploração
do objeto da companhia;
-em Investimentos, as participações permanentes em outras sociedades e os direitos
de qualquer natureza, não classificáveis no Ativo Circulante, e que não se destinem à
manutenção da atividade da companhia ou da empresa. Exemplo: Ações em Coligadas,
Obras de Arte, Imóveis não de Uso, Etc.;
-no Ativo Imobilizado, os direitos que tenham por objeto bens destinados à
manutenção das atividades da companhia e da empresa, ou exercidos com essa finalidad
e,
inclusive os de propriedade industrial ou comercial. Exemplo: Imóvel de Uso, Veículo
s,
Máquinas, etc.;
Depreciação
Pode ser conceituada como o modo pelo qual de registra, contabilmente, a
diminuição do valor de bens do Ativo Imobilizado resultante do desgaste pelo uso, pe
la
ação da natureza, perecimento ou pela obsolescência normal.
Depreciação Acumulada
Representa toda a depreciação registrada como custo ou despesa ao longo de
períodos e que se vai acumulando gradualmente em conta do Ativo Imobilizado.
Métodos de Depreciação
Existem diversos métodos de depreciação.
a) Método Linear ou Quotas constantes (baseado na vida útil do bem),
b) Quota anual depreciação = Valor do bem / n° de períodos de vida útil,
Tempo de vida útil e taxa do Imobilizado
O tempo de vida útil de um bem será determinado em função do prazo durante o
qual é possível a sua utilização econômica (e a produção de seus rendimentos).
Os prazos usualmente admitidos e as respectivas taxas de depreciação são:
CONTAS PRAZOS
ADMITIDOS TAXAS
Computadores e Periféricos................... 5 anos 60 meses 20% a.a.
Edifícios ............................................... 25 anos 300 meses 04% a.
a.
Máquinas e Equipamentos..................... 10 anos 120 meses 10% a.a.
Instalações ............................................ 10 anos 120 meses 10% a.a.
Móveis e Utensílios ............................... 10 anos 120 meses 10% a.a.
Veículos ................................................ 5 anos 60 meses 20% a.a.

Obs.: Relação completa de vida útil dos bens imobilizados encontra-se na IN


162/98 e IN 130/99
Bens Adquiridos Usados
As taxas mencionadas acima são para bens adquiridos novos. Para bens adquiridos
usados, o prazo de vida útil admissível para fins de depreciação é o maior entre os
seguintes (art. 311 do RIR/99):
a) metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo;
b) restante da vida útil do bem, considerada a primeira instalação para utilização.
Bens não sujeitos a registro no Ativo Imobilizado - Registro Direto como
Despesa.
O art. 301 do RIR, estabelece que não precisa ser registrado no ativo imobilizado
para posterior depreciação, porque pode ser computado diretamente como custo da
produção ou despesa operacional, conforme, conforme o caso, o custo de aquisição de:
I - bens cujo prazo de vida útil não ultrapasse o período de um ano , qualquer que
seja o seu custo de aquisição;
II - bens cujo custo unitário de aquisição não seja superior a R$ 326,61, ainda que o
prazo de vida útil seja superior a um ano.
III - Formas para calçados, facas e matrizes (moldes) para confecção de partes de
calçados, utilizados pela indústria calçadista;
IV - louças e guarnições de cama, mesa e banho utilizadas por empresas que
exploram serviços de hotelaria, restaurantes e atividades similares.
Cálculo da Depreciação
A depreciação poderá ser calculada por :

Quotas anuais: é calculada e contabilizada uma única vez ao ano. O valor da


quota anual é obtido aplicando-se a taxa de depreciação sobre o valor do bem;
Quotas mensais: é calculada e contabilizada mensalmente. O valor da quota
mensal é obtido dividindo-se o valor da quota anual por 12.
Exemplificando:
.
..Um edifício comprado no valor de R$ 150.000.
taxa = 25 anos (100% /25 = 4%a.a.)
cálculo = R$ 150.000 X 4/ 100 = R$ 6.000,
Contabilização
A contabilização da depreciação é extremamente simples, basta debitar uma conta
de despesas chamada Depreciação e creditar uma conta retificadora do ativo no grupo
do Ativo Imobilizado chamada Depreciação Acumulada .
D - Despesa com Depreciação - Edifício
C - Depreciação Acumulada Edifício R$ 6.000,00
Baixas do Ativo Permanente
As baixas do Ativo permanentes, podem ocorrer por vendas dos bens e/ ou direitos
,
obsolescência, perdas por danos, etc.
Na baixa por alienação de Bens do Ativo Permanente, temos a seguinte
contabilização, conforme exemplo.
Conta: Móveis e Utensílios
Data de aquisição: 01-01-1998
Valor da aquisição: R$ 35.000,00
Taxa depreciação: 10%
Venda a vista em 01-04-2003: R$ 25.000,00
Depreciação Acumulada até 31-12-2002: R$ 17.500,00
Depreciação em 2003
Valor dos Móveis e Utensílios R$ 35.000,00 (x) taxa anual de depreciação (10%) = Quota
anual de depreciação R$ 3.500,00
Quota mensal de depreciação: (Quota Anual / 12) = R$ 291,67
Jan. R$ 291,67; Fev. R$ 291,67; Mar R$ 291,66.
Apuração do resultado da venda:
Valor da venda em 01-04-2003: R$ 25.000,00 (-) Custo ou valor contábil:
Móveis e Utensílios R$ 35.000,00
(-) Depreciação Acumulada R$ 18.375,00
CUSTO: R$ 16.625,00
Resultado da Venda de Imobilizado
(+) Venda R$ 25.000,00
(-) Custo R$ 16.625,00
(=) Lucro não operacional R$ 8.375,00
Contabilização
Depreciação em 2003
D - Despesa com Depreciação
C - Depreciação Acumulada R$ 875,00
Na venda
D Caixa
C - Venda de imobilizado R$ 25.000,00
Na Baixa do veículo
D Depreciação Acumulada
C Móveis e Utensílios R$ 18.375,00
Custo
D Venda de Imobilizado
C Móveis e Utensílios R$ 16.625,00
Exaustão
Exaurir significa esgotar completamente. Em termos contábeis, a exaustão se
relaciona com a perda de valor dos bens ou direitos do ativo, ao longo do tempo,
decorrentes de sua exploração (extração ou aproveitamento) mineral ou florestal.
Método de Cálculo:
Exaustão Anual = custo de aquisição / prazo estimado para esgotamento
Contabilização:
D -Despesas de exaustão
C- Exaustão Acum. (Redutora do ativo permanente)
-no Ativo Diferido, são as aplicações de recursos em despesas, ou gastos, que
contribuem para obtenção de receita ou para a formação do resultado de mais de um
exercício social, tais como: gastos pré-operacionais, gastos de reorganização, pesquisa
e
desenvolvimento de produtos, etc.
O caso mais comum de Diferido são os Gastos pré-operacionais, em que a empresa
investe recursos antes de começar a operar; propaganda institucional, contratação e
treinamento de funcionários, abertura de firma, etc. Graças a estes gastos, por um l
ongo
período, teoricamente, a empresa terá direito a uma série de benefícios quando começar a
operar; já é conhecida no mercado (a empresa ou produto), tem uma boa equipe de
trabalho, está legalmente constituída, etc.
Amortização
Antes de falar em amortização, é necessário entender o subgrupo diferido no
balanço patrimonial. Sua composição vem a ser as aplicações de recursos em despesas que
contribuirão para a formação do resultado de mais de um exercício social, inclusive os
juros pagos ou creditados aos acionistas durante o período que anteceder o início da
s
operações sociais.
Amortização é a perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da
propriedade e quaisquer outros com existência ou exercício de duração imitada, ou cujo
objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado.
As contas deste subgrupo originam-se na fase pré-operacional, sendo comumente
conhecidas por DESPESAS DE ORGANIZAÇÃO (propaganda, despachante, registro de
aberturas da empresa) que esta sujeita a amortização conforme o artigo 183, parágrafo
20
,letra b da lei n.º 6404/76.
Os direitos mais sujeitos a amortização, são: patentes de invenção, fórmulas e
processos de fabricação, direitos autorais, licenças, autorizações ou concessões, custos da
construções ou benfeitorias em bens locados ou arrendados, ou em bens de terceiros,
quando não houver direito ao recebimento de seu valor, o valor dos direitos contra
tuais de
exploração de florestas por prazo determinado.
Os custos e despesas mais comuns, como objetos de amortização são; as despesas
de organização pré-operacionais e pré-industriais, os custos de pesquisa científica ou
tecnológica para criação ou aperfeiçoamento de produtos, despesas e outros encargos com
a reestruturação, reorganização ou modernização de empresa etc.
Através do parágrafo único do artigo no 268, a fixação do prazo mínimo para
amortização vem a ser cinco anos, na maioria das amortizáveis. Amortização é a perda do
valor do capital aplicado em Ativos, representa uma despesa e consiste na transf
erência
gradual do Ativo para o Resultado de cada exercício.
Objetos de amortização:
Gastos pré-operacionais ou pré-industriais;
Gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos;
Gastos c/ reestruturação e modernização da empresa;
Benfeitorias em prédios de terceiros.
Método de Cálculo:
Amortização do período = Valor do direito / período de duração do Gasto
Contabilização:
D -Amortização (Despesa)
C- Amortização Acumulada (Redutora do ativo permanente)
Logo, através da Lei 6.404/76, podemos definir a estrutura do Ativo no Balanço
Patrimonial da seguinte forma:
ATIVO
CIRCULANTE
Disponibilidades
Direitos Realizáveis até o Exercício Seguinte
Despesas do Exercício Seguinte
REALIZÁVEL A LONGO PRAZO
Direitos Realizáveis após o Exercício Seguinte
Crédito com Pessoas Ligadas
PERMANENTE
Investimentos
Imobilizado
Diferido
Exercício de Classificação do Ativo:
Após os conceitos acima apresentados, vamos ver na prática como funcionam.
1) Classifique as contas em seus devidos grupos de contas.
-Caixa
-Veículos de Uso
-Duplicata a Receber
- Fornecedores pagos antecipadamente
- Aluguéis pagos antecipadamente
-Edifícios não de uso
- Matéria Prima
-Juros a Vencer
- Adiantamentos aos Sócios
2) Contabilize as seguintes situações:
a) Depósito bancário em dinheiro;
b) Compra de Veículo a vista;
c) Recebimento de Duplicata em dinheiro e em cheque;
d) Investimento em Empresa terceira em dinheiro;
e) Compra de estoque com Cheque da empresa.
3) Assinale com (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso:
( ) Devemos classificar no Ativo Circulante, todas as contas com liquidez, igual
ou
inferior, há 12 meses após a elaboração do Balanço Patrimonial, exceto as contas caixa e
estoque, que tem que ser demonstradas separadamente.
( ) No ativo, devemos classificar os grupos e contas em ordem decrescente do gra
u de
exigibilidade.
( ) As contas de Fornecedores pagos Antecipadamente e Despesas pagas Antecipadam
ente
figuram no Ativo Circulante, pois tratam-se de direitos adquiridos pela empresa.

( ) Devemos transferir para Estoque, os bens do Ativo Imobilizado quando estes f


orem
postos à disposição da empresa para venda.
4) A empresa CEAD Phoenix adquiriu em março de 2.000, uma máquina pelo
valor de R$ 8.460,00, e a vendeu por R$ 5.640,00 em novembro de 2.003. Pergunto.
Nesta operação, a empresa CEAD Phoenix obteve um Ganho ou uma Perda? e qual o
valor?
5) Ao final do Exercício Social de 2003, a empresa CEAD Phoenix constatou que
não haviam sido contabilizados em mês algum, lançamentos de Depreciação. Fez-se
então o levantamento dos bens que a empresa possuía e chegou-se ao seguinte
relatório:
Bem Data da aquisição Valor do Bem
Móveis e Utensílios Abr/2000 R$ 12.865,00
Equipamento de Informática Dez/2002 R$ 50.890,00
Edifícios Jan/1997 R$ 180.000,00
Veículo Fev/1997 R$ 15.800,00
Veículo Mar/2003 R$ 10.600,00
Pede-se:
a) Calcular depreciação total de cada bem;
b) Efetuar lançamento contábil da depreciação ocorrida em 2003.
2.2 Passivo
-as obrigações da companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos
do Ativo Permanente, serão classificadas no Passivo Circulante, quando se vencerem
até o término do exercício seguinte. Exemplo: Salários, ICMS a Pagar, Etc.;
-no Passivo Exigível a Longo Prazo, serão classificadas as obrigações da
companhia, inclusive financiamentos para aquisição de direitos do Ativo Permanente
quando estas tiverem vencimento em prazo superior ao do próximo exercício social;
-Resultados de Exercícios Futuros, serão classificadas como resultados de
exercício futuro as receitas de exercícios futuros, diminuídas dos custos e despesas a
elas correspondentes. Exemplo: Receitas recebidas antecipadamente com entrega
futura;
-Patrimônio Líquido: O Patrimônio Líquido representa os investimentos dos
proprietários (Capital) mais o Lucro Acumulado, no decorrer dos anos retido na
empresa, ou seja, não distribuídos e ainda não incorporado ao Capital. Além desses
itens podemos observar neste grupo de contas as reservas.
O Patrimônio Líquido está dividido em:

Capital Social;
Reservas de Capital;
Reservas de Reavaliação;
Reservas de Lucros;
Lucros ou Prejuízos Acumulados;
2.2.1 CAPITAL SOCIAL
A conta de Capital Social representa o investimento efetuado na empresa pelos se
us
proprietários. Este investimento pode assumir a forma de ações (se for sociedade anônima
)
ou quotas (se for uma limitada).
Para atender ao disposto na Lei 6404/76, deverão estar discriminados da conta de
Capital Social, o montante subscrito pelos sócios ou acionistas e, por dedução, a parc
ela
ainda não realizada.
Representação no Balanço
Patrimônio Líquido (PL)
Capital Social R$
Subscrito 250.000
(-) a Realizar (a Integralizar) (50.000)
(=) Realizado (Integralizado) 200.000
DEFINIÇÕES:
I. Capital Subscrito: compromissos assumidos pelos sócios ou acionistas de
contribuir com certa quantia para a empresa.
II. Capital Social a Realizar: parcela do capital subscrito ainda não transformado
em
dinheiro ou valores monetários pelos sócios ou acionistas.
III. Capital Social Realizado: parcela do capital subscrito efetivamente
transformado em dinheiro ou valores monetários pelos sócios ou acionistas.
CONTABILIZAÇÃO:
a) pela subscrição:
Capital Social a Realizar
a Capital Social Subscrito...............................R$ 250.000,00
b) pela integralização:
Caixa ou Bancos
a Capital Social a Realizar......................... ..R$ 200.000,00
-Se o Capital for integralizado em bens, estes deverão ser avaliados e
incorporados ao patrimônio da empresa pelo preço de mercado, através de laudo que
deverá ser aprovado pela Assembléia Geral;
-Se o Capital for integralizado em crédito (valores a receber) o
subscritor responderá perante a sociedade, pela solvência do devedor;
-Se o Capital autorizado, quando o estatuto da empresa confere ao
Conselho de Administração autorização para aumentar o Capital Social,
independentemente de alteração estatutária, bastando a reunião do órgão e o registro da
ata respectiva na Junta Comercial.
2.2.2 RESERVAS DE CAPITAL
São contribuições recebidas dos proprietários e de terceiros que não representam
receitas ou ganhos e que, portanto, não devem transitar por conta de resultado.
Correção Monetária do Capital Realizado: Todas as contas do Patrimônio Líquido são
corrigidas monetariamente, e essa correção é acrescida aos saldos das próprias contas, c
om
exceção da Correção Monetária do Capital Realizado . O Capital Social somente pode ser
aumentado em Assembléia Geral, motivo pela qual a Lei estabelece que o produto da
Correção do Capital deve figurar transitoriamente nessa conta de Reserva de Capital.

Patrimônio Líquido (PL)


Capital Social
Subscrito
(-) a Realizar (a Integralizar)
(=) Realizado (Integralizado)
R$
300.000,00
200.000,00
100.000,00
Índice de Correção Monetária = 25%
Contabilização:
D Resultado da Correção Monetária ............. 25.000,00
C - a Reserva de C.M. do Capital Realizado ...................... 25.000,00

Obs.: A correção monetária foi revogada apartir de 1º de Janeiro de 1996, pela Lei 9.249
de 26 de Dezembro de 1995, art. 4º, Parágrafo Único.
Ágio na emissão de ações: Na conta Capital Social, as ações devem figurar
somente pelo seu valor nominal. O excedente, ou seja a diferença entre o preço que o
s
acionistas pagam pelas ações à companhia e o seu valor nominal deve ser registrado em
conta de Reserva de Capital.
Valor da Realização (pagamento) R$ 30,00
(-) Valor da Ação R$ 20,00
(=) Ágio da Emissão R$ 10,00
Contabilização:
D Caixa ou Bancos .............................................. 30,00

C Capital Social ...............................................................


..20,00

C - a Reserva de Ágio na emissão de Ações ..................... 10,00

Doações: O valor das doações recebidas pela companhia constituirá Reserva


de Capital. Essas doações poderão ser em dinheiro ou em bens imóveis, móveis ou direitos.
Os ativos recebidos em doação devem ser contabilizados pelo valor de mercado. Por
exemplo, se a empresa receber um terreno, deverá avaliá-lo para saber quanto lhe cus
taria
caso o tivesse comprado. Esse deverá ser então o valor do imóvel e do da Reserva de
Capital.
Contabilização:
D Imóveis
C - Reserva de Capital Recebimento de doação
Subvenções: Há diversos casos de subvenções, sendo mais comuns aqueles
concedidos às empresas, pelo governo (federal, estadual ou municipal), como incent
ivo ou
ajuda a setores econômicos ou regiões em cujo desenvolvimento haja interesse especia
l. A
exemplo disso temos os recursos concedidos pelo governo a empresas públicas e soci
edade
de economia mista, destinados a aplicação em imobilizações para a expansão, sem
contrapartida representada por recebimento em ações. Nesse caso, são como doações,
apenas com o nome de subvenções para investimentos , que não devem ser registradas
como receitas, mas creditadas diretamente nessa conta de Reserva de Capital.
2.2.3 RESERVAS DE REAVALIAÇÃO
A Lei das Sociedades Anônimas e o Regulamento do Imposto de Renda admitem a
modificação do valor contábil do Ativo Permanente, nas seguintes hipóteses:
a) para diminuir: mediante depreciação, amortização acumuladas.
b) Para aumentar: mediante reavaliação.
Correção Monetária: atualiza o custo de aquisição de bens, tendo como parâmetro
a variação do poder aquisitivo da moeda.
Obs.: A correção monetária foi revogada apartir de 1º de Janeiro de 1996, pela Lei 9.249
de 26 de Dezembro de 1995, art. 4º, Parágrafo Único.

Reavaliação: representa a complementação até o valor de mercado, pela diferença


entre este valor e o do custo contábil do bem, corrigido monetariamente.
Exemplo:
Móveis e Utensílios
Aquisição: Julho de 1999
Valor da aquisição: R$ 70.000,00
Data da Reavaliação: Julho de 2003
Valor Reavaliado: R$ 90.000,00
Nova Vida Útil: 7 anos
Reavaliação:
Depreciação Acumulada até Jun/2003: R$ 28.000,00
Valor Líquido do Bem:
Móveis e Utensílios: R$ 70.000,00
(-) Depreciação Acumulada: R$ 28.000,00
(=) Valor Líquido do Bem: R$ 42.000,00
Valor Reavaliado: R$ 90.000,00
(-) Valor Líquido do bem: R$ 42.000,00
(=) Valor a Reavaliar: R$ 48,000,00
Contabilização:
Depreciação Até Junho/2003:
D - Despesa com Depreciação
C - Depreciação Acumulada R$ 3.500,00
Reavaliação 2003
D - Depreciação Acumulada
C - Móveis e Utensílios R$ 28.000,00
D - Móveis e Utensílios
C - Reserva de Reavaliação R$ 48.000,00
Depreciação até Dez/2003
D - Despesa com Depreciação
C - Depreciação Acumulada R$ 6.428,57
Realização da Reavaliação até Dez/2003
D - Reserva de Reavaliação
C- Ganho de Capital sobre
Reserva de Reavaliação R$ 3.428,57
2.2.4 RESERVAS DE LUCROS
São contas constituídas pela apropriação de lucros da companhia. Representam
lucros reservados e constituem garantia e segurança adicional para saúde financeira
da
companhia, porque são lucros contabilmente realizados Que ainda não foram distribuídos
aos sócios ou acionistas.
Reserva Legal : Tem a finalidade de assegurar a integridade do Capital Social. É
utilizado para aumentar o Capital Social ou absorver prejuízo contábil. E calculado
tendo
como base de calculo 5% sobre o Lucro líquido do Exercício, e deve ser constituída ant
es
da formação de qualquer outra reserva ou da distribuição de dividendos. Limitado a 20%
do valor do Capital Social (corrigido).
Reservas Estatutárias : Devem estar previstas no estatuto da companhia, o qual
deverá:
a) indicar, de modo claro, completo e preciso, a sua finalidade;
b) fixar os critérios para sua determinação com base do lucro do período base;
c) estabelecer seu limite máximo.
Reservas para Contingências : Tem como objetivo compensar, em período futuro,
a diminuição do lucro proveniente de perda provável, cujo valor possa ser estimado.
Contingências: situação ou condição que pode surgir para a companhia, na qual há
possibilidade de ocorrência de despesas ou perdas, cuja certeza de acontecimento é f
utura e
discutível, tais como:
a) perdas futuras pela expectativa de diminuição nos preços dos produtos da empresa,

gerando prejuízos;
b) pela previsão de lançamento de produtos concorrentes com qualidade superior a
menores preços;

c) pela previsão de perdas em função de ação da natureza como: geadas, cheias,


enchentes, secas, que gerarão perdas para a empresa. A constituição da reserva é opciona
l e
a proposta da administração deverá indicar a causa da perda prevista e justificar, com
as
razões de prudência que recomendem a sua constituição.
Reservas de Lucros para expansão ou reservas para planos de investimento:
Tem a finalidade de segregar parte do lucro apurado , visando manter tais recurs
os na
companhia par aplicação em projetos de expansão.
Reserva de Lucros a Realizar: Tendo em vista que a contabilidade adota o regime
de competência, para registrar suas operações, pode ocorrer que a empresa venha a apur
ar
um lucro líquido, sem a o correspondente acréscimo em disponibilidade. Tais lucros,
apesar de econômica e contabilmente realizados estão financeiramente por realizar.
2.2.5 LUCRIS OU PREJUIZOS ACUMULADOS
Representam o saldo remanescente da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados
como, por exemplo, os lucros não distribuídos, não capitalizados ou ainda não apropriado
s
na formação de reservas de lucros.
Logo, através da Lei 6.404/76, podemos definir a estrutura do Passivo no Balanço
Patrimonial da seguinte forma:
PASSIVO
CIRCULANTE
Obrigações Exigíveis até o Exercício Seguinte
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
Obrigações Exigíveis após o Exercício Seguinte
RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS
(+) Receitas de Exercícios Futuros
(-) Custos e Despesas de Exercícios Futuros
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Capital Social
Reservas de Capital
Reservas de Reavaliação
Reservas de Lucros
Lucros ou Prejuízos Acumulados
Exercício de Classificação do Passivo:
Após os conceitos acima apresentados vamos ver na prática como funcionam.
1) Classifique as contas em seus devidos grupos de contas.
- Fornecedores
- Capital Social
-Duplicata a Pagar
-Salários e Encargos Trabalhistas a Pagar
- Contas a Pagar
- Lucro do Exercício
- Prejuízo do Exercício
- Juros a Pagar
- Empréstimos Obtidos
-Dividendos a Pagar
2) Contabilize as seguintes situações:
a) Pagamento de Fornecedores em dinheiro;
b) Pagamentos de Juros com débito automático em conta corrente;
c) Compra de Veículo financiado;
d) Distribuição de Lucros aos Sócios;
e) Recebimento de Doação de Equipamentos de Informática.
3) Indique (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso:
( ) Provisão de Férias e Provisão para IRPJ são classificadas no Passivo Circulante, poi
s
se realizarão até o fim do próximo exercício social.
( ) Juros Passivos, são classificados abaixo da conta de Empréstimos tomados, por se
tratar de um gasto diretamente ligado à operação.
( ) A Reserva de Reavaliação é uma Reserva que não pode ser revertida diretamente para
o Lucro operacional da empresa, por não se tratar da atividade principal da mesma.
4) Dados:
Bem: Máquina
Data da Aquisição: 01-09-1999
Valor da Aquisição: R$ 80.000,00
Reavaliação em: 01-01-2003
Valor Reavaliado: R$ 110.000,00
Nova Vida Útil: 8 Anos
Venda em 01-01-2004
Valor da Venda: R$ 98.500,00
À Vista
a) Qual o valor da Conta de Depreciação Acumulada até a data da Reavaliação?
b) Qual o Saldo da Conta de Reserva de Reavaliação em 31 de Dezembro de 2003?
c) Qual o Valor da Depreciação em 2003?
d) Qual é o Resultado da venda deste imobilizado? E qual o Valor?
3. DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO (DRE)
Podemos considerar que o exercício social é o período de tempo transcorrido entre dois
balanços, que são demonstrações estáticas, pois mostram os saldos das contas patrimoniais
na data em que foram levantados.
Sabemos que as atividades da empresa são dinâmicas, entre a data de um balanço e a
de outro, a empresa realizou diversas operações que modificaram o seu patrimônio
(compras, vendas, pagamentos, etc.). O volume dessas operações próprias das atividades
operacionais e não operacionais desenvolvidas pela empresa, que alteram o patrimônio
líquido, está contido na Demonstração do Resultado de Exercício (DRE).
Na DRE, vamos encontrar o valor do volume bruto das vendas realizadas durante o
exercício, e dele serão diminuídos todos os gastos que a empresa incorreu, até se chegar
em um Resultado que, se for positivo, será chamado de Lucro e, se for negativo, de
Prejuízo .
No Balanço, encontramos no grupo de Patrimônio Líquido a conta de Lucros ou
Prejuízos do Exercício , que recebe o resultado obtido na DRE (lucro ou prejuízo), para,
a
partir dessa conta, serem feitas as destinações do resultado para pagamento de divid
endos e
para as reservas de acordo com o que determina a Lei e o Estatuto Social.
A DRE tem sua estrutura assim definida pelo artigo 187 da Lei 6.404/76.
Art. 187. A Demonstração do resultado do exercício descriminará:
I a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os
impostos;
II a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendido
s
e o lucro bruto;
III as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas,
as
despesas gerias e administrativas, e outras despesas operacionais;
IV o lucro ou prejuízo operacional, as receitas e despesas não operacionais;
V o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o
imposto;
VI as participação de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias,
e as contribuições para instruções ou fundos de assistência ou previdência de empregados;
VII o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital
social.
Logo, apartir da Lei da S/A s, podemos definir a estrutura da Demonstração do
Resultado do Exercício da seguinte forma:
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
(+)
Receita Bruta das Vendas e Serviços
(-)
Deduções / Abatimentos
(=)
Receita Liquida
(-)
Custo das Mercadorias e Serviços Vendidos
(=)
Lucro Bruto
(-)
Despesas Operacionais
(+)
Outras Receitas Operacionais
(=)
Lucro ou Prejuízo Operacional
(+)
Receitas não Operacionais
(-)
Despesas não Operacionais
(=)
Resultado do Ex. antes da Contribuição Social e do Imposto de Renda
(-)
Provisão para Contribuição Social
(-)
Provisão para Imposto de Renda
Participações de, Empregados, Administradores e Partes Beneficiárias, e as
(-)
Contribuições para Instituições ou Fundos de Assistência ou Previdência de
Empregados
(=)
Lucro ou Prejuízo do Exercício
3.1 RECEITAS
As receitas podem ser classificadas ou denominadas da seguinte forma:
Receita operacional É toda receita originada da atividade ou atividades principais
da
empresa. Esta deve seguir o Princípio da Competência, que diz que as Receitas devem
ser
contabilizadas no momento do fato gerador (a entrega da mercadoria ou a prestação do
serviço), independente de quando irá se receber. Isto é, o valor total das mercadorias
ou
serviços vendidos deve ser reconhecido como receita operacional do período.
Receita não operacional É toda Receita não originada da atividade ou atividades
principais da empresa. O conceito de receita não operacional é de elemento líquido, ou
seja, elimina-se todos os custos antes de apropriá-la. Como casos comuns desse tip
o de
receita temos os ganhos de capital, correspondentes a transações com imobilizados ou
com
investimentos em outras empresas, desde que não relacionadas com a atividade princ
ipal
da empresa.
Receita (ou lucro) extraordinária (o) É a Receita que não resulta das operações
típicas da empresa no período contábil, sendo, conseqüentemente, de natureza inusitada e
apresentando alto grau de anormalidade, ou seja, estranha à atividade ou atividade
s da
empresa. A receita (ou lucro) extraordinária (o) também é de elemento liquido, excluin
do
também a correspondente parcela de impostos aplicáveis.
3.2 DESPESAS
As despesas podem ser classificadas ou denominadas da seguinte forma:
Custo é o preço pelo qual se obtém um bem, direito ou serviço. É também o
montante do preço da matéria-prima, mão-de-obra e outros encargos diretamente ligados à
produção de bens ou serviços . Ele é, portanto, o preço pelo qual é adquirido um bem ou
serviço, bem como o valor que se tem no processo interno da empresa para prestação de
serviços ou obtenção de bens, para venda ou uso interno.
Despesa É o encargo necessário para comercializar os bens ou serviços, objetos
da atividade, bem como para a manutenção da estrutura empresarial independentemente
da
sua freqüência. A despesa, embora direta ou indiretamente necessária para a geração da
receita, não está associada à prestação do serviço ou à produção do bem, não sendo, pois,
agregada ao custo.
Despesa não operacional Valores diminutivos não associados com a atividade
principal da empresa. Como casos comuns desse tipo de despesa temos as perdas de
capital, correspondentes a transações com imobilizados ou com investimentos em outra
s
empresas, desde que não relacionadas com a atividade principal da empresa.
Prejuízo (ou perda) extraordinário (a) Valores diminutivos, que não resulta das
operações típicas da empresa no período contábil, sendo, conseqüentemente, de natureza
inusitada e apresentando alto grau de anormalidade. O conceito de prejuízo (ou per
da)
extraordinário (a) também é de elemento líquido, excluindo ainda a correspondente parcel
a
de impostos aplicáveis.
Estabelecido os Princípios Fundamentais de Contabilidade para o reconhecimento
da receita e da despesa, são descritos, a seguir, alguns critérios específicos de
contabilização.
-o desgaste do ativo imobilizado, quando em operação, deve ser registrado
em conta de depreciação;
Depreciação:
D- Despesa com Depreciação
C- Depreciação Acumulada

-os custos alocados no ativo diferido devem ser amortizados a partir do


momento em que o evento que os gerou se concretizou ou a partir do
momento em que passem a ser usufruídos os benefícios deles decorrentes. A
amortização das despesas diferidas é feita, geralmente, com base em
estimativa arbitrária de, no máximo, dez anos. As despesas de organização,
por exemplo, são normalmente amortizadas em até dez anos, não obstante
elas beneficiarem toda a vida da empresa;
Amortização:
D- Despesa com Amortização
C- Amortização Acumulada

-deve ser registrada em conta de despesa não operacional a perda do capital aplica
do,
quando abandonados os empreendimentos ou atividades a que se destinam os custos,
ou
comprovado que essas atividades não poderão produzir resultados suficientes para
amortizá-los;
Perdas (Não Operacional) :
D- Perda sobre Investimentos
C- Investimentos

-as perdas prováveis, conhecidas ou estimadas com base na experiência na realização


dos créditos da entidade, devem ser provisionadas em montante suficiente para reco
nhecer
a provável perda;
Devedores Duvidosos:
D- Perdas sobre Devedores Duvidosas
C- Provisão para Devedores Duvidosos
-o imposto de renda, independentemente de ter o seu pagamento diferido, deve ser
provisionado no exercício social em que ocorrer o fato gerador;
Apuração IRPJ :
D- Provisão para IRPJ
C- IRPJ a Recolher
-os encargos dos financiamentos devem ser apropriados pelos juros, ou pelas vari
ações
monetárias ou cambiais incorridas no período;
Juros à Realizar:
D- Juros a Vencer
C- Financiamentos a Pagar

Juros Realizados:
D- Juros Passivos
C- Juros a Vencer

-quando o exercício social encerrar-se em mês diverso daquele que coincidir com o do

encerramento do ano civil, ou em balanços intermediários, o 13° salário deverá ser


provisionado proporcionalmente aos meses devidos;
Provisão para 13º:
D- Provisão para 13º Salário
C- 13ª Salário à Pagar

-as receitas decorrentes de aplicações financeiras devem ser reconhecidas pelo valor

auferido proporcionalmente no período;


Receita sobre aplicações:
D- Aplicações de Liquidez Imediata
C- Juros Ativos

-as transações com empresas coligadas e controladas ou controladoras, se significati


vas,
devem ser segregadas, nas demonstrações contábeis e divulgadas em nota explicativa;
Equivalência Patrimonial:
D- Participações em Coligadas
C- Ganho sobre Equivalência Patrimonial
-as férias e encargos devem ser proporcionalmente provisionais;
Provisão de Férias:
D- Provisão de Férias
D- Provisão de 1/3 sobre Férias
C- Férias a Pagar
D- Férias a Pagar
C- INSS a Pagar
C- IRRF a Pagar
Exercício de Classificação das Contas de Resultado (DRE):
1) Após os conceitos apresentados acima indique se as contas abaixo são Despesas ou
Receitas:

Consumo de Energia Elétrica


Venda de Mercadorias
Prestação de Serviços
Devolução de Vendas
Encargos Trabalhistas
Distribuição de Lucros

Juros Ativos
Juros Passivos
Amortização
2) Contabilize os seguintes fatos:
-Venda de mercadorias a prazo no valor de R$ 5.000,00 conf. NF. n.º 125488.
-Recebimento de Duplicatas, referente à NF n.º 125488 em dinheiro com 10% de Juros.
-Energia Elétrica do mês no valor de R$ 500,00 a pagar futuramente.
Pagamento de duplicatas no valor de R$ 2.000,00, em cheque, com juros de R$ 50,0
0.
3) Indique (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso:
( ) A despesa com Salários será lançada no mês da folha de pagamento independente de
quando será paga.
( ) As despesas com juros em um empréstimo, serão lançadas no momento da contratação
do mesmo.
( ) A despesa com depreciação é uma despesa não operacional, por não se relacionar com
a atividade fim da empresa.
4) Assinale a alternativa CORRETA
( ) Pagamento em dinheiro de energia elétrica de meses anteriores com juros
( ) Debita-se, despesa com energia elétrica e despesa com juros, e credita-se caix
a.
( ) Debita-se, despesa com energia elétrica, e credita-se juros e caixa.
( ) Debita-se, caixa, e credita-se contas a receber e juros..
( ) Debita-se, contas a pagar e despesa com juros, e credita-se caixa.
Exemplo Prático
Jan/X3 Constituição da empresa CEAD pela subscrição do Capital Social de R$
800.000,00
Fev/X3 Integralização de 25% do Capital Social em Dinheiro.

Mar/X3 Abertura de conta corrente no Banco X com R$ 145.000,00.


Abr/X3 Contratação de seguro pelo valor de R$ 20.000,00 conforme apólice número 584,
para cobertura de Mai/X3 à Abr/X4, sendo pago 10% em dinheiro e o restante em 8
parcelas com primeiro vencimento em Mai/X3.

Mai/X3 Compra de Estoque Material de Escritório no valor de R$ 1.715,25 em dinheir


o.

Mai/X3 Pagamento de 3 parcelas, referente ao seguro (apólice número 584), com 15% de
desconto.
Jul/X3 Compra de 1.500 unidades de Mercadorias pelo valor de R$ 52.500,00, sendo
50%

em cheque e o restante em 18 parcelas com 1º Vencimento em Out/X3, conforme NF N.º

1.522 (ICMS 18%, PIS 1,65%, COFINS 7,60%).


Ago/X3 Venda de 500 unidades de Mercadorias por R$ 70.000,00, sendo R$ 10.000,00
à
vista e o restante em 24 parcelas com primeiro vencimento em Set/X3, Conforme NF

2.680 (ICMS 18%, PIS 1,65%, COFINS 7,60%).


Set/X3 Pagamento de Energia Elétrica (R$ 1.200,00), Água (R$ 2.200,00), Aluguel (R$
1.500,00) e Telefonia (R$ 600,00) em dinheiro.
Out/X3 Compra de Equipamentos de Informática pelo valor de R$ 48.000,00 em 36

parcelas com primeiro vencimento em Jan/X4


Dez/X3 Pagamento de 2 parcelas, em cheque, referente NF 1.522, com Juros de 12%
.
Dez/X3 Recebimento, em dinheiro, de 4 parcelas referentes NF N.º 2.680, com descon
to

de 3% .
Dez/X3 Provisionamento de Folha de Pagamento.
Dados:
Salário: R$ 3.000,00 INSS S/ o Salário: R$ 205,63 INSS Empresa: R$ 981,82
HE: R$ 409,09 IRRF S/ Salário: R$ 210,99 FGTS: R$ 272,73
Pede-se:
Lançamentos do diário
Razonetes
Balancete
DRE em 31/Dez/X3
Balanço Patrimonial em 31/Dez/X3
Jan/X3
Fev/X3
Mar/X3
Diário - Exemplo PráticoCapital Social à Realizar
a Capital Social
Caixa
a Capital Social à Realizar
Bancos Conta Movimento
a Caixa
Débito
800.000,00
200.000,00
145.000,00
Crédito
800.000,00
200.000,00
145.000,00
Abr/X3 Seguros à Vencer
a Caixa
a Seguros à Pagar
20.000,00
2.000,00
18.000,00
Mai/X3 Estoque Material de Escritório
a Caixa
1.715,25
1.715,25
Mai/X3
Jul/X3
Ago/X3
Seguros à Pagar
a Caixa
a Descontos Obtidos
Mercadorias
ICMS à Recuperar
PIS à Recuperar
COFINS à Recuperar
a Bancos Conta Movimento
a Fornecedores CP
a Fornecedores LP
Caixa
Duplicatas à Receber CP
Duplicatas à Receber LP
a Receita de Vendas
ICMS
a ICMS à Recolher
6.750,00
38.193,75
9.450,00
866,25
3.990,00
10.000,00
40.000,00
20.000,00
12.600,00
5.737,50
1.012,50
26.250,00
21.875,00
4.375,00
70.000,00
12.600,00
PIS
a PIS à Recolher
1.155,00
1.155,00
COFINS
a CONFINS a Recolher
5.320,00
5.320,00
CMV
a Mercadorias
12.731,25
12.731,25
Set/X3 Desp. Energia ElétricaDesp. Água
Desp. Aluguel
Desp. Telefones
a Caixa
1.200,00
2.200,00
1.500,00
600,00
5.500,00
Out/X3 Equipamentos de Informática
a Contas à Pagar CP
a Contas à Pagar LP
48.000,00
16.000,00
32.000,00
Dez/X3 Fornecedores 2.916,67
Juros Passivos 350,00
a Bancos Contas Movimento 3.266,67
Dez/X3 Caixa 9.700,00
Descontos Concedidos 300,00
a Duplicatas à Receber 10.000,00
Dez/X3 Salários 3.000,00
à Salários à pagar 3.000,00
Hora Extra 409,09
a Salários à Pagar 409,09
Salários à Pagar 205,63
à INSS à Recolher 205,63
Salários à Pagar 210,99
à IRRF à Recolher 210,99
INSS 981,82
à INSS à Recolher 981,82
FGTS 272,73
à FGTS à Recolher 272,73
Dez/X3 Despesas com Seguros 13.333,33
a Seguros à Vencer 13.333,33
Dez/X3 Despesa c/ Depreciaçao 2.400,00
a Deprec. Acum. Eqtos de Informática 2.400,00
Dez/X3 Provisao para CSLL 1.139,33
a CSLL à Recolher 1.139,33
Provisao para IRPJ 1.898,89
a IRPJ à Recolher 1.898,89
Dez/X3 ENCERRAMENTO DO EXERCÍCIO
Receita de Vendas 70.000,00
Descontos Obtidos 1.012,50
a ARE 71.012,50
ARE 61.391,44
a PIS 1.155,00
a CMV 12.731,25
a Despesa c/ Água 2.200,00
a Despesa c/ Aluguel 1.500,00
a Hora Extra 409,09
a ICMS 12.600,00
a COFINS 5.320,00
a Descontos Concedidos 300,00
a Despesa c/ Telefone 600,00
a Juros Passivo 350,00
a INSS 981,82
a Despesa c/ Depreciação 2.400,00
a Despesa c/ Seguros 13.333,33
a FGTS 272,73
a Despesa c/ Energia Elétrica 1.200,00
a Provisão p/ CSLL 1.139,33
a Provisão p/ IRPJ 1.898,89
a Salários 3.000,00
Total 1.550.793,93 1.550.793,93
Razonetes - Exemplo Prático
Caixa Bancos cta Movto Duplic. à Receber LP
200.000,00
145.000,00 145.000,00
26.250,00 20.000,00
10.000,00

2.000,00
3.266,67
9.700,00

1.715,25
20.000,00
-
5.737,50 145.000,00
29.516,67 Est. Mat. Escritório
5.500,00 ICMS à Recuperar 1.715,25
9.450,00
219.700,00
159.952,75
1.715,25
-
Mercadorias 9.450,00
-COFINS à Recuperar
38.193,75
12.731,25 PIS à Recuperar 3.990,00
866,25
38.193,75

12.731,25
3.990,00
-
Seguros à Vencer 866,25
- Depr. Ac. Eqtos. Inf.
20.000,00
2.400,00
48.000,00
20.000,00
13.333,33 Eqtos Informática
13.333,33
2.400,00
Duplic. à Receber CP 48.000,00
- Salários à Pagar
40.000,00
3.000,00
2.916,67
10.000,00 Fornecedores CP 205,63
21.875,00 210,99
409,09
40.000,00
10.000,00
INSS à Recolher 2.916,67

21.875,00 416,62
3.409,09
205,63 FGTS à Recolher Seguros à Pagar
981,82
272,73 6.750,00
18.000,00

1.187,45

272,73 6.750,00
18.000,00
Fornecedores LP
4.375,00
PIS à Recolher
1.155,00
Contas à Pagar CP
16.000,00
4.375,00
Contas à Pagar LP
32.000,00
1.155,00
CSLL à Recolher
1.139,33
16.000,00
ICMS à Recolher
12.600,00
32.000,00
COFINS à Recolher
5.320,00
1.139,33
IRRF à Recolher
210,99
12.600,00
IRPJ à Recolher
1.898,89
5.320,00
Capital Social
800.000,00
210,99Capital
Social à Realizar
800.000,00 200.000,00
1.898,89
Lucro do Exercício
9.621,05
800.000,00
Receita de Vendas
70.000,00
800.000,00 200.000,00
Descontos Obtidos
1.012,50
9.621,05
Desp. Energ. Elétrica
1.200,00
70.000,00 70.000,00 1.012,50 1.012,50 1.200,00 1.200,00
ICMS
12.600,00
COFINS
5.320,00
Salários
3.000,00
12.600,00 12.600,00 5.320,00 5.320,00 3.000,00 3.000,00
PIS
1.155,00
Descontos Concedidos
300,00
Desp. Seguros
13.333,33
1.155,00
CMV
12.731,25
1.155,00 300,00Desp. Telefone
600,00
300,00 13.333,33 13.333,33
Juros Passivos
350,00
12.731,25 12.731,25
Desp. Água
600,00Desp. Aluguel
600,00 350,00
ARE
350,00
2.200,00
1.500,00
2.200,00
2.200,00 1.500,00
1.500,00
Provisao p/ CSLL Provisao p/ IRPJ
1.139,33
1.898,89
1.139,33
1.139,33 1.898,89
1.898,89
Desp. c/ Depreciaçao INSS
2.400,00 981,82
2.400,00
FGTS
272,73
2.400,00 981,82
Hora Extra
409,09
981,82
272,73 272,73 409,09 409,09
1.155,00 70.000,00
12.731,25 1.012,50
2.200,00 -
1.500,00 -
409,09 -
12.600,00 -
5.320,00 -
300,00 -
600,00 -
350,00 -
1.200,00 -
3.000,00 -
13.333,33 -
981,82 -
2.400,00 -
272,73 -
1.139,33 -
1.898,89 -
61.391,45 71.012,50
9.621,05 9.621,05
BALANCETE DE VERIFICAÇAO
Conta
Caixa
Bco. c/Mov.
Dupl. a Receb.
Mercadoria (1.000 Un.)
Est.Mat.Escritório
ICMS a Recup.
Pis a Recup.
Cofins a Recup.
Seg. à Vencer
Duplic. a Receb. LP
Eqto Informática
(-) D.A. Eqto Inform.
Fornecedores CP
Contas à Pagar CP
Salários a Pagar
INSS a Recolher
FGTS a Recolher
IRRF a Recolher
ICMS a Recol.
PIS a Recolher
Cofins a Recol.
IRPJ a Recolher
CSLL a Recolher
Seguros a Pagar
Fornecedores LP
Contas a Pagar LP
Cap.Social
Cap.a Integral.
Lucro Exercício
C.M.V.
DRO ICMS
DRO PIS
DRO Cofins
Salários
Hora Extra
INSS
FGTS
Desp. Água
Desp. Energia Elétrica
Desp. c/ Deprec.
Desp. c/ Aluguel
Desp. c/ Telefone
Desp. c/ Seguros
Desc.Conced.
Juros Passivos
Prov.C.Social
Prov.IRPJ
Venda
Desc.Obtid.
Apur. Result. do Exerc.
Saldo Inicial Movimento
Débito Crédito Débito Crédito
-219.700,00
159.952,75
-145.000,00
29.516,67
-40.000,00
10.000,00
-38.193,75
12.731,25
-1.715,25
-
-9.450,00
-
-866,25
-
-3.990,00
-
-20.000,00
13.333,33
-20.000,00
-
-48.000,00
-
--
2.400,00
-2.916,67
21.875,00
--
16.000,00
-416,62
3.409,09
--
1.187,45
--
272,73
--
210,99
--
12.600,00
--
1.155,00
--
5.320,00
--
1.898,89
--
1.139,33
-6.750,00
18.000,00
--
4.375,00
--
32.000,00
--
800.000,00
-800.000,00
200.000,00
--
9.621,05
-12.731,25
12.731,25
-12.600,00
12.600,00
-1.155,00
1.155,00
-5.320,00
5.320,00
-3.000,00
3.000,00
-409,09
409,09
-981,82
981,82
-272,73
272,73
-2.200,00
2.200,00
-1.200,00
1.200,00
-2.400,00
2.400,00
-1.500,00
1.500,00
-600,00
600,00
-13.333,33
13.333,33
-300,00
300,00
-350,00
350,00
-1.139,33
1.139,33
-1.898,89
1.898,89
-70.000,00
70.000,00
-1.012,50
1.012,50
-9.621,05
9.621,05
Saldo Final
Débito Crédito
59.747,25 -
115.483,33 -
30.000,00 -
25.462,50 -
1.715,25 -
9.450,00 -
866,25 -
3.990,00 -
6.666,67 -
20.000,00 -
48.000,00 -
- 2.400,00
- 18.958,33
- 16.000,00
- 2.992,47
- 1.187,45
- 272,73
- 210,99
- 12.600,00
- 1.155,00
- 5.320,00
- 1.898,89
- 1.139,33
- 11.250,00
- 4.375,00
- 32.000,00
- 800.000,00
600.000,00 -
- 9.621,05
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
--
Total -1.499.023,54
1.499.023,54 921.381,25 921.381,25
DRE Exemplo Prático
(+) RECEITA BRUTA
VENDAS 70.000,00
(-) DEDUÇOES
Devoluçao/Abatimentos
DRO ICMS
DRO PIS
DRO COFINS
-
(12.600,00)
(1.155,00)
(5.320,00) (19.075,00)
(=) RECEITA LIQUIDA 50.925,00
(-) C M V (12.731,25) (12.731,25)
(=) LUCRO BRUTO 38.193,75
(+/-) DESPESAS OPERACIONAIS
Salários
Hora Extra
INSS
FGTS
Despesa c/ Água
Despesa c/ Energia Elétrica
Despesa c/ Depreciaçao
Despesa c/ Aluguel
Despesa c/ Telefone
Despesa c/ Seguros
(3.000,00)
(409,09)
(981,82)
(272,73)
(2.200,00)
(1.200,00)
(2.400,00)
(1.500,00)
(600,00)
(13.333,33) (25.896,97)
(+/-) DESPESAS/RECEITAS FINANCEIRAS
Desc Concedidos
Juros Passivos
Desc Obtidos
(300,00)
(350,00)
1.012,50 362,50
(=) RESULTADO DO EXERCÍCIO 12.659,28
(+/-) RESULTADO NAO OPERACIONAL
GANHO/PERDA ALIENACAO DE IMOBILIZADO
GANHO/PERDA DE CAPITAL
LUCRO/PREJUIZO LIQUIDO ANTES DAS COMPENSAÇOES 12.659,28
(-) COMPENSAÇAO DO PREJUIZO ANTERIOR
(=) RESULTADO LIQUIDO ANTES DAS PROVISOES 12.659,28
(-) PROVISAO CONTR. SOCIAL (9%) (1.139,33)
(-) PROVISAO IMPOSTO DE RENDA (15%) (1.898,89)
(=) RESULTADO LIQ APÓS PROV CS E IR 9.621,05
BALANÇO PATRIMONIAL
ATIVO PASSIVO
31/12/X3 31/12/x3
Circulante 253.381,25 Circulante 72.985,20
Fornecedores 18.958,33
Caixa 59.747,25 Contas à Pagar 16.000,00
Banco C/Movimento 115.483,33 Salários à Pagar 2.992,47
Duplicatas à Receber 30.000,00 INSS à Recolher 1.187,45
Mercadorias (1.000 un.) 25.462,50 FGTS à Recolher 272,73
Material de Escritório 1.715,25 IRRF à Recolher 210,99
ICMS à Recuperar 9.450,00 ICMS à Recolher 12.600,00
Pis à Recuperar 866,25 Pis à Recolher 1.155,00
Cofins à Recuperar 3.990,00 Cofins à Recolher 5.320,00
Seguros à Vencer 6.666,67 IRPJ à Recolher 1.898,89
CSLL à Recolher 1.139,33
Seguros à Pagar 11.250,00
Realizável à Longo 20.000,00
Exigível à Longo Prazo 36.375,00
Duplicatas a Receber 20.000,00 Fornecedores 4.375,00
Contas a Pagar 32.000,00
Ativo Permanente 45.600,00 Patrimônio Líquido 209.621,05
Imobilizado 45.600,00 Capital Social 800.000,00
(-) Capital a Integralizar (600.000,00)
Eqto Informática 48.000,00 Lucros Acumulados 0,00
(-) D.A. Eqto Informática (2.400,00) Lucro do Exercício 9.621,05
Total Ativo 318.981,25 Total Passivo 318.981,25
Exercício Prático
Jan/04 Integralização de 30% do Capital Social, sendo 20% em dinheiro e o restante e
m
Móveis e Utensílios
Fev/04 Energia elétrica do mês a ser pago futuramente
Mar/04 Depósito bancário no valor de R$ 20.000,00 em dinheiro.
Mai/04 Pagamento de Salários, INSS e FGTS, referente à folha anterior em dinheiro
Jul/04 Compra de 3.000 unidades de Mercadorias pelo valor de R$ 90.000,00, sendo
50% em cheque e o restante em 4 parcelas.(ICMS 18%)
Ago/04 Venda de 3.200 unidades de Mercadorias por R$ 220.000,00, sendo R$
100.000,00 à vista e o restante em 10 parcelas. (ICMS 18%)
Set/04 Pagamento do IRPJ e CSLL referente ao Exercício anterior
Out/04 Pagamento de 2 parcelas da compra das mercadorias com desconto de R$ 130,
00
em cheque.
Nov/04 Recebimento de 4 parcelas da venda com desconto de 1% em dinheiro.
Pede-se:
Lançamentos Contábeis do Diário
Razonetes
Balancete
DRE
Balanço Patrimonial
Diário Exercício Prático
DATA Nomenclatura Débito Crédito
Razonetes Exercício Prático
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SOUZA, Ernesto Dias de. Como elaborar demonstrações contábeis. São Paulo: IOB-
Thomson, 2003. (Coleção prática IOB; v.3).
SANTOS, Cleônimo dos. Depreciação de bens do ativo imobilizado: Aspectos Práticos.
São Paulo: IOB-Thomson, 2003. (Coleção prática IOB; v.6).
IUDICIBUS, Sérgio de, MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para não
contadores. 2. ed. - São Paulo: Atlas, 1999.
MARTINS, Eliseu, GELBCKE, Ernesto Rubens. Manual de contabilidade das
sociedades por ações. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1989.