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Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:

I - Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram
acesso na idade própria;

Então quer dizer que mesmo que a pessoa por exemplo seja analfabeta, com todo
respeito, com 30 anos ela merece ter escola, então tem o direito de frequentar gratuitamente a
escola. Até em face a aplicabilidade do princípio da isonomia não se pode distinguir o direito a
isso, mas nesse caso ai seria dentro do hall de crianças e adolescente, ou seja até 18.

II - Progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;

III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência,


preferencialmente na rede regular de ensino;

IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de


idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016)

V - Acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística,


segundo a capacidade de cada um;

É claro, respeitando a individualidade, desenvolvendo cada um suas próprias


perspectivas

VI - Oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente


trabalhador;

VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de


material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde.

§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.

Então quer dizer, não é uma faculdade do estado proporcionar, não, é um dever do
estado que é obrigado a proporcionar o ensino gratuito e é um direito do cidadão.

§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular
importa responsabilidade da autoridade competente.

§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-


lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela freqüência à escola.

Tem que ficar de olho, e ficar sempre monitorando junto com os pais.

 Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na
rede regular de ensino.

É obrigado, não é ensinar em casa e nem nada disso, é obrigação.

 Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao


Conselho Tutelar os casos de:

I - Maus-tratos envolvendo seus alunos;

II - Reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos


escolares;
III - elevados níveis de repetência.

É claro, o aluno faltou 3 dias não vai notificar ou comunicar o conselho tutelar, agora o
menino vai um dia na semana, repetiu isso duas ou três semanas, aí tem que falar.

Nos maus-trato, por exemplo o aluno comenta que está sendo agredido em casa ou
coisa desse tipo, aí os dirigentes da escola têm o dever de policiar.

 Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas
a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de
crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório.

Art. 64. Ao adolescente até quatorze anos de idade é assegurada bolsa de


aprendizagem.

Esse trabalho educativo é um dispositivo que na verdade ele não entrou em vigor de
acordo com quem mexe com a legislação, com a promotoria e os juízes, de acordo com a
pesquisa que eu fiz na internet e pq ele não entrou em vigor pq ele ainda não foi devidamente
regulamentado.

 Art. 65. Ao adolescente aprendiz, maior de quatorze anos, são assegurados os direitos
trabalhistas e      previdenciários.

Uma vez que o empregador faça um contrato com esse adolescente aprendiz, ele tem
direito a salário mínimo, a férias, a vale transporte e até verbas rescisórias quando ele resolver
sair ou quando vencer o contrato do período de dois anos que a lei diz que ele pode trabalhar
em cada empresa como adolescente aprendiz.

 Art. 66. Ao adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido.

 Art. 67. Ao adolescente empregado, aprendiz, em regime familiar de trabalho, aluno de


escola técnica, assistido em entidade governamental ou não-governamental, é vedado
trabalho:

I - Noturno, realizado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia
seguinte;

II - Perigoso, insalubre ou penoso; (Contato com produtos inflamáveis, ruídos intensos ou


extensa jornada)
III - realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico,
psíquico, moral e social;

Que tipo de locais? Locais que tenham promiscuidade, venda de materiais ou exposição
de materiais pornográficos, local de muita violência que pode prejudicar sua formação
psicológica, etc.

IV - Realizado em horários e locais que não permitam a frequência à escola.

Se o empregador contratar no único horário que existe pra ter aquele ano letivo que o
adolescente teria que estar matriculado, então ele não pode executar o serviço ele não vai
poder ficar naquela empresa, porque aquele município talvez não ofereça outro horário e a
noite vocês viram que é um trabalho que tentam cada vez mais tirar o adolescente dessa
rotina, a própria rede estadual já vem colocando o ensino médio cada vez mais no período
diurno justamente para essa proteção do adolescente.

 Art. 68. O programa social que tenha por base o trabalho educativo, sob
responsabilidade de entidade governamental ou não-governamental sem fins lucrativos, deverá
assegurar ao adolescente que dele participe condições de capacitação para o exercício de
atividade regular remunerada.

§ 1º Entende-se por trabalho educativo a atividade laboral em que as exigências


pedagógicas relativas ao desenvolvimento pessoal e social do educando prevalecem sobre o
aspecto produtivo.

Então veja, ele vai trabalhar em um local que ele aprenda, mais aprenda do que produza,
ele vai colaborar e vai aprender que todo mecanismo que existe ali se for numa indústria ou em
um comércio, ele vai entender que é um processo que tem começo, meio e fim, que finaliza-se
como produto, que as vezes é um produto intelectual ou um produto físico, mas ele tem que
entender esse procedimento, pra ele vai ser importante.

§ 2º A remuneração que o adolescente recebe pelo trabalho efetuado ou a participação


na venda dos produtos de seu trabalho não desfigura o caráter educativo.

Então ele receber por isso, ou mesmo ter comissão por isso, não desconfigura o caráter
educativo daquele trabalho.

 Art. 69. O adolescente tem direito à profissionalização e à proteção no trabalho,


observados os seguintes aspectos, entre outros:

I - Respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento;

Ele já vai reiterando esse assunto na questão de seu desenvolvimento

II - Capacitação profissional adequada ao mercado de trabalho.

E com isso nós encerramos nossa apresentação.

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