Você está na página 1de 2

AS EMOÇÕES NA CONSTRUÇÃO DO EU E SUA PARTICIPAÇÃO NA TOMADA

DE ATITUDE

Emoções são estados internos desencadeados pelo meio exterior e dirigidos a estes eventos,
esses estados são caracterizados por cognições, sensações e comportamentos expressivos
específicos (Atkinson, 2002; Davidoff, 1983). As emoções estão interligadas entre si, dessa
maneira elas podem ser sentidas ao mesmo tempo ou de maneiras difirentes dependendo da
situação. Além disso, esses estados internos também estão ligados a motivação, visto que esta
modela nosso comportamento e as emoções são formas de responder aos estímulos externos
[ CITATION Lin83 \l 1046 ] . A emoção possui vários componentes, alguns deles são: expressão
facial, reações à emoção e as tendências de ação. Assim, quando há a experimentação de
alguma emoção, esses e outros componentes tendem a ser expressados, sendo através do
componente de tendências de ação que a emoção pode ser mensurada, visto que existe a
hipótese de que a conduta tende a transmitir o sentimento (Davidoff, 1983).

Divertidamente (2015) é uma animação que busca retratar de maneira simples porém bem
elaborada as emoções que agem sobre uma garota de 11 anos. O filme traz as emoções
Alegria, Nojo, Raiva, Medo e Tristeza como responsáveis pela atribuição de significado aos
acontecimentos da vida da garota, sendo lideradas pela Alegria que trabalha arduamente para
que as memórias da menina sejam em sua maioria felizes. Mas a garota, Riley, e seus pais
mudam-se de cidade, o que torna o trabalho da Alegria mais complicado, já que ela não
consegue auxiliar na compreensão e associação de memórias da garota sobre o que está
acontecendo.

Nesse período em que a Alegria está afastada, Riley encontra-se sob o comando de outras
emoções (Nojo, Raiva e Medo). Notam-se momentos em que a Raiva assume o controle das
emoções e o comportamento da garota é alterado devido este estado interno. Com a perca de
perspectiva, sem a visão positiva sobre o que está acontecendo em sua vida, Riley passa a agir
de maneira agressiva, externalizando a emoção que está sentindo. A teoria congnitiva, por
exemplo, atribui atitudes agressivas a algumas causas comuns como a percepção de que outra
pessoa agiu de maneira injusta. Na animação é possível observar que este é um dos motivos
que levam Riley a tornar-se agressiva, assim como agir de maneira mais violenta.

A abordagem cognitiva também compreende as emoções como aspectos que auxiliam na


percepção das situações e na previsão de prováveis consequências para as ações. No filme
percebe-se que as emoções atuam dessa maneira específica em alguns momentos sobre a
protagonista. Quando ela resolve voltar para sua primeira casa, Riley age tendo em mente os
resultados de suas ações, neste caso voltar para o lugar onde ela realmente era feliz. Assim,
além de reação imediata as emoções experimentadas, também observam-se as ações
realizadas de maneira mais consciente e organizada, pretendendo alcançar determinado
objetivo, sendo esse auxiliador para a manutenção da emoção ou para sua alteração.

A teoria do processo oponente considera que emoções evocados em um primeiro momento


desencadeiam pós-reações que são diferentes das iniciais, se opondo a primeira ou suprimindo
a sua intensidade. Logo, a conclusão que a personagem Alegria chega após sua longa jornada
para conseguir voltar ao “controle” da situação e fazer Riley feliz é que as memórias da garota
não são compostas por apenas uma única emoção, mas sim por uma associação de várias.
Algumas memórias são inciadas com emoções como raiva ou tristeza, mas podem ser
finalizadas com alegria, já que pode haver uma sopreposição entre as emoções
experienciadas. Outrossim, como já mencionado anteriormente, as emoções atuam de maneira
integrada, em comunicação e associação entre si, resultando assim em estados internos únicos
que sofrem influencia da subjetividade e das experiências passadas do indivíduo. Portanto, as
emoções não são apenas estados que podem nos mover a ação, mas também condições que
surgem em resposta a estímulos e auxiliam na criação da nossa personalidade e da contrução
da nossa maneira de encarar o mundo e o outro.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Atkinson, R. L. (2002). Introdução a Psicologia de Hilgard. Artmed.

Davidoff, L. F. (1983). Introdução a Psicologia.

Você também pode gostar