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Instituto Federal de Brasília – Campus Ceilândia

Professor: Hugo Souza


Aluna: Geovana Barbosa Dantas
Turma: 2ºA – Técnico em Segurança do Trabalho

Atividade 2: Arte – Música


A singularidade e pluralidade da música sempre se fez presente em minha vida,
traçando ao meu lado, em situações boas e ruins. Minhas diversas experiências com a música,
enriqueceram e auxiliaram no desenvolvimento do meu raciocínio e constantemente me
proporcionam uma forma mais leve e sabia de ver e viver a vida, principalmente na atual fase de
minha vida, onde estou passando pela transição para a vida adulta. 
Quando pequena, lembro-me que meus pais sempre cantavam a mesma música para eu
dormir e essa lembrança ficou para sempre comigo. Aos olhos do pai, foi a música que marcou
essa fase da minha vida. Eu tinha muita dificuldade para dormir sozinha e apenas conseguia
dormir quando ambos cantavam para mim, essa música e a presença deles cuidando de mim, era
um momento muito especial e a música esteve presente. A letra da música e a maneira como
eles a cantavam me fazia sentir como se de fato eu fosse uma princesa e desde de pequena, eles
sempre me ensinaram a me amar do jeito que sou e essa canção teve sua participação nessa
construção de autoconhecimento e autoestima. Quando pequena também, eu ouvia muitas
músicas educativas infantis, que com seus videoclipes super coloridos e cheios de formas, era
algo mágico para mim. Eu aprendi muito ouvindo-as, e junto à escola, foram desenvolvidas
minhas capacidades de concentração, aprendizagem e raciocínio. 
Muitas músicas me fazem refletir sobre a vida, sobre como agir, como ver o mundo. Eu
gosto de levar a vida como algo leve, alegre e como um eterno aprendizado, em que cada dia é
uma aula diferente. Na formação da minha identidade, no meu processo formativo de quem eu
sou e quem eu quero ser, descobrir uma nova música, que ao escutá-la me identifiquei muito,
uma música que me marcou. Everyday Life, me ensinou algo bom. Quando eu a escutei e li a
letra pela primeira vez, estava junto a minha avó. Minha avó sempre me conta as histórias da
vida dela e como eram os tempos passados, mencionado como ela passou por uma vida difícil,
sofrida. Essa música, se encaixou perfeitamente no contexto em que falávamos, como tantas
pessoas no mundo sofrem e como devemos ser tão gratos por tudo que temos hoje. Essa canção,
que hoje em dia é uma das minhas músicas favoritas, contribuiu de uma maneira tão
significativa para a formação da minha identidade, atribuindo valores morais, de empatia e
persistência. Da mesma maneira com Where Is The Love? como diz a letra dessa música, as
pessoas me fazem questionar onde está o amor. Poderia contar muitas experiências que já
presenciei e vivenciei, em que a música se fez presente, mas uma específica mexeu muito
comigo. Na última viagem que fiz, fui para Maceió e presenciei uma situação triste de
preconceito racial no avião, na volta a Brasília. Um homem de pele clara se recusou a sentar ao
lado de uma mulher preta. Essa situação mexeu tanto comigo, pois eu nunca tinha presenciado
esse tipo de descaso tão de perto e me fez chorar, gerando em mim um sentimento de raiva pela
situação. Tempos depois, escutei essa música pela primeira vez, e me arrepiei toda, ela me tocou
e me fez lembrar desse ocorrido, e novamente a música me ensinou algo que contribui para
minha formação. Precisamos nos questionar onde está o amor e valorizar mais a vida, as
pessoas, sem nenhum tipo de preconceito. 
Essas são um pouco das minhas experiências com a música e como elas se fazem
presentes em minha vida e contribuem dia após dia para minha formação, para meu ser. 
 

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