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“Jovens” velhos: Anarquismo no Rio de Janeiro da década de 40 e 50

Rafael Viana da Silva∗

Resumo: O presente trabalho é o resultado de uma pesquisa que tem como objeto as estratégias
políticas dos anarquistas diante o sindicalismo em vigência no Rio de Janeiro após o Estado
Novo. Neste contexto, o artigo apresenta a análise histórica sobre as mudanças operadas na
cultura política dos anarquistas e suas estratégias durante a década de 40 e 50.

palavras-chave: anarquismo, sindicalismo, imprensa.

Abstract: This paper is the result of research that has as its object the political strategies of the
anarchists on unionism in effect in Rio de Janeiro after the Estado Novo. In this context, the
article presents a historical analysis of the changes taking place within the political culture of the
anarchists and their strategies during the 40s and 50s.

keywords: anarchism, unionism, press.

Prólogo historiográfico

Os estudos sobre o movimento operário, em específico os empreendidos pela história


social, esbarraram em mais de um momento com a presença das práticas políticas anarquistas em
certos contextos históricos. A história social conformou um setor específico de produção
acadêmica, onde o movimento operário – e por conseguinte o anarquismo – foi se constituindo
enquanto um objeto de pesquisa e que paulatinamente ganhou a atenção de numerosos


Mestrando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Bolsista
CAPES/CNPQ.

1
estudiosos. Desde os anos 801, a atenção desse concentrou-se com maior ênfase na Primeira
República e na cidade do Rio de Janeiro. Em termos cronológicos, podemos afirmar que esses
estudos, com poucas variações, ainda permaneciam em sua maioria, restritos às primeiras décadas
do século XX.
Algumas reflexões historiográficas nos anos subseqüentes contribuiriam para modificar
esse panorama e as pesquisas mudaram alguns enfoques. Os avanços teóricos da história social
nos anos 90, em específico da História Social do Trabalho2, ampliaram não apenas os métodos de
análise das pesquisas sobre o movimento operário, mas contribuíram com a dilatação dos marcos
cronológicos que orientavam esses estudos. A divisão “informal”3 entre historiadores e cientistas
sociais nos estudos do pós-45 também fora diluída. Os historiadores passaram a se debruçar sobre
este período formulando novas questões, que revigoraram o campo de pesquisas. Uma classe
trabalhadora ativa e envolta em dilemas políticos profundos, ainda que sob uma estrutura sindical
corporativista, caracterizava o resultado dessas pesquisas.
Em relação às pesquisas sobre o anarquismo, algumas mudanças nos estudos também
podem ser observadas nos últimos anos. Estes passaram a se deslocar para outros recortes
temporais. Esse é o caso de pesquisas que estudaram o anarquismo da década de 70 e 80 no
Brasil, que se caracteriza pela sua ligação com a imprensa alternativa e com o fenômeno do Maio
de 68. Esta data também é considerada pela historiografia sobre o tema, como o “ressurgimento
do anarquismo” no Brasil – de certo modo, reafirmando que as décadas de 40 e 50 foram épocas
letárgicas para o anarquismo.
Entretanto este panorama historiográfico se modificou; se os estudos históricos que nos
últimos 20 anos se debruçaram sobre o movimento operário das décadas de 40 e 50 revigoraram a
constituição desse objeto, dando também a própria classe o “elo” da cadeia perdido, podemos ser
otimistas em relação ao quadro que se abre aos estudos sobre o anarquismo neste período.
Neste sentido, o estudo das práticas, estratégias e cultura política anarquista na década de
40 e 50 no Rio de Janeiro pode contribuir nos seus limites com a pluralidade do passado da classe
trabalhadora, seus projetos e utopias.

1
Cf. CASTRO, 1997.
2
BATALHA, 2006.
3
Ibid.

2
Anarquismo e Sindicalismo na década de 40 e 50 no Rio de Janeiro

Embora haja certo consenso na historiografia especializada ao demonstrar que o


anarquismo debilitara-se profundamente com a crise do sindicalismo revolucionário na década de
304, seria incorreto afirmar que sua atividade se extinguira totalmente nos anos posteriores. Os
anarquistas, mesmo no regime do Estado Novo (1937-1945), não cessaram suas atividades, ainda
que sob clandestinidade, tivessem suas forças reduzidas e operassem basicamente no sul e
sudeste brasileiro.
Com o término da Segunda Grande Guerra, o fim do Estado Novo se precipita. A pressão
sobre Vargas aumenta; o repatriamento da Força Expedicionária Brasileira, que lutara ao lado dos
aliados contra os exércitos das potências do eixo se dá em plena crise do Estado Novo. Havia
uma contradição nascente: os praças lutaram externamente pela democracia, enquanto no país
vivia-se um regime autoritário.
Getúlio tentou sobreviver politicamente aproximando-se dos sindicalistas. Sua iniciativa
de redemocratização em 1945 era vista com desconfiança pela cúpula militar e pelos setores
liberais conservadores. O PCB decidia apoiar Getúlio segundo uma estratégia de aproximação
delineada em 1943 na chamada Conferência da Mantiqueira. Nos aparelhos sindicais, a tática do
partido era a de realizar eleições unitárias, para não gerar “rusgas” entre as diferentes correntes e
fortalecer a idéia da “Assembléia Nacional Constituinte com Getúlio”, e da democratização. O
PCB também reforçava o compromisso com a manutenção da ordem, visando não gerar
desconfianças públicas5 sobre o partido6, este, ainda legalizado.

4
Cf. SAMIS, 2009.
5
Nas eleições de 1945, o PCB elegeu 14 deputados para a Assembléia Constituinte. Mesmo em seu compromisso
com a ordem, o partido era visto como potencialmente subversivo. Cf. SILVA, Fernando Teixeira da; SANTANA,
Marco Aurélio. “O equilibrista e a política: o “Partido da Classe Operária" (PCB) na democratização (1945-1964) in
FERREIRA, Jorge; REIS, Daniel Aarão (org), 2007.
6
Política que gera tensões e descompasso em suas próprias bases.

3
A alta oficialidade do exército não acreditou na agenda liberalizante de Getúlio e
desconfiada de seu perfil de líder de massas, o depôs em 29 de outubro de 1945, com apoio da
oposição liberal7. A administração do Estado brasileiro coube ao presidente Eurico Dutra (1946-
1951). Apesar de haver um clima democrático no país, a estrutura repressiva8 se mantivera
intacta.
Os anarquistas aproveitam este instável ambiente democrático. O primeiro jornal
anarquista a sair após o Estado Novo, fora o periódico Remodelações, no Estado do Rio de
Janeiro; nome sugestivo para um momento de reorganização. O jornal era coordenado pelo
anarquista cearense Moacir Caminha, mas contava com a participação de outros militantes, tais
como José Oiticica e Maria Iêda. Circulou semanalmente, até seu desaparecimento em julho de
1947, provavelmente, pela escassez de recursos em manter dois periódicos,9 já que com o
aparecimento de Ação Direta em 1946, fosse mais fácil aos anarquistas do Rio de Janeiro,
concentrar seus esforços em apenas um jornal.
Assim que sopraram os ventos da redemocratização, os debates de organização circularam
pelas correspondências dos anarquistas e em sua imprensa. A maior preocupação parecia a
tentativa de retomar o principal vetor social10 (sindicatos) e a segunda, nos esforços na formação
de um organismo específico anarquista de amplitude nacional, chamado temporariamente de
Federação Libertária Brasileira. Este tipo de modelo organizativo andava em consonância – com
certas variações – com o compasso organizativo do anarquismo mundial, concretizado num
congresso internacional realizado em 1949, na França, com participação de brasileiros. Em 1948
os anarquistas realizariam seu próprio congresso nacional.
A presença de organizações específicas anarquistas no congresso anarquista de 48 deve
ser compreendida pela retomada do projeto do anarquismo “organizacionista”, outrora
interrompido, onde os militantes do Rio de Janeiro possuem um papel fundamental. Esta proposta
defendia a estratégia de formar agrupamentos ideológicos anarquistas para atuar nos sindicatos, e

7
CACHAPUZ, Paulo Brandi et al; LAMARÃO, Sérgio; SILVA, Raul Mendes (org). Getúlio Vargas e seu tempo.
Rio de Janeiro, Bndes, s/d apud SILVA, 2011.
8
A legalização do PCB, por exemplo, durará pouco tempo. Em 1948 este tem sua sede lacrada.
9
Fato que pode ser comprovado pelos recorrentes pedidos de apoio à imprensa libertária em ambos os periódicos
citados.
10
Sobre o conceito de vetor social. Cf. SAMIS, 2009.

4
tentou se firmar por duas vezes. No Rio de Janeiro a primeira tentativa ocorreu em 1918 com a
Aliança Anarquista do Rio de Janeiro, organizada por Fábio Luz, José Oiticica e outros
libertários, e que fora atingida pela repressão que se seguiu a Insurreição11 no mesmo ano. Em
1919 os libertários fundaram o Partido Comunista Brasileiro, que apesar do nome12, muito
influenciado pela Revolução Russa, era um agrupamento de bases de acordo anarquista. A
proposta anteriormente derrotada dos militantes organizacionistas na Primeira República
encontrou na década de 40, uma conjuntura propícia para sua difusão. Não é por acaso, que
mesmo com as transformações internas da cultura política13 dos anarquistas no Brasil em direção
ao apelo organizacionista, facilitando o consenso para a formação de suas organizações, essas,
tinham dificuldades para sobreviver nos anos seguintes. Como a vontade dos atores sociais nem
sempre corresponde às circunstâncias de sua efetivação, este projeto encontrou limites. Se os
anarquistas tinham grande presença no seu vetor social (sindicatos) na Primeira República, mas
não conseguiam organizar-se numa instância política própria, a dificuldade após o fim do Estado
novo se invertera, ainda que os pólos fossem os mesmos: não havia dúvidas sobre consolidar uma
organização específica anarquista, mas a questão central era reinserir o anarquismo na classe.
Grupos como a União Anarquista do Rio de Janeiro (UARJ), Juventude Anarquista do
Rio de Janeiro (JARJ), União Anarquista de São Paulo (UASP), Os Ácratas de Porto Alegre e
individualidades, aprovam no Congresso Anarquista de 1948 a estratégia de retorno organizado
dos anarquistas ao seu vetor social perdido, mas as dificuldades para esta tarefa eram muitas. A

11
Cf. ADDOR, 1986.
12
Segundo Antoine Prost, é preciso “É que, para os atores individuais ou coletivos da história, os textos que eles
produzem não são apenas meios de dizer seus atos e posições; os textos são, neles mesmos, atos e posições. Dizer é
fazer, e a lingüística, fazendo o historiador compreender isso, devolve-lhe a questão do sentido histórico desses atos
particulares.” (PROST, Antoine in RÉMOND, 1996, p. 317). O termo comunismo era freqüentemente utilizado pelos
anarquistas em seus jornais e periódicos.
Por vezes, os anarquistas em seus veículos de imprensa da primeira república utilizavam a terminologia comunismo
anárquico ou anarquista, ou comunismo libertário, não sem suas devidas distinções: “Há duas espécies de
comunismo e, pois, também de comunistas. Um, estatal ou autoritário; o outro anarquista ou libertário.” (ALARMA,
R. Dois Comunismos: os trabalhadores têm de decidir-se por um ou pelo outro. Ação Direta,Rio de Janeiro, 20 de
Agosto de 1946, nº 17, Ação Anárquica, p. 03).
13
Entendemos cultura política, como um “[...] sistema de referências em que se reconhecem todos os membros de
uma mesma família política, lembranças históricas comuns, heróis consagrados, documentos fundamentais [...],
símbolos, bandeiras, festas, vocabulário de palavras (BERSTEIN, Serge in RÉMOND, 1996: 88-89). É possível
observar nesta cultura política, “[...] alterações de rumo, modificações de conteúdo, [...] seu andamento é lento e
deve, para ser percebido, ser observado na escala da geração, que é com certeza a unidade de medida das mutações
culturais” (Ibid, p. 91).

5
disputa com os comunistas do PCB, uma força política relevante no período, e que “ganhara”
suas bases seria apenas uma delas.
A persistência da legislação corporativa marcará o processo de redemocratização no plano
sindical, mas no caso das lutas paredistas neste período, estas se iniciaram antes do período da
reabertura democrática, ainda em 1944. Ocorreram paradoxalmente fora das estruturas
burocráticas, ou seja, por comissões de base14 e locais de trabalho.
As barreiras institucionais e a repressão não foram suficientes para barrar as tendências
grevistas em 1945. Greve dos ferroviários de Campinas em 20 de março, nas Docas de Santos em
maio, dos bancários paulistas em agosto e no Rio de Janeiro, paralisações de motoristas de
ônibus, de funcionários públicos, securitários, etc.15. À despeito das tensões internas16 de sua
política de “apertar os cintos” 17, o PCB no pós-guerra continuou com grande prestígio. A
conjuntura oferecia aos anarquistas grandes dificuldades para suas propostas; por isto, a atuação
destes na década de 40 e 50 se orientou em tentar reconstruir o “espírito” libertário dos
sindicatos; como a aproximação ao Sindicato dos Trabalhadores da Light (Rio de Janeiro).
A tática dos anarquistas nesse estado era formar um grupo sindical de resistência, uma
oposição que partisse das base e que estivesse afinada com a estratégia do sindicalismo
revolucionário. Propunham partir da experiência da classe e tentar reconstruir a “forma” com que
as experiências da classe eram tratadas, intentando recuperar o “espírito” libertário do
sindicalismo de outrora, encarnado em “tradições, sistema de valores, idéias e formas
18
institucionais” , pretendendo constituir assim, uma nova consciência de classe. Um dos
obstáculos para esta proposta dizia respeito não somente ao ideário socialista do pós-guerra, mas
atingia outros atores políticos: o reformismo19; este demarcou a atuação dos diferentes grupos

14
Citar alguém.
15
MARANHÃO, 1979: 41-42.
16
Ibid, p. 37.
17
Sobre a relação dos comunistas com as greves. Cf. SANTANA, 2001: 45.
18
THOMPSON, 1987: 9.
19
Cf. HECKER, Alexandre. “Propostas de esquerda para um novo Brasil: o ideário socialista do pós- guerra.” in
REIS, Daniel Aarão; FERREIRA, Jorge (organizadores), 2007.

6
políticos20 naquele momento. O comportamento político era balizado por duas regras de seu
tempo: país como espaço, reforma como instrumento21.
A dificuldade de reinserção das propostas22 anarquistas nos sindicatos dificultou a
sobrevivência de suas organizações no Brasil: a oxigenação ideológica destas, dependia do
sucesso nas instâncias sociais. Mas a presença de um setor juvenil, articulado em torno da
Juventude Anarquista do Rio de Janeiro, garantiu a continuidade política com os “jovens
velhos”23.
A construção do Movimento de Orientação Sindical (M.O.S) no Rio de Janeiro e São
Paulo era um dos elementos dessa estratégia classista, fator que reforça a tese, conjuntamente
com a análise das resoluções do Congresso Anarquista de 1948, que os anarquistas orientaram
sua política em torno de perspectivas sindicais com apoio de determinados espaços culturais24
para a reinserção na classe.
O ano de 1953 é marcado por grandes greves25, como a dos 300 mil; realizada em março,
em São Paulo. Esta impulsiona, apesar da repressão, um ascenso de lutas que escapa a estrutura
oficial26. A indicação de João Goulart à pasta do Ministério do Trabalho reforçou o canal de
comunicação de Getúlio (eleito em 1950) com a classe trabalhadora e arrefeceu a onda
contestatória. Getúlio governou até 1954, ano de seu suicídio, mas sua influência no movimento
sindical e os parâmetros que o legitimaram27 permaneceram presentes. No Rio de Janeiro, os
anarquistas após a morte de José Oiticica – duro golpe simbólico – em 1957 fundariam, no ano
posterior, o Centro de Estudos Professor José Oiticica28.
Desto modo, a atividade dos anarquistas manteve os laços entre diferentes gerações
conectados. Possibilitou também, que, pelas trajetórias de seus militantes, sobrevivesse às

20
Idem.
21
Idem.
22
Os grupos de oposição pela “esquerda” (trotskystas, socialistas independentes, etc.) ao PCB também tiveram
muitas dificuldades em expandir suas bases.
23
Referência a um termo utilizado pelos próprios anarquistas no período.
24
Cf. Os Anarquistas em Face do Sindicalismo in RODRIGUES, 1992: 206.
25
Cf. CORRÊA, 2007.
26
Idem.
27
Cf. GOMES, Angela de Castro. “Partido Trabalhista Brasileiro (1945-1965): getulismo, trabalhismo, nacionalismo
e reformas de base” in FERREIRA, Jorge e REIS, Daniel Aarão, 2007.
28
No RJ tentou-se antes da fundação do CEPJO, articular um espaço libertário. O nome do espaço era Centro de
Estudos Sociais, que aparece já em 1945, mas não teve vida longa.

7
condições desfavoráveis. A atividade dos anarquistas durante a década de 40 e 50 permitiu que
suas experiências atravessassem os anos, e contribuiu para sua sobrevivência ideológica, cuja
semente, como no retrato literário de Zola, recorrentemente utilizado pelos libertários “[...]
germinava lentamente nos sulcos da terra, crescendo para as colheitas do [...] futuro.” 29

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