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Na obra ''Utopia'', do escrito inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o

corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa
na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o índice de abuso se-
xual de crianças adolescentes apresenta barreiras para a sociedade, as quais dificultam a concre-
tização dos planos More. Esse cenário antagônico é fruto tanto de uma contemporaneidade desa-
tenciosa com esse problema, quanto da falta de uma educação pautada a ensinamentos e meios
de defesa para as vitimas.
A falta de um acompanhamento de perto da família com as crianças e adolescentes nem sempre
ajuda. Uma pesquisa realizada pelo Ipea em 26 de outubro de 2017 feito com base nos dados de
2011 do Sistema de Informações de Agravo de Notificação do Ministério da Saúde, mostra que
cerca de 527 mil pessoas sãoestupradas por ano no Brasil que. No total, 70% são crianças e ado-
lescentes e os agressoressão os próprios pais ou padrastos, amigos ou conhecidos da vítima. A
falta de alerta com redes sociais e a má educação com relação a esses atos influencia diretamen-
te nesses dados.
Determinada postura é observada em grupos que enxergam maturidade sexual onde não há. Cri-
anças e adolescentes com desenvolvimento físico precoce ou que tenham alcançado a idade de
capacidade reprodutiva, são frequentemente assediados, em uma busca por sexo ou relações que
envolvam matrimônios e negócios. Entretanto, para a Psicologia do Desenvolvimento, o cresci-
mento corpóreo não é acompanhado pelo da psiquê, havendo menores de idade aptos à reprodu-
ção, mas com mentalidade infantil, interessados em brincadeiras, e não em constituir família,
episódios nos quais a consumação sexual possui denotação de estupro.
Em suma, são necessárias medidas para conter o avanço da problemática na sociedade brasilei-
ra. Dessarte, com o intuito de diminuir os abusos sexuais no Brasil, necessita-se urgente que o
Poder Legislativo, em parceria com o Ministério da Justiça, o enriquecimento de leis que protejam
esses grupos, por meio de campanhas e palestras de alertando desde cedo os devidos cuidados
com essa problemática. Empresas de mídia, provedores de Internet e o Ministério da Educação
devem abrir parceria, iniciando campanhas de instrução à população sobre esse crimes e sobre
como combatê-los, por meio de disque-denúncias, sites e aplicativos para recebimento de informa-
ções, cabendo ao cidadão observar e notificar de episódios suspeitos. Desse modo, atenuar-se-á,
em médio e longo prazo, o impacto nocivo deste empecilho, e a coletividade alcançará a Utopia de
More.