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UNIVERSIDADE LUEJI A'NKONDE – ULAN

◊ Lunda Norte ◊ Lunda Sul ◊ Malanje ◊

Faculdade de Economia

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Título: O impacto do surgimento das centralidades na vida


económicas dos Angolanos “Caso dos moradores da
centralidade do Mussungue do dundo, 2015 á 2020”

Autores: Budimbo Tshikweji Aristides


- Evaristo Chicote
Benvindo Coragem Alegria
Daniel Laurindo

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Dundo, 2021
LISTA DE ABREVIATURAS

AC – Antes de Cristo

ADUM – Administração do Distrito Urbano do Mussungue

MAT – Ministério da Administração do Território

OCDSE – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico

PNEGCM – Plano Nacional Estratégico de Gestão do Impacto da Centralidade do


mussungue

I
RESUMO

Com o crescimento populacional e a urbanização, provocou um aumento


considerável na geração e na vida económica dos angolanos, com o surgimento da
centralidade do Dundo urbano dos tempos modernos. Assim, surgiu-nos o interesse
em conduzir um estudo, cujo objectivo principal é providenciar directrizes para
melhorar a Gestão económicos dos angolanos, tendo como caso de estudo a o
impacto do surgimento da Centralidade do Mussungue. Este estudo, Identifica as
principais dificuldades associadas à gestão economico e apresenta sugestões para
melhorar o processo de gestão. A metodologia adotada para o desenvolvimento do
trabalho baseou-se em: informações fornecidas pelas empresas envolvidas e pela
Administração do distrito do Mussungue, pesquisa bibliográfica, realização de
inquéritos à população e aos estabelecimentos comerciais e de prestação de serviço
e realização de entrevistas às entidades responsáveis pela gestão económica na
vida dos angolanos. Os resultados demonstram que a cidade enfrenta sérias
dificuldades e falhas identificadas ao nível dos moradores, tratamento e da
informação prestada à população residente. A deposição inadequada de caso os
moradores da centralidade do Mussungue.
Palavras-chaves: O impacto do surgimento das centralidades na vida económicas
dos Angolanos “Caso dos moradores da centralidade do Mussungue do Dundo,
2015 á 2020”

II
III
INTRODUÇÃO

O presente trabalho de pesquisa enquadra-se no Curso de Economia.


Neste, os autores levantam um problema bastante discutido tanto a nível nacional e
local (Dundo), no impacto do surgimento das centralidades na vida económicas dos
Angolanos “Caso dos moradores da centralidade do Mussungue do dundo, desde
2015 á 2020” nas áreas urbanas e periféricas, como também as acções concretas
que podem ser adaptadas pelas administrações municipais, sobretudo da
Centralidade do Mussungue, de modo a melhorar o processo nestas.

Problema de pesquisa

Ao longo dos anos a temática do impacto das centralidades na vida


económica dos angolanos, vem despertando o interesse e se tornando uma área de
intensos debates. Vale ressaltar que os Moradores ocasionam muitos problemas, e
propiciando a marginalização de parcela da população.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (2014), a maioria da


população angolana, numa ordem de 70%. Na província da Lunda-Norte, dos 84 655
agregados familiares, 75 279, uma situação que muito preocupa, e na Centralidade
do Mussungue nos últimos anos tem-se registado o impacto na vida económica dos
moradores da centralidade do Dundo, necessitando de uma solução eficaz e
sustentável. Diante do exposto acima coloca-se a seguinte questão: Como contribuir
no melhoramento do processo económico na vida dos moradores da Centralidade
do Mussungue?

Objecto de estudo: o processo económico na vida dos moradores da Centralidade


do Mussungue.

Campo de acção: o processo dos moradores na Centralidade do Mussungue.

Objectivo geral

Providenciar diretrizes para melhorar a gestão actual dos urbanos da


Centralidade do Mussungue.

Objectivos específicos

 Fazer propostas de melhoria que ajudem a minimizar e resolver o problema.

1
Justificativo da escolha do tema

O tema escolhido para este trabalho, tem como ponto forte o facto do
surgimento das Centralidade na vida económica dos angolanos” caso dos
moradores do Mussungue, e conhecermos os problemas que a cidade tem
apresentado desde os finais de 2016 depois de agravamento da crise económica no
pais. Esta situação resulta quer da falta de conhecimento/informação da população
quer da falta de sensibilização, e dificuldades de financiamento. mas podem criar
condições favoráveis à sua disseminação entre a população, quando se faz uma boa
gestão pode-se ter como vantagens a geração de benefícios económicos,
preservação dos edifícios na parte dos moradores. Segundo especialistas urbanos,
sociais. No entanto, em Angola tem-se registado nos últimos anos, um
desenvolvimento económico com reflexos na urbanização e no aumento dos
padrões de consumo que apontam para o crescimento da quantidade e
complexidade das centralidades, a actividade humana favorecem graves problemas
sanitários, principalmente nos principais centros urbanos.

Por se constatar, uma preocupação para muitos Angolanos em


particular os moradores da Centralidade do Mussungue, achou-se pertinente estudar
alguns mecanismos que venham ajudar no melhoramento do processo económico
na vida dos cidadãos.

Do ponto de vista social, a pesquisa permitiu responder as


necessidades dos residentes da centralidade do Mussungue, sobre a problemática
que os residentes têm enfrentado, visto que o tema tem uma relevância social muito
permanente, porque procura resolver e criar estratégias para o gerenciamento
adequado no melhoramento do processo económico na vida dos moradores da
Centralidade do Mussungue.

Do ponto de vista científico o tema em estudo é tão pertinente na área


científica, porque procura responder o problema que muito se discute na sociedade,
o impacto do surgimento das centralidades na vida económicas dos angolanos.
Nesta vertente o tema em estudo visa buscar cientificamente e/ou empiricamente as
estratégias e opiniões dos moradores, bem como os entes públicos/privados quanto
a percepção da situação económicas dos angolanos que a Centralidades
apresentam.
2
Metodologia

A fase metodológica contempla o meio como se atingirá os objectivos


propostos na fase conceptual. Segundo Fortim (2011), o desenho da investigação
tem como objectivo, responder as questões anteriormente formuladas na primeira
fase do projecto. É nesta que se define qual é o meio de estudo a ser realizado, o
tipo de estudo, população e amostra, instrumentos de recolha de dados, tratamento
de dados recolhidos, etc.

 Métodos do nível teórico

Para a maximização dos objectivos preconizados foi desenvolvida uma


pesquisa bibliográfica enquanto ponto de partida, através de livros, revistas,
monografias teses e artigos de internet existentes que permitiu a recolha de dados
sobre o impacto do surgimento das centralidades na vida económicas dos angolanos
“caso dos moradores da centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020.

 Método do nível empírico

Utilizou-se o método de inquérito com base num questionário de


colecta de dados com principal objectivo: a colecta de opiniões dos moradores da
Centralidade do Mussungue sobre a temática em abordagem. De igual modo,
utilizou-se a técnica de entrevista para recolher informações junto das entidades
públicas e privadas para confrontar com a base teórica, de modo a avaliar a
eficiência do modelo actual da sobre o impacto do surgimento das centralidades na
vida económicas dos angolanos “caso dos moradores da centralidade do
Mussungue, de 2015 á 2020. E suas consequências na zona estudada.

 Métodos do nível estatístico

Após a recolha de dados, foi necessário, utilizar a análise percentual


para realizar o processamento de toda a informação obtida a partir da aplicação de
instrumentos e técnicas durante a investigação, como também o método dos
mínimos quadrados (regressão linear) para estudos previsionais.

 População e amostra

Num universo de 3.337 apartamentos já entregues segundo dados


fornecidos pela direcção da Imogestin (Fundo Habitacional) da centralidade do
Mussungue, a pesquisa foi constituída por 100 moradores (apartamentos), que foi

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subdividido pelas VI (6) zonas. Sendo que o grande impacto sobre o surgimento das
centralidades, na vida económicas dos angolanos “caso dos moradores da
centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020 no facto dos preços de aquisição das
mesma, tendo em conta o rendimento disponível e mínimo que o pais oferece aos
Angolanos.

No entanto, utilizou-se a técnica da amostra não probabilístico para


definição dos inquiridos, cujo tamanho foi constituída por um total de 100 moradores
(chefe de família ou pessoa indicada) com idades superior a 18 anos, incluindo
também 15 responsáveis das lojas comerciais que operam na zona estudada. De
acordo com Carmo e Ferreira (1998), existem dois tipos de técnicas de amostragem:
a probabilística e a não pirobalística.

Na primeira, a seleção é realizada de modo a que cada elemento da


população tenha probabilidade real, conhecida e não nula, de ser incluído na
amostra, enquanto na técnica de amostragem não probabilística, a seleção é feita de
acordo com um ou mais critérios julgados importante pelo investigador e onde não
está garantida uma probabilidade, conhecida e não nula, de cada um dos elementos
da população ser incluído na amostra.

 Tarefas e procedimentos

Os dados recolhidos foram organizados em tabelas e gráficos para


facilitar a interpretação e considerações finais claras.

Em relação a forma de aplicação do guia de recolha de dados


(formulário previamente elaborado), não houve o envio deste instrumento de recolha
de dados por via E-mail, as questões foram colocadas directamente no local. Antes
do preenchimento do formulário, os autores prestaram todas as informações
relactivas sobre os objectivos da pesquisa, igualmente informando que os dados são
usados apenas para fins académicos.

Portanto, o plano operacional da pesquisa decorreu do modelo teórico


atempadamente proposto na pesquisa, buscando as opções de caminhos que
apresentassem facilidade no acesso aos dados necessitados e com menor custo, as
actividades desenvolvidas estão descritas no fluxograma (anexo B), de modo a
visualizar a sua sequência. No que concerne o tratamento de dados, recorreu-se a

4
Microsoft Excel 2013 para o ambiente Windows. No entanto, os dados colectados
foram convertidos em tabelas e gráficos, de modo a facilitar a sua interpretação.

Estrutura do trabalho

Para além de introdução, conclusões e sugestões, a presente Trabalho


investigativo encontra-se estruturado em (2) dois capítulos:

Capitulo 1-Aborda sobre a Fundamentação teórica, neste, definiu-se


os conceitos sobre o impacto do surgimento das centralidade na vida económicas
dos angolanos “caso dos moradores da centralidade do Mussungue, de 2015 á
2020. E sua classificação tendo em conta a composição e nomeadamente as
condições socias e desenvolvimento económico.

Capitulo2- Faz menção à Análise de dados e interpretação dos


resultados- reflete sobre a problemática do trabalho, com enfoque nos resultados
encontrados.

CAPÍTULO 1 – FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O impacto do surgimento das centralidades na vida económicas dos


angolanos “caso dos moradores da centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020. é
uma temática que tem merecendo uma crescente e particular atenção, quer por
parte das populações quer por parte dos governos, de modo a minimizar os custos.
Neste capítulo apresenta-se, a evolução das preocupações dos moradores da
Centralidades do Mussungue, os conceitos da economia, e sua classificação, etc.

1.1. Noções e classificação sobre o impacto do surgimento das


centralidades na vida económicas dos angolanos “caso dos moradores
da centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020.

De um modo geral, a actividade cotidiana do homem sempre gerou a


economia, alguns deles nocivos ao meio ambiente e, por conseguinte, ao próprio
homem. das indústrias, dos hospitais, do comércio, dos serviços de limpeza urbana
ou da agricultura (Marco, 2013).

Em suma sobre o impacto do surgimento das centralidades na vida


económicas dos angolanos “caso dos moradores da centralidade do Mussungue, de
2015 á 2020. Correspondem a todo material proveniente das actividades diárias do

5
homem em sociedade, através dos quais há necessidade de se criar sistemas que
ajuda a melhorar o funcionamento das centralidades.

Figura1

Processo de Aumento
urbanização populacional

Industrialização
Font
e: Adaptado de Veiga, 2012.

 Processo de urbanização: permite a migração do campo para cidade


ocasionando a concentração populacional em centros urbanos;
 Aumento populacional: permite o aumento dos moradores e aumento do
consumo;
 Industrialização: os processos industriais geram bens e produtos a uma
velocidade cada vez maior, contribuindo para o aumento da produção de
resíduos, seja durante o processo de fabricação, seja pelo estímulo ao
consumo.

Segundo Almeida (2017), em Angola o impacto do surgimento das


centralidades na vida económicas dos angolanos “caso dos moradores da
centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020 são agravados pelos seguintes
factores:

 Mudança de modo de vida da população com dificuldade de adaptação a


novos hábitos;
 Dados básicos inexistentes: poucos trabalhos e estudo da caracterização do
meio físico, destinado à deposição;
 Falta de noções básicas de higiene;
 Falta de Educação Ambiental.

África o impacto do surgimento das centralidades na vida económicas dos angolanos


“caso dos moradores da centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020.

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Em angola particularmente O século XXI chegou com muitas
novidades para a economia, para os negócios e para a gestão pública. Angola
entrou nessa nova era com disposição para tornar-se um país menos desigual e
mais capaz de produzir com eficiência e qualidade, o que significa, também,
assumir compromissos com uma nova maneira de se trabalhar. Portanto, os
quase 30 anos de guerra civil deixaram o país com infraestruturas precárias. Para
fugir da guerra, muitos migraram para a capital (lugar onde a guerra era menos
sentida). Os resultados foram bem visíveis e, num curto período de tempo as
infraestruturas tornaram-se insuficiente face a um crescimento rápido e
desordenado.

Segundo o então MINUA (2006), devido aos factos históricos, hoje o


país apresenta muitas dificuldades que acabam por se refletir directamente nos
serviços de recolha nomeadamente:

 Período de chuva em que as ruas que antes eram utilizadas como rotas
alternativas ficam intransitáveis devido a alagamento e falta de drenagem
urbana;

 Avarias constantes de veículos;

 Falta de peças para manutenção dos veículos.

Com a construção das centralidades melhorou bastante a vida da


população, programas para a prevenção na geração, reutilização. Nos últimos anos,
em Angola, vai-se assistindo a um crescimento da produção e também nas
infraestrutura, até ao ano de 2020, nas pequenas cidades constatar poucos focos de
acumulação destes. Nas maiores áreas urbanas,

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CAPITULO 2 – ANÁLISE DE DADOS E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

Neste capítulo apresenta-se, a caracterização geral da centralidade em


estudo; perceção e comportamento face o impacto do surgimento das centralidades
na vida económicas dos angolanos “caso dos moradores da centralidade do
Mussungue, de 2015 á 2020; Opiniões dos inquiridos sobre a Centralidade do
Mussungue; apresentação, análise de dados e interpretação dos resultados;
Proposta de melhoria bem como a Conclusão e Sugestões do problema em análise.

2.1. Caracterização geral da Centralidade do Mussungue

Localizada no município do Chitato, distrito urbano do Mussungue, a


nova Centralidade do Dundo é considerada como uma das melhores e belas cidades
do país. O fluxo migratório registado nos últimos anos em todo o país causou um
crescimento descontrolado na construção de casas, que deu origem a uma baixa
qualidade do ambiente e da estrutura urbana, no que toca a infra-estruturas,
equipamentos e serviços. Segundo INE (2014), Angola conta com mais de 25
milhões de habitantes. Enquanto, o regime de propriedade das habitações familiares
para casa própria é de 76%, o de arrendada 19% e o de ocupada ou cedida é de
5%. A figura mostra uma das imagens da centralidade em estudo.

Figura– Centralidade do Mussungue

Fonte: Imogestin/Lunda-Norte, 2018.


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A construção da Centralidade do Mussungue na Lunda-Norte, teve
início em 2009 é um projecto do Executivo no âmbito da implementação do
Programa Nacional de Urbanismo e Habitação, na perspectiva de atenuar a carência
de casas com condições dignas de habitabilidade, abastecimento de água moderno,
capacitada para bombear 20 mil metros cúbicos de água por dia, desde o tratamento
a bruto para o potável, tendo em conta a regulamentação da OMS. Considerado um
dos principais programas para solucionar o défice habitacional no país, marca o
ponto de partida do processo de urbanização da província. Actualmente, a
Centralidade do Mussungue é habitada por mais de 15.000 moradores, repartidos
em 3988 apartamentos, conforme a descrição por zona na tabela 2.4.

Tabela– Número de apartamentos ocupados por zona


Zona Nº de Apartamentos ocupados
Zona 1 786
Zona 2 654
Zona 3 474
Zona 4 475
Zona 5 619
Zona 6 980
Total 3988

Fonte: Imogestin/Dundo, 2019.

De acordo com os dados fornecidos pela IMOGESTIN ( Fundo


Habitacional/Dundo), de todas zonas habitadas a que tem mais moradores é a zona
6, com um total 980 apartamentos já ocupados, por ser maior, não só também a sua
localização atrai os moradores, por se encontrar próximo da área comercial com 19
lojas em funcionamento. No entanto para além dos três edifícios ocupados pela
administração para serviços públicos a Imogestin ainda dispõe de 730 apartamentos
por distribuir e um edifício de 18 andares não habitado.

2.2. Na Centralidade do Mussungue

o impacto do surgimento das centralidades na vida económicas dos


angolanos “caso dos moradores da centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020 é
um fenômeno inevitável que ocorre diariamente em quantidades e composições que
variam com seu nível de desenvolvimento econômico, com a sua população e seus
diferentes estratos sociais. Os sistemas. No entanto esta tarefa não é fácil, devido
aos diversos factores como: limitações de ordem financeira, deficiência na
capacitação técnica e profissional, descontinuidade política e administrativa e
ausência de controlo.
9
O problema relacionado com a geração dos Moradores urbanos da
Centralidade do Mussungue, não foge muito à realidade das outras cidades como já
foi referido anteriormente. Desde a sua ocupação, tem-se constatado nos finais de
2016, no âmbito da má gestão por parte dos moradores e da administração pós a
mesma não tem recebido uma especial atenção, como consequência disso de
debaixo dos edifícios, nas vias públicas, nas ravinas, valas de drenagem e arredores
da cidade.

De acordo com a Administração do Distrito Urbano do Mussungue, os


problemas ligados a má gestão por parte dos moradores da centralidade do
Mussungue, regista varias dificuldades nomeadamente:

 Falta de implementação de contentores para a deposição dos resíduos em


todas as zonas;

 Falta de recolha selectiva: separação de resíduos por tipo de material;

Para além dos factores acima mencionados, a administração do Distrito


aponta ainda o comportamento dos moradores que muita das vezes mandam
crianças em locais impróprios. Estes constrangimentos podem ser considerados
como um dos maiores desafios do presente, com que se debate a Administração
Municipal afirmou o entrevistado.

1562
Total 1240

1252
2018 362
RS/Lojas e Instiuções Públicas
313 RS(Residencias
2017 626

0
2016 252

0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600

Gráfico – Resíduos sólidos produzidos na Centralidade do Mussungue (em


toneladas)

Fonte: Imogistim (Fundo Habitacional, 2021.

10
33%

Lojas e Instituiçoes Públicas


67% Residencias

Gráfico

Fonte: Elaboração própria com base os dados da 2021.

Centralidade do Mussungue: perceção e comportamento dos moradores


face aos o impacto das centralidades

Os inquéritos foram conduzidos seguindo um guião de perguntas


fechadas, mistas e abertas no sentido de recolher informações e documentos com
uma percepção mais abrangente, que permitiu identificar os principais itens da
problemática acerca do tema, na Centralidade do Mussungue As perguntas colcadas
tiveram como objectivo: analisar a problemática, e avaliar o comportamento,
conhecimento e perceção da população sobre o tema o impacto do surgimento das
centralidades na vida económicas dos angolanos “caso dos moradores da
centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020, relacionar as deficiências economicas
e a qualidade de vida da população e compreender

No entanto, tendo em conta as dificuldades de acesso à informação e


agenda de trabalho por parte das entidades públicas e privadas, não foi possível
entrevistar todos os contactos previstos. Mas, de uma maneira geral, recolheu-se
informações pertinentes relativamente à problemática em causa. Para além das
limitações de tempo, custo e pelo facto de a população ser muito numerosa esteve
fora de questão entrevistá-la na sua globalidade. Assim, foi necessário trabalhar com
parte dessa população (amostra), num total de 112 moradores, dos quais 12 são
responsáveis das lojas, uma, conforme a caracterização na tabela

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Tabela 2.5 – Caracterização da amostra
Inquiridos por género, idade, habilitações e por
zona (N= 112)
Moradores Responsáveis das
Lojas/instituições públicas
Variável Categoria
Frequência % Frequência %
Masculino 39 35% 10 9%
Género
Feminino 61 54% 2 2%
<25 anos 48 43%
26-35 21 18%
Idade 12 11%
36-45 15 13%
> 56 16 14%
Técnico superior 52 46% 4 35%
Habilitações Médio 28 25% 8 71%
Base 20 18%
Zona1 16 14% 1 0,8%
Zona2 16 14% 2 2%
Zona Zona3 16 14% -- --
Zona4 16 14% 1 0,8%
Zona5 16 14% 3 2,6%
Zona6 20 18% 3 2,6%

Fonte: Elaboração própria com base nos dados da pesquisa.

O processo de colheita de dados foi realizado no momento do


inquérito, feita mediante a apresentação de um questionário para os moradores, com
uma breve explicação com vista à obtenção do consentimento informado por parte
de cada um inquirido, na parte superior da primeira página.

Opiniões dos inquiridos sobre o impacto do surgimento das


centralidades na vida económicas dos angolanos “caso dos moradores da
centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020

Para a colheita de dados, foram inqueridos um total de 112. Onde. Para


os moradores repartidos nas 6 zonas foram entrevistado um total de 100 moradores,
e para Lojas comerciais e Instituições públicas foram inqueridos 12 responsáveis.

No Distrito Urbano do Mussungue

A primeira questão consistia em saber o que melhorou com a


construção da Centralidade. De acordo com a pesquisa, 80% dos entrevistados têm
conhecimento que a centralidade do Mussungue tem impacto sim na vida dos
angolanos e apenas 20% desconhecem algumas informações.

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Tabela – A primeira questão consistia em saber o que melhorou com a construção da
Centralidade
Opiniões dos moradores/responsáveis
Categoria das lojas e instituições (N=112)
Sim Não Total
Zona 1 12,5% 1,7% 14,2%
Zona 2 11,6% 2,6% 14,2%
Zona 3 9,82% 4,4% 14,2%
Zona 4 9,82% 4,4% 14,2%
Zona 5 10,71% 3,5% 14,2%
Zona 6 16,07% 1,7% 17,77%
Lojas comerciais e instituições públicas 9% 1,7% 10,7%
Total 80% 20% 100%

Fonte: Elaboração própria com base nos dados da pesquisa.

Empresa Não soube


Categoria Administração Total
privada responder
Zona 1 --- 14,28% --- 14,28%
Zona 2 0.89% 9,82% 3,57% 14,28%
Zona 3 1,79% 9,82% 2,67% 14,28%
Zona 4 0,89% 9,82% 3,57% 14,28%
Zona 5 1,79% 8,03% 4,46% 14,28%
Zona 6 2,68% 14,28% 0.89% 17,85%
Lojas e Instituições --- ---
10,71% 10,71%
Públicas
Total 7,98% 76,76% 15,16% 100%

Fonte: Elaboração própria com base nos dados da pesquisa.

Taxa junto Não


Taxa Outro
Categoria com IPU, soube Total
específica
energia e água responder
Zona 1 8,93% --- 4,46% 0,89% 14,28%
Zona 2 5,36% --- 4,46% 4,46% 14,28%
Zona 3 6,25% --- 4,46% 3,57% 14,28%
Zona 4 3,57% --- 6,25% 4,46% 14,28%
Zona 5 2.68% --- 2,68% 8,92% 14,28%
Zona 6 6,25% --- 3,57% 8,03% 17,85/
Lojas e Instituições 10,71% --- --- --- 10,71%
Públicas
Total 43,75% --- 25,88% 30,33% 100%

Fonte: Elaboração própria com base nos dados da pesquisa.

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Três vezes Não tem
Categoria Diariamente Total
por semana período definido
Zona 1 8,03% --- 6,25% 14,28%
Zona 2 3,57% --- 10,71 14,28%
Zona 3 --- 3,57% 10,7% 14,28%
Zona 4 0,89% 2,68% 10,71% 14,28%
Zona 5 --- --- 14,28 14,28%
Zona 6 3,57% --- 14,28 17,85%
Lojas e Instituições Públicas 7,14% 2,67% 0,89% 10,71%
Total 23,2% 8,92% 67,82% 100%

Fonte: Elaboração própria com base nos dados da pesquisa.

Perante esta situação, foi efetuada uma proposta para melhorar a


gestão dos resíduos sólidos urbanos em que se destaca a necessidade de investir
na educação ambiental, reforma do sistema de recolha e requalificação do destino
final. A sua implementação exige a participação dos diversos setores da sociedade
civil, com a intenção de promover a elaboração e implementação de estratégias
mais eficazes.

 Tipos de resíduos produzidos

A centralidade produz resíduos de origem doméstica, comercial e


hospitalares, geralmente compostos por resíduos orgânicos, latas de metal,
plásticos, embalagens de produtos alimentares, papel, restos de alimentos, luvas,
siringas entre outos. Em grande parte, esses resíduos são gerados pelos
comerciantes, a recolha é feita de vez em quando, sem calendarização prévia pelas
as empresas de prestação de serviço.

2.3. Proposta de melhoria

A centralidade do Mussungue, enfrenta vários problemas descritos


propondo-se a reformulação dos procedimentos atuais e a atuação em domínios que
a seguir destacamos.

Para melhorar o funcionamento e dar maior sustentabilidade o impacto


do surgimento das centralidades na vida económicas dos angolanos “caso dos
moradores da centralidade do Mussungue, de 2015 á 2020, a Administração deve
implementar a construção que viabilize por questões de segurança a sua vedação
limitando o acesso das pessoas e animais.

14
CONCLUSÕES

Este trabalho teve como objetivo providenciar diretrizes para melhorar


a gestão actual dos resíduos sólidos urbanos da Centralidade do Mussungue, avaliar
o conhecimento da população em relação ao tema da gestão de resíduos; contribuir
para a sua melhor gestão e propor medidas que ajudem resolver ou mitigar o
problema. O ser humano é sem dúvida o responsável pelos resíduos e poluição do
planeta sendo incumbência dos Serviços Públicos, com a colaboração da
população, zelar pela defesa e conservação do ambiente implementando políticas
que promovam a resolução destes problemas com os consequentes benefícios para
a saúde pública e bem-estar geral das populações.

Do trabalho desenvolvido podemos afirmar que a questão dos resíduos


sólidos Centralidade é um assunto preocupante e alarmante que carece de medidas
e planos para minimizar a referida problemática.

Os principais problemas encontrados durante a realização do trabalho


no âmbito dos RSU são:

 Deficiente recolha por falta de meios, levando a uma situação lamentável em


que os resíduos são depositados no chão e ao longo dos cursos de água,
constituído um impacto visual negativo e um problema de saúde pública;

 Escasso número de contentores usados de pouca qualidade, e outros sem


serem usados;

 Limitações de ordem financeira;

 Falta de colaboração por parte de alguns moradores, dificultando assim o


trabalho da Administração e das empresas que operam no setor;

Conclui-se que para que a gestão dos resíduos sólidos seja funcional,
regular e eficiente na centralidade, e necessária uma operacionalização mediante
um sistema que se adapte à realidade local e procure propostas sustentáveis em
todas as áreas. As autoridades devem reforçar as políticas de gestão dos resíduos e
encontrar formas de sensibilizar, mobilizar e responsabilizar os moradores e
responsáveis das lojas e instituições públicas e privadas.
15
REFERÊCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Andrade,Marcos Silva. (2013). Como realizar a caracterização e classificação dos


resíduos sólidos urbanos Obtido de: http://www.teraambiental.com.br/blog-da-tera-
ambiental/como-realizar-a-caracterizacao-eclassificacao-de-residuos-sólidos
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17
ANEXOS
Imagens de Resíduos localizados em lugares inadequados na centralidade

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Fonte: Nova Centralidade do Mussungue Zona V, 2018