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LEGACY SCHOOL / CAMPO GRANDE

COLÉGIO BILINGUE CRISTÃO

A Gramática da Língua Portuguesa


Trabalho Bimestral de Português

Nome: Arthur Emerick Stumpf


Professora: Bruna Frisso
Turma: 2021 / 2° E.M

Rio de Janeiro
23/06/2020
1. INTRODUÇÃO

Desde os povos antigos houve a necessidade de se registrar a história da


comunidade, feitos, lendas, acontecimentos importantes de forma que fossem
passados de geração a geração. Nas sociedades primitivas, a inexistência de estudos
linguísticos é fato. À medida que as sociedades foram tornando-se mais complexas,
surgiram condições favoráveis para o estudo da linguagem, sobretudo a partir da
invenção da escrita – esta propiciou a percepção dos diferentes fenômenos
linguísticos.
Neste sentido, a prática de transmitir o conhecimento foi formalizando-se
gradativamente através dos séculos, embora a ciência que se ocupa em estudá-la
tenha se estruturado como área de conhecimento autônoma e independente apenas
na metade do século XIX.
Onde a reflexão sobre a língua tomou outros rumos, tornou-se ciência e com
ele todo um conjunto de abordagens conceituais e metodológicas. Assim, apesar da
brevidade, é possível considerarmos que a gramática são todos os aspectos da
língua, mas não e apenas um dos aspectos e não a sua totalidade, muito embora boa
parte do ensino de língua para do pressuposto que ao ensinar a língua e equivalente
o ensino de gramática.
Este capítulo será todo dedicado a questões que envolvem o termo gramática
em todas as suas dimensões, ou seja, multiplicidade de conceitos, histórico,
limitações.

2. DESENVOLVIMENTO
Assim, o papel da escola é ensinar a norma padrão; um trabalho com a
linguagem, um trabalho de reflexão sobre os fatos de linguagem reais e concretos dos
alunos e falantes reais e concretos. A respeito sobre as aulas de gramática há uma
“evidência” empírica de seus resultados e fracassos; método do certo e do errado,
regras e exceções; até “musiquinha” para decorar as regras são utilizadas,
principalmente escolas cujo material é apostilado. É possível afirmar que um dos
problemas é tomar a gramática como língua, condição que exclui outras normas e
com ela toda a contribuição de algumas correntes Linguísticas enquanto ciência.
2.1. O que é Gramática?
A função da gramática no ensino de Língua Portuguesa é ampliar a capacidade
do aluno usar a sua língua, desenvolvendo competência comunicativa por meio de
atividades com textos utilizados nas diferentes situações de interação comunicativa,
pois os alunos irão se deparar ao longo de suas atividades acadêmicas, sociais ou
profissionais com as mais diferentes possíveis situações de comunicação. E não há
modelo a ser seguido, nem mesmo a ser condicionado.
Em termos gerais gramática é o conjunto de regras que indicam o uso mais
correto de uma língua. Mas como sabemos a vários tipos de gramáticas temos a
normativa, a descritiva, a histórica e a comparativa e ao mesmo tempo, a gramática
da língua portuguesa é dividida em fonologia, morfologia e sintaxe e nessa divisão, há
gramáticos que incluem ainda a semântica.
Sabendo disso temos a seguinte dúvida: Como surgiu e qual é a sua
importância para a Língua Portuguesa?

2.2. Histórico da Gramática no Ocidente


Primeiro de tudo como surgiu para falarmos disso precisamos pegar o
DeLorean do Marty McFly e “voltar no tempo”, porque a gramática surgiu no mundo
ocidental por volta do século V a. C. na Grécia como um acessório da lógica. Durante
este período, o mundo grego estava sob o domínio da Macedônia, cujo rei Alexandre
não impediu que a forte influência cultural de seu império predominasse nos territórios
por ele conquistados. Tal período é conhecido como época helenística, na qual a
influência cultural grega se estendeu a toda região do Mediterrâneo Oriental e do
Oriente Próximo.
Os gregos não empreenderam um estudo mais aprofundado de sua língua. Sua
preocupação residia em estudá-la sob uma perspectiva estética e filosófica. Suas
discussões concentravam-se nas relações entre forma e significado das palavras;
natureza da linguagem; analogia x anomalia dos fenômenos linguísticos.

2.3. A Gramática Tradicional


A gramática tradicional foi criada com o objetivo de oferecer os padrões
linguísticos das obras de escritores com isso limitou-se assim à língua escrita, mais
precisamente à língua literária grega. Neste momento histórico, ela foi organizada
para transmitir o ‘patrimônio literário grego’. Desenvolveu-se com o apoio das línguas
grega e latina, sendo aplicada à descrição de diversas línguas

2.3.1 A Gramática Tradicional na Atualidade


Ao avaliarmos a situação atual, poderemos concluir que ainda hoje a gramática
tradicional manifesta tendenciosa preferência literária, reforçando o dialeto padrão e
silenciando as demais variedades. A gramática hoje denominada tradicional propõe-
se a sistematizar as regras de uma língua e, por meio delas, ensinar essa língua aos
falantes que já a dominam.
Apesar das críticas à gramática tradicional, como também de propostas
referentes ao ensino da língua que advogam pela necessidade de não se confundir
ensino de língua materna com ensino de gramática, está ainda é, na maioria das
vezes, o único objeto de ensino em aulas de língua portuguesa. Tal postura
pedagógica é reforçada por gramáticos contemporâneos, conhecidos de todos nós.

3. CONCLUSÃO
Ainda há aqueles que acreditam que é necessário saber a doutrina da
gramática tradicional, assimilar suas regras e nomenclatura para falar e escrever bem,
em decorrência de suas concepções de língua e de ensino de língua ou por exigência
da instituição escolar.
Assim, a passagem do ensino gramatical para o ensino de fatos da língua: é
um processo, o professor de ensino médio ainda tem a gramática como língua e objeto
de língua, apesar do conhecimento da linguística como ciência. A proposta a curto
prazo: capacitar de forma acompanhada (orientação) os professores com subsídios
de teorias linguística e sócio interacionista. Já a proposta a longo prazo: “convencer”
nossos alunos que ensinar língua materna não é o mesmo que ensinar gramática
normativa, posto que a linguística é uma ciência e a gramática normativa uma tradição.
4. BIBLIOGRAFIA

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GERALDI, J. W. Portos de passagem. São Paulo-SP: Martins Fontes, 1991. _____.


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BAGNO, Marcos. Dramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Loyola, 2000.

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CUNHA, Celso; Cintra, Luís F. Lindley. Nova Gramática do Português


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LUFT,Celso Pedro.Língua e liberdade. 5. ed. São Paulo: Atica 1997.


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POSSENTI, Sírio. Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas, SP:
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PRESTES, Maria Luci de Mesquita. Ensino de português como elemento


consciente de interação social: uma proposta de atividade com texto. Ciências &
Letras. Porto Alegre: FAPA, n. 17, p.189-198, 1996.

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