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Instituto de Física da Universidade de São Paulo

Metodologia do Ensino de Física I

1º semestre de 2010

Alunos: Alexander Brilhante Coelho, Ivanildo Neves Delgado, Luciano Tiisel Yamamoto
Apresentação:

A sequência didática a seguir é composta por 4 atividades que têm por objetivo auxiliar o aluno na construção qualitativa do modelo
cinético-molecular. No Ensino Médio ela é indicada como introdução aos conteúdos de Termologia, embora possa ser utilizada
também no último ano do Ensino Fundamental, no qual geralmente se faz a apresentação de alguns conteúdos de Física.

Partindo da problematização de alguns fenômenos macroscópicos conhecidos, como o aquecimento e a solidificação da água, os
alunos são convidados e elaborar uma explicação microscópica para tais fenômenos. Trechos de um texto escrito no século XVIII por
Joseph Black, ajudarão a conduzir a discussão a respeito da polêmica entre os partidários de uma “teoria do frio” e os partidários de
uma “teoria do calor”, bem como a discussão entre as concepções segundo a qual o calor é composto por algum tipo de partícula e a
concepção segundo a qual o calor se relaciona com a agitação das partículas de um corpo.

Ao final da discussão, quando a ideia de que o calor se relaciona com a agitação das partículas ganhar força, é proposta uma atividade
na qual um programa de computador simula o que acontece com as partículas de um corpo em cada um dos estados físicos, e o que
acontece com as partículas à medida que o corpo recebe ou perde calor.

Introdução:

A ideia de que a matéria é composta por átomos, embora bastante antiga, só ganhou o status de uma ideia científica após o século XIX,
quando os trabalhos de Maxwell e Boltzmann articularam com sucesso a hipótese atômica à mecânica de Newton. Hoje, apesar da
Física do século XX ter colocado novas questões a respeito da natureza da matéria, a concepção atomística não é posta em discussão.

Os alunos das séries do Ensino Médio e das séries finais do Ensino Fundamental já entraram em contato com a concepção atomística
da matéria em anos anteriores, e tendem a tomá-la como verdadeira. Ainda assim, mesmo após a escolaridade concluída, estudos
indicam que os estudantes têm dificuldades em relacionar características de um modelo atomista com os fenômenos que ocorrem com
os materiais1. Espera-se que esta sequência possa ajudar alunos e professores na discussão sobre a relação entre a concepção atomística
da matéria de viés mais científico, e os fenômenos que por ela possam ser explicados.

Objetivos:

A sequência tem por objetivos:


1) Fazer com que o aluno perceba a inadequação de uma “teoria do frio”.
2) Fazer com que o aluno perceba a inadequação de uma concepção de calor associada a alguma espécie de partícula de calor.
3) Fazer com que o aluno se aproxime da teoria cinético-molecular, e que dela faça uso na explicação de diversos fenômenos.

Sequência Didática:

Atividade 1: Concepções sobre o aquecimento e resfriamento.

Momento 1: O professor propõe que os alunos pensem rapidamente sobre a seguinte questão: “quando colocamos água e gelo em um
copo, é o gelo que passa o frio para a água, ou a água que passa calor para o gelo?”

Momento 2: O professor propõe que cada um dos alunos registre o que acha que veria se fosse do tamanho de uma molécula de água e
estivesse dentro de um copo de água sendo aquecido.

Momento 3: Depois de escritas as ideias, os alunos se reúnem em grupos e comparam suas concepções, registrando as semelhanças e
as diferenças. Nesse momento, os alunos terão a oportunidade de manifestar oralmente o que foi registrado no momento 2, além de
poderem entrar em contato com as ideias dos colegas.

Momento 4: O professor propõe uma atividade com o texto “A Natureza do Calor” (Atividade I; ver anexo I). Trata-se de um texto de
Joseph Black, escrito no início do século XVIII, no qual o autor apresenta as várias ideias que se tinha, à época, a respeito da natureza
do calor. Ao longo do texto os alunos vão respondendo algumas perguntas para auxiliar o entendimento.

Momento 5: Discussão coletiva. Os alunos se manifestam a respeito do texto, dizendo se concordam com o autor. A maioria não
deverá se sentir “pressionada” a concordar com o autor, já que o fato do texto ter sido escrito na primeira década do século XIX reduz

1
Para esta questão, confira o artigo “Concepções atomistas dos estudantes”, de Eduardo Fleury Mortimer, em QUÍMICA NOVA NA ESCOLA, NO1,
1995.
bem a autoridade do texto. Nessa discussão, os alunos devem ser convidados a levantar outros argumentos, para além dos que constam
no texto, para que defendam suas ideias. Até este ponto, imaginamos que o professor não deva se manifestar a respeito da polêmica
calor x frio, para favorecer a circulação das ideias dos alunos.

Atividade 2: “Teoria do frio” x “teoria do calor”.

Momento 1: O professor propõe que cada um dos alunos registre o que acha que veria se fosse do tamanho de uma molécula de água e
estivesse dentro de um copo de água no congelador.

Momento 2: Depois de escritas as ideias, os alunos se reúnem em grupos e comparam suas concepções, registrando as semelhanças e
as diferenças.

Momento 3: O professor pede para que os alunos imaginem como os partidários da “teoria do frio” explicariam o congelamento da
água e como os partidários da “teoria do calor” explicariam o mesmo fenômeno. Caso não haja nenhuma ideia, o professor pode
ajudar, afirmando que, por exemplo, os partidários da “teoria do frio” imaginavam que as “partículas de frio” se fincavam entre as
moléculas de água, garantindo a solidez.

Momento 4: O professor pede para que os alunos imaginem como os partidários da “teoria do frio” explicariam o aquecimento da
Terra pelo Sol e como os partidários da “teoria do calor” explicariam o mesmo fenômeno.

Momento 5: O professor declara que atualmente, os Físicos, tal como afirmava Joseph Black no século XIX, entendem que a “teoria
do calor” é melhor que a “teoria do frio”. Uma possibilidade que o professor tem para fortalecer a “teoria do calor” seria retomar um
argumento de Black. Exemplo: os partidários da “teoria do frio” precisariam admitir que, quando a Terra é aquecida pelo Sol,
partículas de frio deveriam sair da Terra e se dirigir ao Sol, o que é algo muito pouco plausível.

Atividade 3: Partícula ou vibração?

Momento 1: O professor retoma parte da discussão anterior e lembra que, embora a “teoria do frio” não seja adequada, o texto de
Joseph Black indica duas maneiras distintas de se conceber o calor: o calor como algum tipo de vibração das partículas do corpo e o
calor como algum tipo de partícula.
Momento 2: O professor pede aos alunos que concebam, em grupos, algum tipo de investigação que talvez pudesse nos fazer decidir
por uma ou por outra teoria. Em seguida cada grupo manifesta para o resto da classe e para o professor o que imaginaram e o professor
discute cada possibilidade de investigação.

Momento 3: O professor afirma que talvez um fenômeno possa ajudar a investigação: o aquecimento por atrito. Propõe-se, então que
cada grupo registre como acham que cada concepção (partícula ou vibração) explicaria o fenômeno.

Momento 4: discussão coletiva. Cada grupo compartilha com o resto da classe o que foi discutido no momento 3.

Momento 5: O professor explicita as dificuldades de se explicar o aquecimento por atrito com a concepção segundo a qual o calor é
algum tipo de partícula: já que ambos os corpos são aquecidos, ambos deveriam receber partículas de calor, o que gera uma
contradição, ou, ao menos a necessidade de explicar como as partículas de calor seriam produzidas a partir do nada. O professor
declara que, atualmente os Físicos estão de acordo com a concepção segundo a qual o calor está relacionado à vibração das partículas
dos corpos.

Momento 6: O professor pede que cada aluno escreva um texto que sintetize as discussões anteriores. Em seguida, entrega o “esquema
síntese” (ver anexo II) e pede que os alunos façam uma segunda versão do texto, incorporando elementos do esquema síntese.

Atividade 4: Estados físicos da matéria e mudanças de estado.

Momento 1: Os alunos realizam a atividade 2 (ver anexo III) na qual utilizarão um programa que simula o que acontece com as
partículas em cada um dos estados físicos, e nas mudanças de estado, à medida que se adiciona ou retira calor da amostra. A simulação
(states of matter) tem versão em português e pode ser rodada “on-line” ou baixado gratuitamente desde o endereço eletrônico
http://phet.colorado.edu. A ideia é que os alunos, utilizando a simulação, consigam ter uma representação do que ocorre com as
partículas nos diversos estados físicos e à medida que recebem ou perdem calor, evitando representações segundo as quais, por
exemplo, as partículas derretem ou evaporam.

Momento 2: O professor retoma os pontos principais da atividade (se puder usar um datashow, tanto melhor), destacando os pontos
principais do modelo cinético-molecular, e pede que os alunos escrevam uma síntese da atividade 2.

Momento 3: O professor leva dois copos com água, um com água quente e um com água gelada. Pinga uma gota de tinta na água de
cada copo. Verifica-se que na água quente a tinta se espalha mais rapidamente. O professor pede que aos alunos utilizem o modelo
cinético-molecular para explicar o fenômeno.
Momento 4: Discussão das explicações.

Anexo I: Atividade 1 - A natureza do calor.

Os trechos a seguir são adaptações de uma tradução livre que a Professora Vera Bohomoletz Henriques fez do texto “A natureza do
calor” de Joseph Black publicado em 1807. Ao longo da leitura aparecerão algumas questões a respeito dos trechos anteriores.
Responda-as em seu caderno.

“Qualquer pessoa que reflita sobre as ideias que associamos à palavra calor perceberá que esta palavra é usada com dois
significados, ou para expressar duas coisas diferentes. Ela pode significar uma sensação estimulada em nossos órgãos, ou certa
qualidade, ou efeito, ou condição dos corpos em nosso entorno, através da qual eles provocam em nós essa sensação de calor. A
palavra é utilizada com o primeiro significado quando dizemos que sentimos calor; e com o segundo, quando dizemos que há calor
no fogo, ou em uma pedra quente. Não pode haver uma sensação de calor no fogo, ou na pedra quente, mas a matéria do fogo, ou
da pedra, encontra-se em um estado que provoca em nós a sensação de calor.
Neste estudo do calor e seus efeitos proponho usar esta palavra apenas com o segundo sentido, isto é, em que ela expressa o
estado, condição, ou qualidade da matéria que provoca em nós a sensação de calor. (...)”

1) Escreva com suas palavras quais os dois significados da palavra calor a que o autor se refere.
2) Com qual significado a palavra calor será usada ao longo do texto?

“A experiência que temos com esta qualidade ou estado da matéria mostra que ela é a qualidade mais facilmente transmitida de
ou corpo a outro que conhecemos. Os corpos quentes não podem ser colocados em contato ou na vizinhança de corpos frios sem
transmitir a eles uma parte de seu calor.
Quando retiramos um pedaço de ferro quente do fogo, como podemos o impedir de transferir o seu calor à matéria ao seu redor?
Coloque-o no chão, ou sobre uma pedra, e ele rapidamente transferirá a eles uma parte de seu calor; coloque-o sobre madeira, ou
algum outro material vegetal ou animal, que ele o aquecerá a tal ponto que ele se incendiará; suspenda-o no ar por uma corda, e
com um pouco de atenção você se convencerá de que ele logo transmite o calor ao ar ao seu redor.
Assim, o calor está o tempo todo sendo transferido dos corpos mais quentes aos corpos mais frios no seu entorno, e enquanto ele
passa de um para outro, ele penetra todos os tipos de matéria sem exceção: a densidade e a compactação não parecem ser
obstáculo, ao contrário, ele parece passar mais rápido para corpos densos do que para corpos rarefeitos (…).
Desta maneira, portanto, o calor é transferido de corpos mais quentes para corpos mais frios quando os dois estão em contato, ou
se estão próximos entre si; e a transferência continua até que os corpos encontrem-se a uma mesma temperatura, indicando o
equilíbrio de calor entre os dois.
Quando consideramos essa transmissão de calor de corpos quentes para corpos frios, a primeira questão que vem à nossa mente
é: como é que estes corpos agiram um sobre o outro, nesse evento? Será que um deles perdeu alguma coisa, enquanto o outro
ganhou? E qual deles perdeu, ou qual ganhou?
A opinião comum, com a qual a maioria concorda, é que o corpo quente perdeu algo que se acrescentou ao corpo frio. Supõem que
o calor é uma qualidade que depende, ou de uma matéria extremamente pequena e leve, que se introduz nos poros dos corpos, ou
de um tremor ou vibração das partículas que constituem os corpos. Supõem também que esta matéria extremamente pequena e
leve, ou o movimento de tremor, seja transferido do corpo quente ao corpo frio.”
3) No trecho acima o autor diz que a maioria das pessoas que estudaram os fenômenos ligados ao calor concordam com o o fato
de que, quando o corpo mais quente está próximo de um corpo mais frio, o corpo mais quente perde “algo” e o corpo mais frio
ganha “algo”. No entanto nem todos concordam sobre o que seria este “algo”. Segundo o autor, como poderia ser esse “algo” que
constitui o calor?

“Entretanto, embora muitos filósofos tenham concordado com a ideia comum em relação ao calor (que o calor é alguma qualidade
que reside nos corpos quentes e que é capaz de agir sobre corpos frios), outros filósofos discordam desta opinião. Alguns supõem
que o corpo frio é que age sobre o corpo quente. Segundo esses filósofos os corpos frios possuiriam algum tipo de matéria que
seria capaz de agir sobre os corpos quentes. Quando se coloca um pedaço de gelo, ou um pedaço de ferro muito frio, na mão
quente, em vez de haver transmissão da mão quente para o gelo, ou para o ferro frio, segundo eles, o que ocorre é o seguinte: no
gelo, ou no ferro frio, há uma multidão de partículas de gelo, ou partículas de frio, que têm uma tendência a passar de corpos
muito frios para corpos que estão menos frios. E muitos efeitos, ou consequências do frio, especialmente o congelamento dos
líquidos, dependem da ação destas partículas de frio. Eles chamam essas partículas de Speculae, partículas em forma de pequenas
espadas, ou flechas, e imaginam que esta forma explicará aquela sensação forte e dolorosa, bem como outros efeitos do frio
intenso.”
4) O autor indica que, na época, havia uma diferença de opinião entre dois grupos de “filósofos”. Havia os filósofos “da maioria” e
os filósofos “da minoria”. Quais são as diferenças entre estes dois grupos?
5) Com qual grupo de filósofos você concorda?

“Para termos um julgamento bem embasado sobre este assunto, devemos deixar de lado todos os preconceitos e suposições
acerca da natureza do frio e do calor e nos colocarmos as seguintes questões: De onde vêm estas duas qualidades dos corpos, o
calor e o frio, aparentemente diferentes? Quais são as fontes do calor e do frio? Ocorre-nos imediatamente que o calor tem uma
fonte, ou causa, óbvia no Sol e em incêndios. Evidentemente o Sol é a fonte principal, e talvez única, do calor que difunde através
do globo. Quando o Sol brilha, sentimos que ele nos aquece, e não podemos deixar de observar que aquece também todas as
coisas ao nosso redor. É claro também que as estações mais quentes são aquelas em que ele brilha mais, assim como são mais
quentes os climas mais diretamente expostos à sua luz. Quando o Sol desaparece, o calor torna-se menos intenso, e diminui
proporcionalmente ao tempo que sua influência é interceptada. Devemos então reconhecer que o Sol é a causa que age sobre toda
a matéria ao nosso redor, introduzindo alguma coisa nela, ou levando-a a uma condição que não é o seu estado espontâneo.
Tendo chegado a esta conclusão, onde vamos buscar uma causa primeira ou uma fonte para o frio? Sou ignorante de qualquer
causa do frio que não seja a ausência, ou a ação diminuída, do Sol, ou então a ação de ventos que vem de regiões onde sua luz do
Sol tem seu poder mais fraco. Assim, não vejo razão para entender o frio como algo diferente da diminuição de calor. Os átomos de
frio, ou partículas de gelo, que se supõe são trazidos pelos ventos frios, são de todo imaginários. Não temos a menor evidência de
sua existência, e não necessitamos desta ficção para explicar qualquer dos fenômenos ao qual foram atribuídos.”
6) Com qual grupo de “filósofos” o autor concorda?

7) Quais os argumentos que o autor levanta para defender seu ponto de vista?

“Algumas pessoas acharão difícil se abster do preconceito de que o frio age sobre os corpos mais quentes. Estas pessoas apelarão
para nossas sensações, que não nos deixariam enganar quanto a provas significativas da existência tanto do frio como do calor.
Quando tocamos uma pedra de gelo, sentimos claramente que ela tem uma “qualidade de frio”, assim como o ferro quente tem
uma “qualidade de calor.
Examinemos o que entendemos por “qualidade de frio”. É uma qualidade pela qual o gelo produz uma sensação desagradável na
mão que o toca. A essa sensação damos o nome de frio, e a consideramos contrária a do calor, e tão real quanto ela. Até aí
estamos certos. A sensação de frio em nossos órgãos é sem dúvida tão real quanto a de calor. Mas se então concluímos que ele é
produzido por um tipo de partícula que emana do gelo para os nossos órgãos, aí estaremos tirando uma conclusão apressada.
Podemos nos convencer disto através de vários experimentos. Podemos, por exemplo, fazer com que uma certa quantidade de
água morna possa parecer quente para uma pessoa, fria para outra, e nem quente nem fria para uma terceira. A primeira pessoa
deve preparar-se para o experimento mergulhando sua mão em água fria imediatamente antes; a segunda, mergulhando sua mão
em água quente, e a mão da terceira pessoa deve estar em seu estado natural. É necessário concluir destes fatos que nossas
sensações de frio e quente não dependem de dois tipos de causas diferentes, mas de certas diferenças de calor entre estes corpos
(a água, no exemplo acima) e nossos órgãos. E, em geral, todo corpo que parece quente quando tocado esta mais aquecido que a
mão, e transmite calor a ela; e todo corpo que está menos aquecido do que a mão, e que subtrai calor da mão que o toca, parece
frio, ou é chamado de frio. A sensação é em alguns casos agradável, em outros desagradável, de acordo com a intensidade e com
o estado de nossos órgãos; mas ela provém sempre da mesma causa, qual seja a transmissão de calor de outros corpos aos nossos
órgãos, ou dos órgãos para eles.”

8) O autor indica que não é preciso que haja partículas de frio para que exista a sensação de frio. Como o autor explica a sensação
de frio? E a sensação de calor?
Anexo II: Esquema síntese.

Anexo III: Atividade II – Estados físicos da matéria e mudanças de estado.

Os Físicos entendem que a matéria é composta por átomos muito pequenos, inacessíveis à observação, mesmo por meio dos
microscópios mais potentes que existem atualmente. O programa a seguir simula alguns aspectos do modo como os físicos imaginam
que as partículas microscópicas se comportam. Antes de sair “explorando” o programa, siga os passos abaixo sugeridos e registre o
que se pede. Caso você se perca, clique no botão “reset all”, no lado da tela.

Parte 1 – Sólido, líquido e gás.


1) Abra a simulação “Estados da matéria”. Na parte superior da tela, selecione a aba “sólido, líquido, gás”. Na parte direita da tela,
clique sobre o botão “sólido”. a) Descreva o comportamento das partículas nessa situação. b) Registre o valor da temperatura que o
termômetro na parte superior do recipiente indica.

2) Na parte direita da tela, clique sobre o botão “líquido”. a) Descreva o comportamento das partículas nessa situação. b) Registre o
valor da temperatura que o termômetro na parte superior do recipiente indica.

3) Na parte direita da tela, clique sobre o botão “gás”. a) Descreva o comportamento das partículas nessa situação. b) Registre o
valor da temperatura que o termômetro na parte superior do recipiente indica.

4) Registre quais as diferenças na temperatura, no movimento e na proximidade das partículas nos três estados físicos.

Parte 2 – Mudanças de estado.

No lado direito da tela, clique no botão “reset” e, em seguida, confirme. Na parte superior da tela, selecione a aba “mudança de
fases”. No lado superior direito, em “moléculas”, selecione o “argônio”.

1) A simulação mostra um conjunto de átomos de argônio no estado sólido, à temperatura de 31K (kelvins), o que corresponde a 242
graus célsius negativos. Sob o recipiente, com o mouse, há a possibilidade de adicionar calor. Adicione calor até que a temperatura
indicada pelo termômetro chegue a, aproximadamente, 45K (-228 oC). Quais mudanças você notou no movimento e na proximidade
das partículas?

2) Adicione calor até que a temperatura indicada pelo termômetro chegue a, aproximadamente, 61K (-213 oC). Quais mudanças você
notou no movimento e na proximidade das partículas? As partículas da borda se comportam da mesma forma que as partículas do
centro do conjunto?

3) Adicione calor até que a temperatura indicada pelo termômetro chegue a, aproximadamente, 100K (-173 oC). Quais mudanças
você notou no movimento e na proximidade das partículas? Há alguma diferença na forma como as partículas estão agrupadas? O
que você acha que está ocorrendo nesta situação?
4) Adicione calor até que a temperatura indicada pelo termômetro chegue a, aproximadamente, 200K (-73 oC). Quais mudanças você
notou no movimento e na proximidade das partículas? Há alguma diferença na forma como as partículas estão agrupadas? O que
você acha que está ocorrendo nesta situação?

5) Adicione calor até que a temperatura indicada pelo termômetro chegue a, aproximadamente, 200K (-73 oC). Quais mudanças você
notou no movimento e na proximidade das partículas? Há alguma diferença na forma como as partículas estão agrupadas? O que
você acha que está ocorrendo nesta situação?

6) Adicione calor até que a temperatura indicada pelo termômetro chegue a, aproximadamente, 400K (127 oC). Você notou mudanças
no movimento das partículas? Quais?

7) Remova calor até que a temperatura indicada pelo termômetro chegue a, aproximadamente, 10K (-263 oC). Descreva o que
acontece durante o processo.

8) Um aluno escreveu o seguinte: “no gelo, as partículas de água estão duras. Quando o gelo derrete, as partículas de água vão
ficam moles”. Você concorda com essa afirmação? O que você falaria a esse aluno?

9) Após a atividade um aluno escreveu o seguinte:

“No estado sólido, as partículas da substância estão unidas, e se agitando um pouco, mas sem mudar muito de posição. À medida que
se adiciona calor, as partículas se agitam mais, e ficam menos unidas. Continuando a fornecer calor, após um certo ponto as
partículas se agitam tanto que já se nota uma mudança na posição das partículas. Nessa situação, nenhuma partícula parece ter um
lugar muito definido. Trata-se do estado líquido.”. Você concorda com essa afirmação? O que você falaria a esse aluno?

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