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Produção de Mudas Nativas

em Viveiros Florestais

“Semear árvores é plantar cidadania


para colhermos um futuro melhor”

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Tópicos Abordados

• Estrutura para produção de mudas nativas

• Escolha das espécies para produção de mudas

• Coleta, beneficiamento e armazenamento de


sementes de espécies florestais nativas

• Semeadura e quebra de dormência

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Tópicos Abordados

• Substratos e embalagens

• Adubação

• Irrigação

• Rustificação das mudas e transporte

• Controle de pragas

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Estrutura para produção
de mudas nativas

• Características básicas para a implantação de um


viveiro:

- Relevo 0,2 a 2%

- Orientação para face norte (mais quente,


ensolarada e protegida de vento sul)

- Drenagem (solos arenosos)

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Estrutura para produção
de mudas nativas

• Características básicas para a implantação de um


viveiro: (continuação)

- Água (qualidade, quantidade, sem poluentes


químicos e físicos)
- Energia elétrica
- Proteção (animais, quebra-ventos)
- Fácil acesso

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Forrações do solo no viveiro

• Brita

• Tela plástica

• Terra (em solos bem drenados)

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dreno Pedras
irregulares

Figura 1 – Esquema da vala de drenagem do viveiro

Extrema importância para evitar problemas


com pragas (ervas daninhas, fungos,
lesmas, etc)
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Escolha das espécies para
produção de mudas

• Tipo de uso final das mudas (arborização,


reflorestamento, paisagismo, eventos, etc.)
• Tipo de formação florestal pretérita na área a
ser restaurada
• Lista de espécies regionais
• Lista de espécies atrativas de fauna
• Nº de espécies

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Sistemas de produção
de mudas

• Por sementes (sexuada):


- Garante a variabilidade gênica

• Por estacas (assexuada):


- Erythinas spp
- Figueiras
- Pau-viola

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Quebra de dormência de
espécies nativas
• Dormência: mecanismo de sobrevivência das
espécies – garantia de descendentes

• Métodos mais usados para quebra de dormência:


- Escarificação
- Remoção da polpa
- Água quente
- Ácidos (sulfúrico e giberélico)
- Choque Térmico
- Lavagem
- Retirada de tegumento
- Imersão em água 10
Quebra de dormência – ex.:

Enterolobium contorstisiliquum - orelha-de-negro


Imersão em H2SO4 (75%) por 30 minutos seguida de lavagem em água corrente.

Erythrina falcata - suinã


Imersão das sementes em água à temperatura de 80ºC, seguida de repouso na mesma
água, por 24 horas, ou Imersão em água à temperatura de 25ºC por 48h.

Euterpe edulis - palmiteiro


Escarificação mecânica por um minuto e germinação a 25oC de temperatura.

Genipa americana - genipapo


Imersão das sementes em água à temperatura ambiente (25ºC) por 48h.

Fonte: Embrapa Florestas – documento 40 – 2000.

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Produção das Mudas

• Preparo do substrato
• Envasamento
• Encanteiramento
• Semeadura
• Repicagem

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Produção das Mudas

• Irrigação
• Controle fitossanitário
• Controle de pragas
• Adubação
• Rustificação e expedição

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Substratos para produção
de mudas nativas
• Tubetes
- O substrato deve ter boa drenagem, alta
capacidade de retenção de nutrientes, leveza,
baixo custo, fácil manuseio, não possuir
substâncias tóxicas, etc.

- Terra renosa, vermiculita, palha de arroz


carbonizada, casca de pinus ou eucalipto
triturada, turfa, palha de café, etc.

- Possibilidade de combinação de substratos

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Embalagens para produção
de mudas nativas

• Saquinhos (tamanho x espessura)

• Tubetes de polipropileno

• Latas

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Causas da não germinação

Diversas podem ser as causas da não ou má germinação das


sementes, entre elas:

• Quebra de dormência não adequada;


• Armazenamento impróprio;
• Ataque de pragas, especialmente carunchos;
• Sementes chochas: resultantes de cruzamentos
endogâmicos, autofecundação ou ausência de polinizadores;
• Mal beneficiadas;
• Atacadas por patógenos.

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Semeadura de espécies nativas
• Estaquia
(clonagem – restrição da base genética da planta)
• Tipos de semeadura:
- Direta (saquinho ou tubete): 3 sementes / recipiente)
- Indireta (sementeiras)
• Substrato: areia média a grossa
• Cobertura com matéria orgânica (opcional)
Semeadura Direta Indireta
vantagens

desvantagens

quando usar

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Repicagem das plântulas

• Repicagem (1 ou 2 pares de folhas):

- Molhar a sementeira, para facilitar o


arrancamento

- Arrancar a muda delicadamente, segurando


pelo colo (região entre a raiz e o caule)

- Colocar as mudas em recipiente com água

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Repicagem das plântulas

• Repicagem (1 ou 2 pares de folhas): (cont)

- Proceder à seleção de mudas, com base no


vigor e na forma

- Molhar os recipientes contendo solo

- Abrir um orifício em cada recipiente

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Repicagem das plântulas
• Repicagem (1 ou 2 pares de folhas): (cont)

- Puxar levemente a muda para cima de forma


a endireitar a raiz principal

- Mantê-las abrigadas com sombrite (15 a 20


dias)

- Cobrir com plástico em tempo frio, para


manter a temperatura mais elevada

- Regas suaves e frequentes devem ser


realizadas

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Adubação

• A adubação pode ser utilizada como


estratégia para o controle do
desenvolvimento de mudas no viveiro. Este
processo permite apressar ou retardar o
crescimento das mudas, adequando a
produção, a demanda e melhor aproveitando
o potencial de germinação das sementes.

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Irrigação

• Volume: 20 L de água / m2 (2 etapas: primeiras


horas da manhã e final da tarde)

• Suplementação nos dias quentes

• Mangueira (Viveiros pequenos: até 20.000


mudas / ano

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Irrigação (cont.)

• Motobomba:
- Acionamento manual
- Acionamento automático

• Tipos mais comuns de aspersores:


- Nebulizador (estaquia)
- Microaspersor
- Aspersor

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Manejo das mudas no viveiro

• Controle de enraizamento e de uniformidade dos


lotes = “dança ou moveção”

• Controle do tamanho das mudas (adubação x


sombrite x poda x irrigação)

• Poda das raízes enoveladas

• Controle de daninhas (químico ou manual)

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Rustificação das mudas
e transporte para plantio

• Tamanho ideal: de 15 a 60 cm – colo do caule a


partir de 3 mm

• Rustificação:
- Corte da adubação nitrogenada
- Diminuição gradativa das regas
- Tempo de rustificação: 15 a 20 dias

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Rustificação das mudas
e transporte para plantio
(cont.)

• Seleção das mudas (tamanho, vigor e forma)

• Transporte em local protegido de vento

• Transporte com torrão pouco úmido

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Controle de pragas

• Ocorrência de pragas é pequena

• Fácil controle devido a diversidade de espécies

• Inseticidas sistêmicos

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Controle de Produção

Viveiro Fundação Bradesco


Ficha de Controle de Produção
Espécie:
Nome vulgar:
Procedência: Município:
Classe da semente: No. sementes/kg: Lote:
Data colheira: Germinação %: Validade teste:

Semeadura Quantidade No. perdas Data Total Semeadura Quantidade No. perdas Data Total

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Panorâmica de viveiro florestal

Mudas em desenvolvimento;
rustificação e galpão de serviços ao fundo.
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Área interna de um viveiro

Mudas em desenvolvimento com sombrite


recria o ambiente do chão da floresta em luz,
temperatura e umidade.
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Área de semeadura direta

O sombrite também cumpre a função de proteger


as áreas semeadas contra o revolvimento do solo
pela chuva, vento, ataque de pássaros e queda
de sementes de ervas daninhas.
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Controle de produção

É essencial manter todo o material devidamente identificado


e criar fichas de controle de produção com informações
sobre nomes popular e científico da espécie, origem das
sementes, data validade, data semeadura, percentual de
germinação, tempo médio de viveiro, tipos de aplicação
da mudas, etc.
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Processo de rustificação

Desenvolvimento em pleno sol, maior espaçamento nas


bandejas, seleção por tamanho da muda e diminuição na
irrigação. Sua função é preparar a muda para as
condições que serão encontradas no campo.
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Expedição de mudas

No sistema “rocambole” de expedição de mudas, elas são


separadas por espécies, retiradas do tubete, enroladas em
filme plástico e identificadas. Este processo evita gastos
com transporte para devolução dos tubetes além da possível
perda dos mesmos que retornam para a produção.
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