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Empatia ou Alteridade

Vou falar de empatia não só pra área da educação, mas também para as
outras áreas profissionais. No marketing, psicologia, ou qualquer área que lide
com o público, né? Diretamente ou indiretamente também.

Ah, de acordo com os estudiosos do campo das emoções, a empatia seria


aquela habilidade que os humanos tem de imaginar o que as outras pessoas
estão sentindo.

Até inglês tem uma expressão muito boa, que é o “Wether others people
shoes”, que é você vestir o calçado de outra pessoa pra tentar imaginar como
ela está se sentindo, né? Pelo que que ela está passando.

Existem 3 tipos de empatia. A empatia afetiva, que seria aquela da resposta


espelhada, por exemplo, quando alguém demonstra uma emoção com uma
certa positividade, eu tendo a responder na mesma medida, eu me espelho na
minha resposta espelhada aquilo que está me mostrando.

Outro tipo de empatia seria, empatia cognitiva, que é a capacidade de


identificar, entender, saber, bater o olho e identificar que emoção é aquela. Já
deve conseguir responder.

E a outra é a empatia somática, somativa. Esse tipo de empatia é aquele que a


gente vai responder quase que espelhadamente só que com reações
fisiológicas, né? Com o nosso sistema somático.
Um exemplo seria, quando se tem uma pessoa assim, super nervosa do teu
lado e aquilo vai te dando um nervoso e você começa a tremer ou começa a
ficar alarmado, né?

Começa a gerar um monte de neurotransmissores específicos daquela reação


do seu corpo, isso é uma resposta fisiológica. Então, essa seria a empatia
somática ou somativa. Aí vamos falar alteridade, porque eu quero trazer essa
comparação aqui para vocês.

Empatia, então, fisiologicamente, seria essa habilidade humana de detectar,


né? Identificar e responder, só que de maneira generalizada, a empatia seria
entender o comportamento do outro, quando na verdade é a alteridade que faz
essa compreensão.

A alteridade é aquela capacidade que o humano vai ter de se extrair do


momento para analisá-lo de fora. Até a palavra, alteridade, tem uma partícula
dessa palavra altera que justamente significa essa coisa do sair, de si, observar
de fora.

Eu não vou dar uma de Mário Sérgio Cortella aqui para explicar a etimologia da
palavra, mas é mais ou menos isso aí. Então é quando você consegue não
estar presente no seu eu e não observar o outro a partir das suas próprias
perspectivas, né.

Quando você consegue sair de situação e ver ela como uma coisa natural.
Então, seria reconhecer o outro e aceitá-lo como ele é, justamente, por ele não
ser você, e ele ser essencialmente diferente de você.
E agora, uma opinião minha, porque eu tenho visto algumas atividades lúdicas
que, inclusive, eu já tive que praticar na escola, né? Com crianças,
adolescentes ou adultos também. Essas atividades lúdicas, elas servirão para
trabalhar a empatia.

Por exemplo, colocar a criança numa cadeira de roda, eu digo criança, porque
a mania de professor, mas pode ser de qualquer idade.

Coloca o fulano na cadeira de rodas saber como o cadeirante se sente, coloca


a venda na pessoa, leva ela pra cima, pra baixo, sobe e desce escada, vai no
banheiro, faz isso, faz aquilo para ver como um cego se sentiria fazendo as
atividades do cotidiano.

Ou como que seria uma pessoa sem perna, sem braço, sem mão. Como seria
uma pessoa homossexual ou como é ser mulher se você é homem, né? Então,
esse tipo de atividade lúdica seria para trabalhar a empatia. Porém, isso não é
empatia, isso é hipocrisia.

Porque jamais uma pessoa vai conseguir sentir como a outra sente. É que
dificuldade você vai conseguir sentir você não tem a necessidade da cadeira de
rodas e você se coloca numa cadeira de rodas.

Você vai conseguir perceber através dessa analogia algumas possíveis


dificuldades que outras pessoas podem enfrentar, mas você, de maneira
nenhuma consegue sentir o que a outra pessoa sente.

Então, o que dá para fazer? Ao invés de usar isso como um trabalho de


empatia, usar essa analogia como um trabalho de alteridade, mas sem utilizar
a sua perspectiva individual naquilo.
É simplesmente você reconhecer que existe esse outro ser diferente, que ele
tem necessidades das quais você jamais vai conseguir saber como é. E era
isso diferença entre a empatia e alternidade e uma opinião minha aqui no
finalzinho sobre como alteridade pode ser muito mais aproveitada

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