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EXMO. SR. DR.

JUÍZ DE DIREITO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVIL DE


PETRÓPOLIS RJ.

MARIA IRACEMA CESAR COSTA,brasileira, assistente social,


portartadora da carteira de identidade de nº 12742338-2, e com o CPF de nº 245794917-34,
residente e domiciliada a Rua Pinto Guimarães nº61- CEP.26.225-410-Califórnia , Nova Iguaçu,
RJ, vem perante V.EXA., propor a,

AÇÃO INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS

em face da EMPRESA ÚNICA E FÁCIL LTDA, com CNPJ sob o


nº 31.1385/00145 e com a inscrição estadual sob o nº 83.848.413, cujo endereço comercial é:
Rua Padre Siqueira nº 419-CEP.25.685-220, Centro, Petrópolis, RJ. , pelos fatos e fundamentos
jurídicos que passa a narrar.

– DOS FATOS E FUNDAMENTOS:

Em 10/03/11 às 15:25 h, me dirigi ao guichê da empresa em questão


com o intuíto de adquirir o bilhete com destino a Nova Iguaçu. Ao solicita-ló, me foi
informado pelo atendente, que o próximo ônibus partiria às 16,20h.Adiquiri o bilhete e aguardei,
partindo o ônibus as 16,25h,(cópia do doc. Anexo).

Às 16.25h o ônibus partiu, durante a descida e após a saída de 2º túnel,


o ônibus parou em um grande congestionamento, e como o transito não fluia perguntei então
ao motorista se ele sabia qual era a causa de tal fato. Respondeu que era dado a 2 acidentes
envolvendo carretas em pontos diferentes da rodovia, causa provável, ambos provocados pela
chuva que caia. Sobre a previsão de chegada ao destino, não tinha como estimar, posto que o
primeiro acidente provocara o engavetamento de vários carros, e no segundo, a carreta ainda
estava em chamas.(cópia de jornal em anexo, doc.2).

Perguntei-lhe então se a empresa tinha conhecimento do fato no


momento da venda do bilhete. Não me respondeu .Oportuno se faz, esclarecer que esta seria a
única forma de tomar conhecimento do evento, posto que o primeiro acidente ocorrerá ás
13.00h, quando então me dirigia da antiga rodoviária para o Bingen.

No ônibus, durante a espera , além do inconformismo pela falta de


informação da empresa sobre o (s) acidente(s), começou o medo posto que chovia,e sabido
por todos que a rodovia é acompanhada de barreiras e abismos. A falta de banheiro na

¹Marques, Claudia Lima.Contratos no CDC.O nôvo Regime das Relações Contratuais, 4ª Ed. Revistas dos Tribunais.2Filho , Sergio Cavalieri
Filho .Programa de Responsabilidade Civil.Responsabilidade Contratual do Transportador.2ª Ed., Malheiros SP, 1998.
condução levou-nos ao constrangimento de ver os homens descerem da condução, e sob a
plateia dos passageiros e demais carros parados fazerem suas necessidades.

Quanto as mulheres como eu, não tinham a mesma alternativa, a não ser
a de se contorcer concer com tal vontade. Mais tarde um passageiro se propós a pedir a um
outro ônibus parado a frente para utilizarmos tal utilidade. Logrou êxito .
Após 2.00h, começamos a descida, e ao passarmos pelo segundo acidente a bulea da carreta
ainda se encontrava em combustão, o que nos causou um grande medo. Apos o atraso de
4.30h chegamos ao destino.

DO DANO MORAL:

O direito da autora encontra-se amparado pelo art. 5º incisos V e X da


CRFB/88.As partes celebraram contrato de transporte terrestre, que durante a sua realização a
parte ré deveria prestar todas as informações a respeito da forma em que se encontrava o
trajeto, sem os riscos e o constrangimento e medo a que passou. O que é atribuido a ré não é a
culpa pelo acidente mais sim a falta de informação sobre o acidente!

O art. 14 do CDC assim normatiza:

O fornecedor de serviço responde , independente de culpa


pelos danos
causados causados aos consumidores por defeitos relativos a
prestação dos serviços, bem como por informações
insuficientes ou inadequadas sobre
sua fruição e risco.

A ré ao não informar a autora sobre o ocorrido na rodovia, tirou-lhe o


direito de escolha entre empreender-se em tal aventura amedrontadora e a possibilidade de
viajar no dia seguinte de forma tranquila e sem nenhum risco, posto que ela possui local para
permanecer em Petrópolis.

Neste sentido a doutrina moderna vem consubistânciado o entendimento


pautado nos princípios da boa-fé, confiança e transparência de forma objetiva, deve
permear todas as fases do contrato.

O CDC, desenhou de forma razoável e legítima as obrigações das


empresas transportadoras.

Assim ensina a Prof. Cláudia Lima Marques¹ sobre o tema:

A partir da entrada em vigor do CDC, também no Brasil, nova


importância foi redesenhada a qualidade (leia-se, expectativas
legítimas e razoáveis) a informação na faze pré-contratual, e durante
as execuções dos dos contratos de viagem.”

¹Marques, Claudia Lima.Contratos no CDC.O nôvo Regime das Relações Contratuais, 4ª Ed. Revistas dos Tribunais.2Filho , Sergio Cavalieri
Filho .Programa de Responsabilidade Civil.Responsabilidade Contratual do Transportador.2ª Ed., Malheiros SP, 1998.
O professor SERGIO CAVALIERI FILHO² assim dispõe sobre o contrato de  
transporte e incolumidade nela contida: '' A obrigação do transportador é de fim, de  
resultado, não apenas de meio. Obriga­se ele a tomar providências pela incolumidade dos  
passageiros  e sucesso  da viagem”

A jurisprudência também já mostrou favorável ao consumidor sobre a condenação a empresa


transportadora aérea que não informou de forma clara sobre uma conexão, gerando para a ré a
obrigação de pagar pelos danos morais causados.
( processo nº2930-9/08.Turma Turma Recursal Cívil. Relator: Juíz Brenno
Mascaranhas. Julgado 31/08/08)

Pelo que se percebe, pela narrativa dos fatos houvr de forma clara a violação
contratual por parte da ré. Por este motivo ,pelo princípio da razoabilidade, requer-se que
eleve os parâmetros para o arbitramento dos Danos Morais para que desta forma evite-se
a reinteração de tais fatos.

ANTE O EXPOSTO, VEM REQUERER:

a) Citação da empresa ré para responder a presente ação.

b) Intimação para comparecer a audiência de conciliação, que poderá ser imediatamente


convolada em AIJ, em caso não haver acordo entre as partes, e sob pena de revelia na
ausência da parte ré.

c) Requerendo ainda, que seja concedida a inversão do ônus da prova .

d) Seja a ré condenada ao pagamento dos Danos Morais no Valor de

e)Que volte a circular ônibus com banheiros, como ocorria anteriormente.

DAS PROVAS:

Requer a produção de provas na amplitude do art. 32 da lei 9.099/95.

VALOR DA CAUSA:

Dá-se a causa o valor de R$5.000,00.

Rio de Janeiro, de Março de 2011.

MARIA IRACEMA CESAR COSTA

Telefones: (21)26670794)(21)92156250

¹Marques, Claudia Lima.Contratos no CDC.O nôvo Regime das Relações Contratuais, 4ª Ed. Revistas dos Tribunais.2Filho , Sergio Cavalieri
Filho .Programa de Responsabilidade Civil.Responsabilidade Contratual do Transportador.2ª Ed., Malheiros SP, 1998.