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NORMA ABNT NBR

BRASILEIRA ISO
6507-2

Primeira edição
28.06.2019

Materiais metálicos — Ensaio de dureza Vickers


Parte 2: Verificação e calibração de máquinas de
ensaio
Exemplar para uso exclusivo - Indústria Mecânica Samot Ltda. - 56.912.124/0001-06 (Pedido 744392 Impresso: 07/05/2020)

Metallic materials — Vickers hardness test


Part 2: Verification and calibration of testing machines

ICS 77.040.10 ISBN 978-85-07- 08110-4

Número de referência
ABNT NBR ISO 6507-2:2019
19 páginas

© ISO 2018 - © ABNT 2


‌ 019
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ABNT NBR ISO 6507-2:2019

Sumário Página

Prefácio Nacional.................................................................................................................................v
1 Escopo.................................................................................................................................1
2 Referências normativas......................................................................................................1
3 Termos e definições............................................................................................................1
4 Condições gerais................................................................................................................1
5 Verificação direta.................................................................................................................2
5.1 Geral.....................................................................................................................................2
5.2 Calibração da força de ensaio...........................................................................................2
5.3 Verificação do penetrador..................................................................................................3
5.4 Calibração e verificação do sistema de medição da diagonal........................................5
5.5 Verificação do ciclo de ensaio...........................................................................................5
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5.6 Incerteza de calibração/verificação...................................................................................5


6 Verificação indireta.............................................................................................................5
6.1 Geral.....................................................................................................................................5
6.2 Força de ensaio e níveis de dureza...................................................................................5
6.3 Medição da impressão de referência................................................................................6
6.4 Número de impressões.......................................................................................................6
6.5 Resultado da verificação....................................................................................................6
6.6 Repetibilidade......................................................................................................................6
6.7 Tendência.............................................................................................................................7
6.8 Incerteza de calibração/verificação...................................................................................7
7 Intervalos entre verificações..............................................................................................7
8 Relatório de verificação/certificado de calibração...........................................................8
8.1 Máquina de ensaio Vickers................................................................................................8
8.2 Penetrador Vickers..............................................................................................................8
Anexo A (normativo) Incerteza dos resultados de calibração do sistema de ensaio de dureza....9
A.1 Geral.....................................................................................................................................9
A.2 Verificação direta da máquina de ensaio de dureza........................................................9
A.2.1 Calibração da força de ensaio...........................................................................................9
A.2.2 Calibração do sistema de medição da diagonal............................................................ 11
A.2.3 Verificação do penetrador................................................................................................15
A.2.4 Verificação do ciclo de ensaio.........................................................................................15
A.3 Verificação indireta da máquina de ensaio de dureza...................................................15
A.4 Balanço da incerteza de medição....................................................................................17
Bibliografia..........................................................................................................................................19

Figuras
Figura 1 – Ângulo da pirâmide de diamante......................................................................................4
Figura 2 – Linha de junção da ponta do penetrador (esquemático)................................................4

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Tabelas
Tabela 1 – Tolerâncias da força de ensaio.........................................................................................3
Tabela 2 – Tolerância da linha de junção...........................................................................................4
Tabela 3 – Calibração e verificação dos requisitos do sistema de medição..................................5
Tabela 4 – Repetibilidade relativa admissível máxima.....................................................................7
Tabela 5 – Tendência percentual máxima admissível HV.................................................................7
Tabela 6 – Verificações diretas de uma máquina de ensaio de dureza...........................................8
Tabela A.1 – Resultados da calibração da força de ensaio............................................................10
Tabela A.2 – Cálculo de incerteza de medição da força de ensaio................................................ 11
Tabela A.3 – Cálculo do desvio relativo máximo da força de ensaio
incluindo a incerteza de medição do instrumento de referência................................. 11
Tabela A.4 – Resultados de calibração do sistema de medição da diagonal...............................13
Tabela A.5 – Cálculo da incerteza de medição do sistema de medição da diagonal...................14
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Tabela A.6 – Cálculo do desvio relativo máximo do sistema de medição da diagonal,


incluindo a incerteza de medição do instrumento de referência de comprimento....15
Tabela A.7 – Resultado da verificação indireta...............................................................................17
Tabela A.8 – Balanço de incerteza de medição...............................................................................18
Tabela A.9 – Desvio máximo da máquina de ensaio de dureza,
incluindo a incerteza de medição....................................................................................18

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Prefácio Nacional

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização.


As Normas Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB),
dos Organismos de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais
(ABNT/CEE), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas pelas partes interessadas
no tema objeto da normalização.

Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da ABNT Diretiva 3.

A ABNT chama a atenção para que, apesar de ter sido solicitada manifestação sobre eventuais
direitos de patentes durante a Consulta Nacional, estes podem ocorrer e devem ser comunicados
à ABNT a qualquer momento (Lei nº 9.279, de 14 de maio de 1996).

Os Documentos Técnicos ABNT, assim como as Normas Internacionais (ISO e IEC), são voluntários
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e não incluem requisitos contratuais, legais ou estatutários. Os Documentos Técnicos ABNT


não substituem Leis, Decretos ou Regulamentos, aos quais os usuários devem atender, tendo
precedência sobre qualquer Documento Técnico ABNT.

Ressalta-se que os Documentos Técnicos ABNT podem ser objeto de citação em Regulamentos
Técnicos. Nestes casos, os órgãos responsáveis pelos Regulamentos Técnicos podem determinar
as datas para exigência dos requisitos de quaisquer Documentos Técnicos ABNT.

A ABNT NBR ISO 6507-2 foi elaborada no Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos
(ABNT/CB-004), pela Comissão de Estudo de Ensaios Mecânicos Estáticos (CE-004:005.015).
O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 05, de 23.05.2019 a 24.06.2019.

A ABNT NBR ISO 6507-2 é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação,
à ISO 6507-2:2018, que foi elaborada pelo Technical Committee Mechanical testing of metals
(ISO/TC 164), Subcommittee Hardness testing (SC 3).

A ABNT NBR ISO 6507-2:2019 cancela e substitui a ABNT NBR NM ISO 6507-2:2008.

A ABNT NBR ISO 6507, sob o título geral “Materiais metálicos – Ensaio de dureza Vickers”,
tem previsão de conter as seguintes partes:

—— Parte 1: Método de ensaio;

—— Parte 2: Verificação e calibração de máquinas de ensaio;

—— Parte 3: Calibração de blocos de referência;


—— Parte 4: Tabela dos valores de dureza.

O Escopo em inglês da ABNT NBR ISO 6507-2 é o seguinte:

Scope
This Document specifies a method of verification and calibration of testing machines and diagonal
measuring system for determining Vickers hardness in accordance with ABNT NBR ISO 6507-1.

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A direct method of verification and calibration is specified for the testing machine, indenter and the
diagonal length measuring system. An indirect verification method using reference blocks is specified
for the overall checking of the machine.

If a testing machine is also to be used for other methods of hardness testing, it shall be verified
independently for each method.

This Document is also applicable to portable hardness testing machines but not applicable to hardness
testing machines based on different measurement principles, e.g. ultrasonic impedance method.
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Materiais metálicos — Ensaio de dureza Vickers


Parte 2: Verificação e calibração de máquinas de ensaio

1 Escopo
Este Documento especifica um método para verificação e calibração de máquinas de ensaio e do sistema
de medição da diagonal para determinar a dureza Vickers, de acordo com a ABNT NBR ISO 6507-1.

Um método direto para verificação e calibração é especificado para a máquina de ensaio, penetrador
e sistema de medição de comprimento da diagonal. Um método para verificação indireta usando
blocos de referência é especificado para a checagem geral da máquina.

Se uma máquina de ensaio também for utilizada para outros métodos de ensaios de dureza,
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ela deve ser verificada independentemente para cada método.

Este Documento também é aplicável às máquinas de ensaio portáteis, mas não é aplicável à máquina de
ensaio com princípios de medição diferentes, como, por exemplo, método de impedância ultrassônica.

2 Referências normativas
Os documentos a seguir são citados no texto de tal forma que seus conteúdos, totais ou parciais,
constituem requisitos para este Documento. Para referências datadas, aplicam-se somente as edições
citadas. Para referências não datadas, aplicam-se as edições mais recentes do referido documento
(incluindo emendas).

ABNT NBR ISO 376, Materiais metálicos – Calibração de instrumentos de medição de força utilizados
para a verificação de máquinas de ensaio uniaxiais

ABNT NBR ISO 6507-1, Materiais metálicos – Ensaio de dureza Vickers – Parte 1: Método de ensaio

ABNT NBR ISO 6507-3, Materiais metálicos – Ensaio de dureza Vickers – Parte 3: Calibração de
blocos de referência

3 Termos e definições
Os termos e definições não estão listados neste Documento.

A ISO e a IEC mantêm um banco de dados com a terminologia para uso na padronização nos seguintes
endereços:

—— IEC Electropedia: disponível em http://www.electropedia.org/

—— Plataforma de navegação on-line ISO: disponível em http://www.iso.org/obp

4 Condições gerais
Antes de uma máquina de ensaio de dureza Vickers ser verificada, a máquina deve ser checada para
assegurar que esteja devidamente configurada de acordo com as instruções do fabricante.

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Especialmente, convém verificar se:

 a) o êmbolo do porta-penetrador é capaz de deslizar em sua guia sem qualquer atrito ou folga lateral
excessiva;

 b) o porta-penetrador está firmemente montado no êmbolo;

 c) a força de ensaio pode ser aplicada e removida sem choque, vibração ou sobrecarga e de tal
maneira que as leituras não sejam influenciadas;

 d) o sistema de medição da diagonal:

 1) se integrado com a máquina, a mudança de remoção da força de ensaio para o modo de
medição não influencia nas leituras;

 2) o dispositivo de iluminação do microscópio de medição produz uma iluminação uniforme em


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todo o campo observado com contraste suficiente entre a impressão e a superfície à sua
volta, para determinar claramente a borda;

 3) o centro da impressão está no centro do campo de visão, se necessário.

NOTA Os critérios especificados neste Documento para o desempenho da máquina de ensaio foram
desenvolvidos e ajustados durante um período de tempo significativo. Ao determinar uma tolerância específica
que a máquina precisa atender, a incerteza associada ao uso de equipamentos de medição e/ou padrões
de referência foi incorporada a esta tolerância e, portanto, seria inadequado fazer qualquer outra permissão
para esta incerteza, por exemplo, reduzindo a tolerância pela incerteza de medição. Isso é aplicável a todas
as medições feitas ao realizar uma verificação direta ou indireta da máquina.

5 Verificação direta
5.1 Geral
5.1.1 A verificação direta deve ser realizada de acordo com o programa dado na Seção 7.

5.1.2 A verificação direta envolve:

 a) calibração da força de ensaio;

 b) verificação do penetrador;

 c) calibração e verificação do sistema de medição da diagonal;

 d) verificação do ciclo de ensaio.

5.1.3 Convém que a verificação direta seja realizada a uma temperatura de (23 ± 5) °C. Se a veri-
ficação for feita fora desta faixa de temperatura, isso deve ser informado no relatório de verificação.

5.1.4 Os instrumentos utilizados para verificação e calibração devem ser rastreáveis aos padrões nacionais.

5.2 Calibração da força de ensaio


5.2.1 Cada força de ensaio utilizada dentro da faixa de trabalho da máquina de ensaio deve ser
medida. Sempre que a posição do penetrador afetar a força aplicada, isto deve ser feito em não menos
que três posições do êmbolo, uniformemente espaçadas ao longo de sua amplitude de movimento
durante o ensaio.

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Para máquinas de ensaio cuja força de ensaio não se mostre influenciada pela posição do êmbolo,
como, por exemplo, com sistema de carregamento controlado de circuito fechado, a força de ensaio
pode ser calibrada em uma posição.

5.2.2 A força de ensaio deve ser medida por um dos seguintes métodos:

—— por meio de um dispositivo de medição elástica, de acordo com a ABNT NBR ISO 376, classe 1
ou melhor;

—— por balança contra uma força, com exatidão de ± 0,2 %, aplicada por meio de massas calibradas
ou outro método com a mesma exatidão.

Convém que as evidências estejam disponíveis para demonstrar que o dispositivo de medição de
força não varia mais que 0,2 % no período de 1 s a 30 s após uma alteração escalonada da força.

5.2.3 Três leituras devem ser feitas para cada força de ensaio, F, em cada posição do êmbolo.
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Imediatamente antes de cada leitura, o penetrador deve ser movido na mesma direção que aquela
durante o ensaio. Todas as leituras devem estar dentro do erro relativo percentual admissível máximo,
∆Frel, determinado na Tabela 1.

O erro relativo percentual, ∆Frel, de cada medição da força, F, é calculado de acordo com a Equação (1):
F − FRS (1)
∆Frel = 100 ×
FRS

onde

F é a força de ensaio medida;

FRS é a força de ensaio nominal.

Tabela 1 – Tolerâncias da força de ensaio

Faixas da força de ensaio nominal, Erro relativo admissível máximo,


FRS ΔFrel
N %F
0,009 807 ≤ FRS < 0,098 07 ± 2,0
0,098 07 ≤ FRS < 1,961 ± 1,5
FRS ≥ 1,961 ± 1,0

5.3 Verificação do penetrador

5.3.1 As quatro faces da pirâmide quadrada de diamante devem ser polidas e livres de defeitos superficiais.

5.3.2 A verificação da forma do penetrador pode ser feita por medição direta ou medição ótica.
O dispositivo utilizado para a verificação deve ter uma incerteza expandida máxima de 0,07°.

5.3.3 Os ângulos medidos entre as faces opostas no vértice da pirâmide de diamante devem estar
dentro da faixa de 136° ± 0,5° (ver Figura 1).

Os ângulos entre as faces opostas também podem ser verificados medindo o ângulo entre as arestas
opostas. Para atender aos requisitos, os ângulos entre as arestas opostas devem ser de 148,11° ± 0,76°.

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5.3.4 O ângulo entre o eixo da pirâmide de diamante e o eixo do porta-penetrador (normal à super-
fície de assentamento) deve ser inferior a 0,5°.

5.3.5 Convém que, idealmente, as quatro faces se encontrem em um ponto único; entretanto,
normalmente há uma linha de junção, a, entre as faces opostas, como mostrado na Figura 2.
O comprimento da linha de junção deve ser determinado pela medição direta da ponta do penetrador
ou pela medição da impressão da ponta em uma impressão. O comprimento admissível máximo
da linha de junção entre as faces opostas é dado na Tabela 2.

5.3.6 Deve existir um certificado de calibração válido para confirmar os desvios geométricos do
penetrador (ver 8.2).
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Figura 1 – Ângulo da pirâmide de diamante

Legenda

a comprimento da linha de junção

Figura 2 – Linha de junção da ponta do penetrador (esquemático)

Tabela 2 – Tolerância da linha de junção

Faixa da força de ensaio, F Comprimento admissível máximo da linha de junção, a


N mm
0,009 807 ≤ F < 1,961 0,000 5
1,961 ≤ F < 49,03 0,001
F ≥ 49,03 0,002

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5.4 Calibração e verificação do sistema de medição da diagonal

5.4.1 O sistema de medição da diagonal de uma impressão deve ser verificado a cada ampliação
e para cada escala incorporada a ser utilizada. Quando uma escala individual é utilizada em dois
eixos perpendiculares, ela deve ser calibrada em ambas as orientações. As medições devem ser
realizadas usando um micrômetro objeto calibrado. A incerteza expandida máxima das distâncias
entre os intervalos das linhas no micrômetro objeto deve ser como a indicada na Tabela 3.

5.4.2 As medições devem ser feitas em no mínimo quatro intervalos uniformemente espaçados,
arranjados no centro do campo de visão, cobrindo cada faixa de trabalho. Três medições devem ser
feitas em cada um dos intervalos uniformemente espaçados. O erro admissível máximo de cada uma
das três medições, em cada intervalo, deve ser como indicado na Tabela 3.

Tabela 3 – Calibração e verificação dos requisitos do sistema de medição

Parâmetros de medição Calibração e verificação dos requisitos


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Incerteza expandida máxima da distância entre


Maior que 0,000 4 mm ou 0,2 %
intervalos das linhas no micrômetro objeto (ver 5.4.1)
Erro admissível máximo das medições dos intervalos Maior que 0,000 8 mm ou 1,0%
do micrômetro objeto (ver 5.4.2) do comprimento medido

5.5 Verificação do ciclo de ensaio

O ciclo de ensaio deve ser cronometrado com equipamentos com incerteza expandida máxima de 1 s.
Os valores cronometrados devem estar dentro dos limites estabelecidos na ABNT NBR ISO 6507-1
para o ciclo de ensaio.

5.6 Incerteza de calibração/verificação

A incerteza dos resultados da calibração/verificação deve ser determinada. Um exemplo é dado no Anexo A.

6 Verificação indireta
6.1 Geral

6.1.1 A verificação indireta deve ser realizada de acordo com o programa dado na Seção 7.

6.1.2 A verificação indireta envolve a verificação do desempenho geral da máquina de ensaio,


por meio de blocos de referência calibrados de acordo com a ABNT NBR ISO 6507-3.

6.1.3 Convém que a verificação indireta seja realizada a uma temperatura de (23 ± 5) °C. Se a veri-
ficação for feita fora desta faixa de temperatura, isto deve ser informado no relatório de verificação.

6.1.4 Os instrumentos utilizados para verificação e calibração devem ser rastreáveis aos padrões nacionais.

6.2 Força de ensaio e níveis de dureza


A máquina de ensaio deve ser verificada pelo ensaio em blocos de referência que tenham sido
calibrados de acordo com a ABNT NBR ISO 6507-3. Os blocos devem ter sido calibrados usando
as mesmas forças de ensaio que a máquina irá utilizar em ensaios futuros. Ao verificar mais de uma

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força de ensaio, pelo menos dois blocos de referência devem ser selecionados a partir das faixas de
dureza especificadas abaixo, para cada força de ensaio em que a máquina será verificada. O conjunto
de blocos necessários para verificar a máquina para todas as forças de ensaio deve ser escolhido
de modo que pelo menos um bloco de referência para cada faixa de dureza seja utilizado para as
verificações. Ao verificar máquinas de ensaio usando apenas uma força de ensaio, três blocos de
referência devem ser utilizados, um para cada uma das três faixas de dureza especificadas abaixo.
Convém que as faixas de dureza sejam escolhidas, quando possível, para replicar os níveis de dureza
mais comumente ensaiados, quando forem das forças de ensaio específicas.

—— < 250 HV;

—— 400 HV a 600 HV;

—— > 700 HV.

6.3 Medição da impressão de referência


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Uma das impressões de referência do período atual da calibração em cada bloco de referência
deve ser medida. Para cada impressão, a diferença entre o valor médio medido e o comprimento
médio certificado da diagonal não pode exceder 0,001 mm ou 1,25 % do comprimento da impressão
de referência. Preferencialmente esta checagem pode ser feita em uma impressão de tamanho
semelhante em um bloco de referência diferente, com dureza semelhante.

6.4 Número de impressões

Em cada bloco de referência, cinco impressões devem ser feitas e medidas. O ensaio deve ser reali-
zado de acordo com a ABNT NBR ISO 6507-1. Apenas as superfícies calibradas dos blocos de ensaio
devem ser utilizadas para ensaio.

6.5 Resultado da verificação

Para cada bloco de referência, sejam H1, H2, H3, H4, H5 as durezas medidas, organizadas em
ordem crescente de magnitude, correspondente às diagonais medidas, d1, d2, d3, d4, d5, em ordem
decrescente de magnitude. O valor médio da dureza, H , é calculado de acordo com a Equação (2) e
o comprimento diagonal médio, d , é calculado de acordo com a Equação (3):
H1 + H2 + H3 + H4 + H5
H= (2)
5
d + d2 + d3 + d4 + d5 (3)
d= 1
5

6.6 Repetibilidade

A repetibilidade relativa da máquina de ensaio, rrel, expressa em percentagem de, H , é calculada de


acordo com a Equação (4):
H − H1
r rel = 100 × 5 (4)
H
A repetibilidade da máquina de ensaio é satisfatória se (d1 – d5) ≤ 0,001 mm. Se (d1 – d5) > 0,001 mm,
a máquina de ensaio é satisfatória se rrel for menor ou igual às porcentagens indicadas na Tabela 4.

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Tabela 4 – Repetibilidade relativa admissível máxima

Dureza Vickers Repetibilidade relativa admissível máxima, HV, da máquina de ensaio, rrel
do bloco de %HV
referência HV 5 a HV 100 HV 0,2 a < HV 5 < HV 0,2
HV ≤250 6,0 12,0 18,0
HV >250 4,0 8,0 12,0
NOTA Materiais de menor dureza frequentemente exibem valores mais altos de repetibilidade do que
aqueles para materiais de dureza mais alta.

6.7 Tendência

A tendência, b, da máquina de ensaio sob condições particulares de verificação é calculada de acordo


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com a Equação (5):

b = H − HCRM (5)

onde HCRM é a dureza certificada do bloco de referência utilizado.

O percentual de tendência, brel, é calculado de acordo com a Equação (6):


H − HCRM
brel = 100 × (6)
HCRM
A tendência máxima positiva ou negativa da máquina de ensaio, expressa como uma porcentagem
da dureza especificada do bloco de referência, não pode exceder os valores dados na Tabela 5.

Tabela 5 – Tendência percentual máxima admissível HV

Comprimento médio da diagonal, Tendência percentual admissível máxima,


d HV, brel, da máquina de ensaio
mm ± % HV
0,02 ≤ d < 0,14 0,21/d + 1,5
0,14 ≤ d ≤ 1,4 3

6.8 Incerteza de calibração/verificação

A incerteza dos resultados da calibração deve ser determinada. Um exemplo é dado no Anexo A.

7 Intervalos entre verificações


As verificações diretas devem ser realizadas de acordo com o programa apresentado na Tabela 6.
Recomenda-se que as verificações diretas sejam realizadas a cada 12 meses.

A verificação indireta deve ser realizada pelo menos uma vez a cada 12 meses e após uma verificação
direta ter sido realizada.

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Tabela 6 – Verificações diretas de uma máquina de ensaio de dureza

Sistema de medição Ciclo de


Requisitos da verificação Força Penetrador a
da diagonal ensaio
Antes de começar a trabalhar pela
x x x x
primeira vez
Depois de desmontar e remontar, se a
força, o sistema de medição da diagonal x x x
ou o ciclo de ensaio forem afetados
Falha da verificação indireta b x x x
Verificação indireta > 13 meses passados x x x
a Além disso, recomenda-se que o penetrador seja verificado pelo modo direto após 2 anos de uso.
b A verificação direta destes parâmetros pode ser realizada sequencialmente (até que a máquina passe pela
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verificação indireta), e não é necessária se for demonstrado, por exemplo, por ensaios com um penetrador
de referência, quando o penetrador foi a causa da falha.

8 Relatório de verificação/certificado de calibração


8.1 Máquina de ensaio Vickers
O relatório de verificação/certificado de calibração deve incluir as seguintes informações:
 a) uma referência a este Documento, ou seja, ABNT NBR ISO 6507-2;
 b) método de verificação (direto e/ou indireto);
 c) dados de identificação da máquina de ensaio de dureza;
 d) meios de verificação (blocos de referência, dispositivos de medição de força etc.);
 e) força(s) de ensaio verificada(s);
 f) valores de dureza dos blocos de referência utilizados;
 g) temperatura de verificação, se fora do intervalo especificado em 5.1.4;
 h) todos os resultados obtidos;
 i) data de verificação e referência à entidade de verificação;
 j) incerteza do resultado da verificação.

8.2 Penetrador Vickers


O relatório de verificação/certificado de calibração deve incluir as seguintes informações:
 a) uma referência a este Documento, ou seja, ABNT NBR ISO 6507-2;
 b) b) número de série do penetrador;
 c) todos os resultados obtidos;
 d) data de verificação e referência à entidade de verificação;
 e) incerteza do resultado da verificação.

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ABNT NBR ISO 6507-2:2019

Anexo A
(normativo)

Incerteza dos resultados de calibração do sistema de ensaio de dureza

A.1 Geral
A análise de incerteza de medição é uma ferramenta útil para ajudar na determinação das fontes
de erro e para entender as diferenças entre os valores medidos. Este Anexo fornece orientação
sobre a estimativa de incerteza, mas os valores derivados são apenas para informação, a menos,
que sejam especificamente instruídos de outra forma pelo cliente. Os critérios especificados neste
Documento para o desempenho da máquina de ensaio foram desenvolvidos e aperfeiçoados durante
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um período significativo de tempo. Ao determinar uma tolerância específica que a máquina precisa
atender, a incerteza associada ao uso de equipamentos de medição e/ou padrões de referência foi
incorporada dentro desta tolerância e seria, portanto, inadequado fazer qualquer provisão adicional
para esta incerteza, por exemplo, reduzindo a tolerância pela incerteza de medição. Isto é aplicável
a todas as medições feitas ao realizar uma verificação direta ou indireta da máquina. Em cada caso,
é simplesmente o valor medido resultante do uso do equipamento de medição especificado e/ou de
padrões de referência, que é utilizado para avaliar se a máquina está ou não em conformidade com
este Documento. No entanto, pode haver circunstâncias especiais em que a redução da tolerância
pela incerteza de medição é apropriada. Convém que seja feito por acordo entre as partes envolvidas.

A cadeia metrológica necessária para determinar e disseminar as escalas de dureza é discutida na


ABNT NBR ISO 6507-1.

A.2 Verificação direta da máquina de ensaio de dureza

A.2.1 Calibração da força de ensaio

A incerteza-padrão relativa associada à calibração da força de ensaio é calculada de acordo com a


Equação (A.1):

uF = u2FRS+ uFHTM
2
(A.1)

onde

uFRS é a incerteza de medição relativa do transdutor de força (proveniente do certificado


de calibração);

uFHTM é a incerteza-padrão relativa da força de ensaio gerada pela máquina de ensaio de dureza
A incerteza de medição do instrumento de referência, transdutor de força, é indicada no certificado
de calibração correspondente. Convém que as quantidades de influência, como
—— dependência de temperatura,
—— estabilidade a longo prazo e
—— desvio de interpolação,

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convém que sejam consideradas para aplicações críticas. Dependendo do projeto do transdutor de
força, convém que a posição rotacional do transdutor relacionada ao eixo do penetrador da máquina
de ensaio de dureza seja considerada.

EXEMPLO

Usando os resultados mostrados na Tabela A.1 e as seguintes informações:

—— incerteza de medição do transdutor de força (do certificado de calibração): UFRS = 0,12 % (k = 2) e

—— valor de calibração do transdutor de força: FRS = 294,2 N,

a incerteza-padrão relativa combinada da calibração da força de ensaio, é calculada de acordo com a


Equação (A.1) e como mostrado na Tabela A.2.

Na Tabela A.1, o desvio relativo é calculado de acordo com a Equação (A.2):


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Fi , j − FRS
∆Frel ,i , j = (A.2)
FRS
onde Fi,j é o valor de medição da força de ensaio na i-ésima posição de altura da j-ésima série
de medições.

A incerteza-padrão relativa é calculada de acordo com a Equação (A.3):


sF t
i
uFHTM,i = × , ( n = 3 ,t = 1 ,32 ) (A.3)
Fi n
onde sFi é o desvio-padrão dos valores de indicação da força de ensaio na i-ésima posição de altura.

Tabela A.1 – Resultados da calibração da força de ensaio

Série 1 Série 2 Série 3 Incerteza-


Número da Valor Desvio-
Desvio Desvio Desvio médio padrão padrão
posição da Valor relativo Valor relativo Valor relativo relativa
altura (i) para
cada força Fi,1 ΔFrel,i,1 Fi,2 ΔFrel,i,2 Fi,3 ΔFrel,i,3 Fi sFi uFHTM,i
de ensaio
N % N % N % N N
1 294,7 0,170 294,9 0,238 294,5 0,102 294,7 0,200 0,52 × 10−3
2 293,9 −0,102 294,5 0,102 294,6 0,136 294,3 0,379 0,98 × 10−3
3 293,1 −0,374 294,0 −0,068 293,7 −0,170 293,6 0,458 1,19 × 10−3

Na Tabela A.2, a incerteza da medição da força de ensaio é determinada usando o valor máximo


da incerteza-padrão relativa, uFHTM,i da Tabela A.1 (neste caso), uFHTM,3.

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Tabela A.2 – Cálculo de incerteza de medição da força de ensaio

Valor Valores-limite Tipos de Incerteza- Coeficiente de Contribuição da


Grandeza Símbolo
estimado relativos distribuição padrão relativa sensibilidade incerteza relativa

Xp xp ap u(xp) cp up (F)

Indicação do
transdutor 294,2 N ± 0,12 % Normal uFRS 0,6 × 10−3 1 0,6 × 10−3 N
de força

Exatidão da
0N ±1% Normal uFHTM 1,19 × 10−3 1 1,19 × 10−3 N
força gerada

Incerteza-padrão relativa combinada, uF, % 0,133

Incerteza expandida relativa de medição, UF (k = 2), % 0,266

Na Tabela A.3, o desvio relativo máximo da força de ensaio incluindo a incerteza de medição do
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instrumento de referência é calculado de acordo com a Equação (A.4), usando o valor absoluto
máximo de ΔFrel,i,j da Tabela A.1 (neste caso, ΔFrel,3,1).

∆Fmáx = ∆ Frel,i, j + UF (A.4)

Tabela A.3 – Cálculo do desvio relativo máximo da força de ensaio


incluindo a incerteza de medição do instrumento de referência

Incerteza relativa Desvio relativo máximo da força


Desvio relativo máximo
expandida da força de de ensaio, incluindo a incerteza de
da força de ensaio
ensaio medição do instrumento de referência
ΔFrel,3,1 UF ΔFmáx
− 0,374 % 0,266 % 0,640 %

ΔFmáx é calculado de acordo com a Equação (A.5):


∆Fmáx = ∆ Frel + UF (A.5)

O resultado do exemplo significa que o desvio da força de ensaio, incluindo a incerteza de medição
do instrumento de referência especificado em 5.4, totalizando ± 1,0 %, é cumprido.

A.2.2 Calibração do sistema de medição da diagonal


A incerteza-padrão combinada relativa do instrumento de referência para o sistema de medição
da diagonal é calculada de acordo com a Equação (A.6):
2 2 2
uL = uLRS + 2 × u ms + u LHTM (A.6)

onde

uLRS é a incerteza da medição relativa do micrômetro objeto (padrão de referência) do certificado


de calibração para k = 1;

ums é a incerteza relativa de medição devido à resolução do sistema de medição da diagonal;

uLHTM é a incerteza-padrão relativa de medição do sistema de medição da diagonal da máquina


de ensaio de dureza.

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Em relação à ums, tanto a resolução do instrumento de medição do comprimento quanto a resolução


ótica do microscópio de medição devem ser consideradas. Na maioria dos casos, convém que a
resolução geral do sistema de medição seja incluída duas vezes no cálculo de uL devido à resolução
das posições zero e das linhas indicadoras do micrômetro objeto.

A incerteza de medição do instrumento de referência para o sistema de medição da diagonal,


o micrômetro objeto, é indicada no certificado de calibração correspondente. As grandezas de
influência, por exemplo,

—— dependência de temperatura,

—— estabilidade a longo prazo e

—— desvio de interpolação,

não exercem uma influência essencial sobre a incerteza de medição do micrômetro objeto.
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EXEMPLO

Para este exemplo, são medidos cinco intervalos de indicação (0,05 mm, 0,10 mm, 0,20 mm, 0,30 mm e 0,40 mm).

Usando os resultados mostrados na Tabela A.4 e as seguintes informações:

—— incerteza de medição do micrômetro objeto: ULRS = 0,000 1 mm (k = 2)

—— resolução ótica da objetiva do microscópio: δOR = 0,000 34 mm

NOTA δOR = λ/(2 × NA)

onde

λ é o comprimento de onda da luz expresso em (μm) (aproximadamente 0,55 μm para luz verde);

NA é a abertura numérica da objetiva.

EXEMPLO Para uma objetiva de 100 × com NA de 0,8 usando luz verde, δOR = 0,55 μm/(2 × 0,8) = 0,34 μm.

A Equação da resolução ótica acima é válida para iluminação com grandes ângulos de inclinação.

—— resolução do visor de indicação do sistema de medição: δR = 0,000 1 mm;

—— resolução do sistema de medição da diagonal é calculada de acordo com a Equação (A.7):

2
δ ms = δ OR 2
+ δ IR = 0 ,000 35 mm (A.7)

A incerteza-padrão relativa combinada do instrumento de referência para o sistema de medição da


diagonal é calculada de acordo com a Equação (A.6) e conforme indicado na Tabela A.5.

Na Tabela A.4, o desvio relativo ΔLrel,i,j para o i-ésimo intervalo de indicação da j-ésima série de
medições do micrômetro objeto é calculado de acordo com a Equação (A.8):
Li , j − LRS,i
∆Lrel ,i ,j = ×100 (A.8)
LRS,i
onde
LRS,i é o i-ésimo valor do intervalo de indicação do micrômetro objeto;

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Li,j é o valor de medição de comprimento para o i-ésimo intervalo de indicação da j-ésima


série de medições do micrômetro objeto.

Tabela A.4 – Resultados de calibração do sistema de medição da diagonal

Valor do Série 1 Série 2 Série 3


Número do intervalo de Desvio-
Valor padrão
intervalo de indicação (i) Desvio Desvio Desvio
Valor Valor Valor médio
indicação do micrômetro relativo relativo relativo mm
objeto

i LRS,i Li,1 ΔLrel,i,1 Li,2 ΔLrel,i,2 Li,3 ΔLrel,i,3 Li sL


i

mm mm % mm % mm % mm
1 0,05 0,050 0 0,000 0,050 0 0,000 0,050 1 0,200 0,050 0 0,000 058
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2 0,10 0,100 2 0,200 0,100 0 0,000 0,100 1 0,100 0,100 1 0,000 100
3 0,20 0,200 1 0,050 0,199 9 −0,050 0,200 1 0,050 0,200 0 0,000 115
4 0,30 0,299 7 −0,100 0,300 1 0,033 0,300 1 0,033 0,300 0 0,000 231
5 0,40 0,400 2 0,050 0,400 1 0,025 0,400 3 0,075 0,400 2 0,000 100

A incerteza-padrão de medição do sistema de medição diagonal, uL, é calculada de acordo com a


Equação (A.6). As contribuições para o cálculo são dadas na Tabela A.5 e calculadas como a seguir.

A incerteza-padrão relativa de medição do micrômetro objeto para o i-ésimo intervalo de indicação


é calculada de acordo com a Equação (A.9):
ULRS
uLRS,i = 2 (A.9)
LRS,i
A incerteza-padrão relativa devido à resolução do sistema de medição diagonal para o i-ésimo inter-
valo de indicação é calculada de acordo com a Equação (A.10):
δ ms
2 3 (A.10)
ums,i =
LRS,i
A incerteza-padrão relativa das medições do i-ésimo intervalo de indicação é calculada de acordo
com a Equação (A.11):
sL t
uLHTM,i = i × ( n = 3, t = 1 ,32 ) (A.11)
Li n
onde
sL é o desvio-padrão dos valores de medição de comprimento para o i-ésimo intervalo de indicação
i
do micrômetro objeto;

Li é o valor médio da medida do comprimento para o i-ésimo intervalo de indicação do micrômetro


objeto.

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Tabela A.5 – Cálculo da incerteza de medição do sistema de medição da diagonal

14
Valor Equação da Coeficiente de Contribuição da incerteza relativa, up(L)
Grandeza
Tipo de estimado incerteza-padrão Sensibilidade
Símbolo LRS,1 LRS,2 LRS,3 LRS,4 LRS,5
distribuição relativa
Xp (0,05 mm) (0,10 mm) (0,20 mm) (0,30 mm) (0,40 mm)
xp u(xp) cp
ULRS
Micrômetro ULRS
2
Normal LRS,i uLRS uLRS,i = 1 1,00×10−3 0,50×10−3 0,25×10−3 0,17×10−3 0,13×10−3
objeto = L 2
uLRS,i U
LRS
LRS ,i
RS2 ,i
Resolução uLRS,i =
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LRS,i
do sistema
de
δ ms
medição δ ms
2 3
da Retangular 0,000 35 mm ums ums,i = 2 3 1 2,28×10−3 1,14×10−3 0,57×10−3 0,38×10−3 0,28×10−3
ums,i δ=msL
diagonal RS
LRS,,ii
2 3
(incluído ums,i =
LRS,i
duas
vezes)
sL t
Exatidão uLHTM,i = sLii × t ( n = 3, t = 1 ,32 )
uLHTM,i = L × n ( n = 3, t = 1 ,32 )
do sL Lii t n
sistema de uLHTM,i = i × ( n = 3, t = 1 ,32 )
Normal LRS,i uLHTM Li n 1 0,88×10−3 0,76×10−3 0,44×10−3 0,59×10−3 0,19×10−3
medição
da (n = 3, t = 1,32)
diagonal
Incerteza relativa combinada, uL,i, % 0,349 0,185 0,095 0,081 0,046

Incerteza relativa expandida, UL,i (k = 2), % 0,697 0,370 0,190 0,163 0,093

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Na Tabela A.6, o desvio relativo máximo do sistema de medição da diagonal, incluindo a incerteza de


medição do instrumento de referência de comprimento, ΔLmáx,i, para o i-ésimo intervalo de indicação
do micrômetro objetivo é calculado de acordo com a Equação (A.12):

∆L
=máx,i ∆Lrel,i +UL,i (A.12)

onde máx ∆Lrel,i é o valor absoluto máximo dos desvios relativos para o i-ésimo intervalo de indicação
do micrômetro objeto da Tabela A.4.

Tabela A.6 – Cálculo do desvio relativo máximo do sistema de medição da diagonal, incluindo


a incerteza de medição do instrumento de referência de comprimento

Desvio relativo
Valor do máximo do sistema de
Número Desvio relativo Desvio
intervalo de medição da diagonal,
do máximo do Incerteza relativo
indicação incluindo a incerteza
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intervalo sistema de relativa admissível


(i) do do sistema de medição
de medição da expandida máximo
micrômetro do instrumento
indicação diagonal ULi especificado
objeto máx ∆Lrel,i
de referência de
i em 5.4
LRS,i comprimento
ΔLmáx,i
1 0,05 mm 0,20 % 0,70 % 0,90 % 1,2 %
2 0,10 mm 0,20 % 0,37 % 0,57 % 1,0 %
3 0,20 mm 0,05 % 0,19 % 0,24 % 1,0 %
4 0,30 mm 0,10 % 0,16 % 0,26 % 1,0 %
5 0,40 mm 0,07 % 0,09 % 0,17 % 1,0 %

O resultado do exemplo significa que o desvio do sistema de medição da diagonal, incluindo a incerteza
de medição do instrumento de referência de comprimento especificado em 5.4, é cumprido para cada
um dos intervalos de indicação do micrômetro objeto.

A.2.3 Verificação do penetrador

O penetrador, constituído de ponta de penetrador e suporte, pode não ser verificado, respectivamente
calibrado no local (ver 5.3).

A.2.4 Verificação do ciclo de ensaio

Durante a medição com um sistema de medição de tempo usual (cronômetro), a incerteza de medição
pode ser indicada como 0,1 s. Portanto, uma estimativa da incerteza de medição não é necessária.

A.3 Verificação indireta da máquina de ensaio de dureza


Por verificação indireta com blocos de referência de dureza, a função geral da máquina de ensaio de
dureza é verificada, e a repetibilidade, assim como o desvio da máquina de ensaio de dureza do valor
de dureza real, são determinados.

NOTA Neste anexo, o índice “material de referência certificado” (CRM) significa, de acordo com as defi-
nições dos padrões de ensaio de dureza, “bloco de referência de dureza”.

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A incerteza da medição da verificação indireta da máquina de ensaio de dureza é calculada de acordo


com a Equação (A.13):

2
uHTM = uCRM 2
+ uCRM 2 2 (A.13)
− D + uH + 2 × ums

onde

uCRM é a incerteza de calibração do bloco de referência de dureza, de acordo com o certificado


de calibração para k = 1;

uCRM-D é a mudança de dureza do bloco de referência de dureza desde a última calibração, devido
à deriva (insignificante para uso do bloco de referência de dureza em conformidade com
este documento);

uHCRM é a incerteza-padrão da máquina de ensaio de dureza ao medir o CRM;


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ums é a incerteza devido à resolução do sistema de medição diagonal da máquina de ensaio de


dureza. Tanto a resolução do instrumento indicador de medição do comprimento quanto
a resolução ótica do microscópio de medição, devem ser consideradas. Na maioria dos
casos, convém que a resolução geral do sistema de medição seja incluída duas vezes no
cálculo do uHTM, devido à resolução das posições de ambas as extremidades ao longo
da diagonal, independentemente.

EXEMPLO

Usando os resultados mostrados na Tabela A.7 e as seguintes informações:

—— dureza do bloco de referência de dureza: HCRM = 400,0 HV 30

—— incerteza de medição do bloco de referência de dureza: UCRM = 5,0 HV 30, k = 2

—— resolução do sistema de medição da diagonal da máquina de ensaio de dureza:

δms = 0,000 35 mm

calculadas de acordo com a Equação (A.14):

2 + δ 2 (A.14)
δ ms = δOR IR

onde

δOR é a resolução ótica da objetiva do microscópio (0,000 34 mm) (ver o exemplo em A.2.2);

δIR é a resolução do indicador do visor do sistema de medição (0,000 1 mm);

ums é a incerteza padrão de medição devido à resolução do sistema de medição da diagonal (distribuição
retangular),  0,000 35 = 0,000 102 mm 
 2 3 

a incerteza de medição da verificação indireta da máquina de ensaio de dureza é calculada de acordo com
a Equação (A.13) e conforme mostrado na Tabela A.8.

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Tabela A.7 – Resultado da verificação indireta

Diagonal da impressão
Valor de dureza calculado
medida
N˚ H,
d,
HV30a
mm
1 0,371 6mìn 402,9máx
2 0,372 4 401,1
3 0,372 8máx 400,3mín
4 0,371 9 402,2
5 0,372 2 401,5

Valor médio, H 0,372 2 401,6


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Desvio-padrão, sH   0,99
a HV: Dureza Vickers.

A tendência do sistema de ensaio de dureza é determinada de acordo com a Equação (A.15):

b = H − HCRM (A.15)

b = 401,6 – 400,0 = 1,6 HV 30

A incerteza-padrão da máquina de ensaio de dureza ao medir o CRM é calculada de acordo com a


Equação (A.16):
t − SH
uHCRM = (A.16)
n
Para t = 1,14, n = 5 e sH = 0,99 HV 30,

uHCRM = 0,51 HV 30

A.4 Balanço da incerteza de medição


A contribuição de cada elemento para a incerteza combinada de medição é dada na Tabela A.8, e o
desvio máximo da máquina de ensaio de dureza, incluindo a incerteza de medição, é mostrado na
Tabela A.9.

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Tabela A.8 – Balanço de incerteza de medição

Incerteza-
Valor Tipo de Coeficiente de Contribuição
Grandeza padrão de
estimado distribuição sensibilidade de incerteza
medição
up(H)
Xp xp u(xp) cp
HV 30
uCRM 400 HVb 2,50 HV 30 Normal 1,0 2,50
uHCRM 0 HV 0,51 HV 30 Normal 1,0 0,51
ums 0 mm 0,000 102 mm Retangular −2 145,1a −0,22
uCRM-D 0 HV 0 HV 30 Triangular 1,0 0
Incerteza relativa combinada, uHTM 2,57
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Incerteza relativa expandida, UHTM (k = 2) 5,14


a O coeficiente de sensibilidade é obtido de c = ∂H/∂d = −2(H/d) for H = 400 HV 30 e d ≈ 0,372 9 mm.

O desvio máximo da máquina ensaio, incluindo a incerteza de medição, é calculado de acordo com a
Equação (A.17), conforme mostrado na Tabela A.9.

∆HHTMmáx = UHTM + b = 5,1 HV30 + 1,6 HV30 + 1,6 HV30 = 6,8 HV30 (A.17)

Tabela A.9 – Desvio máximo da máquina de ensaio de dureza,


incluindo a incerteza de medição

Desvio da máquina Desvio máximo da


Dureza média Incerteza
de ensaio quando máquina de ensaio,
medida na máquina de medição
calibrada com bloco de incluindo a incerteza de
de ensaio de dureza expandida
referência medição

H UHTM b ΔHHTMmáx

401,6 HV 30 5,14 HV 30 1,62 HV 30 6,76 HV 30

O desvio relativo da máquina de ensaio, incluindo a incerteza de medição, é calculado de acordo com
a Equação (A.18):
∆HHTMmáx 6,8
= = 1,7% (A.18)
H 401,6

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ABNT NBR ISO 6507-2:2019

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Exemplar para uso exclusivo - Indústria Mecânica Samot Ltda. - 56.912.124/0001-06 (Pedido 744392 Impresso: 07/05/2020)

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