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História Alexandre Alves

Letícia Fagundes de Oliveira o


ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais • Componente Curricular: História

Manual do
Professor
Manual do
Professor

História o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais • Componente Curricular: História

ALEXANDRE ALVES
Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP)
Autor-colaborador de coleções didáticas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio

LETÍCIA FAGUNDES DE OLIVEIRA


Mestra em História Social pela Universidade de São Paulo (USP)
Autora-colaboradora de coleções didáticas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio

São Paulo, 1a edição, 2017.


Atualizado de acordo com a BNCC.
Direção geral: Guilherme Luz
Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas
Gestão de projeto editorial: Tatiany Renó
Gestão e coordenação de área: Wagner Nicaretta e
Brunna Paulussi
Edição: Beatriz de Almeida Francisco, Flávia Merighi Valenciano e
Guilherme Reghin Gaspar
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Planejamento e controle de produção: Paula Godo,
Roseli Said e Marcos Toledo
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Ana Curci, Ana Paula C. Malfa, Carlos Eduardo
Sigrist, Cesar G. Sacramento, Daniela Lima, Gabriela M. de Andrade,
Luís M. Boa Nova, Maura Loria, Paula T. Jesus, Raquel A. Taveira,
Sueli Bossi e Vanessa P. Santos
Arte: Daniela Amaral (ger.), Claudio Faustino (coord.),
Livia Vitta Ribeiro e Rodrigo Bastos Marchini (edit. arte)
Diagramação: JS Design
Iconografia: Sílvio Kligin (ger.), Denise Durand Kremer (coord.) e
Daniela Ribeiro (pesquisa iconográfica)
Licenciamento de conteúdos de terceiros: Cristina Akisino (coord.),
Luciana Sposito e Liliane Rodrigues (licenciamento de textos),
Erika Ramires e Claudia Rodrigues (analistas adm.)
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Erika Tiemi Yamauchi Asato (capa e proj. gráfico), Talita Guedes da Silva (capa)
Ilustração de capa: Rodrigo ICO
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Índice para catálogo sistemático:


1. História : Ensino fundamental 372.89

2017
Código da obra CL 820674
CAE 728899 (AL) / 728864 (PR)
1a edição
1a impressão
Atualizado de acordo com a BNCC.

Impressão e acabamento

II MANUAL DO PROFESSOR

1LMundoHist_Gov19Sa_MP_GERAL_p001a017.indd 2 12/06/2020 12:10


Sumário

Apresentação .................................................................................. IV
Orientações gerais ......................................................................... VI
O ensino de História nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental ... VI
Ensinar na sociedade do conhecimento ............................................VI
Educar para a cidadania consciente ................................................ VIII
Alfabetizar na idade certa ................................................................IX
Orientações teórico-metodológicas .................................................. X
Princípios e pressupostos da disciplina .............................................. X
Fundamentos da coleção .................................................................. X
O sujeito no estudo da História .....................................................XI
O trabalho com fontes históricas .....................................................XII
Recursos didáticos ............................................................................ XII
Trabalhando com textos e atividades ............................................... XII
Trabalhando com textos e imagens ................................................ XIII
Trabalhando com oralidade ............................................................ XIII
Trabalhando com a interdisciplinaridade ......................................... XIII
A sustentabilidade como interesse comum .................................. XIII
Estratégias de avaliação ................................................................. XIV
Estrutura da coleção ....................................................................... XVI
Objetivos para o ano letivo .........................................................XVIII
Bibliografia ...................................................................................... XXI
Orientações específicas .......................................................................1

MANUAL DO PROFESSOR III


Apresentação

Prezado(a) professor(a),

O processo de ensino-aprendizagem escolar vem passando por mudanças


que refletem uma série de transformações em curso no mundo atual. O fenô-
meno da globalização, o surgimento de novas tecnologias da informação e da
comunicação, o desenvolvimento de novos modos de interagir com o mundo
e com os outros, assim como a reconfiguração permanente das noções de
tempo e espaço, colocam desafios inéditos para o educador e o educando no
contexto escolar. Para enfrentá-los, novas formas de ensinar e de aprender se
fazem necessárias.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), elaborada pelo Ministé-
rio da Educação (MEC), pretende fornecer uma resposta a esses desafios,
indicando o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem
desenvolver ao longo das etapas e modalidades da educação básica, para a
formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, de-
mocrática e inclusiva.
Em conformidade com o conjunto de aprendizagens essenciais indicado
na BNCC para História no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, esta coleção
procura criar oportunidades para que os objetos de conhecimento e as habili-
dades específicas da área sejam trabalhados em diferentes contextos e a partir
de distintos pontos de vista.
Ao estimular a participação dos alunos na construção do conhecimento,
acreditamos estar contribuindo para um futuro mais justo, tolerante e susten-
tável para todos. Nesse sentido, esta obra pretende ser um instrumento de
trabalho para alunos e professores em sala de aula – e também fora dela. A
maneira como os objetos de conhecimento foram organizados em cada vo-
lume visa facilitar o processo de letramento e alfabetização (linguística, mate-
mática, estética, cartográfica, científica, etc.) dos alunos. Assim, a coleção foi
planejada considerando a progressão escolar de um ano a outro e de modo

IV MANUAL DO PROFESSOR
que, no decurso do processo de ensino-aprendizagem, os alunos desenvolvam
as habilidades específicas de História para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais.
A coleção inclui também o Material Digital do Professor, que complemen-
ta o trabalho desenvolvido no material impresso, com o objetivo de organizar e
enriquecer o trabalho docente, contribuindo para sua contínua atualização e ofe-
recendo subsídios para o planejamento e o desenvolvimento de suas aulas. Neste
material encontram-se: orientações gerais para o ano letivo; quadros bimestrais
com os objetos de conhecimento e as habilidades que devem ser trabalhadas
em cada bimestre; sugestões de atividades que favoreçam o trabalho com as
habilidades propostas para cada ano; orientações para a gestão da sala de aula;
proposta de projetos integradores para o trabalho com os diferentes componentes
curriculares; sequências didáticas para ampliação do trabalho em sala de aula; e
propostas de avaliação.
Outra preocupação que nos acompanhou no desenvolvimento desta coleção
foi a de fazer uma obra que alunos e professores utilizem com prazer. Afinal,
a História pode e deve ser interessante e estimulante – e por que não divertida
também?
Ao propiciar a construção de pontes entre as nossas vivências e as experiências
das gerações passadas, a História nos oferece a noção de nossa própria identidade.
Além disso, sem os referenciais culturais básicos que adquirimos com o estudo da
História não seríamos capazes de compreender de onde viemos, onde estamos
e para onde vamos, tampouco o nosso papel diante da complexa realidade que
nos cerca.
Esperamos que esta coleção consiga despertar o interesse dos alunos para
o estudo da História, contribuindo, assim, para a formação de cidadãos críticos,
criativos e conscientes.
Os autores

MANUAL DO PROFESSOR V
Orientações gerais

O ensino de História nos Anos Iniciais do


Ensino Fundamental
A inovação tecnológica que marca a sociedade da
Ensinar na sociedade do informação, segundo Abdul Waheed Khan, introduziu
conhecimento em nosso cotidiano novas formas de produzir e distribuir
A produção e a difusão da informação e do conheci- ideias, novos modos de consumir e comercializar produtos
mento, assim como o desenvolvimento de tecnologias e o e mercadorias (inclusive os bens culturais). Como conse-
aprimoramento dos meios de comunicação, acompanham quência, assistimos ao surgimento de novas maneiras de
a história humana pelo menos desde o surgimento da es- ser, de pensar, de agir e de interagir.
crita, há aproximadamente 5 mil anos. No decorrer das Essas transformações colocam desafios sem prece-
últimas décadas, com a globalização econômica e cultural, dentes para a escola, já que acesso à informação e difu-
esse processo se acelerou devido a uma série de descober- são do conhecimento são processos desiguais que tendem
tas científicas e invenções técnicas, que deram origem ao a criar assimetrias e novas divisões sociais. Estudiosos do
que se convencionou chamar sociedade da informação assunto alegam que, para responder a esses desafios, é
ou sociedade do conhecimento. necessário que a escola repense e modifique o seu papel
Há polêmica no uso dessas expressões para caracte- na sociedade. Como ressaltou o pedagogo e educador
rizar nossa sociedade hoje. Muitos especialistas afirmam argentino Juan Carlos Tedesco:
que elas não devem ser interpretadas como equivalentes,
pois o mero acúmulo de informação não gera automati- Em um mundo no qual a informação e os conhecimentos
camente conhecimento. Para se tornar conhecimento, a se acumulam e circulam através de meios tecnológicos
cada vez mais sofisticados e poderosos, o papel da escola
informação deve ser incorporada pelos indivíduos, geran-
deve ser definido pela sua capacidade de preparar para o
do transformações em seu modo de ser, pensar e agir – e,
uso consciente, crítico, ativo dos aparatos que acumulam
consequentemente, nas instituições de ensino e cultura,
a informação e o conhecimento.
nos sistemas de representação política, etc.
TEDESCO, Juan Carlos. Educar en la sociedad del conocimiento.
Abdul Waheed Khan, que foi Diretor-Geral Assistente México: Fondo de Cultura Económica, 2014. p. 67-68.
do Setor de Comunicação e Informação da Unesco entre (Traduzido pelos autores.)
2001 e 2010, estabeleceu a seguinte diferenciação entre
No mundo em que vivemos, portanto, a escola não
os conceitos:
deve se limitar a transmitir conteúdos. Ela deve atuar no
A sociedade da informação é a pedra angular das sentido de desenvolver a capacidade de cada indivíduo de
sociedades do conhecimento. O conceito de “Sociedade construir novas aprendizagens, valores e atitudes. A perma-
da Informação”, a meu ver, está relacionado à ideia de nente inovação tecnológica que caracteriza a nossa socie-
“inovação tecnológica”, enquanto o conceito de “Sociedade dade impõe a necessidade de uma educação igualmente
do Conhecimento” inclui uma dimensão de transformação permanente, que vise ao desenvolvimento de um conjunto
social, cultural, econômica, política e institucional, assim de conhecimentos, habilidades, atitudes e aptidões necessá-
como uma perspectiva mais pluralista e de desenvolvimento.
rio para a formação de cidadãos ativos e reflexivos.
O conceito de “sociedades do conhecimento” é preferível
ao da “Sociedade da Informação”, já que expressa melhor O ensino de História não pode e não deve ficar imune
a complexidade e o dinamismo das mudanças que estão a essas transformações que exigem modificações didáticas
ocorrendo [...]; o conhecimento em questão não é só e epistemológicas na abordagem do saber histórico em
importante para o crescimento econômico, mas também sala de aula. A nosso ver, é importante que os alunos
para fortalecer e desenvolver todos os setores da sociedade. aprendam a construir conhecimento em vez de memorizar
Apud: BURCH, Sally. Sociedade da informação/Sociedade do datas ou fatos, como pressupunha aquela velha concepção
conhecimento. In: AMBROSI, A.; PEUGEOT, V.; PIMENTA,
positivista de uma história objetiva. Nesse sentido, torna-se
D. O desafio das palavras: enfoques multiculturais sobre a
sociedade da informação. Disponível em: <https://vecam.org/ indispensável um saber histórico voltado para a vida e que
archives/article519.html>. Acesso em: out. 2017. responda às necessidades do presente.

VI MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


Em suma, um dos grandes desafios impostos pela e valorizar a enorme riqueza cultural do país, compreen-
sociedade do conhecimento é encontrar meios de filtrar dendo-a como resultado de processos históricos de troca,
esse constante e ininterrupto fluxo de informações com negociação e conflito entre diversos povos (indígenas, eu-
o qual convivemos diariamente. Dito com outras palavras, ropeus, africanos)? Por esse e outros motivos, procuramos
trata-se de descobrir como transformar informação em enfatizar a formação cultural dos alunos, contribuindo para
conhecimento. Pensando nisso, esta coleção se propõe a criação de repertórios e a aquisição de referências.
a desenvolver as capacidades de selecionar, organizar e A BNCC enumera sete competências específicas de
interpretar informações, por meio de discussões que esti- História para o Ensino Fundamental.
mulam a reflexão e o pensamento crítico dos alunos, além
1. Compreender acontecimentos históricos, relações de poder
de atividades que exploram diferentes linguagens.
e processos e mecanismos de transformação e manutenção
Nesse contexto, uma das principais funções do ensino das estruturas sociais, políticas, econômicas e culturais
de História, em particular nos Anos Iniciais do Ensino Fun- ao longo do tempo e em diferentes espaços para analisar,
damental, é contribuir para a formação cidadã dos alunos: posicionar-se e intervir no mundo contemporâneo.
esperamos formar jovens capazes de respeitar e valorizar 2. Compreender a historicidade no tempo e no espaço,
a diversidade e compreender de forma autônoma e crítica relacionando acontecimentos e processos de transformação
uma realidade que é cada vez mais complexa e multifa- e manutenção das estruturas sociais, políticas, econômicas
cetada. Nesse sentido, o conhecimento histórico escolar e culturais, bem como problematizar os significados das
pode ser encarado como um entre os instrumentos que lógicas de organização cronológica.
contribuem para a mudança das percepções sociais em 3. Elaborar questionamentos, hipóteses, argumentos e pro-
relação ao “outro”, à diferença. Ao fazê-lo, a disciplina posições em relação a documentos, interpretações e
retoma um papel tradicionalmente atribuído a ela, como contextos históricos específicos, recorrendo a diferentes
ressaltou o historiador Christian Delacroix: linguagens e mídias, exercitando a empatia, o diálogo, a
A instrumentalização da História é constitutiva de sua resolução de conflitos, a cooperação e o respeito.
introdução no ensino escolar. [...] Sem dúvida a História, 4. Identificar interpretações que expressem visões de
mais do que as outras disciplinas escolares, sempre foi diferentes sujeitos, culturas e povos com relação a um
investida de uma missão política e ética. A História a ser mesmo contexto histórico, e posicionar-se criticamente
ensinada encontra-se, portanto, perpetuamente inscrita
com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
numa tensão entre três polos: as finalidades cívicas
e políticas que lhe são atribuídas e que justificariam sustentáveis e solidários.
sua presença no currículo, a vontade de apoiá-la nos 5. Analisar e compreender o movimento de populações e
desenvolvimentos da historiografia e as questões postas mercadorias no tempo e no espaço e seus significados
por sua operacionalização pedagógica. históricos, levando em conta o respeito e a solidariedade
DELACROIX, Christian et al. Historiographies, I: com as diferentes populações.
Concepts et débats. Paris: Gallimard, 2010. p. 138.
(Traduzido pelos autores.) 6. Compreender e problematizar os conceitos e procedimentos
norteadores da produção historiográfica.
Um dos efeitos mais evidentes da transformação so-
7. Produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informa-
ciocultural provocada pela globalização é uma crescente di-
ção e comunicação de modo crítico, ético e responsável,
versidade cultural observada em quase todas as sociedades,
compreendendo seus significados para os diferentes
também conhecida como multiculturalidade ou hibridização grupos ou estratos sociais.
das culturas. Segundo os antropólogos, esse fenômeno, que BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum
permite que diferentes grupos humanos se engajem em Curricular – BNCC, p. 402. Disponível em:
processos de assimilação, fusão e difusão de suas respecti- <http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_
vas identidades culturais, é decorrente do desaparecimento EF_110518_versaofinal_site.pdf>. Acesso em: out. 2019.
dos bloqueios à livre difusão do conhecimento, inerente à Acreditamos que o desenvolvimento dessas com-
globalização. Contudo, a hibridização cultural também tem petências permite responder aos desafios impostos pela
o potencial de gerar conflitos entre os diferentes grupos que sociedade do conhecimento, promovendo o aluno a pro-
compõem as sociedades. tagonista do processo de ensino-aprendizagem. Assim,
O Brasil, por exemplo, é considerado um país multi- habilidades como compreender; identificar; analisar; es-
cultural porque abrange uma grande diversidade de cultu- tabelecer relações; elaborar questionamentos, hipóteses,
ras, que envolvem diferentes tipos de crenças, costumes, argumentos e proposições, etc. são trabalhadas em dife-
modos de vida, etc. Essa foi outra preocupação que acom- rentes situações, por meio de sequências didáticas que
panhou a escrita da obra: como levar o aluno a perceber exploram diversos contextos, textos e linguagens.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS VII


Na tentativa de superar as práticas mecânicas de aquisição de instrumentos e referências intelectuais, que
memorização e “decoreba” características do chamado podem lhes proporcionar a compreensão do mundo, e
ensino tradicional de História, esta obra procura estimular também da chamada “descoberta do outro”, que lhes
a problematização de conceitos, a aquisição de procedi- permite cooperar com os demais indivíduos em diversas
mentos e o desenvolvimento de atitudes necessárias ao atividades humanas e participar ativamente delas.
enfrentamento da sociedade do conhecimento. Em consonância com o Relatório Delors, a ênfase em
Nesta coleção, pensada pedagogicamente a partir da uma educação preocupada com as questões da cidadania
centralidade do aluno como protagonista do processo de se faz presente nesta coleção – tendo sido uma preocu-
ensino-aprendizagem, o trabalho com as habilidades da pação constante na escrita desta obra.
BNCC se dá de modo progressivo, de um volume a ou- A chamada formação cidadã continua sendo uma das
tro. Ao mesmo tempo, evitamos “engessar” o trabalho do funções sociais mais importantes e específicas da área de
professor, que deve ter total liberdade e autonomia para História na escola. Se, por um lado, o exercício da cidadania
trabalhar com os livros e construir suas aulas. consciente é um fator primordial para a construção de uma
sociedade mais justa, tolerante e sustentável, por outro ele
Educar para a cidadania consciente é o resultado de uma educação de qualidade – que, por sua
vez, é o sustentáculo de uma sociedade mais justa, tolerante
Em 1998, a Organização das Nações Unidas para a Edu-
e sustentável, pois é o que capacita os indivíduos para o
cação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicou um documen-
exercício da cidadania consciente. Há, portanto, uma rela-
to que ficou conhecido como Relatório Delors ou Jacques
ção de circularidade entre educação e cidadania, que nos
Delors. Tratava-se do resultado do trabalho desenvolvido pela
remete novamente ao tema da sociedade do conhecimento.
Comissão Internacional sobre a Educação para o Século XXI,
então formada por educadores do mundo inteiro. Pode-se di- Acreditamos que é o acesso ao conhecimento que nos
zer que esse documento, que firmou o conceito dos “quatro transforma de habitantes deste ou daquele país, de pratican-
pilares” da educação, ainda hoje representa um panorama tes desta ou daquela religião, a cidadãos do mundo, aptos a
do pensamento pedagógico contemporâneo. reconhecer e respeitar as diferenças. Desse modo, a garantia
de uma educação de qualidade, integral e inclusiva, seria
Para poder dar respostas ao conjunto de suas missões, a um dos principais instrumentos para a construção de uma
educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens
sociedade mais justa, tolerante e sustentável para todos.
fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum
modo, para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: No Brasil, apesar de ser um direito social1 reconhecido
aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da pela Constituição, o acesso à educação não é assegurado
compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio a todos pelo Estado – ao menos não a uma educação de
envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e qualidade, integral e inclusiva. Para nós, portanto, educar
cooperar com os outros em todas as atividades humanas; e,
finalmente, aprender a ser, via essencial que integra as três
para a cidadania consciente significa desenvolver, sobretu-
precedentes. É claro que essas quatro vias do saber constituem do, a capacidade de agir e participar de projetos coletivos,
apenas uma, dado que existem entre elas múltiplos pontos como defende o Relatório Delors.
de contato, de relacionamento e de permuta. O trabalho para se formar cidadãos conscientes é de-
DELORS, Jacques (Coord.). Educa•‹o: um tesouro a senvolvido nesta coleção por meio da abordagem e do
descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: Unesco, 1998. p. 89-90.
debate sistemáticos dos temas contemporâneos propostos
Além de subdividir o processo educativo em quatro pela BNCC. Esses temas estão diretamente relacionados
aprendizagens fundamentais, o Relatório Delors coloca em com a formação cidadã e abarcam diversas questões que
pauta a necessidade de preparar crianças e jovens para afetam a vida das pessoas tanto em nível global quanto
compreender o mundo que os rodeia e nele atuar como nos níveis local e regional. Entre os temas contemporâneos
agentes conscientes e responsáveis. Como? Por meio da enfatizados na BNCC podemos destacar:

1. Consideremos o conceito de cidadania plena, desenvolvido pelo sociólogo britânico Thomas Humphrey Marshall na década de 1950 (CARVALHO, 2015).
No ensaio Cidadania e classe social, Marshall analisou a célebre divisão da cidadania em direitos civis, políticos e sociais. Cidadão pleno seria apenas
aquele que possuísse os três direitos. Os direitos civis são os direitos fundamentais à vida, à liberdade, à propriedade e à igualdade jurídica. A liberdade
de expressão e de opinião, o direito de livre organização, a proteção do lar e da privacidade e o direito de não ser preso ou perseguido arbitrariamente
são desdobramentos dos direitos civis. Os direitos políticos incluem todas as formas de participação do cidadão no governo da sociedade: a liberdade
de se manifestar politicamente, de votar e ser votado, de organizar partidos ou outras agremiações políticas, a existência de eleições limpas e justas. Os
direitos sociais abarcam tudo o que possibilita uma divisão mais justa da riqueza coletiva: o direito à educação de qualidade, a um trabalho digno e a um
salário justo, à saúde, ao lazer e à aposentadoria. Na visão de Marshall, os direitos civis protegem a liberdade individual, os direitos políticos conferem
legitimidade à sociedade politicamente organizada e os direitos sociais asseguram a justiça social.

VIII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


– Direitos da criança e do adolescente (Lei n o longo de toda a carreira docente, com vistas à melhoria da
8.069/1990) qualidade do ensino e ao aperfeiçoamento da prática docente.
– Educação para o trânsito (Lei no 9.503/1997) BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação
Básica. Pacto Nacional pela Alfabetiza•‹o na Idade Certa:
– Educação ambiental (Lei n o 9.795/1999, Parecer
documento orientador das ações de formação em 2014.
CNE/CP no 14/2012 e Resolução CNE/CP no 2/2012) Disponível em: <http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/doc_
– Educação alimentar e nutricional (Lei no 11.947/2009) orientador/documento_orientador_2014.pdf>.
– Processo de envelhecimento, respeito e valorização Acesso em: nov. 2017.
do idoso (Lei no 10.741/2003)
Valorizar os diferentes saberes significa reconhecer
– Educação em direitos humanos (Decreto no 7.037/
que conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem
2009, Parecer CNE /CP n o 8/2012 e Resolução
e devem ser apropriados pelas crianças, de modo que elas
CNE/CP no 1/2012)
possam ouvir, falar, ler e escrever sobre temas diversos e agir
– Educação das relações étnico-raciais e ensino de
na sociedade. Visando contribuir com esse princípio, esta
história e cultura afro-brasileira, africana e indí-
coleção apresenta, sempre que possível, os conhecimentos
gena (Leis no 10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer
históricos escolares alinhados à apropriação do sistema de
CNE/CP no 3/2004 e Resolução CNE/CP no 1/2004)
escrita alfabética. Além disso, procura articular os trabalhos
– Saúde, vida familiar e social, educação para o con-
em conjunto com outras áreas do saber, deixando para o
sumo, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência
professor, ao considerar seu grupo e seu contexto, a ini-
e tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB
ciativa de explorar outras oportunidades de alfabetização.
no 11/2010 e Resolução CNE/CEB no 7/2010)
Uma especificidade da História decorre do fato de ela
A BNCC destaca ainda que os temas contemporâ-
ser construída a partir do estudo – que envolve análise,
neos devem ser trabalhados de forma transversal e inte-
interpretação, inferência, avaliação crítica, síntese e narra-
gradora em todos os componentes curriculares. Ao longo
tiva – das mais diferentes fontes históricas (cartas, diários,
desta coleção, esses temas são contemplados em textos,
documentos oficiais, pinturas, gravuras, fotografias, obje-
atividades, imagens, propostas didáticas e em uma seção
tos, vestimentas, livros, filmes, peças publicitárias, etc.). Por
chamada Vamos falar sobre..., criada com esse objeti-
esse motivo, o trabalho com fontes históricas em sala de
vo. É importante que o professor relacione, sempre que
aula é uma oportunidade de explorar diferentes gêneros
possível, os níveis global, regional e local ao abordar esses
e suportes textuais, e também de ampliar e aprofundar as
assuntos, identificando problemas e questões específicos
práticas de letramento.
de sua região e sua comunidade.
Outro aspecto a ser considerado, em uma perspectiva
Alfabetizar na idade certa mais ampla, é que todo e qualquer tipo de escrita é uma
prática social – e, nesse sentido, todo e qualquer texto é
Dados obtidos no Censo de 2010 revelaram que cerca
revelador de uma determinada leitura de mundo, que é, por
de 15% das crianças brasileiras em idade escolar não sa-
sua vez, condicionada pelo papel que seu autor ocupa no
biam ler ou escrever. Em resposta, foi lançado em 2012 o
mundo. Conhecer o modo como uma sociedade se organiza
Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC).
e a maneira como os indivíduos que nela vivem dão sentido
O acordo, firmado entre as três esferas governamentais
às suas experiências e vivências favorece, portanto, uma me-
(federal, estadual e municipal), estabeleceu o compromisso
lhor compreensão dos textos produzidos naquele contexto.
de garantir a alfabetização de todas as crianças até os oito
anos de idade, ao final do 3o ano do Ensino Fundamental. O estudo da História nos Anos Iniciais do Ensino Fun-
damental oferece às crianças em processo de alfabetização
Desde 2013, diversas ações que contribuem para a
e letramento a oportunidade de aprofundar seus conhe-
alfabetização e o letramento foram colocadas em práti-
cimentos não somente sobre a sociedade em que vivem,
ca, tendo como eixo principal a formação continuada dos
professores alfabetizadores, com ênfase em Língua Portu- mas também sobre diferentes sociedades que se desenvol-
guesa e Matemática. veram em outros tempos e espaços, contribuindo, assim,
para uma interação mais dialógica com os diversos gêneros
A formação continuada como política nacional é entendida e suportes textuais estudados no contexto escolar.
como componente essencial da profissionalização docente,
Além disso, vale destacar que os registros requeridos
devendo integrar-se ao cotidiano da escola, e pautar-se
no respeito e na valorização dos diferentes saberes e na nas atividades de pesquisa e coleta de dados que a disciplina
experiência docente. Logo, a formação continuada se constitui promove contribuem para ampliar e aprofundar tanto as prá-
no conjunto das atividades de formação desenvolvidas ao ticas de letramento quanto as de alfabetização matemática.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS IX


Orientações teórico-metodológicas
Memória, história: longe de serem sinônimos, tomamos
Princípios e pressupostos da consciência que tudo opõe uma à outra. A memória é a vida,
disciplina sempre carregada por grupos vivos e, nesse sentido, ela está
em permanente evolução, aberta à dialética da lembrança
A História sempre esteve relacionada à questão do
e do esquecimento [...]. A história é a reconstrução sempre
poder. Desde a Antiguidade ao século XX, quando os re- problemática e incompleta do que não existe mais. A
gimes totalitários que emergiram no entreguerras procu- memória é um fenômeno sempre atual, um elo vivido no
raram controlar a produção e o ensino do saber histórico, eterno presente; a história, uma representação do passado.
um dos usos da História tem sido o de legitimar aqueles NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática
que detêm o poder, manipulando a memória das pessoas dos lugares. In: Projeto História. São Paulo: PUC,
e a visão que elas têm do passado. No entanto, se utilizado n. 10, p. 9, dez. 1993.
de modo crítico e reflexivo, o saber histórico pode servir
A memória e a reflexão crítica sobre ela (a historio-
para criticar e modificar as relações de poder, revelando-se
grafia, no caso) são elementos fundamentais em nossa
um instrumento de transformação do mundo.
experiência de mundo e na formação de nossa identidade,
Ainda, na atual sociedade do conhecimento, o conhe- como acentua o historiador David Lowenthal:
cimento reflexivo da História é capaz de evitar o desconhe-
cimento da experiência das gerações anteriores e a perda Relembrar o passado é crucial para o nosso sentido de
de contato com o passado, que marcam as gerações mais identidade. Saber o que fomos confirma o que somos [...].
jovens. Ainda na década de 1990, o historiador inglês Eric O passado nos cerca e nos preenche; cada cenário, cada
Hobsbawm já apontava para essa questão: declaração, cada ação conserva um conteúdo residual de
tempos pretéritos. Toda consciência atual se funda em
[...] Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie percepções e atitudes do passado; reconhecemos uma
de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com pessoa, uma árvore, um café da manhã, uma tarefa, porque
o passado público da época em que vivem. Por isso, os já os vimos ou já os experimentamos.
historiadores, cujo ofício é lembrar o que outros esquecem, LOWENTHAL, David. Como conhecemos o passado.
tornam-se mais importantes que nunca no fim do segundo In: Projeto História. São Paulo: PUC, n. 17, p. 63-199,
milênio. [...] nov. 1998.
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo:
Companhia das Letras, 1995. p. 13. Conhecer o passado é uma forma de conhecer me-
lhor a nós mesmos: “saber o que fomos confirma o que
O ofício do historiador, a que Hobsbawm faz referên-
somos”. Por outro lado, reconhecer que a História não
cia, abrange a reflexão sobre o passado e sobre a memória
representa o passado é também aceitar que o passado não
de homens e mulheres que viveram em outros tempos e
pode ser reconstituído em sua integralidade. O historiador,
espaços2, e seu resultado, que é a construção da narrativa
como vimos, não narra o passado. A história constrói um
histórica, é chamado de historiografia. A historiografia é
discurso sobre o passado que traz tanto o olhar como a
constituída de distintas teorias e correntes de pensamento
subjetividade daquele que narra.
que explicam o processo histórico, e a História como disci-
plina científica abarca todas elas.
Em outras palavras, é possível dizer que a historiogra-
Fundamentos da coleção
fia é uma narrativa crítica, sempre parcial e sujeita a reti- A coleção se orienta pelas diretivas e metodologias
ficação, sobre os vestígios e os testemunhos das gerações das novas correntes de pensamento da historiografia re-
passadas, os quais, em conjunto, constituem o que cha- cente, que evitam reduzir a complexidade dos fenômenos
mamos de memória social. É esse conjunto de vestígios e sociais à estrutura político-econômica das sociedades, va-
testemunhos, a chamada memória social, que nos permite lorizando a dimensão sociocultural dos processos históri-
recontar a história de uma dada sociedade. Essa diferença cos. Diferentes fontes históricas são utilizadas nesse senti-
entre história e memória é muito bem esclarecida pelo do, a fim de apresentar aos alunos os modos de viver, ser
historiador francês Pierre Nora no trecho a seguir: e pensar em diferentes contextos históricos.

2. Segundo o historiador francês Marc Bloch, a História é a ciência que problematiza e narra a experiência do homem no tempo.

X MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


Vale dizer que nossa preocupação em abordar di- gamos indispensável, e a valorização de sujeitos e grupos
ferentes modos de viver, ser e pensar orientou a escolha tradicionalmente “esquecidos” pela historiografia tradicio-
dos conteúdos desta coleção, colocando em evidência a nal. Dessa forma, buscou-se incorporar ao livro recursos
atualidade e a importância do tema diversidade cultu- didáticos, como textos, imagens e atividades, que possam
ral. Antes mesmo de a Base Nacional Comum Curricular contribuir para a valorização da história das mulheres e da
(BNCC) torná-lo uma exigência para a área de Ciências Hu- história e da cultura dos indígenas e dos afro-brasileiros.
manas, a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural Como dito anteriormente, as mulheres foram por
da Unesco já havia evidenciado a importância do assunto: muito tempo negligenciadas pela historiografia tradicio-
nal. Mas, com a difusão de uma série de estudos sobre
A cultura adquire formas diversas através do tempo e do
o papel da mulher na sociedade, concomitante à inserção
espaço. Essa diversidade se manifesta na originalidade e
das mulheres no mercado de trabalho e à emergência do
na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos
e as sociedades que compõem a humanidade. Fonte de movimento feminista, elas foram inseridas no campo da
intercâmbios, de inovação e de criatividade, a diversidade historiografia.
cultural é, para o gênero humano, tão necessária quanto A recente inclusão das mulheres no campo da historiografia
a diversidade biológica para a natureza. Nesse sentido, tem revelado não apenas momentos inesperados da presença
constitui patrimônio comum da humanidade e deve ser feminina nos acontecimentos históricos, mas também
reconhecida e consolidada em benefício das gerações futuras. um alargamento do próprio discurso historiográfico, até
UNESCO. Declaração Universal sobre a Diversidade então estritamente estruturado para pensar o sujeito
Cultural, 2002, p. 3. Disponível em: <www.unesco.org/
fileadmin/MULTIMEDIA/HQ/CLT/pdf/5_Cultural_
universal, ou ainda, as ações individuais e as práticas
Diversity_EN.pdf>. Acesso em: nov. 2017. coletivas marcadamente masculinas. Como se a História
(Traduzido pelos autores.) nos contasse apenas dos homens e de suas façanhas,
era somente marginalmente que as narrativas históricas
No ensino de História, o estudo da diversidade cul- sugeriam a presença das mulheres, ou a existência de um
tural é indispensável para a compreensão dos fenômenos universo feminino expressivo e empolgante. Todo discurso
sociais, pois contribui com a ruptura de estereótipos evo- sobre temas clássicos como a abolição da escravatura, a
lucionistas e eurocêntricos, ainda hoje bastante difundidos imigração europeia para o Brasil, a industrialização ou o
pelo senso comum. Daí a importância do estudo da diver- movimento operário, evocava imagens da participação de
sidade cultural no espaço escolar, onde se dá a convivên- homens robustos, brancos ou negros, e jamais de mulheres
cia entre crianças, jovens e adultos de diferentes origens capazes de merecerem uma maior atenção. As pressões
socioculturais. e demandas do movimento feminista, desde os anos 70,
assim como a entrada maciça das mulheres no mercado
Na historiografia tradicional, que remonta ao século de trabalho e na vida acadêmica forçaram uma quebra do
XIX, a nação foi pensada com base no pressuposto da silêncio das historiadoras.
uniformidade étnico-racial, e não a partir do princípio da RAGO, Margareth. As mulheres na historiografia brasileira.
diversidade cultural. Portanto, ao difundir essa visão etno- Disponível em: <http://historiacultural.mpbnet.com.br/
cêntrica, a historiografia acabou reforçando visões e este- artigos.genero/margareth/RAGO_Margareth-as_mulheres_na_
historiografia_brasileira.pdf>. Acesso em: nov. 2017.
reótipos negativos sobre os povos que contribuíram para
a formação da identidade nacional brasileira, sobretudo Além de valorizá-las como sujeitos, os estudos sobre
afro-brasileiros e indígenas, e também sobre as mulheres. a participação das mulheres em acontecimentos históricos
buscam romper com a repetição de estereótipos, segundo
O sujeito no estudo da História os quais a função social da mulher é, por exemplo, cuidar
Nas últimas duas décadas, surgiram diversas ini- da casa e da família.
ciativas para introduzir o estudo da diversidade cultural Esses estudos vêm demonstrando, desde a década de
no currículo escolar e valorizar sujeitos e grupos sociais 1970, quando começaram a se difundir pelo Brasil, que a
historicamente discriminados. Em 2003, por exemplo, a divisão de papéis entre homens e mulheres – enquanto as
Lei no 10.639 tornou obrigatória a inclusão da temática mulheres cuidam da casa e da família, os homens traba-
história e cultura afro-brasileira no currículo escolar, lham para prover a casa e a família – não é um aspecto
e, em 2008, a Lei no 11.645 exigiu a inclusão da temática natural, mas uma construção sociocultural que varia de
história e cultura indígena. acordo com o contexto histórico estudado. No século XXI,
Na coleção, as temáticas em questão foram contem- na sociedade do conhecimento – em que o aluno, como
pladas em diversos momentos e em diferentes contextos, já defendemos, deve ser o sujeito de seu próprio conhe-
visando garantir o estudo da diversidade cultural, que jul- cimento, e não um receptor passivo de informações –, os

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XI


novos modelos de família exigem essa discussão. Por esse temunhos históricos e com eles explorar suas diferentes
motivo, buscou-se, nesta coleção, valorizar a participação linguagens. Por esse motivo, apresentamos, ao longo dos
das mulheres em diferentes acontecimentos e contextos volumes, excertos de depoimentos orais ou textos escri-
históricos, discutir e refletir sobre a noção de gênero e tos, como artigos de jornais, revistas e sites e fragmentos
historicizar a noção de família. de obras literárias ou historiográficas, bem como a repro-
dução de imagens (pinturas, gravuras, fotografias, etc.) e
O trabalho com fontes históricas de objetos da cultura material (instrumentos de trabalho,
peças de mobiliário, vestimentas, etc.).
Até o século XIX, somente as fontes documentais
Além de trabalhar com fontes e linguagens diversas,
escritas, especialmente os documentos produzidos por
a fim de contribuir para o desenvolvimento de habilida-
agentes da Igreja ou do Estado, eram consideradas fontes
des relacionadas à competência leitora dos alunos, evitou-
históricas. No decorrer do século XX, porém, essa noção
-se apresentar a História como um relato fechado de um
se ampliou de forma considerável devido, principalmente,
passado distante da realidade dos alunos. Afinal, um dos
à aproximação dos historiadores com outras áreas, como a
objetivos particularmente importantes do ensino-aprendi-
Antropologia, a Sociologia, a Demografia e a Arqueologia.
zagem da História no contexto escolar é o compromisso
Com isso, além dos documentos oficiais, diversos vestí-
com a formação cidadã dos alunos. Portanto, relacionar os
gios deixados pelas gerações passadas começaram a ser
conceitos e os conteúdos estudados com os saberes pré-
utilizados para a reconstrução do passado: cartas, diários,
vios dos alunos, aproximando a História de seu cotidiano
relatos de viagem, pinturas, gravuras, fotografias, objetos,
e auxiliando-os a compreender melhor a realidade social
vestimentas, livros, filmes, peças publicitárias, etc. em que estão inseridos, é imprescindível para o alcance
Essa ampliação da noção de fonte histórica foi de- desse objetivo.
fendida e difundida, a partir da década de 1930, pelos Sobre o assunto, eis o que escreveu o professor
historiadores da chamada Escola dos Annales, responsável Christian Laville:
pela renovação da historiografia no segundo quartel do
século XX. Enquanto na maioria dos países se diz que o objetivo do
ensino da História é desenvolver nos alunos as capacidades
A diversidade dos testemunhos históricos é quase infinita. de que o cidadão precisa para participar da sociedade
Tudo que o homem diz ou escreve, tudo que fabrica, tudo de maneira autônoma e refletida, o ensino da História
que toca pode e deve informar sobre ele. ainda é, muitas vezes, reduzido a uma narrativa fechada,
BLOCH, Marc. Apologia da História. Rio de Janeiro: destinada a moldar as consciências e a ditar as obrigações
Jorge Zahar, 2002. p. 79. e os comportamentos para com a nação.
LAVILLE, Christian. A guerra das narrativas: debates e
Uma das propostas desta coleção é oferecer aos alu- ilusões em torno do ensino de história. Revista Brasileira
nos contato com parte dessa diversidade de fontes e tes- de História. São Paulo, v. 19, n. 38, 1999. p. 135.

Recursos didáticos
Em relação às atividades, vale destacar que elas costu-
Trabalhando com textos e mam acompanhar o texto, propiciando uma reflexão sobre
atividades os temas e ampliando os conceitos. Além disso, elas não
O trabalho com textos e atividades nesta coleção visa visam apenas à verificação da assimilação dos conteúdos,
construir sistematicamente noções e conceitos fundamen- mas também ao desenvolvimento de competências como
tais para o ensino-aprendizagem de História, como mu- compreensão, organização, planejamento e capacidade de
dança e permanência, fato, sujeito ou tempo, e também análise e síntese.
desenvolver a capacidade dos alunos de pensar com lógica As atividades de pesquisa, em particular, pretendem inci-
e de expressar ideias, hipóteses ou sentimentos por meio tar a curiosidade dos alunos e permitem ao professor aprofun-
da produção de textos. dar alguns dos assuntos tratados nas unidades. Já as ativida-
Tanto os textos como as atividades apresentadas são des lúdicas procuram estimular a imaginação e a criatividade
diversificados e estão relacionados às habilidades exigidas dos alunos, orientando-os a elaborar desenhos e histórias em
pela BNCC para cada ano do Ensino Fundamental. quadrinhos, confeccionar painéis, organizar exposições, etc.

XII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


Quanto aos diferentes gêneros textuais contemplados mum, seja a resolução de um problema concreto, seja a
ao longo da coleção, vale dizer que eles buscam contribuir, compreensão de um fenômeno sob diferentes pontos de
sobretudo, para o processo de alfabetização e letramento vista. No contexto escolar, a interdisciplinaridade adquire
a que toda criança tem direito: “ser alfabetizada é um sentido quando os chamados conteúdos programáticos se
direito da criança”. organizam com base no desenvolvimento de competências
e habilidades fundamentais. Como observou a professora
Trabalhando com textos e imagens Ivani Fazenda:
Acreditamos que um trabalho progressivo de leitura e
interpretação de imagens como o proposto nesta coleção A interdisciplinaridade visa à recuperação da unidade do
humano através da passagem de uma subjetividade para a
ajuda a desenvolver os conceitos da disciplina e também
intersubjetividade e, assim sendo, recupera a ideia primeira
de outros componentes curriculares. Para tanto, é impres-
de Cultura (formação do homem total), o papel da escola
cindível que texto e imagem dialoguem constantemente.
(formação do homem inserido em sua realidade) e o papel
Além disso, de modo a evitar que os alunos aceitem do homem (agente das mudanças no mundo).
e compreendam as reproduções de imagens antigas como FAZENDA, Ivani. Integração e interdisciplinaridade
“reflexos” ou registros fiéis de fatos e acontecimentos his- no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia.
tóricos, nesta coleção elas são trabalhadas sempre como São Paulo: Loyola, 2011. p. 82.

representações do passado. A ideia é ensinar os alunos a Nesta coleção, essa articulação de diferentes áreas
ler pinturas, gravuras, fotografias ou mapas entendendo do saber em torno de um interesse comum foi uma
que o passado é sempre representado a partir das con- preocupação que norteou tanto a escolha de temas e
venções, linguagens e códigos da sociedade em que a textos quanto de atividades. O trabalho com leitura de
imagem foi produzida. tabelas, por exemplo, que permite o diálogo com as
Os mapas merecem referência especial nesse aspecto, disciplinas de Ciências e Matemática, contribui para o
uma vez que a História é o estudo de homens e mulheres desenvolvimento do pensamento lógico. Já o trabalho
no tempo e no espaço. Nesse sentido, é importante que os com mapas, que possibilita uma interface com Geogra-
alunos tenham contato com a linguagem cartográfica para fia, contribui para o desenvolvimento da habilidade de
que, por meio dela, consigam contextualizar espacialmente orientação no espaço.
os diferentes momentos históricos estudados e, ainda, re- De modo geral, as atividades que exploram diferentes
fletir sobre as modificações provocadas no chamado espaço
gêneros textuais e a relação entre texto e imagem permitem
geográfico por diferentes fatos e acontecimentos históricos.
a interação com Língua Portuguesa e Arte, contribuindo
Em relação aos mapas históricos apresentados na co- para o processo de alfabetização e letramento dos alunos.
leção, eles também devem ser trabalhados como uma fon-
te histórica, já que permitem conhecer como o espaço era A sustentabilidade como interesse comum
concebido e representado na época de sua elaboração. Os O tema da sustentabilidade, que permite o diálogo
mapas de localização, por sua vez, servem para auxiliar os com Ciências e Geografia, foi outra preocupação que nor-
alunos na identificação dos espaços a que o texto se refere. teou a escrita desta coleção.
O conceito de desenvolvimento sustentável surgiu na
Trabalhando com oralidade década de 1980, refletindo a preocupação da comunidade
Ao longo desta coleção, o uso da fala em diferen-
global com a necessidade de equilibrar progresso econô-
tes situações comunicativas é privilegiado. Em vários mo-
mico e social e preservação do meio ambiente. Após uma
mentos, os alunos são convidados a expor experiências,
série de debates sobre essa questão, a Organização das
justificar opiniões, lançar ideias, expor pesquisas e traba-
Nações Unidas (ONU) publicou, em 1987, um documento
lhos realizados (em grupo, em dupla ou individualmente),
em que aparecia pela primeira vez o conceito de desen-
apresentar soluções para situações-problema, participar de
volvimento sustentável:
dramatizações, etc. Acreditamos que essa proposta aju-
dará os alunos a desenvolver tanto a fala como a escuta. Desenvolvimento sustentável é aquele que satisfaz as
necessidades do presente sem comprometer a capacidade
Trabalhando com a das futuras gerações de satisfazerem suas próprias
necessidades.
interdisciplinaridade UNITED NATIONS. General Assembly. Disponível em:
A interdisciplinaridade pressupõe a articulação de <www.un.org/documents/ga/res/42/ares42-187.htm>.
diferentes áreas do saber em torno de um interesse co- Acesso em: nov. 2017. (Traduzido pelos autores.)

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XIII


O documento, que ficou conhecido como Relatório nova economia que tenha a ética no centro da tomada
Brundtland3, não apenas definia o conceito de desenvol- de decisões e que se apoie em um metabolismo social
vimento sustentável, como criticava o modelo de desen- capaz de garantir a reprodução saudável das sociedades
volvimento dos países industrializados por fazer um uso humanas.
abusivo e insustentável dos recursos naturais do planeta. ABRAMOVAY, Ricardo. Muito além da economia
verde. São Paulo: Planeta Sustentável/Abril,
Da publicação do documento para cá, houve inúmeras 2012. p. 13.
discussões sobre o tema, que passou a aparecer frequen-
te e quase que diariamente nos meios de comunicação. Acreditamos que o papel da educação nesse proces-
Isso fez com que o tema se popularizasse entre diferentes so seja fundamental e que a transformação nos modos
segmentos da sociedade, que passou a reconhecer a im- de agir e pensar pode e deve começar já nos primeiros
portância da educação na promoção de uma “consciência anos de vida escolar. Por esse e outros motivos, a cole-
sustentável” – pois, apesar da falta de consenso entre os ção procura estimular uma reflexão ética a respeito do
especialistas a respeito do significado desses conceitos (de- peso da ação humana sobre o meio ambiente e também
senvolvimento sustentável, sustentabilidade, consciência criar oportunidades para a discussão de possíveis solu-
sustentável), muitos defendem a necessidade da adoção ções para um uso eficiente, racional e sustentável dos
de novos hábitos de consumo e de práticas conscientes recursos naturais.
e responsáveis no uso dos recursos naturais, para que o Além de apresentar diferentes textos, imagens e ativi-
equilíbrio entre e a economia e as necessidades humanas dades sobre o tema, utilizamos a seção Vamos falar so-
seja possível. bre... para explorá-lo, visando à conscientização do papel
Do ponto de vista do economista Ricardo Abramo- e das ações que cada um de nós, alunos e professores,
vay, o único modo de evitar uma catástrofe ambiental e, pode empreender como participante de um sistema que
assim, garantir um futuro sustentável para a humanidade precisa ser mais bem equilibrado não apenas no aspecto
seria modificar radicalmente o modelo econômico vigen- ambiental, mas também nas dimensões sociais, econô-
te, deslocando as prioridades econômicas do lucro e da micas e culturais. Para a promoção de uma “consciência
acumulação de capital para preocupações éticas e sociais. ambiental” voltada à sustentabilidade, e também para o
exercício da cidadania consciente, acreditamos e defende-
Aumentar a eficiência e reduzir a desigualdade no uso mos a articulação de diferentes áreas do saber em torno
dos recursos: esses são os objetivos estratégicos de uma desse interesse comum.

Estratégias de avaliação
A escola é um lugar privilegiado para o desenvolvimen- As propostas curriculares e a legislação vigentes con-
to de competências e habilidades necessárias à construção cebem a avaliação como um dos elementos que compõem
do conhecimento. Na atual sociedade do conhecimento o processo de ensino-aprendizagem e reiteram que ela seja
em que vivemos, marcada por um vertiginoso aumento contínua, formativa e personalizada para, de fato, permitir
da informação e por um acelerado desenvolvimento tec- a melhora do desempenho do aluno ao longo do processo.
nológico, novos paradigmas se impõem a essa instituição A aprendizagem do saber estudar, assim como a relação
e aos seus protagonistas. com os colegas e o espaço escolar, também devem ser
A disciplina de História vem passando por modifica- avaliadas nesse processo.
ções importantes, provocadas tanto pela renovação histo- Para tanto, e no âmbito da disciplina de História nos
riográfica das últimas décadas como por reformas curri- Anos Iniciais do Ensino Fundamental, o professor pode
culares, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), lançar mão de atividades que trabalhem com a sínte-
que redefiniram, entre outras coisas, a sua abordagem em se e a narrativa histórica, a compreensão de noções e
sala de aula. Nesse cenário de mudanças e novos paradig- conceitos históricos, a leitura e a análise de documentos
mas, torna-se imprescindível repensar a avaliação como históricos, o reconhecimento de marcas temporais e a
prática inerente à educação escolar. localização de espaços geográficos, de modo a explorar

3. Gro Harlem Brundtland, então primeira-ministra da Noruega, era quem chefiava a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU
em 1987.

XIV MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


noções de permanências e mudanças, semelhanças e di- No início do processo, o professor deve eleger instru-
ferenças, etc. mentos que lhe permitam, ao longo do percurso, reorien-
Charles Hadji, em entrevista à revista Nova Escola, tar e replanejar prioridades.
mencionou a importância de esclarecer aos alunos o por- A avaliação formativa ou contínua faz parte do acom-
quê de cada uma das tarefas propostas, enfatizando o panhamento do professor das atividades desenvolvidas
compromisso ético do professor no processo de avaliação. pelos alunos tanto em sala de aula quanto fora dela. É
imprescindível, portanto, que os instrumentos avaliativos
Antes de tudo, o professor precisa deixar claro a seus utilizados pelo professor privilegiem diferentes habilidades
alunos aonde ele quer chegar com cada uma das tarefas (compreender, analisar, interpretar, relacionar, reconhecer,
propostas. Esse é um dever ético na nossa profissão:
identificar, planejar, executar, etc.), para que o modo de
expor aos estudantes para que serve o aprendizado. Da
aprendizagem de cada aluno seja respeitado.
mesma forma, devemos criar exercícios práticos adequados
ao desenvolvimento e à medição de competências; ser Também é necessário considerar que os chamados
humildes o suficiente para analisar nossa própria prática “erros” não podem e não devem ser interpretados como
e nossas atividades de ensino, mudando-as quando não ausência de saberes, e sim como indícios das noções cons-
forem eficientes. Acima de tudo, o verdadeiro mestre é o truídas (e de como elas estão sendo construídas) por cada
que tem coragem para ousar. aluno acerca de determinado conhecimento. O planeja-
HADJI, Charles. A coragem de ousar. Nova Escola. mento do professor deve considerar esses indícios para o
São Paulo: Abril, n. 47, p. 25, nov. 2001.
desenvolvimento de novas estratégias de aprendizagem.
Acreditamos, pois, que a avaliação escolar deve assu- A avaliação somatória ou final deve ser aplicada
mir uma função investigativa, orientadora e cooperativa. ao término de cada etapa de aprendizagem, já que tem
E que, para tanto, é preciso que o professor tenha clareza como objetivo evidenciar os saberes e conhecimentos que
do processo, da abordagem e dos objetivos estabeleci- foram construídos no decorrer do processo, oferecendo
dos. Sugerimos que a leitura e a análise dos objetivos uma visão geral do quanto o avaliado se aproximou das
de aprendizagem propostos sejam feitas antes do de- expectativas previstas (nesta coleção, a seção Vamos re-
senvolvimento do trabalho de cada unidade, para que o tomar pode auxiliar o professor nesse trabalho). Por meio
professor possa selecionar os instrumentos de avaliação da análise do resultado da avaliação somatória, o professor
mais adequados. pode detectar as dificuldades individuais e as da turma e
Três momentos básicos podem ser apontados para implementar formas de ajudar os alunos a superá-las.
a avaliação: Outro aspecto a ser considerado é que a avaliação
– avaliação diagnóstica ou inicial: realizada para le- educacional também pode ocorrer dentro ou fora da sala
vantar os conhecimentos prévios do aluno; de aula.
– avaliação formativa ou contínua: aplicada para obter A avaliação interna é a que ocorre dentro da sala de
informações sobre o processo de aprendizagem aula e envolve a verificação, por parte do professor, do
do aluno; alcance dos objetivos propostos para cada uma das etapas
– avaliação somatória ou final: aplicada para verificar do processo de aprendizagem. Vale lembrar que os alunos
o domínio da aprendizagem de um processo. podem criar outros procedimentos para desenvolver e de-
A avaliação diagnóstica ou inicial é realizada, justa- monstrar sua aprendizagem, além daqueles previstos no
mente, para diagnosticar aquilo que os alunos já sabem planejamento inicial, e que cabe ao professor valorizá-los
(conhecimentos prévios), sabem fazer (habilidades proce- no momento da avaliação.
dimentais) ou pensam saber (eventuais estereótipos e/ou A avaliação externa é aquela que extrapola a sala
preconceitos que eles possam carregar). Sua função é, por- de aula. Seu objetivo é avaliar um sistema ou uma rede
tanto, indicar ao professor qual ênfase deve ser dada ao de ensino, fornecendo subsídios à elaboração de políticas
ensino para que os alunos possam aprender melhor. Esse públicas educacionais. Atualmente, são realizadas avalia-
momento inicial é também o momento de o professor ções externas promovidas por municípios, estados, países
compartilhar com os alunos seus objetivos e suas expecta- ou organizações internacionais. Esse tipo de avaliação tem
tivas em relação ao processo. Nesta coleção, as atividades muita relevância, pois permite perceber como o desempe-
propostas em cada abertura de unidade e as perguntas nho dos alunos está relacionado a outros fatores, como
que precedem os temas principais podem contribuir para hábitos de estudo e condições socioeconômicas, oferendo
essa avaliação inicial, e o professor pode ampliá-las de indicações de caminhos e reflexões para o processo edu-
acordo com a sua necessidade. cacional de larga escala.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XV


A avaliação, portanto, como um dos elementos que dizagem dos alunos e contribui para aperfeiçoar a parte
compõem o processo de ensino-aprendizagem, interessa: formativa da avaliação.
ao aluno, que precisa conhecer sua trajetória para se em- A autoavaliação permite que os alunos reflitam so-
penhar na superação das dificuldades; à família, que parti- bre sua própria aprendizagem, identifiquem dificuldades e
cipa da educação formal e informal dos alunos; ao profes- reorientem suas estratégias, a fim de chegar a um apren-
sor, que, com base na avaliação dos alunos, deverá rever dizado mais sólido e significativo. Ela também pode ser uti-
e replanejar, se necessário, seu trabalho, com o objetivo lizada pelo professor para repensar suas próprias práticas
de fazê-los avançar no processo; à equipe da escola, que e propostas de trabalho. Além de complementar a análise
pode contribuir com o trabalho do professor, oferecendo do professor e envolver o aluno no processo de avaliação,
subsídios para a sua prática; e ao poder público, que avalia a autoavaliação é uma forma de desenvolver a autonomia
e reorienta, de acordo com os resultados de avaliações e a capacidade de autorregulação do aluno, para que, no
externas, sua política educacional. futuro, ele possa avaliar suas produções com propriedade.
É importante que, durante todo o ano letivo, o aluno O exercício da autoavaliação pode ser realizado não
seja avaliado, e saiba que está sendo avaliado, quanto: somente nessa seção presente ao final de cada unidade,
– à sua participação na realização das sequências mas durante todo o processo de aprendizagem. Os alunos
didáticas; podem, por exemplo, se posicionar com relação ao que
– ao desenvolvimento de sua compreensão leitora; aprenderam após atividades individuais e em grupo, ao
final das aulas e/ou ao final de uma semana ou sequên-
– à sua postura nos trabalhos coletivos e no convívio
cia didática. É importante estimulá-los a expressar suas
com o grupo.
opiniões e impressões sobre os conteúdos e conceitos mi-
Para finalizar essa questão das avaliações, é impor- nistrados, os avanços atingidos e obstáculos encontrados
tante destacar que todas as unidades dos volumes desta no caminho. Dessa forma, o desejo de aprender e a mo-
coleção apresentam uma seção de autoavaliação, que é tivação para participar das atividades didáticas podem ser
uma ferramenta muito importante no processo de apren- constantemente reforçados.

Estrutura da coleção
Nesta coleção, os temas e conteúdos são abordados ma e o conteúdo das aulas. Ao contrário, espera-se que
com base em problemas ou conjunto de problemas que eles sejam um estímulo para os alunos e um guia confiável
fornecem o fio condutor para a estruturação dos volumes. para o professor na elaboração de seu planejamento e na
Assuntos apresentados em um dos volumes são, por vezes, realização de suas aulas.
retrabalhados com nova perspectiva e mais profundidade Para auxiliar o professor em seu trabalho com esta
em outro volume, o que garante a ampliação e a retomada coleção em sala de aula, há, na parte específica deste
dos conhecimentos. manual, sugestões de encaminhamentos didático-pedagó-
A complexidade dos textos e das atividades também gicos que visam à exploração ou à ampliação de determi-
aumenta de um volume para outro, propiciando a progres- nados conceitos e/ou conteúdos.
são cognitiva e o desenvolvimento dos objetos de conheci- Cada livro da coleção é composto de nove unidades
mento e das habilidades exigidos pela BNCC para cada ano (com exceção do 1o ano, que possui quatro), que apresen-
de estudo. Alguns dos principais conceitos destacados na tam, por sua vez, seções e um boxe que trata dos temas
coleção são retomados na forma de infográficos ou mapas contemporâneos trazidos pela BNCC, entre outros recur-
conceituais nos livros do 4o e do 5o anos, por meio da sos. Conheça a seguir a estrutura detalhada dos livros.
seção Rede do conhecimento. A análise dessas formas
de representação, que aliam pequenos textos e imagens, Unidades
possibilita aos alunos refletir, relacionar, sistematizar e am- Cada unidade é composta de subtítulos, que exploram
pliar ideias trabalhadas acerca desses conceitos ao longo e desenvolvem os conteúdos e os conceitos estudados. No
da coleção. interior das unidades, aparecem intercalados textos, ima-
É importante ressaltar que as atividades e os textos gens e atividades que favorecem a compreensão do tema
propostos não pretendem limitar nem predeterminar a for- tratado. Muitos temas apresentam questões iniciais, que

XVI MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


criam oportunidades para o aluno pensar sobre o assunto suntos relacionados à sustentabilidade. Impacto ambien-
que será tratado, fazer relações com as próprias vivências tal, consumo, multiculturalismo, comunidades tradicionais,
e trocar ideias com os colegas. transportes alternativos, entre outros temas, são discutidos
de forma crítica e interdisciplinar, chamando a atenção dos
Abertura de unidade alunos para questões contemporâneas e estabelecendo
As unidades apresentam, em sua abertura, uma ou relações sistêmicas entre os conteúdos. Além de ampliar
mais imagens pertinentes ao conteúdo a ser desenvolvido as possibilidades de reflexão e de interconexão entre os
e atividades que as acompanham. O objetivo das aberturas diferentes componentes curriculares, esta seção pretende
de unidade é sensibilizar o aluno para os temas que serão estimular nos alunos atitudes de respeito às diferenças in-
abordados na unidade. dividuais, de valorização da diversidade cultural e de pro-
Esse momento inicial permite aprimorar a habilidade moção da cidadania em âmbito global.
de leitura da imagem como fonte histórica. As atividades
têm a finalidade de levantar os conhecimentos prévios dos Glossário
alunos e contextualizar o conteúdo tratado na unidade, ou As expressões e os termos considerados complexos
apenas um aspecto dele. ou incomuns ao repertório dos alunos são definidos pró-
ximo do texto correspondente, a fim de ampliar seu voca-
Fazendo História!
bulário e facilitar a compreensão do texto.
Nesta seção, texto, imagens e atividades foram pla-
nejados para permitir a construção do conhecimento de Vamos retomar
alguns procedimentos que caracterizam o trabalho das
Nesta seção são propostas atividades que retomam
Ciências Humanas, sobretudo da área de História. A partir
os temas estudados na unidade – ou a maioria deles. São
da apresentação e da análise de diferentes fontes históri-
trabalhadas diferentes habilidades que procuram levar o
cas (mapas, fotografias, relatos, depoimentos, monumen-
aluno a aplicar os conhecimentos construídos, visando à
tos, cultura material, textos, etc.), busca-se desenvolver a
sistematização e à aplicação dos conceitos apresentados.
habilidade do saber-fazer, criando oportunidade para os
alunos realizarem pesquisas e entrevistas, criarem HQs,
Autoavaliação
elaborarem textos, etc. Desse modo, procura-se levar os
alunos a olhar o mundo que os rodeia por uma perspectiva Esta seção está presente ao final de cada unidade,
crítica e ampliada, oferecendo visões diferenciadas sobre em todos os volumes da coleção. Seu principal objetivo é
os processos e fatos históricos abordados, em vez de uma estimular os alunos a refletir sobre o próprio aprendizado,
narrativa única e monolítica. seus progressos, suas dificuldades e suas dúvidas. Ela deve
complementar o processo de avaliação formativa, visando
Conectando saberes tornar o aprendizado mais significativo, sólido e motivador.
Esta seção propõe a retomada e a ampliação de al-
guns conceitos e conteúdos desenvolvidos nas unidades. Sugestões
Sua função é estabelecer conexões e relações interdiscipli- Todas as unidades apresentam sugestões de leitura
nares com outros componentes curriculares, como Ciên- para os alunos. São livros, sites, filmes, músicas, etc. reco-
cias, Língua Portuguesa, Arte, Matemática e Geografia. mendados para a faixa etária a que o livro se destina e que
permitem aprofundar e ampliar os assuntos abordados,
Rede do conhecimento além de contribuir para o desenvolvimento da competên-
Por meio de referências temporais, esta seção, ex- cia leitora dos alunos.
clusiva do 4o e do 5o anos, permite a organização, por
meio de mapas conceituais ou infográficos, de conteúdos Além das seções, há, na coleção, ícones que indicam
abordados na coleção. Como um guia de aprendizagem, como o professor deve orientar o aluno a realizar a ativi-
permite aos alunos fazer leituras dinâmicas e estabelecer dade. São eles:
relações entre os conteúdos estudados.
Indica uma atividade oral.
Vamos falar sobre... Indica atividade que deve ser realizada em dupla.
Esta seção aborda os temas contemporâneos inte-
Indica atividade que deve ser realizada em grupo.
gradores da BNCC: ética, direitos humanos e cidadania;
consumo e educação financeira; diversidade cultural; e as- Indica atividade que deve ser realizada no caderno.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XVII


Objetivos para o ano letivo
Nos quadros a seguir estão apresentados os conteúdos Note que na unidade 4 deste volume não são tra-
das unidades que compõem o Volume 1, bem como as ha- balhadas habilidades indicadas pela BNCC para o 1o ano.
bilidades previstas na BNCC trabalhadas em cada unidade. Nela são abordados temas adicionais ao previsto na Base,
Essas habilidades são indicadas precedidas de seu código de pensando principalmente na progressão de conteúdos en-
identificação, cuja composição é dada da seguinte maneira: tre o 1o e o 2o anos.
O foco neste livro é a alfabetização por meio da
EF67EF01 reflexão sobre a identidade da criança e sua relação com
o outro no cotidiano. O volume introduz a noção de His-
O primeiro par de letras O último par de
indica a etapa de Ensino números indica a tória trabalhando a história das famílias, e a noção de di-
Fundamental. posição da habilidade
na numeração versidade mostrando diferentes crianças de países como
sequencial do ano ou
do bloco de anos. Brasil, China, Peru e Argélia. São apresentados também
O primeiro par de números indica o
ano (01 a 09) a que se refere a O segundo par de letras exemplos de composições familiares distintas, momento
habilidade, ou, no caso de Língua indica o componente
Portuguesa, Arte e Educação Física, o curricular: em que o livro trata dos vínculos pessoais. O volume
bloco de anos, como segue: AR = Arte
Língua Portuguesa/ Língua Portuguesa/ CI = Ciências
trabalha, ainda, o espaço da escola e os profissionais
Arte Educação Física EF = Educação Física que nela atuam como parte do círculo mais próximo da
15 = 1o ao 5o ano 12 = 1o e 2o anos GE = Geografia
69 = 6o ao 9o ano 35 = 3o ao 5o ano HI = História criança. Para refletir sobre a diversidade cultural, fala-se
67 = 6o e 7o anos LI = Língua Inglesa sobre a escola indígena. A dimensão da temporalidade
89 = 8o e 9o anos LP = Língua Portuguesa
MA = Matemática é explorada no trabalho com brincadeiras, festas e tradi-
ções do presente e do passado. Introduz-se também uma
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum primeira abordagem do universo do trabalho (o comércio
Curricular Ð BNCC, p. 30. Disponível em: <http://basenacionalcomum.
mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf>. e algumas profissões urbanas), ampliando o círculo em
Acesso em: out. 2019. torno da criança.

Unidade 1
Conhecendo você

Objetos de
Conteúdos Habilidades
conhecimento

Quem é você? EF01HI01 Identificar aspectos do seu crescimento por


As fases da vida e a ideia de
Histórias de família meio do registro das lembranças particulares ou de
temporalidade (passado, presente,
lembranças dos membros de sua família e/ou de sua
Vamos falar sobre... futuro)
comunidade.
Meu papel na família
A vida em nossa moradia EF01HI02 Identificar a relação entre as suas histórias
Jeitos e lugares de viver As diferentes formas de organização
e as histórias de sua família e de sua comunidade.
da família e da comunidade: os
Fazendo História! EF01HI03 Descrever e distinguir os seus papéis
vínculos pessoais e as relações de
Memória de família e responsabilidades relacionados à família, à escola e
amizade
Conectando saberes à comunidade.
Quantos anos você tem?
Vamos retomar
A vida em família: diferentes EF01HI07 Identificar mudanças e permanências nas
Autoavaliação
configurações e vínculos formas de organização familiar.
Sugestões

XVIII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


Unidade 2
Aprender e brincar

Objetos de
Conteúdos Habilidades
conhecimento

As diferentes formas de organização


É hora de aprender EF01HI03 Descrever e distinguir os seus papéis e
da família e da comunidade: os
Os profissionais da escola responsabilidades relacionados à família, à escola e à
vínculos pessoais e as relações de
A escola do povo Ticuna comunidade.
amizade
A escola em outros tempos
É hora de brincar
EF01HI04 Identificar as diferenças entre os variados
Vamos falar sobre... A escola e a diversidade do grupo ambientes em que vive (doméstico, escolar e da
Brincadeiras indígenas social envolvido comunidade), reconhecendo as especificidades dos
Fazendo História! hábitos e das regras que os regem.
Minha sala de aula
Vamos retomar
EF01HI06 Conhecer as histórias da família e da escola
Autoavaliação A vida em família: diferentes
e identificar o papel desempenhado por diferentes
configurações e vínculos
Sugestões sujeitos em diferentes espaços.

Unidade 3
Festa, brincadeira e tradição

Objetos de
Conteúdos Habilidades
conhecimento

É hora de se divertir!
Brincadeira de rua A vida em casa, a vida na escola
Brincar e festejar na e formas de representação social EF01HI05 Identificar semelhanças e diferenças
natureza e espacial: os jogos e brincadeiras entre jogos e brincadeiras atuais e de outras
como forma de interação social e épocas e lugares.
Festas e tradições
espacial
Fazendo História!
Bilboquê
Conectando saberes
Construindo brinquedos
Vamos falar sobre...
EF01HI08 Reconhecer o significado das
Brinquedos feitos com A escola, sua representação
comemorações e festas escolares, diferenciando-as
sucata espacial, sua história e seu papel na
das datas festivas comemoradas no âmbito familiar
Vamos retomar comunidade
ou da comunidade.
Autoavaliação
Sugestões

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XIX


Unidade 4
Um mundo que não para

Objetos de
Conteúdos Habilidades
conhecimento

Trabalho e lazer
O comércio
Vamos falar sobre... As fases da vida e a ideia de
Moda sustentável temporalidade (passado, presente,
Invenções que mudaram futuro)
o dia a dia
Os conteúdos desta unidade não possuem relação
Como vou e como venho
direta com as habilidades previstas pela BNCC
A invenção da imprensa para o 1o ano do Ensino Fundamental. Eles foram
Fazendo História! desenvolvidos pensando principalmente na progressão
História dos óculos de conteúdos entre este ano e o seguinte.
Conectando saberes
Criança e trabalho A vida em família: diferentes
Vamos retomar configurações e vínculos

Autoavaliação
Sugestões

XX MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


Bibliografia
ABRAMOVAY, Ricardo. Muito além da economia verde. São Paulo: Planeta Sustentável/Abril, 2012.
ALBUQUERQUE JR., Durval Muniz de. História: a arte de inventar o passado. São Paulo: Edusc, 2007.
ALVIM, Zuleika. Brava gente! Os italianos em São Paulo – 1870-1930. São Paulo: Brasiliense, 1985.
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. No tempo das caravelas. São Paulo: Contexto, 1992.
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ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1967.
ANTUNES, Celso. Abrindo as portas do futuro: aprender a aprender, relacionar-se e trabalhar. Campinas: Papirus, 2006.
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BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.
br>. Acesso em: out. 2019.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Elementos conceituais e metodológicos para definição dos
direitos de aprendizagem e desenvolvimento do ciclo de alfabetização (1o, 2o e 3o anos) do Ensino Fundamental. Brasília, 2012.
. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: documento orientador das ações de formação em 2014. Disponível
em: <http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/doc_orientador/documento_orientador_2014.pdf>. Acesso em: nov. 2017.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Orientações e ações para
educação das relações étnico-raciais. Brasília, 2006.
BRASIL. Plano nacional dos direitos da pessoa com deficiência – viver sem limite. Disponível em: <www.pessoacomdeficiencia.
gov.br/app/viver-sem-limite>. Acesso em: nov. 2017.
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. Náufragos, traficantes e degredados. São Paulo: Objetiva, 2006.
BURCH, Sally. Sociedade da informação/Sociedade do conhecimento. In: AMBROSI, A.; PEUGEOT, V.; PIMENTA, D. O desafio
das palavras: enfoques multiculturais sobre a sociedade da informação. Disponível em: <https://vecam.org/archives/article519.
html>. Acesso em: out. 2017.
CALDEIRA, Jorge. Viagem pela História do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
CAMMAROTA, Luciana. Imigrantes nas cidades no Brasil do século XX. São Paulo: Atual, 2007.
CAPRA, F. et al. Alfabetização ecológica: a educação das crianças para um mundo sustentável. São Paulo: Cultrix, 2006.
CARVALHO, José Murilo de. A formação das almas: o imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
CASALECCHI, José Enio. O Brasil de 1945 ao golpe militar. São Paulo: Contexto, 2002.
CASTRO, Silvio. A Carta de Pero Vaz de Caminha: o descobrimento do Brasil. Porto Alegre: L&PM, 2000.
CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na corte. São Paulo: Companhia das
Letras, 1990.
CUNHA, Manuela Carneiro da. Imagens de índios do Brasil: o século XVI. Estudos Avançados, São Paulo, v. 4, n. 10, set.-dez.
1990.

MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XXI


DELACROIX, Christian et al. Historiographies, I: Concepts et débats. Paris: Gallimard, 2010.
DELORS, Jacques (Coord.). Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília: Unesco, 1998.
DEL PRIORE, Mary (Org.). História de crianças no Brasil. São Paulo: Contexto, 1999.
; NEVES, Maria de Fátima das; ALAMBERT, Francisco. Documentos de História do Brasil: de Cabral aos anos 90. São
Paulo: Scipione, 1997.
; VENÂNCIO, Renato. Ancestrais. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004.
; . O livro de ouro da História do Brasil. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001.
DOLHNIKOFF, Miriam (Org.). Projetos para o Brasil: José Bonifácio de Andrada e Silva. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
ELIAS, Roberto João. Comentários ao Estatuto da Criança e do Adolescente. São Paulo: Saraiva, 2004.
FAUSTO, Boris. Getúlio Vargas: o poder e o sorriso. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 1995.
FAUSTO, Carlos. Os índios antes do Brasil. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. (Descobrindo o Brasil).
FAZENDA, Ivani. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia. São Paulo: Loyola, 2011.
FONSECA, Selva Guimarães. Didática e prática de ensino de História. Campinas: Papirus, 2003.
FRANZ, Teresinha Sueli. Educação para uma compreensão crítica da arte. Florianópolis: Letras Contemporâneas, 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 2000.
FREYRE, Gilberto. Interpretação do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
FURTADO, Celso. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
GASPAR, Madu. Sambaquis: arqueologia do litoral brasileiro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. (Descobrindo o Brasil).
GATTAI, Zélia. Anarquistas, graças a Deus. Rio de Janeiro: Record, 1983.
GRUZINSKI, Serge. 1480-1520: a passagem do século. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. (Virando Séculos).
GUARINELLO, Norberto Luiz. Os primeiros habitantes do Brasil. São Paulo: Atual, 1994.
HADJI, Charles. A coragem de ousar. Nova Escola. São Paulo: Abril, n. 47, nov. 2001.
. Avaliação desmistificada. Tradução de Patrícia C. Ramos. Porto Alegre: Artmed, 2001.
HANDA, Tomoo. O imigrante japonês. São Paulo: T. A. Queiroz/Centro de Estudos Nipo-Brasileiros, 1987.
HERMAN, Marina Lachecki. Orientando a criança para amar a Terra. São Paulo: Augustus, 1992.
HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. História geral da civilização brasileira. São Paulo: Difel, 1985-1991.
. Raízes do Brasil. 22. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991.
IGLESIAS, Francisco. Trajetória política do Brasil: 1500-1964. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.
JECUPÉ, Kaka Werá. A terra dos mil povos: história indígena brasileira contada por um índio. São Paulo: Peirópolis, 1998.
KNIVET, Anthony. As incríveis aventuras e estranhos infortúnios de Anthony Knivet. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
KOSHIBA, Luiz; MANZI, Denise. História do Brasil. São Paulo: Atual, 2013.
LAVILLE, Christian. A guerra das narrativas: debates e ilusões em torno do ensino de História. Revista Brasileira de História, São
Paulo, v. 19, n. 38, 1999.
LIMA, Mônica. A África na sala de aula. Revista Nossa História. Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, fev. 2004.
LISSOVSKY, Maurício. A fotografia como documento histórico. In: Fotografia. Ciclo de palestras sobre fotografias. Rio de Janeiro:
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LOPES, Luiz Roberto. Uma história do Brasil República. São Paulo: Contexto, 1997.

XXII MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


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LUCA, Tania Regina de. Café e modernização. São Paulo: Atual, 2000. (A Vida no Tempo).
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MARCÍLIO, Maria Luiza. História da escola em São Paulo e no Brasil. São Paulo: Imprensa Oficial/Instituto Fernand Braudel de
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MARTINS, Ana Luiza. O trabalho nas fazendas de café. São Paulo: Atual, 1994.
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MARTINS, José de Souza. O cativeiro da terra. São Paulo: Hucitec, 1986.
MATOS, Hebe Maria. Escravidão e cidadania no Brasil monárquico. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000. (Descobrindo o Brasil).
MATTOS, Ilmar et al. O Rio de Janeiro, capital do Reino. São Paulo: Atual, 1995. (A Vida no Tempo).
MINDLIN, Betty. O primeiro homem e outros mitos dos índios brasileiros. São Paulo: Cosac Naify, 2001. (Mitos no Mundo).
; PORTELA, Fernando. A questão do índio. São Paulo: Ática, 2004.
MIRANDA, Wander Melo. Anos JK: margens da modernidade. São Paulo: Imesp, 2002.
MORAIS, Fernando. Corações sujos: a história da Shindo Renmei. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
MUNDURUKU, Daniel. Coisas de índio. São Paulo: Callis, 2000.
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SCATAMACCHIA, Maria Cristina Mineiro. O encontro entre culturas. São Paulo: Atual, 1994.
SCHWARCZ, Lilia M. A longa viagem da biblioteca dos reis: do terremoto de Lisboa à Independência do Brasil. São Paulo:
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MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS XXIII


SCHWARCZ, Lilia M. Orfeu extático na metrópole. São Paulo, sociedade e cultura nos frementes anos 20. 2. ed. São Paulo:
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SILVA, Aracy Lopes (Org.). A questão indígena na sala de aula: subsídios para professores de 1o e 2o graus. São Paulo: Brasiliense,
1987.
SILVA, Eduardo; REIS, João José. Negociação e conflito: a resistência negra no Brasil escravista. São Paulo: Companhia das Letras,
1999.
SIMONSEN, Roberto. História econômica do Brasil. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1969.
SOUZA, Laura de Mello; BATISTA, Maria Fernanda. O império deste mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. (Virando
Séculos).
STADEN, Hans. A verdadeira história dos selvagens, nus e ferozes devoradores de homens. Rio de Janeiro: Dantes, 1998.
TEBEROSKY, Ana; COLL, César. Aprendendo História e Geografia. São Paulo: Ática, 1999.
TEDESCO, Juan Carlos. Educar en la sociedad del conocimiento. México: Fondo de Cultura Económica, 2014.
TEIXEIRA JR., Luiz Alexandre. O engenho colonial. São Paulo: Ática, 1996.
TOLEDO, Roberto Pompeu de. A capital da solidão: uma história de São Paulo das origens a 1900. Rio de Janeiro: Objetiva, 2003.
TRINDADE, Etelvina. O trabalho nos engenhos. São Paulo: Atual, 1996.
UNESCO. Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, 2002. Disponível em: <www.unesco.org/new/ leadmin/MULTIMEDIA/
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UNITED NATIONS. General Assembly. Disponível em: <www.un.org/documents/ga/res/42/ares42-187.htm>. Acesso em: nov.
2017.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação da aprendizagem: práticas de mudança por uma práxis transformadora. São Paulo:
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VEIGA, Cynthia Greive. História e historiografia da educação no Brasil. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.
VELHO, Álvaro. O descobrimento das Índias: o diário de Vasco da Gama. Rio de Janeiro: Objetiva, 1998.
VIEIRA, Maria do Pilar. A pesquisa em História. São Paulo: Ática, 2008.
VILLALTA, Luiz Carlos. 1789-1808: o império luso-brasileiro e os Brasis. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
VON, Cristina. A história do brinquedo para as crianças conhecerem e os adultos se lembrarem. São Paulo: Alegro, 2001.
ZABALA, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.

XXIV MANUAL DO PROFESSOR – ORIENTAÇÕES GERAIS


História o
ano

Ensino Fundamental • Anos Iniciais • Componente Curricular: História

ALEXANDRE ALVES
Doutor em História pela Universidade de São Paulo (USP)
Autor-colaborador de coleções didáticas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio

LETÍCIA FAGUNDES DE OLIVEIRA


Mestra em História Social pela Universidade de São Paulo (USP)
Autora-colaboradora de coleções didáticas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio

São Paulo, 1a edição, 2017.


Atualizado de acordo com a BNCC.

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

MANUAL DO PROFESSOR 1
Direção geral: Guilherme Luz
Direção editorial: Luiz Tonolli e Renata Mascarenhas
Gestão de projeto editorial: Tatiany Renó
Gestão e coordenação de área: Wagner Nicaretta e
Brunna Paulussi
Edição: Beatriz de Almeida Francisco, Flávia Merighi Valenciano e
Guilherme Reghin Gaspar
Gerência de produção editorial: Ricardo de Gan Braga
Planejamento e controle de produção: Paula Godo,
Roseli Said e Marcos Toledo
Revisão: Hélia de Jesus Gonsaga (ger.), Kátia Scaff Marques (coord.),
Rosângela Muricy (coord.), Ana Curci, Ana Paula C. Malfa, Carlos Eduardo
Sigrist, Cesar G. Sacramento, Daniela Lima, Gabriela M. de Andrade,
Luís M. Boa Nova, Maura Loria, Paula T. Jesus, Raquel A. Taveira,
Sueli Bossi e Vanessa P. Santos
Arte: Daniela Amaral (ger.), Claudio Faustino (coord.),
Karen Midori Fukunaga, Livia Vitta Ribeiro e
Rodrigo Bastos Marchini (edit. arte)
Diagramação: JS Design
Iconografia: Sílvio Kligin (ger.), Denise Durand Kremer (coord.) e
Daniela Ribeiro (pesquisa iconográfica)
Licenciamentos de conteúdos de terceiros: Cristina Akisino (coord.),
Luciana Sposito e Liliane Rodrigues (licenciamento de textos),
Erika Ramires e Claudia Rodrigues (analistas adm.)
Tratamento de imagem: Cesar Wolf e Fernanda Crevin
Ilustrações: Biry Sarkis e Mouses Sagiorato
Design: Gláucia Correa Koller (ger.),
Erika Tiemi Yamauchi Asato (capa e proj. gráfico), Talita Guedes da Silva (capa)
Ilustração de capa: Rodrigo ICO
Foto de capa: ABSODELS RF/Getty Images

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Índice para catálogo sistemático:


1. História : Ensino fundamental 372.89

2017
Código da obra CL 820674
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1a edição
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Atualizado de acordo com a BNCC.

Impressão e acabamento

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

2 MANUAL DO PROFESSOR
APRESENTAÇÃO
CARO ALUNO,
VOCÊ JÁ PENSOU SOBRE COMO SERIA VIVER EM UMA
OUTRA ÉPOCA OU EM UM LUGAR COM OUTRA CULTURA? JÁ
IMAGINOU COMO AS PESSOAS MORAVAM, TRABALHAVAM, SE
RELACIONAVAM, BRINCAVAM E SE DIVERTIAM NO PASSADO? SERÁ
QUE ERA DA MESMA MANEIRA QUE FAZEMOS HOJE EM DIA?
APRENDER HISTÓRIA É UMA FORMA DE RESPONDER A ESSAS
E MUITAS OUTRAS QUESTÕES. A HISTÓRIA É A CIÊNCIA QUE NOS
MOSTRA A IMENSA RIQUEZA E DIVERSIDADE DAS CULTURAS
HUMANAS NO PRESENTE E NO PASSADO. A MANEIRA COMO AS
PESSOAS VIVEM, PENSAM E SE ORGANIZAM PODE SER MUITO
VARIADA, MAS SEMPRE EXISTE ALGO QUE UNE TODOS OS SERES
HUMANOS EM TODAS AS ÉPOCAS E LUGARES: A NECESSIDADE DE
SONHAR, DE CRIAR, DE AMAR E DE SE COMUNICAR.
ESTA COLEÇÃO FOI PENSADA PARA VOCÊ, QUE SEMPRE
QUER SABER MAIS, QUE ADORA NOVIDADES, AVENTURAS E
DESCOBERTAS. A HISTÓRIA PODE SER MUITO DIVERTIDA, COMO
PASSEAR POR TERRAS DISTANTES, RESOLVER UM ENIGMA OU
DECIFRAR UM MISTÉRIO.
ESTUDAR HISTÓRIA É TAMBÉM UM MODO DE CONHECERMOS
A NÓS MESMOS E DE SABER QUEM SOMOS E DE ONDE VIEMOS.
COMPREENDER COMO ERA A VIDA DAS PESSOAS EM OUTRAS
ÉPOCAS E LUGARES VAI AJUDÁ-LO A ENTENDER MELHOR SUA
PRÓPRIA VIDA AQUI NO PRESENTE.
VAMOS COMEÇAR A NOSSA AVENTURA?

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

MANUAL DO PROFESSOR 3
CONHEÇA SEU LIVRO
UNIDADE

ESTE LIVRO ESTÁ DIVIDIDO


EM QUATRO UNIDADES.
4 UM MUNDO
QUE NÃO PARA

Biry Sarkis/Arquivo da editora


NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:

COMPREENDER A FUNÇÃO DO
TRABALHO E DO COMÉRCIO.
RECONHECER PROFISSÕES DO
PRESENTE E DO PASSADO.
CONHECER TRÊS INVENÇÕES
MUITO IMPORTANTES: OS MEIOS

ABERTURA DE UNIDADE •
DE TRANSPORTE, A IMPRENSA
E OS ÓCULOS.

CONVERSE COM OS COLEGAS E

NESTA SEÇÃO VOCÊ CONHECERÁ O RESPONDA ÀS QUESTÕES.

1. LEIA O TÍTULO DA UNIDADE E

QUE VAI APRENDER AO LONGO DA OBSERVE AS ILUSTRAÇÕES. QUAL


É A RELAÇÃO ENTRE ELES?

UNIDADE. VAI TAMBÉM CONVERSAR


2. QUAIS ELEMENTOS DAS
ILUSTRAÇÕES PODEM SER
OBSERVADOS NO LUGAR EM

COM OS COLEGAS SOBRE O QUE JÁ QUE VOCÊ VIVE?


3. VOCÊ ACHA IMPORTANTE

SABEM A RESPEITO DOS TEMAS QUE CUIDAR DO MUNDO EM QUE


VIVEMOS? CITE UMA ATITUDE
QUE AJUDA A CUIDAR DELE.

SERÃO ESTUDADOS A PARTIR DA


LEITURA DE IMAGENS.
60 61

VAMOS FALAR SOBRE...

BRINCADEIRAS INDÍGENAS
AS CRIANÇAS INDÍGENAS ADORAM BRINCAR INTERAGINDO COM A
NATUREZA. ELAS FAZEM SEUS PRÓPRIOS BRINQUEDOS E BRINCAM NOS RIOS,
NAS ÁRVORES E COM OS ANIMAIS.
HÁ BRINCADEIRAS QUE SÃO SÓ DE CRIANÇA OU AINDA SÓ DE MENINO

VAMOS FALAR SOBRE... •


OU SÓ DE MENINA, E OUTRAS DAS QUAIS OS ADULTOS TAMBÉM PARTICIPAM.

Fabio Colombini/Acervo do fotógrafo


CRIANÇA INDÍGENA DA ETNIA GUARANI
MBYA BRINCA COM UM BRINQUEDO FEITO
POR ELA MESMA. ALDEIA KALIPETY, EM SÃO
PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM

NESTA SEÇÃO VOCÊ 2017.

CONVERSARÁ COM OS CRIANÇAS INDÍGENAS DA ETNIA


KALAPALO BRINCAM NO RIO

COLEGAS SOBRE ATITUDES CULUENE. ALDEIA AIHA, EM


QUERÊNCIA, NO ESTADO DE
MATO GROSSO, EM 2016.

E VALORES IMPORTANTES

Luciola Zvarick/Pulsar Imagens


PARA A SUA FORMAÇÃO
COMO CIDADÃO.

• E VOCÊ, COMO GOSTA DE BRINCAR? CONVERSE COM OS COLEGAS E


DESCUBRA AS BRINCADEIRAS PREFERIDAS DA TURMA.

37

FAZENDO HISTÓRIA!
4
• FAZENDO HISTÓRIA!
Ed Viggiani/Pulsar Imagens

QUANDO NOSSOS AVÓS ERAM JOVENS,


HISTîRIA DOS îCULOS
ESTA SEÇÃO AMPLIA O ESTUDO
Austrian Archives/Imagno/Getty Images

GRANDES ÓCULOS DE PLÁSTICO COLORIDO


ESTAVAM NA MODA. HOJE EXISTEM
ACOMPANHE A LEITURA DOS QUADROS.

DE ALGUNS PROCESSOS OU FATOS


ARMAÇÕES PEQUENAS COM LENTES QUE
1 TORNAM OS ÓCULOS AINDA MAIS LEVES.
DURANTE MUITO TEMPO, OS ÓCULOS EXISTEM AINDA PRODUTOS QUE SÃO

ABORDADOS NA UNIDADE, MUITAS


FORAM USADOS APENAS COMO ENFEITE. ISSO ESPECIAIS PARA AS CRIANÇAS. CRIANÇA UTILIZANDO ÓCULOS
APROPRIADOS AO TAMANHO DE
QUER DIZER QUE AS LENTES NÃO TINHAM
LENTE DE AUMENTO UTILIZADA SEU ROSTO. SÃO PAULO, 2015.
FUNÇÃO PARA QUEM NÃO ENXERGAVA BEM.

VEZES POR MEIO DA ANÁLISE DE


PARA LEITURA. ROMÊNIA,
O QUE AJUDAVA AS PESSOAS COM VISÃO EM APROXIMADAMENTE 1920.

DEFICIENTE ERAM AS LENTES DE AUMENTO COLOCADAS SOBRE OS 1 JUNTE-SE A TRÊS COLEGAS E FAÇAM UMA APRESENTAÇÃO DO TEXTO

DIFERENTES FONTES HISTÓRICAS.


TEXTOS PARA AMPLIAR O TAMANHO DAS LETRAS. SÓ MAIS TARDE, AS PARA A CLASSE.
LENTES PASSARAM A SER USADAS SOBRE OS OLHOS. • CADA MEMBRO DO GRUPO DEVE ESCOLHER UM NÚMERO DE 1 A 4.
• EM SEGUIDA, TREINEM A LEITURA DO BOXE ESCOLHIDO.
Reprodução/Acervo da Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, RJ

• AO FINAL, LEIAM O TEXTO PARA A TURMA, SEGUINDO A ORDEM DOS


2 BOXES.
OS ITALIANOS SÃO CONHECIDOS COMO
OS INVENTORES DOS ÓCULOS. OS PRIMEIROS
2 RECORTE IMAGENS DE ÓCULOS DE REVISTAS OU JORNAIS USADOS E
EXEMPLARES ERAM PESADOS E DESCONFORTÁVEIS.
COLE EM UMA FOLHA À PARTE. DEPOIS, PEÇA AJUDA AO PROFESSOR
COM O TEMPO, FORAM DESENVOLVIDOS MODELOS
PARA FIXAR SUA PESQUISA NO MURAL DA SALA DE AULA.
MAIS LEVES, CONFORTÁVEIS E ADAPTADOS PARA
• AGORA, PINTE OS QUADRINHOS DE ACORDO COM SUAS DESCOBERTAS.
DIFERENTES PROBLEMAS DE VISÃO.

MACHADO DE ASSIS, ESCRITOR BRASILEIRO, COM UM HÁ ÓCULOS PARA ADULTOS E CRIANÇAS.


MODELO DE ÓCULOS USADO EM SUA ÉPOCA. FOTO DE 1839.

OS PRIMEIROS ÓCULOS NÃO TINHAM O MESMO FORMATO DOS


Bettmann Archive/Getty Images

3 ÓCULOS ATUAIS.
HÁ CERCA DE SETENTA ANOS, ERAM
COMUNS OS AROS REDONDOS. MAIS TARDE, O HÁ ÓCULOS DE VÁRIAS CORES.
ESTILO GATINHO COMANDOU AS VENDAS.
HÁ ÓCULOS PARA MELHORAR A VISÃO.
MARILYN MONROE, ATRIZ NORTE­
­AMERICANA, COM ÓCULOS EM
ESTILO GATINHO. FOTO DE 1954. HÁ ÓCULOS PARA PROTEGER OS OLHOS DOS RAIOS SOLARES.

74 75

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

4 MANUAL DO PROFESSOR
CONECTANDO SABERES
A) CIRCULE A PALAVRA QUE COMPLETA CORRETAMENTE CADA FRASE.

• BINTOU É: .
QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?
CRIANÇA ADOLESCENTE

1 ESCREVA A SUA IDADE.


• BINTOU TEM DE 16 ANOS.

Biry Sarkis/Arquivo da editora


CONECTANDO SABERES •
2 ESCREVA A DATA DO SEU NASCIMENTO.
MAIS MENOS
DIA:
• BINTOU SONHA COM SEU .
MÊS:

NESTA SEÇÃO VOCÊ ANO:


PASSADO FUTURO

B) CONVERSE COM OS COLEGAS: O QUE BINTOU SONHOU?


3 ACOMPANHE A LEITURA DO TEXTO FEITA PELO PROFESSOR.
CONHECERÁ COM MAIS NESSA NOITE, SONHO QUE SOU MAIS VELHA, QUE TENHO
DEZESSEIS ANOS E USO TRANÇAS COM CONCHINHAS E PEDRAS
C) EM UMA FOLHA À PARTE, FAÇA UM DESENHO PARA MOSTRAR UM SONHO
QUE VOCÊ TEM PARA O SEU FUTURO. EXPONHA SEU TRABALHO NO

PROFUNDIDADE ALGUM TEMA COLORIDAS. QUANDO BALANÇO A CABEÇA, O SOL ME SEGUE, E


EU BRILHO COMO UMA RAINHA. QUANDO
MURAL DA SALA DE AULA.

ESTUDADO NA UNIDADE,
ACORDO, ME OLHO NO ESPELHO. AINDA SOU A BIROTE: PENTEADO
FEMININO COM
BINTOU COM QUATRO BIROTES NA CABEÇA. CABELOS PRESOS NO
SYLVIANE A. DIOUF. AS TRANÇAS DE BINTOU. SÃO PAULO: ALTO DA CABEÇA.

RELACIONANDO O ASSUNTO
COSAC NAIFY, 2010. P. 18.

COM OUTRAS ÁREAS DO


CONHECIMENTO.

Biry Sarkis/Arquivo da editora


Biry Sarkis/Arquivo da editora
22 23

• GLOSSÁRIO
VAMOS RETOMAR AQUI VOCÊ VAI
1 COMPLETE AS PALAVRAS DAS FRASES.
ENCONTRAR O
A) AS CRIANÇAS APRENDEM EST
E BR NC ND .
D ND
SIGNIFICADO
VAMOS RETOMAR •
B) PODEMOS SABER COMO ERA A VIDA DAS CRIANÇAS DE ANTIGAMENTE
CONVERSANDO COM P SSO S MAIS VELHAS.
DAS PALAVRAS
DESTACADAS
Coleção: James Arthur Lobo Lisboa, São Paulo, SP
direito de reprodução gentilmente cedido por João Candido Portinari.

2 OBSERVE A PINTURA
AO LADO E LEIA A

ESTA SEÇÃO LEGENDA.


NO TEXTO.
APRESENTA
ATIVIDADES QUE
RETOMAM ALGUNS
RODA INFANTIL, DE
CANDIDO PORTINARI, 1932 (ÓLEO
SOBRE TELA, DE 39 cm  97 cm).

TEMAS ESTUDADOS
A) QUAL É O NOME DA BRINCADEIRA REPRESENTADA?

B) OBSERVE AS PALAVRAS ABAIXO. EM SEGUIDA, FORME COM ELAS UMA

NA UNIDADE. FRASE SOBRE A OBRA DE ARTE.

ANTIGA A RODA BRINCADEIRA É UMA

3 AS CRIANÇAS INDÍGENAS BRASILEIRAS ADORAM BRINCAR NA NATUREZA.


E VOCÊ, GOSTA DE BRINCAR AO AR LIVRE? DE QUAL BRINCADEIRA?

58

AUTOAVALIAÇÃO • ÍCONES QUE INDICAM


COMO REALIZAR AS
ESTA SEÇÃO VAI AJUDAR VOCÊ A PERCEBER SE ADQUIRIU O ATIVIDADES:
CONHECIMENTO DOS PRINCIPAIS TEMAS TRABALHADOS NA
UNIDADE E A REFLETIR SOBRE O QUE PRECISA MELHORAR.
ORAL

EM DUPLA
AUTOAVALIAÇÃO
TERMINAMOS A UNIDADE 1! LEIA AS FRASES
ABAIXO E FAÇA UM X NO DESENHO QUE MELHOR

EM GRUPO
EXPRESSA SUA OPINIÃO SOBRE CADA UMA DELAS.

1. RECONHEÇO QUE EXISTEM DIFERENTES MODOS DE SER


E DE VIVER.

SUGESTÕES • 2. DESCOBRI QUE EXISTEM DIFERENTES TIPOS DE


MORADIA.

NESTA SEÇÃO HÁ
3. OBSERVEI DIFERENTES COMPOSIÇÕES DE FAMÍLIAS.

4. PERCEBI QUE TENHO UM PAPEL NA MINHA FAMÍLIA E


NO CADERNO
CONHECI MINHA HISTÓRIA.

INDICAÇÃO DE
LIVROS, SITES, VÍDEOS SUGESTÕES

PARA LER

E FILMES PARA VOCÊ


Salamandra

• CRIANÇAS DO MUNDO, DE ADÈLE CIBOUL,


Reprodução/Editora

SALAMANDRA. COLEÇÃO CRIANÇA CURIOSA.

COMPLEMENTAR ESTE LIVRO APRESENTA ÀS CRIANÇAS DIFERENTES


CULTURAS, ESTIMULANDO O RESPEITO E A
SOLIDARIEDADE ENTRE OS POVOS. AS SUGESTÕES TÊM O
SEU ESTUDO. OBJETIVO DE AMPLIAR
• A EXCÊNTRICA FAMÍLIA SILVA,
DE KAREN ACIOLY, ROCCO. SEU APRENDIZADO,
E NÃO DE FAZER
ESTA NARRATIVA MISTURA FANTASIA, TEATRO E
A HISTÓRIA DO CIRCO NO BRASIL, DIVERTINDO
E ENCANTANDO AS CRIANÇAS.

PROPAGANDA.
Reprodução/Rocco

25

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

MANUAL DO PROFESSOR 5
SUMÁRIO
UNIDADE 1 UNIDADE 2

CONHECENDO VOCÊ . . . . . . . . . . . . . 8 APRENDER E BRINCAR . . . . . . . . . . . 26


QUEM É VOCÊ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 É HORA DE APRENDER . . . . . . . . . . . . . . . . 28
HISTÓRIAS DE FAMÍLIA . . . . . . . . . . . . . . . 14 OS PROFISSIONAIS DA ESCOLA . . . . . . . . . 30
• VAMOS FALAR SOBRE... A ESCOLA DO POVO TICUNA . . . . . . . . . . . 31
MEU PAPEL NA FAMÍLIA . . . . . . . . . . . . . . . . 15 A ESCOLA EM OUTROS TEMPOS . . . . . . . . 32

A VIDA EM NOSSA MORADIA . . . . . . . . . . 16 É HORA DE BRINCAR . . . . . . . . . . . . . . . . . 34


JEITOS E LUGARES DE VIVER . . . . . . . . . . . 18 • VAMOS FALAR SOBRE...
• FAZENDO HISTÓRIA! BRINCADEIRAS INDÍGENAS . . . . . . . . . . . . . . 37
MEMÓRIA DE FAMÍLIA . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 • FAZENDO HISTÓRIA!
CONECTANDO SABERES MINHA SALA DE AULA . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
QUANTOS ANOS VOCÊ TEM? . . . . . . . . . . . . 22 • VAMOS RETOMAR. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
• VAMOS RETOMAR. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 • AUTOAVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
• AUTOAVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 • SUGESTÕES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41
• SUGESTÕES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

Biry Sarkis/
Arquivo da editora

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

6 MANUAL DO PROFESSOR
Biry Sarkis/Arquivo da editora
UNIDADE 3 UNIDADE 4

FESTA, BRINCADEIRA UM MUNDO QUE NÃO PARA . . . . . 60


E TRADIÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 TRABALHO E LAZER . . . . . . . . . . . . . . . . . . 62
É HORA DE SE DIVERTIR! . . . . . . . . . . . . . . 44 O COMÉRCIO. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64
BRINCADEIRA DE RUA . . . . . . . . . . . . . . . . 48 • VAMOS FALAR SOBRE...
BRINCAR E FESTEJAR NA NATUREZA . . . . . 49 MODA SUSTENTÁVEL . . . . . . . . . . . . . . . . . . 65

FESTAS E TRADIÇÕES . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 INVENÇÕES QUE MUDARAM


• FAZENDO HISTÓRIA! O DIA A DIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66
BILBOQUÊ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 54 COMO VOU E COMO VENHO . . . . . . . . . . . 67

CONECTANDO SABERES A INVENÇÃO DA IMPRENSA . . . . . . . . . . . 70


CONSTRUINDO BRINQUEDOS . . . . . . . . . . . . 56 • FAZENDO HISTÓRIA!
• VAMOS FALAR SOBRE... HISTÓRIA DOS ÓCULOS . . . . . . . . . . . . . . . . 74
BRINQUEDOS FEITOS COM SUCATA . . . . . . . . 57 CONECTANDO SABERES
• VAMOS RETOMAR. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58 CRIANÇA E TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . 76
• AUTOAVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 • VAMOS RETOMAR. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78
• SUGESTÕES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 • AUTOAVALIAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
• SUGESTÕES. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79
Biry Sarkis/Arquivo da editora

BIBLIOGRAFIA . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

MANUAL DO PROFESSOR 7
Objetivos da unidade
UNIDADE

1
O objetivo das aberturas de uni-
dade é explorar os conhecimentos
prévios dos alunos por meio da lei-
tura de imagens e de questões que
possibilitam discussão oral e coletiva
dos aspectos a serem trabalhados. É
CONHECENDO VOCÊ
importante garantir que todos pos-
sam se manifestar, mesmo que as
opiniões e as ideias expostas sejam
parciais em relação aos conceitos.
Se possível, no decorrer da sistema-
tização, retome com os alunos essas
NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:
ideias iniciais para que reorganizem
as informações de acordo com os SABER QUE EXISTEM DIFERENTES
conhecimentos adquiridos. MODOS DE SER E DE VIVER.
O objetivo desta unidade é des- DESCOBRIR QUE EXISTEM
pertar no aluno o reconhecimento DIFERENTES TIPOS DE MORADIA.
de sua individualidade e do con-
CONHECER DIFERENTES
texto em que está inserido. Uma
COMPOSIÇÕES DE FAMÍLIAS.
criança será tão mais participativa
INVESTIGAR SEU PAPEL E SUA
quanto mais valorizar a si mesma e
PRÓPRIA HISTÓRIA NA FAMÍLIA E
o ambiente em que vive.
NA COMUNIDADE.
Respeitar as diferenças tam-
bém é foco deste estudo. A gran-
de preocupação é sair do lugar-co-
OBSERVE A FOTOGRAFIA E
mum, transformando chavões e
teorias sobre o assunto em ações CONVERSE COM OS COLEGAS.
efetivamente conscientes. 1. QUANDO NASCEM, AS PESSOAS
Conhecer a história da família,
de seus ascendentes e da comu- RECEBEM UM NOME. VOCÊ
nidade em que vive, reconhecer a CONSIDERA IMPORTANTE QUE
contribuição dos mais velhos, en- AS PESSOAS TENHAM NOME?
tre outras atitudes, permitem que CONTE O MOTIVO DE PENSAR
a criança estabeleça uma relação
DESSA MANEIRA.
de confiança e um senso de esta-
bilidade em seu local de moradia 2. EM UMA FOLHA À PARTE, FAÇA
com as pessoas que ali vivem. UM RETRATO SEU E ESCREVA O
Partindo da observação de si, de
SEU NOME. MULHER INDÍGENA DA ETNIA
pessoas em seu entorno e de seu
1. Resposta pessoal. O nome é importan- KAXINAWÁ SEGURANDO BEBÊ NO
ambiente, o aluno deve perceber-se te para nos identificar e nos diferenciar de COLO. ALDEIA NOVO SEGREDO,
como um indivíduo com caracterís- outras pessoas. No caso de pessoas que NA CIDADE DE JORDÃO, NO
ticas próprias, fortalecendo sua têm o mesmo nome, o sobrenome é o ESTADO DO ACRE. FOTO DE 2016.
identidade pessoal, familiar e étni- que diferencia um do outro.
ca. Ao mesmo tempo, a troca de in- 8
formações com os colegas permite
que o aluno perceba semelhanças
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
e diferenças que possibilitarão a
ampliação dos conceitos de famí-
lia e moradia. Por fim, o resgate e
o registro de fatos de sua história
pessoal e familiar e a análise de
fotografias, objetos de sua história
e utensílios antigos e modernos
constituem-se em propostas que o
ajudam na construção das noções
de documento histórico, de tempo
e de permanência e mudança.

8 MANUAL DO PROFESSOR
Habilidades da BNCC
trabalhadas nesta unidade
EF01HI01 Identificar aspectos do seu
crescimento por meio do registro das
lembranças particulares ou de lem-
branças dos membros de sua família e/
ou de sua comunidade.
EF01HI02 Identificar a relação entre
as suas histórias e as histórias de sua
família e de sua comunidade.
EF01HI03 Descrever e distinguir os
seus papéis e responsabilidades rela-
cionados à família, à escola e à comu-
nidade.
EF01HI07 Identificar mudanças e per-
manências nas formas de organização
familiar.

Explore a imagem da abertura


desta unidade com os alunos, incen-
tivando-os a perceber semelhanças e
diferenças entre aspectos dessa ima-
gem e o modo de vida deles. Mostre
a eles, em um mapa político do Brasil,
a localização do Acre, mencionado na
legenda da imagem, e do estado onde
vivem.
Em seguida, peça a cada aluno que
se apresente e conte algo sobre si mes-
mo, sua família e o lugar onde mora.
Dê início à realização das atividades,
reforçando a importância do nome
e orientando os alunos na criação do
autorretrato, no qual cada um irá se
representar da forma como se vê. Sugi-
ra aos alunos que escrevam o primeiro
nome deles na parte de cima da folha
na qual fizeram o autorretrato, como se
fosse o título do desenho.
Cassandra Cury/Pulsar Imagens

Ampliação da aula
Explique aos alunos que os no-
9 mes têm significados diferentes.
Pergunte se alguém sabe o signi-
ficado do seu próprio nome.
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
Peça aos alunos que:
Ÿ perguntem aos familiares
Sugestão para o aluno qual é o significado do seu
• Esquisita como eu, de Martha Medeiros. nome;
Projeto, 2003. A narrativa em versos diver- Ÿ descubram o significado
tidos e ritmados dá voz a uma menina que do nome de mais alguém
se pergunta por que todos acham que ela da família.
é diferente. Os temas remetem ao cotidia- Na data combinada, proponha
no das crianças e ao comportamento das uma roda de conversa para que
pessoas. cada aluno conte suas descobertas.

MANUAL DO PROFESSOR 9
Unidade 1
Ao longo do estudo, serão apresen-
tadas questões iniciais (em destaque
no alto da página) que visam ao levan-
tamento de conhecimentos prévios dos
QUEM É VOCÊ? LEIA
CRIAN‚AS DO MUNDO
alunos e a reflexões acerca dos assun-
tos a serem estudados. É importante RESPONDA À PERGUNTA DO TÍTULO: QUEM É VOCÊ? Resposta pessoal.
permitir que todos expressem suas
opiniões e incentivar uma postura de
AS PESSOAS SÃO DIFERENTES UMAS DAS OUTRAS. CADA UMA TEM UM
respeito às ideias dos colegas.
Essas questões são uma boa opor- NOME, CARACTERÍSTICAS FÍSICAS E UM JEITO DE SER QUE A TORNAM ÚNICA.
tunidade para explorar a capacidade de O MODO DE VESTIR, BRINCAR, SE ALIMENTAR, FALAR E MORAR TAMBÉM
expressão e comunicação dos alunos. VARIA, DE ACORDO COM A FAMÍLIA E O POVO A QUE CADA UMA PERTENCE.
Elas podem ser usadas como disparado- Modo de morar. Modo de se vestir.

Delfim Martins/Pulsar Imagens

Charles Wollertz/Alamy/Fotoarena
ras de rodas de conversa para introduzir
os temas abordados na unidade e acio-
nar as representações que as crianças
trazem a respeito de cada assunto.
Aproveite a pergunta de abertura
desta página, pedindo a cada um que
responda ‘‘Quem é você?”. Esse pode ser
um interessante ponto de partida para
introduzir o conceito de história pessoal.

ESSAS CRIANÇAS MORAM EM UMA OCA COM AS CRIANÇAS PERUANAS USAM ROUPAS
SUAS FAMÍLIAS E OUTRAS PESSOAS DA ALDEIA. FEITAS COM A LÃ DA ALPACA E DA LHAMA
TERRA INDÍGENA KAYAPÓ, EM SÃO FÉLIX DO PARA SE PROTEGER DO FRIO. CIDADE DE
XINGU, NO ESTADO DO PARÁ. FOTO DE 2016. HUAYLLABAMBA, NO PERU. FOTO DE 2016.
Modo de brincar. James Pintar/Alamy/Fotoarena Modo de se alimentar.

Blue Jean Images/Alamy/Fotoarena


EM LUGARES ONDE O INVERNO É MUITO RIGOROSO, PAIS ENSINANDO O FILHO MAIS NOVO A COMER
AS CRIANÇAS SE DIVERTEM COM A NEVE. CIDADE DE COM HASHI. PEQUIM, CAPITAL DA CHINA.
WISCONSIN, NOS ESTADOS UNIDOS. FOTO DE 2015. FOTO DE 2015.

10

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

10 MANUAL DO PROFESSOR
Nesta etapa de aprendizado, a lei-
tura dos textos e das atividades deve
ser feita pelo professor. Os alunos
NA ETIÓPIA, NA REGIÃO DO VALE DO OMO, AS CRIANÇAS VIVEM EM TRIBOS E devem acompanhar no próprio livro.
DEPENDEM DO RIO OMO PARA SOBREVIVER. ELAS VIVEM EM CASAS BEM SIMPLES Nestas páginas, explore as fotografias,
DE CHÃO DE TERRA BATIDA E COBERTURA DE PALHA.
que mostram diferentes etnias, confor-
me for lendo para os alunos o texto e
as legendas. Estimule-os a relacionar
Grant Rooney Premium/Alamy/Fotoarena

as informações do texto às situações


retratadas nas fotografias e mostre a
eles, em um mapa-múndi, a localiza-
ção das cidades e dos países mencio-
nados nas legendas.
MORADIA DE FAMÍLIA DO Destaque algumas características
POVO MURSI, NO SUDOESTE DA
ETIÓPIA. FOTO DE 2014.
retratadas, como vestimentas e am-
bientes, sempre de forma positiva, e
NO NORTE DA ÁFRICA, NA REGIÃO DO DESERTO DO SAARA, VIVEM OS com base nelas enfatize a importância
TUAREGUES. ELES SE ALIMENTAM DO LEITE DE OVELHA E DE SEUS DERIVADOS, do respeito e da solidariedade com
COMO O QUEIJO. SÓ COMEM CARNE EM DIAS DE FESTA E SE VESTEM COM
todo ser humano, independentemente
de sua origem étnica ou social.
TÚNICAS PARA SE PROTEGER DO CALOR.

Natalia Milko/Shutterstock
MULHER TUAREGUE COM CRIANÇA,
EM DJANET, NA ARGÉLIA.
FOTO DE 2017.

NO NORTE DO BRASIL, NAS REGIÕES RIBEIRINHAS, AS CRIANÇAS VIVEM EM


PALAFITAS, QUE SÃO CASAS ALTAS FEITAS PELA POPULAÇÃO PARA SE PROTEGER
DAS CHEIAS DOS RIOS. AS CASAS SÃO SIMPLES, FEITAS DE MADEIRA E COBERTAS
DE PALHA OU TELHA.
Edson Grandisoli/Pulsar Imagens

PALAFITA NO RIO SOLIMÕES,


EM UARINI, NO ESTADO DO
AMAZONAS. FOTO DE 2016.

11

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 11
Unidade 1
Atividade 1
Organize os alunos em duplas para 1 CONVERSE COM UM COLEGA SOBRE AS SEMELHANÇAS E AS DIFERENÇAS
que conversem sobre as semelhanças e ENTRE AS CRIANÇAS DAS FOTOGRAFIAS DAS PÁGINAS 10 E 11.
as diferenças entre as crianças das fotos. Respostas pessoais.
Em seguida, proponha uma conversa 2 PINTE CADA QUADRINHO DAS FOTOGRAFIAS DA PÁGINA 10 DE ACORDO
coletiva, em que as características sejam COM A LEGENDA ABAIXO.
apresentadas. Caso surjam comentários
preconceituosos ou ofensivos, aproveite MODO DE SE ALIMENTAR
a oportunidade para refletir com os alu-
nos sobre a importância de valorizar to- MODO DE SE VESTIR
dos os seres humanos. Os detalhes em
análise podem extrapolar as caracterís- MODO DE MORAR
ticas físicas de cada criança e contem-
plar os aspectos levantados na página MODO DE BRINCAR
11, como vestimentas e ambientes. Des-
se modo, é possível formalizar aquela 3 TODA CRIANÇA TEM SUA HISTÓRIA DE VIDA. E MUITOS OBJETOS FAZEM
discussão na resposta desta atividade. PARTE DELA.

Atividade 2 • PROCURE EM JORNAIS E REVISTAS IMAGENS DE OBJETOS QUE FIZERAM E


QUE FAZEM PARTE DA SUA VIDA. RECORTE E COLE CADA OBJETO EM UM
Caso os alunos não tenham lápis
nas cores indicadas no livro, oriente-os DOS QUADROS ABAIXO.
a substituir cada cor por uma letra do
alfabeto: vermelho – A, azul – B, ama- EU USAVA QUANDO ERA BEBÊ EU USO HOJE
relo – C e verde – D, por exemplo. Em Respostas pessoais.
seguida, eles usarão uma das letras para
preencher o quadrinho de cada foto.
Atividade 3
Selecione, antecipadamente, material
para os alunos pesquisarem imagens de
objetos que são usados por bebês e obje-
tos que são usados por crianças com cerca
de 6 anos de idade. Exiba as imagens para
os alunos antes de realizarem a atividade
e deixe que eles falem sobre elas. Em se-
guida, solicite que escolham os objetos,
orientando-os a optar por dois ou três que
representem efetivamente as duas etapas
da vida deles. Peça que comentem sobre
esses objetos, indicando qual é a função
de cada um deles. Caso as imagens sele-
cionadas não caibam no espaço definido
no livro, peça aos alunos que as colem
12
em uma folha à parte. Faça coletivamente
uma lista dos objetos escolhidos, explo-
rando a escrita das palavras. Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

Uma das saídas para reconectar o indivíduo ao mundo onde vive Longe de ser um modismo, a preocupação com o desenvolvi-
passa pelo desenvolvimento de competências socioemocionais. mento dessas características sempre foi objetivo da educação e
Nesse processo, tanto crianças como adultos aprendem a colo- precisa ser entendido como um processo de formação integral,
car em prática as melhores atitudes e habilidades para controlar que não se restringe à transmissão de conteúdos. Então o que
emoções, alcançar objetivos, demonstrar empatia, manter relações muda? Para que consiga alcançar esse propósito, a inclusão
sociais positivas e tomar decisões de maneira responsável, entre de competências socioemocionais na educação precisa ser in-
outros. Uma abordagem como essa pode ajudar, por exemplo, na tencional.
elaboração de práticas pedagógicas mais justas e eficazes, além de Porvir. Especial Socioemocionais. Disponível em:
explicar por que crianças de um mesmo meio social vão trilhar um <http://porvir.org/especiais/socioemocionais/>.
caminho mais positivo na vida, enquanto outras, não. Acesso em: nov. 2017.

12 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 4
O objetivo desta atividade é possi-
bilitar aos alunos a criação de imagens
4 IMAGINE QUE VOCÊ VAI FAZER PARTE DE UM PAINEL DE FOTOS CUJO que revelem diferentes hábitos e costu-
TEMA É CRIAN‚AS DO MUNDO. Respostas pessoais. mes, fazendo com que eles percebam
que também fazem parte da História.
A) NO QUADRO ABAIXO, FAÇA UM DESENHO QUE MOSTRE VOCÊ E ALGUMAS Retome as fotos das crianças reprodu-
CARACTERÍSTICAS DA COMUNIDADE ONDE VIVE. VOCÊ PODE DESENHAR: zidas na página 10, se achar necessário.
Para estimular a criatividade dos alunos
• O TIPO DE ROUPA QUE COSTUMA USAR. e auxiliá-los na realização da atividade,
• UMA MORADIA DA SUA COMUNIDADE. dê exemplos de cada elemento listado
no item A) e explique que eles podem
• UMA FESTA OU UMA COMIDA TÍPICA DA SUA COMUNIDADE.
escolher qual ou quais deles querem
• SUA BRINCADEIRA FAVORITA. desenhar. Reforce que o importante,
nesse caso, é representar características
da comunidade onde vivem, de forma a
trabalhar sua realidade cotidiana.

Ampliação da aula
Ressalte que, além das carac-
terísticas físicas, cada um tem seu
próprio jeito de ser, suas preferên-
cias, suas facilidades e dificuldades,
e que tudo isso deve ser respeitado.
Promova uma atividade para
ampliar o entrosamento e o conhe-
cimento mútuo entre os alunos.
Prepare cartões com diversas carac-
terísticas positivas existentes entre
a turma, como: corajoso, divertido,
bondoso, comunicativo, tranquilo,
animado, atencioso, carinhoso, in-
teligente, entre outras. Apresente
as palavras aos alunos para que
compreendam o sentido de cada
uma, evitando juízo de valor.
Espalhe as palavras pelo chão e
proponha a cada um que escolha e
se aproxime da palavra que repre-
senta uma característica própria.
Em seguida, cada um pode expli-
B) MOSTRE SEU DESENHO AOS COLEGAS E CONTE A ELES O QUE VOCÊ car por que escolheu determinada
REPRESENTOU. característica.
13

Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

Sugestão para o professor Sugestão para o aluno


• <http://porvir.org/especiais/socioemocio • Diversidade, de Tatiana Belinky. FTD, 2015.
nais/>. Acesso em: nov. 2017. Dossiê sobre Todo mundo é diferente, mas ninguém é
a importância de desenvolver as chamadas melhor ou pior por causa de suas diferen-
competências socioemocionais, necessárias, ças. Com essa reflexão, a obra enfatiza que
segundo esse material, para a formação in- não basta reconhecer a diferença: é preciso
tegral do aluno. respeitá-la.

MANUAL DO PROFESSOR 13
Unidade 1
Faça a leitura do texto, que introduz
a noção de história familiar, e explique LEIA
que diferentes documentos auxiliam HISTÓRIAS DE FAMÍLIA A EXCÊNTRICA FAMÍLIA SILVA
na recuperação de elementos dessa
TODAS AS PESSOAS TÊM UMA HISTÓRIA. AS HISTÓRIAS DAS PESSOAS COM
história.
QUEM CONVIVEMOS, COMO PAIS, IRMÃOS, AVÓS, TIOS E PRIMOS, QUANDO
Peça aos alunos, com antecedência,
que, com o auxílio de um adulto, recor- REUNIDAS, CONTAM A HISTÓRIA DA FAMÍLIA.
tem de jornais e revistas ou pesquisem EXISTEM DIFERENTES TIPOS DE FAMÍLIA: FAMÍLIAS COM PAI, MÃE E FILHOS;
na internet e imprimam imagens de FAMÍLIAS COM MÃE, AVÓ OU AVÔ E NETOS; FAMÍLIAS COM DUAS MÃES OU
diferentes formações familiares. Na DOIS PAIS; FAMÍLIAS BEM GRANDES, COM PAI, MÃE, FILHOS, TIOS E TIAS, TODOS
sala de aula, proponha que agrupem
JUNTOS; FAMÍLIAS EM QUE ALGUMAS PESSOAS VIVEM SEPARADAS; ENTRE
as imagens obtidas, observando ca-
racterísticas semelhantes: número de OUTRAS. NA FAMÍLIA, VIVENDO JUNTOS OU SEPARADOS, O QUE IMPORTA É TER
adultos, número de crianças, presença AFETO E CUIDADO UNS COM OS OUTROS.
de figuras masculinas e femininas, pre-

Fernando Favoretto/Criar Imagem

Fernando Favoretto/Criar Imagem


sença de idosos, entre outras. Ao final,
destaque a variedade de organizações
familiares para que os alunos percebam
a diversidade, sem julgamento de valor.
Para reforçar mudanças e perma-
nências nas formas de organização fa-
miliar, é possível utilizar o exemplo de
Tarsila do Amaral, na página ao lado.
A atividade informa que a artista es-
tava inserida em uma grande família, FAMÍLIA TOMANDO CAFÉ EM SÃO PAULO, ESTADO FAMÍLIA VENDO ÁLBUM DE FOTOGRAFIAS EM SÃO
composta de pai, mãe e sete filhos. A DE SÃO PAULO. FOTO DE 2016. PAULO, ESTADO DE SÃO PAULO. FOTO DE 2016.
comparação entre esse exemplo de fa-

Renato Soares/Pulsar Imagens


Fernando Favoretto/Criar Imagem
mília do passado (final do século XIX) e
exemplos de família do presente pode
ser feita com base nas fotos desta pá-
gina ou na própria realidade da turma.
Atividade 1
Antes de propor a atividade, peça
aos alunos que contem sobre suas famí-
lias: quem são as pessoas com as quais
eles moram, quantos adultos existem,
FAMÍLIA EM SÃO CAETANO DO SUL, ESTADO DE FAMÍLIA NA ALDEIA IKPENG ARAIÔ, EM FELIZ NATAL,
quantas crianças, etc. Ao final do traba- SÃO PAULO. FOTO DE 2017. ESTADO DE MATO GROSSO. FOTO DE 2016.
lho, é possível expor os desenhos feitos
pelos alunos em um mural na sala de 1 SUA FAMÍLIA SE PARECE COM ALGUMA DAS FAMÍLIAS REPRESENTADAS
aula, como forma de registrar a existên-
NAS FOTOGRAFIAS? EM UMA FOLHA À PARTE, FAÇA UM DESENHO
cia de diferentes formações familiares e
de concluir sobre a importância de se COLORIDO RETRATANDO VOCÊ JUNTO DE SUA FAMÍLIA. Resposta pessoal.
respeitar essa diversidade. 14

Sugestão para o aluno Reprodução do Livro


Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

• Minha família, de Lisa Bullard.


Hedra Educação, 2012. Uma
família pode ser parecida com
muitas e, ao mesmo tempo, ser
diferente de tantas outras. Esse
livro apresenta a família de
Mateus e procura fazer pensar
em como é a família do leitor.

14 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 2
Explique aos alunos que a fotografia
é uma importante fonte de pesquisa.
2 TARSILA DO AMARAL FOI UMA IMPORTANTE

Reprodução/Tarsila do Amaral Empreendimentos


Ela retrata determinadas características
ARTISTA PLÁSTICA BRASILEIRA. SUA FAMÍLIA ERA da época que precisam ser analisadas
FORMADA POR ELA, SEUS SEIS IRMÃOS, SEU PAI E e interpretadas em um contexto mais
SUA MÃE. amplo e junto a outras fontes documen-
tais. Chame a atenção dos alunos para
a fotografia de Tarsila do Amaral repro-
TARSILA DO AMARAL AINDA duzida nesta página e para a data em
CRIANÇA, EM 1892.
que ela foi tirada, informada na legen-
• QUANTAS PESSOAS FORMAVAM A FAMÍLIA DE TARSILA? PINTE UM da. Caso haja interesse da turma em co-
QUADRINHO PARA CADA UMA DELAS. nhecer mais sobre a artista, consultem
juntos o site <www.tarsiladoamaral.
ADULTOS com.br> (acesso em: nov. 2017). Nele
há uma galeria com as obras da artista
e uma biografia, que relaciona algumas
CRIANÇAS de suas obras a momentos específicos
de sua vida.
3 QUE TAL VOCÊ CONVERSAR COM ALGUM FAMILIAR SOBRE A HISTÓRIA
DELE? PEÇA QUE CONTE UM FATO VIVIDO POR ELE QUANDO TINHA A Atividade 3
SUA IDADE. Resposta pessoal. Oriente os alunos a fazer a ativida-
de em casa, pedindo a colaboração dos
• AGORA FAÇA, EM UMA FOLHA À PARTE, UM REGISTRO DESSA HISTÓRIA pais e familiares. O registro pode ser fei-
PARA DEPOIS CONTAR AOS COLEGAS. to na forma de desenho ou por escrito
com a ajuda de um adulto responsável.
VAMOS FALAR SOBRE... Explique para a turma que, geralmente,
só conhecemos alguns de nossos paren-
MEU PAPEL NA FAMÍLIA tes (como nossos trisavós, ou seja, os
pais de nossos bisavós) por fotos e pelas
VOCÊ JÁ PERCEBEU QUE TEM UM LUGAR NA SUA FAMÍLIA? PODEMOS histórias que nos contam. Por isso, os
SER O ÚNICO FILHO, O MAIS VELHO, O DO MEIO OU AINDA O CAÇULA. relatos de pessoas mais velhas de nossa
TAMBÉM PODEMOS SER NETO OU NETA DE ALGUÉM. ALGUMAS VEZES família podem revelar aspectos impor-
SOMOS QUEM AJUDA OS IRMÃOS MAIS NOVOS, OU AINDA QUEM RECEBE tantes de nossa própria história.
TODA A ATENÇÃO DOS MAIS VELHOS. Vamos falar sobre...
NÃO IMPORTA QUAL SEJA O NOSSO PAPEL: O IMPORTANTE É PROCURAR O objetivo desta seção é estimular a
CONVIVER DE FORMA HARMONIOSA COM NOSSOS FAMILIARES. UMA DAS discussão de temas relativos a valores,
sentimentos e atitudes. As questões
MANEIRAS DE BUSCAR ESSA CONVIVÊNCIA É PROCURAR OUVIR OS MAIS
propostas ao final são sempre um estí-
VELHOS E SEMPRE RESPEITAR A TODOS. mulo à conversa e à discussão de assun-
• CONVERSE COM SEUS FAMILIARES E DESCUBRA HARMONIOSO: QUE tos que permeiam os conteúdos, mas
VIVE FELIZ, EM PAZ.
QUAL É O SEU PAPEL NA SUA FAMÍLIA. que são mais amplos, criando um clima
propício à expressão da individualidade
15
dos alunos e ao respeito às diferenças.
Como é a primeira vez que essa seção
aparece, seria interessante explicar a
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. proposta e dizer que ela vai estar pre-
sente ao longo de todas as unidades.
Ampliação da aula Sugestão para o aluno Leia com os alunos o texto da seção.
Se possível, organize a visita de parentes Chame a atenção deles para as situa-
• Tarsila do Amaral, de Angela Braga e Lígia ções apresentadas e aponte outras que
dos alunos à sala de aula: avós, bisavós, tios- Rego. Moderna, 1998. Traça um painel so-
-avós. Elabore com os alunos convites e per- revelem o papel da criança na família,
bre o estilo da artista brasileira e fornece na escola e na comunidade. Faça uma
guntas para serem feitas com o objetivo de informações sobre sua biografia.
constatarem a transformação dos costumes roda de conversa para abordar esse
das famílias. tema. É importante que a turma per-
ceba que existem direitos e deveres im-
buídos na convivência familiar, escolar
e comunitária.

MANUAL DO PROFESSOR 15
Unidade 1
Sugira aos alunos a observação
das moradias de seu entorno para
que constatem a diversidade de tipos
de construção existentes. Por meio da
A VIDA EM NOSSA MORADIA
exploração de semelhanças e diferen-
ças entre as moradias, encaminhe a
conversa para que eles percebam que “LAR DOCE LAR”: O QUE ISSO SIGNIFICA PARA VOCÊ? Resposta pessoal.
a forma de morar está ligada às con-
dições climáticas, ambientais e cultu- A MORADIA E O LUGAR ONDE VIVEMOS TAMBÉM FAZEM PARTE DAS NOSSAS
rais, assim como às condições sociais HISTÓRIAS E LEMBRANÇAS.
e econômicas. Essa percepção ajudará
os alunos na construção da ideia de
pluralidade cultural.
1 OUÇA A LEITURA DO TEXTO PELO PROFESSOR.
As moradias são também registros
QUE GRANDE PAR DE BOTAS
históricos. Para aproximar os alunos
dessa ideia, proponha que conversem ERA UMA VEZ UM RATO QUE MORAVA
com seus familiares para saber se a
NUM SAPATO. UM SAPATO VELHO,
casa em que moram já passou por mo-
dificações e, em caso afirmativo, quais UM SAPATO SEM PRÉSTIMO... NÃO ESTAVA
foram elas. MAL DE TODO. CONHEÇO RATOS
Ao propor a questão de abertura do QUE NEM EM CHINELO MORAM.
tema, espera-se que os alunos digam NEM EM SANDÁLIAS. Biry Sarkis/Arquivo da editora
que “Lar doce lar” significa o local
MAS ESTE RATO QUE MORAVA NUM SAPATO TINHA AMBIÇÕES.
onde moram, onde recebem abrigo,
proteção e cuidados das pessoas que QUERIA UMA CASA MAIS DESAFOGADA, MAIS ESPAÇOSA. QUERIA
moram com eles. MUDAR DE UM SAPATO PARA UMA BOTA.
Instigue os alunos com outras ques- BEM PODIA PROCURAR. ONDE É QUE SE ARRANJA, NOS TEMPOS
tões, como: DE HOJE, UMA BOTA LIVRE, DE PREFERÊNCIA CALAFETADA CONTRA O
• Todas as pessoas têm uma casa?
FRIO E A CHUVA, ISTO É, SEM BURACOS NA SOLA? UMA BOTA É UM
• Todas as pessoas têm um lar?
PALÁCIO. UM SONHO...
• Ter uma casa significa ter um lar?
• É possível ter um lar sem ter uma PÔS UM ANÚNCIO: “BOTA POUCO USADA PRECISA-SE PARA
casa? HABITAÇÃO”.

Atividade 1 E NÃO É QUE CONSEGUIU?! UM VELHO CORONEL DE CAVALARIA


VENDEU-LHE AS BOTAS. MUITO EM CONTA.
Enquanto faz a leitura do texto, su-
gira aos alunos que imaginem como é o O RATO SÓ PRECISAVA DE UMA, MAS, JÁ QUE SE PROPORCIONAVA
rato, o chinelo, a bota, o coronel, entre FICAR COM AS DUAS, NÃO QUIS PERDER A OCASIÃO.
outros personagens e tipos de moradia
TALVEZ LÁ MAIS PARA DIANTE, LEVE UMA PARA A PRAIA. “FICO
citados no texto. Verifique se existe no
texto alguma palavra desconhecida COM UMA CASA DE FÉRIAS E A OUTRA NA CIDADE”, PENSOU ELE. [...]
ANTÓNIO TORRADO. 100 HISTÓRIAS À JANELA. ALFRAGIDE: ASA, 2010. P. 46-47.
pelos alunos e explique o significado
à turma.
16

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

16 MANUAL DO PROFESSOR
a) Faça a atividade coletivamente: leia
as frases seguindo a ordem e, após
a leitura de cada uma delas, peça à
A) PINTE OS QUADRINHOS DE ACORDO COM A HISTÓRIA QUE VOCÊ OUVIU. turma que indique se o quadrinho
correspondente deve ser pintado
A MORADIA É IMPORTANTE PARA O RATO. ou não.
b) A atividade introduz o assunto que
O RATO FOI MORAR EM UMA CAIXA DE SAPATOS. será abordado nas páginas seguin-
tes, Jeitos e lugares de viver.
O RATO PODERIA TER UMA MORADIA NA CIDADE E OUTRA NA PRAIA. Complemente a atividade pedindo
aos alunos que citem os locais pre-
B) ASSIM COMO O RATO, TODOS PRECISAMOS DE UM LUGAR PARA MORAR. feridos da casa em que moram.
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS ABAIXO, COM DIFERENTES TIPOS DE MORADIA,
E LIGUE CADA UMA DELAS AO QUADRO QUE A DESCREVE. Sugestão para o aluno
• Casas, de Roseana Murray.
Luciana Whitaker/Pulsar Imagens

Formato, 2009. Nesse livro,


casas diferentes são descritas
em forma de poemas.
SOBRADO DE TIJOLOS

VITÓRIA DO XINGU, NO ESTADO DO


PARÁ. FOTO DE 2017.
João Prudente/Pulsar Imagens

CASA DE MADEIRA

PINDAMONHANGABA, NO ESTADO DE
SÃO PAULO. FOTO DE 2017.
João Prudente/Pulsar Imagens

PRÉDIO

GOVERNADOR VALADARES, NO ESTADO


DE MINAS GERAIS. FOTO DE 2016.

17

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 17
Unidade 1
Conte aos alunos a história Os três
porquinhos. Ao final, peça que identi-
fiquem que material cada um dos por- JEITOS E LUGARES DE VIVER
quinhos usou para construir sua mora-
NO LUGAR EM QUE MORAMOS, CONVIVEMOS COM FAMILIARES E AMIGOS.
dia e pergunte se esses materiais são
utilizados na construção de casas onde CADA FAMÍLIA TEM UM JEITO DE VIVER E DE SE ORGANIZAR.
vivem seres humanos. Comente que o OS LUGARES ONDE AS FAMÍLIAS MORAM TAMBÉM SÃO DIFERENTES. AS
conteúdo dessas páginas mostrará que MORADIAS SÃO ADAPTADAS PARA CADA REGIÃO.
as pessoas vivem e moram em diferen-
tes tipos de moradia, construídos com 1 LIGUE, COM LÁPIS COLORIDO, CADA CRIANÇA A SUA MORADIA.
diversos tipos de material.

Ernesto Reghran/Pulsar Imagens


Biry Sarkis/Arquivo da editora
Atividade 1 MORO NO
APARTAMENTO 11.
Explore as fotografias e leia as le-
gendas com os alunos, mostrando, em
um mapa político do Brasil, a localiza-
ção de cada município mencionado,
para ampliar a ideia da adaptação do
ser humano às condições do ambiente.
Em seguida, leia os balões de fala MORADIA EM UMA CASA FLUTUANTE
nas ilustrações. Após a leitura de cada NO RIO NEGRO, EM IRANDUBA, NO
ESTADO DO AMAZONAS. FOTO DE 2015.
um deles, peça aos alunos que liguem

Renato Soares/Pulsar Imagens


a criança à sua moradia.
Biry Sarkis/Arquivo da editora

MINHA FAMÍLIA
MORA NA OCA.
Sugestão para o aluno
• <http://pibmirim.socioam
b i e n t a l . o r g / como-vivem/
casas>. Acesso em: nov. 2017.
Versão infantil do site do Insti- MORADIA INDÍGENA EM SÃO FÉLIX
tuto Socioambiental. O conteú- DO XINGU, NO ESTADO DO PARÁ.
FOTO DE 2015.
do sugerido mostra moradias
de diferentes povos indígenas.

Donatas Dabravolskas/Shutterstock
VIVO EM UMA
Biry Sarkis/Arquivo da editora

CASA SOBRE A
ÁGUA.

MORADIA NO RIO DE JANEIRO, NO


ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
FOTO DE 2016.

18

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

18 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 2
Nesta atividade, os alunos devem
fazer a montagem de um painel com
2 COM OS COLEGAS, CONSTRUA UM PAINEL COM IMAGENS DE DIFERENTES imagens coletadas em fontes diversas.
MORADIAS. Resposta pessoal. A intenção é explorar as características
das diferentes moradias e suas fun-
3 COMPLETE A FICHA COM A AJUDA DE UM ADULTO QUE MORA NA SUA ções. Para ampliar a atividade, pode-se
CASA. construir um texto coletivo sobre os di-
ferentes tipos de moradia encontrados.
MINHA CASA Proponha aos alunos que classifi-
quem as imagens de acordo com critérios
como: tipo de material usado na constru-
ção, moradias antigas e moradias moder-
nas, localização dessas moradias, etc. Em
• MEU ENDEREÇO É:
seguida, montem o painel, colando as
imagens e incluindo um título. Escolham
NOME DA RUA:
um local para expor o painel criado.
NÚMERO: É importante que a troca do material
exposto na sala de aula ocorra de forma
BAIRRO: dinâmica, conforme a sucessão e a du-
ração das atividades desenvolvidas.
• MINHA CASA TEM CÔMODOS.
• ELA É FEITA DE:
Atividade 3
Explique aos alunos que as mora-
dias podem ser feitas com mais de um
MADEIRA TIJOLO BARRO
material e oriente-os a marcar um X em
todos os materiais usados na constru-
PALHA PEDRA BAMBU ção de suas casas. No caso de alunos
que moram em prédio ou em condo-
OUTRO(S): mínio de prédios ou casas, oriente-os
• ELA FICA EM UM LUGAR: a escrever o número do apartamento
e/ou do bloco na mesma linha de res-
QUENTE FRIO posta correspondente ao número da
Respostas residência. Esclareça a eles que a indi-
pessoais. cação completa do endereço permite
sua localização por pessoas que não
conhecem o local.
Ilustrações: Biry Sarkis/Arquivo da editora

Ampliação da aula
Em atividade interdisciplinar
com Arte, os alunos podem fazer
uma releitura das imagens de mora-
dias coletadas e expostas no painel
19 da atividade 2. Cada aluno deverá
escolher uma das imagens e repre-
sentá-la utilizando materiais de sua
Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.
escolha: lápis de cor, tinta, semen-
tes ou outro material disponível.

MANUAL DO PROFESSOR 19
Unidade 1
A seção aborda o tema da memó-

FAZENDO HISTÓRIA!
ria de família a partir da pesquisa e da
comparação de registros da família. O
objetivo é propiciar ao aluno o desen-
volvimento da autoconsciência do pro-
cesso de crescimento e da sua história
familiar, despertando a curiosidade MEMÓRIA DE FAMÍLIA
sobre a sua trajetória de vida.
Busca-se o aprendizado por meio de VOCÊ SABIA QUE TODAS AS FAMÍLIAS TÊM SUA PRÓPRIA HISTÓRIA?
atividade prática, daí a ênfase no traba- ESSA HISTÓRIA É FEITA DAS EXPERIÊNCIAS E DAS LEMBRANÇAS DAS PESSOAS QUE
lho de procurar documentos e objetos FAZEM PARTE DESSA FAMÍLIA: PAI, MÃE, AVÔS, AVÓS, NETOS, NETAS, FILHOS E FILHAS.
pessoais e em conversas com familia-

Marcos AndrŽ/Op•‹o Brasil Imagens


res, que servirão como fonte do traba-
lho de pesquisa desenvolvido em casa
e em sala de aula. A socialização dos
resultados deve permitir que os alunos
percebam que existem vários elementos
comuns entre a sua história e a dos co-
legas, e também elementos específicos
na história de cada indivíduo.
Leia o texto, dando ênfase em de-
terminadas palavras ou expressões
para chamar a atenção dos alunos
para os pontos principais. A palavra
“investigar” pode ser explicada, para
garantir que os alunos entendam seu
significado. Para exemplificar, a figura
do detetive, que busca desvendar algo
que ainda não se conhece, pode ser
lembrada, introduzindo a atividade de FAMÍLIA NA CIDADE DE LAGOA DA PRATA, NO ESTADO DE MINAS GERAIS. FOTO DE 2014.
investigação da história pessoal, que
será proposta em seguida. QUANDO QUEREMOS INVESTIGAR A
Por fim, chame a atenção dos alu- HISTÓRIA DA NOSSA FAMÍLIA, PODEMOS
nos para as imagens reproduzidas ESCOLHER ALGUNS CAMINHOS:
nesta seção. A fotografia é mais um • CONVERSAR COM OS MAIS VELHOS;

Biry Sarkis/Arquivo da editora


exemplo de formação familiar presente
nesta unidade; já as ilustrações repre- • REUNIR DOCUMENTOS PESSOAIS,
sentam diferentes fontes para o traba- FOTOGRAFIAS, CARTAS E RECEITAS;
lho investigativo a respeito da história • REUNIR OBJETOS DA NOSSA FAMÍLIA,
de uma família: objetos, relatos de pes- COMO: INSTRUMENTOS MUSICAIS,
soas mais velhas, cartas, documentos e LOUÇAS, MÓVEIS, DISCOS, LIVROS,
álbuns de fotografias.
ROUPAS, ETC.
20

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

20 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 1
Leia para os alunos todas as eta-
pas do roteiro de pesquisa e esclare-
ça eventuais dúvidas. Combine com
1 QUE TAL VOCÊ INVESTIGAR A SUA HISTÓRIA? PARA ISSO, SIGA O antecedência a realização da tarefa
ROTEIRO ABAIXO. com a ajuda dos pais ou responsáveis e
marque uma data para o retorno. Isso
• PERGUNTE A UM OU MAIS FAMILIARES
pode ser feito por meio de um bilhete
QUANDO E COMO VOCÊ NASCEU. ou comunicado solicitando essa ajuda.
OUÇA A SUA HISTÓRIA COM ATENÇÃO. Durante o trabalho de investigação,
• PEÇA QUE CONTEM COMO VOCÊ ERA os alunos vão mobilizar diferentes ha-
QUANDO BEBÊ: O QUE FAZIA? DO QUE bilidades, como ouvir depoimentos dos
MAIS GOSTAVA? CHORAVA MUITO familiares e registrá-los na forma de
OU POUCO? QUAIS PALAVRAS DISSE desenho, e selecionar um objeto pes-
PRIMEIRO? QUANDO COMEÇOU A soal e descobrir o papel dele na sua his-
tória pessoal. O uso de objetos como
ANDAR? Biry Sarkis/Arquivo da editora
parte da cultura material torna, inclu-
• PROCURE DOCUMENTOS E OBJETOS QUE sive, mais concreta a observação e a
FAÇAM PARTE DA SUA HISTÓRIA: CERTIDÃO DE NASCIMENTO, FOTOS, reflexão dos alunos dessa faixa etária,
ROUPAS DE BEBÊ, BRINQUEDOS E DESENHOS ANTIGOS, ETC. ainda em processo de alfabetização. O
momento propicia, ainda, o desenvol-
• NA SALA DE AULA, TROQUE IDEIAS COM OS
vimento de responsabilidades, como
COLEGAS SOBRE SUA INVESTIGAÇÃO
cuidar de um objeto que faça parte da
E SUAS DESCOBERTAS. história de alguém e que, por isso, tem
• EM UMA FOLHA À PARTE, FAÇA um valor que extrapola seu custo finan-
UM DESENHO PARA REGISTRAR ceiro. Isso deve ficar claro inclusive aos
O QUE VOCÊ DESCOBRIU responsáveis pelos alunos, de forma
SOBRE SUA HISTÓRIA. que se garanta que nenhum objeto
Biry Sarkis/Arquivo da editora
enviado à escola se perca ou estrague.
• COM A AJUDA DO
Por fim, organize uma roda de con-
PROFESSOR, ORGANIZE COM OS versa para que os alunos compartilhem
COLEGAS UMA EXPOSIÇÃO DOS OBJETOS QUE CONTAM A HISTÓRIA o resultado da investigação, sociali-
DE VOCÊS, INCLUINDO OS DESENHOS. CADA UM DEVE APRESENTAR AO zando com os colegas suas descober-
MENOS UM DE SEUS OBJETOS E CONHECER OS DOS COLEGAS. tas. Caso algum aluno não tenha um
objeto para levar para a sala de aula,
aproveite os objetos dos colegas para
fazer uma análise coletiva, conversan-
do sobre sua função e seus possíveis
vo da editora

significados, para que, assim, todos


Biry Sarkis/Arqui

participem dessa atividade.

Sugestão para
o professor
21
• <http://portal.iphan.gov.br/
uploads/temp/guia_educa
Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido. cao_patrimonial.pdf.pdf>.
Acesso em: nov. 2017. Guia
Básico de Educação Patrimonial,
de Maria de Lourdes Parreiras
Horta, Evelina Grunberg e Adria-
ne Queiroz Monteiro. Brasília:
Iphan, Museu Imperial, 1999.
Esse documento disponível no
portal do Iphan fornece infor-
mações e orientações ao profes-
sor sobre educação patrimonial.

MANUAL DO PROFESSOR 21
Unidade 1
Organize uma roda de leitura para in-
troduzir o tema desta seção. Deixe que os
alunos se acomodem confortavelmente e
CONECTANDO SABERES
leia a história O aniversário de Ciro, de
Mineia Pacheco, disponível em: <www.
mineiapacheco.com.br/2010/08/o-ani-
versario-de-ciro.html> (acesso em: nov. QUANTOS ANOS VOCÊ TEM?
2017).
Após a leitura, converse com os 1 ESCREVA A SUA IDADE. Resposta pessoal.

Biry Sarkis/Arquivo da editora


alunos sobre a forma de se comemorar
aniversários, incentivando-os a com- 2 ESCREVA A DATA DO SEU NASCIMENTO.
partilhar suas vivências. Nessa faixa Respostas pessoais.
etária, a noção de tempo cronológico DIA:
ainda está se desenvolvendo, por isso
é comum que os alunos façam confu- MÊS:
são ao usar os marcadores temporais,
como ontem, hoje, mês que vem, entre ANO:
outros, e não tenham domínio da rela-
3 ACOMPANHE A LEITURA DO TEXTO FEITA PELO PROFESSOR.
ção entre a rotina diária e o tempo.
NESSA NOITE, SONHO QUE SOU MAIS VELHA, QUE TENHO
Atividade 1
DEZESSEIS ANOS E USO TRANÇAS COM CONCHINHAS E PEDRAS
Deixe que os alunos falem sua idade
para a turma antes de fazerem o regis- COLORIDAS. QUANDO BALANÇO A CABEÇA, O SOL ME SEGUE, E
tro no livro. EU BRILHO COMO UMA RAINHA. QUANDO
ACORDO, ME OLHO NO ESPELHO. AINDA SOU A BIROTE: PENTEADO
Atividade 2 FEMININO COM
BINTOU COM QUATRO BIROTES NA CABEÇA. CABELOS PRESOS NO
Como a maioria dos alunos não sabe SYLVIANE A. DIOUF. AS TRANÇAS DE BINTOU. SÃO PAULO: ALTO DA CABEÇA.
o ano de seu nascimento e nem mesmo COSAC NAIFY, 2010. P. 18.
o dia e o mês, a atividade pode ser fei-
ta em casa, previamente, com a ajuda
dos responsáveis. Caso eles ainda não
relacionem a data de nascimento com
o dia do aniversário, use um calendário
com os meses do ano, em letra bastão,
para trabalhar essa relação. Aproveite
a oportunidade para montar um calen-
dário com os aniversários de todos os
alunos da turma.

Biry Sarkis/Arquivo da editora


Atividade 3
Leia o texto para os alunos e peça
que acompanhem silenciosamente,
apontando com o dedo cada trecho
lido. Estabeleça uma leitura conjunta
22
do texto e da ilustração desta seção,
pedindo aos alunos que associem as
informações de ambos os recursos. Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

22 MANUAL DO PROFESSOR
a) Leia as frases e as palavras para os
alunos e peça a eles que indiquem
qual palavra completa corretamen-
te a frase. Em seguida, peça que
A) CIRCULE A PALAVRA QUE COMPLETA CORRETAMENTE CADA FRASE. registrem a resposta no livro.
b) Promova um ambiente de descon-
• BINTOU É: . tração para que todos se sintam à
vontade para se expressar sobre
CRIANÇA ADOLESCENTE
aquilo que entenderam com a lei-
tura do texto.
• BINTOU TEM DE 16 ANOS. c) Antes da exposição dos desenhos,
peça aos alunos que apresentem
MAIS MENOS
o trabalho aos colegas, contando
seu sonho. É importante que seja
• BINTOU SONHA COM SEU . criado um ambiente de respeito
entre os alunos e que a exposição
PASSADO FUTURO seja voluntária.

B) CONVERSE COM OS COLEGAS: O QUE BINTOU SONHOU?


Sugestão para o aluno
C) EM UMA FOLHA À PARTE, FAÇA UM DESENHO PARA MOSTRAR UM SONHO
• O sexto aniversário, de Eun
QUE VOCÊ TEM PARA O SEU FUTURO. EXPONHA SEU TRABALHO NO
Jin Kang e Han Na Kim. Callis,
MURAL DA SALA DE AULA. Resposta pessoal. 2010. Tudo começa quando
B) Que era mais velha (tinha 16 anos), usava tranças com conchinhas e pedras
coloridas e, quando balançava a cabeça, o Sol a seguia e ela brilhava como uma Fany promete aos pais que
rainha. dormirá sozinha assim que
completar seis anos. Contudo,
ela estava assustada vendo
sombras de monstros e ouvin-
do barulhos estranhos.
Biry Sarkis/Arquivo da editora

23

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 23
Unidade 1
Esta seção sugere atividades para
resgatar o que foi aprendido e ampliar VAMOS RETOMAR
alguns aspectos aprofundando os con-
teúdos. Ela pode servir de diagnóstico
para avaliar a compreensão dos alunos
e as possíveis dificuldades de cada um.
1 RODA DE LEITURA: O QUE FAZ DE UMA MORADIA UM LAR? LEIA O TEXTO
Antes de realizar as atividades, peça
EM VOZ ALTA, PRESTANDO ATENÇÃO NA PONTUAÇÃO.
aos alunos que revejam as páginas da
unidade e expressem oralmente o que LAR É MAIS DO QUE UMA CASA. É UM LUGAR DE CARINHO,
foi estudado. Registre uma síntese na ACONCHEGO, HARMONIA E CONVIVÊNCIA. É ONDE A FAMÍLIA SE REÚNE
lousa. Ao final, se necessário, comple-
mente com algum aspecto que não te- PARA CONVERSAR, DESCANSAR E SE DIVERTIR. ONDE AS CRIANÇAS
nha sido citado. DEVEM SE SENTIR SEGURAS E CUIDADAS.
Após a realização das atividades
propostas na seção, verifique a neces- 2 OBSERVE O QUADRO A SEGUIR.
sidade de retomar coletiva ou indivi-
dualmente alguma delas. Respostas pessoais. NOME DO(A)
SEU NOME
COLEGA
Atividade 1
Incentive os alunos a ler o texto em voz
NÚMERO DE NÚMERO DE
alta para que possam criar desenvoltura FAMILIARES FAMILIARES
na leitura. Em seguida, retome a reflexão QUE MORAM QUE MORAM NA
NA SUA CASA CASA DELE(A)
realizada na página 16, reforçando o con-
traponto entre casa e lar. PARENTE MAIS
PARENTE MAIS
VELHO QUE
Atividade 2 VELHO QUE
MORA COM
MORA COM VOCÊ
ELE(A)
Organize a turma em duplas e dispo-
nibilize letras móveis para a construção ATIVIDADE QUE ATIVIDADE QUE
da escrita. Passe pelas duplas orientan- VOCÊ COSTUMA ELE(A) COSTUMA
REALIZAR REALIZAR
do a composição das palavras com as COM A FAMÍLIA COM A FAMÍLIA
letras móveis e, em seguida, peça que
registrem na tabela o que escreveram.
A) PREENCHA A PRIMEIRA COLUNA VAZIA COM AS INFORMAÇÕES PEDIDAS.
Atividade 3
B) CHAME UM COLEGA E PREENCHA A SEGUNDA COLUNA COM AS
Após ler a atividade para a turma,
promova uma roda de conversa para que INFORMAÇÕES DELE.
os alunos compartilhem sua resposta,
C) COMPARE AS COLUNAS E PINTE OS QUADROS COM INFORMAÇÕES IGUAIS.
ouvindo os colegas e respeitando sua vez
de falar. 3 PENSE EM UM LUGAR E EM UMA PESSOA MUITO QUERIDOS PARA
VOCÊ. QUAL É ESSE LUGAR? QUEM É ESSA PESSOA? EXPRESSE EM UMA
OU DUAS PALAVRAS O SENTIMENTO QUE ESSE LUGAR E ESSA PESSOA
CAUSAM EM VOCÊ. Respostas pessoais.
24

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

24 MANUAL DO PROFESSOR
Autoavaliação
Nesta seção, o aluno terá oportuni-
dade de refletir sobre o seu processo
de aprendizagem, atividade importan-
AUTOAVALIAÇÃO te para desenvolver a metacognição.
Veja o que dizem especialistas sobre a
TERMINAMOS A UNIDADE 1! LEIA AS FRASES importância de desenvolver essa habi-
ABAIXO E FAÇA UM X NO DESENHO QUE MELHOR lidade para a melhoria do desempenho
EXPRESSA SUA OPINIÃO SOBRE CADA UMA DELAS. escolar.
A metacognição pode ainda
1. RECONHEÇO QUE EXISTEM DIFERENTES MODOS DE SER
E DE VIVER.
exercer influência sobre a moti-
vação (Jones, 1988), pois o fato
dos alunos poderem controlar e
2. DESCOBRI QUE EXISTEM DIFERENTES TIPOS DE
MORADIA.
gerir os próprios processos cog-
nitivos lhes dá a noção da res-
ponsabilidade pelo seu desem-
3. OBSERVEI DIFERENTES COMPOSIÇÕES DE FAMÍLIAS. penho escolar e gera confiança
nas suas próprias capacidades
(Morais & Valente, 1991).
4. PERCEBI QUE TENHO UM PAPEL NA MINHA FAMÍLIA E
NA COMUNIDADE E CONHECI MINHA HISTÓRIA. Assim, é suposto que a prá-
tica da metacognição conduz
a uma melhoria da atividade
cognitiva e motivacional e, por-
tanto, a uma potencialização
SUGESTÕES do processo de aprender. Isto
é, o conhecimento que o aluno
PARA LER possui sobre o que sabe e o que

dra
desconhece acerca do seu co-

tora Salaman
• CRIANÇAS DO MUNDO, DE ADÈLE CIBOUL, nhecimento e dos seus proces-
SALAMANDRA. COLEÇÃO CRIANÇA CURIOSA. Reprodução/Edi sos, parece ser fundamental, por
ESTE LIVRO APRESENTA ÀS CRIANÇAS DIFERENTES um lado, para o entendimento
CULTURAS, ESTIMULANDO O RESPEITO E A da utilização de estratégias de
estudo pois, presume-se que tal
SOLIDARIEDADE ENTRE OS POVOS.
conhecimento auxilia o sujeito a
decidir quando e que estratégias
utilizar e, por outro, ou conse-
quentemente, para a melhoria
do desempenho escolar.
• A EXCÊNTRICA FAMÍLIA SILVA, RIBEIRO, Célia. Metacognição:
DE KAREN ACIOLY, ROCCO. um apoio ao processo de aprendi-
zagem. Psicologia: reflexão e críti-
ESTA NARRATIVA MISTURA FANTASIA, TEATRO E ca. v. 16, n. 1, Porto Alegre, 2003.
A HISTÓRIA DO CIRCO NO BRASIL, DIVERTINDO Disponível em: <www.scielo.br/
E ENCANTANDO AS CRIANÇAS. scielo.php?script=sci_arttext&pd=
co
S0102-79722003000100011
Reprodução/Roc
&lng=en&nrm=iso&tlng=pt>.
Acesso em: nov. 2017.
25 Cada aluno deverá preencher a
tabela individualmente. Em seguida,
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido. cada um pode compartilhar o que en-
tendeu melhor e o que ainda não está
Sugest›es da unidade correspondente, indicamos o momen- muito claro, para que o grupo possa se
Em todo final de unidade, são apresentadas to em que esses recursos podem ser trabalhados, ajudar na compreensão dos conteúdos.
algumas sugestões de livros, filmes, sites e outros relacionando-os diretamente a algum conteúdo.
recursos que permitem complementar e aprofun- Nesta unidade, essas indicações foram feitas nas
dar os assuntos estudados. Ao longo das páginas páginas 10 e 14.

MANUAL DO PROFESSOR 25
Objetivos da unidade
UNIDADE

2
O objetivo desta unidade é pro-
piciar aos alunos a oportunidade
de confrontar vivências de seu
cotidiano com as de outras crian-
ças. Para isso, são apresentados
APRENDER E 1. Resposta pessoal. Os alunos po-
escolas em outros países, escolas
do passado e o exemplo de uma
BRINCAR dem mencionar: ler, escrever, con-
viver com os amigos, organizar-se,
2. Por meio da brincadeira, também se brincar, etc.
escola indígena brasileira, além de
aprendem: regras; o respeito ao próxi-
outras formas de aprendizagem mo; a usar o computador; a ganhar e a
fora da escola. Busca-se ampliar perder; a criar estratégias; a usar a cria-
a noção do aprender valorizan- tividade; etc.
do não só o espaço escolar, mas NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:
também a brincadeira e o lazer. É
oarena
lamy/Fot
importante que os alunos perce- CONHECER MAIS SOBRE A ESCOLA Tom Ri
chardson
Africa/A

bam a diversidade de hábitos e de E DESCOBRIR QUE É POSSÍVEL


formas de ser e de viver existentes APRENDER ESTUDANDO E
em diferentes lugares e épocas, BRINCANDO.
ampliando seu repertório cultural DESCOBRIR O QUE FAZEM ALGUNS
e se formando como cidadãos. DOS PROFISSIONAIS DA ESCOLA.
É relevante levar para a sala de CONHECER O COTIDIANO DE UMA
aula a discussão de aprendizagens ESCOLA INDÍGENA.
decorrentes de atividades peda- COMPARAR ESCOLAS DO PRESENTE
gógicas ou de atividades lúdicas, E DO PASSADO.
pois assim, pouco a pouco, os alu- INVESTIGAR SUA SALA DE AULA.
nos se tornam mais conscientes
dos espaços que frequentam, da
seriedade das aprendizagens, das
OBSERVE AS FOTOGRAFIAS E
regras escolares e da importância
da brincadeira e do lazer. CONVERSE COM OS COLEGAS
E O PROFESSOR SOBRE AS
Habilidades da BNCC QUESTÕES.
trabalhadas nesta unidade 1. O QUE VOCÊ MAIS GOSTA DE
Ben Radford/Corbis via Getty Images

EF01HI03 Descrever e distinguir os APRENDER NA ESCOLA?


seus papéis e responsabilidades rela-
cionados à família, à escola e à comu- 2. AS BRINCADEIRAS TAMBÉM NOS
nidade. ENSINAM. O QUE PODEMOS
EF01HI04 Identificar as diferenças en- APRENDER COM ELAS?
tre os variados ambientes em que vive
(doméstico, escolar e da comunidade), 3. O QUE ACONTECE COM UMA CRIANÇAS JOGAM FUTEBOL
reconhecendo as especificidades dos CRIANÇA QUE BRINCA E NA ALDEIA DE AKOUANGO,
NO GABÃO. FOTO DE 2012.
hábitos e das regras que os regem. ESTUDA? Aprende.
EF01HI06 Conhecer as histórias da 26
família e da escola e identificar o papel
desempenhado por diferentes sujeitos
Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
em diferentes espaços.
bicicleta”. Vá anotando na lousa as respostas; Em seguida, analise com os alunos as ima-
Para iniciar esta unidade, mostre por exemplo: desenvolver a coordenação moto- gens de abertura, que mostram um espaço for-
aos alunos uma imagem de bicicleta e ra e o equilíbrio, pedalar, guiar, adquirir noções mal de aprendizagem e uma situação descon-
peça que a observem e digam de que de trânsito e de segurança (como usar capacete, traída de brincadeira. Com base nas imagens,
forma se brinca com ela. Em seguida, joelheiras, etc.), praticar a perseverança, admi- lance questões à turma, tais como: O que as
pergunte quais aprendizados estão nistrar o tempo, etc. Peça que citem outros brin- crianças estão fazendo? O que mais chamou
relacionados à atividade “andar de quedos com os quais aprendem algo. sua atenção nas imagens?

26 MANUAL DO PROFESSOR
Mostre aos alunos, em um mapa-
-múndi, a localização das cidades e
dos países mencionados nas legendas
CRIANÇAS EM ESCOLA NA ILHA DE 1
das imagens, destacando a distância
BENGUERRA, EM MOÇAMBIQUE. geográfica dessas localidades com re-
FOTO DE 2016. lação ao Brasil. Isso ajudará os alunos
a perceber o estudar e o brincar como
atividades comuns na rotina de muitas
crianças do mundo. Tanto o estudar
como o brincar são reconhecidos inter-
nacionalmente como direitos das crian-
ças, de acordo com a Declaração Uni-
versal dos Direitos da Criança, de 1959.
Fale com a turma sobre a importância
de ambas as práticas para o desenvol-
vimento pleno de qualquer criança.
Encaminhe as questões propostas na
abertura fomentando a troca de ideias
e opiniões.
Em relação ao lazer, não só no
Brasil como no mundo, existem
várias pesquisas científicas que
apontam a relevância, a impor-
tância e a necessidade para que
crianças tenham espaços privi-
2
legiados para brincadeira. “Brin-
car desenvolve as capacidades
e competências de uma forma
integrada. É quando a questão
da sociabilidade é colocada, a
convivência com as diferenças
é ressaltada e é nesse ambiente
que alcançamos a formação do
ser humano de forma plena”, ex-
plica [Silvio] Kaloustian [coor-
denador do Unicef no Brasil].
Para uma criança ou adoles-
cente que trabalha, há a perda
dessa formação e a violação do
direito. [...]
De acordo com o coordena-
dor [...] “O Unicef destaca a im-
portância do lazer não somente
no ambiente escolar, mas em
todos os espaços. Sabemos que
todo espaço público, familiar e
27
comunitário é de aprendizagem
e precisam ser estimulados”,
Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.
explica Kaloustian, ao concluir
que a principal tarefa é garantir
que a criança e o adolescente
se desenvolvam de forma plena.
GUAREXICK, Juliana. Crianças
que não brincam têm seu desen-
volvimento prejudicado.
Disponível em: <http://envolver
de.cartacapital.com.br/criancas-
-que-nao-brincam-tem-seu-desen
volvimento-prejudicado/>. Acesso
em: nov. 2017.

MANUAL DO PROFESSOR 27
Unidade 2
Proponha aos alunos que façam um
desenho retratando o seu primeiro dia
de aula e que compartilhem essa expe-
riência com os colegas, contando como
É HORA DE APRENDER LEIA
NA MINHA ESCOLA TODO
MUNDO É IGUAL
foi esse dia. Em seguida, faça para eles
a pergunta que introduz o conteúdo
NA SUA OPINIÃO, POR QUE AS CRIANÇAS DEVEM IR À ESCOLA?
desta página. Deixe que todos expres- Resposta possível: Porque a escola é um local onde se aprende a ler, a escrever, a
sem suas opiniões. fazer contas, a desenhar e a conviver com colegas, professores e funcionários.
Monte um quadro na lousa com DIAS DA SEMANA
duas colunas: 1. O que aprendemos
QUANTOS SÃO OS DIAS DA SEMANA?
na escola; 2. O que aprendemos em
outros lugares. Peça aos alunos que SÃO SETE! SÃO SETE!
indiquem itens para serem registrados QUANTOS SÃO OS DIAS DA SEMANA?
nesse quadro.
Inicie a leitura do texto e, se possí- SÃO SETE! SÃO SETE!
vel, ouça a música com os alunos.
SEGUNDA-FEIRA, TERÇA-FEIRA, QUARTA-FEIRA,
Atividade 1
Antecipadamente, solicite aos alu- QUINTA-FEIRA, SEXTA-FEIRA, SÁBADO E DOMINGO
nos que tragam um calendário do ano
para a escola. Organize uma roda de DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA
conversa para explorar esse marcador
do tempo. Questione a turma sobre o VOU PARA A ESCOLA ESTUDAR

Ilustrações: Biry Sarkis/Arquivo da editora


número e o nome dos meses do ano, EU APRENDO MUITA COISA
se todos os meses têm o mesmo núme-
EU APRENDO O BÊ-Á-BÁ.
ro de dias, se em todos os calendários
aparecem os dias da semana e quais
são eles, entre outras questões. Chame MAS NO SÁBADO EU LEVANTO
a atenção dos alunos para os dias que BRINCO MUITO SEM PARAR
aparecem com algum destaque, geral-
mente de cor, explicando que são os NO DOMINGO EU DESCANSO
feriados e o domingo. E COM MEUS PAIS VOU PASSEAR.
[...]
PATATI E PATATÁ. DISPONÍVEL EM:
<www.patatipatata.com.br/>.
www.patatipatata.com.br/>.
www.patatipatata.com.br/>.
ACESSO EM: JUNHO DE 2017.

1 CIRCULE NA LETRA DA CANÇÃO O TRECHO QUE SE REFERE À ESCOLA.


28

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

28 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 2
Faça a atividade coletivamente. Leia
um item de cada vez e peça aos alunos
2 MARQUE COM UM X OS DIAS DA SEMANA EM QUE VOCÊ VAI À ESCOLA. que assinalem os dias da semana em
Resposta pessoal. O mais comum é as crianças irem à escola de segunda a sexta-feira.
que vão à escola. Aproveite a oportu-
SEGUNDA-FEIRA SEXTA-FEIRA nidade para conversar com os alunos
sobre as atividades que realizam nos
TERÇA-FEIRA SÁBADO dias em que estão na escola e nos dias
em que estão em casa. Desse modo,
QUARTA-FEIRA DOMINGO eles podem começar a identificar seus
papéis e responsabilidades em cada
QUINTA-FEIRA contexto.
Atividade 3
3 OBSERVE A FOTOGRAFIA E ACOMPANHE A LEITURA DA LEGENDA FEITA Mostre aos alunos, em um mapa-
PELO PROFESSOR. -múndi, a localização da Etiópia, para
que eles comecem a conhecer formas

C. Sappa/De Agostini/AGB Photo


de representação geográfica.
A fotografia é muito rica de significa-
dos e pode promover discussões interes-
santes. Estabeleça comparações entre a
sala de aula retratada nessa imagem e a
sala de aula da turma: Há semelhanças
em relação à quantidade de alunos na
sala? E em relação ao mobiliário e aos
materiais escolares utilizados? E quan-
to à forma de se sentar em grupos? É
ALUNOS EM importante que os alunos reconheçam
ESCOLA NA
CIDADE
que, no mundo, há diversas escolas e
DE GONDAR, que estas, embora possuam suas espe-
NA ETIÓPIA. cificidades, também apresentam pontos
FOTO DE 2016. em comum com outras escolas, mesmo
estando em locais tão diversos e distan-
• COMPLETE AS FRASES COM UMA DAS PALAVRAS DADAS. tes uns dos outros. Os itens a e b forma-
lizarão essa reflexão.
A) A FOTOGRAFIA MOSTRA UMA ESCOLA LOCALIZADA EM UM PAÍS
CHAMADO Etiópia .
Sugestões para o aluno
ETIÓPIA BRASIL ARGENTINA
• Fim de semana, de Ana Maria
Machado. Moderna, 2013. Em
B) Pelo mundo EXISTEM ESCOLAS COMO A DA FOTOGRAFIA. todas as casas, toda sexta-fei-
ra, depois de estudar a sema-
SÓ NO BRASIL SÓ NA ETIÓPIA PELO MUNDO na inteira, alguém está pen-
sando em brincadeira. Esse é
29
um livro sobre as brincadeiras
e as divertidas possibilidades
Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido. de brincar contidas em um fim
de semana.
• Quem faz os dias da sema-
na?, de Lúcia Pimentel Góes.
Larousse Júnior, 2005. Por meio
da recriação de várias parlen-
das, a autora nos mostra como
diferentes povos e pessoas vi-
vem a semana. Desse modo, o
leitor pode refletir sobre como
vive o seu próprio tempo.

MANUAL DO PROFESSOR 29
Unidade 2
O tema em questão busca ampliar
o conhecimento dos alunos acerca dos
profissionais que fazem parte da rotina OS PROFISSIONAIS DA ESCOLA
escolar, além do professor, que está
UMA ESCOLA NECESSITA DO TRABALHO DE DIFERENTES PROFISSIONAIS PARA
presente em seu dia a dia. Observe
com os alunos as fotografias, leia as FUNCIONAR BEM. ALGUNS DESSES PROFISSIONAIS SÃO: O PROFESSOR, O DIRETOR,
legendas e, com a participação da tur- O SECRETÁRIO, O FAXINEIRO, O BIBLIOTECÁRIO E O MERENDEIRO. TODOS SÃO
ma, organize uma lista com o nome e IGUALMENTE IMPORTANTES. TODOS MERECEM RESPEITO.
a função de todos os profissionais que

Eduardo Zappia/Pulsar Imagens

Fernando Favoretto/Criar Imagem


fazem parte da escola e que não foram
citados no texto.
Em seguida, organize essa lista em or-
dem alfabética e solicite aos alunos que
copiem as palavras no caderno e subli-
nhem a letra ou a sílaba inicial. Aproveite
a oportunidade para desenvolver a habi-
lidade de leitura em voz alta.
Atividade 1
A FUNÇÃO DOS PROFESSORES É ENSINAR OS OS FAXINEIROS AJUDAM A MANTER A ESCOLA
Antes da realização da atividade, ALUNOS. ESCOLA EM LENÇÓIS, NO ESTADO DA LIMPA PARA TODOS. ESCOLA EM SÃO PAULO, NO
organize uma visita coletiva às depen- BAHIA. FOTO DE 2014. ESTADO DE SÃO PAULO. FOTO DE 2017.
dências da escola, combinando previa-
mente com os profissionais envolvidos

Fernando Favoretto/Criar Imagem

Alexandre Tokitaka/Pulsar Imagens


para receber os alunos.
Antes da realização da entrevista,
definam a forma de registro com os alu-
nos. Eles podem trabalhar em duplas,
por exemplo. Nesse caso, cada aluno
faz uma pergunta e os dois prestam
atenção nas respostas. Ao retornar à
sala de aula, eles podem relembrar o
que ouviram e, em seguida, apresentar
O DIRETOR ADMINISTRA A ESCOLA E COORDENA AS MERENDEIRAS CUIDAM DA ALIMENTAÇÃO
aos demais colegas o resultado.
SEUS FUNCIONÁRIOS. ESCOLA EM SÃO PAULO, DAS CRIANÇAS. ESCOLA EM SÃO PAULO, NO
NO ESTADO DE SÃO PAULO. FOTO DE 2017. ESTADO DE SÃO PAULO. FOTO DE 2017.

Ampliação da aula
1 ESCOLHA UM PROFISSIONAL DA ESCOLA ONDE VOCÊ ESTUDA PARA
Se houver possibilidade, orga-
nize a turma em grupos e distribua ENTREVISTAR.
a cada grupo letras de um alfabe- • PERGUNTE A ESSE PROFISSIONAL HÁ QUANTO TEMPO ELE TRABALHA NA
to móvel que formem o nome de ESCOLA E SE ELE GOSTA DO TRABALHO QUE FAZ. ANOTE AS RESPOSTAS
uma dessas profissões existentes NO CADERNO.
no contexto escolar. Os grupos de-
verão organizar as letras, forman- • CONTE PARA OS COLEGAS O QUE VOCÊ DESCOBRIU.
do a palavra, e explicar aos outros 30
grupos a função e a importância
desse profissional na escola. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

30 MANUAL DO PROFESSOR
Leia o texto em voz alta e peça
aos alunos que acompanhem a leitu-
ra apontando com o dedo, no próprio
A ESCOLA DO POVO TICUNA livro, cada trecho lido. Faça perguntas
para verificar o grau de compreensão
VOCÊ CONHECE O POVO TICUNA? NO BRASIL, EXISTEM MUITOS POVOS dos alunos acerca do texto e estabele-
INDÍGENAS. UM DELES É O POVO TICUNA. ça relações entre a escola indígena e a
escola dos próprios alunos, chamando

Ricardo Oliveira/Tyba
a atenção para o que há de semelhante
e de diferente entre elas.
Se julgar oportuno, forneça à tur-
ma mais informações sobre o ritual da
Moça Nova, retratado na foto. A maté-
OS TICUNA VIVEM NO ria “No AM, índios mantêm tradição de
AMAZONAS, PRÓXIMO AO
RIO SOLIMÕES. NA FOTO,
tribo viva com ‘ritual da Moça Nova’”,
MENINAS DURANTE RITUAL disponível no link <http://g1.globo.
DA MOÇA NOVA, QUE com/am/amazonas/noticia/2016/04/
REPRESENTA A PASSAGEM no-am-indios-mantem-tradicao-de-
DAS MENINAS TICUNA PARA
A VIDA ADULTA. TABATINGA,
-tribo-viva-com-ritual-da-moca-nova.
NO ESTADO DO AMAZONAS, html> (acesso em: nov. 2017), descre-
EM 2016. ve como é feito esse ritual e traz rela-
tos dos indígenas sobre a dificuldade
NA ESCOLA, AS CRIANÇAS TICUNA ESTUDAM SUA PRÓPRIA LÍNGUA, A LÍNGUA
de manter suas tradições culturais no
TICUNA, E TAMBÉM A LÍNGUA PORTUGUESA, ALÉM DE OUTRAS MATÉRIAS. contexto urbano atual.
FORA DA ESCOLA, OS TICUNA APRENDEM AJUDANDO OS MAIS VELHOS,
Atividade 1
OUVINDO HISTÓRIAS E PARTICIPANDO DE TRADIÇÕES, COMO CANTAR E DANÇAR.
Chame a atenção dos alunos para
1 ACOMPANHE A LEITURA DO TEXTO A SEGUIR. ELE FAZ PARTE DE UM o fato de que o texto faz parte do livro
escolar dos Ticuna, que, assim como os
LIVRO CHAMADO O LIVRO DAS ÁRVORES, DO POVO TICUNA.
não indígenas, também usam livros para
AS ÁRVORES EXISTEM EM TORNO DE NÓS. estudar. Ao ler o texto para a turma, faça
relações entre as palavras “árvores e flo-
A FLORESTA É NOSSO MUNDO.
resta” e “avós, filhos e netos”. Reforce
NOSSOS AVÓS NASCERAM E CRESCERAM DENTRO DA FLORESTA. a importância, para esse e para outros
AQUI ELES NOS DEIXARAM. povos indígenas, de preservar suas tradi-
ções, como forma de manter viva a sua
AQUI TAMBÉM DEIXAREMOS NOSSOS FILHOS E NETOS.
cultura.
O LIVRO DAS ÁRVORES. ORGANIZAÇÃO DE JUSSARA GOMES GRUBER; ORGANIZAÇÃO
GERAL DOS PROFESSORES TICUNAS BILÍNGUES. SÃO PAULO: GLOBAL, 2008. P. 66.

A) PARA OS TICUNA, POR QUE A FLORESTA É IMPORTANTE? Sugestão para


Porque ela é o seu mundo, é o lugar onde vivem. Assim eles aprenderam com os o professor
avós, os mais velhos.
B) O QUE OS TICUNA QUEREM ENSINAR A SEUS FILHOS E NETOS? • <https://pib.socioambiental.
Querem ensinar a valorizar a floresta e as árvores, como eles aprenderam com os
mais velhos. org/pt/povo/ticuna>. Acesso
C) EM UMA FOLHA À PARTE, FAÇA UM DESENHO PARA ILUSTRAR ESSE TEXTO. em: nov. 2017. O verbete so-
31 bre os Ticuna da Enciclopédia
dos povos indígenas do Brasil,
publicada pelo Instituto So-
Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.
cioambiental, apresenta uma
síntese dos hábitos e costu-
mes desse povo, que vive na
região Amazônica, na fronteira
entre o Brasil e o Peru.

MANUAL DO PROFESSOR 31
Unidade 2
O tema propõe a reflexão sobre per-
manências e mudanças da instituição
escolar e possibilita aos alunos a com- A ESCOLA EM OUTROS TEMPOS
preensão de que há diferentes fontes PODEMOS CONHECER A HISTÓRIA DE ESCOLAS DE UMA ÉPOCA PASSADA
de informação para pesquisa de fatos
CONVERSANDO COM PESSOAS MAIS VELHAS, PESQUISANDO LIVROS, RELATOS,
do passado.
Escreva na lousa palavras como: car- MATERIAIS, CARTAS, OBRAS DE ARTE, FOTOGRAFIAS E OUTROS REGISTROS.
tilha, palmatória, mata-borrão, mimeó-
grafo, caneta-tinteiro, entre outras que 1 OBSERVE ESTA FOTOGRAFIA.
representem elementos de uma escola

Igino Bonfioli/Arquivo Público Mineiro, Belo Horizonte, MG.


do passado. Organize os alunos em gru-
pos para que conversem sobre o signifi-
cado de cada uma delas. Se for possível,
providencie imagens para complemen-
tar a atividade, de modo que os alunos
associem as palavras às imagens.
Os grupos devem compartilhar suas
conclusões com a turma. Pergunte aos
alunos o que essas palavras têm em co-
mum, verificando se eles percebem que CLASSE EM ESCOLA
elas se relacionam a materiais comuns DE BELO HORIZONTE,
NO ESTADO DE
nas escolas de antigamente. MINAS GERAIS,
ENTRE OS ANOS DE
Atividade 1 1920 E 1930.
Peça aos alunos que observem a
fotografia atentamente e façam uma • CONVERSE COM OS COLEGAS SOBRE SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS ENTRE
descrição o mais detalhada possível A ESCOLA ONDE VOCÊS ESTUDAM E A ESCOLA DA FOTOGRAFIA.
dela antes de fazer a comparação com
a escola onde estudam. Oriente essa 2 OBSERVE AS FOTOGRAFIAS E ACOMPANHE A LEITURA DAS LEGENDAS.
observação, chamando a atenção de- MARQUE COM UM X O OBJETO QUE ERA USADO NAS ESCOLAS ANTIGAS.
les para o mobiliário e a caracterização
da sala de aula; a quantidade de alu-

Natthawut Punyosaeng/Alamy/Fotoarena
X
Tunart/Getty Images

nos e a postura em que se encontram;


a postura dos professores; os objetos
presentes nessa sala de aula; as roupas
das pessoas fotografadas; entre outros
elementos que julgar importante des-
tacar. Verifique se os alunos constatam
mudanças e permanências.
Atividade 2
Peça aos alunos que comparem os
cadernos e identifiquem os aspectos CADERNO DE APROXIMADAMENTE 1930. CADERNO DE 2015.
1. Os alunos podem mencionar que na sala de aula da fotografia há apenas meninos
que apresentam diferenças. Eles po- 32 e que as roupas e os objetos são diferentes. A principal semelhança entre essa sala
dem citar que o caderno antigo está de aula e as salas de aula atuais é a disposição das carteiras e da mesa do professor.
amarelado e o caderno novo tem es-
Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.
piral, por exemplo. As informações das
legendas também devem ser conside-
radas nessa análise.

32 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 3
Leia o texto em voz alta para os
alunos e peça que acompanhem a
3 OUÇA A LEITURA DO DEPOIMENTO DA PROFESSORA IRACEMA NOEMIA leitura. De acordo com o desenvolvi-
FARINA. mento da turma, proponha aos alunos
que leiam pequenos trechos, auxi-
QUANDO INICIEI O CURSO DE MAGISTÉRIO

Ricardo Benichio/Nova Escola/Abril Stock


liando-os na decifração das palavras
ERA RARO VER UMA MOÇA SE FORMAR quando houver dúvida.
EM DIREITO OU SEGUIR OUTRA CARREIRA Ao comentar o texto com os alunos,
QUE NÃO A DE PROFESSORA. MAS NÃO FOI esclareça o significado das palavras
desconhecidas e chame a atenção
POR ISSO QUE OPTEI PELA SALA DE AULA.
deles para o fato de o depoimento refe-
[...] ACHO QUE ME INSPIREI NOS MESTRES rir-se ao passado. Faça perguntas para
MARAVILHOSOS QUE TIVE DURANTE A MINHA verificar a compreensão leitora: Quem
FORMAÇÃO. ATÉ HOJE GUARDO MUITOS está falando no texto? O que se conta?
A PROFESSORA IRACEMA Quando aconteceram esses fatos? O
DELES NA LEMBRANÇA, COMO MARIA JOSÉ NOEMIA FARINA, EM FOTO
DE 2005.
que mais chamou sua atenção? Em se-
DUARTE, UMA MULHER INESQUECÍVEL QUE
guida, dê início à realização da ativida-
LECIONAVA SOCIOLOGIA. DEPOIS QUE ELA FALECEU, EU OCUPEI SUA de, solicitando aos alunos que pintem
CADEIRA NO CURSO DE PEDAGOGIA. SURPREENDO-ME, MUITAS VEZES, os quadros conforme a orientação pro-
REPETINDO SEUS GESTOS E TREJEITOS EM SALA DE AULA. ESSE É UM posta no enunciado. Por meio do relato
EXEMPLO DA IMPORTÂNCIA DO PROFESSOR NA VIDA DE SEUS ALUNOS. da professora e da realização dessa
atividade, espera-se que os alunos re-
NOSSO TRABALHO DEIXA MARCAS PARA SEMPRE!
conheçam a importância do trabalho
ROBERTA BENCINI. MEMÓRIA VIVA DA EDUCAÇÃO. NOVA ESCOLA, SETEMBRO DE 2005.
DISPONÍVEL EM: <https://novaescola.org.br/conteudo/2795/memoria-viva- do professor, assumindo atitudes de
da-educacao>. ACESSO EM: AGOSTO DE 2017. valorização dessa profissão.
Se julgar conveniente, amplie a dis-
• PINTE OS QUADROS QUE MOSTRAM O QUE IRACEMA PODE TER APRENDIDO NO cussão compartilhando um relato pes-
TEMPO EM QUE CONVIVEU COM OS COLEGAS E OS PROFESSORES NA ESCOLA. soal com os alunos. Conte como era a
escola no seu tempo de estudante ou
ainda por que escolheu ser professor(a).
OUVIR OS COLEGAS. NÃO COLABORAR COM A
ORGANIZAÇÃO DA SALA.
Sugestão para
RESPEITAR AS PESSOAS.
o professor
CUMPRIR O QUE FOI • <www.crmariocovas.sp.gov.
COMBINADO. br/mmo.php?t=001>. Aces-
NÃO TRABALHAR EM so em: nov. 2017. O site do
GRUPO.
Centro de Referência em Edu-
CONVERSAR COM OS cação Mário Covas apresenta
diversas entrevistas com in-
COLEGAS ENQUANTO O
formações sobre histórias de
CUIDAR DO MATERIAL. PROFESSOR ESTÁ FALANDO. escolas públicas da rede esta-
dual de São Paulo.
33

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 33
Unidade 2
Converse com os alunos sobre a
questão de abertura. Deixe que se
expressem livremente e vá fazendo
perguntas de modo que percebam
É HORA DE BRINCAR LEIA
SACO DE BRINQUEDOS
quantas coisas eles podem aprender
durante um momento de diversão. O DE QUE MANEIRA VOCÊ SE DIVERTE? Resposta pessoal.
objetivo desse tema é chamar a aten-
ção para outras formas de aprendiza-
VOCÊ SABIA QUE É POSSÍVEL APRENDER BRINCANDO?
gem associadas ao brincar, que podem
acontecer dentro ou fora da escola. EXISTEM DIFERENTES FORMAS DE APRENDER. NA VERDADE, ESTAMOS SEMPRE
APRENDENDO, TANTO DENTRO QUANTO FORA DA ESCOLA.
Atividade 1
Leia para os alunos a letra da can- VAMOS APRENDER BRINCANDO?
ção Vai e vem das estações, do grupo
1 OUÇA A LETRA DA CANÇÃO. DEPOIS, CANTE E DANCE COM OS COLEGAS.
Palavra Cantada. Se possível, ouça a
canção com a turma e permita que as
crianças cantem e dancem na sala de
Ilustrações: Biry Sarkis/Arquivo da editora

aula. Em seguida, faça perguntas sobre VAI E VEM DAS ESTAÇÕES


o texto: Qual é o título da canção? Por
TODO ANO ELA VEM E TODO ANO ELE VEM E
que ela tem esse título? Quais são as
estações do ano? Quais são as carac- VOLTA NO ANO QUE VEM VOLTA NO ANO QUE VEM
terísticas principais de cada estação, VEM PRA PLANTAR, VEM TRAZENDO UM SOL
segundo a canção?
ENFEITAR A FLORESTA BEM QUENTE
Esclareça aos alunos que em algu-
mas localidades brasileiras as estações E TODA A NATUREZA VEM ESQUENTANDO TODA
do ano não são tão bem marcadas e, ENTRA EM FESTA A GENTE
por isso, não apresentam exatamente
os aspectos descritos na letra da can- PASSARINHOS E O DIA INTEIRO SE ILUMINA
ção. Isso acontece porque as carac- ABELHINHAS AS CRIANÇAS SÓ PENSAM
terísticas das estações estão também JOANINHAS E FLORZINHAS NA PISCINA
relacionadas a diversos fatores, que
PERFUMADAS NAS PRAIAS, UM CALOR
os alunos compreenderão ao longo da
formação escolar. Nesse momento, é AS CRIANÇAS NAS ESCOLAS TOTAL
importante partir da realidade em que
vivem, para que possam estabelecer as COMEMORAM SUA E PODE ATÉ CAIR UM
relações necessárias entre os conteú- CHEGADA TEMPORAL
dos e desenvolver as noções mais bási-
cas sobre o assunto.
PRIMAVERA, PRIMAVERA, VERÃO, VERÃO, É VERÃO
PRIMAVERA VERÃO, É VERÃO
PRIMAVERA, PRIMAVERA

34

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

34 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 2
Pergunte aos alunos quais são as
estações do ano e vá anotando na lou-
TODO ANO ELE VEM E TODO ANO ELE VEM E sa, em letra bastão. Em seguida, peça
VOLTA NO ANO QUE VEM VOLTA NO ANO QUE VEM que localizem essas palavras no texto e
as sublinhem.
VEM ACALMANDO, VEM DE MANSINHO,
VEM RESFRIANDO SOPRANDO UM VENTINHO Atividade 3
É A NATUREZA SE VEM DE SUPETÃO,
Reúna os alunos em grupos para
que façam a atividade coletivamente.
RENOVANDO SOPRANDO UM VENTÃO
Desse modo, eles podem se auxiliar na
OS PARQUES MUDAM TUDO ESFRIA E VEM A NEVE localização de palavras ou expressões

IflflflflflflçõflflflflBflflyflSflflkflfl/Aflflflflflflflflflflflflflflflflfl
O COLORIDO no texto.
AS PLANTAS APROVEITAM
PARA TONS DE VERMELHO PARA ENTRAR EM GREVE
E MARROM
Sugestão para o aluno
A PONTA DO NARIZ FICA
AS FOLHAS CAEM, MAS GELADA • Histórias e versos das estações
do ano, vários autores. Com-
TEM UM MOTIVO E É BOM AGASALHAR A panhia das Letrinhas, 2011.
RENASCER É SEMPRE BOM CRIANÇADA As historinhas, os poemas e
as quadrinhas reunidos nesse
livro tratam das estações do
OUTONO, OUTONO, INVERNO, INVERNO, ano e das principais festas e
É OUTONO É INVERNO datas especiais, como o Natal
e o início das férias.
OUTONO, É OUTONO INVERNO, É INVERNO
PAULO TATIT. VAI E VEM DAS ESTAÇÕES. INTÉRPRETES: PAULO TATIT, SANDRA PERES,
MÔNICA SALMASO E ARNALDO ANTUNES. EM: CD BAFAFÁ.
PALAVRA CANTADA, 2017.

2 COM A AJUDA DO PROFESSOR, SUBLINHE NO TEXTO O NOME DAS


ESTAÇÕES DO ANO.

3 RETIRE DO TEXTO UMA PALAVRA OU UMA EXPRESSÃO QUE AJUDA A


EXPLICAR CADA ESTAÇÃO DO ANO.
Pflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflfl

flflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflflfl.

fl

35

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 35
Unidade 2
Atividade 4
Estimule todos os alunos a expor 4 QUAL É A SUA ESTAÇÃO DO ANO FAVORITA? POR QUÊ? Respostas pessoais.
sua preferência. Em seguida, faça um
quadro na lousa com duas colunas: 5 QUE TAL BRINCAR COM BOLHAS DE SABÃO GIGANTES PARA FESTEJAR
na primeira, escreva o nome das es- SUA ESTAÇÃO DO ANO FAVORITA? SIGA A RECEITA ABAIXO.
tações do ano e, na segunda, a quan-
tidade total de alunos que preferem
cada uma delas. VOCÊ VAI PRECISAR DE:

Atividade 5 • 7 COPOS DE ÁGUA;


Explique aos alunos que eles vão • 1 COPO DE DETERGENTE DE COZINHA;
conhecer uma receita para fazer bo- • 2 COLHERES DE SOPA DE AÇÚCAR OU
lhas de sabão gigantes. Esclareça
1 COLHER DE SOPA DE MEL;
que as informações de medidas e do-
sagens costumam aparecer em tex- • UM RECIPIENTE GRANDE PARA PREPARAR
tos como as receitas. Após a leitura O LÍQUIDO;
do texto, pergunte à turma: O que é • DUAS VARETAS (COMO AS USADAS PARA
Banco de imagens/Arquivo da editora

uma receita? Essa linguagem é usada FAZER PIPA OU ALGODÃO-DOCE);


só nas brincadeiras? Como sabemos
se ela vai funcionar ou não? Pode- • BARBANTE.
mos mudar as medidas apresentadas MODO DE FAZER:
na receita? Por quê? Essas questões
ajudam os alunos a entender que há PREPARE O LÍQUIDO MISTURANDO A ÁGUA,
uma relação entre seguir as etapas O DETERGENTE E O AÇÚCAR OU O MEL
da receita e o correto funcionamento COM DELICADEZA. PARA CONSTRUIR O
da brincadeira, uma vez que a receita INSTRUMENTO DE SOLTAR BOLHAS, AMARRE
foi testada previamente por outras DOIS PEDAÇOS DE BARBANTE NAS DUAS
pessoas e tem uma lógica própria. VARETAS, COMO MOSTRA A FOTOGRAFIA.
Providencie antecipadamente os
ingredientes para a realização da ati- Fernando Vivaldini/Fotoarena

vidade. Organize os alunos em gru-


pos, distribua os materiais e vá orien-
tando aos poucos sobre o modo de
fazer, observando os alunos ao longo
de toda a atividade. Por fim, deixe
que eles se divirtam fazendo bolhas
de sabão no pátio da escola.
O trabalho com textos instru-
BRINQUEDO ARTESANAL PARA FAZER
cionais, como a receita, favorece a
BOLHAS DE SABÃO GIGANTES.
formação leitora, auxiliando o aluno
na leitura e na compreensão de dife-
rentes gêneros textuais: • AGORA É SÓ SAIR POR AÍ ESPALHANDO BOLHAS GIGANTES PELO AR!
[...] o texto instrucional tem 36
uma estrutura simples, o que
permite a uma pessoa leiga no Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.
assunto em questão aprender
a manusear ou a fazer uma medicamento. O texto instrucional tam-
coisa a partir de sua leitura. bém instrui as pessoas em situações de
A intenção desse tipo de texto emergência, por exemplo, como utilizar
é ensinar, por exemplo, quem um extintor de incêndios.
não sabe jogar um jogo a jogar, Alfabeletrando. Sequência didática Texto
a quem não sabe preparar uma Instrucional. Disponível em: <http://
receita culinária, a prepará-la alfabeletrandosfcba.blogspot.com.br/2015/09/
e também a ensinar as pessoas sequencia-didatica-texto-instrucional.html>.
como tomar um determinado Acesso em: nov. 2017.

36 MANUAL DO PROFESSOR
Vamos falar sobre...
O tema desta seção são as brinca-
deiras de crianças indígenas. É comum,
nas diferentes nações indígenas, que as
VAMOS FALAR SOBRE... crianças e os jovens se ocupem da cons-
trução dos próprios brinquedos, com ou
BRINCADEIRAS INDÍGENAS sem a supervisão dos mais velhos, ou
AS CRIANÇAS INDÍGENAS ADORAM BRINCAR INTERAGINDO COM A ainda que brinquem explorando o pró-
prio corpo nos jogos e nas brincadeiras
NATUREZA. ELAS FAZEM SEUS PRÓPRIOS BRINQUEDOS E BRINCAM NOS RIOS,
nas matas e nos rios, fortalecendo a re-
NAS ÁRVORES E COM OS ANIMAIS. lação entre brincar e aprender.
HÁ BRINCADEIRAS QUE SÃO SÓ DE CRIANÇA OU AINDA SÓ DE MENINO Veja a seguir um exemplo de depoi-
OU SÓ DE MENINA, E OUTRAS DAS QUAIS OS ADULTOS TAMBÉM PARTICIPAM. mento da nação ticuna:
Os brinquedos são feitos pelas
CRIANÇA INDÍGENA DA ETNIA GUARANI
crianças ou pelos pais das crianças.
Fabio Colombini/Acervo do fotógrafo

MBYA BRINCA COM UM BRINQUEDO FEITO


POR ELA MESMA. ALDEIA KALIPETY, EM SÃO Com a balseira e o buriti fabri-
PAULO, NO ESTADO DE SÃO PAULO, EM cam canoas, barcos e remos de ta-
2017. manho pequeno.
Com a muirapiranga confec-
cionam bonecos, pássaros, jabutis,
macacos e outros animais.
CRIANÇAS INDÍGENAS DA ETNIA Com o coco de tucumã-piranga,
KALAPALO BRINCAM NO RIO fazem os piões.
CULUENE. ALDEIA AIHA, EM Com o caroço de umari, os
QUERÊNCIA, NO ESTADO DE
apitos.
MATO GROSSO, EM 2016.
Com as folhas das árvores, os

Luciola Zvarick/Pulsar Imagens


cataventos.
GRUBER, Jussara Gomes (Org.).
O livro das ‡rvores. São Paulo:
Global, 2008. p. 81.

Se possível, consulte o site <http://


mirim.org/videos> (acesso em: dez.
2017) e selecione alguns vídeos sobre
brincadeiras indígenas para ver com
os alunos.
Para finalizar, faça um levanta-
mento das brincadeiras preferidas dos
alunos e proponha que, ao longo de
um mês, escolham um dia de cada se-
mana para colocar essas brincadeiras
• E VOCÊ, COMO GOSTA DE BRINCAR? CONVERSE COM OS COLEGAS E em prática. Após a realização delas,
DESCUBRA AS BRINCADEIRAS PREFERIDAS DA TURMA. Resposta pessoal. formalize com eles os aprendizados
que tiraram dessa experiência.
37

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

Ampliação da aula deve começar o jogo. Os alunos devem ficar em fila indiana em
frente a uma coluna de cimento ou árvore. Depois devem se sentar
Para aprofundar o conhecimento sobre a cultura indígena, propo-
e segurar na cintura uns dos outros. Um dos alunos vai “colher a
nha aos alunos que experimentem uma de suas brincadeiras, amplian-
mandioca” puxando o último aluno pela cintura até que alguém
do assim as possibilidades de relação entre o aprender e o brincar.
se solte. Quando algum aluno se soltar, o aluno que puxava vai
Veja a seguir um exemplo de brincadeira indígena: ser o primeiro da fila e o último é quem vai “colher a mandioca”.
Brincadeira ind’gena: arranca mandioca IBGE. Vamos contar. Jogo arranca mandioca. Disponível em:
Após explicar que a mandioca é uma raiz, que fica embaixo da <https://vamoscontar.ibge.gov.br/atividades/educacao-infantil/
terra, e dizer a forma como ela é colhida, sendo puxada, o professor 3401-jogo-arranca-mandioca>. Acesso em: nov. 2017.

MANUAL DO PROFESSOR 37
Unidade 2
O objetivo desta seção é instigar o

FAZENDO HISTÓRIA!
aluno a reconhecer sua vivência na es-
cola como parte da sua história de vida.
Se achar interessante, estabeleça com-
parações da sala de aula com a retra-
tada na fotografia, retomando o que já
foi abordado nesta unidade. Para esti- MINHA SALA DE AULA
mular a observação da fotografia, faça
perguntas como: Quem são as pessoas VOCÊ SABIA QUE A ESCOLA ONDE VOCÊ ESTUDA FAZ PARTE DA SUA
retratadas? Onde a foto foi tirada? O HISTÓRIA? QUANDO CRIANÇAS, PASSAMOS MUITO TEMPO NA ESCOLA, POR ISSO
que podemos observar nesse ambien- ELA FAZ PARTE DA NOSSA VIDA. QUE TAL VOCÊ CONHECER UM POUCO MAIS A
te? Que sentimentos essa imagem nos
SUA SALA DE AULA?
transmite?

Patrick Pleul/dpa/Alamy/Fotoarena
Atividade 1 1 OBSERVE, AO LADO, A
FOTOGRAFIA DE UMA SALA
Estimule os alunos a descrever to-
dos os elementos da sala de aula em DE AULA DE UMA ESCOLA NA
que estudam. Deixe que eles falem es- ALEMANHA.
pontaneamente e, ao final, faça uma
retomada de tudo o que foi observa- SALA DE AULA EM
do, anotando na lousa as caracterís- GOLZOW, NA ALEMANHA.
FOTO DE 2016.
ticas levantadas. Em seguida, solicite
que façam o desenho, como propõe a • AGORA, FAÇA UM DESENHO DA SUA SALA DE AULA.
atividade. Por fim, peça que escrevam
a legenda para esse desenho.

Sugestão para
o professor
• <www.juliangermain.com/
projects/classrooms.php>.
Acesso em: nov. 2017. Nesse
site é possível ver fotos de
mais de trinta salas de aula
pelo mundo. Trata-se do pro-
jeto Classroom Portraits 2004-
-2015, do fotógrafo inglês Ju- • ESCREVA AQUI UMA LEGENDA PARA O SEU DESENHO:
lian Germain.
Sugestão para o aluno Resposta pessoal.

• Dever de casa, de Carlos Ur-


bim. Projeto, 2011. O livro
apresenta algumas “maté- 38
rias” obrigatórias na vida das
crianças: poesias, músicas,
Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.
boas histórias, brincadeiras e
muitas curiosidades.

38 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 2
Faça a atividade coletivamente. Leia
um item por vez enquanto os alunos
assinalam o que existe na sala de aula.
2 MARQUE COM UM X AQUILO QUE EXISTE NA SUA SALA DE AULA.
Resposta pessoal. Atividade 3
MENINOS E MENINAS MESAS Retome a descrição da fotografia
feita pelos alunos para que possam re-
conhecer as semelhanças e diferenças.
UNIFORME ESCOLAR MURAL
Atividade 4
O objetivo desta atividade é chamar
LOUSA OUTROS: a atenção para o aspecto emocional
dos alunos. É importante tomar cons-
ciência dessa dimensão, uma vez que
CADEIRAS
. ela está intimamente relacionada ao
processo de aprendizagem. Aprovei-
te para lançar perguntas que ajudem
3 VOCÊ E OS COLEGAS SÃO PARECIDOS COM AS CRIANÇAS DA SALA DE os alunos a refletir sobre o ambiente
AULA DA FOTOGRAFIA DA PÁGINA 38? QUAIS SÃO AS SEMELHANÇAS E escolar: Em casa e na escola nos com-
AS DIFERENÇAS ENTRE VOCÊS? Respostas pessoais. portamos da mesma maneira? Por que
é importante existirem regras de con-
4 COMO VOCÊ SE SENTE NA SUA SALA DE AULA? FAÇA UM X NO DESENHO vivência na sala de aula? O meu com-
portamento tem relação com a minha
QUE MELHOR EXPRESSA SEU SENTIMENTO. Resposta pessoal.
aprendizagem?
Fazer uma avaliação diária

Ilustrações: Mouses Sagiorato/


Arquivo da editora
do estado de ânimo dos alunos
pode ser um caminho para que
eles comecem a se conhecer
melhor, a reconhecer e a con-
FELIZ ANIMADO CANSADO trolar as próprias emoções. Por
isso, atualmente, tornou-se im-
portante desenvolver estratégias
para desenvolver as habilidades
socioemocionais.
NICOLIELO, Bruna. Quando
as emoções entram no currículo.
Nova Escola. Disponível em:
TRISTE CURIOSO ENTEDIADO <https://novaescola.org.br/
conteudo/5013/quando-as-
emocoes-entram-no-curriculo>.
5 VOCÊ GOSTARIA DE MUDAR ALGUMA COISA NA SUA SALA DE AULA? Acesso em: nov. 2017.
IMAGINE A SALA DE AULA DOS SEUS SONHOS E FAÇA, EM UMA FOLHA Atividade 5
À PARTE, UM DESENHO DELA. EM SEGUIDA, MONTE COM OS COLEGAS Antes de propor a realização da ati-
UM PAINEL COM TODOS OS DESENHOS DA TURMA. Resposta pessoal. vidade, organize uma roda de conversa
39
para estimular os alunos a refletir sobre
a sala de aula de seus sonhos. Anote na
lousa algumas palavras-chave confor-
Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido. me os alunos forem falando. Aproveite
a oportunidade para questioná-los so-
bre as atitudes que eles podem adotar
para contribuir com a concretização da
sala de aula que eles consideram dos
sonhos.

MANUAL DO PROFESSOR 39
Unidade 2
Atividade 1 VAMOS RETOMAR
Peça aos alunos que observem aten-
tamente a fotografia e façam a descri- Reprodução/Arquivo Público do Estado de São Paulo

ção detalhada do que veem. Oriente os


alunos sobre os aspectos que devem
ser considerados nessa análise, como 1 OBSERVE A FOTOGRAFIA
roupas, objetos, caracterização da sala AO LADO.
de aula e a própria fotografia, que é
em preto e branco. Em seguida, eles A) ESSA FOTOGRAFIA RETRATA
podem dar continuidade à atividade, UMA ESCOLA DO PASSADO
justificando suas respostas de acordo OU DO PRESENTE? COMO
com o que foi observado e com o que
VOCÊ SABE?
foi estudado na unidade.
Atividade 2 B) ESCREVA UMA LEGENDA
Faça a atividade coletivamente. Leia PARA A FOTOGRAFIA.
cada frase enquanto a turma indica se
ela é verdadeira ou falsa.
Atividade 3 Resposta pessoal.
Explique aos alunos que, além das
palavras dadas, eles devem incluir ou-
tras para escrever a frase. 2 ASSINALE V PARA VERDADEIRO E F PARA FALSO.
PODEMOS CONHECER AS ESCOLAS DO PASSADO PESQUISANDO
V
EM DOCUMENTOS ANTIGOS E CONVERSANDO COM ADULTOS DE
DIVERSAS IDADES.

NA ESCOLA INDÍGENA, OS ALUNOS APRENDEM APENAS A LÍNGUA


F
PORTUGUESA.
Na escola indígena, os alunos aprendem a língua portuguesa e a língua do seu povo.

3 ESCREVA UMA FRASE SOBRE A ESCOLA ONDE VOCÊ ESTUDA. USE AS


PALAVRAS DADAS A SEGUIR.

MINHA ESCOLA LOCALIZADA CIDADE

Resposta pessoal. Espera-se que os alunos localizem sua escola.

1. A) A fotografia retrata uma escola de Bauru, no estado de São Paulo, em 1933. Espe-
ra-se que os alunos reconheçam que se trata de uma escola do passado. Eles podem
mencionar o tipo de fotografia, a presença exclusiva de meninas, os uniformes e a roupa
40 da professora, a postura rígida das alunas e da professora, além dos móveis da sala de aula.

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

40 MANUAL DO PROFESSOR
Autoavaliação
Cada aluno deverá preencher a
tabela individualmente. Em seguida,
cada um pode compartilhar o que en-
AUTOAVALIAÇÃO tendeu melhor e o que ainda não está
muito claro, para que o grupo possa se
TERMINAMOS A UNIDADE 2! LEIA AS FRASES ajudar na compreensão dos conteúdos.
ABAIXO E FAÇA UM X NO DESENHO QUE MELHOR
EXPRESSA SUA OPINIÃO SOBRE CADA UMA DELAS. Sugestões
Nesta unidade, as indicações foram
1. CONHECI MAIS SOBRE A ESCOLA E DESCOBRI QUE É
POSSÍVEL APRENDER ESTUDANDO E BRINCANDO.
feitas nas páginas 28 e 34.

2. DESCOBRI O QUE FAZEM DIFERENTES PROFISSIONAIS


QUE TRABALHAM NA ESCOLA.

3. CONHECI ALGUMAS CARACTERÍSTICAS DE UMA ESCOLA


INDÍGENA.

4. APRENDI ALGUMAS DIFERENÇAS ENTRE ESCOLAS DO


PRESENTE E DO PASSADO.

5. CONHECI MELHOR MINHA SALA DE AULA.

SUGESTÕES

Reprodução/Editora Cortez
PARA LER
• NA MINHA ESCOLA TODO MUNDO É IGUAL,
DE ROSSANA RAMOS, CORTEZ.
O LIVRO FALA SOBRE AS DIVERSAS FORMAS DE
DISCRIMINAÇÃO QUE ALGUMAS PESSOAS SOFREM
POR SEREM CONSIDERADAS DIFERENTES. DE MANEIRA
POÉTICA, ELE ENSINA QUE TODOS TÊM DIREITOS IGUAIS
E MERECEM RESPEITO.
o

• SACO DE BRINQUEDOS, DE CARLOS


Reprodução/Editora Projet

URBIM, PROJETO.
POEMAS DIVERTIDOS SOBRE A ARTE DE BRINCAR
RECONSTROEM UM RICO IMAGINÁRIO. AS
ILUSTRAÇÕES – OBJETOS MODELADOS EM
ARGILA – COMPÕEM UM TODO HARMONIOSO
COM O TEXTO POÉTICO.

41

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 41
Objetivos da unidade
UNIDADE
O objetivo desta unidade é
levar o aluno a reconhecer seme-

3
FESTA,
lhanças e diferenças entre brin-
quedos e brincadeiras do presen-

BRINCADEIRA
te e do passado, valorizando-os
como elementos da cultura local.

E TRADIÇÃO
Busca-se também ampliar o reper-
tório lúdico dos alunos, ajudando-
-os a perceber que há brinquedos
e brincadeiras tradicionais. Algu-
mas festas e tradições que fazem
parte do patrimônio cultural do

Aracy de Andrade/Coleção particular


Brasil são contextualizadas, valo-
NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:
rizando essas manifestações em
cada região brasileira. CONHECER BRINQUEDOS E
BRINCADEIRAS DO PRESENTE E DO
PASSADO.
Habilidades da BNCC
trabalhadas nesta unidade DESCOBRIR FESTAS QUE FAZEM
PARTE DA TRADIÇÃO CULTURAL
EF01HI05 Identificar semelhanças e DO BRASIL.
diferenças entre jogos e brincadeiras
APRENDER A FAZER BRINQUEDOS
atuais e de outras épocas e lugares.
DE SUCATA.
EF01HI08 Reconhecer o significado
das comemorações e festas escolares, 1. A pintura retrata uma quadrilha
diferenciando-as das datas festivas co- durante uma festa junina.
memoradas no âmbito familiar ou da OBSERVE A PINTURA E
comunidade. CONVERSE COM OS COLEGAS
Observe com os alunos a reprodução E O PROFESSOR.
da pintura Quadrilha de São João, de Ara-
1. O QUE ESSA PINTURA RETRATA?
cy de Andrade, e faça algumas perguntas
para ajudá-los nessa tarefa: O que está 2. ESCREVA TRÊS PALAVRAS PARA
acontecendo na cena? Qual local foi re- DESCREVER ESSA PINTURA.
presentado? Quem está presente? Você Resposta pessoal.
já participou de uma festa assim? A sua 3. ESSA PINTURA DESPERTOU
pintura seria igual ou diferente dessa? ALGUM SENTIMENTO EM
A festa junina foi trazida ao Brasil VOCÊ? QUAL? Resposta pessoal.
pelos portugueses no período colonial
e continua sendo realizada até hoje.
Ao longo do tempo, incorporou aspec- DETALHE DE QUADRILHA DE SÌO JOÌO,
tos das culturas indígena e africana e, DE ARACY DE ANDRADE, 2016
(ACRÍLICA SOBRE TELA, DE 50 cm  40 cm).
atualmente, essa festa é considerada
uma tradição. Chame a atenção dos 42
alunos para as permanências e mudan-
ças ocorridas ao longo dos anos. A prá-
tica de soltar balões em festas juninas, Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.

por exemplo, também faz parte dessa


Durante a análise da pintura, promova uma roda Ao longo da observação da cena representada na
tradição. No entanto, atualmente, a
de conversa para que todos os alunos tenham opor- pintura, estimule os alunos a utilizar palavras diversas,
soltura de balões é considerada um cri-
tunidade de expor suas impressões. Chame a aten- que denotem desde aspectos concretos da obra (como
me ambiental, de acordo com o artigo
42 da Lei n. 9 605, de 12 de fevereiro ção deles para os detalhes da obra que permitem pessoas, instrumentos, construções, balões, bandei-
de 1998, que “dispõe sobre as sanções responder à questão proposta na atividade 1, como rinhas, etc.) até impressões que ela pode despertar
penais e administrativas derivadas de as roupas das pessoas representadas; os instrumen- (como alegria, diversão, música, festa, etc.). Expressar
condutas e atividades lesivas ao meio tos musicais, que transmitem impressões sonoras sentimentos pode ser difícil nessa faixa etária. Por isso,
ambiente” (disponível em: <www. sobre essa representação; a decoração do local, com se julgar necessário, exiba uma lista de sentimentos po-
planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605. bandeirinhas e balões. Chame a atenção também sitivos e negativos para ajudar os alunos a identificá-los.
htm>; acesso em: nov. 2017). para o título da pintura, informado na legenda. Construa a lista coletivamente com a ajuda da turma.

42 MANUAL DO PROFESSOR
43

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 43
Unidade 3
Incentive os alunos a responder e
a comentar a pergunta que introduz LEIA
o conteúdo desta página. Leve-os a
refletir sobre o que consideram ser di-
É HORA DE SE DIVERTIR! BRINCADEIRAS
DE TODOS OS
TEMPOS
versão e estimule-os a ouvir a opinião
dos colegas.
DE QUE MANEIRA VOCÊ SE DIVERTE? Resposta pessoal.
Em seguida, faça a leitura do texto e
organize com os alunos, na lousa, duas
listas: uma de brinquedos e outra de ANTIGAMENTE, PARA SE DIVERTIR, AS CRIANÇAS TINHAM DE USAR A
brincadeiras. Questione-os: Quais des- CRIATIVIDADE PARA FAZER SEUS PRÓPRIOS BRINQUEDOS, COMO BONECOS E
ses brinquedos poderiam ser feitos por BOLAS FEITAS COM PAPEL USADO OU MEIAS VELHAS. ELAS BRINCAVAM MUITO
você ou por um adulto? AO AR LIVRE E SE DIVERTIAM COM BRINCADEIRAS COMO: AMARELINHA,
Nas imagens desta página e da pá- ESCONDE-ESCONDE, QUEIMADA, PULAR CORDA, BOLINHA DE GUDE, CANTIGAS
gina ao lado aparecem brincadeiras
DE RODA, EMPINAR PIPA, ENTRE OUTRAS.
tradicionais associadas ao passado e
brincadeiras realizadas com aparelhos

Adilson B. Liporage/Opção Brasil Imagens

Sergio Pedreira/Pulsar Imagens


eletrônicos, que pertencem ao presen-
te. Chame a atenção dos alunos para o
fato de que as brincadeiras tradicionais
continuam sendo apreciadas, como
revelam as fotografias. Verifique se os
alunos conhecem essas brincadeiras
e se já brincaram com algumas delas.
Pergunte quem deles tem o costume de
brincar na rua ou em condomínio, com
um grupo maior de crianças, desenvol-
vendo o conteúdo sempre com base
nas experiências da turma. CRIANÇA BRINCANDO DE AMARELINHA. RIO DE CRIANÇAS BRINCANDO DE BOLINHA DE GUDE.
JANEIRO, NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM 2014. Sergio Pedreira/Pulsar Imagens
SANTALUZ, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2014.

Marcos André/Opção Brasil Imagens


CRIANÇAS BRINCANDO DE PULAR CORDA. CRIANÇA EMPINANDO PIPA. TURMALINA, NO
SANTALUZ, NO ESTADO DA BAHIA, EM 2014. ESTADO DE MINAS GERAIS, EM 2015.

44

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

44 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 1
Esta atividade pode ser uma manei-
ra de descobrir quais brincadeiras os
COM A MODERNIZAÇÃO DAS CIDADES E O DESENVOLVIMENTO DE alunos conhecem e praticam e quais
TECNOLOGIAS, MUITAS DESSAS BRINCADEIRAS FORAM DEIXADAS DE LADO. podem ser estimuladas na escola, for-
A TECNOLOGIA TROUXE UMA GRANDE QUANTIDADE DE BRINQUEDOS malizando as questões discutidas ao
INDUSTRIALIZADOS E JOGOS ELETRÔNICOS E VIRTUAIS. COM ISSO, AS CRIANÇAS longo do estudo desse tema.
PASSARAM A BRINCAR CADA VEZ MAIS SOZINHAS E DENTRO DOS SEUS LARES.
BRINCAR FAZ PARTE DA ROTINA DE TODA CRIANÇA, E HOJE, ASSIM COMO
ESTUDAR, ESSE É UM DOS SEUS DIREITOS. AS BRINCADEIRAS NÃO PROPORCIONAM
APENAS DIVERSÃO: ELAS TAMBÉM SÃO INDISPENSÁVEIS A VÁRIOS NÍVEIS DE
APRENDIZADO. É POR ISSO QUE MUITAS ESCOLAS RESGATAM BRINCADEIRAS
ANTIGAS E É TÃO IMPORTANTE PARTICIPAR DELAS.

Fernando Favoretto/Criar Imagem

MENINA JOGANDO
VIDEOGAME. SÃO PAULO,
NO ESTADO DE SÃO PAULO,
EM 2016.

W. Palmeira / Op•‹o Brasil Imagens

MENINA JOGANDO EM UM
TABLET. RIO DE JANEIRO,
NO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO, EM 2017.

1 NAS FOTOGRAFIAS DAS PÁGINAS 44 E 45, PINTE OS QUADRINHOS DAS


BRINCADEIRAS DE QUE VOCÊ COSTUMA BRINCAR. Resposta pessoal.
45

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 45
Unidade 3
Atividade 2
Faça a atividade coletivamente. 2 OBSERVE A PINTURA.
Peça aos alunos que observem aten-

Ivan Cruz/Acervo do artista


tamente a imagem e falem o nome de
todas as brincadeiras que consegui-
rem identificar. Anote cada uma delas
na lousa, em uma lista. Em seguida,
destaque nessa lista as palavras que
os alunos deverão encontrar no dia-
grama: peteca, gangorra, pião, bola,
balanço e amarelinha.
Se julgar conveniente, apresente ou-
tras obras de Ivan Cruz para os alunos.
Algumas delas e mais informações so-
bre o trabalho desse artista podem ser
encontradas na matéria “Pintando di-
versão”, de Joyce Santos, publicada pela
revista Ciência Hoje das Crianças, dispo-
nível em: <http://chc.org.br/pintando-
-diversao/> (acesso em: nov. 2017).

Sugestões para VçRIAS BRINCADEIRAS I, DE IVAN CRUZ, 2006 (ACRÍLICA SOBRE TELA, DE 1,3 m  1,7 m).
o professor
• AGORA, ENCONTRE E CIRCULE NO DIAGRAMA O NOME DE SEIS
• Brinquedos cantados, de Mô- BRINQUEDOS OU BRINCADEIRAS RETRATADOS NA PINTURA.
nica Simas e Vera Lúcia Dias.
Callis, 2012. A obra resgata
uma série de cantigas de roda, P Q M G A P Z L Q C M T E
traz partituras e letras e explica
E E N A S O B A L A N Ç O
passo a passo a coreografia de
cada uma delas. T R B N D I J R Z B D Ç T
• Brinquedos e brincadeiras, de
Nereide Schilaro Santa Rosa. E T V G F T U E S O N Ç Z
Moderna, 2001. Os brinquedos
e brincadeiras populares, como C R C O G R P A X L D F A
bolas e bonecas, pipas e piões,
cabras-cegas e cirandas, sem- A M A R E L I N H A G C O
pre divertiram as crianças em
aldeias, ruas, quintais, parques, X O D R H D Ã V E F I S D
enriquecendo nossas raízes e
O P L A D T O C D V N R L
servindo de inspiração a vários
artistas plásticos.
46

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

Ivan Cruz (1947)


O artista plástico Ivan Cruz nasceu no Rio de Janeiro. Sua obra retrata brinquedos e brincadeiras de
crianças, em cores fortes e ambiente rústico. Nas pinturas do artista, as ruas de barro e as casas sim-
ples são o pano de fundo das centenas de brincadeiras por ele já documentadas. O tema recorrente,
segundo o próprio artista, remete à sua infância no subúrbio do Rio de Janeiro.
Para mais informações, consulte o site do artista, disponível em: <www.ivancruz.com.br/sobre>
(acesso em: dez. 2017).

46 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 3
Leia o poema de Candido Portinari
para os alunos. Aproveite o contexto
3 ACOMPANHE A LEITURA DO POEMA FEITA PELO PROFESSOR. da atividade para apresentar as obras
NÃO TÍNHAMOS NENHUM BRINQUEDO desse artista relativas às brincadeiras e
à infância.
COMPRADO. FABRICAMOS
a) Espera-se que os alunos percebam
NOSSOS PAPAGAIOS, PIÕES, que o texto pertence ao passado
DIABOLÔ. pelos exemplos de brinquedos e
brincadeiras citados e pela afirma-
A NOITE DE MÃOS LIVRES E
ção de que não havia “brinquedo
PÉS LIGEIROS ERA: PIQUE, BARRA- comprado”.
-MANTEIGA, CRUZADO. b) Os alunos podem sublinhar os brin-
[...] quedos com uma cor e as brincadei-
CANDIDO PORTINARI. POEMAS. RIO DE JANEIRO: ras com outra. Eles também podem
JOSÉ OLYMPIO, 1964.
circular no poema os brinquedos re-
presentados na ilustração (papagaio,
diabolô e pião). Oriente a turma a pes-
Ilustrações: Biry Sarkis/Arquivo da editora

quisar as brincadeiras mencionadas.


Para ampliar o tema, consulte o site
Mapa do Brincar: <http://mapado
brincar.folha.com.br/brincadeiras/>
(acesso em: nov. 2017).
Atividade 4
Planeje a realização desta atividade
A) ESSE TEXTO PERTENCE AO PRESENTE OU AO PASSADO? COMO VOCÊ com antecedência para que os alunos
SABE? Resposta pessoal. possam consultar algum adulto da fa-
mília, buscando mais informações sobre
B) SUBLINHE NO TEXTO O NOME DOS BRINQUEDOS E DAS BRINCADEIRAS a brincadeira e sobre como esse adul-
CITADOS PELO AUTOR. to a conheceu. A lista de brincadeiras
também pode ser feita em uma folha à
4 COMPARTILHE COM OS COLEGAS UMA BRINCADEIRA QUE VOCÊ APRENDEU parte. Nesse caso, mantenha a lista no
COM OS ADULTOS DA SUA FAMÍLIA. COM A AJUDA DO PROFESSOR, mural da sala de aula para que ela seja
ORGANIZEM UMA LISTA DESSAS BRINCADEIRAS E APROVEITEM PARA aproveitada em outras atividades.
BRINCAR NO INTERVALO, ENSINANDO UNS AOS OUTROS!
Resposta pessoal.

47

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

Candido Portinari (1903-1962)


O artista plástico Candido Portinari nasceu em Brodowski, no interior de São Paulo. É considerado
um dos artistas mais importantes do Brasil, com obras como O lavrador de café (1939) e Os retirantes
(1944). Portinari também retratou em suas obras muitas brincadeiras de sua infância. Algumas dessas
pinturas são: Meninos soltando pipa (1943), Meninos pulando carniça (1957) e Meninos no balanço
(1960). O artista faleceu em 1962, no Rio de Janeiro, vítima de intoxicação pelas tintas que utilizava.
Para conhecer um pouco mais a vida e a obra de Portinari, consulte <www.portinari.org.br/#/pagina/
candido-portinari/apresentacao> (acesso em: nov. 2017).

MANUAL DO PROFESSOR 47
Unidade 3
O depoimento de Helvécio Ratton,
diretor do filme Menino Maluquinho,
foi selecionado por conter a descrição BRINCADEIRA DE RUA ACESSE DIRETOR: QUEM
de uma brincadeira menos conhecida, MAPA DO BRINCAR
COORDENA A
OUÇA A LEITURA DO TEXTO, COM O PRODUÇÃO DE
mas que é original, divertida e fácil de UM FILME.
ser realizada. Certifique-se de que os DEPOIMENTO DE HELVÉCIO RATTON, DIRETOR DO FILME
alunos compreenderam que o texto cor- O MENINO MALUQUINHO.
responde a um relato feito no presente
sobre um contexto vivido no passado. [...] “NO INÍCIO DOS ANOS 1960, A GENTE PODIA BRINCAR,
Comente com os alunos que, no SEM SUSTOS, NAS RUAS DE BELO HORIZONTE. DE VEZ EM QUANDO,
passado, as ruas eram mais calmas e ALGUÉM GRITAVA: ‘VEM UM CARRO!’. AÍ A GENTE PARAVA E
não havia tanto trânsito. Era comum ESPERAVA PASSAR”, LEMBRA RATTON [...].
as crianças brincarem e se divertirem ALGUMAS DAS BRINCADEIRAS DE SEU TEMPO DE GAROTO
com os amigos na rua, com brinca-
FORAM PARAR NO FILME. ESTÃO LÁ BRINCADEIRAS COMO A DA
deiras como pega-pega, queimada,
amarelinha, entre outras. Se houver MARIA VIOLA, PARA MENINAS.
possibilidade, assista com os alunos COMO FUNCIONAVA? PARA BRINCAR DE MARIA VIOLA, BASTAVA
ao filme Menino Maluquinho, que UM BANDO DE GAROTAS E UMA BOLA. A MENINA ESCOLHIDA COMO
traz algumas dessas brincadeiras. A MARIA VIOLA FICAVA DE COSTAS PARA AS OUTRAS E JOGAVA A BOLA
maioria delas são tradicionais e pro-
PARA TRÁS.
vavelmente são conhecidas pelos alu-
nos. Caso nem todos as conheçam, UMA DAS OUTRAS GAROTAS PEGAVA E ESCONDIA A BOLA ATRÁS
promova uma roda de conversa em DO CORPO. TODAS SE JUNTAVAM, COM AS MÃOS PARA TRÁS, NÃO
que os alunos possam compartilhar o DEIXANDO VER COM QUEM ESTAVA A BOLA. EM CORO, ELAS CANTAVAM:
que sabem sobre cada uma.
“MARIA VIOLA,
COM QUEM ESTÁ A BOLA?”

Fernando Favoretto/Criar Imagem


Atividade
Se possível, desenvolva esta ati- A MARIA VIOLA ENTÃO SE VIRAVA,
vidade em conjunto com o professor OLHAVA UMA POR UMA NOS OLHOS E DIZIA
de Educação Física. Verifique o enten-
COM QUEM ELA ACHAVA QUE A BOLA
dimento dos alunos sobre as regras
ESTAVA. SE ACERTASSE, A CRIANÇA QUE
dessa brincadeira e combine uma aula
para que a atividade seja realizada em SEGURAVA A BOLA PASSAVA A SER A MARIA
um espaço aberto da escola, como a VIOLA. SE ERRASSE, ELA CONTINUAVA SENDO
quadra ou o pátio. A bola que será A MARIA VIOLA. MENINAS BRINCANDO
usada na brincadeira pode ser feita de MAPA DO BRINCAR. FOLHA DE S.PAULO. DISPONÍVEL EM: DE MARIA VIOLA EM SÃO
papel ou meia. <http://mapadobrincar.folha.com.br/memorias/ PAULO, NO ESTADO DE SÃO
777-maria-viola>. ACESSO EM: AGOSTO DE 2017. PAULO, EM 2017.

• QUE TAL VOCÊ E OS COLEGAS CURTIREM ESSA BRINCADEIRA?


COM A AJUDA DO PROFESSOR, FORMEM UM GRUPO E ESCOLHAM
QUEM SERÁ A MARIA OU O JOÃO VIOLA. DEPOIS É SÓ SEGUIR AS
ORIENTAÇÕES DO TEXTO E SE DIVERTIR!
48

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

48 MANUAL DO PROFESSOR
O texto sobre as brincadeiras e os
rituais indígenas trata, de maneira ge-
nérica, da relação dos indígenas com a
BRINCAR E FESTEJAR NA NATUREZA natureza. O objetivo é estabelecer um
contraste com as brincadeiras de rua
NO BRASIL, AS CRIANÇAS INDÍGENAS COSTUMAM BRINCAR que foram desaparecendo para dar
TABA: ALDEIA lugar aos brinquedos e brincadeiras
AO AR LIVRE, NA PRAÇA DA TABA OU NAS MATAS, CORRENDO, INDÍGENA.
dentro das casas de muitas crianças
PULANDO, EXERCITANDO HABILIDADES COM ARCO E FLECHA E não indígenas. No caso das brincadei-
IMITANDO AS ATIVIDADES DOS ADULTOS. ELAS CONSTROEM SEUS BRINQUEDOS COM ras indígenas, prevalecem atividades
ELEMENTOS QUE RETIRAM DA NATUREZA, COMO GALHOS, FRUTOS E SEMENTES. ao ar livre, nas quais as crianças usam
muito o corpo e aproveitam elemen-
SE A ALDEIA É PRÓXIMA A UM RIO,

Luciola Zvarick/Imagens do Brasil/Pulsar Imagens


tos da natureza. Além disso, é comum
AS CRIANÇAS INDÍGENAS BRINCAM NA que as crianças indígenas construam
ÁGUA! seus próprios brinquedos, fazendo
OS POVOS INDÍGENAS TAMBÉM desse ato parte do brincar. Se julgar
oportuno, proponha essa experiên-
SE DIVERTEM COM FESTEJOS E
cia aos alunos, solicitando que cons-
RITUAIS, E A MÚSICA TEM DESTAQUE truam brinquedos com elementos da
NESSES EVENTOS. OS INSTRUMENTOS natureza, como restos de madeira,
MUSICAIS, COMO CHOCALHOS, frutas ou sementes.
TAMBORES, FLAUTAS, APITOS E
TROMBETAS, SÃO CONSTRUÍDOS MENINAS BRINCAM COM TRONCO USADO Sugestões para
POR ELES COM FOLHAS RETORCIDAS, PELA COMUNIDADE NA TRADICIONAL CORRIDA o professor
DAS TORAS DO POVO KRAHÔ. ALDEIA SANTA
FRUTOS, TRONCOS, BAMBU, OSSOS DE
CRUZ, EM ITACAJÁ, NO ESTADO DO TOCANTINS. • <https://mirim.org/como-vivem/
ANIMAIS, ENTRE OUTROS MATERIAIS. FOTO DE 2016. brincadeiras>. Acesso em: nov.
2017. O site do Instituto So-

Luciola Zvarick/Pulsar Imagens


cioambiental voltado para crian-
ças apresenta algumas brin-
cadeiras e jogos de diferentes
povos indígenas, que podem ser
adaptados para a sala de aula.
• <www.ebc.com.br/infantil/
2015/10/brinquedos-indige
nas-fazem-sucesso-entre-crian
cas-nos-jmpi>. Acesso em: nov.
2017. Esse artigo da EBC con-
ta um pouco sobre brinquedos
indígenas, como a peteca, o bil-
boquê e o maracá.
OS YAWALAPITI SE APRESENTAM COM O URUÁ, FLAUTA FEITA DE BAMBU E UTILIZADA NO RITUAL DO Sugestão para o aluno
KUARUP. PARQUE INDÍGENA DO XINGU, NO ESTADO DE MATO GROSSO. FOTO DE 2016.
• BrinCriar, de Dilan Camargo.
49
Projeto, 2007. O texto poético
convida o leitor a se divertir
Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido. com diversas brincadeiras.

MANUAL DO PROFESSOR 49
Unidade 3
O conteúdo destas páginas valoriza
as tradições locais e o patrimônio cul-
tural do Brasil, ampliando o repertório
dos alunos. Essa pode ser uma boa
FESTAS E TRADIÇÕES
oportunidade para apresentar algumas
histórias ou lendas do folclore brasilei- VOCÊ CONHECE ALGUMA FESTA OU TRADIÇÃO DA SUA REGIÃO?
ro presentes nas manifestações cultu- Resposta pessoal.
rais, sobretudo as que fazem parte da
O BRASIL É UM PAÍS ENORME, FORMADO POR UMA GRANDE VARIEDADE
cultura local. Contar histórias estimula
a criatividade, desenvolve a formação DE ETNIAS, INCLUINDO ALGUMAS ORIGINÁRIAS DE OUTROS PAÍSES. POR ISSO, É
leitora e amplia o vocabulário. MUITO RICO EM FESTAS TRADICIONAIS, COMO AS FOLCLÓRICAS, AS RELIGIOSAS E
O trecho a seguir foi reproduzido AS QUE FORAM TRAZIDAS PELOS IMIGRANTES. NEGROS, INDÍGENAS, BRANCOS E
de uma matéria da Nova Escola so- ORIENTAIS: NO BRASIL, TODOS GOSTAM DE CELEBRAR E SE DIVERTIR!
bre como trabalhar folclore em sala
de aula. Ele destaca o comentário de EM PIRENÓPOLIS, NO ESTADO DE GOIÁS, QUE FICA NA REGIÃO CENTRO-OESTE
Alberto Ikeda, professor de Cultura Po- DO PAÍS, ACONTECE, POR EXEMPLO, A TRADICIONAL FESTA DA CAVALHADA,
pular e Etnomusicologia do Instituto de MUITO PRESTIGIADA NO INTERIOR DO BRASIL.
Artes da Universidade Estadual Paulis-
A CAVALHADA FOI TRAZIDA AO BRASIL PELOS PORTUGUESES E TEM ORIGEM
ta “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp):
RELIGIOSA. DURANTE TRÊS DIAS, AO AR LIVRE, CAVALEIROS
Ensinar ao aluno que os ele-
mentos de sua própria cultura fa- BEM-VESTIDOS E COM ARMAS ENFEITADAS MONTAM MOURO: POVO ÁRABE
QUE CONQUISTOU A
zem parte do folclore brasileiro é CAVALOS DECORADOS E ENCENAM UMA BATALHA ENTRE
PENÍNSULA IBÉRICA.
um dos maiores desafios enfren- CRISTÃOS (VESTIDOS DE AZUL) E MOUROS (VESTIDOS DE
tados por professores ao tratar do
tema. Quando chegam à escola, VERMELHO).
as crianças trazem com elas os

Marco Antonio Sá/Pulsar Imagens


elementos culturais que estão
mais próximo delas. Por isso,
explicar a elas que essa “cultu-
ra caseira” faz parte da noção de
folclore funciona melhor do que
simplesmente apresentar lendas
e mitos sem contextualizá-los.
“Tal atitude faz os alunos consi-
derarem como folclore elemen-
tos que estão distantes deles, dos
quais não participam”, explica
Ikeda. “Isso pode provocar um
desinteresse geral”.
Estimular os estudantes a pes-
quisar sobre suas próprias comu-
nidades e até mesmo hábitos fa-
miliares pode ser um ótimo ponto CAVALEIROS NO CAMPO DE BATALHA DURANTE CAVALHADA REALIZADA EM POCONÉ,
NO ESTADO DE MATO GROSSO. FOTO DE 2016.
de partida para o ensino da noção
de folclore. “A criança só pode en- 50
tender a diversidade se perceber
que faz parte disso”, diz Ikeda.
Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.
PECHI, Daniele. O jeito adequado
de trabalhar o folclore. Nova político do Brasil e localize todos os estados citados povos nativos. Para saber mais sobre a festa tradi-
Escola. Disponível em: <https://
no texto, para que os alunos possam se familiarizar cional em Pirenópolis (GO), consulte o site: <www.
novaescola.org.br/conteudo/
1710/o-jeito-adequado-de- pouco a pouco com a representação cartográfica. pirenopolis.tur.br/cultura/folclore/festa-do-divino/
trabalhar-o-folclore>. Veja a seguir mais informações sobre as festas cavalhadas> (acesso em: nov. 2017). Para ampliar
Acesso em: nov. 2017. trabalhadas nestas páginas. as possibilidades de trabalho com a região Cen-
Apresente aos alunos a questão de Cavalhada (região Centro-Oeste): A festa tro-Oeste, sugerimos contar a fábula A tristeza do
abertura do tema. Anote as respostas da Cavalhada, tradicional em diferentes localida- tuiuiú, que faz parte da tradição indígena. Ela está
na lousa, formando uma lista das prin- des no interior do Brasil, chegou ao país com a disponível em: <http://sacizaldospereres.blogspot.
cipais festas e tradições que fazem parte colonização portuguesa, sob influência dos jesuí- com.br/2016/03/lenda-dos-tuiuius.html> (acesso
da região onde vivem. Mostre um mapa tas que usavam a dramatização para converter os em: nov. 2017).

50 MANUAL DO PROFESSOR
Festa do Boi-Bumbá ou Bum-
ba Meu Boi em Parintins (região
Norte): Essa festividade típica das
NO ESTADO DO AMAZONAS, QUE FICA NA REGIÃO NORTE DO BRASIL, regiões Norte e Nordeste se encontra
TEMOS O FESTIVAL DE PARINTINS, A MAIS CONHECIDA FESTA DE BOI-BUMBÁ representada em todas as regiões bra-
DO PAÍS. sileiras. Desde 2012, o Bumba Meu Boi
foi incluído na lista do patrimônio cul-

Reprodução/Festival Folclórico de Parintins


tural imaterial do Brasil pelo Iphan. A
lenda tem origem ibérica e chegou ao
Brasil com os colonizadores portugue-
ses. Aqui, misturou-se com tradições
indígenas e africanas. No Nordeste,
a história do Bumba Meu Boi foi ins-
pirada na lenda da Mãe Catirina e do
Pai Francisco (Chico). Para saber mais
sobre a festa, consulte o site: <http://
boibumba.com/index_pt.htm> (aces-
so em: nov. 2017).
CARTAZ DE DIVULGAÇÃO DO FESTIVAL DE PARINTINS REALIZADO EM 2017.
Festa junina (região Nordes-
NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL, ACONTECEM OS MAIS ANIMADOS te): Festividade típica da região Nor-
CARNAVAIS DE RUA E AS MAIS TRADICIONAIS FESTAS JUNINAS. deste, também se encontra represen-
Rubens Chaves/Pulsar Imagens tada em todas as regiões brasileiras.
Essa festa é muito antiga no Brasil e
é comemorada desde o século XVII.
Ela foi trazida pelos colonizadores
portugueses que, por sua vez, a as-
similaram de festividades pagãs do
antigo império romano. Tanto na
Europa como no Brasil, essa festi-
vidade está associada aos santos
católicos: São João, Santo Antônio
e São Pedro. No Brasil, a tradição
portuguesa se misturou a aspectos
das culturas indígena e africana e da
cultura sertaneja do interior, da qual
incorporou as comidas típicas, como
a pamonha, e o uso de instrumentos
musicais, como a viola caipira. O link
da Fundação Joaquim Nabuco forne-
ce mais informações sobre festas ju-
ninas no Brasil: <http://basilio.fundaj.
APRESENTAÇÃO DE QUADRILHA DURANTE FESTA JUNINA EM CAMPINA GRANDE, NO ESTADO DA gov.br/pesquisaescolar/index.php?
PARAÍBA. FOTO DE 2015. option=com_content&view=article
51 &id=1102%3Afestas-juninas-no-
brasil&catid=41%3Aletra-f&Itemid
=1> (acesso em: nov. 2017).
Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

Ampliação da aula
Uma maneira instigante de trabalhar o tema das festas e tradições é explorar o teatro com
as crianças. A linguagem do teatro é muito adequada para essa faixa etária, pois as crianças
naturalmente participam do mundo de fantasias e de representações. Proponha a encenação da
lenda da Mãe Catirina e do Pai Francisco, que originou a tradição do Boi-Bumbá em todo o Brasil.
Para mais informações, consulte o site: <www.teatronaescola.com/index.php/planeje-sua-aula/
planos-de-aula> (acesso em: dez. 2017).

MANUAL DO PROFESSOR 51
Unidade 3
Congada (região Sudeste): A
festa da Congada é tradicional na re-
gião Sudeste do Brasil, principalmente NA REGIÃO SUDESTE EXISTEM VÁRIAS FESTAS TRADICIONAIS, COMO A
em Minas Gerais. Dois dos principais CONGADA, CELEBRADA EM MINAS GERAIS, NO ESPÍRITO SANTO E NO RIO
elementos da Congada são a coroação DE JANEIRO.
dos reis do Congo e a luta da lendá-
A CONGADA É UMA FESTA DE ORIGEM AFRICANA E, NO BRASIL, ELA
ria rainha angolana, Ginga, contra um
chefe africano que trabalhava para os RECEBEU INFLUÊNCIA DA RELIGIÃO CATÓLICA. ESSA FESTA É GERALMENTE
portugueses. Em 1674, a coroação dos CELEBRADA NOS MESES DE OUTUBRO E JANEIRO, QUANDO SE COMEMORA O DIA
reis já era feita na Igreja do Rosário, DOS SANTOS NEGROS, COMO NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO E SÃO BENEDITO.
em Recife (PE), mas alguns estudio- A CONGADA ENVOLVE DANÇAS, CANTOS, LEVANTAMENTOS DE MASTROS,
sos acreditam que ela surgiu na Bahia.
COROAÇÕES E CAVALGADAS. MUITOS INSTRUMENTOS MUSICAIS, COMO A
Ouça com os alunos a música Conga-
da, de Martinho da Vila. Ela está dis- CUÍCA, A CAIXA, O PANDEIRO E O RECO-RECO, SÃO UTILIZADOS NESSA FESTA.
ponível em: <www.letras.mus.br/mar

Marco Antonio Sá/Pulsar Imagens


tinho-da-vila/287337/> (acesso em:
nov. 2107). Aprender e se divertir com
a letra de uma canção são processos
muito importantes nessa faixa etária.
Valorize a brincadeira como parte do
processo de aprendizagem no cotidia-
no da sala de aula.

Ampliação da aula
Proponha a montagem de uma
banda com instrumentos construí-
dos pelos próprios alunos, em par-
ceria com o professor de Arte, para
celebrar alguma tradição cultural
brasileira que, de preferência, faça
parte da cultura local.
Prepare essa atividade com an-
tecedência, selecionando os mate-
riais necessários para a confecção
dos objetos. Reserve um tempo
para que os alunos planejem a
apresentação e ensaiem com os
instrumentos. Por fim, organize a CONGADA DE SÃO BENEDITO REALIZADA EM MINAS NOVAS, NO ESTADO DE MINAS GERAIS.
apresentação, que pode ser rea- FOTO DE 2016.
lizada em grupos para a turma,
dentro da sala de aula, ou de forma NO SUDESTE HÁ TAMBÉM AS FESTAS ESPECÍFICAS DE IMIGRANTES, COMO AS
coletiva para a escola toda. DE DESCENDENTES DE ITALIANOS E DE JAPONESES QUE VIVEM EM SÃO PAULO.
52

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

52 MANUAL DO PROFESSOR
Festa da uva em Caxias do Sul
(região Sul): Festa tradicional entre
os imigrantes italianos que ocuparam
NA REGIÃO SUL DO BRASIL, NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, ACONTECE a região de Caxias do Sul (RS) e trouxe-
A FESTA DA UVA, QUE TEVE ORIGEM COM A IMIGRAÇÃO ITALIANA NO PAÍS. ram seus costumes e tradições, como o
cultivo da uva e a fabricação do vinho.

Luca Erbes/Futura Press


Para saber mais sobre a festa, veja o
site <www.paginadogaucho.com.br/
fest/fu.htm>. Acesso em: nov. 2017.
Atividade 1
Pergunte aos alunos: Você ou al-
gum de seus familiares participa dos
eventos tradicionais da sua região? Em
seguida, peça que compartilhem suas
experiências.
Atividade 2
Para fazer o desenho, os alunos
podem rever as fotos apresentadas no
livro, caso a festa escolhida tenha sido
representada. Se a festa tradicional da
região não estiver contemplada nestas
páginas, oriente os alunos a realizar
TRADICIONAL FESTA DA UVA, EM CAXIAS DO SUL, NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL.
FOTO DE 2016.
uma pesquisa de imagens dessa festa.
Essa pesquisa pode ser realizada na
internet ou com moradores da comu-
1 QUAL DESSES EVENTOS TRADICIONAIS DA CULTURA BRASILEIRA ESTÁ nidade. Organize os desenhos em um
MAIS PRESENTE NO LOCAL ONDE VOCÊ VIVE? Resposta pessoal. painel e exponha na sala de aula.

2 ESCREVA O NOME DE OUTRA FESTA TRADICIONAL DA SUA REGIÃO E Atividade 3


O NOME DA CIDADE ONDE ELA ACONTECE. DEPOIS, EM UMA FOLHA À Oriente os alunos a realizar, com a
PARTE, FAÇA UM DESENHO RETRATANDO ESSA FESTA.
ajuda de um adulto, uma pesquisa pré-
via sobre o tema e levá-la para a sala de
Resposta pessoal. aula. Essa pesquisa deve conter textos
e imagens que os ilustrem. Assim, os
alunos já terão em mãos as imagens
para selecionar e compor o cartaz. Ins-
3 VAMOS DESCOBRIR UM POUCO MAIS SOBRE AS FESTAS TRADICIONAIS trua-os a ler os textos para produzir as
DO BRASIL? legendas.
• COM A AJUDA DO PROFESSOR, FAÇAM UMA PESQUISA E SELECIONEM
IMAGENS DE FESTAS TRADICIONAIS BRASILEIRAS. MONTEM UM CARTAZ,
ESCREVAM AS LEGENDAS DAS IMAGENS E COMPARTILHEM O RESULTADO
COM OS COLEGAS.
53

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

Sugestões para o professor


• <www.portaltrilhas.org.br/>. Acesso em: nov. 2017. O projeto Trilhas é voltado à formação de pro-
fessores que trabalham com crianças em fase de alfabetização e que buscam aproximar a literatura
das práticas de sala de aula.
• Viagem pelo Brasil em 52 histórias, de Silvana Salerno. Companhia das Letrinhas, 2006. Mais de
cinquenta histórias foram selecionadas para permitir que se conte uma a cada semana do ano.
São mitos e lendas de tradição oral, que fazem parte da cultura popular, recolhidos, compila-
dos e organizados por região do Brasil.

MANUAL DO PROFESSOR 53
Unidade 3
Leia o texto com os alunos, tirando

FAZENDO HISTÓRIA!
eventuais dúvidas. Em seguida, explo-
re a ilustração e leia o balão de fala.
Pergunte aos alunos quem eles imagi-
nam ser o homem que está fazendo o
relato e deixe que eles se expressem.
Comente com a turma que as crianças BILBOQUÊ NO TEMPO EM QUE EU
ERA CRIANÇA, BRINCAVA
da ilustração estão ouvindo, de uma MUITO NA RUA COM
pessoa mais velha, uma história do UMA DAS MANEIRAS MEUS AMIGOS E ERA
CRAQUE NO BILBOQUÊ.
passado e que, dessa maneira, conhe- DE CONHECER UM POUCO
ceram um brinquedo antigo chamado MAIS SOBRE A INFÂNCIA EM
bilboquê. Neste momento, seria inte-
OUTRAS ÉPOCAS E SOBRE
ressante apresentar à turma imagens
de diferentes tipos de bilboquê, prepa- AS BRINCADEIRAS E OS
rando-os para a atividade 1. BRINQUEDOS ANTIGOS É

Biry Sarkis/Arquivo da editora


CONVERSAR COM PESSOAS
Atividade 1
MAIS VELHAS, COMO AMIGOS
Peça aos alunos que conhecem o bil-
OU AVÓS, PAIS, TIOS, ENTRE
boquê que levantem a mão e anote o re-
sultado na lousa. Em seguida, pergunte OUTROS FAMILIARES.
quem não conhece o bilboquê, peça que
levantem a mão e anote a quantidade 1 QUANTAS CRIANÇAS DA SUA SALA DE AULA JÁ BRINCARAM COM
de alunos na lousa. Oriente a turma a
UM BILBOQUÊ? SIGA AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR E ANOTE O
preencher o quadro reproduzido nesta
atividade de acordo com os números RESULTADO DA PESQUISA NO QUADRO.
anotados na lousa. Por fim, peça aos
alunos que comparem a quantidade RESPOSTA NÚMERO DE CRIANÇAS
indicada em cada linha do quadro para
SIM, JÁ BRINQUEI COM UM BILBOQUÊ.
que escrevam a frase mostrando o resul- Respostas de acordo com a classe.
tado da pesquisa.
NUNCA BRINQUEI COM UM BILBOQUÊ.

Ampliação da aula • ESCOLHA UMA DAS EXPRESSÕES A SEGUIR E ESCREVA UMA FRASE
O site Mapa do Brincar traz uma MOSTRANDO O RESULTADO DA PESQUISA.
série de vídeos sobre brinquedos e
brincadeiras que podem ser com- TODAS AS CRIANÇAS ALGUMAS CRIANÇAS
partilhados e aproveitados pelos
alunos. Selecione previamente os NENHUMA CRIANÇA
vídeos e assista a eles com os alu-
nos. Outra possibilidade é produzir
um vídeo com uma das brincadeiras Resposta de acordo com a classe.
tradicionais de sua região, com a
participação de toda a turma. Co-
mente com os alunos que, quando 54
eles forem adultos, outras crianças
poderão conhecer como eles brin-
Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.
cavam por meio desse registro. Con-
sulte o site: <http://mapadobrincar.
folha.com.br/galerias/videos.
shtml> (acesso em: dez. 2017).

54 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 2
Explique aos alunos a entrevista
que deverão fazer. Leia com eles as
questões propostas na ficha e faça
2 FAÇA UMA ENTREVISTA COM UMA PESSOA MAIS VELHA, QUE PODE SER uma simulação de entrevista para que
UM FAMILIAR OU UM CONHECIDO DA SUA FAMÍLIA. PARA ISSO, USE A compreendam a postura que devem ter
FICHA ABAIXO E SIGA AS ORIENTAÇÕES DO PROFESSOR. com o entrevistado durante a ativida-
de. Oriente-os a estar com o livro em
mãos durante a entrevista, para que re-
FICHA DE ENTREVISTA gistrem as respostas. Depois, combine
com eles uma forma para compartilhar
1. QUAL É O SEU NOME? esses resultados.

Sugestão para
2. QUAL É A SUA IDADE?
o professor
• <http://mapadobrincar.folha.
3. QUAL ERA A SUA BRINCADEIRA PREFERIDA QUANDO CRIANÇA? com.br/brincadeiras/construir/
175-bilboque>. Acesso em: nov.
EXPLIQUE ESSA BRINCADEIRA.
2017. O link orienta a constru-
ção de um bilboquê. Se julgar
oportuno, proponha aos alunos
a construção desse brinquedo
em sala de aula.

4. QUAL ERA O BRINQUEDO DE QUE VOCÊ MAIS GOSTAVA?

5. VOCÊ SABE O QUE É BILBOQUÊ? EXPLIQUE SUA RESPOSTA.

55

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 55
Unidade 3
Atividade 1
O conteúdo desta seção foi pensado CONECTANDO SABERES
para encerrar os temas das unidades 2
e 3, que se referem ao 2o e ao 3o bimes-
tre, os dois mais curtos do ano letivo.
Tais temas possuem uma relação de CONSTRUINDO BRINQUEDOS
continuidade, o que permite ao pro-
fessor retomar alguns dos conteúdos

Biry Sarkis/Arquivo da editora


das duas unidades, como: as crianças
aprendem na escola e também fora
dela, com brincadeiras divertidas; as
brincadeiras e os brinquedos antigos
fazem parte da nossa cultura e da nos-
sa história, e alguns deles podem fazer
parte do nosso presente.
Inicie o trabalho com a seção lendo
em voz alta o trecho do livro O menino
maluquinho, orientando os alunos a
acompanhar a leitura apontando com 1 ACOMPANHE A LEITURA DE UM TRECHO DO LIVRO O MENINO
o dedo cada trecho lido.
MALUQUINHO.
a) Se necessário, releia pausadamente
o texto com os alunos. E A PIPA A PIPA TRIANGULAR
b) Para que os alunos encontrem mais QUEM FAZIA COMO O PAPAI
facilmente no texto os materiais usa-
dos para fazer a pipa, faça perguntas ERA MESMO O MENININHO LHE ENSINARA
a eles: O que o Menino Maluquinho
aprendeu a amarrar? E o que ele POIS ELE HAVIA APRENDIDO DO JEITO QUE HAVIA
aprendeu a colar? Com o quê? Ex-
A AMARRAR LINHA E TAQUARA APRENDIDO
plique a eles que taquara é o mesmo
que bambu, e que, antigamente, as A COLAR PAPEL DE SEDA COM O PAI
crianças usavam varetas de bambu
para fazer suas pipas. E A FAZER COM POLVILHO E O PAI DO PAI

O GRUDE PARA COLAR DO PAPAI.


Sugestão para o aluno ZIRALDO. O MENINO MALUQUINHO. SÃO PAULO: MELHORAMENTOS, 1998. P. 48-49.

• Inventa-Desventa, de Marta La-


garta e Guto Lins (ilustrador). A) COM QUEM O MENINO MALUQUINHO APRENDEU A FAZER PIPA?
FTD, 2008. Quando está sozi-
Com o pai dele.
nho, o menino Pedro inventa,
escolhe, espalha, monta e recria
inúmeros novos brinquedos. B) CIRCULE NO TEXTO OS MATERIAIS USADOS PARA FAZER A PIPA.
56

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

56 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 2
Inicie a atividade dizendo aos alu-
nos que eles também podem construir
seus próprios brinquedos. Pesquise
2 REÚNA-SE COM OS COLEGAS E, COM A AJUDA DO PROFESSOR, antecipadamente em livros ou sites
PESQUISEM BRINQUEDOS QUE PODEM SER FEITOS COM SUCATA. algumas opções de brinquedos que
SELECIONEM ALGUNS PARA SEREM PRODUZIDOS PELA TURMA. podem ser feitos com sucata para
compartilhar com a turma. Deixe que
• FAÇAM, EM UMA FOLHA À PARTE, UMA LISTA DOS MATERIAIS QUE DEVEM
os alunos conheçam as opções e es-
SER PROVIDENCIADOS. colham o que querem confeccionar.
• COM A AJUDA DO PROFESSOR, DIVIDAM-SE EM GRUPOS E MÃOS À OBRA! Questione-os sobre os materiais que
• DEPOIS DE PRONTOS, OS BRINQUEDOS PRODUZIDOS PODEM SER EXPOSTOS serão usados, se são fáceis de encon-
PARA QUE AS OUTRAS TURMAS VEJAM. trar e se estão disponíveis.

ALÉM DE SE DIVERTIREM CONFECCIONANDO OS BRINQUEDOS, VOCÊS Vamos falar sobre...


PODERÃO BRINCAR COM ELES APÓS A EXPOSIÇÃO! O tema desta seção são os brinque-
dos produzidos com sucata ou com
materiais reutilizáveis. Essa é uma
VAMOS FALAR SOBRE... boa oportunidade para organizar uma
roda de conversa com a turma sobre o
BRINQUEDOS FEITOS COM SUCATA impacto ambiental causado pelo uso
ARTESÃO:
ANTIGAMENTE, MATERIAIS COMO PAPEL, PAPELÃO, PROFISSIONAL do plástico no cotidiano, despertando
TECIDO E MADEIRA ERAM USADOS PARA FAZER
QUE FAZ OBJETOS nos alunos a consciência ambiental.
MANUALMENTE
OU COM A AJUDA Para estimular a conversa, sugeri-
BRINQUEDOS. ERA COMUM QUE OS BRINQUEDOS
DE FERRAMENTAS. mos assistir coletivamente ao vídeo:
FOSSEM FEITOS POR ARTESÃOS. De onde vem o plástico?, disponível
HOJE O PLÁSTICO É O MATERIAL MAIS UTILIZADO PARA FAZER em: <www.youtube.com/watch?v=u
BRINQUEDOS. MAS FAZER BRINQUEDOS MANUALMENTE PODE SER MUITO V0R0f1sy4Q> (acesso em: nov. 2017).
Trata-se de um vídeo educativo volta-
DIVERTIDO! COM GARRAFAS PET E EMBALAGENS RECICLADAS, É POSSÍVEL
do para as crianças, no qual a persona-
FAZER UM BRINQUEDO E AINDA CONTRIBUIR PARA DIMINUIR O LIXO. gem Kika descobre a origem do plásti-
co e seus usos.
Fabio Colombini/Acervo do
fotógrafo

Fernando Favoretto/Criar Imagem

Peter Werner/Alamy/Fotoarena
Kleber Cordeiro Costa/
Alamy/Fotoarena

Sugestão para o aluno


• < w w w. ca nalk id s. co m. b r/
BRINQUEDOS DE BONECAS DE PANO. BILBOQUÊS DE TRENZINHO DE meioambiente/cuidandodopla
PRAIA FEITOS DE SUCATA. MADEIRA.
PLÁSTICO.
neta/posso.htm>. Acesso em:
nov. 2017. O site do Canal Kids
• CONVERSE COM OS COLEGAS E O PROFESSOR: NA ESCOLA ONDE
traz um texto que explica que a
VOCÊS ESTUDAM, O LIXO É SEPARADO PARA RECICLAGEM? O QUE
reciclagem começa em casa e
PODEMOS FAZER PARA DIMINUIR O CONSUMO DE PLÁSTICO E, também cita os materiais que
CONSEQUENTEMENTE, REDUZIR A PRODUÇÃO DE LIXO? Respostas podem ser reciclados.
pessoais.

57

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 57
Unidade 3
Atividade 1 VAMOS RETOMAR
Escreva as vogais na lousa e orien-
te os alunos a completar as palavras
usando essas letras.
Atividade 2 1 COMPLETE AS PALAVRAS DAS FRASES.
A atividade chama a atenção para
A) AS CRIANÇAS APRENDEM EST U D A ND O
brincadeiras tradicionais que são muito
antigas, mas permanecem no presente, E BR I NC A ND O .
como a brincadeira de roda. Aproveite B) PODEMOS SABER COMO ERA A VIDA DAS CRIANÇAS DE ANTIGAMENTE
para relembrar com os alunos o poema
CONVERSANDO COM P E SSO A S MAIS VELHAS.
de Candido Portinari lido no início da Coleção: James Arthur Lobo Lisboa, São Paulo, SP

unidade. Esta é uma nova oportunida- direito de reprodução gentilmente cedido por João Candido Portinari.

2 OBSERVE A PINTURA
de para apresentar à turma um pouco
mais do trabalho do artista, disponível AO LADO E LEIA A
em seu site: <www.portinari.org.br/>. LEGENDA.
(acesso em: nov. 2017).
Atividade 3
Se houver possibilidade, leve os
alunos até o pátio da escola para que
brinquem em um espaço aberto. Em
seguida, converse com eles sobre essa
experiência para que comparem as
RODA INFANTIL, DE
atividades feitas em sala de aula e as CANDIDO PORTINARI, 1932 (ÓLEO
atividades externas, reconhecendo a SOBRE TELA, DE 39 cm  97 cm).
importância do aprendizado que de-
A) QUAL É O NOME DA BRINCADEIRA REPRESENTADA?
senvolvem em cada ambiente.
Brincadeira de roda ou apenas roda.
B) OBSERVE AS PALAVRAS ABAIXO. EM SEGUIDA, FORME COM ELAS UMA
FRASE SOBRE A OBRA DE ARTE.

ANTIGA A RODA BRINCADEIRA É UMA

A roda é uma brincadeira antiga.

3 AS CRIANÇAS INDÍGENAS BRASILEIRAS ADORAM BRINCAR NA NATUREZA.


E VOCÊ, GOSTA DE BRINCAR AO AR LIVRE? DE QUAL BRINCADEIRA?
Resposta pessoal.

58

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

58 MANUAL DO PROFESSOR
Autoavaliação
Cada aluno deverá preencher a
tabela individualmente. Em seguida,
cada um pode compartilhar o que en-
AUTOAVALIAÇÃO tendeu melhor e o que ainda não está
muito claro, para que o grupo possa se
TERMINAMOS A UNIDADE 3! LEIA AS FRASES ajudar na compreensão dos conteúdos.
ABAIXO E FAÇA UM X NO DESENHO QUE MELHOR
EXPRESSA SUA OPINIÃO SOBRE CADA UMA DELAS. Sugest›es
Nesta unidade, as indicações foram
1. CONHECI BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS DO PRESENTE feitas nas páginas 44 e 48.
E DO PASSADO.

2. DESCOBRI FESTAS QUE FAZEM PARTE DA TRADIÇÃO


CULTURAL DO BRASIL.

3. APRENDI A FAZER BRINQUEDOS DE SUCATA.

SUGESTÕES ousse Jœnior

PARA LER
Reprodução/Lar

• BRINCADEIRAS DE TODOS OS TEMPOS, DE


ANNA CLAUDIA RAMOS, LAROUSSE JÚNIOR.
BAMBOLÊ, BOLINHA DE GUDE E MUITAS OUTRAS
BRINCADEIRAS CLÁSSICAS FAZEM E FIZERAM PARTE
DO COTIDIANO DE CRIANÇAS E SEUS AVÓS, COMO
MOSTRAM AS HISTÓRIAS CONTADAS NO LIVRO.

PARA ACESSAR
dobrincar.folha.com.br
Reprodução/http://mapa
• MAPA DO BRINCAR.
DISPONÍVEL EM:
<http://mapadobrincar.folha.com.br>.
ACESSO EM: AGOSTO DE 2017.
PROJETO DO SUPLEMENTO INFANTIL
FOLHINHA, DA FOLHA DE S.PAULO,
QUE REÚNE MAIS DE 750 BRINCADEIRAS
DO PRESENTE E DO PASSADO DE TODO
O PAÍS. A PÁGINA TAMBÉM TEM UMA
BIBLIOTECA COM LINKS, LIVROS E CDS.

59

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 59
Objetivos da unidade
UNIDADE

4
O objetivo desta unidade é
introduzir uma reflexão sobre o
trabalho e o comércio e discutir
acerca das mudanças decorrentes
de uma sociedade cada vez mais
UM MUNDO
tecnológica, com muito mais aces-
so a pesquisas e informações, em
QUE NÃO PARA
um tempo diferenciado pelo uso 1. Tanto o título da unidade quanto as ilustrações da abertura enfatizam a ideia das
mudanças que ocorrem no ambiente, com o aparecimento de novos costumes e
de recursos on-line e redes de re- novos recursos tecnológicos no decorrer do
lacionamento, que dinamizam os tempo, por exemplo.
acontecimentos globais.
Na sociedade do conhecimen- NESTA UNIDADE VOCÊ VAI:
to, estudar, brincar, trabalhar e se
locomover, por exemplo, ganham COMPREENDER A FUNÇÃO DO
novas conotações, e a compreen- TRABALHO E DO COMÉRCIO.
são das mudanças ocorridas em RECONHECER PROFISSÕES DO
determinado tempo histórico não PRESENTE E DO PASSADO.
só faz com que as crianças conhe- CONHECER TRÊS INVENÇÕES
çam esses fatos, como as situa e MUITO IMPORTANTES: OS MEIOS
as torna donas da sua história de DE TRANSPORTE, A IMPRENSA
vida. E OS ÓCULOS.
Conhecer invenções que trans-
formaram o cotidiano das pessoas
em diferentes épocas nos remete CONVERSE COM OS COLEGAS E
à ideia de um mundo que não
RESPONDA ÀS QUESTÕES.
para. Nesta unidade, os alunos
conhecerão algumas importantes 1. LEIA O TÍTULO DA UNIDADE E
invenções da humanidade e farão
OBSERVE AS ILUSTRAÇÕES. QUAL
atividades sobre esse tema que
favorecerão tanto a ampliação É A RELAÇÃO ENTRE ELES?
do conhecimento de seu entorno 2. QUAIS ELEMENTOS DAS
como a reflexão sobre permanên- ILUSTRAÇÕES PODEM SER
cias e mudanças. Outro propósito
OBSERVADOS NO LUGAR EM
ao abordar esse e os demais con-
teúdos é despertar no aluno no- QUE VOCÊ VIVE?
Resposta pessoal.
ções de consumo consciente e de 3. VOCÊ ACHA IMPORTANTE
responsabilidade sustentável.
CUIDAR DO MUNDO EM QUE
É importante esclarecer que
esses assuntos foram tratados VIVEMOS? CITE UMA ATITUDE
pensando principalmente na pro- QUE AJUDA A CUIDAR DELE.
Resposta pessoal.
gressão de conteúdos entre o 1o
e o 2o anos. Ao longo da coleção,
esses temas serão desenvolvidos 60
e ampliados, formando um con-
junto coerente e harmonioso. Reprodução do Livro do Estudante em tamanho reduzido.
Neste volume, eles estão pauta-
dos nos seguintes objetos de co-
nhecimento previstos pela BNCC
para o 1o ano:
 As fases da vida e a ideia de
temporalidade (passado, pre-
sente, futuro).
 A vida em família: diferentes
configurações e vínculos.

60 MANUAL DO PROFESSOR
As ilustrações desta abertura de-
vem ser exploradas como um retrato
dinâmico de um mundo em constante
transformação.
Analise com a turma a diversidade de
elementos existentes nas ilustrações e
a inter-relação entre eles. Proponha
aos alunos que listem alguns desses
elementos e levantem hipóteses sobre
Biry Sarkis/Arquivo da editora

sua origem.
Fale sobre a necessidade de cuidar,
com responsabilidade, das fontes na-
turais, preservando-as. Essa conversa
favorece a formação de cidadãos ca-
pazes de manter um mundo cada vez
melhor. Convide os alunos a imaginar
o que isso representa, se o papel deles
como crianças é importante, se podem
ser multiplicadores dessa ideia. Caso
a resposta a essa última pergunta
seja afirmativa, explique como dar os
primeiros passos em direção a uma
convivência pacífica entre os seres hu-
manos, mantendo tanto os recursos
naturais quanto os recursos criados
para melhorar a vida das pessoas.
Introduza a reflexão de que o tra-
balho, o comércio e os meios de trans-
porte são explorados para favorecer o
desenvolvimento, mas essa exploração
deve ocorrer de forma sustentável.
As questões propostas vão apro-
fundar a reflexão sobre a relação ho-
mem-mundo, que está em constante
transformação.
Na atividade 3, é importante que
os alunos citem ações como: consumir
água de maneira consciente, plantar
árvores, preservar a natureza, descar-
tar o lixo de forma correta, não captu-
rar animais selvagens, etc.

61

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 61
Unidade 4
Solicite aos alunos, com antecedên-
cia, que perguntem aos pais ou respon-
sáveis qual é a profissão de cada um
deles. Organize uma lista com as pro-
TRABALHO E LAZER
fissões citadas. Aproveite a escrita para
reforçar o trabalho com alfabetização.
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE A ROTINA DOS ADULTOS E A DAS CRIANÇAS?
Após propor a questão que introduz Em geral, os adultos realizam tarefas remuneradas, enquanto as crianças brincam e
o conteúdo, aprofunde a discussão, estudam.
CRIANÇAS ESTUDAM E BRINCAM. ADULTOS TÊM VÁRIAS RESPONSABILIDADES,
perguntando aos alunos: Por que as
pessoas trabalham? Encaminhe a con- COMO REALIZAR TAREFAS DOMÉSTICAS OU TRABALHAR FORA DE CASA.
versa para que eles concluam que é por O TRABALHO É MUITO IMPORTANTE NA VIDA DE UMA PESSOA, POIS, ALÉM DE
meio do trabalho que os adultos ga- FAZER ALGO DE QUE GOSTA, É DESSA FORMA QUE PODE OBTER DINHEIRO PARA
nham o dinheiro necessário para pagar
COMPRAR O QUE PRECISA OU DESEJA PARA SI E SUA FAMÍLIA.
despesas pessoais e da família, como:
moradia, alimentação, saúde, educa- PARA TER UMA VIDA SAUDÁVEL, OS ADULTOS TAMBÉM TÊM SEUS
1. Resposta pessoal. Os adultos tam-
ção e lazer, por exemplo. Ressalte tam- MOMENTOS DE ESTUDO, LAZER E DESCANSO. bém se divertem e muitos deles, além
bém a realização pessoal envolvida no de trabalhar, estudam.
trabalho. 1 NA SUA OPINIÃO, SÓ AS CRIANÇAS PODEM ESTUDAR E BRINCAR?
Peça aos alunos que façam, oral-
mente, um resgate de sua rotina diária. 2 EM UMA FOLHA À PARTE, ESCREVA O NOME DE UMA PROFISSÃO QUE
Nos relatos das vivências, certamente VOCÊ CONSIDERA IMPORTANTE E FAÇA UM DESENHO SOBRE ELA.
Resposta pessoal.
as atividades escolares e lúdicas serão
mencionadas, por serem notadamente 3 SIGA AS SETAS DO QUADRO A E DESCUBRA, NO QUADRO B, O NOME DE
marcantes no seu cotidiano. TRÊS PROFISSÕES.
Conte a eles como é a sua rotina e
proponha um exercício de imaginação: QUADRO A QUADRO B
Como será a rotina deles quando forem
adultos? Incentive-os a falar do futuro V L J F Q D
e destaque as mudanças que ocorrerão
no cotidiano deles.
B P D A M E
Finalizada a leitura do texto, peça
aos alunos que localizem e sublinhem
nele as atividades que fazem parte do N E D T S N
dia a dia das crianças (estudar e brincar).
Atividade 1 G A R S I T

Peça aos alunos que citem adultos


que eles conhecem que também estu- A R E I R Z
dam ou se divertem.
Atividade 2 T Ç O M O E
Organize uma roda de conversa para
que os alunos compartilhem os dese-
62
nhos e contem para a turma qual é a im-
portância da profissão que escolheram.
Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.
Atividade 3
Para descobrir as profissões, orien- atividade, na página seguinte. As fotografias aju-
darão na identificação e na caracterização das
te os alunos a repetir no quadro B o
profissões.
mesmo movimento das setas indicado
no quadro A. Depois, escreva o nome
das profissões na lousa e leia para os
alunos, certificando-se de que eles
compreenderam a marcação feita no
quadro. Verifique se todos conhecem
as profissões encontradas e explique
cada uma delas antes de concluir a

62 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 4
É muito importante a discussão
desta atividade em sala, pois ela per-
• ESCREVA ABAIXO DE CADA FOTOGRAFIA A PROFISSÃO QUE VOCÊ mite refletir sobre a questão do tempo
DESCOBRIU. cronológico e do tempo histórico. Fatos
ocorrem e provocam o aparecimento

Marcos André / Opção Brasil Imagens

Delfim Martins/Pulsar Imagens

Thomaz Vita Neto/Pulsar Imagens


ou o desaparecimento de profissões,
entre outras situações de permanência
ou mudança relacionadas à moda, à
saúde, à educação, etc.

Sugestão para o aluno


• Tem de tudo nesta rua..., de
DIAMANTINA, NO ESTADO DE SÃO FÉLIX DO XINGU, CASSILÂNDIA, NO ESTADO DE
Marcelo Xavier. Formato, 2013.
MINAS GERAIS. FOTO DE 2015. NO ESTADO DO PARÁ. MATO GROSSO DO SUL. Cenas criadas com massinha
FOTO DE 2016. FOTO DE 2014. de modelar mostram o cotidia-
no vivido por personagens que
Garçom. Dentista. Pedreiro. trabalham nas ruas.

4 ASSINALE COM UM X A FOTOGRAFIA QUE MOSTRA UMA PROFISSÃO


QUE NÃO EXISTE MAIS.
Cesar Diniz/Pulsar Imagens

Reprodução/Acervo Fundação Energia e Saneamento, São Paulo, SP


X

TRATORISTA (PIQUETE, NO ESTADO DE SÃO PAULO).


João Prudente/Pulsar Imagens

ACENDEDOR DE LAMPIÕES
(RIO DE JANEIRO, NO ESTADO
COMERCIANTE (BOTELHOS, NO ESTADO DE MINAS GERAIS). DO RIO DE JANEIRO).

63

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 63
Unidade 4
Como forma de preparar os alunos
para o trabalho com este conteúdo,
solicite antecipadamente a eles que O COMÉRCIO
tragam folhetos e propagandas, de
COMÉRCIO É O LOCAL ONDE PODEMOS COMPRAR, VENDER E TROCAR
jornais e revistas, de produtos vendi-
dos em diferentes casas comerciais e MERCADORIAS OU OBTER SERVIÇOS. OU SEJA, É ONDE HÁ TRANSAÇÕES DE
supermercados. Explore os folhetos, PRODUTOS PARA VESTIR, COMER, CUIDAR DO CORPO, DA SAÚDE, DA MORADIA, ETC.
destacando o tipo de loja e os produtos EXEMPLOS DE COMÉRCIO SÃO: UMA LOJA, UMA RUA COM DIVERSAS LOJAS
que nela são comercializados.
OU AINDA UM SHOPPING, QUE, NA REALIDADE, É UM CENTRO COMERCIAL.
Faça a leitura do texto e explore
os elementos das imagens. Pergunte

Nereu Jr./Pulsar Imagens


se já foram a alguma feira e, em caso
afirmativo, incentive-os a contar a ex-
periência.
O texto abaixo diferencia o caixei-
ro-viajante do mascate, duas profis-
sões relacionadas ao comércio que,
no passado, estiveram muito presen-
tes no cotidiano da cidade grande e do NO COMÉRCIO TRABALHAM
interior. Atualmente, os vendedores MUITAS PESSOAS, COMO
NESTA RUA COMERCIAL EM
ambulantes têm função similar à que
CURITIBA, NO ESTADO DO
tinham os mascates, que percorriam PARANÁ. FOTO DE 2016.
as ruas com suas mercadorias.
Caixeiros-viajantes eram AS FEIRAS LIVRES TAMBÉM SÃO UM TIPO DE COMÉRCIO. ELAS ACONTECEM
mediadores de vendas entre
EM ALGUMAS RUAS UMA VEZ POR SEMANA. NAS FEIRAS ENCONTRAMOS FRUTAS,
o fabricante e/ou distribuidor
de produtos e o consumidor/ VERDURAS, FLORES, ROUPAS E UTENSÍLIOS DOMÉSTICOS.
comerciante. Eles diferencia-

Sergio Pedreira/Pulsar Imagens


vam-se dos mascates por não
conduzir consigo suas merca-
dorias, levando em vez disso
um talão de pedidos e catálo-
gos (parecidos com uma lista
de preços atual) com descri- OS ALIMENTOS VENDIDOS NAS FEIRAS
ções de mercadorias. Para Ca- GERALMENTE SÃO PRODUZIDOS
breira (2001), apesar da con- POR TRABALHADORES DO CAMPO E
TRANSPORTADOS PARA AS CIDADES
fusão existente no Brasil entre
EM CAMINHÕES E TRENS.
as atividades do mascate e do FEIRA LIVRE EM FEIRA DE SANTANA,
caixeiro-viajante, elas são ativi- NO ESTADO DA BAHIA. FOTO DE 2016.
dades distintas. O primeiro vai
desfazendo-se das mercadorias ANTIGAMENTE, EXISTIAM CAIXEIROS-VIAJANTES, QUE ERAM PROFISSIONAIS
próprias ao longo de seu traje-
to, enquanto o segundo é um QUE VIAJAVAM TRANSPORTANDO UMA SÉRIE DE PEQUENOS PRODUTOS (OBJETOS
empregado comissionado, que MANUFATURADOS, TECIDOS, JOIAS, ETC.) PARA VENDER EM DIFERENTES LOCAIS.
tira pedidos a serem entregues 64
posteriormente.
Já em relação aos mascates,
Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.
grande parte caracterizava-se
por ser imigrante. Esses imi- quer habilidade muito refinada (inclusive
grantes, uma vez que vieram de falar a língua do país) ou soma de recur-
solteiros e quase sempre com a sos significativa (TRUZZI, 1992).
determinação de retornar à terra
BARROS, Amon Narciso de et al.
de origem depois de acumular O imaginário dos mascates e caixeiros-viajantes
algum capital, optaram por uma de Minas Gerais na formação do lugar,
atividade que os mantivesse na do não lugar e do entrelugar. In: Scielo.
condição de trabalhar para si Disponível em: <www.scielo.br/pdf/rausp/
próprios e que dispensava qual- v47n1/v47n1a03.pdf>. Acesso em: dez. 2017.

64 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 1
Peça aos alunos que observem as
fotos e as descrevam em detalhes an-
1 LEIA AS LEGENDAS E NUMERE AS FOTOGRAFIAS CORRESPONDENTES A ELAS. tes de realizarem a atividade.
1. HÁ DIFERENTES TIPOS DE ESTABELECIMENTO COMERCIAL ONDE SÃO OFERECIDAS
MERCADORIAS PARA OS CONSUMIDORES. BELÉM, NO ESTADO DO PARÁ, EM 2015.
Atividade 2
2. ANTIGAMENTE, OS CAIXEIROS-VIAJANTES CIRCULAVAM PELAS RUAS GRITANDO PARA Converse com a turma sobre o des-
CHAMAR A ATENÇÃO DOS FREGUESES. SALVADOR, NO ESTADO DA BAHIA, EM 1947. carte do lixo, enfatizando a importân-
cia da coleta seletiva de embalagens

Gerson Gerloff/Pulsar Imagens

Pierre Verger/Fundação Pierre Verger


1 2 recicláveis. Caso a escola tenha um
programa de coleta seletiva, após a
atividade, oriente os alunos no descar-
te correto dessas embalagens.
Vamos falar sobre...
O tema desta seção permite o de-
bate sobre novas atitudes com relação
à produção de roupas, uma vez que
o consumo consciente vem crescen-
2 TRAGA PARA A ESCOLA TRÊS EMBALAGENS DE PRODUTOS QUE COSTUMAM do e se difundindo. Nesse sentido, é
SER UTILIZADOS EM SUA MORADIA. CONTE AOS COLEGAS ONDE SUA possível realizar uma reflexão sobre o
FAMÍLIA COSTUMA COMPRAR ESSES PRODUTOS. Resposta pessoal. entendimento do conceito de moda na
atualidade.
Após a leitura do texto em voz alta,
VAMOS FALAR SOBRE... apresente aos alunos situações se-

Daniel Cymbalista/Pulsar Imagens


melhantes à produção de roupas com
MODA SUSTENTÁVEL materiais recicláveis, como: feira para
A MODA INCLUI NOSSO JEITO DE SER, AS
troca de roupas entre amigos, roupas
antigas customizadas, reaproveita-
ROUPAS QUE ESCOLHEMOS, O MODO COMO
mento de jeans usados, etc.
ARRUMAMOS O CABELO, OS ÓCULOS E TODOS O tema da moda associada ao jeito
CAMISETA FEITA DA RECICLAGEM
OS OUTROS ACESSÓRIOS QUE USAMOS. DE GARRAFAS PET. de ser de cada um também é interessan-
ASSIM COMO O COMÉRCIO, A MODA SOFREU MUDANÇAS AO LONGO te para reforçar o autoconhecimento e
o processo de formação da identidade.
DO TEMPO: AS VESTIMENTAS FORAM SE MODIFICANDO DE ACORDO COM AS
Para ampliar esse trabalho, sugerimos
INVENÇÕES E COM AS NECESSIDADES DAS PESSOAS. uma atividade de autopercepção feita
ATUALMENTE, OS PROFISSIONAIS DA MODA TÊM SE PREOCUPADO EM com a ajuda dos pais. Em uma folha de
FAZER ROUPAS ECOLÓGICAS, ISTO É, QUE UTILIZAM MATERIAIS RECICLÁVEIS,
papel kraft, os alunos vão desenhar o
seu contorno em tamanho real. Para
DEMONSTRANDO A PREOCUPAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE.
isso, devem deitar sobre o papel e os
• CONVERSE COM OS COLEGAS: POR QUE FAZER ROUPAS USANDO pais devem traçar o contorno. Em segui-
MATERIAIS RECICLÁVEIS É UM MODO DE AJUDAR A PRESERVAR O da, o aluno vai se retratar com sua roupa
MEIO AMBIENTE? Usando materiais recicláveis para produzir roupas, os profis- ou estilo favorito de se vestir. Na escola,
sionais da moda estão dando um melhor destino ao lixo e organize a exposição dos trabalhos.
evitando que ele polua o meio ambiente.
65

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

Sugestões para o aluno


• A feira: primeiros adesivos, de Lucy Bowman. livre e ser acordado num domingo pela gri-
Usborne, 2014. Um livro para colar os ade- taria, pela movimentação das pessoas e pelo
sivos e completar as ilustrações da história. cheiro de fruta e peixe? Por meio de lingua-
• Dia de feira, de Maurício Veneza. Atual, 2003. gem poética, o autor Maurício Veneza conta
Será que é divertido ser vizinho de uma feira essa história.

MANUAL DO PROFESSOR 65
Unidade 4
Para introduzir este tema, desafie os
alunos em um jogo de forca na lousa,
utilizando as palavras: óculos, compu-
tador e celular. Proponha uma nova ro-
INVENÇÕES QUE MUDARAM
dada com as palavras: televisão, jornal,
internet e automóvel. Elabore uma lista O DIA A DIA NÃO QUERO USAR ÓCULOS
LEIA

com o título “Invenções que mudaram


o dia a dia” e elenque todas essas pa- O QUE É UMA INVENÇÃO? VOCÊ JÁ INVENTOU ALGO?
lavras. Peça aos alunos que perguntem Uma invenção é uma ideia que foi posta em prática. Geralmente as invenções faci-
aos familiares se conhecem outras in- litam a realização das tarefas do dia a dia. A resposta à última questão é pessoal.
venções que mudaram o dia a dia e in-
MENINO DE 7 ANOS ESCREVE LIVRO PARA IRMÃ GOSTAR DE
clua na lista. Pergunte-lhes quais dessas
invenções costumam utilizar. USAR ÓCULOS
Faça a leitura das perguntas que

Flavia Raddavero/Alamy/Fotoarena
abrem esta página e estimule os alu-
nos a conversar sobre o assunto. Caso
não surja nenhuma resposta à segunda
pergunta, sugira que imaginem o que
poderiam inventar e estimule-os a con-
tar para os colegas. ÓCULOS DE
Leia a notícia para os alunos e le- GRAU INFANTIL.
vantem hipóteses sobre o que Alexan- [...] RAFAELA, DE 5 ANOS, [...] COM 6 GRAUS DE MIOPIA, [...]
dre teria escrito no livro para convencer
NÃO QUERIA DE FORMA NENHUMA USAR ÓCULOS. [...]
sua irmã a usar os óculos.
ATÉ QUE SEU IRMÃO ALEXANDRE, DE 7 ANOS, POR CONTA
Atividade 1 PRÓPRIA RESOLVEU AJUDAR, USANDO DO MUNDO ENCANTADO QUE
Esta atividade poderá ser feita em SUA IRMÃ TANTO AMA. ELE ESCREVEU E ILUSTROU UM LIVRO COM
casa. Explique a proposta aos alunos
UM CONTO DE FADAS CHAMADO: A PRINCESA QUE USA ÓCULOS.
e defina um dia para que eles apre-
GAZETA DE JOINVILLE. DISPONÍVEL EM:
sentem as respostas. <www.gazetadejoinville.com.br/wp/?p=2741>. ACESSO EM: JUNHO DE 2017.

MIOPIA: DIFICULDADE DE ENXERGAR AO LONGE.

1 PROCURE UMA PESSOA QUE USA ÓCULOS E PERGUNTE A ELA: “POR QUE
VOCÊ USA ÓCULOS?”. DEPOIS, ANOTE A RESPOSTA A SEGUIR.
Resposta pessoal.

• RELEIA A RESPOSTA QUE VOCÊ ANOTOU E RESPONDA: COMO SERIA A VIDA


DESSA PESSOA SE OS ÓCULOS NÃO EXISTISSEM?
Espera-se que os alunos reconheçam que essa pessoa teria mais dificuldade para
66 realizar algumas tarefas.

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

66 MANUAL DO PROFESSOR
Contextualize os meios de transpor-
te como importantes invenções que
mudaram o cotidiano das pessoas.
COMO VOU E COMO VENHO Para introduzir o tema, apresen-
te aos alunos imagens de meios de
TODOS OS DIAS VOCÊ SE DESLOCA DE UM LUGAR PARA OUTRO. VOCÊ transporte antigos e converse com eles
PRECISA IR À ESCOLA OU AO MÉDICO, VISITAR UM PARENTE, IR À CASA DE UM sobre semelhanças e diferenças em re-
AMIGO... lação aos que conhecem atualmente.
Em seguida, leia o texto com os alunos
CAMINHAR É UMA BOA FORMA DE SE LOCOMOVER, MAS, PARA IR A
e explore as imagens, questionando-os
LUGARES DISTANTES, TEMOS DE USAR MEIOS DE TRANSPORTE, COMO ÔNIBUS, sobre os meios de transporte mais co-
TREM, BARCO, BICICLETA, MOTOCICLETA, CARRO E ATÉ AVIÃO. muns no lugar onde vivem.

Cesar Diniz/Pulsar Imagens

Delfim Martins/Pulsar Imagens


Ampliação da aula
Uma maneira de aprofundar o
tema é apresentar aos alunos as
mudanças ocorridas em um meio
de transporte ao longo do tempo.
Sugerimos o transporte aquático,
ÔNIBUS. TREM.
a mais antiga forma de transporte
da humanidade. Inicialmente, se-
Cesar Diniz/Pulsar Imagens

Lucas Lacaz Ruiz/Pulsar Imagens


lecione imagens de diferentes ti-
pos de embarcação, como canoa,
jangada, barco, chalana, navio,
veleiro, lancha, catamarã, etc. Em
seguida, organize essas imagens
em um cartaz de acordo com a for-
CARROS. AVIÃO. ça motriz – embarcações movidas
a remo, a vela, a motor a vapor,
Zig Koch/Opção Brasil Imagens

Cesar Diniz/Pulsar Imagens

a motor a diesel, etc. –, revelando


a mudança com o passar do tem-
po. Converse com os alunos sobre
o cartaz e, após a aula, fixe-o no
mural da sala, para que eles pos-
sam retomar e relembrar o assunto
durante o bimestre.
BALSA. MOTOCICLETAS. Outra sugestão de ampliação do
tema é organizar um jogo da me-
USANDO UM MEIO DE TRANSPORTE, AS PESSOAS PODEM SE LOCOMOVER mória com o tema “transportes”.
MAIS RÁPIDO E PARA LONGE, SEJA SOZINHO, SEJA EM GRUPO. Este link da Nova Escola fornece
caminhos para que o professor pos-
DIFERENTES TIPOS DE PRODUTO E DE MERCADORIA TAMBÉM PODEM SER
sa realizar essa atividade: <https://
LEVADOS DE UM LUGAR PARA OUTRO COM OS MEIOS DE TRANSPORTE. novaescola.org.br/conteudo/1981/
67 alfabetizacao-vamos-criar-fichas-
para-um-jogo - de-memoria>
Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.
(acesso em: dez. 2017).

MANUAL DO PROFESSOR 67
Unidade 4
Atividade 1
Faça a atividade coletivamente. Leia 1 LEIA AS DESCRIÇÕES DOS MEIOS DE TRANSPORTE E NUMERE AS
cada uma das descrições e peça aos FOTOGRAFIAS CORRESPONDENTES A ELAS.
alunos que numerem a fotografia cor-
1. É USADO PARA A NAVEGAÇÃO EM RIOS E MARES, TRANSPORTANDO PESSOAS E MERCADORIAS.
respondente. Chame a atenção deles
2. TEM ASAS E VOA, PODENDO PERCORRER LONGAS DISTÂNCIAS EM MENOR TEMPO.
para os diferentes tipos de transporte
3. TEM DUAS RODAS E É MUITO USADA PARA SE LOCOMOVER DENTRO DAS CIDADES.
mostrados nas imagens, explorando os
usos e as funções de cada um deles.

Antonio Cicero/Fotoarena

Luiz Souza/Fotoarena
3 1
Atividade 2
Organize os alunos em duplas para
que façam a leitura das frases. Em se-
guida, cada um deve completar a frase
com o termo que julgar mais adequado.

BICICLETA. NAVIO.

Matheus Obst/Shutterstock
2

AVIÃO.

2 PINTE O TERMO MAIS ADEQUADO E COMPLETE AS FRASES.


Respostas pessoais.
A) EU VOU PARA A ESCOLA .

A PÉ EM UM MEIO DE TRANSPORTE

B) EU MORO DA ESCOLA.

PERTO LONGE

68

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

68 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 3
Leia o texto em voz alta e peça aos
alunos que acompanhem a leitura
3 ACOMPANHE A LEITURA DO TEXTO. apontando com o dedo, no livro, cada
trecho lido. Explore as ilustrações com
QUANDO OS AVÓS DOS SEUS AVÓS ERAM CRIANÇAS, AS os alunos e, em seguida, solicite que
PESSOAS E AS MERCADORIAS ERAM TRANSPORTADAS DE UM registrem as respostas.
LUGAR PARA OUTRO NO LOMBO DE ANIMAIS, EM CARROÇAS,
Atividade 4
BARCOS E TRENS. A MAIORIA DAS RUAS ERA ESTREITA E NÃO HAVIA
Estimule os alunos a escrever todos
CALÇAMENTO.
os meios de transporte que foram ci-
• AGORA, OBSERVE AS ILUSTRAÇÕES E FAÇA O QUE SE PEDE. tados durante o desenvolvimento do
tema. Após a realização da atividade,
peça a cada grupo que leia sua lista e
identifique os meios de transporte que
eles passaram a conhecer após o estu-
do deste conteúdo.

Biry Sarkis/Arquivo da editora


X

Sugestão para o aluno


• Auto futuro, de Davide Calí.
Caramelo, 2012. Este livro traz
carros do futuro para recortar,
colar e montar: um carro-pi-
quenique, um carro-banheira,
um carro invisível...

A) MARQUE COM X O QUE SERVE PARA ILUSTRAR O TEXTO.

B) CIRCULE O MEIO DE TRANSPORTE MAIS MODERNO.

4 REÚNA-SE COM TRÊS COLEGAS E FAÇAM UMA LISTA DOS MEIOS DE


TRANSPORTE QUE VOCÊS CONHECEM.
Resposta pessoal.

69

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 69
Unidade 4
Selecione antecipadamente mate-
riais impressos, como jornais, revistas
e livros, e explore com os alunos o que
todos esses materiais têm em comum:
A INVENÇÃO DA IMPRENSA
eles foram impressos e podem ser re-
produzidos indiscriminadamente.
VOCæ SABE QUAL FOI O PRIMEIRO LIVRO PUBLICADO NO MUNDO?
O texto destaca uma invenção que Foi a Bíblia de Gutenberg, publicada no século XV.
não só mudou o dia a dia, mas também
o mundo: a invenção da imprensa. Nes- VOCÊ CONSEGUE IMAGINAR COMO SERIA APRENDER A LER E A ESCREVER SE
se sentido, representa uma ruptura, ao NÃO EXISTISSEM LIVROS? PROVAVELMENTE SERIA BEM MAIS DIFÍCIL, NÃO É?
transformar a cultura e a sociedade da
Europa do século XV. ANTIGAMENTE, ANTES DA INVENÇÃO DA IMPRENSA, HAVIA UM PROFISSIONAL,
[...] No final da Idade Média, CHAMADO COPISTA, QUE COPIAVA CADA UM DOS LIVROS À MÃO. A IMPRENSA
os copistas estão atolados de tra- TORNOU POSSÍVEL A REPRODUÇÃO DE LIVROS DE FORMA MECANIZADA.
balho, as oficinas se multiplicam
na cidade. O problema então é: ANTES DE OS LIVROS IMPRESSOS EXISTIREM, HAVIA OUTROS MATERIAIS
como produzir mais textos, e pro- PARA A LEITURA E A ESCRITA, COMO:
duzi-los a um preço mais baixo? • AS PLACAS DE ARGILA DOS SUMÉRIOS;
Quando Gutenberg fabrica seus
primeiros exemplares impressos

Ann Ronan Picture Library/Photo12/AFP/Museu de Arte


de Los Angeles, EUA
talvez nem suspeite que está
iniciando uma verdadeira revo-
lução. Ele utiliza procedimen-
tos que já existem: a prensa em
parafuso, os caracteres móveis
inventados pelos chineses no sé-
culo XI, e o papel, outra invenção PLACA DE ARGILA DA
ANTIGA MESOPOTÂMIA,
chinesa. Mas coloca tudo isso a
DE CERCA DE 3100
serviço do livro. A 2900 A.C.
BAUSSIER, Sylvie.
Pequena hist—ria da escrita. • OS PAPIROS DO EGITO;
São Paulo: SM, 2005. p. 50.
Luisa Ricciarini/Leemage/AFP/Museu do Louvre, Paris, França

Explore as imagens desta página


e da página ao lado, auxiliando os
alunos na compreensão do período a
que cada uma delas se refere. O tipo
de datação informado nas legendas é
bastante abstrato para os alunos des-
sa faixa etária. É importante que eles
entendam que essas invenções acon-
teceram em épocas bem distantes da DETALHE DE PAPIRO
nossa. Se julgar necessário, comente DO ESCRIBA
com eles o significado da sigla a.C. NEBQED, DE CERCA
(antes de Cristo) e a quantidade de DE 1400 A 1350 A.C.
anos que compõem um século (cem 70
anos), apenas para esclarecer dúvidas
e curiosidades, já que esses conceitos
Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.
serão trabalhados em outro momento
da formação escolar. Mostre aos alu-
nos, em um mapa-múndi, a localiza-
ção aproximada de cada uma das so-
ciedades que elaboraram os materiais
representados.

70 MANUAL DO PROFESSOR
Após a leitura do texto e a observa-
ção das imagens, proponha uma ativi-
dade em que os alunos possam simular
• A SEDA E O PAPEL USADOS PELOS CHINESES. a escrita em diferentes materiais, como
um pedaço de argila, uma folha de pa-

Reprodução/Biblioteca Britânica, Londres, Inglaterra


pel de seda, uma folha sulfite, entre
outros.
Conclua a atividade explicando aos
alunos que, atualmente, ainda utiliza-
mos o papel para registrar a escrita, e
que esse material é feito com a celulose
de algumas árvores, como o eucalipto.
DETALHE DE Ou seja, para que o papel seja fabri-
PÁGINA DO SUTRA cado, é necessário derrubar árvores, o
DO DIAMANTE,
IMPRESSO NO ANO que pode prejudicar o meio ambiente.
DE 868. Por isso, as indústrias devem produzir
o papel de forma sustentável, utilizan-
TUDO MUDOU QUANDO UM ALEMÃO CHAMADO JOHANNES GUTENBERG do árvores de reflorestamento e não
INVENTOU, NO SÉCULO 15, UM EQUIPAMENTO DE TIPOS (LETRAS) MÓVEIS. lançando poluentes na natureza. Além
disso, é importante que as pessoas
ESSA INVENÇÃO FICOU CONHECIDA COMO IMPRENSA OU PRENSA MÓVEL E
usem o papel de forma consciente, re-
PROVOCOU UMA GRANDE TRANSFORMAÇÃO NO UNIVERSO DA ESCRITA E DA duzindo o impacto de sua produção e
LEITURA. COM ELA TORNOU-SE POSSÍVEL REPRODUZIR LETRAS, PALAVRAS E de seu consumo no meio ambiente.
LIVROS INTEIROS.
O PRIMEIRO LIVRO IMPRESSO DE GUTENBERG FOI UMA VERSÃO DA BÍBLIA, QUE
Ampliação da aula
FICOU CONHECIDA COMO BÍBLIA DE GUTENBERG. SUA IMPRESSÃO COMEÇOU
Para brincar com a escrita, apre-
EM CERCA DE 1450 E CALCULA-SE QUE TENHA SIDO CONCLUÍDA EM 1455. sente à turma o palíndromo: uma
frase ou palavra que pode ser lida
do mesmo modo da direita para
Juergen Berger/Picture-alliance/Fotoarena

a esquerda e da esquerda para a


direita. Esse jogo é muito antigo
e praticado em diferentes cultu-
ras. Trata-se também de uma boa
oportunidade para treinar a leitura
Universal History Archive/UIG/The Bridgeman Art Library/Easypix

e a escrita dos alunos. Algumas su-


gestões de frases:
A GRAMA É AMARGA.
A IMPRENSA DE GUTENBERG PERMITIU A
OTO COME MOCOTÓ.
REPRODUÇÃO DE LIVROS EM GRANDE QUANTIDADE.
PARTIA-SE DE UM MOLDE FEITO COM OS TIPOS ORAR É RARO.
MÓVEIS E DEPOIS ERA SÓ REPRODUZIR AS CÓPIAS
DESEJADAS DE ACORDO COM O ESTOQUE DE TINTA.
NO DETALHE ACIMA, OS TIPOS MÓVEIS DA
IMPRENSA DE GUTENBERG.

71

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

Sugestões para o professor


• Pequena história da escrita, de Sylvie Baus- • <www.historiadigital.org/atividades/es • <www.manualdomundo.com.br/2016/12/
sier. SM, 2005. O livro apresenta uma his- creva-seu-nome-em-hieroglifo/>. Acesso papiro-caseiro/>. Acesso em: nov. 2017.
tória da escrita com destaque para os seus em: nov. 2017. Para converter palavras Esse link do site Manual do Mundo traz o
principais marcos: dos sumérios ao Egito, da ou frases na escrita dos antigos egípcios, passo a passo de como fazer o papiro.
China à América, da imprensa à informática. acesse esse programa de conversão digital.

MANUAL DO PROFESSOR 71
Unidade 4
Atividade 1
Esta atividade é destinada à brinca- 1 VAMOS ESCREVER USANDO CARIMBOS DIVERTIDOS? O PROFESSOR VAI
deira com a escrita, usando um sistema DISPONIBILIZAR OS CARIMBOS AOS GRUPOS.
que remete à prensa móvel de Guten-
berg. Os alunos vão utilizar letras mó-
veis na forma de carimbos para brincar
de escrever. Para fazer os carimbos,
você vai precisar de:
• letras feitas com EVA;
• tampas de garrafas PET;
• cola quente;
• almofada para carimbo ou tinta
Biry Sarkis/Arquivo da editora
guache.
Cole as letras de EVA nas tampas de
garrafa PET, tomando cuidado com as
• ESCREVA NO ESPAÇO ABAIXO AS PALAVRAS IMPRENSA E INVEN‚ÌO.
que deverão ser coladas ao contrário
(por exemplo, a letra “L”). Na parte
interna da tampa, escreva, na direção
correta, a letra correspondente ao ca-
rimbo. No caso de utilizar a tinta gua-
che, coloque uma pequena quantidade
de tinta em um recipiente raso, como
um pratinho de plástico, e oriente os
alunos a molhar os carimbos na tinta.
Além do espaço do livro destinado
à atividade, os alunos podem carimbar
em folhas à parte, como papel A4, pa-
pel sulfite ou cartolina, por exemplo.
Se achar interessante, monte uma
página com os escritos dos alunos e,
depois, faça cópias dessa página, para
que eles entendam o princípio da pren-
sa de Gutenberg.
Atividade 2 2 DESEMBARALHE AS LETRAS E DESCUBRA O NOME DO MATERIAL USADO
Se houver possibilidade, usando um PELOS ANTIGOS EGÍPCIOS PARA ESCREVER, ANTES DA INVENÇÃO DO LIVRO.
alfabeto móvel, distribua para os alu-
nos as letras que compõem a palavra A P O P R I
“papiro”, a fim de que formem essa
palavra. Papiro.

72

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

72 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 3
Esta atividade pode ser feita em
grupo e usada para encerrar o ano le-
3 QUE TAL VOCÊ FAZER SEU PRÓPRIO LIVRO? SIGA OS ROTEIROS ABAIXO, tivo. Se possível, leia previamente para
USE A CRIATIVIDADE E DIVIRTA-SE! os alunos alguns exemplos de histó-

Mouses Sagiorato/Arquivo da editora


rias escritas por crianças. Uma fonte
ANTES DE COMEÇAR A FAZER SEU LIVRO, TENTE que pode ser consultada para isso é a
RESPONDER ÀS QUESTÕES A SEGUIR. matéria do Estadinho, disponível em:
• VOCÊ VAI INVENTAR OU RECONTAR UMA HISTÓRIA? <www.estadao.com.br/blogs/esta
dinho/como-gente-grande/> (acesso
• O LIVRO TERÁ SÓ PALAVRAS OU TAMBÉM IMAGENS? em: nov. 2017).
• SE O LIVRO TIVER PALAVRAS, VOCÊ VAI ESCREVER Oriente os alunos durante a es-
O TEXTO COM LETRAS GRANDES OU PEQUENAS? colha das características que o livro
COLORIDAS OU DE UMA COR SÓ? terá e providencie com antecedência
todos os materiais necessários para
• PARA ILUSTRAR SEU LIVRO, VOCÊ FARÁ DESENHOS sua confecção.
OU COLAGENS DE FIGURAS?
• PARA ENCADERNAR SEU LIVRO, VOCÊ VAI Sugestão para o aluno
GRAMPEAR AS FOLHAS OU FURÁ-LAS USANDO UM
FURADOR E AMARRÁ-LAS COM BARBANTE? • A história do livro, de Ruth
Rocha e Otávio Roth. Melho-
ramentos, 2014. Quando foi
• VEJA TAMBÉM AS DICAS DE MIGUEL, QUE ESCREVEU SEU PRIMEIRO LIVRO impresso o primeiro livro? Que
COM 4 ANOS, E MÃOS À OBRA! materiais foram usados pelos
diversos povos para registrar a
1 2 3 4

Fotos: Estadão Conteœdo


sua história? Que valor tem um
livro? Essas e outras perguntas
instigantes são respondidas
pelos consagrados autores. O
livro faz parte da série O ho-
mem e a comunicação, que
traz outros títulos interessan-
tes, como O livro da escrita e
ETAPA 1: “ESCOLHA ETAPA 2: “FORME A ETAPA 3: “ESCREVA ETAPA 4: “A PRÓXIMA O livro das letras, ambos de
QUANTOS SULFITES IDEIA DO LIVRO. PENSE PRIMEIRO EM PÁGINA É A FOLHA DE
QUISER. DOBRE PELA EM ALGUMA COISA GRAFITE. SE ERRAR, ROSTO. ESCREVA O mesma autoria.
METADE. [...] DUAS QUE TEM VONTADE DE DÁ PARA APAGAR. TÍTULO DE NOVO. PÔR
FOLHAS VIRAM UM CONTAR [...]. DECIDA PASSE O LÁPIS PRETO DATA É LEGAL PARA,
LIVRO DE OITO SE VAI SER UMA POR CIMA. E PINTE A QUANDO FOR ADULTO,
PÁGINAS. HISTÓRIA DE AÇÃO, ILUSTRAÇÃO. PONHA VOCÊ LEMBRAR COMO
VOCÊ JÁ DEVE TER AVENTURA, CORRIDA, O SEU NOME. [...]” ERAM SUA LETRA E
UMA IDEIA SE VAI IMAGINAÇÃO. E SEUS PENSAMENTOS.
TER UMA ILUSTRAÇÃO COMECE PELA CAPA. [...]”
POR PÁGINA E DÊ UM TÍTULO. É LEGAL
QUANTAS LINHAS.” TER ILUSTRAÇÃO NA
CAPA.”

FONTE: COMO GENTE GRANDE. EM: ESTADINHO, MARÇO DE 2012, P. 7.


DISPONÍVEL EM: <www.estadao.com.br/blogs/estadinho/como-gente-grande/>.
ACESSO EM: AGOSTO DE 2017.

73

Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 73
Unidade 4
A seção apresenta a história dos

FAZENDO HISTÓRIA!
óculos, dando sequência à temática
das invenções que mudaram o dia a
dia da humanidade. O objetivo é que
os alunos percebam os óculos como
um objeto criado pelo ser humano, ou
HISTîRIA DOS îCULOS

Austrian Archives/Imagno/Getty Images


seja, que é parte da cultura material e
que se modificou e continua se modi-
ficando ao longo do tempo. Os textos ACOMPANHE A LEITURA DOS QUADROS.
serão usados como treino de leitura,
contribuindo para a formação leitora 1
dos alunos. DURANTE MUITO TEMPO, OS ÓCULOS
Leia os textos dos boxes para os FORAM USADOS APENAS COMO ENFEITE. ISSO
alunos, orientando-os a acompanhar a QUER DIZER QUE AS LENTES NÃO TINHAM
LENTE DE AUMENTO UTILIZADA
leitura apontando no livro com o dedo. FUNÇÃO PARA QUEM NÃO ENXERGAVA BEM. PARA LEITURA. ROMÊNIA,
Após a leitura de cada boxe, converse EM APROXIMADAMENTE 1920.
O QUE AJUDAVA AS PESSOAS COM VISÃO
com os alunos sobre o seu conteúdo e
explore as fotografias. DEFICIENTE ERAM AS LENTES DE AUMENTO COLOCADAS SOBRE OS
TEXTOS PARA AMPLIAR O TAMANHO DAS LETRAS. SÓ MAIS TARDE, AS
LENTES PASSARAM A SER USADAS SOBRE OS OLHOS.
Sugestão para o aluno
• Invenções, de Mike Goldsmith.

Reprodução/Acervo da Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, RJ


Publifolhinha, 2017. O livro apre- 2
senta trinta invenções que facili- OS ITALIANOS SÃO CONHECIDOS COMO
taram muito a vida das pessoas. OS INVENTORES DOS ÓCULOS. OS PRIMEIROS
Ele é organizado por diferentes EXEMPLARES ERAM PESADOS E DESCONFORTÁVEIS.
temas – como cotidiano, comu-
COM O TEMPO, FORAM DESENVOLVIDOS MODELOS
nicação, locomoção, instrumen-
tos, Medicina e indústria – e MAIS LEVES, CONFORTÁVEIS E ADAPTADOS PARA
traz glossários, resumos e ex- DIFERENTES PROBLEMAS DE VISÃO.
perimentos. Seu objetivo? Des-
MACHADO DE ASSIS, ESCRITOR BRASILEIRO, COM UM
pertar nas crianças o interesse
MODELO DE ÓCULOS USADO EM SUA ÉPOCA. FOTO DE 1839.
pela Ciência e atiçar ainda mais
a curiosidade delas!

Bettmann Archive/Getty Images


3
HÁ CERCA DE SETENTA ANOS, ERAM
COMUNS OS AROS REDONDOS. MAIS TARDE, O
ESTILO GATINHO COMANDOU AS VENDAS.

MARILYN MONROE, ATRIZ NORTE-


-AMERICANA, COM ÓCULOS EM
ESTILO GATINHO. FOTO DE 1954.

74

Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

74 MANUAL DO PROFESSOR
Atividade 1
Antes da leitura dos textos, expli-
que aos alunos o que é um jogral e
dê orientações para eles treinarem a
apresentação.
4

Ed Viggiani/Pulsar Imagens
Jogral é como se fosse um
QUANDO NOSSOS AVÓS ERAM JOVENS, coral, só que ao invés de cân-
GRANDES ÓCULOS DE PLÁSTICO COLORIDO ticos, é um coral falado, mas
falado dentro de uma ordem, o
ESTAVAM NA MODA. HOJE EXISTEM
que confere uma musicalidade e
ARMAÇÕES PEQUENAS COM LENTES QUE ritmo à declamação. Fica muito
TORNAM OS ÓCULOS AINDA MAIS LEVES. bonito, você pega o texto ou a
EXISTEM AINDA PRODUTOS QUE SÃO poesia e divide em versos, que
CRIANÇA UTILIZANDO ÓCULOS serão declamados por 1, 2, 3,
ESPECIAIS PARA AS CRIANÇAS. ou quantas vozes você quiser.
APROPRIADOS AO TAMANHO DE
SEU ROSTO. SÃO PAULO, 2015. O conjunto fica harmonioso e
legal, deve ser bem ensaiado e
falado em voz bem forte, nada
de falar baixinho.
1 JUNTE-SE A TRÊS COLEGAS E FAÇAM UMA APRESENTAÇÃO DO TEXTO
Disponível em: <www.diciona
PARA A CLASSE. rioinformal.com.br/jogral/>.
Acesso em: nov. 2017.
• CADA MEMBRO DO GRUPO DEVE ESCOLHER UM NÚMERO DE 1 A 4.
• EM SEGUIDA, TREINEM A LEITURA DO BOXE ESCOLHIDO. Atividade 2
Separe previamente revistas, jornais
• AO FINAL, LEIAM O TEXTO PARA A TURMA, SEGUINDO A ORDEM DOS
e folhetos com imagens de óculos para
BOXES.
os alunos recortarem. No momento de
realizar a atividade, organize os alunos
2 RECORTE IMAGENS DE ÓCULOS DE REVISTAS OU JORNAIS USADOS E
em grupos para que selecionem e re-
COLE EM UMA FOLHA À PARTE. DEPOIS, PEÇA AJUDA AO PROFESSOR cortem as imagens. Oriente-os a fazer
PARA FIXAR SUA PESQUISA NO MURAL DA SALA DE AULA. o recorte cuidadosamente, usando
• AGORA, PINTE OS QUADRINHOS DE ACORDO COM SUAS DESCOBERTAS. uma tesoura com pontas arredonda-
Resposta de acordo com a colagem de cada aluno. das. Por fim, os grupos devem com-
HÁ ÓCULOS PARA ADULTOS E CRIANÇAS. partilhar o material coletado para que
todos os alunos realizem a atividade.
OS PRIMEIROS ÓCULOS NÃO TINHAM O MESMO FORMATO DOS
ÓCULOS ATUAIS. Sugestão para o aluno
• Luna e os óculos, de Shirley
HÁ ÓCULOS DE VÁRIAS CORES. Jones Day. Artmed, 2010.
A obra mostra como Luna
HÁ ÓCULOS PARA MELHORAR A VISÃO. aprendeu a gostar de si mes-
ma e de usar óculos após um
HÁ ÓCULOS PARA PROTEGER OS OLHOS DOS RAIOS SOLARES.
dia não muito legal.

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Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 75
Unidade 4
Auxilie os alunos a encontrar no tex-
to da canção as informações solicitadas.
Proponha uma roda de conversa
CONECTANDO SABERES
para falar sobre o trabalho infantil e o
significado de “Criança dá trabalho” e
“Criança não trabalha”. Lembre os alu-
nos de que ajudar e cooperar em casa CRIANÇA E TRABALHO
e na escola é ser solidário, e que essas
são atitudes que devem fazer parte do 1 OUÇA E ACOMPANHE A CANÇÃO.
cotidiano da criança. Por outro lado, a
busca de remuneração e de formas de CRIANÇA NÃO TRABALHA
sustento não deve ser responsabilida-
de da criança, pois, no Brasil, há leis LÁPIS, CADERNO, CHICLETE, PIÃO
que proíbem o trabalho infantil. No SOL, BICICLETA, SKATE, CALÇÃO
entanto, infelizmente essas leis nem
ESCONDERIJO, AVIÃO, CORRERIA
sempre são respeitadas.
Comente com os alunos que o verbo TAMBOR, GRITARIA, JARDIM, CONFUSÃO
“trabalhar” é usado em dois sentidos
na canção: BOLA, PELÚCIA, MERENDA, CRAYON
1. “Criança não trabalha”: aqui o BANHO DE RIO, BANHO DE MAR
verbo “trabalhar” tem o mesmo PULA-SELA, BOMBOM
sentido de “realizar um ofício, uma
profissão”; portanto, a frase signifi- TANQUE DE AREIA, GNOMO, SEREIA
ca que criança não deve trabalhar. PIRATA, BALEIA, MANTEIGA NO PÃO
2. “Criança dá trabalho”: nessa frase,
o verbo “trabalhar” está no senti- GIZ, MERTHIOLATE, BAND-AID, SABÃO
do figurado; logo, a frase quer dizer TÊNIS, CADARÇO, ALMOFADA, COLCHÃO

Biry Sarkis/
Arquivo da editora
que a criança exige cuidado e aten-
QUEBRA-CABEÇA, BONECA, PETECA
ção e faz algumas peripécias, o que
“dá trabalho” aos adultos. BOTÃO, PEGA-PEGA, PAPEL, PAPELÃO
Com isso, a canção reforça a ideia
de que criança não deve trabalhar e, CRIANÇA NÃO TRABALHA
como precisa de cuidados, dá trabalho CRIANÇA DÁ TRABALHO
aos responsáveis por ela. CRIANÇA NÃO TRABALHA
Atividade 1 [...]
Programe com antecedência um PAULO TATIT E ARNALDO ANTUNES. CRIANÇA NÃO TRABALHA. INTÉRPRETES:
SANDRA PERES, ARNALDO ANTUNES E PAULO TATIT. EM: CD CANÇÕES CURIOSAS.
momento para que os alunos ouçam a PALAVRA CANTADA, 1998.
canção e acompanhem a leitura da le-
CRAYON: LÁPIS PARA
tra. Disponível em: <www.letras.mus. LEIA
DESENHAR OU O DESENHO
br/palavra-cantada/447926/>. Acesso FEITO COM ESSE LÁPIS. NÃO É BRINCADEIRA
em: nov. 2017.
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Reprodução do Livro
Liivro do Estudante em tamanho reduzi
reduzido.
ido.

76 MANUAL DO PROFESSOR
Ampliação da aula
Organize uma roda de leitura
com a turma e leia o livro Trabalho
de criança não é brincadeira, não!,
de Rossana Ramos. Veja, a seguir,
um trecho do livro.
Trabalho de criança
não é capinar a roça,
é ajudar a mãe
somente naquilo que possa.

Trabalho de criança
não é escavar o lixão,

Biry Sarkis/
Arquivo da editora
é frequentar a escola
e fazer sua lição.
RAMOS, Rossana. Trabalho
de criança não é brincadeira,
não! São Paulo: Cortez, 2015.
A) COPIE O TÍTULO DA CANÇÃO.
Criança não trabalha.
Sugestão para o aluno
B) QUEM ESCREVEU A CANÇÃO? • Quando eu crescer: artesanatos
Paulo Tatit e Arnaldo Antunes.
e brincadeiras para você explo-
rar as profissões, de Georgina
Segarra e Bernadette Cuxart.
Ciranda Cultural, 2013. Ativi-
C) ENCONTRE E CIRCULE NO TEXTO AS PALAVRAS DE ACORDO COM A dades artesanais e brincadeiras
que levam a criança a pensar
LEGENDA.
sobre diferentes profissões.
MATERIAL ESCOLAR Lápis, caderno, crayon, papel.
BRINQUEDO Pião, bicicleta, skate, avião, tambor, bola, pelúcia,
quebra-cabeça, boneca, peteca, botão.
BRINCADEIRA Pula-sela, pirata, pega-pega.
• ESCREVA NOS QUADRINHOS A QUANTIDADE QUE VOCÊ CIRCULOU DE
CADA UM.

4 MATERIAL ESCOLAR. 11 BRINQUEDO. 3 BRINCADEIRA.

D) O QUE VOCÊ ENTENDE POR “CRIANÇA NÃO TRABALHA, CRIANÇA DÁ


TRABALHO”? Resposta pessoal.
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Livro
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reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 77
Unidade 4
Atividade 1 VAMOS RETOMAR
Com os alunos, observem as ima-
gens e leiam as legendas para iden-
tificar os uniformes de cada profis-
sional. Peça a eles que contem sobre
outros profissionais que também 1 LIGUE OS PROFISSIONAIS AOS SEUS UNIFORMES DE TRABALHO.
usam uniforme.

Gennadiy Guchek/Alamy/Fotoarena
Vergani Fotografia/Shutterstock
Atividade 2
Algumas respostas possíveis: bicicle-
ta, motocicleta, táxi, ônibus, trólebus,
trem/metrô, carro, van, caminhão, ma-
ria-fumaça, avião, helicóptero, barco a
vela, navio.
PAULA É MÉDICA.

Dinga/Shuttrerstock
Jozef Polc/Alamy/Fotoarena

LÚCIO É SOLDADO.

Creativa Images/Shutterstock
Andy Nowack/Alamy/Fotoarena

PATRÍCIA É CHEF DE COZINHA.

2 OBSERVE AS FIGURAS.

Thinkstock/Getty Images
• ESCREVA O NOME DE TRÊS MEIOS DE TRANSPORTE QUE VOCÊ VÊ NAS FIGURAS.
Resposta pessoal.

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reduzido.
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78 MANUAL DO PROFESSOR
Autoavaliação
Cada aluno deverá preencher a
tabela individualmente. Em seguida,
cada um pode compartilhar o que en-
AUTOAVALIAÇÃO tendeu melhor e o que ainda não está
muito claro, para que o grupo possa se
TERMINAMOS A UNIDADE 4! LEIA AS FRASES ajudar na compreensão dos conteúdos.
ABAIXO E FAÇA UM X NO DESENHO QUE MELHOR
EXPRESSA SUA OPINIÃO SOBRE CADA UMA DELAS. Sugest›es
Nesta unidade, as indicações foram
1. ENTENDI A FUNÇÃO DO TRABALHO E DO COMÉRCIO. feitas nas páginas 66 e 76.

2. CONHECI TRÊS INVENÇÕES MUITO IMPORTANTES: OS


MEIOS DE TRANSPORTE, A IMPRENSA E OS ÓCULOS.

3. APRENDI PROFISSÕES DO PRESENTE E DO PASSADO.

SUGESTÕES

PARA LER

tora Escala
• NÃO É BRINCADEIRA, DE SHIRLEY SOUZA,

Reprodução/Edi
ESCALA.
UM GRUPO DE ALUNOS, EM UMA EXCURSÃO
AO ZOOLÓGICO, SE DEPARA COM OUTRAS
CRIANÇAS FAZENDO APRESENTAÇÕES NAS
RUAS. A PROFESSORA EXPLICA QUE ISSO NÃO É
BRINCADEIRA, E SIM TRABALHO INFANTIL.
Reprodução/Peir—polis

• NÃO QUERO USAR ÓCULOS, DE CARLA


MAIA DE ALMEIDA, PEIRÓPOLIS.
O LIVRO CONTA, DE FORMA DIVERTIDA,
A HISTÓRIA DE UM MENINO QUE DESCOBRE
QUE PRECISA USAR ÓCULOS.

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Reprodução do Li
Livro
ivro do Estudante em tamanho reduzido.
reduziido.

MANUAL DO PROFESSOR 79
BIBLIOGRAFIA
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reduzido.
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