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Resumo sobre Positivismo

Roberto Cunha
Disciplina: Sociologia da Educação
2º Semestre de História
UPIS
2018
O positivismo é uma corrente filosófica, sociológica e política que surgiu na França
em princípios do século XIX tendo como principal idealizador o pensador Auguste Comte. As
ideias de Comte tiveram grande difusão na Europa e influenciaram vários políticos, militares,
escritores, filósofos historiadores e outros pensadores no Brasil já a partir da segunda metade
do século XIX.
Essa corrente surge na esteira das consequências do Iluminismo, da Revolução
Industrial e da Revolução Francesa. Essa última, aliás, era tão importante para Comte que sua
proposta de um novo calendário a ser adotado pela humanidade para “desenvolver o espírito
histórico e sentimento de continuidade” adotava como Ano 1 o ano da queda da Bastilha,
símbolo da Revolução Francesa.
Para o positivismo o conhecimento científico é a única forma de conhecimento
verdadeiro, eliminando dessa forma outras fontes como a introspecção, a argumentação e a
sensibilidade. Só é relevante aquilo que pode ser cientificamente comprovado. Dessa forma,
assume como sua principal metodologia a observação dos fatos.
No desenvolvimento de suas ideias acerca do positivismo Comte começa a associar, a
partir de sua obra "Sistema de Política Positiva" (1851-1854), uma interpretação das ciências
a uma ética humana radical, chegando a instituir uma Religião Positiva ou Religião da
Humanidade, que deveria substituir as demais religiões em sua busca da unidade moral
humana. Nessa Religião, ele propõe à existência humana valores completamente humanos,
em oposição às visões da teologia e da metafísica
Para Comte a Humanidade é a única concepção completamente universal, o Grande-
Ser que substitui na Religião Positiva o Deus das religiões reveladas.
A sociologia é vista por Comte como “o fim essencial de toda filosofia positiva”, uma
sociologia que determinando a estrutura e os processos de modificação da sociedade, permite
a reforma das instituições.
Comte defendia como ideia-chave do positivismo a Lei dos Três estados, de acordo
com a qual a evolução de cada ciência em sua forma de conceber tanto suas ideias como a
realidade ocorre em três estágios ou estados:
1. Estado teológico: aqui ocorre pouca observação dos fenômenos, com a imaginação
em primeiro plano, sendo a natureza explicada mediante a crença na intervenção
de seres sobrenaturais;
2. Estado Metafísico: nesse estágio do conhecimento o ser humano concebe forças
para explicar os fenômenos em vez de divindades (“força física”, “força química”
e “força vital”), substituindo o conceito de “Deus” pelo conceito de “Natureza” e a
imaginação pela argumentação;
3. Estado Positivo: nesse estado final a imaginação e a argumentação são substituídas
pela observação dos fatos, não importando as causas dos fenômenos (o “porquê”),
mas sim a pesquisa de suas “leis” (o “como).
No Brasil suas ideias influenciaram vários dos primeiros republicanos, sendo
conhecida a materialização dessa influência nos dizeres de nossa atual bandeira “Ordem e
Progresso”, uma clara alusão à divisa comteana que é o lema da religião positivista: “O Amor
por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim”.

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