Você está na página 1de 10

Delegação do Niassa

Departamento de Psicologia e Ciências da Educação

NORMA JURÍDICA E SUA CLASSIFICAÇÃO

Discente: Armando Francisco.

Lichinga, Junho de 2021.


Delegação do Niassa
Departamento de Psicologia e Ciências da Educação

NORMA JURÍDICA E SUA CLASSIFICAÇÃO

Discente: Armando Francisco.

Lichinga, Junho de 2021.


Índice
1.1. Objectivos........................................................................................................................4

1.1.1. Geral..........................................................................................................................4

1.1.2. Específicos................................................................................................................4

II. NORMA JURÍDICA E SUA CLASSIFICAÇÃO................................................................5

2.1. Conceituação da Norma Jurídica.....................................................................................5

2.2. Características da norma jurídica....................................................................................5

2.3. Estrutura da norma jurídica.............................................................................................6

2.4. Classificação das Normas Judiciais.................................................................................6

2.4.1 Quanto sansão:..........................................................................................................6

2.4.2. Quanto a origem:.....................................................................................................6

2.4.3. Quanto a aplicabilidade...........................................................................................7

2.4.4. Quanto aos destinatários.........................................................................................7

2.4.5. Quanto a incidência territorial..................................................................................8

III. CONCLUSÃO.....................................................................................................................9

IV. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................10


I. INTRODUÇÃO

O presente trabalho visa abordar sobre as normas jurídicas e suas classificações. As normas
jurídicas são entendidas num sentido amplo como unidades normativas que exprimem e
concretizam a respectiva ordem jurídica em que se incluem e, ao mesmo tempo, funcionam
como mediadores na aplicação do Direito às situações concretas (Friede, 2018).

Duarte (2018), para o início da conversa sobre a classificação das normas jurídicas faz uma
distinção entre regras normativas e regras construtivas ou técnicas. O autor entende a regra de
direito normativa ou norma jurídica propriamente dita como a regra que impõe a todo homem
que vive em sociedade uma certa abstenção ou uma certa acção. E regras de direito
construtivas ou técnicas chama ele às que são estabelecidas para garantir na medida do
possível o respeito e a aplicação das regras de direito normativas".

Diversos são os critérios utilizados para classificar as normas jurídicas. Mas no presente


trabalho focou-se mais para as classificações consideradas fundamentas para a compreensão
do ordenamento das normas jurídicas.

1.1. Objectivos

1.1.1. Geral

Estudar sobre as normas jurídicas e as suas classificações

1.1.2. Específicos

 Conceituar as normas jurídicas;


 Classificar as normas jurídicas.
II. NORMA JURÍDICA E SUA CLASSIFICAÇÃO

2.1. Conceituação da Norma Jurídica


Normas Jurídicas – são regras de conduta social gerais, abstractas e imperativas, adoptadas e
impostas de forma coercitiva pelo Estado, através de órgãos ou autoridades competentes.
As Normas jurídicas são, essencialmente, regras sociais, isso significa que a função das
normas jurídicas é disciplinar o comportamento social dos homens. Existem diversas outras
normas que também disciplinam a vida social (Friede, 2018).
As normas morais, por exemplo, se baseiam na consciência moral das pessoas, ou seja, no
conjunto de valores e princípios sobre o bem e o mal que orientam o comportamento humano.
Já as normas religiosas se baseiam na fé revelada por uma religião (Friede, 2018).
As normas morais e religiosas se aplicam à vida em sociedade, mas é preciso distingui-las das
normas jurídicas (Friede, 2018).
A norma jurídica é responsável por regular a conduta do indivíduo, e fixar enunciados sobre a
organização da sociedade e do Estado, impondo aos que a ela infringem, as penalidades
previstas, e isso se dá em prol da busca do bem maior do Direito, que é a Justiça (Friede,
2018).

2.2. Características da norma jurídica


A partir da própria definição, podem extrair-se as características mais marcantes da norma
jurídica, que são (Friede, 2018):
Generalidade: Todos os cidadãos são iguais perante a lei, razão por que a norma jurídica se
aplica a todas as pessoas em geral. As normas jurídicas são válidas para todos e a todos
obrigam de igual forma;
Abstracção: As normas jurídicas aplicam -se a um número abstracto de situações, a situações
hipotéticas em que poderão enquadrar-se as condutas sociais e não a um indivíduo ou facto
concreto da vida social;
Imperatividade: As normas jurídicas são de cumprimento obrigatório;
Coercibilidade: As normas jurídicas podem impor-se mediante o emprego de meios
coercivos (ou da força) pelos órgãos estaduais competentes, em caso de não cumprimento
voluntário.
Bilateralidade: Essa característica tem relação com a própria estrutura da norma, pois,
normalmente, a norma é dirigida a duas partes, sendo que uma parte tem o dever jurídico, ou
seja, deverá exercer determinada conduta em favor de outra, enquanto, essa outra, tem o
direito subjectivo, ou seja, a norma concede a possibilidade de agir diante da outra parte.
Uma parte, então, teria um direito fixado pela norma e a outra uma obrigação, decorrente do
direito que foi concedido.

2.3. Estrutura da norma jurídica

A norma jurídica tem uma estrutura interna constituí da, por três elementos, a saber (Friede,
2018).
Previsão: a norma jurídica regula situações ou casos hipotéticos da vida que se espera
venham a acontecer (previsíveis), isto é, contém, em si mesma, a representação da situação
futura;
Estatuição: a norma jurídica impõe uma conduta a adoptar quando se verifique, no caso
concreto, a previsão da norma:
Sanção: a norma jurídica dispõe os meios de coacção que fazem parte do sistema jurídico
para impor o cumprimento dos seus comandos.

2.4. Classificação das Normas Judiciais


As normas judiciais classificam-se de diversas formas tais como: Quanto a sansão, quanto a
origem, quanto a aplicabilidade, quanto aos destinatários, quanto a incidência territorial, quanto
a vigência, etc Duarte (2018).

2.4.1 Quanto sansão:


Normas mais que perfeitas (leges plus quam perfectae) – são normas que determinam
a sanção e a nulidade do ato que lhe é contrario;
Normas perfeitas (leges perfectae) - só determinam a invalidade dos actos jurídicos (a
questão é que podemos olhar para a invalidade como uma sanção…);
Normas menos que perfeitas (leges minus quam perfectae) - não estabelecem a invalidade
dos actos contrários, mas determinam que não produzem todos os efeitos jurídicos. O ato não
é afectado, mas há uma restrição dos efeitos;
Normas imperfeitas (leges imperfectae) – normas que não estabelecem sanção, exemplos:
normas param o Presidente da República. Quando a norma não prevê vício, parte-se sempre
do princípio de que se trata de nulidade (maior vício).
2.4.2. Quanto a origem:
Classificam-se em normas-origem e normas-derivadas. Em tese, trata-se de um critério
simples: a norma-origem é aquela da qual surgem normas-derivadas e a norma-derivada  é
aquela que se origina de uma norma-origem. Portanto, uma norma só pode ser origem se
comparada a outra e só pode ser derivada se comparada a uma terceira. No direito existe a
hierarquia das leis e normas. No entanto, a norma-origem é superior hierarquicamente em
relação a suas normas-derivadas. Na prática, isso significa que uma norma-derivada jamais
pode violar os preceitos previstos na norma-origem, sob pena de ser considerada inválida.

2.4.3. Quanto a aplicabilidade

Quanto à aplicabilidade das normas jurídicas, podem classificar-se em autónomas (auto-


aplicáveis) e dependentes (dependem da complementação). As normas autónomas são
aquelas que possuem um significado completo e as normas dependentes exigem outras
normas para completarem seu significado.

Podemos especificar o critério afirmando que as normas autónomas apresentam, de modo


implícito ou explícito, em seu texto, a endonorma e a perinorma, tornando-se autossuficientes
e autoaplicáveis. As normas dependentes, porém, apresentam ou somente a endonorma ou
somente a perinorma, exigindo a leitura de outro texto, em outro artigo ou em outra lei, para
completar o sentido da norma.

2.4.4. Quanto aos destinatários

Pensando nos destinatários das normas jurídicas, podem ser gerais, particulares ou


individuais.

As normas gerais são aquelas que se destinam à universalidade dos membros da sociedade,


regendo comportamentos de uma quantidade indeterminada de pessoas. Normas que regem a
conduta de todos os cidadãos de um estado ou país.

As normas jurídicas podem ser individuais. Neste caso, destinam-se a uma quantidade


determinada de pessoas, regendo seus comportamentos específicos. É o caso, comumente, de
uma sentença ou de um contrato.
Em um patamar intermediário surgem as normas particulares. São aquelas que regem o
comportamento de uma quantidade indeterminada de pessoas, mas pertencentes a uma
categoria especial, como é o exemplo das normas do Estatuto da Criança e do Adolescente,
ou do Estatuto do Idoso.

2.4.5. Quanto a incidência territorial

Analisando-se o espaço de incidência da norma jurídica, podemos classificá-las em internas,


se incidirem dentro das fronteiras de um determinado Estado, ou externas, se incidirem fora
das fronteiras do Estado. Como regra, os Estados somente podem limitar comportamentos em
seus territórios. Excepcionalmente, surgem regras que regem comportamentos fora desses
territórios. É o caso, por exemplo, da Espanha, que pune crimes contra os direitos humanos
praticados em qualquer local do mundo.

2.4.6. Quanto a Vigência (tempo de produção de efeitos)

Na classificação das normas nessa categoria, foca-se quanto ao término ou ao início da


produção de efeitos das normas.

Quanto ao término, as normas jurídicas podem ser permanentes, caso não prevejam um prazo
para o término de seus efeitos, ou temporárias, caso esse prazo exista. Como regra, as normas
jurídicas são permanentes. Podem ser temporárias simplesmente porque afirmam por quanto
tempo irão produzir efeitos, estabelecendo uma data ou um período determinado após os
quais deixarão de reger os comportamentos humanos. Mas também podem ser temporárias
porque destinam-se a reger relações sociais durante determinado evento ou durante algum
fenómeno, havendo apenas uma estimativa quanto ao final de sua vigência. É o caso de uma
eventual norma jurídica destinada a reger determinada situação durante a Copa do Mundo, ou
outra norma que proíba o consumo de determinado alimento durante uma epidemia
bacteriológica.

Quanto ao início da produção de efeitos, as normas podem ser imediatas, quando podem


começar a reger os comportamentos humanos logo após publicadas, ou mediatas, quando
requerem um lapso temporal entre sua publicação e o início de sua produção de efeitos. Esse
lapso temporal chama-se vacatio legis e deve ser expressamente previsto na norma. Sua
finalidade é permitir que a sociedade e o Estado se preparem para a nova norma.
III. CONCLUSÃO

Chegado ao fim do presente trabalho conclui-se que as normas jurídicas são regras de
conduta social gerais, abstractas e imperativas, adoptadas e impostas de forma coercitiva pelo
Estado, através de órgãos ou autoridades competentes.
As Normas jurídicas são, essencialmente, regras sociais, isso significa que a função das
normas jurídicas é disciplinar o comportamento social dos homens. Existem diversas outras
normas que também disciplinam a vida social.
A norma jurídica é responsável por regular a conduta do indivíduo, e fixar enunciados sobre a
organização da sociedade e do Estado, impondo aos que a ela infringem, as penalidades
previstas, e isso se dá em prol da busca do bem maior do Direito, que é a Justiça.
As normas judiciais classificam-se de diversas formas tais como: Quanto a sansão, quanto a
origem, quanto a aplicabilidade, quanto aos destinatários, quanto a incidência territorial, quanto
a vigência, etc.
IV. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FRIEDE, R; (2018). Teoria da norma jurídica, do processo legislativo e da interpretação


jurídica, Brasil.
DUARTE J; (2018). Sebenta de Teoria da Norma Jurídica.

Você também pode gostar