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Agrupamento de Escolas de Celorico de Basto

Escola Básica e Secundária de Celorico de Basto


Português - Educação Literária

Nome _____________________________________________________________________ Nº ____ Turma: _____

A preencher pela professora:

Descritores de desempenho:

Conseguiu Ainda não conseguiu Para melhorar


 Ordenar os acontecimentos.  Ordenar os acontecimentos.  Ler com atenção os textos e
 Reformular histórias lidas com  Reformular histórias lidas com enunciados.
recurso ao reconto. recurso ao reconto.  Estruturar respostas completas.
 Parafrasear períodos de texto  Parafrasear períodos de texto  Exprimir opiniões.
lidos. lidos.
 Praticar a produção escrita.
 Identificar pelo contexto o  Identificar pelo contexto o  Escrever com caligrafia cuidada.
sentido de palavras, expressões ou sentido de palavras, expressões ou
fraseologias desconhecidas, fraseologias desconhecidas,
incluindo provérbios. incluindo provérbios.
 Exprimir uma opinião crítica a  Exprimir uma opinião crítica a
respeito de personagens ou de respeito de personagens ou de
outras informações que possam ser outras informações que possam ser
objeto de juízos de valor. objeto de juízos de valor.

Avaliação qualitativa e quantitativa: ___________________________ _______ %

A professora: ____________________________________________________________________________________

Data: ___/____/ 2020

Assinatura do(a) Encarregado(a) de Educação: ________________________________________________________

1. As personagens das fábulas são quase sempre animais. No entanto, há casos em que são seres humanos,
como o título da fábula que apresentámos revela.

1.1. Lê a fábula, cujas estrofes numerámos de 1 a 11.


O velho, o rapaz e o burro

Partia um velho campónio1 – Rapaz, diz o bom do velho:


1 do seu monte ao povoado: 7 – se de irmos a pé murmuram,
– levava um neto que tinha, ambos no burro montemos
no seu burrinho montado. a ver se inda nos censuram.

Encontra uns homens que dizem: Montam, mas ouvem dum lado:
2 – Olha aquele, que tal é!... – Apeiem-se, almas de breu!
Montado o rapaz que é forte, 8 Querem matar o burrinho?
e o velho, trôpego2, a pé! Aposto que não é seu!

– Tapemos a boca ao mundo – Diz o velho: – Têm ralhado


o velho disse. – Rapaz, de tudo. Que mais nos resta?
3 desce do burro, que eu monto, 9 Peguemos no burro às costas,
e vem caminhando atrás. – façamos ainda mais esta.

Monta-se, mas dizer ouve: – Olhem dois loucos varridos! –


– Que patetice tão rata3! 10 ouvem com grande sussurro,
4 O tamanhão, de burrinho, – fazendo o mundo às avessas,
e o pobre pequeno, à pata! tornados burros do burro! –

– Eu me apeio4, – diz, prudente, O mundo ralha de tudo,


5 o velho de boa fé; 11 tenha ou não tenha razão.
– vá o burro sem carrego, Aqui lhes fica uma história
e vamos ambos a pé. – em prova dessa asserção5.

Apeia-se e outros lhe dizem: (versão de Almada Negreiros)


– Toleirões, calcando lama! La Fontaine, Fábulas, AMBAR, 2002 (s/ pág.)
6 De que lhes serve o burrinho?
Dormem com ele na cama?

1. campónio: camponês.
2. trôpego: com dificuldade em andar.
3. rata: excêntrica, ridícula.
4. apeio: desmonto do animal.
5. asserção: afirmação.
2. Esta fábula narra-nos uma viagem atribulada que um velho camponês e o seu neto fizeram, acompanhados de
um burro.

2.1. Reconta as peripécias por que passaram, mas antes:


a. ordena as imagens;
b. escreve por baixo de cada imagem as estrofes que lhe correspondem.

estrofes _______________ estrofes _______________ estrofes_______________

estrofes _______________ estrofes _______________

3. A última quadra (não ilustrada) contém a moralidade desta fábula.


3.1. Explica, por palavras tuas, a moralidade da fábula.
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3.2. Sublinha o provérbio que se adapta à fábula, escolhendo entre os seguintes:
• Vozes de burro não chegam ao céu.
• De boas intenções está o Inferno cheio.
• Cada cabeça, sua sentença.
4. Exprime a tua opinião sobre a atitude que o velho tomou perante as críticas que foi ouvindo.
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