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08/09/15

Genoma (DNA)
INTRODUÇÃO

q  Genética: estudo das semelhanças (herança) e diferenças


Gene
(variabilidade) entre os seres e seus descendentes. (informação genética)

Genética bacteriana transcrição


q  A informação genética de qualquer ser vivo está contida em
seu material genético
RNAm

Fluxo de informação genética: tradução

DNA RNA ptns Proteína


(função)

www.cib.org.br

Célula eucariótica Célula procariótica


Como é constituído o genoma
Genética bacteriana
Material genético envolto Material genético disperso no bacteriano? q  Cromossomo (580 – 5000Kb)
por membrana formando citoplasma (não há núcleo -
nucleóide)
§  DNA de fita dupla (complementares), circular, desnudo.
um núcleo Informação genética da célula (seqüência de bases do DNA).

Cromossomo
• Genoma haplóide
Plasmídio •  Exceções:

Elementos transponíveis •  * Há algumas espécies com dois cromossomos

Vírus bacteriano (bacteriófago) •  * Há algumas espécies com cromossomo linear

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Plasmídios
Cromossomo (cont.)
-  Molécula de DNA de fita dupla, circular e
~1mm de comprimento super-enovelada
(~1.000x maior que o Ø cromossomo Exceções: em poucas espécies, são lineares ou de
bacteriano): fita simples.
enovelado, compactado
- Replicação autônoma (independente do
Tortora, Funke and Case, 1996

-Varia em tamanho: ~ 750 kb em Mycoplasma cromossomo)-replicons

~ 5.000 kb em Escherichia coli


~ 10.000 kb em Streptomyces
(~1.000 a 10.000 genes)
http://129.109.136.65/microbook/ch002.htm

Plasmídio (cont.) Plasmídios (cont.)


Funções: Plasmídios conjugativos
- Tamanho variável (~1 a 200kb)
-Estrutura não essencial, mas que pode conferir vantagens seletivas
- No. variável em uma mesma bactéria:
Pode não conter plasmídios, ou pode conter -Exemplos:

vários tipos de plasmídios, simultaneamente. • resistência a drogas e outros agentes antimicrobianos

• produção de fatores de virulência (toxinas, adesinas)


- No. de cópias de cada molécula é controlado:
• degradação de substâncias inusitadas (ex. petróleo)
plasm. pequenos (5-10 kb) 50-100 cópias/célula • alguns conferem mecanismos adicionais de transferência genética
(conjugação) > plasmídios conjugativos
plasm. grandes (50-200 kb) 1-10 cópias/célula
Podem carrear genes para conjugação e vários outros
-Importantes ferramentas em Engenharia Genética (no ex., genes de resistência)

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Plasmídios bacterianos
Genética bacteriana
Plasmídio de resistência
q  Seqüências de inserção/Transposons
§  Segmentos de DNA lineares, móveis de tamanho
variável (~700 a 40.000 pb)
§  Capazes de se inserirem em diversas regiões do
genoma
§  Não são auto-replicativos
http://www.biomed.cas.cz/mbu/plasmid2000/plasmid.htm
§  Ativam/Inativam genes
http://www.csu.edu.au/faculty/health/biomed/subjects/molbol/DNA%20technology.htm

Tortora, Funke & DNA de uma célula de


Case, 1996
E. coli lisada. (setas
indicam plasmídeos)

Seqüências de inserção e Transposons


Seqüências de Inserção Genética bacteriana
•  Função: q  Bacteriófagos/Fagos
Embora não essenciais, podem ser vantajosos
§  Vírus associados à bactérias

Transposons –  ex. genes de resistência, produção de


toxinas

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Vírus bacterianos Genética Bacteriana


Vírus bacterianos (cont.)
(Bacteriófagos ou fagos)

Conversão fágica (ou conversão lisogênica):


Fago virulento (ou lítico): lisa bactérias Fenômeno onde uma propriedade bacteriana é
infectadas
codificada pelo profago
Fago temperado: genoma insere-se no
cromossomo bacteriano, mantendo-se de Ex.Corynebacterium diphtheriae (difteria)
modo estável> (estado de profago) Genes que codificam toxina diftérica são
do vírus ⇒ somente as bactérias
Bactérias contendo profagos são denominadas lisogeneizadas da espécie são virulentas
lisogeneizadas

Variabilidade Bacteriana VARIABILIDADE GENÉTICA NOS


MICRORGANISMOS
q  Genótipo: potencial hereditário da célula a. fenotípica:
contido no DNA (cromossômico e -ocorre devido à influência de um fator
externo (adaptações das bactérias ao
plasmidial);
ambiente)
-reversível MUTAÇÃO RECOMBINAÇÃO
GENÉTICA
q  Fenótipo: parte do potencial genético b. genotípica:
que está sendo expresso. -ocorre devido a uma alteração do código -Transformação
genético -Conjugação
-mantida na progênie -Transdução

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MUTAÇÃO Mutações Mutação


•  Tipos:
q  Alteração na seqüência nucleotídica A G (puricas)
-Mutações pontuais: microinserções,
de um gene microdeleções, duplicação e substituição
Origem:
Espontânea (ocorre naturalmente -Translocação C T (pirimidicas)
em ~ 1 x 10-6 a 1 x 10-9 por divisão
celular, provavelmente devida a uma
-Macroinserções e Macrodeleçõs
baixa taxa de mutagênicos naturais,
normalmente presentes no ambiente)
-Inversões
-Transições TRANSIÇÕES
• Induzida (causada por agentes -Transversões
mutagênicos, substâncias que
aumentam a taxa de mutação) TRANSVERSÕES

MUTAÇÃO MUTAÇÃO DESLOCAMENTO DO QUADRO DE


LEITURA
q  Pode ser:
q  Inserção
q  Deleção
§  Neutra - codifica o mesmo aa.
q  Podem ser:
§  Errônea - codifica um aa. diferente
§  Espontâneas - 10-7 a 10-11

§  Sem sentido - códon de terminação


§  Induzidas - agentes mutagênicos (físicos e
químicos)

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AGENTES MUTAGÊNICOS
RECOMBINAÇÃO GENÉTICA Ciclo Lítico ou Lisogênico
q Transformação – aquisição de material
q Físicos: genético do meio;
•  Ciclo lisogênico
–  DNA do fago se integra ao cromossomo
§  Radiações: Luz UV, raios X, raios
bacteriano por um processo de
gama, etc.
q Transdução – transferência de DNA mediada recombinação
por fagos;
q Químicos:
•  Ciclo lítico
–  Novas partículas virais são formadas com a
§  Óxido nitroso, Brometo de etídio, etc. q Conjugação – transferência de material maquinária da célula bacteriana e, em
genético entre duas células (plasmídeos) seguida ocorre lise da célula

Ciclo lisogênico Mecanismos de transferência genética


Ciclo Lítico em bactérias

1. Transformação:

- Captação de DNA livre por uma bactéria em estado


fisiológico apropriado (estado de competência)

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Experimentos de Griffith
Transformação em Pneumococos Transformação (cont.):
Transformação-1

Competência: alterações celulares que favorecem a


captação de DNA livre

·Natural: células competentes durante todo o


crescimento celular
-apenas algumas espécies bacterianas apresentam
competência naturalmente (ex.Neisseria gonorrhoeae e
Haemophilus influenzae)
·Artificial: induzida no laboratório A bactéria doadora morre e é degradada

Transformação-2 Transformação-3 Transformação-4

A proteína RecA promove troca genética entre o


Um fragmento de DNA da bactéria morta liga-se a fragmento de DNA da bactéria doadora e o DNA da A troca é completada
proteínas específicas na parede celular de uma bactéria bactéria receptora
receptora, viva e competente.

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Transformação bacteriana Mecanismos de recombinação Transdução Generalizada por


pode ser feita no laboratório genética em bactérias Bacteriófago lítico-1
1
2. Transdução:
2

- Transferência de DNA via

bacteriófago

- Tipos:

• Transdução generalizada

• Transdução especializada

• Transdução abortiva
Bacteriófago lítico adsorve-se a uma bactéria susceptível
Bacteriófago

Transdução Generalizada por Transdução Generalizada por


Transdução Generalizada por
Bacteriófago lítico-2 Bacteriófago lítico-3 Bacteriófago lítico-4

Ocasionalmente, uma cabeça ou capsídeo do bacteriófago


O genoma do bacteriófago entra na bactéria e direciona o incorpora, por engano, um fragmento do genoma ou um
maquinário metabólico bacteriano para confeccionar componentes plasmídeo da bactéria hospedeira (doadora), ao invés do Bacteriófagos são liberados.
e enzimas virais genoma do fago.

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Transdução Generalizada por


Transdução Generalizada por Transdução Generalizada por
Bacteriófago lítico-5
Bacteriófago lítico-6 Bacteriófago lítico-7

O bacteriófago insere o DNA da bactéria


O bacteriófago portador do DNA da hospedeira doadora que carrega em uma bactéria O DNA da bactéria doadora é trocado com o
anterior (doadora) adsorve-se a uma nova bactéria receptora DNA homólogo da bactéria receptora.
(receptora)

Transdução Especializada por Transdução Especializada por Transdução Especializada por


Bacteriófago Temperado-1 Bacteriófago Temperado-2 Bacteriófago Temperado-3

Ocasionalmente, durante uma indução espontânea, um pequeno


Um bacteriófago temperado adsorve-se a uma O bacteriófago insere seu genoma no cromossomo pedaço do cromossomo bacteriano é captado erroneamente, como
bactéria susceptível e injeta seu genoma. bacteriano e torna-se um profago>>>Conversão fágica parte do genoma do profago, e parte do DNA viral permanece no
cromossomo bacteriano.

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Transdução Especializada por Transdução Especializada por Transdução Especializada por


Bacteriófago Temperado-4 Bacteriófago Temperado-5 Bacteriófago Temperado-6

Enquanto o bacteriófago se replica, o segmento de DNA


bacteriano replica-se como parte do genoma do fago. Cada fago O bacteriófago adsorve-se a uma bactéria O genoma do bacteriófago portador do DNA
agora carrega aquele segmento de DNA bacteriano. da bactéria doadora insere-se no cromossomo
receptora e injeta seu genoma
da bactéria receptora

Mecanismos de recombinação genética


Colônias de fagos em bactérias Conjugação bacteriana via pilus sexual
(placas em lise)
3. Conjugação

-Transferência requer contato direto bactéria-

bactéria

Gram negativos: contato via pilus sexual


Gram positivos: contato via substância adesiva de
superfície

http://www.denniskunkel.com/
/
http://plantbio.berkeley.edu/~courses/pmb148

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Conjugação-1 Conjugação-2
Conjugação-3

O pilus sexual adere a uma bactéria (fêmea) (F-) que O pilus sexual retrai-se e é criada uma ponte entre as
A bactéria doadora tem um plasmídio que atua como receptora. Uma fita do plasmídio é quebrada duas bactérias. Uma fita do plasmídio entra na
codifica um pilus sexual e transferida. bactéria receptora.

Conjugação-4 Dúvidas??!!!

Ambas fazem uma fita complementar do plasmídio (portanto, são F


+).
Não ocorre transferência de DNA cromossômico nessas condições,
mas outros plasmídios podem ser transferidos simultaneamente.

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