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Escola Secundária Alves Martins Biologia e Geologia 10º Ano

Ano letivo 2019/2020


Nome: ___________________________________________ Ficha de trabalho: Importância
Nº: _____ Turma: _____ do sistema endomembranar
I - FORMAÇÃO E FUNÇÕES DOS LISOSSOMAS
A Figura 1 representa uma porção de uma célula eucariótica com alguns organelos envolvidos no
movimento de substâncias e no seu processamento no meio interno.
Grande parte da superfície membranar interna é constituída por uma extensa rede de membranas, que
se distribui por todo o citoplasma e se denomina retículo endoplasmatico (RE).
O complexo de Golgi é o conjunto dos dictiossomas de uma célula. Cada dictiossoma é composto por
conjuntos de sáculos ou cisternas achatadas e empilhadas de forma regular, na periferia das quais existe
uma série de vesículas.
Os lisossomas são pequenas vesículas, mais ou menos esféricas, delimitadas por uma membrana, que
contêm vários tipos de enzimas, principalmente hidrolases.

Figura 1
1. Refira os dois tipos de RE existentes na célula, indicando as diferenças e semelhanças entre eles.
O retículo endoplasmático (RE) é um conjunto de cisternas achatadas, túbulos e vesículas esféricas.
Existem dois tipos de RE. O retículo endoplasmático liso (REL) que não apresenta ribossomas ligados à
face externa das suas membranas e o retículo endoplasmático rugoso (RER) que apresenta ribossomas
ligados à face externa das suas membranas.

2. Indique qual o principal conteúdo da vesícula que é transferida do RE para o dictiossoma.


Proteínas.

3. Relacione as duas faces do dictiossoma com a sua forma, tendo em conta as funções do Complexo de
Golgi.
Os dictiossomas têm uma face convexa (face de formação), virada para o RE, que recebe materiais
como proteínas do RE através da fusão de vesículas. Os dictiossomas têm também uma face côncava
(face de maturação), onde se formam vesiculas de secreção.

4. Refira a origem dos lisossomas e a sua importância para a célula.


Os lisossomas formam-se na face de maturação do complexo de Golgi, e contêm vários tipos de
enzimas digestivas que participam na digestão intracelular de diversas moléculas, no interior de
vacúolos digestivos.

5. Identifique e caracterize o fenómeno representado pela letra A, bem como o nome da estrutura B.
A - Endocitose; B - Vesícula de endocitose.

6. Explique em que se assemelham e em que diferem os processos X e Y.


O processo X (heterofagia) permite a digestão intracelular de substâncias captadas por endocitose,
enquanto o processo Y (autofagia) permite a digestão de organelos envelhecidos/não funcionais, e
assim a autorrenovação da célula.
7. Diga qual o destino das estruturas assinaladas pela letra W.
As estruturas assinaladas pela letra W podem fundir-se com a membrana plasmática e lançarem, por
exocitose, o seu conteúdo no exterior da célula.

II - DESENVOLVIMENTO DO RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO


Experiência:
1ª Fase – De um conjunto de ratos idênticos, constituíram-se dois lotes – A e B – que foram colocados em
ambientes idênticos durante o mesmo número de dias.
- Os ratos do lote A foram alimentados abundantemente.
- Os ratos do lote B permaneceram em jejum.
Foi feita uma biópsia ao fígado dos ratos do lote A e do lote B, sendo observadas as células ao microscópio
eletrónico. Na figura 2 apresentam-se os resultados das observações efetuadas.

2ª Fase – Os ratos do lote B foram alimentados com abundância durante alguns dias e observadas as suas
células hepáticas ao ME. Verificou-se que apresentavam um aspeto idêntico ao das células hepáticas dos
ratos do lote A.

Figura 2: Ratos dos lotes A e B no fim da experiência.

1. Compare os resultados obtidos na primeira fase da experiência.


Nas células hepáticas dos ratos alimentados com abundância, observa-se um retículo endoplasmático
muito desenvolvido, enquanto nos ratos submetidos a jejum se verifica uma regressão quase total do
retículo endoplasmático.

2. Apresente as conclusões com base nos resultados experimentais da segunda fase.


Se a alimentação normal for restabelecida, o retículo endoplasmático reconstitui-se.

III - RELAÇÕES FUNCIONAIS ENTRE O RER E O COMPLEXO DE GOLGI


Experiência:
1. A um rato previamente sujeito a jejum foi extraído o pâncreas e cortado em fatias finas que foram
colocadas num meio de cultura que continha um aminoácido marcado radiactivamente, a leucina
tritiada.
2. Após algum tempo de exposição, fez-se a localização da leucina radiativa nas células, tendo sido o
tecido seguidamente transferido para um meio de cultura contendo leucina radiativa.
3. Periodicamente foram realizados novos testes para localização de sinais de radiatividade.
Os resultados obtidos estão registados na figura 3.

Figura 3
1. Refira o percurso seguido pela leucina tritiada no decorrer da experiência.
A leucina tritiada (radioativa) surge em primeiro lugar ao nível do RER, de seguida é transferida para o
complexo de Golgi, vesículas de secreção, e por último sai para o exterior da célula.
2. Tendo em consideração as relações funcionais entre o RER e o complexo de Golgi, procure dar uma
explicação lógica para a sequência verificada.
O RER e o complexo de Golgi apresentam uma relação de continuidade e contiguidade.
O aparecimento da radioatividade ao nível do RER, sugere que o aminoácido marcado (leucina tritiada)
é, a este nível, incorporado nas proteínas sintetizadas.
A transferência da radioatividade para o complexo de Golgi, sugere que as proteínas sintetizadas
migram nos canais e cisternas do RER em direção ao complexo de Golgi, através de vesículas que,
partindo do RER, se vão ligar aos sáculos dos dictiossomas na face de formação.
A passagem da radioatividade para as vesículas de secreção, mostra que na face de maturação dos
dictiossomas são produzidas vesículas de secreção que contêm as proteínas com leucina tritiada.

3. Estabeleça uma relação entre os dados do gráfico e os dados de esquema.


Os dados do gráfico traduzem a variação do teor da radioatividade no RE, complexo de Golgi e
vesículas de secreção, ao longo do tempo, o que corresponde à linha do tempo, referente à localização
da radioatividade na célula, apresentada no esquema.