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Componente curricular: Literatura em Língua Portuguesa

Professora: Francine Iris Tadiello


3º ano do Ensino Médio

PARNASIANISMO – LISTA DE QUESTÕES

1) (PUC) Sobre o movimento literário denominado Parnasianismo, pode-se afirmar que

a) inviabiliza a contenção emotiva


b) relativiza a perfeição da métrica e da rima
c) utiliza uma sintaxe coloquial
d) valoriza os temas individuais
e) emprega palavras raras, incomuns.

2) (PUC) Os pressupostos abaixo caracterizam o Parnasiano, EXCETO:

a) referência à mitologia greco-latina.


b) busca do máximo de subjetividade na elaboração do poema, separando o sujeito criador do objeto criado.
c) preferência pelas formas poéticas fixas e regulares como o soneto.
d) o esteticismo, a depuração formal, o ideal da “arte pela arte”.
e) o purismo e o preciosismo vocabular e linguístico, com predomínio de termos eruditos.

3) (ACAFE) “Diferentemente do Realismo e do Naturalismo, que se voltavam para o exame e para a crítica
da realidade, o Parnasianismo representou na poesia um retorno ao clássico, com todos os seus ingredientes:
o princípio do belo na arte, a busca do equilíbrio e da perfeição formal. Os parnasianos acreditavam que o
sentido maior da arte reside nela mesma, em sua perfeição, e não na sua relação com o mundo exterior.”
(CEREJA; MAGALHÃES, 1999, p. 334).
Sobre o Parnasianismo, assinale a alternativa correta.

a) Os maiores expoentes do Parnasianismo, na poesia e na prosa, ocuparam-se da literatura indianista, na


qual exaltavam a dignidade do nativo e a beleza superior da paisagem tropical.
b) Um exemplo de poesia parnasiana é a obra Suspiros poéticos e saudade, de Gonçalves de Magalhães, na
qual o poeta anuncia a revolução literária, libertando-se dos modelos românticos, considerados
ultrapassados.
c) Os parnasianos consideravam que certos princípios românticos, como a simplicidade da linguagem,
valorização da paisagem nacional, emprego de sintaxe e vocabulário mais brasileiros, sentimentalismo, tudo
isso ocultava as verdadeiras qualidades da poesia.
d) Tomás Antônio Gonzaga e Cláudio Manoel da Costa exemplificam a tendência de uma poesia pura,
indiferente às contingências históricas, com sátira à mestiçagem e elogio à nobreza local.

4) (PUC)

"Esta de áureos relevos, trabalhada


De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia."
A poesia que se concentra na reprodução de objetos decorativos, como exemplifica a estrofe de Alberto de
Oliveira, assinala a tônica da:

a) espiritualização da vida
b) visão do real.

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c) arte pela arte.
d) moral das coisas.
e) nota do intimismo.

5) (UEL) Olavo Bilac e Alberto de Oliveira representam um estilo de época de acordo com o qual

a) o valor estético deve resultar da linguagem subjetiva e espontânea que brota diretamente das emoções.
b) a forma literária não pode afastar-se das tradições e das crenças populares, sem as quais não se enraíza
culturalmente.
c) a poesia deve sustentar-se enquanto forma bem lapidada, cuja matéria-prima é um vocabulário raro, numa
sintaxe elaborada.
d) devem ser rejeitados os valores do antigo classicismo, em nome da busca de formas renovadas de
expressão.
e) os versos devem fluir segundo o ritmo irregular das impressões, para melhor atender ao ímpeto da
inspiração.

6) (PUC) Para responder à questão, ler o texto abaixo:

“Estranho mimo aquele vaso! Vi-o,


Casualmente, uma vez, de um perfumado
Contador sobre o mármor luzidio,
Entre um leque e o começo de um bordado.

Fino artista chinês, enamorado,


Nele pusera o coração doentio
Em rubras flores de um sutil lavrado,
Na tinta ardente, de um calor sombrio.”

A descrição que Alberto de Oliveira faz de um vaso

a) propõe uma análise da importância de um objeto de uso diário.


b) ressalta a simplicidade do utensílio.
c) associa a métrica rigorosa à perfeição do vaso.
d) sugere uma visão de desencanto e melancolia.
e) exalta a relação do artista com o meio.

7) (UFPR) Considere estes versos de Raimundo Correia:

"Se se pudesse, o espírito que chora,


Ver através da máscara da face:
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!"

Assinale a alternativa que exprime a oposição fundamental desses versos:

a) corpo versus espírito.


b) essência do ser versus aparência.
c) gente feliz versus gente infeliz.
d) piedade versus falsidade.
e) dor versus falsidade.

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8) (PUC)

“A toalha friíssima dos lagos”


“Surge trêmula, trêmula.... Anoitece.”
“As cabeleiras líquidas ondulam”
“Raia sanguínea e fresca a madrugada”

Mesmo fora do contexto, estes versos demonstram ………………….... e ………………… que estão
presentes na obra parnasiana de Raimundo Correia.

a) o pessimismo - a tristeza
b) a perfeição - a beleza
c) a ironia - a amargura
d) o sentimentalismo - a saudade
e) a violência - a revolta

9) (UNESP) Leia o soneto de Raimundo Correia (1859-1911).

Esbraseia o Ocidente na agonia


O sol... Aves em bandos destacados,
Por céus de ouro e de púrpura raiados,
Fogem... Fecha-se a pálpebra do dia...

Delineiam-se, além, da serrania


Os vértices de chama aureolados,
E em tudo, em torno, esbatem derramados
Uns tons suaves de melancolia...

Um mundo de vapores no ar flutua...


Como uma informe nódoa, avulta e cresce
A sombra à proporção que a luz recua...

A natureza apática esmaece...


Pouco a pouco, entre as árvores, a lua
Surge trêmula, trêmula... Anoitece.
(Poesia completa e prosa, 1961.)

Cite duas características que permitem filiar esse soneto à estética parnasiana.

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10) (ENEM/2013)

Mal secreto

Se a cólera que espuma, a dor que mora


N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,

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Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;

Se se pudesse, o espírito que chora,


Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!

Quanta gente que ri, talvez, consigo


Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!

Quanta gente que ri, talvez existe,


Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
CORREIA, R. In: PATRIOTA, M. Para compreender Raimundo Correia. Brasília: Alhambra, 1995.

Coerente com a proposta parnasiana de cuidado formal e racionalidade na condução temática, o soneto de
Raimundo Correia reflete sobre a forma como as emoções do indivíduo são julgadas em sociedade. Na
concepção do eu lírico, esse julgamento revela que

a) a necessidade de ser socialmente aceito leva o indivíduo a agir de forma dissimulada.


b) o sofrimento íntimo torna-se mais ameno quando compartilhado por um grupo social.
c) a capacidade de perdoar e aceitar as diferenças neutraliza o sentimento de inveja.
d) o instinto de solidariedade conduz o indivíduo a apiedar-se do próximo.
e) a transfiguração da angústia em alegria é um artifício nocivo ao convívio social.

11) (UCS) O excerto a seguir faz parte do soneto “A um poeta”, escrito por Olavo Bilac, um dos expoentes
do Parnasianismo no Brasil.

Longe do estéril turbilhão da rua,


Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego


Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
[…]
Fonte: BILAC, Olavo. A um poeta. In: Tarde. Disponível em: <http://www.luso-
poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=504>. Acesso em: 20 set. 14.

O poema tematiza, de modo central, algumas características da estética parnasiana, quais sejam:

a) a impessoalidade e a objetividade no tratamento da realidade.


b) o emprego de linguagem rebuscada e a preferência por formas fixas.
c) a exploração da mitologia grega e da cultura clássica, que se manifestam na comparação da arte a um
templo grego (segunda estrofe).
d) a valorização da estética e a busca da perfeição formal, exprimindo o fazer poético no verso Trabalha e
teima, e lima, e sofre, e sua!.

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e) a valorização da subjetividade e da emoção, em oposição ao racionalismo.

12) (UFRGS) Leia o fragmento abaixo, do poema Música brasileira, de Olavo Bilac.

01. “Tens, às vezes, o fogo soberano


02. Do amor: encerras na cadência, acesa
03. Em requebros e encantos da impureza,
04. Todo o feitiço do pecado humano.
05. Mas, sobre esta volúpia, erra a tristeza
06. Dos desertos, das matas e do oceano:
07. Bárbara poracé1, banzo africano,
08. E soluços de trova portuguesa.”

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, referente aos versos transcritos.

(...) A preocupação formal parnasiana de Bilac é visível no uso do verso decassílabo.


(...) a gosto pela elaboração estética está presente no encadeamento (enjabement) dos versos 01 e 02; 02 e
03; 05 e 06,
(...) Na primeira estrofe, o poeta exalta o sentimento patriótico como inerente à música brasileira.
(...) Na segunda estrofe, o poeta contrapõe à volúpia e ao feitiço, expressos na primeira estrofe, a tristeza e a
melancolia também existentes em nossas manifestações musicais.
(...) Nas duas estrofes predomina a visão moralista do poeta, ao condenar a feição demoníaca da música
brasileira.

A sequência correta do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

a) V - V - F - V- F
b) V - F - V - F - V
c) F - F - V - F – F
d) F - V - F - V - F
e) V - F - V - F – F

1 Dança religiosa dos índios, ao som do maracá, do tambor e da flauta.