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e _sific os res vivos

O número de espécies de seres vivos presentes na Terra


é incerto, mas sabe-se que milhões delas habitam nosso
planeta, e, constantemente, novas espécies são encontradas.
Em razão desse grande número, verificou-se a necessidade
da criação de um sistema de c lassificação dos seres vivos.
O sistema de classificação atual ag rupa os seres vivos a
partir de categorias relacionadas às suas semelhanças. As
principais categorias de c lassificação são: reino, filo, classe,
ordem , família, gênero e espécie; de modo que espécies se-
melhantes se agrupam em gêneros que, a partir de suas se-
melhanças, se reúnem em fam ílias, e assim por diante, até
que filos semelhantes se agrupem em reinos.
A onça-pintada, que aparece na fotografia maior, o guepar-
{acesso em: 29 jan. 2016) do, o lince e o tigre, que aparecem abaixo, possuem d iversas
semelhanças e são organizados em uma mesma fam íli a, a
dos felídeos {Felidae), que por sua vez faz parte da classe
dos mamíferos (Mammalia), a qual nós, seres humanos, tam-
bém pertencemos.
Fonte de pesquisa: PURVES, William K. et ai. Vida: a ciência da biologia.
Tradução Anapaula Sorner Vinagre. 6. ed. Porto Alegre: Artmed. 2002. p. 4Sl-436.

Guepardo Tigre- de- bengala


(Acinon yx íubatus) (Panthem tigrís tigris)

da.i, Amé ri~!i e um símbolo Oriente os aJunos a escreverem as respostas no caderno.


(A Escreva semelhanças e diferenças entre os animais repre-
Algumas possíveis respostas: semelhanças: têm pelos,
sentad os. são mamíferos, apresentam garras e são carnívoros,
diferenças: tamanho, cor massa, habitat.
Qual dos grupos possui a maior quantidade de seres vivos:
a família dos felinos ou a classe dos mamíferos? Justifique
sua respost a. Classe dos mamíf~r.os, pois agrupa, além dos
felinos outras fam1llas.
Escolha uma espécie animal e realize uma pesquisa para
ident ificar a que família ela pertence. Algumas possíveis
respostas: o cachorro pertence à família dos carndeos (Canidae); o
gato, à dos felídeos (Felidae); o coelho, à dos leporídeos (Leporidae).
/estudando conjuntos
Ao obter coleções de objetos c lassificados a partir de certa característica, esta-
mos formando conjuntos. Os animais vertebrados, por exemplo, podem ser div idi-
dos em cinco classes: peixes, anfíbios, répteis , aves e mamiferos. Cada uma des-
sas classes de animais forma um conjunto.

Os vertebrado s est ão classificados no


subfilo Vertebrata do fil o Chordata. Esse
grupo é considerado grande e
diversif ica do, e nel e t odos o s a nimais
possuem crânio, e a maioria possui
vértebras que formam a col una vertebral.

Mamíferos Aves
Os mamíferos p ossu em Uma característica
sangue quente; as fêmeas t êm exclusiva das aves é
glândulas mamárias, com as p ossuir penas. Elas
quais amamentam os f il ho tes. r evestem e is olam o
co r po, possibilitando
a r egulação da
t emperatura e
auxiliand o no voo.
Peixes
Uma das p rincipais
características dos peix es é
a respiração por brânqu ias. Anfíbios
A maioria das espécies de
anfíbios v ive parcialmente na
ág ua e na terra. Es ses animais,
em geral, são predadores de
Répteis insetos e outros invertebrados .
Acredita- se q ue os répteis
foram os primeiros vertebrados Fontes de pesquisa: Si óRER, Tracy 1. et ai. Zoologia geral. 6. ed.
São Pauto: Companhia Ec!itora Nacional, 2000.
a adaptar-se à vida em lugares
secos, no ambient e terrestre. POUGH. F. Harvey; JANJS. Chistine M.; HBSER, John 8. A vida cios vertebraclos. São Paulo'. Atheneu, 2003.
HICKMAN JR.. Cieveland P. : ROBERTS, larry S.; LAfiSóN, A llan. Princípios integrad os
de zoologia. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2009.

Na Matemática, a ideia de conjunto é fundamental e está presente em diversos


conceitos. Podemos formar conjuntos a partir de objetos de diferentes natu rezas,
tais como pessoas e números.
Cada objeto de um conjunto é denominado elemento do conjunto. De maneira
No conjunto C, as geral, os conjuntos são nomeados por letras maiúsculas.
reticências indicam
que, ent re os Exemplos
elementos 10 e 96,
• Conjunto das vogais do nosso alfabeto: A ~ {a, e, i, o, u}
há outros element os.
Já em D, as reticências • Conjunto dos continentes: B ={África, América, Ásia, Europa, Oceania}
indicam que há no • Conjunto dos números pares positivos menores que 100: C = { 2, 4, 6, 8, 1 O, ... , 96, 98}
conjunt o outros
• Conjunto dos números primos: D={2, 3, 5, 7, 11, ...}
elementos maiores
que 11. Lembre aos alunos que um número primo possui apenas doís divisores distintos, 1 e ele mesmo.
Nos exemplos acima, os elementos do conju nto são apresentados entre chaves
e separados por virgula. No caso de números na forma decimal, usaremos ponto e
vírgula para não confundir com a vírgula que separa as casas decimais de cada
nú mero. Entre os exemplos, A , B e C são conjuntos finitos, pois possuem uma
quantidade finita de elementos. Já o conjunto O é um conjunto infinito, pois possui
uma infinidade de elementos.

10
Os elementos de um conjunto também podem ser apresentados pela condição que os
definem, denominada lei de formação do conjunto.
Exemplo E
•9
~
• E;;;;;{xlx é um número ímpar maior que 6 e menor que 17} g

'Í'~--- lê - se: tal que


•7 •1 1 ..
~
,,
g
1.
•13 • 15 :t
Um conjunto também pode ser indicado por meio de uma figura chamada diagra-
ma de Venn. Observe o conjunt o E, representado no diagrama de Venn ao lado.
O diagrama de Venn
Quando um objeto é element o de um conjunto, dizemos que ele pertence ao con- recebe esse nome em
junto. De maneira semelhante, quando ele não é elemento do conjunto, dizemos que homenagem ao lógico
não pertence ao conjunto. Em relação ao conjunto E, por exemplo, temos que: inglês John Venn
(1834 -1923), que utilizou
• 7 pertence a E: 7 e E essa m aneira de
representar conjuntos
'L_ lê - se: pertence Em relação ao rnníunto E, em um artigo de 1876 e
t emos tam bém : em seu lívro Symbolic
• 8 não pertence a E: B e E Logic, de 1894.
• 9 eE • 13eE
'L_ lê-se: nào pertence • l l EE Se julgar necessario,
• 15 EE
relembre os alunos sobre
os conjuntos dos
, . ( ) números naturais e dos
Podemos indicar o numero de elementos do con1unto E por n E. Nesse caso, inteiros, frequentemente
n(E};;;;; 5. estudados no Ensino Fundamental. Diga a eles que esses conjuntos serão estudados novamente ainda neste
capítulo. Relembre-os também de que um número quadrado .
perfeito é um número inteiro positivo que pode ser escrito como 4. Uma passivei resposta:
o quadrado de outro número ínteiro, por exemplo, 1, 4, 9 , 16,... A = {x I x é um dos cinco sentidos humanos} ;
B = {x Ix é um número ímpar entre 2 e 8} :
§
~_§ C ={x fx é uma das cores da bandeira do Brasil}
Atividades .,- Anote as respostas na caderno

l . Realize uma pesquisa e escreva o nome de t rês 3. Utilíze os símbolos E e e para relacionar cada ele-
espécies de vertebrados que pertençam ao mento aos conjuntos A;{x I x é par e divisor de 20}
conjunto: Algumas possíveís respostas: e Baa{xl-Jx é um número inteiro}. 25 éA;
a ) dos mamíferos. d) dos réoteis . . a) 4 4EA; 4eB e ) 10 10eA; 10éB e ) 25 25eB
gambá, maca.co, homem Jatare, tart~ruga, iguana
b) dos oeixes. e) dos anfíbios. b) 6 6éA; 6é8 d) 16 i6éA; 16EB f) 50 50éA;
tubarão, cascudo, lambari cobra-cega, sapo, rã 50i<éB
e) das aves. .
arara, papagaio, coruia 4. Determine a lei de formação de cada conjunto.
2. Apresente os elementos de cada conjunto entre ~

chaves e separados por vírgula e classifique-o em A • visão e "


~
• verde ...
~

finito ou infin ito. "o


~
a) divisores positivos de 30 {t 2 • 3 , 5, 6, 1 15, 30} ;
finito
º· • olfato
• tato
• azul ..
~

b) estados brasileiros da região Norte •branca


.,
~

{Acre, Amapá, Amazonas, Para, Rondônia. Roraima. Tocantns}; finito :


1
{

Estados brasileiros da região Norte Agora, elabore dois conjuntos e represente-os
por meio do d iagrama d e Venn. Em seguida,
peça a um colega que determine a lei de forma-
ção desses conjuntos. Resposta pessoal.

5. O conjunto O é formado pelos números quadra-


dos perfeitos ímpares e menores que 150. Quan-
tos elementos tem O? n (D) = 6

6. Considere o número ínteiro 5X2Y, em que X e Y


correspondem aos algarismos da centena e da
dezena, respe ctivamente . Quantos elementos
tem o conjunto A dos pares ordenados (X Y) que
Fonte: ATLAS geográfico escolar. 6. ed.
Rio de Janeiro: 18GE, 2012. tornam o número dado divisíve l por 15?
7 ares ordenados
e) múltiplos positivos de 4 { 4, 8, 12, 16, ...}; infinito Lemb re- se de que um número é divisível po r 15
d) letras que compõem a palavra CONJUNTO ' quando1 simultaneamente, é dívisível por 3 e 5 .
{ . 0 , } f ·t O Relembre os alunos de que um numero inteiro é divisível por 3 quando a soma
e, 1, n, , 4 u ; ini dos seus algarismos for divis ível por 3, e é divisível por 5 quando o algarismo
da unidade for O ou 5. Os conjuntos
11
/igualdade de conjuntos
Dois conjuntos A e B são iguais quando eles têm os mesmos elementos. Indica-
mos essa igualdade por A ;;B.

Exemplo
Os conjuntos A ;; {xj x é um número inteiro maior que -2 e menor ou igual a 4} e
8;;;;;{-1, 0, 1,2,3,4} têm os mesmos elementos. Assim, os conjuntos A e B são
iguais, ou seja, A "" 8 .

De maneira semelhante, dois conjuntos C e D são diferentes, ou seja, não são


iguais, quando algum elemento de um dos conjuntos não é elemento do outro. In-
dicamos essa desigualdade por C ;t;D.

Exemplo
Os conjuntos c ; ; ; {1, 3, 5, 7, 9} e D ;;;;;;{1, 2, 3, 5, 7, 9} são diferentes (C ;t; D), pois 2 e D e 2 i C.

/cõniuntos unitário, vazio e universo


A seguir estão apresentados alguns conjuntos que possuem características especiais.
• Conjunto unitário
Um conjunto A que tem um único elemento é chamado conjunto unitário, assim,
n(A );;;;;; 1. Os conjuntos A ;;;;;;{7} e B ;;;;;; {xlxéumnúmeroprimoepar} são exemplos
de conjuntos unitários. Lembre os alunos de que o 2 é o único número primo e par.
• Conjunto vazio
Dizemos que A é um conjunto vazio quando ele não tem elemento algum,
assim, n(A );;;;;; o. Podemos indicar um conjunto vazio por 0 ou { }. O conjunto
A ;;;;;; { x Ix é um número ímpar divisível por 2} é vazio (A ;; 0 ou A;; { }), pois não existe
número ímpar que seja divisível por 2.
• Conjunto universo
Chamamos conjunto universo, indicado geralmente por U, o conjunto mais amplo
que pode ser considerado em determinada situação, ou seja, aquele ao qual per-
tencem todos os elementos relacionados ao estudo. Mesmo que não expresso. é
importante que fique bem estabelecido o conjunto universo em cada situação. A
solução da equação x 2 ;;;;;;4, por exemplo, é apenas o número 2, se o conjunto uni-
verso considerado for o dos números naturais. Se o conjunto universo considera-
do for o dos números inteiros, as soluções são 2 e -2.

/4 Atividades ~ "=
~ Anote as respostas no caderno.

7. Determine quais conjuntos são iguais. 8. Classifique cada afirm ação em verdadeira (V) ou
A e G; B e H; C e E; D e F
A;;;;;;{xlx é um número inteiro maior que 1} falsa (F) e reescreva as falsas, corrigindo-as.
a) Se A ;;;; {x I x é primo e 14 :-:;; x < 17}, então A é
• B ; ; ; {x I x é um número inteiro com x 2 ;;a; 49} vazio .V
b) Todo conjunto unitário possui mais de um
C ={xl x é um número natural negativo} elemento. F Ull'_l~ possível ~esposta: todo conjunto
urntario possui apenas um elemento.
• D ;;;;;;{x l x é um número inteiro com x 2 - 5x+6;;;;;;0} e) A equação 3x+2Q;;;0 não pos sui solução no
conjunto universo dos números naturais. v
E;;; {} Para resolver uma equação do
2º- grau na fo r ma a x 2 +bx +c ,,, 0 , 9. Em qual dos conjuntos universo a equação
• F ;;; { 2.3}
podemos ut ilizar a fórm ula x 2 -2x - 3;;;0 tem duas soluções? d
• G ;::: { 2, 3, 4, ... } . - b±J; a) U ;;a; { 1, 2, 3, 4, 5} e) U={- 3, - 2,0,2.3}
r esolut 1va x,e - - -, em que
2 -a
• H;;; {- 7, 7} t."' b2 - 4 -a -c. b) LJ ;;;;{- 5,- 4, - 3, - 2. - 1} d) LJ;;;{- 1, 0,1,2,3}

12
/Subconjuntos
Observe em um diagrama de Venn a represent ação dos conju ntos u--------~
A ={-2,0, 1.2} e B ={-3, - 2, - 1, 0, 1,2, 3}.
Note q ue todos os elementos do conj unto A também são elementos do
conjunto B. Nesse caso, dizemos q ue A é subconjunto de B , ou A é parte de
B , ou que A está contido em B, indicando por:

Ac B
'L_ lê -se: está contido
Outra maneira de fazer essa indicação é:

B ::i A
t___ tê-se: contém
Quando há pelo menos um elemento de um conjunto C que não é elemento de um
conjunto O, dizemos que C não é subconjunto de D ou C não é parte de D, ou C não
está contido em D.
C a:: D ou 0 :ti C
t___ lê- se: nào está contido t__ lê-se: nào contém
Quaisquer que sejam os conjuntos A, B e C, podemos destacar as segu intes
propriedades:
• 0c A
O conjunto vazio está contido em qualquer conj unto. Essa relação pode ser
justif icada por redução ao absurdo, ou seja , supondo que 0a:: A e obtendo
uma contradição na conclusão. Nesse caso, existiria um elemento x pertencen-
te a 0 e não pertencente a A. Contudo, isso é um absurdo, pois por definição
o conjunto 0 não possui elementos. Dessa forma, 0 c A .
• Propriedade reflexiva: A c A
Todo conjunto está contido em si mesmo.
• Propriedade antissimétrica: se A c B e B c A , então A = B
A propriedade antissimétrica é mu ito utilizada quando se quer demonstrar
que dois conjuntos A e B são iguais. Para isso, demonstra-se inic ialmente
que A c B e, em seguida, que B c A.
• Propriedade transitiva: se A c B e B c C, então A c C
A propriedade t ransitiva também é conhecida por ser um tipo de silogismo e é
constantemente empregada em deduções lógicas. O desenvolvimento do silogismo
busto de Aristóteles
é atribuído a Aristóteles (384-322 a.C.), um dos grandes pensadores da Grécia An-
t iga. Atualmente, o silogismo é estudado em diversas áreas do conhecimento, como
na Filosofia e no Direito. Nessas deduções, em geral, são propostas duas premissas
e, por meio do silogismo, obtém-se uma conclusão.

Exemplos
• Premissa 1:
Os gatos (G) são fel inos (F): G e F

• Premissa li: G, conjunto dos gatos


F: conjunto dos felinos
Todo felino é um mamífero (M): F e M M: conjunto dos mamíferos

Conclusão:
Por silog ismo, os gatos são mamíferos: G e M

Os conjuntos 13
Atividades ~~ Anote as respostas no caderno.

10. De acordo com o diagrama, qual afirmat iva é a 13. Identifique qual das sentenças a seguir é verda-
correta? b deira e indique a propriedade que justifica sua
resposta. b ; propriedade transitiva
a) Ac C e BcC, então Bc A
b) AcB e BcC, então AcC
e) BcA e CcA, então Cc:B
d) C e B e A e B, então A e C

14. Seja o conjunto A ={0, 1. 4, 5, 6, 9} . Identifique as


afirmativas corretas. a ; b ; e; e
a) A c:B,Bc:CeCcA e) A::, B,BcCeC::,A a) 1eA c) 2eA e) 0cA
b) 9EA d) 4cA f) {1. 2}cA
b) A:::>B, BctCeCc A d) Ac B,B ctCeC::,A
15. Escreva na forma de diagrama de Venn os silo-
11. De acordo com o diagrama de Venn, classifique gismos. Respostas no final do livro.
cada sentença em verdadeira {V) ou falsa (F).
a) Corrida é um esporte.
a) PcQ V Q Praticar esportes é saudável.

@o
b) Qc0 F Logo, praticar corrida é saudável.
Oriente os alunos a
e) L ctR V b) O beija-flor é uma ave. definirem inicialmente as
. . letras correspondentes
Toda ave e um animal. a cada con;unto para
d) Paa:: T F
Então, o beija-flor é um animal. compor o diagrama.
e) R::,P F e) Potiguar é quem nasce no estado do Rio
Q: conjunto dos quadriláteros Grande do Norte.
P: conjunto dos paralelogramos
A: conjunto dos retângulos Marcos é potiguar.
g) L;;t:P V
L: conjunt o dos losangos Portanto, Marcos nasceu no estado do Rio
h) p ct L V T: conjunto dos trapézios
Grande do Norte.
Lembre aos alunos as características dos
paralelogramos, retângulos, losangos e trapézios. d) Todo poliedro é uma forma geométrica espacial.
12. Observe o diagrama.
A pirâmide é um poliedro.
Logo, a pirâmide é uma forma geométrica
espacial.

16. Junte-se a um colega e elaborem um silogismo a


partir do d iagrama. Resposta pessoal.

1: fala inglês
F: fala francês
E: fala espanhol

Qual das frases a seguir pode ser representada


pelo diagrama? e
a) Em um congresso, todos os palestrantes que 17. Determine todos os subconjuntos de X;;;;;{a, b, e, d}
falam francês também falam inglês e espanhol. de exatamente:
b) Em uma escola, os alunos podem optar por a) 1 elemento {a}, {b}, {e}, {d}
aprender um único idioma: francês, inglês ou b) 2 elementos {ab}, {a.e}, {a. d}, {b.c}, {b,d}, {e.d}
espanhol.
e) 3 elementos {a. b, e}, {a, b, d}, {a, e, d}, {b. e, d}
e) Em uma empresa, todo funcionário que fala
d) 4 elementos {a b,c,d}
francês fala inglês, e alguns que falam espa-
nhol também falam inglês. 18. Considere o conjunto
d) Em uma entrevista de emprego, todos os can - A = {x I x é um divisor positivo de 1 O}. Escreva to-
didatos que falam espanhol sabem falar ou dos os subconjuntos de A de apenas três ele-
ing lês ou francês . mentos. {125} , [1210}. {15.10}, {2,5.10}

14
/Operações com conjuntos
União de coniuntos
Considere os conjuntos A ;;;;;;{2, 4, 6, 8, 10} e u------------. Na defi nição de união
8 ={1, 2, 3, 4, 5, 6} . Podemos escrever um conjunto de conjuntos, a
C formado por todos os elementos de A ou de B, palavra "ou" não tem
ou seja, C = {1, 2,3, 4, 5, 6, 8, 10}. Nomeamos o con- o mesmo sentido de
exclusão qu e costuma
junto C de união dos conjuntos A e B e indica-
ser empregado na
mos por: linguagem ha bitual
(por exemplo: dentro

L lê- se: união


A parte destacada corresponde à união
dos conjuntos A e B, ou seja, AuB.
"ou" fo ra , azul "ou"
amare lo). Em união de
conjuntos, a palavra
"ou" sign ifica que,
para um objeto
Dados os conjuntos A e B , chamamos de união de A e B (A u B) o conjunto C, pertencer à união de A
t al que XEC se e somente se x e A ou XEB. e B, e le tem de
...J pertencer apenas a A ,
apenas a B ou
pertencer a A e a B
Exemplos simultaneamente.
• 0 = {3, 6,9, 12, 15} e E= {2. 7, 11, 13} • Faac{a, b, c, d, e, f, g} e G={c. d, e}
U----------~
Not e que os
conjuntos D e E não
•g •a
t ê m eleme ntos
· f ~- b comuns. Nesse caso,
•C
•e •d dizemos q ue esses
conjuntos são
disjuntos. Not e
também que o
Du E;;;;;;{2, 3, 6, 7, 9, 1, 12, 13, 15} Fu G;;;;;;{a, b, c, d, e, f, g} conjunto G é
subconjunto de F.
Nes s e caso, FuG=F.
Na união de conjuntos, podemos destacar algumas propriedades, para quais-
quer que sejam os conjuntos A , B e C.
• Elemento neutro: A u0=A
• Propriedade idempotente: A u A = A
• Propriedade comutativa: A u B = B u A
• Propriedade associativa: (A u B)u C = A u(B u C)

Interseção de conjuntos
Considere os conjuntos A = {2, 4, 6, 8, 1O} e U----------~
B = {' 2, 3, 4, 5, 6}. Podemos escrever um conjunto C 1!
.!e
formado por todos os elementos que pertencem a
A e a 8 simultaneamente, ou seja, C= {2, 4, 6}. No-
·1
B
.
'i
"~
•3 ~
.!;!
meamos o conjunto C de interseção (ou int ersec- ~
,[
ção} dos conjuntos A e B e indicamos por:
~
A n B= C ª
A parte destacada corresponde à
L lê- se: interseção
interseção dos conjuntos A e B, ou seja,
A,..B.

Dados os conjuntos A e B , chamamos de interseção de A e B (AnB) o con-


junto C, tal que x e C se e somente se x e A e x eB.

Os conjuntos I 15
Exemplos
• D"'{a,b, c, d,e} e E"'{f, g,.h,i} • F,,{1, 2, 3, 4, 5, 6} e G"'{1, 3}
u---------~ U- - - - - - - - - ~
N ote que os
D
coníunt os D e E são F
.2
disjuntos. Nesse caso,
a interseção de D e E •C
é o conjunto vazio.
Note tamb ém que o
conjunt o G é
subconjun to de F.
Nesse caso, F nG= G. Dn E"'0

Na interseção de conjuntos podemos destacar algumas propriedades, para


quaisquer que sejam os conjuntos A , B e C.
• Elemento neutro: A n U= A
• Propriedade idempotente: A n A = A
• Propriedade comutativa: A n B"' Bn A
• Propriedade associativa: (A n B)nC = A n(Bn C)

Propriedades da união e da interseção de conjuntos


Em relação à união e à interseção de conjuntos, podemos destacar algu mas
propriedades, para quaisquer que sejam os conjuntos A , B e C.
• Distributividade da união em rela- • Distributividade da interseção em
Ao final da apresentação ção à interseção relação à união
dessas propriedades,
proponha aos alunos que A u(Bn C)=(A u B)n(A u C) A n(Bu C)=(A n B)u(A n C)
realizem uma verificação
com base em três
conjuntos dados , por
u---------~ u - - - - - - - - - ~.
exemplo: A= {1. 2. 3, 4} ,
B = {3.4. 5} a C = {3, 6, 9} .

e e

A parte destacada corresponde a A parte destacada corresponde a


Au(Bnc) =(AvB)n(Avc} An(BuC) =(Ar1B)u(AnC).

• Au(An B)= An(Au B)"' A


U---------~

A parte destacada
corresponde a
~ - - - - - - - - - ~ Av(AnB) =Ar1(AuB)=A.

Quantidade de elementos da união de dois conjuntos


Dados os conjuntos A "'{a,b, c, d, e, f, g,h,i} e
A
B={a, e, i,o, u}. temos que:
•g
• A u B"'{a, b, c, d, e, f, g, h, i, o, u} • n(B)= 5
•f
• A n B"'{a, e, i} • n(A u B)=11 ·d
•C
• n(A)= 9 • n(A n B)=3
De acordo com as informações acima, note que n(A u B)=n(A)+n(B) -n(A n B}.
'-v-' ~ ~ '-v-'
11 9 5 3

16
De maneira geral, dados os conjuntos A e B finitos, Quando dois conjuntos A e B
temos que n(A v B)=n(A) + n (B)-n(A n B). são disjuntos, ou seja, AnB=0,
temos 9ue n(A n B)= O. Nesse
caso, ntA u B)=n (A)+n(B).

/ Atividades resolvidas\

Rl. Considere os conjuntos A e B com 17 e 12 elementos, respectivamente. Quantos elemen-


tos pertencem à união de A e B, sabendo que eles possuem 5 elementos em comum?

Resolução
Do enunciado, temos que n(A)=17 e n(B)=12. Como A e B possuem 5 elementos em
comum, segue que n (A n B) = 5. Assim, temos:
n (A u B) = n (A)+ n (B) - n (A n B) = 17 + 12 - 5 = 24. Portanto, 24 elementos pertencem à
união de A e B .
Também podemos resolver a atividade utilizando o diagrama de Venn.
111.) Construímos o diagrama e indicamos 29 ) Calculamos e indicamos a quantidade
a quantidade de elementos de A n B. de elementos que pertencem apenas
a A e apenas a 8.

Assim, n(A u B) =12 + 5+ 7 =24.

Diferença de conjuntos
Considere os conjuntos A ={5, 10, 15, 20, 25} e B={2. 5, 7, 12, 15} . Podemos escrever
um conjunto C formado por todos os elementos que pertencem a A e não perten-
cem a B, ou seja, C ={10, 20, 25}. Nomeamos o conjunto C de diferença entre os
conjuntos A e B e indicamos por A-B = C.
u-----------,

A p art e des tacada


c:orr esponde à d ifer ença
en tre os conjuntos A e B,
ou seja, A - B.

Dados os conjuntos A e B , chamamos de diferença entre A e B


(A -8) o conjunto C, tal que XEC se e somente se XEA e x eB.

Exemplos
• 0 ={1,2, 3, 4} e E= {5, 6,7} • F={1,4, 7, 10, 13, 16} e G = {4, 7, 13, 16} Note que os
conjuntos O e E são
U-----------, u - - - - - - - - - - - ,,
disjuntos. Nesse caso,
D
., ~
g
'E
D- E=IJ e E-D=E.

•3 V
"
.~

Q
Note que o conjunto G
6 :t.
~
é subconjunto de F, ou
7 ~ seja, todo elemento
~ de Gtambém é
~ - - - - - - - - - - ~,, ~
elemento de F. Dessa
D-E= {1. 2, 3, 4} e E-D = { 5, 6, 7} F-G= {í. 10} e G-F= 0 forma, G- F= 0 .

Os c:onjuntos I 17
Complementar de um conjunto
Considere o conjunto A ={0,2, 4, 6, 8, 10} e seu subconjunto 8 ={4, 6,8} . Denomi -
namos complementar de B em relação a A o conjunto C = A-B, ou seja, C é for-
mado por todos os elementos que pert encem a A e não pertencem a B. Nesse
caso, C = {0, 2,10}.
U - - - - - - - - - - ~ A parte destacada
A
corresponde ao
•10 complementar de
B e m relação a A.

Dados os conjuntos A e B , com B c A , c hamamos de complementar de Bem


relação a A o conj unto C tal que C= A -B, o qual é indicado por C!.

Exempla
• U={a, e,~ o, u} e D={a, i}
U- - - - - - - - - - - - ,, A parte destacada
•8 corresponde ao 1oNocomexemplo ao Lado,
plementar de D
com plementar de
D em relaçào a U. e m relação ao conjunto
unive rso U ta mbé m
pode ser indica do por
D' ou i5 ou Dr.

Em relação ao complement ar de um conjunto, podemos destacar as seguintes


propriedades:
• (A u Bf = A"n Bc
u- - - - - - - - - - - - . A parte destacada
As propriedades corresponde a
(Au Bt =Arn B[ e (AuBl =A[f"'IB[ .
(An Bt =AruBr
também são
conhecidas como leis
de De Morgan, em
ho menagem a o
mat emático brit â nico
August us De Morgan
(1806-1871).
A parte destacada
corresponde a
(Af"'IBl = Ar v Bc.

~
~~ - - - - - - - - - - - ~

• (Act = A
• A c B => Bc e A e

18
Atividades ~
"= Anote as respostas no caderno
20. a) Algumas possíveis respostas: espelho, café,
famosa, abóbora, música, ideia.

19. Considerando os conjuntos A ;a; n 2, 4}, 26. Devido à grande quantidade de informações d is-
B;;;;;{t 3, 4, 5} e c;;;;;{5,6, 7,8}, determine: poníveis na internet, as chamadas ferramentas de
a) Au8 {1.2,3,4, 5} e) AnC 0ou {} busca oferecem opções para refinar uma pesqui-
sa. Em uma dessas ferramentas, ao utilizarmos o
b) AuC {1.2.4,5,6, 7, 8} f) BnC (5}
sinal de menos"-", por exemplo, e pesquisarmos
e) B u C {1, 3. 4, 5 6, 7, 8} g) (A uB)nC {5} as palavras água consumo - mundo, obteremos
d) A n B {t4} h) (AnC)uB (1.3.4. 5} j como resultado sites contendo os termos água e
!
consumo, sem conter o termo mundo.
20. Sendo A o conjunto composto por todas as pa-
A parte destacada do diagrama a seguir repre-
lavras da língua portuguesa que são acentuadas
senta os sites indicados por essa ferramenta de
e B o conjunto composto por todas as palavras
busca após uma pesquisa.
paroxítonas. escreva:
a) 6 elementos de A uB
b) 5 elementos de AnB
Algumas r:1ossíveis respostas: lápis, bônus, imóve l, 1ên is, táxi.
e) 3 elementos de B - A
Algumas possíveis respostas: enjoo, velho, escola.
d) 2 elementos de A - B
Algumas possíveís respostas: próximo, dominó.

Urna palavra é paroxítona quando a s ílaba


tônica é a penúltima.
Na resolução da atividade 20, traga a sala de aula alguns
dicionários para que os alunos consultem, se necessário. R: sites com o termo reciclagem
P: sites com o ter mo papel
21. Utilize os símbolos u e n para representar a par- M: sites com o ter mo metal
te destacada no diagrama.
Qual dos itens a seguir apresenta a maneira
U---------~
Cu(A('\B) como os termos da pesquisa foram indicados na
ferramenta de busca? b
a) reciclagem papel metal
b) reciclagem metal -papel
e) reciclagem papel - metal
d) reciclagem -papel -metal
Real ize um experimento em uma ferramenta de
22. Se o conjunto A é formado pelos divisores posi- busca na internet a fim de simular uma pesquisa
tivos de 18, B possui 5 elementos e n(A nB);;;;;3, semelhante à sugerida nessa atividade.
quantos elementos possui o conjunto AuB?
8 elementos 27. Em qual item a parte destacada representa e:. a
23. Sejam os conjuntos x;;;;;{3,6,9, 14,1a 20} ,
Y;;;;;{x lx é mú ltiplo positivo de 3} e
z :;;;{xlx é divisor positivo de 12}, determine:
a) X - Y {14, 20} d) (Xu Z) - Y {1, 2, 4, 14, 20}

b) X - Z {9. 14, 18,20} e) Z - (Y nX){1.2. 4, 12}


e) Z-Y {1,2. 4} f) (ZnY)- (Xn Z){12} b) d)
A
24. Sabendo que AnB;;:{a, c}, AuB:;;;{a, b, c, d, e, f} e
A - B;;:{b,d,e} , quantos elementos possui o con-
junto A? E o conjunto B? 5 elementos: 3 elementos

25. Sendo U o conjunto universo dos números intei-


ros, determine:
At ={x lx é um número par}
o
a) Ac, com A;;:{x l x é um número ímpar} 28. Dado o conjunto universo U;;: {a, b, c, d, e}, defina
dois subconjuntos A e B e verifique a validade
b) Bc , com B;;:{x l x é um número positivo}
das leis De Morgan. Resposta pessoal.
Bc = { xIx é um número negativo ou x = O}

Osconjuntos I 19
( Contexto \.__Sistema ABO _..
............... . ......... . r

29. O sangue desempenha diversas funções importantes em nosso organismo, como o


transporte de substâncias e oxigênio, regu lação da temperatura corporal e proteção
contra infecções. Assim, muitas pessoas, que sofrem de determinadas doenças ou
Antígenos: substâncias ou
microrganismos que ao
que perderam muito sangue em acidentes ou cirurgias, precisam fazer sua reposição.
penetrar no corpo de um Por isso, dependem da doação de voluntários.
indivíduo desencadeiam a
produção de anticorpos. Entre os sistemas de grupos sanguíneos que podem ser identificados nos seres
Hemácias, célul as humanos, destaca-se o sistema ABO do qual fazem parte os grupos sangu íne-
sanguíneas cuja
f unção principal é os A, B, AB e O.
transportar oxigênio dos
A classificação do t ipo sanguíneo de um indivíduo em um desses grupos é
pulmões aos tecidos.
real izada com base nos antígenos A e B que podem estar presentes em suas
Fontes de pesquisa: hemácias. O individuo que possui apenas antígeno A apresenta o tipo sanguíneo
MARCO DES. Lucília. O sangue.
São Paulo: Álica, 1996. A, o que possuí apenas antígeno B apresenta
TORTORA, G=rcl J. Corpo Sistema ABO - - - - - - - - - ,
humano: rundamentos de o tipo B, aquele que possuí antígenos A e B
anatomia ,e fisiologia. Tradução
Cláudia L. Zimmer et ai. 4. ed.
apresenta o tipo AB e o indivíduo que não pos-
Porto Alegre: Artmed. 2000. p. sui antígeno A nem antígeno 8 apresenta tipo
334 -335.
<WWW. prosangue .sp.gov.br/ sanguíneo O.
artigos/requisitos_basicos_para_
doacao>_ Esquematicamente, o sistema sanguíneo ABO "'._;
Acesso €m: 2 1 jul. 2015.
<Www_hemominas.mg.gov.br/
pode ser representado por meio de um diagra-
.___ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ___.ai,
i
doacaa/aprenda/fracionamenlo>. ma de Venn, como mostrado ao lado.
Acesso -e m: 2 1 jul. 2015.
O tipo A
O tipos

Para ser doad or ê preciso:


;
O caminho do sangue doado
Apresentar boas Obser ve no esquema al gumas et apas, desde a do ação at é a transfusào de sangue.
• co ndições de saúde.

Ter entr e 16 e 67 an os.

B
Pesar n o mínímo 50 kg.

Não estar tomando


medicamento e nem ter
feit o cirur gia
recentemen te.
<D Doador @ Triagem e coleta @ Fracionamento
• Est ar descan sado e O doador realiza um A tria gem consiste O sangue coletado é separado nos
alimentado; dentre cadastro no balcào d e basicamente na análise de seguintes componentes:
outras. at endimento. uma pequena amost ra de hemácias, plasma, plaquetas e
O atend ente verifica se sangue, na verificação do s crioprecipitado. Simultane-amente,
el e possui as condições sinais vitais e da massa e realizam-se exames nas
Doar sangue é um ato de n ecessári-as para em uma entrevista amostras de sangue, dentre os
solidar ied ade e cidadania, uma vez r ealizar a doação. confiden cial. São colet ados quais é possível det erminar a
que o sangue d e um ún ico doador cerca de 450 ml de sangue classificação do tipo sanguíneo e
pode ajudar muitas pessoas. e amostras par a testes, identificar doenças infecciosas.
A lém de determinar o tipo sanguíneo de um indivíduo, a presença de antígenos Anticorpos. proteínas
sanguíneas cuja função é
em suas hemácias estimula a produção de antii corpos no plasma sanguíneo.
reconhecer os antfgenos
Os anticorpos são produzidos contra os antígenos que o sangue não possui. e ligar-se a eles de modo
a auxiliar o sistema
Portanto, em uma transfusão sanguínea, o indivíduo não pode recebe r sangue imunológico do
com antígenos diferentes dos que estão presentes em suas hemác ias . Observe organismo a destrui- los.

o esquema abaixo.

®® O esquema ilustra as e) Porque aqueles que


possuem o tipo sanguíneo
~ '10 transfusões possíveis entre AB não têm presença de
pessoas dos diferentes anticorpos A ou 8 , o que lhes

e @ u~ ~
0) @
~
~
grupos sanguíneos. permite receber qualquer tipo
de sangue; já os que
possuem o t ipo O não têm a
presença de antígenos A ou
B , o que lhes permite doar
para qualquer um .

•o Presença de antígeno na hemácia

Ausência de antígeno na hemácia

O-

r
Presença de anticorpo no plasma

Ausência de anticorpo no plasma

Doa a outro

®@ Doa a si mesmo

De acordo com as informações apresenta-


das, resolva as questões.
a) Em sua opiníão, por que é importante a
doação de sangue? Resposta pessoal.
b) O sistema ASO é composto por quais
grupos sanguíneos? A, s , AB e o
e) Explique por qual motivo os indivíduos do
@ Armazenamento ® Transfusão
grupo sanguíneo AS são considerados
Os componentes são Por ser fracionado, o
armazenados de diferentes sangue da doação de uma recepto res universais e os indivíduos do
maneiras. pessoa poderá ajudar vários grupo sanguíneo O, doadores universais?
• Hemácias; em geladeira pacientes. Por exemplo: o
d) Uma pessoa com tipo sanguíneo B pode
c:om t emperatura entre concentrado de hemácias
ZºC e 5ºC. por um período pode ser utilizado em casos r?ceber transfusão de que tipo sanguíneo?
tiPO 8 o u tipo Q
de até 35 dias. de anemias agudas e) Gonstrua um diagrama de Venn semelhan-
• Pl asma e crioprecipitado: causadas por hemorr agias
em /reezer com em acidentes ou cirurgias~ e
te ao apresentado no enunciado, desta-
tem peratura de 1B•e o de pl aquetas, em casos d e cando as partes que representam os tipos
negativos ou menos, por diminuição do númern de sanguíneos de indivíduos cujas hemácias:
até um ano; plaquetas, como ocorrem R~spostas no final do livro.
• Plaquetas: em temper atura em leucemias. 1 ) possuem ant1geno B.
ambiente contr olada, li ) possuem apenas antígeno A.
sob agitação constante,
por até 5 dias. Ili) possuem antígenos A e B.
IV) não possuem antígenos A nem B.
f ) Converse com os seus pais ou responsá-
veis sobre o seu tipo sanguíneo em relação
ao sistema ASO e escreva de quais tipos
você pode receber sangue e para quais
pode doar sangue em uma transfusão.
Resposta pessoal.

Os conjuntos I 21
/Problemas envolvendo conjuntos
Utilizando as operações com conjuntos, podemos reso lver diversos problemas.
Observe a seguir a resolução de alguns deles.

/ Atividades resolvidas\
R2. Conforme estudamos na atividade 29, os t ipos sanguíneos no sistema ABO são defi -
nidos de acordo com a presença dos antígenos A e B nas hemácias. Os indivíd uos
que possuem apenas o antigene A têm sangue do tipo A; os que possuem apenas o
antígeno 8 , têm do tipo B; os que possuem ambos os antígenos, têm do tipo AB; e os
que não possuem antígeno algum, têm do tipo O.
Em exames realizados em 100 amostras de sangue, identificou-se o antígeno A em
72 amostras, o antígeno B em 55 e ambos os antígenos em 34. Quantas amostras são
de sangue do tipo O?

Resolução
Seja U o conjunto de todas as amostras, A o conjunto das amostras com antígeno A
e o conjunto B das amostras com antígeno B. Logo: n(A) ;;;;: 72, n(B);;;;: 55 e n (A n B) ;;;;: 34.
Assim, o número de amostras com antígenos A ou B é dado por:

n{A u B) = n (A)+n (8 )- n(A n B) = 72 + 55-34 = 93


Como as amostras do t ipo sanguíneo O são aquelas que não possuem antígenos A
nem B, temos que o número de amostras de sangue do tipo O é dado por:

(A u Bt;;;;:1 00-93 = 7----) ?amostras

Outra maneira de resolver essa atividade é construir um d iagrama de Venn represen-


tando os conjuntos U, A e B e p reenchê-lo em etapas, conforme segue.

1") Construímos o d iagrama e indicamos 2°) Calculamos e indicamos as quantida-


a quantidade de amostras que pos- des de amostras que possuem ape-
suem ambos antígenos. nas um dos antígenos.

----L-- 55-34:21

3º) Por fim, calculamos e indicamos a quan-


Note que, nos diagramas de Venn
t idade de amostras que não possuem
apresentados nesta atividade resolvida,
antígeno algum. os v alores indicados correspondem a
quantidades de elementos dos conjuntos
e não aos elementos dos conjuntos,
como tratado até o momento. Assim, o
número 34, que aparece nos diagramas,
por exemplo, indica a quantidade de
elementos de A nB, e não que o número
34 pertence a esse conjunto.

- - -100 - (38 + 34 + 21)" 7

Portanto, 7 amostras correspondem ao tipo sanguíneo O.


Explique aos alunos que, nessa coleção, nos diagramas de Venn , quando um valor for indicado com marcador
>
(bolinha), esse corresponde a um elemento do conjunto. Contudo, quando o valor for índícado sem o marcador,
22 esse indica a quantidade de elementos do conjunto.
>
R3. Um professor de literatura sugeriu aos alunos de uma turma a leitura dos livros lracema e
O Guarani, de José de Alencar (1829-1877). O professor verificou que 24 alunos leram
lracema, 18 leram O Guarani e 13 leram os dois livros. Sabendo que 2 alunos não leram
nenhum dos livros, quantos alunos há na t urma?

Resolução
Inicialmente, consideramos os conjuntos / dos alunos que leram lracema e G dos alu-
nos que leram O Guarani.
l!!) Representamos em um diagrama o nú- 2!!) Calculamos e indicamos as quantida-
mero de alunos que leram os dois des de alunos que leram apenas um
livros e os que não leram nenhum livro . dos livros.
..
.s
..

-a
o
1:
~
"'ii
! 2
18-13=5
ª ~ - - - -2- - - - ~

Portanto, há 31 alunos na turma, pois 11+13+ 5+2= 31.

R4. (Enem-MEC) Um fabricante de cosméticos dec ide produzir t rês diferentes catálogos
de seus produtos, visando a públicos distintos. Como alguns produtos est arão pre-
sentes em mais de um catálogo e ocupam uma página inteira, ele resolve fazer uma
contagem para diminuir os gastos com originais de impressão. Os catálogos C1 , C2 e
C3 terão, respectivamente, 50, 45 e 40 páginas. Comparando os projetos de cada ca-
tálogo, ele verifica que C1 e C2 terão 10 páginas em comu m; C1 e C3 terão 6 páginas
em comum; C2 e C3 terão 5 páginas em comum, das quais 4 também estarão em C1.
Efetuando os cálculos correspondentes, o fabricante conclui que, para a montagem
dos três catálogos, necessitará de um total de originais de impressão igual a:
a) 135 b) 126 e) 118 d) 114 e) 110

Resolução
Inicialmente, denominamos e,, C2 e C 3 os conjuntos das páginas dos catálogos C1, C2
e C3, respectivamente, ou seja:
n (C,)=50 n (C 3 )= 40 n (C 1n C 3 )= 6
n (C2 ) = 45 • n(C/, C2 )= 10 n(C 2 n C3 )=5

111) Indicamos no diagrama o número de 2g) Por fim, indicamos no diagrama o núme-
páginas comuns aos três catálogos e o ro de páginas exclusivas de cada catá-
de páginas comuns a apenas dois catá- logo.
logos. n(C,) - (6 +4 + 2) = 50- 12 = 38
n(C2 ) - (6+ 4 + 1) = 45 - 11= 34
'--'"t----- c

n(C,n C3 ) - 4 = 6-4 = 2

Calculamos o total de páginas necessárias para a montagem dos três catálogos:


n (C 1 u C2 u C3 ) = 38+ 6+34+ 2 + 4+ 1+ 33 = 118

Portanto, o fabricante necessitará de um total de 118 originais de impressão, ou seja,


a alternativa correta é e.

Os conjuntos I 23
Atividades ~~ Anote as respostas no caderno.

30. De acordo com as leis brasileiras de trânsito, 33. (U EL-PR) Um instituto de pesquisas entrevistou
existem diferentes tipos de veículos, e para cada 1 000 indivíduos, perguntando sobre sua rej eição
um deles há uma habilitação específica. Por aos partidos A e B. Verificou-se que 600 pessoas
exemplo, uma pessoa que possua habilitação na rejeitavam o partido A; que 500 pessoas rejeita-
categoria A pode conduzir um veículo motoriza- vam o partido B e que 200 pessoas não rejeita-
do com até 3 rodas, como motocicletas e trici- vam nenhum partido. O número de ind ivíduos
clos. Já a habilitação na categoria B não permi- que rejeitavam os dois partidos é: d
te a condução de veículos descritos para a ca- a) 120 pessoas d) 300 pessoas
tegoria A, mas permite a condução de veículos b) 200 pessoas e) 800 pessoas
motorizados que não excedam 3 500 kg e cuja
e) 250 pessoas
lotação não ultrapasse 8 passageiros, como os
carros de passeio. 34. (Udesc-SC) No final do primeiro semestre deste
Fonte de pesquisa: <Www.denatran.9ov.br/faq.htm#16. ano, 40 acadêmicos participaram de uma pes-
Quais são as categorias de habilitação>.
Acesso em: ó nov. 2015. quisa que objetivou analisar a frequênc ia com
Certa empresa possui 26 funcionários , todos que estes utilizaram o atendimento extraclasse
com algum tipo de habilitação: A, B ou AB (pos- do professor e/ou do mon itor de uma determi-
sui as duas habilitações A e B). Veja a quanti- nada disciplina. Obteve-se o seguinte resultado:
dade de funcionários de acordo com o tipo de 20% dos acadêmicos procuraram atendimento
habilitação. tanto do professor quanto do monitor; 30% dos
acadêmicos procuraram somente o atendimento
do monitor; 15% dos acadêmicos não opinaram
Número de
Categoria e 4 acadêmicos não procuraram atendimento do
funcionários
professor nem do monitor. Então o número de
A 19 acadêmicos que procurou o atendimento somen-
te do professor é igual a: d
B 12
a) 24 b) 18 e:) 8 d) 1O e) 20

Quantos funcionários possuem habilitação na 35. Uma escola oferta quatro oficinas para os i 75 alu-
categoria: nos do 1º- ano do Ensino Médio: Informática e
a) A? 19 fun cionários d) somente A? Fotografia no primeiro semestre e Artesanato e
14 funcionários Culinária no segundo. Ao final do ano, cada aluno
b) B? 12 iuncionários e ) somente B?
7 funcionários deverá ter realizado exatamente duas dessas
e) A e B? 5 funcionários
oficinas. No primeiro semestre, inscreveram-se
31. Um levantamento realizado com 36 alunos de uma 80 alunos para Informática e 67 para Fotografia.
turma constatou que 25 alunos acessam a inter- Sabendo que no primeiro semestre 35 alunos
net nos fins de semana, 12 acessam de segun- optaram pelas duas oficinas, quantos alunos
da-feira a sexta-feira e 5 alunos não acessam a deverão, no segundo semestre, participar de:
internet. Quantos alunos acessam a internet a) duas oficinas? 63 alunos
durante toda a semana? 6 alunos
b) apenas uma oficina? 77 alunos
32. Certa clinica realizou uma pesquisa acerca do e) nenhuma oficina? 35 alunos
histórico de cirurgias p lásticas de seus pacientes.
Nessa pesquisa, constatou-se que 20% haviam 36. De acordo com o IBGE, a projeção da população
feito apenas cirurgia plást ica reparadora a fim de brasíleira para 2030 é de aproximadamente 110 mi-
corrigir algum problema congên ito, 54 pacientes lhões de homens e 113 milhões de mulheres.
Fonle de pesquisa: <www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/
fizeram somente cirurgia plástica para fins esté- projecao_da_populacao/2013/defaulUab.shlm>. A.cesso em: 10 jul. 2015.
ticos, 9% fizeram cirurgia plástica reparadora e Considerando essa projeção e sendo H o con-
estética e 44% nunca fizeram qualquer tipo de junto formado pelos homens e M, o formado
cirurg ia plástica. pelas mulheres, responda:
a) Oual o número de pacientes entrevistados? a) Quantos são os elementos de H n M ? Como
200 pacientes
b) Quantos pacientes nunca fizeram qualquer tipo podemos classificar a re lação entre esses
de cirurgia plástica? 88 pacientes conjuntos?
nenhum elemento; Resposta esperada: disJuntos.
1 Congenito: que se man ifesta desde ou antes do nascimento. b) Quantos são os elementos de H u M ?
223 milhões de elementos
24
37. Uma pesquisa, sobre doces preferidos, realizada 41. (Enem -M EC)
com 100 clientes de uma doceria obteve o re -
sultado mostrado no quadro a seguir. A vida na rua como ela é
O Ministério do Desenvolvimento Social e Comba-
Preferência Número de clientes te à Fome (MDS) realizou, em parceria com a ONU,
Somente bolo 10 uma pesquisa nacional sobre a população que
vive na ma, tendo sido ouvidas 31 922 pessoas em
Somente torta 30
71 cidades brasileiras . Nesse levantamento, cons-
Somente pudim 15
--+------ tatou-se que a maioria dessa população sabe ler e
8 o lo e torta 8 escrever (74%), que apenas 15,1 % vivem de esmo-
Bolo e pudim 5 las e que, entre os moradores de rua que ingressa-
Torta e pudim 6 ram no ensino superior, 0,7% se diplomou. Outros
~ ola, torta e pudim_ _ _ _ 4
dados da pesquisa são apresentados abaixo.

Quantos cl ientes não preferem nenhum dos três Por que vive na rua?
doces? 34 clientes
Motivo

38. A quantidade de alunos matriculados em uma Alcoolismo/ drogas 36


escola de idiomas está indicada a seguir.
Desemprego

Inglês Francês Espanhol Ingl ês e Ingl ês e Problemas familiares 30


Francês Espanhol
Perda de moradia 20
Quantidade
72 28 57 18 36
de alun os Decepção amorosa 16

O 5 10 15 20 25 30 35 40
Sabe-se que nenhum desses alunos estuda francês
Porcentagem
e espanhol ou os três idiomas simultaneamente.
a) Qual o número de alunos matriculados para
apenas um idioma? 49 alunos 1
Escolaridade
b) Qual o total de alunos matriculados? 103 alunos i
Nível escolar
/~n ..............................
'cY; Desafio @ \
Superior completo
ou incompleto
]1,4
Em uma c idade com 50 000 habitantes, a popu-
lação tem acesso a 3 jornais, sendo que 40% da
Médio completo
ou incompleto :J7i°
Fundamental completo
população lê o jornal A, 28% o jornal B, 58% o i ou incompleto
158,7
jornal C, 20% lê somente o jornal A, 12% lê so· 1
Nunca estudaram 115,1 1
mente o jornal B, 35% lê somente o jornal C e
1 1 1
11 % lê somente os jornais A e C. Considerando
o 10 20 30 40 50 60 ~ o
que A, B e C possuem leitores em comum, e que Porcentagem
sempre existem leitores em comum a do is jor- ~----------
lstoÊ. 7/2008, p. 21 (com adaptações).
nais, determine o número de habitantes que leem
mais de um jornal. 13 500 habitantes No universo pesquisado, considere que P seja o
conjunto das pessoas que vivem na rua por mo-
40. A partir do d iagrama a seguir, elabore uma ativi-
tivos de alcoolismo/drogas e Q seja o conjunto
dade envo lvendo operações de conjuntos. Em
daquelas cujo motivo para viverem na rua é a
seguida, troque essa atividade com um colega
decepção amorosa. Escolhendo-se ao acaso uma
e reso lva. Ao final, verifiquem se as resoluções
pessoa no grupo pesquisado e supondo-se que
estão corretas. Resposta pessoal.
sej a igual a 40% a probabilidade de que essa
pessoa faça parte do conjunto P ou do conjunto
Q , então a probabilidade de que ela faça parte
do conjunto interseção de P e O é igual a: a
a) 12% d) 36%
V: voleibol
F: futebol b) 16% e) 52%
B: basquete e) 20%

Os conjuntos I 25
/Conjuntos numéricos
Conhecer e compreender os diferentes ti-
Coleta municipal de resíduos
pos de números é importante, por exemplo, de serviço de saúde em 2013
para entendermos diversas situações do dia
a dia, como as apresentadas a seguir. kg/hab.
2,5 ,--- - - - - - - - - - - - - ,
No gráfico ao lado, o número 0,652, por
2,064
exemplo, indica que no ano de 2013 na re- 2 -+-- - - - - - ----r---.-------1
gião Nordeste foi coletado, em média por
1,5
habitante, aproximadamente 0,652 quilo- 1,26
grama de resíduos produzidos por estabe-
lecimentos de serviço de saúde, como hos- 0 ,54 0,652
0 ,5
pitais e consultórios odontológicos.
Na tabela abaixo, o número - 633 217 , O ..J........J
J:' .._»_" .....__, Região j
._0__,____."_0' ....____._"_0' ....__._"'-0.......___,c,
por exemplo , indica que houve uma redu- ~ ~º,t, oi' J>,t, ~
~o ~ó (:) ~
ção de 633 217 alunos matriculados no cl' ~
Ensino Fundamental no Brasil em 2013, ~ - - - - - - - - - - - - - - - - - ]
Fonte: <WWW.abrelpe.org.br/Panorama/
em relação a 2012. panorama2013.pdf>. Acesso em: 22 jul. 2015.

Evolução do número de alunos matriculados na educação básica no Brasil


Variacao
Etapa/M odalidade de ensino 2012 2013
2012/2013
Educação Infantil 7295512 7590600 295088

Ensino FundamentaJ 29702498 29 069281 - 633217

Ensino Médio 8376852 8312815 - 64037

Educação de Jovens e Adultos 3906877 3772670 - 134207

Educação Especial* 199656 194421 _L - 5235

Educação Profissional 1 063655 1 102 661 39006

Total 50545050 50042448 r - 502602


Fonle: <Www.inep.gov.br::>. Acesso ,m: 22 jul. 2015.

'O número de matriculas re!..-ente á Educação Especial contempla apenas as matriculas em classes especiais e escolas
exclusivas. visto que as matriculas dos alunos com necessidades educacionais especiais incluídos em classes comuns jâ estão
distribuídas nas modalidades de ensino regular ou Educação de Jovens e Adultos.

Já na fatura de energia elétrica a seguir, nas partes em destaque, o número 97 indi-


ca o consumo em quilowatts-hora, e o número 128,99 indica o valor em reais da fatura.

D.Mdorio
~iebúteisd~at«>às 1~
O&lO t2345i!f/

Uridaoo Consumidora
37811111
Total
Faturado
97 kWh

~ 00 MEOE)QR - ~ O ··-····-..--····-··--·····
:urt.a-mr , ,__,, ..,., , ,...,.~ 1Constante de
L.eitur.,
03At7001.!. os.ov2C118 3-l clns M~aç-.ao
-3402 3499- fJ7kV.h 1,00
Pri::oorro latt.r.J Pmvma:: ~ 18

Neste tópico, serão retomados e aprofundados alguns conce itos relac io nados
aos conjuntos numéricos estudados em anos anteriores.

26
Conjunto dos números naturais (N)
Por mais que atualmente nos pareça simples a prática de contar elementos de
uma coleção, isso nem sempre foi assim na história da humanidade. Nossos ante-
passados, quando deixaram de ser nômades e passaram a criar animais e organi-
zar pequenas comun idades, por exemplo, utilizavam-se de associações " um a um"
para quantificar os rebanhos e os membros da tribo.

No chifre de anímal ao lado, da t ado


de cerca de 15 000 a .C., os riscos
possivelmente indicam registros de
q uantidades. Outras maneiras utiliza das
para con tar eram , por e xe mplo, o uso
dos dedos das mãos e dos pés ou o
agrupamento de pedras em u m monte.

Podemos d izer que dessa necessidade de contar surg iram os números que, pos-
teriormente, formaram o conjunto dos números naturais: l"::h"{o, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 ...}.
Na tabela a seguir, os números naturais expressam ideias de quantidade e de ordem.

' Quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos de Toronto em 2015 \


Posição País Ouro Prata Bronze Total

1g Estados Unidos 103 81 81 265

2~ Canadá 78 69 70 217

3Q Brasil 41 40 60 141


- Cuba 36 27 34 97
Fonte: < http://results.toronto2015.org/lAS/es/
genBraJ/conteo- d.,-medallas.hlm:,_ AC<lsso em: 27 jul. 2015.
Nos Jogos Pan-
Podemos destacar um subconjunto de N formado por todos os números naturais -America nos d e Toronto,
com exceção do zero, o qual indicamos por N*. no Canadá , a a tleta Etie ne
Me dei ros torn ou-se a
primeira mulher brasileira
N*={1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}
a conquis t ar uma medalha
de ouro, na prova de
A sequência dos números naturais pode ser representada em uma reta orientada
natação 100 m costas, em
chamada reta numérica. Para isso, marcamos um ponto O, denominado origem e Jogos Pan- Ame ricanos.
correspondente ao natural zero, e, a partir dele, no sentido da orientação escolhido A fotogra f ia acima
apresenta Et ie ne Medeiros
na reta, marcamos sucessivamente pontos equidistantes. com a medalha de ouro
O primeiro corresponderá ao número 1 (sucessor do O); o segundo, ao número 2 conq uist a da nessa prova,
em 17 de julho de 2015.
(sucessor do 1), e assim por d iante. Dessa maneira, para todo número natural n
definimos o seu sucessor como sendo o natural n + 1 e, se n for positivo, definimos
o antecessor de n como sendo n -1. O zero não possui antecessor natural.
Assim, temos, por exemplo, que 30 é sucessor de 29 e que 29 é antecessor de 30.
Dizemos também que dois ou mais números naturais são consecutivos quando
eles vêm um imediatamente após o outro, na sequência dos números naturais. Os
números 12, 13 e 14, por exemplo, são consecutivos.
o ~ ~

o 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 . . .
~~
~

'1.
..
O conjunto dos números naturais é infinito e ordenado, no sentido de que dados
quaisquer dois números naturais distintos a e b , temos que a>b ou a < b.

Os conjuntos I 27
Conjunto dos números inteiros (z)
Observe o gráfico.

Explique aos alunos


que os primeiros Balança comercial brasileira no 1!! semestre de 2015
registros dos símbolos
+ e - são atribuídos ao
alemão Johann Widman
(nascido c. 1460), em Saldo
uma publicação de (em milhões de dólares)
1489. Widman utilizou
esses símbolos para 5000
indicar, respectivamente,
4000
excesso e deficiência.
Acredita-se que o 3000-t--- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - --=-~ - - - - - - - t
símbolo + provenha da
contração da palavra 2000-+---- - - - - - - - - - - - - - - - - - - -r---- - - - - - - - - t
latina et, utilizada na
época para indicar 1000--- - - - - - - - - - 455 - - - -
adições. Já o símbolo -
provavelmente tem 0-+----.-------.----.......- - . - - - - - - - , - - - - - - - . - - - - - - . - - ~ M~
origem na abreviação ane1ro abril malo junho
- 1000
m, de menos.
-2000
- 3172
- 3000--t--"--.::..._-=- -- -
-2842
-4000--- - - - - - - - - - -- - - - - - - - - - - - - - - - - ~

Fonte: <www.dererwolvimento.gov.br/sitio/intema/
intema.php?area:511.menu,,567>. Acesso em: 24 jul. 201 5.

Note que em j aneiro de 2015, por exemplo, a balança comercial brasileira ficou
negativa, pois nesse mês as exportações no Brasil foram menores que as importa-
ções. Em situações como essa, ao longo da história, os números naturais não foram
capazes de suprir as necessidades que o ser humano teve de expressar d iferenças
a - b, quando a< b. Desse tipo de necessidade surgiram os números inteiros nega-
tivos, que, com os números naturais, formam o conjunto dos números inteiros:

l = {... , - 5, - 4, - 3, - 2, - 1, O, 1, 2, 3, 4, 5, ...}

Como todos os números naturais também são números inteiros , temos que N é
subconjunto de l, ou seja, Ncl.
Podemos destacar outros subconjuntos de l :
• conjunto dos números inteiros não nulos:
r = {... , -5, -4,-3, -2. -1, 1. 2. 3, 4,5•...} = l - {o}

• conjunto dos números inteiros não negativos: l+ ={O, 1, 2, 3, 4, 5, ...}=N

• conjunto dos números inteiros positivos: ~ ={1,2, 3, 4,5, ...}=N*

• conjunto dos números inteiros não positivos: 1:'_={... , -5, - 4, -3,-2, - 1, o}

• conjunto dos números inteiros negativos: .&:':={..., -5,-4, -3 -2.-1}


O conjunto "Jl. dos Para representar os números inte iros em uma reta numérica, marcamos um pon-
números inteiros, to O como origem e, a partir dele, marcamos pontos equid istantes à direita e à
assim como N, é
infinito e ordenado.
esquerda. Associamos a esses pontos os números inteiros positivos, à direita de O,
Cada número inteiro e os negativos , à esquerda de O.
tem um antecessor e
um sucessor. Em senüdo negativo sentido posltlvo
relação ao número - 7, o
qual é o antecessor?
E o sucessor? - 8 ; - 6 . .. -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1 O 1 2 3 4 5 6 7 .. .

28
Conjunto dos números racionais ( O)
Ao realizarmos uma medição de massa, comprimento, temperatura, superfície
etc., estamos comparando a quantidade a ser medida a uma unidade tomada como
padrão. Se considerarmos, por exemplo, a área do quadrado maior a seguir como
uma unidade de área (1 u. a.), temos que a parte destacada corresponde a ..!. u. a.
4

Para expressarmos medidas como essa, utilizamos os números racionais, ou


O conjunto O também
seja, aqueles que podem ser escritos na forma ~. com ae Z, beZ e b:;t:O. Esses é infinito e ordenado.

números formam o conjunto dos números racionai:: O={~ la eZ e b ez·}

Os números naturais e os inteiros também são rac ionais, ou seja, N e Z e O.

Podemos destacar outros subconjuntos de O:


• conjunto dos números racionais não nulos: 0*=0 -{0}
• conjunto dos números racionais não negativos: o. .
• conjunto dos números racionais positivos: o: =O. -{O}
• conjunto dos números racionais não posit ivos: O_
• conjunto dos números racionais negativos: o:=O_- {o}
São exemplos de números racionais:

. --3
7
• 33 • 0,25

·-12
51
• -8 • -1,3

Para expressar um número racional na forma de uma fração por meio de um


O período de uma
número decimal, podemos dividir o numerador da fração pelo denominador. É pos- dízima periód ica pode
sível demonstrar que um número decimal obtido pode ser classificado em decimal ser formado por mais
exato ou dízima periódica. Observe os exemplos. de um alga rismo. A
dízima periódica
• ~::;1,75 ~o número 1,75 é um decimal exato Junto com os alunos,
realize na lousa as
correspondente à
4
dívisões 7:4 e 5 :3 . f raçaon'
- 3
por
• ~ ;;;;; 1, 6666 .. . =1, 6 ~ o número 1, 6 é uma dízima periódica exemplo, te m período
3
27 e pode ser indicada
Nas d ízimas periódicas indicamos com um traço o algarismo ou o grupo de al- por 0,27.
garismos que se repetem infinitamente, chamado período. Já a fração correspo n-
dente à d ízima periódica é chamada fração geratriz. Em relação à dízima periódica

1,6, temos que o período é 6 e a fração geratriz é~-


3
Os conjuntos 29
Exemplos de dízimas periódicas:
5 - 13 -
• - = O, 15 • - - =- 2 16
33 6 '
Observe na ret a numérica a representação de alguns números racionais.
39
-0,3 1,6 10
5 ~
-3,825 -2 9 0,5 3,3 ~
-10 .
"E
..,
~
li
-5 -4 -3 -2 -1 o 3 4 5 :t
3
Um experimento que os - 4,326 - 1,52 4 1,99
alunos podem rea lizar
para obter um número Em Q, sempre é possível determinar um número rac ional entre dois outros diferentes
racional entre outros dois quaisquer. Entre os números O e 1 existe, por exemplo, o 0,9; entre 0,9 e 1 existe, por
dados é o cálculo da
média aritrnérica desses. exemplo, o 0,99; entre 0,99 e 1 existe, por exemplo, o 0,999; e assim sucessivamente.

/ Atividades resolvidas\
R5. Escreva cada item a seguir na forma fracionária.
a) 1,725 b) 0,84 e) 5,327

Resolução
a) Seja x = 1,725. Logo: ' b) Seja x = O, 84. Logo: e) Seja x=S,327. Logo:
1000 -x =1,725 -1000 100-x = 0,84- 100 10 -x = 5,327 -10
1 OOOx = 1725 100x = 84,84 10x= 53,27 (1)
1725 69 100x = 84 + 0,84 100 -1 Ox =53,27 -100
X= - - = -
1000 40
100x "" 84 + x
-----
X
1 OOOx = 5 327,27 {11)
69 99x = 84 Subtraindo I de 11 , temos:
Portanto, 1,725 = - .
40 84 28 1 000x-10x = 5 327,27-53, 27
X= - = -
99 33 990x = 5274
5274 293
- 28 X = - -= --
Portanto, O, 84 =- 990 55
33
- 293
Portanto, 5,327= -
55

/4 Atividades ~ §~ A note as res postas no caderno.

42. Leia a tirinha.

J... 2... 3... 4,.. 10 ... 11... 12 ... 1~ ...


5 ---6 •.. ~ ...8 ... , ... 1i,... ,s ... 16 ... r? ---18 ...
As E.ST~fLAS Slo r9 ... w ... 2.1 .•. 2z ...
IIJFltJ\í~S '23 ... zt, ... 25 ...

GONSALES, Fernando. Níquel Náusea: bo tando os boles para fora. São Paulo: Devir, 2002.

a) Qual conjunto numérico o personagem utiliza para fazer a contagem das estrelas? N~
b) Na tirinha, a afirmação feita no 2ll quadro é verdadeira? Justifique. sim; Uma possível resposta:
para cada estrela é possível associar um número pertencente a ru·, mesmo que sejam Infinitas.
30
43. Determine a qual conjunto, N, -zL. ou Q, pertencem os 46. Represente cada conjunto escrevendo seus ele-
números que constam em cada imagem. mentos entre chaves.

a) _ _____
e:) - -_..- - - . a) A={XEN l5<X~12} A = {6. 7,8,9, 10, 11, 12}

~-·--
-~ ~-= - =--ª
b) B={xErI- s~x~1} B = {- B. - 7,- 6. - 5. - 4,- 3. - 2. - 1.1}
~ : §.--=--- ~ § e:) C={xlx=5·k, com kE-zl.}
- 3EZ; - 3e Q i... =::-=---::-- =
d) D={xEO~ lx -(2x - 7)= 0} D= 0
- 50.82eO
46. e) C = {... ,- 15. - 10, - 5,0.5, 10. 15, .. }
b) - . Q ua1 numero
.
47. e. maior:
. -1 ou -1?. Escreva um nu-
,
4 5
mero racional, na forma decimal, que na reta
: Culinárias : numérica seja representado entre esses dois
números. 2.; Algumas possíveis respostas:
4 0,21; 0,22; 0,23; 024 .
Volume 8 48. Utilizando o símbolo > , escreva em ordem decres-
BeN; 8eZ; 8e 0 .
cente os numeras: _ 2;
0,619; 3 (ª) 2

10 ; 8; 5 0,6928;
44. A porcentagem, que indicamos pelo símbolo %,
corresponde à parte considerada de um total de
9 9 2
13· 0,6928>13>3>
(ª)' 5 -
10 >8>0,619
100 partes. Quando dizemos, por exemplo, que
49. Ao representar no diagrama os números indicados
33% de uma população tem acesso à internet,
no quadro, quais constarão na parte:
significa que 33 em cada 100 pessoas dessa
a) azul? b) verde? e:) vermelha?
população têm acesso à internet. Dessa manei- 732 64
ra, podemos representar uma porcentagem - 258; - - 12 ; - 6 o· 1s· - · 1002
J
' ' 16 '
como uma fração de denominador 100. A fração
_g__ por exemplo, corresponde a 36% , pois:
25
9 = 9 -4 = 36 =36%
25 25-4 100
De maneira prática, podemos obter o número
decimal correspondente à fração e multiplicar o 1
- 4 -
resultado por 100%. Veja o exemplo: · 49 . b) - 64,3; - 15: 5; 3,17; 17,9

-9 =O, 36 ~ O, 36 -100% = 36% 64 732


25 - 1,5 -64,3
:E screva a porcentagem correspondente a cada i 16 12
fração.
-6 1002 3, 17 - 258
4 9 12
a) - 80% e) - 45% e) 5 240%
5 20 4
3 7 - 17,9 15 o
b) - 75% d) - 87,5% f) 21 131,25%! 5
4 8 16 ;
1

45. Em qual dos diagramas a parte destacada repre-


senta 0 - (-ZZ. - ~)? b 50. Qual o maior número natural A que torna verda-
a) e) o deira a desigualdade - ~<- A? A= 2s
7 11

(ô) (ô) 51. Escreva a fração geratriz correspondente aos


seguintes números racionais:
a) 36,8 5
b) 1,65 164
184
e) 0,9375 16
d) 0,843 281
15 -
e) 7,581-55
f) 12,32 1109
41 7

b) ..
!!
99 333
52. Represente na forma decimal as seguintes frações:
90

li..

(ô) (ô)
"' 65 255 205 -
.,~ a) - 0,8 125 e) - 17 e) - 18,63
:i.
80 15 11
i.l
b) -174 386_ 1 547 961 -
,o
~
.>,
d) - - 595 f) - 2.885
] 45 ' 26 ' 333

Os conjuntos 31
Conjunto dos números irracionais (rr)
Pi tagóricos: Seguidores.
do matemático grego Como estudamos anteriormente, os números racionais estão diretamente rela-
Pitágoras. de Sarnas. (cerca cionados à necessidade humana de realizar medições. É verdade que até certo
de 585 a.C.-500 a .e.), os
pi tagóricos fundaram a momento da história acreditava-se que esses números eram suficientes para ex-
chamada escola pitagórica,
onde se e studava
pressar qualquer medida. Contudo, os pitagóricos mostraram em seus estudos que
Matemática, Filosofia e
Ciências Naturais.. nem toda medida pode ser expressa por um número na forma ! , com a e "11. e b e "11.*.
b
Em particular, esses estudiosos provaram que a medida da diagonal de um quadra-
do cujo lado mede uma unidade não corresponde a um número racional.

Exemplo
• Vamos calcular a medida x do lado de um quadrado com área igual a 2 m 2 •

Pitágoras. de Samos X

Como não é um número racional, a representação decimal de .J2 possui infinitas


casas decimais não periód icas, ou seja, não é um número decimal exato ou uma
dízima periódica. Assim , .J2 não
pode ser escrito na forma!, com ae "ll. e be "ll.*.
b
Utilizando uma calculadora ou um computador, podemos obter .J2 com algumas
casas decimais de aproximação .
.J2 =1,41421356237309504880168872420 ...
Números com essas características formam o conjunto dos números irracionais,
indicado por l A raiz quadrada de um número natural não quadrado perfeito é irra-
cional. De maneira semelhante, toda raiz cúbica de um número natural não cúbico
perfeito também é irracional. Veja alguns exemplos de números irracionais:
O conjunto [ também J2 4
é infinito e ordenado.
• ,,'3=1,7320508... • -.Jaaa -2.,8284271... • 2 aa0,7071067... • 77=1,5118578 .. .

Explique aos alunos O número 1t (lê-se "pi"), que corresponde à razão entre o comprimento e o diâ-
que um número
quadrado perfeito metro de uma circunferência, também é um número irracional.
apresenta como raiz
quadrada um número

8
natural; um número
cubo perfeito apresenta
como raiz cúbica um e
número natural. 1t = -= 3, 14159265 ...
d

- d os numeras
Ob serve a represen t açao • . . . " ~~
1rrac1ona1s 2 , -v
3 r.;-;
1i·1
1,
J61
- - , - 1t
2
e - - ~ - em
. . 2 3
uma reta numenca.

- !t
2i/s
-3 </2 ~
.fêi
2
..
~
:t
~

1
-4
1.
-3
1
-2
li
-1
1
o
1 11
2
1
3
t
4
'
,o
lf

2

32
Conjunto dos números reais (IR)
Ao reunirmos o conjunto dos números racionais O e o conjunto dos
números irracionais li. obtemos o conjunto dos números reais, indica- IR1=0ull
do por IR. Dessa maneira, temos que todo número natural, inteiro, ra-
cional e irracional é um número real.
Alguns subconjuntos de IRt são:
• conjunto dos números reais não nulos: IR"' ;a; IR - {O}
• conjunto dos números reais não negativos: IR.
• conjunto dos números reais positivos: IR: ;a; IR+ -{O}
• conjunto dos números reais não positi vos: IR_
• conjunto dos números reais negativos: IR~ ;a; IRt_ - {O}
É possível associar a cada número real um ponto da reta numérica e, a cada
ponto da reta numérica, associar um número real. A reta numérica que representa
os números reais é denominada reta real.
Observe a reta e alguns números reais indicados.

O rnnjunto IR também é infinito e ordenado.

11 i
- 5 +./5 - 1,5 0,8 5 :.
~

1 l 1 ,, 1 1 l. ,l 1
~
~!
~o

l
1

-3 -2 -1 o 1 2 3 i~
""'
="
- ./3 F2

..e--
~
Atividades ~ ..,_
"= Anote as respostas no c:ademo.

53. Calcule a medida da diagonal de cada retângulo 54. Dizemos que o número positivo n é raiz quadrada
e classifique o valor obtido em racional ou irra- de p se n2 =p. Veja como podemos determinar
cional. um valor aproximado para M com uma casa
../28cm decimal.
a)
Inicialmente, verificamos entre quais números
naturais encontra-se M .
2../2 cm
22 =4

6cm;
racional Como 32 <10<42 , temos que 3<M<4.
Em seguida, verificamos qual número com uma
5 cm
b) casa decimal, entre 3 e 4, é mais próximo de M .

2,5 cm
sJs
- c m· Como 9,61<1 0<10,24, temos que 3,12 <n2 <3,22 .
2 '
~ - - - - - - - - - - ~ irracional Note que 3,22 =10,24 é o valor maís próximo de
10, ou seja, lio::::: 3,2.
3,J2.cm
e:) Sem utilizar a calcu ladora, determine o va lor
aproximado de:
~
Js cm i a) Fo com uma casa decimal 4,5
~,.
o~
b) .Jss com duas casas decimais 9,38
.J23 cm; H
~ - - - - - - - - - ~ írraclonal ]1 e:) .J134 com três casas decimais 11576

Os coníuntos 33
~_.----C~-~~-~-l~d·~-;~. i ·\_

Ao apresentar aos alunos o cálculo aproximado de .f2D pelo método de Herão, calcule com eles
o valor aproximado utilizando uma calculadora e depois comparem os resultados obtidos .
Herão de Alexandria, que viveu em algum período entre 150 a.e. e 250 d.C., propôs em sua obra A métrica um
método para calcular a raiz quadrada aproximada de um número natural n não quadrado perfeito. Nesse méto-

do, sen=a·b, então .Jn=a+b_ Como 20=4·5, por exemplo, pelo método de Herão, temos: .Jriõ=- 4 + 5 =4,5.
2 2
Utilizando o método de Herão, determine uma aproximação para cada raiz quadrada. Em seguida, com
uma calculadora, obtenha uma aproximação com quatro casas decimais e compare os resultados. . .
a) .Js b) J6 e:) J12 d) J24 ~~~g1s~:f:'oss1ve1s
3; 2,8284 2, 5; 2,4495 3, 5; 3,4641 5; 4,8990
56. Para obter geometricamente um segmento com ../2 cm,
desenhamos um quadrado com 1 cm de lado e,
utilizando o Teorema de Pitágoras, calculamos a medida da diagonal (d1 ) desse quadrado.
Explique aos alunos que mesmo que os cálculos indiquem uma
medida irracional para a diagonal dos
retângulos ao realizar uma medição d,
1 cm
ria prática, seja com uma régua
simples ou com um iristrumento mais
preciso, não é possível identificar tal 1 cm
número irracional, e sim uma aproximação racional apenas.
Para obter um segmento com F3 cm, desenhamos um retângulo com lados 1 cm e ../2 cm.

fH ~
]~ LJ1cm
J2 cm
Junte-se a um colega e obtenham geometricamente segmentos com .Js cm e J6 cm.
Resposta no final do livro.
57. Diversos elementos da natureza, como o número de espirais de sementes que formam o miolo de um gi-
rassol, podem ser representados por números de uma sequência denominada sequência de Fibonacci,
nome dado em homenagem ao matemático que a formu lou, o italiano Leonardo de Pisa {também conhe-
cido por Leonardo Fíbonacci) (e. 1175-1250).
·caso não haja
Nessa sequência, cada termo, a partir do 3º, é igual à soma dos dois anteriores. calculadoras para
todos os alunos,
1+2 3+5 8 +13 21+34 reúna-os em
1 1 1 1
grupos para que
1 2 3 5 8 13 21 34 55 ... possam realizar a
1 1 1 1
l+l 2+3 5+8 13+21 atividade ou, então,
veja a possibilidade
de trazer algumas
calculadoras para a
sala de aula.

Nesse caso, há
21 espirais no sentido
horário e 34 no sentido
anti -h orário. Os números
21 e 34 sào consecutivos
12 ,e da sequência de Fibonacci.

Outra propriedade interessante dessa sequência é que a partir do 2° termo, ao d ividirmos um termo
qualquer pelo imediatamente anterior a ele, obtemos valores aproximados para o número irracional cj> (lê-
-se "fi"), também chamado número de ouro. Quanto maior a posição dos termos da sequência, mais
próximo de cj> está essa razão. Observe algumas aproximações de cj>:
1 2 3
• <1>=1 =1 • <1>=1 =2 • <1>=2 =1,5
a) Com base nos termos da sequência de Fibonacci apresentados, escreva os próximos três. 89, 144 e
233
b) O número pode ser escrito na forma ~. na qual a E Z e b E z ·? Justifique.
<!>
Não , pois é um número irracional. b
e) Utilizando a sequência de Fibonacci, escreva três outras aproximações para o número <)>. l + ,./5
Algumas passiveis respostas: 1,6; 1,625: 1,615; 1,619; 1,618. Após os alunos realizarem o item c, explique que$= - -.
2
34
58. Estime qual dos três números apresentados corresponde a cada ponto na reta numerada.

A ~
B e D A: - J'S· - 16 ou _!_! _ _!2 • C: 0,5; 1 o u ./2. 1
r
t 1
- 2 -../2
1
o
4
1•
3
1
2
1.
7t
• ~" .
"Q
i 7
' 5
1 7
3 3
8 - -
15
- ,r
i;;
,'l
• B: - -· - O1 ou - - -
10 ' ' 2 10
• D: 3: 3 ou 3,3 3.3

59. Substit ua cada pelo símbolo e ou (1.. .

a) "li._+ N e b) ll ~ .. e: e) "li._ "lL rJ. d ) lll_ O_<J. e) W IR e f) z: ][_ (J.

60. Vimos anteriormente que a raiz quadrada de um número natural quadrado perfeito é racional e de um nú-
mero natural não quadrado perfeito é irracional. Por exemplo, J4 E O e .Js E li , pois 4 é quadrado perf eito
e 5 não é.
Com base nessas informações mostre, por meio de exemp los, que o produto de dois números irracionais
pode também ser irracional ou pode ser um número racional.
/ ;:.,, ..-····························.
'v:_~_/ Desafio@ . _
(Enem-M EC) A música e a matemática se encontram na representação dos tempos das notas musicais,
conforme a figura seguinte.

Semibreve o Semínima
~
1
4
Semicolcheia
J 1
16
Semifusa ) 64
1

ii • •
Mínima j 1
2
Colcheia ) 1
8
Fu sa ) 1
32
-e.i!
e4,l i
1~
Um compasso é uma unidade musical composta por determinada quantidade de notas musicais em que
a som a das durações coincide com a fração indicada como fórmula do compasso. Por exemplo, se a
fórmula de compasso for .2., poderia ter um compasso ou com duas semínimas ou uma mín ima ou qua-
2
tro colcheias, sendo possível a com binação de diferentes figuras.

Um trecho musical de oito compassos, cuj a fórmula é ~ . poderia ser preenchido com: d
4
a) 24 fusas e) 8 semínimas e) 16 semínimas e 8 semico lcheias
b) 3 semínimas d) 24 co lcheias e 12 semínimas

/i;;'tervalos
Além dos subconjuntos de ~ já estudados, outros de grande importância na Ma-
temática são aqueles definidos por desigualdades, chamados intervalos reais.
Para observarmos os diferentes t ipos de intervalos reais, consideramos os nú-
meros reais a e b, tal que a < b .
Na re presentação
• intervalo fechado: [ a, b] ou {x E~ 1 a ~ x ~ b} geométrica de um
intervalo re al,
a b utilizamos uma
"bolinha vazia" para
• intervalo aberto: ]a, b[ ou { x E IR I a < x < b} ind icar que a
ext remidade d o
a b int ervalo não
pertence ao conjunto
• intervalo fechado à esquerda e aberto à direita: (a, b[ ou { x Elll la ~ x < b}
e uma "bolinha cheia"
.,,.,,--,u . . . . ,.., .
a ..,... ,nu,vuwn;,n,.n,,u b.., . . ,. . ,,t,Y:>---------+- p ara indicar que a
extremidade p erte nce
ao conjunto.
• intervalo aberto à esquerda e fechado à d ireita: ]a. b) ou { x EIR Ia < x s b}
- - < A'+VAt,.\t.',\V,\Vl,\Vllt/At/,, ,,
a b
60. Uma possível resposta: temos que 2 e 3 são números naturais não quadrados perfeitos, de maneira que .J2 E] e J3 E ll.
Assim , segue que 2 · J2. = 4 = 2 E Q e ./2 · -J3 = ,/6 E n. os conjuntos 35
Existem também os intervalos reais ilimitados. De maneira geral, utilizamos os
O símbolo - oo indica
que o intervalo sím bolos - oo (lê-se "menos infinito") e + oo (lê-se "mais infinito") para indicar um in-
decresce tervalo ilimitado.
infinitamente, e +oo,
• intervalo ilimitado à esquerda e fechado à d ireita: ]-oo, a] ou {x E~ jx$;a}
que cresce
infinitamente.
a

• intervalo ilimitado à esquerda e aberto à direita: ]- oo, a[ ou { x Elll lx < a}

l•tf.'M,1•'•111/,t.•l•••••••••V•'•\\t.ti'.9•"\'•'•'h'•'•Yi'~
a

• intervalo fechado à esquerda e ilimitado à d ireita: [a,+oo[ ou {xE~lx~a}

• intervalo aberto à esquerda e ilimitado à direita: ]a,+oo[ ou { x Elllj x>a}

lt Operações com intervalos


Estudamos em tópicos anteriores que algumas operações podem ser real izadas
com conjuntos. Como os intervalos reais são subconjuntos de [ij, também podemos
realizar operações com intervalos.

Exemplos
Dados os conjuntos A"'[-3, 5), B "' ]2, 9[, C "')- oo,7[ e D"'[4, +oo[ , vamos determi-
nar Au B, Bu C, An B e C n D.

• Au B • Bv C
A -3;. nnnurnnnn1..:n
..................... ,._ B - - - - - cCJfUttt•ttªtt·····
5 2 lhiUhihihhHgvo----.-
1
1 1

8-.;..:- - -CNf,'llll••«•'l•\'l+\V+''O---•--
' 2 g, 7
_3rnr,nnu,n,un .. ,..-..............o--
. ........ ,.... .,.,. ..... ,.. ,. .••..
1 1 1

AuB 9 Bu e Vlt/i.t..'A•..........,,.,v,\\t+V•'*''"•'\"'...................vo-------
9

Au B=[-3, 9( ou Au B={x E[ijl -3$;X <9} Bv C "' ]- 00, 9( ou Bu C = {X EIRj x < 9}

• An B • Cn D
A- tflN,NMWNWN.NMW.- - -- e ........... ,.., .......... ,., ...... , - - - ~~
.. •t10>
-3 s: unntn1,unnunan .. n•

8-----12(},tttl
, uun, ,uunu,'0----
..............
9
D ffA•~WNk#INi•/Nb-
4,
ti
;, "'
..w
•-
1
!I:
5 ---•
1
A~ B - - - - - l~M
2; ..
M ..w
11n1, C~ D - - - - - - •W
YWXWMM
~ >---- =~
4 7

Atividades l~
~= Anote as respostas no cad ..rna.

Respostas no
62. Represente geometricamente: final do livro. 63. Classifique cada sentença em verdadeira (V) ou
falsa (F).
a ) A"'{XE~l0$;X<13} e ) E=[- 7, - 1]

b) Baa{X EIRk j-8$X$;5} f) F aa ]- oo, +oo[


a) - i E [ 4, 5] F d) )- oo, - 4[ e Z F

e) e; ]-oo, 2[ b) ~5 e[- t 8[ v e) (2, 5[ :::, ]3. s[ v

d) Q;[- 15, 3[ e) 1t E]0,2rr( v f) }-8, 2[ e)- 7, 4] F


36
64. Escreva o intervalo correspondente a cada repre- 68. Observe o gráfico.
sentação geométrica.
; Previsão de temperatura
a) - - - - - - - .~ . - - - - [- 3,4)
-3 4 de certo dia em um município

]- oo,10] Temperatura (ºC)


14
e) - - - - - - - - <OIMNMKwM. - - -
2 11
J2, 11] e 12
:9 i

d) - - - -oi•unuuYJ>
_ 1! WHWfi1 O
- - - - - - )-15,o{ ..
'ii
"
10
~
~
8
:l'
e) - - ~-W
/W/~W\tW'l.Wt~W\\M\'0; - - - - - -
- 23 -5
• [- 23. - 5[ ii i;
-s.
6
4
~ i
2
f) - - - - - - <r::JN,Vl,\\t,\WI.V,'Ni',',\I }-~ + oo[ ~ ! 2
-6
Os nomes dos produtos que o
65. Observe os produtos. aparecem nesta página são Oh 12h 16 h 20 h 24h
fíctícios. -2 ~
a
-4 '5
~

-4 ~
~ •• , , ,,. q (J(I

-6 "~
~

~ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - ~ :;/_
Fonte: Site de meteorologia.
As ínformaçàes apresentadas no gráfico são fictícias.
a) Represente a variação de temperatura prevista
para esse dia utilizando um intervalo real, de
maneira que a menor e a maior temperatura
correspondam, respectivamente, ao menor e ao
maior elemento pertencente a esse intervalo.
. [-:4, 13] ou (xe1Rl-4~x.s13) •
b) O intervalo que voce representou no item a e
fechado ou aberto?fechado

69. Escreva dois intervalos A e B, tais que:


Algumas possíveis respostas:
a) AuB;;;;;[- 6, 3] e AnB;;;;; ]- 3,2[ A=[- 6,2[ e 8 = }-3,3]

b) AuB;;;;; ]- 00, 2] e AnB= ]-6, - 4[A= )-oo,2] e B= ]- 6. - 4(


65. a) iogurte: [1,10];
requeijão: [5,8];
e) AuB;;;;;{ xlxEIKr} e An8 ;;;;;0 A= Jo.+oo[ e 8 = J-~.q
sorvete: )- - 18);
00,
d) Au B =[0,4[ e AnB={XE~l1:Sx<3}
pizza: I- 18,-7 2] A=l0,3{ e B=[14{
a) Escreva o intervalo real correspondente à
70. Em uma competição de natação foram realizadas
temperatura, em graus Celsius, indicada para
duas etapas eliminatórias na prova dos 100 m livres.
a conservação de cada produto.
Em uma das eliminatórias, os tempos, em segun-
b) Quais produtos podem ser armazenados a
dos, pertenciam ao intervalo A=[5t 64); na outra
uma temperatura de:
• 5,3°C? • 10°C? • - 16,1°C? • - 25,BºC? eliminatória, pertenciam ao intervalo 8""[53, 67).
iogurte e requeijão iogurte pizza sorvete a) Sabendo que se classificam diretamente para
66. Para cada item, determine AuB e AnB. a prova final os atletas que obtêm tempo per-
a) A = {xEIR l-11:s:x:S4} e B= {xE~ [0:Sx<9} tencente a A e não pertencente a B, e partici-
AuB={XERl - 11~x<9}: Ar.B={XEIR!O~x~4}
pam da repescagem aqueles cujos tempos
b) A;;;{XE~ I-B<X< - 1} e B:::: }.-oo, - 5]
AuB = ]- oo, - 1[; AnB= ]- S. - 5] pertencem ao intervalo AnB, determine o in-
e) A=[- 3,5] e B""[- t 1] AuB=[- 3.5]: AnB=[- t 1) tervalo que indica os tempos dos at letas:
• classificados diretamente para a prova final:
d) A=[- 10,6[ e B={xENIO<x :S6} AuB=(- 10, sJ;
AnB={l.2,3, 4,5}
• que participam da repescagem.[53, 64J (5 1. 5 3{
e) A ""]- 15, - 2] e B;;;;; ]- 2. 3[ b) Um atleta que obteve o tempo de 52,Bs nas
AuB= }-15,3[; Ar.8=0
eliminatórias classificou-se diretamente para a
6'J. Dados os intervalos reais A;;;[- 4,6[, B=)-5,5] e
final? Justifique. Sim, pois 52. 8 e [5 t 53[.
C""]-6 2[ represente graficamente: Respost~s rm
• , final do livro. e) Escreva um tempo que, se obtido por um atle-
a) (AuC)uB e) (CuB)nA ta na prova eliminatória, o classificaria para a
b) (Bn A)r.C d) (Au B)nC repescagem. Qualquer tempo x, em segundos,
'Apos realizar a atividade 68. sugira aos alunos que pesquisem na internet a previsão de com xe[53, 64).
temperatura em certo dia para o município em que moram e representem a variação na forma de intervalo real. Em seguida, 37
peça-lhes que comparem com os colegas os intervalos obtidos. Os conjuntos
rs;r CQ~-~~~-~--nte/ A inclusão na ponta do dedo

De acordo com Censo 2010, o Brasil possu ía naquele ano cerca de 530 mil pes-
soas totalmente incapazes de enxergar.
Não poder usufruir da visão pode parecer um grande limitador, porém, na práti-
ca, esse obstáculo costuma ser superado pela dedicação, pelo estudo e pelo apri-
moramento dos demais sentidos. Com o tato, por exemplo, pessoas podem, utili-
zando o método braille, ler com agilidade. Esse método foi publicado pela primeira
vez em 1829 pelo seu autor, o francês Louis Braille, que ficou cego aos 5 anos de
idade e utilizou diferentes métodos de leitura e escrita para que pudesse estudar.
Utilizando células com seis pontos, alguns em alto relevo, organizados em duas
colunas de três pontos cada, esse método permite representar 63 símbolos, entre
letras, algarismos e outros caracteres. Para a leitura dos símbolos , é necessário
passar a ponta dos dedos sobre eles.
Os algarismos de 1 a 9 são representados por um símbolo especial que indica
número, seguido de outro símbolo que também representa as letras de a até i, res-
pectivamente. O zero é representado pelo símbolo especial, seguido daquele que
também representa a letra j.

o
1
1 "'
1
1; -1 1,» : ,
1 1
1 1·
1
••
2
1 - "';1
1
I
l
"' 1
3 4 5
.-,.
1
-; ,
1
6
1-
1
- ,

.,1
7
,-
1
-.
1
8
1-
1
-; 1
1
9
1;
1
-1

.,
1
1;- - 1
1 1

'· ., ., .,
1 1 1 1 1 1 1 1

~~ - :!
1 J 1. •• , ... , 1 1 1
~t - :! .1

j l símbolo Lb Lc: Ld L e L r L g L h L i
ind íc:a d a letra a
número Expllque aos alunos que nas representações dos símbolos braille que aparecem nesta
página, as bolínhas maiores indicam os pontos ern alto relevo.
Em um número formado por dois ou mais algarismos, apenas o primeiro é pre-
cedido pelo símbolo especial. Observe o exemplo.
1.- J1 ti-; - - - - - 1

:. ::- • .: 176
Fontes de pesq uisa: <WWW.
~ ~·
-- ~ ...·_:_ ..: __.- ~~ vi 1'11 CI

sac.orgJ:,r/APR_BR2.htm>. _j t_ a lgarismos que ·~~llHíl


.
,•
Acesso em: 7 dez. 2015.
<www.fundacaodorina.O{g.br/
ind ica número
compõem o núme ro ] :t

...
•• deficiencia·visual>.

..
. Acesso em 7 dez. 2015.

. Convívio social Agír c:om naturalidade é a rec:eíta para o convívio c:om defíc:ientes vísuais. Contudo,
algumas ações simples podem ser convenientes, como as indicadas no esquema.

lAo andar com uma


pessoa cega, c:aso
seja necessário,
oferec:a seu braco
para que ela segure.
Ao ajudar uma
pessoa c:ega a
sentar-se,
aproxime a mão
dela ao braço

38
Por meio da utilização de outros símbolos, como os que rep resentam a vírgula e 'Promova uma
discussão com t oda a
um traço horizontal, podemos escrever números decimais e frações, como nos turma a fim de que os
exemplos abaixo. alunos expressem
informações sobre o
t;- - , r . - - - - ., 1~ -:1 1--:, - - .- - --;, 1 1.- it 1- - 1 la ; -; 1 1; - 1 I " - 1
convívio deles com
1 , 1 1 1 11 1 1 1 1 1 ' 1 1 1 1 1 3 pessoas com
,. 1 ·~ • l • 1 1 · , ,· • 1 96,1 25 1• t I• •t t.;ll 1 t• 1 I• ~I - deficiência visual.
~ª- ~ :._.: _. _.J ~~- ~ ~---:_.: -·-·~ ~- -' ~· -:..'. ~-- -1 ~- ~ ~- - ~ 4 Verifique se os alunos
compreenderam que as
indica _j Lg5 L vírgula 125
indica número
3
traco
i t.4 pessoas com deficência
visual devem ser
número indica número
horiz~ntal tratadas com
naturalidade e respeito.
Enfim, o método brail le permite que as pessoas cegas possam ler, escrever e até
mesmo realizar cálcu los.

• Analisando com cidadania


a) Você conhece alguma pessoa com deficiência visual? Converse com o professor ..Na realização desse
item , verifique a
e os co legas sobre como é seu convívio com ela. Resposta pessoal.· possibilídade de trazer
b) Diversos produtos, como medicamentos por exemplo, apresentam em sua emba- para a saia de aula
embalagens com
lagem informações em braille. Pesquise e traga para sala de aula algumas dessas indicações em braille, a
embalagens e procure identificar, apenas com o tato, números representados em flm de que os alunos
manipulem-nas. Nas
braille. Ao fínal, escreva as sensações que teve durante essa experiência. embalagens de
Resposta pessoal.'' reméd io, por exemplo,
costuma-se indicar a
• Analisando com Matemática data de validade
também em braille.
e) Quais números estão representados a seguir? A que conjunto numérico esses Procure identificar as
possíveis dificu ldades
números pertencem: N, -g_, O ou ll ? Q encontradas por eles na
leitura dos símbolos em
braille.

5.28 "~. 4

d) Represente o maior número natural de três algarismos distintos por Veja m ais informações sobre o
meio de símbolos do método brai lle. · • · • • ·• • método braille e a deci fiência visLJal

e) Utillzando símbolos em braille, represente:


••• • •••• •• .... . . nos sites:
• <http://tub.im/9x54wd>

_J
Respostas pessoais. A resposta do item d
sua idade; representa o número • <http://tub.im/zkpj2p>
sua altura, em metros; novecentos e oitenta (acesso em: 29 jan. 2076)
e sete (987).
sua massa, em quilogramas.

Caso oriente uma pessoa com deficiência visual, procure utilizar comandos
precisos, como "direita" e "esquerda", evitando os termos "ali" e "lá".

Algumas pessoas têm o


hábito de falar mais alto
c:om pessoas cegas, o
que não faz sentido.
Procure conversar
normalmente.

Os conjuntos 39
M mo c:o~ expecta · a
~ . dos brasileiros
de vida 11 cada ano, a
aumentan ~';;._ªª: vem se
taxa de fecu~ernente,
·tmo ~
. "o constan
reduzm,..
prov~c;;mt~:~lacional
cresc1men P . trad\
rnenordoq 0~ reg1s
_ m so,
até entao. Co próximas
spera-se ~~r~ redução
déc<1das o ,meio d~ ..1.,..
pop 'acional
, brasil~...
Est·m iva p ulaci na
Determinar uma fórmu la que expresse a relação entre grande-
zas variáveis tem sido uma atividade desenvolvida não apenas por
matemáticos. Outros profissionais, como engenheiros, biólogos, geó-
grafos e médicos, buscam compreender ou resolver determinados pro-
blemas por meio de fórmulas.

(aces5o em: 2 fev. 2016)


Neste sentido, a Modelagem Matemática pode ser utilizada para re-
presentar, em termos matemáticos, situações que surgem em diferen-
tes áreas. Com base em um conjunto de dados referentes a ulTI proble-
ma definido, busca-se, por exemplo, a representação deles por meio
de fórmulas e gráficos a fim de serem interpretados e o problema re-
solvido.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, por exemplo,
realiza estimativas populacionais por meio de fórmu las obtidas com
base em dados estatísticos. Essas estimativas são importantes tanto
para o cálculo de indicadores sociodemográficos e econômicos nos
períodos entre dois censos quanto para auxiliar Ministérios e Secreta-
rias Estaduais e Municipais na formulação, implementação e avaliação
de seus programas de desenvolvimento e na distribuição de recursos
aos Estados e Municípios.
Observe no gráfico a população brasileira em alguns censos (1980
a 2010) e a estimativa populacional para as próximas décadas (2020 a
2060).

Estimativa da população brasileira, segundo os


censos e a projeção populacional realizados pelo IBGE
População
240000 000 226347688
220 000 000
218173888
200 000 000
180000 000
160000000
140000 000
120000 000
121 150 573

o---.---~--...----.---.---~--...----..-----.
1980 1981 2000 2010 2020 2030 2040 2050

Fonfe: <WWW.sidraibge.gov.br/bda/popuVoolauH.asp?l:=3&=1&o=25&u1=1&u2=1&u3=1&u4=1&u5=1&u6=1:>.
Acesso em: 29 out 2015.

Fonte: <ltp://ftp.ibge.9ov.br/Projecao_da_Populacao/Projecao_da_Populacao_2013/nota_metodologica_2013.pdi>.
Acesso em: 29 out. 2015.
Oriente os alunos a escreverem as respostas no caderno.
f Com que intenção profissionais de diversas áreas do conhecimen-
to determinam fórmulas que expressam relações entre grandezas
variáveis? Respo~ta esperada: com o intu_ito de compreender ou resolver
determmado problema de sua area.

(_!! No gráfico apresentado, quais grandezas est ão relacionadas?


ano e população
(e Entre dois anos indicados no gráfico estima-se que a população
brasileira começará a diminuir. Quais são esses anos?
entre 2040 e 2050
Ao final do estudo deste capítulo podem
ser trabalhados o exemplo e a atividade
ÍNocão
, intuitiva de funcão
,

.,
da página 267 da seção Ac essand o
tecnologias.
Em diversas s ituações do dia a dia é possível perceber grandezas que, de certa
... ._, ' maneira , estão relacionadas. Nas páginas 40 e 41, descrevemos uma re lação entre
determinados anos e a população brasileira correspondente. Outro exemplo ocorre

.:.f
.., "if \
' _,.-·,.
quando abastecemos um veículo, uma vez que as grandezas "quantidade de com-
. • J bustível" e ''quantia a pagar" estão diretamente relacionadas.
·:· Muitas dessas relações podem ser descritas por um conceito matemático deno-
~
:
.
minado função. O conceito de função é relativamente novo, vist o que a maior parte
de seu desenvolviment o ocorreu nos séculos XVIII e XIX, com contribuições de ma-
temáticos como: Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716), Isaac Newton (1642-1727),
Leonhard Euler (1 707-1783) e Joseph Fourier (1768-1 830).
O suíço Leonhard Euler
foi um dos ma io res e Observe exemplos de situações que envolvem funções.
mais produtivos
matemáticos de sua Exemplo 1
época. No es tudo de
funções , ele contribuiu, O b iodiesel é um tipo de biocombustíve l obtido a partir de gorduras animais e
por exemplo, com
de plantas oleaginosas, como o algodão, o girassol , a mamona e a soja. Entre
algumas das notações
que utilízamos as vantagens na utilização desse combustíve l, pode-se destacar a menor emis-
atualmente. são de gases poluentes na atmosfera, se comparado ao di esel comum aquele
obtido a partir do petróleo.
Fonte de pesqLisa: <WWW.embrapa.bdbusca-de-publicaooes/-/publicacao/936241/conhecendo-LBTI -pouco-os-biocombustÍ'leis>.
Acesso em: 1• fev. 2016 .

Observe a re lação entre a quantidade de mamona e a de b iodiesel produzidas.

Ser vivo adu lto


Mamoneiro: 2 ma 3,5 m de altura

Quantidade Quantidade
de mamona de biodiesel
(em t) (em L)

560

2 1 120

3 1 680

4 2 240

Por ser u ma planta que pode ser cultivada


mesmo em regiões inóspitas, como no semiárido
... bras ileiro, e s ua semente apresentar alto teor de
X 560-x óleo , a mamona é uma das o leaginosas utilízadas
para a produçào de biodiesel. Fotografia de 2015.

Note que existe uma re lação entre as grandezas "quantidade de mamona" (x) e
"quantidade de biodiesel" (q) p roduzida. Essa relação é um exemplo de função.
Para determinarmos quantos litros de biodiesel são produzidos a partir de cer-
ta quantidade de mamona, podemos utilizar a seguinte fórmu la:
No exempl o 1, r quantidade de biodiesel (em L)
dizem os qu e a
"quantidade de q = 560x
biodiesel" prod uzid a
quantidade de blodiesel _ _ j L quantidade de ma mona (em t)
está em fu nção da produz ida com 1 t de mamona
"quantidade de
m amona", ou seja, a Podemos calcu lar, por exemplo, quantos litros de biodiesel são produzidos a
produção de b iodiesel
partir de 12,5 t de mamona:
depende da
quantfdad e de q = 560 -12, 5 =7 000 ~ 7 000 L
m am o na.

42
Exemplo 2
Uma estamparia cobra uma taxa f ixa, referente ao trabalho de desenvolvi mento
da estampa padrão, mais um valor por peça de roupa estampada. Para estam-
par camisetas de certa encomenda, o orçamento calculado estabelecia uma
taxa f ixa de R$ 75, 00 mais R$ 9, 00 por camiseta.
Observe:

Quantidade de
camisetas
2
l 10
r 20 50
~ X
l
Valor cobrado
(R$) ---- - -- - -
84,00
75+9
93
75+9-2
165
75+9-10
255
75+9-20
525
75+9-50
75+9 -x

A relação entre a quantidade de camisetas e o valor cobrado é descrita por


uma função, cuja fórmula é dada por:

valor cobrado
1 r quantidade de
camiset as
V = 75 + 9X

ll valm poc caml=t•

taxa fi xa
Volt e ao exemplo 1 e
identifique a variável
Nesse caso, o valor cobrado está expresso em função da quantidade de cam i- dependente e a
setas. Assim , dizemos que o " valor cobrado" (v} é a variável dependente e a variável independente
" quantidade de camisetas" (x), a variável independente da função. da fu nção.
variável dependente:
quantidade de
Exemplo 3 biodiesel (q); variável
independente:
Para calcular a área de um quadrado, pode ser utilizada a fórmu la A = f 2 • quantidade de
mamona (x)

r-- área do quadrado

A = l.2
~

L medida do lado
do quadrado

A cada valor que atribuímos à medida do lado do quadrado está associado um


valor correspondente à área desse quadrado.

( A= l 2 Área

1 cm A=f = 1 1 c m2

2cm A= ~ = 4 4 cm2

2,5 cm A = 2,52 = 6,25 6,25 cm2

.J-ío cm A = (Jiõ)2 = 10 10 cm2

5cm A=52 =25 25 cm2

Nesse caso, a área do quadrado está expressa em função da medida de seu


lado. Assim , a " área do quadrado" (A) é a variável dependente e a " medida do
lado do quadrado" ( e), a variável independente da função.

As funções I 43
Atividades ~~ Anote as respostas no caderno.

1. No decorrer do século passado a população bra- 3. Uma locadora de automóveis anuncia uma pro -
sileira foi praticamente multiplicada por 1O. Atu- moção de aluguel de veiculas na qual o locatário
almente, segundo o IBG E, o Brasil possui mais deve pagar uma taxa fixa de R$ 79, 90 mais uma
de 200 milhões de habitantes. · quantia proporcional à quantidade d de quilôme-
tros rodados. Nessa promoção, para calcular a
rbrasileira
Evolução da população
entre 1900 e 2010
quantia Q a ser paga pelo aluguel de um veícu-
lo, utiliza-se a fórmula Q;;;;; 79, 90 + O, 88d .
População (em milhões a) Na fórmula 0= 79,90+0,88d, qual é a variáve l
Ano
de habitantes)
deperJd~nte? E a independente?
1900 17,4 quantia,a Ragar lOJ; quantidade de quilômetros rodatjq,s (d)
bJ Nessa locadora, qual o preço por qu1lométro
1920 30,6 rodado? RS 0,88
1940 41 ,2 e) Quanto pagará uma pessoa que alugar um
1960 71 veículo e percorrer 230 km? R$ 282. 30
1970 94,5
4. Um hexágono regular
1980 121 ,2
está inscrito em uma
1991 146,9
circunferência de diâ-
2000 169,6 metro x. X _ _ _--l
. __ _ _ _ ~

2010 190,8 a) Escreva uma fórmu- g


Fonte: <www.sidra.ibge.9ov.bD. Ac<,sso .,m, 21 jul. 2015.
la que represente o
}
perímetro P do he-
xágono em função
X
de x. P = 6 - 2 ou P = 3x
b) A partir da fórmula obtida no item a, calcule o
perímetro do hexágono quando:
X;;;;;2m 6m • X=12 m 36 m
e) Qual deve ser o valor de x para que o períme-
tro P do hexágono seja:
• 21 m? 7 m • 1 O, 2 m ? 3,4 m
O Censo 2010 contou com a contratação de mais de
190 míl pessoas, chamadas de recenseadores. Na 5. (Enem-MEC) Uma professora realizou uma ativi-
fotografia podemos observar uma recenseadora do dade com seus alunos utilizando canudos de
IBGE na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 2010.
refrigerantes para montar figuras, onde cada lado
foi representado por um canudo. A quant idade
a) Na tabela, qu_ç1is as variáveis que se relacionam?
ão e populacao
b) uai era a pópulação brasileira no ano de 1980?
de canudos (C) de cada figura depende da quan-
tidade de quadrados (Q) que formam cada figu-
12i2 milhões de habitante:,
e) A caaa ano apresentado na tabela está asso- ra. A estrutura de formação das figuras está
ciada mais de uma quantidade de habitantes? representada a seguir.
nào

D
2. Em cada item está descrita uma re lação entre
duas variáveis. Determine, em cada caso, a va-
riável independente e a variável dependente.
R!?spostas no final do livro.
aJ A altura de um prédio e o tempo necessário Figura 1 Figura li
para uma pessoa subir pela escada até o
último andar.
b) O custo de seis pães e o preço por quilograma
de pão.
e) O tempo de viagem e a distância entre as ci- Fig ur a Ili
dades de origem e destino. Que expressão fornece a quantidade de canudos
d) O valor mensal da fatura de água e a quanti- em função da quantidade de quadrados de cada
dade de metros cúbicos consumidos no mês. figura? b
e) A massa de um objeto e a torça necessária a) C;;;;;4Q e) C;;;;;4Q - 1 e) C;;;;;4Q - 2
para colocá-lo em movimento. b) C=30+1 d) C=0+3
·Nesta atividade, se julgar conveniente, retome o trabalho ..Explique aos alunos que, como o hexagano regular
com as informações apresentadas nas páginas 40 e 41 está inscrito na circunferência, então as medidas do raio
44 deste capítulo. dessa circunferência e do lado do hexágono são iguais.
6. [...)
A geração de resíduos cresce com o aumento do consumo - e as embalagens são o maior indicador desse
crescimento. Quanto maior o consumo, maior a produção de embalagens. E embalagem é algo pelo que você
paga, leva para casa e joga fora O consumo consciente de embalagens é levar em conta que toda embalagem
que vai de carona em nossas compras tem um impacto na natureza - seja na sua fabricação ou no seu descarte
[...]
BRASIL. Ministério cio Meio Ambiente. Consumo consciente de embalagens - o que é isso? Disponível em: <www.mma.gov.brlresponsabifidade-
socioambientaYproducao-e-consumo -susteotavel/consumo-oonscieote--cle-embalagem/itern/7581>. Acesso em: 22 jul. 2015.

Com base nas informações acima e em pesquisa já realízadas, é possíve l con stata r que, quanto mais
urbanizada for uma região, maior será a sua produção per capita de lixo. Observe a tabe la.

1 Quantidade média de lixo produzida \ Est ados brasileiros


por dia/habitante em 2013 .,., ,-

Quantidade
: ( \ 1 j
RR ~ AP
Número de- lixo (em kg)
(1'
de pessoas
São Paulo Piauí
AM
PA CE RN
1,3 0,6 PB
\ AC PE
2 2,6 1,2 '-,-"I _,.,.... TO AI.
~ RO SE
BA
3 3 ,9 1,8
DF
GO
8 10,4 4,8
MG L1Cf'.~,\U
ES lTL~.\'TH::U
20 26 12
IU 7>.
50 65 30 -------~
100 130 60

500 650 300


Fonte: <www.abrelpe.org.br/Panorama/
50"U
panorama2013.pdf>. Acesso em: 22 jul. 2015.
Fonte: ATLAS geográfico escolar. 6. ed. Flio de Janeiro: IBG·E, 2012.

a) Qual das fórmulas representa a quantidade L de lixo produzido diariamente, em quilogramas, por um número:
• s d e paulistas? IV
1 ) L = 0,6s ll) L =650s Ili) 1.3L = s IV) L = 1,3s
p de p iauienses? 111
1) L = 1.3p li) L =300p Ili) L= 0,6p IV) 0,6L=p
b) Em 2013, quantos quilogramas de lixo foram produzidos diariamente, em média, por uma família com -
posta por seis pessoas, que mora:
• em São Paulo? 7,8 kg • no Piauí? 3, 6 kg
e) Sabendo que certa família paulista produziu em 2013, em média, aproximadamente 55 kg de lixo se-
manalmente estime o número de pessoas dessa fam ília. 6 pessoas
d) Considerando uma produção média diária de 0 ,9 kg de lixo por pessoa, pesquise o número de habi-
tantes do município em que você mora e estime quantos quilogramas de líxo, em média, são produ-
zidos diariamente nesse município. Resposta pessoal.

7. (UFG- GO) A seguir, é descrita uma brincade ira popular para se descobrir a idade de alguém . É pedido a
uma pessoa, com idade inferior a 100 anos, que multiplique por dois o número do mês de seu aniver-
sário, adicione 5 ao resultado e, em seguida, multiplique por 50 o valor obtido . Depois, ela deve adicio-
nar a própria idade ao número obtido e informar o resultado. Subtraindo-se 250 desse resultado , obtém -
-se um número X, com o q ual se descobre facilmente o mês de nascimento e a idade da pessoa.
Nessas condições, se o número do mês de nascimento é N, e a idade é /:
a) obtenha uma expressão matemática de X em função de N e de/; X=100N+ I
b) descubra o valor de N e de/, se o número obtido for X;;:: 819. N= 8:1= 19

As funções 45
/Produto cartesiano
Neste capitulo, já estudamos que uma função pode associar elementos de dife-
rentes grandezas por meio de uma regra .
Antes de conti nuarmos o estudo das funções e fazermos a definição formal, ve-
jamos alguns conceitos associados a esse est udo. Um desses conceitos é o de
produto cartesiano.

Dados dois conjuntos A e B não vazios, denominamos produto cartesia no de


A por B , indicado por A x B, o conjunt o cujos elementos são todos os pares
o rdenados (x, y), em que a 1ª coorde nada pertence a A e a 2ª, a B:

~ = { (x, y)l x EA e y E B}
O n úmero de
elementos de um
l Exemplo
't,__ lê -se A cartesiano B ou produto cartesiano de A por B

produto car tesiano


Ax B é dado por
Dados os conjuntos A ={1, 2} e 8 ={2, 3, 4}, temos que:
n( A)-n(B).
• A x B ={(1,2), (1, 3), (1,4), (2,2), (2,3), (2,4)} • Bx A ={(2,1), (2,2),(3,1), (3,2), (4, 1), (4 2)}

t Relacões

Dado um produto cartesiano A x B, denomina-se relação de A em B qualquer
subconjunto de A x B.

Exemplo
Considere, por exemplo, os conjuntos A ={- 1, 1, 2} e B ={-3, 2, 3}, e a relação R
de A em B , definida por y = 2x-1 , com XEA e y EB. Substituindo os valores de
x na lei da relação, temos:
Como A x B ={(- 1, -3) , (- 1, 2), (- 1, 3),
x y "' 2x - 1 (x, y)
(1, -3), (1, 2), (1, 3) , (2,-3), (2, 2), (2, 3)},
- 1 y=2·(- 1) - 1= - 2 - 1= - 3 ] (- 1, - 3) temos que (-1,-3) e (2, 3) pertencem
a A x B. Já (1, 1) não pertence a A x B.
y = 2-1 - 1= 2 - 1= 1 (1, 1) Como R tem de ser subconjunto de
A x B, temos R = {(-1, - 3), (2, 3)} .
2 y = 2-2 -1= 4 - 1= 3 (2.3)

A
As relações podem ser representadas por uma figura denominada diagrama de
flechas. Para o exemplo acima, podemos co nstru ir o d iagrama ao lado.
•-3
.2 Outra maneira de representar uma relação é por meio do plano cartesiano ortogo-
nal, que cons.iste em um plano com dois eixos perpendiculares, x e y. O horizontal x é
denominado eixo das abscissas e o vertical y, eixo das ordenadas.
Os eixos x e y se cruzam em um ponto denominado origem. Esses eixos dividem
o plano cartesiano em quatro regiões (quadrantes). Para localizar um ponto P nesse
sistema, utilizamos coordenadas cartes ianas. Essas coordenadas correspondem a
um par ordenado (a,b), com a EIR e b EIR, em que a é a abscissa e b , a ordenada
do ponto.
Y eixo das ordenadas

2• quaclrante 1• quadrante
abscíssa do ponto
7 - - - - -0-
eixo das
- - --x abscissas
P(a, b )

L ordenada do ponto
3ll quadrante

46
Representando em um p lano cartesiano ortogonal a relação
R ={(- 1, -3), (2, 3}}, temos:

y,
.
(2 3)
3 O plano cartesiano recebe esse nome em
,.,
- homenagem ao mat emático e filósofo
francês René Descartes (1 596-1650). Em
- 1
um dos apêndices de Discurs o sobr e o

-~
_, o ., l X
método, sua obr a mais famosa. Descartes
propôs um mét odo de l ocalizar pontos em
' um sistema de eixos, introduzindo assim a
2" noção de coordenadas. Posterior mente
1 esse método foi aperfeiçoado, resultando
,3
H r-3) n o que atualmente denominamos sistema
cartesiano ortogonal.

/4 Atividades ~ ~ Anote a s respostas no caderno.

8. Uma escola oferece quatro opções de cursos de 12. Considere A={xEIRJ3..,;x :<=; 7} e B={YEIRJ2 ~y:<=;6}.
idiomas (inglês, espanhol, alemão e mandarim) A representação de A x B em um plano carte-
e três opções de cursos profissionalizantes {por- siano correspo nde a qual polígono? quadrado
teiro, garçom e segurança) .
Sendo / o conjunto dos idiomas e P o conjunto 13. Dados os conjuntos A ={xeZ. i- 4<X53} e
dos cursos profissionalizantes oferecidos pela 8={2, 4, 6, 8}, e a relação R={(x. y)EAxB ly 2:x+ 7},
escola responda. Uma possível resposta: classifique cada afirmativa em verdadeira (V) ou
' possibilidades que uma pessoa
a ) O que significa lxP? tem de escolher um curso falsa (F). verdadeiras: IV e V; alsas: 1, li, Ili e VI
de idiomas e um profissionalizante nessa escola. 1 ) R=AxB
b) Quantos elementos tem lx P? 12 elementos
li ) H tem um único elemento
e) Se uma pessoa escolher aleatoriamente um
curso de idiomas e um profissionalizante, qual Ili) R tem apenas três elementos
a chance de serem escolhidos "inglês" e IV) R tem 9 elementos
"porteiro"? 1 em 12 V ) RcAxB
9. Dados os conjuntos P={- 2, - 3, 4} e VI ) As cinco afirmações acima são falsas
T; {- 1, 2, 3}, represente no plano cartesiano: 14. (UFMS-MS) O conjunto S que melhor representa
a ) PxT b) TxP e) P x P a região R do gráfico é: e
Respostas nas Orientações para o professor.
10. Dados os conjuntos E;{4, 5, 6} e y

F:;:::{t,2. 3,4,5, 6, 7,8,9}, represente por meio de um


diagrama de flechas a relação R de E em F, com !i
XEE e yEF, definida por: Respostas no final do livro. , ..
"O
g
60
a ) Y<X b) y ; - - 9 e) y=2X - 2 o 2 3 4 X ~
X

11. Considere a relação R de ~ em ~. definida por


2x - y;1. a ) S={(x. y)E1Rx1R l1 sxs4 e1sys3}
Qual dos conjuntos está contido em R? e
b ) S= {(x, y)E~x!Rl1..,;x<4 e1~y:<=;3}
• A={(1. 1),(3.5),(3,4)}
e) S={(x. y)EIRxlRJ1sxs4 e1~y<3}
• B={(Z 3), (3, 2), (5, 9)}

• C={(1. i),(2.3),(3,5)} d) S={(x, y)e1RxlRJ 1<xs4 e1<y~3}

• 0={(3, 2), ( 4, 7), (9, 5)} e) S;{(x. y)E1Rx1Rl1Sx<4 e 1~y<3}

As funções I 47
/Conceito de funcão
,
Acredita-se que o termo função tenha sido introduzido na Matemática por Got tfried
Wilhelm Leibniz (1646-1716) para, inicialmente, expressar a associação entre quantida-
des e curvas. A noção que temos atualmente de função deve-se às considerações feitas
posteriormente por Leonhard Euler (1707-1783).
Conforme estudamos nos exemplos de noção intuitiva de função, a ideia básica é que
temos dois conjuntos não vazios A e B e um mecanismo que associa elementos de A
aos elementos de B . Entretanto, é preciso associar a cada elemento de A um único ele-
mento de B para que possa ser caracterizada como "função de A em B". Observe.
Considere os conjuntos A ={D. 1,4} e B ={- 1.0, 1,2,5} e as seguintes relações de A
em 8 :
Gottfried Wilhelm
Leibniz • R, = {(x,y)E A x Bly = x + 1} • R2 "" {(x, y)E A x Bly"" 2x} • R3 ={(x, y)EA x B!y 2 =x}
R,
B
•-1
•O
•1
·2
.5

R1={(D, 1), (1, 2), (4, 5)} R3 "'{(0,0),(1,- t(1,1),(4,2)}

• R1 é função, pois a cada elemento de A corresponde um único elemento de 8 .


• R2 não é função, pois existe elemento de A que não tem correspondente em B.
• R3 não é função, pois existe elemento de A que tem dois correspondentes em B.

Sejam os conjuntos A e B não vazios, uma relação f de A em B é uma


função quando associa a cada elemento x, do conjunto A, um único elemento
y, de B. Essa função pode ser indicada por:
f : A ~ B ou A ~ B (lê- se " função f de A em B ")
O conjunto A é denominado domínio (D (f )) e o conjunto B , contradomínio
(CD (f)) da função f. Cada elemento y de B que possui co rrespondente x em A
é chamado imagem de x pela função f. O conjunto formado por todas as ima-
gens é denominado imagem da função (lm (f )).

De maneira geral, indicamos uma função por letras minúsculas, como f, g eh.

Exemplo
Venfique se os alunos Uma função f de A em B , com A ={-2, O, 1, 3} e B ={O, 1, 2, 3, 4, 9, 10}, que associa
perceberam que, de
acordo com a definição, cada elemento x de A ao seu quadrado y em B , pode ser indicada pela fórm u-
em uma função pode la (lei de formação) y = x2 ou f (x) = x2 .
ocorrer de mais de um
elemento do domín io ter Utilizando a fórmula t (x)= x 2 , podemos determinar a imagem y de cada elemen-
a mesma imagem no
contradomínio. to x de A :
• t (-2)=(-2)2 = 4; a imagem de -2 é 4 A

• t (D)= 0 2 :;;;; Q; a imagem de O é O


• t (1)"' 12 :;;;; 1; a imagem de 1 é 1
• t (3)= 3 2 ; 9; a imagem de 3 é 9
3•

Na função f, temos D(f)= A , CD(f)= B e lm(f);{o, 1,4, 9}.

48
/ Atividades resolvidas\
R1. O esquema representa uma relação f de A em B. Para que f seja
uma função, qual elemento e qual seta devem ser retirados?

Resolução
Para f ser uma função, cada elemento de A deve ter uma ún ica
imagem em B. Note que o elemento 3 de A não tem imagem em
B. Além disso, o elemento 7 de A possui duas imagens em B, no
caso, 6 e 8.
Portanto devemos retirar o elemento 3 de A e a seta li (ou Ili),
para que f seja uma função.

R2. Dada a função f de A em B, com A= f-1, O, 1} e 8 ={- 3, 2, 4}, em que f(x)=5x 2 -3,
determine lm(f) e construa um diagrama de flechas que represente essa relação.

Resolução
Temos que:
f(- 1)=5 -{-1)2-3=5-3=2 • f(0)=5 -0 2 -3 = 0-3 = -3 f(1)=5 -f-3 = 5-3 = 2

Portanto, lm(f)={-3, 2} .
1 No diagrama, a
parte e m amarelo
corresponde ao
conjunto imagem
da função.

Diagrama de flechas

R3. Seja a função f de A em 8 , dada pela lei de formação f (x) = 3 + x . Determine o elemento
de A cuja imagem é 2.

Resolução
Temos que:
f (X)= 2 => 2 = 3 +X=> X= 2 - 3 => X= -1

Portanto, -1 é o elemento de A cuja imagem é 2.

R4. Um supermercado vende produtos no atacado e no varejo, sendo que as vendas são
consideradas de atacado se o cliente comprar mais de 11 unidades de um mesmo pro-
duto. Sabendo que o preço de uma barra de cereal no varejo é A$ 1, 99 e no atacado
é A$ 1, 65, escreva uma função definida por duas sentenças que represente o preço
total y em função da quantidade x dessa barra de cereal. Em seguida, verifique se o
preço total é menor ao comprar 10 ou 12 unidades.

Reso lução
A função f que representa o preço total das barras de cereal em função da quantidade
x é dada por:
1, 99x, se x s 11
f (x) = {
1, 65x, se x > 11
Calculando os preços de 10 e 12 unidades, temos:
• f (1 O)= 1, 99-10 = 19, 90 ~ A$ 19, 90 • f (12) = 1, 65-12 = 19, 80 ~ A$ 19, 80
Desse modo, o preço total de 12 unidades é menor que o de 10 unidades.

Asfunçbes I 49
Atividades ~~ Anate as r espostas no caderno

15. Qual diagrama representa função de A em B? b 20. Sendo h uma função de A=={xEZl1:-:;;x~5} em.&'.,
a) e) determine lm{h) quando h for definida por:
120 120
a) h(X)aa- e) h(X);-+1
X X
lm(h) = {24, 30,40,60, 120} lm(h) = {25,3H161, 121}
120 120
b) h{X); - d ) h(X}== - -1
X+1 X
lm(h) = {20. 24, 30, 40, 60} lm(h) = {23. 29. 39, 59, 119}

b) 21. Observe as fichas utilizadas em certo jogo para


dois participantes.

!Para y == x 2 + 1 y aa 5x y aa x2 + 2
,resolver
,essa atividade, peça aos alunos que suponham que o cálculo
Ído valor de y er:1 y == 2X _ 7 y = - X+ 5
,cada rodada seJa
!realizado corretamente.
i Nesse jogo, o primeiro participante d iz um valor
16. Sejam os conjuntos A=={1. 3, 5, 7, 9} e B=={0, 2, 4, 6, 8}. i para x. o segundo deve escolher uma das funções,
Represente as relações a seguir por meio de I mentalmente, depois calcular e dizer o valor cor-
diagramas de flechas e identifique qual delas é respondente de y. Se o primeiro acertar a função
uma função de A em B. Respostas no final do livro. escolhida, ganha 1 ponto, caso erre, quem ganha
a ) f=={{x, y)EAxB lyaax -1} 1 ponto é o segundo participante. A cada rodada
b) g={(x, y)EAxBliy=x+1} 17. a) Sim, pois cada as atribuições dos participantes é alterada.
elemento do domínio a ) Em uma rodada, o valor escolhido para x foi
e ) h=={(x, y)EAxBly==2x -2} G tem um único
correspondente no 5 e o valor correspondente a y, calculado, foi
d ) iaa{(x, y) EAxB l y>X+2} contradomínio H. 27. Qual foi a função escolhida? y=x2 +2

17. Dados os conjuntos G=={- t O, t 2} e b ) O valor escolhido para x em outra rodada foi
2 e o y correspondente calcu lado foi negativo.
H=={- 5,-1,0,1,4,12} , e a relação R de G em H,
Qual foi o valor calculado de y? - 3
definida por y == 2x3 - 3x2 , responda.
e ) Junte-se a um colega e, utilizando as fichas
a ) A relação Ré uma função? Justifique.
acima, realizem seis rodadas desse jogo. Ao
b ) Caso seja acrescentado o elemento 3 ao final de c ada uma delas, verifiquem juntos se
conjunto G, a relação R será uma função? os cálculos realizados estão corretos.
Justifique. Não, pois 3EG não teria uma ímagem Resposta pessoal.
correspondente em H. R
18. O diagrama repre - e o 22. Seja a fu nção f de ~ em ~. definida por
senta a relação R f(x)aax2 - 5x + m. Sabendo que f(3)aa 1, qual o
de e em D. valor de f(4)? ft4) = 3
Pa ra que R seja 23. No mundo, de acordo com a Organização Mun-
uma função , é ne - dial de Saúde (OMS), morrem por hora cerca de
cessário apenas 680 pessoas vít imas de doenças relacio nadas
que: d ao tabagismo.
a) exclua-se o elemento e. Fonte de pesquisa: <WWW1 .inca.9av.br/wps/wcm/connecl/a9encianolicias/site/home/
no icias/2013/ cigano_ma!a_seis_milho es_pessoas_mundoJJor_ano_diz._omS>.
b) excluam-se os elementos e e j. Ace s s o em: 29 oul 2 015.

e: ) exclua-se uma das flechas que partem de b e a) Escreva uma função que expresse o número p
o elemento j. de pessoas mortas por doenças relacionadas
d ) exclua-se uma das flechas que partem de b e ao tabagismo em função do tempo t. em horas.
p(t) = 680t
o elemento e. b) A partir da função que você escreveu no item a,
calcule e explique o que representa p(24).
19. Considere uma função f de A em Bem que: Resposta no final do livro.
• D(f)= {3, 9, 12} • f(3) aa -3 24. O volume v de um ci lindro é dado pela fórmula
V==1tr2h, em que n é uma constante, ré o raio da
• CD(f);{-3,-1,0, 5,10,15} • f(12)aa10
base eh é a altura do cilindro. Escreva a função
• lm(f)={- 3,0, 10} que expressa o volume v de um cilindro de altura
De acordo com as informações, represente a 3 dm em fu nção do raio r. Qual é o volume desse
função f por meio de um diagrama de flechas. cilindro quando o diâmetro da base for 4 dm?
Resposta no final do livro. v(r)=3rrr' ; 1211: dm3
50
25. Estudamos nas páginas 40 e 41 que o IBGE rea-
liza estimativas da população com diversas fína-
tecla e:utilizada para armazenar na memória
1 um número digitado ou para adicioná-
lidades. Suponha , por exemplo, que entre os i -l o àquele armazenado na memória.
censos de 201 O e 2020 a população de um
município pudesse ser estimada por meio da
tecla O: uti lizada para subtrair um número da-
quele armazenado na memória.
função p (t) = 2, 3t - 4 500, na qual p representa a
quantidade de indivíduos que compõem a popu -
tecla G:resgata o número armazenado na me-
mória. Quando acionada duas vezes,
lação, em milhares de habit antes, no ano t.
"limpa" a memória.
a ) Determine a população estimada desse muní-
cíP,io em 2013 e em 2019. Veja como podemos resolver (320:64) - (231: 33)
, 2013: 129900 habitantes; 2019: 143 700 habí!ant(ls
b ) E adequado estimar a populaçao desse muni- util lzando a memória de uma calculadora.
cípio em 1950 por meio da fórmula apresen- • Com a calculadora ligada, efetuamos 320 :64 e
tada? Por quê? digitamos a tec la 9.
26. Observe a sequência de figuras.

CWT
nivel 1 nível 2 nivel 3

• Efetuamos 231:33 e digitamos a tecla 9.


25. b) Resposta esperada: não,
pois a iórmula apresentada é
para estimativas da população
no período entre os censos de
2010 e 2020. Caso a
utillzàssemos para 1950, a
população estimada seria
- 15000 habitantes, o que não
• Digitamos a tecla G e obtemos o resultado - 2.
faz sentido.

Considerando que a figura do nível 1 é formada


por 5 quadradinhos, resolva:
a) Qual das funções assocía o nfve l x à quanti-
Observe somas parciais de valores obtidos por
dade q de quadradinhos da figura? 11
1 ) q(x)=5x li) q(x)=5" Ili) q(x)=x5 meio da função t(x)= 2~, em que D(t)= N.

b) Quantos quadradinhos tem a figura do nível 6? i


E do nível 10? 15625 quadradinhos; X f(x) somas parcia is de
9 765 625 quadradinhos f(o) a f(x}
27. O preço p de certo terreno dado em reais, em '
função do tempo t em anos, pode ser descrito
por p(t)=a-b1, em que a e b são constantes reais
1
positivas. Sabe- se que atualmente esse terreno 2' = 0,5 1,5
custa R$ 80 000,00 e que daqui a 2 anos custa-
1
rá cerca de R$ 11 5 200,00. a = BO ooo· b = ~ 2 ~ = 0,25 1,75

a ) Quais são os valores das consta~tes ~ e b?


b) Daqui a 4 anos, quantos reais custará esse 3 1,875
terreno? R$ 165 888.00 1 ...

~,...-c~-l~-~-l~d-~-;~·-·iii·\_ a ) Com o auxílio da memória da calculadora,


Observe algumas informações sobre as teclas ca lcule as somas parciais para x=4, x=5,
de memória de uma calculadora comum . X=fi e X=? . 1,9375, 7,96875; 7,984375; 1,9921875
b) Quando aumentamos o valor de x, a soma
parcial se aproxima de qual número real?
Teclas de Resposta esperada: 2.
me mória
Lembr e- se d e que as potências naturais
d e 2 são: 2° = 1, 21 = 2, 22 = 4 , 23 = 8,
24 = 16, 25 =3 2, 26 = 54, 27 =1 28, ...

As funções I 51
Estudo do domínio de uma função
Estudamos que uma função f de A em B é uma relação que apresenta um domínio
(A} e um contradomínio (B). Na função f de N em 7L, definida por f (x)= 2x- 10, por
exemplo, temos que o domínio é o conjunto ~ dos números naturais e o contradom í-
nio é o conjunto 7l.. dos números inteiros, ou seja, D (f) = N e CD (f) = 7l...
Porém, em algumas situações, o domínio e o contradomínio de uma função não
estão explíc itos, sendo apresentada apenas a lei de formação. Nesses casos, consi-
deramos que o domínio seja o maior subconjunto possível dos números reais (DclR)
para o qual a lei de formação faz sentido, e o contradomínio, o próprio conjunto dos
números reais (CD ;;;;;~).

Exemplos
• Na função f (x )= Jx, como não existe raiz quadrada de números negativos no
conjunto dos números reais, consideramos que o domínio seja o conj unto
dos números reais não negativos IR .
D(f)=IR+ ou D(f)= {X EIR l x~o}

• Na função g (x) = ..!, o domínio da função é dado pelo conjunto dos números
X
reais não nulos, pois não está definido em IR frações com denominador zero.
D(g)=IR* ou D(g)= {X EIR jx;;cO}

• Na função h(x)= .Jx, o domínio da função é dado pelo conjunto dos números
reais positivos, pois não está definido em ~ frações com denominador zero e
raiz quadrada de números negativos.
D(h)=~: ou D(h)={xe ~l x>O}

/ Atividades resolvidas\

RS. Qual o domínio da função t(x)=Jx=3 · sex<O ?


l .J2x - 3, se x~O
Resolução
Para determinar o domínio da função , estudamos dois casos:
2 - • se x~O temos f {x) =J2x-3 , então:
se x<O, temos f{x)=--, entao:
x-3
3
x-3:;tO ~ x :;t; 3 2x-3~0 ::::}2X~3::::}X~ -
3 ·2 3
Como x < O~ x t= 3, temos x < O (1). Como x ~ - ~x ~ O, t emos x ~ - (li).
2 2
A solução é dada pela un ião das condições I e li:

1hhhfhí .,.-R) - - - - - - - - -
....,. • õ .

Assim, D(f) =]- oo,O[ u [¾,+oo[ ou D(f) ={x e!R lx<Ooux ~ ¾}·
>
52
>
RG. Determine o domínio da função f (x) = 1 x- 1 .
x+2
Resolução
x-1
Para a cond ição - - ~ O, temos duas possibilidades.
x+2
• Numerador não negativo e denominador positivo:
X-1 ~Ü=> X~1
X+ 2>Ü=>X>- .2
Como as duas inequações devem ser satisfeitas s imult aneamente, realizamos a
interseção das condições:
x 2.1 - - - - - - - - w ,w,t.•..w\\wv,w•,,.,,,,.._
..
1'
1
x >-2 - - - <CA•l+W+\V+'i'lll•V.'-,,1'J.\,WM.V+'•W
-2 1

S, - - - - - - - -61.,wW'1.IM'.'.N.'l1N.\\~V,
1
Logo, x~1.
Numerador não posit ivo e denominador negativo:

x - 1~0=> x~1
x+2<Ü => X < -2
Como as duas inequações devem ser satisfeitas s imult aneamente, realizamos a
interseção das condições:
x<1
- uuuttuuuuu uu,V1t•u 1,u,.
HiíHi•hlhlHVUihUlh\Vihn
1
X< -2 tttUfttttç
4UHH:._'21
>---------

~ t.A\11+'-t1f+•IJ01 - - - - - - - - -
-2
Logo, x < -2.
O domínio da função é dado pela união das duas soluções.
Si ,.,hThlffi\
..........,
11
~ Vllt.\~*1Ul9>-----__._ _ __
-2 ,

-2
Portanto, D= { X E IR I X < - 2 ou X :::: 1}.

Atividades ~~ Anote as respostas na caderno

.
29. ·D et ermine d . . d f _ Respostas no
31. Uma pequena empresa montadora de bicicletas tem
o omIn10 as unçoes: final do livro.
seu custo diário e, em reais, determinado pela
a) t(x)"' x+ 1 d ) t(x)"'~12- x
2 função c (b)"' - 3b2 + 72b + 450, em que e depende
2 20-x do número b de bicicletas montadas no dia. Sa-
b) t(x)= x+1 e ) f (X ) = ,,-------:-: bendo que a capacidade máxima de montagem
-v4-x
dessa empresa é de 16 bicicletas ao dia, responda:
Js
e) t(x)"' x- ? a ) Qual o custo fixo d iário dessa empresa?
. . R$ 450,00
b ) Qual dos conJuntos a seguir pode representar
30. O domínio da função t(x);;;;; .j Jx+B é: b
o domínio de e? 111
- 4x- 16 1 )D(c) = Z
a) )- 4,s] d) [-8.-4] li) 0(c)={bE N j- 1SbS16}
b) [-8, - 4[ e ) IR Il i ) D(c)={bEZ I 0sbs16}
e) )- 8, - 4) IV) D (e) = {b EN IO< b < 16}

As funções I 53
/Gráfico de uma funcão
,
Ao lermos uma revista ou um jornal, assistirmos ao noticiário na televisão ou até
Os diversos típos mesmo acessarmos um site, é possível observar diversos tipos de gráficos. Em
de gráficos serào geral, esses gráficos são utilizados para facil itar a exposição e compreensão de
estudados mals
detalhadamente ao informações, sendo que muitos deles represe ntam funções.
longo desta coleção.
Observe, por exemplo, o gráfico a seguir.

Velocidade em função do tempo


do atleta Usa in Bolt na corrida
de 100 m, nos Jogos Olímpicos
de Verão Pequim 2008
v(m/s}

Nos Jogos Olímpicos de Verão Pequim 2008, o


~ at leta Usain Bolt tornou- se u m dos maiores
e
~
9,69 :
\. 1
fonte: YAMASHITA. M . T.
Uma breve análise da vel ocistas da história, ao conquistar três
t(s)
~ " o 2 6 8 10 física da corrida de 100 medalhas de ouro e quebrar três r ecordes
o mel ros rasos. Revista da
~ Biologia. São Paulo, USP, m undiaís. Na fotograf ia Usain Bolt vence a prova
e
"' -- v.11(1), p. 8 -11 . jan. 2014. f inal dos 100 m , em Pe quim na China, em 2008.

Esse gráfico representa uma função da velocidade obtida pelo jamaicano Usain
Bolt , em cada instant e, durante a corrida dos 100 m em que registrou pela primeira
vez um recorde olímpico.
Ao analisarmos esse gráfico, podemos notar que:
• o domínio da função é o intervalo real [O; 9,69], que corresponde à variação do
tempo da corrida, ou seja, de O s a 9,69 s;
• a curva é mais acentuada nos primeiros 4 s de prova, o que mostra um aumen-
to mais intenso na velocidade do atleta nessa parte da p rova.
De modo geral, o gráfico de uma função f é o conjunto de todos os pontos de
coordenadas (x, y) no plano cartesiano, com XED(t) e y = f (x).
Para que os alunos
compreendam melhor a
construção dos Exemplo 1
esboços dos grafices
tratados nos exemplos, Seja a função g de IR em ~ definida por g(x)= x + 1.
proponha a eles a
determinação de outros Para esboçar o gráfico de g obtemos inicialmente pares ordenados (x. y), para
pares ordenados,
atribuindo valores a x valores arbitrários de x, e os representamos em um plano cartesiano.
entre os já
apresentados . Em
seguida , peça que
identifiquem, no X g(x) = X+ 7 (x, y)
y
respectívo gráfico, a
localização dos pontos 4
correspondentes aos -2 g(- 2) =- 2+1 =-1 (- 2. - 1)
pares ordenados 3 ----(2,-. 3 )
obtidos.
-1 g(- 1) =- 1+ 1= 0 (- 1. o) 2 _, 2)
_(1,
1
1
1 (O, 1)
A função g(x)=x+ l (-1, 0 )
o g(0)=0 + 1=1 (o, 1)
é um exem plo de -2 - 1 o 2 3 X
~

.,õ
função afi m, cujo '2
g(1) = 1+1 = 2 (1. 2) ( -2,· -- 1)
- - -1 ..,
~
gráfi co é uma reta.
-2 ~
Estudaremos e m ma is
(~32-J
i;}
.:t
detalhes ess e t ipo de 2 g(2)=2 + 1=3
função no ca pítulo 3.

54
y
Temos que D(g)"'~, ou seja, há infinitos valores para x
4
que podem ser associados a infinitos valores para y.
3
Dessa maneira, no gráfico de g existem infinitos pon-
tos entre os indicados no plano cartesiano da página
anterior. Os pontos marcados sugerem que o gráfico
de g é uma reta, o que mostraremos ser verdade no X
1 2 3
capítulo 3.
-2

Exemplo 2
2
Função h de IR em IR definida por h(x)"'~-
2
x2
X h(x)=- (x, y) y
z
9

-4 h(- 4) J - 4 )2 =8 (- 4, 8) --------- 8
2
7
(-2)2 6
-2 h(-2)=-=2 (- 2. 2)
2 5 2

02 A função h{x) = ~ é
4
o h(0) =-=0 (o.o) um exemplo de
2 3
função quadrática,
22 cujo gráfico é uma
2 h(2) =-= 2 (2. 2)
2 curva denominada
parábola.
42
4 h(4)=-=8 (4,8) - 5 -4 --3 -2 -1 o 1 2 3 5 X Estudaremos em mais
2 -1 detalhes esse t ipo de
função no capítulo 4 .

Exemplo 3
1-x, se x <1
Função p de IR em [ij definida por p (x) "' {
.
x 2, se x 2':1
A função pé definida por duas sentenças, uma para X<1 e outra para x2':1.

X< l X 2'.1 y
25 7
X p(x) = 1- X X p(x) = x2 (x, y) 4 ~
(x,y~ 6

~
5
-2 p(-2)=1-(-2)=3 (- 2,3) p(1)= f =1 (1, 1)
e
3 E
-1 p(- 1) =1- (-1) =2 (- 1,2)
-------j
2 prn) = GJ =¾ G-~) 'e
w
4!
o
>
o p(0)=1- 0 =1 (O,1) ~
2 p(2) =22= 4 (2, 4) ~
~
,o

1 -2 -1 o 1 1 3 2 3 X f.,
-
2 PG)= 1 - i=i G·½) 5
-
2 L p
(5)2 = (SJ
2 = 425
(~ 25)
2· 4
-1 2 2 2
ª

/4 Atividades ~ ~ Anote as respostas no caderno.

32. Em certo instante t"'0, um avião sai do repouso e começa a ganhar velocidade na pista até decolar.
Mantém velocidade constante no trajeto e, ao se aproximar do ponto de aterrissagem, reduz a veloci-
dade, pousa e para. O gráfico que melhor representa a velocidade v do avião em função do tempo t é: d

ut :i~ , b)p 't e) :f-----., d) :p,


As funções 55
33. Para estimar as coordenadas de um ponto P em 34. Esboce o gráfico de cada função de IR em IR a
seguir. Respostas nas Orientações para o professor.
{2x-,
certo gráfico, Denise utilizou uma régua e um
esquadro, conforme segue. se x<1
a) t(x)"'x - 3 d) f (x)"'
-2x+1 se x~1
y
b) t(x)= - 2x+5
7
x2
6 e ) t(x)"' - 5x e ) t(x)= -
4
35. Dadas as funções t de IR em~ e g de N em IR ,
definidas por f(x)"'3x+2 e g(x)"'3x+2, esboce os
gráficos de f e de g em planos cartesianos dis-
tintos e escreva qual a diferença entre esses
gráficos. Resposta nas Orientações para o professor.
6 7 X
36. A água potável está se tornando cada vez mais
~I li 0t 6 8 l 9
escassa. Ao reduzir seu consumo em uma resi-
dência, além de evitar o desperdício, possibil ita
E Posicionando a régua junto ao eixo x
-4 e deslocando o esquadro sobre ela, aos moradores uma economia financeira, visto
Den ise estimou que o ponto P tem que em geral o valor cobrado na tarifa mensal
abscissa 5 . da água depende da quantidade de metros
cúbicos consumidos.
y Em uma certa companhia de saneamento, o
7+-- - - - - - ' -1'='=----~
valor da fatura residencial é calculado da seguin-
6 te maneira:
até 10 m3 : R$ 42,00;
acima de 1O m3 e até 30 m3 : R$ 42,00 mais
R$ 5,90 por metro cúbico excedente a 10 m3 ;
• acima de 30 m3 : R$ 160,00 mais R$ 10,50 por
metro cúbico excedente a 30 m3 •
a) Escreva algumas medidas que evitam o des-
perdício de água potável.
B b) Para o exemplo apresent ado, considere uma
Posicionand o a ré gua ju nto ao função f que associa o consumo x d e metros
e ixo y e deslocando o esquadro
-4 sobre ela, Denise estimou que o cúbicos de água ao valor y = f (x) da fatura.
ponto P tem ordenada 7. Essa função pode ser expressa por qual das
fórmulas a seguir? li 36. a) Algumas passiveis
respostas: não deixar
Assim, Denise estimou que o ponto P tem coor- 42, se O< x < 1O a torneira pingando ;
denadas (5, 7). - - evitar banhos
1 ) f (x) ;a; { 42 + 5, 9x, se 1 O < x 5 30 demorados;
De maneira semelhante, estime as coordenadas fechar a
160 + 1 O, 5x, se X > 30 torneira
dos outros pontos indicados no gráfico a seguir. enquanto
Caso não haja A(4,5), B(- 3,- 2), C(O, 1), D(- 1,4), E(1, - 3) esc ova os
esquadro e régua Y 42, se Os x 5 1 O dentes .
para todos os alunos, 7 li ) f(x)= { 42 + 5,9(x - 10) , se10<xs30
reúna-os em grupos
para realízarem a 6 160+10,5(x - 30), se x>30
atividade ou, então,
veja a possibilidade
de trazer maís alguns 42x, se0sxs10
esquadros e réguas
para a sala de aula. Ili) f (x)"' { 42x+5, 9, se 10 < x s; 30
160x + 10, 5, se x > 30

e ) A partir da função ind icada no item b, deter-


mine o valor a ser pago pelo consumo de:
5 6 7 X
• 7 m 3 R$ 42,00
!! • 30 m3 RS 160,00
B .~
,,..
i • 34 m3 R$ 20 2,00
E
-4 g d) Esboce o gráfico da fu nção f indicada no
~ item b. Resposta nas Orientações para o professor.
Para esboçar o g ráfico no item d desta atividade, uma
possibilidade é utilizar um programa de computador, como o
56 Geogebra. Para isso , consulte a seção Acessando tecnologias.
Análise do gráfico de uma função
Estudamos anteriormente que uma relação fé função se associa a cada XED(t)
um único y ECD (f). A part ir dessa característica, podemos verificar se certo gráfico
representa uma função. Observe dois gráficos.

® y
®

X X

No gráfico A , qualquer que seja a reta traçada paralelamente ao eixo y, cortará o


gráfico em um único ponto, ou seja, não há abscissa x associada a mais de uma
ordenada y. Dizemos então que o gráfico A corresponde a uma função.
Já no gráfico B, note que podem ser traçadas retas paralelas ao eixo y cortando
o gráfico em dois pontos distintos, ou seja, existe pelo menos uma abscissa x as-
sociada a mais de uma ordenada y. Nesse caso, dizemos que o gráfico não corres-
ponde a uma função.
Analisando o gráfico de uma função, podemos, em alguns casos, determinar o
domínio e a imagem dessa função.
Para determinarmos o domínio e a imagem da função f, representada pelo gráfi-
co a seguir, por exemplo, projetamos esse gráfico nos eixos x e y.
y

f-- imagem
5
4
3
2 domínio

-3

A projeção do gráfico no eixo x corresponde ao domínio de f ; no eixo y, à ima-


gem de f. Nesse caso:
• D(f)=[- 4, 7[ ou D(f)={XEIRl -4 $ X< 7}

• lm(f) = [-3, 6] ou lm(f)= {Y EIR j-3 $ y $ 6}.

Zero de uma funcão


,
Em uma função f, o valor XED(f) tal que
f (x)"' 0, é denominado zero da função. Grafi-
camente, os zeros da função correspondem
às abscissas dos pontos em que o gráfico
cruza o eixo x.
Na função f, cujo gráfico está representado
ao lado, temos t (x 1)"' f (x 2 )= t (x 3 )= 0. Logo x 1• x 2
e x 3 são zeros da função.

As funções I 57
Atividades ~~ Anot e as resposta s no caderno.

y
37. Identifique quais gráficos representam função. d)
a) y d) y a ; b; e; t

1 x D = {xelRl- 39$1};
lm = {yeRl- 1$y$1}

e) y

o X o X Í

b) y e) Y

f) y
o X o X 7
6
e: ) y f) y 5
4

X Q 1234567891QX
D= {x elRl2$x<10}; lm = {ye1Rl5$y$7}

38. Determine o domínio e a imagem das funções g) y


representadas em cada gráfico.
a) Y 5

3 ~
Jl
2 i
~

"g
- 3 -2 - 1 Q 1 2 3 4 5 6 7 X ~
:t.
D={xe l- 3$x$7} ; lm={yeRl1$y$3} _, o X ~
b) y
1 -e.
~
-1 ,;
,il
5
D= {xe!Rl- 6<X<1}; lm = {yeR l- 1$y$6}
39. Observe o gráfico de uma função t.
5
2 y
4
D= {xe1RIO$x$5};
3
lm = {ye~I0$y$5}
-------------- 2
y
e)

-6 3 4 5 6 X

a) Qual o valor de t(4)? f(4) = 2


b) Quais são os zeros da funçã?!-~ . x= - 2 e x=1
e) Determíne o domínio e a imagem de f.
D={xe!R!l- 1<x<5}; lm={ye1Rl-2<y< 4} D(t)={xe1Rl - 6$x$6}: lm(f) = { y e l - 2$ y $4}
58
/i=uncões
, crescente, decrescente e constante
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é um índice inflacionário que
mede a variação dos preços para as fam ílias em algumas regiões metropolitanas do
Brasil. Esse índice é calculado pelo IBGE e considera nove grupos de consumo: ali-
mentação e bebidas, artigos de residência, comunicação, despesas pessoais, educa-
ção, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuários.

Índic::e de Preços ao Consumidor Amplo {lPCA) em 2014

Porcentagem (%)
1,00

0 ,50

Fonte: <www.ibge.gov.br/home/estatis!ica/indicadores/precos/inpc_ipca/ipca·inpc_201506caderno.pdf>.
Acesso em: 23 jul. 2015.

Observando o gráfico, é possível notar que em 2014:


• de janeiro a março, de julho a setembro e de outubro a dezembro o IPCA au-
mentou , ou seja, foi crescente;
• de março a julho e de setembro a outubro o IPCA diminuiu, ou seja, foi decres-
cente.
Pode ser realizada uma análise semelhante à do gráfico acima também para o
gráfico de outras funções. Veja, por exemplo, o gráfico da função t (x)= x 2 - 1.
y

-3

Note que para x so , quando aumentamos o valor de x, o valor de t (x) diminu í, ou


seja, para xso a função fé decrescente. Já para x2'.0 , quando aumentamos o valor
de x, o valor de f (x) também aumenta, ou seja, a função fé crescente para x 2'. 0.

Dizemos que uma função fé :


• decrescente em um intervalo contido no domínio de f se, para todo x 1 e x 2
pertencentes a esse intervalo, com x, > x 2 , temos f (x1 ) < f (x2 );
• crescente em um intervalo contido no domínio de f se, para todo x, e x2
pertencentes a esse intervalo, com x 1 > x 2 , temos f (x 1) > f (x 2 ).

As funções I 59
Exemplos

[ • f (x)=2X-3 • g(x)= -X + 2

"o
-1 o X
..
ij
8
o
-1
•i:
:t
.,..
;,;
-2
ir
-3 ;;

ª
A função f é crescente em todo A função g é decrescente em todo
o domínio. Nesse caso, dizemos o domínio. Nesse caso, dizemos
que fé uma função crescente. que g é uma função decrescente.

Uma função h também pode ser constante em um ,intervalo contido no domínio.


Nesse caso, para qualquer x pertencente a esse intervalo, h(x) = k, sendo k um nú-
mero real.
Considere uma função h cujo gráfico é y
dado ao lado. 4

3
Temos que h é:
2
• crescente no intervalo [1.3), ou seja, para
1sxs3;
Note que para
• decrescente nos intervalos ]- - 2] e
00,

xE [-2, 1], temos


[3,+oo[, ou seja, para xs -2 e x~3 ; -1
t (x)= -1. • constante no intervalo [-2, 1], ou seja, para
-2sxs1.

/4 Atividades ~ ~~ Anote as respostas no cad,nno.

40. Uma indústria calcula, em horas, o tempo para a entrega de seus pedidos, utilizando a função t(x);:42+0,2x,
em que t indica o tempo para a entrega ex a quantidade de peças encomendadas.
a ) Qual é o tempo de entrega de uma encomenda de 20 peças? E de 30 peças? 46 h; 48 h
b ) Classifique essa função como crescente, descrecente ou constante. Justifique.
Crescente, pois quanto maior for a quantidade de peças encomendadas , m aior será o tempo para a entrega.
41. A função f está representada no gráfico.
a) Qual o domínio e o conjunto imagem de f? D(f)={xEIRl- 4 sxs12} e lrn{f)={ye!R )- 4 ">y ">5}
b ) Determine os intervalos em que a função é:
y
• decrescente [3,s]e[s, , o]
5 1
• crescente [- 4, _ 2 ] 4
1
1

constante (- 2. 3J, [5, a] e [1 o, 12]


1
1
3 1
1
e: ) Quais os zeros dessa função? _ 28 e 9 2 - - -- - ---~ ---- - - - -
g 1
1
1
1

-1 O 1 2 3 4 5 6 7 11 12 X
-1
-2
-3

60
42. Qual das funções a seguir é decrescente no intervalo [a,b]? c
a) y e) y

o X

a O )(

b) y d) y

43. A lebre e a tartaruga é uma famosa fábula desses dois


animais que disputam uma corrida. Na largada, a
lebre, que se achava muito veloz, disparou na frente,
enquanto a tartaruga seguia constante e lentamente.
A lebre, em determinado momento, ficou tão distante
da tar taruga que resolveu descansar um pouco e
dormiu. Enquanto isso, a tartaruga vagarosamente
passou pela lebre e continuou seu caminho, sem
descansar um só m inuto. Quando a lebre se deu
conta, correu em direção à chegada.
Observe o gráfico que representa essa corrida.

Distância
-
Cheg
/ ~

/ ,r/
/
V ./
/
1!
_.g / 1/
1l
~/
.,
"~
~ Larg
~-- Tempo

Front ispício da fábula A lebre e a tartaruga.

a) No gráfico, em que cor está indicado o deslocamento da tartaruga? Justifique.


Verde, pojs, como a fartarµga não parou, sua distâncía J3ml relação à largada foi crescente d1,1rant.13 jodo,...D tempQ da corrida.
b) A tunçao corresponaente ao des1ocamento aa eore e crescente em todo aomrn10? 1-'or aue7 Não, pois
em certo intervalo, que çorresponde ao período em que a lebre permaneceu dormindo, a função é constante.
e ) De acordo com o grafico, quem ganhou a corrida? Que moral você supõe que o autor qu is transmitir
com essa fábula? tartaruga; ~lgurnas possíveis re:>postas: quem segue devagar e com ci;instâncía pode chegar à
· frente; pac1enc1a pode valer mais do que a pressa; nem sempre os mais velozes chegam em
primeiro lugar.
As funções 61
/Funções injetiva, sobrejet·va e bijetiva
Função injetiva
Dizemos que uma função fé inj etiva quando elementos distintos do domín io es-
tão associados a elementos distintos do contradomínio.

A B

Uma função f é injetiva se, e


somente se, para todo x 1 e D {f)
e x 2 e D (f), com x, ,t. x 2 , tiver-
mos f(x 1),t.f (x2 ).

fé injetiva g não é injetiva

Exemplos

• t (x)= -3X y

Temos que f é injetiva, pois Note, por exemplo , que g (-2);;;;; 3


elementos distintos, x 1 e x 2 , e g(2)= 3, ou seja, elementos
pertencentes ao domínio, têm distintos pertencentes ao domí-
imagens -3x1 e -3x2 , também nio (-2 e 2) têm imagens iguais.
distintas. Assim, a fun ção g não é injetiva.

Função sobrejetiva
Dizemos que uma função f é sobrejetiva quando todos os elementos do contra-
dom ínio est ão associados com algum elemento do domínio.
h
B A

fé sobrejetíva g é sobrejetíva h não é sobrejetiva

Uma função f é sobrejetiva se, e somente se, para todo y e CD (f), existir um
x e D (f), tal que f (x) = y. De outra maneira, uma função f é sobrejetiva se, e
somente se, CD(f) =l m (f). __,
62
) Exemplos
• Seja a função f de ~ em ~ definida • Seja a função g de IR em R definida
por f (x)= x-2 por g(x); x 2 + 2x +1
y
2

-2 - 1 O
-1

-3
-3 -2 - 1
-- -4 -1
-2
Temos que fé sobrejetiva, pois dado
y El m (f), temos y = x-2 e, por con- Note, por exemplo, que -2ECD(g),
sequência, x = y + 2. Como y ER , en- mas não está associado a nenhu m
. tão (y + 2)ER, ou seja, X E~ . Logo, elemento x pertencente ao domí-
qualquer que seja y E IR, existe x E IR nio. Assim, a função g não é so-
tal que y = f (x) e, portanto, brejetiva.
co (t) =lm(f) ; IR _

Função bijetiva
Dizemos que uma função fé b ijetiva quando fé injetiva e sobrej etiva simultanea-
mente.
9 h
A I!
~

..
i
"O

..~
:t
.,t
i
J é bijet iva g n ào é bijetiva , h não é bijetiva, po is
pois não é injetiva n ào é so brejet iva

Uma função f é bijetiva se, e somente se, para todo x, E D {f) e x2 E D (f), com
x1 "#- x2 , tivermos f (x 1)at: f (x 2 ) e CD (f)= lm (f).

Exemplos

• Seja a função f de IR em IR defin i- • Seja a função g de R em IR. defini-


1 da por g (x)= x 2
da por t (x)=- x + 1
2
y

Temos que f é b ijetiva , pois é in- Temos que g não é bijetiva, pois,
jetiva e sobrejetiva simultanea- apesar de ser sobrejetiva, ela não é
mente. injetiva.

As funções I 63
Atividades ~~ Anote as respostas no caderno.

44. Determine quais dos d iagramas representam uma 47. Seja uma função f de A em B, em que
função sobrejetiva de A em B. a; e A= {XE.iz'[ - 4~x~2}, definida por t(x)=2x - 3. Qual
deve ser o conjunto B para que f seja bijetiva?
B= {- 11. - 9, - 7, - 5, - 3,- \ 1}
a) e)
48. Observe as funções .
• f: f\J ~ .iz' definida por t(x) = Sx
g: ct ~ ot definida por g(x)=!
X
h: ~ ~ IR.. definida por h(x)=x 2

b) d) m:X~Y m

45. Qual dos gráficos representa uma função biíetiva


f de [2.5] em [t4]? b n:W ~T n

a) Y r:) y
4 4
3 3
2 2

o o
y
p
b) y d) y ~
4 4 E
'!:i
3
---- ~ 3
~

-eo
2 2 ~
1 "'~!·
o X

o X o
l
X -
2 3 4 5 2 3 4 5
'ª y
q
4 6. [... ]
A impressào digital é fruto do nosso código
genético e se forma no útero materno com a
movimentaçào do feto. Composta por uma sé-
X
rie de traços na superfície dos dedos, mantém-
-se inalterada por toda a vida. [. __ ] E, em cada
pessoa, mesmo nos gêmeos,
tem características únicas e y
intransferíveis, as chamadas e
~

minúcias. [...] ..
'5

-a
GRECO, Alessandro. Impressão digital:
i
~
assinatura do crime . .Oisponivel em:
~
---------o-x !
<hl4'://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/
impressao-cligital-assinalura-crime-434121.shtml>.
Acesso em: 23 jul. 2015. ~
impressão digital
A função que associa cada pessoa a sua digital é: c Quais dessas funções são:
. . . _ b . . Para resolver esta
a ) in1et1va e nao so reJet1va atividade, diga aos a) apenas injetivas? f; m
b) sobrejetiva e não injetiva atunos que_c_onsiderem b) apenas sobrejetivas? h
que o domm10 da
e) bijetiva função seja formado apenas pelas pessoas e) bijetivas? g ; n; q
que possuem digit al.
d) não injetiva e não sobrejetiva d) nem injetivas nem sobrejetivas? p; r

64
Função composta
Para determinar a distância percorrida por um automóvel em certa viagem, po-
de-se utilizar a fu nção z = 80t, sendo z a dist ância percorrida (em quilômetros) e t o
tempo de percurso (em horas). Esse automóvel consome, em méd ia, o, 1 L de com-
bustível por quilômetro percorrido. Dessa forma , podemos escrever a função y = 0,1z
para representar o consumo y de combustível (em litros) em função da distância z
percorrida.
Utílizando essas funções , podemos determinar o consumo de combustível após
1,5 h de percurso da segu inte maneira:
• distância percorrida em 1, 5 h: z = 80 · 1, 5 = 120 ~ 120 km
• consumo de combustível em 120 km: y = O, 1-120 = 12 ~ 12 L
Também é possível escrever uma função que determine o consumo de comb us-
tível y em função do tempo t de viagem. Para isso, fazemos uma composição entre
as funções y e z.
y = O1~ =>Y = O,1-80t=>y = 8t
aot
Utilizando y = 8t, determinamos o consumo de combustível após 1,5 h:
y = 8 -\5 = 12 ~ 12 L
Sendo f (t)= z = 80t, g(z)= y = 0,1z e h(t)= y = 8t, temos o seguinte diagrama:

Dizemos que h , nesse caso, é a função composta de g com f. Essa função com-
posta pode ser indicada por (gof)(x) ou g(t (x)) (lê-se "g compost a com f ").

Dadas as funções f: A~ B e g: B ~ C, denominamos função composta de g


com f a função gof:A ~ C definida por (g ot)(x) = g(f(x)).

Exemplo
Dada a função f de A em B definida por f (x)= 2x + 3 e g de B em C definida por g(x)= x 2 - 5, com
A ={-2, -1, 0, 1}, B={- 1,1, 3, 5} e C={-4, 4, 20}, temos:

• {t((- 2)) = - 1 =>g(f(- 2))= g(- 1)=-4 • { 1((o))= 3 =>g(t (o))= g(3)= 4
g - 1 =- 4 g 3 =4

•{t(- 1)= 1 =>g(f (-1))= 9(1)=- 4


g(1)= -4
• {f(1)= 5 =>g (f (1))= g(5)= 20
g(5}= 20
De maneira geral temos:
(g ot )(x)= g(f (x)) =(f (x))2 -5 =(2x + 3)2 -5 = 4x2 + 12x+ 4
Utilizando (g of}(x):
• (g of)(-2)= 4·(-2}2 + 12-(-2)+ 4 = 16-24+ 4 "' -4 • (g of)(O)= 4 · 02 + 12 -0+ 4 =0+ O+ 4= 4
• (g of)(- 1)= 4 -(- 1)2 + 12-(- 1)+ 4= 4 - 12+ 4= - 4 • (g of)(1)= 4 ·12 + 12 -1+ 4 = 4+ 12+ 4= 20

As funções I 65
Funcão
, inversa
Para calcular o valor de uma fatura residencial, a concess ionária de energia elé-
trica de certa região multiplica o consumo em quilowatt-hora (kWh) por 1,25, obten-
do o valor em real. Se o consumo mensal for de 267 kWh, por exemplo, o valor da
fatura será R$ 333,75 , pois 267 ·1, 25 = 333,75.
A função f(x) -1. 25x associa o consumo em quilowatt-hora ao valor em reais da
fatura. Observe o gráfico de f.

Podemos também escrever uma função g , com objetivo contrário ao de f, ou seja,


associando o valor da fatura ao consumo mensal. Nesse caso, g (x) =_x_ =O, Bx.
1, 25

Note que para todo a ED(t ), se t (a)= b , então g (b);:; a. Por exemplo , f (20) = 25 e
g (25) = 20. Dizemos que g é a função inversa de f.
Observe outro exemplo.
Dada a função f de A em B definida por t (x)- -2x e a função g de B em A defi-
nida por g(x)=-~. com A ;:;{-1. O, \ 2} e B={-4, -2, O, 2}, podemos representá- las pe-
2
los seguintes diagramas:
g
• t (-1);:; 2 A B • g(-4);:; 2
-1• ·2
• f (D)= 0 o. .o • g(-2)-1

• t (1)= -2 1• •-2 • g(D)- 0 O• - i---i---.. O

2•
• t (2)=-4 • g(2)- -1
Note q ue:
• as fu nções f e g são bijetivas
• D(f)= lm(g) e D(g)= lm(t)
• se (x. y)E f , então (y, x)E g
Nessas cond ições, dizemos que g é a função inversa de f.

Dada uma função bij etiva f de A em B .


dizemos que uma função g de B em A é
inversa de f se, para todo a E A e b E B
•b
tal que f (a)= b, tem-se g (b) = a. Em ge- g(b)= a
ral, indicamos a função inversa de f por ou
í 1(b) =a f(a) = b
f- 1, ou seja, 1- 1 - g.

66
Para determinarmos a inversa da função b ijetiva f (x);;:; y;;:; 3x, por exemplo, ini-
cialmente isolamos a variável x:
y;;:;3X::::}X;;;;}'_
3
Como, de maneira geral, quando representamos o gráfico de uma função em um
plano cartesiano a variável independente x é indicada no eixo das abscissas e a
dependente y no eixo das ordenadas, é comum permutar as variáveis x e y para
expressar a função t-•. que é a inversa de f. Assim, temos:
f-1 (x);;;; ~
3
Representando os gráficos das funções f e t-1 em um mesmo plano cartesiano,
temos:

Note que os gráficos de f


e f" 1 são simétricos em
relação à reta t racejada,
que corresponde à
bissetriz dos quadrantes
ímpares do plano
cartesiano.
l!
o
l---1---+--t-l i
-B
-+--+--t-t---+---t-- o
~
' - - - ' - - - ' - - - - - ' - - - - ' - -___,__ _ , _ _ _ , _ _ , _ _ - - ' - - - - - ' - - - ' <(

/ Atividades resolvidas \

R7. Em uma fábrica de peças para automóveis, certa máquina produz 14 peças por hora
de trabalho. Cada uma dessas peças é vendida às montadoras por R$130,00.
a) Escreva uma função que relacione a:
quantidade p de peças produzidas e o tempo x em horas;
• quantia v arrecadada e a quantidade p de peças produzidas.
b) Determine a função composta (vop)(x). O que essa função relaciona?
e) Calcule o valor arrecadado com a venda das peças produzidas em 8 horas de tra-
balho dessa máquina.

Reso l ução
a) • Temos que a máquina produz 14 peças por hora, então a função que relaciona
quantidade p de peças produzidas e tempo x em horas é dada por:
p(x)=14x
• Como as peças são vendidas por R$130,00 a unidade, a função que relaciona
quantia v arrecadada e quantidade p de peças produzidas é dada por:
v(p)=130p
b) (vop)(x)=v(p(x))=130-p(x)=130 -14x;;:;1820x
A função (vop)(x) = 1 820x relaciona o valor arrecadado com a venda das peças e o
tempo x em horas de trabalho da máquina.
e) Calculando (vop)(a), temos:
(vop)(8)=1820-8=14560
Portanto, o valor arrecadado com a venda das peças produzidas em B horas de
trabalho dessa máquina é A$ 14 560,00.
>
As funções I 67
>
RB A partir dos gráficos das funções f, g e h, esboçados
y
em um mesmo plano cartesiano, calcule:
a) g(f(-2)}+ h(g(3))

b) h(g(f(2)))

e ) f(h(g(3)))+f(h{g(1))) h

Resolução
a) g(f(- 2))+h(g(3))=g(O}+h(1)=0 + 0= O
.__,_,_. ..__,_.
O 1

b) h(g(~))=h(~)=h(O)= 1
o o
e) t(h(g(3))) + t(h(g(1)))"' t(h(1))+t(h(1)} = f (O) + t(o) = -1 - 1= -2
._,,_.. ~ "-v---' '-...---'
1 1 O O

R9. Uma fábrica utillza a função c (n)=~ para calcular o custo de produção de n unida-
des de certo produto. 1+n
Determine a função inversa de c e interprete seu significado.

Resolução
Note que, como n
Nesse caso, devemos isolar a variável n para determinar a
corresponde ao
função inversa de e: número de produtos,
for am considerados
e = -1- => -1,+n 2 =-
1 =>n 2 =--1=>n
1 2 1-c ~ 1-c
=--=>n = - - apenas seus valores
1+ n2 e e e e positivos.

Portanto, n(c)=
~ ---Z-
ff=c é a função inversa de c (n) = - 1- 2 e corresponde ao número
1+ n
aproximado de unidades produzidas do produto, dado um custo.
R10. Dada a função f(x) = 5x+1, esboce os gráficos de f e r 1 no mesmo p lano cartesiano.

Resolução
Determinamos f- 1 isolando x em y = f{x).
y- 1 y 1
y "' 5x + 1 => Sx = y - 1 ==> x = - - => x = - - -
5 5 5
Permutando as variáveis x e y, temos t-1 (x) = ~ _ _! .
5 5
Esboçando os gráficos de f e r 1 em um mesmo plano cartesiano, temos:

~
y
,.
I 1 jY;'
6 --- - -- f--
,,
/

,
"'· , -
4-
--J ,,
Em um mesm o plano
,,
/

3
n f/ -
,
, ,,
,-,
cartesiano, os gráficos de
uma função f e de sua

.
, /
/
/
/

_L..-..r-- íT --- inversa f·1 são simétricos


em relação à reta y = x.

.:-~vJl i 2 3 5 6 xi
,,, Tr-2
'l

68
Atividades ~~ Anote as respostas no caderno

49. Considerando a função f (x) = 3x - 5, calcule: 55. Para cada item, esboce o gráfico da função f(g(x)).
a) t(s) 10 a) f(x)=~+ 1 e g(x)=4x+6
2
b) f(f(5)) 25
b) f(x)=3x 2 - 10 e g(x);;;;;;2.Jx
e) t(f(t(5))) 10
e:) f (x)=x2 -3x e g(x);;;;;;5- x
50. Dadas as funções t(x)=5x - 8, g(x)=x 2 + 4x e Respostas nas Orientações p ara o professor_
56. Considerando as funções t(x);;;;;;4x+ m e g(x)=2x - 6,
h(x)= ~ . determine: 1
x- 3 ( 1
determinem para que (fog)=(gof). m = - i8
g(f x)) = 25x2 - 60x+32 ·
a) t(g(x)) f(g(x)) = 5x 2 +20x - 8 e) g(t(x)) i
57. Determine a inversa de cada função bijetiva.
Respostas no final do livro. 2
b) h(g(x}) h(g(x)) = 2 2 f) t(t(x)) t(f(x)) = 25x - 48I
X +4x - 3 ; a) t(x)= - 4x+1 d) f(x);;;;;;-, com x:;,1:1
x- 1
e) f(h(x)) f(h(x)) = x~3 - 8 g) g(g(x)) !
g g(x))= x 4 +8x 9 +20x 2 +16x i b) f(x)=~x+3 e) t(x)=3x 2 + 4 , com x2>:0
d) h(t(x)) h(f{x))= Sx~ 11 h) h{h(x)) )) 2x - 6 j 6X - 1 2
h(h(x =11- 3x i
e) f(x):;;;;~ - 5 f) f(x);;;;;; - - , com x:;,1: - -
2 3x + 2 3
51. Considere o conjunto A:;;;; {- 1, O, 1, 2, 3} e as funções i
f: ~-+ R e g: A -+ [ij dadas, respectivamente, por 2- x
58. Qual deve ser o contradomínio de f(x)= - - de-
x
f(x)=6-x e g(x);;;;;;4x+2. Determine a imagem
tinida em R" para que essa função seja inversível?
de g e de fog . CD(f) = {x elRI x .e- 1}
lm(g) = {- 2, 2, 6, 10, 14} e lm(f 0 g) = {- 8, - 4, O, 4, 8} 59. Praticar esportes, desde que com acompanha-
52. Em uma fábrica de roupas , o custo para a pro- J
mento médico, melhora a condição física e au -
dução de cam isas é calculado a partir de um i xilia no emagrecimento. A natação, por exemplo,
valor fixo de R$ 480,00 mais R$ 30,00 por un ida- desenvolve a resistência dos músculos dos
de produzida. Nessa fábrica são produzidos ! braços; em 1 h de atividade, são gastas cerca
lotes de, no máximo, 1 000 camisas, sendo ven - de 500 kcal.
dido cada lote com 30% de lucro sobre o valor : a) Escreva a função f que determina o gasto
de custo e) v(c(x)) = 624+39x; Resposta esperada: a :
· relacão entre o valor de venda do lote e o , calórico da natação em função do tempo x
· f - número de peças produzidasL
a ) Escreva uma unçao: 1 praticado (em horas). t(x)=500x
• e, que relacione o custo de produção e a • b) Determine a função f- 1• O que essa função
quantidade x de peças produzidas; 1 representa? Resposta no final do livro.
c(x) = 480+30x
• v, que relacione o valor de venda de um lote 60. Dada a função t(x)= 2x+1, com x,;,1;3, determine:
e o custo e da produção. v(c) = ~3c x- 3
b) Qual é o custo para a produção de um lote a) f-1(x) b) D(t-1) e) lm(f-1) d) f- 1(- 4) ~1
com 600 camisas? Por quantos reais será R - {2} IR- {3}
vendido esse lote? RS 18 480,00; R$ 24 024,00 61. Seja a função bijetiva t de ~ em ~ definida por
t(x);;;;;;mx+3, com f - 1 (2);:::5. Calcule:
e) Determine a função v(c(x)). O que representa
essa função? a) o valo r de m -i d) f-1 (- 2) 25
d) Qual é o valor de venda de um lote com: b) f(2) 1; e) f-1 (4) - 5
• 500 camisas? R$20124,00 • 835 camisas?
R$33189,00 e) f(O) 3
53. Em relação às funções f{x)=x 2 - 25 e g(x):;;;;.Jx, é
62. Sendo t de R em ~ uma função definida por
correto afirmar que: e; e
f(x);;;;;;3x - 2, determine as coordenadas do ponto
a) (fog)(x)=(gof)(x) d) (tog)(x);;;;;;x- 5 de interseção dos gráficos de f e f- 1 . (1. 1)

b) (gog)(x}=(fot)(x) e) (gof)(- 6)~7[ 63. Represente, em um mesmo plano cartesiano,


cada função e sua inversa.
Respostas nas Orientações para o professor.
e) (fog)(x)= x - 25 f) (gof)(13)e~ a) f :R ~ ~ definida por t(x)=3x-8
54. Considerando as funções f e g apresentadas na i b) g: ~+ ~ [- 1+oo[ definida por g(x):;;;;2x 2 - 1
atividade anterior, determine o domínio e a ima-
gem de (tog)(x). D(fog)=lli_; lm(íog)=[- 25,+ 00[ e) h:~~R definida por h(x);;;;;;x3
3x 1
60. a) f- 1(x)= - . com x=2
x- 2 As funções 69
( Contexto \ .... ~~-i.r:»~?.~~~~-i~ ...
64. Operações de serviços disponíveis na internet, movimentações bancárias e outras
transações eletrónicas necessitam da criptografia para comunicação confidencial
de dados.
A palavra criptografia tem origem grega (kripto: escondido, oculto; grapho: grafia)
e define a arte ou ciência de escrever mensagens em códigos. de forma que so-
mente pessoas autorizadas possam decifrá-las. A criptografia é tão antiga q uanto
a própria escrita; já estava presente no s is tema de escrita hieroglífica dos egípcios
e os romanos utilizavam códigos secret os para comunicar planos de batalha. Con-
tudo, desde aquele tempo , seu princípio básico continua o mesmo: encontra r uma
transformação (função) injetiva f entre um conjunto de mensagens escritas em um
determinado alfabeto (de letras. nó.meros ou outros símbolos) para um conjunt o de
mensagens codi ficadas. O fato de f ser inversível é a garantia de o processo ser
reversível e as mensagens poderem ser reveladas pelos receptores.
O grande desafio de um processo criptográfico, portanto. est á em ocultar eficien-
temente os mecanismos (chaves) para a inversão de f , de modo que estranhos não
possam fazê-lo.

Emissor

Mensagem Mensagem Mensagem


original codificada original

[...]

TAMAROZZI: An onio Carlos. Codificando e decilrando mensagens. Re,islli do


Professor de Matem/dica. São Paulo: SBM, n . 45. p. 41. 2001.

Máquina enigma
A m áq uina enigma, que possui um sistema de combinações
m ecânicas e elét ricas, foi u t ilizada na 2• Guerra Mundial
para crlptog r afar e descriptografar mensagens.
Veja um exemplo de criptografia:
Se você deseja trocar uma mensagem com um colega utilizando esse processo
criptográfico, primeiramente associe números às letras do alfabeto e uti lize o
símbolo # para representar um espaço em branco.

Depois, defina a função por meio da qual a mensagem será criptografada. Su-
ponha que seja f de IR em JR , cuja lei de formação é f(x)=3x - 1. Em seguida,
escolha a mensagem a ser transmitida e associe cada letra da mensagem ao
seu número correspondente. A mensagem ESTUDE MATEMATICA, por exemplo,
é representada do seguinte modo:

5 19 20 21 4 5 O 13 1 20 5 13 1 9 3 1
E S T U D E # M A T E M A C A

Para transmiti-la ao seu colega, obtenha então a imagem de cada um desses


valores por meio da função f, ou seja:

[1"4 56 59 62 11 14 -1 I 38 2 59 14 38 2 59 26 a 2 Fontes d e pesquisa: SINGH,


Simon. O livro dos côdigos.
[ fi_5) f(19) f(20) f(21) f(4) f(5) f(0) f(13) f(1) f(20) f(5) f(13) f(1 ) f(20) f(9) f(3) f(1) Tradução Jorge Cali!e.
Rio de Janeiro: Record,
2001. p. 143-1 61 .
Ao receber a mensagem, ele terá de determinar, primeiramente, a imagem des- TAMAROZZI: Antonio Carlos.
Codificando e decifrando
ses números pela função inversa de f, que neste caso é f- 1 de ~ em IR, definida mensagens. Revista do
Professor de Matemática,
por f-1 (x)= x+ 1, e, em seguida, associar cada número obtido às letras do alfa- São Paulo: SBM.
n. 45, p. 41, 2001.
3
beto para poder decifrá-la. Por exemplo:

f- 1 (14)= 14 + 1 =5, e o número 5 corresponde à letra E. b) Ocultar


3 eficientemente os
No fim do processo, ele obterá a mensagem original que você enviou. mecanismos (chaves)
para a inversão de f,
de modo que pessoas
não autorizadas não
possam fazê- lo.
De acordo com as informações apresentadas, resolva
as questões.
a) Apresente exemplos de situações que necessitam da
criptografia para a comunicação confidencial de in-
formações. Alg~mas possívei~ resposJas: comi:ir~s
na internet e mov1mentaçoes bancarias .
b) Qual o objetivo em um processo criptográfico?
e) Suponha que você esteja recebendo a mensagem
abaixo criptografada por meio da função f de IR em
R dada por f (x) = 2x + 1, na qual as letras do alfabeto
estão associadas conforme apresentado anteriormen-
te. Determine a mensagem original que lhe foi enviada.
VIAGEM SABAOO
45 19 3 15 11 27 1 39 3 5 3 9 31
d) Escolha uma mensagem e, considerando a associação
para as letras do alfabeto que foi feita no texto, de-
termine uma função por meio da qual ela possa ser
criptografada e escreva todos os passos do processo
criptográfico. Depois, entregue a um co lega a men-
sagem criptografada e a fu nção utilizada, para que
ele determine a função inversa e decifre a mensagem .
Resposta pessoal.
As funções 71
L"m das
Utilizar a energia elétrica com consciência também é
uma forma de combater o desperdício de recursos naturais,
preservando assim o meio ambiente.
Uma medida que evita o desperdício e contribui para a re-
dução do valor da fatura de energia elétrica é optar, quando
possível, por um tipo de lâmpada mais eficiente para a resi-
dência. De maneira geral, as lâmpadas mais ut ilizadas no Bra-
sil são: a incandescente, que apesar de consumir muita ener-
gia foi a mais vendida no país por muito tempo; a fluorescente,
que se popularizou no final da década de 1990, quando a bus-
ca pela economia de energia ganhou maior destaque; e a de
led (do inglês, Diodo Emissor de Luz), que possui baixo consu-
mo de energia e alta durabilidade, quando comparada aos de-
mais modelos.
Observe a seguir a potência e o consumo de energia elétri-
ca de algumas lâmpadas em 1 h de funcionamento.
Explique aos alunos que a sigla W corresponde a unidade de medída watt e
a sigla kWh, à unidade de medida quilowatt-hora.
Lâ'Tlpadas com luminosidades equivalentes
Lâmpada incand escent e Lâmpada fluor escente Lâmpada de led

Potência: 50 W Potência: 15 W Potência: 10 W


Consumo: 0,05 kWh Consumo: 0,015 kWh Consumo: 0,01 kWh

Fonte de pesquisa: <htlp://planelasustentavel.abriLcom.br/noticia/energia/qual-rrn,lhor-lampada·


incandescente-fllJ(J(escente--halogeoa-mr-led-770775.shtml>. Acesso em: 5 ago. 2015.
Oriente os alunos a escreverem as respostas no caderno.
(F., Você tem o hábito de deixar lâmpadas acesas desneces-
sariamente em sua casa? Converse com o professor e os
colegas sobre isso. Resposta pessoal.

S Qual tipo de lâmpada citada no texto é a menos eficiente?


Justifique f:iesposta esperada: incandesce1;te, pois, se comparada
· as íluorescentes e as de led equ1vale11tes, ela consome
mais energia elétrica.
\f.. Considere que uma lâmpada ficará acesa 8 h por dia du-
rante 30 dias. Qual será o consumo de energia elétrica se
essa lâmpada for do tipo: Explique aos alunos que a legislação
brasileira iniciou em 2014 a
ínci mi iscente de 60 W? descontínuídade da comercialização
14 , k das lâmpadas incandescentes. Porém,
fluorescente
3,6 kWh
de 15 W? por ter sido a mais comercializada até
led de 10 W? então, é comum a presença dessas
2.4 kWh lâmpadas nas residências até hoje.
Ao final do estudo deste capítulo podem
ser rabalhados o exemplo e as
/estudando funcão
, afim atividades das páginas 272 e 273 da
seção Acessando t ecnologias .
A água potável utilizada em propriedades rurais, de modo geral, é reti rada de
poços com o auxílio de uma bomba-d'água elétrica. Em certo sítio, para abastecer
o reservatório de água, é utilizada uma bomba-d 'água com capacidade para bom-
bear 15 L por minuto. Essa bomba é ligada automaticamente quando o reservatório
está com 250 L de água e desligada ao enchê-lo.
reservatório

'\_ poço

Com essas informações, podemos escrever uma fórm ula que permite calcular a
quantidade de água contida no reservatório em função do tempo em que a bomba
permanece ligada, considerando que não haja consumo de água durante esse período.
Para isso, representamos por y a quantidade de litros de água no reservató rio
enquanto a bomba permanece ligada, e por x o tempo, em m inutos, que a bomba
permanece ligada.

7
. . , tempo em que a bomba
q uant idade de litros de agua
,J,I · l. d
permanece 1ga a

y = 15x+ 250

litros de água
bombeados por minuto
_j L q uantidade iníc ial de litros
de água no reservat ório

Utilizando essa fórmula, vamos calcu lar, por exemplo, a quantidade de água no
reservatório 25 minutos após a bomba entrar em funcionamento, ou seja, calc ular
o valor de y para x = 25.

y = 15x + 250 ~ y =15 -25 + 250 =375 + 250 ~ y =625


Portanto, após 25 m inutos de funcioname nto da bomba, o reservatório estará
com 625 L de água.
Representando graficamente essa situação, temos:

y
No gráfico, as
625
escalas dos e ixos
550 s ão difere ntes
475 entre s i.
400
Junto com os alunos ,
325 calcule o valor de
1
y = 15x 250 para
250 '
1 1 1 x = O, x = 5 , x = 1O, x = 15,
1
,
1
1
1
1 r x = 20 e x = 25. Discuta
of J 10 15 20 25 X com eles os significados
dos resultados .

74
Uma função f : IR '""7 IR, que a todo número x E IR associa o número ax + b , com
a e b reais, é chamada função afim.

Dizemos que a e b são os coeficientes da função.


x~ax + b
t (x) =ax+ b ou y = ax+ b
j Diga aos alunos que
podemos utilizar
qualquer letra para
indicar a função, no
Exemplos entanto é mais comum
2 2 utilizarmos as letras f, g
• t (x)= x-5, com a=1 e b=-5 • h(x)=--x +12, com a= - - e b ;;;;;12 eh. Para indicar a
5 5 variável independente,
também podemos
• g(x)= 2x+ 1,5, com a= 2 e b =1,5 • m(x)= -x, com a = -1 e b = 0 utilizar qualquer letra,
sendo mais comum o
uso da letra x.
De acordo com os valores dos coeficientes de uma função afim, ela pode receber
uma nomenclatura especial. Quando o coeficiente b é igual a zero, ela é chamada
função linear.
A função f (x) = 3x ou y = 3x é um exemplo de função linear. Observando abaixo o
gráfico dessa função, notamos que ele passa pela origem, pois como b = 0, quando
x = O tem-se y = O. y

Uma função afim t (x)= ax + b, com b = 0,


é chamada função linear.
x ~ ax

L f(x)= ax ou y = ax

Exemplos
1 1
• f (x)= 2x, com a = 2 e b = D • h(x}= - x , com a= - e b = 0
2 2
• g(x)= - 3x, com a= -3 e b = 0 • m(x)=x, com a =1 eb=0

No caso em que o coeficiente b de uma função afim é igual a zero e o coeficien-


te a é igual a 1, ela é chamada também de função identidade.
Observando o gráfico da função identidade f (x) = x ou y = x, notamos que:
• a cada valor de x é associado um valor numericamente igual de y;
• ele corresponde à bissetriz dos quadrantes ímpares do plano cartesiano.

X f(x) =X (x,y)
y
-2 -2 (- 2,- 2)
-1 -1 (-1,- 1) 1

o (o,o)
2 3
]~;
,.,.~lei
~ ~ Q,I
X

H-
2 2
(1, 1)
(2,2)
]<
3 3 (3,3)

Uma função afim f(x)= ax+ b, com a=1 e b=0, é chamada função identidade.
X '""7 X

L f (x)= x ou y = x
J
Função afim I 15
Nos casos em que o coeficiente a de uma função afim é igual a zero, ela é cha-
mada função constante.

> Exemplos
• f (x);;;;; -2, com a ;;;;; O e b ;;;;; -2 • g(x); 3, comª "' º e b "' 3
y
4
y ~
3 õ
'e
~

2 ~
0
-3 -2 -1 O 1 2 3 X ~

-1 1 i!/
"'
-2 --3
- -2
-- _, -
O - 1- -
_, 2 -
3 · ij Xi

Note que o gráfico de uma função constante é uma reta paralela ao eixo das
abscissas, pois todos os valores de x são associados a um mesmo valor de y.

Uma função afim f(x)"' ax+ b, com a=O, é chamada função constante.
X -) b

L f(x); b ou y = b

/ Atividades resolvidas\
Ao trabalhar a atividade resolvida R1, veja a possibilidade de retomar o estudo da página 74.
m. Antônio possui em seu sítio
um sistema de bombeamento como o descrito no início do
capítulo. Considerando que a potência da bomba-d'água utilizada é 450 watts, então
ela consome 0,45 kWh de energia elétrica.
a) Escreva uma função linear que represente o consumo dessa bomba-d 'água em
quilowatt-hora, durante o tempo em que ela está em funcioname nto.
b) Calcule o consumo dessa bomba-d 'água se ela permanecer em f uncionamento du-
rante 2 h, 6 h e 8 h.
Resolução
a) Chamando de c o consumo da bomba , em quilowatt-hora, e de to t empo, em horas,
a função que representa o consumo a partir do tempo de funcionamento é dada por:
c(t)= 0,45t
b) Calculando c(2), c(6) e c (8), temos:
c (2)= 0,45 -2 = 0, 9 ~ 0.9 kWh c (8) =0,45-8 = 3,6 ~ 3, 6 kWh
e (6) =0, 45-6 = 2,7 ~ 2, 7 kWh

R2. Qual é a lei de formação da função afim tal que f (-1) =2 e f (1)=0?
Resolucão
,
Temos que a função é do t ipo f (x)=ax + b. Assim:

• t(- 1)=2 => a- (- 1)+b=2 => -a+b=2 • f (1) =0 => a -1+b=0 => a + b = 0
Escrevendo e resolvendo o s istema, temos:

-a + b = 2
{
a+b= O
2b = 2==>b=1
a + b = O=>a + 1= 0 =:> a= - 1
Portanto, f (x )=-x + 1.

76
Atividades ~~ Anote as respostas no caderno.

l . Classifique cada função f:IR ~ IR em afim , linear, i 5. O gafanhoto · dO·deserto é um inseto capaz de
constante ou identidade. comer cerca de t5 g rama de folhas por dia, um
3 número aparentemente pequeno, mas se consi-
2 • afim d) f (X } --
a ) f' ( X} -- X - 5 f unçao - 5 eunção afim
constante
derarmos que algumas nuvens desses gafanho-
b) f (x) = x função_afim, linear e) f (x) = 15 - i xfu;1ção tos podem conter cerca de 50 milhões de indiví-
e 1dent1dade 5 afim
e ) f (x) = - 3x função afim f) f(x) = - X fuí)ção afim duos, a devastação alcança grandes proporções.
e linear e linear Fonte de, pesquisa: ANIMAIS do d"serto li. Enciclopitdia da vida selvagem
LaroussE>. fiio de Janeiro: Altaya, 1997.
2. A seguir está indicado o perímetro de um pentá-
gono regular em função da medida, em centíme· S@r vh,o du.lta

tros, de seu lado. liafanhoto-do-


·des e rto: cerca de
6 cm de co mprim ento
Med ida do lado do
Perímetro (cm)
pentágono (cm)
2 10 gafanhoto -do -
-1- - desert o
4 20
a) Escreva uma função afim que relacione a
5,5 27,5 quantidade q de gafanhotos com a massa m,
8 40 em gramas, de folhas que eles são capazes
de come r por dia. m(q) = 1,5q
b) Quantas toneladas de folhas uma nuvem com
50 milhões de gafanhotos- do-deserto pod e
comer em um único dia? 75 t

6. Um ônibus faz uma viagem de São Paulo a Curi·


tiba a uma velocidade média de 62 km/h.

a) Dado um pentágono regular de lado 13 cm, Tra jeto São Paulo - Curitiba
determine seu perimetro. 65 cm
SP
b) Qual fórmula a seguir permite calcu lar o perí- São Paulo
Tro{Jlco de Capriajmio_ _
metro p do pentágono regular em função da
24•s.
medida e. do seu lado? p(t)=5
p(e) =2-c • p(e) =s+ P p(e) := se OCUNO
5
PR
3. Escreva uma função afim na forma f(x)::ax+b ,
sabendo que: Fonte: ATLAS
geográfico
a) a=3 e b=10 t(x)=3x+ 10 escolar. 6 . E!d.
Aio de Janeiro:
70km
b) t(- 1)::5 e b::0 f(x) =-5x >-------1 48"0 L....'-.- """-- - - '
IBGE, 2012.

e) t(2)=1 e a= .! 1(x)=~x+l a) Nessas condições, sabendo que a distância


4 4 2
entre as duas cidades é de 409 km, em quan-
d) f(3)=11 e b=5 f(x) = 2x+5
to tempo a viagem é realizada?
e) f(1)=3 e t(3)::5 f{x)=x+2 9.Proximadamente 6,6 h
b) Galcule a distância média percorrida pelo ôni-
f) t(- 2)=7 e f(0)=3 t(x)= - 2x+3 bus em:
• 1 hora • 2 horas • 5 horas 6 horas
4. Uma pizzaria oferece serviço de entrega e cobra 62 km 12'1 km 310 km 372 km
e) Escreva uma função que relacione a distância
por isso uma taxa fixa de R$ 2,00 mais R$ 0,80
média d percorrida, em quilômetros, em fun -
por quilômetro rodado no trajeto entre o estabe-
ção do tempo t, em horas. d(t)=62t
lecimento e o local da entrega.
a) Qual será o valor da taxa se o local da entre· 7. Um técnico em informática, que presta serviços a
ga for a 13 km da pizzaria? E se o local for a empresas, realizou um trabalho em 3 h e cobrou
8,5 km? R$ 12,40: R$ 8,80 R$ 295,00. Sabendo que esse técn ico cobra
b) Escreva uma função que permita calcu lar o R$ 65,00 por hora de t rabalho mais um valor fixo,
valor t da taxa de entrega, em reais, em fun· escreva uma função que represente o preço p
ção da distância d percorrida, em quilômetros. que ele c obra por t horas de trabalho. p(t) =65t+100
t(d)=2 0,8d
Função afim I 11
8. (Enem-M EC) Existem muitas diferenças entre as 11. A seguir estão indicados o número n de lados e
culturas cristã e islâmica. Uma das principais diz a somas dos ângulos internos de alguns polígo-
respeito ao calendário. Enquanto o calendário nos em graus.
cristão (gregoriano) considera um ano como o triângulo quadrilátero
período correspondente ao movimento de trans-
lação da Terra em torno do Sol, aproximada-
mente 365 d ias , o calendário muçu lmano se
baseia nos movimentos de translação da Lua
em torno da Terra, aproximadamente 12 por ano,
o que corresponde a anos intercalados de 254
e 255 dias.
Considerando que o calendário muçulmano teve
início em 622 da era cristã e que cada 33 anos
muçulmanos correspondem a 32 anos cristãos,
n: 3
s : 180º
Para auxiliar na
resolução da atividade
11 , sugira aos alunos
que organizem em um
quadro o número n de
lados e a soma s das
ô
pen tágono
n:4
s : 360º

medidas dos ângulos


é possível estabelecer uma correspondência internos dos polígonos
aproximada de anos entre os dois calendários, apresentados. dodecágono
n: 5
dada por: a heptágono s: 540º
(c:;;;anos cristãos e M:;;;anos muçulmanos)

a) C"'M+622 - ( : )

b) C"'M - 622+(C - 63222 )


o n: 7
s: 900º
n: 12
s: 1800º
e) C:;M - 622 - G~)
a) Escreva uma fórmula que relacione a somas
dos ângulos internos de um polígono, em
d) C"'M-622+( C - 6; 32 ) graus, em função do número ~ de lados.
s n) = 180n- 360
b) De quantos graus é a soma do ângulos inter-
e) C"'M+622 - ( : ) nos de um polígono de 6 lados? 120°
e) Quantos lados tem um polígono cuja soma dos
9. Júlio trabalha como vendedor em uma loja e seu
ângulos internos é igual a 2 340º? 15 lados
salário mensal é calcu lado da seguinte maneira:
uma quantia fixa de R$1 200,00 mais 5% do 12. Uma máqu ina produz um tipo de peça destinada
valor das vendas que ele efetuar no mês. às montadoras de automóveis. Essa máquina
a) Escreva uma função que permita calcu lar o tem um custo fixo diário de b reais mais R$ 8,50
salário s de Júlio em função do valor das por peça produzida.
vendas v efetuadas por ele. s(v)=1200+0.D5v a) Sabendo que a produção diária de 500 pe-
b) Se em determinado mês Júlio vender o equi- ças por essa máquin a gera um custo de
valente a R$ 20 000,00 em produtos, qual R$ 4400,00, calcu le o valor de b. R$150.00
será o valor de seu salário? R$ 2 200,00 b) Escreva a l'ei da função que permite calcular
e) Em certo mês, Júlio recebeu R$ 2 020,00 de o custo e para se produzir p peças.
salário. Quantos reais ele vendeu nesse mês? c(p) = S.5p+ 150
R$16 400,00 13. (UFV-MG) A fábrica de choco lates Confeitaria
10. Sandra possuía R$100,00 e, para fazer uma via- Abelha gasta mensalmente um valor fixo de
gem no final do ano, ela guardou, a partir de R$ 3 900,00 mais R$ 0,50 por barra de choco late
janeiro, R$ 60, 00 em cada mês. produzida. Considerando que a fáb rica vende
a) Quantos reais Sandra possuia ao final do x barras de chocolate por mês, a R$ 1,80 cada
Se necessário, comente com os alunos que para
50. mês? AS 46Q0O umdaffl: calcular o lucdm rnensç3J deve-se consi~rar o valor
arreca_t a o corn as ven as e stJ,PtraIr os ga.5.ws ~117presa.
b) Escreva uma função que re lacione a quantia a J eterm1ne a expressao matemat1ca ~XJ, que
em)reais q com o tempo t, em meses. representa o gasto total por mês; G(x) = 3 900+Q5x
citt = 100+6ot
e) Sabendo que a viagem será feita no final do b) determíne a expressão matemática L(x), que
mês de novembro do mesmo ano e que representa o lucro mensal obtido; L(x)= 1,3x - 3900
Sandra conseguiu guardar exatamente a e) calcu le o número de barras de chocolate que
quantia necessária para pagá-la, qual o pre- devem ser vendidas, por mês, para que a fá-
ço dessa viagem? R$ 760,00 brica tenha um lucro mensal de R$ 2 600,00.
5 DOO barras de chocolate
78
/Gráfico de uma funcão
, afim
Nas páginas 72 e 73 estudamos que certa lâmpada de e
led consome O, 01 kWh de energia elétrica. Podemos repre- 0,05
sentar a relação do tempo t (em h) e do consumo e (em
0,04
kWh) por uma função c: ~ + ~ R+ dada por c (t); O, 01t, cujo No gráfico, as
0,03 escalas dos e ixos
gráfico está representado ao lado. são d iferentes
0,02
O gráfico de uma função é dado pela representação de entre si.
0,01
todos esses pontos no plano cartesiano. Porém, como é
impossível calcular as coordenadas de t odos eles, calcu la- o 2 3 4 5 t
mos as coordenadas de alguns e traçamos o gráfico.
Observe como podemos esboçar o gráfico da função afim f: ~ ~ ~. dada por
t(x):a:2x-1. Inicialmente, atribuímos valores para x e calculamos valores correspon-
dentes para y, determinando pares ordenados (x, y). Em seguida, representamos es-
ses pares ordenados em um plano cartesiano.

,
f(x) = 2x - 7 (x, y)
I! ~
1

~
X
4 - -1- -

6
t(- 2) = 2 ·(- 2) - 1 = - 5 (- 2, - 5) '>

1 2- 1
1 f(- 1) = 2 -(- 1) - 1 =-3 (- 1, - 32.J 1 1
- 1
1
-
o 1(0) = 2 0 - 1=-1 (O, - 1) xj
-3 - ::> -~ o 2 > '
1 1

;i 1(1) = 2-1- 1= 1

1(2) = 2 -2 - 1= 3
(\ 1)

(2,3)
-k
l- ..,-
3 f (3) = 2 3 - 1= 5 (3,5}
- -- -4-
J
1-5

Note que determinamos apenas seis pares ordenados que satisfazem essa fun-
ção. No entanto, como D(t):a: IR, podemos atribuir infinitos valores para x, obtendo
consequentemente infinitos pares ordenados (x, y).
Traçando o gráfico de f a partir dos pontos determ inados, temos:

y
5
j_ ~

+,- .
3 ----
2-
.
---/
/
/
A
--

J
-3 - ~ -~ o / 1 2 i1 '
)

1 j
r
1

t -3 ~

J
/ =5
/

Observando o gráfico de f, percebemos que ele sugere ser uma reta.

função afim I 79
Vamos mostrar que o gráfico de toda função afim f {x);;;:;; ax + b , com a ;t; 0, é uma
reta. Para isso, vamos considerar dois pontos diferentes quaisquer do gráfico de f,
A (x A, yA) e B(x 8 , y 8 ), e mostrar que qualquer o utro ponto P(x. y) desse gráfico per-
tence à reta que passa por A e B. No p lano cartesiano, temos:

Note que, no
gráfico ao lado:
• y=ax +b
• y A = ax 11 +b

• y 8 = ax 8 + b

Em relação à med ida dos catetos dos t riângulos ACP e PDB, indicados no gráfi-
co, podemos escrever a igualdade:

PC (ax+ b) - (axA+ b) ax-axA a(x - xA) x - xA _ CA


BD (ax8 + b) - (ax + b) ax 8 -ax a(x 8 -x) x 8 -x - DP
Como são necessários
apenas dois pontos Por essa igualdade, temos que os triângulos possuem lados proporcionais e,
para determinarmos além d isso, possuem um ângulo reto. Portanto, pelo caso de semelhança LAL, os
uma reta, podemos
tri ângulos ACP e PDB são semelhantes. Logo , seus ângulos correspondentes pos-
esboçar o gráfico
de uma fun ção afi m suem mesma medida.
con hecendo as Como AC//DP, temos que med(cÃP) = med(DPB), o que é possível some~ s~s
rnordenadas de
pontos A , B e P pertencerem à mesma reta, transversal às retas paralelas AC e DP.
apenas dois de
seus pontos. Portanto, todo gráfico de uma função afim, com a ;t; 0, é uma reta.

Zero de uma funcão



afim
Estudamos anteriormente que o zero de uma função fé todo valor x de seu do-
mínio tal que f (x);::: 0 e que, graficamente, os zeros correspondem às abscissas dos
pontos em que o gráfico intersecta o eixo x. Podemos obter o zero de uma f unção
afim reso lvendo a equação ax+ b = 0.
Observe o gráfico da fu nção afim t (x);::: -x+ 2.

X f(x)

-1 3

o 2

2 o

O gráfico da função f intersecta o eixo x no ponto de coordenadas (2, O), ou sej a,


para X;::: 2 temos f (x) = 0. Nesse caso, a abscissa 2 é o zero da função.
Out ra maneira de obtermos o zero dessa f unção é algebricamente. Para isso,
resolvemos a equação f ( x);::: 0_

f (x)= 0 ~-x+ 2;::: Q~ x = 2

Portanto, o zero da fu nção f (x)= - x + 2 é 2.

80
Coeficientes de uma funcão

afim
Os coeficientes a e b de uma função afim fornecem informações a respeito da
relação entre as grandezas x e y, bem como sobre o comportamento de seu gráfi-
co. Observe o gráfico de algumas funções. y

y g(x)=-x+3 6
5
3
2 f(x) =½x -1

-2 -1 O
- 1
- 3
-2

No gráfico de cada uma dessas funções podemos notar que o valor da ordenada
do ponto em que as retas intersectam o eixo y é igual ao coeficiente b da função.

Por exemplo, na função f (x) aa _! x - 1, temos b aa - 1, e o gráfico intersecta o eixo y no


2
ponto de coordenadas (O, - 1) .

O gráfico de uma função intersecta o eixo y


quando x=O. No caso de uma função afim:
f (x)=ax + b
t(ü) =a-O +b
f(ü ) = b

Em uma função afim f (x)aa ax+ b, o coefic iente b é chamado termo constante.
O gráfico dessa função intersecta o eixo y no ponto de coordenadas (0,b).

Agora, observe os gráficos a seguir.

y f(x): 2x+3 h(X)=X+3

-5 -5

Podemos notar que cada uma dessas retas forma um ângulo com o eixo x . Esse
ângulo está relacionado ao coeficiente a da função.

Função afim I 81
As funções f e g possuem coeficie ntes a iguais , e os ângu los formados com o
eixo x possuem mesma medida, ou sej a, a 1 :;;:;a.9 . As retas que represent am essas
funções são paralelas.
Já as funções h e m possuem coeficientes a d iferentes , e os ângulos formados
com o eixo x também possuem medidas diferentes, ou seja, a.,. .ta.m. Nesse caso, as
retas que representam essas f unções não são paralelas.

Em uma função afim t(x)=ax+b, o coeficiente a é chamado declividade.


Considerando que os eixos ortogonais estão graduados na mesma
unidade de medida, esse coefic iente está associado à inclinação da
reta que representa o gráfico da função.

Translação do gráfico de uma função afim


Observe o gráfico das funções f (x)= x , g(x):;;:; x + 3 , h(x)= x + 4 e m(x)= x-2 esbo-
çados em um mesmo p lano cartesiano .

Note que essas funções possuem declividades iguais (têm mesma inc linação) e
termos const antes d iferentes. Por isso, os gráficos que as re presentam são retas
paralelas que se diferenciam pela posição q ue ocupam no plano cartes iano.
O gráfico da função f (x)= x intersecta o eixo y na origem, pois b = 0. O gráfico de
g(x):;;:; x + 3 é semelhante ao gráfico de f, porém t ransladado 3 unidades para ci ma,
intersectando o eixo y no ponto de ordenada 3, pois b "" 3.
O gráfico de h(x) "" x + 4 também é semelhante ao gráf ico de f, porém transladado
4 unidades para cima, intersectando o eixo y no ponto de ordenada 4 , pois b :;;:;4.
Em re lação ao A função m(x):;;:; x-2 possui gráfico semelhante ao de f, porém t ransladado 2 uni-
gráfi co de m, o dades para baixo, intersectando o e ixo y no ponto de ordenada -2, pois b ; -2_
g ráfico de h está
t ransladado
6 unidades para
cima; em relação O gráfico de uma função afim g(x)=ax+ b é semelhante ao gráfico da
ao g rá fico de h, o função linear t(x)=a ax, porém transladado:
gráfico de m está
transladado • para cima no eixo y em b unidades, se b>O;
6 unidades para • para baixo no eixo y, em valores absolutos, em b unidades, se b <O.
baixo.

82
/ Atividades resolvidas \
R3. Nos gráficos a seguir, determine as coordenadas do ponto P.

Reso lução
Como os gráficos das funções são retas , temos que f e g são funções afins, isto é, do
tipo y = ax + b. Inicialmente, determinamos os coeficientes de f e g :

f (0) =-1 {ª ' O+ b = - 1 { b =- 1


{
=
• f (2) O => a · 2 + b = O => 2a + b O -(- 1) =
1
-2a = -1=>a=-
1 2
Logo, f (x) = 2 x-1.

g (O) = 3 {ª·O + b = 3 { b=3


{
g (4 ) = O => a · 4 + b = O => 4a + b = O · (- 1)
3
-4a = 3 ::::> a=--
3 4
Logo, g (x )=- 4 x + 3.

Como P pertence ao gráfico das duas funções, igualamos f e g para determinar a abscis-
sa de P.
1 3 1 3 5 16
f (x) =g (x) => - x - 1=- - x + 3 => - x + - x = 3 + 1 => - X = 4 => x = -
2 4 2 4 4 5

Por fim, substituímos x = ~ em uma das funções , para obter a ordenada de P.


5

f e:)= i- 156 -1 = ~ ~ -1 =16º = i


Portanto, as coordenadas do ponto P são ( 156 , ¾}
R4. Determine a função afim g (x) =ax+ b cuja representação gráfica y
6
é uma reta que passa pelo ponto de coordenadas (1, 3) e é pa-
5
ralela ao gráfico de t (x)= 2x+ 3 .

Resolução
Como o gráfico de g é paralelo ao de f, temos que as declivi-
dades dessas funções são iguais, ou seja, a = 2.
Como (1, 3) pertence ao gráfico de g , segue que:
g (1) = 3 => 2 -1+ b = 3 => b = 3 - 2 => b = 1
------- 1 2
:!

..
t!
X -~

"!;'
:.
:t
Portanto, g ( x )= 2x + 1.

Note que o gráfico def é sem elhante ao de


g, porém trans ladado 2 unidades para cima .

Função afim 83
f4!1ffltfff ii" ~
1 Anat e as respastasna caderno.
Diga aos aTin½ que em alguns gráficos apresentados
as escalas dos eixos são diferentes entre si.
14. Calcule o zero de cada função. 18. Os gráficos representam o preço p cobrado pelo
3 3
a) f(x);;3x - 12 x = 4 e) f(x);;2x + 4 x = - 8 aluguel de uma pista de boliche nos estabeleci -
mentos A e B, em função do tempo t de jogo .
b) f(x);; - x + 9 x = 9 d) f(x);; - 2x - 6
5 X= - 30 Preço (R$)
15. Duas das escalas de temperatura mais utilizadas 368
360
são a Celsius e a Fahrenheit. Para convertermos
uma temperatura F medida em Fahrenheit em
uma C, medida em Celsius, utilizamos a função
C(F)=~(F - 32).
~
a) Quando um termômetro registra 50 "F, ames-
.
,!
]
ma temperatura corresponde a quantos graus ,,
24
Celsius? i o oe ~
o 4 Tempo {h) }
b) Qual o zero dessa função? Nesse contexto, o
que o zero representa? F = 32; A medida, em
a) Escreva a lei de formação das funções repre-
graus Fahrenheit, correspondente a O ºC.
sentadas pelos gráficos. P" (t) = s4 t + 24 8
16. Dados os gráficos das funções t(x)=3x-5 e p (t) =92t
b ) A partir de quantas horas &e jogo é mais eco-
g(x)=ax+b, determine os valores de a e b.
nômico alugar uma p ista no estabelec imen-
a= 3 e b = 2
y to A? A partir de 3 h de Jogo.
19. Uma bomba-d'água despeja 4 m3 de água por
~ hora em um reservatório com capacidade para
..
j
.,, 60 m3 , e outra bomba retira 2 m 3 de água por
_ ____ _,_,_.,.x i~ hora desse reservatório. Considerando inicíal-
mente que o reservatór io está vazio e que a
bomba que retira água é ligada após duas horas
de funcionamento da bomba que despeja água,
responda .
a) Após quanto tempo de funcionamento simul-
tâneo das bombas a quantidade de água no
reservatório chega a 16 m3 ? 4 h
17. Os gráficos representam as funções que relacio- b ) Escreva a função que expressa a quant idade
nam o número de torcedores que vão a deter- q de litros no reservatório em função do tem-
minado ginásio de basquete e a arrecadação em po tem que as bombas funcionam simu lta-
reais obt ida com a venda dos ingressos. A fun- neamente. q {t =2t 8
ção A representa a arrecadação obtida com a e) Esboce o gráfico da função que você escreveu
venda dos ingressos das cadeiras , e a função B, no item b. Resposta nas O rientações
para o professor.
a arrecadação obtida com a venda dos ingressos
20. Um automóvel movimenta-se com velocidade
dos camarotes.
constante em uma estrada. Abaixo é possíve l
observar sua posição em determinados instantes.
y y
B ~
1 600 A 1600 --- - ---- -- ~
Tempo (h) o 3 5 7
,,..
]
1 200 1200 Posição (km) 20 290 470 650
~
~
800 800 :t.
;,
400 400 ~ a) Qual é a ve locidade média do automóvel?
~ 90km/h
;;; b) Escreva uma função que relacione a posição S
- 10 o X - 10 o X ~
10 20 30 40 10 20 30 40
com o tempo tem que o automóvel se movi-
menta. s(t)=20+90t
a) O que é possível afirmar em relação ao termo e) Após 10 h, qual é a posição ocupada pelo
constante de ambas as funções representadas automóvel nessa estrada? quilômetro 920
pelos gráficos? Resp osta no f inal do livro. d) Esboce um gráfico que relacione a posição do
b) Escreva a lei de formação das funções A e B. ; automóvel na estrada em função do tempo.
A(x)= 30x e B(x)=40x Resposta nas Orientações para o profe ssor.
84
21. O peso de um corpo é obtido por meio do produ - 23. Os bancos, em geral, cobram mensalmente uma
to da sua massa e da aceleração da gravidade taxa de manutenção sobre cada conta-corrente
que atua sobre ele, ou seja, P;;;;;m ·g, em quem ativa, sendo q ue o valor dessa taxa varia de
é a massa do corpo (em kg), g é a aceleração da acordo com cada banco e o serviço p restado.
gravidade (em m/s2} e P é o peso, medido em Em determinado banco, a taxa de manutenção
newtons (N). Na Terra, a aceleração da gravidade é de R$ 20,00. Um c liente abriu uma conta-
é de aproximadamente 9,8 m/s 2 , e na Lua essa -co rrente nesse banco e fez um depósito inicial
aceleração é de aproximadamente t6 m/s2 • de R$ 600,00 , sendo que todo mês seguinte
a) Escreva a função T que expresse o peso de depositou R$ 250, 00 na conta.
um corpo na Terra de acordo com sua mas- a) Qual a quantia, em reais, que esse cliente terá
sa m , e uma função L que expresse o peso na sua conta 5 meses após a abertura?
RS 1750,00
de um corpo na Lua de acordo com sua 1 b) Escreva a lei de formação da função que rela-
massa n. T(m) = 9.8m; L(n) = 1,6n c iona a quantidade Q, em reais, na conta
b) Determine, em newtons, o peso de uma pes- desse cliente, com o tempo t, em meses, após
soa de 75 kg , se esta estivesse sobre a su- a abertura da cont a. o(t) = 600+ 230t
perfície da: e) Em um p lano cartesiano, esboce o gráfico da
• Lua 120 N • Terra 735 N função Q. Resposta nas Orientações para o professor.
e) Quantos quilogramas tem uma pessoa que
24. (UFPA-PA) Um fornecedor A oferece a um super-
pesa, na Lua, 91,2 N? 57 kg
mercado um certo produto com os seguintes
d) Calcule, em newtons, quanto pesa na Terra
custos: R$ 210,00 de frete mais R$ 2,90 por qui-
uma pessoa que, na Lua, tem 96 N. 588 N
lograma. Um fornecedor B oferece o mesmo
e) Esboce, em um mesmo plano car tesiano, os produto, cobrando R$ 200,00 de frete mais R$ 3,00
gráficos das funções que você escreveu no i
por quilograma. O gráfico que re presenta os
item a. Resposta nas Orientações para o professor. custos do supermercado com os fornecedores,
22. (UFF-RJ} A adição do biodiesel ao óleo diesel em função da quantidade de quilogramas é : a
promove pequenas modificações nas proprieda- a) d)
des do combustível, as quais, apesar de causa-
e e
rem redução na quantidade de energia fornecida ,
ao motor, promovem um aumento na eficiência 210
com que esta energia é convertida em potência 1
200 1 1
1
de saída. 1
1
1
O gráfico a seguir, representado por um segmen-
to de reta que une o ponto (30, - 8) à origem (o, o),
oj 1
100
E
K 200 210 K

apresenta a variação V da energia fornecida ao


motor com relação ao padrão diesel (em %)
b) e)
como função da proporção P de adição de e
e
b iodiesel na mistura (em %) .
~
.,!
~
210 ~

V(%) "~
200 ]
210 K :____k ]f ~
~

1
--o+---1,b 1

Adaptado de Scientifíc American, Ano 5 .


e)
Número 53, outubro de 2006. e

A única opção correta é: e


a) v(22);;;;;[v(2)]2 d) v(s) - v(2) ; ; ; - 15 210
8- 2 4 200
b) V{2)<V(8) e) V{B)=V(2)·V(4)
K
e) v(B)=4V(2)

Função afim I 85
/Funcão
, crescente e funcão decrescente ~

Estudamos anteriormente que, em certo intervalo de seu domínio, uma função é:


crescente se, e somente se, ao aumentarmos os valores de x pertencentes a esse
intervalo, os valores correspondentes de y também aumentam; e decrescente se, e
somente se, ao aumentarmos os valores de x pertencentes a esse intervalo, os
valores correspondentes de y diminuem.

Se julgar necessário,
Observe o gráfico da função afim t(x)=3x-2.
peça aos alunos que
revisem o conceito de
função crescente e
função decrescente,
apresentado no
capítulo anterior.
X f(x)

O ângulo a , formado - 1 -5
pela reta e pel o eixo x ,
é agudo, ou seja,
o -2
0º<a<90º. 1
2 4

Note que essa função é crescente, pois, à medida que aumentamos os valores
de x, os valores correspondentes de y também aumentam, ou seja, para dois valo-
res quaisquer, x 1 e x 2 , pertencentes ao domínio de f, com x1 < x 2 , temos f(x,)< f (x 2 ).
Temos ainda que a declividade de fé maior que zero (a>O). No caso de uma
função afim t(x)=ax + b, se a > O e X1 < X2 , então:

~ < x2 => ax, < ax2 => ax, + b <ax2 + b => f (x,) < f{x2 )

y
l(x.) - - -----

x, X

Em uma função afim, se a declividade é maior que zero (a> o),


a função é crescente.

Agora, observe o gráfico da função afim f {x);;;;;;-2x+ 5.

y
8

X f(x)

- 1 7
O ângulo a, formado
pela reta e pelo eixo x , o 5
é obtuso, ou seja, ~
3 E
90º< a <1 80º.
2 1
2
.
'E
"~
~
3 -1 .'t
-1 o 2 3 X ~
"'
-1 ~
;;
~

86
Note que essa função é decrescente, pois, à medida que aumentamos os valo-
É possível que o
res de x, os valores correspondentes de y diminuem, ou seja, para dois valores ângulo a , formado
quaísquer, x 1 e x 2 , pertencentes ao domínio de f, com X1 <x 2 , temos t(x 1)>f(x 2 ) . pela reta que
representa uma
Temos ainda que a declividade de fé menor que zero (a < O). No caso de uma
função afimf e
função afim f (x)= ax + b, se a<O e x1 <X 2 , então: peto eixo x , seja
x 1 < x 2 => ax 1 > ax 2 => ax 1 + b > ax2 + b => f (x,) > f (x 2 ) reto? Por quê?
Não, pois uma reta
y paralela ao eixo y não
representa o gráfico
de uma função.

e
f(X2) - _ 1_ - - - -
1
1
.o

-1l
o
o x, X, X ~
""

Em uma função afim, se a declividade é menor que zero (a<ü),


a função é decrescente.

I Atividades resolvidas \
3x-8, se x < 2
R5. Dada a função f (x) = { , de iR em ~. determine y
-x, se x .:: 2
os intervalos de crescimento e decrescimento de f. o 2 3 4 5 X
-1

Resolução -2
-3
Temos duas condições:
-4
• Se x < 2, então t(x)=3x - 8. Nesse caso, a declividade de f
-5
é positiva (a> o). Logo, fé crescente.
-6
• Se x .:: 2, então f(x) = -x . Nesse caso, a declividade de fé
negativa (a<O). Logo, fé decrescente.
Portanto, fé crescente para x < 2 e decrescente para x.:: 2.

R6. Mostre que, se f e g são funções afins cujos gráficos são retas paralelas, então a fun-
ção h, tal que h(x)=f(x)-g(x), não é crescente nem decrescente.

Resolução
Se os gráficos de f e g são retas paralelas, então possuem declividades iguais, ou
seja, t(x)=ax + b 1 e g(x)=ax+ b 2 , com b 1 e b 2 reais.
Segue que:
h (x )= t(x )-g( x) = ax + b 1-{ax +bJ=>h{ x) = b 1-b2
Portanto, h é uma função constante, ou seja, não é crescente nem decrescente.

g
IE~ f
u ~a u n°ç ão constante,
para quaisquer valores de x
pertencentes ao domínio, os
.. valores correspondentes de y
.
9

'!
h são os mesmos, ou seja, não
aumentam (crescem) nem
o 1
~ diminuem (decrescem).
~
o X

função afim 87
Atividades ~~ Anote as respostas no caderno

25. Marcos vai usar suas economias para pagar a 29. No processo de industrialização da cana-de-açú-
mensalidade da faculdade. A função que repre- car, em que podem ser produzidos açúcar e
senta a quantia em dinheiro das economias de etanol , por exemplo, gera-se um resíduo de
Marcos, após iniciar a faculdade , em função do cerca de 30% da massa em bagaço.
tempo, em meses, é uma função crescente ou Uma destinação adequada para o bagaço é a
decrescente? decrescente geração de energia elétrica, de maneira que 1 t
26. Determinado restaurante self-service cobra desse resíduo pode gerar cerca de 1~O W .
R$ 36,00 por quilograma de alimento. No entan-
to, para refeições com mais de 700 g de alimen-
to, o preço é fixado em R$ 25,60.
1 TI 1 n TI 1 n 1 .-1

Até 700 g: R$ 36,00 por kg


Acima de 700 g: R$ 25,60
111 1 1 U 1 111 11 II I l i 1

a) Quanto custará um prato com 730 g de alimen-


to nesse restaurante? E com 300 g? ~~ fg:~8
b) Determine a função que permite calcular o
preço p do prato, em reais, em função da
Pátio com bag aço de cana-de-a çúcar u tilizado para produção
massa m, em quilogramas, de alimento. de energia elétrica em usina, em Cerqueira César (SP), em 2014 .
Resposta no fil')al do livro.
e: ) Estioce o grafico da função e determine os
intervalos em que ela é crescente, decres-
a ) Escreva a lei de formação da função que re-
cente ou constante. Resposta no final do livro.
laciona a quantidade de watts produzida E
27. Três bombas-d'água, cada uma com vazão de com a quantidade processada de cana-de-
3 000 Uh , retiram água de um reservatório que -açúcar q, em toneladas. E(q) = lOq
contém 150 mil litros. b) A função que você escreveu no item a é cres-
a) Com as três bombas ligadas, quantos litros de cente, decrescente ou constante? crescente
água serão tirados do reservatório em 3 h? e ) Esboce o gráfico da função que você escreveu
27 mil litros no item b. Resposta nas Orientações
b ) Escreva a lei da função que representa a para o professor.
quantidade Q de água no reservatório em
30. Dados os gráficos das funções afins f e g, de
função do tempo t em que as três bombas
IH1 em IR , esboce em um mesmo plano cartesia-
permanecem ligadas. o(t)= 150 ooo- 90001
no os gráficos das funções h(x)=f{x)- g(x) e
e: ) Essa função é crescente, decrescente ou m(x)=g(x) - f(x) e classifique-as em crescente,
constante? decrescente decrescente ou constante. Respos a nas
Orientações para
28. Em duas fábricas, o custo para produzir determi- o professor.
y
nada peça é o mesmo, porém, o custo fixo de
cada uma das fábricas é diferente. Em certo
mês, a fábrica A produziu 5 000 peças, e o cus-
to total foi de R$18 000,00; a fábrica B também
produziu 5 000 peças, e o custo total foi de
R$ 20 000,00.
a) Qual é a função h que representa a diferença,
em valores absolutos, entre o custo total da
fábrica A e o custo total da fábrica 8 , para x
peças produzidas? h(x)= 2 000
b ) Classifique a função que você escreveu em
crescente, decrescente ou constante.
constante

88
!Estudo do sinal de uma funcão
, afim
No estudo do sinal de uma função t, determinamos os valores de x pertencentes
ao domínio para os quais t (x)= O, t(x)>0 e t (x)< O.
Vamos verificar para quais valores pertencentes ao domínio de f (x)= 2x+4 temos
t (x)"' o, t (x)> 0 e t (x)< 0.
Inicialmente, obtemos o zero de t, ou seja, o valor de x para o qual t (x)=0.
f (x) = O=) 2x + 4 = O=) 2x = - 4 =) x = -2

Agora, esboçamos o gráfico de f. y

Observando o gráfico, verificamos que essa fu nção é crescente. Podemos verifi-


car também que a função: y
• se anula, ou seja, f(X)= 0, quando X=-2

• é positiva, ou seja, f(X)>D, quando X>-2

• é negativa, ou seja, f (X)< O, quando X< -2 Também podemos


afirmar que essa
função é crescente
pelo fato de o
coeficiente a ser
-4 maior do que zero.

A função afim f (x)"' ax + b, com a :;t 0, pode ser crescente ou decrescente.


• quando t é crescente (a> O):

• quando fé decrescente (a < O):

zero da função
f(X)=O

Função afim I 89
/ Atividades resolvidas\

R7. Um estacionamento oferece duas opções de preço para seus cl ientes:

Quais os intervalos de tempo em que cada opção é mais vantajosa?

Resolução
Chamando de A e B as funções at i.ns que representam as opções A e B, respectiva-
mente, e de t o número de horas, o valor em reais a ser pago ao estacionamento em
função do tempo é dado por:
A (t ) = 4,5t + 6 e B(t) = 6, 5t
Uma maneira de comparar as funções A e B é estudar o sinal e esboçar o gráfico da
função F, dada por F(t)=A (t)-B(t).
A$

6
t F(t) =4,St+ 6 - 6,5t= - 2t + 6
'--.r--'....,,......
F(t) 5
A(t) B(t)
4
o F(0) =- 2 -0+6 = 6 6 3
3 F(3) =-2-3+6=0 o 2
6 F(6) =- 2·6+6= - 6 -6

o 1 2 61 t
- 1 1

-2
'
Observando o gráfico, podemos notar que:
-3
F(t)=O para t = 3, logo A{t)=B(t)
-4
• F(t) >O para t < 3 , logo A{t) >B (t) -5
F(t)<O para t > 3 , logo A(t)< B(t) -6 ---------------- F

Portanto:
• as opções A e B têm o mesmo preço para 3 h
R$
• a opção B é mais vantajosa para um período menor
24
que 3 h
a opção A é mais vantajosa para um período maior 21
que 3 h 19,5
18

15
[ Comparando os gráficos
12
das fu nções A e B em um
~
mesmo plano cartes ia no, f
9 ~
podemos co nfirmar que : ~

• A(t)= B(t ) para t = 3 "j


6 ~
:;/_
• A(t)> B{t) para t <3 3 "'
.tj

• A(t )< B(t) parat > 3 I


,il
o 3 6

90
,._
Atividades ~ ~-
e-=- Anote as respostas no caderno.
Resposta no
31. Estude o sinal de cada função. !inaJ do livro. 36. Para alugar um automóvel, Paulo consultou duas
a) f(x)=3x+6 e) f(x)=~ - 3 .locadoras. Ele obteve os seguintes preços para
2 o aluguel de um automóvel da mesma categoria:
b) f(x)::::; - x - 5 d) f(x)= - 3x+7

32. Realize o estudo do sinal da função representada LOCADORAA


em cada gráfico. R$ 82,00 de taxa fixa,
mais R$ 0,52 por
a) Y e) ' Y quilômetro rodado

f(x)=O para x= - 10
f(x)>O para x> - 10 LOCADORA B 1
f(x)<O para x<- IÜ taxa fixa de R$ 76,00 mais Ji
;,
R$ 0,55 por quilômetro rodado ¼
' e
o X
c:::::===============~fl .;

a) Escreva a lei de formação que relaciona o preço


f(x) = O para x = 2 total V a ser pago em função dos quilómetros
b) y rodados x P,ara o automóvel de cada locadora.
f(x)>O para x<2 loca.para A ; Vlx) = 82+Q52x; locadora B: V(x) = 76+0, 55x
2 bJ Sabendo que Paulo pretende rodar cerca de
f(x)<O para x>2
75 km, em qual das locadoras será mais van-
tajoso alugar o automóvel? locadora B
o 3 X
e) Determine o intervalo de quilômetros rodados
f{x)>O para todo x real
em que cada locadora oferece o menor preço.
Resposta no final do livro.
33. Dadas as funções t(x)= - 3x+15 e g(x)"'4x - 8, ,
37. Com o objetivo de arrecadar dinheiro para sua for-
determine os valores de x em que ambas assu - 1

matura, os estudantes de uma turma compraram


mem valo res positivos. x E J2. 51
75 vales pizza, pagando por eles R$ 1 500, 00 . Para
34. O gráfico da função g é semelhante ao gráfico de facilitar o troco, eles venderam cada vale pizza por
f(x)=3x+b, com bE[ij, porém transladado 5 uni- um valor inteiro, em reais.
dades para cima. y a) Qual será o lucro dos estudantes se eles ven-
a) Qual é o valor do coeficien - deram cada vale pizza por R$ 30,00? R$ 750,00
te b? b =-2 b) Escreva uma função que expresse o lucro/pre-
b) Escreva a lei da função g. juízo L dos estudantes em função do preço v
g(x)=3x+3
e) Determine os zeros das fun - a que eles venderam cada vale pizza.
. L (V)=75v - 1500
-
çoes f e g. f : x = 2 ; g: x =- 1 e ) Qual deve ser o preço mínimo éle cada vale
3
d) Realize o estudo do sinal pizza para que haja algum lucro, consideran-
das funções te g. do que todas as pizzas sejam vendidas?
Resposta no final do livro. R$ 21,00

35. Um representante de vendas recebeu duas pro - 38. (OBM) As seguradoras de automóveis A e B cobram
postas para alteração de seu salário. um valor anual (prêmio) mais um valor que o usuá-
rio deve pagar em caso de acidente (franquia).
1ª proposta: R$ í 600,00 de salário base mais 5%
Jean quer fazer um seguro para seu automóvel e
de comissão em suas vendas.
recebeu as seguintes propostas das seguradoras:
2ª- proposta: R$1100,00 de salário base mais
Seguradora A: prêmio anual de R$ 1 500,00 e fran-
7,5% de comissão em suas vendas.
quia de R$ '1 400,00.
a) Escreva a leí de formação que relaciona o
salário total S desse representante com o Seguradora B: prêmio anual de R$ 1 700,00 e fran-
valor total v de suas vendas no mês, para quia de R$ 700,00.
cada proposta 1i; proposta: S(v) = i 600 + 0,0Sv; Para que valha a pena contratar a Seguradora A,
· 2ª proposta: S(v) =1 i00+0,075v
b) Para quais valores de vendas o salário de cada Jean não deve se acidentar com o carro por pelo
proposta é mais vantajoso para o represen- menos n anos. O valor de n é: e
tante? Para vendas menores que R$ 20 000,00 a a) 2 b) 3 e) 4 d) 5 e) 6
1ª proposta é mais vant ajosa; para vendas maiores
que R$ 20 000,00 a 2• proposta é mais vantajosa.
Função afim 91
/Proporcionalidade e função linear
Uma maneira de economizar energia elétrica é optar por eletrodomésticos e
equipamentos eletrônicos com baixo consumo. Nesse sentido, o consum idor pode,
Os nomes do no momento da compra, observar o nível de eficiência energética indicado no selo
fabricante, da marca
Procel.
e do modelo/tensão
que aparecem nesta
página são fictícios.
G) Indica o tipo de equ ipamento. u
~
---------d
~-----------------·
i E n e r g i a (Elétrica)
@ Indica o nome d o fabricant e.
@ Indica a marca comercial
ou logomarca.
Fabricante
Marca ® Indica o modelo/tens ão.
Mode!91tensão (V)
Molsellc.....
® A let ra indica a eficiência
energética d o equipamento.

B @ Indica o consumo de
energia , em kWh/ciclo.
e

CONSUMO DE ENERGIA (l1Whl0iclo}


(P~cleÍllllllQefflrlOlffllll• . . IIIIJ 0,40 6

Eficiência de lavagem
0,96
~ Eficiência de centrifugação Ae coE
O selo Procel tem o
~ "' llhliMr E: pior
obíetivo de indicar aos
~ Capacidade de lavagem (kQ) 12,0
consumidores os produtos
si con,u.mo de 1gua (Vcic!o) 180,0 com os melhores níveis de
§~~~ ...... ~ ..... eficiência energética em
i:=,.. --.-..... · - cada ca tegoria.
Produtos que levam o selo
PROCl:L Procel a judam a diminuir o
IMPORl'A!fTi, Afl[MOÇÃO DESTA EllQUET"-ANtES DA Vi;NOA UTA
EM DESACORDO COM O 0ÓOiGO DE DEíESA DO COHSOIODOR consumo d e energia
e létr ica, reduzindo o valor
da fatura.
lavadora de roupas

Certa lavadora de roupas. por exemplo. com classificação A no selo Procel, con-
some 0,4 kWh em 1 h de funcionamento, que corresponde a um c iclo de lavagem
de roupas.
O consumo de energia elétrica dessa lavadora é diretamente proporcional ao
tempo de uso. Podemos representar esse consumo com a seguinte função linear:
consumo total de consumo de energia elétrica da
energia e létrica ~ ~ lavadora por hora (em kWh)
y =0,4x
t__ tempo de uso
da lavadora

Note que o consumo em quilowatt-hora (y) está em função do tempo em horas (x)
de uso da lavadora. Esboçando o gráfico, temos:

V
X y
o o
No gráfico, as
0,4 escalas dos eixos
2 0,8
., são diferentes

3 1,2
.
õ
'e
-l!I
entre si.

4 1,6 o 2 4

O consumo de energ ia elétrica e o tempo de uso da lavadora aumentam propor-


cionalmente. Se dobrarmos o tempo, o consumo também dobrará.

92
Ao calcularmos a razão Y... (com x ;;1a O) para os valores correspondentes Você estudou em anos
X
anteriores que existem
de x e y, obtemos o mesmo resultado, o qual chamamos de constante de gr andezas relacionadas de
proporcionalidade. m aneira inversamente
O, 4 ; O, 8 = 1, 2 "" O 4 <E--- con51:ante de proporcional, ou seja, quando
1 2 3 ' proporcionalidade uma aumenta, a outra diminui
na mesma proporção. Nesse
caso, a relação entre essas
De modo geral, na função linear y""ax (com x:;t0), temos Y"" ax ""ª• ou gr andezas não pode ser
X X descrita por uma função afim.
seja, a constante de proporcionalidade é igual ao coeficiente a.

I Atividades resolvidas\
RS. Existem várias formas de evitar o desperdício de água, como verificar se as torneiras
estão bem fechadas após o uso.
O gráfico a seguir representa a quantidade de água desperdiçada por uma torneira
gotejando 25 gotas por minuto.

Desperdício (L) ~E
g_~
200 """
i2
.. t
No gráfico, as 150 ó~
·- i,
escalas dos 100 - ~
,g
~ ...
§ Torneiras mal
eixos são
diferentes
50 ..
"&
.,, ~
"
u
fechadas ou com
~ vazamento
entre si. o acarretam grande
5 10 Dias }
desperdício de água.

Se essa torneira permanecer gotejando, quantos litros de água serão desperdiçados


ao final de 30 dias?

Resolução
Observando o gráfico, notamos que a reta passa pela origem, ou seja, é uma função
linear do tipo y = ax.
Como o ponto (5,100) pertence ao gráfico, temos:

f (5) =100 ==> a · 5 = 100 ==> a= 20


Logo f( x)=20x.

Agora, basta calcular f (30):


f {30) = 20 -30 = 600
Portanto, serão desperdiçados 600 L de água ao final de 30 dias.

R9. Sejam as funções lineares f(x)=(m2 + 3)x e g(x)=-2mx, em quem corresponde a um


número real. Determine os valores de m, de modo que a função h(x) =t(x) + g(x) tenha
constante de proporcionalidade igual a 3.

Resolução
Temos que:
h ( x) = t( x ) + g( x ) = (m 2 + 3) x-2mx = (m 2 -2m+ 3) x

Para h ter constante de proporcionalidade igual a 3, a declividade de h também deve


ser 3 , ou seja:
m 2 -2m+3=3 => m2 -2m=0 => m(m-2}=0
Portanto, m = 0 ou m = 2.

Funç,ão afim 93
Atividades ~ §:-- Anote as respostas no caderno.

39. As tartarugas são conhecidas pela dureza de seus 42. Observe parte da região Centro-Oeste do Brasil.
cascos e pela lentidão com que se movimentam.
No entanto, na água algumas espécies se movem Centro-Oeste do Brasil
com boa velocidade. As tartarugas marinhas po- ®
dem nadar a uma velocidade de até 19 m/s. CUiabá
a ) Escreva uma função que determine a distância d, MT
em metros, percorrida por uma tar1aruga ma-
rinha em função do tempo t, em segundos.
d(t) =19t GO
b ) Em quanto tempo essa tartaruga consegue
percorrer 9120 m ou mais? 8 min ou mais 18"

40. Entre as pedras preciosas mais


caras do mundo está o rarís- MS
simo diamante vermelho. Um
miligrama dele custa cerca de campo
22 mil reais. Um dos poucos Grande
® Fonte: ATLAS
e maiores diamantes verme- geográfico escolar.
6. ed . Aio de
lhos já catalogados foi exibido Janeiro: IBGE. 2012.
pelo National Museum of
a ) Qual fu nção permite calcu lar a distância real
Natural History, dos Estados Anel mm o diamante
em qu ilômetros R, em llnha reta, entre as
Unidos, e tinha, aproximada- ve r melho.
cidades, por meio das d istâncias d em cen-
mente, 1 006 mg.
tímetros representadas no mapa? R(d) =100d
Fonte de pesquisa; <hl1p://geogallery.si.edu/index. ptip/en/10072781
deyoung--recl-diamond>. Acesso em: 'Z1 age. 2015. b ) Qual é a distância real aproximada, em linha re-
a ) Qual seria o preço aproximado da pedra exibi- ta, entre as cidades de Campo Grande e Cuiabá,
da pelo National Museum of Natural History, em quilômetros, sabendo que a distância, no
caso estivesse à venda? RS 22132 000,00 mapa, entre essas cidades é de 5,63 cm?
563 km
b ) Escreva uma função que relacione o preço P,
43. Jorge representou a casa onde mora por meio de
em reais, do diamante vermelho com sua
um esquema. As medidas, em centímetros, usadas
massa m, em miligramas. P(m) = 22000m
para fazer o esquema estão indicadas na figura.
e ) As grandezas massa e preço do diamante
vermelho são proporcionais? Qual é a cons- 3 5cm
'
3 2cm .
1 3 cm
tante de proporcionalidade? Sim, pois aumentam
ou diminuem na mesma proporção. 22 000 ' Área
41. Observe a sequência de triângulos de mesma Sala Cozinha de 3,2 cm
seiviço
altura.

- l
-
Dormitório 3 1
- f ~ i--=--
Dormitório 1 2,8 cm
Dormitório 2 WC
8 cm

2cm 2,4 cm 1,2 cm 2,4 cm

a ) Quais são as medidas reais da cozinha da


casa de Jorge, sabendo que essa casa tem
4 cm 5cm 6 cm
10 m de comorimento QOrd 7~5 m de largura?
Área:16 cm2 Área: 20 cm2 Área:24 cm2 4 m de compmnento por 4 m s ,argura
b ) Qual foi a escala utilizada por Jorge ao fazer
a) Escreva uma função que expresse a área A de o esquema de sua casa? 1cm:725cm
cada triângulo em f unção da medida b de sua e) Escreva uma função que permita calc ular as
base. A(b)=4b medidas reais m, em metros, de cada cômo -
b ) Qual é a área de um triângulo nessa sequên- do da casa, por meio das medidas x, em
cia, cuja medida da base seja 15 cm? 60 cm2 centímetros, indicadas no esquema. m(x)=t25x
e ) Qual é a medida da base de um triângulo nes- d) Qual é a constante de proporcionalidade da
sa sequência, sabendo que sua área é 32 c m 2 ? função que você escreveu no item c? t25
8cm
94
/inequação do 1° grau
Observe certo plano oferecido por uma companhia telefônica .

.--
e Companhia telefônica

L. ~ Plano residencial

Nessas cond ições, quantos m inutos de ligação um usuário desse plano telefôni-
co pode real izar no mês, para que o valor da fatura sej a no máximo R$ 200, 00?
Para responder a essa q uestão, vamos definir inic ialmente a função que permite
calcu lar o total a ser pago pela fatura em função da quantidade de minutos de liga-
ção. Chamando de v o valor a ser pago e de ta quantidade de minutos de ligação,
temos:
V ( t) = 0, 36t + 38

Agora, devemos obter os valores de t para os quais v (t) s 200, ou seja, resolver
a expressão O, 36t + 38 s 200.
0, 36t+ 38 :<=:; 200::::} 0, 36t S 200-38 ::::}Q, 36t ~ 162::::} t ~ 162 ::::} t ~ 450
0, 36
Portanto , para que o valor da fatura seja no máximo R$ 200,00 , a q uantidade de
minutos de ligação no mês deve ser menor o u igual a 450 min.
Para resolver esse problema, util izamos uma desigualdade envolvendo uma fun-
ção afi m, ou seja, utilizamos uma inequação do 1ª grau.

Sendo f :IR -+ IR uma função, chamamos de inequação toda desigualdade q ue


pode ser escrita de uma das seguintes formas:
• f>0 • f <0 • f ;:>: 0 • fS O

Sendo t (x) = ax + b uma função afim , chamamos de inequação do 1c. grau toda
desig ualdade que, quando reduzida, possui uma das seguintes formas:
• ax + b>0 • ax + b < 0 • ax+ b~0 • ax + b:<=:;0

>Exemplos
'
1 • J3x > x +1
• -2X- - > Ü • 3X > 3
2
X
• 7x + 8;:>:3x-5
J2
• - +2<0 • x + 1;:>: - x
3 3
• x + 4 :<=:; 5 • 5x + 1:<=:; 2x + 3

Função afim 95
/ Atividades resolvidas\

R10. Resolva, no conjunto dos números reais, a inequação 9x-2s;4x.

Resolução
Resolver uma inequação é obter os
2 valores da variável que a tornam
9x-2 ~ 4x => 9x-4x ~ 2 => 5x ~ 2 => x ~ - verdadeira. Esses valores são chamados
5
de solução da inequação, e o conjunto

Portanto, S = }oo,!) ou S = {xE[ij lx~i }·


das soluções recebe o nome de conjunto
verdade ou conjunto-solução (S).

R11. Para quais valores de x o vo lume do prisma B é maior que o volume do prisma A?

@ ®
x +3

Resolução
Sejam VA e V8 funções que descrevem os volumes dos prismas A e B, respectiva-
mente. Assim:

VA(x)=2-5-(x+3)= 10x+ 30 V8 (x)= 5-(x+ 1)-3 = 15x + 15

Segue que:

V8 (x) > VA(x) => 1Sx + 15 > 1 0x + 30 => 1 Sx - 1 0x > 30-15 => Sx > 15 ~ x > 3
Portanto, para x>3, o volume do prisma B é maior que o volume do prisma A.

R12. Resolva a atividade R7, da página 90, utilizando uma inequação do 1~ grau.

Resolução
Na atividade R7 fizemos um estudo de sinal da função F dada por F(t) = A(t)-B(t) .

Outra maneira de comparar A e B é resolvendo a inequação do 111 grau A(t)> B(t).


Como A (t) = 4, 5t+ 6 e B(t) =6, 5t, temos:
A (t) > B(t) => 4, 5t + 6 > 6, St ~ 4,5t - 6, 5t > - 6 ~ -2t > -6 ~ A$
24
=>2t<6 ~ t<3
21
Assim, A(t)> B(t) para t < 3 e, analogamente, A(t) < B(t) para t > 3. 19,5
Portanto, como foi possível conclu ir na atividade R7, a opção A é 18

mais vantajosa para um período maior que 3 h, e a opção B é mais


15
vantajosa para um período menor que 3 h.
12
Quando multiplicamos ambos os membros de
uma desigua ldade por um número negativo, 9
devemos inverte r o sentido da des igualdade. ~
6

jNo gráfico de Fé ~ossível observar 3


.
~
ii
.'!
~
~
1 que F (t ) =A (t )- B{t)> O para t < 3. -,:
o 6 t

96
Atividades ~~ Anote as respostas no caderno.

44. Resolva em R cada inequação . S={xellllx~3} 49. Um dos grandes debates sobre a gasolina no
a) 5x+8>-12 S={xE1Rlx>-4}c) 6x - 4~3x+5 Brasil é a quantidade de etanol misturada a esse
combustível. No decorrer dos últimos anos, essa
b) 4x+5<2X S={xe!Rlx<- ~} d) 3 - Sx:5"8 quantidade tem variado entre 20% e 27%.
2 S ={x eíRi x~ - 1}
45. (Unifor-CE) Seía f a função de R em ~. definida O tanque de um carro com motor flex, com ca-
pacidade para 55 L, estava com 1O L de etanol
por t(x)=2 - 3x. Os números reais que satisfa- quando foi abastecido com gasolina, que conti -
zem a sentença t(t(1 - x))< - 22 pertencem ao nha 27% de etanol na sua composição.
conjunto: a a) Escreva uma função que relacione a quantida-
a) ]2. +oo[ e) ]-2.0] e ) ]-oo, - 4] de a de etanol no tanque em função da
b) ]0,2] d) ]- 4, - 2] quantidade g de gasolina com que o carro foi
abastecido. a(g) = 0,27g+10
46. No triângu lo e no retângulo estão indicadas as !
b) Com quantos litros de gasolina esse carro deve
medidas de seus lados. 10 ser abastecido para que a quantidade de eta-
nol no tangue seja igual ou superior a 15 L?
mais dçi 18, 52 L
e) uual e a quantidade máxima de etanol que
pode haver no tanque desse carro após o
2x
abastecimento? 2Z 15 L
50. Para a produção de bolos, uma confeitaria tem
uma despesa mensal de R$ 3500,00 em merca-
dorias e mais R$ 2 500,00 em outros gastos .
Cada bolo produzido nessa confeitaria é vendido
X 10
por R$ 40,00.
a) Qual função expressa o perímetro p de cada a ) Escreva a função que determina o lucro L
figura, em relaç~ - o à medida x? dessa confeitaria, em função da quantidade
triângulo: p x = 5x· retângulo: p(x = 4x+20
b) Qual é o maior v l~r lnteiro que x pg de assu - q de bolos vendidos. L(q) = 40q - 6 ooo
mir para que o perímetro do triângulo seja
b) Para quais valores de q a função que você
menor que o do retângu lo? x= 19
escreveu no item a assume valores positivos?
47. Segundo as informações nutricionais contidas no O que podemos concluir nesse caso?
Resposta no final do livro.
rótu lo de determinado biscoito, cada unidade , S1. Uma bomba-d'água envia 1 500 L de água por
tem 47 kcal. minuto para um re servatório. Qual é o tempo
mínimo de funcionamento dessa bomba para que
a) Uma pessoa que come 10 unidades desse i
ela envie uma quantidade maior ou igual a
biscoito está ingerindo quantas quilocalorias? 22 500 L de água para o reservatório? 15 min
470kcal
b) Escreva uma função que expresse a quanti-
52. Para oferecer p lanos diferentes dos que são dis-
dade de quilocalorias ingeridas q, em função
pon ibilizados no mercado, uma concessionária
da quantidade n de biscoitos consumidot . de energia elétrica criou dois planos com tarifas
e) Qual é o número mínimo de biscoito~ nq=u4Jn mensais fixas da seguinte maneira:
devem ser consumidos para que sejam inge-
• no plano A , a tarifa mensal fixa é de R$ 88,00,
ridas 350 kcal? 8 biscoitos
com direito ao consumo de até 70 kWh. Caso
/ ,,o ._.-..........................,. ultrapasse essa quantia será cobrado R$ 1,20
'u'_. Desafio t@ · . a cada kWh excedente.
Em um cinema, o preço da sessão varia de acor- • no plano B, a tarifa mensal fixa é de R$ 110,00,
do com o dia da semana. Nas sextas, sábados e com direito ao consumo de até 100 kWh. Caso
domingos são cobrados R$ 27,.00 por pessoa; nos ultrapasse essa quantia será cobrado R$ 1,80
a cada kWh excedente. ·Resposta nas Orientações
outros dias da semana, R$ 2100. Sabendo que, para o professor.
em uma semana, o número total de pessoas que a) Em um plano cartesiano, esboce os gráficos
vão a esse cinema na sexta, no sábado e no do- das funções que representam o custo para o
mingo é o triplo do número total de pessoas que consumidor em função do consumo de ener-
vão nos outros dias da semana, determine o nú- gia elétrica, do plano A e do plano B. •
mero mínimo total de pessoas que devem ir a esse b) Em qual intervalo de consumo o plano B é mais
cinema, durante uma semana, para que a arreca- vantajoso para o consumidor quando compa-
dação seja maior ou igual a R$178 500,00 . rado ao plano A? Entre 88,3 kWh e 123.3 kWh.
7 000 pessoas
função afim I 91
( Contexto \ ....~~~~.~-~-~--~-~~-~-~~~ ---·······--·--

Nas sítuações 53. Em Economia, são estudadas as leis da oferta e da demanda. Oferta são os
apresentadas, estamos produtos ou serviços oferecidos ao consumidor, enquanto demanda representa
considerando
constantes outros a quantidade de pessoas que desejam adquiri-los.
fatores que determinam
a demanda e a oferta Quando o preço de um produto é reduzido, geralmente a quantidade de consu -
como, por exemplo, a midores que estão dispostos a adquiri-lo aumenta. Por outro lado, se o preço
renda e a preferência
do consumidor e os do produto é elevado, a demanda reduz, ou seja, o número de consum idores
custos dos tatores de em busca do produto é menor devido seu alto custo. Essa relação entre quan-
produçào.
tidade demandada e preço do produto representa a lei da demanda.
A lei da oferta é a relação entre quantidade de produto ofertado e preço.
Quando o preço de um produto sofre elevação, a quantidade do produto ofer-
tado também aumenta, mas se o preço é reduzido a quantidade do produto
ofertado também reduz.
Quando não há tendênc ia nas variações de preço, pode -se dizer que existe um
equílibrio de mercado. Isso ocorre quando a quantidade demandada de um
produto é próxima da quant idade ofertada, ou seja, compradores adquirem e
vendedores comercializam a quantidade desejada. Veja abaixo o preço e a quan-
tidade diária de demanda e oferta de certo produto.

Quantidade diária Quantidade diária


Preço
demandada ofertada
A$ 45,00 65 120

R$40,00 75 105

R$35.00 85 90
Fonte de pesquisa: WESSELS, Walter.
Economia. Tradução Sara Gedanke.
Revisão técnica Celso Seiji Gondo.
São Paulo: Saraiva 1998.
De acordo com as informações apresentadas, resolva as questões.
a) Quando há excesso de oferta de um produto, significa que os vendedores não
conseguem vender a quantidade que desejam. Cite uma estratégia que eles
podem utilizar para obter a quantidade de vendas esperada. Uma possível resposta: a redução
do preço do produto.
b) Se a demanda por determinado produto estiver superior à oferta do mercado,
o que isso pode acarretar em relação ao preço do produto? Uma P?ssível resposta: o preço
tendera a aumentar.
e) Em relação às informações apresentadas no quadro de demanda e oferta de
certo produto, escreva a função afim:
• f, que associa o preço x à quantidade diária demandada pelos consum ido-
res. t(x)= - 2x+155
• g, que associa o preço x à quantidade diária ofertada pela distribuidora. g(x) =3x-1 5
d) Util izando as funções te g obtidas, escreva inequações que representem as
situações em que ocorre excesso de oferta e excesso de demanda, respec-
tivamente. 3x - 15> - 2x+"155 e 3x - 15< - 2x+"155
e) Considerando que tanto a quantidade demandada quanto a quantidade ofer-
tada não podem ser representadas por números negativos. determine entre
quais valores o preço pode estar compreendido. De Rss,oo a R$ 77,50.
f) Tendo como base a resolução das inequações obtidas no item d e a resposta
ao item e, determine os preços para os quais ocorre:
• excesso de oferta. Superiores a R$ 34,00 ate R$ 77,50.
• excesso de demanda. Superiores ou iguais a R$ 5,00 e inferiores a R$ 34.00 .
g) Determine o ponto de equilíbrio de mercado na situação apresentada. A$ 34,oo
rs;r CQ~-~~~-~--nte/Porque pagamos tributos?
Você pode até não saber, mas quando alguém compra um videogame está pagando
cerca de 70% do seu valor em tributos. Isso significa, por exemplo, que, ao comprar
um desses equipamentos que custam R$ 1 000,00, cerca de R$ 700,00 são recolh idos
ao g.o verno. De maneira geral, todos os produtos que compramos têm em seu preço
uma porcentagem de tributos, uns mais outros menos. Também pagamos tributos por
serviços que adquirimos, como nas tarifas de telefone, água ou energia elétrica. No
entanto, você sabe o que são tributos e para que eles servem?
Os tributos cobrados pelos governos municipal, estadual e federal têm a finali-
dade de custear serviços públicos como saúde, educação, segurança e transporte.
Quando os pagamos, estamos cumprindo nosso dever de cidadãos, contribuindo
para que a sociedade possa melhorar sua condição de vida ao usufruir de bens e
serviços públicos de qualidade.
Os impostos caracterizam um t ipo de tributo. Veja alguns exemplos:
• IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano): é cobrado pe los municípios anual-
mente e incide sobre propriedades urbanas.
• ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços): é
cobrado pelos estados e incide sobre a circulação de produtos. Na maioria dos
casos o ICMS já vem embutido nos preços desses produtos.
• IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores): é um tributo es-
tadual que incide sobre a propriedade de veículos automotores, como automó-
veis, motocicletas e ônibus.
: Fontes de pesquisa: <WWw.cgu. • IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física): é cobrado pelo governo federal e
• gov.br/Publicacoes/controle·
social/arquivos/
incide sobre a renda (salários, pensões, aluguel etc.). Depois da declaração de
: cartillhaolhovivo_baixa_v2.pdf>.
• Acesso em: 2 out. 2015.
ajuste anual, em alguns casos, há uma restituição feita pelo governo federal.
<www.receita.fazenda.gov.br/ • ISS (Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza): é cobrado por municí-
EducaflscaV
textoiconedelaullasp.htm>. pios e pelo governo federal de quem presta serviços. Quem contrata um servi-
. Acesso em: 22 sei. 2015.
ço, paga o tributo embutido no valor.


I'

.·.. Tributos: arre cada e ão e d es ti na cão A arrecadação de tríbutos e sua destínação de maneira
, , adequada favorec:em o desenvolvimento soc:ial do país e
promove o c:resc:imento econômic:o.
Arrecadação
Temos também o ímportante
Quando compramos um produto e pedímos a nota ou o papel de fiscalizar a aplicação
c:upom fisc:al, estamos assegurando a arrec:adação de do dínheiro arrec:adado, a fim
tríbutos que deverão ser revertidos em benefícíos aos de que favoreça a soc:iedade,
c:ídadàos. Exíja sempre a nota ou o cupom fisc:al na c:ompra permitíndo melhorías nos
de um produto. Nela, é possível verificar o valor serviços públícos.
aproxímado de tríbutos referente aos produtos comprados.
• Analisando com cidadania

a ) Por que é importante exig irmos a nota ou cupom fiscal quando realizamos uma
compra? Resposta esperada: dentre outros objetivos, para garantir a arrecadação dos
· tributos e assegurar direitos sobre o produto adquirido, como a troca no caso de
um eventual defeito.
b ) Além dos tributos citados no texto, pesquise outros e em quais situações eles
são cobrados. Resposta pessoal.

e ) Em sua opinião, os tributos arrecadados no Brasil são adequadamente aplicados,


resultando na oferta de serviços públicos de qualidade? Converse com o pro-
fessor e os colegas sobre esse assunto. Resposta pessoal.

• Analisando com Matemátíca

d ) Traga uma nota ou um cupom fiscal para a sala de aula e verifique o valor pago No item d, traga uma
em tributos. A qual porcentagem do total corresponde este valor? ~!!fi!i:ª nota ou um cupom
fiscal para a sala de
aula para que os alunos
e) Suponha que o ICMS incidente sobre determinado produto corresponda a 17% que nào trouxerem
possam resolvê-lo.
de seu valor de venda. Se a unidade do produto custa R$ 3,00, calcule o valor
deste tributo pago na compra de:
1 unidade R$ 0,51
5 unidades A$ 2,55
35 unidades RS 17,85 Veja mais informações sobre tributos nos sites : •
• <ht tp://tub.im/tacgvb>
f ) Escreva uma função f que associa a quantidade x de

J
• <http://tub.im/ao9k7o>
unidades do produto indicado no item e ao valor do (acesso em: 2 fev. 2016)
ICMS y = f(x) pago. f(x) =o, 51 x

Entre os serviços públicos custeados pela A saúde pública também é


arrecadação de tributos está a educação. A custeada pela arrecadação de
destinação de tributos deve propiciar tributos. Nos postos de saúde,
condições de desenvolver uma educação um dos bens oferecidos à
de qualidade aos estudantes brasileiros. sociedade são as vacinas para
prevenir diversas doenças,
como a vacina contra a
poliomielite. Todos devem
ficar atentos para tomar as
vacinas nas idades
recomendadas.

Função afim 101


s sa o d s aneurus
Os cangurus são mamíferos que se desenvolvem no útero
e no marsúpio, espécie de bolsa na região da barriga da fê-
mea. Atualmente vivem apenas na Austrália e são um dos sím-
bolos desse país. São cerca de 60 espécies existent es, sendo
uma delas o canguru-vermelho.
Os cangurus deslocam-se por meio de saltos, utilizando suas
patas traseiras como se fossem molas e sua longa cauda para
manter o equilíbrio. Esses animais não costumam caminhar, uma
vez que. exceto ao nadar. não conseguem mover suas patas se-
paradamente.

Uma forma peculiar de se locomover

Em extrema necessidade, os saltos de alguns cangurus podem atingir 3,3 m


de altura e cerca de 9 m de comprimento. Essas medidas, para comparação,
são maiores que a altura e o comprimento de diversos modelos de micro-
-ônibus, por exemplo.
Fonte de pesquisa: ANIMAIS da savana VIL Enciclopédia da vida selvagem Larousse.
Rio de Janeiro, Allaya, 1997.
Oriente os alunos a escreverem as respostas no caderno.
Por que ao se locomover os cangurus saltam em vez de ca-
minhar? Respost a esperada: porque eles não conseguem
mover suas patas separadamente. exceto ao nadar.

A trajetória dos saltos dos cangurus descreve uma reta ou uma


curva? uma curva

( C1 Represente, no caderno, a possível trajetória do salto de um


canguru desde o momento do primeiro impulso até a sua ater-
ríssagem no solo. Resposta pessoal.
Nesse item, espera- se que o aluno represante o salto do canguru por
meio de parte de uma para.bola com a concavidade voltada para baíxo.
;;:::-: , Ao final do estudo deste capitulo
/ t:studando funcão
,
quadratica podem_s_er t rabalhadoS:oexemplo
e as atividades da pagina 268 da
seção Acessando tecnolog ias.
As hortas comun itárias são ótimas alternativas de ocupação para terrenos bal-
dios, espaços muitas vezes utilizados como depósitos de ent ulhos. Essas hortas
oferecem al imentos frescos e saudáveis aos moradores locais, além de, em alguns
casos, servirem como fonte de renda.
Em certa horta comunitária, um canteiro de verduras retangular será ampliado em
uma mesma medida, tanto no comprimento quanto na largu ra, como mostra a figura.

l
10 m X

..
,,,.,, "'

·----------------------------------------------~,,,'
Podemos representar a área (t) desse canteiro após a ampliação em função da
medida x indicada.

A área do retâ ngulo t (x)=(7 + x)(10+ x)


é dada pelo produto t (x) = 70 + 7x + 10x + x 2
do comprime nto e
da Largura. f (x)= x 2 + 17x + 70

Se considerarmos x = 3, isto é , se o cantei ro for ampliado em 3 m na largura e no


comprimento, podemos calcular sua área da seguinte maneira:
f (3)= 3 2 + 17 -3 + 70 = 9 + 51 + 70 = 130

Portanto, nesse caso, a área do canteiro após a ampliação será 130 m2 •


A fórmu la f (x);;;;; x 2 + 17x + 70 corresponde à lei da função que expressa a área da
região após a ampliação. Esse é um exemplo de uma fu nç ão denominada função
quadrática.

Uma função f : IR~~. que a todo número X E~ associa o número ax 2 +bx + c,


com a, b e e reais, e a#O, é denominada função quadrática.
x~ax 2 + bx + c
t(x)=ax2 + bx + c ou y=ax2 +bx+c
Dizemos que a, b e e são os coeficientes da função.

Exemplos
As fun ções
f (x)= 6x +1, g (x) =x 3 e • t (x)= x2 + 2x-7, com a= 1, b = 2 e C= -7
h(x)= 2" - 1 são • g(x);;;;;-x2 -9x, com a = -1, b ;;;;; -9 e c = O
quadráticas? Por quê?
• h{x) ;;;;; 5x 2 + 1, com a= 5, b ;;;;;O e c = 1
Não, pois f, g e h não
são da forma
• m(x)= - 7x2 , com a = - 7, b = O e c = O
f(x) = ax2 +bx+c, com
a, b e e reais e a;tcO.
As funções quadráticas em que b = O e c = O, b ;;;;; Q e c * O, ou b * O e c = O são deno-
minadas incompletas. Nos exemplos acima, g , h em são funções quadráticas in-
completas. Já as funções quadráticas completas são aquelas em que b # O e c # O.

104
/ Atividades resolvidas \
Rl. Considere o prisma reto representado ao lado, cujas medidas estão
indicadas em centímetros.
a) Escreva uma função f que determine a área da superfície desse
prisma em função de x. x+3
b) Calcule a área da superfíc ie do prisma para x=S.

Reso lução
x- 1
a) A área da superf íc ie do prisma é dada por:

t (x)= 2 -(x-1)-(x + 3)+ 2- (x + 3)- x + 2 · (x-1) -x ~ f (x ) =6x2 + 8x-6


-----..,...-,
área lateral àrea da base

b) Para x = 5, temos:

f (5) =6 -52 + 8 -5-6= 184 ~ 184 cm2

De m aneira ger al, quando x r epresenta u m a m edid a de comprimento, área, v olume etc.,
dev emos r estringir o domínio da função, pois não existem v alores negativos nesses casos.
Nessa atividade, por exempl o, devemos considerar os v alores reais par a os quais x > 1.

/4 Atividades ~ ~ Anote as respostas na caderno


1. Quais das funções a seguir são quad ráticas? 4. Podemos obter a soma s(n) dos n primelros nú-
b; c ; e
a) f(x);;;;;2x 3 +x2 - 6x+3 meros naturais positivos por meio de uma função
quadrática. Observe. Na lousa , calcule com
os alunos a soma dos
b) t(x)= x2 - 8 12 + 1 2 dois. dos três, dos
• S (1) =1=- 2 = -2 = 1 quatro e dos cinco
3 primeiros números
e) t(x)= - - X2 + 4x+1 22 + 2 6 naturais positivos.
2
• s (2)= 1+ 2 = - 2 - = 2 = 3
d) t(x)=2x + 5x - 9
3 2 +3 12
e) f(x)=x{7 - x) • s(3)= 1+ 2 +3= - - = - = 6
2 2
f) f(x)=(x+1,9) x 2 - 8,3x+6,5 4 +4 20
2
• s(4)=1+2+3 +4= - 2 - = 2 = 10
2. Determine os valores dos coeficientes a, b e e das
= n2 +n
funções quadráticas na forma f(x)=ax 2 +bx+c. • s(n}=1+ 2 + 3 + 4+ ... +n= - -
2
a) t (x)=x 2 + x + 2 d) t(x)=3x - 1- 9x 2
a = l, b = i e c = 2 a =- 9, b = 3 e c =-1
a) Qual é a soma dos 30 prlmeiros números natu-
b) f(x) = - 4x 2 +2,5 e) f(x) =7, 6x2 rais positivos? E dos 50 primeiros? 465; 1 275
a = - il , b=O e C= 2,5 a= 7,6, b=O e e =0 b) É possível que a soma dos n primeiros núme-
e) f (x)= ..!_X 2 - ~x f) f(x) = 2x(- x - ~+6) ros naturais positivos seja um número não
1 3 2 7 X natural? Por quê? Não, pois a adição de números
a= 3, b = - 7 e c = O a =- 2, b = 12 e c =-10 naturais semQre resulta em outro número natural.
e) Qual é o domín io da função s? o(s)=faj'
3. Dadas as funções f (x) = 2x 2 - 6x - 4 e
g (x) = - 3x2 - 5x + 1 calcule: x 2 - 6, para x~ - 1

a) f(3) -4 e) g(1) - 7 5. Considere a função t(x)= { 3x2 + x+2, para - 1<X<3.


- x -5, para x;?:3
b) f (- 2) 16 f) g(- 4) - 27 Calcu le:
a) t(- 2) - 2 e) t(o) 2 e) t(3) - 8
e) f (O) - 4 g) g(0) 1

d) f (- 0, 2) - 2.72 h) g(i)-~ b) f(-1) - 5 d) t(!) 4 f) t(4,5) -9.5

Funçãoquadrática I 105
6. Considere o losango cujas medidas estão indica- 8. Represente por meio de uma função quadrática
das a seguir, em centímetros. a área A de cada figura, em função de x .

A área do losango pode


ser calculada pela
D-d
a) ~ )c<x' +~ dI,
f órmula S = - , em que
2x+6 2
D e d correspondem às
medidas da diagonal e
x+5 o
maior e menor, ..
~
{l
respectivamente.
~
~
..
a) Determine a função S(x)=ax2 + bx + c, corres- ,__,_____________.-:;,,. . I"' ,o

pondente à área desse losango. s(x)= 2x 2 +5x - 3, !-----------------;


4x +4
ª
b) Qual é a área do losango para x=3? E para
X= 8? 30 cm 2 ; 165 cm2 9. (Enem-M EC) Num parque aquático existe uma
e) Faz sentido calcu lar a área do losango para piscina infantil na forma de um cilindro c ircular
X= o 4? Justifique Re~posta esperada: não, pois reto, de 1 m de profundidade e volume igual a
1 • a diagonal menor do losango

corresponderia a um valor negativo (2x - 1< O). 12 m 3 , cuja base tem raio R e centro O. Desej a-se
7. A partir de 2003, o campeonato brasileiro de fu - constru ir uma ilha de lazer seca no interior dessa
tebol da série A passou a ser disputado no sis- piscina, também na forma de um cilindro c ircu lar
tema de pontos corridos, no qual vence a equipe reto, cuja base estará no fundo da p iscina e com
que somar o maior número de pontos ao final do
centro da base coincidindo com o centro do fun -
campeonato. Nesse sistema, todas as equipes
do da piscina, conforme a figura. O raio da ilha
se enfrentam e cada uma joga duas vezes contra
de lazer será r. Deseja-se que após a construção
o mesmo adversário, em turno e returno . dessa ilha, o espaço destinado à água na piscina
A seguir é apresentado o número de partidas tenha um volume de, no mínimo, 4 m3 .
disputadas nesse sistema, em relação ao núme-
ro de equipes partic ipantes.

Número de Número de
equipes partidas

2 2(2- 1} = 2

3 3(3- 1) = 6
Considere 3 como valor aproximado para 11:.
4 4(4 - 1) = 12
Para satisfazer as condições dadas, o raio má-
5 5(5 -1)= 20 x imo da ilha de lazer r, em metros, estará mais
próximo de: a
a) 1,6
10 10(10- 1) = 90 b) 1,7 Lembre- se de que o volume
e) 2,0 de um cilindro reto de altura
h e raio de base ré dado por
d) 3,0
V=nr 2 h.
e) 3 ,8
a) Que função relaciona o número p de partidas .
em função do número n de equipes? p(n) = n2 - n 10. Para determinarmos o número d de diagonais de
b) Sabendo que na série A do campeonato bra- um polígono convexo de n lados, podemos ut i-
sileiro de 2015 partic iparam 20 equipes, qual . - quad rat1ca' · n2 - -.
d (n) = -
11zar a f unçao 3n
foi o número de partidas disputadas? Quantas 2
Partidas cada equipe disputou? 380 pa~tidas,
38 parttdas a) Quantas diagonais tem um pentágono conve-
e) Se 25 equipes participarem de um campeo- xo? E um polígono convexo de 20 lados?
5-díagonai::;; 170 diagon;;iis ,
nato nesse sistema, quantas partidas serão b) u uantos lados possui o po l1 gono convexo que
disputadas? 600 partidas tem 54 diaoonais? E o que tem 119 diagonais?
12 lados; 1T1ados
d) Se todas as equipes se enfrentam duas vezes, e) Existe algum polígono convexo que possua
por que a função p não é definida por p(n)=n2 ? 13 d iagonais? Justifique. Não, pois, para o
Resposta esperada: dos n-n= n2 Jogos, que representam pohgono existir o número n de lados
todos contra todos. subtraimos n , que corTesponderia
106 aos deve ser inteiro e maior que 2.
jogos de "cada equipe contra ela mesma".
!Gráfico de uma função quadrática
Nas páginas 102 e 103, estudamos que o canguru move-se por meio de saltos.
O deslocamento do canguru no salto descreve uma trajetória que se assemelha a
uma curva correspondente ao gráfico de uma f unção quadrática.

Distancia vertical

Distância horizontal

De maneira semelhante à função afim, podemos esboçar o gráfico de uma f un-


ção quadrática utilizando a ideia de representar pares ordenados em um p lano
cartesiano. Veja a seguir a construção do esboço do gráfico de f(x)= x 2 •

X f(x) =x 2 (x, y) - y

- ••- - -~ 77 ,_
-3 f(- 3) = (- 3}2 = 9 (- 3, 9)
n
~

-2 f(- 2) = (- 2)2 = 4 (- 2, 4) 7-

-
"'
-1 f (- 1) = (- 1}2 =1 (- 1, 1)
.~ -
r
~

o f(O) =0 2 =O (o.o)
- ·- --4
.,
m
-
-
.... 1
f(1) = 1" = 1 (t 1) - 1

2 f(2) = 22 =4 (2. 4)
- - o--1
- 1
-3 _)
- o 2 3 X

3 f(3) = 32 = 9 (3,9)

Note que determinamos apenas alguns pares ordenados q ue satisfazem essa


função. No entanto, como o domín io e o contradom ínio de f é o conjunto dos nú-
meros reais , podemos atri buir infinitos valo res para x, obtendo valores para y e,
consequentemente, infinitos pares ordenados (x, y).
O gráfico da função é dado pela representação de Se necessár io,
relembre os alunos
todos esses pontos no p lano cartesiano. Porém , como o que é um eixo de
é impossível calcular as coordenadas de todos e les, simetria, assunto
estudado no Ensino
calculamos as coordenadas de alguns e traçamos o Fundamental.
esboço do gráfico da função.
O gráfico de f é uma curva denominada parábola.
Toda parábola possui um eixo de simetria, que a inter-
secta em um único ponto, denom inado vértice da pa-
rábola. No caso da função t (x) = x 2 , seu eixo de sime - 1--t-,-------<
o
e:
1l
tria coincide com o eixo y e seu vértice possui coorde- <
ij
nadas (o, o).

Escreva as coor denadas d e dois p ontos simétricos em


-----""l~----lXjf "'

relaçã o a o eixo de simetr ia q ue satisfaçam à função f {x)=x2 •


Algumas possíveis respostas: (- 1, 1) e (1. 1); (- 2. 4) e (2, 4).
Função quadrática 107
Coeficientes de uma função quadrática
Anal isando os coeflcientes de uma função quadrática, obtemos informações que
nos auxiliam a esboçar o gráfico dessa função.
Observando o coeficiente a de uma função quadrática, podemos verificar se a
parábo la que a representa possui concavidade voltada para cima ou para baixo.
Veja o gráfico e algumas informações acerca das funções f e g.
• t (x) ""x2 + 2
X (x,y)
-2 (- 2, 6)
-1 (-1,3)
o (0,2)
(1, 3)
2 (2,6) -2 -1 O

Note que a parábola tem concavidade voltada para cima e o coeficiente a é


maior que zero (a > 0).

• g(x);;;;; - 2x 2 + 4x

X (x. v)
-1 (- 1, - 6)
o (o.o)
(1, 2)
2_lj_2, O)
3 ----n;, - 6)
6 +--t--· -

Note que a parábola t em concavidade voltada para baixo e o coeficiente aé


menor que zero (a<0).

Em uma função quadrática, se o coeficiente a for maior que zero (a>0), então a
parábola terá a concavidade voltada para cima.

Em uma função quadrática, se o coeficiente a for menor que zero (a<D), então
a parábola terá a concavidade voltada para baixo.
y
..
~
O gráfico que pode ]
.,
ser associado à
trajetória do salto do X
.
"~
-'t
canguru é de uma ~
"'l(
função quadrática .b

com a<0. ~

108
Analisando o coeficiente a de uma função quadrática, também podemos obter
informações a respeito da abertura da parábola.
Funções quadráticas que têm coeficiente a com valores absolutos iguais estão
relacionadas a parábolas com aberturas iguais. Aquelas que possuem diferentes
valores absolutos do coeficiente a estão relacionadas a parábo las com aberturas
diferentes.
• Note que, para as funções abaixo, o valor absoluto • Note que, para as funções abaixo, o valor absolu-
do coeficiente a é o mesmo, ou seja, lal = 1. Nesse to dos coeficientes a são diferentes. Nesse caso,
caso, as parábolas relacionadas possuem mesma as parábolas relacionadas possuem aberturas di-
abertura. ferentes.
y
f (X) =X2 + 5X+7 g(X)=X2 -2X +4

2 3 4 X

Podemos ainda verificar que, quanto menor for o valor absoluto do coeficiente a de
uma função quadrática, maior será a abertura da parábola relacionada a ela. Observe.
h(x) =X' l(x) =8x2 7<x)=4x' n(x)=½x•
\. \. y ,I
g(x) =¾ x2 9
8

7
6

O coeficiente b de uma função quadrática indica se a parábola relacionada a ela


intersecta o eixo y no ramo crescente ou no ramo decrescente. Observe os gráfi-
cos das funções f, g e h.
y y y

-2
X

f(X) =-2X2 +3X+ 1 g (x )= -2x 2 -3x + 1

• A parábola intersecta • A parábola intersecta • A parábola intersecta


o eixo y no ramo o eixo y no ramo de- o eixo y no vértice e
crescente e b > 0. crescente e b < 0. b=0.

Função quadrática I 109


Se uma função quadrática é O gráfico de uma função quadrática f(x)=ax 2 + bx + c intersecta o
crescente à direita de seu vértice, eixo y:
então e la será decrescente à
esquerda desse ponto, e • no ramo crescente se b >O
vice-versa , dependendo da y y
con cavidade da parábola .
• a>O
, eixo de
: simet ria

Ramo ,....,.
decrescente

\li ?'
Vértice '
""- Ramo
crescente 0

• no ramo decrescente se b<O


y
X 0

y
X

• a <O
, Vértice
', /
Ramo
crescente
'--.,,.
o X 0 X

eixo de
simetria • no vértice se b =0
y y

o X X

L
O coeficiente c de uma função quadrática corresponde à ordenada do ponto em
que a parábola relaclonada à f unção intersecta o eixo y. Por exemplo, na função

g(x)= lx 2 -x + 5, temos c = 5, e o gráfico intersecta o eixo y no ponto de coordena-


2
das (O, 5).

O g ráfico de uma função intersecta o


eixo y quando x = 0. No caso de uma
f unção qua drática :
f(x) =ax 2 + bx + c
4
~
B r(o)= a -02 + b ·O+c
] 3
,,,. t(O)= c
..~
:;f.
2
1
il
'2-
~
â -2 -1 o 2 3 4 X

O gráfico de uma função quadrática f(x)=ax 2 + bx + c intersecta o eixo y no ponto


de coordenadas (D, c).

110
/ Atividades resolvidas \
y
R2. Escreva a lei da função quadrática correspondente ao
gráfico.

Res o lução
Como a parábola intersecta o eixo y na ordenada - 4, temos
C=-4.

Substituindo os pontos de coordenadas (-4, O) e (2, o) em


f ( x) = ax 2 + bx-4, temos:

f (-4)= O==>{ª ·(-4)2 +b ·(-4)-4=0 ==> { 16a-4b=4


{
f (2)=0 a-2 2 + b-2-4=0 4a+ 2b=4

Resolvendo o sistema obtido pelo método da adição, temos:


1 6a - 4b ;::: 4 {16a - 4b ;;; 4
{
4a + 2b;;;4 ( · 2) => 8a + 4b;::: 8
1
24a = 12 => a= -
2
1
4a + 2b;;; 4 ==> 4 - - + 2b;;;;; 4 => b;;;;; 1
2
Portanto, a lei da função é f ( x) = .!2 x 2 + x - 4.

R3. Qual é o valor de k, de modo que o gráfico de t (x)=(k - 2)x 2 + 2x-3 passe pelo ponto de
coordenadas (1, 4)?

Reso lução
Substituindo o ponto de coordenadas (1, 4) em f{x)= (k-2) x 2 + 2x-3, temos:
f (1) = 4 => (k - 2) ·1 2 + 2·1-3 ;;;;; 4 => k-2 + 2-3 = 4 => k = 7

R4. Ao lado estão representados os gráficos das funções f(x)=x 2 -3,


y
Ili
g(x)=..!x2 e h (x)=-x 2 + 1 em um mesmo plano cartesiano. Relacione
6
cada função à sua respectiva parábola.
Resolução
Observando os gráficos, notamos que a parábola: X

• 1 tem concavidade voltada para cima e intersecta o eixo y no pon-


to de coordenadas (O, O), ou seja, a>0 e c=0. Portanto, g está
representada pela parábola 1.
li tem concavidade voltada para baixo e intersecta o eixo y no
ponto de coordenadas (O, 1), ou seja, a<O e c = 1. Portanto, h está
representada pela parábola li.
Ili tem concavidade voltada para cima e intersecta o eixo y no ponto de coordenadas
(0, -3), ou seja, a>0 e c=-3. Portanto, f está representada pela parábola Ili.

Atividades ~ §"--
~-ª1 Anote a s rnspos t a s no c a derno.

Diga aos alunos que em alguns gráficos apresentados as escalas dos eixos são diferentes entre si.
11. Dentre os pontos a seguir, quais pertencem ao gráfico de g(x);;;;; -2.x 2 + 5x+3? B , e, E e F

• A (- 4, - 1} • B(t 6) • C(3, o) • 0 (- 3, 7) • E(0,3)

função quadrática 111


( Contexto \ .... q_~-~~~-~~~~.... .-
12. Ao observar movimentos corriqueiros em nosso
dia a dia, c ientistas procuram determinar pa-
drões e expressar os resultados em forma
matemática. Fo i desta maneira que o físico
Galileu Galilei (1564-1642), no sécu lo XVII, de-
terminou, por meio de experimentos, as leis que
regem a queda livre de corpos. Essa descober-
ta ia contra ao que a maioria acreditava na épo-
ca, quando tinham como base os ensinamentos
do filósofo grego Aristóteles (384-322 a.C.), o
qual alegava que corpos mais pesados caíam
mais rapidamente que corpos mais leves.
Em um de seus experimentos, Galileu concluiu
Galileu Galilei que dois corpos de massas diferentes, quando
abandonados de uma mesma altura e despre-
zando a resistência do ar, alcançam o solo no
mesmo instante. Acredita-se que esse teste fo i
rea lizado na torre inc linada de Pisa, cidade
natal de Galileu, enquanto ele lançava os obje-
tos de cima da torre seus alunos aguardavam
embaixo, observando se os objetos chegariam
ao mesmo tempo ao chão.
Galileu também percebeu que a distância per-
corrida de um corpo em repouso é proporcional
ao quadrado do tempo de queda; essa relação
ficou conhecida como lei dos corpos em queda
e pode ser descrita com a seguinte expressão:
Fontes de pesquisa: GUERRA.
Andréia e t ai. Galileu e o
nascimento da ciência moderna.
São Paulo: Atual, 1997.
TAEFIL James: HAZEN, M.
Robert. Fis ica viva~ uma
introdução à física conceituai. Nela, d representa a distância percorrida pelo
Tradução Ronaldo Sérgio de
Biasi. Rio de Janeiro: objeto, to tempo de queda e k a constante de
LTC, 2006. v. 1.
proporcionalidade.
-~/ Observe a seguír a relação entre o tempo de queda
e a distância percorrida por um corpo, também
representada no esquema ao lado.

Tem po de queda Distância percorrida


(segundos) (metros)

o o
4,9

2 19,6

3 4 4,1

4 78,4

As medidas executadas de um objeto em queda livre


podem ser representadas por meio de um gráfico.
A distância percorrida pelo objeto (eixo vertical) é
descrita em função do tempo de queda (eixo hori-
zontal).

Distância
percorrida (metros)
Verifique se
os alunos
• .,. perceberam
que a curva 8 4 - - - - - -- -- -- - - -- - -
~,-.- -~ representada i-------+---1-----+--+---+--+----+---+---,r---,,----.
no gráfico é
um ramo de
parabola.
44,1 - -- -------

a) Resposta
esperada:
todos os 19,6 ~
resultados E
são iguais a 49 ?
4 ,9 m/ s. Isso 1-+.:.'0
--+- ~-+----+.,,-+---1.,-+ ----,.,_..., g
ocorre por "' o -
causa da lei ~
dos corpos
Tempo de
em queda. pois a razão
corresponde a constante de queda (segundos)
proporcionalidade.
De acordo com as informações apresentadas, re-
solva as questões.
a) Para os momentos representados no esquema,
calcule a razão entre a distância percorrida e o
quadrado do tempo de queda do objeto após
iniciar o movimento. Que regu laridade você pode
observar nos resultados obtidos? Por que isso
ocorreu?
b) Escreva a lei da função que re laciona a distância
d percorrida pelo objeto apresentado de acordo
com o tempo t de queda. d (t)=4,9 -t2
e) Qual a distância percorrida por esse corpo em
queda livre no instante 7 s? 240,1 m
d) Quantos segundos, aproximadamente, o corpo
esteve em queda livre ao percorrer 60 m? 3,5 s
e) Pesquise e cite outros fenômenos da natureza que
podem ser descritos por fórmu las matemáticas.
Algu mas possíveis r espostas: temperatura, ve locidade
do vento, pressão.
Função quadrática 113
13. Determine o valor de p na função quadrática 18. (Enem-MEC) Um boato tem um público-alvo e
h(x)""4x 2 +(p + 3)x - 7, de modo que seu gráfico alastra-se com determinada rapidez. Em geral,
passe pelo ponto de coordenadas (2, 5). p = - 5 essa rapidez é diretamente proporcional ao nú-
mero de pessoas desse público que conhecem
14. Esboce o gráfico da função f(x)=x 2 -2x-3 e de- o boato e diretamente proporcional também ao
termine as coordenadas do ponto em que o eixo número de pessoas que não o conhecem. Em
de simetria intersecta a parábola. (1 - 4) outras palavras, sendo R a rapidez de propaga-
15. Cada gráfico representa uma função quadrática ção, P o público-alvo e x o número de pessoas
f{x)""ax2 + bx + c. Determine se o coeficiente a, b que conhecem o boato, tem-se R(x)""k-x -(P - x),
e e de cada uma dessas funções é positivo, em que k é uma constante positiva característica
negativo ou nulo. do boato.
a) Y b) O gráfico cartesiano que melhor representa a
V
função R(x), para x real, é:e
a) R d) R
--a
~

--.o
a<O, b = O e c>O a>O, b<O e c>O o X o X

16. Determine a lei das funções quadráticas g eh. b) R e) R


g(x)=2x2 + 2; h(x)= - xz+4x- 3
y

o X o X

19. Uma vantagem do forno a lenha nas pizzarias é


h a temperatura, em torno de 550 ºC, que é mais
alta que a do forno a gás t radicional. cuja tem-
peratura média máxima é de cerca de 300 °C.
17. Uma pequena empresa calcula o custo C, em
Devido à alta temperatura do forno a lenha, a
reais, para produzir n unidades de determinado
pizza assa mais rapidamente, o que de ixa a
produto a partir da função c(n);-¾n2 + 8n+100, massa crocante por fora e macia por dentro.
com 0.$;n.$;40. b) Resposta esperada: os valores do Em certa pizzaria, após o uso, o forno a lenha
custo de produção são iguais para
valores simétrícos em relação a vai reduzindo sua temperatura até chegar à tem-
C usto (R$) 20 unidades produzidas, pois o eixo
200 de simetria intersecta a peratura ambiente de 20 ºC, segundo a lei da
180 parábola no ponto de função quadrática representada no gráfico.
150 coordenadas (20, 180)-
Temperatura (ºC)
100
50
500
0 +---+---+-----<,--+--+-..... Unidades
---
10 20 30 40 50

.
a) Qual será o custo para produzir:
100
.
t;
=e
~
R$ 13s,oo;
• 5 uni'd ad es.? E 35 uni'd a d es.? RS135,oo 20 Tempo ~
O 5 7 ,5 (h) ~
• 10 unidades? E 30 unidades? ~~~g:gg;
t(h)= 32 h2 - 112h+ 500 ; D(t)={hEl!i!IOS:hS 7,5}
• 15 unidades? E 25 unidades? R$175,00: 5
R$175,00 a) Determine a lei e o domínío dessa função.
b) Quais regularidades podem ser observadas b) A partir das informações apresentadas, elabo-
nos resultados obtidos no item a? re uma questão e troque-a com um colega.
e) Nessa empresa, é passivei que o custo seja Em seguida, verifiquem se as respostas ob-
igual a R$ 200,00? Por quê? Não, pois não tidas estão corretas. Respost a pessoal.
existe valor de n tal que C(n)= 200.
114
Zeros de uma função quadrática
Estudamos anteriormente que o zero de uma função fé todo valor x de seu do-
mínio tal que t (x )= O e que, graficamente, os zeros correspondem às abscissas dos
pontos em que o gráfico intersecta o eixo x.
Para determinarmos os zeros de uma função quadrática f (x) = ax 2 + bx + c, faze-
mos f (x)- 0 e resolvemos a equação do 2º grau ax2 + bx + c - O. Lembre aos alunos que essa
é a fórmula resolut iva de
Essa equação pode ser resolvida utilizando a fórmu la: uma equação do 2~ grau ,
conteúdo geralmente
-b + -,M estudado nos últimos anos
- x-
, na qual A- b 2 -4ac
2a do Ensino Fundamental.
De acordo com os coeficientes da f unção, temos três possíveis casos para os
valores de A.
• A> O
Para determinarmos os zeros da função t (x) - -x 2 + 2x + 3, resolvemos a equação
t (x)- 0. Y

t(x)- 0 =>-X 2 + 2x+ 3-= 0


a = - 1; b - 2; C ;;;;: 3

A - 2 2 -4 -(-1)· 3 - 4 + 12 ;;;;; 16

4
- 2 ±.J16 - 2 ± 4 \ ~ = -:; = - 1 X
X = ---,--,-- ---
2 -(-1) -2 X = -2-4 = 3
2 -2
Portanto, -1 e 3 são os zeros de f, e (-1, 0) e (3. O) são as coordenadas dos
pontos em que a parábola relacionada a essa função intersecta o eixo x.

Quando A>O, temos que:

• a equação ax2 + bx + e-O possui duas raízes reais e d istintas:


-b--,M
X 2= 2a

• a função t (x)= ax2 + bx + c possui dois zeros reais e d istintos;


• a parábola relacionada a t intersecta o eixo x nos pontos de coordenadas
(x1, o) e (x 2, o).

• A= O
Para determinarmos os zeros da função f ( x) = __! x 2 - 2x + 3, resolvemos a equação
3
t (x)= ü.
1
t (x) = 0 => 3 x 2 -2x + 3= 0
1
a= - · b = -2· C= 3
3' '
A -(-2)2 -4 ._! ,3= 4-4 = 0
3 Na f órmula
2 -b±Jt.
X1 = 2 = 3 x = - - - para ~= O,
2a
-(- 2)±Jo 2±0 3 tem os que:
X - 1 =~ -b ± fo
2·- - 2 x= - - - ~
3 3 X2 =2 =3 2a
3 -b ±O
~X = - - ~
2a
Portanto, 3 é o zero de f, e (3, O) são as coordenadas do ponto em que a pará- b
~ X = X=- -
bola relac ionada a essa função intersecta o eixo x. 1 2 2a

Função quadrática 115


Quando A =0, temos que:
• a equação ax 2 + bx+c=0 possui duas raízes reais e iguais: x 1 ;a;; x 2 = - ~;
• a função f(x)=ax 2 + bx + c possui dois zeros reais e iguais;
2a
l
• a parábola relacionada a f intersecta o eixo x em um único ponto, de abs-
cissa x1 = x 2 e ordenada O.

• A<D
Para determ inarmos os zeros da função f (x) = x 2 -2x + 2, resolvemos a equação
t (x);a;; o_ Y

t (x)= O~x2 -2x + 2= 0


8= 1; b = - 2; C= 2
A =(-2)2 -4- 1- 2 = 4-8 "" -4
Como ti. < 0, a equação não possui raízes reais ,
pois ~ ~~ -
-1 o 2 3 X

Portanto, f não possui zero real. e a parábola relacionada a essa função não
intersecta o eixo x.

Quando fi.<0, temos que:


• a equação ax 2 + bx + e= O não possui raízes reais;
• a função f(x)-ax2 + bx + c não possui zeros reais;
• a parábola relacionada a f não intersecta o eixo x.

Considerando a função quadrática t (x)= ax 2 + bx + c e algumas características de


seu gráfico, podemos organizar da seguinte maneira.

A> O A= O

y y

a>O

e : eixo de s imetria da X

parábola X1= X21V X V


V: vértice da parábola ,v '' o X
1 '
1

y y y ·~
1
1

o X

X
a<O e
'e
....
.;
..,
"~
:t
..
;;
"'
I
l

116
/ Atividades resolvidas\

R5. Determine m, de modo que a função f (x) = 3x 2 - 6x + m admita no conjunto dos reais:
a) dois zeros distintos b) dois zeros iguais e) nenhum zero real

Resolução
Como a=3, b =-6 e c=m, temos que:

ô.=(- s}2 - 4-3-m=36-12m

a) Para que a função te- b) Para que a função te- e) Para que a função não
nha dois zeros distin- nha dois zeros iguais, tenha zero real, temos:
tos, temos: temos: ô.<0
ô.>Ü ô.=Ü 36-12m<0
36-12m>O 36-12m=O -12m< - 36
-12m > - 36 -12m= - 36 36
m> - =3
36 36 12
m<-=3 m=-=3
12 12 S = {mE~lm>3}
S = {m E[ijl m < 3}

R6. Mostre que, de modo geral, se x 1 e x 2 são zeros da função f, dada por t(x)=ax2 +bx+c,
- b e
en t ao x 1 + x 2 = - - e x 1 -x 2 = - .
a a
Resolução
Se x, e x 2 são zeros da função, então:

-b+-M. - b- ~
x, = 2a e x2= 2a
Segue que:
-b +-M. - b--M. -2b b
• x, +x 2 = 2a + 2a = 2a =-a
•x ·X =(-b+.Ji)·(- b- -M.)= b2 -(.Ji.)2 b2 -(b2 -4ac) e
1 2 2a 2a 4a 2 4a 2 a

As relacões
, a P= ~
S = - ~e a são chamadas de soma e produto das raízes da
equação do 2!1. grau ax 2 +bx+c = 0 e podem ser utilizadas para determinar
os zeros da função quadrática. Veja na atividade resolvida a seguir a
determinação dos zeros da função utilizando soma e produto.

RJ. Determine os zeros da função t(x)=x 2 - x-12.

Resolução
Da atividade resolvida anterior, temos que, se x1 e x 2 sã.o zeros da função, então:

• X, +X 2 =-~=-(- 1)=1 X1 ·X=~= - 12 =-12


a 1 2 8 1
Nesse caso, os dois números cuja soma é 1 e o produto é -12 são 4 e - 3 . Portanto,
x 1 = 4 e x 2 = - 3 são zeros de f.

Função quadrática I 117


Atividades ~ .§
~.3
,- Anote as respostas no caderno

20. Determine, caso existam, os zeros de cada função. ' 25. Calcule, no conjunto dos números reais, as raízes
1 : das equações:
a) f(x);;;;x2 -7x+i0 x, = 2 e e) f(x);;;;-x2 +6x !
x2 = 5 2 x, = O e x 2 = - 12 a) (2x 2 + 2x - 4)(x - 8);;;;o S={- 2,1,8}
b) f(x);;;; 6x +9 x2 - f) t(x);;;; - 2x2 +3x-5 :
x2 = 3 x 1= não exístem zeros reaís !
b) (-x 2 - 6x + 16)(3x2 - 12x) = O S= {- 8. o, 2.4}
e) tJx);;;;_- x 2 +x - 7 . g) f(x);;;;3x2 +x - 2
nao existem zeros reais
d) f(x);;;; - 4x 2 +4 h) f(x);;;; - x 2 +8x - 16 e) (- x2 +1)(7x2 -2x + 5)= OS={- 1,1}
- - 1 - 1 2 X1 = X2 = 4
x1- e x2- 20. g) x, =- e X2 =-1
21. Determine o valor de k pa1a que o gráfico da d) x2+6x + 5 0 S={- 5}
x+1
função quadrática t(x);;;;(k+2)x2 +2x - k intersec-
te o eixo das abscissas em um único ponto. 26. Em uma partida de futebol, ao ser chutada por um
k =-1 jogador, a bola descreveu, até tocar o solo, uma
22. Analisando o gráfico da função quadrática - y-;;;;;. -4 x - - 1 x 2 , em
. . . . d ef"1rn"d a pe Ia funçao
- 2 . a) Como o gráfico de traJetona
f ( X} - ax +bx+c, responda. f intersecta o eixo x 3 45
na abscissa O e em que y corresponde à altu ra da bola em relação
y uma abscissa
positíva, temos que ao solo após ter percorrido horizontalmente uma
..a a soma dos zeros é
posítíva, e o produto,
distância x. Observando o esquema e conside-
ii rando as medidas x e y em metros, a qual distân-
..
"
"~
nulo.
cia horizontal do jogador a bola tocou o solo pela
"
- --+-- - - - - - --------- X
~ 1ª vez? 60 m
y

a) A soma e o produto dos zeros dessa função


são positivos, negativos ou nulos? Justifique. ..
b) O valor de Ll dessa função é positivo, negati- a
i
~

vo ou nulo? Justifique. Posi~vo, pois o_s zeros _da .a


funçao são reais e distintos g

o 15 X~
!l
23. Qual dos gráficos melhor representa uma função <

quadrática em que Ll>O , S-;;;;;.Q (soma dos zeros


da função) e o coeficiente a>O? Justifique. 27. (UEL-PR) Considere a função real definida por
a) e) t(x)-;;;;;.ax2 + bx + c , cujo gráfico é o seguinte:
y y y

X
~
l,

..
~

"g
~
~

b) d) Com base na situação exposta e nos conheci-


y mentos sobre o tema, considere as seguintes
afirmativas:
if
ii 1 ) Ll =b 2 - 4ac > O
,,
~

~ li) a(b+c)>0
.):

Xi Il i ) t(- b2:2a );;;;t( - b2~2a)


ª
IV) a~>O
24. Sabendo que os zeros da função quadrática g Escreva a alternativa que contém todas as afir-
são X1 = - 6 e x2 =1 e que seu gráfico intersecta o mações corretas. e
eixo y no ponto de coordenadas (O, - 2), escreva a) 1 e Ili e) 1, li e Ili e) 11, Il i e IV
a lei dessa função. g(x)=~x' +~x - 2 b) Ili e IV d) 1, li e IV
3 3
23. b; A funçào possui dois zeros d istintos, pois Li> O. Como S = O, os zeros da íunçào sào números opostos e, sabend o
118 que a > O, temos que a concavidade da parábola é voltada para cima.
28. Considerado um dos mais antigos esportes olímpicos, a inspiração do lançamento de discos vem dos
guerreiros que jogavam seus escudos antes de atravessar rios para diminuir o peso que teriam de car-
regar durante a travessia.

Como é realizado o lançamento de discos ® O lançame nto de disco


é realizado dentro de
® O atleta f ica dentro de uma g a iola
de proteção com uma aber t ura de uma á rea ci rcu la r de
2,5 m de diâme t ro. O
3 4,92º, por onde é lançado o d isco,
que pode ser feit o de madeira ou competidor não pode
de outro material apropr iado e pisar fora do círculo a t é
deve cont e r placas circulares de que o disco la nçado
metal em butidas no centro de toque o solo.
suas faces .

® O atleta se prepara pa ra o mo mento


do a rremesso (A) que é o movimento
------- -------- de giro de u ma volt a e meia. Ele usa,
a lé m do braço, o corpo, para dar
maior impulso na liberação do d isco,
que, ao ser la nçado, d escreve uma
tra jetória que pode ser representada
Fontes d e pesquisa: <www.cbal.org .br/regras/regras_o ficiais_2012-2013.pdf>. Acesso em: 31 ago. 20 15. por uma pará bola.
FORTIN. Françoi s. Sports lhe complete visual ref erence. Montreal: Firefty Books. 2000.

Considere que a trajetória de um disco após seu lançamento possa ser representada pela função
y = - 0, O1x2 + O, 54x + 1, 71, em que y =f(x) representa a altura do disco em relação ao solo durante sua traje-
tória e x representa a distância horizontal do disco em relação ao atleta, ambos expressos em metros.
a) A partir de que altura, em relação ao solo, o disco foi lançado? 1,71 m
b) Após ter percorrido horizontalmente 12 m em relação ao atleta, qual foi a altura atingida pelo disco?
6,75 m
e) Qual foi a distância horizontal atingida por esse disco ao tocar o solo? 57 m
d) Realize uma oesquisa e cite outra modalidade de lançamento praticada nos Jogos Olímpicos.
Resposta pessbal.
e) Que benefícios a prática esportiva pode oferecer para a saúde e a qualidad e de vida das pessoas?
Resposta pessoal.
/ -,n ._.-··························'-
'{::~:/ Desafio @ . ._

Um ret ângu lo de dimensões x e y, t al que ~ = _ Y_ , é chamado retângulo áureo e a razão .:., proporção
áurea ou divina proporção. Y x- Y Y
Observe a construção de um retângulo áureo.

D C H ~

A- -- - s E A M B E
YIDJ i
A y
X
8 •E
~
"'
if
]
® Construímos um ® Ma rca mo s o ponto ® Traça mos por E uma @ AEHD éum
q ua drado ABCD. méd1o M de AB e c:om a re t a s perp e ndícula r à re tângulo á ureo.
ponta -seca do AE e prolongamos DC
compasso em M e de maneira a
abertura MC traçamos o intersectar s em H.
arco CT, de modo a
intersect ar o
prolongamento de A B
em E.
a) Considerando que uma das dimensões do retângulo é y :;;; 1, determine o valor de x. x =1 + Js
2
b) Calcule o número obtido no item a com uma aproximação aos milésimos. 1,618
e) O número correspondente à razão áurea é chamado número de ouro e representado pela letra grega q>
(lê-se fi). Pesquise se esse número é racional ou irracional. o número $ é irracional.
d) Utilizando régua e compasso, construa um retângu lo áureo de maneira semelhante à apresentada.

Função quadrática 119


Vértice de uma parábola
Estudamos anteriormente que o eixo de simetria de uma parábola a intersecta em
seu vértice. Agora, iremos determinar as coordenadas do vértice de uma parábola.
No gráfico de f (x):::;-x2 + 6x-5 estão destacados alguns pontos. Note que A (2, 3)
e A'(4, 3) são pontos da parábola que possuem ordenadas iguais. Quando isso
ocorre, dizemos que os pontos são simétricos em relação ao eixo de simetria da
parábola.

Quais são os demais


pares de pontos em
destaque no gráfico
que são s imétricos
em relacão ao eixo de
1
simetria da parabola?
8 (1.0) e B'(S.O};
c(o, - 5) e C'(B, - 5)

Note que, ao calcularmos a média aritmética das abscissas dos pontos da pará-
bola simétricos em relação ao eixo, obtemos a abscissa do vértice da parábola. No
caso de A(2. 3) e A'(4, 3), temos:

Realize o cálculo da
média aritmética das
a bs cissa do ponto A
7 r abscissa do ponto A'

abscissas dos demais


2+ 4 :::; 3
pontos simétricos
entre si em destaque
no gráfico.
2
L abscissa do vértice

Calculando f (3), obtemos a ordenada do vértice dessa parábola.


f(3)= -3 2 + 6·3-5=4

Portanto, as coordenadas do vértice da parábola são (3, 4).

Podemos obter as coordenadas do vértice V(xv, Yv) de uma parábola a partir dos
coeficientes de uma função quadrática f (x):::; ax 2 + bx + c. Para isso, consideramos
dois pontos dessa parábola simétricos em re lação ao eixo, cujas coordenadas são
( xv -p, y P) e ( xv + p, y P), conforme gráfico abaixo.

Como yP:::; f (xv-P) e yP:::; f (xv+P}, então t(xv-p),,d(xv+ P)-


Yp Yp

120
Efetuando os cálculos, temos:

f(xv-P}"'t(xv+P)
a(xv-p)2 + b (xv-P)+ c "' a(xv+p)2 + b (xv+ P)+ c
a( x~-2xvp + p 2 )+b (xv -p)+ c "' a(x~+ 2xvp + p 2 )+b(xv +p)+ c
~ -2axvp + s3-if + K-bp + ~"' ~ + 2axvp + ~ +!)><v + bp+ st
-2ax 11p-2axvp"'bp+ bp
-4ru<vP"' 2bp
2bp
X ;;;; - - -
v 4ap
b
X;;;;--
v 2a

Para obter a ordenada Yv do vértice, calculamos f (xv), ou seja, {-!}


Yv"'t(- 2ba)=a(-:ar + b(-:a) + c
b2 b2
y "'ª· - 2 - - + c
v 4a 2a
b2 b2
Yv"' 4a - 2a + e
b 2 -2b 2 + 4ac
Yv"' ____ _ b2 -4ac
4a 4a
d
y ;;;; - -
V 4a

Portanto, as coordenadas V(xv, Yv) do vértice da parábola correspondente à fun-


ção quadrática t (x)"' ax 2 + bx + c são:

v(-~.-~). 2a 4a
em que 1',,;;;;;b2 -4ac

Vamos calcular, por exemplo, as coordenadas do vértice da parábola correspon-


dente à função t (x) "' -x 2 + 6x-5.

X ; - ~; - - 6- ;3
V 2a 2 ·(- 1)
_ Li _ 6 2 -4- (-1)-(-5) 4
Yv- - 4a - 4 ·(-1)

Tal como havíamos obtido anteriormente, as coordenadas do vértice dessa pará-


bola são V(3, 4).

Na função quadrática f(x) =axz+bx+c, em que xv é a abscissa do vértice, temos:


• sea > O, entãofé • sea < O, entãofé
decrescente para x s xv e crescente para x s xv e
crescente para x 2: xv decrescente para x 2: xv

y :eixo de
,simetria
1
'V

para x~x, para x~x. para x~x. para x~x.

Função qua drática 121


/ Atividades resolvidas\
RB. Seja f: IR~IR dada por f(x)=x2 +4x-5. b) A função intersecta o eixo y no ponto
a ) Determine os zeros de f. de coordenadas (0, - 5), pois c = -5.
b ) Em que ponto o gráfico da função in- e) A parábola intersecta o eixo y no ramo
tersecta o eixo y? crescente, pois b=4>0.
e ) A parábola que representa a função d ) A concavidade é voltada para c ima,
intersecta o eixo y no ramo crescente país a=1>0.
ou decrescente? e ) Temos que:
d ) A concavidade da parábola é voltada b 4 A 36
para cima ou para baixo? Xv=- 2a =-~=-2;yv= - 4a = -~""-9
e ) Quais são as coordenadas do vértice
Portanto, V (- 2, -9).
da parábola?
f) eixo de I Y
f ) Esboce o gráfico de f, indicando o eixo simetria:
de simetria.
X
Resolução
a ) f(x)=0::::;>x 2 + 4x-5=0
Resolvendo a equação, temos:

A= 42 -4 -1-(-5)=36

X= -4±.J36 (X=1 1

2-1 X
2
=-5

Portanto, os zeros de f são 1 e -5.

R9. Determine os intervalos de crescimento e decrescimento da Y ;.eJxode


,simetria
função quadrática cujo gráfico está representado ao lado.

Resolução
Em uma função quadrática, a mudança de comportamento
(crescimento e decrescimento) ocorre no vértice da parábola.
Como os zeros da função são pontos simétricos entre s i, pois
têm ordenadas iguais a zero, podemos calcular a abscissa do
vértice pela média aritmética das abscissas desses pontos:
-2 + 4
X =--=1
V 2
Portanto, como a parábola tem concavidade voltada para c ima, a função é decrescente
para x'.'S'.;1 e crescente para x~l

/4 Atividades ~ §e~E.]
,- Anote as rE'spostas no cadE'rno.

30. Determine as coordenadas do vértice da parábo- 32. Obtenha as coordenadas do vértice da parábola.
la correspondente a cada função. v(i~) i
a ) f(x)=x 2 -2x+3 v(1, 2) d ) t(x)=3X2 -2x +1 ( .~ 10 ) y
V$, - -
1 2 10 ; 3
b ) f (x)=4x2 +4 V(0,4) e ) t(x)=:? - 3 x+5 1

e) t(x) = 2x 2 - 12x+ 7V(3, - 11) f) f(x) = x 2 - .f3x v( ! ,;...¾)


i
31. O eixo de simetria da parábola que representa a
função g(x) = 2 x2 -4x + 1 intersecta o eixo x na
abscissa: a i
a ) X=1 b) X;;;;; - 1 e ) X;;;;;3 d) x ; - 2 ;

122
33. Escreva as coordenadas do vértice da parábola 39. (Enem-MEC) A parte interior de uma taça fo i ge-
que representa cada função. · rada pela rotação de uma parábola em torno de
a) f(x)=(x - 1}2 V(1,0) e) f(x)=( x - i r v(i.o)
um eixo z, conforme mostra a figu ra.

y (cm) Eixo de rotação {z)


b) f (x)=(x + 3)2 V(- 3,0) d) f{x)=(x +-Jsf V(- ,/5, O) •
1

Quais regularidades podem ser verificadas nas


coordenadas do vérti ce da parábola de uma
função do t ipo f(x)=(x + p)2. com pe~?
Uma possível resposta: a abscissa sempre será - p, e a ordenada, O.
34. Esboce o gráfico de f(x)=- m x 2 +mx, sabendo
5
f(1)= 8 - Em seguida, escreva e indique no gráfi-
co os intervalos de crescimento e decrescimen-
to dessa função. Resposta nas Orientações
para o professor.
35. Dada a função quadrática g(x)=ax2 +bx + 3 e a A função real que expressa a parábola, no plano
ordenada do vértice Y,, =2, qual número nat ural cartesiano da figu ra, é dada pela lei

mais se aproxima de ª ?o
b
2
t (x) = ¾x2 - 6x + e, onde e é a medida da altu-
ra do líquido contído na taça, em centímetros .
36. (UFPA-PA) O vértice da parábola y=ax2 + bx + c é Sabe-se que o ponto V, na f igura, representa o
o ponto de coordenadas (- 2. 3). Sabendo que 5 vért ice da parábola, localizado sobre o eixo x.
é a ordenada onde a curva cort a o eixo vertical, Nessas condições, a altura do líquido contido na
podemos afirmar que: d taça, em centímetros , é: e
a) a>1, b<1 e c<4 d) a<1, b> 1 e C>4 a) 1 b) 2 e) 4 d) 5 e) 6
b) a> 2, b >3 e c>4 e) a<1, b <1 e C<4
40. Na construção de edifícios e monumentos, seja
e) a<1, b<"1 e c>4 por propriedades est ruturais ou por motivos
estét icos , podemos observar a presença de
37. Sabendo que a reta da equação y=8 tangencia
fo rmas que se assemelham a uma parábola.
o vértice da parábola de uma função q uadrática
Algumas pontes, por exemplo, apresentam em
f e que os zeros dessa função são - 1 e 3, de-
su a estrutura um arco em forma de parábola.
term ine a lei de formação da função f.
f(x) =-2x2 +4x 6 Observe o esq uema de uma ponte sobre um rio
38. Dois postes de 6 m de a ltura estão distantes cujo arco lembra uma parábola.
20 m um do outro. Devido às altas te mperatu-
y
ras do ve rão , os fios de eletricidade que pas-
sam por esses postes dilataram, formando uma
curva que pode ser descrita, aproximadamen-
te, pela função y= - 1- x 2 - -1- x+6 , em que x é
500 25 ~
--4'------"===----"= ;___ _ _ _....J;;:...._ ~
a d istância em re lação ao poste da esquerda, X
t
e y é a altura do fio em relação ao solo, ambas "'
medidas em metros. Esse arco pode ser representado matematica-
mente pela função y= - 0,0021x 2 + 1,0563x, na qual
y representa a d istância entre o nível do r io e o
... - arco, e x representa a distância em línha reta a
partir de uma das extremidades do arco no nível
~

do rio, ambos expressos em metros.


~ -~ •-""'
~
~ " ,or.
,.., a) Supondo que uma pessoa escale a ponte
<• L>v
representada no esquema, qual será a maior
altura que ela poderá atingir, em relação ao
a) A que distância dos postes a altura do fio é níve l do rio? aproximadamente 133 m
de 5,85m? 5me15m b) Qual é a d istância entre as extremidades do
b) Qual é a menor distância do fío em relação ao arco formado pela ponte, represe ntada no
solo? 5,8 m esquema, no nível do rio? 503 m

Função quadrática 123


/vãlor máximo ou valor mínimo de
uma função quadrática
Conhecendo as coordenadas do vértice de uma y
parábola , podemos determinar a imagem da f un- 2
ção quadrática relacionada a ela e também o valor
máximo ou valor mínimo dessa função.
1 2 3 4 6 X
O gráfico da função f(x)= x 2 -4x-5 é uma parábo-
la com concavidade voltada para cima, pois a = 1> O.
O vértice dessa parábola é dado por:

v(-~.-~)~
2a 4a
V(2,-9)

Como a concavldade é voltada para cima,


-8
V(2,-9) é o ponto de m ínimo de f, e Yv;;;; -9 é o
-9
valor m ínimo de f.
Podemos tamb ém determinar o conjunto ima-
gem de f, que nesse caso é dado por:

lm(t)={YE~l y ~-9} ou lm(t)=[-9, + 00[

Na função quadrática f (x)= ax1 + bx+ c, quando a > O, a parábola que a repre-
senta tem concavidade voltada para c ima. Portanto:
• V (xv, Yv) é o ponto de mínimo de f

• Yv= - ~ corresponde ao valor mínimo de f


4a

• o conjunto imagem de fé dado por: lm(f)= {Y E~ IY ~ - !} ou lm(f)=[- !_ ,+ 00[

y Agora, considere a função t (x);;;; -x2 -2x-3, cujo gráfico é uma parábola com con-
cavidade voltada para baixo, pois a ;;;;- 1<0. O vértice dessa parábola é dado por:
-2 - 1 O 1 X
: -1
1
1

Como a concav idade é voltada para baixo, v (-1, -2) é o ponto de máximo de f, e
Yv;;;; -2 é o valor máximo de f.
Podemos também determinar o conjunto imagem de f, que nesse caso é dado por:

lm(f)={YE~I Y~ -2} ou lm(f);;;; ]- oo, -2]

Na função quadrática t (x)::::; ax 2 + bx + c , quando a < O, a parábola que a repre-


senta tem concavidade voltada para baixo. Portanto:
• V (x v, Yv) é o ponto de máximo de f

• Yv ;;;; - ~ corresponde ao valor máximo de f


4a

• o conj unto imagem de fé dado por: lm(f)= {y E~I Y~ - !} ou lm(f) = } 00, - !)


124
/ Atividades resolvidas\
RlO. Determine o conjunto imagem da função t (x)= ~x2 - 3x + 2.

Resolução
Temos que:
1
• a=->0
2
Parábola com concavidade voltada para cima. y

ó. (-3)2 -4 ...!.2 5
• Yv= -4a=- 1 2
4 -- 2
2
- 25 e' o va1or m1nrmo
' . d a f unçao.
-

Portanto, lm(f)=[-%, +oo ou lm(f) ={yE[ij ly~-%}-

RTI. Uma empresa oferece o fretamento de um ônibus de 48 lugares na seguinte condição:


cada passageiro irá pagar R$ 42, 00 fixos mais R$ 3, 00 por lugar vago do ônibus. Por
exemplo, se sobrarem seis lugares vagos, cada passagei ro irá pagar R$60,00
(42 + 3-6 = 60).
Para que a qu antia arrecadada pela empresa seja máxima, quantos lugares devem ser
ocupados? Qual a quantia arrecadada nesse caso?

Resolução
Considerando x o número de lugares vagos no ônibus, cada passageiro irá pagar
42 + 3x reais.
Desse modo, a função f que descreve o valor arrecadado é:
valor pago
por passageiro
.---"--,
f (x) = (48 - x) (42 + 3x) = - 3x2 + 102x + 2 016
número de
passageiros

Segue que:
b 102 ó. 1022 - 4 · (- 3) ·2 O16
• X = - -= - - -= 17 y = - - = - - - ~ ~ - - 2883
V 2a 2 (-3) V 4a 4 ·(-3)
Portanto a empresa terá a quantia arrecadada máxima se sobrarem 17 lugares vagos, ou
seja, se 31 lugares forem ocupados. Nesse caso, a quantia arrecadada será R$ 2 883, 00.
O gráfico a seguir apresenta alguns valores arrecadados pela empresa (y) em função
do número de lugares vagos no ônibus (x).
y

V
2883 ------------- •1
2880 - ----- -- - - +- -; --·
1 1
1 1
1 1
1 1
2871 ------- -,. - :-- --+--,
1
1
1
2856 - - - - ....- - -:- - ~ - - , -
1
-+--~ --. . . ..
o gráfi co, as
1 1 l ' 1 1 i
1
1
1 1 1 ~
~
~ cal as dos eixos
1 1 -l3 o dif e rentes
_L,.__-+:_,...:----t-+--+--+--- ~ entre si.
º1 .. 14 15 16 17 18 19 20 X :J;
>
Função quadrática I 125
> R12. Qual é a área máxima de um retângulo com 48 cm de perímetro?

Resolução
Sejam x e y as d imensões do retângu lo. Se o perímetro é 48 cm, então:
2x + 2y = 48 ==> 2y = 48 - 2x ==> y = 2 4- x
A função que determina a át ea do retângulo é dada por:

f (x)= x -y= x -(24-x) =-x 2 + 24x

Segue que:
_ 8 _ 24 2 -4 -(-1)-0 144
Yv- - 4a -- 4 -(- 1)
0

~ a is as di me~sões
Portanto, a área máxima do retângulo é 144 cm2 . l d~sse retângulo?
O retângulo é um quadrado
de lado i 2 cm.

/4 Atividades ~ "= r
< '-

r-
~

Anote as respostas no caderno

41. Determine o conjunto imagem de cada função 45. Pedro pretende cercar uma reg ião retangular em
quadrática: sua chácara para criar galinhas. Para isso, ele
a) t(x)=4X - 8x+41m(f) =10, +oo( ou lm<fJ = {y Eit' 1y ~ O}
2 comprou 80 m de tela e pretende usá- la de
modo a obter a maior área possível para o gali-
b) t(x)= - 7x2 +-J2.x lm(fl = }~. _!__] ou lm Cf) = {YE Iy :,; '-2._} nheiro. Quais devem ser as medidas dos lados
14 14
desse galinheiro? Qual será a área máxima des-
e) f(x}=3X2 - 10 1m(f) = [-1 0,+oo( ou
lm(f)= {y eRly ~ - 10} se galinheiro? Os lados devem ter 20 m; 400 m
d) f(x};:;; - 6X2 + 1 Jm(f) = ]-~, 1] ou lm(f) = {ye!Rly :,;_ 1}
46. O lucro (ou prejuízo) L de uma pequena em -
e) f(x};:;;~X +9 lm(f =[9, +oo{ ou lm(f) = {y e !R I y;,,: 9}
2 presa é calculado pela diferença entre a receita R
3 e o custo C. Nessa empresa, a receita e o cus-
Quais regularidades podem ser verificadas no to são dados, respectivamente, pelas funções
conjunto imagem das funções do tipo R(x):=180x - x 2 e c(x)=30x+1200, em reais, em
f(x)=ax2 +c? que x representa a quantidade vendida mensal-
mente de determinados itens.
42. Analisando o gráfico da função a) Determine a função lucro L. L(x)=- x2 +1sox- 1200
quadrática, determine:
b) Se essa empresa não vender nenhum item no
a) a lei dessa função; y= x1 +4x mês, ela terá lucro ou prejuízo? De quantos
b) as coordenadas do vértice reais? prejuízo; RS 1 200,00
da parábola; v(- 2- 4) e) Quantos itens devem ser vendidos nessa em-
presa para que o lucro seja máximo? 75 itens
e) o valor mínimo da função. - 4
d) Qual é o lucro máximo dessa empresa, em
43. Em cada item, determine os valores de p para que reais? R$ 4 425,00
a função quadrática:
Receita é o valor total que
a) t(x) aaa (2p - 8)x 2 +5x - 13 admita valor mínimo é recebido ou arrecadado.
p >4
b) g(x)= - 4x 2 +(p2 - 1)x+9 admita valor máximo 47. (FGV-SP) O transporte aéreo de pessoas entre
para X-;;;:6 p= - 7 ou p= 7 duas cidades A e B é feito por uma única com-
panhia em um único voo diário. O avião utilizado
e) h(x); 3x2 + 6x - (2 - p) admita valor mínimo igual
tem 180 lugares, e o preço da passagem p re-
a -8 p = - 3
laciona-se com o número x de passageiros por
44. Em uma metalúrgica, o custo e, em reais, para dia pela relação p = 300 - O, 7 5x. A receita máxi-
produzir n peças de metal pode ser calculado ma possível por viagem é: d
por c(n}=0,04n2 -4n+110. a) R$3000QOO d) R$29 70QOO
Para qual quantidade de peças o custo de pro- b) R$ 29900,00 e) R$29600,00
dução é mínimo? Qual é esse custo mínimo? e) R$ 29800,00
50 peças; R$ 1O. 00
126 41. Resposta esperada: para a> O, lm(f)= [e.+<><>[ ou lm(f)= {y e~ 1y ~e}: para a < 0, lm(f)= 1- =. e] ou lm (fl = {y e!R I y :,;.e} -
48. José irá cercar uma área retangu lar de seu sítio 52. A popularização do vôlei no Brasil ocorreu no fim da
para criar carneiros. Ele tem um rolo de arame década de 1970 e inícío da década de 1980. Um
com 240 m e deseja construir a cerca com qua- dos responsáveis foi o jogador Bernard Rajzman,
tro fios . Sabendo que ele irá aproveitar uma que ficou conhecido pelo famoso saque "jornada
cerca já existente na propriedade, qual deve ser nas estrelas''. Sua estratégia era ficar de lado para
a medida da largura ee do comprimento e para a quadra, com o ombro direito paralelo à linha de
que ele consiga uma área máxima de pastagem fundo, lançar a bola suavemente para cima e
para sua c riação? f = 15m e c = 30rn golpeá-la com o braço direito. A bola alcançava
cerca de 25 m, e fazia essa jornada com efeito, o
cerca existente
./ que dificultava a recepção dos adversários .
~ Explique aos
¼J()
o afunos que em

u o o ambas as funções
apresentadas na
atividade
o c onsiderou. se, por
o o E
::,
o
'õi)
aproximação, que
a bola foi
golpeada a partir
e ~
do solo.
"'
49. Fernanda e Carol estavam disputando uma partida
de golfe em um campo plano. Fernanda realizou
uma tacada na qual a bola descreveu uma traje- Bernard e xecu tando
2 o sa que "jornada nas
tória representada pela função f(x)= - ~ + .:. . estrela s ' e m uma
100 5 partida de 1984.
Em seguida, Carol realizou uma tacad a na qual !
a bo la descreveu uma trajetória representada Em uma partida de vôlei, na aula de educação fí-
2 sica, Rafael utilizou a jogada c riada por Bernard,
pela função g(x)= - ~ +~- Considerando x a executando o saque "jornada nas estrelas". Des-
32 2
considerando-se a altura da bola no momento do
distância horizontal e f (x) e g(x) a altura, em
saque, a bola descreveu aproximadamente uma
metros, de cada tacada, responda:
trajetória parabólica que pode ser descrita pela
a) Qual das garotas conseguiu fazer com que a ;
função h(d)= - 0,39&f + 5,572d, em que d repre-
bola alcançasse a maior distância horizontal
senta a distância horizontal em metros, e h, a al-
ao tocar o solo? Qual foí essa distância?
Fernanda; 20 m tura, também em metros.
b) Qual das garotas conseguiu fazer a bola ir
a) Qual foi a distância horizontal da bola ao tocar
mais alto? Qual foi essa altura? Carol; 2 m
o solo após o saque de Rafael? 14 m
50. Um projétil, lançado do nível do solo, atingiu ai- . b) Qual foi a altura máxima alcançada pela bola
tura máxima de 78 4 m. Sabendo que esse pro - ! no saque de Rafael? aproximadamente 19,5m
jétil retornou ao solo após um tempo t=8s, qual e) Esboce um gráfico relacionando a distância e
das funções melhor representa a altura desse i a altura alcançadas pela bola com O~d~1 4.
projétil em função do tempo t? b Resposta nas Orient ações para o p rofessor.

a) f(t)= - 9,8t2 + 39,2t e) t(t}=4,9t2 - 39,2t


53. (Enem-MEC) Um boato tem um público-alvo e
alastra-se com d eterminada rapidez. Em geral,
b) f(t)= - 4,9t 2 +39,2t d) t(t)= - 9,8t2 - 4,9t essa rapidez é diretamente proporcional ao núme-
ro de pessoas desse público que conhecem o
51. Da chapa metálica quadrada ABCD, com área de
boato e diretamente proporcional também ao nú-
9 m2, deseja-se cortar a região triangu lar DEF, de
mero de pessoas que não o conhecem. Em outras
modo que AE =DF. Qual deve ser a área do tri-
ângulo DEF para que o pentágono ABCFE tenha palavras, sendo R a rapidez de propagação, P o
público-alvo e x o número de pessoas que conhe-
a menor área possível? ~ m2 ou 11 2s m2
8 ' cem o boato, tem -se R(x)=k-x-(P - x), em quek é
A~ - - - - -~ B uma const ante positiva característica do boato.
Considerando o modelo acima descrito, se o pú-
blico-alvo é de 44 000 pessoas, então a máxima
E rapidez de propagação ocorrerá quando o boato
for conhecido por um número de pessoas igual a:
b
a) 11 000 e:) 33000 e) 44000
b) 22 000 d) 38 000

Função quadrática I 127


54. Nas páginas 102 e 103, estudamos algumas in- 56. Uma loja de uniformes escolares vende diariamen-
formações sobre os cangurus, como o salto que te uma média de 20 calças, por R$80,00 cada.
eles realizam em seu deslocamento. Ao realizar uma promoção, o gerente da loja
percebeu que, a cada R$ 0,50 que baixava no
preço, a venda de calças aumentava em 1 uni-
dade por d ia. Qual deve ser o preço de cada
calça para que se tenha a maior receita? Qual é
o valor dessa receita? R$ 4500; RS 4 oso.oo

S"/. (UFPA-PA) Um incêndio numa Reserva Florestal


iniciou no momento em que um fazendeiro vizi -
nho à Reserva ateou fogo em seu pasto e o
mesmo se alastrou até a reserva. Os prejuízos
para o meio ambiente foram alarmantes, pois a
área destruída foi crescendo diariamente até que,
no 1012 dia, tempo máximo de duração do incên-
dio, foi registrado um total de 16 000 hectares de
canguru-vermelho área dizimada. A figura abaixo é um arco de
Considere que um dos saltos de um canguru- parábofa que representa o crescimento da área
-vermelho possa ser descrito pela função dizimada nessa reserva em função do número
2
de dias que durou o incêndio. Nestas condições,
f(x)aa-~ +x em que x e f(x) são, respectiva-
s a expressão que rep resenta a área dizimada A
mente, a distâncla horizontal e a altura do salto, em função do tempo T,. em dias, é: e
em metros. A(ha)

a) Determine a distância horizontal alcançada Área total


pelo canguru-vermelho nesse salto. 8 m dizimada

b) Qual foi a altura máxima que o canguru-ver-


melho obteve? 2m
/ r.r. _.......................................,.
\~ ./ Calculadora mil \ o
~
·li"
Um fabricante de motocicletas realizou testes para ~

"g
verificar o consumo de combustível de um de seus o :;,
Duração do T (dias) :t.
novos modelos. Todos os testes foram realizados incêndio
em uma pista de 1O km, que foi percorrida várias
vezes, em velocidade constante. Nesses testes, a ) A;;;;;-16 000T2 +10T d) A a;; 160T2 - 3200T
verificou-se que o consumo de combustível não b) A;;16 O00T2 - 3 200T e ) A a;; 16 000T 2 - 1 0T
era o mesmo para diferentes velocidades, chegan- e) A ;;;;; - 160T2 +3 200T
do-se à conclusão de que, para velocidades entre
58. A entrada de um túnel foi construída em formato
20 km/h e 80 km/h, o consumo de combustível,
parabólico com 12 m de largura e 6 m de altura
em litros, a cada 1Okm, podia ser calculado pela
máxima, sendo destinados 1,8 m de cada lado
função L(v);;;0,00005v 2 -0,003v+0,295, em que v
para a passagem de pedestres. Nesse túnel,
é a velocidade em quilômetros por hora.
somente poderão trafegar veículos 0,5 m mais
a) Para qual velocidade o consumo de combus-
baixos que a menor altura do túnel em que se
tfve l será o menor possível? 30 km/h
pode trafegar. Qual é a altu ra máxima de um
b) Qual será o consumo mínimo de combustível veículo para trafegar nesse túnel? 2,56 m
para percorrer os 1O km? 0,25 L
12 m
e) Quantos quilômetros no máximo essa motoci-
cleta pode percorrer com 1 L de combustível?
d) Com o auxílio de uma calculadora, deter1Ri~~
quantos quilômetros aproximadamente essa 6m
motocicleta percorrerá , com 1 L de combus-
tíve l, à ve locidade constante de:
;
• 20 km/h 39,22 km • 60 km/h 33,9 km
..
'g
"
1-c:--::---1 ~
40 km/h39,22 km • 80 km/h 26,67 km 1,8m ~

128
!Estudo do sinal de uma função quadrática
Anteriormente, vimos que no estudo do sinal de uma função afim f determinamos
os valores de x do domínio para os quais t (x)= O, t (x)> O e f (x)< O. Para o estudo do
sinal de uma função quadrática t (x)= ax 2 + bx + c consideraremos t rês casos:
1º caso: A > O
Vamos verif icar para quais valores do domínio de t (x );;;;; 2x 2 + 3x - 2 temos t (x);;;;; o,
f (x) >D e t (x)< D.
Verificando a concavidade da parábola e os zeros da função, temos:
• como a ;;;;; 2 > 0, a parábola tem concavidade voltada para cima;
• como A = 3 2 -4 -2 -(- 2)= 25>0, a função possuí doís zeros reais e distintos, x 1 e x 2 •

-3 ±-J25
X ;;;;;-- -
2-2
X

Portanto:
1
• t (x);;;;; O para X;;;;; - 2 ou x = 2
1
• f (x)> D para x < -2 ou X> -
2
1
• t (x)< O para -2 < X<-
2

Quando A > O, a função quadrática t(x);;;;; ax 2 + bx + c possui dois zeros reais e


distintos (x 1 ,r; x 2 ) e a parábola intersecta o eíxo x em dois pont os. Nesse caso,
no estudo do sinal de f, temos:
• 8>0 y • a< O y

t(x);;;;; o para x = x, ou x = x 2 f (x)= O para X ;;;;; X , ou X ;;;;; X 2

t (x) >O para x < x , ou x > x 2 t(x)> Dpara x 1 < X<X 2


t(x)< O para x1 < X< X2 t(x)<O para x < x, ou x > x 2

212 caso: A = O
Agora , vamos verificar para quais valores do domínio de t (x)= -ix 2 +4x-8 tem os
t (x)=O, t (x)> O e t (x)< O.
Verif icando a concavidade da parábola e os zeros da função, temos:
• como a = - _!_< 0, a parábola tem concavidade vo ltada para baixo;
2

• como A= 42 - 4{-i}{-8)= 0, a função possui dois zeros reais e iguais, x 1 = x2 •

Portanto:
• f (x);;;;; O para X= 4
• tlx EIR tal que t (x)> O • ili x EIR tê- se "não existe x perten cente aos reais".
• t (x)< D para V x;é 4 • '<:/ x~ 4 tê-se "qualqu er que seja x diferent e de 4".

Função quadrática 129


Quando A= O, a função quadrática t (x)= ax 2 + bx + c possui dois zeros reais e
iguais (x1 = x 2 ) e a parábola intersecta o eixo x em um único ponto. Nesse
caso, no estudo do sinal de f, temos:
• a> O
y

t (x)=O para X= X,= X2


t (x)> O para \fx ;i= x 1
t!x e!R tal que t (x)< O
X 1=X2 X

X t(x)= O para x = x,= X2


tlx e!R tal que t (x)> O
t (x)<O para \fx ;i= x,

30. caso: A < D


Vamos verificar para quais valores do domínio de t (x)= x 2 - x + 6 temos f(x)= O,
t {x)> O e t (x) <O.
Verificando a concavidade e os zeros da função, temos:
• como a = 1>0, a parábola tem concavidade voltada para c ima;
• como A={-1}2 - 4- 1·6 = -23< 0, a função não possui zeros reais.

+ +++ ++++++++++ +++


X

Portanto:
• tlx e!R tal que t (x)= O • t (x)> O para \fx e!Hl • tlx e!R tal que f (x)< O

Quando A< O, a função quadrática f (x) = ax 2 + bx + c não possui zeros reais e a


parábola não intersecta o eixo x. Nesse caso, no estudo do sinal de f, temos:
• 8>0
y

t3x e!R tal que t(x)= O


t (x)> O para \fx e!R
++++++++++ tl x e!R tal que t (x)< O
0 X

• a<O
y

Q -------- X
tl x e!Hl tal que t (x)= O
z!x e!R tal que t (x)> O
t (x) <O para \fx e!R

130
/ Atividades resolvidas \
R13. Determine os valores de k de modo que a função quadrática f(x)=x 2 -4x+k - 1 seja
estritamente positiva em todo o seu domínio.

Resolução
Como a=1>0, a parábola tem concavidade voltada para cima. Logo, a função será
estritamente positiva se não possuir zeros reais, ou seja, 6.<0.
b 2 - 4ac<O =>{-4)2 - 4 -1-(k-1)<0 :::a> 16-4k+4<0 =>- 4k <- 20 :::a> k>S
Portanto, para k>5 temos f(x)>O.

Note que, para:


• k=S, a função possui dois zeros
reais e iguais, pois ó.=0.
• k <5, a função possui dois zeros
reais e distintos, pois .ó.>0. e
,--+--l--+-~ .:......,.,.._-1---4-,-.1x ?..,!!
~
l5l
~~~~~~-~~~ ~

R14. Sejam as funções f e g, tais que t(x)= x 2 + x- 1 e g(x)=2x 2 + x - 2. Para quais valores de x
temos f(x)>g(x)?

Resolução
Uma maneira de comparar as funções f e g é estudar o sinal da função h, dada por
h(x) = f (x)-g(x).
Temos que:
h (x) = f (x)-g(x) = x 2 + x -1-(2x 2 +x-2) = x 2 + x-1-2x 2 -x+2 => h(x) = -x 2 +1

Em relação à função h, temos:


como a=-1<0, a parábola tem concavidade voltada para baixo;
• a função possui dois zeros reais e distintos, x 1 e x 2 •

- ~ - x

Assim:
h(x)=O para x=-1 ou x=t Nesse caso, f{x)=g(x).
h(x)>O para XE l-1, 1f . Nesse caso, t(x)>g{x).
• h(x)<O para XE )- oo,-1[ u ]1,+oof. Nesse caso, f (x)< g(x).
Portanto, para XE )-1, 1[, temos f(x)>g(x).

Comparando os gráf icos das funções/


e g em um mesmo plano cartesiano,
verificamos que:
• f (x)=g(x) para x= - 1 ou x=1
• f {x) >g(x) parax e ]-1, 1[
• f (x)<g(x) para x E} oo, - 1[u ]1.+00(

Função quadrática I 131


/4 Atividades ~ .,-
§~.3 Anote as respostas no caderno.

59. Realize o estudo do sinal das funções.


!t::..:. ............................. ,.
Respostas no final do livro. ~ : Desafio @ . ._
a ) f(x)=x2 - 6x+8
Os valores d e x para os quais a função
b) t(x)= - 2x2 +9x+5 x2 - 2x - 15 ( )
( )
fx;;;;; 2. + 1 étal quefx<Oédadopor: c
e) t(x)= ¾x2 - 3x+9
a) 2<X<4
d) f{x)= - X2 +9
b) - kx :5: 0
e) f(x)=3x 2 +2x+1 e) - 3<X<5
f) t(x)= - 2x2 +8x d) X>5
e) X:5: - 3
60. Seja a função quadrática f(x)=ax 2 +bx+c. Saben-
do que f(x)>0 somente para X< - 5 ou X> 2 e que 66. O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climá-
o gráfico dessa função passa pelo ponto de ticos (CPTEC) possui um sistema de computa-
coordenadas (o, - 20), determine a lei de f. dores de última geração que possibilita uma
f(x)=2x~+6x- 20 previsão meteorológica confiável para todo o
61. Determine os va lores de k na função território nacional.
h(x)= - 3x 2 - 6x+k, de modo que h{x)<ü para todo
Alguns alunos consultaram, no site do C PTEC,
x real. k<- 3
a temperatura em um município, em vários ho-
62. Quais os valores que x pode assumir na função rários entre as 6 h e as 18 h de certo dia, ob-
t(x)= - x 2 +x+i 2 para que f(x)~0? - 3:5:x$4 tendo como modelo a função f(x);;;;; - 2.x2 + 2'.. x+4,
36 2
em que f(x) rep resenta a temperatu ra em graus
63. Sabendo que g(x)=x+2 e h(x)=6 - 3x, para quais
Celsius no horário x.
valores de x temos g(x)·h(x)- h(x) :5: 6? x:5: 0 ou x~1 ·
a) Qual foi aproximadamente a tempe ratura re-
64. As funções que relacionam a receita R e o custo gistrada às 1O h? E às 17 h? 25, 11 oe; 23,36 "C
b) Em quais horários a temperatura registrada foi
C de uma fábrica são R(n)= - ..:!.n2 +2on e
2 superior a 22 "C? Entre as 7h12min e 18 h.
C(n);;;;; n2 - 40n, sendo n a quantidade de peças e) Em que horário foi registrada a maior tempe-
produzidas diariamente. Sabendo que o lucro/ ratura? Qual foi essa temperatura?
12h36min; 26,05ºC
prejuízo é a d iferença ent re a receita e o custo, d) Junte-se a um colega e discutam acerca da
a partir de que quantidade de peças prod uzidas importância das previsões meteorológicas,
diariamente essa fábrica obtém prejuízo? como, por exemplo, para a agricultura. Em
A partir de 41 peças. segu ida, reg istrem as conclusões obtidas.
Resposta pessoal.

/inequação do 2º grau
Estudamos anteriormente q ue resolver uma inequação é determinar os valores de
x q ue tornam a desigualdade verdadeira, ou sej a, obter o conjunto-solução da ine-
quação. Nesse tópico, resolveremos inequaç ões do 2ª g rau por meio do estudo do
sinal da função q uadrática correspondente.

Sendo t(x);;;;; ax 2 + bx+ c uma função quadrát ica, denominamos inequação do


211 g rau toda desiguald ade que, quando reduzida, possui uma das seguint es
formas:
• ax 2 + bx + c > 0 • ax 2 + bx + c < 0 • ax2 + bx + c ;:,: O • ax 2 + bx + c :-:;; o

Exemplas
2 1 x2
• X + 4X - - < 0 • - + 3x +10:5: 3
3 4

132
/ Atividades resolvidas\
RlS. Resolva em IR as inequações.
a) 3x 2 - 2x-12:0 b) 4x 2 + 2x + 1< 0 e:) -2x 2 + 12x-18<0

Resolução
a) Consideramos a função f dada por f (x ) = 3x 2 - 2x-1. Fazendo o estudo do sinal de f,
segue que:
a=3>0
• Ll= (-2}2 -4 -3 -{-1)= 16

X=
- (-2)± F6 2±4
=--
(x1= 1 1 ++~
•ttt
11-, ...~ ~
~ •• +
&

-J.Jtx

2 -3 6 X =- -
2 3

Portanto, para f (x)z O, temos S={xE IRl x ~- i oux21}.

b) Consideramos a função g dada por g (x ) =4x 2 +2x + 1. Fazendo o estudo do sinal de


g, segue que:
a=4 > 0
.ó.=2 2 -4 -4 -1= -12<0, logo g não
possui zeros reais.
+++ + ++ + + + ++ ++ ++ + +
Portanto, para f (x)< D, temos S= { } ou S =0. X

e) Consideramos a função h dada por h(x)= -2x 2 + 12x-18. Fazendo o estudo do sinal
de h, segue que:
a=-2 < 0
• .ó. = 122 - 4-(- 2)-(- 18)=0
-12 ± Jõ 3
X= 2- (-2) -
Portanto, para f(x) < O, temos S =IR - { 3} .

/4 Atividades ~ g=
~ Anote as r e spostas n o cade rno

67. Resolva em IR as inequações. 72. Qual é o domínio da função h(x) = J-x


2 + 3x+i0?

a) 3x2 +18x+15<0 d) - 2x <5 S=R 2 D(h)= {X EiR i- ::> <x ~5}


S= {x EIRl- 5<x <- 1} x2 73. Considere um triângulo cuja base e altura medem,
b) - x2 + 14x - 48.-s;O e) - 18:5:x- - em centímetros, respectivamente, 4p e (p- 1), e
S= {xEIRlx 56 ou x ;:,, 8} S= {xE!RI J ~x ~9}
um retângulo cujos lados medem, em centíme-
e) 2x {+x-1>0
2
S= XE1R lx <- 1ou x> 2
1} f) (x - 6)220
S= ~ tros, (p+2) e p. Para quais valores de p a área
do triângulo é maior que a do retângulo? p>4
68. Qual é o menor número natural que satisfaz a
inequação x 2 + 6x - i 5 < 12? o 74. (Udesc -SC) O conjunto -solução da inequação
69. Dada a função f(x)"" - 3x 2 +x+7, determine os x 2 - 2x - 3s0 é: e
valores reais de x para que se tenha f (- 1) :::>: f (x + 3). a) {xEIRl-í<X<3}
70. Quantas são as soluções inteiras da inequação b) {x EIR l- kxs3}
27 e) {xe!R lx< - 1 ou x>3}
x 2 < - -3x? 6 soluções
4
d) {xE!Rlx :5-1 ou x?:3}
71. Para quais valores inteiros de k a inequação
5x2 + 2kx - k > O é satisfeita para todo x real? e) {xEIRl - 1$:X$;3}
- 4,-3, - 2 e - 1
69 . S = {x fã: R l x s: - 4ou x ;:,, - ;} Função quadrática I 133
255 255

255 255

252 247

, A) Algumas possíveis respostas:


\_Câmera fotográfica digital; tela de
telefone celular; monitor de
computador; escâner.
B) Os pixeis são dispostos em
linhas e colunas, de modo que o
arranjo ordenado de vários deles,
com diferentes intensidades de .
cor, constitui a imagem d igital. ., , '
C) Algumas possíveis respostas : semelhanças: sistemas de cores utílizados para
pixeis, em ambos os sistemas de cores a intensidade de uma cor é definida por
números inteiros de O a 255; diferenças: no sistema RGB é possível obter
qualquer cor do espectro luminoso por meio da combinação das cores
vermelha, verde e azul, em diferentes intensidades, enquanto na escala de c inza
é possível obter apenas branco, preto e diferentes tons de cinza; no sistema
RGB a cor é codificada por três numeras, e na escala de cinza, apenas por um.
Pixe
O menor elemento que constitui uma imagem digital é
denominado pixel - abreviatura de p icture e/ement (do inglês
elemento de imagem). Os pixeis são dispostos em linhas e co-
lunas na composição da imagem, de modo que o arranjo orde-
nado de vários deles, com diferentes intensidades de cor,
constit ui a imagem digital. A posição de um pixel na imagem
permite que ele seja codificado por uma descrição exat a e mi-
nuciosa de sua localização e uma intensidade de cor, possibi-
litando que sejam realizadas, por exemplo, alterações e reco-
nhecimento de padrões nesse tipo de imagem.
Com relação às cores, duas representações são frequente-
mente utilizadas para um pixel. Uma delas é o sistema RGB (do
inglês Red, Green, Blue - vermelho, verde, azul), cuja combi-
nação em diferentes intensidades resulta em outra cor do es-
pect ro luminoso, com variações entre o preto (ausência de cor)
e o branco (intensidade máxima). A outra corresponde à esca-
la de cinza. Em ambos os casos, a intensidade de uma cor é
definida por números inteiros de O a 255.
Por exemplo, no sistema RGB, a cor verde é codificada por
três números "(O, 255, O)", indicando não haver contribuição
alguma das cores vermelha e azul, e intensidade máxima da
cor verde. A cor branca é representada pelos números "(255,
255, 255)", e a preta, "(O, O, O)". Já na escala de cinza, o código
O é utilizado para a cor preta, e o 255, para a cor branca, sen-
do que qualquer número inteiro nesse intervalo corresponde a

a
determinado tom de cinza.
Fonte de pesquisa: MARQUES FILHO, Ogê; VIEIRA NETO, Hugo.
Processamento Oígítal de Imagens . Aia de Janeiro: 8raspart. 1999.
Oriente os alunos a escreverem as respostas no caderno.
' '
A Cite alguns aparelhos que geram imag ens digitais.

(.ê,1 Como os pixeis são dispostos na composição de uma ima-


gem digital? E de que modo partici pam da constitu ição da
imagem?

(f Escreva semelhanças e diferenças entre o sistema RGB e


a escala de cinza.

Veia mais informações


sobre pixeis no site:
<http://tub.im/pg436n>
(acesso em: 22 fev. 2016)
/ r,:-:StUdandO
t: S matr1"zeS Ao final do estudo deste capítu lo podem ser
trabalhados os exemplos e as atividades das páginas
270 e 271 da seção Acessando tecnologias.
Para auxiliar na representação de informações ou faci litar cálculos complexos, é
comum a utilização de tabelas numéricas retangu lares. Essas tabelas, compostas
de certa quantidade de linhas (fileiras horizontais) e de colunas (fileiras verticais),
são chamadas na Matemática de matrizes.
As matrizes são amplamente utilizadas em d iversas áreas, como na computação
gráfica, em Engenharia, Física e Administração.
Observe a tabela.

População rural e urbana no Brasil, em milhões de habitantes

1970 7980 1991 2000 2010

Rural 41,6 39,1 36 31,8 29,8

Urbana 52,9 82 110,9 138 160,9

Total 94,5 121,1 146,9 169,8 190,7

Fonte: <www.sidra.ibge.gov.br/bda/popuVdefauH.asp?t=3&z=t&o=25&u1=1&u2=1&u3=1&u4=1&u5=1&u6=1>. Acesso em: 25 nov. 20 15.

Podemos representar essa tabela pela seguinte matriz:

41,6 39, 1 36 31, 8 29, 81


r 52, 9 82 110,9 138 160,9
94, 5 121, 1 146, 9 169, 8 190, 7

Como essa matriz possui 3 linhas e 5 colunas, dizemos que é de ordem (ou t ipo)
Convencionou-se
que a ordenação das 3 x 5 (lê-se "três por cinco"). Nela, as linhas correspondem à população brasileira em
linhas de uma matriz cada categoria: rural, urbana e total. Já as colunas indicam o ano da pesquisa.
seja dada de cima A 1ª linha, por exemplo, indica a população rural em cada ano pesquisado e a 3ª colu-
para baixo, e a
na, a população rural , urbana e total em 1991.
ordenação das
col unas, da esquer- 3• coluna
da para a di r eita.

l • Hoha--> t·\6 39! 1 36 3118


52, 9 82 110,9 138 160,9
29,8lj r.,6
52,9
39, 1 36
'1,
31,8
82 11 0, 9 138 160, 9
29,8 j
94,5 12 1, 1 146,9 169,8 190, 7 94,5 121, 1 146,9 169, 8 190, 7

O elemento da matriz localizado na 1ª linha e na 3ª coluna corresponde à população


rural brasileira em 1991.

3• co luna
'1,
l• Uoha r
--> 4t 6 39, 1 []IJ 31,8
52,9 82 110, 9 138 160, 9
29,8] Uma matriz de ordem mx n, com
m e n números naturais não nu-
los, é toda tabela composta por
94, 5 121, 1 146,9 169,8 190, 7
m-n elementos dispostos em m
linhas e n colunas.

46
Exemplos
• Matriz de ordem 2 x 3: duas linhas e • Matriz de ordem 1x 4: uma linha e
três colunas. quatro co lunas.
4 [2 -7 O 1]
[ ~1 -0 ;]

• Matriz de ordem 3 x 2: três li nhas e


• Matriz de ordem 2 x 1: duas linhas e
duas colunas. uma coluna.

Ind icaremos matrizes com uma letra maiúscula e cada um dos seus elementos
pela mesma letra, porém minúscula, acompanhada de dois índices q ue indicam, res-
pectivamente, a linha e a coluna em que o elemento está localizado.

Considerando, por exemplo, a matriz A = [ 7 - 5], temos:


13 9
• elemento da 1ª linha e 1ª co luna: a11 = 7 (lê-se " a um um igual a sete")
• elemento da 1ª linha e 2ª col una: a, 2 = -5 (lê-se ''a um dois ig ual a menos cinco")
• elemento da 2ª linha e P col una: a 21 = 13 (lê-se "a dois um igual a t reze")
• elemento da 2ª linha e 2ª col una: a 22 = 9 (lê-se " a dois dois igual a nove")

Vamos representar genericamente uma matriz A de ordem m x n, ou seja, com


m linhas e n colunas, da seguinte maneira:

a,, ª ,2 a,3 a,, a,n


ª 21 ª 22 ª23 ª 21 a2n
ªª, 832 ªª) 83n
ªªª
A=
a;, 8 ,2 2 13 ª 11 2 1n

am, 8 m2 8 m3 8 mJ amn

No elemento a11, o índice i indica a linha, e o j , a coluna em que o elemento


está localizado. O elemento a32 , por exemplo, tem i=3 e j=2, ou seja, está lo-
calizado na 3ª- linha e na 2ª- coluna.
Essa matriz também pode ser indicada por A = (8i1).,l)(n· J
/ Atividades resolvidas\
R1. Uma matriz possui 32 elementos , e a quantidade de c olunas é o dobro d a quantidade
de linhas. Qual é a ordem dessa mat riz?

Resolução
A ordem da matriz é dada por m x n, tal que m -n = 32.
Como a quantidade de colunas é o dobro da quantidade de linhas, t emos n = 2m, ou seja:

m -n = 32 m -2m = 32 m 2 = 16/ m = 4
\ m = - 4 ~mpossível)
Substituindo m = 4 na igualdade m -n = 32:
m -n= 32 4-n= 32 n= B
Portanto, a ordem da matriz é 4 x 8.
>
Mat rizes e determinantes 47
> R2 . Escreva a matriz A=(a-) , tal que ª --=3i -2j.
lj 1><3 IJ

Resolução
A ordem da matriz A é 1x 3.
A=fa,, a, 2 a,3]
Substituindo os valores de i e j na lei de formação, temos:
ª ,,=3-1-2 -1=3-2=1 ª ,2 =3 -1-2 -2=3-4=-1 ª 13 =3 -1 -2 -3=3-6=-3

Portanto, a matriz é A=(1 -1 -3].


(-1)i se i< j
R3. Escreva a matriz B = (b.. ) , tal que b .= { ' _ - .
11 Jx2 lj 2i+j, Sei >j
Resolução
A ordem da matriz B é 3 x 2.

Temos duas sentenças que definem a matriz B:


• se i$j: b 11 =(-1)1 =-1 b, 2 =(-1)2=1 b 22 =(-1)2=1

Portanto, a matriz é B = ~ [-1 1] ; .

Atividades l§ ~
- /\note as naspost as no caderno.

1. Escreva a ordem de cada matriz.


o -1 2

a) A=[ 1
-3
-6]
5 2x2
1
-8

7 10
4
b) B= ..fj_ 15 - 4,3
o
5x3 e ) C=(5 - 2 8 13] 1x4 d)Dt 3
5
~ 4 x+ 1
x3
-3 l
- 9 7t 0,5 2x 4

- 1 5,7 -3
2. Na matriz A~[: 15 3 -ti : } qual o valor do elemento
- 9 10 - 2
a) a,,? o b) a, 3 ? s,7 e) a3,? n d) ª 24 7 .J7

3 . Observe a tabela e resolva as questões.


a) Represente a tabela por uma matriz 4x2 .
Quantidade de títulos do cinema Lançados po;:---\
gênero em 2014 b) Nessa matriz, o que representa:
. O total de títulos do cinema
• a 4ª- linha? brasileíro ou estrangeiro lançados
Lançamentos Lançamentos
• a 1ª- coluna? Os títulos do cinema em 2014 .
brasíleiros est rangeiros brasileiro lançados por gênero em 2014 e o seu total.
- - • o elemento da 3 ª- linha com a 1ª coluna?

l
Anímaçào 4 18 A quantidade de títulos de ticçào do cinema
brasileiro lançados em 2014.
Documentário 36 5
3. a) [ 4 18
Ficção 74 250 36 5
Fonte: <http://oca.ancine.gov. tJr/media/SAM/ 74 250
Total 114 273 OadosMercada/Anuario_Eslatistico_do_Cinema_
_ _ Brasileiro_2014.pdf>. Acesso em: 26 nov. 2015. 114 273

48
4 . A tabela periódica apresenta a distribuição dos elementos químicos de acordo com suas características
e propriedades. As linhas da tabela periódica, numeradas de cima para baixo, são denominadas períodos,
e as colunas, numeradas da esquerda para a direita, são denominadas grupos.
A distribuição dos elementos é feita da seguinte maneira: elementos que possuem o mesmo número
de camadas de elétrons estão em um mesmo período, e elementos que possuem características físi-
cas e qu ím icas semelhantes estão no mesmo grupo. Verifique se os alunos perceberam que os períodos nào
possuem a mesma quantidade de elementos e que o
TABELA PERIÓDICA DOS ELEMENTOS mesmo ocorre com os grupos.
Com massas atômicas referidas ao isótopo 12 do carbono

Grupos ....1 ....4 ....5 ....7 1J 17


.... .-'--

'''
1
'
1> H
Hidrçginio
IDI
. .:
''
He
.
H~io

""',
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'' 1

o'
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2> Li
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Ilustração elaborada de acordo com as recomendações, de 8 de janeiro de 2016 , da lupac e


da FISC (ln1emalional Union of Pure and Applied Chemislry/Royal Society of Ch8mislry,
traduzido do inglês, União Internacional de Química Pura e Aplicada/Sociedade Real de
Química. respectivamente). DD D i
a) Qual é o número de períodos da tabela periódica? E de grupos? 7 períodos; 18 grupos
b) Quantos elementos pertencem ao período 3? E ao período 5? 8 elementos; 18 elementos
e) Qual é o sim bolo do elemento do:
• período 2 e grupo 14? e • período 6 e grupo 11? Au • período 5 e grupo 17? 1

d) Indique a que período e grupo pertence o elemento de símbolo:


• Zn período 4, grupo 12 • Cfperíodo 3, grupo 17 • Db período 7, grupo 5

5. Escreva as matrizes. cos 1tj , se j for par


a) A=(aijt 2, tal que a1J=i-j A=[~ e ) C=(c11)M. tal que c11 = { ~
[ 21
C= 1 - - -1 - -
2
1] sen JtJ , se j for ímpar
2

d ) D=(d11)
3><2
, tal que d11 = . . {' se. .. . [1 3]
1, se 1=J
1+1 l ~J
D= 3 2
4 5
6. Resolva as questões.
a) Qual a ordem de uma matriz formada por 7 elementos? Possíveis respostas: 1x7 ou 7xl
b) Qual a ordem de uma matriz formada por 20 elementos? Possíveis respostas: 1x20, 20x1, 2x10,
10x2, 4x5 ou 5x4.
• Compare as suas respostas com as de um colega.
Resposta pessoal.
Matrizes e determinantes 49
/Ãlguns tipos de matrizes
Estudaremos agora algumas matrizes que, por apresentarem certas característi-
cas, recebem uma nomenclatura diferenciada.

Matriz quadrada
Denominamos matriz quadrada toda matriz A de ordem mx n, em que m= n, ou
seja, o número de linhas é igual ao número de colunas. Nesse caso, dizemos sim-
plesmente que a matriz A é de ordem n, indicada por A 0 •
Em uma matriz quadrada A de ordem n, os elementos a11, em que i= j, formam a
diagonal principal. Já os elementos em que i+j=n + 1 formam a diagonal secundária.

Exemplos

Mat riz qua drad a


de o rdem 2

d iagonal diagonal
secundária principal

Nos e xemplos apresentados, os


e lementos da diagona l secundá ria:
• B = ' 1 ":_2 /
[ 3 / 4"'- 7
11
' Ma t riz quadra da
3 d e o rdem 3 • em A2 têm i+j = J (a 12 e a 21)
-5 8 O n+l
~ • em B3 têm í+ j = !± (b 13, b22 e b 31)
diagonal diagon a l r>f-1
s ecundá ria principal
• em ( 4 tê m i+ j = ~ (c, 4 , c23, c32 e c4 , )

[~3""ºx
O-1_/1J
n+1

• C = 2 1 6 Mat riz quadra da


4 4 -5 2 -4 de ordem 4

ic
9/ 8 / "---1'SI
diagona l diagonal
secundária principal

Matriz triangular
Uma matriz quadrada de ordem n é denominada matriz triangular quando todos
os elementos acima ou abaixo da diagonal principal são nulos.

Exemplos

• A =[' 2:\_~ ] dMatriz t riangular


e o rdem 2
2 _ 32 14
'Sldiagonal
principal Denomina-se matriz triangular
superior toda matriz triangular cujos

8 ' (4 21 element os nulos estão abai xo da


• B = ~
3 1
1 6 Matriz t riangular
O O 3
~ d e o rdem 3
diagonal principal. De mane ira
semelhante, a matriz triangular
inferior é toda matriz triangular
diagonal cujos elementos nulos estão acima
principal da diagonal pri ncipal.
Nos exemp los ao lado, A2 e ( 3 s ã o
matrizes tria ngulares in fe riores, e
• C =[ ~2 ~ 4
O "" 0
O Ma triz triangular
B3 , mat r iz t ria ngular supe rio r.
3 ~ de ordem 3
6 -5 1
diagona l
principal

50
Matr iz d iago nal
Deno minamos matriz diagonal toda matriz quadrada em que os elementos aci- Discuta com os a luno s
as d iferenças nas
ma e abaixo da diagonal principal são nulos. defin ições de matrizes

m
triangulares e matrizes
Exem plos d iagonais. Verifique se
eles perceberam que a
matriz diagonal é um
caso particular de
" A,; [ Mat,i, diagooal de o,dem l matriz triangu lar.

diagonal
principal

• B =[
4
O
6~ -5
o
0
"'-
O O
o 8~ 0
ºl Matriz diagonal de ordem 4

O O O -1
diagonal
principal

Matr iz identidade
A matriz quadrada em que todos os elementos da diagonal principal são iguais a
1 e os demais elementos são nulos é denominada matriz identidade. Indicamos
uma matriz identidade de ordem n por ln.

> Exemplos
• 1, ~1~ Matriz identidade de ordem 1
d iagonal
principal

• 12 i~"'-~l Matriz identidade de ordem Z

diagonal
Note que em uma m atriz
identidade In temos:

principal a - { ' se i=j


11- D, se i;t,f

• 13 = O
1
{
"'-1 º1 Matriz identidade de ordem 3
o O
O O "-1
diago nal
principal

Podemos representar a relação entre os conjuntos das matrizes quadradas


(Q), das matrizes triangulares (T), das matrizes diagonais (D} e das matrizes
identidades (1) pelo diagrama ao lado.

Matriz nula
Denominamos matriz nula aquela q ue possui todos os elementos iguais a
zero. Indicamos uma matriz nula de ordem mx n por Onw1 ou , se a matriz nula for
quadrada, por On.

Exemplos

• o2x4 =[º o o º]
O O O O Matriz nula de o rdem Zx4

•o,;[~ ~
Matrizes e determinantes I 51
t Matriz linha
Toda matriz que possui apenas uma linha é denominada matriz linha, ou seja, a
matriz de ordem mxn é uma matriz linha se m=1.
, Exemplos
• [-3 2 7 O 5] Matriz linha de or dem lx 5

• [-1 0] Ma triz linha de ordem 1x2

• [4 O -1] Matriz linha de ordem 1x3

Matriz col una


Toda matriz que possui apenas uma coluna é denominada matriz coluna, ou
seja, a matriz de ordem m xn é uma matriz coluna se n=1.

Exemplos

l
• [ ~2 MaM, '°'""' de o,dem M • [~] Matr iz coluna de o r dem 2 x1

-8
17
• 34 Matriz co l una de ordem Sx l

1
9

/igualdade de matrizes
Quando duas matrizes A e B de mesma ordem têm os elementos corresponden-
Em notação
matemática, para tes (de mesma posição) iguais, então dizemos que essas matrizes são iguais, ou
lSiSm e lSjS n, seja, A = B. De maneira semelhante, se duas matrizes A e B têm ordens diferentes
temos: ou os elementos correspondentes não são todos iguais, então A "#. B.
ª 11"'b11 ~ Arrom "' 8 mxn·
Exemplos

• Considere as matrizes de mesma ordem A = [ 1


. ·2
que b 11 = 2r-J.
3
-2-7] ()
O -5
e B = b 11
2x3
, tal

Obtendo os elementos de B, temos:


- b,, = 2 -1- 12 =1 - b12= 2 ·1-22 = -2 - b13 = 2 -1 -32 = - 7
- b2, = 2 . 2- f = 3 - b22 = 2 . 2 - 22 = o - b23 = 2 . 2- 3 2 = - 5
Assim, segue que:
- ª 1, = b,, - ª ,2 = b,2 - ª 13 = b ,3
- ª 21 = b 2, - ª 22; b 22 - ª 23 = b 23
Portanto, A = B.

• Dadas as matrizes e""[: 5 ] e D=[g


-2 3 -2
4 ]. temos que C e D têm ames-

ma ordem, mas c,2 ;t;d12 . Assim, C ;t; D.

• Dadas as matrizes E=[ :


13
: \3J temos que E e F não

têm a mesma ordem. Assim, E;t; F.

52
/Matriz transposta
Dada uma matriz A de ordem mx n, denomina-se matriz transposta de A , indica-
da por A\ a matriz de ordem nx m, cujas linhas são ordenadamente iguais às col u-
nas de A.
Exemplos

•A:[~1 ª] -1
O 2
Observe que, para
todo 1 S i :5 m e 1S j S n,
se A=(a ) , então
lJ"""

. B=[~~ - ]=> 1=[~~ -


5
3 8 8
5]
A' ={b 11)roon, tal que
ª 1, =bll.

Matriz simétrica
Quando uma matriz quadrada A é igual à sua transposta A 1 (A = A 1), dizemos que
Em uma matriz
A é uma matriz simétrica. simétrica os
Exemplo el ementos simétricos
em relação à diagonal
Vej a as matrizes A e sua transposta N . pri ncipal são ig uais,

[-3 O5] [-3 ou seja, se uma

A= O 1 6 e A'= O
matriz A= (a1 é ,L
simétrica, então
5 6 3 5 a11 = a11 , par a todo
Como A = A', temos que A é uma matriz simétrica. 1 SiSm e 1 S j :5n.

/ Atividades resolvidas\
R4. Determine os valores de x e y, para que a matriz M = [ 3x +O10 O ] seja igual à matriz 12 •
4y-9
Resolução
De acordo com o enunciado, devemos ter a seguinte igualdade:

[3x+
O
10 4y-9
O)=[1O º]
1
Note que as matrizes possuem a mesma ordem, então basta calcular x e y de maneira
que os elementos correspondentes sejam iguais.
5
3x+10 = 1:=> 3X = -9 ~ X= -3 • 4y-9 = 1=::> 4y = 1Ü=::> y = -
2

,._
Atividades e-=
~ "~
n- Anote as respostas no caderno.

7. Escreva a matriz quadrada A de ordem 2, tal que a 11 = i2 - 3j+i-j. A= [ ~ 1 -23 ]

8. Dada a matriz A: ; _~4 ~ 1 ~:1. calcule a d iferença entre a soma d os elementos da diagonal princi-

-5 1 O -6
pai e a dos elementos da diagonal secundária. o

9. Classifique cada matriz em quadrada, triang[u l;r, d~ago~all, identidade, nula, linha o[~ c~lu~a . lºJ
a) A = [O 1 O 1] b) B = [ º O º] e) C= O 12 - 4 d) 0 = [ 3 - 1 J e) E= O 1 O 1 f) F= 1
linha O O O -3 1 -7 O 3 O O 1 O
nula quadrada e
quadrada triangular quadrada, triangu lar, O
diagonal e identidade co luna
Matrizes e determinantes 53
10. O traço de uma matriz quadrada é igual à soma 15. As matrizes A, B, C e o têm, respectivamente, 18,
dos elementos da diagonal principal. Calcule o
traço da matriz:

. A;;;;[5 12] _4
8 -9
-1 O 2
• B;;;; [ 4 5 - 2 7
8 9 3
l 30, 36 e 45 elementos. Sabe-se que apenas uma
delas é uma matriz quadrada. Qual é essa ma-
triz? Justifique sua resposta. f3 85 Pºst ".1 no

16. Escreva a transposta de cada matriz.


final do hvro.

Respostas no final do livro. 5


11. Escreva uma matriz diagonal de ordem 4, cujo -2
2
traço seja 25. Resposta no final do livro. a) A:;[º
1t 21t
n] e) c;;;; -2 o 6
12. Classifique cada afirmação em verdadeira (V) ou 5
6 13
falsa (F). 2
a) Toda matriz quadrada nula é triangular. v o 2

b) Bf 6
-16] l-4o
b) A matriz identidade é um exemplo de matriz
diagonal. v
e) Toda matriz quadrada é triangular superior. F
15 -8
1 12
-1
d) Q:;
-2
1
-8
3
5
3

-6
1
~6j
d) Quando pelo menos um elemento da matriz é
17. Quais das matrizes apresentadas na atividade
igual a O, então a matriz é denominada nula.
F anterior são simétricas? A e e
e) O traço da matriz identidade é numericamen-
te igual a sua ordem. v 18. A secretária de uma escola de idiomas organizou
o número de alunos matriculados em cada cu r-
13. O mapa apresenta as rotas oferecidas por uma so em uma planilha eletrônica.
companhia aérea que atua em parte do Brasil.
., ~

Rotas aéreas 1 Número de matrículas


2 Idioma
3 Turno lnqlês Francês Espanhol .
4 Matutino 13 7 15
5 Vespertino 6 4 5
~ Manaus (2) 6 Noturno 24 12 20

~ .
\
i A.,),~{/ ~ l
(
1
Respostas no final do livro.
a) Escreva a matriz A que representa os dados
da planilha.
b) Determine a matriz A 1 •
! 625 km ruabá (5) e) O que representam as linhas da matriz A1? E
-: '., ~ , l•~·o as colunas?
For1te: ATlAS 9eo9râfico escolar. 6. ed.
Rio de Jar1eiro: IBGE, 2012.
19. Em certo jogo, cada participante lança dois dados
Considere que não existe percurso e adiciona os números obtidos, tornando-se
de uma cidade para ela mesma.
ganhador aquele que obtiver o maior resultado.
a) Escreva a matriz C;;;;(c11 t 5, tal que: A figura mostra alguns dos possíveis resu ltados
em uma jogada.
1 se existe percurso direto da cidade i para j
c-{
ir O, se não existe percurso direto da cidade i para j
Resposta no final do livro.
b) Sabendo que a passagem para cada percurso
D n3 ~
custa R$ 210,00, qual é o menor custo para D 2 Lj
uma viagem de ida e volta de Rio Branco a
LJ 3 Lj 5
Boa Vista? RS 1 oso,oo
e) A matriz C é uma matriz triangu lar? É uma
matriz diagonal? não; não
n Lj 5 6

a) Escreva, como sugere a figura acima, uma


14. Determine os valores de x e y em cada item. matriz R que represente todos os possíveis

a) [~ ~];; ; [~ -3]o X=- 3 · y = 7


'
resultados desse jogo. Resposta no final d o livro.
b) Determine a matriz R1 • Resposta no fi nal do lívro.
e) A matriz Ré simétrica? sim
b) [2xo- 1 -5] [3y o
4 6 ;;;; O
d) Em um jogo com 2 participantes, se o 112 ob-

5y+3 -1 O 4x
tém 8 como resultado , quantas possibilidades
tem o 2!! participante de ganhar o jogo?
10 p ossíbilid ades em 36
54
/Ãdicão
, e subtracão
, de matrizes

Adicão
, de matrizes
O direito igualitári o ao voto entre homens e mulheres no Brasil é uma
conqu ista que as mulheres obtiveram , por meio de muita luta, ao longo de
nossa história. Para elas, tanto o direito de votar como o de receber votos
ocorreram apenas a partir de 1932.
Contudo, percebe-se ainda a necessidade de um sign ificativo avanço na
participação da mulher na composição entre os políticos eleitos no Brasil.
Observe a quantidade de homens e mulheres eleitos deputados federais
e senadores da república no Brasil em duas eleições.

Número de candidatos eleitos para Número de cand idatos eleitos para


a Câmara Federal do Brasil o Senado Federal do Brasil A paulístana Carlota Pereira de
Queirós (1892-1982) foi a primeira
Eleição Mulher Homem Eleição Mulher Homem mulher eleita deputada federal no
2010 l_ 45 468 2010 7 7 47
Brasil, em 1934.

2014 T 51 462 2014 5 ] 22


Fonte: <www.tse.jus.br/eleicoes/estat isticas/estatrsticas-candidaturas· 2014/estatistícas- eleilorais·2014>.
Acesso em: 25 nov. 2015.
Fonte: <Www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes•anteriores/eleicoes· 2010/estatisticaS>.
Acesso em: 25 nov. 2015.

Com base nas tabelas, podemos construir as matrizes A ;; [ !~ :::] para a Câ-

mara Federal e 8 ;; [ 7 47] para o Senado Federal. Ao adicionarmos os elementos


5 22
de mesma posição nas matrizes A e B, obtemos uma matriz que representa o total
de candidatos eleitos por sexo no Brasil para a Câmara Federal e para o Senado
Federal nos anos de 201 O e 2014.

[ 45 + 7 468 + 47] =[52 515]


51+ 5 462 + 22 56 484
Ao adicionarmos os elementos correspondentes das matrizes A e B, estamos
adicionando essas matrizes, ou seja, calculando A + B.

Dadas as matrizes A = (a,1) e B = (b11), de mesma ordem rn x n, temos que a soma


A + B é igual à matriz C=(c,1) de ordem m x n, tal que cii =a11 + b 11 para todo 1:S i :S m
e 1:S j :Sn.

Matriz oposta
Observe a adição das matrizes A =[ 5 1

-3 1
4-6] [-5 -4 6]
O
e B=
3 -1 O
:

A + B ;; [ 5 4 -6]+ [-5 -4 6];;[5 +(-5) 4 +(-4) -6 + 6];;[0 o


-3 1 O 3 -1 O -3+ 3 1+(-1) 0+ 0 O O O
º]
Nesse caso, como A + B resulta em uma matriz nula, d izemos que B é matriz
oposta de A e vice-versa.

Dada uma matriz A , denominamos matriz oposta de A , indicada por - A, a


matriz cuja adição com A resulta em uma matriz nula de mesma ordem, ou
sei·a, A rnxn +(-Amxn );;omxn . Nas matrizes A e - A, os elementos correspondentes
são opostos.

Matrizes e determinantes I 55
Pr opriedades da adição de mat r izes
A adição de matrizes tem as mesmas propriedades básicas da adição de números
reais, uma vez que foi definida por meio da adição de seus elementos corresponden-
tes. Assim , considerando A , B e C matrizes de mesma ordem m x n, temos:
• Propriedade comutativa: A + B = B+ A
• Propriedade associativa: (A + B)+C=A +(B+ C)
• Elemento neutro: A m:,:n +Omxn =Am:,:n

• Elemento oposto: Arrw1+(-Amxn)=Omxn

lt Subtracão
>
de matrizes
Dadas duas matrizes A e B de mesma ordem m x n, denominamos diferença
entre A e B , indicada por A - B, a matriz C obtida ao calcularmos a adição de
A com o oposto de 8 , ou seja, A-B = A +(-B)= C.

Exemplo
Dadas as matrizes A :;;[ 8 4 ] e
3 -5
s:;;[-75 4] , temos que:
1

A-B:;;A +(-B)=[8 4 ]+ [-5-4]=[8 +(-5) 4 +(-4)]:;; [3


3- 5 7 - 1 3+7 _ 5 + (-1)
o]
10 - 6
'-v-'
A -B

Sendo A:;;(a11)mxn' B:;;(b 11 t,,,n e C:;;(c1i)mxn' com A-8:;;C, temos que a11 -b1J:;;Cr As-
sim, também podemos calcular A-B subtraindo de cada elemento de A o ele-
mento correspondente de B.

Para quaisquer
Exempla
matrizes A e B de Considerando as matrizes A= [ 1: 7 - 1] e B =[ 4 O 5 ] , temos:
mesma ordem, -4 5 -6 2 -8
A- B=B- A?
Justifique.
Não, pois S8 A - B = C,
5] [ 12-4 -1-5 ]7-0
-8 :;; 9- (-6) -4-2 5-(-8) :;; 15 -6 13
[ª 7 -6]
então B- A = - C.

/ Atividades resolvidas\

RS. Dadas as matrizes A=[~1 ~l B = [~ ~] e C = ~ ;J calcule [A +(-B))+(-A)+ C.

Resolução
Utilizando as propriedades da adição de matrizes, temos:
propriedades comutativa elemento elemento
e associativa oposto neutro
t t t
[ A +(- s)] + (- A )+ C= [ A + (- A)] +(-B) + C = 02+(-8)+ e =-B + C

Note que A+ (-A)=02, que corresponde à matriz


nula de ordem 2 (elemento neutro da adição).

Segue que:
Note que, da propriedade
1 comutativa e do elemento
[A+(- B)]+(-A)+C=-B+ C=[~ 1 ~ ]+[ ~ ;]=[~ ~] neutro, temos
O +(- Bn ) =(- Bn)+ on =-8n .
rt

56
Atividades
..e--:--
~~ Anote as respostas no caderno.

20. Calcule. 24. Observe a previsão de temperatura para algumas


cidades brasileiras.
a) A=[~ ~]+[- 12 -68] [! ~s] Previsão de temperatura mínima
em novembro de 2015
b) B=[10 18] - [- 7
-9 15 12 -4
º][17 18]
- 21 19
Dia
26 27 28 29 30
Cidade

[3 5 -8] [1 -5-1] [
e) C = O -6 1 + - 6
1 O -2 3
O
2
10
1
4
-6
4
O -9
-6
2
11]
-1
Brasília-DF j 20 •e 20 •e ~ -e
Campo Grande-MS ] 22 ºC 22 ºC 23 ºC 22 ºC 21 ºC
21 •e 22 •e

Cuiabá-MT 24 •e 23 ºC 23 ºC 24 •e 23 •e

d) D=[ 5 -2]+[º -2J-[-4 10] [9 - 14] Goiânia-G0 22 ·e 21 ºC 22 ºC 22 ºC 23 ·e


-3 1 9 3 -1 7 7 -3
Fonte: <http://t...-npo.cpt"c.inpe.br>. Acesso em: 25 nov. 2015.

21. Uma empresa de te lefonia fixa oferece a seus ~ v~ão de temperatura máxima
clientes duas opções de planos residenciais . As 1 e~ novembro de 2015
matrizes J , F e M indicam as vendas desses
p lanos em uma área de cobertura que compre- Dia
26 27 28 29 30
Cidade
ende 4 bairros, respectivamente, nos meses de
janeiro, fevereiro e março. Nelas, as linhas indi- Brasília-DF 33 ºC 29 ºC 28 ºC 31 ºC 30 ºC
cam respectivamente os t ipos de plano I e 11 , e Campo Grande-MS 32 •e 23 ºC 29 ·e 28 ºC 26 •e
as colunas, os bairros A , B, C e D.
Cuiabá-MT 35 •e 34 ºC 30 •e 32 •e 35 •e
J=[15 25 22 19] M=[22 25 20 23]
23 16 18 21 . 22 20 26 19 Goiânia-G0 ] 32 •e 34 ºC 33 •e 35 •e 36 ºC
Fonte: <http://ternpo.cptec.inpe.br>. Acesso em: 25 nov. 2015.

F;:::;[18 24 22 25] a) Escreva as matrizes M e N que apresentam,


20 21 19 23 respectivamente, as temperaturas mínim as e
a) Escreva a matriz T2x4 que representa o total de máximas segundo o d ia e a cidade.
Resposta no final do livro.
vendas dos p lanos I e li em cada bairro no b) A varíação de temperatura de cada dia é dada
trimestre apresentado. Resposta no final do lívro. pela matriz: B
b) Em qual bairro foi vendido o maior número de • A=M+N • C=M-N
unidades do p lano I? E do plano li? ~::~~~ ~; • B=N - M • D =N·M
e) Escreva a matriz que você escolheu no item b.
22. Escreva a oposta de cada matriz. Resposta no final do livro.
d) Para qual cidade estava prevista a maior varia-

a) A=[! ~]-A=[=! ~1 1
ção de temperatura em 29/11/2015? E a
menor? Goiânia; Campo Grande
e ) Em qual dia Brasília apresentou a maior pre-
b) B =[ 1 -1t ]-s=[-- 31 1t]4 visão de variação de temperatura? día 26

l
3 -4

[ 1
e) C= ~
- Q5
2 10
-11 [
-C = - ~
-1 Q5 1
- 2 - 10
25. Sabendo que A+ 13 = [ ~ ~ !J·
- 1
-
3 O
em que 13 é a ma-

-3 O 1 3 O -1
triz identidade de ordem 3, determine a matriz A.
Resposta no final do livro.
o o

~
-1 - 1 o 26. Junte-se a um colega e estabeleçam quatro
-1 o 1
-D= o o 1
0 - 11 1 matrizes, A. B, C e O, de mesma ordem, e veri-
d) D=l o 1 o o o -1 O fiq uem numericamente a validade das proprie-
-1 1 o -1 - 1 O 1 dades: Resposta pessoal.

23. Dadas as matnzes .


calcu le: Respostas no
A= [ 1
-2 4
e B=[
-5
º] 8 -2] 1 '
a) A+B = B+A Explique aos alunos
que os itens desta A matriz nula
b) (A+B)+C=A+(B+C) atividade nào o mx n está
correspondem a
final do livro. e) A+O=A demonstrações, apenas a representada
a) B + B b ) B+A e) A+At d) A -B d) A+(- A) ,;;5ificações numéricas. por O.

Matrizes e determinantes 57
/Multiplicação de um número real por
uma matriz
Dada uma matriz A =(a11 }, de ordem m x n, e um número real k, temos
que k-A é uma matriz B;::;(b11) também de ordem mxn, tal que bii;::; k ·a11
para todo 1s j $ n e 1$ i s m.

>Exemplo
Sendo A aa: [ 5 J
7 - 1 e Baa: [- 16 13], temos:
-3 4 11 10 O
• 3 -A ;::; 3 -[ 5 7 -1];::; [3 ·5 3-7 3 -(-1)];::;[15 21 -3]
-3 4 11 3 -(-3} 3.4 3 -11 -9 12 33

13
103] ;;;; [-t- (-16) - t ·13j;;;; [ 45 - 4 1
- - ·10 --·O -- O
4 4 2

/ Atividades reso lvidas\


R6. Seja A2x2 uma matriz qualquer. Mostre que (a.+f3)·A =a. -A +f3 ·A, sendo a e (3 números
reais.

Portanto, (u +f3) ·A=o..·A+f3·A.

Dadas as matrizes A e B, de mesma ordem , e a e p, nú m eros reais, são v ál idas as


propriedades:
• a -(A+B)=a· A+a -B • (a+P)·A=a·A+P·A • a ·(P·A)=(a·P)·A • (a.-A)' =a -A'

Atividades ~~ Anote as respostas no caderno.

27. Calcu le[. Resposta~l no f inal d o livro. [ _ 29. Determine os valores de x, y e z de modo que
6
a) - 3·
-1 n -
6 b)
2
3- O ~X] 4·[- z
X 2]-[y 6]=[3 2].
1 5 y 7 O
X= ?_; y = 4 ; Z=-3
4
O -4 2 9x2 -2
30. Na matriz e, a 1ª linha indica a quantidade de
28. Considerando duas matrizes quaisquer Amxn e Bm"" tecido (em metros q uadrados), e a 2ª, a de bo-
e um número real a , mostre que: Resp ostas nas tões utilizados na confecção de 3 modelos d ife-
Orientações
a) a· ( A + B) = a ·A+a· B para o rentes de camisa, correspondentes a cad a uma
prof essor.
das co lunas.
b) (a ·A)' aa:a -A'
c;::;[º·g o,8 t 1]
Antes de r esol v er a atividade, 5 7 8
estabeleça duas matrizes A e B de
mesma o rdem e um número real a.., Escreva a matriz que indica a quantidade necessá-
e verifique numericamente a ria desses materiais para a confecção de 18 ca-
v alidade dessas propriedades. misas de cada modelo. Resposta no final do livro.

58
livi"ultiplicação de matrizes
Em certa fábrica, duas máquinas X e Y produzem cada uma dois tipos de peças:
1 e li. Observe a proporção de cada tipo de peça produzida pelas máquinas e as
quantidades de peças produzidas em certo mês.
As informações apresentadas nas tabelas são fictícias .

Proporção na produção total das peças


1 Produção total por tipo de peça
Peça li
Máqu ina Peça Quantidade
X
y _t 0,25
0,75
0 ,60
0,40
Fonte: Administração da lábrica.
li
680
590
Fonte: Administração da fábf"ica.

Podemos calcular o tot al de peças produzidas pelas máquinas X e Y naquele


mês a partir dos seguintes cálcu los:
• máquina X : 0,25 -680 + 0,60 -590 =- 524 ~ 524 peças Produção por máquina
• máquina Y: 0,75 -680+ 0,40 -590 =- 746 ~ 746 peças Máquina Quantidade
Assim, podemos expressar a prod ução de cada X 524
y +- 746
máq uina conforme indicado ao lado:
Fonte: Administração da fábrica.

Se considerarmos as matrizes A , B e C correspondentes, respectivamente, à


proporção na produção total das peças, à produção total por tipo de peça e à pro-
dução por máquina, temos que os cálculos realizados correspondem ao que se

l
define como sendo a multiplicação de matrizes:

0, 25 0, 60 ]·[ 680 ]=- [ 0, 25 -680 + 0,60 ·590 ]= [ 524


[
0,75 0, 40 590 0,75 -680 + 0, 40 -590 746
' -- -~ - --- ' - v - '
A B C =A- B

Dadas as matrizes A=(a,1), de ordem mxn, e B=(b1i), de ordem nxp, temos que o
produto AB é a matriz C=(c 1J)• de ordem mx p, em que cada elemento c 11 é obtido
multiplicando-se ordenadamente os elementos da linha ide A e da coluna j de B ,
e adicionando as parcelas correspondentes aos produtos das multiplicações.
Amx n -Bn x p = C mxp
~T
Note que, pela definição apresentada, o produto de duas matrizes A e B existe
somente se o número de colunas de A for igual ao número de linhas de B , sendo
que a matriz AB obtida tem o mesmo número de linhas de A e o de colunas de B.
Na mult iplicação de matrizes podemos dest acar as seguintes propriedades:
• Propriedade 1 (associativa): (Am,n · Bnxp) · c pxr =- Amxn -(Bnxp -CP.,) As prop rie dades
apresentadas pode m
• Propriedade li (distributiva): (Amxn + Bmxn) · Cnxp = Amxn · C""P + Bmxn· Cnxp e ser de monstradas , o

Amxn · (Bnxp + Cnxp) = A mxn · B = + A """' · Cnxp que opto u-se por nã o
realizar neste livro.
• Propriedade Ili (elemento neutro): Amxn · ln = Amxn e lm· Amxn = Amxn• sendo / a matriz
identidade
• Propriedade IV: (k ·A mxn)· Bnxp = Amxn -(k ·Bnxp) = k -(A mxn ·Bnxp), com kE[ij

• Propriedade V: (Amxn. BnxpY = B1pxn. A1nxm


A propriedade comutativa não é válida para a multiplicação de matrizes. Existin-
do a multipl icação de matrizes A -B, temos as seguintes possib ilidades:
• A -B .ê B -A • A -B = B-A • não existe a multiplicação B -A

Mat rizes e determinantes I 59


/ Atividades resolvidas\
R7. Estudamos nas páginas 44 e 45 que os pixeis de uma imagem são dispostos em linhas
e colunas na tela de um computador, cada pixel corresponde a um elemento de uma
matriz. Uma imagem de 800x600 pixeis , por exemplo, está disposta em uma matriz de
800 colunas e 600 linhas que não podem ser percebidas a olho nu. Para aumentar,
diminuir, rotacionar ou transladar essa imagem, a computação gráfica utiliza opera-
ções de matrizes em cada um dos 800-600=480 000 pixeis.
A rotação de um pixel de coordenadas (x, y) em a graus, no sentido horário, em torno
da origem, por exemplo, é feita pela multiplicação da matriz P = [ x y J com a mat riz

coou -~nu] .
R= [ , gerando uma nova matnz P'= P -R, com as novas coordenadas (x', y')
sena cosa
do pixel.
Considere um triângulo ABC de vértices em A(3, 2), 8(5, 5) e C (7, O). Construa em um
mesmo plano cartesiano os triângulos A'B'C' e A"B"C", obtidos pela rotação do t.ABC
em 90º e em 180º, respectivamente, em torno da origem, no sentido horário.
Resolução
Inicialmente, substituímos a 1 = 90º e c.x 2 = 180º na matriz R, obtendo:

R'= [ cos90º -sen90"]=[º -1] • R"=[cos180" -sen180º]=[-1 O]


sen90" cos90º 1 O sen180" cos180º O -1
Em seguida, tomamos as matrizes A=[3 2], 8 =[5 5] e C=f7 Ol, corresponden-
tes aos vértices do triângulo ABC, e multiplicamos pela matriz:
R', obtendo os vértices do triângulo A'B'C'

A' = A·R '=f3 2]-[~ ~ 1] = f3·0 + 2-1 3·(-1)+ 2 ·0)=[2 -3l~A'(2, -3)

B'=B -R'= [5 5)-[~ ~ 1]=[5·0 + 5-1 5-(-1) + 5·0]= [5 -5] --"7 8 '(5, -5)

C'= C-R'= [7 o]-[~~ 1] = f7 -0 + 0·1 7-(-1)+ 0·0]=[0 -71 ----:) C' (0,-7)

• R", obtendo os vértices do triângulo A"B"C"

• A"= A -R" = [3 2] ·[ - 1 O ]=[3 -(-1)+2 ·0 3 ·0+ 2·(-1))=[-3 -2)~ A"(-3,-2)


O -1
~
B" = B ·R" = [ 5 5) -[ 1 ~ 1] = [ 5-(-1)+5 -0 5-0+ 5-(-1)) = [- 5 -5)----:) B" (- 5, -5)

C" = C-R"=f7 01- [ ~ 1 ~1]= í7· (-1)+ o-o 7 -0 + 0- (-1)l = f- 7 0] --"7 C"(- 7, o)

Note que um ponto P(x, y) é


rotacionado para um ponto:
• P' (y, - x) pela matriz R'
• P"(-x, -y) pela matriz R"

..
- .:...Ji;IIII--R'4--j------j ~

t--t-t--t--r--J--t---L..bi"-:4 =•~ h-'1"'-+-j,; o


i'.
!l
<

60
/4 Atividades l ~=
~ Anote as respostas no caderno.

31. Calcule. 36. Veja parte da tabela de classificação da série A


do campeonato b rasileiro de futebol em certo
a) A=[ O
-6 3
2]·[1
2
3]
5
l4O -10]3 ano, em determinada rodada.

Classificação do campeonato brasi leiro 2015


b) 8=[- 1 5
1 2 1]
- 2]·[o 2 o [-18 -3
] na 36i1 rodada
O 6 4 O 12 4 Resultado
O O 1 Vitórias Empates Derrotas
Time
Corinthians (SP) 24 8 4

Atlético (MG) 20 6 10
Grêm io (RS) 18 8 10
Sào Paulo (SP) 16 8 12

d) D~[B 8 J3 2][~] [9] Internacional (RS) 16 8 12


Fo nte: <WWW.cbf.corn.br/competicoes/brasileiro-serie- a/ciassificacao/2015#.
VlXr31KrOdW>. Acesso em: 25 nov. 2015.

E=[ ~]e1][}
Note que o número de vitórias, empates e derrotas
de cada time pode ser representado pela matriz:
e) 5]
24 8 4
20 6 10
32. Sejam as matrizes A=(a,ta e B=(b11)mx4 • A= 18 8 10
a) Determin e o valor de m para que exista o 16 8 12
produto A·B. m= 2 16 8 12
b) Considerando o valor de m obtido no item a, Para obter a pontuação dos times, são atri buídos
qual é a ordem da matriz C=A -B? 3 x4 3 pontos para vitó ria, 1 para empate e O para

33. Vimos que um ponto P(x, y) é rotacionado em a


graus no sentido horário em torno da origem ,
derrota, formando a matriz B=[!l
pela multip li cação da matriz P = [x y] com a
coso. - sena.] a) Determine a matriz C, que fornece o total de
matriz R= [ . pontos de cada time até essa rodada.
seno: cosa Resposta no final do livro.
Dado o quadrilátero ABCD, de vértices em A(t 1), b) Qual foi a pontuação obtida pelo Atlético Mi-
8(2. 3), C(4, 4) e 0(5, 2), obtenha as coordenadas neiro? E pelo Corinthians? 66 pontos; 80 pontos
dos vértices do quadrilátero A'B'C'D', obtido pela
rotação em 270° do quadrilátero ABCD em torno 37. Dadas as matrizes P = [ 3 - 2
-1 4
J, Q = [ 51 -5
-3
º2] e
da origem, no sentido horário. Em seguida, cons-
R=(r11), com R=P -O , escreva o elemento:
trua os dois quadriláteros em um mesmo plano
cartesiano. Resposta no final do livro. a) r12 - 12 b) r21 19 c) r23 8

34. Sendo as matrizes A= [ _2 6] e B=[- 1


calcu le A ·B e B·A. 3 1 4 -5
i]· 38. Sendo A = [ _52 ~l ~i ~
B=[ 7 ~] e C =[~ ~l
Resposta no final d o livro.
35. Junte-se a um colega e estabeleçam três matrizes calcu le: Respostas no final do livro.
quadradas , A, B e C, de ordem 2, e verifiquem a) A ·B b) A 1 -C c) C -B d) (A+C)-B
numericamente a validade das propriedades:
a) (A-B)·C=A-(B·C) Resposta pessoal. 39. Calcule os valores de x e y de modo que a igual-

b) (A+B)·C=A -C + B-C dade [1 - 2J-[x 3]=[- 5 2) seja verdadei r~. 1


1 y X=-3, y= 2
c) A -I2 =I2 -A=A
40. Dadas as matrizes Apxq' B 3xr e C 4"s' determine os
d) (k·A)-B =k-(A·B), com ke!R
valores de p , q , r e s sabendo que o produto
e) (A-B)1 =B1 -A 1 A -B-C é da ordem 5x3. p = 5; q=3; r = 4; s= 3

Matrizes e determinantes 61
/Matriz inversa
Sendo A uma matriz quadrada de ordem n, denominamos a matriz quadrada B ,
De maneira geral,
também de ordem n de matriz inversa de A , se A -B = ln e 8 -A = ln, sendo ln a matriz
quanto maior a ordem
de uma matriz identidade de ordem n. De maneira geral, indicamos a inversa de A por A- 1 • Quando
quadrada mais uma matriz quadrada possui inversa, dizemos que essa matriz é invertível (ou in-
cálculos são versível). J á quando a matriz não possuí inversa, dizemos que ela é não invertível
necessários para
(ou não inversível).
obter a sua inversa.
Nesse sentido,
Exemplo [ O -1]
progr amas específicos
de computador Temos que a matriz A = [ 2
. 4 -1 . . .
0 ] e invertível, e sua mversa e A = _ 1
1
,· _
~ .
, pois:

!H~~)=1, fü: ~1]=[~ ~]=I,


costumam ser
empregados nessa
tarefa, como a planilha
eletrônica Cale.
: . AK'=[: ~1Jt •A-'- A=[~1
/ Atividades reso lvidas\
RS. Caso exista, determine a inversa da matriz A= [ ! ;J
Resolução
Se existir, a inversa da matriz A é do tipo X= e
[ª b]
d , tal que A -X=l2 , ou seja:

A -X = 1 2=>[! ;}[: :]= [~ ~]=>[: :2cc 5~: 2~]=[~ ~]

Da igualdade de matrizes , temos os sistemas:

{
3a + e = i · (- 2) => {- 6a - 2c = -2 Caso um dos s istemas
fosse impossíve l , a matriz
5a + 2c = O 5a + 2c = O A não seria invertível.
-a = - 2 =>a = 2
=>
3a + c = 1 3 -2+ c = 1 => c= - 5
{
3b + d = O·(- 2) => {- 6b - 2d = O
5b + 2d = 1 5b + 2d = 1
-b = i =>b = - 1
3b+ d = O => 3 · (- 1) + d = O=> d = 3
Em segu ida, verificamos se X-A= l2 •

X -A = [ 2 -1]·[3 1]=[2 ·3 +(- 1)- 5 2 -1+(-1)·2]=[ 1 º ]=I


-5 3 5 2 (-5)- 3+3 -5 (-5) 1+ 3 -2 O 1 2

Como A -X=X ·A = l2 , segue que a matriz A é invertível, e sua inversa é A-1 =X =(_25 ~ 1}

Atividades l ~3
~ e, - Anote as respostas no caderno.

41. Obtenha, cas[o ixist~] a inversa de[ c ada m]a[t riz. ] não exist e e-'

~ ~ ~ ~ o~ o~
001
a ) A= [ 3 2] _ -} b) B= e ) e= [ - 12 6 ]
1 4 10 10 O O 1 18 - 9

42. Sendo A- ' = [ -ºi :] a matriz inversa de A = [ ~ -02 J calcule o valor de m + n. 7

43. Dadas as matrizes A=[º 2 ] e B = [- 6 2 ]. determine: Respostas no f inal do livro.


4 -2 6 -3
a ) A-1 b) A - 1 -B-1 c ) B- 1 -A-1

62
44. A palavra criptografia é derivada de kriptos, que em grego significa oculto, escondido. Contudo, a crip-
tografia não tem como objetivo ocultar a existência de uma mensagem, mas esconder o seu significado.
De acordo com uma chave, estabelecida previamente pelo receptor e pelo t ransmissor, o texto é codi-
ficado para tornar a mensagem incompreensível a terceiros. O receptor torna a mensagem compreen-
sível ao decodificá- la por meio da chave.

~~
Uma chave de
codificação é criada.

íl
o
• o
Escreve - se a A mensagem é A codificação A mensagem é A mensagem
mensagem codificada com im pede a leitura da decodificada co m original pode
original. base na chave. mensagem origina l. base na chave. ser lida.

Um dos métodos utilizados para criptografar mensagens é por meio de matrizes. Para isso, podemos,
por exemplo, relacionar as letras do alfabeto e o símbolo #, que representa um espaço em branco, a
números p rimos da seguinte maneira:

B e D E H 1 1
#
2
A

3 5 7 11 13
F
17
G
19 23 29 31
K
37
L
41
-M 43

NO P Q R S TU VW X Y Z

47 53 59 61 67 71 73 79 ã;J 89 97 101 103

Convertendo a mensagem CÓDIGO SECRETO para a forma numérica mostrada acima, obtemos:
e o D G o # s E e R E T o
7 53 11 29 19 53 2 71 13 7 67 13 73 53

Suponha que a chave utilizada seja uma matriz quadrada invertível A ;[; !J Como essa matriz é de

ordem 2, organizamos a sequência de números como elementos de uma matriz B com duas linhas, ou
seja:
B a;;; [ 7 53 11 29 19 53 2 ]
71 13 7 67 13 73 53
Ao realizar a multiplicação A. 8 , obtemos a matriz C, que será enviada ao receptor. Recebida a mensa-
gem, ele a decodifica multiplicando a inversa da chave por C, ou seja, A- 1 -C;B. Por fim, o receptor,
utilizando a associação entre letras e números, poderá obter a mensagem oríginal.
a) Determine a matriz C enviada ao receptor no exemplo apresentado.
Resposta no fina l do livro.
b) Mostre que a mensagem cod ificada no item a, ao ser decodificada, gera a mensagem original.
Resposta nas Orient ações para 9 professor.
e) Acima, foram relacionados numeras primos às letras do alfabeto. Expl ique o que são números primos.
Resposta no final do livro.
d) Suponha que chegou até um receptor a seguinte matriz:

151 299 639 367 227 63 83 278 ]


M;;;;;; [ 187
141 115 225 497 293 17 1 50 63 209

Sabendo que essa mensagem foi criptografada usando a mesma relação de letras e símbo los apre-

sentada acima, cuja chave é a matriz A a;;; [ 4 5 ] , qual a mensagem que está codificada?
3 4 missào f racassada

e) Escolha outra maneira para relacionar letras a números, defina uma matriz-chave e escreva uma men-
sagem a ser codificada por meio de uma matriz. Envie essa matriz a um colega, disponibilizando a
ele a matriz-chave e a relação letra/número. Peça a ele que decodifique a mensagem. Por fim, veri-
fiquem se a mensagem secreta foi obtida. Resposta pessoal.

Matrizes e determinantes 63
/Equações envolvendo matrizes
Existem equações cuja incógnita é uma matriz. Em geral, para resolver equações
com essa característica utilizamos as operações de adição, subtração e multip lica-
ção, além do conceito de matriz inversa, estudados anteriormente.

/ Atividades resolvidas\

R9. Sendo A-[~ !] s-[: H


e resolva a equação matricial X=+A•B
Resolução
Utilizando as propriedades operatórias da adição, temos:
X +A=B=> X+A+(-A)=B+(- A)=>X +03><2 =B-A => X =8-A

Segue que: X· B-bX·[~ ~]-[~ !H-~4 -:j 2

Portanto, a solução da equação é x-[-~4 ~2 l


R10. Dadas as matrizes A=[! ;] e B=[:~J determine a matriz X tal que A-X =B.

Resolução
Podemos resolver a equação de duas maneiras.
1il maneira
A ordem da matriz X é 2x1, pois A 2.:2 ·X 2x~= B 2 J. A matriz X é do tipo X=[ª], tal que
A-X=B, ou seja: 1 l-!1' :t b

A-X=B=>[3 1]·[ª]=[19]=>[ 3a + b
5 2 b 31 5a+2b
]=[19]
31
Da igualdade de matrizes, temos o sistema:
3a+b=19 ·(- 2) =>f-6a-2b=-38
f
5a + 2b=31 5a+2b=31
-a =-7=>a = 7
3a + b = 1 9 => 3 · 7 + b =1 9 => b = - 2

Portanto, X=[ ~ 2]-

2i maneira
Multiplicamos por A-1 pela esquerda os membros da equação A·X=B.
A -X=B => A- 1 -(A ·X)=A- 1 -8
Utilizando as propriedades operatórias das matrizes, segue que:

~ -
A- 1 -(A ·X) = A-1 . 8 => (K 1 -A)· X = A- 1 -B => 12 ·X = A- 1 -B =>X = A- 1 -B
.___.,__., X

Devemos calcular o produto da inversa da matriz A por B. Calculando inicialmente A-1,

obtemos A- 1 =[_25 1 2 1
~ ]- Logo: X = A- 1 -8=[_ 5 ~ } [ :~]=[(~~~-~i~t!~]= [ : 2]

Portanto, X =[: 2 ]- Note que foi possível ut ilizar a 2il maneira


porque a matriz A é invertível.
>
64
>
.
R11. Dadas as matrizes A=[ 4
-2
-2J e B =
7 2 -3

2] , resolva o sistema {-X + 2Y=A .
X-Y = B
Resolução
Temos que: -X+ 2Y = A
{
X-Y = B
Logo: Y= A+ B

Y=A + B => Y = ( 4
-2
-2]+ [º
7 2 -3
l [4 º]
2 =
O 4

Isolando X e substituindo Y na igualdade X- Y = B, segue que:

X- Y=B=>X-Y + Y=B + Y => X = B+ Y=>X = [~ -~]+[~ ~]=[! ~]


Portanto, a solução do sistema e X= 2 . [4 2] [4 º] 1 e Y= 0 4 ·
Substitu a as matr ize s X e Y no
s istema e verifique a ig ua ldade.

Atividades ~ .,-
§~.§J Anote as respostas no caderno.

l
45. Determine a matriz X em cada item.

a) x-[~ -~31=[~ -:][~~3] [5 3 4 [1 3 4] [-4


b) - 4 1 7 + X ;;; O 1 2
6 O - 8 O O 1
4
-6
oO -o5
O 9
l
46. Sendo A ;;;[31 21] e B;;;:[º7 3 ]. determine X tal que a igualdade A -X+B;;; [ 8 10] seja verdadeira.
-1 12 5 Resposta no final do livro.

47. Resolva os sistemas.

a)
lX+.Y=[:

Y - X= 4
~!] [-~ l [ ~ 1
[5-7] 3
X=

-2 -2 2
2 !.§.
2
9
; y = !_2

6
2
3
b) { X+Y;;;:[3 5 2)
X- 2Y = [- 3 O 8]
x-l1
-
10
3
4]; Y=[ 2 53 -2]

48. Sendo M=[; ~ 1] e N;;;[!J determine a matriz X tal que M-Xaa N. Respost a no final do livro.

49. Em certa escola, a nota final dos alunos é obtida Notas de Líng ua Portuguesa - 1" bimestre ~
por meio de dois trabalhos e uma prova, sendo que
Avaliação Nota
cada avaliação tem um peso diferente. Observe Trabalho 1 Trabalho 2 Prova
Al uno final
ao lado as notas de alguns alunos.
As informações apresentadas na tabela são fictícias.
André 8,0 9,0 9,0 8,8
Bianca 8,0 8,5 9,5 8,9
For1te: Secretaria Carolina 9,5 10,0 9,0 9,4
da escola.
a) Determine em porcentagem o peso de cada avaliação. trabalho 1: peso 20%; trabalho 2: peso 30%;
' • prova: peso 50%
b) Qual a nota final de um aluno que obteve as notas 7, 9 e 8 no trabalho 1, no trabalho 2 e na prova,
respectivamente? 8,1
e) Sabe -se que a nota fina l de um aluno foi 9. Quais são as possíveis notas obtidas por ele em cada
avaliação? A lgumas possíveis respostas: no trabalho 1: 8 , no trabalho 2: 8 e na prova: 10;
· no trabalho 1: 9 , no trabalho 2: 9 e na prova: 9 .
Nomeie os pesos dos trabalhos 1 e 2 e da prova de x, y e z, respectivamente.

Matrizes e determinantes I 65
( Contexto \ ..... ?.~.~-i.~_............ ..
50. O cloreto de sódio, popularmente conhecido como sal de cozinha, realça os sa-
bores das preparações como poucos ingredientes e é um excelente conservan -
te de alimentos. No entanto, porções exageradas provocam a retenção de líqui-
dos pelas células, exigindo do coração mais esforço em bombear o sangue para
o corpo. Também podem estar relacionadas ao aumento da pressão arterial.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) colocou o sal entre as substâncias que
precisam ser reduzidas na alimentação e limitou o consumo a menos de 5 g
diárias. Tais valores são preocupantes, pois estudos mostraram que a ingestão
média do brasileiro é de 12 g de sal por dia, e o hipertenso chega a consu mir
diariamente 17,4 g. Para se ter ideia, 1 g de sal contém 400 mg de sódio.
O recomendado é que a ingestão de alimentos ricos em sódio, como enlatados,
conservas, frios, temperos e salgadinhos, seja evitada, assim como colocar o sa-
leiro na mesa, ao passo que a ingestão de alimentos ricos em potássio é permitida.
Fontes de pesquisa:
O potássio exerce efeito anti-hipertensivo e protege contra danos cardiovasculares.
<www.who.int/etena/titles/ É recomendável que a ingestão de potássio seja de no mínimo 3 510 mg, que
sodium_cvd_adutts/es/#>.
Acesso em: 20 nov. 2015. podem ser obtidos por meio de uma alimentação rica em vegetais frescos e frutas.
<WWW.brasil.gov.br/
saude/2015/01 /aprenda-a- Procure substituir o sal por ervas e hortaliças, pois elas ajudam o paladar a
substituir-o-sal-por-temperos·
fre-scos-e -saudaveis:>_ adaptar-se à comida menos salgada. O alho e a cebo la contêm substâncias
Acesso em: 20 nov. 2015.
<WWw.unicamp.br/nepa/
protetoras das artérias; o limão acrescenta vitamina C na refeição e atenua a
taco/contar/taco_4_edicao_ vontade de comer sal; as ervas {alecrim, cebolinha, coentro, manjericão, p imen-
ampliada_e_revisada>.
Acesso em: 20 nov. 2015. ta etc.) contribuem para o func ionamento de todo o organismo.

Veja a quantidade aproximada de sódio


em alguns alimentos (porção de 100 g)

hambúrguer: 1 Z5Z mg
batata frita: 607 mg
macar rão instantâneo: 1516 mg
maionese industriali zada: 787 mg
azeitona verde: 1 347 mg
t ablete de caldo de carne: ZZ 180 mg
presunto: 1021 mg
sal.a me: 1574 mg
requeijão: 558 mg
porções de sal
De acordo com as informações apresentadas, resolva as questões.
a) Observe as quantidades de sódio e potássio contidas em 1 g de pão francês
e em 1 g de leite.

Pão francês Leite

Sódio 6,48 mg 0 ,51 mg

Potássio 1,42 mg 1,40 mg

Por meio de uma equação matricial, determine a quantidade aproximada de


pão francês e de leite que uma pessoa deve ingerir para obter 780 mg de
sódio e 500 mg de potássio. pão francês: 100 g , leite: 255 g

b) Considerando a quantidade recomendada de sódio que uma pessoa pode in-


gerir diariamente, calcule a quantidade dessa substância que ainda pode ser
consumida por uma pessoa que ingeriu 780 mg de sódio. 1 220 mg
e) Dentre as opções de refeições apresentadas no esquema, escolha uma com -
binação de café da manhã, almoço, lanche e jantar de sua preferência. Depois,
adicione as quantidades de sódio correspondentes e compare ao recomen -
dado pela OMS. Resposta pessoal.

Consuma com moderação Aproveite para consumir


gelatina: 235 mg iogurte natural: 52 mg
biscoito recheado de chocolate: 239 mg •salmio grelhado: 85 mg
milho em lata: 260 mg •arroz: 1 mg
paçoca: 167 mg *abóbora: 1 mg
atum em conserva: 362 mg *batata-doce: 3 mg
cappuccino em pó: 382 mg alho:Smg
molho de tomat e industrializado: 418 mg aveia:7mg
mis t ura para bolo: 463 mg •cenoura: 8 mg
amêndoa torrada e salgada: 279 mg mamio:2mg
•AJimentos não temperados