1

1. Introdução.

O conceito de função que hoje pode parecer simples é o resultado de uma lenta e longa
evolução histórica iniciada na Antiguidade quando, por exemplo, os matemáticos Babilônicos
utilizaram tabelas de quadrado e de raízes quadradas e cúbicas ou quando os Pitagóricos
tentaram relacionar a altura do som emitido por cordas submetidas à mesma tensão com seu
comprimento. Nesta época o conceito de função não estava claramente definido.
Só no séc. XVII, quando Descartes e Pierre Fermat introduziram as coordenadas
cartesianas, se tornou possível transformar problemas geométricos em problemas algébricos e
estudar analiticamente funções.
A Matemática recebe assim um grande impulso a partir de observações ou
experiências realizadas, a procurar e determinar a fórmula ou função que relaciona as
variáveis em estudo. Por outro lado, a introdução de coordenadas, além de facilitar o estudo
de curvas já conhecidas permitiu a “criação” de novas curvas, imagens geométricas de
funções já definidas por relações entre variáveis.
Fermat deu conta das limitações do conceito clássico de reta tangente a uma curva
como sendo aquela que encontrava a curva num único ponto, para determinar uma tangente a
uma curva num ponto P considerou outro ponto Q sobre a curva; considerou a reta PQ secante
à curva, obtendo deste modo retas PQ que se aproximavam duma reta t a que Fermat chamou
a reta tangente à curva no ponto P.
Estas idéias constituíram o embrião do conceito de derivada e levou Laplace a
considerar Fermat “o verdadeiro inventor do Cálculo Diferencial”. Contudo, Fermat não
dispunha de notação apropriada e o conceito de limite não estava ainda claramente definido.
Só no séc. XIX Cauchy introduzia formalmente o conceito de limite e o conceito de derivada,
a partir do séc. XVII, com Leibniz e Newton, o Cálculo Diferencial torna-se um instrumento
cada vez mais indispensável pela sua aplicabilidade aos mais diversos campos da ciência.

















2

2. A Reta Tangente e a Derivada.
2.1 – Reta Tangente.
Sejam f uma função e p um ponto de seu domínio. Limites do tipo

l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x − p


ocorrem de modo natural tanto na geometria como na física.
Consideremos, por exemplo, o problema de definir a reta tangente ao gráfico de f no
ponto (p, f(p)). Evidentemente, tal reta deve passar pelo ponto (p, f(p)); assim a reta tangente
fica determinada se dissermos qual deve ser seu coeficiente angular. Consideremos, então, a
reta s
x
que passa pelos pontos (p, f(p)) e (x, f(x), conforme figura 2.1.









Figura 2.1 – Reta Secante ao gráfico de ¡.

Coeficiente angular de s
x
=
]( x) -]( p)
x - p

Quando x tende a p, o coeficiente angular de s
x
tende a f’(p), onde
¡

( p) = l i m
x→p
¡( x) – ¡( p)
x − p

Observe que f’(p) (leia: f linha de p) é apenas uma notação para indicar o valor do
limite acima. Assim à medida que x vai se aproximando de p, a reta s
x
vai tendendo para a
posição da reta T da equação
y −¡( p) = ¡

( p) ( x −p) . (1)


f (x)
f(p)
f
sx
x - p
f(x) - f(p)
x
y
3





Figura 2.2 – Reta Tangente ao gráfico de ¡.

É natural, então, definir a reta tangente em (p, f(p)) como sendo a reta de equação (1).
Suponhamos, agora, que s=f(t) seja a equação horária do movimento de uma partícula
vinculada a uma reta orientada na qual se escolheu uma origem. Isto significa dizer que a
função f fornece a cada instante a abscissa ocupada pela partícula na reta. A velocidade média
da partícula entre os instantes t
0
e t é definida pelo quociente
]( t) - ]( t
0
)
t- t
0

A velocidade (instantânea) da partícula no instante t
0
é definida como sendo o limite
v ( t
0
) = l i m
t→t
0
¡( t ) – ¡( t
0
)
t −t
0

Esses exemplos são suficientes para levar-nos a estudar de modo puramente abstrato
as propriedades do limite
l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x − p

2.2 - Derivada de uma Função.
Sejam f uma função e p um ponto de seu domínio. O limite
l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x − p

quando existe e é finito, denomina-se derivada de f em p e indica-se por f’ (p) (leia: f linha de
p).

Assim,
¡

( p) = l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x −p

Se f admite derivada em p, então diremos que f é derivável ou diferenciável em p.
Dizemos que f é derivável ou diferenciável em A ⊂ Ð
]
se f for derivável em cada p ∈ A.
Diremos simplesmente, que f é uma função derivável ou diferenciável se f for derivável em
cada ponto de seu domínio.

f
x x
y
p
T
4

Observação: Segue das propriedades dos limites que
l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x −p
= l i m
h→0
¡( p + ℎ) − ¡( p)


Assim,
¡( p) = l i m
x→p
¡( x ) – ¡( p)
x −p
ou ¡

( p) = l i m
h→0
¡( p + ℎ) − ¡( p)


Conforme vimos na introdução a reta de equação y −¡( y) = ¡

( p) ( x −p) é, por
definição,a reta tangente ao gráfico de f no ponto (p, f(p)). Assim, a derivada de f em p, é o
coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abscissa p.
Exemplos.
1 - Seja f(x) = x
2
. Calcule:
a) f’ (1)
b) f’ (x)
c) f’ (-3)
Solução:
a) f

( 1 ) = l i m
x→1
¡( x ) – ¡( 1)
x −1
= l i m
x→1
x
2
−1
x −1
= l i m
x→1
( x + 1 ) = 2 .

Assim,
f’(1) = 2.
(A derivada de f(x) = x
2
, em p=1, é igual a 2.).

b) ¡

( x) = l i m
h→0
¡( x + ℎ ) – ¡( x)

= l i m
h→0
( x + ℎ)
2
− x
2



Como
( x + ℎ)
2
− x
2

=
2 xℎ + ℎ
2

= 2x + ℎ, ℎ ≠ 0

Segue que
¡

( x) = l i m
h→0
( 2 x + ℎ) = 2 x.

Portanto,
f(x) = x
2
⟹ f’(x)=2x.
Observe que f’(x) = 2x é uma fórmula que nos fornece a derivada de f(x) = x
2
, em todo
x real.
¢) Segue de ( b) que
f’(-3) = 2 (-3) = -6.

5

2 - Seja f(x) = x
2
. Determine a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto:
a) (1, f(1)). b) (-1, f(-1)).
Solução:
a) A equação da reta tangente em (1, f(1)) é
y – f(1) = f’ (1) (x –1)

|
¡( 1) = 1
2
= 1
¡
i
( p) = 2 p( exempl o 1 , i t em b ) ⇒ ¡
i
( 1 ) = 2


Substituindo em (1), vem
y– 1 = 2(x – 1) ou y = 2x –1.
Assim y = 2x –1 é a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = x
2
, no ponto (1 ,
f(1)).
b) A equação da reta tangente em ( −1, f(−1)) é y – f(−1) = f’( −1) (x-(−1)) ou
y – f(−1 ) = f’(−1 ) (x+ 1)
f(−1) = ( −1 )
2
= 1
f’(p) = 2p ⟹f’ (−1) substituindo esses valores na equação vem
y − 1 = −2( x + 1) ou y = −2x −1 Que é a equação da reta tangente pedida.







Figura 2.3 – gráfico das retas tangentes de ¡ nos pontos (1, ¡( 1) ) e (−1, ( ¡( −1) ) .


y
x
(1, f(1))
y = 2x - 1
y = - 2x - 1
-1 1
6

3 - Seja f(x) = k uma função constante. Mostre que f’(x) = 0 para todo o x. (A derivada de uma
constante é zero).
Solução:
¡

( x) = l i m
h→0
¡( x + ℎ ) – ¡( x)

.
Como f(x) = k para todo x, resulta f (x + h) = k para todo x e todo h, assim
¡

( x) = l i m
h→0
k −k

= l i m
h→0
0 = 0.
4 – Calcule a derivada de f(x) = x
3
e use-a para determinar a inclinação da reta tangente à
curva y =x
3
no ponto x = -1. Qual é a equação da reta tangente nesse ponto?
Solução:
A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (c, f(x)) é dada por m
tun
= f’(c). De
acordo com a definição de derivada,
¡

( x) = l i m
h→0
¡( x + ℎ ) – ¡( x)

= l i m
h→0
( x + ℎ)
3
− x
3


¡

( x) = l i m
h→0
( x
3
+ 3 x
2
ℎ + 3 xℎ
2
+ ℎ
3
) −x
3

= l i m
h→0
( 3x
2
+ 3 xℎ + ℎ
2
)
¡( x) = 3x
2

Nesse caso, a inclinação da reta tangente à curva y =x
3
no ponto x = -1 é f’ (-1) =
3( −1)
2
= 3.
Para determinar a equação da reta tangente, precisamos também da coordenada y do
ponto de tangencia, y=( −1)
3
= -1. Assim, a reta tangente passa pelo ponto (-1, -1) com
inclinação três. Usando a forma ponto-inclinação da equação de uma reta, temos:
y −( −1) = 3 [ x − ( −1 ) ]
y =3x + 2.
tg =
¡( o + ℎ) − ¡( o)
( o + ℎ −o)
⇒ tgo =
¡( o + ℎ) − ¡( o)







7

5 - Encontre a equação da reta normal à curva y =√x −3 que seja paralela à reta 6x + 3y – 4
= 0.
Solução:
Seja a reta dada. Para encontrarmos a declividade de, escrevermos sua equação na forma
reduzida, que é y =− Joisx +
4
3
. Portanto, a declividade de ¡ é −2, e a declividade da reta
normal procurada também é −2, pois suas retas são paralelas.
Para encontrarmos a declividade da reta tangente à curva dada em qualquer ( x
1
, y
1
) ,
aplicamos a fórmula
n( x
1
) = l i m
Δx→0
¡( x
1
+ Δx) −¡( x
1
)
Δx

Com f(x) = √x − 3 obtemos
n( x
1
) = l i m
Δx→0
.x
1
+ Δx −3 −.x
1
− 3
Δx

Para calcularmos esse limite, racionalizamos o numerador.
n( x
1
) = l i m
Δx→0
(.x
1
+ Δx −3 − .x
1
−3 )( .x
1
+ Δx −3 + .x
1
− 3 )
Δx( .x
1
+ Δx −3 + .x
1
− 3)

n( x
1
) = l i m
Δx→0
Δx
Δx( .x
1
+ Δx − 3 + .x
1
−3

Dividindo numerador e denominador por Δx, desde Δx ≠ 0, obtemos
n( x
1
) = l i m
Δx→0
1
.x
1
+ Δx −3 + .x
1
− 3

n( x
1
) =
1
2.x
1
− 3

Conforme mostramos acima, a declividade da reta procurada é -2. Assim, resolvemos
a equação −2.x
1
− 3 = -2 resultando x
1
= 4. Portanto, A reta procurada é a reta que passa
pelo ponto (4, 1) sobre a curva e tem uma declividade –2. Usando a forma ponto-declividade
da equação da reta obtemos y –1 = −2 (x−4) ou 2x + y −9 = 0 .
Veja a figura 2.4, que mostra um esboço da curva junto com a reta normal PN em (4,
1) e a reta tangente PT em (4,1).


8







Figura 2.4 – Gráfico da Reta Normal a curva y = √x − 3.
6 - Calcule a derivada de ¡( x) = √x e use o resultado para determinar a equação da reta
tangente à curva y = √x no ponto x = 4.
Solução:
A derivada de y = √x em relação à x é dada por:
J
Jx
√x = l i m
h→0
¡( x + ℎ) − ¡( x)

= l i m
h→0
√x + ℎ −√x


J
Jx
√x = l i m
h→0
(√x + ℎ − √x)( √x + ℎ + √x)
ℎ( √x + ℎ + √x)

J
Jx
√x = l i m
h→0
x + ℎ − x
ℎ( √x + ℎ + √x)
= l i m
h→0

ℎ( √x + ℎ + √x)

J
Jx
√x = l i m
h→0
1
√x + ℎ + √x
=
1
2√x

Para x = 4, a coordenada correspondente y no gráfico de y = √x é y = √4 = 2; então,
o ponto de tangência é P(4, 2). Como f’(x) = 1/2√x, a inclinação da reta tangente à curva de
f(x) no ponto P (4, 2) é dado por f’(4) =
1
2√4
=
1
4
. Usando a forma ponto-inclinação da
equação de uma reta, descobrimos que a equação da reta tangente no ponto
P é y − 2 =
1
4
( x −4) ou y =
1
4
x + 1 .





90°
T
N
X
y
P(4,1)
9

7 - Seja ¡( x) = ¡( x) = √x. Calcule f’(2).
Solução:
¡

( 2) = l i m
x→2
¡( x ) – ¡( 2)
x −2
= l i m
x→2
√x −√2
x −2

Assim,
¡

( 2) = l i m
x→2
√x − √2
(√x −√2 )( √x + √2)
= l i m
x→2
1
√x + √2
=
1
2√2

Isto é,
¡

( 2) =
1
2√2



3. Regras de Derivação.
3.1. Derivada da Função Constante.
Se c é um número constante e ¡ é a função constante definida por ¡( x) = c, então f é
diferenciável para todo número x e ¡’ é a função definida por ¡’( x) = 0.
Prova:
¡

( x) = l i m
Δx→0
¡( x + Δx) −¡( x)
Δx
= l i m
Δx→0
c −c
Δx
= l i m
Δx→0
0 = 0.

Exemplos.
1 - Seja f uma função constante definida pela equação ¡’( x) = 5 + n. Calcule ¡’ .
Solução:
Pela regra da Constante, ¡’ é a função definida pela equação ¡’( x) = 0.

2 - Calcule Ð
t
(5 + √3 ).
Solução:
Pela regra da Constante, Ð
t
(5 + √3 ) = 0.
10

3.2. Derivada da Função Potência.
Seja n um número inteiro maior que 1 e seja f a função definida por ¡( x) = x’ ’. Então
f é diferenciável para todo número x e ¡’ é a função definida por
¡

( x) = nx
n-1
.
Prova:
A prova se processa por indução matemática, iniciando com n = 2. Para n = 2 temos, pelas
regras do produto e da identidade,
¡

( x) = Ð
x
( x
2
) = Ð
x
( x. x) = x. ( Ð
x
x) + ( Ð
x
x) x
¡

( x) = x + x = 2 x = 2x
2-1
;
Assim o teorema é válido quando n = 2. Agora, assumindo que n é maior que 2 e que
o teorema seja válido para expoentes menores que n, os Teoremas 4 e 2 implicam que
¡

( x) = Ð
x
( x
n
) = Ð
x
( x
n-1
. x) = x
n-1
. ( Ð
x
x) + ( Ð
x
x
n-1
) . x

¡

( x) = x
n-1
+ [ ( n −1) x
n-2
] . x = x
n-1
+ ( n −1) x
n-1

¡
i
( x) = nx
n-1
.

Exemplos.
1 - Seja ¡( x) = 4 √x
2
3
encontre ¡’ ( x) .
Solução:
¡( x) = 4x
2
3

¡
i
( x) = 4 .
2
3
|x
2
3
- 1
|
¡
i
( x) =
8
3
x
-
1
3
=
8
3 x
1
3
=
8
3 √x
3


2 - Seja ℎ( x) = √2x
3
−4 x + 5, encontre h’(x).
Solução:
ℎ( x) = ( 2x
3
−4 x + 5 )
1
2


i
( x) =
1
2
( 2x
3
−4 x + 5 )
-
1
2
( 6x
2
− 4 )

i
( x) =
3x
2
−2
√2 x
3
−4x + 5

11

3.3. Derivada da Soma.
Sejam f e g funções diferenciáveis em um número x, e seja h = f + g. Então h é
diferenciável em x
1
e

i
( x
1
) = ¡
i
( x
1
) + g
i
( x
1
) .
Prova:

i
( x
1
) = l i m
∆x→0
ℎ( x
1
+ ∆x ) – ℎ( x
1
)
∆x


i
( x
1
) = l i m
∆x→0
[ ¡( x
1
+ Δx) + g( x
1
+ Δx) ] −[ ¡( x
1
) + g( x
1
) ]
∆x


i
( x
1
) = l i m
∆x→0
¡( x
1
+ Δx) −¡( x
1
) + g( x
1
+ Δx) − g( x
1
)
∆x


i
( x
1
) = l i m
∆x→0
|
¡( x
1
+ Δx) − ¡( x
1
)
∆x
+
g( x
1
+ Δx) −g( x
1
)
Δx
|

i
( x
1
) = l i m
∆x→0
¡( x
1
+ Δx) −¡( x
1
)
Δx
+ l i m
Ax→0
g( x
1
+ Δx) − g( x
1
)
Δx


i
( x
1
) = ¡
i
( x
1
) + g
i
( x
1
) .


Exemplos.
1 - Seja ¡( x) = 3x
4
+8x+5. Calcule a derivada.
Solução:
¡
i
( x) = 3(4x
3
) + 8.1 + 0
¡
i
( x) = 12x
3
+ 8.


2 – Seja ¡( x) = 7x
4
−2 x
3
+ 8x + 5, cncontrc ¡
i
( x) .
Solução:
¡
i
( x) = Ð
x
( 7 x
4
− 2x
3
+ 8x + 5) = Ð
x
( 7 x
4
) + Ð
x
( −2x
3
) + Ð
x
( 8x) + Ð
x
( 5) =
= 28x
3
−6x
2
+ 8 .




12

3.5. Derivada da Função Produto.
Sejam f e g funções ambas diferenciáveis em um número x
1
, e seja ℎ = ¡ ∙ g. Então h
também é diferenciável em x
1
e

i
( x
1
) = ¡( x
1
) . g
i
( x
1
) + ¡
i
( x
1
) . g( x
1
) .
Prova:

i
( x
1
) = l i m
∆x→0
ℎ( x
1
+ ∆x) − ℎ( x
1
)
∆x



i
( x
1
) = l i m
∆x→0
¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
+ ∆x) − ¡( x
1
) . g( x
1
) .
∆x


Usaremos agora um curioso, mas eficiente artifício algébrico – a expressão
¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
) é subtraída do numerador e depois adicionada de novo (o que, é claro,
mantém o valor do numerador sem alteração).

O resultado é


i
( x
1
) =
= l i m
∆x→0
¡( x
1
+ ∆x ) . g( x
1
+ ∆x) −¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
) + ¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
) − ¡( x
1
) . g( x
1
)
∆x


i
( x
1
) = l i m
∆x→0
|
¡( x
1
+ Δx) . g( x
1
+ ∆x) −¡( x
1
+ ∆x) . g( x
1
)
∆x
+
f ( x
1
+ Δx) . g( x
1
) −f ( x
1
) . g( x
1
)
Δx
|

i
( x
1
) = l i m
x→0
|¡( x
1
+ ∆x)
g( x
1
+ Δx) − g( x
1
)
∆x
+
f ( x
1
+ Δx) − f ( x
1
)
Δx
g( x
1
) |

i
( x
1
) = | l i m
∆x→0
¡( x
1
+ ∆x) | ∙ | l i m
∆x→0
g( x
1
+ Δx) − g( x
1
)
Δx
| + | l i m
∆x→0
f ( x
1
+ ∆x) −f ( x
1
)
∆x
|
∙ | l i m
∆x→0
g( x
1
) |

i
( x
1
) = |l i m
x→0
¡( x
1
+ Δx) | . g
i
( x
1
) + ¡
i
( x
1
) | l i m
∆x→0
g( x
1
) | ∙



13

Desde que, f é diferenciável em x
1
ela é contínua em x
1
.
Assim,
l i m
∆x→0
¡( x
1
+ ∆x) = l i m
x→x
1
¡( x) = ¡( x
1
)
Também desde que g(x
1
) é uma constante,
l i m
∆x→0
g( x
1
) = g( x
1
)
Segue que,

i
( x
1
) = ¡( x
1
) . g
i
( x
1
) + f
i
( x
1
) . g( x
1
) .

Exemplos.
1 - Calcule Ð
x
[ ( 3 x
2
+ 1) ( 7x
3
+ x) ] pelo uso da regra da multiplicação.
Solução:
Ð
x
[ ( 3x
2
+ 1) ( 7x
3
+ x) ] = ( 3x
2
+ 1) [ Ð
x
( 7 x
3
+ x) ] + [ Ð
x
( 3x
2
+ 1 ) ] ( 7 x
3
+ x)

= ( 3 x
2
+ 1) ( 21 x
2
+ 1) + ( 6 x) ( 7 x
3
+ x)

= ( 6 3x
4
+ 2 4x
2
+ 1 ) + ( 42x
4
+ 6x
2
)

= 105 x
4
+ 30 x
2
+ 1.

2 - Suponha que f e g são funções diferenciáveis no número 2 e que f (2) = 1, g(2) = 10, f’(2)
=
1
2
e g’(2) = 3. Se h= f . g, calcule h’ (2).
Solução:

i
( x¡( x) . g
i
( x) + ¡
i
( x) . g( x)

Então:

i
( 2) = ¡( 2) . g
i
( 2) + ¡
i
( 2) . g( 2 )
Ou

i
( 2) = ( 1) ( 3) + I
1
2
] ( 1 0) = 8.




14

3.4. Derivada do Quociente.
Sejam f e g funções ambas diferenciáveis em um numero x
1
e suponha que g( x
1
) ≠ 0.
Então, se ℎ =
¡
g
] segue que h é diferenciável em x
1
e


i
( x
1
) =
g( x
1
) . ¡
i
( x
1
) − ¡( x
1
) . g
i
( x
1
)
g[ ( x
1
) ]
2


Prova:
Note que h = f(1/g); assim pelas regras do produto e da inversa aritmética,

i
( x
1
) = ¡( x
1
) .
−g
i
( x
1
)
[ g( x
1
) ]
2
+ ¡
i
( x
1
) .
1
g( x
1
)


i
( x
1
) =
−¡( x
1
) . g
i
( x
1
)
[ g( x
1
) ]
2
+
g( x
1
) . ¡
i
( x
1
)
[ g( x
1
) ]
2


i
( x
1
) =
g( x
1
) . ¡
i
( x
1
) − ¡( x
1
) . g
i
( x
1
)
[ g( x
1
) ]
2
.

Exemplos.
1 - Sendo ¡( x) =
2x
4
- 3
x
2
- 5x + 3
∙ Calcule ¡’( x) .
Solução:
¡
i
( x) =
( x
2
−5x + 3) . ( 2.4x
3
− 0 ) − ( 2 x
4
−3 ) ( 2x −5)
( x
2
− 5 x + 3 )
2

¡
i
( x) =
( x
2
−5x + 3) ( 8x
3
) − ( 2x
4
− 3) ( 2x −5)
( x
2
− 5x + 3)
2


2 - Calcule ¡’ ( x) da função ¡ =
x
2
3
3
+7

Solução:
¡
i
( x) =
( x
2
) ′( x
3
+ 7) − x
2
( x
3
+ 7) ′
( x
3
+ 7 )
2


¡
i
( x) =
2x( x
3
+ 7) −x
2
( 3x
2
)
( x
3
+ 7)
2


¡
i
( x) =
14x −x
4
( x
3
+ 7)
2

15

4. Derivada da função composta (Regra da Cadeia).
Suponhamos que y = ( x
2
+ 5x)
3
e que desejamos determinar dy/dx. Uma saída é
expandir (x
2
+ 5x)
3
e então diferenciarmos o polinômio resultante.
Assim,
y = ( x
2
+ 5 x)
3
= x
6
+ 15x
5
+ 75x
4
+ 125 x
3
, então
dy
dx
= 6 x
5
+ 75 x
4
+ 30 0x
3
+ 3 75x
2
.

Outro método é fazermos,
u = x
2
+ 5 x , tal que y = u
3
, dy/Du = 3u
2
, du/dx = 2 x + 5 .

Então,
Jy
Jx
=
Jy
Ju
Ju
Jx
= 3u
2
( 2x + 5) = 3( x
2
+ 5x)
2
( 2 x + 5 ) = 6x
5
+ 7 5x
4
+ 3 00x
3
+ 375 x
2
.
O último cálculo produziu a resposta certa, mas existe um detalhe nele. As expressões
dy
du
são apenas símbolos para as derivadas nas quais os “numeradores” e “denominadores”
ainda não tiveram nenhum significado quando vistos separadamente, logo não estávamos
realmente seguros em supor que
dy
dx
=
dy
du
du
dx
. De fato, a legitimidade desse cálculo é garantida
por uma das mais importantes regras de diferenciação em cálculo – a regra da cadeia.

4.1 - A regra da cadeia.
Se y é uma função diferenciável de u e se u é uma função diferençável de x, então y é
uma função diferenciável de x e
Jy
Jx
=
Jy
Ju
Ju
Jx

É claro, a regra da cadeia pode ser escrita na notação de operador como
Ð
x
y = ( Ð
u
y) ( Ð
x
u) .
Se fizermos y = f(u), onde u é uma função de x, faremos
Ð
x
¡( u) = ¡
i
( u) Ð
x
u.


16

Exemplos.
1 - Calcule Ð
x
( x
2
+ 5x)
100
.
Solução:
Aqui u = x
2
+ 5 x e n = 100, assim
Ð
x
( x
2
+ 5x)
100
= 1 00( x
2
+ 5 x)
99
Ð
x
( x
2
+ 5x) = 1 00( x
2
+ 5x)
99
( 2 x + 5 ) .

2 - Se ¡( x) =
1
( 3x-1)
4
, calcule ¡
i
( x) .
Solução:
Aqui ¡( x) = ( 3 x − 1)
-4
, então
¡
i
( x) = Ð
x
F( x) = Ð
x
( 3x − 1)
-4
= ( −4) ( 3X−1)
-4-1
Ð
x
( 3X − 1 )
¡
i
( x) = ( −4 ) ( 3x−1 )
-5
( 3 ) = −1 2( 3x −1)
-5
.

3 - Calcule Ð
x
I
3x
x
2
+7
]
10
.
Solução:
Ð
x
|
3x
x
2
+ 7
1
10
= 1 0 |
3 x
x
2
+ 7
1
9
Ð
x
|
3 x
x
2
+ 7
1
Ð
x
|
3x
x
2
+ 7
1
10
= 1 0 |
3 x
x
2
+ 7
1
9
|
( x
2
+ 7 ) ( 3) − ( 3 x) ( 2x)
( x
2
+ 7)
2
|
Ð
x
|
3x
x
2
+ 7
1
10
=
( 3x)
9
( 210 −3 0x
2
)
( x
2
+ 7)
11


4 - Calculeg g
i
( t) sc g( t) = ( 2 t
2
−5 t + 1)
-7
.
Solução:
g
i
( t) = −7( 2 t
2
− 5 t + 1)
-8
( 4t − 5 ) =
3 5 − 2 8t
( 2 t
2
− 5 t + 1)
8



17

5 - Calcule Ð
x
[ ( x
2
+ 6x)
10
( 1 − 3x)
4
] .
Solução:
Ð
x
[ ( x
2
+ 6 x)
10
( 1 −3x)
4
] = [ Ð
x
( x
2
+ 6x)
10
] ( 1 −3x)
4
+ ( x
2
+ 6x)
10
[ Ð
x
( 1 − 3x)
4
]
Ð
x
[ ( x
2
+ 6 x)
10
( 1 −3x)
4
] = [ 10 ( x
2
+ 6x)
9
( 2x + 6) ] ( 1 −3x)
4
+
+ ( x
2
+ 6x)
10
[ 4( 1 − 3x)
3
( −3) ]
Ð
x
[ ( x
2
+ 6 x)
10
( 1 −3x)
4
] = ( x
2
+ 6x)
9
( 1 −3x)
3
[ 10( 2x + 6 ) ( 1 − 3x) − 12( x
2
+ 6 x) ]
Ð
x
[ ( x
2
+ 6 x)
10
( 1 −3x)
4
] = ( x
2
+ 6x)
9
( 1 −3x)
3
( −7 2x
2
−2 32x + 60 ) .
No cálculo de derivadas algumas vezes é necessário usar a regra da cadeia
repetidamente. Por exemplo, se y é uma função de v, v é uma função de u, e u é função de x,

Então,
dy
dx
=
dy
du
du
dx
e
dy
du
=
dy


du
, e daí
dy
dx
=
dy


du
du
dx
.

6 - Seja y = ( .1 + x
2
)
3
. Use o fato de que
d
du
√u =
1
2√u
e a regra da cadeia para determinar
dy
dx
.
Solução:
Seja u = 1 + x
2
, : = √u c y = :
3
, tal que y = ( √u)
3
= ( 1 + x
2
)
3
.
Assim,
Jy
Jx
=
Jy
J:
J:
Ju
Ju
Jx
= ( 3:
2
) |
1
2√u
1 ( 2x) = 3( √u)
2
x
√u
= 3x√u = 3x.1 + x
2
.
7 - Calcule Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
.
Solução:
Usando a regra da cadeia repetidamente, temos
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
= 7[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
6
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
= 7[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
6
[ 6( 1 + x
5
)
5
Ð
x
( 1 + x
5
) ]
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
= 7[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
6
|6( 1 + x
5
)
5
( 5x
4)
!
Ð
x
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
7
= 210 x
4
[ 1 + ( 1 + x
5
)
6
]
6
( 1 + x
5
)
5
.
18

A regra da cadeia é realmente uma regra para a diferenciação da composta f ° g de
duas funções. Para ver isso, seja y = f(u) e u = g(x), tal que y = ¡( u) = ¡[ g( x) ] =
( ¡ ° g) ( x) .

Desta forma, pela regra da cadeia,
dy
dx
=
dy
du
du
dx
= ¡
i
( u) g
i
( x) = ¡′[ g( x) ] g
i
( x) .

Denotando a composta f ° g por h, podemos escrever a regra da cadeia como a seguir:

Se h = f ° g, então h’(x) = (f ° g)’(x) = f’[ g( x) ] g
i
( x) .

Aqui, é claro, estamos assumindo que g é diferenciável no número x e f é diferenciável
no número g(x).
8 - Seja g( x) =
1
4
4x
8

2
3
x
6
+ x − √2 , ¡( u) = u
4
. Calcule (f ° g)’ (x).
Solução:
¡
i
( u) = 4u
3
c g
i
( x) = 2 x
7
−4x
5
+ 1 ; assim, pela regra da cadeia
( ¡ ° g)
i
( x) = ¡
i
[ g( x) ] g′( x) = 4[ g( x) ]
3
g
i
( x)
( ¡ ° g)
i
( x) = 4 |
1
4
x
8

2
3
x
6
+ x − √21
3
.
5. Derivada da Função Inversa.
Sejay = ¡( x) uma função que admite inversa x = ¡
-1
( y) . Como ¡
-1
o ¡ = IJ, ou
seja,
¡
-1
o ¡( x) = x,
Aplicando a regra da cadeia, temos
( ¡
-1
)
i
( y) =
1
¡
i
( x)

Portanto,
( ¡
-1
)
i
( y) =
1
¡
i
( x)

Desde que ¡
i
( x) ≠ 0.
19

Exemplos.
1 – Seja y = ¡( x) = 5x
3
. Obtenha ( ¡
-1
)
i
( 40) ( o) invertendo a função, e ( b) utilizando a
regra da derivada inversa.
Solução:
(a) y = 5x
3
⟹ x = ¡
-1
( y) = ¹
y
5
3
= I
y
5
]
1
3
.
Logo,
( ¡
-1
)
i
( y) =
1
3
I
y
5
]
-
2
3
.
1
5
=
1
15
I
y
5
]
-
2
3
.

Portanto,
(b) y = 40 c y = 5 x
3
⟹ x = 2. Como ¡
i
( x) = 15x
2
, usando a regra da função teremos
( ¡
-1
)
i
( 4 0) =
1
¡
i
( 2)
=
1
60


2 – Seja ¡( x) = x
2
para x > 0. Determine ( ¡
-1
)
i
( x) .
Solução:
Já que ¡ é definida e diferenciavél no intervalo aberto (0, ∞) , e como ¡
i
( x) = 2 x ≠ 0
para todos os valores de x no intervalo, segue do teorema da função inversa que ¡ é
inversivél, ¡
-1
é diferenciável e
( ¡
-1
)
i
( x) =
1
¡
i
[ ¡
-1
( x)
=
1

-1
( x)

Válido para todo x no domínio de¡
-1
. Desde que ¡( x) = x
2
para x > 0, segue que
¡
-1
( x) = √x. Então ( ¡
-1
)
i
( x) =
1
2]
-1
( x)
simplismente significa que Ð
x
√x =
1
2√x
.






20

6. Derivada da Função Exponencial.
6.1. Derivada da Função Exponencial Composta.
Exemplos.
1 - Determine a derivada da função ¡( x) =
c
-3x
x
2
+1

Solução:
De acordo com a regra do quociente,
¡
i
( x) = ( x
2
+ 1) ( −3c
-3x
) − ( 2x) c
-3x
−( 2x) c
-3x

¡
i
( x) = c
-3x
|
−3 ( x
2
+ 1) − 2x
( x
2
−1)
2
| = c
-3x
|
−3x
2
−2x − 3
( x
2
+ 1)
2
| ∙

2 - Determine a derivada da função ¡( x) = c
x
2+1
.
Solução:
De acordo com a regra da cadeia, ¡
i
( x) = c
x
2
+1
|
d
dx
( x
2
+ 1) | = 2 xc
x
2
+1
.
3 - Determine a derivada da função ¡( x) = xc
2x
.
Solução:
De acordo com a regra do produto,
¡
i
( x) = x
d
dx
( c
2x
) + c
2x
d
dx
( x) = x( 2 c
2x
) + c
2x
( 1) = ( 2x + 1) c
2x
.

6.2. Derivada da Função Exponencial Logarítmica.
Exemplos.
1 - Determine a derivada da função ¡( x) = l n x.
Solução:
Combinando a regra do produto com a expressão da derivada de ln x, temos
¡
i
( x) = x |
1
2
1 + l n x = 1 + l n x.


21

2 - Determine a derivada da função.
¡( x) =
ln√x
2
3
x
4

Solução:
Como √x
2
3
= x
2
3
, temos, de acordo com a regra da potência para logaritmos
¡
i
( x) = |
ln√x
2
3
x
4
| =
lnx
2
3
x
4
=
2
3
lnx
x
4

Aplicando a regra do quociente para derivadas, obtemos:
¡
i
( x) =
3
2
|
x
4
( lnx)
i
− ( x
4
) ′
( x
4
)
2
|
¡
i
( x) =
2
3
|
x
4
I
1
x
] −4x
3
lnx
x
5
|
¡
i
( x) =
2
3
|
1 −4 lnx
x
5
| ∙

3 - Determine a derivada da função g( t) = ( t + l n t)
3
2
.
Solução:

A função tem forma g( t) = u
3
2
, onde u = t + ln t aplicando a regra da potência para
derivadas, obtemos:
g
i
( t) =
J
Jt
|u
3
2
1 =
3
2
u
1
2
Ju
Jt

g
i
( t) =
d
dt
Iu
3
2] =
3
2
( t + ln t) aplicando a regra da potência para derivadas, obtemos:
g
i
( t) =
J
Jt
|u
3
2
1 =
3
2
u
1
2
Ju
Jt

g
i
( t) =
3
2
( t + ln t)
1
2
J
Jt
( t + ln t)
g
i
( t) =
3
2
( t + ln t)
1
2
|1 +
1
t
1.
22

7. Derivada das Funções trigonométricas.
Antes de calcular as derivadas das funções trigonométricas, observemos que
l i m
x→0
cos x −1
x
= l i m
x→0
cos
2
x − 1
x( cos x + 1)

l i m
x→0
cos x −1
x
= l i m
x→0
−scn
2
x
x( cos x + 1)

l i m
x→0
cos x −1
x
= l i m
x→0

scn x
x

scnx
cos x + 1

l i m
x→0
cos x −1
x
= −1 ∙
0
1 + 1

l i m
x→0
cos x −1
x
= 0.
7.1. Derivada da Função Seno.
O quociente de Newton da função sen x é
scn( x + ℎ) − scn x


Para calcular seu limite, desenvolvemos sen (x+h) usando a fórmula do seno da soma
de dois arcos.
Então temos,
lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= l i m
h→0
scn x ∙ cos ℎ + scn ℎ . cos x −scn x


lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= l i m
h→0
scn x ∙ ( cos ℎ −1 ) + sen ℎ ∙ cos x


lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= l i m
h→0
|scn x
cos ℎ − 1

+
scn ℎ

∙ cos x|
lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= scn x ∙ 0 + 1 ∙ cosx
lim
ℎ → 0
scn( x + ℎ) −scn x

= cos x.

Logo,
( scn x)
i
= cos x.
23

Exemplos.
1 - Determine a derivada da função y = scn( x
2
) .
Solução:
dy
dx
=
dy
du
.
du
dx

y = scn u , u = x
2

y
i
= cos u. 2x
y
i
= 2 x . cos( x
2
) .

2 – Determine a derivada da função y =
x
3
scn ( x)
cos ( x)

Solução:
¡’( x) =
( x
3
scn )
i
cos x −x
3
scn x( cos x) ′
cos
2
x

¡’( x) =
( 3x
2
scn x + x
3
cos x) cos x + x
3
scn
2
x
cos
2
x

¡’( x) =
3x
2
scn x cos x + x
3
( cos
2
x + scn
2
x)
cos
2
x

¡’( x) =
3x
2
scnx cos x + x
3
cos
2
x


3 – Calcule a derivada da função h(x) = c
3x
∙ scn( 3x) .
h’(x )= ( c
3x
)
i
scn ( 3 x) + c
3x
[ scn( 3x) ] ′
h’(x) = 3c
3x
scn( 3x) + 3c
3x
cos( 3x)
h’(x) = 3c
3x
[ scn( 3x) + cos ( 3x) ] .
7.2. Derivada da Função Cosseno.
Se y = cos x, então y’ = − sen x.
Prova:
Seja y = cos x aplicando a definição
y
i
= l i m
∆x→0
cos( x + ∆x) − cos x
∆x

24

aplicaremos a fórmula trigonométrica:
Cos p – cos q = − 2 sen
p+q
2
. sen
p-q
2

Então,
y
i
= l i m
∆x→0
−2scn
x + ∆x + x
2
. scn
x + ∆x − x
2
∆x

y
i
= l i m
∆x→0
|−2scn
2 x + ∆x
2
1. l i m
∆x→0
scn
∆x/ 2
2.
∆x
2

y
i
= −2. scn x .
1
2
. 1
y
i
= −scn x.
Exemplos.
1 - Determinar a derivada da função y = cos (1/x).
Solução:
dy
dx
=
dy
du
.
du
dx

y= cos u, u = (1/x)
y’ = (− sen u ) . u’
y’ = [ −scn ( 1/ x) ] . −1/ x
2

y’ =
1
x
2
sen (1/x).

2 – Determinar a derivada da função y = cos (1/x).
Solução:
y= cos u, u = (1/x)
dy
dx
=
dy
du
.
du
dx

y’ = (− sen u ) . u’
y’ = [ −scn ( 1/ x) ] . −1/ x
2

y’ =
1
x
2
sen (1/x).


25

3 - Determine a derivada da função y = 2cos( x − c) . ℓn( x) , no ponto x
0
= c.
Solução:
¡( x) = 2 cos( x −c) . ℓn x ; x
0
= c
¡
i
( x) = 2[ ( cos ( x −c) )
i
. ℓn x + cos( x − c) . ( ℓn x) ′]
¡
i
( x) = 2 |−scn( x −c) . ℓn x + cos( x −c) .
1
x
|
¡
i
( c) = 2 |−ℓn x . scn( x −c) +
1
x
. cos ( x −c) |
¡
i
( c) = 2 |−ℓn c . scn( c − c) +
1
c
. cos ( c − c) |
¡
i
( c) = 2 |0 +
1
c
1 =
2
c

7.3. Derivada da Função Tangente.
Usando a relação t g x =
scn x
cos x
obtemos
( tg x) ’ = I
scn x
cos x
]
( tg x) ’ =
cos x . cos x − scn x . ( −scn x)
cos
2
x

( tg x) ’ =
cos
2
x + scn
2
x
cos
2
x

( tg x) ’ =
1
cos
2
x

( tg x) ’ = scc
2
x.
Logo,
( tg x) ’ = scc
2
x.






26

Exemplos.
1 – Calcule a derivada da função ¡( x) =
tg(x
S
-2x)
ℓn( x)

Solução:
¡
i
( x) =
scc
2
( x
5
−2 x) . ( 5x
4
− 2) . ℓn x −tg( x
5
− 2x) ∙
1
x
( ℓn x)
2

¡
i
( x) =
x( 5x
4
−2) ℓnx scc
2
( x
5
− 2x) − tg( x
5
− 2 x)
x( ℓn x)
2

2 – Calcule Jy/ Jx se y = tg
3
4x.
Solução:
Como y = tg
3
4 x = ( tg4x)
3
, a regra da potência dá
Jy
Jx
= 3 ( tg 4x)
2

J
Jx
tg 4x.
Pela fórmula (1) com u = 4x,
J
Jx
tg 4x = ( scc
2
4 x) ( 4) ,
E, juntando os vários pedaços, obtemos
Jy
Jx
= 1 2 tg
2
4 x scc
2
4x.
7.4. Derivada da Função Cotangente.
Usando a relação ctg x =
cos x
scnx

Obtemos,
( ctg x) ’ =
scn x . ( −scn x) −cos x . cos x
scn
2
x

( ctg x) ’ =
−scn
2
x −cos
2
x
scn
2
x

( ctg x) ’ =
−1
scn
2
x

( ctg x) ’ = −coscc
2
x.
Logo,
( ctg x) ’ = −coscc
2
x.
27

Exemplos.
1 - Calcule Jy Jx ⁄ sey = cotg( 1 − 3x) .
Solução:
Pela fórmula
J
Jx
cotg u = −coscc
2
u
Ju
Jx

com u = 1 − 3x,
Jy
Jx
= −coscc
2
( 1 − 3x) . ( −3) = 3 coscc
2
( 1 − 3 x) .
7.5. Derivada da Função Secante.
A partir de sec x =
1
cos x
obtemos
( scc x) ’ =
cos x . 0 −1 . ( −scn x)
cos
2
x

( scc x) ’ =
scn x
cos
2
x

( scc x) ’ =
scn x
cos x
.
1
cos x

( scc x) ’ = tg x . scc x.
Logo,
( scc x) ’ = tg x . scc x.
Exemplos.
1 - Determinar a derivada da função y = sec ( x
2
+ 3 x + 7 ) .
Solução:
y = scc u , u = x
2
+ 3x + 7
y’ = scc u . tg u . u’
y’ = [ scc( x
2
+ 3x + 7) . tg ( x
2
+ 3x + 7) ] . ( 2 x + 3)
y’ = ( 2x + 3) scc ( x
2
+ 3x + 7 ) . tg ( x
2
+ 3x + 7)


28

7.6. Derivada da Função Cossecante.
De coscc x =
1
scn x
vem,
( coscc x) ’ =
scn x .0 −1 . cos x
scn
2
x

( coscc x) ’ = −
cos x
scn
2
x

( coscc x) ’ = −
cos x
scn x
.
1
scn x

( coscc x) ’ = − ctg x . coscc x.
Logo,
( coscc x) ’ = −ctg x . coscc x.

Exemplos
1 - Dada a função y = coscc I
x+1
x-1
]. Calcule sua derivada.
Solução:
y = coscc u , u =
x + 1
x −1
.
y’ = − coscc u . cotg u . u’
y’ = |− coscc |
x + 1
x −1
1 . cotg |
x + 1
x −1
1| .
−2
( x − 1)
2

y’ =
2
( x − 1)
2
. coscc |
x + 1
x −1
1 . cotg |
x + 1
x − 1
1 .

2 – Dada y = 4 coscc( −6 x) . Calcule Jy Jx. ⁄
Solução:
y
i
= 4 . ( −cotg( −6 x) . coscc( −6x) . ( −6) )
y
i
= 2 4 cotg( −6x) . coscc( −6x) .


29

8. Derivada das Funções trigonométricas Inversas.
8.1. Derivada arc seno.
A função arc seno é, a inversa da função seno. Para que a função seno se tornasse
inversível, tomamos o intervalo |−
n
2
,
n
2
| para seu domínio e [−1 , 1] para contradomínio.
Assim a função arc seno x é a inversa da função f : |−
n
2
,
n
2
| → [ −1 , 1] dada por y = f (x) =
sen x.
Usemos então, a letra y para indicar a variável da inversa de f que é a função g(y) = arc
seno y.
Assim, desde que ¡’ ( x) = cos x ≠ 0 ,ou seja , x ∈ I−
n
2
,
n
2
] , temos
g
i
( y) =
1
¡
i
( x)

g
i
( y) =
1
cos x

Como y = scn x, temos cos x = ± .1 − y
2
. Sabendo que x ∈ I−
n
2
,
n
2
] ,
devemos ter cos x > 0 , o que exige cos x = .1 − y
2
. Conseqüentemente g’ ( y) =
1
.1-y
2

ou
( orc scno y) ’ =
1
.1-y
2
. Usando novamente a letra x para representar a variável da função
arco-seno, temos
( orco scno x) =
1
√x −x
2


Exemplos.
1 – Dada y = orc scn x
2
encontre Ð
x
y.
Solução:
Aplicando a fórmula Ð
x
( orc scn u) =
1
√1-u
2
Ð
x
u, obtemos
Ð
x
y =
1
.1 −( x
2
)
2
( 2x) =
2 x
√1 −x
4



30

8.2. Derivada arc cosseno.
Relembrando: a função f: [0, n]→ [ −1 , 1 ] dada por y = f(x) = cos x é a inversa da
função
g(y) = arc cos y.

Logo,
desde que f’(x) = −sem x ≠ 0 , ou seja , x ∈ (0 , n),

Temos,
g’( y) =
1
¡
i
( x)

g
i
( y) =
1
−scn x

Como y = cos x, temos scn x = ± .1 −y
2
, e sabendo que x ∈ [ 0 , n] , temos,
scn x = .1 −y
2
.
Assi m , g
i
( y) =
1
-.1-y
2
, ou (arc cos y)’= −
1
.1-y
2

E usando novamente a letra x para indicar a variável da função arc cos, temos
(arc cos x)’ = −
1
√1-x
2

Exemplos.
1 – Dada ¡( x) = orc cos√x, encontre Ð
x
y.
Solução:
¡( x) = orc cosx
1
2

Ð
x
y = −
1
√1 −x
.
1
2√x

= −
1
2√x. √1 −x

= −
1
2√x −x
2

31

8.3. Derivada arc tangente.
Como a função f:I−
n
2
,
n
2
] → ℝ dada por y = f(x) = tg x é a inversa de g(y) = acr tg y ,
temos,
g’( y) =
1
¡
i
( x)

g’( y) =
1
scc
2
x
. Como y = tg x,
Temos,
scc
2
x = 1 + tg
2
x
scc
2
x = 1 + y
2
.
Logo,
g’( y) =
1
1+y
2
, ou (orc tg x) ’ =
1
1+x
2
, ou , ainda ,(arc tg x) ’ =
1
1+x
2

Exemplos.
1 – Dada l n( x + y) = orc tgI
x
y
] encontre Ð
x
y.
Solução:
Derivando, implicitamente, os dois membros da equação dada em relação a x, obtemos

1
x + y
( 1 + Ð
x
y)
1
1 +
x
2
y
2

y − xÐ
x
y
y
2

Ou
1 + Ð
x
y
x + y
=
y − xÐ
x
y
y
2
+ x
2

Ou
y
2
+ x
2
+ ( y
2
+ x
2
) Ð
x
y = xy + y
2
− ( x
2
+ xy) Ð
x
y.
Ou
Ð
x
y =
xy −x
2
2
2
+ xy + y
2


32

8.4. Derivada arc cotangente.
A função ¡: ( 0 , n) → ℝ dada por y = ¡( x) = ctg x é a inversa de g( y) =
orc ctg y .

Logo,
g’( y) =
1
¡
i
( x)

g’( y) =
1
-coscc
2
x
∙ De y = ctg x, vem coscc
2
x = 1 + y
2
.
Portanto,
g’( y) = −
1
1+y
2
ou (orc ctg y) ’ = −
1
1+y
2
ou, ainda,
( orc ctg x) ’ = −
1
1 + x
2


Exemplos.
1 – Dada y = x
3
orc cotg
1
3
x encontreÐ
x
y.
Solução:
Ð
x
y = 3x
2
orc cotg
1
3
x + x
3

−1
1 +
1
9
x
2

1
3

Ð
x
y = 3x
2
orc cotg
1
3
x −
3x
3
9 + x
2


8.5. Derivada arc secante.
Como scc y =
1
cos y
, temos orc scc x = orc cos
1
x

Logo,
( orc scc x) ’ = |orc cos
1
x
1
( orc scc x) ’ = −
1
¹
1 −I
1
x
]
2
. |
1
x
1
33

( orc scc x) ’ = −
1
¹
1 −
1
x
2
. |−
1
x
2
1
( orc scc x) ’ =
1
x
2
¹
x
2
−1
x
2

( orc scc x) ’ =
1
x
2
√x
2
−1
| x|

( orc scc x) ’ =
1
| x| . √x
2
−1


8.6 Derivada arc cossecante.
Como coscc y =
1
scn y
, temos arc coscc x = orc scn
1
x

Assim,
( orc coscc x) ’ = |orc scn
1
x
1
( orc coscc x) ’ =
1
¹
1 −I
1
x
]
2
. |−
1
x
2
1
( orc coscc x) ’ = −
1
x
2
¹
x
2
− 1
x
2

( orc coscc x) ’ = −
1
x
2
√x
2
− 1
| x|

( orc coscc x) ’ = −
1
| x| . √x
2
− 1






34

9. Derivadas Sucessivas ou de Ordem Superior.
De um modo geral, se ¡ é uma função diferenciável em algum intervalo aberto, então a
derivada de ¡
i
é novamente uma função definida neste intervalo aberto e podemos perguntar
se ¡
i
é diferenciável no intervalo. Se o for, então sua derivada( ¡
i
)
i
é escrita, por simplicidade,
como ¡" (leia-se “¡ duas linhas”). Denominamos ¡" de derivada de segunda ordem, ou
simplesmente de derivada segunda da função ¡. Por exemplo, se uma partícula se move ao
longo de uma reta orientada de acordo com a lei de movimentos s = ¡( t) , então : c o são
representados na notação simplificada.
u = J
i
( t) , a = D
t
(J
i
( t) ) = J" ( t) .

Não existe nada que prove, ao se tomar, sucessivamente, derivadas de uma função
tantas vezes quantas forem necessárias, que as funções derivadas permaneçam diferenciáveis
em cada estagio. Desta forma, se ¡ e uma função e se ¡,¡
i
c ¡" são diferenciáveis num
intervalo aberto, nós podemos formar a derivada de terceira ordem, ou derivada terceira,¡
iii
=
( ¡
ii
)
i
; se, ¡
iii
tambem é diferenciável no intervalo, podemos obter a derivada de quarta
ordem, ou derivada qurta,¡
iiii
= ( ¡
iii
)
i
, e assim por diante. Se ¡ pode ser sucessivamente
diferenciavel n vezes desta forma, dizemos que ¡ é n vezes diferenciável.
Visto que ¡
( 4)
e uma função constante,todas as derivadas subseqüentes são nulas,
isto é,
¡
( n)
( x) = 0 para n ≥ 5.
Assim como para a derivada primeira, nós freqüentemente ignoramos deliberadamente
a distinção entre a função derivada de ordem n-ésima ¡
( n)
( x) e o valor desta função ¡
( n)
no
ponto x, e ambas são referidas como “a n-ésima derivada”.
A notação operacional para derivadas de ordem superior é auto-explicativa; sem
dúvida, Dx
n
¡( x) significa ¡
( n)
( x) . A correspondente notação de Leibniz é induzida como se
segue: Sey = ¡( x) tal que
dy
dx
= Ð
x
¡( x) = ¡
i
( x) ,
Então a segunda derivada é dada por
J |
Jy
Jx
1
Jx
= Ð
2
x¡( x) = ¡
ii
( x) .
O símbolo J I
dx
dy
] Jx ⁄ para a derivada segunda é incômodo. O tratamento algébrico
formal, como se fosse fração real, converte-se
dI
dV
dx
]
dx
em
d
2
y
( dx)
2
. Os parênteses do denominador
são, na prática, omitidos, e a derivada segunda é escrita como
d
2
y
dx
2
. Notação análoga é
empregada no das derivadas de ordem superior com se constata pela tabela 1.
35


Tabela 9.1 – Tabela de derivadas de ordem n.



Exemplos.
1 – encontre todas as derivadas de ordem superior da função polinomial ¡( x) = 15x
4

8x
3
+ 3 x
2
−2x + 4.
Solução:
¡
i
( x) = 60 x
3
− 24 x
2
+ 6x −2,
¡
ii
( x) = 1 80x
2
− 48x + 6,
¡
iii
( x) = 3 60x −4 8,
¡
iiii
( x) = ¡
ì¡
( x) = ¡
( 4)
( x) = 360 ,
¡
iiiii
( x) = ¡
¡
( x) = ¡
5
( x) = 0.


y = ¡( x) Notação simplificada Operador Leibniz
1. derivada
primeira
y
i
= ¡
i
( x) Ð
x
y = Ð
x
¡( x)
Jy
Jx
=
J
Jx
¡( x)
2. derivada
segunda
( y
i
)
i
= y
ii
= ¡
ii
( x) Ð
x
( Ð
x
y) = Ð
x
2
y = Ð
x
2
¡( x) J
2
y
Jx
2
=
J
2
Jx
2
¡( x)
3. derivada
terceira
( y
ii
)
i
= y
iii
= ¡
iii
( x)

( Ð
x
2
y) = Ð
x
3
y = Ð
x
3
¡( x) J
3
y
Jx
3
=
J
3
Jx
3
¡( x)


n.derivada
n-ésima
(y
( n-1)
)
i
= y
( n)
= ¡
( n)
( x)

Ð
x
( Ð
x
n-1
y) = Ð
x
n
y = Ð
x
n
¡( x)


J
n
y
Jx
n
=
J
n
Jx
n
¡( x)


36

2 – Se y = 2 x
2
+
1
x
2
, ache:
(a) Ð
x
y. (b) Ð
x
2
y. (c) Ð
x
3
y.
Solução:
(a) Ð
x
y = Ð
x
I2x
2
+
1
x
2
] = 4x −
2
x
3

(b) Ð
x
2
y = Ð
x
I4x −
2
x
3
] = 4 x +
6
x
4

(c) Ð
x
3
y = Ð
x
I4 +
6
x
4
] = −
24
x
S


3 – Seja ¡( x) =
2x-1
3x+2
. Ache:
(a) ¡
i
( 0) . (b) ¡
ii
( 1) .
Solução:
¡
i
( x) =
( 3x + 2) ( 2) − ( 2 x −1 ) ( 3 )
( 3 x + 2 )
2
=
7
( 3 x + 2)
2

e
¡
ii
( x) = Ð
x
|
7
( 3 x + 2 )
2
| = 7Ð
x
[ ( 3x + 2)
-2
] = −14 ( 3x + 2 )
-3
Ð
x
( 3x + 2) =
−42
( 3x + 2)
3


Portanto,
( o) ¡
i
( 0) =
7
[ 3( 0) + 2 ]
2
=
7
4

( b) ¡
ii
( 1) =
−4 2
[ 3( 1) + 2]
3
=
−4 2
1 25

( c) ¡
ii
( 0) =
−42
[ 3 ( 0 ) + 2]
3
=
−42
8
= −
21
4






37

10. Diferenciação Implícita.
Exemplos.
1 – Dada ( x + y)
2
−( x + y)
2
= x
4
+ y
4
encontre Ð
x
y.
Solução:
Diferenciando implicitamente em relação a x, temos 2 ( x + y) ( 2x + 2y) Ð
x
y − 2x + 2y +
( 2x −2y) Ð
x
y = 4x
3
+ 4y
3
∙ Ð
x
y do qual obtemos,
2x + 2y + ( 2x + 2y) Ð
x
y − 2 x + 2y + ( 2 x − 2 y) Ð
x
y = 4x
3
+ 4 y
3
Ð
x
y
Ð
x
y( 4 x − 4y
3
) = 4x
3
−4 y
Ð
x
y =
x
3
−y
x − y
3


2 – Encontre a equação da reta tangente à curva x
3
+ y
3
= 9 no ponto (1, 2).
Solução:
Diferenciando implicitamente em relação a x, obtemos 3x
2
+ 3y
2
∙ Ð
x
y = 0
Portando,
Ð
x
y = −
x
2
y
2

Portanto, no ponto (1, 2), Ð
x
y = −
1
4
. Então a equação da reta tangente é:
y −2 = −
1
4
( x −1 )

3 – Dada a equação x
2
+ y
2
= 9, encontre: (a) Ð
x
y por diferenciação implícita; (b) duas
funções definidas pela equação; (c) a derivada de cada uma das funções obtidas na parte (b)
por diferenciação implícita; (d) verifique se o resultado obtido na parte (a) concorda com os
resultados obtidos na parte (c).
Solução:
(1) Diferenciando implicitamente, encontramos 2 x + 2 yÐ
x
y = 0 e assim Ð
x
y = −
x
y


(2) Resolvendo a equação dada para y, obtemos
y = √9 −x
2
e y = −√9 − x
2
.
38

Seja ¡
1
a função para a qual
¡
1
( x) = .9 −x
2
.

c ¡
2
a função para a qual¡
2
( x) = −√9 − x
2
.

(3) Como ¡
1
( x) = ( 9 − x
2
)
1
2
usando a regra da cadeia obtemos

¡
i
1
( x) =
1
2
( 9 − x
2
)
-
1
2
( −2x) = −
x
√9 −x
2


Analogamente, obtemos
¡
i
2
( x) =
x
√9 − x
2


(4) Para y = ¡
1
( x) onde ¡
1
( x) = √9 −x
2
, temos da parte (3)
¡
i
1
( x) = −
x
√9 − x
2
= −
x
y


Que é coerente com a resposta n aparte (1). Para y = ¡
2
( x) , onde ¡
2
( x) = −√9 −x
2
, temos
da parte (3)
¡
i
2
( x) =
x
√9 −x
2
= −
x
−√9 −x
2
= −
x
y


Que também está de acordo com a resposta (1).





39

11. Teorema de L`Hospital.
As regras de L`Hospital, que vamos enunciar a seguir, aplicam-se a cálculos de limite
que apresentam indeterminações do tipo
0
0
e
«
«

11.1 - 1ª Regra de L`Hospital:
Sejam ¡ e g derivaveis em ]p - r , p[ e em ]p , p + r[ ( r > 0), com g`(x) ≠ 0 para 0 < I
x - p I < r. Nestas condições, se

l i m
x→p
¡( x) = 0, l i m
x→p
g( x) = 0.

c sc l i m
x→p
¡
i
( x)
g
i
( x)
exi st i r ( i ni t o ou i n i ni t o) , ent ão l i m
x→p
¡( x)
g( x)
exi st i r á e

l i m
x→p
¡( x)
g( x)
= l i m
x→p
¡′( x)
g′( x)


Observamos que a primeira regra de L`Hospital continua valida se substituirmos “ x
→ p
+
” ou “ x → p
-
“ ou “ x → ±∞” .
11.2- 2ª Rregra de L`Hospital:
Sejam¡ e g deriváveis em ] m, p [ , com g’ (x) ≠ 0 em ] m, p [ . Nestas condições, se

l i m
x→p
-
¡( x) = + ∞, l i m
x→p
-
g( x) = + ∞

c sc l i m
x→p
-

¡′( x)
g′( x)
exi st i r ( i n i t o ou i n i n i t o) en t ão l i m
x→p
-
¡( x)
g( x)
exi st i r á e

l i m
x→p
-
¡( x)
g( x)
= l i m
x→p
-
¡′( x)
g′( x)


Observamos que a 2ª regra de L`Hospital continua válida se substituirmos “x → p
-

por “x → p
+
” ou por “x→p ” ou por “x→± ∞” . A regra permanece válida se substituirmos
um dos símbolos +∞, ou -∞.
40

Exemplos.

1 − Cal cul e l i m
x→1
x
5
− 6x
3
+ 8x − 3
x
4
− 1

Solução:
l i m
x→1
x
5
− 6x
3
+ 8 x − 3
x
4
− 1
= |
0
0
|.
Temos,
l i m
x→1
( x
5
− 6x
3
+ 8 x − 3) ′
( x
4
– 1) ′
= l i m
x→1
5 x
4
− 18x
2
+ 8
4 x
3
=
−5
4


Pela 1ª regra de L`Hospital
l i m
x→1
x
5
− 6 x
3
+ 8x −3
x
4
−1
= l i m
x→1
( x
5
− 6 x
3
+ 8x − 3 ) ′
( x
4
– 1) ′
= −
5
4


Ou seja,
l i m
x→1
x
5
− 6 x
3
+ 8x −3
x
4
−1
= −
5
4



2 −cal cul e l i m
x→+«
c
x
x
= |


| .
Solução:
Pela 2ª regra de L`Hospital,
l i m
x→+«
c
x
x
= l i m
x→+«
( c
x
) ′
( x) ′
= l i m
x→+«
c
x
= + ∞ .
Assim,
l i m
x→+«
c
x
x
= + ∞ .



41

3 −Cal cu l e l i m
x→0
+
x l n x = [ 0 . ( −∞) ] .
Solução:
Note que é uma indeterminação que poderá ser colocada na forma
0
0
ou
«
«
∙ É mais
interessante aqui passá-la para a forma
«
«
, que nos permitirá eliminar o ln x.
l i m
x→0
+
x l n x = l i m
x→0
+
l n x
1
x
= |
−∞

| .
l i m
x→0
+
l n x
1
x
= l i m
x→0
+
( l n x) ′
I
1
x
] ′
= l i m
x→0
+
1
x

1
x
2
= l i m
x→0
+
( −x) = 0
Ou seja,
l i m
x→0
+
x l n x = 0 .

















42

12. Diferencial.
Até então, a derivada
dy
dx
de uma função real y = ¡( x) foi vista como uma simples
notação. Interpretaremos, a partir da definição de diferencial, a derivada como um quociente
de acréscimo.
12.1 - [Acréscimos e decrescimento] Um acréscimo (decréscimo) é feito a um valor x se
somarmos (subtrairmos) um valor ∆x ∈ ℝ

.
12.2 – [Diferencial da variável Independente] Seja y = ¡( x) uma função derivável. O
diferencial de x, denotado por Jx, é o valor do acréscimo ∆x, isto é, Jx = ∆x.
12.3 – [Diferencial de Variável Independente] O diferencial de y, denotado por Jy, é o
acréscimo na ordenada da régua tangente t, correspondente ao acréscimo Jx em x.

Figura 12.1 – Interpretação Geométrica da Derivada I
dy
dx
].
Considere t a reta tangente ao gráfico da função y = ¡( x) no ponto x. Seja o o ângulo
de inclinação de t.
De acordo com a figura 12.1, podemos observar que
dy
dx
= tg ( o) . Mas, ¡
i
( x) =
tg( o) , pois esta é a interpretação geométrica da derivada. Logo,
Jy
Jx
= ¡
i
( x) .
O acréscimo Jy pode ser visto como uma aproximação para ∆y. Esta aproximação é
tanto melhor quanto for o valor de Jx → 0, então ∆y − Jy →0 .
Segue que podemos considerar Jy ≈ ∆y se Jx for suficientemente pequeno. Como
∆y = ¡( x + Jx) − ¡( x) , poJcmos obtcr ¡( x + Jx) ≈ ¡
i
( x) ∙ Jx. Segue que
¡( x + Jx) ≈ ¡( x) + ¡
i
( x) ∙ Jx.
43

Exemplos.
1 – Encontre aproximadamente o volume de uma concha esférica cujo raio interior é 4 cm e
cuja espessura é
1
16
cm.
Solução:
Consideremos o volume da concha esférica como o incremento do volume de uma esfera.
Sejam,
r = Ao número de centímetros no raio de uma esfera;
I = Ao número de centímetros cúbicos no volume de uma esfera;
∆I = Ao número de centímetros cúbicos de uma concha esférica.
I =
4
3
nr
3
.
Logo,
JI = 4nr
2
Jr.
Substituindo r = 4 c Jr =
1
16
nas expressões anteriores, Obtemos
JI = 4 n( 4)
2
1
16
= 4n
Portanto,
∆V ≈ 4 π, e concl uímos q ue o vol ume da concha esfér i ca é apr oxi mad ament e 4 π cm
3
.
2 – o raio de uma esfera de aço mede 1,5 centímetros e sabe-se que o erro cometido na sua
medição não excede 0,1 centímetros. O volume da esfera e calculado a partir da medida de
seu raio usando-se a fórmula I =
4
3
] nr
3
. Estime o erro possível no calculo de seu volume.
Solução:
O valor real do raio é 1 ,5 + ∆r, onde ∆r é o erro de medida. Sabemos que | ∆r| ≤ 0,1 . o
valor verdadeiro o volume é
4
3
] n( 1 ,5 + ∆r)
3
, enquanto o valor do volume do raio calculado
medido é
4
3
] n( 1,5)
3
. A diferença∆I =
4
3
] n( 1,5 + ∆r)
3

4
3
] n( 1,5 )
3
, representa o erro
no cálculo do volume. Colocamos Jr = ∆r e estimamos ∆I por JI como se segue. Observe
que
JI
Jr
=
J
Jr
|
4
3
nr
3
1 = 4nr
2
.
Conseqüentemente,
44

∆I ≈ JI =
J:
Jr
Jr =
JI
Jr
∆r = 4nr
2
∆r = 4 n( 1,5 )
2
∆r = 9n∆r.
Portanto, | ∆I| ≈ | 9n∆r| = 9n| ∆r| ≤ 9 n( 0,1) = 0,9 n, e então o erro possível é
limitado em valor absoluto por cerca de 0 ,9n ≈ 2,8 cm
3
.
3 – Use diferenciais para achar o volume aproximado de uma camada cilíndrica circular de 6
cm de altura cujo raio interno mede 2 centímetros e cuja espessura e de
1
10
] ccntímctros.
Solução:
O volume de um cilindro circular reto é igual à sua altura vezes a sua área da base. Se V
denota o volume de um cilindro (sólido) de altura 6 centímetros e raio r, então I = 6nr
2.
. A
diferença∆I no volume desses dois cilindros é o volume procurado da camada. Fazemos
Jr =
1
10
e usamos a aproximação
∆I ≈ JI =
JI
Jr
Jr =
J
Jr
( 6nr
2
) Jr = 1 2nr = 12n( 2 ) (
1
10
] ) =
12
5
n.
Assim, o volume da camada é aproximadamente
12
5
n ≈ 7,5 cent ímet r os cúbicos.
13. Taxa de Variação.
Suponhamos que uma partícula se desloca sobre o eixo x com função posição
x = ¡( t) . Isto significa dizer que a função ¡ fornece a cada instante a posição ocupada pela
partícula na reta. A velocidade média da partícula entre os instantes t e t + ∆t é definida pelo
quociente entre
]( t+∆t) -]( t)
∆t
, onde ∆x = ¡( t + ∆t) − ¡( t) é o deslocamento da partícula no
instante t e t + ∆t. A velocidade da partícula no instante t é definida como sendo a derivada
(caso exista) de ¡ em t, isto é:
:( t) =
Jx
Jt
= ¡
i
( t) .
Assim, pela definição de derivada,
:( t) = l i m
∆t→0
¡( t + ∆t) −¡( t)
∆t

A aceleração no instante t é definida como sendo a derivada em t da função o( t) =

dt
=
d
2
x
dt
2

Pela definição de derivada,
o( t) = l i m
∆t→0
:( t + ∆t) − :( t)
∆t


O quociente
¡( t+∆t) -¡( t)
∆t
é a aceleração média entre os instantes t c t + ∆t.
45

Exemplos.

1 – Uma escada de 5 metros de altura está apoiada numa parede vertical. Se a base da escada
é arrastada horizontalmente da parede a 3 m/seg, a que velocidade desliza a parte superior da
escada ao longo da parede, quando a base se encontre a 3 m da parede?

Solução:
Seja,
t = Ao número de segundos transcorridos desde que a escada começou a deslizar na parede.
y = Ao número de metros desde o piso até a parte superior da escada em t seg.
x = Ao número de metros desde a base da escada à parede em t seg.
Como a base da escada é arrastada horizontalmente da parede a 3 m/seg. Ð
t
x = 3. Queremos
encontrar Ð
t
y quando x = 3.
Do teorema de Pitágoras, temos
y
2
= 25 −x
2
(1)
Como x c y são funções de t, derivamos ambos os membros da eq. (1) em relação a t
e obtemos
2yÐ
t
y = −2 xÐ
t
.
Dando-nos
Ð
t
y = −
x
y
Ð
t
x (2)
Quando x = 3, segue da eq. (1) que y = 4. Como Ð
t
x = 3, temos de (2)
Ð
t
y]
y=4
= −
3
4
∙ 3 = −
9
4


Portanto, a parte superior da escada está deslizando na parede à taxa de 2
1
4
m/seg,
quando a base está a 3 m da parede. ( O significado do sinal menos é que decresce quando t
cresce.


46

2 – Dois carros, um dirigindo-se para o leste à taxa de 72 km/h e o outro para o sul à taxa de
54 km/h estão viajando em direção ao cruzamento de duas rodovias. A que taxa os carros se
aproximam um do outro, no instante em que o primeiro estiver a 400 m e o segundo estiver a
300 m do cruzamento?
Solução:
Seja,
x = Ao número de metros que o primeiro carro está distante de P em t seg.
y = Ao número de metros que o segundo carro está distante de P em t seg.
z = Ao número de metros que indica a distancia entre os dois carros em t scg.
Desde que o primeiro carro se aproxima de P à taxa de72km/h = 7 2
100
3600
m/ scg = 20m/seg e
que x decresce quando t cresce, temo0s conseqüentemente Ð
t
x = −20 . Analogamente, como
54 km/h = 54 ∙
100
3600
m/s = 15 m/s, Ð
t
y = −15 .
Queremos encontrar Ð
t
z quando x = 40 0 c y = 3 00.
Do teorema de Pitágoras, temos
z
2
= x
2
+ y
2
(3)

Derivando os dois membros da eq. (3) em relação a t, obtemos
2zÐ
t
z = 2 xÐ
t
x + 2yÐ
t
y.
E assim,
Ð
t
z =

t
x+yÐ
t
y
z
∙ (4)

Quando x = 4 00 c y = 300 , com base na eq. (3) temos que z = 5 00. na eq. (4)
substituindo-se Ð
t
x = −20 , Ð
t
y = −15 , x = 40 0, y = 3 00 c z = 50 0 obtemos
Ð
t
z ]
z=500
=
( 400 ) ( 2 0) + ( 30 0) ( −1 5)
5 00
= −25.

Portanto, no instante em questão os carros aproximam-se um do outro à taxa de -25
m/seg.

47

3 – Um empresário calcula que quando x unidades de um certo produto são fabricadas,a
receita bruta associada ao produto é dada por R( X) = 0 ,5X
2
+ 3X - 2 milhares de reais.qual é
a taxa de variação da receita com o nível de produção x quando 3 unidades estão sendo
fabricadas? Para esse nível de produção, a receita aumenta ou diminui com o aumento da
produção?
Solução:
Como x representa o numero de unidades fabricadas, temos necessariamente x ≥ 0. O
quociente – diferença de R( x) é
R( x + ℎ) − R( x)

=
=
[ 0,5 ( x
2
+ 2xℎ + ℎ
2
) + 3 ( x + ℎ) − 2] −[ 0 ,5x
2
+ 3x −2]

=
=
xℎ + 0.5 ℎ
2
+ 3 ℎ

= x + 0,5 ℎ + 3 .

14 – Intervalos de Crescimento e Decrescimento.
14.1 – Teorema.
Seja ¡ uma função definida no intervalo fechado [a, b] e derivável no intervalo aberto
(a, b).
(i) Se ¡
i
( x) > 0, para todo x ∈ ( o, b) , então ¡ é crescente em [o, b];
(ii) Se ¡
i
( x) > 0, para todox ∈ ( o, b) , então ¡ é decrescente em [o, b] ;
Em ambos os casos ¡ é dita monótona.

14.2 – Interpretação geométrica.
Observe na figura 14.1, que quando a inclinação da reta tangente for positiva, a função
será crescente e quando a inclinação da reta for negativa, a função será decrescente. Como
¡( x) é a inclinação da reta tangente à curva y = ¡( x) , ¡ é crescente quando ¡
i
( x) < 0 .

Figura 14.1 – Representação Gráfica da inclinação da reta Tangente.
48

Exemplos.
1 – A função ¡( x) = x
3
é crescente em ℝ, pois sua derivada é ¡
i
( x) = 3 x
2
≥ 0,
∀ x ∈ ℝ;

Figura 14.2 – gráfico da função ¡( x) = x
3
.
2 – A função ¡( x) =
1
x
é decrescente em qualquer intervalo que não contenha o zero, pois
sua derivada é ¡
i
( x) = −
1
x
2

< 0, ∀ x ∈ ℝ

.

Figura 14.3 – Gráfico da função ¡( x) =
1
x


15. Máximos e Mínimos.
Freqüentemente nos interessamos por uma função definida num dado intervalo e
queremos encontrar o maior ou o menor valor da função no intervalo. Discutiremos esta
questão a seguir.




49

15.1 – Definições:
Sejam ¡: Ð → ℝ uma função e x
0
∈ Ð. Dizemos que x
0
é ponto de:

15.1.1 – Máximo relativo.
Se existir um intervalo aberto I contendo x
0
tal que
¡( x) ≤ ¡( x
0
) , ∀ x ∈ I ∩ Ð.
15.1.2 – Máximo absoluto.
Se ¡( x) ≤ ¡( x
0
) , ∀ x ∈ Ð;
15.1.3 – Mínimo Relativo.
Se existir um intervalo aberto I contendo x
0
tal que
¡( x) ≥ ¡( x
0
), ∀ x ∈ I ∩ Ð.
15.1.4 – Mínimo absoluto.
Se ¡( x) ≥ ¡( x
0
) , ∀ x ∈ Ð.

Figura 15.1 – Gráfico de uma Função¡, contendo Máximo e Mínimo local.


A figura 15.1, mostra o esboço de parte do gráfico de uma função, tendo um valor mínimo
local em x = b e um valor máximo local em x = o.

Em geral, um ponto de máximo ou de mínimo é chamado de ponto extremo.

50

Exemplos.
1 – Dada ¡( x) = 2 x encontre os extremos.
Solução:
A figura 15.1, apresenta um esboço do gráfico de ¡ em [ 1,4 ) .
A função ¡ tem um valor mínimo absoluto de 2 em [ 1 ,4) . Não existe um valor
máximoabsoluto de ¡ em [ 1, 4) , pois
l i m
x→4
-
¡( x) = 8 ,
Mas ¡( x) é sempre menor que 8 no intervalo dado.
Absolutos de ¡ no intervalo [ 1 , 4) se existirem.





Figura 15.2 – gráfico de ¡ em [1,4).
2 - Dada ¡( x) = −x
2
encontre os extremos absolutos de ¡ em ( −3 , 2] se existirem.
Solução:
A figura 15.3, mostra um esboço do gráfico de ¡ em (-3, 2].
A função ¡ tem um valor máximo absoluto de 0 em ( −3 , 2 ] . Não existe valor mínimo
absoluto de ¡ em( −3,2 ] , pois
l i m
x→-3
+
¡( x) = −9 ,
mas ¡( x) é sempre menor que −9 no intervalo dado.






Figura 15.3 – Gráfico de ¡ em (-3, 2]
-4
-9
o
-3 2
y
x
8
1 4
2
x
y
51

3 - Dada ¡( x) = |
x + 1 sc x < 1
x
2
−6x + 7 sc 1 ≤ x
encontre os extremos absolutos de ¡ em [ −5 ,4]
se existirem.
Solução:
A figura 15.4, mostra um esboço do gráfico de ¡ em [ −5, 4] .
O valor máximo absoluto de ¡ em [ −5,4] ocorre em 1 e ¡( 1) = 2 ; o valor mínimo absoluto
de ¡ em [ −5,4] ocorre em −5, e ¡( −5) = −4. Note que ¡ tem um valor máximo relativo em
1 e um valor mínimo relativo em 3. Note também que 1 é um numero crítico de ¡, pois ¡′
não existe em 1, e 3 é um numero crítico de ¡, pois ¡
i
( 3) = 0.







Figura 15.4 – Gráfico da Função ¡ em [-5, 4]

4 - A função ¡( x) = 3x
4
− 1 2x
2
tem um máximo relativo em c
1
= 0 , pois existe o intervalo
( −2 ,2) tal que ¡( 0) ≥ ¡( x) para todo x ∈ ( −2,2) .
Em c
2
= −√2 c c
3
= + √2 , a função dada tem mínimos relativos, pois ¡( −√2 ) ≤
¡( x) para todo x ∈ ( −2,0 ) c ¡( √2 ) ≤ ¡( x) para todo x ∈ ( 0 ,2) , conforme figura 15.5.







Figura 15.5 – Gráfico da Função ¡( x) = 3x
4
−1 2x
2
.
y
x
o
-2 2 - 2 2
-12
Y
X
52

15.2 – Teorema de Weirstrass.
Se f for continua em [a, b], então existirão x
1
e x
2
em [a, b] tais que f(x
1
) ≤ f(x) ≤
f(x
2
) para todo x em [a,b].
Demonstração:
Sendo f continua em [a, b], f será limitada em [a, b], daí o conjunto A = {f(x) / x Є
[a,b]} admitirá supremo e ínfimo.
Sejam,
M = Sup {f(x) / x Є [a, b]}.
m = Inf {f(x) / x Є [a, b]}.

Assim, para todo x em [a, b], m ≤ f(x) ≤ M.
Provaremos, a seguir, que M = f(x
2
) para algum x
2
em [a, b]. Se tivéssemos f(x) < M
para todo x em [a, b], a função g(x) =
1
M-]( x)
, x Є [a,b] ( veja observação na outra página).


Seria continua em [a, b], mas não limitada em [a, b] que é uma contradição (Se g
fosse limitada em [a, b], então existiria um β > 0 tal que para todo x em [a, b]
0 < =
1
M-]( x)
< β
e, portanto, para todo x em [a, b],
f(x) < M -
1
ß

E assim,
M não seria supremo de A).
Segue que f(x) < M para todo x em [a, b] não pode ocorrer, logo devemos ter M =
f(x
2
) para algum x
2
em [a, b]. Com raciocínio análogo, prova -se que f(x
1
) = m para algum
x
1
, em [a, b].
Observação: A idéia que nos levou a construir tal função g foi a seguinte: Sendo M o
supremo dos f(x), por menor que seja r > 0, existirá x tal que M – r < f(x) < M; assim, a
diferença M – f(x) poderá se tornar tão pequena quanto se queira e, portanto, g(x) poderá se
tornar tão grande quanto se queira.
53

15.3 – Teorema de Fermat.
Seja ¡: I → ℝ uma função derivável, I um intervalo e x
0
∈ I tal que:
1. x
0
é um ponto de máximo ou de mínimo local;
2. x
0
é um dos extremos do intervalo I, isto é, se I = [ o, b] , entãox
0
≠ o c x
0
≠ b;
3. ¡ é derivável em x
0
;

Então ¡
i
( x
0
) = 0 .
15.3.1 – Definição.
O ponto x
0
pertencente ao domínio de ¡ tal que ¡
i
( x) = 0 ou ¡
i
( x
0
) não existe, é
chamado de ponto crítico de ¡.
Portanto, uma condição necessária para a existência de um extremo relativo em um ponto
x
o
é que x
0
seja um ponto crítico de ¡.

15.4 – Teorema (Critério da primeira derivada).
Seja ¡ ∶ [ o, b] → ℝ é uma função contínua e derivável em (a, b) exceto possivelmente em
c ∈ ( o, b) .
I. Se ¡
i
( x) > 0, ∀ x < c c ¡
i
( x) < 0, ∀ x > c, então c é um ponto de máximo local
de ¡.
II. Se ¡
i
( x) < 0, ∀ x < c c ¡
i
( x) > 0, ∀ x > c, então c é um ponto de mínimo local
de ¡.
Esse teste estabelece essencialmente que se ¡ for contínua em c e ¡
i
( x) mudar de sinal
positivo para negativo quando x cresce através de c, então ¡ será um valor máximo relativo
em c, e se ¡
i
( x) mudar o sinal de negativo para positivo enquanto x cresce através de c, então
¡ terá um valor mínimo relativo em c.
Observe a Figura 15.6, ela mostra que, numa vizinhança de um ponto c de máximo local,
as retas tangentes a curva passam de coeficiente angular positivo (à esquerda de c) para
negativo (à direita de c). E o coeficiente angular é justamente a derivada de ¡.
Enquanto que, na 15.7, temos uma vizinhança de um ponto c de mínimo local, onde as
retas tangentes à curva passam de coeficiente angular negativo (à esquerda de c) para (à
direita de c). Note que em ambos os casos ¡
i
( c) existe e é igual a zero.
54


Figura 15.6 Figura 15.7

Resumidamente, este teste estabelece essencialmente que se ¡ for contínua em c e
¡
i
( x) mudar de sinal positivo para negativo quando x cresce através de c, e se ¡′( x)
mudar o sinal de negativo para positivo enquanto x cresce através de c, então ¡ terá um
valor mínimo relativo em c.


Exemplos.
1 – A função ¡( x) = ( x − 2)
3
, esboçada na Figura 15.8, mostra, que mesmo ¡ tendo um
ponto crítico, nesse caso em x = 2 c ¡
i
( x) > 0 quan do x > 2 ou sej a, ¡ n ão t em um
extremo relativo em 2.








Figura 15.8


55


2 – A figura15.9, mostra um esboço de gráfico de uma função ¡, que tem um valor máximo
relativo num número c mas ¡
i
( c) não existe, contudo ¡
i
( x) > 0 quando x < c c ¡
i
( x) < 0
quando x > c.

Figura 15.9
Em suma, para determinar os extremos relativos de ¡:
(1) Ache ¡
i
( x) ;
(2) Ache os números críticos de ¡( x) , isto é, os valores de x para os quais ¡
i
( x) = 0, ou
para os quais ¡
i
( x) não existe;
(3) Aplique o teste da derivada primeira
3 – Dada ¡
i( x)
= x
3
−12x + 9 + 1 ache os extremos relativos de ¡, aplicando teste da
derivada primeira. Determine os valores de x nos quais ocorrem extremos relativos, bem
como os intervalos nos quais ¡ é crescente e aqueles onde ¡ é decrescente. Faça um esboço
do gráfico.
Solução:
Temos que ¡
i
( x) = 3 x
3
− 12x + 9 e ¡
i
( x) existe para todos os valores de x por se tratar
de um polinômio. Portanto, resolve-se a equação¡
i
( x) = 0 , ou seja, 3x
3
− 12x + 9 =
3( x −3) ( x −1 ) = 0 . Segue que: x = 3 ou x = 1 são números críticos de ¡. Pra determinar
se ¡ possui extremos relativos nesses números, aplicaremos o teste da primeira derivada,
conforme o tabela 15.1, e Figura 15.10.

Tabela 15.1 Figura 15.10
56

15.5 – outro teste para o cálculo de máximos e mínimos.
Com o teste da primeira derivada, podemos determinar se uma função ¡ tem valor
máximo ou mínimo relativo num número crítico c, verificando o sinal de ¡′ em números
contidos em intervalos à direita e à esquerda de c. Veremos a seguir, outro teste para extremos
relativos envolvendo somente o número crítico c.

15.5.1 – critério da segunda derivada.
Sejam ¡: [ o, b] → ℝ uma função contínua e derivável até segunda ordem em I =
( o, b) , com derivadas ¡
i
c ¡′′ também contínuas em I e c ∈ I tal que ¡
i
( c) = 0.

Então,
(1) Se ¡
ii
( c) < 0, c é ponto de máximo local;
(2) Se ¡
ii
( c) > 0, c é ponto de mínimo lolcal.

Percebe-se, facilmente, nas Figuras, que exibiremos a seguir, que o teste falha quando
f
ii
( c) = 0, nada se pode concluir quanto aos extremos relativos. Deve-se, portanto, utilizar
somente o teste da derivada primeira.


Figura 15.11 Figura 15.12 Figura 15.13

Considerando as funções y = x
4
, y = −x
4
e y = x
3
, notemos que cada uma delas
possui a segunda derivada nula em x = 0 . Em x = 0, a função y = x
4
possui um mínimo
relativo, e y = −x
4
possui um máximo relativo, no entento, para y = x
3
não tem máximo e
nem mínimo relativo.

57

15.6 – Teorema de Lagrange.
Se ¡ ∶ [ o, b] → ℝ é uma função contínua em [a, b] e derivável em (a, b), então existe pelo
menos um ponto x
0
∈ ( o, b) tal que
¡( b) −¡( o)
b −o
= ¡
i
( x
0
) .

15.6.1 – Interpretação geométrica do Teorema de Lagrange.
Num esboço do gráfico da função ¡, conforme Figura 15.14,
]( b) -]( u)
b-u
é a inclinação do
segmento de reta que liga os pontos A(o, ¡( o) ) e B(b, ¡( b) ) . O Teorema de Lagrange afirma
que existe um ponto sobre a curva entre A e B, onde a reta tangente é paralela à reta secante
por A e B, ou seja, existe um c ∈ ( o, b) tal que ¡
i
( c) =
]( b) -]( u)
b-u
= ¡
i
( x
0
) .

Figura 15.14


16. Concavidade e ponto de inflexão.
Seja ¡ derivável no intervalo I e seja p um ponto de I. A reta tangente em (p, ¡( p) ) ao
gráfico de ¡ é
y − ¡( p) = ¡
i
( p) ( x −p) ou y = ¡( p) + ¡
i
( p) ( x − p) .

Deste modo, a reta tangente em (p, ¡( p) ) é o gráfico da função T dada por
I( x) = ¡( p) + ¡
i
( p) ( x −p) .

58

Definições.
1 – Dizemos que ¡ tem a concavidade para cima no intervalo aberto I, conforme as Figuras
16.1 e 16.2, se quaisquer que sejam x e p em I, com x ≠ p.






Figura 16.1 Figura 16.2


2 – Dizemos que ¡ tem a concavidade para baixo no intervalo I se

¡( x) < I( x) .

Quaisquer que sejam x e p em I, com x ≠ p.

3 – Sejam ¡ uma função e p ∈ Ð
]
, com ¡ contínua em p. Dizemos que p é ponto de inflexão
de ¡ se existirem números reais o e b, com p ∈ ] o, b[ ⊂ Ð
]
, tal que ¡ tenha concavidade de
nomes contrários em ]a, p[ e em ]p, b[, como podemos perceber nas Figuras 16.3 e 16.4.

Figura 16.3 Figura 16.4


f
x
y
f
x
y
P X
T
X
Y
p
f
59

Teorema.
Seja ¡ uma função que admita derivada até a 2ª ordem no intervalo aberto I.
(i) Se ¡
ii
( x) > 0 em I, então ¡ terá a concavidade voltada para cima em I.
(ii) Se ¡
ii
( x) < 0 em I, então ¡ terá a concavidade voltada para baixo em I.

Exemplos.
1 – Seja ¡( x) = c
-
x
2
2
. Estude ¡ com relação à concavidade e determine os pontos de
inflexão.
Solução:
¡
i
( x) = −x c
-
x
2
2

¡
ii
( x) = ( x
2
− 1) c
-
x
2
2


Como c
-
x
2
2
> 0 para todo x, o sinal de ¡
ii
( x) é o mesmo que o de x
2
−1 .

Figura 16.5
¡
ii
( x) > 0 em ] − ∞, −1[ e em ] 1, + ∞[ .
¡
ii
( x) < 0 em ] − 1, 1[ .
Então, conforme a Figura 16.5,
¡ tem a concavidade voltada para cima em ] − ∞, −1 [ e em ] 1 , + ∞[ ;
¡ tem a concavidade voltada para baixo em ] −1 ,1[ ;
Pontos de inflexão: −1 c 1.


60

2 – Dada a f un ção ¡ de i ni d a por ¡( x) = x
3
− 6x
2
+ 9x + 1 ache o ponto de inflexão do
gráfico de ¡, caso tenha, e determine onde o gráfico é côncavo e convexo.
Solução:
Temos que ¡
i
( x) = 3x
2
− 12x + 9 e ¡
ii
( x) = 6x − 1 2. ¡
ii
( x) existe, para todos valores
de x.¡
ii
( x) = 0 ⟺6x − 12 = 0 ⇔ x = 2. Para determinar se existe ou não um ponto de
inflexão em x = 2, precisa verificar se ¡
ii
( x) muda de sinal; ao mesmo tempo, determinamos
a concavidade do gráfico para respectivos intervalos, conforme Tabela 16.1 e Figura 16.6.

Tabela 16.1 Figura 16.6

3 – Dada ¡( x) = x
3
−5 x
2
−3x verifique que a hipótese do teorema do valor é satisfeita
para o = 1 c b = 3. Então, encontre todos os números c no intervalo aberto ( 1,3) tais que
¡
i
( c) =
¡( 3 ) −¡( 1)
3 −1

Solução:
Como ¡ é uma função polinomial, ¡ é continua e derivável para todos os valores de x.
Portanto, a hipótese do teorema do valor médio é satisfeita para qualquer o c b.
¡
i
( x) = 3x
2
−10x −3
¡( 1) = −7 c ¡( 3 ) = −2 7
Logo,
¡( 3) − ¡( 1)
3 − 1
=
−27 −( −7)
2
= −10.
Determinando ¡
i
( c) = −10 , obtemos
3c
2
−10c − 3 = −10
Ou
3c
2
− 10c + 7 = 0
61

Ou
( 3c − 7) ( c −1) = 0
Que resulta:
c =
7
3
c c = 1.
Como 1 não pertence ao intervalo aberto ( 1 ,3) , o único valor possível para c é
7
3


4 – Dada ¡( x) = x
2 3 ⁄
trace um esboço do gráfico de ¡. Mostre que não existe número c no
intervalo aberto ( −2,2) tal que
¡
i
( c) =
¡( 2 ) − ¡( −2)
2 − ( −2)

Que condição da hipótese do teorema do valor médio não é verificada para ¡ quando o =
−2 c b = 2 ?
Solução:
Um esboço do gráfico de ¡ é mostrado na figura 16.7.








Figura 16.7 – Gráfico da Função ¡( x) = x
2
3
.

¡
i
( x) =
2
3
x
-1 3 ⁄
.
Portanto,
¡
i
( c) =
2
3 c
1 3 ⁄

1
1
0
-1 -2 2
x
y
62

¡( 2) − ¡( −2 )
2 −( −2 )
=
4
1 3 ⁄
−4
1 3 ⁄
4
= 0 .
Não existe número c para o qual 2 3c
1 3 ⁄
⁄ = 0.
A função ¡ é continua no intervalo fechado [ −2,2] . Contudo, ¡ não é derivável no
intervalo aberto ( −2 ,2) , pois ¡
i
( 0) não existe. Portanto, a condição (ii) da hipótese do
teorema de valor médio não é verificada para¡ quando o = −2 c b = 2 .


17. Assíntotas.
17.1 – Assíntotas Horizontais.
A reta y = b é uma assíntota horizontal de do gráfico de uma função y = ¡( x) se ocorrer:

( |) l i m
x→+«
¡( x) = b.
Ou
l i m
x→-«
¡( x) = b.
Exemplos.
1 – As reta y = 1 e y = −1 são assíntotas horizontais do gráfico de
y =
x
√x
2
+ 2

Porque,
l i m
x→+«
x
√x
2
+ 2
= 1 c l i m
x→-«
x
√x
2
+ 2
= −1.






Figura 17.1 – Gráfico da Função y =
x
√x
2
+2


X
Y
-1
1
63

2 – A reta y = 1 é uma assíntota horizontal da função
y =
x
2
−1
1 + x
2
, poi s l i m
x→+«
x
2
−1
1 + x
2
= 1.

Figura 17.2 – Gráfico da função y =
x
2
-1
1+x
2


17.2 – Assíntotas Verticais.
A reta x = o é uma assíntota vertical do gráfico de uma função y = ¡( x) se ocorrer
pelo menos uma das situações:
( |) l i m
x→u
+
¡( x) = + ∞
( ||) l i m
x→u
+
¡( x) = −∞
( ttt) l i m
x→u
- ¡( x) = + ∞
( |F) l i m
x→u
-
¡( x) = −∞
Exemplos.
1 - A reta x = 0 é uma assíntota vertical da função y = l n ( x) , pois
l i m
x→0
+
¡( x) = −∞.

Figura 17.3 – y = lnx.
64

2 – Reta x = 1 é uma assíntota vertical de função y =
1
( x-1)
2
, pois
l i m
x→+«
1
( x − 1)
2
= + ∞ ∙

Figura 17.4 – Gráfico da y =
1
( x-1)
2

17.3 – Assíntotas Oblíquas.
A reta y = kx + b é uma assíntota oblíqua do gráfico de uma função y = ¡( x) , se ocorrer:

( o) l i m
x→+«
[ ¡( x) − ( kx + b) ] = 0 ou
( b) l i m
x→-«
[ ¡( x) − ( kx + b) ] = 0

É possível se mostrar que
k = l i m
x→+«
|
¡( x)
x
|.

E uma vez determinado o k, que
b = l i m
x→+«
[ ¡( x) − kx] .

(1) Sub st i t ui nd o-se x → −∞, obtem-se, analogamente, as expressões de k e de b para
outra possível assíntota oblíqua.
(2) Em am bos os caso, se não exi st i r um dos l i mi t es aci ma de i n i das par a k e b,
não exi st e a assín t ot a obl íqua.
(3) As assíntotas horizontais são casos particulares das assíntotas oblíquas, ocorrendo
quando k = 0 .
(4) Uma função pode ter no máximo duas assíntotas oblíquas, incluindo as horizontais.
65

18. Esboço Gráfico de Funções.
Para obtermos o esboço gráfico de uma função, devemos seguir os seguintes passos:
1. Determinar o domínio de ¡.
2. Calcular os pontos de intersecção do gráfico com os eixos coordenados;
3. Determinar os pontos;
4. Determinar os pontos de Máximos e Mínimos;
5. Estudar a concavidade;
6. Determinar os pontos de inflexão;
7. Determinar as assíntotas;
8. Esboçar o gráfico.

Exemplos.
1 - Esboçar o gráfico da função¡( x) = ( x
2
−1 )
3
.
Solução:
1) Domínio: Ðom( ¡) = ℝ;
2) Intersecções com os eixos coordenados: se x = 0, então y = −1 e, se y = 0 então
x ± 1; a curva passa pelos pontos( 1 , 0) , ( −1, 0 ) e ( 0 , −1 ) .
3) Pontos críticos de ¡: ¡
i
( x) = 6x( x
2
− 1
2
)
2
. Logo, resolvendo a equação¡
i
( x) = 0,
obtemos x = 0 , x = 1 e x = −1, que são os pontos crítico de ¡.
4) Máximos e mínimos relativos de ¡:¡
ii
( x) = 6 ( x
2
− 1) ( 5 x
2
−1 ) . Logo, ¡
ii
( 0 ) > 0 e 0
é o ponto mínimo relativo de ¡. ¡
ii
( ± 1 ) = 0 e o teste da segunda derivada não nos diz
nada. Usando, então, o teste da primeira derivada para analisar a mudança de sinal
temos: ¡
i
( x) < 0 , para x > 0, então x = 1 não é ponto extremo de ¡.
5) Concavidade ¡
ii
( x) = 6( x
2
− 1 ) ( 5x
2
− 1) = 0 implica que x = ± 1 e x = ±
√5
5

¡
ii
( x) > 0 se x ∈ ( −∞, −1 ) ∪ I−
√5
5
,
√5
5
] ∪ ( 1, + ∞) .
¡
ii
( x) < 0 se x ∈ I−1, −
√5
5
] ∪ I
√5
5
].
Conclusão: ¡: tem C.V.C. nos intervalos ( −∞, −1) , I−
√5
5
,
√5
5
] e (1,+∞).
¡ tem C.V.B. nos intervalos I−1, −
√5
5
] e I
√5
5
, 1].
6) Ponto de inflexão: As abscissas dos pontos de inflexão de ¡ são x = ± 1 e x ±
√5
5
.
7) Assíntotas de ¡: A curva não possui assíntotas;
8) Esboço do gráfico de ¡.


66


Figura 18.1 – Gráfico da Função ¡( x) = ( x
2
− 1 )
3
.


2 – Esb oçar o gr á i co da f un ção ¡( x) = −7 + 1 2x −3x
2
− 2x
3
.
Sol ução:
1) Domíni o: Ðom( ¡) = ℝ;
2) Intersecção com os eixos coordenados: sc x = 0 , en t ão y = −7 c sc y = 0 , x = 1
ou x =
−7
2
] ;
3) Pontos críticos Jc ¡: ¡

( x) = 12 −6x − 6x
2
. Portonto, rcsol:cnJo −
sc o couoção ¡

( x) = 0, obtcmos os pontos críticos x = −2, x = 1 Jc ¡.
4) Háximos c mínimos rcloti:os Jc ¡: ¡
′′
( x) = −6 −12x. Iogo, ¡
′′
( 1) < 0 c 1
é ponto Háximo rcloti:o Jc ¡. ¡


( 2) > 0 c 2 é p ont o de míni mo.
5) Conco:iJoJc: ¡
′′
( x) = −6 −1 2 = 0 implico ouc x = −
1
2
. ¡
′′
( x) > 0 sc x < −
1
2
c
¡
′′
( x) < 0 se x > −
1
2
.
Concl usão: o gr á i co de ¡ t em C. V. C. em I−∞, −
1
2
] e t em C. V. B. Em I−
1
2
, + ∞].
6) Pont o de i n l exão: A absci ssa do pont o de i n l exão d e ¡ é −
1
2
.
7) Assíntotas de ¡: A curva não possui assíntotas.
8) Esboço do gráfico de ¡.

Figura 18.2 – Gráfico da Funçãof ( x) = −7 + 12 x + 3x
2
− 2 x
3
.
67

19. Problemas de Otimização Envolvendo máximos e Mínimos.
Exemplos.
1 - No planejamento de uma lanchonete foi estimado que se existem lugares para 40 a 80
pessoas o lucro semanal será de R$ 70,00 por lugar,contudo a capacidade de assentos esta
acima de 80 lugares,o lucro semanal em cada lugar será reduzido em 50 centavos pelo numero
de lugares excedentes.qual devera ser a capacidade de assentos para se obter o maior lucro
semanal?

Solução:
Sejam x= o numero de lugares que a lanchonete comporta;
P= o numero de cruzeiros no lucro total semanal,
O valor de p depende de x e é obtido ao multiplicarmos x pelo numero de cruzeiros
obtido no lucro por lugar. Quando 40 ≤ x ≤ 80, o lucro por lugar é R$ 70,00 e por tanto
p = 70 x.contudo,quando x > 80 o lucro de cruzeiros por lugar é [ 7 0 – 0,5( x – 80 ) ] ,ou
seja, p = x [ 70 – 0 ,5( x – 80 ) ] = 100 x – 0,5 x
2
. Assim, temos

P( x) = |
7 0x sc 40 ≤ x ≤ 80
110 x − 0,5
2
sc 80 ≤ x ≤ 22 0


O extremo superior de 220 para x é obtido notando que 110x – 0,5x
2
=0 quando x =
220 e 11 0x −0,5
2
é n egat i v o par a x > 220 .
Embora x seja um inteiro, por definição, para termos uma função continua devemos
tomar x para todos os valores reais no intervalo [40, 220]. Notemos que p é continua em 80,
pois
l i m
x→80
-
p( x) = l i m
x→80
-
70 x = 5 .60 0.
e
l i m
x→80
+
p( x) = l i m
x→80
+
( 110 − 0 ,5
2
) = 5.600.

De onde resulta que
l i m
x→80
p( x) = 5.6 00 = p( 80) .

68

Logo, p é continua no intervalo fechado [ 40, 220] e o teorema do valor extremo
garante a existência de um valor Máximo absoluto de p neste intervalo.
Quando 40 < x < 80, p’(x) = 70 e p′(80) = 30. Determinando P’ ( x) = 0 ,
Temos,
1 10 – x = 0
x = 110 .
Logo, os números críticos de p são 80 e 110. Calculamos p( x) nos extremos do
intervalo [4 0, 22 0] e nos números críticos, temos
p( 40 ) = 3 20, p( 8 0) = 5.600, p( 11 0) = 605 0 c p ( 220 ) = 0. Então, o valor Maximo
absoluto de p é 6050 e o corre quando x = 110. A capacidade de assentos deve ser de 110
lugares, que da um lucro semanal total de R$ 6050,00.
2 – Um fabricante deseja construir caixas de papelão sem tampa e de base regular, dispondo
de um pedaço retangular de papelão com 8 cm de lado e 15cm de comprimento.Para tanto,
deve-se tirar de cada canto quadrados iguais,em seguida viram-se os lados para
cima.determine o comprimento dos lados dos quadrados que devem ser cortados para a
produção de uma caixa de volume Maximo.
Solução:

A altura da caixa é x; a largura é (8 – 2x) e o comprimento é (15 – 2x), observando que 0 <
x < 4.
Logo, devemos maximizar:
V(x) = x (8 – 2x)(15 – 2x) = 4x
3
- 46x
2
+ 120x.
Derivando-se e igualando a zero:
V’( x) = 1 2x
2
- 92x + 1 20 = ( x − 6) ( 12x −20 ) = 0,

Obtemos x = 6 ou x =
5
3
. Mas, 6 < ∉ (0,4); então, x
0
=
5
3
é o único ponto critico de v.
logo, estudando o sinal de V’, x
0
é o ponto Maximo. Então x
0=
1,6cm c v= 90,74cm
3
.
69

19.3 – Um tanque sem tampa em forma de cone é feito com material plástico, tem capacidade
de 1.000m
3
. Determine as dimensões do tanque que minimiza a quantidade do plástico usada
na sua fabricação.
Solução:
A área do cone A
1
nrl√r
2
+ ℎ
2
, em que a última igualdade usamos o teorema de Pitágoras.
Por outro lado, o volume do tanque é de 1.000m
3
logo,
1.000= I =
1
3
nr
2
h.
E ℎ =
3.000

2
. Substituindo ℎ na expressão da área. Temos:
A
1
= nr

r
2
+
3.000
n
2
r
2

Como antes minimizaremos A = ( A
1
)
2
. Logo:
A( r) = n
2
r
2
+kr
-2

Em que k = ( 3.0 00)
2
. Derivando-se e igualando a zero, obtemos que r é aproximadamente,
8,733m c ℎ é aproximadamente, 12,407m.
Conseqüentemente, A
1
é aproximadamente, 418,8077m
2
.

2

2. A Reta Tangente e a Derivada. 2.1 – Reta Tangente. Sejam f uma função e p um ponto de seu domínio. Limites do tipo lim

( )– ( ) −

ocorrem de modo natural tanto na geometria como na física. Consideremos, por exemplo, o problema de definir a reta tangente ao gráfico de f no ponto (p, f(p)). Evidentemente, tal reta deve passar pelo ponto (p, f(p)); assim a reta tangente fica determinada se dissermos qual deve ser seu coeficiente angular. Consideremos, então, a reta que passa pelos pontos (p, f(p)) e (x, f(x), conforme figura 2.1.

y

f

sx
f (x)
f(x) - f(p)

f(p) x-p

x
Figura 2.1 – Reta Secante ao gráfico de .

Coeficiente angular de

=

( )

( )

∙ tende a f’(p), onde ( )– ( ) ∙ −

Quando x tende a p, o coeficiente angular de
′(

) = lim

Observe que f’(p) (leia: f linha de p) é apenas uma notação para indicar o valor do limite acima. Assim à medida que x vai se aproximando de p, a reta vai tendendo para a posição da reta T da equação − ( )=
′(

)( − ).

(1)

y

3
f

T

p

x

x

Figura 2.2 – Reta Tangente ao gráfico de .

É natural, então, definir a reta tangente em (p, f(p)) como sendo a reta de equação (1). Suponhamos, agora, que s=f(t) seja a equação horária do movimento de uma partícula vinculada a uma reta orientada na qual se escolheu uma origem. Isto significa dizer que a função f fornece a cada instante a abscissa ocupada pela partícula na reta. A velocidade média ( ) ( ) da partícula entre os instantes e t é definida pelo quociente ∙ A velocidade (instantânea) da partícula no instante v(t ) = lim

é definida como sendo o limite

( )– ( ) ∙ −

Esses exemplos são suficientes para levar-nos a estudar de modo puramente abstrato as propriedades do limite lim

( )– ( ) ∙ −

2.2 - Derivada de uma Função. Sejam f uma função e p um ponto de seu domínio. O limite lim

( )– ( ) −

quando existe e é finito, denomina-se derivada de f em p e indica-se por f’ (p) (leia: f linha de p).

Assim, ( )– ( ) ∙ → − Se f admite derivada em p, então diremos que f é derivável ou diferenciável em p. Dizemos que f é derivável ou diferenciável em A ⊂ se f for derivável em cada p ∈ A. Diremos simplesmente, que f é uma função derivável ou diferenciável se f for derivável em cada ponto de seu domínio.
′(

) = lim

( ) = lim → ( )– ( ) − ′ ( ) = lim → ( + ℎ) − ℎ ( ) ∙ Conforme vimos na introdução a reta de equação − ( ) = ′ ( )( − )é. em todo . Observe que f’(x) = 2x é uma fórmula que nos fornece a derivada de f(x) = x real.). é igual a 2. por definição. → Portanto. f’(1) = 2. ℎ ≠ 0 ℎ Segue que ′( ) = lim(2 + ℎ ) = 2 . 1 . a derivada de f em p.Seja f(x) = a) f’ (1) b) f’ (x) c) f’ (-3) Solução: ) f ′ (1) = lim → . é o coeficiente angular da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abscissa p. )Segue de ( )que f’(-3) = 2 (-3) = -6. Calcule: ( )– (1) = lim → −1 −1 = lim( → −1 + 1) = 2. Exemplos. f(p)). . Assim. (A derivada de f(x) = ) ′( ) = lim → . f(x) = ⟹ f’(x)=2x. Assim. ∙ ( + ℎ )– ( ) ( + ℎ) − = lim → ℎ ℎ Como ( + ℎ) − ℎ = 2 ℎ+ ℎ = 2 + ℎ. em p=1.a reta tangente ao gráfico de f no ponto (p.4 Observação: Segue das propriedades dos limites que lim → ( )– ( ) ( + ℎ) − = lim → − ℎ ( ) ∙ Assim.

3 – gráfico das retas tangentes de nos pontos (1.1 (1. f(1)) é y – f(1) = f’ (1) (x –1) ( 1) = 1 = 1 ( ) = 2 (exemplo 1. (1)) e (−1.2x . Assim y = 2x –1 é a equação da reta tangente ao gráfico de f(x) = f(1)). . a) A equação da reta tangente em (1. f(1)) -1 1 x y = . b) A equação da reta tangente em (−1. f(−1)) é y – f(−1) = f’(−1) (x-(−1)) ou y – f(−1) = f’(−1) (x+ 1) f(−1) = (−1) = 1 f’(p) = 2p ⟹f’ (−1) − 1 = −2( + 1) substituindo esses valores na equação vem = −2 − 1 Que é a equação da reta tangente pedida. Determine a equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto: b) (-1. y .5 2 . ( (−1)). Solução: . f(-1)).Seja f(x) = a) (1. y = 2x . f(1)). item b) ⇒ (1) = 2 Substituindo em (1). no ponto (1 .1 Figura 2. vem y– 1 = 2(x – 1) ou y = 2x –1.

→ 4 – Calcule a derivada de f(x) = e use-a para determinar a inclinação da reta tangente à curva y = no ponto x = -1. Solução: ′( ) = lim → ( + ℎ )– ( ) .6 3 . = ( + ℎ) − ( ) ⇒ ( +ℎ− ) = ( + ℎ) − ℎ ( ) ∙ . Usando a forma ponto-inclinação da equação de uma reta. Mostre que f’(x) = 0 para todo o x. (A derivada de uma constante é zero). a reta tangente passa pelo ponto (-1. Assim. assim ′( ) = lim → = lim 0 = 0. a inclinação da reta tangente à curva y = 3(−1) = 3. Qual é a equação da reta tangente nesse ponto? Solução: A inclinação da reta tangente à curva y = f(x) no ponto (c. precisamos também da coordenada y do ponto de tangencia. -1) com inclinação três. temos: − (−1) = 3 [ − (−1)] y =3x + 2. ℎ − ℎ Como f(x) = k para todo x. f(x)) é dada por acordo com a definição de derivada. ′( = f’(c). De ) = lim → ( + ℎ )– ( ) ( + ℎ) − = lim → ℎ ℎ +3 ℎ + 3 ℎ +ℎ )− ℎ = lim (3 → ′ ( ) = lim → ( ∙ +3 ℎ+ℎ ) ( )=3 Nesse caso.Seja f(x) = k uma função constante. y=(−1) = -1. no ponto x = -1 é f’ (-1) = Para determinar a equação da reta tangente. resulta f (x + h) = k para todo x e todo h.

que é y =− + .4. pois suas retas são paralelas. desde Δ ≠ 0. 1) e a reta tangente PT em (4. ( ) = lim Δ → +Δ −3− Δ ( Δ Δ ( +Δ −3+ −3 ( +Δ −3+ ∙ +Δ −3+ − 3) − 3) ( ) = lim Δ → −3 Dividindo numerador e denominador por Δ . . escrevermos sua equação na forma reduzida. Assim.1). A reta procurada é a reta que passa pelo ponto (4. Usando a forma ponto-declividade da equação da reta obtemos y –1 = −2(x−4) ou 2x + y −9 = 0. resolvemos a equação −2 − 3 = -2 resultando = 4. e a declividade da reta normal procurada também é −2. Portanto. ( +Δ )− ( ) Δ Com f(x) = √ − 3 obtemos ( ) = lim Δ → +Δ −3− Δ −3 ∙ Para calcularmos esse limite. a declividade da reta procurada é -2. a declividade de é −2. Para encontrarmos a declividade de. que mostra um esboço da curva junto com a reta normal PN em (4.7 5 .Encontre a equação da reta normal à curva y =√ − 3 que seja paralela à reta 6x + 3y – 4 = 0. Portanto. obtemos ( ) = lim Δ → 1 +Δ −3+ 1 ∙ −3 ( )= 2 −3 Conforme mostramos acima. Solução: Seja a reta dada. 1) sobre a curva e tem uma declividade –2. Veja a figura 2. racionalizamos o numerador. Para encontrarmos a declividade da reta tangente à curva dada em qualquer ( . aplicamos a fórmula ( ) = lim Δ → ).

2) é dado por f’(4) = √ = .Calcule a derivada de ( ) = √ e use o resultado para determinar a equação da reta tangente à curva y = √ no ponto x = 4. Usando a forma ponto-inclinação da equação de uma reta. a coordenada correspondente y no gráfico de y = √ é y = √4 = 2.1) X Figura 2. o ponto de tangência é P(4. então. descobrimos que a equação da reta tangente no ponto Pé − 2 = ( − 4) ou = + 1. Como f’(x) = 1/2√ .4 – Gráfico da Reta Normal a curva = √ − 3. a inclinação da reta tangente à curva de f(x) no ponto P (4. 2). .8 N y T 90° P(4. 6 . Solução: A derivada de √ = lim → = √ em relação à x é dada por: ( + ℎ) − ( ) √ +ℎ−√ = lim → ℎ ℎ √ + ℎ − √ (√ + ℎ + √ ) ℎ(√ + ℎ + √ ) +ℎ− ℎ(√ + ℎ + √ ) 1 √ +ℎ+√ = = lim → √ = lim → √ = lim → ℎ ℎ(√ + ℎ + √ ) √ = lim → 1 2√ ∙ Para x = 4.

Δ → Δ → Δ Δ Exemplos.Seja f uma função constante definida pela equação ’( ) = 5 + Solução: Pela regra da Constante. ′( 2) = 1 2√2 ∙ 3. Prova: ′( ) = lim Δ → ( +Δ )− ( ) − = lim = lim 0 = 0. 1 . Calcule f’(2). ’ é a função definida pela equação ’( ) = 0.Seja ( ) = ( ) = √ . Solução: ′( 2) = lim → ( )– (2) √ − √2 = lim ∙ → −2 −2 Assim.9 7 . Regras de Derivação. ′( 2) = lim → 1 1 √ − √2 = lim = ∙ → √ + √2 2√2 √ − √2 (√ + √2) Isto é. . Calcule ’. então f é diferenciável para todo número e ’ é a função definida por ’( ) = 0. Pela regra da Constante.1. Derivada da Função Constante. (5 + √3) = 0. 3. Se c é um número constante e é a função constante definida por ( ) = . .Calcule Solução: 5 + √3 . 2 .

pelas regras do produto e da identidade. 2 .Seja ℎ( ) = √2 Solução: ℎ( ) = (2 1 ℎ ( ) = (2 2 ℎ( )= 3 √2 − 4 + 5. 1 . = . os Teoremas 4 e 2 implicam que ′( ′( )= )= ( )= ( . encontre h’(x). Agora. ′( )= ( ′( )= )= + ( . − 4 + 5) − 4 + 5) (6 −2 −4 +5 ∙ − 4) .Seja ( ) = 4 √ Solução: ( )=4 ( )=4. ) = . Derivada da Função Potência. Seja n um número inteiro maior que 1 e seja f a função definida por ( ) = f é diferenciável para todo número e ’ é a função definida por ′( ’’.( )+( + ( − 1) ). )= ].10 3. iniciando com n = 2. ( )= 8 3 = 8 3 = 8 3√ ∙ encontre ’( ). Prova: A prova se processa por indução matemática. ) Assim o teorema é válido quando n = 2. Então )= . assumindo que n é maior que 2 e que o teorema seja válido para expoentes menores que n.( =2 =2 )+( .2. Para n = 2 temos. + [( − 1) . ( )= Exemplos.

+ 8 + 5) = (7 )+ (−2 )+ (8 ) + ( 5) = . Sejam f e g funções diferenciáveis em um número x.Seja ( ) = 3 Solução: ( ) = 3(4 ( ) = 12 ) + 8. Derivada da Soma.1 + 0 + 8. ℎ( [ ( ( ( + ∆ )– ℎ( ) ∆ +Δ )+ ( + Δ )] − [ ( ) + ( )] ∆ +Δ )− ( ) ℎ( ℎ( ℎ( ) = lim ∆ → ) = lim ∆ → +Δ )− ( )+ ( ∆ ) = lim ∆ → + Δ ) − ( ) g(x + Δx) − g(x ) + ∆ Δx +Δ )− ( ) + lim → Δ ( ). Então h é diferenciável em e ℎ( )= Prova: ℎ ( ) = lim ∆ → ( )+ ( ). Calcule a derivada. −2 + 8 + 5.3.11 3. ( +Δ )− ( ) Δ ℎ( ) = lim ∆ → ( ℎ( )= ( )+ Exemplos. 2 – Seja ( ) = 7 Solução: ( )= = 28 (7 −6 −2 +8. e seja h = f + g. 1 . ( ). +8x+5.

Derivada da Função Produto. ( ). ( ( +∆ )− ( + ∆ ).12 3. ( ) é subtraída do numerador e depois adicionada de novo (o que. ( + ∆ ) − ( ). Então h ( )+ ( ). ( ). ( ) ∆ f(x + Δx). Prova: ℎ ( ) = lim ∆ → . ( )+ ( ) ∆ → lim ( ) ∙ . Sejam f e g funções ambas diferenciáveis em um número também é diferenciável em e ℎ ( ) = ( ). ℎ( + ∆ ) − ℎ( ) ∆ + ∆ ). ( ) + ( ∆ + ∆ ). g(x ) + Δx ( +∆ ) ( + Δ ) − ( ) f(x + Δx) − f(x ) + g(x ) ∆ Δx g(x + Δx) − g(x ) f(x + ∆x) − f(x ) + lim ∆ → Δx ∆x + Δ ). O resultado é ℎ( )= ( = lim ∆ → + ∆ ). é claro. mas eficiente artifício algébrico – a expressão ( + ∆ ). ∆ ℎ ( ) = lim ∆ → ( Usaremos agora um curioso. mantém o valor do numerador sem alteração). g(x ) − f(x ). ( ) − ( ).5. ( ℎ ( ) = lim → ℎ ( ) = lim ∆ → ( ∆ → + ∆ ) ∙ lim ∆ → ∙ lim g(x ) ℎ( ) = lim ( → +Δ ) . e seja ℎ = ∙ g. ( ) ℎ( ) = lim ∆ → + ∆ ) − ( + ∆ ).

Solução: ℎ( ( ). f é diferenciável em Assim. ∆ → ela é contínua em . 1 . Ou (2) + (2). g. . ( )+ ( ). calcule h’ (2). f’(2) = e g’(2) = 3. g(2) = 10. ∆ → lim ( )= ( ) Segue que. ℎ ( ) = ( ). Se h= f . lim ( + ∆ ) = lim ( ) = ( ) → Também desde que g( ) é uma constante. Exemplos. (2) ℎ (2) = (1)(3) + (10) = 8.13 Desde que.Calcule Solução: [(3 = (3 = (63 = 105 + 1)(7 + 1)(21 + 24 + 30 + )] = (3 + 1)[ (7 + )] + [ (3 + 1)](7 + ) [(3 + 1)(7 + )] pelo uso da regra da multiplicação. g (x ) + f (x ). ( ) Então: ℎ (2) = (2). + 1) + (6 )(7 + 1) + (42 + 1. +6 + ) ) 2 . g(x ).Suponha que f e g são funções diferenciáveis no número 2 e que f (2) = 1.

( ) − ( ). [( )] ( ) ∙ Prova: Note que h = f(1/g).4. Derivada do Quociente. Sejam f e g funções ambas diferenciáveis em um numero Então. ( ) [ ( )] ( ) . ( ) + [ ( )] ( ).14 3.Sendo ( ) = Solução: ( )= ( )= ( ( − 5 + 3).Calcule ’( ) da função Solução: ( )= ( )′( + 7) − ( ( + 7) + 7) − (3 ( + 7) = ∙ + 7)′ ( )= 2 ( ) ( )= 14 − ∙ ( + 7) . [ ( )] Exemplos. se ℎ = segue que h é diferenciável em e e suponha que ( ) ≠ 0. 2 . ( ). ℎ( )= ℎ( ) = − ( ) + [ ( )] ( ). ℎ( )= ( ). 1 . assim pelas regras do produto e da inversa aritmética. ℎ ( ) = ( ). (2.4 − 0) − (2 − 3)(2 − 5) ( − 5 + 3) − 5 + 3)(8 ) − (2 − 3)(2 − 5) ∙ ( − 5 + 3) ∙ Calcule ’( ). ( ) − ( ). 1 ( ) − ( ).

Suponhamos que = ( + 5 ) e que desejamos determinar dy/dx. = =3 (2 + 5) = 3( + 5 ) (2 + 5) = 6 + 75 + 300 + 375 . Então. Derivada da função composta (Regra da Cadeia). a regra da cadeia pode ser escrita na notação de operador como =( )( ). De fato. du/dx = 2 + 5 . dy/Du = 3 . mas existe um detalhe nele. O último cálculo produziu a resposta certa. . Outro método é fazermos. onde u é uma função de x.15 4. a legitimidade desse cálculo é garantida por uma das mais importantes regras de diferenciação em cálculo – a regra da cadeia. = + 5 . então =6 + 75 + 300 + 375 . Se fizermos y = f(u).1 . Se y é uma função diferenciável de u e se u é uma função diferençável de x. logo não estávamos realmente seguros em supor que = . tal que = . faremos ( )= ( ) . Uma saída é expandir ( + 5 ) e então diferenciarmos o polinômio resultante. 4.A regra da cadeia. então y é uma função diferenciável de x e = ∙ É claro. As expressões são apenas símbolos para as derivadas nas quais os “numeradores” e “denominadores” ainda não tiveram nenhum significado quando vistos separadamente. Assim. =( +5 ) = + 15 + 75 + 125 .

Se ( ) = Solução: ( ) . Aqui ( ) = (3 − 1) .Calcule Solução: Aqui ( = + 5 e n = 100.Calcule Solução: 3 +7 3 +7 3 +7 = 10 . calcule ( ). ( +5 ) . (3 − 1) ( ) = (−4)(3 −1) (3) = −12(3 − 1) 3 . assim = 100( +5 ) ( + 5 ) = 100( + 5 ) (2 + 5). 3 +7 3 +7 ( 3 +7 + 7)(3) − (3 )(2 ) ( + 7) ) ∙ = 10 = (3 ) (210 − 30 ( + 7) 4 . então ( )= ( )= (3 − 1) = (−4)(3 −1) . − 5 + 1) (4 − 5) = 35 − 28 ∙ (2 − 5 + 1) . +5 ) 2 . 1 .16 Exemplos.Calcule Solução: ( ) = −7(2 ( ) ( ) = (2 − 5 + 1) .

Calcule Solução: [( [( [( + 6 ) (1 − 3 ) ]. v é uma função de u.Seja . e daí = . =√ = . tal que = (√ ) = (1 + ) . + 6 )] No cálculo de derivadas algumas vezes é necessário usar a regra da cadeia repetidamente. temos [1 + (1 + [1 + (1 + [1 + (1 + [1 + (1 + ) ] = 7[1 + (1 + ) ] = 7[1 + (1 + ) ] = 7[1 + (1 + ) ] = 210 ) ] [1 + (1 + ) ) (5 ) . 6 . Então. = =( 1+ ) . 7 . = (3 ) 1 2√ (2 ) = 3(√ ) √ =3 √ =3 1+ .Calcule Solução: [1 + (1 + ) ] . Por exemplo.17 5 . se y é uma função de v. Use o fato de que √ = √ e a regra da cadeia para determinar =1+ . = e = . ) ] (1 + ) ) ] [6(1 + ) ] 6(1 + ) ] (1 + )] [1 + (1 + . e u é função de x. Solução: Seja Assim. Usando a regra da cadeia repetidamente. + 6 ) (1 − 3 ) ] = [ ( + 6 ) ](1 − 3 ) + ( +6 ) [ (1 − 3 ) ] + 6 ) (1 − 3 ) ] = [10( +( + 6 ) (2 + 6)](1 − 3 ) + + 6 ) [4(1 − 3 ) (−3)] [( [( + 6 ) (1 − 3 ) ] = ( + 6 ) (1 − 3 ) ] = ( + 6 ) (1 − 3 ) [10(2 + 6)(1 − 3 ) − 12( + 6 ) (1 − 3 ) (−72 − 232 + 60).

18 A regra da cadeia é realmente uma regra para a diferenciação da composta f ° g de duas funções. ( Desde que ( ) ≠ 0. Calcule (f ° g)’ (x). Aqui. Desta forma. pela regra da cadeia. 8 . então h’(x) = (f ° g)’(x) = f’[ ( )] ( ). Seja = ( ) uma função que admite inversa seja. )( )= 1 ∙ ( ) )( )= 1 ( ) = ( ). pela regra da cadeia ( ) − + − √2 . Aplicando a regra da cadeia. seja y = f(u) e u = g(x). Denotando a composta f ° g por h. Como = . Derivada da Função Inversa. é claro. Para ver isso. = = ( ) ( ) = ′[ ( )] ( ). ou . 5. ( ) = . podemos escrever a regra da cadeia como a seguir: Se h = f ° g. assim. temos ( Portanto. estamos assumindo que g é diferenciável no número x e f é diferenciável no número g(x).Seja ( ) = 4 Solução: ( )=4 ( ° )( )= ( ° )( )=4 ( )=2 −4 + 1 . tal que = ( ) = [ ( )] = ( ° )( ). [ ( )] ′( ) = 4[ ( )] 1 4 − 2 3 + − √2 . ( )= .

Como ( ) = 15 . Já que é definida e diferenciavél no intervalo aberto (0. Então ( )( )= 1 [ ( ) = 1 2 ( ) ∙ para √ = > 0. Desde que ( ) = simplismente significa que . (b) ( = 40 =5 ⟹ = 2. =5 ⟹ = ( )= = . usando a regra da função teremos ) (40) = 1 1 = ∙ (2) 60 2 – Seja ( ) = Solução: para > 0. segue do teorema da função inversa que é inversivél. = 5 15 5 .19 Exemplos. é diferenciável e ( Válido para todo ( ) = √ . . Determine ( ) ( ). segue que √ no domínio de )( )= ( ) . e ( ) utilizando a Portanto. Obtenha ( regra da derivada inversa. ( )( )= 1 3 5 1 1 . ) (40) ( ) invertendo a função. ∞). e como ( ) = 2 ≠ 0 para todos os valores de no intervalo. Solução: (a) Logo. 1 – Seja = ( ) = 5 .

Derivada da Função Exponencial Logarítmica.Determine a derivada da função ( ) = Solução: De acordo com a regra do quociente.1. Derivada da Função Exponencial Composta.2. Derivada da Função Exponencial. temos ( )= 1 + ln 2 = 1 + ln . Exemplos. ( )=( ( )= + 1)(−3 ) − (2 ) = − (2 ) −3 − 2 − 3 ∙ ( + 1) ∙ −3( + 1) − 2 ( − 1) 2 . ( )= .Determine a derivada da função ( ) = Solução: De acordo com a regra do produto.Determine a derivada da função ( ) = Solução: De acordo com a regra da cadeia. ( ) = ln . . 1 . Exemplos. 6. 6.Determine a derivada da função Solução: Combinando a regra do produto com a expressão da derivada de ln x. 1 .20 6. . ( + 1) = 2 . 3 . ( )= ( )+ ( ) = (2 )+ (1) = (2 + 1) .

Determine a derivada da função.Determine a derivada da função ( ) = ( + ln ) . Solução: A função tem forma derivadas. obtemos: ( )= 3 2 ( ) −( ( ) 1 −4 )′ 2 ( )= 3 ( )= 2 1−4 3 ∙ 3 . obtemos: ( )= ( )= ( )= ( )= ( )= 3 ( + 2 3 ( + 2 = 3 2 ( )= . onde u = t + ln t aplicando a regra da potência para = ( + = 3 2 ) ) ( + 1+ 1 ) aplicando a regra da potência para derivadas.21 2 . . temos. ( )= Solução: Como √ = . de acordo com a regra da potência para logaritmos √ 2 =3 √ ∙ ( )= = ∙ Aplicando a regra do quociente para derivadas. obtemos: ) .

lim → 7.22 7. Logo. O quociente de Newton da função sen x é ( + ℎ) − ℎ ∙ Para calcular seu limite. observemos que lim → cos − 1 = lim → −1 (cos + 1) − (cos + 1) − 0 1+1 ∙ cos + 1 lim → cos − 1 = lim → lim → cos − 1 cos − 1 cos − 1 = lim → lim → = −1 ∙ = 0. ( ) = cos . Derivada das Funções trigonométricas. Então temos. Antes de calcular as derivadas das funções trigonométricas. ( + ℎ) − ℎ ( + ℎ) − ℎ ( + ℎ) − ℎ ( + ℎ) − ℎ ( + ℎ) − ℎ = lim → ∙ cos ℎ + ℎ ℎ . Derivada da Função Seno. cos − ℎ→0 ℎ→0 ℎ→0 ℎ→0 ℎ→0 = lim → ∙ (cos ℎ − 1) + sen ℎ ∙ ℎ cos ℎ − 1 + ℎ ∙0+1∙ ℎ ℎ ∙ cos = lim → = = cos . . desenvolvemos sen (x+h) usando a fórmula do seno da soma de dois arcos.1.

2 = 2 . Derivada da Função Cosseno. (3 ) + cos (3 )]. então y’ = − sen x. Prova: Seja y = = lim ∆ → aplicando a definição cos( + ∆ ) − cos ∆ .Determine a derivada da função Solução: = .23 Exemplos. = = . 7. 1 .2. 2 – Determine a derivada da função Solução: ’( ) = ’( ) = ’( ) = ’( ) = ( (3 3 3 ) + + + − ) ( ( = ( ) ( ) ∙ )′ + + ) ∙ 3 – Calcule a derivada da função h(x) = h’(x )= ( h’(x) = 3 h’(x) = 3 [ ) (3 ) + (3 ) + 3 [ (3 )]′ (3 ) ∙ (3 ). Se y = cos x. cos( ). = ( ). = cos .

24 aplicaremos a fórmula trigonométrica: Cos p – cos q = − 2 sen Então.Determinar a derivada da função Solução: y= cos u. 2 ∆ 2 +∆ 2 1 . = cos (1/x). u = (1/x) y’ = (− sen u ) . u = (1/x) y’ = (− sen u ) . . 2 y = lim −2 ∆ → = −2. u’ y’ = [− y’ = (1/ )]. sen ∙ = lim ∆ → +∆ − 2 ∆ /2 ∆ 2. lim ∆ → . −2 +∆ + .1 2 . 1 . −1/ = cos (1/x). 2 – Determinar a derivada da função Solução: y= cos u. . sen (1/x). = . . =− Exemplos. −1/ = . u’ y’ = [− y’ = (1/ )]. sen (1/x).

( )’ = . (− ) obtemos Logo. + − . no ponto = . . cos ( − ) 7.3. cos ( − ) . ℓ ( )=2 − ( ) = 2 −ℓ ( ) = 2 −ℓ ( ) =2 0+ 1 ( − ). ℓ ( ) . Usando a relação t g = ( ( ( ( ( )’ = )’ = )’ = )’ = )’ = 1 . (ℓ + cos( − ) . ℓ . = + cos( − ) . 1 1 1 )′] ( − )+ ( − )+ 2 ∙ . ( ) = 2[(cos ( − )) . . = =2 ( − ).25 3 .Determine a derivada da função Solução: ( ) = 2 cos( − ) . . Derivada da Função Tangente. ℓ .

(− − )− . (5 − 2) . = )’ = )’ = )’ = − −1 . 4 ) ∙ Pela fórmula (1) com 4 =( 4 )(4). ℓ (ℓ (5 − 2) ℓ ( (ℓ = 4 . obtemos = 12 4 4 . 7. ( ( ( ( Logo. juntando os vários pedaços. )’ = − . E. Derivada da Função Cotangente. ( )’ = − . 1 – Calcule a derivada da função ( ) = Solução: ( − 2 ). . ) −2 )− ) ( −2 ) ∙ − ( −2 )∙ 1 ℓ ( ) ∙ ( )= ( )= 2 – Calcule Solução: Como = 3( = / se 4 =( 4 ) .4. Usando a relação Obtemos. a regra da potência dá 4 .26 Exemplos. =4 .

(−3) = 3 (1 − 3 ). = +3 +7 . A partir de sec ( ( ( ( Logo. ’ + 3 + 7) . 1 . =− 7. ⁄ se = (1 − 3 ). (1 − 3 ). (− Exemplos.27 Exemplos.Calcule Solução: Pela fórmula =− com = 1−3 . 1 . . = obtemos ) . Derivada da Função Secante. . (2 + 3) ( + 3 + 7) = sec ( + 3 + 7).Determinar a derivada da função Solução: = ’ = ’ = [ ( . ’ = (2 + 3) + 3 + 7). ( ( + 3 + 7)]. ( )’ = . .5. 1 . )’ = )’ = )’ = )’ = . 0 − 1 . .

−1 = .0 − 1 . Derivada da Função Cossecante. . (−6 ). −1 . Calcule ⁄ . (−6)) (−6 ). 1 . ’ +1 −1 . −1 = +1 . −2 ( − 1) +1 . (− = 24 =4 (−6 ). +1 . (−6 ). De ( ( ( ( Logo. . vem. 2 – Dada Solução: = 4.28 7. −1 +1 . . )’ = )’ = − )’ = − )’ = − .6. (−6 ). = . Exemplos 1 . ( − 1) . Calcule sua derivada. ( )’ = − .Dada a função Solução: = ’ = − ’ = − ’ = 2 . .

. desde que ’( ) = ( )= ( )= 1 ( ) 1 cos ∙ = . para seu domínio e [−1 . Assim.29 8. . o que exige cos = ± 1− = 1− . 1] para contradomínio. . 8. temos ( )= 1 √ − ∙ Exemplos. temos Como devemos ter ou ( )’ = . A função arc seno é. tomamos o intervalo − .1. Conseqüentemente ’( ) = . Usando novamente a letra x para representar a variável da função arco-seno. a inversa da função seno. Para que a função seno se tornasse inversível. 1] dada por y = f (x) = Assim a função arc seno x é a inversa da função f : − sen x. temos cos > 0 . 1 – Dada Solução: Aplicando a fórmula ( = )= √ = encontre . ∈ − . Derivada arc seno. Sabendo que ∈ − .ou seja . a letra y para indicar a variável da inversa de f que é a função g(y) = arc seno . → [−1 . Derivada das Funções trigonométricas Inversas. . Usemos então. ≠ 0 . obtemos (2 ) = 2 √1 − ∙ 1 1−( ) .

temos = ± 1− . Temos. ou (arc cos y)’= − ∙ . função g(y) = arc cos y. √1 − 1 2√ − ∙ . x ∈ (0 . temos. temos (arc cos x)’ = − Exemplos. ). e sabendo que ∈ [0 . √ ∙ =− .2. ’( ) = ( )= 1 ( ) 1 − ∙ = . ]→ [−1 . ] . encontre . Derivada arc cosseno. 1 – Dada ( ) = Solução: ( )= =− =− 1 √1 − 1 2√ . Como = 1− Assim. 1] dada por y = f(x) = cos x é a inversa da Logo. ou seja .30 8. Relembrando: a função f: [0. 1 2√ √ . desde que f’(x) = −sem x ≠ 0 . ( )= . E usando novamente a letra x para indicar a variável da função arc cos.

Como a função f: − temos. ou ( )’ = .3. =1+ =1+ Logo. .31 8. 1 – Dada ln( + ) = Solução: Derivando. ’( ) = ’( ) = Temos. Derivada arc tangente. os dois membros da equação dada em relação a . Como = . ou . − 2 + + ∙ . obtemos encontre . 1 ( ) 1 . 1 (1 + + Ou 1+ + Ou + Ou = +( + ) ) 1 1+ ∙ − ∙ = − + ∙ = + −( + ) . ainda . implicitamente. → ℝ dada por y = f(x) = tg x é a inversa de g(y) = acr tg y .(arc )’ = ∙ . . ’( ) = Exemplos.

’( ) = ’( ) = Portanto. A função . ainda. ( ( )’ = )’ = − 1 1− 1 1 1 = . )’ = − Exemplos. =3 1 3 − 3 9+ 8.32 8. . Derivada arc cotangente.4. temos = ∙ . ) → ℝ dada por = ( ) = é a inversa de ( ) = Logo. : (0 . ’( ) = − ( ou ( 1 1+ ∙ )’ = − ou. vem = 1+ . Derivada arc secante. 1 – Dada Solução: = 3 1 + 3 ∙ −1 1 1+ 9 ∙ ∙ 1 3 = encontre .5. 1 ( ) ∙ De = . Como Logo.

6 Derivada arc cossecante. − ( )’ = − ( )’ = − .33 ( )’ = − 1 1− 1 .√ −1 ∙ 1 1 = .√ −1 ∙ ( )’ = ( )’ = 8. Como Assim. temos a = ∙ . ( ( )’ = )’ = 1 1− ( )’ = − 1 1 −1 1 √ −1 | | 1 | | . − 1 ( )’ = 1 −1 1 √ −1 | | 1 | |.

A correspondente notação de Leibniz é induzida como se segue: Se = ( ) tal que = ( )= ( ). como "(leia-se “ duas linhas”). por simplicidade. )=0 para ≥ 5. ou derivada terceira. Então a segunda derivada é dada por = ( )= ( ). Assim como para a derivada primeira.todas as derivadas subseqüentes são nulas. Denominamos " de derivada de segunda ordem. dizemos que é vezes diferenciável. = ( ). então são representados na notação simplificada. sucessivamente. Se pode ser sucessivamente diferenciavel vezes desta forma. como se fosse fração real. então a derivada de é novamente uma função definida neste intervalo aberto e podemos perguntar se é diferenciável no intervalo. converte-se . Visto que isto é. O tratamento algébrico em ( ) O símbolo formal. se e uma função e se . podemos obter a derivada de quarta ordem. Derivadas Sucessivas ou de Ordem Superior. ⁄ para a derivada segunda é incômodo. ou simplesmente de derivada segunda da função . nós freqüentemente ignoramos deliberadamente a distinção entre a função derivada de ordem -ésima ( ) ( )e o valor desta função ( ) no ponto x. e assim por diante. A notação operacional para derivadas de ordem superior é auto-explicativa. e ambas são referidas como “a -ésima derivada”. se. Desta forma. De um modo geral. então sua derivada( ) é escrita. ( )( ( ) e uma função constante. tambem é diferenciável no intervalo. ao se tomar. Notação análoga é são. Se o for. derivadas de uma função tantas vezes quantas forem necessárias. na prática. se uma partícula se move ao longo de uma reta orientada de acordo com a lei de movimentos = ( ). D ( ) significa ( ) ( ). = ( ) . Os parênteses do denominador . Por exemplo. "são diferenciáveis num intervalo aberto.34 9. = ( ) . sem dúvida. = ( ) = "( ). nós podemos formar a derivada de terceira ordem. omitidos. e a derivada segunda é escrita como empregada no das derivadas de ordem superior com se constata pela tabela 1. se é uma função diferenciável em algum intervalo aberto. . que as funções derivadas permaneçam diferenciáveis em cada estagio. Não existe nada que prove. ou derivada qurta.

( ) = 15 − − 48 + 6.35 = ( ) 1. Solução: ( ) = 60 ( ) = 180 − 24 + 6 − 2. Exemplos. ( ) = 360 − 48.1 – Tabela de derivadas de ordem . derivada segunda ( ) = = ( ) ( )= = ( ) = 3. ( )= ( )= ( )= ( )= ( ) ( ) = 360. derivada primeira Notação simplificada = ( ) Operador = ( ) Leibniz = 2. 1 – encontre todas as derivadas de ordem superior da função polinomial 8 + 3 − 2 + 4. derivada terceira ( ) = = ( ) ( )= = ( ) = ⋮ . .derivada -ésima ⋮ ( ) ( ) ( ) ( ) ⋮ = ( ) ⋮ ( )= = ( ) = ( ) = ( ) ( ) Tabela 9. ( ) = 0.

= 2 + . ( ) (0) = ( ) ( ) (1) = (0) = 7 7 = [3(0) + 2] 4 −42 −42 = [3(1) + 2] 125 −42 −42 21 = =− ∙ [3(0) + 2] 8 4 . Solução: (a) (b) (c) = = = 2 + =4 − =4 + = − ∙ 4 − 4+ 3 – Seja ( ) = (a) (0). (c) . ache: (b) .36 2 – Se (a) . Solução: ( )= e ( )= 7 (3 + 2) =7 [(3 + 2) ] = −14(3 + 2) ( 3 + 2) = −42 ∙ ( 3 + 2) (3 + 2)(2) − (2 − 1)(3) 7 = ∙ (3 + 2) (3 + 2) Portanto. Ache: (b) (1). .

obtemos = √9 − e = −√9 − . 1 – Dada ( + ) − ( + ) = Solução: Diferenciando implicitamente em relação a . Diferenciação Implícita. Diferenciando implicitamente em relação a . +3 ∙ =0 = − . encontramos 2 + 2 (2) Resolvendo a equação dada para . obtemos 3 Portando. (b) duas funções definidas pela equação. Exemplos. encontre: (a) por diferenciação implícita. no ponto (1. Então a equação da reta tangente é: 1 − 2 = − ( − 1) 4 3 – Dada a equação + = 9. =− Portanto. 2). 2 + 2 + (2 + 2 ) (4 − 4 = − − )=4 ∙ − 2 + 2 + (2 − 2 ) −4 =4 +4 −2 +2 + + encontre . temos 2( + )(2 + 2 ) (2 − 2 ) = 4 +4 ∙ do qual obtemos. 2). 2 – Encontre a equação da reta tangente à curva Solução: + = 9 no ponto (1. = 0 e assim =− ∙ . (c) a derivada de cada uma das funções obtidas na parte (b) por diferenciação implícita. (d) verifique se o resultado obtido na parte (a) concorda com os resultados obtidos na parte (c).37 10. Solução: (1) Diferenciando implicitamente.

Para da parte (3) ( )= √9 − =− = ( ). onde ( ) = −√9 − . . (3) Como ( ) = (9 − ) usando a regra da cadeia obtemos 1 ( ) = (9 − 2 ) (−2 ) = − √9 − ∙ Analogamente. temos da parte (3) √9 − =− ∙ ( )=− Que é coerente com a resposta n aparte (1). temos −√9 − =− ∙ Que também está de acordo com a resposta (1). obtemos ( )= √9 − ∙ (4) Para = ( ) onde ( ) = √9 − .38 Seja a função para a qual ( )= 9− . a função para a qual ( ) = −√9 − .

1ª Regra de L`Hospital: Sejam e derivaveis em ]p . ou -∞.r . p [ . aplicam-se a cálculos de limite que apresentam indeterminações do tipo 11. Nestas condições. lim → ( ) ( ) existir( inito ou in inito). As regras de L`Hospital. Teorema de L`Hospital.2. p [ .39 11. A regra permanece válida se substituirmos um dos símbolos +∞. com g`(x) ≠ 0 para 0 < I x . se e ∙ lim ( ) = 0. que vamos enunciar a seguir. com g’ (x) ≠ 0 em ] m. Nestas condições. lim → ( ) = +∞ lim → ′( ) existir ( inito ou in inito) então lim → ′( ) ( ) = lim → ( ) ( ) existirá e ( ) ′( ) ∙ ′( ) lim → Observamos que a 2ª regra de L`Hospital continua válida se substituirmos “ → “ por “ → ” ou por “x→p ” ou por “x→± ∞” . 11.2ª Rregra de L`Hospital: Sejam e deriváveis em ] m. . lim → → ( ) = 0.1 . se lim → ( ) = +∞ .p I < r. então lim existirá e ( ) → ( ) ( ) ( ) ′( ) ∙ ′( ) lim → = lim → → Observamos que a primeira regra de L`Hospital continua valida se substituirmos “ x ” ou “ x → “ ou “ x → ±∞” . p[ e em ]p . p + r[ ( r > 0).

lim → = +∞ . Assim. 0 − 3 ∙ Solução: lim → − 6 + 8 − 1 − 3 = Temos. lim → −6 +8 −3 5 = − ∙ −1 4 − calcule lim → = ∞ . lim → = lim → ( )′ = lim ( )′ → = +∞ . ∞ Solução: Pela 2ª regra de L`Hospital. − Calcule lim → − 6 + 8 − 1 0 .40 Exemplos. . lim → ( − 6 ( + 8 − 3)′ 5 = lim → – 1) ′ − 18 4 + 8 = −5 ∙ 4 Pela 1ª regra de L`Hospital lim → −6 +8 −3 ( = lim → −1 − 6 ( + 8 − 3)′ 5 = − ∙ – 1)′ 4 Ou seja.

41 − Calcule lim → ln = [0 . ln = lim → ln −∞ = . (−∞)]. . 1 ∞ ln lim 1 → Ou seja. Solução: Note que é uma indeterminação que poderá ser colocada na forma interessante aqui passá-la para a forma lim → ou ∙ É mais . lim → 1 (ln )′ = lim = lim = lim (− ) = 0 1 1 → → → ′ − ln = 0 . que nos permitirá eliminar o ln x.

Mas. Segue que podemos considerar ∆ = ( + ) − ( ). denotado por acréscimo na ordenada da régua tangente . Como ( + ) ≈ ( ) ∙ .[Acréscimos e decrescimento] Um acréscimo (decréscimo) é feito a um valor x se somarmos (subtrairmos) um valor ∆ ∈ ℝ∗ . = ( ). 12. Logo. a derivada de uma função real = ( ) foi vista como uma simples notação. Interpretaremos. denotado por . ( )= O acréscimo pode ser visto como uma aproximação para ∆ . o ângulo = ( ) no ponto .1 – Interpretação Geométrica da Derivada Considere a reta tangente ao gráfico da função de inclinação de . a partir da definição de diferencial.3 – [Diferencial de Variável Independente] O diferencial de . Diferencial. O diferencial de . Até então. é o valor do acréscimo ∆ . a derivada como um quociente de acréscimo. = ( ). . correspondente ao acréscimo em .2 – [Diferencial da variável Independente] Seja = ( ) uma função derivável. . Seja De acordo com a figura 12. 12. =∆ . ( + ≈ ∆ se for suficientemente pequeno. então ∆ − → 0.1.42 12. 12. podemos observar que ( ). Segue que ) ≈ ( )+ ( )∙ . éo Figura 12. Esta aproximação é tanto melhor quanto for o valor de → 0. pois esta é a interpretação geométrica da derivada.1 . isto é. .

Sejam. ∆ = Ao número de centímetros cúbicos de uma concha esférica. Estime o erro possível no calculo de seu volume. nas expressões anteriores. O volume da esfera e calculado a partir da medida de seu raio usando-se a fórmula = 4 3 . 2 – o raio de uma esfera de aço mede 1. 4 3 . o valor verdadeiro o volume é4 3 (1.5 + ∆ ) − 4 3 (1.1.5) . = Ao número de centímetros cúbicos no volume de uma esfera. A diferença∆ = 4 3 (1. Solução: O valor real do raio é 1.1 centímetros. 4 3 =4 . =4 Substituindo =4 = . Observe que = Conseqüentemente. Obtemos = 4 ( 4) 1 =4 16 Portanto. representa o erro no cálculo do volume. enquanto o valor do volume do raio calculado medido é 4 3 (1. onde ∆ é o erro de medida. 1 – Encontre aproximadamente o volume de uma concha esférica cujo raio interior é 4 cm e cuja espessura é Solução: Consideremos o volume da concha esférica como o incremento do volume de uma esfera.5 centímetros e sabe-se que o erro cometido na sua medição não excede 0. = Ao número de centímetros no raio de uma esfera. Sabemos que |∆ | ≤ 0. = Logo.43 Exemplos.5) . .5 + ∆ ) . ∆V ≈ 4π. cm. e concluímos que o volume da concha esférica é aproximadamente 4π cm .5 + ∆ . Colocamos = ∆ e estimamos ∆ por como se segue.

Portanto. 5 ≈ 7. Se V .9 . Taxa de Variação. Assim. então = 6 .5 centímetros cúbicos.A diferença∆ no volume desses dois cilindros é o volume procurado da camada. e então o erro possível é limitado em valor absoluto por cerca de 0. ( ) = lim ∆ → ( +∆ )− ( ) ∙ ∆ O quociente ( ∆ ) ∆ ( ) é a aceleração média entre os instantes +∆ . ( +∆ )− ( ) ∙ ∆ = ∙ A aceleração no instante é definida como sendo a derivada em da função ( ) = Pela definição de derivada. |∆ | ≈ |9 ∆ | = 9 |∆ | ≤ 9 (0. denota o volume de um cilindro (sólido) de altura 6 centímetros e raio r. onde ∆ = ( + ∆ ) − ( ) é o deslocamento da partícula no é definida como sendo a derivada instante e + ∆ .44 ∆ ≈ = = ∆ =4 ∆ = 4 (1. .9 ≈ 2. A velocidade da partícula no instante (caso exista) de em .5) ∆ = 9 ∆ . Fazemos = e usamos a aproximação ∆ ≈ = = (6 ) = 12 12 = 12 (2) 1 10 = . Suponhamos que uma partícula se desloca sobre o eixo com função posição = ( ). pela definição de derivada. isto é: ( )= Assim. Isto significa dizer que a função fornece a cada instante a posição ocupada pela partícula na reta. o volume da camada é aproximadamente 13.1) = 0.8 . Solução: O volume de um cilindro circular reto é igual à sua altura vezes a sua área da base. ( ) = lim ∆ → = ( ). 3 – Use diferenciais para achar o volume aproximado de uma camada cilíndrica circular de 6 cm de altura cujo raio interno mede 2 centímetros e cuja espessura e de 1 10 í . A velocidade média da partícula entre os instantes e + ∆ é definida pelo quociente entre ( ∆ ) ∆ ( ) .

45 Exemplos. (1) em relação a = 3. derivamos ambos os membros da eq. 1 – Uma escada de 5 metros de altura está apoiada numa parede vertical. a que velocidade desliza a parte superior da escada ao longo da parede. Como a base da escada é arrastada horizontalmente da parede a 3 m/seg. quando a base se encontre a 3 m da parede? Solução: Seja. = Ao número de metros desde a base da escada à parede em t seg. a parte superior da escada está deslizando na parede à taxa de 2 m/seg. = Ao número de segundos transcorridos desde que a escada começou a deslizar na parede. = 4. temos = 25 − Como e obtemos (1) são funções de . (1) que = −2 . Queremos 2 Dando-nos =− Quando ] =− (2) = 3. Se a base da escada é arrastada horizontalmente da parede a 3 m/seg. temos de (2) 3 9 ∙3=− ∙ 4 4 Portanto. encontrar quando = 3. . Do teorema de Pitágoras. ( O significado do sinal menos é que decresce quando cresce. quando a base está a 3 m da parede. segue da eq. = Ao número de metros desde o piso até a parte superior da escada em t seg. Como = 3.

= Ao número de metros que o segundo carro está distante de P em seg.46 2 – Dois carros. = 400. = Ao número de metros que o primeiro carro está distante de P em seg. no instante em questão os carros aproximam-se um do outro à taxa de -25 m/seg. E assim. obtemos 2 =2 +2 . Analogamente. = 20m/seg e = −20. = 300 = 500 obtemos (400)(20) + (300)(−15) = −25. na eq. quando = −15. 54 km/h = 54 ∙ / . (4) = −20. com base na eq. = ∙ (4) Quando substituindo-se ] = = 400 = 300. (3) temos que = 500. um dirigindo-se para o leste à taxa de 72 km/h e o outro para o sul à taxa de 54 km/h estão viajando em direção ao cruzamento de duas rodovias. = −15. = 400 = 300. . no instante em que o primeiro estiver a 400 m e o segundo estiver a 300 m do cruzamento? Solução: Seja. como Queremos encontrar Do teorema de Pitágoras. 500 Portanto. temo0s conseqüentemente m/s = 15 m/s. A que taxa os carros se aproximam um do outro. (3) em relação a t. = Ao número de metros que indica a distancia entre os dois carros em Desde que o primeiro carro se aproxima de P à taxa de72km/h = 72 que decresce quando t cresce. temos = + (3) Derivando os dois membros da eq.

5 ℎ + 0.1 – Teorema. temos necessariamente quociente – diferença de ( ) é ( + ℎ) − ( ) = ℎ = = [0. Figura 14. Seja (a. Se Se Em ambos os casos 14. a receita aumenta ou diminui com o aumento da produção? Solução: Como representa o numero de unidades fabricadas. (i) (ii) uma função definida no intervalo fechado [a. que quando a inclinação da reta tangente for positiva. é dita monótona.1 – Representação Gráfica da inclinação da reta Tangente. 14. . é crescente quando ( ) < 0. então é decrescente em [ . para todo ∈ ( .5( + 2 ℎ + ℎ ) + 3( + ℎ) − 2] − [0.a receita bruta associada ao produto é dada por ( ) = 0.qual é a taxa de variação da receita com o nível de produção quando 3 unidades estão sendo fabricadas? Para esse nível de produção. Observe na figura 14.47 3 – Um empresário calcula que quando unidades de um certo produto são fabricadas. a função será decrescente. ]. ).5ℎ + 3.5ℎ + 3ℎ = ℎ 14 – Intervalos de Crescimento e Decrescimento.2 milhares de reais. ]. então é crescente em [ . a função será crescente e quando a inclinação da reta for negativa. + 3 − 2] = ≥ 0. Como ( ) é a inclinação da reta tangente à curva = ( ).2 – Interpretação geométrica. b). ). ( ) > 0. para todo ∈ ( .1. O ℎ + 0.5 + 3 . b] e derivável no intervalo aberto ( ) > 0.

Máximos e Mínimos. Figura 14.48 Exemplos. Freqüentemente nos interessamos por uma função definida num dado intervalo e queremos encontrar o maior ou o menor valor da função no intervalo. pois sua derivada é ( )=− < 0. Figura 14. .2 – gráfico da função ( ) = . ( )= é crescente em ℝ. 1 – A função ∀ ∈ ℝ. 2 – A função ( ) = é decrescente em qualquer intervalo que não contenha o zero. pois sua derivada é ( )=3 ≥ 0. Discutiremos esta questão a seguir.3 – Gráfico da função ( ) = ∙ 15. ∀ ∈ ℝ∗.

mostra o esboço de parte do gráfico de uma função.1.1 – Definições: Sejam : → ℝ uma função e ∈ . ∀ ∈ . Se ( ) ≤ ( ).4 – Mínimo absoluto.49 15. ∀ ∈ . ∀ 15. contendo Máximo e Mínimo local. A figura 15. ( ) ≤ ( ).1.1. tendo um valor mínimo local em = e um valor máximo local em = . Dizemos que é ponto de: 15. Se existir um intervalo aberto contendo tal que ∈ ∩ . Se existir um intervalo aberto contendo tal que ∈ ∩ . Se ( ) ≥ ( ).2 – Máximo absoluto. ∀ 15. ( ) ≥ ( ).1 – Máximo relativo.3 – Mínimo Relativo. 15.1.1 – Gráfico de uma Função . . Em geral. um ponto de máximo ou de mínimo é chamado de ponto extremo.1. Figura 15.

Não existe valor mínimo absoluto de em(−3. Solução: A figura 15. apresenta um esboço do gráfico de em [1. → Mas ( ) é sempre menor que 8 no intervalo dado.4). em (−3. pois lim ( ) = −9.4).4). A função tem um valor máximo absoluto de 0 em (−3.Dada ( ) = − Solução: A figura 15.50 Exemplos.1. 4). 2]. 2] . → mas ( ) é sempre menor que −9 no intervalo dado. pois lim ( ) = 8.3. y 8 2 1 4 x Figura 15. 2] se existirem. y -3 o 2 x -4 -9 Figura 15. mostra um esboço do gráfico de em [1. 2]. Não existe um valor máximoabsoluto de em [1. 1 – Dada ( ) = 2 encontre os extremos.3 – Gráfico de em (-3. encontre os extremos absolutos de em (-3. A função tem um valor mínimo absoluto de 2 em [1. Absolutos de no intervalo [1. 4) se existirem.2 – gráfico de 2 .2].

0) (√2) ≤ ( ) para todo ∈ (0. . pois (−√2) ≤ ( ) para todo ∈ (−2.4] A figura 15. pois (3) = 0.A função ( ) = 3 − 12 tem um máximo relativo em (−2. = 0.4. Y -2 . conforme figura 15. Solução: +1 −6 +7 <1 1≤ encontre os extremos absolutos de em [−5. Note também que 1 é um numero crítico de . e (−5) = −4. o valor mínimo absoluto de em [−5.2) tal que (0) ≥ ( ) para todo ∈ (−2. pois ′ não existe em 1.5.4 – Gráfico da Função em [-5. mostra um esboço do gráfico de em [−5. 4].2).4] ocorre em −5.4] ocorre em 1 e (1) = 2.51 3 . e 3 é um numero crítico de .Dada ( ) = se existirem.2 2 2 X -12 Figura 15.5 – Gráfico da Função ( ) = 3 − 12 . Note que tem um valor máximo relativo em 1 e um valor mínimo relativo em 3. pois existe o intervalo Em = −√2 = +√2. O valor máximo absoluto de em [−5. a função dada tem mínimos relativos.2). y o x Figura 15. 4] 4 .

existirá x tal que M – r < f(x) < M. b]. Seria continua em [a. m ≤ f(x) ≤ M. b]. b]. Observação: A idéia que nos levou a construir tal função g foi a seguinte: Sendo M o supremo dos f(x). mas não limitada em [a. b]. Se tivéssemos f(x) < M . portanto.b]} admitirá supremo e ínfimo. assim. portanto. f será limitada em [a. que M = f( ) para algum para todo x em [a. então existirão f( ) para todo x em [a. M não seria supremo de A). Com raciocínio análogo.2 – Teorema de Weirstrass. Se f for continua em [a. . Demonstração: Sendo f continua em [a. b] tais que f( ) ≤ f(x) ≤ Assim. b]. para todo x em [a. a função g(x) = ( ) em [a. b]}. b].b]. g(x) poderá se tornar tão grande quanto se queira. b] não pode ocorrer. Provaremos. e em [a. m = Inf {f(x) / x Є [a. b]. b].52 15. Segue que f(x) < M para todo x em [a. daí o conjunto A = {f(x) / x Є [a. a diferença M – f(x) poderá se tornar tão pequena quanto se queira e.b] ( veja observação na outra página). b]. logo devemos ter M = f( ) para algum em [a. em [a. Sejam. prova -se que f( ) = m para algum . b] 0<= ( ) <β e. então existiria um β > 0 tal que para todo x em [a. M = Sup {f(x) / x Є [a. x Є [a. a seguir. f(x) < M E assim. b]. para todo x em [a. por menor que seja r > 0. b] que é uma contradição (Se g fosse limitada em [a. b]. b]}.

isto é. é Portanto. E o coeficiente angular é justamente a derivada de . ( ) = 0. Enquanto que. onde as retas tangentes à curva passam de coeficiente angular negativo (à esquerda de c) para (à direita de c). ]. temos uma vizinhança de um ponto c de mínimo local.3 – Teorema de Fermat. 2. II.3.4 – Teorema (Critério da primeira derivada). ∀ de . numa vizinhança de um ponto c de máximo local. Observe a Figura 15. uma condição necessária para a existência de um extremo relativo em um ponto é que seja um ponto crítico de . é um dos extremos do intervalo . ela mostra que. 15. então terá um valor mínimo relativo em c. as retas tangentes a curva passam de coeficiente angular positivo (à esquerda de c) para negativo (à direita de c). O ponto pertencente ao domínio de chamado de ponto crítico de . Se ( ) > 0.1 – Definição. um intervalo e 1. tal que ( )=0 ( ) não existe. ∈ tal que: é um ponto de máximo ou de mínimo local. . Seja ∶ [ . se = [ . ∀ > . ] → ℝ é uma função contínua e derivável em (a. b) exceto possivelmente em ∈ ( . < < ( ) < 0. Se ( ) < 0. ≠ ≠ . então é derivável em .53 15. ∀ de . Seja : → ℝ uma função derivável.7. então será um valor máximo relativo em c. ∀ ( ) > 0. Então 15. Note que em ambos os casos ( ) existe e é igual a zero. na 15. então c é um ponto de máximo local > . então c é um ponto de mínimo local Esse teste estabelece essencialmente que se for contínua em c e ( ) mudar de sinal positivo para negativo quando cresce através de c. I. e se ( ) mudar o sinal de negativo para positivo enquanto x cresce através de c.6. ). 3.

então terá um valor mínimo relativo em c. que mesmo tendo um ( ) > 0 quando > 2 ou seja. esboçada na Figura 15.6 Figura 15. Exemplos. e se ′( ) mudar o sinal de negativo para positivo enquanto cresce através de c. mostra. não tem um ponto crítico. este teste estabelece essencialmente que se for contínua em c e ( ) mudar de sinal positivo para negativo quando cresce através de c.8 .54 Figura 15.8.7 Resumidamente. nesse caso em =2 extremo relativo em 2. Figura 15. 1 – A função ( ) = ( − 2) .

contudo ( ) > 0 quando < ( )<0 quando > . conforme o tabela 15. os valores de para os quais ( ) não existe. para determinar os extremos relativos de : (1) Ache ( ). ou seja. (2) Ache os números críticos de ( ). ou para os quais 3 – Dada ( ) = − 12 + 9 + 1 ache os extremos relativos de . 3 − 12 + 9 = 3( − 3)( − 1) = 0.55 2 – A figura15.1.10.9 Em suma. que tem um valor máximo relativo num número c mas ( ) não existe. Solução: Temos que ( ) = 3 − 12 + 9 e ( ) existe para todos os valores de por se tratar de um polinômio. Pra determinar se possui extremos relativos nesses números. Figura 15. aplicando teste da derivada primeira. Faça um esboço do gráfico. Determine os valores de nos quais ocorrem extremos relativos. mostra um esboço de gráfico de uma função .9. bem como os intervalos nos quais é crescente e aqueles onde é decrescente. e Figura 15. resolve-se a equação ( ) = 0. Tabela 15.1 Figura 15. aplicaremos o teste da primeira derivada. isto é. Portanto. (3) Aplique o teste da derivada primeira ( ) = 0. Segue que: = 3 = 1 são números críticos de .10 .

podemos determinar se uma função tem valor máximo ou mínimo relativo num número crítico c. notemos que cada uma delas possui a segunda derivada nula em = 0. portanto. (1) Se (2) Se ( ) < 0. Percebe-se. com derivadas ′′ também contínuas em e c ∈ tal que ( ) = 0.11 Figura 15. Deve-se. no entento. a função = possui um mínimo relativo. Figura 15. 15. nas Figuras. = Então.5 – outro teste para o cálculo de máximos e mínimos. . verificando o sinal de ′ em números contidos em intervalos à direita e à esquerda de c.13 Considerando as funções = .5. ). outro teste para extremos relativos envolvendo somente o número crítico c. nada se pode concluir quanto aos extremos relativos. para y = x não tem máximo e nem mínimo relativo. Sejam : [ .56 15. facilmente. utilizar somente o teste da derivada primeira. Com o teste da primeira derivada. e = − possui um máximo relativo. que exibiremos a seguir. ( ) > 0. Veremos a seguir. Em = 0. que o teste falha quando f (c) = 0. c é ponto de máximo local.1 – critério da segunda derivada. = − e = .12 Figura 15. c é ponto de mínimo lolcal. ] → ℝ uma função contínua e derivável até segunda ordem em ( .

14 16.14. A reta tangente em ( . Concavidade e ponto de inflexão. ) tal que ( )− ( ) = − ( ).6 – Teorema de Lagrange. ( ) ( ) é a inclinação do segmento de reta que liga os pontos A( .1 – Interpretação geométrica do Teorema de Lagrange. conforme Figura 15. Se ∶ [ . então existe pelo menos um ponto ∈ ( . ( )) e B( . b] e derivável em (a. Deste modo. O Teorema de Lagrange afirma que existe um ponto sobre a curva entre A e B. ) tal que ( )= ( ) ( ) = ( ). onde a reta tangente é paralela à reta secante por A e B. 15. existe um ∈ ( . ( )) ao ( )( − ). ] → ℝ é uma função contínua em [a. a reta tangente em ( .57 15. ( )). . ou seja. Figura 15. Num esboço do gráfico da função .6. b). ( )) é o gráfico da função T dada por ( ) = ( )+ ( )( − ). Seja derivável no intervalo e seja gráfico de é − ( )= ( )( − ) ou = ( )+ um ponto de .

58

Definições. 1 – Dizemos que tem a concavidade para cima no intervalo aberto , conforme as Figuras 16.1 e 16.2, se quaisquer que sejam e em , com ≠ .
y
f

f

y

T

P
Figura 16.1

X

x
Figura 16.2

x

2 – Dizemos que

tem a concavidade para baixo no intervalo se

( ) < ( ).

Quaisquer que sejam

e

em , com

≠ .

3 – Sejam uma função e ∈ , com contínua em . Dizemos que é ponto de inflexão de se existirem números reais e , com ∈ ] , [ ⊂ , tal que tenha concavidade de nomes contrários em ]a, p[ e em ]p, b[, como podemos perceber nas Figuras 16.3 e 16.4.
Y

f p X

Figura 16.3

Figura 16.4

59

Teorema. Seja (i) (ii) uma função que admita derivada até a 2ª ordem no intervalo aberto . Se Se ( ) > 0 em , então ( ) < 0 em , então terá a concavidade voltada para cima em . terá a concavidade voltada para baixo em I.

Exemplos. 1 – Seja inflexão. Solução: ( )=− ( )=( − 1) ∙ ∙ ( )= . Estude com relação à concavidade e determine os pontos de

Como

> 0 para todo , o sinal de

( ) é o mesmo que o de

− 1.

Figura 16.5 ( ) > 0 em ] − ∞, −1[ e em ]1, +∞[. ( ) < 0 em ] − 1, 1[. Então, conforme a Figura 16.5, tem a concavidade voltada para cima em ] − ∞, −1[ e em ]1, +∞[ ; tem a concavidade voltada para baixo em ] − 1,1[ ; Pontos de inflexão: −1 1.

60

2 – Dada a função de inida por ( ) = − 6 + 9 + 1 ache o ponto de inflexão do gráfico de , caso tenha, e determine onde o gráfico é côncavo e convexo. Solução: ( ) = 6 − 12. ( ) existe, para todos valores Temos que ( ) = 3 − 12 + 9 e de . ( ) = 0 ⟺ 6 − 12 = 0 ⇔ = 2. Para determinar se existe ou não um ponto de inflexão em = 2, precisa verificar se ( ) muda de sinal; ao mesmo tempo, determinamos a concavidade do gráfico para respectivos intervalos, conforme Tabela 16.1 e Figura 16.6.

Tabela 16.1

Figura 16.6

3 – Dada ( ) = − 5 − 3 verifique que a hipótese do teorema do valor é satisfeita para = 1 = 3. Então, encontre todos os números no intervalo aberto (1,3) tais que ( )= Solução: Como é uma função polinomial, é continua e derivável para todos os valores de . Portanto, a hipótese do teorema do valor médio é satisfeita para qualquer . ( )=3 (1) = −7 Logo, (3) − (1) −27 − (−7) = = −10. 3−1 2 Determinando ( ) = −10, obtemos 3 Ou 3 − 10 + 7 = 0 − 10 − 3 = −10 − 10 − 3 (3) = −27 (3) − (1) ∙ 3−1

Mostre que não existe número intervalo aberto (−2. ( )= Portanto.2) tal que ( )= (2) − (−2) ∙ 2 − (−2) quando no Que condição da hipótese do teorema do valor médio não é verificada para −2 =2? Solução: Um esboço do gráfico de é mostrado na figura 16. y = 1 -2 -1 0 1 2 x Figura 16. é Como 1 não pertence ao intervalo aberto (1.61 Ou (3 − 7)( − 1) = 0 Que resulta: = 7 3 = 1.7. o único valor possível para 7 ∙ 3 4 – Dada ( ) = ⁄ trace um esboço do gráfico de . 2 3 ⁄ .7 – Gráfico da Função ( ) = . ( )= 2 3 ⁄ .3).

17. = 0. A reta ( ) lim → = é uma assíntota horizontal de do gráfico de uma função = ( ) se ocorrer: ( )= . Ou lim → ( )= . não é derivável no intervalo aberto (−2.1 – Gráfico da Função =√ ∙ . 1 – As reta = √ +2 =1e ∙ = −1 são assíntotas horizontais do gráfico de Porque. A função é continua no intervalo fechado [−2. Assíntotas. a condição (ii) da hipótese do teorema de valor médio não é verificada para quando = −2 = 2. Contudo.2).2]. Y 1 X -1 Figura 17. Exemplos. pois (0) não existe. lim → √ +2 =1 lim → √ +2 = −1.62 (2) − (−2) 4 = 2 − (−2) Não existe número para o qual 2⁄3 ⁄ ⁄ −4 4 ⁄ = 0. 17.1 – Assíntotas Horizontais. Portanto.

1 .3 – = . A reta = é uma assíntota vertical do gráfico de uma função pelo menos uma das situações: ( ) lim → = ( ) se ocorrer ( ) = +∞ ( ) = −∞ → ( ) lim → ( ) lim ( ) lim → ( ) = +∞ ( ) = −∞ Exemplos.A reta lim → = 0 é uma assíntota vertical da função = ln ( ). pois ( ) = −∞.2 – Gráfico da função = ∙ 17. Figura 17.63 2 – A reta = = 1 é uma assíntota horizontal da função lim → −1 . . 1+ Figura 17. pois 1+ −1 = 1.2 – Assíntotas Verticais.

(2) Em ambos os caso. (3) As assíntotas horizontais são casos particulares das assíntotas oblíquas. se não existir um dos limites acima de inidas para k e b. se ocorrer: ( ) lim [ ( ) − ( → ( ) lim [ ( ) − ( → É possível se mostrar que = lim → ( ) . não existe a assíntota oblíqua. que = lim [ ( ) − → ].4 – Gráfico da 17. incluindo as horizontais. E uma vez determinado o k. (1) Substituindo-se → −∞. A reta = =( ) ∙ + é uma assíntota oblíqua do gráfico de uma função + )] = 0 ou + )] = 0 = ( ). ocorrendo quando = 0. (4) Uma função pode ter no máximo duas assíntotas oblíquas. analogamente.3 – Assíntotas Oblíquas. pois 1 = +∞ ∙ ( − 1) Figura 17. obtem-se. . as expressões de k e de b para outra possível assíntota oblíqua.64 2 – Reta lim → = 1 é uma assíntota vertical de função = ( ) .

+∞). 2.65 18. Determinar os pontos. Estudar a concavidade. então = 1 não é ponto extremo de . Exemplos. 1) Domínio: 2) Intersecções com os eixos coordenados: se = 0. são = ±1 e ± √ 6) Ponto de inflexão: As abscissas dos pontos de inflexão de 7) Assíntotas de : A curva não possui assíntotas. Calcular os pontos de intersecção do gráfico com os eixos coordenados. Usando.Esboçar o gráfico da função ( ) = ( Solução: ( ) = ℝ. Determinar os pontos de Máximos e Mínimos.B. . 1 . Logo. Determinar as assíntotas. nos intervalos (−∞. 8.+∞). (−1.1 . −1). o teste da primeira derivada para analisar a mudança de sinal temos: ( ) < 0. −1) ∪ − ∈ −1. 7. e √ . . 6. que são os pontos crítico de . então. ∪ √ Conclusão: : tem C. 5. 4) Máximos e mínimos relativos de : ( ) = 6( − 1)(5 − 1).V. − tem C. (±1) = 0 e o teste da segunda derivada não nos diz nada. 0) e (0. para > 0. 3. Para obtermos o esboço gráfico de uma função. nos intervalos −1. se = 0 então (1. 4. = 1 e = −1. ± 1. a curva passa pelos pontos 3) Pontos críticos de : ( ) = 6 ( − 1 ) . − √ . √ e (1.C. √ √ = ±1 e =± √ ∙ ∈ (−∞. 8) Esboço do gráfico de . então = −1 e. − √ ∪ (1. . 0). devemos seguir os seguintes passos: 1. − 1) = 0 implica que . Esboçar o gráfico. Esboço Gráfico de Funções. resolvendo a equação ( ) = 0.V. −1). obtemos = 0. Logo. Determinar o domínio de . (0) > 0 e 0 é o ponto mínimo relativo de . 5) Concavidade ( ) > 0 se ( ) < 0 se ( ) = 6( − 1)(5 √ − 1) . Determinar os pontos de inflexão.

2 – Esboçar o grá ico da função ( ) = −7 + 12 − 3 Solução: −2 . ′′ ( ) = −6 − 12 = 0 )>0 <− Conclusão: o grá ico de tem C. C. 8) Esboço do gráfico de . = 1 . ( ) = ℝ. 1) Domínio: 2) Intersecção com os eixos coordenados: = 0. ′′ ( ) ′′ ( ) 4) á í : = −6 − 12 . − e tem C. − ′( ) çã = 0.66 Figura 18. é − . V. Em − . = 2 ′( ) 3) í : = 12 − 6 − 6 . =− . em −∞. . . 6) Ponto de in lexão: A abscissa do ponto de in lexão de 7) Assíntotas de : A curva não possui assíntotas. = 1 −7 . +∞ . ′′( 2) > 0 2 é ponto de mínimo.2 – Gráfico da Funçãof(x) = −7 + 12x + 3x − 2x .1 – Gráfico da Função ( ) = ( − 1) . >− . í = −2. B. Figura 18. . 1 <0 1 é 5) ′′ ( á : ) < 0 se ′′ ( . então = −7 = 0. V.

1 . o lucro por lugar é $ 70. → De onde resulta que lim ( ) = 5. para termos uma função continua devemos tomar x para todos os valores reais no intervalo [40.qual devera ser a capacidade de assentos para se obter o maior lucro semanal? Solução: Sejam x= o numero de lugares que a lanchonete comporta.5 é negativo para > 220.5( – 80 )] = 100 – 0. Problemas de Otimização Envolvendo máximos e Mínimos. por definição. Assim.5( – 80 )]. O valor de p depende de x e é obtido ao multiplicarmos x pelo numero de cruzeiros obtido no lucro por lugar. Exemplos.67 19.No planejamento de uma lanchonete foi estimado que se existem lugares para 40 a 80 pessoas o lucro semanal será de R$ 70. Notemos que p é continua em 80. pois lim → ( ) = lim 70 = 5.contudo.600.00 por lugar.ou seja.600 = (80).5 220 e 110 − 0. 220]. → .5 .5 40 ≤ 80 ≤ ≤ 80 ≤ 220 O extremo superior de 220 para é obtido notando que 110 – 0. Quando 40 ≤ ≤ 80. = [70 – 0.contudo a capacidade de assentos esta acima de 80 lugares. temos ( )= 70 110 − 0. =0 quando = Embora x seja um inteiro.00 e por tanto = 70 .600. → e → lim ( ) = lim (110 − 0.5 ) = 5.o lucro semanal em cada lugar será reduzido em 50 centavos pelo numero de lugares excedentes. P= o numero de cruzeiros no lucro total semanal.quando > 80 o lucro de cruzeiros por lugar é [ 70 – 0.

estudando o sinal de V’.46 + 120x. 1. a largura é (8 – 2x) e o comprimento é (15 – 2x). 220] e nos números críticos. 2 – Um fabricante deseja construir caixas de papelão sem tampa e de base regular. . observando que 0 < x < 4. Temos. . então. os números críticos de p são 80 e 110. é continua no intervalo fechado [ 40. Obtemos = 6 ou = . 6 <∉ (0.00. Logo. devemos maximizar: V(x) = x (8 – 2x)(15 – 2x) = 4 Derivando-se e igualando a zero: V’( ) = 12 . Quando 40 < x < 80.600.em seguida viram-se os lados para cima. A capacidade de assentos deve ser de 110 lugares. (110) = 6050 (220) = 0.determine o comprimento dos lados dos quadrados que devem ser cortados para a produção de uma caixa de volume Maximo.74 . p’(x) = 70 e ′(80) = 30. o valor Maximo absoluto de p é 6050 e o corre quando x = 110. deve-se tirar de cada canto quadrados iguais.6 v= 90.Para tanto. logo. Então. Calculamos ( ) nos extremos do intervalo [40. Solução: A altura da caixa é x. é o ponto Maximo. 220] e o teorema do valor extremo garante a existência de um valor Máximo absoluto de neste intervalo. que da um lucro semanal total de $ 6050. Então = é o único ponto critico de v. temos (40) = 320.92 + 120 = ( − 6)(12 − 20) = 0. dispondo de um pedaço retangular de papelão com 8 cm de lado e 15cm de comprimento. Mas. 110 – = 0 = 110. Logo. Determinando ’( ) = 0.68 Logo. (80) = 5.4).

obtemos que 8. . 418. Por outro lado. Substituindo ℎ na expressão da área. tem capacidade de 1. = r h.407 .000) .000 logo.000= Eℎ = . Em que = (3.8077 .3 – Um tanque sem tampa em forma de cone é feito com material plástico.000 = Como antes minimizaremos =( ) . Derivando-se e igualando a zero. é aproximadamente. Temos: 3. 12. o volume do tanque é de 1. 1.69 19.000 .733 ℎ é aproximadamente. Conseqüentemente. em que a última igualdade usamos o teorema de Pitágoras. Logo: ( )= + ∙ + é aproximadamente. . Determine as dimensões do tanque que minimiza a quantidade do plástico usada na sua fabricação. Solução: A área do cone √ + ℎ .

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