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Quando se fala em veículos espaciais reutilizáveis, há duas grandes imagens que vem a nossa

mente em um primeiro momento, que são os moderníssimos foguetes reutilizáveis de


empresas como a Space X e Blue horizon, e os já descontinuados, ônibus espaciais, que por
muito tempo, até o acidente do Columbia, figuraram como um meio de transporte espacial
bastante utilizado, durante a construção da ISS, e para de transporte de pessoas e suprimentos
para a mesma.

Durante uma incursão ao espaço, o veículo espacial está sujeito a diversos gradientes de
temperatura, desde altíssimas temperaturas devido ao atrito com o ar durante o lançamento e
aterrissagem, quanto a veriação de temperaturas extremamente quentes a temperaturas
extremamente frias, de modo que o veículo tem de ter uma carapaça de isolamento térmico
bastante confiável, para proteger equipamentos e tripulantes dessa agressiva mudança de
temperaturas do espaço.

Para o ônibus espacial, temos uma combinação de sete diferentes materiais que cobrem toda
a superfície externa do veículo, em proporções que dependem da temperatura máxima
atingida nessa parte da superfície durante a operação da aeronave.

Os materiais que compõem essa superfície de proteção térmica do ônibus espacial são:

 Carbono reforçado com fibra de carbono (RCC): Uma matriz de grafite reforçada por
fibras de carbono, que é usada no cone do nariz e no bordo de ataque das asas, essa
combinação é utilizada em componentes estruturais, que suportam altíssimas
temperaturas, como as suportadas por essas partes do ônibus espacial, que chegam a
1260°C;
 Superfície reutilizável de isolação para altas temperaturas (HRSI): São lajotas de
cerâmica de silício LI-900 utilizadas na superfície do ônibus para temperaturas abaixo
de 1260°C , são extremamente leves, devido a sua composição de 90% de vazio e
apenas 10% de material;
 Superfície reutilizável de isolação para baixas temperaturas(LRSI): Assim como a
HRSI, são lajotas de silício, mas, que operam em temperaturas mais baixas, abaixo de
649°C, utilizadas na parte superior da fuselagem, que sofriam com temperaturas
menores que a inferior durante a fase de reentrada;
 Compósito refratário de isolação fibroso (FRCI): São um escudo térmico para a
superfície do ônibus espacial, são compostos de uma mistura de fibras de
aluminoborossilicato, fibras de silício numa matriz de carbido de silício, elas podem ser
imaginadas como uma segunda geração dos HRSI, tendo até os substituído em
algumas aplicações, eles ganham em resistência, durabilidade, resistência a
rachaduras, e redução de peso;
 Coberturas de isolamento flexível (FIB): São mantas térmicas flexíveis, utilizadas para
isolamento térmico, e que em algumas aplicações poderiam substituir as LRSI;
 Isolação de peça única reforçada fibrosa (TUFI): São lajotas que tiveram seu uso em
1996, são extremamente versáteis, de modo que sobrevivem em aplicações com
grandes necessidades mecânicas e variação de temperaturas de baixas a altas;
 Isolamentos de superfície de feltro reutilizável (FRSI): Mantas de feltro branco que
iam em diversas áreas do ônibus, como as portas da baía de carga útil, porções da
fuselagem, partes superiores das asas, ele tinha uso preferencial em lugares onde a
temperatura não ultrapassasse 371°C.

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