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AUTARQUIA DO ENSINO SUPERIOR DE GARANHUNS – AESGA

FACULDADES INTEGRADAS DE GARANHUNS – FACIGA


DIREITO CIVIL VIII – DIREITO DAS SUCESSÕES
Profa. Dra. BRUNA JACQUES
E-mail: brunamariaj@gmail.com

DIREITO DAS SUCESSÕES

Conceito
Direito das Sucessões é o conjunto de normas que disciplinam a transferência do
patrimônio (ativo e passivo – créditos e débitos) de alguém, depois de sua morte, em
virtude de lei ou testamento.
• Sucessão inter vivos x causa mortis.
• A Constituição Federal assegura o direito de herança (artigo 5º, XXX).
• Está regulado nos arts. 1.784 a 2.027 CC. O fundamento do direito sucessório
é a propriedade, conjugada ou não com o direito de família.
• Evolução histórica. “Princípio da Saisine”. (Os legatários, porém, só
receberão seus legados com a partilha).
• Sucessão: transmissão de patrimônio (ativo e passivo).

Direito das Sucessões no CC/2002: é disciplinado em quatro títulos:


1. Da Sucessão em Geral;
2. Da Sucessão Legítima;
3. Da Sucessão Testamentária;
4. Do Inventário e Partilha.

DA SUCESSÃO EM GERAL
A existência da pessoa natural termina com a morte.
Momento de abertura da sucessão: a sucessão abre-se no mesmo instante da
morte, transmitindo, automaticamente, a herança aos herdeiros – art. 1784 CC –
“Princípio deSaisine”.
A legitimação para suceder é regulamentada pela lei vigente ao tempo da abertura
da sucessão (art. 1787 CC).
“Espólio” é o nome dado à massa patrimonial deixada pela pessoa falecida. É uma
universalidade de bens, sem personalidade jurídica. Apesar disso, possui
legitimidade para atuar em juízo, sendo representado pelo inventariante.

Local de abertura da sucessão e processamento do inventário:


O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário,
a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a
impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o
espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.
Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente:
I. O foro de situação dos bens imóveis;
II. Havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes;
III. Não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio.

A sucessão pode ser classificada em:


1) Quanto a sua fonte:
Sucessão Legítima (ou ab intestato) - decorre da lei; morrendo a pessoa sem
testamento transmite-se a herança aos herdeiros legítimos indicados pela lei.
Também será legítima se o testamento caducar ou for declarado nulo.
Sucessão Testamentária-ocorre por disposição de última vontade (testamento).
Havendo herdeiros necessários (cônjuge sobrevivente, descendentes ou
ascendentes), o testador só poderá dispor de metade da herança (art. 1.789 CC). A
outra metade constitui a ―legítima‖, assegurada aos herdeiros necessários. Não os
havendo terá plena liberdade de testar. Mas se for casado sob o regime da
comunhão universal de bens (art. 1.667 CC) o patrimônio do casal será dividido em
duas meações e a pessoa só poderá dispor da sua meação.
Nosso ordenamento proíbe qualquer outra forma de sucessão, especialmente a
contratual. Sãoproibidos os pactos sucessórios, não podendo ser objeto de contrato
a herança de pessoa viva (art. 426 do C.C. – pacta corvina). No entanto admite a
cessão de direitos.

2) Quanto a seus efeitos:


A título universal -o herdeiro é chamado para suceder na totalidade da herança,
fração ou parte dela, assumindo a responsabilidade relativamente ao passivo.
Ocorre tanto na legítima como na testamentária.
A título singular - o testador deixa ao beneficiário um bem certo e determinado
(legado). O herdeiro não responde pelas dívidas da herança.
Sucessão anômala ou irregular
É a disciplinadas por normas peculiares e próprias, não observando a ordem da
vocação hereditária estabelecida no art. 1.829 para a sucessão legítima. Assim, p.
ex., o art. 520 prescreve que o direito de preferência, estipulado no contrato de
compra e venda, não passa aos herdeiros. A CF (art. 5º,XXXI) estabelece benefício
ao cônjuge ou filhos brasileiros, na sucessão de bens estrangeiros situados no País,
permitindo a aplicação da lei pessoal do de cujus, se mais favorável.

- Indivisibilidade da herança (art. 1791 CC) até a partilha o direito dos co-herdeiros
quanto à propriedade e posse da herança será indivisível, regulando-se pelas
normas relativas ao condomínio. Assim, antes da partilha, o co-herdeiro pode alienar
ou ceder apenas sua quota ideal, ou seja, o direito à sucessão aberta. Eventual
transferência pelo herdeiro de bem certo e determinado é ineficaz. O direto à
sucessão aberta é considerado pelo Código Civil (art. 80, II, CC) um bem imóvel,
exigindo escritura pública e outorga uxória.

Espécies de herdeiros
 Legítimo: é o indicado pela lei, em ordem preferencial (art. 1.829);
 Testamentário ou Instituído: é o beneficiado pelo testador no ato de última
vontade com uma parte ideal do acervo, sem individuação de bens; a pessoa
comtemplada com coisa certa não é herdeiro, mas legatário;
 Necessário (legitimário ou reservatório): é o descendente ou ascendente
sucessível e o cônjuge (art. 1.845);
 Universal: costuma-se assim chamar o herdeiro único, que recebe a
totalidade da herança mediante auto de adjudicação lavrado no inventário.

DA HERANÇA E DE SUA ADMINISTRAÇÃO

1. Indivisibilidade da herança
Até a partilha, o direito dos coerdeiros, quanto à propriedade e posse da herança,
será indivisível, e regular-se-á pelas normas relativas ao condomínio (CC, art. 1.791,
parágrafo único). Por isso, o coerdeiro pode alienar ou ceder apenas a sua quota
ideal, ou seja, o direito à sucessão aberta. Éineficaz a cessão, pelo coerdeiro, de
seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente
(art. 1.793, § 2º).

2.Preferência de coerdeiro
O art. 1.795 do CC assegura direito a preferência ao coerdeiro, a quem não se der
conhecimento da cessão. Poderá ele, depositado o preço, haver para si a quota
cedida a estranho, exercendo tal direito se o requerer até 180 dias após a
transmissão.

3.Cessão de direitos hereditários


O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha a coerdeiro,
pode ser objeto de cessão por escritura pública (CC art. 1.793, caput). Cessão de
direitos hereditários, gratuita ou onerosa, consiste na transferência que o herdeiro,
legítimo ou testamentário, faz a outem de todo quinhão ou de parte dele, que lhe
compete após a abertura da sucessão.

4.Responsabilidade dos herdeiros


O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança (CC, art.
1.792). Em nosso direito, a aceitação da herança é sempre por lei, a benefício do
inventário. Incumbe, porém, ao herdeiro a prova do excesso, salvo se houver
inventário que a acuse, demonstrando o valor dos bens herdados.

5.Administração da herança
O inventário deve ser instaurado no prazo de 02 meses, a contar da abertura da
sucessão, cabendo a administração provisória da herança, até o compromisso do
inventariante, sucessivamente: a) ao cônjuge ou companheiro; b) ao herdeiro que
estiver na posse; c) a pessoa de confiança do juiz (CC, arts. 1.796 e 1.797).

ABERTURA DA SUCESSÃO, ACEITAÇÃO E RENÚNCIA DA HERANÇA


A Abertura da Sucessão (também chamada de delação ou devolução sucessória) se
dá no momento da constatação da morte comprovada do de cujus (expressão latina
abreviada da frase de cujus successione agitur – aquele de cuja sucessão se trata,
ou seja, a pessoa que faleceu; de cujus também é chamado de autor da herança).

Legitimados a suceder:
 Podem suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da
abertura da sucessão (art. 1.798 CC);
 Tratando-se de sucessão testamentária, pode também ser contemplada a
prole eventual (filhos ainda não concebidos de pessoas indicadas pelo
testador, desde que vivas na abertura da sucessão). Contudo, se decorridos
dois anos da abertura da sucessão o herdeiro não for concebido, os bens
reservados Caberão aos herdeiros legítimos, salvo disposição em contrário
pelo testador.
 também podem ser contemplados pessoas jurídicas e fundações.

O Princípio Básico do Direito das Sucessões é conhecido como Droit de Saisine


(direito de posse imediata), ou seja, transmite-se automaticamente e imediatamente,
o domínio e a posse da herança aos herdeiros legítimos e testamentários do de
cujus, sem solução de continuidade (ou seja, sem interrupção) e ainda que estes (os
herdeiros) ignorem o fato (art. 1.784 CC). Não necessita da prática de qualquer ato.
No entanto deve-se proceder a um inventário para se verificar o que foi deixado e o
que foi transmitido.

Só se abre sucessão se o herdeiro sobrevive ao de cujus. O herdeiro que sobrevive


ao de cujus, ainda que por um instante, herda os bens por ele deixado e os
transmite aos seus sucessores, se falecer em seguida. Há necessidade de apuração
da capacidade sucessória.
Além disso, é válido frisar que o herdeiro sucede a título universal e o legatário a
título singular.

Falta de legitimação para ser nomeado herdeiro ou legatário (CC, art. 1.801)
a) da pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, bem como do seu cônjuge ou
companheiro, e de seus ascendentes e irmãos;
b) das testemunhas dos testamentos;
c) do concubino do testador casado, salvo se esta, sem culpa sua, estiver
separado de fato do cônjuge há mais de cinco anos;
d) do tabelião, civil ou militar, ou do comandante ou escrivão, perante quem se
fizer, assim como o que fizer ou aprovar o testamento.

Aceitação da herança ou adição – (arts. 1.804 e seguintes do CC) – é o ato jurídico


unilateral pelo qual o herdeiro (legítimo ou testamentário) manifesta livremente o
desejo de receber a herança que lhe é transmitida. A aceitação consolida os direitos
do herdeiro. É também indivisível e incondicional porque não se pode aceitar ou
renunciar a herança em parte e sob condição ou a termo, isto para se preservar a
segurança nas relações jurídicas; a aceitação deve ser pura e simples. Não pode
haver retratação da aceitação da herança. No entanto pode ser anulada e revogada,
se após a sua ocorrência se verifica que o aceitante não é herdeiro.

A aceitação pode ser classificada em:


 Expressa – declaração escrita (pública ou particular).
 Tácita – atos compatíveis com a aceitação da qualidade de herdeiro.
 Presumida – quando o herdeiro permanece silente, depois que é notificado
para que declare se aceita ou não a herança.

Renúncia da herança – Consiste no ato jurídico unilateral pelo qual o herdeiro


declara expressamente que não aceita a herança a que tem direito, despojando-se
de sua titularidade. É ato solene, devendo ser feito por escritura pública (perante o
tabelião) ou termo nos autos (perante o juiz).
Se o herdeiro ―renunciar‖ em favor de outrem, isto não se configura em uma
renúncia propriamentedita. Na verdade, é uma aceitação e imediata transmissão,
havendo a incidência de tributação causa mortis e também inter vivos. Também é
chamada de renúncia translativa. A renúncia válida é a abdicativa, isto é, cessão
gratuita, pura e simples.

Requisitos para a renúncia:


 Capacidade jurídica do renunciante. Os incapazes não podem renunciar, senão
por seu representante legal, autorizado pelo Juiz.
 Forma prescrita em lei; sempre por escrito (escritura pública ou ato judicial); não
há renúncia tácita nem presumida.
 Impossibilidade de repúdio parcial da herança. Esta é indivisível até à partilha.
 Respeito a direitos de eventuais credores. Se a renúncia prejudica credores,
estes podem aceitar a herança.
 Se o renunciante for casado, depende de outorga (uxória ou marital), pois o
direito à sucessão é considerado bem imóvel.

Efeitos da renúncia:
 O renunciante é tratado como se nunca tivesse sido chamado à sucessão; seus
efeitos retroagem à data da abertura da sucessão. O que repudia a herança pode
aceitar legado.
 O quinhão hereditário do repudiante, na sucessão legítima, transmite-se de
imediato aos outros herdeiros da mesma classe (direito de acrescer). Os
descendentes do renunciante não herdam por representação. No entanto se ele
for o único da classe seus filhos herdam por direito próprio e por cabeça.
 O renunciante não perde o usufruto e nem a administração dos bens que, pelo
seu repúdio, foram transmitidos aos seus filhos menores.
 A renúncia da herança é irretratável e irrevogável.

Ineficácia: Pode ocorre pela suspenção temporário dos seus efeitos pelo juiz, a
pedido dos credores prejudicados, que não precisam propor ação revocatória, nem
anulatória, a fim de se pagarem, nos termos do art. 1.813 do CC.
Invalidade: Dá se a invalidade absoluta se não houver sido feita por escritura pública
ou termo judicial, ou quando manifestada por pessoa absolutamente incapaz, não
representada, e sem autorização judicial; e relativa, quando proveniente de erro,
dolo ou coação, ou quando realizada sem anuência do cônjuge, quando exigida.
Irretratabilidade: A renúncia é irretratável (CC, art. 1.812) porque retroage a data da
abertura da sucessão, presumindo-se que os outros herdeiros por elas beneficiados
tenham herdado na referida data.

HERANÇA JACENTE E VACANTE (ARTS 1819 A 1823 CC)


Para falar em herança jacente e vacante é necessário falar em sucessão do
Município, do Distrito Federal e da União. Na verdade, a administração pública não é
herdeira, não lhe é dado o direito de saisine, isto é, não se torna proprietária dos
bens da herança no momento da morte do de cujus, como acontece com os demais
herdeiros.
Quando o falecido não deixar testamento nem herdeiros conhecidos ou quando
estes repudiarem a herança, os bens irão para o Município ou Distrito Federal (se
localizados nas respectivas circunscrições) ou União (se situados em Território
Federal). Mas não de imediato. Há um procedimento legal:

Herança Jacente
Falecendo uma pessoa na situação acima, seus bens são arrecadados. Nomeia-se
uma pessoa (curador) para conservá-los e administrá-los. A característica principal
da herança jacente é a transitoriedade da situação dos bens. Não goza de
personalidade jurídica; é uma universalidade de direito. São expedidos editais
convocando eventuais sucessores. Após a realização de todas as diligências, não
aparecendo herdeiro e decorrido um ano após o primeiro edital, haverá a declaração
de vacância.

Herança Vacante
Superada esta primeira fase, os bens passam, então, para a propriedade do Estado
(em sentido amplo). Mas ainda não de forma plena, mas apenas resolúvel
(propriedade resolúvel —> é a que pode se ―resolver‖, ou seja, se extinguir).
Somente após 05 (cinco) anos da abertura da sucessão a propriedade passa para o
domínio público (Município, Distrito Federal ou União). Comparecendo herdeiro,
converte-se a arrecadação em inventário regular.
Tal declaração não prejudicará os herdeiros que legalmente se habilitarem; mas,
decorridos cinco anos da abertura da sucessão, os bens arrecadados passarão ao
domínio do Município ou do Distrito Federal, se localizados nas respectivas
circunscrições, incorporando-se ao domínio da União quando situados em território
federal (CC, art. 1.822). Ficarão excluídos da sucessão os colaterais que não se
habilitarem até a declaração da vacância (parágrafo único).
O Poder Público, pelo atual Código, não consta mais do rol de herdeiros apontados
na ordem de vocação hereditária. É, portanto, um sucessor irregular, desde que haja
sentença que declare a vacância dos bens.

EXCLUSÃO POR INDIGNIDADE


Indignidade (arts. 1.814/1.818 CC) é uma espécie de incapacidade sucessória que
priva uma pessoa de receber a herança. É uma pena civil, criada pelo legislador,
atingindo os herdeiros necessários, os legítimos e os testamentários. Por haver a
prática de atos ofensivos, enumerados na lei: atentado contra a vida, contra a honra,
e contra a liberdade de testar. A pena de indignidade só alcança o indigno, sendo
representado por seus sucessores, como se morto fosse. São excluídos por
indignidade os herdeiros ou legatários que:
a) houverem sido autores, co-autores ou partícipes em crime de homicídio
doloso, ou tentativa deste, contra a pessoa de cuja sucessão se tratar, seu cônjuge,
companheiro, ascendente ou descendente.
b) houverem acusado caluniosamente em juízo o autor da herança, ou
incorreram em crime contra a sua honra (calúnia, difamação e injúria), ou de seu
cônjuge ou companheira (o).
c) por violência ou fraude, a inibiram ou obstaram o autor da herança de
livremente dispor dos seus bens por ato de última vontade.

Os descendentes do indigno herdam como se ele fosse falecido (representação). O


indigno não terá direito ao usufruto nem administração dos bens que seus filhos
menores herdaram. A exclusão do herdeiro, ou legatário, em qualquer desses casos
de indignidade, será declarada por sentença em ação ordinária, movida por quem
tenha interesse na sucessão (art. 1.815 CC). O prazo é de 04 (quatro) anos, sob
pena de decadência. Os efeitos da sentença declaratória de indignidade retroagem
(ex tunc) à data da abertura da sucessão, considerando o indigno como pré-morto
ao de cujus.
Reabilitação – O art. 1.818 CC permite ao ofendido reabilitar o indigno, desde que o
faça de forma expressa em testamento ou outro ato autêntico (ex.: escritura pública).
É o perdão do indigno.

Procedimento para obtenção da exclusão


A exclusão do indigno depende da propositura de ação específica, intentada por
quem tenha interesse na sucessão, no prazo decadencial de quatro anos, contado
da abertura da sucessão (CC, art. 1.815, parágrafo único). Só estão legitimados
para o ajuizamento da ação os que venham a se beneficiar com a exclusão.
Efeitos da exclusão
 São pessoais os efeitos da exclusão. Os descendentes do herdeiro excluído
sucedem, como se ele morto fosse antes da abertura da sucessão (CC,
art.1.815), por estripe ou representação.
 Os efeitos retroagem à data da abertura da sucessão: o indigno é obrigado a
restituir os frutos e rendimentos que dos bens da herança houver recebido, mas
tem direito a ser indenizado das despesas com a conservação deles (art. 1.817,
parágrafo único).
 Os bens retirados do indigno são chamados bens ereptícios.
 A exclusão acarreta, também, a perda do direito ao usufruto e à administração
dos bens que a seus filhos couberem na herança e á sucessão eventual desses
mesmos bens (art. 1.816, parágrafo único).
 Embora a sentença tenha efeito retro operante, não pode prejudicar direitos de
terceiros de boa-fé. São válidas alienações onerosas a estes feitas pelo herdeiro,
quando ostentava a condição de herdeiro aparente (arts.1.817 e 1.360).

Distinção entre indignidade e deserdação

A indignidade decorre da lei (a sanção é prevista somente nos casos do mencionado


art. 1.814 do CC); na deserdação, é o autor da herança quem pune o responsável,
em testamento, desde que fundada em motivo legal (arts. 1.814, 1.962 e 1.963).
A indignidade é instituto da sucessão legítima, malgrado possa encontrar também o
legatário, enquanto a deserdação só pode ocorrer na sucessão testamentária (art.
1.964).
A indignidade pode atingir todos os sucessores, legítimos e testamentários, inclusive
legatários, ao passo que a deserdação é utilizada pelo testador para afastar de sua
sucessão os herdeiros necessários.

Distinção entre indignidade e deserdação

INDIGNIDADE DESERDAÇÃO
decorre de lei (art. 1814) decorreda vontade do de cujus
manifestada em
testamento (art. 1962)

aplica-seàsucessão legítima só pode ocorrer na sucessão


testamentária

pode atingir todos os sucessores atinge apenas herdeiros necessários.


(legítimos, testamentários, legatários).
DA PETIÇÃO DA HERANÇA

1. Conceito
É a ação que compete ao sucessor preterido, para o fim de ser reconhecido o seu
direito sucessório e obter, em consequência, a restituição da herança, no todo ou em
parte, de quem possua, na qualidade de herdeiro, ou mesmo sem título.

2.Legitimidade ativa
Cabe tal ação a quem se intitula herdeiro e reivindica esse título, com o objetivo de
obter a restituição da herança, no todo ou em parte.

3.Legitimidade passiva
Réu nessa ação é a pessoa que está em posse da herança, como se fosse herdeiro,
aparentando a qualidade, assumindo a posição de herdeiro, sem que,
verdadeiramente, herdeiro seja, ou o que tem a posse de bens hereditários sem
título algum que a justifique.

4.Efeitos
A procedência da ação, decretado em sentença transitado em julgado, gera o
reconhecimento da ineficácia da partilha em relação ao autor da ação, dispensando
a sua anulação.

5.Prescrição
A ação de petição de herança pode ser cumulada com a de investigação de
paternidade. Proclama a Súmula 149 do STF: ―É imprescritível a ação de
investigação de paternidade, mas não é a de petição de herança‖.

DA ORDEM DE VOCAÇÃO HEREDITÁRIA SUCESSÃO LEGÍTIMA

Arts. 1829 – 1844 do Código Civil. Sucessão Legítima é aquela em que o de cujus
faleceu sem testamento (ou ab intestato), ou o testamento deixado caducou, ou é
ineficaz. Há uma relação preferencial das pessoas que são chamadas a suceder o
finado. Se deixou testamento, mas havia herdeiro necessário, é possível que ocorra
uma redução das disposições testamentárias para respeitar a quota dos mesmos,
prevista em lei.
 Dá-se a sucessão legítima (ou ab intestato) em caso de inexistência,
invalidade ou caducidade de testamento e, também, em relação aos bens
nele não compreendidos(Interpretação restrita ao escrito).

 Procede-se ao chamamento dos sucessores de acordo com a ordem


enumerada por lei, ao qual se dá o nome de vocação hereditária.
Em síntese:
Havendo testamento – procede-se à sucessão testamentária, observando-se a
vontade do de cujus, que, lembre-se, somente poderá recair sobre a metade do
patrimônio (pois a outra metade pertence, por direito aos herdeiros necessários).
Não havendo testamento – procede-se à sucessão legítima, observando-se a ordem
da vocação hereditária, prevista no artigo 1829 CC.
Portanto, na sucessão legítima os herdeiros são apresentados pelo legislador e essa
sequência é denominada ordem de vocação hereditária.

Chamamento dos sucessores:


 O chamamento efeito por classes, sendo que a mais próxima exclui a mais
remota, por isso diz-se que tal ordem é preferencial.
 A primeira classe é a dos descendentes. Havendo alguém que a ela pertença,
afastados ficam todos os herdeiros pertencentes às subsequentes, salvo a
hipótese de concorrência com cônjuge sobrevivente ou com companheiro.
 Dentro de uma mesma classe, a preferência estabelece-se pelo grau: o mais
afastado é excluído pelo mais próximo.

VOCAÇÃO DOS HERDEIROS LEGÍTIMOS


A ordem da vocação hereditária, estabelecida pelo art. 1829 do CC, dispõe que
serão chamados:
1º) descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente (salvo quando
casado pelo regime da comunhão universal, separação obrigatória ou comunhão
parcial sem bens particulares incomunicáveis);
2º) ascendentes em concorrência com o cônjuge sobrevivente;
3º) o cônjuge sobrevivente;
4º) os colaterais.

Vejamos cada um deles separadamente:


1º) Descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente:São
contemplados todos os descendentes (filhos, netos, bisnetos), porém, os mais
próximos excluem os mais remotos, salvo os chamados por direito de representação
a herdeiro pré-morto (morte anteriormente).
Os filhos sucedem por cabeça (ou direito próprio), e os outros descendentes, por
cabeça ou por estirpe (representação), conforme se achem ou não no mesmo grau
(art. 1.835)

Da concorrência com o cônjuge: nos termos do art. 1829, I, CC: ATENÇÃO!

O cônjuge CONCORRE com os O cônjuge NÃO CONCORRE


descendentes com os descendentes
- Quando o regime for o da Comunhão quando o regime for o da Comunhão
Parcial de Bens e houverem bens Universal de Bens, pois neste caso o
particulares (ou seja, bens pertencentes cônjuge já possui a meação de todo o
apenas ao de cujus, pois a meação patrimônio. (Por exemplo: o falecido
incidirá apenas sobre os bens comuns). deixou um terreno, que possuía antes
(Por exemplo: o falecido deixou um de casar e uma casa, que adquiriu após
terreno, que possuía antes de casar e o casamento. Deixou cônjuge e dois
uma casa, que adquiriu após o filhos. O cônjuge tem metade tanto do
casamento. Deixou cônjuge e dois terreno como da casa, cabendo a outra
filhos. Com relação à casa, o cônjuge metade aos filhos)
tem a meação, cabendo aos filhos a - Quando o regime for o da Separação
outra metade. Com relação ao terreno, Obrigatória de bens, pois neste caso a
que é bem particular do de cujus, será lei impõe que não haja comunicação do
dividido entre o cônjuge e os dois filhos) patrimônio (maior de 70 anos).
- Quando o regime for o da Separação
Convencional de Bens, pois a lei - Quando o regime for o da Comunhão
exclui a possibilidade apenas quanto à Parcial de Bens e não houverem
Separação Obrigatória. Obrigatória bens particulares (ou seja, bens
de Bens, pois neste caso a lei impõe pertencentes apenas ao de cujus, pois
que não haja comunicação do sobre os bens comuns já haverá direito
patrimônio. à meação). (Por exemplo: o falecido
não possuía bens ao casar e deixou
apenas uma casa, que adquiriu após o
casamento. Deixou cônjuge e dois
filhos. O cônjuge tem a meação da
casa, cabendo aos filhos a outra
metade).

Observações importantes:
 Quanto à proporção em que concorre, o cônjuge receberá quota igual à dos
descendentes que sucedem por cabeça (por direito próprio) e, se for ascendente
dos herdeiros com quem concorrer, sua quota não pode ser inferior a um quarto
(1/4).
 Direito de família: em relação à separação obrigatória de bens, aplica-se para os
maiores de 70 anos, os que dependem de suprimento judicial para casar (os não
emancipados e menores de 18 anos). E neste último, quando o cônjuge atingir a
maior idade pode alterar o regime de separação obrigatória de bens.
 Direito real de habitação, independentemente do regime de bens: imóvel da
família destinado à residência desta (sendo o único bem a inventariar) é
garantido ao cônjuge sobrevivente o direito real de habitação. Não é
unânime.Cada juiz analisará o caso em concreto.

2º) Ascendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente:


Não havendo herdeiros da classe descendente são chamados os ascendentes, em
concorrência com o cônjuge.
A concorrência do cônjuge com os ascendentes INDEPENDE do regime de bens do
casamento (incluindo também o de separação obrigatória), ao contrário do que
ocorre na concorrência com os descendentes como visto acima.
Com relação à proporção com que concorre, se concorrer com ascendente em
primeiro grau terá direito a um terço (1/3) da herança. (Por exemplo, se o falecido
não deixou descendentes, mas deixou pai, mãe e cônjuge, cada um destes terá
direito a 1/3 do patrimônio)
Se houver um só ascendente, terá direito à metade da herança. (Por exemplo, se o
falecido não deixou descendentes e deixou apenas pai e cônjuge, cada um destes
terá direito a metade do patrimônio)
Se houver igualdade em grau e diversidade em linha, os ascendentes da linha
paterna herdam a metade e, os da linha materna a outra metade. (Por exemplo, se o
falecido não deixou descendentes, nem cônjuge, nem pai nem mãe, mas deixou o
casal de avós paternos e apenas a avó materna, o patrimônio será dividido em duas
metades: a metade paterna, que será dividida entre avô e avó paternos, e a metade
materna, que caberá com exclusividade a avó materna)

3º) Cônjuge sobrevivente:


 Em falta de descendente e ascendente, será deferida a sucessão por inteiro ao
cônjuge sobrevivente (CC, art. 1.838), desde que, ao tempo da morte do outro
cônjuge, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há mais
de dois anos, salvo prova, nesse caso, de que essa convivência se tornara
impossível sem culpa do sobrevivente (CC, art. 1.830)
 O cônjuge, sendo herdeiro necessário, não pode ser excluído da sucessão por
testamento deixado pelo de cujus (CC, art. 1.850).
 No regime da separação legal de bens comunicam-se os adquiridos na
constância do casamento (STJ, Súmula 377, independente da prova de esforço
comum para que exista a partilha).
 Tem a jurisprudência admitida a comunicação dos aquestos no regime de
separação convencional de bens, quando tenham resultado do esforço comum
dos cônjuges. Ou seja, se for separação convencional de bens deve ter a prova
de esforço comum para poder receber parte do bem que cabe a ela.

4º) Colaterais:
 Não havendo descendentes, ascendentes, nem cônjuge, serão chamados os
colaterais até quarto grau.
 Na concorrência entre irmãos bilaterais e unilaterais do falecido, estes herdam
metade do que herda aqueles.
 Tios e sobrinhos possuem o mesmo grau de parentesco (3º grau), porém, a
lei privilegiou os sobrinhos em seu art. 1843 CC, estabelecendo que, se o
falecido não tiver irmãos, herdarão os filhos destes (ou seja, os sobrinhos do
falecido) e, não os havendo, os tios.

Município, Distrito Federal e União


 Não sobrevivendo cônjuge, ou companheiro, nem parente algum sucessível, ou
tendo ele renunciado a herança, então se devolve ao Município ou ao Distrito
Federal, se localizada nas respectivas circunscrições, ou à União, quando
situada em território federal (CC, art. 1.844).
 O Poder Público não é herdeiro, não lhe sendo, por isso, reconhecido o direito de
saisine. Apenas recolhe herança na falta de herdeiros.
 Não havendo herdeiros, a herança torna-se jacente, transformando-se
posteriormente em vacante, passando então os bens ao domínio público (CC,
art. 1.822).

Da legítima e da metade disponível:


A ―legítima‖ corresponde à metade do patrimônio do falecido que pertence, por
direito, aos seus herdeiros necessários (descendentes, ascendentes e cônjuge).
A outra metade compõe a chamada ―metade disponível‖, e pode ser deixada
livremente pelo de cujus, através de doação ou testamento, a qualquer pessoa.
Se as doações feitas pelo de cujus excederem a metade disponível deverão os
herdeiros trazê-los à colação (devolver, para que sejam devidamente partilhadas
entre os herdeiros necessários)

Observações importantes:
1.Uma classe só será chamada quando faltarem herdeiros da classe precedente.
Exemplo: os ascendentes só serão chamados na sucessão se não houver
descendentes.
2.Dentro de uma classe, o grau mais próximo, em princípio, exclui o mais remoto.
Exemplo: o de cujus deixou um filho e este possui dois filhos (que são netos do de
cujus); a herança irá somente para o filho, excluindo, neste caso, os netos.
3.Os descendentes, os ascendentes e o cônjuge sobrevivente são considerados
herdeiros necessários; neste caso o testador só poderá dispor por testamento de
metade da herança. Isto é, metade de seus bens irá obrigatoriamente para os
herdeiros necessários (salvo alguma hipótese de deserdação). A outra metade ele
poderá dispor em testamento.
4.Todos os filhos herdam em igualdade de condições (Constituição Federal, art. 227,
§ 6°: “Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os
mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias
relativas à filiação”). Assim, um filho não pode ser chamado de adulterino ou
bastardo. Tanto faz seja ele proveniente de um casamento ou de uma relação
extraconjugal: é filho do mesmo jeito e terá direito à herança.

5.Se houver um testamento essa ordem pode não prevalecer exatamente desta
forma, ou seja, pode haver algumas modificações.

DOS HERDEIROS NECESSÁRIOS

1.Conceito
Herdeiro necessário (legitimário ou reservatário) é o descendente (filho, neto,
bisneto etc.) ou ascendente (pai, avô, bisavô etc.) sucessível, ou seja, é todo
parente em linha reta não excluído da sucessão por indignidade ou deserdação,
bem como o cônjuge (CC, art. 1.845).

2.Legítima e metade disponível


Ao herdeiro necessário a lei assegura o direito à legítima, que corresponde à metade
dos bens do testador (CC, art. 1.846). A outra, denominada metade ou porção
disponível, pode ser deixada livremente. Se não existe herdeiro necessário, a
liberdade de testar é plena, podendo o testador transmitir todo o seu patrimônio a
quem desejar, exceto às pessoas não legitimadas a adquirir por testamento (CC,
arts. 1.798 1 1.801).

3.Cálculo da legítima
Calcula-se o valor da legítima (não testamentária) sobre os bens existentes na
abertura da sucessão, abatida as dívidas dos credores e as despesas do funeral,
adicionando-se, em seguida, o valor dos bens sujeitos a colação (doados
anteriormente, vide CC, art. 1.847), sob pena de sonegação. O herdeiro necessário,
a quem o testador deixar a sua parte disponível, ou algum legado, não perderá o
direito à legitima (art. 1.849).

4.Exclusão dos colaterais


Para excluir da sucessão os herdeiros colaterais, basta que o testador disponha do
seu patrimônio sem os contemplar (CC, art. 1.850), uma vez que só aos
descendentes, ascendentes e cônjuges é assegurado o direito à legítima.

5.Cláusulas restritivas
 O CC proíbe expressamente a conversão dos bens da legítima em outras de
espécie diversa (art. 1.848, §1°).
 Veda, ainda, a imposição de cláusula de inalienabilidade, impenhorabilidade e
incomunicabilidade sobre os bens da legítima, salvo se houver justa causa,
declarada no testamento (art. 1.848, caput).
 A limitação restringe-se ao testado e à legítima não alcançando a parte
disponível nem o doador. A cláusula de inalienabilidade, imposta aos bens por
ato de liberdade, implica impenhorabilidade e incomunicabilidade (art. 1.911).
 Permite-se a sub-rogação do vínculo, mediante autorização judicial havendo
justa causa, alienando-se os bens gravados e convertendo-se o produto em
outros bens, que ficarão sub- rogados (substituição judicial de algo/alguém por
outro na mesma relação jurídica) nos ônus dos primeiros (art. 1.848, §2º). Ex:
Deixou bens para um filho dependente, mas o juiz, para preservar o direito
deste, vendendo e convertendo o valor em outro bem.

DIREITO DE REPRESENTAÇÃO (ARTS. 1851 A 1856)


1.Conceito
Dá-se a sucessão por direito próprio quando a herança é deferida ao herdeiro mais
próximo. E por representação quando chamado a suceder em lugar de parente mais
próximo do autor da herança, porém premorto, ausente ou incapaz de suceder.
Assim, se um dos filhos já é falecido, o seu lugar é ocupado pelos filhos que
porventura tenha, os quais herdam por representação ou estirpe (art. 1.851).

2.Finalidade
A finalidade do direito de representação é mitigar o rigor da regra de que o grau mais
próximo exclui o mais remoto.

3.Requisitos
a) Que o representado tenha falecido antes do representante, salvo hipóteses de
ausência, indignidade ou deserdação;
b) Que o representante seja descendente do representado;
c) Que o representante tenha legitimação para herdar do representado, no
momento da abertura da sucessão;
d) Que não haja solução de continuidade no encadeamento dos graus entre
representante e representado.

4. Hipóteses
 Somente se verifica o direito de representação na linha reta descendente, nunca
na ascendente (CC, art. 1.852).
 Na linha colateral, ocorrerá em favor dos filhos de irmãos do falecido (dos
sobrinhos) quando com irmãos deste concorrerem (art. 1.853).
 Ninguém pode suceder, representando herdeiro renunciante, que é havido como
estranho à herança (art. 1.811). Ex. um amigo representar um herdeiro
renunciante.

5.Efeitos
 Atribui o direito sucessório a pessoas que não sucederiam, por existirem
herdeiros de grau mais próximo, mas que acabam substituindo um herdeiro pré-
morto.
 Os representantes herdam exatamente o que o representado herdaria, se viesse
(art. 1.854).
 A quota hereditária do representante não responde pelas dívidas do
representado, mas pelas do autor da herança, a quem sucede diretamente.
 O quinhão do representado ―partir-se-á por igual entre os representantes‖ (art.
1.855).
 O renunciante à herança de uma pessoa poderá representá-la na sucessão de
outra (art. 1.856). Ex. filho renuncia herança do pai mas não renuncia o da mãe.
 Os netos, representando seus pais, têm a obrigação de levar à colação as
doações que estes receberam do avô, cujos bens estão sendo inventariados (art.
2.009).

Do Direito de Representação:
 Suceder por cabeça = suceder por direito próprio. (Por exemplo, o pai falece
deixando como herdeiros somente os filhos A e B. Cada um destes herdará por
direito próprio)
 Suceder por estirpe = suceder por direito de representação a outro herdeiro pré-
morto, ausente ou incapaz de suceder. (1851). (Por exemplo, o pai falece
deixando como herdeiros o filho A e o neto C, filho de seu filho B, que já havia
falecido anteriormente - pré-morto. O filho A herda por cabeça – por direito
próprio. C herda por direito de representação ao seu pai B, que é pré-morto)
 O direito de representação somente ocorre na linha descendente, jamais na
ascendente. (art. 1852 CC) (Por exemplo: na sucessão do avô, se o filho deste é
pré-morto, herdará o neto, em representação ao pai falecido, juntamente com
seus tios, irmão de seu pai, que herdarão porcabeça. Porém, se o falecido não
tem descendentes e possui apenas mãe viva e avó paterna viva, a mãe herdará
tudo sozinha, se modo que a avó paterna não representará seu filho pré-morto,
pois, não há representação na linha ascendente, somente na descendente)
 Não é admitida a representação a herdeiro que renunciou (art. 1811 CC). (Por
exemplo, o pai falece deixando como herdeiros o filho A e B, sendo que este
último renuncia a herança. O filho A herda por cabeça – por direito próprio. O
neto C não herda por direito de representação ao seu pai B que renunciou, pois
há expressa vedação legal.)
 É admitida a representação a herdeiro excluído por indignidade. (Por exemplo, o
pai falece deixando como herdeiros o filho A e B, sendo que este último foi
excluído por indignidade por ter matado o próprio pai. O filho A herda por cabeça
– por direito próprio. O neto C herda por direito de representação ao seu pai B,
excluído por indignidade, pois os efeitos desta são pessoais.)

Dá-se o direito de representação quando a lei chama certos parentes do falecido a


suceder em todos os direitos, em que ele sucederia, se vivesse (art. 1.851 CC). Só
tem aplicação na sucessão legítima.
Exemplo: A faleceu deixando 05 filhos. Dois deles (B e D) faleceram anteriormente
(ou seja, antes de A). Um desses (B) tinha um filho (G) e o outro (D) tinha dois filhos
(H eL).
Cada um dos filhos de A irá receber 20% do patrimônio do pai. G representará seu
pai na herança de seu avô e receberá a totalidade que seu pai receberia (20%). No
entanto H e L representam D e irão herdar apenas 10% cada um da totalidade da
herança. Os filhos herdam por cabeça ou por direito próprio. Já os netos herdam por
estirpe ou por direito de representação.
Mas neste mesmo exemplo se todos os filhos já fossem pré-mortos, concorrendo
apenas os netos, todos do mesmo grau, a sucessão não seria mais deferida por
representação (ou estirpe), mas por cabeça. Assim, como só há três netos, cada um
herdará um terço da totalidade da herança. Essas cotas chamam-se avoengas, por
serem transmitidas diretamente do avô para os netos.
O direito de representação se aplica ao herdeiro pré-falecido e também ao excluído
por indignidade ou deserdação.
Somente se verifica o direito de representação na linha reta descendente (operando-
se ad infinitum), nunca na ascendente (art. 1.852 CC). Na linha colateral, só ocorrerá
em favor dos filhos de irmãos do falecido (sobrinhos), quando com irmão deste
concorrerem. Mas não há representação na renúncia nem na herança testamentária,
não se aplicando, também aos legados.

SUCESSÃO TESTAMENTÁRIA E TESTAMENTO

Sucessão Testamentária é aquela em que a transmissão hereditária se opera por


ato de última vontade, revestido da solenidade requerida por lei. Em outras palavras,
é a sucessão que se faz por meio de um testamento. Permite a instituição de
herdeiro (sucessor a título universal) ou legatário (sucessor a título singular). Como
já vimos, tem certas limitações, pois deve respeitar a legítima(que é a parte que
cabe aos herdeiros necessários). A sucessão testamentária rege-se pela:
 Lei vigente no momento da feitura do testamento, que regula a capacidade
testamentária ativa e a forma do ato de última vontade.

 Lei que vigorar ao tempo da abertura da sucessão, que rege a capacidade


testamentária passiva e a eficácia jurídica do conteúdo das disposições
testamentárias.

Testamento — é um ato personalíssimo, unilateral, solene e revogável pelo qual


alguém dispõe no todo ou em parte de seu patrimônio para depois de sua morte.
Codicilo: hermenêutica restritiva testamentária.
O testamento serve também para a nomeação de tutores, reconhecimento de filhos,
deserdação de herdeiros, revogação de testamentos anteriores e outras declarações
de última vontade.
O testamento é ato unilateral e individual, não podendo ser feito em conjunto com
outra pessoa (é nulo o testamento conjuntivo). Proíbe-se, os pactos sucessórios, ou
seja, estipulações bilaterais, de feição contratual, em favor dos estipulantes ou de
terceiros, afastando-se a possibilidade de contratos que tenham por objeto herança
de pessoa viva (art. 426 C.C. – pacta corvina). É ato personalíssimo, podendo ser
revogado.
O testamento, por ser um negócio jurídico, requer para a sua validade agente capaz,
objeto lícito e forma prescrita ou não defesa em lei. É um negócio jurídico que requer
uma série de solenidades. Caso não sejam observadas, o ato será considerado nulo
(conforme a regra geral do art. 166, V do CC). Também é necessária a análise da
capacidade testamentária ativa e passiva.

Capacidade Testamentária Ativa


A capacidade testamentária ativa é a capacidade para fazer o testamento. O Código
Civil estabelece apenas como incapazes de testar (art. 1.860 CC): os menores de
dezesseis anos, os desprovidos de discernimento (ex.: os que não estiverem em
perfeito juízo, surdos-mudos, que não puderem manifestar a sua vontade, etc.) e a
pessoa jurídica.
Assim, podem testar o cego, o analfabeto, o pródigo, o falido, etc. Os maiores de 16
anos, mas menores de 18 anos, apesar de relativamente incapazes, podem testar,
mesmo sem a assistência de seu representante legal.
A incapacidade posterior à elaboração do testamento não o invalida. A capacidade
para testar deve existir no momento em que o testamento é feito, pois a
incapacidade superveniente não invalida o testamento eficaz. O testamento do
incapaz não pode ser convalidado com a superveniência da capacidade.

Capacidade Testamentária Passiva


A capacidade testamentária passiva é a capacidade para adquirir por testamento.
Rege-se pela regra genérica de que são capazes todas as pessoas, físicas ou
jurídicas, nacionais ou estrangeiras, maiores ou menores, existentes ao tempo da
morte do testador.
Não podem ser contemplados por testamento as coisas inanimadas, os animais e as
entidades místicas. Se o beneficiário do testamento já morreu (pré-morto), a cláusula
é considerada caduca.

São absolutamente incapazes para adquirir por testamento:


1. Os indivíduos não concebidos (o nascituro possui capacidade, pois já foi
concebido) até a morte do testador, salvo se a disposição deste se referir à
prole eventual de pessoas por ele designadas e existentes ao abrir-se a
sucessão.
2. As pessoas jurídicas de direito público externo relativamente a imóveis
situados no Brasil.

São relativamente incapazes para adquirir por testamento, proibindo que se


nomeiem herdeiros ou legatários:
1. A pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, seu cônjuge, seus
ascendentes, descendentes e irmãos.
2. As testemunhas do testamento.
3. O concubinário (amante) do testador casado, salvo se este, sem culpa sua,
estiver separado de fato do cônjuge há mais de 05 anos.
4. O tabelião, civil ou militar, o comandante, ou escrivão, perante o qual se fizer,
assim como o que fizer, ou aprovar o testamento.

Restrições do testamento
Não se pode dispor de mais da metade dos bens havendo herdeiros necessários
(descendentes, ascendentes e cônjuge sobrevivente), salvo se os mesmos forem
deserdados. As disposições que excederem à metade disponível será reduzida ao
limite dela. Reduzem-se também as doações feitas em vida, que atingiram a legítima
dos herdeiros necessários (são chamadas doações inoficiosas).
Um testamento pode ser revogado por outro (de qualquer espécie), total ou
parcialmente. Não há uma hierarquia entre os testamentos.

FORMAS DE TESTAMENTO

1) ORDINÁRIO: a) Público; b) Particular; c) Cerrado


2) ESPECIAL: a) Militar; b) Marítimo; c) Aeronáutico

TESTAMENTO ORDINÁRIO
Testamento Público (arts. 1.864 a 1.867 CC)
Testamento público é o lavrado por tabelião em livro de notas, de acordo com a
declaração de vontade do testador, exarada verbalmente (o mudo não pode) em
língua nacional, perante o oficial. É o testamento mais seguro. Porém tem o
inconveniente de permitir a qualquer pessoa conhecer o seu teor. Podem testar de
forma pública: os analfabetos, os surdos (desde que não sejam mudos). O cego só
pode testar por testamento público. Só não podem assim testar os mudos e os
surdo- mudos.
Requisitos:
a)Deve ser escrito, manualmente ou mecanicamente, na língua nacional, podendo
ser inserto em partes impressas de livro de notas (CC, art. 1.864, parágrafo único).
b)Deve ser lido em voz alta pelo tabelião ao testador e às duas testemunhas, a um
só tempo, ou pelo testador, se o quiser, na presença destes e daquele (CC, art.
1.864, III).
c)Se o testador não souber, ou puder assinar, o tabelião assim declarará, assinando,
nesse caso, pelo testador e a seu rogo, uma das testemunhas instrumentárias (art.
1.865).
d)O indivíduo inteiramente surdo, sabendo ler, lerá o seu testamento, e, se não
souber, designará que o faça em seu lugar, perante as testemunhas (CC, art. 1.864).
e)Ao cego só se permite o testamento público, que lhe será lido, em alta voz, duas
vezes, uma pelo tabelião e outra por uma das testemunhas, designadas pelo
testador (CC, art. 1.867).

Legitimação ativa
Só não podem testar publicamente os mudos e os surdos-mudos, por não poderem
fazer declarações ao tabelião de viva voz (CC, art. 1.864, I). Podem fazê-lo: os
surdos (que não sejam mudos), os alfabetizados em geral, os analfabetos (art.
1.865) e os cegos (art. 1.867).
Com a abertura da sucessão, o traslado é apresentado em juízo. Depois de lido e
não tendo vícios o Juiz ordena o registro e cumprimento.

Testamento cerrado (arts. 1.868 a 1.875 CC)


Testamento cerrado é o escrito em caráter sigiloso, feito e assinado pelo testador ou
por alguém aseu rogo, completado por instrumento de aprovação lavrado por oficial
público em presença de 02 (duas) testemunhas idôneas. Também é chamado de
secreto ou místico.
O analfabeto e o cego não podem testar desta forma. O surdo-mudo só poderá fazer
esse testamento se souber ler e escrever. Ao entregá-lo ao oficial deve escrever na
face externa ―que é seu testamento cuja aprovação lhe pede‖.

Contém quatro elementos:


1. Cédula testamentária – escrita pelo testador (ou alguém a seu rogo, desde que
não seja beneficiário), em caráter sigiloso. As disposições testamentárias estão
nesta fase.
2. Auto de entrega – o testador (não se admite portadores) entrega a cédula ao
tabelião na presença das testemunhas, que não precisam saber do teor do
testamento.
3. Auto de aprovação – lavrado pelo oficial público para assegurar a autenticidade
do ato; todos (oficial, testador, testemunhas) assinam o instrumento.
4. Cerramento – o tabelião lacra o envelope com cera derretida, costura a cédula
com cinco pontos de retrós e lança pingos de lacre sobre cada um. Após isso o
tabelião entrega ao testador, lançando em seu livro nota do lugar, ano, mês e dia
em que o testamento foi aprovado e entregue.

Requisitos:
 Escrito (em língua nacional ou estrangeira – art. 1.871 CC) e assinado pelo
testador; pode ser escrito mecanicamente, desde que todas as páginas sejam
numeradas e autenticadas com sua assinatura (art. 1.868, parágrafo único CC).
 Entregue ao oficial na presença de 02 (duas) testemunhas.
 Oficial pergunta se este é o testamento e exara o auto de aprovação, tendo-o por
bom, firme e valioso.
 Leitura do auto de aprovação.
 É cerrado (fechado e lacrado) e costurado.

Morto o testador, deve o testamento cerrado ser apresentado ao Juiz para as


formalidades da abertura, e para que o Juiz mande registrar, arquivar e cumprir (arts.
1.125 e 1.126 do C.P.C.).

Observações:
1.Estão proibidas de usar este testamento as pessoas que não saibam ler
(analfabetos e cegos).

2.As testemunhas, ao contrário do testamento público, não sabem quais são as


disposiçõestestamentárias.
3.Desvantagens: possui muitas formalidades, pode ser ocultado; qualquer vício o
invalida (ex: lacre rompido).

Testamento particular (arts. 1.876 a 1.880 CC)


O testamento particular (também chamado de aberto, ológrafo ou privado), é o
escrito pelo testador e lido em voz alta perante três testemunhas idôneas, que
também assinam. É a forma menos segura de se testar, porque depende de
confirmação em juízo pelas testemunhas. É permitido aos que sabem ler e escrever.
Não pode ser utilizado pelo cego, analfabeto e os incapacitados de escrever.

Requisitos:
 Escrito de próprio punho pelo testador ou mediante processo mecânico (art.
1.876 CC) – neste caso não pode conter rasuras ou espaços em branco.
 03 (três) testemunhas.
 Leitura do testamento pelo testador.
 Publicação, em juízo, após a morte do testador.
 Homologação do testamento pelo Juiz.
 Sobrevivência de pelo menos uma das testemunhas. Se as testemunhas forem
afirmativas (contestes) sobre o fato ou pelo menos da leitura perante elas e
reconheçam suas assinaturas o testamento será confirmado. Em casos
excepcionais o testamento sem testemunhas poderá ser confirmado pelo Juiz,
desde que se convença da sua veracidade.

Morto o testador, será publicado em juízo, com citação dos herdeiros legítimos. Pelo
menos uma das testemunhas deve reconhecer sua autenticidade. Após isso e
ouvido o Ministério Público o Juiz confirmará o testamento.

Codicilo
Conceito: Codicilo é o ato de última vontade, destinado porém a disposições de
pequeno valor. Formalidades
Não se exigem maiores formalidades para sua validade. Basta que o instrumento
particular seja inteiramente escrito pelo testador e por ele datado e assinado (CC,
art. 1.881). Tem sido admitido codicilos datilografados, que devem, porém ser
datados e assinados de cujus. Não se exige assinatura de testemunhas. Pode
assumir a forma de ato autônomo ou complementar do testamento. (art.1.882).
Finalidades
a) Para o autor da herança fazer disposições do seu enterro;
b) Deixar esmolas de pouco monta;
c) Legar móveis, roupas ou jóias, de pouco valor, de seu uso pessoal (CC, art.
1.881);
d) Nomear e substituir testamenteiros (CC, art. 1.883);
e) Reabilitar o indigno (CC, art. 1.818);
f) Destinar verbas para o sufrágio de sua alma (CC, art. 1.998);
g) Reconhecer filho havido fora do matrimônio, uma vez que o art. 1.609, II, do CC
permite tal ato por ―escrito particular‖.

Objeto
Só valem liberalidades que tenham por objeto bens e valores de pouca monta. A
aferição do pequeno valor é feita com base no montante do patrimônio deixado.

Revogação
Revoga-se o codicilo por outra codicilo (expressamente) ou pela elaboração de
testamento posterior, sem confirmá-lo, ou modificá-lo (tacitamente). A falta de
qualquer referência ao codicilo, no testamento posterior, importa revogação tácita
daquele (CC, art. 1.884). Testamento revoga codicilo, mas a recíproca não é
verdadeira.

TESTAMENTOS ESPECIAIS

São os de caráter provisório, feitos em situações de emergência.

Testamento Marítimo e Aeronáutico

Testamento marítimo
 Constitui forma especial de testamento. Pode ser elaborado por passageiros e
tripulantes, estando o testador em viagem, a bordo de navio nacional, de guerra
ou mercante (CC, art. 1.888), diante do surgimento de algum risco de vida.
 Pode revestir forma assemelhada ao público ou cerrado (CC, art. 1.888).
 Não valerá se, ao tempo em se faz, o navio estava em porto onde o testador
pudesse desembarcar e testar na forma ordinária (CC, art. 1.892).
Testamento aeronáutico
 Testamento aeronáutico, por guarda semelhança com o marítimo, foi disciplinado
na mesma seção, estendendo-se-lhe a regulamentação deste.
 Quem estiver em viagem, a bordo de aeronave militar ou comercial, pode testar
perante pessoa designada pelo comandante (CC, art. 1.899), observado o
disposto no art. 1.888.
 Caducará o testamento marítimo ou aeronáutico se o testador não morrer na
viagem, nem nos noventa dias subsequentes ao seu desembarque em terra,
onda possa fazer, na forma ordinária, outro testamento.
Observação: se o testador não morrer na viagem ou nos 90 dias subsequentes após
o desembarque, o testamento perde a validade (caduca).

Testamento Militar
Testamento militar é a declaração de última vontade feita por militares e demais
pessoas a serviço do exército em campanha, dentro ou fora do país. Deve ser
escrito por autoridade militar, na presença de duas testemunhas. Admite a forma
nuncupativa, isto é, feita por pessoa ferida; neste caso, pode ser feito de viva voz na
presença de duas testemunhas.
Em qualquer hipótese, se o testador não morrer na guerra ou nos 90 dias
subsequentes em lugar onde possa testar na forma ordinária, o testamento
caducará.

Testamento vital
Constitui uma declaração unilateral de vontade, em que a pessoa manifesta o desejo
de ser submetida a determinado tratamento, na hipótese de se encontrar doente, em
estado incurável ou terminal, ou apenas declara que não deseja ser submetida a
nenhum procedimento que evite sua morte.

Registro, Arquivamento e Cumprimento


Após a morte do testador, o testamento deve ser apresentado ao Juiz que o
mandará registrar, arquivar e cumprir, se não houver vício externo que o torne
suspeito de nulidade ou falsidade. Depois de efetuado o registro, o mérito das
disposições testamentárias será examinado no inventário ou em ação ordinária
própria.

DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS

Introdução
O testamento, além da nomeação de herdeiro ou legatário, pode encerar outras
disposições. Neste capitulo o CC trata do conteúdo do testamento, estabelecendo o
que pode e o que não pode conter (regras permissivas e proibitivas) e como dever
ser interpretada a vontade do testador (regras interpretativas).
Não há a figura do testamento em conjunto, ou seja testamento deixado por duas ou
mais pessoas.

Regras interpretativas
 Quando a cláusula testamentária for suscetível de interpretações diferentes,
prevalecerá a que melhor assegure a observância da vontade do testador (CC,
art. 1.899).
 Só se admite a utilização de prova externa para a elucidação de contradição ou
obscuridade sobre o herdeiro, o legatário ou a coisa legada (art. 1.903).
 A disposição geral em favor dos pobres ou entidades particulares de caridade
entender-se-á relativa aos do lugar do domicílio do testador (art. 1.902).
 Se o testamento nomear dois ou mais herdeiros, sem discriminar a parte de cada
uma, partilhar-se-á por igual, entre todos, a porção disponível do testador (art.
1.904).
 Se o testado nomear certos herdeiros individualmente e outros coletivamente, a
herança será dividida em tantas quotas quantos forem os indivíduos e os grupos
designados (art.1.905).
 Se forem determinadas as quotas de cada herdeiro, e não absorverem toda
herança, o remanescente pertencerá aos herdeiros legítimos, segundo a ordem
da sucessão hereditária (art. 1.906).
 Se forem determinados os quinhões de uns e não os de outros herdeiros,
distribuir-se-á por igual a estes últimos o que restar, depois de completas as
porções hereditárias dos primeiros (art. 1.907).
 Dispondo o testador que não caiba ao herdeiro instituído certo e determinado
objeto, dentre os da herança, tocará ele aos herdeiros legítimos (art. 1.908).
 A ineficácia de uma disposição testamentária importa a das outras que, sem
aquela, não teriam sido determinadas pelo testador (art. 1.910).

Regras proibitivas
O art. 1.898 do CC impede a nomeação de herdeiro a termo, salvo nas disposições
fideicomissárias, considerando não escrita a fixação da data ou termo em que deva
começar o direito do herdeiro. Não terá este que aguarda o momento estabelecido
pelo testador.
É nula a disposição:
a) que institua herdeiro ou legatário sob a condição captatória (condição pela qual o
testador, para que alguém figure como seu herdeiro, ou legatário, obriga o
beneficiário a nomeá-lo, ou a terceiro, como seu herdeiro ou legatário) de que este
disponha, também por testamento, em benefício do testador, ou de terceiro;
b) que se refira a pessoa incerta, cuja identidade não se possa averiguar;
c) que favoreça a pessoa incerta, cometendo a determinação de sua identidade a
terceiro;
d) que deixa a arbítrio do herdeiro, ou de outrem, a fixação do valor legado; e) que
favoreça as pessoas a que se referem os arts. 1.801 e 1.802 (CC, art. 1.900, I a V).

Regras permissivas
As do art. 1.897 do CC
a) Nomeação de herdeiro, ou legatário, de forma pura e simples: quando o testador
não impõe nenhuma condição, ônus ou qualquer limitação ao direito do
beneficiário;
b) Nomeação sob condição: quando sua eficácia fica subordinada a evento futuro e
incerto. A condição pode ser suspensiva e resolutiva (CC, arts. 126 e 127);
c) Nomeação com encargo (para certo fim ou modo): quando o testador impõe um
ônus ou obrigação do beneficiário, como a de cuidar de certa pessoa, por ex.;
d) Por certo motivo, na hipótese de o testador declarar a razão que o levou a fazer
liberalidade;
e) Nomeação a termo, somente nas disposições fideicomissárias (fora desta
hipótese, a designação será tida por não escrita) ou quando se tratar de
nomeação de legatário (CC, art. 1.924), pois a proibição constante do art. 1.898
só atinge o herdeiro.
As do art. 1.911 do CC
É permitida a imposição, pelo testador de ônus ou gravame sobre os bens que
integram a herança e compõem a metade disponível (cláusula de inalienabilidade,
vitalícia ou temporária, impenhorabilidade e incomunicabilidade dos bens). Salvo se
houver justa causa, declarada no testamento, não podem tais cláusulas ser
estabelecidas sobre os bens da legítima (CC, art. 1.848). Ex. deficiente, cláusula de
incomunicabilidade para proteger.

LEGADOS
Conceito: legado é a coisa certa e determinada deixada a alguém, denominado
legatário, em testamento ou codicilo. Difere da herança, que é a totalidade ou parte
ideal do patrimônio do de cujus.

Legatário ou prelegatário
Legatário é o indivíduo contemplado em testamento com coisa certa e determinada.
Prelegatário ou legatário precípuo é o herdeiro legítimo que recebe os bens que
integram o seu quinhão na herança e também é beneficiado com um legado.

Classificação quanto ao objeto

a) legado de coisas

 legado de coisa alheia;


 legado de coisa do herdeiro ou do legatário;
 legado de coisa móvel que se determina pelo gênero ou pela espécie;
 legado de coisa comum;
 legado de coisa singularizada;
 legado de coisa ou quantidade localizada;
 legado de coisa incerta;

b) legado de crédito/débito (o falecido pode deixar certa quantia em dinheiro


para o legatário ou então perdoar uma dívida do legatário);
c) legado de alimentos (o testador determina ao onerado que alimente alguém);
d) legado de usufruto;
e) legado de imóvel;
f) legado de dinheiro;
g) legado de renda ou pensão periódica;
h) legado alternativo (o falecido deixa para o legatário uma coisa ou outra,
cabendo a escolha ao herdeiro onerado);
i) legado de cota condominal (ex. joão e josé têm um barco, joão deixa esse
barco para maria, então se trata apenas da metade do barco, e maria será
condômina do barco com josé);
j) sub legado com encargo (testador determina ao legatário que dê uma coisa
dele para ganhar outra (ex. testador determina ao legatário que dê uma coisa
dele para ganhar outra, ou seja, testador deixa casa para ―A‖ se ―A‖ der um
carro para ―B‖. A casa é legado e o carro é sub legado. ―A‖ é legatário e ―B‖
sub legatário.
k) legado de direito real limitado (ao invés da propriedade de um bem, o falecido
deixa uma superfície, habilitação ou usufruto deste bem para o legatário e a
propriedade-nua para outrem);
l) legado compensatório (o falecido deve R$1.000,00 a João e lhe deixa uma
jóia, seria uma compensação da dívida se for expresso. Se o credor não
quiser a compensação, basta renunciar ao legado compensatório e cobrar a
dívida ao espólio).

Legado de coisas
Normalmente legado ~e de coisa própria, contudo há legado de coisa alheia. Ex. de
coisa alheia: o falecido deixa um cavalo de raça para João, mas o falecido nunca
teve um cavalo, então o herdeiro onerado deve comprar um cavalo para o legatário.

Legado de coisa alheia


É ineficaz o legado de coisa certa que não pertença ao testador no momento da
abertura da sucessão (CC. ar. 1.912). A regra comporta duas exceções:

a) o testador ordena que o herdeiro ou legatário entregue coisa de sua


propriedade a outrem (CC, art. 1.913);
b) quando há legado de coisa que não se determine pelo gênero ou espécie (art.
1.915).

Legado de coisa comum


Se a coisa legada for comum e somente em parte pertencer ao devedor (herdeiro),
ou, no caso do art. 1.913 do CC, ao herdeiro ou ao legatário só quanto a essa parte
valerá o legado (art. 1.914).

Legado de coisa singularizada


Se o testado especificar as coisas por suas características, só terá eficácia o legado
se a coisa for encontrada ou ainda pertencer ao de cujus ao tempo da sua morte
(art.1.916).

Legado de coisa legalizada


O legado de coisa que deva encontrar-se em certo lugar, só terá eficácia se nele for
achada, salvo se removida a título transitório (art. 1.917).

Legado de crédito ou de quitação de dívida


O legado de crédito, ou de quitação de dívida, terá eficácia somente até a
importância desta, ou daquele, ao tempo da morte do testador (CC, art. 1.918).
Cumpre-se este legado entregando o herdeiro ao legatário o título respectivo (§1º).
Legado de alimentos
O legado de alimentos abrange o sustento, a cura, o vestuário e a casa, enquanto o
legatário viver, além da educação, se ele for menor (art. 1.920).

Legado de usufruto
Quando o testador não fixa o tempo do legado do usufruto, entende-se que é
vitalício, ou seja, deixado por toda a vida do legatário (art. 1.921).

Legado de imóveis
Nessa espécie de legado não se compreendem na liberalidade novas aquisições
que lhe tenha ajuntado o testador, ainda que contíguas, salvo expressa declaração
em contrário (art. 1.922).

Efeitos do legado
 Quanto à sua aquisição:
O legatário, aberta a sucessão, adquire a propriedade de coisa certa existente no
acervo, salvo se o legado estiver sob condição suspensiva (art. 1.923). Quanto à
posse, a aludida abertura confere-lhe somente o direito de pedi-la aos herdeiros
instituídos, não podendo obtê-la por sua própria autoridade (§1º).

 Quanto às modalidades:
Frutos da coisa legada - malgrado o legatário tenha de pedir o legado ao herdeiro,
pertence-lhe os frutos desde a morte do testador, exceto se dependente de condição
suspensiva, ou de termo inicial (art. 1.923), § 2º).

Legado em dinheiro – o legado em dinheiro só vence juros desde o dia em que se


constituir em mora a pessoa obrigada a prestá-la (art. 1.925)
Legada de renda - se o legado consistir em renda vitalícia ou pensão periódica, esta
ou aquela correrá da morte do testador (art. 1.925).
Legado coisa incerta - se o testador limitou-se a determinar o gênero ou a espécie
da coisa, tocará ao herdeiro, que é devedor, escolhê-la, guardando porém, o meio-
termo entre os congêneres da melhor e pior qualidade.
Legado alternativo – nessa espécie presume a lei deixada ao herdeiro a opçãodele,
por ser o devedor (CC, art. 1.932), salvo se o testador houver estipulado de forma
diversa, atribuindo-a a terceiro ou ao legatário.
Responsabilidade pelo pagamento do legado
No silêncio do testamento, o cumprimento dos legados incumbe aos herdeiros e,
não os havendo, aos legatários, na proporção do que herdarem (CC, art. 1.934).

Caducidade dos legados


Conceito: Caducidade vem a ser a ineficácia, por causa ulterior, de disposição
testamentária originariamente válida. Não se confunde com nulidade, em que o
testamento já nasce inválido, por inobservância das formalidades legais ou em razão
da incapacidade do agente.

Causas objetivas
a) Modificação da coisa legada, pelo testador, ao ponto de já não ter forma nem lhe
caber a denominação que possuía (CC, art. 1.939, I);
b) Alienação da coisa legada, pelo testador, por qualquer título, no todo ou em parte
(art. 1.939, II);
c) Evicção ou perecimento da coisa legada, sem culpa do herdeiro ou legatário
incumbido do seu cumprimento, estando vivo ou morto o testador (art. 1.939, III).

Causas subjetivas

a) Exclusão do legatário por indignidade, nos termos do art. 1.815 (CC, art. 1.939,
IV);
b) Falecimento do legatário (art. 1.939,V) antes do testador (premoriência);
c) Renúncia do legatário (art. 1.943), que não pode ser parcial: ou aceita totalmente
o legado ou a ele renuncia integralmente;
d) Falecimento do legatário antes do implemento da condição suspensiva a que
estava subordinada a eficácia da gratificação (art. 1.943);
e) Falta de legitimação do legatário no momento da abertura da sucessão, nos
termos do art. 1.802 do CC.

DIREITOS DE ACRESCER ENTRE OS HERDEIROS


Quando vários herdeiros ou legatários, pela mesma disposição testamentária, forem
conjuntamente chamados à herança em quinhões determinados, e qualquer deles
não puder (ex.: pré-morte, indignidade, renúncia, etc.) ou não quiser aceitá-la, a sua
parte acrescerá à dos outros co-herdeiros ou co-legatários (salvo direito do
substituto). Exemplo: A deixa seus bens a B, C e D. Se um deles falecer antes de A,
sua parte retornará ao monte, acrescendo ao quinhão dos outros dois. Mesmo que D
tenha filhos estes não receberão os bens por representação.
Obs. Não haverá direito de acrescer se a cédula testamentária for declarada nula ou
anulada, caso em que subsistirá a sucessão legítima (art. 1.788 CC).

Hipóteses legais

a) Pré-morte do nomeado;
b) Exclusão por indignidade (art. 1.804);
c) Falta de legitimação, nos casos do art. 1.801;
d) Não verificação da condição sob a qual foi instituído;
e) Renúncia.

Requisitos

a) Nomeação de coerdeiros, ou colegatários, na mesma disposição testamentária


(não necessariamente na mesma frase);
b) Deixa dos mesmos bens ou da mesma porção de bens;
c) Ausência de quotas hereditárias determinadas.

Espécies

a) Conjunção real (re tantum), quando os diversos instituídos são chamados, por
frases distintas, a suceder na mesma coisa, por frases distintas, a suceder na
mesma coisa, sem discriminação dos quinhões.
b) Conjunção mista (re et verbus), quando o testador, na mesma frase, designa
vários herdeiros ou legatários para a mesma coisa, sem distribuição de partes.
c) Conjunção verbal, quando o testador, na mesma disposição designa herdeiros ou
legatários, especificando o quinhão de cada um.
Efeitos
A parte do herdeiro ou legatário que faltar será recolhida pelo substituto designado
pelo testador, se este, prevendo o acontecimento, tiver feito a nomeação. Caso
contrário, acrescerá ao quinhão dos remanescentes. Tal acréscimo não ocorrerá,
entretanto, se o testador, ao fazer a nomeação conjunta, especificar o quinhão de
cada um. As conjunções real e mista geram o direito de acrescer. O mesmo não
ocorre com a verbal, em que o testador especifica quinhões.

HERDEIROS NECESSÁRIOS E REDUÇÃO DAS


DISPOSIÇÕESTESTAMENTÁRIAS

Herdeiros Necessários não estão, obrigatoriamente, ligados a um tipo de Sucessão.


São assim considerados por ser uma qualidade dada somente a alguns parentes
próximos do de cujus, determinados pelo art. 1.845: ―São herdeiros necessários os
descendentes, os ascendentes e o cônjuge.‖
Não é aquele somente tipificado em Lei, como o Herdeiro Legítimo. Como possui a
qualidade de necessário, a lei confere ao mesmo o direito à Legítima. O de cujus de
maneira alguma pode, por arbítrio próprio, se furtar a transferir ao herdeiro
necessário a Legítima a que este possui direito. Contudo, nada impede que o
herdeiro necessário renunciar a herança, na conformidade da Lei.

Legítima e Metade Disponível do patrimônio do de cujus – Distinção

O patrimônio de uma pessoa, enquanto viva, pode ser dividido em duas metades: a
Legítima e a metade disponível. Entretanto, tal distinção somente produzirá efeitos
práticos se houverem herdeiros necessários em jogo (Descendentes, Ascendentes
e/ou Cônjuge sucessíveis).

A metade chamada de Legítima é aquela que a lei transmite obrigatoriamente, e de


maneira igual, aos herdeiros necessários, a não ser que eles mesmos (e seus
cônjuges, se houver), de maneira expressa, renunciem à herança, por força do art.
1.846 do Código Civil: ―Pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a
metade dos bens da herança, constituindo a legítima.‖

No caso dessa ressalva, nem o próprio autor da herança poderá deixar de transferir
a Legítima para algum herdeiro necessário.
A outra metade do patrimônio, chamada de Metade Disponível, é aquela que o autor
da herança pode deixar para quem quiser, mediante um ato de disposição de última
vontade (Testamento ou Codicilo), a priori, não há restrições visíveis quanto à forma
de disposição da metade disponível, contudo, mesmo a disposição de última
vontade deve obedecer a certas determinações emanadas da lei.

SUBSTITUIÇÕES E FIDEICOMISSO
Substituição hereditária é a disposição testamentária na qual o testador chama uma
pessoa para receber, no todo ou em parte, a herança ou o legado, na falta ou após o
herdeiro ou o legatário nomeado em primeiro lugar. O testador, prevendo a hipótese
de um herdeiro ou legatário não aceitar ou não poder aceitar a herança, nomeia-lhe
substitutos.

Pode ocorrer nas hipóteses de premoriência (morrer primeiro), exclusão por


indignidade, renúncia, não implemento de condição imposta pelo testador, etc.

Espécies de substituição:

1)Vulgar ou Ordinária

a) simples (ou singular)


b) coletiva (ou plural)
c) recíproca

2)Fideicomissária

3)Compendiosa

1. Substituição Vulgar ou Ordinária – Ocorre a substituição vulgar quando o testador


designa uma ou mais pessoas para ocupar o lugar do herdeiro ou legatário que não
quiser ou não puder aceitar o benefício. Estabelece a vocação direta (é uma
substituição direta), pois o substituto herda diretamente do de cujus, e não do
substituído.

A substituição vulgar pode ser:


 Simples – quando é designado um só substituto ao herdeiro ou legatário.
Exemplo: deixo meus bens para ―A‖. Se ele não quiser os bens irão para ―B‖.
 Coletiva – quando há mais de um substituto. Exemplo: deixo meus bens para
―A‖. Se ele não quiser os bens irão para ―B‖ e ―C‖.
 Recíproca – quando o testador, ao instituir uma pluralidade de herdeiros ou
legatários, os declara substitutos uns dos outros (admite-se também a
nomeação de uma pessoa estranha). Exemplo: deixo meus bens para ―A‖, ―B‖
ou ―C‖. Se um deles não quiser (ou não puder aceitar) a quota dele irá para os
demais herdeiros (ou para uma outra pessoa, ―D‖).

2. Substituição Fideicomissária – O Fideicomisso é forma de substituição indireta.


Consiste a substituição fideicomissária na instituição de herdeiro ou legatário com a
obrigação de, por sua morte, a certo tempo ou sob condição preestabelecida,
transmitir a herança ou o legado a uma outra pessoa. Estabelece-se uma vocação
dupla: direta (para o herdeiro ou legatário instituído, que desfrutará do benefício por
um certo tempo estipulado pelo de cujus) e indireta (ou oblíqua para osubstituto).
Exemplo: deixo minha fazenda para A (que é meu caseiro há muitos anos), mas com
a sua morte estes bens passarão a ser dos filhos de B (que é irmão). Notem que
neste caso ―B‖ não é herdeiro necessário do de cujos. Seus filhos são meus
sobrinhos.

Limitação: O CC estabelece que a referida estipulação somente é permitida ―em


favor dos não concebidos ao tempo da morte do testador‖ (art. 1.952). Limita, desse
modo, a instituição do fideicomisso somente em benefício da prole eventual. Se ao
tempo da morte do testador já houver nascido o fideicomissário, adquirirá este a
propriedade dos bens fideicomitidos, convertendo-se em usufruto o direito do
fiduciário (parágrafo único).

Personagens
a) O fideicomitente (testador);
b) O fiduciário ou gravado: em geral, pessoa de confiança do testador, chamado a
suceder em primeiro lugar para cuidar do patrimônio deixado;
c) O fideicomissário condicional, se depender do implemento de condição
resolutiva.

Espécies
a) Fideicomisso vitalício, em que a substituição ocorre com a morte do fiduciário;
b) Fideicomisso a termo, quando ocorre no momento prefixado pelo testador;
c) Fideicomisso condicional, se depender do implemento de condição resolutiva.
Requisitos (art. 1.951)
a) Dupla vocação;
b) Ordem sucessiva;
c) Obrigação de conservar para depois restituir. Direitos e deveres do fiduciário
• Ser titular de propriedade restrita e resolúvel (CC, art. 1.953);
• Poder exercitar todos os direitos inerentes ao domínio;
• Conservar e restituir a coisa;
• Proceder o inventário dos bens gravados (art. 1.953 parágrafo único);
• Prestar caução de restituí-las, se exigida (art. 1.593, parágrafo único); Direitos
e deveres do fideicomissário
• Ajuizar medidas cautelares, de conservação de bens, antes de verificada a
substituição, na condição de titular de direito eventual;
• Exigir que o fiduciário proceda ao inventário dos bens gravados e preste
caução de restituí- los (art. 1.593 parágrafo único), salvo se dispensado pelo
testador;
• Receber, se aceitar a herança ou legado, a parte que ao fiduciário, em
qualquer tempo, acrescer (art. 1. 596);
• Responder pelos encargos da herança que ainda restarem, ao sobrevir a
sucessão (art. 1.955);
• Renunciar à herança ou legado e, com isso, acarretar a caducidade do
fideicomisso (art. 1.957);
• Aceitar a herança ou o legado, se o fiduciário renunciá-los, salvo disposição
em contrário do testado (art. 1.954).
Caducidade do fideicomisso

• Se faltar fideicomissário, por morrer depois do testador, mas antes do


fiduciário, ou antes realizar-se a condição resolutória do direito deste último, pela
renúncia da herança ou legado, se não houver prejuízo para terceiros, ou pela
exclusão por indignidade ou falta de legitimação;
• Se faltar a coisa, em caso de perecimento, sem culpa do fiduciário. Subsistirá,
no entanto, sobre o remanescente, se parcial o perecimento.
Nulidade do fideicomisso

São nulos os fideicomissos instituídos sobre a legítima, bem como os que


ultrapassam o segundo grau (CC, art. 1959).
Fideicomisso X Usufruto
O usufruto é direito real sobre coisa alheia, enquanto o fideicomisso constitui
espécie de substituição testamentária.
 Naquele, o domínio se desmembra, cabendo a cada titular certos direitos, ao
passo que no fideicomisso cada titular tem a propriedade plena.
 O usufrutuário e o nu-proprietário exercem simultaneamente os seus direitos; o
fiduciário e o fideicomissário exercem-nos sucessivamente.
 No usufruto, só podem ser contempladas as pessoas certas e determinadas,
enquanto o fideicomisso permite que se beneficie a prole eventual.

Resumindo:
Usufruto – é um direito real sobre coisa alheia, sendo que o domínio se divide em
duas partes, cada uma com seu titular (nu proprietário – direito de dispor e reaver –
e usufrutuário – direito de usar e fruir), que exercem seus direitos simultaneamente.
Fideicomisso – é espécie de substituição testamentária em que as partes (fiduciário
e fideicomissário) exercem a propriedade plena, mas de forma sucessiva, permitindo
que se beneficie prole eventual.

3. Substituição Compendiosa – A substituição compendiosa constitui um misto de


substituição vulgar e substituição fideicomissária. O testador dá substituto ao
fiduciário ou ao fideicomissário, prevendo que um ou outro não queira ou não possa
aceitar a herança ou o legado.

DESERDAÇÃO
Deserdação é o ato unilateral pelo qual o de cujus exclui da sucessão, mediante
testamento com expressa declaração de causa, herdeiro necessário, privando-o de
sua legítima, por ter praticado alguma conduta prevista na lei como causa.
Requisitos de Eficácia: A deserdação exige a concorrência dos seguintes requisitos:
 Existência de herdeiros necessários.
 Testamento válido (só pode haver deserdação por testamento, sendo proibido
por escritura pública, instrumento particular, termo judicial ou codicilo – veremos
este termo mais adiante).
 Expressa declaração da causa prevista em lei.
 Propositura de ação ordinária.
Causas de Deserdação:
Além das causas que autorizam a indignidade (art. 1.814 CC), acrescenta-se:
A. Deserdação dos descendentes por seus ascendentes (art. 1.962 CC): ofensa
física, injúria grave; relações ilícitas com a madrasta ou padrasto; desamparo
do ascendente, em alienação mental ou grave enfermidade.
B. Deserdação dos ascendentes pelos descendentes (art. 1.963 CC): ofensa
física; injúria grave; relações ilícitas com a mulher ou companheira do filho ou
a do neto com o marido ou companheiro da filha ou o da neta; desamparo do
filho ou do neto com deficiência mental ou grave enfermidade.

Efeitos da Deserdação:
Os efeitos da deserdação são pessoais, isto é, atingem o herdeiro excluído, como se
ele morto fosse. Mas os seus descendentes herdam por representação, ante o
caráter personalíssimo da pena civil.
Não basta que o testador deserde o herdeiro. Cumpre aos outros herdeiros
promover, no prazo de 04 anos (contados da abertura do testamento) ação de
deserdação para confirmar a vontade do morto. O deserdado terá direito de defesa.
Não se provando o motivo da deserdação, o testamento produzirá efeitos em tudo o
que não prejudicar a legítima do herdeiro necessário.
Mera reconciliação do testador com o deserdado não gera ineficácia da deserdação.
Deve ser realizada a revogação por testamento (trata-se do perdão).

Distinção entre Indignidade e Deserdação:


1) A exclusão por indignidade se refere à sucessão legítima e afasta da sucessão
tanto os herdeiros legítimos, quanto os testamentários, necessários ou não,
inclusive o legatário; a deserdação se refere à sucessão testamentária, servindo
apenas para privar da herança os herdeiros necessários (descendentes,
ascendentes e cônjuge), inclusive quanto à parte legítima.

2) A exclusão por indignidade funda-se exclusivamente nos casos do art. 1.814 CC


e a deserdação repousa na vontade exclusiva do autor da herança, desde que
fundada em motivo legal.

DA REDUÇÃO DAS DISPOSIÇÕES TESTAMENTÁRIAS

Conceito
Dá-se a redução das disposições testamentárias quando estas excederem a quota
disponível do testador. Essa sanção consiste na prerrogativa concedida ao herdeiro,
porventura prejudicado pelas excessivas liberalidades do finado, de pleitear a
redução destas, a fim de não ficar lesada a quota legitimária.

Finalidade
O instituto da redução das liberdades visa preservar a integridade da legítima. Não
se anula o testamento, ou a cláusula testamentária, mas procede-se apenas a uma
transferência de bens da quota disponível para a legítima.

Ordem das reduções (art. 1.967 CC)


 Em primeiro lugar é atingido o herdeiro instituído, cujo quinhão é reduzido até
obster-se a recomposição da legítima, ainda que se esgote totalmente.
 Haverá redução proporcional das quotas dos herdeiros instituídos, se forem
vários (§1°).
 Se essa redução não bastar, passar-se-á aos legados, na proporção deu valor,
até que se complete a legítima dos herdeiros necessários.
 Se ainda assim tal não ocorrer, recorrer-se-á à redução das doações,
começando pelas mais novas.
 Pode o testador, no entanto, prevenindo o caso, dispor de modo diferente sobre
a redução, inclusive escolhendo certos quinhões e preservando outros (§2°).

DO ROMPIMENTO DO TESTAMENTO

1.Noção
Sobrevivendo descendente sucessível ao testador, que não o tinha ou não o
conhecia quando testou, rompe-se o testamento em todas as suas disposições, se
esse descendente sobreviver ao testador (art. 1.973 CC). Ocorre rompimento do
testamento por determinação legal, na presunção de que o testador não teria
disposto de seus bens em testamento se soubesse da existência de algum herdeiro
necessário.

Efeitos:
Romper o testamento é torna-lo sem efeito. Inexistente em seus efeitos patrimoniais.

2.Hipóteses legais
 A do de cujus que, ao testar, não tinham nenhum descendente e posteriormente
vem a tê-lo, havido de casamento ou não;
 A do de cujus que, ao testar, ignorava a concepção e existência de um filho, ou
imaginava, enganadamente, que um seu descendente houvesse morrido;
 A do de cujus que, ao testar, ignorava a existência de outros herdeiros
necessários, tais como ascendentes e cônjuge (art. 1.974 CC).

DA REVOGAÇÃO DO TESTAMENTO
1. Introdução
O testamento é um ato essencialmente revogável. Pode o testador revogá-lo quando
lhe aprouver, sem necessidade de declinar o motivo. Nula é a clausula pela qual o
declare irrevogável, pois a liberdade de testa é de ordem pública. Há, no entanto,
uma exceção: é irrevogável o testamento na parte em que o testador reconhecer
filho havido fora do casamento (art. 1.609, III, CC).

2.Forma de revogação
O testamento pode ser revogado pelo mesmo modo e forma como pode ser feito
(art. 1.969 CC). Assim, um testamento público tanto pode ser revogado por outro
público como por um cerrado, particular, marítimo, aeronáutico ou militar, e vice-
versa.

3.Espécies
Quando à sua extensão:
a) Total, quando retira a inteira eficácia do testamento;
b) Parcial; quando atinge somente algumas cláusulas, permanecendo incólumes as
demais (art. 1.970 CC e parágrafo único).

Quanto à forma:
a) Expressa: a que resulta de declaração inequívoca do testador manifestada em
novo testamento;
b) Tácita: - quando o testador não declara que revoga o anterior, mas há
incompatibilidade entreas disposições deste e as do
novotestamento;
- Em caso de dilaceração ou abertura do testamento cerrado, pelo testador, ou por
outrem, com seu consentimento (art. 1.972 CC).

4.Caducidade
Ocorre a caducidade quando as disposições testamentárias não prevalecerão,
embora válidas, pela ocorrência de obstáculo superveniente. Exemplo: herdeiro
morreu antes do testador; herdeiro renuncia ou foi excluído; perecimento da coisa
legada, etc. Caducará o testamento marítimo e o militar, três meses após o momento
em que o testador podia testar de forma ordinária e não o fez.

5.Nulidade e Anulabilidade
O testamento pode ser anulado se contiver defeito leve ou grave. Pode atingir o
testamento em sua totalidade (neste caso abre-se a sucessão legítima) ou em parte
(prevalece a parte válida do testamento, abrindo-se sucessão legítima, se for o caso,
quanto ao que for anulado).

a)Nulidade: incapacidade do testador; impossibilidade ou ilicitude do objeto;


inobservância das formas legais e nulidade das disposições. Requerimento de
qualquer interessado, do MinistérioPúblico ou de ofício pelo Juiz.

b)Anulabilidade: erro substancial na designação da pessoa do herdeiro, legatário ou


da coisa legada; dolo; coação ou fraude. Requerimento apenas do interessado,
respeitando o prazo decadencial de quatro anos.

TESTAMENTEIRO
1.Conceito
É o executor do testamento. A lei faculta ao testador encarregar pessoa de sua
confiança para cumprir as disposições de sua última vontade. Pode nomear, em
testamento ou codicilo (art. 1.883 CC), um ou mais testamenteiros, conjuntos ou
separados (art. 1.976 CC). Na falta de testamenteiro nomeado pelo testador, a
execução testamentária compete a um dos cônjuges, e, em falta destes, ao herdeiro
nomeado pelo juiz (art. 1.984 CC).

2.Quem pode ser nomeado


Qualquer pessoa natural (e não jurídica), desde que idônea e capaz, pode ser
nomeado testamenteira. O encargo não pode, entretanto ser deferido a pessoa
jurídica, por ser personalíssimo. O art. 1.985 do CC, ao dispor que a testamenteira é
indelegável, ressalta o seu cunho intuitu personae.

3.Espécies de testamenteiro
a) Instituído: o nomeado pelo testador;
b) Dativo: o nomeado pelo juiz (art. 735 CPC);
c) Universal: aquele a quem se confere a posse e a administração da herança ou
parte dela (art. 1.977 CC). O testador só pode, no entanto, conferir a posse da
herança ao testamento se não houver cônjuge sobrevivente, descendente e
ascendente, ou se estes não quiserem ou não puderem exercê-la, pois cabe a
eles, preferencialmente, a posse e a administração da herança (art.1.977 CC);
d) Particular: é o que não desfruta desses direitos.

4.Remuneração do testamenteiro
O testamenteiro tem direito a um prêmio, que denomina vintena, pelos serviços
prestados. Se não o taxar, será arbitrado pelo juiz, entre os limites de 1 a 5% sobre
taxa da herança liquida, conforme a importância dela e a maior ou menor dificuldade
na execução do testamento, salvo disposição testamentária em contrário (art. 1.987
CC), sendo deduzido da metade disponível (# legítima) quando houver herdeiros
necessários.

INVENTÁRIO E PARTILHA
1.Conceito
O inventário é o processo judicial destinado a relacionar, descrever, avaliar e liquidar
os bens pertencentes ao de cujus ao tempo da sua morte, para distribuí-los entre os
seus sucessores. Nele apura-se o patrimônio do de cujus, cobram-se as dívidas
ativas e pagam-se as passivas. Também avaliam-se os bens e pagam-se os legados
e o imposto causa mortis. Após, procede-se à partilha.

2.Abertura
Deve ser requerida a abertura do inventário no prazo de 2 meses, a contar da
abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o
juiz prorrogar esses prazos, de oficio ou a requerimento de parte (art. 611 CPC).

3.Espécies
a) Inventário tradicional e solene, de aplicação residual e regulado no art. 610 do
CPC;
b) Arrolamento sumário, abrange todos os bens de qualquer valor, para a hipótese
de todos os interessados serem capazes e concordarem com a partilha;
c) Arrolamento comum, para quando os bens do espólio sejam de valor igual ou
inferior a 2.000 OTNs.
4.Inventariante
Nomeação:O inventariante é nomeado pelo juiz segundo a ordem preferencial
estabelecida no art. 617 do CPC. Essa ordem não é absoluta, podendo ser alterada
se houver motivos que aconselhem a sua inobservância.

Função:Administrar e representar ativa e passivamente a herança (art. 618 CPC) até


a homologação da partilha.
Remoção de ofício ou a requerimento (art. 622, CPC):
I. se não prestar, no prazo legal, as primeiras ou as últimasdeclarações;
II. se não der ao inventario andamento regular, se suscitar duvidas infundadas
ou se praticar atos meramente protelatórios;
III. se, por culpa sua, bens do espolio se deteriorarem, forem dilapidados ou
sofrerem dano;
IV. se não defender o espolio nas ações em que for citado, se deixar de cobrar
dividas ativas ou se não promover as medidas necessárias para evitar o
perecimento de direitos;
V. se não prestar contas ou se as que prestar não forem julgadas boas; VI – se
sonegar, ocultar ou desviar bens do espólio.

5.Processamento do inventário
 Ao despachar a petição inicial, o juiz nomeará o inventariante, que prestará o
compromisso, e, em vinte dias, as primeiras declarações.
 Serão citados interessados: cônjuge, herdeiros, legados, Fazenda Pública,
Ministério Público (se houver herdeiro incapaz ou ausente) e testamenteiro (se o
falecido tiver deixado testamento).
 Expressa o art. 630 do CPC: Findo o prazo previsto no art. 627 sem impugnação
ou decidida a impugnação que houver sido oposta, o juiz nomeara, se for o caso,
perito para avaliar os bens do espolio, se não houver na comarca avaliador
judicial.
 Resolvidas as eventuais impugnações, lavrar-se-à em seguida o termo de últimas
declarações (art. 636 CPC).
 Determina o art. 647 do CPC: Cumprido o disposto no art. 642, § 3o, o juiz
facultara as partes que, no prazo comum de 15 (quinze) dias, formulem o pedido
de quinhão e, em seguida, proferira a decisão de deliberação da partilha,
resolvendo os pedidos das partes e designando os bens que devam constituir
quinhão de cada herdeiro e legatário. Parágrafoúnico. O juiz poderá, em decisão
fundamentada, deferir antecipadamente a qualquer dos herdeiros o exercício dos
direitos de usar e de fruir de determinado bem, com a condição de que, ao
termino do inventario, tal bem integre a cota desse herdeiro, cabendo a este,
desde o deferimento, todos os ônus e bônus decorrentes do exercício daqueles
direitos.
As regras a serem observadas na partilha, conforme o art. 648 CPC, são:
I – a máxima igualdade possível quanto ao valor, a natureza e a qualidade dos bens;
II – a prevenção de litígios futuros;
III – a máxima comodidade dos coerdeiros, do cônjuge ou do companheiro, se for o
caso.
 O art. 649 CPC determina que: Os bens insuscetíveis de divisãocômoda que não
couberem na parte do cônjuge ou companheiro superstite ou no quinhão de um
só herdeiro serão licitados entre os interessados ou vendidos judicialmente,
partilhando-se o valor apurado, salvo se houver acordo para que sejam
adjudicados a todos.
 O art. 650 do CPC expressa que: Se um dos interessados for nascituro, o
quinhão que lhe caberá será reservado em poder do inventariante até o seu
nascimento.
 O partidor organizará o esboço de acordo com decisão do juiz. Contra a
sentença que julga a partilha cabe recurso de apelação.

6.Arrolamento sumário
Trata-se de forma simplificada de inventário-partilha, permitida quando todos os
herdeiros forem capazes e convierem em fazer partilha amigável dos bens deixados
pelo falecido. Conforme o art. Art. 659. A partilha amigável, celebrada entre partes
capazes, nos termos da lei, será homologada de plano pelo juiz, com observância
dos arts. 660 a 663. Observe os parágrafos deste artigo: § 1o O disposto neste
artigo aplica-se, também, ao pedido de adjudicação, quando houver herdeiro único.
§ 2o Transitada em julgado a sentença de homologação de partilha ou de
adjudicação, será lavrado o formal de partilha ou elaborada a carta de adjudicação
e, em seguida, serão expedidos os alvarás referentes aos bens e as rendas por ele
abrangidos, intimando- se o fisco para lançamento administrativo do imposto de
transmissão e de outros tributos porventura incidentes, conforme dispuser a
legislação tributária, nos termos do § 2o do art. 662.

7.Arrolamento comum
Segundo o art. 664 CPC: Quando o valor dos bens do espolio for igual ou inferior a
1.000 (mil) salários-mínimos, o inventario processar-se-á na forma de arrolamento,
cabendo ao inventariante nomeado, independentemente de assinatura de termo de
compromisso, apresentar, com suas declarações, a atribuição de valor aos bens do
espolio e o plano da partilha. Os seus incisos expressam que: § 1ºSe qualquer das
partes ou o Ministério Publico impugnar a estimativa, o juiz nomeara avaliador, que
oferecera laudo em 10 (dez) dias.§ 2º Apresentado o laudo, o juiz, em audiência que
designar, deliberara sobre a partilha, decidindo de plano todas as reclamações e
mandando pagar as dívidasnão impugnadas. § 3º Lavrar-se-á de tudo um só termo,
assinado pelo juiz, pelo inventariante e pelas partes presentes ou por seus
advogados. § 4º Aplicam-se a essa espécie de arrolamento, no que couber, as
disposições do art. 672, relativamente ao lançamento, ao pagamento e a quitação da
taxa judiciaria e do imposto sobre a transmissão da propriedade dos bens do
espolio. §5º Provada a quitação dos tributos relativos aos bens do espolio e as suas
rendas, o juiz julgara a partilha.

DOS SONEGADOS

1.Conceito de sonegação
Sonegação é a ocultação dos bens que devem ser inventariados ou levados à
colação.

2.Casos de sonegação
Sonegação constitui infração que pode ser praticada pelo inventariante, quando
omite, intencionalmente, bens ou valores, ao prestar as primeiras e as últimas
declarações, afirmando não existirem outros por inventariar, ou pelo herdeiro que
não indica bens em seu poder, ou sabidamente de terceiros, ou ainda omite os
doados pelo de cujus e sujeitos à colação (art. 1.992, CC), ou ainda pelo
testamenteiro, se sonegar bens ao inventário.

3.Pena de sonegados
A pena de sonegados tem caráter civil e consiste:
a) Para o herdeiro, na perda do direito sobre o bem sonegado (art. 1.992 CC).
Se tal bem não mais se encontrar em seu patrimônio, será responsável pelo
seu valor, mais perdas e danos (art. 1.995);

b) Para o inventariante, apenas na remoção da inventariança, se não for


herdeiro nem meeiro. Se o for, perderá também o direito ao bem sonegado
(arts. 1.992 e 1.993 CC);

4.Ação de sonegados
A ação de sonegados prescreve em dez anos e deve ser ajuizada no foro do
inventário, estando legitimados ativamente aos herdeiros legítimos ou
testamenteiros e os credores. A Fazenda Pública pode cobrar os seus direitos fiscais
sobre os bens sonegados.

DO PAGAMENTO DAS DÍVIDAS

1.Responsabilidade pelo pagamento


Pelas dívidas do falecido responde a herança, mas, feita a partilha, só respondem os
herdeiros, cada qual em proporção da parte que naquele lhe cabe (art. 1.997 CC).
Constituem encargos da herança: a) despesas funerárias (art. 1.998 CC); b) vintena
do testamenteiro; c) dívidas do falecido;d) cumprimento dos legados.

2.Responsabilidade pelo excesso


Se as dívidas ultrapassarem as forças da herança, os herdeiros não responderão
pelo excesso, pois toda aceitação é feita em benefício do inventário (art. 1.792 CC).
Os legados, porém, podem ser atingidos e absorvidos pelo pagamento das dívidas
quando o monte não for suficiente para liquidar o passivo.

3.Cobrança das dívidas


 O Art. 642 CPC expressa que: Antes da partilha, poderão os credores do espolio
requerer ao juízo do inventario o pagamento das dívidas vencidas e exigíveis.
Seus incisos tratam de:
§1º A petição, acompanhada de prova literal da dívida, serádistribuída por
dependência e autuada em apenso aos autos do processo de inventario. § 2o
Concordando as partes com o pedido , o juiz , ao declarar habilitado o credor ,
mandara que se faça a separação de dinheiro ou, em sua falta, de bens suficientes
para o pagamento. § 3o Separados os bens, tantos quantos forem necessários para
o pagamento dos credores habilitados, o juiz mandara aliena-los, observando-se as
disposições deste Código relativas a expropriação. §4º Seo credor requerer que,
em vez de dinheiro, lhe sejam adjudicados, para o seupagamento, os bens já
reservados, o juiz deferir-lhe-á o pedido, concordando todas as partes. § 5o Os
donatáriosserão chamados a pronunciar-se sobre a aprovação das dívidas, sempre
que haja possibilidade de resultar delas a redução das liberalidades.
 O art. 644 CPC diz que: O credor de dívida liquida e certa, ainda não vencida,
pode requerer habilitação no inventario. Parágrafoúnico. Concordando as partes
com o pedido referido no caput, o juiz, ao julgar habilitado o credito, mandara que
se façaseparação de bens para o futuro pagamento.
DA COLAÇÃO
1.Conceito
Colação é ato pelo qual os herdeiros descendentes que concorrem à sucessão do
ascendente comum declaram no inventário as doações que dele em vida receberam,
sob pena de sonegados, para quem sejam conferidas e igualadas as respectivas
legítimas (arts. 2.002 e 2.003 CC). Visa restabelecer a igualdade entre herdeiros
legitimários.

2.Modo de efetivação
Como regra, a colação é feita em substância, isto é, os bens doados retornam em
espécie à massa da herança para ulterior partilha. Excepcionalmente, pode ser feita
por estimação, voltando ao monte apenas o seu valor se o donatário já os tiver
alienado (arts. 2.003, parágrafo único, e 2.007,
§2º CC). O valor da colação será aquele certo ou estimativo, que lhes atribuir o ato
de liberalidade (art. 2.002 CC).

3.Procedimento
O art. 639 CPC menciona que: No prazo estabelecido no art. 627, o herdeiro
obrigado a colação conferira por termo nos autos ou por petição a qual o termo se
reportara os bens que recebeu ou, se jánão os possuir, trar-lhes-á o valor.
Parágrafoúnico. Os bens a serem conferidos na partilha, assim como as acessões e
as benfeitorias que o donatário fez, calcular-se-ão pelo valor que tiverem ao tempo
da abertura da sucessão.
O art. 641 CPC alude que: Se o herdeiro negar o recebimento dos bens ou a
obrigação de os conferir, o juiz, ouvidas as partes no prazo comum de 15 (quinze)
dias, decidira a vista das alegações e das provas produzidas. § 1o Declarada
improcedente a oposição, se o herdeiro, no prazo improrrogável de 15 (quinze) dias,
não proceder a conferencia, o juiz mandara sequestrar-lhe, para serem
inventariados e partilhados, os bens sujeitos a colação ou imputar ao seu
quinhãohereditário o valor deles, se ja não os possuir. § 2º Se a matéria exigir
dilaçãoprobatória diversa da documental, o juiz remetera as partes as vias
ordinárias, não podendo o herdeiro receber o seu quinhãohereditário, enquanto
pender a demanda, sem prestar caução correspondente ao valor dos bens sobre os
quais versar a conferencia.

4.Dispensa da colação
 São dispensadas da colação as doações que o testador determinar saiam da
parte disponível, contanto que a não excedam, computando o seu valor ao tempo
da doação (art.2.005 CC).
 A dispensa da colação pode ser outorgada pelo doador em testamento, ou no
próprio título de liberalidade.
 Não virão à colação os gastos ordinários do ascendente com o descendente,
enquanto menor, na educação, estudos, sustento, vestuário, tratamento nas
enfermidades, enxoval, assim como as despesas de casamento, ou as feitas no
interesse de sua defesa em processo-crime (art. 2.010 CC).
 Igualmente não estão sujeitas à colação as doações remuneratórias de serviços
feitos ao ascendente (art.2.011 CC).

5.Efeitos
 A colação tem por fim igualar, na proporção estabelecida no CC, as legítimas dos
descendentes e do cônjuge sobrevivente.
 Quando os netos, representando os seus pais, sucederem aos avós, serão
obrigados a trazer à colação, ainda que não o hajam herdado, o que os pais
teriam de conferir (art. 2.009 CC)
 O que renunciou à herança também deve conferir as doações recebidas,
repondo a arte inoficiosa (art. 2.008 CC).

DA PARTILHA

1.Conceito
Partilha é a divisão judicial do monte líquido, apurado durante o inventário, entre os
herdeiros do de cujus e cessionários, separando-se a meação do cônjuge supérstite.
Se houver um único herdeiro, faz-se-lhe a adjudicação.

2.Espécies
2.1Amigável - Por ato inter vivos - é feita pelo pai ou qualquer ascendente, por
escritura pública ou testamento, não podendo prejudicar a legítima dos herdeiros
necessários (art. 2.018 CC). Trata-se do inventárioantecipado, com o objetivo de
dispensar os descendentes do inventário comum, afastando-se a colação.
Por ato post mortem – é feita no curso do inventário ou do arrolamento, por escritura
pública, termo nos autos, ou escritura particular, desde que os herdeiros sejam
capazes (art. 2.015 CC). O procedimento será obrigatoriamente judicial se o de
cujus deixou testamento. Somente neste caso a partilha amigável será homologada
pelo juiz. Sempre que os herdeiros maiores concordarem com a partilha amigável e
buscarem a via administrativa, a escritura pública de partilha valerá, por si, como
título hábil para o registro imobiliário (Lei nº 11.441, de 4/1/2007, art 1º).

2.2Judicial
 É obrigatória, sempre que os herdeiros divergirem ou algum deles for menor ou
incapaz. As partes formularão pedido de quinhão e o juiz resolverá as pretensões
no despacho de deliberação. O partidor organizará a partilha de acordo com essa
deliberação.
 O art. 652 CPC afirma que: Feito o esboço, as partes manifestar-se-ão sobre
esse no prazo comum de 15 (quinze) dias, e, resolvidas as reclamações, a
partilha serálançada nos autos.
 O Art. 654 CPC expressa que: Pago o imposto de transmissão a título de morte e
juntada aos autos certidão ou informação negativa de dívida para com a Fazenda
Pública, o juiz julgara por sentença a partilha. Parágrafoúnico. A existência de
dívida para com a Fazenda Públicanão impedira o julgamento da partilha, desde
que o seu pagamento esteja devidamente garantido.

3.Anulação e rescisão
3.1Partilha amigável
Observe o art. 657 CPC: A partilha amigável, lavrada em instrumento público,
reduzida a termo nos autos do inventario ou constante de escrito particular
homologado pelo juiz, pode ser anulada por dolo, coação, erro essencial ou
intervenção de incapaz, observado o disposto no § 4o do art. 966. Parágrafoúnico. O
direito a anulação de partilha amigável extingue-se em 1 (um) ano, contado esse
prazo: I – no caso de coação, do dia em que ela cessou; II – no caso de erro ou
dolo, do dia em que se realizou o ato; III – quanto ao incapaz, do dia em que cessar
a incapacidade.

3.2Partilha judicial
Enquanto que o art . 658 CPC trata da partilha judicial : É rescindível a partilha
julgada por sentença: I – nos casos mencionados no art. 657; II – se feita com
preterição de formalidades legais; III – se preteriu herdeiro ou incluiu quem não o
seja.

4.Sobrepartilha
É a nova partilha de bens. Neste sentido observe o que diz os arts. do CPC
seguintes:
Art. 669. São sujeitos a sobrepartilha os bens:
I. sonegados;
II. da herança descobertos após a partilha;
III. litigiosos, assim como os de liquidaçãodifícil ou morosa;
IV. situados em lugar remoto da sede do juízo onde se processa o inventario.
Parágrafoúnico. Os bens mencionados nos incisos III e IV serão reservados a
sobrepartilha sob a guarda e a administração do mesmo ou de diversos
inventariante, a consentimento da maioria dos herdeiros.
Art. 670. Na sobrepartilha dos bens, observar-se-á o processo de inventario e de
partilha. Parágrafoúnico. A sobrepartilha correra nos autos do inventario do autor da
herança.

5.Garantia dos quinhões hereditários

 Julgada a partilha, fica o direito de cada um dos herdeiros circunscrito aos bens
do seu quinhão (art. 2.023 CC).
 Os coerdeiros são reciprocamente obrigados a indenizar-se no caso de evicção
dos bens aquinhoados. Cessa tal obrigação havendo convenção em contrário, e
bem assim dando-se a evicção por culpa do evicto, ou por fato posterior à
partilha (arts. 2.014 e 2.025 CC).

INVENTÁRIO E PARTILHA NO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

A Lei nº 13.105 de 16/03/2015, que instituiu o Novo Código de Processo Civil


(NCPC) trouxe inúmeras inovações para direito processual brasileiro, inclusive, para
o procedimento especial destinado à ação de inventário e partilha.
Primeiramente a mudança do NCPC foi estrutural, pois enquanto o CPC/73
disciplinava os procedimentos especiais em livro próprio – Livro IV, o NCPC, vem
dividido em duas partes: Parte Geral, com seis livros e Parte Especial, com três
livros.
Os procedimentos especiais estão disciplinados no Título III, do Livro I, da Parte
Especial, intitulado ―Do Processo de Conhecimento e do Cumprimento de
Sentença‖. Note então que o legislador transferiu para o Livro I da Parte Especial
todos os procedimentos previstos na legislação processual, agrupando-os de forma
mais sistematizada.
O procedimento especial para a ação de Inventário e Partilha está regulado,
portanto, no Livro I, da Parte Especial, Título III – Dos Procedimentos Especiais,
Capítulo VI – Do Inventário e da Partilha (arts. 610 a 673), do NCPC.
O fato jurídico que dá ensejo a sucessão é a morte, real ou presumida, no caso do
ausente, nas circunstâncias em que a lei permite a abertura da sucessão definitiva
(art. 745, § 3º, do NCPC e arts. 38 e 39, do CC).
O inventário e partilha trata-se de procedimento especial de jurisdição contenciosa
obrigatório para a regularização da sucessão, salvo na hipótese em que todas as
partes forem maiores, capazes, estiverem de acordo com a partilha dos bens e não
houver testamento (art. 610, § 1º, do NCPC), pois neste caso poderá fazer-se o
inventário e a partilha por escritura pública, a qual constituirá documento hábil para
qualquer ato de registro, bem como para levantamento de importância depositada
em instituições financeiras.

O procedimento especial do inventário divide-se em três modalidades:


1) tradicional ou solene (arts. 610 a 658 do NCPC),
2) arrolamento comum (arts. 659 a 663 do NCPC) e
3) arrolamento sumário (arts. 664 a 666 do NCPC),
4) além do inventário administrativo ouextrajudicial, previsto nos §§ 1º e 2º, do
artigo 610, do NCPC.

Quanto ao inventário tradicional ou solene (arts. 610 a 658, do NCPC), destacamos


como principais inovações:
O foro competente para a abertura e processamento do inventário é do último
domicílio do autor da herança (NCPC, art. 48[1]), se o autor da herança não possuía
domicílio certo, o foro competente será o da situação dos bens imóveis (trata-se de
inovação do NCPC, pois o CPC/73 previa apenas o foro da situação dos bens), e
havendo bens imóveis em mais de um lugar, quaisquer destes será competente, e
por fim, se o espólio não possuir bens imóveis, será competente para o
processamento do inventário e da partilha, o foro de qualquer dos bens do espólio.
(também trata- se de inovação, pois o CPC/73, previa para a hipótese, o foro do
lugar onde ocorreu o óbito).

Observe o art. 48 do NCPC:


Art. 48 NCPC: O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente
para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última
vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações
em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.
Parágrafo único.Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente:
I. o foro de situação dos bens imóveis;
II. havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes;
III. não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio.
A regra de competência para o juízo do inventário é relativa, devendo ser arguida
por exceção e admitindo prorrogação.
O juízo do inventário atrai todas as demandas propostas contra o espólio, só não
atraindo aquelas que se submetam a regra de competência absoluta (competência
funcional e em razão da matéria), pois estas são improrrogáveis.
O inventário será aberto por meio de petição inicial, que deverá ser proposta por
quem estiver na posse e administração do espólio (NCPC, art. 615) e/ou pelas
pessoas legitimadas previstas no art. 616 do NCPC, referido rol reproduz
praticamente os mesmos legitimados previstos no artigo 988 do CPC/73, com a
inserção do companheiro(a) supérstite. A inovação fica por conta da supressão da
regra contida no artigo 989 do CPC/73, que autorizava ao Juiz, abrir, de ofício, (sem
provocação) o inventário, caso nenhuma das pessoas legitimadas, provocassesua
abertura, dentro do prazo legal. Pois bem, referida regra não foi reproduzida no
NCPC, de forma que não é mais possível a abertura do inventário ex officio pelo
Juiz, como a norma anterior autorizava.

Observe o art. 616 NCPC:


Art. 616 NCPC: Têm, contudo, legitimidade concorrente:
I - o cônjuge ou companheiro supérstite;
II - o herdeiro;
III - o legatário;
IV - o testamenteiro;
V - o cessionário do herdeiro ou do legatário;
VI - o credor do herdeiro, do legatário ou do autor da herança;
VII - o Ministério Público, havendo herdeiros incapazes;
VIII - a Fazenda Pública, quando tiver interesse;
IX - o administrador judicial da falência do herdeiro, do legatário, do autor da
herança ou do cônjuge ou companheiro supérstite.

Destacamos que o rol do artigo 616 do NCPC, não é taxativo, valendo dizer que
qualquer interessado patrimonial no processamento do inventário e da partilha, está
legitimado a requerer a abertura do inventário.
A petição inicial que requer a abertura do inventário deve estar instruída com a
certidão de óbito do autor da herança (art. 615, parágrafo único, do NCPC), devendo
também ser requerida a nomeação do inventariante entre as pessoas legitimadas,
previstas no artigo 617, do NCPC, cuja principal inovação foi a introdução de dois
novos legitimados, o herdeiro menor, devidamente representado ou assistido por
seu representante legal (inciso IV, do art. 617, NCPC) e o cessionário do herdeiro ou
legatário (inciso VI, do art. 617, NCPC):

Art. 617: O juiz nomeará inventariante na seguinte ordem:


I - o cônjuge ou companheiro sobrevivente, desde que estivesse convivendo com o
outro ao tempo da morte deste;
II - o herdeiro que se achar na posse e na administração do espólio, se não houver
cônjuge ou companheiro sobrevivente ou se estes não puderem ser nomeados;
III - qualquer herdeiro, quando nenhum deles estiver na posse e na administração do
espólio;
IV - o herdeiro menor, por seu representante legal;
V - o testamenteiro, se lhe tiver sido confiada a administração do espólio ou se toda
a herança estiver distribuída em legados;
VI - o cessionário do herdeiro ou do legatário;
VII - o inventariante judicial, se houver;
VIII - pessoa estranha idônea, quando não houver inventariante judicial.
Parágrafo único. O inventariante, intimado da nomeação, prestará, dentro de 5
(cinco) dias, o compromisso de bem e fielmente desempenhar a função.

Como já adiantado o legislador do NCPC introduziu o herdeiro menor entre os


legitimados a serem nomeados inventariante, a regra visa dar agilidade ao processo,
sobretudo, nos casos, não raros, em que o Espólio só tenha herdeiros menores.
Destaque também para a introdução do cessionário do herdeiro ou do legatário, ou
seja, aqueles que houverem adquirido o quinhão hereditário ou legado, também
podem ser nomeados como inventariantes, conforme previsão expressa do NCPC,
art. 617, VI.
A pessoa jurídica, contudo, não pode ser inventariante. Diante das recentes
decisões sobre a união homoafetiva, admite-se o(a) parceiro(a) da união
homoafetiva como inventariante.
O incidente de remoção ou destituição será autuado em apenso aos autos do
inventário, nos termos do artigo 623, parágrafo único do NCPC, e em qualquer
hipótese, será assegurado ao inventariante o contraditório e a ampla defesa,
podendo este se defender no prazo de 15 (quinze) dias (inovação do NCPC, que
ampliou o prazo de 5 para 15 dias), conforme previsão do art. 623, ―caput‖, do
NCPC. Da decisão proferida na remoção caberá agravo de instrumento. A decisão
que remove, necessariamente nomeia um novo inventariante (art. 624, parágrafo
único).
O inventariante deve restituir a posse de todos os bens no caso de remoção ou
destituição, sob pena de busca e apreensão ou imissão na posse, com fixação de
multa astreintes como forma de execução indireta para pressionar o inventariante
removido a efetivar a entrega dos bens.
Inova o NCPC, em seu artigo 625, ao introduzir a multa sancionatória, que será
fixada pelo juiz, como forma de punição ao inventariante removido, em montante não
superior a 3% (três por cento) do valor dos bens inventariados, cabendo, ainda, a
responsabilização do inventariante por outros prejuízos apurados.
Outra inovação do NCPC foi a mudança na forma da citação do cônjuge, o
companheiro, os herdeiros, os legatários, que antes era feita por oficial de justiça
para aqueles que residissem na comarca onde tramitava o inventaria, sendo todos
os demais citados por edital.
Conforme a previsão do § 1º, do art. 626, do NCPC, do cônjuge, o companheiro, os
herdeiros, os legatários serão citados pelo correio, independentemente de seu
domicílio, consoante as regras previstas no art. 247, do NCPC, utilizando-se a
citação por edital, de forma genérica, apenas para se dar conhecimento do
inventário aos potenciais interessados, e aqueles cujo o endereço seja
desconhecido, na forma do inciso III, do art. 259, do NCPC.
Observe o art. 259 NCPC:
Art. 259. Serão publicados editais:
I - na ação de usucapião de imóvel;
II - na ação de recuperação ou substituição de título ao portador;
III - em qualquer ação em que seja necessária, por determinação legal, a
provocação, para participação no processo, de interessados incertos ou
desconhecidos.

Concluídas as citações, abre-se prazo, comum e em cartório, de 15 dias (trata-se de


inovação do NCPC que ampliou o prazo anterior de 10 para 15 dias) contados da
última citação para se manifestarem sobre as primeiras declarações (art. 627 do
NCPC), apresentando suas impugnações.
Partilha é o procedimento que se segue ao inventário e consiste em repartir entre os
sucessores, o acervo hereditário. Havendo apenas um herdeiro não se terá partilha,
devendo ser adjudicado ao herdeiro único todos os bens.
Será feira após o pagamento das dívidas do espólio, e recairá sobre os bens que
remanescerem ao acervo, excluída a meação o cônjuge sobrevivente.
Pagos os credores, ou reservadas as quantias necessárias para o seu pagamento, o
juiz facultará às partes que, no prazo comum de 15 (quinze) dias (trata-se de
inovação do NCPC que ampliou o prazo anterior de 10 para 15 dias), formulem o
pedido de quinhão; em seguida proferirá decisão de deliberação da partilha,
resolvendo os pedidos das partes e designando os bens que devam constituir
quinhão de cada herdeiro e legatário.

Neste ponto, o NCPC traz importante inovação ao prever no parágrafo único, do art.
647, que o juiz poderá, em decisão fundamentada, deferir antecipadamente a
qualquer dos herdeiros o exercício dos direitos de usar e de fruir de determinado
bem, com a condição de que, ao término do inventário, tal bem integre a cota desse
herdeiro, cabendo a este, desde o deferimento, todos os ônus e bônus decorrentes
do exercício daqueles direitos.

Neste caso, poderá o futuro destinatário do bem usufruí-lo de imediato, ou seja,


antes de julgada ou homologada a partilha. Como condição para o deferimento do
uso ou fruição antecipada de bem, o legislador fez duas exigências:

 bem deve integrar o quinhão do herdeiro ao final da partilha e


 o herdeiro deverá responsabilizar-se integralmente pelos ônus inerentes à sua
conservação.

O artigo 648 do NCPC, também inova o procedimento em questão ao estabelecer


regras e princípios que a partilha deve obedecer.

Art. 648. Na partilha, serão observadas as seguintes regras:


I - a máxima igualdade possível quanto ao valor, à natureza e à qualidade dos bens;
II - a prevenção de litígios futuros;
III - a máxima comodidade dos coerdeiros, do cônjuge ou do companheiro, se for o
caso.

O artigo 649 do NCPC também contempla inovação, ao dispor que os bens


insuscetíveis de divisão cômoda que não couberem na parte do cônjuge ou
companheiro supérstite ou no quinhão de um só herdeiro serão licitados entre os
interessados ou vendidos judicialmente, partilhando-se o valor apurado, salvo se
houver acordo para que sejam adjudicados a todos. Referida regra era tratada no
capítulo das alienações judiciais (art. 1.117 do CPC/73), mas agora foi incorporada
ao procedimento do inventário e da partilha, sendo que disposição semelhante
consta do artigo 2.019 do Código Civil.
Observe o art:
Art. 2.019. Os bens insuscetíveis de divisão cômoda, que não couberem na meação
do cônjuge sobrevivente ou no quinhão de um só herdeiro, serão vendidos
judicialmente, partilhando-se o valor apurado, a não ser que haja acordo para serem
adjudicados a todos.
§1º Não se fará a venda judicial se o cônjuge sobrevivente ou um ou mais herdeiros
requererem lhes seja adjudicado o bem, repondo aos outros, em dinheiro, a
diferença, após avaliação atualizada.
§2º Se a adjudicação for requerida por mais de um herdeiro, observar-se-á o
processo da licitação.

O NCPC também inovou ao cuidar do quinhão sucessório do nascituro, no artigo


650 (sem correspondente no CPC/73).
A despeito da personalidade civil começar do nascimento com vida, a lei põe a salvo
desde a concepção os direitos do nascituro (art. 2º, do CC), assim que o nascituro
possui direitos sucessórios, desde que tenha sido concebido antes do falecimento
do autor da herança, nos termos do artigo 1.798 do CC:

Art. 1.798CC. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no


momento da abertura da sucessão.
Pois bem, o artigo 650 do NCPC dá tratamento processual à matéria, ao dispor que
―se um dos interessados for nascituro, o quinhão que lhe caberá será reservado em
poder do inventariante até o seu nascimento.‖. Obviamente o inventariante, neste
caso, funcionará como depositário até o nascimento do nascituro, ocasião, em que
referido quinhão deverá ser entregue aos cuidados do responsável legal do herdeiro
nascido.
Se houver conflito entre os herdeiros ou legatários ou interesse de incapaz, a
partilha obrigatoriamente será judicial, do contrário ela pode ser amigável.
Se a partilha for judicial, caberá ação rescisória contra ela no prazo de 2 anos (artigo
658 c/c 975 do NCPC). Se a partilha for amigável, a sentença é meramente
homologatória, não cabendo, pois, ação rescisória, caberá, contudo, ação anulatória,
no prazo decadencial de 1 (um) ano, conforme previsão contida noart. 657,
doNCPC).
Pago o imposto de transmissão a título de morte, e juntada aos autos certidão ou
informaçãonegativa de dívida para com a Fazenda Pública, o juiz julgará por
sentença a partilha (art. 654, do NCPC). Note, portanto, que o pagamento do
imposto causa mortis (ITCD) e a quitação de todas as dívidas com a Fazenda
Pública (Federal, Estadual e Municipal) são condições para o julgamento da partilha.
O parágrafo único do artigo em referência (654, do NCPC), contudo, inova ao prever
a possibilidade de se julgar a partilha, ainda que exista dívida com a Fazenda
Pública, desde que o seu pagamento esteja devidamente garantido.

A partilha, ainda depois de transitada em julgado a sentença poderá ser emendada


nos mesmos autos do inventário, convindo todas as partes, quando tenha havido
errode fato na descrição dos bens; o juiz, de ofício ou a requerimento da parte,
poderá, a qualquer tempo, corrigir-lhe as inexatidões materiais (art. 656, do NCPC).
A descoberta de algum bem depois do trânsito em julgado da partilha, será caso de
sobrepartilha (arts. 669 e 670, do NCPC).
Quanto ao arrolamento comum (arts. 664, 665 e 667, do NCPC), que é a forma
simplificada para inventariar e partilhar os bens, quando a herança for de pequeno
valor, o que segundo artigo 664 do NCPC, ocorre quando o valor dos bens do
espólio for igual ou inferior a 1.000 (mil) salários- mínimos, a principal inovação foi:
Inova o NCPC com a introdução do art. 665, que prevê a possibilidade da adoção do
arrolamento comum (previsto no art. 664) ainda que haja interessado incapaz, desde
que concordem todas as partes e o Ministério Público.
Assim, havendo interesse da incapaz, a regra é a adoção do inventário judicial
tradicional ou solene, admitindo-se o arrolamento comum (em razão do valor) desde
que concordem todas as partes e o Ministério Público.
Contudo, para o arrolamento sumário (aquele que independe do valor), continua se
exigindo que todas as partes envolvidas sejam capazes (art. 659, caput, do NCPC).
O artigo 666 do NCPC dispõe sobre o alvará judicial, que é cabível para pequena
transmissão de dinheiro. O alvará judicial é substitutivo de inventário e será cabível
nas hipóteses previstas na Lei nº 6.858, de 24 de novembro de 1980:
a)inexistência de outros bens a partilhar, além de dinheiro;
b)os valores pecuniários deixados não ultrapassem 500 OTN´s. (Obrigações do
Tesouro Nacional. 500 OTN´s segundo critérios de correção monetária e
jurisprudência, montam em DEZ/2014 o valor aproximado de R$ 10.000,00 (dez mil
reais)).
O juiz libera o alvará independentemente de cobrança de tributo e haverá
intervenção do Ministério Público quando houver interesse de incapaz.
E quanto ao arrolamento sumário (arts. 659 a 663, do NCPC), este só será adotado,
independentemente do valor do espólio, se todos os herdeiros forem capazes e
inexistir conflitos entre eles.
O arrolamento sumário nada mais é do que o inventário administrativo chancelado
pelo juiz.
Prevê o §2º, do artigo 659, do NCPC que ―transitada em julgado a sentença de
homologação de partilha ou de adjudicação, será lavrado o formal de partilha ou
elaborada a carta de adjudicação e, em seguida, serão expedidos os alvarás
referentes aos bens e às rendas por ele abrangidos, intimando-se o fisco para
lançamento administrativo do imposto de transmissão e de outros tributos porventura
incidentes, conforme dispuser a legislação tributária, nos termos do § 2o do art.
662.‖

No caso de arrolamento sumário, a atividade do juiz é meramente homologatória.


Dessa decisão não cabe ação rescisória, se for o caso caberá ação anulatória
dentro do prazo decadencial de 1 ano (artigo 657, parágrafo único do NCPC).
O NCPC prevê, ainda, nos §§ 1º e 2º, do art. 610, o inventário extrajudicial ou
administrativo. São requisitos para o inventário extrajudicial, portanto:

 as partes devem ser capazes;


 inexistência de conflito, ou seja, concordância de todos;
 inexistência de testamento ou de codicilo, porque precisam de homologação
judicial;
 assistência por advogado ou defensor público;
 recolhimento fiscal comprovado;
 é possível a dispensa das custas se as partes comprovarem que são pobres;
todavia, isso não alcança o recolhimento tributário, porque essa dispensa
somente pode ser concedida por meio de lei.

O uso da via administrativa para a realização do inventário é facultativa e a principal


inovação fica por conta do disposto na segunda parte do § 1º, segundo a qual a
escritura pública constituirá documento hábil para qualquer ato de registro, bem
como para levantamento de importância depositada em instituições financeiras.
Por fim, o artigo 672 do NCPC, prevê a possibilidade cumulação de inventários para
a partilha de heranças de pessoas diversas, quando houver:
I - identidade de pessoas entre as quais devam ser repartidos os bens; II - heranças
deixadas pelos dois cônjuges ou companheiros;
III - dependência de uma das partilhas em relação à outra.
Trata-se de dispositivo que contempla a economia e a celeridade processuais e a
efetividade do processo, que são tratados como pilares do NCPC. Sendo assim,
com vistas a dar agilidade no processamento dos inventários que tenham relação
causal entre si, na forma enumerada no art. 672, do NCPC, é possível a sua
cumulação.
Destarte, com uma única petição, por exemplo, será possível abrir dois inventários
(cumulados), e a despeito da lei ser silente, nos parece, que neste caso, o
inventariante poderá ser o mesmo para ambos os inventários que tramitarem em
conjunto.
Autor: Cid Eduardo Brown da Silva
Fonte: http://www.fatonotorio.com.br/artigos/inventario-e-partilha-no-novo-codigo-de-
processo-civil/20634/

AUTARQUIA DO ENSINO SUPERIOR DE GARANHUNS - AESGA


FACULDADES INTEGRADAS DE GARANHUNS - FACIGA

Exercício 01: CINE & DIREITO – DIREITO DAS SUCESSÕES (CIVIL VIII)
PROFA.: BRUNA MARIA JACQUES FREIRE DE ALBUQUERQUE
ALUN@ :_______________________________________________________

9º PERÍODO VESPERTINO
CINE & DIREITO: ―Minha querida dama‖

Ficha técnica:
Título My Old Lady (Original)
Ano produção: 2014
Dirigido porIsrael Horovitz
Estreia18 de Junho de 2015 (Brasil)
Duração107 minutos
Classificação não recomendado para menores de 12 anos
GêneroComédia/Drama
Países de Origem Estados Unidos da América e França

PERGUNTAS SOBRE O FILME: “MINHA QUERIDA DAMA”

1) Do que trata um contrato de ―viager‖ na França?


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2)O contrato conhecido como ―viager‖ é respaldado pela legislação brasileira? Que
contrato similar podemos verificar no Brasil?
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3)Qual seria a melhor forma, no direito brasileiro, de deixar uma garantia em vida ou
em testamento assegurando alguém uma moradia até a sua morte?
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4)Em que momento ocorreu a efetivação do princípio de saisine? Porque o


inventário ocorreu em outro país senão no local que o De cujus tinha o imóvel? O
que a legislação brasileira trata da competência de jurisdição para a ação de
inventário? Especifique o artigo e as hipóteses por ele mencionadas.
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5)No direito brasileiro, Matilde seria considerada como concubina. Esta, apesar de
não ser reconhecida pelo direito de família como portadora de direitos legais, como
ela é considerada pelo direito das sucessões?
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6)Caso a história do filme tivesse ocorrido no Brasil, Mathilde poderia herdar sozinha
o imóvel? Qual regra ser-lhe-ia empregada?
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7)Mathias Gold, conforme regra brasileira, que nunca tinha vivido naquela casa,
poderia entrar com que tipo de ação cível, uma vez que era um bem de herança
deixado para ele?
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8)Na história do filme, Mathias é considerado como herdeiro ou legatário? Explique,


diferenciando estes dois institutos e dando exemplos. Aproveite e diferencie
sucessão legítima da testamentária, apontando quais são os herdeiros necessários
e os legítimos.
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9)Explique do que trata o princípio da indivisibilidade da herança (e sua exceção). E


quais as espécies de herdeiros existentes conforme a legislação brasileira?
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10)Que tipos de testamento poderia ter feito o pai de Mathias, conforme a legislação
brasileira?
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11)Caso que o pai de Mathias tivesse vivido, secretamente, em união estável com
Mathilde, após o falecimento do esposo desta, como ficaria a divisão dos bens
inventariados conforme legislação brasileira?
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12)Chloé, seguindo a mesma linha de raciocínio acima exposta, fosse filha apenas
de Mathilde, ela teria direito a alguma parte da herança do pai de Mathias?
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13)Caso Chloé fosse irmã unilateral de Mathias, como ficaria a divisão conforme a
história contada no quesito 10? Ela sendo filha bastarda, teria seu direito à sucessão
reduzido à metade?
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14)Caso descobrisse que Chloé é irmã bilateral de Mathias, que tipo de ação, no
direito brasileiro, ela poderia entrar para garantir a sua parte no inventário? Ela
sendo co-herdeira legítima, e Mathias querendo vender o imóvel, ela teria direito de
preferência? O que diz o CC/2002 acerca do tema?
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15)Mathias poderia fazer para um terceiro a cessão de direitos hereditários? O que
diz a legislação brasileira acerca disso?
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16)Caso o pai de Mathias tivesse deixado uma dívida maior que os bens a serem
inventariados, Mathias deveria pagar a dívida do pai? Em que Mathias se
fundamentaria juridicamente? Qual o artigo cível pertinente neste caso?
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17)Com a morte do pai de Mathias, até quanto tempo a legislação pátria expressa
que ele tem para fazer a ação de inventário?
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18)O pai de Mathias poderia deserdá-lo a qualquer momento? Como é dado a


deserdação segundo o direito civil brasileiro? E qual a diferença entre deserdação e
indignidade?
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19)Caso a mãe de Mathias estivesse esperando um bebê, irmão bilateral de


Mathias, aquele não teria direito a herança pois não foi concebido até a data da
abertura do inventário? O que opina o CC/2002 acerca deste tema?
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20)Se Mathias e a mãe, morressem ao mesmo tempo em um acidente de carro,


restando apenas com vida a companheira do agora De cujus também, esta teria
direito a toda a herança, caso não haja mais ninguém na linha hereditária legal?
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21)Caso Mathilde tivesse feito a rogo o testamento do pai de Mathias, ela poderia
ser beneficiada neste testamento? Quais as demais hipóteses de fata de legitimação
para ser nomeado herdeiro ou legatário? Qual artigo do CC/2002 trata sobre o
tema?
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22)Se comprovado que nem Mathias nem Chloé fossem filhos do De cujus, nem
este tivesse deixado nenhum tipo de herdeiro,o bem iria para o ente público
brasileiro? Qual o procedimento para que ocorresse a herança jacente e
posteriormente a vacante?
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23)Caso em um ato de ciúme, Mathilde tivesse matado, participado como co-autoria
do crime de homicídio do De cujus, ela continuaria a ser herdeira, conforme o direito
das sucessões brasileiro? Que procedimento poderia ser tomado por Mathias neste
caso hipotético?
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24)Mathias, pesando com as normas brasileiras, sabendo que há um usufruto


vitalício do bem para Mathilde a ser deixado por herança pode pedir o rompimento
deste instituto do direito real?
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25)Mathias sabendo que há usufruto vitalício para Mathilde a ser deixado por
herança, ele poderia ter vendido a parte dele antes da resolução final do inventário?
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26)Em algum momento caberia por parte de Mathilde entrar com um usucapião em
bem de herança? Iria contra o princípio de saisine? Apontar neste quesito decisões
judiciais acerca do tema.
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27)Qual a posição que deveria ser tomada por Mathias caso ocorresse uma tentativa
de usucapião de seu bem de herança? Como se dá a aceitação e como diferenciá-la
de uma renúncia de herança nos moldes do CC/2002?
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28)Caso a mãe de Mathias tivesse renunciado a uma herança do avô do mesmo, ele
não receberia então, posteriormente, a parte que lhe caberia a mãe? Do que se trata
a renúncia no direito das sucessões no Brasil? O mesmo ocorre na exclusão por
indignidade? Quais os efeitos da exclusão por indignidade e como poderia ser feita a
reabilitação do até então herdeiro indigno? Um credor do renunciante pode opor-se
ao pedido de renúncia do devedor ora herdeiro legítimo?
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29)O relógio, legado deixado pelo De cujus à Mathias, no caso dos bens
apresentados no filme, poderia ser feito o comunicado de legado do tal relógio
através de um codicilo? Se este tivesse sido feito depois do testamento o anularia?
Poderiam coexistir? Há possibilidade de um anular o outro? Qual o artigo civil que
trata sobre o tema?
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30)Se o testamento deixado pelo pai de Mathias tivesse sido feito sob regras civis
brasileiras, e o De cujus era mudo, quais os tipos de testamentos ele poderia fazer,
e quais os não permitidos por lei?
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31)Se neste caso o pai de Mathias era cego, quais os tipos de testamentos ele
poderia fazer, e quais os não permitidos por lei? Especifique, detalhadamente, quais
as formas de testamento, e suas ramificações. O pai finado de Mathias poderia
deixar até que limite de bens para dispor em testamento?
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32)Qual tipo de testamento seria mais seguro para o pai de Mathias, que neste caso
hipotético, estava em sua sã consciência e nenhum impedimento na vida civil, muito
menos restrições impostas pela lei no que se discerne ao direito das sucessões?
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33)Quais as pessoas que não poderiam ser herdeiras testamentárias do testamento


do pai de Mathias?
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34)A sucessão testamentária deverá ser regida pela lei vigente no momento da
feitura do testamento ou conforme a lei que vigorar ao tempo da abertura da
sucessão?
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35)Quais as características primordiais de um testamento? Ele pode ser utilizado
ademais de deixar explícito os últimos desejos do de cujus acerca de bens móveis
ou imóveis, ou seja, com valor pecuniário?
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36)Se Mathias tivesse apenas 15 anos, ao receber a herança do pai falecido, ele
poderia fazer um testamento para deixar sua herança para sua única família que
resta: sua prima?
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37)Caso o pai de Mathias tivesse feito o testamento devidamente legalizado, e


ocorresse uma incapacidade superveniente, este episódio teria anulado o
testamento?
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38)Quem poderíamos considerar como absolutamente incapaz para adquirir por
testamento? E o que não pode ser contemplado por testamento?
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39)Após analisar o filme, que tipo de associação voce fez entre o direito de família e
o direito das sucessões, e entre este e os direitos reais?
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40)Qual a sequência imposta pelo legislador na ordem de vocação hereditária na


sucessão legítima? Explique detalhadamente, falando de seus institutos, como
também tratando da diferença entre herdar por cabeça e herdar por representação.
Pode-se herdar por representação na linha dos ascendentes? E na renúncia, pode-
se herdar por representação? E na herança? Pode aplicar a representação aos
legados?
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41)Se o pai falecido de Mathias tivesse deixado ademais de bens para ser sua parte
dividida entre os herdeiros legítimos e uma parte por testamento, e posterior ao
testamento, ele contraiu dívidas na tentativa de vencer a doença que estava
acometido nos seus últimos dias de vida, tais gastos passarão a ser amortizados por
que parte da herança? Da mesma forma, um filho já pode citar-se como herdeiro de
bens de pai ainda vivo?
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42)Se o pai de Mathias deixou dívida para com a Receita Federal, por ter preenchido
erroneamente o seu Imposto de Renda, e a Receita, dentro do prazo legal, tivesse
acionado o representante legal do espólio, esta massa atípica é quem irá responder
por aquela dívida? Justifique colocando jurisprudência acerca do tema.
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43)Na prática, se o De cujus não deixou bens suficientes a serem herdados, quais
os meios judiciais a serem cobradas pequenas quantias deixadas pelo finado?
Diferencie-as.
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44)Em quais hipóteses o cônjuge concorre com os descendentes? E em quais
hipóteses o cônjuge não concorre com os descendentes?
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45)Como será a concorrência do cônjuge sobrevivente com os ascendentes?
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46)No caso que não haja descendentes e ascendentes, o cônjuge receberia po
inteiro os bens deixados pelo falecido? Ele pode ser excluído da sucessão por
testamento deixado pelo De cujus?
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47)No caso que o pai de Mathias quisesse fazer um seguro de vida a nome apenas
de Chloé, sua filha, sem que ninguém soubesse da existência deste contrato civil,
ele faria parte da herança, de igual forma dos demais bens inventariados?
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48)Qual a tendência jurisprudencial acerca da comunicação dos aquestos no regime
de separação convencional dos bens, ao perceber que tais bens foram constituídos
com os esforços do casal?
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49) Os mesmos direitos que tem um cônjuge sobrevivente têm um companheiro


sobrevivente?Como concorre e com quem concorre o companheiro sobrevivente?
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50) Como se dá a sucessão feita à nível dos colaterais? Passaria diretamente ao


Município, DF e União? Aproveite para diferenciar quando os bens vão para cada
uma dessas três esferas.
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51) Maria, que era casada com o falecido João, tem 02 filhos com o mesmo,
Carlos e Carla. O regime de casamento era o de comunhão parcial de bens. Ele
tinha antes do casamento uma casa no valor de 100.000,00 e depois do casamento,
constituíram outra casa no valor de 100.000,00. Assinale a alternativa correta:
a)Maria ficará com a meação de todos os bens, ou seja, com o montante de
100.000,00.
b)Maria concorrerá com a casa constituída com o esforço de ambos, e não
concorrerá com a casa de propriedade do falecido, adquirida antes do casamento de
Maria.
c)Maria terá apenas 50.000,00, pois a casa particular do finado será divida apenas
para Carlos e Carla, e a casa do casal será rateada na proporção de metade para
Maria e a outra metade dividida entre Carlos e Carla.
d)Maria concorrerá no bem particular de João, na proporção de 1/3 para ela e seus
filhos, e terá a meação da casa construída por ela e João, ficando os filhos com ¼
cada um do valor da segunda casa.

52)Quando há separação total de bens, e tomando como exemplo o caso hipotético


acima exposto, Maria terá a mesma proporção da assertiva correta acima exposta?
( ) Verdadeiro ( ) Falso
53)Se Maria tivesse sido casada pelo regime de comunhão universal de bens, ela
receberia a meação de todos os bens, ficando a outra metade dividida igualmente
entre Carlos e Carla?
( ) Verdadeiro ( ) Falso
54)Caso Maria tivesse casado com João apenas quando este tinha 85 anos de
idade, chegando a falecer após 02 anos de casamento, responda positivamente:
a)Independente do regime de bens, ela irá concorrer com os descentes de João.
b)Independente do regime de bens, ela irá receber toda a herança de João.
c)No caso acima exposto, este casamento teria que ser feito obrigatoriamente pelo
regime de separação obrigatória de bens, ficando então Maria com apenas a metade
dos bens deixados por João.
d)No caso acima exposto, este casamento teria que ser feito obrigatoriamente pelo
regime de separação obrigatória de bens, ficando então Maria sem nada do
patrimônio de João.
55)Se o regime adotado por Maria e João tivesse sido o de comunhão parcial de
bens e não houvesse bens particulares, Maria teria a meação dos bens e Carlos e
Carla ficaria com a fração de 50% dividido igualmente entre eles?
( ) Verdadeiro ( ) Falso
56)Se no caso, Maria não tivesse concorrendo com os descendentes Carlos e Carla
(porque esses já são falecidos), Maria iria concorrer com os ascendentes de João,
ela não poderá ficar com quota inferior, segundo o CC/2002, a ¼. Salientando que,
neste caso, há concorrência do cônjuge com os ascendentes independente do
regime de bens adotados pelo casal.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
57)Em consonância com a assertiva correta acima, se João, ao falecer não deixou
filhos, apenas Maria e seus pais, os três dividirão a herança em 1/3. Mas se no
falecimento de João, este apenas deixou como herdeiros Maria e seu pai, haja vista,
sua mãe ter morrido antes dele, a quota será dividida proporcionalmente entre Maria
e o genitor de João.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
58)Numa viagem, Maria e João faleceram no mesmo ato, devido à explosão do
avião em que estavam. Maria não tinha bens particulares, nem deixou herdeiros.
João não teve filhos, mas no momento de sua morte, sua mãe estava viva e seus
avós paternos também. Assinale a alternativa correta:
a)Sua mãe receberia 50% enquanto que os avós paternos receberiam 50% para
serem divididos em cotas iguais entre ambos.
b)Sua mãe não teria direito de receber, pois só receberia se fosse o casamento em
regime universal de bens ou comunhão parcial de bens, e neste último caso se o
bem deixado tivesse sido contraído depois do casamento de João e Maria.
c)Sua mãe não receberia caso João tivesse deixado em um testamento a sua
vontade de não deixar nada para sua mãe, portanto seria rateado 50% para o
progenitor paterno e 50% para a progenitora paterna.
d)Sua mãe receberia a totalidade do bem pois o mais próximo é o beneficiário da
linha sucessiva.

59)Se na realidade João tivesse deixado apenas uma avó paterna e os avós
maternos como herdeiros legítimos, a proporção correta seria de 50% para a avó
paterna e ¼ para cada avô materno. Igualmente, se João deixasse como herdeira
legítima apenas Maria, esta receberia por inteiro a herança de João, mesmo que o
regime fosse o de separação legal de bens, e que estes tivessem sidos constituídos
na constância do casamento.
( ) Verdadeiro ( ) Falso
60) Caso Maria não tivesse sido casada com João, e sim, viveram juntos em união
estável, ela seria considerada companheira e não cônjuge, tendo um tratamento
diferenciado, portanto assinale a alternativa incorreta:
a)Em relação ao bem constituído após a união estável, Maria teria direito à meação
e ainda concorreria em 1/3 com Carla e Carlos nos outros 50%.
b)Em relação ao bem constituído antes da união estável, Maria teria direito a nada,
ficando, então, 50% para Carlos e 50% para Carla.
c)Se Carlos e Carla fossem filhos apenas de João, e este ao falecer deixou a casa
adquirida depois da união estável com Maria, esta receberia a meação que lhe cabe
e ainda concorreria com os filhos apenas de João na proporção da média ponderada
2x1. Cada filho teria peso 2 e Maria teria peso 1. Se João deixasse uma herança de
300.000,00. Por lei, 150.000,00 seria a meação de Maria e ela ainda concorreria
com Carlos e Carla, recebendo o valor de 30.000,00 Maria, e Carlos e Carla o valor
de 60.000,00 cada um.
d)Caso João tivesse deixado 2 filhos em comum com Maria, a divisão seria feita da
seguinte forma: a meação dos bens adquiridos antes e depois da união estável para
Maria, e Carla e Carlos receberiam o correspondente a 25% cada um.

61) Caso João falecesse e tivesse apenas deixado herdeiros colaterais, este serão
assim considerados até o quarto grau, e tendo João irmãos unilaterais e bilaterais,
os primeiros receberão correspondente à metade dos bilaterais. Deixando João tios
e sobrinhos, a preferência será para os sobrinhos. Caso João nem tenha herdeiros
colaterais, os bens irão para o ente público. Salientando que o ente público não é
herdeiro, não participando, portanto, do princípio de saisine, apenas recolhe a
herança na falta de herdeiros. Mesmo assim, seJoão não quisesse deixar seus bens
para herdeiros colaterais, bastaria expressar sua vontade em testamento e nenhum
colateral faria parte como herdeiro.
( ) Verdadeiro ( ) Falso

62) João ao falecer já era viúvo de Maria, deixou como herdeiros Carlos e Carla.
Carlos teve Ana e Juan. E Carla teve Lorena. Baseado nesta história assinale a
alternativa incorreta:
a)Caso Carlos renuncie à herança, o tem como se nunca tivesse existido, portanto,
nem Ana nem Juan herdarão do seu avô João.
b)Caso Carlos tivesse sido excluído por indignidade, Ana e Juan receberiam o valor
correspondente a 25% cada um do total da herança.
c)Caso Carlos e Carla tivessem morrido antes de João; Ana, Juan e Lorena
receberiam cada um o valor correspondente a 1/3, pois estes estariam herdando por
cabeça e não mais por estirpe.
d)Caso Carlos e Carla tivessem morrido antes de João; Ana, Juan e Lorena
receberiam ¼ Ana, ¼ Juan e a herdeira legítima de Carla, que é Lorena, herdará por
representação da½ de toda a herança.

Exercício 02: EXCLUSÃO POR INDIGNIDADE

Mário nunca aceitou a sua nova madrasta, Lúcia, inclusive no dia 04/08/2013 tentou
matá-la depois de uma calorosa discussão acerca de um bem imóvel do pai de
Mário. Este indignado, e após apuração criminal (proc. 4848-43. 9483.32.4.6594)
excluiu Mário da herança. Há menos de 06 meses, num acidente de carro veio a
falecer Carlos, pai de Mário. Apesar de terem se reconciliado, Carlos já tinha sido
considerado excluído da herança, registrado devidamente em cartório a exclusão de
Mário, sem ter dado tempo de retificar sua decisão. Há herdeiros legítimos de
Carlos, e irmão de Mário, todos provenientes do casamento de Carlos com Rute,
quais sejam: Roberto e Lusevaldo. Ambos vivos. Mário, procurou um advogado para
dar entrada no inventário do pai, haja vista este ter inúmeros imóveis, salientando
que a mãe, Rute, já havia falecido há mais de uma década, e a madrasta Lúcia
faleceu no ano passado, sem ter deixado filhos nem bens.
Roberto e Lusevaldo, que moram em cidades diferentes de Garanhuns (local da
abertura do inventário feito por Mário, haja vista Carlos residir nesta comarca e seus
bens também), tiveram a notícia que Mário tinha ingressado com inventário. Então
Roberto e Lusevaldo procuraram você, advogado, para tomar as medidas cabíveis
sobre o tema.
Ao redigir a petição correspondente, crie toda a qualificação necessária para todos
os indivíduos componentes desta história.

Exercício 03: EXCLUSÃO DE INDIGNIDADE

Mário nunca aceitou a sua nova madrasta, Lúcia, inclusive no dia 04/08/2013 tentou
matá-la depois de uma calorosa discussão acerca de um bem imóvel do pai de
Mário que se chama Carlos. Este indignado procurou você advogado para saber
qual a devida ação que deve ser intentada para legitimar a exclusão deste filho que
ele quer fazer.Ao redigir a petição correspondente, crie toda a qualificação
necessária para todos os indivíduos componentes desta história.

Exercício 04: PERGUNTAS SOBRE DIREITO DAS SUCESSÕES (REVISÃO)

1)Com o falecimento do autor da herança, esta se transmite de forma definitiva aos


seus herdeiros independentemente da abertura da sucessão e da existência de
testamento.

( ) Certo
( ) Errado

2)Antônio, que possui três filhos, foi condenado criminalmente pelo Tribunal do Júri,
por tentativa de homicídio contra seu pai, Serafim, que possui outro filho. Nesse
caso, Antônio
a)não poderá ser admitido a suceder nos bens deixados por morte de Serafim, ainda
que este o tenha expressamente reabilitado em testamento, porque a sentença
criminal o impede de suceder.
b)será excluído da sucessão de Serafim, independentemente de demanda de
exclusão, porque a condenação criminal a supre, e os bens que lhe caberiam serão
distribuídos, em partes iguais, entre os filhos e o irmão de Antônio.
c)será excluído da sucessão de Serafim, desde que procedente demanda de
exclusão, e os bens que lhe caberiam serão destinados aos filhos do excluído, como
se ele morto fosse antes da abertura da sucessão.
d)poderá ser deserdado, mas não excluído da sucessão de Serafim, porque o crime
se deu na modalidade tentada.
e)será excluído da sucessão de Serafim, desde que procedente demanda de
exclusão, e os bens que lhe caberiam serão destinados ao irmão de Antônio
3)É válido o testamento celebrado por testador sem o pleno discernimento no
momento da lavratura, uma vez que não se exige a manifestação perfeita da
vontade, mas tão somente que o testador tenha a exata compreensão de suas
disposições
( ) Errado ( ) Certo
4)O testamento particular não pode ser escrito em língua estrangeira, uma vez que é
formalidade essencial ao mesmo sua leitura, pelo testador, às testemunhas.
( ) Errado ( ) Certo
5)Em relação à sucessão legítima e à herança vacante, analise as seguintes
afirmações:
I. Falecendo alguém sem deixar testamento nem herdeiro legítimo notoriamente
conhecido, os bens da herança, depois de arrecadados, ficarão sob a guarda e
administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor devidamente habilitado
ou à declaração de sua vacância.
II. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será
assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de
habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja
o único daquela natureza a inventariar.
III. Na classe dos colaterais, os mais próximos excluem os mais remotos, salvo o
direito de representação concedido aos filhos de irmãos.
Está correto o que se afirma em
a) I e II, apenas.
b) I, II e III.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) III, apenas.
6) Acerca das sucessões, assinale a opção correta.
a)A sucessão abre-se no lugar da morte do falecido.
b)A sucessão dá-se por lei ou por disposição de última vontade, conforme seja
legítima ou testamentária, e, havendo herdeiros necessários, o testador só poderá
dispor da metade da herança.
c)A companheira ou o companheiro, na sucessão do outro, quanto aos bens
adquiridos na vigência da união estável, concorre com descendentes só do autor da
herança, tendo direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída a cada um
deles.
d)Legitimam-se a suceder apenas as pessoas já nascidas no momento da abertura
da sucessão, não havendo direitos sucessórios do nascituro.
e)Aberta a sucessão pelo ajuizamento da ação de inventário, a herança transmite-se
por sentença que homologa a partilha de bens aos herdeiros legítimos e
testamentários.
7)Considerando o que dispõe a Lei Civil com relação à sucessão em geral, à
sucessão legítima e à testamentária, assinale a alternativa correta.
a)Aberta a sucessão, a herança transmite-se aos herdeiros com a expedição do
formal de partilha ou o registro do testamento, conforme se trate de sucessão
legítima ou testamentária.
b)Morrendo a pessoa sem testamento, transmite-se a herança aos herdeiros
legítimos; o mesmo ocorrerá quanto a bens não compreendidos no testamento;
porém, embora subsista a sucessão legítima, caso julgado nulo o testamento, não
subsistirá se vier a caducar, caso em que será promovida a arrecadação legal dos
bens.
c)Na sucessão testamentária podem ser chamadas a suceder as pessoas jurídicas.
d)Concorrendo à herança do falecido irmãos bilaterais com irmãos unilaterais, cada
um destes herdará cota equivalente da que cada um daqueles herdar.
8)Segundo o ordenamento civilista brasileiro, em matéria de direito das sucessões,
NÃO podemser nomeados herdeiros nem legatários:
I.A pessoa que, a rogo, escreveu o testamento, nem o seu cônjuge ou companheiro,
ou os seus ascendentes e irmãos.
II.As testemunhas do testamento.
III.O concubino do testador casado, salvo se este, sem culpa sua, estiver separado
de fato do cônjuge há mais de cinco anos.
IV.O tabelião, civil ou militar, ou o comandante ou escrivão, perante quem se fizer,
assim como o que fizer ou aprovar o testamento.
A sequência correta é:
a)Apenas as assertivas I e III estão corretas.
b)Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
c)Apenas a assertiva III está correta.
d)As assertivas I, II, III e IV estão corretas.

9)Rogério, solteiro, maior e capaz, estando acometido por grave enfermidade,


descobre que é pai biológico de Mateus, de dez anos de idade, embora não conste a
filiação paterna no registro de nascimento. Diante disso, Rogério decide lavrar
testamento público, em que reconhece ser pai de Mateus e deixa para este
atotalidade de seus bens. Sobrevindo a morte de Rogério, Renato, maior e capaz,
até então o único filho reconhecido por Rogério, é surpreendido com as disposições
testamentárias e resolve consultar um advogado a respeito da questão. A partir do
fato narrado, assinale a afirmativa correta.
a)Todas as disposições testamentárias são inválidas, tendo em vista que, em seu
testamento, Rogério deixou de observar a parte legítima legalmente reconhecida a
Renato, o que inquina todo o testamento público, por ser este um ato único.
b)A disposição testamentária que reconhece a paternidade de Mateus é válida,
devendo ser incluída a filiação paterna no registro de nascimento; a disposição
testamentária relativa aos bens deverá ser reduzida ao limite da parte disponível,
razão pela qual Mateus receberá o quinhão equivalente a 75% da herança e Renato
o quinhão equivalente a 25% da herança.
c)Todas as disposições testamentárias são inválidas, uma vez que Rogério não
poderia reconhecer a paternidade de Mateus em testamento e, ainda, foi
desconsiderada a parte legítima de seu filho Renato.
d)A disposição testamentária que reconhece a paternidade de Mateus é válida,
devendo ser incluída a filiação paterna no registro de nascimento; é, contudo,
inválida a disposição testamentária relativa aos bens, razão pela qual caberá a cada
filho herdar metade da herança de Rogério.

10)No que se refere a sucessões, considere:


I.O herdeiro responde por encargos até as forças da herança, cabendo ao credor a
prova de que inexiste excesso.
II.Regula a sucessão e a legitimação para suceder a lei vigente ao tempo da partilha.
III.O direito à sucessão aberta pode ser objeto de cessão por escritura pública.
IV.Tem–se como não verificada a transmissão quando o herdeiro renuncia à
herança.
Está correto o que se afirma em
a)I e IV, apenas.
b)II e III, apenas.
c)I, II, III e IV.
d)III e IV, apenas.
e)I e II, apenas.

Exercício 05: PETIÇÃO DE HERANÇA


Otoniel Barbosa de Lima, em 08 de janeiro deste ano, faleceu na cidade de
Garanhuns, em sua residência, na rua das Flores, 86, Heliópolis – PE, Cep: 55296-
130. O seu cliente, Paulino Barbosa de Lima era irmão de Quintino Barbosa Lima,
de Tibúrcio Barbosa Lima (já falecido, conforme certidão de óbito), Maria Barbosa
Lima (já falecida, conforme certidão de óbito), Tereza Barbosa Lima (já falecida,
conforme certidão de óbito) e Rosa Barbosa Lima (já falecida – conforme certidão de
óbito). O seu cliente mora na casa do lado do de cujus, valendo salientar que ambas
casas eran alugadas. Seu cliente morava na casa 84, e seu tel para contato é: (87)
994573848.

Otoniel, Paulino, Quintino, Tibúrcio, Maria, Tereza e Rosa Leite eram filhos de João
Barbosa de Lima e Maria Lia Barbosa Lima, ambos já falecidos. Nenhum dos irmãos
do seu cliente deixou filhos. Não deixaram os genitores do seu cliente, falecidos
antes do de cujus ora em tela, nenhum testamento, muito menos o de cujus.
O seu cliente é viúvo, e não tem filhos. A sua vez, Quintino, único irmão ainda vivo,
atribuiu-se ilegalmente a condição de herdeiro único e, quis usurpar os direitos
hereditários do seu cliente, levando a efeito astuciosamente inventário/partilha
extrajudicial dos bens do espólio somente entre si e a sua companheira, ora ré,
Maria Avelino Leonel (a quem fez cessão de direitos hereditários), mediante
escritura pública das notas do 2º Ofício deste município (Serviço Notarial - Cartório
Braga Castro), às fls. 184/186v do Livro 85-ACD (doc. nº 11, anexo), procedendo,
em seguida, aos registros imobiliários, ilegais.
Ademais disso, ainda empreendeu venda ilegal de alguns dos bens inventariados:
partes de terra do sítio Boa Vista aos réus José Inaldo Morais Lins, e Osman Sadoc
de Albuquerque, consoante escrituras públicas das notas do 2º Ofício deste
município (Serviço Notarial - Cartório Braga Castro), à fl. 192 do Livro 93, à fl. 001 do
Livro 94 e à fl. 002 do Livro 94, objetos dos registros R-43-830, R- 44-830 e R-45-
830, respectivamente, no Ofício Imobiliário deste município (Cartório Braga Castro).
Então Paulino procurou você, advogado, para fazer a devida petição que lhe cabe.
Redija-a manuscritamente. Trabalho individual.

Exercício 06: RENÚNCIA HEREDITÁRIA


Exercício 6.1:
KARMENSITA LUCIDALVA PEREIRA CAVALCANTE, brasileira, divorciada,
autônoma, residente e domiciliada na Rua Oriente, nº 269, bairro Heliópolis,
Garanhuns – PE, CEP: 55.296-110, portadora da identidade RG nº 5113216
SDS/PE, inscrita no CPF sob nº 044.007.974-37, com telefones para contato nº (87)
9 9933-4715 e (87) 9 9821-2053, é sua cliente. E procurou você advogado para
redigir uma declaração de renúncia da herança deixada por seu pai. São as três as
únicas herdeiras do de cujus JOSÉ ANTÔNIO PEREIRA CAVALCANTE, pai legítimo
de ambas.

Exercício 6.2:
KARMEM LUCINEIDE PEREIRA CAVALCANTE, brasileira, casada com comunhão
total de bens, autônoma, residente e domiciliada na Rua Oriente, nº 200, bairro
Heliópolis, Garanhuns – PE, CEP: 55.296-000, portadora da identidade RG nº
5113200 SDS/PE, inscrita no CPF sob nº 044.007.000- 07, com telefones para
contato nº (87) 9 8833-4715 e (87) 9 8821-2053, é sua cliente. E procurou você
advogado para redigir uma declaração de renúncia da herança deixada por seu pai.
São 03 irmãs as únicas herdeiras do de cujus, e sua cliente quer passar sua parte
exclusivamente para KARMENSITA LUCIDALVA PEREIRA CAVALCANTE,
brasileira, divorciada, autônoma, residente e domiciliada na Rua Oriente, nº 269,
bairro Heliópolis, Garanhuns – PE, CEP: 55.296-110, portadora da identidade RG nº
5113216 SDS/PE, inscrita no CPF sob nº 044.007.974-37, com telefones para
contato nº (87) 9 9933-4715 e (87) 9 9821-2053. O marido de sua cliente é
ROBESVALDO DA SILVA, brasileiro, casado, reside na mesma residência que sua
cliente, RG 4865757 SSP-PE, CPF: 058.675.675-75.

Exercício 07: QUESTÕES OAB - DIREITO DAS SUCESSÕES

OAB 2010 - II Exame Unificado


1) Em 2004, Joaquim, que não tinha herdeiros necessários, lavrou um testamento
contemplando como sua herdeira universal Ana. Em 2006, arrependido, Joaquim
revogou o testamento de 2004, nomeando como seu herdeiro universal Sérgio. Em
2008, Sérgio faleceu, deixando uma filha Catarina. No mês de julho de 2010, faleceu
Joaquim. O único parente vivo de Joaquim era seu irmão, Rubens. Assinale a
alternativa que indique a quem caberá a herança de Joaquim.
a) Rubens
b) Catarina
c) Ana
d) A herança será vacante
OAB 2010 - III Exame Unificado
2) Josefina e José, casados pelo regime da comunhão universal de bens, tiveram
três filhos: Mário, Mauro e Moacir. Mário teve dois filhos: Paulo e Pedro. Mauro teve
três filhos: Breno, Bruno e Brian. Moacir teve duas filhas: Isolda e Isabel. Em um
acidente automobilístico, morreram Mário e Mauro. José, muito triste com a perda
dos filhos, faleceu logo em seguida, deixando um patrimônio de R$ 900.000,00.
Nesse caso hipotético, como ficaria a divisão do monte?

a) Josefina receberia R$ 450.000,00. Os filhos de Mário receberiam cada um R$


75.000,00. Os filhos de Mauro receberiam R$ 50.000,00 cada um. E, por fim, as
filhas de Moacir receberiam R$ 75.000,00 cada uma.

b) A herança seria dividida em três partes de R$ 300.000,00. Paulo e Pedro


receberiam cada um R$ 150.000,00. Breno, Bruno e Brian receberiam, cada
um, R$ 100.000,00. E, por fim, Isabel e Isolda receberiam cada uma a
importância de R$ 150.000,00.

c) Paulo e Pedro receberiam cada um R$ 150.000,00. Breno, Bruno e Brian


receberiam, cada um, R$ 100.000,00. E, por fim, Moacir receberia R$
300.000,00.

d) Josefina receberia R$ 450.000,00. Paulo e Pedro receberiam cada um R$


75.000,00. Breno, Bruno e Brian receberiam cada um R$ 50.000,00. Moacir
receberia R$ 150.000,00.

OAB 2011 - V Exame Unificado


3) Heitor, solteiro e pai de dois filhos também solteiros (Roberto, com trinta anos de
idade, e Leonardo, com vinte e oito anos de idade), vem a falecer, sem deixar
testamento. Roberto, não tendo interesse em receber a herança deixada pelo pai, a
ela renuncia formalmente por meio de instrumento público. Leonardo, por sua vez,
manifesta inequivocamente o seu interesse em receber a herança que lhe caiba.
Sabendo-se que Margarida, mãe de Heitor, ainda é viva e que Roberto possui um
filho, João, de dois anos de idade, assinale a alternativa correta.
a)Roberto não pode renunciar à herança, pois acarretará prejuízos a seu filho, João,
menor de idade.
b)Roberto pode renunciar à herança, o que ocasionará a transferência de seu
quinhão para João, seu filho.
c)Roberto pode renunciar à herança, e, com isso, o seu quinhão será acrescido à
parte da herança a ser recebida por Leonardo, seu irmão.
d)Roberto pode renunciar à herança, ocasionando a transferência de seu quinhão
para Margarida, sua avó, desde que ela aceite receber a herança.
OAB 2011 - VI Exame Unificado
4) José, solteiro, possui três irmãos: Raul, Ralph e Randolph. Raul era pai de Mauro
e Mário. Mário era pai de Augusto e Alberto. Faleceram, em virtude de acidente
automobilístico, Raul e Mário, na data de 15/4/2005. Posteriormente, José veio a
falecer em 1º/5/2006.
Sabendo-se que a herança de José é de R$ 90.000,00, como ficará a partilha de
seus bens?

a) a) Como José não possui descendente, a partilha deverá ser feita entre os
irmãos. E, como não há direito de representação entre os filhos de irmão,
Ralph e Randolph receberão cada um R$ 45.000,00.

b) b) Ralph e Randolph devem receber R$ 30.000,00 cada. A parte que caberá a


Raul deve ser repartida entre Mauro e Mário. Sendo Mário pré-morto, seus
filhos Alberto e Augusto devem receber a quantia que lhe caberia. Assim,
Mauro deve receber R$ 15.0000,00, e Alberto e Augusto devem receber R$
7.500,00 cada um.

c) c) Ralph e Randolph receberão R$ 30.000,00 cada um. O restante (R$


30.000,00) será entregue a Mauro, por direito de representação de seu pai
pré-morto.

d) Ralph e Randolph receberão R$ 30.000,00 cada um. O restante, na falta de


outro colateral vivo, será entregue ao Município, Distrito Federal ou União.
OAB 2012 - VII Exame Unificado
5) Edgar, solteiro, maior e capaz, faleceu deixando bens, mas sem deixar
testamento e contando com dois filhos maiores, capazes e também solteiros, Lúcio e
Arthur. Lúcio foi regularmente excluído da sucessão de Edgar, por tê‐lo acusado
caluniosamente em juízo, conforme apurado na esfera criminal. Sabendo‐se que
Lúcio possui um filho menor, chamado Miguel, assinale a alternativa correta.
a) O quinhão de Lúcio será acrescido à parte da herança a ser recebida por seu
irmão, Arthur, tendo em vista que Lúcio é considerado como se morto fosse antes da
abertura da sucessão.
b) O quinhão de Lúcio será herdado por Miguel, seu filho, por representação, tendo
em vista que Lúcio é considerado como se morto fosse antes da abertura da
sucessão.
c) O quinhão de Lúcio será acrescido à parte da herança a ser recebida por seu
irmão, Arthur, tendo em vista que a exclusão do herdeiro produz os mesmos efeitos
da renúncia à herança.
d) O quinhão de Lúcio se equipara, para todos os efeitos legais, à herança jacente,
ficando sob a guarda e administração de um curador, até a sua entrega ao sucessor
devidamente habilitado ou à declaração de sua vacância.
OAB 2012 - VIII Exame Unificado
6) Com relação ao direito sucessório, assinale a afirmativa correta.
a) O cônjuge sobrevivente, mesmo se constituir nova família, continuará a ter direito
real de habitação sobre o imóvel em que residiu com seu finado cônjuge.
b) A exclusão por indignidade pode ocorrer a partir da necessidade de que o
herdeiro tenha agido sempre com dolo e por uma conduta comissiva.
c) A deserdação é forma de afastar do processo sucessório tanto o herdeiro legítimo
quanto o legatário.
d) Os efeitos da indignidade não retroagem à data da abertura da sucessão, tendo,
portanto, efeito ex nunc.
OAB 2012 – IX Exame Unificado
7) José, viúvo, é pai de Mauro e Mário, possuindo um patrimônio de R$ 300.000,00.
Casou-se com Roberta, que tinha um patrimônio de R$ 200.000,00, pelo regime da
comunhão universal de bens. José e Roberta tiveram dois filhos, Bruno e Breno.
Falecendo Roberta, a divisão do monte seria a seguinte:
a)José recebe R$ 250.000,00 e Mauro, Mário, Bruno e Breno recebem cada um R$
62.500,00.
b)O monte, no valor total de R$ 500.000,00, deve ser dividido em cinco partes, ou
seja, José, Mauro, Mário, Breno e Bruno recebem, cada um, R$ 100.000,00.
c) José recebe R$ 250.000,00 e Bruno e Breno recebem, cada um, a importância de
R$ 125.000,00.
d) A herança deve ser dividida em três partes, cabendo a José, Bruno e Breno 1/3
do monte, ou seja, R$ 166.666,66 - para cada um.
OAB 2013 – X Exame Unificado
8) Rogério, solteiro, maior e capaz, estando acometido por grave enfermidade,
descobre que é pai biológico de Mateus, de dez anos de idade, embora não conste a
filiação paterna no registro de nascimento. Diante disso, Rogério decide lavrar
testamento público, em que reconhece ser pai de Mateus e deixa para este a
totalidade de seus bens. Sobrevindo a morte de Rogério, Renato, maior e capaz, até
então o único filho reconhecido por Rogério, é surpreendido com as disposições
testamentárias e resolve consultar um advogado a respeito da questão. A partir do
fato narrado, assinale a afirmativa correta.
a)Todas as disposições testamentárias são inválidas, tendo em vista que, em seu
testamento, Rogério deixou de observar a parte legítima legalmente reconhecida a
Renato, o que inquina todo o testamento público, por ser este um ato único.
b) A disposição testamentária que reconhece a paternidade de Mateus é válida,
devendo ser incluída a filiação paterna no registro de nascimento; a disposição
testamentária relativa aos bens deverá ser reduzida ao limite da parte disponível,
razão pela qual Mateus receberá o quinhão equivalente a 75% da herança e Renato
o quinhão equivalente a 25% da herança.
c)Todas as disposições testamentárias são inválidas, uma vez que Rogério não
poderia reconhecer a paternidade de Mateus em testamento e, ainda, foi
desconsiderada a parte legítima de seu filho Renato.
d) A disposição testamentária que reconhece a paternidade de Mateus é válida,
devendo ser incluída a filiação paterna no registro de nascimento; é, contudo,
inválida a disposição testamentária relativa aos bens, razão pela qual caberá a cada
filho herdar metade da herança de Rogério.
OAB2013 - XII Exame Unificado
9) José, brasileiro, casado no regime da separação absoluta de bens, professor
universitário e plenamente capaz para os atos da vida civil, desapareceu de seu
domicílio, estando em local incerto e não sabido, não havendo indícios ou notícias
das razões de seu desaparecimento, não existindo, também, outorga de poderes a
nenhum mandatário, nem feitura de testamento. Vera (esposa) e Cássia (filha de
José e Vera, maior e capaz) pretendem a declaração de sua morte presumida,
ajuizando ação pertinente, diante do juízo competente.De acordo com as regras
concernentes ao instituto jurídico da morte presumida com declaração de ausência,
assinale a opção correta.
a) Na fase de curadoria dos bens do ausente, diante da ausência de representante
ou mandatário, o juiz nomeará como sua curadora legítima Cássia, pois apenas na
falta de descendentes, tal curadoria caberá ao cônjuge supérstite, casado no regime
da separação absoluta de bens.
b) Na fase de sucessão provisória, mesmo que comprovada a qualidade de
herdeiras de Vera e Cássia, estas, para se imitirem na posse dos bens do ausente,
terão que dar garantias da restituição deles, mediante penhores ou hipotecas
equivalentes aos quinhões respectivos.
c) Na fase de sucessão definitiva, regressando José dentro dos dez anos seguintes
à abertura da sucessão definitiva, terá ele direito aos bens ainda existentes, no
estado em que se encontrarem, mas não aos bens que foram comprados com a
venda dos bens que lhe pertenciam.
d) Quanto ao casamento de José e Vera, o Código Civil atual reconhece efeitos
pessoais e não apenas patrimoniais ao instituto da ausência, possibilitando que a
sociedade conjugal seja dissolvida como decorrência da morte presumida do
ausente.
OAB2014 - XIV Exame Unificado
10) Raul, cidadão brasileiro, no meio de uma semana comum, desaparece sem
deixar qualquer notícia para sua ex-esposa e filhos, sem deixar cartas ou qualquer
indicação sobre seu paradeiro.
Raul, que sempre fora um trabalhador exemplar, acumulara em seus anos de labor
um patrimônio relevante. Como Raul morava sozinho, já que seus filhos tinham suas
próprias famílias e ele havia se separado de sua esposa 4 (quatro) anos antes,
somente após uma semana seus parentes e amigos deram por sua falta e passaram
a se preocupar com o seu desaparecimento.Sobre a situação apresentada, assinale
a opção correta.
a) Para ser decretada a ausência, é necessário que a pessoa tenha desaparecido há
mais de 10 (dez) dias. Como faz apenas uma semana que Raul desapareceu, não
pode ser declarada sua ausência, com a consequente nomeação de curador.
b) Em sendo declarada a ausência, o curador a ser nomeado será a ex-esposa de
Raul.
c) A abertura da sucessão provisória somente se dará ultrapassados três anos da
arrecadação dos bens de Raul.
d) Se Raul contasse com 85 (oitenta e cinco) anos e os parentes e amigos já não
soubessem dele há 8 (oito) anos, poderia ser feita de forma direta a abertura da
sucessão definitiva.
11) Segundo o Código Civil de 2002, acerca do direito de representação, instituto do
Direito das Sucessões, assinale a opção correta.
a) É possível que o filho renuncie à herança do pai e, depois, represente-o na
sucessão do avô.
b) Na linha transversal, é permitido o direito de representação em favor dos
sobrinhos, quando concorrerem com sobrinhos-netos.
c) Em não havendo filhos para exercer o direito de representação, este será
exercido pelos pais do representado.
d) O direito de representação consiste no chamamento de determinados parentes do
de cujus a suceder em todos os direitos a ele transmitidos, sendo permitido tanto na
sucessão legítima quanto na testamentária.
OAB2014 - XV Exame Unificado
12) Augusto, viúvo, pai de Gustavo e Fernanda, conheceu Rita e com ela manteve,
por dez anos, um relacionamento amoroso contínuo, público, duradouro e com
objetivo de constituir família. Nesse período, Augusto não se preocupou em fazer o
inventário dos bens adquiridos quando casado e em realizar a partilha entre os
herdeiros Gustavo e Fernanda. Em meados de setembro do corrente ano, Augusto
resolveu romper o relacionamento com Rita.
Face aos fatos narrados e considerando as regras de Direito Civil, assinale a opção
correta.
a) A ausência de partilha dos bens de Augusto com seus herdeiros Gustavo e
Fernanda caracteriza causa suspensiva do casamento, o que obsta o
reconhecimento da união estável entre Rita e Augusto.
b) Sendo reconhecida a união estável entre Augusto e Rita, aplicar-se-ão à relação
patrimonial as regras do regime de comunhão universal de bens, salvo se houver
contrato dispondo de forma diversa.
c) Em razão do fim do relacionamento amoroso, Rita poderá pleitear alimentos em
desfavor de Augusto, devendo, para tanto, comprovar o binômio necessidade-
possibilidade.
d) As dívidas contraídas por Augusto, na constância do relacionamento com Rita,
em proveito da entidade familiar, serão suportadas por Rita de forma subsidiária.
13) Mateus não tinha mais parentes, nunca tivera descendentes e jamais havia
vivido em união estável ou em matrimônio. Há alguns anos, ele decidiu fazer um
testamento e deixar todo o seu patrimônio para seus amigos da vida toda, Marcos e
Lucas. Seis meses depois da lavratura do testamento, por força de um exame de
DNA, Mateus descobriu que tinha um filho, Alberto, 29 anos, que não conhecia, fruto
de um relacionamento fugaz ocorrido no início de sua faculdade. Mateus reconheceu
a paternidade de Alberto no Registro Civil e passou a conviver periodicamente com
o filho. No mês passado, Mateus faleceu.Sobre sua sucessão, assinale a afirmativa
correta.
a) Todo o patrimônio de Mateus caberá a Alberto.
b) Todo o patrimônio de Mateus caberá a Marcos e Lucas, por força do testamento.
c) Alberto terá direito à legítima, cabendo a Marcos e Lucas a divisão da quota
disponível.
d) A herança de Mateus caberá igualmente aos três herdeiros.
OAB2015 - XVI Exame Unificado

14) Márcia era viúva e tinha três filhos: Hugo, Aurora e Fiona. Aurora, divorciada,
vivia sozinha e tinha dois filhos, Rui e Júlia. Márcia faleceu e Aurora renunciou à
herança da mãe. Sobre a divisão da herança de Márcia, assinale a afirmativa
correta.

a) Diante da renúncia de Aurora, a herança de Márcia deve ser dividida entre Hugo e
Fiona, cabendo a cada um metade da herança.

b) Diante da renúncia de Aurora, a herança de Márcia deve ser dividida entre Hugo,
Fiona, Rui e Júlia, em partes iguais, cabendo a cada um 1/4 da herança.
c) Diante da renúncia de Aurora, a herança de Márcia deve ser dividida entre Hugo,
Fiona, Rui e Júlia, cabendo a Hugo e Fiona 1/3 da herança, e a Rui e Júlia 1/6 da
herança para cada um.
d) Aurora não pode renunciar à herança de sua mãe, uma vez que tal faculdade não
é admitida quando se tem descendentes de primeiro grau.

OAB 2015 - XVII EXAME UNIFICADO

15) Ester, viúva, tinha duas filhas muito ricas,Marina e Carina. Como as filhas não
necessitam de seus bens, Ester deseja beneficiar sua irmã, Ruth, por ocasião de
sua morte, destinando-lhe toda a sua herança, bens que vieram de seus pais,
também pais de Ruth. Ester o(a) procura como advogado(a), indagando se é
possível deixar todos os seus bens para sua irmã. Deseja fazê-lo por meio de
testamento público, devidamente lavrado em Cartório de Notas, porque suas filhas
estão de acordo com esse seu desejo. Assinale a opção que indica a orientação
correta a ser transmitida a Ester.

a) Em virtude de ter descendentes, Ester não pode dispor de seus bens por
testamento.

b) Ester só pode dispor de 1/3 de seu patrimônio em favor de Ruth, cabendo o


restante de sua herança às suas filhas Marina e Carina, dividindo-se igualmente
o patrimônio.

c) Ester pode dispor de todo o seu patrimônio em favor de Ruth, já que as filhas
estão de acordo.

d) Ester pode dispor de 50% de seu patrimônio em favor de Ruth, cabendo os


outros 50% necessariamente às suas filhas, Marina e Carina, na proporção de
25% para cada uma.

OAB 2016 - XIX EXAME UNIFICADO

16) Os pais de Raimundo já haviam falecido e, como ele não tinha filhos, seu
sobrinho Otávio era seu único parente vivo. Seu melhor amigo era Alfredo.

Em um determinado dia, Raimundo resolveu fazer sozinho uma trilha perigosa pela
Floresta dos Urucuns e, ao se perder na mata, acidentou-se gravemente. Ao
perceber que podia morrer, redigiu em um papel, datado e assinado por ele,
declarando a circunstância excepcional em que se encontrava e que gostaria de
deixar toda a sua fortuna para Alfredo. Em razão do acidente, Raimundo veio a
falecer, sendo encontrado pelas equipes de resgate quatro dias depois do óbito. Ao
seu lado, estava o papel com sua última declaração escrita em vida, que foi
recolhido pela equipe de resgate e entregue à Polícia.Ao saber do ocorrido, Otávio
consulta seu advogado para saber se a declaração escrita por Raimundo tinha
validade. Com base na hipótese narrada, assinale a afirmativa correta.

a) O testamento deixado por Raimundo não tem validade em virtude da ausência


das formalidades legais para o ato de última vontade, em especial a presença
de testemunhas.

b) O testamento deixado por Raimundo tem validade, mas suas disposições terão
que ser reduzidas em 50%, pelo fato de Otávio ser herdeiro de Raimundo.

c) O testamento deixado por Raimundo poderá ser confirmado, a critério do juiz,


uma vez que a lei admite o testamento particular sem a presença de
testemunhas quando o testador estiver em circunstâncias excepcionais.

d) O testamento deixado por Raimundo não tem validade porque a lei só admite o
testamento público, lavrado na presença de um tabelião.

17) Júlia, casada com José sob o regime da comunhão universal de bens e mãe de
dois filhos, Ana e João, fez testamento no qual destinava metade da parte disponível
de seus bens à constituição de uma fundação de amparo a mulheres vítimas de
violência obstétrica. Aberta a sucessão, verificou-se que os bens destinados à
constituição da fundação eram insuficientes para cumprir a finalidade pretendida por
Júlia, que, por sua vez, nada estipulou em seu testamento caso se apresentasse a
hipótese de insuficiência de bens.Diante da situação narrada, assinale a afirmativa
correta.

a) A disposição testamentária será nula e os bens serão distribuídos integralmente


entre Ana e João.

b) O testamento será nulo e os bens serão integralmente divididos entre José, Ana
e João.

c) Os bens de Júlia serão incorporados à outra fundação que tenha propósito igual
ou semelhante ao amparo de mulheres vítimas de violência obstétrica.

d) Os bens destinados serão incorporados à outra fundação determinada pelos


herdeiros necessários de Júlia, após a aprovação do Ministério Público.
OAB 2016 – XX EXAME UNIFICADO
18) Antônio deseja lavrar um testamento e deixar toda a sua herança para uma
instituição de caridade que cuida de animais abandonados. O único parente de
Antônio é seu irmão João, com quem almoça todos os domingos. Antônio não
possui outros parentes nem cônjuge ou companheiro. Antônio procura você na
condição de advogado e indaga se a vontade dele é tutelada pela lei. Diante da
indagação de Antônio, assinale a afirmativa correta.
a) Antônio pode deixar toda a herança para a instituição de caridade, uma vez
que seu irmão não é seu herdeiro necessário.
b) Antônio não pode testar em favor da instituição de caridade que cuida de
animais, uma vez que a herança cabe inteiramente a parente vivo mais próximo, no
caso, seu irmão.
c) Antônio pode deixar por testamento apenas metade da herança para a
instituição de caridade, uma vez que a outra metade pertence por lei a seu irmão, a
quem deve alimentos.
d) Antônio pode deixar para a instituição de caridade 3/4 de seu patrimônio, uma
vez que é preciso garantir no mínimo 1/4 da herança a seu irmão
OAB 2017 – XXIII EXAME UNIFICADO
19) Paulo, viúvo, tinha dois filhos: Mário e Roberta. Em 2016, Mário, que estava
muito endividado, cedeu para seu amigo Francisco a quota-parte da herança a que
fará jus quando seu pai falecer, pelo valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais),
pago à vista.
Paulo falece, sem testamento, em 2017, deixando herança líquida no valor de R$
3.000.000,00 (três milhões de reais).
Sobre a partilha da herança de Paulo, assinale a afirmativa correta.
a) Francisco não será contemplado na partilha porque a cessão feita por Mário é
nula, razão pela qual Mário e Roberta receberão, cada um, R$ 1.500.000,00 (um
milhão e quinhentos mil reais).
b) Francisco receberá, por força da partilha, R$ 1.000.000,00 (um milhão de
reais), Mário ficará com R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) e Roberta com R$
1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais).
c) Francisco e Roberta receberão, cada um, por força da partilha, R$
1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) e Mário nada receberá.
d) Francisco receberá, por força da partilha, R$ 1.000.000,00 (um milhão de
reais), Roberta ficará com R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) e Mário nada
receberá.
OAB 2017 - XXIV EXAME UNIFICADO
20) Lúcia, sem ascendentes e sem descendentes, faleceu solteira e não deixou
testamento. O pai de Lúcia tinha dois irmãos, que tiveram, cada qual, dois filhos,
sendo, portanto, primos dela. Quando do falecimento de Lúcia, seus tios já haviam
morrido. Ela deixou ainda um sobrinho, filho de seu único irmão, que também
falecera antes dela. Sobre a sucessão de Lúcia, de acordo com os fatos narrados,
assinale a afirmativa correta.
a) O sobrinho concorre com o tio na sucessão de Lúcia, partilhando-se por
cabeça.
b) O sobrinho representará seu pai, pré-morto, na sucessão de Lúcia.
c) O filho do tio pré-morto será chamado à sucessão por direito de
representação.
d) O sobrinho é o único herdeiro chamado à sucessão e herda por direito
próprio.
OAB 2018 - XXV EXAME UNIFICADO
21) Mário, cego, viúvo, faleceu em 1º de junho de 2017, deixando 2 filhos: Clara,
casada com Paulo, e Júlio, solteiro. Em seu testamento público, feito de acordo com
as formalidades legais, em 02 de janeiro de 2017, Mário gravou a legítima de Clara
com cláusula de incomunicabilidade; além disso, deixou toda a sua parte disponível
para Júlio. Sobre a situação narrada, assinale a afirmativa correta.
a) O testamento é inválido, pois, como Mário é cego, deveria estar regularmente
assistido para celebrar o testamento validamente.
b) A cláusula de incomunicabilidade é inválida, pois Mário não declarou a justa
causa no testamento, como exigido pela legislação civil.
c) A cláusula que confere a Júlio toda a parte disponível é inválida, pois Mário
não pode tratar seus filhos de forma diferente.
d) O testamento é inválido, pois, como Mário é cego, a legislação apenas lhe
permite celebrar testamento cerrado.

22) Ana, sem filhos, solteira e cujos pais são pré-mortos, tinha os dois avós paternos
e a avó materna vivos, bem como dois irmãos: Bernardo (germano) e Carmem
(unilateral). Ana falece sem testamento, deixando herança líquida no valor de R$
60.000,00 (sessenta mil reais).

De acordo com os fatos narrados, assinale a afirmativa correta.

a) Seus três avós receberão, cada um, R$ 20.000,00 (vinte mil reais), por direito
de representação dos pais de Ana, pré-mortos.

b) Seus avós paternos receberão, cada um, R$ 15.000,00 (quinze mil reais) e sua
avó materna receberá R$ 30.000,00 (trinta mil reais), por direito próprio.

c) Bernardo receberá R$ 40.000,00 (quarenta mil reais), por ser irmão germano, e
Carmem receberá R$ 20.000,00 (vinte mil reais), por ser irmã unilateral.

d) Bernardo e Carmem receberão, cada um, R$ 30.000,00 (trinta mil reais), por
direito próprio.

OAB 2018 - XXVI EXAME UNIFICADO


23) Lúcio, viúvo, tendo como únicos parentes um sobrinho, Paulo, e um tio,
Fernando, fez testamento de acordo com todas as formalidades legais e deixou toda
a sua herança ao seu amigo Carlos, que tinha uma filha, Juliana. O herdeiro
instituído no ato de última vontade morreu antes do testador. Morto Lúcio, foi aberta
a sucessão. Assinale a opção que indica como será feita a partilha.
a) Juliana receberá todos os bens de Lúcio.
b) Juliana receberá a parte disponível e Paulo, a legítima.
c) Paulo e Fernando receberão, cada um, metade dos bens de Lúcio.
d) Paulo receberá todos os bens de Lúcio.

AÇÕES DA SEGUNDA UNIDADE:

1. INVENTÁRIO NA FORMA DE ARROLAMENTO SUMÁRIO

VITOR LIMA DE MORAIS, brasileiro, solteiro, garçom, portador RG n.º 257893


inscrito no CPF sob o nº 259.256.987-87, residente e domiciliado à Rua Cuiabá, nº
58, Cohab 1, Garanhuns – PE, CEP 55290-000, tel. p/ contato: 87 9 96857415,
procurou você, advogado, requerendo a abertura de inventário dos bens deixados
pelo seu Pai, com as informações a seguir:

Que o seu pai, o Sr. Francisco Medeiros Morais, era brasileiro, casado,
aposentado, faleceu no dia 08/03/2018, conforme certidão de óbito em anexo,
residia na Rua Cuiabá, nº 58, Cohab 1, Garanhuns – PE, CEP 55290-000.

O de cujus era casado sob o regime da comunhão parcial de bens, com a Sra.
Maria da Conceição Lima de Sousa Morais, brasileira, viúva, aposentada, inscrita
no RG sob o nº 9.265.874 SSP/PE, CPF 788.652.230-98. Durante a constância do
casamento, nasceram, além do Sr. Vitor Lima, mais dois filhos, são eles: Marjorie
Lima de Morais, brasileira, solteira, farmacêutica, inscrita no RG sob o nº 3.544.874
SDS/PE, CPF 785.965.201, e Renata Lima de Morais, brasileira, casada, estudante
universitária, inscrita no RG sob o nº 99.521.874 SSP/PE, CPF 874.201.522-93.
Todos residiam na mesma casa.

O de cujus deixou os seguintes bens:

1 veículo com as seguintes especificações:

Fabricante: FIAT

Modelo: Fiat Punto 1.4 Attractive Flex 5p

Categoria: PASSEIO NACIONAL

Ano Fabricação: 2015/2016

Chassi: 9BMMF33E25A85321
Cor: PRATA

Placa: PCI 8312

Valor R$: R$ 37.900,00 (trinta e sete mil e novecentos reais).

2 LOTES DE TERRENO, um de nº 01, quadra D, Loteamento denominado Jardim


Primavera, Garanhuns - PE, contendo as seguintes características: medindo no
seu flanco 112,00m de frente e fundos, e em seu comprimento medindo 30,00 m
tanto no flanco direito quanto no esquerdo, no valor de R$ 75.000,00 (setenta e
cinco mil reais), e Lote de nº 02, quadra D, nas mesmas especificações
mencionadas anteriormente, ambos confrontando-se na frente com a Rua Antônio
C. Brasileiro; lado direito, com os lotes nos 25 e 26; e aos fundos, com o lote 22 e
23. Os dois perfazem o montante de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais).

Salienta-se que existe acordo total entre as partes interessadas e todas são
maiores e capazes.

O de cujus não deixou dívidas.

2. AÇÃO DE INVENTÁRIO POR ARROLAMENTO COMUM

JOÃO SEBATIÃO ALMEIDA FRANCO, brasileiro, viúvo, mecânico, RG nº


1.125.854 SSP/RN, CPF nº 012.532.201.87, residente na Rua Santa Rosa n° 443,
Heliópolis, Garanhuns – PE, 55.290.000, procurou você, advogado, para propor
ação de acordo com o fato relatado a seguir:

Que foi casado sob o regime da comunhão parcial de bens com a Sra. VERA
LÚCIA ARAÚJO FRANCO, era brasileira, inscrita no RG nº 3. 444.222 SSP - PE,
CPF nº 000.580.000-49, residia no mesmo endereço que o Inventariante, e faleceu
no dia 10/01/2017, sem deixar testamento.

A falecida deixou um bem imóvel no valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais), com
as seguintes especificações: APARTAMENTO RESIDENCIAL de nº 102, situado na
Rua Buenos Aires, nº 456, bairro Heliópolis, Garanhuns – PE. registrado no Livro
nº 02 – Registro Geral, matrícula de 133,99, com 77 m², integrante do ―Edifício
Veneza‖.

A de cujus deixou duas filhas: Joana Silva Franco, brasileira, casada, autônoma,
inscrita no RG n. 9.000.872 SSP/PB, CPF n. 983.938.309-98, residente e
domiciliada na Rua Campo Sales n° 443 Bairro da Madalena, Recife – PE.
Beatriz Almeida Araújo Franco, brasileira, solteira, estudante, inscrita no RG n.
6.558.257 SDS/PE, CPF n. 982.120.547-20, residente na Rua Santa Rosa n° 443,
Heliópolis, Garanhuns – PE, 55.290.000. Esta nasceu da na constância do
matrimonio com o Inventariante.

3. ALVARÁ JUDICIAL

GEOVANA GONÇALVES FERNANDES, brasileira, casada, dona de casa, inscrita


no RG sob o nº 5.699.532 SSP – PE, CPF nº 259.458.527.69, residente e
domiciliada na Rua Santo Antônio, nº 523, Bairro Boa Vista, Garanhuns – PE, CEP
55.290.005, procurou você informando o que segue:

A requerente é filha do de cujus MÁRIO BARBOSA FERNANDES, brasileiro,


divorciado, portador do RG nº 4.544.896 SDS/PE, inscrito no CPF nº 857.201.541-
35, falecido em 05/11/2017, como comprovam as cópias da certidão de nascimento
da requerente, bem como certidões de óbito de seu falecido pai.

A Requerente informa que o seu genitor trabalhava desde 05/02/2012no cargo de


Pintor para empresa Polytex Metalúrgica LTDA, pessoa jurídica de direito privado,
inscrita no CNPJ CNPJ: 08.999.455/0001-84, com sede na Avenida Bom Conselho,
Garanhuns - PE, e recebia mensalmente o valor de 1.300,00 (mil que trezentos
reais).

Como o Sr. Faleceu no dia 05/11/2017, encontram-se em poder da empresa acima


mencionada suas verbas trabalhistas, bem como devem estar depositados em seu
nome os valores de seu FGTS e PIS, valores estes que a requerente deseja
receber.

Afirma a Requerente que a empresa nega a fornecer qualquer informação sobre as


verbas trabalhistas a ele devidas e informou que apenas irá se pronunciar, após
ser judicialmente intimada para esse fim.

O falecido não deixou bens sujeitos a inventário. Contudo, além da Requerente,


deixou um filho: JOÃO MÁRIO GONÇALVES FERNANDES, brasileiro, casado,
enfermeiro, residente e domiciliado na Av. Djalma Dutra, n. 683, Heliópolis,
Garanhuns – PE.

4. INVENTÁRIO JUDICIAL PROPOSTO PELO CREDOR DO HERDEIRO

JOÃO PAULO HOLANDA DOS SANTOS, brasileiro, divorciado, empresário,


portador do RG nº 2.020.758 SSP/PE, expedida em 03/02/1988, inscrito no CPF
sob o nº 301.555.222-34, residente e domiciliado na Av. Thompson, nº 327,
Heliópolis, Garanhuns – PE, CEP 55.296.165, telefone p/ contato (81) 9 9999-
6273, endereço eletrônico: jpholandasantos@gmail.com, procurou você
informando o que segue:

Que comprou um lote de terreno a Sra. Maria Joana Bezerra Santos, brasileira,
casada, auxiliar de enfermagem, RG n° 3.821.016 SDS-PE, CPF Nº 952.550.454-
91,

O lote tem as seguintes características: nº 15, quadra E, Loteamento Cidade das


Flores, Garanhuns - PE, contendo as seguintes características: medindo no seu
flanco 112,00m de frente e fundos, e em seu comprimento medindo 30,00 m tanto
no flanco direito quanto no esquerdo, confrontando-se na frente com a Rua Antônio
C. Brasileiro; lado direito, com os lotes nos 25 e 26; e aos fundos, com o lote 22. O
que pode ser comprovado conforme instrumente particular de compra e venda em
anexo, documento que atesta o crédito respectivo. Porém, o respectivo bem faz
parte do espólio da de cujus Marijane da Silva Bezerra, falecida em 02/02/2016,
conforme certidão de óbito em anexo.

5. TESTAMENTO

O sr. JOSÉ RAIMUNDO PEREIRA NOGUEIRA, brasileiro, casado, aposentado,


inscrito no RG nº 3.666.888 SDS-PE, CPF n° 982.888.444-15, residente na Rua
Carmosina Cezar Pinto, nº 28, Magano, Garanhuns – PE, deseja constituir o seu
testamento particular, e quer que seja o testamenteiro o seu filho mais velho, o Sr.
João Raimundo Pereira Nogueira Júnior, brasileiro, casado, mecânico, inscrito no
RG sob o nº 8.254.896 SDS/PE, CPF nº 528.541.321-87, residente e domiciliado
na Rua das Flores, nº 05, Boa Vista, Garanhuns – PE.

Deseja nomear como legatário a seguinte pessoa: JOÃO SEBASTIÃO SANTOS


NOGUEIRA, brasileiro, solteiro, inscrito no RG n. 2.555.879, CPF nº 026.524.587-
01, que para ele será deixada a casa na praia de porto, como também metade do
valor do apartamento de Garanhuns para que este cuide de Lisbela a tartaruga de
50 anos. Caso tenha algum filho(s) por inseminação artificial, o apartamento de
Garanhuns será por completo desta prole eventual, caso ela nasça antes de 2030.
Senão metade volta para cuidar de Lisbela. E a outra metade deixarei para minha
amiga Karla Medeiros, que concordou de termos filhos provenientes de
inseminação artificial, mas sem sermos casal.

Desejo que as pessoas não usem cachecol, casaco, laço preto, sobretudo ou
qualquer tipo de vestimenta de luto. Que tenha um cerimonial que cuide de passar
vídeos das músicas que mais gostava. Serão tocadas apenas música de jazz, e
não quer ser enterrado, e sim, cremado, para posteriormente jogar as cinzas no rio
Sena em Paris.

O Sr. JOSÉ RAIMUNDO possui os seguintes bens: 01 casa na praia de Porto de


Galinhas e um apartamento na cidade de Garanhuns, que fazem parte de sua
parte disponível. E deixou uma casa em Garanhuns, que corresponde a sua parte
legítima.

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