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Proteção específica por imunobiológicos

1-CONSIDERAÇÕES GERAIS:

O PNI (Programa Nacional de Imunização) tem como objetivo: controle de doenças imunopreveníveis
através de amplas coberturas vacinais. Continua sendo comum a adoção de falsas contra-indicações à
vacinação, conceitos desatualizados com perda de oportunidades de vacinação durante os encontros da
criança e/ou família com o serviço de saúde, ocasionando prejuízo à cobertura vacinal. TODAS AS
VACINAS DEVEM SER APLICADAS DIARIAMENTE, SEM DIAS PRÉ-ESTABELECIDOS. Em
vacinação sempre se completa o esquema anteriormente iniciado, independente do tempo
decorrido.
A eficácia da vacinação é garantida pela: QUALIDADE na conservação dos imunobiológicos, que
devem ser mantidos em temperatura entre +2°C e +8°C, e na administração dos imunobiológicos, que
deve ocorrer em ambiente climatizado (entre +18°C e +20°C); VALIDADE, devendo ser respeitada a data
impressa no rótulo e o horário de abertura dos frascos; OBSERVAR: o número de doses de cada vacina, o
intervalo entre as doses e via de administração; ORIENTAR adequadamente a clientela.: APRAZAMENTO
correto no Cartão de Vacinação; MANTER arquivo da população vacinada atualizado.

1.1. FUNDAMENTOS IMUNOLÓGICOS

O processo imunológico pelo qual se desenvolve a proteção conferida pelas vacinas compreende o
conjunto de mecanismos através do qual o organismo humano reconhece uma substância como estranha,
para, em seguida, metabolizá-la, neutralizá-la e/ou eliminá-la. A resposta imune* do organismo às vacinas
depende basicamente de dois tipos de fatores: os inerentes às vacinas e os relacionados com o próprio
organismo.
Imunidade significa proteção; todos os seres humanos normais são dotados de mecanismos
antiinfecciosos inespecíficos, que os protegem parcialmente contra as infecções e doenças. A imunidade
específica adquirida ativamente exige estímulo prévio para se desenvolver, podendo resultar de infecção
subclínica ou de doença de que o indivíduo se curou, ou de estímulos provocados por antígenos
específicos (substâncias próprias dos agentes infecciosos), que o organismo acometido reconhece como
substâncias estranhas.
A resposta imune-específica provocada por antígenos tem geralmente como resultado a proteção
duradoura contra o agente ou a substância em que estão presentes os antígenos pelo qual o organismo foi
estimulado anteriormente. A imunidade passivamente adquirida é conferida ao recém-nascido por
anticorpos que atravessaram a placenta durante a vida intra-uterina, por anticorpos presentes no leite
materno e no colostro e pelos anticorpos contidos nas imunoglobulinas heterólogas (soros) e nas
imunoglobulinas humanas administradas profilática ou terapeuticamente em determinadas situações.

1.1.1. Fatores próprios das vacinas

Os mecanismos de ação das vacinas são diferentes, variando segundo seus componentes
antigênicos, que se apresentam sob a forma de:
- suspensão de bactérias vivas atenuadas (BCG, por exemplo);
- suspensão de bactérias mortas ou avirulentas (vacinas contra a coqueluche e a febre tifóide, por
exemplo);
- componentes das bactérias (polissacarídeos da cápsula dos meningococos dos grupos A e C, por
exemplo);
- toxinas obtidas em cultura de bactérias, submetidas a modificações químicas ou pelo calor (toxóides
diftérico e tetânico, por exemplo);
- vírus vivos atenuados (vacina oral contra a poliomielite e vacinas contra o sarampo e a febre amarela, por
exemplo);
- vírus inativados (vacina contra a raiva, por exemplo);

1.1.2. Fatores inerentes ao organismo que recebe a vacina: mecanismos básicos da resposta imune

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Vários fatores inerentes ao organismo que recebe a vacina podem interferir no processo de
imunização, isto é, na capacidade desse organismo responder adequadamente à vacina que se
administra:
- idade;
- doença de base ou intercorrente;
- tratamento imunodepressor.
Há dois mecanismos básicos de resposta imune: os inespecíficos e os específicos.

1.1.2.1. Mecanismos inespecÌficos

Os fatores inespecíficos da resposta imune são constituídos por mecanismos superficiais e


mecanismos profundos que dificultam a penetração, a implantação e/ou a multiplicação dos agentes
infecciosos, tais como:
- barreira mecânica constituída pela integridade da pele e das mucosas;
- “flora” microbiana normal (microbiota) da pele e de mucosas, que se opõe à colonização de
microorganismos (particularmente bactérias e fungos);
- secreção cutânea (de glândulas sudoríparas e sebáceas), contendo ácidos graxos e ácido láctico;
- secreção mucosa e atividade das células ciliadas do epitélio das vias respiratórias;
- fluxo lacrimal, salivar, biliar e urinário;
- peristaltismo intestinal;
- acidez gástrica e urinária;
- alcalinidade do suco pancreático;
- ação mucolítica e bactericida da bile;
- ação da lisozima presente na lágrima, na saliva e nas secreções nasais;
- fatores séricos e teciduais,
- fagocitose.

1.1.2.2. Mecanismos específicos

A evolução biológica levou ao aprimoramento da resposta imune dos organismos superiores, quanto
aos agentes infecciosos, possibilitando proteção específica e duradoura contra os patógenos pelos quais
foram estimulados. O antígeno encontra-se no agente ou na substância reconhecida como estranha pelo
organismo, podendo ser componente de bactérias, vírus, etc. Depois de sua penetração, através da pele
e/ou de mucosas (portas de entrada), atinge a circulação sangüínea e linfática e alcança os órgãos
linfóides secundários (gânglios linfáticos, baço e nódulos linfóides). O antígeno sofre processamento inicial
e, após esse processamento, o mesmo, agora fragmentado, é apresentado aos linfócitos.
Os linfócitos, originários das células primordiais da medula óssea, sofrem nos órgãos linfóides
primários (timo e bursa de Fabricius ou equivalente, no caso do homem a medula óssea) processos de
diferenciação celular, de que resulta o aparecimento dos linfócitos T e B, cujas atividades são distintas e
complementares.
Os linfócitos diferenciam-se em linfócitos T no timo e em linfócitos B na bursa de Fabricius (nas aves)
ou medula óssea (no homem). Linfócitos T e B apresentam em sua membrana receptores específicos,
determinados geneticamente com combinações diversificadas na seqüência dos seus peptídeos e
diferentes conformações estruturais, o que possibilita alta seletividade de sua ligação com antígenos
diversos.

1.1.2.2.1. Imunidade celular

Como resultado da ativação de linfócitos T, dá-se o aparecimento de diversas subpopulações dessas


células: linfócitos T-auxiliares, linfócitos T-supressores, linfócitos T-citotóxicos, linfócitos T responsáveis
pelas reações de hipersensibilidade tardia e linfócitos T-memória. Os mediadores das respostas dos
linfócitos T são substâncias solúveis de baixo peso molecular denominadas linfocinas. Os linfócitos T-
memória são responsáveis pela conservação da “lembrança” do primeiro contato com o antígeno, fato que
proporciona resposta intensa e imediata, com curto período de latência, num segundo contato desses
linfócitos com o antígeno que determinou o seu aparecimento (resposta secundária).
A imunidade celular é responsável predominantemente pela proteção específica contra infecções
intracelulares, causadas por vírus, bactérias, fungos e protozoários. Linfócitos T-citotóxicos estimulados
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são capazes de lisar células infectadas quando determinantes antigênicos do patógeno se expressam em
sua membrana. Lise de células infectadas também pode ser provocada por citotoxicidade mediada por
anticorpos, cujas células efetoras são os linfócitos K (killer), que correspondem a cerca de 5% dos
linfócitos do sangue, providos de receptores para a fração Fc de anticorpos da classe IgG.

1.1.2.2.2. Imunidade humoral

O estímulo antigênico dos linfócitos B determina a formação de clone de linfócitos B-memória e a


transformação de outros linfócitos B em plasmócitos, responsáveis pela produção de substâncias com
estrutura bem definida, com alto peso molecular, denominadas imunoglobulinas - que recebem o nome de
anticorpos quando são capazes de reagir com o antígeno responsável pelo seu aparecimento (imunidade
humoral). As respostas de imunidade humoral são mais duradouras quando há participação de linfócitos T-
auxiliares na ativação de linfócitos B (ou seja, quando os antígenos são T-dependentes).
Três classes de imunoglobulinas séricas (IgM, IgG e IgA) e as IgA-secretoras (liberadas na superfície
das mucosas dos tratos respiratório, intestinal e genitourinário) atuam na imunidade contra os agentes
infecciosos.
Na resposta da imunidade humoral que se segue ao primeiro contato com o antígeno (resposta
primária) há um período de latência de alguns dias ou algumas semanas entre o estímulo e o
aparecimento de anticorpos séricos: de início aparecem os anticorpos da classe IgM (cujo
desaparecimento geralmente se dá no fim de algumas semanas ou meses), seguidos pelos anticorpos das
classes IgA e IgG.
Os anticorpos da classe IgG são detectados no sangue durante tempo prolongado, constituindo a
sua presença indicação de imunidade ou contato prévio com o antígeno em questão. A resposta imune
humoral primária não depende da participação da imunidade celular, tímica, sendo por isso denominada T-
independente.
A resposta humoral secundária, que ocorre no segundo contato com o antígeno, após curto período
de latência, relacionada fundamentalmente com o acentuado aumento da concentração sérica de IgG, é
também denominada resposta do tipo booster ou anamnéstica. A resposta humoral secundária se traduz
por imunidade rápida, intensa e duradoura e é dependente da participação da imunidade celular, tímica,
sendo, por isso, chamada de T-dependente.

1.1.2.2.3. Os complexos de histocompatibilidade e seu papel na imunidade

Antígenos produzidos extracelularmente (por exemplo, contidos em vacinas não-vivas, como os


toxóides diftérico e tetânico, ou em Streptococcus pneumoniae ou Haemophilus influenzae do tipo b, etc.)
são processados por células especializadas, como as células dendríticas, macrófagos e linfócitos B,
denominadas células apresentadoras de antígenos, que constituem pequena fração das células do corpo.
Quando os antígenos, através de infecções virais ou de vacinas virais vivas, penetram no organismo
e são produzidos intracelularmente (por exemplo, vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola , oral contra
poliomielite, ou as doenças correspondentes), o número de células que processa os antígenos é muito
maior do que no caso anterior; todas as células que forem infectadas vão processá-los e apresentá-los ao
sistema imune. A resposta imunológica celular de tipo citotóxica, pela qual linfócitos especializados (CD8)
destroem as células infectadas; a imunidade humoral também é ativada. Desse modo, os antígenos
produzidos intracelularmente induzem resposta imunológica muito intensa, pois são apresentados tanto
pelas moléculas do complexo principal de histocompatibilidade de classe 1 quanto pelas de classe 2,
fenômeno que ocorre em grande número de células. Por essa razão, as vacinas vivas, em geral, provocam
imunidade mais potente e duradoura, provavelmente por toda a vida, com apenas uma dose.
A repetição das doses da vacina oral contra a poliomielite deve-se ao fato de que são três os tipos de
vírus contidos na vacina, e em geral não se consegue imunizar com apenas uma dose contra os três tipos.
No caso da repetição de outras vacinas virais vivas, como a contra sarampo, essa medida serve
basicamente para corrigir falhas vacinais primárias, isto é, aquelas que são decorrentes de não-imunização
com a primeira dose da vacina (por exemplo, por aplicação no primeiro ano de vida, ou por má
conservação da vacina).
Falhas secundárias, isto é, decorrentes de diminuição da imunidade ao longo dos anos, podem
ocorrer com as vacinas virais vivas, mas são raras. Já as vacinas não-vivas precisam de repetição das
doses para que se obtenha a imunidade desejável e muitas delas precisam ser repetidas periodicamente
durante toda a vida, como as vacinas contra difteria e tétano.
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1.2. AGENTES IMUNIZANTES

1.2.1. Natureza
A vacina é o imunobiológico que contém um ou mais agentes imunizantes (vacina isolada ou
combinada) sob diversas formas: bactérias ou vírus vivos atenuados, vírus inativados, bactérias mortas e
componentes de agentes infecciosos purificados e/ou modificados quimicamente ou geneticamente.

1.2.2. Composição

O produto em que a vacina é apresentada contém, além do agente imunizante, os componentes a


seguir especificados:
a) líquido de suspensão: constituído geralmente por água destilada ou solução salina fisiológica,
podendo conter proteínas e outros componentes originários dos meios de cultura ou das células utilizadas
no processo de produção das vacinas;
b) conservantes, estabilizadores e antibióticos: pequenas quantidades de substâncias antibióticas ou
germicidas são incluídas na composição de vacinas para evitar o crescimento de contaminantes (bactérias
e fungos); estabilizadores (nutrientes) são adicionados a vacinas constituídas por agentes infecciosos
vivos atenuados. Reações alérgicas podem ocorrer se a pessoa vacinada for sensível a algum desses
componentes;
c) adjuvantes: compostos contendo alumínio são comumente utilizados para aumentar o poder
imunogênico de algumas vacinas, amplificando o estímulo provocado por esses agentes imunizantes
(toxóide tetânico e toxóide diftérico, por exemplo).

1.2.3. Vias de administração

Para cada agente imunizante há uma via de administração recomendada, que deve ser obedecida
rigorosamente. Caso isso não seja atendido, podem resultar em menor proteção imunológica ou maior
freqüência de eventos adversos.
Por exemplo, a vacina contra hepatite B deve ser aplicada por via intramuscular, no vasto lateral da
coxa ou deltóide, não se devendo utilizar a região glútea, pela possibilidade de aplicação em tecido
gorduroso e assim obter-se menor proteção contra a doença.
As vacinas que contêm adjuvantes, como a tríplice DTP, se forem aplicadas por via subcutânea
podem provocar abscessos. O mesmo pode acontecer se a vacina BCG for aplicada por via subcutânea,
em vez de intradérmica. Já as vacinas contra febre amarela, tríplice viral contra sarampo caxumba e
rubéola, monovalente contra sarampo, por exemplo, devem ser aplicadas por via subcutânea.

CONTRA INDICAÇÃO GERAL

As vacinas de bactérias ou vírus vivos NÃO DEVEM SER ADMINISTRADAS EM PESSOAS:


a) Com imunodeflciência congênita ou adquirida (Encaminhar ao CRIE);
b) Acometidos por neoplasia maligna, submetidos à tratamento imunodepressor (quimioterapia,
radioterapia);
c) Em tratamento com corticóides em esquemas imunodepressores, por exemplo, 2mg/Kg/dia de
prednisona, por mais de uma semana.

FALSAS CONTRA INDICAÇÕES

Não há interferências entre as vacinas utilizadas no calendário de rotina do PNI. A aplicação simultânea de
vacinas, não aumenta a freqüência e a gravidade dos eventos adversos e não reduzem o poder
irnunogênico que cada componente possui. Na vacinação simultânea, duas ou mais vacinas são
administradas em locais diferentes ou por diferentes vias num mesmo atendimento.
As vacinas Febre Amarela e Tríplice Viral e as Vacinas VOP (Sabin) e VORH, podem ser aplicadas
sirnultanearnente ou com intervalo de 15 dias.

Não constituem contra-indicação à vacina:

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-Doenças benignas comuns: diarréia moderada, afecções recorrentes infecciosas ou alérgica das vias
respiratórias com tosse e/ou coriza, doenças da pele.
- Desnutrição, alergias (exceto aos componentes de determinadas vacinas).
-Doença neurológica estável ou pregressa, com seqüela, antecedente de coo us
• Prematuridade ou baixo peso ao nascimento (exceto BCG, aplicado em crianças a partir de
2Kg).
• Aplicação de vacina contra raiva em andamento.

ADIAMENTO DE VACINAÇÃO
Doenças agudas febris graves, para que seus sinais e sintomas e eventuais complicações não sejam
atribuídos à vacina administrada.

CONSERVAÇÃO DAS VACINAS


Os imunobiológicos, na instância local, em Salas de Vacina, são conservados em refrigerador e caixa
térmica, mantendo a temperatura entre +2°C e +8°C. A vacina contra Febre Amarela necessita de caixa
térmica independente.
Ambientação das Bobinas de Gelo Reciclável
Proceder a ambientação das bobinas de gelo reciclável, retirar as bobinas do evaporador e deixa-las à
temperatura ambiente. Após o desaparecimento da “neve”, utilizá-las.

Situações de Emergência
O refrigerador pode deixar de funcionar por falta de energia elétrica, ou por defeito. Manter o refrigerador
fechado, as bobinas e garrafas com água servem para manter a temperatura no período máximo de a 08
horas. Verificar o tipo de problema ocorrido, caso não seja solucionado o problema transferir para caixa
térmica, ilhada por bobinas, se bem acondicionadas mantém a temperatura por 24 horas.

6.1. VACINAÇÃO DE ROTINA


A vacinação de rotina consiste no atendimento da população no dia-a-dia do serviço de saúde. O trabalho
rotineiro proporciona o acompanhamento contínuo e programado das metas previstas, facilitando o
monitoramento sistemático (mensal ou trimestral), de forma a identificar em tempo hábil se as metas estão
sendo alcançadas.
Um desses mecanismos é a chamada “intensificação da rotina” que consiste em trabalhar o dia-a-dia de
forma mais dinâmica, tornando a vacinação mais acessível à população suscetível, o que inclui,
certamente, a vacinação extramuros. A intensificação da rotina é bastante válida, principalmente quando é
preciso cobrir bolsões de suscetíveis. É válida, da mesma forma, em regiões de difícil acesso e com
dificuldade de deslocamento, como, por exemplo, conglomerados em zona rural, aldeias indígenas,
populações às margens de rios, nos garimpos, em ilhas, em assentamentos, etc.
A vacinação extramuro, quando bem programada, em termos de recursos humanos e materiais, e
realizada de forma sistemática, apresenta resultados proveitosos para a cobertura dessas populações.
A intensificação da rotina implica, portanto, no desenvolvimento de ações fora do serviço de saúde, com a
equipe em busca dos não vacinados, exigindo a organização de equipes extrasfixas, móveis ou para a
vacinação casa a casa. Neste tipo de trabalho é fundamental o papel da supervisão para garantir a
qualidade e os resultados esperados. Esta organização também deve ser adotada tanto nas campanhas
como na vacinação de bloqueio.

6.1.1. Equipes extrafixas

Na montagem de postos fixos, para funcionar por tempo limitado, selecionar locais que já funcionem como
referência para a população, tais como escolas, clubes, creches e outros. As equipes são distribuídas de
forma a dar uma atenção especial àquelas áreas mais densamente povoadas. Um parâmetro é considerar que
cada equipe extra deve ter vacinadores suficientes para atender a um máximo de 400 crianças por dia. A
realidade, porém, determina a necessidade de montar mais de um posto fixo com grande proximidade, ou
mais de uma equipe em um mesmo posto.
Ao planejar a intensificação com atividades fora do serviço de saúde, é importante prever o equipamento
para conservação das vacinas (geladeira ou caixa térmica), pessoal treinado, sistema de registro e formas de
acesso para garantir o suprimento de vacinas e de gelo reciclável, se for o caso.
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6.1.2. Equipes móveis

As equipes móveis atuam com base em um roteiro previamente estabelecido, sendo uma alternativa válida
para as pequenas comunidades rurais e para áreas de população dispersa ou de difícil acesso. É uma
forma de trabalhar que exige gastos com alimentação, com diárias e com pessoal extra, mas que
possibilita alcançar populações que, de outra maneira, certamente nunca seriam vacinadas.
Cada local, em dia ou horário determinado, recebe uma equipe de vacinação. A população, a partir da
intensa divulgação, deve estar reunida nos locais determinados para ser vacinada. Finalizado o trabalho a
equipe desloca-se para outra área, segundo um roteiro preestabelecido.
A opção pela organização de equipes móveis obedece a alguns critérios ou exigências, quais sejam:
• vacinadores preparados para administrar todas as vacinas do esquema básico;
• quantidade de vacinas e insumos suficiente para atender à estimativa de crianças, gestantes e outros
grupos de risco;
• tempo de permanência suficiente para vacinar toda população-alvo;
• escolha das datas e horários que levem em conta a maneira de viver da população, dias da semana mais
adequados
(dias de feira, de missa, etc.) e épocas do ano (estação mais seca para evitar dificuldades de locomoção);
• cronograma de viagens que inclua o retorno à área para completar esquemas, considerando o intervalo
entre as doses;
• transporte e conservação dos imunobiológicos feitos em condições adequadas;
• disponibilidade de mapas ou croquis da área de atuação de cada equipe móvel;
• registro das vacinas administradas segundo tipo de vacina, dose e idade, nos formulários de rotina; e
• preenchimento do comprovante de vacinação (cartão da criança ou do adulto ou outro documento) para
todas as pessoas vacinadas.

6.1.3. Vacinação casa a casa

Conhecida também como operação limpeza, a vacinação casa a casa é adotada, geralmente, em
situações especiais, como, por exemplo, em surtos localizados. Esta estratégia, da mesma forma que as
equipes móveis, garante o alcance de toda a população-alvo, com a obtenção de altas coberturas, mas
requer também grande mobilização de recursos humanos e materiais.
A vacinação é feita na casa das pessoas, visitando-se todos os domicílios de cada rua, quarteirão ou
bairro. Cada equipe tem um croqui da sua área de atuação. O trabalho é avaliado diariamente a partir do
registro das intercorrências, como por exemplo: casas fechadas, crianças doentes, crianças sozinhas,
ausência de crianças no momento da passagem da equipe, etc. Os vacinadores devem ter um posto fixo
de referência para apoio, suprimento, guarda de vacinas e outros insumos.

6.2. CAMPANHA DE VACINAÇÃO

A campanha é uma ação que tem um fim determinado e específico. É uma estratégia com abrangência
limitada no tempo, que visa, sobretudo, a vacinação em massa de uma determinada população, com uma
ou mais vacinas.
A intensa mobilização da comunidade, principalmente por meio dos veículos de comunicação de massa, e,
também, a ampliação do número de postos, faz com que a população fique mais próxima da vacina,
possibilitando o alcance de maiores contingentes e a obtenção de altos índices de cobertura.
Considerando o alto custo financeiro e a grande mobilização de recursos (humanos, institucionais) e da
comunidade, a oportunidade da campanha deve ser aproveitada para administrar todas as vacinas em
crianças ou em outros grupos de risco, iniciando ou completando o esquema de vacinação estabelecido.

6.3. VACINAÇÃO DE BLOQUEIO

A vacinação de bloqueio é uma atividade prevista pelo sistema de vigilância epidemiológica, sendo
executada na ocorrência de um ou mais casos de doença prevenível pela vacinação, quando este fato
provoca uma alteração não esperada no comportamento epidemiológico da doença. Com o bloqueio a
cadeia de transmissão de doença é interrompida, mediante a eliminação dos suscetíveis, em curto espaço
de tempo.
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A área onde a vacinação será realizada é definida em função da situação epidemiológica da doença, da
sua transmissibilidade (taxa de ataque secundário) e do modo como ocorre o caso ou casos. O trabalho
pode ser limitado à moradia do doente, ao seu local de trabalho ou de estudo; pode, da mesma maneira,
abranger as residências vizinhas, ou estender-se a um ou mais quarteirões ou mesmo a todo um bairro,
vila ou município.

6.4. APROVEITAMENTO DE TODAS AS OPORTUNIDADES DE VACINAÇÃO

Uma das causas das baixas coberturas de vacinação é a perda de oportunidades para vacinar crianças. O
trabalho das equipes de saúde com a população e as organizações da comunidade permite um melhor
aproveitamento das oportunidades. Para superar as perdas, uma tarefa essencial é procurar sensibilizar
todos os profissionais da equipe de saúde para que se envolvam na atividade de vacinação.
É importante capacitá-los no sentido de vacinar oportunamente todas as crianças menores de um ano e
aquelas com menos de cinco anos, que não foram vacinadas na idade correta e com as doses indicadas,
bem como as gestantes e outros grupos de risco.
Os profissionais devem, também, estar atentos e utilizar todos os contatos para perguntarem aos pais se
os seus filhos estão vacinados ou se lhes falta alguma dose, o mesmo fazendo em relação aos adultos e
às gestantes.
Nesses contatos é importante destacar o valor do Cartão da Criança ou de outro documento que comprove
a vacinação, bem como a necessidade de trazê-lo sempre que vier ao serviço de saúde. Caso a pessoa
não disponha do comprovante, naquele momento, esgotar todas as possibilidades para averiguar o estado
vacinal da mesma, revisando, inclusive, arquivos do serviço de saúde. Se for preciso, abrir novo
comprovante.
É necessário, ainda, que todos os profissionais estejam informados e participem das atividades extramuros
(campanhas, intensificações, bloqueios, busca de faltosos, busca de não vacinados, etc.), ou seja, de
todas as atividades realizadas com a finalidade de aumentar a cobertura ou diminuir a perda de
oportunidades, buscando, principalmente, completar o esquema de cada criança, antes do primeiro ano de
vida ou até os cinco anos de idade.

VACINA CONTRA TUBERCULOSE (BCG)

1-Composição: é produzida a partir de cepas de bactérias vivas atenuadas do Mycobacterium bovis, na


forma liofilizada, devendo ser mantida em geladeira, entre +2 e +8ºC, e ao abrigo da luz solar direta, pois é
inativada pelos raios solares. A reconstituição de cada frasco com 50 doses deve ser feita com 5 ml de
solução fisiológica (cloreto de sódio), de maneira delicada e cuidadosa e sem agitação. Após a reconstituição,
a vacina deve ser usada no mesmo dia (até 6 horas), podendo ser aplicada no mesmo ambiente onde se
aplica as demais vacinas, pois a luz artificial não lhe causa danos.
1-Objetivo: evitar que a primo-infecção natural, causada pelo M. tuberculosis, evolua para doença. A vacina
provoca primo-infecção artificial, visando que essa infecção aumente a resistência da pessoa ante uma situação
de infecção causada por bacilos virulentos.
2-Indicações: As crianças podem e devem ser vacinadas a partir do nascimento, de preferência no berçário,
por via intradérmica, no braço direito, na altura da inserção inferior do músculo deltóide no braço direito,
sem o emprego prévio de anti-sépticos e com seringa e agulha apropriadas e descartáveis. Quando o local da
aplicação estiver sujo, deve-se lavar com água e sabão.
3-Dose: A dose preconizada para todas as idades é de 0,1 ml de uma só vez, sendo a população prioritária os
menores de um ano de idade. O BCG bem aplicado leva à viragem do PPD em cerca de 75% a 80% dos casos
e isto pode ser confirmado realizando-se a reação de Mantoux (PPD) após seis meses da aplicação do BCG

4-Lesão vacinal: Após a aplicação da vacina, esta evolui do seguinte modo: mácula-pústula-úlcera-cicatriz.
1ª a 2ª semana-mácula avermelhada com enduração de 5 a 15 mm de diâmetro;
3ª a 4ª semana-pústula que se forma com o amolecimento do centro da lesão, seguida por crosta;
4ª a 5ª semana-úlcera com 4 a 10 mm de diâmetro;
6ª a 12ª semana-cicatriz de 4 7 mm.
5-Tempo de evolução: 6 a 12 semanas, podendo chegar a 24 semanas. Pode haver recorrência da
cicatrização (raro). Em pessoas previamente infectadas (infecção natural ou por vacinação prévia com BCG), as
lesões são maiores e têm evolução mais rápida (Fenômeno de Koch), com cicatrização precoce. Na evolução
normal da lesão pode haver enfartamento ganglionar axilar e supra ou infraclavicular não supurado. O
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enfartamento ganglionar normalmente aparece 3 a 6 semanas após a vacinação, sendo firme, móvel, frio,
indolor, com até 3 cm de diâmetro, e desaparece espontaneamente, sem necessitar de tratamento. Nos casos
de aplicação profunda, dose maior ou resposta imune exagerada, a cicatrização pode ser retardada.
6- Eventos Adversos:
Lesões locais e regionais: a) úlcera maior que 1 cm.; b)abscesso subcutâneo frio; c)abscesso subcutâneo
quente; d)linfadenopatia regional supurada; e)quelóide; f)reação lupóide. (a,b,c,d, decorrem de técnica
incorreta). Em casos selecionados e, quando há necessidade, deve-se fazer uso da ionizada, na dose de 10
mg/kg de peso/dia durante seis meses, para o tratamento das complicações vacinais.
Lesões resultantes de disseminação: A infecção disseminada pelo BCG, envolvendo múltiplos órgãos,
levando o doente ao óbito, é muito rara, porém este fenômeno ocorre em indivíduos que fazem uso prolongado
de corticosteróides, imunossupressores, em portadores de doenças crônicas debilitantes ou que apresentam
deficiências congênitas do sistema imune.
7-Contra-indicações específicas: uso prolongado de corticosteróides; crianças com peso inferior a 2.000 g e
com infecções dermatológicas extensas e em atividade. Como não há dados disponíveis sobre os efeitos do
BCG em adultos infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), sintomáticos ou não, a vacinação não
deve ser recomendada para esses casos.

VACINA CONTRA HEPATITE B

1-Composição: DNA recombinante, possui 20µg de HBsAg por dose, sendo adsorvida em hidróxido de
alumínio devendo ser conservada em geladeira entre +2 e +8ºC.
2-Idade: a partir do nascimento (0 dias) até 19 anos.
3-Dose: 0,5ml.
4-Esquema preconizado: é de três doses(D0, D30, D180), sendo a primeira ao nascer, a segunda dose 30
dias após e a terceira seis meses após a primeira dose (esquema 0, 1 e 6 meses). Salienta-se os intervalos
mínimos a serem observados: a) para a segunda dose: um mês após a primeira; B) para a terceira dose: dois
meses após a segunda, desde que o intervalo de tempo decorrido a partir da primeira dose seja, no mínimo de
6 meses.
5-Via de Administração: IM, no vasto lateral da coxa (menores de 2 anos), ou no deltóide (>2 anos). Em
pacientes com graves tendências hemorrágicas, a vacina pode ser administrada por via subcutânea - caso se
utilize a via intramuscular, a aplicação deve-se seguir de compressão local com gelo.
6-Indicações: A vacina também está indicada para todos os doentes submetidos à hemodiálise, hemofílicos,
homossexuais, cônjuges de doentes HBsAg positivos, toxicômanos, pessoal médico, dentistas e paramédicos,
funcionários em contato com sangue e derivados.
Os indivíduos que serão submetidos à vacinação deverão ser previamente triados quanto à presença de
anticorpos do tipo anti-HBsAg e do antígeno HBsAg em seus soros. Os indivíduos com sorologia positiva para o
anti-HBsAg, devido à imunidade presente, estão dispensados da vacina. Os portadores crônicos de HBsAg
também, pois não respondem a este estímulo antigênico. Os doentes em hemodiálise devem ser submetidos ao
mesmo esquema de vacinação, porém devem receber doses de inócuo acima de 20 microgramas por dose
aplicada.
Para a prevenção da transmissão vertical, ou seja, os recém-nascidos de mães HBsAg positivas devem ser
vacinados imediatamente após o parto (nas primeiras 12 horas) nas doses acima preconizadas, associadas à
imunoglobulina específica contra hepatite B (IGHB 0,5 ml intramuscular).
7-Eventos adversos: são raros, porém os mais freqüentes são: dor local, febre, enduração e fadiga. Reações
graves: anafilaxia.
8-Contra-indicações específicas: ocorrência de reação anafilática após a aplicação da dose anterior, que
ocorre nos primeiros 30 minutos até 2 horas pós-vacinação.

VACINA CONTRA POLIOMIELITE (Paralisia Infantil)

1-Composição: A vacina Sabin é feita de poliovírus vivos atenuados. É do tipo trivalente, produzida a partir
de três cepas de vírus denominados 1, 2 e 3. 2-
Idade: 2 meses a <5anos.
3-Via de Administração: oral
4-Dose: duas gotas correspondem a uma dose.
5-Esquema preconizado e indicações: três doses (2, 4, 6 meses), a partir dos dois meses de idade, com
intervalo de dois meses entre as doses + 1 reforço aos 15meses.
8
Em campanhas; No Brasil, existem duas campanhas nacionais de vacinação contra a poliomielite, por ano.
Nestas oportunidades, devem receber uma dose da vacina oral (Sabin) todas as crianças de zero a quatro anos
de idade, independente da situação vacinal. Casos
especiais: Os indivíduos portadores de imunodeficiência adquirida ou congênita, inclusive aids, e seus
comunicantes domiciliares, suscetíveis, e os transplantados de medula óssea devem também ser protegidos
contra a poliomielite. Para estes casos, está disponível a vacina inativada (Salk), nos centros de referência para
imunobiológicos especiais. • As
crianças assintomáticas com infecção pelo HIV podem receber a vacina oral.

6-Contra-indicações específicas: Contra-indicações de caráter geral, a vacina não deve ser administrada a
crianças com vômitos, diarréia ou processos febris de origem indeterminada, exceto nas campanhas vacinais,
cujo objetivo consiste na disseminação maciça do vírus no meio ambiente. Pode ser aplicada a qualquer hora
do dia, sem relação com alimentação.

7-Eventos adversos: Em raríssimas circunstâncias a administração desta vacina tem sido associada à
ocorrência de paralisia em vacinados sadios ou em seus contatos. A poliomielite aguda associada à vacina oral,
é doença aguda febril, que causa um déficit motor flácido de intensidade variável, geralmente assimétrico
(paralisia flácida). O tempo decorrente entre a aplicação e o evento é de 4 a 40 dias para o vacinado e de 4 a
85 dias para o comunicante de vacinado. O risco é de menos de um caso para um milhão de vacinados. Da 2ª
dose em diante os casos de paralisia são ainda mais raros. A conduta médica nestes casos é o tratamento de
suporte, continuar o esquema vacinal com a vacina inativada e notificar a autoridade sanitária. Os exames
subsidiários sugeridos são a coleta de duas amostras de fezes nos primeiros 15 dias, com um intervalo de 24
horas entre as coletas.

VACINA TETRAVALENTE (Vacina combinada contra a difteria, a coqueluche e o tétano + a vacina HiB,
(DTP + HiB)

1-Composição: é constituída de produtos de bactérias mortas (inativadas): B. pertussis e toxóides: diftérico


e tetânico. Os toxóides possuem elevado poder imunogênico, principalmente quando associados aos
adjuvantes minerais, entre eles o hidróxido de alumínio. O desempenho imunogênico da vacina anti-pertussis
não é tão eficiente quando o dos toxóides, porém diminui a freqüência e a gravidade da coqueluche em
proporções consideráveis. É apresentada na forma líquida. Deve ser conservada entre +2ºC e +8ºC e não
pode ser congelada. A HiB preparada com o polissacarídeo capsular purificado do Haemophilus influenzae
tipo b.
2-Indicações: A vacina protege contra difteria, tétano, coqueluche e doenças invasivas causadas pelo
Haemophilus influenzae do tipo B (meningite, epiglotite, septicemia, celulite, artrite, pneumonia).
3-Idade: 2 meses até 6 anos.

- Via de administração: IM profunda no músculo vasto lateral da coxa (com a finalidade de distinguir-se os
eventos adversos da DTP com o de outras vacinas IM aplicadas no mesmo dia, recomenda-se que a mesma
seja feita no vasto lateral D.
4-Dose: 0,5 ml.
5-Esquema preconizado: três doses (2, 4, 6 meses), a partir dos dois meses de idade, com intervalos de dois
meses entre as doses + 2 reforços com a vacina DTP (a HiB não necessita de reforço), sendo o 1° reforço
6 a 12 meses após a 3ª dose (ideal aos 15 meses); e o 2° reforço dos 4 aos 6 anos de idade.

6-Eventos Adversos:

6.1-causados pela DTP:

a) Leves: eritema local; calor; endurecimento; edema, com dor ou não, restrito ao local de aplicação,
comprometendo a movimentação do membro e podendo provocar claudicação (talvez devido a ação irritativa
dos componentes da vacina); febre de intensidade variável (ocorre de 3 a 6 horas após a vacina, se >39,5ºC,
deve-se recomendar antitérmicos nas doses seguintes); mal-estar geral; sonolência, irritabilidade; choro
persistente (pode iniciar 2 a 8 horas pós-vacina e relaciona-se com a dor local).
b)Ocasionais: exulceração, nódulo e abscessos:abscesso estéril- é frio e pode advir de técnica incorreta

9
(administração subcutânea);abscesso séptico- é quente e ocorre a formação de pus, em conseqüência de
infecção bacteriana secundária. Indicações: compressas frias.
c)Graves: episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) e colapso respiratório com estado de choque (ocorre nas
primeiras 48 horas, geralmente nas 1ªs 6 horas pós-vacina), temperatura elevada (acima de 40ºC), convulsões
(até 72 horas pós-vacina, com ou sem febre), encefalopatia (até 7 dias pós-vacina, com ou sem convulsões),
anafilaxia (nas primeiras 2 horas pós-vacina) e alterações neurológicas focais, podem ocorrer.

6.2- causados pela vacina HiB: Entre os eventos adversos salienta-se que, a trombocitopenia transitória,
a ocorrência de convulsões ou reação anafilática são raras. Como ocorre com qualquer vacina, podem
ocorrer reações adversas leves do tipo anorexia, febre de até 39ºC, eritema e dor no local da injeção . A
irritabilidade e a letargia também foram relatados. Com incidência menos freqüente observam-se febre acima de
39ºC (com resolução num período de 48 horas), vômitos, diarréia, enduração, edema ou sensação de calor no
local da injeção, urticária, erupção na pele e choro incomum.

7-Contra-indicações: crianças com doença neurológica em atividade e as que apresentaram após a aplicação
da dose anterior, algum dos seguintes eventos: a)convulsão nas primeiras 72 horas; b)encefalopatia nos
primeiros sete dias; c)episódio hipotônico-hiporresponsivo, nas primeiras 48 horas; d) reação anafilática, que
ocorre nos primeiros 30 minutos até duas horas pós-vacinação.
Atenção: itens a, b e c, utilizar a vacina dupla bacteriana do tipo infantil (DT) ou DTP acelular (DtaP).
crianças com antecedentes pessoal ou familiar de convulsões e nas que tenham apresentado
febre maior que 39,5ºC após dose anterior da DTP, recomenda-se antitérmicos, no momento da vacinação e
nas 24 a 48 horas seguintes.

Vacina Oral contra rotavírus Humano (VORH)- Rotarix: Unidose e Oral

1-Esquema ideal: 2 doses:

1ª dose: 1 mês e 15 dias (45 dias), até 3 meses e 7 dias.

2ª dose: a partir dos 3 meses e 8 dias a 5 meses e 15 dias.

Atenção: o intervalo mínimo entre as doses é de 4 semanas (30 dias). O ideal é 60 dias. Toda dose é
considerada válida, mesmo que a criança regurgite ou vomite.

1.2-Composição:elaborada com vírus isolados de humanos, atenuados, monovalente e monodose.

1.3- Indicações: Prevenção da doença por rotavírus em crianças menores de 1 ano.

1.4-Apresentação: forma liofilizada, que após reconstituição perfaz 1 ml. Não pode ser congelada (portanto,
não fica na 1ª prateleira) e, após diluição, utilizar por 24 horas.

1.5- Via de administração: Exclusivamente oral.

Atenção: O menor que não receber a 1ª dose até 03 meses e 7 dias de idade, não fará mais a vacina.

1.7-Administração com outras vacinas:

Pode ser administrada concomitante com as vacinas contra Hepatite B, DT, tetravalente e VOP. Quando
não se aplicar VOP + VORH simultaneamente, aplicar a outra com um intervalo de 15 dias.

1.8- Eventos adversos pós-vacinal: irritabilidade, falta de apetite, febre, diarréia e vômito.

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1.9- Contra-Indicações da vacina: imunodeficiência, alergia grave a algum componente ou dose prévia da
vacina, doença gatrointestinal crônica ou má formação congênita do trato digestivo.

1.10- Adiamento da vacina: Uso de medicamento imunossupressor: prednisona > O2mg’Kg/dia!02 semanas e
quimioterápicos.

VACINA TRÍPLICE BACTERIANA (DTP) – atualmente está sendo aplicada somente para o reforço
do componente diftérico, pertussis e tetânico (DTP) aplicado na vacina tetravalente (DTP + HiB)

1-Composição: é constituída de produtos de bactérias mortas (inativadas): B. pertussis e toxóides: diftérico


e tetânico. Os antígenos incluem suspensão de 32.000.000 de Bordetella pertussis (4UI), 30UI (unidades
internacionais) de toxóide diftérico e 10 a 20 UI de toxóide tetânico. Os toxóides possuem elevado poder
imunogênico, principalmente quando associados aos adjuvantes minerais, entre eles o hidróxido de alumínio. O
desempenho imunogênico da vacina anti-pertussis não é tão eficiente quando o dos toxóides, porém diminui a
freqüência e a gravidade da coqueluche em proporções consideráveis. É apresentada na forma líquida. Deve
ser conservada entre +2ºC e +8ºC e não pode ser congelada.

2-Idade: 2 meses até 6 anos. Atualmente é aplicada somente como reforço para os componentes diftéricos,
pertussis e tetânico, no total de 2 reforços com a vacina DTP), sendo o 1° reforço 6 a 12 meses após a 3ª
dose (ideal aos 15 meses); e o 2° reforço dos 4 aos 6 anos de idade.

3-Via de administração: IM profunda no músculo vasto lateral da coxa (com a finalidade de distinguir-se os
eventos adversos da DTP com o de outras vacinas IM aplicadas no mesmo dia, recomenda-se que a mesma
seja feita no vasto lateral D.

4-Dose: 0,5 ml.

5-Esquema preconizado: três doses da vacina tetravalente (2, 4, 6 meses), a partir dos dois meses de
idade, com intervalos de dois meses entre as doses + 2 reforços com a vacina DTP (a HiB não necessita de
reforço), sendo o 1° reforço 6 a 12 meses após a 3ª dose (ideal aos 15 meses); e o 2° reforço dos 4 aos 6
anos de idade. 6-
Eventos Adversos: a) Leves: eritema local; calor; endurecimento; edema, com dor ou não, restrito ao local de
aplicação, comprometendo a movimentação do membro e podendo provocar claudicação (talvez devido a ação
irritativa dos componentes da vacina); febre de intensidade variável (ocorre de 3 a 6 horas após a vacina, se
>39,5ºC, deve-se recomendar antitérmicos nas doses seguintes); mal-estar geral; sonolência, irritabilidade;
choro persistente (pode iniciar 2 a 8 horas pós-vacina e relaciona-se com a dor local).
b)Ocasionais: exulceração, nódulo e abscessos:abscesso estéril- é frio e pode advir de técnica incorreta
(administração subcutânea);abscesso séptico- é quente e ocorre a formação de pus, em conseqüência de
infecção bacteriana secundária. Indicações: compressas frias.
c)Graves: episódio hipotônico-hiporresponsivo (EHH) e colapso respiratório com estado de choque (ocorre nas
primeiras 48 horas, geralmente nas 1ªs 6 horas pós-vacina), temperatura elevada (acima de 40ºC), convulsões
(até 72 horas pós-vacina, com ou sem febre), encefalopatia (até 7 dias pós-vacina, com ou sem convulsões),
anafilaxia (nas primeiras 2 horas pós-vacina) e alterações neurológicas focais, podem ocorrer.

6-Contra-indicações: crianças com doença neurológica em atividade e as que apresentaram após a aplicação
da dose anterior, algum dos seguintes eventos: a)convulsão nas primeiras 72 horas; b)encefalopatia nos
primeiros sete dias; c)episódio hipotônico-hiporresponsivo, nas primeiras 48 horas; d) reação anafilática, que
ocorre nos primeiros 30 minutos até duas horas pós-vacinação.
Atenção: itens a, b e c, utilizar a vacina dupla bacteriana do tipo infantil (DT) ou DTP acelular (DtaP).
crianças com antecedentes pessoal ou familiar de convulsões e nas que tenham apresentado
febre maior que 39,5ºC após dose anterior da DTP, recomenda-se antitérmicos, no momento da vacinação e
nas 24 a 48 horas seguintes.

VACINA CONTRA FEBRE AMARELA

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1-Composição: é produzida a partir de vírus vivos atenuados da cepa americana denominada 17 D, obtida
após passagens seriadas em embrião de galinha. Deve ser conservada em geladeira entre +2 e +8°C. É
apresentada na forma liofilizada, em frascos multidoses; sendo que, após a diluição, a vacina deve ser
aplicada no prazo máximo de 4 horas, desde que conservada em geladeira conforme as especificações acima.
2-

2-Idade: a partir dos 09 meses de idade.

3-Dose: 0,5 ml.

4-Via de administração: subcutânea.


5- com 1 reforço a cada 10 anos. A proteção é duradoura e varia de cinco a 10 anos, tendo sido encontrados
anticorpos neutralizantes e 5-

5-Esquema de vacinação: dose única, com 1 reforço a cada 10 anos. A proteção é duradoura e varia de
cinco a 10 anos, tendo sido encontrados anticorpos neutralizantes e inibidores da hemaglutinação até 17 anos
após a vacinação.
adversas ocorrem em 10 a 15% dos casos e são extremamente benignas – entre elas febre, dor local e alergia
a ovo d

6-Reações adversas: Esperáveis: As reações adversas ocorrem em 10 a 15% dos casos e são extremamente
benignas – entre elas dor local, febre, mialgia, cefaléia (após o 6º dia) e alergia a ovo de galinha. Graves: são
pouco comuns as encefalopatias e a reação anafilática. A
encefalite pós-vacinal é rara e os sintomas são bastante atenuados.

7-Contra-indicações: gerais + antecedentes alérgicos a ovo + imunossuprimidos e gestantes.

OBS: Todos os viajantes internacionais que vão ou que vem de áreas endêmicas devem ser vacinados contra
a febre amarela e eles só podem viajar se tiver decorrido no mínimo 10 dias de aplicação da vacina (conferido
pela carteira de vacinação). Do contrário, a vigilância sanitária obriga-os a retornar ao país de origem, sem
sequer desembarcar. A proteção efetiva é obtida a partir do 10º dia após a aplicação da vacina.

VACINATRÍPLICE VIRAL (SRC).

1-Composição: A vacina tríplice viral é preparada a partir de vírus vivos atenuados do sarampo. Todos os
três componentes desta vacina são altamente imunogênicos e eficazes, dando imunidade duradoura por
praticamente toda a vida. A proteção inicia-se cerca de duas semanas após a vacinação e a soroconversão é
em torno de 95%. É apresentada na forma liofilizada. 2-
Idade: 2 doses, sendo a 1ª dose aos 12 meses e a 2ª dose entre 4 e 6 anos de idade.

Esquema alternativo: dose única para > de 7 anos, homens e MIF (Mulheres em Idade Fértil) de 12 a 49 anos
e acima de 50m anos.

3-Dose: 0,5 ml.

4-Via de administração: subcutânea, na região do deltóide.

5-Esquema vacinal: dose única com um reforço dos 4 aos 6 anos. Os profissionais da saúde podem
receber uma dose desta vacina com o objetivo de prevenir as três doenças.

6-Eventos Adversos: Leves: febre, cefaléia, linfadenopatia regionais, ardência local, eritema, hiperestesia,
enduração, irritabilidade, conjuntivite e/ou manifestações catarrais, exantema, orquite, parotidite, artrites e
urticária local.; nos casos de hipersensibilidade aos componentes da vacina, nódulo ou pápula + rubor (O
12
tratamento deve ser feito com analgésicos e compressas frias ou quentes) Graves: choque anafilático, púrpura
trombocitopênica, meningite e panencefalite.

7-Contra-indicações: As vacinas com vírus vivos atenuados não devem ser aplicadas em crianças com
imunodeficiência adquirida ou congênita, exceto os pacientes HIV positivos que poderão ser vacinados. As
mulheres vacinadas deverão evitar a gravidez durante três meses, gestantes, quando vacinadas não deverão
considerar a interrupção da gravidez. As crianças com neoplasias malígnas e sob efeito de corticosteróides,
imunossupressores e/ou radioterapia só devem ser vacinadas após três meses da suspensão da
terapêutica. Está contra-indicada a vacina para os indivíduos alérgicos ao ovo de galinha, à neomicina e
à kanamicina.
Deve-se adiar a vacinação quando o paciente apresentar doença febril aguda grave, quando estiver sob uso
de corticosteróides, imunossupressores e/ou radioterapia (adia-se a vacinação por três meses). A vacina só
deve ser aplicada duas semanas antes ou cerca de três meses após o uso de derivados do sangue (plasma,
imunoglobulinas, sangue total).
Observação: Apesar dos eventos adversos relatados, trata-se de uma vacina bastante segura e deve ser
preconizada para todas as crianças a partir dos 12 meses de idade.

VACINA DUPLA BACTERIANA ( Vacina combinada contra a difteria e o tétano)

1-Composição: toxóides diftérico e tetânico, sendo apresentada nas formas infantil (DT) e adulto (dT). A
forma infantil (DT) é constituída de 30 UI de toxóide diftérico e 10 a 20 UI do toxóide tetânico. A vacina do tipo
adulto (dT) compõe-se de 2 a 4 UI de toxóide diftérico e 10 a 20 UI de toxóide tetânico. Salienta-se que a vacina
dupla infantil (DT) contém a mesma quantidade de toxóides tetânico e diftérico que a vacina tríplice (DPT). Já a
dupla tipo adulto (dT) contém menor quantidade de toxóide diftérico. A vacina é apresentada na forma líquida.

2-Indicações:

a) vacina dupla bacteriana infantil (DT)- deve ser usada somente em crianças que tenham contra-indicações
para receber o componente pertussis da vacina tríplice (DPT), ou tenham tido coqueluche, com diagnóstico bem
fundamentado. Tanto a vacina tríplice quanto a dupla infantil podem ser utilizadas em crianças que ainda
não completaram sete anos de idade.

b)Vacina dupla bacteriana adulto (dT)- crianças acima de sete anos, quando houver indicação: não tenham
recebido a vacina DPT ou DT, ou que tenham esquema incompleto dessas vacinas e gestantes (em
substituição à vacina anti-tetânica: TT).

3-Idade: a) Dupla bacteriana Infantil (DT)- 2m até 6 anos e onze meses (<7 anos); b) Dupla bacteriana
adulto (dT)- a partir de 7 anos.

4-Dose: 0,5 ml ou 1 ml, dependendo do fabricante.

5-Via de administração: IM profunda, no músculo vasto lateral da coxa ou no deltóide.

6-Esquema de vacinação:
a) Dupla Infantil (DT): 3 doses, com intervalo recomendado de 2 meses entre as doses e mínimo, de 30 dias,
+ 1 reforço aos 15 meses.
b) Dupla adulto (dT): a imunização básica é composta de três doses, com intervalo de dois meses entre as
doses. Para garantir a continuidade da proteção, após completar as 3 doses do esquema básico, é necessário
uma dose de reforço com a dT aos 7 anos (para complementação do esquema básico com a DT ou DPT),
e a cada 10 anos. Este reforço deve ser antecipado para 5 anos em caso de gestação ou acidentes graves
com risco de tétano acidental (tratamento profilático). Assim como para complementação do esquema básico,
deve-se considerar todas as doses anteriormente recebidas, de DTP, DTP acelular, dupla infantil, dupla adulto
ou toxóide tetânico, desde que comprovadas, para administrar a dose de reforço.

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7-Eventos adversos: Leves: dor, edema, eritema; febre, cefaléia, mal estar e irritabilidade. Graves: abscessos
causados por técnica errônea de aplicação; anafilaxia e neuropatia periférica.

ASPECTOS OPERACIONAIS EM SALA DE IMUNIZAÇÃO1

1-Introdução: Os aspectos operacionais em sala da imunização merecem uma atenção especial pois tratam de
medidas essenciais para a aplicação de um imunobiológico dentro de todos os padrões corretos de
conservação, temperatura e indicações clínicas. A enfermagem exerce um importante papel no tocante às
imunizações por monitorizar todos os aspectos técnicos e operacionais na sala de imunização.
É a equipe de enfermagem que:
provê a quantidade necessária para suprir seu posto de vacinação levando em consideração o número de
clientes cadastrados; recebe e distribui entre geladeira de estoque e de uso diário; controla a temperatura
destas geladeiras ou câmaras de conservação; aplica e avalia os efeitos adversos; reconvoca clientes
faltosos. Além disso, é a equipe de enfermagem que se depara com alguns problemas de aspectos
operacionais tanto no âmbito de indicação clínica quanto Sendo assim, há a necessidade de um treinamento
contínuo de toda a equipe para que se possa garantir um serviço de qualidade à população. Em resumo os
aspectos operacionais da sala de vacina são: manutenção da qualidade do serviço, pedir as vacinas em
quantidade necessária, receber e distribuir vacinas na geladeira de estoque, controlar a temperatura da
geladeira, aplicar os imunobiológicos, avaliar os efeitos adversos, recomendar clientes faltosos e verificar
esquemas incompletos de vacinas, verificar possíveis faltas de energia elétrica, manutenção do treinamento
contínuo da equipe de enfermagem.
2-Aspectos técnicos:
2.1-Procedimentos básicos na utilização dos refrigeradores:
As vacinas, por sua própria composição, são produtos susceptíveis aos agentes físicos tais como a luz e o
calor. O calor é bastante prejudicial por acelerar a inativação dos componentes das vacinas. É necessário,
portanto, mantê-las constantemente refrigeradas e, por isso, há a necessidade de uma supervisão constante e
eficiente dos equipamentos usados na refrigeração assim como na rede elétrica.
A conservação das vacinas é feita por meio do sistema denominado REDE DE FRIO. Este sistema inclui o
armazenamento, o transporte e a manipulação de vacinas em condições adequadas de refrigeração desde o
laboratório produtor até o momento em que a vacina é aplicada.
As câmaras de conservação ou geladeiras deverão ser usadas única e exclusivamente para os
imunobiológicos, não se devendo permitir que sejam guardados alimentos, sangue e/ou derivados, bebidas, etc.
Deverá ficar longe de fonte de calor como estufa, autoclave, raios solares, etc. A fonte de energia elétrica
deverá ser unicamente destinada ao refrigerador.
Nunca liga-lo em T ou com benjamin.
O refrigerador deverá ficar perfeitamente nivelado e afastado da parede pelo menos uns 30 cm para permitir a
livre circulação de ar no condensador. Não são recomendadas geladeiras do tipo duplex por serem mais
instáveis em sua rede de frio.
A limpeza do refrigerador deverá ser feita, de preferência, quinzenalmente ou quando houver excesso de gelo
no congelador mas, para isso são necessários cuidados especiais para não deixar os imunobiológicos sofrerem
alterações de temperatura.

2.1.1-Os seguintes cuidados se fazem necessários:


providenciar um outro refrigerador em bom funcionamento e regular esse refrigerador entre +4 e +8°C por um
período de três horas antes de transferir os imunobiológicos. Esse controle é feito através do termômetro de
máxima e de mínima.Caso não se tenha disponível outra geladeira deverá ser providenciada uma caixa térmica
(isopor) mas é indispensável o termômetro de máxima e de mínima além de bolsas de gelo;
desligar a tomada da geladeira e abrir a porta até que todo gelo aderido se desprenda por si só. Não usar faca
ou outro objeto ponteagudo para a remoção mais rápida do gelo, pois tal método pode danificar os tubos de
refrigeração;
limpar o refrigerador com um pano umedecido em solução de água com sabão neutro e enxugar com pano
limpo e seco. Não jogar água no refrigerador;
após a limpeza, ligar o refrigerador e manter a porta fechada por mais ou menos 3 horas verificando a
temperatura neste período. Quando essa estiver entre +4 e +8°C deve-se recolocar as vacinas, os diluentes, as
garrafas e os recipientes para gelo.

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2.1.2-Situações de emergência:
Quando os equipamentos deixam de funcionar por motivo de corte de energia elétrica ou por outro defeito, as
portas das geladeiras deverão permanecer fechadas até que a situação se normalize ou até que se verifique o
tipo de problema. Quando o problema perdurar por um período maior que 8 horas ou quando não for possível
prever sua duração deve-se tomar algumas providências pois um corte de energia por mais de 8 horas pode
inutilizar os produtos imunobiológicos.
Esse prazo de oito horas só deve ser tolerado quando o equipamento estiver funcionando em perfeitas
condições, isto é, seja de uso exclusivo de vacinas; tenha controle diário de temperatura através do mapa de
controle da temperatura. Caso o defeito não seja identificado ou não solucionado esses imunobiológicos
deverão ser colocados em outro refrigerador com controle adequado de temperatura.

2.1.3-Arrumação das vacinas no refrigerador:


as prateleiras deverão estar limpas e organizadas devendo ser retirados os vidros e caixas vazias;
arrumar as vacinas nas prateleiras centrais em bandejas perfuradas tipo porta talher de plástico e nunca em
caixas térmicas ou sacos plásticos;
não guardar vacinas na porta e na parte baixa da geladeira; retirar as gavetas plásticas caso existam e, em
seu lugar, colocar garrafas com água que contribuem para estabilizar a temperatura. A água colocada nas
garrafas deverá ser colorida – portanto, recomenda-se o uso de um corante (azul de metileno, anil, violeta de
geanciana) para evitar que seja bebida;
o congelador deve conter gelo reciclável ou recipiente de plástico. Esse gelo pode ser usado na caixa térmica
da sala de vacinação ou no transporte das vacinas;
colocar o termômetro de máxima e de mínima na prateleira central, em pé, e verificar a temperatura duas
vezes ao dia, em período diferente registrando no mapa de controle diário de temperatura;
as vacinas, na embalagem original, devem ser arrumadas de forma a manter uma distância entre si de
aproximadamente 3 centímetros e também das paredes do refrigerador visando a livre circulação do ar frio;
as vacinas com prazo de validade mais próximo devem ser colocadas na frente para que sejam utilizadas
primeiro.

2.1.4- Ordem de colocação das vacinas: Na primeira prateleira- devem ser colocadas as vacinas contra
vírus + BCG; na segunda prateleira, vacinas contra bactérias e toxinas e na terceira prateleira, os soros e os
diluentes .

3-Congelamento das vacinas e sua viabilidade:


3.1-Vacinas que podem congelar, portanto não se deterioram pelo frio, e devem ser acondicionadas na
1ª prateleira da geladeira: as vacinas virais, exceto VORH (rotavírus): Contra pólio (Sabin), Sarampo, Tríplice
viral, dupla viral, Febre amarela, Influenza + Vacina BCG (apesar de ser bacteriana) – quando houver excesso,
botar as liofilizadas na 2ª prateleira.
3.2-Vacinas que não podem congelar pois o frio as inativam, e devem ser acondicionadas na 2ª
prateleira- DPT. DT, dT, VORH, vacina contra a raiva Hepatite B, tríplice bacteriana, dupla adulto e infantil,
soros, vacina contra raiva, Pneumo 23, febre tifóide.
3.- 3ª prateleira- soros e diluentes.
Nota: Os diluentes devem estar na mesma temperatura das vacinas no momento da aplicação e para isso,
devem também ser conservados no refrigerador.

4-Controle da temperatura – termômetro de máxima e de mínima: O termômetro de máxima e de mínima é um


instrumento importante para verificar as variações de temperatura ocorridas em determinado ambiente em um
período pré estabelecido. Ele nos fornece três tipos de informações que são elas:

 temperatura mínima atingida ( mais frio);


 temperatura máxima atingida (mais quente);
 temperatura no momento de observação.

Validade das vacinas após abertura do frasco:

Tetravalente e VOP – duram 5 dias.


BCG: dura 6 horas.
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Tríplice viral: dura 8 horas.
Febre amarela: dura 4 horas.

Ações de Enfermagem na sala de Vacinação:

1-Triagem: deve englobar as seguintes condutas:


a)verificar se é cliente de primeira vez ou retorno;
b)abrir o cartão da criança, a carteira de vacinação ou qualquer outro documento para registro de vacinação
destinado àqueles clientes que comparecem pela primeira vez ao serviço;
c)orientar sobre a importância da vacinação e do esquema básico vacinal;
d)investigar, com o cliente ou responsável, o estado de saúde da pessoa a ser vacinada, observando as
indicações, possíveis contra-indicações à administração, desmistificando falsas contra-indicações;
e)no caso de retorno, verificar quais as vacinas que deverão ser administradas e registrar no documento de
vacinação e no mapa diário de vacinação;
f)aprazar e reforçar a orientação1 sobre a importância da vacinação e dos próximos retornos;
g)encaminhar para a sala de administração dos imunobiológicos;
1
orientações específicas: as orientações dadas devem considerar as especificidades de cada vacina,
1 além de:  importância da (s) vacinas e retorno na data agendada (afim de continuar o esquema, re-
ceber outras vacinas, ou na ocorrência de reações adversas). os cuidados a serem observados
após a administração. os cuidados com o cartão da criança ou qualquer outro documento de vaci-
nação.

2-Administração de imunobiológicos:
a)verificar qual (is) vacina(s) a serem administradas, examinando o documento de controle;
b)chamar pelo nome a pessoa a ser vacinada, confirmando as vacinas a serem tomadas;
c)investigar novamente possíveis contra-indicações à vacina;
d)avaliar a integridade e higiene do local a ser aplicado, assim como massa muscular existente (se for IM).
e)lavar as mãos e separar seringas e agulhas indicadas para as vacinas;
f)preparar a vacina: abrir a caixa térmica e retirar a vacina (mais de uma: retirar uma de cada vez), reconfirmar o
nome da vacina no frasco ou ampola e na carteira de vacinação; aspirar a dose recomendada, retirar bolhas;
trocar a agulha e devolver o frasco (se for o caso) para a caixa térmica; desprezar as agulhas no descartex.
g)reforçar as orientações pós-vacinais;
h)administrar vacina segundo a técnica específica;
i)observar reações imediatas;
j)rubricar no local onde os imunobiológicos foram registrados.
l)reforçar orientações sobre o retorno.

3-Encerramento dos trabalhos:


a)arquivar os cartões de controle ou fichas de registro no arquivo;
b)desprezar as sobras de vacinas virais;
c)somar as vacinas aplicadas e fazer o mapa de produção diária;
d)retirar o restante das vacinas da caixa térmica e devolve-las à geladeira;
e)verificar e anotar a temperatura no mapa de controle diário de temperatura;
f)deixar a sala limpa e em ordem.

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Enfermagem em Doenças Transmissíveis´
Prof. Iaci Proença Palmeira

PROTEÇÃO ESPECÍFICA POR


AGENTES IMUNIZANTES

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1° Semestre de 2007

Calendário Básico de Vacinação da Criança


IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS
BCG - ID dose única Formas graves de tuberculose
Ao nascer Vacina contra hepatite B 1ª dose Hepatite B
(1)
1 mês Vacina contra hepatite B 2ª dose Hepatite B
 VORH (Vacina Oral de
 1ª dose  Diarréia por Rotavírus
Rotavírus Humano)
VOP (vacina oral contra
2 meses 1ª dose Poliomielite (paralisia infantil)
pólio)
Vacina tetravalente (DTP 1ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras
+ Hib) (2) infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b
VORH (Vacina Oral de
2ª dose Diarréia por Rotavírus
Rotavírus Humano)
VOP (vacina oral contra
2ª dose Poliomielite (paralisia infantil)
pólio)
4 meses
Vacina tetravalente (DTP 2ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras
+ Hib) infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b
VOP (vacina oral contra
3ª dose Poliomielite (paralisia infantil)
pólio)
6 meses Vacina tetravalente (DTP 3ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras
+ Hib) infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b
Vacina contra hepatite B 3ª dose Hepatite B
Vacina contra febre
9 meses dose única Febre amarela
amarela (3)
12 meses SRC (tríplice viral) dose única Sarampo, rubéola e caxumba
15 meses VOP (vacina oral contra reforço Poliomielite (paralisia infantil)
pólio)
DTP (tríplice bacteriana) 1º reforço Difteria, tétano e coqueluche
DTP (tríplice bacteriana 2º reforço Difteria, tétano e coqueluche
4 - 6 anos
SRC (tríplice viral) reforço Sarampo, rubéola e caxumba
10 anos Vacina contra febre reforço Febre amarela
amarela

(1) A primeira dose da vacina contra a hepatite B deve ser administrada na maternidade, nas primeiras 12
horas de vida do recém-nascido. O esquema básico se constitui de 03 (três) doses, com intervalos de 30
dias da primeira para a segunda dose e 180 dias da primeira para a terceira dose.

(2) O esquema de vacinação atual é feito aos 2, 4 e 6 meses de idade com a vacina Tetravalente e dois
reforços com a Tríplice Bacteriana (DTP). O primeiro reforço aos 15 meses e o segundo entre 4 e 6 anos.
A criança que receber o R1 aos 4 anos, não mais receberá o 2° reforço.

(3) É possível administar a primeira dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 1 mês e 15 dias
a 3 meses e 7 dias de idade (6 a 14 semanas de vida).

(4) É possível administrar a segunda dose da Vacina Oral de Rotavírus Humano a partir de 3 meses e 7
dias a 5 meses e 15 dias de idade (14 a 24 semanas de vida).

(5) A vacina contra febre amarela está indicada para crianças a partir dos 09 meses de idade, que
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residem ou que irão viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA MT, MS, RO, AC, RR, AM, PA, GO
e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco
potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Se viajar para áreas de risco, vacinar contra
Febre Amarela 10 (dez) dias antes da viagem.

Calendário de vacinação do adolescente


IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS
Hep B 1ª dose Contra Hepatite B
dT (2) 1ª dose Contra Difetria e Tétano
De 11 a 19 anos (na primeira visita ao FA (3) dose Contra Febre Amarela
serviço de saúde) inicial
SCR (4) dose Contra Sarampo, Caxumba e Rubéola
única
1 mês após a 1ª dose contra Hepatite B Hep B 2ª dose contra Hepatite B
6 meses após a 1ª dose contra Hepatite B Hep B 3ª dose contra Hepatite B
2 meses após a 1ª dose contra Difteria e
dT 2ª dose Contra Difteria e Tétano
Tétano
4 meses após a 1ª dose contra Difteria e
dT 3ª dose Contra Difteria e Tétano
Tétano
dT (5) reforço Contra Difteria e Tétano
a cada 10 anos por toda a vida
FA reforço Contra Febre Amarela

Calendário de Vacinação do Adolescente (1)

(1) Adolescente que não tiver comprovação de vacina anterior, seguir este esquema. Se apresentar
documentação com esquema incompleto, completar o esquema já iniciado.

(2) Adolescente que já recebeu anteriormente 03 (três) doses ou mais das vacinas DTP, DT ou dT, aplicar
uma dose de reforço. É necessário doses de reforço da vacina a cada 10 anos. Em ferimentos graves,
antecipar a dose de reforço para 5 anos após a última dose. O intervalo mínimo entre as doses é de 30
dias.

(3) Adolescente que resida ou que for viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA, MT, MS, RO, AC,
RR, AM, PA, GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS)
e área de risco potencial (alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Em viagem para essas áreas,
vacinar 10 (dez) dias antes da viagem.

(4) Adolescente que tiver duas doses da vacina Tríplice Viral (SCR) devidamente comprovada no cartão
de vacinação, não precisa receber esta dose.

(5) Adolescente grávida, que esteja com a vacina em dia, mas recebeu sua última dose há mais de 5
(cinco) anos, precisa receber uma dose de reforço. Em caso de ferimentos graves, a dose de reforço deve
ser antecipada para cinco anos após a última dose.
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Calendário de Vacinação do Adulto e do Idoso

IDADE VACINAS DOSES DOENÇAS EVITADAS


A partir de 20 anos dT (1) 1ª dose Contra Difteria e Tétano
FA (2) dose Contra Febre Amarela
inicial
SR e/ou SCR dose Contra Sarampo, Caxumba e Rubéola
(3) única
2 meses após a 1ª dose contra
dT 2ª dose Contra Difteria e Tétano
Difteria e Tétano
4 meses após a 1ª dose contra
dT 3ª dose Contra Difteria e Tétano
Difteria e Tétano
dT (4) reforço Contra Difteria e Tétano
a cada 10 anos por toda a vida
FA reforço Contra Febre Amarela
60 anos ou mais Influenza (5) dose Contra Influenza ou Gripe
anual
Pneumococo dose Contra Pneumonia causada pelo pneumococo
(6) única

(1) A partir dos 20 (vinte) anos, gestante, não gestante, homens e idosos que não tiverem comprovação de vacina
anterior, seguir o esquema acima de 3 doses. Apresentando documentação com esquema incompleto, completar
esquema já iniciado. O intervalo mínimo entre as doses é de 30 dias.

(2) Adulto/idoso que resida que irá viajar para área endêmica (estados: AP, TO, MA, MT, MS, RO, AC, RR, AM, P
GO e DF), área de transição (alguns municípios dos estados: PI, BA, MG, SP, PR, SC e RS) e área de risco poten
(alguns municípios dos estados BA, ES e MG). Em viagem para essas áreas, vacinar 10 (dez) dias antes da viage

(3) A vacina dupla viral - SR (Sarampo e Rubéola) e/ou a vacina tríplice viral - SCR (Sarampo, Caxumba e Rubéo
deve ser administrada em mulheres de 12 a 49 anos que não tiverem comprovação de vacinação anterior e em
homens até 39 (trinta e nove) anos.

(4) Mulher grávida que esteja com a vacina em dia, mas recebeu sua última dose há mais de 05 (cinco) anos, prec
receber uma dose de reforço. Em caso de ferimentos graves em adultos, a dose de reforço deverá ser antecipada
para cinco anos após a última dose.

(5) As vacinas contra Influenza são oferecidas anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso.

(6) A vacina contra pneumococos é aplicada durante a Campanha Nacional de Vacinação do Idoso nos indivíduos
que convivem em instituições fechadas, tais como casas geriátricas, hospitais, asilos e casas de repouso, com
apenas um reforço cinco anos após a dose inicial.

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CONDUTA PARA UTILIZAÇÃO DE VACINAS TETÂNICAS: TETRAVALENTE (DTP+ HIB); DTP E
DUPLA ADULTO (dT)
ORIENTAÇÃO
SITUAÇÃO
FAIXA ETÁRIA CONDUTA
Menor de 1 ano

Vacina tetravalente (DTP + HIB)

Vacinar com DTP


1-Esquema básico completo (3 doses) Reforço1 – 15 meses
com vacina tetravalente Reforço2 - 4 a 6 anos
Entre 1 e 6 anos
Completar o esquema básico (03 doses)
2- Esquema básico incompleto (menos com vacina DTP.
de 3 doses) com tetravalente Reforço1: 06 meses após a conclusão do
esquema básico.
Reforço2: Entre 4 e 6 anos.

Aplicar 1 dose de tetravalente (porque


nessa faixa etária, a criança necessita
de, pelo menos, 1 dose de HiB).
Entre 1 e 4 anos Completar o esquema básico (as duas
doses seguintes), com vacina DTP.
Reforço1: 6 meses após a conclusão do
esquema básico.
Sem registro de dose aplicada da vacina Reforço2: Entre 4 e 6 anos.
Tetravalente, ou seja, zero doses de HiB
Utilizar vacina DTP.
Entre 5 e 6 anos Iniciar ou completar o esquema básico
(3 doses).
Reforço após 6 meses.
Utilizar vacina dupla adulto (dT)
Considerar doses aplicadas
Acima de 7 anos anteriormente com DTP/ dT/ DT,
independente do tempo decorrido.
Esquema básico (03 doses).

OBSERVAÇÂO: Quem receber o Reforço1 aos 4 anos, está isento de receber o Reforço2.
Agendar reforço a vacina dupla adulto (dT) a cada 10 anos.

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CONDUTA PARA VACINAÇÃO DA GESTANTE

A vacina dupla adulto (dT) é a única vacina usada durante a gestação. Exceto, quando a
gestante for exposta a uma agressão por animal transmissor de raiva humana e for necessária a
vacinação anti-rábica.

PASSADO VACINAL DA GESTANTE CONDUTA

Três doses ou mais de vacina tetânica (Tetra, Reforçar com vacina dT, se decorridos 5 anos
DPT, DT ou dT) após a última dose. Agendar reforço a cada 10
anos.

Menos de três doses da vacina tetânica (Tetra, Completar o esquema de 3 doses com vacina
DTP, DT ou dT) dT. Agendar reforço a cada 10 anos.

Não vacinada ou situação vacinal ignorada Vacinar com três doses de dT. Agendar reforço
a cada 10 anos.

Observação: a vacinação deve ser iniciada com o pré-natal, com intervalo de 60 dias, o mínimo é
de 30 dias. Não sendo possível aplicar as três doses durante a gestação, aplicar pelo menos 2
doses até 20 dias antes da data provável do parto, devendo completar o esquema vacinal após o
parto, durante a vacinação do RN.

CONDUTA PARA VACINAÇÃO DO PREMATURO

Iniciar o esquema vacinal na maternidade, preferencialmente até 12 após o parto.


A vacinação básica da criança pré-termo é efetuada segundo o mesmo calendário básico
da criança. Exceto em 2 casos:
Vacina BCG – peso mínimo 2 Kg
Vacina Hepatite B – em prematuros com peso de nascimento igual ou inferior a 34 semanas,
recomenda-se o esquema 0 – 1 – 2 e 6 meses. Registra-se no BIM a 4ª dose, informando que foi utilizada
em prematuro. A justificativa para as 4 doses é porque RNs prematuros não têm o sistema imunológico
eficiente, portanto, é para reforçar a dose tomada na maternidade.

VACINAS CONDUTA
Completar o esquema básico (o3 doses).
Dupla adulto (dT) Agendar reforço a cada 10 anos.

Tríplice Viral - SCR Dose única.

CONDUTA PARA VACINAÇAÕ DE PUÉRPERAS


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