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Comunicador

QUEM É O COMUNICADOR
Aquele que possui o perfil “Comunicador”, tem temperamento “sanguíneo” como dominante, é uma
pessoa marcante e que não passa despercebida.
Seu espírito é jovial, apaixonado, alegre e sociável.
É ágil e rápido, tem muita vitalidade, sempre animado, gosta do contato com a natureza, tem amigos
em todas as partes.
Seu ritmo é rápido, entusiasta, os movimentos são amplos, dinâmicos e expansivos.
Eloqüente, gosta de auditório, de freqüentar a sociedade, ávido por projeção social. Carinhoso, otimista,
bondoso, muito emotivo, tem facilidade de expressão, imaginação, suporta mal a monotonia, precisa de
movimento, de viagens, de esportes, de ar.
É um ator nato, exuberante, tem um espírito positivo, prático, é alegre, otimista, sensual, guloso, gosta
de se arriscar em jogos.
Apaixonado por tudo que se envolve. Quase sempre se sente satisfeito consigo mesmo e com a vida.
Tem facilidade de expressão, gosta de mudanças, é generoso, mas não esquece de si, é vaidoso, gosta
de aparecer e brilhar.
Dependendo de sua criação, pode lhe faltar tato e delicadeza quando quer se promover. É apreciado
pelo seu caráter otimista e caloroso. Sempre demonstra amabilidade, mesmo quando não sente nada,
podendo até cometer pequenas mentiras, aumentando ou diminuindo as situações, para aparecer ou
conseguir o que deseja.
Tende a descarregar suas emoções em atos, palavras e manifestações grandiosas e expressivas.
Apesar de ser ativo, pode ser inconstante e oscilar entre a atividade exuberante e a indolência. Adora
tomar banho e gosta muito do sol.
Os comunicadores são extrovertidos, falantes, ativos e não apreciam monotonias, mas se adaptam com
facilidade.
Esse tipo de perfil tem facilidade na comunicação e passam de um assunto a outro com rapidez, gostam
de trabalhos que envolvam movimentação e autonomia.
Eles precisam do contato interpessoal e de um ambiente harmonioso, entretanto, não gostam de passar
despercebido.
É amigo de todos e atua melhor em equipe. É vaidoso e admira sua projeção pessoal e social. É
imaginativo e tem sentimento artístico. Apresenta rapidez e agilidade em suas atitudes.
Os comunicadores são festivos, animados e descontraídos, gostam de viajar e sair, essas
características os tornam mais sociáveis com pessoas do mesmo grupo.
São extremamente comunicativos e alegres, e tendem a serem líderes. Supondo que se consiga chamar
a atenção do Comunicador para se explicar sua tarefa, será sempre necessário monitorá-lo para que
não se desvie do objetivo.
CARACTERÍSTICAS POSITIVAS

• Persuasivo,
• Adora pessoas,
• Amigo,
• É cordial, eufórico, vigoroso,
• Otimista, acredita que tudo pode dar certo,
• Otimista em relação ao presente e ao futuro,
• Fácil de se relacionar,
• Amistoso e afetuoso com as pessoas,
• Fala bastante,
• Frequentemente fala antes de pensar, mas sua ingênua sinceridade muitas vezes desarma seus
interlocutores,
• Gosta do palco,
• Ávido por projeção e reconhecimento social,
• Não gosta de ficar sozinho,
• Não é tímido,
• São bons companheiros,
• Acredita muito nas histórias,
• Brincalhão,
• Alegria de toda festa,
• Disposição em servir,
• Num ambiente repleto de pessoas, a presença do comunicador estimula o ânimo dos presentes
por sua conversa exuberante e apaixonada,
• Sempre tem amigos porque faz com que se vejam como pessoas importantes para ele, e
realmente o são,
• Gosta do convívio social e não suporta a solidão,
• Seus modos tumultuosos e amistosos o fazem parecer mais autoconfiante do que realmente é,
• Os comunicadores são bons vendedores, funcionários de hospitais, professores, conferencistas,
atores e oradores,
• Apreciador da vida em seus detalhes,
• Seus movimentos são amplos, dinâmicos e expansivos.

PONTOS A DESENVOLVER

• Desorganizados,
• Inseguros a respeito do futuro,
• Podem aumentar um pouco o que escutam,
• Deixam geralmente tudo para a última hora,
• Abandona quando perde o interesse,
• Se distrai facilmente,
• Mal devedor,
• Toma decisões precipitadas,
• Tende a agir belicosamente e na direção errada por falta de análise,
• Indisciplina,
• Sua incessante atividade, que o leva a correr de uma linha de conduta a outra na vida, impedem
sua produtividade,
• Tende ocupar a atenção dos outros para si e torna-se antipático ao dominar a maior parte da
conversa com assuntos de seu próprio interesse,
• Emocionalmente instável, apesar de ser um temperamento alegre, desanima facilmente,
• Por sua natureza ardente pode explodir repentinamente, mas esquecerá em seguida,
• Quando não recebe atenção, se afasta,
• O tipo comunicador gosta das pessoas e depois as esquece.

CARACTERÍSTICAS PROFISSIONAIS

PROFISSÕES

• São excelentes vendedores,


• Publicitários,
• Bons atores,
• Oradores,
• São excelentes leiloeiros,
• Líderes,
• Profissionais da saúde,
• Profissionais de direito,
• Cargos de coordenação/direção,
• Educação,
• Políticos.

NO TRABALHO

• Oferece-se para tarefas,


• Cria novas oportunidades e estimula e inspira os outros ao trabalho e à participação,
• É enérgico, entusiasmado e começa com brilhantismo, mas como é pouco organizado não
termina o que começa.

COMO AGEM OS COMUNICADORES


Nos assuntos profissionais é sensato, prático e inteligente com capacidade de atender vários assuntos
ao mesmo tempo. Adapta-se sem dificuldade em diversas tarefas. Sua memória é mais visual do que
auditiva. Sente-se melhor em tarefas que envolvam também as pernas e os braços. Sua persistência é
mais motivada pela necessidade de movimento, de palavras e de ação do que uma tenacidade nos fins
que almeja, pois nem sempre termina o que inicia. Possui boa destreza manual. Sente-se estimulado
sempre que possa competir com os demais em seu trabalho, nos esportes e nas questões sociais de
qualquer esfera. Um de seus objetivos é alcançar o topo, brilhar dentro do grupo social ou profissional,
ser o melhor.
Aptidão para profissões ou ocupações ligadas aos esportes, aos contatos com o público em geral e
relações humanas. Vendas, espetáculos, palestras, publicidade. Gosta de visitar e cuidar de doentes.
São bons cozinheiros, mães amorosas, gostam de cuidar dos filhos dos outros. São líderes, hospitaleiros
e participativos. São pessoas que conversam bastante e sua conversa é contagiante, nunca lhes falta
assunto. Sabem narrar histórias. Possuem grande capacidade de desfrutar a vida. Não gostam de
reuniões detalhadas ou papelada preferindo o contato com as pessoas.
Por serem bastante animados e carismáticos naturalmente, os comunicadores, geralmente, são
excelentes vendedores, já que são muito convincentes. Além de bons vendedores, são excelentes
atores e oradores. São notáveis mestres de cerimônias, leiloeiros.
Na área de ajuda ao próximo, são excelentes como trabalhadores de hospitais. Conseguem “levantar”
os doentes com seu encanto natural. A compaixão deste médico em relação ao seu caso quase vale a
conta exorbitante que ele for cobrar (pois os comunicadores nunca são moderados em coisa alguma).
Seja qual for o trabalho do comunicador, deve com certeza ser algum que exija contato abundante com
pessoas. Porém um comunicador não presta muita atenção nos detalhes, o que deve afastá-lo de
profissões que pedem esse tipo de característica.
A falta de disciplina também pode ser um problema para um comunicador. Mas não há nada que o
impeça de realizar o melhor possível onde estiver.

PARA MOTIVAR O COMUNICADOR


Conquiste sua simpatia. Fomente o seu desejo de ser importante, a sua vaidade, seu espírito esportivo,
sua sociabilidade, seu sentido de amizade. Seja amável com ele e trate-o como se fosse da família.

Para motivar um comunicador coloque-o em atividades que lhe forneça muito contato com o público.
PARA MOTIVÁ-LO EVITE:

• Ser curto e frio,


• Ser muito profissional,
• Conversa impessoal,
• Falar baixo.
A GRAFIA DO COMUNICADOR
Temperamento e tipo de letra, como qualquer outra área da vida, estão relacionados. Geralmente a
forma como se escreve evidencia as características do nosso temperamento predominante.
A escrita do comunicador é expressiva e extravagante, idêntico a tudo o resto que a pessoa com este
temperamento dominante faz.
Letra grande e inclinada para a direita, floreada, traços complicados, supérfluos ou exagerados. Escrita
rápida, exuberante, movimentada, arredondada, ordenada, nutrida, crescente, ligada, impulsionada,
sobressaltada, com relevo, natural, espontânea e ordenada. A forma dificilmente será em letra
tipográfica, porque deseja se mostrar, aparecer. Os finais são freqüentemente curvados para cima, As
letras “a” e “o” são muito inchadas, mostrando a importância que o sangüíneo se dá.

COMUNICADORES FAMOSOS

• Pablo Picasso,
• Madonna,
• Michael Jordan,
• Winston Churchill,
• Mozart,
• Hebe Camargo,
• Richard Branson,
• Oprah Winfrey,
• Angelina Jolie,
• Bill Clinton,
• Jimmy Fallon,
• Robin Williams,
• Steve Martin,
• Andre Agassi,
• Jay Leno,
• Will Smith,
• Jim Carrey.

COMUNICADORES NA FICÇÃO

• Han Solo (Star Wars),


• Montgomery Scott (Star Trek),
• Bart Simpson (Os Simpsons),
• Michelangelo (Tartarugas Ninjas),
• Pippin (O Senhor dos Anéis),
• Ron Weasley (Harry Potter),
• King Robert Baratheon (Game of Thrones),
• Roger Sterling (Mad Men),
• Elaine (Seinfeld),
• Michael Scott (The Office),
• Alan (Se Beber Não Case),
• Woody (Toy Story),
• Snoopy.

MICHAEL KYLE, O COMUNICADOR


PRINCIPAL VALOR DO COMUNICADOR
Conexão – isso é o combustível, uma criança comunicadora precisa se conectar, precisa falar para não
perder a conexão com as pessoas
O COMUNICADOR COMO AMIGO

• Faz amigos com facilidade e ama-os genuinamente,


• Desculpa-se facilmente e não guarda ressentimentos,
• Gosta de atividades,
• Gosta de elogios e é invejado pelos outros,
• Fala muito,
• Tem dificuldades em guardar segredos,
• Terá muitos amigos,
• Extravagante,
• Barulhento e ruidoso.

OS CONSELHOS VINDO DO COMUNICADOR

• Devem ser bem analisados com atenção,


• Sinceros,
• B.F.O. (Brilhantes Flashes do Óbvio),
• Conseguem sentir genuinamente as alegrias e tristezas dos mesmos, tendo a capacidade de
fazer com que cada pessoa se sinta importante (como um amigo especial), pelo menos enquanto
estiver prestando atenção,
• Às vezes, eles exageram com elogios e entusiasmo, deixando os amigos desconfortáveis com
sua sinceridade emocional,
• Se você está em conflito com comunicador alto, certifique-se de empregar suas habilidades de
escuta ativa.

O COMUNICADOR NA INFÂNCIA
SEU CORPO E JEITINHO
Alto astral é que rege este temperamento. Tudo gira em torno da alma, das emoções. Seu corpo é
esbelto, flexível e proporcional, braços e pernas são ágeis e ele gosta de andar nas pontas dos pés. É
leve e é levado. Vivacidade intensa. Está sempre em movimento. Tem uma flexibilidade enorme. Salta
e pula diversos degraus de uma vez só e, quando cai chora um pouquinho, mas logo começa a rir, ainda
com lágrimas nos olhos. Se perde, fica ofendido mas logo volta a brincar. Enjoa fácil da brincadeira e
começa outra. Se interessa por muitas coisas, mas também se distrai facilmente com qualquer detalhe
e logo abandona o que estava fazendo. Ao comer parece um passarinho.
É a melhor definição de “criança” que pode existir: alegre, distraído, saltitante, leve. Sua alma
acompanha tudo o que o corpo quer e por isso esta criança nunca se cansa. Talvez por essa disposição
é querido por todos e muito popular na escola, pois está sempre inventando brincadeiras novas. Convém
lembrar que a infância em geral tem algo sanguíneo (comunicador) em comparação com as outras
idades. É uma característica da criança não ligar-se com extrema seriedade àquilo que a circunda.
A alegria e uma inconstância graciosa – lembrando um pequeno passarinho – são qualidades que,
mantidas dentro de certos limites, sempre nos sensibilizam, provindas de qualquer criança.
Proponha uma atividade mais curta e termine na melhor parte, assim o interesse não se esgota. Dê um
fio mais curto, um prato menor. Lema: encontrar um prazer maior do que o prazer imediato.
Mais do que qualquer outra, a criança comunicadora precisa desenvolver o amor pelo professor. “Amor
é a palavra mágica. É por esse caminho indireto do afeto por uma determinada personalidade que toda
a educação da criança comunicadora precisa passar”. Esta criança caracteriza-se por não conseguir
manter algum interesse duradouro. Precisamos então tentar descobrir o que pode interessá-la mais, e
escolher atividades com as quais ela possa ser comunicadora.
“Precisamos tratar de cercar a criança comunicadora com toda sorte de coisas pelas quais ela nutre um
interesse mais profundo. Então ocuparemos a criança com tais coisas, por espaços de tempo
determinados, coisas em que um interesse passageiro é justificado.”

• Comunicativo, não guarda segredos, curioso, nervoso, vaidoso,


• Entusiasmado, musical, alegre, veloz, ágil, transparente,
• Andar: Leve, compasso rápido, disparando as pontas dos pés,
• Relacionamentos: amigável com todos, caprichoso, inconstante, alterável,
• Poder de observação: Observa tudo e esquece tudo,
• Memória como uma peneira,
• Interesse: O presente imediato,
• Desenhos de crianças comunicadoras: Muitas cores brilhantes, movimentos e detalhes.

O educador (mãe, babá, professor) comunicador deve prestar muita atenção no que estas crianças
dizem.
PONTOS A DESENVOLVER NA INFÂNCIA
Uma criança hiper comunicadora corre o risco de ser volúvel, de não se fixar a nada, de se tornar um
adulto leviano, descompromissado e que não consegue levar à frente seus projetos, o tal “cabeça de
vento”.
Preste atenção se seu filho sanguíneo ri e chora descontroladamente e seguidamente, se mal consegue
olhar um livro com a mãe/pai sem virar a página um segundo depois, se não consegue se fixar ou
demonstrar interesse por nada, se tem dificuldade para além do normal (na criança, é claro) para se
concentrar em algo. E mesmo que não faça nada disto, vai seguir a maneira de cuidar desse
temperamento para ajudar a se equilibrar. E a idéia é essa mesmo: equilibrar, nunca tentar mudar.
Mesmo porque seria um trabalho jogado fora.
Em casos extremos, seu caráter tem uma tendência doentia para a superficialidade e para interesses
fúteis. Não será pela força que o adulto conseguirá dominar este temperamento. Ele deverá tentar
prender o interesse do jovem de perfil comunicador a uma ocupação ou a uma pessoa através de uma
inclinação afetiva. Se ela for tomada de um verdadeiro amor, fixar-se-á mais demoradamente no objeto
de sua afeição.
COMO EDUCAR UM COMUNICADOR

As forças que fazem a personalidade do comunicador atuam na respiração, na circulação, nas pulsações
do coração, no sistema nervoso. Enfim, em tudo que é móvel, tão móvel quanto uma criança. Por isto o
ritmo é algo muito importante, mas é um ritmo rápido, como uma respiração mais ofegante. Obrigar uma
criança comunicadora a concentrar-se por tempo demais é uma tortura. Não dá para tentar colocar nela
o que ela não tem, é como esperar maçãs de uma bananeira. Ela não possui essa capacidade e você
só irá gerar sofrimento e stress. Sabendo e respeitando o que ela tem é que saberemos com o que
poderemos contar.
Se você prestar muita atenção vai ver que tem alguma coisa pela qual o comunicador se interessa de
verdade. Um objeto, uma atividade que não passa desatenta, uma brincadeira. Mas tem que ser algo
que justifique um interesse breve, coisas que não merecem que se dedique muito tempo à elas.
Dar a ele várias e curtas tarefas é uma ótima maneira de deixá-lo entretido, ou seja, o melhor jeito de
cuidar de um comunicador é deixá-lo ser… ‘comunicador’. Aqui colocaremos um trecho de uma palestra
de Rudolf Steiner* sobre este temperamento:
“- Tudo deve ser feito para que o amor desperte numa criança assim. Amor é a palavra mágica (…) por
isso os pais e educadores têm de considerar que não é inculcando pela força que se pode despertar na
criança sanguínea (comunicador) um interesse duradouro por coisas. Devemos cuidar para que esse
interesse seja conquistado pelo caminho indireto da efição por uma personalidade. Devemos nos fazer
amar por ela. Eis a tarefa que temos para com a criança sanguínea (comunicador).”
*(filósofo, educador, artista e esoterista. Foi fundador da Antroposofia, da Pedagogia Waldorf, da
agricultura biodinâmica, da medicina antroposófica e da Euritimia)
O que Steiner quis dizer, é para desenvolvermos em nós ao mesmo tempo em que educamos uma
criança com perfil comunicador, uma personalidade digna do amor dauele ser, para além de sermos
pais e educadores. Alguém que seja digno de admiração é um presente para esse perfil. Ela se ligará e
se fixará nessa pessoa por lealdade natural. Broncas, explicações demais e castigos são especialmente
inúteis aqui.
Mas atenção! A criança está em formação, portanto seu temperamento ainda sofrerá mudanças. Não
tache seu filho de algo que ele ainda está desenvolvendo. Criança, em sua essência, é sanguínea. A
vivacidade é uma característica da infância. O andar saltitante ou nas pontas dos pés vem daí. Não
confunda.
COMUNICADORES COMO PAIS

• É apreciado pelos filhos, porque vê o lado positivo das crises e torna o lar divertido,
• É simpático com os amigos dos filhos,
• É impaciente, egocêntrico, centralizador,
• Fala e não cumpre, diz tudo que vem à cabeça sem refletir, berra em casa com os filhos e não
sabe disciplinar.

COMO SE EXPRESSAM

TOM DE VOZ

• Animado,
• Amigável,
• Errante,
• Explanações,
• Rápido,
• Eloquente com linguagem floreada.

VOLUME DE VOZ

• Alto.

Uma pessoa sanguínea sempre entra numa sala ‘com a boca em primeiro lugar”, é uma frase que o
descreve na perfeição.
LINGUAGEM CORPORAL:

• Sorrisos,
• Expressivo gestualmente,
• Relaxado,
• Fazendo contato.

PALAVRAS PROPÍCIAS

• Diversão,
• Sinto que …
• Sociável,
• Ficará bem visto,
• Empolgante.

PALAVRAS QUE NÃO FUNCIONAM

• Assim como todo mundo…


• Exige estudo,
• Teoricamente,
• Sofisticado.

SE COMPLETA COM PESSOA QUE:

• Se concentrem no trabalho a realizar,


• Investiguem os fatos,
• Sejam diretos ao falar,
• Demonstrem capacidade para trabalhar sozinhos,
• Utilizem abordagens lógicas aos problemas.

POSSÍVEIS CONDUTAS SOB STRESS

• Otimista demais,
• Político,
• Irrealista.

PREFERE AMBIENTE ONDE:

• Possa ser popular e socialmente reconhecido,


• Tenha suas habilidades reconhecidas publicamente,
• Tenha liberdade de expressão,
• Existam atividades recreativas em grupo,
• Existam relações democráticas,
• Não haja controle ou supervisão direta,
• Tenham condições favoráveis de trabalho.

UM ESTILO COMUNICADOR BUSCA:

• Ter contato com pessoas,


• Passar uma imagem positiva,
• Criar um ambiente emotivo,
• Gerar entusiasmo,
• Entreter as pessoas,
• Ser otimista,
• Participar de atividade em grupo.

PARA SER MAIS EFETIVO NECESSITA:

• Administrar melhor o tempo,


• Tomar decisões objetivas, baseadas em fatos,
• Ser realista ao julgar os demais,
• Cumprir as prioridades e prazos,
• Desenvolver uma metodologia mais organizada para realizar tarefas.

DIANTE DE UM FEEDBACK
Num primeiro momento do feedback, o Comunicador pode se colocar numa posição de vítima.É mais
eficaz tratá-lo de forma indiferente, e ele se esforçará para reconquistar as atenções.

SÍNTESE
Palavras chaves: Entusiasmo, diversão e imagem.
Sob Tensão: Pode prometer o que não dá conta de entrega.
Principal Necessidade: Ser notado.
Não gosta de: Rotinas e detalhes. Afasta-se com o desprestigio.
Para incentivá-lo: Deixe-o ser notado e admirado.
Para conseguir o que quer: Persuade usando habilidades sociais e novas ideias.
Estímulo para executar tarefas: Deixe-o num ambiente extrovertido e animado, rodeado e pessoas de
alto desempenho, não se esquecendo de monitorá-lo.

RESUMO DOS COMPORTAMENTOS POR INTENSIDADE

Sabendo que EB (extremamente baixo), MB (muito baixo), B (baixo), A (alto), MA (Muito alto), EA
(Extremamente alto)

PONTOS FORTES NAS EMOÇÕES

• Afável e vivaz,
• Conversa bastante; nunca lhe falta assunto,
• Despreocupado; nunca se preocupa com o futuro nem se aborrece com o passado,
• Sabe narrar histórias,
• Vive no presente,
• Sua conversa é contagiante,
• Possui uma grande capacidade de desfrutar a vida.

PONTOS FORTES NOS RELACIONAMENTOS

• Faz amigos facilmente,


• É interessado por todos,
• É agradável e otimista,
• Sempre amável e sorridente,
• É terno e compassivo,
• Sua conversa é cheia de calor humano,
• Participa das alegrias e tristezas de outros.

PONTOS FORTES NAS ATIVIDADES

• Dá uma boa impressão,


• Nunca se entedia, pois vive no presente,
• É bem dotado,
• Facilmente se envolve em planos e projetos novos,
• Cria entusiasmo nos outros.

PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NAS EMOÇÕES

• Chora com facilidade,


• Emocionalmente imprevisível,
• Irrequieto,
• Cólera espontânea,
• Exagera a verdade,
• Pode parecer falso,
• Não possui autocontrole,
• Toma decisões ao sabor da emoção,
• Compra impulsivamente,
• É ingênuo e infantil,
• Age impetuosamente.

PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NOS RELACIONAMENTOS

• Não presta atenção aos outros,


• Tem pouca vontade e pouca convicção,
• Está sempre buscando a aprovação,
• Gosta das pessoas, mas as esquece,
• Sempre arranja desculpas para suas negligências,
• Fala demasiadamente acerca de si mesmo,
• Esquece compromissos e obrigações.
PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES

• Completamente desorganizado,
• Não se pode confiar nele,
• Está sempre atrasado,
• Não tem autodisciplina,
• Perde tempo conversando, quando deveria estar trabalhando,
• Tem muitos projetos não terminados,
• É facilmente desviado de seus objetivos,
• Quase nunca atinge seus objetivos.

MÚSICA TEMA DO COMUNICADOR


Viver
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser um eterno aprendiz
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser bem melhor e será
Mas isso não impede que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita
(O Que É, o Que É? – Gonzaguinha, 1982.)

Executor
QUEM É O EXECUTOR
O executor é um ser irradiante como o comunicador, mas no plano intelectual com ponderação e medida.
Sua energia manifesta-se por resoluções inquebrantáveis (decidiu, está decidido e pronto!). Rápido nas
decisões (principalmente pela sua impulsividade), perseverante, se tomar uma decisão mental, não
discute mais, está resolvido.
É um metódico que planeja não só sua intervenção como a forma e o momento. De sua vontade tenaz
resultam dois sentimentos: a dignidade e o desprezo pelos que fracassam. É exigente com os demais
porque o é consigo mesmo. É de caráter sério, sóbrio, concentrado, reflexivo e raciocinador. O tipo mais
puro é lacônico, simplifica seus gestos, palavras exercendo um domínio constante sobre seus nervos e
emoções. Sua vitalidade é forte. A sociabilidade é um meio para alcançar um fim.
Se praticar esportes, acaba querendo competir, nem que seja consigo mesmo: “-hoje eu fiz isso em
tanto tempo, amanhã vou fazer mais rápido”. Em tempos antigos, o executor seria um guerreiro, um
cavaleiro, mas hoje em dia tudo o que não for relativamente inócuo ou controlado pelo governo é
socialmente inaceitável. A questão principal, de qualquer modo, é que o executor precisa de atividades
que envolvam o dispêndio de energia.
A imagem de Russell Crowe em Gladiador revela um exemplo do temperamento do Executor.
Sente-se facilmente estimulado quando necessita trabalhar como as mãos ou com as pernas. Tem
tendência a descarregar as suas emoções em atos, palavras e manifestações grandiosas e expressivas.
Sua facilidade de contato lhe proporciona amigos em todas as partes. Sua afabilidade e agradável trato
o fazem uma pessoa simpática e atrativa. Tem necessidade de ser aclamado e sentir-se importante em
todos os lugares que transita. Tem tendência a ver as pessoas, os fatos e as coisas segundo lhe inspirem
simpatia ou repulsão.
Devido a sua vaidade sente-se estimulado sempre que possa rivalizar com os demais em seu trabalho,
nos esportes e nas questões sociais de qualquer esfera. Sua finalidade é alcançar o topo, brilhar dentro
do grupo social ou profissional, mais que qualquer outro.
Busca cargos, honrarias e projeção social. Gosta de ostentar poder.
Sua memória é mais visual do que auditiva. Retém pouco as conversações; os discursos o comovem,
mas não ficam fortemente gravados em sua memória, todavia recorda com grande facilidade imagens
e impressões visuais.
Um executor é uma pessoa ativa, otimista e dinâmica. Líder nato, não tem medo de assumir riscos e de
enfrentar desafios. É trabalhador, tem uma enorme disposição física e demonstra muita determinação e
perseverança.
O que caracteriza este perfil é a força de vontade. Seu raciocínio tende ao lógico/dedutivo imaginação
e normalmente equilibrados. desafios e os obstáculos o estimulam a agir cada vez mais. Tem autonomia,
independência e sabe se
impor aos demais. É autoconfiante e tem características de líder. Pode ser autoritário e um tanto quanto
inflexível. Acredita no seu ponto de vista, por isso, “luta” pelas suas ideias.
Tende primeiro a executar, para depois pensar em como fazê-lo. Para tarefas rápidas que necessitem
de iniciativa e determinação, o executor poderá ser a pessoa mais indicada, desde que ninguém se
coloque a sua frente, pois este certamente será atropelado por esse perfil.

CARACTERÍSTICAS POSITIVAS
• Foco
• Resultado
• Rapidez
• Ambicioso
• Espera muito que as pessoas ajam como ele, e quando isso não acontece, faz por elas
• Assertivo
• Objetivo
• Dominante
• Tem energia evidente
• Multitarefas
• Não tem medo dos riscos
• Tendência forte para ser líder
• Direto
• Adora desafios
• Sabe delegar
• Não cede sob pressão
• Não é dado as emoções
• Quer tudo sob seu controle
• Característica dos grandes líderes
• Sabe exigir
• Produtores de idéias e planos
• Audacioso
• Enérgico
• Seu sentimento de segurança o faz ser um grande líder
• É vivaz, ardente, ativo
• Prático e voluntarioso
• Quase sempre é auto-suficiente e independente
• Tem facilidade em tomar decisões por si e por outras pessoas
• Não precisa ser estimulado, ao contrário, ele é quem estimula seu ambiente com idéias, planos
ambiciosos e atividades
• É capaz de criar projetos lucrativos de longo alcance
• Toma a atitude definitiva diante de problemas, e frequentemente se vê envolvido em campanhas
contra injustiças sociais e outras do gênero
• As adversidades servem-lhe de estímulo e não de obstáculo
• Possui firmeza inabalável e vence suas lutas por insistência enquanto outros já desanimaram
• É o chefe nato
• Não se compadece facilmente dos outros
• É hábil em reconhecer oportunidades, mas não é dado a análises
• Prefere uma avaliação rápida, quase intuitiva
• Possui a tendência a ser tirânico e, muitas vezes é considerado um oportunista
• Muitos grandes generais e líderes mundiais foram executores
• Pode ser um bom gerente, planejador, produtor, ditador ou até mesmo chefe do crime

PONTOS A DESENVOLVER
• Passa por cima de tudo para alcançar o resultado
• Perfil não é desculpa para má educação, nenhum perfil justifica
• Pensa que tudo o que faz é sempre o melhor
• Faz pré-julgamentos
• Detesta ser surpreendido
• Tendencia de ser ditador
• Intolerante
• Vaidoso
• Insensível
• Inflexível
• Resiste a conselhos
• Sabe como ferir alguém usando palavras
• Sempre tem muito argumentos
• Cria para si somente padrões altos para viver
• Cabeça quente, irritadiço
• Quando está errado e consciente disto, não demonstra
• Impaciente
• É difícil demonstrar aprovação, o que cria problemas no casamento, quando se acrescem a essa
dificuldade a crítica mordaz e as declarações cruéis
• Auto-suficiente, sua autoconfiança excessiva pode torná-lo arrogante e prepotente
• O Executor se relaciona e usa as pessoas para proveito próprio e, depois as ignora

PARA MOTIVAR O EXECUTOR

Convém mostrar-lhe a hierarquia do cargo, a finalidade e o alto valor da tarefa que ele irá realizar
realçando a sua posição em relação às pessoas com as quais irá trabalhar. O executor gosta de fatos
concretos, precisos, exatos e atua com seriedade. Venha sempre com uma alternativa.

PARA MOTIVÁ-LO EVITE

• Enrolar ou bater papo


• Perder tempo
• Oferecer garantias que não poderá cumprir

A GRAFIA DO EXECUTOR
Por norma, o executor escreve mal, de forma aligeirada, não dedica muito tempo à escrita, por isso a
sua letra torna-se um pouco ilegível.
Firme, rápida, sóbria (sem enfeites), concentrada, apoiada, acerada, traços em cruz, cortante, profunda,
em relevo, massiva, precisa, constante, apoiada, angulosa, ligada ou desligada retilínea ou ascendente.
Ritmo homogêneo, ordem regular. Constante. O tamanho da letra é de média para pequena, sem
preocupação com a estética. A inclinação é reta ou vertical. Velocidade rápida e geralmente não agrada
a primeira vista, apesar de produzir uma impressão de energia, resistência e força. As barras dos “t” são
curtas, regulares, colocadas acima das hastes. Os finais das palavras são curtos, assinatura é
frequentemente ascendente.

CARACTERÍSTICAS PROFISSIONAIS

PROFISSÕES
• Diretores de empresas
• Generais
• Construtores
• Militares
• Políticos
• Administradores
• Gerente
• Produtor de cena
• Outros cargos de liderança
• Advogado

NO TRABALHO
• Tem uma visão global
• Orientado por metas
• Organiza bem o trabalho
• Procura soluções práticas
• Agiliza-se rapidamente
• Delega tarefas
• Insiste na produção
• Estimula atividades
• Prospera debaixo de oposição
• Realiza metas, ativista prático
• Minucioso e preciso

COMO AGEM OS EXECUTORES

Possui inteligência objetiva, prefere o concreto ao abstrato. Sabe decidir e tem boa capacidade de
comando. É um lutador que não desiste da luta nem perante os fracassos. Atua sem necessidade dos
demais. Sua atividade é intensa, organizada, dirigida pela razão. Distribui suas tarefas e as realiza com
regularidade, mas conforme sua vontade. Disciplinado e organizado em suas tarefas, metódico, rege
sua conduta por rígidos princípios morais. No trabalho apresenta ordem, perseverança, concentração e
eficácia. Não perde tempo com minúcias. Tem capacidade de mando. É voltado ao futuro, perseverante,
enfrenta os problemas.
Disciplinado, organizado, metódico e sistemático nas suas tarefas, rege sua conduta por sérios
princípios morais de respeito aos demais e seus bens.
Possui memória mediana e uma inteligência brilhante, objetiva e positivista, que prefere o concreto ao
abstrato. Senso prático. Detesta a análise dos pormenores superficiais, vai à essência, buscando a
síntese e a razão das coisas. Capacidade para mandar e dirigir.
Qualquer profissão que requeira liderança, motivação e produtividade, está aberta para os executores,
contanto que não exija muita atenção aos detalhes nem planejamentos analíticos. Reuniões de
comissão e planejamento são muito chatas para eles.
A maioria dos empresários bem sucedidos tem influência do perfil executor. Eles formulam ideias e
mostram-se aventureiros o bastante para se lançarem em novas direções. Mas os executores não são
distribuidores de responsabilidades e tendem a gostar mais do fruto de seu trabalho do que de outros.
Como consequência, preferem fazer tudo sozinhos, mas como são produtivos, passam a preferir
trabalho em grupo, o qual tem uma produção bem maior.
Sua fraqueza primária como líder é a de serem muito difíceis de agradar e tendem a passar com ímpeto
sobre as pessoas. O estilo de liderança do executor é o de criticar e “castigar” para que os que estão
sob sua autoridade sejam mais produtivos. Mas quando descobrem que o estímulo, a aprovação e o
encorajamento são mais eficientes, sua liderança melhora radicalmente.
Sua vontade forte e outras características citadas anteriormente o fazem parecer mais espertos do que
os outros. Mas não quer dizer necessariamente que eles sejam. É apenas o temperamento que pode
ajudar a passar essa impressão.

EXECUTORES FAMOSOS

• Hitler
• Steve Jobs
• Donald Trump
• Gordon Ramsay
• Hilary Clinton
• Christian Bale
• George W. Bush
• Margaret Thatcher
• Jack Welch
• David Letterman
• Arnold Schwarzenegger
• Cher
• Robert de Niro
• Tiger Woods
• Gandhi
• Platão
• Buda
• Romário

EXECUTORES NA FICÇÃO

• Darth Vader (Star Wars)


• Capitão Kirk (Star Trek)
• Homer Simpson e Mr. Burns (Os Simpsons)
• Raphael (Tartarugas Ninjas)
• Gimli (Senhor dos Anéis)
• Tywin Lanister (Game of Thrones)
• Don Draper (Mad Men)
• Jerry (Seinfeld)
• Dwight Schrute (The Office)
• Phil (Se Beber Não Case)
• Buzz Lightyear (Toy Story)
• Lucy (Snoopy)
• Rochelle (Todo mundo odeia o Chris)
• Miranda Priestly
PRINCIPAL VALOR
• rodução e Resultado
• Entra para ganhar
• Rapidez
• Superar desafios

COMO AMIGO

• Quase não precisa de amigos


• Trabalha para uma atividade em grupo
• Lidera e organiza
• Geralmente está certo
• Sobressai-se nas emergências
• Pouco importa a opinião dos outros
• Eficiente, prático
• Independente
• Enérgico
• Resoluto
• Pouco gentil

EXECUTOR NA INFÂNCIA
SEU CORPO E JEITINHO
“João está fora de si. Com seus dois punhos bate num menino (ele tem 10 e o coleguinha tem 12). Seus
cabelos desgrenhados se levantam como as penas de um galo de briga. João pega do chão o
irmãozinho – vítima do menino maior que o empurrara – e o arrasta atrás de si para protegê-lo.”
“Ele não chora, mas soluça em convulsões que não consegue dominar e faz movimentos violentos para
enxugar as lágrimas, que correm contra a sua vontade, ao fazê-lo, caminha batendo os pés, ainda mais
fortemente do que costuma, pisando energicamente com os calcanhares. Uma das mãos ainda está
cerrada em punho e a outra segura firmemente o pulso do irmãozinho. (…) Seu pescoço está encolhido
entre os ombros, como se quisesse contrair e endurecer todo o seu ser.”
Essa é uma cena que muitas vezes se aplica a um pequeno executor, pois ele quer fazer valer sua
vontade acima de tudo.
E para isto bate, morde, tiraniza os coleguinhas.
Com o queixo avançado para a frente (que fica mais proeminente nos excutores à medida que
envelhecem…), define o que quer e luta por isto com unhas e dentes, literalmente.
Se não quiser fazer algo que a professora manda, irá se negar até o fim com tanta determinação que
poderá acabar vencendo pela firmeza de decisão e pelo cansaço alheio. Se não for algo que o empolga,
esqueça.
O pequeno executor gosta de acordar cedo e ir cuidar de seus brinquedos ou de suas coisas ou de ficar
desenhando enquanto medita sobre planos enquanto os outros ainda dormem. Adora pontualidade, é
concentrado mas aprender não é algo fácil para essa criança. Seus desenhos, que não costumam ser
os mais geniais da classe, têm traços grossos e fortes assim como suas pegadas, que quase abrem o
chão de tão firmes. Seus olhos são brilhantes, com um olhar cheio de luz interna.
A criança de perfil executor é cheia de vontade e presença, e gosta de fazer tudo sozinha, sem ajuda
de adultos. Isso acontece porque nela o ”EU” se colocou com uma força superior em relação aos outros
temperamentos. Essa força cria um corpo robusto e firme, adequado a impor esse “EU” em qualquer
situação. Por isso seus membros não são taão leves e ágeis como os do Comunicador. É uma criança
geralmente atarracada e fortinha, também tende a ser menor que a média, com o pescoço enfiado nos
ombros e dá a impressão que está sob pressão, prestes a explodir, o que realmente acontece muitas
vezes, quando fiac fora de si. O “EU” é quem prevalece neste temperamento.
Olhar firme e penetrante, tudo gira em torno dele mesmo.
Lembra do ditado que diz “todo baixinho é invocado”?.
Acessos de vontade ou de ira são simplesmente mais fortes do que ela pode controlar, por isso explode:
Ainda não aprendeu a lidar com tanta energia. No dia seguinte pára, ouve o que os pais tem a dizer e
se dispõe verdadeiramente, a mudar. Até que de novo saia do controle. São crianças entusiasmadas e
se mobilizam por ideais.
Napoleão é um exemplo de um executor famoso – e baixinho também.
Tentar retê-lo ou argumentar com ele durante a explosão é inútil e serve apenas para torná-lo ainda
mais furioso. Em geral seu temperamento tem também muitos aspectos positivos: É uma criança
responsável, perseverante, corajosa e aplicada. Nem sempre aprende com facilidade, mas a sua energia
é dirigida tanto a ela própria quanto ao mundo exterior. Todo o seu ser é dominado pela vontade, e ela
joga toda a sua personalidae para realizá-la. O Executor é um líder nato, seus conceitos de moralidade
são simples e, às vezes simplistas: O mal tem que ser contido com toda a energia.
O executor requer muita paciência e compreensão. Reagir com violência apenas fará a situação piorar.
A melhor maneira de canalizar o excesso de forças represadas consiste em impedir este represamento:
Exigir da criança grandes esforços físicos, até o limite da sua capacidade, convém até colocá-la em
situações em que suas forças são insuficientes para levar a cabo uma tarefa, nesse caso, ela será
tomada de um sentimento saudável de vergonha, ao constatar que não é o “tal”, vencedor de todos os
obstáculos.
Como o Executor faz questão de ignorar qualquer acesso de sentimentalidade, outra abordagem deste
temperamento difícil e complexo consiste em desenvolver nele sentimentos de carinho e amor. Se o
Executor encontra ideais e objetos elevados para sua admiração, seu autocontrole será mais fácil.
Nunca se deve tratar um executor com ironia ou críticas mesquinhas, pois atrás das aparências duras e
violentas, em geral se esconde uma alma delicada e sedenta de carinho.

PONTOS A DESENVOLVER NA INFÂNCIA

Assim como o imperador francês, as crianças com esse perfil não tendem a mostrar arrependimento,
ainda que saibam que agiram mal, e buscam fazer justiça com as próprias mãos pois têm um amor à
verdade. Ficam irritadas e explodem se não chegam onde querem. Se esse querer, no entanto, seja
mais pra egoísta do que pra idealista, essas personalidades podem agir sem consideração pelo outro e
serem vaidosas demais. Uma pessoa hiper executora na juventude corre o perigo de ter um eu moldado
irascível, que não consegue ser dominado e isso com certeza vai lhe causar problemas de
relacionamento. Pior, podem se tornar obcecadas por um único objetivo, seja qual for. Para os pais e
tutores, costumam ser crianças cansativas pois esperneiam, chutam, dão socos e são muito teimosas.

COMO EDUCAR UM EXECUTOR

Colocar o executor para brincar ou se sentar ao lado de uma outra criança com o mesmo perfil na classe
é perfeito. Os dois vão se empurrar e medir forças e assim, amenizar seu temperamento. Para ele, é
terapêutico contar histórias de coragem e ousadia, de homens que realizaram grandes feitos e dar
tarefas difíceis e que exijam todas as suas forças. A criança com perfil executor precisa enfrentar
dificuldades que desdobrem suas forças interiores. Assim, ela não usa essas mesmas forças para “fazer
bobagem” por aí. É isto, não dê moleza pra esse executor! Torne a vida dele difícil dando atividades que
ofereçam resistência: peça para bater o martelo em um prego ou carregar pedras pesadas pra construir
uma fortaleza.
Leve-o para brincar em espaços abertos. É o que ele precisa na vida pois é assim que vai aprender a
usar a energia que traz dentro de si. Não é só na base da força física ou dos castigos que vamos dobrar
esse pequeno Napoleão, mas mostrando a ele obstáculos mais poderosos do que ele pode transpor.
Carregar objetos, serrar um pedacinho de madeira, empurrar móveis com a mamãe, levar as compras.
Isso fará com que ganhe respeito, que se dê conta que não é o super-herói que pensa ser e assim corre
menos riscos de virar um tirano de verdade quando crescer. E não precisa de lição de moral. O
importante é deixá-lo perceber tudo por si mesmo, como sempre devemos fazer com as crianças.
O executor, acima de todos os outros, precisa respeitar e admirar alguém que possa mais do que ele:
alguém mais forte e que saiba fazer coisas que ele ainda não consegue. Depois de seus ataques de
raiva, de preferência no dia seguinte, após uma boa noite de sono, vale a pena conversar com ele sobre
o que aconteceu com toda a calma do mundo. No fundo no fundo, ele vai ficar agradecido pela ajuda
moral.
Mais do que qualquer um, é necessária muita paciência pra lidar com esse temperamento. E auto
controle também. Diante de uma criança que chuta e arranha, nossa tendência é querer fazer o mesmo,
mas o que ela precisa é de alguém que não aja sob o calor das emoções e que possa mostrar a ele que
um dia também poderá dominar e usar bem o cavalo bravo que existe dentro de si. Ele precisa, mais do
que ninguém, da autoridade amorosa. Precisa de certa forma, ser naturalmente barrada em seu caminho
de passos firmes.
OUTRAS CARACTERÍSTICAS

• Não suporta críticas


• Adora desafios
• Tem gestos curtos, rígidos, bruscos
• Egocêntrico
• Andar: firme, cravando os calcanhares no solo
• Modo de falar: forte, abrupto, enfático, vigoroso, apropriado, expressivo, convincente, irônico,
explosivo
• Relacionamentos: amigável enquanto puder manter a liderança, fiel, leal
• Poder de observação: examina o que interessa mas se esquece
• Interesse: o mundo, ele próprio, o futuro
• Atitudes: de comando, agressiva, eventualmente compreensiva
• Disposição: entusiástico nobre, magnânimo, generoso, intolerante, impaciente, aventureiro
• Desenhos de crianças com esse perfil: vulcões, precipícios com a própria conquista de
obstáculos. Cores fortes
• Características físicas: baixo, atarracado, pescoço grosso, ereto, rosto cheio de ângulos, bocas
pequenas, olhos Ativos, geralmente sentam à beirada da cadeira
• Quase não adoecem, mas quando acontece caem de cama
• O educador (mãe, babá, professor) executor devem dominar sua cólera.

EXECUTORES COMO PAIS

• Exerce liderança sólida


• Estabelece metas
• Motiva a família à acção
• Sempre tem a resposta certa
• Organiza o lar
• Impetuoso, génio
• Tendente à aspereza e crueldade
• Não ouve os filhos
• Os filhos têm que fazer só o que ele manda
• Não tolera erros
• Vaidoso
• É disciplinador
• Decide pelos filhos, impõe
• Insensível

COMO SE EXPRESSAM

TOM DE VOZ

• Forte
• Claro
• Confiante
• Rápido
• Pouco emotivo

VOLUME DE VOZ

• Enérgico
• Alto

LINGUAGEM CORPORAL

• Mantenha distância
• Aperto de mão firme
• Olhos nos olhos
• Pouca gesticulação
• Inclina-se para frente

PALAVRAS PROPÍCIAS

• Vencer
• Liderar a área
• Resultados
• Agora
• Novo
• Desafio

PALAVRAS QUE NÃO FUNCIONAM

• Na minha opinião
• Siga ordens

SE COMPLETA COM PESSOAS QUE:

• Calculam riscos
• Sejam cautelosas
• Estruturem um ambiente previsível
• Investiguem os fatos
• Deliberem antes de decidir
• Reconheçam as necessidades dos outros
POSSÍVEIS CONDUTAS SOB STRESS

• Agressivo
• Egocêntrico
• Egoísta

PREFERE AMBIENTE ONDE:

• Tenha poder e autoridade


• Possa expressar-se
• Seja reconhecido
• Obtenha resposta diretas
• O trabalho não seja rotineiro
• Existam oportunidades de desenvolvimento

UM ESTILO EXECUTOR BUSCA:

• Resultados rápidos
• Desafios
• Ser competitivo
• Tomar decisões rapidamente
• Questionar o status quo
• Liderar
• Lidar com problemas
• Solucionar problemas
• Estilo direto de comunicação
• Inovar
• Ser persistente

PARA SER MAIS EFETIVO NECESSITA:

• Identificar-se com a equipe de trabalho


• Ser consciente dos limites e regras de conduta
• Aprender com a experiência
• Se mais paciente com as pessoas
• Controlar seu ritmo de trabalho e relaxar mais
• Maior sensibilidade às necessidades dos demais

DIANTE DE UM FEEDBACK

Ao dar um feedback a um executor, deve fazê-lo pensar que poderia ser melhor do que é. O desafio o
motiva. Tirar seu poder e autonomia o desmotiva.

SÍNTESE
Palavras chaves: Resultado, direto e decisivo.
Sob Tensão: No desequilíbrio pode agir com falta de respeito ao outro. Principal necessidade: Domínio
da situação.
Não gosta de: Falta de objetividade e ineficiência.

Para incentivá-lo: Dê liberdade de ação.


Para conseguir o que quer: Ele se pauta em seus resultados. Estímulo para executar tarefas: Dê
desafios.
RESUMO DOS COMPORTAMENTOS POR INTENSIDADE
Sabendo que EB (extremamente baixo), MB (muito baixo), B (baixo), A (alto), MA (Muito alto), EA
(Extremamente alto)

PONTOS FORTES NAS EMOÇÕES

• Vontade e determinações fortes


• Otimista
• Autossuficiente
• Destemido e corajoso
• Autoconfiante e firme ao tomar uma decisão.

PONTOS FORTES NOS RELACIONAMENTOS

• Não aceita que outra pessoa possa fazer o que ele não pode
• Não se desanima facilmente
• Tem força de liderança
• É bom julgador das pessoas
• Bom incentivador
• Sabe exortar bem
• Nunca é intimidado pelas circunstâncias

PONTOS FORTES NAS ATIVIDADES

• Sabe organizar e promover eventos


• É resoluto e possui habilidade intuitiva para tomar decisões
• É rápido e eficiente em emergências
• Tem raciocínio rápido e mente atilada
• Possui grande capacidade de ação
• Não hesita
• É muito prático
• Incentiva outros à ação
• Desenvolve-se quando sofre oposição
• Estabelece alvos, e os alcança
PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NAS EMOÇÕES

• Tem acessos de cólera violenta


• Fortemente obstinado
• Insensível aos problemas dos outros
• Frio e sem sentimentos
• Tem pouca apreciação da estética
• Insensível e duro
• Impetuoso e violento
• Irrita-se com lágrimas

PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NOS RELACIONAMENTOS

• Incompassivo
• Toma decisões para os outros
• Cruel, áspero e sarcástico
• Tende a dominar o grupo
• Arrogante e mandão
• Usa as pessoas para seu próprio benefício
• Inclemente e vingativo
• Tem tendência para ser intolerante
• É orgulhoso e dominador

PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES

• Sofre de excesso de autoconfiança


• É ardiloso
• Preconceituoso
• Obstinado
• Aborrece-se com detalhes
• Não tem capacidade de análise
• Força os outros a concordar com seu plano de trabalho
• Cansativo e difícil de satisfazer-se
• Tem tempo apenas para seus próprios planos e interesses

MÚSICA TEMA
Tente outra vez – Raul Seixas, 1983
Veja!
Não diga que a canção
Está perdida
Tenha fé em Deus
Tenha fé na vida
Tente outra vez!
Beba! (Beba!)
Pois a água viva
Ainda tá na fonte
(Tente outra vez!)
Você tem dois pés
Para cruzar a ponte
Nada acabou!
Não! Não! Não!
Oh! Oh! Oh! Oh!
Tente!
Levante sua mão sedenta
E recomece a andar
Não pense
Que a cabeça aguenta
Se você parar
Não! Não! Não!
Não! Não! Não!
Há uma voz que canta
Uma voz que dança
Uma voz que gira
(Gira!)
Bailando no ar
Uh! Uh! Uh!
Queira! (Queira!)
Basta…
Planejador
QUEM É O PLANEJADOR

Pessoas desse temperamento são mais calmas, tranquilas, prudentes e auto controladas. Gostam de
rotina e atuam em conformidade com normas e regras estabelecidas, por isso sentem-se bem quando
estão acompanhadas de pessoas mais ativas e dinâmicas. Decidem sem pressão e, frequentemente
com bom senso. São flexíveis, seu caráter e ritmo são constantes e disciplinados. São pacientes,
observadores, passivos e tem boa memória.
É calmo, pouco esforçado, lento, paciente, tem gestos medidos, andar vagaroso. Seu julgamento é lento,
mas com muito bom senso, quando de trata de grafia positiva. Representa uma força passiva que não
deve ser desprezada. Tem uma calma, sangue frio e uma tenacidade, às vezes surpreendente frente à
brutalidade dos violentos, ao entusiasmo exagerado dos comunicadores ou a exaltação dos nervosos.
Não se apavoram numa catástrofe. Difícil de ser influenciado. Faltam-lhe entusiasmo e criatividade, é
lento nas suas tarefas, mas ao mesmo tempo preciso, pontual, capaz de um rendimento aceitável. É um
autômato bem regulado que faz e desfaz sem se cansar, sempre com a mesma regularidade. Faz uma
coisa de cada vez, é detalhista. Tem boa memória e uma inteligência lenta e penetrante. É observador,
mas tem pouca imaginação. Muito fiel às normas.
Tem sensibilidade acentuada. Imune às paixões. Em grafia negativa, há o predomínio da preguiça, do
relaxamento e da irresponsabilidade, por isso, embora seja ele um elemento estabilizador, precisa ser
acompanhado de elementos mais ativos. Não tem energia para convencer, tem medo. Teme o perigo,
os golpes, as violências, sempre que possível os evita. Não andam muito. Usa tudo que tem para não
fazer nada: controle remoto, porta automática, etc. Curte as refeições, um bom cardápio com um bom
papo. Tem interesse por muitas coisas.
CARACTERÍSTICAS POSITIVAS

• Mais complexo de ser compreendido,


• Organizado,
• É organizado e tem ótima memória. Sente-se irritado com o temperamento inquieto do
comunicador e sempre lhe aponta a futilidade,
• Calmo,
• Jamais parece perturbar-se sob qualquer circunstância. Não explode em raiva ou riso porque
tem as emoções sob controle,
• Bom ouvinte,
• Digno de confiança, mesmo sem se envolver em demasia com o outro,
• Paciente,
• É o tipo calmo, frio e bem equilibrado. A vida para ele é algo severo e agradável com o qual não
quer muito envolvimento.
• Relação de confiança,
• Segurança,
• Não sai desbravando caminhos que ele não conhece,
• Precisa se sentir parte de algo,
• Para ele, fazer parte de um todo, importa muito,
• É relacional,
• Sustenta o social,
• Frio nas emoções,
• Raramente explode,
• Não quer dar vexame,
• Tem mais emoção do que demonstra,
• São amigos leais,
• Ao planejador não faltam amigos, porque ele gosta do convívio social e tem um humor mordaz,
capaz de provocar gargalhadas sem dar um sorriso se quer,
• É simpático,
• Todos gostam dele,
• Tem bom coração,
• Conciliadores,
• Conservador nos hábitos,
• Bem humorado,
• Presença de espírito,
• Nunca está com pressa,
• Se aquece vagarosamente,
• Persistente,
• Conservador,
• Convive bem com todos,
• Fica aborrecido com os momentos depressivos do analítico e está sempre disposto a ridicularizá-
lo,
• Lança, com prazer, jatos d’água fria nos planos efervescentes do executor. Porém não passa de
espectador em sua relação com eles, sem se envolver em suas atividades,
• É geralmente simpático e de bom coração, mas raramente deixa transparecer seus sentimentos,
• Não aceitará um cargo de liderança espontaneamente, mas se mostra capaz, caso tenha de
ocupá-lo. É um conciliador e pacificador inato,
• Espirituoso – com imperturbável bom humor,
• Prático – trabalha bem sob tensão,
• Tem hábitos metódicos,
• Eficiente – com padrões elevados de zelo e precisão.

CARACTERÍSTICAS PROFISSIONAIS
PROFISSÕES

• Professores,
• Médicos,
• Cientistas,
• Humoristas,
• Escritores, editores de livros e revistas,
• Diplomatas.

NO TRABALHO

• Competente e estável,
• Pacífico e amável,
• Habilidade administrativa,
• Media problemas,
• Evita conflitos,
• Bom sob pressão,
• Encontra a maneira fácil,
• Diplomata, cauteloso,
• Cumpridor, eficiente,
• Conservador, prático.
COMO AGEM OS PLANEJADORES
É lento em suas tarefas, mas as faz com precisão e pontualidade. Gosta de associações. Muito
observador, rotineiro; é perseverante e só usa a força necessária para realizar as suas tarefas, jamais
extrapola os limites. Teme o desconhecido, mas sabe defender-se com tenacidade.
Profissões recomendadas: enfermagem, medicina, odontologia, salvamentos (bombeiro), (educação,
principalmente primária), arquitetura, engenharia, laboratórios.
Bom arquivista, guarda, instrumentista, mecânico, dentista, médico, ascensorista e ideal para atividades
rotineiras.
O mundo tem-se beneficiado grandemente da natureza graciosa dos fleumáticos. À sua maneira quieta,
se mostram cumpridores dos sonhos de seus semelhantes. Eles são mestres em qualquer atividade que
necessite paciência meticulosa e rotina diária.
Tem bastante facilidade para dar aulas para crianças, por sua enorme paciência e jeito calmo. Outro
campo que necessita dos fleumáticos é a engenharia. Atraídos por planejamento e cálculos, eles se dão
muito bem nas áreas que englobam essa característica.
Fleumáticos experientes em suas áreas também se tornam excelentes gerentes de outras pessoas.
Visto que são diplomáticos e não abrasivos, as pessoas trabalham bem com eles. Quando recebem
posição de liderança, parece que impõem ordem ao caos e produzem uma harmonia de trabalho que
conduz ao aumento da produtividade. Eles são bem organizados, nunca chegam atrasados em reuniões,
tendem a trabalhar melhor sob pressão e são extremamente confiáveis. Mesmo executando essa tarefa
com destreza, eles não gostam de assumir muitas responsabilidades e posições de autoridade. Por isso,
é pouco provável de se ver um fleumático num cargo de liderança.
PARA MOTIVAR O PLANEJADOR
Marcar encontro sempre no restaurante!
Devemos expor com provas tangíveis as vantagens e os benefícios práticos, a comodidade, a segurança
social, a economia do esforço, a tranquilidade etc., que o emprego pode lhe oferecer; em resumo: contar
todas as vantagens materiais
PARA MOTIVÁ-LO EVITE

• Ser informal ou pessoal demais,


• Aproximar-se demais,
• Ser desorganizado.

A GRAFIA DO PLANEJADOR
O planejador escreve de forma legível, normalmente com uma caligrafia pequena, mas bem executada.
Escrita: Igual, lenta, monótona, estável, redonda, pastosa, baixa, inflada, alargada na base, agrupada,
pressão leve, superficial, sem relevo, pequena, curvas sem pressão, filiforme, linhas descendentes ou
sinuosas e inclinação moderada.
Poucos sinais de energia: barras dos “t” fracos ou “amarrados” na base em sinal de teimosia. Finais
curtos indicando reserva, calma e pouco esforço.
PONTOS A DESENVOLVER

• Calculista demais,
• Indecisos para tomar decisões,
• Indeciso – torna-se cada dia mais indeciso por seu temor de comprometer-se. Seu discernimento
prático, sua calma e capacidade analítica podem, eventualmente, encontrar um método melhor
para um projeto, mas, quando ele toma a decisão de executá-lo, alguém dos temperamentos
determinados já está atuando no projeto,
• Pretensiosos,
• Introvertido,
• Desmotiva-se quando as coisas não dão certo,
• Parece ser indiferente,
• Tem a tendência de esperar a reação do outro para tomar uma decisão,
• Guarda muita mágoa,
• Senso de humor sarcástico,
• Temeroso,
• Contemplativo,
• Moroso e indolente – freqüentemente parece estar arrastando os pés, pois ressente-se de ser
forçado à ação,
• Tem falta de motivação, o que o toma um espectador da vida e reforça a tendência a fazer o
mínimo necessário. Deixa de realizar muitos projetos sobre os quais pensa, mas que lhe
parecem sempre trabalhosos,
• O desassossego do planejador e a atividade do executor quase sempre o aborrecem, pois teme
que eles o forcem a trabalhar,
• Provocador – devido ao seu agudo senso de humor e capacidade de ser observador
desinteressado, tem facilidade em provocar o próximo que procura motivá-lo,
• Se um comunicador entra animado, o planejador torna-se distante e frio,
• Se o analista se mostra otimista, ele o provoca com um otimismo exagerado,
• Se um executor se aproxima repleto de planos, é um prazer requintado para o planejador
derramar água fria em seu entusiasmo,
• Egoísta e obstinado – com o passar dos anos, seu extremo egoísmo se acentua, porque torna-
se uma defesa
• Opõe-se obstinadamente a qualquer espécie de mudança,
• Deseja manter-se conservador para conservar suas próprias energias.

PRINCIPAL VALOR

Seu valor: Linearidade, tudo que é fora do linear, lhe afasta.

COMO PRODUZ

• Relacionamento,
• Altos e baixos não são coisas boas ,
• Tem início, meio e fim,
• Tem problemas com os perfis comunicadores,
• Relação de confiança,
• Fazer parte de algo harmônico.

PLANEJADORES FAMOSOS

• Walt Disney,
• Bill Gates,
• Albert Einstein,
• Jacqueline Kennedy Onassis,
• Henry Kissinger,
• James Franco,
• Arianna Huffington,
• Bill Belichick,
• Abrahan Lincoln,
• Nikola Tesla,
• Charles Darwin,
• Aristóteles,
• Steve Jobs.

PLANEJADORES NA FICÇÃO

• C-3PO (Star Wars),


• Spock (Star Trek),
• Lisa Simpson e Mr. Smithers (Os Simpsons),
• Donatello (Tartarugas Ninja),
• Legolas (O Senhor dos Anéis),
• Hermione Granger (Harry Potter),
• Petyr Baelish (Game of Thrones),
• Peggy Olson (Mad Men),
• George (Seinfeld),
• Angela Martin (The Office),
• Stu (Se Beber Não Case),
• Sra. Cabeça de Batata (Toy Story),
• Charlie Brown.

PLANEJADORES NA INFÂNCI
SEU CORPO E JEITINHO
“Joãozinho está estatelado em sua carteira e olha apaticamente para a frente. Não obstante, não é de
todo inativo, embora se desinteresse por completo das explicações do professor sobre os mistérios da
tabuada. Está sonhando com o sanduíche que sua mãe, como ele não deixou de observar, cobriu com
uma boa camada de manteiga e queijo, e com a bela maçã vermelha que ela lhe pôs na lancheira. João
fixa durante um instante o professor com seu olhar sonolento e vê que este lhe vira as costas para
escrever algo na lousa. Então abre com seus dedos gordos o papel do sanduíche.
Em casa, João leva uma vida pacata. Sua educação não teve problema algum. Horas a fio, ficava
tranquilo no carrinho, segurando na boca a chupeta (imprescindível para a paz de sua alma) e
abandonado ao seu torpor, quando não acompanhava com o olhar os movimentos lentos de suas
mãozinhas gordas, que durante muito tempo eram seu único ‘brinquedo’. Só a visão da comida
conseguia tirá-lo da apatia. Não adoece frequentemente e, para alegria sua de sua mamãe, ele digere
os sanduíches mais pesados, as omeletes mais gordurosas, o pudim mais denso. Aprendeu a andar
bastante tarde.”
É, o fleumático (planejador) mais lento que a média. Sua fantasia não é das mais fortes, demora para
andar, tem preguiça de engatinhar e prefere ficar na mamadeira até mais tarde do que as outras
crianças. O que for mais fácil! Ele levou um bom tempo para aprender a falar e, até hoje, pronuncia as
palavras devagar. E de vez em quando senta-se ao sol (ele ama calor, inclusive calor humano) com as
perninhas dobradas, curtindo o calor e cantarolando – ele tem sua própria musicalidade.
Uma das melhores coisas desse temperamento, é seu senso de ordem. Ele é aquele coleguinha do seu
filho (ou o seu próprio, com sorte), que arruma a roupinha na cadeira antes de dormir e gosta que todos
os seus brinquedos estejam no lugar. Se vai dormir na casa de alguém e não encontra seu
travesseirinho, pode dar um piti daqueles. Nessa hora, ele vira um perfeito colérico. Tudo porque saiu
do seu ritmo e da sua ordem, tão necessários para seu bem-estar. Suas refeições têm que ser servidas
todos os dias na mesma hora (e ele nem precisa do relógio para isso). Dorme fácil e profundamente e
sabe a hora de ir pra cama. Por isso mesmo, nele você pode confiar. Ele sabe a hora de dar comida ao
cachorro e, uma vez que assimilou um hábito, vai repeti-lo pontualmente. Decora facilmente histórias e
cantigas e canta direitinho, sem errar. Mas bem devagarzinho.
O planejador é, normalmente, mais gordinho, mais cheio, mais inchadinho. Segundo Steiner, é nessa
“abundância” que as forças formativas, aquelas que nos mantêm vivos, atuam. É como se a troca entre
dentro e fora estivesse em déficit (pra fora, claro). Seu andar é arrastado, desleixado, seu rosto tem
pouca expressão, o olhar um pouco apagado. É possível que as crianças, principalmente as
comunicadoras, tenham pouca paciência para seu perfil.
Paciência, aliás, é uma qualidade importante para lidar com esse pequeno. Não o mesmo tipo de
paciência que se precisa ter com um executor, mas aquela tranquilidade de quem sabe esperar. Um
bom professor para o planejador precisa saber esperar seu tempo, que é diferente dos outros. Mas,
calma, ele chega lá. Ele gosta de praticar e, se tiver espaço para isso, não será mau aluno.
As funções vegetativas em seu corpo funcionam perfeitamente e por conta disso tem uma boa memória
e dons musicais e de pintura. Talvez seja um pouco mais difícil quando chegar ao ensino médio, em que
se exija respostas mais intelectuais e o raciocínio tem que ser mais rápido. Se muito entregue ao seu
temperamento, o planejador vai ser aquele cara meio bobão. Mas os pais e professores podem fazer
muita coisa para que se evite esse desequilíbrio. E não é difícil.
Aliás, seria errado considerar no planejador apenas os lados negativos. A constância dos sentimentos
conduz a uma bondade em relação aos colegas, e a uma fidelidade fora do comum. Atrás da
impassividade da sua expressão esconde-se muitas vezes uma inteligência prática considerável, e a
lentidão em captar impressões e conhecimentos novos é compensada pela perseverança, pela calma e
pelo espírito metódico.
O planejador também é um introvertido; mas ele não sofre disto, como o faz o melancólico; ele aprecia
não ser incomodado. Grande parte da sua atenção se concentra na comida e na alimentação – primeira
fase dos processos metabólicos que predominam seu temperamento.
Nas atividades artísticas, aparece frequentemente um senso estético bem desenvolvido; contudo, a
força do planejador estará menos na inspiração genial do que na execução esmerada e na regularidade
de exercícios.

COMO EDUCAR UM PLANEJADOR


O temperamento fleumático (planejador) pode enfrentar preconceitos e alguns pais não gostam quando
seus filhos são definidos como tal. Bobagem. Sua lentidão não é necessariamente um problema. O
analítico, que muitas vezes é um prodígio na escola, pode ser egoísta, depressivo e inibido. Tão ruim,
portanto, quanto a inércia e a gula do planejador. Nada de preconceitos com esse comilão e meio
preguiçoso! É só o jeitinho dele.
Se o fleumático for compreendido e “bem-educado” em casa e na escola, será paciente, persistente,
ordeiro e fiel. E, pela própria falta de ânimo, vai passar numa boa pelas tempestades da vida. Para essa
boa educação, o ideal é não deixá-lo se entregar totalmente a esse bem-estar interno. Não o deixar
dormir demasiadamente, dar uma duchinha fria ao final do banho morno e evitar que ele passe horas
comendo à mesa.
Seu café da manhã, antes da escola, deve ser leve. Caso contrário, ele vai se “concentrar” na sua
deliciosa digestão em vez de prestar atenção nas aulas. Em vez das comidas pesadas que ele adora,
dê frutas, verduras e saladas. Alimentos integrais em vez de farinha branca também farão bem. É uma
boa fazer de tudo para evitar que essa criança acumule a gordura que seu temperamento tanto deseja,
“mantendo-a relativamente magra já teremos feito muito para o seu desenvolvimento”.
Brincar sozinha o tempo todo, algo que uma criança com perfil planejador faz de boa vontade, não é o
melhor e vale a pena interferir para acelerá-la com jogos animados que despertem sua vida psíquica.
Ela precisa da companhia de outras crianças mais do que qualquer outro temperamento. Como nada
desperta seu interesse, ela vai acabar sendo educada pelos interesses dos outros. Logo, quanto mais
crianças, melhor.
Amizade e relacionamento com o maior número de pessoas vai fazer muito bem para seu pequeno
bicho preguiça. Se ele cochilar durante a lição de casa ou no sofá depois do almoço, é bom acordá-lo
com um barulho forte ou uma batida na mesa (algo que nunca se deve fazer com o analítico) pois isso
o fará voltar a si. Mas, também, como em todos os outros temperamentos, é essencial encontrar algumas
situações em que sua fleuma se justifique, em que ele possa ser ele mesmo sem objeções e que isso
faça sentido.
Ver a chuva cair (e ficar pensando que ela vai molhar em algum momento), é um alívio e dá pra ser
fleumático nessa hora sem problemas. Olhar as ondas do mar ir e vir, passar o pincel em uma tela
lentamente é coisa pra o planejador. Se alguém tem que fazer isso, que seja ele.
Carinhos ininterruptos e afeto gratuito não são o melhor para essa criança. Ela precisa de um estímulo
para “sair de si” e vencer sua inércia. Suas emoções são mais ou menos como uma lesminha que
precisa de impulso para sair do caramujo e, com algum esforço, ganhar corpo e musculatura. Quando
ela sentir esse impulso e aprender a amar, o que só ocorre houver a necessidade de ir até alguém, por
isso não devemos lhe dar carinho indiscriminadamente, mas fingir uma certa distância às vezes, será o
amor mais equilibrado e fiel que existe. Não é atirado e maluco como o comunicador, nem exagerado
como o analítico e muito menos agressivo como o executor.
Essa criança costuma ter uma veia artística logo cedo, mas que pode ir embora facilmente quando
chega a consciência, lá pelos 8 ou 9 anos. Quando isso começar a acontecer, não deixe mais com que
ela faça apenas rabiscos coloridos ou manchas de tinta no papel. Para desenvolver seus talentos, vai
precisar produzir conscientemente e ser conduzido, até um pouco exigido, assim que encontrar algo que
realmente lhe desperte o interesse. O planejador, mais do que qualquer outro temperamento, precisa
de educadores um tanto exigentes ou que o guiem quando chega a uma certa idade. Pacientes, mas
que exijam uma certa dedicação e não o deixem viver metade da vida dormindo.

O tratamento do planejador consiste principalmente em despertar-lhe a consciência e a atenção.


Em geral, o professor terá em sua classe um equilíbrio entre os quatro temperamentos. Sua arte
consistirá em atingi-los todos de maneira igual. Se ele se dirige de preferência aos alunos de um
determinado temperamento, os outros vão criar-lhe problemas sérios. Donde a necessidade de atuar
sobre todos. Esta capacidade deve ser desenvolvida, pois o professor terá, graças à sua própria índole,
uma instintiva propensão para um ou outro temperamento. De qualquer forma, o conhecimento dos
vários temperamentos ajuda o professor a compreender os alunos e seu comportamento.

PLANEJADOR COMO AMIGO

• De fácil convivência,
• Agradável,
• Pacífico, leal,
• Inofensivo, bom ouvinte,
• Senso de humor irônico (muito),
• Gosta de observar as pessoas,
• Tem muitos amigos,
• Tem compaixão e cuidado,
• Bem-humorado,
• Conservador,
• Fácil convívio.

PLANEJADORES COMO PAIS

• É um bom pai,
• Reserva tempo para os filhos,
• Não tem pressa,
• Aceita tanto o ruim quanto o bom,
• Não se agita facilmente,
• Não se impõe ao problema,
• Deixa os filhos mandarem,
• Acomodada, medrosa,
• Não enfrenta os problemas,
• Não toma decisões rápidas,
• Pouca fé para aplicar em finanças (por isso economizo…),
• Poucas perspectivas,
• Pouco ágil com as decisões dos filhos e conjuge, passiva (mentira…).

OUTRAS CARACTERÍSTICAS

• Vive em comodidade. As culturas orientais vivem na fleuma,


• Dalai Lama é fleumático. Tem o biótipo do corpo mais cheinho, fofo, macio. Estatura mediana.
Andar solto, descontraído, desleixado. Olhar leve,
• É pacifico, sereno, calmo, dócil e presa pelo bem estar,
• A vida interior produz a satisfação íntima,
• O planejador vive muito bem consigo mesma e o ambiente ao redor dela,
• dificilmente se abala, se altera, se irrita,
• Obedece facilmente a ordens, mas pode ser um acomodado. Senta e fica, até chegar ao tédio,
• Aparência amável, harmoniosa,
• Sempre feliz, ama comer e beber. Ri muito,
• Gestos intencionais, lentos e deliberados,
• Gosta de rotinas,
• Tem hábitos determinados,
• Olhos vivos, com brilho,
• Andar: lento, ondulante, lateral (marcas no sapato),
• É lento para tomar decisões, mas quando decide sustenta
• Modo de falar: ponderado, lógico, claro,
• Relacionamentos: amigável, mas reservado (insensível, impassível), simpático, fiel, leal,
honesto,
• Vestuário: tem um gosto conservador,
• Poder de observação: observa e relembra tudo com exatidão quando suficientemente desperto,
• Memória: boa com relação ao mundo exterior,
• Interesse: o presente sem envolvimento. Não se preocupa com o futuro,
• Não guarda mágoas,
• Disposição: estável, metódico, letárgico, confiável, satisfeito maternal, pontual,
• Atitudes: objetiva,
• Desenhos de crianças com perfil planejador: suave, branda, desinteressante, inacabada na
aparência,
• Características físicas: forte, rosto redondo, com gorduras (tecido adiposo), quando mais
gordinhos apresentam o “terceiro queixo”, olhos sonolentos, letárgicos, quase semicerrados,
• Quando adoece não sai da cama,
• Perigo: ausência de interesse pelo meio,
• Grande perigo: apatia com grande tendência à idiotia.

O ESTILO DO PLANEJADOR
TOM DE VOZ

• Uníssono – que tem o mesmo som,


• Preciso,
• Distante,
• Devagar,
• Controlado.

VOLUME DE VOZ

• Baixo,
• Hesitante.

LINGUAGEM CORPORAL

• Mantenha distância,
• Postura firme,
• Olhe nos olhos,
• Poucos ou nenhum gesto.

PALAVRAS PROPÍCIAS

• Fatos,
• Sem riscos,
• Provado,
• Análise,
• Garantias.

PALAVRAS QUE NÃO FUNCIONAM

• Esperto,
• Experimental,
• Vanguarda.

SE COMPLETA COM PESSOA QUE

• Tomem decisões práticas,


• Utilizam as normas práticas como guia,
• Podem adotar posturas impopulares,
• Iniciem e facilitem debates e discussões,
• Promovam o trabalho em equipe.

POSSÍVEIS CONDUTAS SOB STRESS

• Pessimista,
• Demasiado crítico,
• Detalhista,
• Inquieto.

PREFERE AMBIENTE ONDE

• Definam-se claramente as expectativas de desempenho,


• Valoriza-se a qualidade do trabalho,
• Permita demonstrar suas habilidades,
• Controlem fatores que podem afetar o desempenho,
• Permitam questionar as decisões,
• Seja profissional.
UM ESTILO PLANEJADOR BUSCA

• Planejar cuidadosamente suas ações,


• Conhecer claramente os objetivos do trabalho,
• Receber feedback sobre seu trabalho,
• Valorizar as interações informais com os outros.

PARA SER MAIS EFETIVO NECESSITA

• Planejar cuidadosamente suas ações,


• Conhecer claramente os objetivos do trabalho,
• Receber feedback sobre seu trabalho,
• Valorizar as pessoas, além de suas conquistas,
• Valorizar as interações informais com os outros.

DIANTE DE UM FEEDBACK
Ao dar um feedback a um executor, deve fazê-lo pensar que poderia ser melhor do que é. O desafio o
motiva. Tirar seu poder e autonomia o desmotiva.
SÍNTESE
Palavras chaves: Resultado, direto e decisivo.
Sob Tensão: No desequilíbrio pode agir com falta de respeito ao outro. Principal necessidade: Domínio
da situação.
Não gosta de: Falta de objetividade e ineficiência.
Para incentivá-lo: Dê liberdade de ação.
Para conseguir o que quer: Ele se pauta em seus resultados. Estímulo para executar tarefas: Dê
desafios.

PONTOS FORTES NAS EMOÇÕES

• Autoconfiante e firme ao tomar uma decisão,


• Vontade e determinações fortes,
• Otimista,
• Autossuficiente,
• Destemido e corajoso.

PONTOS FORTES NOS RELACIONAMENTOS

• Não aceita que outra pessoa possa fazer o que ele não pode,
• Não se desanima facilmente,
• Tem força de liderança,
• É bom julgador das pessoas,
• Bom incentivador,
• Sabe exortar bem,
• Nunca é intimidado pelas circunstâncias.

PONTOS FORTES NAS ATIVIDADES

• Sabe organizar e promover eventos,


• É resoluto e possui habilidade intuitiva para tomar decisões,
• É rápido e eficiente em emergências,
• Tem raciocínio rápido e mente atilada,
• Possui grande capacidade de ação,
• Não hesita,
• É muito prático,
• Incentiva outros à ação,
• Desenvolve-se quando sofre oposição,
• Estabelece alvos, e os alcança.

PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NAS EMOÇÕES

• Tem acessos de cólera violenta,


• Fortemente obstinado,
• Insensível aos problemas dos outros,
• Frio e sem sentimentos,
• Tem pouca apreciação da estética,
• Insensível e duro,
• Impetuoso e violento,
• Irrita-se com lágrimas.

PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NOS RELACIONAMENTOS


• Incompassivo,
• Toma decisões para os outros,
• Cruel, áspero e sarcástico,
• Tende a dominar o grupo,
• Arrogante e mandão,
• Usa as pessoas para seu próprio benefício,
• Inclemente e vingativo,
• Tem tendência para ser intolerante,
• É orgulhoso e dominador.
PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES
• Sofre de excesso de autoconfiança,
• É ardiloso,
• Preconceituoso,
• Obstinado,
• Aborrece-se com detalhes,
• Não tem capacidade de análise,
• Força os outros a concordar com seu plano de trabalho,
• Cansativo e difícil de satisfazer-se,
• Tem tempo apenas para seus próprios planos e interesses.
MÚSICA TEMA
Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão,
É preciso ter cuidado,
Pra mais tarde não sofrer,
É preciso saber viver
Toda pedra do caminho
Você pode retirar,
Numa flor que tem espinho
Você pode se arranhar,
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher,
É preciso saber viver
Compositores: Erasmo Carlos / Roberto Carlos Braga

Informações adicionais

“Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou sempre assim…Gabriela”. O trecho da
música escrita por Dorival Caymmi e interpretada por Gal Costa fez sucesso na TV na década de 1970,
quando foi tema da personagem central da telenovela Gabriela — uma adaptação da obra do autor
baiano Jorge Amado. A trama mostra uma mulher que não conseguia se adaptar aos costumes da época
e se recusou a moldar seu jeito espontâneo e um pouco rude para se enquadrar na cidade em que vivia.
Esse comportamento obstinado é chamado de Síndrome de Gabriela, sendo observado em pessoas
que acreditam que não precisam mudar ou adaptar seu comportamento a situações que não lhe
agradam. Se por um lado esta é uma atitude bastante positiva, que demonstra autoestima e
personalidade, este comportamento também pode ser perigoso — já que uma pessoa que se recusa a
modificar seus padrões e comportamentos pode cair em uma zona de conforto, perdendo diversas
oportunidades e desgastando relacionamentos.
Ao se recusar a mudar, crendo que nasceu daquela maneira e assim permanecerá até o fim da vida, o
indivíduo dificulta seu crescimento profissional e pessoal. Isso porque as mudanças fazem parte da
evolução do ser humano e, para isso, é preciso se abrir para o novo e se permitir rever os
próprios conceitos e crenças de vez em quando.
Você pode ceder as tendências do seu perfil ou pode dominá-las, não se pode usar a teoria para justificar
um mau comportamento, e também que não há um perfil melhor do que o outro; os perfis podem ser
camuflados por experiências e circunstancias da vida tais como traumas, medo, abusos, etc. Os
episódios e ambientes aos quais uma pessoa é submetido na vida, podem influenciar em seu perfil, por
exemplo: um comunicador cujos pais são planejadores, pode ser muito organizado e estratégico, mesmo
que seu perfil natural não tenha tais características.
Por isso, é muito importante analisar o gráfico de competências, buscando conhecer mais e melhor.
Daniel Goleman — psicólogo, escritor, PHD da Universidade de Harvard e responsável por popularizar
o conceito de inteligência emocional — afirma que, embora existam pontos que determinam o
temperamento, muitos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis e podem ser trabalhados,
isso significa, portanto, que temperamento não é destino.
Exercitar hábitos saudáveis e entender, controlar e canalizar nossas emoções é essencial para
desenvolver a inteligência emocional de um indivíduo. Todos os seres humanos têm a possibilidade de
melhorar e devolver habilidades. A inteligência emocional pode ser desenvolvida e treinada com a
construção de novos hábitos e outras formas de pensar, refletindo diretamente no comportamento.
Pessoas são diferentes, então não trate as pessoas do mesmo jeito.

O que um analista não deve fazer;

• Comentários maldosos utilizando informações do sistema.


• Desdenhar de perfis usando expressões pejorativas.
• Exibir os relatórios para terceiros sem o consentimento do avaliado
• Usar o resultado como desculpa para demissões.
• Usar de suas habilidades de interpretação do relatório para manipular ou fazer leitura
forçosamente equivocada a fim de atingir objetivos pessoais.

2 – OUTRAS CARACTERÍSTICAS DE CADA PERFIL!

3 – Algumas regras valiosas para lidar com alunos e filhos de acordo com os temperamentos
4 – O QUE UM ANALISTA NÃO DEVE FAZER

1. Fazer comentários maldosos utilizando informações do sistema.


2. Desdenhar de perfis usando expressões pejorativas.
3. Exibir os relatórios para terceiros sem o consentimento do avaliado
4. Usar o resultado como desculpa para demissões.
5. Usar de suas habilidades de interpretação do relatório para manipular ou fazer leitura
forçosamente equivocada a fim de atingir objetivos pessoais.
Analista

QUEM É O ANALISTA
O mais rico de todos os temperamentos é o analista, pois este possui uma grande capacidade de
experimentar toda gama de emoções. No entanto o maior perigo de um melancólico é se entregar
demais a seus pensamentos negativos, vivendo sempre com ideias pessimistas.
Imagine dois amigos no período medieval: um, executor, chama o outro para ir domar os cavalos que
acabaram de chegar. Mas o outro, analítico, tem até uma certa dificuldade para entender do que é que
o amigo está falando, e permanece na mesma posição onde estava. Depois de domar os cavalos, o
executor ainda treina na espada e faz exercícios. O analítico ainda não mudou a expressão do rosto.
De pouca excitabilidade mas de grande energia, o analítico apodera-se rapidamente do assunto
escolhido. Pessoas analíticas aceitam com facilidade idéias especiais e facilmente se fixam nelas. Entre
os fanáticos e especialistas existem muitos de temperamento analíticos.
O analítico é o temperamento mais rico de todos. É um analista, talentoso, tipo do perfeccionista,
sacrificado, com uma natureza emocional muito sensível. Ninguém aprecia mais a arte do que
melancólico. Pela natureza tende a ser introvertido, mas quanto aos seus sentimentos, predominam
uma série de disposições do espírito. Às vezes elevado as alturas do êxtase, não obstante, em outros
momentos sai deste estado e fica deprimido.
Características dos gênios, os analistas são preocupados, rígidos, porém calmos. Seu comportamento
com as pessoas é discreto e tende-se a serem pessoas caladas e retraídas. Sua grande desvantagem
é serem pessimistas, porém possui facilidades na arte por serem mais sensíveis.

Analítico é um amigo muito fiel, mas não faz amizades com facilidade. É o temperamento mais confiável,
visto que suas tendências dos perfeccionistas não permitem que se torne não confiável.Sua capacidade
analítica excepcional o impele acertadamente para diagnosticar os obstáculos e os perigos de todo o
projeto em que participa. Isto contrasta visivelmente com o executor, aquele vê não muito
freqüentemente os problemas ou as dificuldades, mas possui a confiança de que tem o poder de resolver
toda a crise que lhe aparecer. Estas características fazem com que freqüentemente o analítico não inicie
algum projeto novo.Sua natureza é introvertida, tímida, com tendência à introspecção, à reflexão. Seu
olhar, de luz opaca e sem brilho, é pouco interessado pelo mundo porque observa a si mesmo. Possui
uma inabilidade em apreciar o mundo exterior e demonstrar gratidão. É somente capaz de ver o lado
escuro da vida e tão envolvido por seus pensamentos sombrios, tão perdido em detalhes, que não lhe
é possível perceber que pode estar errado. Seu desejo por piedade e compreensão é seu jeito peculiar
de demonstrar seu egoísmo.Ele continua a se sentir infeliz mesmo quando as causas do problema
desapareceram.

Ele preferiria ser altruísta, mas não tem força suficiente para manter tal atitude, e então recai no seu
velho estado egoísta.O analista raramente faz esforço para entrar em contato com pessoas e possui um
desejo inconsciente de auto torturar que pode se expressar na direção do outro – ele pode se tornar um
tirano se autorizado a levar vantagem sobre os outros.Sua expectativa por compreensão é um desejo
inconsciente para se libertar de seu egoísmo, de seu ego, e encontrar seu outro lado, seu ser espiritual.
Ele busca compreensão porque está aprisionado em sua própria parede invisível. Espera por alguém
que possa entendê-lo, alguém desejoso de ouvi-lo atentamente para poder dividir esse peso, essa
densidade espiritual, sem que alguém espere dele o mesmo.A partir do momento que sentir que alguém
quer realmente compreendê-lo, ele abrirá seu coração e transbordará em simpatia e confiança. E
quando, através do afeto e da firmeza, um melancólico sente simpatia pelo outro, ele cessa de ser um
egoísta.
Agilidade, inteligência e intelectualidade. Têm habilidade com tarefas detalhadas ou de improvisação
rápida. Prefere atuar com estímulo dos demais.
Por ser extremamente perfeccionista, deve ser monitorado até o fim de uma atividade, devendo ser
constantemente estimulado para que vença a fase do pensar e do fazer, necessitando de reforços de
aprovação, pois sempre pensa que seu trabalho está sempre imperfeito.
CARACTERÍSTICAS POSITIVAS

• Embasamento,
• Detalhismo,
• Especialista,
• Aprofundamento,
• Crítico,
• Exigente,
• Gosta de saber todos os cenários,
• Gosta de processos,
• Muito observador,
• São tão produtivos como o executor, a diferença é que precisa de base e processos,
• Receber uma critica de um analista é muito difícil, porque ele vai lhe falar todos os detalhes,
• Introvertido por natureza,
• Não gosta de falar de seus sentimentos,
• Amigo fiel,
• Abnegado, “daria sua vida” pelos poucos amigos,
• Abnegado na execução de qualquer trabalho,
• Tem poucos amigos,
• Tem habilidade de analisar os perigos,
• Habilidoso,
• Cumpre suas promessas,
• O que faz, faz bem feito,
• Seu senso de estética não o deixaria ver um quadro torto na parede,
• Considerado comumente, um temperamento hostil e sombrio, na verdade, é o mais rico dos
temperamentos, pois é um tipo analítico, abnegado, bem dotado e perfeccionista,
• Ninguém desfruta maior prazer com as belas artes do que ele,
• É por natureza introvertido, mas chega a ter estados momentâneos de êxtase,
• É um amigo muito fiel, mas, ao contrário do comunicador, não faz amigos facilmente. Não tomará
a atitude de procurá-los e esperará que o procurem,
• É o tipo mais confiável, pois seu temperamento perfeccionista não permitirá que ele desaponte
alguém que conte com ele. Mas tem propensão a ser desconfiado quando o procuram ou o
acumulam de atenções,
• Seu lado analítico faz com que apure com cuidado os obstáculos de um projeto. Isto,
normalmente, o afasta de novos projetos e gera conflitos com os que tentam iniciá-lo,
• Pode se animar muito com algo e produzir grandes coisas, mas, em seguida, sobrevêm-lhe uma
fase depressiva,
• Geralmente encontra maior significado para sua vida no sacrifício pessoal, e tende a escolher
na vida uma vocação difícil, que envolva grande esforço pessoal, e a desempenha com
persistência, procurando realizá-la bem,
• Analítico – caçador de detalhes e de problemas latentes num projeto,
• Sensível, meditando com ponderação sobre suas emoções,
• Perfeccionista na imposição a si e aos outros de um elevado padrão de qualidade.

PONTOS A DESENVOLVER

• Só age se for perfeito,


• Sentimental,
• Internaliza,
• Menos relacional,
• Não é relacional,
• Não sustenta o social,
• Vê mais as falhas,
• Sofre com facilidade,
• Guarda o sentimento por muito tempo,
• As vezes confuso,
• Inflexível,
• Tem uma necessidade muito grande de ser amado pelos outros,
• Espera muito das pessoas,
• Não gosta que se metam no que faz,
• Tende a ver defeito em todo mundo,
• Tem dificuldade de ser prático e viver novas experiências,
• Facilidade para entrar em depressão,
• Nunca se acha merecedor de nada,
• Murmurador,
• Egocêntrico – é inclinado à auto contemplação benévola, que lhe paralisa a energia e a vontade.
Está sempre a dissecar as próprias emoções numa eterna auto-análise que lhe tira a
naturalidade e o levam a condições mentais mórbidas,
• Pessimista – por sua natureza analítica e perfeccionista, tende a procurar os problemas de um
projeto, que normalmente lhe pesam bem mais que o esforço conjunto para vencê-los,
• Interessa-se excessivamente por sua condição física também, o que pode originar uma
hipocondria. Este egocentrismo, aliado à sua natureza sensível, faz com que seus sentimentos
estejam sempre à flor da pele, e com que seja desconfiado. Em casos agudos, com que tenha
mania de perseguição,
• Esta concepção pessimista o torna inseguro para tomar decisões porque não deseja cometer
erros,
• Crítico – tem a tendência de ser inflexível com relação ao que espera dos outros e não consegue
aceitar menos que o melhor por parte deles,
• Muitos casamentos de perfeccionistas fracassaram porque suas esposas atingiam apenas 90%
do que esperavam delas. A pequena parcela de erros, ele tende a amplificar. É tão crítico para
consigo mesmo como o é para com os outros,
• Caprichoso – é o temperamento que manifesta maior alteração de ânimo,
• Tem fases raras de euforia exuberante, às quais se segue uma fase sombria,
• Essas sombrias disposições de ânimo levam o analítico à nostalgia e à fuga do presente por
meio de devaneios em relação ao futuro,
• Vingativo – por seu perfeccionismo, tem dificuldade de perdoar,
• Embora pareça calmo e sossegado, pode carregar dentro de si um ódio turbulento. Pode ser que
jamais o ponha em prática, como o executor, mas pode alimentar esse ódio vingativo por muitos
anos,
• O analítico parece ter o maior número de forças e também de fraquezas, o que torna difícil
encontrar um analítico de nível médio, porém suas fraquezas acentuadas podem levá-lo à
esquizofrenia ou hipocondria.

CARACTERÍSTICAS PROFISSIONAIS

PROFISSÕES

• Artistas,
• Filósofos,
• Compositores,
• Inventores,
• Teóricos,
• Músicos.

NO TRABALHO

• Orientado por horário,


• Perfeccionismo, altos padrões,
• Detalhado, leal, dedicado,
• Persistente e minucioso,
• Ordeiro e organizado,
• Arrumado, econômico,
• Vê os problemas,
• Encontra soluções criativas,
• Precisa terminar o que começou,
• Gosta de gráficos, tabelas e listas,
• Habilidoso, minucioso.

COMO AGEM OS ANALISTAS

Toda vocação requer a perfeição, a criatividade é adaptada para o analítico. A maioria dos grandes
compositores, educadores, artistas, músicos, inventores, filósofos, teólogos e cientistas foram
predominantemente analíticos. A capacidade necessária para projetar edifícios requer um
temperamento analítico. Mas também podem ser artesãos de primeira, carpinteiros, pedreiros,
horticultores, advogados, escritores, mecânicos e coordenadores. Podem ser membros de toda a
profissão que fornece um serviço com o sentido humanitário.
Não podemos dizer, porém, que o executor tem força e o analítico não tem: são forças de naturezas
diferentes. O executor tem força para realizar atividades que requerem que ele “saia de si”, ou projete-
se; trata-se de uma força expansiva. O analítico tem força natural para permanecer no mesmo lugar,
para permanecer o mesmo.
Geralmente, nenhum outro temperamento tem tanta criatividade ou imaginação como os indivíduos
melancólicos, e ninguém é mais perfeccionista. Alguns dizem que quanto mais genial o artista, maior é
o seu grau de melancolia. E qualquer profissão que requeira perfeição, autos sacrifício e criatividade,
será uma boa opção aos melancólicos. Entretanto, tendem a impor limitações ao seu potencial
subestimando-se e criando obstáculos exagerados. Qualquer vocação humanitária atrairá indivíduos
melancólicos ao grupo de trabalho. Embora existam exceções, quase todos os médicos são
predominantemente do tipo melancólico, ou melancólico secundário. O que é natural, pois um médico
precisa ser perfeccionista, um especialista. Assim como todo verdadeiro músico e também engenheiros,
cientistas e bombeiros.
Uma vocação que parece atrair sujeitos melancólicos surpreendentemente, é a de ator, embora
identifiquemos nessa profissão pessoas mais extrovertidas. No palco, os melancólicos podem tornar-se
outras pessoas e até adotar a nova personalidade, sem importar a extroversão que é necessária; mas
assim que a peça terminar, eles descerão do seu ponto alto emocional e reverterão à sua própria
personalidade, mais introvertida.
Nos negócios, os melancólicos podem sofrer frustrações pelos usuais problemas pessoais e com suas
exigências perfeccionistas não atendidas.
GRAFIA DO ANALISTA

A escrita manual analítico é a mais imprevisível de todas, pois este temperamento é bastante
complexo, o que também se reflete na forma de escrever.
PARA MOTIVAR O ANALISTA
Deve-se motivar um analista a lutar constantemente e ir ao encontro de seu espírito crítico, que deve
projetar-se para aqueles que o cercam e que gostam muito dele, dar uma razão para que se sinta
estimulado com o mundo e consigo mesmo.

PRINCIPAL VALOR

• Qualidade,
• Harmonia.

ANALISTAS FAMOSOS

• Rainha Elizabeth II,


• Larry Page,
• Brad Pitt,
• Madre Teresa de Calcutá,
• Michelle Obama,
• Martin Luther King, jr.,
• Mahatma Gandhi,
• Jimmy Stewart,
• Scarlett Johansson,
• Aaron Rodgers,
• Jimmy Carter,
• Michael J. Fox.

ANALISTAS NA FICÇÃO

• Luke Skywalker (Star wars),


• Dr. Leonard Mccoy (Star trek),
• Marge Simpson (os Simpsons),
• Leonardo (tartarugas ninja),
• Frodo (o senhor dos anéis),
• Neville Longbottom (Harry Potter),
• Ned Stark (game of thrones),
• Betty Francis (mad men),
• Kramer (Seinfeld),
• Pam Beesly (the office),
• Doug (se beber não case),
• Rex (toy story),
• Linus Van Pelt (é o irmão de Lucy e o melhor amigo de Charlie Brown).
ANALISTA NA INFÂNCIA
SEU CORPO E JEITINHO

“Para o oitavo aniversário de Rodriguinho, a mãe convidou seus companheiros de brinquedo da mesma
idade. Porém Rodriguinho dasapareceu. Retirou-se para debaixo da toalha. (…) foge para um canto,
chora muito tempo, introvertidamente, fitando com o rosto sombrio, mas com o olhar cheio de ansiedade,
a brincadeira das outras crianças.
Finalmente, quando se decide a brincar também, fica feliz, olha para todas as crianças, uma após a
outra, com olhos brilhantes, pedindo simpatia, e fica profundamente triste quando elas se vão.
Principalmente um dos amiguinhos que abraça afetuosamente, declarando interiormente seu ‘amigo’,
atribuindo-lhe em silêncio as mais belas qualidades, principalmente aquelas que lhe faltam.
Rodriguinho gosta de procurar recantos silenciosos para silenciar-se. (…) ela não é covarde, embora
tenha medo de gente. Seus sonhos têm algo de aventuroso e brotam de um rico mundo imaginativo, um
tanto estranho. Ele pensa muito. Em seus pensamentos, ele mesmo representa um papel importante:
um príncipe, um pobre órfão, um herói, uma pessoa injustamente perseguida.
Seus olhos grandes e ligeiramente úmidos olham ora sombrios, ora excessivamente alegres, sem que
as causas sejam visíveis.”

Bom, já deu pra perceber que a vida da criança analítica se passa, em boa parte, dentro de sua
mente. Gosta de brincar sozinho e vive escondido em algum cantinho, lendo uma história triste
ou com brinquedo na mão. A criança analítica sente o peso do mundo e da realidade e
facilmente se entristece ou fica mal-humorada. Por isso até seu corpinho é envergado para
frente e, quando caminha, olha pra baixo, enquanto mantém o andar firme, pausado, para
carregar o peso do corpinho. Esse temperamento aparece quando o que predomina no homem
é o corpo físico, o mais denso que temos. Assim, ele impede que se veja o mundo com leveza.
Tudo é motivo para preocupação e viver é sofrido.
Sensível ao extremo, a criança analítica tem consciência demais para um ser tão pequeno e
guarda para sempre os castigos ou tapas que levou. Mais do que guardar, ela os relembra sem
parar, sentindo-se uma vítima envergonhada. Em alguns momentos, isso faz com que ela se
pareça um adulto miniatura, cheia de perguntas cabeludas e reflexões. Sua melancolia a faz sentir-
se culpada das travessuras e danadices, como se fossem grandes pecados. A beleza da criança
analítica no entanto é que, quando alguém conquista de verdade seu afeto, ela sai da concha e abre-se
totalmente. Precisa confiar para entregar amor, ainda que seja para tias ou até para a mãe. E, apesar
de curtir sua melancolia, é muito grata a quem a faz rir. Mas para chegar nessa risada solta é preciso
enganá-la um pouquinho pois, se perceber que você quer fazê-la rir deliberadamente, é bem possível
que segure a gargalhada.
O temperamento analítico é, em todos os sentidos, oposto ao comunicador. Em vez da leveza e da
alegria, temos o peso e a tristeza. A criança analítica foge ao contato com o mundo ambiente. Ela cria
dentro de si um mundo imaginário em que gosta de se isolar, embora esteja, no fundo, ávida e afeição
e de compreensão. Seu próprio corpo parece ser um fardo.
Seus movimentos são lentos e desajeitados, contrastando com a agilidade da criança com perfil
comunicador. Por isso, a criança analítica não é, em geral, facilmente aceita pelos colegas; isso reforça
sua tendência à solidão e a introspecção. Não tendo contatos fáceis com o mundo real, ela cria dentro
de si um mundo imaginário onde lhe cabe o lugar de honra e de destaque que não consegue ocupar na
vida: a criança se transforma em herói, em princesa, em autor de infinitas proezas.
O ensimesmamento conduz a um egocentrismo exagerado. Como o corpo não é dominado pela criança,
ele se transforma em algo pesado e hostil. A criança melancólica tem uma tendência para doenças,
qualquer dor ou mal-estar a arrasa, e ela se compraz, de certa forma, no papel de um pequeno mártir.
Sua sensibilidade, tanto física como psíquica, é extrema.

Em geral, a criança analítica tem horror ao calor, aos exercícios físicos, aos jogos violentos.
A amargura diante da vida reflete-se na denominação deste temperamento: melancolia significa a
presença de “bílis preta”. A melancolia só pode ser superada por muito calor: seja pelo afeto e
compreensão que vem de fora, seja por um calor da alma que nasce quando a criança tem a sua atenção
desviada para outras pessoas que sofrem ainda mais do que ela própria. Daí o seu pendor para contos
tristes e sentimentais. Em vez de exercícios esportivos violentos, convêm fazê-la participar de
movimentos rítmicos e musicais; sua arte preferida, aliás, é a música.
Na criança analítica predomina precocemente o eu. Cedo demais a criança torna-se consciente. Isso
afeta o metabolismo. Para os adultos é uma criança esquisita, geralmente triste e mal humorada; se
ofende com facilidade e é demasiadamente consciente para sua idade, parecendo um adulto pequeno.
É capaz de registrar na memória todas as injustiças e castigos de que foi vítima. Gosta de estórias
longas e tristes. Possui uma imensa capacidade de observação de si mesma – afasta de si tentativas
para divertir-se porque, no fundo, não lhe desagrada ser triste.
Procura recantos escuros e silenciosos para se esconder, acocora-se sob o sofá ou dentro do armário,
trepa na árvore e senta-se quieta num galho onde a folhagem a encobre; pensa muito e tem um rico
mundo imaginativo, meio estranho e avesso às pessoas.
As pessoas de tipo de temperamento melancólico são, de uma forma geral, alunos que gostam de
estudar e de aprender, sendo, por isso, bons alunos. Prestando atenção à confusão da sua secretária,
com tudo desorganizado, ninguém diria que são capazes de uma elevada concentração, mesmo com
barulho ao seu redor. Se desde crianças forem incentivados a ler gostam de o fazer e por norma, são
bons em escrever.

COMO EDUCAR UM ANALISTA

Se o executor é difícil pela teimosia, o analítico é duro de educar pelo excesso de sensibilidade e pela
necessidade extrema de compreensão. Não quero dizer mimar. Pelo contrário. O melhor é que ele nem
perceba toda essa atenção pois é “egoísta e quer sentir-se no centro”. O que a criança analítica precisa
sentir é que o ambiente em que vive é caloroso, um lugar onde pode se soltar, sentir e não ficar
guardando tudo o que traz no peito. Pesado? É assim o mundo para esse temperamento. Ufa! Bacana
também é encarar suas pequenas loucuras e esquisitices como algo normal e não ser exigente demais,
deixando a criança se abrir e saber que pode confiar. Dê ao melancólico um ombro amigo e você vai
ganhar esse coraçãozinho endurecido, mesmo que só tenha 10 anos.
Seja qual for o temperamento do seu filho, o melhor é evitar que se desequilibre ao extremo. Um adulto
excessivamente melancólico tenderia à depressão, no mínimo, e até a loucura, que seria seu maior
perigo, diz Rudolf Steiner no texto “O mistério dos temperamentos”.
Assim, se soubermos como tirar esse analítico de sua concha e ajudá-lo a suportar o peso do mundo,
teremos uma criança mais saudável e um adulto mais equilibrado. E a melhor coisa para tirá-lo dessa
concha pesada por alguns momentos é alguém que possa ser companheiro em sua dor. Uma pessoa
vivida, que já passou por muitas coisas e provas duras vai ser uma ótima companheira para esse tipo
de criança.
Quando uma mãe conta ao seu filho analítico alguma tristeza que sofreu na infância, um cachorrinho
que morreu atropelado, sinta que ele se ilumina pois percebe que não é o único a sofrer e assim pode
se abrir, relaxar. De alma pra alma. É disso que uma criança analítica precisa. Vale também contar, para
crianças maiores de nove anos, biografias de pessoas que tiveram uma vida difícil e até trágica (nunca
de horrores, mas de um certo sofrimento). Para os menores, um conto de fada cheio de revezes e
dificuldades sentimentais ajuda muito.
Assim como o executor precisa de obstáculos para equilibrar sua força, o melancólico precisa de
tristezas para equilibrar sua tristeza. O melhor é que esse sofrimento interno se desvie para uma
dificuldade que está do lado de fora. Ajudar alguém, curar um passarinho que caiu do ninho, cuidar do
cachorro que quebrou a pata, recolher agasalhos pra quem não tem e entregá-los em um dia frio, cuidar
do irmãozinho doente ou ajudar a mamãe que está com dor de cabeça e não consegue terminar de
arrumar a casa. Enfim, olhar para o sofrimento do mundo e contribuir para diminuir esse sofrimento faz
bem ao analítico pois ele pode dar um rumo ao que traz dentro dele. E, se ele roer as unhas ou chupar
a ponta dos dedos, saiba que isso é uma manifestação do seu temperamento: é importante não dar
broncas a ponto de fazer com que ele sinta mais vergonha do que já tem, naturalmente.
A contação de história é um bom artifício para tirá-lo do fundo do poço.
Use uma metáfora e deixe a criança vidrada. A validação do sentimento é importante.
Nunca dê risada de uma situação em que o analítico se encontra. Ele pode achar que você não o está
levando a sério e ficará muito magoado.
ANALISTAS COMO PAIS

• Tem padrões altos,


• Quer tudo feito corretamente,
• Mantém a casa em ordem,
• Arruma a desordem dos filhos,
• Sacrifica-se pelos outros,
• Incentiva estudos e talentos,
• Extremamente perfeccionismo com os filhos, não os deixa brigar, se sujar ou comer sozinhos,
• Sensível, iracunda.

ANALISTA COMO AMIGO

• Faz amizades com cuidado,


• Fica contente em ficar no anonimato,
• Evita chamar a atenção,
• Fiel e devotado,
• Ouve reclamações,
• Resolve os problemas dos outros,
• Cuidado profundo com os outros,
• Chora de compaixão,
• Procura o parceiro ideal,
• Abnegado.

OUTRAS CARACTERÍSTICAS

• Emoções são sempre exacerbadas, extremas, fortes, enraizadas,


• Povos que vivem períodos longos de frio e céu cinza costumam ser analíticos,
• Heróis e romancistas também costumam ter essas características,
• Olhar turvo, mais reservado. Mas tem o andar firme e pausado. Corpo lânguido,
• Tem a virtude do conhecimento profundo sobre todos assuntos e sentimento,
• Essa mesma virtude é um risco pois ele pode mergulhar numa dor tão forte e pungente que cai
em depressão,
• Numa criança isso pode ser visto quando ela facilmente chora, se sente perseguida, diz que tudo
é ela, que é injusto…a criança analítica sofre, tem o choro longo. As lágrimas saem do fundo da
alma, brotam. Dramatiza,
• Interessá-lo na dor do outro é uma forma de tirá-lo do “eu”, e da tristeza,
• É a compaixão, uma característica marcante deste temperamento,
• Eles são capazes de parar de sofrer se tem alguém sofrendo mais.

TOM DE VOZ

• Vaixo,
• Caloroso,
• Detalhista,
• Estável,
• Lógico.

VOLUME DE VOZ

• Calmo,
• Metódico.

LINGUAGEM CORPORAL

• Relaxado,
• Metódico,
• Inclina-se para trás,
• Contato visual amigável,
• Pequenos gestos.

PALAVRAS PROPÍCIAS

• Passo a passo,
• Me ajude,
• Garantia,
• Promessa,
• Pense a respeito.

PALAVRAS QUE NÃO FUNCIONAM

• Inovador,
• Jogar para vencer,
• Mudanças substanciais.

SE COMPLETA COM PESSOA QUE:

• Seja breve e sucinta em comunicar-se,


• Seja direta e objetiva,
• Ouça com alguma atenção,
• Não seja dada a intimidades,
• Não crie confrontos.

POSSÍVEIS CONDUTAS SOB STRESS

• Indeciso,
• Despreocupado,
• Indiferente,
• Inflexível.

PREFERE AMBIENTE ONDE:

• Seja mantendo o “status quo”,


• O trabalho seja previsível,
• Dá-se crédito ao trabalho bem feito,
• O trabalho não interfira na vida pessoal,
• Seja apreciado,
• Possa identificar-se com a equipe,
• Os procedimentos de trabalho estejam padronizados,
• Não haja conflitos.

UM ESTILO ANALISTA BUSCA:

• Trabalhar de maneira consistente e previsível,


• Demonstrar paciência,
• Ajudar os demais,
• Saber lidar com pessoas,
• Criar um ambiente estável de trabalho.

PARA SER MAIS EFETIVO NECESSITA:

• Comprometer-se com as mudanças,


• Valorizar suas ações,
• Reconhecer como o esforço pessoal contribui para o trabalho em equipe,
• Ter colegas com habilidades e personalidades similares,
• Promover a criatividade,
• Utilizar métodos mais simples e rápidos,
• Ter orientações necessárias para realizar seu trabalho.

DIANTE DE UM FEEDBACK
Um feedback mal elaborado tende a reforçar a tendência de auto avaliação negativa que o analista tem
de si mesmo. Já uma boa devolutiva deve ser sempre construtiva e estimulante. Quando for necessária
uma “bronca”, deve ser individual, e deve-se lembrar que os efeitos de uma repreensão são bastante
duradouros nos analistas, e podem ficar remoendo frase por frase durante um longo período.
SÍNTESE
Palavras chaves: Exatidão, correto e cuidadoso.
Sob Tensão: No desequilíbrio pode se calar ou se retirar.
Principal necessidade: Segurança.
Não gosta de: Imprevistos e riscos.
Para incentivá-lo: Ofereça segurança e garantias.
Para conseguir o que quer: Aprofunda-se no conhecimento e especializa-se. Estímulo para executar
tarefas: Deve ser constantemente estimulado a colocar em prática o que foi pensado e sempre dando
reforços de aprovação.

RESUMO DOS COMPORTAMENTOS POR INTENSIDADE


Sabendo que EB (extremamente baixo), MB (muito baixo), B (baixo), A (alto), MA (Muito alto), EA
(Extremamente alto)

PONTOS FORTES NAS EMOÇÕES

• Ama a música e as artes


• Natureza rica e sensível
• Capacidade analítica
• Reage fortemente à emoção
• Pensador profundo, dado à reflexão

PONTOS FORTES NOS RELACIONAMENTOS

• Amigo em quem se pode confiar


• Amigo ao ponto do auto sacrifício
• Faz amigos cautelosamente
• Tem profunda afeição pelos amigos

PONTOS FORTES NAS ATIVIDADES

• Forte tendência para o perfeccionismo. Gosta de trabalho analítico e detalhado


• Tem autodisciplina. Sempre leva a cabo o que começa
• Grande pendor para o trabalho intelectual e criativo
• Consciencioso ao ponto de observar minúcias
• Bem dotado, com tendências para gênio
PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NAS EMOÇÕES

• Muitas vezes pode-se apresentar depressivo e triste


• Pessimista – está sempre olhando o lado negativo das coisas
• Gosta de sofrer / mártir
• Hipocondríaco
• Introspectivo ao ponto de prejudicar-se
• Orgulhoso

PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NOS RELACIONAMENTOS

• Critica os defeitos dos outros


• Busca sempre a perfeição e julga tudo de acordo com seus ideais
• Temeroso com o que os outros pensam dele; desconfia de todos
• Pode ter um violento acesso de cólera, após um prolongado período de animosidade
• Muitas vezes sente-se ferido profundamente
• Desgosta daqueles que se lhe opõem
• É de difícil convivência

PONTOS A SEREM DESENVOLVIDOS NAS ATIVIDADES

• Indeciso
• Muito teórico, e pouco prático
• Cansa-se facilmente
• Hesita muito para iniciar novas empreitadas. Analisa exageradamente, o que o leva a
desencorajar-se
• Sua ocupação na vida tem que exigir o máximo de sacrifício, abnegação e serviço
• Fica deprimido com suas criações

MÚSICA TEMA DO ANALISTA

Epitáfio
Titãs
Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado
A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr

Cenários
COMO EXTRAIR O MÁXIMO DE UM PERFIL EM UMA REUNIÃO OU SALA DE AULA
Qual dos 4 perfis eu tenho que ganhar primeiro no social?
Precisamos primeiro que a audiência se concentre…
Quem eu preciso que se concentre?
O comunicador: preciso estimular ele, energizá-lo para ele motivar os outros porque, é um comunicador,
é bom saber quantos comunicadores você tem dentro de uma sala de aula.
Qual o próximo perfil eu preciso ganhar?
O executor: depois de energizar os comunicadores, você deve falar sobre os resultados que eles devem
alcançar, ele precisa saber porque ele está ali, quais os resultados obterá, aulas ou reuniões que não
levam a lugar nenhum irritam os executores.
Qual o terceiro perfil que preciso ganhar?
O planejador: porque ele precisa ver o mapa, o processo, o cronograma, precisa se sentir seguro,
incluido no contexto.
Por último o analista: tem seu próprio estímulo, seu tempo, gosta do conteúdo, está ali ansioso para
aprender, não precisa de estimulo para isso, e só irá se manifestar se achar que é necessário.
Em termos de pontualidade e prazos, qual o perfil mais pontual?
Analista: porque é preciso, perfeccionista.
Qual o segundo?
Planejador: organizado com o tempo, planeja cada passo.
Qual o terceiro?
Executor: produtividade, marca muitos compromissos quase ao mesmo tempo, faz muita coisa, e para
ser pontual, precisa ser desafiado.
O último?
Comunicador: tudo desvia a atenção dele, pára para conversar com todos, atrasa muito porque não se
preocupa com os atrasos dos outros, precisa colocar algo que importa para ele.

EM UMA ENTREVISTA, CONVERSA ou SESSÃO

COMUNICADOR: vai contar sua história de vida, vai lhe trazer para o pessoal dele, fala muito. As vezes
empolgante, encanta, fala com paixão, se conecta com você, devemos tomar o cuidado para não se
encantar com o que ele fala. É fácil de fazer rapport com ele, gosta de informalidade e pode tirar você
de seu roteiro, pode tomar seu tempo e pode dominar a conversa.
EXECUTOR: é mais direto, interessado mais nos resultados, vai falar mais sobre os resultados, vai dizer
que sabe fazer, mesmo que nunca tenha feito, vai dizer que consegue fazer as coisas, mesmo que não
saiba. Coloque ele à prova, faça perguntas.
PLANEJADORES: vai chegar impecável, bem planejado, não atrase uma sessão com um planejador,
é mais equilibrado, respira corretamente. Escolha um ambiente sem muito barulho, faça rapport com
ele, mostre para ele o todo, o cronograma das sessões.
ANALISTAS: são reservados, irá falar pouco, só responderá o que é perguntado, não vai falar de sua
vida pessoal, pontualidade é muito importante. É observador e muito crítico, vai avaliar muito o coach,
e a régua dele é muito alta.
UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO…
Imagine que há uma grande pedra no meio do caminho.
Se uma criança analítica passar por lá vai pensar “ai, meu deus, uma pedra no meu caminho, que
obstáculo, que azar”…e é capaz que sente e chore. Se for um planejador, pára e fica horas olhando a
pedra, pensando que, se ela não sair de lá, então ele vai ter que desviar. Se for um executor, chuta a
pedra e continua pisando duro e, se for um comunicador, com seu andar que mal toca o chão, nem vê
a tal pedra e continua perambulando pelo seu caminho.
Sabe aquele ditado da pedra no caminho? O comunicador não pula a pedra e não tira a pedra. Ele
desvia, ele faz outro caminho, ele muda. O seu desafio pessoal é firmar raízes, aprofundar-se. Para isso
precisa de qualidade de interesse e veneração na relação afetiva.
OS PERFIS QUANDO DIRIGEM

O temperamento e a condução de veículos estão relacionados. O seu tipo de temperamento afeta a


condução, a forma como se conduz e como se reage, por exemplo, perante o trânsito.

O COMUNICADOR E A CONDUÇÃO
Os comunicadores simplesmente vagueiam pelo trânsito. Tanto conduzem com muita velocidade como
de repente passam a fazê-lo devagar, aparentemente sem nenhuma razão. Têm a tendência de olhar
no rosto das pessoas e claro que também o fazem quando estão conduzindo.

O EXECUTOR E A CONDUÇÃO
Os executores vibram com a velocidade, furam o trânsito para ganhar tempo para chegar aos seus
encontros e parece que estão sempre com pressa para chegar a algum lugar.
O ANALÍTICO E A CONDUÇÃO
Os analíticos raramente conduzem acima dos limites permitidos. Preparam sempre a saída de casa ou
as suas viagens com bastante antecedência. É o tipo de pessoa que olha com atenção o consumo de
gasolina, do óleo e as reparações do carro.
O PLANEJADOR E A CONDUÇÃO
As planejadores são lentos ao conduzir, raramente têm acidentes de viação ou multas na caixa do
correio. São os últimos a arrancar num cruzamento ou semáforo e dificilmente mudam de faixa.
OS PERFIS E SEUS HÁBITOS ALIMENTARES

O temperamento e hábitos alimentares relacionam-se. O temperamento influencia os hábitos


alimentares ou seja, a forma como cada pessoa se alimenta e o modo como escolhe os seus alimentos.
O COMUNICADOR E SEUS HÁBITOS ALIMENTARES
Os comunicadores são uns autênticos devoradores de comida, literalmente comem tudo o que lhes
aparece à frente. Quando estão num restaurante falam tanto que normalmente apenas quando o
empregado de mesa vem recolher o pedido é que olham para o menu e normalmente são aqueles que
terminam a sua refeição em último lugar.

O EXECUTOR E SEUS HÁBITOS ALIMENTARES


Os executores dificilmente variam o menu, no restaurante optam quase sempre pelas mesmas escolhas.
Ao comer engolem grandes pedaços, quase sem os mastigar, muitas vezes falando enquanto o fazem.
O ANALÍTICO E SEUS HÁBITOS ALIMENTARES
Os analíticos são verdadeiros apreciadores de comida, eles selecionam bem os seus alimentos.
Normalmente precisam de muito tempo para decidir o que vão comer, mas uma vez feita a escolha,
saboreiam cada garfada.
O PLANEJADOR E SEUS HÁBITOS ALIMENTARES
Os planejadores alimentam-se de forma calma e deliberada, são bons ouvintes, não fazem barulho com
os talheres e não falam alto como os executores e comunicadores.
OS PERFIS E A COMUNICAÇÃO

O temperamento e a comunicação estão relacionados. O nosso temperamento afeta a


comunicação ou seja, a forma como nos expressamos, quer seja a nível emocional ou
simplesmente na partilha de informação.
O COMUNICADOR E A COMUNICAÇÃO
Os comunicadores são bastante expressivos, autênticos oradores que exageram por natureza,
são oradores intuitivos.
O EXECUTOR E A COMUNICAÇÃO
Os executores são extrovertidos e sentem-se completamente à vontade para falar, e no entanto,
são mais contidos que os comunicadores. Gostam do debate e da argumentação e conseguem
ser bastante sarcásticos.
O PLANEJADOR E A COMUNICAÇÃO
Já os planejadores só falam quando têm a certeza do que querem dizer. Não interrompem as
outras pessoas, mas uma vez que comecem a discursar continuam até ao fim.
O ANALÍTICO E A COMUNICAÇÃO
Os analíticos são pessoas quietas que não gostam de se meter nas conversas dos outros e
muito menos de debates. No entanto respondem prontamente às questões solicitadas pelos
outros.
OS PERFIS COMO CLIENTES

COMUNICADOR: os comunicadores não se importam com os preços, selecionam tudo a fim de obter
satisfação visual. São atraídos pelas embalagens e por propagandas.
Gostam de falar muito e não gostam de ouvir. Não querem ser contrariados, não querem detalhes
técnicos e nem aprofundamento. Apreciam relacionamento e prestígio, gostam do contato físico.
Os comunicadores não se importam com os preços, selecionam tudo a fim de obter satisfação visual.
São atraídos pelas embalagens e por propagandas.
EXECUTOR: os executores, principalmente os homens, não se interessam muito por compras. Entram
nas lojas para comprar o necessário e querem sair dali rapidamente.
são rápidos e impacientes. Gostam de mensagens claras, se interessam pelas vantagens competitivas.
Valorizam uma abordagem lógica, objetiva. Gostam de prestígio e não querem ser ensinados.
Os executores, principalmente os homens, não se interessam muito por compras. Entram nas lojas para
comprar o necessário e querem sair dali rapidamente.
PLANEJADOR: os planejadores geralmente gostam de comprar. Não são tão indecisos quanto os
melancólicos, mas precisam de tempo e compram devagar. Gostam de segurança, gostam de ouvir,
precisam de tempo e não gostam de ser pressionados. Não gostam de mudanças bruscas e que
entreguem algo diferente do combinado. Dificilmente tomam a decisão de compra no mesmo dia,
pesquisam bastante antes de sair para comprar.
Os planejadores geralmente gostam de comprar. Não são tão indecisos quanto os melancólicos, mas
precisam de tempo e compram devagar.
ANALISTA: os analíticos são mais deliberados nas compras, escolhem pelo preço e pela qualidade.
São indecisos, deixam a loja e experimentam o produto várias vezes até decidirem se irão comprar ou
não. Gostam do detalhe, certificação, garantia e segurança técnica, de lógica, transparência e precisão.
Valorizam pontualidade e cordialidade. Não gostam do contato físico e nem intimidades.
Os analistas são mais deliberados nas compras, escolhem pelo preço e pela qualidade. São indecisos,
deixam a loja e experimentam o produto várias vezes até decidirem se irão comprar ou não.
OS PERFIS E SUAS TENDENCIAS COMO CONSUMIDORES
OS PERFIS EM SEUS ESCRITÓRIOS

HÁBITOS NOS ESTUDOS


Os comunicadores geralmente não são bons estudantes. Seu interesse é de pouca duração, eles são
indisciplinados e se distraem facilmente. Esses indivíduos possuem um incrível potencial, mas
desperdiçam por falta de disciplina. Eles podem ser muito bons se forem motivados.
Os executores são muito espertos, lêem em alta velocidade e tem mentes muito curiosas. Eles
geralmente se interessam por assuntos voltados para as pessoas, como literatura, psicologia, história.
Podem também não serem bons com a escrita, porque passam por cima dos assuntos rapidamente.
Indivíduos analíticos geralmente são bons estudantes. Se forem motivados, devorarão os livros. Suas
mentes retêm as informações e são capazes de gravar os detalhes. São bem concentrados,
disciplinados, até mesmo em lugares bagunçados ou barulhentos. Geralmente são bons na escrita e se
atentam a cada palavra.
Os planejadores tem potencial para serem bons estudantes, porém são procrastinadores. Concentram-
se em tarefas de curta duração e não se dão bem com projetos longos. Sob pressão trabalham melhor,
são organizados e capazes de deduzir. Possuem uma boa memória e se forem motivados a aprender
podem ser pessoas muito inteligentes.

EXPERIÊNCIAS NA INFÂNCIA

EXCESSO DE PROTEÇÃO
Pais excessivamente protetores tornam a criança egocêntrica e medrosa em relação às coisas que lhe
acontecem e também em relação às que seus pais temem, pois elas aprendem rapidamente a conhecer
nossas emoções. A mãe que não deixa o filho jogar futebol porque ele pode quebrar um dente ou uma
perna não sabe que é muito mais fácil curar uma perna quebrada do que curar as cicatrizes que o medo
deixa em nossas emoções.
DOMÍNIO SOBRE OS FILHOS
Pais executores que dominam a vida de seus filhos ou que se aferram à crítica constante por uma falha,
frequentemente criam insegurança, hesitação e medo nos filhos. Sempre deve ser feito um elogio após
uma crítica. Quanto mais uma pessoa nos estima, tanto mais importante é procurar uma área em sua
vida em que se possa mostrar aprovação. Mesmo na hora da correção, é preciso mostrar afeto aos
filhos.

UMA EXPERIÊNCIA TRAUMÁTICA


Experiências traumáticas, como um quase afogamento na infância, deixam marcas ocultas nas emoções
das pessoas, que geralmente as acompanham a vida inteira. Na vida de um analítico, podem geram
depressão com mais facilidade.

UM PADRÃO DO PENSAMENTO NEGATIVO


Um indivíduo que mantém um padrão derrotista acha-se sempre incapaz de tentar algo novo e
sugestiona-se todo tempo com o “não posso, não posso”. Esse comportamento diminui a autoconfiança
e gera o medo. O analítico, por ser muito perfeccionista, tende a colecionar vários padrões como esse.

SUGESTÃO DE LEITURA:
a.m.o.r: Faça o seu estilo de amor trabalhar a seu favor no casamento (Ed. Vida)
Quatro letras que você nunca mais verá da mesma forma. Neste livro inteiramente inovador, as letras
A, M, O e R representam quatro dimensões da personalidade e definem o seu “estilo de amor”.
Conhecendo seu estilo próprio de amar, e o do seu cônjuge, você será capaz de amá-lo como deve e
receber, em troca, o amor de que necessita. Os especialistas em relacionamentos Les e Leslie Parrot
fundamentam-se em um grande numero de pesquisas para demonstrar como informações reveladoras
podem aproximar você e seu cônjuge um do outro. Nunca houve uma ferramenta tão fácil de ser usada
e, ao mesmo tempo, tão cientificamente comprovada que descrevesse o modo com que cada pessoa
vê o amor. Você irá constatar quanto essas dimensões mostram se o seu estilo de amor é: A – Arrojado
M – Motivador O – Observador R – Reflexivo Além disso, a avaliação que complementa este livro dirá
de que maneira você foi programado para lidar com as mais diversas situações, desde comunicação e
conflito ate intimidade e sexo. Este livro não é um compendio comum a respeito de casamento. É, sim,
uma ferramenta prática para você aprender a expressar o amor por seu cônjuge e, em compensação,
sentir-se verdadeiramente amado. Além disso, a avaliação que complementa este livro procura mostrar
de que maneira o leitor pode ter sido programado para lidar com as mais diversas situações, desde
comunicação e conflito até intimidade e sexo.

Pontualidade

Analista: É extremamente pontual e se irrita muito com atraso, principalmente com as circunstâncias
ou companheiros que o fazem atrasar. Costuma estar sempre com os horários de início e fim das tarefas
e compromissos.
Comunicador: Tem dificuldades com o cumprimento de horários, devido a valorização das

relações interpessoais sobre os processos. Não se importa muito com o atraso dos outros.
Planejador: Geralmente é pontual, segue sempre sua agenda. Valoriza o cumprimento de horários.
Pode em alguns momentos abrir mão da pontualidade se estiver em uma conversa proveitosa e não
quiser interromper os outros envolvidos, afinal, o Planejador valoriza muito os relacionamentos.
Executor: A velocidade é essencial, mas por ter essa característica, ele não se prepara para sair com
antecedência. Por isso, está sempre apressado e sempre chegando em cima da hora. Outro ponto é
que tem costume de agendar mais de um compromisso com intervalos curtos de tempo, e tem a intenção
de cumprir com todos, assim o atraso de alguns minutos decorre de trânsito excessivo ou contratempos
não o irrita.

1 - Temperamento: 12 combinações
Existem 12 combinações de temperamento que ajudam a identificar o temperamento dominante e o
secundário, permitindo assim compreender melhor o seu próprio comportamento e o
comportamento dos seus filhos, dos seus alunos, dos colegas de trabalho, e outros.
É importante entender que não existem duas pessoas iguais, outros fatores para além do temperamento
influenciam a pessoa, por exemplo a educação e a saúde.
Duas pessoas cujo perfil dominante for executor e o secundário planejador podem ser totalmente
diferentes, dependendo do tipo de pais que tiveram (permissivos ou rígidos), se têm alguma
incapacidade física ao nível de saúde, nível de quociente de inteligência e um conjunto de outros fatores.
Por norma atribui-se 60% ao temperamento dominante e 40% ao secundário, no entanto uma pessoa
analista-comunicadora (60%-40%) será diferente de outra analista-comunicadora (80%-20%). Por
vezes, existe a combinação de três perfis, ou seja um perfil predominante e dois secundários.
Somos a soma de nossas habilidades e características comportamentais. Existem assim 12
combinações de perfis, com as quais cada pessoa se pode identificar de alguma forma.
2 - Comunicador + executor

Comunicador-executor é o mais extrovertido e decidido de todas as combinações de temperamento. É


constituído pelos dois temperamentos mais extrovertidos.
É dotado de grande capacidade
As características do comunicador demonstram que é voltado para as pessoas e a faceta de executor
proporciona a organização e produtividade necessárias para produzir quase tudo. Mas é muito
importante para que este tipo de temperamento que exista atividade, variedade e estímulo.

Tem opiniões fortes


Praticamente todos ao redor percebem a franqueza do comunicador-executor, isto porque verbaliza tudo
o que pensa. Geralmente fala demais e tem opiniões bastante fortes, expressando-se em voz alta,
mesmo antes de conhecer todos os factos. Aliás, normalmente não tem qualquer controlo com a língua,
dizendo o que pensa sem refletir nas consequências.

Tem problemas com a zanga


O principal problema emocional do comunicador-executor é a ira ou zanga. Normalmente é amável, mas
quando se sente inseguro ou ameaçado pode tornar-se bastante inconveniente. Pode irritar-se num
segundo perante a mais leve provocação. E não costuma ter uma consciência ativa, pois associa o
esquecimento do sanguíneo e a teimosia do executor, pelo contrário tende a justificar as suas acções.
Como qualquer tipo de perfil, tem pontos fracos e pontos fortes e é importante ter consciência dos
mesmos para melhorar. Não é desculpa dizer que se “nasceu assim e por isso será sempre assim”.
Conhecer melhor o nosso temperamento ou a combinação dos temperamentos é uma mais valia para
nos tornarmos melhores na convivência com os outros, em casa, na escola, no trabalho.

3 - Comunicador + analista

Comunicador-analista é uma pessoa altamente emocional, rindo num momento e chorando


copiosamente noutro. Tem um grande potencial, mas necessita de se sentir seguro e admirado pelos
outros, na realidade isto é o que impulsiona em grande parte as suas realizações.
Sente a tristeza do outro
O comunicador-analista sente genuinamente as tristezas das outras pessoas, sendo que para eles é
muito difícil ouvir uma história triste ou um acontecimento difícil da vida de outra pessoa sem derramar
lágrimas. Muitas vezes uma música melancólica pode fazê-los chorar profundamente.
É perfeccionista
Pessoas com esta combinação de temperamentos são bastante perfeccionistas, afastando-se das
pessoas, isto porque verbalizam frequentemente críticas. Normalmente são voltados para as pessoas e
contribuem de forma significativa para as vidas das mesmas, desde que não permitam que o seu ego
as torne inconvenientes.

É sonhador e inseguro
Pessoas com este tipo de temperamento são sonhadoras, isto porque tanto o comunicador, quanto o
analista são sonhadores. E isto pode tornar-se uma grande fraqueza, na medida em que o se seu lado
melancólico pensar de forma negativista, pode anular por completo o potencial desta combinação de
perfis. E a sua tendência é voltarem-se para si mesmos, sentindo-se inseguros e temerosos.

4 - Comunicador + planejador

Comunicador-planejador é uma pessoa agradável e de quem é fácil gostar. Comunicador-planejador é


uma pessoa de fácil convivência pois as tendências inconvenientes do comunicador são anuladas pela
graciosidade do planejador.
É alegre e feliz
Pessoas com esta combinação de temperamento são extremamente felizes, sem grandes
preocupações e dotadas de bom humor. Gostam de ajudar as pessoas e normalmente são procuradas
por elas. De forma natural aprecia a sua família e ama os seus filhos, não magoará ninguém
propositadamente.

Gosta de socializar
Comunicador-planejador tem um problema em termos de disciplina e motivação. Geralmente é levado
pelo seu meio ambiente e pelas circunstâncias, não se auto-motivando. Prefere socializar a trabalhar,
levando a vida de forma casual.
Gosta de fazer os outros rir
Este tipo de temperamento não se perturba com facilidade e encontra sempre o lado positivo das coisas.
Costuma ter um grande número de piadas disponível e tem imenso prazer em fazer os rir, mesmo
quando o momento é mais sério.

5 - Executor + comunicador
Executor-comunicador é segundo temperamento mais extrovertido das 12 combinações de
temperamento. Executor-comunicador é uma pessoa completamente ativa e produtiva. Tem opiniões
fortes, preconceitos e é teimoso.

É altamente motivador
Executor-comunicador é alguém que não desanima perante desafios, tem imensa energia e quase não
tem medo de nada. Provavelmente é o melhor motivador de outras pessoas. É aquele tipo de pessoa
que consegue que outros contribuam com aquilo que desejavam poupar.

É um excelente comunicador
Por norma o executor-comunicador é um excelente professor, nomeadamente nas ciências sociais, não
mostrando interesse na matemática ou outras ciências exatas. Nos debates é bastante convincente,
mesmo que não consiga argumentar muito bem, compensa com gracejos e arrogância.

Pode ser hostil


Este temperamento combina a zanga explosiva do comunicador com o ressentimento do executor, ou
seja é altamente franco, impaciente e guarda ressentimento durante muito tempo. Normalmente tem
dificuldade em concentrar-se em alguma coisa durante muito tempo, por isso empurra para outros o que
começou.

6 - Executor + analista

Executor-analista é uma pessoa habilidosa e capaz. Executor-analista o tem o otimismo e a vertente


prática do executor aliada ao aspecto orientado e detalhado do analista.
É um líder
Este tipo de temperamento é bem sucedido na escola, possui uma mente rápida e analítica, sendo
bastante decidido. É excelente em debates, conhecendo todos os fatos e detalhes e argumentando
como ninguém, tornando-se até um pouco agressivo verbalmente. Este temperamento é um líder
natural, competitivo, vigoroso e decidido, obtendo sucesso em quase qualquer coisa.
Nos relacionamentos
Executor-analista pode tornar-se num autocrata, causando admiração e desagrado ao mesmo tempo.
Normalmente é um falador de mente rápida, ou seja, os seus comentários e até mesmo sarcasmos
podem devastar os outros. Pode guardar ressentimento e hostilidade o que poderá dificultar as relações
interpessoais. Em termos familiares, será um pai ou mãe bastante disciplinador, combinando o
perfeccionismo do analista e a dificuldade em agradar do executor.
7 - Executor + planejador
Executor-planejador é o extrovertido mais comedido dos temperamentos executor. Executor-planejador
combina a atividade e entusiasmo do executor e a calma, indiferença e pouca estimulação do planejador.
É muito organizado
Esta combinação de temperamento é extremamente capaz, mas no seu próprio ritmo. É uma pessoa
muito organizada, que planeia e trabalha arduamente. Como sabe onde quer chegar, normalmente as
outras pessoas gostam de trabalhar com ele. Tem a capacidade de motivar os outros a darem o seu
melhor, raramente ofende alguém, é inconveniente ou severo ou faz os outros sentirem-se usados. É
um excelente organizador tanto a nível familiar como profissional.

É teimoso
Pessoas com esta combinação de temperamento guardam ressentimentos e amargura com alguma
facilidade. O espírito calmo do planejador corta um pouco o sarcasmo do executor, no entanto o seu
humor pode ser para brincar ou para ridicularizar. Executor-planejador é teimoso e tem dificuldade em
mudar a forma de pensar, tendo muita dificuldade em admitir os seus erros.
Se a natureza preocupada do planejador vencer as tendências para a aventura do executor, pode nunca
atingir as suas reais capacidades.

8 - Analista + comunicador

Analista Comunicador é o temperamento mais inclinado para as artes, é uma pessoa dotada de
capacidades comunicativas e de atenção aos detalhes.
É artístico por natureza
Este tipo de temperamento é muito talentoso, com capacidades artísticas na área da música, pintura,
desenho ou outras. Se estiver numa boa disposição até tem a capacidade de vender o seu próprio
trabalho.
É comunicativo o tempo todo
Pessoas com esta combinação de temperamento são excelentes educadores ou professores, isto
porque a sua faceta de comunicador permite-lhe comunicar bem e a faceta de analista revelará todos
os detalhes possíveis. Assim, comunicará de forma atrativa e com informação relevante.
É muito emotivo e sensível
Analista Comunicador é basicamente um ser emotivo. Quando tudo está correndo bem, mostra um
atitude positiva e feliz, mas quando algo correr mal ou se for rejeitado, insultado ou magoado de alguma
forma, cairá numa atitude negativa de auto-comiseração. Sente todas as coisas de forma profunda,
chorando com facilidade, mas pode ser crítico e duro com as outras pessoas.
Tem a tendência para a rigidez e dificuldade em cooperar, gosta que as coisas sejam feitas à sua
maneira. Normalmente é uma pessoa insegura, temerosa e com baixa auto-estima, o que limita o seu
potencial.
9 - Analista + executor

Analista Executor é determinado e tem uma grande força de vontade, proveniente do seu lado colérico
o que estabiliza as mudanças de ânimo típicas do melancólico. As suas principais fraquezas são a mente
e a língua.

É impulsionador
Este tipo de temperamento tem um grande potencial de liderança e em termos vocacionais várias áreas
estão ao seu alcance. Tem as capacidades e habilidades necessárias para criar o seu próprio negócio
ou instituição de forma eficiente.

É difícil de agradar
Analista Executor é uma pessoa extremamente difícil de agradar e normalmente nunca está satisfeita
consigo mesma. Quando pensa de forma negativa sobre algo ou alguém (inclusive sobre si próprio)
pode tornar-se de difícil convivência.
Ao contrário de outras combinações de temperamento tipo melancólico não mantém uma atitude
deprimida por muito tempo, no entanto fica deprimido com facilidade.
Perfeccionistas e rígidos
Analista Executor são caracterizados por hostilidade e crítica, portanto para a combinação Analista
Executor é bastante comum zangar-se com os outros e até, em alguns momentos, “explodir” de raiva.
Tem uma tendência para a análise detalhada e para o perfeccionismo, por isso reage de forma
exagerada quando não aprova algo e muitas vezes castiga verbalmente os seus filhos, sem se importar
se é em público ou em privado.

10 - Analista + planejador

Analista Planejador é basicamente um introvertido que alia a eficiência organizacional do fleumático com
o perfeccionismo analítico do melancólico, sendo que convive bem com todas as pessoas.
É bastante habilidoso
Pessoas com este tipo de temperamento são excelentes escritores e matemáticos, fazem invenções
significativas e descobertas médicas. O Analista Planejador é humanitário por natureza e privilegia
ambientes quietos e solitários o que lhe permite estudar e pesquisar.
Pode ser negativo
Pessoas com esta combinação de temperamentos facilmente se sentem desencorajadas e
desenvolvem padrões de pensamento negativos. São pessoas capazes e com grande talento e
capacidade, mas frequentemente duvidam de si próprios.
São vulneráveis e se deixam pressionar
Normalmente são apreciados pela sua família e amigos pela sua disciplina pessoal e dedicação, mas a
sua preocupação com a humanidade em geral pode fazer com que negligenciem a sua própria família.
São particularmente vulneráveis perante a ansiedade e o medo e facilmente se deixam pressionar para
assumir compromissos que ocupam muita da sua energia e criatividade.

11- Planejador + comunicador

Planejador Executor é o mais comunicativo das 12 combinações de temperamento.


O Planejador Executor é divertido e bem disposto por natureza.
É alegre
Este tipo de temperamento é bastante popular entre as crianças e os adultos. Por natureza é feliz,
alegre, orientado para as pessoas, divertido, diplomático, bem disposto e adapta-se à personalidade
das pessoas.
É um excelente pai ou mãe que aprecia a vida familiar.
Pode não atingir o seu potencial
Na maior parte das vezes pessoas com esta combinação de temperamentos fica aquém do seu potencial
porque tem a falta de motivação de um planejador e a falta de disciplina de um comunicador.
Frequentemente desiste da escola e deixa escapar boas oportunidades, evitando qualquer coisa que
exija demasiado esforço. Pode ser uma pessoas bastante temerosa, sentindo-se insegura e protegendo-
se numa “concha” para evitar magoar-se ou errar.

12 - Planejador + executor

É o mais ativo de todos os planejadores, é uma pessoa de fácil convivência, com quem é possível
conversar e partilhar.
É um excelente líder
Este tipo de temperamento pode tornar-se um excelente líder, pois é um ótimo ouvinte, não
interrompendo as pessoas com histórias sobre si mesmo e interessando-se genuinamente pelos seus
problemas. Também é um excelente conselheiro, digno de confiança e os seus conselhos são
normalmente bastante úteis e práticos.

É teimoso
Como qualquer planejador sofre de falta de motivação e é temeroso. A par disto pode tornar-se bastante
teimoso, recusando-se a ceder ou a cooperar, muitas vezes refugiando-se no silêncio.
É gentil em seus relacionamentos
Pessoas com esta combinação de temperamentos têm um espírito gentil e geralmente não fazem os
outros sentirem-se mal ou ameaçadas de alguma forma. O Planejador Executor faz sempre o que está
certo e dificilmente ultrapassa as regras estabelecidas.
Em termos familiares é passivo e relutante, especialmente na educação dos filhos.

13 - Planejador + analista

Planejador Analista é considerado o mais quieto e calmo de todas as combinações de temperamento.


Planejador Analista é bastante calado, raramente dizendo algo pelo qual tenha de pedir desculpa.

É calmo
Este tipo de temperamento é gentil, calmo e quieto. Dificilmente se irrita ou se torna agressivo. Não se
envergonha a si próprio ou aos outros, fazendo sempre o que é esperado e necessário.
Veste-se com simplicidade, manifestando que todos podem contar com ele e com o seu trabalho.
Tem baixa auto-estima
Geralmente é egoísta, negativista, temeroso, muito crítico e com um baixo auto conceito. E é exatamente
todas estas coisas que o impedem de desenvolver plenamente o seu potencial.
Este temperamento precisa de compreender que tem de colocar de parte os seus temores e sentimentos
negativos e arriscar-se a fazer algo fora da “concha”.
É confiável em seus relacionamentos
Todos sabem que podem contar e depender de pessoas com este tipo de temperamento. O Planejador
Analista gosta de ajudar os outros e é organizado no seu trabalho.
Gosta de fazer coisas em casa e normalmente está sempre arrumada e funcional. No entanto pode ser
demasiado passivo, o que irrita muitas vezes os seus familiares.
Trabalha bem sobre pressão, desde que esta seja externa.
14 - Perfis primos, irmãos e concorrentes

Comunicador e Planejador: Se desenvolve por relacionamentos, Mais informal, Voltado para Pessoas.
Comunicador e Executor: Gosta de Risco, Gosta de Mudança, Extrovertido, Prático.
Executor e Analista: Se desenvolve pelo trabalho, Mais formal, Voltado para Coisas.
Planejador e Analista: Gosta de Segurança, Prefere Status Quo, Introvertido, Teórico.

PERFIS CONCORRENTES

Os perfis concorrentes e muitas vezes conflitantes entre tendências comportamentais tão opostas geram
mais angústias do que problemas para seus personagens, muitas vezes externados como variações de
humor ou mesmo percebidos como distúrbios psicológicos e tratados de forma errada, ineficaz e
prejudicial.
A tendência é de que um dos perfis seja dominante com o passar do tempo e das exigências do meio
em que vive.
ANALISTA Vs. COMUNICADOR
EXECUTOR Vs. PLANEJADOR

AS GERAÇÕES
Como é possível verificar a partir das datas de transição, os períodos em questão são cada vez menores.
Verificamos uma diminuição constante no período de cada geração e das gerações de transição. As
mais jovens tendem a ser cada vez mais curtas. E isso se deve à velocidade com que têm ocorrido as
mudanças tecnológicas e sociais no mundo atual.
Não há um consenso ou datas exatas que determinam essas gerações entre os estudiosos do assunto,
então melhor entender essas diferenças do que prender-se a datas.
Grupos de transição das gerações:
Geração BBX (1958-1964)

Grupo de transição entre Baby Boomers e X


Geração XY (1976-1984)
Grupo de transição entre a geração X e Y

Geração YZ (1995-1999)

Grupo de transição entre a geração Y e Z

Classificação americana das gerações


Baby Boomers – 1945 – 1964

Geração X – 1965 – 1979

Geração Y – 1980 – 1994

Geração Z – 1995 – Atual


Classificação brasileira das gerações
Baby Boomers – 1945 – 1964
Geração X – 1965 – 1984
Geração Y – 1985 – 1999
Geração Z – 2000 – Atual
Pais e filhos

A análise das gerações é feita de acordo com o uso das tecnologias pelos indivíduos e das relações
entre elas e os consumidores. Os aspectos comportamentais, naturalmente, não ficam para trás e
também são fundamentais. O perfil comportamental de pessoas nascidas no mesmo período, no
entanto, é o que determina uma geração.

Geração ‘Y’ – millennials


Se você assiste TV ou navega na internet, é muito provável que já tenha visto mais de uma vez o
termo “millennial”, ou “geração Y”.

Mas quem seriam os millennials?


E por que existe essa distinção de gerações?
De acordo com o Centro de Pesquisa Pew, em Washington, nos Estados Unidos, millennials são as
pessoas nascidas entre 1981 e 1996.
Isso quer dizer que todo mundo que nasceu nessa janela de 15 anos é igual? Não.
Provavelmente, os mais velhos pensam de maneira bem diferente dos mais jovens em muitos aspectos,
mas todos tinham entre 5 e 20 anos quando ocorreram os ataques de 11 de setembro, ou seja, os
ataques ou suas consequências aconteceram conforme essas pessoas se tornavam adultas.
Os Millennials também são aqueles que viveram a explosão da internet, passando pela transição de
fazer os trabalhos de escola na infância usando uma enciclopédia, para começarem a usar a internet na
adolescência ou no começo da vida adulta.
E é para isso que a distinção de gerações serve. Ela ajuda os pesquisadores a delimitar um período em
que ocorreram determinados eventos históricos e tecnológicos e, a partir disso, compreender como um
grupo que cresceu e chegou à maioridade nessa época vê o mundo. Ou seja, acompanhar o
desenvolvimento de um grupo que foi moldado por experiências de mundo semelhantes.
A quantidade de anos que abrange uma geração é variável; algumas têm um período de 15-16 anos,
outras chegam a quase 20.
Sabe-se que a geração pós-1997 praticamente já nasceu conectada à internet e mal se lembra de
quando não tinha tal facilidade, porém o centro de pesquisa acredita que ainda seja muito cedo para
delimitar um corte de tempo como foi feito recentemente com a millennial.
São mimados, impacientes, digitais. A grande maioria são movido de toda retórica peculiar de quem é
super confiante na tecnologia, sem a necessidade de ter “pensamento crítico” e bastando confiar
totalmente em algoritmos e sistemas, ignorando detalhes, basta saber que o aplicativo tem a resposta
que busca.
Percebemos que todos adotam em algum nível, a postura de espectadores dos acontecimentos. Usam
como base fundamental, as intensas postagens nas redes sociais e atribuem a elas, condições de
verdade sem nem ao menos criticar.
Confiam totalmente em postagens cheias de informações superficiais e fragmentadas sem considerar a
mínima possibilidade de serem falsas ou equivocadas. De fato, chegam a considerar que, se não está
publicado nas redes sociais, provavelmente não é uma informação verdadeira.
O “pensamento crítico” está cedendo lugar à resposta pronta e rápida que se encontra a um clique, não
mais apenas no Google, mas também no Facebook, Instagram ou “naquele grupo de Whatsapp”.
Estamos chegando a uma condição social preocupante, onde já não se avalia mais o que passa diante
de suas retinas, vidradas em “smartphones”, dos quais somos cada vez mais dependentes.
A maior preocupação está justamente na indiferença e omissão que se observa diante de toda essa
realidade. Assim como num cenário “Walking Dead”, vemos pessoas agindo como “zumbis”, sem se
olhar, sem criticar, sem reagir, mesmo quando a situação precisa de uma atitude humana.
GENERALIZAÇÕES

As generalizações em torno da Geração Millennial se amplificam, e o mercado esquece que uma


geração é formada por nuances que vão além da idade. Envolvem contextos, acessos e escolhas
humanas – que por si só são únicas. Para desmistificar a visão do Millennial debatido em rodas de
negócios, o antropólogo Michel Alcoforado, CEO da Consumoteca, conduziu estudo qualitativo em três
capitais do País para entender quem é esse tal Millennial.
“Como antropólogo, a gente quer entender porque as pessoas são como elas são. Todo mundo tem
uma teoria sobre Millennials. Estamos falando de geração que nada mais é do que um grupo de pessoas
que convivem e que passam pelos mesmos processos históricos. Isso condiciona uma visão específica.
Mas isso ocorre em todas as gerações”, afirmou durante apresentação no CONAREC 2017, em São
Paulo.
Falar sobre gerações, explicou, é como observar vagões de trem: aqueles que estão no mesmo vagão
estão sob as mesmas condições de espaço e caminho, mas isso não significa que são iguais.
De geração em geração

Para exemplificar a visão de geração pelo contexto, Alcoforado lembrou as características gerais das
gerações anteriores. Os Baby Boomers, por exemplo, representam a geração do pós-guerra. “O
contexto os conduzia a querer basicamente liberdade. Eles vão romper com os padrões familiares e
tudo em nome da liberdade”, disse.
A Geração X, por sua vez, representa o padrão clássico da ambição americana. Eram os anos dourados,
do sonho americano de sucesso. “Para eles, você é aquilo que você tem”, disse. Os Millennials, nascidos
a partir da década de 80, contudo, enxergam o propósito como o principal ponto da vida deles. “Essa
geração é conectada com a internet, que acredita demais em si, gosta de expor e tem algo de hedonista
– o prazer é o principal elemento na vida deles. Tudo tem de ser divertido”, afirmou.
Em linhas gerais, explicou, para essa geração nada faz sentido e há uma forte necessidade de
pertencer. “Apesar de terem essa mesma estrutura, eles são muito diferentes”, disse. “A gente precisa
saber disso porque não adianta olhar esse consumidor como massa em um mundo em que o importante
é a diferença e a customização”, afirmou.
Os 3 perfis

O estudo identificou três perfis básicos dessa geração que está mudando tudo. Confira.

1. O focado

Ele tem como mantra a qualidade de vida. Eles trazem um padrão de estilo de vida parecida com a
Geração X e acreditam de verdade no “Work hard. Play hard”. “Ele acredita que precisa trabalhar muito
desde que ele tenha um sofá maravilhoso quando chegar em casa. E isso leva a uma expectativa
diferente”, afirmou o antropólogo.
Aqui o sucesso profissional é o que conta. Segundo o estudo, 41% dos “focados” acreditam que o salário
deles vai dobrar em cinco anos e 58% acreditam que vão crescer e ter sucesso nos próximos anos
dentro da área de atuação. “Eles acreditam que sofrem agora, mas que o beneficio vai chegar”, disse.
Neste perfil, o consumo é uma retribuição do esforço no trabalho. É o perfil que gosta de ostentar nas
redes sociais as viagens que faz, os restaurantes e os lugares que frequenta. No trabalho, ele pensa
que é dono – é o grande representante do intraempreendedorismo.

2. O equilibrado

Para eles, o caminho é mais importante do que chegar. “O grande objetivo da vida desse cara é a busca
por propósito e trabalho tem de levar seu estilo de vida em consideração”, afirmou. Esse é o perfil que
busca equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho – essa busca representa 54% dos “equilibrados”. É
também a geração da vida saudável. “O principal objetivo é ter uma vida estável e segura, que
representa uma renda mensal que dá conta dos gastos. Mais ganhos além disso para ele não importa”,
afirmou.
O equilibrado busca a profissão dos sonhos e continuam estudando para garantir a estabilidade de vida
deles. É o perfil mais propenso a largar o emprego para empreender a fim de realizar seu propósito de
vida. É o perfil que busca experiência em tudo o que faz.

3. O Altruísta

Para o Millennial altruísta o que importa é o mundo. É o perfil que abdica da própria vida em prol de uma
causa. “O objetivo dele é deixar uma marca no mundo e se não for assim não serve para ele”, afirmou
Alcoforado. A busca desse jovem é criar impacto no mundo, segundo 40% dos jovens desse perfil. Aqui,
o ativismo é muito importante. Para eles, trabalho tem de ser a realização. De acordo com o estudo,
64% dos altruístas desejam ter uma vida segura e estável.
Millennials: a geração que está transformando o mercado! São 5 gerações economicamente ativas, no
Brasil. Mas o X da questão são as Novas Gerações. (ABAV Expo Internacional de Turismo)

Geração alpha

O que é a Geração Alpha?


Alpha é um termo usado pelo australiano Mark McCrindle, para designar a nova geração de crianças
nascidas a partir de 2010. Esta geração, de acordo com o sociólogo, é determinada por pessoas muito
mais independentes e com um potencial muito maior de resolver problemas do que seus pais e avós.
O documentário Alpha: A Nova Geração apresentado pela marca de papinhas Heinz acompanha um
pouco da rotina de famílias para captar este sentido e mostrar como as gerações relacionam entre si e
como lidam com a tecnologia.

Mas o que determina isso?


Afinal de contas: o que nos traz a percepção de que os alphas já fazem parte de uma geração mais
inteligente? A palavra é: estímulo.
Mesmo que você leia e-books, ouça músicas e assista filmes on demand, a real é que você aprendeu
isso ao longo da vida, enquanto este cenário é completamente natural para o seu filho que já nasceu
imerso em toda essa tecnologia e com as facilidades de obter informação.
Temos uma preocupação muito maior em educar nossos filhos em ambientes voltados para o
desenvolvimento infantil, trazendo mais estímulos sensoriais. Nós valorizamos brinquedos, livros e
dispositivos pensados no aprendizado das crianças.
Ainda que os fatores, causas e efeitos da tecnologia neste processo caminhem juntas e não estejam
precisamente claros entre si, podemos dizer que ela tem um papel importante no ambiente onde nossas
crianças estão inseridas.
O tablet e as telas em geral, por exemplo, já são aliados no desenvolvimento dos pequenos. Com
conteúdo adequado, seguro e livre de excessos, os dispositivos tecnológicos podem fazer parte do
universo das crianças e devem receber o mesmo acompanhamento dos pais que as outras situações
do dia-a-dia. Existem, inclusive, aplicativos focados em estimular o aprendizado infantil que permitem
que pais acompanhem de perto a evolução dos filhos.

Menos hierarquia e mais diálogo entre pais e filhos


Na educação da Geração Alpha, os pais continuam sendo figuras de autoridade, no entanto existe
mais diálogo. As gerações ‘x’ e ‘y’ cresceram numa estrutura familiar e escolar muito mais hierárquica.
E neste momento o autoritarismo dessas relações cede lugar para posições cada vez mais efetivas de
troca.
A tendência na educação escolar, de acordo com o documentário Alpha: a nova geração, é a mudança
de sistemas até então mais focados no conteúdo didático para um ensino mais customizado e voltado
para o que a criança gosta.
Entendendo as gerações
É claro que determinar o passo entre uma geração e outra é muito relativo. Nós somos seres em
constante desenvolvimento e evoluímos de acordo com nossas necessidades. É um equívoco engessar
gerações por serem de épocas diferentes. O que quero dizer ao falar das características de cada uma
é que caminhamos para determinados rumos de acordo com as características mais marcantes de cada
fase e trocamos aprendizados entre uma geração e outra.
Evoluir e crescer!
É muita ousadia falar em evolução da espécie? Não sei. O que sei é que avós, pais, irmãos, filhos e
netos têm muito o que aprender entre si. Tanto no resgate, quanto na reinvenção. E essa relação é o
que deve ser levada em consideração na hora de criar e aproveitar as ferramentas tecnológicas que
temos, sem perder o que há de mais valioso nas relações humanas e nas relações pessoa-mundo.

Depressão e suicídio
1 - Os perfis e a depressão

A depressão é uma moléstia emocional que pode ser chamada de universal. Atinge cultos e incultos,
pobres e ricos. É definida no dicionário como “distúrbio mental caracterizado por desânimo, sensação
de cansaço, cujo quadro inclui ansiedade em grau maior ou menor.”
Temperamento é algo que influencia em parte o modo como nos comportamos, reagimos a outras
pessoas e situações. Pode também influenciar nossas chances de ficar deprimido ou lutar com
transtornos de ansiedade.
Como algumas pesquisas mostram, aparentemente o temperamento é algo que pode ser percebido até
mesmo no bebê recém-nascido e não muda muito durante toda a nossa vida. E essas pesquisas nos
dizem que algumas pessoas com certo tipo de temperamento têm maior probabilidade de lutar com
ansiedade e depressão do que as outras.

1º – O perfil mais vulnerável é o analista, porque a experimenta por um período mais longo. A
Personalidade Hiperestésica (excessivamente sensível) resulta do desejo, da necessidade e do deleite
na superioridade; e de temer e estar angustiado pela inferioridade. Os analistas tendem a ficar
deprimidos mais facilmente do que qualquer um dos outros. Os planejadores podem sempre parecer
deprimidos – mesmo que não sejam, mas os analistas são, na verdade, os que sofrem de depressão
auto induzida quase constante, causada pela superavaliação e pela reflexão sobre a vida. Esse é o tipo
de pessoa que tem problemas para deixar as coisas acontecerem e geralmente veem um problema
onde ele não existe.

Os motivos que levam o perfil analista à depressão são três:


1- sua maior fraqueza é o egocentrismo, que se perpetua com o hábito da auto-análise constante,
levando-o à introspecção típica da depressão.
2- o analista é um perfeccionista que critica com facilidade não só os outros como a si mesmo, o que o
torna escrupuloso e meticuloso. Normalmente se dedica a seus objetivos com um esforço imenso e
grande trabalho, achando-se, por isso, melhor que os outros e passando a dominar o grupo. Atinge seu
padrão, mas se acha malquisto e desprezado, o que o leva à depressão.
3- o perfeccionismo do analítico o leva à frustração, pois não consegue executar com perfeição todas
as tarefas que se impõe.

2º – O segundo lugar dos temperamentos em relação à depressão é do planejador, embora os ataques


não sejam tão frequentes devido ao seu bom humor. Os planejadores podem ser vistos pelas pessoas
como pessoas deprimidas e desmotivadas. Na verdade, eles são simplesmente as pessoas que gostam
de estilo de vida moderado e discreto. Essas pessoas são naturalmente calmas e não muito expressivas.
Suas necessidades são satisfeitas nesta vida simples e tranquila; na verdade, a maioria dos
planejadores é completamente feliz até que alguém aparece e reclame que eles estão “deprimidos
demais” ou que “não têm ambição” ou que “algo está errado porque eles ficam muito sentados”. Então,
eles acabam sentados considerando que eles só podem realmente estar deprimidos. Eles logo se
convencerão de que são e podem até apresentar algumas razões muito válidas para explicar o porque.
A Personalidade propensa à depressão resulta do desejo, da necessidade e do prazer em pertencer; e
de temer, e estar aflito por, não pertencendo. Como a planejador é propenso a lentidão excessiva e a
procrastinação, o torpor pode levar à depressão.

3º – O comunicador passa por um momento de depressão, mas logo que encontra uma companhia
animada, ele se anima também. O comunicador, é o tipo que você consideraria menos depressivo
devido a sua pro atividade e energia. No entanto, isso influencia o fato de que esse tipo de pessoa às
vezes se cansa ao tentar fazer tudo ao mesmo tempo e se encaixar em todos os lugares. Os
comunicadores são propensos a depressão sazonal e alterações de humor porque são altamente
influenciados por estímulos externos, como clima, humor de outras pessoas, até comida, etc. A
Personalidade Hipomaníaca (ansiosa ou levemente maníaca) resulta do desejo, da necessidade e do
deleite no prazer; e de temer e ficar angustiado com a dor.
4º – O executor é um otimista perene e acha a depressão pouco prática para aceitá-la. Os executores
raramente ficam deprimidos, mas podem ficar deprimidos por causa de alguma perda significativa ou
quando alguém realmente os machuca. Então eles vão esconder de todos ao redor que estão
deprimidos, enquanto procuram algo interessante para fazer para superar isso. A Personalidade
Anestésica (insensível) resulta do desejo, da necessidade e do deleite no poder; e de temer e ficar
angustiado com a fraqueza. Os executores podem cair em depressão profunda ou mau humor quando
fracassos ou reveses acontecerem com eles.

2 - Suicídio
De assunto mantido entre quatro paredes a tema de série na internet, o suicídio de jovens cresce de
modo lento, mas constante no Brasil: dados ainda inéditos mostram que, em 12 anos, a taxa de suicídios
na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 – um
aumento de quase 10%.
Os números obtidos com exclusividade pela BBC Brasil são do Mapa da Violência 2017, estudo
publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do
Ministério da Saúde.
O suicídio é a terceira maior causa de mortes entre crianças e adolescentes no país
Em 2016, foram registradas no país 30 mil tentativas de mulheres e 15 mil de homens. Para os
especialistas, os altos números refletem também tentativas de comunicação. Apesar de homens
tentarem menos, eles são as maiores vítimas letais, por usarem métodos mais agressivos.
Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), no mundo a cada 40 segundos, uma pessoa
se suicida. Ainda assim, quase não se fala sobre o tema. A cada suicídio cometido registram-se outras
30 a 40 tentativas frustradas, variam com a época do ano.
Dados divulgados recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o Brasil é o
país com maior número de pessoas com transtorno de ansiedade e o quinto em número de pessoas
com depressão. Estamos entre os dez países com as maiores taxas de suicídio do mundo.
Segundo um estudo recente realizado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), 17% dos
brasileiros já pensaram em suicídio.
VEJA ALGUMAS NOTÍCIAS
A INCESSANTE BUSCA PELA FELICIDADE
A história da busca incansável de um roedor pela felicidade e realização, pode explicar o porque
milhares de pessoas no mundo inteiro, desistem da vida, quando descobrem que o caminho que trilham
em direção a felicidade não é verdadeiro.

Música: ‘Habanera’ por Bizet ‘Morning Mood’ por Edvard Grieg www.stevecutts.com
A felicidade não é realmente conseguir dinheiro, ou carros de luxo e casas enormes ou usar drogas. A
felicidade já está em nós. Conhece a ti mesmo. Procure dentro, então toda a bondade seguirá. Mas nós
sempre tendemos a buscar a felicidade sem, em circunstâncias externas e coisas, não percebendo que
eles não serão suficientes e que eles passarão, ou você passará sem eles. Estamos sempre desejando
algo fora de nós para preencher o vazio interior que temos, que é apenas um resultado da ignorância /
não conhecer a si mesmo.
Há algo em todos nós que é além do valor, que está além de todas as riquezas e tesouros do mundo. E
essa é a sua essência / alma / psique. É a essência do próprio Deus. De tudo isso vem a bondade e a
felicidade.
Nós olhamos para fora para sermos felizes, porque não nos conhecemos. Queremos que as coisas, as
circunstâncias aconteçam, o elogio e a fama de outras pessoas, etc., pensando que, de alguma forma,
nos farão algo mais do que nós mesmos.
O perigo desta busca externa, é que, como no mito da psique e Cupido ou Branca de Neve, adormecer.
Psique (que literalmente significa Alma em grego) adormece quando ela abre a caixa (materialismo). O
mesmo acontece com Branca de Neve comendo a maçã (que também simboliza o materialismo). Nossa
alma adormece quando nos deixamos escravizar aos nossos desejos e a quaisquer pensamentos e
emoções discursivas!
Conhece a ti mesmo!

NA ADOLESCÊNCIA
O suicídio na adolescência, é o ato de um jovem entre os 12 e os 21 anos tirar a própria vida. Geralmente
ocorre porque a adolescência é um período de transição, de transformações e de inúmeros conflitos
internos, e por isso existe um maior risco de depressão, transtorno bipolar e de ceder a pressões
impostas pelos outros ou pela sociedade.
O comportamento suicida se divide em 3 fases: pensar em suicídio, tentativa de suicídio e consumação
do suicídio. O jovem que pensa um tirar sua vida, acredita que não existem soluções para os seus
problemas, e normalmente dá sinais de um desequilíbrio emocional, mas que podem passar
despercebidos por familiares e amigos. O Analityc Scholl ajuda muito na descoberta desses sinais. No
entanto, existem alguns sinais que podem indicar que o adolescente está pensando nessa possibilidade.

MOTIVOS
Quem tem adolescente em casa sabe: eles são os mais inclinados ao imediatismo e à impulsividade.
Como ainda não atingiram a plena maturidade emocional, têm mais dificuldade para lidar com situações
estressantes e frustrações – o que torna os pensamentos suicidas mais frequentes nessa população.
Na maioria das vezes, porém, eles são passageiros, não indicam psicopatologia ou necessidade de
intervenção.
Diferenciar reações consideradas normais de sinais de alerta de que algo grave está por acontecer pode
ser extremamente difícil. “Quem pensa em suicídio está passando por um sofrimento psicológico e não
vê como sair disso. Mas não significa que queira morrer. O sentimento é ambivalente: a pessoa quer se
livrar da dor, mas quer viver. Por dentro, vira uma panela de pressão. Se ela puder falar e ser ouvida,
passa a se entender melhor”
“É importante também entender que não existe uma causa única para o suicídio. Pais tendem a querer
explicar esse fato muito complexo de forma simples. É preciso saber que ele é multifatorial”, orienta. Ou
seja: não é só o bullying ou só a pressão para as provas que podem levar um jovem a considerar se
matar, mas um conjunto de fatores que devem ser observados.
Entre os jovens que cometem suicídio, o grupo que tem de 15 a 24 anos. É um período que inclui
adolescência, problemas amorosos, entrada na faculdade, pressão social pelo sucesso… Depois dos
25 anos, já é um jovem adulto, as preocupações mudam, já são mais relacionadas a emprego.
MUITO CUIDADO COM A MENSAGEM

Para o psiquiatra especialista em educação, Celso Lopes de Souza, a ideia de que o suicídio teve uma
causa única e pode trazer uma mensagem é perigosa. “Essa ideia de que a morte foi um exemplo, um
mito, uma forma de protesto, acaba sendo uma abordagem inapropriada e pode influenciar outros jovens
vulneráveis.”
É um processo?
Salvo os casos de impulsividade, que acontecem em menores proporções, o comportamento suicida
passa pelo pensamento, ideação, planejamento e só então chega ao ato.
BULLYING

O bullying no ambiente escolar é dos principais elementos associados ao suicídio. “Pessoas que
seguem qualquer padrão considerado pela maioria da sociedade como desviante, seja o tênis diferente,
a cor da pele, o peso, o cabelo ou a orientação de gênero, são hostilizadas continuamente e entram em
sofrimento psíquico”, afirma Estelita, professora do Instituto de Comunicação e Informação Científica e
Tecnológica em Saúde, ligado à Fiocruz.
INTERNET

Mais uma vez, o alerta especial vai para o uso da internet. Muitas vezes o jovem fica muito tempo na
internet, e os pais não sabem o que ele anda vendo ou com quem está falando.
Caso você mesmo seja uma daquelas pessoas que passam horas e horas em frente a TV ou de uma
tela de computador, é melhor começar a se preocupar! Um estudo realizado pela Universidade Estadual
da Flórida fez uma revelação importantíssima. Ele mostrou que jovens que passam muito tempo
navegando pela internet ou vidrados nas telinhas apresentam um maior risco de incidência de depressão
e tendências suicidas.
A pesquisa analisou jovens de diferentes idades e os resultados foram preocupantes. Quase 48% dos
participantes que passavam mais de 5 horas conectados a aparelhos tecnológicos apresentarem sinais
de comportamento suicidas. Já entre os jovens que passavam menos horas, apenas 28% apresentou
algum desses sinais.
“Existe uma relação preocupante entre tempo de uso de aparelhos eletrônicos e risco de morte por
suicídio, depressão, ideação suicida e tentativas de suicídio”.
Os pesquisadores tentam alertar com o estudo especialmente os pais. Eles são os principais
responsáveis por regular as horas que os filhos passam conectados a esses meios. Para o pesquisador
é utópico desejar que elas não usem mais qualquer aparelho eletrônico. Na sociedade em que vivemos
é quase impossível se desconectar completamente. Especialmente as novas gerações que já vem
treinadas para fazer proveito dessas novas tecnologias.
Entretanto, cabe aos responsáveis pela educação da criança, controlar e fazer com que os baixinhos
não fiquem tão dependentes. Incentivar desde a infância atividades que promovam esse “estar
desconectado” é fundamental. Ainda mais em um mundo em que a depressão e o suicídio estão fazendo
milhões de vítimas todos os anos.
Lembrando que o estudo não comprova que a causa da depressão e do suicídio sejam motivados pelo
uso dos aparelhos. Porém ele faz uma ligação entre esses dois fatores tão presentes no nosso cotidiano.
CONTÁGIO

Um fator de risco que despontou em pesquisas recentes é o suicídio por contágio, um processo pelo
qual a exposição do suicida ou do ato suicida, de uma ou mais pessoas, influência outras a cometerem
ou tentarem cometer o suicídio. Evidências sugerem que o efeito do contágio não está restrito a suicídios
que ocorrem em uma área geográfica delimitada. Em particular, as reportagens realistas e a cobertura
televisiva do suicídio têm sido associadas com um aumento de suicídios estatisticamente significante.
O efeito contágio parece ser mais forte entre adolescentes, e principalmente em grupos mais expostos
à internet.
Estas constatações têm levado muitos especialistas em prevenção do suicídio, profissionais da saúde
pública e pesquisadores a lutarem para restringir ao mínimo os relatos sobre o suicídio – especialmente
o suicídio de jovens – em revistas, jornais e televisão. É ideal que pais e a escola falem do assunto, pois
podem acontecer suicídios por contágio.
APLICATIVOS

Muitas pesquisas também reforçam que as redes sociais também são um combustível para o bullying
virtual. Aplicativos e jogos como o Baleia Azul e Sim Simi também já estão nas rodas de conversas dos
pais.
Na contra partida existe um app “do bem”: o CÍNGULO (https://www.cingulo.com/)
O Cíngulo é um aplicativo gratuito voltado para quem faz apoio ou terapia psicológica. Ele ajuda a
exercitar o importante conceito da valorização pessoal, combatendo os efeitos negativos da baixa-
autoestima com textos, áudios e formulários que você pode ou não querer preencher. As sessões são
diárias, o que evita que você queira ver tudo de uma vez e depois nunca mais abrir o app. A ideia é que
você utilize-o uma vez por dia, com sessões de cerca de cinco minutos cada.
A ideia da ferramenta, é possibilitar sessões simples e práticas de terapia individual a qualquer um e em
qualquer lugar. As técnicas se dão através de textos, vídeos, áudios, esquemas e perguntas interativas
para reforçar a confiança do usuário. São técnicas que vêm de diversas linhas de psicoterapia para
tornar o processo mais interessante, dinâmico e eficaz, contam os criadores.
Para o lançamento do app, foi feita uma extensa pesquisa com mais de 5 mil pessoas para saber as
principais aflições e dores advindas da autoestima frágil. Os respondentes ainda nortearam a equipe
quanto a técnicas que gostariam de ver num aplicativo.
REDES SOCIAIS

A psicoterapeuta Karen Scavacini, autora do livro “E Agora? Um Livro para Crianças Lidando com o
Luto por Suicídio” (AllPrint Editora), fala que a dependência de redes sociais expõe o jovem ao
cyberbullying. Aquela humilhação que antes era restrita ao ambiente escolar, agora não tem mais
controle, ocorre via celular, computador e 24 horas por dia. “O bullying tinha um rosto. Hoje, qualquer
um fala o que quer porque está protegido pelas telas. Existe uma manipulação muito maior, sem noção
alguma das consequências e por pura maldade.” Muito importante portanto, os pais ficarem atentos ao
distanciamento familiar causado pela tecnologia e o tempo de exposição a ela.
Por que as redes sociais estão levando jovens a se matar?
Jovens de 15 a 29 anos estão se matando mais. O assunto que ainda é tabu nas famílias, escolas e
rodas de conversas informais cresce a passos lentos, mas de forma constante no Brasil. Segundo o
Mapa da Violência divulgado em abril, entre 1980 e 2014, houve um aumento de 27,2% no número de
suicídios dessa faixa etária. E chegando ao final de 2017, ano em que passamos pela Baleia Azul e
séries como “13 Reasons To Why”, que trouxeram à tona o tema na esfera adolescente, a questão que
fica é: por que pessoas que estão começando a vida querem acabar com ela?
Entre as causas e consequências do afastamento humano, está a tecnologia, que influencia fortemente
a maneira como nos relacionamos.
A terapeuta ocupacional e pós-doutora em saúde coletiva Fernanda Marquetti acredita que o suicídio é
um produto do que acontece socialmente dentro de uma cultura. Se estamos tão tecnológicos, pode
estar aí a resposta das mortes.
“Claro que esses jovens não estão se matando porque todos começaram a ter transtornos psiquiátricos.
O mundo caminha para um esvaziamento cada vez mais profundo das relações, os adolescentes não
conseguem se relacionar fora do mundo digital. As tentativas e os suicídios aparecem como expressões
máximas dessa dificuldade“, fala a professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).
Se essa geração nasceu com a tecnologia e o contato é inevitável, precisamos de educação para lidar
da melhor forma com ela. “Estudos mostram que a busca pelo ‘like’ é tão viciante como droga,
principalmente para o cérebro em formação, como é o caso do jovem até os 21 anos. E eles são menos
capazes de racionalizar. Não é que todos sejam inconsequentes, mas há uma impulsividade maior “,
afirma psicoterapeuta Karen Scavacini.
AUTOMUTILAÇÃO DIGITAL

A tendência entre jovens americanos de postar e compartilhar nas redes sociais mensagens abusivas
sobre si mesmo de forma anônima já é preocupação para os especialistas no Brasil. Em um estudo
recente com mais de 5 mil estudantes nos Estados Unidos, com idades de 12 a 17 anos, um em cada
vinte revelou ter praticado a automutilação digital.
“Eles não encontram o próprio lugar, precisam lidar com pressões sociais, rankings escolares…. E o
jovem não questiona o que vê nas redes sociais. Quanto mais horas ele passa ali, vendo vidas perfeitas,
maior a chance de depressão e suicídio. Fora a falta de interação, exercício físico, programas em
família“, fala Karen.
Se você está lendo e pensando “que frescura”, o exercício deve ser o oposto. Tente se lembrar dos
conflitos que você teve durante a adolescência.
“Não é para culpar alguém. Quando uma pessoa se mata, ninguém é responsável. Mas precisamos
pensar que se relacionar por mensagem é muito pouco para sustentar uma vida. E são os adultos – que
também estão influenciados por esse meio de viver – que precisam reverter essa forma de
relacionamento“, argumenta Fernanda Marquetti.
A rede vem sendo palco para grupos que não só romantizam o suicídio, mas exortam jovens a cometê-
lo, usando a falsa ideia do desafio.
FALTA DE SENTIDO DE VIDA

“Suicídio é a concretização da falta de sentido da vida, é o ápice de um processo de ‘morrência’. Ele


costuma ser cometido por alguém que está definhando existencialmente, que deixou de acreditar em
sua própria capacidade, como ser humano, de transformar a dor em amor”.
DEPRESSÃO

A depressão é um fator comum aos suicidas?


Não necessariamente uma pessoa que se mata é deprimida, apesar de existirem vários casos de
pessoas que tinham depressão e se mataram. Quando isso acontece, é que elas perderam o sentido
de viver.
GRUPOS DE VULNERABILIDADE

A comunidade LGBT, as vítimas de violência doméstica e aqueles diagnosticados com doenças mentais.
Ou seja, grupos que não têm suas dores legitimadas nem espaço para expor suas vozes e se
defenderem.
PRESSÃO

Entre os jovens que cometem suicídio, está o grupo que tem de 15 a 24 anos. “É um período que inclui
adolescência, problemas amorosos, entrada na faculdade, pressão social pelo sucesso… Depois dos
25 anos, já é um jovem adulto, as preocupações mudam.“
SUICÍDIO É HEREDITÁRIO?

Não, o suicídio não corre nas veias. Só que existem modelos de repetição de enfrentamento que são
prejudiciais, é o que a gente chama de “transmissão psíquica geracional familiar”. Alguns
comportamentos tóxicos da família se repetem. Se a gente não tiver plena atenção, entra num círculo
vicioso. Cabe a cada um construir novas modalidades de responder às adversidades da vida.

EXISTEM CULPADOS?

De jeito nenhum. Como diz o filósofo Jean-Paul Sartre, “nós somos aquilo que nós fazemos com o que
o outro faz da gente”. E esse foi um dos grandes problemas da série “13 Reasons Why”. A personagem
principal fica culpando os outros por suas escolhas erradas e em nenhum momento exercitou a
capacidade de enfrentamento. Mais grave ainda foi mostrar a maneira como ela se matou. Isso é grave.

PREVENÇÃO

De acordo com a OMS, é possível prevenir 90% dos casos se houver condições de oferecer ajuda. E,
diferentemente do que apregoa o senso comum, discutir o problema é uma boa estratégia para combatê-
lo.
O medo do chamado ‘efeito Werther’, referência ao livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe,
publicado em 1774, costuma empurrar o assunto para debaixo do tapete. No enredo, o personagem dá
fim à própria vida após uma desilusão. A novela teria originado um surto de suicídios de jovens em
diversos locais da Europa.
PAIS

Assim, os pais podem (e devem!) falar sobre o assunto. Se não aparecer espontaneamente, ele pode
ser introduzido de modo a deixar claro que certas coisas acontecem e que devemos conversar sobre
elas. É possível dizer frases como: “Algumas vezes, quando nos sentimos mal, pensamos que seria
melhor não ter nascido ou que seria preferível morrer. Você já teve pensamentos desse tipo?”. É
fundamental ouvir com atenção e respeito, sem julgamento ou censura e sem preleções morais ou
religiosas.
O importante é reafirmar a preocupação e o desejo de conversar e ajudar, mesmo que isso implique
tocar em assuntos delicados. “O adolescente deve ser acolhido, receber proteção e apoio, e não
castigo”. “É preciso respeitar a dor do outro. Muitas vezes, podemos achar a motivação banal ou
desimportante, mas cada um sente e se angustia com as coisas de forma particular”, continua.
Mesmo os casos que indicam baixa letalidade, como cortes superficiais na pele, automutilação, podem
sugerir a ocorrência de tentativas futuras. “Não se deve banalizar ou julgar a tentativa como recurso
para chamar a atenção. Na vida conturbada de um adolescente, o ato precisa ser tomado como um
marco a partir do qual se iniciam ações destinadas à proteção e à qualidade de sua vida, incluídas as
de saúde mental”, argumenta Botega. Após uma conversa, os pais devem avaliar se é o caso de
encaminhar o filho a um profissional.
Por isso, em contextos como os do colégio, a atenção deve ser redobrada, sem tabus. A orientação dos
especialistas é que os pais abordem o assunto de forma preventiva, sem romantizar. “Perguntar sobre
o que aconteceu, se o adolescente já teve pensamentos do tipo e mostrar que está aberto a conversar“.
Os especialistas também orientam a não adotar uma postura julgadora, condenando o jovem que tirou
a própria vida.
“É importante também entender que não existe uma causa única para o suicídio. Pais tendem a querer
explicar esse fato muito complexo de forma simples. É preciso saber que ele é multifatorial” como já foi
dito. Ou seja: não é só o bullying ou só a pressão para as provas que podem levar um jovem a considerar
se matar, mas um conjunto de fatores que devem ser observados.

E se a pessoa nos disser que quer se matar?


Pergunte de volta como pode ajudar. É muito equivocado achar que quem tenta se matar está querendo
só chamar atenção. Aliás, é ótimo que eles chamem atenção. Prejudicial é tratar com desprezo. Se você
não der atenção agora, vai se sentir culpado mais tarde por não ter atendido ao chamado de um ente
querido.
O que você mais ouve de quem quer se matar?
“Eu não vou aguentar se algo acontecer”. “Se eu fracassar, não vou suportar.” Ela começa a antecipar
tudo o que ela imagina que de pior vai acontecer, porque não sabe lidar com situações de fracasso.
Diante do desespero, num ato impulsivo, ela tenta o suicídio.

Leve ameaças a sério


Um dos grandes mitos sobre o suicídio está em pensar que quem vai se matar não dá sinais. Se alguém
chega ao ponto de dizer algo do gênero, é porque tem algo errado. Portanto, diante de uma ameaça,
coloque-se à disposição para ajudar essa pessoa.
Não guarde segredos
Principalmente entre os adolescentes, é comum que a pessoa que pensa em tirar a própria vida
desabafe e peça segredo. Para ajudar a prevenir, o indicado é não se calar diante de uma ameaça de
suicídio. É preciso entender que, ao dividir o assunto com um adulto de confiança, por exemplo, você
não estará expondo a pessoa, mas ajudando-a a sair da melhor forma da situação. No caso de adultos
que receberem uma notícia como essa, o ideal é procurar um familiar que possa ajudar de maneira
efetiva a encontrar um caminho.

Seja um bom ouvinte


Quando o assunto é suicídio e você se coloca à disposição para ajudar, o ponto principal é ouvir sem
criticar e julgar. Eliane diz que quando o suicida tem a oportunidade de desabafar e sinalizar o
sofrimento, a probabilidade de cometer o ato diminui. Deixe a pessoa falar o que sente.
COMUNICAÇÃO

Outra dificuldade é falar do assunto com jovens. Muitas vezes, estratégias que funcionam com adultos
não têm o mesmo resultado quando usadas com adolescentes – e entre as peculiaridades desse grupo,
está a forma como usa a internet e as redes sociais.
“- E a queixa da falta de escuta por parte de amigos e familiares tem sido cada vez maior entre jovens.
Enquanto cresce a facilidade de se expor na internet de maneira superficial, aumenta na mesma
proporção a dificuldade de comunicação real e séria. A gente ouve com muita frequência: ‘Vou contar
uma coisa que nunca disse a ninguém’.” A garantia de sigilo contribui muito para a confiança de pessoas
de todas as idades que procuram auxílio do CVV.

CVV – CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA

Os contatos com o CVV são feitos pelos telefones 188 (24 horas e sem custo de ligação) ou 141(nos
estados da Bahia, Maranhão, Pará e Paraná), pessoalmente (nos 89 postos de atendimento) ou pelo
site www.cvv.org.br, por do chat e e-mail. Nestes canais, são realizados mais de 2 milhões de
atendimentos anuais, por aproximadamente 2.400 voluntários, localizados em 19 estados mais o Distrito
Federal.

Além dos atendimentos, o CVV desenvolve em todo o país, outras atividades relacionadas a apoio
emocional, com ações abertas à comunidade que estimulam o autoconhecimento e melhor convivência
em grupo e consigo mesmo. A instituição também mantém o Hospital Francisca Julia que atende
pessoas com transtornos mentais e dependência química em São José dos Campos-SP.

O CVV Comunidade disponibiliza diversas ferramentas para a sociedade: Grupos de Apoio aos
Sobrevivente de Suicídio (GASS), destinado a pessoas próximas de alguém que cometeu o suicídio e
àquelas que tentaram o suicídio; Caminho de Renovação Contínua (CRC), para reflexão e troca de
experiências; Cine-SER CVV, exibição de filmes com comentários e reflexões; Curso Caminho de
Valorização da Vida, no qual se busca o autoconhecimento por meio do compartilhamento de vivências
do dia-a- dia, com dez encontros de duas horas cada; e Curso de Escutatória, que visa aprimorar as
habilidades em ver, ouvir, falar e compreender, com foco no atendimento pessoal. Outras inúmeras
atividades também fazem parte do CVV Comunidade, incluindo palestras sobre vários temas, Semana
de Valorização da Vida, eventos na comunidade (Sipat, ações globais, etc).
Para acompanhar os próximos eventos e grupos já existentes: https://www.facebook.com/CVV-
Comunidade-Brasil ou escreva para cvvcomunidade@cvv.org.br . Caso queira mais informações sobre
o tema: https://www.cvv.org.br/imprensa/
O QUE OS PAIS PODEM FAZER

As táticas eficientes para prevenir o suicídio incluem o aperfeiçoamento da aptidão social e emocional
dos jovens, tais como solucionar problemas, tomar decisões, lidar com a raiva, resolver conflitos e
comunicar-se sem medo de se afirmar. Os pais têm os meios para ajudar os adolescentes a
desenvolverem essas características e habilidades, como por exemplo:
1- Demonstrar que confiam no filho, fazendo-o participar das decisões em família.
2- Nutrir um relacionamento tranqüilo e equilibrado, ensinando ao jovem, por meio de exemplos
concretos, como lidar com a fúria.
3- Difundir-se abertamente, procurando resolver os problemas em conjunto.
4- Oferecer oportunidade e incentivar o jovem a expressar suas opiniões, e considerar as alternativas
antes de tomar uma deliberação.
5- Afirmar-lhe que é importante, amado e levado a sério.
6- Garantir-lhe formalmente que nada vai afetar o amor e a aprovação paterna.

7- Buscar oportunidades para ensinar ao jovem como lidar com decepções e “fracassos”.
8- Transmitir ensinamentos e conhecimentos afirmando que, todos passamos por experiências
negativas e o que importa é focalizar o positivo.
ATENÇÃO AOS SINAIS

• Alterações significativas na personalidade ou nos hábitos;


• Alterações súbitas de comportamento, como quedas de notas, mudanças de personalidade ou
ações rebeldes, também podem ser sinais de aviso;
• Comportamento ansioso, agitado ou deprimido;
• Queda no rendimento escolar;
• Afastamento da família e de amigos;
• Mostrar tristeza excessiva e isolamento;
• Estar frequentemente triste e sem vontade para participar em atividades com os amigos ou fazer
o que se fazia antigamente são alguns sintomas de depressão, que, quando não tratada, é uma
das principais causas do suicídio;
• Normalmente, a pessoa não consegue identificar que está com depressão e acha apenas que
não está sendo capaz de lidar com as outras pessoas ou com o trabalho, o que, ao longo do
tempo, acaba deixando a pessoa desanimada e sem vontade para viver;
• Perda de interesse por atividades de que gostava;
• Descuido com a aparência;
• Além disso, como na maioria das vezes já não existe interesse pela vida, é comum que se deixe
de dar atenção para a forma como se veste ou se cuida, utilizando roupa velha, suja ou deixando
crescer o cabelo e a barba;
• Perda ou ganho repentinos de peso;
• Mudança no padrão usual de sono;
• Comentários auto-depreciativos recorrentes ou negativos e desesperançosos em relação ao
futuro;
• Disforia (combinação de tristeza, irritabilidade e acessos de raiva);
• Comentários sobre morte, sobre pessoas que morreram e interesse pelo assunto;
• Doação de pertences que valorizava;
• Expressão clara ou velada de querer morrer ou de pôr fim à vida;
• Demonstrar calma repentina;
• Demonstrar um comportamento calmo e despreocupado depois de um período de grande
tristeza, depressão ou ansiedade, pode ser um sinal de que a pessoa está pensando e decidida
pelo suicídio. Isso acontece porque a pessoa pensa ter encontrado a solução para o seu
problema, deixando de se sentir tão preocupada;
• Muitas vezes, estes períodos de calma pode ser interpretados pelos familiares como a fase de
recuperação da depressão e por isso, podem ser difíceis de identificar, devendo ser sempre
avaliados por um psicólogo, para garantir que não existem ideias suicidas;
• Fazer ameaças de suicídio;
• A maior parte das pessoas que estão pensando em suicídio irão informar um amigo ou familiar
das suas intenções. Embora esse comportamento, muitas vezes, seja visto como uma forma de
chamar a atenção, nunca deve ser ignorado, especialmente se a pessoa está vivendo uma fase
de depressão ou de grandes alterações na sua vida;
• Existe um mito de que pessoas que falam em suicídio só o fazem para chamar a atenção e não
pretendem, de fato, terminar com suas vidas. “Isso não é verdade, falar sobre isso pode ser um
pedido de ajuda”;
• Algumas das frases mais comuns ouvidas por ela foram “não aguento mais”, “eu queria sumir” e
“eu quero morrer”. Então, se você ouvir um parente ou amigo falando algo do tipo, preste
atenção;
• Os progenitores têm de estar atentos, prevenidos e acautelados, sobretudo se o jovem tem
conduta autodestrutiva, fica dizendo que não vale nada ou que é um peso para os outros, e que
preferia estar morto;
• Estudos e pesquisas já demonstraram que evidências irrefutáveis de muitos dos jovens que se
suicidaram deixaram inúmeras pistas. Já haviam mencionado a uma ou mais pessoas que eles
ou os outros estariam “melhor se estivessem mortos”. É um tipo de comentário que não deve ser
ignorado;
• Desenhos ou pinturas de morte;
• Comportamento perigoso ou autodestrutivo;
• Comportamentos potencialmente perigosos, como dirigir de forma imprudente, praticar sexo
inseguro e aumentar o uso de drogas e / ou álcool podem indicar que a pessoa não valoriza mais
sua vida.

Quem tem mais probabilidade de cometer suicídio?

• Idosos que perderam o cônjuge por morte ou divórcio;


• Pessoas que tentaram suicídio no passado;
• Pessoas com histórico familiar de suicídio;
• Pessoas com um amigo ou colega de trabalho que cometeram suicídio;
• Pessoas com histórico de abuso físico, emocional ou sexual;
• Pessoas solteiras;
• Pessoas não-qualificadas ao trabalho ou desempregadas;
• Pessoas com dor prolongada ou doença incapacitante ou terminal;
• Pessoas que estão inclinadas a comportamentos violentos ou impulsivos;
• Pessoas que foram recentemente libertadas de uma hospitalização psiquiátrica, que é
frequentemente um período muito assustador de transição;
• Pessoas em certas profissões, como policiais e profissionais de saúde que trabalham com
pacientes terminais;
• Pessoas com problemas de abuso de substâncias;
• Abuso de álcool e drogas;
• Pessoas que espontaneamente estão se desfazendo doando coisas importantes para outra
pessoa tomar conta;
• Pessoas que repentinamente estão fazendo declarações de amor inesperadas e quando a
pessoa usar expressões como “pode ser tarde”, “não vou dar mais trabalho”.

A DOR DE QUEM CARREGA A LEMBRANÇA DE UM SUICÍDIO


• Júlio César de Moura Nunes, 25, motoboy, Extremoz (RN)

“Meu irmão Paulo Vitor se matou quando tinha 25 anos. Era casado e trabalhava como técnico em
informática. Foi no dia 1º de julho de 2009. Sabíamos que ele tinha depressão, mas já havia sido tratado.
Um dia, ele saiu de moto como se fosse trabalhar. No meio do caminho, ligou para minha mãe e meu
pai chorando, avisando que ia pular da ponte Milton Navarro (atração turística de Natal, sobre o rio
Potengi). Ligou também para a polícia, avisando onde deixaria a moto e o capacete. Soube pela minha
cunhada, que era mulher dele na época. Fiquei desnorteado, sem saber o que fazer. Andava pela casa
e ficava pensando nos meus pais. Acho que todo mundo se sentiu um pouco culpado. Por que deixamos
ele sair? Ele era estudioso e trabalhador. Cursou Filosofia na UFRN (Universidade Federal do Rio
Grande do Norte). Vivia me dando conselhos: não beba demais, não use drogas, estude, tenha um
trabalho. Hoje, não sou muito de falar sobre isso, pois é doloroso. Lembro dele e tenho muita saudade,
pois ele cuidava de mim. Na virada do ano, minha mãe estava aqui em casa e, quando me abraçou para
desejar feliz Ano-Novo, falou: ‘Tenho tanta saudade do seu irmão’. Disse para ela ter um pouco de
paciência, pois, um dia, todos vamos nos encontrar de novo.”

• Kátia Maria de Fátima Arantes, 58, aposentada, Rio de Janeiro (RJ)

“Meu filho Daniel tinha 25 anos quando se matou, em casa, com um tiro, no dia 23 de agosto de 2001.
Morávamos eu, meu marido (hoje ex), minha filha de 15 anos e minha avó de 88 anos. O Daniel era
fruto de um casamento anterior, mas foi criado pelo meu segundo marido, pois o pai biológico dele
sempre foi ausente. Éramos uma família feliz. Daniel, no entanto, já havia tentado o suicídio antes,
ingerindo remédios. Apesar de ser deprimido desde a infância, estava passando por acompanhamento
com uma psicóloga e uma psiquiatra. Além disso, era recém-formado em Psicologia na UFRJ
(Universidade Federal do Rio de Janeiro). Isso nos dava uma falsa tranquilidade. Na hora em que meu
marido ligou para avisar o que tinha acontecido, tive forças para tomar um calmante e consegui chegar
em casa. Meu corpo ficou sem coordenação, como se eu tivesse tido um AVC. Do meu emocional, não
sobrou nada. Nessa situação, você não encontra saída, pois a morte é a única coisa que não tem volta.
Nos primeiros meses, às vezes, eu dava com a cabeça na parede de tanto desespero. Tive muito apoio
dos meus irmãos, do meu cunhado, dos professores e dos colegas do curso de Direito que eu fazia.
Eles não deixaram que eu trancasse a faculdade e me formei no final de 2001. Minha filha amadureceu
dez anos em um com a perda e o trauma. Foi ela que encontrou o irmão após o acontecido. Hoje, depois
de mais de 14 anos, tenho momentos de alegria, mas a angústia da falta nunca passou. Perder um filho
é perder a continuidade da sua família, perder todos os descendentes que poderiam vir, é perder o
futuro, os netos e os bisnetos. Acho que o tabu a respeito do suicídio começa quando se fala em doença
mental. No entanto, são problemas que acontecem em quase todas as famílias.”

• Patricia Fanteza, 44, empresária, Rio de Janeiro (RJ)

“Perdi meu pai, Jorge, há 20 anos, quando ele tinha 52 e eu, 24. Ele foi até a casa da mãe dele, que
havia falecido uns seis meses antes, ligou o gás do forno e fechou a cozinha. Ele era uma pessoa
amorosa, presente, benquista por todos. Não era aparentemente depressivo, mas não falava muito
sobre as próprias emoções, era reservado. Em 1995, me casei e fui morar em Santa Catarina. Três dias
depois, recebi por telefone a informação de que ele tinha falecido. Por algum motivo, pude sentir isso.
Meu ex-marido atendeu e perguntei para ele: ‘Meu pai morreu, não?’. Depois, soube pela minha mãe
que, três dias antes do suicídio, ele estava mais recolhido, deitado e sem vontade de sair do quarto. Na
noite em que tirou a própria vida, chegou a ligar para dois tios meus. Um deles era mais próximo, mas
não pôde atendê-lo naquele momento. Jamais saberemos se a ligação era um pedido de ajuda. Eu me
lembro de que, no início, tinha vergonha de falar a verdade na cidade pequena onde morava. Dizia que
meu pai teve um infarto fulminante. Chorava dia e noite, foi muito difícil aceitar. Um dia, meu ex-marido
falou: ‘O que posso fazer para não te ver triste desse jeito?’. E eu respondi: ‘Só queria dez minutos com
meu pai, para dar um beijo nele e abraçá-lo’. Nesse dia, fui dormir chorando e sonhei com ele. Cerca de
um ano depois, em uma noite de tristeza profunda, vi na TV uma propaganda do CVV (Centro de
Valorização da Vida), entidade que oferece serviço gratuito de apoio emocional, feito por voluntários.
Liguei e foi um alívio. Finalmente, falava com alguém que me ouvia de maneira neutra, carinhosa e
respeitosa, sem me vitimizar, nem julgar. Alguns dias depois, voltei para o Rio e acabei me tornando
voluntária também.”
Por que há tantos suicídios entre jovens no Japão?

Muitas pessoas sabem que o suicídio é um dos grandes problemas sociais do Japão e envolve, com
bastante frequência, crianças e adolescentes. É muito comum ver no noticiário casos de jovens que
pularam de prédios, se jogaram na frente de trens ou foram encontrados enforcados dentro de casa.
A frequência é abominável e o suicídio de menores tem o seu pico anualmente em datas especiais. O
governo japonês divulgou uma análise sobre 18 mil suicídios de menores de 18 anos, ocorridos entre
os 1972 e 2013. O total de mortes nessas quatro décadas se mostrou maior nos dias 8 e 11 de abril, 30
de agosto, 1 e 2 de setembro.
Todas essas datas registraram mais de 90 mortes, com um destaque ao dia 1° de setembro, que
totalizou 131 mortes nos 41 anos analisados.
O que essas datas têm em comum?
Quem conhece o sistema japonês já deve ter adivinhado: são os dias em que acabam as férias escolares
e começam as aulas. Para muitos jovens que sofrem com problemas nas relações dentro da escola ou
bullying, o período de férias é o momento de se livrar de tudo e, quando acaba, o retorno à escola se
torna assustador.
Só no mês passado houve três suicídios de estudantes e uma tentativa falha, em três dias. Adivinhem
quais? Isso mesmo, de 30 de agosto a 1° de setembro.
O que é algo extremamente triste e contrário ao que a escola deveria significar para o aluno. Ao invés
de ser um local para construir amizades, aprender e desenvolver um papel social, a instituição se torna
um verdadeiro inferno. O ambiente escolar pode ser uma terra sem lei, onde aqueles que demonstram
fraqueza são humilhados, e quem deveria impedir os abusos fecha olhos e ouvidos.
O tema suicídio no Japão sempre me intrigou, embora o problema não seja exclusivo da terra do sushi.
O Brasil também possui elevados casos de suicídio, só que estão bem mais ocultos e um tabu na
sociedade.
Referências:

Canal de Stevie Cutts https://www.youtube.com/user/steviecutts


Link do vídeo Oficial Moby: Moby The Void Pacific Choir – Are You Lost In The World Like Me (Official
Video) link abaixo. https://www.youtube.com/watch?v=VASyw…
Assista aqui o vídeo completo de Hana Grace
Assista aqui o vídeo completo do canal Alexandrismos

3 - Famosos que cometeram suicídio


O ciclo da vida nunca pára. Quase que de modo diretamente proporcional, a vida vai se
desenvolvendo continuamente com seus estágios que passam do nascimento, crescimento,
reprodução, e morte. Aliás, esse último item é uma das poucas certezas que temos.
No final das contas do pó viemos e ao pó voltaremos, só que muitas pessoas de certo modo
optam por fugir de algum problema, ou por alguma doença, depressão e coisas do tipo, e
automaticamente alteram esse andamento natural dos ciclos da vida, dando um fim na sua
própria existência física.
Essa prática é muito mais comum no ‘showbiz’ do que você imagina! Abaixo iremos listar
algumas entre inúmeras personalidades que por seu próprio motivo pessoal, optaram por
cometer suicídio e deixaram suas respectivas legiões de fãs e admiradores desolados. Quer
ver? Então confira ai:
1. Heath Ledger (1979 – 2008)

Abrimos nosso singelo apanhado de famosos que atentaram contra a vida, com o
eterno coringa, Heath Ledger. O ator deu fim a sua existência ingerindo mais de sete tipos de
medicamentos diferentes de uma só vez, o que ocasionou uma intoxicação aguda
extremamente grave. O ator sofria de uma depressão, além de problemas de insonia e
ansiedade excessiva.
2. Ingo Schwichtenberg (1965 – 1995)

O baterista da banda de heavy metal Helloween começou a ter problemas de esquizofrenia e


de depressão provenientes da ingestão excessiva de bebidas alcoólicas e drogas, o que de
acordo com os outros membros remanescentes da banda na época, ajudaram a culminar no
suicídio do musicista.
Ingo resolveu tirar sua vida na estação de Friedrichsberg, na cidade alemã de Hamburgo, ao
se jogar nas carruagens de lá.
3. Kurt Cobain (1967 – 1994)
Kurt Cobain era o líder do Nirvana. E cometeu o suicidou com um tiro na cabeça. Uma grande
perda que assolou o mundo da música no ano de 1994. O eterno vocalista do Nirvana, um dos
maiores propagadores da música grunge sofria depressão profunda e era usuário assíduo de
drogas pesadas, entre elas a heroína.
4. Lucy Gordon (1980 – 2009)

A atriz Lucy Gordon famosa por sua participação no filme O Homem-Aranha 3 foi encontrada
morta. Nem a própria família acreditou que a jovem atriz que tinha toda uma carreira pela frente,
deu o fim na própria vida. Ela se enforcou em seu próprio apartamento. Trágico!
5. Marilyn Monroe (1926 – 1962)

Marilyn Monroe, ícone máximo do fim da década de 50 e 60, musa inspiradora até mesmo de
movimentos culturais e artísticos como a pop-art, ícone fashion, mulher de Hollywood
referência para todas as mulheres de sua época, morreu 36 anos de idade. Resolveu por fim
a sua vida ao tomar uma dose muito alta de barbitúricos no triste verão de 1962.
6. Ruslana Korshunova (1987 – 2008)

Ao atirar-se de um prédio de Manhattan, em Nova Iork a modelo russa Ruslana Korshunova,


aparentemente não encontrava mais sentidos para a sua existência. E no alto de seus 20
aninhos, a bela modelo atentou contra sua vida prematuramente. Korshunova foi enterrada em
Moscou, capital russa.
7. Anna Nicole Smith (1967 – 2007)

Anna Nicole Smith, uma das mais famosas coelhinhas da Playboy, se suicidou aos 39 anos,
ao que tudo indica, em consequência de uma overdose de sedativos prescritos.
8. Alexander McQueen (1969 – 2010)

O estilista famoso internacionalmente, e conhecido por suas criações excêntricas e


extravagantes, suicidou-se aos 40 anos através de um enforcamento, em sua própria casa, no
dia 11 de fevereiro do ano de 2010, nas vésperas do enterro de sua mãe. Triste!
9. Leila Lopes (1959 – 2009)

Em dezembro de 2009, a ex-global foi encontrada morta, em seu apartamento no bairro do


Morumbi. A atriz sofria de depressão e deu fim a sua vida ao ingerir uma quantidade significativa
de veneno para rato. Uma de suas atuações de sucesso foi como professora na novela da rede
Globo, O Rei do Gado.
10. Ian Curtis (1956 – 1980)

O vocalista do Joy Division, retirou sua própria vida no ano de 1980 quando o músico tinha
apenas 23 anos. Ele era epilético e a rotina lotada dos shows da banda, complicaram ainda
mais seu caso clínico. Certo dia ele exagerou nas doses de seus remédios prescritos e foi
encontrado enforcado. Triste fim!
11. Sigmund Freud (1856 – 1939)

Médico austríaco, apontado como o precursor da psicanálise, ele gostava de apreciar um bom
charuto nas suas consultas, um muito mau hábito: ele contrai um cancro na garganta. Apesar
de mais de 30 operações muito dolorosas, ele escolhe a morte ao sofrimento, optando pela
eutanásia feita por um médico amigo em 1939 com a idade de 83 anos.
12 – Achille Zavatta (1915 – 1993)

Homem de circo, um palhaço famoso, praticava acrobacias, exercícios de equitação, música


(tocava trompete, saxofone e bateria). O artista sofria de infecções renais graves e perda
progressiva da visão. Desgastado pelo trabalho e oprimido por dificuldades financeiras devido
à empresa, Zavatta torna-se um palhaço triste e vende em 1992 o circo que ele criou em 1978.
Em 16 Novembro de 1993, o palhaço Zavatta deu-se um tiro na cabeça a idade de 78 anos,
pouco antes do amanhecer, incapaz de suportar a vida com a diálise.
13. Robin Williams (1951 – 2014)

O ator que fez filmes de sucesso como: “Uma Babá quase perfeita”, “Gênio Indomável” e
“Sociedade dos Poetas Mortos” e tinha um carreira grandiosa nos cinemas foi encontrado morto
em sua casa.
Ele morreu aos 67 anos de idade, em 2014, por enforcamento. Muitos acreditam que a principal
causa foi a depressão, mas a sua mulher revelou que ele sofria de demência de corpos de Lewy
(DCL), doença que causa vários sintomas como aumento exagerado da ansiedade e
alucinações.
Nos cinco meses subsequentes à morte do ator, houve 10% mais casos que o esperado para
o período. Os pesquisadores que analisaram os efeitos da morte de Williams coletaram dados
mensais de suicídios registrados pelo Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados
Unidos (CDC, na sigla em inglês) entre 1999 e dezembro de 2015, para verificar se houve
alguma alta inesperada em determinado período. Eles perceberam que 18.690 pessoas tiraram
a própria vida entre agosto e dezembro de 2014, quando 16.849 casos eram esperados com
base na série histórica. Ou seja, houve 1.841 suicídios a mais que o previsto. O risco potencial
de pessoas copiarem personalidades que se suicidam já é conhecido de autoridades de saúde
pública. Não é possível dizer com certeza, pela pesquisa, se a morte de Robin Williams foi o
que provocou o aumento dos suicídios, mas os fatos parecem ter alguma conexão
14. Champignon (1992 – 2005)

O músico da banda Charlie Brown Junior morreu pouco tempo depois que seu amigo e
companheiro de banda, Chorão, faleceu devido a uma overdose de cocaína. Ele deu um tiro na
sua própria boca e chocou o Brasil inteiro com a notícia da sua morte.
15. Cory Monteith (1982 – 2013)
O ator canadense foi encontrado morto em um quarto de hotel, no dia 13 de julho de 2013. Ele,
que tinha 31 anos e fez sucesso na série ‘Glee’, cometeu suicídio e deixou seus fãs sem
entender que aconteceu direito.
16. Lucy Gordon (1980 – 2009)

A atriz britânica Lucy Gordon (1980 – 2009) foi encontrada morta em seu apartamento dois dias
antes de completar 29 anos. Antes de cometer o seu próprio enforcamento, Lucy deixou uma
carta escrita à mão sobre como queria dividir seu patrimônio e pediu que US$ 10 mil (R$ 17,7
mil) fossem colocados em um fundo de confiança “para cuidar financeiramente de minha cadela
Meelon para o fim de seus dias”. A atriz ficou conhecida por sua participação em filmes como
“Honra e coragem – As quatro plumas” (2002), “Bonecas russas” (2005) e “Homem-aranha 3”
(2007).
17. Walmor Chagas (1930 – 2013)

Ator, autor, diretor e com muitas facetas, Walmor era considerado um artista completo. Ele fez
mais de 30 novelas em sua carreira vasta. Chagas também teria importância no cinema e no
teatro brasileiro, mas em 2013 ele colocou fim à própria vida. O ator deu um tiro na própria
cabeça enquanto estava sentado na sala de casa. Ele estaria com uma doença terminal.
18. Alberto Santos Dumont (1873 – 1932)

Tido no Brasil como o inventor do avião, ele desenvolveu a forma crônica da doença depois
que aeronaves começaram a ser utilizadas em bombardeios. Historiadores dizem que, além de
depressão, o aviador sofria de esclerose múltipla. Com o agravamento do quadro, ele foi se
isolando até que, em 1932, enforcou-se com uma gravata em um hotel de São Paulo.
19. Hannah Bond (1995 – 2008)

Uma menina emo de 13 anos suicidou-se em seu quarto, depois de duas semanas de aderir ao
estilo emo. Ela era fã de “My Chemical Romance” e supostamente estava obcecada com o
disco “The Black Parade” e com a morte. Começou a se cortar e a encher suas páginas da
internet com fotos de garotas com as veias cortadas ou ursinhos rosados pendurados pelo
pescoço cheios de sangue. Enforcou-se com uma gravata para impressionar seus amigos. A
jovem deixou uma nota suicida na qual empregou o pseudônimo “Desastre vivente”. Ao
regressar da casa de um amigo, Hannah Bond disse a seus pais que queria se matar, que lhe
responderam “Larga mão de ser boba menina”. A adolescente foi encontrada pendurada em
uma beliche uma hora após sua advertência.
20. Dolores O’Riordan (1971 – 2018)

A vocalista do Cranberries – Dolores O’Riordan morreu por overdose no dia 15 de Janeiro de


acordo com fonte da Polícia de Londres, segundo publicado no Santa Monica Observer. As
autoridades encontraram a droga perto da cama da vocalista de 46 anos. O Fentanil do Acetil
é um analgésico do opiáceo de 5 a 15 vezes mais forte do que a heroína. Suspeitas recaem
sobre suicídio por overdose deliberada.
21. Anthony Bourdain (1956 – 2018)

O apresentador de TV norte-americano e chef de cozinha Anthony Bourdain, estrela do


programa de culinária e viagem da CNN “Parts Unknown”, se enforcou em um quarto de hotel,
no segundo suicídio de uma celebridade norte-americana na mesma semana. Bourdain, que
tinha 61 anos, foi encontrado morto em um quarto de hotel em Estrasburgo, na França, onde
estava trabalhando em um próximo episódio para seu programa, disse um representante da
CNN em comunicado.
22. Kate Spade (1962 – 2018)

A morte de Bourdain acontece três dias depois da estilista norte-americana Kate Spade (1962
– 2018), que construiu um império da moda com suas bolsas, ter sido encontrada morta em seu
apartamento em Nova York, após suicídio.
Os índices de suicídio cresceram em quase todos os Estados norte-americanos de 1999 a
2016, de acordo com dados divulgados pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças
dos EUA logo após estes dois casos.
23. Michael James Marin (1958 – 2012)

Foi um financista americano, advogado, ex- comerciante de Wall Street e milionário. Ele foi
julgado por incêndio criminoso e ter incendiado sua própria casa, avaliada em 3,5 milhões de
dólares para receber o seguro completo. Audiências judiciais iniciadas em 21 de maio de 2012,
o levaram a condenação a décadas de prisão. Logo depois de ouvir a condenação em 28 de
junho de 2012 e saber que seria detido imediatamente após a audiência, ele cometeu suicídio
no tribunal.

O professor analista
1-O professor e os temperamentos

O PROFESSOR

“Professor” tem origem no Latim, vem de PROFESSUS que significa “pessoa que declara em
público” ou “aquele que afirmou publicamente”. Essa palavra, por sua vez, é derivada do
verbo PROFITARE. Esse significa “afirmar/declarar publicamente” e é comporto de PRO, “à
frente” e FATERI, “reconhecer”. Essa expressão era usada para as pessoas que se declaravam
aptas a exercer alguma função, nessa situação é ensinar.

Uma simples profissão? Um destino? Uma grande missão? Fazer o seu semelhante crescer
como cidadão e como ser humano? Preparar pessoas para enfrentar os obstáculos da vida?
Instruir? Mostrar o caminho? Que caminho?

É muito difícil definir numa só palavra a importância do professor para a humanidade. Um


trabalho nobre, sem o devido reconhecimento em nossa sociedade. Remoto é o tempo em que
ele tinhastatus de autoridade. O professor, além de ensinar (e estudar), tem os seus problemas
para resolver, sai de casa cedo, retorna tarde, corre contra os ponteiros do relógio, sofre
de stress, tem os seus próprios filhos para criar, compromissos, preocupações e insegurança.

ENSINANDO O EXECUTOR
O “Executor” costuma excitar-se rapidamente e longamente diante de estímulos. Isso significa
que ele se interessa muito fácil por algum assunto ou acontecimento e esse interesse
permanece por longo tempo. Da mesma forma, ele costuma se irritar, magoar ou se alegrar
facilmente e tais sentimentos permanecem por longo tempo em sua alma. Quem educa um
“Executor” goza de uma certa facilidade, pois eles são mais independentes. Ao se interessar
por um tema, eles vão a fundo em suas pesquisas sem que o tutor tenha que ficar cobrando,
explicando ou incentivando. O educador desse perfil deve ser aquele que indica ao pupilo o que
estudar, apresentar desafio e excitá-lo, tomar sempre o cuidado para que ele não tome o
caminho errado. Devido à rápida excitação e à persistência típicas do “Executor”, eles tendem
aos extremos: ou são empreendedores de grande sucesso ou empresários falidos. Ou são
grandes santos ou grandes pecadores; etc. Em nossa casa, meu filho é a personalidade
executora. Saber disso nos ajuda a lidar com seus momentos de irritação e de grande alegria.

ENSINANDO O COMUNICADOR

O “Comunicador” é aquele que se excita rapidamente, mas que logo se arrefece e já concentra
suas emoções em outros novos estímulos. Por exemplo, se alguém o ofende, ele fica muito
chateado no momento, mas rapidamente esse sentimento some, pois ele já está preocupado
com outra coisa. Essa velocidade com que a excitação vai embora gera problemas tanto na
educação moral quanto na instrução técnica: as reprimendas não surtem efeito e seu interesse
por um tema desaparece de uma hora para a outra. Para os afazeres diários é necessário ter
paciência, repetir todos os dias aquilo que ele deve fazer, até que, depois de muita insistência,
torne-se um hábito.

O “Comunicador” também é muito facilmente influenciado, para o bem ou para o mal. Na


instrução técnica, o problema é que ele muda de interesse a cada momento e assim torna-se
muito difícil de aprofundar-se em uma matéria, de refletir a longo sobre um tema. Você pode
contribuir, ajudando-a a ser mais objetivo e fazendo com que ele siga as tarefas designadas.
ENSINANDO O PLANEJADOR

O “Planejador” é aquele que dificilmente será motivado e quando algum estímulo o atinge, logo
passa. Como consequência, ele não se interessa muito por estudos ou trabalhos, tampouco se
entusiasma com desafios, mas prefere o descanso, a tranquilidade. O que passa fora deles não
os atinge, portanto é difícil que se movam por algo maior do que aquilo que atinja diretamente
as suas rotinas. A vantagem é que ele se mantém tranquilo perante as adversidades, insultos,
fracassos. Ensinar o “Planejador” exige muito trabalho e paciência dos pais e professores: é
necessário explicar-lhes tudo e por repetidas vezes. Eles normalmente se destacam em áreas
em que a comunicação é mais importante que o conhecimento profundo sobre algum tema,
como no comércio.

ENSINANDO O ANALISTA

O “Analista” é difícil de ser motivado mas quando algo o comove o estímulo dura por muito
tempo. Longas e profundas reflexões são típicas desse perfil, o que pode ajudar muito na vida
e estudos, mas que tem o mesmo poder de transformá-lo em uma pessoa cheia de remorsos,
pessimista e triste. É calado, lento e apático. Não podemos esperar pró atividade dele. Ainda
que normalmente seja possuidor de talentos, é difícil fazer com que ele se mova ou tome
alguma iniciativa. Muitos “Analistas” poderiam ser grandes profissionais nas mais diversas
áreas, mas morrem sem nunca ter tido a iniciativa de dedicar-se ao seu talento. Para educar
um filho “Analista”, é necessário incentivá-lo a agir, a se envolver com o que será estudado.

2 - O perfil e a inteligência
Cada “Perfil Comportamental” apresenta características distintas, as quais se destacam
habilidades individuais, portanto assim como na “Teoria das Inteligências Múltiplas”,
desenvolvida por Gardner(1994), o processo educacional deve partir do princípio de que cada
ser humano tem uma forma diferente de aprender, alguns possuem inteligências mais
desenvolvidas, outras menos, bem como aprendem de maneiras diferentes.
Gardner relata que passou a investigar o aspecto biopsicológico onde inclui a valorização do
genético e neurológico do comportamento, destacando o cognitivo, traços e disposição
temperamental. Dessa maneira, a inteligência passou a ser observada de outra forma, “o fato
de um indivíduo ser ou não inteligente e em que aspectos, é um produto em primeiro lugar de
sua herança genética e de suas propriedades psicológicas, variando de seus poderes
cognitivos às suas disposições de personalidade”. (GARDNER, p. 50 – Inteligências Múltiplas,
1995)
Buscar os pontos fortes de cada temperamento é um mecanismo ideal para estimular as várias
inteligências, sendo uma forma de se alcançar à aprendizagem, segundo Gardner, cada
educando deve ser avaliado como sujeito único e na descoberta dos pontos fortes desses
alunos, abre-se caminho para atingir os objetivos traçados pela escola, sendo eles o
aprendizado e o desenvolvimento de habilidades. Dentro deste contexto é necessário aos
educadores estudarem novas fontes de estímulos para o processo “ensino-aprendizagem”.

A sociedade e os saberes mudaram e a escola indubitavelmente continua procurando agir como


se essas mudanças não afetassem a comunidade escolar. Para Hernandez a escola não
acompanha essa transformação social por medo ou por não saber como agir. (Transgressão e
Mudança na Educação, 1998 – Fernando HERNANDEZ)
Gardner relata que o modo de explanação de um conteúdo pode fazer a diferença entre uma
experiência educacional bem ou mal sucedida. Quando o educador destaca os pontos fortes e
fracos de cada grupo dos 4 temperamentos, traça metas para trabalhar com a individualidade
e por intermédio dos conhecimentos desses pontos reconhece qual educando necessita de
mais ajuda, qual é talentoso, qual área se destaca ou precisa ser desenvolvida, como por
exemplo:

a) Inteligência Linguística – O “Analista” e o “Planejador” são melhores escritores do que


oradores, o “Comunicador” e o “Executor” são exímios oradores, mas não são bons para
escrever.
b) Inteligência lógico-matemática – O “Analista” apresentará essa inteligência por gostar de
pensar muito e de desafios, o “Planejador” terá dificuldades com os números por achar que
demanda muito tempo e por achar os cálculos trabalhosos, mas no aspecto à organização e
auxílio se sai muito bem. Já o “Comunicador” no tato com os números terá dificuldades porque
não consegue se concentrar por muito tempo, mas se estimula ao deparar com muitos
problemas para serem resolvidos e apresenta brilhante desempenho em relacionamentos, o
“Executor” sempre prático e como projetista se sairá bem com os cálculos e em termos de
relacionamentos terá dificuldades por sempre querer liderar.
c) Inteligência musical – O “Analista” por sua introspecção e pela emoção provinda da música,
o “Comunicador” pelo movimento, ritmo e empolgação e o “Planejador” pela calma transmitida
por alguns ritmos.
d) Inteligência Espacial – O “Analista” e o “Planejador” são observadores, detalhistas e
possuem boa memória, o “Comunicador” tem boa memória espacial.
e) Inteligência corporal-cinestésica – O “Comunicador” por seu movimento e agitação e o
“Executor” por gostar de trabalhar com as mãos e as pernas.
f) Inteligência interpessoal – É nitidamente perceptível no “Comunicador” por ser bom de
papo e muito sociável e o “Planejador” com toda sua calma consegue cativar as pessoas.
g) Inteligência intrapessoal – O “Analista”, apesar de acabar se entregando a solidão e a
tristeza e o “Executor” por se achar muito esperto e controlador.
h) Inteligência naturalista – O “Analista” com toda a sua preocupação e o “Comunicador” por
sua solidariedade.
i) Inteligência existencial-espiritual – O “Analista” e o “Comunicador” desenvolverão muito
essa inteligência, já o “Executor” e o “Planejador” terão dificuldade.
As “diversas inteligências” é um meio de identificação das múltiplas formas de aprendizagem,
ao observar quais se sobressaem e quais estão ligadas a cada tipo de temperamento, o próximo
passo é iniciar o uso de cada uma delas para desenvolver as demais, onde visa um trabalho
pedagógico individualizado.

3 - Pesquisa revela a contribuição da teoria dos 4 temperamentos


para a educação

Essa pesquisa realizou um estudo teórico das obras de LaHaye (Temperamento Controlado
pelo Espirito – Tim Lahaye, 1997), que buscou uma ligação com a “Teoria das Inteligências
Múltiplas” deGardner, traçou-se estratégias para a aplicação da “Teoria dos 4 Temperamentos”
em sala de aula, baseando-se na importância do educador descobrir os verdadeiros interesses
do educando para, apoiando-se neles, construir uma proposta pedagógica centrada nos
próprios alunos.
Diante das inúmeras possibilidades de se atuar em sala de aula e com o intuito de valorizar a
individualidade de todos que compõem a comunidade escolar e priorizando o emocional de
todos os envolvidos, o ensino deixa de ser pautado na assimilação e memorização de meros
conteúdos sistemáticos e passa a integrar uma co-relação entre professor/aluno.
De posse dos conhecimentos sobre a “Teoria dos 4 Temperamentos” e suas combinações, na
busca por mais aprofundamento sobre o assunto e baseando-se nos estudos de LaHaye, “…
havia dois gêmeos idênticos em minha classe. (…) Um deles tinha uma personalidade afetiva,
o outro evitava as pessoas. Um deles amava os esportes, a história e a literatura, o outro
preferia a matemática, a física e a linguagem...”(p. 09). Observou-se através deste relato a
diferença entre as pessoas e dessa maneira a pesquisa oferece o desenvolvimento de uma
atividade pedagógica individualizada.
Os novos estudos científicos nas mais diversas áreas, têm feito psiquiatras e psicólogos
desencantarem da psicologia freudiana e da teoria comportamentista e observarem que o ser
humano é um ser interacionista, onde valoriza as antigas ideias e aplica essas teorias. Uma
das mais revistas tem sido a “Teoria dos 4 Temperamentos”, Antunes (Alfabetização Emocional,
Celso Antunes 2002) destaca que a nossa memória é constituída por metade dos genes que
herdamos e a outra metade é formada pela aprendizagem adquirida pelo meio em que vive.
“O temperamento é a combinação de características inatas que afetam no nível do
subconsciente o comportamento de um ser humano” (LAHAYE). São provindos da combinação
genética dos pais, portanto, os genes e cromossomos utilizados na concepção, são os
principais responsáveis pela maneira de ser, atos e emoções. Claro que o temperamento não
é o único fator que influencia as atitudes! Mas é o primeiro, o principal, ao lado dele está à
maneira como se educa, motiva, treina e cria cada indivíduo.
Nessa teoria o educador precisa aprender quais são e como age cada temperamento, o que o
levaria a trabalhar de forma positiva com o temperamento dos seus alunos, aproveitando a
característica de cada um para lecionar de forma individualizada, impedindo que haja desânimo
pela diferença temperamental o que poderia interferir até mesmo na autoestima. Para isso,
necessita compreender as características de cada grupo e como identificar os temperamentos
dos alunos.
Antunes, bem como Luria (Psicologia e Pedagogia – Bases Psicológicas da Aprendizagem e
do Desen. Leontiev Luria, 2005) destacam a importância da interação, relatam que o aluno já
nasce com as condições próprias para aprender, mas necessita de mediação para desenvolver
tais condições. Quando o professor conhece o seu aluno através do tipo de temperamento,
saberá a melhor maneira de interagir com esse educando.
Diversas situações são expostas como problemas no ambiente escolar e muitas vezes são
casos ligados ao temperamento do aluno: “A perda da confiança e da autoestima talvez seja o
“efeito colateral” mais comum de uma dificuldade de aprendizagem (…). Elas presumem que
são estúpidas, porque não se saem bem na escola e que não podem ser apreciadas, porque
não tem uma multidão de amigos”. Na falta de compreensão desses aspectos por parte do
professor, a criança apresenta uma dificuldade de aprendizagem e o quadro do problema se
agrava por não cuidarem de maneira individualizada.
Como aplicar temperamentos em sala de aula?

As análises do material impresso sobre o assunto pesquisado concomitante a pergunta da


pesquisa traçou alguns pontos de partida para a prática da “Teoria dos 4 Temperamentos” em
sala de aula.
Uma criança “Analista” desenvolve bons hábitos de estudo pois gostam de aprender, se
incentivados a leitura, por exemplo, desenvolverão um apetite imenso pelos livros, esse grupo
possui mentes aguçadas, retentivas e inquisitivas. Possui capacidade de concentração,
independente de qualquer barulho que esteja acontecendo ao seu lado, são escritores de
qualidade, devido à aptidão que possuem em lembrar detalhes e figuras mentais de cada
palavra.
As crianças “Analistas” precisam e gostam de desenvolver o sentimento da misericórdia. Na
medida em que se dedicam a outras pessoas com sofrimentos maiores, doentes, pobres,
sofredores de qualquer natureza, eles começam a sair de sua profunda melancolia.
São seletivos com os assuntos que os interessam. Seu grande problema é que se tornam
facilmente pesados e tristes. Precisam adquirir a alegria e a leveza que lhes faltam, qualidades
básicas que eles encontram no temperamento oposto, o “Comunicador”.
Os de temperamento “Comunicador”, se motivados podem vim a ser bons alunos, pois não são
bons estudantes, mas são brilhantes, mesmo sendo inquietos e indisciplinados. Qualquer coisa
pode distraí-lo, seu interesse pelas coisas é de curta duração, é muito difícil para eles se
concentrarem por muito tempo em alguma coisa e esse fato os fazem desperdiçar o grande
potencial que possuem.
Os “Comunicadores” por serem carismáticos, simpáticos, divertidos, são interessados por tudo
e acabam ficando na superfície de todos os assuntos. São pouco concentrados, tudo os
interessa, mas se cansam dos assuntos e pulam para outro foco de interesse rapidamente.
São alunos muito inteligentes, aprendem fácil, mas não conseguem ser persistentes nos
estudos, pois um simples ruído os distrai, precisam aprender a profundidade com seu
temperamento oposto, o “Analista”.
O educador de um “Comunicador” precisa fazer que as matérias sejam apresentadas à ele de
uma forma fascinante, artística de forma a seduzi-lo a querer se aprofundar em seu estudo.
Gradualmente educado assim, ele descobre a capacidade de se aprofundar nos assuntos.
Já os alunos “Planejadores”, apesar de toda a esperteza que apresentam, não são alunos
brilhantes. Devido à falta de paciência e suas mentes curiosas passam por cima das coisas,
fazendo leituras rápidas e, conseqüentemente, às vezes não são bons escritores. Gostam de
sempre perguntar o “por quê” das coisas e se interessam por geografia, psicologia, história,
literatura, amam estudar mapas, diagramas e gráficos, apresentam certa dificuldade de
concentração, quando se desviam do assunto em pauta é complicado voltarem a se concentrar.
Os “Executores” por serem puro fogo e pura adrenalina, estão sempre em ação. Precisa-se,
dessa forma, aprender a ter paciência, coisa muito rara para esse grupo. A criança deve ser
educada através do esporte, do trabalho, no seio da família, na igreja, escola ou comunidade.
Precisa ser educado para saber se controlar e aprender a se aquietar quando necessário. Com
seu temperamento oposto, os “Planejadores” devem descobrir a virtude da paciência, a esperar
um pouco e a refletir antes de agir.
Os “Planejadores” precisam de atividades que duram pouco tempo, vão ser considerados bons
estudantes se conseguirem vencer sua vontade nata de ficar adiando as coisas. Não gostam
de longos projetos, pois exige tempo e isso é algo que não gostam de dedicar a nada, tem boa
memória e se incentivados e motivados a aprender podem se tornar muito inteligentes, suas
mentes são capazes de analisar e deduzir. Trabalham melhor sobre pressão, apesar de não
assumirem isso.
Os “Planejadores” tendem a se acomodar facilmente frente às situações. São aqueles de quem
se diz que “tanto faz que a água corra para cima quanto para baixo”. Amam comer, portanto,
para eles tudo termina num “lanchinho” e desde a infância devem ser incentivados a conviver
com muita gente. Aprende-se mais com as experiências alheias que com as próprias, essa
tendência a ter vidas demasiadamente acomodadas os fazem viver sem grandes aventuras.
A acomodação é o maior problema deste grupo, ficam muito na zona de conforto e se colocam
pouco em ação. Não sofrem muito, mas também não agem. Não vivem grandes dramas, suas
emoções são mornas. Precisam aprender a se colocar mais em ação com os de temperamento
oposto ao seu, os “Executores”.
Os pais também precisam conhecer o temperamento de seu filho, pois a falta de compreensão
do mesmo ocasiona um desentendimento e as cobranças que deveriam ser evitadas
desencadeiam conflitos emocionais repercutindo na escola como uma dificuldade de
aprendizagem ou desinteresse pelas atividades e por si mesmo.
Diante das observações bem como dos questionários aplicados e suas análises, percebe-se
que os professores devem se preparar para a nova tecnologia, a mudança está na valorização
do ser, cuidar das emoções, despertar o individual e entender os aspectos que estão
interligados às inteligências múltiplas e os temperamentos.
Considerações e recomendações

Em geral, as pessoas têm tendências a desenvolver características de acordo com o tipo físico,
o temperamento e com o meio em que se vive incluindo criação e estudo. E cada um tem dois
ou mais temperamentos, predominando um deles e podem ser transformados dependendo das
necessidades individuais e adaptação ao meio. O ideal é ter um equilíbrio de todos, quando se
conhecem as necessidades e fortalezas das combinações de temperamentos, deve-se
aprender a controlá-los e extrair o melhor de cada temperamento. A necessidade básica em
sala de aula é conciliar esse intercâmbio entre os grupos, proporcionar uma interação e
compreensão por parte dos mesmos.
Os temperamentos vão auxiliar ao professor na conduta de suas aulas em todas as disciplinas.
É fundamental o educador se preocupar com o emocional dos alunos e se desvincular um pouco
das regras curriculares que a escola proporciona como meta a ser atingida. Um professor sábio
educa os sentimentos e a emoção dos seus alunos. O agrupamento dos alunos segundo os
temperamentos também permite ao professor dirigir-se especialmente a cada grupo.
Para se perceber os temperamentos, os professores e interessados devem (além das atitudes)
analisarem a letra, a forma de andar, sentar, comer, vestir e os traços físicos da pessoa. O
professor deve estar atento à diferença entre os temperamentos e como trabalhar com cada
um dos grupos. Muitos educadores, psicopedagogos, neuropsicólogos, pais, entre outros,
encontrarão dificuldade em identificar os tipos, mas esse fato não pode ser considerado um
empecilho, apenas um motivo maior para se dedicar ao estudo do tema e aos alunos bem como
pacientes.
A influência da “Teoria dos 4 Temperamentos” e suas 12 combinações sobre a educação é
altamente positiva, pois chama a atenção para o fato de que preocupar-se com o
desenvolvimento da capacidade de se relacionar bem com os outros e consigo mesmo evita
desta forma muitos transtornos como várias dificuldades de aprendizagem.
É válido ressaltar as recomendações de continuidade dessa pesquisa por apresentar requisitos
indispensáveis a uma educação de qualidade, embora a princípio pareça complexa e até
mesmo venha demonstrar uma roupagem estereotipada. À medida que os pesquisadores e
futuros interessados no assunto irem aprimorando os conhecimentos acerca do tema,
perceberão o quanto essa impressão não passa de conclusões equivocadas.
Um dos objetivos dos educadores do futuro é romper paradigmas e nada é mais estimulante do
que quebrar a barreira do quem sabe mais e quem sabe menos, cientes que a diferença existe,
inclusive nas diversas formas de se aprender.

4 - O aluno e seu perfil comportamental

A “Teoria dos Temperamentos” – Analítico, Executor (ou produtor), Comunicador,


Planejador – que representam “temperos” do comportamento humano, remonta
a Empédocles, na antiga Grécia, que os relacionou aos quatro elementos naturais – terra, fogo,
ar, água. Hipócrates os chamava de quatro humores. Posteriormente foram também estudados
por Kant, Wilhelm Wundt, e mais recentemente pelo psicólogo inglês H.J.Eysenck.
Steiner aprofundou esse estudo a partir da Antroposofia e considera o conhecimento dos
temperamentos essencial para o professor.
“O homem realmente está dentro de uma corrente que podemos chamar de corrente da
hereditariedade, das características herdadas. A isso, porém, ainda se acrescenta, nele, algo
diferente, que é o mais íntimo cerne espiritual da entidade humana. Assim, o que o homem
trouxe do mundo espiritual une-se com o que o pai, a mãe, os antepassados lhe podem dar […]
Aquilo que se coloca entre a linha hereditária e a linha que representa a nossa individualidade
expressa-se pela palavra “temperamento”[…], é algo como a fisionomia de sua individualidade
mais íntima”. Rudolf Steiner
O conhecimento dos temperamentos pode ajudar o professor a lidar com os alunos que têm
um deles muito preponderante, pois essas são as crianças mais difíceis de se educar. O desafio
para cada um de nós é ter um temperamento o mais equilibrado possível, principalmente sendo
um professor. Tendo controle sobre o seu próprio, o professor pode ajudar melhor cada aluno
a harmonizar seu temperamento. Ao contrário, se o professor for um colérico extremo, por
exemplo, poderá ser um tirano na classe, ou se for um fleumático extremo, não conseguirá
entusiasmar os alunos a aprender.
Como já vimos, cada ser humano tem uma mistura diferente dos 4 temperamentos. Os

temperamentos executor X planejador e comunicador X analista são antagônicos e geralmente

se temos um temperamento preponderante, seu oposto é fraco e características dos outros dois

podem aparecer em níveis intermediários.

Vamos revisar as principais características dos perfis

EXECUTOR COMUNICADOR PLANEJADOR ANALÍTICO

Aparência Baixo, Esbelto, Forte, corpulento, Grande, ossudo,


física atarracado, elegante, bem redondo. membros
ereto equilibrado. pesados, cabeça
entroncado, inclinada.
pescoço
grosso.

Andar Firme, Leve, disparando Ondulante, lento Lento, com


cravando os nas pontas dos (move-se tendência a
calcanhares no pés. esmagadoramente). inclinar-se, marcha
solo. inclinado.

Olhos Enérgicos, Dançantes, Sonolentos, Trágicos, tristes


ativos. vivos, alegres. letárgicos, quase pesarosos.
sempre
semicerrados.

Gestos Curtos, Graciosos, Lentos, Desanimados


ríspidos, vivazes. intencionais,
bruscos, deliberados.
repentinos.
Modo de Forte, abrupto, Eloquente, com Ponderado, lógico, Hesitante, fraco,
falar enfático, linguagem claro. não completa as
expressivo, floreada. frases, deficiente.
vigoroso,
intencional,
apropriado.

Relaciona- Amigável, Amigável com Amigável, mas Fraco e simpatia


mentos enquanto puder todos, reservado, só pelos
manter a caprichoso, insensível, companheiros de
liderança. mutável impassível. infortúnio.
inconstante.

Hábitos Necessita É flexível, não Gosta de rotina, tem Gosta de


contagiar a tem hábitos fixos. hábitos ocupações
todos com sua determinados. solitárias.
animação.

Alimentação Gosta de Belisca, gosta de Come alimentos É meticuloso e


comidas comida bonita, bem substanciosos, gosta de alimentos
condimentadas, bem e de tudo. doces.
bem apresentada.
preparadas.

Vestuário Gosta de Gosta de coisas Tem um gosto Escolhe roupas


alguma coisa novas e conservador. sem vida e
individual e coloridas. desleixadas. É
peculiar. difícil de agradar.

Poder de Examina o que Observa tudo, Observa e relembra Observa pouco,


observação interessa, mas mas esquece tudo com exatidão, mas se lembra de
se esquece. tudo. quando suficiente- tudo.
mente desperta.

Memória Pobre. Como uma Boa com relação ao Boa com relação
peneira. mundo exterior. ao que se refere a
ele próprio.

Interesse O mundo, ele O presente O presente sem Ele próprio e o


próprio e o imediato. envolvimento. passado.
futuro.

Atitudes De comando, Gentil, simpática Perspicaz, objetiva. Egoísta, vingativa,


agressiva e e compreensiva. autosacrifício em
eventualmente casos de
compreensiva. sofrimento.
Disposição Gabola, Gentil, amigável, Leal, estável, Auto absorto, mal
entusiástico mutável, letárgico, satisfeito, humorado,
nobre, superficial, maternal, confiável. medroso,
magnânimo, inconstante, deprimível,
generoso, impaci-ente, tirânico, prestativo,
intolerante, irresponsável. artístico.
impaciente e
aventureiro

Desenhos e Vulcões, Muitas cores Suave, brando, Cores


pinturas precipícios com brilhantes, desinteressante, de harmoniosas e
preferidos a própria detalhes e aparência fortes. Tenta
conquista de movimentos. inacabada. detalhar demais.
obstáculos.
Cores fortes.

Reação da criança a várias situações, de acordo com os temperamentos

EXECUTOR COMUNICADOR PLANEJADOR ANALÍTICO

Queda no Encontra o Pergunta: “Eu É estoico, levanta- Aguenta e


parquinho motivo fora de si caí?”. Chora por se e continua assume a dor
próprio. um momento e impassível. “insuportável”. O
Responsabiliza esquece. mundo está
alguém. Orgulha- prestes a acabar
se de seu e foi feito pra me
machucado. machucar.

Passeio Domina a Aprecia a novidade Indiferente. Não Sabia o tempo


cancelado situação, reúne o e pensa nas esquecerá, mas não todo que seria
grupo em sinal de alternativas. é vingativo. cancelado, só
protesto. para feri-lo.

Novo Possível rival. É Alguém novo. Admite depois de Novo inimigo.


professor preciso Aprecia a situação. algumas semanas Justamente
apresentar o que há um novo quando estava
professor para a professor e para de começando a se
classe. Poderá chamá-lo pelo nome acostumar com o
tanto ajudar do precedente. anterior. Mais
como atrapalhar. sofrimento.

Uma Precipita-se Acha que é fácil e Pondera, reflete, Uma outra carga
tarefa sobre ela e a interessante, mas planeja e tem na vida para ele
conclui. logo abandona dificuldade em suportar.
quando a novidade terminar no prazo.
desaparece.
Embora os temperamentos sejam características individuais, podemos considerar que, como

grupo, as crianças são mais sanguíneas, os adolescentes são mais coléricos, os adultos

mais melancólicos e os idosos se tornam mais fleumáticos. Segundo Steiner os

temperamentos não devem ser encarados como “falhas” a serem combatidas (ênfase do autor).

Nenhum deles em si é bom ou ruim, exceto quando é unilateral, extremamente preponderante

sobre os demais. O autor indica os perigos dos comportamentos unilaterais.(3)

Perigos dos comportamentos unilaterais

EXECUTOR COMUNICADOR PLANEJADOR ANALÍTICO

Perigo Ser moldado na Tornar-se uma Falta de interesse A depressão.


menor juventude por sua pessoa pelo mundo
natureza irascível extremamente exterior.
e não conseguir volúvel
dominar-se.

Perigo Tornar-se um Que a constante A idiotia, a A loucura.


maior tirano, obsessivo oscilação das suas debilidade mental.
por um único sensações resultem
objetivo. em alienação
mental.

Fonte: Steiner 2002

Todo temperamento unilateral denota algum desequilíbrio, que na escola pode ser tratado

pedagogicamente. Este desequilíbrio é na verdade um tipo de força que a criança tem demais

e que ela precisa “gastar”. Assim, o professor precisa aprender a atuar com cada criança de

acordo com as características de seu temperamento e não simplesmente tentar forçá-la a

mudá-lo, aplicando castigos etc. Steiner afirma que o temperamento está fundamentado na

natureza mais íntima do homem e devemos levar em consideração que só conseguiremos

amenizá-lo de forma pedagógica. Só a partir da exercitação dirigida do próprio temperamento

é que ele cria forças para transformar-se. “Sendo assim, não contamos com o que a criança

não tem, mas com o que ela tem”.(4) Steinerindica algumas estratégias básicas para lidarmos

com as crianças de acordo com seu temperamento predominante:


COMUNICADOR

Mais do que qualquer outra, o aluno “Comunicador” precisa desenvolver o amor pelo professor.

Para educá-lo, devemos fazer-nos amar por ele. “Amor é a palavra mágica. É por esse caminho

indireto do afeto por uma determinada personalidade que toda a educação da criança

comunicadora precisa passar”. Essa criança caracteriza-se por não conseguir manter algum

interesse duradouro. Precisamos então tentar descobrir o que pode interessá-la mais e escolher

atividades com as quais ela possa ser comunicadora.

“Precisamos tratar de cercar a criança com toda sorte de coisas pelas quais ela nutre um

interesse mais profundo. Então ocuparemos a criança com tais coisas, por espaços de tempo

determinados, coisas em que um interesse passageiro é justificado, junto às quais ela, por

assim dizer, pode ser sanguínea, coisas que não merecem que a pessoa mantenha interesse

por elas. Devemos deixar que essas coisas falem à sanguinidade, devemos deixar que elas

atuem sobre a criança e então devemos tirá-las dela, para que a criança as deseje novamente

e elas tornem a ser-lhes dadas. Devemos, assim, deixar que elas atuem sobre a criança”. Rudolf

Steiner

EXECUTOR

Ao contrário do “Comunicador”, o “Executor” não conseguirá facilmente sentir amor pelo

professor, mas existe um outro caminho indireto para ajudar em sua educação: respeito e

admiração por uma autoridade. Para a criança colérica temos, sinceramente, de ser dignos de

respeito e estima, no mais elevado sentido da palavra. Não se trata, no caso, de nos tornarmos

queridos por nossas qualidades pessoais, como no caso da criança comunicadora. O que

importa é a criança executora sempre poder acreditar que o educador sabe o que faz. Devemos

cuidar para ter nas mãos as rédeas firmes da autoridade, nunca demonstrando ignorar como

agir.

O “Executor” tem um grande ímpeto de liderar e realizar coisas. Para controlar este ímpeto em

sala de aula, o professor sempre lhe deve propor o que é difícil de realizar, sendo importante,

inclusive, que ele não consiga vencer todos os obstáculos. Devemos criar obstáculos, de forma

que ele não seja reprimido, mas possa justamente expressar-se através do confronto com

determinadas dificuldades que ela [a criança] tem que superar, devemos organizar o ambiente

de modo que possa esgotar-se ao ter de superar obstáculos.


Assim, quando tiver seu ataque de fúria, por exemplo, em vez de tentarmos reprimi-lo na hora,

o que costuma ser impossível, o remédio é dar-lhe logo uma atividade difícil, para esgotar sua

cólera e comentar o motivo disso só depois que ela houver passado.

ANALÍTICO

A criança “Analista” tem a característica de achar que o mundo está contra ela, que tudo

acontece para feri-la e apega-se profundamente aos obstáculos. A via de acesso do educador

para ele são as dificuldades e sofrimentos que o próprio professor teve de viver. A criança

precisa sentir que o professor já passou por sofrimentos. A criança “Analítica” é predisposta ao

sofrimento, ela tem capacidade para sentir dor, desengano. Isso está arraigado em seu íntimo,

não pode ser extinto à força – porém pode ser desviado. Uma pessoa que com sua narrativa

pode fazer com que o “Analista” chegue a sentir como ela foi provada pelo destino, essa traz

um grande benefício a esse tipo de criança.

De nada adianta tentar alegrar ou consolar um “Analista”, a não ser fazer com que sua

melancolia piore ainda mais. É preciso que ele vivencie dores justificadas, que ele saiba que

sofrimentos existem e como os homens podem triunfar sobre eles. E é importante demonstrar

que respeitamos os sacrifícios que ele faz e os obstáculos que supera. Esse perfil de aluno

precisa sentir que o professor tem uma atenção especial para ele e não devemos dar-lhe

qualquer tarefa. Ele precisa sentir que está fazendo algo por alguém, um sacrifício pelo

professor, por ele ou pela classe, aí ele faz um bom trabalho.

PLANEJADOR

A criança “Planejadora” tem dificuldades para se envolver com o que acontece ao seu redor.

Seu ponto negativo é essa falta de interesse. Para conseguir seu interesse, o melhor caminho

é promover sua integração com outras crianças, para que conviva com os interesses de seus

colegas. Não são as coisas por si mesmas que atuam sobre o “Planejador”. Não é através de

um assunto da tarefa escolar ou doméstica que conseguiremos interessá-lo, mas sim através

do caminho indireto, passando pelos interesses de outras crianças da mesma idade. É

justamente quando as coisas se refletem em outras pessoas que esses interesses se refletem

na alma da criança “Planejadora”.


Também é importante, como nos outros temperamentos, aproveitar e valorizar suas

características para envolvê-los no aprendizado. “Planejadores” aprendem devagar, mas têm

ótima memória e são bons organizadores.

COMO SE COMPORTAM OS VÁRIOS PERFIS NA SALA DE AULA

Além de estudar como atuar individualmente no temperamento da criança, é preciso saber

como administrá-los melhor na sala de aula. Os alunos devem ser agrupados por temperamento

predominante. Ao contrário do que imaginamos inicialmente, os “Comunicadores”, por exemplo,

não falam mais por ficarem juntos. Dessa forma eles desgastam entre si os seus excessos, eles

tendem a se cansar de sua agitação. Já os “Planejadores” tendem a se cansar de sua

imobilidade e assim por diante. Os “Executores” conversarão menos entre si do que sentados

ao lado dos outros.

Os “Executores” são aqueles aos quais o professor vai pedir mais ajuda. Para lidar com a

energia do “Executor” é importante dar sempre atividade para ele, inventar coisas para ele

fazer! “Vai buscar na secretaria uma apostila.” Ou então: “Faz favor! Abre a porta aqui pra mim

que está calor.” “Abre a janela.” “Apaga a lousa”. Devemos dar atividade para ele, que é disso

que ele gosta e ajuda a desanuviar.

Os “Planejadores” devem ficar separados dos “Executores” e perto do professor, pois tendem

a querer ser mais espectadores do que participantes da aula.

Os “Planejadores” não gostam de muita agitação, então eles precisam ficar próximos do

professor para acompanhá-los melhor e onde eles se sintam cercados diante de um palco.

Então as primeiras fileiras são um lugar muito bom, pois senão eles ficam esquecidos.
Já os “Comunicadores” como gostam muito das novidades, ajudam o professor a disseminar o

assunto entre os colegas. Podem ficar entre os “Planejadores” e os “Analistas”. Os alunos com

maior potencial de tumultuar os trabalhos devem ficar nos extremos da primeira fileira e nunca

no cento da sala.

Os “Analistas” precisam de calma. Eles não gostam dessa turbulência do “Planejador”. Isso faz

mal para ele. Então uma região mais acolhedora, quente, em geral é perto das janelas num

cantinho.

De tempos em tempos o professor pode ir fazendo pequenas mudanças e variações mas

sempre sem perder de vista a harmonia da classe. Para atuar positivamente sobre os

temperamentos de seus alunos, é fundamental que o professor trabalhe seu próprio

temperamento.

É incrível o que se passa nos fios subterrâneos que vão de uma alma à outra. Muita coisa

acontece quando os senhores permanecem impassíveis diante de uma criança “Executora” ou

quando se interessam intimamente pelo que se passa numa criança “Planejadora”.

Aí a própria disposição anímica terá, no plano suprassensível, um efeito educativo sobre a

criança. A educação se realiza pelo que os professores são, em meio aos seus alunos.

Algumas regras valiosas para lidar com as crianças de acordo com os temperamentos

EXECUTOR COMUNICADOR PLANEJADOR ANALÍTICO

Para Lançar um Pedir um favor Usar táticas de Explicar como


estimular a desafio pessoal choque, de os outros
atividade ataque. Falar sofrerão se ele
diretamente, ir não conseguir.
ao ponto
principal.

No caso de Recordar a má Ter uma palavra Ter ação Chamar a


repreensão ação amigável imediata. atenção logo
posteriormente imediatamente. para as
e debater, consequências
examinar e posteriores.
discutir.

Gerais Fornecer Fornecer Contar histórias Contar histórias


histórias ou histórias vivas indiferentes de ou descrições
descrições com descrições um modo de
onde a excitantes, com apático. Dar uma acontecimentos
temeridade quadros tarefa e tristes para
torna-se contínuos e determinar que mostrar como o
perigosa ou variados. Dar dê continuidade espírito humano
ridícula. Dar bastante coisas a ela. às vezes triunfa.
várias coisas diferentes para Interessar-se
diferentes, fazer. pela tristeza e
fazendo com pedir que ajude
que alguém menos
representem capaz.
um desafio.

Bibliografia

1. Apud CARLGREN, Frans e KLINGBORG, Arne. Educação para a Liberdade – a


Pedagogia de Rudolf Steiner. 2006, p. 69.
2. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. 15.
3. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. div.
4. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. div.
5. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. div.
6. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. div.
7. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. 48.
8. STEINER, Rudolf. O Mistério dos Temperamentos. 2002, p. 51.
9. TARGA, Celina A. N. Aula do projeto Dom da Palavra (gravada em vídeo). 2008.
10. STEINER, Rudolf. A Arte da Educação III: Discussões Pedagógicas. 1999, p. 18.

5- Perfil dos alunos


Temperamentos em uma escola
A pedagogia Waldorf é a abordagem educativa desenvolvida pelo filósofo austríaco Rudolf
Steiner a partir de 1919.
A abordagem educacional nessa abordagem abrange o intervalo de idades entre a pré-escola
e os dezoito anos. Rudolf Steiner, educador e filósofo, é o fundador da antroposofia, da
medicina antroposófica e da pedagogia Wardolf.
Os quatro temperamentos são usados nas escolas para avaliar o caráter de cada criança que
se está ensinando. Esses temperamentos fornecem ao professor as ferramentas para forjar
uma conexão interior, fazendo com que a criança sinta que seu professor conhece com
sabedoria o que está por trás de cada decisão tomada na sala de aula. Diagnosticar
corretamente os temperamentos ajuda a construir confiança entre professor e aluno, professor
e turma. Os professores geralmente organizam assentos de crianças para que os alunos com
temperamentos semelhantes estejam sentados juntos ou próximos uns dos outros. Isso
proporciona uma espécie de experiência “homeopática” suave ou espelho que ajuda a criança
a construir o equilíbrio dentro de seu personagem sem ser pesada ou didática demais.
Os professores têm o cuidado de evitar usar os temperamentos demais ou com muita força. O
perigo de rotular uma criança é arriscado se a ferramenta avaliadora de determinar um
temperamento for mais usada. Além disso, os temperamentos podem se transformar à medida
que o jovem cresce e, portanto, a atenção em torno dos temperamentos é exigida, em vez de
“decisões finais” sobre eles. A consciência dos temperamentos oferece um caminho de teia de
professor à disposição de um aluno para uma conexão compassiva.
Os quatro temperamentos são: Colérico ou Executor/produtor,
Sanguíneo ou Comunicador, Fleumático ou Panejador e Melancólico ou Analista.

O Executor é uma pessoa que é cumprida por atos. Esse temperamento tende a ser ardente,
com grande interesse em todas as coisas, um alto nível de envolvimento em tudo o que faz e
rapidez na ação. Eles são líderes naturais e fazem muito trabalho em grupo. Os professores
fazem bem em lhes dar muitas tarefas difíceis, fazer regras claras e cumpri-las com o
cumprimento de quaisquer consequências prometidas. Se o professor não obtiver o respeito de
um “Executor”, surgirá um problema! Eles têm bom
senso de julgamento e geralmente podem ser confiáveis
para dividir as coisas igualmente de um firme senso de
justiça e equidade. Eles são os primeiros a querer sair
para o recreio, são impacientes com aqueles que são
lentos ou fracos. O vermelho é a cor favorita na maioria
das vezes e a divisão é a função aritmética favorita. É
difícil conviver com esse perfil por causa de sua
intensidade e julgamentos rápidos. Contudo, sem eles
pouco é feito na multidão. Tendem a ser heróicos e
dominadores de maneira natural e são leais defensores
de amigos, familiares e comunidade quando necessário.
O Comunicador é o mais social dos
temperamentos. Uma festa sem o otimismo do
“Comunicador” tenderá a ser bastante monótona. Crianças
comunicadoras têm dificuldade em se concentrar porque a
atenção delas flerta um pouco. Sua cor é amarela e delicia-
se com mudanças rápidas e ideias variadas. Eles amam
pessoas e discussões. O favorito na aritmética é a
multiplicação. Essas crianças conhecem todas as
novidades em qualquer sala de aula e podem rastrear
atividades do começo ao fim. Se um professor quer saber o
que aconteceu, ele / ela só precisa perguntar a um
“Comunicador”. Sentar-se comunicadores juntos promete
que todos podem ficar cansados de quanto as conversas estão acontecendo e falar um pouco
menos de si mesmas. Pular corda e correr são as coisas favoritas desse estudante do ensino
fundamental.
O Planejador é uma alma complacente que prefere ser
deixada a si mesma do que ser estimulada a uma grande
ação. Os “Planejadores” adoram comida e refeições e
esperam por eles com um interesse particular. Eles
tendem a gostar de água e nadar (ou, melhor ainda,
flutuar) e são particularmente imperturbáveis. Eles têm um
jeito de ser alegres e tendem a evitar descrever qualquer
situação em termos de crise. Encontrar as coisas que
genuinamente motivam esses alunos é tarefa do professor
porque deixados à própria sorte, podem fazer muito pouco
por conta própria, supondo que as atividades tenham
pouco a ver com eles sem o tipo certo de encorajamento.
Incomodar uma fleuma, ou fazê-la se mover com muita frequência, pode fazer com que o
“Planejador” se comporte como um “Executor”. A raiva é infrequente mas intensa. Adição é um
dos favoritos e o verde é frequentemente sua cor. Quando estão sentados juntos, eles ajudam-
se mutuamente a perceber que muito pouco acontece em seu grupo e são estimulados a
interromper a inatividade e tomar iniciativa própria.
O Analítico é um pensador profundo, poético em tendência.
Tendem a sentir muitas coisas pessoalmente. As tarefas
podem ser facilmente intransponíveis para eles e tendem a
considerar muitas situações sob a luz mais difícil. Costumam
considerar o copo “meio vazio”. Nas lições de história, esses
alunos vêem os infortúnios da humanidade com mais
compaixão.
Eles frequentemente oferecem insights sobre a motivação
das pessoas a partir de uma compreensão da profunda
sensação de vida possível nos seres humanos. Dos quatro
processos aritméticos, a subtração tende a ser a sua
favorita. Os professores devem simpatizar profundamente
com a melancolia, a fim de garantir que eles se sintam compreendidos. O azul é frequentemente
uma cor favorita das crianças “Analistas”. A vantagem de se sentarem juntos é que eles
percebem e observam os outros como eles de perto enfrentam a vida e os infortúnios.
Então, esses são os quatro temperamentos em um breve esboço da perspectiva de um
professor de escola primária. Eles são difíceis de analisar em crianças reais e podem levar uma
vida inteira de estudo e consideração com outras pessoas que ensinam crianças. Em diferentes
assuntos, uma criança pode manifestar diferentes características temperamentais e isso se
torna uma informação útil a ser considerada ao se estabelecer na mente e no coração o que a
motiva ou não. Por temperamento adulto, a maioria das pessoas tem dois ou três
temperamentos em equilíbrio trabalhando ao mesmo tempo, com um ligeiramente na liderança.
Minha história favorita de temperamento foi de um derramamento gigante durante uma aula de
aquarela. Um grande pote de água caiu da mesa de um aluno. Os “Executores” da turma
correram para o armário para pegar o esfregão de esponja ali e outra correu pelo corredor para
pegar o esfregão de espaguete do armário de manutenção. As crianças “Comunicadoras”
pularam em suas cadeiras e gritaram e conversaram. Os “Planejadores” mudaram suas
cadeiras para a parte mais funda do vazamento de água e sentaram-se e os Analistas”
balançaram a cabeça, desanimados, previram que ninguém seria capaz de limpar um
derramamento tão grande e que as pinturas seriam todas arruinadas. Um “Analista” cujo jarro
de água virou, começou a chorar. O professor, observando tudo isso, teve um tempo
perfeitamente agradável observando-o e foi salvo de reagir de forma exagerada a uma
mudança difícil em sua lição.
Assim, temperamentos são úteis de várias maneiras!

Os perfis na infância
1 – Os perfis e as crianças

A educação de um menino deve ser naturalmente muito diferente do que a de uma menina,
como uma criança alegre diferente de uma ponderada.
A situação na vida, a idade, a saúde física e intelectual, capacidades e o gênero sexual exigem
tratamento específico para cada perfil. Ao mesmo tempo, existem outros pontos que
desempenham um papel importante na maneira em que uma criança deve ser educada, o
principal deles é o seutemperamento.
Sem entrar em uma discussão científica do significado exato da palavra “temperamento”, vamos
simplesmente observar que neste trabalho a palavra é usada para significar a maneira pela qual
uma pessoa pode considerar as impressões do mundo exterior respeitando a si mesmo e de
que maneira ele pode sofrer ou se comportar sob essa influência.
Os temperamentos fornecem ao professor as ferramentas para forjarem uma conexão interior,
fazendo com que a criança sinta que ele o conhece com sabedoria e o que está por trás de
cada decisão tomada na sala de aula. Diagnosticar corretamente os temperamentos ajuda a
construir confiança entre professor-aluno, professor-turma. Os professores geralmente
organizam assentos de crianças para que os alunos com temperamentos semelhantes estejam
sentados próximos uns dos outros. Isso proporciona uma espécie de experiência “homeopática”
suave ou espelho para a criança e isso ajuda a construir o equilíbrio dentro de sua
personalidade sem ser pesada ou didática demais.
Comunicador - Executor – Analista - Planejador

Todo ser humano pode ser classificado sob um desses títulos: “Executor” ou “Comunicador”,
“Planejador” ou “Analista”.
Nossa tarefa aqui é observar e distinguir cada uma dessas quatro disposições em crianças e
apontar aos pais e professores a maneira em que cada um desses pequenos pedaços de perfis
devem ser tratados.
É necessário observar que se um professor deseja ver seus trabalhos coroados com sucesso
é absolutamente plausível que ele deva entender o perfil comportamental de uma criança e a
maneira como ela deve ser tratada.
O mesmo tratamento não é adequado para todas as crianças. Uma orientação que pode ser
mais vantajosa para uma criança “Executora” pode em determinadas circunstâncias ser tão
perigoso para uma criança de temperamento “Analista”. Prejudica os filhos e os interesses dos
educadores se alguém tentar medir todas as crianças de acordo com o mesmo padrão e julgar
os resultados de seus esforços ou não-empreendimentos do mesmo ponto de vista.
Como por exemplo seria muito errado interpretar toda palavra, pensamento ou ação de uma
criança “Comunicadora” como a origem de uma personalidade maliciosa, enquanto o mesmo é
frequente de uma expressão natural e inocente do seu temperamento.
Se não conhecemos o temperamento de um filho é impossível entender como guiá-lo
corretamente. Um professor deve saber qual ponto ele pode impressionar melhor uma criança
a fim de dar-lhe um interesse pelo único objeto ou uma aversão para o outro. Ele deve entender
esse processo com profundidade, enquanto uma criança pode ser tratada de uma maneira,
outras devem ser tratadas exatamente de forma oposta.
Todo homem naturalmente tem uma certa quantidade de instinto pelo qual ele está bem
habilitado para julgar e melhor educar uma criança cientificamente e educacionalmente, mas
isso é apenas inconsciente e precisa de cultivo teórico para torná-lo rentável em todas as
direções para os interesses da juventude.

2 - A criança comunicadora
Como já sabemos, o “Comunicador” é o mais social dos temperamentos.
Uma festa sem o “Comunicador” tenderá a ser bastante monótona. Crianças com esse perfil
têm dificuldades em se concentrar porque a atenção delas flerta um pouco. Sua cor é amarela
e delicia-se com mudanças rápidas e ideias variadas. Amam pessoas e discussões e na
aritmética a favorita é a multiplicação. Essas crianças conhecem todas as novidades em
qualquer sala de aula e podem rastrear atividades do começo ao fim. Se um professor(a) quer
saber o que aconteceu, ele só precisa perguntar a um “Comunicador”. Ao sentar
“Comunicadores” juntos a tendência é que podem ficar cansados de tantas conversas.
Mais do que qualquer outra, a criança “Comunicadora” precisa desenvolver o amor pelo
professor. Para educá-la, devemos fazer-nos amar por ela. “Amor” é a palavra mágica. É por
esse caminho indireto do afeto por uma determinada personalidade que toda a educação da
criança sanguínea precisa passar. Essa criança caracteriza-se por não conseguir manter algum
interesse duradouro. Precisamos então tentar descobrir o que pode interessá-la mais e escolher
atividades com as quais ela possa ser sanguínea.
O pequeno “Comunicador” é extraordinariamente excitável, sempre apitando com olhos, boca,
mãos e pés. É tão difícil para ele ficar quieto por um momento, ou ficar parado e segurar a
língua por meia hora, coisas quase impossíveis.
Andar a pé não é uma das suas fraquezas, a sua marcha usual é algo entre saltar e pular e
onde outras crianças andam, ele flutua. Quando esse “pequeno pedaço” otimista de
humanidade ri, faz isso com muita vontade. Ele ri com todo o seu rosto e corpo, da coroa da
cabeça até a ponta dos dedos.
Quando ele chora, chora tão facilmente quanto ri. E faz tremendamente, mas pode parar de
chorar assim facilmente como começou e se alguma coisa engraçada acontece, ele pode
explodir em uma gargalhada no meio das lágrimas mais amargas. Enquanto a última lágrima
ainda está escorrendo em suas bochechas, sua boca e os olhos parecem ter começado a rir
por vontade própria, da maneira mais inconsistente.
Os sentidos de uma criança “Comunicadora” são extremamente agudos e especialmente em
meninas. Tem seus olhinhos em toda parte, vêem e ouvem tudo. São tomadas de um desejo
indescritível de “pular-cair” em cada direção onde há algo para ser visto ou ouvido.
Durante a aula, seus olhos estão por toda a sala, uma borboleta na parede é suficiente para
tirar sua atenção. Ela enfrenta com dificuldade a tendência de pular no parapeito das janelas
ao menor ruído do lado de fora e para ver o que está acontecendo.
Nada escapa da sua atenção, mas porque sua mente é atraída de um objeto para o outro da
maneira mais volumosa. É muito difícil ganhar atenção duradoura na mente de tal criança.
Qualquer coisa que pareça cômica ou ridícula, será observado e estudado mais
cuidadosamente. Geralmente possui uma boa e exata memória para tais coisas, reproduzindo-
as em sua ordem com maior facilidade e exatidão do que é desejado pelos pais e professores.
Sua imaginação é vívida, inquieta e extravagante até certo ponto. Em sua conversa, salta de
um tópico para outro de uma maneira indescritivelmente irregular, de modo que muitas vezes
é impossível para o mais observador descobrir a menor conexão em seus trens de pensamento.
Se alguma vez alguém ridicularizou a lei da associação de ideias, essa pessoa é a criança
“Comunicadora”. No meio de uma conversa ou de uma lição, ela vai de repente perguntar sobre
lugares e coisas menos notáveis do que as que estão fazendo parte do tópico do momento.
Muitas vezes acontece que a criança faz preparativos para dizer algo aparentemente
interessante, mas antes dos lábios formarem as palavras ela já se esqueceu do que era para
dizer.
Os poderes de pensamento dos pequenos “Comunicadores” estão caracterizados por uma
quantidade incomum de curiosidades. Incapaz de investigação perseverante, mais espirituosa
do que perspicaz ou profunda, a criança otimista é possuidora de um desejo insaciável de
aprender tudo que ainda não precisa saber, enquanto aquelas coisas que deveria aprender,
não têm interesse.
A garotinha “Comunicadora” treme por prazer e emoção quando o professor começa a instruir
em um inteiramente novo assunto. Seu prazer não conhece limites quando o mapa é aberto
para a primeira aula de geografia, mas esse entusiasmo não será o mesmo nas próximas aulas.
Ela seria colocada no mais feliz estado de espírito possível se não tivesse que aprender tantas
matérias, pois preferiria estudar contos de fadas como a melhor saída para nada fazer. Com
isso usa sua imaginação mais do que os poderes intelectuais, tal como os discursos feito pelo
professor(a), que às vezes é chato e enfadonho. A criança faria de uma maneira mais lúdica e
divertida, contrariando os aprendizados de livros tediosos e monocromáticos.
No ramo de aprendizagem, o desenho a escrita e a leitura, em resumo são a memória de
poderes imaginativos. A criança “Comunicadora” aparece de forma muito vantajosa, em
comparação com seus companheiros de escola, mas não podemos esperar encontrá-la entre
os bons aritméticos mentais da sala.
A mente do jovem “Comunicador” é facilmente impressionada com todas as coisas boas,
verdadeiras, belas e particularmente por coisas sensualmente bonitas, mas as impressões são
leves e facilmente removidas.
Ele gosta de estar em lugares geralmente muito divertidos, é o popular da escola e um mestre
em entreter seus colegas com todos os tipos de truques cômicos e piadas durante os intervalos
e imediatamente antes do professor entrar na sala de aula.
Seu maior prazer é quando ele consegue fazer os outros colegas rirem. Eles são os criadores
de diversões, jogadores e fazem amigos com muita facilidade. Pode ter visto uma pessoa hoje
na feira e já será seu colega de escola na manhã seguinte.
O jovem “Comunicador” também dispõe de uma habilidade em fazer imitações. Quando já viu
alguma “coisa” ele geralmente é capaz de imitar de maneira realista e cômica este fato em
combinação com sua natureza excitável, faz dele o centro das atenções entre seus colegas de
escola em tais ocasiões.
Quando aqueles ao seu redor se divertem é suficiente para definir este pequeno “Comunicador”
no melhor do bom humor.
O egoísmo e o interesse próprio não pertencem à sua natureza, ele compartilha cada maçã
com o seus colegas, dá tudo o que pode e divide o que é possível entre seus colegas de escola.
Ele tem simpatia pelos pobres e desafortunados e no impulso do momento gostaria de dividir
tudo o que tem com os menos favorecidos. No entanto, ao mesmo tempo é capaz de comentar
algo cômico ou absurdo sobre a aparência ou o comportamento do mesmo, onde se diverte
poderosamente.
Suas impressões ou paixões são duradouras ou sinceras, no entanto o que ele admira hoje, vai
pegar no pé amanhã e depois adorá-lo novamente no dia seguinte. Quanto ao julgamento, o
“Comunicador” é incisivo ao julgar mas é incapaz de alguma moderação, o que ele considera
bonito, será indescritivelmente bonito, o que ele considera ruim, será sempre criticado de
maneira exagerada.
Ele se esforça principalmente depois de prazeres sensíveis, deve estar sempre em
contentamento, sempre ter diversão e quanto mais alto a diversão melhor, pois é isso que ele
gosta.
Ele tem um talento maravilhoso para descobrir e está inventando continuamente formas para
produzir alguma nova alegria e nesse desejo insaciável esquece tudo.
Tem ‘paixões infantis’ onde vive uma forte inclinação à qualquer ação sensível, característica
que dificilmente exista em qualquer criança, com menor probabilidade de manifestar-se na
‘comunicadora’.
A criança feliz não tem tempo para deixar qualquer inclinação ruim ganhar a maior parte do seu
ser. Podemos considerá-la como possuidora de alguma paixão (onde inclina-se para uma
vaidade volumosa acompanhada de um amor frívolo pelo prazer).
Em conclusão, para esboçar o caráter de uma criança com esse perfil em algumas
características, devemos dizer que a frivolidade, a vaidade, a leveza, distração, o amor em
buscar prazer e dispersão, a devassidão e a malandragem são as partes a se
desenvolverem, por outro lado a simpatia, generosidade, sociabilidade, solidariedade,
habilidade e felicidade são as partes positivas
Quanto à natureza física, caracteriza-se geralmente por uma figura delicada e esbelta, andar
leve e elástico, pele rosada, olhos inquietos e animados, com particularmente excitabilidade
nervosa.
Como ensinar o Comunicador

O estudante “Comunicador” será brincalhão e falador – grandes traços em geral, mas talvez
nem sempre tão engraçado, principalmente quando você estiver tentando fazer com que eles
ouçam e aprendam.
Frequentemente a criança “Comunicadora” será repreendida por “interromper a aula” com muita
conversa e graças às suas características imaginativas e criativas provavelmente será melhor
em assuntos como drama e arte.
Eles também podem exibir uma verdadeira paixão pela literatura e provavelmente encontrarão
áreas onde precisam aplicar o raciocínio lógico (como matemática ou ciência) um pouco mais
complicado para se entender.
Existem desvantagens?
Sim e já tocamos nelas um pouco. A criança com esse perfil causará poucos problemas quando
bebê, criança ou até mesmo durante a escola primária, devido ao fato de que eles são tão
extrovertidos que você não terá preocupações quando se trata de se encaixarem e fazerem
amigos.
Os desafios no entanto se apresentarão na aprendizagem e retenção dos fatos. Com isso em
mente, há alguns métodos educacionais que você pode tentar ajudá-los a focar melhor sua
atenção.
Técnicas de aprendizagem baseadas no visual

Se o seu filho é facilmente distraído quando se trata de métodos tradicionais de ensino


baseados em sala de aula, as chances são de que eles apreciam diferentes maneiras de
aprender.
Técnicas de aprendizado visual são geralmente empregadas desde tenra idade, desde a
primeira vez que você ensina letras, números ou cores a seus filhos através de pequenos livros
baseados em figuras. Tal é a eficácia das ajudas visuais que podem ser valiosas em crianças
do Ensino Médio e da Universidade também.
Os vídeos do YouTube podem ser uma boa aposta como ponto de partida, pois há uma série
de ajudas educacionais – desde discussões sobre textos literários essenciais do ensino médio,
até dicas sobre como resolver problemas de matemática. Se isso não acontecer, os DVDs
focados nos principais tópicos do programa também podem ser comprados facilmente online.
Alternativamente, junte seus próprios recursos visuais (especialmente úteis para crianças
pequenas) com diagramas a fluxogramas, fixe-os em volta da casa para garantir que os fatos
e informações realmente sejam absorvidos.
É claro que pensando mais tradicionalmente agora, os livros ainda oferecem uma das melhores
maneiras de garantir que a preparação importante do teste seja fácil para o seu filho(a).
Em termos de revisão, comece o mais cedo possível e certifique-se de que seu filho(a) tenha o
material certo para ajudar em seus estudos.
Lidando com uma criança “Comunicadora”
A seriedade, o detalhismo e o silêncio são repulsivos para ela, bem como tentar impressioná-
la e treiná-la com solenidade é agir ao contrário da “Ciência da Pedagogia”.
No entanto, devemos entender que gostamos de crianças animadas e alegres, contudo brinque
dentro de certos limites para que saiba que está sendo feito por sua diversão, caso contrário se
tornará presunçosa e poderá começar a tratar seu professor(a) com ousadia, tornar-se
imprudente e por em perigo o respeito à ele.
Se o professor é capaz de manter o ambiente alegre e com respeito, ele logo ganhará o amor
e a estima da criança “Comunicadora”, se por outro lado ele for incapaz de fazer isso, sendo
rigoroso ou impaciente demais, arriscará sua autoridade.
Quanto aos demais aspectos, não é aconselhável julgar as falhas que a criança pode ter
cometido pois entendemos que são irreflexões e não malícias, nesse caso o professor(a) não
deve se sentir ofendido com facilidade, pois isso acontece pela falta de cuidado da criança ao
falar com seu professor(a).
No entanto a criança é agradável e amável, mas às vezes pode se tornar apenas criticável (não
é malicioso), lamenta suas falhas assim que forem cometidas e prontamente implora perdão.
O poder que governa as ações da criança “Comunicadora” não está dentro dela mas sim fora,
isso por que ela se interessa por tudo. A grande desatenção geralmente acontece quando está
em classe, especialmente nas aulas.
A arte da educação encontra aqui uma das mais expansivas esferas. Tudo o que poderia atrair
a atenção dos olhos ou dos ouvidos da criança deve ser removido da escola e da vizinhança
imediata.
O simples fato de ter um pássaro canário pendurado na janela é suficiente para atrair a atenção,
muitas vezes por horas. Se a criança tiver o seu lugar fixo na sala de aula, onde tenha uma
visão conveniente para fora da janela, podemos estar certos que nenhum pardal passará por
aquela janela sem ter sido notado pela mesma.
Quanto mais tranquilo for o local e posição da escola, melhor será o desempenho do pequeno
“Comunicador”. Escolas situadas em ruas barulhentas são cansativas para os professores e
prejudiciais aos interesses das crianças. A criança com esse perfil sofre mais desvantagem sob
esta condição do que qualquer outro.
Tudo que tiver uma tendência a chamar mais vezes a atenção, deve (na medida do possível)
ser removido da escola. Por outro lado, o professor(a) pode esforçar-se para ocupar os poderes
imaginativos na mente da criança.
Ela precisa divertir-se e se não puder encontrar essa emoção nos momentos propícios, vai
procurar em outro lugar e assim se tornará um fardo para o professor, aprendendo pouco e com
dificuldade.
Um seco e puro método intelectual de oratória pode ser bem adequado aos professores, mas
é bastante inadequado aos alunos. O grande esforço do educador é tornar qualquer lição
agradável para essas crianças.
Suas aulas devem retratar criatividade na medida do possível. Ele pode por exemplo,
acompanhar suas palavras pela exibição de objetos que podem facilmente ser encontrados em
quase todos os cantos da sala de aula, como esboços no quadro negro, histórias reais ou
fictícias, pela exibição de fotos, teatro, etc.
Em suma, no caso das crianças “Comunicadoras” a importância deve ser dada ao método de
ensino por meio de exibição externa. Como ela tem uma memória muito curta, se recorda e
esquece facilmente dos momentos por qualquer período de tempo. Repetição é portanto um
ponto importante, na verdade o principal a ser observado no ensino de uma criança com esse
perfil.
A manutenção da ordem externa deve ser mais particularmente observada na direção
pedagógica pois tal criança não tem a necessária calma para continuar qualquer coisa que
possa ter sua conclusão.
Embora tenha uma tarefa em mãos, está sempre pronta e disposta a começar algo novo, porque
imagina que poderia ser de uma natureza mais interessante e não tem objeção em deixar o
primeiro trabalho em estado de incompletude.
Essa falta perseverança e persistência devem ser substituídas neste caso pelo comportamento
mais firme e implacável por parte do professor(a). A criança nunca pode ter permissão para
começar uma atividade, antes de ter terminado a anterior.
Isso é um ponto de melhoria e ao longo ou curto prazo os efeitos maléficos disso (se não forem
trabalhados) certamente se fará aparente. Um desses e mais perigoso é o desinteresse peculiar
para começar e concluir as tarefas.
Aquele que gosta de falar muito tenderá a mentir e com base nisso há a propensão para a
falsidade.
Inquieta e curiosa ela procura cada canto da casa. Descobre no curso todos os tipos de coisas
e sua imaginação prontamente fornece maneiras para transformar os artigos encontrados para
o seu próprio prazer e diversão.
A criança “Comunicadora” deve ser permitida a uma certa liberdade para revelar todos os
cantos da casa e coletar os resultados de tais descobertas. A sede do “por quê” desse prazer
é muito grande e a natureza das coisas que causam essa diversão são tão modestas que é
difícil proibir algo nessa direção.
Se alguém tenta suprimir esta tendência, as crianças se tornarão astutas e mestras da arte do
engano.
O professor(a) deve tratar essa criança de acordo com as dicas que temos aqui estabelecidas,
ele terá sucesso em transformá-la em uma das mais agradáveis da turma e a escola como uma
continuidade de sua casa.
Sua facilidade em se expressar permite-lhe aprender línguas estrangeiras facilmente. Sua
humanidade e amizade irá torná-la a queridinha de todos, enquanto a sua natureza adorável
permite reconhecer tudo o que é bom e lindo. Sua sociabilidade muitas vezes traz uma relação
com seu professor(a) que pode ser inclinado a um termo fraternal.
Pontos fortes: Falador, contador de histórias, vida em festa, bom senso de humor,
entusiasmado, expressivo, curioso, divertido, criativo, enérgico, charmoso, orientado para as
pessoas, excitante, espontâneo, motiva os outros, altamente amigável, divertido, otimista.
Fraquezas (pontos de melhoria): Exagerado, compulsivo, inquieto, egoísta, se irrita
facilmente, desorganizado, esquece as obrigações, indisciplinado, emocionalmente motivado,
facilmente distraído, volúvel, esquecido, impulsivo.
3 - A criança executora

A CRIANÇA EXECUTORA
O “Executor” é motivado por resultados. Esse temperamento tende a ser intenso, com grande
interesse em todas as coisas, um alto nível de envolvimento em tudo o que faz e rapidez na
ação. Eles são líderes naturais e fazem muito trabalho em grupo. Os professores são assertivos
em lhes dar muitas tarefas difíceis e fazer regras claras, com a certeza do cumprimento do que
foi proposto.
Se o professor(a) não obtiver o respeito de um “Executor”, surgirá um problema. Eles têm um
bom senso de julgamento e geralmente podem ser confiáveis para dividir as coisas e também
tem um firme senso de justiça e equidade. Eles são os primeiros a quererem sair para o recreio,
nota-se que são impacientes com aqueles que são lentos ou fracos.
O vermelho é a cor que preferem na maioria das vezes e a divisão é a função aritmética favorita.
É difícil conviver com o “Executor” por causa de sua intensidade e julgamentos rápidos. Eles
tendem a ser heroicos e dominadores de maneira natural, são leais defensores de amigos,
familiares e da comunidade quando necessário.
Essa é a criança que chamamos de sangue quente, ardente, ousada e aventureira. A palavra
com o termo mais adequado para representá-la é: ambiciosa. Está sempre antes da sua idade,
o rapazinho se imagina homem, a menina sempre deseja que o mundo entenda que ela já é
uma dama, ambos se sentem feridos se forem tratados como crianças.
Seus passos, sua conversa e seu comportamento em geral, destinam-se a representar que eles
são muito superiores à sua idade e posição. É música para seus ouvidos dizer que eles são
grandes ou fortes para a idade.
A criança de perfil “Executor” sempre se sente obrigado a se rebaixar ao sentar-se em uma
cadeirinha de criança. Se sentiria muito feliz se pudesse falar com a voz de um homem e
demonstrar força e poder.
Quando a menina atinge a idade madura de 11 ou 12 anos, ela não terá mais nada a ver com
as bonecas ou coisas assim, esses brinquedos podem ser todos muito bons para as crianças,
mas “não para ela”, defini-se muito precoce nos pensamentos.
Talvez a melhor oportunidade de observar esse perfil é quando ela está brincando com as
outras, pois há uma grande quantidade de verdade na declaração. Essa é a melhor maneira de
julgar o valor intelectual e observar o seu jogo. Neste momento é perceptível atitudes de poder
inventivo, perseverança, amor de ordem, honra, sociabilidade e seus opostos são mais
abertamente expressos no play-ground.
O menino quer ser o “rei” da pequena companhia e a menina tem orgulhosa consciência de sua
superioridade, sempre tenta desempenhar o papel da “rainha”. Se eles não conseguem fazer
isso, preferem sair completamente da brincadeira e em seguida tentar estragar os outros,
incomodando-os ou tratando-os indiscriminadamente.
A criança “Executora” é ousada e imprudente. Nenhum obstáculo pode contê-la e sua coragem
aumenta com as dificuldades.
Nenhuma árvore é alta demais para ela e nenhuma vala larga demais. Ela não tem medo de
nada ou se tem, não demonstra. A menina vai aprender equitação e ginástica, sempre encontra
mais divertimento em jogos que são realizados por meninos do que aqueles geralmente
praticados por meninas.
Ela aparece como uma pequena amazona e quando crescer certamente apoiará as opiniões
dos direitos das mulheres. Faz-se necessário saber que todas as sociedades formadas nos
últimos dias pela igualdade de gênero, justiça e criação dos direitos das mulheres, pode-se
dizer que contém pessoas de natureza “Executora”.
O menino se delicia em tudo o que exige ousadia, resolução, precipitação e força. Ele ama
cavalos e cintila os braços mais do que qualquer coisa, geralmente deseja tornar-se um soldado
ou um caçador.
Intensidade, ousadia e resolução que geralmente adornam os jovens são características e a
masculinidade também é digna de certo respeito. Gostam de ser cruel com outras as crianças
e com os animais. A esta insensibilidade compara-se muito desvantajosamente com a criança
“Comunicadora”.
O “Executor” quando criança sempre tem uma pedra na mão, ele não pode deixar qualquer
pássaro, gato ou cachorro seguir seu caminho sem ser molestado e se ele não pode chegar
perto o suficiente para o seu objeto, invariavelmente jogará uma pedra para acertá-lo.
Orgulhoso de seus poderes físicos e destreza, sempre tenta fazer sentir sua força diante de
seus companheiros de jogo. Em sua esfera ele é sempre o admirado e temido como um
valentão, que encontra uma certa quantidade de honra, grandeza e procura provar sua
autoridade maltratando as crianças mais fracas.
Quem deseja uma vida pacífica na escola deve evitá-lo, porque geralmente encontra uma
grande dose de honra ficando em pé tanto quanto possível suportando sem chorar. Ele é
invariavelmente aquele que inspira outras crianças a se rebelar contra os professores. Tem
geralmente uma natureza revolucionária.
Detém um desejo malicioso de se tornar tão forte quanto o professor(a) para defender-se contra
qualquer castigo corporal que ele pode ter merecido e se possível inspirar o professor(a) a ter
um certo medo dele. Uma criança executora pode tornar a vida de um professor uma miséria.
O pequeno “Executor” quase nunca chora, na verdade fica mais afiado pelas punições. Ele é
muito orgulhoso para mostrar tal fraqueza de derramar lágrimas e quando ele chora, é mais de
raiva do que de dor.
Tem uma grande tendência para a paixão e sua obstinação são insuportáveis quando quer
obter o seu próprio caminho. Geralmente tal criança vai gritar, rolar no chão ou fazer ameaças
até obter seu resultado.
Qualquer um que já teve a oportunidade de observar crianças, não nos acusarão de ter falado
demais, ou de ter exagerado de alguma forma a esse respeito. Esse temperamento altivo
reconhece todos os seus atos livres e mesmo quando ruins nunca admitirão os mesmos, pelo
contrário, sempre se esforçarão a passar suas faltas por virtudes.
Quando cometem uma falta nunca pedem perdão, são orgulhosos para tal ato, no entanto, se
obrigados a fazê-lo, o farão de maneira mais objetiva possível, geralmente avançam com um
passo firme e alto, jogam sua cabecinha altiva de volta e oferece sua mão ao professor ou
melhor, as pontas dos dedos da maneira mais condescendente e petulante imaginável.
É fácil adivinhar sua opinião pessoal sobre tal humilhação, pela maneira em que bate a porta e
sai da sala. Sempre deseja ser independente, dificilmente aceitará alguém ser colocado em um
posição superior a ele ou mesmo em igualdade com ele, mas sempre se esforça para efetuar
algo grande e extraordinário.
O temperamento colérico do “Executor” geralmente produz grandes homens e mulheres, que
muitas vezes influenciam o estado e a ,vida familiar a um grau surpreendente. Tal disposição
mal educada surtem efeitos futuros ao se tornarem seres revolucionários imprudentes e
criminosos ousados.
O Apóstolo Paulo, Ciro – Rei dos persas, Carlos – O grande, Júlio César e Napoleão, podem
ter sidos crianças de temperamento colérico.
Os poderes da mente dessa criança não são tão abrangentes como os da criança de perfil
“Comunicador”. O “Executor” nem vê, nem ouve tanto quanto ela, mas o que seus poderes
mentais carecem de abrangência são compensados pela sua intensidade e concentração.
O que ele vê e ouve faz uma impressão muito mais profunda do que a criança “Comunicadora”,
em consequência, o professor invariavelmente vai encontrar o “Executor” muito mais atento e
estudioso do que o “Comunicador”. Sua imaginação é menos fantástica, suas emoções não são
tão numerosas (como também seus esforços), mas eles aparecem mais de repente, são mais
fortes e mais duradouros
O poder do pensamento da criança “Executora” mostra os primeiros sinais de profundidade e
penetração. Aprendem a se educar e não ficam contentes com uma explicação ou
conhecimento superficial das coisas, pois buscam respostas de diversas maneiras. Sentem
orgulho se conseguirem provar que o professor(a) cometeu um erro científico e podem
envergonhá-lo com suas perguntas cruzadas.
Se a criança “Executora” não gostar de livros, ela realmente os odiará, mas se por outro lado
ela tiver um assunto que se identifica, será apaixonada por ele, mostrará aptidão e
perseverança em aprender alguma coisa (são intensas). Quando aprendem uma vez, não
esquecem facilmente.
Em suas fortes paixões estão: orgulho e veneração. Tem inclinações para ataques de raiva,
amor e vinganças intensas, formam suas conclusões rapidamente. É particularmente notável
pela força de vontade, tudo o que está em seu caminho deve dobrar ou quebrar.
Em resumo: para esboçar a personalidade de uma criança “Executora” devemos dizer que
a autovontade, o orgulho, presunção, obstinação, busca pelas falhas, ambição,
desobediência, amor a vingança, dureza e lascívia, são as partes a desenvolver, por outro
lado, aabertura, magnanimidade, generosidade, perspicácia e força de vontade são as
partes positivas.
Os atributos físicos geralmente consistem em um quadro muscular espesso, acentuadamente
marcado, características expressivas, olhos de fogo e andar firme.
Como ensinar o Executor

Ao contrário do “Comunicador”, o “Executor” não conseguirá facilmente sentir amor pelo


professor, mas existe um outro caminho indireto para ajudar em sua educação: respeito e
admiração por uma autoridade. Para esse “pequeno ser” temos sinceramente que ser dignos
de respeito e estima no mais elevado sentido da palavra.
Não se trata de nos tornarmos queridos por nossas qualidades pessoais, como no caso da
criança “Comunicadora”. O que importa pra ele é sempre acreditar que o educador sabe o que
faz. Devemos cuidar para ter nas mãos as rédeas firmes da autoridade, nunca demonstrar não
saber agir.
O “Executor” tem um grande ímpeto de liderar e realizar coisas. Para controlar isso em sala de
aula, o professor sempre lhe deve propor o que é difícil de realizar, sendo importante que ele
não consiga vencer todos os obstáculos. Devemos criar formas que o temperamento não seja
reprimido, mas possa justamente expressar-se através do confronto com determinadas
dificuldades que ela [a criança] tem que superar. Devemos organizar o ambiente de modo que
o colérico possa esgotar-se ao ter de superar obstáculos.
Quando tiver seu ataque de fúria, ao invés de reprimí-lo na hora (o que costuma ser impossível),
o remédio é dar-lhe logo uma atividade difícil para esgotar sua cólera e comentar o assunto só
depois que ela tiver passado.
É interessante que quando se trata da criança “Executora” – ou adulto – que essa necessidade
de “dominar o poleiro” reverbera por anos. Com relação aos nossos antepassados, os membros
“Executores” do bando seriam os alfas, os líderes. Eles comandam seus subordinados e
afirmam seu domínio ao usarem a força. Eles podem reagir e se irritam quando são desafiados
em relação à sua capacidade.
Nada mudou até então, pois atualmente a criança “Executora” adora se está a frente de seus
colegas no trabalho, em sala de aula, ou simplesmente o primeiro a levantar a mão para
responder a uma pergunta difícil. Eles anseiam em ser os melhores e quando chegam ao topo
têm um certo nível de confiança em suas próprias habilidades.
Então, quais métodos de aprendizados serviriam para essa criança aparentemente confiante?
A verdade é que ele(a) provavelmente superará usando quase qualquer método e não é porque
eles são necessariamente mais brilhantes, mas porque acreditam em si mesmos um pouco a
mais em qualquer circunstância.
Enquanto o seu filho vai ser muito feliz aprendendo sozinho e em seu próprio tempo, você pode
achar que uma mistura de métodos de ensino é o caminho a percorrer.
Existem desvantagens?

Claro. Nenhuma criança é absolutamente perfeita depois de tudo. É improvável que a criança
“Executora” se preocupe com o trabalho deles e com o fato de que ainda estão lutando com o
problema de matemática – o que pode significar que precisam de um empurrãozinho quando
se trata de realmente começar seus estudos.
Dito isso, eles amam a competição e odeiam perder, então o aprendizado competitivo baseado
em testes pode funcionar para eles. Veja o que você pode tentar:
Aprendizagem

Quando se trata de aprender, a criança com esse perfil precisa de um pouco de encorajamento.
Eles são tão confiantes em suas habilidades que raramente precisam de uma ‘conversa
estimulante’ da família ou amigos para simplesmente continuar com a tarefa em mãos.
Em termos de lição de casa ou preparação para o teste, embora possa ser uma boa ideia deixar
o adolescente sozinho, vale sempre a pena ‘enfiar a cabeça na porta’ de vez em quando. Muitas
vezes, um aluno “Executor” pode ter certeza de suas próprias habilidades e se sair bem com
uma reciclagem de um adulto em intervalos regulares.
Se seu filho se derramar em seus livros escolares por horas a fio, por exemplo, certifique-se de
interromper o aprendizado com uma parada para um lanche ou bebida, ou mude para métodos
de ensino mais visuais. Isso ajudará a manter as coisas interessantes para os alunos de
qualquer idade e garantirá que você possa ficar de olho em como elas estão progredindo.
Ensino baseado em testes

Então, tocamos no fato de que uma criança “Executora” recebe muito do elemento competitivo
da aprendizagem. Se então você pensa ainda em encorajá-los a serem menos competitivos
com seus pares, enquanto ainda se orgulham de suas próprias realizações, os métodos de
ensino baseados em testes são uma ótima ideia.
O que queremos dizer com “ensino baseado em testes” é simplesmente manter um registro do
aprendizado do seu filho ao elaborar uma série de testes que eles podem concluir
semanalmente.
Assim provavelmente se disciplinarão para fazer os estudos em primeiro lugar. Então certifique-
se de que eles estão aprendendo em um ritmo que também coloque um sorriso em seu rosto
imprimindo alguns desafios e verificando o progresso deles.
Lidando com uma criança Executora

É impossível para pais e professores remoldarem esse temperamento, eles devem aceitar a
criança como ela é. Seu dever é enfraquecer e diminuir o lado ruim e desenvolver as melhores
tendências naturais, interesses e virtudes. No treinamento o professor tem mais necessidade
em ser a autoridade em sala de aula.
Em geral há uma tendência do educador descender ao nível da natureza da criança e nesse
caso pode haver sérias consequências. O professor deve estar sempre acima intelectualmente
do temperamento arrogante, sendo capaz de impor autoridade à criança.
A criança de perfil “Comunicador” deve amar seu professor, mas o “Executor” deve venerá-lo.
A vontade do professor deve ser forte, suas ordens bem consideradas e suas palavras como
se fossem lei.
É particularmente vantajoso lidar com uma criança “Executora” ao usar palavras diretas sobre
o assunto e evitar ficar com raiva na presença da classe. O pequeno “cabeça-quente” tem muita
presença de espírito e malícia, não pára de observar como um professor se coloca aberto diante
dele e da escola em determinados momentos.
Há pouco tempo atrás, um certo professor foi repreender uma criança com a seguinte pergunta:
se a criança preferiria uma punição exemplar ou seu desprezo silencioso (do professor). “Então
eu iria arriscar a expressar uma preferência por seu desprezo silencioso”, foi a resposta pronta,
acompanhada de rugidos de riso de toda a escola. O professor provavelmente não esperava
receber resposta a sua pergunta, mas essa abalou a autoridade do professor perante toda a
escola.
O professor deve ocupar a mesma posição em relação à criança como bons e inteligentes
pais, para que geralmente ela possa ficar impressionada com o fato que o seu professor não
exerça sua vocação simplesmente a fim de “ganhar a vida”.
A criança colérica deve ser particularmente educada no que diz respeito à maneira em que se
comunica com aos empregados da casa, caso a família tenha. Deve ser ensinada a usar a
palavra “por favor” ao pedir tal serviço e expressar “obrigado” pelo mesmo.
Se for permitido comandar, vai se tornar um mandão desequilibrado, onde metade da casa
continuadamente corre por ela, em um tempo muito curto. Mostrará os primeiros sinais para se
tornar um tirano. Pais e professores devem se unir para suprimir essa arrogância, orgulho e
vontade própria da criança.
E o seu orgulho uma vez quebrado, a cena muda e a criança “Executora” se torna um herói da
virtude. Fará o bem porque sabe que fazer isso é honroso. Vai adorar aprender, porque entende
o valor do conhecimento. Ele dará sua palavra e não terá de volta. Ele seguirá seus bons
princípios e quando o mundo inteiro rir e o desprezar, sua coragem crescerá. Ele não está
inclinado a chorar e a oposição apenas o apodera, tanto nos tempos bons como nos infelizes.
Isso o amadurece na masculinidade ou feminilidade e o torna o objeto do olhar surpreendente
do mundo e muitas vezes tem o poder de dirigir e influenciar para sempre partes inteiras da
sociedade humana.
Pontos fortes: Líder, obstinado, decidido, independente, autosuficiente, confiante, orientado
para objetivos, bem organizado, pensador “completo”, eficiente, prático, ambicioso, enérgico,
direto, realizador.
Fraquezas (pontos de melhoria): Mandão, impaciente, mal-humorado, ávido por
controvérsias, inflexível, sem emoção, tende a dominar, exigir, criticar, orgulhar-se às vezes,
decidir por outros, “sabe-tudo” (arrogante).
4 - A criança analista

O “Analista” é um pensador profundo e poético e tendem a sentir muitas coisas internamente.


As tarefas podem ser facilmente intransponíveis e consideram muitas situações sob a luz mais
difícil. Eles costumam considerar o copo “meio vazio”. Nas lições de história, esses alunos vêem
os infortúnios da humanidade com mais compaixão.
Eles frequentemente oferecem insights sobre a motivação das pessoas a partir de uma
compreensão da profunda sensação de vida possível nos seres humanos. Dos 4 processos
aritméticos, a subtração tende a ser a sua favorita e o azul é normalmente a cor mais
desejada.
Acham que o mundo está contra ela, que tudo acontece para feri-la e apega-se profundamente
aos obstáculos. A via de acesso do educador para o “Analista” são as dificuldades e sofrimentos
que o próprio professor teve de viver. Ela precisa sentir que o professor já passou por
sofrimentos porque é predisposta à esse sentimento. Tem capacidade para sentir dor,
desengano, isso está arraigado em seu íntimo, não pode ser extinto à força porém deve ser
desviado.
Uma pessoa que com sua narrativa pode fazer com que o “Analista” chegue a sentir como ela
foi “provada pelo destino”, essa frase a traz um grande benefício.
De nada adianta tentar alegrar ou consolá-lo, a não ser fazer com que sua melancolia piore
ainda mais. É preciso que ele vivencie dores justificadas, que saiba que sofrimentos existem e
como os homens podem triunfar sobre eles.
E é importante demonstrarmos que respeitamos os sacrifícios que ele faz e os obstáculos que
supera. Ele precisa sentir que o professor tem uma atenção especial à ele e não devemos dar-
lhe qualquer tarefa. Ele precisa sentir que está fazendo algo por alguém, um sacrifício pelo
professor, por ele ou pela classe, aí ele faz um bom trabalho.
É o deprimido, pessimista, rabugento, impertinente, sincero, nervoso. Para defini-lo em
uma palavra seria: desanimado. O pequeno “Analista” sempre tem perspectivas ruins, ele tem
poucos prazeres e em consequência uma aversão para o mundo. Não se pode dizer que seja
uma criança em absoluto. Ele balança sua cabeça, encolhe os ombros em tudo o que vê e ouve
da maneira mais séria e duvidosa (suas expressões favoritas de sentimento no máximo), como
uma espécie de ejaculação suspirante. É exatamente o oposto do “Comunicador”.
Enquanto para o pequeno “Comunicador” o mundo parece iluminado pela luz rosada de
esperança dourada, o pequeno “Analista” considera o mesmo no luto do desespero. O primeiro
considera que o mundo inteiro é como uma grande piada e o último considera isso sendo
terrivelmente sincero. Esse é o “pequeno pessimista” que na mais tenra idade já se envolveu
em uma guerra defensiva consigo mesmo.
Ele vê perigo em tudo ao seu redor, está empenhado em sua destruição, ameaçando sua
segurança, sua honra, suas posses e seu pequeno “eu”. Ele está sempre especula e espiona
o que motiva o mundo a atacá-lo e não pode imaginar que seja possível que alguém realmente
o ame. Ele tem uma aversão à todos e sempre está sob suspeita, a culpa é de todas as pessoas
e coisas.
Ele tem poucos amigos de escola, mas muitos escarnecedores. Não brinca com outras
crianças, não procura sua sociedade, sempre segue seu próprio caminho solitário e sente-se
bem assim. Ele tem pouca simpatia por alguém ou qualquer coisa e nunca sabe se atraiu
alguém por sentimentos de amizade.
Ele é egoísta e frio, considera tudo (até mesmo seus próprios irmãos) com sentimentos de
inveja e má vontade. Quando os presentes estão à mesa na época de Natal, os seus olhos
invejosos examinam primeiro o que ganharam seus irmãos, depois ele analisa o seu próprio
presente e não sente qualquer resquício de prazer, simplesmente compara os valores com os
outros.
Fica claro que ele sempre encontra a si mesmo como o mais mal visto e tratado de forma
diferente em toda a família. Ao ver alguém dar à outra criança qualquer presentinho a fim de
torná-la feliz, isso é uma enorme dor para “Analista”.
Ele guarda tudo o que ele tem trancado a “sete chaves” e sempre carrega as chaves no bolso.
É o ‘dono da bola’.
Suspeita e desconfia de todos, se alguém ri, sempre considera-se o objeto do ridículo, se
alguém o elogia, tenderá a achar que está sendo ridicularizado e se alguém brinca com ele,
invariavelmente entende que toda ação amigável é uma ironia.
Se ele mesmo ri de alguém, é sempre o tipo de riso que as pessoas adultas chamam de um
“sorriso” de sarcasmo sombrio. Ao ser punida, a criança “Analítica” geralmente permanece
perfeitamente imóvel e aparentemente não afetada, por mais que possa estar fervendo
internamente quase nunca mostra uma paixão raivosa, mas em tais casos isso é terrível, abusa
dos pais e professores e provavelmente corre para fora da sala espumando com paixão.
Não sabe para onde correr e possivelmente tem a ideia de nunca mais voltar, frequentemente
tem a malícia de se esconder e depois que seus pais ansiosos a procuram até a noite ela
encontra uma satisfação desagradável em causar nos pais ou no professor a ansiedade em
encontrá-la.
Frequentemente as crianças “Analíticas” ficam sem falar ou comer por dias, isso gera um
grande mau humor. Eles fazem isso na esperança de que os pais fiquem realmente ansiosos e
falem gentilmente com eles e os persuadem a alterar seu comportamento e nada os deleitará
mais do que quando os pais são tão tolos e fracos que fazem isso.
O poder do pensamento do jovem “Analista” é lento, mas é assertivo e completo, seus olhos
observam pouco, mas são atentos a detalhes, seus ouvidos não ouvem muito, mas o que
ouvem é certo de ser analisado e julgado.
No caso de tudo que um “Analítico” observa, a primeira pergunta que aparece em sua mente é
em relação ao objeto observado, pode ser que para si mesmo seja agradável ou desagradável,
seja útil ou prejudicial, amigável ou hostil, ele tem um poder de raciocínio rápido e agudo, quanto
ao valor ou inutilidade do objeto em questão.
Suas percepções, ideias, sentimentos e esforços são animados lentamente, mas uma vez
animado o efeito é profundo e duradouro, quando por exemplo, uma vez que fica com raiva, vai
ficar com raiva por anos.
Esse perfil é profundo e calmo, vai meditar e refletir sobre uma coisa por dias, ocupa sua mente
preferivelmente com objetos que requerem seriedade e pensamento, apenas ocupa a
imaginação com respostas e soluções.
Em geral preferem aritmética, música e canto e em uma idade mais madura, encontram mais
prazer em estudos filosóficos do que em poesia. Há poucos exemplos de poetas que tendem a
melancolia, enquanto isso não é nada incomum encontrar entre os filósofos, matemáticos e
astrônomos. Aristóteles tinha uma opinião muito forte sobre esse temperamento, ele
considerou pessoas com esse perfil forte, gênios em combinação.
Sua calma, olhar para baixo, seu lento caminhar e seu desamparo total, faz dele um objeto de
simpatia para um verdadeiro amigo e é impossível negar-lhe uma certa quantidade de respeito.
Sua grande consideração, paciência e constância, sua responsabilidade e pontualidade tendem
a fazer um modelo para sua família. Ele é consciencioso e autosuficiente, mas este domínio
sobre si mesmo é capaz de levá-lo a fracassos.
Muitas vezes se torna realmente desagradável ao se comportar como um “juiz de moral” e
crítico com palavras e ações direcionadas a seus pais, professores, irmãos e colegas de escola.
Por essa razão, as outras crianças geralmente não se importam em se associar à ele.
Quando as crianças “Analíticas” descobrem que as pessoas se afastam deixando-as sozinhas,
elas se fecham e procuram esconder-se na solidão tanto quanto podem, apenas espia
timidamente para ver se tem alguém realmente preocupado com elas e quando não percebem
tal movimentação, geralmente perdem o pouco de coragem e prazer na vida que eles já
possuíam.
Fisicamente, a criança “Analista” é geralmente alta e magra, fracamente erguida, com a cabeça
e o pescoço dobrados para a frente, tem uma aparência pálida, aparência cansada, lenta, mas
firme marcha, nervos excitáveis e predominância de sangue venoso.
Segundo Hipócrates, ela é persistente, respeitosa e ordeira. Mais do que isso, eles são
detalhistas (o que é uma ótima característica), especialmente quando se trata de seus estudos.
Existem desvantagens?

Mais uma vez sim, mas muito poucos. Enquanto um aprendiz “Analista” pode se beneficiar em
se tornar mais sociável e usar isso para sua vantagem em termos de ensino em grupo, há muito
a ser dito para uma criança que fica feliz em aprender sem ajuda.
Se você tem certeza de que seu filho se encaixa nessa categoria de personalidade específica,
você saberá que ele também é atencioso e se adapta a qualquer situação. Soa como o cenário
dos sonhos no que diz respeito ao estudo, não é?
Mas, como qualquer criança, o aprendiz “Analista” ainda precisa de uma mão amiga de vez em
quando, é por isso que estamos trazendo para você duas maneiras pelas quais seu filho pode
se beneficiar de um aprendizado não baseado em sala de aula.
Aprendizagem visual

Como o estudante “Comunicador”, a criança “Analista” apreciará uma mudança de ritmo quando
se trata de aprendizado tradicional em sala de aula.
Um estilo de aprendizagem visual (ou espacial, como é frequentemente referido) vê os alunos
usarem imagens e mapas para organizarem informações e se comunicarem com os que estão
ao seu redor. Adapta-se à esse perfil por uma simples razão: geralmente são mais atentos do
que as crianças que se enquadram em um dos três grupos de personalidade restantes.
Um quadro branco ou flip chart (lousa com folhas destacáveis) é uma ótima ideia,
especialmente para aqueles que gostam de “rabiscar pensamentos”. É uma boa técnica se seu
filho luta para compreender um conceito ou teoria particular também. Anotar algumas
metodologias baseadas em imagens pode ajudá-las a aprender algo novo. Além disso, muitos
de nós fazemos melhor quando imaginamos algo que precisamos manter em nossas mentes.
Aprendizagem verbal

A coisa realmente boa sobre o método verbal popular de aprendizagem é que praticamente
qualquer pessoa pode usar isso com grande efeito.
Independentemente se você tem tempo para elaborar planos de aprendizagem pós-escola, ou
se precisar de ajuda de um tutor profissional, a aprendizagem verbal funcionará bem para você
e seu filho. Envolve tanto a palavra escrita quanto a falada, esse estilo de aprendizagem permite
que o seu filho se expresse com mais facilidade e funciona muito bem quando se trata de
aprender livros ou textos em inglês.
Fora da escola, as habilidades verbais de ensino podem ser bem aproveitadas em palestras
públicas, debates ou mesmo política, enquanto qualquer pessoa que queira entrar na área
de Jornalismo também achará que isso é benéfico.
Na sala de aula

A criança “Analista” considera seu professor como o seu tormento, como um malicioso que
decidiu fazer o melhor para tornar a vida de seus alunos algo miserável. O educador deve tratar
essa criança de uma maneira amigável, pois ela invariavelmente pensa que ele deseja enganá-
la. Se ele se aproxima da criança irritado ou permanece à distância, é acusado de não amá-la.
Qual criança não olha para seu professor com algum grau de admiração? Por isso a importância
do professor entender sobre todos os perfis comportamentais. Ele deve se convencer de que
ocupa sua posição por conta da criança, ter consciência de que ele está lá para o benefício
dela e não a criança para sua vantagem, pois elas são sempre o principal motivo dos
professores.
Sem essa conscientização a semente não dará frutos, esse será o caso sempre e em todos os
lugares, mais especialmente no que diz respeito à uma criança “Analista”. O professor deve se
esforçar para mostrar que gosta dela e que ela não é um fardo para ele. Deve sempre entender
que ela não pode ser responsabilizada por seu temperamento e se mostrar inclinado à ajudá-
la a desenvolver seus pontos negativos, entender que eles tem mais a ver com a natureza do
seu temperamento do que desrespeito por parte da criança.
Ao mesmo tempo, chamamos atenção para o fato de que os professores nunca devem praticar
piadas com uma criança “Analista”, nem em momentos de diversão, pois ela ficará
imediatamente desconfiada.
Ao tomar conhecimento que o “Analista” fica mais feliz quando pode ficar na cama ou sentar ao
lado de uma lareira, enrolado no cobertor, sozinho e meditando sobre suas ideias sombrias, o
professor deve ter o maior cuidado para mantê-lo constantemente trabalhando, para que não
tenha tempo para se perder em pensamentos.
Se possível, ele deve promover a amizade com uma criança “Comunicadora”, pois esse perfil
alegre deve melhorar o humor inofensivo na comunicação. Esse humor pode ser visto
claramente pois se destina apenas a conduzir o bem estar das crianças, nunca foi
desacreditado nem pelo mais sério dos professores.
Se o pequeno “Analista” for devidamente treinado, crescerá um homem que por seus
pensamentos venha a achar que não nasceu para a grandeza a qualquer preço, pois por sua
seriedade de pensamentos e com a ajuda de pais e professores, pode ocupar uma honrosa
posição na sociedade.
Pontos Fortes: Profundos, pensativos, analíticos, propositais, criativos, sensíveis aos outros,
abnegados, idealistas, fiéis, valorizam a beleza, lógicos, agradáveis, organizados,
encorajadores, empáticos, introspectivos.
Fraquezas (pontos de melhoria): Alto padrão, perfeccionistas, temperamentais, “falsa
humildade”, baixa autoimagem, hesitantes, críticos, céticos de elogios, cheios de contradições,
impraticáveis, pessimistas, indecisos.
5 - A criança planejadora

A CRIANÇA PLANEJADORA
A criança de perfil planejador tem dificuldades para se envolver com o que acontece ao seu
redor. Seu ponto negativo é a falta de interesse. Para conseguir chamar sua atenção, o melhor
caminho é promover sua integração com outras crianças, assim convive com os interesses de
seus colegas.
Não são as coisas por si mesmas que atuam sobre o planejador. Não é através de um assunto
da tarefa escolar ou doméstica que conseguiremos interessar o pequeno planejador, mas sim
através do caminho indireto, passando pelos interesses de outras crianças da mesma idade. É
justamente quando as coisas se refletem em outras pessoas que esses interesses se refletem
na alma da criança planejadora.
Também é importante, como nos outros temperamentos, aproveitar e valorizar suas
características para envolvê-los no aprendizado. Planejadores aprendem devagar mas têm
ótima memória.
É uma alma complacente que prefere ser deixada a si mesma do que ser estimulada a uma
grande ação. Os planejadores adoram comida e refeições e esperam por eles com um interesse
particular. Eles tendem a gostar de água e nadar (ou melhor ainda flutuar) e são particularmente
imperturbáveis.
Eles têm um jeito de ser alegres e tendem a evitar descrever qualquer situação em termos de
crise. Encontrar as coisas que genuinamente motivam esses alunos é tarefa árdua para o
professor porque deixados à própria sorte podem fazer muito pouco por conta própria, supondo
que as atividades tenham pouco a ver com eles sem o tipo certo de encorajamento. Incomodar
um planejador ou fazê-lo se mover com muita frequência pode fazer com que o pequeno
fleumático se comporte como um colérico.
Quando os planejadores estão sentados juntos eles ajudam-se mutuamente, até perceber que
muito pouco acontece em seu grupo aí são estimulados a interromper a inatividade e tomar
iniciativa própria.
Esta é a criança linfática com sangue frio. Em uma palavra, talvez possamos chamar de criança
“indiferente”. Não é fácil perturbar seu equilíbrio. Tudo acontecendo em torno dele é uma
questão de total indiferença e é difícil dispará-lo ou inspirá-lo com entusiasmo.
A criança planejadora é a oposição exata do executor. Atividade e energia são coisas
desconhecidas do planejador. A paz perfeita é o seu ideal. Ele não precisa de mais nada, não
conhece problemas e não requer prazeres particulares. Se você deixá-lo em paz, não se
importará com nada mais.
Observe os planejadores em festas ou em passeios, estarão confortavelmente e
convenientemente, com suas mãos dobradas atrás das costas ou nos bolsos das calças, em
pé e por toda parte, menos olhando para a direita e esquerda, acima e abaixo, procurando algo
em toda parte, não perceberão nada ou comentarão qualquer coisa. É fácil ver que ele tem
muito do tempo, sempre e em toda parte. Tudo é bom o suficiente para ele. Ele não se incomoda
com os mínimos detalhes.
Se for chamado a atenção por sua desordem e descuido provavelmente responderá com um
dos sorrisos mais agradáveis de que não vale a pena fazer um barulho por causa desse
irrelevante problema. De fato, quando bruscamente repreendido ou abatido, raramente é
tentado a contradiz seus pais ou professor, ou para mostrar o mínimo sinal de perturbação em
seus sentimentos pelo seu comportamento. Isto geralmente vai desarmar a ira de seu professor
pela sua calma. Este é provavelmente a razão pela qual pais e professores raramente os
repreendem ou ficam zangados com as crianças de tal temperamento.
Onde o professor não encontra oposição precipitada à sua vontade, ele não tem motivos para
se tornar ansioso. O planejador é pacífico e agradável para seus colegas de escola. Ele não
faz reivindicações particulares, não perturba ou incomoda e raramente dá-lhes uma
oportunidade de reclamar sobre ele.
Ele submete a eles o primeiro lugar na escola com todo o seu coração e parece considerá-lo
bastante na ordem de coisas que ele mesmo deveria ocupar. Não conhece ambição. Não exclui
ele próprio as diversões e jogos, talvez mostre até uma preferência por observar os amiguinhos
brincando, com calma e silenciosamente de algum obscuro ponto no play-ground.
Suas exigências são muito modestas. Um fogo confortável, boa comida, sono prolongado e
pouco trabalho. Se ele puder garantir um lugar confortável perto do fogo no inverno, ou um
lugar com sombra no jardim durante o verão, é tudo o que deseja.
Ele gosta de comer muito e boa comida, mas invariavelmente mostra lentidão e indiferença à
mesa, que caracteriza todas as suas ações. Depois do que já dissemos, não será difícil
adivinhar os poderes intelectuais e sentimentos mentais da criança de perfil planejador. Seus
poderes de mente são geralmente de natureza muito limitada. Tem olhos mas não vê, têm
ouvidos mas não ouve. Se interessa por quase nada no mundo, tudo é uma questão de
indiferença para com ele. É difícil excitar os sentimentos nele, seja de prazer ou de tristeza.
Onde as outras crianças dançam de alegria, a criança planejadora apenas sorri, onde outras
crianças são movidas para lágrimas, sua fisionomia permanece inalterada. Suas opiniões e os
julgamentos são em consequência de seus sentimentos – frio e insípido.
O pequeno planejador é um ser árido e não poético que me lembra da observação seca de um
húngaro em um teatro em Viena. Foi um toque e bem feita a cena, que tocou a todos e silenciou
a multidão no teatro. As lágrimas estavam nos olhos da maioria da plateia. Apenas o húngaro
ficou de pé com os braços cruzados descuidadamente olhando alternadamente no palco e no
público, de uma maneira mais desinteressada. Uma pessoa que estava ao seu lado perguntou-
lhe como uma cena tão comovente como aquela poderia fazer tão pouco efeito sobre ele? Com
o que o húngaro respondeu em alemão “– O que há de novo em um mundo? Em primeiro lugar,
isso não tem nada a ver comigo, em segundo lugar, quem garante que isso tem haver com sua
vida?”
Certamente filósofos podem ter tido oportunidades esplêndidas de estudar o temperamento
fleumático do planejador, durante o infância de algum homem. Essa visão calma e seca sobre
as coisas em geral impede o planejador de formar juízos precipitados e exagerados, mas ao
mesmo tempo não consegue dar ao planejador a força de vontade necessária. É impossível
para uma criança que não pode interessar-se por nada se ocupar de qualquer coisa com
entusiasmo. Uma certa quantidade de indolência deve necessariamente se originar dessa falta
de calor e interesse, que tem tendência a evitar atividade física e mental porque tal natureza
tem nenhum ideal que possa valer o esforço.
Da mesma fonte origina uma falta de simpatia, o planejador se aproxima de ninguém
cordialmente, ele nunca procura amizade, mesmo de pessoas que podem repetidamente
mostrarem-se dignos disso. Ele expôe uma falta de coração e indiferença em relação à
necessidade ou tristeza de estranhos ou pessoas, não diretamente com ele mesmo, o que pode
ser explicado – talvez desculpado – por seu temperamento, mas que é revoltante para uma
pessoa de perfil comunicador.
No que diz respeito ao lado físico do planejador, é geralmente notável por um excesso de peso
na estrutura do corpo, olhar indiferente e andar incerto descuidado.
Como ensinar o planejador

Então, você tem um filho com perfil planejador? Bom para você! De acordo com Hipócrates,
esta é uma criança que é atenciosa, controlada, adaptável, atenciosa e diplomática. Com isso
em mente é mais provável que eles respondam ao aprendizado baseado em sala de aula da
melhor maneira possível, com métodos passo a passo.
Existem desvantagens?
Algumas crianças planejadoras, embora felizes em aprender sozinhas também podem ser
bastante introvertidas. O que isso significa para você que há sempre uma oportunidade para
ajudá-los à desenvolver suas habilidades sociais.
Então, por onde começar? Há alguns ótimos métodos de ensino que as crianças mais
planejadoras vão gostar fora de suas aulas habituais durante o dia.
Aprendizagem em grupo
Enquanto você pode achar que eles estão relutantes em primeiro lugar, a criança planejadora
em breve prosperará, dada a chance de participar de sessões de aprendizagem em grupo. A
chave aqui é simplesmente abordar os assuntos que eles mais gostam e depois mensurar
resultados com espírito positivo, amigável e encorajador.
Enquanto para algumas crianças a aprendizagem em grupo pode encorajar sua natureza já
bastante competitiva para outros a chance de aprender com os colegas pode ser motivadora
por si só.
Se você não consegue encontrar uma aula local ou uma atividade extraescolar, por que não
pensar em criar um clube depois das aulas? Seu filho pode aprender muito com os amigos em
sua própria casa e por estar em seu ambiente, esse método de aprendizado se beneficia por
ser um pouco mais controlado do que outras formas.
Na sala de aula

Não se deve esperar muito do planejador, caso contrário aquela pequena força de vontade que
ele possui será protegida por ele mesmo. Ele vai empenhar-se para realizar mesmo que não
tenha demanda de atividade física ou mental. Seria um grande erro por parte do professor
mostrar de uma só vez à criança planejadora todos os exercícios que terá que completar no
decorrer de um ano. A tarefa deve ser dada à ele gradativamente peça por peça e o ideal é
realizar uma pausa após a conclusão de cada uma para recarregar a energia e empreender
suficiente à enfrentar a próxima etapa e chegar ao descanso.
No caso da criança de perfil planejador, professores e os pais têm muitas oportunidades de
praticar a paciência. O professor deve ser capaz de observar no final de um mês o que o seu
aluno lento avançou, porque o que ela já aprendeu permanece em sua propriedade mental para
sempre.
Outra dificuldade na criança com perfil planejador, encontra-se em sua indiferença. O professor
está a este respeito impotente e com as mãos vazias diante da criança. É possível inspirar
qualquer outro tipo de criança com entusiasmo, seja por promessas, elogio ou culpa. Tais meios
não repercutem contra a armadura impenetrável da falta de sentimento e indiferença que
abrange a criança com perfil planejador. Nem conhece a ambição, nem se sente reprimida. O
medo de uma segunda punição geralmente lhe dá força de vontade suficiente para superar sua
indolência.
O professor nunca pode esperar uma quantidade específica de gratidão ou amor da criança
com perfil planejador, mas ele terá a consciência de ter feito o seu melhor. Isto é em si uma
recompensa. Dessa maneira ele será capaz de trazer seu aluno para esse campo de
conhecimento, o que permitirá que o mesmo atinja a situação em sua vida correspondente à
sua posição e habilidades, verdadeiramente e honrosamente para cumprir os deveres
conectado com ele.
Pontos Fortes: descontraído, relaxado, calmo, paciente, consistente, compreensivo, gentil,
multifacetado, amigável, bom ouvinte, compassivo, livre de estresse, equilibrado, manso,
confiável, prático, inofensivo.
Fraquezas (pontos de melhoria): indeciso, egoísta, comprometedor demais, hipócrita,
indisciplinado, desorganizado, carente de automotivação, negligente, indiferente, vigilante,
teimoso, evita responsabilidades, procrastinação.

6 - Cenários na aprendizagem

CENÁRIOS NA APRENDIZAGEM
Nem sempre é fácil distinguir os quatro temperamentos em suas diferenças e variedades. Isso
ainda é mais desafiador em curto período de observação, pois há um tempo para detectar que
tipo de temperamento tem cada criança: comunicador, executor, analista ou planejador
É mais fácil descobrir o perfil comportamental de um menino do que de uma menina, por
exemplo em momentos em que ele se acha não observado ou quando no calor da fala ou ação.
A observação de uma garota é muito mais difícil. Tão logo uma menina tenha completado três
anos de idade ou quatro anos, ela começa a mostrar essa tendência peculiar para o desejo de
agradar. O constante esforço da menina é apenas para mostrar o bom lado do seu caráter. Ela
mostra esses atributos e se ela realmente não os possuir interiormente, vai se esforçar
para mostrá-los externamente.
Em consequência disso, ela torna muito difícil para o observador decidir a classe de perfil que
ela pode pertencer e tal decisão quando chegamos é muito falsa. Meninos e meninas podem
ser melhor observados em tais momentos em que toda a sua atenção está concentrada em um
único objetivo. Este é geralmente o caso quando estão brincando. Uma criança brinca com todo
o coração, invariavelmente concentra toda a sua atenção no jogos. Pode bem ser possível
mesmo para um observador sem experiência decidir com tolerável certeza entre um grupo de
crianças brincando, quem pode pertencer a cada uma das quatro classes.
Além disso, a aparência corporal como descrito anteriormente é suficiente para dar ao
observador terreno para uma conjectura quanto ao temperamento da criança.
Para avaliar com mais certeza e responder a pergunta se uma criança tem o perfil comunicador,
executor, planejador ou analista, vamos imaginar quatro crianças representando os quatro
temperamentos como aqui descrito, colocado sob certas condições. Vamos observar a maneira
pela qual cada criança pode se comportar sob tais condições.
O saco

Para este propósito, um filósofo uma vez imaginou um comunicador, um executor, um


planejador e um analista todos amarrados em um saco sem o conhecimento ou vontade das
quatro crianças em questão – por exemplo – enquanto eles estivessem dormindo e em seguida
foram levados dentro do saco em uma noite de nevoeiro no meio de uma madeireira misteriosa
e depois aberto.
Como agora essas quatro pessoas se comportarão sob essa circunstância?
O jovem executor sai do saco dobra os punhos e procura o responsável e leva sua vingança
temerosa no ladrão.
O comunicador sai da saco também e no primeiro momento dobra os punhos também e jura
poderosamente acabar com o responsável. Mas sua raiva logo se derrete, ele está
sinceramente feliz que as coisas não tenham piorado.
O analista se arrasta timidamente para fora do saco, ele está fervendo de raiva por dentro,
embora está exteriormente calmo, ele olha em todas as direções para ver que não há mais
causa de medo e foge.
O planejador que finalmente sai do saco também, aliás a contragosto, pois possivelmente nem
queria sair. Mas ao perceber que não está em casa, pensa por um momento em quem poderia
ter feito essa barbárie com ele. Mas logo se acalma e começa pensar em ir para casa, percebe
no entanto que o caminho à noite é desagradável, então senta-se ao lado do saco, ou
possivelmente entra novamente no saco fatal e dorme o sono dos justos até que a aurora do
outro dia o desperte.
A realidade

Agora vamos apenas considerar as tendências dos quatro temperamentos em relação à


realidade: O pequeno comunicador se vê mais na realidade do que realmente está, a criança
de perfil planejador pelo contrário, vê menos. O executor vê exatamente o que a realidade é,
mas tem o suficiente para dar mais importância para ele do que realmente vale a pena. O
analista com uma espécie de certeza que satisfaz pela metade não é capaz de compreender o
que a realidade pode ser, nem imaginação suficiente para ver nada além da realidade.
Em resumo: o comunicador é idealista demais, o planejador é muito real, executor é real e ideal
e o analista não é nem real nem ideal, porque ele oscila entre os dois, por não saber se deve
subir para o um ou descer para o outro.
O tempo

Vamos agora considerar os quatro temperamentos em relação ao tempo: Pessoas mais velhas
dizem que vivem apenas no passado, pois eles continuamente contam os dias em que eram
jovens e relatam as mesmas anedotas de sua juventude do dia a dia e sempre encontram
exatamente a mesma quantidade de prazer em contar uma história para a décima vez que eles
acharem oportunidade. Jovens pelo contrário vivem apenas no futuro, para o qual eles desejam
olhar e sempre aparece para eles pintado nas cores sonhadoras de suas esperanças e desejos.
Crianças no entanto vivem apenas para o presente pois para eles não existe nem passado,
nem futuro. Esta teoria está correta quando afirmamos que vivem “principalmente” mas não
“exclusivamente” em cada tempo.
Embora as crianças vivam a maior parte do tempo no presente, a de perfil comunicador adora
ver o futuro e para contemplar o mundo dourado que se aproxima na distância, atrás do véu
fatal. A criança de perfil executor estuda o presente principalmente e pensa de maneira
despreocupada e esperançosamente no futuro. O pequeno planejador vive para o momento e
nem teme nem espera qualquer coisa do futuro. O pequeno analista pensa no futuro, mas com
incerteza por não saber se isso lhe trará alegria ou tristeza. Nenhuma criança se incomoda
particularmente com o passado.
Prazer

Vamos agora observar os quatro temperamentos com respeito ao prazer: O comunicador não
busca apenas prazer, mas revela-se e sacia-se nele. A criança de perfil executor também ama
prazer, mas não fica saciado ali e a partir de. O analista não conhece prazer, o planejador não
tem necessidade disso, é suficiente para ele o que tem e se sente perfeitamente feliz se o que
tem é não ter dor. Quando ele está confortável, isto é, quando ele tem a sensação agradável
de que ele não precisa de nada mais, seus anseios cessam.
Os quatro perfis comportamentais podem ser distintos um ao outro mais agudamente talvez
quando observados em meio a dor. Acredita-se geralmente que o homem não se lembre da dor
tão bem quanto do prazer. Este é certamente sempre o caso em crianças de perfil planejador.
Com relação ao analista já é o contrário. Queixas sofridas deprime o analista a um grau
surpreendente e se na época eles não tinham nenhum efeito duradouro, elas podem durar por
um tempo considerável. O professor que uma vez maltratou uma criança analista pode esperar
muito tempo até que ele consiga recuperar sua fidelidade e sua confiança. A criança de perfil
executor também não é tão fácil esquecer qualquer circunstância dolorosa, mas é um prazer
para ele lembrar-se de quem o segurou pela mão.
Disciplina

Vamos imaginar agora as quatro crianças dos quatro diferentes temperamentos todos punidos
pelo professor para com a mesma culpa e exatamente com o mesmo castigo.
Durante a punição, a criança de perfil comunicador vai chorar muito e ainda assim ele será o
primeiro a começar rir e esquecer todo o assunto. Sem muitos objetivos ocupando sua mente
viva, as dolorosas impressões deixadas pela punição logo se derretem sob sua influência. A
criança de perfil planejador mostrará pouca suscetibilidade durante a punição e
consequentemente mostrará ainda menos quando “acabar”.
A punição tem o efeito de tornar o analista pensativo, mal-humorado e desconfiado. O professor
terá (como dissemos acima), muito problema para recuperar sua confiança e estima. O
executor não esquece a punição, mas ele tem orgulho de pensar que com ar altivo e
desdenhoso não sofreu com a disciplina. Se alguma vez um professor tiver a necessidade de
ser frio com alguém, é no caso de um criança de perfil executor. Pois um pequeno executor
pode, em tais casos, agravar o embate a tal ponto que interiormente apostará quem vai
aguentar mais tempo, ele ou o professor.
Música

Vamos agora observar os quatro diferentes temperamentos sob o efeito de música e canto. A
criança de perfil comunicador ama música. Ele assobia ou canta um acompanhamento em
todos os seus ritmos. A criança de perfil executor também gosta de cantar e assobiar, mas não
no mesmo grau que o comunicador. O pequeno analista está sempre com medo de que alguém
ria dele, então prefere não cantar nada. O planejador irá somente se for obrigado a juntar-se a
uma equipe para cantar.
Respeito a autoridade

Também é possível observar uma distinção nítida da maneira em que crianças de diferentes
temperamentos se comportarão com professores ou pais aos quais eles têm oportunidade de
associar e a quem eles estão acostumados a respeitar como seus superiores.
Cada criança repreendida é desajeitada e constrangida. O pequeno comunicador geralmente
se enruga profundamente: ele puxa na manga, como se tentando por este meio deixar fora de
seu embaraço. Mas isso não dura muito tempo, ele logo se torna confiante, muitas vezes de
fato audacioso. O garoto executor aparece com mais autoconfiança e faz o seu melhor para
dominar o seu constrangimento e fica irritado se ele não tiver sucesso. O pequeno analista é
sempre tímido, se recolhe e fica desinteressado. A criança planejadora é de todas a menor
atormentada, muitas vezes o que poderíamos denominar imprudente e onde estamos mais
inclinados a rir do que estar aborrecidos.

7 - Combinação de perfis

Completamos a descrição dos quatro temperamentos quanto ao seu interesse pedagógico.


Claro que o aluno muito atento desse curso tem experimentado essas informações com seus
filhos ou alunos.
Alguns professores encontram facilidades depois desses estudos para reconhecer os
executores, comunicadores, planejadores e analistas em suas turmas, enquanto outros ainda
estão incertos quanto a qual classe outros alunos podem pertencer.
É importante ressaltar que é impossível que uma criança exista sem um dos 4 temperamentos.
Nenhum homem existe sem temperamento. No momento, pode ser suficiente para observar
que esses pais ou professores que não foram capazes de descobrir qualquer particularidade
dos temperamentos em seus filhos, isso é normal. Principalmente quando se usa um software
de análise comportamental.
Os vários perfis não são separados por um limite muito acentuadamente marcado. Os limites
dos diferentes temperamentos não estão longe um do outro, mas sim contíguos porque na
verdade eles se encontram.
Vamos usar uma comparação com as quatro fases de crescimento do homem. Podemos
distinguir nitidamente entre a infância, juventude, maturidade e velhice, e estamos bem
conscientes de que todos os mortais devem ser contados como pertencendo a uma ou outra
dessas idades. Perceba que a passagem de uma das etapas da vida para a outra não é
repentina, não é feita em um dia para o outro.
Por exemplo, é impossível para nós dizer que um ser é no momento uma criança, no próximo
instante ele será um jovem. Não tem como saber qual foi o momento em que nos tornamos
velhos. A comparação explica o assunto suficientemente, se não inteiramente.
Assim como idades estão uma atrás da outra, os temperamentos estão um ao lado do outro.
As quatro fases se deitam em linha reta linha tocando um ao outro em certos pontos fixos, mas
os temperamentos formam quatro círculos, em parte em si e todos os quatro se unindo em pelo
menos um ponto.
Ao mostrar os quatro temperamentos, nosso esforço foi mostrar cada um em sua totalidade
pura, não misturados. Mas perfis puros são raramente encontrados entre crianças e em adultos
ainda mais difícil.
Algumas pesquisas mostram que cerca de 20% das crianças podem ser comunicadores
puros,10% executores, 5% analistas e 5% planejadores. O restantes dos 60% tem vestígios de
dois temperamentos, alguns de três e outros de todos os quatro, em alguns casos, no entanto,
sempre foi possível encontrar um temperamento mais visível do que o outro.
As proporções dadas referem-se a crianças em geral sem distinção de meninos e meninas. Se
for desejado chegar à proporção entre os meninos sozinhos, chegamos em 12% de executores,
18% de comunicadores, 5% analistas e 5% planejadores. No caso das meninas, 28%
comunicadores, 7% analistas, 3% executores e 2% planejadores.
Deve-se notar que nas meninas cada temperamento é diferentemente colorido e sombreado
pela própria natureza feminina. Um menino e uma menina podem ser de natureza executora,
mas o perfil de um é muito diferente do outro.
Na infância entre os 4 a 6 anos de idade, uma distinção nas qualidades mentais entre menino
e menina dificilmente é reconhecível. Ambos encontram o mesmo prazer nas mesmas
brincadeiras. O menino brinca com uma boneca e trata exatamente da mesma maneira como
sua irmãzinha. Mais tarde, talvez a partir do 6º ano de vida, a distinção dos 4 perfis entre
meninos e meninas se tornam perceptíveis. Ambos começam a olhar para a vida de pontos de
vista diferentes. O menino é colocado sob a direção de um homem e a menina sob a de uma
mulher. Seus ideais mudam, encontra-se seu ideal no pai, o outro na mãe. O menino sempre
corre para o ar livre na primeira oportunidade e não considera uma brincadeira particularmente
interessante se ele não poder gritar, chutar ou fazer algum barulho. Ele deve bater e escalar e
para este propósito a sala de jogos é muito pequena.
Mas para uma menina é bem diferente. A menina também mostra um certo desejo de pular e
saltar, mas acontece mais raramente e não na mesma medida, como no caso do menino. A
garotinha vai pular no máximo por cinco minutos, quando ela geralmente deve descansar. Este
desejo de descanso é aparentemente causado pela estrutura mais delicada do corpo. Para o
mesmo raciocinam usando brincadeiras de natureza mais quieta. Ela veste suas bonecas,
brinca de princesa, brinca de receber visitas. Essas aparências que podemos observar
diariamente em todas as várias posições da vida, podem facilmente levar à ideia de que seria
melhor em relação aos números acima, perceber outras distinções mais importantes entre os
meninos e meninas. Essas diferenças nas tendências das mentes dos meninos e meninas
resultam da distinção em sexo e não em temperamento.
O perfil comunicador, por exemplo, mostra-se em alguma maneira particular no caso de um
menino, simplesmente porque ele é um menino e em uma menina de uma maneira diferente
porque ela é uma garota.
Uma distribuição correta dos temperamentos é indispensável na vida. Um puramente
comunicador ou executor é insuportável e tão pouco adequado ao mundo como um puramente
analista ou planejador. O mundo em geral não é feliz o suficiente para olhar em tudo do seu
lado alegre (como é o caso do comunicador) ou ao contrário triste (como o analista). Ganhar
tudo pela força como o executor quer, é impossível, o mundo não vai aguentar tal tratamento e
novamente é improvável alcançar tudo não fazendo nada, como o temperamento do planejador.
Que homem mostra o temperamento bem equilibrado, que é capaz de mostrar entusiasmo,
como o comunicador, na hora certa, ou que avança para a realização de seu objetivo com a
energia do executor, ou que está em posição de julgar com a aptidão de suas ações e com a
seriedade sóbria do analista, ou sob circunstâncias tem competência de contemplar eventos
com a frieza ou indiferença do planejador?
Quanto mais os quatro temperamentos são combinados, mais apto e útil é essa pessoa
para vida. Pureza de temperamento é sempre perigoso pela virtude.
O tempo em que uma regulação e distribuição adequadas dos temperamentos é possível é
durante a infância. É um dos deveres mais sérios dos pais e professores é a devida
regulamentação do temperamentos nas crianças confiadas aos seus cuidados.

Todo temperamento tem seus pontos a se desenvolver. E os pontos positivos devem ser
moderados e aperfeiçoados pelas boas qualidades de outros temperamentos. As cores mais
brilhantes não são sempre os mais agradáveis. Um homem alegre é agradável, mas se ele só
pode ser brincalhão, com tudo e com todos, ele logo se tornará censurável. Um homem sério
sempre terá nosso respeito, mas se ele é sempre sério se tornará tedioso. Por esta razão, ao
falar do tratamento dos vários temperamentos anteriores, sempre nos empenhamos para
impressionar o professor com o fato de que ele tem que influenciar e atenuar a natureza da
criança, estabilizando o comunicador, esfriando o executor, incentivando o analista e
disparando o planejador.
O caráter e comportamento dos pais e professores é de grande importância para a moderação
e tonificação do temperamento em crianças. De fato o caráter de todas as pessoas com quem
a criança pode continuamente entrar em contato desempenha um papel importante a este
respeito.
O comportamento áspero e severo de pessoas que estão continuamente na presença de um
filho, afetam a formação do caráter do jovem mais perigosamente. Em todos os lares onde os
membros não observem uma certa quantidade de etiqueta mutuamente, a influência adequada
do temperamento das crianças é precária como regra.
Para resumir: temperamentos unilaterais são perigosos para o caráter e a virtude. Por isso, a
mistura dos temperamentos é indispensável. E o melhor tempo para efetuar essa distribuição
é a infância. Por um emprego cuidadoso desses meios, uma criança que possui o mais forte e
mais marcado temperamento, com a ajuda de professores que entendem desse assunto, vai
amadurecer e se tornar uma pessoa de temperamento ideal, isto é, um temperamento que
combina na hora certa o entusiasmo do comunicador, a força do executor, a seriedade do
analista e a frieza do planejador.

Pais analistas
1 - Os temperamentos dos filhos

“O que é temperamento e como entender isso pode me ajudar a trabalhar com meu filho?
Esta é outra questão em duas partes: como abordar os fundamentos do temperamento e como
essa ideia pode ajudar no dia-a-dia com o seu filho”.
Temperamento é o modo de entender e pensar sobre a personalidade. Como já vimos até aqui,
a educação esclarecida, os quatro temperamentos nos ajudam a entender toda a criança. A
palavra temperamento em latim significa “mistura“, sugerindo a crença muito antiga de que uma
personalidade é composta de uma mistura de elementos, equilibrada de maneira diferente em
cada pessoa.
Vamos recapitular mais uma vez? A teoria dos 4 perfis, é baseada na antiga doutrina grega de
“humores“, ou fluidos corporais, para falar sobre tipos psicológicos. Os quatro temperamentos
tomam seus nomes dos humores: colérico ou produtor, sanguíneo ou comunicador, fleumático
ou planejador e melancólico ou analista.
É importante notar aqui que não podemos ver claramente os temperamentos até que uma
criança tenha sete anos de idade (e às vezes mais tarde), então se você tiver crianças
pequenas, você deve arquivar esta ideia para referência futura! Aqui está uma descrição rápida
dos tipos:
O comunicador é altamente perceptivo às impressões; ela corre para as coisas e tem uma
centena de idéias (e pode realizar apenas algumas); faz contato com facilidade e pode soltar
rapidamente. Um comunicador é a cola social de um grupo, agradável e alegre. O desafio para
esse tipo é não ser inconstante e seguir alguma coisa.
O planejador é frequentemente lento e constante; ele leva tempo e odeia ser apressado. Ele
gosta de conforto físico, ordem e repetição. Ele é muitas vezes um pensador profundo, uma
pessoa de grande lealdade, e pode ser contado para seguir adiante. O desafio para esse tipo
é começar algo, se mexer. Ele também pode ter um temperamento terrível quando despertado.
O executor é impetuoso, obstinado e de temperamento rápido. Essa personalidade é um líder
natural e tem a força e a perseverança para fazer algo difícil. Ela valoriza a justiça, é
trabalhadora e orientada para objetivos. O desafio para esse tipo é evitar ser dominador, não
dizer ou fazer coisas das quais ela se arrependerá mais tarde.
O analista tende a ser introspectiva (embora não necessariamente introvertida!), pensativa,
sensível, perspicaz. Ele leva tudo a sério e tende a ser muito articulado sobre pensamentos e
sentimentos. Seu desafio é não se perder em seu próprio mundo interior, trazer seus dons aos
outros.
Quando um lado é muito mais forte do que outro, particularmente em um adulto, podemos ficar
desequilibrados e incapazes de enfrentar o mundo com flexibilidade e graça. Então, podemos
querer cultivar os outros lados de nós mesmos para sermos mais completos.
Mas as crianças não podem fazer isso; dos 7-14 anos de idade, eles têm que viver fortemente
em um temperamento. Assim, na educação mais consciente, é trabalhada com a criança em
desenvolvimento, trabalhando com o temperamento.
Como essa ideia pode ajudar no dia a dia da vida com seu filho?

Aprender sobre os temperamentos nos dá outra maneira de entender nossos filhos – esses
seres misteriosos que nos procuram, mas que são frequentemente tão diferentes de nós! De
fato, Steiner disse que o temperamento é a porta de entrada entre o passado da criança (a
influência da hereditariedade) e seu futuro (quem ela deve se tornar nesta vida).
Então, o que significa trabalhar com o temperamento de uma criança? Isso significa que as
crianças não podem se aproveitar livremente de todas as suas capacidades. Eles operam mais
fortemente de um (então, depois, dois) de seus potenciais. Em vez de lutar contra essa
tendência, devemos abraçá-la e ajudar a criança a trabalhar com seus pontos fortes. Quando
estes estiverem firmemente estabelecidos, ela será mais capaz de se expandir para outros
aspectos de si mesma.
Mas nós frequentemente lutamos contra o temperamento – tentando animar uma melancolia,
apressar um muco, focar um comunicador ou fazer um executor ceder. Isso nunca funciona
bem. Às vezes é necessário porque a vida exige que a criança faça as coisas de uma
determinada maneira. Mas muitas vezes nossa impaciência com um temperamento reflete
nossas próprias necessidades e preocupações adultas. Queremos que nossos filhos sejam
íntegros e integrados e queremos isso agora mesmo!
Outra abordagem poderia ser trabalhar com as tendências da criança e levá-lo gradualmente a
um novo lugar. Para um analista que poderia significar oferecer simpatia e calor quando ele se
queixa, e gradualmente voltando sua atenção para as necessidades dos outros.
Os analistas adoram histórias tristes e adoram aliviar o sofrimento dos outros – eles podem
precisar de ajuda para perceber isso.
Os comunicadores são os provadores da vida. Eles se movem de coisa para coisa e estão
sempre interessados no que está acontecendo na cena social. Para eles, podemos oferecer
muita variedade e levar a sociabilidade a qualquer projeto em que esperamos que eles se
mantenham. Também podemos realmente celebrar seus pontos fortes como construtores de
pontes ou mediadores e ajudá-los a desenvolver essas habilidades naturais.
Os executores podem ser encorajados a liderar (já que de qualquer maneira fariam
isto!). Essas crianças geralmente amam um desafio, físico ou mental, e precisam de
oportunidades para usar muita energia e colocar suas idéias práticas em ação. Podemos apoiá-
los cercando-os com adultos que possam fazer as coisas bem e a quem a criança possa
admirar.
Crianças planejadoras geralmente amam a ordem e a rotina e se beneficiam de ambas. Os
pais podem ajudar estas crianças a abrandar quando possível, dando-lhes tempo para comer
e vestir-se. Aprecie que essas crianças sigam adiante, mesmo que demore muito tempo. As
crianças planejadoras às vezes podem usar ajuda para se conectar com os outros, mas uma
vez que o fazem, são amigos leais e amorosos. O dom dos temperamentos é que eles nos
ajudam a ver nossos filhos como eles são – e isso os libera para se tornarem quem precisam
ser.
2 - O filho com perfil analista

Reconhecer os quatro temperamentos é mais fácil quando você usa os caracteres arquetípicos
apresentados na obra “O ursinho Pooh” (Winnie the Pooh) como modelos.
Um dos desenhos mais apaixonantes, ‘Ursinho Pooh’ tem feito parte do imaginário infantil
desde 1921. Desenvolvido por Alan Alexander Milne, os personagens tem estampado livros
infantis, animações e uma série de outros conteúdos e produtos.
Antes de compararmos cada personagem com os perfis comportamentais, vamos conhecer a
verdadeira história por trás da ficção.
É impressionante essa história. Nos mostra que não existe sucesso profissional que substitua
a realização pessoal e a paz interior que reina na vida das pessoas que se conhecem.
Se você se interessou pela história de Christopher Robin Milne, na Biblioteca desta formação
poderá assistir ao filme “Adeus Christopher Robin”.
E se cada personagem deste pequeno universo fosse na verdade muito mais do que vemos
nas telas e nas páginas?
Pooh é planejador (fleumático) com seu comportamento calmo e preocupação geral com
comer, conforto e descanso.

Leitão e Bisonho representam o temperamento analista (linfático) com suas atitudes “Tudo
está dando errado … de novo” e “O céu está caindo!”

Tigrão é do temperamento comunicador (sanguíneo), divertido, despreocupado e tagarela!


O coelho Abel é o executor (colérico ou produtor) com suas qualidades de liderança
apaixonada, sua personalidade ardente e sua propensão para a raiva.

O analista é capaz de visualizar todos os tipos de catástrofes, tanto dentro do corpo quanto no
mundo. Cada pequena dor é ampliada, e ele muitas vezes perde eventos devido a doença. Ele
se preocupa com tudo, é auto envolvido e, apesar de estar convencido de que um pequeno
insulto ou ferimento deve machucá-lo, ele mesmo costuma fazer comentários contundentes que
magoam outras pessoas. É difícil para ele sentir que é a causa de qualquer coisa; é sempre
culpa de outra pessoa. Ele tem medo de novas situações, e há pouca esperança de convencer
o filho analista de algo que não seja seu próprio ponto de vista fixo.
Com pais e professores atentos, o analista pode usar sua natureza ultrassensível para o bem
dos outros. Porque eles sabem o que é sentir tristeza, eles podem aprender a ser simpático aos
infortúnios dos outros. É preciso paciência e orientação de professores e pais amorosos para
cultivar isso de forma melancólica!

A criança analista no ambiente familiar

Criar esse tipo de filho requer muita busca da alma e oferece poucas recompensas
imediatas. No entanto, é importante perceber que essa criança pode ser carinhosa e
compassiva! Uma vez despertos, seus dons de prestatividade e gentileza podem levar ao
sacrifício e ao serviço aos outros. Os analistas precisam aprender que todos os seres humanos
têm que suportar dificuldades em algum momento, então é útil que os pais compartilhem
algumas de suas próprias histórias do que eles tiveram que superar. Isso cria a
capacidade de a criança se solidarizar com a outra.
Ajude seu filho analista a aprender perseverança, definindo metas claras. “Faça isso por 10
minutos.” Ou “Repita isso 40 vezes” e outros comandos dão a ele uma expectativa clara e ajuda
a evitar a ansiedade. O analista anseia pela rotina e pela segurança, portanto, informe-o da
mudança antecipada e esteja ciente de que a resistência muitas vezes está simplesmente
mascarando o medo. Utilize o forte sentido artístico do analista, pedindo-lhe para cortar flores
para a mesa, ou fazer cartões ou assar bolos para alguém. Não tente forçar o analista a ser
feliz, mas desvie sua preocupação consigo mesma para a dor / infelicidade de outra pessoa. Ele
é ótimo em demonstrar verdadeira simpatia.
Os pais da criança analista precisam ser solidários, mas firmes, cuidadosos para não se
entregar ou ignorar. Esta é frequentemente a criança que não sente falta da escola ou passeios
de escola. A menos que exista um problema físico real, isso geralmente é um encobrimento de
alguma ansiedade que ele sente sobre o que geralmente é uma coisa pequena. Ficar em casa
é atraente porque ele pode evitar problemas na escola e talvez até mesmo passar um tempo
sozinho com um dos pais. O pai deve ser simpático para o desconforto da criança, mas firme
em sua crença de que frequentar a escola é uma prioridade; as ausências recorrentes da escola
servem apenas para distanciar a criança analista do resto da turma.
O analista na sala de aula

É importante para o analista ver que outras pessoas têm problemas e preocupações
semelhantes, como ele. Um truque do professor de classe esclarecido é fazer sentar analistas
juntos – dessa forma, eles se ligam a experiências semelhantes e com o tempo, trabalham para
fora de sua melancolia. Biografias de figuras históricas também ajudam a criança a romper com
seu próprio envolvimento e a cultivar um interesse pelos outros.
A leitura pode ser um bom exercício para essa criança – não como uma fuga, mas como um
meio terapêutico para aprender sobre os grandes feitos de outras pessoas que tiveram grandes
obstáculos em suas vidas (por exemplo, Helen Keller), para explorar o humor em direção ao
riso. O gozo de outro pelo comportamento ridículo em que ele mesmo nunca se envolveria! E
lembre-se, esta é uma criança que aprecia um final triste.
O adolescente analista

A adolescência pode transformar o analista em um executor. A atenção à ordem e aos detalhes


pode se manifestar como liderança conscienciosa. Uma vez que seu foco é mudado de dentro
para fora, ele pode se concentrar na situação e assumir o controle. Sua preocupação sobre
como tudo vai acabar pode predispô-lo a ser um adulto responsável, que vê suas obrigações
passarem.

3 - O filho com perfil comunicador


Tigrão é do temperamento comunicador (sanguíneo), divertido, despreocupado e tagarela!

O filho de perfil comunicador


“Eu tento fazer muitas coisas e depois não tenho tempo para terminar nada! Eu gosto de me
envolver em tudo; isso torna a vida mais interessante”.
A criança comunicadora borbulha e fala e fala com qualquer um (às vezes até quando ninguém
está por perto para ouvi-la!). Ela é uma pensadora rápida com a capacidade de cobrir uma
incrível quantidade de território em poucos instantes. Pode ser difícil seguir sua linha de
pensamento porque ela está pensando tantas coisas ao mesmo tempo que a conexão interior
não é óbvia. Ela exagera livremente e a sociabilidade é sua grande força. Ela é tão divertida
de ser que a vida nunca fica chata. Ela é a primeira a fazer amizade com a nova criança no
quarteirão e, se ferida, a deixa de lado e rapidamente volta para a aventura da vida.
Aberta para mudar, a criança otimista é difícil de definir. Ela diz a cada amigo que eles são seus
favoritos, e enquanto ele quer dizer cada palavra, pode ser bastante confuso.
A criança comunicadora no ambiente familiar

Como sua atenção é tão facilmente desviada, os pais da criança comunicadora se beneficiam
da criação de um ambiente ordenado e simples, livre do caos e da desordem. Isso permite
que a criança relaxe e minimize a energia nervosa sobre a qual ele tão facilmente próspera.
É importante cultivar um único interesse subjacente entre todos aqueles em que a criança
comunicadora brinca. Quando ele decide algo que quer continuar, apoie-o para que seu
interesse se aprofunde. Este é um exemplo de trabalhar com o temperamento em vez de
contra ele. Resista à tentação de empurrar um interesse sobre ela; se não gerar excitação
interior, não durará. Isso requer paciência da parte dos pais!
O mesmo acontece com a disciplina. O comunicador aceita punições e depois segue em
frente. Se a culpa é sentida, é fugaz. O pai pode ter dificuldade em acreditar que ele / ela tem
algum impacto. É útil lembrar que a força mais motivadora do
comunicador é o otimismo e o amor pelas pessoas ao seu
redor. Ela fará coisas por uma pessoa e não por alegria em fazer
bem o ato.
Frequentemente trabalha para dar a ela tarefas que só
envolvem ela por um curto período de tempo. Retirar o projeto
serve para aumentar o desejo da criança de fazê-lo
novamente. Fazendo muitos pequenos projetos, ela começa a
querer trabalhar mais em uma coisa, e isso melhora sua atenção. Exemplos de tais projetos
podem incluir tarefas domésticas comuns, como arrumar a mesa, retirar o lixo, dobrar toalhas
e verificar a correspondência. Se a tarefa puder ser rítmica (ocorrendo na mesma época todos
os dias), melhor ainda, porque o comunicador começará a antecipá-la naturalmente e isso a
ajudará a evitar a distração. Com o tempo, a ênfase pode ser mudada para um foco na
qualidade, em vez de apenas fazer o trabalho para agradar a alguém.
O adolescente comunicador

Uma abordagem despreocupada onde a magia e a diversão fazem parte da equação funciona
bem com o comunicador, devido à sua incorporação natural da inocência da infância. À medida
que o comunicador se move para a adolescência, ele experimenta um abrandamento daquelas
forças vitais que sustentaram sua sanguinidade. Ele acha mais fácil se concentrar e manter
tarefas e atividades. Sua alegria permanece, mas é infundida com calma em vez de
hiperatividade, e ele começa a ver as recompensas de ser mais organizado. De sua
natureza mercurial da infância emerge um adulto sólido, cheio de alegria e capaz de lidar com
a miríade de detalhes da vida diária com facilidade.

4 - O filho com perfil executor

O coelho Abel é executor, com suas qualidades de

liderança apaixonada, sua personalidade ardente e

sua propensão para a raiva.

A criança executora
A criança executora está enraizada no chão – mas não por muito tempo! Sua energia inquieta
torna difícil sentar por longos períodos. Ela pisa os degraus e fica pronta para a ação. Ela é
assertiva, confiante e decidida. Com voz forte, ela comanda facilmente um quarto. Ela tem uma
forte sensação de bem-estar e saúde, não mostrando fraqueza e aparecendo dura e
invulnerável. Ela sente domínio sobre pessoas e situações. Um líder natural , ela é competitiva
e realmente acredita que seu caminho é o melhor caminho. Ela gosta de estar “fazendo” e
muitas vezes é impaciente com aqueles que querem conversar quando há trabalho a ser feito.
Os executores com tendências otimistas gostam de terminar uma coisa para passar para a
seguinte. O objetivo é fazer o trabalho e não ficar muito atolado nos detalhes. Eles têm a
confiança para fazer qualquer coisa funcionar. Às vezes isso significa voltar e consertar os
erros cometidos a partir de decisões rápidas no início do projeto.
Os executores com tendência para a melancolia gostam de se concentrar nos detalhes. Tudo
é feito perfeitamente. Eles fazem as coisas da maneira certa, e todo mundo faz as coisas de
maneira imperfeita. Eles checam o trabalho de outras pessoas, convencidos de que
encontrarão baixa qualidade e se contentam em refazer e reorganizar.
O executor na escola

Na escola, o executor faz as coisas acontecerem. Ele organiza projetos e faz o trabalho – tudo
o que ele quer em troca é o reconhecimento do professor de que ele é indispensável! Se ele
não consegue encontrar uma maneira de obter atenção de uma forma positiva, ele pode
recorrer à negatividade, organizando grupos para o mal. Ele intimida e destrói o humor da
turma se ele não conseguir o que quer. No entanto, ele é também aquele que mantém um jogo
de classe juntos, aprendendo suas falas e o de todos e tornando-se diretor autodesignado. Um
professor sábio é aquele que sabe como aproveitar essa energia.
A criança executora pode desafiar o que as pessoas dizem e sentem que ele tem algo a dizer
sobre tudo. Ele acha difícil aceitar a culpa e não suporta ser criticado. Se depois ele perceber
que estava errado, ele tentará reparar a situação. O executor faz muitos planos e é um bom
organizador, mas geralmente não consegue viver nos detalhes. Ele inicia as coisas e depois
deixa os outros no trabalho, mudando-se para posições de autoridade facilmente. Ele muitas
vezes atrai outras crianças que seguem sua forte liderança e aquecem sua confiança.
A criança executora no ambiente familiar

Os pais vão descobrir que os executores costumam dizer sim a tudo – o que leva a extrapolar-
se e a esgotar-se – ou dizem não a tudo porque não gostam de surpresa. É impossível impedir
que uma criança executora aceite muitas responsabilidades, mas um pai ou professor sábio
os ajudará a estabelecer prioridades. Porque o executor realmente acredita que ela é a única
pessoa que pode fazer as coisas, ela não se contenta em deixar qualquer um ajudar. Ela deve
ter certeza de que o trabalho pode ser bem feito por outra pessoa, mesmo que você tenha que
prometer a ela que a nova pessoa fará o check-in de tempos em tempos. Desta forma, ela ainda
mantém o poder sem sentir exaustão.
O executor que responde automaticamente “não” só precisa de tempo para entregar o que lhe
é pedido. Uma vez que ela possa imaginar o que está sendo perguntado e sua tarefa no projeto
e apresentar suas próprias ideias, ela se torna mais disposta a dizer sim. Se ela ainda disser
não, dê-lhe tempo para mudar de ideia – e o espaço para fazê-lo em particular. Poupar
conversa é importante para o executor!
Os executores são famosos por seus temperamentos. Uma dica que aprendi na formação
de professores é nunca combater fogo com fogo. Imagine a criança executora como uma
chama ardente. Se ficar fora de controle, a resposta é nunca adicionar mais fogo. Um sábio
adulto permite que o tempo passe e então calmamente aponta para o executor, passo a passo,
as circunstâncias que permitiram que a chama se enfurecesse. Quando o executor pode ver
seu próprio comportamento, ela é capaz de aceitar a percepção de que estava errada. Isso é
doloroso para ela, mas em seu coração, o executor sempre quer fazer a coisa certa.
O adolescente executor

Um adolescente executor quer se sentir necessário. Ele quer ser útil porque é seu objetivo
usar sua vontade para servir aos outros. Se ele não tiver oportunidade de fazer isso, sua
tremenda energia pode se tornar autossuficiente. Os executores geralmente desenvolvem
uma natureza mais otimista à medida que passam pela adolescência. As emoções fazem com
que eles se esforcem de todas as maneiras e são incapazes de manter o controle sobre as
coisas. Seus amigos desenvolvem personalidades mais fortes e agora podem enfrentá-los. O
executor pode experimentar algumas das mágoas que causou aos outros neste momento e
pode, com alguma sorte, aprender a ser mais sensível aos sentimentos dos outros.
Como ele quer fazer mais e mais coisas, seu foco anterior se torna difuso e sua energia se
dispersa. A adolescência pode parecer um momento de incompreensão. Apoiado por amigos
sensíveis que realmente se preocupam com ele e adultos que inspiram seus fortes ideais, o
adolescente executor pode se libertar do fardo de controlar tudo e pisar mais levemente no
mundo. Ele pode se tornar um adulto devotado e amoroso com um grande senso de humor que
se estende à capacidade tão importante de poder rir de si mesmo.

5 - O filho com perfil planejador


Pooh é planejador, com seu comportamento calmo e
preocupação geral com comer, conforto e descanso.
A criança planejadora
A criança planejadora não se incomoda facilmente. Ele é, como o Winnie the Pooh, gentil e
descontraído. Por gostar de sonhar, às vezes parece pouco inteligente, mas geralmente não é
o caso – ele só precisa de tempo para resolver as coisas. Imagine a vaca em seu campo,
mastigando repetidamente. Este é o planejador: deliberado, pensativo e sensato. Até a sua
caminhada é sem pressa e fácil. Seus movimentos podem parecer desajeitados devido à sua
construção sólida e redonda e sua tendência inata para a falta de vitalidade.
O planejador é tão determinado a evitar o esforço que ele desconfia dos que estão ao seu redor,
que voam como abelhas ocupadas. A satisfação física é alcançada aproveitando a vida de
uma forma descontraída (mesmo lenta) . Essa lentidão, porém, tem um momento próprio,
porque, embora seja difícil fazer com que o planejador continue, é difícil fazer com que ele
pare! Entrar em seu caminho só revelará sua teimosia e desafio.
Ordem é o valor para o planejador, no entanto, isso pode se expressar de maneiras
diferentes. Às vezes eles são organizados e organizados. Outras vezes eles vivem no que
parece ser desordem total. Contanto que suas necessidades pessoais de viver de acordo com
a rotina e o hábito sejam cumpridas, eles estão bem. É comum que todas as crianças se
recusem a mudar, mas o planejador considera isso um insulto. Ele gosta que tudo seja
previsível. Isto não é porque ele é excessivamente ansioso (como pode ser com a criança
analítica). Ele simplesmente considera mudar um desperdício de energia, e ele usará
sua considerável força de vontade para resistir a ela.
Ensinando o planejador

Um professor inteligente perceberá a necessidade desta criança de ser notificada com


antecedência sobre quaisquer mudanças no horário ou desvios da rotina. O professor não
deve esperar respostas rápidas, mas deve honrar a necessidade do planejador de digerir o que
está sendo pedido (lembre-se da vaca ruminando!), virá-lo e olhar de todos os ângulos
possíveis, e depois dar uma resposta (o que pode acontecer um dia depois!). Paciência e
criatividade são exigidas por todos os adultos que lidam com esse temperamento.
A criança planejadora no ambiente familiar

Pais de planejadores que satisfazem suas necessidades básicas de vida pensarão que essa
criança é fácil de criar. Enquanto seu conforto for atendido, tudo estará bem.
A inércia da criança planejadora pode, no entanto, ser uma fonte de frustração para os pais e
membros da família, e raramente ele vai gastar a energia da iniciativa. Sua relutância em
expressar uma opinião ou assumir um risco também pode ser enlouquecedora ao longo do
tempo.
Pais que reconhecem a tendência planejadora de levar as coisas literalmente serão capazes
de ajustar suas instruções de acordo. Dizer a uma criança planejadora para “lavar a louça”
provavelmente não resultará em ‘todos’ os pratos sendo lavados e secos, e os talheres e
recipientes de plástico (tecnicamente, não são pratos, é claro) podem ser completamente
excluídos do processo. A planejadora pode precisar de uma supervisão mais cuidadosa do que
outras por causa disso!
Lembrando que ele é difícil de parar quando ele se vai, um pai sábio ajudará o planejador a
cultivar um interesse especial. Se ele é forte, ele pode gostar de luta livre. Se ele é bom com
as mãos, ele pode gostar de consertar móveis ou construir brinquedos.
É melhor que os pais não se preocupem muito com a criança planejadora, porque o
planejador vai se refugiar lá e pode chafurdar nela – isso não ajuda o jovem planejador a entrar
em sua própria personalidade.
O adolescente planejador

A criança planejadora geralmente se transforma em um adulto analista; todo o peso da


personalidade torna-se voltado para dentro, e sua preocupação anterior com o conforto
pode se traduzir em uma preocupação com a doença ou a incapacidade. Às vezes, tudo o
que ela ignorou anteriormente a alcança e ela se concentra em irritações e as leva a sério
demais. Ela quer ser reconhecida e apreciada, mas encontra maneiras de ferir aqueles que a
importunam para ser mais isso ou aquilo.
Como Winnie the Pooh porém, o planejador é um amigo maravilhoso, e passar um tempo
com seus amigos próximos está no topo de sua lista de coisas relaxantes para fazer. Ela é
extremamente leal a seus amigos e fica com eles grossa e magrinha.
Informações sobre os temperamentos podem ser encontradas em Between Form and
Freedom, de Betty Staley, um recurso valioso que aborda a infância do meio e a
adolescência.

6 - Outras dimensões do temperamento

Aprenda como o temperamento de seu filho afeta seu ajustamento e realização na escola.

O conhecimento dos temperamentos pode ajudar o professor a lidar com os alunos que têm
um dos temperamentos muito preponderante, pois estas são as crianças mais difíceis de se
educar. O desafio para cada um de nós é ter um temperamento o mais equilibrado possível,
principalmente sendo um professor. Tendo controle sobre seu próprio temperamento, o
professor pode ajudar melhor cada aluno a harmonizar seu temperamento. Ao contrário, se o
professor for um executor extremo por exemplo, poderá ser um tirano na classe, ou se for um
analista extremo, não conseguirá entusiasmar os alunos a aprender.
Embora os temperamentos sejam características individuais, podemos considerar que como
grupo, as crianças são mais comunicadoras, os adolescentes são mais executores, os adultos
mais analistas e os idosos se tornam mais planejadores. Segundo Steiner, os temperamentos
não devem ser encarados como “falhas” a serem combatidas. Nenhum deles em si é bom ou
ruim, exceto quando é unilateral, extremamente preponderante sobre os demais. O autor indica
os perigos dos comportamentos unilaterais.
Todo temperamento unilateral denota algum desequilíbrio, que na escola pode ser tratado
pedagogicamente. Este desequilíbrio é na verdade, um tipo de força que a criança tem demais,
e que ela precisa “gastar”. Assim, o professor precisa aprender a atuar com cada criança de
acordo com as características de seu temperamento e não simplesmente tentar forçá-la a
mudá-lo, aplicando castigos etc. Steiner afirma que o temperamento está fundamentado na
natureza mais íntima do homem e devemos levar em consideração que só conseguiremos
amenizá-lo de forma pedagógica. Só a partir da exercitação dirigida do próprio temperamento
é que ele cria forças para transformar-se. “Sendo assim, não contamos com o que a criança
não tem, mas com o que ela tem”. Steiner indica algumas estratégias básicas para lidarmos
com as crianças de acordo com seu temperamento predominante:
…É a primeira semana de escola para alunos do terceiro ano João, Carlos e André…
Todos os três meninos são brilhantes e bons alunos, mas são surpreendentemente diferentes
em seus estilos e temperamentos pessoais:

• João é uma criança extrovertida e amigável que se dá bem com adultos e outras
crianças. Ele adora novas experiências, adapta-se bem às rotinas de sala de aula e
raramente fica perturbado ou com raiva; ele mal pode esperar para começar em sua
nova sala de aula.
• Carlos é quieto e tímido e precisa de tempo para se sentir confortável quando se depara
com novas pessoas, novos lugares e novas experiências. Os primeiros dias de escola
são desconfortáveis, até mesmo assustadores para ele. Ele está relutante em iniciar o
novo ano escolar em uma nova sala de aula.
• André é altamente ativo, rápido e intenso. Ele tem dificuldade em ficar quieto e prestar
atenção na escola e muitas vezes reage com seus professores e colegas de classe. Ele
se lembra do estresse do último ano letivo e deseja poder ficar em casa.

Essas diferenças de temperamento contribuirão para a adaptação e realização dos meninos


em sua nova sala de aula, em alguns casos, para um ano feliz e bem-sucedido, em outros,
acrescentando estresse e problemas.
Revisando o que é temperamento

Temperamento descreve estilos individuais ou o “como” do comportamento. Essas


características pessoais podem ser vistas quando as crianças brincam com amigos, realizam
tarefas de matemática ou assistem à televisão. Todos nós reconhecemos crianças que estão
sempre em movimento, em comparação com outras que se movem em um ritmo lento e
deliberado. Também conhecemos crianças que são excessivamente intensas, que têm um
pavio curto e que são facilmente irritadas e perturbadas. Ainda outras crianças são tímidas,
desconfortáveis em novas situações e com novas pessoas. Essas diferenças individuais no
temperamento são:

• Base biológica aparente no início da vida;


• Característica dos indivíduos ao longo do tempo e em diferentes situações.

As diferenças no temperamento afetam como as crianças se relacionam com suas famílias em


casa. Eles também afetam como eles se dão bem na escola. É especialmente importante
reconhecer diferenças individuais de temperamento quando uma criança tem problemas de
aprendizagem ou atenção, porque os pais e professores precisam descobrir as razões para o
comportamento de uma criança.
As dimensões do temperamento

Os psiquiatras Alexander Thomas e Stella Chess (1977) identificaram nove dimensões do


temperamento que contribuem para as interações entre as crianças e seus pais. Oito dessas
dimensões são diretamente relevantes para as interações entre alunos e professores e
contribuem para o ajustamento dos alunos na escola. As oito dimensões são:

1. Nível de atividade,
2. Aproximação ou retraimento,
3. Adaptabilidade,
4. Limiar de responsividade,
5. Intensidade de reação,
6. Qualidade de humor,
7. Possibilidade de distração e
8. Esforço de controle.
A 9ª dimensão é Ritmo, característica individual da criança. Uma relação revisada, que reflete
pesquisas subsequentes, inclui extroversão ou auto-confiança.
João, Carlos e André são exemplos de tipos de temperamento descritos por Thomas e Chess
como “fáceis”, “lentos para aquecer” e “difíceis”. Em termos de temperamento:

• Crianças fáceis como João, são adaptáveis, positivas no humor e interessadas em novas
experiências; eles se dão bem com os outros e são extrovertidos e amigáveis.
• Crianças do lento para o aquecimento, como Carlos, são caracteristicamente retraídas
e negativas quando confrontadas com novas situações e novas pessoas. Inicialmente,
eles são lentos para se adaptar à mudança, mas com o tempo, eles se adaptam bem.
• Crianças difíceis como André, tendem a ser intensas, com baixa adaptabilidade e
negativas no humor, assim como negativas em sua resposta à novidade.

Como o temperamento afeta a experiência escolar de uma criança

A realização na escola está obviamente relacionada à capacidade de uma criança, a sua


motivação, às suas experiências e à qualidade da instrução que recebe. A realização também
está relacionada ao temperamento. Considere como uma criança deve se adaptar a uma tarefa
de leitura ou matemática, especialmente se a tarefa for longa e exigente. A criança precisa se
“acalmar”, concentrar a energia e a atenção, adaptar-se a novas direções, resistir a distração e
persistir, mesmo quando a tarefa pode ser entediante ou difícil. Em uma pesquisa realizada na
UCLA-Universidade da Califórnia, Los Angeles, foram identificadas dimensões de
temperamento e fatores que afetaram o sucesso acadêmico de uma criança na escola (Keogh,
2003). O mais importante foi a orientação de tarefas, que está relacionada às dimensões de
temperamento do nível de atividade, distração e persistência.
Essas percepções, como as de outros pesquisadores, confirmaram que uma criança que
consegue é capaz de moderar adequadamente a atividade física, minimizar distrações e
concentrar-se na tarefa, e persistir. Os professores gostam de alunos com essas características
de temperamento e acham que são fáceis de ensinar. As crianças com temperamentos menos
positivos são frequentemente vistas pelos professores como mais baixas na “capacidade de
ensinar”, exigindo mais tempo, gerenciamento e instrução dos professores.
É importante notar que uma professora, como cada um de seus alunos, traz seu próprio
temperamento para a sala de aula. Alguns professores são ativos, respondem rapidamente e
são intensos. Outros são deliberados, discretos e reflexivos. Essas diferenças acontecem na
sala de aula. As salas de aula diferem no ritmo da instrução, na natureza das interações
pessoais e no tom emocional da sala.
Felizmente, em muitos casos, o ajuste entre o aluno e o professor é bom, de modo que ambos
são confortáveis e a vida na sala de aula é positiva. Em alguns casos, no entanto, o ajuste entre
o professor e o temperamento infantil não é tão positivo, e tanto o aluno quanto o professor
ficam frustrados e infelizes. Imagine Carlos, um garoto do “devagar para aquecer”, em uma sala
de aula acelerada e em constante mudança, onde o professor de alta energia é rápido, intenso
e espera respostas rápidas dos alunos. Imagine André em uma sala de aula de ritmo lento,
onde o professor enfatiza a ordem e o silêncio, e as tarefas são longas. A alta atividade,
distração e baixa persistência de André aumentam a probabilidade de problemas.
Como entender que o temperamento ajuda seu filho na escola

Quando as crianças estão em idade escolar, elas passam muitas horas de vigília em um
ambiente longe de casa e dos pais. Na escola, eles precisam se adaptar às novas demandas,
aos novos adultos e a muitas crianças diferentes. Eles devem aprender a seguir regras
complexas na sala de aula e no playground, e precisam aprender que seus desejos e
necessidades pessoais nem sempre são uma prioridade. Para algumas crianças, a mudança
de casa para a escola é fácil e elas florescem. Para outros, a transição não é simples, e eles
têm dificuldade em se ajustar. Para uma criança lenta de aquecimento, como Carlos, as
primeiras semanas são freqüentemente cheias de ansiedade, e ele pode parecer retraído e
desmotivado. Para André, as novas exigências podem levá-lo a reagir exageradamente,
aumentando sua intensidade e sua atividade.
Temperamento e crianças com TDAH

O Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH), embora não seja uma dificuldade
de aprendizado, pode afetar a capacidade de alguém ter sucesso. Indivíduos com TDAH
geralmente têm dificuldade em prestar atenção, ficar parado ou terminar tarefas. Em inglês é
chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.
Como todas as crianças, uma criança com LD pode ter um temperamento fácil, difícil ou lento
de aquecer. O importante é descobrir quais comportamentos estão relacionados ao
temperamento e quais comportamentos são indícios de um problema de aprendizagem ou de
atenção. Como as razões para o comportamento de cada criança podem ser diferentes – LD,
AD / HD ou temperamento – a resposta ao comportamento de cada criança deve ser
diferente. Quando um problema com a aprendizagem é causado por uma dificuldade de
aprendizagem, como a dislexia, requer estratégias de ensino especializadas e intensas ao
longo do tempo. No entanto, muitos problemas de realização e adaptação na escola são o
resultado de um fraco ajuste entre o temperamento de uma criança e sua situação escolar, e
tais problemas freqüentemente respondem a mudanças relativamente simples no programa de
instrução e na sala de aula. Por exemplo, uma criança lenta para o aquecimento pode precisar
de mais tempo e ajuda ao iniciar um novo projeto. Uma criança de alta atividade pode precisar
de uma rotina regular para ajudá-lo a se acalmar depois do recreio ou da pausa para o almoço.
Uma possível confusão pode ocorrer quando se tenta descobrir se o comportamento
problemático é um resultado do temperamento ou do transtorno de déficit de atenção /
hiperatividade (DA / DH).
Comportamentos característicos em AD / HD são alta atividade, impulsividade e distração, os
mesmos comportamentos que podem ser expressões de temperamento. Claramente, pode
haver sobreposições entre comportamentos que refletem o temperamento de uma criança e os
comportamentos resultantes de AD / HD. Se esses comportamentos são excessivos e extremos
e relativamente não afetados por mudanças no ambiente, então eles provavelmente não são
baseados no temperamento e podem, portanto, precisar de intervenções específicas e mais
profundas. No entanto, nem todas as crianças com temperamento difícil têm AD / HD, e há
diferenças no temperamento entre as crianças com DA / HD.
Como você pode ajudar seu filho na escola

Como pai ou mãe, você é a pessoa que conhece melhor o seu filho. Há várias maneiras de
ajudar seu filho a se dar bem na escola. Reconhecer e ajudar seu filho a entender seu próprio
temperamento é um lugar para começar. Ao longo dos anos, você aprendeu como o seu filho
responde aos desafios, às novas experiências, às rotinas e às interações cotidianas com os
outros. Você também aprendeu maneiras de responder ao seu estilo individual de
comportamento. A autoconsciência é o primeiro passo para modificar o comportamento, então
use sua experiência para conversar com seu filho sobre o temperamento dele no contexto da
escola. Ajude-o a ver como as expectativas de seu comportamento na escola e em casa são
semelhantes e como elas são diferentes. Ajude-o a entender como seu próprio temperamento
afeta seus sentimentos e comportamento, assim como o impacto que isso tem sobre os outros.
Converse com seu filho intenso, ativo e distraído sobre as situações na escola que, no passado,
levaram a problemas. Seu filho de alta atividade frequentemente entra em disputas de
empurrão com outros meninos quando está na fila para ir ao recreio? Será que ele teve
problemas para trabalhar logo de manhã ou depois de entrar no playground? Discuta outras
maneiras de lidar com situações estressantes ou desafiadoras. Identificar juntos quando e onde
os problemas ocorrem pode ajudar seu filho a antecipar e evitar confrontos.
As primeiras semanas de escola podem ser especialmente estressantes para as crianças que
demoram a se aquecer, pois enfrentam novas pessoas e novas demandas. Você pode ajudar
seu filho, familiarizando-o com as rotinas e expectativas da vida em sala de aula. Se possível,
acompanhe seu filho para visitar a escola antes do primeiro dia, a fim de conhecer o professor
e ver a sala de aula. Pode ajudá-lo a conhecer o professor, ver a sala, visitar a lanchonete ou
refeitório, saber encontrar os banheiros, em outras palavras, para se sentir confortável nessa
nova situação. Verifique se o seu filho tem um amigo que será da mesma turma. Ter um amigo
demonstrou ser muito útil quando as crianças iniciam uma nova escola ou turma.
7 - Os perfis dos pais

Os pais comunicadores em qualquer período da vida podem ter a vontade educar seus filhos
a pensar e viver a um certo grau de superficialidade. Com agradáveis maneiras, espirituosos,
eloqüentes e às vezes irresponsáveis, são os resultados que os pais comunicadores acabam
alcançando por sua educação. Em famílias cujos pais são comunicadores, ninguém fala mais
do que eles. Geralmente as crianças não tem espaço para falar mais do que seus pais
comunicadores.
Os pais executores insistem, com irrestrita ânsia e rigor na aprendizagem e racionalidade para
a ação. Seu filho deve ocupar o primeiro lugar entre as outras crianças de sua idade e posição
social. Para eles criança deve, o mais cedo possível, ter sucesso em fazer uma posição de
honra e autoridade, onde os pais podem se bronzear. Ambição e firmeza energética são os
resultados visado pelo seu treinamento.
Os pais analistas esperam uma seriedade do seu filho, muito antes do mesmo ter atingido uma
idade para se tornar mais sério. Ele treina seu filho para amadurecer prematuramente e olhar
para o mundo com o mesmo olhar desconfiado que seu desconfiado não poético pai. Seu
sistema é o da misantropia e egoísmo: um sistema que geralmente mostra seu primeiro fruto
afetando as relações entre pai e filho.
Os pais planejadores são indiferentes a tudo o mais no mundo e também serão indiferentes
quanto à educação de suas crianças. Ele é um jardineiro, que deixa tudo crescer apenas da
maneira que lhe agrada. Seu sistema é não ter nenhum sistema.
O temperamento do professor em dar instrução e na formação não se mostra tão marcada
como a dos pais. O treinamento parental divide-se em dois fatores: o pai e a mãe e ambos
fatores influenciam a educação das crianças no mesmo grau. O único fator que atua como
regulador e moderador é o resultado de uma mistura de pelo menos dois temperamentos.
Acontece muito raramente que ambos os pais tenham exatamente o mesmo temperamento e
mesmo nesse caso, quando ambos os temperamentos pertencem à mesma classe, ainda
permanece a importante distinção do sexo. Se o perfil do homem e mulher são de natureza
executora um é um homem executor enquanto o outro é uma executora mulher e a distinção
entre eles será grande. Isso terá um efeito benéfico no treinamento parental.
O professor não tem essa vantagem de ter seu temperamento regulado e moderada por outro
temperamento. Ele fica sozinho na escola e atua com autonomia de acordo com seus próprios
julgamentos e tendências.
8 - Trabalhando com o professor do seu filho

Ter consciência das diferenças individuais do temperamento das crianças é importante para os
professores na gestão de uma sala de aula. Converse com o professor sobre o temperamento
do seu filho. Reconheça honestamente que ele é tímido e lento para se aquecer, ou que é de
alta energia, intenso e tende a reagir de forma exagerada. Fale sobre como seu filho se dá bem
com a família e quais respostas ao seu comportamento funcionaram efetivamente. Deixe claro
para o professor que você está pronto e disposto a trabalhar com seu filho em casa. Envolva-
se de maneira cooperativa.
Pais e professores muitas vezes erroneamente atribuem o comportamento de uma criança à
sua motivação e ficam compreensivelmente chateados quando vêem mau comportamento
como intencional ou como algo que a criança poderia mudar se “ele apenas tentasse mais”.
Diferenças de temperamento não de motivação ajuda-as a reformular o comportamento, refletir
no ajuste entre a criança e a situação e realizar as mudanças necessárias. Por exemplo, para
evitar problemas, as crianças de alta energia podem precisar de oportunidades freqüentes para
quebras de atividades aceitáveis, como a execução de recados para o professor ou a limpeza
do quadro-negro. Crianças intensas podem precisar de um lembrete para falar com uma voz
normal em vez de gritar, ou contar até dez antes de reagir à outra criança.
A consciência das diferenças individuais no temperamento leva a uma consideração mais
cuidadosa do contexto ou situação em que o mau comportamento ocorre. Peça ao professor(a)
os pontos de vista sobre os problemas e que ele(a) identifique a que horas e em que situações
ocorrem. Se acontecem durante as aulas de matemática, no parquinho ou no refeitório.
Incentive o professor(a) a ser específico(a) ao descrever o comportamento problemático.
Compartilhe as experiências que você tem com seu filho(a) em casa. Quanto mais
objetivamente o comportamento é descrito, mais informações estarão disponíveis para ajudar
seu filho(a) a se dar bem na escola.
Quando os pais e professores reformulam sua compreensão do comportamento de uma
criança, ela também fornece uma maneira de descobrir como responder ao comportamento.
Para os professores, isso pode significar mudar a forma como a sala de aula é organizada,
modificando o horário das aulas, proporcionando mais interrupções de atividades e
desenvolvendo uma rotina diária familiar e consistente, que atenda às necessidades individuais.
Para os pais, pode significar ajustar as rotinas diárias da vida familiar para garantir que seu
filho(a) esteja descansado e pronto para a escola, proporcionar espaço calmo e tempo regular
para fazer o trabalho escolar, estar disponível para ajudá-lo em todos os sentidos, inclusive a
se conhecer melhor e entender o que mais se encaixa em seu perfil. Proporcionar um ambiente
que facilite a aprendizagem é importante para todas as crianças, especialmente para
aquelas com temperamento difícil ou lento para o aquecimento.
Os professores muitas vezes apreciam aprender sobre o que é temperamento e como lidar com
essas diferenças individuais em suas salas de aula. Uma resposta comum é: “Eu nunca pensei
em olhar para o comportamento de uma criança dessa maneira”. Para pais e professores,
entender o temperamento fornece uma estrutura que pode apoiá-los junto ao sucesso de cada
criança na escola.
Os perfis extremos

O conhecimento dos temperamentos pode ajudar o professor(a) a lidar com os alunos que têm
um dos temperamentos muito preponderante, pois estas são as crianças mais difíceis de se
educar. O desafio para cada um de nós é ter um temperamento mais equilibrado possível,
principalmente ao executar a função de professor. Com o controle sobre seu próprio
temperamento, o professor(a) terá melhores condições de ajudar individualmente o aluno a
harmonizar seu temperamento. Ao contrário, se o professor for um executor extremo, por
exemplo, poderá ser um tirano na classe ou se for um planejador extremo, não conseguirá
entusiasmar os alunos a aprender.
Embora os temperamentos sejam características individuais, podemos considerar que como
grupo, as crianças são mais comunicadoras, os adolescentes são mais executores, os adultos
mais analistas e os idosos se tornam mais planejadores. Segundo Steiner “os temperamentos
não devem ser encarados como ‘falhas’ a serem combatidas” (ênfase do autor). Nenhum deles
em si é bom ou ruim, exceto quando é unilateral, extremamente preponderante sobre os
demais. O autor indica os perigos dos comportamentos unilaterais.
Todo temperamento unilateral denota algum desequilíbrio que na escola pode ser tratado
pedagogicamente. Este desequilíbrio é na verdade um tipo de força que a criança tem demais
e que ela precisa “gastar”. Assim, o professor precisa aprender a atuar com cada criança de
acordo com as características de seu temperamento e não simplesmente tentar forçá-la a
mudá-la, aplicando castigos etc. Steiner afirma que o temperamento está fundamentado na
natureza mais íntima do homem e devemos levar em consideração que só conseguiremos
amenizá-lo de forma pedagógica. Só a partir da exercitação dirigida do próprio temperamento
é que ele cria forças para transformar-se. “Sendo assim, não contamos com o que a criança
não tem, mas com o que ela tem”.
Orientação vocacional
1 - Introdução a orientação vocacional

INTRODUÇÃO
A mais poderosa ferramenta de gerenciamento de carreira …
E que ajuda você a tomar decisões importantes sobre sua carreira futura.
Você está procurando algum conselho de carreira e ajuda na carreira? Alguma vez você já
pensou em fazer um teste de escolha de carreira para verificar o que melhor lhe serviria em
termos de carreira?
O FINDLINE usa o sistema DISC, que tem sido considerado por décadas como uma análise
comportamental líder, validada, que enfatizará os pontos fortes e as capacidades de um
indivíduo no ambiente de trabalho.
Dizem que uma maneira para você ter sucesso em sua carreira é escolher um trabalho que
você goste para não ter que trabalhar um dia em sua vida. Seguir este conselho é
provavelmente a melhor decisão que você jamais tomará em sua vida, mas antes de fazê-lo,
você deve primeiro avaliar suas prioridades, preferências e traços de personalidade. Uma
maneira de fazer isso é fazer a avaliação do FINDLINE. Esse teste de avaliação de
personalidade é uma das ferramentas mais usadas no mundo dos negócios porque permite que
o pessoal de RH faça perguntas comportamentais de entrevista para determinar quais tipos de
cargo são mais adequados para as novas contratações de acordo com suas preferências de
personalidade e experiência. habilidades e qualificações educacionais.

2 - Orientação vocacional e profissional

Através do processo de identificação de carreiras, jovens e adultos são orientados para


alcançarem seus objetivos.
Atualmente 50% das pessoas não estão felizes com seu trabalho ou não tem certeza se fizeram
a escolha profissional correta. Mais de 19% dos estudantes brasileiros que entram na faculdade
desistem do curso escolhido por insatisfação ou porque as expectativas não foram atingidas.
O momento da escolha de uma profissão acontece ainda no período da adolescência, quando
somos muito jovens. Infelizmente o despreparo das escolas somado à precoce escolha de uma
carreira, tem contribuído para o descontentamento dos profissionais desta era. O jovem que
não tem absoluta certeza de sua vocação acaba sendo influenciado pelos pais, amigos, pela
profissão da moda, pelo retorno financeiro, e por diversos fatores.
A escolha da profissão exige muita cautela, responsabilidade e uma análise minuciosa. Por
isso, a Orientação Vocacional e Profissional é focada na identificação do perfil profissional e na
orientação vocacional para que você faça a escolha certa em sua vida!
Angústia, frustração, medo, confusão, essas são algumas das emoções experimentadas pelo
jovem quando tem que se decidir sobre qual carreira escolher. O peso dessa escolha recai
sobre ombros inexperientes e muitas vezes imaturos para lidar com tal situação.
Será que o jovem está preparado para tomar uma decisão tão importante sem ajuda ou
orientação?

Alguns despontam desde cedo certos talentos ou aptidões que destacam méritos e apontam
caminhos, são mais seguros de suas escolhas e seguem sem hesitar. Porém, para a maioria o
futuro é uma água turva e misteriosa, e nada gera mais medo e insegurança que o
desconhecimento. E esse receio pode afetar as decisões e prejudicar as escolhas, uma vida de
insatisfação e sensação de alienação podem ser os amargos gostos, deixados por uma incauta
escolha.
Todos carregam em si um conjunto de valores, gostos e afinidades. E são elas que apontaram
uma direção.
O primeiro passo para tomar uma decisão assertiva e que não vá gerar frutos de
arrependimento é se conhecer. O autoconhecimento é uma das melhores formas de se tornar
consciente de suas ações, saber os motivos que o levam a determinada atitude, o como e o
porque ela foi feita daquela forma.
O indivíduo deve sempre ter em mente que antes de começar a andar, precisa saber que
caminho quer trilhar. Pensar antes de agir, é um dos predicativos que mais se destacam em
um pessoa segura e sem lamentações futuras. Para isso é necessário uma auto avaliação, uma
reflexão, entender quais são seus gostos, afinidades e talentos
Filtrar seus gostos, assuntos que lhe despertam atenção e curiosidade são sempre uma boa
forma de delimitar em que área deseja trabalhar. Um homem que ama a matemática e física
dificilmente deve se inclinar para poesia e artes, e uma mente imaginativa e fantasiosa não
encararia a precisão das ciências exatas com entusiasmo ou paixão.
Cada ser é único, porém, compartilha com indivíduos, características comuns. Traços que lhes
rendem certos atributos, o que por sua vez delimita um perfil.
Willian M. Marston, psicólogo norte-americano, estudou o comportamento humano, tendo seu
trabalho ajudado no desenvolvimento do que conhecemos hoje como: o movimento da
Psicologia Positiva (uma visão mais aberta e apreciativa dos potenciais, motivações e
capacidades humanas). Através do trabalho de Willian Marston, categorizamos o
comportamentos do homem em quatro perfis utilizados pela teoria DISC: Planejador, Analista,
Executor e Comunicador.
Pessoas introspectivas, calmas e estáveis são tidas como de perfil Planejador, concentradas e
constantes, também evitam confrontos e não possuem afinidade ou gosto pela liderança.
Os analistas são seres emocionais, pessoas sensíveis, perfeccionista e com elevado poder de
autocrítica o que lhes rende um aspecto pessimista, sempre à procura de segurança e
estabilidade. A arte é um traço que se destaque nesse perfil.
Executor é o indivíduo da ação, implacável, impulsivo e otimista. É um líder nato que não mede
esforços para alcançar seus objetivos. Movido pela razão e lógica pode ser autoritário e
inflexível.
O comunicador é festivo, extrovertido e sociável. Apresenta facilidade em lidar com pessoas, e
geralmente essa se configura como uma de suas características mais acentuadas.
Cada um desses perfis abraça determinadas áreas. Um Comunicador por exemplo, tem mais
afinidades com a ciências sociais, estudos que valorizem mais a discussão, argumentação e
articulação verbal de ideias. Notamos que pessoas desse perfil se identificam melhor em
profissões como jornalista, advogado, professor, diplomata, locais em que possam dar vazão a
sua característica voltada para à comunicação.
Envolver-se com assuntos e áreas empáticas ao seu perfil permite um progresso mais profundo,
um êxito maior e perpetua no interior do indivíduo uma legítima sede de conhecimento e
aprimoramento.
Tal tarefa é possibilitada pela teoria DISC, que procura desenvolver, através da análise do perfil,
quais as potencialidades dos indivíduos através de seu comportamento.
E somente assim, auxiliado pelo esforço e dedicação poderá o jovem, conseguir destaque
desejado com respeito às suas características.
Compreender seu perfil e com base nele, observar qual a carreira mais compatível, é a melhor
maneira de se tornar um profissional consciente, realizado e feliz.
O sistema FINDLINE, utiliza-se da teoria DISC, o mesmo sistema usado por 70% das
empresas da Fortune 500 para entender comportamentos e desenvolver equipes.

João olha para Roberto, seu colega, e suspira…


“- Queria ser tão flexível, voltado para tarefas e autoconfiante quanto ele”.
João gasta tempo tentando aumentar a produtividade e não se ofende com críticas do chefe.
Ele derrama coração e a alma no desenvolvimento pessoal, mas isso é tão sugador de energia
que parece impossível.
Por que é tão desafiador tornar-se como Roberto, um pensador crítico fácil de lidar com todos
os altos executivos?
Não precisa ser tão difícil.
O problema é que João não levou em conta suas peculiaridades pessoais ao escolher sua
carreira. Metódico e analista, ela se esquece dos lados fortes desse tipo de temperamento para
usar no desenvolvimento de sua carreira e tenta se tornar como Roberto, que tem um perfil de
vendedor extrovertido.
É deprimente. É decepcionante. E é desnecessário dizer que João não consegue isso.
Não seja o Roberto.
Você não precisa ser o Roberto para ter sucesso com uma carreira.
Considere os pontos fortes de seu perfil comportamental e faça-os trabalhar para o benefício
de sua carreira.

3 - Introvertidos e extrovertidos

Temperamento são diferenças individuais em emoções que demonstram consistência entre


situações em curto e longo prazo, por isso é lógico supor que isso influencia as escolhas de
carreira que fazemos. O problema é que algumas pessoas ignoram suas peculiaridades
individuais, tentando se antecipar e portanto, tomando medidas erradas nos caminhos
profissionais.
Portanto, o autoconhecimento é crucial para aqueles que desejam obter o máximo de seus
pontos fortes. Aplicando recursos dos índices e gráficos do FINDLINE, você poderá decidir
sobre as direções a prosseguir analisando os gráficos de habilidades e competências, e assim
se sentir mais confortáveis durante a construção de uma carreira.
Você é um extrovertido?

De acordo com o psicólogo Hans Eysenck, os extrovertidos têm uma taxa básica de excitação
inferior à dos introvertidos, o que significa que precisam trabalhar mais para estimular corpos e
mentes. Essa é a razão pela qual anseiam por uma companhia de outras pessoas e buscam
aventuras no meio ambiente.
O sistema de dopamina no cérebro de uma pessoa extrovertida anseia por novidades, riscos e
surpresas. Acham excitante tentar algo altamente estimulante; caso contrário, eles não se
sentem “normais” e motivados. Energizado por pessoas, os extrovertidos escolhem carreiras
que:
• Oferecer opções e inovações;
• Incentive o trabalho em equipe e a colaboração;
• Permita explorar coisas e aceitar desafios;
• Aceite entusiasmo;
• Desenvolva habilidades interpessoais e de liderança;
• Exija flexibilidade e aumento de produtividade.

Com os relatórios do FINDLINE sobre conquista de carreira e tipo de personalidade


descobrimos que os extrovertidos ganham mais, supervisionando pessoas no trabalho em
comparação com os introvertidos. Além disso, os pesquisadores relatam que “os extrovertidos
são simplesmente mais alegres e animados”. Parece inspirador, não é?
Via de regra, pessoas de temperamento comunicador e executor pertencem a extrovertidos.
Você é um introvertido?

Diferentemente dos extrovertidos, os introvertidos extremos têm uma taxa básica de excitação
mais alta, o que explica sua preferência por ambientes menos estimulantes: os estímulos em
seus cérebros precisam percorrer um longo caminho para planejar e resolver problemas. É por
isso que as situações previsíveis e o tempo sozinhos são mais agradáveis para os introvertidos.
Para evitar fadigas, tensões ou até mesmo depressões no trabalho, pessoas desse tipo
psicológico escolhem carreiras que:

• Não requer muita publicidade;


• Não exija prazos rígidos ou pressa constante;
• Permita desenvolver novas habilidades em particular;
• Permita observar e examinar situações antes de tomar decisões;
• Espere pequenas distrações.

Os analistas e planejadores são considerados introvertidos. E parece que eles estão em


tendência hoje: TED fala sobre os temas, livros como “O poder introvertido: por que sua vida
interior é sua força oculta ” ou “ O caminho introvertido: vivendo uma vida tranquila em um
mundo barulhento ” na Amazon, artigos sobre introvertidos super bem sucedidos, estudos que
chamam os introvertidos de melhores líderes, etc.
Um estudo japonês de 2006 foi além e disse que os introvertidos são ainda mais saudáveis que
os extrovertidos! Quem poderia ter pensado, nisso? Mais do que isso, as novidades são
melhores na comunicação e na escrita .
Tudo bem e bem, mas não vamos nos esquecer dos ambivertidos podem ser mais bem
sucedidos que os introvertidos e extrovertidos, por serem um pouco dos dois. Como o psicólogo
Brian Little diz:
“Aqueles que são ambivertidos têm mais graus de liberdade para moldar suas vidas do
que aqueles que estão em extremos nos temperamentos.”
As diferenças entre extrovertidos e introvertidos são cientificamente explicadas , assim
como as peculiaridades dos ambivertidos. Assim, saber onde você está nessa escala de
introversão e extroversão faz uma grande diferença na melhoria de um resultado de
produtividade.
O mesmo vale para saber seu tipo individual na escala dos quatro temperamentos centrais.
Dependendo dos pontos fortes e fracos de cada um, você pode aprender como aplicá-los
para um trabalho mais eficiente e desenvolvimento de carreira.

4 - Os perfis e as carreiras

Seu temperamento é uma natureza psicológica permanente que determina como você pensa,
sente e interage. Reflete decisões e comportamentos, portanto, conhecer suas habilidades e
características pode ajudar a se beneficiar delas.
Como já mencionado nesse curso, os quatro tipos de temperamento básico consistem em
comunicador, executor, planejador e analista, onde os dois primeiros pertencem a
extrovertidos, enquanto os dois últimos são considerados introvertidos.
A maioria de nós é uma mistura dos 4 temperamentos, mas um domina o outro de qualquer
maneira, especialmente se você tiver uma combinação “extrovertida-introvertida”.
Vamos estudar cada um para melhor compreensão das pessoas ao nosso redor, e vamos nos
concentrar em nosso tipo de temperamento dominante para aprender todas as suas
características e usá-las no caminho da escolha da carreira
O comunicador – Sucesso

Você pertence ao perfil comunicador? Há grandes chances de você ser uma pessoa flexível,
ágil e dinâmica, voltada para tarefas e sem hesitação no pensamento crítico.
Quais são seus principais pontos fortes no trabalho?

• Você é autoconfiante, sem se ofender com observações críticas.


• Você tem excelentes habilidades interpessoais e atitude positiva para se dar bem com
colegas e clientes.
• Você é legal e produtivo, mas perde a motivação e o interesse pelo trabalho quando se
torna monótono ou não exige responsabilidades definidas.

Carreiras que combinam com esse perfil: vendas, relações públicas, atendimento ao cliente,
marketing, viagens, esportes e entretenimento.
Como trabalhar de forma mais inteligente se você é comunicador?

• Não se torture com trabalhos manuais.


• Tenha uma gerente de tempo eficiente: não sobrecarregue nem adie.
• Combine tarefas rotineiras e dinâmicas para se manter produtivo.
• Seja pró ativo. Participe nas discussões sociais.
• Tire proveito de sua sociabilidade: seja flexível quando for para negociações de conflito.

O executor – Assertivo

Os mais ambiciosos de todos os temperamentos, os executores são competitivos, orientados


para objetivos, motivacionais e muitas vezes subindo em posições de liderança.
Pertencendo a este tipo, você é prático, lógico, analítico e direto.
Quais são seus principais pontos fortes no trabalho?

• Você está cheio de energia e tem fortes habilidades de liderança.


• Você começa novos projetos com paixão.
• Você é persuasivo e atraente.

Não deixe que impulsão e irascibilidade governem suas decisões e comportamentos. Tente ser
mais atencioso e compreensivo: a insistência é grande, mas não se esqueça do tato.
Carreiras perfeitas para os executores: negócios, leis, tecnologia, segurança,
gerenciamento, engenharia e estatística.
Como trabalhar mais esperto se você é executor?

• Projetos orientados para a solução, de A a Z.


• Faça pausas curtas durante um dia para acalmar seu temperamento.
• Os executores não suportam o tédio, então tente se envolver emocionalmente com todas
as tarefas.
• Trabalhe com pessoas que tenham interesses profissionais semelhantes.

O planejador – Cabeça fria

Os planejadores são relaxados e vivem em harmonia com os outros. As principais


características desse temperamento são autocontrole, paciência, rigidez de hábitos e alta
eficácia.
Quais são seus principais pontos fortes no trabalho?

• Os planejadores são os funcionários mais produtivos.


• Quando se trata de coisas difíceis, você é estável e cabeça fria.
• Não tão rápido na tomada de decisões quanto os executores, você continua em seu
tempo, no curso.
• Você é um jogador de equipe, curioso e justo.

Carreiras perfeitas para o planejador: enfermagem, educação, psicologia, trabalho de


escritório, funções de assistente, serviços humanos ou sociais.
Como trabalhar de forma mais inteligente se você é planejador?

• Comece a trabalhar em um projeto com antecedência.


• Melhor resolver um problema crítico do que gastar energia em multitarefa .
• Evite a procrastinação e a inatividade.
• Aprenda a falar pela sua opinião e descontentamento em público.

O analista – Sonhador

Por último, mas não menos importante, o tipo de temperamento analista pertence a indivíduos
diligentes, precisos introvertidos, solitários pensadores e pensadores analíticos.
Orientados por tarefas, eles trabalham melhor sozinhos ou em pequenos grupos. Os analistas
não gostam quando alguém os interrompe ou os distrai, então eles freqüentemente escolhem
carreiras que permitem mostrar seu lado criativo com menos publicidade e sem pressa.
Quais são seus principais pontos fortes no trabalho?

• Você tem fortes habilidades analíticas e intuição.


• Você é diplomático e está bem com o trabalho de rotina.
• Suas fortes habilidades de resolução de problemas fazem de você um ótimo conselheiro.
• Você é sábio e criativo.
• Você é um organizador de classe.

Carreiras perfeitas para analistas: pesquisa, arte, ciência, contabilidade, administração e


trabalho social.
Como trabalhar de forma mais inteligente se você é analista?

• Organize um espaço de trabalho corretamente. Nada deve distraí-lo.


• Trabalhe em etapas, passo a passo.
• Não procrastine, evite stress antes dos prazos.
• Quando se trata de críticas, tente descobrir uma atitude objetiva.
• Tire proveito de sua natureza orientada para detalhes: lute com a indecisão e o
perfeccionismo.

VAMOS RECAPITULAR…
O temperamento é a nossa natureza psicológica permanente que determina como pensamos,
nos comportamos, interagimos e trabalhamos. O grande erro seria esperar que alguém se
tornasse como nós ou vice-versa. Com uma melhor compreensão das nossas peculiaridades
individuais, podemos aproveitá-las para uma carreira de sucesso e uma vida mais feliz.

PERFIL X PROFISSÃO: SAIBA COM QUAIS CARREIRAS VOCÊ COMBINA

Uma das decisões mais difíceis da vida de alguém é fazer a escolha certa de sua profissão.
Entre tantas opções disponíveis, não é fácil escolher, principalmente, quando nos identificamos
com várias e diferentes áreas. Mas, chega uma hora em que precisamos descobrir com qual
carreira combinamos mais, para, então, decidir pela profissão que iremos ter.
Existem várias formas de fazer essa escolha. A mais importante leva em conta a análise do
perfil da pessoa, considerando suas características, e o compara com carreiras existentes,
tendo em vista as habilidades exigidas nessas áreas de atuação. Esse é um modo de verificar
se a pessoa leva jeito para desempenhar as atribuições demandadas por uma determinada
carreira. E, então, que tal saber com quais carreiras você combina?

5 - Características profissionais

Normalmente, quando alguém começa a pensar sobre qual profissão pretende ter, imagina que
a carreira a ser seguida será por toda a vida. Não é mesmo? Sabemos, que nem sempre é
assim, pois muitas pessoas acabam mudando de área ao longo de sua trajetória profissional.
Mas, por mais que essas mudanças possam ocorrer, o ideal é que façamos a escolha certa.
Decidir corretamente pela carreira a ser seguida tende a contribuir para o sucesso profissional
da pessoa, e isso acontece com mais rapidez se a decisão for feita logo, pois se evita o tempo
perdido com a formação em uma profissão que não será seguida e também os gastos com os
custos que ela exige. A maneira mais eficaz de descobrir que carreiras combinam com você é
analisando o seu perfil.
Se você tem o perfil para determinada carreira também terá mais chances de se dar bem caso
decida segui-la. E isso acontece por uma razão muito simples: as pessoas costumam
desempenhar de maneira mais satisfatória as funções para as quais têm habilidades e gostam
de exercê-las. Geralmente, os profissionais bem-sucedidos amam o que fazem.
Portanto, ter o perfil para uma carreira já é uma boa parte do caminho andado para se identificar
e até ser bem-sucedido no desempenho da profissão em foco. Além disso, significa que você
tem grandes chances de gostar dela, já que naturalmente possui características que estão
ligadas a essa carreira. O perfil não necessariamente determina, mas contribui muito para uma
carreira.
Por outro lado, é muito difícil alguém que não possui certas habilidades desenvolvidas ou que
não gosta de realizar as atividades que envolvem essas habilidades, ser capaz de
desempenhar satisfatoriamente uma profissão que as exige. Suponhamos que você não goste
de estudar biologia e química e tenha pavor de sangue. Com esse perfil, mesmo que a medicina
seja uma carreira atrativa, dificilmente ela seria compatível com você.
As atividades relativas à profissão que desempenhamos ocupa uma parte considerável das
nossas vidas e tempo, geralmente 8 horas de nossa jornada diária! Por isso, é importante fazer
a escolha de uma carreira que envolva atividades que você sinta prazer em realizar e que sejam
compatíveis a suas características pessoais.
Assim, o primeiro passo na caminhada em busca da carreira certa é identificar e analisar as
características do seu perfil.
Feito isso e após conhecer as habilidades exigidas pelas variadas profissões, você pode
verificar a compatibilidade entre o seu perfil e as carreiras que te interessam. É importante
também entender as demandas de mercado para cada carreira. Depois, você já está apto para
fazer a sua escolha!
Se o seu perfil é tão importante para a escolha da sua carreira, então, como fazer para identificá-
lo? Um dos meios mais produtivos para conhecer o seu perfil é o autoconhecimento. É
necessário que você olhe para dentro si próprio, enxergue e analise suas características de
personalidade, gostos, preferências e habilidades. É preciso também que você preste atenção
em suas atitudes, elas podem dizer muito sobre você.
Conhecer a si mesmo é muito útil na escolha, na adaptação e na permanência profissional. O
autoconhecimento também ajuda bastante na análise das empresas que deseja trabalhar no
futuro. Percebeu a importância? Que tal então, saber de algumas dicas para identificar e
analisar as características do seu perfil?
CONHEÇA AS SUAS HABILIDADES

A primeira ação que você deve fazer na busca pelo delineamento do seu perfil é conhecer as
suas habilidades. Ao saber quais são as suas competências mais bem desenvolvidas, você
pode passar a agrupar suas características em áreas com alguma afinidade. Você pode por
exemplo, perceber que tem facilidade para ler, escrever e se expressar oralmente, ou seja,
descobrir que possui habilidades linguísticas.
É importante que você conheça quais atividades desempenha bem e descubra em quais você
não é tão bom. Perceba também que tipos de problemas você tem mais facilidade para resolver.
Descobrir se é bom em lidar com os sentimentos das pessoas, em praticar esportes, em
planejar e administrar eventos e situações, em inventar e consertar coisas, em aprender e
ensinar idiomas, entre outras atividades pode ser muito útil a você.
PERCEBA OS SEUS GOSTOS E AS SUAS PREFERÊNCIAS

Aquilo de que gostamos diz muito sobre nós mesmos, por isso, esse é um dos aspectos
fundamentais do autoconhecimento. Gostar de alguma coisa ou entre duas, ter preferência por
uma delas indica os tipos de atividades que nos dão mais prazer em realizar. Isso significa que
geralmente, desempenhamos mais satisfatoriamente as tarefas de que mais gostamos ou
preferimos fazer. O mesmo é válido para o que não gostamos.
Por isso, é essencial identificarmos os nossos gostos e as nossas preferências, assim como é
fundamental descobrirmos aquilo que não nos agrada. As pessoas mais satisfeitas e felizes
com os seus trabalhos são aquelas que geram mais resultados, são visadas e crescem
profissionalmente com mais facilidade.
PRESTE ATENÇÃO EM SUAS ATITUDES

Podemos dizer que as atitudes que temos são o reflexo de nossas habilidades, gostos e
preferências aliado às exigências da situação. Isso quer dizer que a forma como você lida com
as demandas cotidianas também indica características do seu perfil pessoal. Assim, é
importante repararmos em nossas atitudes para entendermos mais sobre nós.
Busque reparar tanto em suas atitudes diante de situações cotidianas vividas com seus
familiares, amigos e colegas, como em situações inesperadas em que precisa tomar decisões
novas e realizar ações não planejadas. Essas análises tendem a indicar sua desenvoltura em
potenciais situações que têm naturezas diferentes. É importante ter em mente que qualquer
detalhe de sua personalidade deve ser percebido e considerado.
IMAGINE-SE DAQUI A ALGUNS ANOS

Uma forma de conhecer mais sobre suas características pessoais é imaginar como você
gostaria de estar daqui a algum tempo, cerca de 10 anos, por exemplo. É importante que você
pense por exemplo, sobre o que gostaria de fazer, onde gostaria de morar. Essas são algumas
perguntas capazes de te ajudar a refletir sobre si mesmo e consequentemente se conhecer
mais. Você pode e deve fazer outras.
TESTE SUA ORIENTAÇÃO VOCACIONAL

Uma maneira bastante comum de descobrir traços de personalidade que indicam possíveis
profissões a serem seguidas é a realização de teste vocacional. Esse tipo de avaliação é
comumente feita por psicólogos especializados em orientação vocacional, área que considera
informações da vida pessoal do estudante e conhecimentos relativos ao mercado de trabalho
para ajudar o aluno a se conhecer e fazer a escolha da carreira.
Nesse tipo de avaliação, o futuro profissional passa por entrevistas, é submetido a testes de
personalidade e comportamento, escreve textos, fala sobre os seus interesses, é apresentado
a potenciais situações cotidianas de várias profissões. Você pode descobrir muito sobre você
com a ajuda de um profissional preparado para isso.
Outra alternativa para auxiliar na identificação das características pessoais relevantes para a
escolha de uma carreira é por meio da consulta a um coaching profissional. Tratam-se de
especialistas que aplicam técnicas para descobrir os talentos vocacionais do estudante. Para
isso, o coaching profissional desenvolve práticas que levam ao autoconhecimento do estudante
e apresenta a ele as opções de carreira condizentes.
6 - Como escolher uma carreira

Depois que você conseguiu mapear o seu perfil, descobrindo suas características e habilidades
mais marcantes, seus gostos e preferências, suas desenvolturas em diferentes situações e sua
imagem do futuro, é hora de escolher a carreira. Mas, como fazer isso, considerando que
existem muitas profissões?
Vamos ajudar você! Veja o que pode fazer para definir a escolha certa da carreira de acordo
com o seu perfil.
DESCUBRA E PESQUISE SOBRE AS PROFISSÕES EM QUE PODERÁ USAR SUAS HABILIDADES

Sua primeira ação deve ser identificar as profissões em que geralmente são utilizadas as suas
habilidades. Algumas serão mais fáceis de serem descobertas, principalmente, aquelas com as
quais você já tiver tido maior contato. É importante que você também pesquise por profissões
que você não conhece, pois pode ser que uma delas desperte o seu interesse. Além disso, há
muitas profissões relativamente novas.
Feito isso, é importante que você liste as profissões encontradas. Para cada uma delas, você
pode anotar as habilidades de que dispõe e que costumam ser úteis a tal carreira. Essa é uma
maneira de você visualizar as carreiras que envolvem o maior número de habilidades que você
possui.
EXPLORE AS PROFISSÕES COM AS QUAIS SE IDENTIFICA

Depois que encontrou e listou as profissões que demandam as suas habilidades, explore as
carreiras que mais atraem o seu interesse. Essa exploração exige que você pesquise sobre o
tipo de formação exigida, as atribuições do profissional formado, a área de atuação, a demanda
do mercado de trabalho, a remuneração etc.. Também é importante que você busque
informações sobre as possibilidades de crescimento de cada carreira.
Essa exploração pode ser feita de diferentes maneiras. Você pode pesquisar sobre essas
informações em sites de diferentes naturezas, mas com credibilidade ou em revistas
especializadas. Outra forma viável é conversando com profissionais formados e que já atuam
no mercado. Explorar as carreiras pelas quais se interessa é uma ferramenta eficaz para
direcionar a sua escolha.
PESQUISE E ANALISE O CONTEXTO PROFISSIONAL EM QUE GOSTARIA DE
TRABALHAR

Ao ter direcionado mais a sua busca, listado e selecionado suas potenciais carreiras de
interesse, é importante que você pesquise sobre o contexto dessas profissões. É preciso que
você verifique os principais ramos de negócios e as companhias de relevância que contratam
esses profissionais.
Também é fundamental que você busque informações sobre o perfil do profissional de cada
carreira que o mercado exige. Isso é essencial, já que pode mostrar aspectos que vão além da
formação desenvolvida durante o curso de graduação, indicando quais características o
mercado espera do profissional que opta por seguir determinada carreira.
COMPARE AS CARREIRAS PELAS QUAIS VOCÊ TEM INTERESSE

Pode ser que mesmo depois de pesquisar as profissões em que pode usar suas habilidades,
explorar aquelas com as quais mais se identifica e analisar os seus contextos profissionais
ainda tenha dúvidas. Diante dessa situação, uma estratégia é fazer uma comparação entre as
carreiras pelas quais se interessou.
Fazer essa comparação pode te ajudar a alinhar ainda mais o seu perfil a uma possível
profissão a ser escolhida. Isso porque, ao comparar as carreiras, é possível que perceba que
alguma delas é mais compatível com as suas características pessoais e gostos ou tende a
oferecer mais vantagens para você.
QUAL O CURSO INDICADO PARA A SUA CARREIRA?

Após ser capaz de identificar as possíveis carreiras que estão em conformidade com o seu
perfil, é preciso fazer a escolha e identificar qual o curso mais adequado a ela. Essa é uma
decisão muito importante, já que é bastante comum percebermos a compatibilidade do nosso
perfil com uma área ampla do conhecimento, o que acaba gerando dúvidas na hora de realizar
a escolha.
Ao fazer a escolha do seu curso, precisa levar em consideração dois fatores fundamentais.
Primeiro: você vai se especializar em determinada área do conhecimento, uma área de que
você gosta e com a qual se identifica. Por exemplo, se gosta de ler, escrever e se comunicar,
pode cursar Letras, Jornalismo, Publicidade e Propaganda ou Secretariado Executivo.
Segundo: você vai não só se especializar em uma área do conhecimento, mas, desenvolverá
diversas atividades cotidianas demandadas por ela. Se optar por cursar Letras, por exemplo, é
muito provável que se torne professor, o que demandará diversas habilidades relacionadas a
essa prática pedagógica. Isso significa que você deve considerar tanto a área de formação
quanto as especificidades de atuação para escolher.

7 - Características em cada área de atuação

Para tentar lhe ajudar a identificar com quais carreiras o seu perfil mais combina, mostraremos
as principais características e habilidades demandadas em cada área de atuação. Com isso,
você poderá identificar quais os cursos mais adequados de acordo com o seu perfil. Por
existirem muitos cursos, não temos espaço para falar de todos, mas, abordaremos os mais
comuns nas áreas que os reúnem. Não perca tempo e confira!
ÁREA DE ADMINISTRAÇÃO, NEGÓCIOS E SERVIÇOS

Essa é uma área que requer muitos conhecimentos humanísticos relacionados à sociologia,
comportamento humano, relações de trabalho e marketing. Exige, no mínimo, algum domínio
de estatística e cálculo, portanto, demanda conhecimentos de matemática. Também envolve
conhecimentos culturais e com relação ao planejamento e organização de recursos humanos
e financeiros.
Para seguir uma carreira nessa área, há várias opções, entre as quais estão os cursos de
Administração e Ciências Contábeis. É importante lembrar, porém, que cada uma dessas
graduações também vai exigir habilidades específicas. A um contador serão exigidos mais
conhecimentos financeiros do que a um administrador, que por sua vez, deve ter espírito de
liderança, por exemplo.
ÁREA DE SAÚDE E BEM-ESTAR

Trata-se de uma área em que o cuidado e o zelo pelo outro é fundamental, o que exige
paciência, interesse pelo bem-estar alheio, equilíbrio emocional, sensibilidade, atenção e
facilidade para comunicar-se. Por outro lado, em razão das rotinas de trabalho estressantes e
repletas de situações em que é preciso diminuir sofrimentos e salvar vidas, é uma área que
demanda profissionais que consigam trabalhar sob muita pressão.
Entre as opções de carreira nessa área estão os cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição
e Educação Física. Cada um desses cursos terá suas próprias demandas. Um educador físico,
por exemplo, deve ter vocação para orientar e ensinar. Já um enfermeiro deve ser ágil e preciso
em suas ações.
ÁREA DE CIÊNCIAS EXATAS E INFORMÁTICA
São requeridas nessa área habilidades matemáticas, capacidade para a resolução de
problemas e muito raciocínio lógico. Ao profissional que nela atua é exigido que tenha
criatividade, goste de vencer desafios, se interesse por questões de inovação e tecnologia, seja
dinâmico e disponha de versatilidade.
Entre as opções na área, estão os cursos de Ciência da Computação, Física, Matemática,
Sistemas de Informação etc.. Conforme o curso, habilidades singulares serão demandadas. Um
cientista da computação deverá ter facilidade para lidar com as diferentes facetas do
processamento digital. Um matemático deverá ter habilidades para ensinar e lidar com o
cotidiano escolar.
ÁREA DE BIOLOGIA, MEIO AMBIENTE E CIÊNCIAS AGRÁRIAS

O mais importante pré-requisito para atuar nessa área é gostar da natureza. É demandado aos
profissionais que estejam em harmonia com a fauna e a flora do ambiente, mesmo que não
atuem diretamente ao ar livre. Também é importante que se preocupem com questões de
preservação e sustentabilidade, haja vista os fatores químicos, físicos, econômicos e sociais
que atuam na sobrevivência dos seres vivos.
Entre as opções de carreira nessa área estão os cursos de Agronomia, Ciências Biológicas e
Medicina Veterinária. Considerando que cada uma dessas profissões tem suas especificidades,
demandará habilidades particulares de seus profissionais. Um agrônomo deve ter afeição por
questões relativas ao campo, enquanto um médico veterinário deve se interessar pela saúde
de animais.
ÁREA DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

Essa área é caracterizada por produzir e disseminar pensamento crítico sobre o homem e a
sociedade, colocando essas reflexões a serviço dos diferentes grupos sociais. Por isso, os
profissionais que nela atuam devem gostar de ler, escrever e se expressar oralmente, o que faz
com que o domínio das habilidades linguísticas e de raciocínio intelectual sejam fundamentais.
As opções de carreira nessa área compreendem os cursos de Direito, História, Letras,
Pedagogia, Serviço Social, entre outros. Cada um desses cursos também vai exigir habilidades
específicas. Um pedagogo deve dominar técnicas de analogia e exemplificação que facilitem
sua didática. Já um assistente social deve ser capaz de atuar em prol do bem-estar da
sociedade.
ÁREA DE ENGENHARIA E PRODUÇÃO

Assim como as ciências exatas e informática, essa área exige habilidades de cálculo, raciocínio
lógico, capacidade para solucionar problemas e criatividade. Outras importantes capacidades
demandas é o espírito para liderar equipes, habilidades de projeção e criação de ideias, assim
como a transformação de números e fórmulas em processos e produtos eficientes e úteis.
Entre as opções de carreira nessa área estão os cursos de Engenharia Civil, Engenharia
Mecânica, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Produção e Engenharia
Elétrica. As habilidades específicas em cada curso variam principalmente conforme o tipo de
engenharia.
ÁREA DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO

Como essa área está relacionada ao levantamento, organização e apresentação de


informações a determinado público-alvo, exige versatilidade e dinamicidade para conhecer e
lidar com mídias e tecnologias. A área também demanda profissionais comunicativos, curiosos,
criativos e com muita flexibilidade de horário, tendo em vista as características das funções
envolvidas nas carreiras.
Englobados nessa área estão os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Levando
em conta que cada uma dessas profissões tem suas especificidades, exigirá habilidades
particulares de seus profissionais. Um publicitário deve ser extremamente criativo e inovador.
Um jornalista precisa ser muito atento aos acontecimentos diários.
ÁREA DE ARTES E DESIGN

O senso estético apurado e a sensibilidade são fundamentais para essa área. É exigido dos
profissionais que atuam nessa área que tenham conhecimentos culturais diversos, além de
habilidades de percepção aguçadas, criatividade, interesse por diferentes formas de tecnologia
e disciplina para o aprendizado e domínio de técnicas.
Entre as possibilidades de carreira nessa área estão os cursos de Arquitetura e Urbanismo e
Música. Conforme o curso, habilidades específicas serão exigidas. Um arquiteto deve dominar
técnicas de desenho, mesmo que digitais, enquanto um músico deve ter muita sensibilidade e
percepção auditiva.
Agora que você já descobriu formas de se autoconhecer, soube mais sobre as diferentes
profissões e se informou sobre potenciais desafios que cada uma delas coloca, pode começar
a refletir sobre a sua escolha. Não se esqueça de que mesmo descobrindo as profissões que
mais combinam com o seu perfil, o sucesso em sua carreira dependerá ainda de muitos outros
fatores. Mas, escolher a carreira certa já é metade do caminho!

DESENVOLVIMENTO DE CARREIRA

Veremos brevemente as maneiras pelas quais a técnica desta avaliação pode ajudar uma
pessoa a decidir sobre um plano de carreira.
Antes de continuar, é importante notar que há uma infinidade de fatores que devem afetar as
decisões que uma pessoa toma sobre sua carreira. O FINDLINE sozinho não pode fornecer
uma conclusão definitiva, mas é capaz de fornecer orientação para decidir se uma carreira
específica é adequada para um indivíduo ou não. Devemos também salientar que os resultados
do FINDLINEtendem a ser menos confiáveis para jovens com menos de 15 anos, porque antes
dessa idade o estilo pessoal tende a estar em um estado de fluxo. A idade precisa na qual o
tipo comportamental alcança uma forma estável varia de indivíduo para indivíduo, é claro.
Em seus termos mais simples, usar o FINDLINE para desenvolvimento de carreira é um
processo muito semelhante ao observado em cenários de recrutamento ou avaliação. A série
de perfis doFINDLINE de uma pessoa é comparada com um Perfil de Cargo ideal para uma
carreira específica, e a proximidade da correspondência entre os dois estilos dará uma
indicação de quão bem o estilo do indivíduo é adequado para a área de carreira em questão.
Uma vez tomada uma decisão de carreira, o FINDLINE também pode ajudar na preparação de
cartas de apresentação e curriculum vitae. Os gráficos de perfis ajudam a destacar as áreas
específicas de força dentro do comportamento de uma pessoa, e estas podem ser incluídas
nas aplicações. Como muitas organizações usam o FINDLINE, pode até ser plausível incluir
um relatório impresso completo com um pedido de emprego.

8 - Dicas para escolher uma carreira


Escolher a carreira certa é uma das decisões mais importantes da vida, uma vez que ela pode
mudar o curso de sua história.
Geralmente essa decisão é feita em uma faixa etária em que ainda não há experiência
profissional de vida, nem autoconhecimento suficiente para fazer uma escolha segura.
Por isso entendemos que tal escolha pode gerar insegurança, dúvidas e confusão diante de
tantas possibilidades.
Os jovens costumam se perguntar, como saber se farei a escolha certa da minha profissão?
Uma vez que, a vida profissional pode se tornar muito prazerosa ou monótona, se o ofício não
lhe despertar entusiasmo, curiosidade e o desejo de ser melhor.
Atualmente é possível encontrar instituições que oferecem testes vocacionais com o objetivo
de identificar as aptidões do estudante e relacioná-la com as opções de cursos de carreira, no
entanto existem fatores externos que podem influenciar nesta decisão.
Sendo assim é necessário refletir muito, e verificar não apenas sobre seus talentos e pontos
fortes, mas também o que o estudante realmente gosta de fazer.
Selecionamos as melhores dicas que pudemos encontrar você possa para escolher uma
carreira, de maneira consciente e assertiva.
Metas financeiras: Mesmo sabendo que a vocação é o que mais pesa, é importante saber
quais são suas metas financeiras, uma vez que um de seus objetivos deve ser escolher uma
carreira em que você possa ganhar dinheiro suficiente para atingir seus objetivos financeiros.
Com essa informação, alguns cursos deixaram de ser uma opção e outros, terão a
oportunidades que deseja.
Talentos: É fundamental conhecer as atividades que são apaixonantes para você, saber quais
são seus talentos, a área em que você atua com naturalidade e se destaca. Quando identificar
essa questão suas escolhas se limitam a cursos relacionados aos seus talentos.
Se você está com dúvida em relação às suas preferências, sugerimos que liste quais são as
atividades que você prefere fazer em seu tempo livre, os tipos de filmes de que você mas gosta,
os assuntos sobre os quais gosta de conversar e as suas principais qualidades. Liste também
o que você não gosta de fazer, quais situações te deixam constrangido e quais são os seus
principais pontos de melhoria, desta maneira terá mais informações para avaliar as profissões
mais compatíveis com seus gostos pessoais.
Escritórios ou trabalhos externos: Avaliar seu estilo de trabalho na hora escolher sua
profissão lhe dará uma melhor assertividade e satisfação no dia a dia, neste caso pense se
você prefere trabalhar sozinho ou em equipe? Em um escritório ou em área livre?
Pesquise: Para embasar sua escolha, leia sobre as diversas áreas de atuação, as faculdades
que pretende frequentar, as matérias que compõem a grade curricular do seu curso. Com esse
conhecimento terá a amplitude de informações que lhe ofereceram maior consciência e
assertividade em sua decisão.
Carreira e mercado: É importante ler e se atualizar sobre a possibilidade de crescimento de
cada profissão, além de pesquisar a concorrência de mercado.
Pesquisar também sobre o momento do mercado para cada profissão, verificando as projeções
de futuro visando saber quais profissões que ficaram no mercado que ficaram obsoletas.
Com base nas informações de mercado o estudante pode ter a certeza se a carreira que está
escolhendo oferece as possibilidades de acordo com o sucesso profissional que deseja.
Dia a dia dos profissionais da área: Agora que você já se informou sobre a parte teórica da
profissão, procure conversar com profissionais que já atuam na carreira de interesse para
esclarecer quais são os prós e contras do dia a dia além de tirar algumas dúvidas sobre o
exercício da profissão e mercado de trabalho.
Por exemplo, se você quer fazer medicina, visite hospitais e clínicas, observe a rotina dos
médicos, para ver realmente a realidade na prática.
Contratar um treinador de carreira: Se em meio a tantas informações você ainda esta
inseguro e indeciso, um profissional como um Coach de carreira pode ajudá-lo a descobrir sua
aptidão para o sucesso em diferentes profissões visando o seu emprego dos sonhos.
Use a técnica do “Por quê?”: Uma das maneiras mais simples e efetivas de chegar à raiz do
que você realmente quer fazer, ou o que realmente o impulsiona, é através de uma técnica que
as crianças sabem bem: perguntar repetidamente “Por quê?” Como uma explicação mais
formal.
Os “5 Porquês” foram desenvolvidos pela Toyota como uma maneira de chegar ao coração de
um problema. No caso da Toyota, ele foi empregado para resolver um problema técnico, mas
você certamente pode usá-lo para descobrir sua carreira, mais a seguir falaremos disto. Em vez
de começar com um problema, comece com uma profissão que você gostaria de fazer e
pergunte por que até chegar à causa principal.
Por exemplo, se você acha que quer ser um dentista, pode achar que a raiz é porque quer
ajudar as pessoas a melhorar suas vidas, mas porque você quer se desafiar ou quer ter
prestígio e respeito? No entanto tudo isso é muito importante.
Os desejos mais amplos oferecem uma série de caminhos, não apenas para uma carreira
específica como dentista. Apesar da simplicidade da pergunta, as respostas não são tão fáceis,
às vezes você tem que pensar profundamente para responder, e terá que responder vários
porquês para então chegar a raiz da verdadeira do porque realmente quer determinada
profissão.
A escolha certa pode levar um tempo, é uma decisão que precisa ser tomada com calma, e
deve ser muito bem pensada e analisada.
No entanto, podemos levar em consideração que a escolha profissional não precisa ser pra
sempre, se por algum motivo a você não se identificar com a profissão escolhida nada há
impede de começar uma nova carreira, mas de qualquer modo, mesmo que você possa mudar
de carreira no futuro, não vale a pena perder tempo fazendo um curso do qual você não gosta.
Por isso, pense muito você certamente deve considerar qualquer recomendação de pais,
amigos e familiares no entanto é possível que suas metas sejam semelhantes, mas sempre
avalie se seus planos são conduzidos por seus desejos ou pela expectativas de outras pessoas.
Lembre se que é sua carreira profissional, então fique atento aos os palpites das pessoas, pois
em geral querem apenas ajudar, mas não cabe a elas escolher: a última palavra deve ser
sempre sua!
Não há certo nem errado, sua escolha deve lhe motivar a ser o melhor profissional que você
nasceu para ser!
A técnica dos 5 Porquês

Os 5 porquês é uma ferramenta simples para resolução de problemas que pode ter um impacto
drástico no sentido de ajudar a descobrir a causa raiz dos mesmos. Frequentemente, quando
encontramos um problema, temos a tendência de “passar o carro na frente dos bois” reagindo
e criando ação sobre ele. Primeiramente é preciso entender o que é um problema.
Um problema é simplesmente um gap entre a situação corrente e a situação desejada ou estado
desejado. É portanto um desvio do que é esperado e quando você tem um desvio, existe um
problema. Então, melhor do que atacar os sintomas todas as vezes que os sintomas ocorrem,
porque não ter a ação positiva de:
1º – Parar;
2º – Entender o que está acontecendo de errado;
3º – Encontrar a causa raiz;
4º – Tomar ações para eliminar a causa raiz.
Quando realmente encontramos a causa raiz é que podemos eliminar o problema e a simples
ação de utilizar os 5 porquês para melhorar os resultados drasticamente em termos
de produtividade pessoal e de times no trabalho reduzindo o tempo que as pessoas gastam
para lidar com os problemas.
Fazendo Perguntas Como a Criança Faz
Por trás da metodologia dos ‘5 Porquês’, reside um truque simples. Pense em uma criança
perguntando continuamente por que várias e várias vezes. Por mais que responder as
perguntas possa parecer em alguns momentos cansativo, isso nos dá uma grande lição. Se
fizermos a pergunta por que repetidamente, estamos indo de encontro e entender um problema
com clareza e eficiência e é isso que eu, você e uma equipe deve fazer. Elaborar questões
como uma criança, elencando as respostas e perguntando novamente até que a causa raiz seja
encontrada.
Apesar do nome da ferramenta ser ‘5 Porquês’, nem sempre é necessário fazer exatamente as
5 perguntas e você deve fazer quantas perguntas forem necessárias para identificar a causa
raiz. Algumas vezes serão necessárias poucas e outras várias perguntas. No entanto o mais
importante é começar com um problema que seja claro para todos.

9 - As áreas de conhecimento
Com o intuito de facilitar o desenvolvimento das atividades de avaliação, as 49 áreas de
avaliação são agregadas por critério de afinidade, em dois níveis:

• Primeiro nível: Colégios


• Segundo nível: Grandes Áreas
Veja abaixo como as áreas são distribuídas em 3 Colégios e 9 Grandes Áreas e através de seu
conhecimento atual sobre os perfis comportamentais e as sugestões até aqui apresentadas,
veja em quais áreas seu perfil combina:
10 - Coaching educacional com jovens

Estamos lidando com um ser em desenvolvimento social, biológico e cognitivo, sem estruturas
prontas e acabadas. Cada jovem possui sua história de vida, sua própria experiência, são
compostos por crenças próprias. O jovem é uma máquina em pleno vapor!
Talvez essa seja uma das fases mais delicadas, onde um apoio se constitui em numa
importante estratégia preventiva. Vamos analisar pelo aspecto de racionalização,
planejamento, veja o que acontece: os nossos neurônios são constituídos de um tipo particular
de células denominadas gliais, glia significa “cola”.
Um tipo particular de célula glia, isola os neurônios para acelerar a transmissão de mensagens
dentro das redes neurais. Esse isolamento é chamado de mielina, um lipídio branco que está
distribuído por todo o cérebro. No nascimento, a mielina já se desenvolveu em algumas áreas
cerebrais como aquelas pertencentes à audição.
A última área do cérebro a ser mielinizada é o córtex pré-frontal, área do lobo frontal, atrás da
testa. Mielenizada essa área facilita nos processos de decisão, planejamento a longo prazo.
Porém essa área só e estará completamente mielenizada entre os 20 e 30 anos de idade.
Veja que muitas coisas ainda não estão prontas para um jovem, ele ainda não é maduro
suficiente para tomar algumas decisões tão importantes, principalmente para definir hoje seu
futuro. Você deve conhecer algumas características desse mágico momento:

• O momento da escolha de uma profissão coincide com a fase do desenvolvimento na


qual o jovem está se descobrindo novamente;
• O jovem está definindo sua identidade, ao mesmo tempo em que está construindo sua
identidade vocacional através de suas percepções da realidade sócio-cultural que o
cerca e interferências;
• O jovem está buscando conhecer-se melhor, seus gostos, interesses e motivações.
Muitos adultos ou supostos adultos ainda estão procurando sentido para sua existência,
não consegue reconhecer suas ferramentas, possibilidades, e potenciais;
• Nesta fase começam aparecer os primeiros confrontos com os familiares, principalmente
nesse novo cenário que trouxe de carona a tecnologia;
• Os valores vivenciados surgem como fundamentais; o jovem faz escolhas pelo momento,
é facilmente influenciado nas suas escolhas;
• O jovem busca inconscientemente por um sentido de vida, por mais que isso não fique
evidente.
O JOVEM COACHEE NA FASE DE ESCOLHA PROFISSIONAL

Por mais distraído que pareça um jovem, desinteressado, desanimado ela procura lá no fundo
do túnel uma saída para essa situação. Todos buscam um sentido na vida e isso vais se
perdurar e se fortalecer com o tempo. Algumas características são incomuns aos jovens, apesar
da juventude estar se estendendo em termos de idade e comportamento e não de maturidade
e desenvolvimento.
O jovem está:

• Buscando um sentido de vida, mas não sabe com quem;


• Passando por uma turbulência hormonal, mas não reconhece;
• Tem dificuldade em enxergar as consequências de suas escolhas, mas as faz;
• Ao mesmo tempo sociável, e introspectivo;
• Quer ajuda, mas não sabe como;
• Gosta de grupos, e não tem constância em suas atividades.

CUIDADOS LEGAIS AO INICIAR UM PROCESSO DE COACHING DE CARREIRA COM ADOLESCENTES

• Lembre-se na maioria das vezes você estará atuando com menores de idade e que por
força de lei, ainda não podem responder por sí próprio. Sendo assim a contratação do
seu serviço deverá ser efetuada com o consentimento dos pais ou responsáveis.
• Somente inicie um processo com a autorização por escrito dos pais ou responsáveis.
Nada de “meu pai falou que tudo bem, posso fazer coaching!”. Demonstre
profissionalismo e seriedade. Mais adiante você vai aprender como realizar um contrato
de serviço.
• Procure promover as sessões individuais em ambientes abertos e movimentados, se
possível a vista de alguém, principalmente em se tratando sexos opostos.
• Procure conhecer o estatuto da criança e adolescente (ECA) e suas orientações.

OS 7 PRINCIPAIS FATORES DA MATURIDADE VOCACIONAL

Um dos aspectos mais importantes ao iniciar um processo de Coaching educacional é fazer um


levantamento do nível de maturidade de seu Coachee em relação a sua maturidade para a
escolha profissional. Boa parte dos jovens escolhe suas futuras profissões por impulso ou
interferências externas e isso é próprio da idade.
Ao fazer esse levantamento você̂ vai ter uma baliza de quais aspectos ainda não estão maduros
ou seja, o Coachee discursa sem fundamentos.
1ª Conhecimento de si mesmo (autoconhecimento/autoconsciência),
2ª Conhecimento realista das influências,
3ª Consciência da necessidade de escolher e decidir,
4ª Consistência das preferências vocacionais,
5ª Composição de uma carreira (começo, meio e fim),
6ª Conhecimento da realidade educacional,
7ª Conhecimento realista do sistema econômico e macro tendências.
COMO FAZER UM LEVANTAMENTO DA MATURIDADE VOCACIONAL

Abaixo segue uma lista de perguntas que você pode fazer para detectar tais variantes,
lembrando que você poderá incrementar essa lista.
Utilize a escala de 0 a 10, sendo 0 = baixo sentimento e 10 = sentimento elevado:
1) Com qual freqüência você pensa sobre sua futura profissão? (consciência da necessidade
de escolher e decidir).
2) Dedica parte de seu tempo pesquisando sobre profissões existentes e novas profissões?
(consciência da necessidade de escolher e decidir).
3) Sente-se seguro em relação a sua escolha? (conhecimento de si próprio).
4) Consegue descrever as atividades da profissão a ser escolhida? (conhecimento da realidade
educacional).
5) Acredita que a profissão escolhida lhe proporcionará grandes oportunidades? (conhecimento
realista do sistema econômico e macro tendências).
6) Acredita que suas habilidades possam te ajudar na futura profissão? (conhecimento de sí
próprio).
7) Sente-se influenciado por amigos ou familiares em sua escolha? (conhecimento realista das
influências).
8) Você̂ realmente conhece as modalidades e os cursos oferecidos pelas universidades?
(conhecimento da realidade educacional).
9) Você̂ considera a opinião de seus amigos e familiares muito importante? (conhecimento
realista das influências).
10) Você se considera um grande conhecedor de si mesmo? (autoconhecimento próprio).
Dica: Anote e guarde suas perguntas e respostas, anote num caderno ou no computador em
algum editor de texto. Esse exercício constante o ajudará a se desenvolver nessa técnica.
CONQUISTE A CONFIANÇA DO JOVEM

O jovem nessa fase é muito fechado para coisas desse tipo, até porque quando se fala no
assunto escolha profissional ou orientação profissional ele já pensa em uma clínica, num
psicólogo. Nada contra, muito pelo contrário, mas durante anos isso foi tratado como uma
atribuição de um profissional de saúde o que gerou uma conotação de resolver um problema,
quando na verdade estamos falando da promoção de soluções.
Vai com calma nas perguntas, como vamos ver adiante, uma das armas mais poderosas que
umCoach possui são as perguntas bem estruturadas, porém alguns profissionais abusam
delas, colocando o Coachee em um “cheque mate”, numa situação de decisão por pressão. Ao
invés do jovem Coachee identificá-lo como um parceiro irá pensar que você é mais uma pessoa
para fazer cobranças.
Evite perguntas como:

• Você está indo bem na escola?


• É comportado?
• Já foi expulso de alguma escola? É repetente?

Promova pergunta de incentivo:

• Você pretende ser um bom profissional?


• Quais profissionais que você admira?
• Você quer ganhar muito dinheiro?

(Essa é uma das perguntas que mais aproxima você de um jovem, ela permite além de tudo
validar o nível de maturidade para a escolha profissional. Exemplo: pergunta na sequência,
caso afirmativo, ‘de que forma pretende ganhar dinheiro?’)
Compreenda durante a conversa o universo do jovem, sua realidade e expectativas.
Se você analisar da forma que você pensa, o seu trabalho provavelmente não funcionará. Entrar
no universo do jovem é primordial para entender a forma como atuam, o sistema de raciocínio,
os links, a comunicação e a cultura momentânea. Não se trata de fazer um processo de
regressão, até porque sua juventude deve ter sido um pouco diferente e sim de pesquisa, busca
de informações e muita atenção ao universo jovem.
BARREIRAS NA ESCOLHA DE PROFISSÃO

São consideradas “barreiras” todos os aspectos que podem, de certa forma, influenciar de
forma negativa a escolha de uma profissão. Você enquanto Coach deverá ficar atento a eles
durante suas sessões. Durante os próximos capítulos estaremos apresentando mais
detalhadamente como lidar com cada situação.
Geralmente os discursos dos jovens carregam junto algum ou alguns dos aspectos abaixo:

• Dinheiro: O Coachee se sente preso em sua escolha porque acredita que somente o
dinheiro vai lhe trazer sucesso e felicidade.
• Influências externas: Em maiores ou em menores proporções a grande maioria dos
jovens carrega uma carga de influência. O importante é identificar sua percepção sobre
isso e o quanto esta influenciando a ponto de ir contra seus próprios interesses.
• Esperar pelo sucesso: Isso não é só característico somente dos jovens, muitos adultos,
também, sofrem desse mal, esperar o sucesso por conta do acaso.
• Incertezas futuras: O jovem ainda é imaturo para projetar seu futuro, e isso para alguns
autores, faz parte do ser biológico, da sua capacidade cognitiva. Discussões a parte, a
incerteza ou a certeza absoluta podem dificultar o processo de escolha.
• Pouca maturidade: A juventude é uma passagem para a vida adulta, isso significa que
muito terá que ser vivenciado para que atinja a maturidade. Cabe ao Coach contribuir
nessa estratégia.
• Crenças limitantes: Mesmo com poucos anos de vida uma pessoa já começa a criar
sua visão do mundo, e quando atinge a maturidade as confronta com o mundo, incluindo
pais! Algumas das crenças fazem sentido e poderão contribuir, outras pode estar sem
fundamento, rasas, sem fundamento, essas podem limitar as ações do Coachee e de
todo o processo.
• Desconhecimento da realidade: Mais conhecido com a expressão popular: “falar da
boca para fora”. Discursar sem ao menos conhecer a realidade ou validar a fonte da
informação.

O relatório
1 – Tipos de relatório findline
Uma das frases mais famosas de Einstein diz o seguinte:
“Todo mundo é um gênio. Mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em
uma árvore, vai gastar toda a sua vida acreditando que ele é estúpido”.
Quanto mais nos conhecemos, mais nos aproximamos da possibilidade de nos tornarmos
gênios. O que torna as pessoas bem-sucedidas em suas vidas e carreiras está relacionado não
só ao conhecimento dessa pessoa em suas relações e no âmbito técnico profissional, mas
muito mais ligado ao seu autoconhecimento.
Perfil Comportamental é uma das formas de se referir aos instrumentos baseados na teoria
DISC, nesse caso o FINDLINE possibilita uma análise de perfil comportamental que traz
informações relevantes a respeito das facilidades ou dificuldades de uma pessoa em relação
às suas ocupações profissionais, relacionamentos ou qualquer outra atividade em que se
envolva.
Um Perfil Comportamental é normalmente representado por um gráfico, o qual deve ser
interpretado por uma pessoa capacitada, amparada por conhecimentos e plena atenção.
A “Análise de Perfil Comportamental” é baseada na teoria DISC, a qual foi concebida
por William Moulton Marston em seu livro “As Emoções das Pessoas Normais”.
É imprescindível reforçar o conceito de que relatórios de perfil comportamental mensuram
apenas uma dimensão da personalidade, relacionada a comportamentos e emoções
observáveis e que também podem ser entendidos como uma alternativa para a compreensão
do outro ou de si mesmo e também sempre temos que considerar que o interior da pessoa tem
muito mais informações do que a análise pode mostrar.
A análise das forças e oportunidades de desenvolvimento de uma pessoa através de perfil
comportamental FINDLINE poderá fazer uma grande diferença na vida pessoal e profissional,
porém destacamos que uma pessoa é muito mais complexa do que um perfil comportamental.
Um dos pontos principais para fazer bom uso desse relatório é ter claro o conceito e parâmetro
que ele possibilite medir ou não, além das condições do ambiente em que foi feito e dos
conhecimentos amparados e validados para identificar o perfil comportamental em questão.
Os gráficos e indicadores do “Perfil Comportamental” são de grande auxílio para processos de
seleção e desenvolvimento de pessoas e em especial para identificar a situação interna de um
adolescente, jovem ou adulto em relação ao meio e em como ele se percebe, identifica-se e
relaciona-se. Uma vez que sejam utilizados como uma fonte de informação, deve-se olhar para
a pessoa analisada não apenas como um gráfico, mas como um ser humano que é muito além
e mais complexo do que uma análise comportamental, com atenção e respeito em não
manipular ou rotular pessoas.
Todos tem o potencial para serem vitoriosos e bem sucedidos. Um padrão comportamental não
é melhor do que outro.
É de grande utilidade uma pessoa descobrir qual o seu estilo comportamental natural e se
estiver em alinhamento com ele irá aumentar as chances de sucesso na vida pessoal e
profissional.
Viver de maneira limitada ou contrária ao próprio estilo comportamental, irá provavelmente
diminuir sua energia, gerar sintomas de alterações comportamentais e que poderão refletir em
resultados escolares e profissionais, inclusive causar doenças físicas e somáticas. Porém, é
possível ou recomendável em algumas situações adaptar-se a outro estilo comportamental.
Importante: O sucesso vem quando fazemos as coisas naturalmente e uma das formas de
crescermos como pessoas é o aprender a nos adaptarmos a padrões comportamentais,
desenvolvendo algumas características que não nos são naturais porém mais indicadas para
aquilo que o meio nos exige.
TIPOS DE RELATÓRIOS

Simples

Relatório contendo apenas gráficos de perfil.


Consome 1 crédito.
Relatório sintético

Relatório de 3 páginas contendo gráficos e análises de alguns índices.


Consome 1 crédito.
Relatório estendido

Relatório completo de 23 páginas, com toda a análise do “Perfil Comportamental”.


Consome 2 créditos.
Clientes que fecham contratos mensais e que devem ter no mínimo três créditos mensais – com
prazo mínimo de 12 meses – consumirão apenas um crédito no relatório estendido

2 - Assertividade do relatório
1. É possível obter resultados válidos com pessoas entre 12 a 80 anos.
2. Não há diferenca nos resultados entre os sexos dos entrevistados.
3. Interrupções no momento do preenchimento aumentam a variância dos resultados e
prejudicam os testes.
4. Não há diferença nos resultados para os diferentes graus de escolaridade e níveis
hierárquicos.
5. Algumas pessoas não se sentem confortáveis com alguns dados do teste.
6. A média de Acerto Real do Sistema é de 97,97%. O Acerto Real do teste é entre 97,22
e 98,72%. Este é o valor quantificado para o percentual de acerto do relatório.
7. As percepções de acerto espontâneas dos entrevistados giram em torno de 95% de
confiança, entre 90,91% e 95,03%.
8. Podemos identificar que 18,91% das pessoas se sentem potencialmente incomodadas
ao serem confrontadas ou expostas ao seu perfil, mas este incômodo não interfere no
Resultado do teste.
9. Em 13,51% das vezes, o Gestor ou Gerente de RH poderá discordar do resultado do
teste, embora o próprio entrevistado afirme que o resultado está correto com seu perfil.
Estes casos não são falhas do sistema, mas sim na percepção do Gestor sobre a pessoa
ou visão distorcida do entrevistado sobre si mesmo.
10. O Tempo Médio de resposta ao questionário é de 7 minutos e 46 segundos. Podemos
afirmar que esta média gira em torno de 6’55” e 8’37”.
11. É possível obter resultados válidos para entrevistado de idades entre 12 e 80 anos.
12. Consideramos a média de Acerto Real de 97,97% como alta o suficiente para descrever
o perfil profissional dos entrevistados, e julgamos o Sistema FINDLINE apto para esta
finalidade.
13. Não há diferença no Resultado Real para os diferentes sexos dos entrevistados.
14. Interrupções no momento do preenchimento do formulário aumentam a variância dos
resultados e prejudicam o teste.
15. Não há diferença no Resultado Real para os diferentes graus de escolaridade.
16. Não há diferença no Resultado Real para os diferentes níveis hierárquicos.
17. Não há diferença estatística no Resultado Real para as diferentes faixas etárias, embora
se tenha observado que pessoas com idade acima de 60 anos obtiveram média menor
no acerto.
18. Não há diferença no Resultado Real para os diferentes grupos de atuação ou
direcionamento profissional.
19. Não há diferença no Resultado Real para as diferentes faixas de vida Profissional.

3 - Índices situacionais
Dicas para do preenchimento assessments FINDLINE:

• Orientar a não marcar as palavras que não conhece o significado


• Não ficar ao lado da pessoa na hora de fazer o teste
• A pessoa precisa se sentir confortável
• Deixa a pessoa tranquila
• As palavras negativas não são negativas
• Enfatizar que não é um teste
• Quanto mais palavras você identificar com seu perfil, mais real será o resultado
• Apresentar um pdf, explicando algumas palavras que não conhecem

Os 10 índices

Os índices são situacionais, refletem o momento, dependendo do estímulo ou pressão do


ambiente:

1. Energia
Motivação, pique, disposição, combustível, impacta na produtividade, impacta na saúde.
Energia baixa, significa que estou consumindo meu combustível por causa de alguma
exigência externa.
Como produzimos mais energia?
Entregar a pessoa que tem determinado perfil, as oportunidades referentes ao seu perfil o
bom conhecimento dos perfis, ajuda no enchimento do tanque de combustível
Acompanhar o índice de energia semestralmente é essencial para:
Mensurar capacidade produtiva de uma pessoa ou equipe.
Prever quedas de desempenho, e atuar anteriormente para evitá-las (através da observação
de queda gradativa do índice).
Identificar gastos equivocados ou desnecessários de força (muitas vezes escolhemos
deslocar nossa força para locais errados).
A análise de energia pode ser acompanhada de forma automática no cenário total de uma
empresa, segmentada por equipes e também individualmente.

2. Índice de exigência do meio


Percepção que a pessoa tem do meio, não o que o meio tem dela. mas o que ela tem do
meio, ela interage com a percepção dela, as vezes a percepção dela pode estar errada.
Crenças sabotadoras: se a percepção é de uma exigencia alta, exemplo, duas pessoas que
trabalham no mesmo ambiente com percepção diferentes, se a percepção estiver correta,
precisa ajudar na adaptação a exigência, a exigencia alta, pode ser bom para um
executor, simboliza um desafio, o que estimula o executor mas para um analista pode não ser
muito bom.
Acompanhar o IEM semestralmente é essencial para:
1. Identificar quem está com a percepção de uma pressão muito alta.
2. Prever quedas de desempenho, e atuar anteriormente para evitá-las.
3. Efetuar alinhamentos de expectativas com objetivo de diminuir o sentimento de pressão e
impedir percepções equivocadas.
4. Identificar impactos do ambiente na produtividade e na performance.
3. Índice de aproveitamento

Como meu potencial e competência estão sendo aproveitados.


O pensamento de ter determinadas habilidades que não são aproveitadas baixa minha energia,
o professor que percebe um líder na sala e dá a ele uma função de líder, seu i.a. fica alto.
Quando você dá uma responsabilidade a alguém que tem determinado talento para algo,
seu i.a. fica alto.
Exigência do meio alta e aproveitamento baixo: muito esforço para entregar e sem sentido para
quem está trabalhando e cumpre com a função, mas não está feliz.
POR QUE ACOMPANHAR O ÍNDICE DE APROVEITAMENTO:
1. Identificar talentos e potenciais.
2. Trazer uma experiência satisfatória para o profissional.
3. Retenção de talentos.
4. Impedir a queda de energia.
Acompanhamento de IA auxilia na retenção e na descoberta de talentos naturais.

4. Moral
Auto aprovação em relação ao que sou capaz, conforme minha interpretação, meus talentos e
potenciais.
Por que Analisar a moral:
1. Perceber a autoconfiança do colaborador.
2. Identificar a necessidade de feedback para um talento.
3. Prever a necessidade de aprimoramento ou desenvolvimento.
4. Identificar descontentamentos que podem gerar queda de produtividade ou até mesmo um
desligamento futuro
Analisar a moral nos entrega uma percepção de riscos e também predições essenciais à
capacidade
produtiva de um grupo ou colaborador.
5. Índice de positividade
Auto aprovação em relação ao que sou, baixa ou auto estima, a avaliação que fazemos de nós,
muitas vezes tem haver com as entregas que eu faço; ex: se falo que sou carinhoso, é porque
geralmente dou carinho a alguém.
O desafio é encontrar alguma característica que não tenha uma relação com o que estamos
fazendo dessa forma, poderemos começar a ter novas atitudes. E as vezes temos dificuldade
de nossas próprias percepções.
6. Amplitude
A influência que o meio tem na pessoa e a influência que a pessoa tem no meio, a capacidade
da pessoa ou o meio de influenciar um no outro.
Quanto mais longe eu sou capaz de perceber a influência, mais posso ser também influenciado.
quanto mais alta minha amplitude, mais sou afetado pela influência do ambiente, quanto mais
baixa a amplitude, menos sou impactado por esse ambiente. Exemplos: aluno de amplitude
alta, não deve sentar no corredor, aluno de amplitude alta, se incomoda com a
bagunça, professor de amplitude alta, incomoda-se mais com bagunças ou dispersão dos
alunos.
Acompanhar a amplitude é essencial para:
1. Formar equipes com um nível de interações relevantes que geram aumento de produtividade.
2. Mensurar quais pessoas são mais afetadas por ambientes desfavoráveis.
3. Identificar pessoas que são influenciadores.
A amplitude é um fator essencial quando falamos de clima organizacional e identificação de
influenciadores.
7. Tempo de resposta
Se aparecer muito alto, acima de 20 minutos, pode ter alguma alteração em alguns índices, a
validação da pesquisa indica possibilidades e ocorrências fora do habitual, que podem indicar
alguma tentativa de manipulação.
Acompanhar o tempo é essencial para:
1. Medir quanto tempo foi gasto entre o início da resposta e o final, pois o FINDLINE é uma
ferramenta online e que as pessoas podem responder de qualquer lugar
2. Quando o tempo de resposta for alto, e não tiver ocorrido interrupções, pode indicar que a
pessoa não se conhecem bem
3. Outra possibilidade é que a pessoa tenha prezado por um cuidado excessivo com as
repostas.
Importante: o tempo de resposta do FINDLINE é enviado por e-mail.
8. Índice de flexibilidade
O quanto a pessoa é flexível as mudanças, nos analistas geralmente esse índice é mais baixo,
nas pessoas com flexibilidade alta, tem mais dificuldade de seguir novas regras sem ter que
dar muitas justificativas.
O índice de flexibilidade auxilia:
1. Na previsão de divisão de tarefas.
2. Na forma de comunicação das novidades a uma equipe.
3. Mensurar o gasto de energia em um ambiente dinâmico ou rígido.
A inflexibilidade não é um fator ruim que precisa ser modificado. Em alguns cenários, é
necessário ter profissionais mais inflexíveis.
9. Índice de energia de perfil
Como energizar cada perfil:
Planejador = dando um norte
Analista = acolhimento, valorizar as pequenas partes do que ele faz, dar espaço
Comunicador = propiciar conexões, trazer novidades
Executor = dando desafios
Energia de perfil
O que é? é a energia que dura mais a longo prazo, diferente do índice de energia situacional,
esse índice mostra um tipo de energia ligada ao perfil, que naturalmente vem dele, e não tem
relação com a situação no momento.
Energia de perfil baixa
São aqueles que precisam ser ré energizados constantemente para manterem um bom rítmo
de trabalho, já que perdem o interesse no que estão fazendo muito rapidamente.
Comunicador = “cavalo paraguaio”, tem muito energia no início de cada projeto, precisa de mais
acompanhamento
Planejador = energia de perfil alta, não precisam da troca de energia a todo momento. possuem
autossuficiência nesse sentido e só param de fazer suas tarefas quando estão finalizadas.
Executor = maratonista, veloz, ambicioso
Analista = é um maratonista de longa distância, busca a perfeição
Como melhor identificar estes índices?
A melhor utilização é pegar cada régua e fazer o mesmo que fazemos com os demais índices.
colocar uma seta no resultado obtido pelo cliente. logicamente que tudo deve ser
ressignificado porque a combinações dos perfis afeta a enp e o inc. Sabemos que e+a=
enp sempre alto (porque são dois perfis voltados para resultados).
Sabemos que p+c=enp sempre baixo porque são dois perfis voltados para pessoas. agora a
combinação de e com p ou c, ou de a com p ou c, vai dar nuances entre normal baixa, normal
alta, baixa. então a interpretação é que essa energia natural está influenciada pela combinações
de perfis que estão voltados para aspectos diferentes.
Essa energia deve ser cuidada para não ser zerada no momento de utiliza-la como energia
situacional. temos que analisar também o enp obtido com a energia situacional. podemos ter
um enp alto, porém estar vivendo com uma energia situacional b, mb, eb, normal b, normal
a, normal. Isso vai ter que se ligar com o iem e o ia. (além da ressignificação geral, como
processo de coaching, do porquê estaria acontecendo isso), o mesmo ocorre com o inc: e e c
sempre terão altos; p e a sempre o terão baixos. porém e com p ou a, pode ter nuances, assim
como c mais p ou a. Aí devemos ressignificar a velocidade de reação em função da combinação
dos perfis, mas o que eu estou fazendo é indicar que utilizem as réguas por separado para
analisar cada índice por separado também, ao igual que os demais (como já se vinha fazendo).
10. Índice de incitabilidade
O que é? é o quão rápido eu vou aderir aos estímulos, muito importante na hora de delegar
tarefas, quem tem incitabilidade alta, adere mais rapidamente as novidades e mudanças
DICIONÁRIO: que é incitável, possível de ser estimulado(a), influenciado(a); característica do
que se provoca ou desafia com facilidade; excitabilidade; irritabilidade; capacidade que possui
um ser vivo de reagir ao(s) estímulo(s); disposição para receber a ação de um estimulante ou
para entrar em ação sob a influência de agentes externos.
Palavras relacionadas: impassibilidade, inexcitabilidade, imperturbabilidade, inalterabilidade.
(+) Alta: executores e comunicadores
Desafio: suportar as dificuldades; não se deixar abater diante de uma situação emocionalmente
difícil; suportar as adversidades, as dificuldades, sem fraquejar.
(-) Baixa: planejadores e analistas
Desafio: ficar quieto e não se deixar influenciar pelos outros, ser insensível, ficar indiferente,
não se tocar ou incomodar.

4 - Tipos de validações
São 9 os tipos de perfis que podem ser validados, é preciso esta sempre atento a cada um
deles

5 – Gráficos dos perfis


Os números são independentes:

• Perfil + (Positivo) = % de características positivas de 100% de um perfil

O natural é que o positivo é maior que o negativo

• Perfil – (Negativo) = % de características negativas de 100% um perfil

Quando o negativo é maior que o positivo, a percepção dessa pessoa sobre suas caracteristicas
positivas é menor, geralmente seu índice de positividade está baixo.
Precisa aqui levantar as características positivas do perfil que a pessoa talvez
desconheça; pergunte porque ela se enxerga assim, pois o analista deve ajudar a pessoa a
potencializar sempre o perfil positivo.
Ex: uma característica forte de um executor é a velocidade, mas o perfil negativo dele é que por
causa da velocidade, pisa nas pessoas, ou seja, essa característica negativa prejudica sua
velocidade. Se você influenciá-lo a focar na característica negativa, poderá diminuir sua
velocidade. o correto é focar na velocidade respeitando as pessoas.
Ex: vendedor quando se torna gerente, em geral se torna despótico e insensível, é chefe
imposto mas não é liderança.
Ficar zerado no perfil negativo, significa que talvez não marcou uma palavra negativa na hora
de fazer o teste, por desconforto, ligou a tensão de um teste, por isso não é bom usar a palavra
teste, às vezes as pessoas estão no momento em um nível de otimismo muito alto que não
escolhem as palavras.
PERFIL GERAL
É o percentual geral sobre os demais perfis, se somar todos os percentuais gerais dos demais,
dará 100%.
mb, ma, a, b, = alto, muito alto, baixo, muito baixo em relação a média da população brasileira, é
um comparativo da média e não tem relação com o perfil geral.
Observe também que na frente de cada barra verde do gráfico que indica a intensidade de cada
perfil, tem uma identificação em letras do NÍVEL DE PERFIL que podem variar de:
(EA) – Extremamente Alto – quando aparecer esta descrição, atente para o fato de que as
características do perfil indicado são extremamente altas, carregando consigo uma ampliação
das dificuldades inerentes ao perfil deve ser avaliado com critério, pois é alta a possibilidade
das não virtudes do perfil indicado prejudicar o avaliado profissionalmente.
(MA) – Muito Alto – indica que o avaliado tem muitas qualidades do perfil indicado, porém traz
consigo as exigências e características muito marcantes do perfil, fazendo-o ser facilmente
percebido pelo perfil indicado.
(A) – Alto – O avaliado tem alto nível de características do perfil indicado.
(B) – Baixo – O avaliado tem poucas características do perfil em questão.

7 - Gráfico de talentos e competências


O Gráfico 4 mostra o perfil profissional do avaliado indicado pelo ponto azul. Cada região deste
gráfico identifica um estilo de comportamento.
Ao redor do ponto azul, podemos observar uma área circular de cerca de 2 quadrantes para
cada lado, que indica a zona de conforto do avaliado.
Podemos atuar na região desta área com facilidade. Este gráfico é mapeado conforme a
exemplificação abaixo, e você pode localizar o ponto azul do candidato e relacionar a
determinado perfil profissional conforme descrito a seguir:

• Comandante
• Competidor
• Administrador
• Motivador
• Vendedor
• Diplomata
• Aconselhador
• Atendente
• Professoral
• Técnico
• Especialista
• Estrategista
• Controlador

As pessoas podem navegar até dois quadrantes para cada lado, fazendo um círculo em torno
do ponto encontrado, sem sair de sua zona de conforto, ao se distanciar mais do que isso de
seu ponto base a colocará em situações não muito à vontade.
CONCEITOS

1) Comandante
Pessoas com o perfil de comandantes são empreendedoras, independentes, exigentes consigo
mesmas e com os outros. Manda e espera que obedeçam. Realiza pela imposição de suas
ideias. São bons iniciadores de novos negócios por assumir riscos com facilidade. São ótimos
líderes de equipe altamente condescendente.
2) Competidor
Enfrenta os desafios com técnica e arte. Tem prazer nos desafios, cada batalha é única.
Alimenta-se de vitórias e cada dia é uma disputa para ele na qual ele precisa se sair vitorioso.
Pode atuar como Vendedor, Engenheiro ou Professor. Respeita mais as regras que um
vendedor com alto índice de comunicação, mas se especializar em áreas mais técnicas, se
sente pouco à vontade para fechamento de negócios. Têm pulso, garra, e gostam de competir.
3) Administrador
Conquista por intermédio da equipe. Tem capacidade de potencializa os talentos dos outros.
Têm habilidades em gerenciar sistemas e também pessoas. São bons comunicadores, bons
gerentes de marketing. São orientados para Resultados. São rápidos, intensos e assumem
riscos. Têm iniciativa e gostam de resolver problemas. Gostam de desafios e de mudanças.
São bons gerentes, empreendedores e administradores.
4) Motivador
Ajuda as pessoas a progredirem, a saírem da zona de conforto. Apresenta muita facilidade de
comunicação, são bons palestrantes, motivadores e vendedores. São capazes de vender o
intangível. Têm habilidade para ajudar as pessoas a se desenvolverem em seu trabalho. São
bons conselheiros pessoais.
5) Vendedor
Comunicação em ação. São pessoas que vendem ideias, benefícios e prestígio. São políticos
habilidosos. São independentes, não gostam de seguir sistemas ou regras e, por isso, podem
não lidar bem com detalhes e regras. São bons gerentes executores e têm senso de urgência.
Há pessoas que se enquadram neste perfil que são Gerentes natos, mas apesar de ter as
habilidades de vendas, não gostam da função exata de abordagem de vendas de produtos.
Mas se voltados a esta habilidade, vendem qualquer coisa, produtos tangíveis ou intangíveis.
6) Diplomata
Têm habilidade de solucionar conflitos, são bons ouvintes e se comunicam bem. Sabem passar
seus conhecimentos e podem ser Professores ou Instrutores. Têm habilidades para vendas e
negociações. Identifica os talentos dos outros e os coloca em contato.
7) Aconselhador
Capacidade de convencimento, sabe ouvir e faz adeptos as suas ideias. São bons ouvintes e
voltados a interesses sociais. Psicólogos, Conselheiros, Articuladores, Harmonizadores e
Pacificadores geralmente têm este perfil. São agradáveis e trabalham bem em equipe. Ficam
mais à vontade em meios que lhe são mais familiares e precisam de um pouco de estrutura.
São amistosos e com grande habilidade para serviços sociais. Gostam de estar com as
pessoas, orientá-las e ajudá-las. Podem desempenhar trabalhos Professorais, de Diplomacia e
trabalhos Burocráticos.
8) Atendente
Tem capacidade para ouvir e entender. A necessidade do outro. Entende e orienta para atender
as expectativas.
Também conhecidos como Protetores, gostam de trabalhar com relacionamentos positivos e
uma equipe onde os membros se ajudam mutuamente.
9) Professoral
Se realiza preparando as pessoas. São bons Professores e Instrutores. Trabalham bem com
Suporte Técnico ou outras funções que demandam conhecimentos técnicos e transmissão de
conhecimento. São gerentes compreensíveis.
10) Técnico / Analista
Faz acontecer, porém com segurança. São autodidatas, conseguem realizar tudo o que vem à
mão para fazer. São especialistas, recuperam trabalhos aparentemente perdidos.
Não gostam de mudanças e precisam de muita estrutura. São bons Analistas de Sistemas
Computacionais, Desenvolvedores e criadores de sistemas. Lidam bem com números, tabelas
e gráficos. Se seu primeiro fator predominante for Planejador perde bastante de sua iniciativa
e toma postura mais operacional e condescendente.
11) Especialista
Concentra-se para obter detalhe e precisão.
Controlam o trabalho de acordo com as regras. São bons secretários, mecânicos, pintores e
eletricistas e operadores de computador. Realizam bem todo o serviço de contabilidade e
escritório. Bons operadores de máquinas e na montagem de eletrônicos. Caixas de banco e de
supermercado podem possuir esse perfil. Precisam de regras e treinamento para executar suas
tarefas e as fazem muito bem feitas.
12) Estrategista
Vê oportunidades onde existem ameaças.
São inventores e organizadores, executam bons trabalhos técnicos e analíticos. Não são bons
comunicadores. São bons com problemas fiscais, contábeis e com trabalhos estatísticos.
Possuem habilidade em trabalhos sistematizados.
13) Controlador
Organiza e distribui as tarefas, sabe cobrar das pessoas e manter a rotina.
São rápidos e eficientes, exigentes consigo mesmo e com os outros. Têm alto padrão de
desempenho e são disciplinados. São reservados ao se comunicarem. São bons Gerentes de
Projetos e de trabalhos que exijam a execução com rapidez e qualidade.

GRÁFICO DE COMPETÊNCIAS

O Gráfico de Análise de Competências traz uma figura tipo Radar, analisando 21 competências
fundamentais do avaliado. As descrições das competências analisadas seguem abaixo como
Dicionário de Competências. A leitura do gráfico é intuitiva e fácil.
Cada característica acima mensura uma mescla de Comportamento, Habilidade e Atitudes
cujas definições são apresentadas abaixo para melhor compreensão:
AGRESSIVIDADE: Indica o pulso e o ímpeto à ação em busca por seus objetivos, de modo a
encarar os acontecimentos como se fossem uma prova, uma disputa ou uma luta pessoal.
Aponta o nível de afinco com que busca seus resultados.
DESENVOLVE POR RELACIONAMENTO: O nível de foco da pessoa em relacionamentos.
Esta competência indica o quanto a pessoa se desenvolve por relacionamentos, com atenção
às pessoas e o quanto ela se apraz de gastar seu tempo com pessoas.
FACILIDADE DE MUDAR: Facilidade em Lidar com Mudanças indica o quanto a pessoa
assimila e gosta de novos desafios e alterações em sua rotina
EXTROVERSÃO: Característica de quem é extrovertido, expansivo, comunicativo e sociável.
Uma pessoa extrovertida tem facilidade em se sociabilizar.
DOMINÂNCIA: Indica a predisposição da pessoa em assumir a liderança e/ou comando das
situações, preferindo exercer influência do que se subordinar a uma missão.
DESENVOLVE POR TRABALHO: É a competência que identifica o quanto a pessoa se
desenvolve pelo trabalho, em oposição ao estilo de desenvolvimento por relacionamento, esta
característica aponta a pessoa que prefere se esforçar em ser reconhecida por sua
competência produtiva.
FORMALIDADE: Característica que mensura a conduta formal da pessoa com relação a regras
e padrões estabelecidos, além de trazer esta característica também para sua forma de
relacionamento social.
CONDESCENDÊNCIA: indica o quanto a pessoa considera e pondera as intenções, desejos e
opinião de outrem, agindo com complacência para buscar a melhor ação possível.
CONCENTRAÇÃO: Nível de capacidade/necessidade de concentração para execução de um
trabalho que exige atenção e constância. Esta competência mensura não só a capacidade de
a pessoa se concentrar como também sua necessidade de um ambiente adequado para tal
atividade.
HABILIDADES TÉCNICAS: Aptidão para habilidades técnicas indica a capacidade de a pessoa
se especializar, dar ou proporcionar recursos técnicos a uma atividade para otimizá-la.
EXATIDÃO: Atenção minuciosa em busca do rigor da qualidade de seu trabalho.
DETALHISMO: Capacidade de exposição minuciosa de fatos, planos ou projetos, com atenção
a detalhes.
HABILIDADE ARTÍSTICA: Habilidade Artística indica a propensão à criação artística plástica,
literária, musical, visual, e outras principalmente as ligadas ao absorto.
PACIÊNCIA: Indica o nível de esforço que a pessoa despende para manter sua calma e
complacência diante de situações de estresse.
EMPATIA: Capacidade de compreender o sentimento ou reação da outra pessoa imaginando-
se nas mesmas circunstâncias.
SOCIABILIDADE: Indica a necessidade e a tendência à busca por relacionamento social com
outras pessoas, de forma expansiva e extrovertida.
ENTUSIASMO: Indica o nível de excitação, exaltação criadora com relação a uma atividade.
CAPACIDADE DE SONHAR: Capacidade de Sonhar indica a capacidade de a pessoa se
abstrair da realidade de forma a imaginar um cenário desejável e novo.
AUTOMOTIVAÇÃO: Indica o nível da capacidade de a pessoa se auto motivar e a capacidade
de a pessoa ser motivada ao entusiasmo.
MULTITAREFAS: Capacidade de executar várias tarefas ao mesmo tempo.
INDEPENDÊNCIA: Capacidade e necessidade de autonomia.

8 - Gráfico de preferência cerebral

COMPORTAMENTO HUMANO SEGUNDO A TEORIA DE HERRMANN

A seguir, vamos conhecer as idéias de Herrmann sobre atuação das pessoas em alguns

campos atividade humana, orientadas pelas tendências hemisféricas.


MODELO EXPLICATIVO GERAL

NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM
COMPORTAMENTO NO TRABALHO

COMPORTAMENTO NA EQUIPE
PROFISSÕES SEGUNDO A PREFERÊNCIA CEREBRAL

O equilíbrio entre os hemisférios cerebrais proporciona a harmonia e leva ao caminho do bom


senso.
Há momentos em que precisamos ser racionais, pragmáticos e planejadores e em outros, a
hora é de sonhar, imaginar e inventar.
Saber dosar e equilibrar os estados de espírito faz parte do comportamento criativo.
É sabido que as civilizações ocidentais valorizam e estimulam de forma parcial as funções e
habilidades do hemisfério esquerdo.
Crescemos em uma sociedade que critica erros, isola pessoas que estão fora dos padrões
estabelecidos e qualifica aqueles que entram em sintonia com o status quo.
Criatividade é transgressão, é inovação e quebra de normas rígidas.
O ser humano apresenta biologicamente possibilidades ilimitadas, porém cerceado por seu
meio, por vezes nem percebe até onde pode chegar.
Fontes de consulta:

• Creatividad y Transformación, página 36. – Wiasburd, Gilda


• Motivação – Como desenvolver e Utilizar Esta Energia –
• Castro, Alfredo P. e Maria, Valéria José – Ed. Campus.
Devolutiva

DEVOLUTIVA EM GRUPO
Mesmo sendo capacitados e habilidosos em suas áreas de atuação, muitos profissionais se
encontram insatisfeitos por não estarem exercendo atividades que tenham haver com seus
talentos e isso muitas vezes acontece pela falta de autoconhecimento.
A falta de autoconhecimento não favorece o desenvolvimento pessoal e nem profissional, além
de gerar resultados insatisfatórios e profissionais infelizes.
Num grupo as diferenças se tornam mais acentuadas e há necessidade de uma abordagem
para amenizar a tensão no ambiente. Por isso, a necessidade da ferramenta Profiler que
mapeia as principais tendências comportamentais, os motivadores e facilita a transformação do
potencial em atitudes de alta performance.
METODOLOGIA

Passo 1) Prepare com antecedência para a devolutiva. Faça a análise rigorosa de cada Profiler,
identificando os pontos de maiores dificuldades.
Passo 2) Através de um workshop fale sobre os 4 perfis, características positivas, pontos de
tensão entre os diferentes perfis, medos e fatores de afastamento.
Passo 3) Entregue os relatórios após a exposição sobre os perfis e dê um tempo para que as
pessoas leiam e comentem sobre o resultado.
Passo 4) Perpasse por todos os índices e gráficos seguindo a ordem do relatório, explicando
um a um e tirando as dúvidas.
Passo 5) Mantenha o foco na análise e traga situações exemplos para que os participantes
entendam mais sobre os impactos de seus perfis, tanto negativamente, quanto positivamente
na equipe.
Passo 6) Ao final proporcione um ambiente seguro para que participantes possam fazer
colocações que mais chamaram a atenção.

MAIS OPORTUNIDADES
1 - Mapeamento de equipes

“ Um grupo transforma-se em equipe quando passa a prestar atenção à sua própria forma de
operar e procura resolver os problemas que afetam seu funcionamento.” Fela Moscovisi
INTRODUÇÃO

As equipes se tornaram peças fundamentais para as organizações contemporâneas. São


usadas para conduzir negócios do dia-a-dia e quando bem gerenciadas trazem resultados ainda
maiores. Uma discussão importante que se deve fazer é sobre os benefícios e limitações das
equipes, que vão desde o aumento da eficiência ao impacto dos diferentes perfis
comportamentais nos resultados esperados.
METODOLOGIA

Através do uso da ferramenta FINDLINE é possível mapear as equipes com o objetivo de


identificar os perfis comportamentais, os impactos desses para a equipe e propor ações que
favoreçam a maximização dos talentos. Mapeá-las significa identificar os gaps dos perfis,
fortalecer os pontos fortes, além de facilitar o alinhamento estratégico da gestão de pessoas.
Essa metodologia envolve três etapas: Diagnóstico, avaliação e ação.
DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é realizado da seguinte forma: antes da aplicação do FINDLINE serão ouvidas


as pessoas responsáveis pelo processo interno da organização, objetivando identificar as reais
necessidades para o mapeamento da equipe. Quais problemas comportamentais precisam ser
resolvidos? Qual a expectativa da gestão?
AVALIAÇÃO

Nessa fase será aplicada a ferramenta FINDLINE em todos os envolvidos no processo,


inclusive na liderança principal, para entender melhor o que é importante para ela.
De posse dessas informações, desenhar o perfil predominante da equipe para identificar como
atuam quando estão em equipe. Próximo passo é fazer uma análise dos comportamentos
exigidos pelo cargo/tarefas e comparar para ver se estão em congruência com os perfis dos
participantes.
AÇÃO

Na última etapa é proposto para os participantes um plano de desenvolvimento individual (PDI)


dos comportamentos exigidos, a fim de alinhar com as estratégias da organização.
Nesse momento é importante que o participante se comprometa com o processo de mudança
para que se obtenha um resultado eficaz. Uma sugestão é que ele participe ativamente da
construção do PDI.
Feito isso, estabelecer prazo para uma avaliação através de nova aplicação do FINDLINE
(Sugestão: 4 meses), além de uma pesquisa de percepção de mudança respondida pelo gestor
da equipe ao final desse prazo.

2 - Team build

“Uma equipe é um número limitado de pessoas com habilidades complementares,


comprometidas com um propósito comum, com uma série de metas de desempenho e um
método de trabalho do qual todas elas são mutuamente responsáveis.” Jon R. Katzenbach e
Douglas K. Smith
INTRODUÇÃO
Construir equipes de trabalho não é tão simples como parece. Vai além de um ajuntamento de
pessoas. Exige-se um ambiente que favoreça o desenvolvimento de competências, habilidades
e atitudes para que as equipes assumam o papel de propulsoras do sucesso organizacional.
Fazer essa engrenagem funcionar em prol de um objetivo único e maior, também é um grande
desafio para os gestores, pois requer maturidade profissional e um olhar apurado em relação
ao outro.
METODOLOGIA
Dois grandes pilares são fundamentais para a construção de uma equipe: a participação e a
cooperação. A partir desses pilares o gestor da equipe utilizará algumas ferramentas no
desenvolvimento da equipe:
Atenção ao foco, ao contexto e às competências, habilidades e atitudes da
Criar e compartilhar o contexto difundindo os propósitos.
Gerir as soluções apresentadas pela equipe e o resultado a partir da aplicação da ferramenta
FINDLINE é possível construir juntos um ambiente que favoreça a eficiência das ferramentas
apresentadas acima.
A metodologia consistirá em quatro passos:
Passo 1) Aplicação do FINDLINE em toda a equipe.
Passo 2) Apresentação de um workshop sobre os perfis (a importância deles numa equipe,
contribuições de cada perfil, impactos negativos que podem existir, como lidar com esses
impactos e os possíveis resultados a partir do entendimento dessas diferenças).
Passo 3) Apresentação do perfil predominante na equipe e como a mesma pode se tornar uma
vantagem competitiva para a organização.
Passo 4) Distribuição das tarefas e responsabilidades de acordo com o perfil de cada integrante.
FINALIZAÇÃO
Definição dos resultados esperados da equipe. Nesse momento é importante que todos os
integrantes participem juntos, a fim de que se comprometam com o processo.

3 - Treinamento de liderança

Liderança é a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma


positiva mentalidades e comportamentos.

INTRODUÇÃO
Muito se fala sobre liderança, mas o que é liderança? Definimos liderança como a capacidade
de influenciar um grupo em direção ao alcance de objetivos. O fato de a organização ter cargos
considerados de alto posto, subentende-se certo grau de autoridade, mas nem todos esses são
líderes. De fato deseja saber se é um líder? Veja se consegue influenciar sua equipe na direção
de seus objetivos.
Liderar é muito mais que ter um cargo de maior autoridade, liderar requer uma disposição em
relação ao outro. Um olhar diferenciado que o torna capaz de “extrair” o melhor de seus
liderados. Para isso, usaremos o mapeamento de perfil, com a finalidade de conhecer melhor
o outro e conseguir falar a sua linguagem.
METODOLOGIA
Durante todo o treinamento, será combinada exposição dialogada, atividades em grupo e
estudos de caso. A troca de experiências e análise de práticas apoiarão os conceitos
trabalhados para que haja facilidade de aplicação no dia-a-dia.
Passo 1) Aplicação da ferramenta FINDLINE para mapeamento de perfil. A partir desse
mapeamento, trabalhar o líder enquanto sujeito. Nessa primeira etapa abordar os seguintes
assuntos:
Líder enquanto sujeito

• Gestão de si mesmo
• Autoconhecimento – entendendo o próprio perfil comportamental.
• Identificação dos pontos fortes e pontos a melhorar na liderança.
• Impacto de suas ações sobre as pessoas, a equipe e a organização.
• Gestão dos medos no exercício da liderança.

Passo 2) Através da exposição dialogada, abordar os temas:


Liderando pessoas, processos e resultados.

• Significado do trabalho humano e suas implicações para o sujeito.


• O papel da liderança na identidade organizacional.
• Competências essenciais da liderança.
• Gestão da mudança.
• Poder e liderança. Comunicação e feedback.
• Administração de conflitos.
• Construção da confiança como pilar da liderança.
• Transformação de grupos em equipes de alta performance.

Passo 3) Juntos construir um PDI (Plano de desenvolvimento Individual) por participante,


levando em consideração o perfil, a natureza das atividades realizadas e resultados desejados
a serem atingidos.

4 - Pdi – plano de desenvolvimento individual


“Nada posso lhe oferecer que não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro
mundo além daquele que há em sua própria alma. Nada posso lhe dar, a não ser a
oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e
isso é tudo.” Herman Hesse
INTRODUÇÃO

Para a construção eficaz de um plano de desenvolvimento individual ou para o processo de


coaching é fundamental levar em consideração algumas premissas:

• É um processo contínuo.
• É necessário que a pessoa envolvida se torne um participante ativo.
• O RH será apenas um facilitador e não o personagem principal do processo. O envolvido
só aprenderá fazendo.
• É necessário dedicação para o processo de mudança (tempo e energia).

METODOLOGIA

Utilizar o relatório do FINDLINE, os feedbacks, valores pessoais e necessidades da


organização, construir um plano de desenvolvimento voltado para a área profissional.
Ter como base para o plano de ação as metas SMART.

• S – Específica
• M – Mensurável
• A – Atingível
• R – Relevante
• T – Em tempo determinado

Modelo de Plano de ação


Primeiramente defina os objetivos para desenvolvimento – o que quero desenvolver
considerando minha visão de futuro? Depois para cada objetivo definido, preencha a tabela
abaixo:

Para que haja sucesso no processo de mudança é importante a checagem, ou seja, no prazo
determinado para alcance da meta estabelecida, conferir se houve realmente a mudança
proposta.

5 - Gestão de carreira
“O sucesso na economia do conhecimento vem daqueles que conhecem a si próprios –
suas forças, seus valores e a melhor maneira de atingir um alto desempenho.” Peter
Drucker
INTRODUÇÃO
Compreender o ambiente interno (a si mesmo) é importante para o alcance de suas metas
futuras. A pergunta “Quem é você?” precisa ser respondida primeiramente pela pessoa que
deseja desenvolver a gestão de sua carreira, tendo em vista a autocrítica como ponto de partida.
METODOLOGIA
Aplicação da ferramenta FINDLINE e análise do ambiente externo. Lembrando que a carreira
está inserida em um ambiente globalizado e competitivo.
Passo 1) Por meio da análise do FINDLINE fazer uma leitura mais aprofundada destacando:
as forças (o que o destaca), as carências (pontos de atenção), identificação de áreas a serem
desenvolvidas e consciência das áreas de talentos, interesses e aptidões.
Passo 2) Análise criteriosa do ambiente externo.
“As carreiras estão se tornando de natureza espiral, em ziguezague, em vez de escadas.
Atualmente, seguir uma trajetória de carreira em espiral é muito mais alinhado, em sintonia com
as necessidades de nosso tempo, pois desenvolvem pessoas que tem profundidade e
amplitude de habilidades.” Paul Evans
Passo 3) Definição da Visão de Futuro (Onde se pretende chegar).
Nesse momento é importante definir a forma, a velocidade de crescimento e o rumo a ser
tomado.
Passo 4) Alinhamento das informações
Após análise do ambiente interno e ambiente externo, alinhar as necessidades pessoais às
expectativas da organização. A gestão de carreira nas organizações baseia-se na capacidade
do indivíduo de gerar resultado (agregar valor) e no âmbito pessoal, significa a construção da
identidade profissional.

DIRECIONAMENTO DE CARREIRA
INTRODUÇÃO
Através do conhecimento dos talentos pessoais é possível identificar as principais tendências
para o trabalho, os fatores motivadores e as funções que mais se adequam ao perfil do
indivíduo.
METODOLOGIA
Passo 1) Aplicação e análise da ferramenta FINDLINE pontuando as principais características
comportamentais.
Passo 2) Levantamento do campo de interesse para atuação profissional.
Passo 3) Após esses levantamentos, auxiliar na escolha da formação.
Passo 4) Fazer um plano de ação para se alcançar os objetivos propostos.
6 - Gestão de conflitos

INTRODUÇÃO

Um fato interessante da vida é que as pessoas têm pontos de vista diferentes sobre os mesmos
assuntos e reagem de formas distintas ao mesmo estímulo. São desenvolvidas percepções
únicas da realidade, se estabelecem normas diferentes a respeito do comportamento aceitável
nos contextos sociais. As empresas não estão isentas dessa realidade, muito pelo contrário. Ali
as pessoas passam horas umas com as outras e são expostas, todos os dias, a leituras
diferentes do mesmo contexto. Com isso, surgem os conflitos. E como lidar com esses conflitos
no dia-a-dia preservando os interesses pessoais e organizacionais? Para isso, é necessário
distinguir o conflito construtivo do conflito de relacionamento e buscar estratégias para
minimizá-lo em meio aos episódios de conflitos construtivos.
METODOLOGIA

Passo 1) Aplicação e análise da ferramenta FINDLINE.


Passo 2) Identificação dos conflitos de relacionamentos e a natureza desses. Conflito de
relacionamento = Ocorre quando as pessoas se concentram nas características dos outros
indivíduos em vez de nas questões como a fonte do conflito.
Passo 3) Workshop sobre os diferentes perfis e impactos no ambiente. Enfatizar a importância
da diversidade e aproveitar o momento para criar um ambiente de conhecimento mútuo. Esse
tipo de atividade gera um ambiente mais harmonioso e de maior tolerância.
Passo 4) Acompanhar os envolvidos no conflito até que o mesmo se resolva.

7 - Recrutamento e seleção

INTRODUÇÃO
Empresas contratam por competências técnicas e demite-se pelas comportamentais. São
comuns os recrutadores se encantarem por currículos recheados de saberes formais e
experiências. Mas só isso não basta num mundo globalizado em que o saber se torna obsoleto
devido as grandes mudanças que acontecem principalmente dentro das organizações.
Por isso, a necessidade de se ter um ciclo de aprendizagem contínuo e ininterrupto por parte
dos profissionais. Contratar apenas pelo currículo é um problema sério que muitas empresas
acabam criando por não possuírem ferramentas ou profissionais capacitados para fazer uma
seleção mais apurada e compatível com a realidade da organização.
Selecionar por perfil comportamental, não isenta o uso de outras ferramentas, mas agrega
assertividade ao processo.
METODOLOGIA
Passo 1) Fazer uma leitura de cenário da organização. Quais são os valores, a cultura, quem
é o líder do setor e levantamento do perfil geral da equipe. Uma vez feito essa leitura, determinar
o perfil que mais se encaixa nesse cenário.
Passo 2) Escolher o melhor profissional alinhado ao currículo (competências técnicas) e perfil
comportamental que melhor se encaixa para as atividades a serem realizadas.
Passo 3) Dar uma devolutiva para a pessoa que foi escolhida, apresentando o resultado do
teste e expectativas em relação às entregas.
Passo 4) Apresentar o perfil da equipe e como melhor se engajar para que o objetivo principal
seja alcançado, que são os resultados.
Passo 5) Sempre que possível dar feedbacks dos resultados positivos e possíveis
comportamentos que não condizem com a cultura da organização e com as expectativas que
foram apresentadas no início do processo.

Habilidades socioemocionais

Segundo a Unesco, a Educação está embasada em 4 Pilares:


Aprender a SER
Aprender a CONVIVER
Aprender a CONHECER
Aprender a FAZER
E não parece ser por acaso que SER e CONVIVER estão à frente de Conhecer e Fazer.
É definitivo que o mundo vê nos jovens a mudança que se busca diariamente, assim como é
ponto pacífico que isso só poderá ser proporcionado através da Educação.
Desde 2016 no Brasil estamos falando de Competências Socioemocionais:
As Competências Socioemocionais incluem um conjunto de habilidades que cada pessoa tem
para lidar com as suas próprias emoções, relacionar-se com os outros e gerenciar objetivos de
vida, como autoconhecimento, colaboração e resolução de problemas. Essas
competências são utilizadas cotidianamente nas diversas situações da vida e integram o
processo de cada um para aprender aconhecer, aprender a conviver, aprender a trabalhar
e aprender a ser. Ou seja, fazem parte da formação integral e do desenvolvimento de todos.
Fonte:http://educacaosec21.org.br/iniciativas/competencias-socioemocionais/
Juntamente com o Instituto Ayrton Senna, o Estado de São Paulo a partir de 2018 está
trabalhando com um projeto piloto, vislumbrando uma revolução no ambiente educacional.
Essa ideia nasceu em 2016 no Fórum Internacional promovido pelo Ministério da Educação –
MEC, Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é
uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Educação), Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pelo Instituto Ayrton Senna. Nesse evento foi
lançando um programa de formação de pesquisadores e professores no campo
das Competências não Cognitivas para estimular o debate sobre as competências
socioemocionais. Fonte (http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/35994).
O fato é, que desde 2016 o nosso país “acordou” para dar atenção, fixar os olhos e ouvir
atentamente o “grito” silencioso de socorro de milhares de jovens perdidos, humilhados, não
aceitos, depressivos e cada vez menos conhecedores das suas próprias capacidades, talentos
e competências. Sabem mais sobre como passar na próxima fase do jogo virtual, do que passar
de fase no “jogo da vida”, são bem preparados para tirar 10 na próxima prova, do que tirar 10
na “prova da vida”.
E foi exatamente pela percepção de Competências Cognitivas e não Cognitivas que a Line
Coachinglançou o ‘FINLINE EDUCACIONAL’ – Programa de Análise Comportamental e
Inteligência Emocional, certificado como inovador pela FINEP (Financiadora de Estudos e
Projetos, é uma empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação em
empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas),
pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e também validado pela UFMG (Universidade
Federal de Minas Gerais), USP(Universidade de São Paulo) e FUNDEP (Fundação de
Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) é uma entidade de direito privado que, desde 1975,
presta serviços à sociedade na gestão de recursos de projetos de interesse público ou coletivo
e apoia a Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG).
O programa oferecerá para instituições de ensino informações importantíssimas sobre as
habilidadessocioemocionais do aluno.
Em menos de 7 minutos, o FINDLINE entrega mais de 50 informações, capaz de traduzir o
silêncio dos que não falam e a agitação que existe dentro dos processos comportamentais de
quem não se conhece por completo.
Apresentamos aos pais, professores, diretores, coordenadores, alunos e afins uma
revolução no modo de avaliação e autoconhecimento, através de uma métrica com mais de
97% de assertividade, ou seja, desenvolvemos e antecipamos a capacidade não só
de identificar, qualificar ecompreender os jovens, mas um projeto que ganha voz, que prevê
doenças emocionais, muitas com consequências lamentáveis e irreparáveis.
O FINDLINE está apto para ensinar, treinar e capacitar o corpo docente e discente, para
conversarem entre si de forma harmoniosa, entendendo o indivíduo de forma única, clara e
descomplicada.
EDUCAÇÃO PARA O SÉCULO 21

Mais exercícios, repetição e testes podem até resultar em uma nota maior, mas não
prepararão o aluno de forma integral e muito menos darão conta de desenvolver todas as
competências que ele necessita para enfrentar os desafios do século 21. Enquanto o mundo
abre espaço e cobra que os jovens sejam protagonistas do seu próprio desenvolvimento e de
suas comunidades, o ensino tradicional ainda responde com modelos criados para atender
demandas antigas. A realidade é que o ser humano é definitivamente complexo e para
desenvolvê-lo de maneira completa, é necessário incorporar estratégias de aprendizagem mais
flexíveis e abrangentes.
Uma das saídas para reconectar o indivíduo ao mundo onde vive, passa pelo desenvolvimento
deCompetências Socioemocionais. Nesse processo, tanto crianças como adultos aprendem
a colocar em prática as melhores atitudes e habilidades para controlar emoções, alcançar
objetivos, demonstrar empatia, manter relações sociais positivas e tomar decisões de maneira
responsável, entre outros. Uma abordagem como essa pode ajudar, por exemplo, na
elaboração de práticas pedagógicas mais justas e eficazes, além de explicar por que crianças
de um mesmo meio social vão trilhar um caminho mais positivo na vida, enquanto outras, não.
Longe de ser um modismo, a preocupação com o desenvolvimento dessas características
sempre foi objetivo da educação e precisa ser entendido como um processo de formação
integral, que não se restringe à transmissão de conteúdos. Então o que muda? Para que
consiga alcançar esse propósito, a inclusão de Competências Socioemocionais na educação
precisa ser intencional.
“Estamos falando de uma mudança de cultura, de compreensão de vida, do que a gente
acredita que é o ser humano, o conhecimento, a aprendizagem e de qual é o papel da escola”,
explica Anita Abed, consultora da Unesco (organização das Nações Unidas para a Educação e
Cultura). “O conhecimento em si deve ser amplamente significativo e prazeroso, algo da ordem
socioemocional”, diz.
A nova visão não implica em deixar de lado o grupo de competências conhecidas
como cognitivas(interpretar, refletir, pensar abstratamente, generalizar aprendizados), até
porque elas estão relacionadas estreitamente com as socioemocionais.
Pesquisas revelam que alunos que têm Competências Socioemocionais mais desenvolvidas
apresentam maior facilidade de aprender os conteúdos acadêmicos. No livro “Uma questão de
caráter” (Intrínseca, 272 pág), o escritor e jornalista americano Paul Tough vai além e coloca
que o sucesso no meio universitário não está ligado ao bom desempenho na escola, mas sim
à manifestação de características como otimismo, resiliência e rapidez na socialização. O
livro ainda explica que Competências Socioemocionais não são inatas e fixas: “elas são
habilidades que você pode aprender, praticar e ensinar”, seja no ambiente escolar ou dentro
de casa.
As competências gerais da BNCC

A BNCC é um documento oficial que orientará os currículos escolares das redes pública e
privada do Brasil. A Base traz os conhecimentos essenciais, as competências e habilidades
pretendidas para os estudantes em cada etapa da Educação Básica, do Ensino Fundamental
ao Ensino Médio
A BNCC não tem pretensão de ser um currículo, mas visa a orientar a construção do currículo
pedagógico, inclusive dando abertura a particularidades regionais, sociais e metodológicas de
cada escola.
Em poucas palavras, a BNCC define os objetivos da aprendizagem, enquanto o currículo
determina como esses objetivos serão atingidos.
Essas informações são importantíssimas para que o representante FINDLINE possa mostrar
ao seu prospecto, o quanto nosso programa poderá ajudar a por em prática as competências
gerais estabelecidas pela BNCC.

As 10 competências gerais da BNCC que você precisa saber!


A Base Nacional Comum Curricular define as aprendizagens essenciais que os alunos têm
direito de adquirir e estabelece a revisão dos currículos escolares. E as aprendizagens
essenciais do documento estão expressas em 10 competências gerais. Elas definem a base
educacional, norteando os caminhos pedagógicos a se seguir.
Segundo o MEC, as 10 competências gerais são mobilizações de conhecimentos de acordo
com os princípios éticos, estéticos e políticos, que visam a formação humana em suas múltiplas
dimensões. O objetivo é perpetuar no ensino uma comunicação integral, mobilização de
conhecimentos, atitudes, valores e habilidades para suprir as demandas do cotidiano, a fim de
garantir o crescimento do aluno como cidadão e qualificá-lo para o mercado de trabalho.
Dessa forma, é muito importante que o corpo pedagógico se prepare para as novas normas e
conhecê-las mais profundamente é essencial. Veja abaixo as 10 competências gerais do
documento e como algumas delas podem ser facilitadas com a ajuda do FINDLINE.
1. Conhecimento
O que é: Valorizar e utilizar os conhecimentos sobre o mundo físico, social, cultural e digital.
Para: Entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar com a sociedade.
Incentivo: Fazer escolhas a partir desse conhecimento.
2. Pensamento científico, crítico e criativo
O que é: Exercitar a curiosidade intelectual e utilizar as ciências com criticidade e criatividade.
Para: Investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar
soluções.
Incentivo: o foco está na mobilização de adquirir novas habilidades e desenvolver o processo
cognitivo, como a atenção, memória, percepção e o raciocínio. É fazer o aluno investigar sobre
o assunto e apresentar soluções com o conhecimento adquirido.
3. Repertório cultural
O que é: Valorizar as diversas manifestações artísticas e culturais.
Para: Fruir e participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
Incentivo: Consciência multicultural, com incentivo à curiosidade e experimentação. (Aulas
como da diversidade cultural do filme Viva e Pantera Negra são ótimos exemplos neste tópico)
4. Comunicação
O que: é Utilizar diferentes linguagens.
Para: Expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias, sentimentos e produzir
sentidos que levem ao entendimento mútuo.
Incentivo: Domínio de repertórios da comunicação e multiletramento, como acesso à diferentes
plataformas e linguagens.
FINDLINE: Essa competência poderá ser potencializada quando entendermos que os perfis
comportamentais de cada pessoa está intimamente associado a sua forma de comunicação.
Conhecer seu perfil comportamental e os perfis das pessoas que estão a sua volta, potencializa
consideravelmente a expressão de ideias, opiniões, emoções, sentimentos com clareza e
compartilhamento de informações e experiências com diferentes interlocutores.
5. Cultura Digital
O que é: Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de forma crítica, significativa e ética.
Para: Comunicar-se, acessar e produzir informações e conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria.
Incentivo: Contato com ferramentas digitais, produção multimídia e linguagem de programação
– tudo de forma ética.
6. Trabalho e Projeto de Vida
O que é: Valorizar e apropriar-se de conhecimentos e experiências.
Para: Entender o mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas à cidadania e ao seu projeto
de vida com liberdade, autonomia, criticidade e responsabilidade.
Incentivo: Compreensão sobre o valor do esforço e capacidades, como determinação e
autoavaliação.
FINDLINE: Aqui mais uma vez o programa FINDLINE poderá ser um grande aliado para a
potencialização dessa competência. Nossos 10 índices podem dar uma visão clara de como o
aluno está no momento propenso a viver as dimensões e subdimensões relacionada a essa
competência. Mais abaixo, você poderá baixar o PDF, com a descrição de cada uma
dessas dimensões e subdimensões.
7. Argumentação
O que é: Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis.
Para: Formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns, com base em
direitos humanos, consciência socioambiental, consumo responsável e ética.
Incentivo: Consciência sobre modos de expressão e reconhecimento de pontos de vista
diferentes.
FINDLINE: O programa FINDLINE também poderá ser de grande ajuda para a potencialização
dessa competência. Além de alguns índices, os gráficos de talento e competências, podem
servir como orientações importantes para o aluno potencializar essa competência.
8. Autoconhecimento e autocuidado
O que é: Conhecer-se, compreender-se na diversidade humana e apreciar-se.
Para: Cuidar de sua saúde física e emocional, reconhecendo suas emoções e as dos outros,
com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
Incentivo: Reconhecimento de emoções e sentimentos e como influência de suas atitudes.
(Lembra da importância de ensinar aos alunos habilidades emocionais?)
FINDLINE: Podemos dizer que o relatório completo, de 23 páginas do FINDLINE será
fundamental para que alunos, pais e professores potencializem essa
competência. Autoconsciência, autoestima, autoconfiança, equilíbrio emocional, saúde e
desenvolvimento físico, atenção plena e capacidade de reflexão, são as subdimenções que
poderão ser atendidas pelo FINDLINE.
9. Empatia e cooperação
O que é: Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação.
Para: Fazer-se respeitar e promover o respeito ao outro e aos direitos humanos, com
acolhimento e valorização da diversidade, sem preconceitos de qualquer natureza.
Incentivo: Diálogo como mediador de conflitos e acolhimento da perspectiva do outro.
FINDLINE: Mais uma competência que poderá ser potencializada pelo programa
FINDLINE. Valorização da diversidade, alteridade (reconhecimento do outro), acolhimento da
perspectiva do outro, diálogo e convivência, colaboração e mediação de conflitos, São algumas
das subdimenões atendidas pelo relatóerio do FINDLINE.
10. Responsabilidade e cidadania
O que é: Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade,
resiliência e determinação.
Para: Tomar decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e
solidários.
Incentivo: Participação ativa na avaliação de problemas atuais, levando em conta desafios
como valores conflitantes e interesses individuais.
FINDLINE: O relatório do FINDLINE, além de fornecer mais de 50 características sobre o aluno,
levando-o a potencializar várias das competências citadas acima, também juntamente com os
os treinamentos em EAD, fornecidos pelo programa FINDLINE, contribuirá para ressignificação
dos pontos a serem desenvolvidos, potencializando assim mais essa competência.
As competências gerais serão trabalhadas em cada uma das áreas de conhecimento –
Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino Religioso – e
construídas por habilidades desenvolvidas a partir de atividades em sala de aula.
A proposta da BNCC é colocar o estudante como agente ativo da sua própria
educação, fazendo com que ele saiba identificar problemas, compreender conceitos, propor
soluções, interagir com os colegas de classe, argumentar e etc. Aprendizagens sintonizadas
com as necessidades dos alunos, gerando maior engajamento e adequando-se aos desafios
da sociedade atual.
Não existe uma hierarquia entre as 10 competências gerais. De acordo com o MEC, cada uma
tem seu valor e todas se articulam para o desenvolvimento positivo da educação dos alunos.
Na educação Infantil, por exemplo, os cinco campos de experiência – O eu, o outro e o nós;
Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Escuta, fala, pensamento e
imaginação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – são o foco da
aprendizagem, que deve se encaixar na proposta.
O enfoque das novas diretrizes citadas pelas 10 competências gerais da BNCC são como os
novos fundamentos da educação brasileira, a fim de construir um ensino linear. Dessa forma,
é legal também estimular os pais e responsáveis a lerem e conhecerem as novas propostas.
Assim, todos estarão por dentro das novas mudanças, gerando uma harmonização, boa
comunicação entre pais, escola e alunos e um excelente desenvolvimento pedagógico.
O Movimento pela Base e o Center for Curriculum Redesign lançaram o material “Dimensões e
Desenvolvimento das Competências Gerais da BNCC” que mostra como as Competências
Gerais que constam no capítulo introdutório da Base Nacional Comum Curricular progridem ao
longo da educação básica. As competências foram definidas a partir dos direitos éticos,
estéticos e políticos assegurados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e de conhecimentos,
habilidades, atitudes e valores essenciais para a vida no século 21.
Como aproximar as Competências Gerais da BNCC de currículos e práticas pedagógicas
O objetivo da publicação é oferecer referências para que redes, escolas e professores possam
inserir essas competências em currículos, práticas pedagógicas, materiais didáticos e
processos de avaliação da aprendizagem. O documento é resultado de pesquisas realizadas
no Brasil e no exterior. Trata-se de um trabalho que ainda está aberto a contribuições da
sociedade para que possa ser aprimorado.
Ao estabelecer marcos e indicar como as competências evoluem ao longo da educação básica,
o documento torna mais fácil para o professor entender o que os alunos precisam desenvolver
e como promover e acompanhar os resultados dessas aprendizagens.
Para aprofundar melhor e conhecer as propostas destinadas a casa ano do ensino brasileiro,
baixe o PDF com o texto completo da base. Essa leitura é importantíssima para que você
entenda como associar as soluções oferecidas pelo FINDLINE.
Os educadores precisam entender que novas mudanças estão por vir e é interessante incluir
todos os envolvidos no processo de adequação do novo ensino. Será que os educadores,
conhecem as 10 competências gerais da BNCC? Será que estão preparados para viverem na
prática?
Fontes:
http://porvir.org/como-aproximar-as-competencias-gerais-da-bncc-de-curriculos-e-praticas-
pedagogicas/https://educador360.com/gestao/socioemocionais-bncc-como-
adequar/http://porvir.org/entenda-10-competencias-gerais-orientam-base-nacional-comum-
curricular/

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instituições de ensino. Essas informações são muito importantes para você se inteirar sobre as
dores desse nicho.

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Referências Bibliográficas

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Acesso em: 19 de Novembro 2012.

Dúvidas frequentes

1. No PPT fala sobre “Os professores receberão orientação pelo software de como

trabalhar as diversas competências em sala de aula”. Como é isso?


R: Eles receberão essas informações não pelo software, mas pela formação online que
receberão.
2. Nós daremos treinamento para os professores?
R: Sim, serão capacitados. Poderemos formá-los presencialmente ou EAD.
3. Nós faremos palestra para os pais e alunos?
R: Sim. Em nossa plataforma online, disponibilizaremos várias aulas e palestras tipo TED.
4. Podemos terceirizar essa “venda” e ficarmos somente com o operacional e o pós
venda?
R: Sim. Mas vai depender do plano de negócios que desejará montar. No Canvas, mostraremos
como você poderá montar seu plano de negócios.
5. Após o aluno fazer o teste, mandaremos o resultado para os pais e para os
professores, certo?
R: Primeiramente para os pais. Para os professores, poderemos enviar alguns relatórios
resumidos das turmas, por área de talentos, competências e perfil.
6. Depois disso, só atenderemos particular quem nos procurar? Não teremos contato
direto com todos os alunos, certo?
R: Exatamente. Somente quando forem solicitados os atendimentos presenciais.
7. Para o resultado ser o completo teremos que pagar quanto? 2 créditos?
R: Mensalistas (que compram no mínimo 3 créditos por mês, o relatório completo consumirá
apenas 1 crédito.)
8. Qual tipo de empresa se deve abrir para o Coaching educacional? Qual CNAE usar?
Nosso contador sugere seria utilizar o CNAE 8599-6/04 (Treinamento em desenvolvimento
profissional e gerencial) .
Abaixo mais sugestões:
62.04-0-00 – Consultoria em tecnologia da informação
63.99-2-00 – Outras atividades de prestação de serviços de informação não especificadas
anteriormente
46.19-2-00 – Representantes comerciais e agentes do comércio de mercadorias em geral não
especializado
CNAE 8599-6/04 (Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial)
9. Qual o custo total do relatório de 23 páginas + os royalties?
R: Depois de formado, você receberá sua franquia educacional. Pagará até R$ 45 reais por
cada passaporte e poderá revender por R$ 200 a R$ 400 reais.
10. Há algum prazo para nós fazermos o pagamento dos relatórios? Pergunto pois
dependendo do tamanho da escola, a quantia será muito alta a desembolsar, e muitas
pessoas não têm esse recurso disponível.
R: Você deverá primeiro cobrar das pessoas. Elas podem pagar via cartão (pagseguro) em até
18x. Assim que pagarem, você libera o passaporte. Como franquia, poderemos negociar os
prazos para você. Fique tranquilo. O ajudaremos no que for necessário.
11. O professor que fizer o curso poderá atender nas devolutivas como Coach nos
processos individuais?
R: Sim.
12. Depois não corremos o risco da escola comprar o sistema da Line e esquecer do
franqueado Coach? E assim não renovar o contrato.
R: Se a escola comprar adquirir o software, não terá nossos treinamentos online. Esse é nosso
grande diferencial. Somente quem é parceiro da Line Coaching terá esse acesso.
13. Somente alunos Line terão essa ferramenta completa de relatórios?
R: Somente as pessoas formadas pela Line Coaching.
14. Escolas poderão comprar no futuro?
R: Não. Somente nossos alunos.
15. O sistema FINDLINE tem aprovação do Conselho Federal de Psicologia (CFP)?
R: Não é necessário porque não é um sistema para fins de laudo psicológico ou fins terapêuticos
ou de tratamento médico. É uma pesquisa estatística baseada em Análise de Clusters. Se você
faz uma pesquisa estatística para identificar o perfil de comportamento político da população
de uma cidade, você pode fazer entrevistas perguntando: “Você assiste aos programas
eleitorais na TV e no rádio?” e alocar as pessoas de acordo com as respostas. Você identificará
um comportamento e não precisou de psicologia ou de aprovação de Conselho. Já tivemos
questionamentos do tipo sim, inclusive já recebemos propostas do conselho de psicologia para
validar o teste, mas como ele é um teste estatístico escolhemos por não passar por essa
validação (pois ela implicaria em tornar a ferramenta exclusiva para uso de psicólogos).
16. O Findline é um produto e não uma empresa, certo?
R: A Empresa desenvolvedora do programa é a Line Coaching. Sua empresa pode ser a
representante.
17. Tenho que criar uma empresa para comercializa-lo ou posso fazer isso pela Line
Coaching?
R: Pode usar O nome da Line. Mas talvez seja mais interessante para você criar a sua marca
de distribuição para o produto. Pode ser até seu nome. Isso lhe conferirá autoridade.
18. O cartão de visitas ficou ótimo, mas para replica-lo com meu nome preciso do arquivo
aberto:
R: Vamos deixar ele liberado na plataforma.
19. Terei um e-mail Findline?
R: Seu e-mail deverá ser o de sua empresa. Pois é ela que está representando o produto
FINDLINE.
20. Vocês têm uma tabela de valores que estão praticando ou cada um vende pelo preço
que quiser? (não encontrei isso no site). Minha intenção é cobrar 240,00.
R: As sugestões, estão na lição 14 do manual de vendas.
21. Tenho uma meta pessoal de 2.000 alunos. Vou precisar de profissionais para
trabalharem para mim nas devolutivas, como faço para recruta-los?
R: Vai precisar de profissionais sim. Primeiramente, você terá que fazer nossa formação
presencial, para ser qualificada para formar sua própria equipe. Lhe daremos todo o apio para
formar sua equipe. Inclusive a comercial. Pois o ideal é que você tenha pelo menos uma pessoa
para fazer o comercial para você.
22. Você vai disponibilizar o material gráfico também, como as pastas, folhetos,
papelaria, contrato, proposta? ou cada um fará o seu?
R: Na formação presencial, entregaremos esses materiais. Me mande seu endereço que envio
pelo menos os folders para você. O restante dos materiais você baixa na plataforma.
23. Você tem algum formato para essa contratação já que estamos no meio do ano e as
escolas não tem reserva para investir em algo novo no meio do ano? Minha ideia a
princípio é “vender” para os pais através da escola.
R: No hangout, oferecemos algumas sugestões.
24. Há um impasse entre os psicólogos que dizem que o Coach não tem
competência/capacidade de analisar tecnicamente os traços comportamentais de
alguém, principalmente de um adolescente.
R: Eles estão certos. O Coach não tem essa capacidade. E não é isso que faremos. Quem faz
esse levantamento é o software, e quem responde a pesquisa é a pessoa. O analista FINDLINE
não interpreta o relatório, apenas investiga as pistas deixadas pela pessoa ao responder a
pesquisa.
25. Há, aparentemente, uma certa perseguição dos psicólogos com relação ao processo
de coaching. Muitos deles dizem que o profissional exerce uma função de psicólogo sem
qualquer habilitação. Este é um dos impasses que nós podemos ter nas escolas.
R: Coach não faz o trabalho de um psicólogo. Como o próprio nome já diz, é um treinador. Da
mesma forma como um psicólogo não é um treinador. O Coach treina, motiva, ajuda pessoas
a alcançarem metas. É bem diferente.
26. Para alguns amigos professores, o teste Assessments vai tendenciar o estudante na
formação da sua personalidade, podendo ser prejudicial no processo pedagógico. Sei
que há certo desconhecimento deles acerca das ferramentas, porém é algo a mais que
precisamos reforçar ao fazer a proposta comercial.
R: De maneira alguma. A personalidade não é formada através de uma pesquisa. O resultado
de uma pesquisa pode influencia em uma determinada decisão, más dizer que ela mudará a
personalidade de uma pessoa, seria uma explicação muito rasa. Mas podemos afirmar e provar
que o resultado da pesquisa do FINDLINE, pode em muito ajudar no processo pedagógico.
27. Haverá formalização da franquia entre o Analista e a Line Coaching, por meio de um
contrato de parceria?
R: Sim. Os parceiros deverão assinar o contrato de franquia
28. Você disse que a Line Coaching ganhará com a venda dos passaportes. Como será
a distribuição dos lucros? Sairá do valor que está sendo sugerido? Ou esse acordo da
Line Coaching seria diretamente com a Solides?
R: A Line não distribuirá os lucros. Você ganhará no valor que venderá.
29. Não seria interessante uniformizar o valor dos passaportes em todo país, ou, no
mínimo colocar um teto, uma vez que se trata de um único vendedor do programa no
país? Digo isto porque os proprietários de escolas, mesmo de estados diferentes,
conversam entre si e seria ruim se eles soubessem que está tendo tratamento
diferenciado entre estados, pelo mesmo vendedor (acho que afeta a credibilidade).
R: Mais a frente faremos isso. Por enquanto temos que ser flexíveis com os valores, para
entrarmos nas instituições de ensino.
30. Ao fechar a venda com a escola, haverá um contrato entre o Analista e a escola? Do
contrário, ficaríamos vulneráveis quanto aos recebimentos parcelados.
R: SIm. Esse modelo de contrato está disponível no módulo, manual de vendas

31. Quando houver demanda para o mapeamento do perfil comportamental por parte dos
pais, professores e outros, como seria cobrado? O mesmo valor dos alunos?
R: Penso que deveria ser o mesmo valor. Pois lhe cobraremos o mesmo valor.
32. Sobre o valor da formação presencial tenho algumas preocupações, considerando
que, em geral, os professores não têm salários significativos e justos como em outras
carreiras, razão pela qual não investem muito em sua formação. Não seria interessante
repensar isso?
R: Você não precisa cobrar. Se um colégio fechar uma parceria, poderá dar essa formação
gratuita.

E-books

ANÁLISE COMPORTAMENTAL:

Os quatro temperamentos na infância e o seu tratamento


Os quatro temperamentos na Antroposofia
Ebook-Os-Tipos-Psicológicos JUNG

PROSPECÇÃO E VENDAS:

O Guia Definitivo Para Construir Uma Oferta Irresistível


Como Vender Qualquer Coisa a Qualquer Um
Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas – Dale-Carnegie
pwp Spin Selling – Venda
As armas da persuasão mapa mental
resenha armas persuasão
Prospecção de Clientes
Inovação na prospecção de clientes

Filmes

Ice Age: No Time For Nuts


Comunicador Puro. Movido à paixão, Scrat não pode estruturar o melhor planejamento. Tende
a ser impulsivo e mais desatento a detalhes.
Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
O Diario de Anne Frank