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Universidade Federal do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2011


Aluno: Pablo Baptista Rodrigues    DRE: 11120197   Turma: LED
Matéria: PLE (Português como Língua Estrangeira
Professora: Andrea Belfort

LEFFA, Vilson J. Metodologia do ensino de línguas. In BOHN, H. I.;


VANDRESSEN, P. Tópicos em lingüística aplicada: O ensino de línguas
estrangeiras. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 1988. p.

GLOSSÁRIO

Abordagem: (do inglês approach). Termo mais abrangente que engloba os


pressupostos teóricos acerca da língua e da aprendizagem;

Abordagem Audiolingual: tem como objetivo gerar falantes fluentes.


Abordagem intensiva, que utilizou lingüistas e informantes nativos para alcançar seu
propósito. Está baseada nas seguintes premissas: Língua é fala, não escrita (ênfase na
língua antes de todo processo de aprendizagem da segunda língua); Língua é um
conjunto de hábitos (língua como um processo mecânico baseado no estímulo-resposta);
Ensine a língua não sobre a língua (a língua se aprende pela prática, não através de
explicitações ou regras); As línguas são diferentes (compara os sistemas fonológicos,
lexicais, sintáticos a culturais). A abordagem se baseia na fragmentação da
aprendizagem em pequenas etapas;

Abordagem comunicativa: abordagem é centrada no aluno, não só nos


conteúdos que serão dados (analise do texto, exercícios), mas também em sala de aula
(pratica da língua, produção). O professor passa a ser um orientador e mediar o
conhecimento. O interesse está voltado para o que se faz através da língua. Os títulos
das unidades refletem essa abordagem: “perguntando e dizendo o nome”, e o conteúdo
apresenta situações reais de comunicação, como ruídos;

Abordagem direta (AD): abordagem que se baseia em ensinar a segunda língua


através da própria segunda língua, o que já a diferencia da AGT. Utilizam-se gestos e
gravuras, sem jamais recorrer à tradução. O aluno “pensa na língua” a ser aprendida.
Pela primeira vez se utiliza a integração das quatro habilidades, em seqüencia: ouvir,
falar, ler, escrever. O ensino da gramática e cultura da L2 ocorre de maneira indutiva. A
técnica de repetição é utilizada para o aprendizado da língua;

Abordagem da gramática e da tradução (AGT): abordagem de se ensinar a


segunda língua baseado na primeira língua do falante. Todo o conhecimento da nova
língua se da pela segunda língua. Há três passos para o uso dessa abordagem: (1).
Memorização prévia de uma lista de palavras. (2). Conhecimento gramatical da nova
língua para estruturar as palavras decoradas em frases. (3). Exercícios de tradução e
versão. O aspecto oral não é enfatizado, somente a na forma escrita da língua;

Abordagem natural: Modelo do Monitor ou do Input. O desenvolvimento da


língua se baseia na aquisição da língua ao invés da aprendizagem. O aluno deve receber
inputs lingüísticos de maneira a compreender perfeitamente o idioma estudado. A fala
surge sem pressão do professor;

Abordagem para a leitura: Essa abordagem seria a união da AGT e AD. A


finalidade é que o ensino de língua seja prático. Tem-se, então a ênfase na língua escrita
com a reformulação das regras de gramática, se fixando no essencial para a
compreensão e com isso à exposição direta do aluno a língua estudada. Não há outro
interesse, a não ser o de conseguir ler os textos. Utiliza-se de exercícios escritos
principalmente de questionários baseados em textos;

Aprendizagem: desenvolvimento formal e consciente da língua, normalmente


obtido através da explicitação de regras. O enunciado tem origem na língua materna;

Aquisição: desenvolvimento informal e espontâneo da segunda língua, obtido


normalmente através de situações reais, sem esforço consciente. O enunciado se origina
diretamente na segunda língua;

Desenvolvimento: termo sugerido por alguns teóricos, para expressar com


abrangência os termos aprendizagem e aquisição. Utiliza-se, porém, com maior
freqüência o termo aprendizado quando necessário relacionar as aquisição e
aprendizado;

Ecletismo inteligente: adaptação que o professor faz das abordagens de ensino


diante a realidade da sala de aula;

Estudo Diacrônico: estudam-se os métodos de ensino de língua em sua


sucessão histórica;

Estudo Sincrônico: estudam-se os métodos de ensino de língua em sua


convivência com os deferentes métodos numa época;

Língua estrangeira: língua que é estudada, mas não é usada fora da sala de aula
e nem na comunidade em que vive o aluno. Ex. Situação do aluno que estuda inglês no
Brasil;

L2: termo que pode designar tanto segunda língua como língua estrangeira;

Método de Asher – Resposta física Total: a segunda língua é ensina através de


comandos emitidos pelo professor: “levante-se”, “sente-se”. A evolução desses
comandos ocorre ao longo das aulas. A base desse método é que uma língua deve ser
ouvida e entendida;

Método: com uma abrangência mais restrita, pode estar contido em uma
abordagem. É como se aplicam os pressupostos. Ex. regras para seleção, ordenação e
apresentação dos itens lingüísticos, normas de avaliação para a elaboração de um
determinado curso;

Metodólogo: profissional que examina, critica e/ou propõe métodos de ensino


de línguas. Esse profissional pode ser um educador, um lingüista aplicado, um teórico,
um autor de livro didático e até um professor, porém ele não exerce essa função quando
assina um artigo sobre o ensino de língua;
Método de Curran – Aprendizagem por Aconselhamento: centrado no aluno
o método consiste no uso de técnicas de terapia de grupo para o ensino de língua. A
classe é configurada em círculos. O professor não tem papel direto no ensino, ele
somente circula fora dos círculos e quando o aluno deseja se expressar o professor
traduz a frase. Os alunos utilizam gravadores e posteriormente analisam as gravações;

Método silencioso de Gattegno: utiliza bastões coloridos para ensinar a


segunda língua. Os bastões são diversos como são diversas as situações de
aprendizagem. A segunda língua é aprendida à medida que os bastões são manipulados
e suas respectivas cores visualizadas no gráfico. O professor fica calado em todo tempo;

Pressupostos teóricos: ponto de vista epistemológico que se analisa uma língua


natural. Ex. Estruturalismo. Gerativismo;

Período de Transição: período posterior a abordagem audiolingual, e que não


fica caracterizado por nenhuma abordagem específica no ensino de língua, mas por uma
variedade de abordagens;

Segunda língua: língua que é estudada e usada fora da sala de aula e na


comunidade em que vive o aluno. Ex. Situação do aluno brasileiro que foi estudar
francês na França;

Terminologia: termos técnicos utilizados em questão. Ex. abordagem, método,


segunda língua;