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EPCAR

PM-CE
ESCOLA PREPARATÓRIA DE CADETES DO AR
POLÍCIA MILITAR DO CEARÁ

SOLDADO
CADETESPM
DO AR
CONTEÚDO
CONTEÚDO
- Língua Portuguesa GRÁTIS
CONTEÚDO ONLINE
- Língua Portuguesa
Atualidades
Matemática
- Matemática
Português
Informática
- Língua Inglesa - Figuras de Linguagem
Conhecimentos Específicos
Matemática
- Razão e Proporção

CONTEÚDO DE ACORDO COM O ÚLTIMO EDITAL Informática


2020 COLEÇÃO PREPARATÓRIA - MS-Office Word 2016

Direitos Humanos
- Direitos e Garantias
Fundamentais na
Constituição Federal
Polícia Militar do Ceará

PM-CE
Soldado PM
A apostila preparatória é elaborada antes da publicação do Edital Oficial com base no edital anterior,
para que o aluno antecipe seus estudos.

NV-017AB NO

Cód.: 9088121443396
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OBRA

PM-CE - Polícia Militar do Ceará

Soldado PM

Atualizada até 04/2020

AUTORES
Língua Portuguesa - Profª Zenaide Auxiliadora Pachegas Branco
Atualidades - Profª Roberta Amorim
Matemática - Profº Bruno Chieregatti e Joao de Sá Brasil
Informática - Profº Ovidio Lopes da Cruz Netto
Conhecimentos Específicos - Profª Giovana Marques

PRODUÇÃO EDITORIAL/REVISÃO
Aline Mesquita
Josiane Sarto
Roberth Kairo

DIAGRAMAÇÃO
Dayverson Ramon
Higor Moreira

CAPA
Joel Ferreira dos Santos

Edição ABR /2020

www.novaconcursos.com.br

sac@novaconcursos.com.br
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e interpretação de texto................................................................................................................................................... 01


Tipologia e gêneros textuais........................................................................................................................................................................ 08
Figuras de linguagem...................................................................................................................................................................................... 09
Significação de palavras e expressões. Relações de sinonímia e de antonímia....................................................................... 14
Ortografia............................................................................................................................................................................................................. 17
Acentuação gráfica. Uso da crase............................................................................................................................................................... 22
Divisão silábica................................................................................................................................................................................................... 29
Fonética e Fonologia: som e fonema, encontros vocálicos e consonantais e dígrafos........................................................ 30
Morfologia: classes de palavras variáveis e invariáveis e seus empregos no texto. Locuções verbais (perífrases
verbais). Funções do que e do se............................................................................................................................................................... 35
Formação de palavras. Elementos de comunicação........................................................................................................................... 73
Sintaxe: relações sintático-semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (período simples e
período composto por coordenação e subordinação)...................................................................................................................... 76
Concordância verbal e nominal................................................................................................................................................................... 86
Regência verbal e nominal............................................................................................................................................................................ 94
Colocação pronominal.................................................................................................................................................................................... 100
Emprego dos sinais de pontuação e sua função no texto............................................................................................................... 100
Elementos de coesão....................................................................................................................................................................................... 104
Função textual dos vocábulos..................................................................................................................................................................... 109
Variação linguística........................................................................................................................................................................................... 110

ATUALIDADES

Domínio de tópicos atuais e relevantes de diversas áreas, tais como: economia, sociedade, educação,
tecnologia energia, relações internacionais, desenvolvimento sustentável, segurança, artes e literatura e suas
vinculações históricas..................................................................................................................................................................................... 01

MATEMÁTICA

Números Inteiros, Racionais e Reais.......................................................................................................................................................... 01


Sistema Legal de Medidas............................................................................................................................................................................. 13
Razões e Proporções....................................................................................................................................................................................... 18
Divisão Proporcional........................................................................................................................................................................................ 21
Regras de Três Simples e Compostas....................................................................................................................................................... 23
Percentagens...................................................................................................................................................................................................... 26
Equações e Inequações de 1º e de 2º graus.......................................................................................................................................... 28
Juros Simples e Compostos: Capitalização e Descontos................................................................................................................... 34
Raciocínio Lógico: Sequências (com números, com figuras e de palavras), Proposições, Conectivos, Argumentos
Válidos, Equivalência e Implicação Lógica.............................................................................................................................................. 37
SUMÁRIO

INFORMÁTICA

Conceitos e fundamentos básicos. Conhecimento e utilização dos principais softwares utilitários


(compactadores de arquivos, chat, clientes de e-mails, reprodutores de vídeo, visualizadores de imagem,
antivírus).............................................................................................................................................................................................................. 01
Identificação e manipulação de arquivos. Backup de arquivos Conceitos básicos de Hardware (Placa-mãe
memórias, processadores (CPU) e disco de armazenamento HDs, CDs e DVDs). Periféricos de computadores...... 02
Ambientes operacionais: Utilização dos sistemas operacionais Windows XP Profissional e Windows 7..................... 09
Conceitos básicos sobre Linux e Software Livre.................................................................................................................................. 17
Utilização dos editores de texto (Microsoft Word e LibreOffice Writer); Utilização dos editores de planilhas
(Microsoft Excel e LibreOffice Calc). Utilização do Microsoft PowerPoint................................................................................. 21
Utilização e configuração de e-mail no Microsoft Outlook. Conceitos de tecnologias relacionadas à Internet e
Intranet, busca e pesquisa na Web, Mecanismos de busca na Web, Navegadores de internet: Internet Explorer,
Mozilla Firefox, Google Chrome................................................................................................................................................................ 38
Segurança na Internet, Vírus de computadores, Spyware, Malware, Phishing........................................................................ 53
Transferência de arquivos pela internet.................................................................................................................................................. 57

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Conhecimentos Específicos: Legislação: Estatuto dos Militares do Estado do Ceará (Lei Estadual nº13.729/2006,
e suas alterações até a data de publicação do Edital)....................................................................................................................... 01
Código Disciplinar dos Militares do Estado do Ceará (Lei 13.407/2003 e suas alterações até a data de
publicação do Edital)...................................................................................................................................................................................... 07
Lei Complementar Estadual nº98/2011 e suas alterações até a data de publicação do Edital......................................... 17
Constituição Federal de 1988: Artigo 5º - Dos Direitos e Garantias Fundamentais e Artigo 144 - Da Segurança
Pública.................................................................................................................................................................................................................. 19
ÍNDICE

LÍNGUA PORTUGUESA

Compreensão e interpretação de texto............................................................................................................................................................ 01


Tipologia e gêneros textuais................................................................................................................................................................................. 08
Figuras de linguagem............................................................................................................................................................................................... 09
Significação de palavras e expressões. Relações de sinonímia e de antonímia................................................................................ 14
Ortografia...................................................................................................................................................................................................................... 17
Acentuação gráfica. Uso da crase........................................................................................................................................................................ 22
Divisão silábica............................................................................................................................................................................................................ 29
Fonética e Fonologia: som e fonema, encontros vocálicos e consonantais e dígrafos................................................................. 30
Morfologia: classes de palavras variáveis e invariáveis e seus empregos no texto. Locuções verbais (perífrases ver-
bais). Funções do que e do se.............................................................................................................................................................................. 35
Formação de palavras. Elementos de comunicação.................................................................................................................................... 73
Sintaxe: relações sintático-semânticas estabelecidas entre orações, períodos ou parágrafos (período simples e
período composto por coordenação e subordinação)............................................................................................................................... 76
Concordância verbal e nominal............................................................................................................................................................................ 86
Regência verbal e nominal..................................................................................................................................................................................... 94
Colocação pronominal............................................................................................................................................................................................. 100
Emprego dos sinais de pontuação e sua função no texto........................................................................................................................ 100
Elementos de coesão................................................................................................................................................................................................ 104
Função textual dos vocábulos.............................................................................................................................................................................. 109
Variação linguística.................................................................................................................................................................................................... 110
Compreender significa
COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Entendimento, atenção ao que realmente está escrito.
O texto diz que...
É sugerido pelo autor que...
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e rela- De acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
cionadas entre si, formando um todo significativo capaz O narrador afirma...
de produzir interação comunicativa (capacidade de codi-
ficar e decodificar). Erros de interpretação

Contexto – um texto é constituído por diversas frases. • Extrapolação (“viagem”) = ocorre quando se sai
Em cada uma delas, há uma informação que se liga com do contexto, acrescentando ideias que não estão
a anterior e/ou com a posterior, criando condições para no texto, quer por conhecimento prévio do tema
a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa in- quer pela imaginação.
terligação dá-se o nome de contexto. O relacionamento • Redução = é o oposto da extrapolação. Dá-se
entre as frases é tão grande que, se uma frase for retirada atenção apenas a um aspecto (esquecendo que
de seu contexto original e analisada separadamente, po- um texto é um conjunto de ideias), o que pode
derá ter um significado diferente daquele inicial. ser insuficiente para o entendimento do tema
desenvolvido.
Intertexto - comumente, os textos apresentam refe- • Contradição = às vezes o texto apresenta ideias
rências diretas ou indiretas a outros autores através de contrárias às do candidato, fazendo-o tirar con-
citações. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto. clusões equivocadas e, consequentemente, errar a
questão.
Interpretação de texto - o objetivo da interpretação
de um texto é a identificação de sua ideia principal. A Observação: Muitos pensam que existem a ótica do
partir daí, localizam-se as ideias secundárias (ou fun- escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas em
damentações), as argumentações (ou explicações), que uma prova de concurso, o que deve ser levado em consi-
levam ao esclarecimento das questões apresentadas na deração é o que o autor diz e nada mais.
prova.
Coesão e Coerência
Normalmente, em uma prova, o candidato deve:
Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
• Identificar os elementos fundamentais de uma ar- relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre
gumentação, de um processo, de uma época (nes- si. Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de
te caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os um pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um
quais definem o tempo). pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o
• Comparar as relações de semelhança ou de dife- que se vai dizer e o que já foi dito.
renças entre as situações do texto. São muitos os erros de coesão no dia a dia e, entre
• Comentar/relacionar o conteúdo apresentado eles, está o mau uso do pronome relativo e do prono-
com uma realidade. me oblíquo átono. Este depende da regência do verbo;
• Resumir as ideias centrais e/ou secundárias. aquele, do seu antecedente. Não se pode esquecer tam-
• Parafrasear = reescrever o texto com outras bém de que os pronomes relativos têm, cada um, va-
palavras. lor semântico, por isso a necessidade de adequação ao
antecedente.
Condições básicas para interpretar Os pronomes relativos são muito importantes na in-
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
Fazem-se necessários: conhecimento histórico-literá- coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
rio (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), lei- existe um pronome relativo adequado a cada circunstân-
tura e prática; conhecimento gramatical, estilístico (qua- cia, a saber:
lidades do texto) e semântico; capacidade de observação que (neutro) - relaciona-se com qualquer anteceden-
e de síntese; capacidade de raciocínio. te, mas depende das condições da frase.
qual (neutro) idem ao anterior.
Interpretar/Compreender quem (pessoa)
cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
LÍNGUA PORTUGUESA

Interpretar significa: o objeto possuído.


Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. como (modo)
Através do texto, infere-se que... onde (lugar)
É possível deduzir que... quando (tempo)
O autor permite concluir que... quanto (montante)
Qual é a intenção do autor ao afirmar que... Exemplo:
Falou tudo QUANTO queria (correto)

1
Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deve-
ria aparecer o demonstrativo O).
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Dicas para melhorar a interpretação de textos
1. (EBSERH – Analista Administrativo – Estatística
• Leia todo o texto, procurando ter uma visão ge- – AOCP-2015)
ral do assunto. Se ele for longo, não desista! Há
muitos candidatos na disputa, portanto, quanto O verão em que aprendi a boiar
mais informação você absorver com a leitura, mais Quando achamos que tudo já aconteceu, novas ca-
chances terá de resolver as questões. pacidades fazem de nós pessoas diferentes do que
• Se encontrar palavras desconhecidas, não inter- éramos
rompa a leitura. IVAN MARTINS
• Leia o texto, pelo menos, duas vezes – ou quantas
forem necessárias. Sei que a palavra da moda é precocidade, mas eu acre-
• Procure fazer inferências, deduções (chegar a uma dito em conquistas tardias. Elas têm na minha vida um
conclusão). gosto especial.
• Volte ao texto quantas vezes precisar. Quando aprendi a guiar, aos 34 anos, tudo se transfor-
• Não permita que prevaleçam suas ideias sobre as mou. De repente, ganhei mobilidade e autonomia. A ci-
do autor. dade, minha cidade, mudou de tamanho e de fisionomia.
• Fragmente o texto (parágrafos, partes) para me- Descer a Avenida Rebouças num táxi, de madrugada, era
lhor compreensão. diferente – e pior – do que descer a mesma avenida com
• Verifique, com atenção e cuidado, o enunciado de as mãos ao volante, ouvindo rock and roll no rádio. Pegar
cada questão. a estrada com os filhos pequenos revelou-se uma delícia
• O autor defende ideias e você deve percebê-las. insuspeitada.
• Observe as relações interparágrafos. Um parágra- Talvez porque eu tenha começado tarde, guiar me pare-
fo geralmente mantém com outro uma relação de ce, ainda hoje, uma experiência incomum. É um ato que,
continuação, conclusão ou falsa oposição. Identifi- mesmo repetido de forma diária, nunca se banalizou
que muito bem essas relações. inteiramente.
• Sublinhe, em cada parágrafo, o tópico frasal, ou Na véspera do Ano Novo, em Ubatuba, eu fiz outra des-
seja, a ideia mais importante. coberta temporã.
• Nos enunciados, grife palavras como “correto” Depois de décadas de tentativas inúteis e frustrantes,
ou “incorreto”, evitando, assim, uma confusão na num final de tarde ensolarado eu conquistei o dom da
hora da resposta – o que vale não somente para flutuação. Nas águas cálidas e translúcidas da praia Bra-
Interpretação de Texto, mas para todas as demais va, sob o olhar risonho da minha mulher, finalmente con-
questões! segui boiar.
• Se o foco do enunciado for o tema ou a ideia Não riam, por favor. Vocês que fazem isso desde os oito
principal, leia com atenção a introdução e/ou a anos, vocês que já enjoaram da ausência de peso e esfor-
conclusão. ço, vocês que não mais se surpreendem com a sensação
• Olhe com especial atenção os pronomes relativos, de balançar ao ritmo da água – sinto dizer, mas vocês se
pronomes pessoais, pronomes demonstrativos, esqueceram de como tudo isso é bom.
etc., chamados vocábulos relatores, porque reme- Nadar é uma forma de sobrepujar a água e impor-se a
tem a outros vocábulos do texto. ela. Boiar é fazer parte dela – assim como do sol e das
montanhas ao redor, dos sons que chegam filtrados ao
SITES ouvido submerso, do vento que ergue a onda e lança
Disponível em: <http://www.tudosobreconcursos. água em nosso rosto. Boiar é ser feliz sem fazer força, e
com/materiais/portugues/como-interpretar-textos> isso, curiosamente, não é fácil.
Disponível em: <http://portuguesemfoco.com/pf/ Essa experiência me sugeriu algumas considerações so-
09-dicas-para-melhorar-a-interpretacao-de-textos-em- bre a vida em geral.
-provas> Uma delas, óbvia, é que a gente nunca para de aprender
Disponível em: <http://www.portuguesnarede. ou de avançar. Intelectualmente e emocionalmente, de
com/2014/03/dicas-para-voce-interpretar-melhor-um. um jeito prático ou subjetivo, estamos sempre incorpo-
html> rando novidades que nos transformam. Somos geneti-
Disponível em: <http://vestibular.uol.com.br/cursi- camente elaborados para lidar com o novo, mas não só.
LÍNGUA PORTUGUESA

nho/questoes/questao-117-portugues.htm> Também somos profundamente modificados por ele. A


cada momento da vida, quando achamos que tudo já
aconteceu, novas capacidades irrompem e fazem de nós
uma pessoa diferente do que éramos. Uma pessoa capaz
de boiar é diferente daquelas que afundam como pedras.
Suspeito que isso tenha importância também para os
relacionamentos.

2
Se a gente não congela ou enferruja – e tem gente que já d) haver sempre tempo para aprender coisas novas, in-
está assim aos 30 anos – nosso repertório íntimo tende a clusive agir com o raciocínio nas relações amorosas.
se ampliar, a cada ano que passa e a cada nova relação. e) ser necessário aprender nos relacionamentos, porém
Penso em aprender a escutar e a falar, em olhar o outro, sempre estando alerta para aquilo de ruim que pode
em tocar o corpo do outro com propriedade e deixar-se acontecer.
tocar sem susto. Penso em conter a nossa própria frustra-
ção e a nossa fúria, em permitir que o parceiro floresça, Resposta: Letra A
em dar atenção aos detalhes dele. Penso, sobretudo, em Ao texto: (...) tudo se aprende, mesmo as coisas simples
conquistar, aos poucos, a ansiedade e insegurança que que pareciam impossíveis. / Enquanto se está vivo e
nos bloqueiam o caminho do prazer, não apenas no sen- relação existe, há chance de melhorar = sempre há
tido sexual. Penso em estar mais tranquilo na companhia tempo para boiar (aprender).
do outro e de si mesmo, no mundo. Em “a”: haver sempre tempo para aprender, para ten-
Assim como boiar, essas coisas são simples, mas preci- tar relaxar e ser feliz nas águas do amor, agindo com
sam ser aprendidas. mais calma, com mais prazer, com mais intensidade e
Estar no interior de uma relação verdadeira é como estar menos medo = correta.
na água do mar. Às vezes você nada, outras vezes você Em “b”: ser necessário agir com mais cautela nos rela-
boia, de vez em quando, morto de medo, sente que pode cionamentos amorosos para que eles não se desfaçam
afundar. É uma experiência que exige, ao mesmo tem- = incorreta – o autor propõe viver intensamente.
po, relaxamento e atenção, e nem sempre essas coisas Em “c”: haver sempre tempo para aprender a ser mais
se combinam. Se a gente se põe muito tenso e cerebral, criterioso com seus relacionamentos, a fim de que eles
a relação perde a espontaneidade. Afunda. Mas, largada sejam vividos intensamente = incorreta – ser menos
apenas ao sabor das ondas, sem atenção ao equilíbrio, a objetivo nos relacionamentos.
relação também naufraga. Há uma ciência sem cálculos Em “d”: haver sempre tempo para aprender coisas no-
que tem de ser assimilada a cada novo amor, por cada vas, inclusive agir com o raciocínio nas relações amo-
um de nós. Ela fornece a combinação exata de atenção e rosas = incorreta – ser mais emoção.
relaxamento que permite boiar. Quer dizer, viver de for- Em “e”: ser necessário aprender nos relacionamentos,
ma relaxada e consciente um grande amor. porém sempre estando alerta para aquilo de ruim que
Na minha experiência, esse aprendizado não se fez ra- pode acontecer = incorreta – estar sempre cuidando,
pidamente. Demorou anos e ainda se faz. Talvez porque não pensando em algo ruim.
eu seja homem, talvez porque seja obtuso para as coi-
sas do afeto. Provavelmente, porque sofro das limitações 2. (TJ-SC – ANALISTA ADMINISTRATIVO – FGV-2018)
emocionais que muitos sofrem e que tornam as relações Observe a charge a seguir:
afetivas mais tensas e trabalhosas do que deveriam ser.
Sabemos nadar, mas nos custa relaxar e ser felizes nas
águas do amor e do sexo. Nos custa boiar.
A boa notícia, que eu redescobri na praia, é que tudo
se aprende, mesmo as coisas simples que pareciam
impossíveis.
Enquanto se está vivo e relação existe, há chance de me-
lhorar. Mesmo se ela acabou, é certo que haverá outra
no futuro, no qual faremos melhor: com mais calma, com
mais prazer, com mais intensidade e menos medo.
O verão, afinal, está apenas começando. Todos os dias se
pode tentar boiar.
http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/ivan-martins/
noticia/2014/01/overao-em-que-aprendi-boiar.html

De acordo com o texto, quando o autor afirma que “To- A charge acima é uma homenagem a Stephen Hawking,
dos os dias se pode tentar boiar.”, ele refere-se ao fato de destacando o fato de o cientista:

a) haver sempre tempo para aprender, para tentar relaxar a) ter alcançado o céu após sua morte;
e ser feliz nas águas do amor, agindo com mais cal- b) mostrar determinação no combate à doença;
ma, com mais prazer, com mais intensidade e menos c) ser comparado a cientistas famosos;
LÍNGUA PORTUGUESA

medo. d) ser reconhecido como uma mente brilhante;


b) ser necessário agir com mais cautela nos relaciona- e) localizar seus interesses nos estudos de Física.
mentos amorosos para que eles não se desfaçam.
c) haver sempre tempo para aprender a ser mais criterio- Resposta: Letra D
so com seus relacionamentos, a fim de que eles sejam Em “a”: ter alcançado o céu após sua morte; = incorreto
vividos intensamente. Em “b”: mostrar determinação no combate à doença;
= incorreto

3
Em “c”: ser comparado a cientistas famosos; = incorreto Disponível em https://fagulha.org/artigos/
Em “d”: ser reconhecido como uma mente brilhante; inventando-dinheiro/
Em “e”: localizar seus interesses nos estudos de Física. Acessado em 20/03/2018
= incorreto De acordo com o autor do texto Lastro e o sistema bancá-
Usemos a fala de Einstein: “a mente brilhante que es- rio, a reserva fracional foi criada com o objetivo de
távamos esperando”.
a) tornar ilimitada a produção de dinheiro.
3. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018) b) proteger os bens dos clientes de bancos.
c) impedir que os bancos fossem à falência.
Lastro e o Sistema Bancário d) permitir o empréstimo de mais dinheiro
[...] e) preservar as economias das pessoas.
Até os anos 60, o papel-moeda e o dinheiro deposita-
do nos bancos deviam estar ligados a uma quantidade Resposta: Letra D
de ouro num sistema chamado lastro-ouro. Como esse Ao texto: (...) Com o tempo, os banqueiros se deram
metal é limitado, isso garantia que a produção de dinhei- conta de que ninguém estava interessado em trocar
ro fosse também limitada. Com o tempo, os banqueiros dinheiro por ouro e criaram manobras, como a reserva
se deram conta de que ninguém estava interessado em fracional, para emprestar muito mais dinheiro do que
trocar dinheiro por ouro e criaram manobras, como a re- realmente tinham em ouro nos cofres.
serva fracional, para emprestar muito mais dinheiro do Em “a”, tornar ilimitada a produção de dinheiro =
que realmente tinham em ouro nos cofres. Nas crises, incorreta
como em 1929, todos queriam sacar dinheiro para pagar Em “b”, proteger os bens dos clientes de bancos =
suas contas e os bancos quebravam por falta de fundos, incorreta
deixando sem nada as pessoas que acreditavam ter suas Em “c”, impedir que os bancos fossem à falência =
economias seguramente guardadas. incorreta
Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o padrão- Em “d”, permitir o empréstimo de mais dinheiro =
-ouro. Desde então, o dinheiro, na forma de cédulas e correta
principalmente de valores em contas bancárias, já não Em “e”, preservar as economias das pessoas = incorreta
tendo nenhuma riqueza material para representar, é cria-
do a partir de empréstimos. Quando alguém vai até o 4. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018)
banco e recebe um empréstimo, o valor colocado em sua A leitura do texto permite a compreensão de que
conta é gerado naquele instante, criado a partir de uma
decisão administrativa, e assim entra na economia. Essa a) as dívidas dos clientes são o que sustenta os bancos.
explicação permaneceu controversa e escondida por b) todo o dinheiro que os bancos emprestam é imaginário.
muito tempo, mas hoje está clara em um relatório do c) quem pede um empréstimo deve a outros clientes.
Bank of England de 2014. d) o pagamento de dívidas depende do “livre-mercado”.
Praticamente todo o dinheiro que existe no mundo é e) os bancos confiscam os bens dos clientes endividados.
criado assim, inventado em canetaços a partir da conces-
são de empréstimos. O que torna tudo mais estranho e Resposta: Letra A
perverso é que, sobre esse empréstimo, é cobrada uma Em “a”, as dívidas dos clientes são o que sustenta os
dívida. Então, se eu peço dinheiro ao banco, ele inventa bancos = correta
números em uma tabela com meu nome e pede que eu Em “b”, todo o dinheiro que os bancos emprestam é
devolva uma quantidade maior do que essa. Para pagar imaginário = nem todo
a dívida, preciso ir até o dito “livre-mercado” e trabalhar, Em “c”, quem pede um empréstimo deve a outros
lutar, talvez trapacear, para conseguir o dinheiro que o clientes = deve ao banco, este paga/empresta a ou-
banco inventou na conta de outras pessoas. Esse é o di- tros clientes
nheiro que vai ser usado para pagar a dívida, já que a Em “d”, o pagamento de dívidas depende do “livre-
única fonte de moeda é o empréstimo bancário. No fim, -mercado” = não só: (...) preciso ir até o dito “livre-
os bancos acabam com todo o dinheiro que foi inventa- -mercado” e trabalhar, lutar, talvez trapacear.
do e ainda confiscam os bens da pessoa endividada cujo Em “e”, os bancos confiscam os bens dos clientes endi-
dinheiro tomei. vidados = desde que não paguem a dívida
Assim, o sistema monetário atual funciona com uma
moeda que é ao mesmo tempo escassa e abundante. Es- 5. (BANESTES – ANALISTA ECONÔMICO FINANCEIRO
cassa porque só banqueiros podem criá-la, e abundante GESTÃO CONTÁBIL – FGV-2018) Observe a charge abai-
LÍNGUA PORTUGUESA

porque é gerada pela simples manipulação de bancos de xo, publicada no momento da intervenção nas atividades
dados. O resultado é uma acumulação de riqueza e po- de segurança do Rio de Janeiro, em março de 2018.
der sem precedentes: um mundo onde o patrimônio de
80 pessoas é maior do que o de 3,6 bilhões, e onde o 1%
mais rico tem mais do que os outros 99% juntos.
[...]

4
6. (TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FGV-2018) Observe
a charge abaixo.

Há uma série de informações implícitas na charge; NÃO


pode, no entanto, ser inferida da imagem e das frases a No caso da charge, a crítica feita à internet é:
seguinte informação:
a) a criação de uma dependência tecnológica excessiva;
a) a classe social mais alta está envolvida nos crimes co- b) a falta de exercícios físicos nas crianças;
metidos no Rio; c) o risco de contatos perigosos;
b) a tarefa da investigação criminal não está sendo d) o abandono dos estudos regulares;
bem-feita; e) a falta de contato entre membros da família.
c) a linguagem do personagem mostra intimidade com
o interlocutor; Resposta: Letra A
d) a presença do orelhão indica o atraso do local da charge; Em “a”: a criação de uma dependência tecnológica
e) as imagens dos tanques de guerra denunciam a pre- excessiva;
sença do Exército. Em “b”: a falta de exercícios físicos nas crianças; =
incorreto
Resposta: Letra D Em “c”: o risco de contatos perigosos; = incorreto
Em “d”: o abandono dos estudos regulares; = incorreto
Em “e”: a falta de contato entre membros da família. =
incorreto
Através da fala do garoto chegamos à resposta: de-
pendência tecnológica - expressa em sua fala.

7. (Câmara de Salvador-BA – Assistente Legislativo


Municipal – FGV-2018-adaptada) “Hoje, esse termo
denota, além da agressão física, diversos tipos de impo-
sição sobre a vida civil, como a repressão política, familiar
ou de gênero, ou a censura da fala e do pensamento de
determinados indivíduos e, ainda, o desgaste causado
pelas condições de trabalho e condições econômicas”. A
NÃO pode ser inferida da imagem e das frases a se- manchete jornalística abaixo que NÃO se enquadra em
guinte informação: nenhum tipo de violência citado nesse segmento é:
Em “a”, a classe social mais alta está envolvida nos cri-
mes cometidos no Rio = inferência correta a) Presa por mensagem racista na internet;
Em “b”, a tarefa da investigação criminal não está sen- b) Vinte pessoas são vítimas da ditadura venezuelana;
do bem-feita = inferência correta c) Apanhou de policiais por destruir caixa eletrônico;
Em “c”, a linguagem do personagem mostra intimida- d) Homossexuais são perseguidos e presos na Rússia;
de com o interlocutor = inferência correta e) Quatro funcionários ficaram livres do trabalho escravo.
Em “d”, a presença do orelhão indica o atraso do local
da charge = incorreta Resposta: Letra C
LÍNGUA PORTUGUESA

Em “e”, as imagens dos tanques de guerra denunciam Em “a”: Presa por mensagem racista na internet =
a presença do Exército = inferência correta como a repressão política, familiar ou de gênero
Em “b”: Vinte pessoas são vítimas da ditadura vene-
zuelana = como a repressão política, familiar ou de
gênero
Em “c”: Apanhou de policiais por destruir caixa eletrô-
nico = não consta na Manchete acima

5
Em “d”: Homossexuais são perseguidos e presos na Ao texto: (...) há sempre o risco de excessos, a se-
Rússia = como a repressão política, familiar ou de rem devidamente contidos e seus responsáveis, pu-
gênero nidos, conforme estabelecido na legislação. / É o que
Em “e”: Quatro funcionários ficaram livres do traba- precisa acontecer... = precisa acontecer a punição dos
lho escravo = o desgaste causado pelas condições de excessos.
trabalho
9. (PC-MA – DELEGADO DE POLÍCIA CIVIL – CESPE-2018)
8. (MPE-AL – ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO –
ÁREA JURÍDICA – FGV-2018) Texto CG1A1AAA
A paz não pode ser garantida apenas pelos acordos polí-
Oportunismo à Direita e à Esquerda ticos, econômicos ou militares. Cada um de nós, indepen-
Numa democracia, é livre a expressão, estão garantidos dentemente de idade, sexo, estrato social, crença religiosa
o direito de reunião e de greve, entre outros, obedecidas etc. é chamado à criação de um mundo pacificado, um
leis e regras, lastreadas na Constituição. Em um regime mundo sob a égide de uma cultura da paz.
de liberdades, há sempre o risco de excessos, a serem Mas, o que significa “cultura da paz”?
devidamente contidos e seus responsáveis, punidos, Construir uma cultura da paz envolve dotar as crianças e
conforme estabelecido na legislação. os adultos da compreensão de princípios como liberdade,
É o que precisa acontecer no rescaldo da greve dos cami- justiça, democracia, direitos humanos, tolerância, igualda-
nhoneiros, concluídas as investigações, por exemplo, da de e solidariedade. Implica uma rejeição, individual e co-
ajuda ilegal de patrões ao movimento, interessados em letiva, da violência que tem sido percebida na sociedade,
se beneficiar do barateamento do combustível. em seus mais variados contextos. A cultura da paz tem de
Sempre há, também, o oportunismo político-ideológico procurar soluções que advenham de dentro da(s) socieda-
para se aproveitar da crise. Inclusive, neste ano de elei- de(s), que não sejam impostas do exterior.
ção, com o objetivo de obter apoio a candidatos. Não Cabe ressaltar que o conceito de paz pode ser abordado
faltam, também, os arautos do quanto pior, melhor, para em sentido negativo, quando se traduz em um estado
desgastar governantes e reforçar seus projetos de po- de não guerra, em ausência de conflito, em passividade
der, por mais delirantes que sejam. Também aqui vale o e permissividade, sem dinamismo próprio; em síntese,
que está delimitado pelo estado democrático de direito, condenada a um vazio, a uma não existência palpável, di-
defendido pelos diversos instrumentos institucionais de fícil de se concretizar e de se precisar. Em sua concepção
que conta o Estado – Polícia, Justiça, Ministério Público, positiva, a paz não é o contrário da guerra, mas a prática
Forças Armadas etc. da não violência para resolver conflitos, a prática do diálo-
A greve atravessou vários sinais ao estrangular as vias de go na relação entre pessoas, a postura democrática frente
suprimento que mantêm o sistema produtivo funcionando, à vida, que pressupõe a dinâmica da cooperação planeja-
do qual depende a sobrevivência física da população. Isso da e o movimento constante da instalação de justiça.
não pode ser esquecido e serve de alerta para que as auto- Uma cultura de paz exige esforço para modificar o pensamen-
ridades desenvolvam planos de contingência. to e a ação das pessoas para que se promova a paz. Falar de
O Globo, 31/05/2018. violência e de como ela nos assola deixa de ser, então, a te-
mática principal. Não que ela vá ser esquecida ou abafada; ela
“É o que precisa acontecer no rescaldo da greve dos ca- pertence ao nosso dia a dia e temos consciência disso. Porém,
minhoneiros, concluídas as investigações, por exemplo, da o sentido do discurso, a ideologia que o alimenta, precisa im-
ajuda ilegal de patrões ao movimento, interessados em pregná-lo de palavras e conceitos que anunciem os valores
se beneficiar do barateamento do combustível.” Segundo humanos que decantam a paz, que lhe proclamam e promo-
esse parágrafo do texto, o que “precisa acontecer” é vem. A violência já é bastante denunciada, e quanto mais fa-
a) manter-se o direito de livre expressão do pensamento. lamos dela, mais lembramos de sua existência em nosso meio
b) garantir-se o direito de reunião e de greve. social. É hora de começarmos a convocar a presença da paz
c) lastrear leis e regras na Constituição. em nós, entre nós, entre nações, entre povos.
d) punirem-se os responsáveis por excessos. Um dos primeiros passos nesse sentido refere-se à ges-
e) concluírem-se as investigações sobre a greve. tão de conflitos. Ou seja, prevenir os conflitos potencial-
mente violentos e reconstruir a paz e a confiança en-
Resposta: Letra D tre pessoas originárias de situação de guerra é um dos
Em “a”: manter-se o direito de livre expressão do pensa- exemplos mais comuns a serem considerados. Tal missão
mento. = incorreto estende-se às escolas, instituições públicas e outros lo-
Em “b”: garantir-se o direito de reunião e de greve. = cais de trabalho por todo o mundo, bem como aos par-
LÍNGUA PORTUGUESA

incorreto lamentos e centros de comunicação e associações.


Em “c”: lastrear leis e regras na Constituição. = incorreto Outro passo é tentar erradicar a pobreza e reduzir as de-
Em “d”: punirem-se os responsáveis por excessos. sigualdades, lutando para atingir um desenvolvimento sus-
Em “e”: concluírem-se as investigações sobre a greve. tentado e o respeito pelos direitos humanos, reforçando as
= incorreto instituições democráticas, promovendo a liberdade de ex-
pressão, preservando a diversidade cultural e o ambiente.

6
É, então, no entrelaçamento “paz — desenvolvimento — Resposta: Letra B
direitos humanos — democracia” que podemos vislum- Em “a”: o fato de um adulto colecionar figurinhas; =
brar a educação para a paz. incorreto
Leila Dupret. Cultura de paz e ações sócio-educati- Em “b”: as figurinhas serem de temas sociais e não
vas: desafios para a escola contemporânea. In: Psicol. esportivos;
Esc. Educ. (Impr.) v. 6, n.º 1. Campinas, jun./2002 (com Em “c”: a falta de muitas figurinhas no álbum; =
adaptações). incorreto
Em “d”: a reclamação ser apresentada pelo pai e não
De acordo com o texto CG1A1AAA, os elementos “gestão pelo filho; = incorreto
de conflitos” e “erradicar a pobreza” devem ser concebi- Em “e”: uma criança ajudar a um adulto e não o con-
dos como trário. = incorreto
O humor está no fato de o álbum ser sobre um tema
a) obstáculos para a construção da cultura da paz. incomum: assuntos sociais.
b) dispensáveis para a construção da cultura da paz.
c) irrelevantes na construção da cultura da paz. 11. (PM-SP - SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR – VU-
d) etapas para a construção da cultura da paz. NESP-2015) Leia a tira.
e) consequências da construção da cultura da paz.

Resposta: Letra D
Em “a”: obstáculos para a construção da cultura da paz.
= incorreto
Em “b”: dispensáveis para a construção da cultura da
paz. = incorreto
Em “c”: irrelevantes na construção da cultura da paz.
= incorreto (Folha de S.Paulo, 02.10.2015. Adaptado)
Em “d”: etapas para a construção da cultura da paz. Com sua fala, a personagem revela que
Em “e”: consequências da construção da cultura da paz. = incorreto
Ao texto: Um dos primeiros passos nesse sentido refe- a) a violência era comum no passado.
re-se à gestão de conflitos. (...) Outro passo é tentar er- b) as pessoas lutam contra a violência.
radicar a pobreza e reduzir as desigualdades = etapas c) a violência está banalizada.
para construção da paz. d) o preço que pagou pela violência foi alto.

10. (TJ-AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUS- Resposta: Letra C


TIÇA AVALIADOR – FGV-2018) Em “a”: a violência era comum no passado. = incorreto
Em “b”: as pessoas lutam contra a violência. = incorreto
Em “c”: a violência está banalizada.
Em “d”: o preço que pagou pela violência foi alto. =
incorreto
Infelizmente, a personagem revela que a violên-
cia está banalizada, nem há mais “punições” para os
agressivos.

12. (PM-SP - ASPIRANTE DA POLÍCIA MILITAR [INTE-


RIOR] – VUNESP-2017) Leia a charge.

O humor da tira é conseguido através de uma quebra de


expectativa, que é:
LÍNGUA PORTUGUESA

a) o fato de um adulto colecionar figurinhas; É correto associar o humor da charge ao fato de que
b) as figurinhas serem de temas sociais e não esportivos;
c) a falta de muitas figurinhas no álbum; a) os personagens têm uma autoestima elevada e são
d) a reclamação ser apresentada pelo pai e não pelo filho; otimistas, mesmo vivendo em uma situação de com-
e) uma criança ajudar a um adulto e não o contrário. pleto confinamento.

7
b) os dois personagens estão muito bem informados so- Resposta: Letra B
bre a economia, o que não condiz com a imagem de Em “a”: as figurinhas da Copa passaram a ocupar o
criminosos. lugar do celular e da carteira nos roubos urbanos; =
c) o valor dos cosméticos afetará diretamente a vida dos incorreto
personagens, pois eles demonstram preocupação Em “b”: as figurinhas da Copa se somaram ao celular e
com a aparência. à carteira como alvo de desejo dos assaltantes;
d) o aumento dos preços de cosméticos não surpreende Em “c”: o alerta dado no título se dirige aos jornaleiros
os personagens, que estão acostumados a pagar caro que vendem as figurinhas da Copa; = incorreto
por eles nos presídios. Em “d”: os ladrões passaram a roubar as figurinhas da
e) os preços de cosméticos não deveriam ser relevan- Copa nas bancas de jornais; = incorreto
tes para os personagens, dada a condição em que se Em “e”: as figurinhas da Copa se transformaram no
encontram. alvo principal dos ladrões. = incorreto
O título do texto já nos dá a resposta: além do celular
Resposta: Letra E e da carteira, ou seja, as figurinhas da Copa também
Em “a”: os personagens têm uma autoestima elevada passaram a ser alvo dos assaltantes.
e são otimistas, mesmo vivendo em uma situação de
completo confinamento. = incorreto
Em “b”: os dois personagens estão muito bem infor-
mados sobre a economia, o que não condiz com a TIPOLOGIA E GÊNEROS TEXTUAIS
imagem de criminosos. = incorreto
Em “c”: o valor dos cosméticos afetará diretamente a
vida dos personagens, pois eles demonstram preocu-
TIPOLOGIA E GÊNERO TEXTUAL
pação com a aparência. = incorreto
Em “d”: o aumento dos preços de cosméticos não sur-
A todo o momento nos deparamos com vários tex-
preende os personagens, que estão acostumados a
tos, sejam eles verbais ou não verbais. Em todos há a
pagar caro por eles nos presídios. = incorreto
presença do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência
Em “e”: os preços de cosméticos não deveriam ser
daquilo que está sendo transmitido entre os interlocuto-
relevantes para os personagens, dada a condição em
res. Estes interlocutores são as peças principais em um
que se encontram.
diálogo ou em um texto escrito.
Pela condição em que as personagens se encontram, o
É de fundamental importância sabermos classificar os
aumento no preço dos cosméticos não os afeta.
textos com os quais travamos convivência no nosso dia
a dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos tex-
13. (TJ-AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUS-
tuais e gêneros textuais.
TIÇA AVALIADOR – FGV-2018)
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um
fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa
Texto 1 – Além do celular e da carteira, cuidado com
opinião sobre determinado assunto, descrevemos algum
as figurinhas da Copa
lugar que visitamos, fazemos um retrato verbal sobre al-
Gilberto Porcidônio – O Globo, 12/04/2018
guém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente
nessas situações corriqueiras que classificamos os nossos
A febre do troca-troca de figurinhas pode estar atingindo
textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descri-
uma temperatura muito alta. Preocupados que os mais
ção e Dissertação.
afoitos pelos cromos possam até roubá-los, muitos jor-
naleiros estão levando seus estoques para casa quando
As tipologias textuais se caracterizam pelos aspec-
termina o expediente. Pode parecer piada, mas há até
tos de ordem linguística
boatos sobre quadrilhas de roubo de figurinha espalha-
dos por mensagens de celular.
Os tipos textuais designam uma sequência definida
pela natureza linguística de sua composição. São obser-
Sobre a estrutura do título dado ao texto 1, a afirmativa
vados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, rela-
adequada é:
ções logicas. Os tipos textuais são o narrativo, descritivo,
argumentativo/dissertativo, injuntivo e expositivo.
a) as figurinhas da Copa passaram a ocupar o lugar do
celular e da carteira nos roubos urbanos;
A) Textos narrativos – constituem-se de verbos de
b) as figurinhas da Copa se somaram ao celular e à cartei-
LÍNGUA PORTUGUESA

ação demarcados no tempo do universo narrado,


ra como alvo de desejo dos assaltantes;
como também de advérbios, como é o caso de an-
c) o alerta dado no título se dirige aos jornaleiros que
tes, agora, depois, entre outros: Ela entrava em seu
vendem as figurinhas da Copa;
carro quando ele apareceu. Depois de muita conver-
d) os ladrões passaram a roubar as figurinhas da Copa
sa, resolveram...
nas bancas de jornais;
B) Textos descritivos – como o próprio nome indi-
e) as figurinhas da Copa se transformaram no alvo prin-
ca, descrevem características tanto físicas quanto
cipal dos ladrões.

8
psicológicas acerca de um determinado indivíduo SITE
ou objeto. Os tempos verbais aparecem demarca- Disponível em: <http://www.brasilescola.com/reda-
dos no presente ou no pretérito imperfeito: “Tinha cao/tipologia-textual.htm>
os cabelos mais negros como a asa da graúna...”
C) Textos expositivos – Têm por finalidade explicar
um assunto ou uma determinada situação que se EXERCÍCIO COMENTADO
almeje desenvolvê-la, enfatizando acerca das ra-
zões de ela acontecer, como em: O cadastramento
irá se prorrogar até o dia 02 de dezembro, portan- 1. (TJ-DFT – CONHECIMENTOS BÁSICOS – TÉCNI-
to, não se esqueça de fazê-lo, sob pena de perder o CO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA – CESPE
benefício. – 2015)
D) Textos injuntivos (instrucional) – Trata-se de
uma modalidade na qual as ações são prescritas de Ouro em Fios
forma sequencial, utilizando-se de verbos expres-
sos no imperativo, infinitivo ou futuro do presente: A natureza é capaz de produzir materiais preciosos,
Misture todos os ingrediente e bata no liquidificador como o ouro e o cobre - condutor de ENERGIA ELÉTRICA.
até criar uma massa homogênea. O ouro já é escasso. A energia elétrica caminha para isso.
E) Textos argumentativos (dissertativo) – Demar- Enquanto cientistas e governos buscam novas fontes de
cam-se pelo predomínio de operadores argumen- energia sustentáveis, faça sua parte aqui no TJDFT:
tativos, revelados por uma carga ideológica cons- - Desligue as luzes nos ambientes onde é possível usar a
tituída de argumentos e contra-argumentos que iluminação natural.
justificam a posição assumida acerca de um deter- - Feche as janelas ao ligar o ar-condicionado.
minado assunto: A mulher do mundo contemporâ- - Sempre desligue os aparelhos elétricos ao sair do
neo luta cada vez mais para conquistar seu espaço ambiente.
no mercado de trabalho, o que significa que os gê- - Utilize o computador no modo espera.
neros estão em complementação, não em disputa. Fique ligado! Evite desperdícios.
Energia elétrica.
Gêneros Textuais A natureza cobra o preço do desperdício.
Internet: <www.tjdft.jus.br> (com adaptações)
São os textos materializados que encontramos em
nosso cotidiano; tais textos apresentam características Há no texto elementos característicos das tipologias ex-
sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, positiva e injuntiva.
composição, conteúdo e canal. Como exemplos, temos:
( ) CERTO ( ) ERRADO
receita culinária, e-mail, reportagem, monografia, poema,
editorial, piada, debate, agenda, inquérito policial, fórum,
blog, etc. Resposta: Certo. Texto injuntivo – ou instrucional – é
A escolha de um determinado gênero discursivo de- aquele que passa instruções ao leitor. O texto acima
pende, em grande parte, da situação de produção, ou apresenta tal característica.
seja, a finalidade do texto a ser produzido, quem são os
locutores e os interlocutores, o meio disponível para vei-
cular o texto, etc.
Os gêneros discursivos geralmente estão ligados a FIGURAS DE LINGUAGEM
esferas de circulação. Assim, na esfera jornalística, por
exemplo, são comuns gêneros como notícias, reporta-
gens, editoriais, entrevistas e outros; na esfera de divul- FIGURA DE LINGUAGEM, PENSAMENTO E
gação científica são comuns gêneros como verbete de CONSTRUÇÃO
dicionário ou de enciclopédia, artigo ou ensaio científico,
seminário, conferência.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
char. Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform.
– São Paulo: Saraiva, 2010.
LÍNGUA PORTUGUESA

CAMPEDELLI, Samira Yousseff, SOUZA, Jésus Barbosa.


Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática –
volume único – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. Disponível em: <http://www.terapiadapalavra.com.
br/figuras-de-linguagem-na-escrita-literaria/> Acesso
abr, 2018.
A figura de palavra consiste na substituição de uma

9
palavra por outra, isto é, no emprego figurado, simbóli- a fluidez, a profundidade, a inatingibilidade, etc.).
co, seja por uma relação muito próxima (contiguidade),
seja por uma associação, uma comparação, uma simila- Minha alma é uma estrada de terra que leva a lugar
ridade. São construções que transformam o significado algum.
das palavras para tirar delas maior efeito ou para cons- Uma estrada de terra que leva a lugar algum é, na fra-
truir uma mensagem nova. se acima, uma metáfora. Por trás do uso dessa expressão
que indica uma alma rústica e abandonada (e angustia-
Tipos de Figuras de Linguagem damente inútil), há uma comparação subentendida: Mi-
nha alma é tão rústica, abandonada (e inútil) quanto uma
Figuras de Som estrada de terra que leva a lugar algum.

Aliteração - Consiste na repetição de consoantes A Amazônia é o pulmão do mundo.


como recurso para intensificação do ritmo ou como efei- Em sua mente povoa só inveja.
to sonoro significativo.
Três pratos de trigo para três tigres tristes. Metonímia (ou sinédoque)
Vozes veladas, veludosas vozes... (Cruz e Sousa) É a substituição de um nome por outro, em virtude de
Quem com ferro fere com ferro será ferido. existir entre eles algum relacionamento. Tal substituição
pode acontecer dos seguintes modos:
Assonância - Consiste na repetição ordenada de Autor pela obra: Gosto de ler Machado de Assis. (=
sons vocálicos idênticos: “Sou um mulato nato no sentido Gosto de ler a obra literária de Machado de Assis).
lato mulato democrático do litoral.” Inventor pelo invento: Édson ilumina o mundo. (=
As lâmpadas iluminam o mundo).
Onomatopeia - Ocorre quando se tentam reproduzir Símbolo pelo objeto simbolizado: Não te afastes da
na forma de palavras os sons da realidade: Os sinos fa- cruz. (= Não te afastes da religião).
ziam blem, blem, blem. Lugar pelo produto do lugar: Fumei um saboroso
Havana. (= Fumei um saboroso charuto).
Paranomásia – é o uso de sons semelhantes em pa- Efeito pela causa: Sócrates bebeu a morte. (= Sócra-
lavras próximas: “A fossa, a bossa, a nossa grande dor...” tes tomou veneno).
(Carlos Lyra) Causa pelo efeito: Moro no campo e como do meu
trabalho. (= Moro no campo e como o alimento que
Figuras de Palavras ou de Pensamento produzo).
Continente pelo conteúdo: Bebeu o cálice todo. (=
Metáfora Bebeu todo o líquido que estava no cálice).
Consiste em utilizar uma palavra ou uma expressão Instrumento pela pessoa que utiliza: Os microfones
em lugar de outra, sem que haja uma relação real, mas foram atrás dos jogadores. (= Os repórteres foram atrás
em virtude da circunstância de que o nosso espírito as dos jogadores).
associa e percebe entre elas certas semelhanças. É o em- Parte pelo todo: Várias pernas passavam apressada-
prego da palavra fora de seu sentido normal. mente. (= Várias pessoas passavam apressadamente).
Gênero pela espécie: Os mortais pensam e sofrem
Observação: nesse mundo. (= Os homens pensam e sofrem nesse
Toda metáfora é uma espécie de comparação implíci- mundo).
ta, em que o elemento comparativo não aparece. Singular pelo plural: A mulher foi chamada para ir
Seus olhos são como luzes brilhantes. às ruas na luta por seus direitos. (= As mulheres foram
O exemplo acima mostra uma comparação evidente, chamadas, não apenas uma mulher).
através do emprego da palavra como. Marca pelo produto: Minha filha adora danone. (=
Minha filha adora o iogurte que é da marca Danone).
Observe agora: Seus olhos são luzes brilhantes. Espécie pelo indivíduo: O homem foi à Lua. (= Al-
Neste exemplo não há mais uma comparação (note a guns astronautas foram à Lua).
ausência da partícula comparativa), e sim símile, ou seja, Símbolo pela coisa simbolizada: A balança penderá
qualidade do que é semelhante. para teu lado. (= A justiça ficará do teu lado).
Por fim, no exemplo: As luzes brilhantes olhavam-me.
Há substituição da palavra olhos por luzes brilhantes. Catacrese
Esta é a verdadeira metáfora. Trata-se de uma metáfora que, dado seu uso contí-
LÍNGUA PORTUGUESA

nuo, cristalizou-se. A catacrese costuma ocorrer quando,


Outros exemplos: por falta de um termo específico para designar um con-
“Meu pensamento é um rio subterrâneo.” (Fernando ceito, toma-se outro “emprestado”. Assim, passamos a
Pessoa) empregar algumas palavras fora de seu sentido original.
Neste caso, a metáfora é possível na medida em que Exemplos: “asa da xícara”, “batata da perna”, “maçã do
o poeta estabelece relações de semelhança entre um rio rosto”, “pé da mesa”, “braço da cadeira”, “coroa do abacaxi”.
subterrâneo e seu pensamento (pode estar relacionando

10
Perífrase ou Antonomásia apresentando intenção sarcástica. A ironia deve ser mui-
Trata-se de uma expressão que designa um ser atra- to bem construída para que cumpra a sua finalidade; mal
vés de alguma de suas características ou atributos, ou construída, pode passar uma ideia exatamente oposta à
de um fato que o celebrizou. É a substituição de um desejada pelo emissor.
nome por outro ou por uma expressão que facilmente Como você foi bem na prova! Não tirou nem a nota
o identifique: mínima.
A Cidade Maravilhosa (= Rio de Janeiro) continua Parece um anjinho aquele menino, briga com todos
atraindo visitantes do mundo todo. que estão por perto.
A Cidade-Luz (=Paris) O governador foi sutil como um elefante.
O rei das selvas (=o leão)
Hipérbole
Observação: É a expressão intencionalmente exagerada com o in-
Quando a perífrase indica uma pessoa, recebe o tuito de realçar uma ideia.
nome de antonomásia. Exemplos: Faria isso milhões de vezes se fosse preciso.
O Divino Mestre (= Jesus Cristo) passou a vida prati- “Rios te correrão dos olhos, se chorares.” (Olavo Bilac)
cando o bem. O concurseiro quase morre de tanto estudar!
O Poeta dos Escravos (= Castro Alves) morreu muito
jovem. Prosopopeia ou Personificação
O Poeta da Vila (= Noel Rosa) compôs lindas canções. É a atribuição de ações ou qualidades de seres ani-
mados a seres inanimados, ou características humanas a
Sinestesia seres não humanos. Observe os exemplos:
Consiste em mesclar, numa mesma expressão, as sen- As pedras andam vagarosamente.
sações percebidas por diferentes órgãos do sentido. É o O livro é um mudo que fala, um surdo que ouve, um
cruzamento de sensações distintas. cego que guia.
Um grito áspero revelava tudo o que sentia. (grito = A floresta gesticulava nervosamente diante da serra.
auditivo; áspero = tátil) Chora, violão.
No silêncio escuro do seu quarto, aguardava os aconte-
cimentos. (silêncio = auditivo; escuro = visual) Figuras de Construção ou de Sintaxe
Tosse gorda. (sensação auditiva X sensação tátil)
Apóstrofe
Antítese Consiste na “invocação” de alguém ou de alguma coi-
Consiste no emprego de palavras que se opõem sa personificada, de acordo com o objetivo do discurso,
quanto ao sentido. O contraste que se estabelece serve, que pode ser poético, sagrado ou profano. Caracteriza-
essencialmente, para dar uma ênfase aos conceitos en- -se pelo chamamento do receptor da mensagem, seja ele
volvidos que não se conseguiria com a exposição isolada imaginário ou não. A introdução da apóstrofe interrompe
dos mesmos. Observe os exemplos: a linha de pensamento do discurso, destacando-se assim
“O mito é o nada que é tudo.” (Fernando Pessoa) a entidade a que se dirige e a ideia que se pretende pôr
O corpo é grande e a alma é pequena. em evidência com tal invocação. Realiza-se por meio do
“Quando um muro separa, uma ponte une.” vocativo. Exemplos:
Não há gosto sem desgosto. Moça, que fazes aí parada?
“Pai Nosso, que estais no céu”
Paradoxo ou oximoro Deus, ó Deus! Onde estás?
É a associação de ideias, além de contrastantes, con-
traditórias. Seria a antítese ao extremo. Gradação (ou clímax)
Era dor, sim, mas uma dor deliciosa. Apresentação de ideias por meio de palavras, sinôni-
Ouvimos as vozes do silêncio. mas ou não, em ordem ascendente (clímax) ou descen-
dente (anticlímax). Observe este exemplo:
Eufemismo Havia o céu, havia a terra, muita gente e mais Joana
É o emprego de uma expressão mais suave, mais no- com seus olhos claros e brincalhões...
bre ou menos agressiva, para comunicar alguma coisa
áspera, desagradável ou chocante. O objetivo do narrador é mostrar a expressividade
Depois de muito sofrimento, entregou a alma ao Se- dos olhos de Joana. Para chegar a este detalhe, ele se
nhor. (= morreu) refere ao céu, à terra, às pessoas e, finalmente, a Joana e
LÍNGUA PORTUGUESA

O prefeito ficou rico por meios ilícitos. (= roubou) seus olhos. Nota-se que o pensamento foi expresso em
Fernando faltou com a verdade. (= mentiu) ordem decrescente de intensidade. Outros exemplos:
Faltar à verdade. (= mentir) “Vive só para mim, só para a minha vida, só para meu
amor”. (Olavo Bilac)
Ironia “O trigo... nasceu, cresceu, espigou, amadureceu, co-
É sugerir, pela entoação e contexto, o contrário lheu-se.” (Padre Antônio Vieira)
do que as palavras ou frases expressam, geralmente

11
Elipse concorda com o sujeito da oração, mas sim com a pessoa
Consiste na omissão de um ou mais termos numa que está inscrita no sujeito. Exemplos:
oração e que podem ser facilmente identificados, tanto O que não compreendo é como os brasileiros persista-
por elementos gramaticais presentes na própria oração, mos em aceitar essa situação.
quanto pelo contexto. Os agricultores temos orgulho de nosso trabalho.
A catedral da Sé. (a igreja catedral) “Dizem que os cariocas somos poucos dados aos jar-
Domingo irei ao estádio. (no domingo eu irei ao dins públicos.” (Machado de Assis)
estádio)
Observe que os verbos persistamos, temos e somos
Zeugma não concordam gramaticalmente com os seus sujeitos
Zeugma é uma forma de elipse. Ocorre quando é feita (brasileiros, agricultores e cariocas, que estão na terceira
a omissão de um termo já mencionado anteriormente. pessoa), mas com a ideia que neles está contida (nós, os
Ele gosta de geografia; eu, de português. (eu gosto de brasileiros, os agricultores e os cariocas).
português)
Na casa dela só havia móveis antigos; na minha, só Polissíndeto / Assíndeto
modernos. (só havia móveis) Para estudarmos as duas figuras de construção é ne-
Ela gosta de natação; eu, de vôlei. (gosto de) cessário recordar um conceito estudado em sintaxe sobre
período composto. No período composto por coordena-
Silepse ção, podemos ter orações sindéticas ou assindéticas. A
A silepse é a concordância que se faz com o termo oração coordenada ligada por uma conjunção (conecti-
que não está expresso no texto, mas, sim, subentendido. vo) é sindética; a oração que não apresenta conectivo é
É uma concordância anormal, psicológica, porque se faz assindética. Recordado esse conceito, podemos definir as
com um termo oculto, facilmente identificado. Há três ti- duas figuras de construção:
pos de silepse: de gênero, número e pessoa. A) Polissíndeto - É uma figura caracterizada pela re-
petição enfática dos conectivos. Observe o exem-
Silepse de Gênero - Os gêneros são masculino e fe- plo: O menino resmunga, e chora, e grita, e nin-
minino. Ocorre a silepse de gênero quando a concordân- guém faz nada.
cia se faz com a ideia que o termo comporta. Exemplos: B) Assíndeto - É uma figura caracterizada pela au-
sência, pela omissão das conjunções coordenati-
A) A bonita Porto Velho sofreu mais uma vez com o vas, resultando no uso de orações coordenadas
calor intenso. assindéticas. Exemplos:
Neste caso, o adjetivo bonita não está concordando Tens casa, tens roupa, tens amor, tens família.
com o termo Porto Velho, que gramaticalmente pertence “Vim, vi, venci.” (Júlio César)
ao gênero masculino, mas com a ideia contida no termo
(a cidade de Porto Velho). Pleonasmo
Consiste na repetição de um termo ou ideia, com as
B) Vossa Excelência está preocupado. mesmas palavras ou não. A finalidade do pleonasmo é
O adjetivo preocupado concorda com o sexo da pes- realçar a ideia, torná-la mais expressiva.
soa, que nesse caso é masculino, e não com o termo Vos- O problema da violência, é necessário resolvê-lo logo.
sa Excelência.
Nesta oração, os termos “o problema da violência”
Silepse de Número - Os números são singular e e “lo” exercem a mesma função sintática: objeto direto.
plural. A silepse de número ocorre quando o verbo da Assim, temos um pleonasmo do objeto direto, sendo o
oração não concorda gramaticalmente com o sujeito da pronome “lo” classificado como objeto direto pleonástico.
oração, mas com a ideia que nele está contida. Exemplos: Outro exemplo:
A procissão saiu. Andaram por todas as ruas da cidade Aos funcionários, não lhes interessam tais medidas.
de Salvador. Aos funcionários, lhes = Objeto Indireto
O povo corria por todos os lados e gritavam muito alto.
Neste caso, há um pleonasmo do objeto indireto,
Note que nos exemplos acima, os verbos andaram e e o pronome “lhes” exerce a função de objeto indireto
gritavam não concordam gramaticalmente com os sujei- pleonástico.
tos das orações (que se encontram no singular, procissão
e povo, respectivamente), mas com a ideia que neles está Observação:
LÍNGUA PORTUGUESA

contida. Procissão e povo dão a ideia de muita gente, por O pleonasmo só tem razão de ser quando confere
isso que os verbos estão no plural. mais vigor à frase; caso contrário, torna-se um pleonas-
mo vicioso:
Silepse de Pessoa - Três são as pessoas gramaticais: Vi aquela cena com meus próprios olhos.
eu, tu e ele (as três pessoas do singular); nós, vós, eles Vamos subir para cima.
(as três do plural). A silepse de pessoa ocorre quando há Ele desceu pra baixo.
um desvio de concordância. O verbo, mais uma vez, não

12
Anáfora – São Paulo: Saraiva, 2002.
É a repetição de uma ou mais palavras no início de
várias frases, criando, assim, um efeito de reforço e de SITES
coerência. Pela repetição, a palavra ou expressão em cau- Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se-
sa é posta em destaque, permitindo ao escritor valorizar coes/estil/estil8.php>
determinado elemento textual. Os termos anafóricos po- Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se-
dem muitas vezes ser substituídos por pronomes. coes/estil/estil5.php>
Encontrei um amigo ontem. Ele me disse que te Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se-
conhecia. coes/estil/estil2.php>
“Tudo cura o tempo, tudo gasta, tudo digere, tudo aca-
ba.” (Padre Vieira)
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Anacoluto
Consiste na mudança da construção sintática no meio
da frase, ficando alguns termos desligados do resto do 1. (PRF – POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL – FUNRIO
período. É a quebra da estrutura normal da frase para a – 2009) Observe o trecho de “O Cortiço”, de Aluísio de
introdução de uma palavra ou expressão sem nenhuma Azevedo: “Eram cinco horas da manhã e o cortiço acor-
ligação sintática com as demais. dava, [...]. Um acordar alegre e farto de quem dormiu de
Esses alunos da escola, não se pode duvidar deles. uma assentada sete horas de chumbo.” Seu autor utiliza
Morrer, todo haveremos de morrer. o seguinte recurso estilístico:
Aquele garoto, você não disse que ele chegaria logo?
a) eufemismo.
A expressão “esses alunos da escola”, por exemplo, b) gradação.
deveria exercer a função de sujeito. No entanto, há uma c) comparação.
interrupção da frase e esta expressão fica à parte, não d) antítese.
exercendo nenhuma função sintática. O anacoluto tam- e) personificação.
bém é chamado de “frase quebrada”, pois corresponde
a uma interrupção na sequência lógica do pensamento. Resposta: Letra E
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, [...].
Observação: Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma
O anacoluto deve ser usado com finalidade expressi- assentada sete horas de chumbo = dar característi-
va em casos muito especiais. Em geral, evite-o. cas humanas a seres inanimados é a figura de pen-
samento da Personificação – também conhecida por
Hipérbato / Inversão Prosopopeia.
É a inversão da estrutura frásica, isto é, a inversão da
ordem direta dos termos da oração, fazendo com que o 2. (PRF – POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL – FUNRIO
sujeito venha depois do predicado: – 2009) O hino do América F.C., composto por Lamartine
Ao ódio venceu o amor. (Na ordem direta seria: O Babo, diz: “Hei de torcer, torcer, torcer... Hei de torcer até
amor venceu ao ódio) morrer, morrer, morrer... Pois a torcida americana é toda
Dos meus problemas cuido eu! (Na ordem direta seria: assim, a começar por mim.” O recurso linguístico que en-
Eu cuido dos meus problemas) fatiza o compromisso entoado pelo hino é

a) o uso das reticências.


#FicaDica b) a repetição da estrutura sintática.
c) o emprego do verbo auxiliar “haver”.
O nosso Hino Nacional é um exemplo de d) a presença da palavra “torcida”.
hipérbato, já que, na ordem direta, teríamos: e) a autorreferência do pronome “mim”.
“As margens plácidas do Ipiranga ouviram o
brado retumbante de um povo heroico”. Resposta: Letra C
Em “a”, o uso das reticências = incorreta
Em “b”, a repetição da estrutura sintática = incorreta
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Em “c”, o emprego do verbo auxiliar “haver”.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Em “d”, a presença da palavra “torcida” = incorreta
LÍNGUA PORTUGUESA

Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Em “e”, a autorreferência do pronome “mim” =
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co- incorreta
char. Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform. O uso do verbo “haver” (hei de ... hei de ...) reforça o
– São Paulo: Saraiva, 2010. compromisso do torcedor com o time.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição

13
C) Homógrafas e homófonas simultaneamente
SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS E EXPRESSÕES. (ou perfeitas): São palavras iguais na escrita e na
RELAÇÕES DE SINONÍMIA E DE ANTONÍMIA pronúncia:
caminho (subst.) e caminho (verbo); cedo (verbo) e
cedo (adv.); livre (adj.) e livre (verbo).
SIGNIFICADO DAS PALAVRAS
• Parônimos = palavras com sentidos diferentes, po-
Semântica é o estudo da significação das palavras e rém de formas relativamente próximas. São pala-
das suas mudanças de significação através do tempo ou vras parecidas na escrita e na pronúncia: cesta (re-
em determinada época. A maior importância está em dis- ceptáculo de vime; cesta de basquete/esporte) e
tinguir sinônimos e antônimos (sinonímia / antonímia) e sesta (descanso após o almoço), eminente (ilustre)
homônimos e parônimos (homonímia / paronímia). e iminente (que está para ocorrer), osso (substan-
tivo) e ouço (verbo), sede (substantivo e/ou verbo
Sinônimos “ser” no imperativo) e cede (verbo), comprimen-
São palavras de sentido igual ou aproximado: alfa- to (medida) e cumprimento (saudação), autuar
beto - abecedário; brado, grito - clamor; extinguir, apagar (processar) e atuar (agir), infligir (aplicar pena) e
- abolir. infringir (violar), deferir (atender a) e diferir (diver-
Duas palavras são totalmente sinônimas quando são gir), suar (transpirar) e soar (emitir som), aprender
substituíveis, uma pela outra, em qualquer contexto (cara (conhecer) e apreender (assimilar; apropriar-se de),
e rosto, por exemplo); são parcialmente sinônimas quan- tráfico (comércio ilegal) e tráfego (relativo a movi-
do, ocasionalmente, podem ser substituídas, uma pela mento, trânsito), mandato (procuração) e mandado
outra, em deteminado enunciado (aguadar e esperar). (ordem), emergir (subir à superfície) e imergir (mer-
gulhar, afundar).
Observação:
A contribuição greco-latina é responsável pela exis- Hiperonímia e Hiponímia
tência de numerosos pares de sinônimos: adversário e Hipônimos e hiperônimos são palavras que perten-
antagonista; translúcido e diáfano; semicírculo e hemici- cem a um mesmo campo semântico (de sentido), sendo
clo; contraveneno e antídoto; moral e ética; colóquio e diá- o hipônimo uma palavra de sentido mais específico; o
logo; transformação e metamorfose; oposição e antítese. hiperônimo, mais abrangente.
O hiperônimo impõe as suas propriedades ao hipô-
Antônimos nimo, criando, assim, uma relação de dependência se-
São palavras que se opõem através de seu significa- mântica. Por exemplo: Veículos está numa relação de hi-
do: ordem - anarquia; soberba - humildade; louvar - cen- peronímia com carros, já que veículos é uma palavra de
surar; mal - bem. significado genérico, incluindo motos, ônibus, caminhões.
Veículos é um hiperônimo de carros.
Observação: Um hiperônimo pode substituir seus hipônimos em
A antonímia pode se originar de um prefixo de sen- quaisquer contextos, mas o oposto não é possível. A utili-
tido oposto ou negativo: bendizer e maldizer; simpático zação correta dos hiperônimos, ao redigir um texto, evita
e antipático; progredir e regredir; concórdia e discórdia; a repetição desnecessária de termos.
ativo e inativo; esperar e desesperar; comunista e antico-
munista; simétrico e assimétrico. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Homônimos e Parônimos Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
• Homônimos = palavras que possuem a mesma gra- char - Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform.
fia ou a mesma pronúncia, mas significados dife- – São Paulo: Saraiva, 2010.
rentes. Podem ser AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
A) Homógrafas: são palavras iguais na escrita e dife- XIMENES, Sérgio. Minidicionário Ediouro da Lìngua
rentes na pronúncia: Portuguesa – 2.ª ed. reform. – São Paulo: Ediouro, 2000.
rego (subst.) e rego (verbo); colher (verbo) e colher
(subst.); jogo (subst.) e jogo (verbo); denúncia (subst.) e de- SITE
nuncia (verbo); providência (subst.) e providencia (verbo). Disponível em: <http://www.coladaweb.com/portu-
LÍNGUA PORTUGUESA

gues/sinonimos,-antonimos,-homonimos-e-paronimos>
B) Homófonas: são palavras iguais na pronúncia e
diferentes na escrita: Polissemia
acender (atear) e ascender (subir); concertar (harmoni- Polissemia é a propriedade de uma palavra adquirir
zar) e consertar (reparar); cela (compartimento) e sela (ar- multiplicidade de sentidos, que só se explicam dentro
reio); censo (recenseamento) e senso ( juízo); paço (palácio) de um contexto. Trata-se, realmente, de uma única pala-
e passo (andar). vra, mas que abarca um grande número de significados

14
dentro de seu próprio campo semântico. do enunciado pode gerar ambiguidade ou, até mesmo,
Reportando-nos ao conceito de Polissemia, logo per- comicidade. Repare na figura abaixo:
cebemos que o prefixo “poli” significa multiplicidade de
algo. Possibilidades de várias interpretações levando-
-se em consideração as situações de aplicabilidade. Há
uma infinidade de exemplos em que podemos verificar a
ocorrência da polissemia:
O rapaz é um tremendo gato.
O gato do vizinho é peralta.
Precisei fazer um gato para que a energia voltasse.
Pedro costuma fazer alguns “bicos” para garantir sua
sobrevivência
O passarinho foi atingido no bico.

Nas expressões polissêmicas rede de deitar, rede de (http://www.humorbabaca.com/fotos/diversas/corto-


computadores e rede elétrica, por exemplo, temos em co- -cabelo-e-pinto. Acesso em 15/9/2014).
mum a palavra “rede”, que dá às expressões o sentido de
“entrelaçamento”. Outro exemplo é a palavra “xadrez”, Poderíamos corrigir o cartaz de inúmeras maneiras,
que pode ser utilizada representando “tecido”, “prisão” mas duas seriam:
ou “jogo” – o sentido comum entre todas as expressões
é o formato quadriculado que têm. Corte e coloração capilar
ou
Polissemia e homonímia Faço corte e pintura capilar
A confusão entre polissemia e homonímia é bastante
comum. Quando a mesma palavra apresenta vários sig- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
nificados, estamos na presença da polissemia. Por outro CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
lado, quando duas ou mais palavras com origens e sig- char. Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform.
nificados distintos têm a mesma grafia e fonologia, temos – São Paulo: Saraiva, 2010.
uma homonímia. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
A palavra “manga” é um caso de homonímia. Ela pode Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
significar uma fruta ou uma parte de uma camisa. Não
é polissemia porque os diferentes significados para a SITE
palavra “manga” têm origens diferentes. “Letra” é uma Disponível em: <http://www.brasilescola.com/grama-
palavra polissêmica: pode significar o elemento básico tica/polissemia.htm>
do alfabeto, o texto de uma canção ou a caligrafia de um
determinado indivíduo. Neste caso, os diferentes signifi- Denotação e Conotação
cados estão interligados porque remetem para o mesmo
conceito, o da escrita. Exemplos de variação no significado das palavras:
Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido
Polissemia e ambiguidade literal)
Polissemia e ambiguidade têm um grande impacto Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido
na interpretação. Na língua portuguesa, um enunciado figurado)
pode ser ambíguo, ou seja, apresentar mais de uma in- Aquela aluna é fera na matemática. (sentido figurado)
terpretação. Esta ambiguidade pode ocorrer devido à
colocação específica de uma palavra (por exemplo, um As variações nos significados das palavras ocasionam
advérbio) em uma frase. Vejamos a seguinte frase: o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo
Pessoas que têm uma alimentação equilibrada fre- (conotação) das palavras.
quentemente são felizes.
Neste caso podem existir duas interpretações A) Denotação
diferentes: Uma palavra é usada no sentido denotativo quando
As pessoas têm alimentação equilibrada porque apresenta seu significado original, independentemente
são felizes ou são felizes porque têm uma alimentação do contexto em que aparece. Refere-se ao seu significa-
equilibrada.
LÍNGUA PORTUGUESA

do mais objetivo e comum, aquele imediatamente reco-


nhecido e muitas vezes associado ao primeiro significado
De igual forma, quando uma palavra é polissêmica, que aparece nos dicionários, sendo o significado mais li-
ela pode induzir uma pessoa a fazer mais do que uma teral da palavra.
interpretação. Para fazer a interpretação correta é mui- A denotação tem como finalidade informar o recep-
to importante saber qual o contexto em que a frase é tor da mensagem de forma clara e objetiva, assumindo
proferida. um caráter prático. É utilizada em textos informativos,
Muitas vezes, a disposição das palavras na construção

15
como jornais, regulamentos, manuais de instrução, bu- b) Etimologia: estudo das raças humanas;
las de medicamentos, textos científicos, entre outros. A c) Meteorologia: estudo dos impactos de meteoros sobre
palavra “pau”, por exemplo, em seu sentido denotativo é a Terra;
apenas um pedaço de madeira. Outros exemplos: d) Ginecologia: estudo das doenças privativas das
O elefante é um mamífero. mulheres;
As estrelas deixam o céu mais bonito! e) Fisiologia: estudo das forças atuantes na natureza.

B) Conotação Resposta: Letra D


Uma palavra é usada no sentido conotativo quando Em “a”: Antropologia: Ciência que se dedica ao estudo
apresenta diferentes significados, sujeitos a diferentes do homem (espécie humana) em sua totalidade
interpretações, dependendo do contexto em que esteja Em “b”: Etimologia: Ciência que investiga a origem das
inserida, referindo-se a sentidos, associações e ideias que palavras procurando determinar as causas e circuns-
vão além do sentido original da palavra, ampliando sua tâncias de seu processo evolutivo
significação mediante a circunstância em que a mesma Em “c”: Meteorologia: Estudo dos fenômenos atmosfé-
é utilizada, assumindo um sentido figurado e simbóli- ricos e das suas leis, principalmente com a intenção de
co. Como no exemplo da palavra “pau”: em seu sentido prever as variações do tempo.
conotativo ela pode significar castigo (dar-lhe um pau), Em “d”: Ginecologia: estudo das doenças privativas das
reprovação (tomei pau no concurso). A conotação tem mulheres = correta
como finalidade provocar sentimentos no receptor da Em “e”: Fisiologia: Ciência que trata das funções orgâ-
mensagem, através da expressividade e afetividade que nicas pelas quais a vida se manifesta
transmite. É utilizada principalmente numa linguagem
poética e na literatura, mas também ocorre em conversas 2. (CÂMARA DE SALVADOR-BA – ASSISTENTE LEGIS-
cotidianas, em letras de música, em anúncios publicitá- LATIVO MUNICIPAL – FGV-2018) “Na verdade, todos os
rios, entre outros. Exemplos: anos a imprensa nacional destaca os inaceitáveis números
Você é o meu sol! da violência no país”. O vocábulo “inaceitáveis” equivale
Minha vida é um mar de tristezas. ao “que não se aceita”. A equivalência correta abaixo in-
Você tem um coração de pedra! dicada é:

a) tinta indelével / que não se apaga;


#FicaDica b) ação impossível / que não se possui;
Procure associar Denotação com Dicionário: c) trabalho inexequível / que não se exemplifica;
trata-se de definição literal, quando o termo d) carro invisível / que não tem vistoria;
é utilizado com o sentido que consta no e) voz inaudível / que não possui audiência.
dicionário.

Resposta: Letra A
Em “a”: tinta indelével / que não se apaga = correta
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Em “b”: ação impossível = que não é possível
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Em “c”: trabalho inexequível = que não se executa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Em “d”: carro invisível = que não se vê
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
Em “e”: voz inaudível = que não se ouve
reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
3. (MPU – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE-2010)
A pobreza é um dos fatores mais comumente respon-
SITE
sáveis pelo baixo nível de desenvolvimento humano
http://www.normaculta.com.br/conotacao-e-denotacao/
e pela origem de uma série de mazelas, algumas das
quais proibidas por lei ou consideradas crimes. É o caso
do trabalho infantil. A chaga encontra terreno fértil nas
EXERCÍCIOS COMENTADOS sociedades subdesenvolvidas, mas também viceja onde
o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem, obriga
1. (BANESTES – TÉCNICO BANCÁRIO – FGV-2018) Um crianças e adolescentes a participarem do processo de
ex-governador do estado do Amazonas disse o seguinte: produção. Foi assim na Revolução Industrial de ontem
“Defenda a ecologia, mas não encha o saco”. (Gilberto e nas economias ditas avançadas. E ainda é, nos dias de
LÍNGUA PORTUGUESA

Mestrinho) O vocábulo sublinhado, composto do radi- hoje, nas manufaturas da Ásia ou em diversas regiões do
cal-logia (“estudo”), se refere aos estudos de defesa do Brasil. Enquanto, entre as nações ricas, o trabalho infan-
meio ambiente; o vocábulo abaixo, com esse mesmo ra- til foi minimizado, já que nunca se pode dizer erradica-
dical, que tem seu significado corretamente indicado é: do, ele continua sendo grave problema nos países mais
pobres.
a) Antropologia: estudo do homem como representante Jornal do Brasil, Editorial, 1.º/7/2010 (com
do sexo masculino; adaptações).

16
A palavra “chaga”, empregada com o sentido de ferida e) segurança.
social, refere-se, na estrutura sintática do parágrafo, a
“pobreza”. Resposta: Letra C
Mesmo com tantas opções, ainda há resistência na
( ) CERTO ( ) ERRADO hora da compra.
Em “a”: impetuosidade (força) = incorreto
Resposta: Errado Em “b”: empatia = incorreto
(...) É o caso do trabalho infantil. A chaga encontra Em “c”: relutância (resistência).
terreno = refere-se a “trabalho infantil”. Em “d”: consentimento (aceitação) = incorreto
Em “e”: segurança = incorreto
4. (MPU – CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA O CAR- A substituição que manteria o sentido do período é
GO 33 – TÉCNICO ADMINISTRATIVO - Nível Médio “ainda há relutância”.
– CESPE-2013)
Há um dispositivo no Código Civil que condiciona a edi-
ção de biografias à autorização do biografado ou des-
cendentes. As consequências da norma são negativas. ORTOGRAFIA
Uma delas é a impossibilidade de se registrar e deixar
para a posteridade a vida de personagens importantes
na formação do país, em qualquer ramo de atividade.
ORTOGRAFIA
Permite-se a interdição de registros de época, em prejuí-
zo dos historiadores e pesquisadores do futuro.
A ortografia é a parte da Fonologia que trata da cor-
Dessa forma, tem sido sonegado, por exemplo, o relato
reta grafia das palavras8. É ela quem ordena qual som
da vida do poeta Manoel Bandeira e dos escritores Má-
devem ter as letras do alfabeto. Os vocábulos de uma
rio de Andrade e Guimarães Rosa. Tanto no jornalismo
língua são grafados segundo acordos ortográficos.
quanto na literatura não pode haver censura prévia. Pu-
A maneira mais simples, prática e objetiva de apren-
blicada a reportagem (ou biografia), os que se sentirem
der ortografia é realizar muitos exercícios, ver as palavras,
atingidos que recorram à justiça. É preciso seguir o pa-
familiarizando-se com elas. O conhecimento das regras
drão existente em muitos países, em que há biografias
é necessário, mas não basta, pois há inúmeras exceções
“autorizadas” e “não autorizadas”.
e, em alguns casos, há necessidade de conhecimento de
Reclamações posteriores, quando existem, são encami-
etimologia (origem da palavra).
nhadas ao foro devido, os tribunais.
O alegado “direito à privacidade” é argumento frágil para
Regras ortográficas
justificar o veto a que a historiografia do país seja enri-
quecida, como se não bastasse o fato de o poder de cen-
A) O fonema S
sura concedido a biografados e herdeiros ser um atenta-
do à Constituição.
São escritas com S e não C/Ç
O Globo, 23/9/2013 (com adaptações).
• Palavras substantivadas derivadas de verbos com
radicais em nd, rg, rt, pel, corr e sent: pretender
A palavra “sonegado” está sendo empregada com o sen-
- pretensão / expandir - expansão / ascender - as-
tido de reduzido, diminuído.
censão / inverter - inversão / aspergir - aspersão /
submergir - submersão / divertir - diversão / im-
( ) CERTO ( ) ERRADO
pelir - impulsivo / compelir - compulsório / repelir
- repulsa / recorrer - recurso / discorrer - discurso /
Resposta: Errado
sentir - sensível / consentir – consensual.
(...) Permite-se a interdição de registros de época, em
prejuízo dos historiadores e pesquisadores do futuro.
São escritos com SS e não C e Ç
Dessa forma, tem sido sonegado, por exemplo, o rela-
• Nomes derivados dos verbos cujos radicais ter-
to da vida do poeta Manoel Bandeira e dos escritores
minem em gred, ced, prim ou com verbos ter-
Mário de Andrade e Guimarães Rosa = o sentido é o
minados por tir ou -meter: agredir - agressivo /
de “impedido”.
imprimir - impressão / admitir - admissão / ceder
- cessão / exceder - excesso / percutir - percussão /
5. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2014) O
regredir - regressão / oprimir - opressão / compro-
termo destacado na passagem do primeiro parágrafo –
LÍNGUA PORTUGUESA

meter - compromisso / submeter – submissão.


Mesmo com tantas opções, ainda há resistência na hora
• Quando o prefixo termina com vogal que se junta
da compra. – tem sentido equivalente a
com a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simé-
trico - assimétrico / re + surgir – ressurgir.
a) impetuosidade.
• No pretérito imperfeito simples do subjuntivo.
b) empatia.
Exemplos: ficasse, falasse.
c) relutância.
d) consentimento.

17
São escritos com C ou Ç e não S e SS • Verbos terminados em ger/gir: emergir, eleger, fu-
• Vocábulos de origem árabe: cetim, açucena, açúcar. gir, mugir.
• Vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, • Depois da letra “r” com poucas exceções: emergir,
Juçara, caçula, cachaça, cacique. surgir.
• Sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, • Depois da letra “a”, desde que não seja radical ter-
uçu, uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, car- minado com j: ágil, agente.
niça, caniço, esperança, carapuça, dentuço. São escritas com J e não G
• Nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / • Palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
deter - detenção / ater - atenção / reter – retenção. • Palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji-
• Após ditongos: foice, coice, traição. boia, manjerona.
• Palavras derivadas de outras terminadas em -te, • Palavras terminadas com aje: ultraje.
to(r): marte - marciano / infrator - infração / absor-
to – absorção. D) O fonema ch

B) O fonema z São escritas com X e não CH


• Palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
São escritos com S e não Z caxi, xucro.
• Sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é • Palavras de origem inglesa e espanhola: xampu,
substantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárqui- lagartixa.
cos: freguês, freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, • Depois de ditongo: frouxo, feixe.
princesa. • Depois de “en”: enxurrada, enxada, enxoval.
• Sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, Exceção: quando a palavra de origem não derive de
metamorfose. outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
• Formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
quiseste. São escritas com CH e não X
• Nomes derivados de verbos com radicais termi-
nados em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão /  Palavras de origem estrangeira: chave, chumbo,
empreender - empresa / difundir – difusão. chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche,
• Diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís salsicha.
- Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis – lapisinho.
• Após ditongos: coisa, pausa, pouso, causa. E) As letras “e” e “i”
• Verbos derivados de nomes cujo radical termina
com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar • Ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem.
– pesquisar. Com “i”, só o ditongo interno cãibra.
• Verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são
São escritos com Z e não S escritos com “e”: caçoe, perdoe, tumultue. Escreve-
• Sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de mos com “i”, os verbos com infinitivo em -air, -oer
adjetivo: macio - maciez / rico – riqueza / belo e -uir: trai, dói, possui, contribui.
– beleza.
• Sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de Há palavras que mudam de sentido quando substituí-
origem não termine com s): final - finalizar / con- mos a grafia “e” pela grafia “i”: área (superfície), ária (me-
creto – concretizar. lodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir
• Consoante de ligação se o radical não terminar (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, que
com “s”: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal anda a pé), pião (brinquedo).
Exceção: lápis + inho – lapisinho. Se o dicionário ainda deixar dúvida quanto à orto-
grafia de uma palavra, há a possibilidade de consultar
C) O fonema j o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP),
elaborado pela Academia Brasileira de Letras. É uma obra
São escritas com G e não J de referência até mesmo para a criação de dicionários,
• Palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa, pois traz a grafia atualizada das palavras (sem o signifi-
gesso. cado). Na Internet, o endereço é www.academia.org.br.
• Estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento,
gim. Informações importantes
LÍNGUA PORTUGUESA

• Terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com


poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, Formas variantes são as que admitem grafias ou pro-
bege, foge. núncias diferentes para palavras com a mesma signifi-
Exceção: pajem. cação: aluguel/aluguer, assobiar/assoviar, catorze/quator-
ze, dependurar/pendurar, flecha/frecha, germe/gérmen,
• Terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio, infarto/enfarte, louro/loiro, percentagem/porcentagem,
litígio, relógio, refúgio. relampejar/relampear/relampar/relampadar.

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Os símbolos das unidades de medida são escritos ONDE / AONDE
sem ponto, com letra minúscula e sem “s” para indicar
plural, sem espaço entre o algarismo e o símbolo: 2kg, Onde = empregado com verbos que não expressam
20km, 120km/h. a ideia de movimento = Onde você está?
Exceção para litro (L): 2 L, 150 L. Aonde = equivale a “para onde”. É usado com verbos
que expressam movimento = Aonde você vai?
Na indicação de horas, minutos e segundos, não
deve haver espaço entre o algarismo e o símbolo: 14h, MAU / MAL
22h30min, 14h23’34’’(= quatorze horas, vinte e três mi-
nutos e trinta e quatro segundos). Mau = é um adjetivo, antônimo de “bom”. Usa-se
O símbolo do real antecede o número sem espaço: como qualificação = O mau tempo passou. / Ele é um
R$1.000,00. No cifrão deve ser utilizada apenas uma bar- mau elemento.
ra vertical ($).
Mal = pode ser usado como
Alguns Usos Ortográficos Especiais 1. conjunção temporal, equivalente a “assim que”,
“logo que”, “quando” = Mal se levantou, já saiu.
POR QUE / POR QUÊ / PORQUÊ / PORQUE 2. advérbio de modo (antônimo de “bem”) = Você foi
mal na prova?
POR QUE (separado e sem acento) 3. substantivo, podendo estar precedido de artigo ou
pronome = Há males que vêm pra bem! / O mal
É usado em: não compensa.
1. interrogações diretas (longe do ponto de interro-
gação) = Por que você não veio ontem? REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
2. interrogações indiretas, nas quais o “que” equivale SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
a “qual razão” ou “qual motivo” = Perguntei-lhe por Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
que faltara à aula ontem. CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
3. equivalências a “pelo(a) qual” / “pelos(as) quais” = char - Português linguagens: volume 1. – 7.ª ed. Reform.
Ignoro o motivo por que ele se demitiu. – São Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.] Português: novas palavras: li-
POR QUÊ (separado e com acento) teratura, gramática, redação. – São Paulo: FTD, 2000.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Usos: Produção de Textos & Gramática. Volume único / Samira
1. como pronome interrogativo, quando colocado no Yousseff, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – São Paulo:
fim da frase (perto do ponto de interrogação) = Saraiva, 2002.
Você faltou. Por quê?
2. quando isolado, em uma frase interrogativa = Por SITE
quê? Disponível em: <http://www.pciconcursos.com.br/
aulas/portugues/ortografia>
PORQUE (uma só palavra, sem acento gráfico)
Hífen
Usos:
1. como conjunção coordenativa explicativa (equivale O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado
a “pois”, “porquanto”), precedida de pausa na escri- para ligar os elementos de palavras compostas (como
ta (pode ser vírgula, ponto-e-vírgula e até ponto ex-presidente, por exemplo) e para unir pronomes áto-
final) = Compre agora, porque há poucas peças. nos a verbos (ofereceram-me; vê-lo-ei). Serve igualmente
2. como conjunção subordinativa causal, substituível para fazer a translineação de palavras, isto é, no fim de
por “pela causa”, “razão de que” = Você perdeu por- uma linha, separar uma palavra em duas partes (ca-/sa;
que se antecipou. compa-/nheiro).

PORQUÊ (uma só palavra, com acento gráfico) A) Uso do hífen que continua depois da Reforma
Ortográfica:
Usos:
1. como substantivo, com o sentido de “causa”, “ra- 1. Em palavras compostas por justaposição que for-
LÍNGUA PORTUGUESA

zão” ou “motivo”, admitindo pluralização (por- mam uma unidade semântica, ou seja, nos termos
quês). Geralmente é precedido por artigo = Não que se unem para formam um novo significado:
sei o porquê da discussão. É uma pessoa cheia de tio-avô, porto-alegrense, luso-brasileiro, tenente-
porquês. -coronel, segunda-feira, conta-gotas, guarda-chuva,
arco-íris, primeiro-ministro, azul-escuro.

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2. Em palavras compostas por espécies botânicas e 2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre-
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se
abóbora-menina, erva-doce, feijão-verde. com vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coedu-
3. Nos compostos com elementos além, aquém, re- cação, autoestrada, autoaprendizagem, hidroelétri-
cém e sem: além-mar, recém-nascido, sem-núme- co, plurianual, autoescola, infraestrutura, etc.
ro, recém-casado. 3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas al- “dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o “h”
gumas exceções continuam por já estarem con- inicial: desumano, inábil, desabilitar, etc.
sagradas pelo uso: cor-de-rosa, arco-da-velha, 4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando
mais-que-perfeito, pé-de-meia, água-de-colônia, o segundo elemento começar com “o”: coopera-
queima-roupa, deus-dará. ção, coobrigação, coordenar, coocupante, coautor,
5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte coedição, coexistir, etc.
Rio-Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas 5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram no-
combinações históricas ou ocasionais: Áustria- ção de composição: pontapé, girassol, paraquedas,
-Hungria, Angola-Brasil, etc. paraquedista, etc.
6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su- 6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: ben-
per- quando associados com outro termo que é feito, benquerer, benquerido, etc.
iniciado por “r”: hiper-resistente, inter-racial, super-
-racional, etc. Os prefixos pós, pré e pró, em suas formas correspon-
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-di- dentes átonas, aglutinam-se com o elemento seguinte,
retor, ex-presidente, vice-governador, vice-prefeito. não havendo hífen: pospor, predeterminar, predetermina-
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-: do, pressuposto, propor.
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, Escreveremos com hífen: anti-horário, anti-infeccio-
etc. so, auto-observação, contra-ataque, semi-interno, sobre-
9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, -humano, super-realista, alto-mar.
abraça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. Escreveremos sem hífen: pôr do sol, antirreforma,
10. Nas formações em que o prefixo tem como se- antisséptico, antissocial, contrarreforma, minirrestaurante,
gundo termo uma palavra iniciada por “h”: sub-he- ultrassom, antiaderente, anteprojeto, anticaspa, antivírus,
pático, geo-história, neo-helênico, extra-humano, autoajuda, autoelogio, autoestima, radiotáxi.
semi-hospitalar, super-homem.
11. Nas formações em que o prefixo ou pseudopre- REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
fixo termina com a mesma vogal do segundo ele- SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
mento: micro-ondas, eletro-ótica, semi-interno, au- Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
to-observação, etc.
SITE
O hífen é suprimido quando para formar outros ter- Disponível em: <http://www.pciconcursos.com.br/
mos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar. aulas/portugues/ortografia>

#FicaDica
EXERCÍCIOS COMENTADOS
Ao separar palavras na translineação
(mudança de linha), caso a última palavra a 1. (EBSERH – TÉCNICO EM FARMÁCIA- AOCP-2015)
ser escrita seja formada por hífen, repita-o Assinale a alternativa em que as palavras estão grafadas
na próxima linha. Exemplo: escreverei anti- corretamente.
inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”.
Na próxima linha escreverei: “-inflamatório”
a) Extrovertido – extroverção.
(hífen em ambas as linhas). Devido à
b) Disponível – disponibilisar.
diagramação, pode ser que a repetição do
c) Determinado – determinassão.
hífen na translineação não ocorra em meus
d) Existir – existência.
conteúdos, mas saiba que a regra é esta!
e) Característica – caracterizasão.

Resposta: Letra D
B) Não se emprega o hífen:
LÍNGUA PORTUGUESA

Em “a”: Extrovertido / extroverção = extroversão


1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefi-
Em “b”: Disponível / disponibilisar = disponibilizar
xo termina em vogal e o segundo termo inicia-se
Em “c”: Determinado / determinassão = determinação
em “r” ou “s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas
Em “d”: Existir / existência = corretas
consoantes: antirreligioso, contrarregra, infrassom,
Em “e”: Característica / caracterizasão = caracterização
microssistema, minissaia, microrradiografia, etc.

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2. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL 4. (MPU – ANALISTA – ÁREA ADMINISTRATIVA – ESA-
I – CESGRANRIO-2018) O termo destacado está grafado F-2004-ADAPTADA) Na questão abaixo, baseada em
de acordo com as exigências da norma-padrão da língua Manuel Bandeira, escolha o segmento do texto que não
portuguesa em: está isento de erros gramaticais e de ortografia, conside-
rando-se a ortodoxia gramatical.
a) O estagiário foi mal treinado, por isso não desempe-
nhava satisfatoriamente as tarefas solicitadas pelos a) Descoberta a conspiração, enquanto os outros não
seus superiores. procuravam outra coisa se não salvar-se, ele revelou
b) O time não jogou mau no último campeonato, ape- a mais heróica força de ânimo, chamando a si toda a
sar de enfrentar alguns problemas com jogadores culpa.
descontrolados. b) Antes de alistar-se na tropa paga, vivera da profissão
c) O menino não era mal aluno, somente tinha dificul- que lhe valera o apelido.
dade em assimilar conceitos mais complexos sobre os c) Não obstante, foi ele talvez o único a demonstrar fé,
temas expostos. entusiasmo e coragem na aventura de 89.
d) Os funcionários perceberam que o chefe estava de d) A verdade é que Gonzaga, Cláudio Manuel da Cos-
mal humor porque tinha sofrido um acidente de carro ta, Alvarenga eram homens requintados, letrados, a
na véspera. quem a vida corria fácil, ao passo que o alferes sempre
e) Os participantes compreendiam mau o que estava lutara pela subsistência.
sendo discutido, por isso não conseguiam formular e) Com coragem, serenidade e lucidez, até o fim, enfren-
perguntas. tou a pena última.
Resposta: Letra A
Resposta: Letra A Em “a”: Descoberta a conspiração, enquanto os outros
Mal = advérbio (antônimo de “bem”) / mau = adjetivo não procuravam outra coisa se não salvar-se (senão se
(antônimo de “bom”). Para saber quando utilizar um salvar) , ele revelou a mais heróica (heroica) força de
ou outro, a dica é substituir por seu antônimo. Se a ânimo, chamando a si toda a culpa.
frase ficar coerente, saberemos qual dos dois deve ser Em “b”: Antes de alistar-se na tropa paga, vivera da
utilizado. Por exemplo: Cigarro faz mal/mau à saúde profissão que lhe valera o apelido = correta
= Cigarro faz bem à saúde. A frase ficou coerente – Em “c”: Não obstante, foi ele talvez o único a demons-
embora errada em termos de saúde! Então, a maneira trar fé, entusiasmo e coragem na aventura de 89 =
correta é “Cigarro faz mal à saúde”. correta
Vamos aos itens: Em “d”: A verdade é que Gonzaga, Cláudio Manuel da
Em “a”: O estagiário foi mal (bem) treinado = correta Costa, Alvarenga eram homens requintados, letrados,
Em “b”: O time não jogou mau (bem)no último cam- a quem a vida corria fácil, ao passo que o alferes sem-
peonato = mal pre lutara pela subsistência = correta
Em “c”: O menino não era mal (bom) aluno = mau Em “e”: Com coragem, serenidade e lucidez, até o fim,
Em “d”: Os funcionários perceberam que o chefe esta- enfrentou a pena última = correta
va de mal (bom) humor = mau
Em “e”: Os participantes compreendiam mau (bem) o 5. (TJ-MG – OFICIAL JUDICIÁRIO – COMISSÁRIO DA
que estava sendo discutido = mal INFÂNCIA E DA JUVENTUDE – CONSULPLAN-2017)
Estabeleça a associação correta entre a 1.ª coluna e a 2.ª
3. (TRANSPETRO – TÉCNICO AMBIENTAL JÚNIOR – considerando o emprego do por que / porque.
CESGRANRIO-2018) Obedecem às regras ortográficas
da língua portuguesa as palavras (1) “Muitas pessoas se perguntam por que há tão poucas
mulheres [...].”
a) admissão, paralisação, impasse (2) “Misoginia é o ódio contra as mulheres apenas porque
b) bambusal, autorização, inspiração são mulheres.”
c) consessão, extresse, enxaqueca
d) banalisação, reexame, desenlace ( ) Faltei _____________ você estava doente.
e) desorganisação, abstração, cassação ( ) Todos sabem _____________ não poderei estar presente.
( ) Não se sabe ____________realizou tal procedimento.
Resposta: Letra A ( ) Este ponto de vista é _________não há manifestação de
Em “a”: admissão / paralisação / impasse = corretas outro pensamento.
Em “b”: bambusal = bambuzal / autorização /
LÍNGUA PORTUGUESA

inspiração A sequência está correta em:


Em “c”: consessão = concessão / extresse = estresse /
enxaqueca a) 1, 1, 1, 2
Em “d”: banalisação = banalização / reexame / b) 1, 2, 1, 2
desenlace c) 2, 1, 1, 2
Em “e”: desorganisação = desorganização / abstração d) 2, 2, 2, 1
/ cassação

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Resposta: Letra C De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi-
Faltei porque você estava doente. = conjunção causal cadas como:
Todos sabem por que não poderei estar presente. = dá Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai so-
para substituir por “a causa pela qual” bre a última sílaba: café – coração – Belém – atum – caju
Não se sabe por que realizou tal procedimento. = – papel
substituir por “a causa” Paroxítonas – a sílaba tônica recai na penúltima síla-
Este ponto de vista é porque não há manifestação de ba: útil – tórax – táxi – leque – sapato – passível
outro pensamento. = conjunção causal Proparoxítonas - a sílaba tônica está na antepenúlti-
Teremos: 2, 1, 1, 2 ma sílaba: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus

6. (TJ-SC – TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR – FGV- Há vocábulos que possuem uma sílaba somente: são
2018) “Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele os chamados monossílabos. Estes são acentuados quan-
só usava meias vermelhas”. Nesse segmento do texto 1 do tônicos e terminados em “a”, “e” ou “o”: vá – fé – pó
há um erro gramatical, que é: - ré.

a) empregar-se “o cercaram” em lugar de “lhe cercaram”; Os acentos


b) haver vírgula após a expressão “Um dia”;
c) usar-se “lhe perguntaram” em lugar de “o perguntaram”; A) acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”
d) grafar-se “porque” em vez de “por que”; e “i”, “u” e “e” do grupo “em” - indica que estas
e) escrever-se “só usava” em lugar de “usava só”. letras representam as vogais tônicas de palavras
Resposta: Letra D como pá, caí, público. Sobre as letras “e” e “o” indi-
“Um dia, o cercaram e lhe perguntaram porque ele só ca, além da tonicidade, timbre aberto: herói – céu
usava meias vermelhas” (ditongos abertos).
Em “a”: empregar-se “o cercaram” em lugar de “lhe B) acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras
cercaram”; = está correto, pois o “o” funciona como “a”, “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre
objeto direto (sem preposição) fechado: tâmara – Atlântico – pêsames – supôs .
Em “b”: haver vírgula após a expressão “Um dia”; = está C) acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a”
correto, pois separa o advérbio no início do período com artigos e pronomes: à – às – àquelas – àqueles
Em “c”: usar-se “lhe perguntaram” em lugar de “o per-
guntaram”; = está correto (o “lhe” é objeto indireto D) trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi to-
– perguntaram o que a quem) talmente abolido das palavras. Há uma exceção: é
Em “d”: grafar-se “porque” em vez de “por que”; utilizado em palavras derivadas de nomes próprios
Em “e”: escrever-se “só usava” em lugar de “usava só”. estrangeiros: mülleriano (de Müller)
= correto, pois se invertermos haverá mudança de E) til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam
sentido (ele usava só meias, nenhuma outra peça de vogais nasais: oração – melão – órgão – ímã
roupa).
A incorreção está no uso de “porque” no lugar de “por Regras fundamentais
que”, já que se trata de uma pergunta indireta.
A) Palavras oxítonas:acentuam-se todas as oxítonas
terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não
do plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) – Belém.
Esta regra também é aplicada aos seguintes casos:
ACENTUAÇÃO GRÁFICA. USO DA CRASE Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”,
seguidos ou não de “s”: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos,
seguidas de lo, la, los, las: respeitá-lo, recebê-lo, compô-lo
ACENTUAÇÃO
B) Paroxítonas: acentuam-se as palavras paroxítonas
Quanto à acentuação, observamos que algumas pa-
terminadas em:
lavras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia, ora
i, is: táxi – lápis – júri
se dá maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a outra.
us, um, uns: vírus – álbuns – fórum
Por isso, vamos às regras!
l, n, r, x, ps: automóvel – elétron - cadáver – tórax
– fórceps
LÍNGUA PORTUGUESA

Regras básicas
ã, ãs, ão, ãos: ímã – ímãs – órfão – órgãos
ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou
A acentuação tônica está relacionada à intensida-
não de “s”: água – pônei – mágoa – memória
de com que são pronunciadas as sílabas das palavras.
Aquela que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se
como sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas
com menos intensidade, são denominadas de átonas.

22
#FicaDica #FicaDica
Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que Quando, na frase, der para substituir o “por”
esta palavra apresenta as terminações das por “colocar”, estaremos trabalhando com
paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U um verbo, portanto: “pôr”; nos demais casos,
(aqui inclua UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. “por” é preposição: Faço isso por você. /
Assim ficará mais fácil a memorização! Posso pôr (colocar) meus livros aqui?

C) Proparoxítona: a palavra é proparoxítona quan- Regra do Hiato


do a sua antepenúltima sílaba é tônica (mais forte).
Quanto à regra de acentuação: todas as proparoxí- Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, segun-
tonas são acentuadas, independentemente de sua da vogal do hiato, acompanhado ou não de “s”, haverá
terminação: árvore, paralelepípedo, cárcere. acento: saída – faísca – baú – país – Luís
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato
Regras especiais quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:
Ra-ul, Lu-iz, sa-ir, ju-iz
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se es-
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento tiverem seguidas do dígrafo nh: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vie-
palavras paroxítonas. rem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando
hiato quando vierem depois de ditongo (nas paroxítonas):
FIQUE ATENTO!
Se os ditongos abertos estiverem em uma
palavra oxítona (herói) ou monossílaba Antes Agora
(céu) ainda são acentuados: dói, escarcéu. bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
Sauípe Sauipe
Antes Agora
assembléia assembleia O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
idéia ideia abolido:
geléia geleia Antes Agora
jibóia jiboia crêem creem
apóia (verbo apoiar) apoia lêem leem
paranóico paranoico vôo voo
enjôo enjoo
Acento Diferencial

Representam os acentos gráficos que, pelas regras de


#FicaDica
acentuação, não se justificariam, mas são utilizados para Memorize a palavra CREDELEVÊ. São os
diferenciar classes gramaticais entre determinadas palavras verbos que, no plural, dobram o “e”, mas
e/ou tempos verbais. Por exemplo: Pôr (verbo) X por (pre- que não recebem mais acento como antes:
posição) / pôde (pretérito perfeito do Indicativo do verbo CRER, DAR, LER e VER.
“poder”) X pode (presente do Indicativo do mesmo verbo). Repare:
Se analisarmos o “pôr” - pela regra das monossílabas: O menino crê em você. / Os meninos creem
terminada em “o” seguida de “r” não deve ser acentua- em você.
da, mas nesse caso, devido ao acento diferencial, acen- Elza lê bem! / Todas leem bem!
tua-se, para que saibamos se se trata de um verbo ou Espero que ele dê o recado à sala. / Esperamos
preposição. que os garotos deem o recado!
LÍNGUA PORTUGUESA

Os demais casos de acento diferencial não são mais Rubens vê tudo! / Eles veem tudo!
utilizados: para (verbo), para (preposição), pelo (substanti- Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! /
vo), pelo (preposição). Seus significados e classes grama- Eles vêm à tarde!
ticais são definidos pelo contexto.
Polícia para o trânsito para que se realize a operação
planejada. = o primeiro “para” é verbo; o segundo, con- As formas verbais que possuíam o acento tônico na
junção (com relação de finalidade). raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
“e” ou “i” não serão mais acentuadas:

23
Antes Agora Resposta: Letra B
Em “a”, público = proparoxítona / função = o til tem
apazigúe (apaziguar) apazigue função de nasalizar (indicar som fechado) / dói = mo-
averigúe (averiguar) averigue nossílabo formado por ditongo aberto
argúi (arguir) argui Em “b”, burocráticos = proparoxítona / próximo = pro-
paroxítona / século = proparoxítona
Acentuam-se os verbos pertencentes a terceira pes- Em “c”, será = oxítona terminada em ‘a” / aí = regra do
soa do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm hiato / é = (verbo) monossílabo tônico terminado em
(verbo vir). A regra prevalece também para os verbos “e” / está = (verbo) oxítona terminada em “a”
conter, obter, reter, deter, abster: ele contém – eles contêm, Em “d”, glória = paroxítona terminada em ditongo /
ele obtém – eles obtêm, ele retém – eles retêm, ele convém exercício = paroxítona terminada em ditongo / publi-
– eles convêm. cação = o til indica nasalização (som fechado)
Em “e”, hábito = (substantivo) proparoxítona / ban-
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS cário = paroxítona terminada em ditongo / poética =
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa proparoxítona
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co- 3. (CAIXA ECONÔMICA FEDERAL – NÍVEL SUPERIOR
char - Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform. – CONHECIMENTOS BÁSICOS – CESPE-2014) O em-
– São Paulo: Saraiva, 2010. prego do acento gráfico nas palavras “metálica”, “acú-
mulo” e “imóveis” justifica-se com base na mesma regra
SITE de acentuação.
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/grama-
tica/acentuacao.htm> (  ) CERTO   (  ) ERRADO

Resposta: Errado
O emprego do acento gráfico nas palavras “metálica”,
EXERCÍCIOS COMENTADOS “acúmulo” e “imóveis” justifica-se com base na mesma
regra de acentuação.
1. (BANPARÁ – TÉCNICO BANCÁRIO – EXATUS-2015) metálica = proparoxítona / acúmulo = proparoxítona /
Assinale a alternativa em que a palavra é acentuada pela imóveis = paroxítona terminada em ditongo
mesma razão que “Bíblia”:
4. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO – CES-
a) íris. GRANRIO-2018) A palavra que precisa ser acentuada
b) estórias. graficamente para estar correta quanto às normas em
c) queríamos. vigor está destacada na seguinte frase:
d) aí.
e) páginas. a) Todo escritor de novela tem o desejo de criar um per-
sonagem inesquecível.
Resposta: Letra B b) Os telespectadores veem as novelas como um espelho
“Bíblia” = esta é acentuada por ser uma paroxítona da realidade.
terminada em ditongo. c) Alguns novelistas gostam de superpor temas sociais
Em “a”, íris = paroxítona terminada em i(s) com temas políticos.
Em “b”, estórias = paroxítona terminada em ditongo d) Para decorar o texto antes de gravar, cada ator rele
Em “c”, queríamos = proparoxítona sua fala várias vezes.
Em “d”, aí = regra do hiato e) Alguns atores de novela constroem seus personagens
Em “e”, páginas = proparoxítona fazendo pesquisa.

2. (BANPARÁ – TÉCNICO BANCÁRIO – FADESP-2018) Resposta: Letra D


A sequência de palavras cujos acentos são empregados Em “a”: Todo escritor de novela tem = singular (não
pelo mesmo motivo é acentuado)
Em “b”: Os telespectadores veem = correta - plural do-
a) público, função, dói. bra o “e” (perdeu o acento com o Acordo)
b) burocráticos, próximo, século. Em “c”: Alguns novelistas gostam de superpor =
LÍNGUA PORTUGUESA

c) será, aí, é, está. correta


d) glória, exercício, publicação. Em “d”: Para decorar o texto antes de gravar, cada ator
e) hábito, bancário, poética. rele = relê (oxítona)
Em “e”: Alguns atores de novela constroem = correta

24
5. (TJ-SP - ANALISTA EM COMUNICAÇÃO E PROCES- CRASE
SAMENTO DE DADOS JUDICIÁRIO – VUNESP/2012)
Seguem a mesma regra de acentuação gráfica relativa às A crase se caracteriza como a fusão de duas vogais
palavras paroxítonas: idênticas, relacionadas ao emprego da preposição “a”
com o artigo feminino a(s), com o “a” inicial referente aos
a) probatório; condenatório; crédito. pronomes demonstrativos – aquela(s), aquele(s), aquilo
b) máquina; denúncia; ilícita. e com o “a” pertencente ao pronome relativo a qual (as
c) denúncia; funcionário; improcedência. quais). Casos estes em que tal fusão encontra-se demar-
d) máquina; improcedência; probatório. cada pelo acento grave ( ` ): à(s), àquela, àquele, àquilo,
e) condenatório; funcionário; frágil. à qual, às quais.
O uso do acento indicativo de crase está condiciona-
Resposta: Letra C do aos nossos conhecimentos acerca da regência verbal
Vamos a elas: e nominal, mais precisamente ao termo regente e termo
Em “a”: probatório = paroxítona terminada em ditongo regido. Ou seja, o termo regente é o verbo - ou nome -
/ condenatório = paroxítona terminada em ditongo / que exige complemento regido pela preposição “a”, e o
crédito = proparoxítona. termo regido é aquele que completa o sentido do termo
Em “b”: máquina = proparoxítona / denúncia = paro- regente, admitindo a anteposição do artigo a(s).
xítona terminada em ditongo / ilícita = proparoxítona. Refiro-me a (a) funcionária antiga, e não a (a)quela
Em “c”: Denúncia = paroxítona terminada em diton- contratada recentemente.
go / funcionário = paroxítona terminada em ditongo Após a junção da preposição com o artigo (destaca-
/ improcedência = paroxítona terminada em ditongo dos entre parênteses), temos:
Em “d”: máquina = proparoxítona / improcedência = Refiro-me à funcionária antiga, e não àquela contrata-
paroxítona terminada em ditongo / probatório = pa- da recentemente.
roxítona terminada em ditongo
Em “e”: condenatório = paroxítona terminada em di- O verbo referir, de acordo com sua transitividade,
tongo / funcionário = = paroxítona terminada em di- classifica-se como transitivo indireto, pois sempre nos
tongo / Frágil = paroxítona terminada em “l” referimos a alguém ou a algo. Houve a fusão da preposi-
ção a + o artigo feminino (à) e com o artigo feminino a +
6. (TJ-AC – TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA - CES- o pronome demonstrativo aquela (àquela).
PE/2012) As palavras “conteúdo”, “calúnia” e “injúria”
são acentuadas de acordo com a mesma regra de acen- Observações importantes:
tuação gráfica. Alguns recursos servem de ajuda para que possamos
confirmar a ocorrência ou não da crase. Eis alguns:
(  ) CERTO   (  ) ERRADO
Resposta: Errado • Substitui-se a palavra feminina por uma masculina
“Conteúdo” = regra do hiato / calúnia = paroxítona equivalente. Caso ocorra a combinação a + o(s), a
terminada em ditongo / injúria = paroxítona termina- crase está confirmada.
da em ditongo. Os dados foram solicitados à diretora.
Os dados foram solicitados ao diretor.
7. (TRE-AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre
as frases que seguem, a única correta é: • No caso de nomes próprios geográficos, substitui-
-se o verbo da frase pelo verbo voltar. Caso resul-
a) Ele se esqueceu de que? te na expressão “voltar da”, há a confirmação da
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui- crase.
-lo entre os presentes. Faremos uma visita à Bahia.
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas. Faz dois dias que voltamos da Bahia. (crase confirmada)
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos
funcionários. Não me esqueço da viagem a Roma.
e) Não sei por que ele mereceria minha consideração. Ao voltar de Roma, relembrarei os belos momentos ja-
mais vividos.
Resposta: Letra E
Em “a”: Ele se esqueceu de que? = quê?
Em “b”: Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu
LÍNGUA PORTUGUESA

para distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.


Em “c”: Embora devêssemos (devêssemos), não fomos
excessivos nas críticas.
Em “d”: O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às rei-
vindicações dos funcionários.
Em “e”: Não sei por que ele mereceria minha
consideração.

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sitivas à moda de, à maneira de apresentarem-se
FIQUE ATENTO! implícitas, mesmo diante de nomes masculinos:
Nas situações em que o nome geográfico Tenho compulsão por comprar sapatos à Luis XV. (à
se apresentar modificado por um adjunto moda de Luís XV)
adnominal, a crase está confirmada. • Não se efetiva o uso da crase diante da locução ad-
Atendo-me à bela Fortaleza, senti saudades verbial “a distância”: Na praia de Copacabana, ob-
de suas praias. servamos a queima de fogos a distância.
Use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; Entretanto, se o termo vier determinado, teremos
vou A volto DE, crase PRA QUÊ?” Exemplo: uma locução prepositiva, aí sim, ocorrerá crase: O pedes-
Vou a Campinas. = Volto de Campinas. tre foi arremessado à distância de cem metros.
(crase pra quê?)
Vou à praia. = Volto da praia. (crase há!) • De modo a evitar o duplo sentido – a ambiguidade
-, faz-se necessário o emprego da crase.
Ensino à distância.
Quando o nome de lugar estiver especificado, ocor- Ensino a distância.
rerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo • Em locuções adverbiais formadas por palavras repe-
que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE” tidas, não há ocorrência da crase.
Irei à Salvador de Jorge Amado. Ela ficou frente a frente com o agressor.
Eu o seguirei passo a passo.
A letra “a” dos pronomes demonstrativos aquele(s),
aquela(s) e aquilo receberão o acento grave se o termo Casos em que não se admite o emprego da crase:
regente exigir complemento regido da preposição “a”.
Entregamos a encomenda àquela menina. Antes de vocábulos masculinos.
(preposição + pronome demonstrativo) As produções escritas a lápis não serão corrigidas.
Esta caneta pertence a Pedro.
Iremos àquela reunião.
(preposição + pronome demonstrativo) Antes de verbos no infinitivo.
Ele estava a cantar.
Sua história é semelhante às que eu ouvia quando Começou a chover.
criança. (àquelas que eu ouvia quando criança)
(preposição + pronome demonstrativo) Antes de numeral.
O número de aprovados chegou a cem.
A letra “a” que acompanha locuções femininas (ad- Faremos uma visita a dez países.
verbiais, prepositivas e conjuntivas) recebem o acento
grave: Observações:
• locuções adverbiais: às vezes, à tarde, à noite, às • Nos casos em que o numeral indicar horas – fun-
pressas, à vontade... cionando como uma locução adverbial feminina –
• locuções prepositivas: à frente, à espera de, à pro- ocorrerá crase: Os passageiros partirão às dezenove
cura de... horas.
• locuções conjuntivas: à proporção que, à medida • Diante de numerais ordinais femininos a crase está
que. confirmada, visto que estes não podem ser empre-
gados sem o artigo: As saudações foram direciona-
Cuidado: quando as expressões acima não exercerem das à primeira aluna da classe.
a função de locuções não ocorrerá crase. Repare: • Não ocorrerá crase antes da palavra casa, quando
Eu adoro a noite! essa não se apresentar determinada: Chegamos to-
Adoro o quê? Adoro quem? O verbo “adoro” requer dos exaustos a casa.
objeto direto, no caso, a noite. Aqui, o “a” é artigo, não Entretanto, se vier acompanhada de um adjunto
preposição. adnominal, a crase estará confirmada: Chegamos todos
exaustos à casa de Marcela.
Casos passíveis de nota:
• Não há crase antes da palavra “terra”, quando essa
• A crase é facultativa diante de nomes próprios femi- indicar chão firme: Quando os navegantes regressa-
LÍNGUA PORTUGUESA

ninos: Entreguei o caderno a (à) Eliza. ram a terra, já era noite.


• Também é facultativa diante de pronomes posses- Contudo, se o termo estiver precedido por um de-
sivos femininos: O diretor fez referência a (à) sua terminante ou referir-se ao planeta Terra, ocorrerá crase.
empresa. Paulo viajou rumo à sua terra natal.
• Facultativa em locução prepositiva “até a”: A loja fi- O astronauta voltou à Terra.
cará aberta até as (às) dezoito horas.
• Constata-se o uso da crase se as locuções prepo-

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• Não ocorre crase antes de pronomes que requerem conversava que jogava o tempo fora = revelou o quê?
o uso do artigo. que jogava o tempo fora; revelou a quem? à pessoa
Os livros foram entregues a mim. (objeto indireto, com preposição) = correta.
Dei a ela a merecida recompensa.
2. (PM-SP - SOLDADO DE 2.ª CLASSE – VUNESP-2017)
• Pelo fato de os pronomes de tratamento relativos à Assinale a alternativa que preenche, correta e respectiva-
senhora, senhorita e madame admitirem artigo, o mente, as lacunas do texto a seguir.
uso da crase está confirmado no “a” que os antece- Quase 30 anos depois de iniciar um trabalho de atendi-
de, no caso de o termo regente exigir a preposição. mento _____ presos da Casa de Detenção, em São Paulo,
Todos os méritos foram conferidos à senhorita Patrícia. o médico oncologista Drauzio Varella chega ao fim de
uma trilogia com o livro “Prisioneiras”. Depois de “Es-
• Não ocorre crase antes de nome feminino utilizado tação Carandiru” (1999), que mostra ________ entranhas
em sentido genérico ou indeterminado: daquela que foi ________maior prisão da América Latina,
Estamos sujeitos a críticas. e de “Carcereiros” (2012), sobre os funcionários que tra-
Refiro-me a conversas paralelas. balham no sistema prisional, Varella agora faz um retrato
das detentas da Penitenciária Feminina da Capital, tam-
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS bém na capital paulista, onde cumprem pena mais de
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa duas mil mulheres.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. (https://oglobo.globo.com. Adaptado)
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
char. Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform. a) à … às … a
– São Paulo: Saraiva, 2010. b) a … as … a
c) a … às … a
SITE d) à … às … à
Disponível em: <http://www.portugues.com.br/gra- e) a … as … à
matica/o-uso-crase-.html>
Resposta: Letra B
Quase 30 anos depois de iniciar um trabalho de aten-
dimento a (preposição – regência nominal de “atendi-
EXERCÍCIOS COMENTADOS mento”, mas sem acento grave por estar diante de pa-
lavra masculina) presos da Casa de Detenção, em São
Paulo, o médico oncologista Drauzio Varella chega ao
1. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO - fim de uma trilogia com o livro “Prisioneiras”. Depois
SOLDADO PM 2.ª CLASSE – VUNESP/2017) O acento de “Estação Carandiru” (1999), que mostra as (objeto
indicativo de crase está empregado corretamente em: direto do verbo “mostrar”) entranhas daquela que foi a
(artigo definido) maior prisão da América Latina, e de
a) O personagem evita considerar à internet responsável “Carcereiros” (2012), sobre os funcionários que traba-
por suas atitudes. lham no sistema prisional, Varella agora faz um retra-
b) O personagem reconheceu que já tinha uma propen- to das detentas da Penitenciária Feminina da Capital,
são à jogar o tempo fora. também na capital paulista, onde cumprem pena mais
c) O personagem tinha um comportamento indiferente à de duas mil mulheres.
qualquer influência da internet. Teremos: a / as / a.
d) O personagem refere-se à uma maneira de se portar
com relação ao tempo. 3. (CÂMARA MUNICIPAL DE DOIS CÓRREGOS-SP -
e) O personagem revelou à pessoa com quem conversa- OFICIAL DE ATENDIMENTO E ADMINISTRAÇÃO – VU-
va que jogava o tempo fora. NESP-2018) Assinale a alternativa em que o acento indi-
cativo de crase está empregado corretamente.
Resposta: Letra E
Aos itens: a) Algumas pessoas com supermemória chegam à sofrer
Em “a”, evita considerar à internet = a internet (objeto com dores de cabeça.
direto) b) Há lembranças tão vivas que nos fazem voltar à episó-
Em “b”, tinha uma propensão à jogar = a jogar (sem dios de nosso passado.
acento grave indicativo de crase antes de verbo no c) Lembrar-se do passado pode ser uma tarefa muito di-
LÍNGUA PORTUGUESA

infinitivo) fícil à determinadas pessoas.


Em “c”, tinha um comportamento indiferente à qual- d) Ela referiu-se à vontade de esquecer completamente
quer influência = a qualquer (antes de pronome os momentos dolorosos.
indefinido) e) Ao nos atermos à uma experiência ruim, desconsidera-
Em “d”, refere-se à uma maneira = a uma (antes de mos o que ela traz de bom.
artigo indefinido)
Em “e”, O personagem revelou à pessoa com quem

27
Resposta: Letra D a 20 anos, prolongada pelo desempenho econômico da
Aos itens: Ásia e de negócios ligados ________ tecnologia.
Em “a”, chegam à sofrer = a sofrer (antes de verbo no (IstoÉ, 15.11.2017. Adaptado)
infinitivo não se usa acento grave)
Em “b”, que nos fazem voltar à episódios = a episó- Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas do
dios (palavra masculina e no plural) texto devem ser preenchidas, respectivamente, com:
Em “c”, pode ser uma tarefa muito difícil à determina-
das = a determinadas (palavra no plural e presença a) a … a … a
só da preposição) b) à … à … à
Em “d”, Ela referiu-se à vontade = correta (quem se c) a … à … à
refere, refere-se a algo ou a alguém) d) à … à … a
Em “e”, Ao nos atermos à uma experiência = a uma e) a … a … à
(antes de artigo indefinido)
Resposta: Letra E
4. (IPSM-SP - ASSISTENTE DE GESTÃO MUNICIPAL - Vamos aos trechos:
VUNESP-2018) De acordo com a norma- -padrão, o a rápida industrialização nos Estados Unidos deu ori-
acento indicativo da crase está corretamente empregado gem a algumas das maiores fortunas = antes de pro-
em: nome indefinido
e passaram a ostentar sua riqueza = antes de verbo
a) O leitor aludiu à escrita como se ela fosse questão de no infinitivo
talento: quem não tem, não vai nunca aprender. e de negócios ligados à tecnologia = regência nominal
b) A escrita deve levar o texto à uma riqueza, marcada de “ligados” pede preposição
pela clareza e precisão, afastando o leitor da confusão
ou tédio. 6. (CÂMARA MUNICIPAL DE COTIA-SP – CONTADOR -
c) De parte à parte, o texto precisa organizar-se como um VUNESP-2017) Assinale a alternativa correta quanto ao
tecido coeso e claro, instigando, assim, o leitor. emprego do acento indicativo da crase.
d) Existem aquelas pessoas que chegam à conclusões se-
melhantes, no entanto elas seguem pelo lado oposto. a) A circulação instantânea das notícias falsas, as quais
e) Também não estamos falando só de correção gramati- chegam à um grande público devido à rapidez da in-
cal e ortográfica. Estamos nos referindo à pensamento. ternet, é favorável à formação de ondas de credulidade.
b) A circulação instantânea das notícias falsas, às quais
Resposta: Letra A chegam à muitas pessoas devido a rapidez da internet,
Em “a”, O leitor aludiu à escrita = correta (regência do favorece que se formem ondas de credulidade.
verbo “aludir” pede preposição) c) A circulação instantânea das notícias falsas, as quais
Em “b”, A escrita deve levar o texto à uma riqueza = a chegam a muitas pessoas devido à rapidez da internet,
uma (antes de artigo indefinido) é favorável à formação de ondas de credulidade.
Em “c”, De parte à parte = parte a parte (entre pala- d) A circulação instantânea das notícias falsas, às quais
vras repetidas) chegam a um grande número de pessoas devido à ra-
Em “d”, Existem aquelas pessoas que chegam à con- pidez da internet, é favorável as ondas de credulidade
clusões = a conclusões (antes de palavra no plural e que se formam.
o “a” está “sozinho” = somente preposição) e) A circulação instantânea das notícias falsas, às quais
Em “e”, Estamos nos referindo à pensamento = a pen- chegam a muitas pessoas devido a rapidez da internet,
samento (palavra masculina) favorece à formação de ondas de credulidade.

5. (PREFEITURA MUNICIPAL DE MOGI DAS CRU- Resposta: Letra C


ZES-SP - AUXILIAR DE APOIO ADMINISTRATIVO Acertos entre parênteses:
- VUNESP-2018) Em “a”, as quais chegam à um (a um) grande público
No começo do século 20, a rápida industrialização nos devido à rapidez (ok) da internet, é favorável à for-
Estados Unidos deu origem _______ algumas das maiores mação (ok)
fortunas que o mundo já viu. Famílias como os Vander- Em “b”, às quais (as quais) chegam à muitas (a muitas)
bilt e os Rockefeller investiram em ferrovias, petróleo e pessoas devido a rapidez (à rapidez) da internet
aço, obtendo um grande retorno, e passaram _________ Em “c”, as quais chegam a muitas pessoas devido à
ostentar sua riqueza. O período ficou conhecido como rapidez da internet, é favorável à formação = correta
LÍNGUA PORTUGUESA

Era Dourada. A desigualdade nunca foi tão grande – até Em “d”, às quais (as quais) chegam a um (ok) grande
agora. É o que mostra um relatório da UBS, companhia número de pessoas devido à rapidez (ok) da internet,
de serviços financeiros, feito em parceria com a consul- é favorável as ondas (às ondas)
tora PwC. Em “e”, às quais (as quais) chegam a muitas (ok) pes-
Para os autores do documento, a primeira Era Dourada soas devido a rapidez (à rapidez) da internet, favorece
aconteceu entre 1870 e 1910. Segundo eles, a atual co- à formação (a formação)
meçou em 1980 e deve se estender pelos próximos 10 Observação: quanto à regência verbal de “favorecer”

28
= pede complemento verbal direto (favorece o quê? Acento Tônico
favorece quem?); já a regência nominal de “favorá-
vel” pede preposição (favorável a quem? a quê?). Na emissão de uma palavra de duas ou mais sílabas,
percebe-se que há uma sílaba de maior intensidade so-
nora do que as demais.
calor - a sílaba lor é a de maior intensidade.
DIVISÃO SILÁBICA faceiro - a sílaba cei é a de maior intensidade.
sólido - a sílaba só é a de maior intensidade.

Obs.: a presença da sílaba de maior intensidade nas


SÍLABA
palavras, em meio à sílabas de menor intensidade, é um
dos elementos que dão melodia à frase.
A palavra amor está dividida em grupos de fonemas
pronunciados separadamente: a - mor. A cada um desses
Classificação da sílaba quanto a intensidade
grupos pronunciados numa só emissão de voz dá-se o
nome de sílaba. Em nossa língua, o núcleo da sílaba é
• Tônica: é a sílaba pronunciada com maior
sempre uma vogal: não existe sílaba sem vogal e nunca
intensidade.
há mais do que uma vogal em  cada sílaba. Dessa forma,
• Átona: é a sílaba pronunciada com menor
para sabermos o número de sílabas de uma palavra, de-
intensidade.
vemos perceber quantas vogais tem essa palavra. Aten-
• Subtônica: é a sílaba de intensidade intermediária.
ção: as letras i e u (mais raramente com as letras e e o)
Ocorre, principalmente, nas palavras derivadas,
podem representar semivogais.
correspondendo à tônica da palavra primitiva. 
Classificação das palavras quanto ao número de
Classificação das palavras quanto à posição da sí-
sílabas
laba tônica
• Monossílabas: possuem apenas uma sílaba. Exem-
De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocá-
plos: mãe, flor, lá, meu;
bulos da língua portuguesa que contêm  duas ou mais
• Dissílabas: possuem duas sílabas. Exemplos: ca-fé,
sílabas são classificados em:
i-ra, a-í, trans-por;
• Trissílabas: possuem três sílabas. Exemplos: ci-ne-
• Oxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a última.
-ma, pró-xi-mo, pers-pi-caz, O-da-ir;
Exemplos: avó, urubu, parabéns
• Polissílabas: possuem quatro ou mais sílabas.
• Paroxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é a pe-
Exemplos: a-ve-ni-da, li-te-ra-tu-ra, a-mi-ga-vel-
núltima. Exemplos: dócil, suavemente, banana
-men-te, o-tor-ri-no-la-rin-go-lo-gis-ta.
• Proparoxítonos: são aqueles cuja sílaba tônica é
a antepenúltima. Exemplos: máximo, parábola,
Divisão Silábica
íntimo
Na divisão silábica das palavras, cumpre observar as
Saiba que:
seguintes normas:
• São palavras oxítonas, entre outras: cateter, mister,
• Não se separam os ditongos e tritongos. Exemplos:
Nobel, novel, ruim, sutil, transistor, ureter.
foi-ce, a-ve-ri-guou;
• São palavras paroxítonas, entre outras: avaro,
• Não se separam os dígrafos ch, lh, nh, gu, qu. Exem-
aziago, boêmia, caracteres, cartomancia, celtibero,
plos: cha-ve, ba-ra-lho, ba-nha, fre-guês, quei-xa;
circuito, decano, filantropo, fluido, fortuito, gratui-
• Não se separam os encontros consonantais que ini-
to, Hungria, ibero, impudico, inaudito, intuito, ma-
ciam sílaba. Exemplos: psi-có-lo-go, re-fres-co;
quinaria, meteorito, misantropo, necropsia (alguns
• Separam-se as vogais dos hiatos. Exemplos: ca-a-
dicionários admitem também necrópsia), Norman-
-tin-ga, fi-el, sa-ú-de;
dia, pegada, policromo, pudico, quiromancia, rubri-
• Separam-se as letras dos dígrafos rr, ss, sc, sç xc.
ca, subido(a).
Exemplos: car-ro, pas-sa-re-la, des-cer, nas-ço,
• São palavras proparoxítonas, entre outras: aerólito,
ex-ce-len-te;
bávaro, bímano, crisântemo, ímprobo, ínterim, lêve-
• Separam-se os encontros consonantais das sílabas
do, ômega, pântano, trânsfuga.
LÍNGUA PORTUGUESA

internas, excetuando-se aqueles em que a segun-


• As seguintes palavras, entre outras, admitem dupla
da consoante é l ou r. Exemplos: ap-to, bis-ne-to,
tonicidade: acrób.
con-vic-ção, a-brir, a-pli-car.

29
Galho = fonemas: /g/a/lh/o/ letras: g a l h o
FONÉTICA E FONOLOGIA: SOM E FONEMA, 1 2 3 4 12345
ENCONTROS VOCÁLICOS E CONSONANTAIS E
DÍGRAFOS As letras “m” e “n”, em determinadas palavras, não re-
presentam fonemas. Observe os exemplos: compra, conta.
Nestas palavras, “m” e “n” indicam a nasalização das vo-
LETRA E FONEMA
gais que as antecedem: /õ/. Veja ainda: nave: o /n/ é um
fonema; dança: o “n” não é um fonema; o fonema é /ã/,
A palavra fonologia é formada pelos elementos gregos
representado na escrita pelas letras “a” e “n”.
fono (“som, voz”) e log, logia (“estudo”, “conhecimento”).
Significa literalmente “estudo dos sons” ou “estudo dos
A letra h, ao iniciar uma palavra, não representa fo-
sons da voz”. Fonologia é a parte da gramática que estuda
nema.
os sons da língua quanto à sua função no sistema de comu-
Hoje = fonemas: ho / j / e / letras: h o j e
nicação linguística, quanto à sua organização e classificação.
1 2 3 1234
Cuida, também, de aspectos relacionados à divisão silábica,
à ortografia, à acentuação, bem como da forma correta de
1 Classificação dos Fonemas
pronunciar certas palavras. Lembrando que, cada indivíduo
tem uma maneira própria de realizar estes sons no ato da
Os fonemas da língua portuguesa são classificados em:
fala. Particularidades na pronúncia de cada falante são es-
tudadas pela Fonética.
1.1 Vogais
Na língua falada, as palavras se constituem de fonemas;
na língua escrita, as palavras são reproduzidas por meio de
As vogais são os fonemas sonoros produzidos por
símbolos gráficos, chamados de letras ou grafemas. Dá-se
uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em
o nome de fonema ao menor elemento sonoro capaz de
nossa língua, desempenham o papel de núcleo das síla-
estabelecer uma distinção de significado entre as palavras.
bas. Isso significa que em toda sílaba há, necessariamente,
Observe, nos exemplos a seguir, os fonemas que marcam a
uma única vogal.
distinção entre os pares de palavras:
Na produção de vogais, a boca fica aberta ou entrea-
amor – ator / morro – corro / vento - cento
berta. As vogais podem ser:
Orais: quando o ar sai apenas pela boca: /a/, /e/, /i/,
Cada segmento sonoro se refere a um dado da língua
/o/, /u/.
portuguesa que está em sua memória: a imagem acústica
Nasais: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais.
que você - como falante de português - guarda de cada um
/ã/: fã, canto, tampa
deles. É essa imagem acústica que constitui o fonema. Este
/ ẽ /: dente, tempero
forma os significantes dos signos linguísticos. Geralmente,
/ ĩ/: lindo, mim
aparece representado entre barras: /m/, /b/, /a/, /v/, etc.
/õ/: bonde, tombo
O fonema não deve ser confundido com a letra. Esta
/ ũ /: nunca, algum
é a representação gráfica do fonema. Na palavra sapo,
Átonas: pronunciadas com menor intensidade: até, bola.
por exemplo, a letra “s” representa o fonema /s/ (lê-se
Tônicas: pronunciadas com maior intensidade: até, bola.
sê); já na palavra brasa, a letra “s” representa o fonema
Quanto ao timbre, as vogais podem ser:
/z/ (lê-se zê).
Abertas: pé, lata, pó
Às vezes, o mesmo fonema pode ser representado por
Fechadas: mês, luta, amor
mais de uma letra do alfabeto. É o caso do fonema /z/,
Reduzidas - Aparecem quase sempre no final das pala-
que pode ser representado pelas letras z, s, x: zebra, ca-
vras: dedo (“dedu”), ave (“avi”), gente (“genti”).
samento, exílio.
Em alguns casos, a mesma letra pode representar mais
1.2 Semivogais
de um fonema. A letra “x”, por exemplo, pode representar:
Os fonemas /i/ e /u/, algumas vezes, não são vogais.
A) o fonema /sê/: texto
Aparecem apoiados em uma vogal, formando com ela uma
B) o fonema /zê/: exibir
só emissão de voz (uma sílaba). Neste caso, estes fonemas
C) o fonema /che/: enxame
são chamados de semivogais. A diferença fundamental entre
D) o grupo de sons /ks/: táxi
vogais e semivogais está no fato de que estas não desempe-
nham o papel de núcleo silábico.
O número de letras nem sempre coincide com o número
Observe a palavra papai. Ela é formada de duas sílabas:
LÍNGUA PORTUGUESA

de fonemas.
pa - pai. Na última sílaba, o fonema vocálico que se destaca
Tóxico = fonemas: /t/ó/k/s/i/c/o
é o “a”. Ele é a vogal. O outro fonema vocálico “i” não é tão
1 2 3 4 5 6 7
forte quanto ele. É a semivogal. Outros exemplos: saudade,
história, série.
letras: t ó x i c o
12 3 45 6

30
1.3 Consoantes

Para a produção das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmões encontra obstáculos ao passar pela cavidade bu-
cal, fazendo com que as consoantes sejam verdadeiros “ruídos”, incapazes de atuar como núcleos silábicos. Seu nome provém
justamente desse fato, pois, em português, sempre consoam (“soam com”) as vogais. Exemplos: /b/, /t/, /d/, /v/, /l/, /m/, etc.

2. Encontros Vocálicos

Os encontros vocálicos são agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermediárias. É importante reconhecê-
-los para dividir corretamente os vocábulos em sílabas. Existem três tipos de encontros: o ditongo, o tritongo e o hiato.

A) Ditongo

É o encontro de uma vogal e uma semivogal (ou vice-versa) numa mesma sílaba. Pode ser:
Crescente: quando a semivogal vem antes da vogal: sé-rie (i = semivogal, e = vogal)
Decrescente: quando a vogal vem antes da semivogal: pai (a = vogal, i = semivogal)
Oral: quando o ar sai apenas pela boca: pai
Nasal: quando o ar sai pela boca e pelas fossas nasais: mãe

B) Tritongo

É a sequência formada por uma semivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre nesta ordem, numa só sílaba. Pode ser oral
ou nasal: Paraguai - Tritongo oral, quão - Tritongo nasal.

C) Hiato

É a sequência de duas vogais numa mesma palavra que pertencem a sílabas diferentes, uma vez que nunca há mais de uma
vogal numa mesma sílaba: saída (sa-í-da), poesia (po-e-si-a).

3. Encontros Consonantais

O agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermediária, recebe o nome de encontro consonantal. Existem
basicamente dois tipos:
A) os que resultam do contato consoante + “l” ou “r” e ocorrem numa mesma sílaba, como em: pe-dra, pla-no, a-tle-ta, cri-se.
B) os que resultam do contato de duas consoantes pertencentes a sílabas diferentes: por-ta, rit-mo, lis-ta.
Há ainda grupos consonantais que surgem no início dos vocábulos; são, por isso, inseparáveis: pneu, gno-mo, psi-có-lo-go.

4. Dígrafos

De maneira geral, cada fonema é representado, na escrita, por apenas uma letra: lixo - Possui quatro fonemas e quatro letras.
Há, no entanto, fonemas que são representados, na escrita, por duas letras: bicho - Possui quatro fonemas e cinco letras.
Na palavra acima, para representar o fonema /xe/ foram utilizadas duas letras: o “c” e o “h”.
Assim, o dígrafo ocorre quando duas letras são usadas para representar um único fonema (di = dois + grafo = letra). Em nossa
língua, há um número razoável de dígrafos que convém conhecer. Podemos agrupá-los em dois tipos: consonantais e vocálicos.

A) Dígrafos Consonantais

Letras Fonemas Exemplos


lh /lhe/ telhado
nh /nhe/ marinheiro
ch /xe/ chave
rr /re/ (no interior da palavra) carro
LÍNGUA PORTUGUESA

ss /se/ (no interior da palavra) passo


qu /k/ (qu seguido de e e i) queijo, quiabo
gu /g/ ( gu seguido de e e i) guerra, guia
sc /se/ crescer
sç /se/ desço
xc /se/ exceção

31
B) Dígrafos Vocálicos

Registram-se na representação das vogais nasais:

Fonemas Letras Exemplos


/ã/ am tampa
an canto
/ẽ/ em templo
en lenda
/ĩ/ im limpo
in lindo
õ/ om tombo
on tonto
/ũ/ um chumbo
un corcunda

Observação:
“gu” e “qu” são dígrafos somente quando seguidos de “e” ou “i”, representam os fonemas /g/ e /k/: guitarra, aquilo.
Nestes casos, a letra “u” não corresponde a nenhum fonema. Em algumas palavras, no entanto, o “u” representa um
fonema - semivogal ou vogal - (aguentar, linguiça, aquífero...). Aqui, “gu” e “qu” não são dígrafos. Também não há dí-
grafos quando são seguidos de “a” ou “o” (quase, averiguo).

#FicaDica
Conseguimos ouvir o som da letra “u” também, por isso não há dígrafo! Veja outros exemplos: Água = /
agua/ pronunciamos a letra “u”, ou então teríamos /aga/. Temos, em “água”, 4 letras e 4 fonemas. Já em
guitarra = /gitara/ - não pronunciamos o “u”, então temos dígrafo (aliás, dois dígrafos: “gu” e “rr”). Portanto:
8 letras e 6 fonemas.

5. Dífonos

Assim como existem duas letras que representam um só fonema (os dígrafos!), existe letra que representa dois
fonemas. Sim! É o caso de “fixo”, por exemplo, em que o “x” representa o fonema /ks/; táxi e crucifixo também são
exemplos de dífonos. Quando uma letra representa dois fonemas temos um caso de dífono.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Português: novas palavras: literatura, gramática, redação / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São Paulo:
Saraiva, 2010.

SITE

http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono1.php

Observação: Não foram encontradas questões abrangendo tal conteúdo.


LÍNGUA PORTUGUESA

ACENTUAÇÃO

Quanto à acentuação, observamos que algumas palavras têm acento gráfico e outras não; na pronúncia, ora se dá
maior intensidade sonora a uma sílaba, ora a outra. Por isso, vamos às regras!

32
1. Regras básicas ã, ãs, ão, ãos: ímã – ímãs – órfão – órgãos
ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou
A acentuação tônica está relacionada à intensida- não de “s”: água – pônei – mágoa – memória
de com que são pronunciadas as sílabas das palavras.
Aquela que se dá de forma mais acentuada, conceitua-se
como sílaba tônica. As demais, como são pronunciadas #FicaDica
com menos intensidade, são denominadas de átonas. Memorize a palavra LINURXÃO. Repare que
De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi- esta palavra apresenta as terminações das
cadas como: paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai so- (aqui inclua UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
bre a última sílaba: café – coração – Belém – atum – caju ficará mais fácil a memorização!
– papel
Paroxítonas – a sílaba tônica recai na penúltima síla-
ba: útil – tórax – táxi – leque – sapato – passível C) Proparoxítona: a palavra é proparoxítona quando
Proparoxítonas - a sílaba tônica está na antepenúlti- a sua antepenúltima sílaba é tônica (mais forte). Quanto à
ma sílaba: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus regra de acentuação: todas as proparoxítonas são acen-
tuadas, independentemente de sua terminação: árvore,
Há vocábulos que possuem uma sílaba somente: são paralelepípedo, cárcere.
os chamados monossílabos. Estes são acentuados quan-
do tônicos e terminados em “a”, “e” ou “o”: vá – fé – pó 2.2 Regras especiais
- ré.
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos
2 Os acentos abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em
A) acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a” palavras paroxítonas.
e “i”, “u” e “e” do grupo “em” - indica que estas
letras representam as vogais tônicas de palavras
como pá, caí, público. Sobre as letras “e” e “o” indi- FIQUE ATENTO!
ca, além da tonicidade, timbre aberto: herói – céu Alerta da Zê! Cuidado: Se os ditongos aber-
(ditongos abertos). tos estiverem em uma palavra oxítona (he-
B) acento circunflexo – (^) Colocado sobre as letras rói) ou monossílaba (céu) ainda são acen-
“a”, “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fe- tuados: dói, escarcéu.
chado: tâmara – Atlântico – pêsames – supôs.
C) acento grave – (`) Indica a fusão da preposição “a”
com artigos e pronomes: à – às – àquelas – àqueles Antes Agora
D) trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi total- assembléia assembleia
mente abolido das palavras. Há uma exceção: é
utilizado em palavras derivadas de nomes próprios idéia ideia
estrangeiros: mülleriano (de Müller) geléia geleia
E) til – (~) Indica que as letras “a” e “o” representam
jibóia jiboia
vogais nasais: oração – melão – órgão – ímã
apóia (verbo apoiar) apoia
2.1 Regras fundamentais paranóico paranoico

A) Palavras oxítonas: acentuam-se todas as oxítonas 2.3 Acento Diferencial


terminadas em: “a”, “e”, “o”, “em”, seguidas ou não
do plural(s): Pará – café(s) – cipó(s) – Belém. Representam os acentos gráficos que, pelas regras de
Esta regra também é aplicada aos seguintes casos: acentuação, não se justificariam, mas são utilizados para
diferenciar classes gramaticais entre determinadas pala-
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, vras e/ou tempos verbais. Por exemplo:
seguidos ou não de “s”: pá – pé – dó – há Pôr (verbo) X por (preposição) / pôde (pretérito per-
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, feito do Indicativo do verbo “poder”) X pode (presente do
seguidas de lo, la, los, las: respeitá-lo, recebê-lo, compô-lo
LÍNGUA PORTUGUESA

Indicativo do mesmo verbo).


Se analisarmos o “pôr” - pela regra das monossí-
B) Paroxítonas: acentuam-se as palavras paroxítonas labas: terminada em “o” seguida de “r” não deve ser
terminadas em: acentuada, mas nesse caso, devido ao acento diferen-
i, is: táxi – lápis – júri cial, acentua-se, para que saibamos se se trata de um
us, um, uns: vírus – álbuns – fórum verbo ou preposição.
l, n, r, x, ps: automóvel – elétron - cadáver – tórax
– fórceps

33
Os demais casos de acento diferencial não são mais Repare:
utilizados: para (verbo), para (preposição), pelo (substanti- O menino crê em você. / Os meninos creem em você.
vo), pelo (preposição). Seus significados e classes grama- Elza lê bem! / Todas leem bem!
ticais são definidos pelo contexto. Espero que ele dê o recado à sala. / Esperamos que os
Polícia para o trânsito para que se realize a operação garotos deem o recado!
planejada. = o primeiro “para” é verbo; o segundo, con- Rubens vê tudo! / Eles veem tudo!
junção (com relação de finalidade). Cuidado! Há o verbo vir: Ele vem à tarde! / Eles vêm
à tarde!
As formas verbais que possuíam o acento tônico na
#FicaDica raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
Quando, na frase, der para substituir o “por” “e” ou “i” não serão mais acentuadas:
por “colocar”, estaremos trabalhando com
um verbo, portanto: “pôr”; nos demais ca- Antes Depois
sos, “por” é preposição: Faço isso por você.
apazigúe (apaziguar) apazigue
/ Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
averigúe (averiguar) averigue
argúi (arguir) argui
2.4 Regra do Hiato
Acentuam-se os verbos pertencentes a terceira pes-
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, segun- soa do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm
da vogal do hiato, acompanhado ou não de “s”, haverá (verbo vir). A regra prevalece também para os verbos
acento: saída – faísca – baú – país – Luís conter, obter, reter, deter, abster: ele contém – eles con-
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato têm, ele obtém – eles obtêm, ele retém – eles retêm, ele
quando seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z: convém – eles convêm.
Ra-ul, Lu-iz, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
verem seguidas do dígrafo nh:
ra-i-nha, ven-to-i-nha. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vie- Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
rem precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba Português linguagens: volume 1 / Wiliam Roberto Ce-
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, for- reja, Thereza Cochar Magalhães. – 7.ª ed. Reform. – São
mando hiato quando vierem depois de ditongo (nas Paulo: Saraiva, 2010.
paroxítonas):
SITE
Antes Agora
bocaiúva bocaiuva http://www.brasilescola.com/gramatica/acentuacao.htm
feiúra feiura
Sauípe Sauipe EXERCÍCIOS COMENTADOS
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
abolido: 1. (POLÍCIA FEDERAL – AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL
– CESPE – 2014) Os termos “série” e “história” acentuam-se
em conformidade com a mesma regra ortográfica.
Antes Agora
crêem creem (  ) CERTO   (  ) ERRADO
lêem leem
Resposta: Certo. “Série” = acentua-se a paroxítona ter-
vôo voo minada em ditongo / “história” - acentua-se a paroxítona
enjôo enjoo terminada em ditongo
Ambas são acentuadas devido à regra da paroxítona ter-
minada em ditongo.
#FicaDica Observação: nestes casos, admitem-se as separações “sé-
LÍNGUA PORTUGUESA

-ri-e” e “his-tó-ri-as”, o que as tornaria proparoxítonas.


Memorize a palavra CREDELEVÊ. São os
verbos que, no plural, dobram o “e”, mas
2. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE
que não recebem mais acento como antes:
– 2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego do
CRER, DAR, LER e VER.
acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes.

(  ) CERTO   (  ) ERRADO

34
Observe outros exemplos:
Resposta: Errado. Análise = proparoxítona / mínimos =
proparoxítona. Ambas são acentuadas pela mesma regra de águia aquilino
(antepenúltima sílaba é tônica, “mais forte”).
de aluno discente
3. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE de anjo angelical
– 2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência” de ano anual
recebem acento gráfico com base na mesma regra de
de aranha aracnídeo
acentuação gráfica.
de boi bovino
(  ) CERTO   (  ) ERRADO de cabelo capilar
de cabra caprino
Resposta: Certo. Indivíduo = paroxítona terminada
em ditongo; diária = paroxítona terminada em diton- de campo campestre ou rural
go; paciência = paroxítona terminada em ditongo. Os de chuva pluvial
três vocábulos são acentuados devido à mesma regra. de criança pueril
4. (IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE de dedo digital
– 2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de de estômago estomacal ou gástrico
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. de falcão falconídeo
(  ) CERTO   (  ) ERRADO de farinha farináceo
de fera ferino
Resposta: Errado. Pó = monossílaba terminada em de ferro férreo
“o”; só = monossílaba terminada em “o”; céu = mo-
de fogo ígneo
nossílaba terminada em ditongo aberto “éu”.
de garganta gutural
de gelo glacial
de guerra bélico
MORFOLOGIA: CLASSES DE PALAVRAS VA- de homem viril ou humano
RIÁVEIS E INVARIÁVEIS E SEUS EMPREGOS de ilha insular
NO TEXTO. LOCUÇÕES VERBAIS (PERÍFRA-
de inverno hibernal ou invernal
SES VERBAIS). FUNÇÕES DO QUE E DO SE
de lago lacustre
de leão leonino
CLASSES DE PALAVRAS
de lebre leporino
1. ADJETIVO de lua lunar ou selênico
de madeira lígneo
É a palavra que expressa uma qualidade ou caracte- de mestre magistral
rística do ser e se relaciona com o substantivo, concor-
dando com este em gênero e número. de ouro áureo
As praias brasileiras estão poluídas. de paixão passional
Praias = substantivo; brasileiras/poluídas = adjetivos de pâncreas pancreático
(plural e feminino, pois concordam com “praias”).
de porco suíno ou porcino
Locução adjetiva dos quadris ciático
de rio fluvial
Locução = reunião de palavras. Sempre que são ne-
de sonho onírico
cessárias duas ou mais palavras para falar sobre a mes-
ma coisa, tem-se locução. Às vezes, uma preposição + de velho senil
substantivo tem o mesmo valor de um adjetivo: é a Lo- de vento eólico
LÍNGUA PORTUGUESA

cução Adjetiva (expressão que equivale a um adjetivo).


de vidro vítreo ou hialino
Por exemplo: aves da noite (aves noturnas), paixão sem
freio (paixão desenfreada). de virilha inguinal
de visão óptico ou ótico

35
Observação: Flexão dos adjetivos
Nem toda locução adjetiva possui um adjetivo corres-
pondente, com o mesmo significado: Vi as alunas da 5ª O adjetivo varia em gênero, número e grau.
série. / O muro de tijolos caiu. Gênero dos Adjetivos

Morfossintaxe do Adjetivo (Função Sintática): Os adjetivos concordam com o substantivo a que se


referem (masculino e feminino). De forma semelhante
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função aos substantivos, classificam-se em:
dentro de uma oração) relativas aos substantivos, atuan-
do como adjunto adnominal ou como predicativo (do A) Biformes - têm duas formas, sendo uma para o
sujeito ou do objeto). masculino e outra para o feminino: ativo e ativa,
mau e má.
Adjetivo Pátrio (ou gentílico) Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no
feminino somente o último elemento: o moço norte-a-
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. mericano, a moça norte-americana.
Observe alguns deles: Exceção: surdo-mudo e surda-muda.

Estados e cidades brasileiras: B) Uniformes - têm uma só forma tanto para o mascu-
lino como para o feminino: homem feliz e mulher feliz.
Alagoas alagoano Se o adjetivo é composto e uniforme, fica inva-
riável no feminino: conflito político-social e desavença
Amapá amapaense político-social.
Aracaju aracajuano ou aracajuense
Amazonas amazonense ou baré Número dos Adjetivos
Belo Horizonte belo-horizontino
A) Plural dos adjetivos simples
Brasília brasiliense Os adjetivos simples se flexionam no plural de acordo
Cabo Frio cabo-friense com as regras estabelecidas para a flexão numérica dos
substantivos simples: mau e maus, feliz e felizes, ruim e
Campinas campineiro ou campinense
ruins, boa e boas.
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça
Adjetivo Pátrio Composto
função de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a pa-
lavra que estiver qualificando um elemento for, original-
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primei-
mente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva.
ro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente,
Exemplo: a palavra cinza é, originalmente, um substanti-
erudita. Observe alguns exemplos:
vo; porém, se estiver qualificando um elemento, funcio-
nará como adjetivo. Ficará, então, invariável. Logo: cami-
África afro- / Cultura afro-americana sas cinza, ternos cinza.
germano- ou teuto-/Competições Motos vinho (mas: motos verdes)
Alemanha Paredes musgo (mas: paredes brancas).
teuto-inglesas
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
américo- / Companhia américo-
América
africana
B) Adjetivo Composto
belgo- / Acampamentos belgo- É aquele formado por dois ou mais elementos. Nor-
Bélgica
franceses malmente, esses elementos são ligados por hífen. Ape-
China sino- / Acordos sino-japoneses nas o último elemento concorda com o substantivo a que
Espanha hispano- / Mercado hispano-português se refere; os demais ficam na forma masculina, singular.
Caso um dos elementos que formam o adjetivo com-
Europa euro- / Negociações euro-americanas posto seja um substantivo adjetivado, todo o adjetivo
franco- ou galo- / Reuniões franco- composto ficará invariável. Por exemplo: a palavra “rosa”
França
italianas é, originalmente, um substantivo, porém, se estiver qua-
Grécia greco- / Filmes greco-romanos lificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso
se ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo
LÍNGUA PORTUGUESA

Inglaterra anglo- / Letras anglo-portuguesas


composto; como é um substantivo adjetivado, o adjetivo
Itália ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa composto inteiro ficará invariável. Veja:
Japão nipo- / Associações nipo-brasileiras Camisas rosa-claro.
Portugal luso- / Acordos luso-brasileiros Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Telhados marrom-café e paredes verde-claras.

36
Observação: B.1 Superlativo Absoluto: ocorre quando a quali-
Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer dade de um ser é intensificada, sem relação com outros
adjetivo composto iniciado por “cor-de-...” são sempre seres. Apresenta-se nas formas:
invariáveis: roupas azul-marinho, tecidos azul-celeste,
vestidos cor-de-rosa. • Analítica: a intensificação é feita com o auxílio de
O adjetivo composto surdo-mudo tem os dois ele- palavras que dão ideia de intensidade (advérbios).
mentos flexionados: crianças surdas-mudas. Por exemplo: O concurseiro é muito esforçado.
• Sintética: nessa, há o acréscimo de sufixos. Por
Grau do Adjetivo exemplo: O concurseiro é esforçadíssimo.
Observe alguns superlativos sintéticos:
Os adjetivos se flexionam em grau para indicar a in-
tensidade da qualidade do ser. São dois os graus do ad- benéfico beneficentíssimo
jetivo: o comparativo e o superlativo.
bom boníssimo ou ótimo
A) Comparativo comum comuníssimo
Nesse grau, comparam-se a mesma característica cruel crudelíssimo
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais caracte- difícil dificílimo
rísticas atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser
de igualdade, de superioridade ou de inferioridade. doce dulcíssimo
fácil facílimo
Sou tão alto como você. = Comparativo de Igualdade fiel fidelíssimo
No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto B.2 Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade
ou quão. de um ser é intensificada em relação a um conjunto de
seres. Essa relação pode ser:
Sou mais alto (do) que você. = Comparativo de
Superioridade • De Superioridade: Essa matéria é a mais fácil de
todas.
Sílvia é menos alta que Tiago. = Comparativo de • De Inferioridade: Essa matéria é a menos fácil de
Inferioridade todas.

Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de O superlativo absoluto analítico é expresso por meio
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. São dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente,
eles: bom /melhor, pequeno/menor, mau/pior, alto/supe- antepostos ao adjetivo. O superlativo absoluto sintético
rior, grande/maior, baixo/inferior. se apresenta sob duas formas: uma erudita - de origem
latina – e outra popular - de origem vernácula. A forma
Observe que: erudita é constituída pelo radical do adjetivo latino + um
• As formas menor e pior são comparativos de supe- dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo: fidelíssimo, facílimo,
rioridade, pois equivalem a mais pequeno e mais paupérrimo; a popular é constituída do radical do adje-
mau, respectivamente. tivo português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
• Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas Os adjetivos terminados em –io fazem o superlativo
(melhor, pior, maior e menor), porém, em compa- com dois “ii”: frio – friíssimo, sério – seriíssimo; os termi-
rações feitas entre duas qualidades de um mesmo nados em –eio, com apenas um “i”: feio - feíssimo, cheio
elemento, deve-se usar as formas analíticas mais – cheíssimo.
bom, mais mau,mais grande e mais pequeno. Por
exemplo: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Pedro é maior do que Paulo - Comparação de dois
elementos. CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
Pedro é mais grande que pequeno - comparação de char - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
duas qualidades de um mesmo elemento. – São Paulo: Saraiva, 2010.
Sou menos alto (do) que você. = Comparativo de SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Inferioridade Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Sou menos passivo (do) que tolerante.
LÍNGUA PORTUGUESA

Português: novas palavras: literatura, gramática, reda-


ção / Emília Amaral... [et al.]. – São Paulo: FTD, 2000.
B) Superlativo
O superlativo expressa qualidades num grau muito SITE
elevado ou em grau máximo. Pode ser absoluto ou rela-
tivo e apresenta as seguintes modalidades: Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se-
coes/morf/morf32.php>

37
2. ADVÉRBIO Classificação dos Advérbios

Compare estes exemplos: De acordo com a circunstância que exprime, o advér-


O ônibus chegou. bio pode ser de:
O ônibus chegou ontem.
A) Lugar: aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, aco-
Advérbio é uma palavra invariável que modifica o lá, atrás, além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde,
sentido do verbo (acrescentando-lhe circunstâncias de perto, aí, abaixo, aonde, longe, debaixo, algures,
tempo, de modo, de lugar, de intensidade), do adjetivo e defronte, nenhures, adentro, afora, alhures, nenhu-
do próprio advérbio. res, aquém, embaixo, externamente, a distância, à
Estudei bastante. = modificando o verbo estudei distância de, de longe, de perto, em cima, à direita,
Ele canta muito bem! = intensificando outro advérbio à esquerda, ao lado, em volta.
(bem) B) Tempo: hoje, logo, primeiro, ontem, tarde, outrora,
Ela tem os olhos muito claros. = relação com um ad- amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente,
jetivo (claros) antes, doravante, nunca, então, ora, jamais, agora,
sempre, já, enfim, afinal, amiúde, breve, constan-
Quando modifica um verbo, o advérbio pode acres- temente, entrementes, imediatamente, primeira-
centar ideia de: mente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
Tempo: Ela chegou tarde. à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em
Lugar: Ele mora aqui. quando, de quando em quando, a qualquer mo-
Modo: Eles agiram mal. mento, de tempos em tempos, em breve, hoje em
Negação: Ela não saiu de casa. dia.
Dúvida: Talvez ele volte. C) Modo: bem, mal, assim, adrede, melhor, pior, de-
pressa, acinte, debalde, devagar, às pressas, às
Flexão do Advérbio claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas,
aos poucos, desse jeito, desse modo, dessa ma-
Os advérbios são palavras invariáveis, isto é, não apre- neira, em geral, frente a frente, lado a lado, a pé,
sentam variação em gênero e número. Alguns advérbios, de cor, em vão e a maior parte dos que termi-
porém, admitem a variação em grau. Observe: nam em “-mente”: calmamente, tristemente, pro-
positadamente, pacientemente, amorosamente,
A) Grau Comparativo docemente, escandalosamente, bondosamente,
Forma-se o comparativo do advérbio do mesmo generosamente.
modo que o comparativo do adjetivo: D) Afirmação: sim, certamente, realmente, decer-
• de igualdade: tão + advérbio + quanto (como): to, efetivamente, certo, decididamente, deveras,
Renato fala tão alto quanto João. indubitavelmente.
• de inferioridade: menos + advérbio + que (do E) Negação: não, nem, nunca, jamais, de modo algum,
que): Renato fala menos alto do que João. de forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum.
• de superioridade: F) Dúvida: acaso, porventura, possivelmente, prova-
velmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo,
A.1 Analítico: mais + advérbio + que (do que): Renato quem sabe.
fala mais alto do que João. G) Intensidade: muito, demais, pouco, tão, em ex-
A.2 Sintético: melhor ou pior que (do que): Renato cesso, bastante, mais, menos, demasiado, quanto,
fala melhor que João. quão, tanto, assaz, que (equivale a quão), tudo,
nada, todo, quase, de todo, de muito, por com-
B) Grau Superlativo pleto, extremamente, intensamente, grandemente,
O superlativo pode ser analítico ou sintético: bem (quando aplicado a propriedades graduáveis).
B.1 Analítico: acompanhado de outro advérbio: Re- H) Exclusão: apenas, exclusivamente, salvo, senão, so-
nato fala muito alto. mente, simplesmente, só, unicamente. Por exem-
muito = advérbio de intensidade / alto = advérbio plo: Brando, o vento apenas move a copa das
de modo árvores.
B.2 Sintético: formado com sufixos: Renato fala I) Inclusão: ainda, até, mesmo, inclusivamente, tam-
altíssimo. bém. Por exemplo: O indivíduo também amadure-
ce durante a adolescência.
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: J) Ordem: depois, primeiramente, ultimamente. Por


As formas diminutivas (cedinho, pertinho, etc.) são exemplo: Primeiramente, eu gostaria de agradecer
comuns na língua popular. aos meus amigos por comparecerem à festa.
Maria mora pertinho daqui. (muito perto)
A criança levantou cedinho. (muito cedo)

38
Saiba que: B) afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
Para se exprimir o limite de possibilidade, antepõe-se C) modo: às pressas, passo a passo, de cor, em vão,
ao advérbio “o mais” ou “o menos”. Por exemplo: Ficarei em geral, frente a frente, etc.
o mais longe que puder daquele garoto. Voltarei o menos D) tempo: de noite, de dia, de vez em quando, à tarde,
tarde possível. hoje em dia, nunca mais, etc.
Quando ocorrem dois ou mais advérbios em -mente,
em geral sufixamos apenas o último: O aluno respondeu A locução adverbial e o advérbio modificam o verbo,
calma e respeitosamente. o adjetivo e outro advérbio:
Chegou muito cedo. (advérbio)
Joana é muito bela. (adjetivo)
Distinção entre Advérbio e Pronome Indefinido De repente correram para a rua. (verbo)
Usam-se, de preferência, as formas mais bem e mais
Há palavras como muito, bastante, que podem apare- mal antes de adjetivos ou de verbos no particípio:
cer como advérbio e como pronome indefinido. Essa matéria é mais bem interessante que aquela.
Advérbio: refere-se a um verbo, adjetivo, ou a outro Nosso aluno foi o mais bem colocado no concurso!
advérbio e não sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muito. O numeral “primeiro”, ao modificar o verbo, é advér-
Pronome Indefinido: relaciona-se a um substantivo bio: Cheguei primeiro.
e sofre flexões. Por exemplo: Eu corri muitos quilômetros.
Quanto a sua função sintática: o advérbio e a locução
adverbial desempenham na oração a função de adjunto ad-
#FicaDica verbial, classificando-se de acordo com as circunstâncias que
Como saber se a palavra bastante é acrescentam ao verbo, ao adjetivo ou ao advérbio. Exemplo:
advérbio (não varia, não se flexiona) ou Meio cansada, a candidata saiu da sala. = adjunto ad-
pronome indefinido (varia, sofre flexão)? Se verbial de intensidade (ligado ao adjetivo “cansada”)
der, na frase, para substituir o “bastante” por Trovejou muito ontem. = adjunto adverbial de intensi-
“muito”, estamos diante de um advérbio; se dade e de tempo, respectivamente.
der para substituir por “muitos” (ou muitas),
é um pronome. Veja: REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Estudei bastante para o concurso. (estudei
muito, pois “muitos” não dá!) = advérbio CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
2. Estudei bastantes capítulos para o concurso. char - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
(estudei muitos capítulos) = pronome – São Paulo: Saraiva, 2010.
indefinido AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Advérbios Interrogativos Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.

São as palavras: onde? aonde? donde? quando? como? SITE


por quê? nas interrogações diretas ou indiretas, referen-
tes às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa. Veja: Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se-
coes/morf/morf75.php>
Interrogação Direta Interrogação Indireta
3. ARTIGO
Como aprendeu? Perguntei como aprendeu
Onde mora? Indaguei onde morava O artigo integra as dez classes gramaticais, definindo-
Por que choras? Não sei por que choras -se como o termo variável que serve para individualizar
ou generalizar o substantivo, indicando, também, o gê-
Aonde vai? Perguntei aonde ia
nero (masculino/feminino) e o número (singular/plural).
Donde vens? Pergunto donde vens Os artigos se subdividem em definidos (“o” e as va-
Quando voltas? Pergunto quando voltas riações “a”[as] e [os]) e indefinidos (“um” e as variações
“uma”[s] e “uns]).
Locução Adverbial
A) Artigos definidos – São usados para indicar seres
LÍNGUA PORTUGUESA

Quando há duas ou mais palavras que exercem fun- determinados, expressos de forma individual: O
ção de advérbio, temos a locução adverbial, que pode concurseiro estuda muito. Os concurseiros estudam
expressar as mesmas noções dos advérbios. Iniciam ordi- muito.
nariamente por uma preposição. Veja: B) Artigos indefinidos – usados para indicar seres de
modo vago, impreciso: Uma candidata foi aprova-
A) lugar: à esquerda, à direita, de longe, de perto, da! Umas candidatas foram aprovadas!
para dentro, por aqui, etc.

39
Circunstâncias em que os artigos se manifestam: CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
char - Português linguagens: volume 1– 7.ª ed. Reform.
Considera-se obrigatório o uso do artigo depois – São Paulo: Saraiva, 2010.
do numeral “ambos”: Ambos os concursos cobrarão tal
conteúdo. SITE
Nomes próprios indicativos de lugar (ou topônimos)
admitem o uso do artigo, outros não: São Paulo, O Rio de Disponível em: <http://www.brasilescola.com/grama-
Janeiro, Veneza, A Bahia... tica/artigo.htm>
Quando indicado no singular, o artigo definido pode
indicar toda uma espécie: O trabalho dignifica o homem. 4. CONJUNÇÃO
No caso de nomes próprios personativos, denotando
a ideia de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso Além da preposição, há outra palavra também inva-
do artigo: Marcela é a mais extrovertida das irmãs. / O riável que, na frase, é usada como elemento de ligação:
Pedro é o xodó da família. a conjunção. Ela serve para ligar duas orações ou duas
No caso de os nomes próprios personativos estarem palavras de mesma função em uma oração:
no plural, são determinados pelo uso do artigo: Os Maias, O concurso será realizado nas cidades de Campinas e
os Incas, Os Astecas... São Paulo.
A prova não será fácil, por isso estou estudando muito.
Usa-se o artigo depois do pronome indefinido to-
do(a) para conferir uma ideia de totalidade. Sem Morfossintaxe da Conjunção
o uso dele (do artigo), o pronome assume a noção
de “qualquer”. As conjunções, a exemplo das preposições, não exer-
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) cem propriamente uma função sintática: são conectivos.
Toda classe possui alunos interessados e desinteressa-
dos. (qualquer classe) Classificação da Conjunção

Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é fa- De acordo com o tipo de relação que estabelecem,
cultativo: Preparei o meu curso. Preparei meu curso. as conjunções podem ser classificadas em coordenati-
A utilização do artigo indefinido pode indicar uma vas e subordinativas. No primeiro caso, os elementos
ideia de aproximação numérica: O máximo que ele deve ligados pela conjunção podem ser isolados um do outro.
ter é uns vinte anos. Esse isolamento, no entanto, não acarreta perda da uni-
O artigo também é usado para substantivar palavras dade de sentido que cada um dos elementos possui. Já
pertencentes a outras classes gramaticais: Não sei o por- no segundo caso, cada um dos elementos ligados pela
quê de tudo isso. / O bem vence o mal. conjunção depende da existência do outro. Veja:
Estudei muito, mas ainda não compreendi o conteúdo.
Há casos em que o artigo definido não pode ser Podemos separá-las por ponto:
usado: Estudei muito. Ainda não compreendi o conteúdo.

Antes de nomes de cidade (topônimo) e de pessoas Temos acima um exemplo de conjunção (e, conse-
conhecidas: O professor visitará Roma. quentemente, orações coordenadas) coordenativa –
Mas, se o nome apresentar um caracterizador, a pre- “mas”. Já em:
sença do artigo será obrigatória: O professor visitará a Espero que eu seja aprovada no concurso!
bela Roma.
Antes de pronomes de tratamento: Vossa Senhoria Não conseguimos separar uma oração da outra, pois
sairá agora? a segunda “completa” o sentido da primeira (da oração
Exceção: O senhor vai à festa? principal): Espero o quê? Ser aprovada. Nesse período te-
mos uma oração subordinada substantiva objetiva direta
Após o pronome relativo “cujo” e suas variações: Esse (ela exerce a função de objeto direto do verbo da oração
é o concurso cujas provas foram anuladas?/ Este é o can- principal).
didato cuja nota foi a mais alta.
Conjunções Coordenativas
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
São aquelas que ligam orações de sentido completo
LÍNGUA PORTUGUESA

CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co- e independente ou termos da oração que têm a mesma
char - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform. função gramatical. Subdividem-se em:
– São Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: A) Aditivas: ligam orações ou palavras, expressando
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000. ideia de acréscimo ou adição. São elas: e, nem (= e
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa não), não só... mas também, não só... como também,
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. bem como, não só... mas ainda.

40
A sua pesquisa é clara e objetiva. Ele não fez a pesquisa porque não dispunha de meios.
Não só dança, mas também canta.
B) Concessivas: introduzem uma oração que expres-
B) Adversativas: ligam duas orações ou palavras, sa ideia contrária à da principal, sem, no entanto,
expressando ideia de contraste ou compensação. impedir sua realização. São elas: embora, ainda
São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por
no entanto, não obstante. mais que, posto que, conquanto, etc.
Tentei chegar mais cedo, porém não consegui. Embora fosse tarde, fomos visitá-lo.

C) Alternativas: ligam orações ou palavras, expres- C) Condicionais: introduzem uma oração que indica
sando ideia de alternância ou escolha, indicando a hipótese ou a condição para ocorrência da prin-
fatos que se realizam separadamente. São elas: ou, cipal. São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a
ou... ou, ora... ora, já... já, quer... quer, seja... seja, tal- não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc.
vez... talvez. Se precisar de minha ajuda, telefone-me.
Ou escolho agora, ou fico sem presente de aniversário.

D) Conclusivas: ligam a oração anterior a uma oração


#FicaDica
que expressa ideia de conclusão ou consequência. Você deve ter percebido que a conjunção
São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por condicional “se” também é conjunção
conseguinte, por isso, assim. integrante. A diferença é clara ao ler as
Marta estava bem preparada para o teste, portanto orações que são introduzidas por ela. Acima,
não ficou nervosa. ela nos dá a ideia da condição para que
Você nos ajudou muito; terá, pois, nossa gratidão. recebamos um telefonema (se for preciso
ajuda). Já na oração: Não sei se farei o
E) Explicativas: ligam a oração anterior a uma oração concurso. = Não há ideia de condição
que a explica, que justifica a ideia nela contida. São alguma, há? Outra coisa: o verbo da oração
elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto. principal (sei) pede complemento (objeto
Não demore, que o filme já vai começar. direto, já que “quem não sabe, não sabe
Falei muito, pois não gosto do silêncio! algo”). Portanto, a oração em destaque
exerce a função de objeto direto da oração
Conjunções Subordinativas principal, sendo classificada como oração
subordinada substantiva objetiva direta.
São aquelas que ligam duas orações, sendo uma de-
las dependente da outra. A oração dependente, intro-
duzida pelas conjunções subordinativas, recebe o nome D) Conformativas: introduzem uma oração que ex-
de oração subordinada. Veja o exemplo: O baile já tinha prime a conformidade de um fato com outro. São
começado quando ela chegou. elas: conforme, como (= conforme), segundo, con-
O baile já tinha começado: oração principal soante, etc.
quando: conjunção subordinativa (adverbial temporal) O passeio ocorreu como havíamos planejado.
ela chegou: oração subordinada
E) Finais: introduzem uma oração que expressa a fi-
As conjunções subordinativas subdividem-se em in- nalidade ou o objetivo com que se realiza a oração
tegrantes e adverbiais: principal. São elas: para que, a fim de que, que, por-
que (= para que), que, etc.
Integrantes - Indicam que a oração subordinada por Toque o sinal para que todos entrem no salão.
elas introduzida completa ou integra o sentido da prin-
cipal. Introduzem orações que equivalem a substantivos, F) Proporcionais: introduzem uma oração que ex-
ou seja, as orações subordinadas substantivas. São elas: pressa um fato relacionado proporcionalmente à
que, se. ocorrência do expresso na principal. São elas: à
Quero que você volte. (Quero sua volta) medida que, à proporção que, ao passo que e as
combinações quanto mais... (mais), quanto menos...
Adverbiais - Indicam que a oração subordinada exer- (menos), quanto menos... (mais), quanto menos...
ce a função de adjunto adverbial da principal. De acordo (menos), etc.
LÍNGUA PORTUGUESA

com a circunstância que expressam, classificam-se em: O preço fica mais caro à medida que os produtos
escasseiam.
A) Causais: introduzem uma oração que é causa da
ocorrência da oração principal. São elas: porque, Observação:
que, como (= porque, no início da frase), pois que, São incorretas as locuções proporcionais à medida
visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde em que, na medida que e na medida em que.
que, etc.

41
G) Temporais: introduzem uma oração que acrescen- hum: expressão de um pensamento súbito =
ta uma circunstância de tempo ao fato expresso na interjeição
oração principal. São elas: quando, enquanto, antes
que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde O significado das interjeições está vinculado à ma-
que, sempre que, assim que, agora que, mal (= as- neira como elas são proferidas. O tom da fala é que dita
sim que), etc. o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto
A briga começou assim que saímos da festa. em que for utilizada. Exemplos:

H) Comparativas: introduzem uma oração que ex- Psiu!


pressa ideia de comparação com referência à ora- contexto: alguém pronunciando esta expressão na
ção principal. São elas: como, assim como, tal como, rua ; significado da interjeição (sugestão): “Estou te cha-
como se, (tão)... como, tanto como, tanto quanto, do mando! Ei, espere!”
que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (com-
binado com menos ou mais), etc. Psiu!
O jogo de hoje será mais difícil que o de ontem. contexto: alguém pronunciando em um hospital;
significado da interjeição (sugestão): “Por favor, faça
I) Consecutivas: introduzem uma oração que expres- silêncio!”
sa a consequência da principal. São elas: de sorte
que, de modo que, sem que (= que não), de forma Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
que, de jeito que, que (tendo como antecedente na puxa: interjeição; tom da fala: euforia
oração principal uma palavra como tal, tão, cada,
tanto, tamanho), etc. Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
Estudou tanto durante a noite que dormiu na hora do puxa: interjeição; tom da fala: decepção
exame.
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
FIQUE ATENTO!
A) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimin-
Muitas conjunções não têm classificação do alegria, tristeza, dor, etc.: Ah, deve ser muito
única, imutável, devendo, portanto, ser interessante!
classificadas de acordo com o sentido que B) Sintetizar uma frase apelativa: Cuidado! Saia da
apresentam no contexto (destaque da Zê!). minha frente.

As interjeições podem ser formadas por:


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô
• palavras: Oba! Olá! Claro!
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa • grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Deus! Ora bolas!
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
char - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform. Classificação das Interjeições
– São Paulo: Saraiva, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: Comumente, as interjeições expressam sentido de:
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
A) Advertência: Cuidado! Devagar! Calma! Sentido!
SITE Atenção! Olha! Alerta!
B) Afugentamento: Fora! Passa! Rua!
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se- C) Alegria ou Satisfação: Oh! Ah! Eh! Oba! Viva!
coes/morf/morf84.php> D) Alívio: Arre! Uf! Ufa! Ah!
E) Animação ou Estímulo: Vamos! Força! Coragem!
5. INTERJEIÇÃO Ânimo! Adiante!
F) Aplauso ou Aprovação: Bravo! Bis! Apoiado! Viva!
Interjeição é a palavra invariável que exprime emo- G) Concordância: Claro! Sim! Pois não! Tá!
ções, sensações, estados de espírito. É um recurso da lin- H) Repulsa ou Desaprovação: Credo! Ih! Francamen-
guagem afetiva, em que não há uma ideia organizada de te! Essa não! Chega! Basta!
LÍNGUA PORTUGUESA

maneira lógica, como são as sentenças da língua, mas I) Desejo ou Intenção: Pudera! Tomara! Oxalá! Quei-
sim a manifestação de um suspiro, um estado da alma ra Deus!
decorrente de uma situação particular, um momento ou J) Desculpa: Perdão!
um contexto específico. Exemplos: K) Dor ou Tristeza: Ai! Ui! Ai de mim! Que pena!
Ah, como eu queria voltar a ser criança! L) Dúvida ou Incredulidade: Que nada! Qual o quê!
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição M) Espanto ou Admiração: Oh! Ah! Uai! Puxa! Céus!
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! Quê! Caramba! Opa! Nossa! Hein? Cruz! Putz!

42
N) Impaciência ou Contrariedade: Hum! Raios! SITE
Puxa! Pô! Ora!
O) Pedido de Auxílio: Socorro! Aqui! Piedade! Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se-
P) Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve! coes/morf/morf89.php>
Viva! Olá! Alô! Tchau! Psiu! Socorro! Valha-me,
Deus! 6. NUMERAL
Q) Silêncio: Psiu! Silêncio!
R) Terror ou Medo: Credo! Cruzes! Minha nossa! Numeral é a palavra variável que indica quantidade
numérica ou ordem; expressa a quantidade exata de pes-
Saiba que: soas ou coisas ou o lugar que elas ocupam numa deter-
As interjeições são palavras invariáveis, isto é, não so- minada sequência.
frem variação em gênero, número e grau como os no- Os numerais traduzem, em palavras, o que os núme-
mes, nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e ros indicam em relação aos seres. Assim, quando a ex-
voz como os verbos. No entanto, em uso específico, al- pressão é colocada em números (1, 1.º, 1/3, etc.) não se
gumas interjeições sofrem variação em grau. Não se trata trata de numerais, mas sim de algarismos.
de um processo natural desta classe de palavra, mas tão Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem
só uma variação que a linguagem afetiva permite. Exem- a ideia expressa pelos números, existem mais algumas
plos: oizinho, bravíssimo, até loguinho. palavras consideradas numerais porque denotam quan-
tidade, proporção ou ordenação. São alguns exemplos:
Locução Interjetiva década, dúzia, par, ambos(as), novena.

Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma


expressão com sentido de interjeição: Ora bolas!, Virgem Classificação dos Numerais
Maria!, Meu Deus!, Ó de casa!, Ai de mim!, Graças a Deus!
Toda frase mais ou menos breve dita em tom excla- A) Cardinais: indicam quantidade exata ou determi-
mativo torna-se uma locução interjetiva, dispensando nada de seres: um, dois, cem mil, etc. Alguns car-
análise dos termos que a compõem: Macacos me mor- dinais têm sentido coletivo, como por exemplo:
dam!, Valha-me Deus!, Quem me dera! século, par, dúzia, década, bimestre.
B) Ordinais: indicam a ordem, a posição que alguém
1. As interjeições são como frases resumidas, sinté- ou alguma coisa ocupa numa determinada se-
ticas. Por exemplo: Ué! (= Eu não esperava por quência: primeiro, segundo, centésimo, etc.
essa!) / Perdão! (= Peço-lhe que me desculpe)
2. Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é As palavras anterior, posterior, último, antepenúltimo,
o seu tom exclamativo; por isso, palavras de outras final e penúltimo também indicam posição dos seres,
classes gramaticais podem aparecer como inter- mas são classificadas como adjetivos, não ordinais.
jeições. Por exemplo: Viva! Basta! (Verbos) / Fora!
Francamente! (Advérbios) C) Fracionários: indicam parte de uma quantidade,
3. A interjeição pode ser considerada uma “palavra- ou seja, uma divisão dos seres: meio, terço, dois
-frase” porque sozinha pode constituir uma men- quintos, etc.
sagem. Por exemplo: Socorro! Ajudem-me! Silêncio! D) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação
Fique quieto! dos seres, indicando quantas vezes a quantidade
4. Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imi- foi aumentada: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
tativas, que exprimem ruídos e vozes. Por exemplo:
Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Catapimba! Tique-ta- Flexão dos numerais
que! Quá-quá-quá!, etc.
5. Não se deve confundir a interjeição de apelo «ó» Os numerais cardinais que variam em gênero são um/
com a sua homônima «oh!», que exprime admira- uma, dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/
ção, alegria, tristeza, etc. Faz-se uma pausa depois duzentas em diante: trezentos/trezentas, quatrocentos/
do «oh!» exclamativo e não a fazemos depois do quatrocentas, etc. Cardinais como milhão, bilhão, trilhão,
«ó» vocativo. Por exemplo: “Ó natureza! ó mãe pie- variam em número: milhões, bilhões, trilhões. Os demais
dosa e pura!” (Olavo Bilac) cardinais são invariáveis.
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
LÍNGUA PORTUGUESA

primeiro segundo milésimo


SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. primeira segunda milésima
CAMPEDELLI, Samira Yousseff, SOUZA, Jésus Barbosa primeiros segundos milésimos
- Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática primeiras segundas milésimas
– volume único – 3.ª Ed. – São Paulo: Saraiva, 2002.

43
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas: Fizeram o dobro do esforço e
conseguiram o triplo de produção.
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número: Teve de tomar doses triplas
do medicamento.
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas
terças partes.
Os numerais coletivos flexionam-se em número: uma dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos numerais, traduzindo afetividade ou especialização de
sentido. É o que ocorre em frases como:
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda divisão de futebol)

Emprego e Leitura dos Numerais

Os numerais são escritos em conjunto de três algarismos, contados da direita para a esquerda, em forma de cente-
nas, dezenas e unidades, tendo cada conjunto uma separação através de ponto ou espaço correspondente a um ponto:
8.234.456 ou 8 234 456.
Em sentido figurado, usa-se o numeral para indicar exagero intencional, constituindo a figura de linguagem conhe-
cida como hipérbole: Já li esse texto mil vezes.
No português contemporâneo, não se usa a conjunção “e” após “mil”, seguido de centena: Nasci em mil novecentos
e noventa e dois.
Seu salário será de mil quinhentos e cinquenta reais.

Mas, se a centena começa por “zero” ou termina por dois zeros, usa-se o “e”: Seu salário será de mil e quinhentos
reais. (R$1.500,00)
Gastamos mil e quarenta reais. (R$1.040,00)

Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até
décimo e, a partir daí, os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo;

Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)

Se o numeral aparece antes do substantivo, será lido como ordinal: XXX Feira do Bordado. (trigésima)

#FicaDica
Ordinal lembra ordem. Memorize assim, por associação. Ficará mais fácil!

Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)

Ambos/ambas = numeral dual, porque sempre se refere a dois seres. Significam “um e outro”, “os dois” (ou “uma
LÍNGUA PORTUGUESA

e outra”, “as duas”) e são largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência. Sua uti-
lização exige a presença do artigo posposto: Ambos os concursos realizarão suas provas no mesmo dia. O artigo só é
dispensado caso haja um pronome demonstrativo: Ambos esses ministros falarão à imprensa.

44
Quadro de alguns numerais

Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários


Um Primeiro -
Dois Segundo Dobro, Duplo Meio
Três Terceiro Triplo, Tríplice Terço
Quatro Quarto Quádruplo Quarto
Cinco Quinto Quíntuplo Quinto
Seis Sexto Sêxtuplo Sexto
Sete Sétimo Sétuplo Sétimo
Oito Oitavo Óctuplo Oitavo
Nove Nono Nônuplo Nono
Dez Décimo Décuplo Décimo
Onze Décimo Primeiro - Onze Avos
Doze Décimo Segundo - Doze Avos
Treze Décimo Terceiro - Treze Avos
Catorze Décimo Quarto - Catorze Avos
Quinze Décimo Quinto - Quinze Avos
Dezesseis Décimo Sexto - Dezesseis Avos
Dezessete Décimo Sétimo - Dezessete Avos
Dezoito Décimo Oitavo - Dezoito Avos
Dezenove Décimo Nono - Dezenove Avos
Vinte Vigésimo - Vinte Avos
Trinta Trigésimo - Trinta Avos
Quarenta Quadragésimo - Quarenta Avos
Cinqüenta Quinquagésimo - Cinquenta Avos
Sessenta Sexagésimo - Sessenta Avos
Setenta Septuagésimo - Setenta Avos
Oitenta Octogésimo - Oitenta Avos
Noventa Nonagésimo - Noventa Avos
Cem Centésimo Cêntuplo Centésimo
Duzentos Ducentésimo - Ducentésimo
Trezentos Trecentésimo - Trecentésimo
Quatrocentos Quadringentésimo - Quadringentésimo
Quinhentos Quingentésimo - Quingentésimo
Seiscentos Sexcentésimo - Sexcentésimo
Setecentos Septingentésimo Septingentésimo
Oitocentos Octingentésimo Octingentésimo
Nongentésimo ou
Novecentos Nongentésimo
Noningentésimo
Mil Milésimo Milésimo
LÍNGUA PORTUGUESA

Milhão Milionésimo Milionésimo


Milhão Bilionésimo Bilionésimo

45
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • Contração: união de uma preposição com outra
palavra, ocorrendo perda ou transformação de fo-
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa nema: de + o = do, em + a = na, per + os = pelos,
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. de + aquele = daquele, em + isso = nisso.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co- • Crase: é a fusão de vogais idênticas: à (“a” preposi-
char - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform. ção + “a” artigo), àquilo (“a” preposição + 1.ª vogal
– São Paulo: Saraiva, 2010. do pronome “aquilo”).
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000. O “a” pode funcionar como preposição, pronome
pessoal oblíquo e artigo. Como distingui-los? Caso o “a”
SITE seja um artigo, virá precedendo um substantivo, servindo
para determiná-lo como um substantivo singular e femi-
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se- nino: A matéria que estudei é fácil!
coes/morf/morf40.php>
Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
7. PREPOSIÇÃO termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
Irei à festa sozinha.
Preposição é uma palavra invariável que serve para
ligar termos ou orações. Quando esta ligação acontece, Entregamos a flor à professora! = o primeiro “a” é arti-
normalmente há uma subordinação do segundo termo go; o segundo, preposição.
em relação ao primeiro. As preposições são muito im- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o
portantes na estrutura da língua, pois estabelecem a coe- lugar e/ou a função de um substantivo: Nós trouxemos a
são textual e possuem valores semânticos indispensáveis apostila. = Nós a trouxemos.
para a compreensão do texto.
Relações semânticas (= de sentido) estabelecidas
Tipos de Preposição por meio das preposições:

A) Preposições essenciais: palavras que atuam ex- Destino = Irei a Salvador.


clusivamente como preposições: a, ante, perante, Modo = Saiu aos prantos.
após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, Lugar = Sempre a seu lado.
por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para Assunto = Falemos sobre futebol.
com. Tempo = Chegarei em instantes.
B) Preposições acidentais: palavras de outras classes Causa = Chorei de saudade.
gramaticais que podem atuar como preposições, Fim ou finalidade = Vim para ficar.
ou seja, formadas por uma derivação imprópria: Instrumento = Escreveu a lápis.
como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segun- Posse = Vi as roupas da mamãe.
do, senão, visto. Autoria = livro de Machado de Assis
C) Locuções prepositivas: duas ou mais palavras va- Companhia = Estarei com ele amanhã.
lendo como uma preposição, sendo que a última Matéria = copo de cristal.
palavra é uma (preposição): abaixo de, acerca de, Meio = passeio de barco.
acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, Origem = Nós somos do Nordeste.
em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de, Conteúdo = frascos de perfume.
graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
cima de, por trás de. Preço = Essa roupa sai por cinquenta reais.

A preposição é invariável, no entanto pode unir-se Quanto à preposição “trás”: não se usa senão nas
a outras palavras e, assim, estabelecer concordância em locuções adverbiais (para trás ou por trás) e na locução
gênero ou em número. Exemplo: por + o = pelo / por + prepositiva por trás de.
a = pela.
Essa concordância não é característica da preposição, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
mas das palavras às quais ela se une.
Esse processo de junção de uma preposição com ou- SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
tra palavra pode se dar a partir dos processos de: Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
LÍNGUA PORTUGUESA

CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-


• Combinação: união da preposição “a” com o ar- char - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
tigo “o”(s), ou com o advérbio “onde”: ao, aonde, – São Paulo: Saraiva, 2010.
aos. Os vocábulos não sofrem alteração. AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.

46
SITE Pronomes Pessoais

Disponível em: <http://www.infoescola.com/portugues/ São aqueles que substituem os substantivos, indican-


preposicao/> do diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou
escreve assume os pronomes “eu” ou “nós”; usa-se os
8. PRONOME pronomes “tu”, “vós”, “você” ou “vocês” para designar a
quem se dirige, e “ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer
Pronome é a palavra variável que substitui ou acom- referência à pessoa ou às pessoas de quem se fala.
panha um substantivo (nome), qualificando-o de alguma Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun-
forma. ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto
O homem julga que é superior à natureza, por isso o ou do caso oblíquo.
homem destrói a natureza...
Utilizando pronomes, teremos: O homem julga que é A) Pronome Reto
superior à natureza, por isso ele a destrói... Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen-
Ficou melhor, sem a repetição desnecessária de ter- tença, exerce a função de sujeito: Nós lhe ofertamos
mos (homem e natureza). flores.
Os pronomes retos apresentam flexão de número,
Grande parte dos pronomes não possuem significa- gênero (apenas na 3.ª pessoa) e pessoa, sendo essa úl-
dos fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação tima a principal flexão, uma vez que marca a pessoa do
dentro de um contexto, o qual nos permite recuperar a discurso. Dessa forma, o quadro dos pronomes retos é
referência exata daquilo que está sendo colocado por assim configurado:
meio dos pronomes no ato da comunicação. Com ex- 1.ª pessoa do singular: eu
ceção dos pronomes interrogativos e indefinidos, os de- 2.ª pessoa do singular: tu
mais pronomes têm por função principal apontar para as 3.ª pessoa do singular: ele, ela
pessoas do discurso ou a elas se relacionar, indicando- 1.ª pessoa do plural: nós
-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude 2.ª pessoa do plural: vós
dessa característica, os pronomes apresentam uma for- 3.ª pessoa do plural: eles, elas
ma específica para cada pessoa do discurso. Esses pronomes não costumam ser usados como
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. complementos verbais na língua-padrão. Frases como
[minha/eu: pronomes de 1.ª pessoa = aquele que fala] “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? até aqui”- comuns na língua oral cotidiana - devem ser
[tua/tu: pronomes de 2.ª pessoa = aquele a quem se evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for-
fala] mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-
[dela/ela: pronomes de 3.ª pessoa = aquele de quem -me até aqui”.
se fala]
Frequentemente observamos a omissão do pronome
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em nú- formas verbais marcam, através de suas desinências, as
mero (singular ou plural). Assim, espera-se que a refe- pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fizemos
rência através do pronome seja coerente em termos de boa viagem. (Nós)
gênero e número (fenômeno da concordância) com o
seu objeto, mesmo quando este se apresenta ausente no B) Pronome Oblíquo
enunciado. Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da sentença, exerce a função de complemento verbal
nossa escola neste ano. (objeto direto ou indireto): Ofertaram-nos flores. (ob-
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordân- jeto indireto)
cia adequada]
[neste: pronome que determina “ano” = concordân- Observação:
cia adequada] O pronome oblíquo é uma forma variante do prono-
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = con- me pessoal do caso reto. Essa variação indica a função
cordância inadequada] diversa que eles desempenham na oração: pronome reto
marca o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o
LÍNGUA PORTUGUESA

Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, complemento da oração. Os pronomes oblíquos sofrem
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. variação de acordo com a acentuação tônica que pos-
suem, podendo ser átonos ou tônicos.

47
B.1 Pronome Oblíquo Átono Há construções em que a preposição, apesar de sur-
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não gir anteposta a um pronome, serve para introduzir uma
são precedidos de preposição. Possuem acentuação tô- oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o ver-
nica fraca: Ele me deu um presente. bo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pro-
Lista dos pronomes oblíquos átonos nome, deverá ser do caso reto.
1.ª pessoa do singular (eu): me Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
2.ª pessoa do singular (tu): te Não vá sem eu mandar.
3.ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
1.ª pessoa do plural (nós): nos A frase: “Foi fácil para mim resolver aquela questão!”
2.ª pessoa do plural (vós): vos está correta, já que “para mim” é complemento de “fá-
3.ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes cil”. A ordem direta seria: Resolver aquela questão foi fácil
para mim!
A combinação da preposição “com” e alguns prono-
FIQUE ATENTO!
mes originou as formas especiais comigo, contigo, consi-
Os pronomes o, os, a, as assumem formas go, conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
especiais depois de certas terminações frequentemente exercem a função de adjunto adverbial
verbais: de companhia: Ele carregava o documento consigo.
1. Quando o verbo termina em -z, -s ou
-r, o pronome assume a forma lo, los, la A preposição “até” exige as formas oblíquas tônicas:
ou las, ao mesmo tempo que a terminação
Ela veio até mim, mas nada falou.
verbal é suprimida. Por exemplo:
Mas, se “até” for palavra denotativa (com o sentido de
fiz + o = fi-lo
inclusão), usaremos as formas retas: Todos foram bem na
fazeis + o = fazei-lo
prova, até eu! (= inclusive eu)
dizer + a = dizê-la
2. Quando o verbo termina em som nasal,
o pronome assume as formas no, nos, na, As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
nas. Por exemplo: por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pes-
viram + o: viram-no soais são reforçados por palavras como outros, mesmos,
repõe + os = repõe-nos próprios, todos, ambos ou algum numeral.
retém + a: retém-na Você terá de viajar com nós todos.
tem + as = tem-nas Estávamos com vós outros quando chegaram as más
notícias.
Ele disse que iria com nós três.
B.2 Pronome Oblíquo Tônico
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedi- B.3 Pronome Reflexivo
dos por preposições, em geral as preposições a, para, de São pronomes pessoais oblíquos que, embora fun-
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a cionem como objetos direto ou indireto, referem-se ao
função de objeto indireto da oração. Possuem acentua- sujeito da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe
ção tônica forte. a ação expressa pelo verbo.
Lista dos pronomes oblíquos tônicos:
1.ª pessoa do singular (eu): mim, comigo Lista dos pronomes reflexivos:
2.ª pessoa do singular (tu): ti, contigo 1.ª pessoa do singular (eu): me, mim = Eu não me
3.ª pessoa do singular (ele, ela): si, consigo, ele, ela lembro disso.
1.ª pessoa do plural (nós): nós, conosco 2.ª pessoa do singular (tu): te, ti = Conhece a ti mesmo.
2.ª pessoa do plural (vós): vós, convosco 3.ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo = Gui-
3.ª pessoa do plural (eles, elas): si, consigo, eles, elas lherme já se preparou.
Ela deu a si um presente.
Observe que as únicas formas próprias do pronome Antônio conversou consigo mesmo.
tônico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa
(ti). As demais repetem a forma do pronome pessoal do 1.ª pessoa do plural (nós): nos = Lavamo-nos no rio.
caso reto. 2.ª pessoa do plural (vós): vos = Vós vos beneficiastes
As preposições essenciais introduzem sempre prono- com esta conquista.
mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso 3.ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo = Eles se
reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da conheceram. / Elas deram a si um dia de folga.
LÍNGUA PORTUGUESA

língua formal, os pronomes costumam ser usados desta


forma:
Não há mais nada entre mim e ti.
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela.
Não há nenhuma acusação contra mim.
Não vá sem mim.

48
2. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito
#FicaDica da pessoa: Todos os membros da C.P.I. afirmaram
que Sua Excelência, o Senhor Presidente da Repúbli-
O pronome é reflexivo quando se refere ca, agiu com propriedade.
à mesma pessoa do pronome subjetivo
(sujeito): Eu me arrumei e saí.
3. Os pronomes de tratamento representam uma for-
É pronome recíproco quando indica
ma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlo-
reciprocidade de ação: Nós nos amamos. /
cutores. Ao tratarmos um deputado por Vossa Ex-
Olhamo-nos calados.
O “se” pode ser usado como palavra celência, por exemplo, estamos nos endereçando à
expletiva ou partícula de realce, sem ser excelência que esse deputado supostamente tem
rigorosamente necessária e sem função para poder ocupar o cargo que ocupa.
sintática: Os exploradores riam-se de suas
tentativas. / Será que eles se foram? 4. Embora os pronomes de tratamento dirijam-se à
2.ª pessoa, toda a concordância deve ser feita
com a 3.ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes
C) Pronomes de Tratamento possessivos e os pronomes oblíquos empregados
São pronomes utilizados no tratamento formal, ceri- em relação a eles devem ficar na 3.ª pessoa.
monioso. Apesar de indicarem nosso interlocutor (por- Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas pro-
tanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira messas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
pessoa. Alguns exemplos:
Vossa Alteza (V. A.) = príncipes, duques 5. Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos
Vossa Eminência (V. E.ma) = cardeais ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar,
Vossa Reverendíssima (V. Ver.ma) = sacerdotes e reli- ao longo do texto, a pessoa do tratamento esco-
giosos em geral lhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começa-
Vossa Excelência (V. Ex.ª) = oficiais de patente supe- mos a chamar alguém de “você”, não poderemos
rior à de coronel, senadores, deputados, embaixadores, usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, ver-
professores de curso superior, ministros de Estado e de bo na terceira pessoa.
Tribunais, governadores, secretários de Estado, presiden-
te da República (sempre por extenso) Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Magnificência (V. Mag.ª) = reitores de teus cabelos. (errado)
universidades
Vossa Majestade (V. M.) = reis, rainhas e imperadores Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Senhoria (V. S.a) = comerciantes em geral, ofi- seus cabelos. (correto) = terceira pessoa do singular
ciais até a patente de coronel, chefes de seção e
funcionários de igual categoria ou
Vossa Meretíssima (sempre por extenso) = para juízes
de direito Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos
Vossa Santidade (sempre por extenso) = tratamento teus cabelos. (correto) = segunda pessoa do singular
cerimonioso
Vossa Onipotência (sempre por extenso) = Deus Pronomes Possessivos

Também são pronomes de tratamento o senhor, a se- São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
nhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são em- (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo
pregados no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, (coisa possuída).
no tratamento familiar. Você e vocês são largamente em-
pregados no português do Brasil; em algumas regiões, a Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1.ª pessoa do
forma tu é de uso frequente; em outras, pouco emprega- singular)
da. Já a forma vós tem uso restrito à linguagem litúrgica,
ultraformal ou literária. Número Pessoa Pronome
Singular Primeira Meu(s), minha(s)
Observações:
Singular Segunda Teu(s), tua(s)
LÍNGUA PORTUGUESA

1. Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de Singular Terceira Seu(s), sua(s)


tratamento que possuem “Vossa(s)” são emprega- Plural Primeira Nosso(s), nossa(s)
dos em relação à pessoa com quem falamos: Es-
pero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este Plural Segunda Vosso(s), vossa(s)
encontro. Plural Terceira Seu(s), sua(s)

49
Note que: Esta manhã farei a prova do concurso!

A forma do possessivo depende da pessoa gramatical Esse(s), essa(s) e isso = indicam o tempo passado, po-
a que se refere; o gênero e o número concordam com o rém relativamente próximo à época em que se situa a
objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição pessoa que fala:
naquele momento difícil. Essa noite dormi mal; só pensava no concurso!

Observações: Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam um afastamen-


to no tempo, referido de modo vago ou como tempo
1. A forma “seu” não é um possessivo quando resul- remoto:
tar da alteração fonética da palavra senhor: Muito Naquele tempo, os professores eram valorizados.
obrigado, seu José.
C) Em relação ao falado ou escrito (ou ao que se falará
2. Os pronomes possessivos nem sempre indicam ou escreverá):
posse. Podem ter outros empregos, como: Este(s), esta(s) e isto = empregados quando se quer
A) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. fazer referência a alguma coisa sobre a qual ainda se
B) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 falará:
anos. Serão estes os conteúdos da prova: análise sintática,
C) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem ortografia, concordância.
lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
Esse(s), essa(s) e isso = utilizados quando se pretende
3. Em frases onde se usam pronomes de tratamento, fazer referência a alguma coisa sobre a qual já se falou:
o pronome possessivo fica na 3.ª pessoa: Vossa Ex- Sua aprovação no concurso, isso é o que mais
celência trouxe sua mensagem? desejamos!
4. Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi- Este e aquele são empregados quando se quer fazer
vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus referência a termos já mencionados; aquele se refere ao
livros e anotações. termo referido em primeiro lugar e este para o referido
por último:
5. Em algumas construções, os pronomes pessoais
oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Pau-
seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos) lo; este está mais bem colocado que aquele. (= este [São
Paulo], aquele [Palmeiras])
6. O adjetivo “respectivo” equivale a “devido, seu, pró- ou
prio”, por isso não se deve usar “seus” ao utilizá-lo,
para que não ocorra redundância: Coloque tudo Domingo, no Pacaembu, jogarão Palmeiras e São Pau-
nos respectivos lugares. lo; aquele está mais bem colocado que este. (= este [São
Paulo], aquele [Palmeiras])
Pronomes Demonstrativos
Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
São utilizados para explicitar a posição de certa pa- invariáveis, observe:
lavra em relação a outras ou ao contexto. Essa relação Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s),
pode ser de espaço, de tempo ou em relação ao discurso. aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
A) Em relação ao espaço:
Este(s), esta(s) e isto = indicam o que está perto da Também aparecem como pronomes demonstrativos:
pessoa que fala:
Este material é meu. • o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que”
Esse(s), essa(s) e isso = indicam o que está perto da e puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s),
pessoa com quem se fala: aquilo.
Esse material em sua carteira é seu? Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (não é aquela que te
Aquele(s), aquela(s) e aquilo = indicam o que está indiquei.)
distante tanto da pessoa que fala como da pessoa com
LÍNGUA PORTUGUESA

quem se fala: • mesmo(s), mesma(s), próprio(s), própria(s): va-


Aquele material não é nosso. riam em gênero quando têm caráter reforçativo:
Vejam aquele prédio! Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
Eu mesma refiz os exercícios.
B) Em relação ao tempo: Elas mesmas fizeram isso.
Este(s), esta(s) e isto = indicam o tempo presente em Eles próprios cozinharam.
relação à pessoa que fala: Os próprios alunos resolveram o problema.

50
• semelhante(s): Não tenha semelhante atitude. • Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco,
vário, tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda,
• tal, tais: Tal absurdo eu não cometeria. muita, pouca, vária, tanta, outra, quanta, qualquer,
quaisquer*, alguns, nenhuns, todos, muitos, poucos,
1. Em frases como: O referido deputado e o Dr. Alcides vários, tantos, outros, quantos, algumas, nenhu-
eram amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. mas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras,
(ou então: este solteiro, aquele casado) - este se re- quantas.
fere à pessoa mencionada em último lugar; aquele, • Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo,
à mencionada em primeiro lugar. nada, algo, cada.
2. O pronome demonstrativo tal pode ter conotação
irônica: A menina foi a tal que ameaçou o professor? *Qualquer é composto de qual + quer (do verbo que-
3. Pode ocorrer a contração das preposições a, de, rer), por isso seu plural é quaisquer (única palavra cujo
em com pronome demonstrativo: àquele, àquela, plural é feito em seu interior).
deste, desta, disso, nisso, no, etc: Não acreditei no
que estava vendo. (no = naquilo) Todo e toda no singular e junto de artigo significa in-
teiro; sem artigo, equivale a qualquer ou a todas as:
Pronomes Indefinidos Toda a cidade está enfeitada. (= a cidade inteira)
Toda cidade está enfeitada. (= todas as cidades)
São palavras que se referem à 3.ª pessoa do discur- Trabalho todo o dia. (= o dia inteiro)
so, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando Trabalho todo dia. (= todos os dias)
quantidade indeterminada.
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas São locuções pronominais indefinidas: cada qual,
recém-plantadas. cada um, qualquer um, quantos quer (que), quem quer
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pes- (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele (que), tal
soa de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, uma
forma imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar ou outra, etc.
um ser humano que seguramente existe, mas cuja iden- Cada um escolheu o vinho desejado.
tidade é desconhecida ou não se quer revelar. Classifi-
cam-se em: Pronomes Relativos

A) Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o São aqueles que representam nomes já mencionados
lugar do ser ou da quantidade aproximada de se- anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem
res na frase. São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, as orações subordinadas adjetivas.
beltrano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo. O racismo é um sistema que afirma a superioridade de
Algo o incomoda? um grupo racial sobre outros.
Quem avisa amigo é. (afirma a superioridade de um grupo racial sobre ou-
tros = oração subordinada adjetiva).
B) Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um
ser expresso na frase, conferindo-lhe a noção de O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sis-
quantidade aproximada. São eles: cada, certo(s), tema” e introduz uma oração subordinada. Diz-se que
certa(s). a palavra “sistema” é antecedente do pronome relativo
Cada povo tem seus costumes. que.
Certas pessoas exercem várias profissões. O antecedente do pronome relativo pode ser o pro-
nome demonstrativo o, a, os, as.
Note que: Não sei o que você está querendo dizer.
Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora pro- Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
nomes indefinidos adjetivos: expresso.
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, mui- Quem casa, quer casa.
tos), demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, ne-
nhuns, nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), Observe:
qualquer, quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os
tais, tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), quais, cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas,
vários, várias. quantas.
LÍNGUA PORTUGUESA

Menos palavras e mais ações. Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
Alguns se contentam pouco.
Note que:
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em va- O pronome “que” é o relativo de mais largo empre-
riáveis e invariáveis. Observe: go, sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser
substituído por o qual, a qual, os quais, as quais, quando
seu antecedente for um substantivo.

51
O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as
A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= palavras:
a qual)
Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os • como (= pelo qual) – desde que precedida das pa-
quais) lavras modo, maneira ou forma:
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= Não me parece correto o modo como você agiu sema-
as quais) na passada.

O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente • quando (= em que) – desde que tenha como ante-
pronomes relativos, por isso são utilizados didaticamen- cedente um nome que dê ideia de tempo:
te para verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” Bons eram os tempos quando podíamos jogar
(que podem ter várias classificações) são pronomes rela- videogame.
tivos. Todos eles são usados com referência à pessoa ou
coisa por motivo de clareza ou depois de determinadas Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
preposições: Regressando de São Paulo, visitei o sítio de numa só frase.
minha tia, o qual me deixou encantado. O uso de “que”, O futebol é um esporte. / O povo gosta muito deste
neste caso, geraria ambiguidade. Veja: Regressando de esporte.
São Paulo, visitei o sítio de minha tia, que me deixou en- = O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
cantado (quem me deixou encantado: o sítio ou minha
tia?). Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
dúvidas? (com preposições de duas ou mais sílabas utili- gente que conversava, (que) ria, observava.
za-se o qual / a qual)
O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, Pronomes Interrogativos
e se refere a uma oração: Não chegou a ser padre, mas
deixou de ser poeta, que era a sua vocação natural. São usados na formulação de perguntas, sejam elas
O pronome “cujo”: exprime posse; não concorda com diretas ou indiretas. Assim como os pronomes indefini-
o seu antecedente (o ser possuidor), mas com o conse- dos, referem-se à 3.ª pessoa do discurso de modo im-
quente (o ser possuído, com o qual concorda em gêne- preciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual (e
ro e número); não se usa artigo depois deste pronome; variações), quanto (e variações).
“cujo” equivale a do qual, da qual, dos quais, das quais. Com quem andas?
Existem pessoas cujas ações são nobres. Qual seu nome?
(antecedente) (consequente) Diz-me com quem andas, que te direi quem és.

Se o verbo exigir preposição, esta virá antes do pro- O pronome pessoal é do caso reto quando tem fun-
nome: O autor, a cujo livro você se referiu, está aqui! ção de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso
(referiu-se a) oblíquo quando desempenha função de complemento.

“Quanto” é pronome relativo quando tem por ante- 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
cedente um pronome indefinido: tanto (ou variações) e 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
tudo: lhe ajudar.

Emprestei tantos quantos foram necessários. Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”
(antecedente) exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao
caso reto. Já na segunda oração, o pronome “lhe” exerce
Ele fez tudo quanto havia falado. função de complemento (objeto), ou seja, caso oblíquo.
(antecedente) Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discur-
so. O pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta
O pronome “quem” se refere a pessoas e vem sempre para a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não
precedido de preposição. sabia se devia ajudar... Ajudar quem? Você (lhe).
É um professor a quem muito devemos.
(preposição) Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou
tônicos: os primeiros não são precedidos de preposição,
LÍNGUA PORTUGUESA

“Onde”, como pronome relativo, sempre possui ante- diferentemente dos segundos, que são sempre precedi-
cedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar: A dos de preposição.
casa onde morava foi assaltada.
Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou A) Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o
em que: Sinto saudades da época em que (quando) morá- que eu estava fazendo.
vamos no exterior. B) Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para
mim o que eu estava fazendo.

52
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS • Orações que exprimem desejo (orações optativas):
Que Deus o ajude.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa • A próclise é obrigatória quando se utiliza o pro-
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. nome reto ou sujeito expresso: Eu lhe entregarei o
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co- material amanhã. / Tu sabes cantar?
char - Português linguagens: volume 2 – 7.ª ed. Reform.
– São Paulo: Saraiva, 2010. Mesóclise = É a colocação pronominal no meio do
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: verbo. A mesóclise é usada:
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000. Quando o verbo estiver no futuro do presente ou fu-
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura, turo do pretérito, contanto que esses verbos não estejam
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira precedidos de palavras que exijam a próclise. Exemplos:
Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição – Realizar-se-á, na próxima semana, um grande evento em
São Paulo: Saraiva, 2002. prol da paz no mundo.
Repare que o pronome está “no meio” do verbo “rea-
SITE lizará”: realizar – SE – á. Se houvesse na oração alguma
palavra que justificasse o uso da próclise, esta prevalece-
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se- ria. Veja: Não se realizará...
coes/morf/morf42.php> Não fossem os meus compromissos, acompanhar-te-ia
nessa viagem.
Colocação Pronominal (com presença de palavra que justifique o uso de pró-
clise: Não fossem os meus compromissos, EU te acompa-
Colocação Pronominal trata da correta colocação dos nharia nessa viagem).
pronomes oblíquos átonos na frase.
Ênclise = É a colocação pronominal depois do verbo.
A ênclise é usada quando a próclise e a mesóclise não
#FicaDica forem possíveis:
Pronome Oblíquo é aquele que exerce a • Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo:
função de complemento verbal (objeto). Por Quando eu avisar, silenciem-se todos.
isso, memorize: • Quando o verbo estiver no infinitivo impessoal:
OBlíquo = OBjeto! Não era minha intenção machucá-la.
• Quando o verbo iniciar a oração. (até porque não
se inicia período com pronome oblíquo).
Embora na linguagem falada a colocação dos prono- Vou-me embora agora mesmo.
mes não seja rigorosamente seguida, algumas normas Levanto-me às 6h.
devem ser observadas na linguagem escrita.
Próclise = É a colocação pronominal antes do verbo. • Quando houver pausa antes do verbo: Se eu passo
A próclise é usada: no concurso, mudo-me hoje mesmo!
• Quando o verbo estiver no gerúndio: Recusou a
• Quando o verbo estiver precedido de palavras que proposta fazendo-se de desentendida.
atraem o pronome para antes do verbo. São elas:
A) Palavras de sentido negativo: não, nunca, ninguém, Colocação pronominal nas locuções verbais
jamais, etc.: Não se desespere!
• Após verbo no particípio = pronome depois do
B) Advérbios: Agora se negam a depor. verbo auxiliar (e não depois do particípio):
Tenho me deliciado com a leitura!
C) Conjunções subordinativas: Espero que me expli- Eu tenho me deliciado com a leitura!
quem tudo! Eu me tenho deliciado com a leitura!

D) Pronomes relativos: Venceu o concurseiro que se • Não convém usar hífen nos tempos compostos e
esforçou. nas locuções verbais:
Vamos nos unir!
E) Pronomes indefinidos: Poucos te deram a Iremos nos manifestar.
LÍNGUA PORTUGUESA

oportunidade.
• Quando há um fator para próclise nos tempos
F) Pronomes demonstrativos: Isso me magoa muito. compostos ou locuções verbais: opção pelo uso
do pronome oblíquo “solto” entre os verbos =
• Orações iniciadas por palavras interrogativas: Não vamos nos preocupar (e não: “não nos vamos
Quem lhe disse isso? preocupar”).
• Orações iniciadas por palavras exclamativas: Quan-
to se ofendem!

53
Emprego de o, a, os, as direto ou indireto) e do agente da passiva, podendo, ain-
da, funcionar como núcleo do complemento nominal ou
• Em verbos terminados em vogal ou ditongo oral, do aposto, como núcleo do predicativo do sujeito, do
os pronomes: o, a, os, as não se alteram. objeto ou como núcleo do vocativo. Também encontra-
Chame-o agora. mos substantivos como núcleos de adjuntos adnominais
Deixei-a mais tranquila. e de adjuntos adverbiais - quando essas funções são de-
sempenhadas por grupos de palavras.
• Em verbos terminados em r, s ou z, estas consoan-
tes finais alteram-se para lo, la, los, las. Exemplos: Classificação dos Substantivos
(Encontrar) Encontrá-lo é o meu maior sonho.
(Fiz) Fi-lo porque não tinha alternativa. A) Substantivos Comuns e Próprios

• Em verbos terminados em ditongos nasais (am, Observe a definição:


em, ão, õe), os pronomes o, a, os, as alteram-se
para no, na, nos, nas. Cidade: s.f. 1. Povoação maior que vila, com muitas
Chamem-no agora. casas e edifícios, dispostos em ruas e avenidas (no Brasil,
Põe-na sobre a mesa. toda a sede de município é cidade). 2. O centro de uma
cidade (em oposição aos bairros).
Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas
#FicaDica e edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada
Próclise – pró lembra pré; pré é prefixo que cidade. Isso significa que a palavra cidade é um substan-
significa “antes”! Pronome antes do verbo! tivo comum.
Ênclise – “en” lembra, pelo “som”, /Ənd/
(end, em Inglês – que significa “fim, final!). Substantivo Comum é aquele que designa os seres
Pronome depois do verbo! de uma mesma espécie de forma genérica: cidade, meni-
Mesóclise – pronome oblíquo no Meio do no, homem, mulher, país, cachorro.
verbo Estamos voando para Barcelona.

O substantivo Barcelona designa apenas um ser da


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS espécie cidade. Barcelona é um substantivo próprio –
aquele que designa os seres de uma mesma espécie de
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa forma particular: Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co- B) Substantivos Concretos e Abstratos
char - Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform.
– São Paulo: Saraiva, 2010. B.1 Substantivo Concreto: é aquele que designa
o ser que existe, independentemente de outros
SITE seres.

Disponível em: <http://www.portugues.com.br/gra- Observação:


matica/colocacao-pronominal-.html> Os substantivos concretos designam seres do mundo
real e do mundo imaginário.
9. SUBSTANTIVO Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra,
Brasília.
Substantivo é a classe gramatical de palavras variá- Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água,
veis, as quais denominam todos os seres que existem, fantasma.
sejam reais ou imaginários. Além de objetos, pessoas e
fenômenos, os substantivos também nomeiam: B.2 Substantivo Abstrato: é aquele que designa se-
res que dependem de outros para se manifestarem
• lugares: Alemanha, Portugal ou existirem. Por exemplo: a beleza não existe por
• sentimentos: amor, saudade si só, não pode ser observada. Só podemos obser-
• estados: alegria, tristeza var a beleza numa pessoa ou coisa que seja bela.
• qualidades: honestidade, sinceridade A beleza depende de outro ser para se manifes-
LÍNGUA PORTUGUESA

• ações: corrida, pescaria tar. Portanto, a palavra beleza é um substantivo


abstrato.
Morfossintaxe do substantivo Os substantivos abstratos designam estados, quali-
dades, ações e sentimentos dos seres, dos quais podem
Nas orações, geralmente o substantivo exerce fun- ser abstraídos, e sem os quais não podem existir: vida
ções diretamente relacionadas com o verbo: atua como (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto (sentimento).

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• Substantivos Coletivos legião soldados, anjos, demônios
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha,
outra abelha, mais outra abelha. leva presos, recrutas
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas. malfeitores ou
malta
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame. desordeiros
manada búfalos, bois, elefantes,
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi ne-
matilha cães de raça
cessário repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha,
mais outra abelha. No segundo caso, utilizaram-se duas molho chaves, verduras
palavras no plural. No terceiro, empregou-se um subs- multidão pessoas em geral
tantivo no singular (enxame) para designar um conjunto
insetos (gafanhotos,
de seres da mesma espécie (abelhas). nuvem
mosquitos, etc.)
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
Substantivo Coletivo: é o substantivo comum que, penca bananas, chaves
mesmo estando no singular, designa um conjunto de se- pinacoteca pinturas, quadros
res da mesma espécie. quadrilha ladrões, bandidos
ramalhete flores
Substantivo coletivo Conjunto de:
rebanho ovelhas
assembleia pessoas reunidas
peças teatrais, obras
alcateia lobos repertório
musicais
acervo livros réstia alhos ou cebolas
trechos literários romanceiro poesias narrativas
antologia
selecionados
revoada pássaros
arquipélago ilhas
sínodo párocos
banda músicos
talha lenha
desordeiros ou
bando tropa muares, soldados
malfeitores
banca examinadores turma estudantes, trabalhadores
batalhão soldados vara porcos
cardume peixes
Formação dos Substantivos
caravana viajantes peregrinos
cacho frutas A) Substantivos Simples e Compostos
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a
cancioneiro canções, poesias líricas
terra.
colmeia abelhas O substantivo chuva é formado por um único ele-
concílio bispos mento ou radical. É um substantivo simples.
congresso parlamentares, cientistas
A.1 Substantivo Simples: é aquele formado por um
atores de uma peça ou único elemento.
elenco
filme Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc.
esquadra navios de guerra Veja agora: O substantivo guarda-chuva é formado por
enxoval roupas dois elementos (guarda + chuva). Esse substantivo é
composto.
falange soldados, anjos
fauna animais de uma região A.2 Substantivo Composto: é aquele formado por
feixe lenha, capim dois ou mais elementos. Outros exemplos: beija-
-flor, passatempo.
flora vegetais de uma região
frota navios mercantes, ônibus B) Substantivos Primitivos e Derivados
LÍNGUA PORTUGUESA

girândola fogos de artifício


B.1 Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva
horda bandidos, invasores
de nenhuma outra palavra da própria língua por-
médicos, bois, credores, tuguesa. O substantivo limoeiro, por exemplo, é
junta
examinadores derivado, pois se originou a partir da palavra limão.
júri jurados B.2 Substantivo Derivado: é aquele que se origina
de outra palavra.

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Flexão dos substantivos o moral (estado de espírito) e a moral (ética; conclusão);
o praça (soldado raso) e a praça (área pública); o rádio
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variá- (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora).
vel quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por
exemplo, pode sofrer variações para indicar: Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
Plural: meninos / Feminino: menina / Aumentativo:
meninão / Diminutivo: menininho Regra geral: troca-se a terminação -o por –a: aluno
- aluna.
A) Flexão de Gênero • Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a
Gênero é um princípio puramente linguístico, não de- ao masculino: freguês - freguesa
vendo ser confundido com “sexo”. O gênero diz respeito • Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino
a todos os substantivos de nossa língua, quer se refiram de três formas:
a seres animais providos de sexo, quer designem apenas 1. troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
“coisas”: o gato/a gata; o banco, a casa. 2. troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
Na língua portuguesa, há dois gêneros: masculino e 3. troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
feminino. Pertencem ao gênero masculino os substanti- Exceções: barão – baronesa, ladrão - ladra, sultão
vos que podem vir precedidos dos artigos o, os, um, uns. - sultana
Veja estes títulos de filmes:
O velho e o mar • Substantivos terminados em -or:
Um Natal inesquecível acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
Os reis da praia troca-se -or por -triz: = imperador – imperatriz

Pertencem ao gênero feminino os substantivos que • Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
podem vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: cônsul - consulesa / abade - abadessa / poeta - poe-
A história sem fim tisa / duque - duquesa / conde - condessa / profeta
Uma cidade sem passado - profetisa
As tartarugas ninjas • Substantivos que formam o feminino trocando o
-e final por -a: elefante - elefanta
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes • Substantivos que têm radicais diferentes no mas-
culino e no feminino: bode – cabra / boi - vaca
1. Substantivos Biformes (= duas formas): apresen- • Substantivos que formam o feminino de maneira
tam uma forma para cada gênero: gato – gata, ho- especial, isto é, não seguem nenhuma das regras
mem – mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita anteriores: czar – czarina, réu - ré
2. Substantivos Uniformes: apresentam uma única
forma, que serve tanto para o masculino quanto Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
para o feminino. Classificam-se em:
Epicenos:
A) Epicenos: referentes a animais. A distinção de sexo Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
se faz mediante a utilização das palavras “macho”
e “fêmea”: a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré Não é possível saber o sexo do jacaré em questão.
macho e o jacaré fêmea. Isso ocorre porque o substantivo jacaré tem apenas uma
B) Sobrecomuns: substantivos uniformes referentes forma para indicar o masculino e o feminino.
a pessoas de ambos os sexos: a criança, a testemu- Alguns nomes de animais apresentam uma só for-
nha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo, o indivíduo. ma para designar os dois sexos. Esses substantivos são
C) Comuns de Dois ou Comum de Dois Gêneros: chamados de epicenos. No caso dos epicenos, quando
indicam o sexo das pessoas por meio do artigo: o houver a necessidade de especificar o sexo, utilizam-se
colega e a colega, o doente e a doente, o artista e palavras macho e fêmea.
a artista. A cobra macho picou o marinheiro.
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
Substantivos de origem grega terminados em ema
ou oma são masculinos: o fonema, o poema, o sistema, o Sobrecomuns:
sintoma, o teorema. Entregue as crianças à natureza.
LÍNGUA PORTUGUESA

• Existem certos substantivos que, variando de gê- A palavra crianças se refere tanto a seres do sexo
nero, variam em seu significado: masculino, quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso,
o águia (vigarista) e a águia (ave; perspicaz); o cabeça nem o artigo nem um possível adjetivo permitem identi-
(líder) e a cabeça (parte do corpo); o capital (dinheiro) e a ficar o sexo dos seres a que se refere a palavra. Veja:
capital (cidade); o coma (sono mórbido) e a coma (cabelei- A criança chorona chamava-se João.
ra, juba); o lente (professor) e a lente (vidro de aumento); A criança chorona chamava-se Maria.

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Outros substantivos sobrecomuns: proibição de trânsito), o cabeça (chefe), a cabeça (parte do
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma corpo), o cisma (separação religiosa, dissidência), a cisma
boa criatura. (ato de cismar, desconfiança), o cinza (a cor cinzenta), a
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O cônjuge de cinza (resíduos de combustão), o capital (dinheiro), a ca-
Marcela faleceu pital (cidade), o coma (perda dos sentidos), a coma (ca-
beleira), o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro),
Comuns de Dois Gêneros: a coral (cobra venenosa), o crisma (óleo sagrado, usado
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois. na administração da crisma e de outros sacramentos), a
crisma (sacramento da confirmação), o cura (pároco), a
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? cura (ato de curar), o estepe (pneu sobressalente), a estepe
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma (vasta planície de vegetação), o guia (pessoa que guia ou-
vez que a palavra motorista é um substantivo uniforme. tras), a guia (documento, pena grande das asas das aves),
A distinção de gênero pode ser feita através da análi- o grama (unidade de peso), a grama (relva), o caixa (fun-
se do artigo ou adjetivo, quando acompanharem o subs- cionário da caixa), a caixa (recipiente, setor de pagamen-
tantivo: o colega - a colega; o imigrante - a imigrante; tos), o lente (professor), a lente (vidro de aumento), o mo-
um jovem - uma jovem; artista famoso - artista famosa; ral (ânimo), a moral (honestidade, bons costumes, ética),
repórter francês - repórter francesa o nascente (lado onde nasce o Sol), a nascente (a fonte),
o maria-fumaça (trem como locomotiva a vapor), maria-
A palavra personagem é usada indistintamente nos -fumaça (locomotiva movida a vapor), o pala (poncho), a
dois gêneros. Entre os escritores modernos nota-se pala (parte anterior do boné ou quepe, anteparo), o rádio
acentuada preferência pelo masculino: O menino desco- (aparelho receptor), a rádio (emissora), o voga (remador),
briu nas nuvens os personagens dos contos de carochinha. a voga (moda).

Com referência à mulher, deve-se preferir o feminino: B) Flexão de Número do Substantivo


O problema está nas mulheres de mais idade, que não Em português, há dois números gramaticais: o singu-
aceitam a personagem. lar, que indica um ser ou um grupo de seres, e o plural,
que indica mais de um ser ou grupo de seres. A caracte-
Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo rística do plural é o “s” final.
fotográfico Ana Belmonte.
Plural dos Substantivos Simples
Masculinos: o tapa, o eclipse, o lança-perfume, o dó
(pena), o sanduíche, o clarinete, o champanha, o sósia, o Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e
maracajá, o clã, o herpes, o pijama, o suéter, o soprano, o “n” fazem o plural pelo acréscimo de “s”: pai – pais; ímã –
proclama, o pernoite, o púbis. ímãs; hífen - hifens (sem acento, no plural).
Exceção: cânon - cânones.
Femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a omoplata,
a cataplasma, a pane, a mascote, a gênese, a entorse, a Os substantivos terminados em “m” fazem o plural
libido, a cal, a faringe, a cólera (doença), a ubá (canoa). em “ns”: homem - homens.
Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural
São geralmente masculinos os substantivos de ori- pelo acréscimo de “es”: revólver – revólveres; raiz - raízes.
gem grega terminados em -ma: o grama (peso), o quilo-
grama, o plasma, o apostema, o diagrama, o epigrama, o Atenção:
telefonema, o estratagema, o dilema, o teorema, o trema, O plural de caráter é caracteres.
o eczema, o edema, o magma, o estigma, o axioma, o tra-
coma, o hematoma. Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-
Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc. -se no plural, trocando o “l” por “is”: quintal - quintais;
Gênero dos Nomes de Cidades - Com raras exce- caracol – caracóis; hotel - hotéis. Exceções: mal e males,
ções, nomes de cidades são femininos: A histórica Ouro cônsul e cônsules.
Preto. / A dinâmica São Paulo. / A acolhedora Porto Ale- Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de
gre. / Uma Londres imensa e triste. duas maneiras:
Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre. 1. Quando oxítonos, em “is”: canil - canis
2. Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis.
Gênero e Significação
LÍNGUA PORTUGUESA

Observação:
Muitos substantivos têm uma significação no mascu- A palavra réptil pode formar seu plural de duas ma-
lino e outra no feminino. Observe: neiras: répteis ou reptis (pouco usada).
o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de
à frente de um bloco carnavalesco, manejando um bas- duas maneiras:
tão), a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou

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1. Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o substantivo + substantivo que funciona como deter-
acréscimo de “es”: ás – ases / retrós - retroses minante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o
2. Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam in- tipo do termo anterior: palavra-chave - palavras-chave,
variáveis: o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. bomba-relógio - bombas-relógio, homem-rã - homens-rã,
peixe-espada - peixes-espada.
Os substantivos terminados em “ão” fazem o plural
de três maneiras. D) Permanecem invariáveis, quando formados de:
1. substituindo o -ão por -ões: ação - ações verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
2. substituindo o -ão por -ães: cão - cães verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os
3. substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos saca-rolhas

Observação: Casos Especiais


Muitos substantivos terminados em “ão” apresentam
dois – e até três – plurais: o louva-a-deus e os louva-a-deus
aldeão – aldeões/aldeães/aldeãos ancião
– anciões/anciães/anciãos o bem-te-vi e os bem-te-vis
charlatão – charlatões/charlatães corrimão o bem-me-quer e os bem-me-queres
– corrimãos/corrimões o joão-ninguém e os joões-ninguém.
guardião – guardiões/guardiães vilão – vilãos/
vilões/vilães Plural das Palavras Substantivadas

Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras
o látex - os látex. classes gramaticais usadas como substantivo, apresen-
tam, no plural, as flexões próprias dos substantivos.
Plural dos Substantivos Compostos Pese bem os prós e os contras.
O aluno errou na prova dos noves.
A formação do plural dos substantivos compostos Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
depende da forma como são grafados, do tipo de pa-
lavras que formam o composto e da relação que esta- Observação:
belecem entre si. Aqueles que são grafados sem hífen Numerais substantivados terminados em “s” ou “z”
comportam-se como os substantivos simples: aguar- não variam no plural: Nas provas mensais consegui muitos
dente/aguardentes, girassol/girassóis, pontapé/pontapés, seis e alguns dez.
malmequer/malmequeres. Plural dos Diminutivos
O plural dos substantivos compostos cujos elementos
são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” fi-
e discussões. Algumas orientações são dadas a seguir: nal e acrescenta-se o sufixo diminutivo.

A) Flexionam-se os dois elementos, quando forma-


dos de: pãe(s) + zinhos = pãezinhos
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores animai(s) + zinhos = animaizinhos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e botõe(s) + zinhos = botõezinhos
amores-perfeitos
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
adjetivo + substantivo = gentil-homem e
gentis-homens farói(s) + zinhos = faroizinhos
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras tren(s) + zinhos = trenzinhos
colhere(s) + zinhas = colherezinhas
B) Flexiona-se somente o segundo elemento,
quando formados de: flore(s) + zinhas = florezinhas
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas mão(s) + zinhas = mãozinhas
palavra invariável + palavra variável = alto-falante e papéi(s) + zinhos = papeizinhos
alto-falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
reco-recos funi(s) + zinhos = funizinhos
LÍNGUA PORTUGUESA

túnei(s) + zinhos = tuneizinhos


C) Flexiona-se somente o primeiro elemento,
quando formados de: pai(s) + zinhos = paizinhos
substantivo + preposição clara + substantivo = água- pé(s) + zinhos = pezinhos
-de-colônia e águas-de-colônia pé(s) + zitos = pezitos
substantivo + preposição oculta + substantivo = ca-
valo-vapor e cavalos-vapor

58
Plural dos Nomes Próprios Personativos Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do
singular: bem (virtude) e bens (riquezas), honra (probida-
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas de, bom nome) e honras (homenagem, títulos).
sempre que a terminação preste-se à flexão. Usamos, às vezes, os substantivos no singular, mas
Os Napoleões também são derrotados. com sentido de plural: Aqui morreu muito negro.
As Raquéis e Esteres. Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
improvisadas.
Plural dos Substantivos Estrangeiros
C) Flexão de Grau do Substantivo
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir
escritos como na língua original, acrescentando-se “s” as variações de tamanho dos seres.
(exceto quando terminam em “s” ou “z”): os shows, os
shorts, os jazz. Classifica-se em:
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de 1. Grau Normal - Indica um ser de tamanho conside-
acordo com as regras de nossa língua: os clubes, os cho- rado normal. Por exemplo: casa
pes, os jipes, os esportes, as toaletes, os bibelôs, os garçons, 2. Grau Aumentativo - Indica o aumento do tama-
os réquiens. nho do ser. Classifica-se em:
Observe o exemplo: Este jogador faz gols toda vez que Analítico = o substantivo é acompanhado de um ad-
joga. jetivo que indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo in-
dicador de aumento. Por exemplo: casarão.
Plural com Mudança de Timbre
3. Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tama-
Certos substantivos formam o plural com mudança nho do ser. Pode ser:
de timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um Analítico = substantivo acompanhado de um adjeti-
fato fonético chamado metafonia (plural metafônico). vo que indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo in-
Singular Plural dicador de diminuição. Por exemplo: casinha.
Corpo (ô) Corpos (ó) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Esforço Esforços
Fogo Fogos SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Forno Fornos
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
Fosso Fossos char. Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform.
Imposto Impostos – São Paulo: Saraiva, 2010.
CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Olho Olhos
Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Osso (ô) Ossos (ó) Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
Ovo Ovos São Paulo: Saraiva, 2002.
Poço Poços
SITE
Porto Portos
Posto Postos Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se-
Tijolo Tijolos coes/morf/morf12.php>

Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bol- 10. VERBO
sos, esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros,
etc. Verbo é a palavra que se flexiona em pessoa, número,
tempo e modo. A estes tipos de flexão verbal dá-se o
Observação: nome de conjugação (por isso também se diz que verbo
Distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de é a palavra que pode ser conjugada). Pode indicar, entre
outros processos: ação (amarrar), estado (sou), fenôme-
LÍNGUA PORTUGUESA

molho (ó) = feixe (molho de lenha).


no (choverá); ocorrência (nascer); desejo (querer).
Há substantivos que só se usam no singular: o sul, o
norte, o leste, o oeste, a fé, etc. Estrutura das Formas Verbais
Outros só no plural: as núpcias, os víveres, os pêsames,
as espadas/os paus (naipes de baralho), as fezes. Do ponto de vista estrutural, o verbo pode apresentar
os seguintes elementos:

59
A) Radical: é a parte invariável, que expressa o signi- Canto Falo
ficado essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-
-ava; fal-am. (radical fal-) Cantas Falas
Canta Falas
B) Tema: é o radical seguido da vogal temática que Cantamos Falamos
indica a conjugação a que pertence o verbo. Por
exemplo: fala-r. São três as conjugações: Cantais Falais
1.ª - Vogal Temática - A - (falar), 2.ª - Vogal Temática
- E - (vender), 3.ª - Vogal Temática - I - (partir). #FicaDica
C) Desinência modo-temporal: é o elemento que Observe que, retirando os radicais, as
designa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo: desinências modo-temporal e número-
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicati- pessoal mantiveram-se idênticas. Tente fazer
vo) / falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo) com outro verbo e perceberá que se repetirá
o fato (desde que o verbo seja da primeira
D) Desinência número-pessoal: é o elemento que conjugação e regular!). Faça com o verbo
designa a pessoa do discurso (1.ª, 2.ª ou 3.ª) e o “andar”, por exemplo. Substitua o radical
número (singular ou plural): “cant” e coloque o “and” (radical do verbo
andar). Viu? Fácil!
falamos (indica a 1.ª pessoa do plural.) / falavam
(indica a 3.ª pessoa do plural.)

B) Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca alte-


FIQUE ATENTO! rações no radical ou nas desinências: faço, fiz, farei,
O verbo pôr, assim como seus derivados fizesse.
(compor, repor, depor), pertencem à 2.ª
conjugação, pois a forma arcaica do verbo Observação:
pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Alguns verbos sofrem alteração no radical apenas
desaparecido do infinitivo, revela-se em para que seja mantida a sonoridade. É o caso de: corrigir/
algumas formas do verbo: põe, pões, corrijo, fingir/finjo, tocar/toquei, por exemplo. Tais altera-
põem, etc. ções não caracterizam irregularidade, porque o fonema
permanece inalterado.

Formas Rizotônicas e Arrizotônicas C) Defectivos: são aqueles que não apresentam con-
jugação completa. Os principais são adequar, pre-
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura caver, computar, reaver, abolir, falir.
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- D) Impessoais: são os verbos que não têm sujeito
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acen- e, normalmente, são usados na terceira pessoa do
to tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, amo, singular. Os principais verbos impessoais são:
por exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico
não cai no radical, mas sim na terminação verbal (fora do 1. Haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali-
radical): opinei, aprenderão, amaríamos. zar-se ou fazer (em orações temporais).
Havia muitos candidatos no dia da prova. (Havia =
Classificação dos Verbos Existiam)
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Classificam-se em: Haverá debates hoje. (Haverá = Realizar-se-ão)
Viajei a Madri há muitos anos. (há = faz)
A) Regulares: são aqueles que apresentam o radi-
cal inalterado durante a conjugação e desinências 2. Fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
idênticas às de todos os verbos regulares da mes- Faz invernos rigorosos na Europa.
ma conjugação. Por exemplo: comparemos os ver- Era primavera quando o conheci.
bos “cantar” e “falar”, conjugados no presente do Estava frio naquele dia.
Modo Indicativo: 3. Todos os verbos que indicam fenômenos da natu-
reza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, tro-
LÍNGUA PORTUGUESA

vejar, amanhecer, escurecer, etc. Quando, porém,


se constrói, “Amanheci cansado”, usa-se o verbo
“amanhecer” em sentido figurado. Qualquer verbo
impessoal, empregado em sentido figurado, dei-
xa de ser impessoal para ser pessoal, ou seja, terá
conjugação completa.
Amanheci cansado. (Sujeito desinencial: eu)

60
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) Particípio
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) Infinitivo Particípio Regular
Irregular
4. O verbo passar (seguido de preposição), indicando
tempo: Já passa das seis. Aceitar Aceitado Aceito
Acender Acendido Aceso
5. Os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição Anexar Anexado Anexo
“de”, indicando suficiência:
Benzer Benzido Bento
Basta de tolices.
Chega de promessas. Corrigir Corrigido Correto
Dispersar Dispersado Disperso
6. Os verbos estar e ficar em orações como “Está bem,
Eleger Elegido Eleito
Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal”, sem
referência a sujeito expresso anteriormente (por Envolver Envolvido Envolto
exemplo: “ele está mal”). Podemos, nesse caso, Imprimir Imprimido Impresso
classificar o sujeito como hipotético, tornando-se,
Inserir Inserido Inserto
tais verbos, pessoais.
Limpar Limpado Limpo
7. O verbo dar + para da língua popular, equivalente Matar Matado Morto
de “ser possível”. Por exemplo: Misturar Misturado Misto
Não deu para chegar mais cedo.
Dá para me arrumar uma apostila? Morrer Morrido Morto
Murchar Murchado Murcho
E) Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, con- Pegar Pegado Pego
jugam-se apenas nas terceiras pessoas, do singu-
Romper Rompido Roto
lar e do plural. São unipessoais os verbos constar,
convir, ser (= preciso, necessário) e todos os que Soltar Soltado Solto
indicam vozes de animais (cacarejar, cricrilar, miar, Suspender Suspendido Suspenso
latir, piar).
Tingir Tingido Tinto
Os verbos unipessoais podem ser usados como ver- Vagar Vagado Vago
bos pessoais na linguagem figurada:
Teu irmão amadureceu bastante. Estes verbos e seus derivados possuem, apenas, o
O que é que aquela garota está cacarejando? particípio irregular: abrir/aberto, cobrir/coberto, dizer/
dito, escrever/escrito, pôr/posto, ver/visto, vir/vindo.
Principais verbos unipessoais:
G) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um
• Cumprir, importar, convir, doer, aprazer, pare- radical em sua conjugação. Existem apenas dois:
cer, ser (preciso, necessário): ser (sou, sois, fui) e ir (fui, ia, vades).
Cumpre estudarmos bastante. (Sujeito: estudarmos
bastante) H) Auxiliares: São aqueles que entram na formação
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover) dos tempos compostos e das locuções verbais. O
É preciso que chova. (Sujeito: que chova) verbo principal (aquele que exprime a ideia fun-
damental, mais importante), quando acompanha-
• Fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, do de verbo auxiliar, é expresso numa das formas
seguidos da conjunção que. nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
Faz dez anos que viajei à Europa. (Sujeito: que viajei
à Europa) Vou espantar t o -
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não a dos!
vejo. (Sujeito: que não a vejo) (verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

F) Abundantes: são aqueles que possuem duas ou Está chegando


mais formas equivalentes, geralmente no particí- a hora!
pio, em que, além das formas regulares terminadas (verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)
LÍNGUA PORTUGUESA

em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas cur-


tas (particípio irregular). Observação:
O particípio regular (terminado em “–do”) é utilizado Os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
na voz ativa, ou seja, com os verbos ter e haver; o irregu- haver.
lar é empregado na voz passiva, ou seja, com os verbos
ser, ficar e estar. Observe:

61
Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perfeito Pret. Imp. Pret. mais-que-perf. Fut.do Pres. Fut. do Pretérito
Sou Fui Era Fora Serei Seria
És Foste Eras Foras Serás Serias
É Foi Era Fora Será Seria
Somos Fomos Éramos Fôramos Seremos Seríamos
Sois Fostes Éreis Fôreis Sereis Seríeis
São Foram Eram Foram Serão Seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo


Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles

ESTAR - Modo Indicativo



Presente Pret. perf. Pret. Imp. Pret.mais-q-perf. Fut.doPres Fut.do Preté
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
LÍNGUA PORTUGUESA

está esteve estava estivera estará estaria


estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

62
ESTAR Modo Subjuntivo – Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


ja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
LÍNGUA PORTUGUESA

haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

63
TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imp. Pret.Mais-Q-Perf. Fut.do Pres. Fut.doPreté.


tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

I) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na
mesma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já
implícita no próprio sentido do verbo (pronominais essenciais). Veja:

• Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos:
abster-se, ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a refle-
xibilidade já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.
A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela
mesma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula
integrante do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço
da ideia reflexiva expressa pelo radical do próprio verbo. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respec-
tivos pronomes):
Eu me arrependo, Tu te arrependes, Ele se arrepende, Nós nos arrependemos, Vós vos arrependeis, Eles se arrependem

• Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto re-
presentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele
mesmo. Em geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os
pronomes mencionados, formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: A garota se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa: A garota penteou-me.

Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática.
Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente prono-
minais - são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à
do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exemplo:
Eu me feri. = Eu (sujeito) – 1.ª pessoa do singular; me (objeto direto) – 1.ª pessoa do singular

Modos Verbais
LÍNGUA PORTUGUESA

Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo verbo na expressão de um fato certo, real, verdadeiro.
Existem três modos:

A) Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu estudo para o concurso.


B) Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Talvez eu estude amanhã.
C) Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estude, colega!

64
Formas Nominais Quando o particípio exprime somente estado, sem
nenhuma relação temporal, assume verdadeiramente a
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- função de adjetivo. Por exemplo: Ela é a aluna escolhida
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo, pela turma.
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas
nominais. Observe:

A) Infinitivo
A.1 Impessoal: exprime a significação do verbo de
modo vago e indefinido, podendo ter valor e fun-
ção de substantivo. Por exemplo:
Viver é lutar. (= vida é luta)
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) Tempos Verbais

O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen- Tomando-se como referência o momento em que se
te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diver-
exemplo: sos tempos.
É preciso ler este livro.
Era preciso ter lido este livro. A) Tempos do Modo Indicativo
Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste colégio.
A.2 Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido
três pessoas do discurso. Na 1.ª e 3.ª pessoas do num momento anterior ao atual, mas que não foi com-
singular, não apresenta desinências, assumindo a pletamente terminado: Ele estudava as lições quando foi
mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona- interrompido.
-se da seguinte maneira: Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num
2.ª pessoa do singular: Radical + ES = teres (tu) momento anterior ao atual e que foi totalmente termina-
1.ª pessoa do plural: Radical + MOS = termos (nós) do: Ele estudou as lições ontem à noite.
2.ª pessoa do plural: Radical + DES = terdes (vós) Pretérito-mais-que-perfeito - Expressa um fato
3.ª pessoa do plural: Radical + EM = terem (eles) ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já estudara
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. as lições quando os amigos chegaram. (forma simples).
Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve
B) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adje- ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento
tivo ou advérbio. Por exemplo: atual: Ele estudará as lições amanhã.
Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode
advérbio) ocorrer posteriormente a um determinado fato passado:
Água fervendo, pele ardendo. (função de adjetivo) Se ele pudesse, estudaria um pouco mais.
Na forma simples (1), o gerúndio expressa uma ação
em curso; na forma composta (2), uma ação concluída: B) Tempos do Modo Subjuntivo
Trabalhando (1), aprenderás o valor do dinheiro. Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no mo-
Tendo trabalhado (2), aprendeu o valor do dinheiro. mento atual: É conveniente que estudes para o exame.
Quando o gerúndio é vício de linguagem (gerundis- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado,
mo), ou seja, uso exagerado e inadequado do gerúndio: mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele
vencesse o jogo.
1. Enquanto você vai ao mercado, vou estar jogando Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode
futebol. ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quan-
2. – Sim, senhora! Vou estar verificando! do ele vier à loja, levará as encomendas.

Em 1, a locução “vou estar” + gerúndio é adequa-


da, pois transmite a ideia de uma ação que ocorre no FIQUE ATENTO!
momento da outra; em 2, essa ideia não ocorre, já que Há casos em que formas verbais de um
a locução verbal “vou estar verificando” refere-se a um determinado tempo podem ser utilizadas
futuro em andamento, exigindo, no caso, a construção para indicar outro.
“verificarei” ou “vou verificar”. Em 1500, Pedro Álvares Cabral descobre o
LÍNGUA PORTUGUESA

Brasil.
C) Particípio: quando não é empregado na formação descobre = forma do presente indicando
dos tempos compostos, o particípio indica, geral- passado ( = descobrira/descobriu)
mente, o resultado de uma ação terminada, flexio- No próximo final de semana, faço a prova!
nando-se em gênero, número e grau. Por exemplo: faço = forma do presente indicando futuro
Terminados os exames, os candidatos saíram. ( = farei)

65
Tabelas das Conjugações Verbais

Modo Indicativo

Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito

3.ª conjugação
1.ª conjugação 2.ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal
1.ª/2.ª e 3.ª conj
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
LÍNGUA PORTUGUESA

CantAVA vendIA partIA


cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

66
Futuro do Presente do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1.ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2.ª e 3.ª conjugação).

Desinên. Pessoal Des. tem


1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Des.temporal
1.ª conj. 2.ª/3.ª conj.poral
CANTAR VENDER PARTIR
cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

Des.temporal
1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
LÍNGUA PORTUGUESA

CANTAR VENDER PARTIR


cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS

67
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2.ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de
número e pessoa correspondente.

Des.temporal
1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação Desin. pessoal
1.ª /2.ª e 3.ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM partiREM R EM

C) Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2.ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Imperativo Presente do


Indicativo Afirmativo Subjuntivo
Eu canto - Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante -
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
LÍNGUA PORTUGUESA

Que eles cantem Não cantem eles

• No modo imperativo não faz sentido usar na 3.ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem,
pedido ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
• O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

68
Infinitivo Pessoal C) Reflexiva = quando o sujeito é, ao mesmo tempo,
agente e paciente, isto é, pratica e recebe a ação:
1.ª conjugação 2.ª conjugação 3.ª conjugação O menino feriu-se.
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir #FicaDica
cantarES venderES partirES Não confundir o emprego reflexivo do verbo
cantar vender partir com a noção de reciprocidade:
Os lutadores feriram-se. (um ao outro)
cantarMOS venderMOS partirMOS Nós nos amamos. (um ama o outro)
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM
Formação da Voz Passiva
• O verbo parecer admite duas construções:
A voz passiva pode ser formada por dois processos:
Elas parecem gostar de você. (forma uma locução
analítico e sintético.
verbal)
Elas parece gostarem de você. (verbo com sujeito ora-
A) Voz Passiva Analítica = Constrói-se da seguinte
cional, correspondendo à construção: parece gostarem de
maneira:
você).
Verbo SER + particípio do verbo principal. Por
exemplo:
• O verbo pegar possui dois particípios (regular e
A escola será pintada pelos alunos. (na ativa teríamos:
irregular):
os alunos pintarão a escola)
Elvis tinha pegado minhas apostilas.
O trabalho é feito por ele. (na ativa: ele faz o trabalho)
Minhas apostilas foram pegas.
Observações:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
• O agente da passiva geralmente é acompanhado
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
da preposição por, mas pode ocorrer a construção
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
com a preposição de. Por exemplo: A casa ficou cer-
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
cada de soldados.
char - Português linguagens: volume 2. – 7.ª ed. Reform.
– São Paulo: Saraiva, 2010.
• Pode acontecer de o agente da passiva não estar
AMARAL, Emília... [et al.] - Português: novas palavras:
explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
literatura, gramática, redação. – São Paulo: FTD, 2000.
• A variação temporal é indicada pelo verbo auxi-
SITE
liar (SER), pois o particípio é invariável. Observe a
transformação das frases seguintes:
Disponível em: http://www.soportugues.com.br/se-
coes/morf/morf54.php
Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do Indicativo)
O trabalho foi feito por ele. (verbo ser no pretérito per-
Vozes do Verbo
feito do Indicativo, assim como o verbo principal da voz
ativa)
Dá-se o nome de voz à maneira como se apresenta
a ação expressa pelo verbo em relação ao sujeito, indi-
Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
cando se este é paciente ou agente da ação. Importante
O trabalho é feito por ele. (ser no presente do
lembrar que voz verbal não é flexão, mas aspecto verbal.
indicativo)
São três as vozes verbais:
Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
A) Ativa = quando o sujeito é agente, isto é, pratica a
O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
ação expressa pelo verbo:
Ele fez o trabalho.
• Nas frases com locuções verbais, o verbo SER as-
sujeito agente ação objeto (paciente)
sume o mesmo tempo e modo do verbo princi-
LÍNGUA PORTUGUESA

pal da voz ativa. Observe a transformação da frase


B) Passiva = quando o sujeito é paciente, recebendo
seguinte:
a ação expressa pelo verbo:
O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
O trabalho foi feito por ele.
As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
sujeito paciente ação agente da passiva

69
B) Voz Passiva Sintética = A voz passiva sintética -
ou pronominal - constrói-se com o verbo na 3.ª
pessoa, seguido do pronome apassivador “se”. Por
EXERCÍCIOS COMENTADOS
exemplo:
Abriram-se as inscrições para o concurso. 1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
Destruiu-se o velho prédio da escola. – CESGRANRIO-2018)

Observação: O ano da esperança


O agente não costuma vir expresso na voz passiva
sintética. O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de ami-
gos desempregados. E pedidos de empréstimos. Um
Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva atrás do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações
de amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o di-
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar nheiro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava,
substancialmente o sentido da frase. com a consciência de que era uma doação. A situação
foi piorando. Os argumentos também. No início era para
pagar a escola do filho. Depois vieram as mães e avós
O concurseiro comprou a apostila. (Voz Ativa)
doentes. Lamentavelmente, aprendi a não ser genero-
Sujeito da Ativa objeto Direto
so. Ajudava um rapaz, que não conheço pessoalmente.
Mas que sofreu um acidente e não tinha como pagar a
A apostila foi comprada pelo concurseiro.
fisioterapia. Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas
(Voz Passiva) internações, remédios. A situação piorando, eu já estava
Sujeito da Passiva Agente da Passiva encomendando missa de sétimo dia. Falei com um ami-
go médico, no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva; gratuitamente. Surpresa! O doente não aparecia para a
o sujeito da ativa passará a agente da passiva, e o verbo consulta. Até que o coloquei contra a parede. Ou se con-
ativo assumirá a forma passiva, conservando o mesmo sultava ou eu não ajudava mais.
tempo. Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma
Os mestres têm constantemente aconselhado os receita de suplementos para ficar com o corpo atlético.
alunos. Nunca conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pe- por ter caído na história. Só que esse rapaz havia perdido
los mestres. o emprego após o suposto acidente. Foi por isso que me
Eu o acompanharei. deixei enganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde
Ele será acompanhado por mim. também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As
pessoas buscam vagas nos mercados em expansão. Se a
Quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, não indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar.
haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado. aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão sur-
Com os verbos neutros (nascer, viver, morrer, dormir, gir. Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça
acordar, sonhar, etc.) não há voz ativa, passiva ou refle- de velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova
xiva, porque o sujeito não pode ser visto como agente, consciência para votar. Como? Num mundo em que as
paciente ou agente paciente. notícias são plantadas pela internet, em que muitos sites
servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS cada história a meu respeito que nem sei o que dizer. Já
inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escre-
vo. Pior. Depois todo mundo me pergunta por que isso
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Respondo: — Nunca foi para acontecer. Era mentira da
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
internet.
char - Português linguagens: volume 2. – 7.ª ed. Reform.
Duvidam. Acham que estou mentindo.
– São Paulo: Saraiva, 2010.
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
2017, p.97. Adaptado.
literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.
No trecho “perde-se o dinheiro e o amigo”, a colocação
SITE
LÍNGUA PORTUGUESA

do pronome átono em destaque está de acordo com a


norma-padrão da língua portuguesa. O mesmo ocorre
Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se-
em:
coes/morf/morf54.php>
a) Não se perde nem o dinheiro nem o amigo.
b) Perderia-se o dinheiro e o amigo.
c) O dinheiro e o amigo tinham perdido-se.

70
d) Se perdeu o dinheiro, mas não o amigo. Resposta: Letra D
e) Se o amigo que perdeu-se voltasse, ficaria feliz. Em “a”: impregna a vida cotidiana / impregna-a =
Resposta: Letra A correta
Em “a”: Não se perde = correta (advérbio atrai o pro- Em “b”: entender os debates / entendê-los = correta
nome = próclise) Em “c”: ganha destaque / ganha-o = correta
Em “b”: Perderia-se = verbo no futuro do pretérito: Em “d”: supõe um conhecimento / supõe-lo =
perder-se-ia (mesóclise) supõe-no
Em “c”: O dinheiro e o amigo tinham perdido-se = ti- Em “e”: marcaram sua história / marcaram-na = correta
nham se perdido
Em “d”: Se perdeu = não se inicia período com prono- 4. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL –
me oblíquo/partícula apassivadora (Perdeu-se) VUNESP-2014) Considerando-se o uso do pronome e
Em “e”: Se o amigo que perdeu-se = o “que” atrai o a colocação pronominal, a expressão em destaque no
pronome (próclise): que se perdeu trecho – ... que cercam o sentido da existência huma-
na... – está corretamente substituída pelo pronome, de
2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES- acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, na
GRANRIO-2018) Segundo as exigências da norma-pa- alternativa:
drão da língua portuguesa, o pronome destacado foi
utilizado na posição correta em: a) ... que cercam-lo...
b) ... que cercam-no...
a) Os jornais noticiaram que alguns países mobilizam-se c)... que o cercam...
para combater a disseminação de notícias falsas nas d) ... que lhe cercam...
redes sociais. e) ... que cercam-lhe...
b) Para criar leis eficientes no combate aos boatos, sem-
pre deve-se ter em mente que o problema de divulga- Resposta: Letra C
ção de notícias falsas é grave e muito atual. Correções à frente:
c) Entre os numerosos usuários da internet, constata-se Em “a”: que cercam-lo = o “que” atrai o pronome (que
um sentimento generalizado de reprovação à prática o cercam)
de divulgação de inverdades. Em “b”: que cercam-no = que o cercam (“no” está cor-
d) Uma nova lei contra as fake news promulgada na Ale- reta – caso não tivéssemos o “que”, pois, devido a sua
manha não aplica-se aos sites e redes sociais com me- presença, teremos próclise, não ênclise)
nos de 2 milhões de membros. Em “c”: que o cercam = correta
e) Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo mais Em “d”: que lhe cercam = a posição está correta, mas
eficaz para que adote-se a conduta correta em relação o pronome está errado (“lhe” é para objeto indireto =
à reputação das celebridades. a ele/ela)
Em “e”: que cercam-lhe = que o cercam
Resposta: Letra C
Em “a”: Os jornais noticiaram que alguns países mobi- 5. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2014)
lizam-se = se mobilizam Considerando apenas as regras de regência e de coloca-
Em “b”: Para criar leis eficientes no combate aos boa- ção pronominal da norma-padrão da língua portuguesa,
tos, sempre deve-se = sempre se deve a expressão destacada em – Ainda assim, 60% afirmam
Em “c”: Entre os numerosos usuários da internet, cons- que raramente ou nunca têm informações sobre o im-
tata-se um sentimento = correta pacto ambiental do produto ou do comportamento da
Em “d”: Uma nova lei contra as fake news promulgada empresa. – pode ser corretamente substituída por
na Alemanha não aplica-se = não se aplica
Em “e”: Uma vultosa multa é, muitas vezes, o estímulo a) ... nunca informam-se sob o impacto...
mais eficaz para que adote-se = que se adote b)... nunca se informam o impacto...
c) ... nunca informam-se ao impacto...
3. (ALERJ-RJ – ESPECIALISTA LEGISLATIVO – ARQUI- d) ... nunca se informam do impacto...
TETURA – FGV-2017-ADAPTADA) Se substituíssemos e)... nunca informam-se no impacto...
os complementos dos verbos abaixo por pronomes pes-
soais oblíquos enclíticos, a única forma INADEQUADA Resposta: Letra D
seria: Por eliminação: o advérbio “nunca” atrai o pronome,
teremos próclise (nunca se). Ficamos com B e D. Agora
LÍNGUA PORTUGUESA

a) impregna a vida cotidiana / impregna-a; vamos ao verbo: quem se informa, informa-se sobre
b) entender os debates / entendê-los; algo = precisa de preposição. A alternativa que tem
c) ganha destaque / ganha-o; preposição presente é a D (do = de+o). Teremos: nun-
d) supõe um conhecimento / supõe-lo; ca se informam do impacto.
e) marcaram sua história / marcaram-na.

71
6. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL – Resposta: Letra A
VUNESP-2013) Considerando a substituição da expres- “Era” = verbo “ser” no pretérito imperfeito do Indicati-
são em destaque por um pronome e as normas da co- vo. Procuremos nos itens:
locação pronominal, a oração – … que abrem a cabeça Em “a”, Dizia-se = pretérito imperfeito do Indicativo
… – equivale, na norma-padrão da língua, a: Em “b”, Porque não seria = futuro do pretérito do
Indicativo
a) que abrem-a. Em “c”, Na juventude, apaixonou-se = pretérito perfei-
b) que abrem-na. to do Indicativo
c) que a abrem. Em “d”, Quase meio século separa = presente do
d) que lhe abrem. Indicativo
e) que abrem-lhe. Em “e”, para depois casá-las = Infinitivo pessoal (casar
elas)
Resposta: Letra C
Primeiramente: o “que” atrai o pronome oblíquo, en- 9. (TRT 20.ª REGIÃO-SE - TÉCNICO JUDICIÁRIO
tão teremos que + pronome. Resta-nos identificar se – FCC-2016)
o pronome é objeto direto (a) ou indireto (lhe). Vol- Precisamos de um treinador que nos ajude a comer...
temos ao verbo: abrir. Quem abre, abre algo... abre o O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o
quê? Sem preposição! Portanto: objeto direto = que sublinhado acima está também sublinhado em:
a abrem.
a) ... assim que conseguissem se virar sem as mães ou as
7. (TST - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA APOIO ESPE- amas...
CIALIZADO - ESPECIALIDADE MEDICINA DO TRABA- b) Não é por acaso que proliferaram os coaches.
LHO – FCC/2012) Aos poucos, contudo, fui chegando à c) ... país que transformou a infância numa bilionária in-
constatação de que todo perfil de rede social é um retrato dústria de consumo...
ideal de nós mesmos. d) E, mesmo que se esforcem muito...
Mantendo-se a correção e a lógica, sem que outra al- e) Hoje há algo novo nesse cenário.
teração seja feita na frase, o elemento grifado pode ser
substituído por: Resposta: Letra D
que nos ajude = presente do Subjuntivo
a) ademais. Em “a”, que conseguissem = pretérito do Subjuntivo
b) conquanto. Em “b”, que proliferaram = pretérito perfeito (e tam-
c) porquanto. bém mais-que-perfeito) do Indicativo
d) entretanto. Em “c”, que transformou = pretérito perfeito do
e) apesar. Indicativo
Em “d”, que se esforcem = presente do Subjuntivo
Resposta: Letra D Em “e”, há algo novo nesse cenário = presente do
Contudo é uma conjunção adversativa (expressa opo- Indicativo
sição). A substituição deve utilizar outra de mesma
classificação, para que se mantenha a ideia do perío- 10. (TRT 23.ª REGIÃO-MT - Técnico Judiciário – FCC-
do. A correta é entretanto. 2016) Empregam-se todas as formas verbais de acordo
com a norma culta na seguinte frase:
8. (TRT 23.ª REGIÃO-MT - ANALISTA JUDICIÁRIO -
ÁREA ADMINISTRATIVA- FCC-2016) a) Para que se mantesse sua autenticidade, o documento
... para quem Manoel de Barros era comparável a São não poderia receber qualquer tipo de retificação.
Francisco de Assis... b) Os documentos com assinatura digital disporam de
algoritmos de criptografia que os protegeram.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o da c) Arquivados eletronicamente, os documentos poderam
frase acima está em: contar com a proteção de uma assinatura digital.
d) Quem se propor a alterar um documento criptogra-
a) Dizia-se um “vedor de cinema”... fado deve saber que comprometerá sua integridade.
b) Porque não seria certo ficar pregando moscas no e) Não é possível fazer as alterações que convierem sem
espaço... comprometer a integridade dos documentos.
c) Na juventude, apaixonou-se por Arthur Rimbaud e
LÍNGUA PORTUGUESA

Charles Baudelaire. Resposta: Letra E


d) Quase meio século separa a estreia de Manoel de Bar- Em “a”, Para que se mantesse (mantivesse) sua auten-
ros na literatura... ticidade, o documento não poderia receber qualquer
e) ... para depois casá-las... tipo de retificação.
Em “b”, Os documentos com assinatura digital dispo-
ram (dispuseram) de algoritmos de criptografia que os
protegeram.

72
Em “c”, Arquivados eletronicamente, os documentos Em “b”, o médico ou alguém causa ativamente a mor-
poderam (puderam) contar com a proteção de uma te = pronome
assinatura digital. Em “c”, prolonga o processo de morrer procurando
Em “d”, Quem se propor (propuser) a alterar um docu- distanciar a morte = substantivo
mento criptografado deve saber que comprometerá Em “d”, Ela é proibida por lei no Brasil = substantivo
sua integridade. Em “e”, E como seria a verdadeira boa morte? =
Em “e”, Não é possível fazer as alterações que convie- adjetivo
rem sem comprometer a integridade dos documentos
= correta 13. (PROCESSO SELETIVO INTERNO DA SECRETARIA
DE DEFESA SOCIAL DO ESTADO DE PERNAMBUCO-PE
11. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO - – SARGENTO DA POLÍCIA MILITAR - FM-2010)
SOLDADO PM 2.ª CLASSE – VUNESP/2017) Considere
as seguintes frases:
Primeiro, associe suas memórias com objetos físicos.
Segundo, não memorize apenas por repetição.
Terceiro, rabisque!

Um verbo flexionado no mesmo modo que o dos verbos


empregados nessas frases está em destaque em:

a) ... o acesso rápido e a quantidade de textos fazem


com que o cérebro humano não considere útil gravar
esses dados...
b) Na internet, basta um clique para vasculhar um sem-
-número de informações.
c) ... após discar e fazer a ligação, não precisamos mais
dele...
d) Pense rápido: qual o número de telefone da casa em
que morou quando era criança? Disponível em: http://www.acharge.com.br/index.htm
e) É o que mostra também uma pesquisa recente con- (acesso: 03/03/2010)
duzida pela empresa de segurança digital Kaspersky...
A palavra “oposição”, da charge, é classificada morfolo-
Resposta: Letra D gicamente como:
Os verbos das frases citadas estão no Modo Imperati-
vo (expressam ordem). Vamos aos itens: a) Substantivo concreto.
Em “a”, ... o acesso rápido e a quantidade de textos b) Substantivo abstrato.
fazem = presente do Indicativo c) Substantivo coletivo.
Em “b”, Na internet, basta um clique = presente do d) Substantivo próprio.
Indicativo e) Adjetivo.
Em “c”, ... após discar e fazer a ligação, não precisamos
= presente do Indicativo Resposta: Letra B
Em “d”, Pense rápido: = Imperativo O termo “oposição” é classificado – morfologicamente
Em “e”, É o que mostra também uma pesquisa = pre- – como substantivo abstrato, pois não existe por si só
sente do Indicativo – depende de outro ser para “se concretizar”.

12. (PC-SP - ATENDENTE DE NECROTÉRIO POLICIAL


– VUNESP-2014) Assinale a alternativa em que a pala- FORMAÇÃO DE PALAVRAS. ELEMENTOS DE
vra em destaque na frase pertence à classe dos adjetivos COMUNICAÇÃO
(palavra que qualifica um substantivo).

a) Existe grande confusão entre os diversos tipos de ESTRUTURA DAS PALAVRAS


eutanásia...
b)... o médico ou alguém causa ativamente a morte...
LÍNGUA PORTUGUESA

As palavras podem ser analisadas sob o ponto de vis-


c) prolonga o processo de morrer procurando distanciar ta de sua estrutura significativa. Para isso, nós as dividi-
a morte. mos em seus menores elementos (partes) possuidores de
d) Ela é proibida por lei no Brasil,... sentido. A palavra inexplicável, por exemplo, é constituí-
e) E como seria a verdadeira boa morte? da por três elementos significativos:
In = elemento indicador de negação
Resposta: Letra E Explic – elemento que contém o significado básico da
Em “a”, Existe grande confusão = substantivo palavra

73
Ável = elemento indicador de possibilidade modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do in-
dicativo) / -mos: desinência número-pessoal (caracteriza a
Estes elementos formadores da palavra recebem o primeira pessoa do plural)
nome de morfemas. Através da união das informações
contidas nos três morfemas de inexplicável, pode-se en- cant-á-sse-is:
tender o significado pleno dessa palavra: “aquilo que não cant: radical / -á-: vogal temática / -sse-:desinência
tem possibilidade de ser explicado, que não é possível tor- modo-temporal (caracteriza o pretérito imperfeito do
nar claro”. subjuntivo) / -is: desinência número-pessoal (caracteriza
Morfemas = são as menores unidades significativas a segunda pessoa do plural)
que, reunidas, formam as palavras, dando-lhes sentido.
D) Vogal temática
Classificação dos morfemas Entre o radical cant- e as desinências verbais, surge
sempre o morfema –a. Este morfema, que liga o
A) Radical, lexema ou semantema – é o elemento radical às desinências, é chamado de vogal temá-
portador de significado. É através do radical que tica. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo
podemos formar outras palavras comuns a um o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temá-
grupo de palavras da mesma família. Exemplo: tica) que se acrescentam as desinências. Tanto os
pequeno, pequenininho, pequenez. O conjunto de verbos como os nomes apresentam vogais temá-
palavras que se agrupam em torno de um mesmo ticas. No caso dos verbos, a vogal temática indica
radical denomina-se família de palavras. as conjugações: -a (da 1.ª conjugação = cantar), -e
(da 2.ª conjugação = escrever) e –i (3.ª conjugação
B) Afixos – elementos que se juntam ao radical antes = partir).
(os prefixos) ou depois (sufixos) dele. Exemplo:
beleza (sufixo), prever (prefixo), infiel (prefixo). D.1 Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o,
quando átonas finais, como em mesa, artista, per-
C) Desinências - Quando se conjuga o verbo amar, da, escola, base, combate. Nestes casos, não pode-
obtêm-se formas como amava, amavas, amava, ríamos pensar que essas terminações são desinên-
amávamos, amáveis, amavam. Estas modificações cias indicadoras de gênero, pois mesa e escola, por
ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexio- exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a estas
nado em número (singular e plural) e pessoa (pri- vogais temáticas que se liga a desinência indica-
meira, segunda ou terceira). Também ocorrem se dora de plural: mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes
modificarmos o tempo e o modo do verbo (ama- terminados em vogais tônicas (sofá, café, cipó, ca-
va, amara, amasse, por exemplo). Assim, podemos qui, por exemplo) não apresentam vogal temática.
concluir que existem morfemas que indicam as fle-
xões das palavras. Estes morfemas sempre surgem D.2 Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que
no fim das palavras variáveis e recebem o nome de caracterizam três grupos de verbos a que se dá o
desinências. Há desinências nominais e desinên- nome de conjugações. Assim, os verbos cuja vogal
cias verbais. temática é -a pertencem à primeira conjugação;
aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à se-
C.1 Desinências nominais: indicam o gênero e o gunda conjugação e os que têm vogal temática -i
número dos nomes. Para a indicação de gênero, o pertencem à terceira conjugação.
português costuma opor as desinências -o/-a: ga-
roto/garota; menino/menina. Para a indicação de E) Interfixos
número, costuma-se utilizar o morfema –s, que in- São os elementos (vogais ou consoantes) que se in-
dica o plural em oposição à ausência de morfema, tercalam entre o radical e o sufixo, para facilitar ou mes-
que indica o singular: garoto/garotos; garota/ga- mo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Por
rotas; menino/meninos; menina/meninas. No caso exemplo:
dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de Vogais: frutífero, gasômetro, carnívoro.
plural assume a forma -es: mar/mares; revólver/re- Consoantes: cafezal, sonolento, friorento.
vólveres; cruz/cruzes.
Formação das Palavras
C.2 Desinências verbais: em nossa língua, as desi-
nências verbais pertencem a dois tipos distintos. Há em Português palavras primitivas, palavras deriva-
LÍNGUA PORTUGUESA

Há desinências que indicam o modo e o tempo das, palavras simples, palavras compostas.
(desinências modo-temporais) e outras que indi-
cam o número e a pessoa dos verbos (desinência A) Palavras primitivas: aquelas que, na língua por-
número-pessoais): tuguesa, não provêm de outra palavra: pedra, flor.
B) Palavras derivadas: aquelas que, na língua por-
cant-á-va-mos: tuguesa, provêm de outra palavra: pedreiro,
cant: radical / -á-: vogal temática / -va-: desinência floricultura.

74
C) Palavras simples: aquelas que possuem um só ra-
dical: azeite, cavalo. #FicaDica
D) Palavras compostas: aquelas que possuem mais
A derivação regressiva “mexe” na estrutura
de um radical: couve-flor, planalto.
da palavra, geralmente transforma verbos
em substantivos: caça = deriva de caçar,
As palavras compostas podem ou não ter seus ele-
saque = deriva de sacar
mentos ligados por hífen.

Processos de Formação de Palavras


A derivação imprópria não “mexe” com a palavra,
Na Língua Portuguesa há muitos processos de for-
apenas faz com que ela pertença a uma classe gramatical
mação de palavras. Entre eles, os mais comuns são a de-
“imprópria” da qual ela realmente, ou melhor, costumei-
rivação, a composição, a onomatopeia, a abreviação e o
ramente faz parte. A alteração acontece devido à presen-
hibridismo.
ça de outros termos, como artigos, por exemplo:
O verde das matas! (o adjetivo “verde” passou a fun-
Derivação por Acréscimo de Afixos
cionar como substantivo devido à presença do artigo “o”)
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (de-
rivadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A
Composição
derivação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética.
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais
A) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida
radicais para formar uma nova palavra. Há dois tipos de
por acréscimo de prefixo.
composição: justaposição e aglutinação.
In feliz / des leal
Prefixo radical prefixo radical
A) Justaposição: ocorre quando os elementos que
formam o composto são postos lado a lado, ou
B) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida
seja, justapostos: para-raios, corre-corre, guarda-
por acréscimo de sufixo.
-roupa, segunda-feira, girassol.
Feliz mente / leal dade
B) Composição por aglutinação: ocorre quando os
Radical sufixo radical sufixo
elementos que formam o composto aglutinam-se
e pelo menos um deles perde sua integridade so-
C) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acrés-
nora: aguardente (água + ardente), planalto (plano
cimo simultâneo de prefixo e sufixo. Por parassíntese
+ alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho +
formam-se principalmente verbos.
acre).
En trist ecer
Onomatopeia – é a palavra que procura reproduzir
Prefixo radical sufixo
certos sons ou ruídos: reco-reco, tique-taque, fom-fom.
Abreviação – é a redução de palavras até o limite
En tard ecer
permitido pela compreensão: moto (motocicleta), pneu
prefixo radical sufixo
(pneumático), metrô (metropolitano), foto (fotografia).
Abreviatura: é a redução na grafia de certas palavras,
Há dois casos em que a palavra derivada é formada
limitando-as quase sempre à letra inicial ou às letras ini-
sem que haja a presença de afixos. São eles: a derivação
ciais: p. ou pág. (para página), Sr. (para senhor).
regressiva e a derivação imprópria.
Sigla: é um caso especial de abreviatura, na qual se
reduzem locuções substantivas próprias às suas letras
Derivação
iniciais (são as siglas puras) ou sílabas iniciais (siglas im-
puras), que se grafam de duas formas: IBGE, MEC (siglas
• Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por
puras); DETRAN ou Detran, PETROBRAS ou Petrobras (si-
redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo,
glas impuras).
na formação de substantivos derivados de verbos.
Hibridismo: é a palavra formada com elementos
janta (substantivo) - deriva de jantar (verbo) / pesca
oriundos de línguas diferentes: automóvel (auto: grego;
(substantivo) – deriva de pescar (verbo)
móvel: latim); sociologia (socio: latim; logia: grego); sam-
bódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego).
• Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é
obtida pela mudança de categoria gramatical da
LÍNGUA PORTUGUESA

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
palavra primitiva. Não ocorre, pois, alteração na
forma, mas somente na classe gramatical.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo “por-
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
quê” deriva da conjunção porque)
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
Seu olhar me fascina! (olhar aqui é substantivo, deriva
char. Português linguagens: volume 1 – 7.ª ed. Reform.
do verbo olhar).
– São Paulo: Saraiva, 2010.

75
AMARAL, Emília... [et al.] Português: novas palavras: li- O menino limpou a sala. = “limpou” é verbo de ação
teratura, gramática, redação. – São Paulo: FTD, 2000. (predicado verbal)
A prova foi fácil. – “foi” é verbo de ligação (ser); o nú-
SITE cleo é “fácil” (predicado nominal)

Disponível em: http://www.brasilescola.com/gramati- Quanto ao período, ele denomina a frase constituída


ca/estrutura-e-formacao-de-palavras-i.htm por uma ou mais orações, formando um todo, com sen-
tido completo. O período pode ser simples ou composto.

Período simples é aquele constituído por apenas


SINTAXE: RELAÇÕES SINTÁTICO-SEMÂN- uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.
TICAS ESTABELECIDAS ENTRE ORAÇÕES, Chove.
PERÍODOS OU PARÁGRAFOS (PERÍODO A existência é frágil.
SIMPLES E PERÍODO COMPOSTO POR COOR- Amanhã, à tarde, faremos a prova do concurso.
DENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO)
Período composto é aquele constituído por duas ou
mais orações:
Cantei, dancei e depois dormi.
FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO, SINTAXE DA ORAÇÃO Quero que você estude mais.
E DO PERÍODO, TERMOS DA ORAÇÃO, COORDENA-
ÇÃO E SUBORDINAÇÃO Termos da Oração

Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para Termos essenciais


estabelecer comunicação. Normalmente é composta por
dois termos – o sujeito e o predicado – mas não obriga- O sujeito e o predicado são considerados termos
toriamente, pois há orações ou frases sem sujeito: Trove- essenciais da oração, ou seja, são termos indispensáveis
jou muito ontem à noite. para a formação das orações. No entanto, existem ora-
ções formadas exclusivamente pelo predicado. O que
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em define a oração é a presença do verbo. O sujeito é o ter-
verbais (possuem verbos, ou seja, são orações) e nomi- mo que estabelece concordância com o verbo.
nais (sem a presença de verbos), feita a partir de seus O candidato está preparado.
elementos constituintes, elas podem ser classificadas a Os candidatos estão preparados.
partir de seu sentido global:
Na primeira frase, o sujeito é “o candidato”. “Candida-
A) frases interrogativas = o emissor da mensagem to” é a principal palavra do sujeito, sendo, por isso, deno-
formula uma pergunta: Que dia é hoje? minada núcleo do sujeito. Este se relaciona com o verbo,
B) frases imperativas = o emissor dá uma ordem ou estabelecendo a concordância (núcleo no singular, verbo
faz um pedido: Dê-me uma luz! no singular: candidato = está).
C) frases exclamativas = o emissor exterioriza um es- A função do sujeito é basicamente desempenhada
tado afetivo: Que dia abençoado! por substantivos, o que a torna uma função substantiva
D) frases declarativas = o emissor constata um fato: A da oração. Pronomes, substantivos, numerais e quais-
prova será amanhã. quer outras palavras substantivadas (derivação impró-
pria) também podem exercer a função de sujeito.
Quanto à estrutura da frase, as que possuem verbo Os dois sumiram. (dois é numeral; no exemplo,
(oração) são estruturadas por dois elementos essenciais: substantivo)
sujeito e predicado. Um sim é suave e sugestivo. (sim é advérbio; no exem-
O sujeito é o termo da frase que concorda com o ver- plo: substantivo)
bo em número e pessoa. É o “ser de quem se declara Os sujeitos são classificados a partir de dois elemen-
algo”, “o tema do que se vai comunicar”; o predicado é a tos: o de determinação ou indeterminação e o de núcleo
parte da frase que contém “a informação nova para o ou- do sujeito.
vinte”, é o que “se fala do sujeito”. Ele se refere ao tema,
constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. Um sujeito é determinado quando é facilmente
Quando o núcleo da declaração está no verbo (que identificado pela concordância verbal. O sujeito determi-
LÍNGUA PORTUGUESA

indique ação ou fenômeno da natureza, seja um verbo nado pode ser simples ou composto.
significativo), temos o predicado verbal. Mas, se o núcleo A indeterminação do sujeito ocorre quando não é
estiver em um nome (geralmente um adjetivo), teremos possível identificar claramente a que se refere a concor-
um predicado nominal (os verbos deste tipo de predica- dância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não
do são os que indicam estado, conhecidos como verbos interessa indicar precisamente o sujeito de uma oração.
de ligação): Estão gritando seu nome lá fora.
Trabalha-se demais neste lugar.

76
O sujeito simples é o sujeito determinado que apre- Precisa-se de mentes criativas.
senta um único núcleo, que pode estar no singular ou no Vivia-se bem naqueles tempos.
plural; pode também ser um pronome indefinido. Abai- Trata-se de casos delicados.
xo, sublinhei os núcleos dos sujeitos: Sempre se está sujeito a erros.
Nós estudaremso juntos.
A humanidade é frágil. O pronome “se”, nestes casos, funciona como índice
Ninguém se move. de indeterminação do sujeito.
O amar faz bem. (“amar” é verbo, mas aqui houve uma
derivação imprópria, tranformando-o em substantivo) As orações sem sujeito, formadas apenas pelo pre-
As crianças precisam de alimentos saudáveis. dicado, articulam-se a partir de um verbo impessoal. A
mensagem está centrada no processo verbal. Os princi-
O sujeito composto é o sujeito determinado que pais casos de orações sem sujeito com:
apresenta mais de um núcleo.
Alimentos e roupas custam caro. • os verbos que indicam fenômenos da natureza:
Ela e eu sabemos o conteúdo. Amanheceu.
O amar e o odiar são duas faces da mesma moeda. Está trovejando.

Além desses dois sujeitos determinados, é comum a • os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam
referência ao sujeito implícito na desinência verbal (o fenômenos meteorológicos ou se relacionam ao
“antigo” sujeito oculto [ou elíptico]), isto é, ao núcleo tempo em geral:
do sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido Está tarde.
pela desinência verbal ou pelo contexto. Já são dez horas.
Abolimos todas as regras. = (nós) Faz frio nesta época do ano.
Falaste o recado à sala? = (tu) Há muitos concursos com inscrições abertas.

Os verbos deste tipo de sujeito estão sempre na pri- Predicado é o conjunto de enunciados que contém a
meira pessoa do singular (eu) ou plural (nós) ou na se- informação sobre o sujeito – ou nova para o ouvinte. Nas
gunda do singular (tu) ou do plural (vós), desde que os orações sem sujeito, o predicado simplesmente enuncia
pronomes não estejam explícitos. um fato qualquer. Nas orações com sujeito, o predicado
Iremos à feira juntos? (= nós iremos) – sujeito implíci- é aquilo que se declara a respeito deste sujeito. Com ex-
to na desinência verbal “-mos” ceção do vocativo - que é um termo à parte - tudo o que
Cantais bem! (= vós cantais) - sujeito implícito na de- difere do sujeito numa oração é o seu predicado.
sinência verbal “-ais” Chove muito nesta época do ano.
Houve problemas na reunião.
Mas:
Nós iremos à festa juntos? = sujeito simples: nós Em ambas as orações não há sujeito, apenas predi-
Vós cantais bem! = sujeito simples: vós cado. Na segunda oração, “problemas” funciona como
objeto direto.
O sujeito indeterminado surge quando não se quer -
ou não se pode - identificar a que o predicado da oração As questões estavam fáceis!
refere-se. Existe uma referência imprecisa ao sujeito, caso Sujeito simples = as questões
contrário, teríamos uma oração sem sujeito. Predicado = estavam fáceis
Na língua portuguesa, o sujeito pode ser indetermi-
nado de duas maneiras: Passou-me uma ideia estranha pelo pensamento.
Sujeito = uma ideia estranha
A) com verbo na terceira pessoa do plural, desde que Predicado = passou-me pelo pensamento
o sujeito não tenha sido identificado anteriormente:
Bateram à porta; Para o estudo do predicado, é necessário verificar
Andam espalhando boatos a respeito da queda do se seu núcleo é um nome (então teremos um predicado
ministro. nominal) ou um verbo (predicado verbal). Deve-se con-
siderar também se as palavras que formam o predicado
Se o sujeito estiver identificado, poderá ser simples referem-se apenas ao verbo ou também ao sujeito da
ou composto: oração.
LÍNGUA PORTUGUESA

Os meninos bateram à porta. (simples) Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres
Os meninos e as meninas bateram à porta. (composto) de opinião.
Predicado
B) com o verbo na terceira pessoa do singular, acres-
cido do pronome “se”. Esta é uma construção típi- O predicado acima apresenta apenas uma palavra
ca dos verbos que não apresentam complemento que se refere ao sujeito: pedem. As demais palavras se
direto: ligam direta ou indiretamente ao verbo.

77
A cidade está deserta. Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o
complemento nominal são chamados termos integrantes
O nome “deserta”, por intermédio do verbo, refere- da oração.
-se ao sujeito da oração (cidade). O verbo atua como Os complementos verbais integram o sentido dos
elemento de ligação (por isso verbo de ligação) entre o verbos transitivos, com eles formando unidades signifi-
sujeito e a palavra a ele relacionada (no caso: deserta = cativas. Estes verbos podem se relacionar com seus com-
predicativo do sujeito). plementos diretamente, sem a presença de preposição,
ou indiretamente, por intermédio de preposição.
O predicado verbal é aquele que tem como núcleo
significativo um verbo: O objeto direto é o complemento que se liga direta-
Chove muito nesta época do ano. mente ao verbo.
Estudei muito hoje! Houve muita confusão na partida final.
Compraste a apostila? Queremos sua ajuda.

Os verbos acima são significativos, isto é, não servem O objeto direto preposicionado ocorre
apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam principalmente:
processos.
A) com nomes próprios de pessoas ou nomes co-
O predicado nominal é aquele que tem como nú- muns referentes a pessoas:
cleo significativo um nome; este atribui uma qualidade Amar a Deus; Adorar a Xangô; Estimar aos pais.
ou estado ao sujeito, por isso é chamado de predicativo (o objeto é direto, mas como há preposição, denomi-
do sujeito. O predicativo é um nome que se liga a ou- na-se: objeto direto preposicionado)
tro nome da oração por meio de um verbo (o verbo de
ligação). B) com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes
Nos predicados nominais, o verbo não é significativo, de tratamento: Não excluo a ninguém; Não quero
isto é, não indica um processo, mas une o sujeito ao pre- cansar a Vossa Senhoria.
dicativo, indicando circunstâncias referentes ao estado
do sujeito: Os dados parecem corretos. C) para evitar ambiguidade: Ao povo prejudica a cri-
O verbo parecer poderia ser substituído por estar, se. (sem preposição, o sentido seria outro: O povo
andar, ficar, ser, permanecer ou continuar, atuando como prejudica a crise)
elemento de ligação entre o sujeito e as palavras a ele
relacionadas. O objeto indireto é o complemento que se liga indi-
retamente ao verbo, ou seja, através de uma preposição.
A função de predicativo é exercida, normalmente, por Gosto de música popular brasileira.
um adjetivo ou substantivo. Necessito de ajuda.

O predicado verbo-nominal é aquele que apresen- Objeto Pleonástico


ta dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No
predicado verbo-nominal, o predicativo pode se referir É a repetição de objetos, tanto diretos como indiretos.
ao sujeito ou ao complemento verbal (objeto). Normalmente, as frases em que ocorrem objetos
O verbo do predicado verbo-nominal é sempre sig- pleonásticos obedecem à estrutura: primeiro aparece o
nificativo, indicando processos. É também sempre por objeto, antecipado para o início da oração; em seguida,
intermédio do verbo que o predicativo se relaciona com ele é repetido através de um pronome oblíquo. É à repe-
o termo a que se refere. tição que se dá o nome de objeto pleonástico.
O dia amanheceu ensolarado;
As mulheres julgam os homens inconstantes. “Aos fracos, não os posso proteger, jamais.” (Gonçal-
ves Dias)
No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta
duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de objeto pleonástico
ligação. Este predicado poderia ser desdobrado em dois:
um verbal e outro nominal.

O dia amanheceu. / O dia estava ensolarado.
Ao traidor, nada lhe devemos.
LÍNGUA PORTUGUESA

No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona o


O termo que integra o sentido de um nome chama-se
complemento homens com o predicativo “inconstantes”.
complemento nominal, que se liga ao nome que com-
Termos integrantes da oração
pleta por intermédio de preposição:
A arte é necessária à vida. = relaciona-se com a pala-
vra “necessária”
Temos medo de barata. = ligada à palavra “medo”

78
Termos acessórios da oração e vocativo O vocativo é um termo que serve para chamar, in-
vocar ou interpelar um ouvinte real ou hipotético, não
Os termos acessórios recebem este nome por serem mantendo relação sintática com outro termo da oração.
explicativos, circunstanciais. São termos acessórios o ad- A função de vocativo é substantiva, cabendo a substan-
junto adverbial, o adjunto adnominal, o aposto e o voca- tivos, pronomes substantivos, numerais e palavras subs-
tivo – este, sem relação sintática com outros temos da tantivadas esse papel na linguagem.
oração. João, venha comigo!
O adjunto adverbial é o termo da oração que indi- Traga-me doces, minha menina!
ca uma circunstância do processo verbal ou intensifica o
sentido de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função Períodos Compostos
adverbial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais
exercerem o papel de adjunto adverbial: Amanhã voltarei Período Composto por Coordenação
a pé àquela velha praça.
O adjunto adnominal é o termo acessório que de- O período composto se caracteriza por possuir mais
termina, especifica ou explica um substantivo. É uma fun- de uma oração em sua composição. Sendo assim:
ção adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma
que exercem o papel de adjunto adnominal na oração. oração)
Também atuam como adjuntos adnominais os artigos, os Estou comprando um protetor solar, depois irei à
numerais e os pronomes adjetivos. praia. (Período Composto =locução verbal + verbo, duas
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu orações)
amigo de infância. Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar
um protetor solar. (Período Composto = três verbos, três
O adjunto adnominal se liga diretamente ao subs- orações).
tantivo a que se refere, sem participação do verbo. Já o Há dois tipos de relações que podem se estabelecer
predicativo do objeto se liga ao objeto por meio de um entre as orações de um período composto: uma relação
verbo. de coordenação ou uma relação de subordinação.
O poeta português deixou uma obra originalíssima. Duas orações são coordenadas quando estão juntas
O poeta deixou-a. em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto: de informações, marcado pela pontuação final), mas têm,
adjunto adnominal) ambas, estruturas individuais, como é o exemplo de:
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
O poeta português deixou uma obra inacabada. (Período Composto)
O poeta deixou-a inacabada. Podemos dizer:
(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo 1. Estou comprando um protetor solar.
do objeto) 2. Irei à praia.

Enquanto o complemento nominal se relaciona a um Separando as duas, vemos que elas são independen-
substantivo, adjetivo ou advérbio, o adjunto nominal se tes. Tal período é classificado como Período Composto
relaciona apenas ao substantivo. por Coordenação.
Quanto à classificação das orações coordenadas, te-
O aposto é um termo acessório que permite ampliar, mos dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas
explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida em um Sindéticas.
termo que exerça qualquer função sintática: Ontem, se-
gunda-feira, passei o dia mal-humorado. A) Coordenadas Assindéticas
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tem- São orações coordenadas entre si e que não são li-
po “ontem”. O aposto é sintaticamente equivalente ao gadas através de nenhum conectivo. Estão apenas
termo que se relaciona porque poderia substituí-lo: Se- justapostas.
gunda-feira passei o dia mal-humorado. Entrei na sala, deitei-me no sofá, adormeci.
O aposto pode ser classificado, de acordo com seu
valor na oração, em: B) Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas
A) explicativo: A linguística, ciência das línguas huma- entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção
nas, permite-nos interpretar melhor nossa relação coordenativa, que dará à oração uma classificação. As
LÍNGUA PORTUGUESA

com o mundo. orações coordenadas sindéticas são classificadas em cin-


B) enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas co tipos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e
coisas: amor, arte, ação. explicativas.
C) resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e so- Dica: Memorize SINdética = SIM, tem conjunção!
nho, tudo forma o carnaval.
D) comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fi-
xaram-se por muito tempo na baía anoitecida.

79
• Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas Observação:
principais conjunções são: e, nem, não só... mas As orações reduzidas não são introduzidas por con-
também, não só... como, assim... como. junções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual-
Nem comprei o protetor solar nem fui à praia. mente, introduzidas por preposição.
Comprei o protetor solar e fui à praia. A) Orações Subordinadas Substantivas
A oração subordinada substantiva tem valor de subs-
• Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção in-
suas principais conjunções são: mas, contudo, to- tegrante (que, se).
davia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim,
senão. Não sei se sairemos hoje.
Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante. Oração Subordinada Substantiva
Li tudo, porém não entendi!
Temos medo de que não sejamos aprovados.
• Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: Oração Subordinada Substantiva
suas principais conjunções são: ou... ou; ora...ora;
quer...quer; seja...seja. Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) tam-
Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador. bém introduzem as orações subordinadas substantivas,
bem como os advérbios interrogativos (por que, quando,
• Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: onde, como).
suas principais conjunções são: logo, portanto, por
fim, por conseguinte, consequentemente, pois (pos- O garoto perguntou qual seu nome.
posto ao verbo). Oração Subordinada Substantiva
Passei no concurso, portanto comemorarei!
A situação é delicada; devemos, pois, agir. Não sabemos quando ele virá.
Oração Subordinada Substantiva
• Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas:
suas principais conjunções são: isto é, ou seja, a sa- Classificação das Orações Subordinadas Substan-
ber, na verdade, pois (anteposto ao verbo). tivas
Não fui à praia, pois queria descansar durante o
Domingo. Conforme a função que exerce no período, a oração
Maria chorou porque seus olhos estão vermelhos. subordinada substantiva pode ser:

Período Composto Por Subordinação 1. Subjetiva - exerce a função sintática de sujeito do


verbo da oração principal:
Quero que você seja aprovado!
Oração principal oração subordinada É fundamental o seu comparecimento à reunião.
Sujeito
Observe que na oração subordinada temos o verbo
“seja”, que está conjugado na terceira pessoa do singu- É fundamental que você compareça à reunião.
lar do presente do subjuntivo, além de ser introduzida Oração Principal Oração Subordinada Substan-
por conjunção. As orações subordinadas que apresentam tiva Subjetiva
verbo em qualquer dos tempos finitos (tempos do modo
do indicativo, subjuntivo e imperativo) e são iniciadas
FIQUE ATENTO!
por conjunção, chamam-se orações desenvolvidas ou
explícitas. Observe que a oração subordinada
substantiva pode ser substituída pelo
Podemos modificar o período acima. Veja: pronome “isso”. Assim, temos um período
simples:
É fundamental isso ou Isso é
Quero ser aprovado.
fundamental.
Oração Principal Oração Subordinada
Desta forma, a oração correspondente a
A análise das orações continua sendo a mesma: “Que- “isso” exercerá a função de sujeito.
ro” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
LÍNGUA PORTUGUESA

subordinada “ser aprovado”. Observe que a oração su-


bordinada apresenta agora verbo no infinitivo (ser). Além Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na ora-
disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas ora- ção principal:
ções, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo
surge numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou
particípio) são chamadas de orações reduzidas ou implí-
citas (como no exemplo acima).

80
• Verbos de ligação + predicativo, em construções Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Pa- Oração Subordinada Substan-
rece certo - É claro - Está evidente - Está comprovado tiva Objetiva Indireta
É bom que você compareça à minha festa.
4. Completiva Nominal = completa um nome que
• Expressões na voz passiva, como: Sabe-se, Sou- pertence à oração principal e também vem marca-
be-se, Conta-se, Diz-se, Comenta-se, É sabido, Foi da por preposição.
anunciado, Ficou provado.
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro. Sentimos orgulho de seu comportamento.
Complemento Nominal
• Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar
- importar - ocorrer - acontecer Sentimos orgulho de que você se comportou. (=
Convém que não se atrase na entrevista. Sentimos orgulho disso.)
Oração Subordinada Substan-
Observação: tiva Completiva Nominal
Quando a oração subordinada substantiva é subjeti-
va, o verbo da oração principal está sempre na 3.ª pessoa As orações subordinadas substantivas objetivas in-
do singular. diretas integram o sentido de um verbo, enquanto que
orações subordinadas substantivas completivas nominais
2. Objetiva Direta = exerce função de objeto direto integram o sentido de um nome. Para distinguir uma da
do verbo da oração principal: outra, é necessário levar em conta o termo complemen-
tado. Esta é a diferença entre o objeto indireto e o com-
Todos querem sua aprovação no concurso. plemento nominal: o primeiro complementa um verbo; o
Objeto Direto segundo, um nome.

Todos querem que você seja aprovado. (Todos 5. Predicativa = exerce papel de predicativo do su-
querem isso) jeito do verbo da oração principal e vem sempre
Oração Principal Oração Subordinada Substan- depois do verbo ser.
tiva Objetiva Direta Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito
As orações subordinadas substantivas objetivas dire-
tas (desenvolvidas) são iniciadas por: Nosso desejo era que ele desistisse. (= Nosso de-
• Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) sejo era isso)
e “se”: A professora verificou se os alunos estavam Oração Subordinada Substan-
presentes. tiva Predicativa
• Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às
vezes regidos de preposição), nas interrogações 6. Apositiva = exerce função de aposto de algum ter-
indiretas: O pessoal queria saber quem era o dono mo da oração principal.
do carro importado.
• Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade!
vezes regidos de preposição), nas interrogações Aposto
indiretas: Eu não sei por que ela fez isso.
Fernanda tinha um grande sonho: ser feliz!
3. Objetiva Indireta = atua como objeto indireto Oração subordinada
do verbo da oração principal. Vem precedida de substantiva apositiva reduzida de infinitivo
preposição.
(Fernanda tinha um grande sonho: isso)
Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! ( : )

Meu pai insiste em que eu estude. (= Meu pai insiste B) Orações Subordinadas Adjetivas
nisso) Uma oração subordinada adjetiva é aquela que pos-
Oração Subordinada Substantiva Ob- sui valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equiva-
LÍNGUA PORTUGUESA

jetiva Indireta le. As orações vêm introduzidas por pronome relativo e


exercem a função de adjunto adnominal do antecedente.
Observação:
Em alguns casos, a preposição pode estar elíptica na Esta foi uma redação bem-sucedida.
oração. Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal)

81
O substantivo “redação” foi caracterizado pelo adje- Exemplo 1:
tivo “bem-sucedida”. Neste caso, é possível formarmos
outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo Jamais teria chegado aqui, não fosse um homem que
papel: passava naquele momento.
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Esta foi uma redação que fez sucesso. No período acima, observe que a oração em desta-
Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva que restringe e particulariza o sentido da palavra “ho-
mem”: trata-se de um homem específico, único. A oração
Perceba que a conexão entre a oração subordinada limita o universo de homens, isto é, não se refere a todos
adjetiva e o termo da oração principal que ela modifica é os homens, mas sim àquele que estava passando naque-
feita pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou le momento.
relacionar) duas orações, o pronome relativo desempe-
nha uma função sintática na oração subordinada: ocupa Exemplo 2:
o papel que seria exercido pelo termo que o antecede
(no caso, “redação” é sujeito, então o “que” também fun- O homem, que se considera racional, muitas vezes
ciona como sujeito). age animalescamente.
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
Agora, a oração em destaque não tem sentido restri-
FIQUE ATENTO!
tivo em relação à palavra “homem”; na verdade, apenas
Vale lembrar um recurso didático para explicita uma ideia que já sabemos estar contida no con-
reconhecer o pronome relativo “que”: ele ceito de “homem”.
sempre pode ser substituído por: o qual -
a qual - os quais - as quais Saiba que:
Refiro-me ao aluno que é estudioso. = Esta A oração subordinada adjetiva explicativa é separa-
oração é equivalente a: Refiro-me ao aluno
da da oração principal por uma pausa que, na escrita,
o qual estuda.
é representada pela vírgula. É comum, por isso, que a
pontuação seja indicada como forma de diferenciar as
orações explicativas das restritivas; de fato, as explicati-
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
vas vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
Quando são introduzidas por um pronome relativo e
C) Orações Subordinadas Adverbiais
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as
Uma oração subordinada adverbial é aquela que
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvol-
exerce a função de adjunto adverbial do verbo da ora-
vidas. Além delas, existem as orações subordinadas ad-
ção principal. Assim, pode exprimir circunstância de tem-
jetivas reduzidas, que não são introduzidas por pronome
po, modo, fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando
relativo (podem ser introduzidas por preposição) e apre-
desenvolvida, vem introduzida por uma das conjunções
sentam o verbo numa das formas nominais (infinitivo,
subordinativas (com exclusão das integrantes, que intro-
gerúndio ou particípio).
duzem orações subordinadas substantivas). Classifica-se
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
de acordo com a conjunção ou locução conjuntiva que
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
a introduz (assim como acontece com as coordenadas
sindéticas).
No primeiro período, há uma oração subordinada ad-
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito
Oração Subordinada Adverbial
perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração su-
bordinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há prono-
A oração em destaque agrega uma circunstância de
me relativo e seu verbo está no infinitivo.
tempo. É, portanto, chamada de oração subordinada
adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
acessórios que indicam uma circunstância referente, via
de regra, a um verbo. A classificação do adjunto adver-
Na relação que estabelecem com o termo que carac-
bial depende da exata compreensão da circunstância que
terizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar
exprime.
de duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de
LÍNGUA PORTUGUESA

ou especificam o sentido do termo a que se referem, in-


minha vida.
dividualizando-o. Nestas orações não há marcação de
Quando vi o mar, senti uma das maiores emoções de
pausa, sendo chamadas subordinadas adjetivas restriti-
minha vida.
vas. Existem também orações que realçam um detalhe ou
amplificam dados sobre o antecedente, que já se encon-
No primeiro período, “naquele momento” é um ad-
tra suficientemente definido. Estas orações denominam-
junto adverbial de tempo, que modifica a forma verbal
-se subordinadas adjetivas explicativas.
“senti”. No segundo período, este papel é exercido pela

82
oração “Quando vi o mar”, que é, portanto, uma oração C) Condicional = Condição é aquilo que se impõe
subordinada adverbial temporal. Esta oração é desenvol- como necessário para a realização ou não de um
vida, pois é introduzida por uma conjunção subordina- fato. As orações subordinadas adverbiais condicio-
tiva (quando) e apresenta uma forma verbal do modo nais exprimem o que deve ou não ocorrer para que
indicativo (“vi”, do pretérito perfeito do indicativo). Seria se realize - ou deixe de se realizar - o fato expresso
possível reduzi-la, obtendo-se: na oração principal.
Ao ver o mar, senti uma das maiores emoções de mi- Principal conjunção subordinativa condicional: se.
nha vida. Outras conjunções condicionais: caso, contanto que, des-
de que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que,
A oração em destaque é reduzida, apresentando uma sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não Se o regulamento do campeonato for bem elaborado,
é introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por certamente o melhor time será campeão.
uma preposição (“a”, combinada com o artigo “o”). Caso você saia, convide-me.

Observação: D) Concessiva = indica concessão às ações do verbo


A classificação das orações subordinadas adverbiais da oração principal, isto é, admitem uma contra-
é feita do mesmo modo que a classificação dos adjun- dição ou um fato inesperado. A ideia de conces-
tos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela são está diretamente ligada ao contraste, à quebra
oração. de expectativa. Principal conjunção subordinativa
concessiva: embora. Utiliza-se também a con-
Classificação das Orações Subordinadas Adverbiais junção: conquanto e as locuções ainda que, ainda
quando, mesmo que, se bem que, posto que, apesar
A) Causal = A ideia de causa está diretamente ligada de que.
àquilo que provoca um determinado fato, ao moti- Só irei se ele for.
vo do que se declara na oração principal. Principal A oração acima expressa uma condição: o fato de
conjunção subordinativa causal: porque. Outras “eu” ir só se realizará caso essa condição seja satisfeita.
conjunções e locuções causais: como (sempre in- Compare agora com:
troduzido na oração anteposta à oração principal), Irei mesmo que ele não vá.
pois, pois que, já que, uma vez que, visto que.
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito A distinção fica nítida; temos agora uma concessão:
forte. irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida.
Já que você não vai, eu também não vou. A oração destacada é, portanto, subordinada adverbial
concessiva.
A diferença entre a subordinada adverbial causal e a Observe outros exemplos:
sindética explicativa é que esta “explica” o fato que acon- Embora fizesse calor, levei agasalho.
teceu na oração com a qual ela se relaciona; aquela apre- Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em-
senta a “causa” do acontecimento expresso na oração à bora não estudasse). (reduzida de infinitivo)
qual ela se subordina. Repare:
1. Faltei à aula porque estava doente. E) Comparativa= As orações subordinadas adver-
2. Melissa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. biais comparativas estabelecem uma comparação
com a ação indicada pelo verbo da oração princi-
Em 1, a oração destacada aconteceu primeiro (causa) pal. Principal conjunção subordinativa comparati-
que o fato expresso na oração anterior, ou seja, o fato de va: como.
estar doente impediu-me de ir à aula. No exemplo 2, a Ele dorme como um urso. (como um urso dorme)
oração sublinhada relata um fato que aconteceu depois, Você age como criança. (age como uma criança age)
já que primeiro ela chorou, depois seus olhos ficaram
vermelhos. • geralmente há omissão do verbo.

B) Consecutiva = exprime um fato que é consequên- F) Conformativa = indica ideia de conformidade, ou


cia, é efeito do que se declara na oração principal. seja, apresenta uma regra, um modelo adotado
São introduzidas pelas conjunções e locuções: que, para a execução do que se declara na oração prin-
de forma que, de sorte que, tanto que, etc., e pelas cipal. Principal conjunção subordinativa conforma-
estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que. tiva: conforme. Outras conjunções conformativas:
LÍNGUA PORTUGUESA

Principal conjunção subordinativa consecutiva: que como, consoante e segundo (todas com o mesmo
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho) valor de conforme).
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou Fiz o bolo conforme ensina a receita.
concretizando-os. Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Redu- direitos iguais.
zida de Infinitivo)

83
G) Final = indica a intenção, a finalidade daquilo que REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
se declara na oração principal. Principal conjunção
subordinativa final: a fim de. Outras conjunções SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
finais: que, porque (= para que) e a locução con- Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
juntiva para que. CAMPEDELLI, Samira Yousseff. Português – Literatura,
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigas. Produção de Texto & Gramática – Volume único / Samira
Estudarei muito para que eu me saia bem na prova. Yousseff Campedelli, Jésus Barbosa Souza. – 3.ª edição –
H) Proporcional = exprime ideia de proporção, ou São Paulo: Saraiva, 2002.
seja, um fato simultâneo ao expresso na oração
principal. Principal locução conjuntiva subordinati- SITE
va proporcional: à proporção que. Outras locuções
conjuntivas proporcionais: à medida que, ao passo Disponível em: <http://www.pciconcursos.com.br/
que. Há ainda as estruturas: quanto maior...(maior), aulas/portugues/frase-periodo-e-oracao>
quanto maior...(menor), quanto menor...(maior),
quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quan-
to mais...(menos), quanto menos...(mais), quanto EXERCÍCIOS COMENTADOS
menos...(menos).
À proporção que estudávamos mais questões
1. (BANESTES – TÉCNICO BANCÁRIO – FGV-2018)
acertávamos.
“Talvez um dia seja bom relembrar este dia”. (Virgílio) A
À medida que lia mais culto ficava.
forma de oração desenvolvida adequada corresponden-
te à oração sublinhada acima é:
I) Temporal = acrescenta uma ideia de tempo ao fato
expresso na oração principal, podendo exprimir
a) relembrarmos este dia;
noções de simultaneidade, anterioridade ou poste-
b) a relembrança deste dia;
rioridade. Principal conjunção subordinativa tem-
c) que relembremos este dia;
poral: quando. Outras conjunções subordinativas
d) que relembrássemos este dia;
temporais: enquanto, mal e locuções conjuntivas:
e) uma nova lembrança deste dia.
assim que, logo que, todas as vezes que, antes que,
depois que, sempre que, desde que, etc.
Resposta: Letra C
Assim que Paulo chegou, a reunião acabou.
Em “c”: que relembremos este dia;
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando ter-
Em “d”: que relembrássemos este dia;
minou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
Em uma oração desenvolvida há a presença de con-
junção. Ambos os itens têm, mas temos que fazer a
Orações Reduzidas
correlação verbal com o período da oração reduzida
(o verbo nos dá uma hipótese – talvez seja bom relem-
As orações subordinadas podem vir expressas como
brar). Portanto, a forma correta é: Talvez um dia seja
reduzidas, ou seja, com o verbo em uma de suas formas
bom que relembremos este dia.
nominais (infinitivo, gerúndio ou particípio) e sem conec-
tivo subordinativo que as introduza.
2. (CÂMARA DE SALVADOR-BA – ASSISTENTE LEGIS-
É preciso estudar! = reduzida de infinitivo
LATIVO MUNICIPAL – FGV-2018) “Ou seja, foi usada
É preciso que se estude = oração desenvolvida (pre-
para criar uma desigualdade social...”; se modificarmos a
sença do conectivo)
oração reduzida de infinitivo por uma oração desenvolvi-
da, a forma adequada seria:
Para classificá-las, precisamos imaginar como seriam
“desenvolvidas” – como no exemplo acima.
a) para a criação de uma desigualdade social;
É preciso estudar = oração subordinada substantiva
b) para que se criasse uma desigualdade social;
subjetiva reduzida de infinitivo
c) para que se crie uma desigualdade social;
É preciso que se estude = oração subordinada subs-
d) para a criatividade de uma desigualdade social;
tantiva subjetiva
e) para criarem uma desigualdade social.
Orações Intercaladas
Resposta: Letra B
Em “b”: para que se criasse uma desigualdade social;
São orações independentes encaixadas na sequên-
LÍNGUA PORTUGUESA

Em “c”: para que se crie uma desigualdade social;


cia do período, utilizadas para um esclarecimento, um
Desenvolvida = tem conjunção. Ambas têm. A dife-
aparte, uma citação. Elas vêm separadas por vírgulas ou
rença é o tempo verbal. A ação aconteceu (foi usada
travessões.
para criar): Ou seja, foi usada para que se criasse uma
Nós – continuava o relator – já abordamos este
desigualdade social.
assunto.

84
3. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO – ADMINISTRATIVO Em “d”: que mantêm o sistema produtivo funcionando
– FGV-2017) Uma manchete do Estado de São Paulo, = objeto direto
10/04/2017, dizia o seguinte: “Atentados contra cristãos Em “e”: é livre a expressão = predicativo do sujeito
matam 44 no Egito e país decreta emergência”. As duas
orações desse período mantêm entre si a seguinte rela- 6. (TJ-PE – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FUNÇÃO JUDI-
ção lógica: CIÁRIA – IBFC-2017 - ADAPTADA) “A resposta que lhe
daria seria: ‘Essa estória não aconteceu nunca para que
a) causa e consequência; aconteça sempre... ’” O pronome destacado cumpre papel
b) informação e comprovação; coesivo, mas também sintático na oração. Assim, sintati-
c) fato e exemplificação; camente, ele deve ser classificado como:
d) afirmação e explicação;
e) tese e argumentação. a) adjunto adnominal.
b) objeto direto.
Resposta: Letra A c) complemento nominal.
Atentados contra cristãos matam 44 no Egito e país de- d) objeto indireto.
creta emergência = devido aos atentados (causa), o e) predicativo.
país decretou emergência (consequência).
Resposta: Letra D
4. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO – ADMINISTRATI- O verbo “dar” é bitransitivo (transitivo direto e indire-
VO – FGV-2017) “Com as novas medidas para evitar a to): Quem dá, dá algo (direto) a alguém (indireto). No
abstenção, o governo espera uma economia vultosa no caso: resposta (objeto direto) / lhe (objeto indireto =
Enem”. A oração reduzida “para evitar a abstenção” pode a ele[a])
ser adequadamente substituída pela seguinte oração
desenvolvida: 7. (TRE-AC – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINIS-
TRATIVA – AOCP-2015) Em “Ele diz que vota desde os
a) para que se evitasse a abstenção; 18, quando ainda era jovem e morava em Minas Gerais,
b) a fim de que a abstenção fosse evitada; sua terra natal...”, a expressão em destaque
c) para que se evite a abstenção;
d) a fim de evitar-se a abstenção; a) exerce função de vocativo e não pode ser excluída da
e) evitando-se a abstenção. oração por tratar-se de um termo essencial.
b) exerce função de aposto e pode ser excluída da oração
Resposta: Letra C por tratar-se de um termo acessório.
Em “a”: para que se evitasse a abstenção; c) exerce função de aposto e não pode ser excluída da
Em “b”: a fim de que a abstenção fosse evitada; oração por tratar-se de um termo essencial.
Em “c”: para que se evite a abstenção; d) exerce função de adjunto adnominal, portanto é um
Desenvolvida tem conjunção. O período traz “para evi- termo acessório.
tar a abstenção” = hipótese. A forma correta é: “com as e) exerce função de adjunto adverbial, portanto é um ter-
novas medidas para que se evite a abstenção”. mo acessório.

5. (MPE-AL – ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO – Resposta: Letra B


ÁREA JURÍDICA – FGV-2018) Assinale a opção em que A expressão destacada exerce a função de aposto –
o termo sublinhado funciona como sujeito. uma informação a mais sobre o termo citado anterior-
mente (no caso, Minas Gerais). É um termo acessório,
a) “Em um regime de liberdades, há sempre o risco de podendo ser retirado do período sem prejudicar a
excessos”. coerência.
b) “Sempre há, também, o oportunismo político-ideoló-
gico para se aproveitar da crise”. 8. (TRF-1.ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO – INFOR-
c) “Não faltam, também, os arautos do quanto pior, me- MÁTICA – FCC-2014)
lhor, ...”. Em 1980, um gigabyte de dados armazenados ocupava
d) “A greve atravessou vários sinais ao estrangular as uma sala...
vias de suprimento que mantêm o sistema produtivo O verbo que exige complemento tal como o sublinhado
funcionando”. acima está em:
e) “Numa democracia, é livre a expressão”.
LÍNGUA PORTUGUESA

a) A capacidade de computação duplicou a cada 18 me-


Resposta: Letra C ses nos últimos 20 anos ...
Em “a”: há sempre o risco de excessos = objeto direto b) ... que deriva da informação.
Em “b”: “Sempre há, também, o oportunismo político- c) ... que reduz as barreiras ao acesso.
-ideológico = objeto direto d) ... do que era nos anos 70.
Em “c”: “Não faltam, também, os arautos do quanto e) ... atualmente, 200 gigabytes cabem no bolso de uma
pior, melhor = sujeito camisa.

85
Resposta: Letra C Resposta: Letra B
“Ocupava uma sala” = transitivo direto Em “I” - “Existe alguma hora que não seja de reló-
Em “a”: A capacidade de computação duplicou = ver- gio?”, a oração sublinhada é uma oração subordinada
bo intransitivo adjetiva explicativa = substituindo “que” por “a qual”,
Em “b”: que deriva da informação = transitivo indireto continua com sentido, então é pronome relativo – pre-
Em “c”: que reduz as barreiras = transitivo direto sente nas adjetivas, mas no período em questão te-
Em “d”: do que era nos anos 70 = verbo de ligação mos uma restritiva = incorreta
Em “e”: atualmente, 200 gigabytes cabem = verbo Em “II” - tem surgido, cada vez mais frequente, o di-
intransitivo minutivo do gerúndio.”, a expressão destacada atua
como sujeito da locução verbal “ter surgido” = correta
9. (TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FGV-2018) “Tenho Em “III” - “Não pense que para por aí [...]”, a oração
comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da sublinhada é uma oração subordinada substantiva ob-
internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação jetiva direta = correta
específica que coíba não somente os usos mas os abusos Em “IV” - se te chamarem de ‘queridinho’, a oração
deste importante e eficaz veículo de comunicação”. Sobre destacada é uma oração subordinada adverbial causal
as ocorrências do vocábulo que, nesse segmento do tex- = adverbial condicional (“se”) = incorreta
to, é correto afirmar que:
a) são pronomes relativos com o mesmo antecedente;
b) exemplificam classes gramaticais diferentes;
c) mostram diferentes funções sintáticas;
d) são da mesma classe gramatical e da mesma função CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
sintática;
e) iniciam o mesmo tipo de oração subordinada.
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL
Resposta: Letra D
“Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas,
Os concurseiros estão apreensivos.
os usos da internet, que (= a qual) se ressente ainda da
Concurseiros apreensivos.
falta de uma legislação específica que (= a qual) coíba
não somente os usos mas os abusos deste importante
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na
e eficaz veículo de comunicação” = ambos podem ser
terceira pessoa do plural, concordando com o seu su-
substituídos por “a qual”, portanto são pronomes re-
jeito, os concurseiros. No segundo exemplo, o adjetivo
lativos (pertencem à mesma classe gramatical); o 1.º
“apreensivos” está concordando em gênero (masculino)
inicia uma oração subordinada adjetiva explicativa; o
e número (plural) com o substantivo a que se refere: con-
2.º, adjetiva restritiva.
curseiros. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa,
número e gênero se correspondem. A correspondência
10. (TRE-RJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINIS-
de flexão entre dois termos é a concordância, que pode
TRATIVA – CONSULPLAN-2017) Analise as afirmações
ser verbal ou nominal.
apresentadas a seguir.
Concordância Verbal
I. Em “Existe alguma hora que não seja de relógio?”, a
oração sublinhada é uma oração subordinada adjetiva
explicativa. É a flexão que se faz para que o verbo concorde com
II. Em “[...] tem surgido, cada vez mais frequente, o di- seu sujeito.
minutivo do gerúndio.”, a expressão destacada atua Sujeito Simples - Regra Geral
como sujeito da locução verbal “ter surgido”.
III. “Não pense que para por aí [...]”, a oração sublinhada O sujeito, sendo simples, com ele concordará o verbo
é uma oração subordinada substantiva objetiva direta. em número e pessoa. Veja os exemplos:
IV. Em “[...] se te chamarem de ‘queridinho’, querem é
que você exploda.”, a oração destacada é uma oração A prova para ambos os cargos será aplicada às 13h.
subordinada adverbial causal. 3.ª p. Singular 3.ª p. Singular

Estão corretas apenas as afirmativas Os candidatos à vaga chegarão às 12h.


3.ª p. Plural 3.ª p. Plural
LÍNGUA PORTUGUESA

a) I e II.
b) II e III. Casos Particulares
c) III e IV.
d) I, II e IV. A) Quando o sujeito é formado por uma expressão
partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de,
metade de, a maioria de, a maior parte de, grande

86
parte de...) seguida de um substantivo ou pronome ele está se incluindo no grupo dos omissos. Isso não
no plural, o verbo pode ficar no singular ou no ocorre ao dizer ou escrever “Alguns de nós sabiam de tudo
plural. e nada fizeram”, frase que soa como uma denúncia.
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia. Nos casos em que o interrogativo ou indefinido esti-
Metade dos candidatos não apresentou / apresenta- ver no singular, o verbo ficará no singular.
ram proposta. Qual de nós é capaz?
Algum de vós fez isso.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos
dos coletivos, quando especificados: Um bando de vân- E) Quando o sujeito é formado por uma expressão
dalos destruiu / destruíram o monumento. que indica porcentagem seguida de substantivo, o
verbo deve concordar com o substantivo.
Observação: 25% do orçamento do país será destinado à Educação.
Nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a 85% dos entrevistados não aprovam a administração
unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque do prefeito.
aos elementos que formam esse conjunto. 1% do eleitorado aceita a mudança.
1% dos alunos faltaram à prova.
B) Quando o sujeito é formado por expressão que
indica quantidade aproximada (cerca de, mais de, • Quando a expressão que indica porcentagem não
menos de, perto de...) seguida de numeral e subs- é seguida de substantivo, o verbo deve concordar
tantivo, o verbo concorda com o substantivo. com o número.
Cerca de mil pessoas participaram do concurso. 25% querem a mudança.
Perto de quinhentos alunos compareceram à 1% conhece o assunto.
solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últi- • Se o número percentual estiver determinado por
mas Olimpíadas. artigo ou pronome adjetivo, a concordância far-se-
-á com eles:
Observação: Os 30% da produção de soja serão exportados.
Quando a expressão “mais de um” se associar a ver- Esses 2% da prova serão questionados.
bos que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório:
Mais de um colega se ofenderam na discussão. (ofende- F) O pronome “que” não interfere na concordância;
ram um ao outro) já o “quem” exige que o verbo fique na 3.ª pessoa
do singular.
C) Quando se trata de nomes que só existem no Fui eu que paguei a conta.
plural, a concordância deve ser feita levando-se Fomos nós que pintamos o muro.
em conta a ausência ou presença de artigo. Sem És tu que me fazes ver o sentido da vida.
artigo, o verbo deve ficar no singular; com artigo Sou eu quem faz a prova.
no plural, o verbo deve ficar o plural. Não serão eles quem será aprovado.
Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
Estados Unidos possui grandes universidades. G) Com a expressão “um dos que”, o verbo deve as-
Alagoas impressiona pela beleza das praias. sumir a forma plural.
As Minas Gerais são inesquecíveis. Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encan-
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira. taram os poetas.
Este candidato é um dos que mais estudaram!
D) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou
indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, • Se a expressão for de sentido contrário – nenhum
muitos, quaisquer, vários) seguido por “de nós” ou dos que, nem um dos que -, não aceita o verbo no
“de vós”, o verbo pode concordar com o primeiro singular:
pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o Nenhum dos que foram aprovados assumirá a vaga.
pronome pessoal. Nem uma das que me escreveram mora aqui.
Quais de nós são / somos capazes?
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso? • Quando “um dos que” vem entremeada de subs-
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões tantivo, o verbo pode:
inovadoras. 1. ficar no singular – O Tietê é um dos rios que atraves-
LÍNGUA PORTUGUESA

sa o Estado de São Paulo. (já que não há outro rio


Observação: que faça o mesmo).
Veja que a opção por uma ou outra forma indica a in- 2. ir para o plural – O Tietê é um dos rios que estão po-
clusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz ou luídos (noção de que existem outros rios na mesma
escreve “Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fizemos”, condição).

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H) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o a totalidade do sujeito, o verbo pode estabele-
verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural. cer concordância com o núcleo do sujeito mais
Vossa Excelência está cansado? próximo.
Vossas Excelências renunciarão? Faltaram coragem e competência.
Faltou coragem e competência.
I) A concordância dos verbos bater, dar e soar faz-se Compareceram todos os candidatos e o banca.
de acordo com o numeral. Compareceu o banca e todos os candidatos.
Deu uma hora no relógio da sala.
Deram cinco horas no relógio da sala. D) Quando ocorre ideia de reciprocidade, a concor-
Soam dezenove horas no relógio da praça. dância é feita no plural. Observe:
Baterão doze horas daqui a pouco. Abraçaram-se vencedor e vencido.
Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
Observação:
Caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, Casos Particulares
torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito.
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas. • Quando o sujeito composto é formado por nú-
Soa quinze horas o relógio da matriz. cleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo fica
no singular.
J) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum Descaso e desprezo marca seu comportamento.
sujeito, são usados sempre na 3.ª pessoa do sin- A coragem e o destemor fez dele um herói.
gular. São verbos impessoais: Haver no sentido de
existir; Fazer indicando tempo; Aqueles que indi- • Quando o sujeito composto é formado por nú-
cam fenômenos da natureza. Exemplos: cleos dispostos em gradação, verbo no singular:
Havia muitas garotas na festa. Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um se-
Faz dois meses que não vejo meu pai. gundo me satisfaz.
Chovia ontem à tarde.
• Quando os núcleos do sujeito composto são
Sujeito Composto unidos por “ou” ou “nem”, o verbo deverá ficar
no plural, de acordo com o valor semântico das
A) Quando o sujeito é composto e anteposto ao ver- conjunções:
bo, a concordância se faz no plural: Drummond ou Bandeira representam a essência da
poesia brasileira.
Pai e filho conversavam longamente. Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
Sujeito
Em ambas as orações, as conjunções dão ideia de
Pais e filhos devem conversar com frequência. “adição”. Já em:
Sujeito Juca ou Pedro será contratado.
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima
B) Nos sujeitos compostos formados por pessoas Olimpíada.
gramaticais diferentes, a concordância ocorre da
seguinte maneira: a primeira pessoa do plural (nós) Temos ideia de exclusão, por isso os verbos ficam
prevalece sobre a segunda pessoa (vós) que, por no singular.
sua vez, prevalece sobre a terceira (eles). Veja:
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão. • Com as expressões “um ou outro” e “nem um
Primeira Pessoa do Plural (Nós) nem outro”, a concordância costuma ser feita no
Tu e teus irmãos tomareis a decisão. singular.
Segunda Pessoa do Plural (Vós) Um ou outro compareceu à festa.
Nem um nem outro saiu do colégio.
Pais e filhos precisam respeitar-se.
Terceira Pessoa do Plural (Eles) • Com “um e outro”, o verbo pode ficar no plural ou
Observação: no singular: Um e outro farão/fará a prova.
Quando o sujeito é composto, formado por um ele-
mento da segunda pessoa (tu) e um da terceira (ele), é • Quando os núcleos do sujeito são unidos por
LÍNGUA PORTUGUESA

possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural “com”, o verbo fica no plural. Nesse caso, os nú-
(eles): “Tu e teus irmãos tomarão a decisão.” – no lugar cleos recebem um mesmo grau de importância e
de “tomaríeis”. a palavra “com” tem sentido muito próximo ao de
“e”.
C) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, O pai com o filho montaram o brinquedo.
passa a existir uma nova possibilidade de con- O governador com o secretariado traçaram os planos
cordância: em vez de concordar no plural com para o próximo semestre.

88
O professor com o aluno questionaram as regras. Quando pronome apassivador, o “se” acompanha
verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e in-
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se diretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nes-
a ideia é enfatizar o primeiro elemento. se caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração.
O pai com o filho montou o brinquedo. Exemplos:
O governador com o secretariado traçou os planos Construiu-se um posto de saúde.
para o próximo semestre. Construíram-se novos postos de saúde.
O professor com o aluno questionou as regras. Aqui não se cometem equívocos
Alugam-se casas.
Com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito
composto. O sujeito é simples, uma vez que as expres-
sões “com o filho” e “com o secretariado” são adjuntos
#FicaDica
adverbiais de companhia. Na verdade, é como se hou- Para saber se o “se” é partícula apassivadora
vesse uma inversão da ordem. Veja: ou índice de indeterminação do sujeito, ten-
“O pai montou o brinquedo com o filho.” te transformar a frase para a voz passiva. Se
“O governador traçou os planos para o próximo semes- a frase construída for “compreensível”, esta-
tre com o secretariado.” remos diante de uma partícula apassivadora;
“O professor questionou as regras com o aluno.” se não, o “se” será índice de indeterminação.
Veja:
Casos em que se usa o verbo no singular: Precisa-se de funcionários qualificados.
Tentemos a voz passiva:
Café com leite é uma delícia! Funcionários qualificados são precisados (ou
O frango com quiabo foi receita da vovó. precisos)? Não há lógica. Portanto, o “se”
destacado é índice de indeterminação do
Quando os núcleos do sujeito são unidos por ex- sujeito.
pressões correlativas como: “não só... mas ainda”, “não Agora:
somente”..., “não apenas... mas também”, “tanto...quanto”, Vendem-se casas.
o verbo ficará no plural. Voz passiva: Casas são vendidas. Constru-
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o ção correta! Então, aqui, o “se” é partícula
Nordeste. apassivadora. (Dá para eu passar para a voz
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a passiva. Repare em meu destaque. Percebeu
semelhança? Agora é só memorizar!).
notícia.

Quando os elementos de um sujeito composto são


O Verbo “Ser”
resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância
é feita com esse termo resumidor.
A concordância verbal dá-se sempre entre o verbo e o
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da
sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordân-
apatia.
cia pode ocorrer também entre o verbo e o predicativo
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante
do sujeito.
na vida das pessoas.
Quando o sujeito ou o predicativo for:
Outros Casos
A) Nome de pessoa ou pronome pessoal – o verbo
O Verbo e a Palavra “SE”
SER concorda com a pessoa gramatical:
Ele é forte, mas não é dois.
Dentre as diversas funções exercidas pelo “se”, há
Fernando Pessoa era vários poetas.
duas de particular interesse para a concordância verbal:
A esperança dos pais são eles, os filhos.
A) quando é índice de indeterminação do sujeito;
B) quando é partícula apassivadora.
B) nome de coisa e um estiver no singular e o outro
no plural, o verbo SER concordará, preferencial-
Quando índice de indeterminação do sujeito, o “se”
mente, com o que estiver no plural:
acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos
Os livros são minha paixão!
e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na
LÍNGUA PORTUGUESA

Minha paixão são os livros!


terceira pessoa do singular:
Quando o verbo SER indicar
Precisa-se de funcionários.
Confia-se em teses absurdas.
• horas e distâncias, concordará com a expressão
numérica:
É uma hora.
São quatro horas.

89
Daqui até a escola é um quilômetro / são dois adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Lembre-se:
quilômetros. normalmente, o substantivo funciona como núcleo de um
termo da oração, e o adjetivo, como adjunto adnominal.
• datas, concordará com a palavra dia(s), que pode A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as
estar expressa ou subentendida: seguintes regras gerais:
Hoje é dia 26 de agosto. A) O adjetivo concorda em gênero e número quando
Hoje são 26 de agosto. se refere a um único substantivo: As mãos trêmulas
denunciavam o que sentia.
• Quando o sujeito indicar peso, medida, quantida- B) Quando o adjetivo refere-se a vários substantivos,
de e for seguido de palavras ou expressões como a concordância pode variar. Podemos sistematizar
pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo SER essa flexão nos seguintes casos:
fica no singular:
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso. • Adjetivo anteposto aos substantivos:
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido. O adjetivo concorda em gênero e número com o
Duas semanas de férias é muito para mim. substantivo mais próximo.
Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
• Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) Encontramos caída a roupa e os prendedores.
for pronome pessoal do caso reto, com este con- Encontramos caído o prendedor e a roupa.
cordará o verbo.
No meu setor, eu sou a única mulher. Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de
Aqui os adultos somos nós. parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
Observação: Encontrei os divertidos primos e primas na festa.
Sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) repre-
sentados por pronomes pessoais, o verbo concorda com • Adjetivo posposto aos substantivos:
o pronome sujeito. O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo
Eu não sou ela. ou com todos eles (assumindo a forma masculina plural
Ela não é eu. se houver substantivo feminino e masculino).
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
• Quando o sujeito for uma expressão de sentido A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plu- A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
ral, o verbo SER concordará com o predicativo. A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
A grande maioria no protesto eram jovens.
O resto foram atitudes imaturas. Observação:
Os dois últimos exemplos apresentam maior clareza,
O Verbo “Parecer” pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere aos
O verbo parecer, quando é auxiliar em uma lo- dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado
cução verbal (é seguido de infinitivo), admite duas no plural masculino, que é o gênero predominante quan-
concordâncias: do há substantivos de gêneros diferentes.
Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o ad-
• Ocorre variação do verbo PARECER e não se fle- jetivo fica no singular ou plural.
xiona o infinitivo: As crianças parecem gostar do A beleza e a inteligência feminina(s).
desenho. O carro e o iate novo(s).

• A variação do verbo parecer não ocorre e o infini- C) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:
tivo sofre flexão: O adjetivo fica no masculino singular, se o substanti-
As crianças parece gostarem do desenho. vo não for acompanhado de nenhum modificador: Água
(essa frase equivale a: Parece gostarem do desenho é bom para saúde.
aas crianças) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for
modificado por um artigo ou qualquer outro determina-
Com orações desenvolvidas, o verbo PARECER fica no tivo: Esta água é boa para saúde.
singular. Por exemplo: As paredes parece que têm ouvidos.
(Parece que as paredes têm ouvidos = oração subordina- D) O adjetivo concorda em gênero e número com os
LÍNGUA PORTUGUESA

da substantiva subjetiva). pronomes pessoais a que se refere: Juliana encon-


trou-as muito felizes.
Concordância Nominal E) Nas expressões formadas por pronome indefinido
neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposi-
A concordância nominal se baseia na relação entre ção DE + adjetivo, este último geralmente é usado
nomes (substantivo, pronome) e as palavras que a eles se no masculino singular: Os jovens tinham algo de
ligam para caracterizá-los (artigos, adjetivos, pronomes misterioso.

90
F) A palavra “só”, quando equivale a “sozinho”, tem Anexo - Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso
função adjetiva e concorda normalmente com o - Quite
nome a que se refere: Estas palavras adjetivas concordam em gênero e nú-
Cristina saiu só. mero com o substantivo ou pronome a que se referem.
Cristina e Débora saíram sós. Seguem anexas as documentações requeridas.
A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Observação: Muito obrigadas, disseram as senhoras.
Quando a palavra “só” equivale a “somente” ou “ape- Seguem inclusos os papéis solicitados.
nas”, tem função adverbial, ficando, portanto, invariável: Estamos quites com nossos credores.
Eles só desejam ganhar presentes.
Bastante - Caro - Barato - Longe
Estas palavras são invariáveis quando funcionam
#FicaDica como advérbios. Concordam com o nome a que se refe-
Substitua o “só” por “apenas” ou “sozinho”. rem quando funcionam como adjetivos, pronomes adje-
Se a frase ficar coerente com o primeiro, tivos, ou numerais.
trata-se de advérbio, portanto, invariável; se As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
houver coerência com o segundo, função de Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho.
adjetivo, então varia: (pronome adjetivo)
Ela está só. (ela está sozinha) – adjetivo Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
Ele está só descansando. (apenas As casas estão caras. (adjetivo)
descansando) - advérbio Achei barato este casaco. (advérbio)
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)

Mas cuidado! Se colocarmos uma vírgula depois de Meio - Meia


“só”, haverá, novamente, um adjetivo: A palavra “meio”, quando empregada como adjetivo,
Ele está só, descansando. (ele está sozinho e concorda normalmente com o nome a que se refere: Pedi
descansando) meia porção de polentas.
Quando empregada como advérbio permanece inva-
G) Quando um único substantivo é modificado por riável: A candidata está meio nervosa.
dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usa-
das as construções:
• O substantivo permanece no singular e coloca-se #FicaDica
o artigo antes do último adjetivo: Admiro a cultura Dá para eu substituir por “um pouco”, assim
espanhola e a portuguesa. saberei que se trata de um advérbio, não
• O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo de adjetivo: “A candidata está um pouco
antes do adjetivo: Admiro as culturas espanhola e nervosa”.
portuguesa.

Casos Particulares Alerta - Menos


Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem
É proibido - É necessário - É bom - É preciso - É sempre invariáveis.
permitido Os concurseiros estão sempre alerta.
Não queira menos matéria!
• Estas expressões, formadas por um verbo mais um
adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
referem possuir sentido genérico (não vier prece-
dido de artigo). CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co-
É proibido entrada de crianças. char. Português linguagens: volume 3 – 7.ª ed. Reform.
Em certos momentos, é necessário atenção. – São Paulo: Saraiva, 2010.
No verão, melancia é bom. SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa
É preciso cidadania. Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
Não é permitido saída pelas portas laterais. AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras:
LÍNGUA PORTUGUESA

literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.


• Quando o sujeito destas expressões estiver deter-
minado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto SITE
o verbo como o adjetivo concordam com ele.
É proibida a entrada de crianças. Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/se-
Esta salada é ótima. coes/sint/sint49.php>
A educação é necessária.
São precisas várias medidas na educação.

91
Resposta: Letra D
Em “a”: Alimentos saudáveis e prática constante de
EXERCÍCIOS COMENTADOS exercícios são necessárias (necessários) para uma vida
longa e mais equilibrada.
1. (BANCO DA AMAZÔNIA – TÉCNICO BANCÁRIO – Em “b”: Inexistência de esgoto em muitas regiões e fal-
CESGRANRIO-2018) A forma verbal em destaque está ta de tratamento adequado da água são causadores
empregada de acordo com a norma-padrão em: (causadoras) de doenças.
Em “c”: Notícias falsas e boatos perigosos não deve-
a) Atualmente, comercializa-se diferentes criptomoedas riam ser reproduzidas (reproduzidos) nas redes sociais
mas a bitcoin é a mais conhecida de todas as moedas da forma como acontece hoje.
virtuais. Em “d”: Plantas da caatinga e frutos pouco conhecidos
b) A especulação e o comércio ilegal, de acordo com al- da Região Nordeste foram elogiados por suas pro-
guns analistas, pode tornar as bitcoins inviáveis. priedades alimentares = correta
c) As notícias informam que até hoje, em nenhuma par- Em “e”: Profissionais dedicados e pesquisas constantes
te do mundo, se substituíram totalmente as moedas precisam ser estimuladas (estimulados) para que se
reais pelas virtuais. avance na cura de algumas doenças.
d) De acordo com as regras do mercado financeiro,
criou-se apenas 21 milhões de bitcoins nos últimos 3. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-
anos. GRANRIO-2018) A concordância do verbo destacado foi
e) O valor dos produtos comercializados seriam determi- realizada de acordo com as exigências da norma-padrão
nados por uma moeda virtual se a real fosse abolida. da língua portuguesa em:

Resposta: Letra C a) Com a corrida desenfreada pelas versões mais atuais


Em “a”: Atualmente, comercializam-se diferentes dos smartphones, evidenciou-se atitudes agressivas e
criptomoedas mas a bitcoin é a mais conhecida de violentas por parte dos usuários.
todas as moedas virtuais. b) Devido à utilização de estratégias de marketing, de-
Em “b”: A especulação e o comércio ilegal, de acor- senvolveu-se, entre os jovens, a ideia de que a posse
do com alguns analistas, podem tornar as bitcoins de novos aparelhos eletrônicos é garantia de sucesso.
inviáveis. c) É necessário que se envie a todas as escolas do país ví-
Em “c”: As notícias informam que até hoje, em nenhu- deos educacionais que permitam esclarecer os jovens
ma parte do mundo, se substituíram totalmente as sobre o vício da tecnologia.
moedas reais pelas virtuais. = correta d) É preciso educar as novas gerações para que se redu-
Em “d”: De acordo com as regras do mercado finan- za os comportamentos compulsivos relacionados ao
ceiro, criaram-se apenas 21 milhões de bitcoins nos uso das novas tecnologias.
últimos anos. e) Nos países mais industrializados, comprovou-se os
Em “e”: O valor dos produtos comercializados seria danos psicológicos e o consumismo exagerado causa-
determinado por uma moeda virtual se a real fosse dos pelo vício da tecnologia.
abolida.
Resposta: Letra B
2. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL Em “a”: Com a corrida desenfreada pelas versões mais
I – CESGRANRIO-2018) A concordância da palavra des- atuais dos smartphones, evidenciou-se (evidencia-
tacada atende às exigências da norma-padrão da língua ram-se) atitudes agressivas e violentas por parte dos
portuguesa em: usuários.
Em “b”: Devido à utilização de estratégias de marke-
a) Alimentos saudáveis e prática constante de exercí- ting, desenvolveu-se, entre os jovens, a ideia de que
cios são necessárias para uma vida longa e mais a posse de novos aparelhos eletrônicos é garantia de
equilibrada. sucesso = correta
b) Inexistência de esgoto em muitas regiões e falta de Em “c”: É necessário que se envie (enviem) a todas as
tratamento adequado da água são causadores de escolas do país vídeos educacionais que permitam es-
doenças. clarecer os jovens sobre o vício da tecnologia.
c) Notícias falsas e boatos perigosos não deveriam ser Em “d”: É preciso educar as novas gerações para que
reproduzidas nas redes sociais da forma como acon- se reduza (reduzam) os comportamentos compulsivos
tece hoje. relacionados ao uso das novas tecnologias.
LÍNGUA PORTUGUESA

d) Plantas da caatinga e frutos pouco conhecidos da Re- Em “e”: Nos países mais industrializados, comprovou-
gião Nordeste foram elogiados por suas proprieda- -se (comprovaram-se) os danos psicológicos e o con-
des alimentares. sumismo exagerado causados pelo vício da tecnologia.
e) Profissionais dedicados e pesquisas constantes preci-
sam ser estimuladas para que se avance na cura de 4. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO – ADMINISTRATIVO –
algumas doenças. FGV-2017) Observe os seguintes casos de concordância
nominal retirados do texto 1:

92
1. A democracia reclama um jornalismo vigoroso e nas sociedades estatais. A concentração do poder em um
independente. só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exer-
2. A agenda pública é determinada pela imprensa cício da liberdade. É que, como observou Montesquieu,
tradicional. “todo homem que tem poder tende a abusar dele; ele vai
3. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de conteú- até onde encontra limites. Para que não se possa abusar
do independentes. do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o
A afirmação correta sobre essas concordâncias é: poder limite o poder”.
Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza
a) os dois adjetivos da frase (1) referem-se, respectiva- as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se
mente a ‘democracia’ e ‘jornalismo’; concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua
b) os adjetivos da frase (1) deveriam estar no plural por separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a for-
referirem-se a dois substantivos; ma de sistema coerente, as consequências de conceitos
c) na frase (2), a forma de particípio ‘determinada’ se re- diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu
fere a ‘imprensa’; situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo
d) na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ está correta- de origem baconiana, não abandonando o rigor das
mente no plural por referir-se a ‘empresas’; certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém,
e) na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ deveria estar refugindo às especulações metafísicas que, no plano da
no singular por referir-se ao substantivo ‘conteúdo’. idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a
explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade
Resposta: Letra D civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos.
1. A democracia reclama um jornalismo vigoroso e Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do
independente. Ministério Público em função da proteção dos direitos
2. A agenda pública é determinada pela imprensa humanos. Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p.
tradicional. 18-9. Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).
3. Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de con-
teúdo independentes. A flexão plural em “eram identificadas” decorre da con-
Em “a”: os dois adjetivos da frase (1) referem-se, res- cordância com o sujeito dessa forma verbal: “as esferas
pectivamente a ‘democracia’ e ‘jornalismo’; de abrangência dos poderes políticos”.
A democracia reclama um jornalismo vigoroso e in-
dependente = apenas a “jornalismo” (  ) CERTO   (  ) ERRADO
Em “b”: os adjetivos da frase (1) deveriam estar no plu-
ral por referirem-se a dois substantivos; Resposta: Certo
A democracia reclama um jornalismo vigoroso e inde- (...) Até Montesquieu, não eram identificadas com cla-
pendente = a um substantivo (jornalismo) reza as esferas de abrangência dos poderes políticos
Em “c”: na frase (2), a forma de particípio ‘determina- = passando o período para a ordem direta (sujeito +
da’ se refere a ‘imprensa’; verbo), temos: Até Montesquieu, as esferas de abran-
A agenda pública é determinada pela imprensa tra- gência dos poderes políticos não eram identificadas
dicional = refere-se ao termo “agenda pública” com clareza.
Em “d”: na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ está
corretamente no plural por referir-se a ‘empresas’; 6. (PC-RS – ESCRIVÃO e Inspetor de Polícia – Funda-
Mas o pontapé inicial é sempre das empresas de con- tec-2018 - adaptada) Sobre a frase “Esses alunos que
teúdo independentes = correta são usuários constantes de redes sociais têm um risco 27%
Em “e”: na frase (3), o adjetivo ‘independentes’ deveria maior de desenvolver depressão”, avalie as assertivas que
estar no singular por referir-se ao substantivo ‘conteú- seguem, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
do’ = incorreta (refere-se a “empresas”)
( ) Caso os termos ‘Esses alunos’ fosse passado para o
5. (MPU – ANALISTA DO MPU – CESPE-2015) singular, outras quatro palavras deveriam sofrer ajus-
tes para fins de concordância.
Texto I ( ) Mais da metade dos alunos que usam redes sociais
podem ficar deprimidos.
Na organização do poder político no Estado moderno, ( ) O risco de alunos usuários de redes sociais desen-
à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a volverem depressão constante extrapola o índice dos
preservação da liberdade humana, de maneira a coibir 27%.
LÍNGUA PORTUGUESA

a desordem do estado de natureza, que, em virtude do


risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes, A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de
exige a existência de um poder institucional. Mas a con- cima para baixo, é:
quista da liberdade humana também reclama a distri-
buição do poder em ramos diversos, com a disposição a) V – V – V.
de meios que assegurem o controle recíproco entre eles b) F – V – F.
para o advento de um cenário de equilíbrio e harmonia c) V – F – F.

93
d) F – F – V. Cheguei ao metrô.
e) F – F – F. Cheguei no metrô.

Resposta: Letra C No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no


Esses alunos que são usuários constantes de redes so- segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado.
ciais têm um risco 27% maior de desenvolver depressão
Em: ( ) Caso os termos ‘Esses alunos’ fosse passado A voluntária distribuía leite às crianças.
para o singular, outras quatro palavras deveriam sofrer A voluntária distribuía leite com as crianças.
ajustes para fins de concordância.
Esse aluno que é usuário constante de redes sociais Na primeira frase, o verbo “distribuir” foi emprega-
tem um risco 27% maior de desenvolver depressão do como transitivo direto (objeto direto: leite) e indireto
= (verdadeira = haveria quatro alterações) (objeto indireto: às crianças); na segunda, como transiti-
Em: ( ) Mais da metade dos alunos que usam redes vo direto (objeto direto: crianças; com as crianças: adjun-
sociais podem ficar deprimidos. to adverbial).
= falsa (o período em análise não nos transmite tal in- Para estudar a regência verbal, agruparemos os ver-
formação, apenas afirma que usuários constantes têm bos de acordo com sua transitividade. Esta, porém, não é
um risco 27% maior que os demais) um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de dife-
Em: ( ) O risco de alunos usuários de redes sociais de- rentes formas em frases distintas.
senvolverem depressão constante extrapola o índice
dos 27%. A) Verbos Intransitivos
= Falsa (“depressão constante” altera o sentido do Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
período) importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.

Chegar, Ir
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL Normalmente vêm acompanhados de adjuntos ad-
verbiais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas
para indicar destino ou direção são: a, para.
Fui ao teatro.
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL
Adjunto Adverbial de Lugar
Dá-se o nome de regência à relação de subordina-
Ricardo foi para a Espanha.
ção que ocorre entre um verbo (regência verbal) ou um
Adjunto Adverbial de Lugar
nome (regência nominal) e seus complementos.
Comparecer
Regência Verbal = Termo Regente: VERBO
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido
por em ou a.
A regência verbal estuda a relação que se estabele-
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o
ce entre os verbos e os termos que os complementam
último jogo.
(objetos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (ad-
juntos adverbiais). Há verbos que admitem mais de uma
B) Verbos Transitivos Diretos
regência, o que corresponde à diversidade de significa-
Os verbos transitivos diretos são complementados
dos que estes verbos podem adquirir dependendo do
por objetos diretos. Isso significa que não exigem prepo-
contexto em que forem empregados.
sição para o estabelecimento da relação de regência. Ao
empregar esses verbos, lembre-se de que os pronomes
A mãe agrada o filho = agradar significa acariciar,
oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses
contentar.
pronomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após
A mãe agrada ao filho = agradar significa “causar
formas verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos,
agrado ou prazer”, satisfazer.
nas (após formas verbais terminadas em sons nasais),
enquanto lhe e lhes são, quando complementos verbais,
Conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
objetos indiretos.
“agradar a alguém”.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: aban-
donar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar,
LÍNGUA PORTUGUESA

O conhecimento do uso adequado das preposições


admirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, au-
é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência
xiliar, castigar, condenar, conhecer, conservar, convidar,
verbal (e também nominal). As preposições são capazes
defender, eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, pre-
de modificar completamente o sentido daquilo que está
judicar, prezar, proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver,
sendo dito.
visitar.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
como o verbo amar:

94
Amo aquele rapaz. / Amo-o. D) Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Amo aquela moça. / Amo-a.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Os verbos transitivos diretos e indiretos são acom-
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. panhados de um objeto direto e um indireto. Merecem
destaque, nesse grupo: agradecer, perdoar e pagar. São
Observação: verbos que apresentam objeto direto relacionado a coi-
Os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos sas e objeto indireto relacionado a pessoas.
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
adnominais): Agradeço aos ouvintes a audiência.
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Objeto Indireto Objeto Direto
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua
carreira) Paguei o débito ao cobrador.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau Objeto Direto Objeto Indireto
humor)
C) Verbos Transitivos Indiretos O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
Os verbos transitivos indiretos são complementados com particular cuidado:
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi- Agradeci o presente. / Agradeci-o.
gem uma preposição para o estabelecimento da relação Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
de regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
terceira pessoa que podem atuar como objetos indire- Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
tos são o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se Paguei minhas contas. / Paguei-as.
utilizam os pronomes o, os, a, as como complementos Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
de verbos transitivos indiretos. Com os objetos indiretos
que não representam pessoas, usam-se pronomes oblí- Informar
quos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
pronomes átonos lhe, lhes. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Informe os novos preços aos clientes.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os no-
Consistir - Tem complemento introduzido pela pre- vos preços)
posição “em”: A modernidade verdadeira consiste em di-
reitos iguais para todos. Na utilização de pronomes como complementos, veja
Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple- as construções:
mentos introduzidos pela preposição “a”: Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. preços.
Eles desobedeceram às leis do trânsito. Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou
sobre eles)
Responder - Tem complemento introduzido pela Observação:
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para in- A mesma regência do verbo informar é usada para os
dicar “a quem” ou “ao que” se responde. seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
Respondi ao meu patrão.
Respondemos às perguntas. Comparar
Respondeu-lhe à altura. Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite
as preposições “a” ou “com” para introduzir o com-
Observação: plemento indireto: Comparei seu comportamento
O verbo responder, apesar de transitivo indireto quan- ao (ou com o) de uma criança.
do exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
analítica: Pedir
O questionário foi respondido corretamente. Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente
Todas as perguntas foram respondidas na forma de oração subordinada substantiva) e indireto
satisfatoriamente. de pessoa.

Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus comple- Pedi-lhe favores.


mentos introduzidos pela preposição “com”. Objeto Indireto Objeto Direto
LÍNGUA PORTUGUESA

Antipatizo com aquela apresentadora.


Simpatizo com os que condenam os políticos que go- Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
vernam para uma minoria privilegiada. Objeto Indireto Oração Subordinada Substan-
tiva Objetiva Direta

95
A construção “pedir para”, muito comum na lingua- Como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pes-
gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na lín- soa, as formas pronominais átonas “lhe” e “lhes” não são
gua culta. No entanto, é considerada correta quando a utilizadas, mas, sim, as formas tônicas “a ele(s)”, “a ela(s)”.
palavra licença estiver subentendida. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência melhor. (=
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em Aspiravam a ela)
casa.
Assistir
Observe que, nesse caso, a preposição “para” intro- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, pres-
duz uma oração subordinada adverbial final reduzida de tar assistência a, auxiliar.
infinitivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa). As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
Preferir
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presen-
indireto introduzido pela preposição “a”: ciar, estar presente, caber, pertencer.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. Assistimos ao documentário.
Prefiro trem a ônibus. Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Observação:
Na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem No sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é in-
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil ve- transitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
zes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa
prefixo existente no próprio verbo (pre). conturbada cidade.
Chamar
Mudança de Transitividade - Mudança de Signifi- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, so-
cado licitar a atenção ou a presença de.
Por gentileza, vá chamar a polícia. / Por favor, vá
Há verbos que, de acordo com a mudança de transi- chamá-la.
tividade, apresentam mudança de significado. O conhe- Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
cimento das diferentes regências desses verbos é um re-
curso linguístico muito importante, pois além de permitir Chamar no sentido de denominar, apelidar pode
a correta interpretação de passagens escritas, oferece apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere pre-
possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Den- dicativo preposicionado ou não.
tre os principais, estão: A torcida chamou o jogador mercenário.
A torcida chamou ao jogador mercenário.
Agradar A torcida chamou o jogador de mercenário.
Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari- A torcida chamou ao jogador de mercenário.
nhos, acariciar, fazer as vontades de.
Sempre agrada o filho quando. Chamar com o sentido de ter por nome é pronominal:
Aquele comerciante agrada os clientes. Como você se chama? Eu me chamo Zenaide.

Agradar é transitivo indireto no sentido de causar Custar


agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento Custar é intransitivo no sentido de ter determinado
introduzido pela preposição “a”. valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adver-
O cantor não agradou aos presentes. bial: Frutas e verduras não deveriam custar muito.
O cantor não lhes agradou.
No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransiti-
O antônimo “desagradar” é sempre transitivo indire- vo ou transitivo indireto, tendo como sujeito uma oração
to: O cantor desagradou à plateia. reduzida de infinitivo.
Muito custa viver tão longe da família.
Aspirar Verbo Intransitivo Oração Subordinada
Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar Substantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
(o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
Custou-me (a mim) crer nisso.
LÍNGUA PORTUGUESA

Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter Objeto Indireto Oração Subordinada Subs-
como ambição: Aspirávamos a um emprego melhor. (As- tantiva Subjetiva Reduzida de Infinitivo
pirávamos a ele)
A Gramática Normativa condena as construções que
atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por
pessoa: Custei para entender o problema.
= Forma correta: Custou-me entender o problema.

96
Implicar Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-es-
Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: tar público.
A) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes Esquecer – Lembrar
implicavam um firme propósito. Lembrar algo – esquecer algo
B) ter como consequência, trazer como consequência, Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo
acarretar, provocar: Uma ação implica reação. (pronominal)

Como transitivo direto e indireto, significa compro- No 1.º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja,
meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o
econômicas. livro.
No 2.º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc)
No sentido de antipatizar, ter implicância, é transiti- e exigem complemento com a preposição “de”. São, por-
vo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com tanto, transitivos indiretos:
quem não trabalhasse arduamente. Ele se esqueceu do caderno.
Eu me esqueci da chave.
Namorar Eles se esqueceram da prova.
Sempre tansitivo direto: Luísa namora Carlos há dois Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
anos.
Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-
Obedecer - Desobedecer brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
Sempre transitivo indireto: alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-
Todos obedeceram às regras. gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
Ninguém desobedece às leis. clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado
de Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias
Quando o objeto é “coisa”, não se utiliza “lhe” nem vezes.
“lhes”: As leis são essas, mas todos desobedecem a elas. Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
Proceder Não lhe lembram os bons momentos da infância? (=
Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter momentos é sujeito)
cabimento, ter fundamento ou comportar-se, agir. Nessa
segunda acepção, vem sempre acompanhado de adjunto Simpatizar - Antipatizar
adverbial de modo. São transitivos indiretos e exigem a preposição “com”:
As afirmações da testemunha procediam, não havia Não simpatizei com os jurados.
como refutá-las. Simpatizei com os alunos.
Você procede muito mal.
Importante:
Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo- A norma culta exige que os verbos e expressões que
sição “de”) e fazer, executar (rege complemento introdu- dão ideia de movimento sejam usados com a preposição
zido pela preposição “a”) é transitivo indireto. “a”:
O avião procede de Maceió. Chegamos a São Paulo e fomos direto ao hotel.
Procedeu-se aos exames. Cláudia desceu ao segundo andar.
O delegado procederá ao inquérito. Hoje, com esta chuva, ninguém sairá à rua.
Regência Nominal
Querer É o nome da relação existente entre um nome (subs-
Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter tantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por
vontade de, cobiçar. esse nome. Essa relação é sempre intermediada por uma
Querem melhor atendimento. preposição. No estudo da regência nominal, é preciso le-
Queremos um país melhor. var em conta que vários nomes apresentam exatamente
o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer
Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer
estimar, amar: Quero muito aos meus amigos. o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Ver-
bo obedecer e os nomes correspondentes: todos regem
Visar complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
LÍNGUA PORTUGUESA

Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi- Obedecer a algo/ a alguém.


rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Obediente a algo/ a alguém.
O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque. Se uma oração completar o sentido de um nome, ou
No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como seja, exercer a função de complemento nominal, ela será
objetivo é transitivo indireto e rege a preposição “a”. completiva nominal (subordinada substantiva).
O ensino deve sempre visar ao progresso social.

97
Regência de Alguns Nomes

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

Observação:
Os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; pa-
ralelamente a; relativa a; relativamente a.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Cochar - Português linguagens: volume 3. – 7.ª ed. Reform. – São
Paulo: Saraiva, 2010.
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010.
AMARAL, Emília... [et al.]. Português: novas palavras: literatura, gramática, redação – São Paulo: FTD, 2000.

SITE
LÍNGUA PORTUGUESA

Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php>

98
d) Podemos esperar porquanto um futuro melhor
EXERCÍCIOS COMENTADOS e) Podemos esperar todavia um futuro melhor

Resposta: Letra C
1. (LIQUIGÁS – ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
Em “a”: Podemos esperar para um futuro melhor = po-
– CESGRANRIO-2018)
demos esperar o quê?
Em “b”: Podemos esperar com um futuro melhor = po-
O ano da esperança
demos esperar o quê?
Em “c”: Podemos esperar um futuro melhor = correta
O ano de 2017 foi difícil. Avalio pelo número de amigos
Em “d”: Podemos esperar porquanto um futuro me-
desempregados. E pedidos de empréstimos. Um atrás
lhor = sentido de “porque”
do outro. Nunca fui de botar dinheiro nas relações de
Em “e”: Podemos esperar todavia um futuro melhor =
amizade. Como afirmou Shakespeare, perde-se o dinhei-
conjunção adversativa (ideia contrária à apresentada
ro e o amigo. Nos primeiros pedidos, eu ajudava, com a
anteriormente)
consciência de que era uma doação. A situação foi pio-
A única frase correta – e coerente - é podemos esperar
rando. Os argumentos também. No início era para pagar
um futuro melhor.
a escola do filho. Depois vieram as mães e avós doentes.
Lamentavelmente, aprendi a não ser generoso. Ajudava
2. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR – CES-
um rapaz, que não conheço pessoalmente. Mas que so-
GRANRIO-2018) Considere a seguinte frase: “Os lança-
freu um acidente e não tinha como pagar a fisioterapia.
mentos tecnológicos a que o autor se refere podem re-
Comecei pagando a físio. Vieram sucessivas internações,
sultar em comportamentos impulsivos nos consumidores
remédios. A situação piorando, eu já estava encomen-
desses produtos”. A utilização da preposição destacada
dando missa de sétimo dia. Falei com um amigo médico,
a é obrigatória para atender às exigências da regência
no Rio de Janeiro. Ele aceitou tratar o caso gratuitamen-
do verbo “referir-se”, de acordo com a norma-padrão da
te. Surpresa! O doente não aparecia para a consulta. Até
língua portuguesa. É também obrigatório o uso de uma
que o coloquei contra a parede. Ou se consultava ou eu
preposição antecedendo o pronome que destacado em:
não ajudava mais.
Cheio de saúde, ele foi ao consultório. Pediu uma receita
a) Os consumidores, ao adquirirem um produto que qua-
de suplementos para ficar com o corpo atlético. Nunca
se ninguém possui, recém-lançado no mercado, pas-
conheci o sujeito, repito. Eu me senti um idiota por ter
sam a ter uma sensação de superioridade.
caído na história. Só que esse rapaz havia perdido o em-
b) Muitos aparelhos difundidos no mercado nem sempre
prego após o suposto acidente. Foi por isso que me dei-
trazem novidades que justifiquem seu preço elevado
xei enganar. Mas, ao perder salário, muita gente perde
em relação ao modelo anterior.
também a vergonha. Pior ainda. A violência aumenta. As
c) O estudo de mapeamento cerebral que o pesquisador
pessoas buscam vagas nos mercados em expansão. Se a
realizou foi importante para mostrar que o vício em
indústria automobilística vai bem, é lá que vão trabalhar.
novidades tecnológicas cresce cada vez mais.
Podemos esperar por um futuro melhor ou o que nos
d) O hormônio chamado dopamina é responsável por
aguarda é mais descrédito? Novos candidatos vão sur-
causar sensações de prazer que levam as pessoas a se
gir. Serão novos? Ou os antigos? Ou novos com cabeça
sentirem recompensadas.
de velhos? Todos pedem que a gente tenha uma nova
e) As pessoas, na maioria das vezes, gastam muito mais
consciência para votar. Como? Num mundo em que as
do que o seu orçamento permite em aparelhos que
notícias são plantadas pela internet, em que muitos sites
elas não necessitam.
servem a qualquer mentira. Digo por mim. Já contaram
cada história a meu respeito que nem sei o que dizer. Já
Resposta: Letra E
inventaram casos de amor, tramas nas novelas que escre-
Em “a”: Os consumidores, ao adquirirem um produ-
vo. Pior. Depois todo mundo me pergunta por que isso
to que (= o qual) quase ninguém possui, recém-lan-
ou aquilo não aconteceu na novela. Se mudei a trama.
çado no mercado, passam a ter uma sensação de
Respondo: — Nunca foi para acontecer. Era mentira da
superioridade.
internet.
Em “b”: Muitos aparelhos difundidos no mercado nem
Duvidam. Acham que estou mentindo.
sempre trazem novidades que (= as quais) justifiquem
CARRASCO, W. O ano da esperança. Época, 25 dez.
seu preço elevado em relação ao modelo anterior.
2017, p.97. Adaptado.
Em “c”: O estudo de mapeamento cerebral que (= o
qual) o pesquisador realizou foi importante para mos-
LÍNGUA PORTUGUESA

Considere o trecho “Podemos esperar por um futuro me-


trar que o vício em novidades tecnológicas cresce
lhor”. Respeitando-se as regras da norma-padrão e con-
cada vez mais.
servando-se o conteúdo informacional, o trecho acima
Em “d”: O hormônio chamado dopamina é responsá-
está corretamente reescrito em:
vel por causar sensações de prazer que (= as quais)
a) Podemos esperar para um futuro melhor
levam as pessoas a se sentirem recompensadas.
b) Podemos esperar com um futuro melhor
c) Podemos esperar um futuro melhor

99
Em “e”: As pessoas, na maioria das vezes, gastam mui- Em “e”: O único detalhe do apartamento que o amigo
to mais do que o seu orçamento permite em apare- se ateve = ao qual/ a que
lhos de que (= das quais) elas não necessitam.
5. (TJ-SP – ADVOGADO - VUNESP/2013 - ADAPTADA)
3. (MPU – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE-2010) Na passagem – ... e ausência de candidatos para preen-
A pobreza é um dos fatores mais comumente respon- chê-las. –, substituindo-se o verbo preencher por concor-
sáveis pelo baixo nível de desenvolvimento humano rer e atendendo-se à norma-padrão, obtém-se:
e pela origem de uma série de mazelas, algumas das
quais proibidas por lei ou consideradas crimes. É o caso a) … e ausência de candidatos para concorrer a elas.
do trabalho infantil. A chaga encontra terreno fértil nas b) … e ausência de candidatos para concorrer à elas.
sociedades subdesenvolvidas, mas também viceja onde c) … e ausência de candidatos para concorrer-lhes.
o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem, obriga d) … e ausência de candidatos para concorrê-las.
crianças e adolescentes a participarem do processo de e) … e ausência de candidatos para lhes concorrer.
produção. Foi assim na Revolução Industrial de ontem
e nas economias ditas avançadas. E ainda é, nos dias de Resposta: Letra A
hoje, nas manufaturas da Ásia ou em diversas regiões do Vamos por exclusão: “à elas” está errada, já que não
Brasil. Enquanto, entre as nações ricas, o trabalho infan- temos acento indicativo de crase antes de pronome
til foi minimizado, já que nunca se pode dizer erradica- pessoal; quando temos um verbo no infinitivo, po-
do, ele continua sendo grave problema nos países mais demos usar a construção: verbo + preposição + pro-
pobres. nome pessoal. Por exemplo: Dar a eles (ao invés de
Jornal do Brasil, Editorial, 1.º/7/2010 (com adaptações). “dar-lhes”).

O emprego de preposição em “a participarem” é exigido


pela regência da forma verbal “obriga”.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL
(  ) CERTO   (  ) ERRADO

Resposta: Certo Prezado candidato, o tópico acima já foi abordado


(...) o capitalismo, em seu ambiente mais selvagem, anteriormente!
obriga crianças e adolescentes a participarem =
quem obriga, obriga alguém (crianças e adolescentes –
objeto direto) a algo (a participarem – objeto indireto: EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO E
com preposição – no caso, uma oração com a função SUA FUNÇÃO NO TEXTO
de objeto indireto).

4. (PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA – VUNESP-2013) PONTUAÇÃO


Considerando as regras de regência verbal, assinale a al-
ternativa correta. Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
servem para compor a coesão e a coerência textual, além
a) Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o amigo de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas.
comentou de que o livro estava acabando. Um texto escrito adquire diferentes significados quando
b) Enquanto seu amigo continua encomendando livros pontuado de formas diversificadas. O uso da pontuação
de papel, o autor aderiu o livro digital. depende, em certos momentos, da intenção do autor do
c) Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer seria sair discurso. Assim, os sinais de pontuação estão diretamen-
para jantar. te relacionados ao contexto e ao interlocutor.
d) As estantes que o autor aludiu foram projetadas para
armazenar livros e CDs. Principais funções dos sinais de pontuação
e) O único detalhe do apartamento que o amigo se ateve
foi o número de estantes. A) Ponto (.)

Resposta: Letra C • Indica o término do discurso ou de parte dele, en-


Em “a”: Ao ver a quantidade excessiva de prateleiras, o cerrando o período.
amigo comentou de (X) que = comentou que
LÍNGUA PORTUGUESA

Em “b”: Enquanto seu amigo continua encomendando • Usa-se nas abreviaturas: pág. (página), Cia. (Com-
livros de papel, o autor aderiu o = aderiu ao panhia). Se a palavra abreviada aparecer em final
Em “c”: Álvaro convenceu-se de que o melhor a fazer de período, este não receberá outro ponto; neste
seria sair para jantar = correta caso, o ponto de abreviatura marca, também, o fim
Em “d”: As estantes que o autor aludiu = às quais/a de período. Exemplo: Estudei português, matemári-
que ca, constitucional, etc. (e não “etc..”)

100
• Nos títulos e cabeçalhos é opcional o emprego do F) Reticências (...)
ponto, assim como após o nome do autor de uma
citação: • Indica que palavras foram suprimidas: Comprei lá-
Haverá eleições em outubro pis, canetas, cadernos...
O culto do vernáculo faz parte do brio cívico. (Napo- • Indica interrupção violenta da frase: “- Não... quero
leão Mendes de Almeida) (ou: Almeida.) dizer... é verdad... Ah!”
• Indica interrupções de hesitação ou dúvida: Este
• Os números que identificam o ano não utilizam mal... pega doutor?
ponto nem devem ter espaço a separá-los, bem • Indica que o sentido vai além do que foi dito: Dei-
como os números de CEP: 1975, 2014, 2006, xa, depois, o coração falar...
17600-250.
G) Vírgula (,)
B) Ponto e Vírgula (;)
Não se usa vírgula
• Separa várias partes do discurso, que têm a mesma Separando termos que, do ponto de vista sintático,
importância: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ligam-se diretamente entre si:
ricos dão pelo pão a fazenda; os de espíritos genero-
sos dão pelo pão a vida; os de nenhum espírito dão 1. Entre sujeito e predicado:
pelo pão a alma...” (VIEIRA) Todos os alunos da sala foram advertidos.
Sujeito predicado
• Separa partes de frases que já estão separadas por
vírgulas: Alguns quiseram verão, praia e calor; ou- 2. Entre o verbo e seus objetos:
tros, montanhas, frio e cobertor. O trabalho custou sacrifício aos realizadores.
• Separa itens de uma enumeração, exposição de V.T.D.I. O.D. O.I.
motivos, decreto de lei, etc. Usa-se a vírgula:
Ir ao supermercado;
Pegar as crianças na escola; 1. Para marcar intercalação:
Caminhada na praia; A) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua
Reunião com amigos. abundância, vem caindo de preço.
B) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Es-
C) Dois pontos (:) tão produzindo, todavia, altas quantidades de
alimentos.
• Antes de uma citação = Vejamos como Afrânio C) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
Coutinho trata este assunto: trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto
• Antes de um aposto = Três coisas não me agradam: é, não querem abrir mão dos lucros altos.
chuva pela manhã, frio à tarde e calor à noite.
• Antes de uma explicação ou esclarecimento: Lá es- 2. Para marcar inversão:
tava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo A) do adjunto adverbial (colocado no início da ora-
a rotina de sempre. ção): Depois das sete horas, todo o comércio está de
portas fechadas.
• Em frases de estilo direto B) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
Maria perguntou: pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
- Por que você não toma uma decisão? C) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
maio de 1982.
D) Ponto de Exclamação (!)
3. Para separar entre si elementos coordenados
• Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, (dispostos em enumeração):
susto, súplica, etc.: Sim! Claro que eu quero me ca- Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
sar com você! A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e
animais.
• Depois de interjeições ou vocativos
Ai! Que susto! 4. Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós que-
João! Há quanto tempo! remos comer pizza; e vocês, churrasco.
LÍNGUA PORTUGUESA

E) Ponto de Interrogação (?) 5. Para isolar:


A) o aposto: São Paulo, considerada a metrópole bra-
• Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. sileira, possui um trânsito caótico.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur B) o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
Azevedo)

101
Observações: Em “a”, Como esse metal é limitado, isso garantia
Considerando-se que “etc.” é abreviatura da expres- que a produção de dinheiro fosse também limitada
são latina et coetera, que significa “e outras coisas”, seria = correta
dispensável o emprego da vírgula antes dele. Porém, o Em “b”, Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o
acordo ortográfico em vigor no Brasil exige que empre- padrão-ouro = correta
guemos etc. predecido de vírgula: Falamos de política, Em “c”, Praticamente todo o dinheiro que existe no
futebol, lazer, etc. mundo é criado assim, inventado em canetaços a par-
As perguntas que denotam surpresa podem ter com- tir da concessão de empréstimos = correta
binados o ponto de interrogação e o de exclamação: Em “d”, Assim, o sistema monetário atual funciona
Você falou isso para ela?! com uma moeda que é ao mesmo tempo escassa e
abundante = correta
Temos, ainda, sinais distintivos: Em “e”, Escassa porque só banqueiros podem criá-la,
• a barra ( / ) = usada em datas (25/12/2014), sepa- (X) e abundante porque é gerada pela simples mani-
ração de siglas (IOF/UPC); pulação de bancos de dados = incorreta - a vírgula
• os colchetes ([ ]) = usados em transcrições fei- pode ser utilizada antes da conjunção “e”, desde que
tas pelo narrador ([vide pág. 5]), usado como pri- haja mudança de sujeito, por exemplo (o que não
meira opção aos parênteses, principalmente na acontece na questão)
matemática;
• o asterisco (*) = usado para remeter o leitor a uma 2. (BANESTES – ANALISTA ECONÔMICO FINANCEIRO
nota de rodapé ou no fim do livro, para substituir GESTÃO CONTÁBIL – FGV-2018)
um nome que não se quer mencionar.
Texto 1
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Em artigo publicado no jornal carioca O Globo, 19/3/2018,
CEREJA, Wiliam Roberto, MAGALHÃES, Thereza Co- com o nome Erros do passado, o articulista Paulo Gue-
char - Português linguagens: volume 3. – 7.ª ed. Reform. des escreve o seguinte: “Os regimes trabalhista e pre-
– São Paulo: Saraiva, 2010. videnciário brasileiros são politicamente anacrônicos,
SACCONI, Luiz Antônio. Nossa gramática completa economicamente desastrosos e socialmente perversos.
Sacconi. 30.ª ed. Rev. São Paulo: Nova Geração, 2010. Arquitetados de início em sistemas políticos fechados
(na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália fascista de
SITE Mussolini), e desde então cultivados por obsoletos pro-
gramas socialdemocratas, são hoje armas de destruição
Disponível em: <http://www.infoescola.com/ em massa de empregos locais em meio à competição
portugues/pontuacao/> global. Reduzem a competitividade das empresas, fabri-
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/grama- cam desigualdades sociais, dissipam em consumo cor-
tica/uso-da-virgula.htm> rente a poupança compulsória dos encargos recolhidos,
derrubam o crescimento da economia e solapam o valor
futuro das aposentadorias”. (adaptado)
EXERCÍCIOS COMENTADOS
No texto 1, os termos inseridos nos parênteses – na Ale-
manha imperial de Bismarck e na Itália fascista de Musso-
1. (BANPARÁ – ASSISTENTE SOCIAL – FADESP-2018)
lini – têm a finalidade textual de:
O enunciado em que a vírgula foi empregada em desa-
cordo com as regras de pontuação é
a) enumerar os sistemas políticos fechados do passado;
b) destacar os sistemas onde se originaram os regimes
a) Como esse metal é limitado, isso garantia que a pro-
trabalhista e previdenciário;
dução de dinheiro fosse também limitada.
c) criticar o atraso político de alguns sistemas da História;
b) Em 1971, o presidente dos EUA acabou com o
d) condenar nossos regimes trabalhista e previdenciário
padrão-ouro.
por serem muito antigos;
c) Praticamente todo o dinheiro que existe no mundo é
e) exemplificar alguns dos nossos erros do passado.
criado assim, inventado em canetaços a partir da con-
cessão de empréstimos.
Resposta: Letra B
d) Assim, o sistema monetário atual funciona com uma
Arquitetados de início em sistemas políticos fecha-
LÍNGUA PORTUGUESA

moeda que é ao mesmo tempo escassa e abundante.


dos (na Alemanha imperial de Bismarck e na Itália
e) Escassa porque só banqueiros podem criá-la, e abun-
fascista de Mussolini) = os termos entre parênteses
dante porque é gerada pela simples manipulação de
servem para se referir aos sistemas políticos fechados,
bancos de dados.
exemplificando-os.
Em “a”, enumerar os sistemas políticos fechados do
Resposta: Letra E
passado = incorreta
O enunciado pede a alternativa em desacordo:

102
Em “b”, destacar os sistemas onde se originaram os d) A responsabilidade social explora um leque abrangen-
regimes trabalhista e previdenciário = correta te de beneficiários, envolvendo assim: a qualidade de
Em “c”, criticar o atraso político de alguns sistemas da vida o bem-estar dos trabalhadores, a redução de im-
História = incorreta pactos negativos, no meio ambiente.
Em “d”, condenar nossos regimes trabalhista e previ- e) Alguns críticos da responsabilidade social defendem
denciário por serem muito antigos = incorreta a ideia de que: o objetivo das empresas é o lucro e a
Em “e”, exemplificar alguns dos nossos erros do pas- geração de empregos não a preocupação com a so-
sado = incorreta ciedade como um todo.

3. (BADESC – ANALISTA DE SISTEMA – BANCO DE DA- Resposta: Letra A


DOS – FGV-2010) Assinale a alternativa em que a vírgula Assinalei com (X) as inadequações e destaquei as
está corretamente empregada. inclusões:
Em “a”: O conjunto de preocupações e ações efetivas,
a) O jeitinho, essa instituição tipicamente brasileira pode quando atendem, de forma voluntária, aos funcioná-
ser considerado, sem dúvida, um desvio de caráter. rios e à comunidade em geral, pode ser definido como
b) Apareciam novos problemas, e o funcionário embora responsabilidade social = correta
competente, nem sempre conseguia resolvê-los. Em “b”: As empresas que optam por encampar a prá-
c) Ainda que os níveis de educação estivessem avançan- tica da responsabilidade social, (X) beneficiam-se de
do, o sentimento geral, às vezes, era de frustração. conseguir uma melhor imagem no mercado.
d) É claro, que se fôssemos levar a lei ao pé da letra, mui- Em “c”: A noção de responsabilidade social foi mui-
tos sofreriam sanções diariamente. to utilizada em campanhas publicitárias: (X) ; por isso,
e) O tempo não para as transformações sociais são ur- as empresas precisam relacionar-se melhor, (X) com a
gentes mas há quem não perceba esse fato, que é sociedade.
evidente. Em “d”: A responsabilidade social explora um leque
abrangente de beneficiários, envolvendo , assim: (X) ,
Resposta: Letra C a qualidade de vida , o bem-estar dos trabalhadores,
Indiquei com (X) os lugares inadequados e acrescentei (X) e a redução de impactos negativos, (X) no meio
a pontuação que faltou: ambiente.
Em “a”, O jeitinho, essa instituição tipicamente brasi- Em “e”: Alguns críticos da responsabilidade social de-
leira , pode ser considerado, sem dúvida, um desvio fendem a ideia de que: (X) o objetivo das empresas é
de caráter. o lucro e a geração de empregos , não a preocupação
Em “b”, Apareciam novos problemas , (X) e o funcio- com a sociedade como um todo.
nário , embora competente, nem sempre conseguia
resolvê-los. 5. (PC-SP - Investigador de Polícia – Vunesp-2014)
Em “c”, Ainda que os níveis de educação estivessem
avançando, o sentimento geral, às vezes, era de frus-
tração.= correta
Em “d”, É claro , (X) que se fôssemos levar a lei ao pé da
letra, muitos sofreriam sanções diariamente.
Em “e”, O tempo não para , as transformações sociais
são urgentes , mas há quem não perceba esse fato,
que é evidente. (Folha de S.Paulo, 03.01.2014. Adaptado)

4. (BANCO DO BRASIL – ESCRITURÁRIO – CESGRAN- De acordo com a norma-padrão, no primeiro quadri-


RIO-2018) De acordo com a norma-padrão da língua nho, na fala de Hagar, deve ser utilizada uma vírgula,
portuguesa, a pontuação está corretamente empregada obrigatoriamente,
em:
a) antes da palavra “olho”.
a) O conjunto de preocupações e ações efetivas, quan- b) antes da palavra “e”.
do atendem, de forma voluntária, aos funcionários e c) depois da palavra “evitar”.
à comunidade em geral, pode ser definido como res- d) antes da palavra “evitar”.
ponsabilidade social. e) depois da palavra “e”.
b) As empresas que optam por encampar a prática da
LÍNGUA PORTUGUESA

responsabilidade social, beneficiam-se de conseguir Resposta: Letra C


uma melhor imagem no mercado. “Não posso evitar doutor” = no diálogo, Hagar fala
c) A noção de responsabilidade social foi muito utiliza- com o doutor (vocativo); portanto, presença obriga-
da em campanhas publicitárias: por isso, as empresas tória de vírgula após o verbo “evitar”.
precisam relacionar-se melhor, com a sociedade.

103
6. (TJ-RS – JUIZ DE DIREITO – SUBSTITUTO – VU- coesão textual. Na organização de períodos e de pará-
NESP-2018) No trecho do primeiro parágrafo do texto grafos, um erro no emprego dos mecanismos gramati-
– Nas escolas da Catalunha, a separação da Espanha tem cais e lexicais prejudica o entendimento do texto. Cons-
apoio maciço. É uma situação que contrasta com outros truído com os elementos corretos, confere-se a ele uma
lugares de Barcelona, uma cidade que vive hoje em unidade formal.
duas dimensões. De um lado, há a Barcelona dos turistas, Nas palavras do mestre Evanildo Bechara, “o enun-
que se cotovelam nos pontos turísticos da cidade, … ciado não se constrói com um amontoado de palavras e
–, empregam-se as vírgulas para separar as expressões orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de
destacadas porque elas dependência e independência sintática e semântica, reco-
bertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam
a) acrescem às informações precedentes comentários estes princípios”.
que lhes ampliam o sentido. Não se deve escrever frases ou textos desconexos –
b) sintetizam as ideias centrais das informações é imprescindível que haja uma unidade, ou seja, que as
precedentes. frases estejam coesas e coerentes formando o texto. Re-
c) apresentam informações que se opõem às informa- lembre-se de que, por coesão, entende-se ligação, rela-
ções precedentes. ção, nexo entre os elementos que compõem a estrutura
d) retificam as informações precedentes, dando-lhes o textual.
correto matiz semântico.
e) estabelecem certas restrições de sentido às informa- Formas de se garantir a coesão entre os elementos
ções precedentes. de uma frase ou de um texto:

Resposta: Letra A • Substituição de palavras com o emprego de sinô-


É uma situação que contrasta com outros lugares de nimos - palavras ou expressões do mesmo campo
Barcelona, uma cidade que vive hoje em duas di- associativo.
mensões. De um lado, há a Barcelona dos turistas, que • Nominalização – emprego alternativo entre um ver-
se cotovelam nos pontos turísticos da cidade bo, o substantivo ou o adjetivo correspondente
Os períodos destacados acrescentam informações aos (desgastar / desgaste / desgastante).
termos citados anteriormente. • Emprego adequado de tempos e modos verbais:
Embora não gostassem de estudar, participaram da
aula.
• Emprego adequado de pronomes, conjunções, pre-
ELEMENTOS DE COESÃO posições, artigos:

O papa Francisco visitou o Brasil. Na capital brasileira,


Sua Santidade participou de uma reunião com a Presiden-
COESÃO E COERÊNCIA
te Dilma. Ao passar pelas ruas, o papa cumprimentava as
pessoas. Estas tiveram a certeza de que ele guarda respeito
Na construção de um texto, assim como na fala, usa-
por elas.
mos mecanismos para garantir ao interlocutor a com-
• Uso de hipônimos – relação que se estabelece com
preensão do que é dito, ou lido. Estes mecanismos lin-
base na maior especificidade do significado de um
guísticos que estabelecem a coesão e retomada do que
deles. Por exemplo, mesa (mais específico) e móvel
foi escrito - ou falado - são os referentes textuais, que
(mais genérico).
buscam garantir a coesão textual para que haja coerên-
• Emprego de hiperônimos - relações de um termo
cia, não só entre os elementos que compõem a oração,
de sentido mais amplo com outros de sentido mais
como também entre a sequência de orações dentro do
específico. Por exemplo, felino está numa relação
texto. Essa coesão também pode muitas vezes se dar de
de hiperonímia com gato.
modo implícito, baseado em conhecimentos anteriores
• Substitutos universais, como os verbos vicários.
que os participantes do processo têm com o tema.
Numa linguagem figurada, a coesão é uma linha ima-
Verbo vicário é aquele que substitui outro já utilizado
ginária - composta de termos e expressões - que une
no período, evitando repetições. Geralmente é o verbo
os diversos elementos do texto e busca estabelecer rela-
fazer e ser. Exemplo: Não gosto de estudar. Faço porque
ções de sentido entre eles. Dessa forma, com o emprego
preciso. O “faço” foi empregado no lugar de “estudo”,
de diferentes procedimentos, sejam lexicais (repetição,
evitando repetição desnecessária.
LÍNGUA PORTUGUESA

substituição, associação), sejam gramaticais (emprego de


A coesão apoiada na gramática se dá no uso de co-
pronomes, conjunções, numerais, elipses), constroem-se
nectivos, como pronomes, advérbios e expressões ad-
frases, orações, períodos, que irão apresentar o contexto
verbiais, conjunções, elipses, entre outros. A elipse jus-
– decorre daí a coerência textual.
tifica-se quando, ao remeter a um enunciado anterior,
Um texto incoerente é o que carece de sentido ou
a palavra elidida é facilmente identificável (Exemplo.: O
o apresenta de forma contraditória. Muitas vezes essa
jovem recolheu-se cedo. Sabia que ia necessitar de todas
incoerência é resultado do mau uso dos elementos de
as suas forças. O termo o jovem deixa de ser repetido e,

104
assim, estabelece a relação entre as duas orações). a) redução da poluição / banimento da circulação de car-
ros / erosão dos monumentos;
Dêiticos são elementos linguísticos que têm a pro- b) banimento da circulação de carros / erosão dos monu-
priedade de fazer referência ao contexto situacional ou mentos / redução da poluição;
ao próprio discurso. Exercem, por excelência, essa fun- c) erosão dos monumentos / redução da poluição / bani-
ção de progressão textual, dada sua característica: são mento da circulação de carros;
elementos que não significam, apenas indicam, remetem d) redução da poluição / erosão dos monumentos / ba-
aos componentes da situação comunicativa. nimento da circulação de carros;
Já os componentes concentram em si a significação. e) erosão dos monumentos / banimento da circulação de
Elisa Guimarães ensina-nos a esse respeito: carros / redução da poluição.
“Os pronomes pessoais e as desinências verbais in-
dicam os participantes do ato do discurso. Os pronomes Resposta: Letra E
demonstrativos, certas locuções prepositivas e adverbiais, “A prefeitura da capital italiana anunciou que vai banir
bem como os advérbios de tempo, referenciam o momento a circulação de carros a diesel no centro a partir de
da enunciação, podendo indicar simultaneidade, anterio- 2024. O objetivo é reduzir a poluição, que contribui
ridade ou posterioridade. Assim: este, agora, hoje, neste para a erosão dos monumentos”.
momento (presente); ultimamente, recentemente, ontem, Primeiro ocorreu a erosão dos monumentos (=1) de-
há alguns dias, antes de (pretérito); de agora em diante, vido à poluição; optou-se pelo banimento da circula-
no próximo ano, depois de (futuro).” ção dos carros (=2) para que a poluição diminua (=3),
o que preservará os monumentos.
A coerência de um texto está ligada:
1. à sua organização como um todo, em que devem 2. (BANCO DA AMAZÔNIA – TÉCNICO BANCÁRIO –
estar assegurados o início, o meio e o fim; CESGRANRIO-2018) A ideia a que o pronome destaca-
2. à adequação da linguagem ao tipo de texto. Um do se refere está adequadamente explicitada entre col-
texto técnico, por exemplo, tem a sua coerência chetes em:
fundamentada em comprovações, apresentação
de estatísticas, relato de experiências; um texto a) “Ela é produzida de forma descentralizada por mi-
informativo apresenta coerência se trabalhar com lhares de computadores, mantidos por pessoas que
linguagem objetiva, denotativa; textos poéticos, ‘emprestam’ a capacidade de suas máquinas para criar
por outro lado, trabalham com a linguagem figura- bitcoins” [computadores]
da, livre associação de ideias, palavras conotativas. b) “No processo de nascimento de uma bitcoin, que é
chamado de ´mineração´, os computadores conecta-
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA dos à rede competem entre si” [bitcoin]
c) “O nível de dificuldade dos desafios é ajustado pela
CAMPEDELLI, Samira Yousseff, SOUZA, Jésus Barbosa. rede, para que a moeda cresça dentro de uma faixa
Português – Literatura, Produção de Textos & Gramática – limitada, que é de até 21 milhões de unidades” [rede]
volume único – 3.ª ed. – São Paulo: Saraiva, 2002. d) “Elas são guardadas em uma espécie de carteira, que
é criada quando o usuário se cadastra no software.”
SITE [espécie ]
e) “Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha que em
Disponível em: <http://www.mundovestibular.com. algum momento deve estourar.” [bolha]
br/articles/2586/1/COESAO-E-COERENCIA-TEXTUAL/
Paacutegina1.html> Resposta: Letra E
Em “a”: “Ela é produzida de forma descentralizada por
milhares de computadores, mantidos por pessoas que
EXERCÍCIOS COMENTADOS (= as quais – retoma o termo “pessoas”)
Em “b”: “No processo de nascimento de uma bitcoin,
que é chamado de ‘mineração’ (= o qual - retoma o
1. (BANESTES – ANALISTA ECONÔMICO FINANCEIRO termo “processo de nascimento”)
GESTÃO CONTÁBIL – FGV-2018) Em “c”: “O nível de dificuldade dos desafios é ajustado
pela rede, para que a moeda cresça dentro de uma
Texto 2 faixa limitada, que é de até 21 milhões de unidades” =
retoma o termo “faixa limitada”
LÍNGUA PORTUGUESA

“A prefeitura da capital italiana anunciou que vai banir a Em “d”: “Elas são guardadas em uma espécie de cartei-
circulação de carros a diesel no centro a partir de 2024. O ra, que é criada (= a qual – retoma “carteira”)
objetivo é reduzir a poluição, que contribui para a erosão Em “e”: “Críticos afirmam que a moeda vive uma bolha
dos monumentos”. (Veja, 7/3/2018) que (= a qual) em algum momento deve estourar.”
[bolha] = correta
A ordem cronológica dos fatos citados no texto 2 é:

105
3. (PETROBRAS – ADMINISTRADOR JÚNIOR inovadora no cotidiano.
– CESGRANRIO-2018-ADAPTADA) No fim das contas, vale um lembrete que pode ajudar a
conter os impulsos na hora de comprar um novo smart-
O vício da tecnologia phone ou alguma novidade de mercado: compare o efei-
to momentâneo da dopamina com o impacto de imagi-
Entusiastas de tecnologia passaram a semana com os nar como ficarão as faturas do seu cartão de crédito com
olhos voltados para uma exposição de novidades eletrô- a nova compra.
nicas realizada recentemente nos Estados Unidos. Entre O choque ao constatar o rombo em seu orçamento pode
as inovações, estavam produtos relacionados a experiên- ser suficiente para que você decida pensar duas vezes a
cias de realidade virtual e à utilização de inteligência ar- respeito da aquisição.
tificial — que hoje é um dos temas que mais desperta DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan.
interesse em profissionais da área, tendo em vista a am- 2018. Adaptado.
pliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diver-
sos segmentos. A ideia a que a expressão destacada se refere está expli-
Mais do que prestar atenção às novidades lançadas no citada adequadamente entre colchetes em:
evento, vale refletir sobre o motivo que nos leva a uma
ansiedade tão grande para consumir produtos que pro- a) “relacionados a experiências de realidade virtual e à
metem inovação tecnológica. Por que tanta gente se dis- utilização de inteligência artificial — que hoje é um
põe a dormir em filas gigantescas só para ser um dos dos temas que mais desperta interesse em profissio-
primeiros a comprar um novo modelo de smartphone? nais da área” [experiências de realidade virtual]
Por que nos dispomos a pagar cifras astronômicas para b) “tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tec-
comprar aparelhos que não temos sequer certeza de que nologia nos mais diversos segmentos” [inteligência
serão realmente úteis em nossas rotinas? artificial]
A teoria de um neurocientista da Universidade de Oxford c) “a compra de uma novidade tecnológica atende a essa
(Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida desenfreada” última necessidade citada” [segurança]
por novos gadgets. De modo geral, em nosso processo d) “O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o
evolutivo como seres humanos, nosso cérebro aprendeu mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso
a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a cérebro a liberação de um hormônio chamado dopa-
perpetuação da espécie, tais como sexo, segurança e sta- mina” [mapeamento cerebral]
tus social. e) “Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo
Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica que represente uma recompensa.” [impulso cerebral]
atende a essa última necessidade citada: nós nos senti-
mos melhores e superiores, ainda que momentaneamen- Resposta: Letra B
te, quando surgimos em nossos círculos sociais com um Ao texto:
produto que quase ninguém ainda possui. Em “a”: “relacionados a experiências de realidade vir-
Foi realizado um estudo de mapeamento cerebral que tual e à utilização de inteligência artificial — que hoje
mostrou que imagens de produtos tecnológicos ativa- é um dos temas que mais desperta interesse em pro-
vam partes do nosso cérebro idênticas às que são ativa- fissionais da área” [experiências de realidade virtual]
das quando uma pessoa muito religiosa se depara com Nesse caso, a resposta se encontra na alternativa: in-
um objeto sagrado. Ou seja, não seria exagero dizer que teligência artificial
o vício em novidades tecnológicas é quase uma religião
para os mais entusiastas. Em “b”: “tendo em vista a ampliação do uso desse tipo
O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais de tecnologia nos mais diversos segmentos” [inteli-
novo lançamento tecnológico dispara em nosso cére- gência artificial]
bro a liberação de um hormônio chamado dopamina, Texto: Entre as inovações, estavam produtos relaciona-
responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é dos a experiências de realidade virtual e à utilização de
liberado quando nosso cérebro identifica algo que repre- inteligência artificial — que hoje é um dos temas que
sente uma recompensa. mais desperta interesse em profissionais da área, tendo
O grande problema é que a busca excessiva por recom- em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia
pensas pode resultar em comportamentos impulsivos, nos mais diversos segmentos.= correta
que incluem vícios em jogos, apego excessivo a redes
sociais e até mesmo alcoolismo. No caso do consumo, Em “c”: “a compra de uma novidade tecnológica aten-
podemos observar a situação problematizada aqui: gasto de a essa última necessidade citada” [segurança]
LÍNGUA PORTUGUESA

excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que nem Texto: (...) suprir necessidades básicas para a sobrevi-
sempre trazem novidade –– as atualizações de modelos vência e a perpetuação da espécie, tais como sexo, se-
de smartphones, por exemplo, na maior parte das vezes gurança e status social. / Nesse sentido, a compra de
apresentam poucas mudanças em relação ao modelo uma novidade tecnológica atende a essa última neces-
anterior, considerando-se seu preço elevado. Em outros sidade citada... = status social
casos, gasta-se uma quantia absurda em algum aparelho
novo que não se sabe se terá tanta utilidade prática ou

106
Em “d”: “O ato de seguir esse impulso cerebral e com- “No Centro da cidade, próximo ao grande comércio, temos
prar o mais novo lançamento tecnológico dispara em um grupo significativo de patrícios e algumas associações
nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado de porte”. No trecho acima, a autora usou em itálico a
dopamina” [mapeamento cerebral] palavra destacada para fazer referência aos
(...) vício em novidades tecnológicas é quase uma re-
ligião para os mais entusiastas. / O ato de seguir esse a) luso-brasileiros
impulso cerebral e comprar b) patriotas da cidade
c) habitantes da cidade
Em “e”: “Ele é liberado quando nosso cérebro identi- d) imigrantes portugueses
fica algo que represente uma recompensa.” [impulso e) compatriotas brasileiros
cerebral]
(...) a liberação de um hormônio chamado dopamina, Resposta: Letra D
responsável por nos causar sensações de prazer. Ele é Ainda hoje é o utilizado o termo “patrício” para se re-
liberado = dopamina ferir aos portugueses. “Patrício” significa “da mesma
pátria”.
4. (PETROBRAS – ENGENHEIRO(A) DE MEIO AMBIEN-
TE JÚNIOR – CESGRANRIO-2018) 5. (BANESTES – TÉCNICO BANCÁRIO – FGV-2018) To-
das as frases abaixo apresentam elementos sublinhados
Texto I que estabelecem coesão com elementos anteriores (aná-
fora); a frase em que o elemento sublinhado se refere a
Portugueses no Rio de Janeiro um elemento futuro do texto (catáfora) é:

O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração portu- a) “A civilização converteu a solidão num dos bens mais
guesa até meados dos anos cinquenta do século passa- preciosos que a alma humana pode desejar”;
do, quando chega a ser a “terceira cidade portuguesa do b) “Todo o problema da vida é este: como romper a pró-
mundo”, possuindo 196 mil portugueses — um décimo pria solidão”;
de sua população urbana. Ali, os portugueses dedicam- c) “É sobretudo na solidão que se sente a vantagem de
-se ao comércio, sobretudo na área dos comestíveis, viver com alguém que saiba pensar”;
como os cafés, as panificações, as leitarias, os talhos, d) “O homem ama a companhia, mesmo que seja apenas
além de outros ramos, como os das papelarias e lojas a de uma vela que queima”;
de vestuários. Fora do comércio, podem exercer as mais e) “As pessoas que nunca têm tempo são aquelas que
variadas profissões, como atividades domésticas ou as de produzem menos”.
barbeiros e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais
afortunados, aqueles ligados à indústria, voltados para Resposta: Letra B
construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de Em “a”: “A civilização converteu a solidão num dos
bebidas. bens mais preciosos que a alma humana pode dese-
A sua distribuição pela cidade, apesar da não formação jar” = retoma “bens preciosos”
de guetos, denota uma tendência para a sua concentra- Em “b”: “Todo o problema da vida é este: como romper
ção em determinados bairros, escolhidos, muitas das ve- a própria solidão” = o pronome se refere ao período
zes, pela proximidade da zona de trabalho. No Centro da que virá (= catáfora)
cidade, próximo ao grande comércio, temos um grupo Em “c”: “É sobretudo na solidão que se sente a vanta-
significativo de patrícios e algumas associações de por- gem de viver com alguém que saiba pensar” = retoma
te, como o Real Gabinete Português de Leitura e o Liceu “solidão”
Literário Português. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio Em “d”: “O homem ama a companhia, mesmo que
de Sá, Catumbi e Tijuca, outro ponto de concentração seja apenas a de uma vela que queima” = retoma
da colônia, se localizam outras associações portuguesas, “companhia”
como a Casa de Portugal e um grande número de casas Em “e”: “As pessoas que nunca têm tempo são aque-
regionais. Há, ainda, pequenas concentrações nos bairros las que produzem menos” = retoma “pessoas”
periféricos da cidade, como Jacarepaguá, originalmente
formado por quintas de pequenos lavradores; nos subúr- 6. (MPE-AL - TÉCNICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
bios, como Méier e Engenho Novo; e nas zonas mais pri- – FGV-2018)
vilegiadas, como Botafogo e restante da zona sul carioca,
área nobre da cidade a partir da década de cinquenta, NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
LÍNGUA PORTUGUESA

preferida pelos mais abastados.


PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: sala- A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos.
zaristas e opositores em manifestação na cidade. In: Mostrou também danos morais.
ALVES, Ida et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A
Janeiro. Rio de Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1. dona, diligente, havia conseguido algumas verduras e
Adaptado. avisou à clientela. Formaram-se uma pequena fila e uma
grande discussão. Uma senhora havia arrematado todos

107
os dez maços de espinafre. No caixa, outras freguesas Resposta: Letra A
perguntaram se ela tinha restaurante. Não tinha. Obser- Todo mundo tem um sobrenome e temos de agrade-
varam que a verdura acabaria estragada. Ela explicou que cer aos romanos por isso = ter um sobrenome.
ia cozinhar e congelar. Então, foram ao ponto: caramba,
havia outras pessoas na fila, ela não poderia levar só o 8. (MPU – ANALISTA – ANTROPOLOGIA – CESPE-2010)
que consumiria de imediato? Inovar é recriar de modo a agregar valor e incrementar a
“Não, estou pagando e cheguei primeiro”, foi a resposta. eficiência, a produtividade e a competitividade nos pro-
Compras exageradas nos supermercados, estoques do- cessos gerenciais e nos produtos e serviços das organi-
mésticos, filas nervosas nos postos de combustível – teve zações. Ou seja, é o fermento do crescimento econômico
muito comportamento na base de cada um por si. e social de um país. Para isso, é preciso criatividade, ca-
Cabem nessa categoria as greves e manifestações opor- pacidade de inventar e coragem para sair dos esquemas
tunistas. Governo, cedendo, também vou buscar o meu tradicionais. Inovador é o indivíduo que procura respos-
– tal foi o comportamento de muita gente. tas originais e pertinentes em situações com as quais ele
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018. se defronta. É preciso uma atitude de abertura para as
coisas novas, pois a novidade é catastrófica para os mais
“A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. céticos. Pode-se dizer que o caminho da inovação é um
Mostrou também danos morais”. A palavra ou expressão percurso de difícil travessia para a maioria das institui-
do primeiro período que leva à produção do segundo ções. Inovar significa transformar os pontos frágeis de
período é um empreendimento em uma realidade duradoura e lu-
crativa. A inovação estimula a comercialização de produ-
a) a crise. tos ou serviços e também permite avanços importantes
b) não trouxe. para toda a sociedade. Porém, a inovação é verdadeira
c) apenas. somente quando está fundamentada no conhecimento.
d) danos sociais. A capacidade de inovação depende da pesquisa, da ge-
e) (danos) econômicos. ração de conhecimento. É necessário investir em pesqui-
sa para devolver resultados satisfatórios à sociedade. No
Resposta: Letra C entanto, os resultados desse tipo de investimento não
1.º período: A crise não trouxe apenas danos sociais e são necessariamente recursos financeiros ou valores eco-
econômicos. nômicos, podem ser também a qualidade de vida com
2.º período: Mostrou também danos morais. justiça social.
A expressão que nos dá a ideia de que haverá mais Luís Afonso Bermúdez. O fermento tecnológico. In: Dar-
informações que complementarão a primeira “tese” cy. Revista de jornalismo científico e cultural da Univer-
apresentada é “apenas”. sidade de Brasília, novembro e dezembro de 2009, p. 37
(com adaptações).
7. (IBGE – RECENSEADOR – FGV-2017)
Subentende-se da argumentação do texto que o pro-
Texto 3 – “Silva, Oliveira, Faria, Ferreira... Todo mundo nome demonstrativo, no trecho “desse tipo de investi-
tem um sobrenome e temos de agradecer aos romanos mento”, refere-se à ideia de “fermento do crescimento
por isso. Foi esse povo, que há mais de dois mil anos econômico e social de um país”.
ergueu um império com a conquista de boa parte das
terras banhadas pelo Mediterrâneo, o inventor da moda. ( ) CERTO ( ) ERRADO
Eles tiveram a ideia de juntar ao nome comum, ou pre-
nome, um nome. Resposta: Errado
Por quê? Porque o império romano crescia e eles preci- Ao trecho: (...) É necessário investir em pesquisa para
savam indicar o clã a que a pessoa pertencia ou o lugar devolver resultados satisfatórios à sociedade. No entan-
onde tinha nascido”. to, os resultados desse tipo de investimento = inves-
(Ciência Hoje, março de 2014) tir em pesquisa / desse tipo de investimento.

“Todo mundo tem um sobrenome e temos de agradecer 9. (MPU – ANALISTA DO MPU – CESPE-2015)
aos romanos por isso”. (texto 3) O pronome “isso”, nesse
segmento do texto, se refere a(à): Texto I

a) todo mundo ter um sobrenome; Na organização do poder político no Estado moderno,


LÍNGUA PORTUGUESA

b) sobrenomes citados no início do texto; à luz da tradição iluminista, o direito tem por função a
c) todos os sobrenomes hoje conhecidos; preservação da liberdade humana, de maneira a coibir
d) forma latina dos sobrenomes atuais; a desordem do estado de natureza, que, em virtude do
e) existência de sobrenomes nos documentos. risco da dominação dos mais fracos pelos mais fortes,
exige a existência de um poder institucional. Mas a con-
quista da liberdade humana também reclama a distri-
buição do poder em ramos diversos, com a disposição

108
de meios que assegurem o controle recíproco entre eles A prosperidade é um ciclo que se retroalimenta. O im-
para o advento de um cenário de equilíbrio e harmonia portante é decidir fazer parte dele.
nas sociedades estatais. A concentração do poder em um
só órgão ou pessoa viria sempre em detrimento do exer-
cício da liberdade. É que, como observou Montesquieu,
“todo homem que tem poder tende a abusar dele; ele vai FUNÇÃO TEXTUAL DOS VOCÁBULOS
até onde encontra limites. Para que não se possa abusar
do poder, é preciso que, pela disposição das coisas, o
poder limite o poder”.
ESTRUTURA TEXTUAL
Até Montesquieu, não eram identificadas com clareza
as esferas de abrangência dos poderes políticos: “só se
Primeiramente, o que nos faz produzir um texto é a
concebia sua união nas mãos de um só ou, então, sua
capacidade que temos de pensar. Por meio do pensa-
separação; ninguém se arriscava a apresentar, sob a for-
mento, elaboramos todas as informações que recebemos
ma de sistema coerente, as consequências de conceitos
e orientamos as ações que interferem na realidade e or-
diversos”. Pensador francês do século XVIII, Montesquieu
ganização de nossos escritos. O que lemos é produto de
situa-se entre o racionalismo cartesiano e o empirismo
um pensamento transformado em texto.
de origem baconiana, não abandonando o rigor das
Logo, como cada um de nós tem seu modo de pen-
certezas matemáticas em suas certezas morais. Porém,
sar, quando escrevemos sempre procuramos uma ma-
refugindo às especulações metafísicas que, no plano da
neira organizada do leitor compreender as nossas ideias.
idealidade, serviram aos filósofos do pacto social para a
A finalidade da escrita é direcionar totalmente o que
explicação dos fundamentos do Estado ou da sociedade
você quer dizer, por meio da comunicação.
civil, ele procurou ingressar no terreno dos fatos.
Para isso, os elementos que compõem o texto se
Fernanda Leão de Almeida. A garantia institucional do
subdividem em: introdução, desenvolvimento e con-
Ministério Público em função da proteção dos direitos
clusão. Todos eles devem ser organizados de maneira
humanos.
equilibrada.
Tese de doutorado. São Paulo: USP, 2010, p. 18-9.
Introdução
Internet: <www.teses.usp.br> (com adaptações).
Caracterizada pela entrada no assunto e a argumen-
tação inicial. A ideia central do texto é apresentada nessa
No trecho “controle recíproco entre”, o pronome “eles” faz
etapa. Essa apresentação deve ser direta, sem rodeios.
referência a “ramos diversos”.
O seu tamanho raramente excede a 1/5 de todo o tex-
to. Porém, em textos mais curtos, essa proporção não é
( ) CERTO ( ) ERRADO
equivalente. Neles, a introdução pode ser o próprio tí-
tulo. Já nos textos mais longos, em que o assunto é ex-
Resposta: Certo
posto em várias páginas, ela pode ter o tamanho de um
Ao período: (...) reclama a distribuição do poder em
capítulo ou de uma parte precedida por subtítulo. Nessa
ramos diversos, com a disposição de meios que asse-
situação, pode ter vários parágrafos. Em redações mais
gurem o controle recíproco entre eles para o advento
comuns, que em média têm de 25 a 80 linhas, a introdu-
de um cenário de equilíbrio e harmonia.
ção será o primeiro parágrafo.
10. (PC-PI – AGENTE DE POLÍCIA CIVIL – 3.ª CLAS-
Desenvolvimento
SE – NUCEPE-2018 - ADAPTADA) Alguém apaixonado
sempre atrai novas oportunidades, se destaca do grupo, é
A maior parte do texto está inserida no desenvolvi-
promovido primeiro, é celebrado quando volta de férias,
mento, que é responsável por estabelecer uma ligação
é convidado para ser padrinho ou madrinha e para ser
entre a introdução e a conclusão. É nessa etapa que são
companhia em momentos prazerosos. Quanto melhor vi-
elaboradas as ideias, os dados e os argumentos que sus-
vemos, mais motivos surgem para vivermos bem. A pros-
tentam e dão base às explicações e posições do autor.
peridade é um ciclo que se retroalimenta. O importante é
É caracterizado por uma “ponte” formada pela organi-
decidir fazer parte dele.
zação das ideias em uma sequência que permite formar
Em: O importante é decidir fazer parte dele, a palavra
uma relação equilibrada entre os dois lados.
Dele retoma, textualmente,
O autor do texto revela sua capacidade de discutir
um determinado tema no desenvolvimento, e é através
a) ciclo.
LÍNGUA PORTUGUESA

desse que o autor mostra sua capacidade de defender


b) Alguém.
seus pontos de vista, além de dirigir a atenção do leitor
c) padrinho.
para a conclusão. As conclusões são fundamentadas a
d) grupo.
partir daqui.
e) apaixonado.
Para que o desenvolvimento cumpra seu objetivo, o
escritor já deve ter uma ideia clara de como será a con-
Resposta: Letra A
clusão. Daí a importância em planejar o texto.
Voltemos ao período:

109
Em média, o desenvolvimento ocupa 3/5 do texto, no • Para que o leitor tire suas próprias conclusões, o au-
mínimo. Já nos textos mais longos, pode estar inserido tor enumera algumas perguntas no final do texto.
em capítulos ou trechos destacados por subtítulos. Apre-
sentar-se-á no formato de parágrafos medianos e curtos. A maioria dessas falhas pode ser evitada se antes o
Os principais erros cometidos no desenvolvimento autor fizer um esboço de todas as suas ideias. Essa técni-
são o desvio e a desconexão da argumentação. O primei- ca é um roteiro, em que estão presentes os planejamen-
ro está relacionado ao autor tomar um argumento se- tos. Naquele devem estar indicadas as melhores sequên-
cundário que se distancia da discussão inicial, ou quando cias a serem utilizadas na redação; ele deve ser o mais
se concentra em apenas um aspecto do tema e esquece enxuto possível.
o seu todo. O segundo caso acontece quando quem re-
dige tem muitas ideias ou informações sobre o que está SITE
sendo discutido, não conseguindo estruturá-las. Surge
também a dificuldade de organizar seus pensamentos e Disponível em: <http://producao-de-textos.info/mos/
definir uma linha lógica de raciocínio. view/Caracter%C3%ADsticas_e_Estruturas_do_Texto/>

Conclusão
Considerada como a parte mais importante do texto,
é o ponto de chegada de todas as argumentações ela- VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
boradas. As ideias e os dados utilizados convergem para
essa parte, em que a exposição ou discussão se fecha.
Em uma estrutura normal, ela não deve deixar uma
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
brecha para uma possível continuidade do assunto; ou
seja, possui atributos de síntese. A discussão não deve
A linguagem é a característica que nos difere dos de-
ser encerrada com argumentos repetitivos, como por
mais seres, permitindo-nos a oportunidade de expressar
exemplo: “Portanto, como já dissemos antes...”, “Con-
sentimentos, revelar conhecimentos, expor nossa opi-
cluindo...”, “Em conclusão...”.
nião frente aos assuntos relacionados ao nosso cotidiano
Sua proporção em relação à totalidade do texto deve
e, sobretudo, promovendo nossa inserção ao convívio
ser equivalente ao da introdução: de 1/5. Essa é uma das
social. Dentre os fatores que a ela se relacionam desta-
características de textos bem redigidos.
cam-se os níveis da fala, que são basicamente dois: o ní-
Os seguintes erros aparecem quando as conclusões
vel de formalidade e o de informalidade.
ficam muito longas:
O padrão formal está diretamente ligado à lingua-
• O problema aparece quando não ocorre uma ex-
gem escrita, restringindo-se às normas gramaticais de
ploração devida do desenvolvimento, o que gera
um modo geral. Razão pela qual nunca escrevemos da
uma invasão das ideias de desenvolvimento na
mesma maneira que falamos. Este fator foi determinante
conclusão.
para a que a mesma pudesse exercer total soberania so-
• Outro fator consequente da insuficiência de funda-
bre as demais.
mentação do desenvolvimento está na conclusão
Quanto ao nível informal, por sua vez, representa o
precisar de maiores explicações, ficando bastante
estilo considerado “de menor prestígio”, e isto tem ge-
vazia.
rado controvérsias entre os estudos da língua, uma vez
• Enrolar e “encher linguiça” são muito comuns no
que, para a sociedade, aquela pessoa que fala ou escreve
texto em que o autor fica girando em torno de
de maneira errônea é considerada “inculta”, tornando-se
ideias redundantes ou paralelas.
desta forma um estigma.
• Uso de frases vazias que, por vezes, são perfeita-
Compondo o quadro do padrão informal da lingua-
mente dispensáveis.
gem, estão as chamadas variedades linguísticas, as
• Quando não tem clareza de qual é a melhor conclu-
quais representam as variações de acordo com as con-
são, o autor acaba se perdendo na argumentação
dições sociais, culturais, regionais e históricas em que é
final.
utilizada. Dentre elas destacam-se:
Em relação à abertura para novas discussões, a con-
A) Variações históricas: Dado o dinamismo que a
clusão não pode ter esse formato, exceto pelos seguin-
língua apresenta, a mesma sofre transformações
tes fatores:
ao longo do tempo. Um exemplo bastante repre-
• Para não influenciar a conclusão do leitor sobre
sentativo é a questão da ortografia, se levarmos
temas polêmicos, o autor deixa a conclusão em
LÍNGUA PORTUGUESA

em consideração a palavra farmácia, uma vez que


aberto.
a mesma era grafada com “ph”, contrapondo-se à
• Para estimular o leitor a ler uma possível continui-
linguagem dos internautas, a qual se fundamenta
dade do texto, o autor não fecha a discussão de
pela supressão dos vocábulos. Analisemos, pois, o
propósito.
fragmento exposto:
• Por apenas apresentar dados e informações sobre o
tema a ser desenvolvido, o autor não deseja con-
cluir o assunto.

110
Antigamente
“Antigamente, as moças chamavam-se mademoiselles
e eram todas mimosas e muito prendadas. Não faziam
HORA DE PRATICAR!
anos: completavam primaveras, em geral dezoito. Os ja-
notas, mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-alferes, (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉDIO
arrastando a asa, mas ficavam longos meses debaixo do - VUNESP – 2017 - ADAPTADA) Leia o texto, para res-
balaio.” ponder às questões de 1 a 7.
Carlos Drummond de Andrade
Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos executi-
Comparando-o à modernidade, percebemos um vo- vos no setor de tecnologia já tinham feito – ele transferiu
cabulário antiquado. sua equipe para um chamado escritório aberto, sem pa-
redes e divisórias.
B) Variações regionais: São os chamados dialetos, Os funcionários, até então, trabalhavam de casa, mas
que são as marcas determinantes referentes a di- ele queria que todos estivessem juntos, para se conec-
ferentes regiões. Como exemplo, citamos a palavra tarem e colaborarem mais facilmente. Mas em pouco
mandioca que, em certos lugares, recebe outras tempo ficou claro que Nagele tinha cometido um grande
nomenclaturas, tais como: macaxeira e aipim. Fi- erro. Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e
gurando também esta modalidade estão os sota- os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do
ques, ligados às características orais da linguagem. próprio chefe.
Em abril de 2015, quase três anos após a mudança para
C) Variações sociais ou culturais: Estão diretamente o escritório aberto, Nagele transferiu a empresa para um
ligadas aos grupos sociais de uma maneira geral e espaço de 900 m² onde hoje todos têm seu próprio es-
também ao grau de instrução de uma determinada paço, com portas e tudo.
pessoa. Como exemplo, citamos as gírias, os jar- Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório
gões e o linguajar caipira. aberto – cerca de 70% dos escritórios nos Estados Uni-
dos são assim – e até onde se sabe poucos retornaram
As gírias pertencem ao vocabulário específico de ao modelo de espaços tradicionais com salas e portas.
certos grupos, como os surfistas, cantores de rap, ta- Pesquisas, contudo, mostram que podemos perder até
tuadores, entre outros. Os jargões estão relacionados 15% da produtividade, desenvolver problemas graves
ao profissionalismo, caracterizando um linguajar técni- de concentração e até ter o dobro de chances de ficar
co. Representando a classe, podemos citar os médicos, doentes em espaços de trabalho abertos – fatores que
advogados, profissionais da área de informática, dentre estão contribuindo para uma reação contra esse tipo de
outros. organização.
Vejamos um poema sobre o assunto: Desde que se mudou para o formato tradicional, Nagele
já ouviu colegas do setor de tecnologia dizerem sentir
Vício na fala falta do estilo de trabalho do escritório fechado. “Muita
gente concorda – simplesmente não aguentam o escri-
Para dizerem milho dizem mio tório aberto. Nunca se consegue terminar as coisas e é
Para melhor dizem mió preciso levar mais trabalho para casa”, diz ele.
Para pior pió É improvável que o conceito de escritório aberto caia em
Para telha dizem teia desuso, mas algumas firmas estão seguindo o exemplo
Para telhado dizem teiado de Nagele e voltando aos espaços privados.
E vão fazendo telhados. Há uma boa razão que explica por que todos adoram um
Oswald de Andrade espaço com quatro paredes e uma porta: foco. A verdade
é que não conseguimos cumprir várias tarefas ao mesmo
SITE tempo, e pequenas distrações podem desviar nosso foco
por até 20 minutos.
Disponível em: <http://www.brasilescola.com/grama- Retemos mais informações quando nos sentamos em um
tica/variacoes-linguisticas.htm> local fixo, afirma Sally Augustin, psicóloga ambiental e
design de interiores.
(Bryan Borzykowski, “Por que escritórios abertos podem
ser ruins para funcionários.” Disponível em:<www1.
folha.uol.com.br>. Acesso em: 04.04.2017. Adaptado)
LÍNGUA PORTUGUESA

1. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO –


MÉDIO - VUNESP – 2017) Segundo o texto, são as-
pectos desfavoráveis ao trabalho em espaços abertos
compartilhados

111
a) a impossibilidade de cumprir várias tarefas e a restri- b) posterior, expondo argumentos favoráveis à adoção
ção à criatividade. do modelo de escritórios abertos.
b) a dificuldade de propor soluções tecnológicas e a c) anterior, atestando a eficiência do modelo aberto com
transferência de atividades para o lar. base em resultados de pesquisas.
c) a dispersão e a menor capacidade de conservar d) anterior, introduzindo informações que se contra-
conteúdos. põem à visão positiva acerca dos escritórios abertos.
d) a distração e a possibilidade de haver colaboração de e) posterior, contestando com dados estatísticos o for-
colegas e chefes. mato tradicional de escritório fechado.
e) o isolamento na realização das tarefas e a vigilância
constante dos chefes. 5. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
DIO - VUNESP – 2017) Assinale a frase do texto em que
2. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- se identifica expressão do ponto de vista do próprio au-
DIO - VUNESP – 2017) Assinale a alternativa em que a tor acerca do assunto de que trata.
nova redação dada ao seguinte trecho do primeiro pará-
grafo apresenta concordância de acordo com a norma- a) “Nunca se consegue terminar as coisas e é preciso levar
-padrão: Há quatro anos, Chris Nagele fez o que muitos mais trabalho para casa”, diz ele. (6.º parágrafo).
executivos no setor de tecnologia já tinham feito. b) Inúmeras empresas adotaram o conceito de escritório
aberto... (4.º parágrafo).
a) Muitos executivos já havia transferido suas equipes c) Retemos mais informações quando nos sentamos
para o chamado escritório aberto, como feito por Ch- em um local fixo, afirma Sally Augustin... (último
ris Nagele. parágrafo).
b) Mais de um executivo já tinham transferido suas equi- d) Os funcionários, até então, trabalhavam de casa,
pes para escritórios abertos, o que só aconteceu com mas ele queria que todos estivessem juntos... (2.º
Chris Nagele fazem mais de quatro anos. parágrafo).
c) O que muitos executivos fizeram, transferindo suas e) É improvável que o conceito de escritório aberto caia
equipes para escritórios abertos, também foi feito por em desuso... (7.º parágrafo).
Chris Nagele, faz cerca de quatro anos.
d) Devem fazer uns quatro anos que Chris Nagele trans- 6. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
feriu sua equipe para escritórios abertos, tais como foi DIO - VUNESP – 2017) Na frase – É improvável que o
transferido por muitos executivos. conceito de escritório aberto caia em desuso... (7.º pará-
e) Faz exatamente quatro anos que Chris Nagele fez o grafo) – a expressão em destaque tem o sentido de
que já tinham sido feitos por outros executivos do
setor. a) sofra censura.
b) torne-se obsoleto.
3. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- c) mostre-se alterado.
DIO - VUNESP – 2017) É correto afirmar que a expressão d) mereça sanção.
– até então –, em destaque no início do segundo pará- e) seja substituído.
grafo, expressa um limite, com referência
7. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
a) temporal ao momento em que se deu a transferência DIO - VUNESP – 2017) O trecho destacado na passa-
da equipe de Nagele para o escritório aberto. gem – Todos estavam distraídos, a produtividade caiu, e
b) espacial aos escritórios fechados onde trabalhava os nove empregados estavam insatisfeitos, sem falar do
a equipe de Nagele antes da mudança para locais próprio chefe.– tem sentido de:
abertos.
c) temporal ao dia em que Nagele decidiu seguir o exem- a) até mesmo o próprio chefe.
plo de outros executivos, e espacial ao tipo de escri- b) apesar do próprio chefe.
tório que adotou. c) exceto o próprio chefe.
d) espacial ao caso de sucesso de outros executivos do d) diante do próprio chefe.
setor de tecnologia que aboliram paredes e divisórias. e) portanto o próprio chefe.
e) espacial ao novo tipo de ambiente de trabalho, e tem-
poral às mudanças favoráveis à integração. 8. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
DIO - VUNESP – 2017)
4. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- O problema de São Paulo, dizia o Vinicius, “é que você
LÍNGUA PORTUGUESA

DIO - VUNESP – 2017) É correto afirmar que a expressão anda, anda, anda e nunca chega a Ipanema”. Se tomar-
– contudo –, destacada no quinto parágrafo, estabelece mos “Ipanema” ao pé da letra, a frase é absurda e cômi-
uma relação de sentido com o parágrafo ca. Tomando “Ipanema” como um símbolo, no entanto,
como um exemplo de alívio, promessa de alegria em
a) anterior, confirmando com estatísticas o sucesso das meio à vida dura da cidade, a frase passa a ser de um tris-
empresas que adotaram o modelo de escritórios te realismo: o problema de São Paulo é que você anda,
abertos. anda, anda e nunca chega a alívio algum. O Ibirapuera, o

112
parque do Estado, o Jardim da Luz são uns raros respiros a coesão. Pesquisadores da atualidade dizem, baseados
perdidos entre o mar de asfalto, a floresta de lajes bati- em estudos, que gestos de gentileza liberam substâncias
das e os Corcovados de concreto armado. que proporcionam prazer e felicidade.
O paulistano, contudo, não é de jogar a toalha – prefere Mas gentileza virou fraqueza. É preciso ser macho pacas
estendê-la e se deitar em cima, caso lhe concedam dois para ser gentil nos dias de hoje. Só consigo associar a
metros quadrados de chão. É o que vemos nas aveni- aversão à gentileza à profunda necessidade de ser – ou
das abertas aos pedestres, nos fins de semana: basta li- parecer ser – invencível e bem-sucedido. Nossas fragili-
berarem um pedacinho do cinza e surgem revoadas de dades seriam uma vergonha social. Um empecilho à car-
patinadores, maracatus, big bands, corredores evangé- reira, ao acúmulo de dinheiro.
licos, góticos satanistas, praticantes de ioga, dançarinos Não ter tempo para gentilezas é bonito. É justificável diante
de tango, barraquinhas de yakissoba e barris de cerveja da eterna ambivalência humana: queremos ser bons, mas
artesanal. temos medo. Não dizer bom-dia significa que você é muito
Tenho estado atento às agruras e oportunidades da ci- importante. Ou muito ocupado. Humilhar os que não con-
dade porque, depois de cinco anos vivendo na Granja cordam com suas ideias é coisa de gente forte. E que está
Viana, vim morar em Higienópolis. Lá em Cotia, no fim do lado certo. Como se houvesse um lado errado. Porque,
da tarde, eu corria em volta de um lago, desviando de se nenhum de nós abrir a boca, ninguém vai reparar que
patos e assustando jacus. Agora, aos domingos, corro no nosso modelo de felicidade tem alguém chorando ali
pela Paulista ou Minhocão e, durante a semana, venho no canto. Porque ser gentil abala sua autonomia. Enfim,
testando diferentes percursos. ser gentil está fora de moda. Estou sempre fora de moda.
Corri em volta do parque Buenos Aires e do cemitério da Querendo falar de gentileza, imaginem vocês! Pura rebel-
Consolação, ziguezagueei por Santa Cecília e pelas en- dia. Sair por aí exibindo minhas vulnerabilidades e, em ato
costas do Sumaré, até que, na última terça, sem querer, de pura desobediência civil, esperar alguma cumplicidade.
descobri um insuspeito parque noturno com bastante Deve ser a idade.
gente, quase nenhum carro e propício a todo tipo de ati- (Ana Paula Padrão, Gentileza virou fraqueza. Disponível
vidades: o estacionamento do estádio do Pacaembu. em: <http://www.istoe.com.br>. Acesso em: 27 jan 2015.
(Antonio Prata. “O paulistano não é de jogar a toa- Adaptado)
lha. Prefere estendê-la e deitar em cima.” Disponível
em:<http://www1.folha.uol.com.br/colunas>. Acesso em: É correto inferir que, do ponto de vista da autora, a
13.04.2017. Adaptado) gentileza

É correto afirmar que, do ponto de vista do autor, o a) é prerrogativa dos que querem ter sua importância re-
paulistano conhecida socialmente.
b) é uma via de mão dupla, por isso não deve ser pratica-
a) busca em Ipanema o contato com a natureza exube- da se não houver reciprocidade.
rante que não consegue achar em sua cidade. c) representa um hábito primitivo, que pouco afeta as
b) sabe como vencer a rudeza da paisagem de São Paulo, relações interpessoais.
encontrando nesta espaços para o lazer. d) restringe-se ao gênero masculino, pois este represen-
c) se vê impedido de realizar atividades esportivas, no ta os mais fortes.
mar de asfalto que é São Paulo. e) é uma qualidade desvalorizada em nossa sociedade
d) tem feito críticas à cidade, porque ela não oferece ati- nos dias atuais.
vidades recreativas a seus habitantes.
e) toma Ipanema como um símbolo daquilo que se pode 10. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ-
alcançar, apesar de muito andar e andar. DIO - VUNESP – 2015) No final do último parágrafo, a
autora caracteriza a gentileza como “ato de pura desobe-
9. (TJ-SP - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – MÉ- diência civil”; isso permite deduzir que
DIO - VUNESP – 2015)
a) assumir a prática da gentileza é rebelar-se contra có-
Ser gentil é um ato de rebeldia. Você sai às ruas e insis- digos de comportamento vigentes, mesmo que não
te, briga, luta para se manter gentil. O motorista quase declarados.
te mata de susto buzinando e te xingando porque você b) é inviável, em qualquer época, opor-se às práticas e
usou a faixa de pedestres quando o sinal estava fechado aos protocolos sociais de relacionamento humano.
para ele. Você posta um pensamento gentil nas redes so- c) é possível ao sujeito aderir às ideias dos mais fortes,
ciais apesar de ler dezenas de comentários xenofóbicos, sem medo de ver atingida sua individualidade, no
LÍNGUA PORTUGUESA

homofóbicos, irônicos e maldosos sobre tudo e todos. contexto geral.


Inclusive você. Afinal, você é obviamente um idiota gentil. d) há, nas sociedades modernas, a constatação de que
Há teorias evolucionistas que defendem que as socieda- a vulnerabilidade de alguns está em ver a felicidade
des com maior número de pessoas altruístas sobrevive- como ato de rebeldia.
ram por mais tempo por serem mais capazes de manter e) obedecer às normas sociais gera prazer, ainda que
isso signifique seguir rituais de incivilidade e praticar
a intolerância.

113
11. (EBSERH – ANALISTA ADMINISTRATIVO – ESTA- I. Todos são flexionados da mesma forma quando no
TÍSTICA – AOCP-2015) Assinale a alternativa correta em plural.
relação à ortografia dos pares. II. Apenas um assume forma diferente dos demais quan-
do flexionado no plural.
a) Atenção – atenciozo. III. Todos devem ser acentuados em sua forma plural.
b) Aprender – aprendizajem.
c) Simples – simplissidade. Quais estão corretas?
d) Fúria – furiozo.
e) Sensação – sensacional. a) Apenas I.
b) Apenas II.
12. (BADESC – TÉCNICO DE FOMENTO A – FGV-2010) c) Apenas III.
As palavras jeitinho, pesquisa e intrínseco apresentam d) Apenas I e II.
diferentes graus de dificuldade ortográfica e estão corre- e) Apenas II e III.
tamente grafadas. Assinale a alternativa em que a grafia
da palavra sublinhada está igualmente correta. 17. (ACADEMIA DE POLÍCIA MILITAR DO BARRO
BRANCO-SP – TECNÓLOGO DE ADMINISTRAÇÃO PO-
a) Talvez ele seje um caso de sucesso empresarial. LICIAL MILITAR – VUNESP-2010)
b) A paralização da equipe técnica demorou bastante.
c) O funcionário reinvindicou suas horas extras. __________ moro fora do Brasil. Sou baiana e, cada vez que
d) Deve-se expor com clareza a pretenção salarial. volto a Salvador, fico chocada, constrangida e enojada
e) O assessor de imprensa recebeu o jornalista. com essa prática _________ e, _________ não dizer, machista
dos meus conterrâneos – não se veem mulheres fazendo
13. (LIQUIGÁS – MOTORISTA DE CAMINHÃO GRANEL xixi na rua. Mas, antes de prender os___________, tente en-
I – CESGRANRIO-2018) O grupo em que todas as pala- contrar um banheiro público em Salvador. Se encontrar,
vras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da tente entrar – normalmente estão trancados –, e tente
língua portuguesa é: então não passar __________. Vamos copiar a Europa na
proibição, mas também na infraestrutura.
a) admissão, infração, renovação (Seção “Leitor”, Veja, 14.07.2010. Adaptado)
b) diversão, excessão, sucessão Os espaços do texto devem ser preenchidos, correta e
c) extenção, eleição, informação respectivamente, com:
d) introdução, repreção, intenção
e) transmissão, conceção, omissão a) A dez anos … sub-desenvolvida … por quê … cidadões
… mau
14. (MPE-AL - TÉCNICO DO MINISTÉRIO PÚBLICO – b) Há dez anos … subdesenvolvida … por que … cidadãos
FGV-2018) “A crise não trouxe apenas danos sociais e … mal
econômicos”; se juntarmos os adjetivos sublinhados em c) Fazem dez anos que … subdesenvolvida … porque …
um só vocábulo, a forma adequada será cidadões … mau
a) sociais-econômicos. d) São dez anos que … sub desenvolvida … porquê …
b) social-econômicos. cidadãos … mal
c) sociais-econômico. e) Faz dez anos que … sub-desenvolvida … porque … ci-
d) socioeconômicos. dadães … mau
e) socioseconômicos.
18. (PM-SP - TECNÓLOGO DE ADMINISTRAÇÃO PO-
15. (IBGE – ANALISTA CENSITÁRIO – AGRONOMIA – LICIAL MILITAR – VUNESP-2014) Leia a tira de Hagar,
FGV-2017) “É preciso levar em conta questões econô- por Chris Browne, e assinale a alternativa que completa,
micas e sociais”; se juntássemos os adjetivos sublinha- correta e respectivamente, as lacunas, em conformidade
dos em forma de adjetivo composto, a forma correta, no com as regras de ortografia.
contexto, seria:

a) econômicas-sociais;
b) econômico-social;
c) econômica-social;
d) econômico-sociais;
LÍNGUA PORTUGUESA

e) econômicas-social.

6. (PC-RS – ESCRIVÃO E INSPETOR DE POLÍCIA – FUN- (Folha de S.Paulo, 08.02.2014, http://zip.net/bdmBgf)


DATEC-2018 - ADAPTADA) Sobre os vocábulos expan-
sível, fácil, considerável, artificial, multiplicável e acessível, a) porque ... por que ... porque ... atraz
afirma-se que: b) por que ... por quê ... por que ... atraz
c) por que ... por que ... porque ... atráz

114
d) porque ... porquê ... por que ... atrás (1) advérbio
e) por que ... por quê ... porque ... atrás (2) pronome
(3) conjunção
19. (TJ-AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FGV-2018) (4) substantivo

( ) “Não há prisão pior [...]”


( ) “O lugar de estudo era isso.”
( ) “E o olho sem se mexer [...]”
( ) “Ora, se eles enxergavam coisas tão distantes, [...]”
( ) “Emília respondeu com uma pergunta que me espan-
tou.”

A sequência está correta em

a) 1 – 4 – 2 – 3 – 2
b) 2 – 1 – 3 – 3 – 4
c) 3 – 4 – 1 – 3 – 2
d) 4 – 2 – 4 – 1 – 3

22. (EBSERH – TÉCNICO EM FARMÁCIA- AOCP-2015)


A frase do menino na charge – “naum eh verdade” – mos- Assinale a alternativa em que o termo destacado é um
tra uma característica da linguagem escrita de internau- pronome indefinido.
tas que é:
a) “Ele não exige fatos...”.
a) a sintetização exagerada; b) “Era um ídolo para mim.”.
b) o desrespeito total pela norma culta; c) “Discordo dele.”.
c) a criação de um vocabulário novo; d) “... espécie de carinho consigo mesmo.”.
d) a tentativa de copiar a fala; e) “O bom humor está disponível a todos...”.
e) a grafia sem acentos ou sinais gráficos.
23. (EBSERH – TÉCNICO EM FARMÁCIA- AOCP-2015)
20. (TJ-SP – ADVOGADO - VUNESP/2013) Em “Mas o bom humor de ambos os tornava parecidos.”,
A Polícia Militar prendeu, nesta semana, um homem de os termos destacados são, respectivamente,
37 anos, acusado de ____________ de drogas e ____________
à avó de 74 anos de idade. Ele foi preso em __________ a) artigo e pronome.
com uma pequena quantidade de drogas no bairro Ira- b) artigo e preposição.
puá II, em Floriano, após várias denúncias de vizinhos. De c) preposição e artigo.
acordo com o Comandante do 3.º BPM, o acusado era d) pronome e artigo.
conhecido na região pela atuação no crime. e) preposição e pronome.
(www.cidadeverde.com/floriano. Acesso em 23.06.2013.
Adaptado) 24. (IBGE – AGENTE CENSITÁRIO – ADMINISTRATIVO
– FGV-2017)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectiva- Texto 1 - “A democracia reclama um jornalismo vigo-
mente, com: roso e independente. A agenda pública é determinada
pela imprensa tradicional. Não há um único assunto rele-
a) tráfico … mal-tratos … flagrante vante que não tenha nascido numa pauta do jornalismo
b) tráfego … maltratos … fragrante de qualidade. Alguns formadores de opinião utilizam as
c) tráfego … maus-trato … flagrante redes sociais para reverberar, multiplicar e cumprem as-
d) tráfico … maus-tratos … flagrante sim relevante papel mobilizador. Mas o pontapé inicial é
e) tráfico … mau-trato … fragrante sempre das empresas de conteúdo independentes”.
(O Estado de São Paulo, 10/04/2017)
21. (CAMAR - CURSO DE ADAPTAÇÃO DE MÉDICOS O texto 1, do Estado de São Paulo, mostra um conjunto
DA AERONÁUTICA PARA O ANO DE 2016) De acordo de adjetivos sublinhados que poderiam ser substituídos
LÍNGUA PORTUGUESA

com seu significado, o conjunto de características for- por locuções; a substituição abaixo que está adequada é:
mais e sua posição estrutural no interior da oração, as
palavras podem pertencer à mesma classe de palavras a) independente = com dependência;
ou não. Estabeleça a relação correta entre as colunas a b) pública = de publicidade;
seguir considerando tais aspectos (considere as palavras c) relevante = de relevância;
em destaque). d) sociais = de associados;
e) mobilizador = de motivação.

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25. (PC-SP - AUXILIAR DE NECROPSIA – VUNESP-2014) a) Um desejo de minha avó fez de mim um artista;
Considerando que o adjetivo é uma palavra que modifica b) Há muitas diferenças entre mim e a minha futura
o substantivo, com ele concordando em gênero e núme- mulher;
ro, assinale a alternativa em que a palavra destacada é c) Para mim, ver filmes antigos é a maior diversão;
um adjetivo. d) Entre mim viajar ou descansar, prefiro o descanso;
e) Separamo-nos, mas sempre de mim se lembra.
a) ... um câncer de boca horroroso, ...
b) Ele tem dezesseis anos... 30. (CÂMARA DE SALVADOR-BA – ASSISTENTE LE-
c) Eu queria que ele morresse logo, ... GISLATIVO MUNICIPAL – FGV-2018-ADAPTADA) O
d) ... com a crueldade adicional de dar esperança às segmento em que a substituição do termo sublinhado
famílias. por um pronome pessoal foi feita de forma adequada é:
e) E o inferno não atinge só os terminais.
a) “deixou de ser uma ferramenta de sobrevivência” / dei-
26. (TRE-AC – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMI- xou de ser-lhe;
NISTRATIVA – AOCP-2015) Assinale a alternativa cujo b) “podemos definir violência” / podemos defini-la;
“que” em destaque funciona como pronome relativo. c) “Hoje, esse termo denota, além de agressão física, di-
versos tipos de imposição” / denota-los;
a) «É uma maneira de expressar a vontade que a gente d) “Consideremos o surgimento das desigualdades” /
tem. Acho que um voto pode fazer a diferença”. consideremos-lo;
b) “Ele diz que vota desde os 18...”. e) “ao nos referirmos à violência” / ao nos referirmo-la.
c) “Acho que um voto pode fazer a diferença”.
d) “... e acreditam que um voto consciente agora pode 31. (MPU – Conhecimentos Básicos para os Cargos de
influenciar futuramente na vida de seus filhos e netos”. 11 a 26 – CESPE-2013)
e) “O idoso afirma que sempre incentivou sua família a Recordar algo nunca ocorrido é comum e pode aconte-
votar”. cer com pessoas de qualquer idade. Muitos indivíduos
sequer percebem que determinadas lembranças foram
27. (TRF-1.ª Região – ANALISTA JUDICIÁRIO – INFOR- criadas, pois as cenas e até os sons evocados pelo cé-
MÁTICA – FCC- 2014-ADAPTADA) No período O livro rebro surgem com a mesma nitidez e o mesmo grau de
explica os espíritos chamados ‘xapiris’, que os ianomâmis detalhamento das memórias reais.
creem serem os únicos capazes de cuidar das pessoas e De acordo com alguns neurocientistas, quando a pessoa
das coisas, a palavra grifada tem a função de pronome se recorda de uma sequência de eventos, o cérebro re-
relativo, retomando um termo anterior. Do mesmo modo constrói o passado juntando os “tijolos” de dados, mas
como ocorre em: somente o ato de acessar as lembranças já modifica e
distorce a realidade.
a) Os ianomâmis acreditam que os xamãs recebem dos Um neurocientista de uma equipe que pesquisa esse as-
espíritos chamados “xapiris” a capacidade de cura. sunto afirma que se busca reforçar a ideia de que a me-
b) Eu queria escrever para os não indígenas não acharem mória não pode ser considerada um papel carbono, ou
que índio não sabe nada. seja, de que ela não reproduz fielmente um acontecimen-
c) O branco está preocupado que não chove mais em to. “Nossa esperança é que, ao propor uma explicação
alguns lugares. neural para o processo de geração das falsas memórias,
d) Gravou 15 fitas em que narrou também sua própria haja aplicações práticas nas cortes de justiça, por exem-
trajetória. plo”, diz o cientista. “Jurados e magistrados precisam de
e) Não sabia o que me atrapalhava o sono. evidências de que, por mais real que aparente ser, um
fato recordado por uma testemunha pode não ser verda-
28. (PETROBRAS – ENGENHEIRO(A) DE MEIO AM- deiro. A memória humana não é como uma m