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EVIDÊNCIAS DAS TERAPÊUTICAS APLICADAS NO CONTROLE DA

DOR EM IDOSOS COM LOMBALGIA, NO ÚLTIMO QUINQUÊNIO


Por
 Claudia Daniela da Silva Simon Petsch
 -
RC: 69174 -07/01/2021
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ESTADO DA ARTE

PETSCH, Claudia Daniela da Silva Simon [1], FRIAS, Rondineli dos Santos [2],


SOUZA, Isabel Fernandes de [3]

PETSCH, Claudia Daniela da Silva Simon. FRIAS, Rondineli dos Santos. SOUZA,
Isabel Fernandes de. Evidências das terapêuticas aplicadas no controle
da dor em idosos com lombalgia, no último quinquênio. Revista Científica
Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano 05, Ed. 11, Vol. 15, pp. 138-151.
Novembro de 2020. ISSN: 2448-0959, Link de
acesso: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/educacao-fisica/idosos-
com-lombalgia

Contents [hide]
 RESUMO
 INTRODUÇÃO
 MATERIAL E MÉTODO
 DISCUSSÃO
 CONSIDERAÇÕES FINAIS
 REFERÊNCIAS

RESUMO

A dor na região lombar, é vista como debilitante a nível global, pois atinge
grande parte da população, por estar relacionada diretamente com o
envelhecimento. Se identifica a lombalgia, no momento que surge uma dor na
região sob a margem costal e sobre as pregas glúteas, provocando além do
quadro álgico, outros incômodos que podem muitas vezes virem acompanhados
de enrijecimento e impossibilidade de movimentar-se. Este trabalho teve como
objetivo identificar as evidências das terapêuticas aplicadas no controle da dor
lombar em idosos no último quinquênio. De acordo com os resultados,
verificou-se que a cinesioterapia ainda é o método mais adequando para o
tratamento da lombalgia no idoso.

Palavras-chave: lombalgia, idoso, dor, fisioterapia, terapêutica.

INTRODUÇÃO

A dor na região lombar,  é vista como debilitante a nível global, pois atinge
grande parte da população, por estar relacionada diretamente com o
envelhecimento (HARTVIGSEN, 2018). O que a leva, liderar entre as
disfunções, que mais causam incapacidades musculoesqueléticas nessa faixa
etária (SIMON, 2018; COYLE, 2016).

Se identifica a lombalgia, no momento que surge uma dor na região sob a


margem costal e sobre as pregas glúteas, provocando além do quadro álgico
outros, incômodos que muitas vezes podem vir acompanhados de
enrijecimento e impossibilidade de movimentar-se (SILVA, 2014; AGUIAR ,
2016).

A dor lombar pode ser caracterizada de três formas de acordo com o período de
duração. Quadros álgicos, que aparecem subitamente e tem duração de
aproximadamente seis semanas, são lombalgias do tipo agudas, já as que
superam o prazo de 12 semanas são subagudas e finalmente as que
ultrapassam esse tempo são diagnosticadas como lombalgias crônicas (SILVA,
2014; MENEZES, 2019).

Vários são os fatores que podem contribuir para o surgimento da lombalgia,


entre eles encontramos as causas psicossociais, inatividade física, ganho de
peso, problemas emocionais como a depressão, má postura adotada durante as
horas de trabalho, tabagismo a opção por um estilo de vida mais urbano
(SILVA, 2015). E em outras circunstâncias, devido a problemas degenerativos
dos discos intervertebrais (CARGNIN, 2019).

O tratamento fisioterapêutico para lombalgia, tem como propósito, reduzir ou


eliminar o desconforto e a dor, devolvendo o bem-estar, de forma a permitir,  o
quanto antes, a retomada das funções que exerce o indivíduo no seu dia a dia
(ALVARES, 2007).

Para tratar as lombalgias aguadas e sub aguadas, inicialmente se recomenda


repouso e alterações nas Atividade de vida diária (ATVD) as quais apresentem
fatores, que possam vir agravar ainda mais o quadro clínico (BONETTI, 2018).

Terapias com implementação de fármacos, tratamento fisioterapêutico, e a


conscientização do paciente, são a base para o método terapêutico na
lombalgia (HELFENSTEIN, 2010).

No mais, nos casos que são identificados como crônicos,  utiliza-se para o alívio
da dor, fármacos como relaxantes musculares, antidepressivos, opioides
sempre em conjunto com acompanhamento fisioterapêutico. A cinesioterapia se
apresenta como opção inicial, com aplicação de alongamentos estáticos
(PUPPIN, 2011). Inclui-se nesta lista também a terapia manual, eletroterapia,
crioterapia, termoterapia, ultrassom entre outros (BONETTI, 2018).

Observa-se que inúmeras são as técnicas utilizadas, no tratamento da


lombalgia crônica em pacientes idosos, no entanto, a efetividade das práticas
terapêuticas, ainda não estão absolutamente consolidadas, uma vez que muitos
fatores podem influenciar no resultados de cada método de tratamento, dessa
forma não temos definidas de maneira clara, quais técnicas ou estratégias
podem ser mais eficazes no alívio dos sintomas da dor lombar (LIZIER, 2012).

Deste modo, o objetivo da revisão integrativa foi verificar entre as técnicas


fisioterapêuticas aplicadas no último quinquênio, qual apresentou o resultado
mais satisfatório no alívio da dor lombar em idosos.  Sendo assim, este
trabalho pode vir a favorecer ao profissional na hora de decidir qual a melhor
estratégia a ser inicialmente aplicada na redução do quadro álgico apresentado
pelo paciente.

MATERIAL E MÉTODO

A revisão integrativa é um método que tem por finalidade condensar resultados


adquiridos, por meio das pesquisas publicadas, sobre um determinado estudo
em questão, proporcionando informações mais detalhadas e amplas sobre o
tema.
Este trabalho realizado por meio da busca nas bases de dados Lilacs, Pubmed e
Scielo apresenta estudos científicos publicados no último quinquênio, com foco
na lombalgia em idosos, tendo como objetivo, identificar as evidências das
terapêuticas aplicadas no controle da dor.

Para esta pesquisa foram utilizados os seguintes descritores: lombalgia, low


back pain, dor lombar, fisioterapia, Physiotherapy , terapêutica, tratamento,
pessoa idosa, aged, old, elderly, idoso e geronte, juntamente com os
operadores booleanos and e or os quais foram dispostos em uma planilha
estruturada, idealizada puramente para o atual estudo, como ferramenta para a
coleta de informações.

Tabela 1 – Resultados da busca sistema.

 Leitura na íntegra
Base de  Termos utilizados para buscas que tiveram  Encontrado  Excluído
 Utilizados de artigos
dados resultados satisfatórios s s
selecionados

lombalgia OR dor lombar


 Lilacs
AND fisioterapia OR terapia OR terapêutica
OR tratamento AND pessoa idosa OR idoso 80 80 0 0
 
OR terceira idade OR geronte

low back pain AND Physiotherapy AND aged OR


     Pubmed 138 128 10 6
old OR elderly
lombalgia) OR dor lombar AND fisioterapia OR
 Scielo terapia OR terapêutica OR tratamento AND pessoa 10 10 0 0
idosa OR idoso OR terceira idade OR geronte

Fonte: elaborada pela própria autora da pesquisa.

Para o desenvolvimento do presente trabalho, foram incluídos todos os artigos


disponibilizados nos idiomas inglês e português, que correlacionaram dados
sobre terapêuticas no controle da dor lombar em idosos. Isto
independentemente do conceito de dor lombar estabelecido pelos autores e
seus instrumentos de coletas de dados.

Entre os critérios de inclusão estão: amostra selecionadas de acordo a idade 60


anos ou mais, publicações referentes ao último quinquênio 2015 a 2019;
estudo randomizado (Randomized controlled trial); ensaio clínico (Clinical trial);
pesquisa quantitativa; e textos completos livres gratuitamente (Free full text).
Adotou-se como critério de exclusão, artigos de revisão, publicações que não
exploravam o tema do estudo referente a  técnicas fisioterapêuticas aplicadas
em idosos para alivio da lombalgia, estudos com  ausência de informações
relevantes, como a idade da amostra ou que  exploram outras áreas do corpo,
artigos apenas com  indivíduos com  idade inferior a 60 anos e artigos
pagos.      

Tabela 2: fluxograma bases de dados.

Fonte: elaborada pela própria autora da pesquisa.


Após a análise e a seleção dos artigos, os estudos foram organizados em
seções, de acordo com o tipo e desenho do estudo. Com a estratégia de busca
adotada, foram identificados  228 artigos elegíveis. Destes, foram excluídos
222 por não se enquadrarem nos critérios de inclusão. Do total de artigos
excluídos, 126 trabalhos não exploraram a temática do estudo referente as
técnicas fisioterapêuticas aplicadas para alivio da lombalgia em idosos; outros
17 tinham ausência de informações relevantes como idade da amostra; 22
apresentavam amostra de idade inferior a 60 anos; 5 exploraram outras áreas
do corpo; e 3 artigos eram pagos, etc.

Já entre os estudos selecionados que se apresentavam aptos para esta revisão,


3  utilizaram a cinesioterapia com objetivo de verificar o alívio da dor em idosos
com lombalgia, dos quais, 2 desses incluíram outras técnicas complementares
no seu artigo com o mesmo intuito inicial.

Outros 2 estudos, abordaram a eletroestimulação, apenas1 tendo uso do TENS 


e outro, aplicação de eletroestimulação do corpo inteiro, mais a inclusão de
exercícios. E para finalizar, 1 único estudo, abordou um conjunto de técnicas
para alívio da dor, utilizando a liberação miofascial, rolo massageador e
estabilização de núcleo.

 Tabela 3- Artigos excluídos e inclusos após leitura de títulos e resumos.

Área ou tema do artigo Descartados Área ou tema do artigo Incluso

Avaliação, distribuição e prevalência da


12 Cinesioterapia 1
lombalgia

Fatores desencadeantes da lombalgia 10 Eletroestimulação (TENS) 1

Liberação miofascial + rolo massageador + exercícios de


Sarcopenia / dor lombar 8 1
estabilização do núcleo

Síndromes e outras patologias 15 Cinesioterapia + eletroestimulação 1

Perfil sociodemográfico de pacientes com dor


17 Cinesioterapia +  terapia cognitivo-comportamental 1
lombar

Programa de auto cuidado e orientações 12 Eletroestimulação Muscular de Corpo Inteiro+ cinesioterapia 1

Incapacidade funcional, depressão e dor


15
lombar

Artigos de revisão 10

Medicina chinesa e outras técnicas


22
complementares

Infecção para-vertebral 7
Procedimento cirúrgico 20

Estabilização segmentar 10

Estimulação elétrica cerebral 4

Implementação de fármacos 8

Estudo com apenas pessoas com idade


22
inferior á 60 anos

Fonte: elaborada pela própria autora da pesquisa.

Após a aplicação dos critérios de exclusão, restaram 10 artigos. Porém após


uma leitura na íntegra, constatou-se que apenas 6 estudos citados acima,
estavam de acordo com o objetivo de verificar as evidencias terapêuticas
aplicadas no controle da dor na lombalgia em idosos no último quinquênio,
além de observar quais foram os resultados mais relevantes na reabilitação
desses pacientes. A busca com os descritores low back pain; Physiotherapy;
aged; old; elderly foi a que apresentou  maior número de artigos (138
publicações).

Tabela 4- Disposição dos artigos selecionados quanto ao autor, ano, tipo de


estudo, objetivo, método, resultados – 2015 a 2019.

Tipo de
Autor/Ano        Objetivo Métodos    
Estudo     

Verificar nível de dor, capacidade


funcional e QV em indivíduos com dor Amostra  era integrada por  30 pessoas do sexo feminino
lombar crônica inespecífica, após e masculino, com faixa etária de 18 e 65 anos,
Um ensaio aplicação de exercícios realizados em diagnosticados com dor lombar crônica inespecífica, os
Kanas, et al    
clínico não casa, com diferentes tipos de supervisão quais realizaram um plano de exercícios de três vezes po
2018
randomizado semana durante oito semanas. Grupo A (N=17)
realizaram os exercícios única vez supervisionada. Os
  indivíduos do Grupo B (N=13) foram acompanhados
uma vez por semana.

participaram quarenta e cinco indivíduos separados


aleatoriamente em dois grupos (CSE e CSE + MRT).
Para o grupo CSE foi proposto um programa de
exercícios de estabilização aplicados 3 vezes por semana
Avaliar a melhora após aplicação da
Um estudo durante 6 semanas juntamente com os exercícios de
técnica de liberação miofascial (TRM)
Ozsoy G et al randomizado estabilização do núcleo, técnica de relaxamento
com um rolo massageador mais
2019 controlado, miofascial com massageador de rolo pelo mesmo
exercícios de estabilização do núcleo
único-cego período. Já o  grupo CSE + MRT. Os integrantes foram
(ECE) em idosos com lombalgia
avaliados em termos de dor, incapacidade lombar, pouca
flexibilidade , cinesiofobia, estabilidade do núcleo,
mobilidade da coluna, marcha e qualidade da vida antes
depois do tratamento.
Verificar os benefícios de um programa
de treinamento muscular do tronco +
estimulação elétrica neuromuscular para Amostra foi composta por Pacientes de 60 a 85 anos 
a reabilitação de idosos com lombalgia alocados em dois grupos um para TMT + NMES e outro
crônica verificando como poderia intervenção de controle passivo, consistindo em
Um ensaio
melhorar função física e algia  em tratamentos passivos, ou seja, com aplicação de calor,
Hicks et al 2016 preliminar
comparação com uma intervenção de ultrassom e massagem. Os resultados foram  avaliados
randomizado
controle passivo. após 3 e 6 meses de pós-randomização incluíram o teste
Timed Up and Go, velocidade da marcha, dor e limitaçã
  funcional relacionada à lombalgia.

Objetivo comparar o efeito da


Estudo de dose-
estimulação elétrica nervosa
resposta Participaram do estudo 60 indivíduos com DLCP axial
transcutânea (TENS) em adultos mais
estratificado 20 eram jovens, 20 de meia idade e 20 idosos. Todos
Simon et al velhos com dor lombar  em comparação
por idade foram submetidos a  quatro sessões de 20 minutos de
2016 com adultos mais jovens.
TENS de alta intensidade e alta frequência durante 2 a 3
    semanas.

O objetivo  é comparar o WB-EMS com Participaram deste trabalho, 110 pacientes com dor
exercícios já conhecidos de lombar crônica inespecífica, de 40 a 70 anos, foram
fortalecimento para determinar os efeitos alocados aleatoriamente em dois grupos. Ambos 
estudo que geram sobre  dor lombar crônica e completaram um programa de 12 semanas dedicado a do
Weissenfels et
controlado inespecífica lombar. Baseada nos princípios do treinamento, que
al 2019
randomizado utiliza estimulação elétrica para treinar principalmente
  força e estabilização em tempo curto. Os exercícios
foram semelhantes ambos os grupos, com foco no
fortalecimento e estabilização do tronco.
Os participantes do estudo foram 60 idosos com DLC
O estudo teve como finalidade  avaliar a separados em grupos um de intervenção de PA apenas
atividade física mais terapia cognitivo- por telefone de 12 semanas (grupo PA) ou grupo de
estudo comportamental para dor entre idosos intervenção PA mais CBT-P (grupo PA + CBT-P) e um
Goode et al veteranos com CLBP.
randomizado grupo controle de lista de espera (grupo WL ) NA
2018
piloto intervenção da AF foram incluídas atividades de
 
alongamento, fortalecimento e aeróbica; O CBT-P cobri
o ritmo da atividade, técnicas de relaxamento e
reestruturação cognitiva.

Fonte: elaborada pela própria autora da pesquisa.

DISCUSSÃO

Muitas são as técnicas aplicadas atualmente na área da fisioterapia, para alívio


da dor lombar em idosos, como verificado no último quinquênio. Porém alguns
procedimentos já conhecidos na literatura, foram integrados no mesmo estudo
para, assim, verificar qual apresenta real eficácia.

Weissenfels, (2019) que desenvolveu um trabalho, com objetivo de comparar a


Eletroestimulação Muscular de Corpo Inteiro (WB-EMS) com um protocolo
reconhecido de exercícios de fortalecimento para determinar os efeitos de
analgesia sobre a dor lombar crônica  inespecífica. O estudo teve a participação
de cento e dez pacientes diagnosticados com dor lombar crônica inespecífica,
na faixa etária de 40 a 70 anos,  os quais foram aleatoriamente separados em
dois grupos.

Todos os integrantes participaram do  programa durante 12 semanas, sendo


que a seleção do conteúdo do grupo de controle ativo foi baseada nos princípios
do treinamento WB-EMS, que utiliza estimulação elétrica para treinar
principalmente força e estabilização em um tempo muito curto. Os exercícios
aplicados foram semelhantes nos dois grupos, focando no fortalecimento e
estabilização do tronco. O resultado foi considerado bom, visto que a
intensidade de dor na lombar reduziu,  havendo um  aumento da força nos
músculos das costas de ambos os grupos, como também alterações
semelhantes observadas nos flexores do tronco.

No trabalho realizado por Kanas (2018)  utilizou da cinesioterapia, em seu


estudo não randomizado, tendo como objetivo principal, avaliar capacidade
funcional e qualidade de vida, de 30  indivíduos com faixa etária entre 18 a 65
anos, os quais apresentavam diagnóstico de lombalgia crônica inespecífica.
Colocando em prática um plano de  tratamento, que consistia na aplicação de
exercícios domiciliares realizados 3 vezes por semana, durante 8 semanas, os
quais eram acompanhados por diferentes tipos de supervisões.

No final desse experimento, constatou-se ocorrência de melhora na dor e


capacidade funcional durante avaliação da primeira e quarta semana, na
qualidade de vida obteve-se uma melhora mais significativa, somente após 8
semanas de intervenção. Sendo assim verificou-se que a cinesioterapia após 8
semanas de aplicação, obteve  tanto melhora na dor, como na qualidade de
vida nos diferentes tipos de supervisão.

Do mesmo modo que Kanas; Goode (2018)  utilizou a cinesioterapia para


controle da dor lombar crônica, por meio de um estudo piloto randomizado,
buscava avaliar a importância da a atividade física, mais terapia cognitiva
comportamental para dor lombar crônica em 60 idosos veteranos por um
período de 12 semanas, através de um acompanhamento via telefone.

Para colocar em prática o estudo, Goode sugeriu a aplicação de exercícios


domiciliares, usando combinação de força física e equilíbrio, exercícios de
alongamentos, fortalecimentos e atividades aeróbicas.  Para o cognitivo
comportamental  propôs exercícios que abarcavam o ritmo da atividade,
técnicas de relaxamento e reestruturação cognitiva. O resultado demonstrou
que as intervenções de Atividade Física com suporte domiciliar por telefone,
eram viáveis, aceitáveis e seguras para adultos veteranos. Porém foi observado
que haveria a necessidade de dar continuidade ao estudo para se obter
informações.

Como Weissenfels; Simon (2016) também utilizou da Eletroterapia em sua


pesquisa estratificada por idade, com amostra de 60 participantes portadores
de dor lombar crônica,  dos quais 20  eram jovens e outros 20 de meia idade,
sendo idosos os demais. Os participantes foram submetidos a quatro sessões
de 20 minutos de TENS de alta intensidade e alta frequência durante um
período de 2 a 3 semanas.

Verificando-se que não se obteve uma resposta significativa com esse


tratamento, pois não foi observada uma melhora na dor em nenhuma faixa
etária, durante aplicação das quatro sessões. No entanto, observou-se que o
grupo composto pelos idosos, necessitavam de intensidades maiores para se
igualar à resposta obtida por adultos mais jovens. Sendo assim, percebe-se
que, para alívio da dor lombar em idosos é necessário levar em consideração
que os parâmetros atuais utilizados na analgesia nessa faixa etária devem ser
baseados em amplitude mais altas, mas ainda dentro do tolerável, para se ter
um resultado mais satisfatório na analgesia da dor lombar.

Já Hicks, (2016) seguindo a mesma linha de Weissenfelds, (2019) propôs um


ensaio preliminar randomizado no qual buscou, avaliar um programa de
treinamento muscular de tronco, juntamente com a introdução da estimulação
elétrica neuromuscular para reabilitação de idosos que sofrem constantemente
com lombalgia crônica e também investigar preliminarmente se o treino
muscular de tronco (TMT) + Eletroestimulação neuro muscular (NMES) poderia
melhorar a função física e dor em comparação com aplicação de uma
intervenção de controle passivo.

A amostra foi composta por pacientes de 60 a 85 anos, os quais 31 integrantes


foram selecionados para testar o protocolo de TMT + NMES e 33 para a
intervenção de controle passivo, que consistia em tratamento com calor,
ultrassom e massagem. Para avaliação após 3 e 6 meses incluiu-se o teste
Timed Up and Go, velocidade da marcha, dor e limitação funcional relacionada
à lombalgia.
Após análise dos resultados percebe-se que  ambos os grupos, apresentaram
reduções clinicamente importantes e semelhantes  na dor. Porém, apenas o
grupo de treinamento muscular de tronco mais eletroestimulação apresentou
melhoria significativa referente ao ganho de funções baseadas pelo
desempenho e pelo relato dos participantes. No requisito melhora funcional
geral no período de 6 meses, o grupo que sobressaiu em seus resultados, foi o
qual teve aplicação do treinamento muscular de tronco e  eletro estimulação.

Em outra abordagem Ozsoy (2019) em um estudo controlado randomizado,


único-cego buscou avaliar por meio da técnica de liberação miofascial (TRM)
com um rolo massageador combinado com exercícios de estabilização do núcleo
(ECE) os efeitos em idosos com dor lombar.

Participaram dessa pesquisa, quarenta e cinco indivíduos idosos, divididos


aleatoriamente em dois grupos (CSE e CSE + MRT). Nesta análise, foi aplicado
um programa básico de exercícios de estabilização com os participantes do
grupo CSE por 3 dias na semana durante 6 semanas. No outro grupo CSE +
MRT, foram adicionados aos exercícios de estabilização do núcleo a técnica de
relaxamento miofascial com massageador de rolo realizada por 3 dias por
semana, durante 6 semanas.

Os participantes foram avaliados em termos de dor, incapacidade lombar,


menor flexibilidade corporal, cinesiofobia, resistência à estabilidade do núcleo,
mobilidade da coluna vertebral, características da marcha e qualidade da vida
pré e pós-tratamento. Verificou-se que a melhora na resistência da estabilidade
do núcleo e na mobilidade da medula espinhal (no plano sagital)  foi maior no
grupo CSE + MRT em comparação com o grupo CSE. Não houve diferença
significativa entre os dois grupos em termos de dor, incapacidade lombar,
flexibilidade corporal inferior, cinesiofobia, características da marcha e
qualidade da vida.

Os estudos de Weissenfelds (2019), Kanas (2018) e Simon (2016), embora


apresentem bons resultados, podem não refletir uma resposta fidedigna à
questão norteadora da presente pesquisa, pois as amostras que compuseram
esses estudos incluem participantes com faixas etárias abaixo da faixa
pesquisada pela presente pesquisa. No entanto são dados que nos demonstram
possíveis estratégias de tratamento que podem ser utilizadas para o grupo de
pacientes idosos.
Por outro lado, os estudos de Goode (2018), Hicks (2016) e Ozsoy (2019),
apresentaram propostas que foram aplicadas a uma amostra exclusivamente
composta por pessoas acima de 60 anos. Os resultados desses estudos
demonstraram que os exercícios físicos apresentam melhores resultados em
relação ao público idoso. Embora o estudo de Hicks tenha feita a associação de
cinesioterapia com eletroterapia, com foco no fortalecimento muscular. Deixa
claro a eficiência dos exercícios físicos, com foco no fortalecimento, como
estratégia de tratamento para a dor lombar em pacientes idosos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Encerra-se essa pesquisa, confirmando que após  análise dos artigos que
fizeram parte dos resultados da pesquisa,  a cinesioterapia é o método mais
adequando para o tratamento da lombalgia no idoso.

Como verificado no estudo de Hicks, o qual apresentou real melhora no alívio


da dor lombar. Tendo em vista que a cinesioterapia, quando utilizada com
esses indivíduos apresenta um melhor desempenho no quesito analgesia,
comprovando que a introdução dos exercícios físicos, focados na estabilização
de tronco, aumento de força muscular, alongamentos para ganho de
flexibilidade e equilíbrio, apresentam uma resposta mais significativa na
melhora do quadro álgico.

Consequentemente nota-se que é de grande valia, a implementação de outros


métodos já existentes juntamente com esses exercícios, para promover a
redução da dor na região lombar  abreviando o tempo de tratamento.

Outra particularidade relevante constatada por meio desta revisão, que,


escassos foram os estudos científicos, publicados no último quinquênio,
direcionados a essa faixa etária com ênfase em técnicas utilizadas pelos
profissionais de fisioterapia no alívio da lombalgia. Sendo assim, percebe-se, o
quão é necessária uma atenção mais direcionada a esse público idoso,
referente a dor lombar, a qual os afeta de forma tão negativa.

REFERÊNCIAS
AGUIAR, Alessandra Regina Silva Araújo. 2016. Incapacidade funcional em
idosos jovens e mais idosos com dor lombar aguda

ALVAREZ, Talita, FERRARETO, Silvia. Belissa. 2007 Tratamento fisioterapêutico


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BONETTI, A., Pietraczk, D., Maciel, B. B., Padilha, M. V. L., Stein, T., &
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[1]
 Graduanda em Fisioterapia; pelo Centro Universitário – União das Américas.

[2]
 Orientador. Especialização em Fisioterapia Neurofuncional. Graduação em
Fisioterapia.

[3]
 Orientadora. Doutorado em Engenharia de Produção. Mestrado em
Computação. Especialização em andamento em MBA de Educação
Híbrida. Especialização em MBA em Metodologias da Aprendizagem Ativa.
Especialização em MBA em Gestão de Aprendizagem. Especialização em Pós
Lato Sensu em Computação Docência Superior. Graduação em Ciência da
Computação.

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