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Há algumas limitações básicas para que uma empresa seja considerada uma micro ou pequena empresa
(MPEs) no Brasil e, como conseqüência, aproveitar algumas vantagens desse status como, por exemplo, a
inclusão no Super Simples. Atualmente, há pelo menos três definições utilizadas para limitar o que seria uma
pequena ou micro empresa.

A definição, mais comum e mais utilizada, é a que está na Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas. De
acordo com essa lei, que foi promulgada em dezembro de 2006, as micro empresas são as que possuem um
faturamento anual de, no máximo, R$ 240 mil por ano. As pequenas devem faturar entre R$ 240.000,01 e R$
2,4 milhões anualmente para ser enquadradas.
Outra definição vem do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A entidade limita
as micro às que empregam até nove pessoas no caso do comércio e serviços, ou até 19, no caso dos setores
industrial ou de construção. Já as pequenas são definidas como as que empregam de 10 a 49 pessoas, no caso
de comércio e serviços, e 20 a 99 pessoas, no caso de indústria e empresas de construção.

Já órgãos federais como Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) têm outro
parâmetro para a concessão de créditos. Nessa instituição de fomento, uma microempresa deve ter receita
bruta anual de até R$ 1,2 milhão; as pequenas empresas, superior a R$ 1,2 milhão e inferior a R$ 10,5 milhões.
Os parâmetros do BNDES foram estabelecidos em cima dos parâmetros de criação do Mercosul. Com a nova
lei, os limites, a princípio, não devem mudar, mas haverá adequações estatísticas, segundo o BNDES.

Além da definição legal das Micro e Pequenas Empresas (MPE), é importante ter em mente qual o perfil desse
micro ou pequeno empresário, que é cada vez mais importante na estrutura capitalista atual. Genericamente,
seu nome é o empreendedor.
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abril de 2006, às 23h45min

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O tema do empreendedorismo não é novo na teoria econômica. Analisando as tradicionais formas de
capitalismo do século 19 e início do século 20, o economista tcheco Joseph Schumpeter foi o primeiro a levar a
sério a força de vontade individual como propulsora de uma economia sofisticada como a do capitalismo
moderno, onde fatores estruturais também influenciam.
Em 1949, Schumpeter definia o empreendedor como ³aquele que destrói a ordem econômica existente através
da introdução de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de organização, ou pela exploração
de novos recursos ou materiais´.
Esse capitalista ³de vanguarda´, o empreendedor, está no projeto idealizado para as micro e pequenas
empresas não só no Brasil, mas no mundo todo. França, Inglaterra, Estados Unidos e Israel são alguns dos
países que têm criado políticas públicas para incentivar esse tipo de trabalho.

Como o empreendedorismo é um dos temas importantes d a atualidade, há milhares de definições para o


empreendedor. Um resumo dos vários conceitos caracteriza o empreendedor como uma pessoa:

Ë que antecipa tendências


Ë trabalha com vigor e paixão
Ë tem senso de liderança
Ë tem senso de negociação
Ë sabe dividir tarefas e idéias

Longe de ser um dom divino, boa parte dessas características podem ser adquiridas com treinamento e
desenvolvimento pessoal. Aliás, nenhum microempresário nasce sabendo das coisas e sua experiência
profissional anterior é fundamental para torná-lo um bom empreendedor. No artigo sobre idéias de negócios, há
alguns pontos para que você possa avaliar qual o caminho para ser o dono do seu próprio negócio e um bom
empreendedor. Outra opção para quem quer ter próprio negócio é optar por uma franquia. Mesmo que não seja
necessariamente uma idéia exclusiva do empresário, as características do bom empreendedor caem como uma
luva para quem quer assumir o desafio de ter uma franquia.

O PRIME é uma iniciativa da FINEP ± Financiadora de Estudos e Projetos do Governo Federal para criar e desenvolver empresas inovadoras, por
meio de 17 entidades-âncora em diferentes pólos de desenvolvimento do território nacional.

O programa piloto a ser realizado em 2008/2009 pretende instalar até 120 empresas inovadoras em cada um dos pólos escolhidos.
As quatro Incubadoras de São José dos Campos ± Univap, Univap/Revap-Petrobras, Cecompi e Incubaero ± deram origem à RedeVale, para um
projeto conjunto, que vai progredindo.

A RedeVale, gerida pela Fu ndação Valeparaibana de Ensino ± FVE, mantenedora da Universidade do Vale do Paraíba ± Univap, é a entidade no
Vale do Paraíba, Estado de São Paulo.

Os recursos são destinados para as empresas mediante subvenção econômica no valor de R$ 120.000,00 por empresa. Os recursos deverão ser
empregados na remuneração de técnicos especializados e na contratação de consultorias de marketing e gestão .

A liberação dos recursos se dará em duas parcelas de igual valor, sendo a primeira logo após a contratação e a segu nda 6 (seis) meses após a
primeira, mediante prévia visita técnica que assegure o bom andamento do projeto.

O projeto deverá ser executado no prazo de 12 meses.

As empresas que passarem com sucesso pelos doze meses iniciais, atingindo as metas estabeleci das nos planos de negócios, poderão
candidatar-se, após um processo de avaliação, a um empréstimo do Programa Juro Zero, no valor de outros R$120.000,00 para alavancar o
segundo ano de atividades. O reembolso deste empréstimo será feito em 100 parcelas iguais sem juros.

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No Brasil, surgem cerca de 460 mil novas empresas por ano. A grande maioria é de micro e pequenas
empresas. As áreas de serviços e comércio são as com maior concentração deste tipo de empresa. Cerca de
80% das MPEs trabalham nesses setores. Essa profusão de empresas se deve a vários fatores, segundo o
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Desde os anos 90, grandes empresas instaladas no Brasil, acompanhando uma tendência mundial,
incentivaram o processo de terceirização de áreas que não são consideradas essenciais para o seu negócio.
Assim, começaram a surgir empresas de segurança patrimonial, de limpeza geral. Além disso, outras empresas
menores, tentando fugir dos encargos trabalhistas altíssimos do País (um funcionário chega a custar 120% a
mais que seu salário mensal), optaram por dispensar seus funcionários e contratar micro e pequenas empresas.
O Estatuto da Micro e Pequena do Brasil, de 1998, já começou a facilitar essa política empresarial.

Além disso, o desemprego brasileiro, que historicamente gira em torno de 14% - segundo a metodologia do
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), contribuiu para que surgissem mais MPEs. Apesar do
sonho do seu próprio negócio ser um dos discursos mais comuns entre assalariados brasileiros, ser
empreendedor (seja micro ou pequeno) é uma atividade que ainda tem vários percalços no caminho.

Morte precoce
Um dos principais problemas das pequenas e micro empresas brasileiras é a sua vida curta. Levantamento do
Sebrae, feito entre 2000 e 2002, mostra que metade das micro e pequenas empresas fecha as portas com
menos de dois anos de existência. A mesma entidade levantou o que seriam as principais razões, segundo os
próprios empresários, para tal. A falta de capital de giro foi apontado como o principal problema por 24,1% dos
entrevistados, seguido dos impostos elevados (16%), falta de clientes (8%) e concorrência (7%).
Foi olhando esses números que o governo federal criou primeiro o Simples e depois o Super Simples, que prevê
a unificação e diminuição de impostos. Afinal, a mesma pesquisa do Sebrae mostra que 25% das empresas que
param suas atividades não dão baixa nos seus atos constitutivos, ou seja, não fecha legalmente sua empresa
porque consideram os custos altos. Outras 19% das MPEs não fecham por causa do tamanho da burocracia. A
Lei Geral para Micro e Pequenas Empresas promete desburocratizar parte do processo. Assim, o Estado
brasileiro, que tem incentivado este tipo de empresa, começa a mudar algumas coisas para facilitar a vida dos
empreendedores, seja ajudando eles a participar de licitações públicas, seja ampliando e facilitando suas linhas
de créditos.

MPE's O fomento da economia brasileira


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 ' '' ï ''ï ï ï ALAN ANDRÉ


APARECIDO BEZERRA (G-FACULDADES NOBEL) EDNILSON BARBOSA
DE OLIVEIRA (G-FACULDADES NOBEL)  ' Inseridas num cenário
altamente competitivo, as micro e pequenas empresas brasileiras representam
um fôlego extra para a economia nacional. Nesse co ntexto, torna-se oportuno e
viável realizar um trabalho direcionado ao estudo desses empreendimentos,
cuja importância é altamente relevante para a economia brasileira. O presente
trabalho, de caráter bibliográfico, visa discursar sobre a importância das M PEs
(Micro e Pequenas Empresas) para a economia, através da exposição de
pontos relevantes para o tema. Palavras -chave: MPE. Contribuição Econômica.
Geração de Empregos. ' ï  ï A atividade
empreendedora no Brasil vem recebendo grande destaq ue. Isso pode ser
comprovado devido ao grande número de congressos e encontros que incluem
o tema empreendedorismo em suas programações. Esse fato é explicado
devido ao desejo das pessoas de iniciar o próprio negócio, ter sua própria
empresa e desfrutar de uma maior liberdade econômica. De acordo com
Chiavenato (2005), as principais razões que levam o empreendedor a abrir seu
próprio negócio são: ‡ Forte desejo de ser seu próprio patrão, de ter
independência e não receber ordens de outros, fundamentando -se apenas em
seu talento pessoal; ‡ Oportunidade de trabalhar naquilo que gosta em vez de
trabalhar como subalterno apenas para ter segurança de um salário mensal e
férias a cada ano; ‡ Sentimento de que pode desenvolver a sua própria
iniciativa sem o guarda-chuva do patrão; ‡ Desejo pessoal de reconhecimento e
de prestígio; ‡ Poderoso impulso para acumular riqueza e oportunidade de
ganhar mais do que quando era simples empregado; ‡ Descoberta de uma
oportunidade que outros ignoraram ou subestimaram; ‡ Desafio de aplicar
recursos próprios e habilidades pessoais em um ambiente desconhecido. Na
maioria das vezes, o empreendedor consegue abrir uma empresa de pequeno
porte. Nessa empresa são depositadas todas as energias do empreendedor,
que dedica grande esforço para que seu empreendimento cresça e lhe traga
lucros como recompensa por sua dedicação. Mas nem sempre isso ocorre. No
Brasil, o que se vê é a grande maioria das micro e pequenas empresas não
sobreviver por mais de três anos. No presente artigo, será apresentado um
estudo, de caráter bibliográfico, a respeito da MPE, demonstrando sua
importância para a economia brasileira, além de pontos importantes como suas
etapas de vida e a conseqüente morte do empreendimento.  ' 
cï  ï Definir o tamanho de uma empresa representa um
processo bem particular, uma vez que as pessoas têm noções diferentes de
tamanho ou porte. Assim, uma empresa pode ser classificada de acordo com
sua rentabilidade, quadro de funcionários, estrutura física, etc. Em relação a
empreendimentos de micro ou pequeno porte, ocorre o mesmo. Vários critérios
podem ser adotados para determinar o porte de uma empresa. Entre os
critérios, os mais comuns são: número de empregados, volume de vendas,
valor de ativos, seguro da força de trabalho e volume de depósitos
(LONGENECKER, MOORE e PETTY, 1997). No caso das MPEs, a
classificação do porte é prevista em lei, conforme indica Chiavenato (2005): A
Lei n. 7.256, de 27 de novembro de 1984, institui o Estatuto da Microempresa
(com alterações feitas pela Lei n. 8.383, de 30 de dezembro de 1991) para
efeito de incentivo e facilidade operacionais das empresas de minúsculo porte
e das que alcançam um faturamento anual dentro dos limites definidos por lei.
É considerada microempresa aquela cujo fatura mento anual não ultrapasse o
valor de 96.000 Ufir (Unidade Fiscal de Referência) ou outro limite que venha a
ser alterado por nova lei (CHIAVENATO, 2005, p. 47). Também é considerada
MPE qualquer empreendimento que possua o seguinte número de empregados
(Sebrae apud Chiavenato, 2005): ‡ Setor industrial: De 20 a 99 funcionários. ‡
Setor comercial e de serviços: De 10 a 49 funcionários. Especificando, pode -se
enquadrar um empreendimento como sendo uma micro ou uma pequena
empresa, de acordo com o número de funcionários, segundo Dolabela (1999,
p. 133): ‡ Indústria: o Micro: 1 a 19 empregados; Pequena: 20 a 99
empregados. ‡ Comércio e serviços: o Micro: 1 a 9 empregados; Pequena: 10 a
49 empregados. Utilizando outro critério, pode -se medir o porte de uma
empresa de acordo com sua rentabilidade bruta. Assim, considera -se: o
Microempresa: Renda bruta de até R$ 120.000,00 ao ano; o Pequena
empresa: Renda bruta entre R$ 120.001,00 e R$ 1.200.000,00. Kïï 
 ' Todas as empresas, independente de seu porte, passam por
um ciclo de crescimento e desenvolvimento. Esse ciclo começa no momento
em que a empresa surge e se encerra no momento em que a empresa fecha
as portas. No decorrer desse período, a empresa passa por várias etapas ou
estágios, cada qual representando uma fase da vida da empresa. Adizes
(1998) classifica em número de dez as etapas pertencentes ao ciclo de vida da
empresa, a saber: namoro, infância, toca-toca, adolescência, plenitude,
estabilidade, aristocracia, burocracia incipiente, burocraci a e morte. As etapas
namoro, infância, toca-toca, adolescência e plenitude marcam o crescimento da
empresa, enquanto que as etapas da aristocracia, burocracia incipiente,
burocracia e morte dão início ao período de declínio da organização. A figura 1
apresenta essa classificação. FIGURA 1: Ciclo de vida das organizações.
Fonte: Adizes (1990) apud Ruppenthal e Mallmann (2004, p. 5). Outra
classificação que também merece destaque é a estabelecida por Bernhoeft
(1996). Segundo Bernhoeft (1996), a empresa passa pelas seguintes etapas de
crescimento: ‡ Fase I ou Criação: Fase de abertura do negócio, marcada por
constantes incertezas e preocupações. Nessa fase, o grande desafio é
conseguir os primeiros clientes e honrar compromissos firmados, como
entregas de produtos ou serviços contratados. A falta de capital de giro é um
dos maiores obstáculos nessa fase. ‡ Fase II ou Sobrevivência: É a fase onde a
empresa precisa demonstrar sua viabilidade. Nessa fase, a empresa já possui
um certo número de clientes, mas ainda possui uma estrutura simples e o
processo decisório permanece nas mãos do proprietário, que geralmente se
preocupa com a manutenção e funcionamento do negócio, desprezando assim
pontos importantes como o planejamento. ‡ Fase III ou Sucesso: É a fase
intermediária, onde a empresa precisa estar preparada para o processo de
expansão ou decidir se continuará mantendo a tamanho atual, que lhe permitiu
chegar até essa fase. Essa fase pode ser dividida em consolidação do negócio
e expansão do negócio. Na fase da c onsolidação, a empresa consegue se
firmar no mercado e começa a fazer planos de expansão. Na etapa de
expansão, a empresa começa a conquistar uma parcela maior de mercado,
aumentando assim o número de clientes e modificando sua estrutura, já que
passará a atuar em condições diferentes das que estava acostumada. ‡ Fase
IV ou Crescimento: É a fase onde ocorre a descentralização da empresa. A
empresa entra num nível mais profissionalizante, ou seja, já possui um bom
planejamento, compreendido e adotado por tod o o quadro de funcionários. A
figura do dono é separada da empresa, que precisa desse afastamento para
crescer e se desenvolver. ‡ Fase V ou Maturidade: Nessa fase, a empresa já
conseguiu crescer e expandir seus negócios. Ocupa uma posição confortável
no mercado, pois já superou os problemas iniciais e está consolidada no
mercado. As etapas de crescimento das empresas precisam ser consideradas
e planejadas desde a primeira fase ou etapa, para que surpresas possam ser
evitadas no futuro.  ï 'ï ï  ïï ï ''ï A
economia brasileira não vive somente da participação de grandes empresas.
As MPEs desempenham um papel de extrema importância no cenário
econômico brasileiro, pois respondem por boa parte das ocupações geradas e
contribuem para um grande percentual do PIB. A representatividade das MPEs
para a economia brasileira pode ser entendida através dos seguintes dados do
Sebrae (apud Tachizawa e Faria, 2002, p. 11). ‡ 4,5 milhões de
estabelecimentos; ‡ 48% da produção nacional; ‡ 98,5% das empres as
existentes no país; ‡ 95% das empresas do setor industrial; ‡ 99,1% das
empresas do setor de comércio; ‡ 99% das empresas do setor de serviço; ‡
60% da oferta de emprego; ‡ 42% do pessoal ocupado na indústria; ‡ 80,2%
dos empregos no comércio; ‡ 63,5% da mão-de-obra do setor de serviços; ‡
21% do Produto Interno Bruto (ou R$ 189 bilhões). Esses números transmitem
a importância dos micro e pequenos empreendimentos no Brasil. Além de ser
mais rápidas e de prestar serviço personalizado aos clientes, as micr o e
pequenas empresas podem fazer com que seus colaboradores alcancem
níveis mais altos de motivação e envolvimento, se comparadas com as grandes
organizações. Por serem pequenas, possibilitam aos colaboradores identificar -
se com a empresa, ver o resultado de seu trabalho, visualizar a organização
como um todo e entender como seu trabalho está ligado aos resultados
econômicos, além de se sentirem responsáveis pelo sucesso ou fracasso
empresarial (TACHIZAWA e FARIA, 2002, p. 18 -19). A participação das MPEs
responde por 21% do PIB brasileiro, e essas empresas empregam cerca de
60% da mão-de-obra no país. São apenas algumas observações que podem
ser feitas a respeito desses empreendimentos. Mas algumas outras
contribuições merecem destaque. Entre essas, Longene cker, Moore e Petty
(1997) apontam as seguintes: ‡ Geração de novos empregos; ‡ Fonte de
inovação; ‡ Estimula a competição econômica; ‡ Auxilio às grandes empresas; ‡
Produção eficiente de bens e serviços. As MPEs representam uma importante
fonte de geração de riqueza para o país, portanto ignorar o potencial desses
empreendimentos significa desvalorizar um importante agente de fomentação
da economia, que contribui de forma significativa para o seu desenvolvimento.
 '  ïï Devido a representatividade das MPEs para a
economia nacional, é importante que se saiba quais os setores da economia
onde os micro e pequenos empreendimentos alcançam maior destaque. ³As
empresas pequenas operam em todos os setores, mais diferem enormemente
em sua natureza e importância de um setor para outro´ (LONGENECKER,
MOORE e PETTY, 1997, p. 29). Apesar de atuarem em todos os setores da
economia, as empresas de micro e pequeno porte possuem atuação mais
marcante em alguns e mais discreta em outros. As MPEs atuam em diversos
setores da economia, tendo maior destaque nos seguintes setores, conforme
demonstra Chiavenato (2005, p. 42 -43): ‡ Comércio atacadista: Empresas
atacadistas de medicamentos, comércio atacadista de alimentos, materiais de
escritório, materiais de construção etc; ‡ Construção: Contratantes de
edificações, engenharia de construção, serviços de manutenção de edifícios
etc; ‡ Comércio varejista: Lojas em geral, restaurantes, pizzarias, postos de
gasolina etc; ‡ Serviços: Agências de viagem, salões de beleza, barbearias,
entregas rápidas etc; ‡ Finanças, seguros e imobiliárias: Agências de seguros,
empresas corretoras de imóveis etc; ‡ Mineração: Empresas de areia e
cascalho, minas etc; ‡ Transporte e utilidades públicas: Empresas de táxi,
estações locais de rádio e TV etc; ‡ Manufaturas: Padarias, oficinas de
automóveis, oficinas de bicicletas e motos etc. A atuação das MPEs responde
por 99 % do setor de serviços, 99 % dos setor de comércio e 95% do setor
industrial. São 4,5 milhões de estabelecimentos, o que re presenta 98,5% do
total de empresas existentes no país. Esses números demonstram a grande
contribuição que estas modalidades de empresas proporcionam à economia
brasileira.     ïïï   ' A atual
realidade econômica, tanto no âmbito nacional quanto internacional, impõe às
empresas, em especial as MPEs, um ritmo de competitividade cada vez mais
agressivo. Fatores como a globalização e a concorrência com empresas
estrangeiras, fazem com que as empresas locais busquem novas alternativas
de sobrevivência para se adaptarem às constantes mudanças que ocorrem no
mercado. No caso das MPEs, uma dessas alternativas é a formação dos
chamados clusters. Segundo Lins apud Correia, Nunes Lins e Nunes, clusters
são: concentrações geográficas de firma s setorialmente especializadas,
principalmente de pequeno e médio porte (PMEs), onde a produção tende a
ocorrer verticalmente desintegrada (...) e em meio a relações interfirmas a
montante e a jusante (...), mercantis e não -mercantis e simultaneamente
cooperativas e competitivas (LINS apud CORREIA, NUNES LINS e NUNES,
2004, p. 30). Porter apud Correia, Nunes Lins e Nunes (2004, p. 30) define
cluster como ³um sistema de empresas e instituições interrelacionadas, cujo
valor como um todo é maior do que a soma das partes´. Clusters constitui uma
possibilidade para as MPEs atuarem de forma mais competitiva no mercado,
em relação à concorrentes que dispõem de mais recursos. Segundo Correia,
Nunes Lins e Nunes (2004, p. 31) ³o cluster apresenta alto potencial de
vantagens de redução de custo, ganhos de qualidade, escala e escopo com
avanços tecnológicos, e organizacionais advindos deste conjunto de atores´.
De acordo com Amato Neto (2000, p. 53), pode -se entender cluster como
sendo ³a concentração setorial e geográf ica de empresas´. Frente à dura
concorrência imposta atualmente pelo mercado, o cluster surge como uma
alternativa de sobrevivência e desenvolvimento para as MPEs, que ao atuarem
em conjunto podem desenvolver vantagens competitivas e enfrentar de forma
flexível as mudanças ocorridas no mercado em que atuam. v ï' 
ïï ï' ï  A criação de um empreendimento de
micro ou pequeno porte é um processo que requer vários cuidados por parte do
futuro empreendedor, pois erros cometidos na abertura d a nova empresa
podem originar possíveis causas para o fechamento da mesma. Segundo
Chiavenato (2005), na fase de implementação de uma MPE, vários cuidados
devem ser tomados para evitar perigos ao novo negócio, como: ‡ Não
identificar adequadamente qual ser á o novo negócio; ‡ Não reconhecer
apropriadamente qual será o tipo de cliente a ser atendido; ‡ Não saber
escolher a forma legal de sociedade mais adequada; ‡ Não planejar
suficientemente bem as necessidades financeiras do novo negócio; ‡ Errar na
escolha do local adequado para o novo negócio; ‡ Não saber administrar o
andamento das operações do novo negócio; ‡ Não ter conhecimento sobre a
produção de bens ou serviços com padrão de qualidade e de custo; ‡
Desconhecer o mercado e, principalmente, a concorrê ncia; ‡ Ter pouco domínio
sobre o mercado fornecedor; ‡ Não saber e promover os produtos; ‡ Não saber
tratar adequadamente o cliente. Os pontos acima listados apontam a
necessidade do empreendedor em adquirir bases de conhecimento que
possam dar suporte para que suas decisões sejam tomadas de forma segura e
com poucos riscos. Esse conhecimento pode ser adquirido através da
combinação de consultas à revistas e sites especializados, pesquisas de
mercado, experiência pessoal e profissional, etc. Porém, não é a conselhável a
tomada de decisões apoiada em apenas um desses fatores, sob pena de
cometer grandes e decisivos erros. Todo conhecimento deve ser combinado.
Outro erro comum que candidatos à empreendedor cometem é seguir modelos
e receitas de sucesso, espelhando-se em experiências de terceiros, seguindo -
as passo-a-passo. ³Um dos grandes cuidados que os empreendedores devem
tomar é não basear seu sonho e o planejamento do negócio próprio apenas
nos modelos das grandes organizações´ (BERNHOEFT, 1996, p. 109). O que
funciona para determinada empresa não se aplica necessariamente à todas as
outras. Em relação à atuação no mercado, a principal dificuldade está no fato
de concorrer com empresas já consolidadas e conhecidas pelo consumidor.
Segundo Tachizawa e Faria (2002), entre os principais desafios para
sobrevivência das MPEs estão: ‡ Diferencial diante do mercado; ‡ Qualidade
oferecida aos clientes; ‡ Preço compatível com o praticado no mercado. MPEs
competem por parcelas pequenas de mercado, pois não dispõem de recursos
para ocupar posições de destaque no mercado. Individualmente, competem por
pequenos nichos de mercado, os quais já são disputados por muitas outras
empresas. Para tentar se sobressair diante dessa complicada e numerosa
concorrência, é preciso definir claramente objetivos e metas, conhecer o
mercado no qual pretende-se atuar, etc. A implantação do negócio, pensando
basicamente no que se deseja produzir, para só então, tentar atingir o
mercado, vem sendo um dos principais fatores para o fracasso e fe chamento
de um grande número de empreendimentos. Porém, não podemos deixar de
ressaltar outros: A falta de objetividade, desconhecimento do mercado, erro
nas estimativas das necessidades financeiras, sub -avaliação dos problemas
técnicos, falta de diferenciação, falta de planejamento (...), desconhecimento
dos aspectos legais, escolha de sócios errados e localização inadequada do
empreendimento (ALVES e BEZERRA, 2005, p. 4). A questão burocrática
representa uma dificuldade a mais para a implementação de empr esas no
Brasil. ³O sistema tributário brasileiro é também extremamente complexo ±
segundo o Banco Mundial, uma empresa média gasta 2600 horas ao ano para
vencer a maratona de obrigações com o Fisco´ (CAETANO e PADUAN, 2005,
p. 23). A burocracia no Brasil representa uma barreira até para o fechamento
de empresas, que em muitos casos chegam a esperar até dez anos para
legalmente fechar as portas. Diante dessa realidade, muitos empresários
fecham suas empresas sem notificar a Junta Comercial, contribuindo assi m
para o aumento da irregularidade de empresas extintas, conforme demonstra o
gráfico 1. GRÁFICO 1: Situação das empresas extintas na Junta Comercial
(%), segundo dados do Sebrae (2005). Fonte: Adaptado de Sebrae (2005, p.
20). Até os empreendedores estran geiros encontram grandes dificuldades para
começar um novo negócio no Brasil. Além de uma série de documentos, os
empresários estrangeiros enfrentam um longo processo burocrático, que
resulta num longo prazo de espera para abertura de uma empresa. Segundo
Carvalho (2005), no Brasil o prazo para abertura e legalização de empresas de
proprietários estrangeiros pode chegar a 190 dias, contra apenas 40 dias na
Inglaterra ou 50 em Hong Kong. Isso permite ao Brasil ocupar posição de
destaque entre as burocracias mais lentas do mundo.  'ïï ï
 Em relação às micro e pequenas empresas, é importante não esquecer
um assunto muito discutido e analisado, a taxa de mortalidade. ³Cerca de 73%
de micro, pequenas e médias empresas não cumprem sua finalidade maior e
não sobrevivem´ (TACHIZAWA e FARIA, 2002, p. 59). Dados como este
expõem a realidade dos micro e pequenos empresários no Brasil. Diversos
fatores levam as MPEs a esse desfecho. Entre esses fatores, destacam-se os
ligados à questões financeiras, como falta de capital de giro, dificuldades em
obter crédito, problemas com inadimplência, elevada carga tributária, vendas
insuficientes, etc. Dolabela (1999) aponta os seguintes fatores como sendo
influentes no processo de mortalidade das MPEs: o Falta de planej amento de
produção 40% o Falta de planejamento de vendas 50% o Falta de sistemas de
custeio 45% o Falta de controle de estoques 47% o Falta de técnicas de
marketing 85% o Falta de treinamento de RH 80% o Falta de avaliação de
produtividade 65% o Falta de g erenciamento de qualidade 60% o Falta de
recursos de informática 90% O quadro 1 apresenta um registro do índice de
mortalidade de MPEs ocorrido no Brasil, entre os anos de 1995 a 1997.
QUADRO 1: Criação e fechamento de empreendimentos no Brasil ±
1995/1997. MICRO (0-19) PEQUENOS (20-99) MÉDIOS (100-499) GRANDE
(500 ou mais) TOTAL Número de estabelecimentos em 1995 1.626.98 112.342
25.176 5.016 1.679.51 Natalidade em 1996 339.208 8.832 1.403 205 349.648
Mortalidade em 1996 -269.106 -4.593 -913 -164 -274.776 Variação liquida em
70.102 4.239 490 41 74.872 Número de estabelecimentos em 1996 1.697.08
116.581 25.666 5.057 1.844.38 Natalidade em 1997 552.469 11.330 1.635 237
565.671 Mortalidade em 1997 -429.530 -10.458 -1.567 -228 -441.783 Variação
liquida em 122.939 872 68 9 123.888 Número de estabelecimentos em
1.820.02 117.453 25.734 5.066 1.968.27 Fonte: Adaptado de Alves e Bezerra
(2005, p. 2). Uma possível explicação para dados como os apresentados no
quadro 1 seriam as incertezas decorrentes dos primeiros ano s de atividade do
empreendimento (AUDRETSCH, apud ALVES e BEZERRA, 2005). No entanto,
fatores como falta de planejamento, de capital, de motivação, de qualificação
de funcionários e de experiência também pesam na hora da empresa fechar as
portas. A taxa de mortalidade empresarial no Brasil, apurada para as empresas
constituídas e registradas nas juntas comerciais dos Estados nos anos de
2000, 2001 e 2002, revela que 49,4% encerraram as atividades com até 02
(dois) anos de existência, 56,4% com até 03 (três) anos e 59,9% não
sobrevivem além dos 04 (quatro) anos (SEBRAE, 2005, p. 19). A tabela 1 traz
dados referentes à taxa de mortalidade das empresas por região e em nível de
Brasil. TABELA 1:Taxa de mortalidade (%) por região e Brasil (2000 -2002).
Fonte: Adaptado de Sebrae (2004, p. 11). Índices como esses demonstram a
falta de preparo e competitividade empreendedora no país. ³Trabalhos
confirmam que a taxa de mortalidade diminui para empresas filiadas a outros
estabelecimentos, ou seja, empresas interligadas à uma matriz têm uma maior
probabilidade de sobreviver (filial/matriz)´ (ALVES e BEZERRA, 2005, p. 2). '
'  Trata-se de um programa que prevê incentivos fiscais ao micro e
pequeno empreendimento. O SIMPLES está em vigor desde janeiro de 1997, e
consiste na unificação do pagamento dos seguintes impostos: IRPJ, PIS,
COFINS, CSLL, INSS Patronal e IPI, caso seja contribuinte. Esse programa
pode ser entendido como uma tentativa do governo para aliviar o processo de
burocratização em relação aos micro e pequenos empreendimentos, visando
assim facilitar o trabalho dos micro e pequenos empresários. É um incentivo
aos micro e pequenos empresários e está previsto em lei, conforme indica
Dornelas (2001): De acordo com a legislação federal, a micro e pequena
empresa, também conhecida como empresa de pequeno porte, é classificada
pela Lei 9.137, de 05/12/1996, que institui o Tributo Federal SIMPLES. O
SIMPLES é uma forma simplificada (daí o nome) de recolhimento de tributos e
contribuições federais, para microempre sas e empresas de pequeno porte, por
meio de um único documento, com base em percentuais calculados sobre o
faturamento bruto do mês anterior. O SIMPLES ainda proporciona vantagens
às empresas que optam por esse plano, como em relação aos encargos
trabalhistas e previdenciários, demonstradas no quadro 2. QUADRO 2:
Encargos trabalhistas e previdenciários no SIMPLES. INSS Empresário:
alíquota variável, com máximo de 28,8%, sobre o total da folha de pagamento.
Não é cobrado para as empresas que aderirem ao SIM PLES. INSS
Empregados: Desconto progressivo de acordo com o salário. Descontos de:
7,65% até 376,60 8,65% até 408,00 9,00% até 627,66 11,00% até 1.255,32
Retido do salário do empregado. Lei 5.326 de 16/09/1999 em virtude da CPMF
FGTS Alíquota de 8% sobre a remuneração mensal paga ao empregado. PIS
Alíquota de 0,65% sobre a receita bruta. Não é cobrado para as empresas que
aderiram ao SIMPLES. Contribuição Sindical Descontada dos empregados:
anualmente, um dia de salário. Descontada dos patrões (patronal): d epende de
alíquota em tabela progressiva no respectivo sindicato. Aviso Prévio Valor
correspondente a um mês de salário. Férias Vencidas Salário do mês em que o
empregado gozar as férias, a ser pago adiantado e acrescido de 1/3 do seu
valor. Férias Proporcionais 1/12 sobre o salário do empregado, para cada mês
ou fração superior a 15 dias trabalhados, contados a partir do dia de admissão
até se completar um ano, e assim sucessivamente. 13º Salário Valor
correspondente a um mês de salário, a ser pago 50% até o dia 20 de novembro
de cada ano e 50% até o dia 20 de dezembro do mesmo ano. 13º Salário
Proporcional 1/12 sobre o salário do empregado, para cada mês ou fração
superior a 15 dias trabalhado, contados a partir de 1º de janeiro do ano
correspondente até 31 de dezembro do mesmo ano. Fonte: Dornelas (2001, p.
222). O SIMPLES também traz vantagens para MPEs no aspecto tributário, em
relação à receita bruta acumulada em R$, como demonstra Dornelas (2001). ‡
Microempresa Alíquota Até 60.000,00 3% 60.000,01 a 90 .000,00 4% 90.000,01
a 120.000,00 5% ‡ Empresa de pequeno porte Alíquota Até 240.000,00 5,4%
240.000,01 a 360.000,00 5,8% 360.000,01 a 480.000,00 6,2% 480.000,01 a
600.000,00 6,6% 600.000,01 a 720.000,00 7,0% 720.000,01 a 840.000,00
7,4% 840.000,01 a 960.0 00,00 7,8% 960.000,01 a 1.080.000,00 8,2%
1.080.000,01 a 1.200.000,00 8,6% O SIMPLES constitui uma importante vitória
para micro e pequenos empresários, que através dos benefícios fiscais
atribuídos por esse plano, podem desfrutar de melhores condições de
sobrevivência no mercado. ' ï ï Ser micro ou pequeno
empresário no Brasil significa enfrentar desafios e conviver com a realidade da
mortalidade da empresa, devido às inúmeras dificuldades impostas às MPEs,
sobretudo em questões de natureza econômica. Esses dados confirmam a
importância dos fatores financeiros na mortalidade das empresas brasileiras.
³Os empreendedores investem sem ter a noção de como funciona realmente
na prática o empreendimento, imaginando ter um lucro fabuloso´ (ALVES e
BEZERRA, 2005, p. 3). Ou seja, eles investem na abertura das empresas e se
esquecem de dar continuidade ou simplesmente não procuram conhecer a
realidade de uma empresa. Parece que ignoram o que será preciso fazer para
que o empreendimento continue em atividade. ³A maioria dos negócios não
começa grande. Empreendimentos podem tornar -se grandes empresas na
medida em que sejam bem administrados e tenham sucesso. É da maior
importância ter uma clara noção dos limites que se quer atingir (...)´
(BERNHOEFT, 1996, p. 109). Não basta dispor de capital e investir. É preciso
ter conhecimento e planejamento, para que um sonho não venha a tornar -se
um pesadelo. ï ADIZES, Ichak. OS CICLOS DE VIDA DAS
ORGANIZAÇÕES: Como e por que as empresas crescem e morrem e o que
fazer a respeito. 4. ed., São Paulo: Pioneira, 1998. ALVES, Sammya
Fernandes e BEZERRA, Raphaela Campos. Conjuntura econômica das micro
e pequenas empresas. Disponível em: Acesso em: 05 out. 2005. AMATO
NETO, João. REDES DE COOPERAÇÃO PRODUTIVA E CLUSTERS
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(EM QUALQUER IDADE). São Paulo: Nobel, 1996. CAETANO, José Roberto e
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