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JUÇARA HERNANDES

ETIOLOGIA DA OBESIDADE EM ESCOLARES DO


MUNICIPIO DE TRÊS DE MAIO-RS

SANTA ROSA
2010
1
JUÇARA HERNANDES

ETIOLOGIA DA OBESIDADE EM ESCOLARES DO


MUNICIPIO DE TRÊS DE MAIO-RS

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado a Universidade
Regional do Noroeste do Estado do
Rio Grande do Sul para obtenção
do título de Licenciado e Bacharel
em Educação Física.
Orientador(a): Profº. Ms. Luiz
Serafim de Mello Loi.

SANTA ROSA
2010

2
JUÇARA HERNANDES

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado a Universidade Regional do Noroeste do


Estado do Rio Grande do Sul para obtenção do título de graduado em Licenciatura e
Bacharelado em Educação Física.
Orientador(a): Prof. Ms. Luiz Serafim de Mello Loi

ETIOLOGIA DA OBESIDADE EM ESCOLARES DO


MUNICIPIO DE TRÊS DE MAIO-RS

Orientador(a): Profº. Ms. Luiz Serafim de Mello Loi

Examinador(a): Profª.Cléia Inês Rigon Dornelles

Santa Rosa, 06 de janeiro de 2011

3
DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho aos meus pais, Miguel e Fátima e


meu noivo Marcos por se constituírem como base na
realização do mesmo. São estímulos que me
impulsionaram a buscar vida nova a cada dia. Agradeço
por terem aceito se privar de minha companhia pelos
estudos, concedendo a mim a oportunidade de me realizar
ainda mais.

4
AGRADECIMENTOS

Agradecer a Deus se torna redundante, mas é a Ele que


agradeço a vida e a oportunidade de poder estar
elaborando e realizando esta pesquisa em um país onde
aproximadamente 16 milhões de pessoas são analfabetas
e apenas 5,32 milhões chegam a uma universidade.
Agradeço o meu orientador, Prof. Ms. Luiz Serafim de
Mello Loi, apesar de dificilmente conseguir, através de
palavras, retratar fielmente a minha gratidão. Desejo
retribuir a competência, a sensibilidade, o
comprometimento e a disponibilidade com que sempre me
orientou, contribuindo para o aprimoramento intelectual,
profissional e pessoal que acredito ter adquirido através
do vínculo estabelecido.
Agradeço a todos os professores que ao decorrer deste
curso de graduação, fizeram do seu saber um degrau na
minha formação.
E a todas as pessoas que contribuíram para elaboração e
conclusão desta pesquisa

5
Resumo

A obesidade tornou-se uma epidemia mundial e atinge números cada vez mais alarmante, nas
mais diferentes faixas etárias. Anos atrás o que preocupava eram os casos de desnutrição,
hoje, o que vimos são crianças cada vez mais sedentárias, alienadas aos avanços tecnológicos
e a uma alimentação cada vez mais desregrada. O objetivo deste estudo esta alinhado com a
presente preocupação, demonstrada por vários segmentos da sociedade, no sentido de
entender os fatores que influenciam o ganho de peso excessivo de crianças e adolescentes e a
possibilidade de encontrar caminhos para elaboração de propostas de combate à obesidade
infantil, que possam ser incluídas no espaço escolar, pois, é lá que se encontra a clientela
carente dessas ações. A pesquisa caracterizou-se como descritiva transversal com abordagem
quali-quantitativa a amostra constitui-se de 244 crianças sendo 109 do sexo feminino e 135 do
sexo masculino, matriculados e freqüentando as aulas de três escolas públicas municipais
urbanas da cidade de Três de Maio – RS no período letivo de 2010. Para coleta de dados
utilizou-se peso e estatura, para calculo do IMC e questionário. A análise dos dados deu-se
pela estatística descritiva com frequência e freqüência percentual. Na análise dos dados
verificou-se a prevalência de 6,50% de crianças abaixo do peso, 5,55% de sobrepeso e
15,57% de obesidade. Os 72,44% restantes encontram se dentro dos níveis considerados
normais para a faixa etária. Os resultados indicam que as prevalências de sobrepeso e
obesidade observadas no presente estudo foram substancialmente mais elevadas que em
outros estudos com representatividade nacional da população brasileira de mesma idade. No
que se refere aos fatores desencadeadores da condição de Sobrepeso ou Obesidade, verificou-
se que o excesso de peso dos genitores, as horas de pratica de brincadeiras com dispêndio de
energia substituídas por jogos eletrônicos e televisão, a redução do número de filhos nas
famílias e a falta de informação e conscientização, constituíram-se como fatores
determinantes para o Sobrepeso e Obesidade nestas crianças. Diante disso podemos sugerir
que, a educação física escolar, isolada ou associada a outras disciplinas, pode constituir-se em
uma importante ferramenta na prevenção e controle da obesidade infantil, principalmente de
crianças de classes sócio-econômicas mais baixas, através da elaboração de um plano de
trabalho que visasse mais a informação como forma de conscientização da importância de
mantermos hábitos saudáveis e que estas informações chagassem também aos pais das
crianças. Isso deveria ser incluído nas discussões das políticas públicas de promoção de saúde,
nos âmbitos do poder público principalmente, se levarmos em conta o seu baixo custo e a sua
elevada eficiência.

Palavras – chave: Obesidade Infantil. Etiologia da Obesidade.

Abstract

Obesity has become an epidemic that affects more and more alarming numbers in many
different age groups. Years ago they were worried that the cases of malnutrition today, we
saw children are increasingly sedentary, sold to technological advances and an increasingly
unbridled power. The aim of this study is aligned with this concern, demonstrated by various
segments of society, to understand the factors that influence weight gain in children and
adolescents and the possibility of finding ways to prepare proposals to combat childhood
obesity which may be included in the school, because that's where the clientele is devoid of
such actions. The research characterized as cross-sectional descriptive qualitative and
quantitative approach to sample consisted of 244 children, 109 females and 135 males

6
enrolled and attending classes in three urban public schools in the city of Três de Maio - RS in
school year 2010. To collect data we used weight and height to calculate BMI and
questionnaire. Analysis of data was by descriptive statistics with frequency and percentages.
In data analysis there was a prevalence of 6.50% of children underweight, overweight and
5.55% from 15.57% for obesity. The remaining 72.44% are within the normal limits for age.
The results indicate that the prevalence of overweight and obesity observed in this study were
substantially higher than in other studies with nationally representative of the population of
the same age. With regard to the factors triggering the condition of overweight or obesity, it
was found that excess weight of the parents, the hours of practice to play with energy
expenditure replaced by electronic games and television, the reduction in the number of
children in families and lack of information and awareness, constituted as determinants for
overweight and obesity in these children. Given this we suggest that the school physical
education, alone or combined with other subjects, can constitute an important tool in
preventing and controlling childhood obesity, especially of children from socio-economic
levels lower, by developing a work plan that aimed to spread information in order to raise
awareness of the importance of maintaining healthy habits and that these wounds also
information for parents of children. This should be included in discussions of public policies
on health promotion in the fields of public especially if we take into account its low cost and
its high efficiency.

Key-words: Childhood Obesity. Etiology of Obesity.

7
SUMÁRIO

1 Introdução..............................................................................................................................11
2 Referencial Teórico................................................................................................................13
2.1 Peso corporal e obesidade...................................................................................................13
2.2 Conceitos e classificação de sobrepeso e obesidade...........................................................14
2.3 Fatores etiológicos..............................................................................................................17
2.3.1 Fatores genéticos e endócrinos.....................................................................................17
2.3.2 Fatores ambientais.........................................................................................................18
2.3.3 Sedentarismo.................................................................................................................18
2.4 Obesidade Infantil e suas implicações................................................................................20
2.5 Obesidade infantil: Epidemiologia......................................................................................21
2.6 Medidas de controle da obesidade......................................................................................22
2.7 Medidas Antropométricas...................................................................................................23
2.8 O IMC.................................................................................................................................24
3 Metodologia........................................................................................................................26

4 Análise Estatística...............................................................................................................27

5 Conclusões..........................................................................................................................46

6 Referencias Bibliográficas..................................................................................................48

7 Anexo I................................................................................................................................51

8 Anexo II..............................................................................................................................52

8
LISTA DE TABELAS

Tabela 1- Níveis de IMC do total da amostra estratificada por sexo........................................28


Tabela 2 - Níveis de IMC do sexo masculino estratificado por idade......................................28
Tabela 3 – Níveis de IMC do sexo feminino estratificado por idade.......................................29
Tabela 4 - Níveis de IMC estratificado por escola...................................................................29
Tabela 5 - Níveis de IMC do sexo feminino estratificado por escola.......................................30
Tabela 6- Níveis de IMC do sexo masculino estratificado por escola.....................................30
Tabela 7- Níveis de IMC do sexo feminino na Escola 1 estratificado por idade.....................31
Tabela 8 - Níveis de IMC do sexo masculino na Escola 1 estratificado por idade..................31
Tabela 9 - Níveis de IMC do sexo feminino na Escola 2 estratificado por idade....................31
Tabela 10 - Níveis de IMC do sexo masculino na Escola 2 estratificado por idade................32
Tabela 11 - Níveis de IMC do sexo feminino na Escola 3 estratificado por idade..................32
Tabela 12 - Níveis de IMC do sexo masculino na Escola 3 estratificado por idade................32
Tabela 13- Sobrepeso e Obesidade entre crianças do sexo feminino estratificado por
escola.........................................................................................................................................33
Tabela 14 - Sobrepeso e Obesidade entre crianças do sexo masculino estratificado por
escola.........................................................................................................................................33
Tabela 15 - Forma de deslocamento para escola, das crianças do sexo feminino que
apresentam Sobrepeso/Obesidade.............................................................................................34
Tabela 16 - Forma de deslocamento para escola, das crianças do sexo masculino que
apresentam Sobrepeso/Obesidade.............................................................................................34
Tabela 17 – Participação das crianças com Sobrepeso e Obesidade, do sexo feminino nas
aulas de Educação Física estratificado por escola....................................................................35
Tabela 18 – Participação das crianças com Sobrepeso e Obesidade do sexo masculino nas
aulas de Educação Física estratificado por escola....................................................................35
Tabela 19 – Prática de atividade física realizadas pelas crianças com Sobrepeso ou Obesidade,
do sexo feminino fora da escola................................................................................................35
Tabela 20 – Prática de atividade física realizadas pelas crianças com Sobrepeso ou Obesidade,
do sexo masculino fora da escola..............................................................................................36

9
Tabela 21 – Uso diário de microcomputador por crianças com Sobrepeso ou Obesidade, do
sexo feminino estratificado por escola......................................................................................36
Tabela 22 – Uso diário de microcomputador por crianças com Sobrepeso ou Obesidade, do
sexo masculino estratificado por escola....................................................................................37
Tabela 23 – Uso diário de videogame por crianças do sexo feminino estratificado por
escola.........................................................................................................................................37
Tabela 24 – Uso diário de videogame por crianças do sexo masculino estratificado por
escola.........................................................................................................................................38
Tabela 25 - Uso diário de televisão por crianças com Sobrepeso ou Obesidade, do sexo
feminino estratificado por escola..............................................................................................38
Tabela 26 - Uso diário de televisão por crianças com Sobrepeso ou Obesidade, do sexo
masculino estratificado por escola............................................................................................38
Tabela 27 – Relação do número de irmãos em crianças do sexo feminino com o
Sobrepeso/Obesidade estratificado por escola..........................................................................39
Tabela 28 – Relação do número de irmãos em crianças do sexo masculino com o
Sobrepeso/Obesidade estratificado por escola..........................................................................40
Tabela 29 – Relação da renda familiar mensal com a incidência de Sobrepeso ou Obesidade
entre crianças do sexo feminino estratificado por escola..........................................................40
Tabela 30 – Relação da renda familiar mensal com a incidência de Sobrepeso ou Obesidade
entre crianças do sexo masculino estratificado por escola........................................................41
Tabela 31 – Influência IMC materno sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das
crianças do sexo feminino estratificado por escola...................................................................41
Tabela 32 – Influência IMC materno sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das
crianças do sexo masculino estratificado por escola.................................................................42
Tabela 33 – Influência do IMC paterno sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das
crianças do sexo feminino estratificado por escola...................................................................42
Tabela 34 – Influência do IMC paterno sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das
crianças do sexo masculino estratificado por escola.................................................................43
Tabela 35 – Relação da escolaridade materna sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade
das crianças do sexo feminino estratificado por escola............................................................43
Tabela 36 – Relação da escolaridade materna sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade
das crianças do sexo masculino estratificado por escola..........................................................43
Tabela 37 – Relação da escolaridade paterna sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das
crianças do sexo feminino estratificado por escola...................................................................44

10
Tabela 38 – Relação da escolaridade paterna sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das
crianças do sexo masculino estratificado por escola.................................................................44

1 Introdução

Há décadas atrás a obesidade não causava incomodo e preocupação na sociedade, pelo


contrario, durante anos, nas sociedades antigas, babilônicas, gregas e romanas, o sucesso
econômico estava associado ao aumento de gordura.
Realizar imensas orgias alimentares era uma característica inerente de quem estivesse
no poder. Na Grécia Clássica, assim como na Idade Média e no Renascimento Europeu, o
padrão estético feminino privilegiava as mulheres roliças e matronais, ao mesmo tempo em
que eram consideradas sensuais.
Esta condição nutricional pôde ser observada já no período pré-histórico, há 25000
anos, em uma estatueta feminina, obesa, conhecida como a Vênus de Willendorf. Acredita-se
que ela representava símbolos de fertilidade e maternidade e por muitos anos a idéia de beleza
esteve relacionada ao biótipo mais avantajado.
Atualmente, diante das inúmeras conseqüências decorrente do estado de sobrepeso e
obesidade, citado por vários estudos e autores, o corpo saudável passa a ser visto de outra
forma e o acúmulo de gordura torna-se um grande vilão a saúde seja de crianças, adolescentes
ou mesmo na vida adulta.
Em geral, percebem-se vários fatores que condicionam um estado de obesidade, dentre
eles os fatores genéticos, fisiológicos e metabólicos, no entanto, tal estudo, abordará fatores
ambientais como a situação socioeconômica, o sedentarismo, os maus hábitos alimentares e a
falta de informação e consciência como os principais desencadeadores da condição de
sobrepeso e obesidade.
O sedentarismo, fruto de uma sociedade cada vez mais moderna, globalizada e
tecnologicamente avançada, que substituem brincadeiras como andar de bicicleta, correr,
pular ou jogar bola com os amigos, por computadores, vídeo games, internet, televisão, entre
inúmeras outras opções muito atrativas e pouco saudáveis, aliada a uma alimentação cada vez
mais desregrada, e de fácil acesso, tornam-se cúmplices de uma sociedade carente de
informações e conscientização resultando em uma população com um número cada vez maior
de obesos, mesmo na infância.

11
A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE) 2008-2009, realizada no período
de maio de 2008 a maio de 2009, entre mais de 188 mil pessoas de todas as idades, detectou
que quase metade da população brasileira (49%) com 20 anos ou mais está com excesso de
peso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado faz parte do
estudo “Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil”.
Dos 20 aos 24 anos, as medianas de altura e peso do homem brasileiro são,
respectivamente, 1,73 m e 69,4 kg. Já entre as mulheres nessa faixa etária, as medianas são,
respectivamente, 1,61 m e 57,8. Nessa faixa etária, o sobrepeso no sexo masculino saltou de
18,5% em 1974-1975 para 50,1% em 2008-2009. No sexo feminino, o aumento foi menor: de
28,7% para 48%. O estudo do IBGE avalia o estado nutricional da população a partir da altura
para cada idade, peso para cada idade e o Índice de Massa Corpórea (IMC) para cada idade.
Esta pesquisa aponta ainda, que além da quase metade dos adultos brasileiros acima do
peso, outros 14,8% apresentam obesidade e apenas 2,7% têm déficit de peso. A obesidade é
maior entre as mulheres de 20 anos ou mais (16,9% delas) do que entre os homens (12,5%).
Já o excesso de peso é registrado em maior parte entre os homens (50,1%) do que entre as
mulheres (48%).
Segundo o IBGE, a desnutrição, nos primeiros anos de vida do brasileiro, e o excesso
de peso e a obesidade em todas as demais idades, são problemas de grande relevância para a
saúde pública. Os dois índices são contabilizados a partir dos números que a Organização
Mundial de Saúde (OMS) considera saudáveis. O estudo destaca que a curva de evolução do
peso mediano das crianças brasileiras ultrapassa o padrão esperado pela OMS, independente
da idade e do sexo.
Das crianças de 5 a 9 anos, uma em cada três (33,5%) tem excesso de peso e 14,3%
são obesas. Há déficit de peso em 4,1% das crianças nessa faixa etária. O número de crianças
com excesso de peso representa um salto de 20 pontos percentuais em 20 anos.
Já entre os adolescentes de 10 a 19 anos, 3,4% apresentam déficit de peso; 20,5% têm
excesso de peso; e 4,9% apresentam obesidade. Nesta mesma faixa etária, a maior
porcentagem de adolescentes com déficit de peso mora no Nordeste (4,9%). No Sul está a
maioria dos que estão acima do peso (26,9%) e das pessoas entre 10 e 19 anos obesas (7,6%).
Ainda de acordo com o IBGE, a desnutrição na infância está concentrada nas famílias
com rendimentos mais baixos e, do ponto de vista geográfico, na Região Norte. O excesso de
peso e a obesidade são encontrados com grande freqüência, a partir de 5 anos de idade, em
todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras.

12
Diante dos números alarmantes e em ascensão dos casos de obesidade entre a
população das mais diferentes faixas etárias, no Brasil e no mundo inteiro, observando-se
também os inúmeros casos visíveis em crianças no município de Três de Maio/RS, bem como
as atitudes dos alunos no que se refere a hábitos alimentares e atividades de recreação, sinto a
necessidade, enquanto futura profissional de Educação Física, de identificar a incidência e os
principais fatores que resultam na condição de sobrepeso e obesidade, optando por pesquisar
crianças com faixa etária entre 08 e 12 anos de idade, das escolas públicas municipais de Três
de Maio/RS, é que este estudo foi desenvolvido, através de uma pesquisa descritiva
transversal com abordagem quali-quantitativa, visando, a partir dos resultados obtidos, pensar
formas de prevenir e controlar através da escola e da disciplina de Educação Física, os danos
provocados pelo estado de obesidade, bem como, pensar políticas de trabalho que possam
provocar nas crianças, mudanças nos seus estilos de vida.

Na revisão de literatura constam conceitos de composição corporal e obesidade,


classificação da obesidade, fatores desencadeadores da condição de sobrepeso e obesidade,
implicação da obesidade na infância, medidas de controle da obesidade, bem como formas de
avaliar e identificar a existência de sobrepeso e obesidade, após a metodologia, analise dos
dados e conclusão.

2 Referencial Teórico

2.1 Peso corporal e obesidade

Para definirmos um individuo como obeso ou com sobrepeso, alguns aspectos devem
ser observados, pois a composição corporal pode variar de pessoas para pessoa, considerando-
se variáveis como massa muscular, óssea, gorduras e outros tecidos, segundo afirmação de
Mcardle (1990).
Considerando-se o aspecto bioquímico, Malina, Bouchard (1991) salientam que é
formado por: água, proteínas, minerais e lipídios.
Quanto ao aspecto anatômico, é formado de: massa muscular, massa gordurosa, massa
óssea e massa residual de acordo com Pollok, Wilmore (1993).
Para Malina, Bouchard (1991), os componentes causadores de variações na
determinação do peso corporal são: músculos, ossos e gorduras. As alterações que ocorrem

13
nesses componentes são devido ao fator de crescimento e de envelhecimento, alimentação,
exercício físico e doenças.
De acordo com Guedes, Guedes, (1995), existe uma diferença básica entre excesso de
peso e obesidade. Na obesidade o peso corporal como um todo excede a determinados limites
e no segundo caso é a condição na qual apenas a quantidade de gordura corporal ultrapassa os
limites desejados. Há casos em que os indivíduos podem ser considerados pesados e não
gordos pelo desenvolvimento muscular e ósseo (massa magra) e não pelo excesso de
gorduras, logo não comprometem seu estado de saúde e há outros casos onde os indivíduos
possuem menor peso corporal, no entanto possui certa quantidade de gordura que
comprometem o estado de saúde devido à deficiência muscular e óssea.

2.2 Conceitos e classificação de sobrepeso e obesidade

O sobrepeso ou obesidade pode ser classificada de acordo com o grau em que se


encontra, pela distribuição corporal e ainda pela maneira como foi adquirida/desenvolvida.
Segundo Barbanti (2003), a obesidade é uma condição patológica na qual o peso
corporal da pessoa do sexo masculino está de 20-25% acima de sua exigência física e
esquelética e o sobrepeso é qualquer desvio de 10% ou mais sobre o peso ideal indicado de
uma pessoa.
Tirapegui, (2002) relata que a obesidade é um estado de supernutrição, decorrente da
ingestão inadequada de alimentos, por um período prolongado (semanas ou meses)
provocando alterações nos estoques corpóreos de energia e, consequentemente, no peso e
composição corporal.
Cuppari (2002) define a obesidade como uma enfermidade crônica, que se caracteriza
pelo acúmulo excessivo de gordura a um nível tal que a saúde esteja comprometida. A mesma
autora ainda considera que a distribuição da massa de gordura, principalmente a que se
localiza na porção abdominal do indivíduo, é a mais preocupante pelos altos níveis de
complicações que se relacionam a ela.
A quantidade de gordura corporal é dividida em gordura essencial e gordura de
reserva, que são componentes essenciais para que o organismo mantenha as suas funções de
equilíbrio. A gordura essencial é aquela encontrada na medula óssea, no coração, no pulmão,
no baço, nos rins, nos tecidos lipídeos espalhados por todo o sistema nervoso central. A de
reserva é a gordura acumulada no tecido adiposo.

14
Segundo Rodrigues (1998), a obesidade pode ser classificada em exógena, aquela
causada pela ingestão calórica excessiva, sendo responsável por mais de 95% dos casos, ou
endógenas, causada por distúrbios hormonais e metabólicos.
Soares, Petroski, (2003) classificam-a ainda em hiperplásica, onde há o aumento do
número de células adiposas e se manifesta ainda na infância sendo de difícil tratamento, ou
hipertrófica, constitui-se pelo aumento no tamanho das células adiposas e pode se desenvolver
em qualquer fase da vida.
De acordo com Fisberg (2005), existem classificações quanto a distribuição de
gordura: andróide, conhecida como obesidade central ou em forma de maçã, que é o acúmulo
de gordura na região do tronco, atingindo principalmente os homens, ou ginóide, conhecida
como obesidade periférica ou em forma de pêra, onde o acúmulo de gordura concentra-se na
região glúteo-femural, no quadril, atingindo principalmente as mulheres.
É classificada também como obesidade mórbida, quando a quantidade de gordura é
excessivamente alta. Porções discretamente altas de gordura corporal são definidas como
obesidade leve. Entre estes dois casos extremos, encontra-se o que se denomina obesidade
moderada e obesidade elevada.
A obesidade é, habitualmente, medida pelo Indice de Massa Corporea, utilizando-se a
seguinte formula:

IMC: Peso (kg)

(Est.)2

Os valores normais do IMC, segundo a OMS, estão entre 18,5 a 25 kg/m2., para
adultos. Outra forma fácil de identificar a presença da obesidade, é através da circunferência
abdominal, onde quando superior a 102 cm em homens e 88 cm em mulheres, indica a
presença da obesidade.
A obesidade pode ainda ser classificada como obesidade I, obesidade II e obesidade
III, de acordo com o grau em que se encontra, conforme representado na tabela a seguir, que
deve ser usada apenas para adultos.

CATEGORIA IMC
Abaixo do Peso <18,5
Peso saudável
Peso Normal 18,5 - 24,9
Sobrepeso 25,0 – 29,9 equivale ao
Obesidade I 30,0 – 34,9
peso normal
Obesidade II 35,0 – 39,9
Obesidade III 40,0 e acima
15
Fonte: Organização Mundial da Saúde – OMS

Para crianças, a tabela que serve como referencia leva em consideração a faixa etária
em que à mesma se encontra e o sexo.

Idade Sexo Baixo Peso Sobrepeso obeso


Peso Normal
06 anos Mas. Abaixo de 14,1 - 17,2 17,2 - 18,8 Acima de 18,0
14,1
Fem. Abaixo de 13,7 - 17,0 17,0 - 17,5 Acima de 17,5
13 ,7
07 anos Mas. Abaixo de 14,4 - 17,5 17,5 - 18,2 Acima de 18,2
14,4
Fem Abaixo de 14,1 - 17,5 17,5 - 18,3 Acima de 18,3
14 ,1
08 anos Mas. Abaixo de 14,3 - 18,0 18,0 - 19,1 Acima de 19,1
14,3
Fem Abaixo de 18,7 - 19,8
14,1 - 18,7 Acima de 19,8
14 ,1

09 anos Mas. Abaixo de 14,6 - 19,0 19,0 - 19,9 Acima de 19,9


15,0
Fem Abaixo de 14,6 - 19,8 19,8 - 21,2 Acima de 21,2
14 ,5
10 anos Mas. Abaixo de 15,0 - 19,8 19,8 - 198 Acima de 19,8
15,1
Fem Abaixo de 14,5 - 20,7 20,7 - 22,0 Acima de 22,0
15 ,3
11 anos Mas. Abaixo de 15,1 - 21,5 21,5 - 22,5 Acima de 22,5
15,7
Fem. Abaixo de 15,3 - 21,8 21,8 - 23,4 Acima d e 23,4
15 ,6
12 anos Mas. Abaixo de 15,7 - 21,7 21,7 - 23,7 Acima de 23,7
15,7
Fem Abaixo de 15,6 - 23,1 23,1 - 24,6 Acima de 24,6
15 ,6
13 anos Mas. Abaixo de 16,4 - 22,2 22,2 - 24,0 Acima de 24,0
16,4
Fem Abaixo de 16,3 - 23,8 23,8 - 25,2 Acima de 25,2
16 ,3
14 anos Mas. Abaixo de 17,0 - 23,1 23,1 - 24,2 Acima de 24,2
17,0
Fem Abaixo de 17,1 - 24,7 27,7 - 26,2 Acima de 26,2
17 ,1

16
15 anos Mas. Abaixo de 17,5 - 23,4 23,4 - 24,1 Acima de 24,1
17,5 Acima d e 25,6
Fem Abaixo de 17,5 - 24,1 24,1 - 25,6
17 ,5
16 anos Mas. Abaixo de 18,5 - 24,8 24,8 - 25,9 Acima de 25,9
18,5
Fem Abaixo de 18,3 - 25,7 25,7 - 26,8 Acima de 26,8
18 ,3
17 anos Mas. Abaixo de 18,4 - 24,9 24,9 - 26,1 Acima de 26,1
18,4
Fem Abaixo de 17,9 - 25,7 25,7 - 26,2 Acima de 26,2
17 ,9
Fonte: Organização Mundial da Saúde – OMS

2.3 Fatores etiológicos

Who (1998) e Bouchard (2003) citam que existem inúmeros fatores que podem
resultar no ganho ou acúmulo da massa gorda entre as pessoas. Fatores genético, endócrinos,
dietéticos, psicológicos, culturais e sócio-econômico, resultam em um estilo de vida ativo ou
não que podem levar a obesidade. Entre as crianças, a obesidade esta fortemente vinculada a
um estilo de vida onde a alimentação caseira e substituída por alimentos industrializados,
disseminados pela mídia, a substituições de brincadeiras com dispêndio energético por horas
em frente a televisão, videogames e computadores, além de fatores sociais, culturais,
econômicos e de escolaridade dos pais.

2.3.1 Fatores genéticos e endócrinos

A obesidade é uma doença com inúmeros fatores relacionados ao seu


desenvolvimento, podendo ter sua origem na genética ou ser adquirida ao longo dos anos,
como conseqüência de um estilo de vida sedentário, com consumo calórico excessivo.
Para Salbe et al. (2002), a obesidade é uma doença multigênica e é sabido que fatores
genéticos influenciam diretamente nas características de desenvolvimento do tecido adiposo,
bem como na determinação da taxa metabólica basal (TMB) do individuo obeso, que pode
estar diminuída.
Ferreira (2005) destaca que cerca de 80% das crianças entre 10 a 14 anos com um dos
pais com sobrepeso ou obesidade, são obesas.
Para Rodrigues (1998), existem evidências de influências autossômica, tanto materna
quanto paterna, no gasto energético. A herança genética explicaria cerca de 40% da variação

17
na resposta termogênica à alimentação, 25% na variação do nível de atividade e 20% da
distribuição dos nutrientes.
Segundo Ferreira (2005), um importante estudo publicado em 1997 evidenciou que,
em crianças de até 3 anos, a obesidade não é um fator de risco para a obesidade futura. Neste
grupo etário, o principal fator de risco para a obesidade quando adulto é a presença de
obesidade nos pais. Já nas crianças dos 3 aos 9 anos a obesidade atual é o principal
responsável pela obesidade futura, independentemente da obesidade familiar. Considerando-
se todos os grupos de crianças com menos de 10 anos, a obesidade paterna aparece como um
fator de risco independente capaz de aumentar em mais que o dobro o risco de obesidade na
vida adulta.
Fisberg (1995) comenta que quanto à obesidade decorrente de fatores endócrinos, três
diferentes manipulações podem produzir a obesidade, tais como: administração de insulina,
glicocorticóides e castração. Tem-se observado que a elevação experimental de insulina
produz hiperfagia ou aumento do apetite. Mas apenas 5% são de origem hormonal ou
genética, contudo, mais de 95% dos casos de obesidade têm como motivo causas exógenas e
somente a uns 5% dos casos são atribuídas causas endógenos como alterações hormonais e
carga genética.

2.3.2 Fatores ambientais

Dentre os principais fatores desencadeadores da situação de obesidade, os ambientais


representam os maiores responsáveis pelo crescimento dos números de pessoas na condição
de sobrepeso e obesidade.
Segundo Arrais, Lima, Pedrosa, (2004), os padrões de alimentação dos brasileiros tem
apresentado mudanças decorrentes do maior consumo de alimentos industrializados,
substituindo as tradicionais comidas caseiras. Estas transformações provocadas pelo estilo de
vida moderna leva ao consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras e açúcar,
diminuindo o consumo de cereais e alimentos integrais, frutas, legumes os quais são fontes de
fibras.
Acciolly, Saunders, Lacerda, (1998) alertam que essa alimentação pode ocasionar
repercussões metabólicas importantes que poderão se manifestar somente na vida adulta.
Os autores acima também destacam que o habito alimentar inadequado da criança
obesa é fortemente influenciado por inadequados hábitos familiares, tais como: alta ingestão

18
de lipídios e baixa ingestão de glicídios principalmente entre os pais obesos e com baixo nível
de escolaridade e rejeição à hortaliças e frutas.

2.3.3 Sedentarismo

Com os avanços tecnológicos, a comodidade, as facilidades, os indivíduos tornam-se


cada vez mais sedentários. A substituição de tarefas antes manuais, por máquinas e
equipamento que vieram para facilitar a vida dos indivíduos, trouxe como conseqüência, uma
população cada vez mais obesa e doente.
Taylor et al. (2002), afirmam que a criança obesa tende a ser menos ativa e, à medida
que se torna mais velha, a porcentagem energética diária usada para o seu crescimento
diminui e, conseqüentemente, o seu gasto energético diário é reduzido. Associado a isto, o
sedentarismo em casa proporciona horas despendidas em frente da televisão, vídeo games ou
computador, com um alto consumo de alimentos açucarados, altamente calóricos.
Tirapegui, (2002), Carvalho, Nogueira, Teles, Paz , Sousa, (2001), destacam exemplos
dos Estados Unidos onde a média de horas que uma criança em idade escolar gasta em frente
da televisão é de 26 horas semanais. Os hábitos alimentares infantis são influenciados pelos
anúncios e comerciais, que modulam preferências e hábitos pelos produtos anunciados,
desfavorecendo a escolha por uma alimentação balanceada e variada, e induzindo a ingestão
de alimentos com alta quantidade de carboidratos, levando, por exemplo, a carências de
micronutrientes como ferro, iodo, cálcio, vitamina A e C e as do complexo B. Essas carências
podem vir a desenvolver um estado patológico chamado de fome oculta, que acomete pessoas
em todas as faixas etárias e classes sociais.
Troiano (1998) verificou em uma pesquisa com estudantes do ensino médio, que a
participação dos alunos nas aulas de educação física, bem como a prática de esporte
extracurricular e a participação em programas de recreação, diminuíram no período de 1984 a
1990. Além disso, as mudanças nos horário de trabalho, assistir à televisão e o uso de jogos
eletrônicos e computadores por longos períodos de tempo, e outros aspectos culturais ligado a
influências ambientais e sociais nos grandes centros urbanos, diminuem as oportunidades para
a prática de atividade física regular.
Para Nahas (2003), a dificuldade em se estabelecer um estilo de vida adequado, pode
se transformar em um fator de risco para o desenvolvimento da obesidade tanto na infância
quanto na vida adulta. Entende-se por estilo de vida o conjunto de ações habituais que
refletem as atitudes, os valores e as oportunidades na vida das pessoas.

19
Ainda segundo Nahas, estas ações habituais estão relacionadas diretamente com a
saúde e a qualidade de vida dos indivíduos. Para se ter um estilo de vida adequado é
importante eliminarmos os fatores do nosso estilo de vida que afetam negativamente nossa
saúde e sobre os quais podemos ter controle, como por exemplo, o fumo, o álcool, as drogas,
o stress, o isolamento social, o sedentarismo e os esforços intensos ou repetitivos.
Segundo Kaian, et al., (2004) a crescente urbanização das cidades e conseqüente
redução dos espaços públicos apropriados para a prática de atividades físicas e recreativas,
além do aumento da violência; maior utilização de veículos automotivos, aliam-se aos demais
fatores relatados acima.

2.4 Obesidade Infantil e suas implicações

De acordo com Bath & Baur (2005), o crescimento da obesidade tornou-se um


problema de saúde pública alarmante, não só em adultos, mas também em crianças, com
previsão de 90% de indivíduos com excesso de peso na população americana em 2035, caso
não haja intervenção, e na população infantil os números aumentam cada vez mais.
Segundo Lucas (2005), dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostraram
que no ano 2000, 155 milhões de crianças apresentavam excesso de peso, sendo 30 a 45
milhões de obesas em todo o mundo.
Para Guimarães et al. (2006) a obesidade infantil já é um grave problema de saúde
pública também nos países em desenvolvimento. No Brasil, entre 1975 e 1997, verificou-se
uma tendência de aumento na prevalência de sobrepeso em crianças e adolescentes com
idades de 6 a 18 anos de 4,1% para 13,9%.
Segundo Freluti e Navarro (2000), a obesidade infantil tem aumentado
dramaticamente em países industrializados e desenvolvidos, nos quais a inatividade física
parece contribuir da mesma forma que a ingestão elevada e desbalanceada de alimentos,
substituindo o quadro de desnutrição e as doenças infecciosas, tornando se fator significativo
no que se refere à saúde. Estes países têm concentrado grandes esforços na área de saúde
pública e na prevenção de doenças não transmissíveis, dando ênfase no controle da obesidade,
buscando conscientizar da importância em manter bons hábitos alimentares, uma vida
fisicamente ativa que prima pelo bem-estar, pela qualidade de vida e longevidade.
A obesidade é uma doença complexa, multifatorial, caracterizada por excesso de
tecido adiposo, determinado pela interação dos fatores genéticos, culturais, físicos e
comportamentais. O manejo da obesidade na infância é um desafio, pois está associado à

20
mudança de hábitos familiares, principalmente dos pais, juntamente com a falta de
entendimento da criança e o do adolescente quanto ao real valor do problema.
A obesidade, já na infância, está relacionada a várias complicações. E quanto mais
tempo os jovens se mantêm obesos, maiores são as chances de ocorrência das complicações e
a sua precocidade. Os estudos indicam que o adolescente obeso aos 13 anos de idade tem
maior chance de ficar obeso na vida adulta.
O excesso de peso pode levar ao aumento do colesterol, triglicerídeos e redução da
fração HDL colesterol (“colesterol bom”). A perda de peso melhora os níveis de colesterol e
triglicerídeos, diminuindo o risco de doenças do coração.
A arteriosclerose é doença causada pelo depósito de colesterol nas artérias e pode ter
início na infância e levar ao desenvolvimento de doença avançada na vida adulta.
Segundo Silva et al.(2003), Balaban e Motta (2005), para que possa ser realizado o
diagnóstico de um quadro de obesidade ou sobrepeso em crianças e adolescentes, alguns
autores afirmam que ainda não existe consenso na literatura, no entanto as medidas
antropométricas são opções de fácil realização, não invasivas, rápidas e baratas
Para Robert (2003); Lucas (2005), os métodos mais comumente utilizados para definir
sobrepeso e obesidade em crianças levam em consideração o IMC e a idade, pois o IMC muda
ao longo da infância, e são marcados em percentis, nos gráficos de crescimento A idade
escolar (7 a 10 anos) precede o estirão pubertário, por esse motivo é possível que ocorra nesta
fase o fenômeno chamado rebote de adiposidade, onde as crianças apresentam maior
velocidade de ganho de peso como forma de guardar energia para o período de intenso
crescimento que está por vir. Sendo assim, Vitolo (2003) destaca que se o pré-púbere
apresentar sobrepeso deve-se investigar se há fatores de risco para obesidade (hábitos
alimentares, pais obesos, sedentarismo, fatores emocionais) ou se apenas se trata de um
fenômeno biológico.

2.5 Obesidade infantil: Epidemiologia.

Segundo Duncan, Schimidt, Giugliani (2004) a obesidade se faz presente desde o


inicio da história do homem, mas como um evento raro, hoje, a obesidade se tornou
epidêmica no século XX, constituindo-se em um problema grave de saúde pública em paises
desenvolvidos e em muitos paises em desenvolvimento.
De fato, inicialmente nos paises desenvolvidos, o século XX trouxe a chamada
transição nutricional, isso é, o surgimento de um novo perfil nutricional de populações, em

21
que desaparece a desnutrição e emerge a obesidade como um problema de saúde pública, com
todas as suas conseqüências e fatores relacionados.
Em seu estudo Guedes e Guedes (1998), já destacavam que a obesidade têm se
caracterizado como a disfunção orgânica que mais apresenta aumento em seus números, não
apenas nos países industrializados, mas particularmente nos países em desenvolvimento. As
evidências mostram que a adoção de vida inadequada vem favorecendo este tipo de
acontecimento, sobretudo no que se refere ao sedentarismo e aos hábitos alimentares.
Também o estudo de Mello, Luft e Meyer (2004), mostraram que nas ultimas décadas
a saúde publica nos paises desenvolvidos vem sofrendo com o crescente aumento dos
problemas de saúde relacionado ao sobrepeso e obesidade onde os mesmos também
consideram essa doença uma EPIDEMIA, cada vez mais comum e se manifestando também
de forma epidêmica, nas crianças. Segundo dados da Organização mundial de Saúde, a
prevalência da obesidade infantil cresceu só nos últimos 10 anos, de 10 a 40% na maioria nos
paises europeus.
Nos Estados Unidos, segundo Negrão, Barreto (2006), aproximadamente 25% das
crianças entre seis e dezessetes anos são obesas ou apresentam riscos de sobrepeso. E de uma
forma geral, Silva, Balaban e Motta (2005) destacam que nesse país, entre 20 e 27% das
crianças e adolescentes são afetadas pela obesidade.
No Brasil não poderia ser diferente, dados semelhantes foram encontrados em estudos
realizados em algumas cidades brasileiras por Oliveira, Fisberg (2003), onde mostraram que o
sobrepeso e a obesidade já atingem mais de 30% de nossas crianças e adolescentes, e de
forma isolada em Recife que em 35% de escolares avaliados também foi vista esta relação.
Segundo Motta e Silva (2001), o índice de crianças com índice de massa corporal
(IMC), [Peso (kg) dividido pela altura multiplicado pela altura em metros ao quadrado],
elevado vem aumentando significativamente no Brasil com 14,7% de crianças com sobrepeso
e 4,1% de crianças com obesidade. O mesmo estudo também revelou que nos últimos dez
anos que antecederam a pesquisa houve um aumento dos dois indicadores do IMC (peso e
altura).
Mary Bellizi, especialista da força-tarefa internacional – OMS, em publicação no
jornal Estado e São Paulo (2002), afirma que 22 milhões de crianças com menos de cinco
anos apresentam excesso de peso ou obesidade.

2.6 Medidas de controle da obesidade

22
Segundo Rodrigues (1998) em condições ideais, a obesidade deveria ser prevenida.
Apesar da prevenção se constituir numa questão de equilíbrio entre o consumo energético e o
gasto, o tratamento da pessoa obesa envolve um plano de ação muito mais complexo
tornando-se imprescindível a combinação de dieta controlada, incluindo os quatro grupos
básicos de nutrientes e a participação de programas de atividades físicas.
Ainda Rodrigues (1998), o binômio dieta/atividade física é o que determina a
manutenção do peso corporal de cada indivíduo. A alimentação correta implica, na ingestão da
proporção adequada entre os componentes: proteínas, lipídeos e glicídios. Essa deve conter
pouca gordura, ser moderada em calorias e forte em carboidratos. Precisa ser rica em fibras,
responsáveis pelo bolo fecal e o bom funcionamento do intestino. É necessário incluir
vitaminas e sais minerais.
Os exercícios físicos indicados para gastos energéticos consideráveis, são os aeróbicos,
com intensidade leve a moderada (60 a 85% da freqüência cardíaca), freqüência de no mínimo
três vezes por semana e sessões com duração de 30 a 60 minutos, buscando envolver os
grandes grupos musculares. Os exemplos de exercícios aeróbicos são: caminhada, corrida em
ritmo moderado, natação, ciclismo, jogos coletivos como basquetebol , voleibol, futebol bem
como outra atividades que traga prazer a quem o pratica.

2.7 Medidas Antropométricas

A antropometria foi definida pela Nasa (1978), como a ciência de medida do tamanho
corporal, sendo segundo Sobral (1985), um ramo das ciências biológicas que tem como
objetivo o estudo dos caracteres mensuráveis da morfologia humana, baseada na mensuração
sistemática e na análise quantitativa das variações dimensionais do corpo humano.
O tamanho físico de uma população pode ser determinado através da medição de
comprimentos, profundidades e circunferências corporais, e os resultados obtidos podem ser
utilizados para a concepção de postos de trabalho, equipamentos e produtos que sirvam as
dimensões da população utilizadora.
De acordo com Santos e Fujão (2003), a antropometria divide-se em: (1) somatometria
que consiste na avaliação das dimensões corporais do indivíduo- (2) cefalometria que se ocupa
do estudo das medidas da cabeça do indivíduo- (3) osteometria que tem como finalidade o
estudo dos ossos cranianos- (4) pelvimetria que se ocupa das medidas pélvicas- (5)
odontometria que se ocupa do estudo das dimensões dos dentes e das áreas dentárias.
Para Santos e Fujão (2003), a ciência antropométrica desenvolveu-se no século XIX e
princípio do século XX, quando eram feitas tentativas para subdividir e classificar a raça
23
humana de acordo com as dimensões físicas. Na última parte deste século o foco tem incidido
no crescimento humano e classificação de características físicas. Os avanços tecnológicos
como as viagens espaciais e as atividades militares têm também requerido substanciais fontes
de dados.
Uma simples observação de pessoas mostrará que a espécie humana varia grandemente
de tamanhos físicos. Um bom indicativo é o fato das roupas serem feitas para diferentes
tamanhos, que contam não só com diferentes alturas, mas também com comprimentos e
circunferências dos braços e pernas, circunferências da cintura e do peito, e largura dos
ombros. Tudo isto tem derivado dos dados antropométricos.
No entanto, estas observações não são suficientes para permitir que o envolvimento
seja adequado ás formas e tamanhos das pessoas. Ou melhor, é necessário dispor de dados
objetivos que tenham sido cuidadosamente colhidos de um largo número de pessoas.
Exemplos são as pesquisas antropométricas apontadas por , Roebuck (1975); Iida (1991);
Panero e Zelnik (1991) de militares que foram utilizados para determinar o posto de trabalho e
o vestuário adequado das respectivas populações militares.
Através de estudos realizados por Sheldon (1940), observou-se que as diferentes
populações mundiais são compostas de indivíduos de diferentes tipos físicos ou biótipos.
Pequenas diferenças nas proporções de cada segmento corporal existem desde o nascimento e
tendem a acentuar-se com o crescimento, maturação, até à idade adulta.
Para Santos e Fujão (2003), os tamanhos, formas e forças dos seres humanos são
muitas vezes baralhados pela idade e pelo sexo. Definindo uma população alvo para
propósitos antropométricos, também temos de levar em conta a etnia, classe social e
ocupação. Sobrepostas a estas diferenças estão mudanças que ocorrem dentro das populações
durante um período de tempo. Algumas destas mudanças são atribuídas à migração e mistura
genética de grupos étnicos distintos; outras a outros processos históricos mais complexos, que
no último século levou a um aumento geral da altura na população mundial, que é designado
por “tendência secular para o crescimento”. O termo ‘tendência secular’ segundo os autores
acima mencionado, é normalmente utilizado para descrever as alterações nas características
mensuráveis de uma população de seres humanos durante um dado período de tempo.
As características antropométricas da população utilizadora são distinguidas por dois
tipos de dados. Primeiro existem os dados antropométricos estáticos (também conhecidos
como estruturais) que dizem respeito às dimensões estruturais fixas do corpo humano. Alguns
exemplos incluem a estatura, a altura do ombro (ou mais corretamente a altura acromial), e a
altura do olho (que é normalmente utilizada como ponto de referência para a concepção de

24
tarefas visuais).O segundo tipo de dados antropométricos são os dinâmicos, ou funcionais.
Como o título mostra estes dados são diferentes dos dados estáticos, pois a medida pode ser de
uma extensão de movimento de uma articulação ou da força das várias ações da articulação.
Estes dados também incluem a medida do alcance e espaço livre em condições operacionais.
Para a realização desta pesquisa, as medidas antropométricas serviriam como base para
o diagnóstico da condição de nutrição dos indivíduos envolvidos, sendo considerado as
variáveis peso e estatura a fim de calcular o IMC de cada pessoa avaliada.

2.8 O IMC

Há cerca de 20 anos, Keys et al. (1972) sugeriram para avaliação nutricional o uso do
índice de massa corporal (IMC). O índice é calculado dividindo-se o peso em quilos pela
estatura em metros elevada ao quadrado:

IMC: Peso (kg)

(Est.)2

Desde então este índice se popularizou e passou também a ser chamado de índice de
Quetelet em homenagem ao seu criador, o matemático Lambert Adolphe Jacques Quetelet.
Quetelet, ainda no século passado observou astutamente que o peso de adultos normais
é proporcional a sua altura ao quadrado, ou seja, que a relação peso/altura2 é constante para
pessoas de estatura normal (Anjos, 1992).
Segundo Cole (1995); Flegal (1993); Obarzanek (1993); Troiano & Flegal (1998);
Barlow & Dietz (1998); Dietz & Robinson, (1998), o IMC foi validado internacionalmente
como medida de screening de obesidade que melhor reflete o excesso de gordura corporal. É
um método simples, seguro, barato, universalmente usado tanto em clínica como em pesquisa,
tanto em crianças como em adultos Outra vantagem do IMC apontada por Luciano, Bressan
& Zoppi, (1996), é a grande familiaridade do pessoal da área de saúde com estas medidas e a
facilidade do cálculo deste índice.
Para que a avaliação seja completa, ao se determinar que um indivíduo apresenta
excesso de peso é necessário saber se este excesso é constituído por excesso de gordura, por
aumento de massa muscular ou ambos. Na maioria absoluta das vezes, um excesso de peso,
sobretudo quando muito exagerado, é devido ao excesso de gordura, mas um indivíduo pode
apresentar um excesso de peso em relação ao padrão devido à hipertrofia da massa muscular.
Existe ainda alguma variação da relação peso para altura relacionada a uma ossatura mais

25
pesada, proporções corporais mais longilíneas ou mais brevilíneas seja pela diferença entre
troncos (ombros) mais largos ou mais estreitos seja pelas proporções entre os membros e o
tronco .
Esposito Del- Puente et al. (1994) em seu trabalho relata que IMC dos pré
adolescentes se correlacionou significativamente com outros indicadores de gordura corporal
como a prega cutânea ao nível do tríceps e da região subescapular, e com as medidas de
porcentagem de gordura pela impedânciometria e pela soma das pregas cutâneas.
Para Rolland-Cachera et al. (1982); Garrow & Webster (1985), entre as medidas
indiretas de adiposidade o IMC é o que se mostra mais válido tanto para crianças como para
adultos.
Himes & Dietz (1994), também defenderam o IMC como melhor parâmetro para
screening de obesidade em adolescentes. Em jovens, apesar da boa correlação encontrada nas
pesquisas entre o IMC e o grau de adiposidade, outros fatores como sexo, raça, idade e estágio
de maturação sexual, são importantes na avaliação do IMC no seu valor absoluto e como fator
prognóstico da adiposidade. O IMC aumenta drasticamente com a idade, desta forma, o IMC
não depende só da altura, e os seus valores devem ser especificados por idade.
Devido a esse aumento com a idade e suas diferenças por sexo, Klish(1998) explica
que o uso de IMC em crianças exige o uso de gráficos e tabelas de referência para sexo e
idade.
Rolland-Cachera et al. (1991), ressaltam que as diferenças do IMC entre os sexos são
pequenas na infância, à partir daí encontraram valores de índice de IMC discretamente mais
elevados nos meninos que nas meninas entre 0 e 12 anos. A curva torna-se mais elevada nas
meninas entre 12 e 17 anos e permanece maior no homem que na mulher a partir de 18 anos
com o máximo desta diferença ocorrendo aos 30 anos. A curva de IMC em homens e
mulheres são semelhantes, com aumento no primeiro ano de vida, declínio até a idade de 6
anos seguido de um segundo aumento que se estende até os 65 anos quando volta a cair
refletindo as alterações na quantidade total de massa gordurosa com aumento entre os 6 e 20
anos, e a diminuição após 65 anos em ambos os sexos.
Baseado em inúmeras pesquisas e estudos realizados por estudiosos do mundo inteiro,
acredita-se que o Índice de Massa Corporal, o IMC, constitui-se em um importante e fácil
instrumento de análise para o diagnostico de sobrepeso e obesidade, sendo de eficácia tanto
entre crianças quanto adultos, além de oferecer ao profissional de saúde facilidade na
utilização dos instrumentos e avaliação dos indivíduos envolvidos, sendo o parâmetro
utilizado para o diagnóstico da condição nutricional dos indivíduos envolvidos nesta pesquisa.

26
3 METODOLOGIA

Este projeto de pesquisa trata-se de um estudo descritivo transversal com abordagem


quali-quantitativa envolvendo 244 crianças com faixa etária entre oito (8) e doze (12) anos de
idade, sendo 109 do sexo feminino e 135 do sexo masculino, matriculados e freqüentando as
aulas em três escolas públicas municipais da zona urbana do município de Três de Maio, Rio
Grande do Sul, denominadas no decorrer desta pesquisa como: Escola1, Escola 2 e Escola 3,
desenvolvido no período de setembro a novembro de 2010. Foram excluídos do estudo alunos
ausentes no dia da avaliação física, e alunos cujos pais não autorizaram sua participação.
Três de Maio é uma cidade localizada na região noroeste do estado do Rio Grande do
Sul, de acordo com informações do Censo-2010 do IBGE, apresenta 23.893 mil habitantes,
tendo como principais atividades econômicas a agricultura, indústria têxtil e a atividade
agropecuária.
Quanto à escolha destas três escolas, justifico pela localização em diferentes regiões do
município, abrangendo quase a totalidade dos bairros, com diferentes realidades e situações
socioeconômicas.
Para a realização deste estudo, o primeiro passo após o término do projeto, foi o
protocolo com o pedido de autorização, bem como apresentação do mesmo para a entidade
mantenedora das escolas envolvidas, no caso, a secretaria municipal de educação, para a
permissão da realização da pesquisa junto aos alunos, seguido da apresentação do projeto as
direções e coordenação pedagógica de cada escola.
Posteriormente, os alunos passaram a ser avaliados, na própria escola, no turno em que
estudavam, onde foram pesados e medidos, sendo orientados a ficarem com o mínimo
possível de roupas e descalços, em balança devidamente aferida, com capacidade de 120 Kg e
precisão de 1 Kg. A altura foi aferida com fita métrica, em posição ereta afixada na parede
sem rodapés. Além das informações coletadas através da avaliação, foi anotado data de
nascimento e sexo de cada aluno.
Os fatores ambientais foram obtidos através de um questionário (ANEXO I)
constituído de perguntas relativas ao perfil sócio-econômico e demográfico da família dos
escolares, tempo em que os escolares costumam gastar assistindo TV, jogando videogame,
utilizando o computador e praticando atividade física. O peso e altura dos pais dos escolares
também constavam no questionário, sendo que estes valores foram relatados por eles, e para
classificá-los de acordo com o IMC foi utilizada a recomendação da OMS (1997). Os alunos
foram orientados a levar o questionário para casa e responder com o auxílio dos pais.

27
Quanto à apuração dos fatores desencadeadores da condição de sobrepeso, vale
ressaltar que houve limitação do método, visto que muitos questionários não retornaram.

4 ANÁLISE ESTATÍSTICA

A amostra do presente estudo foi composta por 244 crianças, 109 do sexo feminino e
135 do masculino, todas estudantes matriculadas e freqüentando as aulas em escola pública
municipal do município de Três de Maio- RS. Participaram deste estudo, crianças com idade
entre 08 e 12 anos de idade.

Tabela 1- Níveis de IMC do total da amostra estratificada por sexo.

NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL


IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
Masculino 7 5,00 99 73,00 10 7,00 20 15,00 135 100
Feminino 10 9,17 78 71,55 3 2,75 18 16,51 109 100
TOTAL 17 6,90 177 72,23 13 5,30 38 15,57 244 100

Ao analisar-se a Tabela 1, verificou-se que o maior percentual de crianças de ambos os


sexos, encontram-se dentro do nível Normal, seguido do nível de Obesidade. No nível de
Sobrepeso o maior percentual está entre o sexo masculino, o sexo feminino apresenta pequeno
percentual. Os demais, tanto do sexo masculino quanto do sexo feminino encontram-se no
nível Abaixo do Peso. No que se refere ao gênero, a amostra apresentou maior prevalência de
Obesidade entre as crianças do sexo feminino. Em estudo realizado por Leão et al. (2003),
encontrou prevalência de obesidade em 15,8% em amostra de 387 escolares, entre 5 e 10 anos
de idade, matriculados em de escolas públicas e particulares de Salvador – BA. Sendo que na
comparação entre os sexos as pesquisadoras observaram maior freqüência de obesos entre as

28
meninas das escolas particulares (61,1% do total), enquanto que nas escolas públicas a
freqüência é maior entre os meninos (58,7 % do total).
Em estudo de Silva, Balaban e Motta (2005), com metodologia bastante semelhante a
utilizada para esta pesquisa, envolvendo 511 crianças de Recife-PE, com idade escolar,
identificaram 21,1% de sobrepeso e obesidade.

Tabela 2 - Níveis de IMC do sexo masculino estratificado por idade.

NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL


IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
08 anos 0 0,00 6 86,00 1 14,00 0 0,00 7 5,18
09 anos 2 4,87 29 70,73 3 7,31 7 17,07 41 30,3
8
10 anos 0 0,00 29 74,35 2 5,12 8 20,51 39 28,8
9
11 anos 4 10,25 28 71,80 2 5,12 5 12,82 39 28,8
9
12 anos 1 11,11 6 66,66 2 22,22 0 0,00 9 6,66
TOTAL 7 5,19 98 72,60 10 7,40 20 14,81 135 100

Ao analisar-se a Tabela 2, verificou-se que o maior nível de Obesidade esta entre as


crianças do sexo masculino está na faixa etária de 10 anos de idade seguida do nível
Sobrepeso, na faixa etária dos 12 anos de idade. Os demais encontram-se no nível Normal e
Abaixo do Peso. Os resultados referentes aos 12 anos de idade estão de acordo com o que diz
Vitolo (2003) que tanto os meninos quanto as meninas nesta faixa etária podem apresentar
acúmulo de tecido adiposo tendo em vista o estirão de crescimento e deve-se investigar se há
fatores de risco para obesidade ou se apenas se trata de um fenômeno biológico.

Tabela 3 – Níveis de IMC do sexo feminino estratificado por idade.

29
NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL
IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
08 anos 1 12,50 3 37,50 1 12,50 3 37,50 8 7,34
09 anos 5 14,29 25 71,42 0 0,00 5 14,29 35 32,1
1
10 anos 1 3,22 23 74,20 2 6,45 5 16,13 31 28,4
5
11 anos 3 9,38 22 68,75 2 6,25 5 15,62 32 29,3
5
12 anos 0 0,00 3 100 0 0,00 0 0,00 3 2,75

Ao analisar-se a Tabela 3, verificou-se que o maior nível de Obesidade e Sobrepeso


entre as crianças do sexo feminino esta na faixa etária dos 08 anos de idade. Na faixa etária
dos 09 anos de idade, percebe-se o maior número de criança com nível Abaixo do Peso, os
demais encontram-se no nível Normal. Os resultados referentes ao número de crianças com
obesidade cada vez mais cedo estão de acordo com o que diz Guimarães et al. (2006) onde a
obesidade infantil já é um grave problema de saúde pública e apresenta crescimento
significativo, devendo ser investigada a fim de identificar os fatores, pois os riscos desta
criança se tornar um adulto obeso, aumenta quando tem início ainda na infância.

Tabela 4 - Níveis de IMC estratificado por escola.

NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL


IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
Escola 1 1 1,72 44 75,87 4 6,90 9 15,51 58 23,7
8
Escola 2 2 3,92 38 74,50 3 5,89 8 15,69 51 20,9
0
Escola 3 13 9,63 95 70,38 6 4,44 21 15,55 135 55,3
2
TOTAL 16 6,55 177 72,55 13 5,32 38 15,58 244 100

Ao analisar-se a Tabela 4, verificou-se que o nível Obesidade entre crianças de ambos


os sexos, praticamente é igual nas três escolas, sendo que a escola 2 apresenta números
levemente maiores de casos. No nível Sobrepeso, a Escola 1 apresenta percentuais maiores.
No que se refere ao nível Abaixo do Peso, a Escola 3 aparece com o maior número de
incidência. Os resultados obtidos nesta tabela demonstram que a Obesidade esta distribuída
por todos os bairro da cidade, considerando-se que cada escola abrange uma região diferente.

30
Tabela 5 - Níveis de IMC do sexo feminino estratificado por escola.

NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL


IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
Escola 1 0 0,00 21 77,78 2 7,40 4 14,82 27 24,7
7
Escola 2 2 7,40 20 74,08 1 3,70 4 14,82 27 24,7
7
Escola 3 8 14,55 37 67,27 0 0,00 10 18,18 55 50,4
6
TOTAL 10 9,18 78 71,55 3 2,75 18 16,52 109 100

Ao analisar-se a Tabela 5, verificou-se que o nível de Obesidade entre crianças do


sexo feminino é maior na Escola 3, sendo que o nível Abaixo do Peso também está na Escola
3. No que se refere ao nível Sobrepeso, a Escola 1 apresenta o maior número de crianças. A
Escola 3, por ter um número maior de alunos e ter uma área de abrangência maior, atinge
crianças de diferentes classes sociais, econômica e culturais, o que pode explicar a elevada
incidência tanto de crianças com Obesidade quanto de crianças Abaixo do Peso.

Tabela 6- Níveis de IMC do sexo masculino estratificado por escola.

NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL


IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
Escola 1 1 3,22 23 74,20 2 6,45 5 16,13 31 22,9
7
Escola 2 0 0,00 18 75,00 2 8,33 4 16,67 24 17,7
7
Escola 3 5 6,25 58 72,50 6 7,50 11 13,75 80 59,2
6
TOTAL 6 4,43 99 73,32 10 7,45 20 14,80 135 100

Ao analisar-se a Tabela 6, verificou-se que o nível de Obesidade entre as crianças do


sexo masculino é maior na Escola 2, no entanto, as diferenças percentuais entre as três escolas
são discretas, o nível Sobrepeso também é maior na Escola 2. No nível Abaixo do Peso, a
Escola 3 aparece com o maior percentual também entre os meninos.

31
Tabela 7- Níveis de IMC do sexo feminino na Escola 1 estratificado por idade.

NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL


IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
08 anos 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
09 anos 0 0,00 4 80,00 0 0,00 1 20,00 5 18,5
1
10 anos 0 0,00 8 66,68 2 16,66 2 16,66 12 44,4
5
11 anos 0 0,00 8 88,89 0 0,00 1 11,11 9 33,3
4
12 anos 0 0,00 1 100 0 0,00 0 0,00 1 3,70

Ao analisar-se a Tabela 7, verificou-se que o nível Obesidade entre crianças do sexo


feminino, na Escola 1, é maior na faixa etária dos 09 anos de idade seguida pelo nível
Sobrepeso aos 10 anos. Os demais encontram-se dentro do nível Normal.

Tabela 8 - Níveis de IMC do sexo masculino na Escola 1 estratificado por idade.

NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL


IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
08 anos 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
09 anos 1 9,09 8 72,72 0 0,00 2 18,18 11 35,4
8
10 anos 0 0,00 8 72,72 1 9,09 2 18,18 11 35,4
8
11 anos 0 0,00 6 85,71 0 0,00 1 14,28 7 22,5
9
12 anos 0 0,00 1 50 1 50 0 0,00 2 6,45

Ao analisar-se a Tabela 8, verificou-se que o nível Obesidade entre crianças do sexo


masculino, na Escola 1, é igual para as faixas etária dos 09 e 10 anos de idade, seguido pelo
nível Sobrepeso, na faixa dos 10 anos de idade.

Tabela 9 - Níveis de IMC do sexo feminino na Escola 2 estratificado por idade.

32
NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL
IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
08 anos 0 0,00 1 25,00 1 25,00 2 50,00 4 14,8
2
09 anos 2 15,38 10 76,92 0 0,00 1 7,70 13 48,1
5
10 anos 0 0,00 6 85,71 0 0,00 1 14,29 7 25,9
3
11 anos 0 0,00 2 100,0 0 0,00 0 0,00 2 7,40
0
12 anos 0 0,00 1 100,0 0 0,00 0 0,00 1 3,70
0

Ao analisar-se a Tabela 9, verificou-se que o nível Obesidade entre crianças do sexo


feminino, na Escola 2, é maior na faixa etária dos 08 anos de idade seguida pela faixa etária
dos 10 anos de idade, no nível Sobrepeso aos 08 anos de idade o percentual é maior. Aos 09
anos de idade, constata-se a maior incidência de crianças do sexo feminino, nesta escola, no
nível Abaixo do Peso. Os demais encontram-se dentro do Nível Normal.

Tabela 10 - Níveis de IMC do sexo masculino na Escola 2 estratificado por idade.

NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL


IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
08 anos 0 0,00 3 100 0 0,00 0 0,00 3 12,5
0
09 anos 0 0,00 3 50,00 1 16,66 2 33,34 6 25,0
0
10 anos 0 0,00 6 75,00 1 12,50 1 12,50 8 33,3
4
11 anos 0 0,00 6 85,72 0 0,00 1 14,28 7 29,1
6
12 anos 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00

Ao analisar-se a Tabela 10, verificou-se que o nível Obesidade entre crianças do sexo
masculino, na Escola 2, é maior na faixa etária dos 09 anos de idade, seguido pelo nível
Sobrepeso, também na faixa dos 9 anos de idade. Nesta escola, nenhuma criança do sexo
masculino apresentou nível Abaixo do Peso.

Tabela 11 - Níveis de IMC do sexo feminino na Escola 3 estratificado por idade.

33
NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL
IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
08 anos 1 25,00 2 50,00 0 0,00 1 25,00 4 7,27
09 anos 3 17,65 11 64,70 0 0,00 3 17,65 17 30,9
1
10 anos 1 8,33 9 75,00 0 0,00 2 16,65 12 21,8
2
11 anos 3 14,28 14 66,68 0 0,00 4 19,04 21 38,1
9
12 anos 0 0,00 1 100 0 0,00 0 0,00 1 1,81

Ao analisar-se a Tabela 11, verificou-se que o nível Obesidade entre crianças do sexo
feminino, na Escola 3, é maior na faixa etária dos 08 anos de idade seguida pela faixa etária
dos 11anos de idade. Aos 08 anos de idade, constata-se também o maior percentual de
crianças do sexo feminino, nesta escola, no nível Abaixo do Peso. Os demais encontram-se
dentro do Nível Normal.

Tabela 12 - Níveis de IMC do sexo masculino na Escola 3 estratificado por idade.

NÍVEIS DE ABAIXO NORMAL SOBREPESO OBESIDADE TOTAL


IMC DO PESO
Freqüência f f% f f% f f% f f% f f%
08 anos 0 0,00 3 75,00 1 25,00 0 0,00 4 5,00
09 anos 1 4,16 18 75,00 2 8,34 3 12,50 24 30,0
0
10 anos 0 0,00 15 75,00 0 0,00 5 25,00 20 25,0
0
11 anos 3 12,00 17 68,00 2 8,00 3 12,00 25 31,2
5
12 anos 1 14,28 5 71,44 1 14,28 0 0,00 7 8,75

Ao analisar-se a Tabela 12, verificou-se que o nível Obesidade entre crianças do sexo
masculino, na Escola 3, é maior na faixa etária dos 10 anos de idade, seguido pelo nível
Sobrepeso, na faixa dos 8 anos de idade. Nesta escola, verificou-se maior percentual no nível
Abaixo do Peso, aos 12 anos de idade.

Tabela 13- Sobrepeso e Obesidade entre crianças do sexo feminino estratificado por
escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL

Freqüência f f% f f% f f% f f%
34
Sobrepeso 2 66,67 1 33,33 0 0,00 3 2,75
Obesidade 4 22,22 4 22,22 10 55,56 18 16,51
Ao analisar-se a Tabela 13, verificou-se que do total de crianças do sexo feminino que
apresentam Sobrepeso o maior percentual está na Escola 1, já o nível Obesidade, é bem maior
entre as crianças do sexo feminino da Escolas 3. Do total da amostra do sexo feminino,
verificou-se um grande percentual de meninas obesas.

Tabela 14 - Sobrepeso e Obesidade entre crianças do sexo masculino estratificado por


escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL

Freqüência f f% f f% f f% f f%
Sobrepeso 2 20,00 2 20,00 6 60,00 10 7,40
Obesidade 5 25,00 4 20,00 11 55,00 20 14,81

Ao analisar-se a Tabela 14, verificou-se que do total da amostra de crianças do sexo


masculino, existe um grande percentual de Obesidade entre as crianças da Escola 3, no nível
Sobrepeso, isto também pode ser observado, pois é a escola com maiores percentuais. No que
se refere ao gênero, analisando-se também a Tabela 13, verificou-se que entre as crianças do
sexo feminino os percentuais para o nível Obesidade são maiores, já no nível Sobrepeso, o
percentual maior fica entre os meninos.

Tabela 15 - Forma de deslocamento para escola, das crianças do sexo feminino que
apresentam Sobrepeso/Obesidade.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL

Freqüência f f% f f% f f% f f%
Carro 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Ônibus 0 0,00 2 50,00 2 50,00 4 40,00
Bicicleta 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Caminhando 3 50,00 2 33,34 1 16,66 6 60,00
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Analisando-se a Tabela 15, verificou-se que, a maioria das crianças do sexo feminino
que apresenta Sobrepeso ou Obesidade e retornou o questionário devidamente preenchido, se
desloca para a escola caminhando ou de ônibus, sendo assim, entre as crianças do sexo
feminino o fator deslocamento para a escola, neste estudo, pode não representar o principal
fator desencadeador da condição de Sobrepeso ou Obesidade.

35
Tabela 16 - Forma de deslocamento para escola, das crianças do sexo masculino que
apresentam Sobrepeso/Obesidade.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL

Freqüência f f% f f% f f% f f%
Carro 1 50,00 0 0,00 1 50,00 2 25,00
Ônibus 0 0,00 0 0,00 2 100,00 2 25,00
Bicicleta 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Caminhando 3 75,00 1 25,00 0 0,00 4 50,00

Analisando-se a Tabela 16, verificou-se que, a maioria das crianças do sexo masculino
que apresenta Sobrepeso ou Obesidade e retornou o questionário preenchido, se deslocam para
a escola caminhando, no entanto, um grande percentual fazem este deslocamento através de
transporte coletivo gratuito, no caso, o Ônibus, sendo o maior percentual registrado na Escola
3. Do total de crianças do sexo masculino que vai para a escola caminhando, o maior
percentual está na Escola 1. Os demais utilizam o Carro como forma de deslocamento. Em
estudo realizado por Bender (2006), constatou-se que 63,4% das crianças com Sobrepeso ou
Obesidade vão para a escola de Carro e somente 36,6% se deslocam caminhando até a escola.
Moraes et al. (2006), em estudo realizado com crianças no México, relataram que 54,3% e
64,8% dos escolares com Sobrepeso e Obesidade, respectivamente, não costumavam ir à
escola caminhando. Assis et al. (2006), comparando o tipo de transporte entre crianças
francesas e brasileiras, de Florianópolis-SC, mostraram que grande parte das crianças na
França vai para escola caminhando ou de bicicleta, pois as escolas são localizadas perto da
residência dos escolares, já em Florianópolis a distância entre a moradia e escola é maior.

Tabela 17 – Participação das crianças com Sobrepeso e Obesidade, do sexo feminino nas
aulas de Educação Física estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL

Freqüência f f% f f% f f% f f%
Sim 2 66,67 4 100,00 3 100,00 9 90,00
Não 1 33,33 0 0,00 0 0,00 1 10,00

Analisando-se a Tabela 17, verificou-se que as crianças do sexo feminino participam


das aulas de Educação Física, sendo que apenas a Escola 1 apresentou percentual de criança
que não participa. O resultado obtido demonstra que assim como vários estudos apontam,

36
ainda existem meninas, embora em percentuais cada vez menores, que não participam das
aulas de Educação Física.

Tabela 18 – Participação das crianças com Sobrepeso e Obesidade do sexo masculino nas
aulas de Educação Física estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL

Freqüência f f% f f% f f% f f%
Sim 4 100,00 1 100,00 3 100,00 8 100,00
Não 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00

Analisando-se a Tabela 18, verificou-se que todas as crianças do sexo masculino


participam das aulas de educação Física na escola, vindo ao encontro do que é observado nas
escolas, onde a participação masculina é unânime. Bender (2006), mostra em seu estudo que,
28,2% das crianças com excesso de peso pratica 2 ou 3 horas de atividade física por semana.

Tabela 19 – Prática de atividade física realizadas pelas crianças com Sobrepeso ou


Obesidade, do sexo feminino fora da escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL

Freqüência f f% f f% f f% f f%
Não 2 66,67 0 0,00 1 33,33 3 30,00
1h/ semanal 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
2h/semanal 0 0,00 1 25,00 0 0,00 1 10,00
3h/semanal 1 33,33 3 75,00 2 66,67 6 60,00
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Ao analisar-se a Tabela 19, verificou-se que, entre crianças do sexo feminino, a pratica
de atividade física esta mais restrita ao ambiente escolar. Na Escola 1, observa-se que a
maioria das meninas não praticam atividade física. Taylor et al. (2003) afirma que crianças
obesas tendem a ser menos ativas, reduzindo cada vez mais o gasto energético diário,
associado a mais tempo despendido em frente a televisão, vídeo game ou computador.
Os resultados obtidos neste estudo assemelham-se com os resultados obtidos por
Bender (2006), que pesquisou escolares de escola particular e uma pública na cidade de Santa
Maria, RS, e uma particular no município de Dom Pedrito-RS, com metodologia semelhante a
deste estudo, e verificou-se que 51% dos escolares com excesso de peso não se exercitavam
fora do horário escolar.

37
Tabela 20 – Prática de atividade física realizadas pelas crianças com Sobrepeso ou
Obesidade, do sexo masculino fora da escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL

Freqüência f f% f f% f f% f f%
Não 0 0,00 0 0,00 1 33,33 1 12,50
1 h/semana 2 50,00 1 100 1 33,34 4 50,00
2h/semana 1 25,00 0 0,00 0 0,00 1 12,50
3h/semana 1 25,00 0 0,00 1 33,33 2 25,00
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,5 8 100

Ao analisar-se a Tabela 20, verificou-se que o maior percentual de crianças do sexo


masculino no que se refere a pratica de atividade física fora do ambiente escolar é de
1h/semanal, tal resultado pode estar associado ao fato de que a criança quando obesa ou com
sobrepeso, prefere atividades que não exijam muito dispêndio de energia, limitando a sua
pratica as atividades da escola por ser cobrado pelo professor e nas horas de lazer dão
preferência a aparelhos elétricos e eletrônicos como televisão, computador, vídeo game.

Tabela 21 – Uso diário de microcomputador por crianças com Sobrepeso ou Obesidade,


do sexo feminino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL

Freqüência f f% f f% f f% f f%
Não Usa 2 66,67 0 0,00 0 0,00 2 20,00
1 h/semana 0 0,00 3 75,00 3 100 6 60,00
2h/semana 0 0,00 1 25,00 0 0,00 1 10,00
3h ou mais 1 33,33 0 0,00 0 0,00 1 10,00
/semana
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Os aparelhos eletrônicos (televisão, computador e videogame) representam, segundo


estudos de Oliveira et al. (2003) e Kain, Vio e Albala (2003), um fator de risco para o
desenvolvimento de sobrepeso e obesidade em crianças. Ao analisar-se a Tabela 21, verificou-
se que a maioria das crianças do sexo feminino, que apresentam sobrepeso/obesidade, gastam
em torno de uma hora diária em frente ao computador. Ao analisar a Tabela 22, verificou-se
que entre as crianças do sexo masculino das três escolas, o maior percentual relacionado ao

38
maior tempo em frente ao computador está na Escola 3, os demais gastam em torno de uma
hora diária com o computador.
O computador, assim como a televisão, leva à inatividade física favorecendo o
surgimento do sobrepeso e da obesidade.

Tabela 22 – Uso diário de microcomputador por crianças com Sobrepeso ou Obesidade,


do sexo masculino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f f% f f% f f%
Não Usa 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
1 h/semana 3 75,00 1 100 0 0,00 4 50,00
2h/semana 0 0,00 0 0,00 1 33,33 1 12,50
3h ou mais /semana 1 25,00 0 0,00 2 66,67 3 37,50
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,50 8 100

Tabela 23 – Uso diário de videogame por crianças do sexo feminino estratificado por
escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f f% f f% f f%
Não Usa 3 100 3 75,00 2 66,67 8 80,00
1 h/semana 0 0,00 0 0,00 1 33,33 1 10,00
2h/semana 0 0,00 1 25,00 0 0,00 1 10,00
3h ou mais /semana 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Tabela 24 – Uso diário de videogame por crianças do sexo masculino estratificado por
escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
Não Usa 3 75,00 1 100 1 33,33 5 62,50
1 h/semana 1 25,00 0 0,00 2 66,67 3 37,50
2h/semana 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
3h ou mais /semana 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,50 8 100

Ao analisar-se as Tabelas 23 e 24, verificou-se que o uso do videogame é mais


limitado que os demais aparelhos elétricos e eletrônicos, no entanto entre as crianças do sexo
masculino, seu uso é maior, mas o tempo não ultrapassa a uma hora diária. O videogame é um

39
aparelho utilizado na maioria das vezes apenas por criança, diferente do computador e da
televisão, este fato faz com que a freqüência deste aparelho nas residências seja menor.

Tabela 25 - Uso diário de televisão por crianças com Sobrepeso ou Obesidade, do sexo
feminino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f f% f f% f f%
Não Usa 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
1 h/semana 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
2h/semana 1 33,33 0 0,00 0 0,00 1 10,00
3h ou mais /semana 2 66,67 4 100 3 100 9 90,00
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Tabela 26 - Uso diário de televisão por crianças com Sobrepeso ou Obesidade, do sexo
masculino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
Não Usa 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
1 h/semana 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
2h/semana 3 75,00 1 100 0 0,00 4 50,00
3h ou mais /semana 1 25,00 0 0,00 3 100 4 50,00
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,50 8 100

Ao analisar-se as Tabelas 25 e 26, referente ao tempo dispensado a televisão,


verificou-se que, tanto entre as crianças do sexo feminino quanto entre as crianças do sexo
masculino que apresentam Sobrepeso e Obesidade, o tempo dispensado à televisão é superior
a três horas diárias. A Escola 3 apresenta o maior percentual de crianças de ambos os sexos
que passam mais de três horas diárias em frente a TV. Dentre os três aparelhos eletrônicos
(TV, computador e videogame) a TV possui custo inferior ao computador, por isso fica mais
fácil de adquirir, e outro fator que contribui para esta presença constante da TV na rotina dos
escolares é o fato deste aparelho ser utilizado por toda a família, diferente do videogame, que
na maioria das vezes é utilizado apenas pelas crianças. A televisão é considerada
indispensável para a maioria das pessoas, e está presente desde a residência mais humilde até
as mais luxuosa. Estudos realizados por Assis et al. (2006) que abordam a influência dos
fatores ambientais no desenvolvimento da obesidade infantil mostram que o hábito de assistir
TV por muitas horas está associado com o aumento dos níveis de obesidade. Ainda com

40
relação a televisão, o estudo de Almeida, Nascimento e Quaioti (2002), mostrou que os
alimentos veiculados na tela possuem alto teor de gordura e/ou açúcar e sal, podendo estar
contribuindo para mudanças nos hábitos alimentares das crianças e conseqüentemente
aumentando o problema da obesidade na população. Estudos realizado por Strauss e Knight
(1999), relataram a importância fundamental da família no comportamento das crianças e a
importância de programas de conscientização que envolvam os pais, visando o estimulo
materno e paterno na aquisição de hábitos saudáveis a fim de diminuir os índices de
obesidade. Para Dietz e Robinson (2005), mudanças no comportamento das crianças, como
limite de tempo para assistir TV e não realizar as refeições na frente da mesma, produzem
perdas de 5 a 20% do excesso de peso, num período de 3 a 6 meses.

Tabela 27 – Relação do número de irmãos em crianças do sexo feminino com o


Sobrepeso/Obesidade estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f f% f f% f f%
Não Tem 0 0,00 1 25,00 1 33,33 2 20,00
1 irmão 1 33,33 2 50,00 2 66,67 5 50,00
2 irmãos 2 66,67 1 25,00 0 0,00 3 30,00
3 irmãos 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Mais de 3 irmãos 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Tabela 28 – Relação do número de irmãos em crianças do sexo masculino com o


Sobrepeso/Obesidade estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
Não Tem 1 25,00 0 0,00 2 66,67 3 37,50
1 irmão 3 75,00 1 100 1 33,33 5 62,50
2 irmãos 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
3 irmãos 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Mais de 3 irmãos 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,50 8 100

Ao analisar-se as Tabelas 27 e 28, verificou-se que entre crianças do sexo feminino,


com Sobrepeso ou Obesidade, o maior percentual esta em crianças que possuem um o no

41
máximo dois irmão. Entre o sexo masculino, destacamos que o maior percentual de crianças
não possuem nenhum irmão. Guimarães et al. (2006), em estudos realizado, encontraram
maior prevalência de sobrepeso em escolares que possuíam apenas 1 irmão, o que foi
analisado também por Oliveira et al. (2003). O baixo número de irmãos representa um fator de
risco para o desenvolvimento da obesidade, pois quanto maior o número de crianças na
família mais freqüentes serão as brincadeiras, segundo estes autores.

Tabela 29 – Relação da renda familiar mensal com a incidência de Sobrepeso ou


Obesidade entre crianças do sexo feminino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
Até 3 salários mínimo 3 100 4 100 2 75,00 9 90,00
3 a 6 salários mínimo 0 0,00 0 0,00 1 25,00 1 10,00
Mais de 6 salários 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
mínimo
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Tabela 30 – Relação da renda familiar mensal com a incidência de Sobrepeso ou


Obesidade entre crianças do sexo masculino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f f% f f% f f%
Até 3 salários mínimo 3 75,00 1 100 1 33,33 5 62,50
3 a 6 salários mínimo 1 25,00 0 0,00 2 66,67 3 37,50
Mais de 6 salários 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
mínimo
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,50 8 100

Ao analisar-se as Tabelas 29 e 30, verificou-se que entre as crianças de ambos os


sexos, a maior incidência de Sobrepeso ou Obesidade apresentam renda familiar mensal de até

42
três salários mínimo, seguido pela renda de três a seis salários mínimo. Constatamos também,
que as famílias das crianças da Escola 3, apresentam renda familiar mensal maior que as
demais. Os estudos de Leão et al. (2003), Ronque et al. (2005) e Silva, Balaban e Motta
(2005), encontraram associação entre obesidade e alto nível sócio econômico nos países em
desenvolvimento. O mesmo fato foi observado no estudo de Oliveira et al. (2003), e Engstrom
e Anjos (1996). No estudo de Guimarães et al. (2006), realizado com crianças de 6 a 11 anos
de Cuiabá, MT, o sobrepeso foi maior em escolares com renda familiar per capita maior que 3
salários mínimos. Em estudos realizado por Bender (2006), em Santa Maria-RS e Dom
Pedrito- RS, constatou que a maioria das crianças com sobrepeso ou obesidade apresentavam
renda familiar mensal de 3 a 6 salários mínimo.

Tabela 31 – Influência IMC materno sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das


crianças do sexo feminino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
Abaixo do Peso 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Normal 2 66,67 1 25,00 2 66,67 5 50,00
Sobrepeso 0 0,00 2 50,00 1 33,33 3 30,00
Obesidade 1 33,33 1 25,00 0 0,00 2 20,00
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Tabela 32 – Influência IMC materno sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das


crianças do sexo masculino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
Abaixo do Peso 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Normal 1 25,00 1 100 2 66,67 4 50,00
Sobrepeso 3 75,00 0 0,00 1 33,33 4 50,00
Obesidade 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,50 8 100

Ao analisar as Tabelas 31 e 32, verificou-se que entre as crianças do sexo feminino


que apresentam Sobrepeso ou Obesidade, a maioria das mães apresentam IMC Normal,
seguido pelo nível Sobrepeso. Quanto as crianças do sexo masculino, verificou-se que o nível

43
Normal e Sobrepeso apresentam o mesmo percentual no resultado final. Ao analisarmos por
escola, a Escola 1 apresenta maior incidência de mães acima do peso. Na literatura existem
estudos que apontam o alto IMC da mãe como fator de risco para a criança desenvolver
obesidade. Engstrom e Anjos (1996), evidenciaram que o risco de uma criança ter sobrepeso
foi de 3,19 vezes maior se a mãe também apresentasse essa condição. Segundo estudos de
Guimarães et al. (2006) o índice de sobrepeso em crianças foi maior naquelas cujos pais
apresentaram IMC≥ 30. Para Bender (2006), a relação entre o estado nutricional da mãe e
das crianças demonstraram que 41% das mães das crianças sobrepeso/obesas também
apresentam sobrepeso/obesidade.

Tabela 33 – Influência do IMC paterno sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das


crianças do sexo feminino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f f% f f% f f%
Abaixo do Peso 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Normal 1 33,33 0 0,00 1 33,33 2 20,00
Sobrepeso 0 0,00 3 75,00 1 33,33 4 40,00
Obesidade 2 66,67 1 25,00 1 33,34 4 40,00
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Tabela 34 – Influência do IMC paterno sobre a condição de Sobrepeso ou Obesidade das


crianças do sexo masculino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
Abaixo do Peso 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
Normal 2 50,00 1 100 1 33,33 4 50,00
Sobrepeso 2 50,00 0 0,00 1 33,34 3 37,50
Obesidade 0 0,00 0 0,00 1 33,33 1 12,50
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,50 8 100

Ao analisar-se as Tabelas 33 e 34, verificou-se significante influência do estado


nutricional paterno sobre o estado nutricional das crianças do sexo feminino, onde o maior
percentual de pais encontram – se no nível de Sobrepeso ou Obesidade, os demais encontram-

44
se no nível Normal. Quanto aos pais das crianças do sexo masculino, verificou-se que a
maioria encontra-se no nível normal, mas a soma dos pais com Sobrepeso e Obesidade se
iguala aos pais com nível Normal. Os resultados obtidos estão de acordo com o que dizem
Viuniski (1999), Vitolo (2003) e Fisberg (2005) onde a chance da criança se tornar obesa na
vida adulta é de 80% quando pai e mãe são obesos.

Tabela 35 – Relação da escolaridade materna sobre a condição de Sobrepeso ou


Obesidade das crianças do sexo feminino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f f% f f% f f%
1º Grau 2 66,67 3 75,00 0 0,00 5 50,00
2º Grau 1 33,33 0 0,00 2 66,67 3 30,00
Superior 0 0,00 1 25,00 1 33,33 2 20,00
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Tabela 36 – Relação da escolaridade materna sobre a condição de Sobrepeso ou


Obesidade das crianças do sexo masculino estratificado por escola.

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
1º Grau 2 50,00 0 0,00 0 0,00 2 25,00
2º Grau 1 25,00 0 0,00 2 66,67 3 37,50
Superior 1 25,00 1 100 1 33,33 3 37,50
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,50 8 100

Ao analisar-se a Tabela 35, verificou-se que a maioria das mães das crianças do sexo
feminino, possuem somente o 1º grau. A Escola 3 apresenta o maior percentual de mães com
nível Superior. Na Tabela 36, verificou-se que a maioria das mães das crianças do sexo
masculino, possuem o 2º grau e Superior. Em estudos realizado por Bender (2006), a maioria
das mães de crianças sobrepeso/obesas (62%) possui maior nível de escolaridade. O estudo de
Guimarães et al. (2006), com crianças entre 6 e 11 anos, encontrou associação entre sobrepeso
e alto nível de escolaridade da mãe, assim como Ribeiro, Taddei e Colugnatti (2003). Em
estudo de Engstrom; Anjos (1996), realizado com crianças menores de 10 anos nas 5 regiões
do Brasil (Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste), os resultados mostraram que a
prevalência de sobrepeso, segundo a escolaridade materna, foi menor nas mães com nenhuma
ou pouca escolaridade, crescendo conforme o aumento da escolaridade. O estudo de Neves et
al. (2006), encontrou associação estatisticamente significante entre obesidade da criança e
escolaridade materna menor que 4 anos.
45
Tabela 37 – Relação da escolaridade paterna sobre a condição de Sobrepeso ou
Obesidade das crianças do sexo feminino estratificado por escola:

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
1º Grau 2 66,67 2 50,00 1 33,33 5 50,00
2º Grau 1 33,33 2 50,00 2 66,67 5 50,00
Superior 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00
TOTAL 3 30,00 4 40,00 3 30,00 10 100

Tabela 38 – Relação da escolaridade paterna sobre a condição de Sobrepeso ou


Obesidade das crianças do sexo masculino estratificado por escola:

ESCOLAS Escola 1 Escola 2 Escola 3 TOTAL


Freqüência f f% f F% f f% f f%
1º Grau 3 75,00 0 0,00 1 33,33 4 50,00
2º Grau 1 25,00 0 0,00 2 66,67 3 37,50
Superior 0 0,00 1 100 0 0,00 1 12,50
TOTAL 4 50,00 1 12,50 3 37,50 8 100

Ao analisar-se as Tabelas 37 e 38, verificou-se que a maioria dos pais das crianças de
ambos os sexos, possuem o 1º Grau. Os resultados obtidos neste estudo não condizem com
estudos de autores que constataram significante prevalência de obesidade entre crianças cujo
os genitores apresentavam maior escolaridade. No estudo realizado por Oliveira et al. (2003),
com crianças de 5 a 9 anos estudantes de ensino público e privado, o alto nível de escolaridade
dos pais foi considerado fator de risco para o surgimento de sobrepeso e obesidade.

46
5 CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

A partir dos resultados deste estudo, conclui-se para a amostra que:


• A prevalência de Sobrepeso foi maior entre as crianças do sexo masculino;
• A Obesidade atinge percentuais elevados de crianças e assim como apresentado em
inúmeros estudos, o maior percentual esta entre as crianças do sexo feminino;
• A faixa etária mais atingida pela Obesidade entre as crianças do sexo masculino foi os
10 anos de idade, enquanto que entre as crianças do sexo feminino o maior percentual
ocorreu aos 08 anos de idade;
• No que se refere à distribuição da Obesidade nas escolas do município, constatou-se
uma distribuição quase uniforme, no entanto verificou-se que a maior incidência da
Obesidade está na escola localizada entre os bairros mais pobres da cidade;
• Quanto à forma de deslocamento da amostra para a escola, constatou-se que as
facilidades dos transportes coletivos gratuitos contribuem para o sedentarismo e
consequentemente para o desenvolvimento do sobrepeso e da obesidade;
• A maioria das crianças que constituíram a amostra e apresentaram Sobrepeso e
Obesidade, praticam atividade física na escola, no entanto sua prática fora da escola
tende a diminuir a uma ou no máximo duas horas semanais, dando lugar a atividades
como assistir televisão, videogame e computador;
• Quanto a aparelhos eletrônicos, a televisão foi o aparelho mais prevalente entre as
famílias das crianças pesquisadas, demonstrando que a maioria das crianças com
Sobrepeso ou Obesidade passam mais de três horas diárias em frente da TV;
• A maioria das crianças com Sobrepeso ou Obesidade avaliadas, não possuem, ou
possuem no máximo um irmão;
• O nível sócio- econômico das crianças avaliadas, demonstram que mesmo entre a
população mais carente o Sobrepeso e o Obesidade é bastante freqüente. Este fato
pode estar relacionado com uma alimentação rica em calorias e de baixo custo, no
lugar de frutas, verduras e alimentos integrais que costumam ser mais caros;
• Entre as escolas estudadas, os alunos de menor classificação socioeconômica
apresentam uma forte associação com as classificações de IMC que aponta para
valores elevados de obesidade, mas também é entre elas que se encontra o maior
percentual de alunos com baixo-peso;

47
• Um grande percentual dos pais das crianças com Sobrepeso ou Obesidade também
estão acima do peso, o que constitui-se como fator relevante para o excesso de peso
entre as crianças;
• O maior percentual de pais das crianças com Sobrepeso ou Obesidade possuem apenas
o 1º grau, demonstrando a necessidade de esclarecimentos e conscientização da
importância de uma vida mais saudável.

Desta forma concluímos que, assim como em inúmeros estudos realizados em diferentes
localidades, cidades ou estado, a obesidade vem tomando um espaço muito grande entre as
crianças tornando-se um epidemia que deve ser preferencialmente prevenida através da
elaboração de planos e projetos que visem estimular a criança e suas famílias a adquirirem
hábitos de vida mais ativo e saudável.
Dentre os fatores responsáveis pela condição de Sobrepeso e Obesidade, podemos
constatar que a soma de um estilo de vida sedentário, aliado a alimentação inadequada e a
falta de informação e conscientização das famílias das crianças, constituem-se nos principais
desencadeadores desta condição. Além disso, se combinarmos os fatores, histórico familiar,
faixa etária e nível socioeconômico, a tendência à obesidade prevalecerá fortemente entre os
estudantes de classe social mais baixa com parentes obesos. A faixa etária mais vulnerável a
Obesidade e Sobrepeso no presente estudo foi dos 08 aos 10 anos de idade.
Porém é possível observar ainda que dentre todos os fatores estudados, a prática da
atividade física aliada à programas e projetos que levem informação e conscientização às
famílias dos escolares, pode representar, um forte fator preventivo contra obesidade infantil,
fazendo com que sua pratica esteja além das aulas de Educação Física Escolar, devendo a
família ser o estimulador e aliado da escola no combate do mal do século.
Dessa forma podemos sugerir que a Educação Física Escolar, por sua elevada
representação no que se refere à saúde, constitui-se em uma importante ferramenta, na
prevenção e controle da obesidade infantil, principalmente entre as crianças de categorias
socioeconômicas mais baixas e ainda mais eficientes se este trabalho for realizado em parceria
com a família dos escolares, através da elaboração de políticas públicas e planos de trabalho
que visem a promoção da saúde e a qualidade de vida dos escolares e seus familiares.

48
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TAYLOR, W., Sallis, J., Dowda M., Freedson, P. Eason, K. Pate, R. (2002). Activity Patterns
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& Autores Editores, 2003.

VIUNISKI, Nataniel. Obesidade infantil: guia prático. Rio de Janeiro: EPUB, 1999.

51
ANEXO I– Questionário

Responda com seu pai e sua mãe:

Idade:......................Série:.....................................Sexo: ( ) Feminino ( ) Masculino


Data de nascimento:___/___/___
Como você vai para a escola? ( ) Carro ( ) Ônibus ( ) Bicicleta ( ) Caminhando
Realiza aula de atividade física na escola? ( ) Sim ( ) Não
Quantas horas por semana? ( ) 1h ( ) 2h ( ) mais de 3h
Pratica alguma atividade física fora da escola? ( ) Sim ( ) Não Qual?______________
Quantas horas por semana? ( ) 1h ( ) 2h ( ) de 3 a 5h ( ) mais que 5h
Na hora do lanche:
Come frutas? ( ) SIM ( )NÃO
Tem acesso a:
( ) Computador? Quantas horas por dia utiliza? ( ) 1h ( ) 2h ( ) 3h ( ) mais de 3 horas
( ) Videogame? Quantas horas por dia utiliza? ( ) 1h ( ) 2h ( ) 3h ( ) mais de 3 horas
( )Televisão? Quantas horas por dia utiliza? ( ) 1h ( ) 2h ( ) 3h ( ) mais de 3 horas
Possui irmãos? ( ) Sim ( ) Não Quantos?_______
Renda familiar: ( ) até 3 salários mínimos ( ) de 3 a 6 salários mínimos
( ) de 6 a 9 salários mínimos ( ) mais de 9 salários mínimos
Peso do pai:_______ Peso da mãe:_______
Altura do pai:_______ Altura da mãe:_______
Escolaridade do pai: Escolaridade da mãe:
( ) 1º grau incompleto ( ) 1º grau incompleto
( ) 1º grau completo ( ) 1º grau completo
( ) 2º grau incompleto ( ) 2º grau incompleto
( ) 2º grau completo ( ) 2º grau completo
( ) ensino superior incompleto ( ) ensino superior incompleto
( ) ensino superior completo ( ) ensino superior completo

52
Anexo II – Autorização

Eu, (nome do pai ou responsável),.............................................................................,


autorizo meu filho(a)............................................................................................................, a
participar da coleta de dados e pesquisa da acadêmica do curso de Educação Física da
UNIJUI, campus Santa Rosa – RS, Juçara Hernandes, para fins de Trabalho de Conclusão
de Curso.
Justifica-se a realização deste estudo, o aumento acelerado dos índices de obesidade
entre as crianças no mundo inteiro, sendo necessário identificar os fatores responsáveis por
tais índices, para que atitudes preventivas possam ser tomadas.
Ciente dos objetivos do estudo, assino a presente autorização.

Assinatura do Pai ou Responsável:_______________________________________________


Assinatura da Acadêmica/Pesquisadora:___________________________________________

53