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TÉCNICAS CONSTRUTIVAS

AIM1001
Superestrutura – formas,
armaduras e escoramento

2021

Prof° Newton Chwartzmann


newtonc@ufrgs.br
ESTRUTURA DAS EDIFICAÇÕES
Estrutura é a parte resistente da
construção.

Suas funções:
 suportar as ações (peso da edificação,
força o vento);
 transmitir estas cargas para o solo.

2
ESTRUTURA DAS EDIFICAÇÕES
Em edifícios, os elementos estruturais
principais em concreto são:

 Lajes

 Vigas

 Pilares

 Fundações

3
ESTRUTURA DAS EDIFICAÇÕES
Lajes: Placas que, além das cargas
permanentes, recebem as ações de uso e
as transmitem para os apoios (vigas).
Travam os pilares e distribuem as ações
horizontais entre os elementos de
contraventamento.

4
TIPOS DE LAJES

5
Laje nervurada
Laje plana
Laje cogumelo
ESTRUTURA DAS EDIFICAÇÕES
Vigas: são barras horizontais que
delimitam as lajes, suportam paredes e
recebem ações das lajes ou de outras
vigas e as transmitem para os apoios.

9
ESTRUTURA DAS EDIFICAÇÕES
Pilares: são barras em geral verticais
que recebem as ações das vigas ou das
lajes e dos andares superiores as
transmitem para os elementos inferiores
ou para a fundação.

10
ESTRUTURA DAS EDIFICAÇÕES
Fundação: são elementos como blocos,
sapatas, vigas, estacas etc., que
transferem os esforços da edificação
para o solo.

11
PRODUÇÃO DE CONCRETO ARMADO

A execução de elementos com concreto


armado podem ser: in loco (na obra) ou
contratado de uma usina.

Deve seguir um esquema básico de


produção que possibilite a obtenção das
peças previamente projetadas e com a
qualidade especificada.

12
PRODUÇÃO DE CONCRETO ARMADO

13
FÔRMAS

14
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO

Fôrmas são elementos que podem ser


provisórios e que servem para sustentar a
estrutura de concreto até que a mesma
atinja uma boa resistência.
As fôrmas apresentam papel fundamental
na produção das estruturas de concreto, é
impossível produzi-lo sem o auxílio de
fôrmas.

15
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO
As fôrmas definem a aparência do
concreto e devem ter alguns requisitos:
a) Estrutural: suportar o peso da
estrutura de concreto;
b) Molde: definir as dimensões e o
formato da estrutura;
c) Operacional: sustentar o conjunto
durante as operações de produção
(vibração, equipamentos, etc);
16
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO
d) Segurança: apresentar rigidez e estabilidade
suficientes para não colocar em risco a
segurança dos operários e da própria
estrutura;
d) Estética: permitir a confecção da estrutura
com o acabamento desejado (textura);
e) Economia: relacionado aos danos provocados
durante a desforma, exigindo manutenção ou
reposição das fôrmas (facilidade de
montagem e desforma e reaproveitamento).
17
Fôrmas para concreto armado

Laje

18
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO
O conjunto de fôrmas (lajes, vigas e
pilares) deve resistir:
 ao peso da massa de concreto;
 ao seu peso próprio;
 às operações de concretagem;
 peso dos equipamentos, pessoas;
 e depósitos intermediários de materiais.

Fazer o dimensionamento 19
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO
Custos

Projetos racionalizados de fôrmas


justificam-se tanto pelo aspecto técnico quanto
pelo aspecto econômico.
Estruturas desalinhadas geram desperdícios e
manifestações patológicas. 20
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO

As fôrmas devem ser rigorosamente


conferidas. Elas definem as dimensões
e o formato da estrutura de concreto.

Fazer o correto escoramento e


fechamento das fôrmas para que não
haja abertura das mesmas durante a
concretagem.

21
Conferindo as dimensões da viga

22
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO

O acabamento superficial das


estruturas de concreto é definido pelas
fôrmas empregadas.
Para concreto aparente é necessário um
excelente controle na montagem e na
estanqueidade das fôrmas (superfície com
a textura desejada).
Descuidos na estanqueidade das fôrmas
produz danos estéticos irreversíveis na
estrutura de concreto. 23
24
25
26
Concreto aparente

27
Concreto aparente

28
29
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO

As fôrmas contribuem também na


proteção do concreto nas primeiras
idades.
Nos primeiros dias, após a concretagem, a
superfície do concreto que ainda não
possui muita rigidez.
A forma também serve de proteção contra
eventuais choques acidentais
decorrentes do processo construtivo.
30
31
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO

Fatores que influenciam na pressão do


concreto sobre as formas:
 peso próprio do concreto;
 velocidade de lançamento do concreto;
 altura do elemento estrutural;
 altura de lançamento do concreto;
 vibração proveniente do adensamento
(vibração).
32
FÔRMAS PARA CONCRETO ARMADO

Estudo realizado em 5 obras de Porto


Alegre apresentou:

 desaprumo entre andares subseqüentes


de até 4cm;
 perda média de argamassa de
revestimento entre 40,4% e 152,1%
(média de 91,3%);
 perda média de concreto: 13,2%.
33
Viga fora de prumo

34
Espessura de
reboco usada
para compensar
o desaprumo da
estrutura de
concreto.

35
PROJETO DE FÔRMAS PARA
CONCRETO ARMADO

O projeto estrutural deve seguir o


dimensionamento das: NBR 6118:2014
(concreto), NBR 7190:1997 (madeira),
NBR 8800:1997 (aço).
Superdimensionamento

Na prática a execução das fôrmas é feita


de maneira informal onde responsável
técnico e o carpinteiro decidem sobre o
dimensionamento dos elementos.
36
PROJETO DE FÔRMAS PARA
CONCRETO ARMADO

Para a racionalização do projeto e na


execução das fôrmas deve-se observar os
seguintes aspectos:

 garantir o aproveitamento máximo da


capacidade resistente dos
componentes utilizados;

 Eliminar improvisações com um


detalhamento adequado das peças;
37
PROJETO DE FÔRMAS PARA
CONCRETO ARMADO

 propiciar segurança quanto à utilização


do sistema;

 aumentar a vida útil dos componentes


visando um reaproveitamento das peças;

 Redução da mão-de-obra seja no


recorte dos componentes, na montagem
e na desmontagem do sistema;

38
39
40
PROJETO DE FÔRMAS PARA
CONCRETO ARMADO

 Definir procedimentos de montagem


(painéis, localização de escoras, faixa de
reescoramento, etc.);

 Definir procedimentos de desforma


(seqüência e método).

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Detalhe de forma para pilar

42
EXECUÇÃO FÔRMAS PARA CONCRETO
ARMADO

Decisão inicial:

 Executar as formas em uma central de


produção?
 Usar fôrmas pré-fabricadas: comprar ou
alugar?
ou
 Produzir as formas no canteiro de obra?
43
Central de produção

44
Pré-fabricada

45
Produção no canteiro

46
COMPONENTES DE SISTEMAS
DE FÔRMAS

Molde: superfície de contato com


concreto.
- Função: dar textura, forma.

Podem ser de:

 madeira na (tábua ou compensado);

 materiais metálicos - alumínio e aço;

 outros materiais como: o concreto,


plástico, papelão, etc. 47
COMPONENTES DE SISTEMAS
DE FÔRMAS

Estrutura: reticulado de madeira ou metal.


- Função: dar rigidez ao molde.
Podem ser de:
 madeira aparelhada: treliça ou perfis de
madeira colada;
 materiais metálicos: perfil dobrado de aço,
perfis de alumínio, ou treliças;
 mistos: uma combinação de elementos de
madeira e elementos metálicos ou plásticos.
48
COMPONENTES DE SISTEMAS
DE FÔRMAS
Escoramento: elementos verticais ou
inclinados.
- Função: transmitir a carga ao solo sem causar
deformação na estrutura.

Podem ser de:


 madeira bruta ou aparelhada - seção mínima de
7cm (NBR 6118):
Pontalete de madeira 7,5 X 7,5cm
Escora de eucalipto φ 8, 10 ou 12cm
 aço na forma de perfis tubulares extensíveis ou de
torres.
Escora metálica 49
Pontaletes de madeira

50
Escoras de eucalipto

51
Escoras metálicas

52
COMPONENTES DE SISTEMAS
DE FÔRMAS

Acessórios: travas, tirantes, cantoneiras,


sargentos, agulhas, etc.
- Função: fechamento, estanqueidade, etc.

É comum a utilização de elementos


metálicos e cunhas de madeira.

53
ACESSÓRIOS

54
ACESSÓRIOS

55
ACESSÓRIOS
Sargento

56
TIPOS DE MADEIRAS PARA FÔRMAS
Serrada
 Tábua (2,5x30cm ou 2,5x20cm)
 Guia (2,5x15cm)
 Sarrafo (2,5x10; 2,5x7; 2,5x5 cm)
 Caibros (8,0x8,0; 5,0x8,0 cm)

Bruta
 Escora (Ø 7 a 12 cm)

Compensada: Painéis de 110 x 220 ou 122 x 244m


com espessuras de 6;10;12;14;18;20 mm.
 Resinado (aproveitamento ≅ 5 x)
 Plastificado (aproveitamento ≅ 7 a 30 x)
MADEIRAS PARA FÔRMAS

Guia 2,5x10cm

Caibros 8,0 x 8,0


58
MADEIRAS PARA FÔRMAS

Compensado resinado

Compensado plastificado

59
TIPOS DE FÔRMAS
Existem no mercado vários tipos de formas:

 Aço;

 Alumínio;

 Plástico (cubetas);

 Papelão;

 Laje pré-moldada com vigotas e EPS;

 Lajes pré-moldadas;
60
TIPOS DE FÔRMAS
Existem no mercado vários tipos de formas:

 Laje de painéis treliçados;

 Painel alveolar;

 Steel deck

 Resina termoplástica;

 Sistema misto.

61
FÔRMAS DE AÇO
São chapas metálicas de diversas espessuras
(dimensões dos elementos a concretar e dos
esforços que deverão resistir).
Apresentam as seguintes características:

 Grande precisão;
 Excelente acabamento;
 Custo elevado ⇒ retorno: 200 a 500
utilizações;
 Pequena espessura (2 mm) ⇒ leve;
 Pouco deformável. 62
Fôrmas de aço

Face de contato com o concreto


Fôrmas de aço para pré-moldados

64
FÔRMAS DE ALUMÍNIO

Painéis fabricados com perfis estruturais


de alumínio e chapas também em
alumínio.
Apresentam as seguintes características:
 leve (1/4 do aço para mesma
resistência);
 custo elevado (4 a 5x aço);

 deformação (3x aço).


65
Painéis de alumínio

66
Formas de alumínio

67
Montagem das formas de alumínio

68
Formas de alumínio

69
Etapa de concretagem

70
FÔRMAS DE PLÁSTICO
Para grandes vãos livres a solução mais
econômica é o uso de formas plásticas para
lajes nervuradas.
Montagem e desmontagem rápida,
dispensa a fixação com pregos, e utiliza poucos
componentes.
O formato das cubetas (retangular ou
quadrado) facilita o empilhamento, permite a
estocagem em áreas reduzidas e facilita a
desenforma.
71
72
Laje nervurada com sistema de protensão

73
FÔRMAS DE PLÁSTICO
 Laje mais leve e econômica (para grandes
vãos).
 Redução de concreto.
 Custo elevado das cubetas.

74
FÔRMAS DE PLÁSTICO
Vantagens das lajes nervuradas:
 Economia: maior resistência e menor
peso próprio. (efeito nos demais
elementos estruturais da infra e
supraestrutura);
 Cubetas plásticas permitem
reaproveitamento várias vezes (mais de
duzentas);
 Permite flexibilidade em plantas
arquitetônicas. (customizações). 75
FÔRMAS DE PLÁSTICO
Desvantagens das lajes nervuradas:
 Cuidado no manuseio de cubetas para
evitar a perdas;
 A quebra das cubetas pode, ocasionar
acidentes (EPIs e EPCs);
 exigem mão-de-obra especializada.

76
FÔRMAS DE PAPELÃO

As formas de papelão apresentam as


seguintes características:

 Matérias primas recicláveis e 100%


biodegradável;
 Permitem formatos circulares;

 Leve, Seguro e de Fácil Manuseio;

 Necessitam de cuidados com esforços e


vibração.
77
Tubos de papelão para
enchimento de lajes.

78
Tubos de papelão para forma de pilar.

Fabricados em papel kraft e receberem uma camada


interna de papel não-aderente ao concreto.
LAJE PRÉ-MOLDADA COM VIGOTAS E
TAVELAS CERÂMICAS

Constituidos por vigotas de concreto


(resistência) pré-fabricadas e tavelas
cerâmicas (elementos de enchimento).

Serve de fôrma para a capa de concreto


que é moldada no local da obra, além de
ser um sistema de fácil montagem e de
consumir uma quantidade reduzida de
escoras.

80
Elementos da laje pré-moldada
laje pré-moldada com vigotas treliçada de
concreto e tavelas cerâmicas.

Tavela
Vigota
laje pré-moldada
com vigotas de
concreto e tavelas
cerâmicas.
Sobre ela foi
colocada malha de
aço.
laje pré-moldada com vigotas de concreto, tavelas cerâmicas e EPS.
LAJE PRÉ-MOLDADA COM VIGOTAS E
EPS

As formas de Poliestireno Expandido (EPS)


apresentam as seguintes características:
 Menos carga nas estruturas e fundações;
 Menor consumo de aço e concreto;
 Economia de mão-de-obra;
 Mais rapidez na montagem das lajes;
 Flexibilidade de medidas;
 Facilidade no manuseio e no transporte;
 Sem perdas (peças não quebram).
85
Laje com vigotas e EPS (isopor)

86
Laje com vigotas e EPS (isopor)

87
88
LAJE DE PAINÉIS TRELIÇADOS
São placas com espessura de 3,0 cm a 5,0
cm e larguras padronizadas.
Constituídas de concreto estrutural feitas
fora do canteiro de obra.

89
LAJE DE PAINÉIS TRELIÇADOS

90
LAJE DE PAINÉIS TRELIÇADOS

91
LAJE DE PAINÉIS TRELIÇADOS

92
LAJE DE PAINÉIS TRELIÇADOS
Vantagens:
 Resistência superior quando
comparado com vigotas com tavelas;
 Apresenta maior velocidade de
execução quando comparado com
vigotas com tavelas;
 O processo executivo exige menor uso
de escoramento e madeira no canteiro
de obras.
Desvantagem: maior custo. 94
PAINEL ALVEOLAR
Produzida com um tipo especial de aço,
denominado aço para protensão.
Dispensam o uso de escoramentos para
vãos de até 19m.
Econômica a partir dos 250 m² de área de
obra (grandes vãos).
Para obras que necessitem de velocidade.

Recebem uma armadura complementar e


uma camada de concreto (capeamento),
para regularização do conjunto.
PAINEL ALVEOLAR

96
PAINEL ALVEOLAR

97
PAINEL ALVEOLAR

98
PAINEL ALVEOLAR - CAPEAMENTO

99
SISTEMA STEEL DECK
Integração de chapas de aço galvanizado
com o concreto.
Características:
Dispensa de utilização de fôrmas de
madeira;
Dispensa do uso de escoras;
Facilidade de passagem de dutos e
fixação de forros;
Maior agilidade no processo construtivo.
Laje composta do tipo “steel deck”.
“steel deck” – montagem sem escoramento.
“steel deck” - concretagem.
FÔRMAS FEITAS COM RESINA
TERMOPLÁSTICA
Feitas de resina de alto desempenho e
flexibilidade tem peso reduzido e alto índice de
reutilização.

Utilizadas em estruturas de concreto como:


pilares, vigas, paredes e lajes, que exigem
precisão, leveza, resistência e
produtividade.

Possuem elevada resistência mecânica e à


impactos, intempéries e manuseio em canteiros
de obra.
104
FÔRMAS FEITAS COM RESINA
TERMOPLÁSTICA

105
FÔRMAS FEITAS COM RESINA
TERMOPLÁSTICA

106
SISTEMA MISTO
Além dos sistemas já apresentados pode-se
optar por um sistema misto, utilizando madeira
metal e plástico.

107
SISTEMA MISTO
Escoras metálicas e formas de madeira

108
SISTEMA MISTO
Painel estruturado (plástico reciclável + estrutura metálica)

109
SISTEMA MISTO
Painel estruturado (aço + madeira)

110
PROJETO E EXECUÇÃO DE
FÔRMAS

111
PROJETO DE FÔRMAS PARA
CONCRETO ARMADO - LAJES

Características da fôrma de lajes:


 Elementos principais: painéis, travessões,
guias, pés-direitos, talas, cunhas e calços.

 Existem variações do processo tradicional da


laje de concreto moldada “in loco” (maciça
ou nervurada) por componentes pré-
fabricados, como por exemplo: lajes pré-
moldadas, composta do tipo “steel deck”,
entre outras.
112
Esquema de fôrma convencional

Painel
Travessão
Guia
Escoramento
Tala
Cunha
Calço
Esquema de fôrma convencional
Esquema de fôrma convencional para laje,
utilizando-se apenas guias.

ou Tala
Esquema de laje pré-moldada com vigotas de
concreto e tavelas cerâmicas.
PROJETO DE FÔRMAS PARA
CONCRETO ARMADO - VIGAS
Fôrma de vigas:
 Elementos principais (formas convencionais):
faces de viga, fundo de viga, travessa de apoio
(das gravatas), peças de travamento, gravatas,
pontaletes(escoramento).

117
Esquema de fôrma convencional de viga
Fôrma de viga com gravata metálica
Exemplo de fôrma modular para viga.

 Dificuldade de implantação: exige coordenação


modular, poucos fornecedores.

Fecho
PROJETO DE FÔRMAS PARA
CONCRETO ARMADO - PILARES

Características da fôrma de pilares:

 Elementos principais:

 faces de pilar;
 Gravatas;
 gastalhos de pé-de-pilar;
 peças de travamento;
 e escoras para aprumar o pilar.

122
CUIDADOS NA MONTAGEM DAS
FÔRMAS DE PILARES
 Prever contraventamento em duas
direções perpendiculares entre apoiados
no terreno através de estacas ou sarrafos.
 Pilares altos: prever contraventamento
em diversas alturas (evitar a
flambagem).
 As gravatas (suportam os esforços laterais
do concreto) devem estar a uma distancia
umas das outras de 30 a 40 cm a partir
da base do pilar. 123
Contraventamento em duas direções

124
Contraventamento em duas direções

125
CUIDADOS NA MONTAGEM DAS
FÔRMAS DE PILARES

 A primeira gravata na base do pilar


chama-se gastalho (auxilia na locação
do pilar).

 Deixar na base do pilar uma janela


para limpeza e remoção de objetos.
Em pilares altos deixar janelas
intermediárias (concretagem em
etapas).

126
Gastalho de pilar

127
Gastalho de pilar

128
Forma para pilar – esquemático.

129
Fonte: ARAÚJO & FREIRE
Detalhe da gravata metálica do pilar com barras rosqueadas.
PROJETO DE FÔRMAS PARA
CONCRETO ARMADO

 Deve-se garantir uma perfeita


estanqueidade das formas para reduzir o
risco de fuga de nata de cimento.

 Tensores que evitam a abertura das


fôrmas não devem entrar em contato
com o concreto.

131
Travamento da forma com grampos de aço
132
Contraventamento

133
Planta de formas – representação gráfica
de vigas e pilares

134
Formas e aprumadores de pilar

135
SISTEMAS DE FÔRMAS
RACIONALIZADAS

Objetivos da racionalização:

 Aproveitamento máximo da capacidade


resistente dos componentes;
 Aumento da segurança nas operações de
utilização;
 Aumento da vida útil e reaproveitamento
dos componentes da fôrma;
 Redução de mão-de-obra para recortes,
montagens e desmontagens. 136
Uso de barras de
ancoragem com
espaçadores
plásticos.

137
Uso de barras de ancoragem com
espaçadores plásticos.

138
AÇÕES DE RACIONALIZAÇÃO DO
SISTEMA DE FÔRMAS
Racionalização do molde, da estruturação
e dos acessórios

 Substituição de pregos comuns por


pregos tipo “cabeça-dupla”, encaixes
e colocação de cunhas;

 Toda equipe do canteiro de obra deve


ser treinada de acordo com as diretrizes
que constam do projeto executivo.

139
Pregos tipo “cabeça-dupla”

140
Limpeza, organização e EPIs

141
ARMADURA

142
ARMADURA
A resistência à tração dos concretos é
muito baixa, cerca de 1/10 de sua
resistência à compressão (que é alta).
O aço, ao contrário tem alta resistência a
tração.
O concreto armado é união de materiais
(concreto + aço) com características
mecânicas diferentes mas que se
completam.
143
ARMADURA
Além do fator resistência, o aço fica
protegido dentro do concreto (meio
alcalino - passivação), aumentando a sua
durabilidade.

A união entre concreto+aço deve ser


garantida pela aderência completa entre
os materiais (suas deformações sejam
iguais ao longo da peça de concreto).

144
ARMADURA
Os aços para concreto armado são
fornecidos:
 em rolos (fios) ou telas para bitolas de
menor diâmetro;
 barras com aproximadamente 12m de
comprimento para bitolas de maior
diâmetro.

A Norma que regulamenta a produção de


fios e barras de aço é a ABNT NBR
7480:2007.
Tabelas de aços comerciais para construção civil

CA 50
Diâmetro Diâmetro Peso (kgf Área(cm2)
polegada (mm) /m)

(nominal)
5/16 8 0,39 0,49

3/8 10 0,56 0,71

½ 12 1 1,27

5/8 16 1,55 1,98

3/4 20 2,24 2,85

1 25 3,98 5,07

CA 60

4,2 0,108 0,14


5,0 0,154 0,20
6,0 0,222 0,28
146
DIFERENÇA ENTRE CA 50 E CA 60
O número gravado na estrutura das barras
de aço representa a resistência ao
escoamento (plástica).
CA-60 apresenta resistência
de 60 kgf/mm2 (600 Mpa), enquanto
o CA-50 resiste à 50 kgf/mm2 (500 Mpa).

147
ARMADURA - ORGANOGRAMA

148
A ORGANIZAÇÃO DO AÇO NO
CANTEIRO

Devido ao grande comprimento das barras


de aço (12 m) deve ser planejado a
manobra no embarque e desembarque da
carreta que transporta estas barras (obras
localizadas em avenidas de grande
movimento).

Cuidado com aço cortado ou dobrado no


armazenamento ocorre a ruptura da
película protetora podendo sofrer
corrosão. 149
Em rolos nas bitolas até
16mm.

Barras retas até 12,0 m. 150


Também são vendidas telas soldadas CA 60 em
malha quadrada ou retangular em vários
diâmetros. Espaçamento (cm) ⇒ 10, 15, 20 e 30.

151
ARMADURA

Os aços para concreto armado devem


obedecer aos requisitos:

 Ductilidade e homogeneidade;

 Soldabilidade;

 Resistência razoável a corrosão.

152
AÇO PARA CONCRETO (NBR
7480:2007)
Aço ou Ferro ??
 Ferro ⇒ > 2,04% de Carbono.
 Aço ⇒ < 2,04% de Carbono.
Aço é uma liga metálica composta
principalmente de ferro e de pequenas
quantidades de carbono.
Entre outras propriedades, o aço
apresenta resistência e ductilidade,
muito importantes para a Construção Civil.
153
ARMAZENAMENTO

As barras devem ser separadas segundo seu


diâmetro, de maneira a evitar possíveis
enganos.

Armazenar o menor tempo possível e


longe do solo:
 sobre camada de brita;
 sobre escoras ou travessas de madeira;
 sob telheiros (meios muito agressivos).
154
Estocagem organizada

155
Estocagem inadequada

156
Aço sobre cavaletes
PRODUÇÃO DA ARMADURA
As armaduras podem ser produzidas de
forma tradicional, sendo produzidas no
próprio canteiro de obra ou de forma
racionalizada.

1) No sistema tradicional
Corte e dobra das barras de aço (no
canteiro) a partir de um projeto estrutural
e posterior montagem dos elementos que
formarão lajes, vigas e pilares, etc.
158
PRODUÇÃO DA ARMADURA
2) No sistema racionalizado
O aço é fornecido já cortado, dobrado ou
mesmo já montado (em uma central).
São encomendadas a partir do projeto
estrutural e entregues à obra conforme
cronograma de execução.

Vantagens deste sistema:


Maior espaço no canteiro (não há
necessidade de estoque de barras e
159
bancada de armação;
PRODUÇÃO DA ARMADURA
Vantagens deste sistema:
Redução das perdas por sobras de
pontas durante os cortes;
Racionalização da mão-de-obra, com
menor presença de armadores e
auxiliares necessários ao corte e
montagem das armaduras.
Importante: Mesmo com o uso de
armaduras prontas a responsabilidade
da obra é do responsável técnico. 160
161
Verificar a entrega conforme nota fiscal.

162
Conferir: bitola, dimensões, tipo de aço, quantidades.

163
Etiqueta de identificação.

164
Exemplo de detalhamento de armadura de viga.

C=394

C=387

165
Detalhe de armadura de viga

166
Detalhe de armadura de pilar

167
Detalhe de armadura de escada

Diâmetro 5 mm e
espaçamento entre barras
igual a 14 cm.

168
Exemplo de Quadro resumo de aço, concreto e forma.

169
SOBRAS OU PERDAS?
Barras de 12m‚ considerando pilares de 3,30m
de altura, serão cortadas em 3 partes de 3,30m
e haverá uma sobra (ou perdas) de 2,10m.
Considerando desperdício de 2,1m por barra,
representam uma perda de 18% (ou mais de
20Kg para cada barra de 20mm). O que fazer?

Planejamento sobras de um tipo de aço


podem ser utilizadas em outras peças
estruturais.
170
PRODUÇÃO DA ARMADURA
Os fios e barras são cortados com:
Talhadeira;
Tesourões especiais;
Discos de corte;
Máquinas de corte (manuais ou
mecânicas).

Talhadeira são usadas somente para fios


de diâmetro menor que 6,3mm
(rendimento da operação é muito baixo).
171
Tesourões, com braços compridos, permitem o corte
de barras e fios de diâmetro até 16mm.

172
Máquina mecânica para corte de barras de aço.

173
Máquina mecânica para corte de barras de aço.

174
Bancada com disco de corte.

175
PREPARO DA ARMADURA
Após a liberação das peças cortadas é feito
o dobramento das barras sobre uma
bancada de madeira.

176
Bancada de
dobra do aço.

177
Dobrando o aço.

178
179
MONTAGEM DA ARMADURA

A ligação das barras e entre barras e


estribos é feita através da utilização de
arame recozido (arame queimado).

Os arames normalmente utilizados são:

arames recozidos n.º 16 (maior


espessura);
ou n.º 18 (menor espessura), ambos
são vendidos em rolos.
180
Amarração dos estribos da armadura de vigas e
pilares deve ser feita de forma a evitar a sua
movimentação durante a concretagem. 181
Amarração das barras nos estribos de uma viga.

Evitar deslocamento
das barras durante a
concretagem

182
Montagem

183
MONTAGEM DA ARMADURA
Armaduras devem ser posicionadas nas fôrmas
de acordo com as especificações de projeto.

Dois problemas fundamentais a serem


evitados são:
1) O posicionamento incorreto da armadura
negativa (tornada involuntariamente
armadura positiva).

2) A falta do cobrimento da armadura de


aço (especificado em projeto).
184
Armadura negativa e positiva de uma laje.

Armadura negativa

Armadura positiva Fôrma

185
Armadura negativa de uma laje.

Caranguejo.

186
Armadura negativa de uma laje. 187
F

Em lajes bi-apoiadas,
o aço deve estar na
parte de baixo (parte
tracionada).

Armadura positiva 188


Armadura negativa de uma laje de marquise.

Marquise
trinca

189
Queda de marquise.

190
Queda de marquise.

191
COBRIMENTO DA ARMADURA
As armaduras de aço dentro da massa de
concreto são protegidas contra a corrosão
pelo fenômeno da “passivação do aço”. O PH
do concreto (muito básico) protege a
armadura.
Posicionar a armadura afastada da
superfície externa da estrutura.

Fôrma Aço

192
COBRIMENTO DA ARMADURA
Para garantir o cobrimento especificado pelo
projetista são utilizados espaçadores, feitos
na obra (com argamassa) ou plásticos.

O diâmetro dos espaçadores e a distância


entre eles varia de acordo com o tipo de
estrutura e o local onde está sendo construída a
edificação.

Função do espaçador:
 garantir o cobrimento especificado em
projeto. 193
Espaçador

Espaçador garantido o cobrimento da 194


armadura.
Espaçadores feito com argamassa no canteiro
de obra.

195
Espaçadores DR (circular) para vigas e pilares e o SCP
(cadeirinha) para lajes.
196
Espaçadores plásticos.

Tipo circular raiado

Tipo cadeirinha
Espaçadores garantindo o cobrimento da armadura.

198
Colocação de espaçadores em viga.

199
Espaçadores em viga.

Espaçadores em pilar.
Manifestações
patológicas por falta
de cobrimento.

201
Manifestações patológicas por falta de cobrimento.

202
Manifestações patológicas por falta de cobrimento.

203
Manifestações
patológicas por
falta de
cobrimento.
Colapso da estrutura por falta de cobrimento.

205
MONTAGEM DA ARMADURA
É permitida a emenda de barras para o
aproveitamento das sobras.
Devem obedecer aos comprimentos mínimos
indicados em projeto e podem ser por
transpasse, luva rosqueada ou solda.
As emendas por transpasse somente são
permitidas para barras de diâmetro até 25
mm.

206
SEQUÊNCIA DE MONTAGEM
DAS FÔRMAS E ARMADURAS
DOS PILARES

207
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DOS PILARES
A execução dos pilares pode ser feita de
duas formas:

1) Concretar somente os pilares, sem que


se tenha executado as fôrmas de vigas e
lajes (pilares “solteiros”);

2) Preparar as fôrmas de vigas e lajes e


concretar o pilar somente depois que as
formas estiverem montadas.
208
Pilares “solteiros”.

209
Pilares concretados depois da montagem das
formas das vigas e lajes.

210
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DOS PILARES
Recomendações:
 Locação dos pilares do 1º pavimento deve
ser feita a partir dos eixos de referência
previamente definidos (conferir o
posicionamento das esperas de aço);

 Após a concretagem da laje, fazer a


locação do gastalho de pé de pilar
(circunscrever os quatro painéis),
devendo ser nivelado e unido.
211
locação do
Gastalho

212
Locação do
Gastalho

213
Colocação do gastalho

214
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DOS PILARES

 Limpeza da armadura de espera do pilar


(arranques);

 Posicionamento da armadura conforme


projeto, colocando espaçadores (pode
ser feito depois das formas estarem
posicionadas);

 Passar desmoldante nas três faces


(quando este produto for utilizado);
215
Posicionamento da armadura

barras de espera
(arranques) 216
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DOS PILARES
Desmoldantes
Função: minimizar a aderência do
concreto às fôrmas.
Produtos:
 Industrializado ou óleo fino diluído em
água (1:10 ou 1:20), aplicado com brocha
ou rolo.
Aplicação do desmoldante 218
DESMOLDANTES

Vantagens:
 Facilitar a desforma;
 Otimizar o reaproveitamento das
fôrmas;
 Em concretos aparentes ajuda a
diminuir a rugosidade superficial.

219
DESMOLDANTES

Cuidados:

 Prejudicam a aderência do
revestimento (lavar a superfície);
 Cuidar com o contato com a
armadura;
 Manchamento em concreto aparente.

220
Queda do revestimento do forro de marquise por falta de
aderência.

221
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DOS PILARES
 Posicionamento das três faces das formas,
nivelando e aprumando as faces com
aprumadores (escoras inclinadas);
 Conferir espaçadores nas armaduras;

 Fechamento da 4ª face da fôrma;

 Posicionar fixadores, reforços,


gravatas e fixação do contraventamento;
 Nivelamento, prumo e escoramento da 4ª
face (fazer janela de inspeção). 222
Montagem dos painéis

223
Colocação dos espaçadores antes do fechamento do painel224
Fechamento da 4ª face da fôrma 225
GRAVATAS

Função:
 Absorver os esforços laterais.

Posicionamento:
 Variável conforme as dimensões do pilar e
o material de fechamento (quando feitas
de madeira: a cada 30 ou 40cm).

226
Fixadores

gravatas de
madeira

227
Reforço dos painéis
laterais (perfis metálicos
ou caibros)

228
Posicionamento das
gravatas (metálicas) Fixadores
VM

229
Orifícios
resultantes
dos fixadores

230
contraventamento

231
contraventamento

232
Janela de inspeção
e limpeza na base
do pilar

233
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DE VIGAS

234
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DE VIGAS
Recomendações:
 Aplicação do desmoldante;
 Colocação dos painéis de fundo e
posicionamento das escoras;
 Nivelamento;
 Colocação dos painéis laterais;
 Colocação das gravatas;
 Verificações finais antes de posicionar as
armaduras;
 Colocação das armaduras.
235
painéis de fundo das vigas

painéis de fundo

escoras tipo
“garfo”

236
gravatas
painéis laterais

237
Painéis laterais e gravatas.

238
Detalhe de viga lateral externa e viga interna.

239
Viga de
extremidade:
lateral externa mais
alta que as vigas
internas.

laje

240
FIXADORES
Função: evitar o fechamento das fôrmas
durante o aperto da viga e evitar a abertura
ou embarrigamento lateral durante a
concretagem.

241
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DE VIGAS
Verificações das fôrmas ao longo do
processo:

 Locação;
 Geometria (esquadro, nível, prumo,
dimensões e alinhamento);
 Estabilidade (quantidade de escoras,
seções, apoios e contraventamentos).

Antes da colocação da armadura


242
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DE VIGAS
Verificações das armaduras ao longo do
processo:
 Quantidade de barras;
 Espaçamentos;
 Bitolas;
 Posição das barras;
 Armaduras positivas e negativas;
 Posição das armaduras/apoios;
 Espaçadores;
 Comprimento das esperas (arranques). 243
244
245
Apoios
Apoios

246
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DE LAJES

247
MONTAGEM DAS FÔRMAS E
ARMADURAS DE LAJES
Recomendações:
 Posicionamento do escoramento e das
longarinas;
 Montagem dos painéis do assoalho;
 Aplicação de desmoldante;
 Posicionamento da armadura;
 Nivelamento e contra-flecha;
 Posicionamento de instalações;
 Colocação das mestras;
 Verificações e limpeza final. 248
longarinas
pontalete
madeira
7,5X7,5

249
Longarinas
Escoramento
metálico
regulável

250
Longarinas

Assoalho: chapas de compensado


251
Painéis de fundo: tábuas 252
Desmoldante

253
Marcação da
armadura

254
Amarração
da armadura
realizada
no local

255
Nivelamento e contra-flecha

256
Passagens
hidráulicas

Tubulação
elétrica

257
Dutos

Negativos

Mestras

258
Dutos de passagem

259
Forma da escada 260
Escada: forma e ferragem 261
Esperas de aço da
escada

262
Armadura negativa 263
Caranguejos. 264
ESCORAMENTO

265
ESCORAMENTO
Cuidados nos apoios das escoras no
solo:
 Deve ser feito sobre tábuas, tanto
maiores quanto menor a resistência do
solo.
 Deve ser encunhado, para garantir
melhor rigidez e facilitar a desforma.

Cuidado: concentração de concreto


durante a concretagem. 266
Cunha de madeira
Cunha

269
Erro no escoramento

270
Tábua e Cunha
272
ESPAÇAMENTO

O espaçamento entre escoras depende


do material, da carga e da seção do
elemento.

 Madeira - normalmente ~ 50 cm;

 metálica ~ 100 cm (projeto).

273
Exemplo de projeto de escoramento

274
ESCORAMENTO
Emendas

NBR 6118: cada pontalete só pode ter


UMA emenda, posicionada fora do terço
médio:

de topo;

sobre o mesmo eixo;

sobre-juntas pregadas em todo o


contorno.
275
276
277
Escoras
metalicas:
regulagem de
altura

278
279
280
PROCESSO DE DESFORMA
Terminada a concretagem é feita a retirada
das formas e do escoramento (quando o
concreto atingir a resistência de projeto).
 A desforma será feita obedecendo a
sequência e o tempo especificado;
 Utilizar cunhas de madeira
(preferencialmente) e pé-de-cabra para a
desforma dos painéis;
 Limpar os painéis deixando-os prontos para
o próximo ciclo de produções.
282
283
REFERÊNCIAS

BUDHU, Muni. Fundações e Estruturas de Contenção. LTC,


09/2013.
MENDONÇA, Antonio Valter Rodrigues de, DAIBERT, João Dalton.
Equipamentos e Instalações para Construção Civil. Érica,
06/2014.
PINHEIRO, Antonio Carlos da Bragança, CRIVELARO, Marcos.
Qualidade na Construção Civil. Érica, 06/2014.
TINOCO, Hênio F. F.. Responsabilidade social na construção
civil. 2013. ALCONPAT Internacional (Boletim Técnico 10).
Disponível em: < http://www.phd.eng.br/wp-
content/uploads/2014/06/bt64.pdf>. Acesso em: 23-out-2017.

284
REFERÊNCIAS

MEDEIROS, Jonas Silvestre. Construção – 101 Perguntas e


Respostas: Dicas de Projetos, Materiais e Técnicas. Minha
Editora, 01/2013.
PINHEIRO, Antonio Carlos da Bragança, CRIVELARO, Marcos,
PINHEIRO, Renato Bragança. Projetos de Fundações e
Terraplenagem. Érica, 06/2015.
PEREIRA, Adriana Camargo. Sustentabilidade,
responsabilidade social e meio ambiente. 1. ed. São Paulo:
Saraiva, 01/2008.
BARBOSA FILHO, Antonio Nunes. Segurança do Trabalho na
Construção Civil. Atlas, 05/2015.
KAEFER, L. F. A Evolução do Concreto Armado. São Paulo.
dezembro de1998. 285
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
SOUZA, R. & Mekbekian, G. Qualidade na aquisição de
materiais e execução de obras. Ed. PINI, São Paulo, 1996.

FUSCO, P.B. Técnicas de armar estruturas de concreto.


PINI, 1995.

CHADE, W. P. O uso da madeira na construção civil: a


evolução da fôrma para concreto. In: SIMPÓSIO NACIONAL
DE TECNOLOGIA DA CONSTRUÇÃO, 2., São Paulo, 1986. Fôrmas
para estruturas de concreto : anais. São Paulo, EPUSP, 1986. p.
1-12.

BARROS, M. M. & MELHADO, S. B. Recomendações para a


produção de estruturas de concreto armado em edifícios.
projeto Epusp/Senai. São Paulo. 1998.

286
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
ARAÚJO, L. O. C & FREIRE, T. M. Tecnologia e Gestão de
Sistemas Construtivos e Edifícios. Apostila “Tecnologia de
produção de Edificações em concreto aramado”. 2004.

NORMAS ESPECIFICAS
ABNT NBR 6118 –Projeto de Estruturas de Concreto –Procedimento.
ABNT NBR 7480 –Barras e Fios de Aço Destinados a Armaduras de
Concreto Armado.
ABNT NBR 7481 –Tela de Aço Soldada -.Armadura para Concreto.
ABNT NBR 7482 –Fios de Aço para Concreto Protendido.
ABNT NBR 7483 –Cordoalhas de Aço para Concreto Protendido –
Requisitos.
ABNT NBR 14931 –Execução de Estruturas de Concreto –Procedimento.
NR 18 -Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da
Construção.
287

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