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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DO

MARANHÃO - CAMPUS IMPERATRIZ – IFMA

MATHEUS OLIVEIRA REIS

ENGENHARIA ELÉTRICA

CONVERSÃO ELETROMECÂNICA

Prof. Luis Miguel Magalhães Torres

IMPERATRIZ-MA

2020
TRANSFORMADORES

Segundo Fitzgerald e Kingsley: “... um transformador consiste em dois ou mais


enrolamentos acoplados por meio de um fluxo magnético comum...”. Por convenção a
“entrada” do transformador é vista como primário e a “saída” como secundário. A
essência de um transformador está na existência do fluxo mútuo citado anteriormente
ser variável no tempo.

A maioria dos transformadores são constituídos por um núcleo de ferro e


enrolamentos de fio de cobre com uma camada de verniz que serve como isolante. Os
transformadores estão presentes no grupo de máquinas estáticas, e funcionam através da
indução de corrente baseada na Lei de Faraday-Newmann-Lenz, que prevê a criação de
corrente elétrica na presença de um campo magnético variável.

Abaixo é exposto um transformador real e seu esquema interno:


TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TC)

O transformador de corrente é um equipamento usado para a reprodução da


corrente que circula no secundário observando a corrente do primário. Estes são usados
em aplicações de alta tensão, isolando a corrente do secundário para o uso de
equipamentos de medição, controle e proteção.

Estes tc’s podem ser construídos de algumas formas, e essas formas estão
listadas abaixo:

O principio básico de funcionamento se baseia no recebimento de uma corrente


de valor elevado no primário, e por meio da indução eletromagnética, induz uma
corrente menor no secundário, isso sendo observado pela relação de transformação de
corrente. Com isso variando a tensão na carga do secundário.

Na construção do tc é observado que o secundário possui mais espiras do que o


primário, sendo que a RTC (Relação de Transformação de Corrente) sempre é maior
que um.
Sobre a saturação de um tc, ocorre quando o fluxo magnético alcança um valor
elevado impossibilitando que o material condutor do núcleo não consiga variar o fluxo
do núcleo, ocasionando o desaparecimento de corrente. Sendo a saturação advinda
indiretamente pela tensão, e não pela corrente. Porém, também é observável que o tc
possui uma corrente mínima de funcionamento.

Para mais informações é aconselhável observar a placa de um tc que expõe as


seguintes informações:

 Tipo: fabricante;
 Uso: tipo de uso;
 Material isolante;
 Frequência;
 Tensão de isolamento: tensão máxima;
 N.I: nível de impulso;
 Ip: corrente nominal primária;
 Is: corrente nominal secundária;
 Ft: máxima sobrecorrente;
 It: corrente térmica nominal;

E tantas outras informações pertinentes, como se ver abaixo:


TRANSFORMADORES DE POTÊNCIA (TP)

O transformador de potência ou tp é usado para a medição de tensão


basicamente, aonde a tensão a ser medida se encontra no primário, e o voltímetro pode
ser conectado ao secundário aonde a tensão é proporcionalmente reduzida de acordo
com a do primário.

Ele é constituído das entradas H1 e H2, alta tensão, e X1 e X2, baixa tensão seu
encapsulamento é de resina epóxi, e ainda possui barra de fixação que é indicado o
aterramento da mesma. Estes transformadores assim como os tcs, podem ser de uso
interno ou externo, mudando o encapsulamento. A imagem abaixo ilustra a diferença
entre as duas construções.

Como já citado, seu funcionamento se baseia na redução da tensão para o uso de


equipamentos de medição, mantendo a tensão constante no secundário. Isso ocorre pela
indução magnética como no tc, sendo que diferentemente, no tp haverá mais bobinas no
primário do que no secundário, isso quer dizer que Relação de Transformação de
Potência (RTP) é maior que 1.

Para mais informações, é necessário observar a placa de um tp que expõe:

 Umáx: nível de isolamento;


 Frequência;
 Classe de exatidão;
 Limite de potência que garante exatidão;
 Potência Térmica: potência de alimentação;
 Relação nominal: RTC;
 Tensão nominal primária: Upn;
 Material isolante;

Sobre os grupos de divisão, os tps podem ser do grupo 1 que indicam sua ligação
entre fases, ou do grupo 2 e 3, indicando a ligação entre fase e terra, ou fase e neutro.