Você está na página 1de 10

1) DADOS DO ALUNO/CURSO

Curso: Pedagogia

Instituição: Escola Estadual Comendador Emílio Sortino

Nome: Valdirene Rodrigues de Matos

RGM: 19535856

Disciplina: Anos Iniciais do Ensino Fundamental I- 2º Ano

Ano/semestre de realização do estágio: 1ª Semestre/2020

Quantidade de horas realizadas: 100 horas

2) CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA

A Escola Estadual Comendador Emilio Sortino está localizada em Rua Papa Joao
XXIII, 35, Vila Sao Jose. CEP: 09421-540. Ribeirão Pires - São Paulo. O telefone da escola é
(11) 4823-7452 e o email é e007626a@see.sp.gov.br. A escola estadual possui 569 alunos
(segundo dados do Censo Escolar de 2019) em Ensino Fundamental I.

Dados Gerais

Código INEP 35007626

Localização da Escola Urbana

Dependência Estadual

Endereço R PAPA JOAO XXIII


Bairro: VL S JOSE
CEP: 9421540

Telefone (11) 4823-7452

Fax -

Outras Informações

Número de Funcionários da Escola 39

A escola possui organização por ciclos? Sim


Alimentação

Alimentação é fornecida aos alunos? Sim

A escola possui água filtrada? Sim

Matrículas

Creche 0

Pré escola 0

Anos iniciais (1ª a 4ª série ou 1º ao 5º ano) 594

Anos finais (5ª a 8ª série ou 6º ao 9º ano) 0

Ensino Médio 0

Educação de Jovens e Adultos 0

Educação Especial 3

Matrículas por Série

Matrículas 1º ano EF 150

Matrículas 2º ano EF 119

Matrículas 3º ano EF 119

Matrículas 4º ano EF 108

Matrículas 5º ano EF 98
Acessibilidade

As dependências da escola são acessíveis aos portadores Não


de deficiência?

Os sanitários são acessíveis aos portadores de Sim


deficiência?

Infraestrutura (dependências)

Existe sanitário dentro do prédio da escola? Sim

Existe sanitário fora do prédio da escola? Não

A escola possui biblioteca? Não

A escola possui cozinha? Sim

A escola possui laboratório de informática? Não

A escola possui laboratório de ciências? Não

A escola possui sala de leitura? Não

A escola possui quadra de esportes? Sim

A escola possui sala para a diretoria? Sim

A escola possui sala para os professores? Sim

A escola possui sala de atendimento especial? Sim

Equipamentos

Aparelho de DVD Sim

Impressora Sim

Copiadora Sim

Retroprojetor Sim
Televisão Sim

Saneamento Básico

Abastecimento de água Rede pública

Abastecimento de energia Rede pública

Destino do esgoto Rede pública

Destino do Lixo Coleta periódica

Computadores e Internet

Internet Sim

Banda larga Sim

Computadores para uso dos alunos 9

Computadores para uso administrativo 6

3) INTRODUÇÃO

Diante da proposta do estágio supervisionado na modalidade de “Ensino Fundamental


I”, meu estágio na área de observação, participação e regência foi realizado no 2º Ano do
Ciclo I. Neste momento de aprendizado do estágio percebi que são muitos os fatores que
influenciam o desenvolvimento da personalidade de uma criança, dentre eles pode se destacar
a afetividade, o ambiente, e escola e a família da criança. Estes fatores foram abordados neste
estágio de modo a aprimorar os conhecimentos sobre o desenvolvimento da criança, e que,
como educadores que somos, podemos dizer que as crianças nesta faixa etária são verdadeiras
“caixa de surpresas”.

Partindo desta ideia, chega-se ao consenso que no processo-ensino aprendizagem,


ao realizar uma tarefa escolar na fase de alfabetização e letramento, oralidade e linguagem
além do pensamento, raciocínio e memória, também se incluem as emoções que tanto podem
ser positivas ou negativas de acordo com os estímulos recebidos pela criança. Portanto, as
experiências e os eventos passados pela criança no desenvolvimento pré-operacional são
capazes de reconstruir o passado cognitivo e afetivo numa perspectiva mais estável, onde os
sentimentos adquirem maturidade tornando-se mais duradouros e visíveis influindo
automaticamente no processo ensino aprendizagem.

Diante da proposta do estágio visando a produção textual e a oralidade nota-se que


ultimamente a escola encontra-se tão sobrecarregada de encargos sociais e projetos que tem
falhado quanto ao ensino das técnicas de produção de texto não ligando a alfabetização ao
letramento, onde o aluno aprende a escrever mas não a se expressar por escrito segmentando e
concluindo frases, ideias, parágrafos e todo o enredo que compõe o texto.
No entanto, não acho que haja um descompromisso, mas, sim uma falta de adequação
de tempo hábil para este tipo de hábito que é o prazer em produzir textos.
Na verdade, o que falta é também um pouco de interesse pelos alunos e também as
facilidades impostas que permitem que o aluno que não domina a alfabetização e o letramento
prossiga seus estudos como se nada de errado estivesse acontecendo amparado pela alegação
que a alfabetização se dá até os 9 anos de idade, o que na prática, não é verdade.
Realizando neste momento a unidade teoria- prática, durante o estágio foram
contempladas atividades de observação da rotina diária da escola, participação e cooperação
acerca das atividades da realização diária de atividades de alfabetização e letramento. No
âmbito da regência o trabalho tratou da recuperação paralela onde pude auxiliar nos casos de
alunos com dificuldades de acordo com o que constavam nas FIAPs ( Ficha Individual de
Acompanhamento Pedagógico) onde o professor da sala descreve em detalhes todos os
aspectos dificultadores que o aluno está enfrentando durante o processo de aprendizagem.
Esta trajetória de aprendizado docente percorrida durante o estágio mapeou e abrangeu
a contingência de algumas disciplinas como fonte de experiência e finalidade da teoria com a
prática. No decorrer do estágio supervisionado, notou-se que há uma consolidação entre teoria
e prática fundamentado no princípio metodológico de que o desenvolvimento de aptidão
profissional implica em adaptar conceitos, adquiridos na nota acadêmica pessoal e
profissional.

4) PERFIL DOS PROFESSORES


A equipe de professores da Escola Estadual Comendador Emílio Sortino é em sua
maioria efetiva, possuem nível superior, são professores especialistas e professores de Ensino
Fundamental I com formação em Pedagogia.

5) PRÁTICA PEDAGÓGICA DOS PROFESSORES

O desenvolvimento do componente curricular e da prática pedagógica pelo corpo


docente é realizado segundo as necessidades e a realidade de cada sala, tendo sempre em vista
os limites e as limitações dos alunos. Os conteúdos se dividem em eixos temáticos e são
relacionados segundo projetos interdisciplinares sempre procurando destacar e aprimorar
habilidades, despertar novos interesses, criatividade e principalmente a criticidade dos alunos.
Verifica-se que a aprendizagem é construída sob a orientação da professora destacando
aspectos como a comunicação verbal, escrita, comparação e análise de fatos, síntese de
questões e também a memorização sob a forma compreensiva. Foi possível constatar que os
professores fazem um trabalho essencialmente coeso, criativo e versátil.

6) OBSERVAÇÕES ESPECÍFICAS – FOCOS DE DISCUSSÃO

6.1 FOCOS DE OBSERVAÇÃO DETERMINADOS PARA OS ANOS INICIAIS DO


ENSINO FUNDAMENTAL

A produção textual e a oralidade

- Os professores solicitam aos seus alunos que realizem produções textuais em diferentes
áreas de conhecimento ou só em Língua Portuguesa? Sim, o professor da sala em que realizei
estágio faz mediações para que os alunos desenvolvam produções textuais em outras áreas do
currículo não atendo-se a Língua Portuguesa.

- Como o professor incentiva seus alunos a desenvolverem sua oralidade? Através da roda de
conversa, contação de histórias, leituras diversificadas, organização de oficinas.

- Analisar as práticas dos professores buscando perceber as diferentes estratégias utilizadas


para o trabalho com produção textual. A ação pedagógica observada no 2ª Ano do Ensino
Fundamental encontrou-se pautada na realização das atividades de produção textos
individuais e coletivos, realizados através da intensa troca de experiências nas rodas de
conversas, promovendo a união da turma.

PROJETO DE ESTÁGIO – INTEGRAÇÃO COM A ESCOLA


IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA: E.E Comendador Emílio Sortino

NOME DO PROFESSOR(A): Valdirene Rodrigues de Matos

SÉRIE/ANO: 2º Ano do Ciclo I

DURAÇÃO DA ATIVIDADE: 5 HORAS

CONTEÚDOS: Escrita coletiva de e-mail durante a alfabetização (Alfabetização e


novas tecnologias)

OBJETIVO GERAL:

OBJETIVOS - Favorecer o entendimento da função comunicativa da escrita

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

- Estabelecer correspondência entre o valor sonoro e a escrita do


texto

- Promover uma situação de uso real de leitura e escrita em que


as crianças tenham oportunidade de participar ativamente

- Apresentar diferentes gêneros textuais, fornecendo parâmetros


para a diferenciação entre textos literários, jornalísticos,
publicitários, instrucionais e epistolares (aqueles que tratam de
correspondências), entre outros

- Refletir sobre o e-mail como ferramenta de comunicação

- Propiciar uma situação de autoria na criação de uma


correspondência

METODOLOGIA DESCREVER AS ATIVIDADES:

1ª etapa 

As crianças entram em contato com os diversos gêneros de textos


durante os atos de leitura em que estão envolvidos, e com isso
observam seus usos e funções. Em casa e na escola precisam ter
contato com as correspondências, sejam cartas, convites,
bilhetes, cartões etc. Como tarefa de casa, peça que as famílias
enviem algumas dessas correspondências que utilizam no
cotidiano. De posse delas, discuta suas diferenças e semelhanças
e leia os livros indicados no quadro "Quer saber mais?",
localizado ao final deste texto. Em outros momentos,
disponibilize esses materiais para que todos explorem
livremente.

2ª etapa 

Leia os materiais trazidos de casa pelas crianças, propiciando a


percepção de que textos epistolares possuem características
recorrentes. Proponha que elas busquem nos textos: quem
escreve, a quem, sobre o que e por quê. Com isso, destaque a
noção de interlocutor, destinatário, assunto a ser tratado e motivo
para o estabelecimento de comunicação entre sujeitos. Por fim,
instigue o grupo a pensar sobre as formas de comunicação mais
utilizadas atualmente, como e-mail e telefone, e proponha a
escrita coletiva de um e-mail. Faça um levantamento com o
grupo para escolherem um motivo, um assunto e um destinatário
(pode ser outro profissional da escola, um autor admirado pela
sala, alguém que esteja viajando etc.). É importante que o
assunto e o destinatário sejam do interesse do grupo e que uma
resposta esteja assegurada.

3ª etapa 

Com o auxílio de um projetor, abra uma nova mensagem de e-


mail e discuta as particularidades do instrumento: a existência de
um cabeçalho, a citação do remetente, a menção ao destinatário e
a linha de assunto. Promova uma situação de escrita coletiva para
a pessoa escolhida. Além de as crianças poderem participar com
a construção do texto que será escrito, também é importante que
sugiram quais e quantas letras devem ser usadas. Se necessário,
utilize as palavras estáveis de referência do grupo, como os
nomes próprios, para auxiliar nessa construção.
4ª etapa 

Verifique sua caixa de e-mails e, assim que receber a resposta,


utilize o projetor para ler com os pequenos. Selecione algumas
palavras e peça que eles as identifiquem na frase. Para isso, faça
previamente um levantamento de hipóteses: “Com que letra será
que começa esta palavra?” e “Como termina?”. Para trabalhar o
comportamento leitor, peça que acompanhem a releitura do e-
mail. Para facilitar, assinale com o cursor cada palavra. Caso seja
pertinente, essa sequência pode se desdobrar em uma atividade
permanente de leitura e escrita, ou seja, se houver interesse do
grupo, proponha a escrita de uma resposta e assim por diante.

 -Cartas, bilhetes, folhetos, receitas, bulas, manual de instrução,


convite, cartão-postal, etc,.
RECURSOS
- Livros que trabalhem diferentes gêneros textuais

- Datashow, telão, computador,

- Livros literários (veja sugestões no final da página)

AVALIAÇÃO Avalie se todos foram capazes de distinguir diferentes gêneros


textuais, atentando para suas peculiaridades, compreender a
função social dos textos de correspondência, levantar hipóteses
acerca da construção da escrita, identificar letras e palavras
inseridas no texto e, especialmente, se sentirem coautoras
durante todo o processo.

7) CONSIDERAÇÕES FINAIS

Uma primeira questão que quero assinalar é que a questão da formação do professor
que não se reduz a uma questão meramente técnica, à adoção de medidas isoladas sobre
aspectos do problema. Entendemos também, que boa parte dos problemas relativos à
formação de professores não está vinculada a grandes proposições teóricas, mas dependem,
sim, de medidas concretas que convertam em realidade a vasta produção teórica, no campo
educacional, sobre a temática da formação de professores.
Considerando o estágio supervisionado no segmento de Ensino Fundamental (anos
iniciais) como parte da produção acadêmica das últimas décadas na área de Educação, pude
perceber que há uma gama enorme de problemas apontados por vários pesquisadores que o
distanciamento entre tais investigações e a prática docente escolar compõe um dos fatores
responsáveis pelo descompasso entre saber fazer e ação pedagógica.
Em meu estágio priorizei o seguinte: Unidade teoria e prática e articulação entre
formação inicial e continuada. Dei prioridade a estes pontos, pois eles me permitiram olhar os
futuros professores diante de problemas reais, de modo que reflitam sobre suas próprias
concepções sobre o ensino no sentido de buscarem construir uma prática inovadora, ou seja, o
campo de estágio pensado como um laboratório. E, é nesse contexto que situei minha
proposta de estágio: no aprender fazendo.

8) REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, Fanny. O professor não duvida! Duvida? São Paulo: Gente, 1998.

ALVES, N. e GARCIA, R. L. A invenção da escola a cada dia. Rio de Janeiro: DP&A,


2000.

CANTO, E. L. e TITO, M. P. Abordagem do Cotidiano: Volume Único - 2 Grau. Editora


Moderna:

CARVALHO, A.M.P. A influência das mudanças da legislação na formação dos


professores: 300 horas de estágio supervisionado. Ciência e Educação, v. 7, n.1, 113-122,
2001.

GENE, A. GIL, D. Três princípios básicos na formação do professor. Andicha Pedagógica,


v. 18, 28-30, 1987.

GIL-PEREZ, D. e CARVALHO, A. M. P. Formação de professores: tendências e


inovações. São Paulo: Cortez, 2003.

Você também pode gostar