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1 Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências da Saúde Departamento de Análises Clínicas ANDROPAUSA

Universidade Federal de Santa Catarina Centro de Ciências da Saúde Departamento de Análises Clínicas

de Ciências da Saúde Departamento de Análises Clínicas ANDROPAUSA Jackson Willian dos Santos Luciane Anita Savi

ANDROPAUSA

Jackson Willian dos Santos

Luciane Anita Savi

Marcelo Lehmkuhl Miranda

Rodrigo Ferreira Paludo

Trabalho apresentado para conclusão da Disciplina de Estágio Supervisionado em Análises Clinicas.

Orientador (a):

Prof. Patrícia Haas

Florianópolis

2002

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AGRADECIMENTOS

A DEUS, pela bênção da existência e por me guiar no caminho da ciência.

A nossas famílias que sempre estiveram ao nosso lado, por acreditarem sempre em

nossas capacidades.

A Professora Patrícia Haas, que sempre soube nos orientar, nos ouvir e aconselhar,

que acima de tudo nos possibilitou a convivência e nos presenteou com sua amizade.

Aos colegas pelo companheirismo de classe e amizade.

Aos amigos que de alguma maneira contribuíram para a realização deste trabalho.

Aos bioquímicos Dr. João e Dra.Glaura Koerich do laboratório Damiani Koerich.

A Universidade Federal de Santa Catarina.

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RESUMO

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL DA ANDROPAUSA

RESUMO: tanto o termo andropausa quanto climatério masculino, podem ser ambos clinicamente inapropriados. Na menopausa, de onde se faz a analogia com andropausa, ocorre invariavelmente a falência dos ovários e o fim do ciclo reprodutivo da mulher. No homem, com o avançar da idade, diminui a produção de vários hormônios, principalmente dos chamados esteróides sexuais, existindo uma síndrome caracterizada por deficiência, que pode vir junto com a falta desejo sexual, esta última muito ligada ao fator psicológico e, em alguns casos, à diminuição da produção de testosterona (o hormônio sexual masculino), que ocorre de forma discreta, sendo que, quando os homens ultrapassam os 50 anos esta diminuição fisiologicamente natural. Depois dos 40 anos, a testosterona começa a diminuir cerca de 1% ao ano, entretanto, quando essa queda é mais acentuada, o fenômeno leva o nome de andropausa e alguns homens podem apresentar problemas.

PALAVRAS CHAVES: andropausa, testosterona.

ABSTRACT: as much the term andropause how much climaterius masculine, can be both clinicamente inappropriate. In the menopause, of where if it makes the analogy with andropausa, it invariable occurs the bankruptcy of the ovários and the end of the reproductive cycle of the woman. In the man, with advancing of the age, it mainly diminishes the production of some hormones, of sexual the esteróides calls, existing a syndrome characterized for deficiency, that can come together with the lack sexual desire, this last very on one to psychological factor e, in some cases, to the reduction of the testosterone production (the masculine sexual hormone), that it occurs of discrete form, being that, when the men exceed the 50 years this fisiologicamente natural reduction. After the 40 years, the testosterone starts to diminish about 1% to the year, however, when this fall more is accented, the phenomenon takes the name of andropausa and some men can present problems.

WORD KEYS: andropause, testosterone.

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ÍNDICE

1.

2. MATERIAIS E MÉTODOS 6

3. INTRODUÇÃO

4. APARELHO REPRODUTOR MASCULINO 7

5. TESTOSTERONA

5.1 Efeitos da testosterona diminuída 12

5.2 Conseqüências em potencial da testosterona diminuída 12

5.3 Falta de Testosterona

5.4 A falta ou pouca produção de testosterona pode ocorrer por uma variedade de

razões, como por exemplo 13

5.5 Terapia de reposição de testosterona 13

OBJETIVO

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5.6 Medicamentos

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7. A ANDROPAUSA

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8. TRATAMENTO

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8.1 Polêmica sobre a reposição hormonal masculina 17

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10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 20

9. CONCLUSÃO

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LISTA DE ABREVIATURAS

LDL – Lipoproteína de baixa densidade (Low density lipoprotein); HDL – Lipoproteína de alta densidade (High density lipoprotein);

FSH – Hormônio folículo estimulante (Foliculo stimulant hormone);

LH

PSA – Antígeno prostático específico (Prostatic specific antigen).

– Hormônio luteinizante (Luteinizant hormone);

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1. OBJETIVO

Realizar uma revisão bibliográfica atualizada, das alterações hormonais que ocorrem em homens durante a andropausa, avaliando as conseqüências e possíveis reduções dos sintomas dessas alterações quando do uso de tratamentos específicos, como a terapia de reposição hormonal.

2. MATERIAIS E MÉTODOS

Foi efetuada uma revisão bibliográfica atualizada relacionada com alterações hormonais em homens durante a andropausa, considerando o uso da terapia de reposição hormonal.

3. INTRODUÇÃO

A produção do hormônio testosterona costuma diminuir, de forma discreta, quando os homens ultrapassam os 50 anos. Isso é fisiológico e natural. Depois dos 40 anos, a testosterona começa a diminuir cerca de 1% ao ano, entretanto, quando essa queda é mais acentuada, o fenômeno leva o nome de andropausa e alguns homens podem apresentar problemas, portanto, a andropausa seria o resultado das disfunções sexuais e pelos problemas físicos provocados pela diminuição do nível de testosterona que atinge homens com mais de 50 anos. A andropausa, foi descrita pela primeira vez em 1939, onde se caracterizou como o declínio da testosterona plasmática em homens acima de 50 anos. A partir dos anos sessenta, inúmeros trabalhos científicos confirmaram estas descobertas e identificaram uma redução da perfusão sanguínea nos testículos, com redução significativa da síntese de testosterona. A andropausa é a versão masculina da menopausa na mulher e, neste período do envelhecimento, o homem é marcado por mudanças fisiológicas e psicológicas. Mas, por maior que seja a queda da testosterona no homem, ela não se compara à queda dos hormônios femininos na mulher na menopausa. No homem os sintomas se instalam lenta e progressivamente, diferentemente da menopausa na mulher.

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Nessa fase, em 15% dos casos surgem sintomas como perda de interesse sexual, problemas de ereção, falta de concentração, queda de pêlos, aumento de peso, irritabilidade

e insônia, entre outros. O medo de enfrentar desafios, seja na vida particular ou profissional,

é um dos sintomas mais comuns. Quando é a insônia que mais importuna o paciente, deve ser tratada, quando são os distúrbios de ereção, é isso que deve receber tratamento, ou a depressão, o ganho de peso e assim por diante (Andropause,2002; Gballone, 2002).

4. APARELHO REPRODUTOR MASCULINO

O sistema reprodutivo masculino consiste de: testículos, epidídimos e ductos deferentes, vesículas seminais, ductos ejaculatórios, glândulas prostáticas, glândulas

bulbouretrais e pênis (Figura 1). Todos são pares, exceto a próstata e o pênis. Os testículos estão dentro das bolsas testiculares que são compostas de paredes de pele e músculos sob

a sínfise púbica e junto com o pênis formam os órgãos reprodutivos externos (genitália

externa). As outras estruturas do sistema reprodutivo masculino constituem a genitália interna, que estão na pelve - que são os ductos deferentes que se originam dos testículos, atravessam o canal inguinal na parede abdominal inferior até alcançar a pelve. Os testículos produzem os espermatozóides e os hormônios masculinos, a testosterona. Os espermatozóides migram dos testículos para os epidídimos que são responsáveis pelo armazenamento e maturação do esperma. Os epidídimos continuam como ductos deferentes. Estes são tubos formados de músculos (lisos) que junto com outras estruturas formam o cordão espermático que passam pelo canal inguinal em direção à pelve. Na cavidade pélvica se junta com a vesícula seminal (a principal origem do sêmem) localizado atrás da próstata (glândula que produz parte do fluido seminal) para formar o ducto

ejaculatório. Ambos os ductos ejaculatórios seguem trajetos posterior à próstata para abrir na uretra prostática. Deste ponto em diante, a uretra é um canal comum para transportar urina e

o fluido seminal (Goodman e Gilman, 1991).

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8 Figura 1: Esquema representativ o do aparelho reprodutor masculino. Fonte: SiteMedico, 2002. 5. TESTOSTERONA A

Figura 1: Esquema representativ o do aparelho reprodutor masculino. Fonte: SiteMedico, 2002.

5. TESTOSTERONA

A palavra testosterona, que vem do latim (testis = testículos), é um dos hormônios esteroidais anabólicos-androgênicos produzidos pelo córtex adrenal. Quando os meninos alcançam a puberdade, os testes indicam a produção de testosterona e um significativo aumento no gasto do hormônio. Suas características androgênicas ou masculinizantes incluem o crescimento dos órgãos reprodutivos masculinos e o desenvolvimento dos caracteres secundários, tal como os pêlos do corpo. Os efeitos anabólicos ou de construção de tecidos incluem espessamento das cordas vocais, que engrossa a voz, aumento da massa e da força muscular, decréscimo na gordura corporal e aumento da libido. Em essência, esses são os fatores que fazem o homem masculino (Farmatotal, 2002). Os hormônios masculinos são produzidos, em sua maioria, nos testículos, e uma pequena parte nas glândulas supra-renais. A produção destes hormônios é regulada pelo eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. A testosterona é o principal hormônio masculino, um homem adulto produz cerca de 7mg diariamente. Para ser considerado normal, em um exame de sangue, o nível desse hormônio deve estar entre 300 e 1000ng/dl (nanograma por decilitros). Seu nível sofre variações durante o dia, havendo uma desaceleração da produção à noite. Algumas condições clínicas, tais como o uso de medicamentos, obesidade, doenças

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hepáticas, renais e em glândulas, como a tireóide, além de diabetes, problemas cardiovasculares, depressão e tabagismo também influenciam a produção da testosterona. Como hormônio sexual primário dos homens, a testosterona tem um papel complexo. Antes do nascimento, a testosterona faz o feto do sexo masculino se diferenciar do feminino, por volta da sexta semana de gestação, estimulado pela presença do cromossomo Y, o útero materno libera a substância no organismo do feto. É nesse momento que se formam o pênis e os testículos do menino. A testosterona é estimulada por um hormônio da placenta para causar a migração dos testículos para a bolsa escrotal no final da gravidez. Após o nascimento, a testosterona sensibiliza a genitália para responder apropriadamente na ocasião da puberdade. Na puberdade sua secreção é aumentada, sendo responsável pelas características sexuais secundárias, fazendo com que os testículos e a bolsa escrotal cresçam, apareçam os pêlos púbicos e faciais. Também ativa a produção de esperma, faz o pênis crescer e ajuda no desenvolvimento da próstata. A testosterona também é responsável pelo alargamento da laringe e pelo espessamento das cordas vocais. Uma vez que a maturidade foi atingida, o nível circulante do hormônio flutua regularmente. Segue um ciclo diário e sazonal, cujo nível aumenta durante a noite e atinge o valor máximo no outono. Exercício também aumenta seu nível em até 20% dos valores pré-exercício. Durante toda a vida, a testosterona ajuda a manter a massa muscular, promove e mantém o tecido ósseo e age na libido. Também se aceita que níveis normais do hormônio contribuem para uma boa saúde e manter um bom humor (Saúde do Homem, 2002). Uma pesquisa recente demonstrou que a função da testosterona vai mais além do que fazer o homem masculino. Uma equipe de pesquisa da Faculdade de Médicos e Cirugiões da Universidade da Columbia, da cidade de Nova Iorque, acompanhou 55 homens com dor no peito ou outros sinais de doenças cardíacas ateroscleróticas (caracterizadas por depósitos gordurosos e fibrose na camada interna das artérias). Eles descobriram que, baseados nas comparações dos seus angiogramas (fotografia das suas artérias coronárias), os homens com baixos níveis de testosterona no sangue eram muito mais propensos a artérias entupidas do que os homens com elevados níveis de testosterona. Os pesquisadores concluíram, "as correlações encontradas nesse estudo entre testosterona e o grau de doenças da artéria coronariana, e entre a testosterona e outros fatores de risco para infarto do miocárdio e ataque do coração, aumentam a possibilidade de que, em homens com hipotestosteronemia, pode haver um fator de risco para a aterosclerose coronariana."

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Diversos estudos documentam a relação entre baixos níveis de testosterona e elevados níveis de triglicérides e colesterol LDL, e elevados níveis de testosterona e níveis aumentados de colesterol HDL. Uma pesquisa japonesa está focada nas propriedades preventivas da testosterona contra acidente vascular cerebral, e um estudo britânico notou seu efeito positivo nas batidas cardíacas irregulares. Um estudo sueco de 1993 estabeleceu uma relação entre baixos níveis de testosterona e o risco de diabetes, pressão sangüínea elevada e colesterol alto, que foi revertido quando os homens foram suplementados com testosterona (Farmatotal,2002). A testosterona é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, como:

Desenvolvimento dos órgãos sexuais;

Produção de esperma;

Pêlos corporais e crescimento da barba;

Tonalidade grave da voz;

Crescimento de músculos e força muscular;

Crescimento ósseo e dureza óssea;

Espessura da pele;

Oleosidade da pele.

A testosterona também é importante para a função sexual normal e o desempenho sexual (endo, 2002).

A hipófise, uma glândula do cérebro, libera os hormônios luteinizanante (LH) e o folículo estimulante
A hipófise, uma glândula do cérebro, libera
os hormônios luteinizanante (LH) e o
folículo estimulante (FSH).
No testículo,
o
LH
atua
nas
células
de
Leydig
estimulando
a
produção
da
testosterona,
o
principal
hormônio

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Figura 2: Esquema representativ o da produção de testosterona

Fonte: Santalucia, 2002.

O colesterol é o precursor da maioria dos hormônios sexuais. Nas glândulas, responsáveis pela produção dos hormônios, o colesterol sofre reações até virar testosterona. A testosterona estimula a produção de espermatozóides nas células de Sertoli e o hormônio FSH controla a nutrição dos espermatozóides, Figura 3.

FSH controla a nutrição dos espermatozóides, Figura 3. Figura 3: Esquema representativ o da função da

Figura 3: Esquema representativ o da função da testosterona

Fonte: Santalucia, 2002.

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5.1 Os Efeitos de Testosterona Diminuída

Mesmo que homens jovens podem apresentar deficiência de testosterona, isso geralmente ocorre na idade mais avançada quando os níveis de testosterona tendem a declinar. Se a deficiência de testosterona surge quando já se é adulto as características masculinas que se adquiriu na puberdade serão mantidas, podendo apenas sentir algum decréscimo na força muscular, na barba e no pêlo corporal. A voz não irá mudar e o tamanho do pênis permanece o mesmo. Se a deficiência de testosterona ocorre durante a infância o desenvolvimento sexual masculino freqüentemente é retardado ou pode não ocorrer completamente (endo, 2002).

5.2 Conseqüências em potencial da testosterona diminuída:

Dificuldade em conseguir manter uma ereção;

Níveis de energia reduzidos;

Humor depressivo;

Diminuição da força e rigidez muscular;

Diminuição da dureza óssea.

5.3 Falta de Testosterona

A falta de testosterona (hipogonadismo) ocorre quando o testículo não produz suficiente testosterona. Nos Estados Unidos estima-se que existam mais de um milhão de homens com essa patologia. Na andropausa, a produção de espermatozóides diminui porque o processo de transformação do colesterol em testosterona não se realiza com eficácia (figura 4).

13 Figura 4: Esquema representativ o de baixa produção de testosterona Fonte: Santalucia, 2002. 5.4

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Figura 4: Esquema representativ o de baixa produção de testosterona Fonte: Santalucia, 2002.

5.4 A falta ou pouca produção de testosterona pode ocorrer por uma variedade de

razões, como por exemplo:

Perda de um ou dos dois testículos; Traumatismo no testículo;

Perda de um ou dos dois testículos; Traumatismo no testículo;

Alcoolismo;

Exposição à componentes tóxicos; Doenças (HIV/AIDS);

Exposição à componentes tóxicos; Doenças (HIV/AIDS);

Envelhecimento; Em alguns casos, a doença está presente desde o nascimento.

5.5 Terapia de reposição de testosterona

Tratamentos comuns como suplementos nutritivos, vitaminas e alimentação adequada podem ajudar no tratamento da andropausa, mas não resolvem o problema de forma satisfatória. O único tratamento realmente eficaz é a reposição de testosterona. Feita adequadamente, ela aumenta os níveis de hormônio masculino, recuperando a potência e a libido, além de melhorar os distúrbios físicos característicos da andropausa. A terapia possui muitos benefícios para a melhora da qualidade de vida do homem:

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Aumento da libido e de outros aspectos da função sexual;

Melhora do humor e de aspectos cognitivos;

Aumento da Massa Muscular;

Diminuição da gordura corporal, portanto proteção contra altas taxas de colesterol;

Diminuição dos riscos de doenças cardiovasculares;

Aumento da Massa Óssea.

Tendo também algumas contra indicações:

Suspeita ou caso confirmado de carcinoma de próstata ou mamário; Níveis de Testosterona normais (Andropause,2002).

5.6 Medicamentos

Existem vários métodos para a reposição de testosterona, cada um com sua peculiaridade, a escolha do método mais adequado é feita de acordo com as necessidades e condições do paciente, por isso, sempre consulte seu médico antes de iniciar qualquer tipo de tratamento:

Via Oral: Cápsulas e Comprimidos;

Via Intramuscular: Injeções;

Via Subcutânea:Implantes;

Via Transdérmica : Adesivos e Gel (organon,2002).

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6. A ANDROPAUSA

Até recentemente a chamada “Andropausa” ("A Menopausa Masculina") era discutida no meio científico e desconhecida do público em geral. Isso se devia pelo desconhecimento dos níveis hormonais, correlacionados a idade dos homens, e pelo fato de se tentar comparar a Andropausa com a Menopausa. A avaliação correta dos níveis hormonais, por idade, permitiu que pudéssemos detectar uma queda nos níveis de testosterona com mais precisão, e com as recentes pesquisas realizadas, principalmente na Bélgica, foi possível caracterizar e tratar a andropausa. A andropausa é uma entidade bem definida que se caracteriza por uma diminuição nos níveis do hormônio masculino chamado Testosterona e que leva a diminuição na vitalidade, tendência a depressão, mudanças no humor e na disposição, distúrbios do sono, dificuldade para se concentrar, prostração e preguiça, diminuição na massa muscular, rarefação óssea (osteoporose), diminuição na libido, e finalmente disfunção sexual na ereção (impotência). Nos casos agudos a Andropausa pode ser causada por atrofia testicular, por supressão hormonal ou por uso de medicações antiandrogênicas. As atrofias testiculares podem ser causadas por cirurgias (hérnia inguinal, e outras), por torção do testículo, e por castração acidental (Andropause, 2002). Os usos de algumas medicações para o tratamento do câncer, também podem levar a uma queda nos níveis de testosterona. A andropausa se diferencia da crise da meia idade e do "Stress", por serem essas relacionadas a problemas profissionais, familiares ou sociais. Outros sintomas sugestivos da crise da meia idade e do "Stress" são a falha eréctil, diminuição na libido, no orgasmo, e na ejaculação. De um modo geral, a testosterona decresce com a idade, assim como toda a função testicular, e cerca de 50 % dos homens com idade superior a 55 anos apresentam queda nos níveis de testosterona se comparados aos níveis encontrados nos jovens. Essa queda é progressiva a partir de 40 anos (1% ao ano) e na faixa de idade de 60 a 69 anos, 85% dos homens apresentam menos testosterona se comparados aos parâmetros da juventude. Durante o dia existe uma variação na concentração de testosterona no sangue, com um pico maior no final da manhã, e outro no final do dia. O tratamento com reposição hormonal deve restaurar os níveis hormonais naturais e simular essas variações naturais que ocorrem durante o dia. Fatores como a idade, obesidade e a presença de varizes escrotais (Varicocele) influenciam na diminuição da testosterona (SiteMédico, 2002).

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A queda nos níveis de testosterona também levam a uma diminuição na massa óssea e

muscular, com aumento da obesidade, menor número de ereções noturnas e matinais, menor facilidade de obtenção da ereção e menor tumescência peniana (rigidez) máxima.

A manutenção da função sexual depende do nível de testosterona, e mesmo jovens podem

ter problemas de queda de testosterona (por ex. Deficiência testicular) e apresentar

diminuição na massa óssea. O diagnóstico da andropausa é feito pela história clínica

(diminuição na vitalidade, tendência a depressão, mudança no humor e na disposição, distúrbios do sono, dificuldade para se concentrar, prostração e preguiça), pelo exame físico (rarefação dos pêlos pubianos, diminuição do volume e da consistência testicular, presença ou não de Varicocele e cicatrizes cirúrgicas), entretanto o diagnóstico final é feito pela dosagem da Testosterona total e livre. Os tratamentos propostos incluem a estimulação da secreção hormonal pelo próprio corpo, e a reposição hormonal. Deve se tomar sempre cuidado pois o tratamento com reposição hormonal de testosterona esta contra-indicado nos casos com presença de câncer ou aumento de próstata, assim como nos casos de indivíduos normais que querem um aumento da performance. No casos de estimulação da secreção endógena as drogas utilizadas são os chamados antiestrogênicos, porém se houver um dano específico do testículo, essa medicação não terá o efeito desejado. Para a reposição hormonal podemos usar os derivados da testosterona, na forma de comprimidos, adesivos, implantes, e injetáveis, entretanto nem todos os preparados tem a mesma ação e os mesmos resultados. O excesso de testosterona erroneamente administrado, é metabolizado no fígado e transformado em um hormônio chamado Dihidrotestosterona, o qual é o responsável pela ação prostática, causando o aumento da próstata e aumento em um tumor maligno prostático

já instalado. Por isso a dose deve ser rigorosamente controlada como se fosse um ajuste de

"sintonia fina". Como efeitos do tratamento encontramos uma diminuição no colesterol principalmente nas frações LDL e HDL, diminuição na taxa de gordura corporal, aumento da musculatura, aumento do índice de massa óssea, e estuda-se a possibilidade de que esta terapia possa prevenir o câncer de próstata com diminuição dos níveis de PSA, e diminuição no volume prostático. Além do mais, a administração de testosterona, simulando a secreção hormonal normal pode vir a ser um método contraceptivo eficiente, de fácil uso, barato e reversível. A resposta ao tratamento com regressão dos sintomas é progressiva e controlada pelo médico (Dglnet,2002).

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7. TRATAMENTO

O tratamento da andropausa pode ser feito através da reposição do hormônio masculino: testosterona. Este processo pode ser feito por via oral, adesivos para a pele ou injeção intramuscular. Além de elevar o nível de testosterona, o tratamento tem outros benefícios, como o retardo da osteoporose, uma melhoria no desempenho sexual, nos distúrbios neurológicos e na qualidade de vida. Mas é importante considerar que, a reposição hormonal também traz riscos se houver algum exagero no uso. Dentre os efeitos colaterais comprovados estão:

crescimento das mamas;

aumento do número de glóbulos vermelhos no sangue, o que pode causar uma maior predisposição a derrames e infarto;

lesões no fígado, podendo ir desde hepatite até câncer;

retenção de água e sais minerais, podendo agravar a insuficiência cardíaca e a hipertensão;

aceleração do crescimento de tumores na próstata.

A reposição hormonal não é o único tratamento para a andropausa, algumas pessoas preferem tratar diretamente os sintomas, como, por exemplo, fazendo uso de medicamentos para a impotência sexual, atividades físicas, e alimentação balanceada (Andropause,2002).

7.1 Polêmica sobre a reposição hormonal masculina

A reposição hormonal estimula a produção de hemácias, mas aumenta a agregação plaquetária, o que favorece a formação de coágulos. Alguns estudiosos acreditam que a supressão de testosterona aumenta a concentração de LDL, melhorando o perfil das gorduras. Eles argumentam que após a puberdade os hormônios andrógenos (entre os quais está a testosterona) provocam queda no nível do colesterol HDL, ao mesmo tempo em que aumentam triglicérides e colesterol LDL. A reposição hormonal é indicada para homens com hipogonadismo (baixa função hormonal testicular) ou evidências clínicas e laboratoriais de

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alterações hormonais. Medicamentos para impotência sexual: conforme o caso, o médico pode indicar o uso de algum medicamento para reverter o quadro de impotência sexual, como o sildenafil, fentolamina, o dhea (hormônio da supra-renal) e o alprostadil (injetável no pênis ou supositório na uretra). Alimentação: a dieta deve restringir colesterol e açúcar. O homem nesta faixa etária deve comer alimentos com maior teor de sais e vitaminas como legumes, verduras e frutas (Andropause,2002).

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8. CONCLUSÃO

Apesar de muitos desconhecerem a andropausa, esta é uma patologia que deve der diagnosticada e tratada. Atualmente com um maior conhecimento da medicina a respeito, o tratamento tornou-se mais fácil e seguro porém, ainda existem enigmas a serem desvendados, como em todas as outras doenças. Assim, aos primeiros sintomas desta patologia, a procura por um profissional qualificado para estabelecer o diagnóstico é imprescindível não só para o combate dos sintomas quanto a melhora na qualidade de vida.

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9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

1. Andropause, 2002. Disponível em: http://www.andropause.com

2. Dglnet, 2002. Disponível em: http://www.dglnet.com.br/fertilis/disfun.html

3. Endo, 2002: Disponível em: http://www.endo-society.org/

4. Farmatotal, 2002. Disponível em:

http://www.farmatotal.com.br/artigoscientificos/andropausa.htm

5. Goodmam e Gilman. As bases farmacológicas da terapêutica. 8° ed. São Paulo: Editora

Guanabara e Koogan, 1991.

6. Hospital Santa Lúcia, 2002. Disponível em:

http://www.santalucia.com.br/urologia/andropausa/default.htm

7. Organon, 2002. Disponível em:

http://www.organon.com.br/bem_estar/rephorm_bem/andropausa.htm

8. PsipWeb, 2002. Disponível em:

http://sites.uol.com.br/gballone/geriat/andropausa.html

9. Saúde do Homem, 2002. Disponível em:

http://www.lincx.com.br/lincx/orientacao/homem/andropausa.html

10. SiteMédico, 2002. Disponível em:

http://www.sitemedico.com.br/artigos/cabrahao_sp/andropausa.asp