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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP

ICH – Curso de Psicologia / Campus Paraíso


Nome: Brenda Rafaella Oliveira da Silva
RA: T4303J-2
Semestre/ Período: 10º - Noturno
Visto do Monitor/ Data:
Título da Atividade: Live - O nascimento de uma mãe
Data da realização: 08/05/2021

Resumo

A live fala sobre maternidade. A experiência materna traz você para uma realidade que
você nunca esteve. Há um julgamento de porque a mãe maltrata trata mal o filho, mas existe a
história individual da mãe que definirá a forma como ela lidará com esse vínculo. A relação se
constrói através das experiências de vida dessas crianças. É uma experiência única, sem
manual para ensinar a mulher a ser mãe. Temos que tratar disso, das expectativas colocadas
na maternidade, porque não há fórmula mágica, que a mãe se torne mãe automaticamente e
que certa educação ou forma de criar faça o filho ser bem criado ou não.
As mães buscam uma resposta para aquilo que estão vivenciado. Há um processo de
se tornar mãe, de incluir a criança e seu entorno , de como essa filha ou filho nasce, o começo
da construção da maternidade. Tem que saber como funciona a rede de apoio dessa mãe, que
são os familiares e a sociedade. Ser mãe fora dos livros que se lê, da imagem da TV, pode ser
muito pouco romântica. Tem mães que abandonam os filhos, mas isso quer dizer que apenas
não criam vínculo com a criança, não são mães psicopatas. O nenê precisa da mãe ou da
pessoa que fará essa apresentação da relação com o outro e com o mundo, para que ele seja
construído psiquicamente. Essa missão não é fácil, o bebê nasce com seus desejos
implicados, cada filho apresenta uma dinâmica diferente e a cada fase do crescimento, a
dinâmica muda totalmente, com a mãe tendo que se atualizar dentro desse processo.
.A mãe vive um luto quando o bebê nasce, a mulher perde a liberdade, a individualidade
e o tempo com o marido. Ela tem que se precaver antes porque agora é mãe, onde deixar, com
quem deixar, quanto tempo deixar. Tem mães que se perdem nas expectativas, achando que
tudo será maravilhoso e com o tempo percebem que não. A mãe precisa entrar em contato com
o lado ruim, lidar com a situação.
A mãe tem um modelo de mãe ideal e se sente obrigada a cumprir esse papel. também
há um imaginário do filho ideal. Esse filho ideal sempre são identificações de características
dela, do pai, e desejos positivos sobre a vida dessa criança. Os livros que as mães pesquisam
falam sobre uma realidade imaginária de filho perfeito, parto perfeito, coisas que não se
concretizarão no futuro. Nisso a mulher se frustra por não conseguir alcançar as expectativas
Na época da avó, as mães criavam vários filhos. Elas não tinham internet e acesso a
informação como agora, mas tinham uma grande rede de apoio, das mulheres ao redor, para
auxiliar essa mãe.
Se essa mãe tiver um olhar como uma mãe possível, uma mãe que ela pode ser não
gerará culpa. Essa mãe precisa entender os próprios erros. Há de ter responsabilidade em
cuidar de uma criança, mas não precisa carregar essa culpa.
Os especialistas, que não existiam antes, ajudam as mães, mas também podem fazer
ela sentir que não é suficiente para cuidar daquela criança . O lugar da rede de apoio deve ser
de ajudar a mãe. A rede de apoio deve fazer a comida, arrumar a casa, ficar com a criança para
que ela descanse um pouco. A rede de apoio tem que entender que o bebê já está bem e que
agora a questão é essa mãe. A mãe passou pela cesárea, esperou 9 meses a criança, preciso
muito desse auxílio. A mãe não pode só se resumir a esse papel, precisa viver os outros
papéis, como mulher, como profissional, se não vai acabar prejudicando a saúde mental da
mulher.
Essa live contribuiu para a minha perspectiva de como é esse processo de se virar mãe,
o que pode ser muito desesperador em uma primeira gravidez e quais os tipos de
questionamentos aparecem durante esse papel da mulher durante sua vida. Uma vida que se
transforma totalmente com a chegada de um novo membro da família.

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