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FUNDAÇOES
,
GUIA PRATICO DE PROJETO,
EXECUÇÃO e DIMENSIONAMENTO
Ilustrações
AMD ESTÚDIO GRÁFICO
CLÁUDIO ANDRADE DE MATTOS DIAS

Revisão
SÉRGIO ANDRADE DE MATOS DIAS

Projeto Editorial
ZIGURATE EDITORA

CIP- BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE


(Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ - Brasil)

R233f
Rebello, Yopanan Conrado Pereira, 1949 -
Fundações : guia prático de projeto, execução e
dimensionamento/ Yopanan C. P. Rebello. - São Paulo
: Zigurate Editora, 2008.

]lustrado.

Incui bibliografia.
ISBN 978-85-85570-10-1
1. Fundações (Engenharia) - Manuais, guias, etc.
2. Mecânica do solo - Manuais, guias, etc.
3. Engenharia de estruturas - Manuais, etc.
I. Título
CDD: 624.15
07-473. CDU: 624.15

4ª edição

©
COPYRJGHT de Yopanan Conrado Pereira Rebello
@coPYRJGHT
· desta edição -Zigurate Editora e Comercial
· Ltda.
Todos os direitos de reprodução reservados.
-
FUNDAÇOES
,
GUIA PRATICO DE PROJETO,
EXECUÇÃO e DIMENSIONAMENTO

YOPANAN C. P. REBELLO

~ ~ 'gurato
~ rtillOM
À minha esposa Daisy, co-autora das coisas mais importantes da minha vida e
à minha 1nais nova netinha Luiza.
Prefácio

A busca do Engenheiro e Professor Yopanan sempre foi. ao longo de-...cs


últimos trinta anos. alimentar o Engenhoso Pensamento rquitetõnico. um
pen amento pleno onde a me ma força · que regem a Fonna. a aperfriç 1am
espacialmente. numa dança feita de intuiçõe . ·abere . conhec1mento~ e
artífices. a leitura de te li, ro e\.perimentamos, er as fonn a, pousarem no
solo. Aterrizar.
Hoje quando leio a hi tória da Torre de Babel., ejo a reprodução do quadr0
do jovem Pieter Brueghel. imagino.
Tamanha con trução te, e im que chamar todos o homens e mulheres
disponívei a con truir. , indos das redondei a-_ e de att? onde a noticia se
e palhou. Cada um. carregado com seus cacoetes e linguajares. Desde t"'
início. uma balbúrdia. unida para con ' truçào da matriz do seu tempü.
Dai as pergunta , que nunca foram re ' pondidas. Por que um edificio d tàt1
alto grau de persua ão na .. ua bu Ta de conhecer a trnnsccnd~ncia: t"' edifí 'tü
que experimentaria a dificil tarefa de unir m, el. prumo e "'squadrt) na tentatt, ~l
de realizar o objeto-símbolo mai ' eh~, ado que nos em poss1, d constnnr: t"'
que fez tal proeza. que de, eria contar com as melhores intui '0es. saber-~.
conhecimento e artífices. desmoronar. tàLendo com que cad-1 um r 'h.,n1~1ss'
desiludido aos antigo , , ício e a ci, il izaçào se en\.ergasse mcnür que ,lllh.':(l
O que teria fechado a ~ portas de deus da Babilônia•.)
Tal\ ez a própria Babilõnia com suas argilas tnt)ks. Qul.?m ~ab' p.1~~-lllh.h
anos a fio tentando erguer aquilo que St) aftmda, a. tra~adt) ' ,ü,~t,n h.h,
pelas lamas da 1\ ksnpotdmia . .-\té que afundar n~h) ti..,i m,ús um,1 n,n '~.1 'J ,.
mas um naufrúuio... .
A aparente estú, d torre cônica , in.)U um h.) h..lll '-' 1..1111 p '~ dl' t,.1n"1.'
Era preciso conhecer onde nos apt)iamtb.
A aventura que este Jivro nos propõe nos possibilita pensar porque Manhattan
tem a densidade construtiva ~ue tem, se tomando rapidamente O centro
financeiro mais poderoso do seculo XX. Olhar de outra fonna a concepção
"strutural dos pilares da FAU USP. •Estudar o• Hotel de Tóquio do Mestre
t,;

Frank LLoyd Wright, e ver o arqmteto a cuidar da Terra com a mesma


destreza com que concebe o Espaço.
Quem sabe possamos nos munir de conhecimentos que nos impeçam de
continuar construindo cidades sobre afáveis solos férteis e de prosseguir
cultivando areias em nome de um pseudo domínio da técnica.
Mais uma vez recebemos do nosso Mestre Yopanan Conrado Pereira Rebello
um presente, com os faróis voltados para o futuro.

Anália MMC Amorim


Arquiteta.
Professora. Sócia fundadora da Escola da Cidade.
Professora de Projeto da FAU USP.

(
d
Introdução

O presente livro não tem, em hipótese alguma, a pretensão de ser ~m li\:rO


de mecânica dos solos ou de estudos profundos sobre as fundaçõe . E escrito
por um engenheiro de estruturas que sempre teve curiosidade por outras
áreas do conhecimento humano, e, como não poderia ser de outra forma.
por essa área tão próxima à engenharia de estruturas: a da mecânica dos
solos e das fundações. O principal objetivo do autor é transmitir suas
experiências nos diálogos travados, ao longo destes 36 anos de profissão.
com os verdadeiros mestres dessas áreas: os geólogos e os consultores de
solo. Portanto, não esperem grandes dissertações sobre temas referentes a
esses assuntos. A principal idéia é transmitir informações que possam ser
úteis aos que se iniciam na carreira, engenheiros e arquitetos, principalmente
estes últimos, cuja formação nesse campo nem sempre é a mais adequada.
ou ainda àqueles que se interessam mas não pretendem sair por aí arvorando-
se em especialistas. Este livro pretende contribuir para entusiasmar muita
gente por essas matérias e, quem sabe, ser a semente para que alguns
leitores, com estudos mais aprofundados, possam tomar-se especialistas de
fato.
O livro apresenta, no seu primeiro capítulo, um pouco da história da pe~qu1!:,a
e do interesse suscitado pelas matérias ao longo do tempo. ão pretende
ser uma fonte de pesquisa histórica, mas procura situar o leitor nos pas..,o
dados pela prática e pela teoria no campo da mecânica dos solos. o ,egundo
capítulo, o autor mostra que, aparentemente afastado das preocupações dos
arquitetos, o conhecimento sobre fundações é importante para um melhor
desempenho na profissão. O terceiro capítulo aborda noçõc~ bas1ca
importantes da mecânica dos solos. O capítulo 4 traz o procedimentos para
investigação do solo, assim como as formas de interpretação dos n~sultados
desses procedimentos, para avaliar a capacidade do solo e entender a c~colha
do tipo de fundação mais indicado, tanto técnica como econom1camcnte. O
capítulo 5 focaliza a fundação direta: quando usá-la e seus di\erso~ tipo-.
Os capítulos 7 e 8 dedicam-se às fundações profundas: sua escolha e ~('ti-.
di\ ersos tipos e os mecanismos de transmissão de cargas ao ~olo.
umas situações de fundações especiais na rocha
, IO9 apresen ta alg . , . . , ,
O cap1tu , fornece os cntenos gerais para escolha do tiJJO de
r o cap1tu 1o 10 .
e no ma· ,1 lo I 1 aborda os elementos de transição entre a
d ão o cap1 u
fun aç · . fundações profundas: os blocos sobre estacas. O capítulo
erestrutUI a e as d . d ~
suP problemas mais comuns e fun açoes e as suas soluções
1-? apresenta
,
os
chama-se a
_
atençao para os processos de melhoria dos
·
No capt1u1o 13 ,
solos de fundação. . .
capítulo I 4 é extremamente curto mas tem o o_bJet1vo d~ alertar O leitor
0
para a moderna abordagem que vem sendo paulatmamente mtroduzida nos
conceitos sobre a relação entre superestrutura e fundações. O capítulo 15
apresenta os documentos ~ue devei~ fazer part~ de um bom projeto de
fundações e os responsáveis envolvidos. O capitulo 16 deve ser lido por
aqueles que querem se aprofundar um pouco mais, conhecendo os processos
de dimensionamento de fundações diretas e profundas. É um capítulo
bastante pesado, no que se refere ao trabalho com números, mas muito útil
para quem se interessa em determinar as dimensões e as armações dos
elementos estruturais da fundação.
O autor espera sinceramente que este livro seja bastante útil aos seus leitores
e agradece-lhes antecipadamente as críticas e sugestões que venham
acrescentar melhorias ao texto.

Yopanan C. P Rebello
Sumário

INTRODUÇÃO 9

CAPÍTULO 1
Um pouco de história 13

CAPÍTULO 2
Porque o arquiteto deve conhecer
o comportamento estrutural das fundações 17

CAPÍTULO 3
Noções sobre mecânica dos solos 19

CAPÍTULO 4
Investigação do subsolo - sondagens 27

CAPÍTULO 5
Fundação direta ou rasa 41

CAPÍTULO 6
Os recalques de fundação 57

CAPÍTULO 7
Critérios para escolha de fundação profunda 69

CAPÍTULO 8
Mecanismos de transmissão das cargas das estacas ao solo 105
CAPÍTULO 9
Fundações especiais 109

CAPÍTULO 1O
Critérios básicos para a escolho do fundação 115

CAPÍTULO 11
Blocos sobre estacas e tubulões - blocos de fundações 117

CAPÍTULO 12
Problemas de fundações e suas soluções 131

CAPÍTULO 13
Melhoria das características geotécnicos dos solos 145

CAPÍTULO 14
1nteração solo-estrutura 151

CAPÍTULO 15
Documentos referentes ao projeto de fundações 153

CAPÍTULO 16
Dimensionamento das fundações 155

BIBLIOGRAFIA 239
CAPÍTULO 1

Um pouco de história
De~de que o homem se tornou sedentário, uma das ~uas maiores
preocupações foi a de criar um abrigo onde pudesse se proteger ~as ameaçt~s
de animais selvagens e das intempéries. No início, procurava abngos naturais
como as cavernas. Depois, na falta desses abrigos, começou a criar os
seus, cavando o solo. Nesse instante, surge também uma natural preocupação
com a estabilidade das paredes do abrigo escavado. Percebe intuitiva e
empiricamente a necessidade de escolher o tipo de solo mais adequado para
realizar a escavação. Mais tarde, os gregos também se preocuparão com a
forma de transmitir as cargas de suas edificações ao solo. S uas edificações
convencionais eram executadas com madeira e vigas de pedras com pequenos
vãos e as cargas transmitidas ao solo eram relativamente baixas. Por isso,
as fundações eram muito simples, feitas com blocos de pedra naturais ou
trabalhadas. Nas grandes obras, templos e palácios, as cargas eram bem
maiores e as fundações passaram a ser executadas com grandes blocos
superpostos, misturados com cascalho para preenchimento dos vazios. Essas
fundações assemelhavam-se a grandes alicerces, hoj e feitos de tijolos e
u ados para pequenas construções. Onde o solo era frágil, usava-se substituí-
lo por camadas de terra misturadas com carvão ou cinza, ou ainda com
calcário e pedregulho. Em algumas situações, mais delicadas, usavam estacas
de madeira cravadas com equipamentos adaptados das máquinas de guerra.
Os romanos, que usavam mais freqüentemente em suas edificações grandes
vãos, como os arcos, cúpulas e abóbadas, lançavam mão de uma espécie de
concreto, feito com cinza vulcânica, pedaços de tijolos e pedras, tanto para
as superestruturas como para as fundações. As suas fundaçõe s eram
normalmente contínuas, colocadas sob as paredes estruturais. Nessa época,
em virtude da extensão do tenitório do império romano, surgem normas de
execução, visando garantir um determinado padrão de qualidade, fosse a
obra executada próxima ou distante da sede. Vitrúvio foi um dos que
contribuíram para chamar a atenção para os cuidados a serem observados
na execução das obras. Nos seus escritos, apresentados no livro De
Architetura Librem Decem, estipulou dimensões e processos construtivos
para melhor compo11amento das fundações das edificações. Os romanos,
em obras mais pesadas e em solos de baixa capacidade, também usaram
estacas de madeira, que eram cravadas com equipamentos especiais. Mas,
o p~imeiro bate-estaca, próximo ao que se conhece hoje, surge em 1450,
proJetado por Fancesco Di Girgio.
N , si , 11 11 , \ \ 11 ,• '\ \ 111. 1·1111 ti/ 111 d11 L'111111l1· d1•s1·1.I\ oi i111 ·1110 d:i i,, ·s~1 :idas
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1\1 11111 ,, lli'''l'''':1d1111''- d1·,,,1 qH11·,1 d1 ,1:1~:11:1111 M' 1· 111 ·11·c1•111 s ·1 citados: e.li ri
\ .,t1h, 111 , 11 q., 1•,p1·111·111 1,1 s1·1 \ i11 ,ll- hilM' pai :i os pt i11H·irn.., l'i.,l1Hlos solm.: a St..
,, , ,-., d,i-. -,11h, .... ( ;,1111h·1 , q111· si• dis1i11,.11i11 1111 l'',l11do ..,ollll' º" ai ·nos; No
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1k, 11 ,11 d h 111·,1 1k\ldlll. l'll)11·11111•11 o II li I it.11· l' p1 nksi,,01 d:i h!-.1.. ol,1 d1. /\1 ti lha ria par
ik 1 :1 l•\'n'. 11111 dPs 111.11s 1111111111,,ntl's 111 r:11111.tdml'!-. do.., co11hcci111c111os CV(
ptndu •id," pl'l,1 c11rc11h,111:1 d,t l'IH1r;1, 1111 M'11 livrn 1.a Sctelll'l' d(-s l11gC-11ieurs mo
11 ,11.1 d11s t·111p11,11, dll, s\llns, l'l.1..,s1 I1t·.111do o\; ( i:1dmy c P1.·1 rond co.,tuda111 Ric
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""ª" 1'\lll'tt1111..·11t:1~·,11.•..,, 1:11.·H111:tli1111 o p1ojl-to de lund:u~oes de ..,apatas e de Lei
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( > 1h-..,taq11l' 111:iis 11111H)1 1.1111r dvssa qHK':I loi Clwrles /\ ugu...,t 111 Cou lo111h, ser
q1tl' lll lll' l' rnns1dl'1,1du o 111;111!-'lll ado1 du Mrra111ca dos Solos como cicncia. COI

1·11111tl'i1d1ls du st·rulu \1\. . !-.lll!'l'I\I Ires i1 1-.u1des nomes: Col lin. Rankinc e Ca
Diltl') l 'll llin l'studou :1 l.'lH"sao nas argilas. Rankine determinou os
c,,1..·l 1r11.•11t1..·s 1k L'111pu,o atiHl 1.· pm,!-.ivo. h111da111c11tai!-. na determinação da
:1,·,1\l dn so h1 sobre ns :m i1110s. Darcy estudou a percolac;ao da água nas
:ire1.1..,, v1s:111do a deh.'1rnina~·ao dt.: sua permeabilidade.
Nu i111cio do si. •ndo , X. surgL' o engenheiro cienti sta Karl Ter:taghi,
L·n11sidL·1 ado o pai da llll'(.:.inica do!-. soloo.,, que siste111ati1a todo o conhecimento
1..•111p1ricP 1.kscnvolvido at1.· L'lltao. Em 1926, publica o livro Principies oi' Soil
t\kd1anil's. Depois. L'lll artigos publicados na "Engint.:erig Ncws Records",
akrta para a m·cessidade de sólido conhecimento da teoria aliado ao
co nlwci mcnto d1.· casos correlatos que pudessem garantir a aplicação
adl'quada da teoria.
li111 192h. um gra11<k um nome já respl!itado na área. Arthur Casagrande,
mgani1a o I Congn.'. s!-.o lnh..·rnacional ck Mecânica dos Solos e Engenharia
tk Funda,·ocs. o I ICSMFE. sigla e.lo nome cm inglês, no qual acontece a
inaugura,·üo oficial da mc<.:ânica dos solos como ciência aplicada. Casagrande
estL'\'C muitas vr,es no Brasil. como consultor, colaborando para o
tkscnvolvimcnlo dessa ciência l!m nosso país.
No l Congresso Internacional. o Brasil inscreveu apenas o engenheiro Billings,
mas sem nenhum trabalho apresentado. Nesse mesmo ano, o engenheiro
Alhc..•rto Ortenhlad apresentou ao M IT a sua tese de doutorado sobre a
ll!oria lllilll!1n.ítica do adensamento de depósitos de lama, que teve
reperrussüo internacional.
Na mesma cpoca, ~ criado no Brasil, por Ary Torres, o Laboratório de
Ensaios Je Materiais na EPUSP. que cm 1918 é transformado no IPT, onde
se instala um departamento voltado para a engenharia de solos e rundaçóes,
dirigido por Odair Grillo. No Rio de Janeiro, Paulo Sá e Mario Brandi criam
a seção de solos no INT.
No segundo Congresso. em 1948. em Roterdã, o Brasil in-.,crcve on1c
participantes e seis trabalhos e três informes, o que dcmom,tra a rápida
evolução da mecânica dos solos no país. Nos demais Congressos, o Brasil
mostrou-se bastante participativo, culminando com a escolha. cm 1989, do
Rio de Janeiro como sede do XJI Congresso.
Alguns nomes. no cenário brasileiro, merecem ~er citados: Ruy da Silva
Leme. que propôs uma fórmula para relacionar os resultados da sondagem
com a resistência do solo; Alberto Teixeira e Victor Mello, com trabalhos
semelhantes e análises de recalques cm edifícios; Lauro Rios. que se destaca
como engenheiro projetista e executor de fundações; e também Homero
Caputo. Luciano Decourt e Milton Vargas, entre tantos outros.
CAPÍTULO 2

Porque o arquiteto deve conhecer o comportamento


estrutural das fundações
Uma ohsl'I Vil~'il<> ilt)l'L'SS:tdil soh11.: as :itrih11Íç(, ·s do :uq1ii1c10 p 1,d · levai a
idt'.•ia dl' qlll' a L'Stl' prnl'issíon:tl s() í11tcn;\s:t o cpi · csl6 vh,ívcl, a1.;í11 a da
terra. e cm casos l'SIK'ci:iis, qu:111do 11ec.:ess:í río, º" paví111cntos c11tc11 ad(Js
para garapern, e . . ubsolos.
Não ..,e deve esquec.:e1 que o arq111te10 é u111 pmlissio,ial que pod,• e, até rnc
arriscaria a di1l:r, devl! ac.:on1pa11har obras l! se rcspo111.,,1hil11w pela sua
cxccu~·ao. 11.ito sô 1{t é ... uli c.:iente para justificar a 11cc.:cssidad1,;. de que es~c
profissional conhcc;a a.., c.:011d1çõcs do subsolo. saiba qw1i s sao as s<,luç, ,e~
téc.: nic.:a e cc.:ononrn:amente mai .., adequadas, assi111 corno observe as boas
nonna.., de exec uc;ao dessas l'unda<.;oes.
Me1.imo para m, profis..,1onais de arquitetura que não se i11teressa111 pela
execução <le ohras. o conhecinH.!nto das propriedades do solo e d<, seu
comportamento hem como a ade4uada escolha do tipo de fundação !-.ão, na
grande maioria das ve1cs, fatores decisivos quanto a concl!pção arquitctérnica.
A opção por utili,ar ou não o suhsolo pode ser feita em função do
conhecimento do lençol freático - a sua posição e o seu comportamento ao
longo do tempo.
A possibilidade de cconomi,ar na solU<;úo de uma fundação, usando suhsolos
que permitam a compensação do pc..,o do edifício com o do solo retirado é
outro fato que está ligado a ..,olução de projeto de arquitetura.
A escolha entre verticali1ar ou hori1ontali1ar uma parte ou a totalidade do
edifício pode ser feita cm função do conhecimento do tipo de fundação
adequado para o local: profunda ou rasa.
Nas fundações profundas, as cargas da superestrutura são transmitidas ao
solo a profundidades acima de dois metros, podendo, cm algumas si tuações,
atingir profundidades de até setenta metros ou mais.
As fundações profundas são mais caras e normalmente com capacidades
altas, por isso devem ser bem aproveitadas, o que significa usar cargas mais
altas nos pilares, ou seja, concentrar cargas. Concentrar cargas, por sua
vez, significa verticalizar o edifício ou criar vãos maiores entre pilares.
situações que obviamente interferem radicalmente no projeto arquitetônico.
Ao contrário, nas fundações rasas. as cargas são distribuídas ao solo nas
primeiras camadas, daí seu nome. Nesse tipo de fundação. há sempre a
possibilidade de pequenas mas sensíveis acomodações do solo, mesmo que
ele tenha boa resistência.
(N'lf LO '2
P"lrqu o orqu1te•o Jcv '- n'1e e, o e nnp r'OIT e ,•o e Ir t ru

Nas fundações rasas, são mais indicadas cargas baixas, o que sign ifica
horizontalizar o edifício, ou fazer com que os vãos entre pilares sejam
e
menores. Pilares mais próximos geram superestruturas mais rígidas. o que é
favorável nas fundações rasas, pois estruturas mais rígidas garantem N
acomodações de fundação mais uniformes e menos prejudiciais ao edifício. N
Conhecer quando e como ocorrem os recalques diferenciais, assim como as CC
possibihdades de tornar mínimos os seus efeitos danosos, ainda na fase de sa
projeto, pode ser decisivo quanto à concepção arquitetônica. CC
Como pensar projetos de refo1mas sem saber avaliar se uma solução de Pf
arquitetura pode, ou não, gerar a necessidade de reforços de fundações? de
Como enfrentar esses reforços sem tornar o sonho do cliente um grande ap
pesadelo? São decisões de arquitetura que estão diretamente ligadas ao sit
conhecimento do comportamento das fundações. -e
Essas são apenas algumas das inúmeras situações em que um tópico como es.
fundações, à primeira vista alheio do processo de definição da solução ec
arquitetônica, interfere de maneira dramática na execução do projeto de
pr,
escolhido. Na verdade, ao se ter um domínio adequado do comportamento
so
do solo e das fundações. será mais fácil descobrir outras interfaces
aparentemente inexistentes entre arquitetura e fundação que poderão orientar
CI
o arquiteto na concepção de um projeto mais inteligente.
N~
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ori
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Os
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18
CAPÍTULO 3

Noções sobre mecânica dos solos


Neste capítulo, serão apresentadas algumas propriedades dos solos, tais
c.:omo granulometria, pesos específicos, umidade, índice de vazios, porosidade,
saturação, limite de liquidez, limite de plasticidade, limite de contração e
compacidade das areias. Uma pergunta objetiva que o leitor pode fazer é:
para que servem esses índices? Nas edificações mais comuns, para
determinar o tipo de fundação e a resistência do solo, as propriedades aqui
apresentados podem ser, em princípio, desconsideradas. No entanto, existem
situações mais delicadas em que a determinação mais precisa da resistência
- e da possibilidade de deformações - exige ensaios de laboratório nos quais
es1.,cs índices são fundamentais. É o caso específico dos pavimentos de ruas
e estradas. Em razão dos maiores custos e dos tempos envolvidos nos ensaios
de laboratório, nos casos mais comuns, que são o foco deste livro, pode-se
prescindir da sua determinação e usar os resultados apresentados pela
sondagem.

Classifica~ão dos solos pela granulometria


Não se pretende aqui esgotar este assunto, mas dar ao leitor noções de
certas características apresentadas pelos solos e que resultam em todo um
conjunto de fatores de classificação do solo.
Todos os solos <.,ão derivados das rochas, que ao longo do tempo sofrem
influências mecânicas, físicas e químicas, provocando a sua deterioração,
originando grãos cada vez menores. Essa variabilidade nas dimensões das
partículas dos solos atribui às partículas dos solos diversas características
que constituem as propriedades particulares de cada tipo.
Os tipos de solos podem ser classificados, inicialmente, em função do
diâmetro das partículas que os compõem, apresentando diferentes
denominações.
ROCHA SÃ

o MATACÃO
"'O
e
0 = diâmetro dos grãos do solo ·s PEDRA
.!:
E
"i5 AREIA
tSl

SILTE

ARGILA
Jll) J I0 S
e LL>r rn ,.. e d s s
"í,

. , ta menor diâmetro de grão, inferior a


. d lo que ap1esen O
A argi la é o tipo e so d"" tros incrivelmente pequenos, da ordem
d I1egar a wme ,
0,002 mm, poden e ° ' A . a de 0 002 mm, até 0,075 mm, encontra-~e
De1
m1 ~
de 1o angstro n (0,00O_OOl mm) · Cllf:1 did~ com a argila: pode-se diferenciar
- , tas vezes con t111 At
o silte. O sr1te e mw. , d teste muito simples: pega-se uma porção de res1
d t ·o por meio e um
um ~ ou i • se ele for bastante plástico. a ponto de moldar-se com
material do solo, . ode-se concluir que se trata de uma argila:
facilidade sem desagregru. P
caso contrário, de um silte. . . , . . ..
· d d di·.cerencia a arcrtla do silte e a poss1b1hdade de a
Outra propne a e que 1 ' ' 0
,... .
· · d . ser quei·mada em forno. resultando na cerarmca. sem a
pnrne1ra po e1 , ., _ ..
ocoJTência de fissuras ou trincas. o que Jª nao acontece com o silte. que ao
ser queimado sofrerá fraturamento. A areia é mais fácil de ~er identificada
visualmente. pois seus grãos são geralmente grandes, a partlr de 0,075 mm,
até 2 mm. o pedregulho também é muito fácil de ser reconhecido. visto que
os seus grãos apresentam diâmetros grandes, que vão de 2 mm até 5 cm . A
partir daí, pode-se encontrar pedras de grandes diâmetros. de 5 cm a 400 cm Ínc
ou mais, soltas no meio do solo, caracterizando os denominados matacõe . Es
Dependendo da sua dimensão, o matacão pode constituir- e em um grande def
problema para o projeto da fundação e principalmente para a ua execução. sup
A rocha íntegra - que não sofreu qualquer deterioração natural - é ne~
denominada rocha ã. fon
As partículas do solo dependem sempre do tipo da rocha que as originou.
O qumtzo, pre ente na maioria das rochas, é um material muito resistente à - F
0 \'I
decomposição e vai gerar os siltes e a areias. ou seja. os materiai de
2.7t
maior~s grãos. Os feldspatos - os mais desagregáveis - ão respon ávei
O q1
pela fo~·mação da argilas. As argilas apresentam variadas forma de
- F
com~~s~ção química. o que determina comportamentos diferentes. como a do~
poss1b1~1~ade de absorver mais ou menos água. - l
A class~fi_cação ~recisa do solo. em termos do tamanho do grão. é feita em - í
laboratono mediante uma , .
ana11 e granulométrica. O solo é pa ado por
u
. . d . uli
peneiras e d1ver as abertu d . - p
, . d· _ ras, po endo-se com 1 so detenninar o diâmetro
max1mo a porçao que passo I . - (:
impossibilidade ' ~; d u pe a peneira. Para porçõe muito finas. pela
prauca e obter pe · de,
usa-se o processo d d' neuas com aberturas muito pequena.• - p
e se irnentação b d . ai
velocidade de d , · ª ea o na lei de Stokes. pela qu a
que a de particula , f ~ · . · \Oh
proporcional ao quad d d .,. . s es encas em um meio YI ·co ·o e - p
O ra o o diarnetro d ,
s olos encontrados O0 a Partícula.
rma Imente nã0 •
por exemplo, não , se apresentam completamente puro~.
e comum encont · ·1
completamente puros . . rar- e 1 oladamente aroila. areia ou ·1 te
. e sim misturados. e

20
Dependendo da porcentagem em peso de cada tipo de solo cncontrndo na
m: tura. dá-~c a ela uma denominação especial.
A tabela mo...,tra como ocorre a <listrihuição dos tipos de solos e suas
re,pecti\ ª"' denominações.

Areia Silte Argila


(%) (%) (%) Denominoçoo
80-100 0-20 010 Areia
0-20 80-100 0-20 Silte
0-50 0-50 50-100 Argila
50-80 0-50 0-20 Areia siltosa
40-80 0-40 20-30 Areia argilosa
0-40 40-70 0-20 Silte arenoso
0-30 40-80 20 30 Silte argiloso
30-70 0-40 30-50 Argila arenosa
0-30 20-70 30-50 Argila siltosa

Índices do solo que interessam à sua classificação


Esses índices apresentam importante pape l na mecâni ca dos solos, na
definição de certas propriedades para determinação da capacidade de
suporte, da permeabilidade e da estabilidade, entre outras. Elas são mostradas,
neste livro, a título de simples informação, mas não têm influência direta na
fom1a como aqui é desenvolvido o estudo das fundações.

- Peso específico dos sólidos: relação entre o peso das partículas e


o volume por elas ocupado na porção de solo. Esse valor varia entre 2 600 e
2.700 kgf/m . Valores menores podem indicar a presença de matéria orgfmica,
o que exige cuidados.
- Peso específico do solo: relação entre o peso total e o volume total
do solo.
- Umidade: relação entre o peso da água e o peso dos sólidos.
- Índice de vazios: relação entre o volume dos vazios e o volume de
sólidos.
- Porosidade: relação entre o volume de vazios e o volume total do '->Olo.
- Grau de saturação: relação entre o volume de água e o volume total
de vazios. Quando o grau de saturação é de 100% o solo é dito saturado.
- Peso específico seco: relação entre o peso das partículas sólidas e o
volume total do solo.
- Peso específico saturado: peso específico do solo quando todos os
vazios estiverem ocupados com água.
- Peso específico submerso: peso específico saturado menos peso
específico da água.
A LC 1
,L de 010

icular das argil~s . ,, da argila. não se conse~ue ?btcr O c


O caso part 1 'dade da const1tU1çao parcela de influencia no
- da comp ex, te a sua Na~
Em ra1ao
, d'ce que po.s<a~
definir diretamen .çao - se . r derivada dos feldspatos, tipo
I 051
um m do solo. Por sua comp . - provocada pelos agentes Para
comportamento . com a decompos1ça 0
freram mais -
minerais que so menores graos. . . " . ,
. .
naturru s. a º aroila apresenta os h'd
dar por I r ogêmo ou por
. ox1gemo. . Nct l'urH.
As ligações, na argila, _podem se ue faz com que se diferenc1~ a capa~1da~e prejt
•meira a ligação é mais forte. 0 q dessa característica de hgaçao éoc
pn , , ilas. Por causa . .
de absorção de agua das arg . - d nominadas solos coes1vos.
, l as argilas sao e d - C1
molecular entre part1cu as, .. d mo referência os seus teores e
. o'la são ut1hza os co . . ,, 'd entn
Para classificar uma arºi , d l'qui· do ou seJa mmto um1 a, ao
. d . d sde o esta o I , ' . lll::ÍX
umidade. A argila po e ir e . .: ne d;minua O seu grau de umidade.
. Td1 0 sólido conion uu dent
estado plástico, semi-so _ e, ~orne de consistência. Esses estados são
A esses estados da argila da-se 0 mcn
definidos pelos seguintes índices:

- Limite de Liquidez: limite entre estado plástico e líquido. Do ponto de


vista · 0 11·m1·te de liquidez é O teor de umidade que faz com que o· solo
· f'1s1co, d
_ colocado em uma concha e sobre o qual se faz uma ranhura - necessite e
cinco
• go Jpes para 11çechar• Procedimento bastante impreciso, mas serve para
Tip1
dar uma idéia do que representa esse limite.
AC )
- Limite de plasticidade: limite entre o estado semi-sólido ou quebradiço
prol
e o limite plástico. Pode-se fisicamente identificar esse limite como o menor
teor de umidade que possibilita executar um cilindro com 3 mm de diâmetro.
A plasticidade pode ser definida como a capacidade de deformar sem romper
ao cisalhamento.
77
- Limite de contração: limite entre o estado semi-sólido ou quebradiço
com volume variável e o estado sólido ou quebradiço com volume constante.
O limite de contração indica, fisicamente, o volume de água necessário para
pr~encher os vazios do solo quando seco ao ar.
- lndi_c~ _de plastic~d~de_: di_ferença entre o limite de liquidez e o limite
de_ p~ast1c1dade. Esse md1ce md1ca o intervalo em que O solo encontra-se
plast1co.
- Índice de consistência· 1 ~ .
umidade do solo e o 1· . d. re açao entre a diferença entre o grau de 7
seu imite e Iiqu1·d ,, .
ez e O seu md1ce de plasticidade.
IC == (grau de umidade_ LL)
L.
IP
A consistência também pod d .
. 1O d e ser efirnda T
so e granulometria fina à fl " . como O grau de resistência de um
uencia ou à de'orm
1 -
' açao.
22
< AP ,l r, ~
\Jo '- f oh, , ri <J 11 , do r1I

O caso particular das areias


Nas areias, não existem liga~oe"i atfüni<.: as <.: <>OH> nas argilas, por isso esse
tipo de solo não é denominado <.: oes,vo, mas granular
Para as areias, é importante c.:onhe<.:c1-se o grau de <.: ornpm. idadc, ou sL:_ja,
se a areia é mai s compacta ou mcno<.; compacta (lola) . 1~ <'> hvio qu e
fundações cm areias lol'as podem apresent ar grandc"i de frn mm;ões e
prejudicar o comportamento da estrutura. O índ1 c<.: mais usudo para as ard as
é o da compacidade relativa.

- Compacidade relativa (o quanto elas sao compactas): é a n.:lw;ao


entre duas diferenças: no numerador, a di ferença entre o índice de va1io
máximo do solo o mais foi o possível e o índice deva.dos no estado reul; no
denominador, a diferença entre o estado de índice de va1ios máximo e o
menor índice de v,u ios do solo mui to compacto.
emo,. e
ÜR = - - - -
emaK • ern111

Água no solo

Tipos de aqüíferos
A ex istência de água no solo pode causar, além de problemas construtivos,
problemas de projeto, principalmente se são prcv1stm, c.,ubsolos na edificação.

NT

/ / ///////// ////// / nlvel p,,.,oml,lrtco (n,w,1 rfo Ó(Juo 6 prr:~~o,,


l fmosffrico, olwçorlr,s pelo oquiforo orle~•nno)

----
- --
---
.
r
N.A

- --===========-- -
oqu,fero livre (sern pressão)

aquífero orlesiono (com r,ressõo)


(confinado entre duas camadas 1mpermP.ô-,e1s)
l..
o

Os depósitos de água no solo podem ocorrer de várias maneiras. sendo Corr


classificados basicamente como lençóis liHes ou artesianos. A classificação pres,
depende da profundidade em que o lençol se encontra e do "ieU contato com ou ir
camadas impermeáveis ou semipermeáveis. Essas condições permitem que O et
os lençóis se apresentem sem pressão (livre) ou sob pressão (artesiano). espo
Um caso especial de aqüífero livre - e que pode causar grande'> surpresas defoi
se não for detectado pelas sondagens - é o aquífero suspenso. Ne-,te, o umn
lençol fica retido dentro de uma camada impermeável de solo. como em pode
uma bacia. Como este aqüífero fica acima do lençol freático normal, a sua Denc
existência passa despercebida pela sondagem, o que poderá provocar solo.
transtornos durante a execução da obra. pelas

Percolação de água
Sempre que houver uma diferença de pressão entre dois pontos no interior
do so!o haverá movimentação da água, que tende a ir do local de maior J-

pressao para o de menor.


O conhecimento de como a água percola no solo é muito importante para o
estudo-dos r~calques. das fundações. Este fenômeno ocorre por conta da
expulsao da_ag~a dos i?te_rstí~ios do solo, provocando vazios que se fecham
~om a consequente d1mmutção de volume do solo E t , ; po
importante no estudo da estabilidade de taludes . s e f~to tambem e y
aplica sobre os arrimos. e na pressao que o solo
. fienor
A velocidade de percolação da água no solo é m . .a 1 cm/seg.
An
Transmissão de forças ao sol y
A tr~smissão de forças ao solo pode~e dar
tambem pela água que envol ,, pelo contato entre pai1ículas e Ar
d , ve as part1culas N tr · - .
as P_art1cu~as, podem resultar forças inclin d. a ansIDissao feita através y
e honzonta1s. ª as com componentes verticais
Para dimensionamento
· • das fund açoes
- como
matenal, interessam as tensões a q ' ocorre para qualquer outro (
forças divididas por uma área d lue o solo está submetido, ou seia a
nor . d e so o. As força . . J , s
mais e compressão e as forças h . _s verticais originam tensões
(escorregamento) ·
Q onzonta1s, tensões
' de c1. alh amento
uand_o o solo está submerso . , Cond1
compnmind C 'a agua exerce press~
mesma inte o~od. d orno a pressão da água em u ado sobre_ as suas partículas, pois d1
ns1 a e em tOd ' m eterm 1 d
partícula na~o as as direções a pres ~ na o ponto, tem a podes
aumenta a t ~ ' sao sobre .
superior da , ensao no solo J·a, q uma determmada com o
part1cula e, praticamente
• , à due a p re~sao
igual - da água na pa11e
<kpen(
ª Parte mferior.
CAP'ru~C> 1
• ~or oe sob ~ rr e(.On ro dos solos

Como não altera o valor das tensões no solo, a pressão da água é denominada
pressão neutra, podendo ainda receber o nome de sobrepressão hidrostática
ou intersticial.
O efeito da água no solo pode ser observado usando como modelo uma
esponja dentro da água. Pode-se verificar que a esponja não sofre qualquer
deformação, não diminui nem aumenta de tamanho. O mesmo ocorre com
um mergulhador: se não houvesse o efeito da pressão neutra, o mergulhador
poderia ser esmagado junto ao fundo da água.
Denomina-se tensão efetiva à tensão normal que realmente é aplicada ao
solo. O seu valor é igual à tensão aplicada ao solo por seu peso próprio e
pelas sobrecargas da fundação subtraída da pressão neutra.
a efetovo = a- u

TENSÕES TOTAIS, NEUTRAS E EFETIVAS ATUANTES NO SOLO

profund. a µ ae
.
N.A.
(m)
o
(A) 20 40
(kPa)
60 80 100
(B)
20 40
(kPo)
60 (C)20 40
(kPa)
60

Argila L

pouco arenosa
y = 15 kN/m
1
3

Argila arenosa \
y = 16 kN/ m3
5 1
Areia argiloso
y = 19 kN/m 3
1
CD Q) CID _ _J

CD PRESSÃO DO SOLO ISOLADO (a) - PESO DO SOLO

Q) PRESSÃO DA ÁGUA ISOLADA(µ) - PRESSÃO NEUTRA


Q) PRESSÃO EFETIVA (ae) = PRESSÃO DO SOLO - PRESSÃO NEUTRA

C~ncl~i-~e, ~ssim, que a existência de água no solo é em princípio favorável


ppois
d
d1mmm a tensão aplicada ao solo. Por outro lado sob press-ao a , :
1 . , , agua
0 e ser expu ~-ª
para regiões de menor pressão no solo, provocando vazios
com o consequente recalque. A velocidade com a qual se dá o recalqu~
d epende da permeabilidade do solo.
. , menor permeabilidade, o recalque, aqui chamact
Em argilas ' graça~ a sua
d levar muito tempo. Isso exp 1.1ca recalques q o
de adensamento, po e . ue
aparecem em edificações depois de mmtos anos.

Ruptura do solo
Considera-se que ocorreu ruptura em um solo quando as partículas que
formam a sua estrutura sofrem um deslocamento permanente - alterando
as suas posições relativas - tal que provoca uma mudança expressiva na
forma original do solo. A ruptura normalmente se dá pela perda de resistência
ao atrito entre as partícu_las. Na verdade, as partículas de solo não rompem
mas escorregam, ou seJa, a ruptura do solo sobrevem normalmente
cisalhamento. por
CAPÍTULO 4

Investigações do subsolo - sondagens


O conhecimento das características físicas do solo é muito importante, não
só para a escolha do tipo de fundação e seu dimensionamento, o que é
bastante óbvio, como também para a determinação dos "acidentes", tais
como a existência de água, de matacões e de vazios que possam influenciar
o próprio processo construtivo.
A sondagem é um procedimento que objetiva conhecer as condições naturais
do solo, visando reconhecer seu tipo, características físicas e principalmente
sua resistência. A sondagem possibilita ainda a determinação da profundidade
do lençol freático (água no subsolo).
Existem váiios tipos de sondagens, algumas superficiais - utilizadas para o
primeiro e generalizado reconhecimento de uma região- e outras mais profundas,
que propiciam conhecimento mais preciso das condições do solo.
Para as sondagens superficiais, podem ser utilizadas até mesmo fotos tiradas
por aviões ou satélites. Esse tipo de sondagem requer um conhecimento
especializado na interpretação dos resultados, pois as pistas são sempre a
topografia e o tipo de vegetação que ocorre no local. Outros tipos de
sondagens superficiais são as sondagens realizadas com resistência elétrica
e pelo processo sísmico. No primeiro. usam-se eletrodos colocados na
superfície do solo, através dos quais se faz passar uma corrente elétrica,
medindo-se com esse procedimento a resistividade do solo. As rochas, por
exemplo, apresentam grande resistividade. Dependendo da resistividade
medida, pode-se ter uma idéia do tipo de solo. O processo sísmico baseia-se
na determinação da velocidade de propagação de ondas vibratórias no solo.
Sabe-se que quanto maior a densidade do material maior é a velocidade de
propagação. Como se pode ver, esses tipos de sondagens, além de analisar
apenas os solos na sua supeiiície, são também bastante imprecisos. Não
são indicados para a determinação de algumas características do solo,
principalmente a sua resistência mecânica. Por outro lado, pode-se usar
sondagens muito precisas, como as realizadas com a abertura de poços, que
chegam a atingir até 6 m de profundidade. Esses poços permitem uma análise
visual in loco das camadas dos solos e da forma como elas se distribuem.
Os poços permitem a obtenção de amostras indeforrnadas do solo. As
amostras - convenientemente embaladas, envoltas em parafina, para não
perder a umidade natural - são enviadas aos laboratórios, onde são analisadas,
permitindo obter informações muito precisas sobre as características do
solo. ~ssa modalidade de sondagem não é a mais comum: é utilizada quando
o projeto de fundações exigir informações muito precisas.
CAPl!"JLO 4
lnvest1goçocs do subsolo . sondagens (AI
Ir

_ ·s perfeito processo de sondagem, o denominado


Apesar de nao ser o mai . . . . ,., "
Ensaio de Penetração Normal - ou SPT, imcia1s do termo mgle~ Standard
. -r t" / mai·s comumente usado tanto no Brasil como no
Penetrat10n 1 es - e o , /
mun do tod o. Esse me/todo de sondagem , pela forma como e executado , é
também conhecido como sondagem a percussão.

Sondagem de simples reconhecimento ª. perc~ssão - SPT


Trata-se de um processo de sondagem padronizado mternac1onalmente, de
OC(
forma que os seus resultados podem ser interpretados por todos que
conhecem o método. Na norma brasileira, é regulamentado pela NBR 6484.
A sondagem é realizada por um equipamento composto de um " tripé", que
na verdade tem quatro pernas, do qual se deixa cair - de uma altura padrão
de 75 cm - um peso, também padrão, de 65 kgf. O peso faz penetrar no solo
um tubo de aço padronizado, que recebe o nome de amostrador Terzaghi.
Esse amostrador tem 2" de diâmetro externo e 1 3/ 8" de diâmetro interno. O
amostrador é fixado a uma haste de l" que vai sendo emendada por
rosqueamento, conforme o amostrador vai sendo aprofundado no solo. Esse
amostrador é constituído de duas meias-canas, que podem ser abertas para
visualização do solo retido.
V árias informações são obtidas com esse tipo de sondagem: o nível da água do
lençol freático, o tipo de solo e a sua resistência. Como já comentado, chama-se
lençol freático a porção de água que se movimenta livremente no solo.
Após/ o término ~a ~on~agem, é determinada a cota do furo em relação a
um mvel de referencia fixo, como por exemplo a cota de nível de um ponto
da calçada ou da guia da rua.
Após a instalaç~o do tripé, inicia-se o furo no solo, inicialmente com o auxílio
de uma cavade1ra. Apc
pon
pad
de l
con
ress
peso padrão (65 kgfj altura padrão (75 cm)
pert
Cor
amostrador padrão (Terzaghi) corr
ame
rece
Detalhe do amostrador
Pro:
met
2" '"'. fechado
c..APITULO 4
111,a5•1g'J, õe c..o SJD olo ~ordogenc;

omos t rodor

corda

guia

peso de bater

cabeçote de
acoplamento cravação
da haste
haste de
perfuração

revest1menlo

-{J-
tê substlfuivel pelo
cabeçote de cravação mangueira
(1) poro cravar o de sucção
revestimento

tanque

reveshmento

(l ) cabeçote de cravação de revestimento peso de bater

sapato trépono · pode ser substituído por um amostrodor •


cortante o tornei de lavagem é então substituído pelo
cabeçote de cravação da haste (2)

Após a abertura de um furo de lm de profundidade, o amostrador tem sua


ponta apoiada no fundo do furo. A partir daí, têm início os procedimentos
padronizados: o peso é lançado sobre o amostrador e conta-se a quantidade
de golpes necessários para cravá-lo a uma profundidade total de 45 cm,
contando-se intermediariamente o número de golpes para cada 15 cm. Inte-
ressa como resultado o número de golpes dos últimos 30 cm de cada metro
perfurado: esse valor recebe o nome de SPT (Standart Penetration Test).
Com esse número, pode-se determinar a resistência, a consistência, a
compacidade e a coesão do solo. A cada metro perfurado, são recolhidas
amostras do solo retido dentro do amostrador. Com essas amostras, o solo
recebe uma classificação visual, identificando-o quanto à granulometria.
Prossegue-se a sondagem cravando os pré-furos (na profundidade de um
metro, antes de cravar o amostrador) com um trado rotativo ("broca").
CAP~ JLO 4
1'1vest qo ocs Jo su b o Iô so.,dc1 Jf n

. , .. . , nao
sado Jª _ apresenta · coesão ou está abai-
,
Q uando O matenal a ser .iti,tvcs, ,n·ii·s cavar e a abertura do pre-
:- consc uc ' ·
0 O perfi
xo do nível da água, o trado nao. · ~ de a'gua procedimento denomi- m, núrr
. t •irculaçcto '
furo passa a ser feita med ian e e , ,, R t' ··i-se O amostrador, substituin- amostr
- d~ agua e 11 e ,
nado "avanço com percolaçao e . d, · , ano que é uma ponteira com assim ,
d mna a trep ,
do-o por uma ferramenta cno, , . d haste de perfuração. Esta água cota d<
• 'gua ·1traves a .
hastes cortantes. lnJeta-se ª ' a perfuração é obtido pela
. trépano O avanço n
sai por furos existentes no . . , ~ do trépano.
1 solo e pela I otaçao PER
injeção de água, que amo ece º. · . : , a-se um tubo de revestimento de
Quando o solo a ser atravessado for mstave1us COTA
• 1
diâmetro 2 1/2".
~.
1.25

revestimento

trepo no:. pode ser subslltuldo por um omostrodor •


o tornei de lavagem é então subshtuldo pelo
cabeçote de cravação do hoste (2)
sapato cortante

Sempre que se detectar a presença de lençol freático, deve-se esperar que


o nível da água se estabilize para medir e anotar a sua profundidade. Os
lençóis de água sob o solo podem ser de dois tipos: livre e artesiano. Os
lençóis artesianos são mais profundos e ficam retidos entre cainadas
impermeáveis, podendo inclusive estar sob pressão. Apesar de raros, podem
ainda ocorrer os denominados aqüíferos suspensos. O aqüífero suspenso é
uma verdadeira bacia de água dentro do solo. Ocorre por estar retido por Mec
uma camada impermeável de solo. Se porventura não for detectado na D,
27/11
sondagem, pode criar surpresas desagradáveis durante a execução das 27/11
fundações (ver Capítulo 3 - Tipos de aqüíferos, página 23). 28/11

O nível do lençol freático deve ser datado, para que se acom panhe as suas
oscilações ao longo do ano em conseqüência do regime de chuvas. Todas as
informações obtidas durante a sondagem são registradas em uma caderneta
de campo. Essas informações são, depois, colocadas sob a fonna de uma
planilha denominada perfil de sondagem.
O perfil de sondagem é graduado de metro cm metro. Nele são coloc:..idos
os números de golpes a cada 15 cm. de um total de 45 crn pcnctrudo pelo
amostrador. A cada metro de profundidade. é ~xplicitado o tipo de solo,
as:-.im como as suas características de cor, consistência e (,.,ompa<.:idade: a
cota do nível d· água e re~pccti va data.

PERFIL INDIVIDUAL DE SONDAGEM A PERCUSSÃO SP03


A SPT últimos 30 cm
COTA 1 '~J6~
J'.?~~
e PROF PERFIL DESCRIÇÃO DO MATERIAi NUMERO DC GOLPES M
NA (m)
1

o,mt • Concroto
1Areia mód1a a grossa, arg1IOS11 fofa. ··-~1 1~: ºº 10 20 30

1
110 \ com entulho. anza escuro
1,25
145 (Argtle arenosa, mofo, cinza II vermelha
15i 15, 15
2,45
i Areia média. argilosa lofe vermelha 1 2 2 4
Areia média a grossa. argilosa, fofa 15 15 15
3.45 l com pedregulhos. am11ela avermelhada

Ale•a mécha a grossa, arg Josa fofa, rosa


1 1
15 / 15 15
2 3

1 ]1 ·1 / 2
4.45
Areia mécha. ailtosa fáa vermelha e 15 151 15
cinza 1 t2 2 4 05
545
15 15 15
Areia média a grossa, arg11o$8, fofa. rosa
2 • 2 '2 4
645 - 1 06
15 151 15
S! 3/ 5 5 10 07
Areia média, siltosa, med1anamen10
compacta. vermelha e onza
i ✓-is 1s 1s
~ 6 / 7 " 9 .- 16 08
8,90 j8 41s15 1s171s
12 09
Areia média a gros,.a pouco arg1lo$8 u. ~ 15 15 15
medianamente compacta vermelha e 3 4 7 11 10
amarela
15 15 15
3 , 5 '5 10
11.45 -
15 15 15 11

Areia média, pouco argilosa compacta,


amarela e roxa
l10 10 10

9
15~ 15. 15..
10. 11
15 15 15
20 12

21 13

11 116
l19 35
14
151. 15, 15
8 8 13 21
~ 15 15 15 15
(cm/10min) 10 8 8 4 2
OBS: 45 cm Ensaio de lavagem por tempo
Medidas dos níveis d 'água
Data Hora NA. Rev. lnfcio: 26/ 10/2006 N.: Trado. 3,45 m:
E. , Lavagem 23.45 m
27/10/2006 3,10 Fim: 28/ 10/ 2006 Cota· Revestimento: 6,00 m:
27/10/2006 . 3,10 .
'28/10/2006 Í 7:15 1.25
Interessado: ICON ENGENHARIA LTOA .
Local. Av 23 de Maio, 1220 - São Paulo - SP
Relatório: 332/03

Geólogo Responsável/CREA Data· 28/10/2006 Desenho N


Paulo Ferreira da Silva 188777/8 Esc. vert.. Rei.:
C IC) 1S

fj de sondagem apresentam diretamente


, 1 b ar que alguns per s . SPT l
E importante em r ' Jt"11nos 30 cm, ou seJa, o , pe o qual se
0 número de golpes par~ º~s u_ d ~olo Quando o número de golpes é Deter
· res1stencia O
poderá determ111ar ª São m1
J •
fr _ por exemplo 3/18, significa que forarn
forma de uma açao, \Ondag,
apresentado na f d O amostrador 18 cm ( e não os 15 cm ou 30
dados tres
" olpes para apro un ar
g .
.
· terpretação errada dos resultados. rápida 1
cm padronizados), o que evita uma m - . ,
.:10 · ala zero significa que nao foi poss, vel contar
Quando o valor do SPT r igu ' , .
nenhum golpe, o amostrador afundou por seu propno peso. em qu<
denomi
As cores especificadas para os solos não apresenta~ apli~ação direta na 30 cm, e
escolha do tipo de fundação e na determinaç_ão da re~1stencia d~ solo. A relaç
Para complementar a sondagem a percussão, mtroduzm-se, a partlf de 1988, apesar
o procedimento de medição do torque necessário para girar a haste do atrito n
amostrador padrão. A medição do torque é feita a cada metro de sondagem ser fáci
por meio de um torquímetro. que é girado por um operário enquanto outro lê idéia d~
o valor máximo de torque exigido para a rotação do amostrador. Essa Outra')
complementação da sondagem a percussão denomina-se SPT-T. confere
Duas seriam as vantagens(seriam, pois a teoria ainda não está totalmente
comprovada): a primeira. obter através do momento de torque e um valor de
N equivalente (N q = TR/1,2) , alcançando-se com isso valores de resistência
~ais independentes da estrutura local do solo; a segunda, estabelecer relações
diretas entre o atrito unitário das estacas e o atrito unitário entre o amostrador
e o solo. sendo TR o valor do torque aplicado ao amostrador em kofm.
A sondagem
_ _ SPT-T, além da s van , tagens acima,
· b
pode apresentar resultados
que nao_sao c~nseguid?s pela sondagem convencional, tais como: Todos e
- ~dent1ficaçao da existência de pedregulhos dentro de uma camada de Valore
areia, o que aumenta muito o valor do SPT . . . tabela a
interpretação errada da .d convencional, ongmando uma
em uma situação comioemspac1 adde da areia. O valor do SPT convenc.ionaL
sa, po e aumentar ·t
torque pode ser O mesmo d mui o, enquanto o valor do
. . e uma camada com 1 d
rnd1cando que na realidade - h va or e SPT bem menor,
nao ouve aumento .
nem na resistência do solo. na compacidade da areia e

- Identificação de solos 1 , •
Solos colapsíveis apres t co aps1ve1s
a 2 s Ch , . , en am valores de índ. d . . .
' · ama-se md1ce de torq ice e torque 1gua1s ou superiores
em k?f~ e o valor do SPT co ue ª ~elação entre o valor do torque medido
O obJetivo final d . nvenc1ona] (N).
informaç~ . d esse tipo de procectim ,
oes a sondagem a percuss~ ento e melhorar a qualidade das
ªº·
32
lte
se
Determinação da resistência do solo em função do SPT
é
São muitas ª"' maneiras de relacionar os números do SPT. obtido.., na
m
'iondagem a percussão, com a resistência do solo. Uma maneira bastante
30
rápida de con-elacionar esses valores é usando a fórmula empírica abaixo:
S.
2
lr a º" = 1 N 1 (kgf/cm )

em que a 1, é a tensão admissível à compressão do solo, também


denominada ''taxa do solo", e No número de golpes para cravar m, últimos
a
30 cm. ou SPT.
A relação acima não leva em conta o tipo de solo, o que é uma falha, pois
)
) . apesar de o SPT em uma areia ser maior do que na argila, por causa do
í)
atrito na penetração do amostrador, a sua resistência pode ser menor. Por
1 ser fácil de memorizar, essa relação pode ser útil para dar uma primeira
idéia da resistência do solo.
1 Outras fórmulas empíricas e que levam em conta o tipo de solo, o que lhes
confere um caráter mais preciso, são:

arg1·1a pura: a = -N
n 4

arg1'Ia s1'Itosa: a = - N5
do,

argila arena siltosa: a ,dr= N ,emqueNéovalordoSPT.


7,5

Todos os resultados têm como unidade o kgf/cm?.


Valores mais precisos da resistência do solo podem ser obtidos usando a
tabela abaixo, fornecida pelo IPT.

TIPO DE SOLO NÚMERO DE GOLPES TAXA DO SOLO


(SPT) (kgf/cm·')

Oa4 Oa 1
Areia e Silte 508 1a 2
9 a 18 2a3
19 a 40
~4

Oa2 Oa 0,25
Argila 3a5 0,5 a 1
6 a 10 1,5 a 3
11 a 19 3a4
~19 ~4
Af'IT L( 4
Jb >0 s rd
1 l ('0

- er interpolados. Por exemplo. se a


. d., ·os deverao s .
Os valores mLerme ian · . N 8 deve-se usar uma interpolação
Dctc.,rr
sondagem apresenta un,a arg1 la com 6 e 1' 0 Como se pode ob<-iervar na· cmpír
. . na tabela, entre ·
pois 8 encontia-se, . " . do solo varia de 1,5 a 3 kgf/cm . Logo
. · t rvalo a res1stencia · . _ . ·
tabela, nesse me ., _ de 4 golpes e uma vanaçao de resistência
entre 6 e 1O tem-se uma ·vanaçao5) Assim para cada golpe nesse mtcrvalo ·
io-ual 1
3 - , · ·· '
º .a 1_: 5 ,kgf/
d cm (ou_seJa, kgf/ . ·
2
cm2 N == B significa 2 golpes acima de 6, ou
a vanaçao 0,375
e ·e 1-,514 - taxa · = o 75 kgf/ cm 2 • Portanto, a res1)tencia
. ,.
· de 2 x o37
seJa, uma vanaçao na . , , . 2 • ,
para N == 8 será a resistência para N = 6 ~cres~1_d~ de 0,75 kgf/cm, isto e,
1. + o.75 = 2.25 kgf/cm2. Na natureza, é mmto d1f1cil encontrar solos puros.
5
principalmente argila e silte. Então, adota-se, para aplicação da tabela. o
solo predominante. Por exemplo, se a classificação do solo indicar um silte
argilo-arenoso, adota-se o principal, ou seja, o silte. Se for uma argila silto-
arenosa, adota-se a argila. e assim por diante. Quando as dimensões da
sapata já foram previamente determinadas, usando os critérios anteriores.
pode-se, à guisa de verificação do que ocorre em camadas mais profundas,
usar pa~a a d~terminação da taxa a média do número de golpes (N O
à)

profund1dade igual a 1,5 vezes a maior largura da sapata. A tensão admissível


7
em kgf/cm é calculada dividindo-se o valor da média por 5:
Nmé J,
a
5

Exemplo de aplica~ão
Seja dada a sondagem a seguir.
Corr

~:
~ 12
Argila siltosa Argi

~ 15
12 Areia argilosa
Determinar a re-;istência do solo a 2 m de profundidade. u1.,an<lo as fórmulas
empínc.:a1., e a tabela.
Paro 2 m, tem-se N 8 e Silte argiloso

Pelos fórmulas empíricos, tem-se:

a.,,,= N-1
2
a = 8-1 2,8 -1 = 1,8 kgf/cm
ou
N
aadm - - 5
8
a
5
=1,6 kgf/cm 2

2 Pelo tabelo·
2
poro areia e silte: de 6 o 1O > 1,5 o 3,0 kgf/cm

variação dos golpes: 1O - 6 - 4


2
variação do resistência: 3,0 - 1,5 - 1,5 kgf/cm
2
poro cada golpe, nesse intervalo: -2_2_ = 0,375 kgf/cm
4
portanto, poro N 8
2
aodm= 1,5 + 2x0,375 2,25 kgf/cm

Correlação entre o SPT e outras características dos solos

Argilas

TENSÃO ATRITO
SPT CONSISTÊNCIA ADMISSÍVEL LATERAL
(kgf/cm2) (kgf/cm2)

<2 Muito mole < 0,25

2-4 Mole 0,25 - 0,50 < o, 10


4-8 Médio 0,50 - 1,00 0,10-0,40

8 -15 Rijo 1,00 - 2,00 0,40 - 0,80

15 - 30 Muito rija 2,00 - 4,00 0,80 - 1,20

> 30 Dura > 4,00 > 1,20


lAP1TLLC. -! u'1soo sordoge !>
1' t 'ºª l'( dl

Areias
ATRITO ÂNGULO
TENSAO LATERAL DE ATRITO
ADMISSIVEL INTERNO
SPT CONSISTÊNCIA
(kgf/cm 2) (kgf/cm 2)
< 30°
<4 Muito fofa
< 0,50 30º - 35°
5-8 Fofo < 1,00

Medianamente 1,00 - 3,00 0,50 - 1,20 35° - 40°


9 - 18 compacta

19 - 41 Compacto 2,00 - 5,00 1,20 - 1, 90

> 41 Muito compacta > 5,00 > 1,90

· fi ecem tam bem , a taxa do solo (tensão admissível),


As tabelas acima,1 orn
l oar daque1a imnec1'da pelo IPT. Se os resultados de
.j.'

podendo-se usa- a em uº . _ nda-se a favor da segurança,


uma e de outra tabela forem diferentes, iecome ' .
usar O menor valor. O va lor do atn.to lateral ' também fornecido nessas tabelas,
é útil. para a determmaçao
. - da força transmitida ao solo pelas estacas,
proveniente do atrüo entre elas e o solo. i

Sondagem de penetra~ão estática A


l
Esta sondagem recebe também o nome de sondagem com cone holandes, j

por ter sido criada, na década de trinta, no Laboratório de Mecânica dos e


Solos de Delf, na Holanda. O equipamento utilizado consta de hastes i:
emendáveis que apresentam em sua ponta um cone com ângulo de 60° e f
2
uma área de lo cm • A sondagem é feita usando-se tubo de revestimento. A
penetração do cone é contínua, a uma velocidade de l cm/s. O esforço
necessário para a penetração do cone no solo é registrado continuamente.
Os valores registrados medem tanto a resistência de ponta (qe) como o atrito
lateral. e
e
D30mm
D15 .. 1
~r-
~·1
.. 030
... 1 .,....
936
~..1 D 20 r
.,,...
~
1 ..
.;
'"'• ~
ªl
~'
,. .."' O20

... .-;
~

D 32,5

medidas em mm ... D 35.7

'30
A grande vantagem deste tipo de sondagem. em relação a Je percw,._ão.
que:: os resultados são apresentado ao longo Je toda a profundidadt: da
sondagem. ininll.:rruptamcnte, ao contrário da percu1.isão que mede o núml'ro
de golpe, em 30 cm de cada metro. Os req1Jtado ohtido na sondagem com
cone recebem o nome de CPT ("Cone Penetration Te t''J. 'os e4uipamentos
mais moJcrnos. o cone é elétrico, permitindo que os resultados sejam
registrados cm um gráfico simultanearrn.:ntc à realização da sondagem.
Um dos problemas apresentados por este tipo de somtagem é a pos,ihilidade
de desvio do cone durante a penetração no solo. Por isso. a 'orma Brasileira
recomenda o uso de inclinômetro. aparelho que mede ângulos. para
profundidades acima de 25 m. Experiências têm mostrado que não são ohtidos
resultados satisfatórios quando a sondagem é realiLada em argilas muito
moles. No nosso país. essa modalidade de sondagem ainda não é muito
comum. mas vem se desenvolvendo bastante e não é de duvidar que. em um
futuro próximo. \ubstitua a sondagem a percussão.

Rela«jão entre os resultados do CPT e SPT

Na sondagem, se a opção for pelo CPT, deve-\e fazer a comersão para o


SPT, para determinar a resistência do solo usando as fórmulas e tabelas
usuais.
A tabela a seguir, proposta por Danzinger e Velloso, forneceº"'\ alores de K,
que relaciona o número de golpes do SPT à resistência de ponta (q ) fornecida
pela sondagem CPT.
Para fazer a transposição dos valores de q para N. u:-.a-\e a seguinte relação.

q
N
K

Observar que. para entrar nessa relação, o valor de q de\ era ser cxpre,so
em Mpa (Mega Pascal).

TIPO DE SOLO K

Areia 0,60
Areia siltosa - areia argilosa - areia com argila e sdte 0,53
Silte - sdte arenoso - argila arenosa 0,48
Silte com areia e argila - argila com silte e areia 0,38
Silte argiloso O 30
Argila - argila siltoso O 25
Exem Pio ·. · . ~ -.• de po nta dada pela sondagem CPT e o 1. D,
. P o v·tlor da res1stenc 1'1 ,
SeJa q - 2 M a ·1' o O valor do SPT sera: furo
-;olo. um stlte arg1 os . dife,
N =2- =
- 7 2. D
0,30 1 d" ·etamcntc dos valores dê q edifi
Ca"io se deseje determina~ a taxa do so o II 3. D
pode-se u<.;ar a relação abaixo: projt
4. p
0 = _qc (MPa ), no caso de fundações diretos em argila resp1
10 5. A
q, {MPa), no caso de fundações diretos em areias
a d,-=15

lembrar que 1 M Po = 1O Kgf/cm2 Exe


Supc
Para solos coesivos como as argt.1as, a pru·fr
,.1 do
. conhecimento, da taxa
.;- do cuja
, da sua resistencia, 0 valor da sua .coesao.
solo pode-se con hecer, a1em _ dA Segl
coesão e O ângulo de atrito interno do solo servem para a determm,açao os
empuxos sobre muros de arrimo. O valor da coesão corresponde a metade
da taxa do solo:
a
e =~
2
Sondagens em rochas - sondagens rotativas Log,
Caso a sondagem tenha de atravessar materiais impenetrávei<i a percussão. Emi
de p
tais corno matacões ou rochas alteradas ou sãs, deve-se mudar o tipo de
',OflC
equipamento, usando o equipamento denominado coroa amostradora. Ne..,..,u
mfo1
coroa estão fixados pequenos diamantes ou pedras de vídia. E~se tipo de
Por 1
amostrador permite a obtenção de amostra da rocha para a sua clas-,ificação.
'ieJU.
As brocas usadas neste tipo de sondagem apresentam di âmetro.., entre ..,emt
30 mm e 76 mm, recebendo as seguintes denominações: X RT (30 mm). es-,a
EX (38 mm), AX (48 mm), BX (60 mm) e NX (76 m m ).
hetc1
Nas sondagens rotativas, deve-se aprofundar O amostrador pelo meno.., ..i. Dep,
metro~ para ter a segurança de que não se está atravessando um simple:-. nom
matacao.
A pr
com
dDeetermdinaCjão
son agem da quantidade e da profundidade dos furos
e-..t.il
J,1-.. 1
Para a escolha da quantidade d .
determinada obra d 7 . e s~ nctagens a serem executadas em uma
, everao ser atendido . . 1 . , . 1
Norma Brasileira. s ª guns cntenos estabelec idos pe 3
CAPITLJ.<) 4
rv 1 i ,1€ d SIJ~ solo r,o drigc11

1. Devem ser executados no mínimo 3 furos não colineares. Não estando os


furos sobre uma mesma reta, a sondagem pode representar três planos
diferentes, o que significa maiores possibilidades de análise do solo.
2. Deverá ser executado um furo a cada 200 m2, para áreas de projeção da
edificação até 1.200 m2 •
2
3. Deverá ser executado um furo adicional, a cada 400 m , para áreas de
projeção entre 1.200 e 2.400 m2•
4. Para projeções acima de 2.400 m2 , deverá ser estudado cada caso,
respeitando-se os mínimos exigidos pelos critérios anteriores.
5. A distância mínima entre furos deverá ser de 8 me a máxima de 25 m.

Exemplo:
Suponha que se queira determinar o número de sondagens para uma obra
cuj a projeção seja de 2.400 m2 •
Seguindo os critérios, tem-se:

1 furo para cada 200 m2 , até 1200 m2 , resu ltando em 6 furos

1 furo adicional para cada 400 m2 , entre 1200 e 2400 m2 ,


resultando em mais 3 fu ros

Logo, a quantidade total de furos para 2400 m 2 é 9.


Em grandes áreas, por exemplo em conjuntos habitacionais, em que as áreas
de projeção normalmente excedem muito os 2400 m2 , deve-se programar
sondagens progressivas, para se obter um a quantidade suficiente de
informação com custos menores.
Por exemplo, pode-se a priori solicitar uma quantidade de furos menor, ou
seja, um furo sob cada projeção do edifíci o. Se os resultados forem
semelhantes, indicando um solo homogêneo, pode-se aceitar como suficientes
essas informações . Se, ao contrário , os res ultados forem bastante
heterogêneos, deve-se partir para uma nova série de sondagens.
Dependendo de como se apresentarem esses resultados, uma terceira e
normalmente última série pode ser solicitada.
A profundidade que se deve alcançar com a sondagem precisa ter relação
com os resultados que estão sendo obtidos. Pode-se usar como critério o
estabelecido por Norma, pelo qual a profundidade da sondagem depende
das cargas e das dimensões da edificação, como apresentado na relação a
seguir:

h = e xB
eA' Tl 'L V 4 o . c;or.dage'1S
rW<- tiya c>E" do c;1.,b

Onde h ==- profundidade da sondagem CAI


édia do edifício sobre o solo,
d nde da cargo m -
e- coeficiente que epe _ dividido pela área de sua pro1eçao
. t e' o peso da construçao Fur
IS O , 1 t -
A de menor área que envo ve a cons ruçao.
B = largura maior do retangu Io
Cri·
2
e Def
CARGA MÉDIA (tf/m )
edii
l ,O
<8 carr
1,5
9 - 15 prir
2,0 Ad
16 - 20
a critério pele
> 20
ade
Por outro lado, pode-se também usar o critério prático baseado no valor de mai
N. Neste caso, usa-se interromper a sondagem quando, num crescendo, o lim
valor de N atingir 35 a 45 golpes. Mas atenção, deve-se ter certeza de não lim
estar atravessando uma região particular do solo em que haja grande atrito. par;
É urna situação típica de regiões litorâneas, em que as primeiras camadas se ,
são de areia, que apresentam altos SPTs. Ao atravessá-las, atinge-se argila Af
orgânica, cujo SPT é nulo, ou seja, o amestrador desce sob a ação apenas SP'
do seu peso próprio. terr
As
ver
me
sol,

Éi
de
mu
ten

40
CAPÍTULO 5

Fundação direta ou rasa

Critério para escolha de fundação direta ou rasa


Define-se como fundação direta ou rasa aquela em que as cargas da
edificação (superestrutura) são transmitidas ao solo logo nas primeiras
camadas. Para isso ocorrer. obviamente é necessário que o solo, logo nessas
primeiras camadas. tenha resistência suficiente para suportar essas cargas.
A decisão pelo tipo de fundação requer o conhecimento do solo, propiciado
pela sondagem. Para efeito prático, considera-se técnica e economicamente
adequado o uso de fundação direta quando o número de golpes do SPT for
maior ou igual a 8 e a profundidade máxima não ultrapassar 2 m. O primeiro
limite indica a resistência mínima necessária para uso de fundação direta~ o
limite de profundidade se deve ao custo da escavação e reaterro necessário
para a execução da fundação. acima do qual o uso da fundação direta torna-
se antieconômico.
A figura abaixo apresenta duas situações de sondagem. Na sondagem S1, o
SPT maior que 8 encontra-se abaixo de 2 m de profundidade, o que em
termos econômicos inviabiliza a fundação direta.
A sondagem S2, ao contrário, apresenta N = 8 logo no primeiro metro. Uma
verificação mais aprofundada das dimensões da fundação pode indicar se é
melhor apoiar no primeiro metro ou no segundo, no qual N = 12 indica um
solo mais resistente.
S1 S2
1 2 8
6 12
9 15
15 20
25 25
30 28
32 30
35 39

É importante salientar que os critérios acima são válidos quando o número


de golpes aumentar, ou mantiver-se, ao longo da profundidade. Se houver
mud~nça brusca, para menos, no SPT, deve-se verificar a influência das
tensoes nas camadas mais profundas.
( TLII(
10 10
n a u e.

. m que se te m uma camada


f ura a seguir, e .. , f
. , ·ão apresentada na ig ; .. erá estudada mai s a rente.
A s1tu.tç . bre camadas frage1s, s
bastante resistente ~o
1 9 camada resistente
12
3 camada frógil
'

c
d
1:
s da superestrutura são transmitidas ao
Na fundação direta ou rasa, as carga e • d t A .d ; • J
solo através de uma placa de concreto armado denomina ~ sapa a . I eia j
e, que a carga atuante so b.te a sapata se distribua
, . pela
. sua, area_ de contacto
. ,, e
. d
com o so 1o. ap I1can o neste uma tensão no max1mo 1guaJ a tensao
. ; . adm1 ss1vel (
do ,;olo (taxa do solo). A forma da sapata depende, em pnnc1p10, da forma I
do pilar que se apóia sobre ela.

Sapata isolada
Denomina-se sapata isolada uma placa de concreto armado cujas dimensões
em planta são da mesma ordem de grandeza. A sapata isolada é usada
quando as cargas transmitidas pela superestrutura são pontuais ou
concentradas, como as cargas de pilares e as reações de vigas na fundação
(vigas baldrames), por exemplo. As dimensões da sapata isolada são
determinadas pelas cargas aplicadas e pela resistência do solo, de forma
que as tensões no solo sejam no máximo iguais à sua tensão admissível
(taxa do solo). Sabe-se que o conceito de tensão sobre um material significa
o quanto de força é aplicada por unidade de área desse material, ou seja,
tensão é a relação entre a força aplicada e a área sobre a qual ela é aplicada.

P = carga no pilar

D B
Õ's = tensão admissível do
solo ou taxa do solo

p
Os = - :5 Os
AxB
A

42
l. t, LC)
... ,r-l 1 , , GIi tn .; rosa

nada
e.
lp = cargo no pilar

Os

Na figura acima, a área da base da sapata é determinada conhecendo-se a


carga sobre ela e impondo-se como tensão máxima a taxa do solo. Uma vez
determinada a área da sapata, pode-se determinar as dimensões dos seus
; ao lados.
As sapatas isoladas podem ser quadradas, retangulares ou circulares.
léia
A escolha da forma pode estar relacionada às dimensões do pilar ou a questões
cto
construtivas.
·vel
O comportamento real de uma sapata isolada é bastante complexo e só
ma poderia ser estudado usando a teoria da elasticidade, ou com o uso de
elementos finitos via cálculo computacional.
Um modelo aproximado de compmtamento, e que responde bem às questões
técnicas e econômicas, é o que pressupõe a sapata comportando-se como
>es dividida em quatro triângulos independentes engastados no pilar e recebendo
.da corno carga a reação do solo.
ou
ão
ão
na laje em balanço
rei momento máximo ~ q u a r t o porte]
ca

momento zero

Como se pode verificar pelo modelo adotado, o momento fletor varia,


aumentando da extremidade da sapata para a face do pilar. Desta forma, a
espessura da sapata não necessita ser constante, podendo ser mínima na
~xtremidade e máxima junto ao pilar, como mostra a figura acima. Com
isso, pode-se economizar concreto.
( '"'lf
,v rc,S0 u d

, Jtante d a, variação de espes~ura,


-
.
d, inclin ação. resu e durante a execuçao.
scoJTegu · 1· - 1
I' do cm virtude
. aue o eoncreto ,.e norma l , usa-se a me maçao :3
to ª · ,, •0 ev, tarereto
Por outronecessan q com "sium pp" mede o ,a batimento do concreto,
ma-se de con "slum
caso •que ·
Para isso, no. tal). Lembrai . , Oosidade.
(ve1t1.ca1·. honzon, . r ou menor vise
. a.sua m LLJO
ou seJa,

t
mínimo == 1Ocm ~

p
O di
pági

Sas:
H =30% do lado maior da sapata Qua
mínimo == 1Ocm "' vizi1
H
divi
p , Ax B sap,
A x B - -=- Qu2
as esta
não
Para efeito de pré-dimensionamento da altura max1ma
; . da sapata, usa-se a
seguinte relação: no 1

H = 30 %do maior lado da sapata

O dimensionamento exato da sapata 1so


. 1ada e; visto
. no Cap1;tulo 16, página
' 155.
Sapatas associadas
Quando dois ou mais pilares estiverem muito próximos, é possível que as
sapatas se sobreponham. Neste caso, deve-se colocar os pilare; sobre um~
única sapata. Para
O
que a distribuição de tensões no solo seja uniforme. e
necessário que centro de gravidade da sapata coincida com o centro de
gravidade
com dasdos
ª carga cargas
dois dos pilares. A área da sapata associada será calculada
pilares.

44
<AF- TUI O 5
f t nda oo d re•c, ou r,1sa

sura.
1Ção.
A
) J :3 A/2
A/ 2
reto,

B
CG do sapato
= CG dos cargos
sobreposição 01 02
sapata associada
1,5 m I' 1,5 m
r 01
l
02

01= 0,5 m AsAP= A . B


P, - 20 tf 11'2 - lütf
02 = 1,0 m P1 + P2
ASAP=-- -

R = 30 tf (CG dos cargos)

O dimensionamento exato da sapata associada é apreciado no Capítulo 16,


página 167.

Sapata em divisa
ta
1
Quando o pilar encontra-se faceando a divisa da construção, seja com terreno
vizinho ou com área pública, não se pode avançar com a fundação além da
divisa. Em tal circunstância, são duas as possibilidades de fundação direta: a
sapata excêntrica ou a viga alavanca.
Quando a carga do pilar encontrar-se fora do centro de gravidade da sapata,
esta é denominada sapata excêntrica. Essa situação provoca uma distribuição
não unifonne de tensões no solo e também a ocorrência de momento fletor
a no pilar, ocasionando alterações no seu dimensionamento.

excentricidade
CG da sapata
diviso e ;- p

A
solução não permitida

as
mo·-
< as

45
u l U J C

·aru'is ou excentricidades, que as ten'>ões


Pode ·1contecer para gran dcs c 0 ' · . ·
' · . ·. cgati vas como se estivesse aparecendo tração
nas pontas da sapata seJam n ·· - . Então, para ,
· • ;- • ge ,1 essa possível traçao. a sapata fica
110 solo. Como o .;;o o n..1o re,1
1 ' · . em toda a ár
. •. d'
parcialmente apükl a. Deve-se u·irantir
• o' que pelo menos 2/3 do compnmento um grande.
A da sapata esteja assente no solo. tomar meno
A viga alav,
viga que su1
da viga ala\
A vi e0 a alav
balanço est:
alavanca, q1
viga recebe

,.! •
r*,r
~
J'
J
A

2: 2/3 x A

Para diminuir o valor das tensões no solo, devem ser alteradas as dimensões
da sapata. Neste caso, aumentar o comprimento torna-se mais eficiente.
pois a tensão varia com o quadrado da dimensão A da sapata. À primeira
vista, pode-se pensar que seria mais eficiente o aumento da dimensão B, já
que com isso seria diminuída a excentricidade. Porém, a diminuição da
excentricidade é linear e portanto menos eficiente que o aumento da inércia
da sapata, ou seja, que o aumento da dimensão A. Uma analogia bastante O uso da
presente no dia-a-dia é a forma do pé humano: a dimensão em uma das er ala\ar
direções é bem maior do que na outra; aqui, a perna funciona como o pilar. posição d1
a linha <le
alavanca
da divisa.

A>B
,f
,f
A
Quando a dimensão A , ·
. . fi . e muito grande a sapata pode perder ri oidez e tomar-
se me 1c1ente, como se foss ,d . , . º -
não se faz e t d· ' e ~m pe e pato, isto e, a transmissão das ten'>oe...,
, m o a a extensao da sapata.

46
f j

cs
lo Então. para aumentar a rigide7 da sapata e garantir a distribuição de tensõe'>
:a em toda a área da '>apata, deve-se aumentar a sua espessura. o que provoca
lo um grande aumento no con'.umo de concreto. Assim, a alternativa para
tornar menores os custos, pode ser lançar mão da viga alavanca.
A viga alavanca é, em última análise, uma viga de transição, ou seja, uma
viga que suporta pilares. A carga excêntrica do pilar é transmitida através
da viga alavanca a uma sapata, no entanto não mais excêntrica.
A viga alavanca comporta-se como uma viga em balanço, biapoiada. No
balanço está aplicada a carga do pilar de divisa, o que cria um efeito de
alavanca, que tende a aliviar o apoio do lado oposto ao do balanço, daí essa
viga receber o nome de viga alavanca.

i
!
o; viga alavanca

11{1~·~ / -~\!
O uso da viga alavanca exige sempre um apoio extremo, no qual ela possa
ser _al~vanca~a. Esse a_poio, normalmente, é a fundação de outro pilar. A
po~1çao do ~1lar de a~o10 da alavanca pode ser qualquer. O importante é que
a lmha de eixo que h~a os centros dos pilares coincida com o eixo da viga
alav~n_ca e que esse eixo passe pelo centro de gravidade da sapata do lado
da d1v1sa.
eixo da
viga alavanca

CG da sapata
S•
A viga alavanca sofre esforços de tlexão: moment~ fl etor e força co11ante.
O esforço de momento rletor varia, no balanço da viga, . zero - no eixo do
. de Quando a
pilar - a máximo - no centro de gravidade (C.G.) d. a primeira sapata, voltancto poc,icioná-1
a se anular na extremidade oposta. Para economizar concreto, as dirnensõe a do nível i1
da viga alavanca devem variar de acordo com a variação da intensidade d~ A figuram
momento íletor, apresentando uma das possibilidades mostradas na figura~

p e

i .___
/ _ _ ___JI+
li

Diagrama do momento fletor

O dimens
alavancas 1

Variação da altura da viga (elevação) Sapata


Sapata cor
o comprirr
conidaé d
de carna
....
estruturais
pode ser c
Variação d a 1argura da viga (planta)

Junto ao pilar, as, ct·imensões d .


t.
.
Virtude da ex1stencia
· " . da fo a viga al avanca não
o uso da viga alav , rça cortante. De mod podem ser nulas em
anca e se o geral d '
por questões econo" . mpre preferíveJ a d ' po e-se afirmar que
meIhor distribuição dm1cas t ' ~orno também porq
o a sapata excêntrica, tanto
e ensoes no solo. ue a pr'1me1ra
. garante uma b

48
( lfUL )
Í ndo d1 v Ul rn'O

He.
do
Quando a implantação das sapatas se der cm dc_snív:I, é ncceo.;sário
do
posicioná-las de maneira que a sapata do nível superior nao sobrcca, regue
>es
a do nível inferior.
do A figura mosLra as disLâncias e os ângulos a serem respeitados.
a.

fundação existente
limite mínimo poro espaçamento
horizontal em qualquer tipo de solo
b

' ... 1..


solos pouco consistentes '' , ! ' ' '·,
', _i
'--·-...,....,,,.·-
.,
1 '
solos de consistência médio 1
...
novo fundação

O dimensionamento de sapatas excêntricas (ou em divisas) e de vigas


alavancas pode ser visto no Capítulo 16, páginas 183 e 199, respectivamente.

Sapata corrida
Sapata corrida é uma placa de concreto armado em que uma das dimensões,
o comprimento, prevalece em relação à outra, a largura. A função da sapata
corrida é distribuir pelo solo, cargas linearmente distribuídas. São exemplos
de cargas distribuídas linearmente as cargas de paredes, sejam elas
estruturais ou não. Da mesma maneira, uma linha de pilares muito próximos
pode ser considerada carga linearmente distribuída.

l f >> b
l l l l
pl p2 p p4
ou
. pilares

1 1
t +
b e e
h.1r.dação dire'a ou ro ~a
CAPIT•JLÜ 5
h,nao '.JOdm

P (kgf/rn)
Uma forma
p (kgf/m) = carga aplicado se mantenh
sobre a sapata Uma forma
da sapata e
as _ tensão aplicado corrida coIT
ao solo r rr r rr r rr r r r r r r rr r rr
~ J :1 i
e b

· ~ da tensao
Para detenrunaçao - ap11·cada ao 'solo ' considera-se um ,comprí menta
· , · de 1 m. o que se obte' m para esse trecho de sapata e extrapolado
umtano Aqueles qt
para os demais. costumam'
comportam
comporta-si
ao longo d
corrida, na
faces da p

solicita a s

rrr r r r r r r r r r r r asr r r r r r
1
<IIA
e jl m 100 cm b
p
as=-- -
100 x b
reaçã,

Na maioria das vezes, o solo, em razão da sua não perfeita homogeneidade. Como se
apresenta a possibilidade de acomodações diferenciadas ao longo da sapata. colocada
Como a sapata c01Tida é uma placa relativamente fina e portanto pouco quando e~
rígida, pode apresentar deformações ao longo do comprimento que se
Exempl1
refletirão em fissuras ou até mesmo em trincas nas paredes suportadas.

(confc
menor ri

trincas

'-"'"'=<-:::-_::
__:::_-:-
__:- --:_--:-:-::_:-~----e::- : -__
_____ -_-_--_--_-_--_--_--:_--:-:-::-:__] sapata deformada

50
CAPÍ~JLO 5
F-,.mdaçõo direta ou 1050

Uma forma de reduzir ao mínimo esses efeitos, de tal forma que as parede1.i
se mantenham íntegras, é aumentar a rigidez da sapata.
Uma forma econômica de aumentar a rigidez é criar sobre a placa de concreto
da sapata coITida uma viga denominada viga de rigidez, ficando a sapata
corrida com a forma de um T invertido.
n- viga de rigidez

- 1

sapata não enrijecida sapata enrijecida

Aqueles que desconhecem o comportamento estático da sapata corrida


costumam imaginá-lo de maneira completamente contrária à do modelo de
comportamento correto. A primeira idéia que se faz é de que a sapata corrida
comporta-se como uma viga longitudinal. Então, coloca-se a aITnação principal
ao longo do comprimento da placa, o que é totalmente eITado. A sapata
corrida, na verdade, comporta-se como uma laje, com balanços nas duas
faces da parede ou da viga de rigidez, quando esta existir. A carga que
solicita a sapata é a reação do solo.
sapata posição errada posição correta
deformada da armação da armação

....------Jíl.._______... ------'~'----------.

1o o 9 o o º' o o
armação armação
reação do solo

Como se pode ver, a arm ação principal da placa de concreto deve ser
colocada na transversal. Armação longitudinal, apenas na viga de rigidez,
quando esta existir.

Exemplo de armaejão
--,f-- €_4 € = largura da parede

20 ou 30 cm
(conforme maior ou
l 4 0 12,5

menor rigidez do solo) J 1 06,3

10 cm
+
0 8 c/20
60cm

t 0 8 c/20
1
l 1L 1l0 '
1- nd JO e ir i JU J (

. . , . a ..,apata corrida, usam-se as relações propostas na


Para pré-dm1cns1omu
figura a seguir. largura Em uma f
da parede
baldrame
Onde n - número de pisos . baldrame
suportados pela alvenaria ;..
a 6 m. O
h - 2 h (cm) h l Capítulo

h' = 20% 6 (cm) Mecani:


Para faci
b= (n x 25) (cm) sapatas, 1
as distribuí<
6 não corr,
Em terrenos em desnível, a sapata com•d a pode ser dividida em trechos, uma sap.
sempre horizontais, como mostra a figura. logo ab2
contato'

terreno

sapata corrido
l[ _j

Não se deve confundir sapata corrida com viga baklrame. A sapata corrida
é uma fundação direta, portanto as cargas sobre ela são transmitidas ao
longo do seu comprimento. A viga baldrame é uma viga como outra qualquer;
apesar de envolvida pelo solo; no seu cálculo, desconsidera-se qualquer
apoio no solo. As vigas baldrames apóiam-se em sapatas isoladas ou em
fundações profundas.
viga baldrame

/
I

/
/
sapata isolata de apoio ou
solo sob a viga,
fundação profunda sapata isolada de apoio ou
não usado como apoio
fundação profunda
na
Em uma rundação direta. pode-se utilizar tanto a sapata corrida como a iga
haldrame. Do ponto de vista prático. considera-se que o uso de \ igas
baldrames é econômico quando o vão a ser vencido por ela"i não for superior
a 6 m. O dimensionamento exato de uma sapata corrida pode \er \ isto no
Capítulo 16, página 178.

Mecanismo de transmissão de carga de uma sapata ao solo


Para facilitar o raciocí1110. considerou-se até aqui que as tcn\ões sob as
sapatas. quando as cargas são aplicadas no seu centro. são uniformemente
distribuídas ao solo e imediatamente sob a sapata. No entanto. esse modelo
não corresponde plenamente à realidade. A<:, tensões aplicadas ao <:>olo por
uma sapata propagam-se por alguns metros de profundidade. além do nível
logo abaixo da sapata. A figura mo. tra como se distribuem as tensões de
contato sapata x solo, seja a sapata rígida ou não e o solo coesivo ou granular.

Pressões de contato em placa flexível: (o) Areia, (b) Argila

-,
'
',,
_, - --..... ,, ,, - ~
- -.- -,.._

v v"'
- ...... ............

(o) (b)

Pressões de contato em placa rígido: (o) Areia, (b) Argila

' '

1
1 1
1 1
(a) {b)
c.APITlJLO 5
i=uridrJcoo d reta 01., raso
CAPITU~
i:.u d o

_ 1O d v·da a uma placa, no caso teórico de


A determinação da tensao no so ~ ~ ·tudada por Carothers. Os \ alores
1

comprimento infinito e largura B, 01_ es Na fig1..


encontrados são apresentados a segUJr. em que
Ao con
Tensão no semi-espaço infinito
No bull
pressão sob a placa

ar r: rJl l ~ "''~;Vi;4~--
solo sã
profunc
A cons
uma e,
projeta
z atinja u

◄ -,.. Ox
Oz

X
a
Oz = -7t [ 2 a+ sen 2 a x cos 2 ( a + 8)]

Pelos resultados, a tensão sob a sapata varia com a profundidade e com os


âng ulos a e õ. Colocando os diversos valores em um gráfico, obter-se-á o
resultado mostrado na figura.

B
- ►

(
1

Outra
uma fi
são u,
bulbo de '
fundai
tensões de ar·
pm,s1l
0,2 cr
h.1 un
carga
th?sf,l

pnl\l
0,1 CT
in1.·li11

>4
CAPTULO 5
Fundoçõo direto ou raso

Na figura anterior, são mostradas as curvas isobáricas, ou seja, as curvas


em que as tensões são iguais, semelhante ao que ocorre em curvas de nível.
Ao conjunto dessas curvas dá-se o nome de bulbo de ten~ões.
No bulbo de tensões, a uma certa profundidade, as tensões transmitidas ao
solo são tão baixas que podem ser desconsideradas. Na prática, essa
profundidade é considerada igual ao dobro do valor do maior lado da sapata.
A conseqüência mais imediata dessa observação é que, mesmo que exista
uma camada fraca de solo sob uma camada mais resistente, é possível
projetar uma fundação direta desde que a profundidade da camada resistente
atinja um valor no mínimo igual ao dobro da maior dimensão da sapata.

B
1
'

l
2B camada resistente

0,2a
-- - r- -
camodo frágil

Outra conseqüência da oconência do bulbo de tensões é a influência de


uma fundação em outra. Os edifícios inclinados, na orla da cidade de Santos,
são um testemunho desse efeito de sobreposição dos bulbos de tensões em
fundações vizinhas. Em Santos, próximo à praia, o solo apresenta uma camada
de areia bastante resistente, de aproximadainente 14 m de espessura,
possibilitando obter um SPT superior a 20. Entretanto, abaixo dessa camada
há uma profunda camada de argila marinha sem qualquer capacidade de
carga. Essa camada pode atingir 50 m de profundidade. Essas condições
desfavoráveis são agravadas pela interceptação dos bulbos de tensões,
acarretando a soma de tensões que, superando a capacidade do solo,
provocam a sua ruptura, produzindo um grande recalque que determina a
inclinação dos edifícios.
rc;

Em Santos. deveria ser evitado o uso de fundação direta para cargas


elevadas. como as que ocorrem no5 edifícios a]tos. Existe uma antiga CA
recomendação. feita por especialistas, que ]imitava a oito o número de
pavimentos dos edifícios a serem construídos na orla. A recomendação nunca Os
foi atendida. o que provocou a situação vigente. De;
a e
der
,- As
1 ~ det
--- A,
- sut
1
-
--1 apl
- nã,
~

-
-
-- 1m
- ffil
L
1
-- cál
-- A

c:=:::i c:=:::::i
sol
ce1

soma de bulbos

A
de
rn
·gas
tiga CAPÍTULO 6
1 de
nca Os recalques de fundação
Denomina-se recalque a deformação que ocorre no solo quando submetido
a cargas. Essa deformação provoca movimentação na fundação que,
dependendo da intensidade, pode resultar em sérios danos à superestrutura.
As deformações que o solo pode sofrer são de três tipos: deformação elástica,
deformação por escoamento lateral e deformação por adensamento.
A deformação elástica é aquela que qualquer material apresenta quando
submetido a uma carga. O recalque elástico ocorre imediatamente após a
aplicação da carga e são maiores em solos não coesivos, ou seja, em solos
não argilosos. Para a determinação desse tipo de deformação, é
imprescindível saber-se o valor do módulo de elasticidade do solo (E), valor
muito difícil de se obter, o que leva a grandes imprecisões nos resultados de
cálculo.
A deformação por escoamento lateral acontece com maior predominância
em solos não coesivos. Trata-se da migração de solo de regiões mais
solicitadas para as menos solicitadas; portanto, o deslocamento dá-se do
centro para a lateral, como mostra a figura.

a a
1 1

am~ ----------------~ m
,t ________ _ __ - !-.. a
, 1 1 ,

~ 1 '
+---r 1 1 ---,----.
e, 1 1 , e
+-;- 1 1 ~
1 1 1 /
..-...\-- 1 1 -+--+
1 1 1 /
1 1 1 /
11 I /
11 I/
b'------------j b

A defo~ação por adensamento ocorre pela diminuição no volume aparente


~o ma~1?0 de solo, causada pelo fechamento dos vazios deixado~ pela água
intersticial expulsa pela pressão que as cargas exercem sobre a fundaçã.o .
ndo 00

. .mportan te e a que pode causar os


, ·1 mais ' ~es
to e , , nas fun <laço ·
\. dcfonnação por adcn..,amcn
<le recalques
;,
problemas mais l:
-omun'>

d iminuição
do volume

----

fuga da água sob pressão

1 , por aden,amento podem 'ser e l.ass.1•ficados em primários


. e
Os rcca qucs . calques oconem em um tempo suficiente
ecundário,. Nos pnme,ros. os r~de levar alguns poucos anos; no eg~ndo.
rara a expulsão da agua, o que p rmanecem por um longo penado.
' . , d· os recalque pe . b,
típico das arg1!J, "Jtur,l
podendo me..,mo atingir
ª"· · .
. • ce m ou mai an ~- ·
oc. sendo por isso tam em

denominados recalques ,ecul"."es.


O valor do recalque final -,era a soma os
d . valores devidos
1 aos recalques
clá,1ico. de adensamento pnmano . , • e de 'adensamento secu .ar. ois ocorrem
o, recalques anteriores poderiam ser c_hamados de n~turats, \aver outro,
.,,.,·orrência de caracterí~ticas naturais do solo. Porem, pode .
em uc..
tipos de recalquec.; prO\ ocados por ações externas. s-ao desse f1po os segumte
recalques:

Recalques provocados por rebaixamento de len~ol freático


~1uitas vezes, para execução de garagens em subsolos de edifícios, ou me mo
da fundação. há a necessidade de rebaixamento do lençol freático, ou seja.
de bombear a água existente no interior do solo, fazendo com que o seu
nível seja rebaixado. Com esse procedimento, há uma diminuição na pres ão
neutra (pressão de baixo para cima devida à água), aumentando a pressão
efetiva (provocada pelo peso do solo). Isso ocasiona um aumento na pressão
sobre
nd o solo, o que pode provocar recalques sem aumento da carga sobre a
nd
ru ação.
pode fu aumento
haverAsum ações dedsapata sofrem
b um afundamento. Nas de estacas.10
e carga
chegar a romper - provocado so resolo-estaca.
pelo atrito a fundação - que pode mesn

58
CAPITULO 6
Oc; re olques oe fundo ao

b) fundação profunda
a) fundação direta

, _11._,____Pº_síção antes
_ : -:_ do recalque
' '' posição do solo
''' ''
''' ' posição depois antes do recalque
'''
1
~- ----L----- - - --, do recalque
~ _J---------------'- ~ - - F1 1F posição do solo
/ -t -t depois do recalque
6.= recalque

atrito
solo x estaca
u
/ _---4------1--------------

Recalque em solos colapsíveis


Denominam- e colapsíveis os solos de grande porosidade, formados tanto
por areias como por argilas e que apresentam a característica de ter suas
partículas unidas por uma espécie de cimentação, proporcionada por materiais
como o calcário. Esses solos, ao entrar em contato com a água (pelo aumento
do nível do lençol freático, por exemplo), têm rompida a ligação entre suas
partículas, sofrendo perda imediata da sua estrutura, o que ocasiona um
recalque bastante drástico e perigoso.

Recalque por solapamento em conseqüência de infiltra~ões


Esse tipo de recalque pode ser considerado um acidente, pois é totalmente
imprevisível. Pode ocorrer por infiltração de águas pluviais mal conduzida ,
ou por rompimento de tubulações. Este último fator costuma ser o mais
comum. Muitas vezes, só se descobre a existência desse tipo de infiltração
quando o problema já está bastante grave. Com as infiltrações, o solo sob as
fundações diretas pode ser carreado, provocando vazios que impedem a
transmissão adequada de cargas ao solo.

11

infiltração

vazio
6.= recalque
Outras causas de recalque - , .
· d·
Osrecalquesam apo em d acontecer provocados
.. por e..,cavaçoes
,·. · prox1mas
.·, Js..,o 1
,as f-undaçoes.
- As escavaçoes
. . . - tendem a desestabdJ?ar
_ o maciço,
. . mi 1uenc1ando
,
cdilic
uma região relativamente próxima, conlonne most1 a a fiºura.
0
difere
Es"ic
migração do solo VC/C'

solo original

escovação

Vibraçõe devidas a tráfego intenso de veículos podem provocar vibrações Efe


que adensam o solo, compactando-o, resultando em recalque da fundação. Or
for
Muitas vezes, apesar de aparentemente se identificar o processo como um
recalque, pode ocorrer o inverso, um aumento no volume do solo, provocando est
movimentaçõe na fundação. Duas situações são ilustrativas desse processo: pai
dei
Solos expansivos ex
Denominam-se solos expansivos aqueles capazes de sofrer expan ão quando
colocados na pre ença de água. A expansibilidade dos solos depende do tipo
de mineral encontrado na sua con tituição. Exi stem minerais, com o a
esmectita, que apresentam capacidade de absorver água. Os solos expansivos
podem ser reconhecidos pela quantidade de m·gila, pelo índice de plasticidade
e pelo efeito eletrolítico. O efeito da expansibilidade é mais drástico em
pequenas edificações, com pequenas cargas, pois a expansibilidade do solo
depende da pressão aplicada a ele pela fundação - quanto maior a pressão
menor a expansão. A expansão do solo provoca o levantamento da fu ndação,
causando uma espécie de anti-recalque, com todas as conseqüências comuns
aos recalques convencionais. (

Efeito da termoosmose
Esse ~enômeno também é típico de solos expansivos. Ocorre principalmente
em climas quentes. A sombra projetada pela edificação sobre o solo torna-
o mais frio.

b
CA:'lfl JLO 6
Os re alou e~ de ru'ldoçoo

as Isso faz com que haja migração da umidade externa para o solo sob a
do edificação, provocando a sua expansão, o que resulta em movimentos
diferenciados na fundação, com danos à superestrutura.
Esse efeito pode ser confundido com um recalque convencional, sendo muitas
vezes difícil de ser interpretado.

curva de levantamento

reia
Areia e
Argila

Argi la

_____ -
,__ -· - -

Efeitos dos recalques nas edificações - recalque diferencial


O recalque em si pode não resultar em danos às edificações. Se o recalque
for uniforme em todos os pontos de apoio das fundações, o efeito será apenas
um afundamento do nível térreo, provocando problemas de uso, mas não
estruturais. Quando os recalques são de intensidades diferentes, de um apoio
para outro, dá-se o chamado recalque diferencial. Este tipo de recalque,
dependendo da intensidade, pode provocar danos à edificação, chegando a
extremos q ue podem levar a estrutura à ruína parcial ou total.

1 1 1 l
''' .
1
1

'''
• 1

'' ~-------~------,
1
1 1

1
'' ' 1 1
L----------------
~-------l------,
1
' 1

1
1 1 recalque diferencial
L----------------
O primeiro indício mais visível da ocorrência de recalque diferencial aparece
nas alvenarias de vedação, normalmente mais frágeis do que a estrutura
portante. A ruptura da alvenaria acontece por efeito de força cortante.
apresentando-se por isso inclinada de um ângulo de aproximadamente ..t-5°.
A direção em que se dá a ruptura indica o lado que sofreu maior recalque,
ou que está em processo de recalque.
CA"IT vLO 6
( )s rec olques dt: fu'"ldaçoo
PI rJ f
( rP'l ,j

trinca
Para isso, usa-s
pilar que se solidifique e
recalcou mais
cravação de lar
temperatura de
reforço das fur
problemas.
Para saber err
observar a ev
Depois de instaladas, essas fissuras ou trincas são de _di~ícil_ vedação pois selos testemu1
tornam-se juntas naturais de dilatação, aumentando ou d1mmumdo conforme
a variação da temperatura. Em função do tipo de situação que provocou o
recalque, podem ocorrer três possibilidades:

Estabilização do recalque
Neste caso, o recalque - típico de adensamento, e o mais comum - estabiliza-
se porque toda a água entre os grãos pode ter sido expulsa e não mais
ocorre diminuição de volume do solo. Não havendo danos à estrutura, o Após a coloc
problema passa a ser apenas vedar a trinca, procedimento que será visto prolongar pc
mais à frente. deste prazo.
selo romper
Recalque progressivo mas tendendo à estabilização há indícios e
Neste caso, deve-se proceder a um acompanhamento da evolução do Repete-se. e
recalque. Para isso, utiliza-se o seguinte procedimento: transversalmente à entre a cole
trinca, são colados finos selos de vidro ( 2 mm de espessura) ou mesmo de recalque es1
gesso, que servirão como testemunha no acompanhamento da evolução do reforço da'
processo de recalque. O selo de gesso é menos eficiente que o de vidro, já caso. por o
que é muito suscetível a pequenas variações de temperatura e pode levar a pelo meno!
um resultado enganoso. recalque es
se faz are
Recalque progressivo e auto-acelerante argamassa
dilatação r
Neste caso, nota-se um aumento na velocidade de recalque. Esta situação
nem a tin
deve ser imediatamente resolvida, pois com o aumento na velocidade de
advindas
recalque a possibilidade de a estrutura ser atingida e de entrar em colapso é
voltando
grande. Assim, as providências mais urgentes são estabilizar o recalque de dois proci
alguma forma e escorar a edificação O escoramento deve ser feito de armaçõe~
m~eira que as cargas sejam distribuídas ao solo, de sorte que se estabeleçam cm). reve:
bruxas tensões, evitando o prosseguimento do processo de recalque. é abson
Como o recalque por adensamento é fruto da evasão da água intersticial do revestim
solo, impedir a sua saída é uma maneira de estabilizar os recalques.

62
CAPITULO 6
Os recalques de undoçoo

Para isso, usa-se congelar o solo temporariamente, fazendo com que a água
se solidifique e o recalque pare. O congelamento é conseguido por meio da
cravação de lanças de cobre no solo, pelas quais circula nitrogênio líquido à
temperatura de - 196 ºC. Após a estabilização dos recalques, procede-se ao
reforço das fundações e à recuperação da superestrutura, se esta apresentar
problemas.
Para saber em qual das três situações encontra-se a edificação, deve-se
observar a evolução das trincas ou fissuras em que foram colocados os
selos testemunhas

placa de vidro

Após a colocação dos selos, anota-se a data. A observação inicial deve se


prolongar por pelo menos três meses. A testemunha pode romper antes
deste prazo. Neste caso, anota-se a data e aplica-se nova testemunha. Se o
selo romper antes do período de tempo observado para a primeira ruptura,
há indícios de que o recalque não se estabilizou e pode estar se acelerando.
Repete-se, em seguida, o mesmo procedimento. Caso os intervalos de tempo
entre a colocação das testemunhas e a sua ruptura forem diminuindo, o
recalque está se acelerando e medidas urgentes deverão ser tornadas para
reforço da fundação. Algumas delas serão vistas mais adiante.
Caso, por outro lado, os intervalos de tempo forem aumentando, ou se, após
pelo menos seis meses, não ocorrer ruptura do selo, pode-se concluir que o
recalque está se estabilizando ou se estabilizou definitivamente. Então, apenas
se faz a reparação das trincas. Para vedar a trinca, não basta cobri-la com
argamassa e pintar a superfície. A trinca f01ma uma espécie de junta de
dilatação natural, abrindo ou fechando conforme varie a temperatura. Como
nem a tinta nem a argamassa têm resistência para absorver as trações
advindas das variações de temperatura, sucede a ruptura do revestimento,
voltando a aparecer a trinca. Para uma vedação mais eficiente, existem
dois processos: o primeiro consiste em chumbar, transversalmente à trinca,
armações finas, colocadas com pequenos espaçamentos (da ordem de 5
~m), revestindo-se em seguida o trecho de parede. A função dessa annaçõe.
e absorver os esforços de tração, como que armando a argarna, ~a de
revestimento.
t lf O 6
s cte 1 r

A ef
e,pr
armações

/ · o de 1 mm) , pode-se usar, em


Para fissuras de pequena abertura ( max1m
-
lugar das armaçoes, · prod uz1'd a m
uma faixa · d us,
·tr1·a1mente
_ que , colada ao
longo da fissura, comporta-se semelhantemente a armaçao.
Tra
Esta
Efeito do recalque diferencial na superestrutur~A . .
não
Como já comentado, o recalque progressivo tem como co~seque~c,a efeitos
trav
na superestrutura. Afigura abaixo mostra que o recalque d1ferenc~a] pr~voca
do 1
efeitos de flexão não previstos no projeto original. Dependendo da mtens1dade
outr
do recalque, os valores dos momentos fletores assim originados serão de tal paré
intensidade que poderão provocar a ruptura da estrutura.
pan:
exis
M Der
nec1

momento fletor não previsto


Soluções de proieto para minimizar os efeitos dos
recalques diferenciais
Algumas providências, ainda na fase de projeto, podem garantir um bom
comportamento das fundações frente ao problema do recalque, tornando
mínimos os seus efeitos tanto nas vedações como, principalmente, na
estrutura.
São eles:
Uso de vigas de travamento iunto às funda~ões Co:
As vigas de travamento também são denominadas vigas de rigidez. A função ed
da viga de rigidez é, por suas dimensões, evitar que um ponto da fundação Est.
pre
recalque mais que outro, fazendo com que os recalques diferenciais sejam
e\.e
mínimos. Tudo se passa como se um ponto da fundação ao recalcar arra~te
um.
consigo os demais interligados pela viga de rigidez, diminuindo as diferenças
-;oi<
entre os valores de recalque, ou seja, tornando mínimos os recalques Jiir
diferenciais.
o

A eficiência de..,ta solução depende das carga'> e e<.,paçamentoc., dos pilares


e. principalmente. da altura (rigidez) da viga.

viga de rigidez

Travamento nos pavimentos do edifício


Esta é uma solução que, apesar de muito eficiente, por retrições arquitetônicas
não pode ser sempre aplicada. Como se pode ver pela figura a seguir, os
travamentos obstruem os espaços, o que nem sempre é possível em função
do projeto de arquitetura. O uso de travamentos nos andares pode criar
outro problema: como esses travamentos sempre ficam embutidos nas
paredes. eles podem inviabilizar reformas futura que pretendam demolir
paredes do edifício. O agravante é que, muitas vezes, só se de cobre a
existência desses travamentos quando a reforma está em plena execução.
Dependendo da rigidez do edifíc io. os travamentos não precisam,
necessariamente, ocorrer em todos os pavimentos.

Compensação do peso do solo escavado com o peso da


edificação
Esta solução só apresenta interesse quando o projeto do edifício já tenha
previsão de execução de subsolos para garagem. O solo retirado para a
execução desses subsolos tem um peso; esse peso aplicava, originalmente.
uma tensão natural ao solo subjacente. Se a nova estrutu ra vier a ">Olicitar o
solo com a mesma tensão, a possibilidade de acomodaçõc-, ou recalques
diminuirá sensivelmente.
e P JLO 6
r:)c; r co qu"s de 1undn,..5o CAPlfUL
Os reco'

p p = peso do edifício

'. A escol
entre pi
Q = peso do solo retirado seja, a l
_,, ~
embora
I
p= Q

Uso de fundação em radier


Denomina-se radier à placa única de concreto armado que se estende por
toda a área da fundação e sobre a qual se apóiam todos os pilares ou paredes
estruturais, cujas cargas são transmitidas ao solo ao longo de toda a área
desse radier. O radier é uma fundação direta e pode ser vista como uma
L
grande sapata. A soma de todas as cargas sobre o radier dividida pela área
do radier deve resultar em uma tensão no solo inferior à sua tensão admissível
(taxa). O radier pode ser aplicado tanto a solos muito resistentes como aos O radie
muito frágeis. O radier comporta-se bem para solos com SPT maior que 4. habitaçé
A intenção, com o uso do radier, é fazer com que a grande laje que o constitui são apo
tenha rigidez suficiente para evitar que um apoio recalque mais que outro, apresen
evitando assim o recalque diferencial. esse tip1
Do ponto de vista de comportamento estrutural, o radier pode ser visto como
a es:rutur~ de um piso invertido, em que a carga é a reação do solo (igual à
ten~a~ aplicada a~ solo) e os apoios são os pilares. Como o radier pode ser
ass1m1lado a um piso, a sua estruturação pode ser feita de maneira semelhante
à dos pisos convencionais, ou seja:
1
- Lajes, vigas e pilares

- Lajes nervuradas em uma só direção e grelhas


- Lajes e pilares, ou seja, laje cogumelo ou laje sem viga
laje do radier pilar
I
1 1
--- ~

i - -F ~- ~
r vigas
roe
1
1 cor
1

1
i

1
1

- -- -- q
ttttttttitttit O radier
-- -- econôm:
q = Os -- re açao
- no soo
1
= carga no rodier área da J
Planta
Corte

66
P1 l
e '" e 1

A escolha do tipo de estrutura a ser aplicado no rndier depende dos vãos


entre pilares. do mesmo modo que no caso dos pisos. A laje sem vigas - ou
seja, a laje cogumelo - constitui uma solução de execução muito simples.
embora implique elevado consumo de material.

laje do rodier pilar

o o o D

D D D D

D D □ D laje sem viga =


laje cogumelo

Planto Corte

O radier é também uma boa solução para habitações populares. Essas


habitações são geralmente projetadas com alvenaria estrutural. As alvenarias
são apoiadas diretamente sobre o radier, que neste caso normalmente não
apresenta vigamentos. Para se tornar uma solução mais econômica para
esse tipo de habitação, o radier pode ser aproveitado como contrapiso.

parede portante paredes


I

f- -
11 ~
l ii • • •
i i 111
q
comportamento invertido,
como laje apoiada nas
radier e paredes, suportando q
contra piso

Planta Corte

O radier pode substituir a fundação de sapatas isoladas. O s u uso toma-s


econômico quando a soma das áreas das sapatas for supcril r à m~t .. dl da
área da projeção do edifício.
t Ar1TL'L > 6
r II• f l , J 1u•1C.:a io
\. )e

CAPÍ

A rad1er Crité
Obvia
for ac

-- -. J maior
A fur
corpo

Al + A2 + ... + A 12 > Arad,er + 2


, t Ara d,er = Área do radier
A1 a A12 = Areas das sapo as • •

. d . 1, eis para reco lq ues diferenc1a1s d'+ .


Limites a m1ss v
Considera-se distorção angular a 1açao e I:
_ _ ntre O valor do recalque 11erenc1al
e a distância entre os pilares conuguos.
8 6. em que 6 = recalque diferencial,
C ' r = distância entre pilares e
B = distorção angular

1 1

6 = recalque
l._____~J _ _, . diferencial
As f
in lc
e com
Quanto aos limites admissíveis, existem muitas divergências entre es pod1
pesquisadores. Em várias publicações, os valores apresentados variarn den1
bastante. Os valores mostrados abaixo foram retirados do livro "Estrutur3s equ
de Fundações", de Marcello Moraes.
1. Edifícios industriais de concreto armado: Fur
{' f.
B = 1.000 ° 500 Brc
Ac
2. Edifícios de apartamentos e comerciais de concreto armado: de 1
f e pal:
B= 400 ° 250
que
3. Estruturas metálicas:
cas
B=~ dac
soo

68
CAPÍTULO 7

Critérios para escolha de fundação profunda _ . _


Obviamente, a fundação profunda é a~otada quando a fun~açao dlfeta n~o
for aconselhada, ou seja, quando o numero de golpes da sondagem (SP )
maior ou igual a 8 estiver a profundidades supeliores a 2 m. , ,
A fundação profunda transmite a carga da superestrutura atraves do seu
corpo, usando o atrito entre ela e o solo e a resistência na sua ponta.

r
i
i
i R A = Resistência por atrito

i R P = Resistência de ponta

t.
As fundações profundas podem ser classificadas em fundações moldadas
in loco ou pré-moldadas. As primeiras são executadas furando-se o solo
com um equipamento adequado e depois preenchendo o furo com concreto,
podendo ou não ser armadas. Nas pré-moldadas, o elemento de fundação -
denominado estaca - é executado na indústria, sendo cravado no solo por
equipamento apropriado, o bate-estaca.

Fundações profundas moldadas in loco

Brocas
A broca é uma fundação profunda executada manualmente por intermédio
de um trado rotativo, que também recebe o nome de broca. Na verdade, a
palavra broca nos leva à imagem de uma ferramenta com estria. espirais
que servem para perlurar materiais como madeira, concreto ou aço. No
caso das fundações, a ferramenta denominada broca é bastante diferente
daquela da imagem que nos vem à cabeça.
A _ e, um equipamento composto
broca para fundaçao . de uma haste de tubo
. emendave
metáhco ° .
, 1. ten d na ponta duas lâmrnas
b curvas desencontradas·
, . de ci•i·m drO com duas a erturas.
fom1ando uma espec1e De, e-se deix,
fa1er a Jioaçfü
e •

luva irr;~:t enfra

tubo com
emendas
solo entra - > ~0 .,
~

corte A-A

A A
V "v l fose
escovoç/

Quando o operário gira o equipamento, as lâminas rasgam o solo, fazendo- Na<; broca.., sL
colocadas ao !e
º penetrar pelas aberturas, preenchendo o cilindro, ao mesmo tempo que a
das armações 1
broca se aprofunda, provocando um furo. Quando fica preenchida. a broca
A capacidade l
é retirada do furo para ser esvaziada do material retido. Esvaziada. a broca seu compnme1
é de novo colocada no solo e repete-se o procedimento anterior, e assim por fácil de detem
diante, fazendo com que o furo no olo se aprofunde. Sempre que necessário. moldadas m lo,
conforme a profundidade do furo, a haste tubular é emendada com outra de solo suficie
por meio de luvas. do diâmetro dl:
Quando o furo atingir um solo resistente - normalmente assim definido por A tabela most
avaliação empírica, ou seja, quando dois operários já não puderem aprofundar diâmetro.
a broca - procede-se ao seu preenchimento com concreto. É recomendável
que o fundo do furo seja preenchido com uma camada de aproximadamente
20 cm de argamassa de cimento e areia, de forma que as britas desagregadas
do concreto durante o lançamento possam se misturar à argamassa, reduzindo
ao mínimo a precariedade da ponta. Após o preenchimento do furo com Em virtude de
~oncreto, é colocada uma armação adicional, não estrutural, cuja função é atento a algun
hgar ª supere strutura à broca. Para as brocas submetida, apenas a esforços _ Profundidad
de co°:pressão, não há necessidade de colocar a armação em toda a sua Esta restrição t 1

extensao. Normalmente, são colocadas 4 barras de 6 3 mm de diâmetro. da broca. no q


• I

com compnmento aproximado de 2 m e sem estribos.


CAPITULO 7
Cnténos poro escoll•a de fvndaçõo profunda

1bo
as, Deve-se deixar em torno de 50 cm da armação para fora da broca, para
fazer a ligação com o resto da estrutura.

trado
manual pilão

--

NA

0
l fase 2° fase 3° fase 4° fase
escovação apiloamento concretagem colocação
do fundo e adensamento das esperas

Nas brocas submetidas a flexão e a tração, as armações deverão ser


colocadas ao longo de todo o seu comprimento. A quantidade e o diâmetro
l
das armações devem ser adequadan1ente calculados.
l A capacidade da broca, para cargas verticais, depende do seu diâmetro e do
l seu comprimento. Mais à frente será demonstrada uma maneira bastante
fácil de determinar, conhecendo-se a sondagem, a capacidade de estacas
moldadas in loco. Nos casos mais simples, considera-se que, atingida a cota
de solo suficientemente resistente, a capacidade ficará dependente apenas
do diâmetro da broca.
A tabela mostra a capacidade de carga de cada broca em função do seu
diâmetro.
Diâmetro 0
(cm) 20 25 30
Capacidade
5 7 10
(tf)

Em virtude de uma certa precariedade na execução da broca, deve-se estar


atento a algumas restrições ao seu uso:
- Profundidade máxima igual a 6 m.
Esta restrição tem por finalidade garantir uma razoável qualidade na execução
da broca, no que se refere à sua verticalidade e à sua concretagem.
r

- A broca não deve ser executada abaixo do N.A. (nível da água!


Quando existe água no furo, a concretage_m fica extr~m~en~e preJudicacta. A esta,
Não se deve esquecer que a relação água/cimento tem m~uenc~a fundamental com u
na resistência do concreto. Em obras feitas sem O devido cuidado, exi~te a cilindr
crença de que, para se contornar o probl~ma, deve s_er lançada uma "f:1-°nha·· rotató1
de cimento, areia e pedra, deixando-a misturar-se livremente com a agua do lançad
solo. Esta atitude é totalmente imprudente e contrária a qualquer norma de peso r
boa execução, devendo ser evitada a qualquer custo. Quando se encontra ponta
coloc.:
água, o mais correto é mudar o tipo de estaca; no entanto, para obras de
ao me
pequeno porte, com cargas mais baixas, pode-se contornar o problema
emern
executando a broca ao contrário de um "concreto seco", com um concreto
furo e
bastante úmido, com uma relação água/cimento bem alta, mas controlada.
é COil!
Em obras mais cuidadosas, a detem1inação do comprimento da broca é
apoio
fei ta por meio da sondagem. A broca pode ser inteITompida quando O SPT O cor
for maior o u igual a 12. e slun
às pai
RN = 20.00 crie n
umpi
2/30 o ade
de re
2 5/30 2 Cuid:
argila siltosa
mole a rija vazio
3 4/30 3
da cc
4 6/30 4 mais
acert,
5 6/ 30 5 10 Ol
ponta
da estaca da e~
6 15/30
OBS : dãC? foi odbservada presença
e agua urante a sondagem

No último capítulo deste livr -


para a dete . - o, serao apresentados .
N rmmaçao da capacidade d processos mais precisos
br:ceas~olha Ido tipo de fundação prof:;daragad das fundações profundas.
e a so ução de menor preço d , eve-se 1evar em conta que a
Esta S entre todas as possibilidades.
ca trauss
Pela maneira
. como e~ executad
supenor à das bro a, a estaca Strauss
capacidade de cas manuais, resulta d apresenta qualidade muito
carga· n o em e 1ementos com maior

72
APlf lO /
par d n o ,n

A ec.,taca Strauc.,s é executada mecanicamente. A ec.,cavação do furo é feita


com um equipamento denominado Balde Strauss. O Balde Strauss é um
a cilindro de aço no qual, cm uma das pontas, cncontra-1.ic uma portinhola
'' rotatória. O Balde, ligado por cabos a um motor elétrico ou a combuc.,tão, é
o lançado de um tripé metálico de aproximadamente 4 m de altura. Pelo seu
e peso próprio, o Balde é cravado no <.,olo; nesse momento, a portinhola da
ponta abre-se para penetração do solo. Após furado o primeiro metro, é
a
colocado no furo um tubo de aço de 2 a 3 m de comprimento, que vai descendo
e
ao mesmo tempo que '->e prossegue com a escavação do furo. Esse tubo é
a
emendável por meio de rosca e tem a função de controlar a verticalidade do
furo e de protegê-lo contra desbarrancamentos. Durante a cravação, o tubo
é constantemente limpo de lama ou de água acumulada. Atingida a cota de
apoio da estaca, procede-se à concretagem do furo .
O concreto usado tem um consumo de 300 kgf de cimento por metro cúbico
e slump entre 8 e 12, ou seja, é bastante plástico, para evitar a sua aderência
às paredes do tubo. Após o lançamento de uma quantidade de concreto que
crie no furo uma coluna de aproximadamente 50 cm, substitui-se o Balde por
um pilão de aproximadamente 300 kgf de peso, que, em queda livre. provoca
o adensamento do concreto dentro do furo. Durante a concretagem o tubo
de revestimento é retirado.
Cuidado especial deve ser dispensado a essa fase da execução, para evitar
vazios e estrangulamentos da estaca. A concretagem é feita um pouco acima
da cota de projeto da estaca, denominada cota de arrasamento (será vista
mais adiante), para permitir um posterior corte (arrasamento) para melhor
acerto dos níveis. Após a concretagem, a estaca é armada com 6 barras de
1O ou 12,5 mm de diâmetro e com 2 m de comprimento, apenas para ligação
da estaca aos demais elementos da fundação.

..,,. tripé
motor ...•··············
...
.....
,••

Balde

ó Balde
Strauss

Strauss
i
solo
entra
CAP T JLO 1
Cnténos poro esrnlho de fu<1doçõo prof ..i rd º CAPITUL<
r.r,lé IOS 1

Outras
4 borras
desloca
de atin
maíorü
Dentre
E
concreto u custo.
o
o local p
N
camada peso Ili pode f
de concreto
A esta
tirante
ao lor

Estai
Este t
e ao e
Aexc
incor
pilão rápid
exec
apre
cont
sent

Em princípio, não é recomendável o uso de estaca Strauss abaixo do nível


d,,água. Entretanto, pode-se aceitar a sua aplicação nessas condições desde
que a execução seja bastante cuidadosa; recomenda-se considerar a
capacidade da estaca um pouco abaixo (cerca de 30 %) do valor nominal. A
estaca Strauss transmite a carga ao solo principalmente pelo atrito de sua
parede com o soJo, tornando-se secundária a transmissão através da ponta.
Atingido o so]o resistente, a capacidade de carga da estaca Strauss depende
apenas do seu diâmetro, conforme apresentado na tabela a seguir.

Diâmetro 0
(cm) 25 32 38 45
Capacidade
20 30 40 60
(tf)

/4
Outra.., LJracterísticas <la cstac,1 trJuss são a facilida<lc de transporte e dt:
<le-..loc,m1ento <lo equipamento <le execução dentro da ohra e a possibilidade
lk atingir profun<lidadcs até 25 m, mais <lo que sulkicntc para a grande
maioria dos ca"º"·
Dentre as estaca-.. com boa capaci<lade <le carga. a 5trauss é a <le menor
l.:Usto. Alguma-.. \ c,e.., ela é n!JC1tada. cm razão <la sujeira provocada no
local pelo ... 010 rctir,1do e pela ,1gua utilitada durante a sua execução. o que
pode formar um grande lamaçal. pnnc1palmcnte cm época chuvo..,a.
A e ... t.ica Strau-..s pode \Cr armada para ab"lorver tração (comp01tar-\C como
tirante). a am1ação de"crá ser con\,enientemente dimensionada e po..,1c1onada
ao longo de todo o comprimento da estaca.

Estaca escavada com trado helicoidal


E:-.te tipo de estaca assemelha-se muito à estaca StraU',s. quanto à capacidade
e ao comportamento: entretanto. difere bastante na fonna de ...er executada.
A execução do furo é fe ita por uma ha. te metálica montada "obre uma ba...c
incorporada a cammhões ou a chas i metálico sobre roda1.,: j1.,..,o permite
rápida movimentação no canteiro. de de que a topografia permita. O furo é
executado fazendo-se girar a ha..,te helicoidal. Se o equipamento utilil.tdo
aprese nta e ·se tipo de ha..,te em toda a sua extensão. o furo é feito
continuamente até a cota prevista. A cada 2 m a haste é posta a girar no
-..entido contrário. para retirada do solo.
A retirada total da haste é reali1ada sem giro. Apó.., alca~çar a cota de apoio
da estaca, 0 furo é concretado em camadas de aproximadamente 50 crn.
A retirada do tu
quando é então apiloado. confinamento de
o diâmetro da perfuratril.; varia de 20 a 170 cm. Como na Strauss. usa-<.,e e<.,taca. mviabili,
uma armação adicional para ligação da estaca aos outros elementos da A annação é c1
fundação. Pela forma como é executada, o uso deste tipo de estaca fica mergulhada na 1
restrito a soloi,, estáveis e isentos de lençol freático. de pequena ca
Alcançado o solo resistente, a carga de trabalho da estaca varia com o \eu comprimento d
diâmetro, conforme mo. trado na tabela. armação é o pc

Diâmetro 0
(cm) 25 30 35 40 45 50
Capacidade
(tf)
20 30 40 50 60 80

Estaca hélice contínua


O uso de te tipo de estaca, no BrasiL é razoavelmente recente. Foi utilizada
pela primeira vez em 1987 e desde então a ua aplicação vem apresentando
grande cre cimento.
A estaca hélice contínua é executada pela rotação de um tubo metálico em
tomo do qual é fixada uma chapa em forma de hélice. A extremidade do
tubo central apresenta dentes que facilitam a escavação.
Ao se alcançar a cota de apoio da estaca, inic ia- ·e a concretegem
simultaneamente à retirada da hélice. A hélice pode ser retirada sem rotação
ou com lenta rotação no sentido da perfuração. A concretagem é feita através
do tubo central. A estaca hél
grau de qua'
se a qualqu1
da profundi
da pre são
perdas de<
Uma outra
bem próx.ir
do pilare~
Pela\ carm
comprime
Pode-se t
ex.ecutada
sã. O seu
u'iado cm

I
apoio
50 crn. A reura<la <lo tubo concomitante à concrctagcm C\ ita a po-,sihilidadc uc
confinamento <lo ,olo. o que poderia provocar estrangulamento da se1s·ão da
1sa-se e,taca, 111viabili1ando-a.
os da A armação é colocada apó, completada a concretagcm da estaca. · la é
1 fica mergulhada na ma,sa de concreto por gravidade ou com auxílio de um pilão
de pequena carga. Se a estaca for submetida apenas a compressão. o
o seu comprimento da armação não ultrapa-,sa s m. O comprimento máximo da
arma~ão é o possível para uma barra inteira. ou seja. 12 rn.

rnda
mdo

em
: do

:em
ção
vés
A estaca hélice contínua apresenta, além de alta produtividade. um ele\ado
grau de qualidade. A sua execução é monitorada eletronicamente. podendo-
se a qualquer instante obter informações a respeito da incl inação da haste.
da profundidade da perfuração, do torque e velocidade de rotação da hélice.
da pressão de bombeamento do concreto. como também do con..,umo e
perdas de concreto.
Uma outra vantagem desse tipo de estaca é a sua possibilidade de execução
bem próxima à divisa, diminuindo com isso as excentricidade entre a, carga'.-.
dos pilares e o centro das estacas.
Pelas características de sua execução, a estaca hélice contínua pode atingir
comprimento máximo de 30 m e ser executada abaixo do ní\;el da água.
Pode-se também executar a estaca com inc lin ação at~ 14 . Pode ser
executada em qualquer tipo de solo, exceto onde hou\er matacões ou rod1a
sã. O seu sistema de execução permite que este tipo de t:"taca pos~a ...~r
usado como pré-furo na cravação de estaca mctúlica.
/

l~srn c.,1:ic:, :1p1~M·111:1 <.:111110 i11 ·1,11v ·nw11t ·s :, 11,.,.,•.,..,jd;ul, • de 1,,, :ai; pl~1111,
p:11:, lm•c,1110<;:u, do t·q11ip:1111 ·1110 d,· !'X ·c111;:u, • ,, 1•1:,11d • :H 1í1111do I • ,1,ln Ex, cu é.a
n.: ti,:,do, cxí •i11do 1t.:11111i;:11, <.: r,11 st:u1l1 •, ;\d111it • di:í111c11,, :,1 ~ J(J() < 1J1,
;\ s <,;:11g:,s IICIIIIÍll:IÍ S s:11, ílj)f('Sc11t;1cl:tf,i llíl t:ilwl:1 íf M!l' IIÍI .

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(ti) 'l ,J '10 (/) /() 1()() 1'10 1'/0 'Jf,(J •l 1(J 1'i0

Estacas escavadas com lama betonítica


;\s csc;1vw/ics p;ir:1 it cxec1 1c;ao deste tipo de cst:1cH podt·111 s1..:1 1ca li1HdHs
c.:or n cq111ram1..:11to 101a1ívo acoplado a 11111 g11i11dasll.! 011 p1.:lo sistc1r1c1 < hull
Shell". No pt 1111ci ro caso, sao tX('Cllladas c..,tít<.'ítS cin.. 1Jl.tn.;s, dc11om1rn,das
(;Stacrn.:s, e 110 s1..:g11Jl(lo, estacas rc1ang1il;ires, dc110111111,t<las estacas bw rele.

Execução de estacas com equipamento rotativo

Alamal
quando
larna hc
A lama
r~~íduo·
l'ara iní
a 2 m d1
dur,r•r,~. tuho ~~1
1•1r1mrn
o tuho
profunc
tuho-gt

'lXYJ
1/(X)(J

Em razão da forma l: das diml:IIS<>l:S da Sl:<,.:ào cfoste tipo de estaca, a


l:scavação é l:stahilizada pelo uso ck um material denso, na consistC!ncia de
uma lama, denominado lama hetonític;a. A hctonita é uma arµila da l,1111ília
das montmorilonilas que cm presença da ápw1 se expande, prou 111 111do u111
fluído que forma urna camada irnpcnrn.:áv<.'I d(.!norninada ''<.:akc".

IR
APl1 1 l O/
tl,r os caro ra de t._,ndo O< pro+unda

Execução de estacas barrete com Clam Shell

8
N
N

dimensões
4701
emmm
5691

A lama betonítica apresenta a propriedade de gelificar (formar uma estrutura)


quando em repouso e de se tomar líquida quando agitada. A densidade da
lama betonítica varia de 1,03 a 1,3 tf/ m3 •
A lama betonítica tem, também, a prop1iedade de manter em suspensão os
resíduos de escavação, evitando que se depositem no fundo.
Para início da execução da escavação do estacão, é cravado um tubo de 1,5
a 2 m de comprimento e de diâmetro l Ocm maior do que o da estaca. Esse
tubo serve como guia para a continuidade da escavação. Nas estacas barrete,
o tubo é substituído por uma parede de concreto armado de l m de
profundidade, colocada em todo o perímetro da escavação. A função do
tubo-guia é garantir uma boa locação da estaca.
3 3
• (a) ~,
t A

estaca barrete (b)

li 11

alça A
parede guia
(a) espessura da estaca
(b) largura da estaca acrescida de 1O cm
( A 'I ,l l >l •1.,ndm cio prof Jrco
( ri• nos po o E><lo lw a

detalhe da oiço
corte A-A t 30 (o) 0 1/ 2"
oiço

íf-~ reaterro
â

0 3/8"

LJ
estribos
LJ
! 10 ._
e/ 20

' 10 ,,,
• aço CASO
• fck 150 kgf/cm
2

0 1/4" e/ 20 ' limite da escavaçõo

Ao mesmo tempo que ocorre a escavaçao, ~


a 1·~m a . , é arede
.betonítica lançada,
ou
devendo sua i,uperfície estar '->Cmpre acima da lac~ mfer:~r.:~1 ~o mesmo
do tubo-guia. A lama estabiliza o ~olo em torno da esca ç
tempo que evita a penetração de água do lençol.

lama betonítica

_ _,I

l___
Após a escavação e antes da concretagem, o fundo da estaca deve passar por
um processo de Jimpeza para a retirada de um material muito visco<.,o que ..,e
decanta no fundo da escavação, formado pela mistura de Iama com partículas
do solo. A armadura é colocada depois da limpeza. Em estaca~ submetidas
apenas a compressão, esta armadura pode ter apenas s m de comprimento.

BC
~

/\
a rmaçáo

r 7

A concretagem é executada de baixo para cima por um ou mais tubos


denominados tremonha. O concreto deve ter características de fluidez e de
densidade tais que, ao ser lançado, expulse a lama e possa remove-la da
superfície das armaduras. Durante a concretagern, a ponta do tubo tremonha
deve estar sempre abaixo da superfície de concreto, cuja especificação
apresenta slump 20 e consumo de cimento de 400 kgf/m 3 •

lama expulsa
-1
@-\@@J

tremonha

L-

1
1
concreto 1
1
1 1
1
1 11
! 1
C.A:11TULO /
C.11t n pwo cs olhn de' h..,ncforno pr fundo r

Para que o concreto, ao ser lançado, possa remover adequadamente a lama,


é necessário que a armação esteja a distância igual ou inferior a 3 m da As estac,
ponta da tremonha. Quando essa distância for maior, é preciso usar outros como sul
tubos. A concretagem da estaca não pode ser interrompida e deve ser a ausência
mais rápida possível, com duração máxima de 3 horas. As tabcl
O estacão pode ser executado com diâmetros que variam de 60 a 200 cm. A estacas 1

seção das estacas barrete apresentam limite apenas na largura - 120 cm -


em razão das dimensões do "clam shell", podendo ter o comprimento que
Estacõ,
for necessário.

Dimensão ( e ) Diámel
Capacidade
do elemento (cm)
do concreto
padrão Capocid
(tf)
2,50m (m) (tf)
(comprimento mo,s comum)
0,40 400
t e 0,50 500
0,60 600
0,80 800 Estaca
1,00 1000
1,20 1200 Dimem
(cmJ
Capacic
Para as capacidades da tabela anterior, o concreto do elemento de fundação (tf)
foi considerado à taxa de 40 kgf/cm 2 •

Estacas barrete múltiplas


As estacas ~arrete podem ter diversos formatos, a partir da associação de
dua_s ou mais estacas, e ser distribuídas de maneira que formem as seções
abaixo:

D Estacc
Este tip
denomi
da qual
no sok
de um
sua po1
atrito e
but:ha.
AP ,ULO 7
e_ 11 r os pom •sc.olhCJ ~e- brdoc;õo profundo

ma,
da As estacas deste tipo podem atingir até 70 m de profundidade e ser usadas
ros como substitutas dos tubulões a ar comprimido. Outra grande vantagem é a
r a ausência de vibrações durante a sua execução.
As tabelas a seguir mostram as capacidades nominais dos estacões e das
-A estacas barrete.
n -
ue
Estacões

Diâmetro 170 180 190 200


é:I) 70 80 90 100 110 120 130 140 150 160
(cm)

Capacidade 100 135 175 222 275 330 395 465 535 620 700 790 890 990 1100
o o o o o o o o o o o o o o o
(tf) 140 190 250 320 390 475 565 6é:IJ 770 880 1005 1130 1270 1415 1570

Estacas barrete

Dimensões
150 X 30 150X40150 X 50150 X60 250 X 40 250 X50 250 X60 250 X 70 250 X 80 250 X 90
(cm)
155 210 260 315 350 435 525 610 700 785
Capacidade o o o o o o o
o o o
(tf) 225 300 375 450 soo 625 750 875 1000 1225

Dimensões
>

250 X 100 320 X 80 250 X 11 0 250 X 120
(cm)
875 895 960 1050
Capacidade o o o
o
(tf) 1250 1280 1375 1500

Estacas tipo Franki


Este tipo de estaca é executado mecanicamente, utilizando um equipamento
denominado bate-estaca. Este equipamento é composto de uma torre metálica
da qual é lançado um peso, denominado pilão, cuja função é cravar a estaca
no solo. No caso da estaca Franki, o bate-estaca é usado para a cravação
de um tubo metálico. Para que o tubo seja cravado no solo, é colocado na
sua ponta um volume de concreto bastante seco, que desenvolve grande
atrito com a parede do tubo. O volume de concreto seco é denominado
bucha.

83
de tal ordem que não prejudique a cravação d0
O volume da bucha deve dser que a sua altura dentro do tubo atinJ·a
· • • recomen a-se urna
tubo. Par~ isso, diâmetro do tubo. Ao ser socada pelo pilã
vez e meia a duas . vezes siao
o / .
tubo metahco, e
1azend o-o penetrar no soJ
o, a
O
bucha. empurra
. Jtmto
d con- eda estaca o tubo e/ preso por cabos de aço o.
Ao atrno-ir a cota e ap01 0
º A b ha e/ expulsa pelo' pilão, formando a ponta da estacao
bate estaca. uc _ . a.
Após a execução da ponta, é colocada a armaçao e, em segmda, procede-
tubo
se à concretagem do fuste. bate-
A concretagem do fuste é feita em camadas da º;dem d~ SO cm, que são
apiloadas, ao mesmo tempo em que o tubo de aç~ e paulatmamente sacado.
O concreto dentro do tubo deve estar sempre acima de sua ponta inferior
O término da concretagem se dá 30 cm acima da cota de arrasament~
projetada.
Nos casos em que a cravação for difícil, pelo tipo de solo a ser atravessado
pode-se remover a bucha e cravar o tubo aberto, retirando-se o solo do se~
interior com um equipamento especial, semelhante ao usado nas estacas
Strauss.
Atravessada a camada mais difícil ou atingida a cota de assentament
; .: . . o, a
buc ha e re1e1ta e os procedimentos normais são retomados.

peso

tubo bate-estacas
metálico

bucha de
concreto

P1
ti]
p;
ec
A

n
LA'TlJ OI
"n•er , poro C' .rol o a 1u-,da ao rrofur-:lo

ravação do
atinja uma
lo pilão, a
1r no solo.
de aço ao
da estaca.
procede- o
-o
tubo fixado no
1i3 o
(/)-o.
bote-estocas
, que são o
...D.;:.
e
::::, Q)
·e sacado. +- \..

inferior.
t~amento

vessado , ,
..·SOcm
o do seu bucho : concreto
expulso ~ ~ apiloodo
, estacas

nento, a

armação
adicional

1
\ estoco pronta

J_

Pela forma de execução, as estacas Franki podem ser aplicadas a qualquer


tipo de solo e também abaixo do nível da água. São normalmente usadas
para obras com grandes cargas nos pilares. A sua capacidade mínima,
economicamente viável, é de 45 tf.
As capacidades nominais das estacas Franki em função do ',CU diâmetro
são apresentadas na tabela abaixo. A mesma tabela apresenta as armaçõeç,
recomendadas assim como as profundidades máximas.
,f

O,ômclro
30 35 40 52 60
0 (cm) Apt,s
P1ofund1dade max. 35 tarnp,
15 18 22 30
recomendável (m) CCJIJlf,

4 0 12,5 4 0 16 4 0 16 4 0 20 4 0 22 Cl IJJfJ
Armação a compr.
argan
Armação a tração 4 0 16 4 0 16 ,1 0 20 4 0 25 4 0 25 proc,

Corga admissível 130 170


45 55 80
a compressão (ti)
Carga adm1ss1vel 27
8,5 10 13 24
a tração (tn

Estacas inietadas
As estacas injetadas foram originalmente utili1.adas na Itália como elcmcn:os
de melhoramento do !-.Olo, uma espécie de reforço do solo de f undaçao.
Posteriormente. quando a sua utili1ação tornou-se de domínio público, passou
a ser usada para outros fins, como reforço de fundações e elemento de
fundação propriamente dito.
São dois m, tipos de estacas injetadas: a estaca rai.1 e a micro-estaca.

Estaca raiz
Nesta solução. o furo é executado utili1.ando-se um tubo rotativo que tem
em sua base uma ferramenta denominada sapata de perfuração, com
diâmetro um pouco maior que o tubo. A perfuração é auxiliada por circulação
de água. A água injetada dentro do tubo lava o solo, que é expubo pelo
espaço formado entre a face externa do tubo e o terreno. Os tubos são
emendados e recuperados após o preenchimento do furo com argamassa
de cimento e ,u·eia. Este tipo de estaca pode atravessar maciços rochosos.
Neste caso, não é usado o tubo de revestimento e a perfuração é feita com
um equipamento denominado ''tricone" que dispõe de pastilhas de vídia ou
diamante. Quando o foro atinge a cota especificada em projeto, procede-se
à instalação da rumação. Dependendo do comprimento da estaca, a armação
deverá ser emendada. Em estacas comprimidas, a emenda é feita por simplc~
transpasse. Nas estacas tracionadas, a emenda dever ser feita com luva ou
solda. Após a instalação da armação, procede-se ao argamas~amento do
furo, que se faz mediante um tubo de injeção com l l /2" a 1 1/4" de diâmetro,
de aço ou de PVC. A argarnassagem é feita de baixo para cima.
O traço da argamassa é de l :2, com relação água/cimento de o,s a 0,6.
O pre~nchimento com argamassa é feito até que ela extravase pelo tubo de
revestimento.

86
( PI íl L /
•n 1 1d • ctri a n úlu Jc.

60 Após o preenchimenLo, o tubo de revestimento é fechado no topo com um


tampão ligado a um compre<;sor de ar. O compressor aplica golpes de ar
35
comprimido enquanto o tubo de revestimento é retirado. O uso do ar
4 0 22 comprimido tem como função garantir o total preenchimento do furo com a
argamassa, principalmente em estacas de pequeno diâmetro. Durante esse
4 0 25 processo o volume de argamassa deve ser completado.

170 O. sonda rotativa


\ ·\,
.. ..
27 \ .. ...
\ central hidráulica
.. {extração do tubo)
1---'-- - \ \
o ••

mo elementos tubo de armação


perfuração
de fundação.
b/ico, passou
elemento de fluído de perfuração,
paro retirado de
material
-estaca.
sapata de argamassa de
perfuração areia e cimento

vo que tem
·ação, com 1 - Perfuração 2 - Colocação da armadura e
· circulação preenchimento do furo com
cabeçote de argamassa
pulso pelo ar comprimido

tubos são
argamassa macacos
rochosos. hidráulicos
feita com
:! vídia ou
rocede-se
armação íl 11
• !

r simples
1 luva ou

1ento do
iâmetro,

l 0,6.
tubo de 3 - Extração do tubo e
injeção de ar comprimido 4 - Estaca pronta

8
Micro- estaca • o , •) Por s,
A execução do furo é idêntica à realizada para a c...,taca raiz. 4ut: ~u rre
· _ · t de outro denom11rndo espec
de diferente é a introduçao. no tubo de re\ esttmen o.
tubo manchete. que pode ser de aço ou de PVC. , . situaç
, ,:-
Quando de aco. o tubo pode fazer parte d a arn1.t1sao da esta a· caso
· - contrano.
de\erá ser p;e\ i. . ta uma annação colocada em , olta do tubo ma~chete.
ober
O tubo manchete apresenta ra gos na sua lateral. distanciados_ de
aproximadamente l m. fases rasgos são , edados temporaname~ · te por htas
_
de borracha. Após a instalação do tubo manchete. procede-::-.e ~ execuçao
da bainha. A bainha resulta do preenchimento. com nata de cimento. <lo
espaço entre o tubo manchete e o tubo de revestimento. O lançamento da
7
nata acontece através do tubo manchete. de baixo para cima. O tubo de
revestimento é retirado ao mesmo tempo em 4ue é feita a execução da
bainha. A pó, a execução da bainha. o tubo manchete é lm ado internamente.
tazendo-se. a seguir. a injeção de argarnass...,a sob forte pre,são. para abertura
das Janelas no tubo manchete e na bainha. Esse preenchimento é feito com
o auxílio de um tubo de injecão acoplado a um misturador e a uma bomba de
injeção capaz de aplicar pre...,sõe.., até 30 kgf cm·. A injeção é iniciada após a
bainha ter concluído a pega e iniciado o preces o de cura. o que pode levar
doze horas. i'\'ão se de\e passar muito desse tempo. pois o endurecimento
da bainha pode ser de tal ordem que se tome im iá, el rompê-la para a abertura
da<, janela,.
Com a abertura das janelas laterais ao tubo forn1am-se \ erdadeiras garra
(bulbos) que pe ne tram no solo. a ume nta ndo. muito. a capacidade de
tran.,missão de cargas por atrito e ntre a estaca e o •-mio.
Após a execução dos bulbos, é fe ito o preenchim e nto do tu bo m anchete
com arga~~s'>a ou nata de cime nto. l\esta oca..,ião, poderão ser adicionada .
se necessano, outras armaçõe<, . [

As estacas injetadas. as micro-e tacas ou a -, estacas r·a 1·2 sa ~o ·t


• A • • • es acas que
com pequenos diametros ( 10 a 41 cm) ·são capazec-~ de trarn,1enr .ç ·
gran d es
cargas . Esta característica prové m da forma como . -
. sao exe c utadas. O
equipamento para a sua execucão é pequeno perm1·ti· nct
. . . , · o que as estacas
possam ser feita'-> em ambientes internos aos ed·f
d · 1 , .
icios.
O .
e qui pamento·
Fu
usa os para estacas de pequenos diâmetros apre entam a ltura d ·d d e
25 As e t · , · a 01 em e ext
' m. . sacas ra1zes permitem atravessar sol b .
até mesmo rocha sã As e t· . . ·' · os a stante resistente.., e dei
. . · • s acas Injetada podem . .
rnclmações até 90 E . . . ser e xecutadas com A,
· . ssas estacas apresentam resi t,., . , , _ . ,
de compressão. o que faL com ciue poss· . enc1a a traçao igual a de·
, . · · am er u ada co · .. T· . . iti
caractenst1cas permitem tambe' . . m o tu antes. a1..,
m que sejam mdicad . . _
taludes e na execução de arrimos. as para esta b11Jzaçao de dti
r J 1
1 ~ li t I• 1J 1<:10 •o or ncJa

~ocorre Por ,cu custo bastante elevado, esse tipo de estaca é usado em situações
minado e,pcciai..,, não adequadas para a utilização de outros tipos. Um exemplo de
~ituação c..,pccial é o reforço de rundação, que ...erá visto mais adiante.
,ntrário,
1etc.
1
caldo de cimento armadura
abertura do topo (sob pressão) (sob alta pressão) (se necessário)
do~ de
~

, r
or fitas
ccução
nto. do
!nto da l
ubo de )
ção da
mente, vólvulos
~ obturodp
./f
duplo í
)Cf[Ufé.l

o com
/
iubo de
revesl,rnen
> do
manchete
T vólvulo1
abertos

1ba de tubo ./ obturador


manchete simples
1pó..., a
levar ,-último
vólvulo
11ento aberto

·rtura 2 3 4 5}

arras
e ue A tabela mo~tra a capacidade nominal desse tipo de estaca em função do
seu d iâmetro, lembrando q ue a variação na capacidade, para cada diâmetro,
hete se deve a quantidade de armação utili1:1da.
das,
Diâmetro 25 31 41
1O 12 15 16 20
(cm)
que
Capacidade 1O a 15 l O a 25 25 a 35 25 a 45 25 a 60 50 a 80 60 o 11 O 11 O o 150
des (tt)
.o
cas Fundações profundas pré-moldadas
tos Neste tipo de solução, as estacas são fornecidas prontas, normalmente já
de executadas em indústrias e são cravadas no solo mediante equipamento
denominado bate-estaca, semelhante ao já descrito para as estacas Franki.
>m As estacas pré-moldadas também são de nominadas estacas de
là deslocamento. Podem ser de madeira, de aço ou de concreto. Em algumas
llS situações, quando for conveniente, podem ser compostas de dois materiais
de diferentes.

89
.., fr,ta de concreto e aço quando for
.. uma e tacd n t:t· . . .
Por exemplo. pode-se u-;ar , . N ·sl" caso. a parte meta 1ca lac1ltta a e
a·s nu1dos. e t:
prcci so atnl\ essar so1os 111 J e: p
cra\ação.
Estacas de madeira , • ad(> esta modalidade <lc estaca. hoie
, d dO secu 1o pass · J
t-.luito w,ada ate mea os árias corno cimhramento de ponte\
. , . t I ada em obras tem por . .
em <l1a. e mal'·, u I IL , d dimerv-;ôcs. Nessas obras. uttli1a-se
ou mesmo de ou tras obras· de. ºuran . es
m diâmetro acima de 15 cm.
comumente o tronco de eucalipto. co _ ac;; mais
. · retos sao • m . ., d·as.
· d 1ca
Madeiras que forneçam troncos mais · . - • .
•. t contra 'iÍ a questão <la detcnoraçao. pnnc1paJmente
A estaca de made11a em , . .
em locais onde há \ariação do nível da água. Certas espcci_es de tungo
desemolvem-se bem neste tipo de ambiente. Portanto. a madeira em geral.
e a estaca em particular. podem pennanecer íntegras se pcrma_nentemente
molhada,; ou permanentemente secas. A solução para essa situação é o
tratamento com ,;ais tóxicos: entretanto. os sais podem se dissolver ao longo
da vida da estaca. tornando-se inócuos. Outro tratamento é a utilinção de
cresoto ou lreosoto (material derivado do petróleo e da própria fumaça da
madeira). O tratamento na estaca de madeira faz com que o custo aumente
muito. tornando o ,;eu uso economicamente inviável.
Durante a cravação, a cabeça da estaca deve ser protegida por um chapéu
metálico. para evitar que o peso do pilão a danifique.
A ca~ga ad1:1issh el das estacas de madeira varia em função da espécie de
madeira utrl11ada.
A tabela mostra valores que podem ser assumidos em uma primeira
aproximação.

Diâmetro
(cm)
20 25 30 35 40
Capacidade
(tf) 15 20 30 40 50

Estacas de aço
As e,;tacas de aço são empreo d . . .
ºª
u,;o de e,;tacas de concreto ~ ,
as. pnnc1palm t .
en e. em s1tuacões cm que o
A . . nao e adequado ,
necessidade de diminuir a vib ., ~ d .
d . iaçao e crav ~
e estaqueamento próximo a b , . açao. por exemplo. na execução
0
histó ·
· ncos por exemplo) indica ras existente s e sens1\e1s
, . (monumento,;
camada. de soo O uso
J
que apresent . de esta•cas, metahcas.
, • Atra\'e ar
outra s1tuaç:-ao em que o uso deem . atnto
, alto com a estaca de concretL e
estacas metál.icas torna-\e recomendá, l
ido for
: ilita u Os perfis usados nas estacas meta, 11cas
. - em su
sao , a maioria perfis· laminados.
perli-. de chapas soldadas ou até mesmo trilhos de trem.

1
• hoje
>ontcs
tza-se
l O" ou 12"

ncnte
Perfil Simples
ungo
~era!,
1ente
)é o soldo
Jngo
o de
a da
ente

tpéu Perfil Composto

~ de
As estacas metálicas de perfis I ou H apresentam grande capacidade para
carga verticais, horizontais e momento fl etor. Por i so, podem ser u adas
como eleme ntos de arrimo, sendo capazes de conter o solo durante a
execução dos subsolos em edifícios. Ne. te caso, as estacas metálica podem
ser recuperadas ou, o que é mais comum, ser incorporadas à e. trutura das
cortinas de arrimo, servindo também como elemento de tran missão das
cargas verticais ao solo.

perfis metálicos
·ão
.OS
pranchas de madeira (obra temporária)
,ar
lajes de concreto moldadas "in loco"(obro permanente)
,é lajes pré-moldadas (obra permanente)

--- 91
I
·e ar c::co e. 1 f ,..du

A':-t e':-ttaca-; metálicas podem ser facilmente emendadas por soldagem, o


que permite que elas possam ser cravadas em pequeno<; segmentos,
possibilitando sua execução na própria obra, situação limitada apenas pela
altura do bate-estaca.
Uma questão polêmica é a corrosão das estacas no interior do solo.
A corrosão pode ser provocada pelo processo de eletrólise entre a estaca e
o solo. Este processo eletroquímico provoca a desagregação dos íons de
ferro, que são transferidos para o solo. Para haver a corrosão da estaca. é
necessário haver no solo um meio eletrolítico ou oxigênio.
Pesquisas recentes mostram que a possibilidade de corrosão de estacas no
interior do solo é pequena pela inexistência de oxigênio. um dos fatores
preponderantes no processo de oxidação. Corr
Em situações em que há presença de um meio eletrolítico, pode-se usar o estac
processo de tratamento catódico, que consiste na cravação junto da estaca apre
de urna ban·a de material eletrolíticamente mais ativo que o ferro, denominada Ase
barra de sacrifício. Com isso, a eletrólise (transferência de íons) deixa de pois
ocorrer entre a estaca e o solo e passa a acontecer entre a barra de sacrifício 1mp
e o solo, o que garante uma vida útil bem maior à estaca . proc
A tabela mostra as cargas nominais das estacas metálicas em função da são
seção dos perfis. o tni
de l
devi
Perfil Capacidade (tf)
H 6" 1° alma 40
I 8" 1° alma 30
I l O" l " olmo 40
I 12" 1° a lma 70

Estacas de concreto armado e protendido


Estas estacas foram , durante muitos anos a . ..
,1 . _ , s mais ut1hzadas H o ·
a gumas s1tuaçoes, estão sendo substituídas . . ~e, em
adequadas tanto técnica quanto econo . poi outras soluções mais
. m1carnente.
As estacas de concreto são executadas ind t . I
metálicas. O adensamento do cone t us na mente, moldadas em fôrmas
. _ re o nessas fô rm d .
v1braçao ou por centrifugação N t , . as po e ser feito por
. · es e u1timo a t " , . ,
velocidade de aproximadamente 500 ' orma e posta a girar a
0
provoque compressão da massa de rpm, que faz com que a força centrífuga
concreto, adensando-a.

92
I
o ndo

11, O
tos.
Jela

:a e
de
1, é

Com a rotação, o concreto fresco tende a se posicionar na periferia da


estaca, originando com isso estacas vazadas internamente. Essas estacas
lf 0
apresentam melhor qualidade de execução do que as vibradas.
aca
As estacas vazadas são interessantes para grandes diâmetros, acima de 40 cm,
ida
pois apresentam menor peso próprio, facilitando o seu manuseio. Isso não
de implica que estacas com diâmetros menores não sejam executadas pelo
:10
processo de centrifugação. É óbvio que as estacas obtidas por centrifugação
são sempre de seção circular e as vibradas, de seção quadrada. Para facilitar
da o transporte, as estacas são geralmente fornecidas com comprimento máximo
de 12 m. Quando houver necessidade de comprimentos maiores, as estacas
deverão ser emendadas no canteiro.

1
re·caº· de duas fonnas: com capuz metálko ou por
As cmendas podem ser 1, 1 ., . . .
soklagem. No primeiro caso, concluída a cravação do pnmcu~o tr~cho de
estaca, procede-se à colocação de uma espécie de tubo metalico fechado
no meio que se adapta à cabeça da estaca já cravada e recebe a ponta do
novo Lrecho.

capuz
metálico

No <.;egundo caso, tanto a cabeça da estaca já cravada como a ponta do


novo trecho apresentam um anel metálico. Estes anéis são posto~ em contato
e em <.;eguida soldados.
A solução de emenda por capuz metálico está sendo paulatinamente
abandonada, visto que esse capuz pode se soltar durante a cravação.

As estacas de concreto são arm ad as apenas pa .


peso durante o transporte . ia suportar o seu próprio
' pois quando esr~ .
comportam-se como verdadeiras vigas. ao na po ição horizontal

armação

?
CAPITULO 7
poro escolho de furdocoo profunda
Cr1tér105

r
As estacas protendidas, além de resistir melhor aos esforços de transporte,
apresentam também melhor comportamento durante a cravação, sendo menos
suscetíveis a trincas.
A cravação das estacas de concreto pode ser realizada por prensagem ou
por vibração. No processo de prensagem, a cravação é feita por macacos
hidráulicos. Neste caso, é necessário um elemento inicial que sirva de carga
de reação à carga aplicada à estaca. Podem ser usadas plataformas
carregadas ou a reação do próprio edifício.
O processo de prensagem evita barulho e vibração. A grande vantagem
desse processo é a possibilidade de, ao mesmo tempo que se crava a estaca,
realizar uma prova de carga até uma vez e meia a capacidade da estaca em
serviço.
Na cravação por percussão, a estaca é cravada pela queda de um martelo
(pilão) sobre a cabeça da estaca. Dois processos podem ser usados: martelo
automático, também denominado martelo diesel, por ser acionado por um
motor diesel e martelo de queda livre, com um peso mínimo de 1,5 tf.
No martelo diesel, a freqüência da cravação é maior produzindo cravação
mais contínua e melhor. No segundo caso, a cravação apresenta freqüência
mais baixa, pois o martelo é a todo instante levantado até a altura da qual é
solto em queda livre. Nas obras urbanas, dá-se preferência ao processo de
queda livre, já que a cravação automática produz poluição, tanto sonora
como pela emissão de gases.

cota original do terreno


'f

máximo complemento de madeira


2,50m
cota do projeto

estaca de concreto
t r

Outro problema que pode aparecer durante a cravação da estaca é a ruptur


da sua cabeça em conseqüência dos esforços provocados pelo choque d; Não há
pilão. Para reduzir ao mínimo esse problema.
. ase estacas
. d recebem na sua. execuç,
cabeça um coxim de madeira para amenizar os e, e1tos os choques. O<:.. batt.
Quando a cota de arrasamen to da estaca (extremidade superior) for projeta com pe
. do mve
a a1xo ' l do terreno em que se executa a cravaçao. ~ esta pode da para ab
b· usan do um sup Iemento de ma deira
e1ta · recuperavel. ' Esse proces . ser,
f
permitido para profundidades inferiores a 2,5 m. so e
As cargas
· nominais das estacas são norm almen te for necidas pe1os
a ncantes• das estacas em função da sua forma e do seu diâmetro, como
f b
pode ser visto nas tabelas a seguir.

Estacas centrifugadas

Diâmetro (cm) 20 23 26 33 38 42 50 60 70

Capacidade (tf) 30 40 50 75 90 1 15 170 230 300

Estacas vibradas quadradas


Estacc
Um ca~
Lado (cm) 15 15X 17 X 17 21,5 X 2 1,523,5 X 23,526,5 X 26,5 denom
Capacidade(tf)
é forne1
32 40 67 82 108 como;
Adenc
é exec'
Estacas vibradas circulares carga ~
para n:
edifica
Diâmetro (cm) 38 42 52 aplicad
Capacidade (tf) (ou se 0
138 158 244
inteJT01
de cone
É conveniente notar ou arg,
poderão ser menores que as cargas, acima . ~ usa-se .
s
que estaca d em
s e concreto n~ _funçã 0 d solo e do no,ninais,
' sao . . . as cargas rea!S
.
A 0 da:-. ten
no entanto ao sao arm d compriment d A c ,ue'
" ro-
capacid d podem ser a . a as para ab o as e"1acas.
a e ve rr·ical da estaca
cenas· se, forem pe uesorve
, r cargas horizontai~- e pelo..,
. q nas. da ordem de 1O% da
d

1Ptura

li(' uo Não hâ. em pnncípio. qualquer restnção ao compnmento da estaca e sua


é.l SU~t c\.ecução abaixo do N.A.
0:-. bate-estacas permitem que as estacas de concreto possam ser cravadas
' ladu com pequena inclinação, da ordem de 12c, o que melhora sua capacidade
~ ser para absorver cargas horizontai s.
S() é
12
elo s
01110

Estacas de rea~ão: estacas mega


Um caso especial de estaca pré-moldada de concreto é a estaca de reação,
denominada estaca mega ou mesmo estaca de reação. Este tipo de estaca
é fornecido em segmentos de 50 cm . emendáveis. Os segmentos são cravados
com o auxílio de um macaco hidráulico.
A denominação estaca de reação se deve à forma como e te tipo de e ·taca
é executada. Para sua cra\'ação. é necessária uma estrutura que reaja à
carga aplicada pelo macaco. Como normalmente essa estaca é utilizada
para reforço de fundação, o elemento de reação utiliLado é a própria
edificação existente. Quando atinge uma profundidade em que a carga
aplicada ao macaco é igual à carga a que a estaca deverá estar submetida
(ou seja, a carga a ser depositada pela superestrutura), a cravação é
interrompida. Para ligação da estaca à fundação existente. é usado um bloco
de concreto pré-moldado fixado em cunha à fundação com tijolo resistentes
ou argamassa. Quando a cravação for feita diretamente sob a alvenaria.
usa-se uma viga pré-moldada de concreto sob a ah·enaria para distribuição
das tensões.
A carga. quantidade e posicionamento das estacas são definidos pelas cargas
a e pelos pontos da fundação a serem reforçados.
CAP JlO 7 d
f ro v1n e; 0 1,ho de furido ao nrofuri a í Ar. TI JL(J
( r1t no ºª

baldrome existente ou viga pré-


moldado poro poro di~tribição
alvenaria existente
de tensões no olvenono

Detalhe
do estaco

macaco ,.

O
hidráulico
50cm
estoco mego
V ~
,V

O
corte
Por isso.

n
do terreno 50cm
seção('
resultan1
As esta
alvenaria existente
compnn
é umas
moldadí
seção cc
m esa.
bloco pré-fabricado

B estoco pronto
área
comprir

Em a]gumas situações, muito raras, a estaca mega pode ser usada corno
solução origina] de fundação. Como ela necessita da estrutura da edificação
Este tiJ
como elemento de reação para a sua cravação, faz-se algo bastante delicado:
sua ap
executa-se, inicialmente, uma fundação direta, considerando que o solo seja
fletore:
capaz de suportar pelo menos as cargas devidas ao peso próprio da edificação,
sua cai
procedendo-se em seguida à cravação das estacas mega sob as fundações
diretas já executadas.

Estacas T Dir

A estaca T é um caso particular de estaca pré-moldada de concreto armado. Momen


É usada tanto como elemento de transmissão de cargas verticais ao solo carga

como também, e principalmente, como elemento resistente à flexão.

98
CAPl"flJLO 7
(.r1ténos poro esc.olho de h,rdoçoo profundo

Por isso, seu uso é comum como elemento de arrimo, pois a forma de sua
seção (T) apresenta resistência para absorver os momentos fletores
resultantes dos empuxos de solo.
As estacas T são posicionadas de maneira que as suas mesas sejam
comprimidas sob a ação do momento fletor. A seção T, de concreto armado,
é uma seção econômica para peças fletidas e muito comum em vigas pré-
moldadas. Na seção T, quando a linha neutra localiza-se dentro da mesa, a
seção compo11a-se como se fosse retangular, com largura igual à largura da
mesa.

empuxo
do solo
área /
comprimida - / ,
_.

Este tipo de estaca não é usado quando as cargas são apenas verticais. A
sua aplicação é indicada para casos em que ocorram grandes momentos
fletores na fundação. Por isso, a escolha da estaca T é feita em função da
sua capacidade de absorção de momento fletor, como mostrado na tabela.

Tipo TS0-I TS0-II TS0-IIII T42-1 T42-II T42-III

Dimensões (cm) 50,6 X 50,0 50,6 X 50,0 50,6 X 50,0 42,6 X 42,0 42,6 X 42,0 42,6 X 42,0

Momento admissível para 6 66 10,40 20,80 38,50 6,66 10,40


I
carga vertical nulo (tfxm)
APITl JLO 7
ri+cnos po e P<;t o I o de 1L ndocoo p1 ofu,-,dc,
CAPlr J. >/
( r 1€ n por'

Estacas metálicas helicoidais . ,


, ·
As estacas metallcas 11e1·1cm·d ais
· asse
• · melha111 - se a um grande
. saca-, o 1has. Uma grane
Ela é cravada no solo mediante a aplicação de um torque (gi~o). Essa eS taca Apresenta
é composta de duas partes: a primeira, den~mma · d a seça~o~ guia
, '-_, .fomiada
, .por execução 1
um tubo de l 00 mm de diâmetro ao qual sao soldadas tres a seis chapas de vibração.
aço na forma de uma hélice com 25 a 35 cm de d iâmetro; e uma s~~unda,
que corresponde à extensão, constituída de tubos lisos com o mesmo diametro Tubulõe
O tubulãc
do tubo da seção guia.
concreto,
vertical, d
mínimo d
quando f<
diâmetro
também:

A seção guia é a parte da estaca que efetivamente transfere a carga ao solo


e cada hélice tem a função de transmitir uma determinada porção de carga. Ao atin
da resi:
A quantidade de hélices é que vai determinar a capacidade total da estaca.
base. P
O tubo de extensão serve para encaminhar a estaca até a cota de projeto.
altura 1
Essas estacas não podem atravessar rochas e nem solos muito resistentes,
grande
sendo ideais para solos com SPT menores ou iguais a 30. :-iupere
O equipamento é montado sobre um caminhão ou outro veículo qualquer, sapata
cuja escolha vai depender da possibilidade de acesso ao local da obra. inferia
A estaca metálica helicoidal é especialmente utilizada em torres de de ma
transmissão ou em situações em que funcion e como tirante, em que sem ru
prevalecem os esforços de tração, como e m cortinas ati rantadas e em maior
fundações para estruturas atirantadas . E ssas es tacas podem atingir As ba
capacidades de carga a tração ou a compressão acima de 45 tf.

100
:a-rolhas. Uma grande vantagem de..,le llpo de e..,laca é a sua vclo<.:i<l:1dc d · cxet:uç:w.
,..,a estaca Apresenta também menm volume de solo e..,cavado, n;sulta11d1J c111 u111a
nada por execução mais limpa. Pode ._e, executada abaixo do N.A. e n:u, ap1e~c11ta
hapas de vibração.
segunda.
diâmetro Tubulões
O tubu lão é uma fundação prol unda compo..,la de um d liudro vu tkal ele
concreto. podendo ou não apresentar uma alargamento na base (J ulímlw
vertical, denominado ru..,tc, é executado ü maneira de um poço. () d1f11nctn,
mínimo do fu\tc é 70 cm, para permitir o trabalho de urn openíno, ,, P"cci10,
quando for executado manualmente. Quando executado 111cca11icarr1cn1c, o
diâmetro <lo ru..,te acomoda-\e tanto as cargas a serem suportadas corno
também às <limensõe.., do equipamento.

10 solo
carga. Ao atingir a cota de assentamento, dependendo <la carga a ser tran smi tida e
~staca. da resistência do solo, o tuhul üo pode sofrer um alargamento dcnom111ado
rojeto. base. A base pode ser circul ar ou alongada (falsa elipse) e deve ter a "ilia
lentes, altura limitada a '2 rn. A base, em última análise, é uma sapata executada a
grande profundidade. S ua l'un çflo é tra1hferir ao solo a carga da
Jquer, superestrutura, distribuindo-a pela sua área. A base comporta -se como a
l.
sapata isolada, fica sujeita a flexão, resultando forças de traçao na sua face
es de inferior. Para facilitar a execução, ev ita-se armar a base, c.l1mcnsionando-a
de maneira que as forças de tração possam ser absorvidas pelo concreto
1 que
sem armação. Para isso, é preciso que o ângul o de inclinaçao da base scj,1
ecm
maior ou igual a 60' 1• •
rngtr
As bases dos tubulõcs são normalmente execut adas manualmente.
(APITd O 7
Cr ter1os po•a esc.olha de funcaçõo prof1.,rdo
C.ArlTlJ..C
Cr er ,r po

- ,,,. armação
O tubulãc
esgotame
do solo. a
fuste
a água e.x
isso. o tu:
0 ~ 70 cm
Q uando
nome de
Para a e)
I uma carr
se subst
cravada~
a céu ab~
ou
R
o se na b<
pressão

Base: circular Base: falso elípse

A escavação mecânica do fuste é realizada com um equipamento semelhante


ao da estaca moldada "in-loco"escavada com trado helicoidal.

o O trab:
o
doam
.!i'1 à saúd
o altero,
o O are
o casos
pode ·
Cuida
ocasif
recon
CAPlfULO 7
(.r ter os poro esrol, 10 de f•.indação profur do

O tubulão pode ser executado abaixo do nível da água. Para evitar que o
esgotamento com bombas submersas possa ocasionar o desmoronamento
do solo, aplica-se com ar comprimido uma pressão interna capaz de expulsar
a água existente dentro da escavação, permitindo o avanço do serviço. Por
isso, o tubulão recebe o nome de tubulão a ar comprimido.
Quando a escavação é feita acima do nível da água, o tubulão recebe o
nome de tubulão a céu aberto.
Para a execução do tubulão a ar comprimido, deve-se proteger o furo com
uma camisa de concreto armado com segmentos de no máximo 3 m. Pode-
se substituir o anel de concreto por um anel metálico. As camisas são
cravadas no solo antes do início da escavação do fuste. A escavação é feita
a céu aberto enquanto o lençol freático não for atingido. Ao atingí-lo, instala.-
se na boca da camisa uma campânula de ar comprimido, que irá gerar
pressão suficiente para expulsar a água.

antecâmara portinhola

campânula a
r1te ar comprimido

NA

◄ ►

◄ ►

... pressão interna


...

O trabalho dentro de um tubulão a ar comprimido é muito severo, em virtude


do ambiente hostil provocado pela pressão. Especial atenção deve ser dada
à saúde do operário, fazendo com que cmtos períodos de trabalho sejam
alternados com longos períodos de descanso.
O ar comprimido pode provocar doenças que vão desde dores nevrálgicas a
casos fatais de congestão cerebral. O limite da pressão a que o er humano
2
pode ficar exposto é de 3,4 atmosferas ou 3,5 kgf/cm •
Cuidados especiais devem ser tomados no momento da descompressão,
ocasião em que ocorre a maioria dos acidentes. O tempo de descompressão
recomendado é de vinte minutos por unidade de atmosfera de pressão.
CAPITULO

M rcmi-.mo·
A
CJ
pr
O ~nd
e t· a f1

......

Se por um 1
transm1 são
/\ tahcla rnoslra como d<.:vc ocorrer a altcrnúncia entre pcríod11s de trahalho
cm e taca
e de descanso cm função da prcs<.;ão a que o opcrá1 io lrn ~uh111ctido. reha1xamen
um mov1m
Pressuo (alm) o 1,77 1,n 1,17 1 7 I í' ;,4 2;,>4 ?,'8 2 í' 2 '/., ) ,li ? i,4 dcslocamen
esforço de
fempo de 4 3 2 1,5 0,75 0,5
Trabalho (h) esse fenôm
íempo de 2 3 4 5 6 o problema
0,5
Descanso (h)

Para ser mais <.:ficicntc e econômico, o tubulao deve ter a sua hase assente
2
sohr<.: solo com resistência mínima cfo 3 kgf/cm •
/\pús a execução da escavação (fustc e base), o tubul ão é preenchido com
concreto. recebendo em seguida uma armação adicional com a função de
ligá-lo ao restante da estrutura. Por suas dinwm,õcs, o tuhulão tem grande
capacidade de absorver forças horizontais e momentos flctorcs. A armw;ão
é feita ao longo de toda a sua extensão.
O _tu~ulão é preferencialmente indicado para obras de grande porte.
pnm.:i_p~lmcntc pontes e viadutos. Entretanto, cm situações especiais. po<lt,;
ser utilizado para cargas menores, como é o caso de fundações cm terreno
de topogral ia u·11·,1c··11 tto1.i
, 4ua11.,
. outros equipamentos não tem
"' ace~so.
CAPÍTULO 8

Mecanismos de transmissão das cargas das estacas ao solo


As estacas transmitem cargas ao solo por dois mecanismos: pelo atrito lateral
entre o seu corpo e o solo e pela reação de ponta. Em estacas muito curtas,
prevalece a reação de ponta, ocorrendo o inverso em estacas mais longas.
Quando se considera apenas o efeito do atrito lateral, a estaca é denominada
estaca ílutuante.
p
.p p

t t t t
R ATRITO
t t SÓ R ATRITO
t t
t t t t
t t t t

t R PONTA t R PONTA Estoco Flutuante

Se por um lado o efeito do atrito lateral nas estacas é um mecanismo de


10
transmissão de cargas, por outro pode acarretar problemas, principalmente
em estacas já executadas. A ação de cravação de estacas vizinhas, ou o
rebaixamento de lençol freático, com adensamento do solo, podem provocar
um movimento do solo de cima para baixo, deslocando-o na vertical. Esse
deslocamento, pelo atrito entre o solo e o corpo da estaca, provoca nesta um
esforço de tração que, dependendo da intensidade, pode rompê-la. Dá-se a
esse fenômeno o nome de atrito negativo. No primeiro caso, pode-se evitar
o problema distanciando adequadamente uma estaca da outra.

posição original do solo


- - - ·-·- ·- - ·- - - - - · ·- ·-·- -·-·- - - - - - - - - - -

i * atnto negativo

_______ __f~ _t ~ ______ p~s~ç~? ~:l:º~s do recalque

tração no eixo da estaca

10
CA,,ÍfULO 8 t 1
Meca'ltsmc , dr trol"\s'11 ssoo dos ( orgm, dos es ocos ao so o
CAP~ lL08
rA ....ur1smos e.

Para que as estacas transmitam adequadamen.t e as c.a:g_as . ao solo é


necessário também que sejam observados os seguintes crtt~nos. Critério p
a) Para as estacas isoladas e sem vigas de trav~mento, a difere~ça entre a O ponto em
locação da estaca, prevista em projeto, e a obtida em campo nao deve ser pela néga. P
superior a 1O% da menor dimensão da estaca. No caso de estacas agrupadas, golpes do pi
para aprof
permite-se uma diferença até 15%. . , . _
preestabele1
b) A inclinação da estaca em relação à vertical ou a projetada nao deve ser
confiança n
superior a 1% do seu comprimento. Convém qu
efetivamen1
Critérios para avaliação do comprimento das estacas de uma car
sendo atra,
Critério de proieto Ao final d<
A determinação do comprimento provável das estacas é muito útil para a determinar
previsão dos seus custos e serve também de parâmetro, para comparação transmitir a
com os valores reais obtidos em campo. Para tanto, usa-se um método
empírico cujos resultados são bastante próximos da realidade, com erros
que não extrapolam 10%. Para aplicá-lo, é necessário ter-se em mãos a
sondagem do local da execução da estaca, ou de suas proximidades. Para
calcular o comprimento provável da estaca, procede-se da seguinte forma:
somam-se os números correspondentes aos golpes da sondagem, o SPT,
até que o valor obtido seja igual ou superior a 60. A profundidade em que
esse valor for atingido deve ser o provável ponto de apoio da estaca. Esse
critério deve ser complementado verificando se, nesse ponto, o SPT é no
mínimo igual a 15. Adota-se como provável comprimento da estaca o maior
valor entre o obtido pelo método da soma 60 e o que expressa o SPT. Ver
exemplo apresentado na figura.

/\
#
2

12
}}1 esta é a
profundidade
}36 provável da estaca
15
i,
}54
18
} 78
22
1/
V

28

106
CAPÍTuLO 8
M"' on1smos de 1rons1111ssao dos cargos dos estocas ao c;o10

é
Critério para aceitação do comprimento real na obra
O ponto em que a estaca deve parar, quando da sua execução, é estabelecido
a
pela néga. A néga é um valor adotado a priori e corresponde ao número de
er
golpes do pilão do bate-estaca - ou de quedas do balde Strauss - necessários
s,
para aprofundar a estaca um determinado comprimento , tamb ém
preestabelecido. O valor da néga pode variar em função da maior ou menor
confiança no solo. Um valor muito utilizado é o de l O golpes para l cm.
Convém que a néga seja verificada mais de uma vez, para confirmar que
efetivamente se atingiu o ponto de apoio da estaca e que não se trata apenas
de uma camada mais resistente ou de grande atrito mas pouco profunda
sendo atravessada.
Ao final deste livro, serão apresentados procedimentos de cálculo para
a determinar com maior exatidão o comprimento necessário das estacas para
o transmitir adequadamente as cargas ao solo.
o
IS
a
a
t:
r,
.e
,e
10
lf

r
CAPÍTULO 9

Fundações especiais
As fundações em rocha são bastante complexas. Sempre que se estiver
frente a esta situação, é de fundamental impo11ância a verificação da qualidade
da rocha em termos da sua integridade. Para isso, é necessária uma sondagem
rotativa e muitas vezes a abertura de poços e túneis, escorados ou não, para
a observação in loco da condição da rocha. As rochas podem ser sãs, com
resistência à compressão acima de 50 kgf/ cm 7 , alteradas, com resistência
entre 20 e 50 kgf/cm , ou apresentar-se como solo residual, com resistência
abaixo de 20 kgf/ cm ' . O que deve ser observado de importante nas rocha é
o seu estado com relação a fraturamento e a falhas. Quanto menos fraturada
melhor é a sua capacidade de carga.
Os ensaios rotativos permitem, em uma primeira aproximação, detenninar a
qualidade da rocha. Para essa avaliação, existe um índice denominado
porcentagem de recuperação de testemunho que é dado pela relação:

RDQ = !_
h
em que:
f é o comprimento da amostra obtida, íntegra
h o comprimento do furo de sondagem no trecho

Para esse índice, tem-se:

O- 25 % : rocha muito má
25 - 50 % : má
50 - 75 % : regu lar
75 - 90 % : boa
90 - 100 % : excelente

Outro fator importante é a forma como as descontinuidades se apresentam


nas rochas. Se elas forem normais à aplicação da carga, tem-se uma situação
mais favorável. Conforme as fraturas vão se inclinando em relação à direção
de aplicação das cargas, menos resistente será a rocha.
Para situações de maior responsabilidade, devem ser previstos outros tipos
de ensaios que permitem medir o módulo de elasticidade da rocha e a sua
resistência à tração, à compressão e ao cisalhamento.
A permeabilidade da rocha é também um bom indicativo da sua capacidade:
quanto mais permeável menor será a sua resistência.
CAP1TIJLO 9
1- u ,clcçoes L peuois

. dº d armações dos pilares na rocha, deve-se


.. de enibut1mento
No caso 1reto as .
. , , · como O "Compound Adesivo'' Para ex
prever colagem com adesivos a base de epox1,
mar <,eJ,
ou similar. , h ode-se usar um nece~~.í
Desde que não se atinja porções descontmuas de roe a, p ~
Nas fur
·
compnmento , ·
mm1mo ·
de embutimento d e 1o x d (difunetro
. da armaçao ). Se celular(
houver momento fletor, deve-se optar por valores mawres. _A favor da
Param
· ,.. · a' eompressao da rocha
segurança, recomenda-se adotar como res1stencia lastros,
valores em torno de l O kgf/cm 2• a dois e
ocorn,
Fundações 11off-shore" estrutu
A primeira observação interessante sobre esse assunto é que os solos Nocm
marinhos não são muito diferentes dos solos comuns, excluindo-se o fato de semelh
que neles ocorre a tendência de predomínio de solos sedimentares. Outra o pos1c
observação interessante é que a predominância granulométrica dos solos às forç
tende a seguir a profundidade da lâmina d 'água; solos com predominância horizo1
de finos são encontrados em águas mais profundas.
As investigações geotécnicas sob o mar são muito caras, podendo atingir Rebai
até 5% do custo de toda a estrutura. Quand
As cargas que atuam nas estruturas marinhas são predominantemente de realiLa
cunho ambiental, tais como ondas, ventos e correntes marinhas. de algl
As fundações usadas para estruturas implantadas no mar são denominadas de livr
- como nos solos comuns - profundas ou rasas, apesar de executadas sob denom
uma certa profundidade de água. Existe ainda a possibilidade de fundação dura a1
do tipo âncora. solo.
Nas fundações denominadas profundas, os elementos de fundação São d1
atravessam o leito marinho, atingindo comprimentos dentro desse leito até execut
150 m. de por
N~s fundações rasas, o elemento de fundação assenta-se na superfície do A prin
leito. de ma.
As fundações profundas são predominantemente realizada valeta~
d d ~ b s com estacas
e aço e seçao_tu u1ar. Essas ~stacas podem ser posteriormente preenchidas do seL
com calda de cimento, denommada graute. local,
As estacas podem ser cravadas por percussão ou por d . .i: d ~ poden,
No · · d 1ierença e pressao Outro
pnme1ro mo o, o processo é semelhante aos usados .
terra No s d nas estacas em escav~
. egun o, a estaca apresenta a sua ponta ab t
fechado. Após ser lançada ao mar e era e o seu topo fluxo <
profundidade no Jeito pela a ~ d , . ter penetrado até determinada ele\ aç
çao o propno peso a e t , b .
succionamento na sua cabe . . , saca e su metida a um UI ª"l i1
ça, ongmando-se então dº e fundai
pressão interna e a externa ( . _ uma llerença entre a
maior pressao) que d .
cravação. esencade1a uma carga de
(1

se
o,, Para c~ccutar est.c tipo de_ cravação, é necessário que o solo no fundo do
mar scJa, bastante
. 1mpermeavel, possibilitando
, alcançar a d'J:
11erença de pressao
-
lll
necessana para a cravação. ·
Nas fundações . diretas, são usadas estruturas, de funda çao
- tais· como rad.1ers
la celulare~, rn<liers planos e sapatas, que se apóiam diretamente sobre o leito.
ia Para maior s~gu_rança, a estrutura da fundação pode ser pré-carregada com
lastros,
. const1tu1dos
. . de tanques preenchidos com a'gua do mar. I sso atende
a do1s_obJet1vos: alcançam-se solos mais resistentes e garante-se que tenham
ocorrido todos os recalques possíveis para as cargas de operação da
estrutura.
No caso de âncoras, são usadas de diversos modelos, inclusive aquela
e
seme!h~nte às das embarcações. A função desse tipo de fundação é garantir
l
o pos1c10namento da superestrutura. As âncoras devem ser capazes de resistir
às forças de tração verticais, que tendem a puxá-las para a superfície, e
l horizontais, de an-asto.

Rebaixamento de lençol freático


Quando o nível da água do lençol estiver acima das escavações a serem
realizadas para execução das fundações, é necessário expulsar essa água
de alguma forma, para que os trabalhos possam ser realizados. O processo
de livrar a escavação de água - pode ser por bombeamento - constitui o
denominado rebaixamento de lençol freático. Esse processo é temporário e
dura apenas o tempo de execução das fundações envolvidas com a água do
solo.
São duas as maneiras mais comuns de rebaixar o lençol: bombeamento
executado em poço junto à escavação e sistema de bombeamento através
de ponteiras cravadas.
A primeira é usada para pequenas obras, por seu menor custo. Para obras
de maior porte, pode apresentar problemas sérios. Consiste na execução de
va]etas que conduzem a água para um poço feito fora da escavação e abaixo
do seu nível inferior. A água acumulada nesse poço é bombeada para um
local adequado. Esta operação tende a caffear partículas finas do solo,
podendo provocar solapamento de fundações vizinhas existentes. .
Outro inconveniente, no bombeainento, é que o nível da água contida na
escavação baixa mais rápido do que o seu nível exterior, provoca?do _um
fluxo de água invertido, de fora para dentro. Isso propicia uma considerav~l
elevação da umidade do terreno no interior da escavação, o que pode reduzir
drasticamente a resistência do solo, tornando-o incapaz de suportar as
fundações projetadas.
e.
f

bomba
descarga
mangueira

descargo

A segunda maneira, usada para obras de maior responsabilidade, consiste


na cravação no solo de ponteiras metálicas de 1e 1/2" de diâmetro que devem
atingir uma cota um pouco inferior ao nível da execução das fundações. Em virtt
Essas ponteiras são cravadas no entorno de toda a obra e devem ser bomba
profundi
espaçadas de no mínimo 15 vezes o seu diâmetro, para evitar influências
Quando
mútuas. Essas ponteiras são ligadas a uma linha coletora de 6" de diâmetro.
acima, o
A linha coletora é ligada a uma bomba aspirante, à 4ual é conectado também
abaixo. J
um tubo de descarga, para conduzir a água drenada a local apropriado.
em 6 est

Planta
descarga bomba
registro
tubo coletor
ponteiro

registro E
o
Ili

RUA

diviso
A~ l J. ) .;
1-_nca <><;C<'> ,o!:.

Corte Esquemático
bombo visor
descargo
coletor

cavalete

NA primitivo
.....

-- - - ... .... .....


.,,.
'' ----
... ....
.. ..- ......... /
.... .....

NA rebaixado
iste
em Em virtude da pressão atmosférica, a altura máxima teórica de aspiração da
,es. bomba é de l 0,33 m, mas na prática não se consegue que aspire em
ser profundidades superiores a 9 m, sendo mais comum o limite de 7 m.
ias Quando há necessidade de aspiração em profundidade superiores aos limites
ro. acima, o rebaixamento é feito em mais de um estágio. como mostra a figura
abaixo. Já se realizou no Brasil, para a Central Elétrica do Pará, rebaixamento
em 6 estágios.

N.A. primitivo
...--

E _,.
o ,,.
/
Ili I
I
- .... ....
1

... .....
., .,.
- -- --- ... ,,,,
- .....
' /
/
/

' I N.A. rebaixado


.... ....
CAPÍTULO 10

Critérios básicos para a escolha da fundação


\ ôcolha da solução de fundação mais adequada para uma determinada
condição de projeto deve ser norteada não só por fatores técnicos e
econômicos mas também pela experiência do projetista. Algumas situações
mais complexas de solo e de carga podem gerar grandes dúvidas. Neste
caso, não se deve arriscar, o mais correto é contratar os serviços de um
consultor de ">Olos. Esse profissional não só pode apresentar a solução mais
segura como também a mais econômica. Mesmo para situações mais
1.,imples, é sempre recomendável ter o parecer de um consultor. Será sempre
um dinheiro bem aplicado, poi1., a tendência de um inexperiente é optar pela
solução mais segura e geralmente mais cara.
P~u-a que o leitor possa c1iar um diálogo produti\o com o especialista, este
livro apresenta. neste capitulo, algumas dicas que podem orientar a escolha
da 1.,oluçào de fundação mai-; adequada.
... a 1.,erem transmitida"> ao solo .
a. - Ter em mão.., as cargas
h. - Ter em mãos a sondagem.
e. - Escolher o tipo de fundação, se direta ou profunda. Lembrar que a
e1.,colha é feita pelo SPT (número de golpes N) e pela profundidade.
Fundação direta é econômica para N maior ou igual a 8 e profundidade não
1.,uperior a 2 rn. Caso contnírio. é mais indicado o uso de fundação profunda.
d. - Lembrar que fundação direta tem ...empre custo inferior ao de fundação
profunda.
e. - Se a opção for por fundação direta. \ enficar '->e é mais indicado o u o de
sapata isolada ou de sapata corrida. Lembrar que a primeira é usada para
cargas concentradas (pilare~) e a segunda para carga"> di~tribuídas linearmente
(alvenarias)
f. - Se a fundação deve ser profunda. optar em primeiro lugar pela de menor
custo: a broca.
g. - Para se usar a broca. a carga por pilar não deve ultrapa ~ar 40 tf.
A broca deve parar onde o solo apresente SPT acima de 12 e não pode ter
comprimento superior a 6 m. Não deve ser executada abaixo do lençol
freático.
h. - Se não for possível o uso de broca e para cargas nos pilares até 160 tf,
estudar a possibilidade de utilizar a estaca Strauss. Lembrar que esta
modalidade de estaca faz muita sujeira e em princípio não pode ser executada
abaixo do nível da água.
Uma alternativa à Strauss é a estaca escavada mecanicamente com trado
espiral.
e APITLJL1..) O f o o
e rºtnnos 'JO-ilC.Oc; paro o ('<;c.oho do ,J'l O(,,U

Neste caso, verificar a possibilidade de acesso do equipamento. Esta estaca


também não pode ser executada abaixo do N .A.
CAPÍTI
i. _ Uma alternativa mais limpa às estacas Strauss e às de trado espiral,
porém um pouco mais cara (20%), é a estaca pré-moldada de concreto. Blocos
Deve-se verificar a possibilidade de acesso do bate-estaca. A estaca de Nas fun
concreto pode ser executada abaixo do N. A. é feita ,
j. - Para cargas nos pilares acima de l 00 tf, pensar em estacas do tipo hélice profund
contínua, que podem ser executadas abaixo do N. A. fundaç~
k. - Para cargas acima de 500 tf por pilar, pensar em estacas Franki, estacão carga d
ou estacas barretes. Lembrar que as duas últimas são escavadas com lama Para is:
betonítica e podem servir como paredes diafragmas (arrimo de subsolo) e pilar) e
ao mesmo tempo como suporte de cargas verticais. Todas essas opções constitt
podem ser executadas abaixo do N. A. fundaç:
1. - Pensar na possibilidade de uso do tubulão como alternativa às estacas
Franki, hélice contínua, estacões e estacas barrete. O tubulão pode ser viável
para pequenas cargas, quando o local não pe1mitir o acesso de equipamentos
para execução de outros tipos de estacas.
m. Tomando por base o custo por tf suportada pela broca manual, a solução
de menor custo entre as fundações profundas, pode-se ter as seguintes
relações:
- Broca: l unidade de custo/tf (uc)
- Estoco Strauss: 1,5 uc
- Estaca escavada com trodo helicoidal: 1,5 uc
- Estaca hélice contínua: 3 uc
- Estaca pré-moldada: 4 uc
- Estaca Fronki: 5 uc
- Microestaca ou estaca raiz: 8 uc
- Tubulão: l O uc

As fo
dimen
são di:
estaca
outra
predo1
Éóbv
mão-e
Para 1
deve-!
capac
toda,

116
aca
CAPÍTULO 11
raJ.
to. Blocos so~re ~stacas e tubulões - blocos de fundação
de Nas fundaçoes diretas, a transmissão das cargas da superestrutura ao solo
é feita diretamente pelo elemento de fundação: a sapata. Nas fundações
ce profundas, de modo geral, a transmissão dessas cargas aos elementos de
fundação não pode ser feita diretamente. Por exemplo, como transmitir a
lo carga de um pilar diretamente para um grupo de duas ou mais estacas?
1a Para isso, é necessário um elemento de ligação entre a superestrutura (o
e pilar) e os elementos de fundação (as estacas). Esse elemento de ligação é
constituído de um bloco rígido de concreto armado, denominado bloco de
fundação ou bloco de estaca.
LS
!l pilar

s bloco ou
bloco de estaca

estacas

As formas e dimensões dos blocos dependem, além da forma e das


dimensões do pilar, principalmente do número de estacas e da forma como
são distribuídas sob o pilar. Um pilar com 80 tf necessita, por exemplo, de 4
estacas de 20 tf , de 3 de 30 t( ou mesmo de 2 de 40 tf. A escolha de uma ou
outra destas possibilidades tem de levar em conta o tipo de estaca
predominante no restante da fundação e, principalmente, o tamanho do bloco.
É óbvio que quanto menor o bloco menor será o consumo de material e de
mão-de-obra.
Para um comportamento uniforme na transmissão de cargas às estacas,
deve-se, para determinado bloco, usar estacas de um único tipo e de idêntica
capacidade. Sempre que possível, este procedimento deve ser adotado em
toda a fundação, para evitar erros de execução.

l l7
Perda de eficiência do coniunto de estacas .
. , . pode-se agrupar sob um mesmo bloco a quantidade. de estacas
Em prmc1p10,
, . No en tanto , quanto maior O número de estacas agrupadas
que for necessana.
menor será a eficiência do conjunto. .
A perda de eficiência é dada por vários critérios, uns mais co~plexos, outros
menos. Esses critérios foram apresentados por vários pesqmsadores, como
Feld, Labarre, Terzaghi-Peck e outros. Dentre esses, o de Feld ~presenta-
se como o mais fácil de ser aplicado. Esse critério diz o segurnte: cada
estaca do conjunto tem sua capacidade reduzida de 1/1 6 para cad~ estaca
vizinha que estiver localizada na mesma fila vertical, horizontal ou em. drngonal.
Para melhor entender esse critério, são apresentados a segmr alguns
exemplos.

~
~
, '
,, ''
Com
~------~
supe1
prOCt
15/16 14/16 13/16 12/16 11116 } perde para a sobn:
(94%) (87%) (82%) (75%) (69 %) est~ca de
maior perda emp
com
comt
Como se pode ver, um conjunto com grande número de estacas leva a uma mold
perda de eficiência que muitas vezes não j ustifica seu uso. Assim, é mais estac
interessante utilizar estacas de maior capacidade, o que reduz a sua pelo
quantidade, a perda de eficiência do conjunto e o tamanho do bloco, tomando viga
a solução mais interessante do ponto de vista técnico e econômico. Para
das i1
Bloco para 1 estaca rníni1
Para o estabelecimento das dimensões do bloco de uma única estaca, usam- valor
se os seguintes critérios: A vi;
face
- Deverá ser prevista uma distância mínima igual a 1 diâmetro da estaca
entre seu eixo e as faces do bloco. é a rr
a pn
- A altura do bloco não deverá ser inferior a duas vezes O diâmetro da cone
estaca, ou 40 cm; adota-se o maior dos dois valores. Nest1
- A estaca deverá penetrar no bloco pelo menos 1o cm . No caso de brocas, baldr
em que as cargas são menores, usa-se apenas 5 cm. inter1
- A armação das estacas deverá penetrar no bloco, em toda a sua altura. exec
prevendo-se apenas um recobrimento de 3 cm na face superior do bloco.

118
e r11 , ) 11
h' e; rJ fund e,

E
u
CV) • E
lSl
J ,- -,
1 1
u
o
~
1 1
A 1 1 nível de
_e_ l1 1
1
1
0
orrosomento
1 1
lSl 1 1 ;: do estoco
1 1
• 1
1
J ~
E
, u
o
1 10
r'
10
armação
do estaco

0 = diâmetro da estaca

Planta Corte A-A

Como, durante a sua execução, as estacas são deixadas com a extremidade


superior sempre um pouco acima do nível solicitado pelo projeto, deve-se
proceder ao seu arrasamento. O arrasamento é um procedimento realizado
sobre a estaca para deixar sua extremidade superior no nível estabelecido
em projeto e que é denominado cota de arrasamento. Esse trabalho é feito
com marretas e ponteiros, preservando-se, sempre, a armação. É mais
comum nas estacas pré-moldadas, mas também pode ocorrer nas estacas
moldadas in loco. Para estabelecer no projeto a cota de arrasamento da
estaca, deve-se levar em conta a cota do piso acabado da edificação, dada
pelo projeto de arquitetura, a altura do bloco e, algumas vezes, a altura da
viga baldrame.
Para evitar interferências entre os elementos de fundação e as tubulaçõe
das instalações, principalmente de esgoto, deve-se prever uma profundidade
mínima de 30 cm entre o piso acabado e a face superior da fundação. Es e
valor deve ser sempre verificado com o projetista das instalações prediai ··.
A viga baldrame, por sua vez, pode ser locada sobre o bloco ou com ua
face superior no mesmo nível da face superior do bloco. A segunda olução
é a mais comum, pois representa menor volume nas escavações; no entanto,
a primeira solução pode ser adotada em obras de grande porte. em que a
concretagem da fundação é normalmente feita em duas ou mai etapa .
Neste caso, em uma primeira etapa são concretados o blocos e depoi, o.
~aldrames. A solução de baldrames locados sobre os bloco resulta em menor
interferência entre armações e fôrmas de blocos e baldrames, facilitando a
execução.
d fundaço"
Blo, o~ sob, e e"•acos e t ubulões • blocos e
Blo ~s

piso acabado
piso acabado
u
u o(Y)
o(Y)
1 h do baldrame
cota de
arrasamento
coto de
L-+----r-- 1
viga orrasomento
viga '
baldrome bloco baldrome L-.;~---,-~
I
bloco

2º Possibilidade
1º Possibilidade d. - s evitando
re travado em duas lfeçoe ' .
O bloco de uma estaca deve ser semp estaca em conseqüência de
· - de momentos
assim a transm1ssao . para a ão
eventuais
. excentricidades ocomdas na execuç . Exis1
estac
centro de ' mais
gravidade no úl
do pilar -~_ci_'~,1 __ _
fil , Solução
centro de
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'
da estaca
-{lm\'
'
-}-
,
- -

pilar
.' \

viga de travome nto,


que pode ser a baldrame
M = Pxe
viga de trova mento

e = excentricidade ► momento na estoca

Em princípio, pode-se achar que o bloco de uma estaca não necessita de


armação, pois a carga do pilar pode ser transmitida diretamente à estaca.
No entanto, o seu comportamento exige armação. O bloco de uma estaca,
além de se comportar como um "pilar" curto sujeito a compressão simples,
apresenta, sob a ação dessa compressão, deformações transversais que Blo
ocorrem no plano normal ao esforço de compressão. É com o se um bloco Ot
de massa de modelar fosse comprimido: haverá o efeito de engordar. Esse que
efeito provoca o aparecimento de forças de tração horizontais. O bloco ase
deve ser armado horizontalmente, para absorver essas forças de tração. mú1

l?O
e. API f UL O ' 1
~10~0 obre estúcos e tJb0loes olocos de h..rdo1,oo

força de
compressão

l bloco deformado

t
raçao
transversal
- .+ 1
--i
-f----.
1
tração
transversal
·----- - - - -- - - - - - - __.J

bloco indeformado
1
força de
compressão

Existem muitos critérios para a disposição das armações no bloco de uma


estaca. Na figura a seguir, é apresentada aquela que o autor considera a
mais econômica e eficiente. O cálculo dessas armações será apresentado
no último capítulo deste livro.

(1

§
1

1 1
1 1
1 1

-t
1'.. ,,. •
1 .... _____ f" ... '
) 1 1
1 1 1
1 • 1
1 1
1 1
1 1
1 1
1 1
1 1
1 1
1 1
1 1
\ ,,1
-~- 2 estribo vertical
estribo horizonta l

Bloco para 2 estacas . . , · t no


O bloco para duas estacas apresenta as mesm as· exiooênctas ' Jª vis as,
. d t a e a face do bloco. Entre
que diz respeito às distâncias entre o eixo a es ac . ,.. ...
. ,.. . , • ara evitar que 111tluenc1'1s
as estacas deve ser mantida uma distancia mmima, P
mútuas interfiram no seu comportamento.
CAPITULO 11
B ocos sob e estaco, e •ubulões - blocos de fundacao (

BI

. . muito próximas. podem promover


As estacas moldadas m loco, ~e eS t ive:em e·udicando a transmissão
t
a desestruturação do solo adJacente as eS acas, pr J ,, ld· d·
. 1atera.l No caso de estacas pre-mo
de cargas ao solo através do atnto . a .as,
durante a cravação da estaca seguinte . po de ocorrer .atrito
, negativo
d· .
(movimentação de adensamento do so1o) so re . b a estaca Jª crava a, com
possibilidade de levá-la à ruptura por tração.
D

A
VÍf
sol
0 1--~ 0 1 - - - - - - - - COI

\
\
\
\

,\ \ \ estaco sendo cravado


\ \
tração \
\
\
\
\
\ \
\ \
\ \
\ \
\ \
\
\
\
\
estoca já cravado \

atrito negativo

Em vista dessas questões, torna-se necessário manter uma distância míni ma


entre estacas, que é de 2,5 diâmetros, para as estacas pré-moldadas, e de 814
três diâmetros, para as estacas moldadas in loco. Para facilitar, costuma-se Toe
utilizar a distância de três diâmetros, tanto para as estacas pré-moldadas val
da~
como para as moldadas in loco. Para estacas especiais, como a estaca raiz
ou as microestacas, deve-se considerar também um espaçamento mínimo nec.
entre elas, conforme a tabela abaixo. gra

Diâmetro -0
(cm) 1O 12 15 16 20 25 31 41
Distância - D
(cm) 60 60 60 60 70 80 l 00 130

Para que o bloco tenha rigidez suficiente para não sofrer deformações de
flexão, a sua altura deve ser maior que a de uma simples viga. Por isso,
re~omend,,a~se que o ângu!o formado entre o eixo da estaca e eixo do pilar
O
seJa no mm1mo 45°, respeitando-se o mínimo de 40 cm.

122
e; oras e IJbuloes · blocos de f .J l(
JaCCO

-t-
10
' l ,5 0 } (*)
11 0 -----1
=:!: 45º';,,
- - ~- 1-l..-
j ou 40 cm
, l 0cm
j t
l 0 30 10 (*) usar o maior dos
dois valores

A. distribuição_da armação
. . deste bloco é bastante semelhante ao de uma
~iga. A a_nnaçao p~mcipal de tração é locada na face inferior e é apoiada
sobre a :ace supenor das estacas. A armação superior tem apenas função
construtiva, sendo usada como porta-estribos.

...
<lA

corte A-A
lr---- ll
Bloco para 3 estacas
Todas as considerações feitas para os blocos de uma e de duas estacas
valem para este bloco, principalmente quanto ao ângulo de 45° entre o centro
das estacas e o centro de gravidade do bloco. Deve-se, apenas, ressaltar a
necessidade de o centro de gravidade das estacas coincidir com o centro de
gravidade do bloco.

r
l 0
(*) usar o maior dos
r dois valores
11,73 0
. l ,73 0 } (*)
0,87 0 ou 40 cm
t
110 { l Ocm

l.e . ! J CG bloco e
1,5 0 1,5 0 CG estacas corte A-A
<l A
1 J
f ú

. ,, cs
, taca'>. .apresenta duas
A dlspo 1. -10 . -, s blocos de tn.:s .;- ~·

s , ..
• "r.
das armaçoc'>,
.
no _
• • - s sao
d. . ta• • dircçao dos etx<,s
ispos ., 11 ' 1
Possibilidade!-.. Na primem1, as arnMçoe. . . de gravidade do bloco.
que passam entre o centro das cs ' , e o centro
, t·tcas

anel superior
armação
pnnc1pol

A <li
CG
duas

Bloc
'cst
bloc

. - d·as..ªrmações· · e a mais utilizada.


Uma seounda po!-isibilidade de d1.spos1çao ...
é aquela1::- em que as armaçõe<, são d1su·1
• u1 as e . .
-b 'd d estaca para estaca. ou
seja. dispostas paralelamente às faces do bloco.

anel superior

armação
principal Estt
en<
pos1
cem
pre,
pnn

Nas duas situações. é prevista uma armação superior, acompanhando o


perímetro do bloco, na forma de um anel, cuja função é manter as armações
principais posicionadas.
Outra forma de distribuir as três estacas sob o pilar é colocando-as alinhadas.
Este tipo só é usado para pilares em divisa, com o objetivo de diminuir a
excentricidade entre o centro de gravidade do pilar e o do bloco, dimi nuindo
o momento resultante. Desta solução resultam blocos mai s altos, q ue
consomem maior quantidade de material. A altura maior do bloco decorre
da necessidade de se manter o ângulo de 45° entre os centros das estacas e
o centro de gravidade do bloco.
[-.) ® ·:_·_: 1
l0
10 --, ~ 45
30

10cm
10 30 30 l 0

A disposição das armações. neste tipo de bl oco,


. e, semelhante
, ,a do bloco de
duas estacas.

Bloco para 4 estacas


Neste bloco são mantidas todas• as· recomet1daço-e~.~ 1e·t
1 as para os demais
·
blocos.
7A corte A-A
,,-,
1 1
I
1
--
,_.,.,1
'
10
' - ,'
'
CG ~ '-~ 30 2,1 0
,,,,,.-,
1
,_.,..1
1
I
1
-- '
'\,'
.........
'
1
~ 45
10cm
l 0

~l 0 30 10
Este tipo de bloco apresenta três possibilidades de disposição das armações,
sendo ª"' duas última~ ª"' mais usadas . As armações principai:-. são
posicionadas na face inferior do bloco. face em que ocorre tração em
conseqüência da flexão do bloco. Como no bloco de três estaca:-.. deve-se
prever também uma armação em anel. para o posicionamento da armação
principal.
SOLUÇÃO (A) SOLUÇÃO (B) SOLUÇÃO (C)
~
1
CG molho

anel
--
~
anel
anel
.,. ,
...
~

~ ~
• t •ti (s lol.OS d f oçoo

Bloco para mais de 4 estaca s


Como já comentado no início deste capítuJo, o aumento no número de estacas N
provoca menor eficiência no conjunto. Por isso, sempre que possível, deve- ví
se limitar a quantidade de estacas a quatro, mesmo que isso implique a se
necessidade de aumento da capacidade das estacas. Se tal procedimento se
for impraticável e houver necessidade de agrupar cinco ou mais estacas, as er
er
recomendações a respeito da distância entre as estacas e as faces do bloco,
al
da distância mín ima entre estacas e da altura mínima para garantir rigidez
n,
ao bloco contin uam mantidas. Na figura. são apresentadas as disposições
rE
mais comuns para um conjunto de estacas superior a quatro e as d imensões
o
mínimas dos seus respectivos blocos.
V

,~ ,,.-, "', - ~10 B


I ' I ' 1
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10 30 30 10

(
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4,2 0
'
o,
r,ocm r---,1 ----,2! _4 ~ _( ~
1 1 1
➔ lO cm

L......c:::: '----: '----<-::

Interpretação do comporta
estruturais mento dos blocos como vínculos
~orno s~ sabe, os vínculos que conectam 1
se~ classificados em três tipos fundamen . . o~ elementos estruturais podem (

articulado fixo e vínculo engastado. ~~s. v1_ncul~ art!culado móvel, vínculo


elementos conectados possam sofrer . dois p~1me1ros permitem que º"
engastado ~ . giros relativos 0 _
, ' que nao permite qualquer g·Iro. ' que nao ocoITe no

126
~-:>IT~ LO 'l
B,., s r:,tJ s•ocns e lt•buloe, blo~os cJ fu.,doçoo

Na ligação pilares x fundações, é importante saber interpretar que tipo de


vínculo está ocorrendo, para que não se projetem superestruturas que possam
ser hipostáticas. Os vínculos entre os pilares e as suas respectivas fundações
~erá no mínimo fixo, podendo, em função do tipo de bloco, ser articulado ou
engastado. Um bloco com uma estaca é considerado um vínculo ruticulado
em todas as direções, já que comumente se pressupõe que a estaca não
absorve momento fletor. O bloco de duas estacas é considerado engastado
na direção das duas estacas, já que o par de estacas compõe um binário
reativo, capaz de absorver momentos. Já na direção transversal não ocorre
0 par, inviabilizando a absorção de momentos, constituindo-se, por isso, em
vínculo articulado nessa direção.

Bloco de 1 estaca Bloco de 2 estacas


------,. ---..,.

l
pilar
' '
'' ''
'
'
........
.,, .. pilar
vínculo engastado
no plano das estacas
,' '
vínculo pilar
_...,.,ç:,......,...articulado
fixo
vínculo articulado
...,....;:,"!'-,-.-- fixo no plano normal
às estacas

o bloco de três ou mais estacas pode ser considerado um vínculo engastado


em todas as direções, como mostra a fig ura.

pilar

vínculo engastado
em todos os planos

, , ulos da fundação, uma vez


E importante interpretar corretamente os vmc ,
que se refletem no comportamento d a supe restrutura · Por exemplo,
. se_a
. ·1 es com vínculos
superestrutura for composta de viga e P1 ar , .
articulados. nao
. _ .
se pode ter na fundação mais do que um vínculo art1culad? · p~1s se assim
não for, a estrutura, como um todo, toma-se hipostática, ou seJa. nao apresenta
estabilidade.
1 1

" . .11 1·1111 Ulll p<>rtico com


. nch rígidos,

•. vigu e os P'·1ares .l01 conlllllldll
' . • do con1unlo
. a se, pcl,,
Ja, no t:.l..,
.. o em qu<: - • ·irticulad.i!->,
,t O
,r funda~·oe, ' l'or
roc.lc-,e opli.11, ..p( anal
meno:-. isostat1co.
di~ll
esr'-
dc b
para
faci
com

comportamento
estruturo hipostófrco

comportamento
= estruturo isostótico

Pil1
Qué
IOV

csw
cnlr
do::;
cem
comportamento
- estrutura hiperestót,co
Solução especial de bloco
d
dAs cargas
1 1stn
. 'buI'das pmvcrncn
· les das ai vcna nas
· comuns e, pn· nc•·p·1l111cnte,
1, .
as a venanas estruturais sao comumcntc transmiti( as as l '
· · ~ · · 1 ' 1· 111c.l ·1çoe,
profundas pelas vigas haldrames que se apóiam cm hlocos isolados.
1l l l 1
lo , ( t ,ulo b oco'i dr fundo oo

Por serem normalmente uniformes e distribuídas sobre uma linha, pode-se,


o
analogamente ao que se faz nas sapatas corridas das fundações rasas,
distribuir essas cargas ao longo de uma linha de estacas uniformemente
espaçadas, gerando uma espécie de bloco contínuo, que pode ser chamado
de bloco corrido. A experiência tem mostrado que o uso de blocos c01Tidos
para cargas uniformemente distribuídas é mais econômico e apresenta grande
facilidade de execução. A figura compara a solução utilizando viga baldrame
com blocos isolados com a solução de bloco coITido.

bloco isolado

viga baldrame

bloco isolado bloco corrido

Pilares na divisa
Quando ocorrerem pilares nas divisas, não se pode, como no caso das sapatas,
invadir a divisa com a fundação. Neste caso deve-se prever um
estaqueamento o mais próximo da divisa (para a maioria das estacas a distância
entre eixo das estacas e a divisa é de 30 cm). Para transmissão da carga
dos pilares para o bloco sobre as estacas é usada a viga alavanca. cujo
comportamento é igual àquela usada para as fundações diretas.

viga alavanca
30cm

~zj:: 1---1----;1 C: 1
estaca

o
V)
EIL:
·>
i5
pilar
bloco

l2
CAPÍTULO 12

Problemas de fundação e suas soluções


os problemas que ocorrem nas fundações podem ser provenientes ~e
fenômenos naturais ou de erros de projeto e execução. Os fenômenos naturais
são. em princípio, imprevisíveis, pois podem ser desconhecidos até o momento
da execução da fundação. Muitas vezes, esses fenômenos são localizados e
típicos de uma certa região. Os problemas resultantes do projeto são: erro
no levantamento de cargas: erro na concepção do projeto, oriundo da opção
por um modelo estrutural inadequado; adoção de taxa de solo superestimada,
em conseqüência de erro de interpretação da sondagem, e assim por diante.
Em princípio, pode-se ingenuamente pensar que o uso de programas de
computador evita esses erros. É um engano: a falta de experiência ou a fé
exagerada nos resultados apresentados pela máquina podem induzir a graves
erros. Por isso. mesmo que os cálculos sejam computacionais, a atenção
dada ao projeto deve ser a mesma que mereceria se fosse feito com base
em cálculos manuais. Os e1Tos de execução são os mais comuns e se devem:
ao uso de materiais inadequados; a erros de locação: a erros no arrasamento
das estacas: a falha na concretagem das estacas moldadas in loco, causando
vazios ou estrangulamento no seu corpo: a quebra ou desvio de estacas pré-
moldadas durante a cravação; e à adoção de nega insuficiente.
A seguir, serão apresentados alguns problemas mais comuns e sugestões
para a sua solução.

Problema 1
Um fenômeno até há po uco tempo desconhecido nas fu ndações e que tem
causado, muitos transtornos é a denominada Reação Alcali-Aoreoado
l:> l:>
ou
RAA. E bastante freqüente na região metropolitana do Recife, podendo,
com menos freqüência, ocorrer em outras regiões do país. Essa reação é
decorrente de um processo químico que acontece, na presença de umidade,
cm~ álcalis como NA'.!O e K 2 0 e agregados (areia ou pedra) que sejam
reat1:os a esses elementos químicos. Os álcalis estão naturalmente presentes
no c~mento, assim como na água ou mesmo nos próprios agregados. Essa
reaçao provoca a expansão do concreto, produzindo fiss uras generalizadas
que, com o tempo, por deterioração na armação, podem le var a fundação à
ruptura.

Solu~ão 1
º1:11ª
seJa
solução é o uso de agregados, cuidadosamente escolhidos que
· ,
-
nao
m reativos aos álcalis.

131
l ~ PI 1 (. > 11
Pr ,r TTlú lt 1u,ao (. f JOS , ,'u m

_ d d"do em laboratório.
O grau de reaçao dos agregados po e ser me 1 • •
· ct· · , d · J mentos mrnera1s que possuam
Quanto ao cimento, podem ser a 1c10na os e e ·
a capacidade de inibir a reação. - · rcm executadas
A solução apresentada acima se presta a fund açoes a se ·•
Quando a reação é descoberta depois de executada a obr~, r~Sla. tomar
algumas providências que estacionem o processo. A primeira e evit~ ou
diminuir o fluxo de umidade, com o uso de produtos selantes. Quando poss1vel,
a injeção de sais de lítio pode ser usada para provocar redução na velocidade
das reações.
Se a estrutura da fundação já estiver comprometida, deverá ser previsto um
reforço. Para isso, executa-se usualmente um cintamento de concreto armado
ou protendido em torno do bloco ou da sapata danificada. Esse cintamento
provoca tensões de compressão que tendem a reduzir ou mesmo paralisar o
processo de reação. Quando são pequenas, as fissuras podem ser seladas
pela injeção de resinas epoxídicas Em casos mais graves, deve ser realizado
um ref?rço mais complexo, executando novos elementos de fundação, para
os quais devem ser transferidas as cargas originais, (soluções b e c).

o) bloco
danificado cinta

6)
c)
novo bloco elemento de
transferência da
'' '' carga do pilar para
1 '

'' '' / o novo bloco


''' '''
bloco bloco
danificado danificado
novas
fu ndações
(estaca raiz novo bloco
ou micro-
estaca)

eStaca existente
Esse problema é difícil de ser d
etectado ·
en t erradas, o que pode faz , pois as fundações e
Feliz . er com que se. ncontram-se
mente, hoJe existem processos Ja percebido tarde de .
não da RAA sem remoção do sol~. que permitem verificar a ocorrên:aª~~

132
e. APITULO 12
p,ol lernos dt f,mdoçoo e SL.os solt.,:;ões

Uma empresa francesa, com representação no Brasil, desenvolveu um


equipamento que mede - através de pequenos furos - a rigidez dinâmica do
concreto de fundação, pela qual se pode medir o grau de comprometimento
dos elementos de fundação.

Problema 2
A estaca é locada fora de posição. Esse erro provoca como principal
conseqüência excentricidade entre a carga da superestrutura e o elemento
de fundação. Essa excentridade gera momento, o que pode resultar em
distribuição não uniforme de tensões no solo, em fundações diretas, ou, o
que pode ser mais grave, em momentos fletores, em estacas não armadas
para esse esforço.
~ momento fletor
e = excentricidade , transmitido poro o estoco

l
eixo do
bloco
e
eixo do eixo da
bloco estaca eixo do
estoco

Solução 2
Quando a excentricidade é pequena, ou seja, inferior a 10% do diâmetro da
estaca, pode-se dispensar qualquer reforço. Por exemplo, se a estaca tem
20 cm de diâmetro e foi locada até 2 cm fora do centro previsto no projeto,
pode-se prescindir de reforço. Para situações mais graves, devem ser
executadas novas vigas de fundação, dimensionadas para absorver os
momentos fletores. Quando a viga já estiver executada, o problema consiste
na união das novas armações com a fundação já executada. Para isso, usa-
se o procedimento apresentado na figura.

reconcretagem
com adesivo
_ armações novas
'
,
-- --
'

- ~ -i
-
concreto ~
~

removido

viga nova

1.-<:::::;
k=-'.
CAPlfULO 12
Problemas de 1vndoçoo e suas sol.Jc,ões

Problema 3
EITO no arrasamento da estaca
Um erro que pode acontecer - parece impossível mas não é tão raro e
apresenta grande risco de passar despercebido - é a estaca ter a sua cota
de atTasamento executada abaixo da face inferior do bloco, não o apoiando.
Com isso, a carga do pilar em lugar de ser transmitida ao bloco é repassada
à viga baldrame, se esta existir, gerando nela grandes esforços, levando a
fundação à ruína, com sérias conseqüências para toda a estrutura.

Solução 3
Para resolver esse problema, deve-se completar a estaca até o bloco. Antes,
deve-s~ observar se a armação está no lugar certo e no comprimento certo.
Se est1ve~, basta colocar uma fôrma quadrada, mesmo que a estaca seja
circular
. , limpar
. a •superf'1c1e
· d'a estaca, retirando
• . . e matenal
sujeira . solto,
aphcar adesivo e depois concretar.

i i i i 1 1
1
1
1
1
bloco 1 1 9;e{0 1 1
1 1 1 1
1
1
1 1 1 ~e\O 1 1
1
1 1 1
1
1
1
e,d'c 1 1
1 1 1 1 1
1 1 1 1 1
1 1
1 1
1 1
1

> )
T
1
1
1
1 1
1
1 1
falha de
concretagem
1
+ ';::---
' .. ___
-- J1
fôrma /
fôrma
/
concreto novo

,,
estaca

Caso a armaçao- esteja


. mal . .
desejado, deve-se primeiro pos1c1onada ou com com .
a estaca com um co . completar a armação p . prunento inferior ao
. mpnmento , · · ara isso , •
Justaposição entre a - mm1mo de 60 , e preciso quebrar
armaçao n cm, para gar ·
quebra da estaca fazend ova e a existente p d antir emenda por
, o a emend d . o e-se ta b ,
(J uvas) encontrados no
. . mercado p
ª a armação
. com ele
m em evitar a
ex1stente esteja no mí . . ara isso é mentos especiais
mmo 15 cm fo , necessário
ra do concreto. que a armação
)

a
.

orrnCJçao
l concceto
removido
adesivo

concreto
removido
1

> 1
l E
u E
u
o armação o
-o novo '-O

[ descobrir
armação
adesivo

Problema 4
Estaca danificada: a estaca quebrou, foi estrangulada pelo solo ou sofreu
desvio. A quebra geralmente ocorre quando a estaca atravessa camadas de
grande atrito e quando os golpes do pilão do bate-e taca podem rompê-la. O
estrangulamento acontece cm estacas moldada in loco. Neste caso, ao ser
retirado, o tubo de revestimento trai aderido à sua parede o concreto lançado,
que assim é arrastado para cima, deixando um vazio que pode ser preenchido
pelo solo. O desvio do prumo da estaca pode acontecer com estacas pré-
moldadas. Durante a cravação, a estaca pode tocar uma das suas faces em
um matacão ou outro material rígido qualquer e sofrer um desvio.
Em todas essas situações, a estaca é considerada perdida e deve ser
substituída.

Solução 4
A soJução, como já foi dita, é a substituição da estaca. O procedimento de
substituição depende de cada situação.
Recomenda-se que as novas estacas sejam executadas atendendo à distância
mínima de 3 diâmetros entre o seu centro e o da estaca avariada. Alguns
autores não consideram necessária essa distância~ de qualquer forma, deve-
se consultar um especialista em solos para ter a sua opinião.

13
11111

e PIT ~C ' 'l soluc,oes A


p ob E' os t:le f , e o ao e su 5 D

_ cada uma atendendo a


• sao
- mostradas . diversas oluçoes.
Na fi oura a segulí.
uma ;ituação particular.
º'
pr,
estaco
novo bloco estaco danificado viga alavanco
an
danificada fu
estaca nova -------

c7
,-- .
,-, ,-, [..---
@---r---1
C0 I

' ,_, ,1
\
\
@l:
--
I
1
\
,_, I
\
r P1
_ _ _ _ ___i
A
estaca -;1 estaco su
- nova nova
+ 30 30 30 p~
ampliação do bloco
estaca danificado -=:--!
r--~- --_:c_,,---,--. l estaca nova
--, rm
~ ~
I
,r \
,,_,,
I 1
1,
OBS: verificar redistribuição
',_, ,\
,' ,_, 1
nc
de cargas nas estacas
de
d;

q
.r------
1
... .... ,
, '
estaca nova
p
novo bloco 1
1
/
\ .. _ .... ,
l

1
1
1
1
1
J

0 estaca danificada
fL
d
1 lS2
(Y)

l --,
l
novo bloco
, '
' , __,1
'

---- estaca nova

Na primeira a estaca quebrada é substituída por duas novas estacas. . e


e
Na segunda, a estaca quebrada é substituída por outra estaca e uma viga
r
alavanca. Esta situação ocorre quando a primeira não for possível.
Na terceira situação, tem-se um bloco de duas estacas em que uma delas
sofreu dano. A estaca danificada é substituída por outra e o bloco é aumentado.
Deve-se observar que o centro de gravidade das estacas não coincide com
0
do pilar, ocorrendo uma distribuição desigual de carga. A estaca que já havia
sido cravada precisará ser verificada sob essa nova situação. Para evitar
esse acréscimo de carga em uma das estacas, deve-se usar a solução quatro:
nesta, evita-se sobrecarregar a estaca já cravada, mas usa-se uma estaca a
mais.

136
CAPlfU.O 12
p,oblerrios de Í.;ndoç,oo e suas soluçoes

Os reforços de _fu ndação podem ser realizados por outras razões que não
problemas devidos a erros. Alterações no uso da edificação, ou na sua
arquitetura, podem acarretar nova distribuição de cargas nos elementos de
)
fundação, provocando a necessidade de reforços de fundação.

Problema 5
Alteração arquitetônica: ampliação no pé-direito do pavimento térreo ou do
subsolo. Neste caso, o problema consiste em transferir a fundação existente
para um nível mais baixo.

Solução 5a
Se a fundação for profunda, de estacas, basta descobrí-la e incorporá-la à
nova parede como pilar. Em conseqüência, o bloco existente deverá ser
demolido. Duas questões devem ser verificadas: o problema de flambagem
da estaca, já que ela perde a contenção dada pelo solo; e o aumento das
cargas de empuxo, já que a altura de solo sobre a parede aumenta. Se essas
questões não puderem ser resolvidas, resta incorporar a estaca a novos
pilares, com novas dimensões e armações.

pilar existente

piso acabado original


futura parede
de contenção demolição parcial
do bloco existente

, estaca
,, comportando-se
como pilar
(verificar
estabilidade)
novo piso acabado
•►
escavação para
execução do -- - · - - - - - ------------- --- ------------· __ y ------
novo bloco novo baldrame

novo bloco

SoluCjão 5b . . sa-se O
processo de submuração.
Se a fundação for direta comd a, u
11111
A" J '2 CA.
'J d., f da ao e c;vn so uçóes H

b fundação existente em faixas


A submuração consiste em rasgar O solo so ª t novo trecho de 50
· ( himbo) execu ar
de aproximadamente _1 m _de largura cac ar~de sob a parede existente. Es
fundação em nível mais baixo, e levantar nova P ca
co
parede de
existente o
i.........-.-.....- - - piso acabado es,
~ - - - - - - - . , . . original
i....,-1---.---..z==
fundação submuroção
existente
lm
novo piso
acaba do
~

esperas
nova fundação
n<
(r
Solu~ão Se
Se a fundação direta for de sapatas isoladas, deve-se antes da retirada do
solo usar estacas mega, alterando a fundação de direta para profunda. Faz-
se a escavação em torno das estacas até o novo nível e executa-se novo
bloco. Para os baldrames, usa-se o processo de submuração visto no item
anterior.

pilar existente piso acabado


piso acabado
original
-;-_ __,'Q'._ __
original
-------
d
sapata d
novo pilar existente o ser n
demolida

trecho do
estoco o ser
> verificar
flambagem
removido no pilar
posteriormente novo piso
acabado novo piso
--- - _\Z._ acabado
---------- --- ---·---\7 - --

novo bloco

138
e Ar r ,L ) 12
Pr ,ror I l..i dn._,o uoc; s h.,<,o s

,as
Solução Sd
de
te. b,t.1 solução é u..,ada para situações mais complexas. Nesta ..,ituação, as
cargas cxi..,tcntcs são transmitidas para fundações temporárias executadas
com tubulão ou estacas metálicas. Os pilares e fundações existentes ..,ão
demolido..,. São executados, no novo nível, a nova fundação e o novo pilar.
o nm o pilar é, então, ligado à estrutura existente. Faz- e, posteriormente, a
escavação do restante da edificação.

novo bloco
(não definitivo) ,,., fundação existente
, ...,....,
- l "' . , ..

novo pertil r_~


-':'-----1 novo perfil
metálico cravado metálico cravado

novo bloco
(não definitivo) pilar existente

---, .--

,..... '
r.-11
' '
' '
'
'
' ''
'
' '
'' '
'
bloco demolir ''
existente estocas '
'' '
L '
'' li "--
'1 '
'
escovação '
'
'
: 1

demolição
do bloco
não definitivo
.--
-
~

.--- ~

corte dos
,.....
1
novo
r estocas
pilar
'' , metálicos

li
'1

'
'

n n
'' pilar
' ' encamisado
1
1
'
l

'
'
'
-

execução
-
'
'
1

'1
do 2°bloco '
'
1
1
1

'
(definitivo)
1
'
'

139
CAP TULO 12 ...,os soluçocs r .Ar Y-IJ
Prob nrn(l<; dt: f1.,ndocoo e
P :,1:.,I

Pro bl e ma 6 A • udança de Posição ou. criação


• - dealnovos pilares. O inca
Alteraça;:- 0 arquiteto01ca.
. m para re1on.r nas na ed1ficaçao, ger mente muctarn
. , . . do pila
, 11 rações na arquitetura. . . _ d' s paredes. Com isso, muitos pilares Para e'
A'::J a e distnbu1çao a ,
.
os es ·paços , alterando
. a .d s
te em bu t1 o , tornam-se aparentes,
_ certamente para o
ue estavam origmalmen exigindo a sua remoçao. Em outras
q - nos espaços, . d' . .
rovocando obstruçao . _ . des determma uma nova 1stnbu1ção
p d"st "bmçao de prue . d - ..
ocasiões, a nova i n . . do a sua colocação em locais on e nao existiam. novo fu
de vigamentos e pilares, ex1gm

Solução 6a
- ·stente for d.lfeta, a solução é bastante simples.
· Basta
Se a fundaçao exi . _ d "lar uma nova sapata. Se existem vigas
b a pos1çao o P1 . nm
executar so a nov - 0 executadas sob essas vigas. O novo
as sapatas sera .
baldrames,
. d as nov b
• executado so re a o vi · aa baldrame existente. Se isso não for
pilar po e sei
possível, abre-se um pequeno ra 0
sao na viga e implantam-se os arranques do
novo pilar.

novo pilar
esperas do
novo pilar novo pilar
chumbadas no 1 ba ldrame
1
baldrame 1 usar adesivo existente
1
esperas
1
1
'l!rll • • 1
• •'
baldrame
existente
nova sapata nova sapata

Solução 6b
Se a fundação for profunda, pode-se usar estacas mega (estacas de reaç,io)
no ponto onde será executado o novo pilar. Neste caso, há o risco de, ao se
aplicar a carga de reação necessária, provocar inversão de esforços na
estrutura, resultando em fissuras ou trincas nas paredes e até mesmo em
Prol
dano para a estrutura. É uma solução adequada para pequenas carga'::,, da Alter
ordem de 6 tf.
A pr
Quando for possível, pode-se executar brocas (para pequenas cargas) ~~ fund:
st
e acas raiz (para cargas maiores), locadas nos dois lados da parede. Apo carg,
a. cravação das estacas, procede-se à execução do novo bloco e do novo pode
d
pilar. Quao o ª estaca não puder ser executada nos dois lados da parede. ~ão l
resta executar em apenas um lado. Neste caso, deve-se criar um console ser L

na cabeça da estaca para transmitir a carga do novo pilar.

140
A Tl'Lº ✓
Pr 1,, 1 í>ÍirtloíCJO 'ilJll'i~c,u ors

o inconveniente
. _desta .solução é a ocorrênci·a d e excentnc1
· ·dad e d a carga
00 pilar em relaçao
_ ao eixo
. . da estaca
, , provocando momento fl etor na estaca.
am Para esta soluçao ser viabilizada, a estaca deve ser d'1mens1·onad a e armada
para o momento fletor.
lle
novo pilar
arranques
concretogem poro o
novo fundação alvenaria e com adesivo novo pilar
, ' fundação
- -' - !.. _\_ existentes
\ o I
,~✓

'
ta
lS ,-1'.... ,
novo pilar - 4-~-'- concreto
o ' ,~,
' J boldrome
removido poro
' existente
fixação do novo
>r armadura
o
broco ou
estoco raiz

interno externo
1
1
1 novo pilar
1
1
novo pilar
1
1
1
1
1

1íl boidrame
exis tente

conso le baldrame console


existente

estaco armado
po ro momento estoca
fl etor
Corte A -A
<::

Problema 7
Alteração na arquitetura: aumento de carga no pilar.
A primeira questão a ser verificada, quando ocoffer este problema, é se a
fundação existente possui condições de supo1tar a nova carga. Se a nova
carga não ultrapassar 20% da capacidade teórica da fundação, o reforço
pode ser dispensado. Isto porque os coeficientes de segurança nas fundações
são bastante elevados. Caso contrário, uma das soluções a seguir poderá
ser usada.
t "ld(')çoo e , uos S'J ,,-.ue,;

Solução 7a . . , ta. ·. para que


liar a área <la sapa li as.
Se a fundação for direta, pode-se adrnp 1·rnites do projeto ongmal. A igura
ham dentro os 1 ,
tensões no 5olo se rnanten . . . as ampliações.
mo tra como Pode m ser feitas ess

sapato
existente ----------- I l
r /
ampliação
da sapato
IX 1

~----J
reforço

Corte A-A

Solução 7b
Se ainda a fundação for direta e o aumento de carga for bastante elevado,
pode-se executar estacas sob a sapata existente, transmitindo parte da carga
para as estacas. Como normalmente esse estaqueamento é executado dentro
de edificações existentes, pode-se optar por estacas raiz ou estacas metálicas.
As estacas são executadas mediante furos previamente executados na
sapata.

sapato
furo existente
estacas

o nova estaca
incorporadas à
sapata existente

o Corte A-A

no vas
estacas

142
ll u

Solução 7c
Se a fundação for profunda, faz-se a cravação de novas estacas, obedecendo
às distân_cias míni_mas entre elas. O novo bloco é executado de forma que a
carga existente seJa adequadamente transmitida a todas as estacas, às novas
e às existentes.

<llA
novo bloco
bloco (;~,_ existente
\ ' I
r------- --~ - --------

1-8 -
L__ !____
~ ,
H-l , 1
1
T"
+
.. l , -t '_ , ,
novo ' ....,_, '
estoco ' '
'
<l!A '
' '
estoco '' 1

existente '
' '
' '1
'1 k::: Corte A-A
'

Problema 8
Ocoffência de recalques acima do previsto.
Esse problema pode ocorrer por erro no projeto ou, também, por causas
imprevistas, tais como rebaixamento de lençol freático ou solapamento do
solo sob a fundação, por infiltrações causadas por vazamentos em tubulações
enterradas.

Solução 8
Neste caso, qualquer uma das soluções vistas anteriormente é potencialmente
aplicável. Todavia, a mais utilizada, tendo em vista a sua praticidade, é a
estaca de reação ou estaca mega. Nas grandes obras em que esteja
ocorrendo uma aceleração na velocidade de recalque, pode-se lançar mão
do congelamento do solo.
CAPÍTULO 13

Melhoria das características geotécnicos dos solos


As características iniciais de um solo podem ser melhoradas. por
compactação. adensamento ou estabilização.
A compactação promove o aumento da densidade de um solo. É reali,ada
por meio de equipamentos mecânicos. podendo ser executada manualmente
ou por máquinas especiais. A compactação pode ser realiLada sobre o solo
local ou sobre solo transportado e lançado no local.
O adensamento é o processo de aumento da densidade pela ação de forças
gravitacionais: o peso do próprio solo assim como das obras executadas
obre ele.
A estabilização é o resultado da modificação da granulometria dos solos e/
ou da adição de compostos capazes de interferir na sua resistência ao
cisalhamento (armação) e no seu volume, evitando com isso ruptura ou
recalques do solo natural. A estabilização é. também. um procedimento
artificial.

Os principais processos de melhoria dos solos ão:

Troca do solo local


Este procedimento é realizado principalmente em solos com presença de
argila orgânica ou marinha muito mole. A substituição de solo é utilizada
para evitar o uso de fundação profunda, obtendo-se com isso um cu to
menor de fundação. A troca de solo é economicamente intere sante para
profundidades não superiores a três metros. A profundidade da camada a
ser substituída depende das cargas a serem transmitidas ao solo e das
dimensões da sapata. Essa profundidade pode ser regulada pelo denominado
bulbo de tensões. que mostra que as ten sões são significati\ as para
profundidades até duas vezes a dimensão do maior lado da sapata.
Neste processo, o solo natural. após escavação. é substituído por um solo
granular, compactado mecanicamente em camadas com espes"ura entre 20
e 30 cm . Pode-se, com esse procedimento. alcançar resistência da ordem
de 2 kgf/cm:,.
solo de subst1tu1çõo
com podado

s; 3 m

>
CAP~ LO . te ., 0 rios solos
' or a da:, omd r 1 o

_ de adensamento
Aceleraçao do processo Prc
O adensamento natural provocado pelo peso do solo pode ser bastante lento
e causar grandes recalques ao seu final. O tempo de adensai:nento varia Est
com o quadrado da espessura da camada a ser adensada. Por isso, muitas res1
O falt
vezes, lança-se mão de um procedimento para ac~lerar ~densamente.
evi
Lembrando que o adensamento ocorre pela fuga da agua dos interstícios d
ÜL
solo, torna-se óbvio que facilitar a saída dessa água acelera o processoº
rea
Uma solução muito usual é a instalação de drenas de areia. Os drenas sã~
sati
executados pela cravação de um tubo de 20 a 60 cm de diâmetro. A porção
qw
de solo contida nesse tubo é retirada e substituída por areia com granulometria
pra
preestabelecida. Para tornar o processo bastante eficiente, é necessário
que o espaçamento entre os drenos seja inferior à espessura da camada a Gr
ser adensada. Prc
s t per
pra
y o hel
OpE
se
l
> ... tod
,.
o o 6
A
no1

Planta o o
/
drenes de
areia Pr,
H Tar
aur
1
argila
cor
V
arn
um
leito rochoso
trar
doi
Corte A-A

146
Processo de inieção de cimento ou produtos químicos
Este procedimento tem como ohjctivo melhorar as características de
re~istência .do sol~). No <.:aso de injc~·ão de cimento. a idéia é preencher
falhas. n111os e tnncas que porventura exi,tam no ,olo. de forma 4ue se
C\ itc a pcrcolação de água. que pode provocar a c.,ua desestabili1açüo.
O uso de produtos químicos visa melhorar a rec.,istência do c.,ofo. A injeção é
reali1ada atravcs de tubos de injeção. Para que a injeção apresente resultados
satisfatónos é necessário que o solo seJa ba1-,tante permeável. de maneira
que permita a percolação do produto injetado. A injeção química é
praticamente possível apenas cm areias.

Grampeamento do solo
Processo utilizado para estabilização de taludes, podendo ser temporário ou
permanente. Consiste na introduçao no solo de tirantes armado"i. Inicia-se o
processo com a perfuração do solo com equipamento constituído de trado
helicoidal. normalmente leve, que pode ser manuc.,eado por um ou dois
operários. Após a perfuração é introdu1ida a armação; em seguida, procede-
se ao preenchimento do furo com nata de cimento. Apôs a execução de
todos os grampos, é executada uma parede de concreto projetado, armada,
normalmente com tela c.,oldada.
trodo
helicoidal grampos parede de
concreto
armado

plataforma
de trabalho

Processo da terra armada . ,. , ,


Também é utilizado para estabilização de taludes. A ideia desse rn~t~do e
aumentar a res1stenc1a
· ,.. · do ,solo a' tração e ao cisalhamento.
· Quando so1Ic1tado
a compressao_ o so1o apresenta, a tendência de deformar-se
. . transversalmente,
, •
corno um bloco de massinha de modelar. Esse eleito e a~sorv1d~ pe 1a
armaçao,
- que passa a so •
. frer est·orço de tração. Dessa maneira. obtem-se
um aumento na res1stencia
. ,.. · a
, compressa• - 0 e ao cisalhamento
.. .do solo.
. A
transferência de forças entre o solo e a armação é feita por atnto cnt1e o.
dois materiais.

14/
s

_ sadas t-I tas de aço, protegidas . da <..:orrosão


1
Como e cmen to de armação, sao u . .
. O e1e1to e stético do talude reforçado,
- podern
0
. • - . Para
por galvanizaça , nmelhorai
oldadas. que nao _ têm nenhuma funçao estrutural.
ser usadas placas pre-,

aterro

painel de
concreto

aterro com material


fita metálica de boa qualidade

Uso de geossintéticos . _
Geossintéticos são materiais sintéticos utilizados nas mais diversas s1tuaçoe,.
Além de reforço de solos, os geossintético têm aplicação como elemen 11"
de filtragem, de drenagem ou mesmo como barreira impermeabilizante. 111
razão da sua larga faixa de aplicações, os geos intéticos se apresentam . ib
diversas formas e são conhecidos como geotêxteis, geogrelha , geomalha~.
geornembranas, geocompostos, geocélulas, entre outros.
Para reforço de solo é u ada, principalmente, a geogrelha, podendo ainda
lançar-se mão do geotêxtil e do geocomposto.
As geogrelhas, como o próprio nome indica, são formadas por fitas de
materiais sintéticos, cruzadas, compondo uma e trutura na fom1a de grelha.
As geogrelhas podem ser executadas com fibras de poliéster envoh ida~
com PVC, polietileno de alta densidade, polipropileno, ou ainda com pohéster
semelhante ao usado nas garrafas de bebidas (PET). o
uso das geogrelha..,
é muit~ iMeressante como re~orço de fundações, principalmente en;
fundaçoes diretas. A rntroduçao de uma ou mais camadas aument,1
capacidade de carga das fundações, diminuindo a possibilidade de recalque-..

148
PITULO 1~
Mt Ir no dos c.ro t

a) geotêxtil não-tecido
b) geotêxtíl tecido

e) geogrelhas

7,5a20 cm; célula expandida

'\'?) G<0 !/'

3,Js rn
d) geocélulo
CAPÍTULO 14

lntera~ão solo-estrutura
;\tualmcntl.!. km-se pro urad entender de que maneira fatore pertinente
J supere trutura. tais como a rigidez da edificação. podem int~rl'erir na
transnfr,'.'-iâO de l'argas ao solo.
1
0s pn ct:dinit: nt s tradicionais, a carga 4ue chegam ao pilares ou aos
pontos Je contato da superestrutura com as fundaçõe ão aquelas com a
quais a fundação é dimensionada. como e a superestrutura e a fundaçfie
fossem entes completamente distinto~. Todavia. é fácil perceber que, para
ha, er lOrnpatibi )idade física. as deformações apresentada pela e trutura
na fundação. assim como aquelas apresentada'i pelo solo devem er iguai .
Essa compatibilidade entre deformações solo-superestrutura provoca uma
reorganização tanto no comportamento da superestrutura como na
di tribuição de cargas nas fundações. Um modelo como esse. que considere
a continuidade da superestrutura em relação ao solo, é muito mais realista
que o tradicional. Por outro lado, é um modelo muito mais complexo. pois
nece · ita levar em consideração condições não-lineares. Além disso. preci ·a
de informaçõe bastante precisas obre o comportamento do solo. Os
moderno computadores, com os sofisticados programas de análise não-
lineares, permitem que modelos mai sofi ticados e mais realista , como
e se , po am ser abordados. Muitos estudos estão sendo feitos, tomando-
se uma fonte de pe quisa muito ampla tanto para a engenharia de estruturas
como para a de olo .
A intenção de te curtí itno capítulo é chamar a atenção do leitor para e ·a
pesquisas que prometem em pouco tempo lançar novas luze obre um
assunto extremamente importante e provocar a alteração de muito conceito '.
tradicionalmente utilizado , tanto no e tudo do comportamento da
superestruturas como no das fundaçõe .
CAPÍTULO 15

Oocu_mentos ref~rentes ao proieto de fundações


O proJeto d~ fundaçoes pode ser compreendido em três etapas distintas: a
escolha do tipo de ~undação, o projeto das fôrmas dos elementos de fundação
(sapatas, blocos, vigas baldrames e alavancas) e o projeto das armações de
todos esses elementos.
A escolha do tipo de fundação e o projeto das fôrmas das sapatas, blocos e
vigas alavancas podem e, preferencialmente, devem ser feitos por profissional
especialista em solos, conhecido como consultor de solos. Infelizmente, nas
pequenas obras, o cliente se nega a arcar com os custos de mais um
profissional e acaba sendo o engenheiro da superestrutura o responsável
também por todo o projeto da fundação. Mas, cuidado! Nas obras - mesmo
de pequeno porte - em terrenos de configuração duvidosa deverá sempre
ser exigida a participação do especialista.
O dimensionamento das armações dos elementos de fundação normalmente
é incumbência do engenheiro da superestrutura.
Os documentos que compõem um projeto de fundações bem elaborado são:
- Relatório de execução de sondagem: é o resultado da sondagem realizada
no campo, documento fornecido pela empresa responsável pela sondagem.
- Planta de locação dos pilares e das cargas que serão transmitidas ao solo.
Esta planta é fornecida pelo engenheiro da superestrutura
- Parecer técnico de fundações, definindo o tipo de fundação. Este parecer
- documento fornecido pelo consultor de solos - é baseado nos resultados de
sondagem e nas cargas da superestrutura.
- Planta de locação de estacas, especificando o tipo, a profundidade estimada
e outras informações que forem necessárias. O documento é fornecido pelo
consultor de solos.
- Planta de locação de tubulões, especificando as dimensões, as armações,
a taxa do solo na cota de apoio e outras informações que forem necessárias.
É documento fornecido pelo consultor de solos.
- Planta de fôrmas das sapatas, indicando a taxa do solo adotada para
dimensionamento. A taxa do solo é definida no parecer técnico. Documento
é fornecido pelo consultor técnico ou pelo engenheiro de estruturas, confo1me
contrato com o cliente.
- Planta de fôrmas de toda a fundação, mostrando as vigas baldrames, as
vigas alavancas, as sapatas e/ou os blocos. Nesta planta, entre outras
informações convencionais, deve aparecer a resistência do concreto a ser
usado. O documento é fornecido pelo engenheiro de estruturas.
- Planta dl' :11 niac;m:.., de vigas haldra1m:s e alavílm:as, de apata\ el
, 1· "d ou
bloco!-. e de arra11q111.:.., do.., pilarc~. Drn.:umcnto ~ orncc:J <> pclü engenhem CJ.
dl' cslrnluras.
Oi

Oi
A
PI

Le

Se

Se
par
mo

1 4
CAPÍTULO 16

Dimensionamento das fundações

Dimensionamento de sapatas isoladas


A. área da dsapata. é dimensionada
. em função da carga ap 1·1cada ( carga de
pilares ou e apoio de vigas baldrames) e a resistência do solo (taxa).
p
SsAP =-
as
onde
SsAP = área da sapata = A x B
P = carga sobre a sapata
as- tensão admissível do solo ou taxa do solo
Lembrar que os é obtida pelo SPT (N) da sondagem, ver página 33.
A

Se a sapata é quadrada A = B, portanto

A= B = SsAP

Se a sapata for retangular (normalmente usada para pilares retangulares),


para que a relação entre as dimensões A e B seja a mais econômica, os
momentos fletores em relação às faces a e b do pi lar devem ser iguais.

MA= MB


Ms

A
/iP1 ... JI n 16
[ l rn r s,ono YJt:n'o do luridoc,ocs

Para que os momento::, lletores seJam


• . . , ecessa'rio que ocorram as
1gua1s ' e n

seguintes relações:

A-B=o-b
SSAP = A. B (área da sapata)
Rcsohcndo o sistema de equações acima, tem-se

(b - a) ~ (b · a/ . ~
B - - - + - - + 5SAP
2 4
e
SSAP
A= -B-

Cálculo dos momentos fletores

seção de máximo
momento fletor

t t t reação do solo = as
A reação do solo. que é igual à tensão aplicada pela sapata ao solo, é a Co
rcspnns.h d pela flexão da sapata. fac
É facil perceber que a resultante da reação do solo é igual à carga P aplicada
pelo pilar.
Como. para efeito do cálculo do momento. a sapata é considerada dividida
cm 4 triângulos. fica também claro que cada triângulo reage com _l da Vai
carga P e que essa reação é aplicada no centro de gravidade de 4cada
triângulo.

A
Ob:
CG CG
p p • 1gw
4 ,.
B
• • B
2 •
4
ond
4 CG do triângulo
triângulo

156
l
l ,..- rs ,1nrnerito dos fundo oe,;

a direção paralela a B, tem-se

face do pilar CGdo


triângulo

b
... 2
b
CGdo
pilar
2


CGdo
triângulo

B
4 - -b
- ~

3 2
-3B - b- -1x ( -B)
2 3 2
.1___ X ( ~ )
B 3 2
-
2
-B -B
3 6

Como se pode ver pela figura, ·o momento fletor da força ~ em relação à


4
face do pi lar é

P B b
Mt/B =- X (- - - )
4 3 2

Valor semelhante pode ser obtido para a direção paralela ao lado A

P A a
Mt/A = - X (- - -)
4 3 2

?bservar que se a sapata e o pilar forem quadrados os momentos serão


iguais

P A a
M=-x(---)
4 3 2

onde P = carga no pilar


A= lado da sapata
a = lado do pilar
(APITULU 16
J11T' n ,e n~,.... rio dos íu :Joçoe

Cálculo da armação da ~a pata . , , ximo e atua na face do


O momento íletor calculado no item anterior e o ma
pilar, cuja seção resistente é mostrada na figura.

0 = largura do pilar
h = altura da sapato
h

A altura da sapata pode ser detenninada a priori; depois se verifica se é


suficiente ou não. Para ficar próximo do valor necessário, pode-se escolher
como altura da sapata o valor h - 30% do maior lado da sapata. Obtido o
valor do momento fletor e adotada a seção o x h como resistente, o cálculo
da armação pode ser feito por qualquer processo. Aqui será apresentado o
processo desenvolvido no livro "Estruturas de Aço, Concreto e Madeira -
Atendimento da Expectativa Dimensional", do mesmo autor.
O leitor que estiver interessado em conhecer as deduções das relações que
serão apresentadas aqui, poderá consultá-las no livro.
Como se sabe, o concreto armado pode romper por compressão no concreto
ou por escoamento na annação. Portanto, não adianta colocar armação
suficiente para absorver a tração sem verificar antes se não há perigo de
rnptura a compressão no concreto, muito perigosa pois não dá nenhum aviso,
ao contrário do escoamento no aço, quando trincas denunciam a tendência
de rompimento. Por isso, deve-se verificar em primeiro lugar as condições
de compressão, usando para isso a seguinte relação:

M
C = - -2
bwx d

onde M = momento fletor atuante


bw = largura da seção h
d = altura útil do seção d

d= h - 3 cm ••• 3cm
CG do armação

158
O coeficiente e não deverá ser superior
. ao valor·
CuM = O, 14 fck ·
onde fck = resistência caracterísfico do concreto estip I d
O O
A nonna atual não petn1ite O uso d u no projeto
. e concreto com f k 20 2
Por isso, nos cálculos a serei .r c < MPa ou fck < 200 kgf/cm
n eLetuados neste r , .
concreto com fck = 200 kgf/c 2 d d ivro sera sempre usado
m e on e resulta para CuM:

Ü1M = O, 14 x 200 kgf/cm2


2
CuM = 28 kgf/ cm

Caso o valor de e = ~ ,
6 x d supere CuM , devera ser aumentada a altura da
, valor econômico para e, gira
da sapata._ Um · entre 15 e 20 kgf/cm2.
A armaçao e calculada com a seguinte relação:
2M
AF= - -
fy d
X

onde AF = área de armação necessária


M - momento fletor
fy = tensão de escoamento do aço utilizado
d = altura útil da seção

Como normalmente é usado o aço CASO para armação do concreto armado


e como a tensão de escoamento desse aço é fy 5.000 kgf/cm2, pode-se
simplificar a relação para:
M
AF=---
2.500 x d
Atenção: nas relações acima, as unidades utilizadas deverão sempre kgf e cm.
Outra verificação que deverá ser feita na sapata é quanto à possibilidade de
punção (furo) provocada pelo pilar na sapata. A tendência de punção resulta
em tensões de cisalhamento na área lateral do pilar em contato com a sapata.

a+ h
área da seção de
cisalhamento
forma de ruptura
seção média por punção ..c!N -----
, a ---1
,
adotada
h h ..D
: ob:
1

,_______ _
1
1

1
1
..e
+
..D

2 2 1 1

h h
2 a 2
h

1..9
- ra a seçao ;- de, cisalha
.
mento adotada. é a média ,
1 t
Como se pode "er pe a igu · A. a área lateral punc1onada fica

em virtude do angulo de, 4 5º rea 1. s51111 •

sendo: A ruNÇAO 2 [(o + h) t- (b -l h)] • h

. li,amei,to d·1
- ;.
Logo, a tensão de cisa ' punçao e.
p
T
A PUNCAO

_ a tensao
Para não haver punçao, - de cisalhamento deve ser inferior a:

fck
-CUM = --
25
O que, para os casos normais (fck = 200 kgf/ cm ), resul ta em:
200
1:llM = --
25
2
-CuM = 8 kgf/cm

Exemplo:
Seja dimensionar a fundação de um pilar com as seguintes características:
P = 80 tf
Seção do pilar = 20 . 40 cm
Concreto fck = 20 MPa - 200 kgf/ cm 2
Sondagem

Jl 2
l1 s
----.::~-~-"----'------:.~
silte arenoso

_______
---k--___ si-
lte__
ºr_g_i
lo-arenoso

! 20
-----------
areia siltoso

---~22 areia silto-orgilosa

1 - Escolha do tipo de fundaç ~


. .
0 pnme1ro ao
passo é definir qual O t'
análise da sondagem ipo de fundação O qu d e-. •
· , e po e ser I cito pc1a

1 Ü
<. API Tl 'l ) 16
[ ns 1o Jmr- •e dos f..ird'l oes

l, o critério usado para fundação direta é N ~ 8, para profundidades até 2 m, o


que se ve1ifica na sondagem do exemplo, em que no primeiro metro tem-se N - 12.

2 _ Determinação da resistência do solo (taxa)


o segundo passo é verificar a taxa do solo para essas condições.
Usando a tabela do IPT, apresentada na página 33 tem-se para silte (solo
predominante no primeiro metro):

N as
9 - 18 2-3

Portanto, tem-se que no inteivalo entre 9 e 18 golpes, a taxa varia de 2 a 3 kgf/cm2, ou


seja, enquanto N varia de 9 a taxa varia de l kgf/cm 2, o que corresponde a:

1 2
- = O, 11 kgf/cm por golpe acima de 9
9
Logo, para N = 12, tem-se:

9 10 l1 12 13 ~T~- 16 17 18 1

2 2, 11 2,22 2,33 2,44 2,55 2,66 2,77 2,88 2,99

2 2
Ou seja, para N = 12, a taxa é de 2,33 kgf/cm ou as= 2 + 3. O, 11 = 2,33 kgf/cm .

3 - Dimensionamento da sapata
p
SSAP= - -
as
SSAP = 80.000
2,33
2
SsAP = 34 .334 cm

Como o pilar é retangular, será usada sapata retangular:


2
b-o (b- o)
B = -- + - - + SsAP (pág. 156)
2 4
0 = 20 cm } dimensões do pilar
b = 40cm
2
B = 40 - 20 + (40 - 20) + 34 _334
2 4

161
l
( APIT JLO I ó l oE"-
I
L)i ne , ,.n'omen.,, dn~ urc G
Dr

8 1O + l 85 = 195 cm

S sop
A= -
8
34334 b
A=195

A = l 76 cm ~ adoto A 175 cm

A altura da sapata, adota-se:


h = 30% do lodo maior

h = 30% x 195 = 58,5 cm ~ o u h = 60 cm e

B = 195 cm

.,
E
u
l()
r--..

li E E
<{ u u
o t- o

Antes de adotar essa altura no cálculo da armação, deve-se verificar a


punção:
p
't = 2 x (o + h + b + h) x h (pág. 160)
s
p
't = - - - - - - -
2 x (a + b + 2h) x h

< OuM = 8 kgf/cm 2

80.000
't = -::---:-:--:-------
2 (20 + 40 + 120) 60
X X

2
't = 3,7 kgf/crn ⇒ < 8 kgf/cm 2

4 - Dimensionamento da armação

a - Momento fletor máximo paralelo a A

MA P A a
= -
4
x(---J
3 2
(pág.157)

162
e API T tr' , 6
[lirn 10r i 1cT1to dw f II r "l ,

MA 80 000 ( l 75 ~ 20)
4 3 2
MA = 966.666 kgfcm

b _ Momento fletor máxi mo paralelo a B


P
B b
Ma =
4 3 2 ) (pág. 157)
•( -
Ma = 80.000. ( 195 _ 40 )
4 3 2
Ms 900.000 kgf,cm

e - Cálculo da armação para MA (//ao lado A)

bw = b = 40 c a = 20 cm

Seção resistente a . b, ou seja, 40. 60 cm :

M
e = ------.,.2 (d = h - 3cm)
bwx d
966.666
C = ----
40 X (60 - 3(
2 2
C = 7,4 cm :::> < CuM = 28 kgf/cm

AF= - - -
2.500 x d

AF = 966.666
2.500 X 57
2
AF= 6,8 cm

163
( APIT LO I f,
me ,,or om t de- f ind >E'S

- apresen tada a seouir,


~
escolhe-se urna
Po
Consultando a tabela_de armaçao "dade necessána para suprir a área 1

bitola qualquer e venfica-se a quantt as


calculada. alt1
0 A10
(mm) (cm2) d-
o, 19
5
6,3
I 0,31
8 0,50 A
10
12,5
16
! 0,70
1,25
1,98
20 2,85
25 -l 5,05

Portanto, escolhendo 0 8 mm, tem-se:


68
Número de barros= ' e 14 borras
0,5

Essas barras serão distribuídas em toda a largura B da sapata.


B = 195 cm

E
u
li)
,-.....

li
<(

14 0 8 mm

Considerando um recobrimento de 3 cm de cada lado,

e..........::i
3cm 189cm
3cm

Espaçamento entre barras = _189 _ 1 p


13 - 5 cm

164
cAPIT lJl O ' 6
Din "·~.,s,ono'llento da., 'urdo<..oes

portanto, tem-se 0 8 mm c/15 cm . É recomendável que o espaçamento entre


as barras esteja entre l O e 20 cm. Caso o espaçamento fuja desses limites,
altera-se o diâmetro da armação.

d_ Cálculo da armação para Ma(//oo lodo B)

MA= 900.000 kgfxcm

A seção resistente é 20 x 60 cm.

6 = 40c 6 = a= 20 cm
seção resistente

h = 60 cm

M
e= 2
bw x d

900 .000
C=
20 x5/
2
e= 13,8 cm 2 ~ < CuM = 28 kgf/cm

M
AF= - - -
2 .500 x d

900.000
AF =
2.500 X 57
2
AF = 6,3cm

Adota-se 0 8 mm.
63
Número de barras = - , ...- 13 barras
05
' A
~

Espaçamento entre barras = 175 - 6 =14 cm


12
Portanto, 0 8 mm c/14 cm.
B J 95 cm
Resumindo: Dim
E
u
l.(')
,....__

li
4:

50cm
Con
10cm
carg
4 . -~0__:::8:-:m~m~c/_1_4_~• 4 Des
'- 189 cm
Sup
das
Sapatas isoladas com pilares de seções quaisquer

b b
CG CG

r 2cm o
2cm

On

Nestas situações, para que a distribuição das tensões seja un iforme ~


fundamental que o centro de gravidade do pilar coincida com o centro de
gravidade da sapata.
Di1
Para dimensionamento desse tipo de sapata o procedimento é o mesmo Pai
daquele do pilar retangular, com uma única ressalva quanto às dimensões
das seções resistentes, cujas larguras não são mais os lados do p1 lar e sim
as dimensões a e b mostradas na figura.
<.,APiíLJLO : 6
Ji,ie'1s,onam nto deis h.. ndor..oes

Dimensionamento de sapatas associadas

P1

• <C

CG

Como já foi comentado, neste tipo de sapata, o centro de gravidade das


cargas dos pilares deve coincidir com o centro de gravidade da sapata.
Dessa forma, as tensões no solo se distribuem uniformemente.
Supondo pilares com cargas diferentes, o cálculo do centro de gravidade
das suas cargas é feito pela seguinte relação:

Pl P2

~ ~
{ -x /
x r
"
,Y

f

_
X=---
P1 x e
P1 + P2

Onde x = posição do centro de gravidade das cargas

I!, = distância entre pilares

P1 e P2 = cargas nos pilares

Dimensionamento da sapata . _
Para estabelecer as dimensões da sapata (A,B), usa-se a seguinte relaçao:
P, + P2
kAP = ---
OSOLO

167
t AP JLO 16
T

(
D1 IT'ens onomt:'11<' Jos 'v,aoçoes
[J.

r v,go de p
rigidez
C<

viga de
rigidez
cO
..D

CG
laje do sapata

min = 50 cm
A

Nas sapatas associadas, para melhor caracterização do seu comportamento ,


[
usa-se uma viga unindo os pilares (viga de rigidez).
F
O comportamento da sapata passa a ser o de duas lajes em balanço apoiadas
é
na viga de rigidez.
e
b
1
1

J.

Momento fletor na laie da sapata

t _ B - b (comprimento 2
- -2- do balanço)
"" 1
MMAX= _g_:!_
2

168
oo f.., do {

. leu lo do momento e da armação da laJ·e , e, cons1·ct era d o um


para cá
comprnnento de l 00 cm, ou seja:

seção resistente (100 x h)


h
q = as x l 00

Dimensionamento da arma~ão da laie da sapata


Procede-se de forma idêntica a da sapata isolada, só que neste caso a seção
é 100 x h.
Calcula-se o coeficiente C e compara-se com CuM:

M 2
e- --2 s; CLIM = 28 kgf/cm (fck = 20 MPa)
bwx d

Onde M = momento máximo


bw = l 00 cm
d= h - 3 cm

A armação é calculada com a relação j á conhecida:

M
AF= - - -
2.500 x d

Como no caso da sapata isolada, todas as unidades deverão ser em kgf e cm.
Uma vez determinada a área de armação necessária, escolhe-se a bitola,
determina-se a quantidade e o espaçamento, lembrando que a quantidade
calculada é para 1 m ou 1oo cm de comprimento de sapata.

Cálculo do momento fletor máximo da viga de rigidez


A viga de rigidez é calculada como uma viga qualquer, submetida a carga de
baixo para cima aplicada pelas lajes em balanço.
H

XI I X2

jjjjjjjjjjjjjjjp -axB
(carga distribu1da sobre o viga)

Como se pode observar, sob a ação dessa carga a viga apresenta momentos
fletores nos balanços (tração em baixo) e no vão entre pilares (tração em cima).

XI r X2

--------

Para facilitar os cálculos, considera-se para an ~ . .


do maior balanço e para am1ação pos·t· 1
. naçao mfenoro momento máximo
desconsiderando o balanço. iva o momcnt0 max1mo
· · entre pilare .
Assim, MBAlANÇ.O =P•X
-
2
Em que X é o ma,or valor entre .r, e .r2
p f
M ENTP.EPILARf
8

As armações inferiores e superiores são calculadas da maneira já vista: a seção


resistente é constituída da largura b,, e da altura H, largura e altura da viga.
M
e ~ :$
b,d
el l""

em que d = H - 3 cm

M
e
2.500 , d

Cálculo da for(ja cortante máxima na viga de rigidez

-~ ,J'- ~
-ri'-~
Xl r X2

i i i i i i i i i i i i i i ip
A força cortante máxima na viga será o maior entre os dois valores:

QMAx BALANÇO = p x X

em que X é o maior valor entre Xl e X 2

p xf
ou Q MAXVÁO =--
2
O estribo é cálculado mediante a seguinte relação:

- (cm 2) uni'dades em k9f e cm


Q MAX
AFESTRIBO = -
d x 20
A área de aço calculada pela relação acima é para 1m de viga.
ó
/ IJ '

. , ria escolhe-se uma bitola, calcula-se a


, d tnbo necessa ,
Detenninada a area e es da estribo tem duas barrasJ e o espaçamento
quantidade de barras (lembrar que ca
entre elas.
_..1'- ---

'
1
1
1
1
1
1
1
1
1

,,-',)
f, ,_,_._~,.....
1
1
/
1
~ - - -, ', ", , , , , , , , , '

.,,.,,.,, ...
__ ""'4,,,,.,,

,------, D<------,
1. .1

Exemplo:
Considere-se a necessidade de associar os pilares P1 e P2 a uma mesma sapata.
Suponha-se, também, a taxa do solo de 2,0 kgf/cm 2 •

P1 = 25 tf P2=15tf
20 20
CG
~20 • ~20
x
2,50

l - Determinação do CG das cargas dos pilares


X= p t X

P1 + P2

x= 25 x 2,5
25 + 15

x == l ,56 m

2 - Dimensões da sapata
P1 + P2
ASAP= - - -
U SAP

172
APITuLO '6
11 11 510ramcnto dos f1mdo(.,ue-s

40.000
AsAP = ---
2,0
2
AsAP = 20.000 cm

Adota-se uma das dimensões da sapata:

250cm

B= AsAP
A
20.000
B B = --- != 5 7 cm
352

adoto-se B = 60 cm
t-

94 cm 156 cm

176cm 156 cm 20 cm (mínimo adotado)

A= 352 cm
(x1) 80 (f) 250 (x1) 20 ...r::
j ~

E
u
b
o
E
u
O N o
--0 --0

350 cm (valor arredondado) :r:

3 - Momento máximo na laje da sapata

j j j j j j 2 kgf/cm 2 (taxa do solo)


1
1 B = 60 cm
1
(B 6)
MMAX=qx-
8
q - O • l 00 (considerando l m de la1e)

q - 2,0x l 00 200 kgf/cm


2
(60 - 20)
MMAX = 200 x
8

MMAX = 40.000 kgf.cm

4 - Annação da laje da sapata


M 2
C = - -2 < (UM= 28 kgf/cm
b... d

Adota-se como h da laje da sapata 12 cm (20% de B)


40.000
e
l 00. (l 2-3)l
2
C = 4,9 kgf/cm < 28 kgf/cm

A espessura está folgada, muito longe do limite, no entanto, como se trata de


concreto embutido no solo, a espessura de 12 cm será aceita.
M
AF- - - -
2.500 xd

40.000
AF= - - -
2.500 X 9

AF = 1,8 cm'/ metro de sapata

Logo, escolhendo 0 6,3 mm (A10 = 0,31 cm2)

N" de barras = ~
0,3 l
"' 6 b
-
(
arras 5 espaçamentos entre barros)

100
Espaçamento = - - = 20 cm
5
Concluindo, a armação da laje da sapata s ,d
era e 0 6,3 c/2O.
5 - Momento máximo na viga de rigidez

174
1T'

Carga ao longo da viga de rigidez

p- ª' X B
P = 2x 60 P - 120 kgf/cm
P = 120 kgf/cm
pxX
MBAIANÇO =-- 82 250 20
2
X = xi = 82 cm (ma ior balanço)
MBAIANÇO = -120x8i
- -
2
MBAIANÇO = 403 .4 40 kgfcm
pX e
MENTRE PIIARES =- -
8
120 X 250'
MENTRE PIIARES = ----
8
MENTREPIIARES = 937 .500 kgfxcm

6 - Annação para momentos fletores na viga de rigidez

a) - Annação no balanço
M
e =- - 2
< CuM
bwx d
Será adotada a altura da viga - H - igual a 30 cm (para aumentar a rigidez, deve
ser sempre maior que 30 cm).

403 .440
e= 2
20 X (30 - 3)

e = 21,6 < 2s
Para melhorar a relação econômica entre concreto e aço e dar maior rigidez à
sapata, escolhe-se um novo H igual a 40 cm.
403.440
C = ---
20 x 3l
2
C = 14,7 kgf/cm
AF = __M__
2.500 . d
lAfr l( 16
) 11e ,,,, ir e t > dn~ tu o Ot'

403.440
AF= - - - -
2.500 X 37
2
AF = 4,4 cm
Adota-se annaçao de 0 12,5 mm
_ (A 1012 5
·
= 1' 25 cm 2)

Portanto, 4 0 12,5 mm

b) - Armação no vão entre pilares

937.500
C=
20 X 37
2 2
C = 34 ,2 kgfcm > 28 kgfcm

A viga não passa ⇒ adota-se H = 60 cm


937.500
e= ----=-
20 . 5 ?2
2 2
C = 14,4 kgfcm < 28 kgfcm ⇒ OK

Como a altura foi aumentada, recalcula-se a armação do balanço. Essa


situação impõe a necessidade de primeiro verificar o valor de C para o
momento maior e só então dimensionar as armações para os momentos dos
balanços e entre pilares.
Voltando ao momento do balanço com a nova altura da viga,
M
AF= - - -
2.500 x d

AF = 403.440
2.500 X 57
2
AF = 2,8 cm
Adota-se 3 0 12,5 mm

Na armação, para momento entre pilares, tem-se:


AF = 937.500
2.500 X 57

AF = 6,6 cm 2

Resultando em 5 0 12,5 mm

l/6
e)_ Cálculo da força cortante máxima
QMi,X BAlANC,.0 p XX

O MAX BALANÇO - l 2Q x 82

O MAXBAlANÇO = 9.840 kgf


p X/
Q M);I.VAO = --
2
120 x250
Q MAXVAO = ----
2
O MAX VAO = l 5. 000 kgf

d) - Cálculo dos estribos para força cortante máxima


OMAX
AF=--
20xd

AF = 15 -000 (adotando o maior va lor de Q)


20 57
X

2
AF = 13,2 cm

Adota-se estribo 0 8 mm (AF 1 0 = 0,5 cm 2)


2
AF 1 ESTRIBO - 2 x 0,5 cm
2
AF 1 ESTRIBO= l ,O cm
13 2
Número de estribos e: ' e 13 estribos (para l m de viga)
1,0
100
Espaçamento entre estribos = 8 cm
12 e

Portanto, estribo 0 8 c/8 cm

e) - Resumo das annações

5 0 12,5
co
-s:t'
20

5012,S
3 0 12,5
D
1
,;; 1 N
.-
estr. 0 8 c/8
3 0 12,5
60
80 250 20
0 6,3 c/ 20
de sapatas corridas
Dimensionamento

Dimensionamen
'd ,
°
t da sapata
sapata com co
.
mprimento bem maior que sua largura
. ·
A sapata com a e urna •da é feito de maneira semelhante ao da
. to da sapata corn . .
o dirnens1onamen
. ld s.Iderando-se a sua
largura e um compnmento igual a 1 rn
'
sapata 1so a a, con do ara toda a sapata. Neste caso, a carga
extrapolando-se O resulta ~ transformada, no trecho de l m, em uma
distribuída ao longo da sapata e
carga concentrada.

+ + + + + + + + + + + + + +q
>

lm lm b
Daí em diante, o dimensionamento é semelhante ao da sapata isolada, com
a vantagem de que uma das dimensões está definida, ou seja, l m ou l 00 cm.
p
ASAF
GSAP

AsAP cc: l 00 , B

Logo: B= AsAP

100

Cálculo do momento fletor


O di1~ensionam~nto da .l~je da sapata corrida é semelhante ao da sapata
associada com viga de ng1dez. A laje é considerada em balanço.
b

seção de momento
fletor máximo

t t t t t t ãs
B ,
O valor do momento fletor é

178
B b
"l

('011111 j:i, isto (pf1gi11as 1(,0 e lú<>)


q <1 , 100

(13 b)
MMAX q.
8

hn que b J a largura da viga de rigidc/, que é adotada igual à largura da


parede que se apúia sobre a sapata, normalmente 15 ou 25 cm.

Dimensionamento da arma~ão da laie da sapata

seçoo resistente
(l00xh)
h

O proc.:cdimcnto é comum. tendo como seção resistente a área formada


pelo comprimento de l 00 cm e pela altura da laje. Adota-~c a priori uma
nltura de laje igual a 20% de B, usando como mínimo o valor de 1Ocm.

Dimensionamento da viga de rigidez


O dimensionamento exato da viga de ng1dc/ é bastante compk\o. pois
pressupõe uma viga sobre apoios elásticos. ou scJa o solo.
O moddo de cálculo rrcssupoe a viga apoiada cm uma sJric de molas. que
ão os apoios elásticos dado~ pelo solo.
( A TI Lc 16 [J
[J1 ns1c ::imen do iu, 1
da 0t. s

Além de um cálculo mais sofisticado dos esforços atuantes, outra dificuldade


reside na determinação do coeficiente de mola do solo. O c~eficiente de
mola significa a rigidez do solo à aplicação de cargas. O coeficiente de mola
é dado pela deformação apresentada pelo solo sob a aç~o de_ uma força
unitária. Esse cálculo sofisticado só se justifica para fundaçoes d1retas muito
especiais, tais como bases para equipamentos muito sensíveis a deformações
do solo e de grande exigência de precisão.
No caso da sapata corrida, a viga de rigidez apresenta uma função importante
m~s ~e~undária na resistência da sapata: enrijecer a sapata, o que em
pr111c1p10 é_ da~o pelas dimensões da viga. A experiência mostra que uma
altura ~e v~g~ igual a duas ou três vezes a altura da laje é suficiente para p.
garantir a ng1dez necessária.
b p

2ha3h
H
h
2
B
1armaçao ~
largur~ é ig~al largura da parede, ou
b
long1tudmal da viga e' a m1mma
, . ex1g1da
. . pel
.
15 25 cm

AF = o, 15% bx H ( 2) as normas, ou seja:


A ~ cm ' usando como mínimo 2 0 l O
am1açao transversal (estribo . , mm
da sapata. - da 1aJe
s da viga) e adotada igual à arma çao .

Exemplo
Oi mens10nar
· a sapata corrida aba1xo.
.
++++l'º!ura da parede = 15 cm)
+++++++++++++q = 6 tf/m

15
++-+ as= 1,5 kgf/ cm
2

~
-+ -+ -+ -+ -+ -+ 6.000 kgf/ m
2h
H
h

B
l rn
180
) 16
t d 1 1 r J1 1

Di111ens1onamcnto da sapata
p 6.000 kgf/m, l m
p 6.000 kgf
p
B
100 xO S
6.000
B
100 X 1,5
B= 40 cm
Adota-se
h 20% B - 20% x 40 _ 8 cm
Portanto,
hMíN =- 1O cm
e

H = h + 2h = 30 cm
2 - Cálculo do momento fletor da laje da sapata

Mw.x - q (B b/ X

8
q as(kgf/cm 2) x 100 (cm)
q = 1,5 X 100

q = 150 kgf/cm
2
4
MMAX = 150 x ( 0 l 5)
8
Mw.x = 1 1. 71 9 kgfxcm

3 - Dimensionamento da armação da laje da sapata


M
e= 2
bwx d
d = h - 3 cm
d = l0-3
d = 7 cm
bw= l 00 cm (ver figura página l 79)

11.719
e -- ----=-
l 00 ?2 x
tAPlf LO lt
[ >,m .r '>,,e men do, f nc. c/i 5

2
C 2,4 kgf/cm2 < CuM = 28 kgf/cm

M
AF=---
2.500 x d

11.719
AF=----
2.500 X 7

2
AF - 0,7 cm

Adotando 0 5 mm e sendo AF 1 0 = O, 19 cm 2 , tem-se:


0,7
Número de barras = - - = 4 arros
b
o, 19
100
Espaçamento= - - 5'É 33 cm ~ adoto espaçamento de 20 cm
3
Portanto, 0 5 mm e/ 20

3 - Especificação da armação da viga de 1igidez

AF = O, 15% b, H
AF = O, 15% x 15 x 40
AF = 0,9 cm 2
Adotando
2 0 10 mm, sendoAF = 0,7 cm 2
e

= 1,4 cm2 > AF NECESSARro


AF 2 010 a
O estribo será igual à annação da 1 . d a
aJe a sapata:
s
Estribo 0 5 mm c/ 20
e
Reswnindo: e

2 0 10

O estribo 0 5 c/20

105 2010 105


(armação construtivo) _L_____J_J
0 5 c/ 20

182
Dimensionamento de sapata em divisa

o
V,
ir

A A C..G do $opoto
2 2

co C'l
oV,
:~
-o
colN

A A
2 2

Dimensionamento da sapata
O dimensionamento dos lados A e B da sarata excêntrica é rl.!al11ado por
tentativas, procurando fazer com que as tensões no solo não ultrapassem a
taxa do solo e que pelo menos 2 da sapata estejam apoiados no solo.
, 3
E fácil perceber porque o processo é fl.!ito por tentativa. ·1oda ve/ que se
altera a dimensão A da sapata, muda-se seu centro de gravidade e portanto
a excentricidade, e cada vez que se altera o cl.!ntro de gravidade, modificam-
se as tensões no solo.
O efeito da carga excêntrica pode ser substituído pelo eleito de uma carga
centrada mais um momento devido à cxcntricidade, ou seja:

f
t-------'J + e__ _
A A
ões no solo. A carga centrada
Dessa forma, fica fác1·1 de t enninar as tens
. valorJ·á é con h ec1.d o. A
•r.
produz uma tensão unr1onne no solo, CUJO
VÍf

lp de
Ac

Pa
/L+--:-
+ '+----i-+-,+ (Js
j
A

- p En
as=--
AxB
As tensões provocadas pe Io mom ento são semelhantes àquelas provocadas Tn
na seção de vigas.

compressão
viga

tração

Como é sabido, as tensões na viga são máximas nas fibras mais afastadas
do centro de gravidade da seção e nulas nesse centro, onde se situa a
chamada Linha Neutra. A distribuição das tensões na seção submetida a
momento fletor é apresentada na figura abaixo.
seção analisada

1 a2
-- --
LN
. - - - - .- - - - ,- - - -
- - = momento fletor
. .
- - - -·-·- ·, M
/
ai
a2= tensão máxima de compressão
ai = tensão máxima de tração

L.N. = Linho Neutra

184
I LJ O 16
pr norri nto dos fundnçõec;

d
A eterminação das tensões de flexão
d e das tensões desencadeadas nas

. as é detalhadamente apresenta a no 1vro do mesmo autor Estruturas
de
\lgA ç O· Concreto e Madeira - Atendimento da Expectativa Dimensional.
Aqui serão apresentados apenas os resultados.

Para a Seção retangular, tem-se:


M
ai= 2 e a2 = -
( bx h )
6
Em que b = largura da viga
h = altura da viga

Transpon d o e sses valores para as sapatas, tem-se:

02

O'.l

M
M e 02 == - 2
a i= 2 BxA )
BxA ) (-
(- 6
6
185
LA lll lLO

edemomen to pode gerar três situações:


A soma dos efei. tos de carga centra 1

ªº

02 a2= a ,

a,

ílITTílITTílll] O min l O HIPÓTESE ao>a,


Para que
O mox ~ 1
Por toda
das dim,
ou 1

O mox
~ ª·'" ~o 2° HIPÓTESE a o= a, Cálculc
Como n
página 1
ou em triân
lf-r-r--r--.rrm- _-r1f O min 3° HIPÓTESE ao< ai sapata e
o- ~ . d_ - - -1

Em todas as três situações, tem-se:

OMAX = ao+ ai

O MIN = ao- a2

Deve-se ter sempre:

GMAX s ã smo (taxa do solo) Cálcul


apoiac
Na terceira hipótese, aparece tração no solo, o que é impossível, pois o solo Viu-se,
não admite tração. Neste caso, a sapata destaca-se do solo e fica parcialmente tensões
apoiada.
a sapata

186
p
M

região delpo,o sapato não


da sapata I apoiado no solo

[lilIIDf=--=::J
X

Para que a sapata mantenha o equilíbrio é necessário que x ~ 2- A.


Por todas as razões apresentadas, fica fácil entender porque a det~nninação
das dimensões A e B da sapata só pode ser feita por tentativa.

Cálculo dos momentos fletores


Como no caso da sapata isolada com carga concentrada, apresentado na
página 156, o modelo de cálculo dos momentos pressupõe a sapata dividida
em triângulos. Na sapata com carga concentrada eram quatro triângulos, na
sapata excêntrica são três.

.... ....... _

A
de a sapata estar toda
Cálculo do momento, no caso
apoiada no solo . . .póteses de distribuição de
.
Vm-se, . duas pn meJras 111 d
no item antenor, que as - 0 que significa que to a
tensões no solo não aprese ntam tensões de traçao,
a sapata encontra-se apo iada no solo.
1

D,rre~s oromento dos f irdoçõe5

. • •
, determinar a resultante de forças• em cada
Neste caso o primeiro passo e e•ia O centro de gravidade dos
triângulo e, seu ponto de ap ricação ' ou s :., '
respectivos triângulos .
.i2
61
B
2

B jil
2 H
1
63 2:: 1O cm

A área e centro de gravidade do triângulo (D são calculadas da seguinte


forma:
B
Ax-
2 Ax B
A ó.1 = ::::> A ó.1 = --
2 4

y1 = -2 x-
B
::::, y1 =
B
3 2 3
A. B x as
R1 = Aó.1 x as ::::> R1 = -- -
4

Como a tensão no solo é variável, para fac ilitar o cálculo, será considerada
como tensão ao longo de todo triângulo(D a média entre a máxima e a
mínima.
aMN< + a MIN
iis= - - - -
2
BxA
A ó.2 = --
2

x2 = -2 xA
3

R2 = Aó.2 x as =:> R2
BxA
=- --as X

2
Os momentos fletores serão calculados da seguinte forma:

Ma = R1 x ( y- 1 - - b ) Ma = A x Bx as 8 6
2 X (- - -)
4 3 2

188
M s = momento fletor paralelo 00 lod . ,
0 8 e que orig1noro o armo -
do sapato paralelo 00 lado B çoo
AeB lodos do sapato

b = lodo do pilar
a MAA a MIN
as= - - - -
2
Analogamente

B,A . a~ 2
MA - - - - , ( - , A-o)
2 3
Dimensionamento das armações
Uma vez calculados os momentos, o dimensionamento da armação segue o
processo normal já visto, usando como seção resistente para M s o lado a do
pilar e a altura h da sapata, e adotando para H o seguinte valor:

H = 30% do maior lodo do sapato

Para MA a seção resistente será o lado b do pilar e a altura H da sapata.

Verificação da punção
A área lateral de atuação da tensão de cisalhamento decorrente da punção
é apresentada na figura a seguir.

perímetro

- - - - - - -1
1
I 1
....o
+ 1
1
1
..o 1
-- - - - __,
a

H
a+-
2 H = altura da sapata junto ao pilar

p
'tPUNÇÃO =
[2 x (a + ~ ) + b + H] x H
2
P < 'tLIM = 8kgf/ cm
'tPUNÇAO = [2 x (a + H) + b] x H

9
( APHULC> 6 ( A .,..
[)1...., ... ns nom,~ t.:> dos furdoço<'"

Cálculo do momento, no caso de a sapata não estar toda


As área
apoiada no solo . . d ,
, . _ . m em sapatas de d1v1sa. Correspon e a terceira
Esta e a s1tuaçao mais comu
hipótese de distribuição de tensões.

Desem
]

O cen
manei
Nesta condição, deve-se dimensionar a sapata para que a medida x seja
maior ou igual a 2/3 da dimensão A.
Estabelecido o valor de x, determina-se a área de cada porção da sapata
apoiada no solo e os seus respectivos centros de gravidade.
O cer
Xl
relaçã
região de apoio no solo

B
2
~·~~:~-r---
7r '~ !
B-B'
2

B' B
As re
valor
solo,
B
2 •----CGC- ~~,
................ B-B'
2
x2
A2
X

O valor de B'é determinado em fimção dos va Iores a d otados para A e B.

B B'
A X

190
As areas A, e A são determinadas u,
sando as seguintes relações:
B - B' B
--+-
Ai= 2 2 x X (área do tra pez10
, · )
2

Desenvolvendo algebricamente, tem-se:

Ai = (2 , A, B) - (x x B)
X X
4 xA

2
A2. = _B_'._x_
(área do triângulo) ou A2 = x •B
2 2,A

O ce~tro de g:avidade da área referente ao trapézio pode ser obtido de


maneira aproximada pela relação:

B+b
4

O centro de gravidade da área correspondente ao triângulo é dado pela


relação:

X2 = -2x X
3

As resultantes aplicadas nos centros de gravidade admite-se que tenham


valor correspondente à metade da tensão máxima aplicada pela sapata ao
solo, considerada uniformemente distribuída.

U! lll lll lllD


~ - = 0MED10
2
(A lfLLO 16 f d ues
[J rnerisiv,'1 or,+(> dn , in 01.,

s de grav1·dade serão calculadas


, .
Assim as resultantes ap licadas nos centro~
lor da tensao p elas áreas do trapez10 e do
, . . 1·
mediante a mult1p ica ção do va

triângulo. (2 • A x B) _ (x x B) • x . O MÉDIO
R1 A l X OMÉDIO => Rl == 4XA
2

R2 = A2x O MEDIO =>


B
R2 = 2 xA- ·
X X O MÉDIO

~ , faces do pilar são:


Os momentos íletores máximos em relaçao as

MA - R2, (.f2 - o) mome nto fletor paralelo ao 1a do A da sapata

i x-
MA- ~ B xOMÉDIO x(,t 2 - o)
2xA
2
8 2 xX
MA== -X-• - x 3--
O MEDIO x ( ~ a)
2.A

Ms = R1 x ( y 1- b ) momento fletor paralelo ao lado B da sapata


2

(2 • A • 8) - (x • 8) • x. O ME0I0. ( y1 -~ )
Ms = 4.A 2

(2 x- 8) - (x • 8) • x x O MÉ010 x ( 8 + 6 - 6 )
A •-
Ms= - --
4 xA 4 2

2 8
Ma= ( xAx ) - (XxB) xXx ÜMÉDIOx ( ~
4 )
4 xA

2
Ma= ( xAx B)- (xx B)xXx OMÉDIOx (B- 6)
l6 xA

As annações relativas aos momentos são calculadas pelos processos já


vistos considerando para MA a seção resistente 6 x H, onde 6 é a largura do
pilar e H a altura da sapata, para M, a seção a x H onde a é a largura do pilar
paralela ao lado A da sapata.
o efeito da punção é calculado da mesma fonna vista no item _ Verificação
da punção - página 189. ·

192
Exemplo
Dimensionar a sapata excêntrica abaixo:

~ co
A

- t

Corte A-A
T A
P (cargo no pilar) = 20 tf
- 2
O sOLo = 2,5 kgf/cm (taxo do solo)
Dimensões do pilar: = 20 x 20 cm

1 - Dimensionamento da sapata
Adotam-se A e B. Uma boa relação entre A e B é A= 2xB.

Adota-se:
A = l 20 cm e B = 60 cm

Determinação das tensões no solo:

- Carga concentrada
p
ao=--
A xB
20.000
ao=
120x60
ao= 2,8 kgf/cm2 > as= 2,5 kgf/cm2

Deve-se alterar as dimensões.

Adota-se:
A = l 80 cm e B== 90 cm

20.000
ao=
l80x90

ao= l ,23 kgf/cm 2


193
( AF' 7l J () 16 • do oes
[ li enc, , O"' ri*ú dOS U

- ·1 do excentricidade
Efe10
P, e (efeito d ev,'do ao momento)
= 2
BxA )
(-6-

1O 80 =e

o
•CG o-

90

180

Assim,
20.000 X 80
ai= a2= 2
( 90x 180 )
6
a i = a 2 = 3,3 kgf/cm 2

A tensão é maior que a tensão admissível.


Deve-se alterar as dimensões da sapata.

Adota-se:
A = 250 cm e B = 125 cm
A a
e =-
2 --
2 = 125 - 1O = 11 5 cm

a i= a2= 20.000 X 115


2
( 125 X 250 )
6
ai = a2= 1,77 kgf/ cm 2

Deve-se recalcular as tensões decorrentes da carga centrada, já que as


dimensões da sapata mudaram.

194
a- _ 20 ooo
125,250

ac - 0,64 kgf/cm2

OMAA = a o+ ai = l ,77 + o, 64 - 2,4 l kgf/cm2 < a. OK!


O M1N = ao- ü 2 = O' 64 - l ,ll = - l , l 3kgf/cm2

A,------

250cm
f- -
X

/1
/// 1 - 1, l 3 kgfxcm 2

2,41 kgf,cm' ~

2,4 1 _ 1, 13
X 250 -X

2,4 l x (250 - X) = 1, 13 x x

602,5 - 2,41 xX = 1, 13 x X

(2,41 + 1, 13) xX = 602,5


602,5
X = -- = 170cm
3,54

X 170
A = 250 = 0,68 ~ x = 0,68 x A

2
X>-A
3
Portanto, a sapata apóia-se em um comprimento que satisfaz as condições de
equihbrio.

195
CAF flJ ...O 16 .
::),.,..,e,s,cnorncrto dos furioo -oos

t . s máximos
2 _ Cálculo dos momentos f1e Oi e

20
o E
o u
l{)
-D N
N

A= 250 cm A= 250 cm
x = 170 cm

l lllll lll l l ª;AX = O MÉDIO O MEDIO = 224 1 = l ,20

MA= _; _
/. B x O MÉDIOx (2-xX
- - O
)
2 xA 3

_ 170\ 125 x l ,20 x ( 2 x 170 _20)


MA - 2 x 250 3

MA= 809.200 kgfxcm

(2 x-
A x- (x x B) x a .
B) --
MB = - - X X MEDIO X (B - b)
16 xA

MB= (2 x250 x125)- (170 xl25) x l 70 xl,20 x(l 25-2Q)


16 X 250

Ms = 220. 894 kgfxcm

3 - Cálculo da annação
Adota-se como altura da sapata H = 30% de A.
H = 30%x 250 = 75 cm

a) - Annação paralela ao lado A


MA
C = - -2 $ CuM
bwxd
bw= 20 cm
d = 75 - 3 = 72 cm

196
(.APITUL O 16
Dm•ens1onor1ento dCJs fundoc,ocs

809.200 2 2
e 2 = 7,8 kgf/cm < 28 kgf/cm está muito folgado
2 o 72
X

Escolhe-se uma altura menor, H = 55 cm


e = 809.200 _ 2 ,
x 2 - 14,9 kgf/cm OK.
20 52
MA
AF = - - -
2.500 x d

809.200 2
AF = - - - - = 6,2cm
2.500 X 52
Adota-se 0 1Omm ⇒ AF 1 0 = O 7 cm 2
I

Número de borras =~ e 9 barras


0,7
125 - 6
Espaçamento = --- - 15 cm
8
Portanto, 0 1O mm c/ 15 cm

b) - Armação paralela ao lado B


Ms
AF----
2.500 x d
220.894 2
AF = - - - - = 1,7cm
2.500 X 52
2
Adotando 0 6,3 mm => A F 10 = 0,3 cm
1,7
Número de barras = -- e 6 barras
0,3
250 - 6
Espaçamento = = 49 cm
5
Espaçamento muito grande, optar por 0 5 mm
2
Ai 0 = O, 19 cm
Número de barras = - 1,7- = 9 barras
o, 19
244
Espaçamento = -- a 31cm
8
O espaçamento continua grande, portanto adota-se 0 5 mm c/20 como mínima
armação.
CAPITLJLO ' 6 i dações
D.m{'ns,oromen•o dos un

4 - Verificação da punção

"tPUNÇÃO
----- p
= [2 x (o + H) + bjx H
:S 8 kgf/cm

20.000 = 2,9 kgf/cm 2 < 8 kg f/cm 2 oK!


"tPUNÇÃO = [2 x(20 + 50) + 20]x 55

Reswnindo, tem-se:

-Fôrma

E
u
1..()
E N
u
o
o l{)

.(

250cm 250cm

- Armação

- -- --
1
o
N
1 1
1
0
---1,
', l{)
',,
', \Sl

- .............

L J
0l0c/15

Como se pode ver, o cálculo de uma sapata excêntrica é muito trabalhoso. Por
isso, sempre que possível, o uso da viga alavanca toma-se mais interessante.

198
rdlTIJfJl6
[J1 r l'JJ ar r,nto l')S fur daçc,es

Cálculo de viga alavanca

Cálculo do momento fletor


e

t -

O momento máximo sobre a viga é negativo e vale M MAX = P x e, em que P é a


carga no pilar e e a excentricidade.
A excentricidade depende das dimensões da sapata sob a viga. A carga
transmitida pela viga à sapata é igual à carga do pilar.
A sapata é dimensionada como sapata isolada com carga centrada, ver
Dimensionamento de sapatas isoladas, página 155.
A viga alavanca fica sujeita também a urna força cortante máxima igual a Q MAX = P.

2 - Cálculo da armação da viga alavanca

Com os valores de MMAX e QMAX são calculadas as respectivas armações. A


seção da viga é adotada e verificada pelo valor C ~ CuM, conforme já visto.

Exemplo:
Considerar, no exemplo anterior, o uso de viga alavanca.

J'
i P = 20 tf pilar qualquer

A as= 2,5 kgf/cm2


LAPITU~O '6
D1<n€ siono,iw to dos f ,nJo-õcs

1 - Dimensionamento da sapata 51 (sapata centrada)

P = 20 tf as= 2,5 kgf/cm2


p
SSAP = ---=-
as

SSAP =
20.000
2,5
= 8.000 cm2

Considerando a sapata quadrada

A= B = \jB.000 5! 90 cm

20cm
,..._

✓ -
e = 90 - 20 = 35 cm
2 2

90cm

2 - Momento fletor máximo e força cortante máxima


Mmox = Pxe
Mmox = 20.000 x 35 = 700.000 kgfxcm
Qmox = 20.000 kgf

3 - Cálculo da armação

Adota-se como seção da viga: 20 x 60 cm

a) - Momento fletor

M
C = -2
bwx d

200
C PITULü 16
L m na

e = 100.000 7 7
5: l 0,8 kgf/c m < 28 kgf/cm OK!
20 . 5 i
MA
A F= - - -
2.500 . d
700.000 7
AF = = 4,9 cm
2.500 . 57

Adota-se 0 16 mm => AF1 0 = 1,98 cm 7


4,9
Número de borras = -- 5: 3 borras
1,98

b) - Força cortante
QMAX
AF ESTRIBO=
20,d
20 000 2
AFESTRIBO = O -= 17,5 cm/ m
2 • 57

Lembrar que a área de estribos é calculada para um comprimento unitário de l m.

Escolhe-se, para diâmetro do estribo, 0 8 mm


2
AF 1 0 = 0,5 cm => AF 1 ESTRIBO = 2 X 0,5 = 1 ,o cm 2

17,5 b
Número de estibos =- - 5: 18 estri os
l ,O
100
Espaçamento = -- ="' 6 cm
l7

Resumindo:
estribo
3 0 16 0 8 c/6

D
,,,,,, ,,,,

o~
20

2 0 l 6 (armação construtiva)
CA.,lflhü 6
D me:;11s,o'"lame 1k 110s f1.,nd~çoes

Dimensionamento do radier

Determinação das dimensões do radier


Como já visto, o radier é uma fundação direta que engloba todas as cargas que
chegam à fundação sob uma única placa de concreto armado. Ao contrário da
fundação de sapatas isoladas, em que se recomenda solo de apoio com SPT
maior ou igual a 8, pode-se pensar no uso do radier em solos com SPT maior ou
igual a 4.
Como também já visto, a função do radier é tomar mínimos os efeitos dos
recalques diferenciais, daí ser necessária, para melhor comportamento, uma
adequada rigidez da placa de concreto.
Para determinação das dimensões em planta do radier, usa-se o mesmo processo
usado para as sapatas: a tensão aplicada ao solo deve ser menor ou igual à
tensão admissível do solo (taxa do solo).

t-

~ ~ ~
P1 P2 p3
,t_

A
~ A co
p4
Ps P6
~ ~

Corte A-A

ÁREA DO RADIER = AR
Em que ãs
l:P = soma de todas as cargas b
so re o radier

202
6
1 t

as - tensão admissível d o solo


AR= A X B

Para que as tensões no solo sejam uniformes, é necessário que o centro de


gravidade dos pilares coincida com o centro de gravidade do radier. Por isso,
deve-se, após definida a área do radier, determinar o CG das cargas e impor
esse ponto como CG do radier.
Para determinação do CG das cargas, procede-se da seguinte forma:
À

;o.,
::i .\'.'2
X3

)'l
-- CG:
- - - - - .
- - - - - - - ·- -·- - - -
1

~p3
)'2

)'3


LRx
X

A dotam-se duas linhas de referência, uma na direção x (LR,) e outra na direção


y (LR_1).
Supondo ser Pl , P2 ... as cargas nos pilares, tem-se:

y = posição do CG em relação a LR\'.


P, = cargas nos pilares

y; = distância dos pilares ao eixo LRx

LP, X X,
x =---

X = posição do CG em relação a LRy


P, = cargas nos pilares
x, = distância dos pilares ao eixo LRy

Uma vez detenninada a posição do centro de gravidade das cargas, distribuem-


se as dimensões do radier de maneira que o seu CG coincida com o das cargas.
CAPITULO 16
!)1m?ns1onomento dos fundaçoes

..

radier
l- ~
Pi
P2
~ cojN

CG .. ~ co

~
p3
cojN
1
p4~
-- -- t
(:

A A
2 2
A

Cálculo dos esforços (momento fletor e força cortante) que


atuam no radier
O radier, do ponto de vista estático, comporta-se como uma laje de piso
convencional só que de cabeça para baixo, ou seja, uma laje apoiada nos pilares
recebendo como carga a reação do solo, ou seja, a tensão aplicada ao solo.

]
l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l as (

1
"°"
l l l l l l l l l l l l l l l l l l l l q = as
1

J'

Como estaticamente o radier comporta-se c . .


pode-se usar as mais diversas solu ~ orno
.
uma la1e · · ·d
:.1 convenciona1mvert1 a,
çoes, tais como:

204
(A Ir LO 16
1> r11 r .,1 r ,;im 110 dos fv,do oes

a) Laje, viga e pilar

b) Laje nervurada, viga e pilar

c) Laje em grelho com viga periférica apoiado diretamente no pilar

d) Laje em grelho sem viga periférica apoiada diretamente no pilar

e) Laje cogumelo - laje maciça apoiado diretamente nos pilares

Neste livro será eshtdada a primeira solução, que é a mais utilizada. Assim , 0
esquema estrurural do radier ficará da seguinte forma:

v/,, ½ ~

Li L2
balanço
da laje V2 Pc; P6
I'.% ~ co

L3 L4
..,. -o
> V3 >"' >
~,;: ½ ~
Ps

As lajes serão calculadas como lajes maciças apoiadas nas vigas, sujeitas às
cargas decorrentes das tensões no solo.
Para cálculo dos momentos fletores das lajes, são utilizadas as tabelas de Marcus
(ver livro Estruturas de Aço, Concreto e Madeira - Atendimento da
Expectativa Dimensional, do mesmo autor, páginas 226 a 231 ).
Para a detenninação dos momentos fletores e das forças cortantes das vigas,
deverão ser calculadas inicialmente as cargas que as lajes depositam nas vigas;
em seguida, deve-se usar o processo apresentado no livro citado, à página 234.

Dimensionamento da armação
Para cálculo da armação das lajes e vigas do radier, usam-se os mesmos
processos apresentados neste livro para dimensionamento de armação de sapatas,
de vigas baldrames e de vigas alavancas. Lembrar apenas que, para as lajes, o
cálculo da armação devida ao momento fletor é feita para uma faixa de l m de
lagura e repetida para o restante da laje, o que faz com que, no cálculo, a largura
bw da laje seja igual a 100 cm ( l m ).
Exemplo d'çõcs abaixo: b)- C
Dimensionar o radier para as con 1


fill

~
Ps

6m 4m

Taxa do solo =l kgf/cm 2

Pl _p3 _p4 _P6 = 20 x 20 cm


P2 - PS= 30 x 20 cm
Pl = P4--e 18 tf = 18.000 kgf
P2 - PS= 30 tf = 30.000 kgf
P3 = P6= 6 tf = 6.000 kgf
Da rr
a) _ Dimensões do radier
LP
AR= - -
as
2 18.000 + 2 x30.000 + 2 x6.000
X

2
AR== l 08.000 cm

A área de projeção dos pilares é:

A = (400 + 20), (l .000 + 20) = 428.400 cm 2


u u
largura do pilar largura do pilar
1020
Nota-se que a área de projeção já é maior que a área necessária.
(AP,TU~() 't
[>~ n .-me', .h'Jrt.n e

b) - Centro de gravidade dos pilares


/\
LR .r
P1 P2 p3
~ ~ ~

E
"-1"

LRx>
~ ~ ~

Ps P6
6m

1O m

X =---

Pl x O + P2 x 6 + P3 x 1O+ P4 x O + PS x 6 + P6 x 1O
i = - - -- - - - - - - - - - - - -
Pl + P2 + P3 + P4 + PS + P6

30. 6 +- 6. 1o+ 30. 6 + 6. 1o


X=----------
2 x l 8 + 2 x 30 + 2 x 6
480
X= - - =4 44m
108 I

Da mesma maneira, tem-se:


18 4 + 30 4 + 6 4
X X X
y=-------
108
_ 216
y = - - =2 OOm
l 08 '

A
LRy
P1 p3
~ ~
E
N

E
N

~ ~ " LRx >


Ps P6
4,44 m 5,56 m
CAPITULO 16 (
~>1mt_ns1o"O'"" ento do fJ..-,docoe:s [>

_ d radier deverão ser:


- un iforme, as dimensoes o
Logo, para se ter tensao
6m - _}_ 4m }
f l ,32 m ~ // p
3
,,._

P1 ,
1
V1 P2
~

1 1
: 1
L3
l1 L2
1 1 E
CG• ' o
N
-q-
1
..,. 1 -o
M
> >
U")

> >
V2
f
Ps

f 5,66m 5,66 m

. - do radier passam a ser:


Para essa situação, as dimensoes Ad
arn
A = l l ,32 m

B = 4,20 m

Nestas novas condições, as tensões aplicadas ao solo devem ser recalculadas.

IP,
as=- -
AR

108.000 kgf 2
as= - - - - - - 5!! 0,23 kgf/cm
1.132 cm x 420 cm

Como se pode ver, a tensão no solo é bastante baixa, daí admitir-se o uso de
radier em solos mais frágeis que aqueles recomendados para sapatas.

Co
e) - Cálculo dos momentos fletores e forças cortantes nas lajes e vigas
Como já visto, a carga que atua nas lajes do radier é igual à tensão aplicada ao
solo.
q = as= 0,23 kgf/cm2
2
Sendo 1 kgf/cm = 1Otf/ m2
2
q = 2,3 tf/ m
Ad

208
1 f

l\ llHn~ntos lktnr~s nas laje:-.

l.1 ô uma laje 01 nioclo cm uma só direção (L > 2~ r)

1,22 117

2
q, r1 2' 3' 1' 22 = 0,43 tf,m (momento negativo)
X
8 8
'2
2,3, 1,22 0,25 tf,m (momento positivo)
M=~
14 14

:\dotando-se uma espessura para laje, por exemplo 1O cm, pode-se calcular a
annaçilo para os momentos acima.

poro fck 20 MPo - 200 kgf/cm 2

CuM O, 14 x 200 28 kgf/cm 2

poro X = 0,43 tf,m = 43.000 kgf.cm

bw 100 cm (faixa de 1 m)

d - h - 2 cm (altura útil da seção)

43.000 2 2
e= 1. = 6,7 kgf/cm < 28 kgf/cm
l 00 X 8

Como C está bem abaixo do limite, a altura da laje pode ser diminui da.

Ar- = M
2.500 x d

43 .000
= 2, 15 cm2
2.500 X 8
Adota-se 05 mm ~ A10= 0,19cm2

209
,i f nda <;
I , , rJ 1

Portanto,
Número de barros -- 2,15
0,19
11 barros

1OO 1O cm
Espaçamento =
10
Logo, a annação será: 0 5 mm c/l O cm _ , _ .
_ - d erá ser invertida em relaçao a armaçao dos pisos
Atcnçao: a armaçao cv
convencionais. 0 5 c/1 o Uma
mame
1 as arr
1

-
r' 1,32 = o 33 m 6
,~0 - 1,55 m (comprimento
4 4 ' do borro)

As demais lajes serão calculadas de maneira semelhante, observando ainda


que as lajes L2 e L3 são annadas em cruz e que os momentos fletores positivos
e negativos deverão ser calculados com auxílio das tabelas de Marcus.

- Para determinação dos momentos nas vigas, é necessário determinar antes Por ex
as cargas das lajes sobre elas, lembrando o seguinte:
poro lajes armados em uma só direção
q1J
qv=--
2
Em que q. = cargo na viga
qL - cargo no laje

P = vão menor do laje


poro lajes armados em cruz

210
1..AP1tJL() 16
[>, ....,,, onorrenlo dos fundoc,c>cs

- viga do vão menor


qLx f'
qv= - -
4

- viga do vão mo,or

qv = qLx (I .(2 -~)


s 4 L

Uma vez determinadas as cargas das lajes na viga, são calculados os


momentos fletores e as forças cortantes máximas e, com eles, dimensionadas
as armações.
- Cargos nos vigas

q r r e = 2 30tf/m
- •-, (2--) = 3,07tf/m ~
E4 L E E 4 , E
~ ~ ~ ~
o o o o
M, ~ ~ M,
N Le N N Ld N
li li li li li li

;,IN :1N ;,I~ :1~ :1~ i1~


O
q xf x{2
4
_!_) = 3 07tf/m
L '
qX
4
e= 2 ' 30tf/m

Por exemplo, para a viga VS


q = 2,30 + 2,30 = 4,60 tf/m
(Le) (Ld)

gi l l l l l l l l 1: ~ 4•6 tf/m

~
4m
2
M =~
8
2
46 4
M= ' 0 x ,0 = 9 20tfxm
8 '
Q = q xf
2
Q = 4,60 X 4,0 = tf
9120
2

21 1
e p I Jl ) 6
l 'J
f .J
<JG
(
[11m r

. de 20 '60 cm
para M 9 , 20 tf' adotando vrga
A
e - 920.000
2
= 14,7 kgf/cm2 < CuM d
20X 56 H

M ªI
AF = e
2.500 • d
920.000
o
AF = = 6,6 cm 2 se
2.500 56 X

2 A
Adota-se 0 16 mm => Ai 0 -- 1, 98 cm

_ 6,60 == 3 1 3 barras
Portanto, Número de borras - 1, 98

Adota-se 4 barros de 16 mm . .

Lembrar, novamente, que essas barras devem Ser colocadas invertidas.

4 0 16

A
de
pc

Quanto aos estribos não há novidades, o cálculo é feito da forma convencional.


usando a força cortante máxima, neste caso 9,20 tf.

Dimensionamento de estacas

Capacidade de carga das estacas ,


As cargas admissíveis das estacas apresentadas no texto do Capítulo
deste livro, em função do diâmetro, são cargas máximas possíveis em função A
da resistência do corpo da estaca. Porém, essas cargas nem sempre refletem
os valores realmente possíveis de serem transmitidos ao solo. Como se sabe,
a transferência de carga ao solo se dá pelo atrito entre a estaca e o solo e ª D
reação devida à sua ponta, depende portanto, além do diâmetro, do
comprimento da estaca e do tipo de solo atravessado por ela.

212
As fórmulas teóricas para determinação da capacidade das estacas são de
d1ficil utilização.já que ex igem o conhecimento de parâmetros muitas vezes
impossí\ eis de serem obtidos com precisão. Por isso, neste livro será
apresentado um processo mais simples. proposto pelos pesquisadores Decourt
e Quaresma e que é muito uti lizado.
O processo baseia-se no conhecimento do S PT (N) do solo apresentado na
sondagem a percussão.
A capacidade da estaca é dada pela seguinte relação:

Em que
qs = o resistência ao atrito

qp = o resistência de ponto

f comprimento do estoco

Ae = área lateral do estoco

Ap = área do ponto do estoca

Os coeficientes e.e e Bdependem do tipo de estaca e de solo

A área da ponta da estaca - Ar - é considerada em função da área de projeção


da ponta da estaca e não efetivamente da área da seção transversal da
ponta da estaca ou seja:
o 0 b

seção transversal
~ b
I h

b
a 0

área da ponta
~ b
~
A parcela qs, devida ao atrito lateral é calculada da seguinte forma:
1 h

Nm
qs = - + 1 (tf/m 2)
3
Deve-se aplicar a esse valor um coeficiente de segurança igual a 1,3
q.
qs - -
1,3
,.. APIT dLC ló I ndar.;oc5
:.J n ,on1en C'OS

Tao longo do comPrimento r considerado


, ,dia dos pontos SP
Em que Nm e a me pio: , •
para a estaca, Por exem

=5m

r~
f'
(

8 +_
(2+6+ l 2 +_ 15)
Nm= 5 ,,5
Nm = 8,6

Portanto,
8,6
q,=3+ 1 = 3,87 tf/m2 ~i135:
q, _ 3,87 = 2,97 tf/m2 32
q, = 13 - 1 3 ~ .
. de, ponta e, dada pela seguinte relaçao.
A resistência

qp = K • N (tf/m') l 4 .
Deve-se aplicar
. a esse va lor um coefi1c1en
. te de segurança igua a
qo
qp = -

Em que K e, um 4coefi1c1cn
. te que depende das caractensticas
, · d o solo e N é o
SPT na ponta da estaca.

-- Oi
Tipo de Solo K (tf/ m2) ap
argila
12
silte argiloso
20
silte arenoso
25
areia
40

Pode ocorrer que abaixo da ponta da estaca exista um solo cuja resistência,
indicada pelo SPT, seja inferior à do solo em que esteja assentada a ponta.
Neste caso, deve-se considerar a influência das camadas menos resistentes
a uma profundidade da ordem de l O vezes o diâmetro da estaca.
o valor de N será a média dos valores obtidos nessa profundidade.

214
2

2
1 5

0 25 cm
1 1~

1 12
15

1 18 (silte arenoso)
10 1O. 0 - 1O• 25
:. I 250cm 2,50 m

1 2~

28

(18 + l O + 8)
N 12
3
qp K. N (tf/m)

qp 25. 12 300 tf/m 2

300
qp 2,97 tf/
1,3 m

Os coeficientes de u e 11. que dependem do tipo de estaca e do solo, são


apresentados nas tabelas 1 e 2.

Coeficientes de ex
Tabelo l

-
~
Escovado
Escovado Hélice Micro
com lama Raiz Pré-
em geral contínuo estacas
betonítico mo ldados

argilas 0,85 0,85 0,30 0,85 1,00 1,00


solos inter- -~--
0,60 0,60 0,30 0,60
mediórios 1,00 1,00
areia 0,50 0,50 0,30 0,50 1,00 1,00
P,Tl I C 1
' , n 1 •n :l e; t n

Coeficientes de fi
Tabelo 2
Tipo de
~ __,..--- -- Micro
----,

Pré-
1

Escovado Hélice Raiz moldadas


Estoco Escovado com lama estacas
em geral betonítico contínua
Tipo
de Solo
3,00 1,00
0,90 1,00 1,50
argilas 0,80

1,50 3,00 1,00


solos inter- 0,65 0,75 1,00
mediários
1,50 3,00 1,00
areia 0,50 0,60 1,00

Dimensionamento da seção da estaca


As estacas em geral são dimensionadas como pilares sujeitos a compressão
simples, desconsiderando os efeitos de flambagem.
Pode-se prescindir desse dimensionamento, usando as capacidades máximas
admitidas para cada tipo de estaca em função das dimensões de sua seção
transversal, apresentadas no Capítulo 7.
Caso se queira calcular a armação usa-se a seguinte relação:

(2 x P- Ac. fck)
p = ------'-
(f'y. Ac)

Ac também representado po r Aconc

AA também representado por Aoço


Em que
p - taxa de armação do corpo do estaca

Aoco
P = -A logo Aoço = P x Aconc
cone

Ac = área do seção transversal da estoca

fck '-' resistência característica d


o concreto usado no estaca

f ' v= tensão de escoamento o e -


ompressao do a d
(poro CA 50: f 'y = 4 200 k f/ 2 ço usa o na estaca
· g cm )

Se P ~ O, usa-se armação mínima


AF == 0,5%, Ac
CAPÍTULO 16
D,rne ,s,ono'l1enlo aos fJraoc:,ue<;

Exemplo
Determinar a capacidade de carga da estaca, nas condições apresentadas
na figura, considerando as seguintes possibilidades: broca, estaca Strauss e
hélice contínua.

0 = 25 cm
-n -------1--~------,-------=~~~~1:~:---

-' -------t;:-----i_e_:_~°'------------
1O I argila silto-arenosa
' 18 •

25
------------------------------------·
22
~ 28 silte arenoso

135

Qc = B X qsxAexfl + a X qPxAp

qp = K x N (tf/ m2)

N = 18 (ponta da estoca)

K = 12 tf/ m2 (tabela da página 214)

_ 216
qp = 12 x l 8 = 21 6 tf/ m 2 ~ qp= - - = 54 tf/ m2
4
Nm
qs = - + l (tf/ m2)
3

Nm= (2 + 3 + 8 + l 5 + 1O + 18)
6 = 9,3 adota-se Nm= 9
9 - 4 = 3 1 tf/ m2
qs = - +l = 4 tf/m 2 ~ qs = -
3 1,3 /
2 2
Ap = Jt • D = Jt x 0,25
= 0,05 m2
4 4
1
A _ rr, D • 1,00 m 1[ ~ O' 25
1 00JI '
m s 0,79 m

/ 6 m J)
a) _ Para broca e estaca Strauss (esca vada em gera
u 0,85 (argila)
/J 0,80 (argila)
Qc - /~ . qsxAox {' Tu • cjP,Ap

Qc 0,80x3, 1 ,0,79 x 6 + 0,85 54 0,05 X x

Qr - l l ,7 6 i 2,30 = 14 ,06 tf .
. O valor mu lti Plicando O resultado por 0,5
Para broca, convém reduzir
para broca Q - 0,5 x 14,06 -= 7,03 tf

b) - Para hélice contínua


(J. 0,30
B= 1,00
Qc = r1 • qs x ~ , { + u • qP, Ap

Qc l ,00x4 x0,79 6 X + 0,30 216' 0,05


X

Qc. = 18,96 -+ 3,24 - 22,20 tf

Conclui-se, dos cálculos acima, que a estaca hélice contínua desenvolve


melhor o efeito de atrito, portanto esse tipo de estaca é mais eficiente para
comprimentos maiores e maiores diâmetros.

Dimensionamento de tubulões

Capacidade de carga dos tubulões


O tubulão transmite a carga ao solo principalmente através da sua base;
entretatnto, pode-se também considerar o efeito de atrito lateral do tubulão
com o solo, o que permite seu melhor aproveitamento. Recomenda-se,
entretanto, desconsiderar o atrito lateral no trecho inicial de l 50 m de
profundidade. ,

Para tubulões com bases alargadas, deve-se também desprezar efeito do


O
atrito em um comprimento igual a um diâmetro do foste, acima do início do
alargamento.

218
CAPITULO 16
:)ir-1ensiO'lO'ilento aos fvndoções

Em virtude da grande imprecisão na obtenção dos parâmetros utilizados no


cálculo da resistência da altura do fuste do tubulão, normalmente se despreza
esse efeito, em favor da segurança.
O dimensionamento da base do tubulão é feito de modo semelhante ao da
sapata isolada.
p
Ab= -_-
as
Em que
Ab = área da base, que pode ser circular ou composta de semicírculos e
retângulo, denominada falsa elípse

2
Abose = Jt 406 X


.J:J
o

Abose = Jt x Rb2 + 2 Rb x B
"' +
Db B

P = carga sobre o tubulão

as = tensão admissível do solo ou taxa do solo na cota de


assentamento do tubulão

Recomenda-se que o tubuJão seja assentado em uma cota onde õs ~ 4 kgf/cm 2 •


Lembrar ainda que, para evitar armação na base do tubulão, deve-se prever
um ângulo de inclinação da base maior ou igual a 60º, como mostra a figura.

f
1/
I

~ 15 cm

Db
Para obter esse ângulo, deve-se ter:

H = 0,87 x Üb
n'o dus fu.,a:içoes

tr mínimo que permita o


O fuste do tubulão deve apresen tar um diame o·nda verificar o diametro
. • A
A

trabalho do operário. por exemp lO 70 cm. De\. e-se


- a1abaixo·
do fuste em função da carga atuante pela re 1açao ·
p
Ar = - -
a con,

Em que 2
n x Dr (Di = diâmetro do fuste)
Ar = área do fuste =
4
P == cargo atuante

a conc = tensão admissível à compressão do concreto


ã conc = 0,38 fck
Para armação do fuste, desde que as carga~ ~ejam apenas de compressão e
não ultrapassem 300 tf, pode ser adotada a mm1ma.

/:v..ço = 0,5 % x AF
2
0,5 n x DF
/:v..ço =- X ---

100 4
2
0,5 1[ X 70
/:v..ço == - X - -

100 4
'I. •
/:v..ço = 19,2 cm ou seio 15 0 12,5 mm

O comprimento total da armação é de 300 cm, deixando-se 50 cm acima do


tubulão para ligação com o bloco.
Para cargas maiores que 300 tf, a armação será calculada como pilar sem
flambagem.

(2 x P - Ac x fck)
P=-----
(f'vxAc)
Emq~ A.
- = -/'V\ÇO
P = toxo do ormoçoo
Ac => /:v..ço = p x Ac
P = cargo sobre o tubulão
2
Ac = área de concreto do fuste == Jt x Oi
4
f 'y = tensão característico de escoamento
O
c - d
(poro CA 50 => fy '== 4.200 kgf/cm 2 ) ompressao o aço

Ver exemplo de aplicação dessa relação na página 22 .


2

220
(AP1TULO 16
~'1-ricns1orion ento dos fJndo oes

Exemplo
2
Dimensionar o tubulão para carga de 250 tf e um solo com taxa igual 2,5 kgf/cm •

Concreto usado fck = 200 kgf/cm2 •

a) - Dimensionamento da base
p
Ab::cc--
as
250.000 2
Ab = - - - = l 00.000 cm
2,5

Considerando base circular, tem-se:


2
Jt X Üb
- - = 100.000
4

Üb - \ 4 ~ 100.000 - 357 cm
~ rr

a)- Dimensionamento do fuste


p
A,
a =

Se
O conc: = 0,38 fck
2
O conc - 0,38 x 200 - 76 kgf/cm

Logo
250.000 2
Af= - - - e3.289cm
76
2
rr . Dr
- - =3.289
4

4 X 3.289
D1= { == 65 cm
Jt

Para facilitar a execução adota-se Dr = 70 cm.

A altura H será:
H = 0,87 x Db ~ 0,87x357 = 310 cm
CAFÍTULO 16
D,men~1oramento dos f..indaçoes

, . .á ue a carga é inferior a 300 tf.


A armação do fuste será a armação mimma, J q
Portanto, adota-se 16 ou 12,5 mm.

, 70 cm l
Es
u
ol()
15 0 12,5 c/300 cm

E
u
oL{)
N

E
u
o

f 15 cm
t
taxa do solo = 2,5 kf/cm2
t-
357cm

(•) Para facilitar a execução a Norma recomenda limitar a altura da base


em 2,0 m.
Se for feito o cálculo como pilar, teremos:

(2 x P- Ac x fck)
p = - - - --
(f 'y x Ac)
2
j[ X 70 2
Ac = - - - = 3.848 cm
4

P = 250 tf = 250.000 kgf

2
f 'y = 4.200 kgf/cm

2
fck = 200 kgf/ cm
(2 x250.000 - 3.848 X 200)
p = --------...:....:..2
(4 .200 x 3.848) = - O,Ol 7 < O ~ armação mínima

Portanto, p = 0,5 % de AF, como já foi calculado.

222
CAPIT JLO 16
O mersionomento dos funda -:>cs

Dimensionamento de blocos sobre estacas ou tubulões

Bloco para uma estaca


Neste tipo de bloco, a carga do pilar é praticamente transmitida diretamente
à estaca. No entanto, nesta transmissão são aplicados ao bloco esforços de
tração e de compressão que exigem o uso de armação.

r 1
,-J~~-
,--,--------""1--1
1 1 1
-o GT 1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
GT
..
l Ocm ; ,-----. ,_
1
1
1 1
1
1
1 '
Corte

R
lac
r 01
r-------------1
1 1
1 .---------., 1

@]
1 1 1
1 1 1
ar
o .. 1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
ar
..
1 1 1 1
1
1 '---------1 1
1
1
'--------------~ 1

a
,-

l01
Planta

As forças de tração serão absorvidas por estribos horizontais e a de


compressão por estribos verticais, normalmente colocados em diagonal.
A tensão de tração é uma parcela da tensão de compressão.

OT = 0,25 x Oc

A tensão de compressão é dada pela relação:

p p
Oc= - - = - 2
a xa a
Logo,
p
OT = 0,25 X - 2
a
A ITIJ r, 6
[ n 1 dr.

_ !ti licada da pela área o. d


A força de tração é igual à tensão de traçao mu P
(área lateral do bloco).
T = Or xÀreo

T a x (o x d)
Logo,
p
T = 0,25. - 2
, (o x d)
o

T= 0,25,~
o
A área de annação necessária (estribos horizontais) é dada por:

T
Aeh=--
OTaça
Em que
Aeh = área do armação horizontal

(Jr aço= tensão admissível do aço,


que poro o aço CA 50 é OToço = 2.900 kgf/cm 2

0,25x Pxd Pxd


Portanto Aeh = 00 ==
2.9 x O ll. 600x o

A armação vertical é calculada como se fosse um pilar de concreto armado,


. a taxa de annaçao
sem fl ambagem. A ss1m, ~ p -= - Aaça
- e' d ad a pe la seguinte
.
relação: Acanc

(2 xP - Ac xfck)
p=
(f'v x Ac)
Em que
2
Ac = a . a = 0 (área em planta do bloco)
2
fck = 200 kgf/ cm (concreto nonnalmente usado)
2
f'v = 4.200 kgf/ cm (aço CASO)

A área de armação é dada pela seguinte relação:


2
Aev= p , o
Em que
Aev = área de armação do estribo vertical

p = taxo de armação
a :c.c dimensão do lodo do bloco

2?4
l PITU O l ti
[ li n~ nomc>r to d'J ru.,c.c oe

Se p :=; O, usa-se armação mínima: pm,n = 0,2%

Exemplo
Calcular as armações do bloco, para carga de 30 tf e uma estaca 0 = 25 cm .

a)- Dimensões do bloco

20 = 50 cm= ~
a
-o
li o
E li
V.
o E
LO u
1
oLI) /
, '\
1
1 1
lSl li \
' ... __ .... ,
I

N
lSl
10cm N

0 25 cm

b)- Annação horizontal


Aeh = __P_x_d_ 30.000 50X

l l .600 x a 11.600 X 50
2
Aeh = 2,6 cm
Adota-se
Estribo 0 6,3 mm (A 10 = 0,3 l cm2)

Número de estribos = 2 x2O


,631 = 4_,2 estribos, adota-se 5
_ ' estribos
cada estribo
tem 2 armações

e)- Armação vertical


2
Aev = p X a = p X 50 X 50 = 2.500 X p

p = (2 xp - Ac xfck) = (2 x30.000 -50 x50. 200)


(f 'y x Ac) (50 x 50 x 4.200) = - 0,04 < O
P < O .". pm,n = 0,2%
( \Í T( J ]6
, to la f ndc e, ,

Aev p 2 500 o, 2 X 2.500 5,00cm


100
Adota-se
2
Estribo 0 12,5 mm (A 10 == 1,25 cm )

Número de estribos 5,00 =2 estribos


2 X 1,25

Bloco para duas estacas

d é normalmente adotado

r
1 ',
igual O 1,5 0 da estaca

a
""O
1
'' , ' li
1
1 '' '
1 '1
1
1 '' ' ~-', &
10cm ' N

0 0 2x

~ ,..
X X

Para o cálculo da armação do bloco de duas estacas, em razão da s ua


rigidez, será usado o processo denominado " método das bielas". Neste
processo, considera-se a existência de uma treliça interna submetida a forças
de tração e de compressão. A força de tração será absorvida pela armação
e a de compressão pelo concreto.

Para efeito da detenninação da força T a reação R , .


e. · 1d ~ '
a 1orça nomma a estaca e nao a que realmente oc na estaca sera
r. . _ considerada
OtTe em 1unçao da carga P.

226
,,. AP ,LO 16
ü1r- s,-,,a en•o dos fu,,daçoes

O estudo do equilíbrio da treliça (IFH = O, IF = O, I "' = O) nos fornece o


seguinte resultado:

T = _R_,_x_
·_ T
, C=--
0,85xd cosa

A annação principal será dada pela seguinte relação:


T
A pnnc = --
O oço

Rxx
A pnnc = _ O Toço (CA 50) = 2. 900 kgf/ cm2
0,85 x d x O oço
Rxx
Apnnc =---
2.465 x d

A compressão no concreto deverá ser verificada tanto junto ao pilar como


junto à estaca.

APllAR

r
A ESTACA

Ab = área de compressão da biela i-----..._

Em primeiro lugar, verifica-se qual é a menor área, se a do pilar ou a da


estaca. Essa área será usada para calcular a área Ab da biela.

Ab = A x sena

a

A

227
A tensão de compressão na biela será:

a- e T
1-J-, A x sen u. • cos <t.

R,x
ac= - - - - - - - - -
0,85. d• A, sen u. . cos <t.

A tensão de compressão deverá ser inferior ao limite de compressão no


concreto.
de::; 0,85 fck

Deverá ser, por último, verficada a tensão de cisalhamento:


R
-r = 1,5, - - ::; 0,18fck
a,d

A armação para estribos será calculada para todo comprimento do bloco


igual a:

Aesfribo = 0,3 Apnncipol

Exemplo
Dimensionar as armações para o bloco:

dimensão do pilar: 30 x 30 cm
concreto:
fck = 20 MPo
ou = 200 kgf/cm 2

estoca p/ 30 tf
0 = 32 cm

Para a situação acima, as dimensões do blo _


co serao :

228
L.AF ~ JLO 16
m 1c am '1 1o J s f r.do oes

lSl
L[) u
E
§ lS) --, ... - ... , ' CXJ

~
I \ ..- ""1"
1
, __ 1
'
\
1
, .... _...I r-7
'<:!"N
\
I
: 10~m
::9,

10 30 10
(32 cm) (96 cm) (32cm)

Arredondando os valores, tem-se:

Eu -o Eu
o o 1..()
~ --0
l Ocm ;

30 2x 30
(96 cm)
30 96 30

cos a 0,65 e sen a = 0,72

a) - Armação principal

Apnnc
Rxx
= -- 30.000
- - -_ - - -x48
- -- l l ,l cm 2
2.465 xd 2.465 x 50
Adota-se
0 16 mm (A 10 = 1,98 cm 2)
l lJ b
Número de barras = - - = 5,9 arras, adotam-se 6 barras
1,98

b) - Verificação da tensão de compressão

Rxx
ac=---------
0,85 x d , A x sen a x cos a

2
Apilar = 30 x 30 = 900 cm
2
Jt X 32 2
Aestaca = - - - = 804 cm
4
e APÍTCLO 16
í1,meris10,o.,,..ento dos f~mdoções

Portanto,
2
ar .- _ ____::3:...:0_:.0_0_0_. 4_8_-:-::-;:: - 90 kgf/ cm
- 0,85 50 804 0,65 , 0,72
X X X

2
a comp = 0,85 x fck = 0,85 x 200 = 170 kgf/ cm

ac < ã comp OK

e) - Verificação da tensão de cisalhamento

,: = 1,5 x _R_ = 1,5 x 3o.OOO = 13,8 kgf/cm 2


o xd 65 x 50
,: = O, 18 xfck = O, 18 x 200 = 36 kgf/cm 2
,: <,: OK

d) - Annação dos estribos

Aestribo = 0,3 x Aprincipol = 0,3 x 11,7 = 3,5 cm 2


Adotando

0 6,3 mm (A 10 = 0,31 cm 2)

Número de estri bos = 2 X3,5


O
,31
= 5,6 estribos, a dotam-se 6 estri bos

Espaçamento entre estribos (e) comprimento do bloco


= -----'-------
número de estribos - 1
156
e= -5- = 31 2cm

'
I

Adotando espaçamento máximo de 20 cm

2 0 1O (porta estribos)

,,
E

l - - ,11/h' - 1
D D
d
a

estribo b
0 6,3 c/20
L-<:: t::>-.._

6 0 16

230
Arma«jÕO de bloco para 3 estacas

O processo de cálculo da armação desse tipo de bloco será o me:::imo usado


para bloco de duas estacas: o método da bielas.
os blocos de três estacas, as armações podem er distribuída da e taca
para o centro de gravidade dos blocos ou paralelas aos lados do bloco.

CG

ou

a) - Armação dirigida para o CG do bloco

CG

Corte A-A

Valem todas as relações deduzidas para o bloco de dua estaca .


Rx.r
Apnnc = - - -
2.465 . d
Em virtude das dimensões do bloco, podem er dis ens , .- ,
de tensões de compressão e cisalhamento re . ~ adas _as' en_ticaçoe.
armação principal. ' umm o-se O calculo a área da

b) - Armação paralela aos lados

CG
Como se pode obscn ar pela figura anterior. as forças de tração paralela
aos lados do bloco são menores que a calculada cm relação ao CG do bloco.
Para facilitar o cúlculo e a frnor da segurança. pode-se adotar a mesma
armação calculada pela relação já vista anteriormente.

R• \'
A,
2.465, d

Exemplo
Dimensionar a armação para o bloco.
(96cm)
30 r- 85 tf
CG
,--
' '
,
..,
, 1
1
'
1
I /
, '
1
,,. (J., 1
, f"' •___ ..1
__

,-.
'
I
__ , '
1
' '

R - 30 tf i \'
30 tf
(55 cm)
Adotam-se
3 estocas poro 30 tf (0 = 32 cm)

R,x 30.000, 55
Aprnc - ---
2465 d 2 465,55 - 12,2cm2

Adota-se

0 16 mm (A 10 = 1,98 cm )

Número de borras = ~ "" 6 bo rras


1,98

ou

232
- . r as armações principais na posição, deve-se prever um anel superior

para t 1
e um inferior de 0 12,5 mm.

ou

0 12,5 mm

Arma~ão de bloco para 4 estacas

1',.este caso também é possível adotar-se dois posicionamentos para as


annações dirigidas para o CG ou paralelas aos lados do bloco.
As trações no primeiro caso, como já foi mostrado, são maiores que no
segundo caso. Aqui também, para facilitar o cálculo e a favor da segurança,
será adotada a am1ação calculada no primeiro caso.

CG

,---, ~
1 '
1 1
\
, .. _...... I

10cm

10 30 10

R,x
Aprmc = ----
2.465 x d

São dispensada t b, . ~
cisalhamento. s, am em, as venficaçoes das tensões de compressão
poc
n,al
Exemplo
a la
Dimensionar o bloco.
por
ir== 70 tf de
b lSl ---' "!-
" --- '
' ''
li)~
:-: E
, I'
-- , '
1
f::!.. 1 \

'
I
1 u
' L!)
-o LI)
b lSl
li) CV) ~ 10cm
~
I ---' I --- '
b lSl '
1
,I' '
\
'
,' '
li) ~
' Ot
f::!..

10 30 10
(25 cm) (75 cm) (25 cm)
Adotam-se
4 estocas poro 20 tf (0 = 25 cm)

2 2
,, X= ~ 37,5 + 37,5
, ' 1
, 1
,, 1

, ' 1
1
, 1
,e. _______ , x = 53 => adoto-se X = 55 cm

75
37,5 cm
2
Rxx 20.000 X 55
Á.princ - - - - -----8,2cm
2.465 x d 2.465 X 55

Adota-se
0 12,5 mm (A 10 = 1,25 cm 2)
8,2
Número de borras= - - == 6,6 barros => adoto-se 7 borras
1,25

ou
~
N

234
30
(75 cm)

Pode-se. no caso de bloco sobre quatro estacas. adotar uma armação em


malha. Neste caso, a am1ação necessária será distribuída ao longo de toda
a largura do bloco.
Por exemplo, adotando-se uma bitola de 0 1O mm (A 1 0 0,7 cm'), o número
de barras seria:
2R, 1,5 0 2 20000 37,5 X
11, l cm
'}

Apnnc =
2465 x d 2465 X 55
l l ,l ou seja l 7 barros
Número de borras = 16,7 borras ⇒
0,7

O espaçamento de barras seria:


E
u
M

faces do bloco

E
u
E
u
o- L.()
N

E
u
M

3cm 119 cm 3 cm (recobrimento do armação)

125 cm
l l9
e = -- = 7 4 cm ⇒ adoto-se, portanto 0 l O mm e/ 8 cm
16 '

c:o
(J
o
lS)

0 10 e/ 8
J '
U,rT' n ll norr , 1k, do, ÍL,r •Jo 1 1

. de 4 estacas
Armação de blocos com mais

. •mprc cm ma li hl, ,,"" c:·ilculad.1s


Neste ca<.;o, as armações ser ,uo se ' pan.1 duas
direções indcr,cndentcmentc.
Por exemplo:
1, eixo do CG
I\
.. -
, .. 1,- ,~ ... ,-
I \ I \ I '
1
1
1
' .. _, I
1
\ ... , 1 CG I \
.. _, : I

.... , 1
..
, ,- .. 1

-
,-
I \ I
1
'
>.-\ eixo do CG
.. _, :
f

' .. _,
1
I \ I

~. l I
1
,- ..
\ I
1
i
. . r- ... \
I
,- .. '
1
\ .. _, I
1 1

' ... , I
1 1
\ .. _, : I

i . 1
\' .r

1
r
j ,- -
-,e
-- --

A armação, na direção .r, é calculada pela seguinte relação:


íl lx R x .r
A princ , -=
2.465 x d

E na direção _v:

R•)'
íl2 X
Apnnc 1· - - - -
2.465 x d

Em que n1 em é o número de estacas agrupadas .\s distfincias , l' , do cc ,_


1

236
CADlf J ..0 6
'.)1,ic ns,onori1edo dos fi.mdaçoes

Exemplo
Calcular a armação para o bloco da fi gura.

... - ... , ., -- ... , ,


--, 1
p = 1 15 tf
' , __'
1 1 1 1
1 1
1
, .... _., 1
\ , 1 ,

1
1
,.,.-,
, _ ._../
1
1 • 1
,

1,
--,
__, 1
1 1

'
,-,
, ... _....J
\
1

a) - Dimensões do bloco

São adotadas 6 estacas, para 20 tf (0 = 25 cm)

/
-
... .... ,
1 1
,.
~

... - ... ,
1
,, - , N
l{)
r 1 15 tf

,r
E
u
1
, ... _... J
' , .... _.... J
'
1,_,,'
1
E
u
l{) l{)

"
r • l{)
"- .-
co
("')

li
;:;.-,
,
--, 1
--, , -, 1
"10 cm
~,N
, 1 J \
t
'\ ,' \
' ,1
l
\ ,'
1

N
l{)

25
75cm
X X 25 i i i
75 cm

Convém adotar a altura do bloco igual à distância da estaca mais afastada


do CG do b]oco.

'ti
,,
,
,, , ,;
1
1
, 1

,
,, 1
1 Z- - ,J,
"-------•

75cm z 111 84 => adota-se z = 85 cm


(AP.TULO 16
01rr ens1onull'er to a:i.:; fu,doçof's

b) - Armação na direção r

A pnncx = _n_i_. _R_


• .x_· =-2_._2_0_._00
_0_
. _7_5 = 14,3 cm2
2 .465 x d 2.465 x 85

Adotando-se

0 12,5 mm (A 10 = 1,25 cm 2)

14,3
Número de barras = = 11, 4 barras ⇒ adota-se 12 barras
1,25

= 10,8 cm ⇒
125 6
Espaçamento entre barras (e) = - adota-se 1O cm
11

b) - Armação na direção y

n2x Rxy 3 X 20.000 X 37,5 2


A pnncy = = = 10,7cm
2.465 xd 2.465 X 85

Adotando-se

0 1O mm (A 1 0 = 0,7 cm2)

10,7
Número de barros = = 15,3 ba rras ⇒ a dotam-se 16 barras
0,7

200 - 6
Espaçamento entre barras (e) = - - - = 12, 9 cm ⇒ adota -se 12,5 cm
15

200cm
1
--+'
125 cm
1
1 1

l'' '' e
' e e e e
'
j .,; l. • • • • • • .J
4 10cm

1
0 12,5 c/ 1Ocm
l 0 1Oe/ 12,5 cm

238
BIBLIOGRAFIA

C'aputo, Homero Pinto . _


Mecânica dos solos e suas aphcaçoes
Livros Técnicos e Científicos S. A.
Rio de Janeiro, Brasil, 1981

Cardoso, Renato Ribeiro


Fundações, engenharia aplicada
Nobel
São Paulo, Brasil, 1986

Hachich, Waldemar e outros


Fundações, teoria e prática
Editora Pini
São Paulo, Brasil, 1996

Moraes, Marcello da Cunha


Estruturas de fundações
Editora Me Graw - Hill
São Paulo, Brasil, 1976

Tschebotarioff, Gregory P.
Fundações, estruturas de arrimo e obras de terra
Editora Me Graw - Hill
São Paulo, Brasil, 1978
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Outros liuos do Prof. Yopanan Rebe li o pu bj ic u ·
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Editora:

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• 1\ ,•,trtlfllltll\ tia "'""'' :1.1 t' li\ 'IH t II I ( {,,,
,/, 11,:a, , 111h1u·, ,nwlm:trn '"''' '"" "'' , !1tHr< 11 , J,,:cultH "'" m1111 rwo. ,1 alJ"tl<1r11J,,
. / ' ( ti\ ,,, \l\lnno, ('\lfll(lllf/1
l m \t'lf' e,1111111/0,, di·!.u r,·t·t· m f,mmw,u" 1 1 • . teri H {Jtctlll'ot ti,· la11pmu·11/o 1Ít I lf<tJI r
11 / • W/UU/l' tÜ' l'l'lfll(Of'\, ti\ l li t
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1
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,l,H dnnrlto\ , 11mplt·mtnt,1m ,Ir mum·ua prmuunw a aprcH'IIW{ ,iu ,lo 11 " 1ui1110
/SI/.'\ i\).J>557o 03-2 .. , ,,pa btt><. luua lfn2 km - 172 pa,:m,H

ESTRUTURAS DE AÇO, CONCRETO E MADEIRA


-ATENDIMENTO DA EXPECTATIVADIMENSIONAL-
011w11cro, 1111/JtJ/IOll/t', romoh111uu1wtll'I u / IIIJ.!ll".t;.,m
,, J), 11,1du \'' 1/t , 011/u, n ,, 1r,1d11{ "º
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• ,,. ,,,lJ(' o \t'II ,,~m1·u"'Io , \ 1,•111, me , I dn 1,,,,.0 ll'm , 1111w ohJt•tn II JUHtm11·11I,• IIUJ\tIar d,· uma
uumc11 ,1 bmtattlt' umplt·\, ""'"' ,,., l''º"'B"-' mm,,.,-um /HH.lnu \t·t ,ohnud,n a \~'lllftJ d,•.llmt1 mtt•rpr,•tuç,io
/nu u H,nun·ntlo ao 11 , 0 d,· nt·mp/u.i ,. ,h· Júrtu iltHtrn( tio o autm aborda II llacluç ,w mott·mut1, a tio.\ /11wm,•1uH
/1,u,n. por mno,h- mud,·lm m,11t•11u11wm. ou 11w/lu,r, fa.:..endo u11w m1t·q,rcwçi111 ma1,·1111í1i<a do compmtamt·mu
dm t ,1n11urm, ,lt' 11u11w1rr1 t/lll' /UIHU ,,., fcu 1/1111•11/l rntnu/ula pdo.\ 111I,·n·, wd<J.\ em qut111ll/tn11 li\ d1111,·n"i'•1
,tu, p, ( ,1.\ nt111turm\

/-\1t Ílno ap,nt1ttt1 ,Ir forma e Iara"""" t\tl o, prm ,•,h11u·11to\ /Ulftl o d11m•11.1w11a111t·1Uo de ,•~tl"llfllrll\ de up,.
, omTc to t· madt"tra, p, 111111111do l/lW o lntor pm w e mnpmar m ,c.wltado,. o lfllt' pnclrra H·t mai, wu t'lnnc,u,,
dt• ti/'<''º 1111 tommlu d,. de, u,7o 1111 ,•in1/Jw da wltt('éiO t'\lr11I11ml mat\ mf,,quwln.
IS/1.\ 85-8'5570-09-/ , apd b1vdmrr1 ltSt23,m - 376 /UlJ:Úlll\

DAÇÕES-GUIAPRÁTICO DE PROJETO,EXECUÇÃOEDil\tlENSIONAMENTO
\'11r,>t, wb,, a 11 , cimn, dm wlm, /111 nt1.t:açào do wb\'lJ/o - ,muli1,i:,·1H
Ftmda< t1a,lrreftl ,,u raw. O\ 1,•ndt/lll'.\ d,•.fumlapio; Cnté,io, 1mra <'Ko/1111 d, ju11dt1rtm prnjmula. \te, ,m,rnu,.,
1/,• 11,UJ\lllt\,,JO ,lo\ cd1 >!"'
dn'i t Mt1,·o\ ao w/11; Fmularm•.\ esp,•,·wl\·; CntnuH ht1\I< 11\ para c\l"ol/w Jafwula( ,ü,,·
IJlon,\ ,nhr~ l'\ltJ, a.\ ,, tulmhit•, - hloc-m de' jmtclaçtit•,,· Prohlt•nw, t/(' J11mli1< tit.-\,' ,\ /e/hona da, <arm fl'rt\llta\
gt·ot,•u1u ti\ ,lm wlo\,

l111t·1a(ao wlt1e1·\/111111rn. /)anm1t•mm r<'/c•1t•11fl•'i cw JJro1c•to dt· Jwulnçtie.,,


l>rm,·11\umam,·1110 ,/a, fmuh1r,in
/Sflc\ Y78.8~-85.i71J./(}. / • Ctt/la l>mduall. /612.icm • 2./1/ f>liguu11

"O PROJETO"
Vr11,· l11rn, 111111111.11111k j1Cnmw/ r d11Jm,,.11, o w11or II rew11fll•,·,· 110., flt'r\Olltlf!em hon,, mau.\ e ,urrmlillm
d1·11a /11,111r1111/11<' lima de ln//111 /1gudm" rng1•11/1111w ,, ti tlll/llllt'tllm, o {orn de toda o trabalho.,\ /11\lorw
aborda /atm tt·m .,, ouuo.\ 1rm·,1H1do., ú,· 1t·t1IHmojl1111ú\lwo ,a, . .. - I
\<l.i:t1 d, 11111
• - 11 , (oe, \lll1ea Bta, ,. metufonca,. '!'"-' nmw a
>:rupo d,• J>rtJ/1\.\l<lllllO , omwtadm por um t•mt>n•JarUI ,.,
.., , • , 1·
11 1 1
.. mtlm11·1m., ,lt.· uma ~lltlld(' t'mp1cw}w11wct'111ua
l1t.\lC1/w.on O . . 1 1o lfltt' • p1rtt•1u,c amp 1ar a,
qualulmlc• mt1\ ttf't'lltl\ nW1111b1a -_ a oportwrulaJ,, de cfen·wr , <t111rwu11ue
I nao almeJtt um re.wluult1 dt•
111·m·,•ito. C..tlll\'t'IIC'U/o por nutro cmr11p10, um t·mpreue ,- num- - e., q1u1111,a,· t/p tlinlw,ro parti o \t'U práprio
>;rwu
10
1 1
l .mta, n trahullw ât• '''" .ftro,, nmtrata uma t'C/111/1<· /Jllra , Ier que quer ganhm· muito tlmlte1ro ú
d, 'ara
. . • _ _ 0 t .,em o t •1me1110 do prt,Jt'/0.
~t t t/111/U e"""'" n/imtcla 110, .Hta.\ co11ccprr1c•.\ dt! prtl)<'lo, nm,po.\la por btm\ ,ro .
dnltc am ,i nda anulhwca, No ,ft,torrer do prr11e10 dl' \cabr I '.fi.\ \IOJUIU 'I"'' lllmhtm \t'
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l :ntao, u,poem qm· o \'lfln /W\ \lll uma N<'Oml'lrw " , · em que"
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JU·la t/('.\lrmrtio do pomo fraco ela ,,,1,-wura pruu tpa/ do \'iru., ª'
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ISIJ.\ 978-85-85570-07/ • rnp11 brocl111ra /(h2.km 232 pâgm ,
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1igura1e@uol.com.br . www.Ligurate.t:om.br
~ CDITOK/1
(55) ( 11 ) 3288.5892 - São Paulo _ SP _ Bra. il
ISBN l8-B5-85rr 10- 1

9 788585 570101

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